Alguém Como Você








Prefácio

, como era chamada por todos, usava o dinheiro que tinha ganhado da herança de seus pais, que haviam morrido há pouco menos de um ano, para pegar o aluguel e completava sua renda trabalhando a tarde em um hotel de luxo como recepcionista.

fazia faculdade de música, mas dedicava a maior parte do seu tempo à sua banda, que estava começando a ficar conhecida. , como era conhecido na banda, passou a morar com depois que foi despejado de seu apartamento anterior por não pagar o aluguel em dia. Os dois se davam muito bem e haviam sido criados juntos.

Cap. 1

“Bom dia! Tá na hora de acordar” tocava uma corneta nos ouvidos de .
“ARGH! ! ISSO É JEITO DE ACORDAR ALGUÉM?” gritou com ela, que não se intimidou e continuou tocando a corneta nos ouvidos do amigo.
“É jeito de acordar um dorminhoco! Você não acorda, ! Acorda! Acorda! Acorda!” Nesse ponto, a já pulava em cima da cama do amigo.

Era sábado em Londres. tinha 16 anos e dividia o apartamento duplex em que morava com o amigo de 20 anos. Ela estava no colegial e seu amigo, , estava na faculdade, enquanto também tinha uma banda, chamada McFLY.

“ACORDA!” gritou pulando em cima dele de uma vez.
! SÃO SÓ DEZ HORAS DA MANHÃ! HOJE É SÁBADO, SABIA?” O agora estava nervoso de verdade. “Desculpa, ... Já to levantando... Meu café tá pronto?”
“Eu tomei o meu e aproveitei pra preparar o seu... Tá em cima da mesa, vai lá antes que esfrie.” A menina beijou o nariz de antes de se levantar e ir para sala.

desceu as escadas e se sentou no sofá violentamente, ligando a TV. Passou em todos os canais até que chegou em um que estava passandoTom And Gerry! Como ela amava aquele desenho!
Para ela tinha sido o melhor desenho criado depois de A Pantera Cor-De-Rosa.

“Assistindo desenho, ? Que vergonha...” O garoto disse e ela se virou a tempo de ver parado no último degrau da escada, apoiado no corrimão, vestindo apenas suas calças e com os cabelos desarrumados. OMG! Como ele estava lindo!
“Ahhh, ! Você tirou o dia pra me perseguir hoje, né?” Ela perguntou se deitando no sofá.
“Nada, ... Cadê meu café?” Ele perguntou desviando seu olhar dela, que estava apenas com uma camisola curta.
“Tá ali em cima da mesa... Pode comer. Eu só acho que já deve ter esfriado tudo que eu preparei, porque você dorme demais...” A menina provocou e viu a velocidade com que ele comia. “Ou você está com muita fome ou você está com pressa.” Foi o que ela falou depois de um tempo observando o amigo.
“Eu diria que eu estou com pressa. Tenho um encontro hoje com uma garota. A gente se viu um dia desses, ela disse que era uma fã e falou um monte de bobagens. Eu vi o quanto ela gostava de mim e convidei ela pra sair. Depois que ela surtou de felicidade, acabou aceitando... Eu não me lembro do nome dela, mas na hora eu do um jeito.” riu da sua situação, enquanto se levantava da mesa para ir trocar de roupa.

aproveitou para ir se arrumar também, apesar de tudo (o encontro do amigo e o fato de ser sábado) ainda tinha um trabalho a fazer! Ela tinha que ir pro hotel. Claro que o trabalho não era a única coisa que interessava pra naquele hotel. Ela estava de olho no gerente, que era apenas dois anos mais velho que ela. Bom... Na verdade ele só era gerente porque o pai dele era o dono do hotel, mas isso não importava. Ele era um gato e ela estava SUPER afim dele. Ela sabia que teria uma chance com ele e essa chance era hoje! Ela sentia isso! Ela subiu para o seu quarto e foi se arrumar. Colocou seu uniforme e ficou quase uma hora tentando deixar seu cabelo bonito (e durante esse tempo, se arrumou por completo) até que finalmente conseguiu. Quando estava sentada em sua cama colocando seus melhores sapatos sem salto, viu passar com um cheiro inebriante de 212 Sexy Man e o cheiro a fez olhar para onde ele estava.

!” Ela gritou, o fazendo voltar para a porta do quarto dela e olhar para dentro. “Que cheiro bom! Adorei o seu perfume e seu cabelo...” Ela disse passando as mãos no cabelo do amigo. “Está lindo e você está muito gato com essa roupa.” A menina exclamou e ele a abraçou.
“Você também tá linda, minha pequena! Vai sair com alguém depois do trabalho?” Ele perguntou interessado.
“Eu espero que sim, ... Espero que sim!” Ela afirmou, se soltando dos braços dele.
“Tá bom, minha linda. To indo, ok? Beijos!” Ele disse e rapidamente ela viu ele descer a escada e desaparecer depois da porta da frente. Ela pegou sua bolsa e se dirigiu para o hotel. Tinha decidido que iria almoçar lá.

chegou no hotel e foi direto para o restaurante. Sentou-se numa mesa para dois e pegou o cardápio. Por que nada ali parecia ser o que ela gostaria de comer. Enquanto analisa o cardápio com uma cara de confusa, um homem pouco mais velho que ela, loiro e bem alto chegou perto dela.

“Não consegue decidir o que comer?” Ray perguntou. Ela entrou em transe. Era ele! O gerente do hotel! Ele estava falando com ela!
“É... São tantas coisas boas que eu nem sei o que pedir...” respondeu depois que saiu do seu transe.
“Então o que você acha de eu me sentar com você e te ajudar a escolher. Eu não almocei ainda e todos os pratos aqui são para duas pessoas. Se você deixar eu escolher, eu prometo que pago a conta.” Ray disse já se sentando na outra cadeira que havia na mesa.
“Claro, Ray. Senta!” A disse com os olhos iluminados. “O que você escolhe pra gente comer?”
“Eu acho que um escargot seria perfeito pra você... O que acha?” O homem disse já chamando o garçom e fazendo o pedido.

Cap. 2

ria de tudo que Ray contava e ele sorria cada vez que via o sorriso dela. Ela estava visivelmente apaixonada. Ele já tinha percebido isso e estava achando aquelas atitudes dela bem legais. Ele falava uma coisa que ele achava que era engraçada, mas qualquer pessoa em sã consciência não acharia graça, mas mesmo assim ria. Ela estava agindo como uma garota apaixonada. Eles comeram e conversaram animadamente até às duas da tarde.

“Acho que seu turno começa agora... Eu sei que você trabalha aqui! Sei que você é a recepcionista do hotel do meu pai! Pode ir que eu pago a conta.” Ray afirmou com pose de machão. Será que ele estava mesmo prestando atenção nela ou ele tinha visto que ela estava de uniforme e o crachá que ela carregava estava escrito ‘ – Recepcionista’?
“Quer mesmo pagar a conta? Eu tenho dinheiro aqui... Ou você pode descontar do meu salário.” A disse e já foi se levantando da mesa.
“Não se preocupe, . Eu vou pagar essa conta. Eu nunca deixo uma dama pagar a conta.” O gerente olhou nos olhos dela enquanto falava e percebeu que os olhos dela brilharam quando ela falou o nome dela e que ela era uma dama.

se despediu e ele disse apenas ‘até mais’. A garota foi trabalhar e ficou o resto do dia feliz, até que viu e a garota que ele não sabia o nome entrarem no restaurante do hotel que ela trabalhava. A principio ela tentou dar um ‘oi’, mas ela viu que ele não responderia. Ele era de uma banda, provavelmente não queria ser conhecido por ter uma amiga que é recepcionista de um hotel. É... Ele tinha vergonha dela. Por qual outro motivo ele não teria respondido ao ‘oi’ que ela deu? Ela ficou pensando nisso até o final do turno.

Quando a estava saindo do seu trabalho Ray a chamou.

?” O gerente a chamou e ela se virou o mais rápido que conseguiu. “Você quer sair? Vamos, sei lá, tomar um sorvete... Eu te pego às oito, ok?” Ray perguntou e a menina apenas assentiu com a cabeça e foi pra casa se arrumar.

Chegando lá, ela viu sentado no sofá da sala, com uma bacia de pipoca e algumas latinhas de cerveja.

“Finalmente, em, menina... Parece até que não vai chegar! Que demora!” exclamou preocupado.
“E nem vou ficar aqui por muito tempo. O RAY me chamou pra sair! Você perguntou hoje antes de sair e viu no que deu? Ele me chamooooou! Pois é... Você sai com uma das suas fãs que você não sabe o nome e eu saio com o RAY!” Ela gritou enquanto rodava feliz no corrimão da escada, subindo pro seu quarto logo em seguida.

ficou olhando a felicidade que a menina parecia estar. Ele ficou feliz por ela, mas algo a incomodava. Ele sabia que aquele cara não era boa pessoa. Ele sentia isso. Toda vez que ele ia naquele hotel ele via o ‘Ray’ com uma garota diferente. seria só mais uma pra ele ou ele queria algo mais com ela?

!” gritou, interrompendo seus pensamentos. A menina respondeu ao chamado, colocando a cabeça e um pouco do tórax para fora da porta de seu quarto. O percebeu que ela estava apenas de toalha e que seu cabelo estava encharcado. Ela devia ter acabado de sair do banho. “Desce aqui e senta do meu lado só um pouquinho pra eu conversar com você.”
“O que foi?” Ela saiu do quarto e desceu as escadas, indo em direção a ele. “Eu tenho que estar perfeita às oito da noite. O Ray vem me pegar e...”
, ...” O garoto a interrompeu e colocou o dedo indicador sobre os lábios dela. “Não fala mais nada. Primeiro, são só seis e meia e segundo... Eu só quero o seu bem e eu to vendo o quanto você está empolgada pra sair com esse cara, mas, ...” deu uma pausa e segurou a menina pelos ombros em frente à escada. Ele a pressionou contra o corrimão e aproximou o rosto dos dois, o que fez a respiração dela ficar falha. “Ele não presta. Cada dia ele está com uma garota diferente e você é a garota de hoje dele. Ele não quer nada sério com você e, como seu amigo, eu só quero te avisar.” soltou ela e voltou para o sofá onde estava sentado, deixando no corrimão uma com olhar fico na porta do seu quarto e com pensamentos confusos.

A menina subiu para o quarto ainda com a mesma expressão confusa que tinha quando foi deixada no corrimão pelo . Era estranho o que ela sentia por dentro. Ela sabia que era verdade, Ray estava com uma garota diferente por dia. Mas ela também gostava dele e iria fazer de tudo para que ela não fosse só mais uma na listinha dele.

“É...” Ela pensou consigo mesma. “Eu não vou ligar pro que o falou e vou conquistar o Ray custe o que custar.” A menina correu para o armário e pegou a roupa que achou mais apropriada para o encontro que teria com Ray.

Se trocou o mais rápido que pôde, pois logo Ray estaria na porta do seu apartamento a chamando para sair. Ela estava em estado de êxtase e nada do que falassem faria ela desistir desse encontro.

Chegando no quarto, ela tirou a toalha da cabeça e do corpo e colocou uma mini-saia preta e uma blusa mula-manca de oncinha. Calçou seu melhor scarpin preto e fez uma rápida escova nos seus cabelos, aproveitando para se maquiar. Quando ela terminou de se arrumar, faltava apenas meia hora para que Ray chegasse. Ela ficou olhando da janela do seu quarto, mas Ray não aparecia. Alguma coisa teria acontecido ou ele teria dado o bolo nela? Esses eram os pensamentos da garota, que tinha o olhar fico na rua, onde o carro do gerente deveria parar.

Oito e meia e nada... saiu da janela e desceu as escadas, sentando no sofá delicadamente ao lado de .

“Que foi, pequena?” Ele viu que ela se sentou do mesmo jeito que sentava sempre que estava triste com alguma coisa. Ao ouvir a pergunta, os olhos da rapidamente se encheram de lágrimas.
... O Ray não veio... Ele mentiu pra mim. Você estava certo, ele não presta!” A menina falou, começando a chorar logo em seguida. a abraçou pelo ombro e a puxou para mais perto de si, de modo que a testa dela ficasse apoiada no ombro/ peito dele e dessa maneira ela pudesse chorar mais tranqüilamente (?).
“Não fica assim, pequena. Você arruma alguém melhor e esse Ray...” O ia falando quando foi interrompido pelo som do celular de . “Eu atendo, .” O menino se levantou, foi até a mesa de jantar, pegou o celular, que estava sobre ela, e viu um número de celular. Com certeza não tinha o número dessa pessoa, pois não era salvo na agenda. “Alô?” perguntou desconfiado.
Alô? Quem fala?” A pessoa que estava do outro lado da linha perguntou.
“Quem fala e com quem quer falar?” O perguntou, já se irritando.
Aqui é o Ray e eu quero falar com a . Quem é?
“Como você conseguiu o número dela?” se irritava cada vez mais.
Ela trabalha pra mim e na ficha dela tem o número do celular. Ela pode falar?
“Ela não pode falar agora porque ela está chorando por causa de um cara que deixou ela esperando e não veio pegar ela pra eles terem um encontro.” O menino agora quase gritava.
Então dá um recado pra ela... Fala que eu não pude ir porque teve muito trabalho aqui no hotel hoje, mas que na segunda-feira à noite eu vou compensar ela com um jantar em um dos melhores restaurantes londrinos.” O gerente disse e desligou o telefone.

deixou o aparelho sobre a mesa novamente e voltou para o sofá, na mesma posição que estava anteriormente. A se ajeitou, deitando sobre o ombro do amigo, e perguntou quem era.

“Era aquele babaca do Ray.” O disse secamente.
“Sério? O que ele disse?” pareceu se reanimar subitamente. Ela colocou os pés em cima dos sofá e se sentou corretamente, olhando diretamente para , que se preparava para responder.
“Ele disse que não pôde vir te pegar porque teve muito trabalho lá no hotel hoje, mas amanhã ele vai te compensar, te dando um jantar em um dos melhores restaurantes londrinos.” disse em tom de chacota, mas não ligou. Ela apenas subiu as escadas em direção ao seu quarto, deixando na sala um embasbacado com a atitude que ela tinha acabado de ter.

chegou no quarto e pulou na cama. Tirou toda a sua maquiagem e colocou sua camisola. Iria dormir para ficar bonita para seu encontro com Ray no outro dia. Ela estava quase pegando no sono quando ouviu a chamar do andar de baixo.

“Princesa! Eu vou sair com a Mary, a garota que eu não sabia o nome, tudo bem? Mais tarde eu volto!” Ele gritou e ela gritou algo parecido como ’uhum’ de volta.

A menina rapidamente pegou no sono e sonhou com seu encontro com Ray, que foi interrompido pelo som do entrando pela porta. A princípio, ela achou que poderia continuar dormindo tranqüilamente, mas viu que teria que agüentar mais uma, pois ele estava entrando no seu quarto.

Cap. 3

... Posso dormir aqui com você?” perguntou sentando-se na cama da menina.
“Por que você quer dormir aqui?” Ela se virou, encarando-o.
“Por favor, ... Quando eu entrei no restaurante que eu tinha combinado de encontrar a Mary, eu vi ela com outro cara, ... E, sabe, nós estávamos ficando e tipo, , ela me chifrou! Eu, , fui chifrado por uma fã minha! Eu não acredito! Isso é demais pra mim, . Deixa eu dormir aqui com você.” fez biquinho e não tinha como ela resistir àquilo.
“Deita aí, ...” Ela chegou para o lado da cama de casal (lê-se: ela foi para um lado definido, porque ela geralmente dormia bem no meio), dando espaço para deitar. “Você não vai deitar na minha cama linda com essa roupa que você acabou de chegar da rua, vai?”

O rapidamente se levantou e foi ao seu quarto para trocar de roupa (lê-se: tirar suas roupas). Quando chegou no quarto estava apenas usando suas boxers.

Ele ia entrando no quarto, mas parou na porta e deu duas leves batidinhas na porta. A menina se virou na cama, olhando em direção à porta.

“Posso entrar e deitar na cama agora?” O perguntou, ainda na porta.
“Por que você não está com a calça do seu pijama e está só de boxers?” A perguntou intrigada.
“Porque estamos em pleno verão e eu estou morrendo de calor, ok?” Nesse momento ele já estava se deitando na cama e puxando os cobertores da menina.
“Se você está com calor...” deu uma pausa para puxar suas cobertas de volta. “Então você não precisa se cobrir, certo?” Ela perguntou enquanto fazia uma cara maliciosa.
! Pelo amor de Deus, né? Eu não estou com frio, mas eu só consigo dormir se eu estiver com uma coberta, entendeu?” Ele perguntou como se aquilo fosse óbvio.
“Então toma...” Ela jogou uma parte das suas cobertas para ele. “E vê se dorme, ok?” terminou a sua frase e se virou novamente de costas para a porta.

Algum tempo se passou até que caísse em um sono leve e tranqüilo, mas aquilo foi o bastante para que resolvesse acordá-la.

?” Ele chegou bem perto dela e sussurrou no seu ouvido, fazendo-a acordar. Ela rapidamente se virou pra ele com aquela cara de quem acaba de acordar.
“Argh! , você não vai me deixar dormir, mesmo? Eu to com sono, amanhã eu tenho que trabalhar...!” A menina estava querendo dormir de verdade.
... Amanhã é domingo e você não trabalha no domingo, pequena.” sussurrou no ouvido dela com uma voz doce que a fez tremer.
“Pois é...” Ela se virou bruscamente para ele. “Você disse que o Ray ia me levar pra jantar amanhã, domingo. Você não me deu nenhuma informação errada, não?” Ela perguntou. Aquela lembrança a fez despertar na mesma hora.
“Desculpa, pequena.” Ele deu um leve beijo na testa dela. “Eu cometi um erro. Ele vai te levar pra jantar na segunda. Me perdoa?” O menino deu um beijo nela, agora no nariz. “Perdoa?” Ele foi beijando todo o rosto dela (menos a boca, obviamente) e ela teve uma crise de riso.
“PÁRA! , pára com isso!” Ela gritava e se debatia contra a cama, tentando fazer com que parasse aqueles beijos.
“Quer que eu pare, é? Então eu vou parar.”

Ele parou de dar beijos surtados nela e passou para beijos calmos, começou na testa, desceu até o nariz, foi para uma bochecha e depois para outra, finalmente chegando ao queixo. Nessa altura a menina já estava completamente ofegante e seu coração estava a quase trezentos (?) batimentos por segundo.

O menino beijou o queixo dela três vezes seguidas e depois foi subindo até começar a encará-la. Seus rostos estavam a um centímetro de distância e ele tentava olhar dentro dos olhos dela. Os olhos de mal conseguiam ficar abertos. O se aproximou dela e deu um leve selinho em seus lábios. A puxou o ar no mesmo momento em que seus lábios se encontraram, fazendo-a erguer o tórax. aproveitou a oportunidade para pegar pelo pescoço e aprofundar ainda mais o beijo, ficando por cima dela.

O garoto começou a passar a língua nos lábios da menina, que não pensou duas vezes antes de dar permissão para que ele fosse em frente naquele beijo, mas rapidamente se arrependeu do que fez e empurrou para o outro lado da cama.

! Você está louco?” Ela gritou.
“Desculpa, ... Eu to carente... Não to acostumado a levar chifres!” abaixou a cabeça e foi engatinhando pela cama até ficar do lado da amiga.
“Ahhh, , tudo bem... Eu te desculpo!” falou essa primeira parte em voz alta. “Além do mais... Esse beijo foi o melhor beijo da minha vida...” A segunda parte foi dita mais para ela mesma do que para .
“O que, pequena?” Ele perguntou.
“Nada não, . Vamos dormir?” A questionou já se deitando.
“A gente pode dormir de conchinha?” O menino perguntou e fez biquinho.
“Vem, ...” Ela se arrumou e fechou a cara, sentindo ele a abraçar por trás e logo depois cair no sono.

Cap. 3

... Posso dormir aqui com você?” perguntou sentando-se na cama da menina.
“Por que você quer dormir aqui?” Ela se virou, encarando-o.
“Por favor, ... Quando eu entrei no restaurante que eu tinha combinado de encontrar a Mary, eu vi ela com outro cara, ... E, sabe, nós estávamos ficando e tipo, , ela me chifrou! Eu, , fui chifrado por uma fã minha! Eu não acredito! Isso é demais pra mim, . Deixa eu dormir aqui com você.” fez biquinho e não tinha como ela resistir àquilo.
“Deita aí, ...” Ela chegou para o lado da cama de casal (lê-se: ela foi para um lado definido, porque ela geralmente dormia bem no meio), dando espaço para deitar. “Você não vai deitar na minha cama linda com essa roupa que você acabou de chegar da rua, vai?”

O rapidamente se levantou e foi ao seu quarto para trocar de roupa (lê-se: tirar suas roupas). Quando chegou no quarto estava apenas usando suas boxers.

Ele ia entrando no quarto, mas parou na porta e deu duas leves batidinhas na porta. A menina se virou na cama, olhando em direção à porta.

“Posso entrar e deitar na cama agora?” O perguntou, ainda na porta.
“Por que você não está com a calça do seu pijama e está só de boxers?” A perguntou intrigada.
“Porque estamos em pleno verão e eu estou morrendo de calor, ok?” Nesse momento ele já estava se deitando na cama e puxando os cobertores da menina.
“Se você está com calor...” deu uma pausa para puxar suas cobertas de volta. “Então você não precisa se cobrir, certo?” Ela perguntou enquanto fazia uma cara maliciosa.
! Pelo amor de Deus, né? Eu não estou com frio, mas eu só consigo dormir se eu estiver com uma coberta, entendeu?” Ele perguntou como se aquilo fosse óbvio.
“Então toma...” Ela jogou uma parte das suas cobertas para ele. “E vê se dorme, ok?” terminou a sua frase e se virou novamente de costas para a porta.

Algum tempo se passou até que caísse em um sono leve e tranqüilo, mas aquilo foi o bastante para que resolvesse acordá-la.

?” Ele chegou bem perto dela e sussurrou no seu ouvido, fazendo-a acordar. Ela rapidamente se virou pra ele com aquela cara de quem acaba de acordar.
“Argh! , você não vai me deixar dormir, mesmo? Eu to com sono, amanhã eu tenho que trabalhar...!” A menina estava querendo dormir de verdade.
... Amanhã é domingo e você não trabalha no domingo, pequena.” sussurrou no ouvido dela com uma voz doce que a fez tremer.
“Pois é...” Ela se virou bruscamente para ele. “Você disse que o Ray ia me levar pra jantar amanhã, domingo. Você não me deu nenhuma informação errada, não?” Ela perguntou. Aquela lembrança a fez despertar na mesma hora.
“Desculpa, pequena.” Ele deu um leve beijo na testa dela. “Eu cometi um erro. Ele vai te levar pra jantar na segunda. Me perdoa?” O menino deu um beijo nela, agora no nariz. “Perdoa?” Ele foi beijando todo o rosto dela (menos a boca, obviamente) e ela teve uma crise de riso.
“PÁRA! , pára com isso!” Ela gritava e se debatia contra a cama, tentando fazer com que parasse aqueles beijos.
“Quer que eu pare, é? Então eu vou parar.”

Ele parou de dar beijos surtados nela e passou para beijos calmos, começou na testa, desceu até o nariz, foi para uma bochecha e depois para outra, finalmente chegando ao queixo. Nessa altura a menina já estava completamente ofegante e seu coração estava a quase trezentos (?) batimentos por segundo.

O menino beijou o queixo dela três vezes seguidas e depois foi subindo até começar a encará-la. Seus rostos estavam a um centímetro de distância e ele tentava olhar dentro dos olhos dela. Os olhos de mal conseguiam ficar abertos. O se aproximou dela e deu um leve selinho em seus lábios. A puxou o ar no mesmo momento em que seus lábios se encontraram, fazendo-a erguer o tórax. aproveitou a oportunidade para pegar pelo pescoço e aprofundar ainda mais o beijo, ficando por cima dela.

O garoto começou a passar a língua nos lábios da menina, que não pensou duas vezes antes de dar permissão para que ele fosse em frente naquele beijo, mas rapidamente se arrependeu do que fez e empurrou para o outro lado da cama.

! Você está louco?” Ela gritou.
“Desculpa, ... Eu to carente... Não to acostumado a levar chifres!” abaixou a cabeça e foi engatinhando pela cama até ficar do lado da amiga.
“Ahhh, , tudo bem... Eu te desculpo!” falou essa primeira parte em voz alta. “Além do mais... Esse beijo foi o melhor beijo da minha vida...” A segunda parte foi dita mais para ela mesma do que para .
“O que, pequena?” Ele perguntou.
“Nada não, . Vamos dormir?” A questionou já se deitando.
“A gente pode dormir de conchinha?” O menino perguntou e fez biquinho.
“Vem, ...” Ela se arrumou e fechou a cara, sentindo ele a abraçar por trás e logo depois cair no sono.

Cap. 4

acordou no outro dia e se sentiu levemente desconfortável ao sentir a mão de envolvendo a sua cintura.

... Dá só uma licença... Pra eu poder... Sair da cama?” A menina perguntou com dificuldade, tentando tirar o braço dele. O , por sua vez, apenas grunhiu e apertou mais ainda nos seus braços. “... Eu tenho que arrumar o café. Você não quer me ajudar?”
“Não... Tá tão bom ficar aqui com você... Vamos ficar mais um pouquinho, vamos?” Um suplicante estava pedindo e não teve como a menina negar. Ela se deitou novamente e apertou as mãos de contra sua cintura, onde elas já estavam e os dois ficaram lá... Deitados... Abraçados! Até por volta da hora do almoço.

?” se virou delicadamente para o rosto dele e tocou-o de leve.
“Fala, pequena.”
“Já acordou?”
“Acho que já...” Ele respondeu com a voz abafada pelo travesseiro.
“Vamos levantar?”
“Como você quiser.” disse e se levantou, oferecendo a sua mão para ajudar a se levantar.
“O que você que fazer agora?” Ela perguntou.
“Eu quero...” O pegou a pela cintura e carregou-a até o andar de baixo, onde continuou a mantê-la em seu colo. “Te ajudar a fazer o almoço.”
! Me solta!” gritou enquanto se debatia contra o corpo de .
“Diz que eu posso, primeiro.”
“Você pode! Você pode!”
“Então tá.” soltou a menina e correu para a cozinha.

O almoço não podia ter sido mais divertido. Os dois juntos fizeram brócolis e lentilhas. Obviamente, não ficou muito bom, mas a cozinha estava toda suja. Havia pedaços de lentilha espalhados pelo chão e alguns ramos de brócolis estavam na cabeça dos dois.

! Pára de jogar comida em mim e vamos comer!” Ela gritava enquanto recebia alguns ramos de brócolis na cabeça.
“NÃO VOU PARAR, !” se fez de bravo.
“Vamos comer. Sério.”

Os dois pegaram pratos nos armários, colocaram comida e se sentaram à mesa da sala.

... Sobre ontem...”
“Não... Tudo bem. Finge que não aconteceu nada.”
“Eu acho, , que a gente não deveria fingir que nada aconteceu. A gente tem que conversar sobre isso.”
“Você que sabe... Mas eu acho que eu entendi que você só fez quilo por causa do chifre que você levou daquela tal de Mary.”
“Você entendeu de verdade?” perguntou desconfiado.
“Acho que entendi, ! Eu sei que você não teria mais nenhum motivo aparente pra me beijar!”

A menina se retirou da mesa e foi para o seu quarto. O ambiente da casa estava a deixando extremamente irritada, ela iria se arrumar pra sair.

Como eles moravam na Edgwar Rd, o parque mais próximo era o Hyde Park. Antes de chegar no parque, ela deu uma passadinha no McDonald’s que ficava quase do lado da sua casa e comprou um Big Tasty, porque simplesmente havia ficando com vontade. Ia abrir o sanduíche e dar a primeira mordida quando se lembrou que já havia comido, por mais que aquela refeição tivesse sido extremamente indigesta. Entregou o hamburger para o primeiro mendigo que encontrou e continuou em seu caminho para o parque.

Chegando lá, se sentou em um banco e abraçou as pernas. O inverno ainda estava longe, mas ela sentia frio. Uma sensação ruim veio ao seu peito, apertando o seu coração. Um suspiro. Olhou pra cima.

“Ray!” gritou ao ver quem a observava. “Eu realmente não pensei que você fosse estar aqui, em pleno domingo!”
“Você acha que eu pensei que você fosse estar aqui?” Ray se sentou ao lado dela. “É muito bom te ver por aqui, mas... Você não parece muito bem.”
“Longa história. Quer escutar?” se levantou, estendendo sua mão para ajudar Ray a ficar de pé também.
“Claro! O parque é grande suficiente para isso!” Ele sorriu e saiu andando lado a lado com a .

“Foi isso que aconteceu, Ray. Eu fiquei mal por ele ter me usado daquele jeito, entende?” A contava e, por mais que estivesse no auge do verão, ela abraçava o próprio corpo, tentando aliviar o frio que sentia.
“É, mas... Você gosta desse ?” Ray indagou.
“Não, Ray! Claro que não! O é como se fosse um irmão pra mim. Eu gosto de outra pessoa.”
, eu tenho que te falar uma coisa...”
“Pra isso que eu estou aqui, não é?”
“É que, de uns tempos pra cá, eu venho percebendo que você me olha de um jeito diferente, eu percebo que você fica me olhando quando eu passo perto de você, que você suspira ao me ver... Eu sou o cara que você gosta.” Ele afirmava.
“Eu deixei isso tão na cara assim?” Ela sussurrou.
“É... Talvez um pouquinho mais do que o comum, sabe... E eu queria que você soubesse que eu também sinto alguma coisa por você.”
“Sente?” Os olhos da brilharam e a resposta vinda da parte de Ray foi apenas um beijo. Um beijo delicado e até mesmo um pouco apaixonado.

Separaram o beijo e sorriu, começando a correr pelo parque logo em seguida com Ray ao seu impasse.

Mais tarde naquele dia...

! ! Você tá aqui?” gritava.
“Fala, pequena.” Ele apareceu no topo da escada e ela correu até seu amigo.
, desculpa por hoje de manhã. Eu não queria ter ficado tão estressada por uma coisa tão pequena. Eu não sei o que me deu. Me desculpa?” O abraçou.
“Ahh, tá tudo bem, pequena, mas pra provar que você me perdoou, eu quero que você aceite tomar um sorvete comigo. O que você acha, hein?”
“Claro! Eu quero até te contar uma coisa e não há nenhum lugar melhor pra conversar com o meu melhor amigo do que em uma sorveteria.”

E foram. Pediram uma banana split e a dividiram, metade pra , metade pra .

“E então o Ray me beijou.” Os olhos da garota brilharam.
“E o beijo foi bom?” perguntou.
“É... Foi bonzinho. Nada comparado ao beijo que você me deu ontem a noite, mas foi agradável.” não mediu suas palavras.
“O quê?” O questionou, encabulado. “Eu beijo melhor que o Ray? Foi isso mesmo que você disse?” Sorriu.
“De onde você tirou isso?”
“Você acabou de dizer isso em claro e bom som.”
“Mentiroso!” deu um tapinha de leve no braço dele.
“Te juro. Você disse que eu beijo melhor que o Ray.”
“Me diz que você tá brincando e eu não disse isso alto! Me diz, por favor, !”
“Infelizmente, pequena, não vou mentir pra você. Você disse isso bem alto.” gargalhou.
, por Deus, me desculpa! Eu não quis dizer isso. O Ray é meu namorado agora e... Cara! Não conta pra ninguém que eu disse isso, pelo amor de Deus!” A garota já estava completamente corada.

assentiu com a cabeça e pediu a conta para o garçom. Nada mais foi dito até que eles voltassem pra casa.

...” chamou.
“Oi?”
“Você tem alguma coisa pra fazer? Porque eu pensei que se você estivesse livre agora a noite, a gente poderia assistir uma maratona da Pantera Cor-De-Rosa. Eu até aluguei os DVD’s pra gente ver e tal.” corou.
“Claro. Eu não tenho nada pra fazer e você sabe que eu não resisto à Pantera, né?” disse. “Vou estourar umas pipocas e pegar uns chocolates e umas latinhas de refrigerante pra gente, ok?”
“Refrigerante, ? Eu comprei umas cervejas pra gente, porque eu já tinha a intenção de pedir desculpas. Pega as cervejas, ok?”
, seu pervertido! Tudo bem. Cerveja pra dois.” A falou e se dirigiu para a cozinha.

N/A: Oi, meninas!! Tudo bem com vocês? Quem foi no show do McFly levanta a mão! \o/
Gostaram? Bom, depois do show meu vício quadriplicou. Mais uma atualização pra vocês. Desculpa a demora, mas é que eu to com alguns problemas aqui em relação ao meu local de moradia (meus pais não viajam mais do que não sei o que, sabecomoé) e aí eu acabo ficando sem tempo pra escrever, porque eu também tenho minhas responsabilidades como beta, mas agora minha vida parece estar começando a se ajeitar, então eu prometo atualizar quando a fic chegar nos 60 comentários.
Beijones!

Da mesma autora:
O Diário Da Princesa
How To Touch A Girl
Show De Vizinha
Entre Brasil e Inglaterra: She Left Me
Entre Brasil e Inglaterra 2: Lonely
In The Dark
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