Tinha um Mcguy no meio do caminho
by: Suri Jones
betada por: Manú / Didi / Cáh
Capítulo 01
Era
uma manhã linda, o céu limpo seguido por uma leve brisa.
se encontrava
caminhando pelas ruas de Londres chutando alguma pedras, até chegar ao parque.
Deu alguns passos e sentiu seu celular vibrar.
- Fala - falava como
se estivesse prestes a desmaiar de tanto desânimo; também pudera, sua vida
estava um porre.
- Credo dude, você acaba de fazer sumir meu ânimo.
- Desculpa
cara! Não estou bem hoje.
- Percebi... hey! Vem aqui em casa, o
e o
estão aqui fazendo bagunça, só tá faltando você - parecia estar
feliz.
se sentou ali mesmo na
calçada, e ficou falando por um bom tempo com
que, por milagre, conseguiu convencer o amigo a esquecer os problemas e ir
comer uma pizza com eles. Quando se levantou, trombou em uma garota, muito
desajeitada por sinal, e os dois caíram no chão.
- Ai me desculpa, eu não
estava prestando atenção e... ai caramba! Você se machucou? - ela perguntava
apavorada vendo a cara de dor que ele fazia.
- Não me machuquei não, só deu um
mal jeito e... ops... que educação a minha - abriu um sorriso sem graça e se
levantou ajudando a garota a se levantar também - E contigo tá tudo bem?
-
Tá... tudo
sim - pegou sua bolsa e ia sair correndo de novo, mas segurou sua mão e
fez com que ela o encarasse nos olhos.
- Não posso nem saber o nome da donzela
apressada? - falou da forma mais meiga pra não soar como uma cantada, porque
não era essa mesmo a intenção.
- Donzela apressada? Eu? - ela riu fazendo
ficar hipnotizado por alguns instantes - Meu nome é... - foi interrompida pelo
celular de que novamente tocava.
- É minha
mãe... espera só um minuto ok?
- ela balançou a cabeça afirmativamente. Esperou alguns minutos mas estava
realmente com pressa.
- Desculpa mas... eu tenho que ir agora - ela disse andando
um pouco pra trás.
- Não! Espera... não mãe, não gritei pra você - ele disse
rindo de si mesmo porque estava atrapalhado.
Ela sorriu e foi indo embora - Tchau
, até a próxima - acenou e sumiu da vista dele.
-
Ahn... tchau - falou meio
triste e voltou a falar com sua mãe, que estava berrando, quase deixando seu
filho surdo.
Chegou na casa de e parou em frente a
porta, ia bater quando
abriu a porta, fazendo cair em cima dele.
- Sai de cima ! Você é
pesado - ria enquanto rolou pro lado ficando estirado no chão -
Hey!
Tá tudo bem? - ficou de repente sério.
- Não...é a segunda vez que eu
caio hoje - se levantou com a ajuda da parede
mesmo, porque ficou o
encarando parado.
foi até eles e os puxou pra cozinha.
- Poxa , que
cara é essa? Pode ir parando de estragar o dia assim porque hoje tem que ser
perfeito - falava com uma expressão de criança sonhadora no rosto.
-
Hoje? Perfeito? Que dia é hoje? - perguntava sem
entender, mas pelo rosto
e felicidade do amigo ele logo pensou que se referia a ,
namorada ( ou quase
) de - É alguma coisa com a ?
-
Hummm... vejo que suas 'quedas' não
mataram todos os seus neurônios - entrou na cozinha e
foi logo fuçar a
geladeira - Há quanto tempo você não faz compras,?
-
Ahn... desde que
você se instalou aqui? - respondeu sarcástico e deu língua pra
ele.
- eu não me instalei aqui... é que fica mais perto da escola e sua casa é
maior e... desliga a droga do celular quando eu estiver falando - ficou no
seu canto emburrado.
- Não liga não guys... tá na TPM - soltou um riso e
atendeu.
- , o que ele vai aprontar hoje? - ficou bastante curioso pois
sabia que não ficava assim por nada.
- Sei
lá, fez moh suspense até agora... disse que só ia falar quando você viesse e talz.
desligou e
voltou pra cozinha - Boas notícias garotos! - puxou e os quatro se
sentaram.
- Fala Fala Fala Falaaaaaaaaaaaaaaaaa - os três berravam.
- Calma aê
cambada! Eu vou falar... prestem atenção - fez toda uma preparação e
enrolou um pouquinho - Hoje a gente vai jantar na casa da !
- Ah! Legal -
isso foi o melhor que ouviu.
- Vocês não ficaram contentes? - falou meio
tristinho mas logo lembrou de um detalhe - Ahhh!!! a e a vão estar
lá.
- Ai meus Deus! a ,a , a !!! Com que roupa eu vou?
Será que meu cabelo tá bom? - ficou
elétrico, não parava de falar, assim como o que pareceu amar a idéia de estar perto da garota de
seus sonhos.
- E você ? Não ficou feliz com a notícia? - achava que
não estava se sentindo bem.
- nhaa...
estou feliz sim, por vocês estarem
felizes mas... - Ficou pensando no que falar.
- Mas?
- É que eu prefiro ficar em
casa... senão vou ficar de vela lá e isso não é legal - deu um sorriso e se
levantou indo em direção à porta. Os três o acompanharam sem entender muito
essa reação - Tenham uma boa noite! - disse amigável, se virou e foi
andando.
- Tem certeza que não vai? - berrou de longe.
- Tenho
sim... divirtam-se - acenou e foi embora.
Capítulo 02
-
Oi mãe! - falou subindo as escadas.
- ? Que você está fazendo em casa?
Não ia pra casa do ? - a sr.ª estava estranhando.
- Ah! Eu acabei de
sair de lá... vou dormir um pouco - ia berrando até o quarto e ficou
feliz por sua mãe não ir ver se ele estava com febre porque ele não era do
tipo de garoto que parava, num sábado à tarde, em casa. Trancou a porta e foi
pro computador ver o que tinha de bom pra fazer lá.
" diz:
"
se mudar de idéia é só aparecer por lá ok?
" o.O diz:
" se eu mudar de idéia...eu apareço sim ^^
"
o.O diz:
" vou dormir um pouco agora
" o.O diz:
" teh logo dude... bom jantar o/
" diz:
" ok
seu cabeça dura _|_
deitou em sua cama. Pensou um pouco na garota
que ele derrubou, e estava quase dormindo quando percebeu um detalhe que podia
fazer muita diferença. Se levantou depressa, tropeçou numa guitarra, xingou um
pouco, deu um tchau pra sua mãe e saiu correndo de volta pra casa de .
-
? Aconteceu alguma coisa? - que agora fechava a porta atrás de si,
olhava pro amigo se questionando o que poderia ter acontecido.
- , eu
preciso que você me ajude a pensar, porque eu não estou conseguindo sozinho -
foi sentar no sofá pra tentar recuperar
o fôlego, nem sabia como tinha conseguido chegar tão rápido ali, e isso nem
importava agora.
- Tá, eu ajudo... pode falar - quando queria, era
bastante compreensivo.
- Então... er, foi assim... hoje de manhã, um pouco
depois que você me ligou, eu fui levantar da calçada e acabei esbarrando em
uma garota...
- Há! Eu sabia que tinha mulher no meio - interrompeu
que o olhou com uma cara que dava medo - Continue, sim ^^
- Voltando, eu ajudei
ela a se levantar, só que quando ela ia falar o nome dela, minha mãe me ligou
e eu tive que atender porque dude, você sabe como ela fica brava quando eu não
atendo - apenas concordou com a cabeça - Só que a garota estava com
pressa e - abaixou a cabeça e fechou os olhos - E ela foi embora.
- E
você quer que eu te ajude no quê? - percebeu que estava realmente
interessado em uma garota, não sabia se era pra algo sério ou pra uns simples
'amassos' ... mas o fato era que estava.
- Calma que tem mais uma coisa -
passava as mãos no cabelo parecendo confuso - Quando ela se despediu, ela me
disse " tchau " ... mas eu nem disse meu nome pra ela, como é
que pode ?
- Ah sei lá, vai ver ela estuda na nosso colégio e você nunca
notou ela - foi a primeira coisa que conseguiu pensar.
- Será? Não faço
idéia... - desmaiou no sofá com as mãos no rosto.
- Vai no jantar?
Não, você não vai ficar de vela - logo adiantou ao ver que ia dar
a mesma velha desculpa.
- Não vou? Tem uma amiga da pra mim?
- Claro que
tem, ou se você quiser um amigo eu prometo não ficar com ciúmes hoje xuxu -
ria enquanto levava socos de .
- Quem é ela? É bonita, legal? Hein?
- o ânimo de logo voltou. estava errado, não tinha tomado
jeito.
- O que vai acontecer no jantar de hoje à noite? - , que estava
fazendo compras no supermercado com , não parava de fazer perguntas.
- Eu
não sei... mas espero que seja algo bom - que dizia não saber de nada,
estava muito alegre, o que fazia ficar desconfiada - Está pronta pra ver
o ?
- Eu vejo o '' todo dia, fofa - gostava de mas
não queria dar o primeiro passo - Porque hoje vai ser diferente?
- Não sei...
foi só uma pergunta - sorriu ao ver vermelha apenas em mencionar o
garoto - Vamos terminar as compras logo pois temos muito trabalho.
- Trabalho?
Mas a comida vem pronta, é só esquentar e... - olhou pra ela e a
interrompeu - Eles não precisam saber, não é?
- Claro, claro - elas foram pro
caixa, pagaram e foram pra casa.
- É só uma sobremesa, põe sorvete com
algumas coisas e está feito, - estava tentando fazer algo bem
simples, enquanto queria fazer algo digamos que, mais refinado.
- Claro
que não , é um jantar - deu ênfase a última palavra - Do que eles
gostam?
- Eu não sei, não conheço eles e nem sei se vou ficar pro jantar -
ela andava de um lado pro outro da cozinha.
- Lógico que vai ficar e senta aí
guria, tá me deixando nervosa - puxou e fez com que ela se sentasse
- Porque tanta agitação, pequena?
- Não é nada, só que eu esbarrei no amigo
de vocês hoje... o sabe? - era estranho mas quando falou de
seus olhos e expressão mudaram - Nossa, ele é mesmo lindo.
- É... ele é
lindo sim, isso porque você não viu o ainda amiga, ai ai - ficou
viajando em seus pensamentos e suspirando a cada lembrança de .
- ? ow!
Tá viva garota? - como não saía de seu 'transe', pegou uma uva que
estava no centro da mesa e arremessou na cabeça de .
- Ai! Quer me matar?
- agora massageava a testa, uma simples uva nem doía, mas ela era
exagerada.
- Matar? acorda, é uma uva, u-v-a - não conseguia parar
de rir da cara que fez.
- Vamos ver se não dói - fez seu rosto
mais macabro e parou de ri instantaneamente.
- Uou! O que você vai fazer
com essa laranja? O.o - entrou em pânico. apenas levantou e acertou
em cheio o estômago da garota, que caiu no chão da sala gritando.
- Depois a
exagerada sou eu - levou até o sofá.
- Há! Olha a diferença né, a
laranja vale por 20 uvas - segurava o estômago e parecia segurar o choro
também.
- Ain sorry! Mas você mereceu - ria muito.
- Deixa a dor passar
que você vai ver, sua coisa - ela deu um tapa no braço de - Será que
as bananas servem de bumerangues?
- ! - repreendeu a amiga.
- É
brincadeira poxa - ela se acomodou no sofá e expulsou , que foi pra
cozinha rindo.
Capítulo 03
e entraram na casa que as três ( agora quatro ) garotas dividiam e
pisou numa laranja que estava no chão. Conclusão: foi pra cima de e as
duas caíram no chão com as compras.
- Ai meu Deus! Quebrou? - veio
correndo.
- Não não... acho que estamos bem e... - falava enquanto
ajudava a recolher as coisas.
- Ai meu precioso - falava enquanto
abraçava um litro de vodca - Ah se tivesse quebrado...
- ¬¬' tomara que dê
ressaca, sua bêbada - amaldiçoava que nem ligou e levou a vodca
pra cozinha.
- Hey preguiçosa, acorda! - balançava que dormia no
sofá tranqüilamente, sem nem acordar com o barulho.
- Me deixa dormir -
resmungava, mas foi obrigada a acordar, porque começou um ataque de
cócegas - Já acordei, já acordei - falou e todas foram pra cozinha.
- Elas
cozinham bem? Se não cozinham é melhor a gente passar numa pizzaria antes e
... - duvidava dos "dotes culinários" das garotas.
- Eu não sei,
mas tratem de elogiar a comida - , que praticamente desmontava o guarda-roupa, falava - Não queremos brigas e discussões.
- A gente podia ir lá, ver
se elas querem ajuda... o que acham? - olhava pros amigos que se
entreolhavam - Pelo menos não tem risco de intoxicação.
- Cala a boca -
deu um pedala nele - Mas a idéia é boa.
- Concordo, vamos lá então -
vestiu seu casaco e saiu saltitando da casa fazendo todos rirem.
Ding -
dong -> campainha
- Eu atendo - se levantou e foi correndo abrir a
porta.
- Oi linda - ia dar um beijo em quando ela fechou a porta na
cara dele, que quase caiu com o impacto - O que foi isso? - ele passava a mão
no nariz que bateu.
- Nem sei, mulherada louca -
disse estranhando a reação da
garota ao vê-los.
- O que houve ? Quem era? - , que veio correndo
seguida por e , perguntava - Porque você tá pálida?
- O...o-o
e os meninos - ela gaguejava e apontava pra fora. Não precisou dizer mais
nada, todas entraram em pânico.
- Credo, elas estão desmontando a casa? -
perguntava ouvindo gritos, passos e barulhos vindo de dentro.
- Esconde
essas caixas, tira essa laranja do caminho - gritava pras outras.
-
Laranja? - se perguntava.
- ? - se perguntava.
- Não é melhor
e mais fácil trancar a cozinha? - já estava cansada de correr.
- Se ela
tivesse porta, seria - retrucava - Pronto? Eu vou abrir, senão vão nos
achar malucas - ela abriu a porta com o seu melhor sorriso no rosto - Oi amor! -
abraçou e deu um beijo em , que não estava entendendo nada.
- A gente
está atrapalhando alguma coisa? - falou seguindo os outros pra dentro da
casa.
- Não, imagina... é que a gente estava... estava... - olhou pra
procurando uma resposta.
- Estávamos caçando um rato - essa foi a única
desculpa que achou, olhou pras amigas que a olhavam incrédulas - Que foi?
- perguntou baixinho.
- Podiam chamar a gente - disse se sentando.
- Que
isso, nem se preocupe, ahn... a que devemos a honra de suas visitas tão cedo?
- se sentou ao lado de , que ficou um pouco nervoso.
- O que é que
tem no seu cabelo ? - apontava pro cabelo da garota, chegou mais perto
e tirou um pedaço de brócolis de lá. Todos caíram na gargalhada.
- Isso tava
no meu cabelo? O.o - dizia assustada.
- Parece que sim, fofa - sorriu
fazendo se sentir abobadamente feliz.
- Cadê a ? - perguntou de
repente.
- Não sei... ela não estava aqui? - respondeu prestando mais
atenção em do que em .
- Quem é ? - parecia o mais
interessado.
- Eu vou chamar ela... ô !!! - berrou fazendo ficar
surdo.
- Por isso que ela não responde...vocês deixaram ela surda -
balançava a cabeça pra ver se sua audição voltava ao normal. deu
língua e berrou de novo - carambaaa!
- Que é? - que estava no quarto,
berrava igual ou mais que .
- Desce aqui pra conhecer o garoto em que
você esbarrou de manhã - acabou entregando a garota sem querer -
Ops -
bateu na própria testa.
olhou pra . olhou pra e os dois
começaram a rir, deixando todos, exceto , sem entender absolutamente nada.
A garota veio descendo as escadas um pouco envergonhada, percebeu e sorriu
ao ver que ela o encarava e que disfarçou olhando pro chão. Ela amava aquele
sorriso, desde quando o viu pela primeira vez, mas não sabia porque achava que
sentia algo por aquele garoto.
- Nusss... achei que tinha morrido - que
estava abraçada com falava - Ah! Esse é o - ela não quis dizer '
meu namorado', porque não sabia bem o que os dois eram.
- Prazer, - ela
sorria simpática enquanto cumprimentava os outros garotos. Quando foi
cumprimentar , sentiu que começou a ficar trêmula e um pouco nervosa e
pensava : que diabos está acontecendo comigo?
- Bom te ver novamente -
beijou as bochechas da garota e ela percebeu que ele também estava
nervoso.
- Bom te ver também - sorriu e foi se sentar ao lado de
que ficou pedindo desculpas pelo deslize.
- Ahn, vocês ainda não disseram o
porquê da visita - falou enquanto brincava com .
- Ah é mesmo -
passou a mão nos cabelos - viemos ver se vocês precisam de alguma
ajuda.
- Ai que fofos - apertou a bochecha de , ia apertar a de
, só que ele se escondeu atrás de que ria. e se esconderam
também, deixando uma de cara fechada.
- É muito legal da parte de
vocês - falou - Mas nós temos tudo sob controle.
- Tá bom então... hey!
Vai ter brócolis? - perguntou olhando pra , que no mesmo instante
mostrou o dedo pra ele - Olha que mal-criada - falou rindo e levou uma
almofadada na cara. Todos se entreolharam e gritou - GUERRA DE
ALMOFADAS!!!
Capítulo 04
Os
meninos foram embora e as meninas voltaram pra cozinha.
- Porque a gente não
tenta cozinhar algo, tipo... feito por nós mesmas - tentava convencer as
outras - Acho que eles podem gostar.
- Há! Se depender da gente, só vai sair
miojo - dizia - Mas vamos tentar - sorriu vendo dar pulinhos alegres e
sorriu mais ainda quando ela conseguiu cair da cadeira sozinha.
- Pára de rir e
me ajuda a levantar - falava mas estava procurando uma receita de
alguma sobremesa e nem ligou pra ela - Ok! Obrigada pela não-ajuda - ela
se levantou sozinha enquanto as outras discutiam sobre comida - Se o
estivesse aqui, ele me ajudaria - falou baixinho e deu um sorriso
involuntário.
- O que você falou? - perguntou pra que estava perdida
entre as lembranças.
- Nada não... o que vamos fazer? - respondeu e se
juntou as outras.
Os garotos andavam pela rua, vez ou
outra sacaneando uns aos outros. Decidiram ir pra casa se arrumar, porque
costumavam demorar mais que meninas. foi pra sua casa e os demais pra casa
de .
- Acho que vou pôr na porta de casa uma placa dizendo "
house-Lar de Mcguys desabrigados" - brincava enquanto e
riam - O que acham?
- Escreve também se ninguém quer nos adotar -
e suas idéias - Mas pergunta 1º pra , porque não
pode ser adotado por qualquer uma.
- Uma ou Um né? - zoava - Vai que
aparece um gay interessado, nunca se sabe...
- Então, como eu estava dizendo...
- o cortou - A vai me adotar, pergunta pra ela.
- E você acha que
ela ia querer? Ela não está doida - imaginava cuidando de e
realmente era muito engraçado.
- Hey! Vocês me deram uma idéia... vou doar
vocês pra caridade - saiu correndo pra carregar que se trancou no
banheiro - Ô amor! Eu preciso fazer minha boa-ação - falava rindo
encostado na porta.
- Vai embora cafajeste! Você feriu meus sentimentos -
fingia uma voz desiludida.
- Outch! Eu vou tomar um banho no quarto de
hóspedes - foi escolher suas roupas, ainda faltavam algumas horas e ele
acabou pegando no sono.
- ! Tá pronto cara? -
entrou no quarto - Não acredito... acoooorda !!! - ele berrou na cara de
.
- Ahn... - falou sonolento e abriu os olhos devagar - Que foi?
- Oh God!
Já são vinte pras oito e você não está pronto? - falava calmamente
pra que o entendesse na primeira vez, assim não teria que repetir.
- Nossa!
Acho que eu dormi - mexia nos cabelos, bocejando - Eu vou tomar banho -
saiu do quarto e em mais ou menos 10 minutos, apareceu pronto na sala,
ele combinava uma calça social preta com uma camisa listrada, metade da cueca
aparecendo, por a calça estar caindo sendo segurada apenas por um cinto,
usava uma camisa pólo azul com calça jeans [p.s.: caindo claaaaro!] e
estava com uma calça jeans e blusa vermelha. Só estavam esperando chegar
e iriam juntos pra casa das meninas.
- Cadê minha blusa?
- Onde tá o ferro?
- Oh droga! Quem quebrou meu salto?
- Alguém viu meus gibis?
- Pra que você
queros gibis agora, criatura?
- Ué! Pra me distrair enquanto vocês se arrumam
e...
- Que que tá queimando?
- pára de pensar no , dá pra ver a
fumaça de longe.
- Não sou eu...
Tic-tac tic-tac
- O JANTAR!!! - desceram as
quatro correndo pra cozinha.
- Ai minha pobre lasanha - falava chorosa
sendo consolada por .
- Pega outra e põe no forno... acho que dá tempo -
falou subindo as escadas e indo pro quarto terminar de se arrumar.
- Que
folgada! Dá a idéia e depois some - falou jogando aquela 'coisa' queimada
fora e pegando uma lasanha nova.
- Espero que eles gostem do meu macarrão -
soltou da amiga e foi se arrumar também.
- E do meu brócolis -
falava orgulhosa de seu prato.
- Vão gostar ... vão gostar - sorria e
elas foram pra seus quartos.
- O que que o tem na cabeça? Não
sabe ser pontual? - andava de um lado pro outro na sala.
- Calma dude!
Ainda faltam 5 minutos - dizia pacientemente sentado com um pacote de
batatas nas mãos.
- Vai ficar olhando pras batatas? - olhava pro
garoto.
- Tô guardando pra viagem - abraçou a comida.
- Que viagem? Não
estamos nem à 10 minutos da casa delas.
- Então... - deu de ombros.
- Me
dá isso aqui - tomou o salgadinho das mãos de , abriu e começou a
comer.
- Hey! Essas batatas são minhas - reclamava tentando pegá-las de
volta.
- São nada... você pegou da MINHA cozinha - riu ao ver
emburrado.
- Agora eu vou passar fome - murmurou .
foi na cozinha e
assaltou o estoque de salgadinhos e afins [ o.O ] . Voltou pra sala com dois pacotes e
arremessou um na cabeça de .
- Cuida bem desse pacote - falou e abraçou
o garoto feliz.
Capítulo 05
arrumava a mesa, ajudava a arrumar os cabelos e estava sentada
na sala olhando pro nada até ouvir a campainha e em seguida gritando e
pulando alegre no andar de cima. Como ninguém se manifestou, ela foi receber as
visitas - Pode deixar que eu atendo - gritou indo até a porta.
- Olá sugar! -
a cumprimentou, pegou sua mão e analisou a garota. Ela usava um vestido
azul escuro que ia até o joelho e um salto que a deixava quase do mesmo tamanho
que - Está linda, !
- Obrigada! Você também está lindo -
piscou brincalhona pro garoto, deixando um ciumento.
- Olha o
respeito com a , cara! - falou emburrado e não pôde deixar de
ficar feliz. Foi até o garoto e deu um beijo em sua bochecha, fazendo mudar
totalmente sua expressão, de bravo pra bobo.
- Somos amigos , garanto
que a não ficaria chateada por um simples elogio - cumprimentou
e foi chamar as outras.
- Relaxa ! Ela só tem olhos pra você -
tentava consolar o garoto, que pareceu mais confiante - E não se esqueça do
real motivo do jantar.
- Okay, okay... - e se sentaram e foi
ajudar .
- A princesa dos miojos precisa de
ajuda? - estava parado na porta da cozinha. o olhou surpresa e ao
mesmo tempo sorridente.
- Princesa dos miojos? - ela fez careta e ele riu
abraçando a garota.
- Você está linda, fofa - comentou e viu a garota
ficar corada. Ela estava com uma roupa simples, porém muito bonita. Usava uma
calça jeans escura, uma blusa preta com a estampa de ninguém menos que McFly,
e um all star [N/A: clássico ^^ ] ah! E estava com um cachecol quadriculado
dando um toque a mais em seu look.
- Obrigada e... não reparou em nada em
especial? - apontou pra blusa e viu um de boca aberta.
- Nããão...
você fez isso pra nós? - falava emocionado sem soltar as mãos da
garota que não se incomodava com isso.
- É... gostou? - ela perguntou sorrindo
e achando graça na cara de bobo dele - Vai fazer mutio sucesso quando vocês
ficarem famosos.
- Ain ! Eu te amo garota - encheu as bochechas dela
de beijos e eles ficaram rindo e conversando na cozinha.
desceu as escadas e parou ali do
lado. e nem olharam pra ela, porque estavam entretidos em uma animada
conversa.
- Cahan... - ela pigarreou e eles perceberam sua presença.
-
...Eu apresento à vocês a estrela do nosso jantar, a dona desse salto -
apontou para os próprios pés - Porque alguém quebrou os meus e... bom, isso
não vem ao caso... Voltaaando, a garota que paga as contas e é muito mandona -
desceu as escadas e deu um tapa na cabeça de . Os garotos riram.
-
É isso que eu recebo por toda a apresentação? - falou indignada indo
sentar-se ao lado de . correu até . Ela usava um vestido preto um
pouco mais longo do que o de , estava com os cabelos presos e arracou um 'uau'
dos garotos.
- Você está simplesmente... Perfeita - sorria, estava
admirado com a beleza de sua garota e a beijou apaixonadamente.
- São seus
olhos, amor - estava olhando nos belos olhos de - Você é que está
lindo.
- Nusss... ninguém vai fazer uma apresentação pra mim? - reclamava
enquanto descia as escadas.
- Desculpa querida, mas não é você que cuida do
dinheiro - brincava.
- Sua interesseira! - arremessou uma almofada
em mas, ela desviou e adivinha... acertou em cheio que caiu sentada
na escada.
- Ain minha bunda, poxa! Isso doeu - ela reclamava ainda sentada.
-
Amiga, desculpa - falava com uma expressão de dó - Era pra acertar
essa...coisa aí do seu lado - ela mostrou a língua pra que lhe
retribuiu com o dedo médio.
e vieram pra sala e viram sentada
na escada, do seu lado, com remorsos e e rindo.
- O que
houve? - os dois perguntaram em coro.
- Foi essa coisa mal-educada -
apontou pra .
- EU??? - apontava pra si mesma - Não fiz nada...
foi ela.
Elas começaram uma discussão e foi sentar ao lado de .
-
Porque a tristeza, sugar? - perguntava, ele era um dos mais compreensivos -
Você não se machucou na queda neh?
- Não... obrigada por perguntar e... -
olhou pra - Eu não estou triste - tentou sorrir mais saiu muito falso.
- Vai precisar de mais do que isso pra me convercer - ele sorria amigavelmente e
olhava pra a cada segundo.
- Se declara pra ela... ela vai gostar -
falou e à encarou assustado - É sério , você gosta dela... nada te
impede.
- Você é uma garota esperta - sorriu - Assim parece que você
está triste porque eu gosto dela - riu.
- Não é isso, não me entenda mal
- ela olhava pro chão - Eu tenho a mania de mudar muito rápido de assunto,
sabe?
- Sei, eu percebi - agora observava que falava animadamente com
os outros.
- O não vem? - perguntou pra um em transe, ficando um
pouco corada e se sentindo imbecil, "se ele não está aqui, é óbvio que
não vem mais". não percebeu.
- Não sei - ele disse se levantando -
Talvez mais tarde - deu de ombros e saiu, deixando sozinha na escada.
"Ele não vem... ", pensou.
Capítulo 06
- Ô mãe, eu estou atrasado! -
reclamava com um bebê, que sua mãe ficou de tomar conta nos braços - Anda
logo!
- Espera
! - a mãe gritava procurando alguma coisa no quarto.
- Ahh NÃO!!! -
gritou de repente - Eu vou te afogar na pia, seu bebê nojento.
- Você não vai afogar ninguém, mocinho - a mãe desceu correndo e tirou a
pobre criança do colo de
.
- Eu não abraçaria essa 'coisinha' se fosse você -
apontava pro bebê com uma expressão de nojo - Ele acabou de fazer, ahn...
necessidades, se é que me entende.
Srª
afastou a criança com uma cara não muito contente - Espera aí que vou trocar
a fralda - foi ao banheiro deixando um
irritado na sala pensando "antes isso do que um carro cheirando à...
esquece... "
- Vamos comer? Eu tô com fome -
pediu, e todos que antes conversavam, olharam pra ele - Falei alguma coisa
errada? - eles riram.
- Querem esperar o
ou não? -
olhava pra
.
- Nem sei mais se ele vem, amor... -
respondeu à garota.
não pôde fingir que não havia ficado desapontada.
olhou a menina e sentiu um pouco de pena.
- Ah, vamos jantar antes que o
desmaie de fome -
se pronunciou e
a agradeceu com um caloroso abraço - Me larga
! - falou se soltando do abraço e correu rindo dele até a cozinha. Ele foi atrás
com um sorriso bobo no rosto.
- Você não gosta do meu abraço? - ele perguntou com uma carinha meiga e
quase não resistiu.
- Eu... ai
, não é isso - ela ficou nervosa e ele percebeu, roubou um leve beijo da
garota e foi pra perto dos outros deixando-a sem reação.
Estavam sentados à mesa.
e
na cozinha e
e
falando com os meninos. Ouviram a campainha.
ia se levantar pra atender.
- Fica aqui
... eu vou atender -
colocou a mão no ombro da amiga e fez ela se sentar. Andou até a porta.
- Olá! Será que o convite ainda está de pé? -
falou sorrindo pra garota - Nossa! Você está linda - ele comentou vendo-a
ficar um pouco sem graça. Ela usava uma calça jeans simples, all star e um
casaquinho preto sobre uma blusa branca. Realmente linda na opinião dele.
- Obrigada -
agradeceu envergonhada e submersa naqueles olhos e naquele sorriso que a
hipnotizavam, percebeu que ele à observava - Você que está lindo... ahn,
entra - sorriu abrindo um caminho pra que ele entrasse. Ele usava jeans também,
e uma sobreposição de camisa e pulôver.
- Vem, eles estão na outra sala - ela estendeu a mão pra ele segurar. Ele
tirou a mão do bolso e segurou a dela.
- Obrigado, gentil donzela -
olhou bem nos olhos da garota que mordeu o canto da boca, sorriu e o conduziu
até os amigos.
-
! Que bom que você veio! -
falava alegremente, e olha que nem tinha bebido ainda - Por que demorou tanto,
dude? -
se sentou com os meninos e
foi ajudar a trazer os pratos à mesa, já que
não estava mais lá.
- Ah! Eu estava meio que... de babá lá em casa.
- BABÁ? O.o - os garotos se assustaram.
- Eu sabia que você gostava de crianças mas... não que você tinha vocação
pra babá -
não acreditava muito na idéia.
- Tipo... tem um bebê lá perto de casa que não pára de fazer escândalo, se
você puder dar um jeito... -
zombava do garoto.
- Ah! Calem a boca vai... era minha mãe que estava cuidando da criança, aí eu
tive que levar ela e aquela pessoinha pequena e nojenta na casa de uma amiga
dela - nem passava pela cabeça de
, um dia ser ' babá'.
- Você podia ser uma Super Nanny 2... já pensou cara -
falou e logo levou um tapa de
.
voltou pra sala com ' sua lasanha, seguida pelas outras que também traziam
comida.
- Eu adoooooro massa! -
olhou pra
que sorriu ao ver o garoto acenar pra ela.
- Que ótimo! Porque hoje a base dos pratos é massa -
foi servindo os meninos. Primeiro (claro!) o
que agradeceu com um beijo.
- E o regime de vocês? Vai pro espaço? -
comentou só pra vê-las bravas e acabou apanhando da 'namorada'.
- Por acaso você está nos chamando de GORDAS? -
estava inconformada.
- Amor -
usava todo o poder de sua voz - Você sabe que eu estou brincando... desculpa?
- agora ele apelou pra carinha de cão- sem- dono.
- Okay, está desculpado - ela falou dando um beijinho estalado na bochecha dele
- Só porque eu te amo.
- Eu fiz essa linda e apetitosa, assim espero, macarronada -
colocou uma grande travessa sobre a mesa.
- Está com uma cara ótima -
piscou pra ela que não sabia bem como reagir depois do que acontecera mais
cedo.
- Ahn... eu fiz brócolis -
falou colocando o prato na mesa e se sentando, ficando de frente pra
. Coisas do destino {?} - Espero que gostem.
Eles olharam pra
, que foi a única que continuou de pé.
- Eu fiz o suco! -
ergueu a enorme jarra de suco que segurava.
- Ebah! É de laranja? -
adorava tudo que
fazia. Ela fez que sim com a cabeça - Mas tipo... foi você que expremeu as
laranjas e... tirou as sementes?
- Pra que perguntar isso
? -
o observava.
- Não tinha... sementes -
disse com vontade de rir.
- Que espécie de laranja é essa? Sem sementes? -
questionava.
- Do tipo que vem um pó num saquinho? -
disse e todos riram.
- Ah tah! Me dá um pouco? -
pediu estendendo seu copo e
o serviu rindo.
- Se não gostarem, podemos pedir uma pizza -
olhava pra todos. Eles olharam atentamente pra comida e negaram com a
cabeça, deixando quatro garotas orgulhosas.
Capítulo 07
A
atmosfera naquela mesa redonda estava muito boa. Eles conversavam, riam, só
faltou mesmo uma guerra de sorvete com a sobremesa, mas ninguém queria ficar
grudento e sujo de chocolate. As formigas podiam atacar. Depois que e
se ofereceram pra lavar a louça pro espanto de todos, os demais foram pra
sala ver tv ou conversar ao som de Beatles. Tudo calmo, até ouvirem
dizer- De quem é essa vodca? Pode abrir? - bastou isso e saiu voando da
sala berrando - Não toque na minha bebida, ! - arregalou os olhos e
disse - Ela é uma alcólatra! -
Eu ouvi isso, - gritou e eles riram.
-
Sempre foi - sorriu - Você é que não sabia, xuxu.
-
Temos que regenerar essa menina - brincou.
-
Olha quem fala - bateu em que soltou um 'hey', nisso, ele olhou o
relógio e deu uma cotovelada em que soltou uma exclamação de dor - Tá na
hora - disse simplesmente e correu pra cozinha.
,
e se entreolharam confusos.
voltou seguido de que trazia a inseparável vodca, que trazia uma
bandeja com oito copos e que massageava o braço, que quase
certeza,
havia levado bons tapas de . levantou e fez o mesmo.
-
Antes que fiquemos bêbados - riu - Eu... eu queria fazer uma
coisa. Posso?
- perguntou olhando pra . Ela assentiu com a cabeça e ele continuou.
Segurou as mãos dela e levou alguns segundos pra tomar coragem. Soltou uma das
mãos e a colocou no bolso, tirando de lá uma pequena caixinha, abriu e disse -
, aceita namorar comigo?
- Eu... - gaguejou deixando
nervoso, achava que ia ter um ataque se ela dissesse não - Aceito! -
abraçou que a encheu de beijos e depois trocaram suas alianças de
compromisso.
- Pára de chorar, amor - enxugava as lágrimas que
insistiam em rolar pelo rosto da garota.
- É a emoção ... eu te amo -
não queria sair de perto de . Aquele era o melhor momento de todos,
quando ele estava por perto pra protegê-la.
- Eu também, você não sabe o
quanto - estava feliz de um modo que ninguém nunca viu.
- Posso
atrapalhar um pouco? - perguntou pra .
- Vai lá garoto -
piscou pra ele e foi abraçar .
- Ahn... vocês devem estar pensando
"o que o vai fazer?", bom, os garotos aqui sabem.
- Eu não
sei - reclamou - E isso não me torna uma garota.
- Ah, esquece...
alguns sabem. , pode vir aqui? - encarou a garota que apontou pra si
mesma - É você mesma - ele ria nervoso. Ela foi até lá e parou de frente à
ele.
- Nós sempre fomos bons amigos, brincamos, brigamos às vezes, zoamos o
povo aqui presente - todos fingiram surpresa - Enfim, passamos momentos, muitos
momentos juntos e agora, eu... cara, eu não consigo - ele ia sair, mas o
segurou pelos ombros e olhou bem pra ele.
- Você não pode desistir assim -
mirava o garoto - Está se saindo bem.
- Eu... ! Eu não consigo,
não sou bom com garotas - estava prestes a desabar.
- Ou você fala
agora, ou a perde - dizia firmemente - Você tem que dizer.
Ele
respirou fundo e encarou mais uma vez, que não estava entendendo muita
coisa ou fingia não estar.
- Eu posso ser um idiota mas... será que... que
você gostaria de... - enrolava - Ser minha namorada?
ficou
pálida, sentiu um frio estranho na barriga. era seu melhor amigo.
-
Eu... não sei o que dizer... eu... - abaixou a cabeça. pegou em
seu queixo e fez a garota olhar pra ele. - Olha, eu sempre te amei, e eu estou
sendo sincero, mas se você não quiser, tudo bem e...
- Eu quero -
disse rapidamente.
abriu o maior sorriso que pôde e não
conseguiu deixar de fazer o mesmo.
- Só que eu não te comprei alianças,
porque o orçamento não permite, mas eu trouxe isso - estendeu um
presente e abraçou forte o garoto e lhe deu um doce beijo apaixonado.
Abriu o embrulho e viu um lindo ursinho de pelúcia que ela tanto queria.
-
... ai! Obrigada meu amor! - o cobriu de beijos.
- Ahn... acho
que eu vou participar desse "aproveite o momento" - falou e
mostrou a língua fazendo-o rir.
gelou na hora. Se se declarasse
não seria pra e nem pra , seria pra ela?
- Sei que eu corro o risco
de levar um pé na bunda ou vou ter que esperar mais longos dias, talvez meses
mas... não importa. Se eu não der o primeiro passo, minha garota não vai se
manifestar - olhava diretamente pra que estava quieta e sentia um
frio percorrer sua espinha, não por medo, mas sim por surpresa. continuou -
Na verdade, eu pensava em levá-la pra passear no parque ou em outro lugar
bonito numa tarde ensolarada ou quem sabe, uma clássica serenata? Um jantar a
luz de velas, mas acho que vai ser bem diferente.
pegou um copo e
serviu uma pequena dose de vodca. Ofereceu pra e essa, virou em um gole
sem tirar os olhos de .
- , quer ser a 'Star Girl' da minha vida? -
pegou o copo das mãos da garota, serviu mais e bebeu. Estava nervoso.
-
eu... - estremeceu, como ele tinha esse poder sobre ela? Os amigos à
observavam, seu cérebro não trabalhava direito - Eu não sei, acho que eu
preciso de tempo, pra pensar entende? - ela olhava pra tudo, menos pros olhos do
garoto.
mexeu nos cabelos, um pouco desapontado - Tudo bem... eu já
previa essa resposta - deu um sorriso fraco e encarou a menina - Pelo menos não
levei um fora - riu e o abraçou, sussurrando algo em seu ouvido que o fez
ficar um pouco mais contente.
Os dois casais e meio (considerando que e
não contavam como um casal inteiro, porque não estavam certos) olharam
pra e que não falavam nada e olhavam pro nada. Perceberam os olhares
sobre eles e ficou de frente pra segurando suas mãos.
- -
começou a falar meio tímido deixando a garota sem entender - Desculpa amor, mas acho
que não vou te pedir em namoro hoje - ela encenou um choro e tapou os rostos
com as mãos.
- Porque ? Você não me ama mais? - disse ela contendo o
riso pra poderem interpretar direito.
- Não é isso... - começou a
tentar se explicar - É que meu amor é muito maior que isso, então vou te
pedir em casamento de uma vez que fica mais fácil - eles riram da
encenação dos amigos que desataram a rir ao ver se esforçar pra não
gargalhar embora tivesse (talvez) um fundo de verdade ao dizer que à amava, ou
algo parecido, como um simples carinho de amigo que na verdade era algo mais.
-
Okay! Ou você pára de me olhar assim, ou eu vou acabar acreditando nestas
palavras - sorriu e ele beijou-lhe a mão.
- Eu tenho que usar o meu
melhor olhar, amável donzela - ele lhe fez uma breve reverência - Ou como eu
conseguirei fazer parte do seu coração? - todos olharam meio aturdidos,
parecia que estava sendo sério mas voltaram a rir quando ele falou
assustado - Calma gente! É só brincadeira... a é minha amiga, eu a amo
como uma amiga - ele riu ao vê-la corar e foram brindar com a vodca deixando
essa história pra trás.
Capítulo 08
Era
quase uma da manhã. Todos estavam levemente embreagados. tinha subido pro
quarto com . , , e dormiam dois em cada sofá e
e estavam sentados no chão jogando vídeo game, com a desculpa de que jogar
bêbados era mais divertido.
- Vamos usar a idéia do ? - olhou pra
que parou de prestar atenção no jogo e passou a encarar o garoto - Quer dar
uma volta?
- , é quase uma da manhã, não tem nada pra fazer lá fora -
falava como se fosse óbvio.
- Eu sei, e isso é bom, não? - ele
perguntava.
- Ahn... não?
- Claro que é. A gente pode sair que nem dois loucos
que ninguém vai ligar - era fato, bêbados não pensavam direito.
- Você
não prefere seguir o exemplo dos outros e dormir? - ela não estava com vontade
de mover um músculo sequer.
- Ah, qual é garota? Uma volta no parque e eu
te deixo em paz... topa? - ele havia levantado e estava com a mão estendida pra
ela.
- Okay! Uma volta - ela segurou a mão dele e eles saíram tentando não
fazer barulho, o que era impossível no estado em que estavam. Foram brincando o
caminho todo até o parque.
- Olha, ! Não é maravilhoso? - ele correu
pro centro do parque e abriu os braços - O parque é só nosso!
- Sempre
sonhei com isso - ela ria e falava alto, assim como , mas sabe... que se
dane! Eles estavam se divertindo sem atrapalhar ninguém e era isso que valia -
Só está faltando a chuva - ela olhou pra ele e sorriu.
- Ah não! Aí você
ia me dizer que sua gripe de amanhã é culpa minha - ele disse também olhando
pra ela.
- Que calúnia! - ela fingia indignação - Eu nunca faria isso -
fez cara de santa.
- Ahan! Claaaro que não faria - ele sorriu divertido -
Porque eu também estaria com gripe e nós passaríamos a tarde enrolados em
cobertores e tomando mil remédios pra dor de cabeça - ele se assustou - Eu sou
pessimista neh?
- Imagina - riu - Nem um pouco.
- É, pensando
bem... até que seria bom porque ia estar em boa companhia - ele encarou a
garota por um tempo mas depois ficou envergonhado demais ao perceber o que tinha
falado - Er... sabe neh? Passar o dia com os caras não é um programa que se
diga "oh! Mas que beleza" - ele tentava disfarçar seu
constrangimento.
- Ahan! É digamos que, meio estranho - ela sorriu - Vamos
brincar? Tá com você! - mal acabou de dizer e saiu correndo fazendo
correr também.
Depois de algum tempo, eles se cansaram de correr e foram
sentar embaixo de uma árvore, sobre um gramado bem cuidado.
- Não está com
sono? - ele perguntou se encostando no tronco da árvore.
- Não mais - ela
riu e olhou pra ele - Amanhã você me paga um sorvete.
- Amanhã eu pago -
ele fez cara de mentiroso.
- Vai mesmo - ela deu língua - Espero me lembrar
de te cobrar depois.
- Estou torcendo pra que não lembre - ele sorriu e ela
gargalhou. Como poderiam gostar tanto da companhia um do outro, se nem se
conheciam direito?
- Me conte sobre sua vida - ele falou de repente
observando o céu, não estava estrelado, mas estava muito bonito.
- Minha
vida? Vejamos... - ela ficou pensando por algum tempo - Sou uma garota
desajeitada, como você já pôde notar - ele sorriu - estou de férias na casa
das minhas melhores amigas, moro muito longe daqui, tenho muitos sonhos e sei
lá, pretendo que estas sejam as melhores férias que já tive, mas já estou
bem contente de ter conhecido você, digo, vocês...ahn, fale um pouco da sua
vida agora.
- Minha vida é meio bagunçada - ele mexeu nos cabelos - minha
mãe é super-protetora, meu pai é desligado, não liga muito pra nada, só pro
emprego dele... tenho uma banda e no momento odeio a escola - riu.
- McFLY
não é? Eu vi na blusa da .
- É... que pena, achei que você sabia
porque somos famosos de onde você veio - ele fingiu desapontamento e ela riu.
-
Oh! Tadinho... vocês vão ser famosos - ela deitou a cabeça no ombro dele e
fechou os olhos - Só espero que não virem rockstars metidos e arrogantes.
-
Não! Isso nunca - ele olhou pra ela - Está com sono agora?
- Uhun - ela
bocejou - Vamos voltar?
- Vamos, quer uma carona? - ele apontou pras costas,
ela negou.
- Não precisa não, gentil cavalheiro. Obrigada - eles voltaram
pra casa num meio silêncio.
acordou na manhã seguinte, foi se
levantar e acabou derrubando que estava do seu lado, abraçada com o
ursinho de pelúcia ainda sem nome. Essa, por sua vez, caiu com tudo em cima de
que bateu no estômago de fazendo-o gritar e segurar no sofá,
enganando-se e puxando a perna de que estava abraçada com , os dois
caíram sobre os outros e assim formaram um 'montinho', soterrando e ,
veio ver o que estava havendo e tropeçou no pé de alguém, caindo em
cima dos outros. desceu as escadas assustada com o barulho e parou quando
todos gritaram desesperados - PÁRA! - e ela começou a rir parada no pé da
escada.
- Eu-to-sem-ar - falou pausadamente e assim perceberam que ela
estava sufocando, igual a que nem falar conseguia. Se levantaram
desajeitadamente e o mais rápido que puderam e abanaram os dois esmagados no
chão. voltou pra cozinha e foi junto.
- Bom dia, amor! - ele deu
um beijo em que fechou os olhos e colocou as mãos na cabeça - Você tá
legal?
- Minha cabeça dói - ela riu e foi se sentar.
- Acho que não é
só a sua - ele sorriu e olhou o povo na sala - Ô ! - o garoto parou na
porta - Vai comprar pão e pó de café.
- Porque eu? Deixa eu curtir minha
ressaca - reclamava.
- Sei lá então... fala pra alguém ir logo que eu
vou preparar o café da manhã - parecia ser o único sem dores de
cabeça, quer dizer, ele e , que acho que já tem resistência à bebida.
e foram fazer as compras.
- Não me lembro de terem pedido chocolates,
bolachas e nem pipoca de microondas, - empurrava o carrinho
enquanto esvaziava as prateleiras.
- Nem eu - sorriu sapeca e
riu, olhou pro lado e avistou os sorvetes, Lembrou que estava devendo e
pegou um pote grande de sorvete de pistache.
- Sorvete logo de manhã? Não
sei como você gosta dessa coisa verde... argh! - não simpatizava com a
cara daquele sorvete - Porque não pega um de flocos, ou chocolate, hein?
-
Larga de frescura, - disse e eles seguiram pro caixa.
Capítulo 09
- Voltamos! - entrou
gritando na casa.
- Jura ? - falava debochada.
- É assim doninha? Também não vai
ganhar chocolate - falava e erguia uma sacola repleta de doces. Mayara
deu de ombros - Eu não queria mesmo - disse e voltou a ver tv.
- Ah não? Então
toma essa: vai ficar sem cerveja - correu pra cozinha.
- volta aqui, amoure! Eu tava brincando contigo - correu atrás
dele, fazendo os outros rirem.
foi até lá e achou cômica a cena.
torturava , escondendo toda a cerveja.
- Hey! Que fazes aqui sozinha? - foi se sentar ao lado de , que
observava o céu cinzento do gramado dos fundos da casa.
- Curtindo a ressaca e
admirando a paisagem - ela respondeu sem olhar pra ele - E você? O que o trouxe
aqui?
- Você - disse simplesmente e a garota olhou pra ele.
- Eu? - perguntou surpresa - Me sinto lisonjeada - ela disse e riu.
- Na verdade, eu vim trazer uma coisa pra você - ele colocou o pote de sorvete
na frente dela, que sorriu.
- Você lembrou! - disse feliz, abrindo o sorvete e se sentando de frente
pra - Seria abuso te pedir pra buscar duas colheres?
- Não seria, mas acho que não vai ser preciso - mostrou as colheres que
ele trouxera - Eu penso em tudo - ele falou se gabando e levou um tapinha de .
- Ai! Isso que eu recebo? Vou levar o sorvete embora porque você não cobrou
mesmo...
- Não senhor! Este é meu sabor preferido - ela deu língua e colocou uma
colher de pistache na boca.
- O meu também - ele falou acompanhando a garota e fez-se silêncio.
Algum tempo quietos e começou a cantarolar alguma música. Olhou pra
e tacou um pouco do sorvete nela.
- Hey! Você quer guerra? - ela olhou maldosa pra ele que riu.
- Você não teria coragem - ele a encarou que jogou uma bola de sorvete nele
- Okay, você teve - falou limpando a bochecha - Mas agora é minha vez -
ele deu uma risada maligna.
- OH MY GOD! ... O que você vai fazer? - ele se levantou e carregou a
garota que gritava e esperneava - SOCORROOOO!!! Não... - ela falou quando viu
que ele ia jogá-la na piscina - - falou manhosa fazendo-o rir - A água tá
friiiia...
- Eu sei - ele fez cara de mal - Hora da vingança, xuxu!
Com a gritaria, os demais foram ver o que estava havendo. foi o primeiro
a sair seguido de .
- !!! Não deixa o me jogar na água... por favooor -
suplicava.
- Sorry sugar - olhou pra e sem que ela esperasse a pegou no colo e
saiu correndo pra cima de que negociava, na beira da piscina, se jogaria
ou não . Empurrou os dois e caíram os quatro gritando naquela água
congelante.
- ! - os três berravam e batiam no garoto.
- Eu vou morrer congelado - tremia.
- Quem se vingou agora, hein xuxu? - falava irônica pra , que tacava
água constantemente nela.
deu uma mão pra , saíram correndo e saltitando. Pularam na piscina
e espirraram água em todos.
- , cara! Você correu igual uma bicha - zoava.
- Cala a boca - veio e brincou de tentar afogar .
e se entreolharam.
- Vamos? - perguntou pra namorada.
- Tá frio amor - reclamava.
- Ah, temos que aproveitar as férias, por favor - insistia mas não
aceitava - Okay! Eu vou... tchau - saiu correndo e se jogou.
- , me espera! - correu atrás dele e pulou sem ter tempo pra se
arrepender.
Ficaram a manhã toda na piscina e só saíram quando começou a chover e
se lembrou que tinha deixado a água do café no fogo.
- Vocês não tem roupa de homem aqui, certo? - que assim como os outros
estava ensopado, perguntava.
- Certo - respondia - Se quiserem emprestado alguma roupa nossa...
- Há! Eu vou ficar lindo com um top e uma saia - brincava e subiu
correndo pro quarto de , mexer no guarda-roupa dela.
- , VOLTA AQUI! - ela correu atrás dele e tudo o que puderam
ouvir foi o garoto apanhando - Larga isso! Essa calça não entra em você -
eles discutiam - Tem que entrar! Você tem mais bunda que eu... -
insistia.
- Alguém mais vai querer roupas emprestadas? - olhou pros meninos que
negaram.
- Nem tô tão molhado assim - falava enquanto pingava água por toda parte.
desceu as escadas e jogou uma toalha pra cada um, a de foi bem no
rosto fazendo ela soltar um 'ops' debochado e sair correndo dele.
As meninas foram tomar banho e trocar aquelas roupas encharcadas e deixaram os
garotos sozinhos na sala, [N/A: perigoooo º.º] não... eles não destruíram
nada. foi a primeira a descer bem agasalhada e mandou que algum deles fosse
tomar um banho quente pra não pegar um resfriado. Iniciaram uma pequena
discussão sobre quem iria, os três garotos comprometidos tinham o pretexto de
ver as garotas depois e se levantou e foi pro
quarto da garota tomar banho. Abriu a porta cuidadosamente, como se estivesse
com medo de quebrar algo, e pôde ver que não era tão arrumado. Certo! Era bem
melhor do que o dele mas, isso ele já podia imaginar. Deu mais uma olhada geral
no quarto e parou o olhar numas fotos coladas na parede. Sim! Eram deles, uma de
cada um, dos oito amigos e ele notou que a dele estava em um lugar com uma ótima
visão. 'é só impressão, ela nem nos conhece direito...', e não mais
pensando nisso, ele foi pro banho. Logo, as outras vieram e os meninos foram
pros devidos quartos. Voltaram só de boxers e foram pra cozinha, onde
elas estavam.
- Uau! Isso é um desfile de garotos semi-nus? - observava-os de cima à
baixo. não estava gostando disso.
- Pára de babar que o é comprometido - falou ciumenta e abraçou o
namorado. fez o mesmo com que
gostou do ciúmes da namorada.
- Foi só um comentário inocente - se defendia.
- Sua tarada! - falou rindo e se sentando à mesa.
- Eu? - falou fingindo indignação - Do eu posso falar? - perguntou
e o garoto ficou corado.
- Dele pode, é praticamente seu namorado - falou comendo seu lanche e
oferecendo metade pra que também estava sentado.
- E do ? Posso? - provocou, ela tinha o costume de ser
inconveniente às vezes. apenas deu de ombros e riu vitoriosa
enquanto engasgava recebendo tapinhas nas costas de e
.
Capítulo 10
lanchava sossegada quando se lembrou de algo e subiu as escadas correndo,
deixando
abraçando o vento. Voltou com uma câmera nas mãos e tirou uma foto dos
amigos tranqüilos e desprevenidos.
- Socorro! Eu tô ceeeeego! - gritava.
- Também... com esse flash horrivelmente forte... - piscava para ver se conseguia enxergar direito.
- Foi mal! É que eu queria uma lembrança de vocês todos juntos... -
tentava tirar o flash da câmera.
- Juntos e quase pelados... depois eu que sou a tarada -
reclamava.
- Hey! Eu quero essa foto depois -
disse e todos olharam assustados para ela - Que foi? Eu vou embora gente,
preciso de uma recordação.
- Nós acreditamos -
disse maldoso - Os garotas só de boxers é uma ótima lembrança - zoou e
começou a bater nele.
- Seu desavergonhado! -
dizia entre um tapa e outro.
- Você não tirou no meu melhor ângulo -
fazia pose.
- Ui! E qual é o seu melhor ângulo, ? -
perguntava e ria.
- Ah! Só a vai saber -
piscou para a garota que ficou envergonhada, sentia suas bochechas queimarem. Abriu a boca para tentar falar algo, mas não emitiu som algum.
- Hummmm - falaram os outros em coro.
- Ah, qual é? É brincadeira... desculpa amor - foi até
que estava imóvel.
- ,
... já falei pra não falar das nossas intimidades assim... -
falava rindo com as mãos na cintura. Ele riu e lhe deu um beijo.
Do nada, o celular de
começa a tocar. Só que tinha um pequeno problema: onde ele o tinha deixado?
Eles procuraram no sofá, no armário, no lixo, nas roupas molhadas e nada.
abriu a geladeira para pegar mais geléia e achou o pertence sumido.
- Pensa rápido,
! -
arremessou o celular quase congelado no garoto que ganhou um galo na testa e
caiu no chão. Todos ficaram em volta dele.
-
, você está bem? -
perguntava vendo ele abrir os olhos.
- Desculpa Dude! Não era para jogar tão forte -
falava com remorsos.
- Fala alguma coisa,
-
pedia.
- Duuuuuuude! -
gritava e
mandava ele ficar quieto.
- Eu vou buscar gelo -
saiu correndo.
- E eu um travesseiro -
também correu.
colocou uma mão na cabeça e exclamou um "Ai". Ficaram aliviados.
- É uma sorte ele ter a cabeça dura -
comentava.
chegou com o gelo e colocou na testa dele.
percebeu que alguém segurava sua mão. Viu que era
. Não tinha sido algo muito grave, mas ele só desejava que ela não soltasse
sua mão, entrelaçou seus dedos aos dela e ambos sorriram discretamente.
- Você pode ver quem era? -
perguntou e com a mão livre entregou o celular para ela.
- Posso -
sorriu e pegou o celular - Ahn... era sua mãe...
levantou assustado soltando a mão de
que permaneceu sentada.
- Por que o espanto? -
não entendia.
- É... o que é que tem a sua mãe? -
perguntava.
- Sabe o que é... -
começou a se explicar - Tipo, eu não disse pra ela que eu não ia pra casa tão
cedo e...
- Ai droga! -
exclamou.
- Que foi,
? -
questionava.
- Eu também não lembrei de avisar... estou morto, pessoas -
falava amedrontado e
foi até ele.
- Calma xuxu, vai ficar tudo bem - ela disse dando um beijinho nele.
- Eu vou pra masmorra... digo, casa... -
vestia suas roupas molhadas - Alguém quer carona?
- Eu quero -
levantou a mão e juntou suas roupas -
, você vem?
- Ahan -
falou e se juntou aos outros.
-
? -
perguntou e o menino negou.
- Vou ficar mais um pouco -
falou abraçando
que deu um beijo em seu rosto feliz -
! - o garoto olhou pra trás - Depois você volta com o carro e me trás umas
roupas - arremessou as chaves da casa pra ele.
- Certo! Então até mais fofa -
se despediu de
e das garotas.
e
fizeram o mesmo e saíram reclamando do frio.
chegou em casa e ela estava em silêncio. Para sorte dele, não tinha ninguém.
Foi para o seu quarto e achou um bilhete em cima da cama que dizia "depois
a gente conversa, mocinho". Bom, já esperava por isso e ainda bem que
a bronca ia ficar para depois. Trocou de roupa e foi para a casa de
.
entrou em casa e foi para a cozinha onde sua mãe estava.
- Oi mãe! -
deu um beijo na Srª
.
- Oi filho, onde você estava? - ela perguntava séria.
- Na casa das meninas com os garotos... desculpa, eu esqueci de avisar -
olhava para o chão.
- Tudo bem, mas que isso não se repita, okay? - a mãe falou e ele balançou a
cabeça afirmativamente - Agora vai trocar de roupa e... porque você está todo
encharcado? Veio na chuva?
- Longa história mãe... depois te conto -
falou subindo as escadas.
entrou em casa com passos leves. Fechou a porta com cuidado e quando se virou,
deu de cara com sua mãe.
- AH CARAMBA! -
falou assustado - Que susto mãe.
- Isso são horas? Por que você não me atende e... MEU DEUS! O que é isso na
sua testa?
- Ahn? Um galo ué! É que eu bati a cabeça... mas nada de mais e... - ele ia
explicando mas sua mãe o interrompeu.
- VOCÊ QUER ME MATAR DE PREOCUPAÇÃO? - a Srª
se alterava - CUSTAVA MUITO PEGAR O TELEFONE E AVISAR?
- Eu... desculpa -
abaixou a cabeça, sabia que estava errado, só não entendia a bronca porque a
mãe nunca ligara que ele passasse dias fora sem avisar.
- Vai pro seu quarto, toma um banho e tira essa roupa molhada, ou vai acabar
resfriado - a mãe mandou.
- Só me responde uma coisa antes, mãe -
perguntava enquanto ia pro quarto - Você sabia onde eu estava e... eu
sumo de casa às vezes, bem mais tempo que dessa vez, e a senhora nunca se
exaltou assim. O que houve?
- Não houve nada... - a mãe respondeu fria.
- Bom, você que sabe. -
deu de ombros e subiu.
Capítulo 11
Três
dias se passaram e e estavam enfurnados em casa, de castigo.
-
Olá, Sr.ª ! Eu posso falar com o ? - estava parado na porta da
casa dos , com seu melhor sorriso no rosto.
- Oh, querido! - a mãe de
tinha uma grande simpatia pelo o garoto - Me desculpe, mas ele está de
castigo e não pode falar com ninguém.
- Só por dois minutinhos... por
favor - , com seus lindo olhos, implorava com uma carinha que só 's
sabem fazer.
- Tudo, tudo bem - a mãe cedeu - Dois minutos, hein?
-
Obrigado - sorriu e foi pro quarto do amigo.
olhava entediado
pela janela, como se pudesse contar os ácaros à sua volta. Estava sem
telefone, sem internet, sem som ou seja, sem qualquer tipo de contato com as
pessoas e com o mundo lá fora. Não podia, nem conseguia entender porque a mãe
fora tão severa.
- Hey, guy! Tá interessante a paisagem? - disse indo
até a janela e observando a rua vazia - Que tédio, isso chega a ser
deprimente...
- ? - se levantou num pulo e abraçou o amigo - Dude!
Dude! Que saudades - ele quase esmagava o amigo.
- Eu sei que você me ama,
querido... mas vai com calma - se soltou dos braços de e se sentou na
cama - Nossa, seu quarto tá um lixo!
- Obrigado - disse irônico -
Ficar trancado em casa dá nisso - falou triste - Me fala uma coisa.
- Uhn?
-
Como é que minha mãe deixou você falar comigo?
- Ninguém resiste à
, baby - falava com pose de importante.
- Seu safado! - tacou
um travesseiro nele - Você tá falando da minha mãe.
- Foi mal... me
empolguei e... - falou se endireitando - Tá afim de ir no boliche?
-
Posso levar meu quarto? - perguntou e fez uma careta - Então não
posso.
- Ah! Qual é ? Até domingo você já tá fora do castigo -
falava até ver a expressão confusa do garoto - Ou não?
- Não sei...
ela só disse "vai ficar de castigo por tempo indeterminado" -
falou imitando uma voz feminina extremamente aguda, fazendo Harry rir.
-
Vejamos as alternativas - disse o garoto pensativo colocando a mão no queixo -
Você pode pular a janela.
- E me estatelar no chão e ficar um mês de coma?
- imaginava - Não mesmo! Próxima alternativa?
- Sua janela nem é
tão alta, você se joga e a gente te segura - não tinha mais opções.
-
Vocês me seguram? O.O - estava assustado só de pensar - É melhor eu
convencer minha mãe e... Ai droga! - exclamou ao levar um soco de - Que
foi que eu fiz?
- Eu vou tentar pensar em algo com os meninos e as meninas, a
gente arranja um jeito - foi interrompido pela porta que se abrira,
revelando uma Srª 'amigável'.
- Já se passaram dois minutos, querido
- a mãe de falou expulsando o garoto do quarto.
- Mas... -
tentava falar, em vão.
- Mas nada! Um outro dia vocês se falam - ela estava
decidida.
- Okay, se cuida Dude! - acenou e ficou observando a
porta ser fechada e ele ficar sozinho de novo. Pegou algumas pedrinhas, aquelas
de decoração, e começou a brincar com elas. Havia uma que ele gostava muito e
olhando pra ela, teve uma idéia. Escreveu em um pedaço de papel e com ele,
embrulhou a pedra meio lilás e branca. Abriu a janela esperando o amigo sair.
-
! - gritou ao ver o garoto sair de sua casa. Ele não escutou e
continuou andando. Chamou de novo e nada do olhar pra janela. Resolveu que
era hora de apelar.
- Ai caramba! - gritou quando alguma coisa atingiu
sua cabeça. Pegou o objeto e viu que tinha alguma coisa escrita no papel.
",
preciso que entregue isso pra , fala pra ela guardar com cuidado, okay? Valeu
dude!
."
acabou de ler e olhou pra janela
onde viu com um olhar esperançoso.
- Porra, ! Quer me matar? -
falou com a mão na cabeça onde a pedra tinha acertado.
- Desculpa, cara! -
falava baixo pra não ser descoberto - Você faz isso pra mim?
- Tá,
claro. Eu ia pra lá mesmo e... - correu e se escondeu atrás de um
arbusto ao ver que a mãe de saíra pra ver quem conversava.Ele olhou pra
e foi embora. No caminho ligou pro .
- , temos que bolar um plano
- falava.
- Plano? Pra quê? - estava boiando.
- Eu tô indo pra
casa das meninas, me encontra lá que eu explico a nossa 'missão'.
- Missão? Hoje minha missão é afundar
o sofá assistindo Star Wars... - Tom falava preguiçoso.
- Anda Fletcher! É
por uma boa causa, eu acho - Harry desligou e continuou andando.
Capítulo 12
- ! - falou surpresa ao abrir a porta e dar de cara com o garoto - A
tá lá em cima, no quarto e...
- Eu preciso da ajuda de vocês, estão
todas aqui? - falou calmo, andando pra dentro da casa.
- Estão mas...
- acompanhou o garoto - Ajuda pra quê?
- Um plano, fofa! Pode chamar as
outras? - pediu gentilmente. A campainha tocou novamente, e era .
-
Já começou a reunião das mentes mal-intencionadas? - cumprimentou que
estava boiando. ia falar algo quando veio pra sala.
- Ninguém
me chama pra reunião? - foi se sentar.
- É só falar em
"mal-intencionadas" que ela aparece - brincou e a garota deu
língua.
- Engraçadinho o , não? - comentou.
Logo,
desceu com , seu bichinho de pelúcia agora inseparável e veio em
seguida, indo pra perto do namorado.
- Bom, já que estão todas aqui... -
começou a falar, mas parou ao ver começar a soluçar - Que foi
pequena ?
- O (soluço) (soluço) não (soluço) está
(soluço) aqui (choro) - se apoiou no ombro de e desabou em
lágrimas.
- Hey! Vai sufocar o - falou ao ver a garota
apertar o pobre coitado do ursinho.
- ? - perguntou intrigado - Eu
tenho dó desse bichinho de pelúcia.
- ! - repreendeu o garoto.
-
Desculpa...e, tudo isso é saudade? - perguntou apontando pra que
tinha parado de chorar, mas ainda soluçava e apertava num abraço úmido.
-
Pois é. Você não faz idéia do quanto sofre uma pessoa apaixonada -
falou sem olhar pra que mudou sua expressão de pena, para uma de
indignação.
- Eu faço... sei bem o que a está passando, e você?
Sabe como é sofrer esperando algo? - encarou os olhos da garota,
não
queria ser grosso, mas há dias esperava uma resposta, dias não! Anos, e ela
tinha meio que, forçado a barra.
- , eu... - sentiu os olhos
marejarem, porque fora tão idiota em comentar isso? - Eu não quero discutir
com você.
- Eu sei que não, e nem eu vou discutir - agora encarava o
chão - Mas é que, poxa , eu gosto de você à tanto tempo... só que eu
te espero, sempre - Ele sorriu - Isso se você me disser que eu tenho chance,
mesmo que seja mínima.
- Você tem, - segurou as mãos do menino
- Sempre teve.
- Uau! Muito legal isso mas, eu posso voltar a falar? -
interrompeu a 'declaração' do casal.
- Ai, seu insensível! - falou
pro garoto.
- Não é isso, amor - ele mexia nos próprios cabelos - É que
nós não temos muito tempo...
- Tempo pra quê? - olhava pro menino.
-
Okay! Vou explicar - pigarreou e começou a falar - Não combinamos de ir
os oito no boliche? - ele perguntou e todos afirmaram - Emtão, temos que
encontrar um jeito de tirar o e o dos castigos.
- Mas como? -
questionou o amigo - Eu acho que o até que é possível, mas o
...
- Porque o não? - Ale perguntou ao ver o rosto de ao
falar " mas o ... "
- Dude! Só o consegue convencer a
dona - ele respondeu.
- É só o falar com ela então! -
falava como se fosse óbvio - Não é? - olhou esperançosa pro menino.
- Nem
as mães dos meus amigos resistem ao meu charme - falou se achando - Eu
sou demais!
- Meno , menos - falou com cara de ciúmes.
-
Desculpa, mas é que quando eu falo com elas, sempre funciona.
- !
VOCÊ DÁ EM CIMA DELAS? - gritava - seu... seu tarado de idosas - ela
virou a cara.
- Idosas não! - ficou bravo - Minha mãe não é velha e
não tem nada com o !
- Hey! Hey! Hey! - que normalmente era a
mais quieta e menos "normal", resolveu colocar ordem na sala - Que é
isso gente? - todos viraram pra ela e abaixaram a cabeça - Nós estamos aqui
pra ajudar nossos amigos, e não pra brigar e discutir à toa.
- Bom, que tal
vocês fazerem as pazes? - sugeriu.
- Vai ter que unir os dedinhos? -
brincou, ou falou sério enquanto elas riram.
- Desculpa ! Eu não
falei por mal, não queria ofender - abraçou amigavelmente.
- De
boa, tá tudo bem - não era rancoroso, digamos até que era o mais
'pacífico' de todos.
- Amor, me perdoa... acho que eu não fui muito claro e
você entendeu tudo errado - tentava consertar seus mal-entendidos - Nós
nos amamos, eu te amo, não vamos destruir tudo por bobagens... o que me diz? Me
desculpa? - ele fez aquela carinha de cachorro sem dono - ?
- É, pode
ser - estava chateada.
- - falava em tom de súplica.
-
Eu perdôo - ela disse e quando ele ia selar a sonhada paz com um beijo, ela
veio com uma condição - Mas, você NÃO VAI falar com a mãe do .
-
Mas... eu sou inofensivo! Não vou fazer nada que ela não queira e... - ele
falou brincando mas ficou assustada.
- - encarou o garoto -
Não brinca assim que ela acredita!
- OH GOD! Desculpa amor? - abraçou
que sorriu dizendo que era pra ele parar com esse tipo de brincadeira.
-
Ahn, acho que eu posso salvar o - falou do nada chamando a
atenção
do 'povo'.
- Ah não ! - protestou - Você não pode seduzir a
mãe dele.
- Claro que não vou! Outch
- ele falou com uma expressão
esquisita - Você não achou que eu seria capaz, achou?
- Não, eu... fala
logo seu plano - ela ficou envergonhada. Como podia ter pensado isso dele? Logo
do ?
- Okay! É o seguinte... - contou todo o plano que tinha
construído naquela cabecinha fértil - E aí? Acho que pode dar certo, não? -
perguntou com os olhinhos brilhando.
- Dude, você é um gênio! -
pulou em cima de para abraçá-lo - Mas e o ? Como que fica?
-
Você convence a mãe dele, xuxu - falou - Eu e o vamos contigo
libertar o !
- Libertar? Nossa - comentou e riu - Então
eu, e libertamos o ?
- É, pode ser isso... pelo menos por
algumas horas - ficou muito feliz, ia ter seu amor de volta, do seu lado.
-
Como é bom ter alguém que pensa entre nós - falou brincalhona e foi
'bombardeada' por almofadas e afins jogados pelos amigos indignados - Hey !
Eu te defendo e você me ataca? - ela falou rindo soterrada.
- Ah! Você tava
falando de mim? - ele ficou sem-graça e escondeu uma almofada que ia jogar
nela.
- Não, estava falando da - ficou pulando feliz e ela
revirou os olhos - Pára com isso ! Eu estava falando do !
- Pô
meu! Decida-se, era do ou era da ? - falou meio irritado.
fingiu desmaiar e bateu na testa, exclamando um 'doort!'
- Vamos pedir
uma pizza e esquecer esse assunto - se levantou e foi pegar o telefone.
-
Isso não está claro...era de mim ou era da ? - não tinha entendido
ainda. Não só ele, e também não e na opinião deles, a garota
era muito confusa pra explicações.
- Eles estão com síndrome de Jones -
comentava com que ria e tentava explicar pra .
- Querem
pizza do quê? - ignorava os questionamentos.
- Não me ignore assim! -
protestava - Eu tenho o direito de me confundir.
- Ai ai - ela suspirou,
riu e foi fazer a encomenda.
Capítulo 13
Acabaram de comer as pizzas com guardanapos mesmo, já que ninguém queria lavar a
louça. ia sair com e com . foi dormir no quarto e
ficou jogando vídeo-game na sala.
- do céu! Eu já ia
esquecendo - foi correndo até a garota, sentou ao lado dela no chão e
começou a procurar algo em seu bolso - Achei! - exclamou tirando a pedra do seu
bolso.
- Uma pedra? É muito bonita - falou pegando a pedrinha – Mas porque você está me entregando ela?
- Foi o que te mandou -
tentava lembrar o que havia falado - Ah sim! Ele disse que você pode não
entender, mas é pra guardá-la com cuidado.
- Okay! Obrigada - ela
falou examinando o objeto.
- Vai entender o - ele falava - Recado dado,
então acho melhor eu ir antes que a comece a gritar - beijou a bochecha
da garota e saiu. Ela achou estranho, mas adorou o presente. Resolveu guardar no
bolso de sua blusa.
veio correndo e pulou no chão ao lado de .
- Ué? Não ia sair com a ? - perguntou confusa.
- Vou -
respondeu - Só que ela foi se arrumar... então, lá se vão mais umas horas.
-
Ai, que exagero - ela riu - A se arruma rapidinho.
- Não se arruma não! - ele fez cara de espanto - De qual você está falando? - disse e
riu.
- Desde quando eu cheguei, ela se arruma mais rápido do que todas - ela
disse concentrada na Tv.
- Mas também, em quantos séculos vocês ficam
prontas? - ele falou e levou um meio chute da garota - Vai ver ela está rápida
pra esfregar na cara de vocês que ela não enrola - falou debochado.
terminou seu 'discurso' sobre como as mulheres demoram e blá blá blá e viu
uma indignada com o seu comentário.
- Toma - ela arremessou um controle
pra ele - Vamos jogar, assim você não fica falando e pensando absurdos.
-
Eu não penso absurdos - ele falou rindo, era muito legal irritar garotas.
-
Só de raiva, eu vou te encher de socos e pontapés no jogo - ela falou
começando a bater em , no jogo.
- Ah não vai mesmo! - ele falou e
começou a bater nela também. Eles falavam, gritavam, se xingavam... e nem
viram descer as escadas.
- AHHH! MORRA SUA BARANGA!
- BARANGA?
SEU... SEU DESGRAÇADO! iiiiiá!
- Você bate muito fraco... - ria da
garota.
- Ah é, é? Vamos ver então - sorriu malvada e deu um chute no
adversário de jogo - E agora xuxu?
- JOGO SUJO! - estava indignado -
Assim não vale, o jogador é homem, sabia?
- Ahaaan! Pode apostar que eu
sabia - ela mostrou a língua enquanto ria dele.
- Olha onde você chutou...
bem no...
- ! - interrompeu antes que o garoto falasse besteira.
- Ah, oi amor - foi pra perto dela - Tá aí a muito tempo? - deu um beijo em
sua bochecha.
- Tempo suficiente pra ver vocês discutindo - riu -
Vamos?
- Nhaa, só porque tava legal massacrar o - falou fazendo
bico.
- Depois ele joga mais com você, chama a - pegou a mão de e foi saindo da casa - Vai ter revanche, ! - gritou lá de
fora.
riu e se jogou no sofá, olhando pro teto, pensava: "Droga!
Sozinha de novo". Pensou em chamar pra fazer alguma coisa mas, ela
não ia querer. Decidiu ficar ali a tarde toda, sem fazer absolutamente nada.
Mas que saco! Além de preguiçosa, era sem criatividade. Foi para a cozinha
fazer brigadeiro. [N/A: chocolate é o que há! \o/]
- Hummm, que cheiro bom!
O que tem pra comer? - apareceu na porta da cozinha com uma carinha de
sono.
- Só assim pra você sair do quarto, hein preguiçosa? - estava
com uma panela no fogo.
- Pra você ver o poder do chocolate, né? - riu e puxou uma cadeira - Vai demorar muito?
- Outch! Esfomeada - falou e
deu língua.
- Acho que vou ligar pro - a menina se levantou e
foi até a amiga.
- Que foi? O telefone é pra lá - apontou pra sala.
fez cara de quem quer alguma coisa - Ai MY GOD! Fala o que você quer -
tentou falar num tom de voz compreensivo.
- Cuida do pra mim? -
esticou o bichinho pra garota que o pegou no colo. Ela foi correndo pra sala.
-
Folgada sua mãe não, ? - falou pro bichinho que concordou aos comandos
da garota.
- Então... onde vamos? - perguntou enquanto andavam.
-
Bom, como foi você que me chamou pra sair, eu achei que você soubesse onde
nós íamos - falou e negou.
- Eu vou onde você for... - ele
falou olhando no fundo dos olhos da garota.
- Okay! Vem comigo - ela o pegou
pela mão e o arrastou pra um mercado - Onde é que ficam as bebidas? - ela
perguntava pra enquanto procurava.
- Tudo que você faz, envolve álcool?
- ele perguntou.
- Não, digamos que só 90% das minhas ações - ela riu -
Ah! Ali estão! - ela apontou pro fim do corredor.
- É preciso estar
de porre pra me agüentar, é? - brincava.
- , pára com isso,
lógico que não! - ela repreendeu e ele sorriu. Pegou mais dúzia de cervejas e
puxou pro caixa. Ele pagou e resolveram ir até um parque que ficava perto e
estava cheio de criancinhas. Acharam um banco e se sentaram.
- Acho que não
somos grandes exemplos pra elas - apontava pras crianças com a bebida em
mãos. riu.
- Depois elas crescem e viram adolescentes como nós...
adolescentes alcoólatras - ela disse - Que fim trágico - riu.
- É, e
quando isso acontecer, nós vamos ser que nem aquelas mães ali - olhou pra
um lado e seguiu seu olhar, parando em algumas mães com olhares de
reprovação sobre eles - Nós vamos trazer nossos filhos ao parque infantil,
talvez nesse aqui mesmo se ele ainda existir, aí vai ter um casal de jovens
sentados num banco com várias garrafas de bebidas ao redor, rindo e se
divertindo, e vamos falar que essa era a melhor fase de nossas vidas.
- Uau!
É bom prever o futuro? - perguntou pra que negou - Porque não?
-
Porque o futuro não importa se você não tem nada no presente - ele respondeu
dando um gole na cerveja e ficando pensativo.
- E o que tem no seu presente?
- ela perguntou interessada.
- Por enquanto, só você - ele respondeu e ela
ficou um pouco nervosa... e contente ao mesmo tempo.
- , eu acho que eu te
devo uma resposta e... - começou a falar mais foi interrompida pelos
lábios do garoto nos seus - Eu amo você e... quero ser sua namorada, se você
ainda me quiser - ela disse com a testa encostada na dele quando pararam o
beijo.
- É o que eu mais quero - ele sorriu e voltou a beijá-la.
Todas
as crianças do parque pararam pra ver os dois, com os olhos arregalados e bocas
escancaradas. As mães ficaram comovidas. Eles sentiram todos os olhares sobre
eles e ficaram sem-graça.
- Er, vamos embora? - perguntou e pegou
sua mão para os dois saírem correndo. Foram de volta pra casa com largos
sorrisos nos rostos e parando pra se beijar, de vez em quando, no meio do caminho.