Untitled

Autor: Biih Judd
Beta: Gi Bussoni.


Capítulo 1

Eu estava sozinha em casa pela décima vez esta semana. E sempre que isso acontece, eu vou pra casa do ; um dos meus melhores amigos e ex-peguete, mas nada de mais acontece, somos só amigos.
Eu sabia que e estariam lá, meus outros melhores amigos. Ok, não só melhores amigos, mas também, ex-peguetes. Antes de qualquer um pensar que eu sou uma puta que pega todos os amigos, eu aviso que não sou. O problema é que quase todos os garotos que eu conheço gostam de mim. Isso é um grande problema, e atrapalha muito a minha vida. Bem, é uma história estranha, mas, deixa pra depois.
Saí de casa e deixei um bilhete pra minha mãe, caso ela chegasse mais cedo ou eu chegasse mais tarde. A casa de ficava a dois quarteirões da minha, então eu fui a pé. Cheguei e toquei a campainha, esperando que alguém atendesse. Alguém abriu a porta, mas ninguém apareceu. Eu dei um passo pra entrar, e então três garotos pularam na minha frente.
- Ai, meu Deus! – berrei e eles começaram a rir. – O que tem graça? – Abriram espaço para que eu pudesse passar.

Eles estavam com sorrisinhos marotos na face. Não sei o que era, mas tinha alguma coisa que eles estavam escondendo, ou era alguma novidade, boa por sinal, tinha que ser. Me olharam com os olhos brilhando e foi aí que eu me toquei que tinha alguma coisa por trás de tanta felicidade.
- Qual é a novidade? – perguntei franzindo o cenho. Eles se entreolharam e começaram a dar gargalhadas.
- ... – começou e depois olhou para os garotos que começaram a rir de novo. PODE TER MAIS ALGUMA POSSIBILIDADE! Eu devia ser um motivo de piadas! – Sabe o integrante final que estávamos procurando para a banda? – Completou e eu dei um sorriso de orelha a orelha.
- Ah, sim... Um , não é? – Fiz de desentendida e completei – Finalmente, hein! – debochei.
- É, e ele está aqui! – deu de ombros com o meu comentário.
- Que bom! – sorri.
- É. Minha presença é importante para todos. – disse um indivíduo que saiu direto do corredor, vindo em nossa direção. Nada convencido. – Oi, sou . Mas pode me chamar de , como eu prefiro... – Ele deu um sorriso sexy e estendeu sua mão pra mim, que aparentava ser pra eu apertar, mas não era, pois quando eu juntei minha mão com a sua, ele a beijou. O que eu fiz? Ri do idiota.
- Eu sou , mas me chama de , como eu prefiro... – Olhei para os garotos que estavam pasmos. O porquê disso é que eu não deixava ninguém que eu mal conhecia me chamar de , era um apelido muito íntimo. Os garotos ainda me olhavam com indignação, eles fizeram uma cara que era pra eu completar aquela frase, então, lá vou eu. -... Otário! – Os garotos rindo; me olhando indignado e eu segurando o riso. Ele percebeu a situação e riu junto.
- Por que vocês não se conhecem melhor enquanto a gente arruma os instrumentos no quintal? – sugeriu e deu seu sorrisinho fofo.
- Ah, claro. Por mim tudo bem! – eu disse e assentiu.

’s POV On.

-Vamos, então. – peguei minha blusa que estava no sofá, dei um pedala nos dudes e saí correndo. Eles vieram atrás de mim. Chegamos nos fundos, eu recebi duas pedaladas de cada e nós ficamos nos encarando, ofegantes.
- Será que a vai fazer o mesmo com o ? – perguntou parecendo preocupado, entre suspiros.
- Claro que não besta! – recebeu um pedala de . – Nós gostamos dela, sei que é um amor maior do que de amizade, mas ela não quer ficar com a gente. Ela não nos ama – Sorriu com a situação – Mas esse gostar tem que virar um gostar de amigos, nada mais. Nossa chance já se foi. Iremos nos recuperar. – Ele disse levantando a mão com o punho fechado, fazendo-nos rir.
Arrumamos as coisas e fomos chamar para ensaiar. Entramos na sala e demos de cara com uma cena.

- Você é um idiota, ! Otário! Otário! Some daqui! – dizia furiosa parecendo que tinha feito algo com ela.
- O que foi ? – eu perguntei preocupado.
- Esse merda ultrapassou as escalas de idiotice! – Ela disse cutucando ele com força, e só ria.
- O que houve? Ele fez algo ruim com você?
- Não, mas, ele é muito besta! Egocêntrico! Insensível! – dizia com os olhos marejados.
- Ei, eu não sou assim, não! Eu sou legal, lindo e sexy. Todas me amam! – Ele se gabou, tentando mostrar seus músculos.
- Viu? É disso que eu estou falando. – A raiva começou a aparecer em seu rosto – É por isso que eu já odeio essa coisa. – bufou – e... – Eu e os garotos nos entreolhamos com o berro que ela deu – Eu estou falando com o , não chamei você na conversa, ! – terminou calmamente.
- ?! – Repetimos com exceção da , e demos gargalhadas que pareciam infinitas.
- Você é nojentinha, garota. – falou sério.
- Cala a boca, pervertido. – Revirou os olhos.
- Melhor ser pervertido do que puta! – Ele falou e parecia que ela ia pular na garganta dele.

’s POV Off.

- Melhor ser pervertido do que puta! – Ele falou, eu arregalei os olhos e engoli em seco. Parecia que ele sabia da minha história passada com os garotos. Eles já deviam ter contado, mas isso era de menos importância agora.
Eu olhei para e disse:
- , tenho que ir, não preciso ficar aqui ouvindo desaforos. – Eu sentia um aperto em meu coração. Ele não falou nada, então eu saí e bati a porta. Me sentia perseguida, mas não queria olhar para trás. As lágrimas tomavam conta de meu rosto e minhas vistas estavam embaçadas. Continuei andando e apertei o passo. Senti uma mão segurando meu braço. Com movimentos involuntários, me virei para a pessoa; que eu não sabia quem era por causa dos meus olhos marejados.
Eu senti que estávamos muito perto, milímetros que o nosso rosto tinha de distancia um do outro. Limpou as minhas lagrimas com o polegar e eu pude ver quem era; . E que tinha os olhos mais lindos do mundo.
- Desculpa! – Ele sussurrou ao pé do meu ouvido, me abraçando em seguida. Eu comecei a chorar mais e ele olhou pra mim. – Eu não queria que tudo fosse assim. Esse é meu jeito, eu sou estranho. – Disse limpando mais das minhas lágrimas. – Sabia que você é linda? – Meus olhos que fitavam o chão já estavam colados nele. Eu dei uma risada e depois uma curta gargalhada.
- Não brinque assim comigo. – Me recuperei e sorri. Ele me deu um abraço.
Eu não sei, mas eu ainda estou com raiva dele. Isso não me convenceu muito.
- Não estou. Sua chata. – riu de mim.
- Idiota, besta, imbecil! – Soltei um pouco da raiva que me corroia por dentro. Eu sei que não devia fazer isso, mas estava doendo muito em mim. – Otário! – Ele bocejou indicando que não estava impressionado com o que eu disse, então eu completei – Viado, gay, boiola! – Arqueou a sobrancelha – Você é uma vadia, ! Uma vagabunda! – Eu ri e sai correndo. Não sei o que deu em mim, mas, eu fui em direção contrária a da minha casa. É, de novo eu estava sendo perseguida. Entrei na casa do Dougie e deixei que uma besteira acontecesse; esqueci de fechar a porta. Eu me encostei na parede, tentando me acalmar. Ele apareceu, fechou a porta e foi até mim. Colou nossos corpos e nossos rostos chegaram MUITO perto.
- O que você disse? – Ele sussurrou ofegante e eu não respondi, estava em transe, olhando seus lindos olhos . Sua voz preenchia meus pensamentos, seu perfume invadia minhas narinas e tornava aquele cheiro viciante. Eu ainda tinha raiva do jeito dele, nojo de seu modo de pensar, o jeito de falar como se ele fosse o melhor homem do mundo. Mas e agora? Ele ia me beijar!
Colocou as mãos em minha cintura e aproximou um pouco mais nossos lábios que estavam separados só pelo fato das pessoas terem nariz. Roçou nossos lábios, mas não conseguiu me beijar, porque uma voz invadiu o local.
- O que vocês estão fazendo?! – saiu da minha frente e eu vi um na porta da sala muito furioso-frustrado-chateado-irritado-confuso e com outras expressões que não consegui identificar.
Voltando ao passado... O resumo da minha historia é o seguinte: Como já se sabe, os garotos gostam de mim. Eu fiquei com o quando eu estava com quinze anos. Eu sempre gostei dele e então essa foi minha chance. Eu não tive nada de mais com , porque percebi que eu não gostava dele o suficiente para poder namorar com ele. Depois eu comecei a gostar do . Fiquei com ele, mas não cheguei a namorá-lo também. E por fim eu fiquei com o . Que ainda não me esqueceu. Na verdade nenhum me esqueceu. Eles já me disseram que ainda me amam e que gostam de mim. Quando isso acontece, eu fico sem reação, eu não sei lidar com coisas do amor. Eu não posso dizer que algo a mais não aconteceu, porque se não eu estaria mentindo. Se é o que você está pensando... Sim, eu tive relações sexuais com meu amigos, mas ninguém mais precisa saber... Voltando ao presente...
foi se afastando, foi em direção a porta e saiu, indo para o quintal e sendo perseguido pelos olhares de que olhou pra mim com uma cara triste muito fofa, estava com os olhos marejados e deu vontade de chorar junto.
- ... Eu... – Não terminei porque ele saiu pela porta me ignorando totalmente e batendo a porta. Escorreguei pela parede e abracei meus joelhos. Que bom. Hoje o dia foi especialmente para eu chorar!
Fiquei ali durante uns cinco minutos e apareceu abrindo com força a porta.
- ? – eu olhei para ele e limpei minhas lágrimas com brutalidade. Eu estava com nojo. Nojo de mim. A fúria aumentava a cada instante. – É melhor você ir... – Eu já estava de saída, não agüentava mais ficar ali. Me ajudou a levantar.
- Ok, obrigada, . – o abracei – ? – uma lágrima rolou por minha bochecha e ele se soltou de mim. – O que houve? – Pra ele me mandar embora, algo havia acontecido.
- Nada, ! – ele disse calmo, mas estava me chamando pelo nome. É, ele estava nervoso, e não calmo.
- Fala logo ! – berrei e ele assentiu.
- O , bateu no , e o , devolveu. – ele disse fazendo pausas. Assustei-me com aquilo.
- Bateu? Como assim?
- Deu um soco! – disse nervoso – Ta... – bufou – Mas, você precisa ir... – sorriu falsamente.
Comecei a chorar de novo, não pelo fato de ter que ir embora, mas, e o ? E o ? – saí dali e fui pra casa. Como não tinha ninguém em casa, peguei o bilhete que eu havia escrito e o amassei com muita raiva. Subi pro meu quarto e me joguei na cama.


Capítulo 2

- É tudo culpa minha! – gritei abafado pelo travesseiro. Como assim? Todos os integrantes daquela banda gostam de mim? Pra quem não tem ninguém que te ame, isso pode parecer legal, mas é horrível. Acaba totalmente com a pessoa, como acontece comigo.

Seis e trinta e sete da manhã de sábado. Os problemas me atormentam e me adoram tanto que eu sonho com eles. O que eu faria agora? Comeria, porque estou com fome.
Peguei uma tigela, coloquei cereal e fui para a sala. Liguei a TV e fiquei zapeando os canais.
- Televisão de manhã é uma bosta. – Reclamei, ainda passando os canais. Parei em um canal e abri um sorriso de orelha a orelha. Nickelodeon. Programas menos que infantis passavam ali. Sem ao menos perceber, já estava cantando as musiquinhas junto. Ah, eu sou tão criança; mas sou feliz. – não.
Fiquei tão entretida com os desenhos que mal vi as horas passarem. Nove e vinte e três da manhã.
- Ah, meu Deus! – Desliguei a televisão e fui até meu quarto. Peguei meu notebook e coloquei no msn. estava online.

says:
- Oi , está tudo bem?

Ele não me respondeu de imediato. Também nem respondeu. Eu ia desligar, mas justo nessa hora o cretino resolveu responder.

says:
- Sim. Eu estava resolvendo umas coisas com .

says:
Hã? Do que você está falando?

says:
Eu sei que o te contou. Eu já conversei com e está tudo certo. O que houve ontem foi esquecido.

says:
TUDO, TUDO, TUDO?

says:
Sim.

E se desligou. Que idiota! Ele queria me provocar e estava conseguindo!
Peguei meu celular e liguei para .
- ?
- Oi?
- Está tudo bem com você?
- Tá... – Respondeu hesitante.
- O e o se acertaram?
- Se você quis dizer na cara, sim. – Riu.
- Não, , não quis. – Me mantive séria.
- Então não sei.
- Obrigada, . Tchau.
- Tchau. – deu uma risadinha e eu desliguei.

Dirigi-me sem pensar até a casa de . Ele me atendeu.
Seus olhos estavam roxos; que dó.
- Fala . – Ele parecia cansado.
- A gente pode conversar? – Ah, odeio dizer isso.
- Aqui? – Perguntou com os olhos arregalados.
- No Starbucks. – Sorri e ele saiu de dentro da casa e trancou a porta. Fomos até o Starbucks que ficava... Do outro lado da rua. Entramos e nos sentamos. fez os pedidos.
- Você vai me contar o que houve ? – fiz cara de mamãe preocupada/nervosa perguntando onde o filho foi e por que chegou tarde.
- Meu olho já não diz tudo? – Ele apontou para seu olho roxo.
- , não estou falando disso... Você falou hoje com ?
- Só por telefone, mas ontem a gente já tinha conversado. – Explicou – Ele pediu desculpas por ter me socado, não faria isso, só fez para não ficar de mãos abanando. – Riu – Também disse que entendia o porquê de eu ter batido nele e que não ia guardar rancor, nem lembrar mais – Suspirou – essas coisas... – Sorriu muito, muito fofo. Eu sorri de volta, porque estava com preguiça de falar e estragar o momento. A garçonete trouxe os pedidos e nós comemos (lê-se devoramos) que nem loucos.
Estava tudo bem. Eu não queria falar com , nem com e . O bom disso era que eu tinha mais opções. AMIGAS!
foi pra casa. Eu fui para uma praçinha que ficava ali por perto e liguei para a minha melhor amiga, a .
- ... Sobre o que você me falou de dormir aí... – Me cortou.
- Você vem? Vem? Vem? Aaaaaaaaw!Eu te amo te amo muito! – Acho que ela é louca.
Mas eu sou pior que ela, só que ninguém vê esse meu lado desde... Desde sempre!
- Eu vou sim! – Berrei.
- ÊEEEEEEEEE! – Gritou na droga do celular, que me fez o afastar um pouco.
- Haha, louca! – Sorri.
- Louca não! Feliz, isso sim. - Sim, louca. – Vem aqui pra gente conversar.
- Ok, to indo amor, beijos. – Desliguei sem deixar que ela respondesse.
Fui andando em direção à casa de minha amiga, quando passa um homem na rua e chama minha atenção.
- Que sorriso lindo! – Mais um tarado... aff !
Ele passou por mim e depois virou em minha direção, abaixando os óculos de sol.
- Allan? Allan é você? – Sorri confusa.
- Achei que você não ia perceber. – Veio até mim e me abraçou. - Eu achei que você fosse um tarado qualquer. – Ele riu. Allan era meu melhor amigo, desde a terceira série, mesmo ele estando um ano à frente. Teve uma época em que nós meio que brigamos porque ele ficou com ciúmes de eu andar só com , e . Depois que eu comecei a ficar com eles, aí sim brigamos pra valer. Mas conversamos pelo msn e ficou tudo bem. Desde então, nunca mais o vi.
- O que vai fazer agora? – Perguntou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
- Casa da – Sorri.
- Hum... Legal. – Odeio essas respostas – Como vão seus amigos? – Perguntou seco. Allan sempre teve uma queda por mim, mas, nunca admitiu.
- Bem... Eu acho. – Sorri torto.
- E você, como está? – Perguntou com um sorrisinho convencido.
- É... Mais ou menos. Tenho que ir, Allan. – Dei um beijo em sua bochecha e fui para a casa de .
Mal toquei a campainha e a menina já estava sorrindo em minha frente.
- ! – disse com a cara de psicopata.
- Amiga! – Dei um abraço nela e quando menos percebi, já estava dentro da sua casa. , típica garota com cara de patricinha. Minha amiga desde sempre. Nunca me deixou na mão. Já ela não pode dizer a mesma coisa.
- Que saudade, minha amiga Banana. – Mais apelidos.
- Também... Mas você que me trocou por um bando de garotos... E o ... – Disse séria e depois fez cara triste.
- Ah, você e o Allan tem muito em comum. – Revirei os olhos – Por que você citou ‘’? Ele também é garoto. – Ri.
- Ah, você sabe... – Fitou o chão.
- Sei o que? – Ao dizer isso ela me olhou assustada. – Ah... Ah... Ah não... Amiga... Eu não sabia! Eu te juro! – Disse surpresa e hesitante. Não feliz e hesitante.
- Não importa mais... – Voltou a fitar o chão. Cheguei mais perto dela e disse com um tom de ‘vai dar tudo certo’:
- Claro que importa! Ele só não sabe de você por que você nunca queria se apresentar – Sorriu – e agora eu sei por quê. – Rimos.
, o tipo de garoto que me ama... Shiu! Concentra... Eu vou conseguir fazer com que eles fiquem juntos.
- E você? Conte-me... Está com os olhos em quem? – Ela perguntou com um sorriso malicioso.
- Ninguém! Eu me cansei de romance e coisas de amor. – Sorri torto.
- Ah, tem alguém que eu sei... – Gargalhou – Eu te conheço!
- Tá... Tem sim... – Dei meu melhor sorriso – Mas acho que não. Na verdade eu não sei. – Fiquei séria.
- Você consegue ser mais confusa que eu! – Fez cara de impressionada.
- É! É que é muito confuso. A gente briga, ele me xinga, eu xingo ele... Eu nem sei...
- Isso não é amor... Ou é um amor disfarçado. Isso acontece muito entre os jovens. – Começou a gargalhar que nem uma louca pelo modo que falou. E eu junto. Já me sentia como antes... A idiota que ri de tudo e que acha palavras engraçadas que não tem graça nenhuma. Eu gosto muito dessa que começa a rir do nada sem motivo nenhum – , você não gosta desse garoto. Que eu nem sei o nome. Você está apaixonada por ele! – Sorriu.
- Eu acho... Não! Não... Eu mal o conheço, não tem como.
- Já ouviu falar em amor à primeira vista? – me encarou.
- Não, nunca ouvi falar. – Sorri – É você pode ter razão. – Me rendi – Acho que estou apaixonada por !
- Quem? – Ela perguntou sem entender nada.
- – Sorri lembrando da cara de quando eu disse isso à primeira vez.
- Hã? – Estávamos gargalhando muito que, a barriga chegou a doer – Ok, ok, chega. ou ?
- É . é um nome que eu inventei pra deixar ele bravo.
- Aconteceu mais alguma coisa? – Perguntou meio desconfiada.
- Ele quase me beijou. – Respondi, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
- O que? Quase? Hã? – Perguntou toda atrapalhada.
- É... Quase. Mas o chegou para atrapalhar.
- Ta, mas agora me conta essa historia toda. – Fez cara de desinformada e ansiosa. Expliquei a ela, que ficou pasma com o que houve com o .
- Nossa! – Foi só o que ela disse quando eu acabei de contar a ela. – Na verdade eu não sei quem é... – Foi interrompida por meu celular que estava tocando.
Atendi o celular e imediatamente me ajeitei no sofá em que eu me encontrava jogada ao ouvir uma voz conhecida e inesperada a essa hora.
- ?


Capítulo 3

- ? – arregalei meus olhos e me olhava louca da vida. Liguei no viva voz e fiz sinal pra ela fazer silêncio.
- Oi, ... – o tom de voz dele parecia meio chateado. e eu nos entreolhamos – Posso falar com você? Pessoalmente?
- Como você conseguiu meu número? – ignorei sua pergunta.
- Podemos? – insistiu.
- Ok... Quando? – perguntei sem vontade.
- Agora. Me encontra no Starbucks que fica perto da casa do .
- Tchau, ! – desliguei o celular imediatamente e encontrei uma que me encarava com os olhos cerrados – O que foi? – esperando mais uma bronca dela por eu ter falado com ele assim...
- A voz dele é muito sexy!
- Para, ! – dei um tapa de leve em seu ombro.
- Ta, mas vá ver ele! Quer que eu vá junto? – fiz cara de indignada – Ok! Vai logo! – se levantou e me empurrou até a porta. – Boa Sorte! – e fechou a porta na minha cara.
’s Pov On

vem me machucando muito desde que ficamos juntos. Eu ainda a amo. Já ela não me ama mais, se é que já amou.

’s Pov Off.

Eu estava ali, na porta da Starbucks olhando ele me esperar. Ele não havia me notado.
Eu sentia medo. Medo de falar qualquer coisa a ele; Medo dele me falar alguma coisa. Enquanto pensava sozinha, ele olhou para mim e abriu um sorriso, que me fez esquecer totalmente o que eu sentia e pensava.
Sem me dar conta, já estava ao lado dele, inalando o seu perfume entorpecente.
- Você vai querer alguma coisa? – ele quebrou o silêncio que tinha se estabelecido por uns segundos.
- Não, er... Na verdade, por que você me chamou aqui? – eu perguntei e a garçonete chegou, fazendo sua típica pergunta “o que vão pedir?”
- Tem certeza que não vai querer nada? – insistiu e eu assenti.
Fiquei encarando por um bom tempo, até que a garçonete chegou com os pedidos dele.
- ?! – chamei sua atenção e ele olhou assustado pra mim.
- Hum? – murmurou e deu de ombros.
- Eu tinha coisas melhores pra fazer do que ficar olhando você comer! – dei uma risada falsa.
- Calma... – fez uma pausa e devorou um cookie – Eu queria pedir desculpas... – eu entendi direito? – Não deveria ter tratado você daquele jeito, e, você sabe... erm...
- Sei o quê? – interrompi.
- Ah, só quero pedir desculpas... Você me perdoa?
- Ta, eu desculpo, mas... O que foi aquilo de você... – fui interrompida.
- Nada, esquece isso... – sorriu – Você ainda gosta do , não é? – engoliu a seco. Eu fiquei sem resposta. Que droga de pergunta era essa? Eu poderia responder que não, mas seria mentira. Eu ainda o amo. – Eu já sabia... – murmurou.
Prensei os lábios como afirmação disso.
- Vamos? – ele perguntou se levantando.
- Mas já? – continuei sentada e ele me fitou.
- Eu sei que você me ama, mas eu tenho que ir, – riu – tenho ensaio, queridinha. Estamos nos preparando pra tocar no novo pub do centro.
- Que bom... – murmurei – Nem me chamaram... – falei pra mim mesma.
Eu sai da Starbucks e fiquei esperando pagar.
- Hey! – ele chegou num pulo, colando nossos corpos um ao outro.
- ! – sussurrei.
- Posso fazer uma coisa? – falou ao pé do meu ouvido fazendo-me arrepiar. Eu fiquei sem resposta, de novo. Ele ficou olhando em meus olhos, como se pudesse ver algo de outra dimensão, e então, chegou mais perto.
encostou seus lábios nos meus rapidamente, como se estivesse com medo de que alguém impedisse. Aprofundou o beijo, e eu agarrei seu pescoço, querendo nunca mais sair de perto dele.
Comecei a me sentir sem fôlego e parti o beijo. Nós ficamos abraçados, sem se largar.
Naquele instante, era como se ele fosse me proteger de tudo e de todos, meu mundo era só ele, e ninguém poderia impedir isso.
Seu celular começou a tocar e ele se afastou de mim para poder atender.
- Só um minuto... – sussurrou, pegando o aparelho. – Oi?... Aham... Ok, já to indo. – desligou – , você quer que eu te leve em casa? – perguntou um pouco envergonhado.
- Eu não vou pra casa. – eu disse e ele fez cara de assustado – Ah, relaxa! Eu me viro aqui. – sorri.
- Ta bom então... – deu de ombros, beijou minha bochecha e entrou em um carro que estava próximo de mim.

- Amiga que cara é essa? – perguntou ao abrir a porta pra mim. Eu não estava muito bem, mas não sabia o que estava sentindo. – ? ! Acorda! – estalava os dedos.
- Hã? – é, acordei.
- O que foi? Você está bem? Ele te fez alguma coisa? – arremessava as perguntas, preocupada.
- Nada, não. To bem. – tentei sorrir.
- Okay... – pausou – As garotas tão ai.
- Garotas? Que garotas? – me assustei.
- Dããr, a , a , , e – falou de um jeito óbvio.
- O quê? Sério? OMG! – passei voando pela porta – Amigas lindas! – me joguei em cima delas, dando beijos e abraços.
- No... Nossa! Quanta felicidade. – disse, sorrindo fraco, do jeito dela.
- Mas você me ama, eu sei esposa! – sorrimos e eu avistei mais pessoas que não havia citado – ! ! – fui em direção delas e as abracei forte de tanta saudade – Amigas! Quanto tempo. – Elas começaram a rir de mim. Nossa, obrigada.
- , o que houve? Você está tão...
- Linda, maravilhosa e diva, aham.
- Ok, então... – revirou os olhos.
- Prontas? – apareceu perto da gente e eu fiz cara de desentendida – Vamos assistir filme? – fez careta.
- Ah! Claro, claro... – me levantei e seguimos até seu quarto.
, , e eu nos separamos do grupo para poder conversar mais em paz.
- E ai, amiga, me conta, o que aconteceu com você e ? – sussurrou e eu percebi que e prestavam atenção.
- !
- Fala logo, caralho! – se manifestou.
- Ele pediu desculpas, e...
- E o que? Mas que merda! Desembucha, ta me irritando! – é, eu já sabia.
- Ele me beijou... – baixei a cabeça, sentindo vergonha.
- Hmmmmm! – e murmuraram. Curiosas...
- E depois?
- Que interrogatório chato! – ri – depois ele teve que sair – dei um sorriso largo.
Ficamos todas quietas, depois começaram a prestar atenção no filme. Tédio...
Meu celular começou a tocar loucamente, anunciando uma mensagem.
- É ele? – perguntou toda curiosa e eu apenas neguei com a cabeça.

, você não vai vir em casa hoje? Eu sinto a sua falta, marida <3 Venha, venha, venha, rs. Te amo! Xxx Dougie xxX

Terminei de ler e tomou o celular da minha mão.
- O ? – fez uma cara de safada e sorriu.
- É não posso ir... Eu to aqui né?
- Pode sim! – entregou o celular e eu comecei a digitar uma mensagem a ele.

Sim, vou. Posso levar umas amigas?

Amigas? Amigas, quantas? :O

Não sei talvez umas sete... hihi Xxx

Ok pode ser, mas vem logo! ;)


- Meninas! – Gritei. Muito, muito alto. – Vocês querem ver os meninos ensaiarem? – sorri e elas fizeram cara de taradas.
Fomos , , , e eu no carro da primeira. , , e em outro.

- É aqui, né? – perguntou parando bem em frente à casa dele.
- Sim – falei saindo do carro.
Toquei a campainha e logo apareceu um sorridente que olhava dos pés a cabeça cada garota, e seu sorriso aumentava cada vez mais.
- ! – chamei sua atenção.
- Ah, entrem... – sorriu e deu espaço para passarmos.
Quando já estávamos todas na casa de , ele comentou – Vocês são muitas... E... Realmente muito bonitas – dizia enquanto fitava .
- Cadê os garotos? – perguntei, olhando pros cantos da casa.
- Estão lá atrás, podem ir, e vou pegar umas coisas aqui. – Ele disse e as garotas saíram.
- O que você achou da ? – perguntei ansiosa por uma resposta.
- Quem é ? – fez cara de desdém.
- Aquela que você não tirou os olhos por nenhum segundo! – sorri e ele fez cara de malicioso.
- Hum... Legal. – se virou e começou a procurar algo.
- Só legal, ? – gritei com ele.
- Ela é bonita também, ta legal? – Ele parou com uma rapidez surpreendente, me fitou e começou a fuçar algumas gavetas de novo.
- Você quer uma chance com ela? – Ele se virou novamente em minha direção e se agachou, abrindo outra gaveta vasculhando com o cenho franzido.
- Não – deu de ombros, sem olhar pra mim.
- Como assim não? – cruzei os braços.
- Eu não vou conseguir. Eu poderia magoa-la – deu uma olhada pra mim e começou a procurar novamente.
- , eu não to te entendendo! – falei séria.
- , você sabe muito bem! – se levantou com um objeto na mão que eu não consegui identificar.
- Hã? – não estava entendendo nada.
- Você sabe por quem eu sou apaixonado. Qualquer garota que eu pelo menos só ficasse, não daria certo, porque eu sempre vou continuar amando ESSA PESSOA. – engoli a seco ao ouvir essas palavras.
- , eu só quero que você entenda uma coisa... Você tem que seguir em frente. É fácil esquecer as pessoas.
- Não quando elas estão sempre com você...
- Confia em mim! Dá certo! , eu te amo, mas não desse jeito... Você é meu amigo. Pode sempre contar comigo, mas não pra coisas impossíveis... Eu não sou milagreira!
- , o que eu sinto por você é uma coisa totalmente diferente do que eu já senti por qua... – o interrompi.
- , por favor, tenta! Por mim... E por você! – segurei em seus braços, olhando em seus olhos.
Ele sorriu e me deu um selinho.
- ! – fiz uma cara brava que logo desmanchou, vindo de várias risadas.
- , obrigado. – me abraçou – Vamos? – assenti e nós saímos de braços entrelaçados.
Chegamos aos fundos e estavam todos conversando, se divertindo... Principalmente e , que estavam quase se comendo em um canto. Não pude conter uma lágrima por isso. reparou e, então, me segurou fortemente.
- , se acalme! – sussurrou. Eu estava com os punhos cerrados e uma expressão nada boa.
- Não, é... Que foi? – tentei sorrir – Por que calma? Eu estou bem, . – ele murmurou um espero que sim, e eu revirei os olhos – Eu vou ao... Banheiro, é. Banheiro... – sorri falso e ele assentiu desconfiado.

Capítulo 4

’s POV On.

realmente tem amigas muito hots. Especialmente uma que não tira os olhos de mim.
Desviei o olhar quando ela me encarou. Ela estava vindo em minha direção.
- Oi. – pulei de susto quando ela estava bem próxima a mim.
Disfarcei sorrindo.
- Oi. – respondi sem muita vontade, mas tentando ser simpático.
- Meu nome é . – esticou a mão pra eu cumprimenta-la.
- Sou . – cumprimentei-a – Prazer. – ela deu um sorriso malicioso.
A encarei bem nos olhos e ela começou:
- Você é muito lindo! – ela disse sem nenhuma vergonha, com um enorme sorriso.
- Obrigado. – fitei o chão. – Você também é linda. – olhei para a garota, que sorriu ainda mais. Sim, era possível.
A garota segurou minha mão. Depois eu sabia o que estava por vir.
’s POV Off.

Sim, eu fui mesmo ao banheiro.
Meu estômago dava voltas e mais voltas.
Vomitei.
Fui pra cozinha, tomei água pra acalmar um pouco, respectivamente, tremendo.
Depois de muita hesitação em sair da casa, sai, normalmente, mas decidida á não olhar para a cara de .
Andava olhando para baixo e me acomodei a olhar reto.
ainda estava com .
Como minha amiga, de tanto tempo pode ser tão vadia a ponto de beijar o primeiro cara que vê? E o tão cafajeste por deixar ela o beijar? Achei que ele ao menos sentisse algo por mim. Não amor. Acabamos de nos conhecer, mas não sei. Achei que ele queria ficar comigo. Agora? Ele é meu ódio. Escorei pela parede que havia bem atrás de mim. Desabei. Completamente.
- ? ? Você ta bem? – Era . Mesmo assim não ousei olhar pra cima.
Ele pos as mãos em meus cabelos e começou a fazer carinho em mim.
- O que houve? – chegou com as garotas.
- ? – agachou-se bem próximo a mim. Levantou meu rosto pelo queixo e me encarou, limpando minhas lágrimas. Alterei-me.
- Sai daqui, ! - cuspi as palavras – Não toca em mim! – gritei e o empurrei pra longe.
me abraçou e falou ao pé do meu ouvido:
- Vou te levar pra dentro, okay? – Ele sussurrou e eu assenti.

Estava sentada no sofá e trouxe um copo de água pra mim. A água não passava pela garganta.
- , o que houve? – chegou correndo na sala com e se acomodou ao meu lado, num misto de preocupação e susto. – Foi o não foi? Aquele filho de uma...
- Ta tudo bem . Não se preocupe. – tentei parecer certa.
- Se estivesse bem, você não estaria chorando. – Foi ai que eu me toquei que eu chorava que nem uma condenada. Ele passou as mãos pelas minhas costas, me envolvendo em um abraço. Ficamos em silêncio e um clima tenso se instalou entre nós. Isso até marcar sua presença limpando a garganta.
- Sei que estou atrapalhando vocês, por isso vou pra casa. – Disse, me soltando de , com um nó na garganta e um tom derrotado.
- Não. Não está. A gente pode ensaiar amanhã e te levar em casa. – disse.
- Não! Se vocês podem fazer isso hoje, não tem porque fazer amanhã. – eu disse, me recompondo e levantando.
- Suas amigas vão ficar se você for? – Perguntou ele, parecendo assustado.
- Não, idiota! – dei um tapa de leve em seu braço e sorri.
- , fica, por favor! - implorou, fazendo carinho nas costas da minha mão.
- Eu não vou ficar vendo MINHA AMIGA de pegação com o ! – me levantei – Eu vim ver vocês ensaiarem! Mas que inferno!
- Exatamente. Vamos ensaiar. Nada de “pegação”! – falou, fazendo aspas com as mãos e depois careta.
- Argh! Ok, vocês venceram. – disse em tom derrotado.
Fomos para fora. Eu como sempre, olhando para baixo, mas dessa vez, não iria se quer dar uma olhadinha para frente.
Chegamos até o quarto aberto que os garotos sempre ensaiavam e eu me sentei no chão mesmo, encostando a cabeça na parede. As garotas já estavam acomodadas em uns sofás por ali e os garotos começaram a tocar.
Eles eram completamente incríveis.
Não estava olhando pra eles.
Meu orgulho fala sempre mais alto, mas tive que o deixar de lado. Todos estavam sem camisa. Sem exceção.
Sem que eu percebesse, estava de olhos cravados em . , , , , , e mais .

O ensaio voou, mas fiz questão de já querer ir embora.
- Vocês querem ficar pra comer alguma coisa? – disse enquanto eu me levantava.
fez menção de dizer algo, mas eu fui mais rápida.
- Não . Já ta tarde e as lindas mamães não sabem que estamos aqui. – sorri falsamente.
- Ok. Apareçam mais vezes, garotas. – deu um sorriso totalmente derrotado.
Sim, vou trazê-las mais vezes pra todas terem um caso com o .
Sonha.
Enquanto as garotas se despediam eu já estava indo em direção a casa do .
, , e foram pra suas casas enquanto , , , eu e íamos para a casa da ultima.

- Vocês vão querer dormir agora? – Perguntou .
- Não, eu to com fome! – disse com seu sorriso fofo.
- e seu estômago... – começou.
- ...Furado! – e eu terminamos, caindo na risada.
- Parem de zoar meu estômago, cara. Ele ta com fome. – Disse e ‘abraçou’ seu ventre, dando um sorriso derrotado.

Enquanto pedia pizza, as garotas conversavam enquanto eu perdia me em pensamentos.

A pizza havia chegado e nós fomos comer no andar de cima.
- Eu gostei daquele seu amigo, . O... O... Ah, eu não sei o nome dele... – tempo – Ah, o ! Isso! – disse e olhou incrédula para a garota. – Que foi? – deu de ombros e mordeu seu pedaço de pizza.
estava com uma cara de demônio. A qualquer momento pularia no pescoço de .
- E você, ? Algum boiola te interessou? – As garotas riram.
- Não. Não sei. Bem... Aquele tem um físico... – Ela olhou pro teto e mordeu o lábio inferior. Na mesma hora, levantou, pegou um pedaço de pizza e enfiou na boca dela.
Rolei os olhos.
- , você ta afim do ? – mordi o lábio inferior e fiz uma cara maliciosa.
- Desde o momento em que você me apresentou pra ele! – gosto desse jeito dela... Ela é sincera até demais e conta tudo o que sente.
- E quando foi isso? – arqueei a sobrancelha.
- Um dia ai... – deu de ombros.
Uau, minhas melhores amigas gostavam dos meus melhores amigos e eu nem sabia. Estranho...
Elas terminaram de comer e eu fui dormir, não haveria nada pra fazer mesmo...

Acordei com uma enorme dor de cabeça, não sei porque, mas tive um pesadelo e, com .
Levantei da cama e quase pisei nas meninas que estavam todas jogadas no chão.

Fiz minha higiene e apareceu no batente da porta.
- Oi, bebê! – sorri pra ela.
- Vamo tomá café neném!
- Nossa! Belo português! – eu disse enquanto a deixava na porta do banheiro – Acorda elas que eu já estou descendo, ok? – assentiu e eu sai.

Capítulo 4.

Faltavam meia hora para os garotos entrarem no palco, e como sempre, eu nem tinha acabado de me arrumar.
- ! Anda logo! – Já era a 13ª vez que havia me chamado no mesmo minuto.
- Calma, já vou sair. Dessa vez é sério! – gritei.
- Cara, você já falou isso umas 10 vezes, perdeu o efeito! Abre a porta! – Ela batia impacientemente na porta.
Abri.
- Já to pronta! – falei passando a mão no meu vestido e olhando para frente, ou, para um pimentão bravo bufante.
me puxou com tanta força que eu estava quase caindo da escada. Quando dei por minha conta já estávamos dentro do carro.
- , a minha bolsa! – deu de ombros e pisou fundo. Cruzei os braços e xinguei-a mentalmente com palavrões que eu não sabia que nem existia.

Chegamos na metade da musica deles.
, como sempre, estava me puxando pra todos os lados.
Encontramos as garotas em uma mesa e nos sentamos.
Mais umas músicas e os garotos já haviam descido do palco.
Sorri.
fez um sinal pra gente que eu entendi como segui-los.
Demos direto no camarim deles.
Todos entraram e eu me sentei num sofá, nem muito próximo e nem muito longe. Eles conversavam como tivessem se conhecido há anos.

Um vulto passou ao meu lado e sentou direto no colo de . Nem preciso dizer quem era, não?
começou a beijá-lo e ele estava gostando. Pelo seu semblante, até demais.
Ele estava apertando a coxa dela, e, ai meu De...
- ! Sai daí! Vem cá! – gritou e TODAS as atenções se viraram pra mim.
Dei um sorriso envergonhado e fui até eles.
- Oi... – minha voz saiu trêmula. Droga.
- , quer dar uma volta por ai? – falou, chegando mais perto.
Sei que ele queria só ajudar, mas com ele... Não mesmo! Também sei o que ele quer! Ou não...
- ? – chamou minha atenção de novo.
- Oi!- dei um sorriso radiante, olhando para – Vamos! claro! – OMG!

Continua...

n/a: Pequena a att, mas ta ai! rs
Sugestões pros próximos capítulos são mais que bem vindos, porque eu nem sei mais o que escrever :S
Mas tudo bem, flue ideia de tudo e se vocês ajudarem, melhor ainda!
Beijoooooooos!
Xx
n/b: Awn esses dudes são tão lindinhos, sério. ~cuticuti~ Estou amando mesmo, a história está mt boa, ui. Qualquer erro, me avisa.