pov off
pov on
Fiz exatamente três horas de viagem, estava um pouco de trânsito na rodovia de Londres devido à véspera de Natal. Eu estava ansioso pra chegar à casa da vovó e ver todo mundo. Parei em frente ao portão e antes de apertar o interfone notei o número de carros estacionados dentro da casa. O último que eu vi era um porsche chumbo, com uma placa escrita PRINCESS M. Senti um frio na espinha, eu sabia de quem era aquele carro. Era da convencida da minha prima, eu nem tinha visto a garota ainda, mas meu corpo já me alertava que ficar perto dela seria perigoso. Relaxa , hoje à noite deve ter muita festa rolando depois da meia noite, então saia e se divirta com as melhores garotas da cidade que dariam de tudo pra ter uma noite de prazer com você. Era isso que eu iria fazer nada iria mudar meus planos essa noite, nem mesmo a PRINCESS M. Eu ri com essa placa, ela continua a mesma Barbie de sempre, o que a deixa mais insuportável. Apertei o interfone e vovó que atendeu, não pude evitar rir com ela.
- Vocês não vão atender nada, não quero que meu neto morra congelado. Oi querido, pode entrar e aqui dentro nos cumprimentamos melhor.
- Ah mamãe, deixa a Grace atender, é filho dela. – Ouvi Tia Rachel resmungar. Hilário.
- Ela é assim mesmo Rach, deixa ela. – Mamãe pareceu emburrada.
- Calem a boca as duas. – Clack, ouvi o barulho do portão se abrir. – Pode entrar querido.
- Obrigado Vó. – Dude, minha vó é uma figura. É a melhor do mundo.
Estacionei meu carro do lado da PRINCESS M. Haha, eu vou parar de falar isso, é que foi engraçado, se nós ainda fossemos mais novos com certeza eu zoaria minha priminha, mas como pretendo ficar longe é preferível que eu guarde minhas piadas internas apenas pra mim mesmo. Saí do carro, peguei minha mala e lá veio toda a minha família me abraçar, e tia Rach sempre dizendo como cada ano que passa eu continuo cada vez mais bonito, por isso que ela é minha tia favorita. Vovó como sempre afastando mamãe de mim antes que ela quebrasse meus ossos com seus abraços, acho que a família é conhecida por seus abraços apertados. Tio Sthepen estava me perguntando como é ser rock star e pegar todas as mulheres que eu quiser, tia Rach deu um cutucão na costela dele, eu tive que rir. Papai me perguntou se eu já havia conhecido Jessica Alba e se não, que se um dia eu a conhecesse que era pra dizer à ela que ele a achava a mulher mais bonita do mundo. Mamãe pisou no pé dele e todos riram.
- Gente, vou subir antes que os convidados cheguem. – Fui indo rumo à escada.
- Vai lá querido, sua prima subiu há algum tempo. – Tia Rach.
Frio no estômago. Por que senti isso mesmo? Dei um sorriso educado pra tia Rach e man, eu não sabia o que falar.
- Ela está linda, filho você precisa vê-la. - Mamãe.
Mais bonita do que já era? Tudo bem, eu não suporto minha prima, mas nunca disse que ela era feia. Mamãe deve estar exagerando como sempre, e também não me importa o quão bonita ela esteja, ela vai ser sempre a mesma. Dei um sorriso sem graça e subi pro meu quarto, que de acordo com a vovó era o último do corredor à esquerda.
Joguei minha mala no canto do quarto e comecei tirar minhas roupas e jogar as peças pelo quarto. Por último, entrei no banheiro e joguei minha boxer por lá. Girei o registro e senti o jato de água gelada encharcar meu corpo. CARALEO QUE ÁGUA GELADA DA PORRA É ESSA? Fechei o chuveiro com pressa e olhei em cima do chuveiro pra ver se o botão estava no quente, e sim estava no quente, mas por que inferno então caiu aquele jato de água gelado em mim? Deve ter queimado a porra do chuveiro. Abri a porta do Box, me enxuguei com a toalha e a enrolei na cintura. Teria que ir tomar banho no quarto que meus pais sempre ocupavam na casa da vovó. Obrigada meu Deus por existir ar condicionado, enquanto o frio tomava conta de Bolton lá fora, dentro de casa estava parecendo Miami Beach. Abri a porta do meu quarto e quando olhei pra porta da frente notei que ela estava entreaberta. Aproximei-me um pouco da porta e ouvi uma musica tocando na rádio. Era Corrupted do McFLY, da minha banda. Aquele quarto não poderia ser da tia Rachel e do tio Sthepen, porque eu me lembro que o quarto deles ficava do lado do meu quarto, então aquele quarto só poderia ser... Da . Não sei por que, mas meu coração acelerou um pouco. Meu lado pervertido dizia que eu deveria espiá-la e o lado do meu cérebro que ainda tinha alguma sanidade dizia que eu não tinha nada que espiar. Mas como nós homens sempre pensamos com a cabeça de baixo decidi espiá-la e dude... Eu vi o paraíso.
estava com uma lingerie preta daquelas sem costura, a calcinha era mais parecida como uma boxer feminina e o sutiã era meia taça, por incrível que pareça era incrivelmente sexy. Ela estava com mais curvas e suas coxas estavam mais torneadas e seus longos cabelos castanhos estavam espalhados por suas costas. Ela estava na frente do espelho, passando hidratante no corpo e cantarolando Corrupted, que ironia, huh? Ela continuava com as mesmas feições de antes, porém estava mais mulher, e eu preciso acrescentar que ela estava mais bonita do que sempre fora e gostosa. Que corpo era aquele meu Deus? De repente eu senti um calor subindo pela minha espinha e senti que meu amigo estava começando se animar, eu deveria sair dali, mas o jeito que ela passava hidrante no corpo era tão... Excitante que eu não conseguia me mover. Ela acabou de passar o hidratante, jogou o frasco em cima da cama e mexia no seu piercing de umbigo.
- “Am I too much for you? Cause you´re too much for me, still wanna be corrupted.”
cantarolou o refrão de Corrupted e a ironia do momento pesou muito mais, ela mal sabia da procedência daquela musica. Eu a observei por mais um tempo e sim, meu amigo já dava sinais de que ele queria diversão. Tentei escondê-lo com minhas duas mãos e resolvi que era hora de dar o fora dali antes que alguém me pegasse no flagra e, principalmente, antes que ela me pegasse no flagra. Arrastei-me para o quarto de mamãe e a mesma subia a escada e estava no corredor. Salvo pelo gongo! Ainda bem que eu já estava chegando à porta do quarto dela e ela nem imaginava o que eu estava fazendo. , você é foda!
- Filho, tá fazendo o que de toalha pelo corredor? – Mamãe perguntou curiosa, e por um instante ouvi uma porta sendo fechada. Acho que percebeu que a porta estava entreaberta e que eu estava no corredor, então trancou a porta. Mal sabe ela que eu já tinha visto seu corpo seminu. Coitada da PRINCESS M., tão atrasada.
- Acho que meu chuveiro tá queimado mãe, tava indo tomar banho no seu banheiro, tem problema?
- Claro que não filho. Depois vou falar pro seu pai pedir pra alguém trocar seu chuveiro. Se arruma logo querido, daqui a pouco os convidados chegam e você e a nem estão prontos ainda. – Claro, a , esse povo não sabe falar sem tocar no nome daquela garota?
- Ok, mãe to indo. – Dei um beijo no rosto da minha mãe e corri para o banheiro. Desculpa mãe, mas eu vou demorar mais do que o esperado no banho, não tenho culpa se a minha amada priminha não trancou a porta do quarto dela direito.
Abri o registro e deixei a água quente cair sobre mim, hoje seria uma noite daquelas... Eu sei que seria.
pov off
~*~
pov on.
Tomei um susto quando ouvi a tia Grace falando com no corredor e vi que minha porta estava entreaberta, então fui correndo até a porta e passei a chave. Já pensou se aquele garoto me vê assim? Eu hein!
Depois de um século decidi que iria colocar meu vestido tomara que caia preto, uma meia calça vinho, minha ankle boot e por cima meu casaco preto. Optei por deixar meus cabelos soltos e fiz uma maquiagem leve. Mamãe e tia Grace já tinham vindo me chamar duas vezes pra descer, dizendo que o povo já tinha chegado. Mas eu não sei por que eu estava assim tão indecisa com as minhas roupas. Na verdade eu sabia... Na verdade eu sabia que todo mundo iria cair matando em cima do , perguntando como é ser famoso e blah blah blah, e eu seria esquecida, ou só me sobraria aquelas perguntas do tipo “Como você cresceu” e “Tá namorando?”. Eu odiava responder esses tipos de perguntas e isso tava me deixando nervosa, mas não tão nervosa quanto encarar meu primo. Ah! Se eu pudesse voltar no passado e ter apagado aquele momento, eu já tinha o feito. Respirei fundo e me olhei mais uma vez na frente do espelho e falei pra mim mesma: Não tem nada de errado com você, tá tudo sobre controle. Decidi descer antes que minha auto-estima se transformasse numa baixa estima e caminhei até a porta do meu quarto e saí. Andei lentamente pelo corredor, eu desejava que a escada não chegasse nunca, nunca chegasse... Mas eu cheguei ao topo da escada. Eu olhei para baixo e a sala estava repleta de pessoas, parecia que todos me olhavam. Comecei a corar e minhas pernas ficaram bambas, por um momento pensei que eu não conseguiria andar. Pude ver mamãe, papai, Tia Grace e tio Spencer rindo para mim, mas quando olhei para a ponta da escada encontrei aquele par de olhos azuis me fitando com curiosidade do primeiro andar. Meu coração bateu mais rápido, estava insuportavelmente gostoso.
pov off.
Capítulo 3 - É sempre no natal!
’s pov
Lá estava ela descendo as escadas e sorrindo daquele jeito tímido, que só ela tinha. Ela não me olhava, então eu tentei disfarçar meu deslumbre e dei um gole no meu champanhe e continue a conversar com alguns familiares. Quando eu percebi que nós já estávamos próximos, tentei disfarçar e ir para a cozinha, mas mamãe veio até mim e agarrou meu braço, olhei-a confuso e então vi o que ela estava prestes a fazer.
- , olha seu primo, que lindo ele está, huh?- mamãe disse contente. Olhei fixamente nos olhos de , que pareceu querer cavar um buraco no chão e pular dentro, ela parecia aflita.
- Err... Ele parece ótimo. – sorriu amarelo. Eu dei meu sorriso mais convencido, era bom ver como a minha adorável priminha reagia sobre pressão.
- Você também esta ótima, querida. – Mamãe disse simpática. – Não te falei quão linda ela está, ? Fazia anos que vocês não se viam, eu queria ver esse momento. – Sério, às vezes tenho medo da minha mãe. Encarei dos pés a cabeça de um jeito que só ela pudesse perceber e dei um sorrisinho malicioso quando ela corou, eu sei que não devia fazer isso, mas dude, eu vi ela de lingerie e anos atrás eu vi um pouco mais, eu não poderia me esquecer daquilo. – Ela não está nada mal mamãe. – Falei para provocar. fechou cara e mamãe me cutucou.
- Bom, acho que vocês precisam por o papo em dia. Tô indo ajudar a vovó. – Mamãe.
- Ok mamãe. – Falei.
me olhou de canto e fez menção de sair, mas eu iniciei uma conversa.
- Fugindo, Princess .? – Eu não me contive, eu tinha que zoar.
- Não estou fugindo pra lugar nenhum, “super star”. – disse com descaso e fez aspas com os dedos quando disse “super star”. – Só acho que você e eu não temos nenhum papo para colocar em dia, então vamos nos poupar disso, ok?
- Continua afiada e fugindo sempre, huh? Você tem razão, eu prefiro beber a passar algum tempo conversando com você. – Falei desdenhado.
- Eu não fujo de nada, tá legal? E que bom que pensamos do mesmo jeito, eu prefiro vomitar a saber da sua vidinha de estrela, dá licença. - deu um sorriso cínico. Ela bateu o ombro no meu peito e foi para a sala cumprimentar as pessoas.
Quanto mais a gente ficava nesse jogo de farpas, mais eu gostava. Era algo mais forte do que eu, e acho que era algo mais forte que ela também, nenhum de nós nunca queria ficar por baixo. Eu não entendia essa necessidade que eu tinha desde pequeno de sempre arrumar confusão com ela... Era estranho, e depois do que aconteceu há uns anos eu não deveria mesmo deixar que ela ficasse por cima. Tomei mais um copo de champanhe e fiquei conversando com algumas pessoas que estavam ali.
’s pov off.
’s pov
Tia Grace tinha que ser assim tão enjoada com o filhinho dela? Ok, ela não tem culpa dele ser tonto e nem de termos aprontado no passado, mas eu não conseguia ficar perto dele sem que eu sentisse um frio na espinha, era tão estranho. Embora essas sensações fossem esquisitas, não eram elas que me intimidavam mais em ficar perto de . Na verdade, eu tinha medo de ter a conversa. A maldita conversa que nunca tivemos, depois do nosso quase “incidente”. disse que um dia isso iria acontecer, mas eu disse pra ela que isso nunca aconteceria, enquanto eu evitasse o máximo que pudesse; pelo menos eu estava boa em fazer isso.
A noite se passou e sempre estava do lado oposto de onde eu estava. Ele estava sempre se gabando para algumas das nossas primas caipiras de segundo grau que estavam por ali ou se mostrando uma pessoa adorável para os convidados. AHAM! Ninguém conhece aquele mau caráter como eu conheço. Não sei por que nossas primas tinham esse tipo de fixação por ele, mesmo quando ele não era famoso elas se jogavam aos pés dele e agora elas estão piores. Elas podiam arrancar as roupas dele apenas com o olhar e ele... Se achava cada vez mais com aquela atenção toda. Que completo idiota.
Passei a noite conversando com as pessoas e com mamãe me exibindo para alguns parentes e me entupindo de perguntas, aquelas perguntas que todas as mães fazem, sabe? Foi divertido. Depois da meia noite abrimos alguns presentes que estavam na árvore de natal e conversamos. Na hora de desejar feliz natal às pessoas, pensei na melhor maneira de abraçar , sem o tocar de verdade, mas eu nunca o tinha no meu campo de vista. Sorte minha, nem precisei me preocupar com o abraço. Estava perto do bar na sala de jantar esperando mamãe trazer uma taça de chardonnay, quando meu celular tocou e eu já sabia quem era... Taylor, meu melhor amigo ever. Eu o adorava. Era óbvio que ele estava ligando porque sabia que eu estava na cidade e queria me ver e me levar para uma festa, e era óbvio que eu estava super afim.
- Hey amor! – Falei contente.
- Oi linda, que bom ouvir sua voz! Como você está?
- Ótima e com tédio, por favor, diga que vem me resgatar? - Falei manhosa.
- Essa era a intenção. – Taylor deu uma risadinha. – Tá rolando uma festa na casa de campo da Shelley Pomroy, tá afim?
- I´m so in. Passa aqui pra me pegar? - Falei ansiosa encarando a grande janela de vidro da sala e vi conversando animadamente com as nossas primas caipiras. Ele me olhou de canto e voltou a conversar com as caipiras.
- Daqui uns quinze minutos, pode ser? Tenho que esperar meus pais terminarem de abrir os presentes, você sabe... Tradição inglesa chatíssima.
- Ok, tô esperando bonitão. Beijinho.
- Beijo princesa.
Festinha pra encerrar a noite... Checado. Eu amava passar a ceia de natal com a minha família, mas eu sou nova, preciso de diversão mais informal, certo? Continuei encostada no balcão esperando mamãe com a minha bendita taça de chardonnay, mas ela não chegava nunca.
’s pov off.
’s pov
Beck, Lindsay e Ava não calavam a boca um minuto. Elas me encheram de perguntas do tipo: “você já conheceu o Beckham?”, “Robert Pattinson?” ou “Madonna?”, já estava de saco cheio. Quando não era isso, elas queriam saber se , e tinham namoradas e insistiam em dizer que eu era o mais gostoso da banda. Em alguns momentos, cheguei a pensar que Lindsay e Ava queriam muito me mostrar a tatuagem que ambas tinham feito perto da virilha. Oeeee! Pensei por um momento na proposta, mas depois resolvi não ver. Se , e estivessem aqui, eles iriam dizer que eu era viado, mas a questão é: elas são minhas primas, mesmo que sejam de segundo grau, mas são e elas não me seduzem, falei! E mesmo que rolasse um ménage a trois, eu sei que elas nunca me deixariam em paz e isso poderia ser ruim pra minha imagem. Aí vem a pergunta que não quer calar e que todo mundo já deve esta se perguntando: Se você não curte prima, por que já ficou com a ? E sabe qual é a resposta mais convincente? Eu não sei. As coisas entre ) e eu sempre foram esquisitas e intrigantes, ela era minha única prima que eu odiava, porém, era a única que já me chamou a atenção um dia - hoje não chama mais. Eu sei que a espionei algumas horas atrás, mas aquilo foi reação masculina, só isso, e eu não quero mais pensar nisso. Beck, Lindsay e Ava continuavam falando e falando e eu fingia que prestava atenção, até que olhei para o bar e notei uma muito entretida no celular, eu já sabia quem era... Era o insuportável do Taylor Phillips, o melhor amiguinho dela. Eu simplesmente não ia com a cara dele e eu tenho certeza que daqui uns minutos ele iria passar aqui pra levar a princesa M. pra alguma festa, sempre foi assim. Revirei meus olhos e senti meu celular vibrando, salvo pelo gongo. Pedi licença para as minhas primas caipiras e fui atender o celular perto da cozinha, elas não gostaram da idéia de eu me afastar, mas estava pouco me fodendo pra elas.
- Fala rock star, esqueceu os amigos, dude? – Ouvi um barulho imenso do outro lado da linha, aquilo era festa com certeza e aquela voz era nada menos do que Chase Cohen, meu amigo de longa data.
- Iae Dude, como você está? Claro que não esqueci, cheguei na cidade hoje.
- Eu tô bem Jones, tá rolando uma super festa aqui na casa da Shelley, Shelley Pomroy, se lembra dela?
- Lembro sim, a loira da jaguzzi, certo? – Hum, bons momentos aqueles.
- Isso mesmo. – Chase deu uma gargalhada. – Então, a festa tá bombando. Muita bebida, muita mina gostosa, música boa e loucura geral!
- Tô dentro man, chego aí daqui uns quinze minutos, certo?
- Ok... Ah! Deixa eu perguntar! – Chase deu um berro no meu ouvido que foi foda.
- Caralho! Precisa da um berro desses? Quase fiquei surdo.
- Foi mal cara, mas eu queria saber se sua prima gostosa tá aí, você sabe, a . – Chase sempre foi afim da , mas ela nunca deu asa pra ele.
- Ela tá aqui sim cara, por quê?
- Será que tem chances dela aparecer por aqui?
- Não sei da vida dela dude, você sabe como aquela garota é. Tô desligando, logo mais chego aí. – Cortei o assunto, eu não queria saber de ficar ouvindo Chase falar da insuportável da minha prima. Desliguei o celular antes que ele fizesse alguma brincadeira sem graça.
Fui até mamãe avisar que eu estava saindo, ela estava com duas taças de champanhe na mão.
- Nossa mãe, eu sabia que você curtia um chardonnay, mas nem tanto assim. – Sorri.
- Bobinho. - mamãe sorriu. - Uma taça é da , eu vou levar pra ela lá na sala.
De repente fiquei com vontade de fazer maldades. Eu sei que tô velho pra esse tipo de provocação, mas já falei que não sei de onde isso vem.
- Pode deixar que eu levo pra ela mamãe. – Falei com a voz mais prestativa do mundo.
- Ah, tudo bem, mas por favor, não dê para ninguém, acabou todos os champanhes e só sobrou essa taça que sua prima pediu ok? – Mamãe disse cuidadosa. Pra quê tanta frescura assim com aquela garota?
- Uhum. Mãe, eu vou pra uma festa com o Chase ok?
- Tudo bem meu amor, mas tenha cuidado tá?
- Pode deixar. – Mamãe deu um beijo na minha bochecha e sorriu.
Fui para a sala levar o champanhe da minha adorável priminha, e vi que ela aguardava ansiosa escorada no bar. Caminhei até ela com um sorrisinho de canto, ela me olhava confusa e revirava os olhos.
- Eu pensei que a gente tinha combinado de não se falar. – Ela disse daquele jeito antipático e olhava as unhas.
- Oh! Como você é desagradável priminha, eu vim aqui todo humilde trazer a ultima taça de chardonnay que a Tia Rach colocou especialmente para você, mas acho que você não merece. - Fiz bico.
- Me dá essa taça Jones! Eu não tô de brincadeira. – Ela disse nervosa. Isso garota, você tá perdendo o controle como eu queria.
- Se você fosse mais educada eu até que daria. – Fui me aproximando de uma planta muito bonita que vovó mantinha na sala.
- Jones, você não vai fazer o que eu tô pensando que você vai fazer ok? – Ela disse entre dentes enquanto se aproximava de mim.
- Bom... Eu não vou fazer nada... Opa... - Joguei o champanhe no vaso de planta. arregalou os olhos e se ela pudesse soltar fogo pelos olhos, ela teria o feito e me reduzido a pó. - Foi mal, eu não queria ter feito isso.
respirou fundo e se aproximou de mim, passou a mão levemente pela minha barriga e eu achei aquilo muito estranho. Senti os pelos do meu pescoço se arrepiarem e aquela maldita sensação no estômago veio à tona quando ela discretamente levantou a barra da minha blusa e passou as unhas na minha barriga, arranhou com força a minha pele e PUTA QUE PARIU, BELISCOU COM FORÇA A MINHA BARRIGA. CARALHO, DOEU! Eu quase gritei, mas vi que faria uma cena de bicha louca. sorriu vitoriosa e falou olhando nos meus olhos. – Isso é só o começo Jones, eu já te falei que eu sou como o fogo. – Então ela parou de me beliscar.
- Qual é o seu maldito problema garota? – Falei nervoso, minha vontade era de bater nessa menina.
- Você. Você é meu maldito problema. – Ela disse séria. Eu iria pegá-la pelo pulso, arrastá-la dali e fazê-la pagar pela dor que ela me fizera passar minutos atrás, mas vovó chegou trazendo... Taylor. Minha raiva só aumentou.
- , olha quem está aqui. – Vovó disse contente.
- Hey Linda. – Taylor disse com aquele sorriso irritante, exibindo todos aqueles dentes irritantemente brancos.
- Amor! Que saudades! - correu que nem tonta e abraçou Taylor. Af... Quem agüenta tanta melação desses dois?
- Saudades também. - Taylor soltou e me deu uma olhada. – Hey Jones. –Ele falou seco. Se eu não gostava dele, ele muito menos gostava de mim, era recíproco.
- Hey Phillips. – O cumprimentei e aquela era minha deixa. Chega de tanta palhaçada, eu queria curtir minha noite, não ficar vendo aqueles dois tontos na minha frente.
- Bom... Eu tô indo nessa vovó, tenho uma festa pra ir. – Dei um beijinho na bochecha da minha vó e já estava dando de ombros, quando ela falou:
- Vocês vão todos pra uma festa, por que não vão juntos? - vovó sugeriu simpática. Porque se nós fomos juntos, de certo vamos todos nos matar - a eu deixo por último porque a morte dela vai ser lenta. Eu queria falar isso, mas não podia. Taylor, e eu nos olhamos e cada um já tinha uma desculpa pra falar. foi ágil e disse:
- Não dá vovó, eu vou no carro do Taylor e vai passar num lugar antes. Vamos Tay? – disse puxando a mão do idiota.
- Tudo bem meus filhos, divirtam-se.
- Obrigada vovó. – e eu dissemos em uníssono. pegou seu casaco do porta casacos e saiu na frente com Taylor. Sai logo atrás e entrei no meu jaguar. Esperei o Phillips sair com seu carro pelo portão e sai logo atrás. Quando estávamos na rua fiz questão de acelerar e deixá-lo comer poeira, dei um sorrisinho maroto com a cara de tapado que ele ficou. Essa noite seria divertida, e como seria.
’s pov off
~*~
’s Pov
Taylor foi o caminho todo me perguntando coisas aleatórias e eu me esforçava o máximo para prestar atenção, mas na verdade eu queria matar o ! Nem depois de anos aquele garoto deixa de ser idiota e de me atormentar. Jogar meu champanhe no vaso de plantas da vovó? Aquilo era simplesmente ridículo.
Chegamos à frente da casa de Shelley Pomroy e a música alta já começava a ecoar pelos meus ouvidos, o número de carros estacionados na frente da casa dela era grande, a festa realmente deveria está boa.
Descemos do carro e vi cumprimentando Chase Cohen, que quando me viu deu uma leve piscada de olho, dei um sorrisinho de canto pra ele e ignorei o broxa do meu primo. Entramos na casa e a sala estava repleta de gente dançando, se agarrando, bebendo, fumando e fazendo tudo o que as pessoas fazem nas festas. Taylor me deu a mão enquanto passávamos pela sala cheia.
- Quer me dar seu casaco? Eu penduro pra você.
- Oh! Quero sim, aqui dentro tá um forno. – Abri os botões do meu casaco e notei um olhar malicioso de Taylor. Dei um sorriso de canto e um tapinha no braço dele. – Tá olhando o que seu safadinho?
- Para os botões do seu casaco, eles são realmente lindos. – Taylor sorriu.
- Seu besta. – Sorri, tirei meu casaco e entreguei à ele.
- Já volto. Cada ano que passa você fica mais linda . – Tay disse no meu ouvido e deu um beijo no canto da minha boca, saindo em seguida com um sorriso malicioso. Senti um arrepio na espinha e mordi o lábio. Meu amigo é gostoso e eu não sou de ferro ok? Olhei para o outro lado da sala e encontrei o insuportável do meu primo, com um monte de meninas penduradas no pescoço dele. Típico. Ele sempre chamou atenção, mesmo quando não era famoso, e agora tá pior. Torci a boca e fiz cara de indiferente, depois vi uma garota apertar a bunda dele. Garotas mais sem classe. Olhei para frente e tomei um susto quando dei de cara com uma Shelley Pomroy toda feliz me abraçando.
- ! Que bom que você veio! Você tá tão linda! – Ela disse quando finalmente me deixou respirar.
- Hey Shelley! Você também está linda e a festa parece ótima. – Falei sincera. Bem, não posso dizer que Shelley era minha amiga, mas eu gostava muito dela. Ela sempre foi legal comigo e todas as férias que eu passava em Bolton, nós saíamos juntas, principalmente quando também estava. Na verdade, ela só queria ficar assim próxima de mim por causa dele. Ela sempre foi super a fim do , mas ele nunca quis nada com ela. Eu ouvir dizer que meu primo idiota disse que ela era do tipo “grudenta” e que ele não fica com nenhuma menina que “grude” nele.
- Eu sei, está mesmo ótima e vai ficar melhor porque sei primo tá aqui. – Shelley disse contente e lançou um olhar pervertido pra , que falava algo no ouvido de uma garota qualquer. - Você podia errr... Falar com seu primo sobre mim né? – Tava demorando pra ela me pedir isso.
- Por que você mesmo não fala Shelley? Você sabe que e eu não nós damos muito bem. – Falei calma. Só o que me faltava ser pombo correio.
- Nossa! Depois de tantos anos, vocês ainda não se dão bem? Eu pensei que depois daquele natal, vocês seriam amigos, já que vocês estavam tão bem na festa de natal da Polly. – Shelley disse confusa. Por que as pessoas simplesmente não esquecem aquele natal?
- A gente só tinha dado uma trégua, errr... Pode deixar eu vou falar de você pro . – Eu só queria fugir do assunto e vi que Shelley abriu um sorriso enorme quando mencionei que falaria com .
- Obrigada amor. Você é a melhor sabia? Vem, vamos pegar uma bebida pra você. – Shelley disse simpática.
- Acho que não é preciso, Taylor está vindo e me trazendo uma bebida. – Disse enquanto via Taylor se aproximar com dois copos de bebida.
- Ok. Vou ver se alguém precisa de mim. Qualquer coisa me avisa tá? – Eu assenti e Shelley deu de ombros, sorrindo pra Taylor. Em seguida, ela foi falar com os outros convidados.
- Por que ela tá toda feliz? – Taylor perguntou confuso e me deu o copo de bebida.
- Se você adivinhar, você ganha uma dança. – Rolei os olhos e dei um gole na minha bebida.
- Jones. – Taylor disse seco. – Acho que você vai ter que dançar comigo, certo? –Taylor passou a mão pela minha cintura e me puxou pra perto dele.
- Acertou Tay, mas isso já era óbvio. De qualquer jeito, vou dançar com você. – Sorri. Amava ficar perto do Taylor, a gente sempre nos divertíamos juntos, ele era meu melhor amigo e também tínhamos nossos benefícios. Às vezes precisamos unir o útil ao agradável, certo? - Taylor sorriu e me puxou para o meio da sala. Começamos a dançar juntos Startrukk- 3OH3.
’s pov off.
’s pov on.
Cheguei à festa da Shelley e estava lotada, encontrei Chace no jardim e nos cumprimentamos, fazia algum tempo que eu não o via, nós crescemos juntos e mesmo depois que me mudei para Londres, continuamos amigos. Depois de uns cinco minutos que cheguei, a enjoada da chegou a festa de braços dados com o Phillips. Chace abriu um sorriso quando viu passando e piscou pra ela, ela deve ter sorrido já que eu dei de ombros, já tinha que ver aquela cara enjoada dela todo santo dia e hoje à noite eu não estava no clima.
Chace e eu entramos na festa e um bando de meninas vieram conversar comigo quando me notaram ali e pediram pra tirar fotos e tudo mais. Falei com as meninas e então decidir começar minha noite, eu queria beber pra então partir para o “ataque”.
- Dude, é por isso que todo mundo sonha em ter uma banda de rock de sucesso, as garotas caem aos seus pés. Acho que se eu fosse famoso assim que nem você sua prima não estaria ali na pista dançando com o Phillips, seria comigo. – Chace deu dois tapinhas no meu ombro e me mostrou onde estava dançando e rebolando na frente do Phillips, que não tirava as mãos da cintura dela. Senti uma raiva invadir meu corpo, não sei porque, mas tive vontade de socar a cara do otário do Phillips. No entanto, me contive e dei de ombros.
- Ter uma banda com certeza tem suas vantagens, mas acredite pelo o que eu conheço da minha prima, mesmo que você tivesse uma banda isso não faria diferença nenhuma... Se fosse pra ela olhar pra você ela teria feito isso há muito tempo. – Dei um tapinha no ombro de Chase, que franziu o cenho e me acompanhou até a cozinha.
- Faz sentido, mas há muitos peixes no mar, então quem se importa? – Chace fingiu indiferença.
- Isso mesmo, agora vamos beber pra aquecer.
- Demorou.
Chace e eu pegamos uma dose de uísque e fomos para a sala, onde todos estavam dançando - principalmente .
Sentamos no sofá e ficamos bebendo nossa bebida e curtindo a música. Duas meninas se aproximaram, uma ruiva gostosa parou na minha frente e uma loira sentou no colo de Chace.
- Hey . – A ruiva falou num tom malicioso e mordeu os lábios. Dei um gole no meu uísque, fitei o corpo dela e man, ela era muito gostosa. Essa noite eu iria me divertir.
- Hey você.
- Bem... Eu prometi a mim mesma que se um dia eu te encontrasse, eu teria que passar a noite com você. Será que essa vai ser a noite que minha promessa vai se cumprir? – A ruiva deu um sorriso malicioso e parou no meio das minhas pernas. Adoro garotas com atitude. Dei um meio sorriso e bati minha mão direita na minha perna, chamando-a para se sentar no meu colo. Mais que depressa ela entendeu o sinal e sentou de lado no meu colo, sorrindo pra mim.
- Qual o seu nome? – Sussurrei no ouvido dela.
- Jessica, mas pode me chamar de Jess. – Ela mordeu o lóbulo da minha orelha, e eu estremeci. Instintivamente, apertei a coxa dela.
- Então Jess... Hoje é o seu dia de sorte, sua promessa vai se cumprir. – Disse malicioso. Jess largou o copo numa mesinha que havia ao lado do sofá e me beijou com fúria. Olhei para o lado e vi um Chace todo animado saindo da sala com a tal loira e indo para o andar de cima procurar um quarto vazio. Jessica continuava a me beijar e descia a mão pela minha cintura. Eu apertava as coxas da garota e subia a mão por de baixo da blusa dela. Jessica foi passando a mão pela cintura e a colocou em cima do meu membro e começou a massageá-lo. Ah! Não! Aquilo era golpe baixo. Senti um calor começar a me invadir e eu já estava ficando mais que excitado, eu iria chamá-la pra irmos procurar um quarto, mas quando abri meus olhos sem quebrar o beijo vi dançando sensualmente com Taylor no meio da pista. Ela passava as mãos pelos cabelos e depois passava as mãos lentamente pelo corpo, conforme a batida da música, com os olhos fechados. Taylor estava de frente pra ela babando litros com a performance dela. De repente eu estava mais excitado do que quando Jess começou a me masturbar ali na sala. Eu estava apertando as coxas dela com mais velocidade e mordia seus lábios com mais freqüência.
- Hey, estamos super excitados, huh? – Jess disse ofegando. – Quer ir procurar um quarto?
- Err... Aqui ainda tá bom, eu gosto de me divertir em lugares inusitados, daqui a pouco a gente sobe ok? – Falei calmo. Jess assentiu com a cabeça e continuou a me beijar e me masturbar. Na verdade eu não queria subir por que eu estava ficando louco de ver minha prima dançando daquele jeito. Era como se ela estivesse me provocando sem ao menos saber. Lembrei-me de hoje há algumas horas, quando eu vi trocando de roupa e me lembrei das suas coxas de fora, aí que fiquei com mais tesão. Que diabos estava acontecendo comigo? Eu estou com uma ruiva maravilhosa sentada no meu colo, me provocando de todas as maneiras possíveis, mas tudo o que eu penso é que eu queria que fosse a que estivesse me tocando dessa maneira, e eu nem mesmo a suporto! Tentei fechar meus olhos e me concentrar em Jessica, mas não consegui: lá estava eu com os olhos abertos novamente, e quando olhei pra frente, estava aos beijos com Phillips, e ele estava passando as mãos pela cintura dela. O ódio me corroeu novamente, eu queria socar a cara dele e puxar pelos braços e carregá-la para um quarto e só deixá-la sair de lá quando eu estivesse plenamente satisfeito. se afastou de Taylor sorrindo e deu um selinho demorado nele, depois subiu escadas com um copo de bebida nas mãos, ela parecia meio alegre. Taylor ficou ali na sala mesmo e foi conversar com uns caras. Minha prima não estaria cogitando a idéia de conseguir um quarto para passar a noite com ele, certo? Eu sei que isso não é da minha conta, mas eu precisava verificar, partir o beijo e pude ouvir um gemido de reprovação de Jessica. Eu já nem estava mais no clima, ela já não me excitava, meu corpo queria outra pessoa e eu precisava ir atrás dela.
- Aonde você vai ? – Jessica perguntou dengosa.
- Eu preciso ir ali e já volto, me espera aqui tudo bem?
- Não demore muito, eu preciso de você pra cumprir minha promessa bonitão. – Ela me deu um selinho.
- Ok. – Dei um sorriso e me levantei. Subi as escadas e tentei abrir as portas dos quartos que havia no corredor, e todas estavam fechadas. Senti um desespero, talvez a estivesse num quarto esperando Taylor subir e... Bem, todo mundo sabe o que iria acontecer. Eu nunca pensei que ela fosse desse tipo, até porque e Taylor sempre foram melhores amigos. Também rolavam os seus “benefícios”, mas que eu saiba, eles nunca tinha feito sexo, era apenas alguns beijos e nada mais. Não sei por que a idéia de saber que e Taylor poderiam estar a fim de fazer aquilo me irritava tanto, só sei que precisava impedi-los. Continuei andando pelo corredor e abrindo as portas, e nada. Alguns casais até me xingaram, mas eu não estava nem aí. Enfim cheguei ao último quarto e lá era minha última chance de acabar com os possíveis planos da minha prima. Segurei na maçaneta da porta e pensei alguns segundos antes de abri-la. Eu não sabia ao certo porque eu estava fazendo aquilo e era errado, mas tinha uma coisa mais forte que eu que não me deixava recuar. Que se foda! Girei a maçaneta e abri a porta, e senti um alivio quando vi sentada na cama com a cabeça baixa, ela se assustou quando me viu entrando e trancando a porta.
- Tá fazendo o que aqui, ? – Ela perguntou com aquele tom irritante que eu já estava acostumado a ouvir a minha vida inteira. Ela se levantou da cama e eu fui me aproximando.
- Eu vim ver se tá tudo bem, eu notei que você tava meio alta lá em baixo, até o Phillips você beijou. – Falei com descaso. revirou os olhos.
- Eu estou muito bem e você não tem nada a ver com quem eu beijo ou deixo de beijar. Volta lá pra baixo e vai comer a ruiva no sofá como você estava fazendo. – tentou sair, mas eu bloqueei a passagem.
- Então você estava prestando atenção no que eu fazia lá em baixo, prima? –Dei um sorriso de canto.
- Se orienta Jones! Todo mundo que tem olho viu o que você estava fazendo naquele sofá. Você é tão aparecido, você gosta de chamar a atenção de todos a sua volta, chega a ser patético. – Ela deu um sorriso irônico. – E sai da minha frente que eu quero passar.
- Por que você tem sempre que ser insuportável desse jeito, hein? Você age como se ninguém a sua volta existisse, é como só o que realmente importasse é que você existe e mais ninguém. – Segurei-a pelo pulso e disse olhando dentro dos olhos dela. Eu não sei por que eu estava dizendo aquelas coisas, elas simplesmente estavam saindo. me olhava confusa.
- Do que você ta falando ? Eu... Eu acho que você bebeu demais e tá falando coisas sem sentido. – disse nervosa.
-Você sabe do que tô falando . Você tá sempre fingindo que não entende as coisas ou fugindo delas, mas no fundo você sabe que gosta. – Puxei pra mais perto de mim, colei nossos corpos e segurei forte em sua cintura. Sentir ela assim tão próxima era como se correntes elétricas corressem pelas minhas veias.
- Olha, eu realmente não tô enten...
- Do beijo. – Falei por fim, eu sabia que ela não iria falar nada sobre aquilo, não é do feitio dela dar o braço a torcer. – E das coisas que quase aconteceram naquele natal. Eu sei que você gostou.
- Eu não gostei de nada, tá legal? Você é maluco . – disse enquanto tentava se esquivar dos meus braços.
- Se você não tivesse gostado, então por que você quase fez sexo comigo, hein? – Falei nervoso. Caralho de menina complicada, custa admitir as coisas? Eu também não sou o “senhor falo tudo o que sinto”, mas eu estou tentando aqui ok?
- Porque eu estava bêbada e você também! E aquilo foi a coisa mais idiota que a gente fez. Agora me deixa sair daqui, ok? – disse nervosa, ela tentava se desvencilhar dos meus braços, mas eu era mais forte do que ela.
- Se tudo foi tão idiota, por que você esta assim tão nervosa perto de mim? Por que eu tô sentindo você se arrepiar com cada toque meu? – Fui falando e andando segurando , até cairmos em cima da cama, meu corpo sobre o dela. Notei que ela estava sensível aos meus toques e que sua respiração estava cada vez mais rápida.
- Eu... Eu não estou nervosa coisa nenhuma, Jones. Sai de cima de mim, por favor? – disse olhando dentro dos meus olhos e sua voz estava ficando mais fraca.
- Pede mais uma vez. – Falei baixinho e fui aproximando meu rosto do dela.
- Por... Favor. – Ela disse agora num tom quase inaudível, nossas bocas estavam numa proximidade perigosa. Olhei para os olhos dela, que demonstravam que ela queria aquilo tanto quanto eu, então a beijei. Nosso beijo começou lento e então foi ficando mais veloz, ela passava a língua contornando meus lábios e eu mordia seu lábio inferior. As mãos dela puxavam os cabelos da minha nuca e eu fui levantando a barra do vestido dela e apertei suas coxas. desceu as mãos pelas minhas costas e subiu a barra da minha blusa. Eu estava ficando cada vez mais excitado, sem ela ao menos me tocar. Meu corpo arrepiava com o toque dela, eu necessitava dela, eu precisava dela dentro de mim. A gente precisava terminar aquilo que começamos anos atrás, eu necessitava daquilo mais do que qualquer coisa e eu sabia que ela se sentia do mesmo jeito. desceu a mão até a minha calça e tentava abrir meu cinto, até que num impulso falei sem pensar: - Eu sabia que você queria isso tanto quanto eu. – E dei um sorriso de canto. me olhou fixamente e sua feição mudou, era como se ela tivesse caído na real e tivesse percebido o que nós estávamos prestes a fazer.
- Sai de cima de mim . – Ela me empurrou. Eu olhei confuso.
- O que tá acontecendo ?
- Sai de cima de mim! – Ela me empurrou eu sai de cima dela, sentando na cama.
- Qual é o seu problema garota? – Ela sempre tem que estragar tudo. Garota mais bipolar.
- Eu sei qual é o seu problema. – Ela se levantou e arrumou o vestido. – Sabe por que eu fui embora aquela noite? – Ela disse enquanto caminhava em direção a porta.
- Hum, me fala por que eu tô louco pra saber, pra depois eu listar os seus milhares de problemas! – Falei alterado.
- Você só me quer pra se gabar. Tudo o que você faz pra me ter é sempre por egoísmo e isso não muda nunca. – Ela me olhou nos olhos e então girou a maçaneta. Levantei da cama apressadamente e fui atrás dela, antes que ela saísse do quarto.
- Se eu sou egoísta, você não fica atrás! Dá pra você me explicar o que infernos você esta dizendo? – Falei irritado.
- Você ta sempre fodendo com a minha vida, porque você não suporta me ver feliz. Você fez papai me mudar de escola só porque eu tinha o Ethan e você não tinha nada! E você vai ser sempre assim... Não se aproxime mais de mim Jones, eu estou avisando. – parecia extremamente nervosa. Ela abriu a porta do quarto e saiu. E eu fiquei lá com cara de otário... De novo.
E todo natal que eu passo junto com ela sempre acaba do mesmo jeito: a gente se pega, ela se levanta, vai embora e eu fico com a cara de tonto. Eu não queria admitir, mas esse beijo significou ainda mais do que o nosso primeiro. E em um ponto a tinha razão, eu sou mesmo egoísta. Eu sempre queria arruinar a vida dela quando eu percebia que ela realmente gostava de alguém. Eu não conseguia vê-la se dando bem com alguém, quando eu queria que ela estivesse perto de mim. E caralho, eu tenho problemas graves, sério! Só eu mesmo pra ter algum tipo de sentimento pela minha prima. Cara... Se eu soubesse que aquele beijo iria ter tanto significado hoje, nunca teria aprontado com ela. Você é um idiota Jones... Um completo IDIOTA. Odeio conflitos internos. Saí do quarto com pressa, eu tinha que consertar as coisas antes que eu acordasse amanhã e ela não estivesse mais em casa, como da última vez: quando acordei, descobri que ela tinha ido passar o Ano Novo com na Espanha. Eu precisava consertar as coisas e tinha que ser hoje. Quando eu estava passando pelo corredor vi Chace saindo do quarto com a loira que ele estava agarrando lá em baixo.
- Iai cara, já se deu bem? – Chace perguntou contente.
- Na verdade não, eu preciso ir resolver umas coisas, depois a gente se fala cara.
- É algo com a banda? – Chace perguntou confuso.
- Não, é coisa minha mesmo. Falou cara, divirta-se aí. – Nos cumprimentamos e então fui embora.
- Até mais cara. – Chace falou.
Desci as escadas correndo e vi que Jess continuava no sofá. Ela estava dormindo, menos mal, assim ela não encheria meu saco. Quando fui passar pela porta, Shelley Pomroy veio correndo falar comigo. Só o que me faltava, a Srta. grude vir me encher.
- Hey Jones, você já vai embora? – Ela disse dengosa.
- Eu preciso ir Shelley, depois a gente se fala. – Dei de ombros e nem prestei atenção no que ela dizia. Eu tinha uma chance de fazer as coisas diferentes agora e não iria abrir mão disso.
Capítulo 4 – O Início
Saí da festa dando passos largos, puxei Taylor e o fiz me levar pra casa. Ele estava alheio a tudo o que tinha acontecido e me perguntava preocupado o que havia causado minha repentina mudança de humor. Menti dizendo que estava com dor de cabeça. Na verdade não foi tão mentira assim, já que minha cabeça estava começando a explodir. Tay engoliu minha farsa, e ficamos calados durante todo o trajeto até a casa da vovó, eu realmente não estava com vontade de falar, eu precisava absorver o que tinha acabado/aconteceria naquele quarto e com de novo. Despedi-me de Taylor com um caloroso beijo na bochecha e me desculpei por vir embora assim do nada. Como um bom amigo que Phillips é, ele apenas assentiu e disse que amanhã viria me fazer uma visita, e então desapareceu pela rua.
Cheguei ao meu quarto já tirando minhas roupas e jogando-as no chão. Vesti meu pijama quentinho e cai de costas no colchão macio da minha cama. Agora era hora da minha autoflagelação.
“Bolton - Natal de 2006”
- Eu vou cortar todo o seu cabelo se você não me soltar, idiota! – puxava o cabelo de e mantinha uma tesoura numa mecha de cabelo do garoto.
- Faça isso e eu grudo chiclete em todo seu cabelo, otária. - puxava um chumaço de cabelo dela e tinha um chiclete mastigado na outra mão, ameaçando grudá-lo no cabelo da prima.
Grace e Rachel saíram assustadas da cozinha e foram até a sala de estar. Lá depararam-se com uma situação catastrófica: e quase se atacando no sofá.
- ! Você enlouqueceu?! Largue já essa tesoura! – Rachel ordenou furiosa.
- MÃE! Esse menino é mentiroso, eu quero acabar com ele! – gritava nervosa.
- Essa garota é psicótica, tia... Ela avançou em mim do nada. – disse com a cara mais cínica, que convenceria qualquer um que não fosse sua mãe ou tia.
- , solta os cabelos da sua prima agora! Já estou cansada dessas brigas. – Grace disse brava, levando as mãos até as têmporas.
- Solta você primeiro, imbecil! – Falou , puxando mais forte o cabelo de , o que fez o mesmo gritar.
- Solta você primeiro, palhaça. Eu não tenho nada a perder se você cortar meus cabelos, até porque não me importo, agora você... Vai perder, e muito. - sorriu debochado.
- Se você grudar esse chiclete no meu cabelo, eu juro que furo seu olho. – disse entre dentes.
- Já chega, ! Se você não soltar seu primo é um mês sem cartão de crédito, sem carros, sem assistir The O.C e sem sair com a Natália. – Rachel listava os itens nos dedos enquanto falava.
- E você, , é um mês sem guitarra e ensaio com os meninos, entendeu? – Disse Grace, usando a mesma tática da irmã.
e se entre olharam e perceberam que os dois teriam que ceder. Ambos se soltaram ao mesmo tempo, pois era o óbvio que os dois eram orgulhosos demais para um ceder primeiro que o outro. Os dois ficaram parados um ao lado do outro, olhando para suas mães com cara de filhotinhos abandonados.
Grace e Rachel se olharam satisfeitas e as duas cochicharam algo, depois se viraram para seus respectivos filhos e suspiraram calmamente.
- Bem... Já estamos cansados de todo o ano vocês dois agirem desse jeito. Por Deus! Minha filha, você já tem 16 anos! E você querido, já tem 18. – Grace disse calma. e mantinham a cabeça baixa e ficaram em silêncio.
- Eu não quero saber qual foi o motivo dessa briga de vocês... Então como vocês dois não sabem se comportar como adultos por bem... Vocês irão se comportar por mal. - e olharam assustados para Grace, mas não falaram nada. – Vocês dois vão sair juntos essa noite e vão se entender. Nem tentem me enganar, pois eu sei da festa que acontecerá na casa dos Stanford. E se descobrimos que vocês não estão juntos, é castigo. – Finalizou Grace.
- Tenho certeza de que um tempo juntos mostrará que vocês têm mais em comum do que imaginam. Divirtam-se. – Rachel deu um sorriso orgulhoso. Ela e Grace fizeram um High Five e foram para a cozinha. e se olharam confusos.
- É bom eu levar essa tesoura comigo, é possível que eu corte meus pulsos nessa noite insuportável que terei que passar com você. – disse com desprezo e deu de ombros.
- É um favor que você faz a mim e a humanidade. - finalizou.
Mais tarde, na festa de Polly Stanford...
bebeu mais Hi Fi do que tinha imaginado e já estava “alegre”. Ela se afastou das amigas e foi até o banheiro que ficava no segundo andar da casa, saindo com tanta pressa que não ouviu Polly dizer que a fechadura da porta do banheiro dela estava com problemas e que só podia ser aberta por fora.
estava na cozinha bebendo todos os tipos de bebidas que existiam na festa quando sentiu sua bexiga doer, então correu para o segundo andar para usar o banheiro. No entanto, todos quartos estavam ocupados, com exceção do último quarto do corredor, que se encontrava apenas com a porta encostada. abriu a porta e percebeu que não havia ninguém no quarto, então foi até o banheiro e fechou a porta, mas quando olhou para frente teve uma “surpresa”.
- Puta que pariu! A gente não tinha combinado de não se ver essa noite? - Disse meio tonta, sentada em cima da tampa da privada.
- Para de ser convencida que eu não vim aqui porque sabia que você estava aqui. Vou dar o fora desse banheiro. – tentou girar a maçaneta, mas ela estava emperrada e não abria. De repente ele sentiu um frio na barriga.
-Oh! Não! Você quebrou a porra da fechadura?! Eu tô trancada aqui com você? - A garota questionou assustada, se levantando bruscamente da privada e indo em direção à porta, onde bateu sem parar.
- Hey! Eu tô tão nervoso quanto você e não adianta bater nessa porta que ninguém vai te ouvir, ô maluca. – disse segurando os braços da prima.
- Me larga! Isso é tudo culpa sua, vo... Você faz da minha vida esse inferno. – falava gaguejando.
- Olha aqui garota... Isso não tá sendo nada legal pra mim também, ok? Quer arrebentar as mãos de tanto bater nessa droga de porta? Então a porra do problema é todo seu. E dá licença que eu vou mijar que eu ganho muito mais. – disse alterado e caminhou até o vaso sanitário.
- Droga! – disse encostando a cabeça na porta e então fechou os olhos, enquanto urinava. Ela estava meio zonza por causa das bebidas e de repente lhe faltava o ar. A garota tinha claustrofobia, lágrimas grossas começaram a cair pelo seu rosto e ela se encostou à parede e foi deslizando até o chão, até cair sentada. , que lavava as mãos, viu que a prima não estava bem, e se agachou perto da mesma rapidamente.
-, você esta bem? –O garoto perguntou preocupado e passou as mãos delicadamente pelo rosto da mesma.
-Eu... Eu sou claustrofóbica, . Eu não consigo ficar em lugares assim fechados, me... me tira daqui, por favor. – dizia desesperada em meio a soluços e lágrimas.
- Hey, vai ficar tudo bem, ok? Eu vou tirar você daqui. – se sentou ao lado dela e segurou forte a mão da prima. Ele estava ficando nervoso de ver ter uma crise, ele só queria fazer de tudo para ajudá-la, mas não sabia exatamente o que fazer. – Só fecha os olhos e respira fundo, eu estou aqui.
- , vai ficar tudo bem, certo? – dizia com os olhos fechados e respirava calmamente como havia pedido pra ela fazer.
- Vai sim. Eu vou tentar girar a maçaneta de novo e ver se consigo tirar a gente daqui. – estava se levantando, mas sentiu apertar a sua mão com força. Ele olhou confuso para a prima, que ainda mantinha os olhos fechados. – Não solta a minha mão, . Fica aqui comigo.
- Ok. Eu estou aqui com você. – Ele falou calmo. olhou para o rosto de e viu que ela deu um sorriso calmo. Ele achou aquele sorriso o mais perfeito. nunca havia sorrido daquele jeito sincero para ele desde quando eram pequenos. Ele sentiu uma coisa estranha no estômago.
- Por que você disse a diretora que eu estava me amassando com o Ethan no lago atrás da escola, ? – abriu os olhos e perguntou curiosa. não conseguiu olhá-la nos olhos e fitou o chão.
- ... Eu... Eu realmente não sei. – Foi a única coisa que o garoto conseguiu dizer, ele parecia sem graça.
- Olha, eu sei que nós sempre tivemos nossas diferenças, mas eu nunca tinha pegado pesado assim com você e você sabe que o papai me mandou para uma escola só de meninas por culpa dessa historia que você inventou, não sabe? – disse tensa.
- Eu sei disso. E eu fui realmente um idiota, mas depois eu confessei pra irmã Enerstine que era mentira e então ela falou com o tio Sthepen, e agora você esta de volta a Saint´s Peter School, certo? – mordeu o lábio inferior e assentiu. deu um sorriso fraco para a prima. Ele realmente estava se sentindo culpado pelo o que havia feito. – Me desculpe por ter feito você mudar de escola por um ano e obrigado por você não ter contado pra ninguém que eu fiz isso.
- Tá tudo bem. Eu só queria picotar seu cabelo com aquela tesoura e furar seu olho, mas já fiquei satisfeita por ter quebrado sua guitarra favorita. – Ela deu um sorrisinho tímido. – E obrigada por não ter contado a ninguém sobre a guitarra.
- Acho que estamos quites, certo? Ninguém precisa saber dos nossos erros e eu prometi pra mim mesmo que depois dessa coisa que eu aprontei sobre o “amasso”, eu nunca mais iria aprontar com você. – fez carinho com seu polegar na mão de e ele sorriu fraco.
- Até porque já foi o suficiente me tirar da escola, né? Você ficou seu último ano letivo sem me aturar e agora que você já se formou e eu estou de volta, não posso mais fazer da sua vida um inferno. - deu um sorriso forçado, era como se ela sentisse falta do ano que perdeu na escola. E, no fundo, ela sabia que também sentiria a falta de na escola, já que ele havia se formado.
- Eu senti falta das nossas travessuras, acredite. E eu realmente não sabia que o tio Sthepen seria tão duro com você. – fitava o chão e pensava se por acaso ele estaria ficando maluco, por ter acabado de dizer à prima que sentiu saudades dela.
- Papai é ciumento, por ele eu só arrumaria um namorado quando tivesse 30 anos... E por incrível que pareça, eu também senti falta das nossas brigas. – Ela disse sem graça.
- Estamos tendo um momento de revelações aqui, huh? Eu sei que você sentia minha falta como você estava sentindo falta de ar quando ficamos trancados aqui. – deu um sorriso pretensioso.
- Você é um idiota, . – rolou os olhos e começou a fazer cócegas na barriga do primo. começou a gargalhar e se contorcer. – Para com isso , eu tô ficando sem ar.
- Eu não me importo. – disse divertida e continuou a fazer cócegas no primo, que se desequilibrou e por impulso puxou o braço de , que caiu sobre ele. Os dois se olharam fixamente e o sorriso sumiu de seus rostos. O coração deles batia acelerado, era possível as batidas tornarem-se uma só. colocou uma mecha de cabelo de atrás da orelha dela e seu rosto foi se aproximando mais do dela, ficou tão próxima de que ela podia sentir seu hálito quente. Ela deslizou os dedos pequenos e finos pela pele macia do rosto dele, puxou a garota delicadamente pelo pescoço e então sugou o lábio superior dela com vontade. O beijo dos dois começou delicadamente, mas depois foi se tornando intenso, logo a língua deles se encontrava em perfeita sincronia. se sentou no chão e continuava sentada no colo dele. Ele descia as mãos pela cintura perfeitamente desenhada dela e parou as mãos nas coxas da garota, e então partiu o beijo por uns segundos. Era como se ele pedisse permissão pra ir adiante, afinal aquela não era uma garota qualquer, era , a sua prima, eles nunca haviam se dado bem e nem ao menos se tocado, ele devia todo o respeito a ela. deu um sorriso tímido como resposta, dizendo que ele podia ir adiante. mordeu o próprio lábio inferior e então começou a deslizar as mãos pelas coxas de e apertá-las com vontade. tomou um impulso e se levantou do chão, segurando no colo, e então a colocou sentada em cima do grande balcão que havia na pia do banheiro. Ele ficou parado no meio das pernas de e continuava a beijá-la com desejo, até que partiu o beijo.
- O... O que estamos fazendo, ? – A voz dela saiu tão baixa que, se não estivesse tão próximo a ela, não ouviria.
- Eu não sei. – Ele disse passando a ponta do nariz na ponta do nariz dela.
- Isso parece errado. – disse com os olhos fechados e puxando levemente os cabelos da nuca de , o que o fez gemer baixo. - Mas também me parece certo. Você quer parar? – se amaldiçoou por ter feito aquela pergunta, vai que não quisesse mais continuar? Ele não saberia se teria outro momento daquele com ela novamente.
- Não. – Foi a única coisa que conseguiu dizer.
O beijo agora estava mais feroz: contornava os lábios de com a língua, enquanto ele enrolava a barra do vestido dela e apertava a parte inferior das coxas dela. deu um gemido baixo e sorriu satisfeito com aquilo. Ele passou a distribuir chupadas pelo pescoço dela e ela desceu as mãos vagarosamente pelas costas de dele, colocando as mãos dentro do bolso de trás da calça jeans de e apertando com vontade a bunda dele. em seguida pressionou o membro rígido dele contra a sua intimidade, agora foi a vez de gemer. Eles voltaram a se beijar e sentiu que seu coração disparava a cada toque de . Ela nunca tinha sentido isso por ninguém, aquele sentimento era mais forte do que ela sentiu por Ethan, sua primeira paixão. Aquilo de certa forma começou a assustá-la, até porque aquele que estava ali fazendo-a sentir aquele prazer sem ao menos penetrá-la e sentir sentimentos desconhecidos era nada mais que , seu primo galinha que foi capaz de fazê-la ser expulsa do colégio. Ele não se importava com ela e meninas para ele não faziam falta, ela não estava fazendo-o sentir aqueles sentimentos novos como ele estava fazendo com ela, ela era apenas mais uma. Ela tentou parar com aqueles sentimentos pessimistas e curtir mais o momento.
estava sentindo aquela sensação estranha no estômago, e ele já tinha sentido isso quando viu o sorrir para ele a segundos atrás. Embora, ele já tivesse ido pra cama com muitas meninas, ele nunca tinha sentido aquela sensação com ninguém. era a primeira garota que fazia ele se sentir bem apenas com um sorriso. Aquela sensação o assustava, mas ele não queria deixar de senti-la. Ele levou a mão até a barra da calcinha de e estava pronto para abaixá-la, ele precisava estar dentro dela, nunca tinha desejado nenhuma outra garota assim como ela. No entanto, foi interrompido pela mão da garota censurando-o.
realmente tentou afastar os pensamentos negativos, mas ela não conseguia, ela tinha que pensar nas conseqüências. Ela era virgem, estava sentindo aquele conforto no estômago que só Ethan, que foi o garoto que ela mais gostou em toda sua vida, a fez sentir, e quem estava fazendo-a se sentir mil vezes melhor que seu ex era , seu primo egoísta e galinha. Ela não podia se deixar levar por apenas uma noite, ela sabia que no fundo iria querer muito mais e ela e simplesmente não podiam dar continuidade àquilo, porque eles eram primos e se odiavam. Ela não era suficientemente corajosa para se arriscar daquela maneira então, quando sentiu que a mão dele estava prestes a tirar sua calcinha, ela o impediu, por mais que seu corpo gritasse o contrário. mantinha uma expressão confusa.
- , a gente não pode continuar com isso. – Ela disse assustada enquanto descia do balcão e arrumava o vestido.
- Eu pensei que estivesse tudo bem pra você, se eu passei dos limites me... Me desculpe...Sério... Eu... – impediu que terminasse de falar, colando o dedo indicador nos lábios dele.
- Você não tem culpa de nada, ok? Eu também te beijei, eu só acho que isso não pode acontecer de novo, . – disse aflita.
- Eu não sei o que aconteceu aqui hoje, mas o que eu posso dizer é que não me arrependo. A gente precisa conversar sobre isso. - segurou o pulso de com delicadeza.
- Depois, ok? Eu realmente preciso sair daqui, porque tô passando mal de novo e eu vou começar a surtar. – falava freneticamente, pois já estava ficando nervosa e sabia que se continuasse mais um segundo sozinha naquele banheiro com , ela não sairia de lá virgem. Ela ouviu a porta do quarto sendo aberta e então sentiu um alívio, alguém poderia abrir a porta do banheiro e ela sairia de lá intacta. – Polly, é você? – gritou.
- ?! Tá presa no banheiro né? – A garota gritou do outro lado. – Eu tentei avisar, espera aí que já abro.
- Ok, amor. – .
- , eu tô confuso, você se arrependeu da gente ter se beijado? – perguntou aflito.
- Não. Olha , eu juro que a gente conversa amanhã, ok? Eu preciso ir pra casa agora e vou pedir pra Polly me levar. – Disse tentando girar a maçaneta compulsivamente. continuava mais confuso que tudo.
- Promete que amanhã a gente conversa sobre isso? – levou as mãos até o rosto da garota.
– Sim, eu prometo. – Ela passou a mão direita no rosto dele.
- , se afasta da porta. – Disse Polly. se afastou e então Polly abriu a porta com força. – Tá salva, . Nossa! Não sabia que o estava preso com você. – Polly falou surpresa.
- É uma longa história. Vamos. – saiu puxando Polly, que estava bêbada demais pra desconfiar de algo, pelo braço. deu uma olhada de canto para , que indicou que depois eles conversariam, e então ela saiu do quarto.
Lembrar daquela noite era realmente estranho. É engraçado como algumas coisas do passado voltam com tanta intensidade depois de algum tempo. Odeio conflitos internos. Eu jurei pra mim mesma que não ficaria sozinha em um quarto com o de novo, mas parece que juras não são o suficiente para mim. Uma coisa me diz que dessa vez não tem como eu escapar. A gente pode até correr, mas não podemos nos esconder para sempre. Meus olhos estavam começando a ficar pesados, mas antes de adormecer eu posso jurar que ouvi batidas na porta do meu quarto. Ou será que foi apenas minha consciência?
~*~
’s pov on
Subi as escadas correndo e lá estava eu parado em frente à porta do quarto de . Girei a maçaneta, mas a porta estava trancada, então bati algumas vezes e não obtive nenhuma resposta, ela deveria estar dormindo. Caminhei derrotado para o meu quarto e me joguei na cama. Eu estava tão perdido nos acontecimentos daquela noite que nem sabia ao menos o que falaria para ela se caso ela abrisse a porta. Desculpar-me talvez? Eu não iria me desculpar pela porra do beijo, não iria mesmo. Ela gostou daquilo do mesmo jeito que eu gostei, então não há motivos para me desculpar, mas depois me lembrei que ela estava curtindo até eu abrir minha boca no momento errado. Então ela veio com a história da expulsão do colégio. Realmente eu tinha sido um babaca por ter feito ela se mudar de escola, mas eu tinha consertado aquilo antes e me desculpado também, talvez ela ainda estivesse magoada com aquilo... Talvez ela não confiasse em mim e nem nas minhas desculpas, e vendo a situação pelo mesmo ângulo que ela, nem eu confiaria em mim mesmo.
“Londres -2004”
estava sentado na fonte que ficava no pátio do colégio, fumando seu cigarro discretamente, quando viu passando desconfiadamente por ali e indo para trás do colégio. observou atentamente os passos da prima e a seguiu até o lago que ficava atrás do colégio. Ele se escondeu atrás de uma árvore e viu Ethan Nolan dando um selinho demorado em . Aquela cena realmente o perturbou, ver a prima tão contente com Ethan. Ele nem ao menos sabia que ela tinha alguém, já que ela sempre foi discreta e na escola não era permitido aquele tipo de comportamento, pois Saint´s Peter School era uma escola católica, meninos só estudavam com meninos e meninas só com meninas - a escola era muito rígida.
se enfureceu ainda mais quando viu que Ethan colocou um anel de prata no dedo da garota e ela transbordava de felicidade. naquele momento sentiu que, se ele não fizesse nada a respeito, ele perderia de algum jeito. Ele não sabia o que aqueles sentimentos significavam, a única coisa que ele sabia era que e Ethan Nolan não poderiam ficar juntos. Então decidiu sair daquele lugar e pensar numa idéia de acabar com aquela cena romântica dos dois. estava caminhando em direção à fonte quando deu de cara com a irmã Judith, no mesmo momento surgiu uma idéia em sua cabeça.
- O que esta fazendo fora da classe, ? – Irmã Judith perguntou daquele jeito severo. fez cara de inocente.
- Perdoe-me, irmã Judith, eu estava vindo da biblioteca e acabei de lembrar que esqueci meus livros no armário. – sorriu cinicamente. – E se a irmã me permite dizer algo, tem um casal de namorados atrás da escola em uma situação... Digamos que embaraçosa. – Judith arregalou os olhos e fez o sinal da cruz.
- Obrigada meu filho, vou dar um jeito nisso. Você volte para a sua classe agora. – Judith passou as mãos pelos ombros de , que sorriu satisfeito.
Faltavam alguns dias para terminar o último semestre, então ficou sabendo que no ano seguinte não estudaria mais em Saint´s Peter, devido a sua idéia mirabolante. No final das contas... Sentiu-se péssimo por sua atitude.
Aquela foi a idéia mais ridícula que eu já tive, mas não adianta me lamentar pelo o que aconteceu, e sim correr atrás do prejuízo. Amanhã eu daria um jeito nessa situação, e mesmo que ela tentasse fugir, dessa vez eu estava disposto a impedi-la, eu precisava saber o que realmente sinto por ela... Pela minha prima insuportável.
Capítulo 5 - Assim é bem melhor.
’s pov on
Olhei pela janela do meu quarto e notei o céu cinzento, nevava lá fora e aqui era o lugar onde eu queria estar.
Eu não queria fugir dessa vez, na verdade eu queria, mas só não sabia se era o correto. Eu sei que as coisas saíram do controle novamente entre mim e na outra noite, mas eu não queria ir embora dessa vez. Ele fez errado ao me beijar, mas eu retribui o beijo e se eu retribui é porque eu tinha gostado, e me odeio por ter que admitir isso. Talvez fosse apenas coisa de momento e isso não vai voltar a acontecer, não vai se aproximar de mim outra vez.
Tomei um banho quente e estava saindo do meu quarto para tomar café, quando dou de cara com , que acabava de sair de seu quarto. A tensão foi grande, ele me olhava como se quisesse dizer algo, mas vovó apareceu no corredor e nos levou para tomar café, segundo ela nós dormíamos mais do que pessoas normais deveriam, e eu sorrimos.
Era dia vinte e cinco de dezembro, era natal oficialmente, então todos almoçamos juntos e depois do almoço sempre tinha as conversas de família. Mamãe, vovó e tia Grace adoravam comentar sobre os acontecimentos da véspera de natal, papai e tio Spencer falavam sobre futebol e eu e ... Bem, sorríamos cordialmente quando alguém nos perguntava alguma coisa e nos olhávamos de esguelha, era claro que o clima entre nós estava pesado. Eu tinha medo de ficar sozinha com ele, eu tinha medo do que poderia acontecer.
- Gente, se vocês me dão licença, eu vou subir e tomar um banho. disse se levantando do sofá e me olhando de canto.
- Vai sair, filho? – Tia Grace falou com como se ele tivesse sete anos de idade. Ele pareceu envergonhado, e eu tentei segurar um sorriso.
- Vou dar um volta, mãe.
- Vai ver as antigas namoradas, né, filhão? – Tio Spencer disse orgulhoso e sorriu pretensioso, galinha idiota. Homens só pensam em peitos. – Talvez, pai.
- Parem de encher o menino de perguntas e deixem-no tomar banho. – Vovó disse irritada. Eu amo o temperamento da vovó. – Obrigado, vovó. caminhou em direção a vovó e depositou um beijo em sua testa, e então desapareceu pela sala, vovó sorriu levemente.
- E você, meu amor, não vai sair hoje? – Mamãe perguntou se sentando ao meu lado e deu um beijo em minha bochecha. – Por que não sai com , ? – Ótimo, tia Grace, vou sair com o garoto que quase fiz sexo ontem e que supostamente é meu primo e seu filho.
- Não me sinto bem, tia. Acho que vou ficar gripada, quero ficar quietinha em casa hoje, apenas com meu moletom da GAP. – Hey, eu não estava mentindo! Eu realmente acordei gripada.
- Que pena, meu amor.
- É bom que você não saia, filha, tem uma surpresa chegando pra você. - Papai disse contente.
- Own... Eu amo surpresas, papai! Qual é o presente? – Falei batendo palminhas de ansiedade.
- Surpresa não se conta, filha. – A campanhia tocou e por um instante eu achei que minha surpresa poderia está chegando. Papai se levantou do sofá e foi atender a porta. Eu o ouvi agradecer a pessoa que estava ali e logo fechou a porta, quando ele retornou eu quase tive um treco.
- Esta é sua surpresa, filha. – Papai estava segurando um filhotinho de West highland White Terrier enrolado num cobertor rosa, era o filhote mais lindo que já vi em toda minha vida. Levantei do sofá correndo e abracei papai e meu filhotinho de uma só vez. – Papai! Muito obrigada, eu nem sei o que falar. Own, você é a coisa mais linda que eu já vi. – Peguei meu filhote no colo e o abracei com cuidado, tinha medo de machucá-lo.
- Você merece, filha, nós já tínhamos pensando nesse presente há muito tempo. – Papai se sentou ao meu lado.
- Só estávamos esperando ela desmamar e completar um mês. – Mamãe fez carinho na cabeça do meu filhotinho, que mordia meus dedos com seus dentes fininhos.
- Qual vai ser o nome? – Boa pergunta, Tio Spencer.
- Bem... Pelo o que eu vejo ela é fêmea. – Me certifiquei antes de falar. – O nome dela será Paris.
- Hum, como a socialite. Amanhã trate de comprar acessórios dignos de uma cadelinha de madame para Paris, com esse nome ela precisa brilhar. – Tia Grace disse divertida.
- Não deu tempo de comprar as coisinhas dela, então amanha você vai ao pet shop e compra, querida. – Mamãe disse enquanto brincava com Paris, minha filha. Chame-me de louca mais eu amo animais e Paris será como minha cria.
- Tá tudo bem, mamãe, amanhã vou à cidade e compro tudo o que ela precisa.
- Bem, todas já conheceram a nova integrante da família, o que acham de cookies quentinhos? – Vovó se levantou e fez carinho na cabeça de Paris.
- Eu acho uma boa idéia. – Mamãe e tia Grace disseram em uníssono. – Então venham me ajudar. – Vovó deu de ombros e foi para cozinha, tia Grace e mamãe a seguiram.
- O que acha de tomar algumas cervejas, Sthepen? – Tio Spencer disse se levantando do sofá.
– Não tem idéia melhor. – Papai se levantou do sofá e seguiu Tio Sthepen até a porta. – Espero que você tenha gostado da Paris, querida.
- Eu amei, papai, obrigada. – Disse sincera e papai deu um sorriso. Estava brincando com a minha cadelinha no sofá quando vi aquele sorriso perfeito tomar conta da sala, Taylor estava ali.
’s pov on
Senti-me estranhamente aliviado ao acordar e dar de cara com . Pensei que quando acordasse ela não estaria ali como no Natal passado, mas dessa vez ela não tinha fugido. Durante o dia todo não tivemos uma oportunidade de conversarmos sobre a noite passada, eu tinha que me desculpar, mas na hora certa. Eu amo ficar com a minha família, mas já estava ficando agoniado de ficar ali dentro. Eu precisava sair e pensar, e podia pensar tranquilamente já que eu sabia que não iria a lugar nenhum. Então resolvi subir para o meu quarto e tomar um banho, iria a um pub que eu costumava freqüentar quando vinha passar minhas férias em Bolton. Terminei de tomar meu banho, me arrumei e quando estava saindo ouvi uma voz enjoada vindo da sala de estar, só podia ser o metido do Taylor Phillips, será que esse cara não dá um tempo? Desci as escadas devagar, eu queria ouvir do que ele e minha prima tanto riam. Pude ouvir um latido, o panaca tinha trazido um cachorro pra casa da vovó?
- Qual é o nome dela,
- Paris .
- Hum, nome bonito, mais ficaria melhor se fosse Paris Phillips, o que você acha? – Puta que pariu, será que o Taylor poderia ser mais gay?
- Vamos ver se a Paris concorda... Você concordar, meu amor? – (Latidos) – Toma, trouxa, nem a cachorrinha gosta de você.
- Acho que ela não gostou muito da idéia, .
- Acho que ela não curtiu o Phillips.
Eu tive que rir, sabia que Taylor tinha uma grande tendência a ser bicha, mas nem tanto. Ele é tão trouxa que nem a cachorrinha gosta dele. Passei rápido pelo corredor e bati a porta, suportar o Taylor e suas imbecilidades dentro da casa da vovó era demais.
Dirigi até o meu Pub favorito em Bolton e me sentei num banco que tinha em frente ao balcão. As pessoas que estavam lá não me reconheceram, então eu poderia ficar sossegado no meu canto tomando a minha cerveja. Pedi uma Heineken e tomava sossegadamente até olhar para a porta do bar e da de cara com Shelley Pomroy. Sorri de canto e ela sorriu timidamente, ela era muito gostosa e toda vez que eu vinha pra Bolton ela sempre queria se aproximar, mas eu me esquivava, Shelley sabia ser grudenta e eu não tolero esse tipo de garota. Ela mexia no celular freneticamente e cumprimentou algumas pessoas que estavam por ali. Voltei a olhar para frente e a assistir ao jogo do Manchester que passava na enorme TV de plasma, quando senti alguém se sentar ao meu lado, era nada mais do que Shelley Pomroy. Dei um gole na minha cerveja e sorri para ela, que mordeu o lábio inferior. Provocar as garotas é um dom que eu tenho, não sou convencido, apenas sincero.
- Hey, , como você está?
- Bem, e você, Shelley? – Encostei um cotovelo em cima do balcão e comecei a brincar com o emblema da garrafa da cerveja.
- Bem também, será que eu posso assistir ao jogo do Manchester aqui com você? – Shelley parecia na dela. Estranhei, pois ela sempre foi tão acelerada e vulgar comigo. - Ah! Claro, eu não sabia que você gostava de futebol.
- Eu não gosto, mas o Manchester é meu time e a companhia também ajuda. – Ela sorriu e eu realmente estava mudando meus conceitos sobre a Shelley, ela parecia menos burra e mais interessante, então por que não aproveitar a companhia, certo? – Por mim tudo bem.
Shelley e eu assistimos ao jogo e tomamos algumas cervejas juntos, ela realmente estava diferente, pois pra eu curtir a companhia dela... Dude, eu pensei que nunca falaria isso. Olhei no relógio e já estava ficando tarde, se eu não fosse pra casa talvez não pegasse a acordada e eu precisava resolver esse assunto hoje.
- Eu preciso ir. – Falamos juntos e sorrimos também.
- Bem... Te vejo por aí? – Shelley perguntou, enquanto eu pagava a conta.
- Sim, gostei da sua companhia. – As bochechas de Shelley coraram.
– Eu sempre gostei da sua, . - Shelley sorriu e deu de ombros. Ela tava me dando bola. Por que não dar um pouco do que ela quer, huh?
– Hey, Shelley. – Chamei e ela ficou na minha frente, puxei seu pescoço e suguei seu lábio inferior delicadamente. – Te vejo por aí. – Dei de ombros e caminhei até o meu carro.
- Hey, ! – Olhei para ela e Shelley parecia realmente contente com aquele quase beijo. Garotas. – Agradeça a , mais uma vez por mim. – Estranhei, como assim agradecer a ? – Pelo o quê?
- Ela já sabe o motivo. – Shelley sorriu maliciosamente e entrou em seu carro. Fiquei intrigado, o que tinha feito para ajudar Shelley? Talvez eu descubra quando chegar em casa, ou não.
~*~
As luzes da casa da vovó já estavam todas apagadas. Droga, todo mundo já devia ter ido dormir, inclusive a . Quanto mais eu quero resolver as coisas, mais tudo se complica. Fui para o meu quarto e notei que em cima do criado mudo tinha um prato com cookies e um copo de leite e ao lado um bilhete. Nem precisava ler o bilhete pra saber de quem era, é engraçado como a mamãe ainda faz as mesmas coisas que fazia quando eu tinha oito anos. Minha mãe é demais.
Que pena que os cookies não estão quentinhos agora como você gosta, mas eu separei esses especialmente pra você.
Te amo filho. Xx
Peguei um cookie do prato e comi enquanto trocava a minha calça jeans por uma de moletom, liguei a TV e já estava pronto pra me deitar quando percebo uma bolinha branca correndo pelo quarto e vindo em minha direção.
- Hey, linda, você tá fugindo, huh? – Peguei aquela cadelinha que mais parecia um lobinho branco no colo e ela lambia minha bochecha freneticamente. - Sua dona sabe que você está aqui? – Antes deu terminar minha fala dei de cara com uma muito sem graça na porta do meu quarto.
- Desculpa, a Paris é terrível, ela saiu do quarto sem eu perceber.
- Tá tudo bem, filhotes são assim mesmo. – Nem precisei ir até a montanha que ela veio até mim. Vou me lembrar de comprar um brinquedinho como agradecimento para Paris depois. A cachorrinha não parava de me lamber, olhava maravilhada.
- Ela realmente gosta de você, o Taylor esteve aqui mais cedo e ela não parou de latir um minuto. – Porque até a cachorra sabe que ele é idiota, só você que não.
- Talvez, ela saiba o que é realmente bom. rolou os olhos e se aproximou de mim.
– Vem, Paris, vamos dormir. – Paris pulou do meu colo e caiu em cima da minha cama e então deitou bem no meu travesseiro, cachorrinha esperta.
- Acho que ela não quer ir. – Sentei-me na cama, peguei Paris no colo e comecei a fazer carinho em sua cabeça.
- Essa cachorra é bem atrevida, mal chega e já me dá trabalho. – cruzou os braços e olhou Paris de um jeito encantador, aquilo me fez sorrir.
– Deixa ela dormir aqui, não tem problema.
- Nem pensar, é o primeiro dia dela comigo, ela tem que dormir comigo. pegou Paris no colo e deu de ombros. Aquele era o momento certo de se desculpar.
- .
- Huh? – Ela parou em frente a da porta do quarto. – Me desculpe por ontem, eu prometo que não vai acontecer de novo. – Não prometa coisas que você não tem certeza, .
- Me desculpa também... – O quê? Ela se desculpando, isso é inédito. Olhei incrédulo. mordeu o lábio inferior e parecia estar buscando as palavras certas a dizer. - ...Por eu ter ido embora da outra vez e não ter dado nenhuma explicação e por ter te beijado.
- Tá tudo bem, isso são águas passadas, certo? – Puta que pariu! Eu não acredito que ela estava se desculpando por ter ido embora, isso pode parecer gay, mas eu sempre quis saber o motivo dela ter ido embora repentinamente e por mais que eu ainda não soubesse o motivo, a desculpa me pareceu o suficiente naquele momento. assentiu, ela estava saindo do quarto e de repente olhou pra TV e seus olhos brilhavam. Estava começando Esqueceram de Mim e esse filme era o nosso favorito desde criança.
– Putz! Esqueceram de mim, eu necessito ver esse filme.
- Eu sei disso. – sorri. – Quer assistir aqui comigo? – Ela me olhou pensativa e eu queria muito que ela dissesse sim. Não é como se eu fosse estuprá-la ou coisa assim. – É só um filme, , eu não vou ter agarrar ou coisa do tipo.
- Ok. – sorriu de canto e caminhou até minha cama enquanto eu levantava o grosso edredom que estava sobre a cama. Ela se sentou e deitou Paris entre nós dois, peguei o prato de cookies e ofereci pra ela. Então assistimos ao filme e demos muitas gargalhadas como fazíamos, quando éramos mais novos. Pela primeira vez depois de muito tempo, e eu estávamos nos dando bem. Era confortável ficar perto dela e mesmo que a atração que eu sentia por ela estivesse mais aflorada agora, minha vontade era de beijá-la, era de sentir o calor daquele corpo perfeito, eu não queria estragar aquele momento, era tudo melhor assim.
O filme acabou e estava passando os créditos finais, olhei para o lado e estava dormindo. Ela parecia tão inofensiva sem aquela armadura de garota fria. Man, eu estava totalmente fodido, pois tomar algumas cervejas com a Shelley foi agradável, mas nem se compara com o que estou sentindo agora. Eu poderia fazer qualquer coisa com a garota mais linda, mas quando a chegasse ninguém mais iria importar. Por que será que tudo com ela é sempre melhor?
Continua...
N/A: Hey divas! Obrigado por gostaram de TSS e comentarem. Continuem
lendo,muitas coisas estão por vim (:
Beijones see ya
Twitter: @DivadoDanny