Who Said It Could Not Be Forever?
Autor: Saáh Dias.
Beta-Reader: Lizzie


Capítulo 1

Acordei e olhei no relógio: 7 horas da manhã de um Domingo, mas não um Domingo qualquer, era o Domingo, eu ainda não acredito que está realmente acontecendo comigo; Eu estou indo pra Londres no dia seguinte e estou ansiosa demais para conseguir dormir, resolvi ligar o computador, talvez tivesse algo que me distraísse; Olhei o Orkut e vi um novo depoimento, era de , meu ex-namorado. Será que ele não vai desistir nunca? Eu sabia que ele odiava muitas coisas que eu gostava e tal, claro eu também odiava muitas coisas que ele fazia, mas mesmo assim; Eu não era ridícula como ele era, mas eu tive que ser idiota e sempre pensar duas vezes antes de terminar com ele! Burra! Eu tenho que admitir, o problema era namorar com ele tanto tempo, é muito mais difícil pra terminar, principalmente quando você nunca terminou em 2 anos de namoro! Por que terminar agora? Como dizem os sábios: “Você está empurrando com a barriga”, e era isso mesmo que eu estava fazendo! Mas o que ele fez comigo, foi inexplicável! Eu não vou perdoar o que ele me fez, mas não mesmo!

Flashback On:

- , amiga! - Fiz aquela voz de bebê que sempre dava certo.
- Que foi criança? - Ela me olhou já desconfiada, aí vem bomba!
- Vamos comigo pra Inglaterra? - Esse é meu maior sonho, não só pelo fato da Inglaterra ser um País maravilhoso e tal, não é só porquê eu já queria estudar Inglês em outro país, mas sim porque tinha um motivo especial, eu estava sonhando com aquilo todos os dias e sabia bem de tudo isso; Eu sempre contava o sonho que eu tive pra ela quando eu chegava na escola; Era o McFly, meus sonhos eram todos com eles incluídos. E eu amo isso! Ainda mais porque esse sonho me fez pensar seriamente por horas e me fez tomar a decisão de ir pra lá, só pode ser um sinal dos céus. Uma visão de que aqueles sonhos se realizariam!
- O que você sonhou dessa vez? - me olhou abismada. Claro que a idéia não era ruim, não mesmo, ela tinha amado a ideia, mas tinha que saber o que fez sua Best ficar tão decidida.
- Haa amiga... - Eu a abracei com os olhos brilhando e disse – Eu tinha me casado com o !
- Eu sabia! Tinha que ter o no meio não é? Ela começou a rir.
- Mas então você vai? A gente consegue; Eu já olhei tudo, a gente trabalha por um ano mais ou menos e junta o dinheiro pra ir! - Olhei pra ela com cara de cachorro pidão.
- Antes de responder eu tenho que te contar uma coisa. - e fez uma cara pensativa.
- Então fala uai! - Franzi a testa.
- Eu sonhei que tinha casado com o ! - Ela abriu um largo sorriso e pareceu voltar pro seu sonho enquanto falava.
- Viu? É um sinal dos céus! A gente tem que ir pra lá achar nossos maridos!
- Claro! A gente vai depois de juntar o dinheiro! - Ela já tava elaborando um plano na cabecinha dela, tenho certeza; Ficamos em silêncio por um tempo, perdidas em pensamentos.
- Mas ...
- O quê?
- Você vai contar pro ?
Parei um pouco pra pensar, isso será difícil.
- Acho que não. Ele não me apoiaria, você sabe. - Ela assentiu com a cabeça.
- Ele acha que eu jamais vou sair daqui sozinha pra fazer Faculdade, quanto mais ir pra Inglaterra!
- É eu também não vou contar pro meu irmão, nesse sentido ele e são idênticos. Uma dupla de egoístas e idiotas!
- Verdade! Falei rindo com a ideia genial que eu tive. Londres... - Me perdi em pensamentos novamente.

Flashback Off.

- por favor, a gente precisa conversar! Atende pelo menos ao telefone. Bjo.
- Ele acha mesmo que eu vou conversar com ele? Cara, que ilusão!
Desliguei o computador e voltei pra cama, não ia dormir, eu sabia disso, porém não vou ficar olhando nenhuma mensagem idiota de ; Ele não vai estragar o meu dia. Não vai mesmo!
Cobri-me e enfiei um travesseiro no rosto. É o grande problema do meu quarto, ele é claro demais, mas vai ser por só mais um dia. Só de pensar nisso um sorriso abre em minha boca; Eu estou indo pra Londres e todo esse passado terrível vai ficar para trás. Pra sempre!

Flashback On:

- Amiga, só falta um mês de trabalho agora! - pulava na minha cama igual uma perereca.
- Você acha que eu não sei? - Disse me juntando a ela na cama. Paramos de pular e sentamos exaustas. - Só tem um problema nisso tudo. Eu disse por fim, ainda ofegante.
- O que? - me olhou preocupada.
- Eu tenho que contar pro . - Falei olhando pro chão.
- Amiga, não fica assim não, se ele te ama de verdade ele vai te entender e te apoiar, você vai ver!
- É você tem razão, se ele não me apoiar é por que ele nunca me amou de verdade!
- Pronto, agora melhora essa cara porque nós estamos indo pra LONDRES! Começamos a gritar como loucas até meu pai vir me chamar.
- , está lá na porta, vai abrir pra ele! Meu pai já sabia dessa história, porque eu pedi pra ele não comentar nada sobre a viagem perto de , pois eu queria que ele soubesse por mim, e meu pai desconfiava que hoje eu falaria pra ele.
- Entra amor. - Disse dando um selinho nele; Depois de um ano de namoro ele era sempre tão indiferente às vezes, não carinhoso e atencioso como no começo.
Sempre que a gente brigava eu jogava isso na cara dele. Era como se ele usasse uma máscara pra me conquistar e depois de um ano deixasse a máscara cair e dissesse: Aí burra esse é o seu verdadeiro namorado, agora aguenta!
- Oi, amor. - Ele disse depois do selinho, já indo pra dentro de casa pra cumprimentar o pessoal. Eu fui atrás e logo aparece.
- Ei ! Tudo bem?
- Tudo e você?
- Bem também. - Ela virou-se pra mim e disse. – Já vou amiga, amanhã a gente conversa tá?
- Pode deixar, eu te ligo. - Eu disse já sabendo o que queria conversar.
- Tchau . - Ela disse saindo pela porta.
Nós nos sentamos na calçada, o dia está agradável pra ficar do lado de fora de casa e o que eu quero conversar não é muito bom todo mundo lá de casa ficar ouvindo, mesmo porque eu não sei qual será a reação de .
- Amor, a gente precisa conversar. Eu falei meio receosa.
- Então fala, o que você quer? - Ele franziu a testa e me encarou, coisa que ele não consegue por muito tempo.
- Lembra quando eu te disse ano passado que eu ia juntar dinheiro, por isso não estava indo entrar na faculdade ainda?
- Não sei, acho que sim por quê? - Ah que saco! Ele nunca lembra de nada que eu falo. E ter que lembrar ele sempre é terrível!
- Eu vou te dizer o motivo de eu ter juntado o dinheiro. - Puxei o rosto dele pra eu poder olhar nos seus olhos. Eu amo fazer isso.
- Hey não era pra sua faculdade não? - Ele já estava desconfiado.
- Não exatamente...
- Anda fala logo! - Ele estava ficando irritado.
- Calma amor, não precisa gritar não! Agora eu estou me irritando.
- Desculpa amor, continua.
- Bom, eu e a juntamos o dinheiro pra gente ir pra Inglaterra. Nós vamos morar lá e estudar Inglês por um ano, e nosso maior objetivo depois disso é fazer faculdade lá. Pronto falei!
- Você só pode estar brincando! - Cara por essa eu não esperava, ele rir? Ele riu, mas ao mesmo tempo pareceu histérico, irado, uma mistura de sentimentos; Não consigo identificar todos.
- Não eu não estou! - Falei séria e firme encarando-o e ele estava me encarando também; Isso não deve ser bom, mas não mesmo.
- Você só pode estar louca! Seu pai deixou isso? - Pronto! Começaram os ataques de fúria.
- Deixou, na verdade ele me ajudou e muito! - Ele se levantou e eu levantei junto.
- Você não vai! Não é possível isso! - Ele deve estar falando mais pra si mesmo do que pra mim.
- Acorda eu vou sim, meu avião sai no mês que vem! Eu queria que você pelo menos fosse meu namorado agora e me apoiasse já que você nunca fez isso! - Eu agora já estou chorando. Eu não queria chorar, mas a raiva foi mais forte que eu.
- Te apoiar? Você vai me deixar e ainda quer que eu te apóie? Nunca!
- Apesar de tudo eu esperava que você fosse agir diferente dessa vez, mas não, você vai sempre ser assim, por mais que eu tenha tentado nesses quatro anos de namoro. VOCÊ NUNCA VAI MUDAR! - Eu não queria gritar, mas quando eu vi, já tinha feito isso.
- Sabe o que mais? Vai pra lá encontrar aqueles gays do Mc sei lá o que! Tomara que essa merda desse avião caia! - Ele disse, depois se virou e entrou no carro, saindo em disparada.
- Caia...? - Eu já estava soluçando, não consigo acreditar no que eu acabei de escutar. Ele queria que o avião em que eu e estaremos caísse! Ele só podia estar brincando. Mas não ele não estava! Foi isso mesmo que eu escutei.

Flashback Off.

Olhei no relógio pela décima vez, 8 horas ainda é muito cedo, mas eu tenho que me distrair, essas lembranças vão acabar me fazendo chorar se eu ficar aqui mais um segundo.
- Um banho, eu preciso de um longo banho!
Devo ter ficado meia hora no banheiro e só sai também porque meu pai me chamou pra tomar café. Depois fui escovar os dentes e trocar de roupa, quando acabei ouvi meu celular tocar, achei que seria uma das meninas então corri pra atender e pra minha surpresa quando olhei no visor...
- Aii que MERDA! Esse menino não cansa não?!
Atendi ao telefone e nem dei tempo dele dizer nada.
- Acorda eu não quero falar com você ou ouvir a merda da sua voz, me deixa em paz e não preocupa não. Quem sabe a PORRA do avião cai amanhã do jeito que você me disse? Como você quer que aconteça!
Desliguei e estou com uma vontade louca de jogar o celular na parede, mas aí eu lembrei que ele foi muito caro pra eu poder fazer isso. Acalmei-me e terminei de me arrumar quando o celular tocou de novo, já comecei a me irritar achando que era , porém eu me acalmei vendo que era , minha Best.
- Oi, !
- Oi, e ai ta pronta?
- Lógico! Só um pouco irritada.
- Com o que?
- .
- Ah, o que aquele menino fez dessa vez?
- Quando tiver todo mundo junto eu conto, pra economizar saliva! - Cai na risada e também.
- Ta bom, a gente passa aí daqui a pouco, ok?
- Ta legal , beijo.
- Beijo.

Flashback On:

- !
- Meu Deus , o que aconteceu com você amiga?
- Eu conto só depois que as meninas chegarem, liga pra elas pra mim?
- Está bem, senta aí amiga, eu vou pegar o telefone.
Depois do que eu escutei, eu resolvi não entrar em casa, meu pai ia se desesperar se me visse chorando daquele jeito, então fui pra casa da minha Best desde os meus 3 anos de idade. Ela morava do lado da minha casa e me entedia, me ajudava principalmente em situações como essa. ligou pra e pra e não demorou muito elas já estavam tocando a campainha da casa de .
- Agora conta, o que aconteceu? - disse preocupada, mas também qualquer um ficaria olhando pra mim, eu estou péssima!
Contei tudo o que eu conversei com menos a última frase.
- , você sabia que essa seria a reação dele. - disse mais tranquila.
- É mesmo amiga, melhora essa cara vai! - disse limpando minhas lágrimas.
- Não é só isso meninas, a pior parte eu vou contar agora.
- Então conta logo! - disse já curiosa. Ela era assim, a mais meiga, mas também a mais curiosa de todas, ela não era assim tão Best como a , mas era minha amiga e eu a amo muito também; Antes de eu contar eu já tinha controlado o choro, estava mais calma, mas não sabia se ia durar muito.
- Ele disse: “Sabe o que mais? Vai pra lá encontrar aqueles gays do Mc sei lá o que! Tomara que essa merda desse avião caia!” - Eu já disse começando a chorar de novo só que agora eu não estou prendendo mais, eu estou chorando com vontade, esperando que tudo acabe logo.
- O que? - falou completamente horrorizada pelo que ela tinha acabado de escutar. – O avião cair com a gente dentro? - Eu assenti com a cabeça.
- Eu não acredito nisso, foi assim mesmo que ele disse ? - perguntou chocada.
- Ca...da pa...la...vra. - Eu já não consigo falar, eu soluço e as palavras saem como se eu fosse gaga.
- Ah, mas eu vou dizer umas poucas e boas pra ele agora! - levantou nervosa caminhando até a porta, mas a puxou. Eu estou travada já que sempre é a mais meiga e inocente. Vendo-a querer me defender assim da muita alegria apesar do que aconteceu.
- esquece isso, ele não merece nem que a gente esteja conversando sobre ele aqui. - disse fazendo sentar na cama.
- É vamos esquecer isso amigas. - Eu disse mais controlada. – Já que ele quer que eu morra então pra mim ele morreu hoje!
- Isso aí! - Disseram as outras três juntas.

Flashback Off.
- Tô indo pai! - Gritei logo que ouvi a buzina do carro do pai de .
- Está bem e juízo mocinha.
- Ok! Eu já nasci ajuizada esqueceu? - Eu ri.
- Ei, meninas! Preparadas para o dia de farra e despedida? - Disse entrando no carro.
- Claro! - Disseram juntas.
- Mas não esquece que você vai ter que nos contar o que fez dessa vez. - disse, como sempre curiosa.
- Beleza, mas deixa pra depois.
- Ok. - Ela assentiu com um sorriso.
Contei para as meninas toda a história desde eu ter acordado cedo até eu ter atendido ao telefone. Claro elas amaram a parte em que eu xinguei ele, mas se eu for parar pra pensar nisso eu fico triste, eu ainda amo apesar de tudo. São quatro anos de namoro e convivência, não é fácil esquecer disso, eu juro que se não fossem as meninas eu tava na fossa até agora!
- dorme e descansa amiga, amanhã é o nosso dia! - disse super animada.
- Nós também vamos descansar porque a gente quer acordar amanhã pra levar vocês na rodoviária. - disse mais pra do que pra ela.
- Hey, não me olha assim não, eu vou conseguir acordar! - falou percebendo a indireta.
- Ok, ok meninas, vamos todas dormir e , se você não acordar a gente vai na sua casa com um monte de panelas pra te acordar da pior maneira possível! - Eu disse fazendo cara de mãe mandona.
- Isso foi uma ameaça mocinha? - disse tentando prender a risada.
- Com certeza! - Disseram as três.
- Ok eu já disse que vou acordar, não quero ter uma experiência dessas na memória! - disse já não segurando o riso, acho que ela tava imaginando a cena.
- Boa noite Best’s!
- Boa noite !

Entrei em casa e fui direto pro banheiro, escovei os dentes e corri pra minha cama. É minha ultima noite com ela, eu tenho que aproveitar cada segundo dessa noite, talvez seja a ultima vez que eu sonharei com os meninos, com o ... Eu não vejo a hora de chegar lá e ver que todos os meus sonhos vão se realizar, ou pelo menos o de conhecer os McGuys. Mergulhada em pensamentos, adormeci em menos de 10 minutos.
- , acorda, anda!
Meu pai está me sacudindo enquanto eu luto pra continuar dormindo e tendo esse sonho tão perfeito, mas não consegui, em poucos segundos eu estou de pé entrando no banheiro pra fazer minha higiene pessoal, depois recebo a ligação de só pra confirmar se eu já estou acordada. Terminei de tomar café e liguei pra , e ela já acordou, então liguei pra que, pra minha surpresa também já tinha acordado. Combinei com as meninas de a gente se encontrar aqui em casa pra irmos pra rodoviária.
- Bom dia Best’s
- Bom dia !
- Preparada? - disse com um largo sorriso.
- Eu nasci preparada pra esse momento querida! - Falei com cara de: Daã é óbvio!
- Então vamos meninas? - Meu pai disse isso e logo nós entramos no carro, eu já tinha me despedido da família lá em casa e só meu pai ia com a gente até lá, junto com o pai de . Chegamos à rodoviária e logo nós estamos esperando só o momento do ônibus sair.
- Eu odeio esse cheiro! É tão horrível! - Eu disse fazendo uma careta. – O aeroporto daqui bem que podia funcionar, pegar um ônibus pra ir pra BH e ficar sei lá quantas horas dentro dele é um saco!
- Hey amiga para com isso, a gente tá indo pra Londres, pensa nisso que você esquece tudo rapidinho! - falou tentando me animar.
- Meninas, o ônibus sai daqui a 10 minutos. - Pai disse voltando da loja com água, refrigerante e 4 pacotes de batatinha e entregando pra gente.
- Ai pai, obrigada. É capaz de a gente sentir fome mesmo. - Eu disse entregando para as coisas dela.
Meu pai foi junto com o pai de levar nossas malas para o ônibus enquanto eu e as meninas estávamos começando a nos despedir.
- Eu vou sentir tanta falta de vocês. - falou enxugando as lágrimas que caíam no seu rosto.
- Nós também , , vocês vão estar sempre nos nossos corações! - Eu também estou chorando, igual a uma condenada, devo admitir.
- É verdade, mas vai ser por pouco tempo não é? Vocês vão pra Londres nos visitar qualquer dia desses. - falou também não contendo as lágrimas.
- A gente vai tentar não é ? - falou quase aos soluços.
- Com certeza! - deu aquele sorriso e nós demos também; Apesar de estarmos indo embora nós nunca nos esqueceríamos da nossa amizade.
Nós estávamos tão distraídas em nos despedir que nem percebemos a presença de um ser estranho ali, um ser que eu conhecia bem e era a última pessoa nesse mundo que eu queria ver.
- , eu conheço essa voz, e se for de quem eu estou pensando eu já vou começar a me controlar desde agora.
- O que você está fazendo aqui idiota? - falou irritada quando nós olhamos pra trás e vimos que era que estava ali, na nossa frente.
- Calma, eu só queria pedir desculpa pra você . Ele falou olhando pro chão; com certeza ele estava tentando juntar forças para continuar ali. – E pra você também , eu não devia ter dito aquilo, falei sem pensar. - Nessa hora ele olhou pra mim. – Me perdoa ?
- Não! E mesmo por que isso não me importa mais. Para mim você morreu aquele dia! Eu disse e puxei as meninas para mais perto do ônibus; Eu queria sair dali, preferia ficar dentro do fedor horrível do ônibus do que olhar pra cara dele ou ouvir aquela voz.
- Por favor... - Ele parecia que ia chorar e eu também iria se não tivesse pensado no que eu pensei. Peguei uma folha que estava na minha bagagem de mão; Parecia que eu tinha previsto aquilo, mas eu tinha sonhado com isso uma semana antes. É isso! Os sonhos irão mesmo se realizar, e o primeiro deles acabou de acontecer. Entreguei o papel pra ele e cantei:

?
Since she left me
Desde que ela me deixou
She told me
Ela me disse:
Don't worry
"não se preocupe",
You'll be ok you don't need me
"você vai ficar bem", "você não precisa de mim",
Believe me you'll be fine
"acredite, você vai melhorar"
Then I knew what she meant
Então eu soube o que ela queria dizer
And it's not what she said
E não era o que ela disse
Now I can't believe that she's gone
Agora eu não acredito que ela se foi
?


Depois de cantar eu entrei no ônibus e me sentei no meu lugar.
- O que isso quer dizer? - Ele perguntou para as meninas um pouco confuso; Elas, pelo contrário, conheciam bem essa tradução, essa música; Era do McFly: She Left Me. já imaginando o que tinha na mão dele parou na porta do ônibus.
- Lê o papel que ela te deu, com certeza tem a tradução que você quer tanto descobrir. - Ela deu um beijo nas meninas e no seu pai e então entrou.

POV:

Eu fiquei mais confuso ainda, porém fiz como disse. Li o papel, e como desconfiava era a música, com sua letra original e tradução. Passei meus olhos pelo ônibus mais uma vez e encontrei os olhos de na janela; Eu tinha quase certeza que aquele era o nosso último olhar.
- Eu a perdi para sempre. - Disse mais para mim mesmo do que para qualquer outro que pudesse ouvir.
- Você pode ter certeza disso. - Virei-me para ver quem dizia isso. Era , e ela dizia com toda razão, eu fiz o que nenhum namorado faria. Eu praticamente roguei uma praga de morte em uma das pessoas que eu mais amava nesse mundo e ainda amo.
e tiraram os olhos de mim e olharam para o ônibus. Ele estava partindo, levando dentro dele o amor da minha vida. Elas acenaram e depois que o ônibus se perdeu de vista elas se viraram e foram embora, e eu fiquei ali, olhando para o lugar onde eu tinha visto os olhos dela pela última vez.
- Agora é tarde demais - falei pra mim mesmo e fui embora dali.

End POV.

Vi entrando no ônibus pela janela, ela estava radiante com o que eu tinha acabado de fazer. Ela sentou do meu lado e me deu um abraço.
- Agora a gente vai começar uma nova vida, vê se alegra essa cara! - ajeitava suas coisas e tentava me reanimar.
- É você está certa! Nova vida, novas pessoas, McFly... - Abri aquele sorriso. Lembrar-me deles me deixa feliz, lembrar-me DELE me deixa feliz!
Nós acenamos para as meninas e nossos pais da janela, eu sentiria falta dali, dos amigos, dos meus pais, mas agora uma nova vida me esperava em Londres.
Eu sei que um dia eu vou voltar, e quando esse dia chegar eu quero estar com uma vida totalmente nova. Eu quero estar com uma pessoa em particular, e essa pessoa vai me fazer feliz como nenhum outro conseguiu fazer. Eu quero estar com ou somente .
- Pois é! Agora eu vou dormir, a gente acordou muito cedo hoje. - Ela disse já fechando os olhos e colocando os fones de ouvido.
- É eu vou dormir também, quem sabe eu não sonho com o ? - não me ouviu, os fones estavam muito altos e eu dei de ombros, coloquei meus fones e me encostei-me à cadeira.
- É uma nova vida... - Eu disse baixinho antes de adormecer.

Capítulo 2

- Amiga acorda! me sacudia na cadeira do ônibus e eu, como sempre quero continuar dormindo. Meu sonho estava perfeito, e dessa vez o aparece nele do começo até o fim, quando me acorda pra fazer sei lá o que.
- Pronto acordei, pode parar de me sacudir! Eu disse esfregando os olhos e bocejando em seguida. – Quem morreu? - Perguntei debochada e com um largo sorriso ao ver o rosto dela que me dizia: Idiota.
- Ninguém morreu não nós só chegamos em BH, anda logo que a gente tem que encontrar seu primo, ele deve estar esperando lá fora! - Ela falou já se levantando com sua bagagem de mão e eu tratei de pegar a minha também e ir.
Passei os olhos pela rodoviária. As capitais são sempre cheias de gente, mas enfim encontrei-o e saí correndo ao seu encontro.
- Thiago, amor da minha vida, que saudades! - Eu disse dando um longo abraço no meu priminho de quase dois metros de altura. Ele é um amor de pessoa e aceitou sem problemas levar eu e no aeroporto, claro também pra poder se despedir de mim.
- Ei, como é que está a minha princesa? - Ele falou com um largo sorriso pra mim.
- Eu estou bem Thi, você sabe, ônibus me cansa, mas fora isso eu estou super bem! - Falei empolgada. Aí vi chegando até nós, fui então apresentá-los.
- Thiago, essa é minha amiga que vai comigo para Londres. - Falei apontando para que largava sua bagagem no chão do seu lado.
- Oi, , prazer em te conhecer. - Ele disse dando os famosos três beijinhos nela.
- Oi, Thiago o prazer é meu. - Ela abriu um sorriso envergonhado e voltou a pegar suas coisas do chão.
- Vamos Thi? Eu estou com uma vontade louca de tomar um banho! - Eu falei voltando a abraçá-lo.
- Vamos sim, me dá essas malas aqui. Vocês ficam só com as de rodinhas. - Ele falou e pegou nossas bagagens, nos levando até o carro. Como sempre muito cavalheiro.

Chegamos ao apartamento de Thiago e organizamos as malas na sala, nós íamos ficar lá apenas uma hora. Eu fui tomar banho enquanto lanchava com Thiago. Quando eu acabei fui lanchar e ela foi tomar o banho dela.
- Vocês já têm casa lá ? - Thi me perguntou com cara de preocupado. Ele já tinha ido pro Canadá uma vez, ele sabe como é. – Tudo está organizado? Eu posso ajudar vocês em qualquer coisa. - Ele falou me dando um beijo na testa.
- Já está tudo organizado Thi, não preocupa não. Nós só não temos móveis na casa, o que a gente tem é básico, mas nos vamos chagar lá com um emprego garantido. Eu vou trabalhar em uma loja de roupas no Shopping e Anna Paula numa lanchonete do mesmo Shopping. - Terminei de dizer e enfiei um biscoito na boca.
- Ei viciada em chocolate, nós temos 20 minutos para chegar ao aeroporto. - falou já indo em direção as suas malas e colocando algumas coisas dentro.
- É mesmo , nós temos que ir logo porque nunca se sabe como está o trânsito dessa cidade! - Thi falou já guardando os biscoitos e deixando a louça suja na pia da cozinha.
- Ok, eu só vou ao banheiro escovar os dentes tá? - Falei com cara de cachorro pidão.
- Tá! - Disseram os dois juntos.

Depois de escovar os dentes eu me encontrei com Thi e , descemos as escadas do prédio com as malas e entramos no carro do Thi. Por incrível que pareça teve pouco engarrafamento, nós chegamos no aeroporto em 15 minutos e o vôo saia em meia hora. Ficamos sentados conversando e esperando o embarque. Thi nos dava conselhos do que fazer quando chagasse lá, algumas frases em inglês importantes para a gente se informar. Ele foi muito atencioso com o nosso nervosismo e tentava sempre acalmar a gente.
Ouvimos o aviso de que o avião ia partir, nos despedimos de Thiago e entramos no portão de embarque, eu e não dizíamos nada, nós só estávamos apreensivas. Começamos a conversar só depois que sentamos em nossas respectivas poltronas no avião, como Thi tinha aconselhado pedimos poltronas antes da asa do avião, pois daria menos enjôo ou sensação de incômodo.
- É agora amiga. - Falei para quando escutei o aviso para que os passageiros apertassem os cintos. Ela assentiu com a cabeça e pegou colocou seus fones de ouvido. Eu fiz o mesmo e em poucos segundos, estávamos voando além das nuvens do Brasil. A imagem era esplêndida! Era um céu tão azul e com as nuvens abaixo de nós. me olhou também maravilhada com a beleza que nossos olhos estavam presenciando.
- Eu vou tentar dormir, por mais que seja lindo ainda me deixa assustada. - me disse com um sorriso no rosto demonstrando um pouco de felicidade e preocupação ao mesmo tempo.
- Eu também vou tentar dormir, quero sonhar com o . - Falei já me lembrando do último sonho.
- Hey, eu quero sonhar com o também! Me ensina sua técnica? - Ela disse caindo na gargalhada e alguns passageiros do avião pararam pra nos encarar. Eu bati no braço dela de leve com vergonha de tantos olhos estranhos nos encarando basicamente dizendo: Quem são essas loucas? Alguém as interne!
- Tá, parei. - Ela disse enxugando as lágrimas que caiam sempre que ela ria demais. – Vou dormir e talvez sonhar com o meu marido !
- Então Boa Noite na tarde. - Falei rindo já que eram 2 horas da tarde.
- É, boa noite na tarde! - Ela disse fechando os olhos e aumentando o volume do mp3.
O vôo foi muito tranquilo, fora uma pequena turbulência que me fez acordar assustada achando que o avião ia cair, também acordou assustada mas logo nos acalmamos. A turbulência deve ter durado uns 5 segundos, mas para mim, uma eternidade.
Meia hora depois eu e conversávamos animadas até ouvirmos o piloto do avião dizer que estávamos sobrevoando Londres naquele momento. Eu enlouqueci claro! Eu e nos debruçamos na janela vendo as luzes da cidade mais linda do mundo, é Londres mesmo e eu ainda não consigo acreditar que estou chegando à minha nova cidade, minha nova vida!
Depois de termos aterrissado, fomos organizar nossos documentos para mostrá-los a imigração. Depois de muitas perguntas fomos liberadas e nos encaminhamos para o saguão onde a amiga da mãe de nos aguardava. Ela é brasileira e se chama Irís, foi morar na Inglaterra e se casou, sempre que ia ao Brasil visitava a família de e desde que nós resolvemos ir para a Inglaterra nosso porto seguro foi ela. Ela que conseguiu nossos empregos, ela que comprou nosso apartamento e nos íamos pagar pra ela as prestações todo mês, já que viver de aluguel em Londres não seria nada barato. Ela fez nossas matrículas na escola de inglês perto de casa, para que nós não gastássemos muito com condução. Ela era nosso anjo da guarda em Londres! Ela mora em Bromsgrove, mas veio para Londres pra nos ajudar com a mudança, já que nossa vida começaria mesmo depois de um mês em Londres. Escola, trabalho, só começaria depois de um mês vivendo lá.
Irís achou melhor assim para que eu e nos acostumássemos com os horários, clima, entre outras coisas. Devo dizer que o clima vai ser o mais difícil já que eu sou muito friorenta.
Chegamos no verão em Londres, dia 31 de Julho de 2012, terça-feira. Deve estar fazendo uns 19°C aqui e eu já estou congelando.
- Hey , já esta com frio? - Irís me perguntou quando entramos no carro dela. Bromsgrove fica só a duas horas e 15 minutos de Londres. Eu assenti com a cabeça.
- É muito diferente o clima e o horário também. São o que? 22 horas?
- São 22 horas e 20 minutos. - falou. Eu olhei com cara de interrogação.
- Calma moça, eu já mudei o horário do celular só isso! - Ela riu da minha expressão.
- Ah meninas, falando em celular, pega aí no banco uma sacola. - pegou a sacola e tirou dois pacotes de lá com o meu nome e o dela.
- São os chips de vocês, o número está escrita na capa. Agora vocês têm um número de Londres! - Ela riu, ainda prestando atenção na rua.
- Meninas, sejam bem vindas a Londres, nós vamos direto pra casa, a viagem deve ter sido muito cansativa.
- Com certeza foi cansativa Irís. - falou vidrada na janela.
- É... - Eu falei, mas nem prestava atenção no que elas conversavam. Eu só prestava atenção no que estava passando pela janela do carro.

Londres é absolutamente linda à noite, como está no verão tem muita gente na rua, mesmo sendo uma terça-feira, são muitas lojas, lanchonetes, pubs, fora a beleza da cidade. Cheia de árvores, muitas praças e lagos. Eu estou completamente encantada.
- Hey meninas, chegamos! - Irís falou parando o carro.
Estávamos em um bairro tranquilo, mas pelo que Irís disse, o centro não é muito longe daqui. É um prédio não muito grande, deve ter 6 andares. O nosso apartamento é no 5° andar no quarto número 27. É um apartamento maior do que eu realmente esperava: tem três quartos. O meu com as paredes lilás e o teto roxo, uma porta de vidro que dá para uma varanda de onde se pode ter uma linda vista do lago Serpentine e do Hyde Park e logo ao lado os Jardins de Kensigton, tinha um banheiro lindo e espaçoso. O outro quarto era o de com paredes num tom de rosa claro e pink no teto, um banheiro também muito espaçoso e uma mesma porta de vidro que dava para a mesma visão deslumbrante que eu tive. O outro quarto seria para hóspedes, as paredes são todas brancas e já tinha uma cama de casal, um guarda roupa, um espelho grande na parede, abajur e televisão. Tenho certeza que é nesse quarto que a Irís ta dormindo, porque o resto da casa ainda está sem móveis. Depois dos quartos tem um banheiro, a sala, uma sala de estar grande que pode até receber uma festa, uma cozinha ao lado da sala e do banheiro, espaçosa, preta e branca, muito linda. Atrás da cozinha tem uma área de serviço com um bom espaço a céu aberto com pia e lugares para pendurar as roupas.
Depois deste tour pelo apartamento, fomos para o quarto de Irís, no caso o único com móveis na casa.
- E então o que acharam? - Irís perguntou curiosa. Ela não tinha nos mandado fotos do apartamento para fazer uma surpresa.
- É absolutamente perfeita Irís, obrigada! - Eu disse ainda colocando as malas no quarto dela.
- Você tem um excelente gosto Irís! E eu que achei que o apartamento seria menor! - falou pulando na cama de Irís.
- Que bom que vocês gostaram! Olha, aqui tem dois colchões para vocês dormirem hoje, eu trouxe umas roupas de cama para vocês. - Ela disse já apontando para os colchões e pegando as roupas de cama no guarda-roupa.
- Amanhã nos vamos comprar os moveis dessa casa! - Ela falou animada. Nós combinamos de comprar os móveis todas juntas, Irís queria que a casa tivesse o meu gosto e de e não o dela. Por isso só o quarto de hóspedes tinha móveis.
- E não se esqueçam que vocês têm que fazer compras de roupas hein? - Ela falou mais animada ainda, essa história de fazer compras anima toda mulher.
- Com certeza, mas nós combinamos de fazer as compras de roupas na semana que vem. Nós temos as poucas roupas do Brasil que dá para sobrevir uma semana. - falou e eu assenti com a cabeça.
- Tudo bem, mas os móveis serão comprados amanhã. Então vamos na Starbucks fazer um lanche, vocês devem estar com fome. - Ela disse se levantando e pegando as chaves do carro.
- Irís, qual é o nome do nosso bairro mesmo? - Eu perguntei, tenho que saber, vai que eu me perco.
- É West Kensington!
- Tem Starbucks aqui perto de casa, Irís? - perguntou fechando a porta do apartamento.
- Tem 3 Starbucks só no nosso bairro, que é pequeno! - Ela falou enquanto nos descíamos de elevador.
- Uau! - Eu disse abismada. Muita coisa ia mudar definitivamente para mim, não posso me surpreender agora. Tenho que acostumar.

Nós fomos à Starbucks e já sentimos o baque de todo mundo falar inglês e nós ainda não falarmos. A Irís teve que fazer nossos pedidos e ela nos mostrou algumas frases que precisaríamos sempre que fossemos comer lá. Terminamos o lanche e voltamos para casa já com o intuito de não falar em português, só se fosse em muita necessidade, Irís ia nos ajudar quando não soubéssemos como essa ou aquela frase fosse em inglês.
Acordei no dia seguinte muito feliz, eu tinha sonhado com o de novo e dessa vez todos os meninos apareceram: , , e claro, . levantou super animada com as compras e logo nós estávamos prontas para ir às lojas, mas antes fomos à Starbucks tomar café da manhã e seguimos para nossa seção móveis. Depois de tudo comprado, fomos para o apartamento esperar que as coisas chegassem no caminhão da loja. Quando tudo foi colocado dentro de seus respectivos cômodos, fomos organizá-los. Primeiro o meu quarto: a cama de casal é numa madeira pintada de preto com detalhes em branco e umas flores de metal entre as madeiras da cabeceira. Tem dois criados mudos da mesma madeira pintada que a cama e em cima deles um telefone sem fio e um abajur. Na parede da cama colocamos uma placa grande com fotos da minha família, amigos e McFly. Na porta de vidro foi instalada uma cortina roxa com uns babados de renda branco na parte de cima e que caía pelos lados da cortina.
O guarda roupa é branco com os detalhes em preto e lilás bem grande e espaçoso, na parede ao lado um rack preto com o meu notebook que foi presente dos meus tios e ao lado um espelho enorme. Meu quarto está tão lindo e perfeito!
Agora o quarto de : a cama de casal é parecida com a minha, mas é branca com detalhes rosa e estrelas de metal entre as madeiras da cabeceira, tem uma placa de fotos grandes do mesmo estilo da minha, um guarda roupa da mesma madeira pintada em branco e detalhes em rosa muito espaçoso. Tem dois criados mudos brancos e estrelas de metal no lugar dos puxadores. Em cima dos criados mudos tem um telefone sem fio e um abajur, a cortina que está na porta de vidro é pink com os babados de renda branco na parte de cima e caindo pelos lados da cortina, um rack preto e rosa com o notebook dela e ao lado um espelho enorme.
Agora a sala: nós colocamos uma estante de madeira num tom marfim e preto grande com a televisão de 42 polegadas, o Home Theater e alguns porta-retratos, dois sofás vermelhos com dois lugares nas laterais. No meio deles um sofá-cama preto que deve aconchegar umas quatro pessoas. No centro, um tapete preto com algumas almofadas coloridas.
Fomos então para a cozinha: lá tem agora uma geladeira branca, ao lado o armário de cozinha que ocupava duas paredes, tem uma pia embutida em granito, em tons de branco e verde, o fogão é branco e preto, um microondas e nós compramos algumas panelas, talheres, pratos e copos. No centro da cozinha tem uma mesa com seis cadeiras nos tom de verde e branco.
Por fim a área de serviço: resolvemos comprar a máquina de lavar roupa e a secadora, já que em Londres chove muito e o tempo é úmido, elas estão organizadas ao lado da pia e colocamos alguns varais para pendurar roupa.

- Até que enfim, acabamos! - disse se jogando no sofá completamente exausta.
- Cara, eu tô com fome demais! Vou fazer pipoca pra gente estrear nossa sala nova! - Falei animada indo quase correndo para a cozinha.
- Não , deixa que eu faço a pipoca, vocês escolhem o filme e testam o nosso Home Theater e a TV. Irís falou já indo para a cozinha enquanto eu retornava para o meu lugar no sofá.

Uma semana depois...

Passamos aquela semana toda conhecendo Londres: indo às praças, e claro, à Starbucks, visitamos monumentos históricos como o Big Ben e o Palácio de Buckingham, só falta ir ao London Eye, a maior roda gigante que eu já vi: 135 metros de altura. Eu e combinamos de ir no outono, quando a gente já tiver alguns amigos por aqui. Fomos conhecer a escola também, ela é praticamente o dobro da escola em que eu estudava com dois prédios, um para a área de estudos e o outro a área de esportes e cultura. Eu pretendo entrar nas aulas de piano, sempre fui apaixonada por piano, mas nunca tive condições de pagar as aulas.
Agora nós vamos ao Shopping onde vamos trabalhar e claro, fazer compras, porque o emprego só começa mesmo daqui a duas semanas. Irís parou o carro no estacionamento e começou a nos mostrar o lugar. É muito grande e bonito, com escadas rolantes e espelhos enormes. Tem várias lojas de roupas, calçados, acessórios e Starbucks espalhada por todos os andares. Ela foi dar uma volta enquanto eu e comprávamos nossas roupas. Eu nunca comprei tanta coisa assim de uma vez. Em uma hora já tenho umas 10 sacolas. estava da mesma forma que eu. Rodamos o Shopping e enfim compramos tudo que precisávamos.
- Já são 5 horas da tarde, nós chegamos aqui 1 hora! - disse abismada enquanto olhava no relógio do celular com certa dificuldade por causa da quantidade de sacolas.
- Hey, vamos lá conhecer nossos empregos agora então? - Eu falei para ela enquanto ajeitava algumas sacolas na minha mão esquerda.
- Vamos fazer assim: você vai lá na loja de roupas que você vai trabalhar que eu vou para a lanchonete em que eu vou trabalhar, você me encontra lá para a gente aproveitar e fazer um lanche! Eu estou com fome! - Ela falou fazendo uma cara daqueles cachorros de rua quando estão com fome.
- Está bem, mas antes de lanchar a gente ligar para Irís para ela encontrar a gente e assim levar essas sacolas para o carro. - Falei levantando os braços no ar mostrando as sacolas.
- Ok, a gente se encontra daqui a meia hora então? - Ela disse já se virando na direção oposta.
- Você me liga se eu demorar muito, pois eu posso querer compra mais alguma coisa, você sabe... Loja de roupas! - Eu disse abrindo um sorriso e me virando também.
- Tudo bem . Tchau!

Entrei na loja e fiquei maravilhada, é bastante grande e tem de tudo. Sapatos, roupas e acessórios, tudo no mesmo lugar. Conheci meu chefe e ele me apresentou todos os funcionários, me mostrou o setor onde eu iria trabalhar: a área de roupas, bem na recepção da loja. Eu particularmente adorei o lugar e os meus colegas de trabalho. Depois de conversar com o pessoal, resolvi ir atrás de , eu estou realmente faminta, andar o dia inteiro abre o apetite de qualquer um.
Saindo da loja, comecei a me direcionar a lanchonete, mas quando eu ia passar em frente á uma loja de roupas um pouco mais a frente de onde eu vim, alguém esbarrou em mim fazendo com que eu derrubasse todas as minhas sacolas no chão. Virei-me para encarar a pessoa que tinha feito isso e tive uma grande surpresa: era um rapaz, ele usava touca que cobria os seus cabelos, tinha um celular em uma das mãos e com a outra pegava seus óculos escuros que caíram no chão com o choque.
- Desculpa, desculpa, eu estava distraído com o celular. Cara que idiota que eu sou! - Ele dizia enquanto pegava as minhas sacolas do chão.
- Não tudo bem, está desculpado. - Eu disse. Eu tenho a leve impressão de já conhecer essa voz.
Ele acabou de pegar as sacolas e se levantou, e foi nesse momento que eu olhei em seus olhos e então eu percebi. São esses olhos azuis que me fascinam todas as noites, é essa voz que faz meu coração bombear cada vez mais rápido quando eu a escuto. É ele mesmo! . Ai meu Deus me ajuda, se controla Dias!
- Desculpa de novo! - Ele falou abrindo aquele sorriso que eu tanto sonhei em ver pessoalmente. Meu Deus, não me deixa desmaiar agora, não agora que ele está aqui na minha frente!
- Não preocupa não, eu já te desculpei. - Eu abri um sorriso também enquanto ele ajeitava as sacolas em uma mão só e com a outra colocou os óculos escuros no rosto.
- Pode me entregar as sacolas. - Eu disse estendendo a mão ainda com o sorriso bobo no rosto.
- Não que isso, eu levo pra você! Pra onde você está indo? - Ai Jesus ele quer levar as minhas sacolas? Ele quer me acompanhar? Caramba, se controla . Eu faltei dar um tapa em mim mesma na frente dele pra que eu pudesse me controlar, mas eu controlei esse desejo insano e vi ele começar a andar na direção que eu estava indo.
- Eu estou indo para a Starbucks logo ali na frente. - Eu falei apontando o lugar.
- Tudo bem então. - Ele deu um sorriso tão lindo que eu automaticamente retribui.
- Posso perguntar uma coisa? - Ele falou virando-se para me olhar.
- Sim.
- Escolhe uma das opções: Turista ou Consumista? - Ele falou fazendo um dois com os dedos e ainda com aquele sorriso perfeito.
- Nem um nem outro. - Eu disse sorrindo, ele deve estar assustado agora. Essas seriam basicamente os pensamentos de quem me visse com aquele tanto de sacolas na mão.
- O que é então? - Ele fez cara de desconfiado e confuso. Adorei isso!
- Sou nova na cidade, me mudei tem uma semana e resolvi comprar minhas roupas aqui.
- Bom, se você resolveu comprar as roupas aqui é por que você não é da Inglaterra também, acertei? - Ele falou com ar de vitorioso.
- É acertou! - Sorri.
- E de que país você vem?
- Brasil. - Eu demorei um pouco pra dizer, não sei se ele vai se assustar e assim não vai se apresentar como mesmo por que, as fãs brasileiras são muito histéricas, tenho que admitir, e se ele está ali disfarçado é porque tem motivo pra fugir das fãs naquele momento.
- Uau, veio de longe! - Ele riu. Que alívio.
- Veio fazer algo em especial em Londres? - Ele estava realmente curioso sobre mim. Que tudo!
- Estudar e trabalhar por um ano, mas eu pretendo fazer minha universidade aqui também.
- Boa escolha. Londres é um lugar bem legal pra se viver, você vai gostar daqui! - Ele abriu outro sorriso lindo e antes que eu pudesse responder meu celular toca:
?
Now let's party
Woahhhhhhhh woahhhhhhh
The clock hit 12, as she entered the room
But if looks could kill then we all would be doomed
With just one kiss you're not able to move
From her venomous lips and the poison perfume
Yeah!

?

Que vergonha! Quem deve estar me ligando logo agora? Olhei no visor do celular: !
Me esqueci, eu pedi para ela me ligar se eu demorasse muito. Dei uma olhada pra e ele estava com um sorriso ainda mais largo. Será que ele gostou de Party Girl estar tocando no meu celular e ainda super alto? Pedi licença e atendi o celular:
- Oi amiga, que foi?
- Onde você está mocinha? Eu estou morrendo de fome aqui! Não me diz que você esta comprando mais roupas?
- Não foi outra coisa, eu te explico quando chegar ai. Já estou perto.
- Então anda logo!
- Ok só não se assusta tá? - Eu falei já rindo silenciosamente.
- Assustar com o que? - Ela perguntou curiosa
- Só promete que não vai gritar tá?
- Está bem.
- Beijo.
Desliguei o celular e encarei . Ele tirou os óculos e me mostrou aqueles olhos azuis lindos que queria tanto ver de novo.
- Desculpe por isso. - Eu disse envergonhada.
- Você sabia desde o começo?
- Bom, se os óculos não tivessem caindo quando você esbarrou em mim, com certeza eu estaria na dúvida só porque eu conheço a sua voz, mas ela poderia ser parecida com a de outra pessoa. Na verdade eu me acharia uma completa maluca.
- Então prazer, meu nome é , mas você pode me chamar de . - Ele riu falou com sarcasmo e depois riu enquanto estendia sua mão.
- Prazer em conhecê-lo , eu sou a Dias ou pros íntimos . - Eu peguei na mão dele e sorri.
Começou uma onda de sentimentos em mim e eu tinha certeza que minha mão ia tremer a qualquer momento, então soltei nossas mãos e continuei andando. Ele sorriu e me acompanhou.
- É aqui. Você vai entrar? - Perguntei receosa, eu não quero que ele vá embora.
- Claro, mas sua amiga não vai me atacar não? - Ele falou com uma carinha de criança com medo de bicho papão. Eu ri.
- Se você fosse o com certeza ela te atacaria! - Falei rindo da cara que ele fez.
- Ele é o preferido dela?
- É.
- E o seu?
- O meu o que?
- Seu preferido. - Cara que pergunta difícil! Eu acho que a minha cara vai explodir agora de tão vermelha que ela deve estar.
- Bom... - Eu fiz uma horinha e encarei os olhos dele. – É você. Posso dizer que eu fiquei absurdamente feliz quando ele abriu o maior dos sorrisos que ele já tinha me dado e eu tive a certeza de que os olhos dele estão brilhando como nunca. Eu devo estar louca, o tem namorada , esquece isso.
Ele colocou os óculos e nós entramos na lanchonete.
- Ei . Eu demorei?
- Demorou, eu estou definhando de fome aqui e é tudo culpa sua! - Ela fez bico e nem percebeu o entrando, mesmo que disfarçado, segurando minhas sacolas.
- Eu também te amo viu?! - Soltei uma gargalhada, e o riu disfarçadamente.
- Ele é o motivo para eu não assustar? - Ela perguntou quando ele se aproximou da mesa colocando as sacolas em um canto.
- É. , esse é o . - Eu disse chamando ele pra mais perto.
- Oi, eu sou a , prazer. - Ela falou normalmente, ainda não o reconheceu e eu dei uma risada.
- Viu que o disfarce está bom? - Eu disse pra ele enquanto fazia sinal pra ele abaixar os óculos enquanto não entendia o motivo da palavra disfarce na história.
- meu nome é ou somente como me chamam. - Ele disse abrindo um sorriso quando viu a cara dela. Ele colocou os óculos de novo.
- Não acredito! - Ela disse sentando-se novamente. Eu e o sentamos também.
- Pois acredite. - Eu disse.
- Hey o não está com você não? - Ela perguntou agora com os olhos brilhando só de pensar na possibilidade de conhecer o .
- Ele está com o , eles estão tentando achar um presente para a Mary, a namorada do . - Ele disse rindo do sorriso que abriu e da maneira que ela me olhou quase que implorando pra eu pedir ao pra chamar eles.
- , será que você poderia levar a gente pra conhecer eles? - Eu fiz uma carinha de pidona e abri um sorriso que sempre funcionava.
- Eu posso ligar pra eles virem aqui, é só falar de comida que eles enlouquecem. - Ele sorriu. – Só um minuto. Ele disse pegando o celular e discando pra alguém.
Ele ligou para o e depois nós fomos fazer nossos pedidos, dez minutos depois e entram na lanchonete também disfarçados. Se eles não tivessem indo para a nossa mesa eu não reconheceria mesmo.
- Hey, já fiz seus pedidos. - falou pra e .
- Que bom eu estou mesmo com fome. - falou e abriu um largo sorriso e olhou pra mim, com que agradecesse. Coisa que ela não precisava, eu tinha que agradecer aos céus por ter feito o esbarrar em mim!
- , essas são e , brasileiras.
- Oi, eu sou , prazer. - Ele disse pegando em nossas mãos enquanto eu e sorríamos igual a duas crianças que acabaram de ganhar os presentes que pediram no Natal.
- E eu sou o , prazer em conhecer vocês meninas. - Ele disse e repetiu os gestos do só que seus olhos brilharam quando encontrou com os de .
Eles se sentaram e nossos lanches em pouco tempo chegaram. Nós conversamos sobre muitas coisas e o , e , ficaram primeiramente muito curiosos pra saber como eu e o nos conhecemos.
Contamos a história e só se ouvia um “Tinha que ser ” de e , e um “Graças a Deus” em Português de pra que só eu escutasse e entendesse. Depois que acabamos de lanchar eu ia me levantando para pagar a conta quando o me interrompeu.
- Deixa que eu pago. - Ele falou pegando em minha mão e me puxando para a cadeira de novo.
- Não , eu não posso aceitar. - Falei muito envergonha e com as bochechas queimando.
- É pra compensar o esbarrão que eu te dei! - Ele disse e já foi se dirigindo ao caixa enquanto eu voltava e ia pegar minhas sacolas. Nós acabamos esquecendo de ligar pra Irís para guardar aquelas coisas.
- Meninas vocês bem que podiam ajudar a gente. - falou e eu olhei pra ele sem entender.
- Em que? - perguntou.
- Bom, é que eu estou querendo comprar um presente pra Mary, minha namorada, imaginem vocês três homens tentando achar um presente feminino! É um caos! - Ele falou sorrindo e assentiu com a cabeça. chegou logo em seguida.
- Nós podemos ajudar não é ?
Ela assentiu com a cabeça. – Mas vocês vão esperar a gente guardar essas sacolas no carro! - Eu falei levantando as sacolas.
- Tudo bem, nós esperamos. - disse bem feliz com a ideia da nossa companhia.
- Então vamos, liga pra Irís aí. - Fala pra ela encontrar a gente na loja onde eu vou trabalhar. - Ela assentiu com a cabeça.
Chegamos à loja de roupas e deixei os meninos olhando algumas roupas enquanto eu e íamos ao estacionamento.
- Separem as roupas que vocês gostarem mais, que quando nós voltarmos, damos uma olhada. - Eu disse já na porta da loja enquanto eles olhavam umas blusas que estavam nos cabides.
- Tudo bem, não demorem! Eu fico perdido no meio de tanta roupa! - falou já pegando uma blusa pra ver.
Fomos até o carro e deixamos as coisas lá enquanto contávamos pra Irís o que aconteceu. Ela disse que estava cansada então ia pra casa e quando nós quiséssemos ir embora era só ligar pra ela.

- E então meninos? - Perguntei a eles que estavam literalmente perdidos no meio de tanta roupa.
- Nós gostamos dessas aqui. - apontou para uma pilha só de blusas em cima do sofá. Eu e caímos na risada.
Ficamos até as sete e meia da noite e comprou uma blusa maravilhosa, branca com uns apliques de strass, uma jaqueta preta, uma calça skinny escura e uma sandália preta com detalhes em vermelho, perfeita. Na verdade ele escolheu o look que eu montei. Eu levo jeito pra isso e ele me elogiou muito pro gerente que quando viu o nome dele ficou completamente assustado e feliz! , e na loja dele. Era uma honra, claro e eu tinha ganhado a confiança do meu chefe.
- . - me chamou mais pro canto um pouco afastado do pessoal.
- Sim? - Eu perguntei curiosa.
- Posso pegar seu telefone? - Ele falou receoso da minha resposta. Que tudo, pedindo meu telefone. Não é pra qualquer uma não.
- Só se eu puder ter o seu. - Brinquei e sorri, ele retribuiu o sorriso e me deu o telefone e eu passei o meu.
Nós voltamos pra perto do pessoal e eu me despedi dos meninos. Dei um abraço no , no e por último no . Foi o abraço mais perfeito e cheio de sensações que eu já tive! Ele tem um cheiro de margaridas misturado com madeira molhada, um perfume que eu com certeza não vou esquecer nunca!
Para com isso , ele ainda tem namorada garota! Ah consciência, qual o problema de aproveitar um pouquinho?
Nenhum problema eu acho. Ele me deu um beijo na bochecha e se foi junto com o e o que por sinal, não tirava os olhos da minha amiga .
Irís pegou a gente na porta do Shopping e, em alguns minutos, nós chegamos em casa. Eu e estávamos afobadas com o grande dia que tivemos. Nós gritávamos e contávamos o que tinha acontecido nesse dia agora com detalhes pra Irís que, por sinal, ficou muito feliz por nós termos feito amizade com o McFly, já que ela teria que ir embora dali uma semana e nós ficaríamos aqui sozinhas. Continuamos conversando e me disse que o pediu o telefone dela também.
- Pelo menos o não tem namorada amiga. - Falei meio desanimada por pensar nessa possibilidade: ver o com a Vivian.
- Nada que um simples “vamos terminar” não resolva. - Ela disse como se aquilo fosse a coisa mais fácil do mundo. Quando eu ia começar a responder, o meu celular toca com a musica Just my Luck:
?
You and I have got a lot in common
We share all the same problems
Luck, love and life aren't on our side
I'm in the wrong place at the wrong time
Always the last one in a long line
Waiting for something to turn out right, right

?


- Eu coloquei essa musica pro número do ! - Eu olhei pra ela com cara de que eu não estava acreditando.
- Então atende logo ! E coloca no viva-voz pra eu ouvir! - Ela falou animada.
- Oi .
- Oi , chegaram bem em casa?
- Sim e vocês?
- Chegamos exaustos! Não sei como as mulheres conseguem fazer isso todos os dias! - Ele riu.
- Força do hábito eu acho... ou então isso é um dom feminino! - Eu ri também.
- Aqui, você quer sair amanhã? Nós podemos ir comer uma pizza! O está convidando a , e o quer conhecer vocês! Ele vai com a Rafaella, namorada dele, e o vai com a Mary.
- Espera que eu vou perguntar a tá?
- Ok. assentiu com a cabeça e eu fiz um pouco de hora pra ele achar que eu estava perguntando.
- Ela disse que tudo bem.
- E você?
- Tudo bem também. Nós vamos!
- Então passa aí o endereço da casa de vocês que a gente pega vocês aí amanhã.
Eu falei o endereço pra ele e esperei ele anotar e confirmar pra ver se escreveu tudo certo.
- Estejam prontas amanhã às 7 horas ok?
- Ok .
- Beijo , até amanhã.
- Beijo, até amanhã. Tchau.
- Tchau.

Eu e mal conseguimos dormir. Ela foi para o meu quarto e nós ficamos conversando até tarde. Acabamos pegando no sono e só fomos acordar agora: 11 horas da manhã. Irís já está preparando o almoço enquanto nós estamos tão empolgadas com o encontro hoje com os meninos que já estamos escolhendo as roupas.
- Essa aí está perfeita ! - me disse olhando o quarto look que eu visto.
- Tem certeza? - Perguntei enquanto me olhava no espelho.
- Sim, sua roupa vai ser essa! - Ela falou animada.
- Ei, essa sua também está linda amiga! Eu só mudaria o sapato. Põe aquele ali. - Apontei pra um scarpin preto com um salto de 12 centímetros. Ela colocou e como eu tinha dito, ficou perfeito.
- Isso, excelente! Estamos prontas pra sair! - Eu disse animada e abrindo um enorme sorriso.

Passamos o dia inteiro nos preparando para o encontro. Quando já eram seis e meia, eu e estávamos praticamente prontas: unhas feitas, cabelos escovados e lisos, vestidas e perfeitas!
Agora estamos nos maquiando e esperando a campainha tocar.
Quando nós estávamos completamente prontas, 7h15, a campainha toca. Eu corri para atender.
- Oi ! - Eu disse dando um abraço nele. Ele estava perfeito! Lindíssimo e elegante. Vestia uma calça jeans preta, uma blusa listrada em tons de azul céu e azul marinho e um All Star branco e preto.
- Oi ! Você está absolutamente linda! - Ele disse isso me olhando dos pés à cabeça. Eu estava com uma calça Preta Skinny com detalhes de Strass nos bolsos, uma blusa roxa justa e por cima um bolero que eu amo todo cheio de babados da cor preta e um Scarpin Preto com um laço lilás na lateral dando um charme e um toque romântico a roupa.
- Ei ! - disse assim que chegou na porta.
- Entra gente, vem conhecer a nossa casa! - Eu disse para os meninos que estava no corredor.
- Sentem-se aqui enquanto eu vou pegar minha bolsa. - Eu falei mostrando o sofá e conduziu todo mundo. foi o último a entrar e eu vi o abraço que os dois deram. Tomara que saia um namoro daí!
- O apartamento de vocês é bem legal meninas! - falou já pensando nas festas que davam pra ser feitas ali.
- Hey ninguém vai me apresentar o , a Mary e a Rafaella não? - Eu falei olhando para os meninos que se esparramaram no sofá vendo um programa qualquer. - assentiu com a cabeça e cruzou os braços.
- Cara vocês são muito mal educados. - disse se dirigindo a mim e a .
- Oi eu sou o e você deve ser a . - Ele disse apontando pra mim.
- Sim, mas pode me chamar de . Prazer em te conhecer! - Falei abrindo um sorriso.
- E você é a . - Ele disse apontando pra .
- É essa sou eu, mas me chama de , ! - Nós rimos.
- Essa é a Mary, namorada do . Essa é a Rafaella minha namorada.
- Muito prazer meninas! - Eu e falamos juntas.
- Prazer é nosso. - Disseram elas.
- Feitas as apresentações que tal irmos logo comer a bendita pizza? - falou, como sempre com fome. Todos caíram na risada.
- É, vamos. - Eu disse.
Depois que todos saíram só ficamos eu e o , ele está me esperando apagar as luzes de casa já que a Irís foi ver uns amigos daqui de Londres. Depois de tudo trancado nós saímos do apartamento e ficamos no corredor enquanto eu trancava a porta. Quando eu me virei para olhar nos olhos dele e pedir para a gente ir, ele estava tão próximo de mim que nós quase nos beijamos. Nossos narizes se tocaram e eu pude sentir aquele perfume maravilhoso dele. Ele já estava começando a se aproximar e nossas respirações já estavam ofegantes quando eu me lembrei da bendita namorada dele.
- É melhor a gente ir. - Eu disse quase como um sussurro, já que à essa hora as mãos dele estavam na minha cintura e as minhas mão estava no tórax dele, e que tórax! Ele me olhou profundamente como se eu tivesse com a razão, mas ao mesmo tempo implorando pra continuar o que quase aconteceu há pouco.
- Tudo bem , vamos? - Ele me deu a mão dele e eu a peguei, só que logo me soltei e apenas passei o braço no dele.
- Vamos. - Entramos enfim no elevador.

Continua...

N/A: e então pessoal? Valeu a espera pelo capitulo 2?
Não se esqueçam de comentar viu? E o 3 não vai demorar a ser postado não.
BzoÔ e até o Capitulo 3! =*

n/b: Deixei passar alguma coisa? Me avise! @@