
Photographs smell as much as coffee, cigarettes and chocolate
Por:Lilá Ribeiro
Beta-Reader: Carol Silver
“Quanto mais eu corria, e via a fachada do prédio amarelo antigo do Teatro, mais pessoas apareciam na minha frente, e eu era obrigada a usar meus poucos e fracos reflexos para desviar delas. Quando por um momento me distraí com a buzina de um carro que havia me dado um susto, choquei meu corpo contra algo, e meu braço foi tomado de uma sensação de ardência. Dei um gritinho agudo e meus olhos se embaçaram um pouco. Então quando a dor já não era tão nova e forte, olhei para o que eu havia esbarrado, e me tomei por forte embaraço. Ali estava o tal garoto do primeiro ano, o que eu havia visto naquele dia normal de aula que eu não esqueci, xingando a tudo que podia enquanto catava alguns papéis que estavam espalhados no chão.” E esse momento mudou tudo.
Capítulo Um: Introduction
Os sons altos de buzinas martelavam minha cabeça, a raiva do trânsito era óbvia em minha cara amarrada. Eu apertava com minhas mãos pequenas a ponta da saia, puxando-a para baixo. Por mais que minha mãe insistisse, eu sempre acharia o uniforme do St. Jude muito curto. Meu pai reclamava baixinho sobre o carro da frente, não queria que eu ouvisse as “palavras feias”. Bem, ele não sabia muito como os adolescentes se comportavam no colégio. E claro, eu não estava incluída no grupo dos adolescentes.
Papai estacionou, depois de muito tempo, em frente do grande portão de mármore e, me apresando para sair, pois estava parado em lugar proibido, me deu um beijo estalado na bochecha, foi-se. Caminhei como sempre, olhando para meus pés e sem passar nenhum pingo de segurança, para o prédio principal onde minha sala de aula ficava. Enquanto dava meus passos curtos, sentia o olhar de adolescentes sobre “a criança que se perdeu do primário”. Mesmo que isso fosse por parte paranóia minha, eu sabia que pensavam assim. Afinal, eu era a menininha quieta, a que senta na primeira carteira, a que o pai leva no colégio. A santa, o bebê, o nada. Sim, eu era o nada. Empurrei a porta da sala e, como sempre acontecia comigo (só comigo), um ruído estrondoso calou todas as bocas que riam, fofocavam e falavam coisas sem importância alguma, e os olhos se direcionaram para mim. Encarei minhas sapatilhas, enquanto podia ouvir comentários como “é só ela” e “ah, me diz se não parece uma criançinha?” e, tentando ignorar como sempre, sentei-me e abri meu livro, Alice no País das Maravilhas. Por mais que rissem, e falassem que era livro de criança (e também dois garotos gordinhos da minha sala jogaram meu livro numa poça, felizmente não o molhou por dentro), isso não era verdade. Assim como não era verdade sobre mim. Tecnicamente, eu era adolescente, eu tinha 15 anos. Porém nem meus pais me consideravam, talvez pela ingenuidade que minha imagem pequena passava.
Meus pensamentos foram cortados pelo professor entrando em sala, o barulho de pessoas saindo de cima das mesas e indo sentar em suas cadeiras. Sr. Robinson se pôs à minha frente, sorrindo.
“Alice? É um ótimo livro, ” Sorri de volta, eu era uma das poucas que apreciavam as aulas de português, que mais pareciam literatura, do Sr. Robinson.
“Oh, é queridinha do professor, a !” Uma das garotas falou, e as risadas se espalharam pela sala. Enrubesci sinal de nervosismo.
“Srta. Charlotte, a senhorita quer fazer uma visita à diretoria?” A menina fez que não com a cabeça, ainda rindo um pouco. O professor então se virou para o quadro, depois de me passar um olhar reconfortante. A aula se estendeu com poucos prestando atenção, e o sinal bateu, indicando a próxima aula.
Finalmente, o sinal do recreio soou, sendo rapidamente abafado pelos sons de alunos se levantando e conversando em voz alta, aliviados pela tortura da aula de matemática ter acabado. Ao que eu via todos deixando a sala, me levantei e também saí, com Alice em minhas mãos. Quando cheguei ao pátio principal, vi que sentar ali estava fora de condições, pois além de estar cheio, já podia sentir os malditos olhares sobre mim. Então, decidi-me por ficar no pátio excluidinho, o que tinha jardins feiosos e que era mal cuidado. Muito a minha cara. Pelo menos ali só havia alguns alunos do primeiro ano, que pareciam mais interessados em sua própria conversa do que numa aluninha qualquer. Sentei-me num dos bancos brancos e abri meu livro, e novamente me perdi do mundo geral. Ler fazia eu me sentir assim, fora de todos meus problemas, bem como música. Estava por terminar o penúltimo capítulo, e numa das minhas rápidas olhadas para o lugar, como para saber se estava segura de algum monstro imaginário, me deparei com seu olhar. Não o do monstro, mas sim de um garoto. De cabelos pretos levemente espetados, pálido e um tanto magricelo, ele me encarava, me olhava no fundo dos olhos. No mesmo momento enrubesci pelo fato de ele ser extremamente lindo, mesmo com aquela aparência doente. Mas como presa a ele, não consegui voltar meu olhar ao livro, ignorando-o. Eu simplesmente percorri-o por inteiro, e então pude ver uma câmera, pequena, velha e visivelmente não-digital sendo segurada por seus dedos magros. Ele estava tirando fotos de mim?
Creio que minha face ficou mais vermelha que o normal, pois ele deu um risinho solto, descompromissado, e as pessoas que estavam com ele olharam diretamente para mim.
“Meu deus, quer parar de tirar fotos de estranhos? Olha só pra ela, tá envergonhada!” a única menina ali falou, arrancando a câmera das mãos do menino, que ainda me encarava. Livre do meu transe momentâneo, fechei meu livro e levantei-me do banco. Dei uma pequena corridinha para longe do pátio, com cuidado para não olhar para trás e me ver presa de novo naquele olhar.
Eu já estava a vinte minutos esperando meu pai aparecer para me buscar, mas parece que a chuva ia atrasá-lo ainda mais. Eu olhava para todos os lados da rua, esperando que o fusca cinza aparecesse a qualquer momento, mas nada. Ouvi altas risadas saindo do portão, e pude reconhecer o grupo do primeiro ano da tarde, e o lindo garoto entre eles. Porque aquele embaraço tinha acontecido de tarde? Quero dizer, não foi uma coisa muito normal, ficar se encarando, nem que fossem por poucos minutos. Mas a maneira que ele me olhou, creio que foi isso que me prendeu. Não era como os outros olhares, maldosos ou zombeteiros, era extremamente dócil, como se ele quisesse se aproximar, por alguma razão. Não era pena, nem nada. Era só... Amigável.
Quando me toquei, agora era eu quem o encarava e já era tarde demais, porque ele já tinha notado. Com menção de se aproximar, deu uns passos e eu entrei em pânico. Eu não bem o tipo de pessoa que falava muito com os outros, ainda mais pessoas que não conheço. E depois de tudo que aconteceu, a única coisa que eu desejava era que meu pai aparecesse. E bem, quando o garoto estava mais próximo, a buzina estridente do fusca me animou como nunca, e eu corri para o carro, abrindo a porta com rapidez e me sentando, sem sequer olhar para trás e para o menino que deixei com cara de bobo.
Segunda feira de manhã, e eu estava correndo pelas ruas. Como sempre, eu estava atrasada para a aula de violão, então eu tentava, com a maior dificuldade, dar passadas maiores que as minhas pernas. Já estava ofegante, e o violão pesando em minhas costas não me ajudava muito. Era incrível como, mesmo indo dormir cedo no domingo, eu não conseguia acordar na segunda, por mais que meu pai me ameaçasse tirar do curso.
Quanto mais eu corria, e via a fachada do prédio amarelo antigo do Teatro, mais pessoas apareciam na minha frente, e eu era obrigada a usar meus poucos e fracos reflexos para desviar delas. Quando por um momento me distraí com a buzina de um carro, que havia me dado um susto, choquei meu corpo contra algo, e meu braço foi tomado de uma sensação de ardência. Dei um gritinho agudo e meus olhos se embaçaram um pouco. Então quando a dor já não era tão nova e forte, olhei para o que eu havia esbarrado, e me tomei por forte embaraço. Ali estava o tal garoto do primeiro ano, o que eu havia visto naquele dia normal de aula que eu não esqueci, xingando a tudo que podia enquanto catava alguns papéis que estavam espalhados no chão.
Desde aquele dia no colégio, quando o conheci, eu me pegava pensando nele de vez em quando. Algumas vezes eu o via me olhando enquanto eu caminhava o pelo colégio e outras eu me via procurando inconscientemente por ele no pátio principal. Mas nunca houve nenhuma tentativa de aproximação, por nenhum dos lados. E o que eu fazia? Esbarrava nele e derrubava toda sua papelada, e ainda ficava com cara de bunda o olhando no chão. Então, me abaixei também, e comecei a ajudá-lo a catar algumas folhas, sem olhar em seu rosto em momento algum. Quando havíamos terminado, levantamos ao mesmo impulso, eu o olhei, com muita vergonha, e ele finalmente olhou para mim, e sua expressão demonstrava que ele me reconhecera. Vi que sua camisa branca estava com uma grande mancha marrom escuro, e meu braço estava todo grudento. Ótimo, eu havia derramado o seu café.
“Olha... M-me desculpe p-pelo café e... os papéis...” Eu não podia estar mais patética, gaguejando e olhando para meus próprios pés invés da pessoa a qual eu me dirigia.
“Olha, não tem problema não. A camisa eu lavo, e os papéis ‘tão salvos, então... eu só perdi meu café mesmo!” Ele tentou amenizar as coisas com um sorriso aberto, que só me deixava mais envergonhada “Mas, pelo que me parece, você tá atrasada pra alguma coisa, pessoas normais não saem batendo em tudo à toa. E vai se atrasar ainda mais se ficar ai, né?”
Ele tinha razão, com esse encontrão eu havia esquecido totalmente da aula de violão.
“Gosh, gosh, gosh, é mesmo. Olha, me desculpe e...”
“Vai logo pequena, um dia ‘cê me paga um favor.”
Enrubesci assim que ouvi ele me chamar de pequena, mas ele possivelmente não notou, pois sai correndo para a minha aula, porém antes teria que passar no banheiro para limpar o café grudento do meu braço.
Meus dedos já estavam doendo, de tantas vezes ter que ir ao fim do livro Laranja Mecânica verificar o dicionário da língua nadsat que falavam na história. Definitivamente, se o livro não fosse tão bom e eu não tivesse um teste em alguns dias, eu já tinha desistido por causa dessa língua inventada que dificultava tanto. Eu estava encostada na janela, tendo como vista o pátio feio, que estava vazio. Bem, estava, até aquele grupinho de ensino médio chegar, com o lindo garoto. Fazia dois dias que eu havia causado aquele pequeno acidente do café, e ele parecia ter esquecido totalmente do favor que eu tinha que prestar, o que era ótimo, porque eu não queria maior aproximação. Tá, talvez eu quisesse, mas o melhor seria não. Afinal, eu podia não gostar, mas já estava mais do que acostumada com meu exílio da “sociedade colegial”.
Tentei voltar a me concentrar em Alex e seus drugues cometendo sua ultraviolência, mas acabei por ficar atenta à conversa do único grupo no pátio sentado em um dos bancos brancos próximos da janela.
“Mas como assim, sua prima tá doente e não pode ir? Eu preciso dessas fotos, ‘cê sabe como é no curso!” A única menina ali gritava, os cabelos vermelhos batendo contra seu rosto por culpa do vento. Ela estava de pé, e gesticulava em frente de um garoto loiro, que parecia ser mais novo todos ali. Ele se desculpava, e tentava fazê-la se acalmar.
“Olha, Lil, não foi o Matt que pôs a gripe dentro da guria, então para de gritar com ele.”
“Tá Dan, que seja. Mas eu preciso da minha foto!”
Dan. Então o lindo garoto devia se chamar Daniel. Por um momento, deixei minhas emoções tomarem conta de mim, e dei um longo suspiro, com um sorriso nos lábio e sem querer, deixei meu livro cair pela janela num dos canteiros mal cuidados. O grupinho olhou instantaneamente para o canteiro, e depois para mim, e eu quis me esconder em qualquer buraco nesse momento.
“Relaxa Lil, vou dar um jeito nisso.” Ouvi o garoto, Daniel, falar, e então ele se levantou do banco e veio na minha direção. Imediatamente fiquei nervosa, porem invés de sair dali fiquei estática no mesmo lugar, naquela maldita janela. Ele se abaixou no canteiro e pegou meu livro, deu uma rápida olhada e o estendeu para mim.
“Laranja Mecânica, ahn? Bom livro. Meio pesado pra você, não?” Ele disse sorrindo.
Puxei o livro de suas mãos, as pontas de meus dedos tocaram levemente nos dedos deles e eu senti minhas bochechas arderem.
“Na verdade, não. Quero dizer, passam coisas piores na TV.” Eu disse, mas tão baixo que temi que ele não tivesse escutado.
“É, realmente.” Ele olhava para cima, diretamente em meu rosto, e eu tentava não olhar no seu. “Você foi a garota que esbarrou em mim anteontem né?”
“S-sim, me desculpe.” Infelizmente ele ainda lembrava-se desse incidente.
“Dan, dá pra vir logo? Eu tenho um problema lembra?!” A garota, Lil, gritou, e ele riu, seu riso rouco, porém macio.
“Bem, já que anteontem você derrubou todo meu café, acho que você me deve um favorzinho né? Afinal, café é bem importante pra mim, sabe?” Ele passava as mãos pelos cabelos pretos, os olhos extremamente verdes brilhando pra mim.
“Ah, s-sim, claro. Eu posso lhe pagar outro café ou...”
“Na verdade, eu tava pensando em outra coisa.” Minha cara deve ter sido muito assustada, pois ele sorriu e se apressou em explicar. “Calma, tá vendo aquela louca ali de cabelo vermelho?” Ele apontou, e eu assenti com a cabeça. “O nome dela é Lílian. Ela faz um cursinho de fotografia, e bem, ela precisa tirar fotos. E a modelo de hoje ficou doente, e as fotos que ela precisa são pra esses dias, então eu tava pensando, porque você não pode ser a modelo? Claro, como um favor por ter derrubado todo meu café na minha camisa nova...”
Soava exatamente como uma chantagem emocional, como se ele soubesse que aquilo ia funcionar comigo e que eu estava fraquejando por ele. Mas mesmo assim, ele estava pedindo demais de minha timidez.
“M-mas não tem o-outra pessoa, não sei, mais bonita?” Claro que devia ter, e se ele pensasse melhor, iria ver que eu não era a melhor escolha.
“Não, a Lil precisa de uma menina bem inocente, e você me parece perfeitamente... inocente.”
Não me segurei de dar um leve risinho, até ele estava a par da minha “inocência” que podia ser vista como uma maneira melhor de dizer “criancice”.
“Olhe, me desculpe, mas não sei se vou poder, quero dizer, eu não sei onde que é, nem hora, nem se meu pai vai deixar...”
Então Dan gritou pela ruiva, que veio até nós.
“Fala pra menina onde vão ser as fotos”
“Ah, meu deus, valeu garota, eu tava precisando de alguém mesmo” Ela falava muito rápido, e eu tentava achar uma maneira de dizer que não poderia fazer isso, afinal, meu pai nunca deixaria. Eu esperava.
Capítulo Dois: Little Talk, Red Face
“Alô, pai? Tudo bem? Sim, tudo normal, é que eu queria pedir um favor, mas eu entendo se o senhor não deixar... É que...” Parei de falar. Como eu poderia explicar o que estava acontecendo, se nem mesmo eu estava entendendo? Dan pareceu notar minha confusão, e começou a cochichar para mim, me dizendo o que falar. “É que uns colegas do meu colégio estão me chamando para fazer um trabalho, e eu queria saber se eu podia ir.”
Não era exatamente uma mentira, mas também não era verdade. Meu pai soltou uma exclamação ao ouvir o que eu disse, eu nunca havia comentado de nenhum colega meu com ele.
“Não, não são exatamente amigos... Você deixa? Sem problema se não poder... Tá, eu chego cedo em casa.”
Ele se despediu e desligou. Guardei meu celular, boquiaberta. A rapidez do meu pai em aceitar, e até a sua aparente felicidade por eu estar saindo com supostos amigos mostrava o quanto solitária eu era. Quero dizer, ele nem se importou em saber quem eram, só queria que eu saísse com alguém. Incrível.
“Bem, ele deixou né?” A garota me perguntou, mesmo já sabendo a resposta.
Concordei com a cabeça, e ela sorriu. Pude ver que o garoto também havia.
“Gosh, eu nem me apresentei! Eu sou a Lílian, mas eu gosto mais de Lil.” Ela estendeu a mão pra mim, e eu pude ver suas unhas, que tinham um desenho de onçinha.
“Ele me falou” apontei para o tal Dan.
“Por falar nisso eu nem me apresentei também! Daniel, chama de Dan ok?” Mal sabia que eu já fazia isso. Ele também estendeu a mão, e eu a apertei, o contraste da minha mão pequenina com a dele bem maior.
“E você, não vai dizer seu nome não?” Ele perguntou, e eu ri com a minha própria desatenção.
“”
“Sem apelido?”
“Não” Ninguém nunca havia me dado um apelido, pelo fato de eu ser chamada só por professores, que me chamavam por ou , e meus pais, que me chamavam de filha. Sem contar, claro, com os apelidos “maldosos”, como criancinha ou bebê, mas não havia necessidade de eu contar isso para Dan.
“Ok, então vou te chamar de .” Eu enrubesci, mas não neguei, afinal, o que eu poderia fazer se ele queria me chamar assim?
“Bem, ” Lil falou, tocando minhas mãos “muito obrigada por me ajudar, vamos fazer o seguinte, depois da aula, você nos encontra no portão, e a gente vai tirar as fotos. Eu acho que não vai demorar muito não, então você vai poder chegar cedo em casa... Ok?”
Eu concordei, e ela abriu mais um sorriso. Era uma garota bem feliz, pelo que vejo. Então soltou minhas mãos e voltando ao banco em que estava antes, depois de dar um tchauzinho. Já Dan ficou parado ali, me encarando um pouco. Corei levemente, ele com certeza era um garoto estranho. E lindo, claro. Então ele meio que despertou de seu transe, deu-me tchau e foi para o banco também, pulando em cima de um garoto que estava sentado
.
Assim que o sinal tocou, olhei para a porta, cheia de alunos loucos para ir para casa, mas não tive vontade alguma de levantar. Como eu pude ter aceitado tão facilmente sair com completos estranhos, ainda mais para tirar fotos? Agora que eu estava sozinha para pensar sobre tal ato, sem a pressão do sorriso de Lílian ou os olhos verdes profundos de Dan me encarando, vi que havia cometido um erro. Afinal, além da visível timidez que eu já tinha, tirar fotos não era o meu forte. Na verdade, eu só o fazia quando minha família me obrigava, e sempre saía escondida atrás de algum tio gordo. Eu certamente sentia vontade de fugir enquanto podia.
Porém, ao lembrar-me da felicidade de Lil ao saber que seu trabalho não estava perdido, ou o jeito fofo com o qual Dan me pediu “um favor”, meu lado bondoso e um tanto sonso falou mais alto. E a idéia de poder passar mais alguns momentos sob a presença do garoto me fez sorrir espontaneamente. Senti o sangue subir à minha face diante de tal pensamento, era algo que estava acontecendo muito comigo ultimamente, sabe, ficar vermelha. Então me levantei, juntando meu material, e decidi-me por ir ao encontro do grupo, já que eu sabia que não conseguiria fazer a tal maldade de deixá-los me esperando e não ir. Mas admito que caminhei lentamente pelos corredores, esperando que eles se esquecessem de mim e fossem embora.
Continua...
N/A:
Bem, primeira att! –oiq
Mandei bem pouquinho, quase nada, mas é que os capítulos que eu fiz ainda tenho que revisar, já que eu só consigo escrever na madruga e sai tudo errado, hihi.
Espero que continuem lendo, e da próxima vez a att é mais rápido, demorei demais essa vez. Mas sabe como é: volta às aulas, volta aos cursos... tudo me atrapalha!
XOXO, Lilá
N/b: Aiai, espero que ela não nos mate de esperar de novo! Haha!
Brincaaadeira, entendo completamente essa correria que a gente fica quando acaba as férias!
Geral comentando ai hein?
E qualquer erro: cah.teague@gmail.com