The Cousin Party
Por: Kika Machado.
Beta-Reader: Dani P.


Prólogo

- Não tenho tempo pra isso! Você tem noção do que acabou de falar, mãe? – perguntei com os olhos arregalados e ficando mais vermelha.
- O que tem? – ela perguntou com certo desdém.
- Mãe, pensa! – falei segurando o rosto dela.

Não sei como ela conseguiu esconder isso de mim esses longos 17 anos da minha vida, e agora, no momento mais importante dela, ficar nessa calma toda. Juro que não entendo.



Capitulo 1 - “And I'm dreaming so much, but I don't ever wanna stop, don't wake me up”

Você deve estar me achando maluca, mas vai mudar de idéia, aposto.
Tudo começou em uma quinta feira normal, eu estava à noite em casa mexendo tranquilamente em meu computador tão querido.
Ah, meu nome é , tenho muitas amigas, moro em , mas, desde que me entendo por gente, sonho em ir para Londres. É o lugar que eu mais amo na terra, e que sonho o tempo inteiro, mas isso tudo não importa agora. O mais importante no momento é: Sou viciada em McFLY minha banda preferida, meus ídolos, razões do meu viver. Ok, sem exageros... Mas sim, sou muito fã deles.

Eu estava abrindo meu Twitter, quando senti que alguém havia entrado em meu quarto.
Quando a pessoa se aproximou, o Twitter já estava aberto com vários tweets da Debbie e de mais alguém falando alguma coisa com o nome “Debbie Fletcher”.
- Debbie Fletcher? Você a conhece de onde ? – minha mãe perguntou logo atrás de mim
- Como assim “Debbie Fletcher”? – perguntei ainda olhando pra tela do computador
- Ué , a Debbie! – minha mãe respondeu lendo o que ela havia postado
- Mãe, que historia é essa de “ué , a Debbie” e principalmente nessa tranqüilidade? Você bebeu? – perguntei agora virada pra ela. Eu estava realmente preocupada, minha mãe devia ter fumado ou bebido horrores para ter dito isso.
- , somos primas. Muito distantes, mas temos certo parentesco, mas, além disso, somos muito amigas, desde que ela se mudou para Londres,”mas continuamos nos falando por e-mail e muito raramente por telefone” – minha mãe falou, indo em direção a minha cama. Acho que essa ia ser uma longa conversa.
- VOCE É MALUCA? – gritei.
- Filha, desculpa, mas eu não podia contar... – disse ela.
- Como você esconde de mim que a Debbie Fletcher é minha tia, sei lá, isso quer dizer, ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus! – falei em desespero. Quando parei pra pensar, não saiam outras palavras da minha boca. Não era possível, tinha alguma coisa errada nisso tudo. Eu, , era prima de Tom Fletcher?
- Respira e passa uma água no rosto, você está vermelha. – avisou-me minha mãe. Esqueci de falar que fico vermelha quando estou nervosa, ou com frio, calor, vergonha... Ou seja, fico vermelha com tudo. E acho um charme, já que eu sou morena, com cabelos longos, lisos e pretos, muito pretos. Acaba chamando atenção.
- Não tenho tempo pra isso! Você tem noção do que acabou de falar, mãe? – perguntei com os olhos arregalados e ficando mais vermelha.
- O que tem? – ela perguntou com certo desdém.
- Mãe, pensa! – falei segurando o rosto dela – A Debbie tem filhos, certo? .
- Aham! O Thomas e a Carrie – respondeu ela.
- Repete o primeiro nome e coloca o sobrenome nele – Falei calmamente, respirando mais fundo, se não eu ia ter um ataque do coração.
- Thomas Fletcher – repetiu ela.
- Isso te lembra alguma coisa? - Perguntei ironicamente.
- Mentira que é o Tom do McFly! – ela falou abrindo a boca.
- Finalmente hein! – falei levantando as mãos para comemorar! – Como você escondeu isso mãe, tem noção do que acabou de acontecer?
- Então filha, acho que nós temos muita coisa pra conversar! – minha mãe disse.
- Você acha mesmo? – perguntei ironicamente e ri em seguida balançando a cabeça negativamente.
- É sério, ! Você vai gostar da noticia! – ela disse.
- Há, vai dizer que eu sou casada com o ? – falei sendo repreendida pela minha mãe pelo olhar. O olhar dela é assustador de vez em quando...
- To brincando, mãe! – falei rindo da cara que ela fez. – Ok, vamos conversar.
Pulei na cama ao lado dela.
- Começa do inicio – eu pedi.
- Então... Eu e a Debbie somos primas muito distantes, e antes que você pergunte “por que eu não tenho Fletcher no meu sobrenome? Eu gosto desse sobrenome”, é porque é distante, e eu achei melhor “afastar” você, pelo menos em quanto eu pudesse.
- Cara, não tem sentido isso! O que tem demais eu saber que meu primo é mundialmente famoso e mora na cidade dos meus sonhos? – perguntei como se fosse à coisa mais normal do mundo.
- Exatamente por isso. , além de você ter vontade de ir pra Londres sua vida inteira, você ia surtar se soubesse que seu primo é um dos seus ídolos.
- Ta, nisso eu tenho que confessar que você estava certa, até porque quando você sair deste quarto eu vou surtar mais ainda.
- Eu tenho certeza disso... – respondeu ela.
- Mãe, não é possível! – falei colocando as mãos no rosto – Pelo menos agora eu tenho motivos para ir a Londres!
- Ainda falta a segunda parte de minha explicação. – ela disse.
- Continue então, madame! – falei rindo.
- Então, o aniversário da Carrie é na logo na primeira semana das suas férias, ou seja, na semana que vem, e amanhã já é sexta, e como é um aniversario importante e vai ter um festão, a Debbie mandou passagens pra gente e nós iremos a Londres. – minha mãe terminou de falar e ficou olhando pra mim. Minha ficha não tinha caído. Como assim eu ia pra Londres, pro aniversário da Carrie Fletcher que era minha PRIMA, e ia conhecer o McFly inteiro assim, tão facilmente. Meu deus! Nasci com a bunda virada pra lua mesmo!
- Eu te amo! – respondi abraçando a minha mãe.

Não conseguia acreditar, era impossível! Meu deus, eu estava no céu. Ou sonhando e esqueceram me acordar! .

- Depois digo quando vamos e tudo mais, acho melhor esperar porque você vai surtar agora... – disse ela ao se levantar.
Quando minha mãe fechou a porta eu não agüentei e comecei a pular em cima da minha cama.

- AAAAAAH! TOM FLETCHER É MEU PRIMO! NÃO ACREDITO! AAAAAAAAH MEU DEUS! VOU PRA LONDRES! VOU VER MEU FUTURO NAMORADO! AAAAAAAAAH! – gritei e pulei até pisar errado e cair da cama.
- MERDA! – gritei de novo e comecei a rir sozinha, me levantando e indo pro computador ver se a e a estavam on-line.
A propósito, e eram minhas duas amigas, que como eu, eram fascinadas por eles.
era a mais nova do grupo, a mais baixinha também e era louca pelo . Ela tinha olhos castanhos e cabelos castanhos claros e muito longos.
era a segunda mais velha (já que eu era a mais velha), os cabelos longos e muito lisos castanhos escuros, assim como seus olhos. E a era louca pelo gostosão.
E eu era mais velha, e não preciso dizer que sou louca pelo ! .


=) diz : AAAH! GRAÇAS A DEUS VOCES ESTÃO AQUI!

diz: O que houve ? O.o

- diz: Conta logo o que houve ! Que desespero! .

=) diz : Vocês não vão acreditar...

- diz: Conta logo! .

=) diz : Não sei como contar isso por msn! Aaaaaah! .

diz: To ficando preocupada! .

- diz: Duas! .

=) diz : Se preparem! Vou começar! Eu sou prima do Tom Fletcher.

diz: COMO ASSIM PRIMA DO TOM? .

- diz: NÃO BRINCA COM ISSO! O QUE VOCE TA FALANDO?

Comecei a explicar tudo que minha mãe havia me contado, e como eu, elas surtaram! Falei também da festa e que eu ia pra Londres. Esse era nosso sonho, ir juntas para Londres, e infelizmente ele ia ter mudanças já que elas não iam poder ir comigo. Droga! .
Não sabia o que fazer. Como eu ia conhecer todo mundo e sozinha? E se eles não gostarem de mim? E se me ignorarem? Ai meu deus, estou nervosa. Não tinha parado pra pensar nisso ainda, e ia ser frustrante se isso acontecesse. Perder meu maior sonho assim... Mas ok, respira , vai dar tudo certo! Foco, meu bem, foco! .

Depois de ficar exausta pensando nisso tudo, fui dormir, até porque no dia seguinte eu tinha aula.


Capítulo 2 - “I’ll keep you my dirty little secret”

PII PIII PII PII PII
- Chega de “PII”, porra! – reclamei desligando o despertador. Finalmente era sexta feira.
Levantei-me com ‘AQUELA’ preguiça diária, e fui me arrastando para o banho. Logo me lembrei de tudo e nasceu um sorriso gigante em meu rosto e eu tinha certeza que não ia sumir tão cedo.
Depois de ter colocado o uniforme, desci já com meu material e encontrei meus pais sentados na mesa, tomando café da manha.
- Bom dia amores da minha vida! – falei dando um beijo em cada um.
- Nem imagino o porquê da felicidade toda! – meu pai disse rindo.
- Muito menos eu! – Minha mãe disse ironicamente.
- É, sem motivo, claro! – falei rindo também.
- Mãe, viu meu tênis? – meu irmão perguntou.
- Anda logo pirralho que a gente vai se atrasar! – falei. Eu não precisava ser simpática com meu irmão também. Já era querer demais.
- É lógico que nem tudo é perfeito! – minha mãe disse balançando a cabeça negativamente.
- Não pode querer tudo de primeira, mãe! – falei.
- Vamos? Eu vou levar vocês hoje! – meu pai disse levantando-se da mesa.
- Vamos! – engoli meu Nescau, voei pro quarto, escovei os dentes e fui para a escola.

Na escola era sempre a mesma coisa. A típica escola brasileira.
Mas é lógico que dessa vez, mesmo eu sendo a pessoa mais feliz da escola, que ri a toa e tudo mais, todos notaram que eu tava mais feliz do que o normal e todos me perguntavam o motivo disso, mas eu sempre inventava alguma historia para contar, até porque, além de não acreditarem em mim, não queria que começassem a gostar de mim por causa do meu “primo”.
Nota mental: É estranho falar que Tom Fletcher é meu primo!

Tive os três primeiros tempos de física, historia e biologia, e pra variar vegetei durante a aula. Não conseguia pensar em mais nada além da minha futura viagem.

- Falta pouco! Falta pouco! – falei baixinho, sozinha enquanto meu professor de biologia terminava de explicar sobre as mitocôndrias.

“TRIIIIIIIIIII”

Finalmente o sinal havia tocado. Sai quase correndo pro recreio para encontrar meu melhor amigo.

- ! – pulei no pescoço dele.
- Oi bonitinha! Nossa! O que houve? Você está com um humor melhor do que o normal hoje, hein? – perguntou ele olhando pra mim.
- Precisamos conversar! – falei sorrindo e puxando ele para o jardim da escola, onde tinha menos gente.
Comecei a contar tudo pra ele desesperadamente, até estava começando a me faltar ar!
E ele só me olhava com cara de impressionado. Ele não era fã de McFly , mas sempre me apoiou em tudo.
- Não acredito! – ele falou boquiaberto.
- Acredite meu amor! Sua melhor amiga é de uma família famosa! – falei dando tapinhas nas costas dele.
- Que bom que eu sou seu melhor amigo! – ele falou me abraçando de lado.
- Interesseiro! Se continuar assim vai ser substituído! – falei empurrando ele.
- Não brinca assim! Você sabe que eu te amo! – ele falou – Mas então, vai pra Londres quando?
- É... Claro – respondi.
- Responde direito, retardada! – ele falou me dando um pedala.
- Provavelmente no primeiro dia de férias, ou seja... – falei.
- Daqui a uma semana! – ele completou minha frase sorrindo mais ainda.
- Eu não acredito! O vai estar lá! O , , meu primo… Em Londres! – falei sonhadora.
- Você vai realizar tudo que sempre quis! – ele disse.
- Vou! – falei sorrindo e o abracei.
- Vou sentir sua falta! – ele disse no meu ouvido.
- Relaxa amor, é por pouco tempo! – eu disse.
- Mas imagina se você me troca por algum inglês, ou algum McFly e eu perco minha melhor amiga, e imagina se você decide morar lá, e não volta e... – ele disparou falando sem dar nem tempo de pensar.
- Hei! Isso nunca vai acontecer! VOCÊ é meu melhor amigo! Só você! E você acha que minha mãe vai me deixar morar lá? – fiz uma careta – fala sério ...
- É bom mesmo! – ele falou – E vamos, o sinal acabou de bater.
- Aula pra que? – perguntei revirando os olhos.
- Uma semana ! – Ele disse.
- Vamos pra aula! – falei puxando ele que riu.

Hoje era sexta! Finalmente! A semana parecia estar sendo arrastada, tinha demorado demais para passar.
Ou era pelo meu excesso de ansiedade... Mas hoje é sexta!


Capitulo 3 - “Parece que o tempo não passa quando se quer...”

Quinta feira já, nem acredito! Amanhã eu estou indo para Londres!
Parece sonho, só pode.

- , vai arrumar sua mala – minha mãe disse.
- Pode deixar! Vou começar – respondi.
- Ah, faz uma mala maior, ok? - ela disse antes de fechar a porta do quarto
- Ué, por quê? – perguntei. Achei estranho... Minha mãe falando isso? Era realmente estranho.
- Só faz! – ela disse sorrindo e fechou a porta do meu quarto.
- Você que manda! – falei baixinho e ri.

Como meu computador já estava ligado, aproveitei pra entrar rapidinho no Twitter e ver as novidades.

- OH MY GOD! – falei assustada.

@Tommcfly Festa da Carrie esta chegando! E minha prima vem pra Londres! Estou bem animado para conhecê-la. xx

- Tom Fletcher está animado para me conhecer! Ai meu deus! – falei pulando – Ok vou fazer minha mala logo!

Parei de pular que nem uma maluca e abri o iTunes, e apertei play.
Comecei a arrumar minha mala ao som de “The heart never lies”, minha musica preferida.
Peguei duas malas gigantes e comecei a separar minhas roupas. Ainda não sabia por que minha mãe tinha dito para colocar mais roupas, mas tudo bem...

Quando terminei de arrumar minha mala, já eram quase 1 hora da manha, então fui dormir, até porque meu vôo era às 2 horas da tarde no dia seguinte, mas eu teria que acordar cedo para me arrumar e ir para o aeroporto.


Capitulo 4 - “So pinch me I must be dreaming ”

Acordei antes que o meu despertador tocasse. Vi que marcavam 10 horas da manhã, mas mesmo assim resolvi me levantar. Ia ser inútil tentar dormir com a ansiedade que eu estava.
Caminhei até o banheiro e liguei a água quente, assim iria esquentando enquanto eu pegava a roupa que eu ia viajar.
Abri meu armário e comecei a olhar minhas roupas, e não fazia a menor idéia do que usar, então resolvi deixar isso para depois e fui para o banho.
Deixei a água quente batendo em minhas costas, isso era perfeito para relaxar um pouco.
Demorei no mínimo uma meia hora no banho e sai enrolada na toalha, e fui direto para meu armário, que continuava aberto, para escolher alguma roupa.
Acabei escolhendo uma blusa de manga comprida amarela, listrada de um tom mais fraco de amarelo, uma calça jeans escura, meu all star cinza clarinho, e para completar, uma bolsa branca da roxy para colocar passaporte, Ipod, maquina, essas coisas...
Olhei para o relógio de novo e vi que já era meio dia, e estava na hora de ir.

- Mãe! Vocês estão prontos? Já é meio dia! – gritei do meu quarto.
- Sim filha! Já comeu alguma coisa? – minha mãe perguntou.
- Não estou com fome... Eu vou comer no avião mesmo! – falei.
- Tudo bem então, pegue suas malas e vem! – disse ela pegando sua mala e indo para o carro.

Peguei minhas duas malas gigantes e fui para o carro.
Sentei no banco traseiro do lado do meu irmão e coloquei meu Ipod no ultimo volume e pra variar estava tocando McFly.


Chegamos ao aeroporto bem rápido, já que não tinha transito há essa hora. Faltavam agora uma hora e meia para o nosso vôo.
- Vamos fazer logo o check-in? – perguntei a minha mãe.
- Vamos. É bom que a gente fique livre logo disso, para podermos ir ao “free shop”!- ela respondeu animada.

Fizemos o check-in e fomos para uma lanchonete antes de ir ao “free-shop”, para que eu pudesse tomar alguma coisa.
Chegando a lanchonete, vi três pessoas muito conhecidas:
- Eu não acredito! – Falei arregalando os olhos – Espera. Juntos?
Sai correndo e pulei primeiro no , que estava de costas para mim, virado para o balcão da lanchonete.
- Eu não acredito! - disse abraçando-o por trás – Eu não acredito! .
- Oi pra você também! – disse virando-se para ficar de frente para mim.
- Vocês três juntos? Como? – perguntei soltando ele e indo em direção a , que estava ao seu lado.
- Então, seus pais falaram com a gente! – disse me abraçando.
- Com os três? – perguntei indo agora em direção a .
- Com os três! – me respondeu.
- Mas... – comecei a falar e fui interrompida pela .
- Foi assim! Eu explico! – ela começou a gesticular com as mãos – Seu pai falou comigo e com a , e pelo que eu entendi sua mãe falou com o ! Como nós já tínhamos comentado sobre essa idéia, eles nos avisaram a hora do embarque, a aqui estamos nós! .
- Mas como vocês se conheceram? – perguntei virando para o .
- Tecnologia, baby! – Ele falou de um jeito galanteador, fazendo nós três rirmos.
- É claro! – eu falei balançando a cabeça – Estou tão feliz de ver vocês! – Falei abraçando-os.
- Nós também! Estaca com saudades, ! – falou sorrindo.
- E eu não sei como vou passar tanto tempo longe da minha melhor amiga! – disse olhando para os pés.
- Relaxa, vai passar rapidinho! – Eu disse apertando as bochechas dele.
- Pra você... – Respondera os três em coro.

Ficamos conversando. O tempo parecia que tinha voado, e logo percebi que faltavam 20 minutos para meu vôo. Então, me despedi de meus amigos, e fui em direção ao avião. Seria uma longa viagem, e eu teria bastante tempo para me preparar psicologicamente e dormir bastante, para chegar com uma cara ótima para conhecer a parte famosa da família.

- Preparada? – minha mãe que estava sentada do meu lado, na poltrona do meio, já que eu estava na janela, perguntou.
- Não sei! – respondi ainda olhando para a janela.
- Com medo de conhecer eles? – ela perguntou.
- Sim. Imagina se nenhum deles gosta de mim, mãe? – Perguntei virando-me para ela – Eu ia ficar frustrada – falei fazendo uma careta.
- É claro que eles vão gostar de você, filha! – minha mãe disse confiante.
- Não sei como você consegue ter tanta certeza disso... - respondi vagamente, olhando para baixo.
- É só ser você! – minha mãe respondeu sorridente enquanto segurava em meu queixo, levantando minha cabeça. Tentei dar um sorriso convincente, mas tava bastante difícil, mas mesmo assim, um sorriso fraco surgiu em meu rosto, fazendo minha mãe sorrir de volta.

Eram 12 longas e cansativas horas de viagem, e eu as passei muito bem, pensando, lendo, aumentando minha cultura. Ok, mentira. Eu dormi o tempo todo.
- ? Acorda! Chegamos! – Meu pai disse me sacudindo.
- Acorda logo sua retardada! Estamos em Londres – meu irmão delicado falou.
- Grosso! – respondi ainda meio sonolenta – LONDRES! – Dei um berro, quando me dei conta de onde eu estava.
- Levanta e pega sua bolsa, filha! A Debbie já deve estar esperando por nós! .
- Debbie... - repeti sorrindo. - Que ironia do destino! – falei sonhadora.

Peguei minha bolsa e segui meus pais pelo avião. Descemos à escada, pegamos nossas malas e fomos à procura da MINHA TIA! Como é bom falar isso, em fim, estávamos andando com nossas malas, procurando por ela, até avistarmos, mas precisamente, até o idiota do meu irmão avistar, minha tia com uma placa escrita “Família ”.

- Debbie! – minha mãe andou mais rápido para abraçá-la – Que saudade que eu estava de você, amiga!
- Que saudade amiga! – Debbie disse ainda abraçada com a minha mãe – Como você esta diferente! Faz tanto tempo que a gente não se vê.
- Nem me fale! Você faz muita falta – Minha mãe disse agora soltando Debbie. Dava pra ver que mesmo com a distancia, as duas eram muito amigas.
- Meu deus, ? – Minha tia virou-se para mim com os olhos arregalados e a mão na boca, mostrando que estava muito impressionada.
- Oi tia! – Eu disse abraçando-a. Apesar de não conhecê-la de verdade, eu me sentia confortável ao lado dela.
- Meu deus, como você esta grande ! – Minha tia ainda dizia segurando a minha mão, e visivelmente impressionada – Está com quantos anos, querida? .
- Fiz 17! – falei sorrindo ainda segurando a mão dela.
- Estou mesmo ficando velha! – Ela disse virando-se para meu irmão
- E você Gabriel, esta com quantos anos? – Ela perguntou sorrindo e abraçando meu irmão também.
- 14 tia! – ele respondeu, parecendo até educadinho.
- Vocês crescem rápido demais – ela disse observando meu irmão e rindo em seguida.

Depois de a minha tia falar com meu pai, pegamos nossas malas e fomos para o carro, estamos indo agora para a casa dos Fletcher’s.


Capitulo 5 - “I'm goin' out of my head, lost in a fairy tale”

Fui observando Londres com um sorriso no rosto. Não conseguia acreditar em tudo isso ainda, e acreditar que estava no lugar que eu mais sonhava no mundo. Eu estava em Londres.
- Você não parou de sorrir ainda, ! – minha tia disse, me observando.
- Ah tia, é que eu amo Londres! – falei me virando para ela e sorrindo – eu sempre sonhei em vir pra cá, e não acredito que estou aqui agora!
- Serio querida? – ela disse – Que bom! Fico feliz em saber disso, quem sabe um dia você não vem morar comigo?
- Não oferece se não ela vem mesmo, Debbie! – meu pai falou nos fazendo rir.
- O convite esta de pé! – minha tia disse piscando em seguida.
- Morar em Londres... – falei baixinho voltando a olhar pela janela do carro que nos levava até a casa dos Fletchers.

Levamos mais alguns minutos para chegar. Minhas mãos estavam suando e meu coração completamente acelerado.
Quando o carro parou, fiquei ainda mais aflita e não conseguia tirar os olhos da casa amarela que estava a minha frente.
- Vamos ? – escutei minha mãe falando em quanto cutucava meu ombro.
- Ãn? Oi? – perguntei meio zonza.
- Chegamos filha! – minha mãe disse em um tom calmo – vem, vamos! – segurou minha mão e me puxou para fora do carro.
- Vamos! – disse me levantando e seguindo minha mãe.

Quando passei pela porta vi que minhas malas já estavam lá, provavelmente meu pai e meu irmão levaram pra dentro. Olhei pra frente e vi uma Carrie sorridente.
- Oi! – ela disse sorrindo e com as bochechas rosadas, no mesmo estado que as minhas.
- Oi! – eu disse sorrindo também – meu nome é ! – falei indo abraçá-la.
- Prazer prima, eu sou a Carrie! – ela disse me abraçando de volta.
- É engraçado conhecer um primo agora! – falei rindo.
- Concordo com você! – ela disse – Fiquei impressionada quando minha mãe contou essa historia toda, nunca soube de nada! .
- Ih prima, somos duas então! – falei – Fiquei chocada! .
- Parece que vocês duas se conhecem há anos! – Debbie disse para nós.
- Verdade – Carrie falou – nunca fiquei tão a vontade assim com ninguém antes.
- É mesmo – Debbie concordou com a filha – A Carrie é a pessoa mais tímida que eu conheço, e não começa a falar que nem uma matraca com quem ela não conhece há muito tempo, mas com você ,o oposto ! – ela falou me abraçando.
- A não é muito diferente disso – minha mãe começou a dizer agora – Nunca fala com ninguém que não seja um amigo de tempos.
- Fico feliz com isso! – Debbie disse olhando pra mim e para Carrie – E com a futura aproximação das duas e do Thomas – ela sorriu
- Falando nele – minha mãe disse – Aonde ele esta Debbie? Estou com saudades!
- Ah, ele teve que ir para a casa do , um amigo dele da banda, porque o produtor deles cismou que eles têm que gravar uma musica para amanha. – Tia Debbie disse. Quando ela falou o nome do senti que meu coração ia sair do peito. Pude perceber que fiquei estática e não acho que só eu tenha percebido isso.
- Você os conhece prima? – Carrie me perguntou
- É, conheço sim prima! – respondi ficando envergonhada. Eu estava falando com a irmã de um dos meus ídolos, não era tão fácil assim, mesmo sabendo que eles são meus primos.
- E gosta deles, acertei? – Carrie perguntou sorrindo
- É a banda preferida dela – minha mãe respondeu por mim, me fazendo corar.
- É... – respondi.
- Ah! Que bom querida! – Minha tia disse alegremente – Tom vai gostar de saber disso, e com certeza os meninos também! – Ela terminou de falar e eu sorri fraco, pois ainda estava sem graça.
- Pena que provavelmente vocês só vão se conhecer depois de amanha – Carrie falou sinceramente.
- É, vamos ficar bem atarefados nesses dias, temos que te ajudar com a festa! – minha mãe disse
- Ah que isso, não precisa se incomodar! Vocês são visitas! – Debbie disse.
- Nos fazemos questão de ajudar, Debbie! – minha mãe falou seriamente, fazendo com que minha tia fosse praticamente obrigada a concordar com isso, o que gerou varias risadas minhas, da Carrie, do meu pai e do meu irmão.
- Bom, acho melhor vocês descansarem. Devem estar exaustos – Debbie disse para nós – Os quartos de vocês já estão arrumados e , você vai dormir no quarto da Carrie, pode ser?
- Claro, tia! – respondi
Subimos as escadas atrás da minha tia, e fomos para “nossos” quartos.
Vi que minha cama no quarto da Carrie já estava arrumada, então, tomei um banho rápido e quente e deitei.
Peguei no sono logo, e só acordei no dia seguinte.

Capitulo 6. “Look inside, I'm right here”

Abri os olhos lentamente, a claridade estava batendo em meu rosto, e pude sentir o típico sol da manhã, fraquinho e agradável. Passei as mãos pelos cabelos, e esfreguei meus olhos lentamente.
Olhei para o lado, e vi que Carrie já havia se levantado, então me levantei e fui ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.
Por incrível que pareça, meu cabelo acordava normal, então não me dei ao trabalho de penteá-lo.
Desci as escadas lentamente, pois ainda estava cambaleando por causa do sono, mesmo tendo dormido por tanto tempo.
Estava escutando as vozes vindas da cozinha, e deduzi que todos estavam, tomando café da manhã, então, fui me juntar a eles.
Observei que todos ainda estavam de pijama, e eu não estava diferente. Estava com um short não muito curto de sapos coloridos e uma blusa preta de manda curta.
- Bom dia gente – falei.
- Bom dia – responderam em coro.
- Sente-se querida! – disse minha tia.
- Quer panquecas filha? – meu pai perguntou pegando meu prato antes que eu respondesse.
- Aham – respondi.

Terminamos o café e ficamos conversando na mesa enquanto minha mãe e tia Debbie tinham resolvido fazer um bolo para mais tarde.

“DIIIN DOOOOOON”

- Tia, a campainha tocou! – avisei.
- Tem como você atender para mim, ? – ela perguntou com as mãos ocupadas, mostrando que não poderia atender, e claro, nessa hora a Carrie tinha que estar no banheiro, para sobrar pra mim que morria de vergonha.
- Tudo bem, tia! – respondi indo em direção a porta.

Respirei fundo e destranquei a porta, que estava com a chave na fechadura.
- Esqueci a chave de novo mãe! Nunca me lembro de trazer a chave ! – Tom falou olhando para trás e se despedindo de alguém no carro que estava visivelmente olhando para mim, o que me deixou muito constrangida.
- Erm... Oi? – falei sem graça quando ele se virou para mim.
- Ah, oi! Desculpa – ele disse colocando a mão na cabeça.
- Ah, não liga! Não tem problema nenhum! – falei sorrindo – Prazer, eu sou a , mas me chama de – disse.
- Prazer , eu sou o Tom – ele falou me dando dois beijinhos.
- Então, é você a minha prima? – ele perguntou.
- Eu mesma! – sorri.
- Você não é gordinha e bochechuda como na foto! – ele disse rindo.
- Ah, que bom não é?... Acabei com aquela minha época obscura! – eu disse fazendo Tom gargalhar.
- Estão fazendo bolo? – ele perguntou.
- Cenoura com calda de chocolate! – respondi.
- Opa! – ele falou me puxando em direção a cozinha.

Tom falou com meus pais e com meu irmão, ficamos conversando mais um pouco, depois fomos ver TV.

Carrie e Debbie tinham saído para resolver algumas coisas, e estávamos todos na TV ainda, então resolvi subir e ligar meu laptop para ver se alguém estava on-line no MSN, mesmo sem saber o horário no BRasil.

Vi que o Thiago estava on-line, então fui logo falar com ele e torcer muito para as meninas entrarem logo.

diz: , amor da minha vida! diz: ! Que saudade de você! Como você esta? Como foi a viagem? Conheceu o Mcfly? diz: Ai calma! Estou ótima, com saudades também! Foi boa, dormi o tempo todo e não,só conheci o meu primo! diz: Ih, quero só ver quando conhecer o ! Hahaha diz: nem me fale! Fico nervosa só de pensar! diz: Relaxa! E como é Londres? diz: PERFEITA! Eu não quero ir embora nunca mais !. diz: Não Brinca assim!

Não demorou muito e Tom bateu na porta do quarto.

- Posso entrar ? – ele perguntou
- Claro primo! – respondi alto por causa da porta fechada.
- Então , quer ir ao shopping comigo? – ele perguntou – Preciso arranjar um presente para Carrie, e bom, você é menina e é minha prima e eu sei que no fundo você quer me ajudar! – ele falou rindo.
- Claro que eu quero Tom! – falei levantando da cama e saltitando – Eu estou louca pra conhecer o shopping daqui!
- Então se arrume e vamos! – ele falou saindo do quarto
- Ok!- falei diz: Amor, vou no shopping com o Tom, eu tento entrar depois! diz: Já está assim é? diz: Que bom que está assim! Nos damos muito bem! diz: Vai lá amor! Aproveita! Beijos. Te amo! diz: Beijos. Te amo!
Corri para o banho, e peguei uma roupa normal para usar, uma calça jeans clara, uma blusa “baby-look” rosa e um casaco Branco e claro, meu “all star” Branco.

- Tom? – perguntei no corredor.
- Estou no quarto, prima! – ele gritou.
- Posso entrar? – perguntei atrás da porta.
- Pode! – ele respondeu.
- Estou pronta! – sorri.
- Vamos então! – ele falou me puxando pela escada. Percebi que o Tom tem a mania de me puxar, é a segunda vez só hoje! .
- Tio, tia, eu e a vamos ao shopping ok? – Tom perguntou a meus pais.
- Claro Tom! – meu pai disse.
- Divirtam-se – minha mãe falou ainda olhando para a televisão.
- Que bom que eles estão se dando bem – ouvi minha mãe dizendo baixo para meu pai.

Saímos de casa e Tom pegou seu “new beetle” amarelo e fomos para o shopping.

- Posso ligar o radio primo? – perguntei já ligando o radio.
- Você já está ligando mesmo – ele falou rindo.
- VOCÊS! – berrei quando ouvi “Falling in Love” começar a tocar.
- Está mais do que na cara que você conhece a gente! – Tom afirmou.
- Vocês são minha banda preferida – falei cantando baixinho.
- Jura prima? – ele falou com um tom de voz espantado. Pelo jeito ele não esperava.
- Juro! Vocês são meus ídolos! – falei sentindo minhas bochechas queimarem.
- E quem é seu preferido? – ele perguntou – Todo mundo tem um preferido! .
- Ah primo! Não falo! – eu disse colocando as mãos em minhas bochechas para garantir que ainda estavam ali de tanto que estavam queimando.
- Por favor, prima! – ele pediu com uma voz fofa – eu não conto, prometo!
- Ah... Mas... – eu tentei enrolar, mas não deu jeito.
- Não te apresento aos guys se você não me disser! – ele falou – vou começar a te chantagear!
- Hey, isso não vale! – eu disse indignada.
- Então me diz – ele falou.
- Chegamos! – eu disse empolgada! O shopping era enorme, maior do que os que eu já tinha visto pelo menos, e era lindo, maravilhoso, inacreditável.
- Anda logo ! – ele falou rindo agora.

Por sorte fui salva pelo guardador de carros que falou com o Tom.


Capitulo 7 - “All I can see is these walls, and I never wanna see another shopping mall” .

Nunca tinha visto um shopping tão maravilhoso. Ele era lindo, era um Barra Shopping mil vezes melhor. Era Branco, com pisos Brancos também, o teto era de vidro e sempre mostrava aquele tempo fechado. Todos os cantos possíveis ele tinha espelhos e vidros, passando muito luxo. Lojas de A-Z, como todas as meninas sonham. É , bem vinda ao Westfield London , ou melhor, bem vinda ao shopping dos seus sonhos. Era inevitável que meus olhos não brilhassem a cada loja que passássemos, e que eu babasse a cada vitrine que olhava.
- O que eu posso comprar pra ela, prima? – Tom perguntou me tirando do transe.
- Então... Eu conheço a Carrie há dois dias... Mas vamos pensar – falei colocando a mão no queixo.
- Ih, é verdade! – ele falou colocando a mão na cabeça – não tinha pensado nisso! .
- Da pra ver pela sua cara de pânico! – falei rindo e dando um tapa em sua cabeça.
- Não sou saco de pancada não ok, prima! – ele disse passando a mão aonde eu tinha batido.
- Relaxa, acostuma depois! – falei.
- Prima, o que você gostaria de ganhar? – Ele perguntou exatamente na hora que estávamos passando por uma loja com vestidos maravilhosos.
- Olha aqueles vestidos – falei puxando ele pela mão e entrando na loja.
- Respondido – ele falou sendo puxado por mim e rindo.
Parei na vitrine da loja e fiquei admirando todos os vestidos. Nunca vi vestidos tão maravilhosos em toda minha vida.
- Vem, vamos entrar – Tom disse sendo seguido por mim, que ainda estava hipnotizada e sequer lembrei-me de respondê-lo.
- Olha. Para. Esses. Vestidos – falei pausadamente olhando a quantidade de vestidos em minha volta.
- Escolhe alguns e me mostra – Tom disse indo para o canto da loja onde eu não estava e começou a olhar os vestidos também.
Em meia hora eu estava com aproximadamente 10 vestidos na mão.
- Nossa! – ele falou espantado.
- O que? – perguntei com naturalidade.
- Olha a quantidade de vestidos – Ele disse. Parecia que nunca tinha saído com uma mulher. Somos assim, é de nossa natureza. – Faz assim, vai experimentar, seu corpo lembra um pouco o da Carrie, assim fica mais fácil.
- Ok! – Saí carregando os vestidos às cabines de prova – você manda priminho! .
Depois de algum tempo, e de analisar atentamente cada vestido que eu experimentei antes de sair da cabine para Tom ver, achei um, apenas um, que tinha ficado perfeito. Ele era roxo, tomara que caia com uma faixa embaixo do busto. Era apertado na cintura e abria ao descer, ficando “balonê”. Simplesmente lindo e ficou perfeito em meu corpo, e claro, eu tinha a sandália perfeita para ele.
- Nossa ! – Tom falou admirado – Ficou incrível!
- Ah, obrigada Tom! – falei com as bochechas ardendo. Eu era muito tímida, principalmente quando recebia elogios. Não que eu não gostasse, lógico que como toda pessoa normal, eu adorava, mas sempre ficava com as bochechas vermelhas.
- Só não sei se é a cor da Carrie – ele falou pensativo, ainda me olhando – Acho que ela combina mais com um rosa claro, não sei. Você pode ver para mim? Ele colocou o vestido de volta no lugar.
- Claro! – respondi – Deixa só eu me trocar – fechei a porta da cabine.
Ao terminar, entreguei o vestido a Tom e fui em direção a área de vestidos rosa, onde tinham os vestidos que realmente combinavam mais com o jeito angelical de minha prima.
- Tom! – gritei – Veja esse! É lindo e combina com ela – mostrei um vestido que batia nos joelhos. Era um pano suave e fino, rosa bebe, tomara que caia e meio soltinho, com uma flor discreta ao lado. Era lindo.
- Dude! Você tem bom gosto mesmo! – ele disse animado – A Carrie com certeza vai gostar. Ah , tem como você ir à porta, só para ter certeza que não tem nenhuma fã lá. Nunca se sabe – Ele disse se dirigindo à caixa para pagar o vestido.
- Ok primo! – fui andando lentamente.
- E ai? – ele perguntou atrás de mim.
- Barra limpa! – falei rindo – Podemos ir agora Senhor Fletcher.
- Muito bem agente 001 – ele disse entrando na brincadeira e rindo em seguida.
- Vamos então, chefe – falei fingindo ter uma arma na mão.
- Prima – ele disse estendendo uma sacola para mim, me deixando com um olhar confuso sobre ela – Presente de boas vindas – ele sorriu.
- Não Tom! Não acredito! Você não fez isso – falei impressionada, segurando a sacola e abrindo-a.
- Ah prima, queria te dar um presente de boas vindas, e te agradecer por vir comigo hoje e sei lá, nos conhecemos agora, não tem nada demais – ele falou enquanto eu abria o a caixa do vestido, ficando completamente maravilhada com ele.
- Tom, esse vestido foi muito caro, eu não acredito que você fez isso! – falei sorrindo abobalhadamente e o abraçando muito forte – Muito obrigada, primo! Não sei como te agradecer! .
- Não precisa agradecer ! – ele sorriu – Está com fome? .
- Há que pergunta! – falei rindo e passando a mão na barriga.
- McDonald’s? – ele perguntou.
- Com certeza – saímos em direção à praça de alimentação. Éramos dois poços sem fundo.

Enquanto comíamos nosso lanche, Tom deu alguns autógrafos para fãs, e nós respondemos a algumas perguntas como: “Quem é ela?” ou “ Você trocou a Gio por essa aí?”.É, faz parte da vida. Queríamos deixar isso em segredo por enquanto, mas devido ao lugar em que estávamos e ás perguntas feitas, não tínhamos como não falar a verdade.

- , me diz como é o Brasil? – Tom me perguntou enquanto voltava a comer seu hambúrguer, que já estava frio devido às interrupções.
- Hum, Brsuilébuitpobom – falei com a boca cheia.
- Engole e fala sua troglodita! – Tom falou divertindo-se.
- O Brasil é ótimo! – falei rindo com a resposta obvia que tinha acabado de dar.
- Isso eu sei, mas como é onde você mora? E seus amigos? Escola? Vida? – ele foi fazendo um questionário.
- Ui, calma – falei respirando – Eu moro no Rio de Janeiro, o clima pra mim é quente de mais, amo o clima Londrino, faz sol o tempo todo e a praia é a melhor maneira de acabar com esse calor insuportável. Meus amigos são os melhores. Você viu quando eu estava conversando no MSN antes de vir para cá? – perguntei e ele assentiu com a cabeça – ele é o melhor amigo do mundo, e tem a e a também. Cara,são os melhores, estão comigo sempre, independente de qualquer coisa, e claro, tem os outros também, lá da escola, que são meu grupo de nights, vamos sempre para as boates, praia e afins juntos.
- Continua! Sou fascinado pelo Brasil, ainda não tive a oportunidade de ir para lá... – ele disse prestando atenção em mim.
- Erm... Minha escola é a típica escola Brasileira, não sei nem descrever. Mas, posso dizer que apronto nela, e bom, não sei por que, mas as pessoas se identificam bastante comigo, sempre falam comigo e tentam ser minhas amigas, é incrível isso... – falei vagamente – E minha vida é ótima. Tenho os melhores pais do mundo, meu irmão implicante, insuportável, irritante, meus melhores amigos, minha cachorra e meus primos maravilhosos recém descobertos – terminei de falar rindo por causa dos últimos comentários, o que fez Tom rir também.
- Uma vida bem interessante a sua! – ele falou sorrindo – E você nem é como uma patricinha é tão normal.
- Às vezes por isso chamei atenção... Sempre tive meu estilo. – falei dando os ombros e comendo as batatas que se encontravam na minha frente.
- Faz bastante tempo que não aproveito a vida assim – ele falou demonstrando saudade.
- Primo – chamei-o – Sua vida é o que eu sempre sonhei. Você tem os melhores amigos, aqueles mais engraçados, legais, divertidos, realmente amigos, assim como os meus, sem quere me gabar – ri – tem fama, é amado pelo mundo inteiro, tem milhões de privilégios, muitas pessoas te tem como um ícone, e se visam em você. Isso é maravilhoso, fora o fato de você fazer o que mais gosta.
- Isso é bom mesmo, mas chega uma hora que a falta de privacidade cansa, prima – ele disse dando outra mordida em seu hambúrguer frio.
- Mas pensa na quantidade de pessoas que você faz feliz. – eu disse ficando com a bochecha ligeiramente corada – Eu sou uma delas.
Imediatamente sua atenção se voltou a mim, me deixando mais corada ainda. E então, um sorriso verdadeiro nasce em seu rosto, me fazendo sorrir junto.

Ficamos conversando sobre coisas aleatórias até acabarmos de comer. Então, como já estava escurecendo e como já havíamos encontrados mais fãs, resolvemos voltar para casa para ver alguns filmes e passar o tempo.

Chegamos em casa e as luzes estavam apagadas. Onde será que meus pais foram? .
Olhei para Tom confusa, que percebeu abrindo a porta de casa rapidamente, deparando-se com um bilhete:

“Thomas e , fomos ajudar a Debbie e a Carrie com os preparativos de amanhã. Não sei que horas voltaremos. Muito juízo!”

- Estamos sozinhos – ele falou.
- Que filme vamos ver? – perguntei me dirigindo aos inúmeros filmes que estavam ao lado da televisão.
- Qualquer um – Tom respondeu deixando seu casaco em cima do sofá.
- Ajudou tanto assim, primo – falei ironicamente, enquanto procurava algum filme legal para assistirmos.
- Ah, não Brinca! – gritei – Tem A Era do Gelo aqui! – falei pulando com os dvd’s na mão.
- Tem,criança! – ele disse rindo da minha atitude exagerada. Mas eu amava esse filme. Era tão engraçado e fofo.
- Vamos ver Tom? Por favor! Por favor! – pedi a ele. (lê-se: supliquei a ele).
- Vamos! Vou realizar o sonho da criança! – ele me zoou.
- A gente podia comer Brigadeiro ou pipoca, ou os dois! O que você acha? – perguntei entregando os DVDs a ele, já que eu não sabia mexer em nada lá.
- Bri... O que é isso? – ele pareceu confuso.
- Chocolate Brasileiro altamente melhorado e com um toque de nele fica melhor ainda! – falei convencida.
- Faz isso! Parece ser bom, apesar do nome esquisito! – ele falou fazendo careta, e rindo em seguida da própria careta, mostrando sua covinha linda – E enquanto isso vou ligar para minha mãe e avisar que já chegamos e que vou dormir aqui hoje.
- Pode deixar! – falei fazendo posição de sentido, como os militares, e me virando em direção à cozinha.
Da cozinha consegui escutar a conversa de Tom com a minha tia. Não que fosse importante, mas eu escutei, e escutei alguma coisa de mim.
Passaram-se alguns minutos, e então voltei à sala com um pote de pipoca e outro de Brigadeiro, colocando-os em cima da mesa baixinha que havia em frente ao sofá, entre ele e a televisão.
Entreguei uma colher pra ele, e imediatamente peguei um pouco de brigadeiro, e cara, estava ótimo como sempre (sem querer me gabar, claro), e Tom seguiu meus atos e fez o mesmo.

- Dude! Isso é MUITO bom! – ele disse dando ênfase no ‘muito’ e pegando outra colher do Brigadeiro.
- Eu disse – falei fazendo o mesmo – nada como um toque da .
- Convencida – ele disse.
- Eu sei que você pensa igual mesmo – disse dando os ombros – Da play no filme e me diz o que vocês falaram de mim no telefone?
- Curiosa também, prima? – ele falou sem resposta.
- Fala logo Tomzinho, se não vou começar a te ameaçar – falei seriamente, mesmo estando brincando.
- Ui! Perigosa você – ele disse de uma forma um tanto homossexual, me fazendo desatar a rir.
- Gay, me fala logo! – pedi mais uma vez – ou eu mordo sua covinha! E eu sempre quis fazer isso, então, se eu fosse você não arriscaria.
- Se você for um décimo das fãs malucas que mordem minha covinha, eu não vou mesmo arriscar. – ele disse preocupado e tapando sua covinha com uma das mãos – Minha mãe falou que tudo bem, que legal, que tudo ótimo, e que amanhã você poderia ir pra minha casa a tarde pra se arrumar e irmos juntos a festa, já que eles todos terão que chegar mais cedo e eu nunca chego cedo assim.
- Ah sim, claro! Por mim tudo bem, é legal que eu ainda conheço sua casa – sorri largamente.
- Vou dar play, prima.
- Tom... – falei chamando ele – ainda quero morder sua covinha – sorri maliciosamente.
- Nem vem canibal! – ele colocou agora sua outra mão em cima da covinha também – Afasta!
- Dá play logo, vai! – disse pra ele, me ajeitando novamente no sofá.

Assistimos a Era do Gelo 1 e 2, e no final do filme, acabamos pegando no sono no sofá mesmo. Nossos pais ainda não tinham voltado, e eu não faço a menor idéia da hora que chegaram a casa, mas tenho certeza que se depararam com a cena de nós dois dormindo, um apoiado no outro.


Capitulo 8 - “I gotta feeling that tonight's gonna be a good night”

Havia dormido muito bem na noite anterior, e acordei com alguém gritando “GOL”. Olhei para o lado e vi que Tom ainda estava dormindo, e eu estava, anteriormente, apoiada nele, com uma coberta cobrindo nós dois. Ou seja, dormimos ali mesmo.
Levantei-me silenciosamente para não acordá-lo, e segui o som da casa. Cheguei ao quarto de Carrie e vi meu pai com meu irmão, sentado assistindo a um jogo de futebol na televisão.

- Bom dia – falei baixo. Não gostava de falar de manhã, ou assim que acordava. - Bom dia? – meu irmão perguntou – você não faz idéia de que horas são, ?
- Virei adivinha agora, pirralho? – falei ignorante. Meu irmão tem o dom de me irritar, principalmente quando acordo.
- Filhas já são quase quatro horas da tarde – meu pai falou calmamente, ainda olhando para a televisão, vidrado no jogo que passava.
- QUATRO HORAS? – gritei, me assustando com o horário. Daqui a algumas horas era a festa e eu tinha que me arrumar, e COMO eu iria me arrumar em tão pouco tempo?
- Sim – ele me disse, agora se virando para olhar para mim.
- Como eu dormi tanto? Meu deus! – falei coçando a cabeça.
- Você devia estar cansada da viagem ainda, não sei... Mas enfim, eu e seu irmão estaremos saindo daqui a aproximadamente meia hora e não me pergunte aonde vamos, porque eu não faço idéia, mas iremos direto para a festa depois – meu pai disse e eu prestava atenção atentamente. - Ok... Então eu vou acordar o Tom e... - fui falando até ser interrompida.
- E eu já estou aqui – Tom disse esfregando os olhos – Bom dia para todos.
- Primos são quase quatro horas da tarde – falei com um tom de voz preocupante, o que o deixou aflito, acho que ele também deveria ter coisas para fazer, não sei.
- QUATRO HORAS? – ele gritou, tendo a mesma reação que eu, nos fazendo rir.
- Falei a mesma coisa! - Temos que ir então, você ainda tem que se arrumar e eu tenho que falar com os guys. Eles vão me matar! E com o Fletch! – Ele disse ficando nervoso e colocando as mãos na cabeça, mostrando mais ainda seu nervosismo.
- É, vou arrumar minhas coisas rapidinho, primo – disse começando a separar tudo. Peguei o vestido que Tom havia me dado, que ficaria perfeito com uma das sandálias que eu havia levado. Coloquei-a na bolsa e fui direto para minhas maquiagens. Como eu não consegui optar por nenhuma, resolvi levar todas. Escovei os dentes e coloquei minha escova na bolsa também, peguei a chapinha, e bom, acho que estava pronta.
Troquei de roupa, colocando um short, já que por incrível que pareça, estava fazendo calor, uma camiseta branca, simples, e um chinelo.

- Estou pronta, mas estou com fome - disse escutando minha barriga roncar.
- Podemos passar na Starbucks se você quiser – ele opinou.
- AH! – dei um gritinho empolgado.
- Que foi maluca? – ele perguntou.
- Eu e as meninas sempre quisemos ir a uma Starbucks, tomar um capuccino e comer Brownie! – falei com os olhos brilhando.
- Vou realizar outro sonho da criança então – ele riu. – Vamos?
- Sim! Sim! Sim! – disse dando pulinhos – beijos pai, tchau criatura que eu chamo de irmão.
Despedi-me deles e fui com Tom para o carro. Coloquei minha bolsa na mala, junto com a sacola do meu vestido, e fui para o bando da frente com ele, ligando quase imediatamente o rádio.
- Já está intima mesmo, não é? – ele falou ligando o carro.
- Totalmente – falei mudando a estação de rádio, até achar alguma musica que eu gostasse.
- BLINK! – gritei e comecei a cantar baixo. Era meio ridículo cantar quando se tem Tom Fletcher ao seu lado... Minha voz não era feia, mas não era como a dele, e isso era mais um motivo pra eu não querer que ninguém a escutasse.
- Você me surpreende a cada dia, prima! – ele disse olhando para frente, sem desviar sua atenção a rua – Começa pelo fato de eu descobrir uma prima legal, depois dela ser nossa fã, e agora de gostar do mesmo estilo de musica que eu.
- Deve ser de família... – falei olhando pelo vidro do carro. Não fazia idéia de onde Tom morava, e isso me fez observar mais ainda por onde passávamos. Eu ainda não acreditava que tudo isso estava acontecendo comigo. Londres, meu sonho desde criança, e agora eu estava aqui, junto com meu primo, indo pra casa que eu sempre quis estar.
Passamos no Starbucks rapidamente, pedindo dois capuccinos e dois Brownies para viagem e fomos para a casa dele. Estava ansiosa para chegar lá, e com mil pensamentos que foram interrompidos por uma sensação estranha, que acabou fazendo borboletas em meu estômago surgirem. Estávamos nos aproximando da casa, já que a velocidade do carro estava se reduzindo cada vez mais, e isso me fez pensar que os guys moram na mesma rua que ele, ou seja, três casas dessas estão , e , as pessoas que eu sempre sonhei em abraçar e falar, e agora estariam ali, a alguns metros de mim.
- Chegamos prima – Tom disse acabando com meu transe. – O que houve que você ficou pálida? – ele perguntou demonstrando preocupação.
- Ah, é... Na... Nada não, Tom – falei enquanto sacudia a cabeça, e saí do carro, me deparando com uma casa perfeita.
- Tudo bem então – ele disse indo pegar minhas coisas na mala do carro, já que eu estava estática na frente da casa, observando cara detalhe maravilhada.
- Baba não! – ele falou rindo de mim e me dando um empurrão no ombro.
- Tom. Sua. Casa. É. Perfeita. – falei pausadamente.
- Normal , olha em sua volta. São todas parecidas. – ele disse olhando em volta também.
- Aquela da direita é linda! Muito linda! – eu falei babando mais ainda pela outra casa.
- Ah, é a do – ele falou simplesmente e no mesmo instante eu congelei. Fiquei completamente sem reação.
- Volta a respirar e vamos entrar – ele disse sorrindo maliciosamente para mim e indo pelo caminho de pedrinhas que dava para a porta da casa, passando por todo o jardim, com flores e luminárias. Era um jardim lindo.
Chegamos à porta branca, e ele destrancou e entrou primeiro, colocando as coisas no sofá preto, que ficava no canto da sala, de frente para uma televisão de plasma. Entrei logo depois e me deparei com uma casa organizada e muito bem decorada. Tinha uma lareira que ficava na parede, próxima ao sofá e a TV, mais a frente à cozinha, e uma varanda de inverno. Subindo as escadas, três quartos, três banheiros e duas varandas. Era uma graça. E como a casa do Danny, tinha muitas janelas de vidro, grandes, que permitiam uma iluminação mais intensa da casa, mostrando bem a parede amarelinha da sala.
- Vai tomar banho , porque eu sei que você vai demorar muito pra se arrumar, e faltam só 3 horas pra festa. – Tom disse subindo as escadas comigo e me mostrando onde ficava o quarto de hospedes.
- Obrigada primo!
- Disponha. E tem toalha no banheiro, pode usar se quiser. – ele disse saindo do quarto.
- Sabia que tava esquecendo alguma coisa – falei dando um tapa em minha própria perna.
Tom fechou a porta e eu fui direto para o banheiro, que ficava no quarto, e liguei a água quente. Tirei minhas roupas e entrei no chuveiro, sentindo a água quente em minhas costas. Tomei um banho relaxante e sai com a toalha enrolada.
Antes de colocar o vestido, fui fazer a chapinha, para não amassá-lo.
Sentei na cama e fiquei algumas horas fazendo a chapinha. Ao terminar, coloquei meu vestido roxo, que Tom havia me dado, junto com a sandália prata, amarrada na canela, com uma fileira de brilhos na frente, que eu trouxe do Brasil.
Tirei todas minhas maquiagens da bolsa, para ver qual eu usaria. Fui para frente do espelho e comecei a fazer caretas e me divertir comigo mesma. Olhei pra baixo, e vi que minha maquiagem me chamava, então, peguei um lápis preto e fiz o contorno de meus olhos, coloquei uma sombra prata com purpurina. Estava simples, mas bonito.
Olhei meu celular e vi que já eram quase 08h30min. A festa já havia começado e daqui a pouco Tom estaria na minha porta.
Passei um batom rosa, e não demorou muito para baterem na porta.
- Prima, você ta pronta? – Tom perguntou do outro lado da porta.
- Acabei de ficar pronta nesse exato instante! – disse guardando as coisas e indo abri-la.
- WOW! Você esta maravilhosa – ele disse me olhando de cima a baixo, me fazendo ficar constrangida e com as bochechas ligeiramente vermelhas.
- Você não esta nada mal também, primo! – falei observando-o – um gato!
- Obrigado – ele olhou para baixo, tentando se ver, e voltou o olhar para mim – Esse vestido ficou lindo em você mesmo. Não tinha como não ser seu.
- Você é o melhor, Tom – eu disse abraçando-o que sorriu mostrando sua covinha. Foi mais forte que eu, então a mordi.
- Canibal! – ele reclamou passando a mão aonde eu tinha mordido.
- Eu avisei que ainda queria morder sua covinha – falei dando os ombros e começando a descer as escadas.
Entramos no carro e fomos para a festa.

Capitulo 9 - “You know that everybody likes to party on Saturday night”

O lugar da festa era lindo. Como em um conto de fadas. Não preciso dizer que eu estava maravilhada, não é?
Na frente, tinha um jardim muito grande, com flores de todos os tipos rodeadas por ele, com um caminho onde era iluminado por postes de luz, simples e bonitos, com enfeites rosa, provavelmente a gosta da Carrie. Na porta do salão tinham quatro seguranças e uma pessoa que cuidava da lista. Quando viram Tom comigo, nem falaram nada, apenas ‘boa noite’ e ‘aproveitem a festa’.
Fiquei encantada com a decoração do salão. Ele era muito grande, com um piso claro e paredes brancas. Tinhas muitas mesas espalhadas, com decoração rosa e arranjos de flores em cada um. Tecidos brancos estavam no teto, dando um acabamento lindo na festa. Luzes em todos os lugares, e um DJ no canto do salão, com a pista de dança e luzes coloridas, alegrando o ambiente.

- Temos que achar nossos pais e Carrie – disse a Tom.
- Vamos lá – ele disse pegando em minha mão e andando pela festa.
Por sorte encontramos logo nossos pais, que estavam em pé, de frente para uma mesa, com taças de champagne na mão.
- Queridos! – Tia Debbie veio em nossa direção assim que nos avistou, nos abraçando.
- Oi Tia, Oi mãe – eu e Tom dissemos juntos.
- Vocês estão lindos – ela elogiou nos olhando.
- Oi filha! Oi Thomas! – minha mãe nos abraçou também, seguida pelos cumprimentos de meu pai e meu irmão. – Estão lindos!
- Obrigada – agradeci primeiro, sendo seguida por Tom.
- Tom, você tem que apresentar a família para a – Debbie disse a Tom. Imediatamente olhei para minha mãe que fez uma careta para mim. Ela sabia que eu era muito tímida, e isso de apresentação iria me torturar. Principalmente quando você é da família e as pessoas descobrem depois de 17 anos!
- Irei, mas tenho que achar minha irmã primeiro. – Tom respondeu apertando minha mão. – E falando nisso, não que tenha alguma coisa a ver, mas, Tia, a pode dormir lá em casa depois daqui?
- Erm... Claro Tom! – minha mãe respondeu olhando para mim, que estava surpresa com o pedido – Sem problemas, querido.
- Obrigado tia – ele disse sorrindo pra mim – Vamos procurar a Carrie?
- Claro – falei saindo de lá com ele, ainda de mãos dadas.
Escutamos nosso pais comentando “eles ficam uma graça juntos” e “que bom que estão se dando tão bem“

Andamos um pouco e vimos Carrie conversando com dois meninos. E nossa, eram muito gatos. Um era loiro com olhos verdes e o outro moreno de olhos azuis. Ambos com a franja jogada no olho.
- CARRIE! – Gritei e corri para abraçá-la. – Você está linda, prima!
- Você também ta muito bonita, ! – ele me elogiou – Oi Tom!
- Você ta linda, Carrie – Tom disse abraçando a irmã.
- , deixa eu te apresentar – ela me puxou em direção aos dois meninos bonitos – Esses são meus amigos, Kevin e Josh – ela disse apontando primeiro para o loiro depois para o moreno, que estavam quase me secando, mas eu ia fingir que nada aconteceu.
- Olá meninos – disse dando dois beijinhos em cada um.
- Oi ! - responderam em coro.
- Então, você é a prima brasileira da Carrie? – Josh perguntou.
- A própria – sorri.
- Bom, o papo está ótimo, mas tem coisas para fazer – Tom disse ligeiramente irritado, e me puxou pela cintura – Vamos ! .
- Ok Tom – eu assenti com a cabeça. Não iria discordar dele – Beijo meninos.
- Tchau – eles responderam em coro outra vez.
Enquanto saímos de perto deles, pude sentir os olhares sobre mim, ficando com vergonha. Pensei que isso tinha passado despercebido, mas pensei errado.
- Não gostei daqueles dois te olhando – Tom disse sério.
- Não foi nada Tom – falei calmamente.
- Não ? – estávamos parados agora, de frente um para o outro por causa do ataque de ciúmes – Eles dois estavam quase te comendo com os olhos e você diz que não é nada? .
- Tom, eu acho lindo seu ataque de ciúme e querer me proteger, mas relaxa. Não quero brigar, principalmente aqui, e olha, eles são dois idiotas por fazerem isso. Às vezes não esperavam por uma brasileira, sei lá... Não tem nada demais, esquece isso e vamos logo que eu quero conhecer sua família.
- Nossa família – ele me corrigiu – e me desculpe. Eu me sinto na obrigação de te proteger, você é minha priminha e mesmo esse pouco tempo, eu te vejo como outra irmã mais nova entende? .
- Ah Tom, eu amo você! – abracei-o.
- Também te amo prima – ele disse – agora vamos lá – ele falou me puxando outra vez e começando a me apresentar a toda família.
Ficamos uma hora nas apresentações. Nunca vi tanta família junta, e todos ficavam impressionados com a minha humilde existência. Acho que isso atrasou um pouco toda apresentação.

- Ih, acho que é o ali – Tom falou fixando seu olhar em uma pessoa e forçando sua visão. No mesmo instante minha respiração falhou e eu fiquei corada e com as pernas bambas.
- Bom, os guys com certeza estão com ele – Tom disse – Vou te apresentar, prima! .
Estávamos no meio do caminho quando eu parei de repente:
- Tom, espera! – falei suplicante – E... E se eles não gostarem de mim? E se eu não for legal ou eles me verem só como uma fã? E se... – fui interrompida por Tom.
- O vai gostar de você, ! Fica tranqüila – ele disse suavemente, mudando minha expressão de preocupação para desespero. Como ele sabia? .
- Tom... Do que... Do que você está falando? – perguntei gaguejando.
- Toda vez que eu falo o nome , sua respiração falha . É lógico que ele é seu preferido – disse ele.
- É... Ok confesso... Ele é meu preferido. - falei soltando a respiração – E você fica quieto em relação a isso, ok? .
- Pode deixar, madame – Ele fez ‘sim’ com a cabeça – Agora vamos! .

Fomos andando em direção e eles, e eu já conseguia ver os outros garotos, inclusive James Bourne, ao redor de Danny, que estava de costas para onde estávamos.
Parecia que estávamos em câmera lenta, e a cada passo que dávamos meu coração acelerava mais e mais. Não sei se já estava preparada para esse encontro. O encontro que esperei por uma boa parte da minha vida, e que aconteceu em meus sonhos mais loucos, e que agora, estava prestes a se realizar.

- Hey guys – Tom disse animado apertando a mão de cada um deles – Quero apresentar uma pessoa a vocês. – ele falou me puxando e colocando ao lado dele, que sorri fraco sentindo todos os olhares voltados a mim.
- Essa é minha prima – ele disse – e eles são , , e James.
- Oi gente – eu disse indo falar com cada um, do mesmo jeito que tinha falado com os amigos de Carrie. Por último foi o , ele estava em certo tipo de transe, olhando fixamente em meus olhos. Cheguei perto dele, senti minhas bochechas arderem como nunca, e senti seu perfume passando por minhas narinas e se fixando nelas. Eu não conseguia desviar daqueles olhos azuis hipnotizantes, eles me faziam querer aproximar cada vez mais.
- Erm... Oi – eu falei completamente sem graça e o cumprimentei do mesmo jeito que os outros.
- Oi – ele falou corando também. Espera! corando por causa de mim? Ok, estou viajando! Só pode.
- Mas então, vocês chegaram agora? – Tom perguntou fazendo com que eu e olhássemos para ele, e acabássemos com nossa ligação entre os olhares. Muito obrigada primo.
- Não, chegamos agora pouco – respondeu.
- Vamos sentar em algum lugar? – Perguntou James olhando pela festa, procurando alguma mesa vaga.
- Achei a Carrie! – disse empolgado – Vamos lá falar com ela, depois nos sentamos. – todos concordaram e fomos falar com ela. Minha prima cumprimentou todos os meninos, depois se virou pra mim:
- Estou vendo que vocês já se conhecem! – ele disse com um sorriso malicioso no rosto.
- É, acabamos de nos conhecer, Carrie – falei repreendendo-a com o olhar.
- Sei... Que bom prima – ela falou rindo – Então guys, aproveitem a festa! – ela disse enquanto era chamada por algumas amigas que cochichavam enquanto nos olhavam.
- Não tem mesa vazia, dude – falou procurando.
- Tem uns banquinhos ali no canto – eu disse apontando para um canto, onde tinham bancos e doces, e muitos poofs.
- Aquilo é canto de pegação – disse levantando uma das sobrancelhas – mas quem liga, quero sentar.
Fomos para o canto da “pegação” e nos sentamos. Que bom que alguma alma boa havia colocado muitos bancos naquele lugar, e bom, pegamos uma boa parte deles.
Eu me sentei na ponta de um, com ao meu lado e ao lado dele. Tom e James estavam na minha frente, sentados em outro banco, e estava na poltrona ao lado.
- Então começou a falar
- – o corrigi.
- Ok, então ... – ele voltou à pergunta – você veio morar na Inglaterra?.
- Não, não... Eu vim passar um tempinho só, por causa da festa da Carrie. – eu disse – inclusive, eu descobri tudo isso tem pouco tempo – ri pensando na situação.
- Você não sabia que era prima do Thominhas? – perguntou impressionado, franzindo as sobrancelhas.
- Que coisa mais gay, dude – disse. – mas, você não sabia? .
- Não! Minha mãe não queria me contar dos Fletchers porque tinha medo de eu vir morar em Londres, já que sempre foi meu sonho – eu disse olhando para , como se tivesse medo, ou vergonha para encarar .
- Isso quer dizer então – disse pensativo – que sua mãe está ferrada.
- Você é retardado dude – James falou – Por que ela estaria ferrada? .
- Porque pensem bem – disse se explicando.
- Coisa que você não faz... – Tom falou rindo fazendo com que olhasse irritado para ele – mas continue.
- Enfim, antes dessa bicha me atrapalhar – falou gesticulando com as mãos – A morava no Brasil porque não sabia da gente – disse fazendo com que todos olhassem para ele com uma expressão confusa, pelo uso do ‘a gente’ – ela... Ela não sabia dos Fletchers, e sempre quis vir pra cá... Agora que ela sabe, e está aqui, não tem nada que a empeça de vir morar aqui – ele terminou sua explicação esbanjando um sorriso, o que me fez sorrir involuntariamente também.
- Nunca me imaginei dizendo isso, mas... – disse encarando – ele tem razão. - Todos concordaram, até eu. Tinha sentido... E agora que eu sabia de tudo, nada me impedia de vir pra Londres, fazer faculdade aqui, como eu sempre quis. Não tinha parado pra pensar assim antes, mas agora que tinha falado, eu tinha muito que planejar e contar a e .
- Quer saber de uma coisa, eu gostei muito da idéia – Tom disse sorrindo para mim – Você pode vir morar comigo, prima! .
- Não oferece que eu não resisto à tentação, primo – eu falei já pensando nas minúsculas possibilidades de meus pais permitirem isso.
- Eu to falando sério. – ele falou sério, mostrando que não estava brincando e se empolgando cada vez mais com a idéia brilhante de . – Vem morar comigo! Eu coloco você em uma faculdade boa aqui, e arranjo o que você precisar!.
- Tom, você sabe que eu quero muito vir morar aqui! Sempre quis... – falei dando ênfase no ‘muito’ – Mas isso não depende só de mim, e não sei se meus pais iriam me deixar morar com você, e eu tenho duas amigas que poderiam vir e... – fui interrompida por .
- Nós conversamos com seus pais, . – ele disse calmamente – E nós poderíamos comprar uma casa para vocês três na nossa rua, e vocês três moravam aqui.
- Gente, vocês enlouqueceram! – eu falei aumentando o tom de minha voz – Eu não vou deixar vocês gastarem dinheiro comigo, ainda mais comprando uma casa.
- Mas nós queremos isso! – disse apoiando as ampliações de sua idéia.
- E faríamos isso com o maior prazer, para ter você aqui perto de nós, – James disse sorrindo maliciosamente para mim, enquanto olhava para minhas pernas descobertas.
- Acho que vamos ter uma longa conversa com meus pais mais tarde... – eu disse me dando por vencida. Sabia que nenhuns de meus argumentos seriam bons o suficiente para dizer que eu não iria morar em Londres perto deles, até porque eu queria isso mais do que qualquer coisa.
Ficamos algumas horas conversando, sobre tudo. Sentia-me em casa com eles, super à vontade, como se todos ali fossem meus amigos de infância.

- AH! NÃO ACREDITO! – gritei de repente quando uma musica começou a tocar. Todos se assustaram com meu grito e olharam para mim esperando qualquer tipo de explicação.
- É uma musica do Brasil! – eu disse me levantando e começando a dançar discretamente e cantarolar a musica, que era um funk – quem vai dançar comigo?
- Eu vou – disse, se levantando e fazendo com que todos tirassem o olhar de mim e pusessem nele. – Eu quero pegar alguma coisa pra beber depois mesmo. – ele disse dando os ombros e indo (lê-se: sendo arrastado comigo) para a pista de dança.
- Vou mostrar o que as brasileiras sabem fazer – disse baixinho e rindo do meu próprio comentário;

Começamos a dançar, e como era funk eu ia até o chão, e Dougie não estava muito atrás. Acho que ele estava empolgado com a minha empolgação e acabava seguindo meus passos. Sempre que olhava para os lados tinham meninos me olhando, principalmente os dois amigos que Carrie me apresentou, e muitas garotas fazendo cara feia para nós, não sei se por inveja de eu estar dançando com Dougie Poynter ou inveja por não dançarem tão bem como eu (sim, sei que sou muito modesta). Vi que os garotos do McFly me olhavam abobalhadamente, principalmente James e que todos os momentos que reparei ambos estavam com seus olhos fixados em mim. Eu não gostava de ser o centro das atenções, mas hoje isso estava fora de meu alcance. Membro novo na família, brasileira, com o McFly, dançando diferente de todos ali...

- , vamos pegar alguma coisa para beber? – perguntou depois de três musicas, que eram brasileiras e eu fazia questão de dançar para mostrar meu potencial a essas inglesas invejosas.
- Vamos sim, – respondi, seguindo-o até o balcão do mini bar que havia na festa.
- O que você vai querer? – ele perguntou a mim.
- Ah, uma água mesmo, meus pais estão aqui, complica a minha situação – eu disse brincando.
- Vou te acompanhar então – ele falou – Não posso dar mau exemplo.
Pegamos nossas águas e nos sentamos nos bancos que tinham ali do lado, antes de voltar para onde os meninos estavam.
- Achei engraçado o jeito que e James olhavam para você – ele começou a puxar um assunto, um tanto perigoso – estavam babando. – ele riu.
- Ah, que isso – falei começando a sentir minhas preciosas bochechas queimarem – É claro que não...
- , você sabe que eles estavam olhando para você – afirmou.
- Não sei ... Não acho que fosse pra mim, sabe... – eu falei sem graça.
- Tinha mais alguém naquela pista dançando maravilhosamente bem como você? – ele falou de uma maneira engraçada – por que se tinha, eu não vi! – mandei língua para ele e bebi minha água.
- Não gosto de ser o centro das atenções – falei dando outro gole.
- Não parece mesmo – ele concordou. - Mas então, quer dizer que você é nossa fã? .
- O Tom te disse isso? – perguntei meio desesperada, e ele concordou com a cabeça – Eu não acredito! Eu mato meu primo. – falei séria.
- Por quê? – perguntou confuso.
- Porque eu não quero que vocês me vejam como fã, não quero ser isso. Quero ser amiga de vocês do jeito que sou com o meu primo. – falei sendo meio grossa com ele.
- Não , claro que não! Nós nunca te vimos assim! Por favor, não pense isso! – ele falou rapidamente, parecendo nervoso com a situação.
- Calma! – eu ri – Tudo bem, . Eu espero que não me vejam assim mesmo...
- Com certeza não. – Ele falou mais calmo agora – Mas, uma pergunta... Como VOCE vê nos vê? – ele deu ênfase no ‘você’.
- Hum... – coloquei a mão no queixo – Sempre te vi como meu melhor amigo, o Tom como um irmão mais velho, como um amigo super protetor e o ... – parei de falar. Como eu ia dizer para o melhor amigo do meu Mcguy preferido que o amava?
- O ...? – ele perguntou erguendo a sobrancelha.
- É... – respondi vagamente.
- Ele é o seu preferido! Que ótimo! – disse empolgado.
- , por favor, não conte a ele. Não quero que ele saiba! – falei desesperada, quase suplicando a ele.
- Hey, não vou estragar a confiança da minha futura melhor amiga – ele disse piscando e se levantando do banco onde estávamos. – vamos?
Sorri largamente pegando em sua mão para me levantar e o acompanhei de volta a onde estávamos antes.
Quando estávamos próximos já, Josh puxou meu braço:
- Posso falar com você, ? – Ele perguntou ainda segurando meu braço, fazendo com que , que estava ao meu lado parasse também.
- Ah, olha Josh, não acho uma boa hora... – eu falava tentando arrumar uma desculpa convincente para que pudesse sair logo dali. Olhei para o lado e vi que nos olhava com raiva e Tom também.
- Josh, não é? – perguntou segurando em minha cintura.
- Isso mesmo – ele respondeu secamente.
- A tem coisas pra fazer agora, acho melhor a conversa de vocês ficar para depois – ele disse.
- Erm... Ta bem então... – ele falou finalmente me largando – Então, te vejo depois. – ele terminou de dizer saindo de perto de nós.
- Obrigada, – agradeci suspirando pesadamente.
- Não tem de que – ele respondeu soltando minha cintura – Eu vi que e Tom não gostaram muito desse garoto falando com você, e eu também não gostei muito pra falar a verdade. Você podia me explicar o motivo disso, não acha?
- Ah, não é nada demais... – comecei a falar com desdém – é só que a Carrie me apresentou a ele e um amigo, e eles ficaram me olhando muito e o Tom ficou morrendo de ciúmes, e cismou agora que não gosta deles. – falei dando os ombros.
- E o ? – ele perguntou curioso.
- Como EU vou saber ? – falei
- Interessante... – ele falou sorridente na hora em que chegamos ao canto da pegação.
Senti os olhares de raiva em cima de mim, mesmo sabendo que eu não tinha culpa alguma, não me contive em perguntar o porquê deles.
- O que houve gente? – perguntei sabendo a resposta que viria logo a seguir.
- O que aquele moleque queria com você? – perguntou sério.
- Ele só queria conversar com ela, nada mais – respondeu, aliviando minha tensão pós pergunta do .
- O que ele queria falar com você? – Tom perguntou - Não sei primo... Não fiquei para falar com ele – respondi olhando para Dougie, esperando que ele falasse alguma coisa que acalmasse os dois.
- Gente, independente do que seja a não foi e ela está com a gente aqui – ele respondeu, me deixando aliviada – será que tem como os dois se acalmarem e esquecerem isso?
- Eu só fiquei curioso – disse virando-se para falar com .
- E eu não gosto dele – Tom disse me encarando – Você sabe que ele ficou te secando hoje mais cedo, .
- Como se a culpa fosse minha – respondi no mesmo volume que ele.
- Eu sei que não é... Só não quero que você dê papo a ele. – ele disse.
- Tudo bem Tom, relaxa ok? – falei me sentando em uma das duas cadeiras vagas, já que e James haviam passado para o sofá em que eu e estávamos sentados antes da musica. Dougie sentou ao meu lado, e ficamos todos conversando como antes. Tom e já não estavam mais estressados, para minha felicidade.

- Oi, posso tirar uma foto do McFly com James Bourne? – uma fotografa perguntou a eles, me ignorando completamente.
- Sim, claro – Tom respondeu educadamente, como sempre. Todos se levantaram e eu continuei sentada, olhando para eles.
- Espera – disse antes de ela bater a foto. – Você vem também. – ele falou pegando minha mão, fazendo com que eu me levantasse e fosse até eles, tirar foto também.
- E você é...? – A fotografa me perguntou
- , prima do Tom e nossa amiga. – respondeu antes que eu pudesse começar a falar.
- Isso – confirmei.
- Ah... ok então, preparem-se – Ela disse posicionando a câmera.
Nesse instante, segurou firme em minha cintura, sorrindo. Desisti de ficar com vergonha, e olhei para a câmera sorrindo também.
- Ficou ótima. – ela falou vendo a foto – Será que posso tirar uma foto do Tom e da prima?
- Por mim... – falei.
- Claro, sem problemas – Tom disse indo para meu lado.
Depois dessa “sessão de fotos”, voltamos a nos sentar.

- Vocês vão dormir lá em casa mesmo, não é? – Tom disse. Virei-me no mesmo instante para olhá-lo. Por essa eu não esperava, todos iam dormir lá.
- Yep – disse animado.
- Eu não vou poder ir – James falou cabisbaixo – Tenho coisas pra fazer amanhã...
- Uh... – Todos zoaram James em coro.
- Seus idiotas, não é nada disso – Ele falou se defendendo – Eu tenho que encontrar o Steve para ver algumas coisas sobre MÚSICA – falou rindo e dando ênfase no motivo do encontro.
- Tirando o James, vai todo mundo? – Eu perguntei olhando para no canto do olho, tentando disfarçar o máximo possível para que meu primo e Dougie não desconfiassem mais do que já desconfiavam.
- Isso mesmo! – respondeu olhando para mim – Você vai?
- Para a felicidade de todos vocês, sim – disse rindo, escutando comentários dos meninos como “coitada” ou “convencida”, o que me fez rir ainda mais.
- Sabe o que eu acho? – falou.
- Até aonde eu sei, não consigo ler mentes, ! – Dougie disse apertando os lábios.
- Vou te ignorar, falou.
falou – Mas hein, já que não bebemos aqui e tal, o que vocês acham de comprarmos algumas garrafas de vodka antes de ir pra casa do Tom?
- Adorei – SCRIPT>document.write(Danny) falou com os olhos brilhando, é claro.
- Você bebe ? – Tom me perguntou me fazendo soltar um risinho.
- Acho que isso responde sua pergunta, Tom – James disse.
- Por mim está feito então – ele disse se animando.
- Vamos dançar então? – falei sugestiva – para aproveitarmos mais a festa! – sorri fraco.
- Vamos – eles disseram se levantando.

Ficamos dançando pro um tempo, todos juntos em uma roda, e claro, que uma hora ou outra eles paravam para ME olhar dançando, e como eu não via, por que me desligo do mundo enquanto danço e fico a maior parte do tempo de olhos fechados, eles continuavam, e quando eu abria os olhos de repente, estavam todos vidrados me olhando. Era uma situação um tanto quanto constrangedora.

Paramos de dançar na hora dos Parabéns, que foi mais tarde do que o normal, estranho isso... Enfim, depois disso, ficamos conversando mais um tempo, e decidimos ir embora quando eram aproximadamente 5 horas da manhã. Despedimos-nos de todos, dos meus pais, Carrie, tia Debbie e da família e fomos para os carros.
- Vocês vieram no carro de quem? – Tom perguntou rodando suas chaves da mão.
- James – responderam os três juntos.
- Então vamos – ele disse abrindo as portas do carro. Corri pra sentar no banco da frente, pra evitar mais um momento tenso, já que eu ia passar a noite com os guys, e com então não precisaria passar mais o tempo de ida à casa de Tom com vergonha dele ou algo do gênero.
- Passa no bar perto de casa e a compra as nossas vodkas – disse encostando-se no banco do motorista.
- Hei, por que eu? – perguntei indignada. Iria começar a falar que era trabalho escravo, por ser menor de idade daqui a pouco, e outra, eu estava na Inglaterra, nunca iriam vender bebida pra mim.
- Por que somos famosos, espertinha! – ele falou como se fosse obvio – e você ainda não. - Como assim ainda? Não tinha pensado nisso... Quando as fotos fossem divulgadas, o mundo saberia de mais uma nova Fletcher na família e eu ia ser bem conhecida por ai. Isso seria bem interessante.
- Mas ela naquele bar cheio de homens e... – começou a falar descontroladamente.
- Para de ser paranóico, dude! – interferiu rindo do amigo – Ela só vai comprar as bebidas e sair, e quem sabe conseguir um desconto pra gente.
- Não estou paranóico, só estou dizendo o que o Fletcher iria falar mais tarde – falou.
- Na verdade, eu não tinha pensado em nada disso – Tom disse fazendo ficar totalmente sem graça e com as bochechas vermelhas, se escondendo no banco do carro.
- Vai lá ! Arrasa! – disse quando Tom estacionou o carro na frente do bar que ficava uma quadra antes da rua que os guys moravam.

- Respira – falei para mim mesma enquanto andava desengonçadamente, por minhas sandálias estarem machucando meus pés há horas, para o bar.
- Boa noite, vocês tem Vodka? – perguntei ao balconista enquanto mexia em meus cabelos.
- Quantas você quer? – ele perguntou olhando indiscretamente para mim.
- Eu... Eu quero duas, por favor – falei. Ele virou-se e pegou duas garrafas para mim.
- 30 libras – ele respondeu olhando para minhas pernas agora.
- Aqui está – entreguei o dinheiro a ele e sai andando rápido de lá.

Entrei no carro e coloquei a sacola com as duas garrafas no colo.

- E ai, como foi prima? – Tom perguntou enquanto virava a chave para ligar o carro.
- Tirando o fato daquele cara nojento não para de me olhar ou olhar para minhas pernas, tranqüilo – disse ligeiramente irritada.
- Ele ficou te olhando tanto assim? – perguntou parecendo se irritar também.
- Ficou – respondi abaixando meu vestido que subira um pouco quando me sentei.
- Da próxima vez ela não vai comprar bebida alguma – ele disse com certeza.
- Concordo – disse.


Capitulo 10 - “It's where we started...”

Não demorou muito para chegarmos à casa do Tom. Logo estávamos os três parados na frente da porta, esperando Tom achar a chave de casa.

- Caipirinha o que vocês acham? – perguntei de repente.
- Uma idéia fantástica – disse empolgado. Sabia que ele amava caipirinha, e eu não iria perder a chance de agradá-lo.
- Você tem 17 anos e sabe fazer caipirinha? – Tom me perguntou dando um de primo protetor.
- Fala sério Tom, sempre saia pra festas assim com meus amigos, e acabou que eu aprendi ué – disse normalmente.
- Sorte sua que eu não te conhecia antes – ele falou
- E você ia fazer o que? – perguntei em um Tom irônico.
- Qualquer coisa pra não deixar você entrar nesse mundo da perdição tão cedo – ele respondeu.
- Não adianta, vocês iriam me levar a ele quando eu viesse pra cá – respondi vitoriosa, deixando meu primo quieto.
- Direto para a cozinha – falou pegando as garrafas de minha mão. Tirei as sandálias e coloquei ao lado do sofá. Finalmente meus pés estavam tocando o chão. Aquelas sandálias estavam me massacrando.
Fui para a cozinha e junto com os garotos fiz um jarro grande de caipirinha forte. Pegamos alguns copos e fomos pra sala. Afastamos a mesa de centro que tinha e nos sentamos em uma roda.

- Dude, são quase seis da manhã – falou impressionado.
- Vamos beber antes de amanhecer então – Eu disse pegando o primeiro copo e colocando caipirinha nele.
- Te acompanho – disse fazendo o mesmo que eu.
Depois de pelo menos cada um virar três copos cheios, estávamos relativamente felizes, ou completamente bêbados. Depende de sua interpretação.

- Está amanhecendo – falei. – vamos à piscina?
- Vamos! .
- Foto! Foto! Foto! – dizia repetidamente pegando a maquina de Tom que havíamos levado para a sala antes de chegarmos a esse estado.
- Prepara ai zinho – falei cambaleando até a piscina.
- MERDA – gritou colocando a mão no rosto. Ele tinha acabado de bater no vidro da porta que dava ao jardim dos fundos. Todos riram muito dele que ainda reclamava com a mão no rosto por causa do pequeno acidente.
- Preparem-se para pular – Tom disse tirando a blusa sendo imitado pelos outros. Eu que estava de vestido, não ia tirar nada, apenas fiquei observando a paisagem em minha frente, e meu deus, o que era aquilo? Aqueles corpos sarados e barrigas definidinhas, principalmente a do . Ui, eu ia ter um ataque do coração. Respira , FOCO! .
- Acho que a devia tirar o vestido – cuspiu as palavras fazendo olhar de cara feia e eu também.
- Tira o cavalinho da chuva . Não é porque eu estou bêbada que eu ia ser idiota a esse ponto. – Respondi grosseiramente e me embolando em minhas próprias palavras.
- não ia gostar que a gente visse também – falou rindo. Ótimo, a bebida entra e as verdades saem? Isso quer dizer...
- Cala a boca respondeu antes que eu pudesse concluir meu pensamento.
- Ele tem ciúme da – Tom disse brincando e indo me abraçar.
- E está afim dela – agora foi a vez de .
- E eles vão se pegar no escurinho – falou. mandou um “vai Tomar...” para os três e abaixou a cabeça. Eu estava completamente sem reação. Ia fazer o que nessa hora? Falar: “, você é meu sonho de consumo?”. Com certeza não...
- Erm... Vamos para a piscina? – Mudei de assunto.
- Piscina, isso! – falou se animando novamente.
- O sol está nascendo, dude – falou parecendo um gay.
- Bicha! – Dissemos todos juntos.
- Prepara a máquina disse indo para a beira da piscina. - Preparar! Apontar! Fogo – falou apertando o botão e saiu correndo, e claro, acabou escorregando e batendo em que caiu antes na piscina, me levando junto, que estava ao seu lado. Enquanto isso Tom e ficaram na beirada rindo de nós desesperadamente.
Depois dessa cena linda, puxamos Tom e para dentro também e ficamos lá jogando água um no outro, afundando, e brincando de briga de galo, que eu perdi todas às vezes.
Ficamos lá durante horas. Quando saímos (sim, ninguém se afogou) estávamos todos bem melhores e conscientes.
- Tom, vou tomar banho. Me empresta uma roupa? – pedi a ele.
- Claro prima, vamos lá – ele falou pegando minha mão e subindo a escada.

Tomei um banho quente e coloquei as roupas de Tom. Uma blusa de manga comprida branca e uma boxe quadriculada.
Desci já pronta para encontrar os meninos que estavam na cozinha. Fui para lá e vi que procuravam alguma coisa pra comer.
- Estou com fome! – disse me sentando na bancada.
- E a gente não? – disse. Mandei língua para ele e falei de novo:
- Que tal pedir pizza? – disse sugestiva.
- São 11 horas da manhã, falou.
- E daí? Ficamos na piscina até agora – disse.
- Tem sentido – falou me ajudando.
- Você não conta – disse batendo na cabeça dele.
- Quem vai ligar? – Tom falou rendido olhando para mim que sorri.
- Me dá isso ai – disse pegando o telefone da mão dele e discando o numero da Domino’s.

- Vídeo game enquanto isso? – me perguntou.
- Vou acabar com você – disse com um sorriso no canto da boca e pulando da bancada.
- É o que veremos! – Ele disse indo à sala.
ligou o vídeo game, e começamos a jogar Winning eleven. É claro que ele era viciado nisso e eu uma completa negação, e pra minha sorte, a pizza chegou antes de eu ser completamente humilhada.
Comemos na sala e emendamos em uma competição de vídeo game. Perdi todas às vezes, Tom foi o campeão, com em segundo lugar seguido por e .
Quando vi, eram quase duas horas da tarde e eu estava caindo de sono. E pelas caras, não só eu.
Estava passando F.R.I.E.N.D.S na TV, meu seriado preferido. Eu estava deitada no sofá, com a cabeça apoiada no colo de , que fazia carinho nela, Tom estava sentado no chão com , ambos apoiados no sofá, e ao lado de .
Não demorou muito para eu pegar no sono e não ver mais nada.


Capitulo 11 - “Then just look into my eyes, 'cause the heart never lies”
Escutei um barulho alto de alguma coisa (ou alguém) caindo, e rapidamente abri os olhos. Havia levado um susto com o estrondo que havia feito.
Deparei-me com um sentado massageando sua bunda, fazendo cara de dor.
- Não me pergunte nada – ele disse quando viu que eu havia acordado.
- Não ia perguntar – respondi baixo. Olhei para cima e percebi que estava na mesma posição em que dormira. Deitada no sofá, com a cabeça apoiada no colo de , que agora dormia com a cabeça jogada e boca aberta.
Levantei-me calmamente, fazendo o máximo possível para não acordar , que apesar de estar dormindo completamente estranho, ficava lindo. E eu não queria acordá-lo.
Fui para a cozinha onde estava conversando com .
- Bom dia amores de mi vida – falei bocejando.
- Bom dia – disseram em coro.
- Que horas são? – perguntei confusa. Havíamos ido dormir 2 horas da tarde no dia anterior, depois da bebida, piscina, vídeo game, pizza, Friends. Foi um dia bem interessante aquele.
- São 9 horas da manhã – disse vendo em seu relógio de pulso – E sim, dormimos o dia e a noite toda.
- Dude, acho que não durmo assim nem quando estou de ressaca – falou brincalhão.
- Me superei dessa vez – disse puxando uma cadeira da mesa.
- O que faremos hoje? – perguntou a nos.
- Não sei pink! – falei rindo da cara que os dois fizeram.
- O que? – perguntaram juntos.
- Nada não, é um desenho, cérebro – disse continuando a brincadeira, sabendo que nenhum dos dois ia entender.
- Enfim... – começou, desistindo de esperar por uma explicação melhor - O que vamos fazer? Está chovendo e está muito frio.
- Não estou com frio – respondi sentindo o ambiente. Não estava frio. não devia ter se recuperado ainda, só pode.
- É claro “cérebro” – ele disse fazendo aspas com as mãos e imitando minha voz – nós ligamos o aquecedor.
- É claro... – falei.
- Podemos tomar chocolate quente, ligar à lareira e ficar a toa com violões – Tom disse entrando pela porta, fazendo nós três darmos pulos de onde estávamos de susto por não esperar que alguém aparecesse pela porta, muito menos responder a pergunta da NOSSA conversa.
- Dude! Não mata a gente de susto. – disse com a mão no peito.
- Porra Tom – eu e falamos juntos. com a respiração mais pesada e eu com os olhos arregalados.
- Desculpa dudes. – Ele disse pegando um copo – Mas o que acham?
- Eu amei! – respondi fazendo meus olhos voltarem ao normal – Um show particular do Mcfly! Tudo que pedi a deus – ri.
- Você ganhou bem mais que isso, disse – Você é prima do Tom e é nossa amiga.
- É verdade – disse pensativa – Mas eu ainda não tive um show particular, e falta o strip e...
- Strip? – perguntou – Você vai participar?
- Cala a boca – falei mandando o dedo do meio para ele.
- É, cala a boca ! – disse me defendendo.
- Então não é só o que morre de ciúme da ? – disse levantando uma de suas sobrancelhas e abrindo um sorriso no canto da boca.
- É claro! – Ele disse como se fosse obvio.
- Vai rolar fight pela dama! – não se conteve e começou a rir.
- Fica quieto , é sério! – eu falei rindo junto.
- Você é tarado – Tom falou – e você acha MESMO que eu vou deixar a minha prima fazer strip perto de você, taradão? Vai sonhando!
- Assim que se fala primo! – Falei batendo palmas.
- Bom dia – apareceu na porta da cozinha coçando os olhos, que estavam vermelhos.
- Bom dia – eu disse me levantando da cadeira e dando um beijo estalado em sua bochecha.
- Bom dia – ele respondeu sorridente me abraçando de lado. Olhei para os guys, sem graça e vi que os três reviravam os olhos.
- Bom dia para você também falou já que tinha esquecido que havia outras pessoas na cozinha e não só eu.
- Ah, vocês... – ele falou ainda sonolento – Bom dia!
- Olha como você fala com a gente dude – respondeu fingindo estar ofendido. Eu acho que ele estava fingindo pelo menos.
- Agora só quer saber da ... – disse olhando maliciosamente para , que entendeu o recado da brincadeira e logo cutucou Tom, que estava parado ao seu lado.
- E esqueceu-se de nós... – Tom completou.
- E... – tentou dizer alguma coisa – E... E acho que está apaixonado! .
- Pensei que vocês só eram insuportáveis quando estavam bêbados – eu disse séria.
- Pode ter certeza que não, disse.
Ficamos conversando, todos na cozinha enquanto Tom preparava chocolate quente para todos. Depois de um tempo, já que eles todos eram o desastre em forma humana, estava tudo pronto, então, com os violões, fomos todos para a sala e sentamos em uma roda no chão, depois de acendermos a lareira.
- Já que a é a convidada, nada mais justo que ela escolha uma música – disse fazendo com que todos concordassem. - Qual você quer, ? – perguntou com o violão no colo.
- The heart never lies – falei com os olhos brilhando – É minha música preferida!
- Então ok – Tom disse começando a tocar as primeiras notas.
Tom começou a cantar, como sempre, com aquela voz linda dele, melodiosa e perfeita para um dia como esse.

Some people laugh
Some people cry
Some people live
Some people die

Some people run
Right into the fire
Some people hide
Their every desire

But we are the lovers
If you don't believe me
Then just look into my eyes
'cause the heart never lies


Então, começou a cantar. Sim, ele estava ali, na minha frente cantando a minha música preferida, com a voz que eu era totalmente apaixonada. Enquanto cantava, seus olhos eram fixos em um lugar, nos meus olhos. A conexão era impressionante, e nada iria interromper aquilo.

Some people fight
Some people fall
Others pretend
They don't care at all

If you want to fight
I'll stand right beside you
The day that you fall
I'll be right behind you

To pick up the pieces
If you don't believe me
Just look into my eyes
'cause the heart never lies

Whoa


Tom voltou a cantar, e havia abaixado os olhos por um pequeno intervalo de tempo, por causa dos acordes de seu violão, mas antes que eu pudesse notar, ele já estava me olhando novamente, e eu não conseguia evitar, não conseguia tirar meus olhos dos dele e muito menos começar a sorrir. Não só pelo momento que estava perfeito, mas por toda situação, por está ali, olhando fixamente para mim enquanto cantava a MINHA música.

Another year over
And we're still together
It's not always easy
But I'm here forever

Yeah we are the lovers
I know you believe me
When you look into my eyes
Because the heart never lies

'cause the heart never lies
Because the heart never lies


Eles terminaram de cantar e olharam pra mim, e claro que se depararam com uma chorona, que não agüentou e começou a chorar no final da música.

- , você está bem? – perguntou preocupado.
- Estou sim! – respondi enxugando as lágrimas que caiam dos meus olhos – É que eu amo essa música e to feliz!
- Hei! Você pode ter isso sempre agora – disse reconfortante.
- Nem acredito que isso tudo ta acontecendo comigo – falei sorrindo.
- Era destino poder te encontrar disse colocando o violão de lado e indo sentar ao meu lado, e me abraçando.
- Nós precisávamos de alguma amiga de verdade, e você foi a melhor coisa que nos aconteceu – disse sorrindo e limpando minhas lagrimas.
- É verdade prima, você apareceu na hora certa – Tom falou sorrindo também.
- Vou chorar mais, droga! – Eu disse rindo.
- Não chora – pediu dando um beijo em minha testa.
- Vou tentar – Falei respirando fundo e ficando vermelha depois de perceber que era que estava ali abraçado comigo.
- Gente, mudando de assunto – começou – o que vocês acham de levar a a um dos famosos pubs de Londres?
- Idéia genial, meu caro – respondi.
- Tenho que concordar – Tom falou – você precisa conhecer os pubs daqui, prima! Londres tem a melhor night do mundo.
- Tenho certeza disso – Falei sorrindo – sempre quis ir pra algum pub daqui!
- Vamos a qual? – perguntou.
- Vamos ao de sempre – disse dando os ombros – É o melhor que tem por aqui.
- É verdade – concordou – e a tem que conhecer o melhor!

TRIIIINN


- Atende ai dude – Tom pediu a que estava próximo a telefone.
- Folgado – ele respondeu

- Alô? – falou desanimadamente no telefone.
- “ Oi ! “
- Hey Carrie! Vou passar para o Tom.

- Levanta essa bunda gorda dai e atende ao telefone!.

- Fala Carrie – Tom disse já no telefone.
- “Eu vou pra um pub hoje, quer ir?”.
- Em qual você vai?
- “No de sempre, Tom! No Mustard!”.
- Nossa! Que coincidência! Vamos levar a ai hoje! – Tom disse empolgado
- “Que ótimo!” – Carrie se animou também – “Que horas vocês vão?”.
- Umas 9 horas.
- “Estarei lá! Beijos Tom”.
- See ya!


- Acreditam que a Carrie vai ao Mustard também? – Tom perguntou ainda surpreso.
- Ah que ótimo! – disse batendo palmas – vou ter companhia!
- Qual foi ? – perguntou ofendido.
- Ah meninos, é que é sempre bom ter uma companhia feminina, sabe... – falei tentando me explicar.
- Nós não vamos pegar ninguém, muito menos te deixar sozinha, disse.
- Está bem que se uma inglesa dessas peitudas te agarrar, você não vai ficar com ela – falei imaginando a situação. Não era nada legal.
- Eu não as quero, – ele disse fitando a parede que se encontrava atrás de mim.
- Então, que horas nós vamos? – disse mudando de assunto, sabendo que não devia faltar muito para minhas bochechas começarem a arder e ficarem vermelhas.
Agradeci mentalmente por ele já me conhecer bem, mesmo sendo em tão pouco tempo.
- As 9 – Tom respondeu.
- E que horas são? – perguntou ajeitando o cabelo.
- Sei lá, umas 7 horas? – disse virando a cabeça para olhar a janela.
- Dude! Passou muito rápido – disse pasmo – Preciso ir pra casa me arrumar.
- Você mora aqui na frente, – Tom falou zoando o amigo.
- Mesmo assim ué – Ele rebateu.
- Ele é viado, demora muito tempo pra se arrumar, Tom – falou.
- Até parece que você não sabia disso – falou. Comecei a rir da conversa deles. Amava esses ataques gays e me divertia demais, pelo menos nos vídeos que via.
- Eu vou também, para não nos atrasarmos – falou levantando.
- Você é o pior aqui! – Tom disse sacudindo a cabeça e fazendo mandar o dedo do meio a ele.
- Tchau disse dando um beijo em minha bochecha esquerda, e acenando para os guys que continuavam parados na sala.
- Tão educado – disse assim que fechou a porta de casa.
- Ele é educado com uma pessoa só. – começou – Acho que gasta toda sua capacidade de educação com ela sabe... – Ele terminou de falar olhando pra mim e sendo acompanhado pelos outros dois.
- Pode parando por aí – repreendi os três.
- Você gosta dele? – Tom perguntou.
- Cara, eu conheço ele há alguns dias! – falei rápido, e disfarçando qualquer tipo de sentimento.
- Você não me engana, falou sorrindo.
- Vou tomar banho – eu falei saindo rapidamente da sala e subindo as escadas até chegar ao quarto.


Capítulo 12 - “Just dance, spin that record babe”
- Como você é lerda, prima – Tom gritou do andar de baixo.
- Vai se acostumando – gritei também.

Me olhei no espelho pela última vez para poder dar os toques finais. Não que esperasse muita coisa dessa noite, talvez um pouco... Iá para o melhor pub de Londres, e estaria lá, então não custava nada se arrumar um pouco mais.
Ajeitei meu vestido, que era azul petróleo, tomara que caia e acabava na metade de minha coxa, deixando assim minhas pernas expostas.
Retoquei a maquiagem pela milésima vez e passei meu gloss.
- Finalmente pronta – disse a mim mesma.

Desci as escadas devagar, por causa do salto que usava. E assim que cheguei à sala vi Tom impaciente, batucando a almofada do sofá.

- Estou pronta, primo – falei sorrindo e ajeitando o cabelo.
- Finalmente – Ele começou a responder e virando-se lentamente – e... Wow. Valeu à pena a espera! Tenho um amigo que vai gostar mais ainda disso – ele disse maliciosamente.
- Cala a boca Tom! – disse ficando envergonhada.
- Eles já estão lá esperando por nós, vamos? – Ele perguntou erguendo a mão para mim.
- Sim senhor – respondi pegando em sua mão e o acompanhando até o lado de fora de casa, onde o carro estava.

O pub não era longe de casa, então chegamos rápido lá. Tom entregou seu carro ao manobrista e logo avistamos os garotos na porta, esperando por nós.
Estavam conversando animadamente, rodeados por seguranças do local e aos gritos ensurdecedores de fãs histéricas que aguardavam na fila.
Assim que meus olhos encontraram com de ambos sorrimos, como se esquecêssemos do resto do mundo, e até dos gritos ao lado.
- Fica perto de mim, – Tom disse preocupado – Você é a nova sensação!
- Eu? – perguntei confusa.
- A nova Fletcher, amiga do Mcfly, te diz alguma coisa? – perguntou ironicamente, imitando a voz de algum repórter.
- Sem graça – falei rindo e envolvendo meu braço ao dele, para que não houvesse risco de me separar na multidão de fãs e seguranças.

Quando nos aproximamos de onde eles estavam, alguns seguranças já nos acompanhavam até a porta, e rapidamente entramos na área VIP do pub.
Lá dentro era exatamente como imaginava. Mesas redondas e grandes, para uns 12 lugares, com bancos acolchoados em volta. Luzes fluorescentes em todos os lados e almofadas roxas espalhadas em pequenos sofás pela área vip, que fazia um contraste perfeito com o verde limão das mesas. Completamente exótico!

- James – gritou e saiu correndo em direção a uma mesa, onde James estava.
- Meu amor – James disse pulando em .
- Não mostre nosso carinho a todos, amor – disse com uma voz afetada, fazendo todos rirem.
- Hey dudes – James cumprimentou os guys – E oi – ele falou chegando perto de mim e dando um beijo perigosamente perto da minha boca, arrancando uma cara séria de , que estava ao meu lado exatamente nessa hora.
- Oi James – falei sem graça.
- Vem, peguei uma mesa para nós – ele falou para todos e me puxou pela mão, fazendo-me sentar ao seu lado.

Ficamos algum tempo conversando. Contamos piadas e histórias antigas. Até minhas historias brasileiras, que nunca eram tão engraçadas como as deles, conseguiram nos divertir. estava sério o tempo todo, depois do acontecimento com o James... Não ia comentar isso com ninguém, não tinham nem por que... Mas isso me incomodava.

- Vou pegar uma bebida – disse me levantando da mesa – alguém quer alguma coisa?
- Traz alguma coisa com Vodka pra mim, ? – pediu.
- Sim, alcoólatra! – respondi – mais alguém?
- Corona – e Tom responderam juntos.
- E eu vou ao banheiro – disse levantando-se também e saindo em direção ao banheiro, sem ao menos olhar em minha cara.
- Bom... Vou lá – falei cabisbaixa.

Desci a pequena escada da área vip e passei, com muita dificuldade, a multidão de gente que se encontrava lá. Cheguei ao bar e fiz os pedidos e como era eu, Fletcher, não demorou nem 10 minutos para chegarem.
Com as coisas na mão, quase caindo, me virei para voltar à mesa e tive a pior sensação da minha vida.
estava a poucos metros de mim se agarrando com uma piranha ruiva. Eles estavam quase se engolindo no canto da pista de dança, sem se importar com o fato que era um local publico.
Andei com passos pesados até a mesa e com uma cara completamente fechada, entreguei os respectivos pedidos e virei meu copo de vodka pura.
- Quer dançar James? – perguntei a ele esperançosa. não tinha ficado irritado no inicio e agora tava com a piranha ruiva? Então eu podia também!
- Claro linda – James respondeu sorrindo largamente e envolvendo seu braço em minha cintura para me conduzir a pista de dança. Dei uma última olhada a mesa, e vi que os três faziam caras sérias, reprovando minha atitude. Mas provavelmente nenhum deles havia visto o que eu vi, então depois eu explicaria e ficaria tudo bem.

Começamos a dançar animadamente, com nossos corpos bem próximos e sincronizados com a música que tocada, que eu nem ao menos havia identificado.
Ao olhar para frente avistei Carrie dançando na pista com dois “alguéns” que eu não tinha reconhecido ainda.

- Prima – Cheguei gritando e abraçando ela.
- Prima! – Ela disse feliz ao me ver.
- Não sabia que você já estava aqui! – disse a ela sem nem olhar para ver quem eram os outros que estavam dançando.
- Cheguei há pouco tempo – ela respondeu – passei na mesa dos guys e eles disseram que você estava por ai com o James, ai vim dançar – ela terminou com as sobrancelhas erguidas, mostrando curiosidade.
- Depois te explico – falei no ouvido dela enquanto a abraçava de novo.
- Ok – ela disse baixo – Você conhece meus amigos, não é? – ela perguntou me soltando e apontando para os meninos ao seu lado, que estavam parados juntos a James nos olhando. E bom, eram os mesmos da festa, ou seja, isso não ia dar certo!
- Erm... Claro! – falei sem graça, tentando não encará-los – Oi Josh, oi Kevin – falei indo cumprimentar os dois.
- Oi – responderam em coro. - Finalmente estou te vendo de novo – Josh falou se aproximando de mim – Podemos terminar a conversa que não deixaram acontecer, já que não tem nenhum deles aqui. -
Ele se aproximava cada vez mais, e sua mão já estava em minha cintura. Carrie havia chegado para trás para nos dar espaço e muito rapidamente James se pronunciou.

- Hey, hey, ela esta comigo – ele disse tirando as mãos de Josh de minha cintura e dando um empurrão em seu ombro.
- Você não falou nada e nem fez, e pelo que me parece, ela não esta com ninguém – ele falou sério se aproximando de James.
- Eu não preciso provar nada a você, pirralho, muito menos esta com ela o tempo inteiro – ele falou fechando os punhos.
- Então não deveria deixar ela sozinha. Alguém pode querer tirar de você – ele disse provocando-o.
- É o que você pensa... – ele falou se virando rapidamente e me puxando pela cintura, e finalmente colando nossos corpos e nossas bocas.
Ele me beijava forte, como se estivesse fazendo isso depois de tanto tempo. Como se estivesse precisando de mim.
Nossos corpos estavam cada vez mais grudados, e eu passava a mão em seu rosto, enquanto ele apertava cada vez mais minha cintura.
Por causa de toda essa pressa, não demorou muito para que nossas bocas se afastassem, e pudéssemos pegar um pouco de ar.
Imediatamente olhamos para o lado, e vimos Josh paralisado, assim como Carrie que estava ao seu lado e nos olhava de boca aberta. Ri baixinho e olhei para James, que já estava me olhando com um sorriso nos lábios.

- O que foi? – perguntei inocente vendo seu sorriso.
- Estou feliz – ele disse me olhando nos olhos.
- Algum motivo especial? – brinquei.
- Ah, especial não... – ele falou fazendo uma careta – eu só estou com a garota mais incrível que conheci, e estou vivendo o momento que mais desejo há exatamente três dias.
- Uma menina de sorte essa – falei – mas se quer saber, eu não vejo nada demais nela! – dei os ombros.
- Você pode não ver, mas eu sei que ela é incrível – ele disse me dando um selinho. Não esperava que James Bourne fosse tão fofo, e sim, ele poderia estar me conquistando, mesmo estando tudo muito confuso.
Ele me puxou pela mão, e passamos pelo meio da multidão para chegar até a mesa.
continuava sumido, provavelmente comendo aquela ruiva, e não estava lá também, e sinceramente, não queria saber onde ele estava.
e Tom estavam conversando animadamente e bebendo. Acho até que a parte do animadamente era efeito da bebida, pois tinham alguns copos vazios na mesa.

- Mãos dadas? – Tom disse atropelando as palavras.
- EU SABIA! – gritou dando um pulo da mesa e derrubando o copo que estava em sua mão.
- Sabia o que, sua bicha? – James perguntou rindo do estado que estava.
- Que vocês estavam juntos, oras – ele disse se sentando de novo e analisando o copo, agora vazio, de sua mão.
- Quem está junto? – chegou pelo nosso lado, junto da ruiva e olhou diretamente para minha mão que estava entrelaçada na de James e imediatamente franzindo a testa e ficando sério.
- Você e ela – Tom disse apontando para os dois.
- Ah, é... Claro... – ele falou ainda me olhando.
- Não vai apresentar ? – James perguntou me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
- Porque você quer que apresente? – Perguntou grosseiramente a ele.
- Para você fingir que é educado uma vez na vida, falou.
- Ah, ok – falou bufando e desviando o olhar de mim – Essa é a Rosali, e Rosali, esses são os caras da minha banda, a , prima do Fletcher e o James.
- Muito prazer – Ela disse tímida. Só faltava agora isso, eu queria voar nessa garota e ela estava ali, tímida e provavelmente iria ganhar o coração dos MEUS amigos.
- Prazer Rosali – responderam juntos.
- Oi – disse secamente.
- Pega uma cadeira – Tom disse simpático.
- Ah, claro! – ela disse empolgada – Obrigada.
- Senta aí falou batendo no espaço do banco ao seu lado.
Me sentei ali ao lado de e James, de frente para a ruiva e .
James estava com a mão sobre minha coxa, arrancando olhares irritados de , que via tudo, e me fazendo sorrir vitoriosamente cada vez mais.
A cada intervalo de conversa, nos beijávamos. Não por iniciativa minha na maioria das vezes.
não ficava muito atrás, toda hora beijava a ruiva. E infelizmente, nos tempos vagos, ela estava se dando muito bem com os guys. Ela era simpática, divertida e ria de todas as piadinhas que eles faziam, e claro, me deixava mais irritada a cada minuto que passava.

Algum tempo depois voltou à mesa com uma garota loira, e sim, essa era bem simpática. Ficamos conversando animadamente enquanto os garotos falavam sobre próximos shows e a ruiva nojenta prestava atenção.
Como eu, ela não tinha gostado da tal Rosali. Alguém estava a meu favor nessa história.

- Gente, eu acho que podemos ir, não acham? - disse fechando os olhos.
- Que horas são? - perguntei a James.
- Quase 5:30 da manhã! - ele respondeu olhando em seu relógio prata e gigante.
- Pode ser prima? - Tom perguntou.
- Claro primo! - respondi - Eu vou dormir na sua casa?
- MEU DEUS - ele falou dando um pulo da cadeira, assustado - não falamos nada com seus pais hoje! Eles vão matar a gente! - ele disse com a mão na cabeça.
- AH! Eles vão matar a gente - Tive a mesma reação de desespero.
- Não adianta ligar pra eles agora, gente - falou - Vão ter que esperar até amanhã mesmo...
- E , eles sabem que você está com o Tom - James disse.
- Como se fosse grande coisa - falei mordendo o lábio. Estava nervosa.
- Muito obrigado pelo voto de confiança prima querida - Tom disse ofendido com meu comentário.
- Estou brincando priminho - falei indo até ele e abraçando-o - Eles confiam em você, até porque, se não confiassem já teriam rodado Londres inteira pra me procurar.
- Imagino... - ele disse rindo.
- Vou com você, Tom - falou levantando.
- Não sabia que ia embora agora, mas enfim... - Tom disse levantando-se também.
- Então vamos - falei.
- Mais alguém vai com a gente? - Tom perguntou.
- Eu vou com o - disse.
- Me cabe no seu carro? - James perguntou a Tom.
- Nem vem, vou deitado no banco de trás - disse pegando as chaves na mesa.
- Vou com você - James disse decepcionado.
- Então vamos - falou deixando o dinheiro em cima da mesa, pela conta, e indo em direção a porta.

Fomos andando até a porta, sem dificuldade, já que a boate já havia esvaziado bastante.
Paramos na frente do carro de Tom para podermos nos despedir. Os meninos se cumprimentaram e eu fui me despedir logo em seguida, falando primeiro com , depois abraçando fortemente e por último James, que me puxou pela cintura e me beijou, como um beijo de despedida.

- Da pra parar? - Tom resmungou.
- Desculpa primo - disse.
- Então da para a gente ir? - perguntou irritado, encarando a janela do carro de Tom.
- Sim, sim - respondi mais uma vez, dando um último selinho em James e entrando no carro.


Capítulo 13 - “I don't wanna finish this dance alone”
- Então a senhorita e o James - foi falando no banco de trás do carro.
- É ... - respondi olhando pela janela do carro, com a cabeça apoiada em minha mão. Não sei se havia feito uma besteira, ou se estava feliz com toda essa situação. James não era o , mas era uma ótima pessoa, e eu sabia que ele se importava comigo.
- O que te levou a ficar com ele, ? - Tom perguntou sem desviar sua atenção da rua.
- Ah Tom, não sei... - respondi - ele já parecia interessado em mim, não sei.
- Eu sei que não foi só isso - se adiantou - Conta logo pra gente .
- Tava mais do que na cara que era do que você estava afim, - Tom completou o pensamento de .
- Ok - bufei - Eu fiz besteira - me dei por vencida.
- Por que você ficou com ele? - perguntou, pedindo uma explicação, já que o meu comentário tinha sido inútil.
- Quando eu fui ao bar, vi o com aquela ruiva nojenta... - Falei.
- Eu sabia! - disse alto.
- Não sei por que o ficou com ela - Tom falou - estava na cara que ele também estava gostando de você.
- Ele não está gostando de mim, e nem eu dele, Tom - falei irritada com o comentário. Eu não estou nem vou gostar de .
- É claro que não - disse ironicamente, fazendo Tom rir.
- Eu não estou brincando - disse grosseiramente, ficando cada vez mais irritada.
- Está escrito na sua testa que você é louca por ele - Tom disse - E na dele que está louco por você. E você sabe disso - ele afirmou.
- Não sei de nada não - falei.
- Ele só morre de ciúmes de você, te olha o tempo todo, não gosta de ficar longe, só fala com você, e tem vontade de matar o James e aquele amigo da Carrie quando estão perto de você - contou os fatos - É, não da mesmo pra perceber que ele é louco por você.
- Coisa da cabeça de vocês, isso sim - falei mostrando a língua para os dois.

Fomos o resto do caminho em silêncio, e no meu caso, pensando. Sabia que tinha dito a verdade, mas não podia me iludir, nem me entregar completamente. Ele era , mulherengo, e eu não ia sofrer por causa dele. Não ia admitir que era louca por ele de jeito nenhum.

- Então dude, passo lá amanhã pra gente ir pra gravadora - disse quebrando o silencio assim que o carro parou no portão da casa de Tom.
- 3 horas? - Tom perguntou.
- Isso mesmo - Ele disse abrindo a porta do carro - Até mais dude, beijo - ele deu um beijo na minha cabeça e saltou do carro, fechando a porta em seguida e indo em direção a sua casa, que era na frente da de Tom.

- O que vocês têm na gravadora amanha? - perguntei curiosa.
- Ensaio e reunião - Tom respondeu abrindo a porta de casa.
- Hum – disse apenas.
- Você vai com a gente, estou só avisando - ele riu.
- Já que você insiste - dei os ombros rindo também.
- Espera - ele parou de repente - Não é amanhã que você vai embora?
- Ai não! - falei sentindo meus olhos pesarem. Não queria ir embora, principalmente agora. Mal tinha conhecido meu primo, e o Mcfly, e nem Londres eu havia conhecido.
- Calma, calma - Tom disse nervoso - vamos pensar em alguma coisa! Você não pode ir embora agora! Não vou deixar não!
- Ah primo! Você é lindo - pulei no pescoço dele e o abracei forte.
- É sério! - ele falou.

- Primo, seu telefone pisca - falei com os olhos brilhando. Adoro coisas que piscam e brilham!
- Ah, deve ser mensagem de voz - ele falou observando o telefone. - Dá play ai!
- Ok - respondi apertando o botão verde.

"Oi Tom! É só pra avisar que precisamos conversar com a ! Tem como vocês virem aqui na casa da Debbie amanhã, já que vocês dois desapareceram? Beijo da sua tia!"

- Pelo menos ela não brigou pelo nosso desaparecimento! - disse aliviada.
- Sorte a minha - Tom falou.
- Por quê? - perguntei confusa. Não tinha entendido o comentário.
- Eu sou responsável por você ué - ele falou como se fosse obvio - e eu preciso ser ainda mais responsável agora pra poder pedir que você fique comigo. - Um sorriso enorme surgiu em meu rosto. Adorei pensar que poderia ter mais um tempo em Londres, com meu primo e meus amigos.
- Bom, acho melhor dormimos - falei bocejando.
- Vamos ter que acordar cedo amanhã pra passar lá antes de ir pra gravadora - Tom falou indo em direção as escadas.
- Ui - falei seguindo-o - Boa noite primo.
- Boa noite prima.

Fomos para nossos quartos, coloquei a roupa dele que já tinha usado da última fez, e dormi pesadamente.

Capítulo 14 - “Às vezes precisamos lutar e, às vezes conseguimos aquilo que a gente quer”
- Prima acorda! São 11 horas já – Tom disse mexendo de leve em meus ombros, para me acordar.
- Não – falei colocando o travesseiro em cima do rosto.
- Vamos prima, você tem que conversar com seus pais – ele disse tentando tirar o travesseiro – e que horas é o vôo?
- DROGA – disse alto largando o travesseiro e levantando rapidamente, ficando sentada na cama.
- Eu tava quase falando que o estava aqui – ele disse sorrindo de lado.
- Muito engraçadinho você, primo – falei sarcástica.
- Toma logo um banho e se arruma pra irmos pra casa da minha mãe – ele disse me dando a mão para me levantar da cama.
- Ok – eu falei pegando umas roupas minhas que estavam ali, que Tom tinha pegado na casa da Debbie outro dia e levado pra lá.
- E pega um casaco meu que está frio lá fora – ele falou saindo do quarto.
- Está bem, primo – respondi indo tomar banho.

Tomei banho extremamente rápido, e quando eram 11:30 eu já estava pronta, no andar de baixo, com um moletom amarelo gigante da Hurley.

- Estou pronta, Tom – falei colocando as coisas na bolsa e indo destrancar a porta.
Quando abri a porta dei de cara com , com a mão posicionada para bater nela.

- ? – falou surpreso ao me ver abrindo a porta – Eu nem tinha batido ainda!
- Ah, oi – falei sem graça – é que eu e o Tom estamos de saída.
- Vão pra onde? – Ele perguntou.
- Pra casa da Debbie – falei olhando para a casa de trás, acho que de , sem conseguir encará-lo – Talvez eu vá embora hoje...
- O QUE? – Ele gritou, com uma expressão completamente nervosa.
- Meu vôo é hoje, mas minha mãe pediu pra irmos lá, que ela queria conversar comigo, mas eu não sei o que houve ainda – falei, explicando a situação pra ver se poderia deixá-lo menos nervoso.
- Não, para! – ele disse ainda nervoso, colocando as mãos na cabeça e bagunçando os cabelos – Você não pode ir!
- Não quero ir – disse apenas.
- Eu vou com vocês pra casa da Debbie – ele disse convicto.
- ... – eu tentei argumentar que não precisava, mas acho que não ia conseguir mudar a opinião dele.
- Eu vou – ele repetiu.
- Tudo bem então – falei.
- Tom! Anda logo – gritou da porta de casa.
- Eu ia entender de a tivesse me apressando, mas você? – ele falou sem entender.
- Eu vou junto! – disse.
- Com que motivo, dude? – Tom perguntou. Ele sabia bem o que tinha acontecido ontem, e eu estava um pouco magoada, mesmo sabendo que não podia, pois não tinha nada com , mas não gostava de pensar que ele estava com alguém que não fosse eu.
- Eu não vou deixar a ir embora agora – ele disse sério.
- Tudo bem então – Tom disse soltando a respiração e nem tentando falar alguma coisa, já que ele não ia mesmo mudar de idéia – vamos então!

Fomos para o carro. Eu estava no banco da frente com Tom e atrás. Fomos o curto caminho sem falar uma palavra. Eu não queria conversar com ninguém, não sabia o que ia acontecer, e não parava de pensar no pior, que era ir embora hoje de Londres.

Quando Tom estacionou o carro senti meu estomago girar. Ficava mais nervosa a cada passo que dava em direção a porta da casa.

- Vai dar tudo certo – Tom disse baixinho passando o braço em volta de meu ombro – Eu não vou deixar você ir agora.
- Eu estou com medo, Tom – disse segurando sua mão. – Eu não quero ir embora agora, não agora!
- Eu já disse que não vou deixar – ele falou pegando a chave do bolso – não agora que te encontrei.
- Obrigada primo! – agradeci e olhei para o lado, onde estava parado, olhando fixamente para as chaves que giravam agora.

Assim que Tom abriu a porta passou nossa frente e entrou na casa. Nós dois continuamos parados e assustados com sua reação, e nosso susto aumentou ainda mais assim que ele começou a falar no meio da sala, onde estavam todos sentados.

- Vocês não podem levar a agora! – ele foi falando nervoso e apressadamente – Não agora! Ela acabou de nos descobrir, e nem conheceu Londres ainda! Não teve tempo pra praticamente nada, e não é justo com a gente, principalmente o Tom que acabou de descobrir a prima, e estão se dando super bem! – ele continuava a falar sem intervalos e sem interrupções, já que estavam todos pasmos olhando para ele – E o , ele já considera a praticamente como melhor amiga, e vai virar meio dependente dela! O também, ele não vai deixar ela ir embora! – ele parou um pouco – e eu... Eu não posso imaginar a Inglaterra sem a ! Mesmo sendo pouco tempo, eu não fiquei perto dela o bastante pra me separar agora. – Quando ele terminou de falar todos permaneceram em silêncio. Ninguém, principalmente eu, esperávamos esse discurso todo.
- querido, sente-se – Debbie falou apontando um lugar a ele no sofá – Tom, , vocês também – ela nos chamou e voltou a se sentar.
Obedecemos e fomos andando até o sofá, e sentamos ao lado de .

- Filha, a gente precisa conversar – minha mãe começou.
- Eu não quero ir embora mãe – falei com uma voz alterada devido as lágrimas que caiam desde o discurso de .
- Não chora falou me abraçando de lado.
- Por favor, tia ela não pode ir – Tom pediu dessa vez.
- Calma filha, não chora – minha mãe começou – Tom, , eu queria fazer uma proposta com ela.
- É o seguinte – meu pai começou pegando as falas de minha mãe – nós vamos hoje como vocês já sabem, mas, queríamos saber se a quer ficar até o final das férias.
- Ela sempre amou Londres e essa é uma oportunidade e tanto pra conhecer a cultura daqui a treinar o inglês, fora que ela vai estar com vocês – minha mãe continuou sem dar tempo de responder.
- SIM – disse desesperadamente e levantando e correndo para abraçá-los!
- Ela vai ficar dude! Não acredito – falou empolgado pra Tom.
- Mas calma, temos que pensar em um jeito de não dar trabalho para sua tia – Minha mãe disse.
- Eu já disse que ela não vai dar trabalho nenhum – Tia Debbie falou.
- Ela fica na minha casa – e Tom falaram juntos fazendo todos rirem.
- Está disputada em – Debbie disse rindo.
- Não quero nem ver – meu pai falou colocando a mão na testa.
- , nem vem – Tom disse me puxando pelo braço – ela fica comigo! Ela é minha prima.
- Qual foi Tom, deixa ela ficar comigo, a gente mora um do lado do outro dude – falou me pegando pelo outro braço.
- NÃO – Tom gritou.
- SIM – gritou de volta.
- Não acredito que vocês estão discutindo – Tia Debbie disse olhando assustada e entretida para nós.
- Gente para! – falei me soltando dos dois – Acho que vou ficar aqui, tia.
- Pode ficar minha querida – ela disse calmamente e rindo dos dois que estavam com caras passadas.
- Você esta brincando não é? – Tom perguntou confuso.
- Olha essa briguinha idiota de vocês dois – falei sem responder sua pergunta.
- Não fica aqui! É longe demais – falou fazendo um biquinho irresistível – ok, fica na casa do Tom! Só não fica longe demais da gente – Ele disse dando por vencido.
- Não seria longe de qualquer forma, – falei abraçando-o – Mas ok então! Eu ainda vou estar do seu lado. – dei um beijo estalado em sua bochecha, o que o fez corar levemente e sorrir pra mim, atraindo olhares alheios.
- Mas então filha – minha mãe começou – nós vamos sair daqui agora, que o nosso vôo é daqui à uma hora e meia, e temos que fazer check-in e tudo mais.
- Ah – suspirei – Tudo bem então, mãe. Vou sentir a falta de vocês! – sorri fraco. Ia ser perfeito estar em Londres só com os guys, mas eu estaria mais três semanas sem vê-los.
- Também vamos sentir saudades – minha mãe falou.
- Está na hora, moçada – meu pai disse levantando-se.
- Vamos então – me levantei também, seguida de e Tom que se levantaram praticamente ao mesmo tempo.
- Pega logo a sua mala pra deixar no carro do Tom, – Minha mãe falou pegando a bolsa que estava na mesa da sala.
- Sim senhora, madame! – Falei batendo contingência e puxando Tom para pegar minhas malas.
- Folgada – Tom disse.
- Também te amo primo – ri.
- Porra! – Tom exclamou quando viu duas malas gigantes no quarto. – ! – ele gritou.
- Fala dude – gritou de longe.
- Vem aqui! – Tom chamou, esperando parado, olhando pras malas a sua frente por uns 2 minutos.
- O que foi dude? – perguntou sem ver as malas ainda.
- Ajuda a gente? – perguntei e sorri em seguida.
- Claro – ele disse sorrindo de volta.
- Se eu pedisse aposto que você ia falar que não – Tom falou franzindo a testa.
- Ela é mais importante que você, Tomzinho – falou colocando a mão na cintura – Desculpe amor, mas você foi substituído!
- Você esta há dias aqui e levou meu amor embora, ? – Tom disse com uma voz mais fina do que o normal e colocando a mão no peito, como se estivesse ofendido, me fazendo cair na gargalhada.
- Desculpa meu amor – eu disse olhando ele de cima a baixo – mas eu sou muito melhor que você, baranga! – falei mexendo em meu cabelo.
- Concordo Tom, você está ultrapassado – disse me puxando pela cintura para perto dele, e claro, me fazendo perder o ar!
- Dois idiotas – Tom disse depois de eu ter dado um beijo estalado na bochecha de . – Vamos logo que a gente precisa ir pro aeroporto!
- Vamos – respondi pegando minha bolsa, já que os dois iam levar as malas.

- Prontos? – Minha mãe perguntou enquanto colocávamos a segunda mala no carro.
- Sim! – Respondemos juntos.
- Então vamos – ela sorriu e foi em direção ao carro da Debbie, que estava na garagem.
e eu entramos no carro, e fomos todos para o aeroporto.

Continua...



N/B: AAAA,eu amo essa fic DE MAIS *o*. Qualquer erro avise: ilove.dani@hotmail.com ou @danypeixoto