
Autora: Paulafk.
Beta-Reader: Annie Brissow.
Início
Em um reino muito distante, Richard, um homem jovem, governava Transylvania. Ele era loiro, alto, inteligente, bonito, ilustre, e admirado por todos.
Ele tinha dois melhores amigos. Eles eram amigos desde crianças. Seus nomes eram Pedro e Edmundo.
Certo dia, Richard estava no quintal de sua casa, quando avistou um homem muito estranho vindo em sua direção, o rei hesitou, mas antes de piscar os olhos o homem já estava ao seu lado.
- Olá meu caro Richard, quanto tempo...
- Essa voz... eu conheço... - O rei pensou em voz alta.
O homem riu maléficamente.
- Vejo que já se lembrou do seu velho amigo, não é? Então lembrou também da nossa velha divida. E está na hora de você pagá-lá.
- Aquela divida?
- Sim, aquela divida.
- Eu posso pagá-lá, sou muito rico, e…
- Não! Não quero dinheiro, você vai pagar com a sua vida!
- Minha vida?! Por quê? Eu posso te dar tudo, uma vida de luxo, TUDO.
- Não quero nada Richard, só quero ver você morto, e você me conhece, não adianta exitar, você vai morrer... Mas não hoje, eu vou lhe dar um tempo para você se despedir de seus amigos...
- Me dar um tempo? Não tem medo que eu fuja?
- Não, você me conhece, sabe que eu nunca falho.
Richard estava branco.
- No dia 23, seu aniversário, você morrera. -O homem deu as costas e foi se afastando, deixando Richard no seu jardim, sem nenhuma reação.
O rei ficou preocupado, contratou os melhores guardas para protegê-lo. Embora soubesse que de nada adiantaria.
Ele passou a noite em claro, e se ele morresse mesmo? O que seria do reino sem ele? Agora quem iria ser o rei de Transylvania? Ele não tinha nenhum herdeiro. Se ele morresse sem escrever seu testamento o quanto antes, a coroa seria passada para a família Sthuar, e isso não seria nada bom para o reino, já que todos eram irresponsáveis e gananciosos.
Então ele começou a escrever o testamento. E a coroa seria de quem? Quem seria tão responsável quanto ele? Imediatamente ele pensou em Pedro e Edmundo, eles se encaixavam no perfil, os dois eram inteligentes, e espertos o bastante para serem reis. Um deles com certeza iria escolher...mas quem? Gostava de ambos, igualmente, não conseguia escolher apenas um.
-Hum... os dois dariam uma boa mistura, se eu pudesse coroar os dois...-Ele pensava alto.
Depois de passar horas pensando, não encontrava solução. Seu testamento estava quase completo, só faltava o principal, quem seria rei? E a solução lhe veio a mente. Iria coroar os dois, não importava, afinal ele era o rei, o poder absoluto era dele.
O dia 23 chegou. Richard passou o dia com seus parentes, todos festejavam alegremente o seu aniversário. Ele aproveitava ao máximo a festa, abraçada seus parentes com certa carência. E ao final da festa abraçou todos com muita força, pois sabia que esta seria a ultima vez que iria velos.
Conforme a noite se aproximava, mais Richard temia. As 20:00 ele estava em seu quarto, com muito medo. Haviam dezenas de guardas por todo o castelo. Mas Richard sabia, que este homem era um especialista.
Richard sentou em sua escrivaninha, ele batia a mão nervosamente na mesa. Ele pegou seu penal (n/a. onde guardam as penas) e um pergaminho, iria escrever uma carta para seus amigos, assim poderia se despedir.
Quando terminou a carta, ouviu um barulho, foi até a porta do quarto. Abriu-a devagar, porém, não havia nenhum guarda ali. Richard estranhou, e fechou a porta cautelosamente. Ele virou-se de volta para seu quarto, e tomou um susto. A sua frente haviam 6 homens vestidos de preto. Richard ficou branco, e começou a gritar de pavor. Ele tentou fugir, mas sentiu um objeto cortante e gelado em sua garganta, quando virou-se viu o homem que o jurou de morte, ele estava segurando a espada que estava em seu pescoço.
- Acaba aqui Richard. -O homem ria maliciosamente.
E assim foi feito, no dia 23, Richard Michael Terceiro, rei de Transylvania, foi assassinado em seu próprio quarto.
Dias depois, Pedro e Edmundo descobriram que ambos agora eram reis, e teriam de cuidar de Transylvania. Porém, nunca encontraram a tal carta que o rei havia escrito.
Com a morte de Richard, tudo passou a piorar. Pedro e Edmundo tentaram governar juntos. Porém a tristeza pela perda do amigo, e as discussões diárias dos dois, fizeram os amigos se odiarem profundamente.
Dois meses depois eles chegaram à conclusão que não dava pra ser assim, dividiram o reino em duas partes, e eles não mas governariam juntos. O acordo foi feito, cada um cuidaria do seu povo, e assim seria até o resto dos tempos.
Os dois reis, cegos pelo orgulho, não perceberam que aquele ódio impedia o reino de crescer.
Algum tempo depois, Pedro conheceu uma bela moça, chamada Daiane, com a qual se casou. Logo tiveram um lindo filho, para este deram o nome de .
Do outro lado do reino morava Edmundo, que se casou com Elizabett, e mais tarde tiveram uma filha, o nome dela era .
Destino
Cinco anos se passaram, e a rivalidade ainda continuava.
Pedro era feliz com a esposa e filho, eles formavam uma bela família, todos eram muito lindos, algumas pessoas ficavam até com inveja.
O filho de Pedro era um menino muito lindo, tinha cinco anos. Daiane contratou uma baba, já que nunca tinha tempo para cuidar do filho.
estava no jardim com Nani, a baba. O menino estava entediado, como sempre, nunca tinha nada para fazer naquele castelo mesmo.
- Eii, Nani, vamos ao parquinho? - puxava com suas mãozinhas a blusa da baba, que estava distraída.
- Claro querido, já vamos, deixa só a mamãe chegar que eu pergunto para ela se podemos ir.
O menino balançou a cabeça. Será que sua mãe iria demorar? resolveu ir brincar com seu carrinho que estava no banco.
- Vruum, vruum! - mexia o carrinho para frente e para trás, com suas mãozinhas.
Cansou de brincar com o carro, agora estava entediado demais. Ele cruzou as perninhas, e apoiou a cabeça em suas mãozinhas.
ouviu o barulho da porta que dava para o jardim. O garoto sorriu e foi ver se era sua mãe. Atravessou o jardim e foi até a porta correndo.
- Mamãe! - O menino foi correndo até ela, abraçando suas pernas.
- Oi meu amor! - Daiane pegou o garoto no colo e, deu um beijo na sua bochecha.
- Mamãe, você me deixaeu ir à pracinha com a Nani hoje?
- Claro que deixo meu amor. - Ela sorriu para ele - onde está a Nani?
- Tá lá, óoo, – apontou para a mulher que vinha em direção a eles.
- Ei, Nani, pode levar ele na praça para mim?
- Levo sim. - Nani sorriu.
No castelo de Edmundo, a pequena brincava de boneca, enquanto cantava uma canção. Seu quarto era de um rosa clarinho, e os moveis delicados. Ao seu lado sua mãe estava lendo um livro.
Elizabett era uma ótima mãe, passava o dia inteiro com a filha, e dava a ela o máximo de atenção possível. A mulher parou de ler um pouco seu livro e observou por um segundo sua filha, em seguida olhou para a janela, estava um lindo dia, perfeito para sair, péssimo para ficar em casa. Pensou por um segundo e resolveu passear um pouco com a filha.
- Querida, vamos à praça com a mamãe?
- Vamos mamãe! Eu adoro brincar na praça! - Os pequenos olhos da menina brilhavam.
Elizabett pegou na mão da sua filha e foram juntas para o carro. Elizabett chamou Paul, o motorista.
- Eii Paul, pode nos levar na praça agora?
- Posso sim madame. - Disse um homem alto, de cabelos negros, e olhos azuis penetrantes.
Elizabett entrou no carro com a menina, no banco de trás, e Paul levou as duas na praça. Chegaram ao local, fica agitada, querendo ir brincar logo.
- Mamãe, mamãe, me deixa ir brincar, deixa?
- Calma ! Até logo Paul. - disse, acenando para o motorista.
- Vamos mamãe! - Ela estava impaciente.
- Ta bom, pode ir, a mamãe vai ficar lendo. - Disse finalmente largando a mão da menina.
foi correndo para o parquinho, Elizabett sentou embaixo de uma árvore, onde havia sombra, e começou a ler.
brincava no escorregador, subia e descia varias vezes. Resolveu achar alguém para brincar.A menina sai do escorregador e observa todo o parquinho.Avista um menino isolado em um canto.Ela decide ir falar com ele, e corre até lá. Quando estava do lado do menino,percebe que ele estava chorando.
- Oiiii! - Diz toda animada.
- Oi... - Diz o menino ainda olhando para o chão.
- Qual é seu nome?
- É ...
- O meu é !
- Hum...
- Ei, , por que esta triste?
- Nada, nada. - disse o menino finalmente olhando para ela, seus olhos lindos e penetrantes, estavam marejados.
- Por favor...
- Serio, não é nada...
- Ah , conta vai, eu não vou fazer piadinhas nem nada.
- Aaaaaaaaaaaaa, ta bom, ta bom. É que... - ele olhou para o chão novamente - Os meninos brigaram comigo, e... Disseram que eu sou um metido e idiota, e que eu nunca vou poder brincar com eles...
- , você acha que você é realmente isso?
- Não...
- Então , esses garotos são idiotas, não liga pra eles... - Ela sorriu para ele.
- Eu sei, mas é difícil... Eu gostaria de não ser um príncipe, queria ser uma criança normal...
- Mas perai, você é príncipe?
- Sim, eu sou, sou o príncipe , filho do rei Pedro...
- O que?! Você é o príncipe ?
- Eu sou, por que o espanto? Vai me xingar também? - Ele encarou a menina emburrado.
- Não é isso, é que... Eu sou a princesa ...
- Você é o que? - a encarava de boquiaberta.
- Sou a princesa , filha do rei Edmundo.
- Então... Agente não devia estar conversando.
- Verdade, nossos pais são inimigos.
Os dois se olharam, surpresos e assustados.
- Se meu pai souber que falei com você... - A garota colocou a mão na boca.
- Se meu pai souber ele me mata com certeza.
Os dois se olharam em silêncio.
- Mas... Eu adorei te conhecer. - Disse o garoto olhando para baixo.
- Eu também, eu queria poder ser sua amiga... - Disse ela triste.
- Eu também...
- Mas como?
- Eles não precisam saber! - Disse sorrindo.
- Mas é muito arriscado e...
- Eles nunca vão descobrir, nós somos mais espertos. - Ele piscou para ela.
Ela riu.
- Então... Amigos? - Disse a garota estendendo a mão.
- Sim! -disse ele sorrindo e apertando a mão dela.
Os dois ficaram de mãos dadas, e foram brincar no parquinho.
Os dois se divertiram por horas, eles se deram muito bem.
- Ei , duvido que você ganha de mim em uma corrida!
- Ah, você que pensa.
- Então ta. Vamos?
- Vamos!
- 1,2...
- ! - Gritou Elizabett.
- Aaaaa, é minha mãe, tenho que ir... - Disse ela, triste.
- Aaa, tudo bem...
- Até mais, vejo você amanhã? - Perguntou ansiosa.
- Claro! – sorriu.
- Então combinado, amanhã a gente se vê.
- Tudo bem...
- Tchau...
- Tchau. - Disse dando um abraço na menina.
acenou e foi com sua mãe para o carro. decidiu ir procurar Nani para ir para casa também. Ele avistou a babá, que estava cochilando embaixo de uma árvore.
- Ai, essa Nani vô ti conta viu. - Disse batendo na própria testa.
- Nani!-O menino pulou em cima dela.
Nani acordou assustada e viu o menino em cima dela.
- Caramba , que susto você me deu.
O garoto riu maliciosamente.
- Quero ir para casa, Nani...
- Ah, tudo bem. - Ela levantou, e pegou na mão do menino. - Se divertiu hoje?
- Sim, muito. Foi muito mais legal do que todos os dias, amanhã quero voltar aqui.
- Tudo bem, eu falo com sua mãe. - O menino deu um sorriso muito fofo, que fez Nani ficar com os olhinhos brilhando.
We don't care.
3 anos depois.
e viraram grandes amigos, sempre se encontravam na mesma praça, e seus pais nunca desconfiaram de nada.
tinha feito mais três grandes amigos, com quem passava horas brincando também. Daiana ficou aliviada com a noticia de que finalmente seu filho havia arranjado amigos, pois ele passava tanto tempo sozinho no castelo que a mãe já estava muito preocupada.
estava em aula, ele estudava em casa, tinha um professor particular. Seu nome era Jeff, ele era baixinho e quase careca, usava óculos fundo de garrafa, e sua voz era irritante.
- Agora, quero que você escreva um texto.
pegou sua pena e um papel, pensou um pouco, e começou a escrever.
”Apenas não se importar.
A vida não é justa para as pessoas que se importam
Levante o seu nariz no ar, é assim que você vai longe
Então vá dizer aos seus amores, seus pais e irmãos
Suas irmãs e mães o quão sortudos eles são.
Velocidade da luz, fora da minha mente
Estou machucado, mas vou ficar bem
Coloque seu pulso no ar
Erga a sua voz e declare
Cantando "A gente não se importa”
entregou seu texto seu professor, que ficou surpreso com o texto do menino, lhe deu os parabéns e lhe devolveu o texto. correu a seu quarto e começou a ler o texto novamente. Pensou em mostrá-lo a , quando fosse à praça mais tarde.
escutou a campainha, eram seus amigos, , e , ele logo foi cumprimentá-los. Depois eles brincaram até a hora do almoço, depois disso os garotos foram embora e foi dormir um pouco.
De tarde, foi encontrar-se com . Mas ele não achou a menina em nenhum lugar. Ficou preocupado, o que será que havia acontecido? O menino estava quase desistindo, até que avistou uma menina encolhida em um canto.
Ele se aproximou dela e percebeu que era , ficou preocupado e foi correndo ver o que tinha acontecido.
- ... - chamou. – O que foi? - perguntou preocupado.
- , eu não aguento mais! As meninas, os meninos, todas as crianças, todos me tratam diferente! Brincam comigo como se... Estivessem brincando por obrigação! Meus pais me obrigam a fazer muitas aulas de etiqueta, atividades inúteis. me ajuda, eu não aguento mais! - Ela chorava, desesperada.
- Calma ! Tudo bem, eu to aqui. - Ele abraçou a menina.
- Ah ... - As lágrimas escorriam no rosto da menina.
- Fica calma, shi, olha para mim.
Ela olhou para ele, ainda com os olhos marejados.
- Não foi você que me disse uma vez que não devemos se importar com os outros?
- Sim, mas...
- Olha eu fiz um texto, eu acho que ele se encaixa perfeitamente com o momento.
entregou o texto a , que começou a ler.
leu o texto, com muita atenção. ficou observando a menina ler, quando ela terminou de ler ela deu um grito.
- WE DON´T CARE!
- O que? - olhou para ela assustado. Com um olhar de 'Você é louca?'.
- olha isso aqui. - Ela mostrou para ele o texto.
- O que? - olhava para ela sem entender.
- , olha, We don´t care!
- Sim, e dai?
- , como você não percebe? Presta atenção nessa frase, ela é perfeita.
- We Don´t Care?
- Agora, grita isso, bem alto.
- Por quê?
- Só grita. - Ela pediu. não entendeu nada,porém obedeceu,encheu o peito e gritou.
- WE DON´T CARE!
- Sentiu?
- É... é legal gritar isso!
- Viu!
- Então agora você está melhor?
- Sim estou, obrigada ...
- Nem precisa agradecer. Vamos cantar.
- Cantar o que?
- Hum... O meu texto... Vamos?
- Como faz isso?
- A sei lá, vamos cantar de qualquer jeito.
Ela riu.
Os dois subiram no banco do parquinho e começaram a cantar e dançar.
Light speed,out of my mind
I'm hurt,but I'll be fine
Put you fist on your chest,
Raise your voice and protest,
Singing "We don't care",
(We don't care)
We don't care
(We don't care)
Falling in love
7 Anos depois.
Estava um dia frio em Transylvania. As ruas estavam cobertas de neve, era tudo muito lindo de se ver.
e estavam na praça, conversando como sempre. Isso era matinal, todos os dias eles se encontravam. Eles eram melhores amigos, e conversavam todos os dias desde que eram crianças.
- Oi! - cumprimentou.
- Oi. - Ele abraçou a garota e deu um beijo no seu rosto.
- Nossa, como está frio hoje. E veja quanta neve!
- Muito, achei que você nem ia vir...
- Claro que não, e ficar sem te ver? Bem capaz.
- É eu sei, não vive sem mim!
Ela pensou por um estante.
- É acho que não...
- Isso é o obvio. - Ele sorriu.
- Então, como estão as coisas na sua casa?
- Ah, mesmo de sempre, pai cego pelo poder, odiando seu pai, mãe maluca , essas coisas. E na sua casa?
- Tudo na mesma também. O meu pai não queria deixar eu vir hoje, mas eu falei que se ele não deixasse eu iria fugir...
- Como eu falei... Não vive sem mim.
- Você é tão convencido!
- Deve ser porque é verdade. - Ele piscou.
- Quem te garante?
- Eu sei e pronto! - Ele mostrou a língua.
Ambos riram.
Enquanto conversavam observava , estava tão bonita, desde quando ela tinha ficado tão... gostosa?
- Ai meu pai mandou ele ir buscar a ferrugem ! - ria que nem uma louca. - Entendeu? ta ai? Alôô.
O garoto finalmente saiu de seu estado de transe.
- Ah, claro, o seu pai queria viajar.
- Hãn?
- Esquece, acho que estou meio desatento hoje, deve ser o frio.
- O frio?- Ela não entendeu nada - Deixa para lá. Me diz, sua mãe parou de pegar no seu pé?
- Ah, mais ou menos, sabe como a veia é, ela anda louca ultimamente, está furiosa com os empregados, mandou mais da metade deles embora...
- Nossa... - disse tentando prestar atenção no que dizia, porém não conseguia, a boca do menino era tão linda e perfeita, seus olhos eram tão lindos e penetrantes, seu corpo era tão perfeito, quando foi que ele ficou tão gostoso? tentou parar de pensar nisso. Afinal, era só o , seu melhor amigo.
- Agora estamos quase sem empregados... - Disse indiferente.
- Que horrível. - Disse sem entender o que ele estava dizendo.
- Ah, nem é...
- Deve ser bem horrível.
- O que? - boiou.
- O que, o que?
- Hããn?
Os dois se olharam, e começaram a rir.
- Vamos mudar de assunto que é melhor, né?
- Sim, vamos. - ele riu.
- Você tá tão linda hoje. - Disse timidamente.
ficou vermelha e disse:
- Você também tá lindo, ...
Os dois sorriram, e se olharam, não se controlou, ela estava tão gata... Tomou-a nos braços e encostou seus lábios nos dela, e a beijou, retribuiu por alguns segundos, depois se afastou.
- eu... Isso não faz nenhum sentido, , somos só amigos, certo...
- Não, é que...
- Olha à hora... Eu preciso ir...
- Não , foi minha culpa, eu que me empolguei!
- , não é, me desculpa, eu... Eu to muito confusa!
não sabia o que dizer, estava confuso também, por isso deixou-a ir, não queria perder sua amizade, se despediram e tentaram fazer de conta que aquilo nunca aconteceu.
deitado em sua cama, não conseguia parar de pensar em , como aquele momento fora perfeito. Se revirava tentando esquecer, mais não adiantava.
Quando estava quase conseguindo dormir, ouviu o barulho da porta e sentou na cama, assustado.
- , garanhão? Tá ai, dude? - Disse entrando no quarto e acendendo a luz.
- To sim. - Disse ele com uma cara de sono.
- Tava dormindo?
- Não eu tava querendo virar um vampiro, eu to tentando aprender a enxergar no escuro, de olhos fechados ainda...
- essa foi muito ruim...
- É eu sei, nem eu vou rir da minha própria piada. - Disse com uma cara de entediado.
- Tudo bem mesmo, ?
- Por que essa pergunta de novo?
- Porque são 20:00, você nunca dorme 20:00 horas.
- Agora eu sou um menino saudável que dorme as 20:00.
- Conta outra, dude. Me diz, o que ta rolando?
- Aaa... tá ligado a ?
- Sei, aquela sua amiga, que devia ser sua inimiga. - disse como se fosse obvio.
- Sim, você sabe, ela é minha amiga desde a minha infância...
- Sei...
- Então dude, acho que... eu to gostando dela, eu beijei ela hoje e...
- O que? Tá pegando a filha do outro rei? seu pai te mata!
- É eu sei, por que você acha que eu to assim? - olhou para baixo - O pior é que eu acho que estou apaixonado por ela...
- É, isso é um assunto bem delicado, mas...
- Mas...?
- Dude, agora, sério mesmo, acho que se você gosta mesmo dela, você tem que pensar assim: é o seu pai que é rival do pai dela, não você!
- Porém, é foda né, afinal... IMAGINE SEU SOGRO SER O MAIOR INIMIGO DO SEU PAI?
- Tudo bem, é meio normal isso, mas, não quando eles são os dois reis poderosos e tudo. Mas, se eu fosse você eu...
- O que? - Perguntou curioso.
- Eu correria atrás da pessoa que eu amo, e ignorava o resto do mundo.
- Sério?
- Sério. Vá em frente dude, se você ama ela lute por esse amor!
- Mas dude, eu nem sei se amo ela, eu só... gosto de quando ela fala , das palavras dela, de quando ela ri das minhas piadas idiotas, do jeito criança dela ser... - ficou parado por alguns segundos sonhando acordado imaginando a cena de quando os dois estavam se beijando.
riu alto, interrompendo os pensamentos de .
- ta apaixonada TITITI. - batia palmas enquanto dava gargalhadas.
- Eiii.
- Relaxa dude, teu segredo está guardado, enfim, o que você vai fazer?
- Bom... eu não sei.
- Como não? Você vai continuar a ser amigo dela as escondidas ou vai ser namorado dela as escondidas? É uma coisa simples!
- Aaaaaaaaaaaa, não sei, !
-Affe, decide logo!
-Ok, ok. Eu acho que vou falar com ela, vou dizer tudo que eu sinto !
- Aeeeeee, é isso ai !
- Tudo bem, é só eu tomar coragem, ai eu vou.
- Que tomar coragem o que, vai lá, vai dar tudo certo, e vocês ainda vão se casar e ter muitos filhinhos lerdinhos e burrinhos que nem o pai.
- Filhinhos? Lerdinhos e burrinhos? , você quer apanhar hoje, né?
- Relaxa ai, . Guarda essa força ai pra mais tarde. - Ele piscou.
- É, eu vou precisar... - Disse baixinho olhando para o chão.
- Ah, eu tava quase esquecendo, sua mãe quer que você vá jantar!
- Hum, você vai jantar aqui hoje?
- Não, não, eu tenho que ir...
- Por que tão cedo?
- É que eu tenho que... sabe... matar umas moscas.
- Affe, filho da puta! Mosca o cacete! Você vai é se encontrar com a !
- Da onde? Eu tenho mesmo que matar as moscas, elas são cretinas, elas adoram destruir a casa!
- Destruir a casa? não viaja, arranja desculpa melhor.
- Ta bom, ta bom, eu vou me encontrar com ela sim, ok?-Disse entediado.
- AHÁ, SABIA! Vai lá então, garanhããão!
- Tudo bem, eu vou mesmo, vou atrás do meu amor, e você vai atrás do seu! - Ele piscou.
- Hum, temos um poeta no quarto! Uhul.
- É isso ai, e se quiser um autógrafo, paga uma coca.
- Haha, como o está engraçado hoje!
- Eu estou é feliz. - sorriu de orelha a orelha.
- É o amoooooooooooooooooooooooooooor! - cantou alto.
- Você é o que menos pode falar aqui, você que está por ai cheio de amores pela , então, shiiiiu.
- Tudo bem, tudo bem, eu fico quieto desta vez.
- Ahá. Então eu vou indo. Tchau, .
- Tchau, !
foi até a porta e a abriu.
- Oooo, !
- O que?
- I LOVE YOU!
riu.
- I love too! Seu gay.
Eu e você.
estava tentando dormir em seu quarto, mas não conseguia parar de pensar em , ficava pensando naquele beijo. Ela se perguntava se estava louca, ou se estava realmente apaixonada. Será que amava mesmo ? Não sabia de mais nada, apenas que sentia uma enorme vontade de vê-lo.
estava quase dormindo quando ouviu um barulho em sua janela, pareciam pedras no vidro da janela. A garota foi até a janela com certo receio. Ela ou coragem e abriu a janela, e foi ver quem estava jogando pedras na sua janela, a garota já ia xingar a pessoa que estava fazendo isso. Porém, viu , a garota nem acreditava.
- ? Ta fazendo o que aqui?
- , jogue suas tranças para eu subir!
- O queee?
Ele riu da própria piada.
- To brincando, agora é sério. Desce aqui, a gente precisa conversar!
- , acho que não posso!
- nem vem, eu senti que você também gostou do nosso beijo!
- Eu sei, não é isso, é que... COMO QUE EU VOU DESCER DAQUI?
riu.
- Relaxa minha pequena, eu te ajudo! - Disse sorrindo.
escalou a parede, subiu com certa dificuldade. A sorte era que o quarto da era no segundo andar do castelo, e não uma torre. pegou a mão dela.
- Agora vamos pular!
- Como?
- Como vamos descer?
- Não sei, você que subiu aqui.
- Hum... olha lá! - Ele apontava para uma árvore grande que estava a 50 cm deles.
- O que tem?
- Vamos pular na árvore e depois descer dela.
- É MUITO LONGE!
- Capaz. Vamos!
- , não vou conseguir descer.
- Vai sim, eu não deixo você cair, pode confiar.
Os dois pularam na árvore facilmente e desceram. Ficou aliviada por não ter acontecido nada.
- Viu, foi fácil!
- Ainda bem que nada aconteceu.
- Você esta tremendo? - Ele perguntou.
- Claro! Fiquei com medo!
- BAH!
- Vamos, temos que correr!
- Aonde vamos?
- Vamos para a praça! - Disse ele entregando a ela, uma máscara e uma capa.
- Ok!
vestiu a capa e a máscara, e seguiu . Passaram pelos dois guardas, eles estavam distraídos, então nem perceberam nada. Quando chegaram à praça, sentaram-se, e começou a falar.
- , eu tenho que lhe dizer, é que, sabe, de uns dias pra cá eu venho percebendo uma coisa. No começo eu achei que era bobeira, mas essa coisa está se tornando cada vez mais forte. , o que eu estou querendo dizer é que...
inspirou fundo, olhou para o lado e, depois olhou nos olhos dela.
- , eu estou apaixonado por você. - Ele corou e depois voltou a falar. - Se você não sentir o mesmo por mim, então, por favor, diga para mim, porque eu não aguento mais sofrer por causa disso... e, ser só seu amigo não da mais...
- eu... também tenho uma coisa para te dizer. Desde quando nos beijamos, eu não consigo parar de pensar nisso, não consigo para de pensar em você. eu sempre te amei. Porém, eu não queria confundir os sentimentos, nem acabar com a nossa amizade, e eu...
interrompeu a garota, a beijando com vontade.
- , eu te amo tanto... - Uma lágrima escorreu do rosto de enquanto sorria.
- Eu também te amo, de verdade.
Os dois se beijaram novamente, depois a abraçou, e a deitou em seu colo, em seguida começou a cantar.
'De novo estou aqui não sei o que dizer
Parece que as palavras sempre fogem ao te ver
Mas sei que tudo pode acontecer, eu e você
Sentados conversando na beira do mar
As risadas quando a gente não sabia o que falar
Você me apareceu foi como um sonho
E hoje eu sei que foi você quem fez o meu mundo
Girar...
abraçou a garota com ternura. já estava com os olhos marejados, abraçava o rapaz com força.
- Te amo , e hoje eu sei que é você que faz o meu mundo girar...
Descoberta
Quatro anos depois, no castelo de Pedro.
- Daiane, querida, eu preciso falar com você. - Disse Pedro, chamando a esposa.
- Diga, querido. - Daiane gritava, indo em direção ao marido.
- Daiane, é o , tem algo errado com ele!
- Tem? O que aconteceu?
- Você não tem notado nada de diferente nele?
- Bom para dizer a verdade, sim, ele anda muito alegre, sai todas as tardes, não reclama quando eu o mando fazer alguma coisa.
- E então?
- Então o que?
- Qual seria o motivo?
- Talvez seja...
- Você não acha que...
- Uma garota?! - Daiane falou espantada.
- Estou achando que sim... - Disse Pedro pensativo.
- Tomara que seja uma boa moça.
- Tomara, por isso estou investigando, hoje quando ele sair, vou mandar Maylon atrás dele.
- Querido, isso não é exagero?
- Claro que não, eu preciso saber, isso é necessário.
- Ainda acho exagero, mas faça o que quiser, depois me conte. - A esposa saiu da sala.
Pedro mandou chamarem Maylon, que logo veio ao encontro do rei.
- Olá, sua majestade.
- Oi, Maylon. Tenho um serviçinho para você.
- O que quiser, vossa alteza.
- Quero que você siga e descubra o que ele anda fazendo. Quero saber com quem ele anda se encontrando. E cuidado para não ser visto.
- Tudo bem, farei o possível, majestade, não ficará decepcionado.
Maylon ficou observando enquanto tomava café da manhã.
- Mãe, to saindo, volto mais tarde. - disse para a mãe.
- Tudo bem, meu amor. – Daiane beijou a testa do filho.
saiu de casa e Maylon foi atrás dele, não percebeu nada. foi primeiro na casa do , Maylon se escondeu na moitinha, escutando tudo.
- Hey, dude. - disse a .
- Oi, .
- , você viu o meu rádio? Eu acho que esqueci ai...
- Ah, acho que vi sim, entra ai, os caras estão aqui também.
- Beleza. - foi entrando na casa.
foi para o quarto procurar o rádio, foi para a sala. Na sala e jogavam vídeo game.
- E ae, caras?
- Oi, ! - Disseram e em coro.
- , que bom que está aqui, agora posso ter algum companheiro no vídeo game que ao menos seja páreo para mim. - Disse apontando para .
- Ei, o que você está falando? Só ganhou de mim uma vez! - protestou.
- Umas cem! você não é páreo para o foda aqui. - Ele se gabava.
- foda? Quem agora pouco estava quase desistindo? - Disse .
- Não é verdade, e isso não importa, você perdeu agora, passa o controle. - Ordenou .
- Isso não é justo. - colocou o controle no chão e cruzou os braços.
- É sim! quer jogar?
- Não, não, eu só vim para pegar o meu rádio.
- Ah, tudo bem... pega o controle.
- Também não quero mais.
- Deixa de birra , joga comigo vai...
- Não vou , eu sou um mau jogador, lembra?
- Ah , joga ai, vai....eu estou te pedindo.
- NÃO!
se ajoelhou no chão.
- ! JOGA COMIGO! TO TE PEDINDO! Poxa... ‘cê sabe que eu te amo...
- Dude, você é gay! Tudo bem eu jogo.
- EBA! MONTINHO NO ! - pulou em cima do garoto.
- AHH, também quero! - correu e pulou em cima dos dois.
- CACETE! VOCÊS ESTÃO LOUCOS? QUEREM ME MATAR? SAIAM DE CIMA DE MIM! - gritou com uma voz sofrida.
e davam gargalhadas e saíram de cima do garoto, que agora estava esmagado no chão.
entra na sala com o rádio na mão.
- , achei!
- AEE!
- Foi difícil de achar, tava bem escondido, esse veado.
- Está falando do ou do rádio? - perguntou.
Todos menos riram.
- O quer apanhar hoje gente! - anunciou.
- Então, vou indo... Até mais pessoal. - pega o rádio da mão de .
- Mas já? - Falam os três em coro.
- É, eu vou me encontrar com a na praça.
- Ah, tudo bem, troca a gente por uma mocréia, mas tudo bem. - falou com uma voz gay.
Todos riram.
- Não estou trocando, é que eu preciso ver minha namorada as vezes né...
- Falo ai, garanhão! - Falou .
se despede por uma ultima vez, e depois foi para a praça. Maylon foi atrás. chegou à praça, já esperava por ele, correu até ela e a abraçou.
- Que saudade, amor!
- Eu também estava. - Disse a garota sorrindo.
Do outro lado da praça se escondia Maylon, que observava a cena com um binóculo. Quem é esta garota? Ele a conhecia de algum lugar. Maylon resolveu se aproximar mais. Observou atentamente a garota.
- CARAMBA! É a princesa ! Meu deus, o rei vai ficar furioso, não quero nem ver a reação dele.
Maylon foi se afastando disfarçadamente do local, depois foi correndo até seu carro, em seguida foi para o castelo contar para o rei.
O rei estava em seu quarto lendo uma papelada. Maylon abriu a porta do quarto com tudo, assustando o rei.
- Majestade, majestade!
- Que susto! O que você quer?
- É urgente!
- O que é? - Disse nervoso.
- É sobre seu filho, o senhor não vai gostar da notícia. Ele está mesmo se encontrando com uma moça.
- Eu sabia! Quem é ela?
- E essa é a pior parte. - Maylon hesitou - Ela é a... princesa , senhor. - O rei encarou Maylon chocado.
- O QUE? COMO ASSIM? Maylon, está brincando com a minha cara, né?
- Não senhor, eu vi, é verdade.
- Meu filho com aquela megera? - O rei puxada os próprios cabelos de raiva.
Daiane ouviu os gritos do marido no andar de cima e resolveu ver o que estava acontecendo. Ela subiu as escadas, andou pelo corredor, e abriu a porta. Pedro estava com a cara vermelha de raiva.
- Pedro, o que aconteceu? - A esposa perguntou preocupada.
- O , ele é um vadio, ele me paga. - Pedro explodia de raiva.
A esposa ficou sem entender.
- Maylon, obrigado pelos seus serviços. Agora, por favor, pode deixar-nos a sós? -Ordenou a rainha.
- Tudo bem. - Ele saiu do quarto.
- Pedro, o que aconteceu?
- Daiane, nosso filho, ele nos traiu!
- Como assim nos traiu? Tem algo a ver com a moça que ele está se encontrando?
- Daiane, ele está se encontrando com a !
- Que ?
- A filha do Edmundo!
- A filha dele? Não acredito, como ele pode?
- Isso mesmo Daiane. Olhe o marginal que nosso filho se tornou.
- Não fale assim dele Pedro...
- Mas é verdade. Está mais do que na hora de eu tomar rédea curta com esse garoto.
- O que você vai fazer Pedro?
- Vou fazer o que devia ter feito a muito tempo.
- Você não está pensando...?
- Sim,eu estou...
Despedida
chega em casa todo feliz, tira o casaco e deita no sofá. Sua mãe entra na sala e chama por seu nome.
- ... Nós precisamos conversar. - Disse Daiane séria.
- O que foi mãe? - Perguntou meio inseguro.
- , é um assunto muito sério.
- Diga...
- Filho, o seu pai quer te mandar para o exército.
- OQUE? POR QUE?
- Filho nos temos nossos motivos, vai ser melhor para você.
sabia o motivo, tinham descoberto, só podia ser isso.
- Mas mãe, e a minha vida? E os meus amigos?
- Filho vai ser melhor para você! E além disso vão ser só 2 anos.
- Cadê o pai? Quero falar com ele!
- Seu pai não quer ver você neste momento.
- Por que?
- Ele está nervoso demais, acredite, é melhor você não vê-lo.
- Mas... Mãe, eu não posso ir... eu...
- Não tem 'mas', você vai e pronto!
- Mãe eu não posso ir, e os meus amigos?
- São dois anos, eles sobrevivem sem você. Agora suba e faça suas malas, amanhã cedo você vai para o exército.
- AMANHÃ?
- É, amanhã, agora vá!
sem saber o que dizer, foi para o quarto fazer suas malas. As 20:00 horas já estava com tudo pronto, ia partir no outro dia, precisava se despedir de , mas como? Estavam todos de olho para que ele não saísse de casa.
Mais tarde , e chegaram para se despedirem, chegaram e foram até o quarto de .
- E ai dude. - Disseram os três em coro.
meio que acenou.
- A gente soube que você vai ter que ir para o exército. - Disse .
- É... Eu já vou amanhã.
- Dude, a gente vai sentir muito sua falta. - Disse .
- Eu também dudes.
- Mas afinal, por que diabos você vai ter que ir para o exército? - Perguntou .
- Cara como você é burro! Os pais dele descobriram sobre a ! - Disse , como se fosse obvio.
- É, e o pior, eu não posso nem me despedir dela. - Disse tristemente.
- Que foda . - Disse .
- ‘Pera! Tive uma ideia! - Gritou animado.
- Ish, o tendo uma ideia, protejam-se! - Zoou .
- Não, sério! É o seguinte... Você não pode falar pessoalmente... Mas, ninguém disse nada de você escrever uma carta.
- Até que o cara pensou! - Disse assustado.
- É, você é um gênio ! Eu vou escrevê-la e você entrega para a , afinal, ela é a melhor amiga da ! - Falou dando pulinhos.
- Vocês me dão um minuto? - Perguntou .
- Claro...
foi até a sua escrivaninha, pegou uma pena e um papel e escreveu a carta. Quando terminou, levantou-se e encarou os amigos.
- Pronto. - Disse entregando a carta para o . - Entregue ela amanhã, depois que eu partir!
- Tudo bem...
deu um meio sorriso.
- Que horas você vai amanhã?
- Cedo... umas 5:30 da manhã eu já vou estar na estação.
- Nossa! Eu nunca vi você acordar tão cedo. - Disse .
- É... Vão ser 12 horas de viagem.
- Nossa, então você vai estar bem longe. - Sussurrou tristemente.
- Muito...
- Meu deus, já são 9:30, as nossas mães nos matam, era pra gente voltar 8:30 né. - arregalava os olhos para o relógio.
- Melhor vocês irem mesmo, não quero que se metam em encrencas por minha causa. - Disse .
- Não da nada, só de pensar que agente só vai ver o daqui dois anos... - Disse .
- Não, melhor vocês irem, depois vocês se metem em encrencas. Sério, podem ir, eu vou ficar bem.
- Ah, dude...
Os três meninos quase choravam, eles eram tão amigos de . Eles tinham medo que ele morresse ou algo do tipo, os três não suportavam pensar nisso.
Depois eles se despediram e , e foram embora. ficou sentado em sua cama, perdido em seus pensamentos, não queria ir para o exército, ele amava tanto a vida que tinha, e se acontecesse o pior?
não aguentava mais pensar nisso, resolveu tentar dormir,deitou na cama e fechou os olhos.Ele fazia de tudo para tentar dormir, porém só adormeceu as 4 da manhã.
Ele acordou as 04h50min, arrumou a cama e colocou as suas malas em cima dela, em seguida ele se vestiu. O garoto pegou as suas malas, desceu as escadas e foi esperar sua mãe na sala. Poucos minutos depois a mulher desceu as escadas com uma cara de sono.
- Bom dia. - Disse bocejando.
- Claro, ótimo dia. - Disse irônico.
- Vai me esperar lá na frente, vou chamar Paul.
Ele nada disse, apenas pegou suas malas e foi para o jardim. Enquanto esperava olhava para o jardim e se perguntava se voltaria a ver aquele perfeito jardim de sua casa, tão verde, tão florido, não tinha como não se sentir bem olhando para aquele jardim.
Daiane chegava ao jardim junto a Paul, os três nada disseram, apenas seguiram para o carro.
- Tudo bem Paul, pode nos deixar na estação.
- Ok! - Disse ligando o carro.
Enquanto andavam de carro até a estação ninguém falava, o único barulho que havia ali era o do motor. apenas olhava a cidade pelo vidro da janela do carro. A viagem durou menos tempo do que esperava, e em poucos minutos já estavam na estação.
e sua mãe desceram do carro e seguiram até a plataforma em que ele tinha que embarcar. Os dois mal se olhavam. ficou feliz por sua mãe não tentar conversar com ele, estava muito estressado.
Agora os dois já se encontravam na plataforma, o trem chegaria em 15 minutos. Pedro não teve nem a vontade de se despedir do filho, então não fez questão de ir à estação junto com eles. estava nervoso, perguntava-se se 12 horas de viagem seria tempo suficiente para se preparar para 2 anos de tortura.
- ... - Disse Daiane, interrompendo os pensamentos dele. - Olha eu sei que está chateado e não quer falar comigo nem nada, mas saiba, é o melhor que podemos fazer para você...
- Melhor para mim? Vocês só pensam em vocês, me diz o que eu tenho a ver com a rivalidadezinha de vocês?
- Tudo! Você é o herdeiro, tem que aprender agora, e se afastar de seus inimigos, O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO SE ALIANDO A ELE? - Daiane agora estava gritando.
não acreditava no que sua mãe acabara de dizer. Ele ia responder alguma coisa, mas foi interrompido por gritos que vinham do final do corredor.
- ! NÃO SE VÁÁ! - gritou uma voz.
- ÉÉ! NÓS TE AMAMOS, DUDE! - Gritou outra, logo reconheceu, essa voz era do .
- EU TAMBÉM TE AMO !-Gritava .
ficou pasmo, o que eles estavam fazendo ali, tão cedo? Eles não iam ficar dormindo até o meio dia? O garoto ficou pasmo com a cena que estava vendo, agora os garotos vinham ao seu encontro.
- Dude, o que vocês estão fazendo aqui?
- Nós tínhamos que nos despedir mais uma vez. - Disse .
- É, então eu fiz o impossível para acordar esses dois. - Disse apontando para e .
- Não é verdade, eu fui o primeiro a acordar. - Protestou .
- Claro que não, vocês estavam quase desistindo, fui eu que acordei antes e ainda fiz o café. - Disse se gabando.
- É, foi fazer o café meio que dormindo e quase botou fogo na casa! - disse nervoso.
- Calma , foi um acidente, e também só queimou um pedaço dela! - Disse coçando a cabeça e olhando para o chão.
- Calma nada, se meus pais souberem que você botou fogo na cortina deles, eles te matam!
- Ei, nada de briguinhas particulares agora, não às 5:30 da manhã! Aliás, obrigado por terem vindo se despedir. - Disse .
- Ah, não precisa agradecer, claro que nós viríamos nos despedir de você! - Disse e todos concordaram.
- Mesmo assim, está muito cedo, ainda mais vocês que acordam sempre meio dia.
- É, você pode até registrar esse momento se quiser, mas agente fez esse sacrifício por que precisávamos nos despedir uma última vez do nosso caro e abobado amigo.
- Ah pessoal, que lindo, até chorei depois dessa.
- Ah , não chore! - Disse .
- Por quê?
- Porque chorar é coisa de emogay. - ele concluiu.
- Aff, ta bom, ta bom, sem chorar, hein guys.
- Beleza, então ninguém vai chorar. - concordou .
- É! - Concordaram os outros também.
De repente os quatro escutaram um barulho, era o trem chegando à estação.
- Aff, já é meu trem. - Disse triste.
- Ah, mas deixe, você vai ser o ultimo a embarcar. - Disse piscando.
- , PEGUE LOGO SUAS COISAS E EMBARQUE NO TREM! - Ordenou Daiane.
- CREDO! CALMA MÃE! Deixa eu me despedir dos caras.
- RÁPIDO!
- Ok! - Concordou de má vontade.
- Relaxa , a gente vai escrever pra você toda semana. - Disse .
- É, a gente escreve. - Concordou .
- Eu não, você sabe que eu odeio escrever. - Reclamou .
- Valeu dude, vocês são os melhores, com exceção do .
- Ah, mas eu não gosto de escrever... Mas você sabe que eu te amo, né? - Disse .
- Claro, você da muitas provas disso. - Disse piscando.
- Mas...
- , ANDA LOGO COM ISSO! - Gritou Daiane.
- JÁ VOU MÃE! - Ele gritou - Então melhor eu ir...daqui dois anos eu volto...
- A gente vai sentir sua falta . - Disse .
- E se sentir muita saudade da gente, pede para os ETS te trazerem de volta pra casa, ta bom? - Disse e riu.
- Ta bom, eu peço. Vou sentir muita saudade, eu amo muito vocês!
- Também te amamos dude! - falaram em coro e os quatro se abraçaram.
- To indo então caras, até daqui dois anos. - Disse pegando suas malas e indo para o trem.
- NÓS TE AMAMOS ! - Gritaram os três, com os olhos meio marejados.
- TAMBÉM AMO VOCÊS, MENOS O !
- POR QUE MENOS EU? - Perguntou sem entender.
- PORQUE VOCÊ É GAY E TA CHORANDO!
- NÃO TO CHORANDO, É SÓ UM CISCO!
- NÃO É NÃO, SEU GAY! VOCÊS TODOS SÃO UM BANDO DE GAY!
- QUEM AQUI É GAY? - Perguntaram os três em coro.
- TODOS VOCÊS, MENOS EU! TODOS VOCÊS SÃO GAYS, E EU AMO TODOS OS MEU AMIGOS GAYS! - entrou correndo dentro do trem antes que seus amigos fossem bater nele.
- Esse é mesmo um retardado mental. - Disse chocado.
- Sem dúvidas! - Concordaram e .
- Vou sentir falta dele... - Disse .
- SEU GAY! - Gritou de uma janela do trem.
- Talvez nem tanto... - Disse - SEU VIADO, MELHOR PARAR DE ME CHAMAR DE GAY OU EU VOU ATÉ AI TE BATER!
- VENHA, TO MORRENDO DE MEDO! GAY, LALALA.
- Aff, eu vou matar esse cara.
- Relaxa ai . - Disse .
Ouviu-se o barulho do trem avisando que já ia partir. , e acenavam para o amigo como uma última despedida, e logo o trem saia da estação, deixando os garotos com os olhos marejados.
- Vou sentir falta desse cara. - Disse .
-Com certeza. - Falou .
- Demais. - Disse observando o trem se distanciando da estação.
- Então dude, que tal ir para casa dormir ?
- OPA!
Lágrimas
estava na sala de sua casa jogando xadrez com Alfred.
- Você está ganhando queridinha, mas não por muito tempo! - Disse Alfred confiante.
- Você que pensa! Check-mate! - começou a rir da cara de Alfred.
- É, você ganhou... - Alfred disse derrotado.
- E POR QUE EU GANHEI? POR QUÊ?
- Por que você teve sorte.
- NÃO Alfred, eu ganhei porque EU SOU FODA.
- Não , você não é foda.
- Sou sim, agora admita.
- Foi sorte!
- Não foi!
- Então vamos fazer assim, vamos jogar de novo, se você ganhar eu falo que você é foda, mas é só uma vez.Agora, se eu ganhar, a senhorita vai lavar a louça por uma semana !
- Fechado!
- Quer as brancas ou as pretas?
- Quero as pretas.
- Tudo bem, eu começo.
Minutos depois.
- HÁ, perdeu a rainha, minha querida.
- Pode até ser, mas você ainda vai perder.
- A empregada ficará tão feliz por não ter que lavar a louça.
Depois de mais minutos.
- Perdeu a rainha também Alfred, agora eu estou em vantagem! - ela mostrou a língua.
- Não por muito tempo...
- Ah não, você acabou com a minha última torre, agora vou jogar pra valer. - bateu na própria testa.
- Estava brincando antes?
- Claro que estava.
- Sei.
- Vai perder, Alfred.
- Vou nada, você já está perdendo.
- Minha vez! - Ela capturou o bispo.
- Ótimo, agora empatou. - Alfred disse indiferente.
- Que vença o melhor. - Ela piscou.
- No caso, EU.
- Vai sonhando.
- Nossa como você é ruim heim, sacrificou o seu próprio bispo.
- É... Jogada de mestre.
- Caiu na minha rede, b-a-c-a-l-h-a-u. Check-mate!
- VOCÊ ME ENGANOU!
- Hááá, exatamente, pode ir dizendo.
- Não vou dizer.
- Prometeu, agora cumpre, fala!
- Ok, ok.
pegou o gravador despercebidamente e o ligou.
- , você é foda.
- AEEEEE!
- Não vou falar de novo.
- Nem precisa, ooh.
Ela pegou o gravador e apertou o replay. ', você é foda.'
- Você... Você...
- Isso mesmo, agora todo mundo vai saber o que você falou. - Ela apertou o replay de novo e logo se ouviu ', você é foda.' - Orra, até o Alfred falando que eu sou foda, deve ser verdade mesmo, hein.
- ISSO NÃO VALE! ME DA ISSO AI.
- Nem pensar, você só disse que não ia repetir, não que eu não podia gravar.
- , você é má.
- É, eu sou. - Ela riu maliciosamente.
- Vamos mais uma vez, se eu ganhar você apaga isso.
- Nem pensar, isso aqui agora é relíquia!
- Aé? Ta com medinho?
- Não mesmo! Agora que já consegui o que queria. -Ela deu de ombros.
- Ah , apaga isso! - Ele fazia cara de cão sem dono.
- N-Ã-O!
- Mas...
- Eu vou até o jardim, ler. - Ela disse saindo do cômodo e indo até a porta de vidro que dava para o jardim.
- EII, VOLTE AQUI COM ISSO!
- NEM PENSAR! - Ela gritou já longe.
- Um dia eu ainda excluo isso. - Ele disse para si mesmo.
ia caminhando pelo jardim, sempre gostou do jardim de sua casa, era lindo, com flores coloridas por toda parte, e tinha muitos bancos para sentar, e no centro havia um lindo chafariz. se sentou em um banco e abriu seu livro, estava lendo 'Crepúsculo', era um de seus livros preferidos, no qual ela já havia lido centenas de vezes, na opinião dela, este era o melhor livro que existia.
Enquanto lia o livro, só pensava em 'Edward , Edward , Edward!'. O livro já estava quase acabando, e logo o terminou, estava com sono, então resolveu dormir um pouquinho.
- ! - que estava ao seu lado, gritava para a menina acordar.
- HANN? QUEM? ONDE? - acordou em um pulo.
- , é a , estou tentando acordar você já fazem 5 minutos, mas você só falava 'Edward , Edward , Edward!', andou lendo aquele livro de novo?
- Sim, porque é muito foda cara...
- Que seja, tenho uma coisa pra te dar, muito importante.
- O que?
- O me deu uma carta do pra entregar pra você. - Ela disse colocando sua mochila no banco e procurando a carta.
- Uma carta? - Ela não entendia - Ele nunca me mandou uma carta... Estranho.
- Calma , deixa eu achar. - Ela revirava a mochila.
- Quer que eu ajude?
- Não precisa, já achei. - Disse retirando a carta do seu caderno e entregando para .
- O que será que é, heim? - Ela disse abrindo a carta.
- Como é que eu vou saber? Por acaso eu sou cartomante?
- Ah sei lá, o deve ter contado.
- Contou, mas isso não importa, lê ai que você vai ver.
-Ok, ok. - disse sem entender muito o que a amiga dizia.
Quando conseguiu abrir a carta começou a ler atentamente.
"Querida , se você está lendo esta carta significa que já estou longe.
Meus pais descobriram tudo, e me obrigaram a ir para o exército, e as 6 da manhã vou partir. Vou ficar dois anos fora, porém não vou me esquecer de você por um só dia, porque eu te amo demais, e não é essa viajem que vai fazer com que o meu amor por você acabe.
Quando voltar prometo que nunca mais iremos nos separar, e vou ficar com você para sempre. Prometo escrever para você todas as semanas. E além de tudo, prometo amar você todos os dias de minha vida, pois meu coração sempre será seu. Por você,'Eu buscaria as estrelas.'
Eu te amo!
''
não estava acreditando no que havia acabado de ler, a menina se sentou no banco, tremula, e olhou para o nada.
- O que foi ? Você esta branca.
- , o , ele... Ele foi para o exército!
- Eu sei o me contou.
- Descobriram, ele só vai voltar daqui a dois anos, ele... Ele foi embora. - Ela disse olhando para o chão.
- Calma, calma, ele falou que vai voltar daqui a dois anos.
- Eu sei, mas mesmo assim, são dois anos, dois anos sem o . – As lágrimas escorriam do rosto da menina.
- Calma, calma. - abraçou a menina enquanto ela chorava.
estava já estava no trem há horas, não havia dormido por nenhum minuto, não conseguia parar de pensar em , estava realmente mal. Ao seu lado haviam dois homens que não paravam de conversar sobre coisas do exército, só conversavam entre eles, se estava ali ou não, isso não fazia a menor diferença para eles, o garoto apenas suspirava e olhava pela janela.
Seriam mais 7 horas de viagem, estava nervoso, queria ir embora, queria quebrar a janela do trem e se jogar. Qualquer coisa, menos ir para aquele exército.
O garoto colocou a mão em seu bolso e dele retirou um colar. Ele o apertou com força e em seguida o abriu. Dentro dele havia um foto de .
__Flashback
- , me empurra mais forte! - A menina que estava no balanço gritava.
- Tá bom! - O menino empurrou com mais força dessa vez.
Os dois davam gargalhadas enquanto brincavam.
- Vai ! Mas forte agora!
Ele a empurrou mais forte ainda.
- UHUUUL! - Ela gritava.
- Vamos brincar de outra coisa agora, !
- Ta bom. - Ela sorriu saindo do balanço.
O pequeno caminhava pela calçada olhando para o chão, quando avistou um colar de ouro jogado na grama.
- OOH, VEJA! - Ele pegou o colar.
- É o meu colar! Eu acho que caiu quando eu estava no balanço.
- É tão lindo... Deixa eu colocar para você!
- Não, quero que fique com ele! Para você se lembrar de mim quando estivermos longe.
- Ah não precisa, é seu!
- Não! Quero que você fique com ele!
- Tudo bem! Obrigado então. - Ele beijou a bochecha da menina, a deixando vermelha.
_End Flashback
Ao terminar de se lembrar disso, uma lágrima escorreu por seu rosto. Ele fechou o colar e o guardou novamente no bolso. Enquanto olhava para a paisagem do lado de fora da janela, sentia um imenso vazio. E neste momento, tudo o que ele queria era estar com ela.
Vida nova.
Duas horas depois o trem parou, pegou seu malão e seguiu em frente até seu quarto. Chegou até seu quarto e viu que ele era dividido para mais seis homens, o quarto era escuro e mal cheiroso, quase vomitou ao ver o estado de seu novo quarto,que aliais ,não era só seu,o garoto escolheu sua cama e ajeitou suas coisas,estava cansado,então resolveu dormir.
Cinco homens musculosos entraram no quarto e começaram a gritar feito uns loucos, acordou no pulo e caiu da cama:
- HAHA! Olha só! Acordei o bebê! Se machucou, florzinha? Quer que eu te de um remedinho? - Disse um dos cinco homens indo em direção a .
só os encarou e pensou “Meu Deus! Esses caras são enormes! Acho melhor eu ficar na minha, não quero me foder logo no primeiro dia”.
- Acho melhor não falar nada mesmo, ooo principezinho de merda! - Disse outro,
estava se preparando para correr quando dois caras chegaram impedindo tudo.
- Posso saber o que esta acontecendo aqui? - Disse o tenente.
- Nhh... naada não senhor!
- Escutem aqui! Seus bandos de filhos da puta! Se vocês pensam que podem brigar entre vocês aqui no meu exército, vocês tão muito engdos! Seus bandos de frutinha! Por essa falta de respeito que vocês tiveram terão que lavar os banheiros amanhã, e terão que pagar 100 abdominais com a ponta dos dedos!
- AHH...
- E se reclamarem! Serão 200.
Eles ficaram bem quietos e foram para suas camas.
- Acho bom que isso não se repita,e é melhor dormirem logo, amanhã as 5:30 quero todos de pé.
Todos eles dormiram em pouco tempo, estavam na verdade com muito medo do tenente.
No outro dia acordou cedo e teve que fazer todos os serviços, o exército cobrava muito do seu físico, por isso teve que treinar muito, teria de virar capitão em 2 anos para poder voltar para casa, e assim, poder ver novamente, essa era sua única motivação.
com o tempo começou a se acostumar com a rotina, estava se adaptando muito bem, era o mais motivado do exército, e de pouco em pouco tempo foi ganhando o respeito entre seus colegas de quarto, que agora já não pegavam mais no seu pé.
Cartas
estava no jardim pintando uma bela obra de arte sobre o que estava sentindo, já se passara uma semana desde que partiu, ela estava ansiosa e triste, pois ele prometera lhe escrever toda semana e até agora nada. Jertruides, a empregada, vinha correndo para lhe avisar que o almoço estava servido, largou o pincel e foi para sua casa.
Chegou à sala de jantar e seu pai e sua mãe já estavam lá, ela sentou-se e serviu-se.
- Filha, querida, eu e seu pai vamos dar uma festa semana que vem, o principe Charles vai vir... Vocês formam um belo par.
- Hum... - Disse com a cara mais desanimada possível.
- Mas credo, filha! Está na hora de você começar a pensar em casamento. O Charles é filho do amigo de seu pai. É um ótimo partido!
- Mãe! Eu não gosto dele. E já disse isso. Você não vai ficar me arranjando casamento. Eu vou casar com a pessoa que eu realmente amar.
- Mas filha! Porque não o conhece? Vai que você gosta do jeito dele?
- Ai mãe! Ok, eu posso até dançar com ele no dia da festa. Mas não vai passar disso.
Elizabett batia palminhas de alegria.
estava no exército havia uma semana, a cada dia que se passava sentia mais saudades de , sentia falta de seus beijos, de seu carinho, de seu amor. então pensou em escrever para ela, então foi para o quarto e escreveu a carta.
Alguns dias depois.
estava indo até o correio ver se havia chegado algo, perguntou para o carteiro, e ele disse que havia chegado, e lhe entregou a carta, pulou de alegria, e foi correndo para algum lugar para ler a carta, sentou em um tronco, abriu a carta e começou a ler.
“Querida , o inverno já estará chegando e já esfria por aqui, os dias aqui são difíceis, o exército é muito duro, a única coisa que me mantém em pé é a esperança de poder te ver novamente, de deitar em seus calorosos braços que me aconchegam.
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.
[n/a: William Shakespeare ]
Eu te amo, para sempre... Nunca se esqueça disso.
Ela fechou a carta, estava chorando de emoção, a cada dia que passava amava mais e mais , e a saudade apertava no seu coração.
Já eram oito da noite, a festa que seus pais dariam começaria as nove, já estava pronta, estava linda, muito bem maquiada, seu cabelo estava com um lindo penteado, e estava com um vestido rosa, lindo.
A festa estava lotada, não conhecia metade dos convidados, não queria ser vista por seus pais, sabia que iriam querer lhe apresentar o príncipe Charles, ela não queria vê-lo. Começou a andar pela festa, sem que seus pais a vissem, porém, era tarde demais, sua mãe vinha em sua direção:
- Filha! Que bom que esta aqui. A mamãe te procurou a festa toda. Venha cá! Quero que veja alguém. - Disse a mãe puxando a filha pelo braço.
- Charles! Veja quem esta aqui. Olhe, esta vindo. - Disse o pai apontando para a mãe e a filha.
- Chegamos! Charles essa é , esse é Charles, agora eu e seu pai vamos ir cumprimentar outros convidados. E se aprontem, daqui a pouco começara a valsa. - Disse a mãe puxando o marido e se enfiando no meio de tanta gente.
Charles olhou para e deu um sorriso, em seguida falou:
- Oi, .
- Oi, Charles.
- E ai... Como você esta?
- Muito bem, Charles. - Sorriu a garota, fingindo ser simpática, mais o que mais queria era sair dali.
- Então, princesa ... O que esta achando da festa?
- Ah... Para falar a verdade, essa festa tem muita gente e eu acho que vou sufocar.
- Eu também! Por que a gente não vai para outro lugar?
- Ah... Ok então.
- Vem, vamos sair pelos fundos.
- Tá...
Charles puxou pelo braço, os dois saíram pelos fundos e foram até os bancos do jardim.
- Bom... Aqui. Bem melhor, não?
- Sim, sim. Muito!
- Legal!
achou que estava sendo ignorante com ele, afinal, ele foi tão legal com ela até agora, resolveu dar uma chance ao rapaz, quem sabe não virariam amigos?
- Então, você é filho do rei Abaz, certo?
- Sim, sim! Ele é muito amigo de seu pai, está fazendo vários projetos para progredir o reino e tentar tirar o outro rei do poder.
- O que? Como assim?
- Seu pai vem tentando a tempos tirar o outro rei. Eu faria o mesmo!
- Que horror! Por que meu pai é tão inimigo do rei Pedro?
- Meu pai disse que é por que o outro rei é um ladrão que só quer saber de roubar, ao invés de progredir esse reino.
- Credo! Você acha que é verdade?
- Sim. Eu odeio aquele rei. Principalmente o filho dele. Aquele metidinho!
- Olha, não fala assim dele.
- Por quê? - Olhou Charles desconfiado.
percebendo a merda que fez, disfarçou:
- Ah... Vai que não é assim...
- Eu conheço aquele principezinho. Ele é uma merdinha!
se remoeu de raiva, a vontade dela era de socar a cara dele, mas se fizessem isso todos iriam descobrir, ai estaria ferrada, então ficou quieta.
Ouve um grande silêncio, até que Charles falou:
- Por que não quebramos o silêncio com um beijo? - Disse Charles segurando .
se afastou e deu um tapa que fez um tremendo estralo em Charles.
- O que você pensa que está fazendo?
- Eu pensei... Que tava rolando um clima.
- Pensou errado!
- Desculpa...
saiu de lá correndo, indo para seu quarto. “Que idiota! Por que ele fez aquilo? Que raiva!” pensava dando socos no ar, passou por aquele bando de gente e foi para seu quarto dormir.
Outra semana se passou, estava indo ao correio novamente e ficou toda feliz, pois tinha outra carta para ela. Ela logo a abriu.
, mais uma semana se passou, eu conto os dias para te ver novamente, as coisas andam piorando aqui, ontem eu quase apanhei dos meus colegas de quarto...
Eu sempre precisei de tempo para mim mesmo
Eu nunca imaginei que eu precisaria de você
Quando eu choro
E os dias parecem anos
Quando eu estou sozinho
Quando você está longe
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
O rosto que eu conhecia está perdido também
Quando você está longe
As palavras que preciso ouvir para eu sempre conseguir ir adiante com o dia
E fazer tudo estar bem
Eu sinto a sua falta
Eu nunca tinha me sentido dessa forma antes
E as coisas que eu faço
Me lembram você
E as roupas que você deixou sobre o chão
Elas tem seu cheiro
Eu amo as coisas que você faz
Quando você está longe
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta.
I miss you
se encontrava mais uma vez chorando, queria tê-lo ao seu lado, queria abraçá-lo, beijá-lo.
Lider
Um ano e meio se passou e estava quase voltando, tinha se tornado capitão e o homem mais respeitado daquele exército.
- Capitão , os novos recrutas estão vindo.
- Pode deixar eles comigo, eles vão aprender que essa coisa aqui não é para maricas, vamos testar quem são os fanfarrões dessa merda toda.
foi para a entrada do exército, onde se encontravam os novos recrutas.
- Um muito bom dia para vocês, eu sou o capitão e eu quero deixar bem claro para vocês que isso aqui é um exército de verdade. Ou seja, quem não esta emocionalmente pronto para passar por isso, dou-lhes a permissão de desistir imediatamente.
Ouve um silêncio ,ninguém protestou e continuou.
- Pois bem, se todos estão prontos vamos começar o treinamento imediatamente.
Ouve-se espanto, eles quiseram protestar e ordenou:
- Vocês têm cinco minutos para ajeitar suas bagagens e voltarem aqui, se houver atraso de um único indivíduo todos terão que pagar com um treinamento dobrado.
Todos correram para seus quartos, arrumaram suas coisas imediatamente e em minutos voltaram.
- Que bom... Voltaram rápido, acho bom que seja assim, vou fazer a chamada,s e estiver faltando alguém, já sabem...
fez a chamada e viu que faltava alguém, olhou em volta e viu um indivíduo vindo à direção de todos.
- Posso saber o que o recruta esta fazendo fora de sua posição?
- Cap...
- Caso o recruta não ouviu eu dei cinco minutos, o recruta esta ciente que será MUITO bem castigado?
- Si...
- Não, você não sabe. Ou caso você tenha esquecido... Eu disse que todos seriam castigados, ou outros recrutas, vocês acham justo serem castigados por causa deste sujeito?
- Não senhor!
- Algo a dizer recruta?
- Não...
- Pois é o recruta que carregara todas as armas de treinamentos, e todos os equipamentos, ALONE! (mais de 70 quilos)
era um capitão muito exigente, por isso era o melhor de, talvez, todo o exército, ele fez os recrutas trabalharem muito, muitos não aguentavam nem andar a essa altura do campeonato, fazia isso para os fracos e sem vontade desistirem logo.
- Capitão. Pedido de retirada.
- Posso saber o motivo?
- Nós não aguentamos mais. Precisamos descansar!
começou a sentir pena de seus recrutas, porém, ele não podia liberar os recrutas, havia recebido ordens e devia cumpri-las corretamente.
- Os senhores não poderão descansar enquanto não terminarem o treinamento, se eu ouvir mais reclamações, o trabalho de vocês será dobrado, esta entendido?
- Sim... Sim senhor. - O recruta abaixou a cabeça e seguiu com o treinamento.
Após o treinamento acabar - já era dez da noite, os recrutas passaram 12 horas em treinamento - estavam realmente cansados, então logo foram para seus alojamentos dormir.
ia para seu alojamento de capitão, quando viu o general vindo a sua direção.
- Capitão .
- General...
- Tenho que falar com você, é importante, venha. Vamos a um lugar mais seguro!
Os dois foram até o alojamento do general.
- , é sobre sua partida que eu vim falar. Seu pai conversou comigo antes de sua vinda que você voltaria para casa se você se tornasse um ótimo capitão em dois anos, como você sabe, esse prazo esta se acabando, e minha decisão já esta tomada.
engoliu o seco.
- , você é um dos melhores desse exército, e você se tornou mais do que todos esperavam, é claro que poderá voltar para casa, porém... Se quiser ficar... O exército agradecera.
- Bom general, é claro que eu gosto daqui... Mas... Sinto falta de casa... Eu vou partir.
- Tudo bem então. - Disse o general meio sem graça - Você poderá ir para casa dentro de duas semanas.
- Obrigado general, eu já vou para o meu alojamento.
- Não foi nada... Você mereceu...
foi para seu quarto, precisava contar a noticia para , então escreveu uma carta, no dia seguinte a colocou no correio.
Sonho
estava em seu quarto com suas duas amigas, Camila e Nayra. Estavam conversando, brincando, zoando e brincando de guerra de travesseiros, até que a porta do quarto se abre, era que vinha vindo.
- ! ! Carta para você!
- O que? Deixe-me ver. - diz desesperada pegando a carta – Gente. É do !
- O que? A gente quer ver. A gente quer ver. - Disseram as três juntas.
- O que? Não! Ah... Eu ler para vocês? Não, a carta é minha!
- Ah... Vai... Por favorzinho! - Disseram as três pidonas.
- Ai, tá bom, tá bom.
- EBAA! -gritaram as três.
abriu a carta meio tremula, as outras três estavam vidradas, pegou a carta e a leu em voz alta.
Querida , depois de dois longos anos estou finalmente voltando para seus braços.
Virei um ótimo capitão, que surpreendeu a todos, com isso o general teve que me deixar ir para casa.
Dentro de uma semana estarei de volta, enfim, vamos nos encontrar no mesmo lugar, na mesma praça isolada da cidade, quando voltar quero dizer ao mundo que te amo, e ninguém vai nos impedir de nos amarmos, para sempre...
Metade da noite me perco em suspiros, em um delírio, acordado eu sofro, suas mãos, seus lábios, seus olhos me elevam ate o amanhecer. *(Frase do filme Uma Nova Cinderela)
Eu te amo pequena!
Ela terminou de ler e olhou para a cara das meninas, elas deram um sorriso e gritaram.
- Não acredito menina. Ele finalmente vai voltar do exército. Que legal! UHUL -Disse .
- Ai meninas, eu não acredito. - Disse gritando e chorando de felicidade.
- Ai... Vocês finalmente vão ficar juntos, eu não acredito.
- Meninas... Será que vai dar tudo certo mesmo?
- Claro que vai! - Disse uma batendo palminhas.
- Ixi.. Não sei não... Você sabe como seu pai é ... - Disse .
- É, eu sei meninas... - Disse baixando a cabeça.
- Mas o disse que vai dizer para o mundo que te ama... O que será que ele vai fazer?
- Eu não sei... Será que ele vai falar com ele?
As quatro meninas se olharam chocadas.
- Ele mata o . - Disse preocupada.
- Pelo amor de Deus, não me diga isso... Deus o livre perder o MEU . Ele não pode fazer isso!
- É se ele cismar de fazer isso, ai teremos problemas. Mas não se preocupe... O não é louco, eu acho...
- Garotas, parem de assustar a ... A coitadinha já esta apavorada. - Disse abraçando a amiga.
- Ah, meninas... Eu não acredito que finalmente ele vai voltar... Depois de tanto tempo... - Disse que já não conseguia parar de sorrir, parecia uma criança que acabara de ganhar um novo brinquedo.
- Meninas, vocês virão... Ele virou capitão. Dude, genial!
- É... O meu capitão Daniel!
As meninas só riam. Mais tarde as três meninas foram para casa e ficou sozinha em seu quarto, colocou seu pijama e foi para a cama, tentava dormir, mas se perdia em seus pensamentos, como seria ver novamente? Sempre recebera suas cartas, lhe escrevia todas as semanas desde sua partida, ajudava a aliviar a saudade, mas não era a mesma coisa, pensava, e logo adormeceu.
A menina caiu em um sono profundo, sonhando que estava em um grande castelo, muito maior do que o que morava, era realmente muito grande, nele moravam os dois reis que já estavam muito velhos, e o rei de todo aquele castelo era , e a harmonia reinava por todos, não haviam guerras, não haviam nem rivalidades, tudo estava bem, porém, tudo se embaralhou e de repente estava em um castelo velho e assustador, estava sentada em uma cadeira, olhava para os lados e de lá vinha um homem, porém, não era um homem, era um morto vivo, observava-o até que ele olhou para ela também e disse “Grande batalha entre famílias já vem a acontecer, fique esperta menina, essa rivalidade vem de séculos, você e seu amor estão encarregados a acabar com ela, não adianta fugir, no final arcarão com as consequencias, só depois de terminá-la é que serão felizes.” Em segundos tudo desapareceu. olhou para a janela e viu que ainda era de noite e voltou a dormir.
No dia seguinte, passou a manhã toda questionando seu sonho, parecia tão real, e quem era aquele homem vivo afinal? se lembrava de seu sonho detalhadamente e se perguntava se aquele homem existia, já existiu ou algo assim... Então decidiu pesquisar e foi até a biblioteca do castelo pegar alguns livros, olhou todas as colunas se perguntando que tipo de livro devia pegar, olhou para o lado e viu um livro esquisito que dizia “História do castelo de Transylvania” mais do que rapidamente o pegou, estava cheio de pó, então o limpou e subiu com ele para o seu quarto.
Em seu quarto, sentou em sua cama, abriu o livro e começou a lê-lo. No livro haviam muitas imagens, sobre todos os monstros e mortos do castelo, parou na pagina 150 quando viu uma foto de um homem que parecia muito com o do seu sonho, o nome era Nosferatu, e era um antigo monstro que já assombrara aquele castelo há muitos anos atrás, começou a pensar, por que então um morto iria querer ajudá-la com os problemas do reinado? pensou mais um pouco e nada lhe vinha a cabeça, leu mais um pouco o livro até que viu escrito mais abaixo de uma imagem do Nosferatu e lá dizia “Criatura nascida, segundo mitos, em Transylvania, e segundo outros historiadores, a criatura, apesar de viver assombrando todos os habitantes, defendia a paz entre reinados em Transylvania.”
, após ler isso, levou um choque, como isso estaria acontecendo? Ela pensou se tudo aquilo só não vinha da sua imaginação, porém, não havia lógica, afinal, como ela saberia da existência de Nosferatu?
passou a tarde toda pesquisando sobre a estranha criatura e quanto mais lia sobre ela, mais pavor ela sentia desse tal de Nosferatu. Logo estava de noite, e ainda pensava no sonho da noite anterior, estava pasma, assustada e curiosa.
deitou em sua cama e lembrou que dentro de apenas alguns dias estaria de volta, então a garota logo adormeceu, com seus pensamentos em .
Volta
acordou e abriu as janelas de seu quarto, era meia noite, em ansiedade não dormiu nem 2 horas, a ansiedade não permitia, olhou para as estrelas, viu uma estrela cadente, e fez seu pedido, pediu que tudo ficasse bem, e que pudesse viver ao lado de por toda a eternidade, em seguida começou a cantar uma música que sua mãe sempre cantava para ela quando criança.
“Quando olho para o céu,
vejo estrelas que me confortam.
Estrelas que parecem multidões de pessoas,
emitindo diversos tipos de luz.
Isso mesmo, e é por isso...
...que quero brilhar ao menos uma vez.
Fecho meus olhos e começo a rezar.
Confio meu sonho àquela estrela cadente.”
Em seguida a menina olhou para o céu, e simplesmente sorriu, estava muito feliz, voltou para a cama e dormiu.
estava com suas malas todas prontas, já havia se despedido de todos, e estava pronto para partir, o trem logo iria sair, e estava ansioso.
Entrou e sentou-se na janela. Olhando aquela paisagem, imaginava como seria seu reencontro com , estava muito nervoso e feliz.
Chegou à estação e logo viu seu motorista, que o levou para casa. Entrou no castelo e avistou sua mãe, e logo ele correu para abraçá-la, e deu-lhe um abraço bem apertado:
- Ah mãe, que saudade!
- Filho! Eu nem acredito que consegui ficar tanto tempo longe de você. Senti muito a sua falta.
Ambos sorriram, e logo a frente vinham 3 caras.
- Capitão ! - corriam , e , se dirigindo a .
- Caras! Meu! Não creio! Que saudade de vocês, amigos.
- Nem me fale, dude.
Todos os garotos abraçaram , e mataram um pouco de sua saudade.
- Meu, você agora é capitão é? - Perguntou .
- Dã, mas é burro esse . É claro que ele é.
- Sim! Agora eu sou capitão, graças aos dois maiores anos da minha vida.
- Olha o gente, finalmente virou homem. - Disse com uma voz sarcástica.
- Aff, olha que legal , só faltou a graça. - Disse irônico.
- AAAH pessoal, parem de se amar! Por favor! - Disse em ironia.
- É , acho que você tem razão. - Disse querendo ver a reação do amigo.
- É, eu sou foda. - disse todo convencido.
- Éééé... NÃO! - disse deixando um tanto nervoso.
ia disser mais alguma coisa para tentar sacanear o amigo, mas desistiu quando disse.
- Ae guys... Vamos para outro lugar que eu preciso falar com vocês em particular.
Os garotos, vendo do que se tratava, logo o seguirão até o jardim do castelo. Os garotos se sentaram perto do chafariz e olhou para os lados, alegando se o lugar estava mesmo seguro, e então disse:
- Dude, eu trouxe vocês aqui porque não queria que ninguém ouvisse o que eu quero dizer. Como anda o reino depois da minha partida? O meu pai, como ele se comportou nos últimos anos, após saber que eu estava saindo com a ?
- Calma ai , que a gente conta tudo... Bem, sabe, seu pai mudou muito desde aquele dia e agora... Ele não confia mais em ninguém, e bem... O reino se afetou muito com isso, estamos praticamente em guerra, fora que foram construídos muros entre as duas partes de Transylvania, e agora temos um grande armamento. - Disse bem desanimado.
olhou pra ele pasmo e colocou as mãos em seu cabelo.
- Nossa, dude... Eu sinto muito. No final tudo isso foi minha culpa, eu...
- , o que você está dizendo? Nada disso foi sua culpa, você se apaixonou pela ... E bem... Você não tem culpa de seu pai e o outro rei lá serem uns cabeças duras e começarem uma guerra por nada. Relaxa, dude. Você até já pagou a sua “pena” injustamente, tendo que ficar dois anos em um exército. - Disse , tentando consolar o amigo.
- AAAH, dude...
- B, ... - riu.
- Ah, gente... Talvez vocês tenham razão...
- É claro que a gente tem. - disse sorrindo.
sorriu também e logo perguntou:
- Mais e ai, mudando de assunto. , como foram os seus dois anos de tortura?
foi-lhes dizendo tudo e os garotos passaram a tarde conversando sobre “a tortura de ”.
estava em sua aula de ensaio para a festa que teria dali a uma semana, mas na verdade, seus pensamentos a levavam à outro lugar, pensava em , que à esta hora estaria de volta à Transylvania, será que poderia voltar a vê-lo? Agora que o reino estava dividido e praticamente em guerra, ficaria impossível se encontrar com ele. já estava perdendo as esperanças, mas ainda assim precisava encontrá-lo, estava com muita saudades dele, de seus beijos, de seu amor, precisava vê-lo, nem que isso lhe custa-se a vida. continuava a pensar nisso, até que levou um susto quando seu professor de etiqueta gritou:
- , eu já disse para você dizer como deve-se portar nesta festa, umas três vezes, o que pensa que está fazendo?
- Oh... Desculpe-me... Prometo que não vai acontecer de novo.
- Ok... Mas se por ventura continuar demonstrando esse pouco interesse no que eu tenho para lhe ensinar, vou ter que tomar medidas drásticas.
sabia que ele iria contar ao seu pai, e isso não seria nada bom, então resolveu prestar atenção ao que seu professor lhe dizia, mesmo achando que tudo o que ele dizia era perda de tempo.
Depois que aquela aula acabou foi para o hall e chamou o mensageiro.
- Dionísio, pode avisar a para vir ao meu encontro o mais urgente possível? Obrigado.
foi para o seu quarto e ficou aguardando até aparecer.
Após 2 horas, apareceu e foi logo ao encontro de , que logo foi dizendo:
- Ah ... Você precisa me ajudar..
- Que foi ?
- Beem... O ele já esta de volta... E agora? Eu queria tanto falar com ele... Mas como? Você precisa me ajudar amiga.
- Calma . A gente vai pensar em alguma coisa. Relaxa.
- Mas como? Agora a cidade esta dividida... Precisa de uma clausula para ter direito de ficar nos dois lados...
- Ah, bem, eu sei... AAAH, ! O ! O !
- Tá, o que tem o ?
- ! O tem essa clausula. Porque ele tem parentes nas duas partes de Transylvania.
- É... Entendi... Espera ai... Não... Não entendi.
- , como você pode ser tão lerdinha? Pensa... Você pode passar para o outro lado com a clausula do ...
- É! Mas como? Eles vão saber que sou eu a Princesa a final...
- Bem... UM DISFARCE. É isso... Você vai se disfarçar... Vamos transformar você em homem.
- O QUE? EM HOMEM?
- É... Vamos transformar a Princesa em homem.
só olhava para a amiga espantada.
- Vou falar com o hoje. Ele vai avisar o e lhe dar a cláusula. E é melhor que seja de noite, assim, como estará escuro, você corre menos risco de perceberem que você é a . Vou falar com meu amigo Tiago... Ele pode ajudar a gente a te transformar em homem, e relaxa, ele não vai contar para ninguém, isso fica entre nós. - sorriu.
com, um certa dúvida concordou com a amiga.
Plano
estava indo ver . Passou pelo muro, e mostrou a sua cláusula ao seguranças, foi liberado e foi até a casa de .
tocou a campainha e atendeu, deu um selinho na garota.
- eu preciso falar com você.
Em poucos minutos explicou todo o plano para , que logo concordou em ajudar.
- Então, vou falar para a mãe do que ele vai dormir na minha casa...
- Isso, e eu digo à mãe de que ela ira dormir na minha... Assim a gente ganha uma noite e os dois se reencontram.
Os dois sorriram e começaram a trabalhar no plano.
voltou para a casa de para contar a ele sobre o plano.
foi até a casa de seu amigo para arranjarem o disfarce. Conversou com seu amigo e ela foi até o castelo para acertar os últimos detalhes com enquanto seu amigo preparava o disfarce.
- .
- Ah, , já estava preocupada, você demorou demais.
- Relaxa, já esta tudo certo.
- Você cuidou de tudo?
- Aham.
- Conversou com o ?
- Sim.
- Com o seu amigo?
balançou a cabeça positivamente.
- Relaxa . Eu cuidei de tudo, só falta eu falar com a sua mãe para você ir dormir lá em casa.
- Aaah ... Você é um gênio.
- Sou sim. Agora vamos repassar o plano.
- Ok!
Elas repassaram o plano e falou com a mãe de , ninguém desconfiava de nada, estava tudo indo muito bem.
- Ah . Eu só não entendo...
-Não entende o que?
- Ah, como eu vou me transformar em... HOMEM?
- Calma , você vai ver... O meu amigo apavora, ele vai fazer uma ótima transformação. - piscou para .
, meio inconformada, concordou, ia dizer alguma coisa, mas desistiu quando a campainha tocou
- É ele! - sorriu.
As duas correram atende-lo, ele era um homem jovem de cabelos negros e muito estilo, estava com trezentos acessórios que ele trazia com sua ajudante, que o ajudava a carregar.
- Olá, meninas. - Disse ele com uma voz meio afeminada.
- Oi, amigoo. - disse bem animada.
- Oi. - só sorriu.
- Vem, vamos subir. É hora da transformação. Vamos, vamos. - já puxava para o seu quarto e os dois outros indivíduos subiram também.
- Bom, a gente precisa transformar ela neste rapaz. - mostrava a foto de ao seu amigo.
- Ok, mãos a obra. Franci... Traga todas as roupas de homem para cá.
Prenderam muito bem o cabelo de e depois colocaram uma peruca idêntica ao cabelo do , passaram-lhe maquiagem em seu rosto para deixá-lo com poucos traços femininos. Ainda não parecia nada com a não ser pelo cabelo, mas aquilo não importava, o que importava era parecer com um homem, já que os seguranças haviam visto poucas vezes e já nem deviam se lembrar de quem era.
O amigo de saiu, e ajudou a colocar uma fita bem apertada nos seios, depois ela vestiu-se no biombo.
- Meus caros amigos, agora é hora de vermos o resultado da nossa transformação, tambores, por favor. De uma princesa linda e delicada, para um homem lindo, gostoso, forte, sexy e...
- PAULA! -gritou de dentro do biombo.
- O que?
- Todo mundo sabe que você acha tudo isso do e tal, mas vamos logo com isso, né?
- Tá bom, tá bom... Eita, povinho estressado. Enfim, onde eu estava? Ah sim... , a princesa que virou homem, pode sair...
saio de dentro do biombo totalmente irreconhecível, com um chapéu verde, um paletó bege, uma calça preta e um sapato também preto.
- Meu Deus, .
- O que?
- Cara, nem parece você.
- É verdade. - Disse o amigo de , também surpreso.
- Credo gente, vocês devem estar exagerando.
- Acredite , a gente não está... Olhe você mesma no espelho.
- Ok. - foi se olhar no espelho de seu quarto e levou um susto.
- MEU DEUS! Caaara, que estranho... Vocês têm razão. NÃO PARECE EU!
- É, eu falei. Isso me assusta.
Depois disso saiu despercebida pela saída dos fundos do castelo e foram para a casa de , pois à essa hora não haveria ninguém em casa, e acertariam os últimos detalhes, depois iria passar pelos guardas.
- , é só manter a calma, você está irreconhecível, nem vão notar que você é mulher nem nada.
- Ainda tenho minhas dúvidas.
- Ah , vai dar tudo certo, eu sei que você vai dar seu Maximo para ver o .
sorriu .
Já eram 7 horas, estava pronta para ir, já estava tudo certo, e já estavam no grande portão.
- Então, é ai amiga?
- É! Eu não sei se vou conseguir.
- Claro que consegue. Você é ... Bolena, a futura rainha de Transylvania, se você não conseguir, quem mais consegue?
- Tem razão. - encheu os pulmões - Eu consigo! – sorriu.
- Vai lá... Boa sorte!
- Obrigado!
engrossou a voz e foi.
- Oi! - disse com a voz grossa.
- Oi!
- Oi!
- Ae, eu vim passar para o outro lado... - já estava imitando um marmanjo.
- Você tem a cláusula?
- Tenho sim! – Mostrou.
- Hum... Parece que esta tudo certo, de uma olhada Roger.
- Bom, parece que está tudo ok. - Disse o outro.
- Pode passar.
- Valeu ae caras. – Passou.
andou toda feliz até que percebeu que estava rebolando enquanto andava, na hora parou num gelo para ver se os seguranças haviam visto, depois voltou a andar, tentando não rebolar de novo.
- Roger que cara esquisito não?
- Será que ele é gay?
- Não sei. É melhor agente manter distância.
- É.
Do outro lado, tentava lembrar onde era a casa de , fazia tanto tempo que não ia àquela parte da cidade, mas não desistiu, só o fato de estar não muito longe de a animava, procuraria nem que tivesse que rondar a cidade toda.
já estava procurando a mais ou menos 1 hora e não conseguia encontrar a casa de , até que lembrou que a casa dele era duas quadras da praçinha onde costumava se encontrar com , então logo foi para a praçinha e depois encontrou a rua da casa de , quando avistou a casa do menino, pulou de alegria e foi até lá.
Na casa de , brincava com o cachorrinho.
- , tá feliz ou nervoso?
- Os dois. Ah , para falar a verdade eu não acredito ainda, depois de tanto tempo...
- É...
- Ah cara, eu vou ver a . A minha . Cara você não sabe o quanto eu to feliz, meu.
- Imagino... Cara ela ta demorando. Será que aconteceu alguma coisa?
- Cara, não fala isso nem brincando.
- Ah, mas ela já devia ter chegado.
Nessa hora a campainha tocou.
- Quem será?
- Será que?
- ? - Nessa hora os olhinhos do brilharam.
CONTINUA!
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