Autora: Vicky Lopes
Beta-Reader: Annie Brissow.
Prólogo
Não, aquilo não poderia ser verdade, aquilo definitivamente não era verdade, as coisas não poderiam acabar daquele jeito, as coisas jamais poderiam acabar, ele não poderia ser substituído, como ele pudera pensar isso? Ele fora o único na vida de , continuaria sendo o único, não importava quantas peças o destino lhe pregava, ele sempre seria predestinado a ficar com ela, e ela sempre seria predestinada a ser dele. Ela o amava, e por mais que doesse admitir que esse sentimento continuava o mesmo, por mais que machucasse aos outros, esse sentimento não poderia ser negado, ele era forte o suficiente para sobreviver à distância, mas seria forte o suficiente para superá-lo?
Capítulo 1
se sentia orgulhosa de si mesma por ter conseguido terminar a faculdade de medicina em Princeton, orgulhosa por ter conseguido realizar um sonho, por ter conseguido ultrapassar barreiras e chegar aos seus objetivos. não queria ser médica apenas para poder ter uma casa grande com um enorme quintal, e uma conta extremamente gorda. Era simplesmente porque ela queria mudar o mundo, simplesmente porque ela acreditava que se cada um fizesse a sua parte, o mundo se tornaria aquilo que todos sempre sonharam; um lugar perfeito, onde não há com o que se preocupar. Com , namorado de há mais de 8 anos, não era diferente; ele também já terminara a faculdade de direito, também em Princeton, que foi onde os dois se conheceram. O lugar, que de acordo com as palavras de , foi onde a história deles havia começado, mas não acabaria ali, porque ela seria como o amor deles: não acabaria nunca.
era estagiária no Centro Médico da Universidade de Princeton há mais de 2 anos e meio, e acabou conseguindo um emprego na emergência, exatamente como sonhara. Seu amigo de faculdade, , também trabalhava neste mesmo hospital, mais era cardiologista; fato que os mantinham afastados por quase o dia todo, mas sempre se encontravam para jantares juntamente com , e , a irmã de , que já havia terminado a faculdade de publicidade, e trabalhava e morava um pouco longe de sua irmã.
Já eram 6 da manhã e o despertador apitava, despertando e , que colocava seu hobbie e as pantufas, descendo para a cozinha em seguida; enquanto ia para o banho. Poucos minutos depois, já estava colocando ovos mexidos e duas grandes fatias de bacon no seu prato e no de , que já estava usando sua roupa de trabalho, menos o terno, que havia pendurado em uma cadeira, juntamente com sua pasta.
- Bom dia. - Disse sorridente, recebendo um selinho de seu namorado.
- Bom dia .
- Então, como anda o novo trabalho? - Disse , referindo-se ao novo emprego como advogado da empresa de publicidade, a mesma empresa onde sua irmã trabalhava.
- Está tudo indo bem, as coisas não são complicadas por lá, e eu vou acabar engordando. Sua irmã me levou a uma sorveteria uma vez, e quase todo dia eu passo lá.
- Vocês se vêm com frequência?
- Às vezes trombamos nos corredores ou elevadores.
- Então quando vocês se encontrarem, marca com ela algum dia pra vim aqui, eu vou chamar o também.
- É, talvez eles finalmente se resolvam. - Disse indiferente.
- , você não acha que eles se gostam, acha? - Disse se sentando à mesa.
- Você não acha?
- Não sei muito bem se isso é recíproco, digo, talvez o que ela sente por ele, não é o mesmo que ele sente por ela. não faz o estilo de , e além do mais, ele me disse que está apaixonado por outra...
- Você realmente acha isso?
- Tenho quase certeza. Ele está apaixonado por outra, mas me disse que quer esquecer, sabe que não tem chances... Mas eu tenho certeza que ele gosta da , só não o suficiente pra substituir o lugar da outra. - Disse comendo um pedaço de bacon.
- E você sabe quem é?
- Não faço idéia, mas ela deve ser bonita, e provavelmente tem um corpão. - Disse rindo.
- Então vamos fazer o jantar esta noite, pode ser?
- Claro, não tem problema... - Disse , recolhendo seu prato e o de , colocando-os na pia em seguida.
Cerca de minutos depois, foi para o trabalho, e para o banho, e saindo em seguida; chegando no hospital meia hora depois.
- , temos um paciente que acabou de chegar, está com uma hemorragia, sala de cirurgia 3. - Disse Ashley, a enfermeira que trabalhava junto com e sua equipe.
- O que aconteceu com ele? - Disse , já se preparando para entrar na sala de cirurgia.
- Foi baleado.
- Chegou faz quanto tempo? - Disse a caminho da sala onde se encontrava o paciente, com Ashley em seu encalço.
- Menos de 4 minutos.
- Vai ser uma longa jornada. - Disse para si mesma.
E foi como disse, a cirurgia demorou mais de 3 horas.
- Bom dia . - Disse a secretária da agência de publicidade onde trabalhava.
- Bom dia Margareth. - Disse , seguindo para seu setor rapidamente.
não havia encontrado em lugar nenhum durante seu horário de trabalho, então resolveu esperar na fila do almoço para lhe convidar para o jantar em sua casa essa noite.
- Então , a vai dar um jantar essa noite, e ela queria que eu te chamasse. - Disse seguindo para uma mesa vazia, carregando uma bandeja, e com ao seu lado.
- Tudo bem, quem mais vai?
- Só vamos chamar você e o ... - Disse se sentando em uma mesa um pouco afastada.
- ? O ? - Disse parecendo um pouco espantada.
- É, por quê?
- Não, nada, é que faz tempo que eu não falo com ele... - Disse ficando um pouco corada.
- Quanto? Talvez uma semana? - Disse achando graça.
- Hey, eu só sai com ele uma vez, e não quer dizer que eu goste dele.
- Mas eu não perguntei. - Disse segurando o riso.
- Droga, eu me entreguei não é? - Disse ficando mais corada ainda.
- Pois é. - Disse finalmente rindo. – Mas fique tranquila, tenho certeza que ele sente o mesmo por você.
- Não, eu não gosto da sua irmã , eu acho que alguma coisa pode acontecer, mais com certeza seria só um caso, nós não daríamos certo. Bom, eu acho... - Disse caminhando pelo corredor com .
- Por quê? Ela gosta de você. - Disse deixando uma prancheta em cima da mesa da secretária.
- Eu sei, mas eu sou apaixonado por outra. - viu como seus olhos brilhavam, e percebeu que não seria apenas uma paixonite, sabia que era algo que dificilmente esqueceria.
- Bom, se você gosta dela, segue em frente.
- Não dá, ela é literalmente apaixonada por outro. - percebeu que ficou com um aspecto triste.
- O melhor é esquecer. - Disse caminhando para o vestiário feminino.
- E é melhor esquecermos esse papo, certo? - Disse se animando.
- Certo, e ah; não esquece do jantar hoje, em casa, ás 21. - Disse entrando no vestiário.
- Tá legal, eu vou.
perguntou se havia algum problema sair mais cedo, e como John, um colega de trabalho faria plantão, ele poderia substituí-la. E então pegou um ônibus, desceu no ponto mais próximo de sua casa, que ficava a uma quadra de lá. Andou rápido, pois como já estavam no meio de dezembro, a temperatura diminuía cada vez mais; e não se aproximava apenas o mês de janeiro, aproximava-se também o mês em que e fariam 9 anos de namoro, que seriam completados exatamente no dia 13 do mês.
- ? - Disse ao ver o número de no identificador de chamadas.
- , eu vou sair com a , porque ela disse que está procurando uma roupa pra usar no jantar de hoje à noite, porque ela quer impressionar o ... , seu inútil, não é pra impressionar o , é só pra... É só porque eu quero um vestido novo. - Disse ao fundo, interrompendo a conversa do casal.
- , sempre soube que era verdade... - Disse achando graça da própria irmã.
- Eu preciso fazer alguma coisa, antes que aquela menina que trabalha com vocês faça, não estou nem um pouco afim de perder pra alguém mais nova que eu... Mas eu não gosto dele, só não quero ficar pra trás. - Disse pegando o telefone de , falando rápido, e gesticulando com as mãos.
- Nossa , calma, calma; tudo bem então... - Disse imaginando a cena.
- Mais enfim... - Disse pegando o telefone de volta. - Eu vou ajudar ela a escolher algo curto, que provavelmente o vai gostar. - Disse recebendo um tapa de .
- Tudo bem então, mas não esquece que é pra você estar aqui em casa até as 20:00, tá legal?
- Ok, tenho que ir, te amo.
- Também te amo. - Disse , desligando o telefone, e seguindo para a cozinha para terminar o jantar.
- Eu não gosto de mentir pra ... - Disse guardando o celular no paletó.
- Mas você não está fazendo nada de errado, olha, você quer fazer isso mesmo, não quer?
- Quero, mas e se ela descobrir ? - Disse um pouco inseguro.
- Ela não vai descobrir de maneira alguma, eu sou ótima em guardar segredos, confie em mim... - Disse sorrindo.
- É verdade, não vejo nada de errado nisso, é só eu falar pra ela que estou planejando tirar umas férias pra ficar em casa, é só inventar alguma desculpa pra ela, e não tem mais problema nenhum, ela vai acreditar em mim... - Disse com um sorriso bobo no rosto.
- Pode ter certeza que ela vai acreditar, ainda mais se a sua cunhadinha querida te ajudar a encobrir... - Disse rindo.
- Eu não queria te contar isso, mas, vai ser maravilhoso, pelo menos nós vamos ter algum tempo pra podermos ficar juntos. -
- Assim que se fala...
- Tá, mais vamos logo, antes que eu me arrependa e deixe essa sua idéia maluca de lado... - Disse rindo, e sendo acompanhado por ao entrarem na agência de viagens. Já sabiam que a viagem seria de avião, e sabiam o hotel em que ficariam, mas ainda não tinham um lugar.
- , vamos, você provavelmente vai saber escolher melhor que eu, fala, pra onde?
- Bom, eu acho que, Londres, uma passada em Bristol, é claro, e depois França. - Disse rindo, se lembrando que assim como sua irmã, adorava a cidade de Bristol, mais ambas nunca tiveram a chance de conhecer.
- Decidido, ficaremos no hotel que o senhor indicou, e passaremos pelas cidades que ela disse. - Disse animadamente, dando um sorriso um pouco tímido à .
- Mais alguma coisa? – Perguntou o homem.
- Ah, sim, vai ser suíte nupcial.
Já eram quase 20:00, e disse à pra se apressar, para que nenhum deles se atrasasse para o jantar que sua namorada estava preparando. No meio do caminho, já dentro do carro, abriu uma das passagens, e viu a data marcada para a viagem “13 de janeiro de 2006”. tinha várias lembranças daquela data, mas aquela poderia ou não ser mais uma, tudo dependeria dele.
Capítulo 2
O jantar ocorreu normalmente, até ser chamada para uma emergência, e ter que sair, deixando , e em sua casa. Pouco depois da partida de , foi tomar banho, e deixou e vendo televisão na sala. Nenhum dos dois tinha algum assunto para puxar conversa, então ficaram apenas vendo TV por longos minutos.
- Hey você... - Disse se virando pra , e vendo que ela estava dormindo no sofá do outro lado da sala. Pela primeira vez, percebeu que ela era realmente bonita, percebeu que seus cabelos nem muito longos, nem compridos estavam um pouco amassados por causa da sua posição no sofá, percebeu o quão parecida com sua irmã ela era, mas os mesmos traços que a lembravam , também a deixavam diferente, completamente diferente, em um momento ela era aquela mulher que ria de tudo, e no outro ela era aquela que fez ele se sentir surpreendentemente... Apaixonado.
- , você quer uma cerveja? - Disse descendo as escadas encontrando colocando o casaco, e os tênis.
- Não valeu, eu já to indo.
- A vai também? - Disse apontando pra .
- Bom, vamos dizer que sim. - Disse pegando o casaco de , e colocando por cima dela, pegando-a no colo em seguida.
- Wow, quem diria que é um apaixonado... - Disse achando graça.
- Claro, vou fugir com a , ter um filho, e me mudar pra Amsterdã. - Disse pegando a bolsa e sapato de , e indo em direção a porta. não sabia o porquê da súbita mudança de com , mais sabia que talvez seria uma coisa boa, talvez não, talvez algum dos dois pudesse se machucar, ou poderiam acabar se casando... Mais de qualquer forma, sabia muito bem que era melhor arcar com as consequências dos erros cometidos, do que não ter cometido erro algum.
Logo havia entrado no carro, colocando no banco traseiro, e sentando-se no banco do motorista.
se lembrava da casa de , só não se lembrava do caminho, e mesmo contra sua vontade, acordou a moça sem muita dificuldade.
- ? ? - Disse calmamente tocando o braço de .
- ? O que eu to fazendo aqui? Onde é aqui? - Disse se assustando por não estar mais na casa de e .
- Você acabou dormindo, e eu estou te levando pra casa, mais como não sei o caminho, te acordei pra você me explicar.
- Eu sempre soube que falava a noite, e talvez andasse, mais como eu vim parar aqui? -Disse se ajeitando no banco.
- Do jeito mais simples, eu te trouxe. - Disse percebendo que estava um pouco envergonhada.
- Oh, ah, obrigada. E pra chegar na minha casa, é só pegar o caminho da A.C Entertainment, e virar á esquerda, que tem um prédio com 15 andares. - Disse colocando seus sapatos. se encostou no vidro, e quase adormeceu novamente, se não fosse interrompida por , que já estacionava o carro.
- Chegamos.
- Obrigada, não quer subir?
- Não, amanhã tenho que acordar cedo.
- Por favor, só pra tomar alguma coisa, só pra retribuir o favor que você me fez... - Disse já saindo do carro.
- Pode ser, mais não vou demorar muito. - Disse saindo do carro.
- Tudo bem, não vou poder demorar muito também.
Poucos minutos depois, e já estavam rindo na sala do grande apartamento de , completamente bêbados.
- Nossa , essa menina de aparelho e saia até os joelhos é realmente você? – Disse apontando para uma foto do álbum da escola primária de .
- Yep. - Disse rindo e se aproximando ainda mais de . – E essa aqui é a minha irmã, e do lado dela o .
- Não acredito... – Disse bebendo mais um gole de sua cerveja. – E como eles se conheceram?
- Ah, os amigos dela conheciam os amigos dele, e uma coisa levou a outra. – Disse se levantando para pegar sua 7ª garrafa de cerveja.
- Hey, vai com calma. – Disse se levantando rapidamente e segurando que quase caira ao se levantar.
- Eu sou um pouco fraca pra bebida. – Disse se sentando novamente.
- Já eu, fico só meio alegre.
- Pois é , dá pra perceber... – Disse caçoando de
- Mesmo, eu não estou bêbado, quer que eu prove? – Disse se levantando e andando em linha reta, quase que perfeitamente.
- Ok, acho que sou a única bêbada aqui... Mais isso não altera o fato de você estar “alegre”, então você tem que chamar um táxi...
- Não precisa, eu vou a pé, e depois eu passo aqui...
- Nada disso , você vai passar a noite neste sofá lindo, bege e maravilhoso... – Disse imitando vendedoras de loja.
- Está bem então... – Disse se sentando e tirando o paletó. – Você não se incomoda de ver um cara lindo e gostoso como eu de boxers, se incomoda? – Disse já tirando sua camisa.
- Não, claro que não, e enquanto você fica indecente, eu vou colocar meu pijama. – Disse rindo, e indo para seu quarto em seguida. Poucos minutos depois, saiu com um dvd em suas mãos, e usava um shorts curto, e a camiseta do pijama, que era azul, e de seda.
- , olha o que eu achei... – Disse sentando-se ao lado de no sofá.
- Deixa eu... Nossa! – Disse se espantando com o comprimento do shorts de .
- O que foi? – Disse se sentindo envergonhada.
- Você, o seu, é, nada... – Disse tentando desviar seu olhar das pernas de .
- Muito curto? – Disse envergonhada...
- No tamanho certo. – Disse brincando. Pouco tempo depois, os dois estavam novamente rindo à toa, por causa de mais 2 garrafas de Heineken que havia trazido para acompanhar o filme que estava passando na televisão. estava concerteza mais sóbrio que , que não tinha noção do que estava fazendo. Conforme a bebida entrava, a vergonha saia. Não demorou muito para que ficasse ‘assanhada’, e sabia que ela não era assim, era culpa da bebida, então não tomou nenhuma atitude, pois sabia que ela não estava sóbria o suficiente para se lembrar disso no dia seguinte ou em qualquer outro dia.
- ? ? - Disse acordando que havia acabado de cochilar no sofá.
- Não grita ... – Disse colocando a mão na cabeça.
- Mais eu não estou gritando. – Disse se levantando. – Vem, eu te ajudo... - ajudou a se deitar na sua cama, e fechou a janela.
- Sabe , você até que é um cara legal, deve ter um monte de garota afim de você... – Disse se cobrindo.
- Não sei se quem eu gosto, gosta de mim... – Disse um pouco sem graça.
- Então somos dois... – Disse se deitando e tirando seu shorts.
- E quem disse que eu não gosto de você? – Disse saindo e fechando a porta.
- , espera... – Disse indo atrás de . – Como você soube?
- Seus olhos não mentem, nem sua irmã... – Disse rindo de , que estava ficando corada.
- Eu não sabia que você sabia, e acho que só vou falar isso porque eu estou com muito sono e não muito sobria , mais eu queria que você soubesse que eu realmente gosto de você e...
- Quando você estiver completamente sóbria, você vai lembrar disso?
- Talvez...
- E disso? – Disse beijando de leve os lábios da moça
- Caso amanhã eu me esqueça, me faça lembrar tá? – Disse dando um selinho em .
- Posso te lembrar de outra coisa também? – Disse beijando profundamente, pressionando seu corpo contra o dela com uma mão na cintura, e outra em sua nuca, enquanto caminhavam em direção á cama.
- O que? – Disse tirando sua blusa.
- Da nossa primeira noite juntos... – Disse tirando sua boxer, ajudando a se despir. Ele não podia fazer isso, ele queria isso tanto quanto ela, ele estava sóbrio; já ela, nem tanto... Ele poderia se arrepender e ela se encantar mais ainda, mais ele tinha que tentar, continuar apaixonado por alguém que jamais olharia pra ele, ou tentar gostar de alguém que se derretia em seus braços? Ele precisava tomar uma decisão, e rápido, não esperaria pela vida toda, mesmo ele sabendo que ela provavelmente não se lembraria, ele resolveu deixar acontecer, e por uma única e errada vez, deixou o desejo falar mais alto que a razão.
Capítulo 3
chegou era um pouco mais que meia noite, e quando entrou viu que ainda estava vendo televisão na sala.
- Oi amor. - Disse deixando sua bolsa em cima da mesa.
- Isso é hora de chegar mocinha? - Disse brincando, logo se levantando e dando um beijo em sua namorada.
- Eu sou ocupada, ok?
- Mais então, senhora ocupada, como foi seu dia?
- Vamos dizer que foi... Ocupado. - Disse sem conseguir segurar o riso. – E o seu?
- Foi, chato, como sempre...
- Uau, bom ver quando as pessoas gostam do seu emprego. - Disse rindo de seu namorado. - Onde estão eles? - Disse percebendo que e já haviam ido embora.
- levou embora.
- Ah ta. - Disse tirando os sapatos e o casaco branco.
- , o que agente vai fazer no natal? Viagem, festa...
- Não sei ainda, quando você vai tirar férias? – Disse se deitando no colo de .
- Eu só vou ter uma semana de férias.
- Eu ainda não sei quando vou ter férias, mais posso pedir pra John ficar no meu lugar.
- Nossa, parece que só tem homem naquele lugar. - Disse fazendo cara de indignado.
- Calma , nem todos são bonitos. - Disse dando um beijo em seu queixo.
- Nem todos? Nossa, que coceira é essa aqui na minha cabeça? - Disse coçando a cabeça. Arrancando uma gargalhada de .
- Como meu namorado é bobo. - Disse distribuindo beijos pelo peito nu de seu namorado e abaixando sua boxer.
- Toda vez que eu ficar com ciúmes eu vou ter esse tratamento? - Disse tirando a blusa da namorada, se virando pra ficar em cima dela.
- Não se acostume. - Disse tirando sua calça, seguida da calcinha. Não demorou muito para que se “animasse” e logo começasse a tirar a roupa branca de , que logo estava apenas de lingerie arranhando as costas de , e logo tirando a calcinha, e abrindo suas pernas, logo recebendo investidas um pouco fortes pelo tamanho desejo de . Ele não diminuía o ritmo, continuava com investidas um pouco fortes, fazendo com que gemesse baixo em seu ouvido e arranhasse suas costas fortemente, coisa que provocava ainda mais, fazendo-o investir mais forte ainda, e segurar as coxas da namorada ao redor de sua cintura, apertando-as fortemente gozando depois de minutos, soltando um pequeno gemido de cansaço. Ambos estavam cansados, então pegou um pote de sorvete, e junto do namorado, ficou comendo e vendo televisão.
- ? ? – Dizia tentando acordar , que adormecera ao seu lado no sofá.
- Oi? – Disse piscando os olhos repetidas vezes.
- Amor, vamos pra cama, agente dormiu aqui... – Disse mexendo no cabelo de .
- Não precisa, vamos ficar aqui. – Disse pressionando o corpo de ainda mais contra o seu.
- ...
- O que foi? – Disse acariciando as costas de , e passando a mão por cima do fecho do sutian.
- , para com isso... – Disse apertando a cintura de .
- Por quê? – Disse dando mordendo a orelha de .
- Porque eu não quero, talvez... – Disse respirando fundo, tentando resistir as provocações do namorado.
- Certeza? – Disse pressionando o corpo de contra o seu novamente, fazendo-a sentir seu membro novamente, muito excitado; causando calafrios nela.
- ... – Disse arranhando a barriga do namorado.
- Você sabe que não resiste... – Disse abaixando a calcinha de .
- Mais uma vez ? – Disse em tom de deboche.
- Uhum... – Disse muito ocupado em provocar .
- Você não cansa não? De onde vem tanta energia? – Disse entrando no “embalo” e provocando , abaixando sua boxer, e arranhando a parte de dentro de sua coxa.
- Não sei, quer descobrir? – Disse abrindo o fecho do sutian de .
- Com essa energia toda agente vai ter uma creche... – Disse acariciando o membro de levemente.
- E não vamos mais precisar de televisão, computador, luz...
- Nem de luz agente vai precisar?
- Não, porque o que agente vai fazer não precisa de luz, de tv, nem de nada, muito menos de roupa.
- Nossa, en... – O celular de estava apitando, ou seja, poderia ser alguém do hospital. – O celular... – Disse colocando sua roupa intima, e indo até sua bolsa... – Alô? Oi John, não não, não estou ocupada não, pode falar... Agora? Mais eu não posso te falar por telefone? Tá, tá fácil sim, só ir até a minha mesa, na gaveta da direita, tem a chave, só pegar... Pode ser, se quiser pode ficar, amanhã eu pego com você... Tá legal então, tchau. – Disse desligando o celular. – Desculpa , ele precisava da chave do depósito, e eu sou uma das poucas pessoas que tem essa chave. – Disse se deitando ao lado de , abraçando-o novamente.
- Tá, tanto faz. – Disse se sentando, afastando dele.
- Nossa , o que eu te fiz agora? – Disse sentando-se, alterando um pouco o tom da voz.
- Você tem que aprender a dividir sua vida profissional e pessoal... – Disse nervoso.
- , não quero discutir sobre isso... – Disse se sentando do lado oposto do sofá.
- Não quer, mais vai chegar uma hora ou outra que não vai dar mais pra você fugir disso... – Disse subindo pro quarto, sendo seguido por .
- Será que dá pra você parar de me culpar? – Disse parando no começo da escada.
- Se você não e culpada quem mais é? O John? – Disse se virando pra .
- Sabia que não era só isso, você está com ciúmes do John, não tá? – Disse rindo ironicamente.
- Eu? Eu? Com ciúmes? – Disse ficando cara a cara com .
- É , você com ciúmes, de mim... – Disse gritando.
- E porque eu teria ciúmes de você? – Disse soltando um riso abafado.
- Talvez porque eu sou sua namorada á anos... – Disse cruzando os braços.
- Sim, nós somos namorados á anos e...
- E pronto, se eu quisesse ter me separado de você pra ficar com o John, teria feito há muito tempo... – Disse com um sorriso um pouco tímido no rosto.
- Desculpa, mais você tem que dividir a sua vida, entre profissional e pessoal... – Disse coçando a cabeça.
- Tá bom, desculpa, eu fico muito atarefada ás vezes e...
- E agora gente vai dormir, porque eu to com muito sono, e você tem que acordar bem cedinho amanhã, pra fazer meu café. – Disse rindo, dando um selinho em em seguida.
- Engraçadinho... Vai trancar a porta que eu vou arrumar a cama. Poucos minutos depois, já estava deitada, enquanto ainda apagava a luz do corredor. se deitou, junto com , e conversavam sobre diversas coisas, quando foram parar no assunto : filhos.
- Eu sempre quis ter uma menina, e daria o nome de . – Disse .
- é bonito, mais prefiro um menino, pra poder chamar de Junior... – Disse achando graça.
- Nossa, porque agente tá falando de filhos mesmo?
- Porque eu sou louco pra ter uma creche.
- Então vamos fazer assim, por precaução, agente fica sem fazer sexo até você ficar rico, certo?
- Bom, eu ganhei uma promoção, isso serve? – Disse rindo da conversa.
- Vai dar pra você contratar uma babá, alimentar mais de 5 filhos, bancar sua futura esposa que vai ser louca por compras, e pra pagar os empregados? – Disse rindo de .
- Não, mais isso não nos impede de tentar, impede? – Disse dando um beijo no pescoço de .
- Bom, tentar é algo, fácil, rápido, e todo mundo gosta.
- Mais como eu tenho certeza que você não vai usar camisinha, porque elas estão na sua carteira que está lá na sala... – Disse se afastando de . – Vamos continuar conversando, ou dormindo.
discordou da idéia de no começo, mais logo caira no sono, quando a pergunta de o despertou.
- ?
- Oi...
- Você quer mesmo ter um filho, digo, um filho comigo? – Disse encarando o lençol amassado.
- E porque eu não iria querer? – Disse entrelaçando seus dedos nos de .
- Porque, sei lá, eu sou uma namorada da sua adolescência sabe, e tipo, é meio chato essa coisa de pais separados... Olha, agente não precisa falar disso tá bom? Boa noite amor. – Disse dando um selinho em .
- Você por acaso quer se separar de mim? – Disse apertando a mão de com mais força.
- Não, nunca pense isso... – Disse entortando a boca. - Mais não é questão de querer me separar de você, é que tipo, você nunca se divertiu, digo, nunca saiu com outras mulheres e essas coisas... – Disse um pouco tímida.
- Se eu quisesse ficar com outras mulheres, teria me separado de você faz tempo. E casamento pra mim, é só um modo de dizer que sempre terão alguém pra amar, e alguém pra retribuir o sentimento, e eu sempre vou te amar, só que vou representar isso de um outro jeito... – Disse se levantando da cama e indo até o corredor, onde tinha um vaso cheio de Tulipas vermelhas, e então arrancou um pequeno pedaço do caule junto com a flor, voltando pro quarto junto com .
- , mais o que...
- Essa flor, pode se despedaçar, não só pode como vai... – Disse se ajoelhando no chão do quarto, ao lado de que estava sentada na cama. – Mais mesmo que você guarde apenas uma folha seca que sobrar dela, isso só vai me provar uma coisa...
- O que? – Disse com os olhos já cheios de lágrimas.
- , eu não estou te pedindo em casamento, eu só te peço um coisa... – Disse erguendo a flor em direção a .
- O que? – Disse segurando o choro.
- Quer ser minha pra sempre? – Disse entregando a flor á , que já chorava quase que descontroladamente.
- E como eu poderia dizer não? – Disse pegando a flor, e puxando para se deitar com ela.
- Enquanto você tiver essa flor, você sempre vai ter meu coração, e enquanto eu tiver você, eu sempre terei tudo.
Capítulo 4
e sempre foram muito apaixonados um pelo outro, e mesmo não sendo casados, nunca se interessou por outro homem, ou pensou em se separar, assim como . Pela manhã, se levantou um pouco mais cedo para levar o lixo pra fora, e pegar as cartas, e acordou 15 minutos depois, estranhando a falta de na cama, desceu pra cozinha chamando por ele, e logo percebeu que estava deixando o café da cafeteira vazar, e o bacon estava queimando.
- , o que você está fazendo na minha cozinha? – Disse rindo do namorado.
- Tentando fazer um café da manhã romântico, e pretendia levar pra você lá na cama. – Disse com a espátula na mão.
- Você não quer uma ajuda? – Disse apontando para a frigideira onde o bacon queimava.
- Não, não precisa, eu vou terminar aqui, e como hoje é sábado, e um dos seus amigos homens que eu não lembro vai ficar no seu lugar, você pode subir lá pro quarto, e voltar a dormir. – Disse virando os bacons na frigideira.
- Você tem certeza? Porque se você quisesse ajuda, eu ia falar que gosto de fatias grandes de bacon, geralmente duas, mais não gosto muito grande, e eu adoro omelete ao invés de ovos mexidos, e prefiro tomar suco de manga quando como omelete com bacon, mais como você não quer ajuda, eu não falo nada. – Disse sem segurar o riso, já subindo as escadas em direção ao quarto. Menos de 5 minutos depois, já estava deitada e havia ligado a televisão, e acabou adormecendo novamente.
já havia terminado o café da manhã de , e logo preparou o seu, então pegou uma bandeja, colocou todos os pratos, talheres e copos na mesma, subindo a escada cuidadosamente, percorrendo o corredor não muito longo, coberto por um carpete macio cor bege claro, que cobria quase todo o chão do 2º andar, e logo abriu a porta do quarto, vendo dormindo, e a televisão ligada. Então deixou a bandeja na ponta da cama, desligou a televisão, e foi acordar . Colocou a bandeja do lado de , e puxou o lençol de cima dela, revelando seu leve pijama lilás de ceda com detalhes em preto, e em seu pescoço uma correntinha que havia lhe dado de presente quando entraram na faculdade, que continha a metade de um coração, e a outra, havia guardado em uma caixa.
- ? – Disse beijando os lábios da moça.
- Oi... – Disse esfregando os olhos e vendo ao seu lado, e do outro uma bandeja com seu café da manhã, e o dele. – Que surpresa amor... – Disse rindo de .
- Obrigado pela parte que me afeta... – Disse colocando a bandeja no colo de .
- Você fez bacon do jeito que eu gosto. – Disse mordendo um pedaço do bacon que estava em um prato pequeno, no canto da bandeja. comia uma torrada, enquanto observava comer distraidamente.
- O que foi? – Disse com a boca cheia. – To suja? – Disse limpando o canto da boca.
- Não, não, não foi nada... – Disse achando graça da reação de .
- , o que foi? Você tá muito romântico, fica me olhando de um jeito estranho...
- Não posso ser romântico com a futura mãe dos meus filhos não?
- Pode, mais, sei lá... – Disse pegando um pedaço do omelete.
- ? – Disse sorrindo maliciosamente.
- Eu...
- Já que estamos de folga, e não vamos fazer nada o dia inteiro, você tem uma idéia do que podemos fazer?
- Eu tenho, eu vou sair hoje depois do almoço, tenho que passar lá no trabalho.
- Nossa , você é broxante sabia? – Disse fazendo cara de indignado.
- Mais o que eu posso fazer? Mais agente pode jogar Wii, ainda são 9:20, eu tenho que sair daqui até 2 da tarde... – Disse terminando seu café, e indo tomar banho.
- Você vai tomar banho? Agora? – Disse se levantando da cama.
- , você é lerdo, ou quer um dólar? – Disse encostando a porta do banheiro.
não havia entendido o que quis dizer, e então quando percebeu, tirou a camisa e usava apenas sua boxer azul marinho. Abriu a porta, e viu de costas, apenas de calcinha, enchendo a banheira, e procurando sais de banho. Ele resolveu esperar pra que ela entrasse na banheira, pra que ele entrasse também, não demorou muito e já estava completamente coberta pela espuma da grande banheira. entrou sem fazer muito barulho, mais logo percebeu sua presença, levando um susto.
- Que susto ... – Disse ao perceber quase ao seu lado.
- Tá, você me chamou aqui, simplesmente pra nada? – Disse fazendo cara de dúvida.
- Não... – Disse se levantando e ficando cara a cara com . – Eu te chamei aqui pra isso. – Disse beijando-o e colando seu corpo completamente nu ao de , que estava apenas de boxer. se arrepiou com a inesperada atitude de , ficando completamente excitado quase sentiu as mãos molhadas de descendo de sua barriga para a barra de sua boxer, colocando uma delas por dentro da mesma, pegando em seu membro, começando a masturbá-lo rapidamente, até sentir que já tirava a própria cueca. voltou para a banheira, puxando consigo.
- Fiquei te devendo de ontem, quando o John ligou... – Disse arranhando o peitoral já molhado de .
- Gostei da idéia... – Disse beijando o pescoço de que estava sentada em seu colo.
- É, eu também... – Disse se sentando lentamente no membro rígido de , arrancando leves suspiros dele. se movimentava lentamente, as mãos de estavam em sua cintura apertando-a fortemente, fazendo com que gemesse baixo. então começara a alternar seus movimentos, hora ia rápido, outra devagar.
- Sabe que eu prefiro o jeito rápido? – Disse se virando brutamente e ficando por cima de , logo investindo nela fortemente, arrancando dela um grito tanto de espanto, como de prazer, segurando nos braços de fortemente. investia cada vez mais rápido e mais forte, sendo sempre estimulado pelos gemidos de , que vez ou outra sussurrava alguma coisa.
- Você só consegue fazer isso? – Disse arranhando as costas de .
- Você aguenta mais? – Disse retirando seu membro por completo, vendo respirar cansadamente.
- Você consegue mais? - riu com a provocação de , apenas olhou em seus olhos, e investiu surpreendentemente forte, arrancando mais um grito de , que fechava os olhos, e jogava a cabeça pra trás, enquanto investia várias vezes, gozando poucos minutos depois.
- É, acho que você consegue mais... - Disse ofegante, se sentando e encostando na parede.
- É, acho que você não aguenta mais... – Disse se encostando no outro lado da banheira.
- Então agente vai treinando até ficarmos “expert’s”, certo?
- E você vai sair, porque agora eu vou trocar essa água e tomar banho decentemente, ok? – Disse se levantando, e enrolando-se na toalha.
saiu, e foi ver televisão na sala, enquanto tomava banho. Um tempo depois, descia as escadas apenas de shorts e camiseta, com o cabelo preso, enquanto pegava uma toalha para ir na piscina.
- , você não acha que tá meio frio pra entrar na piscina? – Disse se sentando na espreguiçadeira.
- Tem aquecedor... – Disse se sentando na beira da piscina.
- Mais ai você vai sair, seu corpo vai estar quente por causa da temperatura da água, e como o ar aqui fora vai estar gelado, você pode pegar um resfriado.
- Ah é, você é médica, como fui me esquecer desse detalhe? – Disse irônico.
- Você sabe que eu te amo, não sabe?
- Certo, mais mesmo assim eu vou entrar, só um pouquinho, não vai fazer mal.
‘desobedeceu’ as indicações de , e então saiu meia hora depois, e foi tomar banho, enquanto estava no computador. Era cerca de 11:25 quando desceu as escadas somente de boxers, com o cabelo um pouco molhado.
- , acho que temos um problema... – Disse se aproximando de .
- O que foi? – Disse se virando pra .
- Acho que eu vou ficar gripado. – Disse coçando o nariz ligeiramente vermelho.
- Não é um problema, você só tá parecendo o Rudolph. – Disse rindo.
- , é sério, fala algum remédio pra eu tomar... – Disse se sentando no sofá.
- Eu tenho a solução perfeita... – Disse se virando para .
- O que?
- Minha receita caseira, direto do Texas.
- Ah não, aquele ensopado da sua mãe não... – Disse espirrando em seguida.
- Tem certeza?
- Tenho. – Disse espirrando mais uma vez. – Tá, faz logo.
preparou junto com o ensopado de , seu almoço, e era um pouco mais que meio dia quando estava terminando.
- , vem comer... – Disse indo até a sala chamar o . – Mais antes sobre pra colocar um roupa. – Disse percebendo que ainda estava de boxers.
- Não precisa, depois eu coloco. – Disse indo pra cozinha. - Decidiu sobre a festa de Natal ? - Disse ao sentar-se para almoçar.
- Eu queria fazer uma coisa só pra gente sabe, um jantarzinho com uma mesa cheia de frutas, uma árvore enorme na sala, enfim, essas coisas comuns de natal. Só que sem os presentes dos parentes chatos. - Disse não contendo a risada.
- Pode ser, mais não vai chamar sua irmã?
- Não, ela vai passar na casa dos meus tios, em Atlanta, junto com meus pais.
- Ah ta. E você não vai fazer plantão, não né?
- Não, eu vou sair de lá no máximo às oito da noite, e só vou voltar dia 26, já consegui alguém pra ficar no meu lugar.
- O tal de John? - Disse sem conter a curiosidade.
- Não, Lisa vai ficar lá.
- Nossa, finalmente alguma mulher. - Disse não contendo o riso.
almoçou em apenas 10 minutos, enquanto ainda tomava o ensopado, e subiu pra trocar de roupa, descendo poucos minutos depois.
- Onde você vai? – Disse colocando seu prato na pia.
- Eu vou passar lá no trabalho, tenho que resolver umas coisas, lembra? – Disse colocando algumas coisas na bolsa.
- Vai voltar que horas?
- O mais rápido que conseguir. – saiu logo em seguida, indo para o hospital o mais rápido que pode, chegando lá, foi procurar seu colega ginecologista, Michael.
- Oi ... – Disse Michael cumprimentando . – Vamos começar?
- Espeta só um minutinho que eu tenho que falar com o , e em 5 minutos eu já volto. – Disse indo em direção à ala da emergência.
Chegando na ala, deu de cara com Ashley, e logo perguntou onde estava , pois não havia o visto na praça, ou em alguma sala, onde provavelmente estaria nesse horário. Já passava um pouco das duas, quando viu chegando ao hospital, um pouco apressado e desengonçado.
- , o que aconteceu? - Perguntou ao se encontrar com o amigo.
- Dormi demais. - Disse ajeitando o jaleco. Ele entraria mais tarde pois teria que substituir um médico que sairia as 1:30.
- Eu queria saber de ontem á noite, se a ficou bem... - Disse ao se lembrar que ele havia a levado pra casa.
- Ela ficou bem, ela acordou ainda no carro; daí eu expliquei pra ela. Foi normal.
- Mais então, como está o relacionamento de vocês? - Disse rindo do estado que o amigo estava ficando.
- Relacionamento? Agente não tem relacionamento, agente só marcou um encontro, só isso. - Disse ficando um pouco envergonhado.
- Bom saber. - Disse caminhando pelo hospital, com ao seu lado.
- Onde vocês vão passar o natal? - Disse se lembrando da data que se aproximava.
- Em casa, e você?
- Vou fazer uma ceia em casa, coisa pequena.
- Passa lá em casa se quiser.
- Eu só vou poder ir no dia 25, ou depois da meia noite, que dá na mesma. – Disse rindo do que acabara de falar.
- Por que?
- Porque meu encontro com sua irmã é na noite do dia 24.
- Como assim? - Disse se espantando com o fato de sua irmã não ir mais pra Atlanta. – Ela não vai pra Atlanta?
- Ela me disse que seus pais não vão mais pra lá, e ela não quer ir pro Texas.
- Então me parece que as coisas estão indo rápido entre vocês. - Disse achando graça.
- Você faria qualquer coisa pra que eu ficasse com a sua irmã, não faria?
- Claro que faria , vocês combinam, deviam namorar, já que eu sei que os dois estão “encalhados”. - Disse zombando do amigo e da irmã.
- Hey, não precisa me lembrar isso, ok? - Disse se fingindo de ofendido.
- Mais é sério... Oi Amy, como vai aquela sua paciente teimosa? - Disse sua colega neurologista passar ao lado.
- Como sempre, teimosa. - Disse Amy seguindo para o corredor a diante.
- Nos vemos segunda? - Disse recebendo um aceno de cabeça como sim. – Mais como eu dizia , vocês deviam ficar juntos, porque vocês formam um casal até que bonitinho.
- Você não vai me deixar em paz, vai?
- Não, principalmente até você esquecer aquela outra que você gosta, mais ela gosta de outro, ou algo parecido.
- Hey, mais respeito com ela ok. - Disse em um tom engraçado.
- Ok, ok; não vou mais ofender a sua dama misteriosa. – Agora eu tenho que ir porque tenho um compromisso muito importante... – Disse voltando para a sala de Michael.
- Vai fazer o que?
- Nada demais...
Capítulo 5
Era o 3º dia de em casa, ele acabou pegando uma gripe forte, mais nada que durasse mais que uma semana. E como disse que não voltaria de madrugada, ele ficaria a esperando até á noite. Ele ligara mais de 4 vezes pra , mais ainda não tivera resposta, provavelmente ela estava ocupada com alguma cirurgia, ou algo do tipo; e isso o incomodava muito, ele nem sabia porque, talvez porque ela sempre chegava tarde em casa, tinha que sair no meio da noite, mais quando pensava direito, sabia que não era por isso, sabia que o amava muito, mais ele tinha ciúmes, ciúmes porque ele não ficava mais o dia todo do lado daquela menina de 17 anos que tinha um longo cabelo balançando de um lado pro outro, sempre pulando, alegre, com tênis e calça jeans, brincando de guerra de bola de neve com ele, ele não via mais essa garota, não só porque havia crescido, e mesmo querendo, ela não podia se dividir entre vida pessoal e trabalho, eram poucos os momentos que eles saiam de casa pra ir a algum parque, ver a cidade cheia de neve, ir a algum restaurante... sentia falta de , mais não sabia se ela sentia o mesmo por ele, ela sempre estava rodeada de homens, e talvez um deles pudesse substituí-lo, eles não eram casados, eram namorados, mais ele não se enxergava sem ela, ele queria que eles ficassem juntos, e foi por isso que eles terminaram a faculdade, e compraram um casa, juntos, e esperava que esse “juntos” fosse pra sempre, mais ele tinha que tomar uma decisão; continuar do mesmo jeito, namorados de adolescência, ou finalmente subiriam de nível? não tinha mais dúvidas sobre isso, ele pediria em casamento.
ficara vendo televisão até onze da noite, e como não havia chegado, ele decidiu dormir. havia pego um táxi pra casa, e chegou um pouco mais que uma e meia da manhã, e nem tomou banho, foi logo procurar por seu namorado, sentia falta de sua adolescência, de quando passavam bastante tempo juntos, mais agora, ela sempre se preocupava com o trabalho, era como se fosse segundo plano, mais ela sabia que ele não era, ela nunca seria nada sem ele.
foi pro quarto, encontrou adormecido no “seu lado da cama”, foi até o guarda roupa, pendurou o casaco, deixou a bolsa na poltrona, e jogou suas roupas ao lado da mesma, e como de costume, colocou uma camiseta, e foi dormir. Antes de se deitar, deu um beijo na testa de sussurrando um “me desculpe”, e virou-se para o outro lado. Poucos segundos depois, abraçou por trás, trazendo-a para mais perto dele, sussurrando “tudo bem, está desculpada”.
No dia seguinte, estava decidido a comprar sua aliança de casamento, e pagou á vista uma aliança de ouro, com uma pequena e delicada pedra de diamante em cima, e pediu para o joalheiro gravar uma mensagem dentro das duas alianças, dentro da sua estava escrito “There’s no me”, e na de “Without You”. estava orgulhoso, seria um grande passo em sua vida, mais ele não poderia dar um passo maior do que a perna, então resolveu pensar em como pedir em casamento, então resolveu voltou logo pra casa pra poder pensar nisso, pra arrumar um jeito de se expressar, e não queria erros, então resolveu fazer uma das coisas mais babacas que já vieram a sua cabeça, pegou um papel, e começou a escrever tudo o que vinha à sua cabeça, e que pretendia falar a quando a pedisse em casamento.
chegou em casa, e como estava no trabalho, ele teria o dia todo livre, então pegou as cartas do correio, deixou-as em cima da mesa de jantar e foi pro quintal, onde tinha uma piscina, e uma rede ao lado, onde se sentou, e passou horas e horas pensando, até que surgiram ideias.
“, você é a luz da minha vida, não sei o que fazer pra te esquecer...” Esquecer porque? – Disse riscando o que havia escrito. - Eu não vou me separar dela, eu vou casar com ela, ficar com ela pro resto da vida, resto da vida, é isso... “, você é a garota certa pra ficar comigo pro resto da vida...” Garota? Ela não é garota, ela é mulher, a mulher da minha vida... – Disse riscando o que havia escrito, e começando a escrever novamente – “, você á a mulher da minha vida...”.
ficou assim boa parte da tarde, e quase a noite já havia terminado, então foi guardar o papel no criado mudo, junto com as alianças.
havia terminado sua segunda cirurgia do dia, e foi falar com seu chefe, pedindo uma folga, ou melhor, férias, ela havia percebido que estava magoado, e queria ficar de folga pelo menos até o meio do mês de janeiro, ela não achava certo o que estava fazendo com ele, e como haviam sido contratados mais alguns médicos, então trabalharia até o dia 24, e ficaria até o dia 3 em casa, depois trabalharia até o dia 10, e depois ficaria até o dia 25 do mês. Pra ela estava bom, mal podia esperar pra chegar em casa e contar a notícia à .
estava completamente encantada com a idéia de finalmente poder sair e ir ao parque, coisa que não fazia com , bom, coisa que não fazia com desde antes de entrar no hospital. Ela pegou o ônibus que a levaria para um ponto perto de sua casa, mais resolveu passar em uma Starbucks próxima de lá. Cerca de 10 minutos depois já estava caminhando para sua casa, resolveu ir a pé daquele ponto, não era muito longe, e então se deu conta que já era dia 22, e tinha que ir ao mercado fazer suas comprar “natalinas”, coisa que faria logo que pudesse. chegou em casa, e descia as escadas, espantando-se com sua presença em casa aquela hora.
- Oi ... – Disse dando um selinho em .
- agente tem que ir no mercado. – Disse pegando um copo de água.
- Pra que?
- Porque logo é natal, esqueceu? – Disse colocando o copo na pia.
- Aah, agente pode enfeitar a árvore de natal hoje, e amanhã eu compro as coisas...
- Tá, vai pegar os enfeites e a árvore no sótão... – Disse tirando o casaco, e a bolsa.
Enquanto tirava a mesinha de centro de seu lugar, colocando-a no canto, já descia com a caixa que tinha alguns enfeites, e a árvore de Natal.
- pega aquela caixa que tem a guirlanda do ano... – Disse ao ser interrompida pelo telefone. – Alô?
- , oi, deixa eu falar com o rapidinho? – Disse do outro lado do telefone.
- Tá, vou chamar... – Disse deixando o telefone na mesinha, indo chamar .
- , a no telefone... – Disse á que já estava no andar de cima da casa.
- Eu atendo aqui em cima amor, pode deixar. – Disse indo atender o telefone no quarto do casal, enquanto tirava os enfeites da caixa no andar de baixo. – ?
foi desligar o telefone, mais antes verificou se já havia atendido quando sem querer ouviu a conversa do namorado, com a irmã:
- Oi , eu só liguei pra perguntar se a tipo, pra saber se a descobriu alguma coisa sobre, aah, você sabe... – Disse do outro lado da linha.
- Aah, não, eu não contei nada sobre nosso segredo não, e bom, acho que eu já tomei uma decisão sabe, sobre eu e a ...
desligou o telefone, achou melhor não ouvir mais nada, pra não pensar mais nada. Mas como não pensar em nada, quando sua irmã tem um segredo com seu namorado, um segredo que eles escondiam dela, estaria sua irmã sendo vadia o suficiente para ter um caso com seu namorado? E o pior, seria capaz de traí-la com a própria irmã? tinha medo, medo de que sua ausência tivesse causado tudo isso em seu namoro, então ela decidiu que não pensaria mais nisso, ela poderia apenas estar ‘delirando’, ou aquilo seria verdade, e ela continuaria sendo enganada por , ou então, ele simplesmente a deixaria pra ficar com outra, pra ficar com aquela que sempre chamou de irmã.
- , onde tá essa caixa? – Disse depois de encerrar a ligação.
- Não precisa pegar não, tá tudo nessa daqui mesmo.
- Certeza? – Disse descendo as escadas.
- Certeza... – Disse tirando os enfeites da caixa.
e estavam arrumando os enfeites da casa, até que já se passavam das 11 da noite quando terminaram.
- Tá bom, não tá? – Disse observando a árvore.
- Tem que colocar a estrela... – Disse pegando a grande estrela que estava no chão, ao lado da caixa.
- Você coloca?
- Tá, pega a escada na varanda. – Pouco tempo depois, já havia voltado, e arrumava a estrela na ponta da árvore. Quando terminaram, foi tomar banho enquanto assistia televisão. Tudo estava completamente normal, as mesmas notícias na CNN, Ophra sempre com os mesmo artistas ao seu lado, e foi quando todos os canais nacionais foram interrompidos pela transmissão de uma mensagem do vice-presidente da América. “Que saco, vou ver se tem algum doce no armário” Disse se levantando em seguida.
- , o que tá passando? – Disse chegando na sala.
- Nada... – Disse mudando rapidamente de canal.
- Então vamos deitar, vem... – Disse chamando subindo as escadas novamente.
- Eu já vou, só vou apagar as luzes. – Disse desligando a televisão, indo apagar a luz da varanda, quando viu duas espreguiçadeiras, e se lembrou de que quando se mudaram pra casa, a piscina estava terminando de ser construída, o jardim estava cheio de sacos de cimento, e tinha apenas a churrasqueira com uma mesa, com 3 cadeiras em volta. Não era muita coisa, mais foi um presente dos pais de , e os móveis, boa parte deles, foi um presente dos pais de , e pra eles isso não importava muito, passavam quase o dia todo na biblioteca estudando, ficavam a semana toda no campus, e iam pra casa apenas alguns fins de semana, e foi naquela época que se aproximou de . apagou as luzes do andar de baixo, e subiu as escadas.
No quarto do casal, já estava arrumando a cama pra ir dormir. A conversa de e que ouviu mais cedo, a deixou perturbada, ela tinha medo de pensar que estava sendo traída, tinha receio de tirar alguma conclusão errada, e fazer coisas das quais poderia se arrepender mais tarde. “O que eu faço?” se perguntava repetidas vezes o que fazer, como fazer, que atitudes tomar; ela não podia simplesmente achar que tantas coisas estavam acontecendo, e no final das contas, descobrir que não era nada daquilo, que eles estavam apenas preparando alguma surpresa pra ela. Mais ela não queria correr o risco de estar sendo traída, ela queria tomar uma atitude, mais se fizesse algo errado, isso iria interferir drasticamente no relacionamento dela com , com , e no “relacionamento” de e ... Ela simplesmente pensava no que poderia ser feito, e se poderia ser feito.
- , você tá bem? – Disse percebendo que a namorada estava quieta.
- Estou sim, por quê? – Disse se deitando.
- Nada, você parecia meio distante... – Disse se deitando ao lado de , abraçando-a.
- Não , hoje não. - Disse tirando o braço de de sua cintura, virando-se e apagando a luz.
- , o que foi dessa vez? – Disse se irritando.
- Nada, eu to cansada.
- Tá, mais o que...
- Boa noite . – Disse friamente.
- Quando sua tpm passar me fala ok? – Disse se virando para o outro lado.
- Quando você deixar de ser bruto comigo, talvez eu fale.
- Ah que bom, então quando você for falar, vai lá na sala, que é onde eu vou dormir hoje. – Disse se levantando, pegando seu travesseiro, e um cobertor no guarda roupa.
- , para de frescura, deita logo.
- Se for pra ficar levando patada, e ser chamado de bruto sem razão, prefiro dormir sozinho. – desceu as escadas, nem acendeu as luzes, apenas ligou a televisão.
“Não entendi o porquê de toda aquela frescura da , porque ela me tratou daquele jeito? Eu só fui abraçar ela, nada demais, ela começou com suas brutalidades, como se não me quisesse ao lado dela...” pensava em apenas uma coisa nesse momento, , era a única coisa que se passava em sua cabeça era ela, era o jeito que ela o tratou mais cedo,tudo que ele queria era uma explicação, só isso. continuou por um bom tempo vendo o noticiário, quando a jornalista interrompeu, dizendo que seria passado novamente, um vídeo que foi exibido nacionalmente horas antes.
“Boa noite, hoje foi um dia de muita responsabilidade na casa branca, um dia que pode mudar a vida de milhares de famílias americanas, e também arruína-las. Mais é preciso que entendam que tudo isso é pelo bem da nação, que mesmo que alguns sacrifícios sejam feitos, foram feitos por uma razão nobre, pela qual algum dia seus filhos, ou netos possam se orgulhar. A partir de hoje, o governo está enviando mais de 15 mil soldados para uma guerra, guerra contra o Iraque; país que já ofereceu diversas ameaças ao nosso país, e que a partir do ano de 2006, será derrubado pelos mais de 20 mil homens norte-americanos que serão selecionados pelo exército na última semana do mês de dezembro, e serão enviados ao Iraque na segunda semana de janeiro. Para se ter paz, às vezes é necessário ter uma guerra. Boa noite.”
Capítulo 6
(N/A: É o seguinte, estou colocando um aviso aqui pra explicar os fatos. Eu fiz esse capítulo de acordo com o meu ponto de vista, assim como quase todo o resto. Então NÃO usem NADA do que está aqui numa prova de história, ok?)
se sentia mal pelo que havia acontecido, então logo na manhã seguinte, foi á sala, e não encontrou , do mesmo jeito que não o encontrou em qualquer cômodo da casa. Provavelmente ele já tinha ido fazer as compras de natal, então não se importou muito. Logo foi se arrumar para o trabalho, nem tomou café da manhã, só tomou banho e logo foi para o trabalho. Todo dia tanto ela, quanto caminhavam até o ponto de ônibus, pois o carro só sairia do concerto no dia 27.
Quando chegou ao hospital foi direto ao vestiário deixar suas coisas em seu armário, indo para a ala da emergência em seguida.
- Bom dia, . – Disse Ashley ao ver .
- Bom dia Ashley, alguma coisa pra hoje? – Disse se referindo aos pacientes.
- Não muita, não sei por que mais hoje as coisas estão calmas...
- Tá legal, então eu vou ver o que posso fazer com as coisas de hoje, e você pode ir tomar um café... – Disse indo em direção á secretária.
- Você não vai comer nada hoje?
- Não, não, não to com muita fome...
Ashley foi para cafeteria, e mesmo sem ter comido nada o dia inteiro, foi atender os poucos pacientes.
Danny não conseguia parar de pensar na sua noite com Ana, e ele queria que ela também não parasse de pensar nisso, porque afinal, ela estava bêbada; mesmo que quisesse não iria se lembrar. Ele não se arrependeu de ter dormido com ela, e sim, ele queria repetir, e de preferência, quando ela estivesse sóbria. Danny pensava muito se ligaria pra Aninha ou não, ele queria conversar com ela apenas por conversar, queria ouvir sua risada contagiante, queria ouvir a mudança que sua voz fazia quando ela ficava tímida... Ela tinha vários defeitos, mas para os olhos de Danny, eles eram o que completavam sua perfeição. Estava decidido, ele ligaria pra ela, mais não sabia o que falar. Danny estava confuso, mas tomou coragem, e quando teve um tempo, ligou pra Ana, confirmando com ela o próximo encontro.
De uma hora pra outra, o hospital ficou cheio, e trabalhava á todo vapor, quanto mais gente ela atendia, mais gente aparecia para ser atendida, ela não aguentava mais, não mesmo. Era um pouco mais que 7 horas da noite quando ela sentiu tontura, e seus olhos se fecharam de um maneira brusca, e de maneira mais brusca ainda seu corpo tocou o chão frio do corredor. Ela não sentia nada, apenas o cabelo loiro de Ashley que esbarrava em seu braço enquanto ela chamava alguém para ajudá-la. Minutos depois, John ligou pra que logo compareceu ao hospital.
- , é melhor ela descansar e se alimentar direito, e ela não precisa vim trabalhar amanhã e já ficar de férias.
- Tudo bem, obrigado.
a levou para o carro que pegara emprestado de Danny e foi para casa. Durante o trajeto, pensava em um jeito de contar à sobre a guerra, caso ela ainda não soubesse.
Quando estacionou o carro, acabou acordando , mas não permitiu que ela andasse, ainda estava muito fraca.
- , eu estou bem... – Disse ainda fraca.
- Não está não. – Disse deitando-a no sofá e se sentando no sofá ao lado. – O que aconteceu?
- Eu só, não comi... – Disse se sentando.
- E por quê?
- Não sei, eu, eu só não queria comer. – Disse ainda com tontura. – Mais eu vou fazer alguma coisa pra comer, um pão com geléia, ou com manteiga de amendoim...
- Pode deixar que eu faço... – Disse se levantando.
- Tudo bem, eu não estou tão debilitada assim... – Disse indo até a cozinha.
- Quase esqueci de te contar que teu “amigo”, John, disse que você não precisa ir trabalhar amanhã, pode tirar férias direto. – Disse dando ênfase à palavra “amigo”.
- Além de ter conhecido o John, o que mais você fez? – Disse preparando seu lanche.
- Fui ao mercado, fiquei com raiva por você ter me mandado dormir no sofá, fiquei vendo tv, e fui pro hospital depois...
- Desculpa por ontem, é que...
- Tudo bem... – Disse abraçando por trás.
- Obrigada.
As coisas estavam começando a se resolver, mas não tinha se esquecido de que precisava conversar com sobre a guerra, e a possibilidade de ter que se juntar ao exército.
- , você viu televisão hoje?
- Não, por quê? – Disse sem entender a pergunta.
- O presidente declarou guerra contra o Iraque...
achava estranho ter uma guerra nessa época... Mais ainda assim não entendia onde ele queria chegar.
- Nossa...
- E tudo bem pra você?
- , eu vou tomar banho, e depois vou dormir, preciso dormir cedo hoje, to muito cansada.
foi para sua suíte, e ficou por lá durante alguns minutos. Quando saía do banho, se lembrou de chamar para dormir.
- , você não vai dormir? – Disse do topo da escada.
- Eu vou, só vou desligar a tv e já subo. – Disse se levantando do sofá.
- Tudo bem. – Disse com um sorriso um pouco triste no rosto.
havia percebido que estava triste, ele sabia que se ele fosse pra guerra, ela ficaria desolada, não saberia o que fazer, do mesmo modo que ele também não saberia o que fazer para sobreviver sem ela, muito menos o que fazer pra sobreviver pra voltar pra ela.
apagou todas as luzes do andar, e logo foi para o quarto. Logo se deparou com deitada, provavelmente estava dormindo, então fez o mínimo barulho possível para não acordá-la.
- ? – Disse encarando-o.
- Te acordei? Desculpa...
- Existe alguma chance de você não ir pra essa tal guerra? – Ele sabia... Ele sabia que logo ela faria essa pergunta, só que o que ele não sabia, é como daria uma resposta.
- Não sei, talvez...
- Você sabe que eu vou sentir sua falta, não sabe? – Disse quase chorando.
- Ocupar seu tempo com alguma coisa... – Disse segurando a mão de .
- De que adianta ficar o dia todo fazendo alguma coisa sendo que você não vai sair da minha cabeça?
- , eu não quero falar sobre isso... – Disse apagando o abajur.
- Desculpe. – Disse fechando os olhos, e se cobrindo.
- Tudo bem. - Disse abraçando-a. – Mesmo que eu vá, eu nunca vou te deixar.
dormiu como se nada de incomum tivesse acontecido, mas não conseguia, ela simplesmente não poderia parar de amá-lo, não conseguiria suportar a saudade que sentiria dele, ela só queria esquecer disso tudo, seria melhor pra ela.
No dia seguinte, acordou antes de , apesar de ser um pouco mais que 9 da manhã. Ele logo se levantou, escovou os dentes, foi ao banheiro, e resolveu ver se havia alguma carta quando se deparou com três; duas delas eram contas, e outra era do governo. Ele voltou pra casa, deixou duas cartas em cima da bancada, e pegou a restante, aquela do governo, e foi se sentar no sofá. Ele encarou o envelope por alguns segundos, se perguntando o que exatamente estaria escrito ali dentro, se aquilo era realmente o que ele pensava... Seria impossível não ser, ele já sabia o que estava escrito, ele já sabia que no começo do mês teria que ir para o exército, e que na semana seguinte, por incrível que pareça, estaria lutando por uma guerra inútil, uma guerra que nenhum daqueles que vão morrer tem culpa. “Que grande honra, morrer por aqueles que causarão mais mortes...” Pensou . Ele respirou fundo, e finalmente abriu a carta... Não era surpresa, ela apenas dizia aquilo que ele já sabia, nada mais, nada menos de que ele foi um dos 20 mil americanos selecionados para lutar no Iraque, e quem sabe voltar.
Ele tinha que contar à , mas não sabia como contar, ela tinha vários problemas, não poderia perder seu tempo se preocupando com ele, ela teria que continuar com sua vida, mesmo que alguma coisa acontecesse com ele, ela teria que continuar vivendo. Mesmo que ele não voltasse, ela teria que continuar sendo feliz, mesmo ao lado de outro alguém. guardou a carta em seu criado mudo, e voltou a se deitar ao lado de . Ele acabara de deitar, e ela acordou, virando-se para ele em seguida.
- Bom dia.
- Bom dia. – Disse dando um selinho em .
- Acho que dormi demais. – Disse esfregando os olhos.
- Tudo bem, não vamos trabalhar hoje. – Disse abraçando .
- Isso é estranho...
- O quê?
- Não é todo dia que recebo todo esse tratamento pela manhã.
- É que é véspera de natal.
- Véspera de natal? – Disse se sentando na cama. – , eu não comprei seu presente.
- Mas não precisa... – Disse também se sentando.
- Mesmo?
- Tudo bem, não precisa mesmo. – Disse dando um selinho em . – Mas o que você acha de voltarmos a dormir?
- Não quer tomar café?
- Não, eu não estou com muita fome... – Disse se deitando novamente, puxando consigo.
- Tá tudo bem, ? – Disse percebendo o sorriso triste de .
- Aconteceu uma coisa hoje...
- O que? – Disse começando a se preocupar.
- Posso te contar depois?
- Bom, tudo bem então, pode sim... – Disse dando beijo no rosto de .
- Obrigado. – Disse segurando a mão de .
Ele não queria contar pra ela, mas também não queria que ela descobrisse por outra pessoa, então logo depois de se certificar de que ela já estava dormindo, pegou a carta que havia guardado no criado mudo, e foi pra sala. Ele lia diversas vezes o texto por dentro daquele envelope bege bem claro, mas não importava o quanto ele lia aquilo, porquê cada vez parecia mais irreal.
“Em nome de toda a nação dos Estados Unidos da América, e do futuro dela, foi um dos mais de 20 mil homens norte-americanos selecionados para se alistarem ao exército dos Estados Unidos, servindo em campo de guerra. Você deverá se alistar na base do exército mais próxima até o dia 8 de janeiro.
Em nome de toda a nação,
Presidente dos Estados Unidos da América e Exército Nacional.”
Capítulo 7
- ? – Disse descendo as escadas. – ? – Disse vendo-o em seguida dormindo no sofá, com um papel em mãos. – O que é isso? – Disse pegando o papel antes segurado por .
- Ahn? ? – Disse se levantando, encontrando parada ao lado do sofá. – o que você... – Disse percebendo que o que ela segurava na mão era a carta que havia recebido nesta manhã. – Não... – Disse tirando a carta das mãos de violentamente.
- Mas ...
- Você não pode ler essa carta. – Disse ficando nervoso.
- E porque não? Só porque ela fala que você tem que se alistar pra ir pra guerra? – Disse sem expressão alguma.
- Você leu? – Disse deixando a carta cair.
- Li. – Disse em um sussurro surpreendentemente baixo, com um sorriso triste se revelando em seu rosto.
- Você está bem? – Disse acariciando o rosto de .
- Não. – Disse sem conseguir segurar as lágrimas.
- Vai ficar tudo bem...
- Não, não vai . Nada vai ficar bem nem agora, nem nunca, as coisas nunca ficam bem quando você não está.
- Mas eu vou voltar, vou te escrever cartas toda semana, e provavelmente eu vou voltar pra ficar um dia com você antes que o serviço militar acabe.
- E é quanto tempo de serviço militar?
- 3 meses por enquanto. – Disse abraçando .
- 3 meses? Quer dizer que eles podem diminuir não é?
- Não, quer dizer que eles provavelmente podem aumentar pra 8 meses, e acho que não se importariam se eu ficasse 1 ano por lá.
- Mas , você não pode ir... – Disse abraçando-o fortemente.
- Eu tenho que ir...
- Me promete que vai voltar?
- Eu vou voltar, mas antes eu quero conversar sobre uma coisa com você...
- O que? – Disse indo em direção ao sofá, juntamente com .
- É quase certeza que eu vou voltar depois de um período curto, mais se eu não voltar, ou se você não tiver mais nenhuma notícia minha não quero que você me espere...
- Como assim? – Disse limpando as lágrimas, encarando seriamente.
- Eu quero que você arrume um namorado, ou alguma coisa, você não vai ficar me esperando, você não vai sofrer por mim... Eu não quero ser responsável por trazer tanta tristeza pra sua vida.
- Não, eu não posso fazer isso...
- Por favor , - Disse dando um selinho em . – Faça isso por mim...
- Desculpa, mas eu não posso. Não seria possível encontrar alguém que me trate como você me trata, alguém que me ame como você me ama, alguém que seja assim perfeito como você é. – Disse beijando calmamente, deixando algumas lágrimas caírem conforme ela falava.
- Eu não quero te machucar.
- Eu sou forte o suficiente pra ficar sem você por um tempo.
- Mesmo?
- Só me promete que isso não vai ser pra sempre...
- Eu prometo...
e mal se falaram o dia todo, eles apenas ficaram juntos, um aproveitando a presença do outro. não se sentia bem com a situação, mas não sabia o que poderia fazer para mudar, talvez fosse impossível. A única coisa possível era aproveitar cada instante que ainda restava antes que precisasse ir para o Iraque, mesmo que esse instante fosse acompanhado por uma risada, um beijo, ou uma lágrima, ele seria acompanhado da coisa mais preciosa que ela tinha; cada instante seria acompanhado de .
Ao contrário de , não teria que ir pra guerra; talvez porque seu pai tinha um cargo influente na política. Mas agora nada mais importava pra ele a não ser o jantar com . E pra ela não era diferente, como o jantar seria na casa de , ela não precisou em se importar com tantas coisas quanto ele, porém tinha que escolher uma roupa perfeita, porque afinal, essa seria a chance de conquistá-lo. E ela não queria perder essa chance por nada. experimentou diversos vestidos a tarde toda, mas nenhum parecia agradá-la o suficiente, então quando voltou pra casa, decidiu procurar alguma roupa ao invés de comprar uma. Ela se lembrou de que tinha usado um vestido para ir a uma festa de família, então o procurou no guarda roupa, e ainda dentro do plástico, lá estava ele. Quase que intocado, um vestido tomara-que-caia verde bem claro, um pouco acima do joelho, nada muito vulgar, era um vestido básico, mas ao mesmo tempo era bonito, e de acordo com seu ponto de vista, era perfeito. Ela já tinha escolhido o vestido, os sapatos, entrou no banho e demorou um pouco. Ao sair, haviam 3 ligações perdidas de ; então resolveu retornar.
- ? – Disse ainda enrolada na toalha se sentando na ponta da cama.
- ? – Disse do outro lado da linha.
- Oi, eu vi que você tinha me ligado, então eu, retornei a ligação. – Disse um pouco sem graça.
- Ah, bom, é que eu queria ter certeza de que você viria... – Disse com certa insegurança em relação à resposta de .
- Eu vou claro, é que eu estava me arrumando...
- Ah que bom, que ótimo. Então te vejo às 10? – Disse entusiasmado.
- Ah, claro. Você quer que eu leve alguma coisa?
- Não, não precisa, eu já comprei, está quase tudo pronto.
- Ah, tudo bem.
- Te vejo as 10 então... – Disse se animando cada vez mais.
- Claro, eu não vou me atrasar. – Disse desligando o celular em seguida.
estava muito entusiasmado com o jantar. Ele finalmente ficaria perto dela novamente, e ele realmente não sabia por que isso o deixava tão contente. Talvez todo aquele sentimento era aquilo que ele não havia sentido tão forte antes, talvez era aquela coisa chamada de amor. viu que estava tudo pronto, então foi ver televisão e acabou cochilando. Quando acordou, era 09:35min da noite.
“Merda!” Exclamou correndo em direção ao banheiro. Ele nunca demorava mais que 30 minutos no banho, mais dessa vez teria que ser mais rápido. Quando finalmente se sentia um pouco mais aliviado ouviu a campainha tocar. Foi rapidamente à porta, e quando olhou pelo olho mágico, viu que era usando um vestido verde claro, com uma sandália de salto alto branca. tocou a campainha mais uma vez, então mesmo de toalha, abriu.
- Oi. – Disse um pouco sem graça.
- Aah, oi... – Disse reparando que arrumava a toalha na cintura. – Tudo isso é pra me impressionar?
- Depende, funciona?
- Talvez... – Disse um pouco envergonhada.
- E esse vestido? Também é pra me impressionar? – Disse abrindo mais a porta para que ela entrasse no apartamento.
- Depende, funciona? – Disse entrando no apartamento recebendo um longo selinho de .
- Mesmo você usando jeans funcionaria. – Disse caminhando até o quarto. – Pode ficar à vontade, eu já volto.
- Tá legal. – Disse ainda sem graça depois do elogio inesperado de . Ela se sentou no sofá branco que ficava de frente para a televisão e ficou pensando sobre o selinho que acontecera poucos minutos antes. Ela ficava pensando se isso significava alguma coisa, ou se tratava todas suas ficantes desse modo. Viu algumas fotos numa estante. Algumas delas eram de junto com várias pessoas, que aparentavam ser fotos de família, e logo ao lado tinha várias fotos de um garoto bem magrinho, com um óculos extremamente grande, que aparentava estar nem um pouco feliz por ter que tirar a tal foto. pegou o porta retrato que estava a foto e viu mais de perto que por trás daqueles óculos fundo de garrafa, tinham dois belos e conhecidos olhos azuis. “?” Pensou analisando a foto. Era uma típica foto anual da classe, onde estava do lado esquerdo na primeira fileira, e ao seu lado estavam outros adolescentes como ele, só que não tão “nerds”. colocou o porta retrato no lugar, e logo percebeu que estava parado ao seu lado já vestido com uma calça jeans escura, uma camisa branca de gola V e um sapato preto.
- Esse, realmente é você? – Disse apontando para o porta retrato.
- Sim, esse nerd com óculos fundo de garrafa, camisa dentro da calça e fechada até o último botão, e com a calça no umbigo. – Disse de uma maneira engraçada fazendo rir. – Mas pelo que me lembro bem você era um pouco nerd também, era a editora chefe do jornal da escola. – Disse se lembrando de quando viu algumas fotos na casa de .
- Ah qual é , meus óculos eram mais bonitinhos e a minha saia era de um tamanho normal...
- , a saia era abaixo do joelho. – Disse caçoando de .
- Tá bom, você vence. Eu era nerd, mais antes que esse papo se estenda, não podemos ir logo pra parte que comemos?
- Tudo bem, só não se esqueça que eu não sou tão bom cozinheiro e que a sobremesa eu comprei no mercado aqui perto. – Disse um pouco sem graça.
- Pelo menos você é sincero... – Disse indo em direção à cozinha, sentando-se à mesa em seguida. O jantar foi acompanhado por risadas de ambos.
Era um pouco mais de 10:30 quando pegou o bolo na geladeira e o colocou em cima da mesa.
- Um pedaço grande ou pequeno?
- , acho que nem vou comer, tenho que ir...
- Não não, come o bolo e depois eu te levo pra casa...
- Não precisa , sério. – Disse indo em direção à sala. – O encontro já foi na sua casa, você não precisa servir de motorista, sério. – Disse um pouco sem graça.
- Mas já que isso é um encontro, as coisas não podem acabar assim... – Disse se aproximando de .
- Acabar?
- É, nós conversamos, jantamos e finalmente, nos beijamos... – Disse beijando os lábios de levemente.
- , eu não quero ser rápida demais... – Disse tentando resistir a aquele que ela sempre desejara. - Eu gosto de você e não quero estragar isso.
- Tudo bem... – Disse beijando novamente. – Se as coisas acontecerem do mesmo modo que aconteceram na última noite, as coisas vão ser ótimas.
- Seriam melhores se eu lembrasse. – Disse colocando a mão por debaixo da camisa de .
- Tudo bem, eu te mostro. – Disse mordendo a orelha de .
E mais uma vez eles estavam ali, juntos na mesma cama, compartilhando da mesma sensação, compartilhando do mesmo prazer. tinha medo de jogar esse jogo em que ela não sabia se sairia machucada ou não, não sabia se estava apaixonado por ela, ou se só gostava dela. Ambos adormeceram poucos minutos depois, mas logo levantou para beber água.
havia se lembrado da noite em que deixou em sua casa, se sentia como naquela noite, apaixonado, mas não conseguiu negar pra si mesmo que não seria algo tão simples assumir algum compromisso com ela, não seria por sentimento não correspondido, não seria por beleza, porque ela era simplesmente perfeita pra ele, ela era risonha, doce, gentil e nunca precisou de ninguém, sempre foi forte. Mas o que realmente o incomodava era esse sentimento que ele ainda sentia por outra. “Droga, porque ela tinha que se apaixonar por ele?” Pensava , ela sim era perfeita pra ele, não que não fosse, mas ele simplesmente não sentia por o que sentia por ela. Ela era incrível, sempre fora amiga de todos, lutou pra chegar onde quis e agora tinha sua vida perfeita, ao lado do cara perfeito. O que incomodava não era o fato de estar apaixonado por e mais outra mulher, o que realmente o incomodava era o fato de estar apaixonado por e por . Logo que terminou de beber sua água, voltou pro quarto e viu que ainda estava encolhida no canto direito da cama, coberta apenas com um lençol. Ele viu o quanto ela era perfeita, mas não importava o quanto ela fosse perfeita, ele não conseguia amá-la tanto quanto amava . Por mais que ele soubesse que e nunca se separariam, ele não conseguia simplesmente deixar de amá-la, e por incrível que pareça, ele sabia que a pessoa perfeita pra ele o amava, e essa pessoa era .
não queria ir para o Iraque, mas era preciso. Ele pensara e diversas maneiras em como reanimar , desde quando acordou pensava em alguma coisa, mas nenhuma delas parecia possível. Então ele se lembrou de um banco que estava guardado no fundo do quintal, o colocou no quintal coberto de neve e chamou . Ambos ficaram ali sentados sem fazer nada e foi então quando se lembrou de que era natal.
- Feliz natal. – Disse beijando a testa de .
- Feliz natal.
- Era por isso que eu não queria te contar.
- Eu teria de saber de um jeito ou de outro, não tem problema.
- Mas você fica assim, pra baixo...
- Você vai me amar enquanto estiver lá?
- A questão não é essa, a questão é se você vai me amar enquanto eu estiver lá.
- Qual você acha que é a resposta?
- Que você vai ficar com o John? – Disse tentando animar .
- Ele é bonito, mas acho que não dá pro gasto. – Disse se levantando puxando com ela.
- E eu dou pro gasto? – Disse achando graça.
- Talvez. – Disse caçoando de .
- Eu vou sentir sua falta. – Disse abraçando .
- Eu também. – Disse beijando levemente.
- Vem, vamos ver algum filme. – Disse puxando para o sofá.
- Pode ser. - Quando estavam chegando no sofá sentiu uma forte tontura. – , eu vou deitar. – Disse colocando a mão na cabeça.
- Você está bem? – Disse preocupado.
- Estou sim, só vou deitar um pouco na cama.
Ela foi pro quarto, se deitou e logo quando pegou no sono seu celular tocou. Quando foi atender, viu que era uma mensagem de Michael, mas quando foi ver a mensagem recebeu uma ligação de .
- Alô?
- Oi . – Disse animadamente.
- Feliz natal . – Disse no mesmo tom de .
- Pra você também ... – Disse rindo do outro lado da linha. – Já que estamos falando de natal, hoje eu e a vamos ai, tudo bem?
- Ah, claro. Mas a vem com você?
- Eu não sei, acho que sim. – Disse se sentindo um pouco envergonhado.
- Tudo bem então, eu vou ligar pra ela pra confirmar...
- Não precisa, eu pergunto pra ela.
- Ah, vocês vão se encontrar hoje?
- É, claro que sim, concerteza... – Disse rindo da situação.
- Tudo bem então, fala pra ela me mandar uma mensagem. – Disse sem ao menos esperar a resposta de .
- , você quer alguma coisa? Eu to indo no mercado. – Disse entrando no quarto.
- Quando estiver voltando, passa na farmácia e me compra um remédio pra enjôo. – Disse se deitando novamente.
- Você está enjoada? – Disse com um pequeno sorriso no rosto.
- É, um pouco...
- , será que você não está, bom, você sabe... Será que você não está grávida? – Disse se animando.
- Claro que não . – Disse se sentando na cama – A gente transou poucos dias atrás, isso seria impossível. – Disse se deitando novamente.
- Ah, tudo bem então. – Disse pegando a chave do carro, a carteira e saindo do quarto.
Quando saiu, não parava de pensar se estava grávida. E se estivesse? Como cuidaria de um filho ou uma filha? Como seriam as coisas dali pra frente? E daí ela se lembrou de que teria de ir pra guerra e pensou se conseguiria ficar sem ele durante esse tempo. Ela se perdeu em seus pensamentos e logo adormeceu.
queria tanto que estivesse grávida, ele queria tanto ter um filho pra poder ensinar a jogar beisebol, ou uma filha pra mandar subir as escadas pra trocar de roupa... Ele só queria o que qualquer apaixonado quer: uma família com a mulher que ama.
Capítulo 8
- , acorda... – Disse fazendo cafuné em . – , fofa, acorda é natal...
- Ãhn? – Disse abrindo os olhos lentamente.
- É meu amor, acorda, é natal...
- Nossa, nem me lembrava disso. – Disse se cobrindo ao perceber que usava apenas as roupas de baixo.
- A ligou perguntando se a gente ia lá hoje, e pediu pra você mandar uma mensagem pra ela avisado.
- Ah, tá, depois eu mando, mas você quer ir? – Disse procurando seu vestido.
- Quero, se estiver tudo bem por você.
- Ah, tá bom então. – Disse olhando em no chão quase caindo da cama. – Mas a gente vai lá que horas?
- Não sei, que horas você quer ir? Por mim tanto faz...
- Olha, por que a gente não faz assim, eu vou para casa, e daí cada um aparece lá a hora que quer, certo? – Disse se levantando enrolada no lençol.
- O que deu em você ?
- Nada, eu só estou procurando meu vestido... – Disse pegando o vestido que estava em uma poltrona.
- Não, eu estou falando da sua ignorância repentina.
- Nada , eu só quero ir pra casa, e tomar um longo banho.
- Bom, você pode tomar banho aqui se quiser, eu te dou uma toalha depois te levo pra casa.
- Olha , muito obrigada por tudo, mas eu estou meio nervosa com tudo isso e... -Disse colocando o vestido sendo interrompida por em seguida.
- Nervosa com o que? Com a gente? – Disse se levantando.
- É , eu não quero ir rápido demais... – Disse um pouco tímida.
- Tudo bem, se quiser pode ir pra sua casa... – Disse um pouco decepcionado. – E mais tarde a gente se vê.
- Tudo bem então, daí quando eu... – Disse caminhando em direção à porta do quarto, quando saiu e viu a mesa de café da manhã que havia feito. – Uau, , isso é simplesmente lindo...
- Ah, é que eu pensei que você ia comer aqui, não que fosse praticamente fugir...
- Por que a gente não faz assim, eu como, vou pra casa, tomo banho, me troco e a gente sai pra almoçar, pode ser? – Disse um pouco tímida pelo convite.
- Claro, eu te pego meio dia, pode ser? – Disse animado.
- Tá. – Disse rindo da animação de , se sentando para tomar café.
No máximo meia hora depois, já estava se despedindo de .
- Tchau, , feliz natal... – Disse abrindo a porta.
- Tchau, , feliz natal pra você também. – Disse dando um selinho demorado em .
não sabia explicar como se sentia, ela se sentia extremamente feliz em relação á , mas também se sentia insegura em relação, ela tinha medo de algum dia perceber que está sendo só um passatempo pra ele.
acordou com o barulho de mexendo na porta, e quando levantou viu que tinha uma mensagem de Michael no seu celular, que dizia:
“Os exames estão prontos”. Victória se lembrou dos exames que havia feito algum tempo atrás, e foi chamar pra ir junto.
- , vamos comigo pro hospital? Eu tenho que pegar uns exames com o Michael...
- Tudo bem, eu ainda estou com o carro da empresa. – Disse colocando os sacos de compras em cima da mesa. – , eu não achei o seu remédio, estava tudo fechado, só encontrei um mercado aberto, e estava quase fechando.
- Tudo bem, já estou melhor. – Disse voltando pro quarto. – Só vou me trocar e daí a gente vai.
Cerca de quarenta minutos depois, e chegaram ao hospital.
- Que exames são esses? - Disse acompanhando .
- Eu fiz um tempo atrás, e ele me mandou uma mensagem falando que estavam prontos...
- Mas exames do que? – Disse sem conter a curiosidade.
- Ash, cadê o Michael? – Disse ao encontrar Ashley no balcão.
- Ele já foi, mas deixou para você e disse que qualquer coisa que você não entender pode ligar para ele. – Disse Ashley entregando um envelope à .
- Tá bom Ash, obrigada. – Disse pegando o envelope. – Pode ir pra casa meu amor, é natal.
- Obrigada .
Quando e chegaram em casa, logo perguntou sobre o resultado do tal exame, e ao abrir, ficou pálida.
- ? – Disse ao ver a reação de Victória. – , o que foi? – colocou a mão no rosto de , e ela piscou várias vezes, como se estivesse voltando ao normal, e então chamou para conversar na sala.
- , eu tenho que te falar uma coisa, mas eu não sei como...
- Fala logo . – Disse preocupado.
- A família da minha mãe tem uma doença genética, uma doença que passa de geração em geração...
- Que doença? – Disse segurando a mão de .
- Uma doença que impede ou dificulta a gravidez, a minha mãe teve dificuldade no parto, perdeu um filho antes da nascer, mas a minha tia não tem filhos, ela adotou o Mike. – Disse deixando que algumas lágrimas caíssem.
- E você tem essa doença? – Disse com medo da resposta.
- Eu ainda não vi o resultado final, mas como é uma doença genética, minha mãe pode ter passado pra mim ou pra , e mesmo que eu possa ter filhos, eu ainda posso ter dificuldades...
- E você não vai ver o resultado?
- Eu estou com medo , não quero ler esse resultado e saber que não vou poder ter filho, sabe... – Disse chorando. – E se eu realmente não puder ter filhos? Como vão ser as coisas?
- A gente vai ficar bem, calma... – Disse tentando acalmar .
- Não , não vai ficar tudo bem, eu nunca vou saber como é ficar grávida, como é alguém chegar e colocar a mão na sua barriga e falar “ele chutou”, eu nunca vou poder fazer um teste de gravidez e esperar 5 minutos pra ver se estou grávida ou não, porque eu nunca vou engravidar... – Disse chorando descontroladamente.
- Você quer que eu desmarque com a e o ? – Disse abraçando .
- Quero, fala que a gente marca outro dia, ano novo, não sei... – Disse controlando o choro.
- Tudo bem, depois eu ligo. – Disse beijando a testa de . – Quer ir lá pro quarto deitar?
- Quero. – Disse se levantando puxando .
- Vai na frente, antes eu tenho que fechar a porta.
- Tudo bem. – Disse Victória subindo as escadas.
não foi apenas fechar a porta, ele queria ver o resultado do exame, e mesmo sabendo não contaria à . Ao puxar o papel de dentro do envelope, viu o resultado e logo o guardou novamente, colocando em cima do sofá exatamente do jeito que havia deixado, como se ele não tivesse mexido. Ele respirou fundo, então subiu pro quarto e encontrou deitada.
- Oi... – Disse ao deitar ao lado de .
- Oi... – Disse com um pequeno sorriso no rosto.
- A gente ainda pode fazer tratamento.
- E se não tiver, ? Vai ser tão difícil pra mim olhar para toda mulher que entrar com uma barriga enorme lá no hospital, vai doer tanto saber que eu não vou poder ficar 9 meses esperando pra ver se ele vai parecer mais comigo ou com você, ficar pensando se vai ser menino ou menina, qual vai ser o nome... – Disse começando a chorar, e viu que tinha um pequeno sorriso e seus olhos brilhavam. – O que foi?
- Você disse ”ficar 9 meses esperando pra ver se ele vai parecer mais comigo ou com você”.
- E daí?
- E daí que você teria um filho comigo... – Disse abraçando .
- Claro que teria , com quem mais eu teria? – Disse afundando seu rosto no pescoço de .
Logo adormeceu, mas pouco tempo depois levantou e foi em direção à escada, mas quando estava descendo viu que a porta do quarto de hóspedes estava um pouco aberta, e ao fechá-la, imaginou ao invés da cama de solteiro, do pequeno sofá, do papel de parede bege, um berço, uma poltrona e uma pintura cheia de bichinhos e desenhos. Fechou a porta e desceu para a cozinha, pegou uma maçã e foi até o sofá. Não conseguia parar de pensar sobre filhos, e sobre e possibilidade de não ter filhos, e foi então, que decidiu parar de pensar, e finalmente tentar.
- ? – Disse ao chegar no quarto – ... – Disse se deitando na cama, distribuindo beijos pelo peitoral de .
- , o que foi? - Disse abrindo os olhos lentamente.
- Você me ama? - Disse olhando nos olhos de .
- Claro que amo. – Disse recebendo um selinho de .
- Tudo bem, só isso que eu preciso saber. – Disse ficando por cima de .
Mesmo surpreendido com a atitude de , retribuía os beijos e caricias, e não demorou muito para que logo tomasse o controle e ficasse por cima dela. sabia cada ponto fraco de , e se aproveitou disso, mas logo percebeu que estava se esquecendo de algo.
- , espera, a camisinha ficou lá na cômoda... - Disse se afastando de .
- Não, não precisa... – Disse puxando para mais um beijo.
- Mas ...
- Eu não quero usar camisinha dessa vez – Disse tirando a calça, e logo a de .
- Você tem certeza? – Disse tirando a cueca.
- Absoluta. – Disse tirando a calcinha, dando um selinho em .
E aquele beijo foi o sinal que precisava para saber que estava pronta, assim como ele. Então ele deu a primeira investida, enquanto arranhava suas costas, provavelmente deixando marcas. E logo na segunda investida, percebeu que a diferença nessa vez não era apenas a camisinha, era também a responsabilidade, era uma vida que eles poderiam estar fazendo, e isso o deixava cada vez mais entusiasmado, entusiasmo que era mostrado em cada investida, que não tinha apenas aquele mesmo prazer, tinha algo a mais, e era isso que fazia com que ambos aproveitassem cada minuto.
Já era 12:30 quando finalmente chegou no apartamento de . Ela não sabia pra onde ele a levaria, mas logo chegaram a um shopping.
- A gente vai onde?
- Cinema, pode ser? – Disse pegando na mão de .
- Claro.
Com menos de 10 minutos de filme, logo apertou a mão de e logo começaram a se beijar, até o celular de começar a tocar.
- Eu só vou...
- Tudo bem, pode atender. – Disse se afastando de , tomando um gole de refrigerante.
- Alô? – Disse atendendo o telefone um pouco nervoso. – Tudo bem, eu passo ai mais tarde, tá, tchau. – Disse desligando o celular. – Desculpa, era a Ashley.
- Ah, tudo bem. – Disse tentando não demonstrar expressão alguma em relação à essa ligação. E poucos minutos depois, a beijou novamente, mas dessa vez não conseguia parar de pensar quem era a tal Ashley, e foi então que sentiu um enjôo repentino, e saiu correndo da sala de cinema, sem dizer nada á .
- ... – Disse indo atrás de que entrou no banheiro feminino.
Ela não se sentia nada bem, sentiu o enjôo aumentando cada vez mais, e logo estava ajoelhada em na frente de um vaso vomitando.
- ... – Disse ao ver saindo do banheiro. – O que foi?< br>
- Eu não estou bem, acabei de vomitar... – Disse colocando a mão no estômago.
- Vem, eu te levo para casa. – Disse puxando pela mão.
Quando chegaram ao carro entrou e logo encostou a cabeça no vidro.
- , foi alguma coisa que você comeu? – Disse ligando o carro.
- Acho que não, só tomei café e mais nada.
- Você não quer passar em algum lugar para comer?
- Não, obrigada, me leva pra casa, pode ser?
- Claro, tudo bem. - chateado.
- Desculpe ter estragado o filme. – Disse um pouco envergonhada.
- Tudo bem, não tem problema. A gente pode sair outro dia?
- A gente pode marcar com o e a para passarmos o ano novo juntos, se não tiver problemas pra você.
- Passar a virada do ano juntos?
- É, se estiver tudo bem...
- Claro, sem problemas. – Disse entusiasmado.
Quando estavam perto da casa de , ela pediu para que parasse em uma farmácia para que ela comprasse um remédio.
- Tem certeza de que não quer que eu te espere? – Disse saindo do carro.
- Relaxa , eu vou ficar bem. – Disse rindo. – Só vou comprar um remédio pra ver se o enjôo passa. – Disse saindo do carro. – Te ligo depois.
foi logo em direção ao farmacêutico perguntar qual remédio deveria comprar, e poucos minutos depois foi pra casa. Ao chegar, deixou as coisas no sofá e foi ao banheiro, ao sair chorando desesperadamente, ligou pra .
- ? – Disse chorando desesperadamente.
- ? O que foi meu amor? – Disse preocupada.
- Eu preciso que você venha aqui em casa.
- Pra que?
- Eu preciso de você , por favor...
- Tá, calma... – Disse se levantando da cama, procurando suas roupas pelo quarto. – Em 15 minutos eu chego ai tá?
logo saiu de casa e foi em direção ao metro, e em cera de 20 minutos chegou á casa de .
- meu amor, desculpa o atraso, é que o metro atrasou... - Disse entrando no apartamento de .
- Eu dormi com o outra vez. – Disse com as mãos no rosto.
- Você me chamou aqui pra isso ? – Disse brava com a irmã.
- E não é a primeira vez, quando ele me levou para casa aquele dia, eu dormi com ele também, faz duas semanas ou mais... – Disse chorando mais ainda.
- Certo, mas você está chorando porque... – Disse sem entender o desespero da irmã.
- E daí? – Disse se levantando indo em direção ao banheiro.
- , me conta logo o que aconteceu. – Disse acompanhando a irmã ao banheiro.
- Acontece que a gente não usou camisinha. – Disse parando em frente á pia.
Então ao olhar a pia, foi entender todo o desespero da irmã.
- , você está grávida.
Capítulo 9
não conseguia parar de pensar no fato de que seria mãe, e ela sendo mãe, não teria filhos, mas não precisava saber disso.
- , eu não posso ter um filho, eu tenho uma carreira e o também, e... – . havia se lembrado de que ele também tinha uma carreira, não poderia ter um filho de uma hora para outra, ela simplesmente não poderia contar para ele, não conseguiria. – Eu não posso estragar a vida do , . – Disse chorando.
- Calma , vai ficar tudo bem, você não pode confiar totalmente nesses testes de farmácia, você tem que fazer os exames primeiro. - Disse abraçando a irmã.
- Acho que eu vou ligar para ele para falar que está tudo bem sobre o que aconteceu hoje a tarde sabe, preciso me acalmar. – Disse saindo do banheiro indo em direção ao quarto.
- , hoje não vai dar para fazer aquele jantar lá em casa, algum outro dia a gente marca, mas agora eu tenho que ir, logo a Ashley vai ligar lá em casa... – Disse indo até a porta do apartamento.
- Tudo bem, pode deixar a porta aberta que depois eu tranco. – Disse entrando no quarto – E obrigada . – Disse sorrindo para a irmã.
apenas sorriu de volta, e logo saiu. Quando entrou no elevador, as lágrimas começaram a cair sutilmente, passavam despercebidas por qualquer um, então passou a mão no rosto e foi direto à estação. Eram cinco estações entre as casas de e , então ela parou uma estação antes para comprar um presente para . Olhou em diversas lojas e vitrines, mas como não encontrou nada voltou para a estação. Durante o caminho, encontrou uma banca de jornal e decidiu comprar algumas daquelas raspadinhas, só pra tentar a sorte, e foi direto para a estação.
- ? – Disse entrando em casa.
- Na cozinha. – Gritou .
- Oi, meu amor... – Disse dando um selinho em .
- Tá tudo bem com a ? – Disse preparando seu sanduíche.
- Ainda não sei a resposta certa, mas quando souber eu te conto. – Disse abraçando .
- Você está muito carinhosa ultimamente... – Disse abraçando . – Isso é bom.
- Não começa. – Disse rindo.
- Quer um lanche também? – Disse colocando o sanduíche no micro-ondas.
- Não, obrigada, vou tomar banho.
- Tem certeza? Se quiser eu preparo alguma coisa light para você.
- Quem está muito carinhoso agora é você... – Disse se aproximando de . – O que você fez?
- Nada. – Disse desmanchando o sorriso do rosto.
- , aconteceu alguma coisa, fala logo...
- Eu estou pensando em ir procurar umas informações...
- Informações do que? – Disse preocupada.
- Informações sobre a guerra, . – Disse se exaltando.
- Não precisa ser grosso... – Disse aos berros.
- Ah , para de me irritar, você sabe que eu tenho que ir para essa guerra de um jeito ou de outro, mesmo não querendo.
- Eu sei disso...
- Mas age como quem não sabe... – Disse saindo da cozinha.
- Você é ridículo , eu querendo passar esses últimos dias com tranquilidade, e você fica com essas idiotices.
- Se eu estou com idiotices vai embora então, ninguém tá te segurando aqui. – Disse se sentando no sofá.
- É, quem sabe eu vá enquanto você estiver fora? Ai não vai ter ninguém para me segurar mesmo... – Disse subindo para o quarto.
- , para com isso. – Disse ao ouvir o barulho da porta do quarto batendo com força. Ele subiu até o quarto, e ouviu o barulho do chuveiro. – ? – Disse tentando abrir a porta do banheiro, que estava trancada. – , abre aqui, por favor. – Disse batendo na porta.
- Me deixa sozinha um pouco, por favor. – Disse de dentro do banheiro.
- , olha... – Disse sendo interrompido pelo celular de . – Seu celular tocou.
- Deve ser mensagem da .
- Abre a porta pra gente conversar, por favor. – Disse tentando se acalmar.
- Olha, eu vou tomar banho, não estou com cabeça pra isso agora. – Disse enchendo a banheira.
Então ele resolveu esperar, e como sabia que demoraria no banho foi ver televisão deitado na cama. E se passaram 5 minutos, 10 minutos, 15 minutos, meia hora... Ele já estava ficando cansado, e mesmo contra sua própria vontade, adormeceu. Quase uma hora depois saiu do banho.
- ? – Disse ao ver dormindo. Trocou de roupa e se deitou ao lado dele, segurando sua mão. – Desculpa...
- Você tem segundas intenções, mocinha? – Disse com o rosto enfiado no travesseiro.
- Claro que não... – Disse achando graça.
- Tudo bem, porque eu estou com sono.
- Mas mais tarde, na virada do ano, quem sabe... – Disse se aninhando no peito de .
- Desculpe ter gritado com você. – Disse puxando para mais perto de si.
- Desculpe ter agido como boba...
- Tudo bem. – Disse dando um beijo na testa de .
- Eu vou limpar a casa agora, tá? – Disse se levantando da cama.
- Mas a empregada não veio semana passada? – Disse se sentando.
- , essa casa não é limpa desde semana passada.
- Você quer ajuda pra alguma coisa?
- Ajudar ou jogar água na cozinha e cair e cortar o queixo? – Disse se lembrando da última vez que tentou ajudá-la.
- Foi divertido. – Disse com um pequeno sorriso no rosto.
- Você pode ficar dormindo, que eu vou limpar... – Disse colocando um casaco. – Mas eu vou passar o aspirador, então não venha reclamar depois.
E então foi para o andar de baixo e começou a limpar a casa. Guardou alguns papeis que estavam no sofá, limpou a sujeira que havia feito na cozinha, passou o aspirador praticamente na casa toda, já que o chão era de carpete, passou um pano molhado na varanda, e quando terminou era pouco mais que 3 da tarde, e então foi em uma lanchonete com à poucas quadras dali.
- Vai comer o que? – Perguntou a garçonete.
- Um cheeseburguer. – Disse .
- Pode ser o mesmo pra mim. – Disse com um sorriso amigável no rosto. – Pra viagem, por favor.
- Pra viagem? Quer comer em casa? – Perguntou vendo a garçonete se distanciar.
- No parque, aquele perto de casa.
Logo em seguida os pedidos chegaram, e foram caminhando para o parque, que estava surpreendentemente frio naquela época do ano.
- Tem certeza de que quer comer aqui? Está bem frio... – Disse se sentando em um banco.
- Tenho, faz tempo que a gente não vem aqui. – Disse abrindo o saco que continha seu lanche.
Então começou a lembrar de cada vez que foram até aquele parque. Teve a vez que fez um piquenique que havia sido arruinado por uma chuva repentina, da vez em que ficaram até meia noite para ver os fogos de 4 de julho, e da vez que ele mais gostava de lembrar, a primeira vez que foram ao parque, depois de passar a tarde inteira desencaixotando boa parte dos móveis. Ele não entendia o que o prendia á essa garota desde o colegial, ele poderia ter dormido com várias outras garotas na faculdade, mas ele preferia ficar conversando com na varanda do dormitório. Ele poderia simplesmente ter ciúmes dela durante as noites que tinha que sair sozinha para atender algum paciente, mas ele não sentia, ele não queria outras garotas, ele queria apenas uma. Ela.
- , quando você estiver no exército, como eu vou te mandar cartas? – Disse terminando o lanche.
- É só enviar pro exército, eu acho... – Disse abraçando pelos ombros.
- E se não chegar até você?
- O correio vai te enviar de volta, ou alguém vai pegar minha carta. – Disse achando graça.
- Vou sentir falta de tantas bobeiras que você fala... – Disse abraçando fortemente.
- Eu vou sentir sua falta também, muita. – Disse abraçando ainda mais forte.
- Eu não sei se vou aguentar ficar tanto tempo sozinha sem você, eu...
- , - Disse segurando em sua frente. – eu preciso que você seja forte, tá legal? – Disse caminhando de volta para casa.
No caminho de volta para casa apenas se lembraram de sua juventude, de como se conheceram, como foi o primeiro beijo deles, e se deram conta de que já viveram juntos tantos anos, mas ainda não era suficiente, eles ainda precisavam da presença um do outro, e fora por esse motivo que decidiu pedir em casamento o mais rápido possível.
- , tudo bem? – Disse percebendo que ele estava quieto demais.
- Tudo sim, eu só estava pensando...
- Em quê? – Disse abrindo a porta de casa.
- Nada... – Disse indo à caixa de correio. – Tem um envelope da sua prima. – Disse entregando o mesmo à .
Ao abrir viu que era um convite de casamento, que seria realizado no dia 5 de março de 2006.
- É o casamento da Bridget com o Lance... – Disse surpresa.
- Aquele quarterback de Dallas? – Disse colocando o casaco em um cabide.
- É... Aquele seu amigo, lembra? – Disse se jogando no sofá com o convite em mãos.
- Ele não era bem meu amigo, eu nunca gostei muito desses jogadores de futebol.
- Você só não gostava deles porque não passou no teste. – Disse rindo da reação de .
- A única parte boa era ter qualquer garota ou líder de torcida que quisesse. – Disse se sentando no outro sofá.
- Se eu fosse uma líder de torcida eu nunca daria pra você... – Disse se lembrando do tempo em que ambos estavam no colegial.
- Você não era uma líder de torcida, mas deu pra mim... – Disse recebendo uma almofadada em seguida.
- , fala direito. – Disse jogando mais almofadas nele.
- Mas pode confessar , você adoraria usar um uniforme de líder de torcida, não adoraria? – Disse se sentando no mesmo sofá que .
- Não , eu não gostaria de ter fama de vadia que já dormiu com todos os professores da escola... – Disse se deitando no colo de .
- Só estou me referindo à usar o uniforme ... – Disse dando um selinho em .
- , não acredito que você quer que eu faça isso. – Disse rindo da proposta de .
- Só uma vez , por favor. – Disse abrindo o moletom de .
- Não ... – Disse tirando o moletom de um jeito provocativo.
- E por que não? – Disse ao ver subindo as escadas.
- Porque eu não preciso disso ... – Disse tirando a camiseta e jogando a no chão.
Sem pensar duas vezes, subiu as escadas apenas de calça, e logo que chegou no quarto encontrou usando apenas calcinha e sutiã, ambos roxos. Ela estava de costas para ele, então ele segurou em sua cintura e depositou um beijo em seu pescoço, vendo-a se arrepiar por inteiro, assim como boa parte do corpo dela.
- ... – Sussurrou de um jeito quase inaudível.
Ele ouviu sussurrar seu nome algumas vezes, então aprofundou as carícias ainda mais, fazendo com que ficasse de frente pra ele e arranhasse seu peitoral. Aproveitando a posição de , a pegou no colo segurando-a pelas coxas, e a levou para a cama que ainda estava desarrumada. Ele percebeu que soltara um risinho bem perto de seu ouvido.
- O que foi? – Perguntou abrindo o sutiã de .
- Da próxima vez eu vejo se arrumo um uniforme de líder de torcida. – Disse mordiscando a orelha de , provocando-o mais ainda.
- Eu não preciso que você se vista como uma menininha... – Disse distribuindo beijos pela barriga de .
- E por que? – Perguntou tirando sua calcinha.
apenas olhou nos olhos de , deu um sorriso que a deixou ligeiramente encantada, e disse em seu ouvido.
- Porque estou muito contente com a mulher que tenho. – Disse investindo em , arrancando-lhe um grito de prazer.
agiu como sempre agia, fechou os olhos, agarrou os braços de , e vez ou outra arranhava suas costas; ao contrário dele que estava de olhos abertos, capturando cada momento com , cada expressão de seu rosto, cada sensação que lhe provocava. Poucos minutos depois, se jogou ao lado de extremamente exausto, aninhando-a em seus braços.
- Dessa vez foi diferente... – Disse ainda suada e ofegante.
- Diferente como? – Disse , os cobrindo com um lençol fino.
- Não sei, mais intenso.
- Então quer dizer que foi bom? – Disse se gabando, arrancando um riso de .
- Não seja exibido. – Disse achando graça de .
- Eu não quero que hoje acabe, queria ficar aqui... – Disse aproximando-se de mais ainda – Com você.
- Para com isso. – Disse com lágrimas nos olhos.
- Pense pelo lado positivo, se sentir falta de um homem, você tem o ... – Disse no intuito de animar .
- Mas tem um pequeno problema. – Disse , rindo do que havia dito.
- Qual? – Disse já mais animado por ter feito sorrir.
- Ele não é você.
Capítulo 10
- . – Disse à recepcionista.
- e ? – Perguntou a moça.
- Não, e .
- Desculpe, pensei que fossem casados. – Disse a recepcionista sorrindo para .
- Não, não somos. – Disse .
- Me acompanhe, por favor. – Disse a recepcionista ignorando totalmente a presença de , coisa que a deixou irritada.
- Obrigado. – Disse sorrindo para a moça.
havia percebido que estava nervosa, mas decidiu não prolongar o assunto.
- O que vai querer? – Perguntou pegando o cardápio.
- Não sei, o que você pedir eu peço o mesmo. – Disse evitando olhar nos olhos de .
- Pode ser espaguete?
- Eu falei que você pode escolher . – Disse ainda brava.
- O que aconteceu, ? – Disse perdendo a paciência.
- O que aconteceu? Você ficou de gracinha com aquela menina... – Disse se irritando cada vez mais.
- , você sabe que não precisa ter ciúmes. – Disse tentando acalmar .
- Desculpa, eu só... Eu... Desculpa. – Disse se acalmando.
- Tudo bem, posso pedir espaguete então? - Disse acariciando a mão de .
- Pode. – Disse sorrindo com a atitude de .
E então ambos pediram espaguete, e antes da refeição chegar todos do restaurante começaram a contagem.
- Não vai contar ? – Disse se levantando.
- Isso é bobo... – Disse também se levantando.
- 5, 4, 3, 2, 1... – Gritou abraçando que tampava os ouvidos, na tentativa de abafar o som dos fogos de artifício. – Feliz ano novo. – Disse dando um selinho em .
- Feliz ano novo. – Disse abraçando .
E então a olhou com outros olhos, e viu que ele precisava fazer algo, não poderia deixar que ela escapasse, ele precisava ter certeza de que ela seria para sempre dele.
- , vamos mandar embrulhar o nosso jantar e daí vamos pra casa, tá? – Disse chamando o garçom que os atendeu minutos antes.
- Por mim tudo bem.
e voltaram pra casa e, quando chegaram, havia uma carta.
- , essa carta estava aqui antes? – Disse abrindo a caixa.
- Não sei, mas depois a gente vê isso, porque agora é ano novo. – Disse pegando a carta e puxando pela mão. Quando entraram na casa, foi arrumar a mesa com o jantar que trouxeram, e foi ler a carta na cozinha. Ao terminar, passou a mão fortemente pelos cabelos. Aquela carta dizia algo que ele não acreditava, algo que ele não queria acreditar.
- Vem , já arrumei. – Disse sorridente.
- Já vou. – Disse amassando e jogando a carta no lixo.
estava relativamente feliz, mas a tristeza de estava mais que aparente, e quanto mais ele tentava esconder, mais aparente ficava. Durante o jantar havia perguntado várias vezes o que tinha acontecido, mas ele não dizia nada. Quando terminaram de jantar, retirou a mesa e em seguida foi levar o lixo pra fora. Quando tirou o lixo da cozinha, viu que lá dentro tinha um papel de carta amassado.
- , quantas vezes eu já te falei pra jogar papel no lixo do escritório?
- Desculpe, não vai acontecer de novo. – Disse indo até a cozinha. – Olha, por que você não deixa isso pra amanhã? É ano novo, temos que comemorar... – Disse pegando um champanhe.
- Faz um bom tempo que não bebo. – Disse achando graça.
colocou champanhe para ambos, e precisou de 5 taças para que ficasse bêbada o suficiente para que tivesse que a carregar pro quarto.
- É ano novo, você sabia? – Disse com uma voz distorcida.
- Sim, eu sei... – Disse rindo de e a colocando na cama.
- E você não quer fazer nada? – Disse puxando para se deitar ao seu lado.
- Não com você bêbada. – Disse ajudando a tirar a roupa.
- Isso não é um motivo. – Disse levantando os braços para que tirasse o vestido.
- Boa noite . – E mesmo antes de ouvir uma resposta, ele saiu do quarto, e foi para o escritório.
estava realmente inseguro sobre o que teria que fazer no dia seguinte, e não conseguiria contar isso á , mas não poderia deixar que ela ficasse sem saber o motivo de sua atitude, então ele decidiu não a acordar no dia seguinte, resolveu escrever um bilhete explicando tudo que aconteceu. Cada palavra que ele escrevia era como uma tortura, como escrever um bilhete daqueles para ela, quando sua intenção era fazer exatamente o contrário? Como fazer um bilhete daqueles no dia de ano novo? Ele nunca se perdoaria, e não esperava que ela o fizesse, mas sabia que ela o perdoaria. Depois de uma hora o bilhete estava pronto, ficou um pouco maior que o esperado, porém continha tudo aquilo que ele não conseguiria falar. Dobrou o papel e o colocou debaixo de uma garrafa de vinho que estava na bancada, olhou o relógio e era pouco mais que três da manhã. Não teria muito tempo para dormir, então resolveu arrumar suas coisas para que pudesse sair o mais rápido possível de casa, sem falar com , sem ter que enfrentar tudo aquilo que evitava. Quando foi se deitar ao lado de , viu que ela dormia de um jeito desajeitado, e após uma curta risada a ajeitou e jogou uma coberta por cima dela. Ele se sentia culpado por não ter pedido em casamento antes, era como se tudo que estava acontecendo era culpa dele, como se um casamento interferisse em tudo isso, e talvez interferisse. Talvez se ele não tivesse sido tão burro e ter percebido que ele se separaria dela, teria tomado coragem e voltaria ao Texas só para pedir a mão de em casamento, mas agora era tarde demais, não tinha mais volta.
Ele passou tanto tempo pensando que dormiu pouco, e logo teve que levantar para tomar banho. Às cinco da manhã já estava pronto, e sua mochila com suas coisas estava arrumada na sala. Hesitou antes de sair do quarto, não queria deixar ali sem explicações, ficou imaginando qual seria sua reação quando descobrisse tudo. Olhou pra ela mais uma vez e viu que dormia exatamente do jeito que havia deixado na noite anterior, beijou sua boca levemente e saiu do quarto sem fazer barulho. Passou lentamente pelo corredor, desceu as escadas, pegou sua mochila, saiu pela porta da frente e quando chegou ao portão olhou para trás só mais uma vez, a última vez nos próximos seis meses, no mínimo.
- Bom dia... – Disse abrindo os olhos lentamente, percebendo que ainda era pouco mais que oito da manhã. – ? – Disse ao perceber que estava sozinha no quarto.
Ela levantou, viu que ele não estava na sala ou na cozinha, então pensou que ele havia saído e foi assistir televisão esperando por ele. Depois de 30 minutos começou a se preocupar com a demora. Pegou o telefone e ligou para o celular de , que estava desligado. Foi até a cozinha procurar alguma coisa para comer, quando viu uma garrafa de vinho fora da geladeira e quando foi guardá-la viu que havia um papel debaixo dela. Ao abrir e ver a caligrafia de , deduziu que era alguma surpresa ou brincadeira de , e ela adorava isso. Então com um sorriso no rosto, começou á ler o que dizia o papel.
“Antes de qualquer coisa, quero que você se sente na bancada e beba o vinho que está ai em cima.”
Achando engraçado as instruções de , fez o que a carta dizia, e continuou lendo.
“Lembra quando chegamos em casa ontem depois do restaurante e tinha uma carta na caixa de correio? Então, era uma carta do exército, dizendo que eu precisaria me apresentar hoje na base mais próxima, e como era longe, precisei sair logo de casa. Não queria te acordar, não gosto de precipitar más notícias.”
Ela não sabia que reação deveria ter, se deveria chorar, gritar, rasgar a carta e correr atrás de ... Ela simplesmente sentiu que seu chão havia sumido.
“Como te disse antes, não sei exatamente quando vou voltar, mas provavelmente te verei em seis meses. Espero que não esteja chorando, e se estiver, pense que estou bem ao seu lado, te abraçando forte, e fazendo o que sempre faço quando chora, te dou um beijo na testa e digo que vai ficar tudo bem. Espero que não me deixe. .”
não conseguia parar de chorar, mas mesmo assim trocou de roupa e foi até o ponto de táxi mais próximo de sua casa, seria mais fácil ligar, porém demoraria um pouco mais.
- Preciso de um táxi, agora. – Disse ainda chorando.
- Para onde? – Disse um dos taxistas disponíveis.
- Você sabe onde fica a base do exército mais próxima? – Disse entrando no carro.
- Fica um pouco longe... – Disse o homem na esperança que ela desistisse.
- Não me importo, apenas me leve até lá. – Disse olhando fixamente para frente.
Cerca de 40 minutos depois, o táxi parou em frente à um ginásio com vários caminhões do exercito por perto. Deu o dinheiro ao taxista e correu pra dentro do ginásio. Lá dentro haviam várias filas pequenas, provavelmente para registro. Procurou por em todas elas e não o encontrou, então decidiu falar com uma das moças que estavam em um balcão.
- , eu preciso saber se já se registrou. – Disse rapidamente.
- já se registrou, e provavelmente já está para embarcar. – Disse a moça após uma breve consulta.
- Eu preciso falar com ele, é urgente.
- Me desculpe, mas eu... – Disse a moça sendo interrompida.
- Ele tem asma, e esqueceu a bombinha, preciso entregar para ele. – Disse inventando a melhor mentira que lhe veio em mente.
- Ah, me desculpe, siga pelo portão E8. – Disse a moça indicando um portão verde.
Quando passou pelo portão, não havia nenhum ônibus por perto, então perguntou à um soldado com uma prancheta na mão se já havia embarcado. O homem procurou o nome nos papéis, e confirmou à que o ônibus havia partido e se lamentou. Ela se sentou em um banco, tentou se acalmar e não chorar, mas não conseguiu.
- O ônibus já saiu? – Perguntou um homem ao soldado que havia falado com à poucos minutos.
- Os únicos que restaram são os que estão levando mantimentos. – Disse o soldado.
- O que eu faço agora? – Perguntou o homem ao soldado.
- Sugiro que você espere até as 3 da tarde, e vá no próximo embarque. – Disse o soldado se retirando.
O homem se sentou ao lado de , que surpreendentemente falou com ele.
- Você pode me fazer um favor? - Perguntou , limpando o rosto.
- Claro, eu acho... – Disse o homem.
- Eu preciso que você entregue isso para , é importante. – Disse entregando um papel.
- Tudo bem, eu entrego...
E foi isso que ele fez, mesmo sem saber quem era aquela mulher, sem saber o homem que ele iria entregar um recado; ele iria entregar. foi para casa e o homem pegou o ônibus, chegando em algum lugar longe da cidade, onde procurou por e não achou ninguém com esse nome. Durante algum tipo de distribuição de tarefas o nome de cada um foi chamado, então ele descobriu quem era e lhe entregou o papel.
- Uma mulher que chorava muito pediu pra te entregar... – Disse o homem entregando o papel para , que imediatamente abriu o papel.
- . – Disse com um sorriso bobo.
- O que diz aí? – Perguntou o homem curioso.
- “Não te deixarei. .”
Capítulo 11
havia dormido na casa de mais uma vez, ele no sofá, e ela na cama. Um pouco mais que 10 da manhã, ouviu um barulho vindo do banheiro, pareciam gemidos, depois seguido de um barulho de descarga, e logo uma torneira se abrindo.
- ? – Disse entrando no banheiro que estava com a porta aberta.
- Te acordei, desculpe... – Disse escovando os dentes.
- Você está bem?
- Estou, é só que... Bebi muito ontem. – Mentiu .
- Certeza? – Perguntou se aproximando.
- Claro. – Disse guardando a escova. – Você quer café da manhã? – Disse, tentando mudar de assunto.
- Olha , eu não sou bom com isso, mas eu queria falar com você sobre o que está acontecendo com a gente, porque eu realmente gosto de você...
- Desculpe , mas não posso seguir em frente com isso, desculpe. – Disse olhando para o espelho, vendo se aproximar cada vez mais.
- E por que não pode? – Disse segurando pela cintura.
- , nunca foi nenhum segredo o que eu sinto por você, mas eu só acho que agora não é a hora certa. – Disse tentando tirar a mão de de sua cintura.
- Deixa eu te fazer uma pergunta. – Disse se aproximando do ouvido de . – Você diria a mesma coisa se tivesse acordado do meu lado, de novo? – Disse beijando seu pescoço.
- Não, não diria. – Disse colocando sua mão por cima da de . – E você sabe muito bem disso. – Disse , ficando de frente para .
- Então não precisa dizer agora. – Disse beijando , que também correspondeu o beijo.
tentou resistir no início, mas logo se rendeu à ele, se rendeu à suas carícias, à seus olhos, seus beijos, se rendeu de um jeito que não queria ter se rendido. Ele passava a mão por sua perna e sentia cada parte de arrepiar, sentia quando ela apertava seu braço deixando-o um pouco avermelhado, e gostava disso. Ele a levantou-a pela cintura e a colocou na pia, jogando no chão tudo que estava lá.
- ... – Disse se afastando de com a respiração ofegante. – Desculpe, eu não posso. – Disse saindo do banheiro.
não entendeu a razão, ele achava que gostasse dele. Se apoiou na pia e abaixou a cabeça, quando viu os objetos que jogou no chão, e viu um teste de gravidez, marcando positivo.
- ? – Disse saindo do banheiro um pouco nervoso.
- Olha , desculpe, mas eu só não consigo, desculpe. – Disse .
- Isso tem alguma coisa a ver com o fato de você estar grávida? – Disse a encarando.
- Como você sabe? – Disse , pálida.
- Eu só quero uma resposta ...
- Tem... – Disse sem conter o choro. – Olha, eu ia te contar, eu juro. – Disse se sentando na beirada da cama.
Ele não disse uma só palavra e saiu andando para a sala, ainda sem acreditar no que tinha acontecido.
- , espera, não vai embora. – Disse indo atrás de que estava sentado no sofá. - Não precisa ficar nervoso desse jeito. – Disse se sentando ao lado de .
- Nós não usamos camisinha, eu devia ter usado, não sei por que não usei, como eu sou burro... Eu preciso ir. – Disse calçando os sapatos.
- , a culpa não foi só sua, eu deveria ter te avisado, eu sinto muito... – Disse ainda sentada, chorando mais ainda.
E então a última coisa que ela viu foi saindo sem expressão alguma pela porta de sua casa, batendo-a com força. E ela continuou ali, sem saber o que fazer.
tinha medo do que aconteceria a seguir, ele conhecia muito bem, mas não o suficiente pra ficar do lado dela pro resto da vida. Entrou no carro e foi direto para casa, onde pensou várias vezes em ligar pra , mas não o fez.
não queria ficar sozinha, então resolveu ir pra casa da irmã depois de um longo banho. Quando chegou lá nem tocou a campainha, foi logo entrando com a chave reserva que havia lhe dado.
- ? – Disse fechando a porta.
- No sofá... – Disse com vários álbuns de fotografias no colo.
- Cadê o ? – Perguntou se sentando ao lado da irmã.
- Ele teve que viajar por um tempo. – Disse sem olhar para a irmã.
- É verdade... Eu sinto muito. – Disse abraçando a irmã. – Ele vai fazer muita falta.
simplesmente ignorou a irmã e continuou olhando os álbuns antigos.
- O quê você está vendo? – Perguntou se sentando ao lado da irmã.
- Estou montando um álbum com fotos minhas e do . – Disse animadamente. – Olha , foi você quem tirou essa foto...
- É. – Disse preocupada com a irmã. – , você está bem? Não acha melhor sair pra dar uma volta, ou alguma coisa assim?
- Não posso, tenho muita coisa pra fazer. – Disse sem encarar a irmã.
- , você tem que ficar calma... – Disse sendo interrompida por .
- Tudo bem, esquece disso. Mas então, como foi seu ano novo? Passou com o ? – Perguntou com um sorriso esperançoso.
- Ele descobriu ...
- E o que aconteceu? – Disse segurando a mão da irmã.
- Ele ficou nervoso e simplesmente saiu... – Disse deitando no colo de . – Eu sou apaixonada por ele, e agora tenho um filho dele... Um filho que ele não quer.
- Olha, eu vou lá em cima pegar um calmante pra você, tá bom? Deita um pouco. – Disse se levantando, colocando uma almofada debaixo da cabeça de .
Ao ver que já havia subido as escadas, pegou um papel qualquer que estava na mesinha do telefone, deixou um recado, e saiu sem se despedir.
- Só vou pegar água e você já pode... – Disse descendo as escadas sem encontrar a irmã deitada. – ? – Disse encontrando um bilhete próximo ao telefone.
“Depois eu volto”
tentou ligar pro celular de , que estava desligado, então deixou várias mensagens pedindo pra que ela retornasse suas ligações. Quanto mais o tempo passada, mais preocupada ela ficava. Era quase cinco horas da tarde quando ligou para .
- Oi... – Disse .
- A está com você? – Perguntou desesperada.
- Não, por quê? – Perguntou preocupado.
- Ela veio aqui em casa chorando, eu a deixei sozinha por um minuto, e quando voltei ela tinha deixado um bilhete falando que outra hora voltava... – Disse se sentando no sofá.
- Ela estava chorando?
- É , chorando. E acho que você sabe o motivo. – Disse , seca.
- Olha, eu estava apavorado, ainda estou. – Disse sentindo um enorme arrependimento.
- Imagina como ela está ?
E então ele realmente parou para pensar no quanto ela estava desesperada, assustada e, além de tudo, sozinha. Ele se sentiu um canalha por ter a tratado daquele jeito, ele precisava ir atrás dela, fazer com que ela soubesse que não ia criar aquele filho sozinha. Se despediu de no telefone, e foi até a casa de .
- Oi, eu vim visitar a . – Disse ao porteiro.
- Desculpe moço, mas ela saiu faz um tempinho já... – Disse o porteiro por trás de vidros escuros.
- Você sabe quando ela volta?
- Eu não sei, me pediu para chamar um táxi e saiu carregando duas malas.
E foi então que se deu conta que havia perdido .
havia ficado em casa esperando alguma notícia de , então tentou ligar em seu celular de novo.
- Alô? – Disse com uma voz baixa.
- ? Onde você está? Eu e o estamos preocupados, ele... – Disse preocupada com a irmã.
- Não fala o nome dele, eu não quero mais saber do , ele fez eu me sentir horrível. – Disse chorando.
- Espera, você está onde?
- Rodoviária, mas não precisa vir.
- Por quê?
- Meu ônibus já vai sair, vou desligar, tchau . – Disse desligando o telefone, sem dizer pra onde estava indo.
Logo em seguida, ligou pra que não atendeu, então deixou uma mensagem na secretária eletrônica.
“A viajou, não sei quando ela volta, nem para onde ela foi, só sei que ela está muito magoada com você. Me liga quando ouvir a mensagem.”
Mas ele não ligou quando chegou em casa, nem no dia seguinte. devia estar de férias, mas resolveu voltar logo depois das festas de fim de ano, não suportaria ficar em casa lembrando que está no exército.
- , é muito bom ter você de volta... – Disse Ashley entregando um envelope à .
- O que é isso Ash? – Perguntou abrindo o envelope.
- Deve ser alguma coisa sobre a cruz vermelha, John disse que você poderia se interessar.
- Você pode colocar isso na minha gaveta? Vou atrás do .
- Ele pediu uma folga de duas semanas, . Ele provavelmente volta quarta que vem.
- Tá, tudo bem então... Acho que eu vou ler isso daqui e qualquer coisa me chama. – Disse pegando o envelope e indo para sua sala.
ficou lendo os papéis por cerca de 15 minutos até que Ashley disse que havia uma emergência. Durante o resto do dia, não teve tempo de voltar à ler os papéis, e quando voltou para casa estava cansada demais para isso e foi logo tomar banho. Ao sair jogou a toalha em cima da cama, e podia jurar que havia visto deitado em seu lado da cama, cochilando, mas quando olhou de volta não tinha nada ali, só sua toalha molhada. Logo colocou um pijama e foi fechar as portas, voltando para a cama em seguida. Quando se deitou, ficou um tempo encarando o lado de , que estava sempre arrumado. Seu travesseiro estava do jeito que ele havia deixado, sua cômoda estava intocada, era como se ele tivesse saído pra um passeio e não havia voltado, mas esse passeio demoraria meses. se aproximava cada vez mais do travesseiro de , só para tentar se lembrar de como era dormir abraçada com ele toda noite, como era acordar de madrugada e perceber que ele dormia, e então fazer o máximo de esforço possível para não se mexer. Ela queria ele de volta, precisava dele de volta, não aguentava mais acordar e pedir para ele desligar o despertador, e então perceber que ele não está lá. Mas o pior de tudo, era que toda vez que ia se deitar era uma dor que se instalava em seu peito e continuava até o momento que ela saia de casa. Cada cômodo, cada móvel, cada canto daquela casa tinha uma lembrança. Sempre que olhava o quintal se lembrava de quando fazia churrasco, quando olhava a piscina se lembrava de quando escorregou e machucou o queixo, e ela mesma teve que fazer um curativo. Cada parte da vida de tinha uma lembrança deixada por , foi ele quem fez com que ela mudasse seus planos completamente; Aos 14 anos já estava conformada em trabalhar em algum comércio local do Texas, mas, quando conheceu , tudo mudou, seu modo de ver a vida, encarar seus problemas, superar os obstáculos... Ele sempre deu força quando ela precisava, mas o que ela faria agora que ele não estava ali? Suportar a dor, só isso.
havia dormido na casa de mais uma vez, ele no sofá, e ela na cama. Um pouco mais que 10 da manhã, ouviu um barulho vindo do banheiro, pareciam gemidos, depois seguido de um barulho de descarga, e logo uma torneira se abrindo.
- ? – Disse entrando no banheiro que estava com a porta aberta.
- Te acordei, desculpe... – Disse escovando os dentes.
- Você está bem?
- Estou, é só que... Bebi muito ontem. – Mentiu .
- Certeza? – Perguntou se aproximando.
- Claro. – Disse guardando a escova. – Você quer café da manhã? – Disse tentando mudar de assunto.
- Olha , eu não sou bom com isso mas, eu queria falar com você sobre o que está acontecendo com a gente, por que eu realmente gosto de você...
- Desculpe , mas não posso seguir em frente com isso, desculpe. – Disse olhando para o espelho, vendo se aproximar cada vez mais.
- E porque não pode? – Disse segurando pela cintura.
- , nunca foi nenhum segredo o que eu sinto por você, mas eu só acho que agora não é a hora certa. – Disse tentando tirar a mão de Dany de sua cintura.
- Deixa eu te fazer uma pergunta. – Disse se aproximando do ouvido de . – Você diria a mesma coisa se tivesse acordado do meu lado, de novo? – Disse beijando seu pescoço.
- Não, não diria. – Disse colocando sua mão por cima da de . – E você sabe muito bem disso. – Disse ficando de frente pra .
- Então não precisa dizer agora. – Disse beijando , que também correspondeu o beijo.
tentou resistir no início, mas logo se rendeu á ele, se rendeu á suas carícias, á seus olhos, seus beijos, se rendeu de um jeito que não queria ter rendido. Ele passava a mão por sua perna e sentia cada parte de arrepiar, sentia quando ela apertava seu braço deixando-o um pouco avermelhado, e gostava disso. Ele a levantou pela cintura, e a colocou na pia, jogando no chão tudo que estava lá.
- ... – Disse se afastando de com a respiração ofegante. – Desculpe, eu não posso. – Disse saindo do banheiro.
não entendeu a razão, ele achava que gostasse dele. Se apoiou na pia e abaixou a cabeça, quando viu os objetos que jogou no chão, e viu um teste de gravidez, marcando positivo.
- ? – Disse saindo do banheiro um pouco nervoso.
- Olha , desculpe, mas eu só não consigo, desculpe. – Disse .
- Isso tem alguma coisa a ver com o fato de você estar grávida? – Disse á encarando.
- Como você sabe? – Disse pálida.
- Eu só quero uma resposta ...
- Tem... – Disse sem conter o choro. – Olha, eu ia te contar, eu juro. – Disse se sentando na beirada da cama.
Ele não disse uma só palavra e saiu andando pra sala, ainda sem acreditar no que tinha acontecido.
- , espera, não vai embora. – Disse indo atrás de que estava sentado no sofá. - Não precisa ficar nervoso desse jeito. – Disse se sentando ao lado de .
- Nós não usamos camisinha, eu devia ter usado, não sei por que não usei, como eu sou burro... Eu preciso ir. – Disse calçando os sapatos.
- , a culpa não foi só sua, eu deveria ter te avisado, eu sinto muito... – Disse ainda sentada, chorando mais ainda.
E então a última coisa que ela viu foi saindo sem expressão alguma pela porta de sua casa, batendo-a com força. E ela continuou ali, sem saber o que fazer.
tinha medo do que aconteceria a seguir, ele conhecia muito bem, mas não o suficiente pra ficar do lado dela pro resto da vida. Entrou no carro e foi direto pra casa, onde pensou várias vezes em ligar pra , mas não o fez.
não queria ficar sozinha, então resolveu ir pra casa da irmã, depois de um longo banho. Quando chegou lá nem tocou a campainha, foi logo entrando com a chave reserva que havia lhe dado.
- ? – Disse fechando a porta.
- No sofá... – Disse com vários álbuns de fotografias no colo.
- Cadê o ? – Perguntou se sentando ao lado da irmã.
- Ele teve que viajar por um tempo. – Disse sem olhar para a irmã.
- É verdade... Eu sinto muito. – Disse abraçando a irmã. – Ele vai fazer muita falta.
simplesmente ignorou a irmã e continuou olhando os álbuns antigos.
- O quê você tá vendo? – Perguntou se sentando ao lado da irmã.
- Estou montando um álbum com fotos minha e do . – Disse animadamente. – Olha , foi você quem tirou essa foto...
- É. – Disse preocupada com a irmã. – , você está bem, não acha melhor sair pra dar uma volta, ou alguma coisa assim?
- Não posso, tenho muita coisa pra fazer. – Disse sem encarar a irmã.
- , você tem que ficar calma... – Disse sendo interrompida por .
- Tudo bem, esquece disso. Mas então, como foi seu ano novo? Passou com o ? – Perguntou com um sorriso esperançoso.
- Ele descobriu ...
- E o que aconteceu? – Disse segurando a mão da irmã.
- Ele ficou nervoso, e simplesmente saiu... – Disse deitando no colo de . – Eu sou apaixonada por ele, e agora tenho um filho dele... Um filho que ele não quer.
- Olha, eu vou lá em cima pegar um calmante pra você tá bom? Deita um pouco. – Disse se levantando, colocando uma almofada debaixo da cabeça de .
Ao ver que já havia subido as escadas, pegou um papel qualquer que estava na mesinha do telefone, deixou um recado, e saiu sem se despedir.
- Só vou pegar água e você já pode... – Disse descendo as escadas sem encontrar a irmã deitada. – ? – Disse encontrando um bilhete próximo ao telefone.
“Depois eu volto”
tentou ligar pro celular de , que estava desligado, então deixou várias mensagens pedindo pra que ela retornasse suas ligações. Quanto mais o tempo passada, mais preocupada ela ficava. Era quase cinco horas da tarde quando ligou pro .
- Oi... – Disse .
- A tá com você? – Perguntou desesperada.
- Não, por quê? – Perguntou preocupado.
- Ela veio aqui em casa chorando, eu a deixei sozinha por um minuto, e quando voltei ela tinha deixado um bilhete falando que outra hora voltava... – Disse se sentando no sofá.
- Ela estava chorando?
- É Daniel, chorando. E acho que você sabe o motivo. – Disse , seca.
- Olha, eu estava apavorado, ainda estou. – Disse sentindo um enorme arrependimento.
- Imagina como ela está ?
E então ele realmente parou pra pensar no quanto ela estava desesperada, assustada, e além de tudo sozinha. Ele se sentiu um canalha por ter a tratado daquele jeito, ele precisava ir atrás dela, fazer com que ela soubesse que não ia criar aquele filho sozinha. Se despediu de no telefone, e foi até a casa de .
- Oi, eu vim visitar a . – Disse ao porteiro.
- Desculpe moço, mas ela saiu faz um tempinho já... – Disse o porteiro por trás de vidros escuros.
- Você sabe quando ela volta?
- Eu não sei, me pediu pra chamar um táxi e saiu carregando duas malas.
E foi então que se deu conta que havia perdido .
havia ficado em casa esperando alguma notícia de , então tentou ligar em seu celular de novo.
- Alô? – Disse com uma voz baixa.
- ? Onde você tá? Eu e o estamos preocupados, ele... – Disse preocupada com a irmã.
- Não fala o nome dele, eu não quero mais saber do , ele fez eu me sentir horrível. – Disse chorando.
- Espera, você tá onde?
- Rodoviária, mas não precisa vim.
- Por que?
- Meu ônibus já vai sair, vou desligar, tchau . – Disse desligando o telefone, sem dizer pra onde estava indo.
Logo em seguida, ligou pra que não atendeu, então deixou uma mensagem na secretária eletrônica.
“A viajou, não sei quando ela volta, nem pra onde ela foi, só sei que ela está muito magoada com você. Me liga quando ouvir a mensagem.”
Mas ele não ligou quando chegou em casa, nem no dia seguinte. devia estar de férias, mas resolveu voltar logo depois das festas de fim de ano, não suportaria ficar em casa lembrando que está no exército.
- , é muito bom ter você de volta... – Disse Ashley entregando um envelope à .
- O que é isso Ash? – Perguntou abrindo o envelope.
- Deve ser alguma coisa sobre a cruz vermelha, John disse que você poderia se interessar.
- Você pode colocar isso na minha gaveta? Vou falar atrás do .
- Ele pediu uma folga de duas semanas, . Ele provavelmente volta quarta que vem.
- Tá, tudo bem então... Acho que eu vou ler isso daqui e qualquer coisa me chama. – Disse pegando o envelope, e indo para sua sala.
ficou lendo os papéis por cerca de 15 minutos até que Ashley disse que havia uma emergência. Durante o resto do dia, não teve tempo de voltar á ler os papéis, e quando voltou pra casa estava cansada demais pra isso, e foi logo tomar banho. Ao sair jogou a toalha em cima da cama, e podia jurar que havia visto deitado em seu lado da cama, cochilando, mas quando olhou de volta não tinha nada ali, só sua toalha molhada. Logo colocou um pijama e foi fechar as portas, voltando pra cama em seguida. Quando se deitou, ficou um tempo encarando o lado de , que estava sempre arrumado. Seu travesseiro estava do jeito que ele havia deixado, sua cômoda estava intocada, era como se ele tivesse saído pra um passeio e não havia voltado, mas esse passeio demoraria meses. se aproximava cada vez mais do travesseiro de , só pra tentar se lembrar de como era dormir abraçada com ele toda noite, como era acordar de madrugada e perceber que ele dormia, e então fazer o máximo de esforço possível pra não se mexer. Ela queria ele de volta, precisava dele de volta, não aguentava mais acordar e pedir pra ele desligar o despertador, e então perceber que ele não está lá. Mas o pior de tudo, era que toda vez que ia se deitar era uma dor que se instalava em seu peito, e continuava até o momento que ela saia de casa. Cada cômodo, cada móvel, cada canto daquela casa tinha uma lembrança. Sempre que olhava o quintal lembrava de quando fazia churrasco, quando olhava a piscina se lembrava de quando escorregou e machucou o queixo, e ela mesma teve que fazer um curativo. Cada parte da vida de tinha uma lembrança deixada por , foi ele quem fez com que ela mudasse seus planos completamente; Aos 14 anos já estava conformada em trabalhar em algum comércio local do Texas, mas quando conheceu , tudo mudou, seu modo de ver a vida, encarar seus problemas, superar os obstáculos... Ele sempre deu força quando ela precisava, mas o que ela faria agora que ele não estava ali? Suportar a dor, só isso.
Capítulo 12
A vida no exército não era nada fácil, tinha que acordar muito cedo, trabalhar o dia todo, treinar, atirar, correr, não tinha tempo pra mais nada, muito menos pra escrever uma carta pra . Tinha ouvido um boato de que tropas começariam a ser enviadas ao Iraque em menos de 5 dias, então ele decidiu escrever a primeira carta.
- Carl, vou escrever uma carta pra minha namorada, não vou almoçar hoje. – Disse indo pro dormitório.
Chegando lá, pegou uns papéis que estavam em sua mala, e uma caneta. Ele estava muito preocupado com , não sabia como ela estava lidando com tudo isso, eles nunca tinham se separado antes, e logo na primeira vez que tinham que ficar longe um do outro, foi por causa da uma estúpida guerra. ainda não conseguia acreditar que realmente estava em uma guerra, não era justo com ninguém, ele não tinha culpa nenhuma se os Estados Unidos queria mais dinheiro, ele só queria continuar com sua vida ao lado de sua futura noiva.
Logo quando começou a escrever a carta, se lembrou de como o tocava, do modo que ela ficava arrepiada quando ele a beijava, ele simplesmente se lembrou de cada detalhe dela. Ele queria voltar pra casa, voltar pra ela, sentir que ela estava protegida e que eles ficariam juntos pra sempre, mas ele sabia que precisava fazer ela se sentir segura outra vez, mesmo ele estando longe.
Já haviam passado duas semanas desde que havia viajado, e recebeu pouquíssimas notícias sobre ela, mas sabia que ela ainda não havia contado nada aos seus pais. estava um tanto solitária ultimamente, não tinha a companhia de , , nem , que provavelmente estava na mesma situação. Na manhã seguinte, lembrou do envelope que Ashley havia lhe dado tempo atrás, então resolveu ler durante o café. Não demorou muito para que terminasse, e tinha certeza de que John sabia sua resposta. Logo quando chegou ao hospital, foi direto na sala de John, perguntar como poderia ingressar na cruz vermelha.
- , você pensou sobre isso, certo? – Perguntou John um tanto preocupado.
- Pensei, e eu não tenho nada á perder, e além do mais, pode ser um jeito de ficar mais perto do ...
- , você não sabe pra onde vai ser enviada, nem quando, as chances de vocês se encontrarem são poucas, quase nulas.
- John, eu não tenho mais nada aqui, por favor.
John sabia do que estava acontecendo com , as notícias se espalhavam rápido pelo hospital, mas ninguém precisou dizer que não estava nada bem
- Você precisa assinar esses papéis, e assim que me trouxer eu envio no dia seguinte pra Mary, e dependendo da quantidade de voluntários que eles precisam, logo te chamam... – Disse John entregando um papel à .
- Obrigada... – Disse agradecendo com um sorriso no rosto, sorriso que poucos haviam visto durante os últimos dias.
O dia não demorou muito pra passar, então no caminho pra casa passou no mecânico e finalmente pegou o carro. Assim que chegou em casa, viu que havia recados na secretária eletrônica, então os ouviu enquanto verificava a correspondência no sofá.
“Victória , favor entrar em contato com o banco...” – nem esperou o recado terminar e já o apagou.
“Oi , como você provavelmente já sabe eu estou no Texas, vi nossos antigos amigos, quase todos estão casados; Você sabe como são as coisa por aqui, passou dos 19 já é titia... Olha, eu estou começando a ficar com enjoos mais frequentes e não quero contar isso pros nossos pais agora, ainda mais com toda essa coisa de não ter nem um namorado. Só estou avisando que volto pra casa amanhã, tchau.”
se sentia feliz pela irmã estar de volta, mas ainda não sabia como se sentiria em relação á isso. Viu que havia um recado antigo que ainda não tinha sido ouvido, então resolveu ouvir por curiosidade.
“, preciso falar com você sobre algo que estava planejando, vamos pra algum lugar depois do trabalho amanhã. Tchau.”
- Sobre o que poderia estar falando? Ela nunca foi muito próxima de , e já era a segunda ligação “suspeita” deles... – Disse para si mesma, tentando não acreditar naquilo que não saia de sua mente.
Na tentativa de ignorar tudo isso, foi tomar um banho e logo em seguida foi deitar.
não conseguia dormir, não tirava da cabeça a imagem de sua irmã beijando . Depois de muito custo, conseguiu dormir.
Assim que acordou sentiu um cheiro de bacon. Assustada foi até a cozinha e entrou a última pessoa que queria encontrar...
- ? – Disse ao ver a irmã fritando bacon.
- Oi , é muito bom te ver. – Disse indo abraçar a irmã.
- O que você tá fazendo aqui? – Disse um tanto ignorante.
- Vim te visitar... – Disse sem entender a reação da irmã.
- Não vejo motivo. – Disse se sentando no sofá.
- Você já mandou alguma carta pro ? – Perguntou tentando mudar de assunto.
- Acho que ele estava me traindo ... – Disse com lágrimas nos olhos.
- Ele não faria isso , ele te ama demais pra te fazer sofrer. – Disse tentando consolar a irmã.
- Claro que faria... – Disse indo pro quarto, sendo seguida por .
Quando chegaram no quarto, começou a mexer em várias coisas, como se tivesse procurando algo.
- O que você está procurando? – Perguntou enquanto se sentava na cama.
- Sabe, quando éramos adolescentes sempre tive inveja de vocês, eram o casal perfeito, vocês sempre se amaram tanto, como se tivessem nascido um pro outro... – Disse sorrindo ao se lembrar da época de colégio.
- , onde você quer chegar?
- Um tempo atrás, ele me ligou, disse que precisava da minha ajuda pra fazer uma coisa. – Disse tirando um papel e uma caixinha da gaveta e colocando em cima da cama.
- E por que ele precisava da sua ajuda? Ele não podia falar comigo?
não conseguia mais segurar, sentia uma vontade de chorar e pensar em tudo que poderia ter acontecido entre eles. Será que ele a amava? Será que ele a levava pra sair enquanto eu estava no hospital? Será que ela preenchia as noites dele quando eu tinha alguma emergência? Tudo de ruim passava em sua cabeça, até o momento em que a pior de todas veio á mente; Será que era o pai do bebê de ?
- , ele te ama muito, e você sabe disso, mas ele não podia pedir sua ajuda pra isso.
- , me fala logo o que é... Disse deixa que algumas lágrimas caíssem.
- Ele ia te pedir em casamento ... – Disse abrindo o papel e o colocando perto de . – Ele me disse que escreveu um tipo de discurso nesse papel, mas estava esperando a hora certa pra te pedir.
- Mas como você sabia de tudo isso? – Disse chorando.
- Ele planejou uma viagem pra Inglaterra, como se fosse uma lua de mel antes do casamento, e lá ele ia fazer o pedido... – Disse com um sorriso no rosto. - Então ele pediu minha ajuda.
- Mas porque ele não me pediu em casamento? – Perguntou chorando mais ainda.
- O Exército dos Estados Unidos não deixou. – Disse descendo pra cozinha. – Vou terminar o café. Quando terminar ai vai lá comigo. – Disse a irmã com uma expressão um tanto doce.
não conseguia acreditar no que acabara de ouvir, como pode pensar que sua irmã estava tendo um caso com ? E como poderia imaginar que ele a pediria em casamento? Ela não conseguia pensar em mais nada, só queria ler o que estava naquele papel.
Muitas pessoas esperam uma vida inteira pra poder encontrar a pessoa com quem os faria feliz pro resto da vida, mas não sei por qual motivo eu te encontrei antes. Nunca fui um bom exemplo na escola, eu definitivamente não era um exemplo, sairia com qualquer garota que aparecesse na minha frente... Mas de repente eu comecei a falar com você por um motivo totalmente irrelevante, eu não tinha olhos pra você, mas não sei o que você tem de tão hipnotizante que me faz te querer desde o colegial. Não sou bom com palavras, então não faço idéia de como vou te dizer isso, então acho que é mais fácil eu tomar uma atitude... Casa comigo?
Quando terminou de ler a carta já estava praticamente em prantos, e foi então que abriu a caixinha que tinha uma aliança bem delicada com um diamante em cima, e dentro dela estava escrito “Without you”. Ela não sabia como reagir, mas pela primeira vez em por semanas, ela sentiu que estava ao seu lado.
N/A: Gatiiiiiinhas, como vão? Me desculpem pela demora, é que minha vida está uma completa bagunça, vocês não imaginam o quanto, ainda mais com o show dos guys, afinal, vocês foram? Eu fui e vi eles, tirei mais de 1000 fotos, e sai com uma cara de bunda do lado do Danny HDUSIAHDUIHDAS. Mas enfim, espero que gostem e AAAAAAH, posso soltar um spoiler? Logo o nome Soldier vai fazer sentido, afinal, tá na hora da guerra começar.
Beijos, me atormentem no twitter @viiickylopes
Continua!