Contatos, baby!
Prólogo
Eu nunca fui como todas as outras. Aí você olha pra mim e fala "Claro que ninguém é igual a ninguém", é, eu sei, estraga-prazeres. Mas o que quero realmente dizer é que eu sempre me senti diferente... "Todo mundo se sente diferente, dã". Novamente, eu sei. Obrigada por falar. Mas a questão é que eu sempre me achei peculiar. Sabe, sempre tive orgulho de ser diferente e tentava ser igual à todo mundo. Deprimente, certo? Certo. Deprimente. Mas o que posso fazer se eu sei que o meu amor pelos caras do McFly era tão grande a ponto de eu fazer tudo para conquistá-lo, e não agir como uma fã. "Aham, tá, se você visse o McFly você não ia espernear, gritar e chorar. Aham, acredito." Certo, pessoinha implicante, eu não iria espernear e gritar por que a emoção de vê-los, as noites chorando ouvindo as músicas e assistindo os vídeos me martelariam. Se eu fizesse um papel de fã, eu seria apenas uma fã, e nunca seria nada para ele. "E você tá falando que eu sou só uma fã?". Exato. E você é só uma fã porque você escolheu ser assim. E para mim, vê-los, ganhar uma tapinha na mão, um autógrafo, não é, de longe, o bastante.
E todo mundo sabe que quem se apaixona pelos McGuys, conseqüentemente se apaixona pelos Dorks e Ex-Busteds. É algo com os britânicos, sabe? "Sei! Com certeza!". Então, recentemente, eu, uma pessoa que sempre gostei de Busted e Son of Dork, conheci um outro lado de . Não pessoalmente, claro. Apenas por vídeos. E é mais que o bastante para se apaixonar, certo (vide McFly)? E esse rapaz me fez querer mais da vida, com suas músicas e vídeos engraçadinhos (todas nós sabemos como eles podem ser) e isso me tocou profundamente. E ainda mantive meu pensamento de não ser apenas uma fã. Então, se um dia eu esbarrar com o na rua eu vou ser uma pessoa normal, e não uma fã.
Prólogo 2
Cara, eu estou cansado das fãs loucas. Sério. Eu sou legal, sou gostoso, estou na moda, mas, dude, essa vida de famoso tá foda. Mesmo ultimamente que a gente anda desativado, cara, esbarrar com uma fã andando na rua, voltando da padaria, sabe... "Oh my God! Oh my God! It’s him! ! Oh, God!". Eu adorava isso. É legal, cá entre nós, é muito legal. Pra pegar gatas… Isso sim é bom! Mas... Eu to voltando da padaria, pelo amor de Deus! Dude, chega até ser bom pro meu ego, eu sair com minhas calças de Back to de Future, e um moletom da rusty na rua, de chinelos, (Eu moro ao lado de uma padaria, não vou me arrumar, qual é!) e duas adolescentes te pararem pra dizer que você é gostoso. Mas tudo tem um limite. Eu queria me acalmar um pouco. Ficar fora da bagunça. Relaxar.
Cap 1
- Bom dia, flor do dia! – atendi o celular ainda dormindo e me deparei com um feliz com sua voz irritantemente alegre
- O que você quer? – falei me segurando pra não mandar ele tomar no cu.
- Adoro quando você tá de bom humor assim! – Eu conseguia ouví-lo dando risadinhas agudas. É um veado. Se pudesse quebrar o celular de alguém, seria do , celularzinho inconveniente.
- Fala logo o que você quer, caralho! – dei um berro irritado.
- Relaxa, dude. Só to ligando pra te avisar que o ensaio vai ser às três aí no seu apartamento.
- Dude, já falei que aqui não tá dando, o síndico do prédio mudou e agora ele é o velho da frente.
- Porra, dude, então onde é que a gente vai passar o som? Tamos precisando ensaiar um pouco.
- Tem o quê? 2 meses? – perguntei sentando na cama e esfregando o rosto. unia a banda, cara, ele é sempre todo preocupado, pra que a gente fique junto e faça tudo certinho.
- É quase isso. Mas e aí?
- Porra, acho que os pais do viajaram, a bateria já tá lá mesmo, vamos chegar lá.
- Por mim tá tranqüilo. Você liga pra ele, ou eu? – é muito responsável.
- Ligar? – gargalhei alto no telefone – A gente chega lá com os instrumentos que tão faltando e vamos montar o boteco.
- Mas e se os pais dele já tiverem voltado?
- Aí fudeu, então vamos logo.
- Porra, , você sabe que eu não me amarro em fazer as coisas assim de qualquer jeito. – Chegava até ser bonitinho (de um jeito totalmente heterossexual) quando ele era todo preocupado desse jeito.
- Esquenta não, , no final dá tudo certo, se não deu é por que não chegou o final ainda.
- Putz, , falou como um veado de mão cheia! – soltou uma gargalhada alta do outro lado do telefone.
- E você parece que entende bem disso, né, dude?
- Sai fora! – eu ria enquanto ele mudava o tom de voz novamente para o de um cara preocupado – Vou ligar pro e pro então, falou?
- Falou porra nenhuma, vem pra cá que a gente passa lá pra pegar eles.
- Mas e se eles não estiverem em casa?
- Há! Fala sério, ! Se o não tá em casa, ele tá na casa do , e se o não tá em casa, ele tá na lanchonete com o , porra.
- Fechou, então, to passando aí daqui a pouco!
- Vem com seu carro, aí você larga ele aqui e na volta você pega ele de novo.
- Qual é, , não é assim que se faz não, tem que pegar em casa e levar em casa. – soltou sua voz mais fina. Às vezes eu acho que ele imita um veado muito bem, bem até demais.
Agarrei o celular e joguei no bolso das minhas calças de Back to the Future e coloquei uma camisa do The Who com um chinelo. Olhei as horas e eram 2:25PM, filho da puta do ia me avisar do ensaio meia hora antes. Desci o elevador e dei os 8 passos que eram até a padaria.
- E aí, tá saindo uma fornada agora? – sentei no banco do balcão e falei com uma senhora de touca e óculos de fundo de garrafa
- Só daqui a 5 minutinhos!
- Tem como tirar 5 aí pro melhor cliente, não? – falei dando uma piscada pra velha.
- Querido, só daqui a 5 minutos. – ela falou sorrindo mais uma vez e indo até a ponta do balcão passar o paninho. Mas eu não queria pão só daqui a 5 minutinhos, eu queria pão pra agora.
- Poxa, tia, tira só 5 pãezinhos pra mim, vai, essa hora aqui tá vazio, não custa nada... Vai? – dei um sorriso que só sabia fazer. E eu sou .
- Tá bem, tá bem, só um segundinho. – qual é o problema das pessoas em falar "inho"? Segundinho, minutinho, caralhinho! Por que no diminutivo? O tempo vai diminuir se chamar de "inho"? É ofender a minha inteligência. Mas tá tudo certo porque a velha já vinha trazendo os pães para a minha pessoa. Com um sorriso e um rostinho bonito, só falta ter jogo de cintura. O que não é o meu caso. Eu sou foda, o que posso dizer?
Fui até o caixa no fim do balcão e dei de cara com uma menina de seus 16 anos com duas tranças no cabelo e aparelhos chamativos.
- Cin-cinco pa-pães?
- É. – Sorri para a menina que me olhava com os olhos arregalados e a boca quase babando.
- São 4 dólares... – mal ouvi a voz da menina quando ela falou e puxei 5 dólares do bolso da calça colorida.
- Fique com o troco. – falei pegando os pães e virando as costas.
- Mas... É ? ? – sofri quando ouvi isso. Acho que já falei que estou cansado de fãs loucas atrás de mim.
- É... Eu mesmo. Valeu aí, hein. - Todos os dias que eu vim nessa padaria nunca teve essa menina aí, era sempre a velhinha no balcão e um velho no caixa. Acho que o vovô foi tirar férias e vovó chamou a neta pra ajudar. Aposto que amanhã ela vai tá aí de novo. Foda, todos os dias ela vai puxar assunto, e eu vou educadamente respondê-la, claro, papo com uma adolescente é meu sonho de consumo. Isso foi o que nós chamamos de sarcasmo. Eu sou um cara da lei, tirando detalhes da minha vida passada. Eu respeito as filhas dos outros que tem menos de 18 anos. 17 e alguns meses serve também.
Subi no elevador e notei o síndico encostado na própria porta me observando. O cara era um velho de seus 50 e poucos anos com um bigode preto cobrindo o seu lábio de cima.
- O aluguel está em dia, Mr. ?
- Tá, sim, senhor, pode conferir o registro. – falei dando um sorrisinho irônico. Tava pago sim.
- Pode ter certeza que eu vou conferir. – ele moveu umas de suas tatuiras, ops, sobrancelhas.
- Aham. – entrei e bati a porta sem um tchau. Eu penso assim, se uma pessoa me trata de um jeito, eu vou tratá-la assim também. É uma boa filosofia.
- E aí, minha puta! – abriu a porta já entrando e berrando. O cara acha que tá em casa.
- Ou, meu irmão, como é que você vai entrando na casa dos outros desse jeito?
- Só na sua, minha vadia. – O ultimamente anda com a mania de me chamar com esses apelidos ofensivos à mulheres. Engraçado que ele conhece todos. Bicha. – Bora?
- Vou tomar café.
- Porra, , isso não é mais hora de tomar café, não, a gente vai chegar lá tarde!
- Calma, aê. É rápido! Vai passando manteiga aí nos pães que eu vou lá trocar de roupa.
- , foi legal de sua parte comprar pão para a banda toda. – falou abrindo o saco.
- Isso é pra mim, .
- E pra mim?
- Você sabe onde tá o que é seu – fiz um movimento que prefiro não citar. sentou na cadeira rindo e eu fui pro quarto colocar uma calça. Calcei meus all star e encontrei-o já com a porta aberta segurando o saco de pão.
Depois de termos passado na casa do e do de surpresa e os arrastarmos até o carro, fomos direto para a casa do , que era a mais distante e a melhor pro ensaio. Era tipo aqueles bairros onde todas as casas são iguais e têm aquela garagem enorme.
- ! Festinha surpresa! – pulou no colo de , que o agarrou sem dificuldade nenhuma. Mas logo e tentaram fazer com que ele os segurasse também, e o que deu foram os 4 no chão. Eu não resisti àquela cena e tive que terminar aquele montinho pulando em cima deles. Era sempre assim quando nos encontrávamos, meio veadagem, mas são meus amigos, é legal zoar com eles.
- E ao que se deve essa honra? – perguntou tirando a perna de de cima dele e ficando em pé. Eu já estava em pé, claro, não sou de me agarrar com homem por muito tempo.
- Nós queremos dar continuidade a essa banda. – falou levantando num salto e jogando-se no sofá de .
- Achei que nós já estivéssemos fazendo isso.
- Não, uma banda é ensaio, convivência e trabalho em grupo. – falou ligando a tv.
- E então, o que vai ser? – falou arrancando o controle da mão dele e mudando os canais
- Vai ser um ensaio! – falei arrancando o controle da mão de e desligando a tv. – Todo mundo pra garagem, cambada! – berrei e os caras foram. Eu tenho moral, é só pra quem pode.
Tocamos a tarde toda. Ou o que restava dela. E eu me senti ótimo, apenas tocar, tocar sem precisar ser simpático com o público, tocar sem ser julgado, tocar sem precisar me conter. Eu sempre me solto quando chegam algumas músicas. E isso já causou algumas quedas em palco e alguns fios enrolados na perna. Mas mesmo assim a sensação é maravilhosa.
Já eram umas 7 horas quando resolvemos parar senão provavelmente os instrumentos quebrariam por muito uso. Ordenei (isso aí) a para pegar o meu carro e comprar umas cervejas e o encomendou 2 pizzas. Não tenho do que reclamar dos meus amigos. Não são capachos. Talvez o , mas só um pouco. Mas meus amigos são meus colegas de banda e meus amigos de rock. A gente sempre fazia essas reuniões. Cerveja e pizza combinam demais.
Depois que o chegou, nós comemos as pizzas e bebemos até acabar a última gota de álcool da casa. Ultimamente eu estou me contendo com as bebidas, agora que eu to com carro e to responsável por esse bando de vagabundo, não posso ficar sendo imprudente. Mas bebi bastante e continuava legal. O reclamava de tontura e o parecia que tinha cheirado alguma coisa de tão elétrico que tava. O embolava as falas algumas horas, mas eu e o estávamos legais. Rindo do , claro. Como não rir de um cara correndo ao redor da mesa com uma garrafa de leite? É, leite. O bom e velho .
- Porra, a gente podia ir pra um rock hoje. – falou estendendo o "hoje" por alguns segundos.
- Com o desse jeito? – apontou pro cara que subia as escadas e pegava a escova de dentes, aí ele deixava a escova de dentes, subia e pegava a pasta, aí deixava a pasta e subia mais uma vez pra enxaguar a boca, e depois subiu de novo para levar a pasta e a escova. Me admirei quando ele levou os dois de uma vez. Quando ele parou no pé da escada de novo ele bateu a mão na testa como se tivesse esquecido alguma coisa lá em cima voltou a subir. Por que o tava escovando os dentes ninguém sabia. E ninguém sabia por que ele tinha uma escova de dentes na casa do . E acho melhor ficar sem saber. Tenho medo de certas coisas.
- É, porra, é só ninguém beber mais, tá todo mundo tranqüilão já. – Eu falei apontando pro dessa vez, que tropeçou no sofá e na mesa ao mesmo tempo, o engraçado é que a distancia do sofá e da mesa é de um metro e meio.
- Era até uma boa, né. Pra distrair. – falou segurando o que caía mais uma vez.
- Mas e o ? – o perguntou mais uma vez, ele não gosta muito de sair pra rock assim, ele não sabe dançar. Patético, né?
- Dá café que ele melhora, , até parece que esqueceu! – falou dando um tapa na cabeça do cara.
Após o ter bebido 1 litro de café, ele já tava acordando de novo, e o já tava mais relaxado, o trocou de roupa e a gente foi pra um pub legal que tem por aqui. É, a gente não trocou de roupa, a gente foi suado do ensaio da tarde toda. Isso aí, porra, somos homens, meu desodorante é cheiroso, eu suo perfume, e eu fico bem de qualquer jeito, sacou?
O pub tinha o nome de Open e a gente costumava ir com o Harry Judd antes dele namorar. Aí a gente tava se encontrando com o Danny Jones e a namorada dele direto por lá, dois baladeiros quando junta dá festa todo dia. O bom de lá é que não entra qualquer um. Todo mundo já ouviu falar de Gossip Girl? Não é coisa de bicha, é uma série muito massa comparada às que estão fazendo por aí, ok? Então, em Gossip Girl tem os Upper East Side de New York. Aqui em Londres é algo mais ou menos assim. Não existe essa de gritaria de fã. Isso é ótimo pra mim.
Nós chegamos lá e a fila parecia que ia virar a esquina. O foi na frente e passamos pelos seguranças em fila, sem sermos barrados. Contatos, ok? Alguns vaiaram e alguns gritaram "É o Son of Dork!", depois disso o barulho dos gritos foi abafado pela música dance que estourava nossos ouvidos. achou uma mesa pra gente sentar e o já foi falando.
- A gente combinou que não ia mais beber hoje, não foi? – De novo o ar preocupado dele.
- É, já tá todo mundo legal, vamos curtir a noite sem arrumar confusão, ok? – falei me levantando. – A regra de hoje é a mesma, só cabe mais 3 pessoas no carro. – quando eu digo pessoas quero dizer gostosas, sentadas no colo. – Quem conseguir companhia pra noite traz pra essa mesa e se agarra aqui até a hora de ir embora, ok?
- Sim, papai! – berrou.
- Quem dera você que seu pai fosse legal e gostoso que nem eu! – Falei já saindo de perto da mesa e seguindo para o bar. Eu não ia beber, ok? Eu tava indo procurar uma gostosa e o melhor lugar é o bar.
Fui procurando caminho pelo meio da multidão e esbarrei com a namorada do Danny Jones dançando alegremente com umas três garotas.
- Fala aí, garota, cadê seu macho? – É, eu não lembro o nome dela de jeito nenhum.
- Tem que acordar cedo! – Ela falou perto do meu ouvido sem parar de dançar.
- E ele sabe que você tá aqui? – falei rindo, mas em tom sério.
- Claro que sabe! E eu sei que você vai ligar pra ele, então vai lá! – ela riu e me deus as costas voltando a dançar com suas amigas. Dei uma olhada nas amigas e eram bonitas, mas sendo amigas da namorada do Danny eu não podia só levar pra casa.
- Alô, Danny? – falei tentando abafar minha voz no celular.
- Fala, , que barulheira é essa aí?
- To aqui no pub, hein, sua namorada tá aí contigo?
- Porra, , pode relaxar, dude, eu to sabendo que ela tá aí. Ela foi com as amigas dela.
- Porra, Jones, valeu então, dude.
- Eu que digo valeu! Falou que eu tenho que acordar cedo pra ir pra gravadora, beleza?
- Beleza! Falou! – Desliguei o telefone. Pode ser meio intrometido de minha parte, mas eu tenho que fazer esse tipo de coisa. Eu não consigo ver meus amigos sofrerem. Pode me chamar de veado, mas tem coisa que eu não deixo acontecer. Eu sou um bom amigo, porra.
Voltei a cavar meu caminho até o bar e sentei pedindo uma coca. O cara me olhou com cara estranha estranhando o pedido. Normal. Aqui o pessoal bebe pra caralho. Girei no balcão e olhei uma moça sozinha, era até bem bonita, tinhas cabelos ruivos e usava uma roupa que eu só consegui olhar pro seu decote.
- Boa noite. – eu me sentei ao lado dela.
- Boa noite - ela olhou pra mim e cruzou os braços achando que os homens não sabem que isso deixa o peito mais estufado. – Tá sozinho? – ela perguntou chegando muito perto do meu ouvido.
- Só se você quiser. – Joguei logo essa de cara e ela sorriu, fingindo que era tímida. Eu tenho boas respostas.
- E agora?
- E agora você tem três opções: ficar me olhando, levantar e sair de perto, ou me dar um beijo. – Ela sorriu virando o resto que tinha em seu copo, o que era não consegui identificar.
- To em dúvida entre te dar um beijo e ficar te olhando... Já te disseram que você é lindo? – Sorri e a puxei para um beijo. Eu sei, eu sou foda. Eu troquei 3 frases e já to pegando.
- Vamos pra um lugar mais reservado?
- Aonde?
- Se você quiser, na minha casa. – Falei dando mais um beijo e puxando os cabelos de sua nuca. Sabe, você tem que deixar parecer que ela que manda. Tem que saber certas coisas.
- Eu tenho uma amiga aqui, ela foi ao banheiro e já volta. Será que você não tem um amigo, não? – A minha noite e a de alguém já tava garantida. Alguns minutos depois, eu ainda dava vários agarros nela ali no bar e a amiga dela chegou.
- E aí? – Ela olhou pra mim e olhou pra amiga.
- Vamos ali. – Saí andando esperando as duas virem atrás de mim. Eu não agarro a mão de ninguém. Nem no meio da multidão. Sentei na mesa e peguei o jogando um copinho debaixo da mesa.
- Porra, tava bebendo, né, filho da puta! – Berrei.
- Foi só essa! – ele falou colocando as mãos pra cima.
- Quer se dar bem? – Mostrei as duas tentando me achar no meio da multidão.
- Não gostei muito dela não. Sabe que eu prefiro as loiras.
- Vou dar pro então, que ele tá logo ali levando um corte. E o e o ?
- Eu vi o indo no banheiro e o tava agarrando uma mulher lá perto da entrada.
- Será que ele leva pra casa? – falei rindo.
- Leva não, dude, você conhece ele! – Nesse momento vi se jogar na cadeira e as duas meninas chegaram atrás de mim.
- Quase não te acho nessa multidão! – a ruiva berrou no meu ouvido. Balancei a cabeça e apontei o para a amiga dela, a menina sentou no colo do cara e deu um beijo nele logo de cara.
- Dude, mudei de idéia, se eu soubesse que ela era agitada desse jeito eu ia mesmo sendo morena! – falou no meu ouvido e eu gargalhei. Foi ao bar tomar mais uma e eu relevei porque o cara não ia levar ninguém pra casa. Ficamos mais uma hora sentados lá e as minas já tavam ficando agitadas (interprete o agitada como achar melhor). Mandei elas esperarem e fui atrás do e , que estavam juntos olhando umas gatas dançarem. Logo depois vi , e as duas gatas vindo atrás de mim e fiz sinal para eles irem pra saída, mandei e saírem também e dei uma ultima olhada no lugar. Hoje tava bem agitado. Achei a namorada do Jones com os olhos e vi um cara chegando perto dela. Fiquei observando enquanto ele tentava dançar mais perto dela. Peguei o celular na mão pronto pra ligar pro Danny quando ela deu um empurrão nele e se afastou de vez do cara puxando as duas amigas pelo braço pra longe dele, que desistiu. Saí do Pub. Eu tinha que parar pra ver o que ia acontecer. Já falei, sou um bom amigo, não consigo evitar.
A manhã tava meio nublada quando olhei pela janela. Me espreguicei e vi cabelos ruivos entrecobertos pelo meu edredom, peguei meu celular e olhei as horas. 1:47PM. Vesti uma boxer preta e saí do quarto batendo forte a porta. Não, eu não tava puto nem nada, só queria acordar a mina pra ela ver que tava na hora de ir embora. Fui até a sala e vi o sair do banheiro com cara de sono e o cabelo em pé. Eu fiz um sinal de 'Shh' pra ele quando vi deitado no chão. Cutuquei que dormia numa poltrona e apontei pro . Fiz sinal de 1, 2 ,3 e nós três pulamos em cima dele. Ele levantou puto e foi pro banheiro. Nós três gargalhamos e eu vi o bater na porta do outro quarto.
- , acorda aí, sua mãe ligou dizendo que tá chegando e mandou você lavar a louça! – Ri demais quando ouvi isso e alguns segundo depois ouvi uma garota falar "você mora com a sua mãe?" e mais alguns segundos ela saiu porta afora vestindo uma saia e sutiã segurando um pedaço de pano na mão, saindo do apartamento. se jogou no sofá rindo comigo.
- Porra, você é foda, ! Que caralho! A mina tá achando que eu sou um otário! – eu e ainda ríamos pra caralho.
- Lavar a louça deu um toque especial! – gargalhei alto. Logo vi uma menina ruiva sair meio apreensiva.
- Cadê Josy? – ela perguntou passando as mãos no cabelo.
- Saiu quando descobriu que a mãe desse cara aí ta chegando e mandou ele lavar a louça e varrer a casa. – apontou pro e eu segurei o riso.
- Que tal você me ajudar? – se aproximou da garota e eu não contive a risada quando ela franziu a sobrancelha e saiu correndo do apartamento. Ficamos rindo por alguns longos minutos até o apontar para o que dormia sentado. Nesse momento o saiu do banheiro com os cabelos molhados. Eu mais uma vez fiz sinal de 1, 2 ,3 e todos nós pulamos em cima dele, que obviamente amaldiçoou até a nossa quinta geração. Tirando as dores de cabeça de vez em quando, essas eram as melhores partes das nossas reuniões. Espantar as minas. O faz cada cara de pidão que cada uma tem uma reação diferente. Um dia o disse que a minha esposa tava chegando de viagem, pra garota que dormiu comigo e eu pedi ajuda pra arrumar a casa. O pior de tudo foi que ninguém soube o que fazer quando ela disse que sim. Aí o já falou logo "Ah, que bom, então começa pelo banheiro!". Foi a conta pra ela arregalar os olhos e sair do apartamento correndo. Já tinha passado das duas e dei uma ligada pro Jones.
- Fala aê, , acabou de acordar, né, sacana?
- Claro, porra, senão não seria eu!
- Mas e aí, vigiou minha namorada lá ontem, né?
- Porra, eu tenho que fazer esse tipo de coisa, né.
- Relaxa, , ela você não precisa vigiar não! Ela tá de boa.
- Eu vi isso ontem, dude, ela deu um corte num cara que tava querendo se esfregar nela.
- Tá vendo? Ela me falou, dude. Relaxa aê. Mas valeu de novo.
- Falou então, Jones! – Desliguei e os caras já tavam indo embora.
- Porra, , você me mandou deixar o carro pra na volta os caras tudo pedirem carona, né, seu filho da puta! – ele falou tacando uma almofada em mim, que já tinha me jogado no sofá.
- Claro, dude! Você acha que eu vou sair a essa hora da madrugada pra levar marmanjo pra casa? Tá louco! – Os caras deram tchau e eu coloquei a calça de Back to The Future e uma camisa do Blink e fui à padaria novamente.
- Chegou na hora de uma fornada quentinha! – a velha falou colocando 5 pães no saco. – Querido, desculpa perguntar, mas você não tem outra roupa não? – ela falou em tom de segredo e eu gargalhei alto.
- É que eu durmo com essa roupa.
- E você sai na rua de pijamas? – ela arregalou os olhos e eu ri por dentro.
- É, pois é. Valeu. – Fui até o caixa e a menina das tranças estava lá novamente. Ela quase derrubou todo o moedeiro quando me viu. Eu sei que eu sou foda. Ninguém precisa falar.
- São 4 dólares.
- Valeu. – dei uma nota de 5 – Fica com o troco – e virei as costas esperando ela falar alguma coisa. Ela não falou nada. Fui pra casa e dei de cara com o velho da taruira, ops, sobrancelha.
- Boa tarde. Mr. .
- Boa tarde.
- Noite agitada?
- Aham – e fui entrando novamente no meu apartamento.
- Vi que tinham 6 pessoas a mais em sua casa hoje.
- É. – porra, esse cara tá me vigiando?
- Sabe que não pode sublocar, não sabe?
- Sei, eles eram meus hospedes. – e bati a porta. Porra de velho chato. Moro sozinho e ainda tem uma desgraça dessas me vigiando.
O resto da tarde passou que eu nem vi, fiquei assistindo MTV e só me desliguei da tv quando o chegou lá em casa.
- Dude, você não vai tomar banho, não? – dei um tapa na testa me lembrando que esqueci de tomar banho ontem... Não deu tempo, sacou? – Bora comer um hambúrguer lá no McDonald's?
- Bora, só vou jogar uma água no corpo e a gente vai, fica aí assistindo tv, dude.
- Jogar água no corpo não, tomar banho. Direito! – dei um sorriso malicioso.
- Você não quer me mostrar como é, não? – deu uma gargalhada e eu fui tomar meu banho.
Demorei uns 20 minutos no banho. Era foda aquela sensação da água quente batendo no seu corpo. É uma cidade fria. Muito fria. Mas aquela água quente é foda. Faz você esquecer de tudo. Terminei meu banho e saí do banheiro e o trocou de canal rápido.
- Tava assistindo pornô, né, filho da puta! – arranquei o controle da mão dele.
- É. Tava sim! – ele falou agitado tentando pegar o controle de volta.
- Ó! Não se aproxima muito não porque essa toalha tá caindo, hein! – falei e ele se afastou. Trouxa. Cliquei o botão de voltar o canal e estava passando Moulin Rouge. O musical. – Duuude! Você tava assistindo um musical? – virou o rosto e eu não contive a gargalhada. – ... Você tá chorando? – gargalhei mais alto ainda.
- Não! Caiu um cisco no meu olho! – ele passou a mão pelo olhos esfregando-os.
- Nos dois? – perguntei ainda rindo.
- Aham!
- Ah, essa é ótima! Os caras vão adorar saber disso, ! - corri para o quarto enquanto ele berrava que não estava chorando.
Alguns minutos depois eu saí do quarto perfumado e vestindo uma camisa social salmão. Tá pensando que eu to muito arrumado pra ir numa lanchonete, né? Eu to querendo ir no pub hoje de novo.
- Pra que essa produção toda, - falou olhando para as roupas que usava, uma calça e uma camisa do Beatles. Joguei para ele uma camisa azul social.
- Veste aí. Hoje nós vamos no pub de novo.
- Ontem a gente foi que nem um bando de marginal e hoje a gente vai assim?
- Pois é. Hoje eu quero mais diversão.
- A diversão de ontem pra mim tava legal.
- A gente tem que conquistar primeiro! Ontem você não falou nada com a mulher e ela te beijou, eu troquei 3 frases com a vagabunda e ela ainda me ofereceu a amiga! Essas mulheres tão muito fáceis, porra.
- Sua bicha, por que você ta reclamando tanto, porra?
- Porque eu quero mais do que uma transa. – falei sem pensar.
- Eu quero só uma transa e por mim tá ótimo. – Quando me dei conta do que tinha falado, parei pra pensar. Fomos pro carro e eu fui dirigindo até a casa do sem falar nada. Não se enganem, eu e o estamos numa boa. Eu que não queria conversar mesmo. Fiquei pensando no que tinha falado. Eu não queria mesmo só uma transa? Porra, eu sou homem, eu tenho que querer só transa. Mas acho que eu estou ficando cansado dessa vida de vagabundo e de espantar mulher de casa. De vez em quando é bom você parar.
- Então... O e o não vão, não, ok? – falou meio apreensivo. Me senti mal. O cara é um bom amigo. Ele sempre quer me ajudar.
- Beleza. – Fui frio, não consegui evitar. – Liga pro Jones aí.
Cap 2
- Bom dia, flor do dia! – gritei para que ainda dormia na minha cama.
- Que horas são?
- Agora são 9:30.
- Eu dormi o dia todo? – se levantou da cama num salto.
- Não, sonsa, da manhã! – fez uma cara de desespero que eu não consegui conter o riso.
- O quê? Que desgraça! Por que você tá me acordando a essa hora, sua vadia!? – ela perguntou jogando a cara no travesseiro.
- Sabe, , essas palavras machucam... - fiz um biquinho e a menina pulou em cima mim.
- Você sabe que você é a minha vadia! – ela me deu um beijo na bochecha e eu sorri. – Mas sério, por que desgraça a gente tá acordada essa hora? – ela perguntou levantando-se e vestindo um moletom, meu, por sinal. Espalhada ela, né?
- Você lembra o que a gente fez ontem?
- A gente foi no pub.
- E você lembra quem nós conhecemos lá?
- A namorada do Danny Jones!
- Isso! Então eu não sonhei! Graças a Deus. – A é bem estranha em alguns momentos.
- God! Não acredito que eu conheci a Olívia! – ela falava se jogando na cama.
- É, querida, cuidado pra não gozar, hein. – Falei saindo do quarto e indo pra cozinha. Logo uma veio correndo atrás de mim. Eu ri enquanto ela me olhava com sua cara feia. A cara feia dela era como a cara feia de um poodlezinho micro toy, era fofa (de um jeito totalmente heterossexual).
Ontem eu e a conseguimos entrar em um dos pubs mais fodas da cidade. No Open só vai artista e todo mundo que é rico e bonito o bastante para entrar. Ontem eu falei para a o que eu pensava sobre ser apenas um fã normal e ela concordou comigo, aí nós resolvemos que não íamos para a fila. Resolvemos que só chegaríamos e tentaríamos entrar. ficou impressionada quando conseguimos entrar numa boa. É só andar que nem artista, sabe, não agir que nem uma idiota.
Lá dentro vimos a Olívia dançando sozinha na pista, eu perguntei pra se era ela mesma.
Começamos a dançar e em um segundo estávamos as três dançando juntas. Tá aí uma mulher bem baladeira. Mas uma coisa devo dizer, ela é fiel. Espantou todos os caras de perto dela, mesmo que o namorado dela muito perfeito não estivesse lá. Teve uma hora que ela pegou o número do meu celular e perguntou meu nome, e perguntei o dela me fazendo de sonsa, claro e pedi o número do celular dela. Pronto, amigas de infância.
- E a senhorita acha que eu não vi seus olhinhos brilhando para a Olívia, né? – falou num tom de magoada e deu uma risada alta.
- Querida, você sabe que eu sou só sua! – e eu passamos o dia nos embonecando. Sim ,senhora. Nos embonecando. Sabe máscara no rosto, hidratação no cabelo, fazer as unhas e uma sessão de Gossip Girl. Eu sei que é pra patricinha, mas o que posso fazer? É contagiante! E o Chuck Bass é tão gostoso! Quase tão gostoso quanto o .
Mas para que estávamos nos embonecando? Você pergunta-me e eu respondo-lhe! Nós iríamos na Open hoje de novo. Quando for umas 7 horas eu vou ligar para a Olívia e chamá-la para ir novamente. Pra isso que eu peguei o telefone, sacou? Ontem um cara cumprimentou ela e esse cara parecia tremendamente com o . Mas aí eu pensei "O é mais amigo do Tom, acho que ele não a conheceria". Mas se o cara era tremendamente parecido, quase igual ao tão gostoso Dork eu não podia perder a chance conhecê-lo, certo? Errado. Eu estou indo para a Open hoje para encontrar o verdadeiro , afinal Londres não é tão grande assim e hoje é sábado! Então, tudo pode acontecer. E se eu não encontrar com o , eu vou me conformar com um dos McGuys, o que estiver disponível, sem ser o Danny Jones, claro, não podemos perder o contato da Olívia de forma alguma. Aí se não tiver nenhum Dork, nenhum Mcguy eu vou procurar um Matt ou um Charlie, mas se os dois não estiverem lá também, aí sim, eu recorro à cópia quase idêntica do James.
Então, já eram 6:56 da noite. Eu e a já estávamos com os cabelos de chapinha e babyliss nas pontas (Claro!), a maquiagem já estava perfeita. Eu maquiei a e ela me maquiou.
Devíamos abrir um salão juntas. As roupas perfeitas já estavam separadinhas em cima da cama e eu sentei na cama com à minha frente.
- Tá chamando! – sussurrei e logo alguém atendeu do outro lado da linha, era uma voz masculina. Senti meu corpo inteiro arrepiar quando reconheci a voz de vários gritos maravilhosos e tiradores de fôlego, não falei nada, para não se alvoroçar.
- Alô? Tem alguém aí?
- Oi! Esse é o celular da Olívia, certo? – Usei minha voz mais normal o possível sentindo meu corpo estremecer.
- É sim, pera aê. – bem a cara dele. Confirmação completa. Eu estava ao telefone com Danny Jones! - Alô? – e agora estava com Olívia. Droga.
- Oi! Olívia, sou eu a , de ontem no pub, lembra?
- Ah sim! Ei, fofa, como você está? – ela falava empolgada e eu me recuperava lentamente por ter falado com Danny.
- Eu estou ótima, querida, e você?
- To bem, sabe, com o gatinho aqui! – E que gatinho querida, põe gato nisso, é uma gataria inteira!
- Que ótimo! Escuta, eu queria te chamar pra ir lá no pub de novo, sabe como é, sábado à noite e eu e a sem nada pra fazer, acredita! – falei como se ela fosse minha última opção.
- Hum, eu vou ver com o Danny, e já já eu te retorno, ok?
- Tá certo, querida! Beijos!
- Beijos
- ...
- E aí? – ela falou meio que quicando na cama.
- , eu acabei de falar com o Danny Jones no telefone. – eu vi essa menina perder o chão.
Sabe nos desenhos quando o olho do desenho salta pra fora? O dela foi igualzinho! De repente a cama começou a balançar e estava fora de si. Devo dizer que as frases a seguir foi o que aconteceu em seguida. Agradeça-me por poupá-las de longos 10 minutos com a gritando. Eu não gritei. Tá bom... Só um pouco. Bem pouco.
- Você falou com o Danny Jones! Gooood! Mas e aí?
- Ele não sabe atender o telefone. Ele é todo desajeitado e não é educadinho sabe, a caaara dele! – após ditas essas nobre palavras (caham!) o telefone começou a vibrar.
- ATENDEE! - berrou no meu ouvido.
- Não... Deixa tocar mais um pouco – falei me sentindo uma maníaca. - Alô?
- ! Sou eu, Olívia.
- Oi querida, e aí?
- Olha fofa, eu falei com o gatinho e ele odiou a idéia de ter que ficar sobrando enquanto eu ficava fofocando com minhas amigas, bobinho ele, né?
- Ahaha, demais! – falei adiantando o assunto.
- Então, eu disse que ele podia levar uns amigos dele, certo?
- Claro, por mim, e pela , tudo ótimo!
- Ai que bom, fiquei com medo de você não querer!
- Que é isso, imagina! Ele pode levar quem ele quiser, e você também!
- Ah então tá, a gente se encontra lá na frente então?
- Ah sim com certeza.
- Se encontrar lá dentro não tem como, né!
- É ! Sem ser agarrada por aqueles tarados, né!
- Mas lá não tem muito disso, sabe. Acho que aquele cara entrou de penetra por que lá o publico é selecionado!
- Ah sim, eu não vou muito lá sabe, mas agora vou passar a ir... Com você né, fofa!
- Claro, querida. Então, o que me diz às... 9 lá na porta?
- Perfeito! Beijos!
- Beijos
- ...
- Sim?
- O gatinho dela vai levar os amiguinhos! – novamente, poupando-te de alguns longos minutos.
- A gente precisa comer alguma coisa! A gente vai ter que beber pra não passar por losers!
- Certo, certo, e bebendo, mesmo que pouco, de estômago vazio a gente passa mal.
- Entãão?
- Então vamos comer! – Eu e corremos pra cozinha tomando o maior cuidado do mundo pra não quebrar as unhas ou bagunçar o cabelo. Chegando lá, já foi logo pegando o pote de salada de frutas.
- , amor da minha vida!
- Sim, paixão?
- Nada de frutas.
- Por quê? Fruta deixa cheiro e gosto bom, e é saudável.
- Sim, muito saudável, e fruta agita seu estômago e o incita a fazer a digestão, você não quer ter problemas em um banheiro, em um pub, com o McFly, certo? – me olhou com uma cara assustada.
- É, não. Nada de frutas.
- O que devemos então? – parei um pouco para pensar. E então me veio na cabeça. – MIOJO!
- O quê? Miojo? Não...
- Sim! Energia, precisamos de energia, a gente vai pedir carona no final do rock.
- Vamos pedir carona? Nãoo! Existem estrupadores por aí, fofa!
- Nós vamos pedir carona aos Mcguys, fofa.
- Ahhhh, bom! Aí pode. – ela sorriu como uma criança feliz. – Entãão...
- Miojo será! – As duas crianças alegres fizeram e comeram os miojos, eram 7:45 quando terminamos de comer. – Olha, , o pub é meio longe daqui, então nós temos que sair daqui pelo menos 8:20, tá?
- Porraaaaa!! 40 minutos até o pub?
- A gente vai à pé. Pra na volta a gente pedir carona.
- Mas... E o os saltos?
- Ninguém vai ver que eles vão gastar um pouquinho.
- Mas as nossas pernas vão doer!
- Eu não acho que você vai sentir dor nenhuma quando vir os Mcguys!
- É, faz sentido.
- Entãão...?
- Então nós vamos encontrar com o Mcguys!
9:05 e nós estávamos paradas em frente ao pub, uma fila enorme seguia encostada na parede. respirava rápido por causa da emoção (ou seria o cansaço?) e se apoiava em mim, quando vinha um carro, nós fazíamos pose. Uma hora um carro azul marinho parou na frente do pub e eu vi Olívia sair do banco de carona. Sorrimos como se tivéssemos acabado de ver uma parente querida. Saindo do de trás, veio Harry Judd. Sim, ele, Harry-sobancelha-sexy-Judd. Aham! E sua namorada Izzy logo depois.
- Eii, fofas! – Olívia nos abraçou ao mesmo tempo. Não disse? Amigas de infância! É só você dançar num rock com uma menina e você já tem sua companheira de rock. – Tudo bem com vocês? Como vocês vieram?
- Pegamos um táxi! – Respondi rápido.
- O que? Táxi? Que perigo! Principalmente nesses lados de cá! Na volta vocês vão vir com a gente! – Ela falou sempre sorrindo e em tom de mandona!
- E então, cadê o seu boy? – perguntou
- Foi estacionar o carro e já vem, vamos esperar ele aqui fora. Mas e aí, me conta, gostou do lugar?
- Muito bom, e já vi que os seguranças selecionam mesmo quem entra e quem sai, né?
- Ah sim, mas a gente entra fácil, sabe como é, vips! – ela falou rindo – Que mal educada que eu sou! Gente, esse é o Harry e essa é a Izzy, namorada dele! – Eu e cumprimentamos os dois e eu discretamente sorrindo perguntei.
- Ei, você não é aquele guitarrista daquela banda... McFly! – me deu um chute na canela e eu sorri mais ainda.
- Na verdade eu sou o baterista, mas quase você acertou!
- Ah sim, desculpa! Eu gosto mais de um som antigo.
- É? Tipo o quê? – Nesse momento eu sorri para ele.
- Beatles.
- Você gosta dos Beatles? Difícil encontrar alguém por aqui que goste, todo mundo fala que são muito velhos e caretas! – Danny se intrometeu na conversa, mas eu não to reclamando, nem um pouco.
- O quê? Que absurdo! É a única banda antiga com som novo! – se pronunciou e eu não via a hora disso acontecer.
- Mas então, gente, vamos entrar? Hoje eu quero dançar muuuiito! – Olívia falou puxando a corda e nós fomos atrás. Ouvi Danny comentar algo " me ligou ontem e falou que você tava aqui, eu falei com ele que sabia..." Depois disso não ouvi mais nada e amaldiçoei o som do lugar que estourava seus tímpanos. Então aquele cara não era a cópia do . Era o , eu o vi de pertinho, Olhei para , que se sentia uma pessoa famosa. Ela nao me falou, eu conheço ela, de fato. Sei ler os olhos dela. O lugar estava lotado, mais lotado que na noite anterior, seria difícil achar uma mesa. Subimos uma escada que saía da pista de dança e chegamos na área de mesas, todas estavam ocupadas. Dei um sorriso mentalmente e olhei para as pessoas dançando. Menos de um minuto depois, estávamos todos nos sentando.
- Como eles conseguiram uma mesa? – perguntou tão avoada quanto eu.
- McFly, sabe! – Izzy falou meio que em uma gargalhada.
Era difícil conversar com o som alto, mas aqui e o bar era o melhor lugar para conversar.
Difícil mesmo era na pista de dança. Olívia e foram dançar, eu ia também, mas Izzy tinha simpatizado comigo e pediu para eu ficar um pouco com ela. Conversamos e ela era até bastante legal, mas só sabia falar do Harry Judd. O que não é problema nenhum, claro, mas você, amando o Harry, ouvir a namorada dele falar certas coisas que você desejaria fazer com Harry Judd chega até ser um incômodo.
- E quando ele me pede massagem na mão! Ai, eu não agüento! – ela falava do problema no pulso que Harry sempre se queixava. – Mas o que posso fazer? É o ganha pão dele, né! - gargalhamos juntas e o Danny perguntou se queríamos alguma coisa pra beber, Olívia pediu um Sex on the Beach e eu pedi um Cuba Libre. Danny e Harry saíram para buscar e nós continuamos conversando.
- Mas vem cá, o McFly tem mais duas pessoas, certo? – falei com a esperança dela dizer que o Dougie Triple X Poynter e Tom Covinha Fletcher estivessem vindo.
- Tom nunca gostou dessas coisas! Ele é mais de caseiro, sabe! Muito fofo! E a Gio também não gosta de sair, o Dougie tá com a mãe, ela disse que desde que casou eles não passaram muito tempo juntos e ela tem sentido muita falta disso, agora ele tá lá com a mãe, também, outro fofo, né?
- Ah, com certeza, desistir de uma noitada com os amigos pra ficar com a mãe é definitivamente muuuiito fofo! – Não demorou para Danny e Harry chegarem trazendo nossas bebidas e nós 4 engatamos uma conversa sobre o Queen, é o que temos em comum, afinal, eles são da alta sociedade e eu não.
Danny pegou o celular que vibrava loucamente em seu bolso.
- Fala, ! – senti meu corpo estremecer inteiro, era ele. – O quê? Você tá aqui, dude? – mais uma vez minha espinha gelou, eu tentava sorrir para Izzy e Harry e prestar atenção em Danny ao mesmo tempo. – Como é que é? Ela dispensou o cara? E ele não desistiu? Calma aí! – Danny levantou e olhou para a pista de dança. – Já te achei, fica aí e me espera pra gente intervir! – entregou o celular a Izzy e tirou as pulseiras de seu braço. – Dude, tem um cara que não tá deixando a Olívia em paz, o tá lá pronto pro ataque, mas ele só tá com o , vamos lá agora. – Vi Harry tirar um cordão e entregar o celular pra Izzy.
- Vamos. Fiquem aqui e não saiam, entendeu? – ele olhou para mim e autoritário, o que me fez sorrir por dentro, claro, dude, é o Harry Judd. – Se a gente sair, vocês correm lá pra fora, certo?
- E a ? – perguntei preocupada, do jeito que eles falaram, ia rolar tiroteio.
- Ela tá segura se ela tá com a Olívia, ok? – Vi Harry dar um selinho em Izzy e descer as escadas correndo com Danny.
- Vamos ficar olhando daqui de cima! – Izzy se ajoelhou na cadeira e se apoiou na muretinha, fiz o mesmo. – Olha eles ali! – ela apontou pra Danny e Harry que passavam no meio da multidão rapidamente, empurrando todo mundo. – E olha o e o ali! – Virei o rosto o mais rápido que pude para olhar de longe. Estava lindo. Perfeito. Não consegui falar, e acho que também não respirei. Ele estava simplesmente lindo com aquela camisa social rosa. Perfeito. Novamente.
Logo avistei Olívia e e um cara que segurava a mão de Olívia e tentava agarrá-la, se coloca na frente e tentava puxar o braço de Olívia, mas o cara não largava. é uma ótima amiga, mesmo com alguém que acabou de conhecer. Não sei quantas vezes ela livrou minha cara.
Já fingimos que somos lésbicas e um monte de coisa.
No momento seguinte vi Danny Jones puxar o ombro do cara e dar um soco, tropeçou e caiu. Perdi ela de vista.
Cap 3
Quando Danny meteu o soco na cara do descarado, vi um negão alto se aproximar e dar um soco nele, dei uma olhada ao redor e o público tinha se afastado, vi Olívia segurando a mão de uma menina que estava jogada no chão. Mas não é hora pra isso. Avistei 2 caras se aproximarem de Danny perigosamente e era minha vez de entrar nessa. É aquilo de antes, cara, com meus amigos, ninguém mexe. Dei um soco em um e em outro e vi o cara que tava dando em cima da Olívia levantar e derrubar Harry. Foi aí que rolou a maior pancadaria. Eu dava soco em todo mundo que chegava perto do Harry e do Danny, eu vi eles baterem também e apanharem. Do nada surgiu o que há menos de 15 minutos estava encostado em uma parede quase comendo uma menina. Meu garoto, aprendeu com o mestre. derrubou o negão e eu já nem via mais em quem tava batendo. Tomei dois socos na boca. Quando pisquei meus olhos novamente vi os seguranças tentarem passar pela multidão. Danny, puxou de cima do negão e nós quatro corremos em direção à saído do pub. Quando já estávamos fora, eu comecei a gargalhar, mas o dudes não pararam de correr. Eles sabiam que os se seguranças vissem quem éramos nunca mais poderíamos voltar aqui, continuamos correndo até o Danny parar com as mãos no joelho. Harry deitou no capô de um carro azul marinho que eu reconheci sendo o do Danny, e encostou na porta e nos olhamos. Rimos. Gargalhamos.
- Caralho, dude. – tentava falava ofegante e entre risadas.
- Vocês me metem em cada uma! – dei um berro junto de várias risadas, Danny tirou a camisa e colocou as mãos no bolso.
- Caralho, a chave do carro tá com a Izzy.
- Esquenta não, daqui a pouco elas tão chegando aí... – Harry tentava parar de rir.
- Dude, nunca bati tanto numa briga! – falei arrancando a camisa também e sentando no chão, junto com que já estava no chão.
- É? Bateu e apanhou viu, ! – Danny falou e eu senti meus lábios arderem.
- Caralho, aquele filho da puta rasgou minha boca. – vociferei fingindo que não sentia dor e senti o sangue escorrer pelo meu queixo, apoiei a camisa e ficamos sentados e calados por alguns minutos, tentando descansar.
- Ô ... – Harry falou quase como num gemido.
- Que que foi, dude? – falei de olhos fechados.
- Você não disse que o tava contigo? – parei pra pensar.
- Porra, é mesmo! O tava comigo! Será que aquele veado correu da porrada?
- Então ele correu da porrada pra arranjar coisa melhor! – apontou pro quarteirão e eu vi carregando uma menina, com Olívia, Izzy e outra menina atrás.
- Porra, , você correu da briga, seu veado! – berrei segurando a camisa na boca.
- Foi mal aí, dudes, mas uma dama precisava da minha atenção! – falou olhando fixamente nos olhos da menina que ainda estava no seu colo, Harry levantou e abraçou Izzy, que ficou fazendo massagem em sua mão, e ele colocou ela sentada no capô. – Ela torceu o pé.
- Aquele idiota que tava tentando agarrar a Olívia me derrubou na hora que o Danny bateu nele – ela falou ficando um pouco corada. Era bem bonita e menina. se deu bem hoje.
- Amor, eu machuquei minha cabeça – Danny falou fazendo biquinho e passando mão na testa. Dei uma risada e Olívia se aproximou dele.
- Amor, muito legal isso que você fez hoje, tá? Aliás, muito obrigada, , Harry e . – se aproximou dela e ficou olhando para ela com cara de mau. – E a você também, né, ! Ajudou a ! Muito legal, gente.
- É, vai que aquele negão cai em cima dela! – a amiga da Olívia que até então estava calada falou e eu sorri, só então percebi que ela também era bonita. Mais bonita que a tal da .
- Mas então, Olívia, você não vai apresentar e sua amiga acidentada e a sua amiga que não tá acidentada, não? – perguntou na maior cara de pau do mundo e a "amiga que não tava acidentada" se aproximou da .
- Desculpe! Bom, a "acidentada" – ela fez sinal de aspas com a mão – é a , mas eu tenho certeza que o já conhece ela – ela falou gargalhando. Menininha sorridente, né? – E essa é a . – A tal sorriu mostrando uma arcada dentaria perfeita. É, eu gosto de dentes. Acho legal. Mas não vou fazer Odonto. Não insista. – Esses são , e , do Son of Dork. – amaldiçoei a Olívia por dizer essa última parte.
- Son of Dork é aquela banda né... Que fala de boybands? – falou e eu me impressionei, essas garotas não nos conheciam. Claro, deve ser por isso que elas são amigas do McFly. Eles nunca ficariam amigos assim de fãs loucas.
- É, somos nós. – falei tirando a camisa da boca e me levantando do chão.
- Cara, olha sua boca! Você tá todo ensangüentado! – a do sorriso bonito, , falou. Não esqueci o nome dela. Inédito. Olhei para a camisa e me dei conta que uma camisa que um dia foi salmão estava completamente vermelha, e em meu queixo ainda escorria sangue. – Você vai precisar levar ponto. Tem que ficar pressionando. – ela se aproximou, tirou a camisa da minha mão e apertou contra meus lábios. Eu dei um meio que gemido. Mas não foi de dor, ok? – Eu sei que dói, mas é melhor do que você precisar repor esse sangue ou morrer de hemorragia, ok? – ela falou com um olhar autoritário e eu senti vontade de rir.
- Então a gente tem que levar a e o pro hospital! – Izzy falou pegando a chave do carro e enfiando na porta, entregando algumas pulseiras e um celular pro Danny.
- Vamos fazer assim, vocês tão machucados? – perguntou e eu ia falar alguma coisa, mas a menina apertava a camisa da minha boca.
- Eu to tranqüilo, só ralei a mão. – Harry falou – Mas o Danny bateu a cabeça.
- Ah, mas não tem problema! A cabeça dele levando batida é capaz de ficar melhor! – arranquei a camisa da boca e falei quase gargalhando. Eu não podia perder a chance de zoar o Jones, né?
- Ô, rapaz! Deixa eu apertar isso aqui, vai! – ela enfiou metade da camisa dentro da minha boca deu um sorrisinho.
- Olha! O ta recebendo ordem de mulher! – O Jones falou sendo todo idiota. Claro. É o Jones!
- Que fofo, ! – Harry fez um voz fofinha e eu tentei falar, mas ela não deixou novamente, sorrindo com seus dentes perfeitos e sarcásticos.
- Dudes, não tem por que todo mundo passar a noite enfrentando o SUS do hospital, né, faz assim, o Danny, Olívia, Harry e Izzy vão pra casa e eu levo eles pro hospital no carro do . – Não era uma idéia ruim, mas eu tenho certeza que ele só fez isso pra dar idéia na tal da , tá muito assanhadinho, to quase deixando de achar que ele é viado! Tentei falar alguma coisa e recebi um olhar de reprovação da menina que já se achava minha mãe. Então apontei para o , que tava dormindo encostado no carro.
- Era a hora perfeita para um montinho, . – falou meio que decepcionado.
Realmente, era a hora perfeita. Pena que estávamos todos muito machucados para um montinho no meio da rua.
- Deixa que a gente leva o em casa, tadinho. – Izzy cutucou o que acordou com um pulo. Eu ri internamente, já que não podia rir externamente.
- Então vamos logo, porque o tá sangrando já tem um tempo. – falou e eu a olhei nos olhos, não foi minha intenção, mas quando ela percebeu ela corou um pouco. Juro que não foi minha intenção em deixar a menina sem graça. Mas achei legal ela se preocupar tanto assim comigo. A gente se despediu dos caras e abraçou Izzy e Olívia, que mandaram um beijo para . pegou a no colo tratando-a com o maior cuidado do mundo e me entregou a camisa.
- Aperta isso na boca, viu? – foi abrir a porta do meu carro para colocá-la dentro.
Povo espalhado, né? Já tão se achando íntimas de mim. Quero ver é outro tipo de intimidade.
Não entendi por que o se ofereceu pra levar a menina no hospital. Ele nunca quis passar imagem ruim para as minas que ele come, mas porra, passar por tudo isso só pra comer uma garota, e o pior, me colocar na jogada também. Não é o veado que eu conheço.
O carro do McFly já tinha saído e eu caminhava para o carro olhando o ajeitar a tal da no banco do carona.
- Me dá a chave, . – falei estendendo a mão.
- Não, senhor, você não vai dirigir, você também tá "acidentado". – Aquela estava começando a me irritar. Pra mandar alguém tomar no cu não precisa de muito.
- Aham, me dá a chave logo, . – falei sem dar muita importância para a menina, que deveria estar soltando fogo pela boca. Eu podia comer ela mais tarde, mas ela não ia mandar em mim.
- Não, dude, ela tá certa, deixa que eu dirijo. – falou já sentando no banco do motorista e batendo a porta. É, tá todo mundo começando a me irritar.
- Porra, , você dirige que nem um filho da puta, sai daí! – berrei batendo no vidro.
- Vai atrás! – ele berrou de dentro do carro. Olhei pra trás e vi a tal da abrir a porta e me olhar com raiva.
- Entra aí logo. – fiz uma careta e entrei na desgraça do carro, ela entrou logo atrás de mim e ligou o motor – Tudo bem com o seu pé, ?
- Tá, sim. Tá só inchado.
- É, que nem das outras vezes, aí você não engessava e precisava usar muleta depois por 2 meses. Pode ter certeza que hoje você só sai daquele hospital com esse pé engessado, viu. – falou e e riram juntos olhando um para a cara do outro. Era impressão minha ou essa era autoritária com todo mundo? Porra, menina chata. – E por que você não tá apertando essa boca, ? – ela falou mais uma vez arrancando a camisa da minha mão e chegando muito perto de mim para apertar. Senti seu perfume, era doce. E bom, muito bom.
- É, , tem que ficar apertando! – falou entre risadas com a e eu repeti varias vezes mentalmente que o que é dele tava guardado.
Foram longos 55 minutos até o hospital. , e conversaram o caminho todo, e eu não pude falar nada. Fiquei então olhando para o que estava mais fácil de ser visto. A tal e autoritária que conversava animadamente como se fosse melhor amiga do . Ela tinha um pequeno pontinho perto de sua orelha, como um sinal. Percebi também que boca tem um formato perfeito, como se fosse desenhada. Claro que ela era gostosa, mas alguém tão mandona assim provavelmente na cama iria tentar me dizer o que fazer. Não vou dormir com ela. Nem se ela quiser, o que é muito provável. Talvez eu dê uns agarros nela. Mas só porque a boca e o sorriso dela são muito bonitos.
No hospital nem tinha muita gente, mas eu fiquei meio constrangido de entrar lá sem camisa.
Não demorou para sermos atendidos e foi acompanhar a enquanto ela engessava a perna e eu e o fomos mandados pra uma salinha onde eu ia levar ponto. Não demorou muito e um médico chegou.
- Tá feio isso. – ele falou muito calmo jogando um negócio em cima que fez arder pra caralho.
- Ele levou dois socos no mesmo lugar.
- O certo a fazer é pressionar pra você não perder muito sangue. Os lábios podem até matar se muito tempo com hemorragia. – ele falou como se fosse o cara mais calmo do mundo, já enfiando uma agulha na minha bochecha, era anestesia. Porra, eu sou homem, mas não imortal.
- Tá vendo, . – falou em tom de deboche e eu o fuzilei com o olhar. Menos de 5 minutos depois o médico já tinha terminado de costurar.
- Volta daqui uns 3 dias pra tirar os pontos. Tenta não abrir muito a boca senão estica e rompe os pontos.E saiu da sala deixando a gente com cara de otário.
- Dude, ele é muito relaxado. Chega a ser sinistro. - falei sentindo a anestesia passar. Não era frescura, tinha começado a doer, porra. – olhava pros pés. – Dude.
- Ham?
- Eu te conheço. Fala que que foi aí?
- Nada, porra.
- Sei. Qual é, , você tá muito estranho com essa mina aí, você ta tratando ela como se fosse uma princesa, dude, se tudo isso for pra comer ela, ela vai começar a te seguir.
- Porra, dude, não é pra comer ela! – ele falou irritado.
- E por que esse estresse todo? – falei sentindo a dor na boca aumentar mais e mais.
- Nada. – ele falou emburrado como uma criança.
- Qual é, ? Esqueceu com quem você tá falando? Porra você sabe que pode falar qualquer coisa comigo!
- Mas eu não quero falar, valeu?
- Porra, eu não vou te zoar não, dude. É o que? Você tá com alguma DST? – falei contendo o riso e o olhando sério.
- Tá louco, ! Vai jogar praga na mãe do Danny, dude!
- Relaxa, , to brincando com você. – Parei de rir e levantei, ficando frente a frente com ele. – Agora fala. Eu sou seu amigo, estive sempre do seu lado e você sempre esteve do meu. Qual é o drama? – falei colocando uma das mãos no ombro dele. Mas era tudo verdade (de um jeito totalmente heterossexual). Nós somos amigos já tem algum tempo e eu posso confiar minha vida nele, e mesmo chamando ele de veado, eu sei que ele não é. Falei.
- Cara... É aquela menina.
- A .
- Como você sabe?
- Você não ia tratar uma menina assim só pra comer ela. Mas o que tem ela?
- Ela é diferente, sei lá. Eu gostei dela.
- E qual é o problema nisso?
- Porra, dude, eu nunca fiquei na moral com ninguém, nem você!
- Pois é, pra tudo tem uma primeira vez! Tá na hora da sua!
- E quando vai ser a sua?
- O quê? Tá louco? Nunca! – nós dois rimos. De novo, eu ando muito sorridente esses dias. – E por que você não faz o seu movimento?
- Eu não sei como eu vou continuar, sacou. Conquistar eu sei, mas manter eu não sei.
- E como é que você vai aprender se não tentar, dude?
- Porra, . Valeu, dude. – notei que o ficou meio sem graça de me dar um abraço.
Pra isso ele tem vergonha, mas pras veadagens que ele faz não tem vergonha que segure! Então puxei ele pra um abraço.
- E aí, vai ficar aí me agarrando ou vai lá tentar conquistar a mina? – eu sorri e saímos da sala, na recepção as duas meninas já estavam esperando pela gente. A tal da estava com um gesso que ia até o joelho e conversava com ela animadamente.
- E aí? Vamos? – chegou e sentou-se ao lado da . – Onde é que vocês moram?
- Na saída de Chelsea.
- Caralho! – eu falei – Vocês moram na puta que pariu!
- É, e é perigoso passar lá de noite.
- Mas nós estamos com dois jovens e fortes homens, quem teria a audácia de encostar em nós? – falou explodindo sarcasmo pelos ouvidos.
- Somos, jovens, fortes e homens, mas não somos imortais, ok?
- Tá bom. – ela falou com seu sorrisinho de deboche irritantemente bonito.
- Vamos fazer assim, vocês ficam lá em casa essa noite, amanhã de manhã quando o estiver indo pra casa ele dá um desvio enooooorme e leva vocês, tudo bem pra vocês?
- Não sei... - falou meio apreensiva. Claro, até eu estaria por ficar na casa de dois caras que eu não conheço com o pé quebrado, né, porra.
- Pensa pelo lado bom, , eles vão fazer tudo que você quiser, afinal, você não pode andar, sabe? – falou dando uma piscadinha pra , sorrindo. Eu realmente não queria que a fosse lá pra casa, mas eu queria ajudar o , então tive que chamar as duas.
- Então acho sim.
- Combinado, então. – ela falou sempre sorrindo ironicamente – Ah, e ... sua boca ficou uma gracinha. – e deu uma risadinha abafada. Olhei no reflexo de um carro e realmente. Tava uma desgraça, parecia que eu tinha dado uns agarros em duas plantas carnívoras ao mesmo tempo. Que merda. É uma merda sim, meu rostinho perfeito com uma imperfeição. Desgraça.
- A propósito, , achei muito legal da sua parte ligar pro Danny e perguntar o que fazer com o cara. – falou sentada no banco da frente e ainda dirigia. Filho da puta.
- É, porra, a namorada não é minha, eu tenho que perguntar o que eu faço. Ontem eu liguei pra ele pra falar que ela tava no pub e ele disse que já sabia, eu sempre faço isso, se eu vejo namorada de amigo meu por aí à toa, eu dou uma ligada pra garantir que ele tá sabendo e tá deixando. Não vou arriscar deixar nenhum dos meus amigos levar chifre, sacou?
- Nossa, , todo preocupado com seus amigos. Isso é muito legal da sua parte. – olhei para que estava sentada do meu lado. Foi a primeira vez que senti sinceridade em seu tom de voz em vez de deboche ou autoritarismo.
- Eu sei que eles fariam a mesma coisa comigo. – falei dando um pedala em .
- Claro! Faríamos sim, mas até você arranjar uma namorada a gente não move um dedo – elefalou entre gargalhadas e eu dei mais um pedala em sua cabeça.
- Você nunca namorou, ? – virou pra trás e olhou pra rapidamente.
- É. – o resto da viagem ninguém mais conversou. Foram muitos acontecimentos naquela noite. Eu tava cansado. Mas também tava com fome. E eu não durmo com fome.
- Sabe... eu queria ser educada e talz, mas, não tem como não falar. – ela respirou fundo e eu a olhei fazer isso calmamente, até perceber que a olhava fixamente e então olhei para a paisagem do lado de fora do carro. – Eu estou com fome. – virei a cabeça rapidamente para ela.
- Graças a Deus alguém falou alguma coisa! – olhou pra trás com os olhos arregalados como se reprovasse a atitude de , dei um sorriso. – pára em algum lugar aí!
- Porra, são 4 da manhã, as paradas só ficam abertas até às 3. Na sua casa não tem nada pra comer, não?
- Pronto, não.
- Mas tem pra fazer? – perguntou.
- Tipo o quê?
- Presunto.
- Tem.
- Queijo?
- Tem.
- Creme de leite?
- É um negocio que parece leite condensado?
- Mais ou menos.
- Eu tenho, eu comprei achando que era leite condensado.
- Mas é sonso mesmo, né! – pronto, a voltou. – Tem carne moída?
- Tem, tá congelada que eu comprei pra fazer um macarrão e não fiz.
- Tem massa de lasanha?
- O que é isso?
- É tipo macarrão só que em vez de ser cordinha é como se fosse um tablete.
- Eu vi um negocio desse rodando o armário lá da cozinha. E o que você vai fazer?
- Lasanha.
- Que nem a da minha mãe?
- Não, quem nem da minha.
- E é boa?
- Você vai provar. – Subimos de elevador e o colocou sentada ao lado dele no sofá.
Ele ligou a tv e ficou assistindo alguns clipes que passam de madrugada e puxando assunto com ela.
- Eu vou tomar um banho, beleza?
- Ah, toma aqui, irresponsável, por você ela ficava lá mesmo. – E jogou a camisa nsangüentada na minha cara.
- Delicada você, né?
- Bastante. – ela riu alto, e não foi uma risada debochada. Ela entrou na cozinha, que é ao lado da porta de entrada e eu atravessei a sala para ir ao banheiro tomar um banho. Lavei meu rosto com dificuldade já que minha boca tava doendo que nem uma porra. Terminei o banho e vesti apenas uma boxer. É. Eu não me importo se elas vão ver meu peitoral fantástico que elas já estão vendo desde que chegamos no carro e minhas coxas gostosas. Não ligo, sacou? Saí do banheiro e fui na sala.
Foi incrível, eu me assustei e tentei não fazer barulho, estava beijando a . Sim, só beijando! Eu nunca vi ele fazer isso! Esse cara se apaixonou perdidamente! A mão dele tava na própria coxa e ela segurava ele por suas bochechas. Caminhei lentamente e nas pontas dos pés para não incomodar ninguém e fui até a cozinha e fechei a porta.
- Por que você fechou? – perguntou sentada na pia.
- Por que você tá aí parada sem fazer nada?
- Ta no forno. Mas por que você fechou a porta?
- Acho que você precisa ver com os próprios olhos. – ela franziu a sobrancelha e pulou da pia abrindo um pouco da porta, colocando um pouco da cabeça pra fora espiando o que tinha na sala. Um segundo depois ela colocu a cabeça pra dentro rapidamente e ela começou a pular pela cozinha tentando fazer silêncio e abafar os gritinhos. Eu não resisti àquela cena, eu tinha que rir, na verdade, gargalhar. Imagina a correndo pela cozinha com a mão na boca toda saltitante! Eu tinha que rir, e ri, demais.
- Eiii, o que está acontecendo aqui? – e abriram a porta da cozinha e eu estava sentado no chão rindo e a ainda pulava.
- Entra aqui agora, ! – puxou o pra dentro da cozinha e bateu a porta. Eu e nos olhamos e corremos pra porta pra colocar nossos ouvidos. A única coisa que deu pra ouvir foi o berro que ela deu.
- da Silva Sauro! – depois só podíamos ouvir sussurros, mas não dava pra entender.
Então era a minha vez de fazer a mesma coisa que a fez.
- , que beijo foi aquele! – falei olhando o corar. É, ele ficou vermelho! Sem noção. Muuuuitos acontecimentos essa noite.
- Ah... A gente tava conversando... Aí... Rolou, sabe... – ele abaixou a cabeça e eu abri um sorriso abraçando e tirando o cara do chão.
- Você beijou uma menina sem encostar um dedo nela! – segurei seus ombros e dei uma olhada significativa para ele. – Eu estou tão orgulhoso de você! – ele deu algumas risadas.
- Que cheiro bom é esse?
- É a comida da .
- Putz... Tá cheirando, viu. – minha barriga, que eu já tinha esquecido até então, começou a mexer, tinha um alien ali dentro, e esse alien estava faminto. – ! – eu abri a porta e encontrei as duas sentadas no sofá conversando. – Eu to com fome! – berrei alto.
- Já ta pronto, coloca a mesa, . - Quê? Como assim?
- Ô baixinha, você não manda em mim não, sacou? – falei me aproximando e colocando as mãos na cintura.
- , é melhor você colocar essa mesa, logo, viu? – ela falou com aquele mesmo tom autoritário que eu já conhecia como se fosse amigo de infância.
- Eu... - nesse momento eu parei. Todos me chamam de ou de , mas ninguém me chamou de pra ela saber que esse era meu nome do meio. – Como você sabe meu nome? – vi os olhos dela arregalarem e ela olhar pra em desespero, não entendi essa reação.
- Eu e a temos uma confissão a fazer. – ela falou meio constrangida. – Mas antes pega os pratos e talheres e eu conto na mesa. – então eu fui pegar os pratos e talheres. Não porque ela mandou, mas por que eu estava curioso. Juro! Quando todos sentamos na mesa, começou, olhando para .
- Eu e a mentimos para vocês. – eu apoiei o braço na mesa e pus a observar o rosto dela, achei outra pintinha, no pescoço, como um sinal. – Nós já conhecíamos vocês. – Como? – Nós na verdade...
- Espera! – Berrei – Vocês por acaso vão revelar que são serial killers? Porque se for isso, eu devo dizer que o tá se apaixonando por uma assassina, e isso meu amigo, não é saudável.
- Porra, !
- Você tá se apaixonando por mim? – o encarou então eu percebi a merda que tinha feito.
Idiota. O . E eu também.
- Eu.. To... Não... Não sei... Mas posso. – ele falou a última frase com convicção e eu e observamos os olhos dela brilhar.
- Então. Vou falar de uma vez, já que vocês tão apaixonados. Eu e na verdade somos fãs, de McFly, Busted e Son of Dork. Este último principalmente.
- Jura? – eu falei meio encucado. - Vocês não parecem que são nossas fãs.
- Mas somos, na verdade. Nos controlamos por esse tempo todinho.
- Mesmo do lado do Harry Judd, Danny e talz?
- É.
- Então estar aqui com a gente é como... Sei lá, um desejo realizado?
- Mais ou menos isso.
- Hum... E quem é o favorito de vocês?
- Ahm?
- Ah, qual é. Todo mundo sabe que vocês têm favoritos! O Dougie normalmente ganha do McFly e do Son Of Dork eu não sei direito como são os gráficos.
- Bom, o da , caso alguém não tenha notado, é o .
- Ahh! Que surpresa! – e sorriram. – E o seu?
- Hein?
- Quem é o seu favorito?
- Eu? Eu não tenho! – ela falou sentando na cadeira e pegando uma faca – Então vamos comer!
- Mentiraa! – berrou sem se levantar, porque... Porque você sabe, né.
- ... – ela falou em tom de ameaça e eu contive uma gargalhada.
- , é pro seu bem! – ela deu uma pausa e olhou para mim. É, pra mim. – O favorito dela é você, . Você é o fundo de tela do computador dela. Você ta no nick do msn dela em frase "Eu quero muuuito o ". – devo dizer que eu fiquei constrangido e não soube onde enfiar minha cara.
- Então para você, é como se fosse natal? – é claro que o palhaço tinha que fazer uma piadinha, ela riu. Com seus dentes bonitos e seu sinal no pescoço.
- E por que vocês não se comportaram como fãs? Sabe... Pedir autógrafo... Tirar foto.
- Porque eu tenho uma teoria de que se você se comporta como uma coisa, você será apenas essa coisa. E eu não gostaria de ser apenas uma fã. Se eu fosse, hoje a Olívia estaria com raiva da gente porque a gente gosta de McFly e é uma daquelas fãs tresloucadas por aí, eu com certeza não estaria sentada na mesa com o cara mais foda. – ela colocou a mão na boca como se tivesse falado demais. Fofo. Não devo mentir e dizer que não gostei que ela é minha fã. Saber que você é o fundo de tela de alguém é algo importante. – Mas eu tenho outra coisa a dizer – ela novamente se pronunciou. – Agora são 5:23 da manhã, e eu ainda to com fome, então se me permitem, eu vou comer.
Cap 4
Eu tava morrendo de fome e de constrangimento. A desgraça da me faz pagar esse mico na frente de ! Putz eu tava indo tão bem! Sendo debochada com ele, irônica, sarcástica, e eu cozinhei pra ele! Cara! Como a estraga o sonho assim! Eu não vou mais conseguir ser debochada com ele mais! Vou ficar com vergonha de tudo que ele falar comigo. E agora ele tá comendo com um sorriso de deboche pra mim. Igual ao que eu fazia! E eu não consigo nem olhar pra ele mais!
- , você vai ficar toda tímida agora, é? – ele puxou assunto só pra ser chato.
- Eu não to... Tímida. – falei engasgando um pouco. Idiota. Eu estrago tudo. Só sei pagar mico!
- , cadê seu deboche? To com saudade dele. – ele tá fazendo isso pra me irritar.
- Eu te dei ele todinho, seu palhaço. – finalmente consegui falar alguma coisa inteligente.
Cara... Eu fiz comida pro , e to comendo lasanha com ele às 6 da manhã. Ok, a beijou o e eu não sei em que pé eles estão. – Sabe, , você gostaria de ficar mais com a ? – minha vez de te ferrar amiga, mas eu to fazendo isso pra te ajudar. Ela engasgou com que eu falei e começou a bater no próprio peito.
- Você tá bem, ? - perguntou antes de me responder e ela fez que sim com a cabeça, eu tinha certeza que ela estava tão ansiosa por essa resposta assim como eu. – Olha, eu gostei muito dela, e essa parada de ser fã não atrapalha em nada pra mim. – quase os olhos de saltam pra fora e ela meteu mais uma garfada na boca. – Eu acho que eu gostaria de ficar mais com ela. Mas eu não sei o que ela acha por isso. – no mesmo momento tentou mastigar a comida mais rápido.
- Eu acho que ela gosta dessa idéia também, . – falei rindo da situação da garota engasgada.
- Que bonito! – falou e minha espinha gelou. Droga. – , quer seu deboche de volta? Ainda tem bastante aqui pra você.
- Obrigada, eu já produzi mais. – falei sorrindo. Mas tenho certeza que errei no sorriso.
- Quero te perguntar uma coisa, por que que você foi tão má comigo quando a gente se conheceu?
- Quando ela tá nervosa ela fica debochada! – berrou assim que acabou de engolir.
- Sabe, , eu acho sinceramente que você devia pegar sua cabeça e amarrar uma bomba junto. – sorri pra .
- Ah, tipo agora? – falava. Ele tava tentando me irritar, eu consigo ver na cara dele. Ele tá fazendo de propósito, mas eu não posso entrar no jogo dele. – , fica nervosa não. – ele roubou meu sorriso debochado e agora está o usando contra mim! Como pode ser tão filho da puta!
- Ah, querido, eu não to nervosa não. – falei devagar e alto como se falasse com um retardado, ele fechou a cara por um segundo.
- Olha, você pegou o deboche de volta! – ele berrou sorrindo se servindo de mais lasanha.
- Que nada, querido, tá todinho com você ainda, esse eu produzi agora. – ele riu e eu ri com ele.
- Muito legal esse nosso joguinho.
- É também to achando. – respondi dando a ultima garfada. – Mas agora vamos falar sério. A gente chegou, todo mundo foi se agarrar ou tomar um banho pra relaxar e eu fui me fuder na cozinha. Todo mundo comeu, repetiu, se satisfez. E eu to aqui esperando alguém falar alguma coisa... Ninguém vai elogiar não?
- Tá maravilhosaa!
- Tá perfeita!
- Sua mãe não faz melhor!
- Nem a minha!
- Agora está bem melhor. Obrigada. – sorri e peguei o prato levando pra cozinha e colocando na pia. – E lamento dizer mas eu não vou lavar a louça. Aliás, não lamento não! – parei perto de e falei carinhosamente. – , onde você guarda a roupa de cama?
- No armário que tem no meu quarto.
- Ah sim... E seu quarto tem chave? - Perguntei assim... como quem não quer nada, sabe.
- Tem, tá na porta.
- É? Valeu, tchau. – Corri pro quarto de e me tranquei. Logo depois ouvi as batidas na porta.
- Ei, , abre a porta! Eu vou dormir aí agora!
- Ah, não vai não, querido, se você dorme aqui é por que esse quarto é o melhor. E se você não se importa eu vou trocar os lençóis de cama porque eu não quero dormir cheirando às vagabundas que você já trouxe pra cá, viu. – ele ficou calado por alguns segundos.
- Por quê? Senão fica com ciúme? – filho da puta! Ele com certeza falou rindo! Ele tá fazendo isso pra me torturar até que eu diga que sou louca por ele!
- Também, , e também por que eu sou limpinha. – foi a melhor resposta que eu pude arranjar, não me culpe.
- Dorme no quarto com o , vai.
- E a ?
- Ela dorme na cama e vocês no chão.
- Não, ! Abre aí que eu vou colocar a pra dormir com você.
- Você não vai me sacanear não, né? – Falei passando a mão na cama já forrada enrolando a suja num canto.
- Vou não, agora abre. – girei a chave a porta foi aberta com tudo e eu quase cai! entrou batendo a porta e trancando com a chave.
- ! Vai dormir com o !
- O já deitou na cama com a e pegou no sono lá mesmo!
- É querido, mas comigo você não vai dormir, sabia? É uma cama de solteiro!
- Eu sei, então ou dorme comigo ou dorme no chão. - Ele se deitou na cama num canto e fez sinal para que eu deitasse com ele. Eu fui. Eu não tinha opção. – Então, aposto que você já deve ter sonhado um monte de vezes em dormir comigo, né? – dei um tapa no braço dele e virei as costas pra ele.
- Boa noite, !
- Boa noite, . – fechei meus olhos e não me lembro de ter parado pra pensar em nada. Eram 7 horas da manhã cara, a noite foi longa, mas foi perfeita. Não consigo imaginar em um jeito melhor de conhecer o . E ele é tudo aquilo que eu achava que era. Ele se acha mais do que eu pensava... Mas cá entre nós, que ele nunca saiba disso, ele se acha, mas é ele é. Ouvi o barulho da televisão e acordei, me mexi com cuidado e olhei pro lado, ainda estava lá. Dormindo como um bebê. Liiindo bebê. Olhei pra ele alguns segundo e fui me levantar, no maior silêncio que pude fazer, mas meu pé enroscou no lençol e eu cai no chão, fazendo barulho.
- Tá tudo bem, aí, cara? – eu vi um com os olhos quase fechados levantar depressa e me olhar estatelada no chão.
- É... To bem... Tava tentando não te acordar.
- Inutilmente, né.
- Desculpa.
- E aí, como você dormiu? – ele perguntou se espreguiçando. Eu levantei do chão e sentei na cama olhando ele se espreguiçar, com sua boxer. É. Simm! Só com a boxer.
- Bem... E você? – ele então abriu os olhos e sentou ao meu lado na cama.
- Tranqüilo... – ele falou calado por alguns segundos. - Você sabe que você ta só de sutiã, né? – ele falou apontando para o meu peito e então eu me lembrei. Eu tinha tirado a blusa no meio da noite porque tava me sufocando. É, eu estou sentada na cama do , só de sutiã e não demos sequer um beijo. Isso sim é deprimente.
- Droga. – puxei o lençol rapidamente para cima do meu corpo.
- Agora eu já vi, você não precisa mais esconder. – É uma boa teoria... Então vesti minha blusa. – Você tem idéia da hora?
- Calma aê... são 4:53PM.
- Caralho! A gente dormiu até às 5 da tarde! – ele falou assustado, até eu me assustei também.- É o meu recorde!
- Foi a companhia, sabe! – falei tentando quebrar o gelo.
- É, queria olhar menos pra cara debochada dela e por isso dormi o máximo que pude.
- Sabe, isso foi cruel. Estou magoada. – Fiz bico e cruzei os braços. Mulher tem que fazer o charminho sabe. – AH, tadinha, dela! – ele me abraçou rapidamente e se dirigiu à porta.
- Ei, você não vai arrumar a cama, não?
- Pra quê? Eu vou dormir ai hoje! Vou arrumar pra bagunçar de novo? – E saiu do quarto me deixando com um sorriso bobo no rosto. É, bobo sim. Cara eu tinha acabado de dormir, apenas dormir com . Então, bobo é pouco pro meu sorriso. Tinha que ser mais como um sorriso retardado.
Fui à sala e e estavam assistindo Gossip Girl. Vi um sentar no sofá rapidamente.
- O que aconteceu? – ele perguntou todo animado.
- Esse é o episódio do Thanksgiving, aí eles colocam cenas do ano passado e Serena tava bêbada.
- Que foda! – berrou encarando a televisão. Eu não agüentei.
- O quê? assiste Gossip Girl?
- Se assiste? Ele é viciado! – berrou e jogou uma almofada nele, não é bonitinho com vergonha?
- Não, porra, eu não gosto, eu assisto porque não tem nada melhor passando.
- Aham, , aham! – ri e ele ficou mais algum tempo tentando se explicar, não é uma gracinha? – Tá bom, , já deu pra sacar, viu. Só tava fazendo hora com sua cara, pode relaxar.
A gente ficou assistindo Gossip Girl e logo depois passou Supernatural. Já eram 7 horas e a berrou.
- , nós temos que ir pra casa! São sete da noite! – eu ia respondê-la, mas não deixou.
- Tá vendo! Já tá tarde pra vocês irem pra puta que pariu, vão ter que ficar aqui de novo! – achei fofo ele tentando fazer com que a ficasse mais com ele, em vez de pedir, né? Não entendo os homens, seria tão mais fácil se eles dissessem o que querem.
- Mas a gente trabalha amanhã!
- Você tá com o pé machucado, você não pode ir trabalhar. – falei cínica e arregalou os olhos.
- Mas você não tá machucada! – ela falou.
- Mas mesmo assim é tarde pra ir. Amanhã o te leva pra sua casa e depois pro seu trabalho.
- Ô , como é que você assume compromisso no meu lugar? – ele perguntou com uma cara emburrada. Mas de mentira claro, aquilo ali é descarado demais!
- Porra, ! – tentou se comunicar com os olhos, mas era melhor ele ter falado, por que todo mundo entendeu do mesmo jeito.
- Tá, que horas você trabalha?
- Eu vou às 9.
- Da noite? Porra, mas você é guarda noturno?
- Não, esperto, da manhã.
- Sério?
- Sério, . As pessoas que não têm bandas precisam de comida, e para comprar comida precisa de dinheiro ,e pra ter dinheiro você precisa trabalhar. Acredite ou não, mais da metade do planeta acorda às 6.
- Você foi debochada, não foi? Ah, eu sabia! – ele falou fazendo gracinha. Ridículo, né? E lindo... Ai...
- Então, , você vai me levar amanhã?
- Pede por favor.
- Ah, , qual é!
- A palavrinha mágica!
- Por favor, , querido, pode me levar amanhã?
- Adorei a parte do querido.
- Era pra você não gostar, porque eu tava sendo debochada.
- Jura? Nem notei, acredita! – Ele bem idiota. Quase um retardado.
- Desculpa interromper o casal apaixonado mas eu to com fome. – falou e eu vi o fuzilar com o olhar, ri.
- Vai em algum lugar comprar lanche pra gente.
- Beleza, eu e a vamos, mas vocês vão arrumar a casa. – falou pegando no colo e saindo com ela sem falar mais nada.
- Por que arrumar a casa? Não entendi.
- Acho que é por que tá um chiqueiro, né, querido.
- Olha o querido aí novamente!
- Não enche, . Vamos fazer assim, eu limpo a cozinha, você o banheiro, e a sala a gente faz juntos, ok?
- Tá bom. Mas só por que a cozinha é maior que o banheiro. – Vi um entrar emburrado no banheiro levando um balde e uma vassoura, logo seu celular começou a tocar desesperadamente.
- ! – interrompi a cantoria dele. – Seu celular tá tocando.
- Atende aí, secretária! – ele berrou de dentro do banheiro cantando algo como "a dona aranha subiu pela parede" e eu atendi o celular.
- Celular do . – falei me sentindo meio como uma secretária na verdade.
- Alô... Er... Quem é?" – reconheci a voz de Danny do outro lado e dessa vez não dei surto.
- Aqui é a , Danny.
- Ah, tá... Eu só liguei pra saber como foram as coisas lá no hospital, . – ele falou e eu ouvi a voz de Olívia falar por trás.
- Você tá falando com a ? Ela tá no celular do ? Ela ficou pra dormir lá? E ta lá até agora? Não Creeeeioo!
- Er... , a Olívia quer falar com você.
- Ah, tá, passa pra ela.
- ! Você tá aí no até agora? Como você conseguiu? O espanta todas as garotas que ele dorme em menos de meia hora!
- Eu não dormi com ele! – falei rindo.
- Não? E por que você tá aí?
- A e o se deram bem.
- O ? Caraca, ele tá com a até agora?
- Sim, senhora. E eles vão continuar juntos.
- Juntos? Que fofo! Parece coisa de filme! - ela falou com uma voz fina. Um pouco irritante, mas ela era legal. E era namorada do Danny.
- Parece mesmo.
- Mas e você e o ? Tão segurando vela ou se deram bem?
- Tamos segurando vela.
- É, amiga, então sai dessa porque ficar de vela não rola, pega o
- Tá louuca! Que é issoo!
- Vai dizer que acha ele feio?
- Não, pô, feio não, ele é lindo, mas...
- Eu ouvi você me chamar de lindo! – abriu a porta do banheiro correndo e rindo. – Eu ouvi!
- É o se matando de gritar aí? Coloca ele no telefone.
- Ela quer falar com você. – entreguei o celular quase que num tapa de cara emburrada. olhou no fundo dos meus olhos e sorriu cinicamente. Ele realmente roubou meu deboche.
- Você acha? – ele falava no telefone olhando pra minha cara emburrada. – Ah, não sei. Quem sabe... Você tem certeza disso? Haha! – ele riu e olhou pra mim que ainda o encarava. – , um pouco de privacidade, por favor? – ele falou no maior cinismo que conseguiu e eu apertei os olhos o fuzilando. Me afastei e bati a porta da cozinha, fechando-a e começando a limpar minha parte. Na verdade eu tava puta porque eu não sabia o que eles estavam falando. E tipo, eles se conhecem há mais tempo mas ela é minha amiga! Foi um pouco de ciúmes, sim. Mas só um pouco. Limpei a cozinha toda, parede chão e móveis. Só não limpei o teto porque não alcançava, mas a raiva é uma ótima motivação quando você precisa, sabe! Já tinha passado meia hora quando eu abri a porta e sentei no sofá ao lado de , que assistia alguns clipes.
- Vai ficar de bico? – ele perguntou olhando de lado para mim.
- Não estou de bico.
- Tem certeza? – ele falou chegando mais perto apoiando a mão no próprio joelho e me encarando. Eu olhei no fundo dos olhos perfeitos dele.
- Tenho. – ele me olhou por mais alguns segundos e encostou novamente no sofá, assistindo a um clipe do Tokio Hotel. Que por sinal é ridículo. O vocalista parece uma mulher ET!
- Então tá. – passou uns 10 minutos e a gente ainda assistindo clipe calados. - e tão demorando, né?
- Vou tomar um banho. – cortei ele. Na verdade não foi minha intenção, só que eu lembrei que eu não tomo banho desde ontem, então...
- Ah. – alguns segundos se passaram e eu levantei. Fui ao quarto do peguei uma toalha verde que tinha no armário e fui ao banheiro. Não sei como estava antes, mas ele tinha caprichado. Tomei um banho de 10 minutos e saí enrolada na toalha. olhou pra trás, me viu de toalha e virou pra frente. Cínico. Fui ao quarto dele e peguei uma camiseta do Blink e umas calças de Back to the Future super largas. Vesti. Tava parecendo uma mendiga. Voltei para a sala e arregalou os olhos quando me viu com as calças.
- O que você tá fazendo com as minhas calças? – ele perguntou como se estivesse se contendo.
- Usando.
- Ninguém toca nas minhas calças.
- Sério? Então devem estar imundas!
- É... Tem umas duas semanas que eu não lavo.
- Que nojo! – corri e tirei as calças, ficando apenas com a camisa do Blink 182 que ia até o meio das minhas coxas.- você não lava roupa, não?
- De vez em quando.
- Putz! – cheirei a camisa que usava, não estava com um cheiro ruim. Graças a Deus. Sentei para assistir clipes com ele novamente. Ele em canto do sofá e eu no outro. - Também acho.
- Ahm?
- Também acho que o e a estão demorando. – ele olhou pra mim e sorriu. Eu deitei no sofá colocando a cabeça no colo dele. Alguns segundos depois como que num movimento automático ele começou a mexer nos meus cabelos molhados. Passou um clipe do Angels and Airwaves, muito ruim o clipe por sinal. A música era legal. Depois passou But It's Better If You Do, do Panic At The Disco. E propagandas. O silêncio era entorpecedor. Olhei para uma mancha no teto e por alguns segundos e fechei meus olhos. Acho que não passou muito tempo, pelo menos uns 5 minutos e os abri novamente esperando ver uma mancha no teto, mas a única coisa que vi foram seus olhos penetrantes me encarando e levando um susto ao ver meus olhos abertos. Levantei do colo dele depressa, também assustada.
- Por que estava me encarando?
- Eu... Não estava te encarando. Estava te olhando.
- Por quê?
- Porque... – ele parou alguns segundos como se escolhesse as palavras e foi interrompido por que chegou carregando , e em cima dela tinha uma enorme sacola.
- Oba, comida! – berrei e corri para pegar a sacola.
- , eu falei com o que o seu é um McCheedar especial com batata frita e guaraná.
- Obrigada, amiga! – Falei agarrando a caixinha do hambúrguer.
- É você tá mesmo com fome – falou, então levantou do sofá e foi pegar seu hambúrguer em silêncio. – Big Mac, né, dude?
- É. Valeu. – Ele falou cortando o papo, me olhou se comunicando comigo e eu a olhei de volta avisando que eu não tinha feito nada e que ele tava muito estranho.
- Mas então, posso saber por que vocês dois demoraram tanto? – perguntei quebrando o gelo.
- Ah... – vi ficando vermelha e coçando a garganta.
- A gente... Achou que como a gente não teve um primeiro encontro... Era bom ter.
- Hum... QUE FOFO! – berrei e logo em seguida dando uma mordida no meu McCheedar.
- , posso provar o seu? – finalmente falou alguma coisa e eu até estranhei essa atitude dele, ele não queria provar meu hambúrguer nada.
- Pode não. É meu. – falei autoritária.
- Ih, , é melhor você não mexer com o McCheedar dela. Ela tem muito ciúme. – ele riu colocando a mão da boca para não mostrar o pedaço do hambúrguer dele. O tá meio diferente. Ele está com um olhar estranho.
- ... Cadê o deboche que você roubou de mim? – perguntei dando um sorriso para ele, ele sorriu de volta, e foi um sorriso sincero.
- Não sei... Perdi a vontade de ser debochado.
- Eu também... – falei sem nem perceber que era mesmo verdade, e já tinham comido, então sentaram no sofá. Logo vi eles se agarrando. Tá, eles não tavam se agarrando, mas estavam se beijando e um fazendo carinho no outro. Fiquei com raiva disso. Não por ver minha melhor amiga feliz, claro que não, por Deus, ela estava ficando, quase namorando com !
Mas não sei. Tipo... ela tá no sonho dela. E eu não. Mas o que importa é que ela tá feliz, e eu não posso atrapalhar isso. Olhei o relógio e marcava 9:02. Fiquei meio incomodada com os dois se agarrando na sala e saí andando pelo apartamento, e terminou de comer e começou a me seguir.
- O que você tá fazendo?
- Te seguindo.
- Por quê?
- Porque eu não gosto de segurar vela e a única pessoa que tem aqui é você.
- E se tivesse mais alguém?
- Eu provavelmente estaria com essa pessoa. – ele riu alto e eu sorri.
- Você nunca me disse porque estava me encarando, afinal.
- Ahm? Tão me chamando lá dentro! – ele foi em direção à sala, à essa hora estávamos na cozinha.
- ! Não vai atrapalhar, não quer me responder, tudo bem! – falei rindo.
- Então tá bom! Não quero responder. – balancei a cabeça e fui em direção à uma porta que tinha na cozinha. Me deparei com uma varanda. Ou quase uma. Mas resumindo, o que quero dizer é que tinha uma linda paisagem, dava pra ver o London Eye e eu o observei durante muito tempo, com todas as suas luzes.
- Gostou?
- É maravilhoso – respondi fascinada pelas luzes da cidade.
- É mesmo. – ficamos assim alguns minutos, admirando a cidade. E eu gostei disso, sabe, era bom ter alguém perto. Mesmo que esse alguém fosse . Que continuava magnífico vestindo apenas as boxers de uma luta espacial. Muito sexy, . Sorri. - Está com frio? – ouvi sua voz quebrar o silêncio e então notei que estava toda encolhida e toda arrepiada.
- Só um pouco. – ele saiu da varanda. Então eu me sentei em uma mesa que tinha ali. Olhei a London Eye girando mais uma vez. Morri de medo ao pensar que eram 135 metros. Cara. É muito alto. Então vi vindo com o edredom e passou ele sobre mim, enrolando-me.
- Você não está com frio?
- To, mas pra entrar ai eu preciso de um convite. – ele sorriu esfregando os braços.
- Quer vir?
- Adoraria! – ele falou e entrou debaixo do edredon comigo. Estávamos enrolados já fazia algum tempo. Eu adoro o frio. É lindo. Foi esfriando mais e mais, mas eu me sentia perfeitamente protegida ali debaixo com do meu lado, estávamos bem próximos. Me arrepiei ao pensar nisso. – Ainda está com frio? – Droga, ele sentiu que eu me arrepiei.
- Não... Eu to bem. – ele me puxou para mais perto dele e me abraçou. Não vou dizer que eu não gostei.
- Porque eu te acho linda, e se eu pudesse, olhava mais pra você.
- Ahm?
- Você perguntou por que eu estava te olhando. Porque eu te acho linda e se eu pudesse, eu olhava mais pra você.
- Você tá falando sério? – olhei para os seus olhos e ele tinha uma expressão meio confusa.
- Estou. Eu te acho linda. – eu sorri. – Um pouquinho implicante...
- ! – dei um tapa nele e ele se desequilibrou dando um gritinho gay e caindo da mesa me puxando junto. Eu cai ao seu lado. (PRIMEIRO N/A: até parece que eu ia fazer ela cair em cima, né! É muito comum!)
- Ai... – deu um gemido e eu comecei a rir.
- Esse chão tá muito frio... – falei ainda deitada e olhando para o céu.
- Quer que eu te esquente?
- E como você vai fazer isso? – falei sem nem perceber o que tinha dito, estava ocupada demais, olhando para as estrelas de Londres. Rapidamente ele se dobrou para o meu lado e ficou me olhando com o braço no chão, apoiando sua cabeça.
- Posso te mostrar? – seus olhos me olhavam como se estivessem fascinados e ele estava muito próximo. MUUUIITOO próximo. E ele ainda esperava uma resposta minha.
Cap 5
- ! – A desgraça do me gritou e a se levantou rapidamente.
- Que é, puta que pariu? – me olhou meio sem graça e pegou o edredom do chão. Eu ainda estava sentado lá com cara de tacho.
- Vai começar Gossip Girl! – Como é que é? Ele interrompeu meu quase beijo por causa de Gossip Girl? Eu sei que ele tava só preocupado comigo, mas caralho! EU finalmente tomei coragem de fazer alguma coisa. Eu finalmente tava conseguindo ser legal com ela! Claro que depois que eu descobri que é louca por mim as coisas melhoraram. Eu e a fomos pra sala e ela se sentou no sofá enrolada no edredom.
- , posso deitar aí com você? – perguntou se arrastando pelo sofá e passando por cima do como se ele fosse apenas uma montanhinha. Ri ao ver a cena dele sendo esmagado.
- Não quer que eu pegue um edredom e você se enrola comigo, não? – falou e eu meio que agradeci a Deus por isso. Tinha esfriado demais e era claro que o inverno tava chegando. Meu apartamento tem calefação interna, sim, mas o frio de Londres é de foder quando quer.
- É... Acho que essa idéia é melhor.
- Então sai de cima de mim, amor. – olhou pra , olhou pra e o me olhou como se estivesse desesperado.
- , você não tomou banho, né? Vamos, eu te ajudo com essa sua perna! – descobriu-se do edredom e apoiou-se na amiga, e as duas quicaram. É. Quicaram até o banheiro. as observou e quando ouviu o click da tranca da porta, ele saltou do sofá e segurou meus olhos em desespero.
- Caralho! O que eu to fazendo? , me ajuda!
- Calma! – berrei tirando suas mãos de mim e sacudindo ele.
- É muita pressão! Eu conheci ela ontem e já to chamando de amor! Não posso! Ela vai achar que eu to sufocando ela e fazendo pressão! Ela vai querer que a gente termine isso! Isso que a gente não sabe como é! Ela vai terminar, eu sei que vai! Caralho eu sou muito burro! , por que você deixa eu fazer coisas assim, seu filho da puta?!
- Caralho, , cala esse caralho dessa boca, porra! – berrei jogando ele no sofá com força. Ele quicou no sofá e caiu no chão. Eu segurei o riso, eu estava numa situação de moral naquela hora, eu não podia rir senão eu perderia o fio da meada. – Dude, relaxa! Você quer apostar que elas tão no banheiro pulando de felicidade por causa disso? – falei em uma altura mais baixa para que as duas no banheiro não ouvissem – E mesmo se não estiverem, cara, você correu um risco. É isso aí. Na próxima você já vai saber o que você não deve fazer.
- Cara, mas eu gosto dela!
- Sério?
- Porra, eu não quero sair de perto dela de jeito nenhum! Eu to curtindo demais ficar com ela. Chamar ela de amor vai fazer ela achar que eu to sufocando ela.
- Claro que não! Ela pode querer te chamar de amor ou te chamar de não muda nada, uma palavra não é nada!
- É sim, dude, eu já vi na tv! Amor é uma palavra muito forte!
- Dude... Se você quiser eu chamo a de amor, aí a gente vai transformar isso numa coisa normal e você vai poder chamar ela assim quantas vezes quiser e não vai mais passar vergonha. Tá bom? – É, é o quanto eu amo meus amigos. E eu não sou uma bicha!
- Cara, você faria mesmo isso por mim? – ele perguntou se aproximando.
- Eu faria qualquer coisa por você , você é meu melhor amigo, dude.
- Abraço rápido nada homossexual ou aperto de mão totalmente macho?
- Abraço nada homossexual. – Esse abraço parecia mais um soco, ele só batia o peito em mim e dava um tapinha nas minhas costas. Eu não sou veado. Nem ele. Mas nós somos amigos e nos gostamos.
pegou um edredom pra ele e deitou no sofá, ocupando o espaço onde as pessoas sentariam, mas eu não briguei com ele por isso, apenas peguei umas almofadas e joguei no chão, colocando a cabeça. É, tem carpete aqui em casa. 10 minutos o click da porta se fez mais uma vez e ela abriu, estava usando uma camisa minha, claro, e essa era uma das poucas camisas minhas que não tinha uma banda na frente. Era apenas uma camisa azul com o nome Hurley escrito em amarelo.
- , amor, deita aqui comigo pra deixar o casal ficar junto? – olhei para de rabo de olho e vi um sorriso.
- Pensei que você não ia convidar! – ela esfregou as mãos e pulou pra debaixo do edredom enquanto entrava debaixo do outro edredom com .
- Tudo bem? – perguntou e eu vi a menina sorrir sinceramente e dar um selinho nele. Senti um pouco de inveja. Mas não muita. Porra, eu não quero me amarrar.
Ficamos assistindo Gossip Girl e não estava passando mais nada na televisão. Eu sugeri um filme, mas o falou que tinha levado minha caixinha de filmes pra casa dele. Aquela puta. Cata tudo que é meu. E nem avisa!
- Então o que vamos fazer?
- Dormir, são 11 horas. – falou apontando pro relógio.
- Mas a gente dormiu sete horas ontem, a gente não vai dormir agora. – eu falei ainda deitado no chão.
- Vamos brincar de Stop? – se levantou depressa e nos olhou com uma cara feliz.
- Ah, ! – falou rindo e colocando a mão no rosto.
- Ah, gente! Vamos! Poxa não custa nada! É diversão!
- Ok. – respondeu sentando ao lado de . ainda estava sentada no chão, roubando meu edredom toda sorridente. Com seus dentes perfeitos.
- ? – Ela me olhou e fez meio que um biquinho. Não se diz não quando alguém faz um biquinho assim. É cruel.
- Tá bom!
- Ótimo! Onde tem papel e caneta pra todo mundo? – ela perguntou e eu sorri.
- Não tem, então quem não achar o que escrever... – e todos ficaram olhando pra minha cara esperando eu terminar de falar, eu olhei pros lados e sorri – Então é melhor achar! – levantei e saí correndo pela casa procurando alguma coisa.
Vi entrar no banheiro e continuava sentada enquanto revirava as estantes. Eu fui pra quarto, abri minhas gavetas, e achei um caderninho com letras de músicas. Esse caderno eu não podia mostrar pra ninguém, arranquei 4 folhas e procurei um lápis ou caneta, achei uma caneta sem tampa e um lápis de cor vermelha. Olhei pra trás e entrou no meu quarto abrindo meu guarda roupas e mexendo lá dentro.
- Você tá bem folgada, sabia, menina? – ela virou pra trás e sorriu pra mim ainda procurando - Você me deve uma resposta.
- Ham? – ela não olhou pra trás.
- Eu te respondi. Quando você me perguntou eu te respondi. – então eu vi ela parar de procurar e continuar virada para o armário. – Se não quiser, não precisa. Mas seria bom... Se você respondesse. – eu encarava a silhueta de suas costas e só então notei como a camiseta do Blink ficava curta nela. E ficava linda nela. Acho que com um saco de batata ela continuaria bonita. Acho que isso é o que se chama fazer pressão... Errado, . Muito errado. Mas eu já comecei. Vou até o fim.
- Er... ...
- Sim?
- Eu... Não quero te responder... – Óóótimo, ! Parabéns! Ela não quer te responder é a mesma coisa que ela não querer ferir seus sentimentos, mas a resposta é não. Parabéns, . Muito bom de sua parte. – Agora. Acho que não é a melhor hora. Mas isso não significa que não vou te responder. – ouvi atentamente e passei a mão no cabelo.
- Toma, o papel e um lápis. Vamos pra lá. – Falei e saí do quarto. Na sala disse que só achou um lápis de olho debaixo da cama dele e que devia ser de alguma das meninas que ele já comeu. Eu fui embaixo da estante e enfiei a mão, puxando de lá um lápis de tabuada (lembra desses?).
- Como você sabia que aí tinha um lápis?
- Eu derrubei há um tempo e fiquei com preguiça de pegar. Toma as folhas, vamos jogar.
- Se alguém escreveu a mesma coisa que você só conta 5, se só você escreveu alguma coisa conta 10 pontos. – falou.
- E quem perder?
- Ah... Sei lá, o ganhador manda o perdedor fazer alguma coisa. – Começamos a jogar. E eu ganhei a primeira. Vou te poupar dos vários "serve Wonderland como lugar?"; "Um figer é um tipo de tiger!". Então eu mandei o dar um selinho na , eu sou legal, pô! E então a começou a ganhar, e ganhar, e ganhar, e só o perdia. De repente o ganhou e eu acho que ela trocou de folhas com ele só pra ele ganhar.
- , você perdeu! – ele berrou colocando dedo na minha cara. – Agora... Você vai ter que.... Hum... Deixe–me pensar – ele é filho da puta. Eu fui legal com ele e ele vai ferrar comigo. – Um selinho na . – Como é que é?
- Ham... Tá... – levantei do chão, dei o selinho e sentei no chão de novo. Estranhei que ele mandou isso. Estranhei demais até.
- Por que você mandou isso? – A perguntou. Com certeza ela tava pensando a mesma coisa que eu.
- Eu acho que esses dois tem que se resolver sozinhos. – fechei a cara constrangido e vi que tinha arregalado os olhos. A brincadeira pareceu perder a graça. Só jogamos mais uma e paramos. então levantou e pegou o edredom.
- Eu já vou dormir porque amanha eu trabalho... E ainda vou ter que levar esporro do chefe porque a não tá lá.
- Vai nada... Fala com ele que eu me demiti, vai... cansei.
- Você é foda, viu, .
- Eu arranjo outro, você sabe.
- É... acho melhor a gente começar a se ajustar ao horário normal como todo mundo. – falou e pegou no colo, levando para o quarto e batendo a porta. Eu e a ficamos sozinhos na sala. Eu tinha que fazer alguma coisa pra quebrar o gelo.
- Então, vai dormir comigo de novo? – ela sorriu meio desanimada e foi em direção ao quarto. Eu fui ao banheiro e tomei um banho quente de pelo menos uns 15 minutos. É aquela sensação de que não existe nada melhor no mundo. Um banho quente melhora tudo. Saí e fui pro quarto, a luz já estava apagada e só consegui ver onde pisava graças a luz que vinha de fora. Vi a silhueta de deitada na cama, encolhida com o edredom até a cintura.
Dei um matrix e entrei debaixo do edredom sem fazer muito movimento ou barulho, cobri a até o pescoço e fiquei encarando a sua nuca.
Ela tinha uma nuca bonita. Eu sei que não existem nucas feias porque não tem o que ver em nucas, mas a dela era bonita. Descobri outra pinta, bem escondida pelo seu cabelo. Sua pele parecia ser macia e eu quase a toquei. Mas não. Eu não sou um pervertido. Eu não poderia fazer isso. Fechei os olhos. Vi em minha cabeça quando ela veio correndo com a Olívia, sorri ao lembrar do seu tom autoritário enfiando a camisa dentro da minha boca.
- . – abri os olhos e me encarava, eu conseguia ver o brilho dos seus apenas. – Está acordado?
- Sim. – respondi sem me mover com medo de estragar a proximidade entre nós.
- Estou me divertindo muito aqui com vocês. – encarei o brilho do seu olhar e sorri internamente.
- Claro, né, pra você isso aqui é como o quê? Disneylândia? – eu tive que fazer isso. É bom demais zoar os outros.
- Eu sabia! Você não ia perder a chance! Se perdesse, não seria você! – ela falou me dando um tapinha e virando as costas. – Boa noite, .
- Boa noite, . – Falei, fechando os olhos.
**
- Er... Então, vocês levam a lá em casa mais tarde... Okay? – eu observava enquanto ela via se estava tudo dentro na bolsinha de festa.
- Tem certeza que não quer que eu te leve em casa pra você trocar de roupa?
- Não, não dá tempo. – Ela parou de olhar para a bolsinha e me encarou. – Obrigada pela hospitalidade, .
- Que é isso... Tudo pelo bem do mais novo casal de Londres, certo? – falei tentando ser engraçado. Inutilmente, já percebi.
- É... Então... Cuida da , dá comida pra ela direitinho. Ok?
- Isso é trabalho do , o meu é vigiar para eles não fazerem neném. – ela deu uma gargalhada e saiu do carro, batendo a porta e abaixando a cabeça na altura da janela.
- Então, tchau... Foi um... prazer.
- Não se diz que foi um prazer depois de passar dois dias com a pessoa, .
- Ah... Mas... Eu não sabia o que dizer...
- Não precisa dizer nada. Você também é muito legal, . – Ela sorriu, sim, com seus dentes perfeitamente retos e brancos. Vi o sinal no pescoço. E o vento jogava os cabelos no seu rosto, não de um jeito bonito. Na verdade de um jeito muito desajeitado. Mas eu achei engraçado. E logo ela entrou no prédio. Eu me senti um idiota por ficar olhando ela entrar. Pra ter certeza de que ela foi entregue certinho. Ridículo. , você está se tornando um cara muito patético.
Pelo menos não estou que nem o . Faz dois dias que ele mal fala comigo! Antes ele me ligava todo dia, mais precisamente às 2:20 para eu acordar. É, eu odiava, mas eu me acostumei, ok?
Quando eu voltei pra casa, o e a já tinham acordado. Eles levaram a sério aquela parada de se ajustar ao fuso horário normal de Londres, e não ao nosso. pediu um copo de água e o , que não levanta pra porra nenhuma, levantou e pegou. Estou feliz por não estar patético que nem o . Pelo menos eu tenho vontade própria. Não to dizendo que a controla ele não, ela é muito gente fina, mas que ele é um cachorrinho, é.
O dia foi uma desgraça. Como acordamos cedo, só passava desenho. No almoço, o desceu na padaria pra comprar uns miojos e fez pra nós três de boa vontade. Eu não movi um dedo o dia todo. A não ser pra levantar do chão pra pegar o controle ao lado de porque ele tava ocupado demais para pegar.
Não é por nada não, mas ser vela é uma desgraça. Antes tinha a para fazer companhia, agora eu estou sozinho. Literalmente sozinho. , você está se tornando um idiota. É, eu sou uma cara que gosta de dramas, ok?
Quando deu umas 5 horas da tarde, a falou que precisava ir embora. O todo preocupado, claro, senão não seria o , teve que ter certeza que a já estaria em casa para atender às necessidades da garota. Ele se ofereceu para levá-la e eu, mais uma vez, não precisei mover um dedo. Era uma segunda feira e eu estava puto da vida. Não tinha absolutamente nada para fazer. Hoje não vai passar Gossip Girl nem Supernatural. Eu basicamente estou fodido. Veja a que ponto cheguei. Estou rodando o apartamento. Eu lavei a louça do almoço. É! Eu lavei. Eu sei! É coisa de veado! É coisa de gay! De uma porra louca travesti que faz programas apenas com homens! Eu tenho vergonha de falar isso! Eu estava procurando alguma coisa pra limpar! Eu que nunca limpo minha casa e um dia qualquer chamo uma diarista, mas só por que o banheiro tá fedendo!
- Que foi?
- Por que o mau-humor, ? Eu já vou voltar pra ficar aí com você, amor.
- Não mente pra mim, , eu sei que você agora não é mais só meu. Você agora é propriedade exclusiva da .
- Tá, mas quando ela não tá perto eu sou só seu.
- Vamos tocar?
- Ham? Porra, ... Juntos? Estranho isso, hein.
- Passa aqui pra me pegar, eu preciso ensaiar.
- Qual é o problema, ? Você nem riu da minha piadinha homossexual...
- To entendiado, porra. Quero fazer alguma coisa. Passa aqui pra me pegar que eu vou ligar pras duas bichas pra elas encontrarem a gente lá.
- Tá legal... Mas você sabe que você tá estranho...
- Tchau. – desliguei o telefone sem ao menos esperar um retorno. Não, porra, eu não fiquei estressado de repente, valeu?
- ?
- Oi, , e aí? Ficou com saudade já?
- Não. Vai pra casa do .
- Por quê?
- Vamos pular de pára-quedas. Porra, , vamos ensaiar.
- Agora?
- Não, amanhã, claro que é agora, porra.
- Tá, foi mal. To indo pra lá então, avisa pro que eu vou passar na casa dele. – desliguei o telefone mais uma vez sem me despedir. E disquei o número do que não atendia de jeito nenhum.
- , vai pra casa do , vai rolar um ensaio.
- Oba, vou levar as cervejas.
- Beleza, leva 4 caixas. Hoje eu vou encher a cara.
Passei a mão no rosto inquieto. Me joguei no sofá. Eu estava elétrico e não sabia o que fazer. Que desgraça.
- , porra, rola um ensaio agora?
- Porra, agora? Eu to com um mina aqui...
- Ah, vai se foder, . Manda a mina pra casa, já comeu ela o fim de semana todo. Dá uma folga pra ela! Daqui a pouco eu e os caras vamos chegar aí, ok?
- Tá, mas que milagre é esse que você me ligou dessa vez?
- Eu to sem nada pra fazer.
- Porra, então aquela mina amiga da namorada do Danny mexeu contigo mesmo, hein.
- Tá louco? Quem tá apaixonado aqui é o . Trouxe a mina pra cá depois do hospital e já começou a pegar ela. Tão se dando bem pra caralho. Acho que até rola um namoro.
- Caralho, dude, sério? O namorando? Tá aí, é inédito isso.
- Pois é. E eu fiquei só na espera queimando minha mão de vela. A , amiga da , dormiu comigo as duas noites e não rolou nada.
- O quê? Não creio. , você tá perdendo seu mel. Cuidado, hein.
- O pior não é nem isso. Ela é fã.
- Fã? Tipo as outras?
- Não, porra, diferente. Ela é fã, tipo, CD, foto, tudo; mas na nossa frente ela parece que é uma pessoa normal.
- Porra, se for isso mesmo, essa mina é massa, . Por que mesmo que você não pegou ela?
- Nem eu sei... – parei pra pensar e deixei o telefone cair no chão sem ao menos me importar.
Deixei falando sozinho até ele desistir e desligar o telefone. Deitei no sofá mais uma vez e parei pra pensar nesse fim de semana. Por que eu não beijei ela? Porra, eu devia ter parado de perguntar e já ter puxado! Eu perguntei duas vezes. A primeira a desgraça do apareceu. A segunda ela disse que não era hora pra isso, então significa que tem uma hora pra isso? E qual seria essa hora? Porra, por que essas meninas inteligentes não podem ser simples que nem as dos rocks?
Por