- Capítulo um
Estava frio e chuvoso neste dia, o sol parecia que nem havia chegado logo de manhã, era como se ainda não tivesse nascido. E estava em um trem que havia partido rumo a Bolton, uma cidade no interior do Reino Unido.
havia largado sua vida em Londres para ir morar com a mãe na pequena cidade, por motivos que até então ela não saberia lhe dizer. Ela estava completamente tensa com a idéia, não conhecia sua mãe muito bem, desde pequena havia sido criada por seu amoroso pai David Cronwell, que nunca havia dito para ela realmente o que fazia para sobreviver. Sempre que ela o perguntava sobre sua profissão, ele mudava de assunto. Mas nunca ligou para isso. Seus pais eram separados desde quando ela nasceu, na verdade, eles nunca tinham se casado, eles apenas haviam decidido criá-la sem precisar se casarem para isso. Mas as coisas não foram como eles imaginavam ou planejavam, conforme o tempo, eles começaram a discutir sempre e a convivência deles dois virou um inferno. Então eles decidiram não ficarem mais juntos, e o pai resolveu ficar com porque achava que sua mãe não tinha capacidade o bastante para criá-la sozinha. E desde então, não via sua mãe, ás vezes ela ligava para perguntar como estavam as coisas, às vezes elas se comunicavam através de cartas. Para , seu relacionamento com a mãe nunca passara de uma amizade, daquelas que se encontra em qualquer lugar.
estava olhando para cima fixamente, pensando em coisas do tipo "Como seriam as coisas na nova escola?". Ela se perguntava sempre como iria sobreviver não conhecendo ninguém lá; embora fosse uma pequena cidade, ela não conhecia ninguém além de sua mãe. Ela estava perplexa pela paisagem que rondava o trem em movimento, fazendo-a prestar atenção em cada detalhe da sua nova cidade. Embora ela quisesse ficar e olhar de novo aquela linda paisagem, ela não poderia, pois o trem havia parado na estação de Bolton, onde ela teria que descer porque sua mãe já estava a esperando. Sua expressão mudou quando avistou sua mãe sentada em um banco à sua espera.
- Querida! - sua mãe sorria enquanto a chamava
- Ma- mamãe! – gaguejou a menina por causa do nervoso
Elas foram o caminho todo para sua nova casa, tentando conversar, mas parecia não estar muito a fim de conversa naquele momento, então sua mãe se conteve. Seu novo quarto era rosa com uma delicada faixa que cortava as paredes rosa fazendo então a cor ser azul. Era bonito e delicado... "Mas para uma criança de cinco anos no máximo", pensava .
- ? – sua mãe a chamava
- Sim, mamãe? – respondeu
- Você precisa de alguma coisa?
- Não, mamãe... Estou bem! – havia se surpreendido com a preocupação de sua mãe para fazê-la se sentir em casa.
Quando acabou de desfazer suas malas já era noite e sua mãe estava tentando cozinhar alguma coisa para as duas. Ela não era uma boa cozinheira, mas não se sentiu no direito de criticá-la, pois estava sendo tão boa à ela quanto seu pai no momento. Depois do jantar, ela decidiu ir para seu quarto e ler um livro qualquer, ela tentava não pensar no amanhã pois ela sabia que seria difícil se enturmar em uma escola pequena. Onde se ela cometesse alguma gafe ou passasse vexame, todos iriam apontar para ela e notar como ela era diferente, talvez até estranha.
No dia seguinte, havia acordado atrasada, então não tomou seu café da manhã direito e logo correu para a escola. Ela tentava fazer amigos mentalmente, mas nada conseguia distanciar aquele frio na barriga que tomava conta dela. Chegando ao colégio, logo evitou todos os olhares e correu para a porta de entrada, ela sabia que depois de empurrar aquela pesada porta corta fogo ela estaria dentro do colégio onde estudaria durante muito tempo. enfiou a mão na sua bolsa e retirou de lá um papel amassado onde estavam anotados os seus horários de aula, então checou sua primeira aula e logo se encaminhou para uma porta grande e azul com uma pequena janela onde estava escrito "Sala de Biologia".
Já era o final de sua terceira aula quando o sinal tocou, fazendo o som alto ecoar por todos os corredores vazios da escola, avisando que era a hora do intervalo. se dirigiu até o refeitório, passando os olhos por todas as mesas, pois não sabia onde se sentar, ou com quem se sentar.
- Oi? Você é nova aqui, não é? – ouviu uma voz vinda de trás dela e uma mão que ao mesmo tempo cutucava seu ombro. Ela se virou e deparou-se com um menino de olhos penetrantes.
- Oi! Sou sim... – respondeu a menina sorrindo
- – o garoto se apresentou estendendo a mão
- Cronwell – sorriu enquanto apertava a mão do garoto
- Você já tem lugar planejado pra se sentar hoje? – perguntou
- Não, eu não tenho – se lamentava
- Então venha, sente-se comigo! – o garoto sorriu amavelmente e não pode deixar de retribuir com outro sorriso
- Claro! Se você não se importar – respondeu
- Imagina! Seria um prazer lhe apresentar aos meus amigos – sorriu enquanto andava até sua mesa, onde estavam sentados mais um menino e uma menina
- Gente, essa é Cronwell – sorriu enquanto os outros que estavam sentados fitavam
- Sou , mas você pode me chamar de – sorriu o garoto
- Sou Fowl – sorriu a menina que lhe parecia ser muito mais agradável do que as outras pessoas que ela havia visto antes andando por aí.
se sentou ao lado de , que não parava de sorrir para ela, o que fazia ela se sentir melhor.
- Você anda só com eles dois? – perguntou apontando para e que estavam brincando de misturar suas comidas
- Sim! Eles são ótimos – respondeu rindo da cena
Um silêncio tomou conta de por alguns minutos, quando finalmente algo prendeu sua atenção, algo não, alguém. Um menino , com olhos e pele muito clara passava em frente à sua mesa, fazendo o seguir com os olhos. Logo depois, passaram duas meninas em sua frente, muito parecidas por sinal, mas tremendamente encantadoras, com peles semelhantes à do menino . não conseguia desviar o olhar daquelas três pessoas que andavam em direção à uma mesa onde estava sentado um garoto, também muito branco, que parecia estar em outro mundo. Eles se sentaram e permaneceram ali durante o tempo suficiente para que tomasse coragem e perguntasse para quem eram exatamente aquelas pessoas.
- Hey, , quem são eles? – perguntou
apontando para a mesa onde se encontravam os quatro indivíduos. olhou para a mesa e logo em seguida, olhou para .
- Eles são os Stanford! – respondeu
- Eles são irmãos? Erm, porque eles não se parecem nada e... – perguntou
antes de continuar
- Eles são de mães diferentes – concluiu
- Como assim? – perguntou levantando uma das sobrancelhas
- A família deles é muito estranha, olhe... Por exemplo – respondeu enquanto apontava para o menino – Aquele é Stanford o mais velho de todos eles, e muito bonito, por sinal – sorriu – Aquelas ali são e Archibald Stanford, são gêmeas, e na minha opinião, as duas meninas mais diferentes da escola – explicou apontando para as duas meninas – E aquele ali, o do canto... É Stanford, o mais novo de todos eles... – concluiu olhando para , que estava boquiaberta.
's POV
"O lugar é bonito, mas ainda o acho muito calmo. Normal pensar isso, quem chegou de Londres há dois dias. Tem sido fácil me relacionar com a minha mãe por enquanto. A escola é melhor do que eu imaginava. As pessoas por aqui são mais simpáticas, pelo que vi. Bom, pelo menos as que vieram falar comigo. Eles são tão legais a ponto de eu nem mesmo me incomodar de fazer parte de um dos grupos dos excluídos. Aliás, tem um pequeno grupo, não muito sociável ao que vi, onde todos eles são lindos (inclusive as meninas). E excluídos da popularidade da escola. Achei estranho pessoas tão bonitas como aquelas, fazerem parte da 'sociedade excluída' da escola. Eles são muito quietos, é verdade. Mas há um certo charme nisso."
- Capítulo dois
Ao segundo dia, não conseguiu acordar no horário. A chuva estava densa e o céu cinza enquanto a menina ainda dormia. Ela estava cansada, pois havia ficado até tarde conversando com a mãe para que ela pudesse "se situar" na vida da filha com quem nunca tivera muito contato.
Emmet bateu, abriu a porta e fez um escândalo ao ver a filha ainda dormindo:
- ! – berrou a mãe fazendo a menina cair da cama, literalmente. Ela ainda estava descabelada e devia ter acabado de acordar também - Eu não acredito que você ainda está aí! Nova regra para nós duas: não ficarmos mais conversando até altas horas. Vamos que você já está atrasada!
Ela se levantou - do chão - e foi em direção ao banheiro, de onde saiu trocada alguns minutos depois. Jogou a mochila por cima do ombro e desceu as escadas correndo. Pegou a chave do carro, pôs uma torrada na boca e quando ia saindo, ouviu a voz da mãe:
- O que você pensa que está fazendo? – a menina a olhou intrigada sem saber do que ela falava – Tenho que ser uma mãe mais responsável, então quem dirige sou eu. Você ainda não tirou a carteira, não é?
Emmet tirou a chave da mão dela e saiu. saiu, segurando o riso ainda com a expressão "mais responsável" na cabeça. Desceu do carro sob a chuva, agora mais pesada que antes, e correu até a entrada da escola. Pegou o mesmo papel amassado que havia deixado na bolsa no dia anterior, onde continha seus horários. Olhou a folha onde tinha escrito:
1ª aula – Matemática – Sala 10
A letra era da recepcionista. Parou em frente à uma sala, olhou para cima e viu um dez com um zero meio deformado, como se alguém houvesse tentado arrumar algo, mas só tivesse piorado a situação.
Ignorou a placa e girou a maçaneta. Assim que a porta se abriu uns cinco centímetros, foi fechada com um barulho um pouco estrondoso. fora puxada com força pela alça da mochila para trás. E que havia sido ela que, indiretamente, fizera o barulho que acordou um professor velho dentro da sala.
Olhou para os lados e viu alguém caminhando lentamente no corredor. Era . Ele não virou para trás, para encará-la como geralmente se fazia quando se ia falar com alguém.
- Sala errada. Esse zero foi pichado pelos alunos. Sua sala é essa aqui. – ele apontou seu dedo de pele incrivelmente branca para uma sala de frente para a que ele ia entrar. – Boa aula.
Ele desapareceu fechando a porta e largando no corredor sem reação alguma. Hipnotizada ela murmurou para si mesma:
- Er... Obrigada. Pela maneira delicada que você me avisou também.
Ela correu e entrou na sala que ele havia lhe indicado. Pensou naquilo o dia todo. Ele era estranho, definitivamente. Mas se ela parasse para pensar, ele nunca tinha falado com ela. Já tinha ouvido dizerem pela escola que ele era bem frio e que geralmente não se relacionava com outras pessoas. Talvez aquilo fosse um gesto gentil ao ponto de vista dele.
Na segunda semana de aula, já se sentia mais à vontade que nos primeiros dias. Ela vinha correndo pelo corredor voltando da aula de Educação Física, pois tinha demorado no vestiário, e olhou o horário no relógio. Estava atrasada e não prestou atenção quando trombou com alguém. Alguém forte. Os livros da pessoa caíram no chão. Ela se abaixou para ajudar antes mesmo que visse quem era. Olhou para cima e reconheceu o rosto. pegou os livros e a encarou com uma cara mal-humorada.
- Vai logo. Você está atrasada. Não vai entrar na sala se não correr – Disse ele friamente. Pareceu realmente irritado com o que aconteceu. Ela o olhava quase hipnotizada. Os dois se levantaram.
- Olha, m-me desculpe. – gaguejou ela. Talvez porque estivesse nervosa ou porque ele lhe deixava sem ar, sem reação. – E-eu não tive a intenção; de verdade.
- Hm... – murmurou ele com frieza na voz – Tudo bem, eu acho.
Eles se encararam por um tempo.
- Bom, eu tenho que ir para a minha aula, então... A gente se vê – disse ela pausadamente, ainda bem tímida.
Ele não respondeu, apenas deu um leve aceno com a cabeça e seguiu seu caminho pelo corredor. Ela saiu correndo, mas chegara tarde demais e teve que ficar do lado de fora da sala. Após alguns minutos ela começou a pensar e rever todo o episódio do corredor. "Como ele sabia que eu estava atrasada para a minha aula?" Não era possível que soubesse os horários dela. Só tinham aula de química juntos. Não fazia diferença, ela não conseguia tirá-lo da cabeça; Ele era frio como ela nunca vira nenhum ser humano ser. Mas seus olhos, seus cabelos, aquele rosto; ela só se sentia boba ou até hipnotizada por ele. Imaginava como devia ser lindo o sorriso que ela nunca conseguiu ver. O sinal bateu fazendo-a despertar de todos os seus sonhos com ele. Passou-se o primeiro mês na escola nova. Ela se sentia em casa e mantinha contato com o pai sempre que podia. O convívio em algumas aulas com quebrou a parede de gelo entre eles, toda vez que ia entrar na sala 10 se lembrava do aviso e só assim conseguiu decorar qual era a sala verdadeira. Eles conversavam com menos formalidades agora, mas nada que pudesse ser chamado de diálogo.
Naquele dia, estava indo embora, quando viu em um corredor vazio. Foi falar com ele e viu Matt, capitão do time de futebol da escola, indo na mesma direção. O menino murmurou alguma coisa para provocá-lo quando passou do seu lado dando um encontrão em . Ela viu os olhos dele transbordando de raiva e que ia partir pra cima. Mas antes que ela puxasse algum assunto para tirá-lo dali o outro menino o empurrou.
o socou e eles partiram um para cima do outro. largou as coisas no chão e começou a berrar por ajuda, mas a escola era sempre vazia quando se precisava dela cheia, principalmente na saída. Então veio uma idéia na sua cabeça. Muito estúpida à primeira vista, mas a única solução. Pôs-se entre os dois e começou a tentar separá-los. fazia uma barreira na frente de para que Matt não o atingisse.
- Pára! Por favor! Você vai machucar ele! – Gritava ela. Levou um soco leve, que Matt deu na intenção de assustá-la. Mas ele acabou parando e saiu do corredor berrando para :
- Quer dizer que o estranho aí precisa da namorada pra defender ele?
Enquanto Matt saía pelo corredor, e sentavam no chão, ainda muito ofegantes. Ficaram em silêncio até conseguirem respirar novamente. encarou a parede oposta e perguntou em voz baixa:
- Você se machucou?
- Não. – respondeu ela, também em voz baixa.
- ... - ele olhou para o rosto dela, que não conseguiu retribuir o olhar – Obrigado.
- Não foi nada – disse ela dando um sorrisinho e olhando para ele. – Eu faria isso por qualquer amigo meu.
sorriu.
' POV
"Ela me olhava com curiosidade, em muito tempo não vejo uma menina assim. Creio que ela espera algo de mim, mas não consigo saber o que ela realmente quer. Nossas conversas ficaram constantes, e viraram rotina uma vez que além dos meus irmãos, apenas ela tenta se relacionar comigo."
- Capítulo três
pensava constantemente naquele menino que havia mudado sua vida de alguma forma; estava andando pelo campus do colégio pensando em sua monótona vida e no passeio que iria fazer com suas amigas nessa noite.
A menina havia chegado cedo demais para a aula, mas tarde demais para voltar para casa e descansar um pouco mais. Ela se sentou em um banco branco que estava um pouco úmido por causa da chuva que caíra durante a noite, quando por uma idéia passageira ela levantou e se colocou em pé em cima do banco, dando passos lentos sobre este, quando de longe avistou um garoto que a fitava com uma expressão que ela não conseguia decifrar. Era , que andava lentamente em sua direção, com aquele sorriso que ela só encontrara em seu rosto. Sem olhar onde pisava, acabou tropeçando e caindo de cima do banco e quando se deu conta, estava aos pés de que a olhava incrédulo.
- O-oi... Bom dia – gaguejou enquanto apertava os lábios para não rir da cena
- Oi... Ah, pra você também! – respondeu tentando se levantar
- Deixa que eu te ajudo – disse o menino enquanto a levantava como se ela fosse uma pena
- Obrigada, eu acho – respondeu fitando o chão, ela não queria olhar para ele e encontrar aqueles olhos impenetráveis a encarando. Ela o acompanhou até a sala, pois a primeira aula seria com ele como de costume. Chegando lá, ele se sentou ao seu lado, coisa que não fazia sempre, ou nunca havia feito. Ela não conseguia olhá-lo, mas ele parecia não se importar de olhar para ela, tal como estava fazendo desde que entraram na sala. Quando a aula acabou ele se levantou rápido sem olhar para os lados e nem falou nada, ele apenas saiu da sala rapidamente e ela sentiu um aperto no peito.
Faltavam uns 5 minutos para a aula acabar e estava totalmente desligada do assunto, que por sinal era um assunto importante, então o sinal tocou a fazendo levantar de sua cadeira em um pulo. Quando estava saindo da sala, encontrou e passando em frente à sua sala, por um segundo ela desejou que estivesse as seguindo, mas ele não estava. se dirigiu até o seu armário colocando seus cadernos dentro dele desajeitadamente. Quando ela sentiu algo atrás dela:
- Oi – indagou tão perto dela que ao mesmo tempo fez a menina se arrepiar
- Oi! – disse se virando para o garoto enquanto fingia não ligar para o que havia acabado de acontecer
- Você... Já vai pra casa agora? – perguntou ele sério enquanto levantava uma das sobrancelhas
- Não queria ir para casa agora... Mas sabe como é, né? Essa vida agitada que eu levo... – ironizou
- Ah... – concluiu
- Então, a gente se vê? – respondeu , mas ela não queria cortar o assunto. De jeito nenhum! Ela queria ouvir mais palavras vindas dele e mais olhares, mas ela não conseguiria prolongar a conversa. Ela fechou seu armário, e sem olhar para ele, ela se virou e começou a andar, dava passos leves e lentos.
- Hey, ! Espera! – gritou sem nem pensar
- Sim? – indagou sem se virar, se perguntando se aquilo era um sonho, ou alguma miragem diferente das outras... Aquilo não poderia estar sendo real.
- Quer... Dar uma volta comigo? – sorriu de canto, era encantador. o encarou, dirigindo seus olhos diretamente para os dele, que já estavam esperando pelos olhos dela.
- Claro... – respondeu, mas não conseguiu conter um sorriso
Ele se virou de lado para ela, a olhou de canto e sorriu amavelmente, sem dizer absolutamente nada ele começou a andar fazendo com que o seguisse. Ele olhava constantemente para os lados, e para frente.
- Sabe... Você é um pouco diferente dos outros garotos – deixou escapar. Ele a olhou e deu uma risada baixa e abafada, olhou para o chão e depois levantando seus olhos, viu fitando-o.
- Em que sentido? – ele disse desviando o olhar para frente
- Não sei! Sabe, você é totalmente reservado e só fica com seus irmãos e... – antes que terminasse hesitou
- Irmãos? O que você sabe sobre meus irmãos? – ele perguntou ainda fitando o horizonte
- O básico – respondeu sem palavras
- Me dê três exemplos do que seria o "básico" – disse enquanto a olhava e franzia a testa
- Hm... E o que eu ganho? – disse sorrindo para ele, que por sua vez rolava os olhos calmamente, como se estivesse pensando em algo
- Se você me disser o que sabe, direi se é verdade ou não – disse sem expressão. Rolavam muitos boatos sobre a família Stanford na escola, alguns que nem mesmo eles sabiam, era louco pra saber alguns dos boatos, pois ele realmente se divertia com as histórias que inventavam.
- Hm... Dois exemplos – o testou
- Certo. – ele respondeu por fim
- A primeira coisa que eu ouvi falar de vocês, foi a história de que vocês eram irmãos... Só que de mães diferentes – o olhava esperando alguma reação
- Próximo exemplo – respondeu seco
- Mas e o que eu acabei de falar? Não vale?
- Próximo exemplo. – repetiu, havia uma expressão de divertimento em seu rosto que ela não conseguia entender.
- Certo, a segunda história que eu ouvi falar sobre vocês era que... – parou, e ele a olhou e colocou as mãos dentro de seus bolsos do casaco, esperando uma resposta - Foi de que vocês são brancos assim por nunca irem à praia – ela respondeu pensativa, e ele se segurava para não rir, mas não conseguiu controlar-se
- Praia? – perguntou dando uma risada debochada
- Sim... – respondeu evitando olhar para ele
- Essa é mentira, de longe a mentira mais impossível que eu já ouvira – ele respondeu ainda rindo
- Não ria de mim, não fui eu que as inventei – ela disse com um leve tom de constrangimento em sua voz. E ele não respondeu, até que algo tomou conta de sua mente
- Você anda com quem mesmo? – ele perguntou ainda com as mãos nos bolsos
- Com a , e – disse, suas palavras saíram como num jato
- E anda se divertindo com eles? – perguntou sem olhar para a menina ao seu lado
- Claro... Eu acho que sim – nunca havia parado para pensar sobre isso
- Chegamos – disse fingindo ter ignorado a resposta dela
- Onde? – desviou o olhar dele e olhou para frente, e deparou-se com sua casa, ela estava tão envolvida na conversa que nem passou pela sua cabeça perguntar aonde iriam, ou parar para prestar atenção para onde estavam indo, ela o olhou de novo e encontrou seus olhos que faiscavam ao olhar para ela, naquele olhar ela percebera que suas pupilas eram dilatadas e tomavam quase toda a sua íris. Ela não conseguia desviar o rosto, estava totalmente hipnotizada por aqueles olhos brilhantes. Ele afastou a cabeça um pouco para trás e franziu a testa
- Você não vai entrar? – perguntou olhando para a casa, parecia estar avaliando os estados críticos da casa de
- Estou indo – ela virou a cabeça em direção à porta e andou até ela, abrindo-a, dando uma breve olhada para o garoto que estava ali parado e finalmente a fechou. Quando ela já estava dentro de casa, olhava fixamente para frente, estava ainda um pouco zonza, mas ela não se conteve, correu até a janela para vê-lo indo embora lentamente como sempre andava. Mas ao olhar pela janela, não vira nada além de árvores e uma estrada que seguia até onde ela não conseguia enxergar. Ele havia sumido em uma fração de segundo.
's POV
"O parece um bobo com aquela menina. Ela vai ser como todas as outras, no final vai fugir. Não vai agüentar sobreviver com a pressão que a nossa raça traz. Todos eles são assim..."
- Capítulo quatro
Na semana seguinte, parecia segui-la, causando surpresas cada vez mais inesperadas. Aparecia do nada, para lhe dizer um simples bom dia ou para torturá-la com aquele sorriso constante (agora) e, por incrível que parecesse, exatamente depois da aula em que ela pensava nele. Evitou pensar nas feições para que ele parasse de segui-la, mas era impossível. Chegou a pensar algumas vezes que ela estava delirando. Mas agora pareciam estar mais amigos do que ela um dia imaginou possível. Parecia até perigoso, mas ela gostava da idéia.
- – a esperava depois da aula de biologia em frente ao seu armário. – Vim te fazer uma pergunta.
Ela não conseguiu evitar o sorriso. Possíveis perguntas impossíveis de serem feitas por ele àquela hora passaram pela cabeça dela, deixando-a tonta.
- Faça – respondeu.
- Eu não vou aceitar não como resposta, ok? – disse ele com um sorriso no canto dos lábios.
- Hm... – pensou ela e antes que ela respondesse, ele fez a inesperada pergunta
- Você aceitaria ficar comigo no intervalo de hoje? – perguntou ele cordialmente, enquanto dava um sorriso misterioso.
"SIIM!" gritava ela por dentro. Quando finalmente voltou ao mundo real, ainda perdida nos olhos dele, respondeu.
- Adoraria, mas eu estou andando com um pessoal e eu não queria deixar eles sozinhos.
- Chama eles! Minha turminha vai estar lá. Se você decidir, você sabe onde a nossa mesa fica. – respondeu .
- Tudo bem. Eu vejo com eles. – ela sorriu e seguiu seu caminho.
- ! Com a turminha Stanford? – berrou .
- É! Eles são legais. Pode confiar – respondeu ela ao mesmo tempo em que pensou que nunca tinha falado com os outros Stanford. – É apenas um convite, talvez devêssemos aceitar. O que tem de mal nisso?
- A tem razão. O máximo que pode acontecer é a gente conhecer novas pessoas. – concordou .
e se entreolharam, mas por fim aceitaram. Seguiram pelo corredor até chegarem ao pátio, onde logo fora puxada pelo braço por .
- Aceitaram? – perguntou ele olhando os amigos de .
- Sim – respondeu. – Oi. Eu sou e esses são e .
Eles deram um aceno com a cabeça, ainda meio desconfiados.
- Prazer. Stanford. Amigo da .
A expressão "amigo da " fez a menina estremecer dos pés à cabeça. os guiou até sua mesa tentando puxar assunto e quebrar o gelo. Seus irmãos o esperavam, incrédulos. "Ele está exagerando" pensaram eles.
- Oi. Eles vão sentar com a gente hoje. – disse . – Esses são a , , e .
Ele parecia feliz em tentar fazer novas amizades, mas a princípio, só ele. , e pareciam ser mais anti-sociais que o irmão. fora a mais educada e fez um esforço para murmurar alguma coisa.
- Hm... Oi.
Os outros não disseram nada, só observaram a cena.
, , , , e conseguiram ter uma conversa agradável, na verdade, considerável. e não gostaram da presença, mas não conseguiram conter os risos com a palhaçada de e . Passados dois meses, ambos os grupos se soltaram mais. Não eram amigos ainda, mas nada que não pudesse ser consertado com o tempo. O pensamento de de que tudo daria certo no final foi mudado após o dia primeiro de maio. Os irmãos Stanford pareciam estar mais frios e distantes agora, com exceção de ; isso fora constatado por e já que as poucas vezes que ocorreu deles passarem o intervalo juntos no mês de abril, e sempre saíam da mesa assim que eles se sentavam, e algumas pouquíssimas vezes foram seguidos por . Mas eles preferiam ignorar. Talvez fossem problemas familiares. caminhava pelo corredor de armários e ao ir embora viu os Stanford discutindo no corredor vazio à frente. Estava atrasada para a aula de História, mas ao mesmo tempo curiosa com o que poderia ver. estava encostado na parede encarando os irmãos que estavam de frente para ele.
- Você tem noção de onde você está se metendo? Melhor, onde você está metendo a gente? – não falava alto, mas o doce timbre de sua voz soava com raiva. Uma raiva que penetrava os olhos do menino e deixava sem palavras.
- Você já parou para pensar se eles descobrirem? A União mata a gente! – dizia apavorada, mesmo tentado parecer calma. não conseguia dizer nada, ambos os lados estavam errados e certos ao mesmo tempo; só estava ali para evitar algo pior.
- Eu sei que eles não são como vocês imaginam, ok?! Não são perigosos! – berrou na defensivo, seus olhos faiscando – Ninguém vai fazer nada só porque estamos falando com a raça deles.
Raça? que estava no corredor ao lado ouvindo tudo, tentou pensar se tinha algo em comum entre ela, , e que normalmente causaria algum tipo de preconceito e que "união" seria essa. Enquanto pensava, se distraiu com a conversa (e com o resto do mundo). Assim, não notou que seu professor "preferido" vinha dando passos lentos e silenciosos atrás dela. O professor Mark, de Literatura tinha a incrível mania de aparecer no pior momento possível.
- Xeretando alunos também? Você não se contenta com o resto da diretoria mesmo não é?
Mark tinha uma raiva mortal de desde o primeiro ano de , quando a menina o ajudou a consertar um erro na sua prova, entrando na diretoria e arrombando seu armário. Era verdade que a ficha dela não era totalmente limpa (nem ao menos chegava perto), mas aquilo soou como uma provocação. Os Stanford pareceram ouvir o professor, se assustaram e saíram pelo corredor para a sua próxima aula.
Naquele dia, convidou a turma de e ela para passar o intervalo com ele e os irmãos. imaginou que ele estivesse tentando provar que aquilo que disse aos irmãos não era mentira. Ela ficou um pouco desconfiada, mas seguiu os amigos, até por não ter comentado nada com eles. Eles se sentaram à mesa e dessa vez ninguém se levantou ou disse alguma coisa desagradável. Com alguns minutos a conversa fora fluindo de uma maneira mais fácil do que costumava ser, mas pelo que observou, continuava sério e parecia mal-humorado, o que a impedia de rir muito.
Com o tempo ela também foi ficando séria e fixou seu olhar no relógio que estava na parede atrás de . Parecia estar em outro mundo quando uma guerra de comida começou entre os que ainda conversavam. Acordou de repente, quando jogou um pedaço de pizza em seu rosto com a ajuda de um garfo. Ela levou um susto.
- Seu animal! – berrou com uma cara divertida.
, e riam da cena, mas os quatro irmãos pareciam anestesiados, incrédulos, quando ela parecia ter dito algo imperdoável e absurdo. , e olhavam com raiva para , que estava em estado de choque.
- Eu não te disse? – perguntou . saiu da mesa, parecendo ser a mais irritada e, dessa vez, fazendo ficar preocupado e sair atrás dela quando foi seguido pela última irmã à mesa.
observou eles saírem do refeitório sem dizer uma palavra. ficou preocupada:
- Eu disse alguma coisa?
- N-Não. Desculpe. Eu preciso ir atrás deles.
- Não tem problema – apoiou . saiu do local e ela tentou acalmar a amiga. – eles foram educados com muita severidade, talvez achem que somos falsos como o resto da escola por dizer coisas que todos dizem.
- Não tive a intenção. Eu não sabia, juro! – se defendeu.
- Eu falo com ele depois. Eles vão entender – retrucou .
Ela não vira os Stanford naquele dia, para poder defender a amiga. E depois só fora se lembrar do assunto dois dias depois, quando viu sozinho sentado no chão em um corredor vazio. Ele estava com a cabeça apoiada nas mãos. Ela tinha quinze minutos livres antes de entrar na aula e foi falar com ele:
- Oi
- Oi – ele respondeu com uma voz rouca que a arrepiava.
- Você tá bem? – perguntou ela preocupada olhando para ele.
- Sim...
- Então por que você tá assim? Sozinho, abandonado num corredor vazio e nessa posição? – insistiu ela.
- Dor de cabeça e falta de vontade de comparecer à aula de matemática. Satisfeita? – respondeu ele com uma voz irônica. Olhando seriamente para ela.
- Nossa, que estresse! Foi só uma pergunta. Mas, já que você prefere, eu vou deixar você aqui sozinho. – respondeu ela enquanto se levantava.
- Não foi isso que eu disse! – ele berrou, se pondo de pé e a encarando. Ele viu que os olhos agora demonstravam raiva e tentou se redimir. – Olha, eu não estou num dia bom para você ficar se fazendo de vítima.
- Você falhou se estava tentando se desculpar. – disse ela. Ele suspirou impaciente.
- Desculpa te decepcionar, mas os "animais" também têm dias ruins, sabia? – ele retrucou fitando-a, imaginando que seria impossível ela saber de alguma coisa.
Ela franziu o cenho, incrédula que eles tivessem se ofendido com algo tão inofensivo.
- Você é mesmo... Inexplicável! Todos vocês são! Se ofender com uma coisa tão boba! Você conhece a , sabe que ela não ia dizer alguma coisa para ofender vocês!
- Se não seria capaz, por que fez? – ambos estavam muito irritados.
- Ela não fez nada! Não vou admitir esse seu showzinho barato.
Ele não continuou, fazendo o silêncio pressionar seus ouvidos. Ele olhou fixamente para ela e depois para a janela.
- Pensei que vocês fossem diferentes! Que pelo menos você fosse. – pela primeira vez na discussão, um deles falara baixo. dera o golpe mais baixo para nocauteá-la. Ele passou por ela, dando um leve encontrão de ombros e seguiu seu caminho.
's POV
"Eu realmente achava que eles podiam ser diferentes dos outros, não queria acreditar no que o tinha falado pra mim, eu não sei se eu exagerei mas com tudo isso acontecendo, acabei perdendo a calma."
- Capítulo cinco
andava de cabeça baixa, chutando uma pedrinha que havia encontrado no chão, ele sabia que tinha que fazer o que a União mandava, mas de algum jeito, ele não conseguia aceitar a idéia de ter que deixar de falar com .
- ? – perguntou olhando para o irmão
- Oi – respondeu o garoto desanimado
- Eu preciso conversar com você.
puxou o irmão até um banco, fazendo-o sentar enquanto ela o olhava desanimado
- Hey, escuta – disse a garota agachando em frente ao irmão, que por sua vez apenas levantou o olhar em direção de - Eu sei que você ta bravo com o fato do ter perdido a cabeça, sei que também não ajudei muito me retirando da mesa... Mas, não se deixe levar com o que o e a dizem, por favor . Você é aquele que nunca se influencia! Eu te conheço há muito tempo já, e eu nunca te vi assim, por favor, me perdoa ok? Eu só quero que você faça o que você acha que é certo, independente de nós três. – fez uma pausa para respirar e observar a reação do menino
- , ta tudo bem...
- Tem certeza? Você me perdoa? Não quero te ver assim...
- Eu vou fazer o que me mandam, não quero mais atrapalhar os planos da família, eu estaria colocando ela em perigo
- Você vai se afastar deles? – perguntou abaixando a cabeça
- Pelo bem dela – respondeu olhando para cima, fechando os olhos e soltando um suspiro. se levantou, olhou pela ultima vez o irmão
- Você que sabe, , eu sei que o que você fizer estará certo – começou a andar
- ! – gritou , fazendo a menina se virar para ele - Obrigado.
- Você tem o controle, e eu te apoio – disse ela enquanto continuava a andar.
No dia seguinte, estava sentada ao lado de . O garoto estava quieto, parecia que tinha alguma coisa o incomodando, mas ela não quis perguntar o que havia acontecido, ela achava que já tinha causado problemas demais aos amigos. E também não queria quebrar o silêncio, já era um milagre ficar calado, então ela quis desfrutar do momento único. Quando chegou, sentou-se ao lado dos dois amigos, não conseguia falar nada e nem que não havia dito uma palavra em todo o tempo em que eles estavam sentados ali. O dia passou rápido, não conseguia se concentrar nas aulas, como de costume. Mas agora sua desatenção era mais intensa, na primeira aula, não estava durante os primeiros vinte minutos da aula, estranhou, mas mesmo que ele estivesse lá, ela não poderia falar com ele. Não depois do que havia acontecido no dia passado. Faltava apenas meia hora para a aula acabar e entrou na sala, elegante como sempre. Prendendo a atenção de por longos segundos, ele se dirigiu até a mesa do professor, colocou um papel sobre a mesa e sussurrou algo que ela não conseguiu entender para ele. Aparentemente, o único lugar vazio na sala era a cadeira que se encontrava ao lado de . Quando se deu conta disso, se afundou na cadeira olhando fixamente para as mãos que estavam juntas, sobre a mesa. se sentou ao lado da garota, mas mantendo o máximo de distância possível, ele não a olhava e nem sequer percebia que ela estava ali, ou pelo menos sabia fingir muito bem. Na segunda aula, encontrou sentado ao seu lado, ele preservava o mesmo silêncio que ela encontrara hoje de manhã. No almoço eles se sentaram longe dos Stanford, quando se deu conta, não estava em sua mesa, apenas havia e que conversavam calmamente, também estava ausente. Voltando para casa, andava lentamente pelas ruas, ela não estava com vontade e nem disposição para andar, ela tinha que chegar rápido em casa, porque mais tarde do mesmo dia ela havia marcado de dar uma volta pelo centro da cidade com sua mãe. Emmet estava tão animada em sair com a filha, que tentou não demonstrar desinteresse, afinal, era a primeira vez que Emmet iria mostrar a cidade à ela. chegou em casa, fez sua lição de casa (com muito desânimo) ela sabia que havia muitas respostas erradas no questionário que o professor havia passado, mas ela não se importava. Comeu alguma coisa, tomou banho e estava pronta para sair com sua mãe. esperava impacientemente Emmet, sentada em uma das cadeiras da cozinha vazia. Ela tentava resgatar um pouco do seu ânimo, que havia desaparecido quando ela discutiu com no dia anterior. Sua mãe finalmente chegou em casa, cumprimentando a filha com um beijo no topo da cabeça Emmet avisou que só iria trocar os sapatos, pois não queria ir ao centro da cidade de salto alto de jeito nenhum, e concordou calmamente. Quando entrou no carro, sua mãe a olhava com uma expressão curiosa que ela não conseguiu decifrar.
- Você está bem? – perguntou Emmet a fitando
- Estou sim mãe... Por quê?
- Olha, se quiser, a gente adia esse passeio... Para outro dia, não tem problema – murmurou Emmet
- Não, mãe, a gente combinou hoje! A senhora estava esperando por isso a semana toda, e eu mal posso esperar – mentiu
Emmet retirou o carro da frente da casa e dirigiu em direção à cidade, no caminho elas trocaram alguns pontos de vista sobre as árvores e sobre o céu, que por sua vez tinha muitas nuvens. Chegando à cidade, saiu do carro com o menor ânimo possível, mas sempre preservando o sorriso forçado, para que sua mãe não desconfiasse que ela não queria ir. Depois de um tempo de caminhada, já estava cansada de andar e de saber sobre os monumentos históricos da cidade, a única coisa que ela havia realmente se interessado fora pelo bondinho, muito antigo por sinal, que vagava pela cidade cambaleando sobre os trilhos.
- Querida, eu vou ali naquela loja de móveis ver se tem alguma mesa de centro para a sala, a nossa mesinha de centro está totalmente acabada – disse Emmet apontando para o outro lado da rua
- Ah, claro, mãe... – retrucou
- Pode ficar aí se quiser, eu não me importo, aliás, para vocês jovens não deve ser muito divertido ver móveis em liqüidação – Emmet sorriu
- Certo – concordou , enquanto olhava sua mãe atravessando a rua e entrando na pequena loja de móveis.
estava sentada no banco onde sua mãe a deixara há mais de meia hora, e ela estava começando a ficar preocupada "Será que minha mãe se perdeu? Ora, quantos anos ela tem afinal?", pensou consigo mesma. A menina se levantou do banco olhando fixamente para o chão, quando ela levantou seu rosto, logo fitou alguma coisa... Ou melhor, alguém. Era que andava calmamente do outro lado da rua, não conseguiu se conter e correu sem olhar para os lados, em direção do garoto
- ! – gritou atravessando a rua, mas a menina não se deu conta de que aquele velho bondinho estava passando pelos trilhos em direção à ela. olhou para a garota assustado, e como num flash estava a abraçando forte. O garoto se virou de costas para o bondinho, ainda abraçando a garota fortemente. O bonde se chocou com as costas de , amassando totalmente a frente do velho bonde, por sua vez não tinha nenhum arranhão, nenhum hematoma. Ele estava ileso da batida.
' POV
"Tipo... Eu to sem palavras. Acho que aquele menino conseguiu deletar tudo que tinha dentro da minha cabeça. Hm... Ah! Lembrei, o episódio do bonde. Aquilo foi real? Ou eu estou delirando de novo? O negócio começou a fazer um barulho estranho em cima da minha cabeça, mas aquilo era tão velho! Como eu ia saber que ia cair? Eu tava gritando o nome dele porque eu realmente não conseguia mais ver o bravo comigo! Eu já tinha sido estúpida a ponto de achar que já era íntima o suficiente para fazer drama. Aliás, que drama ridículo e idiota! Eu não suportaria não ver aquele sorriso na minha direção outra vez. Não sabia como, mas eu queria me redmir com ele. Gritei seu nome e no segundo seguinte senti sua pele e seu cheiro me envolvendo num abraço, o melhor que já recebi na vida.
Abri os olhos e vi o bonde amassado na minha frente e de relance, mas ele sumiu antes de eu sequer piscar os olhos. Eu teria morrido se não fosse por ele... Chega a ser ridículo o jeito que ele me faz sentir... Espero que agora esteja tudo bem!"
Continua...
N/A: Então, como alguns já sabem... Agora é apenas uma pessoa que escreve a fic, e sou eu a Is, oi pra quem não me conhece UHSAUHSAUH 8D hm, por problemas pessoais eu não confio mais na La pra fazer a fic junto comigo, porque ela demonstrou falta de responsabilidade perante a fic e à vocês, claro... Porque se gostam tanto da fic, ela deveria ter respeitado vocês :) mas então... Eu irei continuar de onde parei ok? Postarei os capítulos que ela já havia feito, porque ela escreve bem (não irei negar, hm?) a partir do capítulo 7 gente, a fic é apenas escrita por mim. Os capítulos são intercalados, o primeiro fui eu que fiz, o segundo ela, o terceiro eu, e assim segue até o sétimo. Prometo não decepcionar vocês, ok? Farei o meu máximo por essa fic... Ela é muito importante pra mim. AAAH e obrigada Juu, porque você é um anjo *-* hmhm, te amo demais Panda (L) E... Antes que eu me esqueça, agradeço á todos que comentaram, vocês fizeram a minha vida mais feliz 8D e dedico esses dois capítulos á Biiah, Is, Dessa, Gabi e Jacke. Amo vocês (LLLLLL)
MCFLY EM SP AAAAAH *-* (hoje dia, 7/10 eu sou a pessoa mais feliz do mundo)