twenty-two
Por Táh



When she was 22 the future looked bright
(quando ela tinha 22 anos seu futuro parecia brilhante)
But she's nearly 30 now and she's out every night
(mas agora ela tem quase 30 e sai de casa toda noite)

Corri até o banheiro mais próximo, afinal, não tinha tempo. Abri a cabine e vomitei no vaso. Não que importasse, já que banheiro de bar normalmente tem mais vômito do que qualquer outra coisa. Nem me dei ao trabalho de fechar a porta, não me importava a opinião de nenhuma das menininhas que estavam por ali, se gabando por terem pego o gatinho do hora ou até mesmo segurando os cabelos de alguma amiga que, assim como eu, tinha bebido um pouco além da conta. Eu não tinha ninguém pra segurar meu cabelo. Au contraire, eu já tinha passado dessa fase de sair pra beber e dançar com as amiguinhas. Quando você passa dos 25, meu amor, as coisas mudam. Ô se mudam. Talvez eu devesse ter vergonha de sair vomitando por bares tendo 28 anos na cara, mas eu tô pouco me lixando pra isso. Na verdade, eu tinha uma amiga sim. Minha grande e velha amiga vodka. E essa amiga era minha companheira semanal. Se não fosse ela, eu provavelmente estaria em casa me enchendo de chocolate e assistindo algum filminho meia-boca na televisão. E, pra falar a verdade, não sei qual das duas opções é a mais degradante.

I see that look in her face, she's got that look in her eye
(eu vejo aquele olhar em seu rosto, ela tem aquele olhar em seu olho)
She's thinking how did I get here and wondering why
(ela está pensando “como eu cheguei aqui” e imaginando porquê)

Me arrastei até as pias, forçando um espaço entre as patricinhas que retocavam a maquiagem ali, rindo feito hienas bêbadas. Acho que elas me olharam torto, mas preciso dizer mais uma vez que eu não ligo? Enchi minha boca de água e bochechei com calma, queria tirar logo aquele gosto de vômito de lá. Cuspi e passei um pouco de água pelo meu rosto. Me olhei no espelho e ri de leve. Eu estava horrenda. Patético, garota. Não é de admirar que eu estava sozinha até aquela hora. Sequei meu rosto com um pouco do papel barato que estava empilhado no canto da pia e abri minha pequena bolsa rosa-choque. Passei uma longa e forte linha preta ao redor dos meus olhos, mais uma camada do batom quase vermelho que levava comigo, além do gloss que deixava meus lábios bem convidativos. Bem convidativos pra qualquer idiota com um sorriso sedutor que tivesse dinheiro o bastante pra me comprar uma bebida. Dei uns tapinhas de leve em minhas bochechas, tentando tirar o pálido pós-vômito dali, e passei a mão por meus cabelos, bagunçando-os um pouco e os deixando com algum volume. Fechei minha bolsinha e saí lentamente, tentando me equilibrar sobre meus sapatos rosas-choque, 13 centímetros de puro glamour. Estava me sentindo fraca, precisava comer alguma coisa. E com comer alguma coisa, eu queria dizer a azeitona em meu Martini, é claro.

It's sad but it's true how society says
(é triste mas é verdade o que a sociedade diz)
Her life is already over
(sua vida já acabou)
There's nothing to do and there's nothing to say
(não há nada a fazer e não há nada a dizer)

Saí do banheiro, me sentindo um pouco desorientada pelas luzes coloridas que se mexiam freneticamente pra todos os lados. Passei pelo meio da multidão, sentindo olhares sobre mim. O tempo podia passar rápido, mas eu ainda tinha um corpo de causar inveja em muita daquelas nojentinhas principiantes que se achavam o máximo com uma garrafa de Heineken na mão. O problema era que eu não estava satisfeita. Nunca estava. Senti alguém passar a mão na minha bunda, mas nem me dei ao trabalho de ver quem era. Brigar com o idiota da mão boba não ia adiantar nada mesmo. Ele ia me xingar de vadia, tomar mais um gole de sua bebida barata e sair pelo bar procurando por uma mulher que se sinta excitada ao sentir a mão dele em sua bunda. Eu podia passar noites e mais noites em bares, acordando cada uma em uma cama diferente com um cara diferente ao meu lado, mas ainda tinha alguma dignidade. E eu seguraria aquele resto de dignidade até o fim.

Til the man of her dreams comes along picks her up and puts her over his shoulder
(até que o homem de seus sonhos apareça e a ponha em seus ombros)
It seems so unlikely in this day and age
(parece tão improvável nesse dia e nessa idade)

Eu havia tido namorados na minha vida. Muitos namorados, se quer saber. Mark, Chris, John, Caleb, Michael, Ian, Phil, Cody, Bobby, Dylan, Devin, Nathan… e mais alguns que, bem, eu não conseguia me lembrar agora. E com todos eles foi a mesma coisa: ou o encanto acabou, ou ele me traiu. A segunda opção, infelizmente, foi a mais frequente. Homens são todos uns porcos. Te usam até se cansarem e depois te trocam por uma garota mais nova, mais bonita, com o cabelo mais brilhante ou peitos maiores. E nós, mulheres, nos entregamos a cada vez, imaginando que é aquele que vai nos abraçar, dizer que nos ama e ficar ali ao nosso lado pra sempre. Aham, ok, vai sonhando. Como se um homem desses existisse. Mulheres querem amor e companhia pra toda vida. Homens querem sexo. Mas, apesar de estar cansada de saber disso, eu ia naquele bar quase toda noite, esperando encontrar o amor da minha vida. Quando ele não aparecia – e é claro que não -, eu achava o cara que parecia mais decente em meio a minha vista embaçada pela vodka e dava bola pra ele. Algumas palavras, uma bebida, talvez uma dança, e eu acabava nua em sua cama. Eu sei que essa não é a forma mais ortodoxa de se procurar amor, porém era a forma mais fácil pra mim. E eu já tinha me machucado tanto que estava previamente anestesiada. Ou talvez não tanto.

She's got an alright job but it's not a career
(ela tem um trabalho legal mas não é uma carreira)
Wherever she thinks about it, it brings her to tears
(onde quer que ela pense sobre isso, isso lhe leva às lágrimas)

Voltei à minha posição inicial: banquinho em frente ao balcão. Senti minha garganta implorar por uma bebida, mas a garçonete mais próxima estava muito ocupada paquerando um cara qualquer. Eu é que não ia incomodar, afinal, ela poderia estar conhecendo sua alma gêmea naquele momento. Extremamente improvável, porém, afinal ele não tirava os olhos do decote dela. Tão previsível. Aquela cena me lembrou de que eu tinha que trabalhar amanhã. Muito excitante, realmente. Eu trabalhava em um coffee shop no centro de Londres. Meu patrão me adorava, e os clientes ainda mais. Não eram poucos os convites que eu recebia semanalmente ali, mas nada muito emocionante. Não vou falar que meu sonho era ser garçonete desde criança. É difícil você olhar pra trás e perceber que sua vida poderia ter ido em uma direção completamente diferente caso você tivesse tomado alguma atitude. E é por isso que eu não gostava de pensar na minha vida: era sempre uma decepção. Senti uma lágrima idiota tentar sair de meus olhos e a enxuguei com violência. Era o cúmulo do ridículo, mesmo, ficar chorando pelos cantos de um bar feito uma puta frustrada. Eu tinha coisas mais importantes pra fazer naquele lugar. Um outro garçom que estava por ali me olhou profundamente, me despindo com os olhos. Devia ser novo, nunca o havia visto antes ali. Respondi seu olhar com o sorriso mais arrasador que consegui no momento. Não podia perder nenhuma oportunidade.

Cause all she wants is a boyfriend
(porque tudo que ela quer é um namorado)
She gets one-night stands
(ela consegue só por uma noite)
She's thinking how did I get here
(ela está pensando “como eu cheguei aqui”)
I'm doing all that I can
(“eu estou fazendo tudo o que posso")

Na falta de outras opções, era hora de investir no tal garçom. Passei a mão por meus cabelos e mordi os lábios de leve – tática que sempre me rendia pelo menos uma bebida.
- Aceita uma bebida? – uma voz, que não era do garçom, ecoou atrás de mim. Me virei e vi o dono da voz se sentar no banquinho ao meu lado, sorrindo sedutor.
- Um Martini seria ótimo. – eu disse, analisando o tal cara. Quer dizer, o tal garoto. Ele deveria ter uns 20 anos, mas mantinha um olhar e um sorriso inabaláveis em seu rosto. Muito atraente, de fato. Vestia uma calça jeans skinny, um tênis branco e preto assim como a camisa xadrez que usava, com as mangas arregaçadas e o colarinho aberto, mostrando que ele deveria ter um belo peitoral. Tudo de marca, visivelmente. Acho que tirei a sorte grande.
- Dois Martinis, por favor. – ele disse para o tal garçom, que me olhou com o cenho franzido, como se me cobrando algo. Pardon me, garçom, mas arrangei uma oferta melhor – Eu sou .
- . – eu disse, cumprimentando o tal garoto com um aperto de mão. Analisei seu sorriso por um instante – Você não me é estranho.
Ele deu um leve risinho, e eu pude ver seus grandes olhos brilharem. Lindo.
- Já faz duas semanas que eu venho a esse bar toda noite. Só pra te observar. – ele disse, sincero, e eu não pude deixar de sorrir. Eu disse que ele era lindo? Acho que o termo certo seria encantador.
- E o que te fez vir até aqui falar comigo hoje? – eu perguntei, e ele deu de ombros, de uma forma desingonçada, assim que nossos drinks chegaram. Tomei um longo gole.
- Você está excepcionalmente bonita hoje.
Ele me olhou profundamente, o que me deixou sem fala por um instante. Seus cabelos meio bagunçados, seu sorriso doce e sua pele bem branca davam a ele um ar de criança, enquanto seu sorriso trazia uma confiança única. Uma perdição.
- Quantos anos você tem, ? – eu perguntei, e ele pareceu um pouco incomodado com a pergunta. É claro que ele já sabia que eu sou mais velha que ele – era satisfatoriamente visível. Mas, por minha parte, ele não precisava se importar. Eu não discrimino a idade de ninguém. Muito menos quando tenho um homem desses na minha frente.
- Vinte e dois. – ele comentou, e eu sorri.
- Tão novinho... – eu murmurei, passando minha mão de leve pela pele macia de seu rosto.
- Estou sempre aberto à aprendizagem. – ele disse, sorrindo abertamente. Eu não pude deixar de gargalhar. Garotinho esperto esse. Esperto o bastante pra merecer meu respeito. E o que mais ele quisesse de mim.
- Quer dar o fora daqui? – eu perguntei, segurando de leve no colarinho da camisa dele, dando o meu sorriso mais sedutor. Eu estava sempre aberta para mais uma cicatriz – e aquele garoto podia me arranhar o quanto quisesse.

It's sad but it's true how society says
(é triste mas é verdade o que a sociedade diz)
Her life is already over
(sua vida já acabou)
There's nothing to do and there's nothing to say
(não há nada a fazer e não há nada a dizer)
Til the man of her dreams comes along picks her up and puts her over his shoulder
(até que o homem de seus sonhos apareça e a ponha em seus ombros)
It seems so unlikely in this day and age
(parece tão improvável nesse dia e nessa idade)

- Belo apartamento. – eu comentei, assim que entramos no apartamento de . Era verdade, ele realmente tinha um belo apartamento. Mas, àquele ponto, não me importava que ele morasse num chiqueiro, afinal ele havia aberto a porta do carro pra mim. Assim que chegamos ele saiu de seu carro, correu para contorná-lo e abriu a porta pra mim. Você tem noção de quantos caras ainda fazem isso? Nas minhas outras visitas diárias a apartamentos alheios, os caras sempre passavam a viagem inteira com a mão na minha coxa, se gabando de alguma posse ou até mesmo elogiando meu decote, saíam do carro já me agarrando e não esperando nem mais um minuto pra arrancar minhas roupas e me jogar em suas camas. Mas não, com era diferente. Ele havia ligado o rádio baixinho, dirigido com calma, comentado sobre como a noite estava bonita e como eu estava bonita, e, a cada farol, me olhado nos olhos - e não nas pernas, como todos faziam. Tinha algo no olhar dele que me entorpecia. Não era luxúria, como nos olhos de outros homens, era algo diferente, algo que eu não conhecia. E eu só sabia que estava adorando.
- Obrigado. – ele disse, indo até a cozinha. Andei pela ampla sala com calma, deixando minha bolsa em cima do sofá e me encostando nas costas dele. Ri ao ver os múltiplos video-games e caixas de dvds que ele possuía ao redor de sua grande tv de plasma. É, parece que não estava fraco no cartão de crédito não. Ele logo apareceu e foi até mim, me entregando uma garrafa de cerveja e se encostando na mesa que estava por ali, ficando de frente pra mim.
- O que você faz da vida? – eu perguntei, e ele riu de leve, olhando pra baixo. Parecia envergonhado – Wow, é tão embaraçoso assim? Eu não tenho preconceito contra gigolôs!
Ele riu – uma risada inocente, contagiante.
- Não, não é nada disso. Eu sou de uma banda.
Eu arqueei as sobrancelhas. Ele é um rockstar e não veio se gabando sobre isso pra me ganhar? Ok, eu realmente não sabia qual era a desse garoto. Qualquer outro cara usaria esse fato pra comer quantas menininhas pudesse, mas ele era diferente. Mais uma vez, ele era diferente.
- Alguma banda da qual eu já tenha ouvido falar? – eu perguntei, dando um longo gole na cerveja, sendo acompanhada por ele.
- McFLY. – ele comentou, e eu assenti. É claro que eu já havia ouvido falar nessa banda, estava fazendo o maior sucesso nas paradas britânicas. Tocava no rádio o tempo todo, por mais que eu nunca tivesse parado pra prestar atenção em nenhuma das músicas. Não tinha muita cabeça pra isso.
- Estou impressionada. – eu disse, deixando a garrafa de lado e indo até ele, parando em sua frente e alisando o colarinho de sua camisa. Ele sorriu e deu um último gole em sua garrafa, esvaziando-a e colocando-a na mesa, antes de envolver minha cintura com seus braços, me segurando forte – Isso só me deixa com uma dúvida.
- O que? – ele perguntou, enquanto dava leves beijinhos pelo meu pescoço, me fazendo arrepiar.
- Você tem tantas garotinhas que morreriam por um beijo seu. – ele me olhou, arqueando as sobrancelhas, como se não entendesse o que eu queria dizer – Por que você está aqui comigo?
Ele sorriu de lado e deu mais um beijo em meu pescoço, dessa vez mais demorado.
- Porque você é diferente. – mais um – Você é linda, - mais um – sexy, - mais um - muito sexy, - subiu um pouco e beijou meu queixo – sabe como lidar com caras bêbados que dão em cima de você o tempo todo com classe, – classe? Taí uma palavra que eu não dirigiria a mim mesma. Um beijo na bochecha direita – sabe demonstrar seu interesse sem ser vulgar, - Uau, esse cara tinha me observado bem mesmo. Outro na bochecha esquerda – segura uma garrafa de cerveja de uma forma incrivelmente hot e...
Ele levantou os olhos e me encarou profundamente, me fazendo corar de leve. Cacete, eu corando por causa do olhar de um homem? Há muito tempo eu não ligava o bastante pra me sentir envergonhada. Mas o olhar dele continha algo que me fazia sentir nua, transparente. E assim eu sabia que, perto dele, minha alma não tinha segredos. Todas as minhas angústias, as minhas tristezas, as minhas frustrações simplesmente desapareciam quando ele me olhava daquela forma. Era como se eu flutuasse – e ele estivesse ali pra me segurar caso eu caísse.
- E... – eu encorajei, fazendo uma força sobrehumana pra conseguir algum fôlego. Ele sorriu da forma mais meiga existente.
- E você faz meu coração bater de uma forma que nenhuma outra garotinha consegue.
Dessa vez, foi o meu coração que bateu de uma forma diferente. Eu não sabia o que dizer, como agir. Aquele garoto simplesmente passava por cima de qualquer expectativa. Senti uma lágrima descer timidamente pela minha bochecha, e, dessa vez, eu não tinha vergonha. Com ele eu podia ser quem eu realmente era, sem máscaras, sem vestidos curtos e copos de vodka. Ele trazia o que havia de melhor dentro de mim. Ele passou seus dedos levemente pela minha bochecha, enxugando a lágrima solitária, e sorriu radiante, juntando nossos lábios com carinho. Não entendia como eu poderia me sentir tão impotente perto de uma pessoa que havia acabado de conhecer. Acho que é isso que chamam de destino.

It's sad but it's true how society says
(é triste mas é verdade o que a sociedade diz)
Her life is already over
(sua vida já acabou)

Abri os olhos como num susto, temendo que tudo tivesse sido um sonho. Me tranquilizei assim que olhei para o lado e o vi ali, deitado, tão perto de mim. Dormia num sono tranquilo, os cabelos bagunçados em sua testa lhe davam um ar encantador. Eu o observei por longos minutos, percebendo que poderia ficar ali pelo resto da minha vida, só olhando pra ele. E foi aí que eu caí na real, e tudo ficou claro pra mim. Claro até demais.

There's nothing to do and there's nothing to say
(não há nada a fazer e não há nada a dizer)

Acendi um cigarro, amaldiçoando o sol por estar tão forte naquela manhã. Se eu estivesse um pouco menos distraída, notaria que muitas pessoas me olhavam estranho na rua. Talvez fosse meu vestido que cheirava a bebida, ou meus sapatos de salto enormes que deixavam clara a noite que eu havia tido. Talvez fosse o fato de que eu me sentia como uma outra pessoa. Uma pessoa que tinha sido amada pela primeira vez. O rosto dele não saía do meu pensamento, sua voz sussurando em meu ouvido “você é linda”, suas mãos carinhosas passando pelas minhas costas como se eu fosse algo precioso pra ele. Precioso. Eu havia chegado àquele bar ontem à noite com as poucas esperanças de todas as outras noites. Esperava ter uma noite de sexo selvagem regada à álcool e muita, muita luxúria. E, pela primeira vez, eu sentia como se toda aquela procura frenética por carinho fizesse sentido. Ele havia me observado por dias, sem coragem pra falar comigo. Ele tinha me visto beber demais, fumar demais, me oferecer demais. Ele havia me conquistado com apenas um olhar. Ele havia me feito sentir como nenhum outro homem havia feito: bem comigo mesma. Em uma noite, ele havia me dado o que eu esperei por uma vida inteira.

Til the man of her dreams comes along picks her up and puts her over his shoulder
(até que o homem de seus sonhos apareça e a ponha em seus ombros)

E eu tinha medo. Muito medo. Tanto medo que havia me feito tratá-lo como tratava todos os outros homens: eu sumi do apartamento dele antes mesmo dele acordar. Antes mesmo dele poder pedir meu telefone, antes mesmo de deixá-lo me hipnotizar com seus olhos que me faziam sentir como alguém importante pela primeira vez em um longo tempo. Antes mesmo de poder dar um nome a todo aquele turbilhão de emoções que eu estava sentindo ao lembrar dele.

It seems so unlikely in this day and age
(parece tão improvável nesse dia e nessa idade)


Acho que é isso que chamam de amor.



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