Autobiografia dos Meus Melhores Três Meses
Cap. 1
Caro Senhor ,
Convido você para minha despedida de solteiro.
Faço questão da sua presença nesse momento tão especial pra mim! No dia 18 de Outubro às 21:30.
Um grande abraço;
Leví.
fecha o papel e ri.
-Agora ele se amarra.
~
-Que história é essa que você vai participar de uma despedida de solteiro, ?
-Por que não, Diego? Eu sou igual a qualquer garota aqui! Nem pior, nem melhor!
-Aí que você se engana! Eu não quero que você faça esse tipo de trabalho!
-Ah, Diego! Você me obriga a fazer coisas piores com os SEUS clientes!
-Mas isso não é pra você, !
-Me deixa em paz, Diego! Devia era agradecer! 50% da renda que eu ganho é sua, seu ladrão!
-Que seja a última vez que aconteça isso!
-Ah... Não enche, ok?!
pega seus óculos que estavam em cima de um jornal que dizia:
"Astro do rock, , irá se casar com a modelo !"
~
-, o que acha dessa cama? - senta em uma cama de uma loja no shopping.
-Ah... Está ótima! - Ele fala sorrindo, mas não prestando muita atenção na conversa.
gostava de ! Já tinha um relacionamento de uma ano e meio com ela e sabia que não havia se precipitado com relação a ela. Ela estava ali, linda como sempre. Pronta para amar e ser amada. Tinha certeza de seus sentimentos.
-Recebi o convite da despedida de solteiro do Leví. - fala sem muito entusiasmo.
-Foi? E você vai?
-Não sei! Estava esperando sua opinião!
-Eu não tenho nenhuma objeção. Se você quiser ir... Leví é uma boa pessoa! Quando vai ser essa festinha?
-Amanhã. Eu vou ver se vou ainda!
-Por mim... - Ela parecia não se preocupar.
-Hum...
Eles passam toda amanhã comprando móveis para a casa nova que iriam morar em Janeiro. E a casa... Era um luxo só. Um casarão em um condomínio da alta sociedade.
Eles chegam na nova da casa. estava numa "pilha" só.
-Adoro quando almoçamos nos sábados na nossa futura casa, !
-É... Eu gosto muito! - Ele sorriu para sua noiva e a puxou pelo braço dando um beijo apaixonado.
-Pára, ! A comida vai cair... - Ela o larga com dificuldade.
Eles almoçam sentados no chão em uma mesinha oriental. Podiam viver alí, felizes, para toda vida...
~
-... Já vai se arrumar, idiota? - Pergunta zombando.
-Vou! - Fala ela fria.
-Você se acha demais, não é? Só por que é a preferida do Diego!
-Olha aqui... Eu quero é distância de você e dele! Vocês são maus! Eu quero ficar bem longe!
-Você é uma idiota! Nunca vai sair daqui!
-Eu vou sim! Eu não sou que nem você! Eu não gosto. Você que adora se vender por mixaria.
dar uma gargalhada de zombaria.
-É! Você tem razão! Eu gosto. Ou melhor... Não... Eu não gosto. EU ADORO!
sai de perto de e corre para um dos quarto que tinha no primeiro andar. Começa a chorar.
-Por que, meu Deus? Por que está acontecendo isso comigo? Se eu pudesse voltar atrás... Se eu pudesse mudar o passado...
entra no quarto e ver sua amiga chorando.
-Calma ! - Ela corre para abraçá-la.
-... - Ela já gaguejava de tanto chorar. - Eu não... não agüento ma.. mais. Eu que... quero voltar... Por fa... favor...
-, eu entendo você! Mas seja forte! Logo esse pesadelo vai acabar!
Ouve um forte estanco e porta se escancara, Diego entra no quarto.
-O que houve com você, ? Por que ainda não se arrumou?
-Ela não está bem Diego! Não vai trabalhar hoje.
-Quem é você pra dizer se ela vai ou não trabalhar? Sai, !
abraça e fala:
-Tudo vai acabar bem! Não fique...
-Fora, ! - Ele não grita, mas fala com autoridade.
-Tá, tá... Já vou!
sai do quarto e Diego fecha a porta do quarto.
O quarto estava bem escuro e precário. estava sentada na cama e Diego olhava um espelho antigo que estava pregado (literalmente) em uma parede suja.
-Você tem que trabalhar hoje!
-Ah... Já sei! Já tem um cliente, não é?
-Ele é importante.
-Quem é?
-Sr. Tolbby. Um cara da alta sociedade. - Disse com indiferença.
levanta e vai até a janela. Vê alguns homens chegando. Imaginou há quanto tempo esperavam pelo sábado, todos com muito dinheiro no bolso. Talvez em casa a mulher não dê conta para eles procurarem um bordel. Bom... Pelo jeito parecia. Pelo menos todos estavam com um sorriso no rosto. Prontos para vagabundar. Coitadas das esposas. Talvez estejam em casa cuidando dos pequanos filhos. Pobrezinhas... Talvez até pensem que os seus maridos estejam trabalhado. Ou não... Talvez até saibam onde estavam.
"voava" nesses pensamentos quando uma voz quebra eles:
-Você sabe que eu sou louco por você!
Ela vira para Diego que agora a encarava.
-Que forma engraçada de gostar, não é?
-Se você não fosse tão orgulhosa, você não faria o que faz.
-Se vai falar que eu deveria ficar com você, esquece! Você me enganou! Isso não tem perdão!
Ela atravessa o quarto, abre o guarda-roupa e pega o vestido e logo o espartilho.
-Então morra nisso, porque não vou deixar você sair! Você não vai fugir de mim!
-Grande coisa! Você já acabou com minha vida mesmo!
Diego sai do quarto batendo a porta.
limpa seu rosto e começa a se maquiar. Coloca o espartilho e o vestido preto.
Ao descer, viu que o salão estava cheio. Homens novos, velhos, senhores. Todos com paletó, gravata e o sorrisinho no rosto.
O salão estava bem animado. andava até o balcão onde estava Joy, um gay que servia bebidas.
-Amigaa... Hoje está bombando. Tem muito BOFE!!
ria, mas dentro daquele sorriso havia uma tristeza.
-O que foi amiga?
-Nada, Joy, é que...
-!...
Ela olha para trás e ver o sorriso cínico de Diego.
-Quero que conheço o Sr. Tolbby.
via um homem mediando. Aparentemente de uns 50 anos. Usava paletó e gravata. Seu rosto era de poucos amigos. A antipatia estava estampada.
Ela sorriu e ele fez um grande esforço para sorrir.
-Ele vai levá-la até o apartamento dele e...
-Já disse o que precisa? - Corta .
-Sim, sim... Camisinha e nada de beijo na boca.
Cap. 2
Ao entrarem no carro, Sr. Tolbby fala:
- Não quero que pense que sou igual a todos. Eu sou diferente.
- Tenho certeza! - "Idiota. É igual a todos, sim. Após 'tocarem o céu' nos tratam que nem cachorra" pensava ela.
- Eu não quero transar com você!
Ela se assusta ao ouvir aquilo.
- Eu quero fazer outra coisinha com você!
Ela nada fala. Tudo era melhor do que transar com um cara que nem conhecia direito.
Ao chegar no apartamento, ele abre o quarto e fala:
- Tire a roupa!
Ela, obediente, tira sem nenhuma objeção. Ele pega nos seus braços e a amarra em uma coluna. Quando ele faz isso, ela entra em pânico. Se lembrara de uma vez que acontecera isso. Um cara lhe espancara tanto que ela ficou sem andar por dois dias. Ele pega um chicote e começa a bater nela. Ela não conseguia dizer uma palavra. Apenas gritava de tanta dor.
~
acordava lentamente. Logo percebeu que estava ao seu lado.
- Bom dia, amor! - Fala ele ao ver que ela também acordava.
- Bom dia, querido - Ela ri. - Sabe que já me sinto casada?
- Logo estaremos casados. Só alguns meses.
- Já confirmou sua ida na festinha do Leví?
- Ah... Falei com ele ontem. Disse que ia.
- É... Hoje vai ter o chá de panela da Line. Também disse que ia.
- Já comprou alguma coisa?
- Sim. Comprei um quadro original do Portinari. Ela vai amar. E você?
- Ainda não! Estava pensando em comprar um calcinha com gosto para ele.
Eles riem.
- Queria zoar com a cara dele.
- É uma boa idéia! - Ela o abraça. - Vou levantar. Tenho que passar o dia na casa da Line. Prometi.
Ela levanta. Ele fica alguns minutos na cama e, ao ouvir o barulhos do chuveiro, corre para o banheiro.
Ao saírem do banho, tomam café e saem. para casa de Line e , para o shopping.
~
Parecia que aquela noite de terror nunca iria acabar.
Após Tolbby terminar o "serviço", leva de volta. Ela, ao entrar em um dos quartos, adormece e o pesadelo vai e vem em sua cabeça. Ao acordar totalmente, toma um banho. Havia várias marcas em suas costas. Quando a água passava, ardia e a sentia a pele afundada. Ao se trocar vai a sua casa, pois não morava com as outras. Toma café e sai para procurar roupa para o showzinho particular daquela noite.
Vai ao shopping e entra em uma lojinha espaçosa, com uns três corredores longos com estantes decoradas com lingeries de todas as cores e estilos. Ao entrar, encontra algumas mulheres em um balcão cor-de-rosa, ousado, com uma grande agitação de clientes. Conhecia duas delas, Phabianne e Laura, duas brasileiras que trabalhavam na loja.
- Oi, Phaby. - Diz ela sorrindo. - Como vai, Laura?
- Hey, ! Estamos bem. E você? - Fala Phabianne.
- Vou indo...
Laura era muito calada. No começo, até achou que ela era muda.
- Tudo bom, ? - Pergunta Laura.
- É... Na medida do possivel...
- O que vai querer hoje?
- Uma coisa diferente! Showzinho particular. Despedida de solteiro. Aquele desgraçado do Diego me deu 225 Euros para comprar a roupa completa. Vou ter que fazer milagres.
- Que nada, fofa. Aqui temos algumas roupas que dão certinho e nem sai tão caro.
Phabianne começou a mostrar algumas roupinhas. Variava de acordo com os personagens, gostava de ir naquela loja porque era um dos poucos lugares que se sentia bem. Podia passar a tarde inteira com as duas.
já estava pagando quando um homem atraente e muito chamativo entra na loja. As mulheres que estavam na loja bateram os olhos nele. se virou e reconheceu na hora. Era . O galãzinho de Londres, do McFly. No mesmo instante ela virou-se para as garotas e falou:
- Vou indo, garotas! Acho melhor eu ir...
- Não precisa se encomodar por minha causa. - O homem fala, chegando ao seu lado.
- Hã? Não, não. Você que não se encomode! Já estava de saída mesmo. - Ela dá um largo sorriso. - Tchau, garotas! E obrigada pela dica maravilhosa que me deram. Beijinho!
se despede das garotas e sai da loja.
vira para as duas funcionárias da loja e fala:
- Vocês têm calcinha com gosto por aqui?
~
estava toda maquiada. Só faltava a fantasia de chapeuzinho vermelho que havia comprado naquela tarde. Vestiu a roupa e Joy entrou no quarto apressado.
- Vamos, querida! Você tem que entrar no bolo!
- Já estou indo, Joy!
Ela prende o cabelo para cima e corre para o lado de Joy.
~
Você é maluco ! Uma calcinha de gosto? - Leví ria enquanto examinava a calcinha.
- Achei apropriado. Prova!
- Sai pra lá, . - Ele empurra seu amigo. - Já vai começar o show. O tema é "Chapeuzinho vermelho". - Ele ri. - A mulher um avião!
ria da conversa de Leví.
Eles sentam em uma mesa e logo em seguida o show começa.
Uma onda de luzes invade o salão e um grupo de dançarinas aparece no palco.
Uma onda de assobios invade o salão. Pouco tempo depois, o bolo se abre, revelando uma bela mulher.
Mas era bela mesmo! Era alta, um corpo lindo, os olhos eram verdes e estava com uma capa vermelha. Ela começa a dançar e tira a capa. Quando ela solta os cabelos, tem a impressão que já havia visto aquela mulher.
Ela agita todos os homens. Ao descer do palco, senta no colo de Leví e ele fica levemente corado. Era uma cena bem engraçada. A mulher vai em direção a e faz uma dança sensual. podia estar ficando louco, mas sentia seu sangue subir a cabeça e seu corpo ficar quente. Quando ela sentou de frente para ele, ele lembrou quem era ela e disse:
- Eu conheço você!
- É? - Ela não pára de dançar.
Ela pega uma parte da fantasia e dá a ele, voltando a dançar no palco. O sorria. Tinha um blusinha que ela havia dado a ele. Mas era ela mesmo. A garota da loja.
~
No final da festa, Leví estava levemente bêbado.
Conversava com alguns amigos quando viu a moça saindo de uma porta com uma mochila nas costas. Ele pede licença e corre para falar com ela.
- Oi... - Fala ele chegando perto.
- Olá... - Ela não olhava para ele. Parecia procurar alguma coisa na bolsa.
- Eu lhe vi na loja hoje! Lembra?
- Lembro sim! - Mas ainda não olhava para ele. Agora parecia se preocupar com alguma coisa. Olhava para os lados. - Olha... Vou ter que ir. Foi um prazer ver você! Tchau.
Ela sai do local, deixando só.
~
As semanas passaram lentamente. Os dias estavam ficando frios por causa do inverno. havia comprado praticamente todos os móveis da casa. , por vez e outra, dava sua opinião, mas, no final, quem sempre decidida era . Um desse dias que eles faziam compras, o celular de toca:
- Oi! Sim. Oh... É mesmo? Eu... Eu te ligo até o final da semana, ok? Beijo!
- O que foi, ? - Pergunta .
- Bom, ... Era a agência de modelo. Eles querem que eu assine um contrato milionário para que eu desfile para Vitoria's Secret.
- Isso é bom! - Ele sorri.
- Mas é durante três meses!
- Onde você tem que ficar?
- Em Tóquio.
pensa um pouco e sorrir.
- Isso não vai atrapalhar o nosso casamento que é em janeiro. Vai dar tempo. Já compramos quase tudo para nossa nova casa. E o pouco que falta, posso pedir para mamãe.
- Duvido que elas vão nos ajudar!
- Por que isso, ?
- Porque você sabe muito bem que elas não gostam de mim!
- Isso é por pouco tempo. Logo elas verão a pessoa maravilhosa que você é.
sorri para ele. Ela o amava, sim. E o que mais queria era esse casamento.
- Não tem problema! - O fala. - Sua mãe pode comprar para nós. Ela tem o mesmo gosto que você, não é?
- É! Melhor mamãe comprar. Sra. é muito antigona.
Às vezes tinha que aguentar certos comentários de com relação a sua família.
- Você acha que devo assinar o contrato?
- Sim... Você não pode deixar de trabalhar.
Ela sorri.
- Ok... Vou ligar para a agência.
Cap. 3
-Vai chover! trabalhar? - Perguntava Samantha, irmã do pelo telefone.
-Sam, pare com isso! Ela é minha noiva.
-Não sei o que você viu nela . É tão magra...
-Pare, Sam... Eu gosto dela!
-Ok, ok... Quem não vai gostar da história de "antigona" é mamãe!
-Olhe lá, Sam! Não conte nada à ela.
-Claro, . Eu não sou ruim, esqueceu?
-Ok.
-Quando ela viaja?
-Amanhã cedinho.
-Hum...
~
olhava as roupas nas vitrines do shopping. Tinha tirado aquele dia de folga e aproveitara para passear pela cidade. Aqueles dias haviam sido normais. Nada de interessante. Mês de Outubro já estava acabando. vai à praça de alimentação e senta em uma mesinha pequena. Logo em seguida, um garçon chega perto dela e pergunta:
-Vai querer alguma coisa, Senhora?
-Ah... Sim! Um suco de laranja e um sanduiche.
-Ok... Com licença.
Ele anota o pedido e sai.
olhava um panfleto de uma faculdade. Pensava muito sobre o assunto naqueles dias.
~
caminhava sozinho naquele dia. Acabara de deixar no aeroporto e fôra a procura de uma geladeira para nova casa. Ao ver a praça de alimentação, se lembra que não comeu nada naquele dia. Estava com muita fome.
Caminhou até uma mesinha e quando ia sentar, vê uma moça na mesa ao lado da dele. Reconheceu na hora. Era a mulher que havia visto naquele dia da loja e na despedida de solteiro do Leví.
Como num impulso, ele não senta e caminha até a mesa onde a moça estava sentada.
-Oi! - Fala ele sorrindo. - Posso sentar?
olha para o homem e reconhece. Era , aquele músico.
-Oi! - Ela sorri animada. - Como vai?
-Vou bem! - Ele sorri.
-Claro! Senta aí!
Ele senta e pergunta:
-Já pediu algo para comer?
-Ah sim! Já.
Ele chama o garçom.
-Pois não, Sr.?
-Me veja um sanduiche e uma coca-cola.
Ele anota o pedido.
-Com licença! - Fala o jovem garçom.
-Você fez quase o mesmo pedido que o meu. Só que eu pedi suco.
Ele ri.
-Naquele dia você parecia preocupada.
-Estava era cansada, isso sim! Não queria ver o Diego!
-Seu chefe?
-É...
-A propósito... Meu nome é . se preferir - Ele estende a mão.
-Oh... - Ela rir e cumprimenta. - .
-Nome legal! Você é daqui?
-Não, não! Sou do Brasil.
-Oh... Terra maravilhosa...
-Nem me fale! Estou morrendo de saudades de lá!
-E como veio parar aqui?
-Você quer saber como eu virei quem sou?
fica levemente corado.
-Eu não queria...
ri.
-Tudo bem, ! Eu não me envergonho disso. Acho que quem devia ter vergonha é quem rouba, mata, se aproveita dos outros...
-Eu também concordo.
-Bom... Eu vim do interior de Minas Gerais. Desde pequena, eu sonhava em ser modelo. Aos 14 anos uma agência me viu e se interessou. Minha mãe gastou até o último centavo que não tinha pra me colocar na agência. Eu exerci minha profissão de modelo até os meus 19 anos. Depois perdi o gosto e voltei para casa. Havia conhecido praticamente todo o mundo. Passou algum tempo, minha mãe adoeceu. Não sabiam o que ela tinha. Pouco tempo depois detectaram câncer de mama nela. Fiquei desesperada. Precisava ajudá-la. Ela também tinha me ajudado. Mas eu não sabia como. Algumas meses depois, Diego chegou na minha cidade falando que no exterior tinha ótimas oportunidades de emprego. Eu, na minha inocência, acreditei. - O garçon nessa hora serve a comida. - Obrigada.
-Obigado! - Fala para o garçon.
-Bom... - Continua . - Quando cheguei aqui, vi que não era nada que ele falava. Tive que trabalhar para me sustentar. De certa forma foi bom. Estou conseguindo pagar o tratamento dela. Mas depois não acreditei que cair num golpe tão velho desse. Pensei que Diego era um bom homem. Mas depois vi que de bom ele não tem é nada!
-Que coisa. - estava meio tonto com aqula história.
-A maioria das meninas que vem de outros países para trabalharem como prostitutas, não sabem que vão ser isso aqui. Infelizmente, o Brasil é o país que tem maior índice de garotas menores de idade que vem trabalhar aqui como garota de programa.
-Mas você não é menor? É?
-Não! - Ela ri. - Eu tenho cara de menor?
-Não... Mas posso chutar que você tem vinte anos.
-Vinte? - Ela rir. - Não! Eu tenho vinte e seis.
-Sério? - Pergunta ele surpreso.
-Sim! - Ela dava um largo sorriso calorozo. Quem a olhasse assim, não adivinharia qual era sua profissão. - Fiquei sabendo do casamento. Parabéns! é uma ótima modelo. E muito bonita!
-Ah... Obrigado! E aliás... Acabei de deixá-la no aeroporto. Vai passar três meses em Tókio.
-Legal! - dá um último gole do suco. - Vou indo, . Foi um prazer conversar com você!
-Ah... Não! Foi ótimo falar com você também!
Ela se levanta e cumprimenta ele.
-Até? - Fala ela.
-Até!
sorrr, abre sua bolsa e pega o dinheiro. Coloca em cima da mesa e sai.
~
Os primeiros dias de Novembro estavam bem frios. andava uma pilha de nervos. Se tudo desse certo, voltaria para o Brasil em Janeiro já que o tratamento de sua mãe finalizaria em Janeiro.
No bordel, não falatavam clientes para ela. Diego cada dia ganhava mais dinheiro. Até parara de pertubar o juizo de .
Por outro lado, não tinha mais noticias do tal . Ela podia jurar de pés juntos que não tinha sentido nada por ele. Mas ele havia mexido com seus sentimentos. Por mais fundo que fossem. Mas já tirara essa idéia da cabeça. Ele era noivo. E por mais que ela fosse o que era, tinha criado uma "barreira" com relação a ele.
já conseguira se mudar para um apartamento maior.
Apesar do tempo de trabalho estar instável, ela ainda sentia raiva do Diego que escolhia seus clientes.
Um dia, anadava por algumas ruas. Era de manhã. Esatava caminhando quando viu uma lojinha de CD. Resolveu entrar para ver se tinha um CD do Bon Jovi que queria há muito tempo.
Ao entrar na loja, olhou os cd's e encontrou o cd que queria. Quando já estava pagando, o sino da loja balança. Ela como num impulso olha para trás e vê quem nunca iria imaginar que encontraria alí. Todas as mulhers da loja bateram os olhos nele. Afinal... entrava na loja.
-? - Ele pergunta surpreso.
-Oi! - Ela cumprimenta ele.
Ele abraça . Ela sente seu corpo quente e prefere que ele abraçe-a bem rápido
-Tudo bom? - Pergunta ele.
-Tudo sim!
-O que faz aqui?
-Moro aqui perto! Fica perto do trabalho...
-Você mora sozinha??
-Sim! Num pequeno apartamento a duas quadras daqui!
-Legal! - Ele sorrir. - E o que faz por aqui?
-Estava caminhando e parei para comprar um cd que queria fazia tempos. Bon Jovi.
-Hum... Boa escolha.
-E você?
-Estava passando por aqui também. Resolvi entrar para ver se tinha um CD do U2 que eu queria comprar faz tempo também.
-Temos todos! - Fala a moça do balcão parecendo ligeiramente que queria se mostrar.
-Obrigado! - Fala ele gentil. - Eu volto mais tarde! - Ele volta a falar com . - Quer carona?
-Não precisa, ! Minha casa é aqui pertinho!
-Se é tão perto, eu posso te levar!
-Não precisa! É Sério!!
-Ah... Eu não aceito um "não".
Ela sorri. Viu que não iria vencê-lo e fala:
-Ok... Só vou pagar aqui...
Ela vai ao balcão e paga. Eles saem. Ao sairem as moças que trabalhavam na loja falaram:
-Quem é essa aí?
-Ele não está noivo?
-Sim... E o pior é que eu já ouvi que essa aí... Num sei, não!
Continua...
|