Believe or Not
por Patrícia J.




Capítulo 1

Tinha acabado de chegar ao aeroporto de Londres e não sabia pra onde ir, estava completamente perdida. levava com dificuldade suas malas até o balcão de informações, que não serviu de nada, pois não tinha idéia do que a mulher de voz nasal do balcão dizia para ela fazer. Onde havia se metido? Arrastou as malas até uma cadeira mais próxima para respirar e esperar que seu anjo da guarda desse uma luz. Não que fosse seu anjo da guarda, mas as preces de foram ouvidas quando uma garota que devia ter a mesma idade que ela perguntou:
- Você viu um cara de cabelo , olhos , por aqui?
- Não, não vi. - disse simplesmente.
- Ai eu mato o , era pra ele estar aqui agora! - A menina falou brava enquanto se sentava ao lado de . - Acho que vou esperar.
apenas concordou com a cabeça e ia pegar seu celular pra ligar para sua mãe, nunca conseguia fazer nada sozinha e com certeza tinha sido um erro resolver de um dia para o outro ir morar em Londres, mas a menina abriu a boca novamente:
- Eu sou e você? - A garota virou-se para .
- Hmm.. - largou o celular. - . - Tentou sorrir amigavelmente.
- Ta esperando alguém também? - parecia bem simpática pelo tom de voz.
- Não, na verdade eu to meio perdida.. Acabei de chegar de Cardiff.. - começou.
- Cardiff? No País de Gales? - arregalou um pouco os olhos. - Dizem que é lindo..
- É sim. - afirmou.
- Então veio passar férias? - perguntou novamente.
- Não, vim morar aqui.. ter um pouco de independência e procurar um emprego. - contou. - O único problema é que não conheço nada aqui e nem sei por onde começar a procurar um apartamento.
- Você está precisando de um apartamento? - a encarou. - Uns amigos meus colocaram pra vender um agora que se mudaram, você vai gostar.
E pegou algumas malas de esquecendo completamente que tinha vindo buscar o amigo e foi levá-la até o apartamento que tinha dito.
O apartamento realmente era ótimo, do tamanho ideal e comprando alguns móveis ficaria perfeito. aceitou o apartamento e agradeceu muito a por ajudá-la, mas ainda não satisfeita se ofereceu para levar a uma loja de móveis no dia seguinte.


- , eu preciso te apresentar alguns amigos. - dizia a amiga que tomava seu café da manhã no seu primeiro mês de cidadã londrina.
- Eu não tenho tempo, preciso procurar emprego. - falou de boca cheia limpando o leite que escorreu e fazendo rir.
- Olha, nós vamos a um pub hoje a noite.. você podia ir. - pediu.
- Quem exatamente são esses seus amigos, não são loucos não né? - fingiu uma cara de espanto.
- Claro que não.. Bom, eu te disse que sou manager de uma banda né? Eles são essa banda. - falou receosa sobre o que poderia pensar.
- Então você manda neles? - perguntou indo levar as louças para a pia.
- Mais ou menos, eles nem sempre me obedecem.. Então, você vai ou não? - levantou e foi até ela ajudar a lavar a louça.
- Só se você me ajudar a procurar emprego hoje, sei que está de folga. - entregou um copo pra ela.
- Fechado, terminando aqui a gente sai e você vai voltar com um emprego. - foi levantar os braços e deixou o copo cair no chão e se espatifar. - Desculpa. - sorriu amarelo enquanto ria dela.
E bom, não estava errada porque realmente voltou pra casa com um emprego. Não sabia mais como agradecer a menina, tinha ajudado a encontrar aquele apartamento, comprar todos os móveis e agora com o emprego. tinha se tornado uma ótima amiga em poucas semanas.
- Chega de agradecer, , já disse que não foi nada. - interrompeu a outra.
- Gerente de projetos daquela empresa, é demais pra mim. - Os olhos de brilhavam enquanto ela sentava no seu sofá.
- Tudo graças a sua faculdade, seus intercâmbios, eu só dei um empurrãozinho. - empurrou para o lado sentando junto dela. - Bom e eu vou indo, as nove passo aqui.
tinha esquecido completamente que ia sair com e apenas concordou com a cabeça. Quando viu fechar a porta que a mensagem que já eram quase 8 horas processou na sua cabeça e ela levantou pra tomar banho e arrumar.
Depois de um banho relaxante, saiu da suíte e foi direto para o closet onde escolheu um vestido cinza curto, pegou o escarpan e um casaco azul marinho.
Estava com fome e resolveu fazer um miojo rápido enquanto esperava . Nove e pouquinho estava interfonando no seu apartamento e , enfiando a ultima colherada de miojo na boca, escovou os dentes e desceu.
- Humm, arrasou. - disse sorrindo quando abriu a porta do passageiro.
- Quem? - fingiu-se de desentendida.
- Ai . - riu e ligou o carro, saindo.
As duas foram ouvindo música, conversando alguma coisa até chegar ao pub que tinha um nome diferente e tentava ler o que estava escrito no letreiro.
- É português. - comentou. - O dono desse pub é do Brasil sabe.
- Ahnn. - fez uma cara de "entendi", entrando com no bar.
- Ali estão eles. - apontou para uma mesa do canto esquerdo do pub. - Vamos. - E puxou a mão de .
- Hey McFly! - chegou saudando eles que levantaram os copos rindo. - Bom, preciso apresentar alguém. - e Marcella puxou que estava atrás dela. - , esses são os pestes de quem eu cuido.
- Hey. - Eles disseram em coro e deu um tchauzinho tímido.
- .. - apontou para o que estava mais próximo delas. - .. - Apontou para o ao lado do tal . - E . - Finalizou com o ultimo que sobrou. - 1.. 2.. Ei, ta faltando alguém! - pôs as mãos na cintura.
- A noivinha do seu namorado não chegou. - disse.
- Namorado? - cochichou com quando iam sentar.
- É, eu não quis te contar antes porque queria que você visse ele primeiro. - também falou baixo. - Você vai gostar dele. - Afirmou.
Minutos depois o tal namorado da chegou e cumprimentou os amigos e depois deu um beijo na namorada.
- , essa é a . - apontou para a amiga ao seu lado.
Os dois se olharam por um segundo. sempre sabia quando tinha que ser legal com a pessoa e confraternizar com ela, assim como foi com , e quando não tinha e alguma vozinha em sua consciência dizia que ela não devia confraternizar com .
- Mais garotas pra mandarem na gente? - finalmente disse alguma coisa depois de encarar a menina.
- Seja educado, . - ralhou com ele.
- O que eu disse? Você manda muito em mim, os homens que deviam fazer isso. - se encostou mais na cadeira.
- E o que faz você pensar assim? - dirigiu a palavra para ele pela primeira vez. Tinha desprezo por homens machistas.
- É a lei da natureza, o homem veio primeiro e a mulher deve obedecer o que ele diz. - tinha um olhar desafiador que encarava .
- E pense na vida sem a mulher, o homem sobreviveria? Homens não servem nem pra dar nó em gravata sem ajuda de uma mulher. - concluiu.
- Parem com isso. - pediu, olhando os dois sem entender.
- Viu, a concorda comigo. - sorriu convencido para .
- Ela não disse que concordava com você, nenhuma mulher gosta de ser escrava do homem. - disse.
- Ei, . - chamou. - Você vai gostar de conhecer o Marcos, dono desse pub. - Ele falou levantando.
agradeceu em pensamento, tinha salvado tudo. concordou dando um pequeno sorriso e seguiu .
- Não precisava tratar ela assim, man. - deu um tapa na cabeça de .
- Eu não fiz nada, foi ela quem começou. - cruzou os braços.
- "Eu não fiz nada, foi ela quem começou." - imitou uma vozinha de criança e cruzou os braços como .
- , cadê a ? - perguntou.
- Foi viajar pra casa dos pais e não quis que eu fosse junto. - contou.
- Ela ficou com medo dos pais dela deserdarem dela depois que vissem o . - falou baixinho brincando.
- Não foi isso não. - tapou a boca de . - Ela só não queria que eu já conhecesse os pais dela, não tem nem um mês que a gente ta junto.
- Eu já conheço os pais da . - disse com aquele tom convencido de sempre. - E por falar nisso, eu e seu pai precisamos marcar outra partida de golf.
- Não conte com isso, amor, meu pai reclamou até, que você não entendia a ESSÊNCIA do golf. - olhou de canto de olho para que ficara sem graça enquanto os outros riam.
- Eu tenho uma tia no Brasil. - contava a quando voltavam para a mesa.
- Você não é inglesa, não é? - perguntou olhando que se sentava.
- Não, sou do País de Gales. - Respondeu com uma certa frieza.
- Ahh, conheço seu tipo.. - disse apontando pra ela. - Filhinha de papai que resolveu vir pra Londres para tentar viver sozinha.
- Desculpe, mas eu não tenho tipo. - falou brava, apesar de que era realmente bem mimada quando morava com os pais. - E o porque eu saí do País de Gales não é da sua conta.
- pára de ser idiota. - elevou um pouco o tom de voz.
- Não é culpa dele, essa encontro que não está dando certo.. Eu vou ao banheiro. - falou tristemente e saiu, sendo seguida por .
- Desculpa, .. - começara quando as duas entraram no banheiro. - Só que simplesmente eu não suporto pessoas como seu namorado.
- Tudo bem, não sei porque, mas ele está sendo realmente idiota hoje. - tentou um sorriso.

Capítulo 2

E os dias se seguiram. estava bem atarefada com os projetos que tinha que entregar no novo trabalho. Agradeceu quando acordou no sábado de manhã, não tinha trabalho e poderia descansar. Era isso que ia fazer, alugar uns três filmes e ficar em casa deitada assistindo. Mas seus planos mudaram quando a campainha tocou antes do almoço.
- ? - abriu e fechou os olhos algumas vezes para ver se era mesmo o garoto que se encontrava ali.
- Oi. - disse amigável.
- Como você descobriu onde eu morava? - continuava empoleirada na maçaneta estranhando tudo.
- Nós morávamos aqui, o McFly inteiro mas resolvemos comprar casas separadas sabe. - comentou. - Bom, ta afim de um churrasco com McFly ao vivo na casa do ?
A garota lembrou quando levara ela até o apartamento e dissera que era de alguns amigos, então eram deles.
- Na casa do ? - torceu a boca ao dizer o nome dele. - Duvido que ele me queira lá, depois daquele dia.
- Nah, bobeira. - pôs uma mão no ombro dela. - O é assim mesmo.. Vamos? - Ele fez uma cara de súplica.
lembrou que estava conversando com na porta, e nem tinha ao menos convidado ele para entrar.
- Ai desculpa , nem te convidei pra entrar. - disse se afastando para entrar.
- Sinto falta daqui, era até bom quando nós morávamos juntos. - falou pensando alto e sorriu em concordância. - Você vai ou não? - sorriu.
- Tudo bem, preciso me trocar.. Hmm, senta aí e fica a vontade que eu já volto. - correu para seu quarto.
Alguns minutos depois, ela apareceu na sala pronta e foram para a casa de .
Na rua da casa de , ia mostrando a sua casa, a de e a de e contava que preferiram morar na mesma rua assim quando quisessem perturbar algum deles era só tocar a campainha, ou não.
havia saído do carro e andava em direção a porta, mas disse que iam entrar pelos fundos.
- Já começaram a festa sem mim? - fingiu-se afetado quando viu na churrasqueira e escolhendo cds.
- Se você chama o que o está fazendo de começar um churrasco, sim nós começamos. - brincou indo em direção a eles.
- Hey, . - cumprimentou com a faca que estava em sua mão.
Ela acenou rindo para ele que parecia bem confuso.
- Onde está o e a ? - perguntou a depois que ele cumprimentou os dois.
- No quarto. - respondeu malicioso.
- Quê? - e exclamaram juntos.
- Ê, to brincando. - fez eles o olharem em repreensão. - Foram comprar algumas bebidas, o não tem nada em casa, vive a base de salgadinho e água. - Vamos escolher alguns CD's.
- Então vamos ser só nós? - perguntou a , havia se juntado a .
- Só? Que outra garota teria o prazer de ter um churrasco com o McFly? Sinta-se honrada. - fez uma voz convencida e rolou os olhos.
- Vai ser uma oportunidade única. - Ela disse.
- E o que vai ser? - perguntou se abaixando e olhando os cds empilhados.
- Hmm.. - abaixou-se ao lado dele. - Mas só tem Beatles aqui!
- Sabe como o é, sempre nutriu uma paixão secreta pelo John Lenon e.. - abaixou o tom de voz. - Na gaveta de cuecas dele ele guarda uma foto do John. riu de , ele sempre arranjava um jeito de fazer uma piada.
- Village People? - arregalou os olhos apontando para o cd.
- Ele é anormal, que tal lembrarmos de sua música preferida. - E pegou o cd do Village People e colocou Macho Man para tocar.
Como se fosse previsto, no momento que a música começou a tocar e entraram pelo portão cheios de sacola.
- Não morre tão cedo, . - gritou para ele que deu as sacolas para colocar no freezer.
- Porque? - Ele perguntou levantando uma sobrancelha.
- queria lembrar você sobre sua musica preferida. - apontou para o rádio e fixou seu olhar nela. Tinha concordado com de deixá-la vir e tentar ser amigável.
- "Every man wants to be a macho, macho maaaan..." - começou a cantar, levantando os braços como se estivesse carregando pesos.
- É bem a sua cara. - disse rindo. - "Macho, macho man, i got to be a macho maannn..." - Começou a cantar zoando .
- Ham, muito engraçado. - fingiu uma risada. - Depois se a vier brigar comigo a culpa é sua. - Apontou para .
- Eii, eu estava brincando. - gritou quando ia se afastando.
- Meu passatempo favorito. - Disse .
- O que? - não entendera.
- Irritar o . - Riu. - Vamos escolher um cd bom agora. - E puseram Rolling Stones depois de uns minutos procurando.
- Vou.. falar com a . - falou para apontando para a casa e ele simplesmente assentiu.
Ela entrou dentro da casa de pela cozinha e lá estavam ele e se beijando bem apaixonadamente. preferiu não interromper, então pensou em ir até a geladeira e pegar um pouco d'água, mas quando abriu a geladeira eles se separaram assustados.
- Eu não queria atrapalhar. - disse levantando as mãos.
- Não atrapalhou. - sorriu indo ao seu encontro. viu bufar com raiva.
- Claro que não. - Disse sarcástico.
- ! - ralhou.
- O quê? - virou-se para ela. - Não adianta, meu santo não bate com o dela. - Apontou.
- É, parece que sim. - falou o olhando fixamente.
- Não briguem.. - pediu. - Aposto que isso é só.. só uma besteira e logo vocês vão se entender.
- Desculpa, . - realmente sentia muito. - Mas eu não suporto pessoas como ele, arrogantes, machistas, metidos a engraçados..
- Pra não falar de você, não é? - parecia irritado. - Mimada, metida a sabe tudo, intrometida..
- Você poderia ser ao menos gentil. - aumentou o tom de voz. - Mas não, no dia que nos conhecemos já veio com aquele papo de "mais menina pra mandar na gente?", é ridículo.
abriu a boca uma vez apontando diretamente pro rosto de mas não conseguiu dizer nada.
- Tudo bem. - disse afastando . - Se vocês não se entendem, ótimo, só não discutam e cuidem cada um de sua vida.
lançou um ultimo olhar de raiva para e depois saiu.
- Não adianta. - murmurou sentando ao lado de na espreguiçadeira. - Eu não suporto o .. Eu sei que conheço ele a pouco tempo, mas no momento que bati os olhos nele vi o quão insuportável ele é.
- Calma, . - pôs a mão na perna dela estendida. - Você não precisa gostar do .
- Mas e a ? Ela não agüenta que nós brigamos. - estava confusa.
- A gente agüenta suas brigas com ele, o bem que merece. - falou amigável.
- Eu acho que já vou. - se levantou. - Tchau .
- Mas já? A carne nem saiu ainda! - exclamou impressionado.
- E vai sair pra hoje? - perguntou rindo e levantando também. - Não vai , ainda nem tocamos.
Ela sentia uma grande vontade de escutar o tal McFly e então resolveu ficar um pouco.
- Só se começarem agora. - sentou novamente junto a na mesma espreguiçadeira.
- Certo, pega o violão. - gritou e logo apareceu com o violão e sentou. desistiu do churrasco e foi até eles.
- Hey.. I'm looking up for my star girl.. - começou com a música que ele e tinham composto juntos. - I guess I'm stuck in this mad world, the things that I wanna say.. but you're a million miles away. - acompanhava no violão. - and I was afraid when you kissed me, on your intergalactical frisbee.. I wonder why, I wonder why you never asked me to stay..
- Ooooooh. - fizera.
- So wouldn't you like to come with me... - voltara a cantar e agora segurava na mão de como se cantasse para ela. - Go surfin the sun as it starts to riseeee.. whooooa, your gravity's making me dizzy, girl i gotta tell ya i feel much better.. make a little love in the moonlight... - terminou o refrão.
- Quem compôs isso? - perguntou rindo.
- Se estiver bom, fui eu. - levantou a mão. - Se estiver ruim foi o .
- Hey.. there's nothing on Earth that could save us, when I fell in love with uranus... - recomeçara e também. - I dont wanna give you away, cause it makes no sense at all... E a gente parou aí.
- Porquê? - quis saber.
- Porque as idéias acabaram. - Disse .
- Houston, we gotta problem. - apareceu no quintal.
- Boa, . - disse e começou a tocar e cantar. - Houston we gotta problem.. ground control couldn't stop them, I wonder why, I wonder why you never asked me to stay... E refrão de novo.
- Eu to falando sério. - revirou os olhos. - Show particular amanhã.
- Mas eles nos deram umas férias. - reclamou.
- Parece que vai ser em uma boate, não sei, liga pra eles . - apontou pra trás. levantou rápido e entrou dentro da casa.
- Agora eu já vou mesmo. - levantou sem olhar pra .
- Não. - gritou e os três olharam pra ele. - Quer dizer.. não precisa ir só por causa daquilo. - Continuou sem graça.
- Aquilo.. - foi dizendo enquanto chegava mais perto de . - foi um insulto.
- Insulto? Você começou a me chamar de arrogante primeiro. - defendeu-se.
- Eu posso até ter te chamado de arrogante primeiro, mas você me chamou de intrometida.. não se fala isso pra uma garota. - virou-se de costas e cruzou os braços.
- Ta bom, .. olha. - entrou na frente dela. - A gente não se deu muito bem e não vai se dar, mas vamos tentar um pacto. - E estendeu a mão pra ela. olhou da mão estendida para os olhos de que não transmitiam nenhuma verdade naquele tal pacto, então apenas olhou furiosamente pra ele e disse:
- Vou falar com a . - E começou a andar esbarrando de propósito na mão estendida de .
- Eu tentei. - Ele levantou os ombros olhando para e que rolavam os olhos.

Capítulo 3

Estava andando pela rua sem muito rumo. Era domingo e não tinha muito o que fazer, então entrou em uma loja de animais para dar uma olhada. Foi direto para os cachorros, sempre quisera ter um mas seus pais nunca deixaram. Havia um único filhote de labrador empoleirado na grade esperando ansiosamente alguém vir comprá-lo.
achou ele lindo e não demorou a pegá-lo no colo e fazer carinho, mas foi advertida pelo dono da loja que não era permitido pegar os animais. O homem tinha uma voz arrastada e uma cara muito ruim, não parecia gostar muito de animais. Então disse que ia levar o labrador e comprou tudo que precisava, casinha, ração, coleira..
- Vou te chamar de Simba. - Ela disse enquanto acariciava o focinho do cachorro e ia para casa. - Rei Leão sempre foi o melhor clássico Disney.
Passou horas divertidas com o novo cãozinho a tarde. Ensinara ele a fazer xixi no jornal da área de serviço e a onde ia ficar a tigela com comida e água. Quando fez pipoca para assistir seus filmes de desenho que não abria mão, ele enfiou a cara na pipoca e comeu boa parte, se engasgando com algumas.
Mais a noite o telefone tocou e uma bem alegre gritou um:
- Hellôôôô
- ? - franziu a testa.
- Se apronta, vamos para o show particular do McFly hoje. - Ela falava muito alegre.
- Pára Simba. - gritou brava com ele que arranhava o sofá.
- Quem é Simba? - estranhou.
- Meu cachorrinho, comprei pra me fazer companhia. - respondeu.
- Ham.. mas então, vamos? Vamos , por favor, até o disse que é pra você ir. - falou rindo e ouviu um "eu não disse nada" ao fundo.
- Eu vou ver se posso deixar o Simba com a vizinha do lado e eu vou, a onde é? - indagou.
- Sabe aquele pub que nós fomos? É na esquina da outra rua, não tem como errar.. - informou. - As 9:30, ok?
- Ok, tchau. - E desligou o telefone e foi se trocar.
Olhou para seu armário e estava pronta para pegar uma blusa e uma saia qualquer, mas pensou melhor e lembrou que era um show particular provavelmente só pessoas realmente importantes estariam lá e ela achava que devia tentar arrasar, pelo menos dessa vez. Então ao invés de pegar a saia, virou-se para um vestido, um vestido vermelho e muito bonito que podia jurar que quase nunca usara. Era frente única, franzindo no busto até amarrar em cima e depois a saia longa e com uma abertura de lado. Olhou no espelho para pentear os cabelos e quase não se reconheceu, até Simba que brincava com uma meia parou para olhá-la estranhando.
- Bom, vamos lá. - Disse ajeitando o vestido do lado e pegando uma pequena bolsinha.

- Eu vou no banheiro. - disse aos meninos que estavam parados na pista de dança tomando alguma coisa. - Se a chegar, diga que eu já volto.
- Eu não entendo. - balançou a cabeça. - O que tanto mulheres fazem no banheiro, é tudo "eu vou no banheiro", "não sei o que banheiro".
- Não tente entender as mulheres amigo. - pôs a mão eu seu ombro.
- Veja a Beyoncé. - comentou quando acabara de começar Check On It. - Ela é bem gostosa, mas de boca fechada.
- Coitada, . - olhou impressionado e depois bebeu sua bebida, mas cuspiu tudo no chão.
- O que.. - começou olhando pra eles, mas viu que todos olhavam na direção da entrada perplexos. Virou-se lentamente e ficou tão perplexo quanto cada um ali.
"Ohh boy you looking like you like what you see, won't you come over and check up on it, i'm gone let you work up on it...
acabara de chegar e parecia que entrava em câmera lenta, os cabelos voando e os olhos refletindo a luz que iluminava o ambiente. Os garotos estavam em transe, tinha seus olhos fixados em cada movimento da garota, mesmo tendo namorada não conseguia disfarçar, estava babando sua bebida ainda e por incrível que pareça estava num transe tão profundo que parecia que só existia no mundo.
- Oi. - Ela cumprimentou eles que ainda não tinham noção de nada. Percebendo o estado deles, estalou os dedos tentando acordá-los. - Garotos?
foi o primeiro a acordar e perceber onde estava.
- O-o-i, . - Falou meio gaguejando.
- Cadê a ? - Perguntou.
- No-o banheiro. - apontou.
- Ok. - Ela disse ainda estranhando todo aquele comportamento deles.
- Incrível. - exclamou finalmente quando perdeu Patrícia de vista. - Eu juro, nunca vi alguém tão linda em toda minha vida!
- Concordo. - ainda tinha os olhos arregalados.
- Ei, e a , ? - tentou desviar todos pensamentos sobre que tinha em sua cabeça.
- Ah, não vem não . - levantou o dedo. - Eu podia estar em um transe, mas você estava petrificado e você também tem namorada. - Lembrou.
- Eu? - riu, riu alto. - Eu petrificado por causa da ? Por favor, . Ela não tem nada demais, só colocou um vestido novo, ela é bem sem sal pra mim.
- Sem sal? - arregalou os olhos. - Pra mim é pimenta demais.
- Calma , a é muita areia pro seu caminhãozinho agüentar. - que estava olhando para porta do banheiro feminino fazia alguns minutos se pronunciou.
- Ótimo, vamos ver então. - deu um tapa no ombro de .

- O que aconteceu com eles? - perguntou vendo lavar as mãos, depois de finalmente achar o banheiro.
- Nada. - falou erguendo os ombros sem olhar ainda para .
- Estranho. - comentou simplesmente.
- AMIGA! - correu em sua direção. - Você está linda. - Fez dar uma voltinha. - To me sentindo o patinho feio perto de você. se olhou no espelho, estava realmente.. diferente.
- Só estou diferente. - Falou sem muito entusiasmo.
- Se no seu dicionário linda, maravilhosa significa diferente você está super diferente. - sorria feliz. - Preciso ver o que os homens acham disso. - E puxou para fora do banheiro.
Não tinha uma pessoa naquela boate que não olhasse para , principalmente os homens e até os que estavam acompanhados pelas namoradas.
- , você sempre foi linda mas hoje.. - parou de puxá-la para falar. - Está maravilhosa, se eu não tivesse namorado eu ia pegar uma pouco do seu mel.
Ela apenas sorriu, estava se sentindo sem graça com todos aqueles elogios. Só havia se maquiado um pouco mais, colocado um vestido mais atraente e deixado seus cabelos soltos ao invés de presos como na maioria das vezes ficavam.
- Então, quando começa o show? - chegou perto dos meninos e abraçou .
- Daqui meia a hora. - respondeu beijando o topo da cabeça de que era menor que ele.
- Não tem nenhuma fã histérica aqui não né? - soltou ele.
- Não, foram só alguns convidados da gravadora. - respondeu por .
- Eu acho que vou pegar alguma coisa pra beber. - disse numa voz meio baixa.
- Eu vou com você. - se apressou. - Não posso deixar uma dama andar por aí assim.
- Que cavalheiro. - sorriu, mas se assustou quando pegou em sua mão. e disseram que iam conversar com algumas pessoas ali, ou qualquer coisa que e entenderam como uma desculpa para não ficarem de vela.
- O não presta. - revirou os olhos. - Foi só ela por uma roupa nova e ele fica todo caidinho.
- Ele não é assim , você sabe. - o olhou em repreensão. - Mas eu percebi que ele tava de olho na desde o dia que eu apresentei ela pra vocês. Ai, eles formariam um belo casal né? - Olhou agora sorrindo para .
- Claro, o palhaço e a metida-a-sabe-tudo, casal 20. - disse com muito sarcasmo.

- O que você quer beber? - soltou a mão de quando chegaram até o balcão.
- Água. - Respondeu simplesmente.
- Água? Vamos lá, você não está falando sério. - sorriu para ela. Tinha um sorriso tão meigo.
- Eu não bebo cerveja, vodka essas coisas. - comentou explicando. - Rude demais pra mim.
- Hmm.. nem champagne? - a encarou.
- Champagne tudo bem. - concordou.
- Uma garrafa de champagne. - pediu ao garçom. - E dois copos.. vamos brindar. - Virou-se para .
- Brindar o que? - riu.
- A vida, oras. - falou pegando os copos, a garrafa e servindo.
- Você não é normal, . - pegou o copo e bebeu um pouco.
- Claro que não, qual seria a graça de ser um simples mortal? - levantou os ombros. - Vamos, pega o copo e vamos dançar.
- Danç..- Mas já havia puxado para a pista.
já começara a dançar La Bamba bem animado.
Para bailar la Bamba
Para bailar la Bamba
Se necesita una poca de gracia
Una poca de gracia
- "Para mi y para ti ahi arriba ahi arribaaa...
- fazia gestos para dançar também. Então ela cedeu e deu uma mão para que segurou e pôs a outra na cintura dela e eles começaram a dançar uma coisa bem esquisita.
Por ti sere
Por ti sere
Yo no soy Marinero
Yo no soy Marinero
Soy Capitan soy Capitan

Os dois giravam e depois se juntavam numa valsa esquisita que mexia os pés em ritimo de anos sessenta.
- , você vai me deixar tonta. - disse ofegante dançando grudada com ele.
- Mas essa é a graça. - virou o rosto e seu nariz tocou no de . Pararam de dançar e se encararam profundamente. O coração de batia acelerado, ela não sabia o que era então simplesmente virou o rosto fingindo procurar os outros.
- Onde será que estão os outros? - Perguntou, mas depois percebeu que sua mão ainda estava no ombro de e a dele em sua cintura.
- Não sei. - Ele a olhou confuso, vendo-a ficar a meio metro dele.
- Acho que já está na hora de vocês irem né? - passou a mão pelo braço, visivelmente tímida. - Eu vou procurar a , vai indo lá. - E saiu andando bem rápido em direção a outra parte da boate.
se sentiu derrotado e foi arrastando o pé até o palco.

Quando já estavam todos nos seus postos e a platéia atenta a eles, foi a frente e disse:
- Essa música vai para uma pessoa especial.
"The world would be a lonely place..." Eles começaram e então piscou para logo ali em baixo. Ela estava com os olhos marejados. ficou feliz por ela, por mais idiota que fosse e a não merecesse ele, ela estava realmente feliz.

Capítulo 4

Segunda-feira nunca era o melhor dia, principalmente se tinha chegado em casa por volta das duas da manhã e ter que levantar as sete pra entrar no trabalho as oito.
Na hora que se viu livre daqueles trabalhos em sua mesa anotou mentalmente ao sair do trabalho que deveria entrar em uma auto-escola.
Mas ao sair com todas aquelas pastas debaixo do braço e papéis esvoaçantes, viu a figura de parada do outro lado da rua olhando em volta.
Com dificuldade, ela foi tentando driblar as pastas que caíam e atravessou a rua, não queria ser inconveniente mas poderia lhe dar uma carona.
- . - o chamou, e ele virou o rosto pra ela.
- Hey. - Ele disse e viu sorrir meigamente. - Deixa eu te ajudar. - E pegou algumas pastas e papéis.
- Obrigada. - agradeceu pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha. (Tinha resolvido parar de usar cabelo preso.) - O que você está fazendo aqui na porta do meu trabalho?
- Você trabalha aqui? - Ele fingiu uma indignação.
- Não colou, . - riu.
- Tá, eu queria te ver e a disse que você estava no trabalho. - falou mais lentamente.
- E porque você queria me ver? - colocou uma mão na cintura.
- Não posso querer te ver não? Nossa, eu vou embora então. - E saiu fazendo careta pra ela.
- Espera . - correu até ele. - Eu não posso deixar você ir, eu não vou agüentar ir até em casa.
- Que estorção, eu jurando que você ia falar ", não vá eu preciso de você!" - Ele fez uma voz afeminada. - Entra logo.
E sorriu para ele entre pulinhos, deu um pequeno abraço no garoto e andou até o carro dele.
- Aonde você está morando? - perguntou quando eles já estavam andando.
- Na ex-casa dos McFly, conhece? - brincou.
- McFly? Não é aquela banda de garotos que tocam trompete, pandeiro e triângulo? - entrou na brincadeira.
- Como você sabia? - virou o corpo pra ele levando as mãos a boca. - Achava que eles só eram conhecidos na Ucrânia.
balançou a cabeça, tentando conter o riso para fingir que aquilo não tinha tido graça, mas não conseguiu e ainda com rindo histericamente perto dele era impossível.
- Você tá morando na nossa antiga casa? Naquela espelunca? - a encarou.
- Hey, é bem bonitinho do meu jeito. - replicou. - Quando fui deixar o Simba na vizinha, ela disparou a me falar de vocês. Ai, de como eram bonitinhos, meio barulhentos, mas umas graciiiiiiiinhas. - E apertou as bochechas de .
- Ninguém merece aquela velha caduca. - rolou os olhos.
- Ela é bem boazinha, me chamou pra conhecer os 12 gatos dela. - contou.
- E chegamos. - falou depois de alguns minutos.
- Tomara que o Simba não tenha feito xixi em tudo. - falou pra si. - Tchau. - E deu um beijo na bochecha de antes de sair. Ele passou a mão onde ela tinha beijado e sorriu abobado.
- O que estou fazendo? Porque fico tão idiota perto dela? - pensou alto e tirou a mão da bochecha, dando partida.
entrou em casa e encontrou um Simba dormindo profundamente dentro de sua casinha e não havia nenhum sinal de bagunça e nem cheiro de xixi pela casa a não ser pelo jornalzinho dele.

A semana foi se prolongando. não havia falado com desde domingo, porque estava realmente atarefada e provavelmente também, tendo que cuidar dos garotos.
Acordou no sábado e como de costume olhou o relógio de cabeceira que marcava 10:15, então rapidamente levantou e foi tomar seu café. pegou uma xícara de café e foi andando pela casa até chegar na varanda que dava para uma vista linda de Londres no verão.
Mas quando olhou pra baixo e viu encostado em seu carro com uma flor na mão e olhando pros lados.
- ! - gritou. - O que você está fazendo aqui a essa hora?
- Essa hora? Já é quase de noite. - Brincou. - Desce.
o olhou confusa e viu que prestava atenção em suas vestes. Bateu a mão na testa, estava só de short curto e uma blusa de alcinha, praticamente sem roupa no meio da varanda falando com .
- Hmm.. você não quer subir? - indagou.
- Não, vai lá trocar e eu te espero. - sorriu. Ela fez um sinal para ele esperar e então correu para o quarto.
Desceu já vestida com uma roupa básica e viu sorrir pra ela.
- Não me lembro de ter te contratado como meu segurança. - disse levando as mãos ao olhos pelo sol forte.
- É, mas mesmo assim eu gosto de te ver. - falou e estendeu a rosa pra ela.
- Juro que quando te conheci não te achei nada dos românticos. - aceitou a flor.
- E eu não sou, no máximo pago o jantar pra garota, você que me faz querer ser mais romântico. - comentou meio envergonhado. - Então, pronta para passar um dia com o aqui? - Continuou logo.
- Bom eu tenho uma pilha de trabalho me esperando lá dentro. - apontou pra cima e fingiu pensar. - Acho que aceito seu convite.
- Só pra não fazer seu trabalho? - fingiu espanto.
- Não né. - riu e andou até a porta do passageiro.

Eles já estavam andando pelas ruas de Londres mas estavam quietos, resolveu quebrar o silêncio.
- Posso ligar? - Perguntou apontando pro rádio e viu concordar com a cabeça
A rádio que estava tocava músicas estranhas, então ela passou e passou e passou mas não achou nada de bom, então apertou para mudar pro cd.
- Hillary Duff? - se espantou quando Hillary Duff começou a tocar.
- Qual o problema? - olhou pra ela. - Ela até canta direitinho.
- Ah claro, eu canto melhor que ela no meu chuveiro. - cruzou os braços. - Pra onde a gente tá indo?
- Tomar café, você não tomou um café decente. - disse e virou a esquina parando em um café.
Abriu a porta para entrar e ela agradeceu sorrindo.
- O que você quer? - perguntou baixando o cardápio quando já estavam sentados de frente.
- Hmm.. Um misto quente com achocolatado e uma rosquinha. - falou depois de escolher.
- Acho que vou querer o mesmo. - E chamou a garçonete perto deles fazendo o pedido.
- Você não deveria estar gravando, tocando ou alguma coisa assim? - colocou os cotovelos na mesa descansando.
- Não, a e a gravadora nos deram uma folga.. Acho que a que pediu as férias pra poder ficar mais com o . - disse.
- Mas ela já é manager de vocês, fica o tempo todo com ele. - levantou os ombros.
- É, mas ficar com ele trabalhando não é a mesma coisa que ficar com ele a sós. - lembrou.
- Como eles começaram a namorar, a nunca me disse. - resolveu continuar com o assunto.
- Ahh, logo que a aceitou o trabalho de manager ela sempre tinha maior apego com o , sempre mais preocupada com ele e essas coisas. - foi contando. - Mas o nunca que percebia o quanto ela gostava dele, foi o que teve que abrir os olhos dele e dizer pra ele convidar ela pra sair.
- Claro, faz bem o tipo dele mesmo. - revirou os olhos.
- O é bem idiota com as mulheres, tem essa coisa machista e é bem metido. - falou. - Mas no fundo é uma boa pessoa.
bateu palmas. - E aí está nosso café.
Os dois comeram e conversaram "entre cada mordida" depois pagaram e saíram.
- E agora? - perguntou entrando no carro.
- Sugiro pegar seu cachorro e irmos dar uma volta no parque. - afirmou.
- O Simba vai adorar. - sorriu.
Depois de passarem na casa de e pegarem o cachorrinho, foram até o Green Park que era lindo no verão. Tinha um grande lago e patos nadavam nele, grandes árvores e uma grama verdinha.
- Vendo esse parque até me dá saudades de Cardiff. - comentou com enquanto andavam pelo parque. - Eu costumava ir sempre a um parque perto de casa com meu ex namorado.
- E você sente falta do parque e de casa ou do seu ex-namorado? - quis saber.
- De casa, do parque, da minha família. - respondeu. - E não sinto nem um pouco de saudades dele, já esqueci e foi passado.
- Olha Maggie, amor juvenil. - e ouviram uma senhora cochichar para a outra sentadas num banco perto deles.
- Que casalzinho mais adorável. - A outra senhora disse também. e riram, então o garoto passou a mão pelos ombros de .
- O que você está fazendo? - perguntou sussurrando.
- Não vamos desapontar as velhinhas, elas não sabem o que é namorar a muito tempo. - brincou e riu balançando a cabeça.
- Ei, Simba. - se abaixou e pegou um graveto. - Vai pegar. - E tacou.
Simba soltou da coleira e saiu correndo atrás do graveto. deu um tapa em .
- O que eu fiz? - Ele disse incrédulo.
- Ele é pequeno ainda , não pode sair correndo sozinho. - E correu atrás do cachorro.
- Nossa! Que drama. - murmurou e correu seguindo .
pegou o cachorrinho no colo e começou a falar com ele quando chegou.
- Vamos almoçar? - ofereceu apoiando as mãos nos joelhos para respirar.
- Mas a gente acabou de tomar café. - lembrou.
- É nada, já são quase 1 hora. - falou checando o relógio.
- Tá, vamos deixar o Simba em casa e vamos almoçar. - afirmou pondo o cachorro no chão novamente.
Então foram almoçar no shopping bem no centro de Londres e dar uma volta por lá. Depois de almoçar, estavam andando pelo shopping quando a música tema de Star Wars começou a tocar.
- Ai, meu celular. - disse pegando o celular na bolsa.
- A musiquinha do seu celular é o tema de Star Wars? - perguntou estranhando e viu confirmar com a cabeça.
- Alô?
- Amiga, é a tudo bom? - ouviu a voz de no celular.
- Tudo e aí? - perguntou sorridente.
- Também, o que tá fazendo? - continuou.
- Passeando no shopping com o . - respondeu.
- Com o ? Nossa então deixa eu parar de ser estraga prazeres. - brincou.
- Que estraga prazeres, o que você quer?
- Só queria saber como você tá, mas to vendo que tá muito bem. - brincou novamente.
- É eu estou ótima, e aposto que você também com essas férias pra ficar com seu namorado. - disse.
- Claro, amiga. - falou. - Então tchau, porque eu to sentindo cheiro de queimado e provavelmente o deve ter queimado as pipocas, beijo.
- Beijo. - E desligou.
- Star Wars? - continuava incrédulo.
- É, o meu preferido é o império contra-ataca e o seu? - encarou ele.
- Meninas nunca gostam de Star Wars. - falou.
- Não vai dar uma de , . - levantou a mão. - Eu gosto de provavelmente todos filmes de ficçã..
- ! - Os dois pararam ao ouvir uma voz ao lado deles chamando a garota. se virou e arregalou os olhos, porque ele estava ali?
- Hmm.. Oi, Gary. - suspirou fundo e falou.
- Nossa quanto tempo.. - O tal Gary começou a falar. - E quem é esse? Seu namorado?
- Não, não é meu namorado.. É o , esse é o Gary meu ex-namorado de Cardiff. - E os dois apertaram as mãos. - O que você está fazendo em Londres?
- Passando as férias de verão, sabe. - Gary contou. - E.. eu estou noivo.
- Ah é? Que bom pra você. - tentou um sorriso. - Quando vai ser o casamento?
- Logo, vai ser em Cardiff.. Se você quiser ir é só me ligar. - via que Gary tinha um sorriso muito irônico no rosto.
- Tudo bem, foi bom te ver.. Até mais. - disse e acenou.
- Que cara idiota, posso bater nele? - perguntou depois de se afastarem de Gary.
Andaram, passearam até a noite cair. Resolveram então dar uma volta no centro para encerrar o dia.
- Você tem sido um ótimo amigo, . - falou encarando ele enquanto sorria. sem entender muito apenas sorriu também. - É sério, tudo isso.. - E fez um sinal como se abrangesse tudo. - É tão especial.
- Você merece. - Foi a única coisa que conseguiu dizer. - Quer ir embora? Aposto como está cansada.
- Ah é, vamos. - E andou um pouco, mas depois se virou e deu um abraço apertado em . - Vamos.

Capítulo 5

Já haviam passado semanas bem sufocadas de trabalho pra todo mundo, e o ultimo domingo de julho que finalmente conseguiu encontrar .
- ONTEM? - praticamente abriu seus pulmões de tanto gritar.
- É, me pediu em casamento ontem. - respondeu toda feliz.
- Mas , você tem..
- 22 anos e qual o problema? - disse rápido enquanto andava rápido também e ao seu lado estava muito nervosa.
- Por favor alienígenas devolvam a verdadeira e peguem esse clone que vocês deixaram. - fez voz de súplica enquanto erguia as mãos para o céu. - Você não pode se casar com ele.
- Porque não? Eu sei que você tem todo esse problema com o desde o dia que conheceu ele, mas eu não posso fazer nada amiga, sinto muito. - olhou pra ela com cara de quem pedia desculpas e depois virou-se continuando a andar.
- Você está com ele a o quê? Um mês?.. Tem certeza de que ele te ama? - pegou qualquer argumento.
- Claro que ele me ama, e eu amo ele também. - afirmou.
- Como você pode amar ele? Ele é estranho, grosso, insensível.. - disparou a insultar o menino. - Ah , sabia que ia te achar aqui. - disse segurando a mão do garoto quando entraram em uma cafeteria que pegaram o costume de ir.
- Eu sou tão previsível assim? - perguntou estranhando.
- Não é isso, você já sabe da última? A vai se casar com o idiota do , diz pra ela que ela está fazendo a maior bobeira da vida dela? - continuou segurando a mão dele enquanto o encarava.
- Bom.. O pode ser um anormal, mas é meu amigo e a também é, se meus dois amigos vão se casar está bom pra mim. - falou.
- Muito obrigada. - disse ironicamente, enquanto anotava mentalmente que queria matar .
Antes de responder, o celular de tocou uma música muito estranha.
- Atende isso pelo bem dos meus tímpanos. - pediu.
- Oi amor. - atendeu com um sorriso largo e fingiu vomitar. - Aqui no Express, quer vir pra cá? - E começou a fazer gestos exagerados de negação. - To esperando então, beijo. - E desligou.
- Porquê? - fez um olhar cansado para que não sabia o que dizer. Não conseguia gostar de , logo quando o viu sentiu que ele não era uma pessoa que se deva confraternizar e logo concluiu que estava certa quando conheceu ele um pouco melhor, sempre querendo se fazer de engraçadinho, era insensível, grosso, ignorante e mais cinqüenta outras coisas.. Não entendia como podia gostar dele, e agora se casar.
Completamente mergulhada em seus pensamentos retrospectivos e não prestando atenção em nada de que e conversavam, foi o tempo para que chegasse.
levantou a cabeça dando um beijo no garoto.
- Onde você estava?
- No estúdio, compondo algumas coisas. - respondeu sentando-se na cadeira do lado de . - E por falar, você precisa ir lá amanhã .
estava ignorando completamente a presença de ali, típica coisa dele e a garota não estava nem ligando.
- Pra que? - franziu a testa.
- Não gostaram de algumas coisas em uma música. - disse e se encostou no ombro dele. virou-se para à sua frente que brincava com o açúcar.
- E aí filhinha de papai, a te contou? - a encarou e depois recebeu um tapa de .
- Infelizmente. - deu um risinho irônico. - E ela sabe que eu sou totalmente contra.
- Vai ter que dizer isso quando o padre perguntar. - jogou açúcar nela.
- pára com isso! - falou brava com ele.
- O que? Eu não estou fazendo nada! - Disse em tom cínico. Ai homens nunca fazem nada, incrível!
- E quando vai ser o noivado? - perguntou agora sorrindo.
- A gente ainda não discutiu isso né sweety? - olhou pra ele.
- Daqui duas semanas, . - pensou um pouco e depois concluiu.
- Ótimo. - sorriu animada e beijou ele.
- Então, vocês deviam fazer lá em casa. - comentou. olhou incrédula para ela e soltou uma gargalhada.
- Quando foi que você virou a boa samaritana? - ironizou.
- Eu estou fazendo isso pela minha amiga, é o que ela quer? Tudo bem, eu compreendo. - afirmou. sentiu uma felicidade que a fez sair da cadeira e abraçar a amiga.
- Que bom que você parou com essa besteira, . - até gritou.
- Lembre-se, estou fazendo isso por você. - Deu ênfase na palavra você mirando o olhar em .
- Para os vagabundos que ficam, to indo. - se pronunciou levantando da cadeira.
- E eu vou com você, preciso pegar o Simba no veterinário. - acompanhou .
- Você ama tanto aquele saco de pulgas, seu namorado não é? - zombou entrando na frente de .
- Podia até ser, porque ele é bem melhor que você. - apontou pra ele. - Agora saia da minha frente. - Ela empurrou para o lado, que levantou os braços num sinal de "uh, pode passar"

chegou em casa, estressada. Primeiro o casamento de , depois e pra melhorar tinham colocado um xampu em Simba que tinha dado alergia.
- Simba vem comer, pelo menos você esquece a coceira. - o chamou indo até a área e virando um pouco de ração na tigela. Ele correu até lá e lambeu a mão dela depois voltou sua cara para a comida.
Deixou ele descansar e foi tomar um banho pra depois continuar seu projeto. Não ia ter cabeça para escrever nada, mas no dia seguinte era segunda-feira e ela precisava entregar aquilo.
Estava praticamente dormindo em cima daquela papelada quando seu celular tocou, olhou no relógio pregado e já passava da meia noite. Quem estaria ligando a essa hora? Mas descobriu logo que olhou pro visor escrito ""
- Sabe que horas são? - atendeu o telefone.
- Sei, mas eu estou nervosa amiga. - disse e parecia que estava comendo alguma coisa.
- O que você está comendo? - franziu a testa.
- Chocolate, sempre me acalma. - respondeu ainda mastigando o chocolate.
- Então, porque está nervosa? - deitou a cabeça na mesa visivelmente cansada.
- Hmm.. - murmurou, continuava mastigando.
- Fala logo que eu não sou a Oprah. - falou alto.
- Tá bem.. É, meu casamento. - desabafou.
- O que tem ele?
- Eu estou nervosa, e se der alguma coisa errada? E se eu achar que realmente amo o mas depois que a gente for morar junto e virar uma família tudo vai ser diferente? E meus pais? Eu nem dei a notícia pra eles. - E deu mais uma mordida no chocolate falando tudo embolado e rápido.
- A única coisa errada nisso tudo é você não ter miolos nessa sua cabecinha e querer se casar com o .. ele não é homem pra se casar e já nem é pra namorar, arrogante do jeito que é, eu não suportaria. - falou brava.
- Você não conhece o , não sabe o como ele é legal. - disse com uma voz mansinha.
- Eu posso até não conhecer ele direito, mas sei como são homens como ele.. Eu tive um namorado igual a ele, o Gary.. Achava que podia ser metido a engraçadinho com todo mundo que estava tudo bem, era arrogante e grosso até comigo.. E desse tipo de pessoa eu quero distância agora, prometi a mim mesma que não ia me apaixonar por ninguém até ter certeza do que eu queria. - foi contando a .
- Mas eu sou apaixonada pelo , desde quando bati os olhos nele. - continuou com aquela vozinha de pena.
- Será que é mesmo? Você pode achar que é apaixonada por ele, que tudo é lindo e na verdade você está cega pelas falsidades dele.
- Ai , não sei.. Acho que vou numa cartomante. - falou e riu depois com .
- Ótima solução. - disse sarcástica. - Bom, eu não quero ser responsável por nenhuma escolha sua amiga, eu só estou tentando te ajudar como você vem feito desde que eu cheguei em Londres.
- Owwwnn.. obrigada, só de ser minha amiga já é a melhor ajuda. - disse e parecia estar sorrindo. - Eu acho que vou deitar, sempre penso melhor quando estou deitada.
- Ok, até mais então. - se despediu.
- Até, beijo. - E desligou.

O telefone tocou e podia jurar que não era nem sete horas da manhã ainda. Tateou até a escrivaninha onde ficava o telefone e atendeu. Assustou ao ouvir a voz de seu chefe, mas se acalmou quando ele disse rápido que ela não precisaria ir ao trabalho hoje porque ele teria uma reunião muito importante e estava dispensando todos os funcionários. Desligou e voltou a dormir tranqüilamente sabendo que não tinha trabalho naquela dia.
dormiu até as 10 e não conseguiu mais ficar na cama, então levantou e foi tomar café. Enquanto tomava uma xícara de café e lia o jornal teve uma idéia, uma ótima idéia por sinal. Iria esperar até depois do almoço para executar sua idéia.
A hora havia chegado, pegou um táxi e lembrou bem onde era a rua. O táxi estacionou e ela desceu, tocou a campainha e esperou.
- O que é dessa ve.. - visivelmente bravo foi abrindo a porta quando deu de cara com com os braços cruzados e um sorriso no canto da boca. - ?
- É, posso entrar? - perguntou levantando uma sobrancelha.
- A não está aqui. - disse.
- Eu não vim falar com a , vim falar com você. - E apontou pra ele. - Então, posso entrar?
abriu mais a porta dando espaço para ela entrar. Coçou a cabeça, não estava entendendo nada. entrou olhando tudo, era uma casa muito bonita e até estava bem arrumada pra caras como o , provavelmente pagava uma empregada.
- O que quer? - ficou de frente para .
- Qual é a sua hein? - olhou profundamente pra ele. Iria encurralar ele, fazer ele confessar porque do nada havia pedido em casamento porque tinha certeza que amor não era.
- Como assim? - franziu a testa.
- Não se faça de cínico, porque pediu a em casamento? - continuou imóvel, encarando fundo nos olhos.. aquele olhar dela o deixava confuso.
- Porque é isso que as pessoas fazem quando elas se gostam. - falou como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo e só não entendia. Mas a garota riu sarcástica.
- Deve ter sido o que disse pra você fazer isso. - continuou sarcástica.
- O que tem o a ver com isso?
- Não foi ele que teve que abrir seus olhos pra ver o quanto a era atenciosa com você? Porque você só olha para seu próprio umbigo! - deu ênfase em "umbigo".
- Isso não tem nada a ver.. - passou as mãos no cabelo. - Eu.. eu gosto da . - Disse por fim.
- Não do jeito que ela gosta de você! - aumentou o tom de voz.
- Afinal o que você tem a ver com isso? - começou andar em volta da cadeira da sala. Não conseguia ficar olhando para os olhos dela.
- O que eu tenho a ver com isso? A é minha amiga, me ajudou o tempo todo.. - ia dizendo mais interrompeu.
- Claro, você é filhinha-de-papai não sabe fazer nada sozinha. - Teve que inventar qualquer coisa para atingi-la
- Sou mesmo, e é graças a eu ser filhinha-de-papai que eu encontrei a , e não quero que ela sofra por sua causa. - apontou na cara dele.
- Olha, porque você não PÁRA de se meter? - parou de andar e ficou a menos de quinze centímetros de . Ela estava ofegante, ele podia ouvir o coração dela acelerado. - Não.. não consegue cuidar da sua própria vida? Deve ser por isso que não arranja namorado. - inventou qualquer coisa novamente.
- Eu não sou como você que quer se aproveitar dos outros, que engana as pessoas com falsidades para elas acharem que você está apaixonado por elas assim como elas estão por você. - gritou. - Eu to perdendo meu tempo aqui, você não tem concerto.. Espero que a enxergue isso a tempo. - E bateu a porta da casa dele.

Capítulo 6

havia pedido para reservar o final de semana para ir com ela e até a casa dos seus pais e poder dar a notícia, porque estava nervosa com o que eles iriam pensar e poderia dar uma força.
E assim a semana passou até chegar o sábado. estava no carro dele levando as duas até a casa dos pais de , que era bem afastada do centro da cidade onde tudo parecia ser mais calmo e tranqüilo. pensou que os pais de eram um casal de velhinhos do tipo anti-tecnologia.
- Ai amiga, eu estou nervosa. - pegou na mão de enquanto tocava a campinha.
- Ei, quem tem que acalmar a minha namorada sou eu. - disse puxando para si e apenas rolou os olhos.
- ? - A mãe de apareceu na porta. Era bem arrumada e tão bonita quanto a filha, e não tinha nada de velha. - Filha, você não dos disse que viria.
- É, mãe.. - puxou para trás dela. - Viemos fazer uma visita surpresa. - E sorriu amarelo.
- Claro, entrem. - A mãe abriu a porta para dar espaço. - E olá, .
- Oi, senhora . - cumprimentou meio nervoso.
- O que é isso de senhora, é Elizabeth.. - Ela não parecia ter notado a presença de ali ainda. - E quem é você?
- Eu.. - ia dizer quando interrompeu.
- Ah mãe, essa é a . - E puxou pra perto de si que cumprimentou sua mãe. - Ela é de Cardiff acredita?
- Uma galesa? Que prazer. - Elizabeth disse segurando pelos ombros. - nunca me falou de você.
- É porque nos conhecemos a um mês mais ou menos. - contou. - E ela me ajudou muito a me adaptar.
- É meu orgulho essa menina. - E ela puxou para si.
- Onde está o papai? - perguntou indo se sentar com .
- Ah ele está lá em cima vendo um torneio de golf, vou chamá-lo. - Ela fez sinal de que eles esperassem e subiu as escadas.
- Nem pense em falar nada de golf com o papai. - disse beijando na bochecha.
- Depois eu falo que você manda muito em mim e você diz que não, seu pai me adora. - falou se espreguiçando e pondo os pés em cima da mesinha. viu aquela cena e balançou a cabeça olhando .
- Tira o pé daí. - bateu no pé de quando sua mãe voltava e agora seu pai junto. - Papai. - Ela foi ao encontro do pai para abraçá-lo.
- E o que traz vocês aqui para interromperem meu campeonato de golf? - O pai de brincou.
- Robert! - Elizabeth ralhou com o marido.
- Eu estou só brincando querida, vamos digam. - E ele fez força para se sentar.
- Porque acha que a gente veio aqui só pra dizer alguma coisa, papai? - perguntou.
- Porque você só vem aqui quando quer nos dizer alguma coisa. - O pai respondeu.
- Ok, eu digo . - se pronunciou. - Como vai senhor ? E as partidas de golf? Precisamos marcar mais algumas.
- Desculpe meu rapaz, mas você não tem o talento que o golf pede. - Robert respondeu negando com a cabeça e abafou uma risadinha que só percebeu e olhou pra ela com uma cara de "que engraçadinha"
- , não complica as coisas. - deu um empurrãozinho nele. - É o seguinte.. Mãe, pai, eu e o vamos nos casar.
- O quê? - O pai de exclamou.
- Que ótimo querida. - A mãe dela tentou amenizar. - Mas vocês são tão novos.. Tem tanto pra viver.
- Mas a gente se ama mãe. - abraçou .
- Se é isso que você quer, por nós está tudo bem.. não é Robert? - Elizabeth deu um cutucão no marido.
- Desde que vocês entendam que vida de casado é totalmente diferente da vida de namorado. - Robert disse.
- Nós sabemos, senhor e sabemos também que se depender de mim nada vai mudar em relação a nós dois. - afirmou e murmurou um "ah com certeza" que só ele ouviu, porque estava prestando atenção nela mais do que em todo mundo.
- E o noivado? Vai ser logo? Porque o casamento tem que ser no mínimo no final do ano. - Elizabeth disse.
- O noivado nós já combinamos que vai ser lá em casa. - se pronunciou pela primeira vez.
- Que ótimo, . - A mãe de falou. - Então que comecem os preparativos.
- E eu vou voltar para minha partida de golf. - Robert falou e se virou para subir as escadas.
- Vamos tomar um lanche? - Elizabeth ofereceu. - Eu acabei de fazer biscoitos.
Na volta, deixou em casa e ela resolveu que ia descansar porque estava dormindo pouco nos últimos dias.
Foi acordar com seu telefone tocando e praticamente 8 horas da noite.
- Alô? - Ela atendeu com voz embargada.
- , é o .. Você precisa vir pra cá agora! - Ele falou muito rápido.
- Mas porque, ? Eu.. eu acabei de acordar. - bocejou.
- Não importa porque, só preciso que você venha pra minha casa imediatamente. - continuou falando rápido o que fez se desesperar. O que tinha acontecido com ele, afinal?
- Tá bom, eu já estou indo então. - E desligou o telefone indo correndo colocar a primeira roupa que havia visto na frente: uma blusa branca três quartos e saia preta.
Chamou um táxi e pediu que ele fosse bem rápido até a rua onde morava. Desceu do carro apressada e tocou a campainha. Esperou.. Dois minutos haviam se passado e nada, então tocou mais uma vez mais forte e nada, tocou a última vez e então pôs a mão na maçaneta e girou, a porta estava aberta. Quando abriu estava tudo escuro.
- eu vim o mais rápido que.. - começou mas notou o quão escuro a casa estava. - ?
viu duas velas serem acesas junto com uma luz fraca da sala de jantar deixando o ambiente totalmente romântico e quando desviou o olhar das velas viu a figura de de avental terminando de acender as velas.
- . - disse sem saber o que pensar. Ele não existia. - Você me preocupou, sabia?
- Sabia que você ia se preocupar comigo. - respondeu convencido. - Senta. - E entrou para a cozinha.
olhou tudo, havia uma rosa num vasinho no centro da mesa e duas velas entre a flor. Dois pratos colocados um de frente para o outro e seus talheres e uma garrafa de vinho. Escolheu um lugar e sentou.
- Que cheiro bom. - Comentou para . Nisso ele veio trazendo macarronada.
- Vo a lá. - colocou a travessa na mesa e tirou o avental. Estava lindo com uma camisa rosa claro e calça jeans.
- Você que fez? - perguntou olhando dentro da travessa.
- Se estiver bom foi, se não eu posso ter encomendado. - falou se sentando em frente a ela.
- E pra que o avental? - franziu a testa.
- Pra ser mais convincente. - respondeu óbvio e pegou as taças de vinho servindo.
- Eu ainda não entendi a onde você quis chegar com tudo isso. - disse pegando o copo.
- Eu resolvi fazer um jantar e te chamar, mas queria que fosse surpresa. - Contou.
- Ai , você não existe sabia? - falou rindo. - Mas pra falar a verdade isso tá parecendo mais um jantar romântico, só tá faltando a sua cama cheia de flores.
- Não, não tá faltando. - falou como se fosse a coisa mais normal do mundo e viu arregalar os olhos.
- Tá falando sério? - perguntou enquanto servia os pratos.
- Se quiser ir lá ver. - respondeu rindo e entregou o prato pra ela. - Vê se eu já posso casar.
enrolou o macarrão no garfo e provou, não podia negar que estava muito bom.
- Foi você que fez mesmo? - Perguntou tomando um gole de vinho.
- Tive uma ajuda da minha mãe, liguei pra ela e ela me disse como fazer. - revelou.
- Fala pra sua mãe me dar a receita. - disse comendo mais um pouco. Eles jantaram, beberam vinho e conversaram por um bom tempo até que resolveram se levantar da mesa.
- E o que tem de sobremesa? - perguntou encarando .
- Sobre..mesa? - pareceu nervoso.
- Você não fez nenhuma sobremesa? - pôs as mãos na cintura e fez um cara de indignação.
- Nem lembrei. - bateu a mão na testa.
- Tem leite condensado, manteiga e chocolate em pó aí? - perguntou indo para a cozinha.
- Deve ter aí na dispensa. - apontou pra uma porta no fundo da cozinha e voltou com uma lata de leite condensado, manteiga e chocolate em pó. - O que você vai fazer?
- Brigadeiro de panela, receita brasileira. - respondeu pegando uma panela num armário. - Agora sai da cozinha, não dá pra fazer nada com alguém te olhando. - E empurrou para a sala. levantou os ombros quando ela saiu e foi até o rádio que ficava na sala e procurou um cd do Beatles ali. Colocou um e foi mudando até I Need You começar a tocar.
"You don't realize how much I need you, love you all the time, never leave you.. Please come on back to me, I'm lonely as can be, I need you..."
- Nada como Beatles. - gritou da cozinha e foi até lá.
- "Said you had a thing or two to tell me, how was I to know you would, upset me.." - cantou ao lado de .
- "I didn't realize as I looked in your eyes, you told me." - também cantou olhando . - Vem, vou te ensinar a fazer o melhor brigadeiro de panela. - E empurrou na sua frente. - Segura a colher.. - Pegou na mão de fazendo ele segurar na colher. - E mexe.. , é pra mexer. - Ela ralhou. Mas pensava em outra coisa, em como ela tinha um cheiro bom e o quanto a respiração dela estava compassada e nervosa.
- Ah.. - começou a mexer.
- Mexe só um pouco e depois deixa cozinhar. - falou lavando as mãos.
Depois do brigadeiro pronto, cada um pegou uma colher de sopa e encheu de brigadeiro para comer na sala.
- O gostoso de comer brigadeiro é na colher. - comentou sentando no sofá e vendo sentar ao seu lado com o rosto virado para o outro lado. - ? Tá ruim? E recebeu um dedada de chocolate no nariz.
- Péra, péra.. mas um aqui. - passou o dedo em uma bochecha dela, com tentando afastar a mão dele. - E outra aqui. - E passou na outra bochecha.
- você me paga! - pegou um pouco de chocolate e com muito esforço, por segurar sua mão, passou na testa dele.
- Quase que você suja meu cabelo. - falou bravo passando a mão no cabelo.
- Ui, meu cabelo tá sujo. - brincou rindo e avançou pra cima dela com o dedo coberto de chocolate. na tentativa de se desvencilhar de caiu do sofá e caiu junto em cima dela. pôs as duas mãos, uma de cada lado da garota, encurralando-a.
- Agora você não escapa. - disse sorrindo.
- , sai. - deu um empurrãozinho no peito dele, mas não se moveu. Ele abaixou seu rosto devagar até seu nariz tocar no de . Ela olhava fixo nos olhos dele e não tinha certeza se entregava-se ao momento ou se simplesmente virava o rosto. Respirou fundo e fechou os olhos levantando a cabeça um pouco e encostando seus lábios nos de que também, pego de surpresa, fechou os olhos involuntariamente. nem fizeram movimento algum, apenas prolongaram o beijo. Mas de repente pareceu acordar, abriu os olhos e o rosto de se transformou no de e começou a ver rindo dela enquanto ela chorava e dizia que amava ele. Afinal o que estava fazendo ali? Não tinha certeza do que queria, tinha prometido a si mesmo que não ia mais se machucar e agora estava ali beijando na casa dele.
- .. - empurrou ele com mais e força e se assustou e levantou. tratou de levantar o mais rápido possivel e pegar sua bolsa na mesa.
- Mas.. o que.. - murmurou algumas coisas. - .
- Não, .. não é certo. - correu até a porta e segurou a maçaneta.
- O que não é certo? Eu gosto de você, porque não seria certo? - E correu até ela.
- Nós somos só amigos, e eu quero que seja assim. - falou e virou-se de novo para a porta.
- Mas porque? - segurou no braço dela.
- Porque eu não quero ser mais que uma amiga pra você, . - se soltou do braço dele e girou a maçaneta. - É só isso que eu posso oferecer agora. - E saiu da casa. saiu atrás dela. já havia saído correndo. Ela olhou pra trás a tempo de ver passar a mão nos cabelos e depois enxugou uma lágrima que caía.
- "Acredite ou não, todo mundo tem coisas a esconder... - cantava baixinho uma música que sua mãe cantava pra ela. - Acredite ou não, todo mundo guarda a maioria das coisas em seu interior.. acredite ou não, todo mundo acredita em algo lá em cima. - Viu a estação de metrô e entrou ainda cantando. - Acredite ou não, todo mundo precisa se sentir amado, sentir-se amado..."

Capítulo 7

- Mãe? - disse ao telefone abraçando as pernas, quando já tinha chegado em casa.
- , filha.. O que aconteceu pra você ligar a essa hora? - A mãe de se assustou, provavelmente estava na cama.
- Eu quero ir embora. - afirmou enxugando uma lágrima. - Pra Cardiff.
- Mas filha, você já tem tudo aí.. como vai largar tudo que você conseguiu e voltar?
- Eu não consegui nada, eu nunca consigo nada sozinha mãe. - falou já brava.
- O que aconteceu? - A mãe perguntou preocupada.
- Primeiro o Gary me aparece em Londres dizendo que vai se casar, você sabia disso? - disse alto.
- Sabia, a mãe dele me contou.. Mas você me disse que tinha esquecido ele.
- Eu esqueci! - gritou novamente. - Mas pra que ele faz o favor de aparecer na minha frente? Todo cínico mostrando o anel de noivado. - Fungou.
- Querida, não liga pra isso..
- Eu não estou ligando mãe.. Depois a única amiga que eu tenho aqui vai se casar com um cara pior que o Gary, ela não enxerga!
- Você não pode se meter na vida dos outros, , se ela acha que é bom pra ela..
- Até a senhora? Eu não me meto na vida dos outros. - cruzou os braços. - E terceiro.. aiii mãe!
- O que vem em terceiro? - Ela perguntou anciosa.
- Um garoto que a me apresentou, ele.. ele é gentil, é romântico e até cozinha.. - riu ainda chorando.
- E o que você está esperando pra casar com ele? - A mãe dela brincou fazendo rir novamente.
- Eu não posso mãe, eu não quero me machucar de novo.. o Gary também era assim no começo, só que o ..
- o nome dele? Olha faz o que seu coração mandar, não vai voltar pra Cardiff por causa disso.. A hora que você achar que deve se apaixonar de novo vai e segue seu coração.. Só não deixa o esperando muito.
- É, obrigada mãe.. Eu precisa ouvir isso. - fungou de novo. - To morrendo de saudades.
- Todo mundo aqui está, sei pai então.. quer ir de qualquer jeito te visitar aí, logo que tiver tempo. - Ela sorriu.
- Ele está dormindo? Toda vez que ligo nunca consigo falar com ele.
- Está no vigésimo sono, amanhã é domingo e provavelmente ele vai ficar o dia em casa.. você pode ligar, ia alegrar o dia dele.
- Eu ligo, beijo mãe.
- Se cuida, beijo.

- Campainha infernal. - colocou o travesseiro em cima da cabeça ignorando a campainha que tocava descontroladamente, mas viu que a pessoa não ia desistir tão facil. - Aiiiii, já vou.
E abriu a porta dando de cara com de biquini e canga, e sem camisas e de shorts. Esfregou os olhos.
- Não tem piscina no prédio. - disse olhando pra eles confusa.
- A gente sabe. - entrou na frente de . - Viemos te pegar pra nadar na casa do .
- Nadar?
- É, , anda.. - empurrou ela. - Vou te ajudar a escolher o biquini.. E vocês dois comportem-se sentados aí. - ordenou.
- O vai? - perguntou sentando na cama e vendo abrir suas gavetas.
- Huuuuum, tô sentindo o amor no ar. - falou pegando um biquini. - Esse, toma.
- Não, é feio. - tacou o biquini de novo pra . - Ele deve estar bravo comigo. - encarou o chão.
- Porque? O que aconteceu que eu não to sabendo? - pôs as mãos na cintura.
- Ele fez um jantar e me chamou pra ir na casa dele, então nós.. nós..
- Vocês? - incentivou.
- Nos beijamos. - desabafou e viu arregalar os olhos. - Mas não foi um beijo, foi um selinho prolongado.
- Ah que que isso, você com o na casa dele e fica dando selinho? - saiu do lado de . - Coloca esse biquini logo.
- Eu não quero me apaixonar agora, .. Eu já sofri demais por causa do Gary e não quero sofrer de novo. - disse entrando dentro do banheiro.
- E quem disse que você vai sofrer? Sua pessimista. - gritou.
- Eu não posso, o é um ótimo amigo e é assim que vai ser. - falou saindo do banheiro já de biquini. - Ai, preciso entrar em uma academia.
- É claro que precisa. - disse sarcástica e foi entregando roupa pra ela, que vestiu. As duas voltaram pra sala. - Campeonato inglês de novo? - entrou na frente da TV dos garotos. - Vocês já sabem quem vai ganhar mesmo.
- Mas a gente não cansa. - afirmou. - E vai falar que você não assiste com a gente pra ver o David Beckham?
- É claro, o que mais interessa? - deu de ombros. - Eu sei que ele vai largar a Vitória um dia e vir pra mim.
- Não fale isso amiga, você é comprometida.. já eu.. - brincou saindo de casa com e os garotos.
- Enquanto o David Beckham não vem que tal o ? - estendeu o braço para .
- Depois dessa oferta, nem que o David Beckham apareça só de cueca na minha frente eu aceito ele. - falou sarcástica.
- Engraçadinha. - rolou os olhos vendo rir.
dirigiu até a casa de , com ao seu lado e as meninas atrás.

- Fala. - encarou que estava com ele no quintal esperando os outros.
- Falar o quê? - não entendeu e entrou dentro da casa de .
- O que aconteceu, porque você não tá assim por nada. - foi atrás de que tomava água.
- É, realmente eu to assim por nada, AH a não ser pelo fato que a me odeia e eu não sei o motivo. - respondeu tudo muito rápido e muito irônico.
- E você vai querer entender ela? - perguntou. - O que você fez pra ela?
- Esse é o problema, não fiz nada.. - parou. - demais. - Completou.
- Então você fez alguma coisa. - apontou pra ele.
- Não, não fiz.. A única coisa que eu fiz foi tentar mostrar que gostava dela, mas ela começou a falar que a gente só poderia ser amigos e nada mais. - resumiu.
ficou olhando por um momento para . Então ele estava gostando dela? Como ele conseguia? era no minimo insuportável demais, metida demais para se gostar. Mas alguma coisa dentro dele se manifestava, ele só não sabia o que era.
- Então finge que você não gosta. - deu de ombros se virando pra abrir a geladeira. - Mulheres são assim, quando elas tem o cara comendo na mão, elas não querem e quando não tem, elas correm atrás.
- Isso não é verdade. - balançou a cabeça.
- É claro que é! - afirmou rapidamente. - Finja que nada aconteceu, não dê gelo, não fique bravo, só continue como se nada tivesse acontecido.. Aí caro ela vai perceber que você não gosta realmente dela porque não está tentando mais nada e vai correr pra você.
- , isso é vida real.. não um seriado! - lembrou.
- Eu sei disso, a vida real é assim.. Faz o que eu to te dizendo. - falou e saiu, ouvindo o barulho de pessoas chegando.
foi a primeira a entrar na casa e já estava pronta para correr e abraçar , mas viu um vulto entrar na sua frente e logo em seguida pular em cima de que chegava perto deles.
- , sai de cima de mim.. Você está sem camisa. - gritava.
- Nada como um montinho logo de manhã. - falou saindo de cima de .
- Muito obrigada , por cortar meu barato. - disse chegando perto deles e dando um beijo em .
já ia direito para o cooler que estava perto da churrasqueira e pegava um pouco de gelo e esfregava em si mesmo.
- Tá quente aqui não? - Perguntou olhando os amigos que tinham uma cara de "o que você está fazendo ?"
estava parada olhando pros lados, certificando-se que não estava ali. Ia suspirar aliviada quando escutou uma voz conhecida atrás de si.
- Hey. - falou e quando ela se virou ele acenou. congelou. O que ia fazer agora? Não tinha coragem de olhar pra ele, não tão fundo quanto ele olhava pra ela.
- Oi. - disse sem muita certeza que sua voz iria sair. - , eu..
chegou mais perto dela e pegou em sua mão acariciando. não sabia o que fazer, não queria estragar a amizade, não queria ficar com ainda..
E de repente um jato de água foi lançado em seu rosto, molhando sua blusa e seu cabelo.
- Guarda isso, . - gritou com o garoto que acabara de jogar água em com uma arminha d'água.
- E aí, ? Refrescou? - falou pra ela que sacudia sua blusa. olhou para ele que ria sem parar. Andou até lá pisando forte, pegou bruscamente a arminha da mão dele e jogou um jato de água no rosto de .
- Agora está bem mais refrescante. - Ela disse tacando a arminha em com força.
- O que.. Ai você me paga garota. - gritou enquanto levantava uma sobrancelha. De repente a única coisa que viu foi as mãos de pegarem suas pernas e a erguerem, enquanto mandava ele soltar e e riam.
- Me solta seu idiota.. O que você está fazendo? - batia nas costas de que levava ela em direção a piscina.
- Isso. - E tacou dentro da piscina de roupa e tudo.
- Você tem problema mental? - gritou quando emergiu.
- Prefiro ter problema mental do que ser tão metida como você. - falou.
- Tá bom, .. desculpa por aquilo. - disse olhando pra ele com uma cara de que realmente sentia muito.
- Porque você está me pedindo desculpas? Foi eu quem começou tudo. - levantou os ombros e depois percebeu que tinha acabado de admitir que tinha começado tudo. Tinha admitido alguma coisa pela primeira vez na vida, já era uma vitória para .
- Ah esquece, ok? - Ela estendeu a mão para ele apertar. Devagar foi chegando a mão dele perto da de e quando segurou, ela o puxou pra dentro da piscina. , e correram pra borda da piscina a tempo de segurar .
- Você.. me.. paga. - dizia enquanto era segurado por e .
- Você é muito vulnerável. - disse e subiu a escadinha pra fora da piscina. chegou com duas toalhas.
- Vocês dois. - apontou para e que se enxugavam. - Tem problemas mentais.
- O único problema aqui.. - falou. - É ela.
- É claro, você nunca faz nada. - disse irônica fazendo movimentos exagerados.
- Tirem essas roupas molhadas. - interviu.
Enquanto e pulavam na piscina e e conversavam, puxou .
- Eu te falei pra fingir que nada aconteceu, mas nããão, você fica todo meloso. - deu um tapa no ombro de .
- Era incenação, man! - exclamou. - Não precisava ter tacado água na menina.
- Então vai lá e fala pra ela. - mandou. Espera, porquê estava ajudando ? Porque estava ajudando a conquistar ? Devia estar ficando maluco.
- Sobrei. - disse rindo quando chegou perto de , e ela olhou feio para que foi abraçar .
- Como você conseguiu ter esse poder sobre o ? - inventou qualquer assunto e o olhou estranhando.
- , eu acho melhor..
- A gente pular na piscina? De acordo. - terminou por ela.
- Mas...
- .. - chegou perto dela que encarou ele. - Você não disse que só pode me oferecer amizade? Então, é isso que nós vamos continuar ser.
- A gente não devia ter feito aquilo.. - olhou o chão.
- Pára de se preocupar. - pôs a mão no ombro nu dela. - Amigos, certo?
- Amigos. - sorriu apertando a mão de .
Parecia que tinha tirado um peso de cima de suas costas, tinha entendido ela, tinha entendido que ela não queria agora e estava só tentando fingir que nada tinha acontecido! Além de tudo, era compreensivel.

- Parem de ficar torrando no sol. - gritou umas horas depois de dentro da piscina. levantou o óculos e se apoiou nos braços.
- Londres quase nunca faz sol desses, você quer que eu não me bronzeie?
Os garotos olharam para que fez uma cara de "é verdade" e as duas deitaram de novo.
olhou pros outros e eles balançaram a cabeça como se tivessem entendido o que ele estava pensando. Saíram de fininho da piscina e foram até as garotas.
- No três. - falou. - Um.. dois... TRÊS.
pegou a espreguiçadeira de junto com e e fizeram a mesma coisa com a de . As duas acordaram num susto e começaram a protestar até que foram jogadas dentro da piscina e os meninos pularam junto.
- Eu tinha acabado de passar bronzeador. - choramingou para .
- Ótimo, agora nunca vou poder competir com as mulheres brasileiras.. todas bronzeadas! - cruzou os braços.
- Você é melhor que qualquer uma brasileira. - abraçou ela e beijou sua bochecha.
- É porque você nunca foi pro Brasil. - falou brincando e cerrou os olhos para ele. - Brincadeira, brincadeira.
Enquanto isso cochichava alguma coisa com , estavam planejando alguma coisa.
saiu da piscina e os dois foram atrás.
- Vai , bobinho. - empurrou para frente dele enquanto , rindo, ia do outro lado com uma bola.
- Eu não sou o bobinho. - falou irônico.
- Tem razão, você sempre foi. - disse enquanto fingia tacar a bola pelos lados. foi pra perto dela e tentou pegar a bola. - Hã.. Hã.. - E tacou por cima da cabeça dele para que agarrou.
- Nossa , não conseguiu vencer uma mulher? Que coisa feia pra um MACHO como você. - falou zoando ele.
- Cala a boca garota. - levantou o dedo.
- E quem você pensa que é pra me mandar calar a boca? - chegou perto dele. segurava a bola sem entender nada.
- Eu sou homem. - encarou ela também. sentiu a raiva subir a cabeça.
- Só pelo que você tem.. - chegou bem pertinho de . - ENTRE AS PERNAS! - E deu um chute nas partes íntimas de , que levou as mãos lá morrendo de dor. fez uma cara de vitoriosa enquanto ria de se contorcendo. Ele correu pra dentro de casa para que nem nem os outros vissem que ela tinha acabado de levar um chute lá por uma garota e o pior... TINHA DOÍDO MUITO!

Capítulo 8

- Cara deve ter doído muito. - falou empoleirado no banco do motorista. Estavam os quatro no carro, na porta da casa da esperando as duas se trocarem e eles poderem ir em uma boate.
- O grande não é tão grande assim. - brincou e e riram.
- Quer parar de falar nisso? - virou para que levantou as mãos.
- Não sei como você consegue não gostar da . - falou.
- , você já perdeu. - disse. - O foi mais rápido.
- Esse é meu garoto. - deu um tapa nas costas de . - E como foi?
- E eu achando que a era muita areia pro . - balançou a cabeça.
- A gente não fez nada. - se defendeu e viu a cara de desapontamento de e . - Só nos beijamos rápido.
- É claro, ela tem o nariz empinado demais pra querer qualquer coisa com você. - disse dando de ombros.
- Eu não acho a .. - começou mas a porta do lado dele foi aberta pela própria.
- Ouvi meu nome. - Ela falou entrando atrás e na frente com .
- É, o aqui estava acabando de dizer que é um nome lindo. - falou olhando pra ela meio nervoso por inventar qualquer coisa na hora.
- Ah, obrigada . - sorriu pra ele.
- Vamos então? - olhou para que acelerou e saiu.
tinha dado a idéia de ir em uma boate e logo tinha escolhido em qual iam, mas ninguém conhecia o tal lugar. Então ele apenas dirigiu até lá.
Era uma casa grande e tinha um letreiro luminoso. Parecia normal. Eles desceram do carro e entram. O lugar estava lotado, muita gente dançando, bebendo, conversando e música muito alta.
- Legal né? - comentou olhando pra eles.
- Quando você vem aqui e eu não sei? - olhou desconfiada pra ele.
- Eu só vim aqui uma vez, babe.. com um amigo. - deu de ombros e os outros garotos olharam torto pra ele.
- Bom, eu to morrendo de sede.. o bar me espera. - falou.
- Vamos dançar? - pediu animada segurando as mãos de .
Ele beijou a bochecha dela e concordou com a cabeça, saindo.
- Quer dançar, ? - ofereceu a mão, e depois olhou para tentando conter o riso.
- Quem vê pensa que você é cavalheiro, . - soltou, parecendo com bastante ciúmes.
riu do jeito dele. - Vamos dançar, nós três ok? - E foi atrás deles empurrando-os para onde as pessoas dançavam.
"I'm telling you loosen up my buttons baby, but you keep fronting.. Saying what you going to do to me..."
- Vai , eu sei que você ama essa música. - empurrou ele rindo.
olhou cerrado para e depois virou-se para . Ela estava com a mão na frente da boca provavelmente tentando conter um riso.
-"But I ain't seen nothing..." - cantou fazendo uma voz histérica de mulher e puxou para dançar com ele.
Ela entrou na brincadeira e começou a cantar. - "You say you're a big boy, but I can't agree.. 'cause the love you said you had, ain't been put on me..."
bateu palmas, ela tinha uma voz boa. Então ele e ficaram de frente para ela, a encorajando a continuar cantando.
Ela riu balançando a cabeça e continuou. - "I wonder if I'm just too much for you.. Wonder.. If my kiss don't make you just.. Wonder.." - E rebolou um pouco, fazendo e baterem palmas. Eles começaram a rebolar e dançar como ela, enquanto ainda cantava.
"What I got next for you, what you want to do? Take a chance to recognize that this could be yours.. I can see, just like most guys that your game don't please"
e começaram a cantar com uma voz muito fina e histérica. - "Baby, can't you see? How these clothes are fitting on me!" E rebolaram descendo até o chão, o que faz gargalhar e continuaram. - "And the heat coming from this beat, I'm about to blow, I don't think you know..."
A música continuou tocando, mas eles resolveram ir sentar em umas poltronas que ficavam de frente pra pista.
- Eu.. não.. consigo.. parar de rir. - gaguejou ainda rindo.
-"I'm telling you loosen up my bottons baby!" - cantou pra ela que riu mais um pouco daquela voz que ele fazia.
- Eu vou me juntar ao , rebolar assim me deu sede. - disse e foi em direção ao bar.
- E eu vou no banheiro. - falou meio ofegante. - Minha maquiagem deve tá horrível!
- , eu sei, você sabe, que não tem como você ficar horrível. - olhou sorrindo pra ela.
- É uma necessidade feminina ir ao banheiro. - falou e então saiu para ir ao banheiro.

- ? - , que tinha acabado de deixar conversando com uns amigos que ela tinha encontrado, ouviu uma voz as suas costas e virou.
Era uma garota que devia ter uns 18 anos e usava uma roupa bem vulgar, não para a vista dele é claro.
- Oi. - falou chegando perto dela.
- Não posso acredi