Was I too close for comfort?
Por: Debbie
Beta-Reader: Carol Silver


I never meant the things I said to make you cry, can I say I’m sorry?
(Eu nunca quis dizer o que eu disse par ate fazer chorar, posso dizer que sinto muito?)
Is hard to forget and, Yes, I regret all this mistakes
(É difícil de esquecer e, sim, eu me arrependo de todos os erros)

- Sai de perto de mim, ! – gritava tentando se afastar de mim.
- , por favor! – Eu suplicava por seu perdão.
- Não, ! – Lágrimas escorriam por sua pele.
- Desculpa!
- Não! Eu sei que você realmente queria dizer aquilo! – Ela se virou para mim – Estava tudo entalado na sua garganta só esperando você me dizer.
- Não é verdade! – Neguei com a cabeça e segurei seu braço. – Por favor, acredite em mim... Eu te amo! – Sentia que ia chorar. Prendi a respiração com a esperança que fosse impedir algo.
- Me deixa pensar pelo amor de Deus! – colocou as mãos na cabeça tentando se soltar de mim. Seus olhos estavam vermelhos e parecia não conter os soluços. Por que eu tinha que ser tão burro?
- Não! Você vai pensar em como dizer que é o fim! – Gritei. – Por favor, não faz isso! Eu te amo... – Sussurrei.
- Espero que isso seja uma verdade! Porque nada do que você me disse nas ultimas semanas foi... isso dói, . – Ela me olhou nos olhos. Realmente ela não conseguia ver o quanto eu estava arrependido de ter me deixado falar o que eu pensava. Sobre ela ser sensível, mas eu adorava quando, por trás das lágrimas derramadas, surgia um sorriso e sabia que eu havia causado. Sobre ela ser escandalosa, mas eu sempre gostava de chamar sua atenção e logo depois dizer que não queria que olhassem para ela, que era minha. Sobre ela brigar comigo, mas eu sabia que as brigas eram necessárias para eu abrir o olho e mudar.
- E é! Nada do que eu disse pra você hoje, eu queria ter dito! Por favor! – Tentei mais uma vez.
- Não, ... Não tem “por favor”... você me magoou... eu nunca faria nada para te magoar. – Mais uma vez ela se soltou dos meus braços e olhou em meus olhos. – Tchau, ... – Ela sussurrou e saiu da minha casa.
Me joguei no sofá. Exausto de mais uma briga, mas dessa vez eu sabia que era a ultima. Nunca mais eu a veria chorar como chora quando brigamos, nunca mais eu a veria falar que eu estava mentindo e nunca mais eu a veria pedindo desculpas e segurando minha mão para me reconfortar... nunca mais eu iria brigar com . E isso me causou um aperto no coração. Coloquei uma mão no peito e deixei que as lagrimas finalmente escorressem lembrando do primeiro dia que eu a vi. Tão linda debaixo daquela T-shit enorme e vermelha.

*Flashback on*

Nada como uma sexta feira com os amigos. Sentados na praia vendo o mar, falando merda e rindo. O sol estava se pondo e eu sabia que naquele dia eu ia pegar alguém. Aliás, já tinha arrumado uma gata pra eu ficar. Uma amiga da namorada dele. . Okay, aquela garota tinha amigas super gatas...
- Oi... – Ouvi uma voz. Olhei para o lado e vi duas garotas. Uma delas tinha um corpo escultural e um rosto lindo. Cá entre nós, aquela garota era muito HOT. Uma era menos que a outra... ou só escondia seu corpo por baixo daquela blusa larga, mas ela tinha pernas... e que pernas. O rosto era opaco. Sem cor, sem graça, mas as feições eram bonitas. Anyway a outra garota acenou e eu sorri para as duas.
- ... – se levantou. – Essa aqui é a Jennifer e a amiga dela... a . – Ele apontou para as duas que sorriram. Uma de um jeito malicioso e safado e outra de um jeito doce.
- Oi... – Eu sorri.
- Oi, bonitinho. – A garota hot sorriu.
- Oi... – Repeti totalmente disperso pelos olhos da amiga dela.
- Sou a Jennifer. – Ela sorriu e se aproximou de mim colando seus lábios em minha bochecha e se afastando rapidamente.
- . – A das pernas bonitas sorriu e esticou a mão para que eu segurasse.
- Prazer... – Apertei a mão dela e voltei a me sentar na areia.
- Nossa, quanta coisa embaixo dessa camisa, hein? – , idiota murmurou.
- Nossa... quanto respeito! – Fui sarcástico.
- Gente, parou! – Jennifer fez um gesto exagerado com as mãos. – Não precisem ficar brigando pela ... ela ta acostumada com garotos idiotas falando mal ou bem dela. Aliás, geralmente ela fica assistindo enquanto eu falo com as pessoas, ela é um pouco tímida.
- Ou só não goste dos seus amigos... – sussurrou. Eu a olhei e ela correspondeu o olhar sorrindo.
- Shut up! – Jennifer colocou a mão na frente da boca da amiga e correu para a água e a amiga foi atrás. Ela tirou a saia e a jogou em cima de mim. Peguei a mesma da minha cara e joguei em cima de .
- Ai, cara, não precisa me deixar enciumado... – riu. – Sacanagem. Ela se acha muito...
- Eu sei... – Disse olhando para que já tinha tirado sua camisa e colocado na areia. Ela estava na beira da água molhando os pés. – Já volto! – Tirei a blusa e fui até a menina.
- Oi? – me olhou.
- Medo da água? – Perguntei. Ela levantou o olhar e eu percebi o quão lindo eram seus olhos, e profundos.
- Não... só porque está fria. – Ela riu.
- Sem problemas. – A segurei pela cintura e a levantei colocando-a sentada nos meus ombros.
- O que você ta fazendo, menino? – disse agitando os braços.
- Te levando mais pro fundo. – Fui andando até a água bater em seus pés e no meu peito. – Ta bom aqui ou eu vou mais pro fundo?
- Me deixa aqui. – Ela fez uma careta.
- Ok... – A Tirei dos meus ombros e a coloquei na água. Ela fez uma cara estranha assim que sua pele tocou a água, mas logo foi substituída por um grande sorriso.
- Você é doido, menino... – Ela riu.
- ... – Sussurrei.
- Mas, ein? – perguntou confusa.
- Meu nome é ... na verdade é apelido, mas quem se importa? – Disse.
- Claro...

*Flashback off*

I don’t know why you’re living me, but I know you must have your reasons
(Não sei porque está me deixando, mas sei que tem seus motivos)

Tentei me lembrar porque ela estaria tão chateada. Por muitas vezes já me peguei falando verdades na cara dela, mas ela nunca havia ficado tão chateada. Então qual seria o grande motivo. Da ultima vez que disse a ela que ela era sensível, escandalosa, briguenta ou dramática, ela só me deu um beijo e listou meus defeitos. O que me fez me sentir mal por reclamar dela. Dessa vez ela se estressou e começou a brigar dizendo que não agüentava mais as brigas, tudo o que eu não fazia por ela... realmente estava duvidando do motivo que ela me dera para terminar. Peguei uma papel na gaveta e uma caneta e comecei a escrever algo para .
*

Eu havia decidido que só entregaria o papel na manhã seguinte bem cedo. Coloquei o papel num envelope e o mesmo dentro da gaveta ao lado de minha cama. Deitei-me na cama e fiquei imaginando os motivos pelos quais ela podia ter brigado comigo.

*Flashback on*

- Tchau, aê, dude! – murmurou de dentro do carro quando eu saí.
- Tchau, gente! – Gritei entrando em casa. Vi que haviam sete mensagens de voz na secretaria eletrônica.
- Oi, essa é a secretaria eletrônica do , não to aqui ou não quero falar com ninguém então, deixa a sua mensagem depois do bip. – Ouvi o bip e logo a voz de .
- , onde você tá? To preocupada, você não me liga desde terça! Já fazem cinco dias! – Batucava com os dedos na mesa esperando a próxima mensagem.
- , é sério, me liga! Por favor! – A voz dela parecia preocupada. Sentei-me na bancada pero do telefone e continuei a escutar.
- PELO AMOR DE DEUS, , ESSA É A TERCEIRA VEZ! – Eu a ouvia gritar. Já estava ficando aflito.
- Desculpa, baby, só to preocupada, não precisa se apressar pra ligar, eu sei que tá ocupado. Só me liga quando puder. – Fiquei ali escutando todos os recados que ela havia deixado e logo depois disquei seu número. Ela atendeu no segundo toque com uma voz fraca contida por soluços.
- Alô?
- ! Ainda bem que você não desistiu de atender o telefone! – Suspirei aliviado.
- ! O que houve com você, amor. Faz tanto tempo que você não me liga. Eu fiquei preocupada... – Tentei pensar numa resposta plausível. Resolvi contar a verdade.
- Eu tava com os meninos. Passei uns cinco dias na casa do . – Admiti.
- Nem pra me avisar... – Ela suspirou. – Tudo bem... só me liga da próxima vez...
- Não precisa fingir que não ficou chateada. Eu errei. Desculpa. – Eu esperava por uma resposta como “Eu finjo porque se não fingir você transforma tudo em um bicho de sete cabeças”.
- Ok... , eu fiquei chateada, mas de que me adianta descontar isso em você se sei que só vai me deixar triste? A gente briga, você diz que eu sou dramática, eu listo todos os seus defeitos e nós dormimos brigados... É melhor engolir a mágoa e falar que eu te amo e que você estar vivo já é ótima noticia.
- Eu sou seu namorado, tenho a obrigação de não te magoar... de te proteger... – Murmurei.
- , você já me protege... me protege da chatice dos meus pais. Me protege da Jennifer e mais. Não precisa me proteger dos meus sentimentos. – Ouvi seu riso. Um riso gostoso de se ouvir.
- Te amo... – Murmurei.
- Eu também, ... – Ficamos um tempo em silencio quando ela resolveu quebrar o mesmo – Baby, vou jantar.
- Ok... Te amo muito. – Ela riu e desligou.

*Flashback off*

These tears in your eyes, what as you cry, but is getting late
(Há lágrimas em seus olhos, observo enquanto você chora, mas está ficando tarde)

Deviam ser quase duas da manhã. A tv estava ligada em qualquer canal, eu não estava nem um pouco interessado em assistir televisão naquele momento. Cada vez que eu fechava os olhos para tentar dormir, lembrava dela. Das nossas brigas, dos nossos beijos, de como ela dizia que me amava com aquela voz doce...
Nada no mundo poderia me fazer esquecer dela. Do jeito como ela me deixava louco olhando em seus olhos enquanto ela ria da minha cara ou contava alguma história sobre suas amigas. A maneira como ela falava quando tinha alguma surpresa. Como seus olhos ficavam vermelhos quando ela chorava. A musica que ela cantava enquanto tomava banho ou se vestia. Era aquele o seu jeito e sabia que nunca nenhuma garota poderia me fazer mais feliz do que ela me fez. Mas também, nenhuma garota poderia tirar um pedaço tão grande de mim, como ela fez.

*Flashback on*

- ... – sussurrou quando estávamos assistindo um filme em sua casa – Pega refrigerante pra mim?
- Espera um pouco? Ta chegando na melhor parte... – Pedi.
- Não tem problema, eu paro o filme! – Ela me cutucou com o pé por baixo do cobertor.
- Se vai parar o filme porque você mesma não vai pegar o refrigerante? – Perguntei olhando em seus olhos.
- Você não serve pra nada mesmo... – Ela parou o filme e saiu furiosa. Andou em passos firmes até a cozinha. Sabia que era a hora de eu ir atrás dela.
- ... – Sussurrei a abraçando por trás enquanto ela despejava o refrigerante em um copo.
- Resolveu vir pegar o refrigerante? Não precisa! – Ela disse estressada. Se soltou de mim e foi andando para a sala de novo.
- Desculpa por ser tão preguiçoso... – Falei sentando ao seu lado.
- Desculpa por ser tão nervosinha... – Ela me deu um beijo e apertou o “Play” do DVD. Ouvi meu celular tocar e atendi.
- Alô? – Disse.
- Aconteceu uma coisa horrível – Ouvi a voz de .
- O que houve, ? – Perguntei aflito.
- , o que houve? – Ouvi perguntar da sala.
- Posso falar com a ? – Ele perguntou. Eu logo passei o telefone para ela que atendeu apreensiva.
- Oi? – murmurou – Não tô entendendo, ... Hã? Como assim? Você não fez nada?... Como assim? Isso não pode ter acontecido! – Ela quase gritava – Ta, depois me liga... – Ela desligou o celular e me entregou já com a mão na frente da boca e lágrimas caindo dos olhos.
- O que houve? – Perguntei.
- A ... – Ela murmurou.
- O que houve com a ? – Perguntei já aflito.
- Ela foi atropelada e tá no hospital... – sentou-se no sofá e eu ao seu lado. Coloquei meu braço ao redor de seu corpo reconfortando-a. Ela apoiou a cabeça no meu ombro e segurou meu braço. Deixou com que suas lágrimas escorressem.
- Ela tá bem? – Finalmente perguntei.
- O disse que vai passar na casa da Jennifer e os dois vão pra o hospital encontrar os meninos lá. – Ela me disse.
- Você quer que eu te leve? – Perguntei.
- Não precisa, ... – sussurrou.
- Se você quiser eu levo. – Insisti.
- Não quero ir... vai ser pior pra mim...
- Certeza? – Ela assentiu e descansou a cabeça no meu peito. Logo ouvimos meu celular tocar e ela atendeu.
- Alô? – Ela murmurou aflita – Ok... Oi, ! ... Mas ela tá bem?... Ok, eu falo pra ele. Beijos. – Ela desligou o celular com um sorriso fraco no rosto.
- Ela tá bem? – Perguntei preocupado.
- Não... mas ela vai sobreviver. – Ela deitou ao meu lado no sofá e começou a chorar baixinho. Quando o filme acabou, me levantei e dei um beijo nela, que estava dormindo. Limpei suas lágrimas e saí de lá.

*Flashback off*

Was I invading in on your secrets?
(Estava invadindo seus segredos?)
Was I too close for comfort? You’re pushing me out when I wanted in
(Eu estava perigosamente perto? Você está me afastando enquanto eu quero entrar)
What was I just about to discover? When I got too close for comfort
(O que eu estava prestes a descobrir? Quando cheguei perigosamente perto)
And driving you home, guess I’ll never know
(E levando você pra casa, acho que nunca saberei)

Tentei fechar meus olhos e dormir, mas acho que o barulho da televisão não tava deixando. Desliguei a televisão e fechei os olhos. Sabia que nada além dela viria na minha cabeça. Mas era melhor pensar nas coisas boas do que nas coisas ruins. Por que quando você quer pensar numa coisa para esquecer a outra, essa outra sempre vem na sua cabeça?
Só o que vinha na minha cabeça era o dia em que discutimos no carro.
e eu tínhamos ido a praia. Quando saímos de lá entramos no carro e ela murmurou algo como “Você geralmente fica encarando as pessoas quando estão na água?” E eu disse que não.

*Flashback on*

- Por que a pergunta? – Perguntei.
- Você fica me encarando... – Ela fez uma careta.
- Isso é porque eu não consigo parar de olhar pra você. – Sorri, mas ela não pareceu comovida.
- Eu gosto de espaço, ! Você fica me encarando! Fica sempre em cima de mim! Isso me irrita, sabe? Eu não consigo ter meus segredos... você até já até sabe meu ciclo menstrual... NENHUM SEGREDO! Sabe o que é isso? Não posso chegar pra você e dizer que eu tenho uma novidade.
- Desculpe... – Murmurei.
- Ok, mas da próxima vez que eu tiver uma novidade não vou te contar. – Fez birra.
- Só não sei o tipo de casal que não sabe tudo sobre o outro... – Reclamei.
- O tipo que tem segredos e mistérios. Assim, o romance fica mais legal. – Ela sorriu animada.
- O que houve? – Perguntei pegando sua mão quando parei o carro no sinal.
- Nada... – Ela sorriu nervosa – Sem novidades, lembra?
- Claro... – Dei-lhe um beijo e voltei a atenção para a rua.

*Flashback off*

Remember when we scratched our names into sand and told me you loved me?
(se lembra quando escrevemos nossos nomes na areia e você me disse que me amava?)

Acordei e dei um pulo para fora da cama olhando automaticamente para a janela. O céu ainda estava escuro. Peguei meu celular e vi nossa foto. Balancei minha cabeça para afastar meu pensamento e olhei para as horas. Eram 5:08. Coloquei meu celular pra despertar e tentei dormir de novo.
Como eu, obviamente, não conseguia, liguei a televisão. Tava passando um dos filmes preferidos da . Há muito tempo que eu não via. Era “Um Amor Para Recordar” (n/a: , essa é pra tu!) Eu já tinha visto aquele filme um milhão de vezes com ela. Tava na parte em que a garota conta para o namorado que está doente. De alguma forma aquilo me lembrou a ultima vez que estive na praia com a .

*Flashback on*

- Haha, idiota! – gritou quando me viu tropeçar em meus próprios pés e cair na areia. Ela correu até mim e me ajudou a levantar.
- Invertemos os papéis? – Perguntei brincando.
- Acho... – Ela riu.
- Hm... – Murmurei.
- ... – Ela me cutucou sorrindo. – Você me ama? – Eu a segurei pela cintura e a puxei para mais perto de mim fazendo ela rir.
- Eu faria qualquer coisa por você... – Selei nossos lábios em um beijo. Quando abri os olhos, olhei em seus olhos que brilhavam.
- Por que? – Ela me perguntou – Sou tão briguenta e reclamona...
- Mesmo? – Perguntei sorrindo – Nunca percebi.
- Besta – Ela me jogou na areia e me beijou.
- Te amo... – Murmurei.
- Olha... – Ela se levantou e pegou um galho. Começou a escrever alguma coisa na areia.
- O que você ta fazendo, maluca? – Perguntei enquanto ela girava entorno do que tinha escrito fazendo uma forma de coração.
- Vem aqui... – Ela me abraçou. – Olha... – Olhei para o chão. Estava escrito “ e ” e tinha um coração em volta. Ela se abaixou e escreveu “Love you” dentro do coração. Eu me abaixei ao seu lado e escrevi “so much.”
- Te amo... – Ela me disse e me deu um beijo. - Sabia que só uma entre dez pessoas se apaixonam a primeira vista?
- Mesmo? – Ela assentiu. – Acha que nos apaixonamos a primeira vista? – Perguntei.
- Quem liga? – pegou minha mão e nos levantamos. Eu voltei a olhar em seus olhos e voltei meus pensamentos para como ela estava tão sexy naquele biquíni. Ela sorriu para mim de um modo doce e eu lhe abracei.
- Eu não ligo...
- Nem eu... – Ela concordou.
- Então foda-se o resto... – Ela assentiu e continuamos a andar na beira da água enquanto o resto das pessoas olhava para nós assustados. deu de ombros e sorriu para mim mais uma vez.

*Flashback off*

And now that I find that you change your mind
(E agora que descobri que mudou de idéia)
I’m lost for words
(Estou perdido nas palavras)

Ouvi o despertador tocar e me levantei. ei um banho rápido e me vesti. Estava quase saindo de casa quando me lembrei de pegar a carta. Sentei-me no sofá e re-li a carta. Deixei algumas lágrimas escorrerem, mas limpei as mesmas com as costas da mão e fui para o carro. No percurso para a casa dela, fiquei pensando. Será que ela ainda me ama? Ou será que ela já não me amava a um tempo.
Talvez aquela briga tenha sido a gota d’água pra a ela e ela simplesmente não me amava mais.
Ok, isso não era simples.
Mas podia ter acontecido. Então me passou pela cabeça, como eu iria viver sem o amor dela? Com oeu pode ria amar alguém sem ser ela?
Não ouvir mais sua voz doce, não ouvir mais ela cantar, não brigar mais, não ouvi-la me chamando, não saber o que ela está fazendo... viver sem ela... um pedaço de mim. Comecei a ficar confuso. Isso não poderia ser real, eu estava só imaginando, não? Era só imaginação, ela nunca que esqueceria nosso amor, ela nunca que pararia de me amar de um dia para o outro. Aliás, ela sempre me falara o quão eu era importante.
ERA.
Passado. Não volta mais. Talvez um estivesse certo e entregar essa carta para ela seria um grande erro. Talvez eu estivesse certo e ela não me ama mais. Só restariam as lembranças para me conter. E com sorte outros amores, porque eu não fora capaz de segurá-la ao meu lado.
(n/a: UHUUL! Sem Flashback!)

Everything I feel for you I wrote down on one piece of paper
(Tudo o que eu sinto por você escrevi em um pedaço de papel)
The one in your hand, you won’t understand, how does it hurt to let you go
(Esse em sua mão, você não vai entender como dói te deixar)

’s POV

, e estavam sentadas no meu sofá lendo o que eu escrevera sobre na noite anterior.
- Você é a minha tradução... – acabou de ler.
- Nossa, que carta mais profunda. – .
- Nossa... – Foi só o que pode dizer.
- Nossa o que? – Perguntei me jogando no sofá e deixando que mais lágrimas escorressem.
- Você fica aí se desidratando enquanto o deve tá vendo filme pornô e/ou dormindo. – disse se levantando.
- D-U-V-I-D-O! – soletrou.
- Por que duvida? – Perguntei entre soluços.
- Porque ele te ama, deer! – bateu na cabeça com sua mão em um punho.
- Ama que nem um boi ama a vaca... – bufou.
- HÃ? – Eu, e gritamos ao mesmo tempo.
- Atração sexual! – Ela disse – Acha o que? Homem não se apaixona, filhota!
- ROSA! Você nunca falou nada tipo isso! Que que deu em você? – perguntou.
- Resolvi abrir os olhos... – Ela arregalou os olhos.
- Noooooooossa... – disse.
- Gente, eu vou à praia com o hoje. – disse.
- Aiin, ele vai te pedir em namoro? – perguntou.
- Acho que siim! – Ela se animou. – Eu vou indo pra me arrumar. Bye, people! Não chore, amiga, homens são idiotas!
- Ignora... – sussurrou.
- qualquer coisa me liga. – me deu um beijo na bochecha e saiu.
- Baby, fica calma. Eu tenho certeza que ele ta chorando. – me reconfortou.
- Eu te amo, amiga – Dei um abraço nela.
- Também... – Ele se livrou do abraço e pegou sua bolsa. – Vou deixar você sozinha, mas qualquer coisa me liga. – Assenti e ela saiu. Fui para o quarto e fiquei olhando minha foto com na mesa de cabeceira. Olhando seus olhos e como ele sorria quando estava perto de mim. Sorria como nunca o vi sorrindo em alguma outra foto de infância ou algo do tipo... talvez ele me amasse ainda.
Logo ouvi a campainha tocar e fui atender.
- Oi? – Perguntei ao abrir a porta ainda de olhos meio fechados. Quando levantei o olhar vi que ele estava ali. Seus olhos estavam vermelhos e lágrimas rolavam dos seus olhos. Ele tinha um papel na mão. – O-o que faz aqui? – Perguntei insegura.
- Vim te dar isso. – Ele me entregou o papel.
- Entra... – Murmurei. – a – Lhe entreguei minha carta. Ele sorriu fraco e começamos a ler as cartas.

All this time you’ve been telling me lies
(Todo esse tempo você tem me contado mentiras)
Hidden in bags that are under your eyes
(Escondidas em bolsas embaixo de seus olhos)
And when I ask you I knew I was right
(E quando te perguntei sabia que estava certo)
But if you turn it back on me now, when I need you most, but you chose to let me down…
(Se você descontar em mim agora quando eu preciso mais de você, mas decidiu me deixar pra baixo)
Won’t you thing about what you’re about to do to me and back down?
(Você não vai pensar no que está prestes a fazer pra me deixar pra baixo?)

- É verdade? – Perguntei assim que acabei de ler sua carta.
- Verdade o que? – Ele me perguntou levantando a cabeça.
- Que você me ama? – Mordi o lábio inferior.
- E como poderia negar? Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Acho que nunca teve noite pior do que a que eu passei hoje. Não consegui dormir porque tentava tirar você da cabeça e quando consegui, sonhei com você. Quando liguei a Tv, tava passando seu filme preferido. Tudo o que eu fazia me lembrava você. Chorei muitas vezes só tentando imaginar porque você terminou comigo. Porque você nunca tinha ficado tão chateada. Não tem noção de quanta culpa eu sinto por ter te perdido. – Mais lágrimas caiam de seus olhos e ele as secava rapidamente.
- Quem disse que você me perdeu?
- Não? – Perguntou-me.
- Você só tem que tomar cuidado com o que diz pra mim. Eu posso ser muito dramática as vezes, na verdade quando eu me magôo costumo ficar chata e eu não gosto de ser chata com você – Senti meu rosto ficando quente e lágrimas escorrendo pelo mesmo. – Não sabe como doeu te deixar, . Não tem explicação. Você foi simplesmente o homem mais importante da minha vida. O único imperfeito o suficiente pra me magoar. – Sorri – Conseguiria ficar anos com você no telefone sem falar nada, só ouvindo sua respiração.
- Te amo... – Ele sussurrou.
- Te amo mais... – Ri e o abracei. Ele segurou meu rosto e me beijou. Ele era tudo o que eu queria naquele momento, meu sonho de consumo que virou realidade.

“E mesmo que você perca a si mesmo e não souber o que fazer, a lembrança do amor vai te acompanhar” John Denver – Perhaps Love.

FIM


N/a: Gente, eu acho que essa foi a fic mais fácil de escrever. Eu escrevi em um dia, mas acho que isso não é privilégio porque ela é pequena, apesar de não ser short. Bom, mas pra ter idéias eu às vezes empaco e não consigo pensar em nada, dessa vez foi bem fácil, porque eu amo essa música (Too close for comfort – McFLY) e porque eu já tinha a história bolada na minha cabeça.
Bom, comentem pra eu saber se vocês gostaram.
Beijones,
- Debbie.