XVIII
Por: Nina M.
Beta-Reader Dani P.
Capitulo 1.
- O Jones tá no seu quarto agora? - Perguntei incrédula para Meg, excentricidades a parte, ela queria um escândalo? Pus meu chapéu no colo e encarei-a. Ela olhava pra mim com um sorriso mais falso do que os peitos da Pâmela Anderson, crente que me enganava da mesma forma que fazia com o resto das nossas tias enquanto tomava chá com o mindinho esticado.
- Priminha, - Ela fez sua voz soar um pouco arranhada, eu fiz uma cara feia depois que me virei pra olhar o lado oposto da sacada, não gostava de lembrar meus laços sanguíneos com essa parte da família, nós deveríamos ter um grau de parentesco bem distante, não parecíamos em absolutamente nada mesmo que ela estivesse sem todos os quilos de pó habituais. Mesmo assim eu não podia sequer me dar ao luxo de ignorá-la afinal eu morava na casa dela.
- Eu sei que você não gosta muito dele, desde o dia em que ele te atirou do deck, na frente de todo mundo. Mas isso não é minha culpa, é? .
- Ah...
- Não, não é! Além do mais ele é formidavelmente gos ... - Megan deu um salto quando a sua mãe parou bem ao nosso lado e levantou-se radiante, balançando seu vestido vermelho florido assim como seus cabelos ruivos, que caiam até a altura do queixo.
- Mamãe, não estou me sentindo muito bem. Posso subir e descansar até a hora do jantar? .
- Pode querida, mas não demore. Afinal é seu aniversário. - Ela sorriu e virou-se para mim enquanto a Meg corria para o quarto, doce ignorância. - Por favor , acorde ela em quinze minutos, sim? .
- Claro. Concordei rapidamente, enquanto a Sra.Stump se afastava. Não culpo a Meg por preferir passar sua festa no quarto, exceto por ela estar se agarrando com um alguém cujo maior passatempo seria me humilhar, talvez não o maior, já que eu não sou lá muito importante, mas não que ela ligue.
Não que eu ligue.
Atravessei a porta que levava ao salão principal, contornei todos os parentes distantes, que fumavam e bebiam na em volta do espaço de dança e sentei em uma extremidade mais vazia.
Corri meus olhos atrás de alguém em especial e o encontrei com um pequeno grupo de pessoas, relativamente perto. Não muito forte, ou exageradamente alto, um ar divertido combinando perfeitamente com o corte irregular do cabelo. Tom Fletcher. Pousei o queixo sobre as mãos e relaxei para observá-lo momentos depois quando ele entrou na dança com a Emma Habery, na terceira música eu percebi que seria algo que poderia faria o resto da noite caso eu não tivesse que “acordar” a anfitriã do dia.
Levantei num pulo, segurei o vestido e corri pelos degraus até o quarto da Meg. Hesitei algum segundo me perguntando se seria realmente sensato interromper seja lá o que estivesse acontecendo lá dentro, mas no fim acabei batendo na porta.
- Meg, abre a porta. A Sra.Stump quer você lá em baixo, agora. - Bati novamente, sem resposta eu girei a maçaneta e entrei no quarto um pouco apreensiva. Ele era grande e todas as cortinas estavam fechadas de forma que a única fonte de luz era uma vela ao lado da cama onde ela estava, para o meu alivio e surpresa, sozinha. Aproximei-me em passos largos e então eu vi.
Ela estava deitada sobre um vermelho vinho que tingia quase toda a cama.
Capítulo 2.
Mesmo que sem algum motivo, a festa continuou para manter a boa impressão dos convidados sobre a Casa, que acreditaram na indisposição repentina da Meg. Passei o resto da noite com o Sr.Habery, pai da Emma e médico da família, cuidando dela, já que depois do susto a Sra.Stump precisou de repouso. A Meg babulciou coisas e abriu os olhos, sempre desfocados, algumas vezes enquanto tratávamos de uma febre. O que eu particularmente não entendi já que ela não parecia ter nada além de um pequeno ferimento próximo a clavícula. Sr.Habery nunca dizia nada, mas não tirava a expressão preocupada da cara.
O que eu não podia parar de me perguntar era se o Danny tinha algo a ver com isso, ele podia ser extremamente desagradável, mas eu não a acho que ele faria algum mal para ela. Tudo seria mais fácil se eu não fosse a única que sabe sobre isso, mas talvez seja melhor continuar calada por agora, até que Meg possa explicar tudo. Quando finalmente amanheceu, ambos deixamos o quarto e eu fui descansar coisa que eu não fazia a aproximadamente vinte e quatro horas. Enterrei-me entre os travesseiros com as pálpebras pesadas. Só voltei a abrir os olhos a noite, tomei um banho, me troquei e desci atrás de notícias.
A casa estava estranhamente vazia, ninguém nos corredores ou nos quartos, corri para o salão um pouco assustada e encontrei dois policiais e alguns criados conversando calmamente.
Todos olharam para mim, sem expressão.
- Você deve ser a Srta. . – Falou o policial mais velho. –Vamos conversar um pouco.
- Conversar? O que está acontecendo? - Perguntei rapidamente, estranhando a formalidade. –Para onde foi todo mundo?
- Calma , esclareceremos tudo. – Foi a vez do mais jovem, que se levantou e aproximou-se de uma poltrona fazendo sinal para que eu me sentasse. Relutante, andei até ele e sentei. – Antes de tudo, não se preocupe com a Meggan, ela está bem. Hoje a tarde já estava recuperada, foi interrogada e liberada.
- E porque não estão todos aqui, se tudo foi resolvido? – Quanto mais eu escutava, menos entendia.
- Ataques semelhantes ao de Meggan vem acontecendo com pessoas da região. Como eles costumam se repetir aconselhamos a família mudar-se temporariamente por questões de segurança, pelo menos até que possamos capturar o culpado. Você não poderia ir com eles porque a casa que eles vão só aceitou os Stump e não poderia ficar porque a mansão vai ficar fechada nesse meio tempo. Felizmente amigos da família se ofereceram para ajudar, você vai morar com eles até que os eles possam voltar. Então vamos levá-la agora, antes que fique mais tarde.
Escutei tudo calada, e voltei ao meu quarto muda, me sentindo só. Arrumei as malas e encontrei com os policiais na carruagem, como já era muito tarde, os dois foram dormindo. Eu não preguei o olho e passei a viagem tentando esquecer o nervosismo. Aproximadamente uma hora depois entramos nos terrenos da família, e em mais dez minutos estávamos na porta da mansão, de onde eles me deixaram com uma criada. Como ela estava iluminando o caminho com uma vela não pude ver praticamente nada por onde passei, subimos alguns degraus e andamos um pouco até o meu novo quarto, onde eu me forcei a dormir novamente.
Acordei tonta e esgotada. Levantei e cambaleei até a janela, era de manhã novamente. Não me sentia cansada quando fui dormir e tive dificuldades para conseguir, então me senti estranha por ter dormido uma noite e um dia inteiro, principalmente por ainda estar cansada depois de tudo isso. Ignorando a minha cabeça que latejava, vesti um vestido mais apresentável, bordado na altura dos ombros, prendi o cabelo em um coque e desci para agradecer a hospitalidade.
Fiz o caminho inverso da noite passada e chequei a maioria dos cômodos atrás de alguém, a casa era grande, e exageradamente decorada. Antes que eu pudesse achar qualquer coisa topei com uma senhora nos corredores.
- Ah, você deve ser a mocinha que veio morar por uns tempos. – Era uma senhora grande e um tanto gorda, o que tentava esconder com o vestido apertado, o que só a fazia parecer ridícula.
Ela apertou as minhas bochechas, me levou apressadamente até uma sala e me empurrou para dentro. – Entre querida, todos já estão comendo.
Entrei tropeçando e levantei o queixo, pronta para contornar entrada ‘não tão triunfal’ com um sorriso. Mas antes que meus músculos respondessem, eu vi Danny Jones em uma das cadeiras.
E ele estava olhando diretamente para mim.
Capítulo 3
- ? Não quer se sentar? – Um senhor perguntou depois de me ver estática por alguns segundos encarando o Danny. Eu devo ter parecido um tanto idiota, mas eu realmente não estava olhando, eu estava encarando, mesmo que ele fosse extremamente atraente. Ele tinha algo adulto, certo, que chegava a ser atrativo. Mesmo que irritante, como o próprio. Eu apenas acenei e corri até uma cadeira em volta da mesa. - Sou o Sr.Jones, estamos todos muito felizes por tê-la conosco.
Eu pude ver uma expressão aborrecida varrer o rosto de Danny, e por um segundo ele levantou os olhos aos meus. Eu me virei e comecei a encher o prato, sentindo as bochechas queimarem.
- Obrigada, não tenho como agradecer.
- Não se preocupe, era o mínimo que podíamos fazer. Esses quartos andam precisando de ocupantes. Você é a segunda este ano, e por falar nisso Daniel, onde está o seu primo? – O Danny ignorou a pergunta e continuou mastigando a comida, ele abriu a boca para falar algo, mas parou quando escutamos barulhos de passos. Não, alguém estava correndo. Esperamos, olhando para a porta, até que um garoto apareceu nela, ele arfava um pouco.
- Bom dia! – Ele falou, e parou para respirar. – Me desculpem, vim correndo, eu estava no lago. O clima está perfeito, deveríamos sair um pouco, caçar ou algo assim.
- Cale a boca e sente-se, Poynter. – O Sr.Jones falou rindo. – Não está vendo? Temos uma dama na casa agora.
-Ora, ora. - O garoto olhou para mim. Andou até a mesa, puxou uma cadeira ao lado da minha e estendeu a mão. – Dougie Poynter.
- Prazer, . – Mesmo com os cabelos despenteados e a camisa amassada, ele conseguia ficar totalmente apresentável sem nem tentar.
- Largue a mão da menina e coma Dougie. – Ele disse rapidamente. - Eu vou indo, tenho muito que fazer hoje. E vocês dois certifiquem que ela se sinta em casa.
- Claro Tio. – Dougie mostrou os dentes enquanto mastigava.
Com isso ele revirou os olhos e foi embora.
Um pouco depois Danny também saiu sem dizer uma palavra. Sem pensar eu me levantei, e disse ao Dougie que tinha que ir ao banheiro. Na verdade, eu precisava tirar a história da Meg a limpo, ou eu continuaria me sentindo cúmplice de algo. Eu tinha que ter certeza que ele não tinha nada a ver com tudo o que tinha acontecido. Era só perguntar, certo?
Passei a tarde seguindo ele pelos terrenos, tentando criar coragem. ‘oi, prazer. Você atacou a minha prima semana passada?’. Não importa que tipo de abordagem eu faça, não tem como ser muito menos estranho do que isso, além da possibilidade dele me atirar de algum deck, mesmo sem nenhum por perto. Depois de andar bastante, ele não parecia ter nenhum interesse em voltar pra casa ainda. Eu já estava ficando com dores nos músculos que eu não sabia que existiam, e a idéia de refazer passo por passo na volta me dava náuseas. Então virei e tomei o caminho de volta. Xinguei a minha falta de coragem, mas eu podia perguntar mais tarde, não é como se eu não estivesse morando na mesma casa que ele. Pensar nisso é estranho.
Parei para descalçar os sapatos por um segundo e senti uma mão pousar sobre o meu ombro. Antes que eu pudesse gritar ela me virou e eu dei de cara com Danny. Ele pôs a que sobrava no meu outro ombro e me empurrou contra uma árvore. Depois abaixou a cabeça na altura da minha pra me olhar nos olhos de um jeito que eu pude sentir a sua respiração, então eu prendi a minha.
- Ok. O que você quer? – Ele perguntou com os dentes cerrados. – É melhor você ter uma boa razão para me seguir até aqui.
Ele estava muito perto, muito aborrecido, se eu fosse perguntar algo agora uma convivência suportável estaria fora de questão. Então eu fiz um barulho estranho e fiquei calada.
- Garota estranha. – Ele olhou para mim de cima a baixo e me largou. Perfeito.
Capítulo 3
- ? Não quer se sentar? – Um senhor perguntou depois de me ver estática por alguns segundos encarando o Danny. Eu devo ter parecido um tanto idiota, mas eu realmente não estava olhando, eu estava encarando, mesmo que ele fosse extremamente atraente. Ele tinha algo adulto, certo, que chegava a ser atrativo. Mesmo que irritante, como o próprio. Eu apenas acenei e corri até uma cadeira em volta da mesa. - Sou o Sr.Jones, estamos todos muito felizes por tê-la conosco.
Eu pude ver uma expressão aborrecida varrer o rosto de Danny, e por um segundo ele levantou os olhos aos meus. Eu me virei e comecei a encher o prato, sentindo as bochechas queimarem.
- Obrigada, não tenho como agradecer.
- Não se preocupe, era o mínimo que podíamos fazer. Esses quartos andam precisando de ocupantes. Você é a segunda este ano, e por falar nisso Daniel, onde está o seu primo? – O Danny ignorou a pergunta e continuou mastigando a comida, ele abriu a boca para falar algo, mas parou quando escutamos barulhos de passos. Não, alguém estava correndo. Esperamos, olhando para a porta, até que um garoto apareceu nela, ele arfava um pouco.
- Bom dia! – Ele falou, e parou para respirar. – Me desculpem, vim correndo, eu estava no lago. O clima está perfeito, deveríamos sair um pouco, caçar ou algo assim.
- Cale a boca e sente-se, Poynter. – O Sr.Jones falou rindo. – Não está vendo? Temos uma dama na casa agora.
-Ora, ora. - O garoto olhou para mim. Andou até a mesa, puxou uma cadeira ao lado da minha e estendeu a mão. – Dougie Poynter.
- Prazer, . – Mesmo com os cabelos despenteados e a camisa amassada, ele conseguia ficar totalmente apresentável sem nem tentar.
- Largue a mão da menina e coma Dougie. – Ele disse rapidamente. - Eu vou indo, tenho muito que fazer hoje. E vocês dois certifiquem que ela se sinta em casa.
- Claro Tio. – Dougie mostrou os dentes enquanto mastigava.
Com isso ele revirou os olhos e foi embora.
Um pouco depois Danny também saiu sem dizer uma palavra. Sem pensar eu me levantei, e disse ao Dougie que tinha que ir ao banheiro. Na verdade, eu precisava tirar a história da Meg a limpo, ou eu continuaria me sentindo cúmplice de algo. Eu tinha que ter certeza que ele não tinha nada a ver com tudo o que tinha acontecido. Era só perguntar, certo?
Passei a tarde seguindo ele pelos terrenos, tentando criar coragem. ‘oi, prazer. Você atacou a minha prima semana passada?’. Não importa que tipo de abordagem eu faça, não tem como ser muito menos estranho do que isso, além da possibilidade dele me atirar de algum deck, mesmo sem nenhum por perto. Depois de andar bastante, ele não parecia ter nenhum interesse em voltar pra casa ainda. Eu já estava ficando com dores nos músculos que eu não sabia que existiam, e a idéia de refazer passo por passo na volta me dava náuseas. Então virei e tomei o caminho de volta. Xinguei a minha falta de coragem, mas eu podia perguntar mais tarde, não é como se eu não estivesse morando na mesma casa que ele. Pensar nisso é estranho.
Parei para descalçar os sapatos por um segundo e senti uma mão pousar sobre o meu ombro. Antes que eu pudesse gritar ela me virou e eu dei de cara com Danny. Ele pôs a que sobrava no meu outro ombro e me empurrou contra uma árvore. Depois abaixou a cabeça na altura da minha pra me olhar nos olhos de um jeito que eu pude sentir a sua respiração, então eu prendi a minha.
- Ok. O que você quer? – Ele perguntou com os dentes cerrados. – É melhor você ter uma boa razão para me seguir até aqui.
Ele estava muito perto, muito aborrecido, se eu fosse perguntar algo agora uma convivência suportável estaria fora de questão. Então eu fiz um barulho estranho e fiquei calada.
- Garota estranha. – Ele olhou para mim de cima a baixo e me largou. Perfeito.
Continua…
N/A: Nada muito emocionante ainda, mas está no começo, então...
bejobejo
N/B: Qualquer erro avisem: ilove.dani@hotmail.com ou @danypeixoto