Por: Lêê.
Beta-Reader: Dani P.



Prólogo.

Ok, não tenho muito que contar, no momento falta um dia para a prova final de álgebra e para as férias de inverno, mas sabe eu não estou nem estudando sei que consigo tirar dois na prova então ainda não surtei, o fato mais claro para eu não estar estudando e porque estudou arrumando as malas, não estou fugindo - eu acho -, só preciso mudar de ambiente. Ficar morando em cidade grande com a minha mãe sempre me deu um nojo por não poder ter liberdade então resolvi morar com minha avó – lá a cidade também é grande só que a liberdade eu acho que vai ser maior.
Acredite quando eu digo que ela não é uma velhazinha, ela tem mais animo que uma criança com a barriga cheia de chocolate, ela é o tipo de pessoa que eu me inspiro, uma pessoa pela qual eu daria tudo.
Não pense que eu gosto de mudanças, odeio. Mas se eu não fizer essa acho que vou acabar mofando aqui, não que eu não tenha amigo bem pelo ao contrario, tenho muitos amigos e amigas, ainda não tive coragem de contar pra eles, sabe não sou muito boa em despedidas tento ser forte, mas no fundo sou vulnerável aos sentimentos mais idiotas que existem.


Capitulo Um
“Toda reforma interior e toda mudança, para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço.” – Kant.

Decidi por dormi e amanhã dar uma volta com eles fazendo de conta que nada tivesse acontecido e assim foi, ocorrendo tudo normalmente, eu fazendo palhaças, rindo cometendo perolas, mas isso faz parte da minha personalidade. O que mais me doía era olhar para o Danny e ver aqueles lindos e perfeitos olhos vindo ao me encontro. Na hora eu esta com a boca cheia de bolacha, engoli rápido e me preparei para as próximas falas.
- Nossa , fiquei muito surpreso quando fiquei sabendo que era você que tinha organizado tudo isso - A qual é por que ele tem que ser tão fofinho? Nossa amizade começo quando eu comecei a gostar dele (ou quando brigamos), começamos a conversar no MSN e eu pela minha parte percebi que ele seria só meu amigo, fui eu que decidi, mas aqueles lindos olhos azuis, sempre me fizeram delirar e ele sabia disso.
- Ah qual é? Eu tenho capacidade para fazer coisas legais - mostrei a língua e eu ele rimos.
- É realmente um milagre que a sua preguiça não tenha a impedida de desistir no caminho - ele falou com um tom de superior, sabe aquele que perfeitamente pra te provocar, então era mais ou menos esse.
- Ok eu sou um pouco preguiçosa, mas compensei sabendo que ia ter todos os meus amigos perto de mim - a voz que saiu na minha boca era claramente triste e falha, a vontade de chorar e deixar tudo pra trás era transparente no rosto.
- Macaquinha? - Danny me chamou, fazendo-me acordar dos meus pensamentos - vamos dar uma volta e ai você me conta tudo.
- Mas eu não tenho nada pra contar - mentir pra ele era realmente difícil e tortuoso, ele tinha virado o meu melhor amigo, em dois anos.
- Ok, vamos começar com a suspeita numero um, porque você faria algo com seus amigos sendo que temos prova amanha, e você geralmente tira notas boas, por que se mata de estudar, aliás nunca vi você deixar de estudar para ir em festas, e agora você que faz uma reuniãozinha?. - ele falou pensativo, pondo a mão no queixo - numero dois, você esta olhando todos como se você olhasse a pessoa e ficasse recordando os momen...
- Ok, senhor Daniel você venceu. - quando eu me levantei e me virei para pegar o meu casaco que estava ao meu lado quando fui surpreendida por Danny que me pegou no colo.
- Nossa você é pesada, hein? - ele ria.
- Ah então me coloca no chão - mordi o lábio.
- Não,estou bem assim - ele disse indo em direção aos balanços.
Contei tudo pra ele, confiava nele, as expressões no rosto dele eram as piores possíveis parecia que ele estava mais triste do que eu.
- E como fica eu nessa historia? - ele perguntou e depois parou pra pensar no que tinha falado quando fiz uma cara de confusa - er.. bem eu quis dizer seus amigos, é seu amigos ficam como nessa historia?
- Ficam no msn e no celular, mando noticias semanalmente, ai se não der certo ou ocorrer qualquer coisa volto para cá no próximo semestre - sorri e pude ver algumas gotas deslizando suavemente no meu rosto, mas agora eu não podia fazer nada, era tarde demais já tinha tomado a minha decisão.Ele beijou minha bochecha e se levantou do balanço, aquele momento foi interrompido pelo meu celular que tocou, era aminha mãe, pedindo que eu voltasse pra casa, me despedi de todos com uma imensa tristeza, chegando a vez de me despedir do Danny . ele falou:
- Vamos amanha lá pra casa, depois da sua prova, vamos assistir um filme você escolhe, que tal? - como eu podia dizer não para aquele sorriso perfeito? Mas eu tinha que ser forte.
- Não sei, bem pode ser... - falei confusa pensando no que eu tinha que fazer amanhã - eu te ligo - foi quando ele me interrompeu e me deu um abraço daqueles de urso.
- Ah ! . - Finalmente Danny! .
- Já estava na hora. - foi o que eu ouvi os meus amigos falando e berrando na nossa volta, não nos beijamos, mas eu pude sentir ele só pra mim.
- Er... Eu tenho que ir - um pimentão perto de mim era considerado pálido, beijei o rosto dele e acenei para os outros.
- Dan, eu não posso amanhã, desculpa fiquei de sair com minha mãe - o que eu estava fazendo? Eu nem tinha nada para fazer com ela.
- URG, bem eu passo então no dia que você for viajar para te desejar boa sorte pessoalmente, o que você acha? - não queria vê-lo sei que se fizesse isso eu acabaria voltando para lá o mais rápido o possível.
- Este bem, beijo tchau. - Falei ríspida.
- Bei... - antes que ele pode-se continuar acabei com o meu sofrimento desligando telefone.
Fiz a prova de manhã e mesmo não estudando fui bem. Fiquei em casa arrumando o resto das coisas, fui dormi cedo, pois queria que tudo estivesse bem quando eu acordasse.
Acordei cedo, me arrumei, sabe não ligo muito pra roupa, mas sempre tive muito estilo. Vesti-me com uma calça jeans escura uma blusa branca larga no ombro e mais apertada na cintura, na frente tinha um laçinho bordado no canto esquerdo da blusa, estava com meu all-star cinza e com o cabelo preso.
Coloquei as malas dentro do carro, minha mãe ia me levar, ela queria ter outra chance para me fazer desistir, teríamos um dia longo de viajem, não por ser muito longe, é que não estava a fim de ter o mesmo assunto que havíamos tido o mês inteiro, então peguei o meu Ipod e coloquei na orelha.
Quando minha mãe entrou no carro, para darmos inicio a nossa viagem lembrei que tinha que pegar minhas folhas de anotações que guardava dentro do armário em um envelope, lugar escondido para que ninguém lese. Quando sai do carro fui surpreendida por Danny que me estendeu a mão e me deu um beijo na bochecha.
- Pensei que você ia ir embora e nem ao menos esperar as minhas palavras de boa sorte - ele sorria enquanto falava parecia que estava tramando algo, eu apenas assenti com a cabeça - Bem isso aqui é pra você. - ele estava com uma caixinha na mão.
- É lindo, nossa Dan obrigada – abracei-o e coloquei o colar... Minha mãe começou a buzinar urg.
- É melhor você ir, boa sorte e responda as minhas mensagens senhorita - ele beijou a minha mão e sorriu, o mundo podia acabar ali que pra mim estaria tudo certo, mas lembrei, ele é só seu amigo.Respira menina.
- Esta bem, obrigada novamente... Tchau,vou sentir saudades - beijei o no rosto ele apenas sorriu e fez um tchau com a mão.


Capitulo Dois .
“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento” – Veríssimo.

Entrei no carro coloquei os fones e a minha mãe começou a falar algo provavelmente relacionado às perguntas: quem era ele, o que faria da vida essas coisas que o meu pai deveria perguntar não ela, fingi de conta que não esta escutando a viagem seria de 5 horas então só peguei e virei para o lado e acabei dormindo. Só acordei quando paramos para fazer o café da tarde.
- Filha eu sei, que eu tenho agido errado não confiando em você, mas sabe é difícil - ela fez uma pausa e algumas lágrimas apareceram em seu rosto - eu confio em você, eu não confio nos outros. Podemos por alguns limites para você quando esta com suas amigas, mas os garotos,bem eles... - não falei nada só continuava comendo meu hambúrguer - nessa idade eles querem outras coisas a mais que um simples abraço. – por que ela tinha que começar de novo?
- Tudo bem mãe, eu entendo - Falei meio grossa, realmente aquela situação me incomodava muito, eu nunca pude ter um namorado assumido, sempre tive que esconder dela, se não era capaz de ela me mandar para um colégio de freiras.
- Então vamos dar meia volta, e vamos voltar para casa felizes - A cada palavra me dava mais nojo. Eu tinha 16 anos não 11, por que ela não podia admitir que eu cresci ? .
- Me passa o catchup. - fiz de conta que nem estava escutando.
- Filha, por favor - ela estava chorando. Doía-me muito ver aquela cena, mas eu sei que eu e ela já não suportávamos mais viver juntas, já havia ficado ridículo a nossa situação, brigar todo santo dia por bobagens.
- Mãe eu te amo - demorei a falar aquelas palavras - mas é melhor para nós duas, qualquer coisa eu volto no próximo semestre, e você pode me visitar quando quiser - dei o meu melhor sorriso, mas ele saiu acompanhado de algumas lágrimas.
- Bem a decisão é sua - então ela me passou o catchup.
A viagem foi tortuosa, mas chegamos à casa da minha avó ainda no mesmo dia, estava tarde e eu estava louca para vê-la, ela e minha prima que morava lá também, o motivo de ela morar lá é um pouco diferente do meu, os pais dela morreram desde então ela mora com minha avó.
- Que saudades Vó, é muito bom vê-la - eu a abracei com toda força que eu podia.
- Você está grande, minha lindinha - ela me deu um beijo na bochecha e foi falar com a minha mãe. As duas nunca se deram muito bem, mas nunca entendi o motivo.
- ! - exclamei alto quando vi minha prima - menina, quanto tempo.
- ! Que bom que você veio - ela me cumprimentou e me deu um tapinha nas costas – sabe, eu convenci a vovó que nós poderíamos dormir no sótão, igual fazíamos quando éramos crianças, o que você acha? .
- Acho M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, vai ser muito divertido - eu e ela fomos pegar as malas no carro.
- Mas o sótão já está arrumado? - eu perguntei.
- Ah, pensei que você ia querer fazer isso comigo - ela me olhou com a famosa cara de "jura?" .
- Claro até porque é a coisa que eu mais gosto de fazer - eu falei ironicamente arrancando risinhos dela
- Ei espera, onde eu vou dormir essa noite até arrumarmos o sótão? .
- Hoje comigo, a sua mãe vai dormir no quarto que era do seu pai, ela vai embora amanhã ai você dorme lá até ajeitarmos bem o nosso quarto - ela falou enquanto pegava minha mala.
- Hum, mas tem um problema em dormir no sótão... - ela me olhou com indagação - são três escadas que vamos ter que subir toda vez. – choraminguei.
- Assim emagrecemos - ela parou para pensar - e vamos precisar porque eu fiz pipoca e brigadeiro. - olhei com uma cara de confusa - vamos fazer uma seção cinema - eu apenas assenti com a cabeça.
Arrumamos as malas, e logo após me despedi da minha mãe, pois ela partiria bem cedo, comemos e assistimos um filme, minto, a assistiu o filme eu fui dormi estava com sono e cansada.
Acordei com o barulho do meu celular, havia recebido três mensagens, duas do Danny e uma da operadora que me fez acordar.
A primeira mensagem dizia:
‘Ok, a senhorita não me ligou acho que é porque está cansada estou morrendo de saudades, não tenho ninguém no MSN que eu possa conversa. Beijos fofinha’ .
A segunda dizia:
‘Como estão às coisas por aí? Espero que estejam horríveis, quero você de volta no próximo semestre ou o mais rápido possível... Vou te acordar bem cedo então se prepare, macaquinha...’
A terceira era da operadora de celular perguntando se eu queria entrar para um sorteio de notebook.
As mensagens que eu havia recebido me fizeram viajar, eu tinha ausentado ele do posto de companheiro, tudo porque pensei que não fosse dar certo, mas nem ao menos experimentei para saber se é verdade, mas tinha medo que ele fosse uma droga e eu acabasse me viciando nele. Então comecei a digitar a mensagem:
‘Aqui esta bem legal, entra no MSN agora que eu falo contigo, beijos.
Andei pelo quarto tentando não fazer barulho algum, não queria que acordasse, peguei o meu note,liguei ele e entrei no MSN. Por espanto ou talvez não, ele já estava on-line e no subnick havia a seguinte mensagem "Pedindo para os meus pais me deixarem cometer um ato de loucura". Não entendi muito bem, abri uma janela de conversa e comecei a conversar com ele:

Amoras roxas diz:
* bom dia :D
E ele não respondeu.
Amoras roxas diz:
* Danny, você está ai?
nada de resposta
Amoras roxas acaba de chamar a atenção de JonesDan.
JonesDan diz:
* eu estou aqui sim, só que eu estava dormindo.
* tudo bem, macaquinha?
Amoras roxas diz:
* tudo sim, a viajem foi ótima, ocorreu tudo bem.
* e você?
JonesDan diz:
* mais ou menos, acho que estou doente.
Amoras roxas diz:
* Dan, o que você tem?
* Vai ao médico, pode ser algo grave.
JonesDan diz:
* Acho que o medico não pode me curar
Amoras roxas diz:
* É tão serio assim?
* estou ficando preocupada.
JonesDan diz:
* saudades, mas ainda não inventaram remédio pra ela, então a probabilidade que eu morra é grande.
Amoras roxas diz:
* você quase me matou, pensei que fosse algo serio Dan, e você fica fazendo palhaçada.
JonesDan diz:
* ok, ok, mas onde mesmo você está?
Amoras roxas diz:
* em Derby
JonesDan diz:
* sério? Sabe aqueles meus amigos, com quem eu fiz aquelas músicas?
Amoras roxas diz:
* Sei, sei...
JonesDan diz:
* então eles são daí, e eu também.
Amoras roxas diz:
* pensei que você tinha vindo de Oxford
JonesDan:
* Sim, mas tipo minha maior parte da infância eu passei aí.
* você deveria começar a prestar mais atenção em mim
Amoras roxas diz:
* a acordou, então nos vamos tomar café.
JonesDan diz:
* ? quem é?
Amoras roxas diz:
* minha prima, ela também mora aqui...
* Dan estou indo, beijos.
.

Eu saí do MSN antes que ele desse tchau, estava me apresando.
- Meninas - a vovó chamou a gente - venham o café está pronto.
- Estamos indo – nós falamos juntas.
- Verde - saiu atrás de alguma coisa verde, ela é meio supersticiosa – achei, agora um pedido - ela fechou os olhos, eu tive a impressão de que ela estava pensando algo - deu, vamos descer, .
- Ok, já vou, só vou prender o cabelo - ela deu os ombros e saiu indo em direção a escada.
- Corrida - eu berrei alcançando ela no corredor - até a sala.
- Eu venci - eu fazia alguma dança ridícula na sala, quando a vovó me interrompeu.
- Bom dia meninas - ela sorriu e fomos em direção a mesa - sente-se, nada de frescuras aqui em casa - ela me olhou com uma cara séria, e logo depois deixou sair um risinho.
- Hum, que bolo de chocolate gostoso - comia e falava, era engraçado de ver.
- Foi a dona Suset que preparou, falando em dona Suset ela vai limpar o sótão pra vocês duas - eu bati palmas, odiava a idéia de ter que tirar o pó, eu tenho rinite assim fica muito ruim - então tudo o que vocês tem que fazer é comprar as tintas, e decorar o quarto - eu já disse que amo a minha avó? .
- Obrigada vó, obrigada mesmo - sorri ela continuou falando.
- A irá com você ate o High School Lid, para você fazer sua matricula, ai depois você podia mostrar um pouco da cidade pra ela, tudo bem ? - a vovó, era realmente uma pessoa muito querida, ela já tinha pensado em tudo.
- , vou te mostrar o pub que abriu, ele é muito grande - os olhos dela brilharam ao falar em pub - Vó, a senhora podia deixar a gente ir sexta, ia ser legal por que ai a já conhece todo mundo... - sempre tinha idéias geniais.
- Sim, mas vamos conversar sobre isso depois, junto com algumas regras que vamos fazer ok? - Quando a minha avó disse sobre REGRAS, eu quase pirei olhei pra e ela riu.
- Calma , são regras até que horas podemos chegar, estudos, nada de demais - piscou pra mim e depois sorriu.
Fomos para escola onde estuda, lá fizemos a minha matricula, o colégio era gigante, maior que meu antigo. Fico feliz em saber que não vou estar sozinha no primeiro dia de aula. Quando estávamos saindo do colégio uma menina muito simpática nos abortou no portão do colégio:
- . - ela estava usando um casacão enorme, e tinha um goro na cabeça, as duas se abraçaram.
- Ai, desculpa. - apontou pra mim e falou - , .
- Prazer - Dei o meu maior sorriso.
- Ah, essa é a a sua prima... - sorria enquanto falava,tentava o mais possível em ser simpática - é muito bom conhecê-la.
- É sim, ... Nós vamos colocar alguns sofás pelo sótão, aí vamos poder fazer festinhas de pijamas a noite. - parecia aquelas meninas da quarta serie falando... Os olhos delas chegavam a brilhar - agora você divide um quarto vai ter que pedir permissão para a - pude vê-la coroando.
- Eu vou adorar fazer festas de pijamas. - pausei porque a começou a bater palmas - pode me chamar de .
- Ah e pode me chamar de - Começamos a caminhar enquanto falávamos.
- - interrompeu minha conversa com , ela era bem querida gostei dela. - quer me ajudar?
- Claro! - ela falou empolgada, depois parou e fez um cara seria - Ei espera, é pra ajudar com o que mesmo? - eu tive que rir.
- Tenho que ir para casa, sabe emergências femininas - ela fez uma cara de nojo - então você pode mostrar os lugares para ?
- Sim, posso sim - ela sorriu e afirmou com a cabeça ao mesmo tempo.
- se você quiser eu vou para casa com você... Ainda temos bastante tempo de férias de inverno - me sentia mal em deixá-la sozinha.
- Eu sei que a fala demais, mas eu acho que ela não morde - eu e ela rimos, menos a que fingiu estar ofendida - vai se divertir, e qualquer coisa coloca uma rolha na boca da , tchau amores.
saiu andando apresado, eu olhei pra e começamos a rir...
- A qual é? - ela me perguntou e fiz cara de confusa - eu nem falo tanto.
- Não sabe, comparada ao irmão de 6 anos, não - fiz uma cara de pensativa - se bem que ele não é normal - ela me mostrou a língua.
- Então , o que você costumava a fazer lá em Londres? - ela parou numa espécie de pracinha e sentou-se no banco, eu a segui.
- Mal podia sair de casa, mas eu ia bastante às bibliotecas, e também ia direto à casa das minhas amigas era de lá que eu conseguia a desculpa para minha mãe não descobrir que eu estava em uma festa ou na casa dos meninos - Fiz uma cara de choro.
- Aqui não é tão seguro, mas temos liberdade para poder sair e também você está morando com sua avó, foi por isso que você veio pra cá? - perguntava curiosa.
- Sim, odiava ficar trancada - respondi e me senti vitoriosa por poder sair daquela situação.
- Hum, sabe de uma coisa? - ela me perguntou empolgada.
- Não - respondi sem entender.
- Você veio para o lugar certo - fez uma pausa e eu não estava entendo nada – sabe,sua avó é muito querida ela nos entende, geralmente é ela que convence os meus pais a me deixarem sair.
- Espero que comigo seja o mesmo - e fui tomada pelos meus pensamentos de liberdade.
- Mas vai ser de certeza, ela nunca te proibi de nada, não pelo menos com . Só impõe condições - falava e ao mesmo tempo me confortava.. Ela voltava a falar com um tom de mais ainda empolgada, não sei como ela conseguia ser tão divertida - então senhorita , vou te levar pra conhecer a biblioteca, parque e depois podemos passar na sorveteria, que são mais pertos de onde estamos – ela passou a mão pelo cabelo e continuou a falar – são esses lugares que da para ir a pé, os outros vamos ter que ir de carro. Aí podemos fazer isso amanhã - Terminou concluindo e deixando os pensamentos dela surgirem, provavelmente pensando no sorvete.
- Vou ligar para a , ela ama sorvete - eu falei e ela acabou rindo, não entendi nada - qual o motivo da risada? .
- A com certeza vai estar lá, ela não vive sem sorvete até um ET sabe disso - eu ela rimos – mas vou ligar para ela e confirmar o horário,aí aproveito e peço a ela para chamar a , assim você já conhece a senhorita pop - concordei com a cabeça e ligou pra , porque eu estava sem o meu celular, marcamos as 18hrs na sorveteria e ela ia ligar para e para os meninos...
Conheci a biblioteca, era realmente linda, ficava muito impressionada como tinha tantos livros, lá nos últimos andares para ser mais especifica o 5º andar, tinha uma salinha cheias de poltronas, e tinha um senhor e uma criança, ele estava a ajudando a ler, era realmente legal ficar naquele ambiente. Ficamos lá por mais alguns minutos e fomos para o parque, que também era lindo... Mesmo vindo algumas vezes para cá, para poder visitar minha avó era realmente diferente dessa vez,nunca tinha ido a esses lugares.
Escolhi o lugar certo para morar. estava na minha frente tínhamos sentados umas cadeiras que no meio tinha uma mesa de xadrez...
- Nossa já são 17:15 - eu falei.
- Sim vamos ficar mais um pouquinho aqui e depois a gente vai para sorveteria - disse sem me encarar ela olhava para as árvores e em volta tinha um lago congelado.
- , será que dá tempo de eu passar em casa, queria trocar de roupa, estou ficando com frio - eu estava realmente com frio, mas queria ir mesmo pra casa porque eu estava com uma roupa meio estranha, não feia... Mas eu ia conhecer o pessoal não queria estar desse jeito, ainda mais porque eu andei o dia todo.
- Dá sim eu também estava pensando nisso - pode ver um sorriso sincero aparecer no rosto dela.
- Ok, então eu te vejo lá na sorveteria - falei sorrindo e me levantando do banquinho.
- Mas você sabe o caminho de volta? - me perguntou.
- Sei sim, é só ir por aquela trilha e sair do portão dois e chegar em casa - eu disse me fazendo de guia, mas a realidade é que eu nunca fui muito boa em senso de direção, mas nesse caso não tinha erro.
- É sim, então às 18 horas lá na sorveteria - nos despedimos e eu fui seguindo para o portão dois e para o portão quatro.
Começou a escurecer e eu ainda não tinha chegado ao portão dois, parei e comecei a berrar, mas achei melhor ficar quieta... Vai que algum tarado aprece, continuei quietinha pelo caminho que eu julgava estar certo. Estava sentindo frio, mas nada era comparado ao meu medo.


Capitulo Três
“O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar.” – Einstein.

(sorveteria) ’s POV off, narradora On .
- Oi - elas se cumprimentaram, eram as primeiras a chegar - Oi , ei cadê a ? - perguntou sentindo falta da prima.
- Como assim ? - fez uma pausa e voltou a falar - ela foi pra casa pra trocar de roupa.
- Você a deixou ir sozinha? - estava ficando muito preocupada.
- Sim, mas ela sabia o caminho - começou a pensar no que tinha acontecido com a mais nova amiga.
- A não tem senso algum de direção, a menos que você de um mapa uma bússola - ela tinha aumentado o tom, deixando à amiga ainda mais nervosa.
- Eu não sabia, vem vamos para o parque procurá-la - sempre sabia agir mesmo sobre pressão, sempre tinha a cabeça no lugar.
- Não , fica ai - fez uma pausa e continuou a falar - desculpa não é culpa sua, vou atrás dela, eu conheço bem o parque.
- Mas - foi interrompida.
- Fica aqui, vai que ela aparece e deixa o celular ligado para me falar qualquer coisa - disse atropelando as palavras e seguindo em direção a porta quando esbarrou em .
- , que blusa linda - deu um beijo no rosto da amiga.
- Obrigada , agora senta lá com a que eu já volto – disse continuando indo em direção a porta.
- Vai a onde amiga? - perguntou com um tom de malicia.
- Tenho que ir ver onde minha prima está, tchau - saiu andando apresada e tentando ligar para a prima enquanto cumprimentava .

POV ON.
'Esta começando a ficar escuro, merda eu vou morrer aqui. Não , tira esses pensamentos ruins da cabeça, você vai conseguir sair daqui, para de chorar menina, você é forte... Tem alguma coisa se mexendo ali. Socorro é um ladrão'. Meu coração foi a mil.
- Ei, garota está tudo bem? - ouvi uma voz masculina e criei coragem e fui falar, mesmo que ele me matasse ou pedisse um absurdo de dinheiro para me levar até em casa, era melhor do que ter que passar a noite ali.
- Não, estou perdida - falei chorando e soluçando ao mesmo tempo. Só pude sentir o garoto loirinho de cabelos lisos se aproximando de mim. - Calma o meu nome é Thomas, mas pode me chamar de Tom - ele deu o seu melhor sorriso.
- Por favor, me ajuda - eu continuava ali chorando tremendo de frio.
- Sim, claro - ele tirou o seu casaco e colocou nas minhas costas - onde você mora? - não sei bem ao certo se deveria contar, mas ele me parecia ser legal.
- Abbey Lin, 47 - ele me olhou confuso.
- Você mora junto com a ? - ele me perguntou ainda franzindo a testa e eu apena afirmei com a cabeça - estava indo encontrar vocês na sorveteria, acho melhor ligar pra ela e avisar que você esta comigo agora... - afirmei de novo com a cabeça precisava de banho urgentemente,estavahorrível.
Tom ligou pra e falou que ia me deixar em casa e depois ia me levar sorveteria, e prometeu para ela que não desgrudaria de mim nem por um segundo.


(sorveteria) POV off.

estava atravessando a rua quando Tom ligou, ficou a aliviada em saber que a prima esta bem e que Tom estava com ela, decidiu voltar para a sorveteria e esperar eles lá. Quando entrou percebeu estavam todos lá: , , Harry e o pequenino Dougie.
- , Tom está com ela - falou sentando na cadeira ao lado de Harry.
- Quem está com Tom? - Dougie perguntou fazendo uma voz de ciúmes.
- Calma Poynter, ele não vai te trair - disse rindo e fazendo todos rirem - ele encontrou a minha prima e eles foram lá pra casa, mas já esta vindo com ela pra cá.
- Com a sua prima e na sua casa, é pior que eu pensava. O que eu vou fazer sem fletcherzinho ? - Dougie arrancava risadas te todas as pessoas na mesa.
- Dude, eu sabia que vocês tinham algo, mas não sabia que era tão serio assim, fico triste por você - Harry também começou entrar na brincadeira - mas sabe se você me quiser estou disponível hoje, mas só por hoje porque amanha vou ter que ir ao pub – ele arqueou as sobrancelhas e o olhou com malicia.
Todos da mesa riam sem parar. Harry era sempre o mais galanteador, conquistava as meninas com poucas palavras, ou seja, galinha. Dougie sempre foi meio a tanto faz,desde que seja gostosa. Tom sempre foi o fofinho, ele geralmente conhecia a garota antes, não fica por ficar. Danny é o tipo de garoto, que as meninas babão, não precisando fazer nada pra ficar com elas. Os quatros sempre foram grandes amigos desde pequenos tinham uma banda, mas que não nada muito certo, por isso nunca passou de uma banda de garagem. Eles e as meninas freqüentavam os mesmos lugares, e elas adoravam suas musicas deles, e talvez por isso eles estejam ficando tão próximos. Mesmo Danny vivia longe, fazia questão de passar alguns finais de semana com os amigos.

(Casa da ) POV ON.

Fomos caminhando era um silêncio desagradável, mas mesmo eu tendo a mania de ser sempre simpática, não estava muito bem, ainda estava tentando me recuperar do susto. Mas ele resolveu quebrar o silencio quando saímos do portão dois, com um sorriso que deixava claramente sua covinha exposta, o que me fez olhá-lo por uns instantes.
- Então o seu nome é ? - ele continuou com o sorriso. Isso me vez sentir melhor.
- É sim, desculpa tinha me esquecido de apresentar, que falta de educação minha - sorri como se nada houvesse acontecido nesse dia, ele começou a rir... E eu fiquei vermelha.
- Tudo bem, então você tem as chaves - estamos parados em frente a minha casa.
- Vamos ter que arriscar a janela - estava confortável agora, feliz...
- Podíamos tocar a campainha, mas não quero que a sua avó bata na gente - eu e ele rimos. - Tudo bem então já que você não gosta de emoção... - apertei a campainha.
- Oi vó - dei um beijo no rosto dela.
- Oi minha querida, - ela fez uma pausa e encarou o Tom - que bom te ver Tom já faz um tempo que eu não há vejo, entre querido. - eu já estava na metade da escada quando ela voltou a falar - pensei que você esta na sorveteria com a .
- Ah, vó... Resolvi passar em casa e pegar um casaco, não posso ficar a noite inteira com o casaco do Tom - eu disse continuando a subir as escadas - aí me perdi no caminho, então fui acompanhada por ele até aqui em casa. - fui falando e entrando no quarto.
- O que? Eu não entendi nada, - tinha escutado minha avó falar,mas fiz de conta que não havia entendido.
- Ah eu te explico - escutei a voz do Tom falando pausadamente o que havia ocorrido...
Tomei um banho relativamente rápido, coloquei uma roupa quentinha, limpa e bonita arrumei meu cabelo e passei um perfume doce agradável, era realmente o meu recorde me arrumar em 15 minutos, não queria deixaria Tom esperando, ele já havia feito muito por mim. Peguei o casaco que ele havia me emprestado e desci as escadas. Quando cheguei aos pés das escadas vi que o Tom estava assistindo algo na TV bem distraído, então fui em direção a cozinha para dar tchau a minha avó.
- Você está linda querida - ela me deu um beijo na bochecha - não se esqueça de pegar o celular que está em cima da chapeleira.
- Ok, eu volto com a – Dei um beijo nela, sai da cozinha e fui para a sala.
- Nossa você se arruma rápido, hein? - Tom disse me olhando de cima a baixo, coroei levemente.
- Ah, eu só tomei uma ducha e coloquei uma roupa, então vamos? - eu disse sorrindo queria aproveitar a minha noite.
- Sim senhora, seu pedido e uma ordem - ele disse rindo e indo em direção a porta.
- Tchau Vó - eu falei indo em direção a chapeleira pegando o meu celular, Tom correu na cozinha e deu um beijo na bochecha da vovó.


Capitulo Quatro
"As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem." – Tonet

Fomos caminhando a sorveteria, não era longe ficava três quadras dali, Tom me fez rir quase todo o trajeto tinha gostado dele, era simpático e muito querido além de ser fofinho.
Finalmente chegamos à sorveteria, logo a minha atenção foi roubada para uma mesa onde estava rindo e falando alto. Pude ver que e a estavam lá, acompanhadas por uma garota e dois garotos.
- que susto você deu - levantou e me deu um abraço, parecia que eu a conhecia há anos - nunca mais te deixo sozinha.
- É que estava escur... - Tentava arrumar alguma desculpa.
- Não, é porque você realmente não tem nenhum senso de direção - me deu um tapa na cabeça, e eu fiquei vermelha.
- Oi eu sou a - a garota toda produzida havia me dado um beijo na bochecha. Tom havia acabado de sentar na cadeira ao lado Dougie.
- Oi, prazer - dei o melhor sorriso, estava um pouco envergonhada.
- Vem senta aqui - apontava para a única cadeira disponível que ficava ao lado dela e do Tom. Sentei-me na cadeira e pude ver todos da mesa me olhando.
- Ah, esses dois patetas são o Dougie - apontou para o garoto loiro de olhos azuis - e o Harry - ele era bonito, e tinha os olhos azuis. Os dois eram lindos.
- Oi - os dois falaram em coro.
- Dude, preciso começar a caminhar no parque mais vezes - Dougie comentou para o Harry baixinho, mas todos escutaram principalmente o Tom que deu um risinho de deboche, e eu que antes estava levemente rosinha estava um pimentão.
- O Tom não te matou no meio do caminho, contando alguma piada super hilária, CHATA? - havia cortado o momento tenso que havia ficado na mesa, graças a Deus.
- As minhas piadas são boas, ok senhorita ? - Tom deu um leve sorrisinho de canto - Não é ?
- São sim, ainda mais aquela da menta - soltei um risinho assim que acabei de falar.
- OMG, você está bem? - que antes estava falando algo com , havia se virado com uma cara de espanto.
- Ah é engraçada, conta de novo Tom - Todos me olharam suplicando para que eu não houvesse falado isso.
- Está bem, tinha um garoto que queria ser um chiclete, aí ele começou a bater a cabeça na parede. Sua irmã chegou e viu aquela cena então perguntou, 'Você é demente?' e o garoto respondeu 'Não sou de morango' - Quando o Tom acabou de rir as únicas que riam era eu e os outros olham para o lado fingindo que não nos conheciam.
- Ok, ótima piada Tom, é tão boa quanto você - era um pouco malvada, ela era o típico de garota popular, eu sei porque o meu grupinho era assim.
- Cala boca - disse ainda rindo.
- Acho que como estamos na sorveteria deveríamos tomar sorvete, não é? - eu falei segura, estava começando a me sentir a vontade entre eles.
- Acho que é a primeira garota bonita que pensa - Harry levantou a sobrancelha, não preciso dizer que eu já estava um tomate.
- Valeu Judd - As outras três falaram juntas com ironia.
- Ah, vocês sabem que eu amo vocês - Harry era o tipo de galinha perfeito, aquele engraçado, lindo e que fazia qualquer garota suspirar com as palavras que saiam da sua boca – Aí vou eu, calda de chocolate - ele se levantou e foi em direção ao Buffet de sorvete e logo todos o seguiram.
- , a amanhã nos poderíamos ir comprar as tintas - Perguntei a ela, quanto estava pegando sorte de chocolate.
- Roxo e azul, nosso quarto vai ficar perfeito - Os olhos dela chegaram a brilhar, mas não gostava muito de roxo e azul, não das duas cores juntas, acho que fica meio apagado.
- Eu tinha pensado em vermelho e roxo - minhas palavras foram recebidas pela careta feia da .
- Ah, mais azul ia ficar bem melhor - tinha a famosa cara do gatinho do Shrek.
- Ok, vamos fazer assim, no sótão tem seis paredes, podemos personalizar a maior, fazer alguns desenhos, ou até colocar fotos ou pôsteres - fiz uma pausa para colocar a calda de morango - na menor de uma cor neutra e pendura algumas correntes de perolas com laçinhos de varias cores, ai eu pinto de vermelho a parede que vai ficar do lado da minha cama, e você pinta a parede de azul que fica do lado da sua cama.
- Já disse que amo muito a sua criatividade, - havia posto o sorvete dela na balança - mas tem um problema de acordo com a sua teoria sobram duas paredes, o que fazemos com elas?
- Pintamos de roxo um que não chame tanta atenção, também não queremos um quarto de palhaços. - Agora tinha sido eu que havia colocado o sorvete na balança - Se bem que seria perfeito para você. - Tom que estava atrás de mim deu uns risinhos abafados.
- Nossa como a minha prima é engraçada - se virou e foi em direção a mesa.
- Hum, sorvete de chocolate com calda de morango - Tom estava pesando o sorvete dele - nunca provei.
- É bom, nunca me matou - Eu falei é só percebi que tinha falado merda, quanto o Tom estava rindo alto.
- Nossa realmente nunca vi alguém que consegue morrer mais de uma vez - Tom ainda ria e só mostrei a língua e fomos caminhando para a mesa.
- Ah, tira - Estava literalmente berrando, Tom tinha deixado o sorvete cair nas minhas costas.
- Desculpa – Tom tentava tirar o sorvete das minhas costas ele estava vermelho, toda a sorveteria ria.
- Ai deixa, vou ao bainheiro tirar a essa blusa, pode me emprestar o seu casaco de novo? - Eu só queria sair dali o mais rápido possível, ainda mais quando sabendo que a piada era eu.
- Desculpa - Me deu uma pena do Tom, ele tirou o casaco e me entregou.
- Está tudo bem Tom, onde fica o banheiro? - estava tão apressada...
- Ali na segunda porta - Tom apontou para o corredor da direita, felizmente ficava bem pertinho.
- Leva na mesa, por favor, Tom? - Entreguei o meu pote de sorvete para ele e fui correndo para o banheiro.

(mesa) POV off

- Já espantando a gatinha, Tom? - Dougie disse ainda rindo da situação do amigo.
- Aff - Tom virou o olhar e se sentou colocando o sorvete dela em cima da mesa - Foi sem querer dude - Tom ainda estava vermelho.
- Olha tom, você realmente me fez ver que eu estava errada, você é um palhaço - disse, vermelha de tanto rir - Cara que jeito horrível de se aproximar da garota - Tom abaixou a cabeça.
- Realmente Tom você se superou, você virou o novo palhaço - era vez de rir da situação, mas percebeu que o amigo estava muito vermelho - Dude, o Maximo que ela vai fazer chegar rindo, ela nem liga - nesse momento Tom levantou a cabeça, o garoto não sabia porque se importava com a garota no banheiro daquele jeito - Eu derramei uma vez suco de uva na blusa dela, pensei que ela ia me odiar, mas ela trocou de roupa e derramou mas suco de uva deixando a blusa meio roxa. - e todos começaram a rir até o Tom.
- Nossa é por isso que ela e a se deram bem - disse, e todos voltaram a rir.
- Ta me chamando de pirada? Espera eu não quis dizer que ela é pirada - todos estavam rindo novamente, até que um toque de celular desconhecido soou pelo ar.
- Ei o celular da sua amiga está tocando - Harry tinha pegado-o da cadeira.
- Atende dude, diz que ela está no... - Dougie disse na maior tranqüilidade.
- Não, cara - Harry disse, mas foi tarde demais Dougie tinha pegado celular na mão do Harry e atendido.
- ? - uma voz masculina perguntou.
- Oi, a está no banheiro - Dougie disse percebendo que tinha feito burrada, ele era o namorado da garota.
- Quem é? - todos da mesa haviam ficado em silêncio.
- Dougie Lee Poynter - Dougie falou com uma voz falha.
- DUDE, é o Danny, Daniel Jones - Danny não havia entendido nada de começo, mas conhecia Dougie, sabia com ele era folgado.
- Guys é o Jones! - Dougie gritou e todos no fundo começaram a fazer perguntas de como ele estava e quando viria novamente - Cala a boca, cambada!
- Nossa, onde vocês estão? Estou escutando até a voz da - Danny estava confuso, pois não acreditaria que já havia arranjado tantos amigos, e ainda mais em pouco tempo, e isso não era bom para ele, assim não poderia ter ela de volta.
- Na sorveter... - Dougie cortou a voz quando viu se aproximar com o casaco do Tom, ela havia colocado a toca e estava fazendo estilo skatista.
- Nossa porque esses olhares? Tinha sorvete no meu cabelo também, tentei lavar com o sabonete liquido e ficou pior - realmente não está entendo nada, todos estavam olhando para ela como se algo tivesse morrido alguém.
- Err... Vou passar para ela dude, me liga também! - Dougie estendeu o celular para garota.
- Você atendeu meu celular? - perguntou ainda mais confusa e ficando levemente coroada - já volto - e saiu andando em direção a porta.
- Nossa o mundo conhece o Jones - Harry tinha dito quando a garota havia se afastado.

POV on
- Eu já disse que eu quero te bater por não me responder as mensagens? - Danny estava rindo quando perguntava, era estranho ver os meninos conversando com ele.
- Tinha esquecido o celular em casa, desculpa Dan - falei com a voz fraca.
- Se o pequeno não tivesse atendido eu ia ligar para policia, era a sua última chance - Danny chamou o Dougie de pequeno, não tinha notado que ele era pequeno... Aí eu tive que rir era engraçado de mais ver o Danny chamar um amigo por um apelido fofinho.
- Então você realmente conhece mesmo gente dessa cidade! - Eu estava rindo, mas mesmo assim isso me assustava todo lugar que eu ia ele tinha alguma ligação.
- Eu passo as minhas férias aí, daqui alguns dias eu estou chegando... - Danny ia dizendo, e eu não sabia isso era bom ou ruim.
- Ah eu nem estou com saudades ainda! - disse com um tom de ironia, Danny era um grande amigo. Mas não era aquele garoto que servia para ser uma tentativa de amigo "gay".
- É eu sei, com tanto garoto bonito por aí. Já deve ter se esquecido do príncipe aqui, macaquinha...
- Eu não me esqueci de nada, porque nunca achei um príncipe aí!
- Vai, chuta o gostosão aqui.
- Foi mal, Dan.
- Sabia que você acabaria se redimindo. Você não vive sem o seu príncipe - Danny estava rindo, e eu tinha me arrependido de pedir desculpa.
- Dan, amigo que adoro muito, quer fazer um favor para mim? - tinha me lembrado que no dia da minha viajem deixei uns papeis no meu antigo guarda-roupa.
- Fala, antes que eu desligue, porque lá vem chantagem da grossa.
- Vai amanhã à minha casa, no guarda roupa tem uns papeis atrás do pôster do Blink, trás para mim quando você vir? .
- Papeis com declarações de amor para mim? - ele perguntou com tom arrogante, na realidade até que algumas tinham... Mas as folhas estavam dentro de um envelope de plástico lacrado que eu tinha separado para a viagem.
- Está lacrado o envelope Danny, se você abrir eu vou saber. Eu nunca mais você vai me ver na sua vida - eu falei séria, sabia que ele era um pouco curioso, mas não queria que ele visse o que eu tinha escrito.
- Nossa, que você não confiava em mim eu desconfiava, mas que você desconfia da minha ética essa é nova Senhorita - estava caminhando de volta para mesa.
- Ai Danny seu fofo, te amo... Mas eu te mato no mesmo momento que você fizer ago de errado.
- Ok também te amo fofa... Mas eu vou desligar porque amanhã eu vou ter que encarar a sua mãe...
- Fica tranqüilo, é só o chato do meu irmão que vai estar em casa. Dan - disse me sentando, todos da mesa estavam me olhando os assuntos que até então estavam sendo discutidos, alegremente, agora tinha parado, saco estava ficando vermelha de novo – beijos.
- Tudo bem. Boa noite fofa.
- Boa noite Danny - encerrei a chamada e encarei o povo a minha frente.

POV off

- Gente o que aconteceu? Isso é ainda porque eu estou com a toca do casaco na minha cabeça - estava vermelha.
- Nops - havia começado a falar - A gente só estranhou você conhecer o Danny.
- Ah o Danny, ele sempre está presente em algum lugar que eu vou, oh pessoa popular - disse e viu e os meninos rirem.
- Na real , posso te chamar de , não é? - tinha um tom debochado na voz.
- Claro - disse sorrindo mesmo sem entender nada.
- Me chama de , - havia voltado a falar e apenas concordou com a cabeça não queria interromper a garota - Jones, nunca namorou sério, é um milagre que vocês continuam juntos, mesmo depois te você ter vindo morar para cá.
- Como? - interrompeu e todos viram sua atenção para garota - Isso deve ser pelo fato de eu não namorar ele, eu nem ao menos fiquei com ele. Ai credo gente ele é o meu amigo - acabou de falar e todos começaram a rir, Tom se sentiu melhor, ele estava confuso em relação a garota que conhecia a algumas horas.
- Eu sabia que ele não ia me trair - Dougie disse fazendo todos da mesa rirem.
- Calma - se sentia melhor com a situação - pequeno, - sussurrou o apelido recém descoberto no ouvido do garoto - ele não está com ninguém - todos estavam rindo menos Dougie que se jogou em cima na cadeira dela, fazendo os dois caírem no chão.
- Ei esse é o nosso segredo, por favor, não me chama assim, vão começar a zoar de novo comigo - Dougie disse se aproximando da garota.
- Tudo bem, agora sai de cima de mim - viu Tom ajudar ela a levar enquanto Harry ajudava o Dougie.
- Dude, você está bem? - Harry perguntou para Dougie surpreso com a atitude do garoto.
- Vou ficar melhor se você dormir lá em casa - Dougie disse com uma voz muito gay e Harry o soltou no mesmo instante.
- É ele está bem - ria.
- Gente eu e a vamos indo para casa, teremos muito trabalho amanhã - se levantou da cadeira.
- Ah sua chata, eu nem tomei sorvete ainda - fez bico.
- Anda amanhã você vai ver eles de novo, esqueceu que vamos ao pub a noite? - fez uma pausa colocando seu casaco - Tchau meninos.
- Ai gente adorei conhecer vocês - disse pegando sua blusa cheia de sorvete - Tom você vem junto?
- Fletcher, saiu lucrando hoje, hein? - disse rindo fazendo Tom ficar muito vermelho.
- Não, não, é porque eu estou com o casaco dele de novo - disse tentando se explicar mais cada vez fica mais vermelha.
- Amanhã à noite você me devolve, vou de carona com o Dougie - Tom se aproximou da garota e deu um beijo na testa dela - Boa noite.
- Então até amanhã, tchau - estava com muita vergonha, nunca tinha ficado envergonhada daquele jeito, isso que ela fazia peças de teatro.
- , eles são muitos divertidos - disse caminhando alegremente para casa.
- Nossa, eu pensei que você e a iam brigar, na primeira indireta que ela desse - disse com um olhar desafiador.
- Não, até que não... Eu gostei dela, ela me parece ser bem divertida, - fez uma pausa e completou - festeira, para falar a verdade - deu uma risada – Estou acostumada com gente assim.
- Ela é festeira sim, e ela gostou de você... - fez uma pausa - Só pelo fato de saber que o senhor Jones está se importando com alguém além dos meninos.
- O que ela é dele? - perguntou, tentando esconder o ciúmes, não entendia porque mas aquele sentimento de anos atrás voltou.
- Vizinha. Os dois se criam juntos praticamente... - disse sem preocupação.
- E aí ela é apaixonada por ele! - disse quase berrando, a sorte e a rua estava vazia.
- Não ela não é, - olhou para mim com um olhar malicioso - mas agora eu sei quem é.
- Eu não gosto dele - fez uma cara de emburrada.
- Mas eu nem disse que era você - mostrou a língua.
- Saco, isso é um segredo que nem eu sabia - falou encarando a amiga que só fez rir.
- Tudo bem, o caminho é longo você pode contar quando a historia começou.

Flashback - POV on
‘Nossa que garoto lindo, ai os olhos dele são impecáveis... Nunca o vi por aqui será que ele é novo? Oferecer ajuda nunca é demais, ou será que é, vou entrar logo na sala antes que eu chegue e pergunte se ele quer casar comigo. Ele ta olhando para mim o que eu faço, claro idiota você não tirou os olhos dele desde que ele entrou. Vou me virar fechar o armário e entrar na sala’.
- Merda - deixei minhas coisas caírem no chão, as juntei e me levantei para continuar com o meu plano.
- Oi, sou o Daniel. - ele sorriu e sorriu. Fala seu nome idiota ele está esperando - Você pode me ajudar com o meu horário.
- Cla-cla-cla - fala algo inteiro.
- Está tudo bem? – aí, ele é muito fofo, ele se preocupa comigo - Terra te chamando, menina! .
- Ham? - nossa estou pior que uma barata tonta, respira e fala, ele está indo embora merda.
- Ai Jaci – entrei na sala quase berrando, sentei do lado da minha amiga - tem um aluno novo Daniel, ele é muito lindo e feio falar comigo - soltei um suspiro.
- Ok, isso é normal, mas você falou com ele ou cortou ele? – por que ela sempre sabe, será que eu sou previsível?
- Não, - nossa eu paguei o maior mico - mas ele tem um sorriso lindo e um olho perfeito.
- Um? O que aconteceu com o outro olho?- Jaciara sempre tirava piadinhas da minha situação.
- Tola - eu virei o olhar e fui sentar na bancada atrás dela que estava vazia.
- Bom dia classe - o senhor Spink começou a falar - temos um aluno novo, Daniel Jones - AH MEU DEUS, será que ele ouvi eu falando algo? Merda desliza na cadeira e fica quietinha - tem um lugar ao lado da senhorita , pode se sentar ali - eu gelei, odeio a matéria de química e agora o professor também, mas isso até que pode ser bom - ela vai te mostrar a escola mais tarde - ok ele ama ou me odeia ou me ama. Ele está vindo, pelo menos fale uma monossílaba.
- Oi, você é muito sortuda sabia - o Daniel, sentou no meu lado, no meu lado... Ei o que ele quis dizer com sortuda - porque você é primeira garota que babou por mim, então até que você tem uma chance, ainda mais você é gostosa - não acredito que ele disse isso e ainda piscou cafajeste.
- Vai se foder garoto idiota - para quem só ia falar monossílabas eu mandei muito bem.
- Vocês reagem assim do meu lado, é instinto animal...
- VOCÊ ESTÁ ME CHAMANDO DE ANIMAL, VAI TOMAR NO CÚ - ops acho que berrei.
- O que está acontecendo aqui? - senhor Spink tinha que ter ouvido.
- Essa maluca me mandou tomar no cú - ah ele vai me pagar ninguém me chama de maluca.
- Ele me xingou de animal, foi só por isso.
- Viu, você deve um instinto anima...
- Os dois para diretoria - o que? eu nunca fui para diretoria, URG.
- No primeiro dia de aula terei de ir para diretoria, tudo por causa de uma leoazinha, que não sabe brincar - Daniel mesmo você falando baixo eu escuto, sabia? O caminho para sala do diretor parece tão distante.
- Agora eu sou uma leoa? O que mais eu vou ser? - se ele falar mosquito, eu mato ele.
- Fica quieta eu nem falei contigo... - ninguém me manda calar a boca ainda mais um calouro.
- Para de ser convencido garoto, se você fosse mais simpático e não convencido, eu não estaria aqui - ok, não foi a melhor resposta que eu arranjei, mas ele ficou quieto.
- Oi, meu nome é Daniel Jones. Qual é o seu? - ah de novo esse sorriso lindo, fica quieta ela só está zoando você - ok, eu sei o seu nome. pode me chamar de Danny - ai que sorriso lindo que ele tem .
- , mas pode me chamar de - ei só os meus amigos me chamam assim, por que eu vou deixar ele me chamar, hein? Sala do diretor respira e encara a fera.
Até que ele não foi tão mal, imagina só uma tarde inteira arrumando a biblioteca. Merda os livros me dão alergia, punf punf.
- - ele ta está sendo gentil comigo, acho que ele é bipolar - eu sei que não começamos muito bem mas eu queria te pedir desculpas, e te falar que se você fosse um animal seria uma macaquinha, por que eu adoro macacos - você não vai gaguejar agora, nossa ele está dando em cima de mim, mas macacos são estranhos, são inteligentes e legais mais tem muitos pelos, será que ele me achou peluda? - estou ficando com medo do seu silêncio.
- Ah, eu só estava distraída, bem vou tentar levar isso no elogio, pode ser? Porque eu também não quero passar à tarde brigada com um calouro - ok não era por isso, é porque ele realmente me faz suspirar.
- Corrigindo, a Tarde TODA - toda? Ele vai me matar? - a senhorita ainda tem que me mostrar o colégio, e eu tenho que te pagar um sorvete - ah saquei tudo ele está com o mesmo pensamento de agora mais cedo, só está me cantando de forma diferente, esse jogo é para dois, querido.
- Tudo bem por mim - sorri e fui logo em direção ao meu armário para deixar as minhas coisas, mas juro que quis rir da cara dele de confuso, foi muito boa.
Fim de flashback POV off


- Tomamos sorvete, eu dei o meu MSN para ele e começamos a nos falar - tinha acabado de contar a historia já no quarto da
- Pensei que você adora a biblioteca. - falou assim que a sua prima se calou.
- É, mas eu passei a gostar depois daquele dia - ficou um pouco coroada.
- Ok, mas vocês não chegaram a ficar nenhuma vez? .
- No começo , eu não queria porque sabia que eu seria só mais uma para ele... Aí acabei ficando com um amigo dele, mas depois a nossa amizade ficou tão boa que eu achei melhor deixar assim - abaixou o rosto e começou a pensar .
- Ai , mas você gosta dele, porque você não fica com ele? - fez uma boa pergunta, pensou, mas no fundo não sabia a verdadeira resposta.
- , é porque ele agora virou praticamente meu irmão, seria muito estranho - acabou derramando algumas lágrimas.
- Você o ama - disse baixo, não sabia se era bom confirmar isso para prima, que acabou não escutando. Apenas abraçou-a.

Capitulo Cinco.
"O corpo é um caminho: ponte, e neste efêmero abraço. Busco transpor o abismo." – Mello.

ficou mais um pouco no quarto da , depois foi pro antigo quarto do seu pai, ela não se sentia muito bem ali, mas era melhor que o sofá pois o quarto tinha aquecedor.
As duas acordaram cedo tomaram café antes da vó, foram nas lojas e compraram o que precisavam - tintas, prateleiras, pufes, um sofa cama, um imenso espelho, e algumas (lê-se montanhas) de coisas para decorar o quarto... O quarto delas era o presente de natal que a vó havia dado. Elas voltaram para casa e ficaram assistiram algum filme.
- Alô - O celular da estava tocando.
- Oi ! Que horas vamos ai para nos arrumar - disse do outro lado da linha.
- Você está aí com a ? - colocou no viva voz e vez o mesmo para que a e também participassem da conversa.
- Oi meninas - disse empolgada, uma ida ao pub seria muito bom.
- Oi , oi - disse também com felicidade.
- , já que a não diz nada - interrompeu as duas que estavam deixando a conversa comprida - Que horas a gente vai ai para se arrumar? Porque os meninos marcaram para pegar a gente as 22hrs e já são 20hrs - fez uma voz de choro.
- , arrasta a para cá agora... Estamos esperando vocês, já que as coisas do quarto não chegaram - disse feliz por estar se enturmando com .
- Eu ando mais rápido ninguém vai precisar me arrastar, chegamos ai em 20 minutos, meninas - disse fazendo todas meninas rirem.
- Beijos girls - disse desligando o telefone.
- Bem vamos tomar banho, assim quando elas chegarem vamos estar limpinhas... Porque essa correria me faz pensar que o animal que eu seria pro Danny era um porco - disse fazendo a dar uma boa risada...
As duas garotas foram tomar banho, enquanto e caminhavam para a casa das primas, não dava tempo de 20 min demorava 15 min para chegar mas elas revolveram levar algumas maquiagens, no caso da quiser alguma cor diferente das 250 que ela já tinha. Depois de meia hora e estavam secando o cabelo, vazia chapinha e só secava com o secador seu cabelo fica melhor natural, quando tinha acabado de secar o seu cabelo a campainha tocou, ela correu e abriu a porta para as meninas que estranharam ela estar de pijamas.
- Meninas eu a ainda não escolhemos os vestidos... Aí a gente queria a opinião de vocês - disse subindo as escadas e indo em direção a ao quarto da .
- É a da a gente já esperava mais de você , te achei tão confiante - disse abrindo a porta do quarto, ouviu o que a amiga disse.
- Ei, eu sou confiante só quero a opinião das minhas amigas, só isso - disse fazendo abraçar amiga e dar um beijo no seu rosto.
- Eu sou confiante, só não sei bem ao certo com as pessoas se vestem para ir ao pub aqui, e vocês sabe a é meio ruim para dar essas ajudas - disse, fazendo todas rirem menos a .
- Ate você? - fez bico.
- já te disse nossa amizade é sincera... - mostrou a língua e foi pegando os dois dos quatros vestidos que estavam em cima da cama - então preto com dourado ou roxo com algumas faixas?.
- Já que é uma amizade sincera , eu prefiro o roxo - disse.
- Eu também - encarando .
- O que aconteceu ? - disse vendo a situação.
- posso conversar com você a sós? - disse ainda séria.
- Pode claro... Vem vamos para o quarto do meu pai – saiu do quarto e foi atrás.
- Nossa a ficou seria, o que aconteceu? – perguntou preocupada com a prima - Nem sei, . Ela não me falou nada – mentiu .
- fica calma, não vou te matar, agora você é minha amiga – viu a cara de espanto de .
- Sou? Que bom – abraçou – Então porque você queria conversar em particular?
- A faz aniversario dia 22 de dezembro e o Harry no dia 23 – disse.
- Ah sim, nossa falta só mais três dias para o aniversário dela, tinha me esquecido – deu um tapa na testa.
- E o Dougie fez aniversário dia 30 de novembro, então nós pensamos em fazer uma festa para os três, já que não sabíamos o aniversário do Dougie – fez um pausa e voltou a falar – como você deve saber o Danny vem para cá no sábado a noite, então estávamos pensado em fazer a festa na segunda-feira, no dia do aniversário da .
- Festa surpresa? – perguntou adorando a idéia.
- Sim, mas o Harry sabe foi ele que deu a idéia, e o Dougie pensa que a festa é só pro Harry e para , ou seja, ele não sabe que a festa é para ele, mas sabe que vai rolar festa. E a ela não sabe.
- Tudo bem, onde vamos fazer? - perguntou.
- Aí entra a sua parte, falei com a sua avó e ela deixou fazer no sótão, só que para isso precisa estar arrumado, será que você consegue arrumar? – perguntou.
- Acho que vou precisar de ajuda, mas se os meninos ajudarem sábado e domingo acho que conseguimos – tinha adorado a idéia da , mas tinha odiado a parte de ter que arrumar as coisas. – O Danny vai estar aqui no domingo, ele vem ajudar com certeza se os amores dele estiverem aqui – a olhou com uma cara de maliciosa, que reformou a frase – Os meninos, se os meninos tiverem aqui – corou levemente.
- Hum, senti um romance no ar – mostrou a língua.
- De quem? Você gosta dele? – tentou se fazer de desentendida.
- Não, o meu cat é outro, mas ele não me da valor, então não vou dar valor para ele – deixou mais confusa.
- E quem seria? – Foi a vez de olhar malicioso para .
- Segredo ninguém sabe – e ela me mostrou a língua novamente.
- Que mau isso – falei com uma voz de chorona e eu e ela rimos.
- Vamos voltar antes que elas chamem a policia pensando que eu te matei – falou.
- Você não matou ninguém não é? – disse correndo para o quarto da .
- Quem matou quem? – perguntou, quando viu ofegando na cama.
- Não tolinha eu nunca matei ninguém – Disse quando chegou .
- Quem bom – disse saindo do banheiro já vestida – se troca, põem o vestido roxo, porque os meninos ligaram disseram que daqui 1hora eles vão estar aqui.
- Ok – pegou o vestido e sandália e foi se trocar no banheiro.
- Quantos carros? – perguntou.
- Dois, você e vão com o Tom, porque vocês moram perto, aí eu e a vamos com o Dougie e o Harry... – disse colocando sua sandália prata que combinava perfeitamente com o vestido verde que usava.
- Mas para ida, tanto faz disse torcendo que a amiga trocasse de carro com ela.
- Está frio, vamos levar nossos casacos e deixamos nos devidos carros, ai não dá confusão disse quando acabava de passar o delineador, ela está com um vestido preto com decote.
- Está bom, advogadas – disse colocando seu vestido branco longet com detalhes em dourado.
Ficaram em silencio escutando musicas do Blink. Depois de 15 minutos... saiu do banheiro.
- Como estou? - Ela está com o cabelo preso e solto ao mesmo tempo, o que vazia um penteado diferente, mas um diferente magnífico, seu vestido roxo caiu super bem.
- Nossa , você está linda – disse olhando a amiga de cima a baixo.
- Ah você também – pegou o lápis de olho da .
- Não, você não pode pegar – disse seria para – se não você vai ficar mais bonita que eu – todas riram – pode pegar estou brincando.
Assim se passaram mais meia hora as meninas se maquiando e falando bobagens...
- seu celular está tocando – disse passando o celular para amiga.
- ? - disse uma voz masculina.
- Oi Harry, vocês já chegaram? – perguntou enquanto arrumava a bolsa.
- Sim – e escutou outra voz masculina dessa vez era do Dougie.
- Então estou descendo para abrir a porta – disse fechando a bolsa.
- Não, – Harry pegou o celular do Dougie – Vocês demoram de mais, queremos chegar mais cedo.
- Vocês tem três minutos, - Dougie disse tirando o celular de Harry – a desce agora, porque estou vendo ela pronta.
- você está espionando a gente Poynter? – parou o que estava fazendo .
- Não, só consigo ver a . E dude ela está magnífica – Dougie disse fazendo ficar com raiva, como ele podia achar a prima dela bonita era ela quem ele tinha que achar uma deusa.
- Ok, tchau! – disse grossa desligando o celular - Ei, estão esperando nos no carro, vamos? – estava tramando um vingança.
- Ok, vou pegar o dinheiro que a avó deixou, podem ir descendo – disse vendo a cara que a fez.
- Tudo bem, estamos lá no carro do Tom, encontramos vocês lá no pub – disse fechando a porta do quarto e deixando e a sós.
- , o que aconteceu você estava tão feliz? – Perguntou.
- Nada não – colocou seu sobretudo – aqui está o dinheiro que a vovó deu – esboçou um sorriso forçado .
- Te amo , conta para tudo comigo – disse dando um beijo no rosto da prima.
- Também te amo – deu um abraço na prima, não adiantava ficar brava com ela, não tinha culpa de nada – então vamos, porque temos que voltar hoje as 4hrs.
- Uhul, podemos ficar ate aas 4hrs? – perguntou fazendo festa e concordou saindo do quarto.
- Oi meninas lindas, do meu coração – Harry disse abrindo a porta para sentar na frente.
- Oi Harry, oi Dougie – disse sentando-se no banco do passageiro ao lado do Dougie.
- Oi Dougie – disse seca – oi Harry – e deu um beijo na bochecha de Harry, que retribuiu o beijo.
- Então podemos ir senhor motorista? – Harry disse para Dougie que olha sem reação para trás.
- Sim, afinal eu sou o novo motorista do pedaço e de carro novo – Dougie olhou para frente e encarou – Sabe porque ? Porque eu fiz aniversario mês passado, e meus pais lembraram e me deram o meu presente.
- Parabéns... – abraçou o garoto – Pequeno – sussurrou na orelha do rapaz.
- De nada fofa, - e Dougie abraçou a garota, se separam – Depois do carro foi o melhor presente – e piscou para garota.
- E o meu abraço Dougie, e a noite lá ontem? Se bem me lembro você berrava alto ‘Aaaaaai, essa está sendo a melhor noite da minha vida, vai devagar Harry... Pode ir Tom, vaaaaai VAII’ – Harry disse com uma voz forçada fazendo as meninas rir.
- Deu de contar as nossas intimidades de vídeo game, para elas. Vamos logo – Dougie disse ligando o carro e cantando pneu, ele não estava indo rápido, era porque não dirigia muito bem.
Da casa da ate o pub eram 10 min de carro, mas não foi tão legal a viajem, fazia palhaçada com Harry e depois Dougie fazia com , Harry e não estavam entendendo nada. Chegaram, e deixaram os casacos no carro quando avistou Tom e lembrou que tinha esquecido o casaco do amigo.
- Oi – Tom deu um beijo no rosto de .
- Er Tom, eu esqueci seu casaco em casa, - deu um sorrisinho.
- Tudo bem – Tom disse indo em direção a porta do pub com os de mais, e Harry que estavam mas no fundo andavam de vagar.
- Faz assim, vai lá em casa de manha e pega – sorrio para não parecer folgada.
- Pode ser por mim – Tom disse indo em direção ao segurança.
- Boa noite, são sete entradas Vips, quatro meninas e três meninos – tom entregou os cartões para o segurança.
- Podem passar – ele abriu a corrente e deixou todos passaram.
- Que chique Tom, vamos para vip hoje – disse ao lado de Tom.
- É meu pai conseguiu, por isso que tínhamos que chegar cedo – Dougie disse puxando para a área vip.
- Gente é ali em cima se dêem as mão e vamos tentar passar pela pista de dança, qualquer coisa estamos lá – berrou para e Harry escutassem torcendo que os dois subissem. Mas foi em vão porque os dois resolveram ir para o meio da pista para dançar.
Os outros depois de um sacrifício para atravessar a pista conseguiram chegar as escadas, subiram e se sentaram em umas das mesas que dava para uma a vista da pista. Dougie se sentou ao lado de e . Ao lado do Tom se sentou . O papo na mesa estava muito animado, mas e Dougie estavam somente concentrados na pista de dança para ser mais especifico em e Harry.
- Nossa você esta dançando muito hoje – Harry disse no ouvido de , e Dougie que via a situação de cima, bebeu mais uma lata de cerveja, completando 7 latas em apenas 2 horas.
- Estou empolgada – virou se de contas dançando colado com Harry.
- Que bom porque eu também estou – Harry virou e ficaram frente a frente. Ele encostou de leve seu lábio nos dela que deu permissão para o beijo ir mais fundo. O plano de de fazer ciúmes a Dougie havia funcionado.
- Eu vou descer alguém me acompanha? – Dougie se levantou com raiva da mesa.
- Você vai dançar? – disse antes de .
- Vou – Dougie disse parado atrás de .
- Então eu acompanho você – se levantou da mesa, estava morrendo de vontade de dançar mas estava mesmo preocupada com a e agora com o Dougie.
- Vem – Dougie puxou para perto do lugar onde e Harry estavam se beijando.
foi atrás sabia que Dougie estava bêbado e que também estava com ciúmes de , obedeceu mesmo achando errado, não queria confusão com os novos amigos. Quando chegaram perto, Dougie colocou a mão na cintura da .
- Dougie tira a mão, não vou fazer parte desse joginho – cochichou no ouvido de Dougie, fazendo e Harry notar, que acabaram interpretando errado.
- Tudo bem a gente pode pelo menos dançar juntos? – Dougie perguntou, rindo.
- Isso sim – sorriu e colocou os braços no pescoço do garoto e logo em seguida ele colocou novamente as mãos na cintura da garota que dessa vez não falou nada, apenas dançava loucamente e ria.
- Pesei que ninguém ia dançar – Harry disse fazendo e Dougie se soltarem.
- É então deixa a gente dançar, me dêem licença – Dougie virou-se de costas e puxou para o outro lado.
Ficaram dançando assim por bastante tempo. , e Tom desceram para dançar e e Dougie subiram para mesa mentindo que estavam cansados. Quando era três e meia todos estavam sentados na mesa, preparados para irem embora.
- Cadê a minha chave do carro? - Dougie perguntou muito bêbado.
- Está comigo eu vou dirigir – Harry disse mostrando a chave.
- O carro é meu, da minha chave Judd – Dougie disse indo em direção de Harry para brigar.
- Dougie eu vou atrás com você, - vez um pausa vendo o que tinha dito não estava muito certo – você já foi atrás? Você tem que experimentar o seu carro, não só o banco do motorista – Então Dougie parou.
- Tudo bem, você vai comigo atrás – Dougie disse soluçando e abraçando fortemente.
- Sim ela vai Poynter, agora anda estamos cansadas – disse indo em direção a escada.
- Cala boca, você não vai no meu carro – todos olharam para ele.
- Dougie se ela não for a também não vai – Tom disse segurando o amigo para ajudá-lo a descer a escada.
- Merda! – Dougie disse arrotando.
- Tenho pena de você, – Harry disse ao lado de .
- Bem, o Danny quando ficava bêbado ficava pior, acho que me acostumei a cuidar de pessoas nessa situação.
- Poucas vezes eu vi o Danny bêbado – Harry falou encarando .
- Tinha um menino que adorava beber no meu colégio, então nas festas o Danny apostava, ele sempre ganhava... Mas algumas vezes ficava um porre – disse chegando ao primeiro piso .
- É nunca ninguém ganhou dele, experiência própria.
Dougie entrou com grande sacrifício no carro, que acabou deitando no colo de que apenas a encarava. Quando o carro parou e Harry desceram e ficaram conversando na porta de casa.
- Então tchau – disse beijando ele no rosto.
- Ah qual é nem um beijinho?
- Harry, o que aconteceu essa noite, não foi nada, esquece – disse com a maior simplicidade...
- ?
- Que bom que você acordou Dougie, porque eu preciso ir – falou se ajeitando e saindo do carro, Dougie saiu também e a segurou pelo braço, virando garota e roubando um beijo.
- PARA Dougie, eu não vou ficar com você! – mordeu o lábio de Dougie conseguindo se soltar.
- Você está me dispensando? - Dougie perguntou com uma cara de raiva, e Harry assistiam a cena sem saber o que fazer.
- Sim, porque você está bêbado, e só está me usando para fazer ciúmes na , já disse para você parar com isso, não sou um objeto para ser usado, que merda Dougie – havia ficado muito irritada, entrou em casa rápido nem ao menos se despediu do Harry e correu para o quarto do seu pai.
- Nossa acho melhor você ver se ela está bem - Harry disse para que ainda estava em choque com o que havia falado – Vou cuidar daquele bêbado, antes que ele resolva agarrar sua avó.
- Sim sim, claro – nem tinha escutado o que Harry havia falado, Dougie entrou no carro e deitou no banco de trás, que acabou dormindo em menos de um segundo.
entrou e foi tomar um banho, digerir a noticia que Dougie gostava dela, era muita emoção para uma noite. Quando saiu do banho bateu na porta do quarto da prima e a viu toda encolhida na cama, resolveu perguntar amanha o que tinha acontecido para ela reagir daquela forma. está com o casaco de tom, estava atordoada em dormir no quarto de seu pai, acabava se lembrando quê seu pai estava sempre longe dela. Sempre trabalhando e esquecendo dos filhos, já havia passado um ano desde o último encontro com o pai que havia durado apenas um dia, a garota sentiu lagrimas escorrem pelo casaco do Tom acabou sendo dominada pelo cansaço e acabou dormindo.

Capitulo Seis
"Devem-se buscar os amigos como os bons livros, pois a felicidade não está em que sejam muitos, nem muitos curiosos, antes em que sejam poucos, bons e bem conhecidos." – Alemán.

- , ... - estava se aproximando do quarto onde a menina dormia - , ACORDA! - havia entrado berrando, fazendo acordar com o maior susto.
- Puta , que tal bater na porta? - disse sentando na cama, com mau humor.
- Seu pai está no telefone, atende - e passou o telefone sem fio para garota que havia ficado pálida na sua frente - , você está bem? - concordou com a cabeça e pegou o telefone da mão da garota, que saiu do quarto fechando a porta.
- Filha? - e ela escutou a voz grossa de seu pai - Filha? tem alguém ai? - então aquelas palavras fizeram a garota sair do transe.
- Oi - disse seca, ela não sabia por que seu pai está ligando para ela... Ele nunca ligava.
- Tudo bem, querida? - Seu pai disse.
- Sim e você?.
- Também, queria saber como estão às coisas ai... Agora que você está morando com a sua avó - Ele nunca se importava, pelo menos nunca demonstrou.
- Está tudo bem... - ainda não entendia nada direito.
- Nossa, a parece bem feliz, que você está aí - ele soltou uma risadinha.
- É, pai? - A garota tomou coragem.
- Sim?
- Porque você ficou um ano longe de mim? Quero dizer todos os telefonemas que eu dava - e algumas lágrimas deslizaram no rosto da garota - os milhares de e-mail que eu te mandei, você nem se deu ao trabalho de responder. - uma onda de raiva invadiu os sentimentos de tristeza da garota - não quero saber da resposta... E continue assim não preciso de você, ME ESQUEÇA!
finalizou a ligação, enfiou a cara no travesseiro e começou a chorar desesperadamente, não sabia por que tinha sido grossa com o pai, mas sabia que era melhor não ficar próximo do pai, pois sempre se machucava... A garota pegou no sono... Todos que estavam na casa escutaram os berros da garota e acharam melhor deixar quieta por um tempo... Quando era onze horas a campainha tocou na casa dos .
- Oi - o garoto estava sorrindo.
- Oi Tom - disse sem entender o garoto ali.
- Pensei que você e a tinham saído, para comprar mais alguma coisa para o quarto - Tom disse ainda parado na porta.
- Não, a gente conseguiu comprar tudo ontem... Entra Tom - deu um sorriso dando passagem para o Tom.
- Ela está lá em cima? - Tom indo em direção ao sofá da sala.
- Sim, o pai dela ligou e parece que eles brigaram - fazia uma cara de confusa.
- Nossa, pensei em vir pegar o meu casaco - Tom usava uma desculpa ridícula, só para ver a garota que tinha ajudado - mas acho que não é um bom momento.
- Vem a gente entra no quarto dela, e pega o seu casaco - disse pensativa - se ela estiver acordada a gente corre - agora ela dava um sorriso maroto.
- Ei não tenho muita certeza se isso é bom... - Tom disse se levantando do sofá e seguindo a pelas escadas.
Entraram no quarto, fazendo o mínimo de barulho, mas era impossível o quarto estava um bagunça, Tom acabou tropeçando no notebook da garota que estava no chão... O que fez acordar e correr, e Tom ficar parado encarando a garota com o seu casaco.
- Tom? - disse com uma voz arrastada...
- Oi - ele deu o seu melhor sorriso, com, a covinha...
- O que você... é mesmo você? - está confusa, não estava entendendo porque o garoto está ali, e sua dor de cabeça não ajudava muito.
- Sim, sou eu , o garoto que te ajudou no parque, que derramou sorvete na sua roupa e que te emprestou um casaco que você está usando - Tom disse incrédulo, abaixou a cabeça e começou a chorar - Calma, eu deixou você ficar com o meu casaco - Tom disse esperando que a garota risse, mas foi em vão.
Ficou segundos parado vendo ela chorar e lembrou do dia que encontro a garota no parque, então se sentou ao lado dela na cama e abraçou fazendo ela chorar no seu peito. Ficaram ali por alguns minutos ate que se acalmou e encarou o garoto ao seu lado. Os dois ficaram com centímetros de distancia de seus rostos.
- Tom, obrigada - disse se afastando e limpando lágrimas do seu rosto, que ainda caiam mas suavemente - Tudo bem... Você quer me contar o que aconteceu? - Tom disse virando para encarar .
- Não, mas se você estiver livre agora queria ir no parque... - ela não suportava ficar naquele quarto vendo todas as coisas de seu pai em cada metro quadrado.
- Estou claro... - Tom viu saindo de baixo das cobertas, ela estava de shorts curtinho e o seu casaco que quase tampava o shorts...
- Ok eu só vou trocar de roupa - abriu a mala, pegando uma calça jeans e uma blusa verde musgo com listras fininhas de dourado... - pode ligar a TV, já volto - e foi em direção do banheiro para trocar de roupa.
Os dois andavam em silencio o trajeto todo ate chegarem perto do lago congelado... Não muito longe dali se lembrou do dia estava sentada com .
- Você quer patinar no lago? - Tom perguntou carinhosamente.
- Não sei patinar, e nem tenho patins aqui - ainda estava mau pelo que aconteceu hoje cedo. Mas estava decidida a levantar a cabeça.
- Ah eu vou te ensinar - Tom disse com um sorriso enorme no rosto - Vem tem uma banca ali na frente que aluga patins.
- Mas Tom eu estou sem dinheiro, - disse, mas viu o sorriso convencido no rosto do garoto - e eu tenho medo de cair - ela não tinha medo, cair sempre dava a impressão de quando se levantava estava mais forte... Ela estava fazendo doce com o garoto.
- Vem logo, eu te seguro - Tom puxou ate a barraquinha de patins, colocaram e foram ate o lago.
- Tom eu vou cair - estava totalmente desajeitada mais do já era.

POV's on
Aí, o Tom está sendo muito fofinho... Acho que se não fosse por ele ainda estaria em casa chorando, sei lá ele me faz sentir melhor.
- Vem vai deslizando devagar com cada perna - Tom disse colocando as mãos na minha cintura, diferente do Dougie, com o Tom estou me sentindo bem – coloca as suas mãos nas minhas, vou fazer uma coisa.
- O que? – eu perguntei, estava me sentindo tão bem, que coloquei a mão na dele, ele me girou e depois me segurou no colo me girando de novo.
- Bom, não é? – Tom me colocou no chão, mas não tirou a mão da minha cintura, não quis responder por palavras acho que um gesto seria melhor.
Eu o beijei de leve, e ele me correspondeu assim aos poucos nosso beijo se intensificava me sentia muito bem ao lado dele, mas mesmo assim sentia um vazio. Enquanto nos beijávamos íamos deslizando pelo gelo delicadamente ele partiu o beijo para respirar.
- Você tem certeza disso? – Tom perguntou colocando a mão no cabelo.
- Tenho – e voltei a beijá-lo dessa vez com mais força, eu coloquei a mão na nuca dele, e pude sentir sua mão na minha cintura me apertando cada vez mais para ele, consegui senti arrepios dele e provavelmente ele sentia os meus.
- Eu acho que você está patinando melhor – Tom sussurrou no meu ouvido.
- Não sabia que patinar cansava tanto – eu disse rindo.
- Eu quero patinar mais vezes assim – Tom disse com a covinha estampada no seu rosto.
- E vamos – pisquei para ele - mas agora podemos ir a alguma lanchonete, sai de casa sem café e estou com fome - minha barriga vez um ronco horrível.
- Tem uma Starbucks aqui perto – adoro as idéias do Tom.
- Adorei, vamos devolver os patins e vamos lá – quando eu terminei de falar Tom sem querer tropeçou em um cara.
- Oh idiota, olha por onde anda imbecil – O mostro falou.
- Ei, não fala assim com o meu namorado – me meti na frente do monstro.
- Precisa da namoradinha, para se defender que medinho – Tom se levantou e deu soco nele que ficou sem reação, mas logo encheu a cara de raiva e foi para revidar, só que as pessoas que estavam em volta separam os dois, ameaçando chamar a policia.
- Deixa eu te encontrar, você está ferrado – O monstro berrou – E você lindinha, é melhor terminar o namoro, porque o seu queridinho vai ficar deformado – Ele berrava está vermelho e sua boca sangrava.
- Seu monstro, você não fazer nada com ele. – Berrei sim, estava com muita raiva, como um garoto tão lindo podia ser um bêbado idiota.
- Te prepara então garota – Ele tornou a levantar o tom de voz, e o Tom foi puxando para trás pois estava quase voando no monstro.
- Cala boca seu nojento – Peguei e virei às costas, corri em direção ao Tom, queria saber como ele estava.
- , você está bem? – Tom perguntou para mim depois que devolvemos os patins.
- Estou sim, é que eu não agüentei ver aquele monstro falando assim com você.
- É nessas horas, perdemos o racional e partimos para o instinto animal – Quando Tom disse isso me lembrei do Danny e comecei a ficar triste.
- Tom, desculpa disser aquela parte de você ser o meu namorado, você me conhece a menos de três dias... – eu falava triste.
- Está tudo bem, eu sei que você não quer namorar comigo – Tom disse abaixando a cabeça e colocando as mãos no casaco que acabava de devolver para ele.
- Eu não disse que não queria namorar com você - eu levantei a cabeça.
- É, mas nos mal nos conhecemos, - Tom disse me encarando.
- Mas seria legal, assim íamos descobrindo coisas juntos.
- Seria sim – Sorriu com aquela covinha perfeita – Então senhorita , você aceita namorar comigo? – pela primeira vez, acho que estou realmente disposta a esquecer o Danny.
- SIM, agora sorri com a covinha de novo – eu disse empolgada.
- Não vai dar vou estar ocupado no momento – ele me parou e me beijou, era diferente dos dois outros beijos, era como se eu fosse para as nuvens me sentia leve e solta, eu dei vários selinhos nele, antes de desgrudar na boca dele – Bom eu acho que você está com fome senti a sua barriga roncando acho melhor a gente ir rápido – Saímos pelo portão cinco estávamos perto da casa dele, tomamos café, e achamos melhor ir com o carro dele, porque segundo ele eu estava ficando cansada, mas não era verdade, ele sempre parava os beijos para respirar...
Namorar com ele pode ter sido uma atitude sem pensar, mas eu estava me sentindo muito bem.

No carro
- Tom eu acho que o celular está tocando, - Eu disse assim que escutei um som de guitarra.
- Pode atender, . Não tenho segredos para você – ai Tom é muito fofinho.
- Oi – Eu disse assim que atendi ao telefone.
- Quem é? – a voz masculina perguntou.
- Essa pergunta eu que faço, - Olhei no visor e vi que era o Harry – Harry e a .
- Oi, , finalmente te encontramos estamos aqui na sua casa para arrumar as coisas que acabaram de chegar – Harry disse rápido, tinha me esquecido que eles iam lá para casa.
- Desculpa Harry, eu e Tom chegamos aí em 5 minutos, enquanto isso vocês podiam ir tiram as coisas das sacolas – eu disse rindo da careta do Tom.
- Certo, então ate daqui 5 minutos, beijo – Harry disse desligando o celular.
- Ah, o trabalho agora... – Tom disse parando no farol e me olhando.
- Eu poço de recompensar, - Eu disse dando um beijo nele era muito bom estar ao lado dele, mas estava faltando algo, não estava completa, mas mesmo assim era bom ficar ao lado de Tom, partimos o beijo por causa das buzinas.
- Hum vou trabalhar muito para varias recompensas durante a tarde – Tom disse parando o carro na frente de casa.
- Tom eu vou falar que nos estamos namorando no aniversário da – na realidade não queria que ninguém soubesse, nunca tinha namorado alguém assumido, sempre foi escondido, então não era considerado algo serio, mas assumir para todos, e eu mau conheço ele, bem acho melhor ver uns dois dias como ficamos, deveria ter pensado antes de dizer sim, mas ele é tão fofinho – vamos dar suspense.
- Tudo bem querida, como você quiser – ai a covinha dele é perfeitamente perfeita – vamos entrar por que hoje eu quero trabalhar! O salário vai ser bem alto.
- Ok, ok, - Eu disse saindo do carro e rindo.
’s POV off.

- Nossa, mas as coisas estão boas – disse chegando ao quarto seguido de Tom.
- , posso falar rapidinho com você – Dougie disse assim que viu .
- Claro – ela sorriu.
- Queria te pedir desculpas por ontem, - Dougie começou a falar.
- Tudo bem – sorriu.
- Eu te beijei a força – Dougie voltou a falar.
- Está tudo bem – repetiu, mas Dougie não escutou de novo.
- Tudo por causa de um ciúmes idiota, Não quero que as coisas comecem mau entre a gente – Dougie parou de falar quando percebeu o que estava tentando dizer – Ah que bom – e abraçou a garota.
- Você é o pequeno, não podia estragar esse segredo – sorriu.
- Segredo – Dougie saiu berrando e foi pegando o rolo de tinta, depois voltou a encarar a garota - onde você estava com o Thomas? - Dougie perguntou.
- Segredo - respondeu.
- O que é segredo? – Harry perguntou.
- Segredo é segredo, Harry – disse dando um beijo na bochecha de Harry.
- Nossa você parece muito feliz, para quem acordou de mau humor – disse, dando ênfase no muito e rindo ao olhar para Tom que estava vermelho.
- É a chegada do Danny – piscou.
- Nossa é verdade o Danny chega hoje, mas não é por isso que eu estou feliz – riu e foi abrir a primeira lata de tinta que viu.
- Hum – disse quando passou perto da garota – Tom está te ajudando muito em? – pegou o pincel que estava na sua mão molhou de tinta e tacou na prima que estava de costas.
Tarde seguiu com brincadeiras, Dougie e grafitavam a parede principal, ambos em silencio, não tinha falado nada alem de oi. Harry a parede onde iam perdurar correntes, pintava uma parede de vermelha e depois a azul e pintava as paredes de roxo. Foram trocando e acabando, o cheiro de tinta fresco era extremamente sinalizaste. Sentaram em uma roda e tomavam coca-cola.
- Que horas são? – Tom perguntou.
- São 8hrs. Por quê? – respondeu rapidamente.
- Fiquei de ligar pro Danny, para ir comer pizza na minha casa – Tom disse pegando o celular.
- Não fiquei sabendo de nada – disse – Eu não fui convidada?
- Ninguém aqui sabe de nada pelo visto – Harry disse.
- É eu-eu fiquei de avisar mas acabei esquecendo – Tom disse discando um número.
- Isso é porque você estava ocupado pensando em outra coisa – olhou malicioso para tom e depois para , mesmo não sendo muito próximas, quando eram pequenas eram grudas, então desconfiava o porquê da felicidade de .
- Dude. Você já chegou? – Tom falou alto e colocou no alto falante.

Capítulo sete

- Sim, faz quase duas horas e você nada de me ligar – Danny disse com voz de choro.
- E porque você não ligou para mim? – Dougie perguntou.
- Porque eu perdi o meu celular antigo faz uns meses, e não tenho o numero de vocês – Danny falou como se isso fosse previsível.
- Mas você tem o numero da disse.
- Mas a macaquinha não atende – Danny falou com uma voz de fofinho.
- MACAQUINHA? – todos falaram ao mesmo tempo, odiava quando Danny a chamava assim na frente de todo mundo, era um apelido confidencial.
- Coitada de você – Dougie disse rindo alto.
- Cala a boca, pequeno – pronunciou o apelido de Dougie bem alto.
- Noite de revelações – disse rindo.
- Danny, já que estamos todos aqui em casa, vem pra cá – disse interrompendo o momento de zoações, que acontecia com sua prima e com Dougie.
- Pode ser, vou pedir o carro pro pai, chego ai em 10 minutos. Vão pedindo a pizza, tchau – Danny atropelou as palavras. E desligou o telefone.
- Quem vai pagar a pizzas, porque eu estou sem dinheiro – Harry disse olhando a carteira.
- Eu pago, hoje é uma noite de comemorações – Tom disse e todos berrarão, não tinha mas nenhuma dúvida.
- Vamos pedir de que? – se levantou e pegou o telefone.
Berrarão vários sabores, e saiu do sótão para conseguir escutar a atendente por causa do barulho, acabou pedindo 5 pizzas, ela calculou que cada um comesse mais ou menos 4 pedaços, ou que os meninos comessem 6 e as meninas 2. Logo quando desligou escutou a campainha tocar deixou o telefone cair no chão e saiu correndo para atender, pela primeira vez descer três escadas não foi um sacrifício, abriu a porta.
- Dannn – abraçou o garoto, mesmo ficando poucos dias sem se ver, era como se fosse anos.
- Macaquinha – Danny abraçou mais forte.
- Vem todos estão lá em cima – puxou Danny em direção da primeira escada.
- Nossa você já se enturmou com todos eles, minha garota esta ficando popular igual ao papai aqui – Danny disse convencido.
- Assuma Danny, no colégio era mais popular que você, e aqui estou quase lá – mostrou a língua e saiu correndo para as escadas, Danny porem era mais rápido que ela, pegou a no colo e foi subindo as escadas.
- Dieta? – Danny perguntou.
- Não. Estou mais leve? – um brilho surgiu no olho de . Todos estavam preocupados com a demora da garota abriram a porta e se deparam com os dois.
- Dieta de baleia – fez careta, Danny chegou no topo da escada – Estou brincando você está linda – e beijou a testa da garota. Tom não ligou achava ate romântico, mas percebeu o olhar de de vergonha. Danny a colocou no chão.
- Dude - e Tom foi abraçá-lo, para ajudar a namorada.
- Danny que saudades – pulou no colo de Danny, os dois eram amigos. Nessa hora o Tom sentiu ciúmes, ficou com vontade de segurar e jogar o amigo para escada abaixo, não estava entendo porque desse sentimento agora, Danny era só um dos amigos dela.
- Todos estamos com saudades – foi abraçá-lo seguida de , Dougie e Harry formando uma montanha.
- Vocês, ainda não arrumaram tudo – Danny entrou no sótão – quer dizer que amanha temos trabalho?
- Deixamos essa parte para você e pro Tom – disse. Harry vai ficar de chofer pra poder comprar as coisas para o aniversário do próprio Harry, da e do Dougie que nem desconfiavam de nada, Dougie e iam comprar os enfeites. Harry tinha que ir junto, como na confeitaria ele podia ver que o bolo era para ele também, mas Dougie não.
- E o que o Dougie e Harry vão fazer? – perguntou.
- Nós perdemos uma aposta para a , e , vamos ter que acompanhar elas em um dia de shopping – Harry mentiu.
- E nos não podemos participar?– perguntou.
- Não já é tortura de mais com duas, imagina com quatro. Isso não estava incluindo na aposta – Dougie disse, e resolveu mudar de assunto.
- Hum, acho que ficou muito bom esse grafite com gatinhos, Dougie – falou rápido.
- Claro fui eu quem deu a idéia – estava se achando.
- Mas não foi você que pintou, - Danny disse olhando a parede – porque estamos vendo gatinhos fofinhos, não ETs – todos riram, e a campainha tocou.
- Acho que a pizza chegou tom, cadê a sua carteira? – perguntou.
- Eu desço pra pagar, - Tom disse descendo a escada e Danny indo atrás.
- Qual o motivo do senhor estar pagando a pizza? – Danny perguntou para Tom.
- Segredo, dude! – e Tom foi abrir a porta.
- Ele e estavam cheios de segredos – Dougie passou falando por Danny. Danny não entendeu ou não ligou os fatos, nem ele nem o Dougie. Mas Harry que estava trás deles, que vinha para ajudar a pegar as pizzas, tinha sacado.
- Pequeno – Danny pulou nas costas do Dougie.
- Amor, só um pedaço pra você – Dougie atuava para chegar ate a porta.
- E você mais academia – Danny pegou uma pizza e os refrigerantes, Dougie pegou as outras pizzas e os dois subiram juntos, ficando Harry e Tom subindo lentamente a escada.
- Nossa dude, quando você e a ficaram, pela primeira vez? – Harry perguntou e Tom parou nos primeiros degraus da escada.
- Não conta para ninguém cara – Tom fez o amigo jurar e voltou a falar – Hoje de manhã, ela veio e me beijou, e nossa cara ela beija muito bem.
- Dougie disse que ela o mordeu – Harry disse voltando a subir.
- Ela ficou com ele? – Tom quase berrou.
- Dougie tentou beijá-la a força para fazer ciúmes na , mas ela não quis. É cara, pegando mais que o Poynter. Em que mundo estamos? – Harry olhou para o teto com deboche.
- Aff, estão foi isso que a estava desculpando ele. Espera o ‘pequeno’ – Tom deu ênfase no apelido de Dougie – esta gostando da ?
- Eu também não sabia, fiquei sabendo ontem, e eu fiquei com ela no pub sem saber, que ela tava fazendo ciúmes no ‘pequeno’ – Harry disse e Tom arregalou o os olhos – Mas ela não quis nada, depois que ela viu o vexame do Dougie, não quis nem me dar um beijo de boa noite.
- Então ontem foi a noite dos ‘foras’? - Tom disse com um risinho.
- Me parece que sim – e os dois entraram no quarto vendo que duas das cinco pizzas já haviam sido devoradas, e que os cálculos de estavam totalmente errados.
- Ei, ei, ei - e disseram juntas.
- Deixam pizzas para eles - disse vendo Danny e Dougie fazerem competição de que comia mais.
- Saco , para de ser mãe - Danny disse mostrando a boca cheia de comida.
- Lindo Danny - viu a aquela coisa nojenta e pegou o pedaço de pizza que estava comendo e enfiou na boca do Danny.
Tom se sentou ao lado de pegando a coca dela e tomando, Harry pegou duas fatias e colocou na boca, mastigando de boca aberta.
- Nossa até eu tenho nojo de vocês, dudes - Tom falou olhando com um cara de desprezo.
- Viu, vocês podiam parar de se comportar como animal - falou repreendendo a careta de Danny.
- Mas eles SÃO animais - disse fazendo as meninas rirem e o Tom também.
- Olha quem fala 'macaquinha' - Harry disse debochando de .
- Prefiro macacos a porcos, Dougie - disse defendendo a prima e xingando o menino que fazia esculturas na boca com a comida.
- Deu - disse pegando a coca e chacoalhando, todos olharam pra ela, então ela abriu a coca e derramou tudo nos três meninos a sua frente.
- Eu não acredito que você fez isso – Harry olhou para garota e se levantando disse - Corre, porque você está morta!
saiu correndo até fora do quarto. Harry como era mais rápido pulou em cima da menina os dois ficaram deitados um em cima do outro apenas se olhando, quando Harry tentou beijá-la.
- Não Judd, não sou como essas garotas - fez uma pausa e lembrou de - só ficou com você por interesse, não pelo seu ego.
- Qual é , vai dizer que você não está louca para me beijar? - Harry falou no ouvido de .
- Não vou beijar um convencido idiota - empurrou Harry para longe, ele sentiu raiva dela, mas não sabia se era por causa do empurrão ou porque não ter deixado beijá-la.
- , cadê o Harry? - perguntou comendo pizza.
- Sei lá - disse seria indo em direção a sua bolsa.
- Aonde você vai? - Dougie perguntou.
- Vou para casa, minha mãe pediu que eu voltasse cedo - mentiu. Danny se levantou com um pouco de dificuldade, pois estava todo melequento e abraçou a garota - Que merda Jones, me solta. - disse irritada, mas todos pensaram que era brincadeira - PORRA - se soltou do menino e todos a olharam ela saiu bufando pela porta e encontrando o olhar de Harry quando sai do cômodo.
- O que você fez com ela, Judd? - perguntou surpresa com a atitude da amiga.
- Nada ela é pirada - Harry disse ficando calado, porque o fato de não quer ficar com ele havia mexido tanto com ele.
- Quer saber eu também vou embora - Harry se levantou e antes que todos falassem algo saiu do quarto.
- Gente eu vou ver se o Harry está bem - Dougie se levantou indo em direção a porta.
- E eu vou ver se a está bem - seguiu Dougie.
- Isso foi muito sinistro - Tom disse encarando
- Ah agora não tem graça só eu estou sujo - Danny disse fazendo bico e se sentando ao lado de
- Nem pense Daniel - disse vendo a cara de malícia do Danny, que fez de conta que não escutou e abraçou fortemente.
- Agora tem dois - disse e Tom pegou a coca que ainda estava cheia e derramou a metade em , e o restou derramou em si.
- Agora somos quatro - levantou o braço, mas ela mau estava suja, só tinha recebido um abraço melequendo, mas não um banho.
- Mas você nem está - fez bico e olhou maliciosa.
Instantaneamente os três estavam abraçando , que agora estava bem melecada. começou a rir e se jogou por cima de Tom que caiu em cima das pizzas.
- Você vai querer lavar o casaco só pra ficar mais um tempo com ele, não é ? - Tom falou se segurando para não beijar a namorada.v - Vou sim - e beijou ao canto da boca de Tom para que e Danny não vissem nada.
- Ótimo, já não tenho o que beber e agora não vou ter o que comer - Danny disse fazendo voz de bebe.
- Aqui tem uma cozinha, sabia? - falou.
- Boa , estou morrendo de saudades das panquecas da - Danny disse ajudando se levantar.
- Quem disse que eu vou fazer?
- Por favor, estou com fome só comi um pedaço de pizza - Tom choramingou mais que Danny e tirando o casaco
- Ela vai fazer - disse puxando em direção da porta. Danny e Tom se olharam e riram.
- Vai eu deixo você se agarrar com a , vi a cara de ciúmes que você fez - Danny disse olhando para o amigo que não sabia o que fazer.
- Eu não tenho ciúmes da - Tom disse vermelho.
- Está bem dude, mas eu pego a - Danny disse sorrindo maliciosamente.
Tom não sabia o que fazia, se agradecia por ele não ter pegado no colo, ou se sentia raiva por estar segurando sua namorada.
- Danny porque você tem essa mania? - disse colocando o os braços em seu pescoço.
- Para você não cansar e fazer boas panquecas - Danny disse rindo e mais ainda com a desculpa de Danny.
- Hum, e porque eu Tom? - levou um susto quando sentiu seus pés saindo do chão, estava sendo carregada pela escada.
- Porque você vai fazer o nosso suco - a covinha de Tom apareceu.
- Ótimo amiga, eles estão nos explorando - disse rindo.
- Mas estamos carregando vocês, já é algo não? - Danny perguntou beijando a testa da
- Hum, desse jeito nós podemos pensar - disse rindo fazendo Tom ficar vermelho.
- Aqui está o seu - Danny deixou no chão e beijou a testa da , assim que Tom a colocou no chão.
- E o Tom? Também quero - disse indo em direção ao namorado.
- Claro querida - e Tom deu um beijo na bochecha de . e Danny se olharam não entendendo a palavra ‘querida’, mas nem ligaram muito. Tom deu um beijo também na bochecha de e os dois entraram na cozinha.
- Isso é bem mais legal que na testa - disse.
- Verdade, ! – berrou da cozinha.
- Você esta precisando andar um pouco mais com o Tom, Dan - disse rindo nasalmente, e Danny a segurou pela cintura e fechou a porta.
- Sério? – Danny perguntou olhando diretamente nos olhos de , que era facilmente distraída pelos olhos do Danny, lindos olhos azuis, nunca se acostumava com a influencia que dois globos azuis fazia em sua vida. Apenas entrou na brincadeira abraçando e colocando deu rosto no peito de Danny.
- Sim, sim, sim – soltou um risinho e Danny puxou seu rosto pra encará-la - Talvez só algumas horas - se soltou e deu um beijo no rosto do Danny, e entrou na cozinha rindo abobalhada.
- Não sei fazer suco de uva, Tom - disse tirando a tigela cheia de uvas da mão do Tom.
- Ah, mas eu quero uva - Tom reclamou.
- Tudo bem, tem suco de caixinha de uva. Só que tem bem pouco - disse se abaixando para pegar a frigideira no armário.
- Faz de laranja para nós - Danny disse encarando .
- Esse eu sei fazer, Danny você é muito mais pratico que o senhor Uva - sorriu e foi cortar as laranjas.
- Vão quer panquecas com chocolate, ou com coco? - perguntou terminando de fazer a massa (liquido).
- Chocolate - Foi unanime a escolha.
- Se a estivesse aqui já ia correr e bater em algo verde - disse colocando o suco na jarra.
- Nossa tinha esquecido tenho que ligar pra ela. Danny faz o resto pra mim - disse saindo correndo atrás do seu celular.
- Saco, era para ela fazer - Danny disse tirando uma panqueca e colocando chocolate e a enrolando.
- Nossa a é meio avoada - disse rindo do Danny.
- É mais ou menos, ela tem os dias de refletir e os dias agitação - Danny disse enrolado outra panqueca.
- Você a conhece muito bem - Tom colocava os pratos na mesa. Tom viva na casa da , pois sua madrinha era a avó das meninas.
- Sim, ela eu a conheço a muito anos, ta só a dois - Danny disse colocando a ultima panqueca na travessa - Mas o suficiente para entendê-la, eu acho.
- Dju, onde vocês estão o que aconteceu? - perguntou afobada para prima.
- Estou bem, eu e o Dougie não achamos a e nem o Harry, ai ele me convidou para ver as estrelas - disse se afastado de Dougie.
- E você aceitou? - perguntou sem entender, pois Dougie e não estavam se falando.
- Não, mas ai ele me trouxe pra sorveteria - voltava em direção a mesa.
- Ah, bem você conseguiu falar com a ou com o Harry? - perguntou.
- Não os dois estão com o celular desligado, - falou atropelando as palavras e percebeu que estava atrapalhando.
- Tudo bem, Dju que horas você chega?
- Daqui a pouco - se sentou ao lado de Dougie que perguntava quem era - A Dougie. eu vou desligar beijo.
- Está bem, beijos.
- Nossa está tudo pronto - entrou na cozinha vendo que só faltava por os copos na mesa.
- É, mas você não mereceu o beijo na testa, porque quem fez fui eu - Danny disse se sentando e Tom logo em seguida colocando o último copo.
- Mentiroso, fui eu quem preparei a massa – se sentou ao lado de Danny.
- É mas eu que ‘coisei’ no fogo - Danny disse.
- ‘Coisou’ é Dan? - deu um beijo na testa do garoto - Deu de coisa as coisas hoje - deu ênfase nas 'coisas'
- Nossa esta muito boa, - Tom disse comendo - Você já esta pronta para casar - arregalou os olhos e engasgou com a comida - Você esta bem?
- Estou sim, obrigada Tom - disse quando se recuperou.
- Ninguém diz do meu suco - choramingou.
- Ah , seu suco esta muito bom - Tom deixou aparecer a covinha, ficou olhando fixamente para ele enquanto babava.
- Nossa o que aconteceu com vocês duas? - Danny disse de boca cheia.
- NADA - As duas responderam rápido em coro.
- Dude, posso dormir na sua casa? - Danny pegou outra panqueca.
- Sua mãe vai brigar não é? - Tom disse olhando pra roupa do garoto.
- É vai sim – Danny.
- Hum, mas eu ia dormir aqui - Tom deu outro gole no suco de uva;
- O que? - alterou a voz.
- Essa casa é da minha madrinha e ela me convidou para dormir aqui, – Tom arqueou as sobrancelhas .
- Madrinha? - perguntou.
- Sim, era por isso que eu sabia o endereço da , e consegui tirar a do parque – Tom acabava de comer a sua ultima panqueca.
- Ah agora faz sentido - colocou a mão no queixo.
- Como assim, tirar a do parque? – Danny perguntou confuso.
- Ela se perdeu no parque, aí por sorte Tom achou ela – comeu a última panqueca .
- Você vai dormir no sofá, Tom – voltou a encarar o namorado.
- Não você vai dormir com a Dju, e eu no quarto do seu pai - Tom disse, e se lembrou que da noite passada como conseguiu dormir bem com o casaco de Tom.
- Realmente , preciso aprender mais com o Tom - Danny deu risinho - As vezes que você dormiu na minha casa, eu deixei você ficar com a minha cama e eu dormia no sofá - olhou com uma cara de raiva para o Danny, isso era segredo dos dois. Depois das festas que ela dizia para mãe que estava na casa de uma amiga, ia dormir na casa do Danny, pois se sentia bem melhor ao lado dele.
- Como eu tinha dito: "Noite de revelações" - tinha acabado de colocar o prato em cima da pia.
- Danny dorme aqui também, meu pai tem umas roupas no armário, vai ficar estranho mas acho que da - seguiu as ações de - , você também já é tarde.
- Então vamos fazer uma seção cinema - disse e Danny topou sorrindo.
- Ok por mim pode ser - Falou.
e arrumaram suas camas no quarto da e foram tomar banho, os meninos procuram alguma roupa que ficasse legal no guarda-roupa, tomaram banho e desceram para esperar as meninas.
- Qual filme? - perguntou descendo a escada.
- Tem ‘Ponte para Terabitia’, ‘Cidade dos Anjos’, ‘Speed Racer’,’ x-man 2’, e eu acho que tem ‘Tom e Jerry’ - se sentou no meio de Tom e Danny.
- Nossa quanto filme legal - Danny disse ironicamente irritando , pois sabia que ela amava Ponte para Terrabitia.
- Ponte para Terabitia é fofinho - entrou na sala.
- Eu voto - disse.
- Eu acho que vai ser esse mesmo Danny - colocou o filme e os cinco ficaram prestando atenção.
No final do filme, só sobrou e Danny, o resto havia ido dormir.
- você esta chorando? - Danny se aproximou da garota, ele sabia que ela sempre derramava algumas lágrimas, mas não que chorava a chegar o ponte de soluçar, com o final do filme.
- Como ela pode morrer, e deixar ele sozinho, isso não é certo - soluçava, Danny a abraçou fortemente.
- você nunca mais vai ver esse filme, não gosto de te ver chorando - Danny disse, e se ajeitou no colo do amigo.
acabou dormindo ali com o cafuné que Danny fazia.

Capitulo Oito.
"A vida é a soma de todas as suas escolhas." – Camus.

O dia amanheceu acordou antes que Danny e viu Tom sentado no beira na beira da piscina, caminhou até ele.
- Bom dia, Tom - sorriu, Tom se levantou, olhou pra todas as direções e deu um beijo inesperado na namorada – Hum Que ótimo dia Tom – sorriu com atitude do namorado.
- É ótimo, começar o dia assim – Tom sorriu com a covinha.
- Ai essa covinha Tom, ela me encanta – o abraçou.
- Hum não vejo a hora de beijar, sem ser escondido – Tom cochichou no ouvido da namorada.
- É amanhã, Tom. E isso soou cafajeste – deu mais um selinho em Tom.
- Ai, você deveria ter vindo pra cá antes – Tom olhou no rosto de e deu mais um selinho.
- Oh - se separou de Tom e foi para o quarto do pai onde estavam suas roupas.
Aproveitou que nem um dos meninos estavam lá e ligou para .
- ? – finalmente conseguiu falar com .
- Oi disse empolga.
- , você está bem? – perguntou espantada com o humor da amiga.
- Sim, ótima. – falou mais feliz ainda – , liga pro Dougie e o Harry, estou indo na casa da para acordá-la.
- A , dormiu aqui em casa, faz assim, . Vou falar com eles e peço para eles virem aqui em casa.
- Está bem, . Vou me arrumar, beijo – desligou.

- Oi – levou um susto, ao escutar a voz de Danny – Bom dia macaquinha – Danny disse se aproximando dela somente de toalha e todo molhado, abaixou a cabeça, sentia o coração bater fortemente - sou só eu, calma – Danny se aproximou mais.
- Bom dia Danny, - , sentia que estava traindo Tom, somente com seus pensamentos – eu só vou pegar um roupa já saio – ela se virou para mala e pegou as roupas e Danny ainda a olhava.
- , mais tarde vamos lá em casa – Danny falou se virando e abrindo a parte do guarda-roupa onde ficava as roupas do pai da .
- Pra que? – perguntou assustada.
- Tenho que te entregar o envelope, antes que eu caia na tentação de lê-lo – Danny sorriu e tirou uma bermuda muito colorida da gaveta – Nossa seu pai usava isso? – e ele soltou um risinho.
- Até o envelope – voltou a abaixa a cabeça com uma expressão triste no rosto. Pegou as roupas e Danny a abraçou.
- , porque você está assim? – Danny apertava mais ainda a garota.
- Não sei Danny, é só estranho. Quer dizer você sempre está aonde eu vou, é como se eu... – parou de falar quando percebeu que estava falando seus pensamentos.
- Você não me quer aqui? – Danny disse soltando e olhando nos seus olhos.
- Não.
- Não?
- Sim – disse confusa, já não sabia mais o que o sim e o não significavam quando olhava nos olhos azuis perfeitos de Danny.
- Sim o que? – Danny disse.
- Danny eu preciso me trocar e falar com os outros depois eu pego o envelope, tenho que arrumar ainda o quarto para a festa da e dos meninos – caminhou até a porta mas foi impedida de sair.
- , você é a minha melhor amiga, mais que uma irmã pra mim, quase uma mãe – Danny, viu as lágrimas que escoriam do rosto de . Ela o amava, mais não era como Danny dizia, era mais que um sentimento materno – te amo minha macaquinha – Ao escutar Danny disser isso se soltou e saiu do quarto se trocou no quarto de , ficou uns segundos ali, ligou para todos, e esperou que as meninas acordassem. Estava atormentada com as palavras de Danny e se permitiu que algumas lágrimas grossas descessem em seu rosto.
A tarde não foi uma das melhores, mas como e Danny nem se encaravam, o quarto logo ficou pronto.
e Harry estavam no mesmo carro rindo como se nada houvesse acontecido no dia anterior, isso por que Harry pediu desculpas. Param várias vezes para achar uma confeitaria que fizesse um bolo de aniversario de última hora. Dougie e passaram a tarde toda fazendo palhaçadas e comprando coisas para a festa da , e Dougie nem desconfiava que a festa também era pra ele. e Tom, que também estava com e Danny, tentavam interagir com os dois, mais a cada tentativa era frustrante. O dia passou rápido para alguns, e devagar para outros. Ao fim da tarde está tudo pronto, o quarto estava impecável, dava os últimos ajustes na decoração e os outros estavam na cozinha.
- Eu tenho que ir para casa – Danny se levantou da cadeira - Tchau – Saiu da cozinha e sem algum impedimentos abriu a porta da casa e saiu.
- o que aconteceu com os dois afinal? – perguntou a Tom.
- Não sei, mas eu vou lá dar tchau pra porque eu também tenho que ir – Tom se levantou da cadeira.
- Tudo bem, eu vou prepara pra ela um sanduiche, porque ela nem almoçou hoje e já subo também - caminhou em direção a geladeira, iria demorar muito para fazer o sanduiche, não queria interromper Tom, que segundo ela, e ele estavam tendo um casinho.
- , posso entrar? - Tom bateu na porta.
- Pode sim. - estava sentada no chão abraçada com seus joelhos olhando as estrelas pela janela, Tom se sentou ao lado dela e a abraçou.
- O que aconteceu? - Tom perguntou suavemente.
- Nada, só estou com saudades de casa - mentiu, aquela conversa hoje mais cedo com o Danny havia mexido demais com ela.
- Pode chorar se você quiser - Tom disse a abraçando ainda mais forte.
- Não quero - se levantou e fechou a janela...
- eu tenho que ir pra casa, - Tom deu um selinho nela - se você quiser acordar cedo podíamos ir no parque antes de começarmos a arrumar as coisas aqui para festa.
- Cedo, você quis dizer de madrugada? - deu um sorriso com o canto da boa, Tom tinha esse poder sobre ela, fazer ela ficar melhor.
- Hum, bem eu vou estar de esperando as sete horas ali em baixo - a covinha de Tom foi colocada na conversa.
- Eu faço esse sacrifício por essa covinha - o beijou.
- Adoro nossas despedidas, boa noite - Tom deu um selinho, e foi em direção da porta, que foi aberta no meio do seu trajeto.
- trouxe um sanduiche pra você - entrou e foi em minha direção.
- Tchau , Tchau .
- Tchau - As duas disseram em coro, e Tom saiu fechando a porta.
- , nada de coisas verdes - disse antes que a prima fosse correndo atrás de algo que desse sorte.
- essa é a primeira vez que dormimos aqui - disse se virando e encarando a prima que estava com a aparência bem melhor do que a última vez que a viu - eu sei que você brigou com o Danny hoje cedo, ele veio falar comigo que não sabia que o havia feito pra ficar desse jeito.
- Ele não fez nada foi só que eu senti saudades de casa - mentiu.
- Eu vi você chegando hoje cedo no meu quarto chorando, vamos combinar uma coisa? - disse.
- O que? – olhou surpresa.

’s POV on
- Quando eu te perguntar algo ou quando você me perguntar, vamos falar a verdade. Se você não quiser fale que não quer responder. Assim sempre seremos sinceras e nunca vamos ficar brigadas no mesmo quarto - falou tão seria que eu ate fiquei pasma, nunca tive melhores amigas, algumas amigas... Mas depois que conhecei Danny ele se tornou meu melhor amigo. Nada contra, mas garotos são muito mais fáceis que garotas.
- Tudo bem , - Eu fiz uma pausa e ela me olhou para que eu respondesse a verdade de uma pergunta anterior - Danny me falou que eu era a melhor amiga dele, mais que uma irmã e quase uma mãe - lágrimas escorreram do me rosto - quer dizer daqui a pouco vou chamá-lo de filho? QUE MERDA - minhas lágrimas desciam apressadas e pesadas, cada vez mais.
- , não fica assim - me abraçou - escuta, foi você que me disse que talvez queira ele como amigo. Se você quer mudar a situação, então o faça ver você de outro jeito. Mas não pare de falar com ele do nada, se não nem a amizade você vai ter - estava sendo dura comigo, queria palavras que me confortasse do tipo ele é um idiota... Mas foi bom ter ouvido isso me fez cair na realidade.
- Tem razão - enxuguei minhas lágrimas peguei um casaco e fui em direção da porta - , pra onde fica a casa do Danny.
- Fica do lado da casa da , rua Thorn Tree, uma casa laranjada com um jardim mau cuidado, também ele só vem pra cá uma vez ao ano. – Ela parou de falar e me olhou confusa - Por quê? - perguntou percebendo a minha cara de determinação.
- Eu vou lá - coloquei o meu casaco e anotei o endereço e liguei para um táxi - avisa a vovó, tchau - sai do quarto e desci as escadas, pesando no que falaria para ele.
O táxi não demorou muito pra chegar, o trajeto foi rápido, mas os meus pensamentos eram lentos, não saberia o que dizer, fiquei parada por um momento na frente da porta da casa dele, não sabia se realmente deveria tocar a campainha.
- Oi, querida - a mãe de Danny me deu um beijo e eu sorri - Danny ficou nos infernizando para passa o natal aqui, aí sua avó nos ligou convidando pra festa de natal, então resolvemos vir - ela sempre fala muito.
- Fico feliz que vocês vão passar o natal conosco - Sorri - o Danny está em casa? eu preciso falar com ele.
- Pode entrar ele está lá em cima, segunda porta a direta - tudo bem o que falo agora 'oi, tudo bem filhinho? Ironia agora não, oi Dan eu queria falar, não. bati na porta dele seja o que Deus quiser... Acho que ele não quer abrir, bati outra vez e nada. Merda, ele está literalmente me ignorando.
- - escutei a voz dele atrás de mim, fazia tempo que ele não me chamava pelo nome tão seriamente.
- Oi Danny - tentei dar o meu melhor sorriso, mas ele continuava com a cara de sério.
- Já te entrego o seu envelope só espera um segundo - ele abriu a porta do quarto ele não me convidou para entrar, antigamente eu não precisaria de um convite, mas hoje acho que eu sou só uma estranha. Não por favor, não chore na frente dele, vamos mudar os rumos dos meus pensamentos. Tarde de mais, uma lágrima havia escorrido em meu rosto - Aqui está, fechado – ele estendeu grosseiramente o envelope.
- o-o-obri...ga - senti tudo escurecer, deve ser porque não comi nada o dia inteiro.
- ? - acordei no que parecia ser a cama dele.
- Danny! - Me levantei e dei um abraço forte nele voltando a chorar fortemente.
- Eu juro que pensei que te conhecia... Você chora com filmes de drama, e quando tem algo errado na sua família, mas chorar e desmaiar do nada quando começou isso? - ele perguntou me afastando de seu corpo, engolia as lágrimas precisava ser forte.
- Danny, desculpa ter sido grossa, não era minha intenção eu juro é só que eu estava mal já por causa do meu pai ai ouvi você falando que era quase uma mãe pra você, e bem você é um pai pra mim - então era isso eu tinha decidido que caminho queria que fosse nossa relação, amizade - Aí eu me lembrei da briga que tive com o meu pai, e então fiquei mal... Desculpas, por favor, desculpas - olhei pra ele fazendo aquela carinha de cachorro que caiu da mudança.
- Claro que eu te desculpo, macaquinha - ele me abraçou, fiquei ali deitada na cama dele e ele do meu lado, era bom sentir ele assim perto de mim mesmo como amigos. Ficamos observando o teto, calados - , você quer que eu fique aqui?
POV off.

- Sim, com certeza sim... Quero que o meu papai esteja perto de mim - disse com alegria, Danny porem está odiando que ser considerado um pai pra ela, mas foi ele quem começou a história não podia fazer nada agora, além de sorrir.
- Por um ano? - Danny falou baixo, mas foi o suficiente para escutar.
- Hum, seria melhor ainda - se deitou no ombro de Danny e fechou os olhos quando sentiu seu aroma, se lembrando do dia - Dan?
- Oi - disse ele com uma voz de sono
- Também te amo - viu Danny sorrir de olho fechado. Era bom ele escutar isso depois de um tão chato.
- Te amo, macaquinha! – Danny disse o mais fofo que conseguiu.
Os dois ficaram em silêncio e acabou pegando no sono, sua avó ligou para os Jones, e eles disseram que ela ia passar a noite ali.
acordou desesperada, dessa vez dormia na cama sozinha, pensou que o que havia acontecido noite passada era um sonho, que ainda estava brigada com o Danny,depois olhou em sua volta é viu que não era sonho, olhou pro relógio e viu que era cinco horas da manhã, e se lembrou de Tom. Então se levantou tentando não fazer nenhum barulho.
- Ai - Danny soltou um berrinho, quando pisou nele - só porque eu estou no chão não precisa pisar em mim.
- Danny desculpa - o ajudou a levantar - tenho que ir pra casa.
- Às cinco da manhã? Sua avó ligou pra cá e contei o que aconteceu - Danny disse se sentando na cama.
- Não me lembro de ter dormido o que aconteceu - perguntou sentindo dor de cabeça e sentando ao lado de Danny.
- Como você não comeu nada ontem, acho que você acabou desmaiando – Danny bagunçou os cabelos.
- Vou chamar um táxi, preciso ir pra casa – se levantou e pegou o celular que está no criado mudo.
- Eu te levo, – Danny foi ate o guarda roupa pra pegar um casaco.
- Não Danny volte a dormir – discava os números quando Danny tirou o celular da sua mão.
- Você é muito linda para sair de noite pegando um táxi de um desconhecido – Danny estendeu o casaco dela que estava em cima da cadeira do computador.
- Fofo. – colocou o casaco – Quer dizer que se eu fosse feia você ia deixar eu pegar táxi? – adorava brincar com Danny.
- Hum, não. Você é a minha macaquinha, não deixaria do mesmo jeito - Danny saiu do quarto e foi para sala, colocou o tênis e foi seguiu ele – Porque mesmo você tem que sair essa hora?
- Ai, Danny eu tenho que ir... esqueceu que hoje é a festa da e dos meninos, e bem eu vou ter que dar um jeito de levar ela e o Dougie pra algum lugar – se virou e entrou na cozinha onde o Danny estava.
- Ah essa hora? – Danny está tomando água.
- Não... Mas quero ir pra casa tomar banho e escrever um pouco – mentiu, ia para casa dormir mais uma horinha e depois ia se arrumar para sair com o Tom, bem mais tarde o Danny ia saber da verdade não tinha porque falar nada agora.
- Hum, pensei que a minha cama era ruim – Danny mostrou a língua – Quer água ?
- Sua cama é maravilhosa, agora vamos – saiu da cozinha.
- Tudo bem sua mandona, quando quiser pode vir dormir aqui em casa – Danny pegou a chave do carro e saiu da cozinha.
- Hum, mas agora eu tenho a minha própria casa com liberdade – disse o seguindo.
- Guspa no prato de já comeu – Danny fez cara de cachorrinho que acabou de cair da mudança, imitando a ação de horas atrás.
- Eu venho algum dia está bom... – entrou no carro e Danny fez o mesmo.
Chegaram em 10 minutos na casa de , o caminho havia sido em silêncio, pois dormiu assim que entrou no carro, Danny parou em frente a casa, e ficou esperando que ela acordasse, mas acabou dormindo também, acordaram com o som da buzina, que Danny provou com a cabeça sem querer, dormir em um carro as vezes pode não ser tão confortável assim. Eram 6:30 quando entrou em casa, subiu para o último piso e foi tomar um banho. Dirigiu-se ate o closet onde as roupas de e de estavam misturas, então optou em usar um vestido branco de mangas compridas curto, com uma meia-calça chocolate, e um sapatinho boneca, deixou os cabelos soltos e colocou um colar colorido, e claro levando um sobretudo de cor vinho. Escutou o celular tocar e viu que era Tom, pegou a maquina fotográfica de e saiu do cômodo.
- Bom dia, Tom – deu um selinho no namorado.
- Nossa como você está linda – Tom está maravilhado com a namorada.
- Gostou? – Tom abriu a porta do carro para .
- Sim, você está muito linda para um passeio no parque.
- Você também está lindo – colocou o sinto e Tom sentou no banco de motorista. Ele está vestindo uma calça Jean skinny uma blusa da Hurley e um casaco da Hurley também.
- Bem já que como estamos lindos, acho que vou te mostrar um lugar lindo também, sabe pra compensar a nossa beleza – Tom e riram um pouco.
- Trouxe a máquina da , assim podemos bater fotos – bocejou.
- Você está com sono? – Tom perguntou.
- É, digamos que acordar as sete nas férias não é tão bom assim – Tom deu partida.
- Tem uma almofada ali – Tom apontou para o banco de traz – pode dormir, porque vamos demorar um pouco para chegar.
nem esperou Tom continuar pegou a almofada se ajeitou no banco e acabou dormindo, eles tinham exatamente três horas pra ficar juntos, pois as 10 tinha combinado com Dougie para ajudar a distrair . A viajem demorou uma hora, eles estavam em um mirante desativado, a vista ali era linda, e ajuda o canto dos passarinhos tudo era perfeito.
Tom resolveu acordar com um beijo.
- Adorei esse jeito de ser acordada – abriu os olhos.
- Adorei o jeito como você dorme – Tom deu mais um selinho nela.
- Onde estamos? – perguntou.
- Estamos em um mirante antigo, é um lugar que eu gosto de vir para pensar. A vista aqui é muito bonita – Tom disse saindo do carro e indo ate para abrir a porta dela, Tom era um cavalheiro.
- Nossa Tom , é lindo – saiu do carro e foi até ele.
- Sabia que você ia gostar, então vamos começar com as fotos – Tom a abraçou e colocou no disparo automático em cima do carro. 20 fotos seguidas. – foto número um – e ele beijo ela - foto número dois – beijinho de esquimó – foto número três – mordeu o lábio dele.
- Foto número cinco – e ela o beijou fortemente, os dois então perderam noção das fotos, e ficaram ali se beijando.
- Acho que as últimas ficaram melhores que as primeiras – Tom parou o beijo para respirar.
- Tomzinho, você tem que começar a fazer natação, seu fôlego está muito fraco – mordeu o lábio e Tom a olhou de canto.
- Você que me deixa assim, a culpa não é minha – Tom disse voltando a beijar dessa vez com mais calma ate que ela deu permissão para que o beijo aumentasse, a cada segundo Tom fazia questão de intensificar o beijo, mas depois de que quase um minuto parou ele ofegante – tudo bem e começo a natação.
Os dois entram no carro, pois já estavam atrasados, tinham ficado ali por uma hora e meia e tinham que chegar lá em trinta minutos.
- Hum, Tom como nós vamos falar para eles que estamos namorando, tipo é hoje que a gente vai contar? – o olhou sério.
- , o Harry já sabe que nos estamos namorando – Tom abaixou a cabeça não sabia se era bom ou ruim.
- Tudo bem, sabe não sei se todos vão achar legal que a gente namore e também não quero tirar o suspense da festa da e dos meninos, então podíamos dizer no final, tipo quando formos dormir, ou então amanhã de manhã no café aí eu contava pra minha avó também .
- , eu só não quero que passe do natal, sabe não gosto ficar escondendo nada dos outros – Tom parou no farol.
- Tudo bem, até amanhã todos saberão - de um selinho no namorado pois havia aberto o farol.
Tom deixou na casa dela, e foi para sua casa.
- parabéns – viu a prima sentado a mesa junto com a sua avó.
- Obrigada se levantou e abraçou a prima.
- você estava até agora na casa do Danny? – perguntou.
- Não, Tom me ligou hoje pedindo ajuda para comprar seu presente, aí ei o ajudei – mentiu pra prima mesmo sabendo que isso era errado, mas contaria a verdade amanhã sem falta.
- , quando você sair de casa quero você me avise, e principalmente quando for dormir na casa de alguém – Clarice [n/a.: gente é o nome da avó delas, só me toquei agora que não tinha colocado aqui] falou sério.
- Sim, vó desculpa – falou olhando nos olhos da avó o que dava confiança na sua palavra – , falando em presente eu acabei não comprando o seu, e como não levei dinheiro hoje cedo achei que podíamos ir no shopping comprar algo. Aí chame o Dougie pra ir com a gente, já que ontem ele ficou de chofer hoje ele também vai ficar.
- Que horas ? - perguntou com os olhos brilhando.
- As 11, aproveitamos e almoçamos lá – sorriu.
- Ah, mas são quase 11, vou tomar banho – saiu correndo da mesa e foi em direção ao sótão.
- que tal você me contar onde estava mesmo hoje de manhã – Clarice falou ainda não engolindo a desculpa de pra .
- Vó amanhã a senhora saberá pode ser? – não queria contar agora.
- , não quero nenhum segredo. Diferente da sua mãe que você tinha que guardar tudo para si, comigo eu quero saber, não vou te impedir de nada, só quero verdades – Clarice falou com ainda mais clareza.
- Tudo bem, bem eu e o Tom estamos namorando. Só que como nos mal nos conhecemos, achei melhor dar um tempinho pra contar sabe, porque vai que não da certo – falou e sua avó abriu um sorriso.
- Minha querida, fico feliz por isso. Tom é um ótimo menino. Você podia ter me contado antes, nunca iria brigar com você – Clarice sorriu – mas e o Danny? Pensei que vocês tinham algo.
- Ah vó Danny é um grande amigo, e ontem nos brigamos por isso foi na casa dele... – abaixou a cabeça.
- Vocês se entenderam? – Clarice perguntou - Sim, sim. Vó vou subir para escovar os dentes, acho que o Dougie já vai chegar – não gostava muito dessas conversas.
- , depois pega o meu cartão de crédito, para vocês gastarem a senha é 1006 – Clarice disse apontando para a bolsa.
- Está bem, vó obrigada – deu um beijo na testa da vó e pela primeira vez reparou na casa estava toda decorada, então lembrou do que a mãe de Danny havia falado sobre uma festa de natal – Vó vamos ter festa de natal esse ano?
- Sim, como minhas duas netinhas estão aqui pensei em fazer uma festa para chamar os meus outros netinhos, seu irmão e o James, que estará na cidade há alguns dias. Já faz tempo que não reunimos a família acho que já está na hora de fazermos um verdadeiro natal – Clarice tinha idéias maravilhosas, tinha puxado a ela com certeza – Depois tenho que falar com a e com você, mas deixa isso para amanhã...
- Nossa Vó, faz tempo que eu não vejo o James, vai ser bem legal, bem vou subir, se precisar de ajuda para arrumar a festa só grita – disse subindo as escadas.
- Oi Dougie – atendeu o celular assim que acabou de escovar os dentes .
- estou aqui em baixo – Dougie falava docemente.
- Ok, já estamos descendo, tchau – desligou o telefone e foi ver se estava pronta – o Dougie está lá em baixo nos esperando.
- Ai me ajuda a fechar o meu vestido – pediu. Ela usava um tomara de caia rosa, firme ate a cintura e depois solto cheio de babados, com uma meia calça cinza e um sapado de salto alto, e usa um bolero para proteger os braços do frio.
- você está linda, mas acho que é melhor usar um casaco mais grosso está frio lá fora – acabou de fechar o vestido da prima.
- Ah o carro do Dougie tem aquecedor, e no shopping também – olhou pra prima com um sorriso malicioso – e bem eu vou ganhar presentes hoje, porque não um casaco lindo da Le Lis Blanc?
- Está maluca aquela loja é uma fortuna – quase berrou – Bem, a minha sorte é que a vovó vai pagar seus presentes.
- Mas a vovó ia me dar um Macbook – fez cara de choro. Sua avó tinha escritos livros de psicologia, que ainda são usados por várias universidades, ou seja, aposentadoria mais direito autorais igual a uma grande riqueza.
- Ai, você fala com ela. ANDA já enrolou de mais para colocar os sapatos, ANDA desse jeito vamos só eu o Dougie.

Capitulo Nove.
“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” – Wild.

- Parabéns – escutou um monte de gente berrando, assim que entrou no quarto, deveria haver umas 40 pessoas ali.
- Nossa essa festa também é pra mim – Dougie disse pulando em cima do Harry, sua felicidade era visível.
- É dude, essa festa é pra gente – Harry berrou para Dougie escutar Todos foram cumprimentar e Dougie. A festa continuou com o som ainda mais alto.
- Oi meu nome é Thiago , percebi que você é nova por aqui – Thiago estendeu uma cerveja para .
- Sou sim, prazer – e negou a cerveja da mão do garoto.
- Você não bebe?
- Não costumo, gosto de ter noção dos meus sentidos – sorriu amarelo.
- Dançar, você gosta dessa sensação? – Thiago maliciou a última palavra.
- Sim, mas ela vai dançar agora comigo – Danny ficou entre os dois.
- Ah sempre você, pensei que você tinha morrido em Londres – Thiago falou com raiva – Agora ela vai dançar comigo, não com você, vem Docinho.
- Espera um pouco, quem disse eu ia dançar com você? – encarou Thiago.
- Qualquer garota quer dançar comigo, está estampado na cara de vocês – Thiago riu se gabando.
- Sério querido – chegou mais perto de Thiago e falando na sua orelha, o deixando arrepiado, e Danny apenas a olhou de canto, sabia como sua amiga era boa nisso – Mas eu não sou qualquer garota – cochichou mais baixo ainda se virou para Danny e o puxou para dançar, deixando Thiago com a maior cara de otário. – obrigada Dan.
- Estou sempre aqui, para te salvar de garotos idiotas como ele – Danny disse rindo quando começou a tocar ‘Livin La vida loca’.
- O que ele fez pra você afinal? – começou a dançar animadamente.
- Roubou uma namorada minha, mas faz tempo, mas ele continua se gabando – Danny começou a dançar igual .
A festa foi ate as 5:30, depois disso tiveram de abaixar o som, então todos acabaram indo embora, ficando , Danny, Tom, Dougie, e Harry, que iam dormir ali, pois teriam que ajudar arrumar a bagunça no dia seguinte (lê-se no mesmo dia).
- Eu ainda não estou com sono, que tal verdade ou desafio – Harry perguntou um pouco fora de si e todos concordaram.
- Tudo bem eu começo – Danny pegou a garrafa e girou.
- Verdade ou desafio? – perguntou a .
- Verdade – respondeu e todos vaiaram – Tudo bem pode ser desafio.
- Okay, faz a dança da galinha, que você fez no seu aniversario de 12 anos – foi maldosa, era uma dança muito ridícula.
- Você me paga – disse fazendo a dança da galinha no meio do circulo, era muito engraçado todos riam desesperadamente, girou de novo.
- Verdade ou desafio? – Tom perguntou para .
- Depois dessa, eu fiquei com medo. Verdade – disse.
- Cuidado a verdade pode doer – Tom ria – É verdade que você só ficou com o Alex porque você perdeu uma aposta?
- Tom eu não vou responder isso – disse séria.
- Bem se ela não responde, eu respondo. Ela perdeu uma aposta para a Share, além de pagar 30 pratas, namorou o idiota do Alex, a sorte que ele era gatinho amiga – queria matar – Nem vem me olhar assim fui eu quem acabou de dançar a dança da galinha.
- Wow, foi uma resposta bem mais legal que eu pensava – Tom disse rindo – sua vez de girar .
- Verdade ou desafio? – Harry para .
- Não sei qual é o pior, mas vou no desafio – estava insegura com sua reposta.
- Bom, eu quero um beijo seu – Harry havia bebido, estava louco todos o olharam com expressões sérias.
- Ei, ele não pode pedir um desafio pra ele mesmo, pode? – perguntou e Danny e Tom afirmaram que sim – Faz outro Judd.
- Que saco, porque eu não posso beijá-la? Ok, bebe o resto da minha cerveja – Harry mostrou uma garrafa de cerveja pela metade, tirou da sua mão e bebeu de uma só vez.
- Verdade ou desafio? – Dougie perguntou para Danny.
- Verdade, dude – Danny falou dando os ombros.
- É verdade que você transou com Share no verão passado? - Dougie perguntou, e todos olharam para Danny, não sabia o que fazia, está se sentindo muito mau.
- Verdade – e os meninos pularam em cima do Danny, e pegou a cerveja que estava ao seu lado, e virou sem pensar só queria esquecer o que Danny havia acabado de falar.
- Verdade ou desafio – perguntou para Tom.
- Cara você de novo, bem eu acho que prefiro os desafios – Tom percebeu que tinha falado a coisa errada quando levantou a sobrancelha.
- Liga pra polícia, e passa um trote – disse rindo maldosamente.
- Ei ele não pode fazer isso, ele pode ser até preso, choramingou.
- Já que você está o defendendo, beija ele. – disse com segundas intenções.
- Eu não vou beijar esse chato – disse e Danny suspirou aliviado.
- Nem eu – Tom fez beiço, entendo a namorada.
- Anda! Esse é o desafio, faz logo – disse autoritária.
e Tom, param no meio da roda, e se beijaram fortemente arrancando olhares surpresos de todos.
- Procurem uma cama – Harry berrou e os dois param de se beijar.
- Porque os olhares? – Tom disse abraçando. .
- Namorados se beijam, é natural – disse e todos olhavam sem reação menos .
- Eu sabia, SABIA que vocês estavam tento um caso, mas não sabia que vocês estavam namorando – se calou.
- É nós estamos namorando, podem mudar de cara, já ficou chato – Tom disse se sentado ao lado de .
- COMO? – Danny e perguntaram juntos depois de algum tempo.
- Ai, Tom gira logo pra ver se eles voltam pra Terra – disse baixinho somente para Tom escutar.
- Não, agora acabou a graça do jogo – deu risinho.
- Vamos assistir algum filme nesta linda TV, que ainda não foi ligada pelo jeito – Dougie ligou a TV que ficava na parede do sótão.
- Ah, Dougie está passando de Volta para o Futuro, coloca lá – Tom ordenou Danny nem olhava na cara de , sempre soube dos rolos dela com garotos, mas nunca foi nada sério, mas agora ela estava namorando, e pior ainda era o Tom seu grande amigo, ele se sentia mal, não conseguiu assistir o filme, mas também não conseguia dormir, no final do filme só ficaram ele e acordados.
- Danny, está tudo bem? – sentou ao seu lado.
- Está sim – Danny sorriu amarelo.
- Vem o sol já vai surgir, podíamos fazer como antigamente. Caminhar e esperar ele nascer em algum banquinho de praça – levantou, e estendeu a mão para o Danny,
- Não, vai o seu novo namorado – Danny está com muita raiva, era um sentimento novo em relação a , nunca tinha sentido isso antes.
- Eu quero ir com o meu melhor amigo, eu não posso? – não entendia nada, só se sentia culpada, por não ter falado com Danny antes.
- Pode – Danny se levantou e abriu a porta – Anda, não tenho toda à manhã para você se levantou calma, não sabia o que falar para Danny, não sabia com agir com ele, naquele estado.
Era como se ela tivesse o traído. O que mais o irritava ele era saber que ela estava namorando o seu amigo.
Permaneceram em silêncio ate chegarem um uma ponte.
- Está ai, - Danny fez uma pausa – agora que você viu essa MERDA DE PÔR-DO-SOL, PODEMOS IR EMBORA? – Danny falou com raiva, segurando fortemente o braço dela. não conseguia falar nada.
- Oi vocês podem me dizer que horas são? – um garoto perguntou, chegando perto dos dois, fazendo Danny sair do transe e soltar .
- Posso, mas não vou dizer – Danny disse no mesmo tom de raiva que há segundos atrás.
- Dude, é você – e o garoto falou olhando animadamente para Danny. Então resolveu olhar para onde surgia a voz grossa e viu que era o mesmo que tinha brigado a dias atrás, com o Tom.
- De-e-desculpa – disse em meios dos soluços – eu vo-vou dar uma caminha-nha-a-a-da - saiu de cabeça baixa, e Danny colocou as mãos no cabelo.
- Qual é a da gata? – o garoto perguntou.
- James, você está bem? – Danny falou calmamente.
- Estou, você que está com cara de cu – James riu, mas parou vendo a cara séria de Danny.
- Você não reconhece ela?.
- Agora que você está falando, ela é garota que tem um namorado idiota que me deu um soco. – o lábio de James ainda estava inchado – Dude eu vou quebrar a cara daquele loirinho, filho da puta – James socou a mão com raiva.

caminhava devagar pelas árvores, não estava percebendo que a cada passo que dava, ficava mais perdida. Seus pensamentos eram unicamente dedicados para Danny, não tinha entendido porque ele foi tão grosso. Só queria achar um lugar frio suficiente, para sentir dor, talvez assim seu coração esquecesse um pouco de Danny. Mas a cada subida, a cada esforço, as palavras de Danny não saiam de seu coração, continuou caminhando até encontrar uma trilha, seguiu por ela sem medo do que encontraria a frente, tudo séria menos dolorido do que ver alguém que tanto amava berrando e a machucando.

POV’s on
Não sentia as minhas pernas movimentando, elas estavam agindo por conta. Os meus pensamentos não eram diferentes, a imagem de Danny berrando comigo passava a cada segundo, não conseguia nem ver por onde a trilha estava me levando. Devo ter caminhado mais algumas horas, uma musica tocava de fundo, mas eu não atenderia.
Comecei a sentir minhas pernas elas pediam subitamente por descanso, olhei em volta e reconheci aquele lugar. Era onde Tom tinha me levado no dia anterior, só que hoje estava mais nublado. Resolvi ficar mais um pouco por ali, sentei-me em um banquinho com a tinta já gasta, e fiquei contemplando as nuvens que passeavam de acordo com os ventos.
POV’s off

ligou para Danny, pedindo que ele e voltassem, porque tinham que acabar de arrumar a bagunça. Foi quando Danny percebeu que não tinha voltado para casa, ou seja, ela está perdida pelo parque. Seu coração parou só de pensar que algo pudesse acontecer com a sua macaquinha, o quanto foi idiota com ela mais cedo. Despediu-se rapidamente de James e começou a ligar desesperadamente para , a cada ligação escutava mesma mensagem de voz, e seu coração ficava mais apertado.
- O que você faz aqui?
- Me deixa em paz – ela nem se deu ao trabalho de se virar para reconhecer a voz.
- Você não deveria vir aqui sozinha.
- Isso não é da sua conta, vá embora. – Falou fixando seu olhar em uma nuvem que parecia uma borboleta.
- Brigou com o namorado?
- Não! – respondeu secamente.
- Tudo bem, só para senhorita saber. A partir das 15hrs, aquela trilha fica cheia de usuários de drogas...
- Eu não quero me juntar aos seus amiguinhos, fique tranqüilo.
- Ok, eu estou indo embora, boa sorte em chegar viva em casa.
- Não preciso de sua sorte, Thiago – o encarou.
- Anda não seja teimosa, entra no carro eu te deixo na frente do portão 2 – Thiago se sentou ao lado de – Não precisa ter medo de mim.
- Eu não tenho medo de você – abaixou a cabeça.
- Vem – Thiago estendeu a mão e ela aceitou – não precisa me contar nada, só quero que saiba que eu não sou o idiota que o Jones disse que eu sou.
nada disse ficou calada o trajeto todo, seus pensamentos eram iguais as nuvens, mesmo elas tentando ficar parada, uma força bem maior que elas às fazem fluírem, suas lágrimas caíram suavemente em seu rosto, Thiago apenas a olhava de canto. Ele resolveu parar no shopping que ficava a caminho.
- Obrigada pela carona – saiu do carro.
- Nada disso, você e eu vamos tomar um milk-shake de chocolate – Thiago tinha um sorriso lindo.
- Eu tenho que ir pra casa, já devem estar arrumando as coisas – sorriu amarelo e se virou.
- Eu te deixo enfrente de casa, é só um sorvete de chocolate batido,nem queira tomar – ele entrou novamente no carro e fez o mesmo.
- Tem um Mc a caminho de casa.
- Sabia, ninguém resiste a um milk-shake de chocolate – um sorriso ainda maior surgiu no rosto de Thiago .
- Eu pago Thiago – levantou deixando seu celular na mesa.
- Deixa, eu pago – Thiago tentou impedir.
- Senta aí, e fica quieto – foi em direção a fila.
‘Love of my Life - Queen’ foi a musica que Thiago escutou, olhou e viu que Danny estava ligando.
- Alô? – Danny perguntou se surpreendendo com a chamada atendida.
- Danny, a está bem, ela está comigo agora – Thiago falou rápido e Danny reconheceu imediatamente a voz.
- O que você fez com elas seu babaca? – Danny perguntou vermelho de raiva.
- Eu tenho certeza que não era por mim que ela estava chorando no mirante – Thiago cuspiu as palavras, que entraram como facadas em Danny.
- Onde vocês estão? Eu não vou deixar ela sozinha com você – Danny tinha perdido totalmente a calma.
- Ela vai estar em casa daqui 15 minutos, porque não vai dormir? – Thiago debochou ainda mais de Danny – Tchau idiota – desligou o celular para que Danny não ligasse mais.
- Perdi algo? – chegou com os copos de chocolate.
- Eu estava trocando olhares com aquela maravilhosa amarela – Thiago olhou pra parede – ela me seduziu – se sentou rindo – O que? Não acredita que eu ela temos uma química, então pergunta pra ela.
- Não, deixa assim. Não quero que ela pense que eu estou com ciúmes de você – os dois riram e ficaram quietos tomando milk-shake.
- Então, agora você viu que eu sou uma pessoa legal? – Thiago perguntou.
- Que eu saiba milk-shake de chocolate não muda caráter, o humor talvez, mas o caráter não. – o olhou séria, estava morrendo de tanto rir por dentro.
- Verdade seu humor está melhor, mas que pena que a sua visão sobre mim não – Thiago falou seriamente.
- Hum, eu não disse nada sobre a visão que eu tenho sobre você – deixou escapar um risinho, e Thiago logo entendeu a brincadeira.
- Então qual é a sua visão sobre mim? – perguntou galanteador.
- Você é convencido, tem olhos verdes, é insistente, chato – Thiago a olhou de canto - se você não conseguir carreira, pode ser motorista – sorriu falsamente.
- Das cinco coisas que você falou duas são boas, meus olhos verdes e que eu dirijo bem.
- Quem disse que seus olhos verdes são boa coisa? – perguntou convencida.
Tomaram o milk-shake, e seguiram para casa de , com o silêncio que ficou no carro, lembrou imediatamente de Danny, enxugou as lágrimas e encostou na janela fechando os olhos.
- chegamos – Thiago se virou.
- Obrigada, fico te devendo uma – desceu do carro e acenou.
Logo Thiago foi embora. Ela não estava a fim de entrar em casa, não estava a fim de dar explicações, sentou na calçada fechou os olhos a penas sentindo o cheiro frio que estava naquele dia.
- Eu vou matar... – levou um susto, quanto escutou Danny berrando.
- Já chega! Nem mas um passo pra dentro do jardim da minha casa – se levantou e o encarou.
- Você só pode estar maluca – Danny berrava ainda mais alto a essa altura todo bairro já estava na janela para ver o que acontecia.
Tom e reconheceram os berros e saíram correndo do sótão, seguidos pelos outros que acabavam de acordar com os berros.
- NUNCA, NUNCA MAIS, você berre comigo. – estava visivelmente alterada – você está pensado que é quem? Meu pai?
- Não, você não tem pai. Ou alguém que te ponha no lugar – Danny deu um risinho forçado e não pensou nenhum segundo e meteu a mão na cara de Danny – Vadi...
- Já chega – falou mais alto que os dois , Harry e chegaram no jardim – Harry tira o Danny daqui.
- Não precisa eu já estou indo – Danny caminhou apressadamente e Harry o seguiu começou a chorar e a abraçou.
resolveu arrumar o quarto com os outros enquanto tentava acalmar na sala. A noite todos haviam ido embora menos que decidiu dormir ali, para ajudar a e os preparativos para festa que aconteceria no dia seguinte.

Capitulo dez
“Ninguém pode magoar você sem o seu consentimento.” – Roosevelt.

O dia amanheceu, e foi a primeira a acordar. Deixou um bilhete na geladeira ‘Fui na biblioteca, não posso mais pensar... Beijos
caminhou, tentava lembrar aonde ficava a biblioteca, mas não conseguia. Sentou em um banco olhando para todos os lados, mas não sabia onde estava, abaixou a cabeça e respirou, viu um senhor e perguntou onde ficava a biblioteca e ele lhe apontou o quarteirão de trás.
Passou horas e horas lendo ‘A menina que roubava livros’, a cada parágrafo que lia chorava. Olhou para o único barulho ali presente e viu que já passavam das 18 horas, e que sua mãe chegaria em casa as 19hrs, pegou a fichinha do livro e chamou um táxi, para que chegasse mais rápido em casa (ou para não correr o risco de se perder).
- ainda bem que você chegou – abraçou a prima – Sua mãe ligou avisando. Que já estava entrando na cidade e a vovó quer conversar com a gente.
- A já foi pra casa? – olhou em volta e viu que tudo já estava arrumado.
Clarice ia andando em direção as netas.
- Sim, ela foi se arrumar. Todos vêm passar o natal aqui – então se lembrou que o natal seria amanhã, por tanto hoje teria a festa que a mãe do Danny comentou.
- Queridas, preciso falar com vocês – Clarice pediu que as duas fossem até a cozinha – meninas, o James irá passar alguns dias com a gente.
- Nossa , agora só falta seu irmão vir morar aqui – comentou com um sorriso. Até onde se lembrava de seu primo, ele era legal, fazia mais de dez anos que não o via.
- Quero saber se pra vocês tudo bem? – Clarice perguntou
- Por que ele vem? – estava curiosa.
- Vocês sabem que a tia de vocês se separou e agora ela conheceu um rapaz e eles vão fazer uma viajem então James ficará aqui ate completar 18 anos, - Clarice vez uma pausa e continuou – ou o tempo que for necessário.
- Por mim tudo bem, mas eu não vou dividir o sótão com ele – fez bico e Clarice soltou um risinho.
- Vai ser legal ver ele depois de tanto tempo. – deu um sorriso sem mostrar os dentes.
- Ótimo, ele vai dormir no quarto que era da mãe dele e da sua, . Ou se você deixar – Clarice olhou para – ele pode dormir no quarto do seu pai – Clarice foi em direção ao forno, provavelmente está assando algo para noite.
- O quarto não é meu, ele pode ficar – disse dando os ombros.
- Ele chega hoje mais a noite – Clarice, e ajudaram a arrumar o que faltava e foram se arrumar. A festa aconteceria as 20:00, eram 19:30 quando a mãe de chegou.
- Mãe que saudades – correu para abraçá-la. Mesmo com todas as brigas ela a amava muito.
- Eu também – ficaram ali trocando carinho.
- Matheus como você cresceu – Clarice abraçou o neto caçula.
- Vovó sabe o que eu pedi para o papai Noel? – Matheus se separou da avó.
- O que querido? – Clarice perguntou acenou para Cristina (mãe de e Matheus) que entrava na cozinha seguida de .
- Que o papai venha passar o natal com a gente – Clarice sorriu fortemente e passou as mãos no cabelo do netinho.
- Quem sabe lindinho. Tem biscoito de chocolate naquele pote.
- , como a se comportou esses dias aqui? – Cristina perguntou e deu um risinho que foi repreendido pelo olhar de .
- Bem, ela até fez amizade com as minhas amigas. – deu um risinho mentalmente.
- Mãe, enquanto você faz o interrogatório, eu vou secar o cabelo – se virou para sair da cozinha.
- Eu quero conhecer seu quarto – Matheus fez bico.
- Pode subir com ela, eu deixo – mostrou um sinal positivo e fez uma nota mental (matar a , por existir).
Os dois subiram e fazia cócegas no irmão, mesmo brigando eles era grandes amigos. Toda vez que Danny vinha em casa e ela estava com cuidando de Matheus, ele não contava nada para a mãe, ele gostava muito de Danny. Danny sempre deu conselhos sobre valentões, deveres, amiguinhos e amiguinhas... Além de eles sempre se divertirem nas tardes jogando jogos, vídeo game, comendo pipoca assistindo filmes. sempre dizia que os dois tinham a mesma idade.
- Não quebra nada – abriu a porta para que Matheus entrasse.
- Aquela é a sua cama não é? – Matheus apontou para cama que tinha o edredom cinza.
- A rosa choque é da entrou no banheiro e ficou secando o cabelo e depois resolveu passar um maquiagem de leve, afinal ia conhecer a mãe do Tom.
Matheus ficou mexendo nas coisas, até que viu a câmera de ligou ela e ficou batendo fotos. Quando olhou para ver como elas tinham ficado, encontrou as fotos da irmã aos beijos com um garoto loirinho.
- Ei não mexe aí – deu berrinho e Matheus deixou a câmera cair em cima da cama.
- Você está traindo o Danny - Matheus apontou pra .
- Eu não estou traindo o Daniel – disse seca.
- Quem é esse loirinho, então? – Matheus perguntou colocando a mão na cintura.
- Esse é o meu namorado – se sentou na cama.
- Mas eu não quero que você namore esse chato.
- Como você pode achar ele chato se nem ao menos o conhece? – apertou o nariz dele.
- Da pra ver pela cara dele – Matheus fez cara de óbvio.
- Ok, mas não conta nada para a mamãe – fez voz de choro.
- É claro que eu vou, o Danny era legal por isso eu ficava quieto, mas esse aí eu vou falar – Matheus sorriu maldoso.
- Eu não tinha nada com o Daniel, Matheus. Vai fala logo o que você quer, me poupe dos seus blá blá blás – sabia como fazer o irmão calar a boca só não sabia o quanto isso custaria.
- 20 pratas. – Matheus disse convencido.
- Nem a pau – deu um risinho irônico.
- 20 pratas, por hoje. Amanhã eu quero mais 60 – Matheus não estava fazendo isso pra roubar a irmã, só não queria que ela namorasse outra pessoa além do Danny. Se contasse para a mãe, com certeza ela proibiria.
- Toma as sua 20 pratas, eu vou contar pra mamãe hoje depois do jantar – tirou o dinheiro da carteira e jogou para Matheus.
Matheus saiu do quarto pulando e encontrando e Tom no corredor.
- Ei loirinho – Matheus chamou Tom.
- Oi? – Tom deu um sorrisinho.
- Eu estou de olho em você! – Matheus tentou imitar uma cara que desse medo em Tom, mas foi em vão. Tom passou a mão no cabelo dele e riu.
e Tom entraram no quarto rindo.
- Eu vou ficar pobre – disse se jogando na cama.
- Ei cuidado com a minha câmera – pegou e se sentou ao lado de .
- Essa maldita câmera me custou 20 pratas e provavelmente mas 60 – fez cara de choro e começou ver as fotos.
- Tom eu quero ser madrinha do filho de vocês – disse rindo, o que fez e Tom coroarem.
- Ele viu as fotos? – Tom perguntou sentando no sofá cama.
- Viu. E ele está tecnicamente me obrigando a contar sobre a gente – levantou e foi em direção ao namorado.
- A gente vai contar, – Tom deu um selinho na namorada.
- Ai eu vou me maquiar, eu já tenho fotos não preciso ver vocês se beijando ao vivo – fez cara de nojo e entrou no banheiro.
- Tom, minha mãe nunca deixou eu se quer ter amizades com garotos imagina namorar um – mordeu os lábios.
- E como você era amiga do Danny? – Tom arqueou a sobrancelha.
- Escondido, mas eu não quero ouvir falar dele hoje, já não basta o Matheus – bufou.
- Ok, mas eu não vou namorar escondido. Eu vou te apresentar para minha mãe hoje. E você vai fazer o mesmo – Tom estava tranqüilo, sabia que iria convencer a .
- Você fala isso porque não conhece minha mãe – vez cara de choro, mas Tom não mudou sua expressão.
- Conheço, ela e minha mãe são amigas de infância. Agora mesmo elas estão lá em baixo conversando – Tom deu um sorriso – e eu não vou deixar ela te levar embora – Tom começou um beijo gentil, e achou melhor parar antes que tivesse que dar mais algum dinheiro – depois da janta contaremos.
- Vai descendo que eu já vou, então – se olhou no espelho e ensaiou uma conversa e Tom ficou ali olhando.
Danny já estava lá em baixo, aliás, a maioria dos convidados já haviam chegado, já eram 21:45.
- , eu acho melhor você descer com a Dju – Tom olhou para namorada – o Danny está lá em baixo.
- Eu não acredito que ele veio – olhou pro chão, suas forças pareciam ter sumido.
- Ele não vai fazer nada, Harry falou com ele, parece que ele foi obrigado a vir – Tom colocou a mão no cabelo não sabia o que exatamente falar.
- Pode descer, eu cuido para que ela não de chiliques – apareceu, e Tom saiu do quarto.
- Eu não vou descer – cruzou os braços e sentou no sofá fazendo bico.
- Eu não sei por que esse clima ruim entre vocês de novo, mas eu sei que você não vai estragar o seu natal, o da vovó, o do Tom e o meu – falou séria – então levanta daí e dá um sorriso, porque pelo que eu escutei você ainda vai ter que encarar a sua mãe.
- Eu te odeio você por me falar tantas verdades. – levantou e deu um sorriso falso.
- E eu te amo por me escutar – deu um abraço apertado na prima.
As duas desceram de mãos dadas. olhou para todos e viu Danny a encarando, a campainha tocou.
- , abre pra mim – Clarice pediu e caminhou até a porta.
- Oi – James deu sorriso e tentou fechar a porta, mas ele impediu com o pé.
- Olha desculpa se o Daniel convidou você, mas essa festa é particular – deu um sorriso e tentou fechar a porta, e James empurrou a porta com a mão – alguém me ajuda! – falou um pouco mais alto e Danny e Tom apareceram, sem pensar.
- O que aconteceu? – Tom perguntou assustado.
- Seu amiguinho está querendo entrar na minha casa, Jones – fitou Danny.
- Antes de ele ser meu amiguinho, ele é seu primo. Senhorita – Jones debochou.
- Primo? – e Tom perguntaram juntos e James finalmente conseguiu entrar.
- Desculpa por aquele dia, – sorriu para prima e olhou de canto para Tom.
- A vovó está na cozinha – apontou para uma porta aberta e James caminhou até lá - eu não acredito que ele é meu primo.
- Sua sorte e do Tom, por que ele queria socar vocês – Danny deu um risinho ainda mais falso.
- Eu não falei com você, agora se você não quiser segurar vela, se manda – foi ainda mais grossa, Danny ficou quieto e saiu dali com a cabeça baixa.
- , é natal fala com ele. Vocês ficam tão bonitinhos juntos – Tom colocou a mão na cintura de .
- Até o meu namorado acha que eu e o IDIOTA, ficamos bonitinhos juntos. Vai se fu... – Tom deu um selinho na namorada.
- Você fica linda brava. – deu um tapa no ombro de Tom.
- Vem vamos servir a ceia – Clarice falou fazendo os pararem. Todos estavam sentados à mesa. Quando começaram a se servir a campainha tocou.
- Eu que não abro a porta – cochichou para prima e soltou um risinho.
- Licença – Clarice pediu ao se levar. Segundos depois Clarice entrou na sala de jantar acompanhado de um homem.
- Papai – Matheus gritou e correu atrás do pai.

Capitulo Onze
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." - Platão

digeriu a informação rapidamente, levantou da mesa e correu escada acima. Fechando a porta do quarto e jogando-se em cima da cama. Cristina pediu licença e se levantou seguida de
- Caio, eu acho que você eu temos que ter um conversa com a – Cristina olhou dentro dos olhos do ex-marido que a penas concordou.
- Eu vou pra abrir aporta, provavelmente ela trancou - disse depois de dar um abração no tio
- Desculpe pelo acontecimento – Clarice disse e todos voltaram a comer, falando de bobagens. Menos Danny que fitava a comida, mas não tinha um pouco de desejo de tê-la na boca.

Cristina bateu na porta e tentou abrir, mas estava trancada.
tirou uma chave que ficava pendurada atrás de um quadro, no corredor e abriu a porta
- Saem daqui – berrou ao meio dos soluços.
- esse quarto também é meu, e eles são seus pais – tinha a voz calma.
- Obrigada , daqui pra frente pode deixar que eu assumo – Cristina falou com a voz falha, então se retirou do quarto fechando a porta.
- Você some da nossa vida, e depois quer passar um natal, como se você fizesse parte da família – estava totalmente alterada. Caio tentou dizer algo, mas Cristina tomou a frente.
- Filha ele é o seu pai, e se ele não teve contato com vocês esses anos a culpa é minha – os olhos de Cristina encheram d’água.
- Você o proibiu de falar com a gente? – estava totalmente confusa e raivosa.
- Filha eu queria vocês dois só pra mim, e pensei que seu pai pudesse atrapalhar – Cristina estava com o rosto inteiramente molhado.
- Por que mãe, que direito você tinha de privar ele, DA GENTE? – se levantou e falou as últimas palavras com ira.
- Há um ano e meio atrás, eu tive um sangramento no meu ouvido. Resolvi ir ao medico ele pediu para eu fazer vários exames, quando saiu os resultados, fiquei sabendo que teria mais um ano e sete meses de vida – para parecia que o mundo havia acabado, não sentia mais o chão, e nem conseguia mais enxergar, mas por azar ainda está escutando – depois do natal eu vou ter que ser internada, Matheus vai morar com seu pai e eu sei que você vai estar bem aqui. Eu te ensinei tudo o que você precisa filha, agora você tem que começar a tomar as decisões sozinhas, e talvez tenha que a ajudar seu irmão com as dele – caiu sentada na cama, seu mundo tinha acabado ali, chorou desesperadamente.
Caio e Cristina correram para abraçar a filha, ficaram ali por uns cinco minutos.
- Mãe eu vou ir pra clinica com você, quero passar os últimos momentos com você – olhava a mãe tão arrependida de ter berrado.
- Não querida, por favor, eu quero que vocês lembrem-se de mim como uma mulher forte, não como uma pessoa que nem consegue falar direito – Cristina segurou o rosto da filha.
- Eu vou com você – estava determinada.
- Esse é o meu desejo filha, por favor respeita – Cristina abraçou a filha.
- O último desejo dela pra mim, fosse que eu deixassem vocês ficarem todo o tempo com ela – Caio finalmente falou – desculpa querida, mas eu também tentei negociar mas acabei deixando sua mãe fazer os últimos desejos – Caio abraçou mais forte as duas.
- Quero que esse seja o natal mais lindo de todos. Então filha me de um sorriso, por favor – Cristina estava exigindo demais da filha, mas mesmo assim deu um sorriso com o canto da boca.
- Mãe, eu te amo – beijou o rosto da mãe – Pai, desculpa por ter sido grossa com você, eu te amo – deu mais um beijo, só que dessa vez no rosto do pai – vocês não vão contar nada ao Matheus? – enxugou as lágrimas do rosto.
- Eu vou contar pra ele, só que mais tarde – Caio se levantou.
- Acho melhor descermos – Cristina também levantou.
- Vão descendo eu preciso ir ao banheiro – caminhou até o banheiro que fica dentro da quarto mesmo, e seus pais desceram.
jogou água em seu rosto, talvez assim ela acordasse de um pesadelo horrível, mas foi em vão. Enxugou o rosto na toalha e passou um lápis de olho, ainda tinha que falar pra mãe que estava namorando e tinha que cumprimentar a mãe de Tom. Sorriu ao se olhar no espelho, estava se preocupando com coisas que não teriam muito sentido agora. Olhou em volta a procura de algo e desistiu não achando. Desceu as escadas e viu que a maioria dos convidados havia voltado para sala de estar, sorriu ao ver Tom caminhar em sua direção.

- Está tudo bem? – Tom estava muito preocupado com a namorada, sabia que ela tinha chorado dias atrás por causa de seu pai, havia lhe contado.
- Sim. Vamos nós temos que falar com a minha mãe e com a sua, vamos aproveitar que elas estão conversando – Tom a olhou estranho.
- Deixa, não precisa contar hoje eu dou o dinheiro para o seu irmão – Tom colocou a mão no bolso .
- Vamos fazer isso. Eu quero que elas saibam – puxou o namorado que apenas obedeceu calado.
- Será que a gente pode falar com vocês, um segundinho – pediu, interrompendo as duas.
- Claro – as duas disseram em coro. Tom abraçou pela cintura e resolveu falar vendo que não conseguia falar nada.
- Nós queríamos pedir a permissão para o nosso namoro ser oficial – Cristina olhou a filha que apenas concordava com Thomas.
- Vocês têm a minha permissão – a mãe de Tom falou sorrindo e abraçando .
- Filha, vocês se conhecem há tão pouco tempo – Cristina tentava criar palavras para o momento.
- Mãe eu gosto do Tom, ele é um rapaz legal. A senhora até conhece a mãe dele – tentava convencer a mãe.
Cristina sorriu e olhou Tom que foi surpreendido por um abraço.
- Tudo que eu te peço é que cuide bem da minha menina – Cristina falou abraçando Tom.
- Pode deixar – Tom disse assim que se separaram.
- Obrigada, mãe – deu um beijo no rosto da mãe e um selinho em Tom, que a abraçou fortemente.
- Desculpa eu não sei o seu nome – Caio perguntou e os dois se separaram vermelhos.
- Thomas Fletcher, senhor – Tom estendeu a mão e Caio apertou.
- Menos formalidade meu caro, quem faz a minha filha sorrir já ganhou meu coração – Caio de um sorrisinho e Tom estava ainda mais vermelho. vendo a situação puxou o namorado para o sofá, sem perceber que sentava ao lado de Danny que conversava animadamente com Harry e Dougie.
Todos olharam para Danny esperando algum gesto de raiva, mas ele apenas deu um risinho e se virou para falar com Tom ignorando completamente a .
- Bem, meninos eu vou ali com as meninas – sorriu, e deu um beijo demorado em Tom e o assunto que antes fluía foi impedido de continuar.
- Eu não acredito que a mamãe e o papai deixaram você namorar com ele – Matheus parou em frente da não deixando ela levantar.
- Ei dude, ele é legal – Danny falou cumprimentando o garoto e conseguindo levantar – senta aí.
- Mas ela era pra namorar você – continuou caminhando mesmo tendo escutado o que o irmão acabava de falar.
Dougie e Harry não sabiam se olhavam para Danny ou para Tom, então decidiram olhar para Matheus, esperando que alguém dissesse algo.
- Ela era minha amiga, somente isso. Agora ela é namorada do meu melhor amigo, tenho certeza que vocês vão se dar bem – Jones deu sorrisinho e Tom estava emocionado com as palavras do amigo, mas não derramou uma lágrima se não irá ser chamado de gay.
- Abraço em grupo – Harry e Dougie se jogaram em cima do sofá, amassando Tom, Danny e até o Matheus.

- Vejo que a sua mãe aprovou o namoro – abraçou a prima e foi seguida das outras meninas.
- Mesmo eu achando o Tom um pouco chato, eu acho isso fofinho – disse depois que se separaram.
- O Tom não é chato defendeu o namorado da amiga.
- Este está sendo um natal muito diferente dos outros, mas vou me lembrar dele pra sempre – recebeu ‘oin’ das amigas.
- Seria o melhor natal se você e o Jones estivessem se olhando na cara – disse sem querer, mas fez ação de pensar.
- Jones, vem cá – aumentou o tom da voz para que Danny a escutasse e fez menção de sair dali, mas foi impedida por .
- O que foi ? – Danny perguntou tentando focar seu olhar somente em .
- Acho que vocês dois tem que conversar – disse fazendo e se olharam e ter a brilhante idéia de deixar os dois conversando do lado de fora, assim ninguém os interromperia, empurraram os dois para fora da casa pela porta que sai pra churrasqueira e piscina.
- A gente só abre a porta se vocês dois voltarem a falar – trancou a porta por dentro e deixou os dois ali fora.
- , aqui está frio, abre essa porta – choramingou e se virou e andou em direção a cozinha.
- Toma – Danny esticou seu casaco para garota na sua frente.
- Não, obrigada. Você está com o celular ai? – olhava diretamente nos olhos de Danny. Danny procurou no bolso da calça.
- Não, acho que deve ter caído quando os meninos caíram em cima de mim – Danny disse fitando o chão.
- Então finge que está feliz, a está passando ai, sei que você é um ótimo ator – olhou para porta esperando alguma reação do garoto.
- Não, . Eu demorei muito pra falar e acabei perdendo muito nesses últimos dias – Danny estava sério – antes de te implorar desculpas por ter sido um idiota esses últimos dias eu quero te contar algo, e provavelmente te pedir desculpas por isso também.
- Pode falar Daniel, pelo que me parece vamos passar o natal aqui fora – deu um risinho e se sentou em uma das cadeiras e Danny puxou uma e sentou a sua frente
- Eu, quando te vi pela primeira vez, te achei especialmente linda ainda mais quando você ficou irritadinha. Adorei ter passado a tarde na biblioteca, as noites no MSN com você. Adorava toda vez que você vinha lá em casa, adorava ainda mais quando você me convidava para passar as tardes na sua casa. Com o tempo passando você se tornou minha melhor amiga. – escutava tudo quieta, não tinha palavras para tal momento – Só que quando você veio pra cá, passei uma noite sem dormir somente pensando em você, meus pensamentos eram focados somente em você e quando eu comecei a pegar no sono, você entrou no MSN. Foi então que eu comecei a incomodar meus pais pra eles virem para cá, e sua avó ligou convidando para passar o natal aqui. Então viemos, mas eu estraguei tudo quando disse que você era quase uma mãe pra mim, e vi que tinha feito tudo errado quando você e o Tom disseram que estavam namorando. E você continuou me tratando com seu amigo e foi ai que eu perdi a cabeça.
- Eu... – não sabia o que falar.
- E finalmente quando consegui falar com você, o idiota do Thiago atente o telefone. E quando eu fui pra perguntar onde ele estava, falei que queria matar, mas você não me deixou completar e entendeu tudo errado, acabei falando coisas que não deveria para você e não te tiro a razão do tapa da cara. – Danny suspirou – o que eu quis dizer com tudo isso é que eu te amo , te amo e não é como uma mãe, eu te amo com uma mulher – Danny chegou mais perto encostando seus lábios ao de , iniciaram um beijo calmo e tranqüilo, ela sentiu pela primeira vez todas as borboletas no estomago...
- Isso não é certo – tirou forças do fundo do fundo da sua alma e partiu o beijo.
- Desculpa. Desculpa por ter gritado com você, por demorar pra te contar, por falar coisas idiotas, por te fazer chorar e desculpa pelo beijo – Danny encostou-se à cadeira e finalmente respirou aliviado.
- Não me peça desculpa pelo beijo, eu também quis – Danny a olhou confusa – Dan eu também te amo, mas todos esses acontecimentos provaram que nós não estamos prontos para ter algo e eu também estou namorando o Tom, eu gosto muito dele e eu não quero machucá-lo ele é muito legal comigo.
- Independente de tudo isso, você nunca deixará de ser a minha macaquinha – Danny se levantou e pulou no se colo, que vinha da cozinha, parou para ver o que os dois estavam fazendo abriu a porta, viu e ouviu tudo. Ela não se conteve e deixou um chorinho escapar, fazendo e Danny levarem um susto.
- Desculpa, mas isso foi a coisa mais linda que eu já vi – estava com os olhos cheios d’água.
- ! – e Danny disseram juntos e foram abraçar ela.
- Eu não vou contar pra ninguém o que aconteceu aqui – chorava nos braços dos dois.
- Está nevando – percebeu que algo gelado havia caído na sua testa.
- A gente teve que esperar nevar, para se entender – Danny acabou com o abraço.
- Ô esperto. Sempre neva nessa época do ano – deu tapa na testa de Danny.
- É eu vi isso em um filme... Ai achei legal falar – Danny colocou a mão na cabeça tentando lembrar-se do nome do filme.
- A nova cinderela – estalou os dedos.
- Nós assistimos juntos, não? – perguntou à Danny.
- Sim, sim. Agora eu quero entrar está frio aqui fora – Danny entrou e foi falar com os meninos.
e continuaram ali fora, uma olhando pra cara da outra, sem saber o falar.
- o Jones fugiu – foi baixando o tom de voz quando deu um sorriso.
- Eles se acertaram, eu quero pensar que está tudo bem agora – se virou e fitou .
- Eu pensei que eu ia chegar aqui, e ia ver sangue. Mas só vi sorrisos, que coisa chata – voltou cara casa.
- Às vezes eu duvido que ela gosta de mim – também entrou.
- Ela queria ver o sangue do Jones, não o seu – bateu no ombro de e foi para cozinha pegar uma água.

- Por favor, vocês podem me dar um pouco da sua atenção – Clarice pediu e todos ficaram quietos – Eu fiz essa noite com o intuito de homenagear meus netos: James, , e Matheus por estarem aqui fazendo esse o melhor natal da minha vida. E agradecer uma pessoa que foi muito especial para mim, ela foi quem fez meu filho feliz por muitos anos, e foi mãe da metade dos meus netos. Cristina obrigada por ser essa mulher guerreira e batalhadora, eu admiro muito você – Clarice e Cristina estavam derramando algumas lágrimas, Caio abraçou seus filhos e sua ex-mulher. aproveitou para bater algumas fotos.

A noite de natal trouxe muitas informações, aproximou pessoas distantes e reconciliou amigos. Afinal o natal significa amor ao próximo.
Matheus e James dormiram com as primas no sótão, Caio dormiu no seu quarto e Cristina no quarto antigo de . A noite anterior havia sido exausta, e realmente percebeu que só teria a sua mãe por mais um dia, pois Cristina iria ser internada no dia seguinte.
acordou cedo e pegou Matheus no colo o levando para sala. Deitou o irmão no sofá e o acordou com um beijo na testa.
- Que nojo – Matheus limpou o beijo que havia ganhado.
- Vem, quero sua ajuda para fazermos um café para mamãe – caminhou ate a cozinha e Matheus a seguiu.
- Você nunca me deixa chegar perto das gavetas ou do fogão – Matheus se sentou em frente à bancada.
- Verdade, mas o que você vai fazer não te trás nenhum risco – colocou uma tigela e cinco ovos na frente de Matheus - Quebra e bate pra mim.
- Sério? Que eu vou poder quebrar os ovos? – Matheus perguntou com os olhos brilhando, nunca o deixa mexer na cozinha, tinha medo que o irmão se machucasse.
- Teteu, você vai fazer a massa da panqueca – colocou farinha na frente dele, seus olhos estavam brilhando mais que o sol.
Ficaram por uma hora preparando o café para mãe, os dois se divertiam juntos, Matheus foi correndo tomar um banho porque estava todo sujo de farinha, enquanto acabava de arrumar as coisas.
- Como você esta se sentindo, princesinha – Caio chegou de pijamas na cozinha.
- Triste por saber que ela partirá amanha, mas feliz por ela confiar em mim – deu um sorrisinho amarelo – e também por você esta nesse momento difícil com a gente – abraçou pai.
- Nunca mais você deixar vocês sozinhos, prometo – Caio deu um beijo na testa da filha.
- Pai, você também vai com a gente acordar a mamãe? – Matheus estava todo fofinho, com um camisão do pai e uma calça escura.
- Ele vai sim – sorriu e o pai assentiu – Pega essa bandeja que eu pegou essa – apontou para bandeja preta.
- Eu vou subindo para abrir a porta – Matheus foi na frente.
Entraram em silêncio, colocaram as coisas no criado mudo que ficava do lado de fora, e sentaram em volta da cama, Cristina abriu os olhos de vagar e sorriu quando viu seus filhos e seu ex, sentados na cama.
- Feliz Natal, mamãe – Matheus pulou em cima de Cristina.
- Feliz Natal, mãe – deu um beijo no rosto da mãe.
- Queridos, muito obrigada. Feliz natal – Cristina se sentou na cama.
- Matheus ajuda a sua irmã pegar as coisas lá fora – Caio pediu ao filho, e Matheus saíram do quarto e Caio deu uma beijo apaixonado em Cristina.
- Não faz isso – Cristina pediu.
- Você me proibiu te amar todos esses anos, mas no último dia você não pode me proibir de te beijar – Caio acariciou o rosto da mãe de seus filhos – Se a gente não tivesse tido eles, eu iria junto com você. Mas eu não posso, perdão. Tenho que ajudar eles crescerem – Cristina deixou as lágrimas pesadas caírem sobre seu rosto – eu te amo.
- Eu também te amo – Cristina disse assim que conseguiu tirar forças.
- Mãe eu que fiz as panquecas – Matheus entrou com um sorriso de ponta a ponta.
- Fez? – Cristina se preocupou.
- Ele fez a massa, mãe. Nós fizemos com muito carinho, e trabalhamos juntos – abraçou o irmão.
- Amo vocês minha família – Caio e Cristina abraçaram seus filhos.

O almoço foi servido e depois dele resolvemos abrir os presentes, havia ganhado seu Macbook, uma câmera profissional, Matheus os dois últimos carros importados que faltavam em sua coleção e James havia ganhado a coleção de CDs ‘The Beatles’ os quatro estavam com sorrisos enormes no rosto.
Jantaram e todos ficaram na fala assistindo ‘P.S.: Eu te Amo’ quando eram 20 horas Cristina partiu tinha que chegar cedo na clínica. chorou abafado quando sua mãe lhe deu a copia da chave de casa. Se despediu com um grande abraço que dizia mais que todas as palavras no mundo. E assim acabou o dia de natal.

Capitulo Doze.
“Mas a vida continua; Não posso me acostumar a viver sem; Viver sem; Viver sem você do meu lado.” – Queen.

escutou um barulho no quarto e acordou com um susto.
- James? – estava sonolenta.
- Volte a dormir, eu só vou dar um passeio no parque – James roçou de leve seus lábios na testa da prima.
- Eu preciso falar com você – levantou em um pulo . berrou algo e voltou a dormir.
Os dois pararam no corredor e começou o inquérito.
- No sábado você já estava na cidade, por que não veio cá? – está super curiosa com a resposta.
- Eu estava na casa de um amigo – James falou dando os ombros.
- Você estava tão alterado – continuou.
- , a gente tinha bebido.. Não precisa se preocupar – James deu um beijo na prima.
- Mas, mas – tentava argumentar.
- É cedo, vem vamos voltar a dormir – James pegou no colo, a deitou na cama, a cobriu e saiu de mansinho.

Todos tomaram café na mesa menos que continuava dormindo. Harry ligou mais tarde convidando as meninas e James, para um churrasco em sua casa. tentou falar com James, mas só dava ocupado. Tom daria carona para elas, Danny chegariam em meia hora e ainda nem tinha se levantado. Chegaram e a bela adormecida, ainda estava dormindo.
- Ela não acorda, até parece que morreu – estava subindo as escadas com os meninos.
- Aprenda um jeito bem legal de acordar ela, principalmente por que você vai fazer isso todos os dias – Danny abriu a porta e correu se jogando em cima de que apenas deu um gemido e se virou fazendo Danny cair no chão.
- Dude, por que você pulou em cima dela? – Tom olhou preocupado com a namorada.
- Calma, eu não vou matar sua namorada, Tomzinho – Danny caminhou até Tom, mordeu a parte inferior do lábio fazendo uma cara sexy.
- Jones, eu tenho serias dúvidas sobre sua masculinidade – sentou-se na sua cama.
- Ok, pega o papel pra anotar como se acorda ela – Danny chegou perto da garota deu um beijo na testa e soltou um gemido longo.
- Isso eu podia fazer, Jones. – Tom sentou na beirada da cama da namorada.
- E por que não fez? – Danny perguntou se sentando ao lado de .
- Não tem problema posso fazer isso agora – Tom beijou os lábios da namorada docilmente. Danny fechou os olhos para não ver tal fato.
acordou com um sorriso. Ela merecia literalmente o título de ‘Bela adormecida’.
- Eu não vou beijá-la, para ela acordar – olhou com nojo.
- Não precisa, . É só falar que eu estou atrasada que eu acordo no susto – se sentou e cumprimentou Danny com um sorriso sincero.
- Diz que você prefere ser acordada com o beijo do Fletcher. Olha a carinha que ele está fazendo – Danny havia decidido, que não perderia a amizade de nenhum dos amigos.
- Sim – deu um beijo na bochecha de Tom – alguém vai me contar por que tal alforria?
- Churrasco na casa do Harry, e digamos que você esta bem atrasada – Tom colocou a mão no ombro de .
- Certo, já vou ficar pronta – levantou, ela estava usando o pijama que Danny havia lhe dado. Tinha estampado uma macaquinha e um macaquinho abraçados. Danny levantou e a abraçou.
- Bom dia macaquinha, - Danny deu um beijo na bochecha da garota.
- Tudo isso é por causa do meu pijama? – perguntou assim que Danny a soltou.
- É a primeira vez que te vejo usando ele – Danny voltou a sentar na cama.
separou uma roupa básica e quentinha para usar e foi pra banheiro fazer sua higiene básica, e trocou de roupa saindo 10 minutos depois pronta.
- Bom dia querida – Caio saudou a filha com um abraço – eu e seu irmão vamos assistir um jogo de futebol, quero levá-lo ao estádio.
- Pai, eu não curto muito futebol – bagunçou os cabelos de Matheus.
- A me falou que vocês vão na casa de um amigo, mas quero que você esteja de volta as 20 horas, quero jantar com você e seu irmão – Caio estava fazendo bem o papel de pai.
- Vamos, berrou lá de baixo
- Já estou descendo – berrou para – pode deixar pai, tchau – beijou o rosto do pai e saiu correndo escada abaixo.
- Até hoje eu não entendo como você consegue se arrumar tão rápido e ficar tão linda – Tom olhou a namorada de cima a em baixo.
- Dãr, é porque ela é linda – Danny fez cara de obvio que deixou vermelha.
- Eu sei que eu estou bonita não preciso de elogios – fez bico e Danny a abraçou, fazendo cócegas.
- Acho melhor nós irmos, estamos uma hora atrasados – Tom falou girando a chave do carro.
- Vamos então. – abriu a porta e trancou guardando a mesma dentro da bolsa.

Chegaram em 15 minutos no condomínio que Harry morava, sua casa era a maior de todas.
- Dude finalmente – Harry deu espaço para eles entrarem.
- Ah Meu DEUS – fitou diretamente os discos de vinil, autografados pela banda ‘Queen’.
- Chama à ambulância ela vai ter um filho – Danny berrou e todos olharam para .
- Eu vou ser papai – Tom entrou na brincadeira.
- O que aconteceu? - Dougie saiu por uma porta de vidro e entrou na casa correndo.
- Eu vou ser padrinho – Danny pulou em Dougie.
- Quem vai parir? – entrou na sala seguida de .
- Olha a falou colocando o braço em cima do ombro de .
- ‘A Kind of Magic’ eu não acredito – nem tinha percebido que todos a olhavam.
- É agora! – Danny falou alto – Precisamos de toalhas e uma faquinha de médico.
- Eu acho que não vou aguentar – Tom simulava um desmaio.
- Não ACREDITO você tem vinil – berrou – Harry a gente pode escutar, por favooooor? – se virou e viu todos a olhando e segurando a mão de Tom – Tom você está bem? – e riam, mas os meninos eram ótimos atores e deu uma ajudinha.
- Respira e inspira – veio segurar a mão de – deita ali no sofá.
- O que está acontecendo, por Deus? – estava confusa.
- Macaquinha é agora. Um, dois, três e já – Danny tirou uma almofada do sofá e encenando a retirada do bebê. Harry fez um gemido muito estranho e Dougie o choro de uma criança com sérios problemas. e haviam sentado de tanto rir – olha Tom, sua filha é... É...
- Parecida com você – Harry acariciou a almofada e entendeu o que estava acontecendo.
- Tom... – havia começado a falar, mas ria tanto que mal conseguia formular frases – eles estão dizendo que você tem cara de almofada – e riam ainda mais.
- Me devolve meu filho, Jones – tirou a almofada e colocou no seu colo e aproveitou que tinha trago sua nova câmera para bater fotos, que acabou dando para pois ria tanto que a foto saia tremida.
- Danny, . – chamou a atenção – Digam ‘chizss’ – Danny abraçou pela cintura e dois sorriram para foto.
Ficaram mais um pouco ‘brincando de mamãe e filhinho’. Até que Harry chamou fora de casa. Todos sentaram à mesa, alguns pegaram cervejas, outros sucos e água.
- Ao nosso novo integrante – Harry levantou o copo e todos levantaram.
- Viva – disseram juntos e depois olharam esperando alguma reação de sorte.
- Gente, eu estou com uma blusa verde, já estou tocando nela – continuou comendo com cara de obvio.
- Qual vai ser o nome do nosso filho? – Tom perguntou para .
- Derek – Harry falou empolgado e recebeu um olhar gelado de Tom – Se for Derek e coloco o vinil pra você escutar, .
- Tom, eu estava pensando no nome Derek, o que você acha? – perguntou na maior cara de pau.
- Pelo que me parece vamos escutar Queen, hoje – Tom deu um selinho rápido na namorada.
- A gente podia cantar no caraoquê – sugeriu,
- Eu não quero matar ninguém, por isso não vou cantar – falou triste.
- Você canta bem, eu gosto da sua voz – Tom tentou motivar , mas todos o olharam estranho menos que acho fofinho.
- Meu namorado não é lindo – apertou a bochecha de Tom.
- Ele era meu antes de ser teu – Dougie fez bico.
- Deixa ele de lado, pequeno – Danny se jogou em cima Dougie.
- Antes de escutar Queen e caraoquê, vocês podiam tocar pra gente – deu uma ótima ideia – A ainda não viu vocês tocando ao vivo.

E assim se passou a tarde, os meninos catando as meninas acompanhando, e chegaram até tocar guitarra. Quando viram já eram 19:30.
- Tenho que ir – procurou pela sala sua bolsa.
- Eu te levo – Tom ofereceu.
- Não precisa eu pego um táxi – se agachou e pegou a bolsa atrás do sofá.
- Eu estou indo comprar as pizzas, te deixo em casa no caminho – Danny estava com chave do carro de Harry.
- Ok – correu e deu um beijo em todos, saindo da casa acompanhado de Danny.

- Acabei não escutando Queen – imitou um choro, já dentro do carro.
- Nós praticamente vivemos na casa do Judd, oportunidades não faltaram – eles acabaram de sair do condomínio e começou a ver as fotos do dia.
- Essa foto, eu vou te dar de presente – mostrou a foto em que ela e Danny seguravam a almofada, digo, o Derek.
- Nossa chega de fotos com você no meu quarto – Danny realmente tinha ficado perfeito na foto.
- Você vai gostar de receber essa foto pode ter certeza – sorriu para sim mesma com a ideia que teve.
- Tenho medo dos seus pensamentos – Danny parou em mais um farol vermelho.
- Dan, você vai morar mesmo aqui? – perguntou com medo da resposta.
- Sim, minha mãe já transferiu minha matrícula – Daniel falou calmo – por que você me chama de Dan, e não Niny?
- Niny, é um pouco gay, Dan – riu da palavra que abava de falar.
- E por que não macaquinho? – Danny perguntou fofinho.
- Qual o problema de Dan?
- É tão sem criatividade – Danny forçou a voz de gay.
- Só por que eu não vou ficar com você, não precisa virar gay – falou sem pensar.
- Como não? Eu fui trocado pelo Fletcher – Danny fez bico, e deu graças a Deus por não ficar um clima ruim entre eles.
- Você ainda tem aquela tal de “Shara” – errou o nome da garota de propósito.
- Share – Danny corrigiu – ela é líder de torcida junto com a . Mas diferente da , ela é muito burra e oferecida.
- E você nem aproveitou – agora o clima tinha ficado ruim.
- Eu sou homem – Danny parou em frente à casa de .
- Pensei que você tinha virado gay – falou irritada.
Os dois se olharam e viram o quanto isso era ridículo e começaram a rir.
- Pode deixar eu vou pensar em como o apelido é fofinho – falou depois que pararam de rir.
- Beleza, agora eu vou dormir tranquilo – Danny abriu um sorriso e a garota lhe deu um beijo na bochecha.
- Tchau – ela disse assim que saiu do carro.
- Boa sorte com o papai – Danny berrou de dentro do carro.
- Vaza Danny – entrou em casa e correu para tomar um banho.

estava tentando escolher a roupa que ia usar no jantar, mas não fazia a mínima noção onde seu pai a levaria. Colocou um roupão e saiu do closet, dando de cara com James.
- O que aconteceu? – perguntou preocupada. James estava com um olho roxo, com o nariz pingando de sangue e vários cortes.
- Nada – ele respondeu caminhando até o banheiro.
- Como nada James? – abriu o armário para pegar o kit de primeiro socorros.
- AAAAI! – ele soltou um berro quando passou um gaze com água e sabão nos aranhões.
- Você ainda não me respondeu - se virou e pegou a pomada.
- Não conta pra vovó, - assentiu – eu cai de moto – James mentiu para prima.
- Temos que te levar em um hospital, você pode ter sofrido fraturas – James arregalou os olhos.
- Não, não. Eu estou bem – James falou rápido.
- Tá, mas qualquer coisa me fala – saiu do banheiro e voltou para closet.
Ela optou em usar uma saia de cintura alta, azul royal, uma blusa branca e um casaco preto, colocou os acessórios e o sapato e saiu do closet. James estava deitado em sua cama escutando seu Ipod.
- James eu já estou indo – deu um beijo na bochecha do primo, que deu um sorriso.
desceu as escadas.
- Você esta atrasada 20 minutos – Matheus apontou o dedo do indicador e ficou balançando.
- Não aponta que é feio – deu um abraço no pai e bagunçou os cabelos do irmão mais uma vez.
- Você esta cada vez mais parecida com sua mãe – Caio falou e uma tristeza invadiu o coração de .
- Vamos logo eu estou com fome – Matheus reclamou.

Os três entram no carro, Caio fez suspense de onde jantariam. Depois de 20 minutos chegaram num casarão de vidro que fica em uma colina. Caio entrou e pediu a mesa, que já estava reservada. A vista era linda dava pra ver toda a cidade dali, a noite fica ainda mais bela com todas as luzes de Derby.

- Pai, é lindo – sentaram-se na mesa perto da janela.
- Que bom que você gostou querida – Caio tinha um sorriso de ponta a ponta.
Pediram a comida e ficaram escutando a música calma, que banda tocava. Depois de um tempo serviram a comida.
- Estava querendo passar o ano novo com vocês, em Paris – Caio disse, e fez uma dançinha ridícula internamente.
- A cidade da Luz – tinha o tom alegre.
- Com licença – o garçom pediu – posso retirar? – e Caiu assentiram, menos Matheus que ainda comia.
- Boa noite, gostaria de dançar? – Thiago estendeu a mão.
- Não deixa pra próxima – recusou com um sorriso falso.
- Pode ir querida – Seu pai deu um sorriso, e agradeceu mentalmente com ironia.
- Vamos, você esta me devendo um favor – Thiago ainda estendia a mão. deu um sorriso amarelo e se retirou da mesa. Indo para o meio do salão. Thiago colou as mãos na cintura de e ela fez o mesmo no ombro.
- Você anda me seguindo, só pode. – falou levemente irritada, lembrando que um dos motivos de ter brigado com Danny, era ele.
- É você que frequenta os mesmos lugares que eu – Thiago deu sorrisinho de deboche.
- Você não tem cara que frequenta restaurantes desse tipo – Thiago a girou.
- Meus pais são esses dois ao seu lado – Thiago indicou a esquerda com a cabeça – vou te apresentar.
- Não! – falou brava – apresenta suas namoradas, não eu.
- Mas você será a minha futura namorada, só estou adiantando as coisas - aquele tom de voz de convencido foi jogado na conversa.
- Eu estou namorando, Thiago. Que coisa chata! – se soltou do garoto e ele a puxou pra si.
- Eu pensei que você e o Jones tinham terminado – Thiago sussurrou no ouvido de .
- Eu estou namorando o Fletcher – ela deu um empurrão de leve no garoto e voltou para mesa.
- A gente pode ir? – pediu quando chegou a mesa.
- Sim, eu já paguei – Caio levantou-se e Matheus seguiu a ação do pai.

- Pai quando nos vamos? – perguntou assim que chegou em casa.
- Amanhã à noite – Matheus respondeu. O telefone começou a tocar e Caio atendeu.
- É pra você – Caio estendeu o telefone pra filha.
- Alô?
- vem pra cá – estava no outro lado da linha.
- Agora?
- Sim, e aproveita e pega meu pijama – escutou Dougie berrando ‘uma camisola, ou só a lingerie’ – cala a boca Poynter.
- Ta eu vou falar com o meu pai, eu te mando uma mensagem dizendo se vou.
- Beijo, tchau – desligou.
- Posso dormir na casa do Harry? – vez a cara de cachorro que acabou de cair da mudança.
- Claro filha – Caio com certeza tinha puxado à Clarice nas horas de liberdade – quer que eu te leve?
- Mas pai, a gente ia jogar vídeo game – Matheus falou com uma vozinha irritante.
- E vamos, só vou levar sua irmã.
subiu correndo e notou que James estava dormindo, pegou um edredom e o cobriu. Pegou o seu pijama de macaquinho e o pijama de , fechou a porta com cuidado e desceu as escadas mandando a mensagem pra . foi até o quarto da avó e a desejou boa noite. Desceu a última escada e saíram de casa, em 15 minutos chegaram à residência do Judd.
- Boa noite filha – Caio desejou pra filha assim que ela saiu do carro.
- Boa noite pai – ela mandou um beijo pelo ar.
tocou campainha e ficou esperando alguém abrir a porta.
- quanto tempo – Harry abraçou a menina.
- Tudo isso é saudades, Harry? – falou no ouvido de Harry fazendo-o ficar arrepiado.
- Por que eu não teria saudades da mãe do Derek? – Harry retribuiu a fala, só que fez da maneira mais sexy.
- Da pra soltar a minha macaquinha? – Danny apareceu no hall.
- E a minha namorada? – Tom colocou a mão na cintura e Harry abraçou mais forte a .
- Não desculpa, ela esta muito sexy vestida assim – Harry estava provocando os amigos.
- Cuidado dude ela pode te morder – Dougie falou chegando junto com as meninas.
- Eu não vou morder ele, porque gosto do abraço dele – cortou Dougie sem perceber.
- HUUII, podia ter dormido sem essa Poynter – zoou o amigo.
- Eu nem conseguiria dormir depois dessa – disse no mesmo jeito que .
soltou-se de Harry e pulou no colo de Dougie.
- Pequeno – berrou dramaticamente.
- Viu ela me ama, ela correu pra vir no MEU colo, não no de vocês – Dougie mostrou a língua para Tom e Danny.
- Cortei relações – Harry fechou a porta.
Dougie pôs no chão.
- Nossa onde você foi assim? – perguntou.
- Em um lugar super lindo com o meu pai e o Matheus – abaixou um pouco a saia, pois tinha levando quando pulo no colo do Dougie.
- Seu irmão me dá medo – Tom falou abraçando a namorada por trás.
- Ele é legal, dude – Jones falou.
- Que seja, podemos voltar a assistir o filme? - disse grossa, tinha odiado ver a cena ‘ abraçada com Harry’.
- A gente podia fazer anjos de neve – fez aquela carinha do gatinho do Shrek que só ela sabia fazer.
- Vamos, sim – Dougie abraçou e os dois se dirigiram para onde tinham almoçado mais cedo.
- , você trouxe o filme do Tom e Jerry? – tinha esperança nas próximas falas de .
- Não. Por que? Era pra trazer? – não havia se lembrado de pedir nenhum filme.
- Eu te mandei uma mensagem – estava colocando seu casaco, para sair da casa.
- Eu não recebi nada – tirou o celular da bolsa para ver se tinha chegado algo.
- Ah então deixa – Tom mordeu os lábios e puxou para fora da casa.
deixou o celular em cima da mesa onde tinham almoçado, e foi fazer anjos na neve junto com .
- Harry, pega uma cenoura, um goro, um cachecol e botões – mandou em Harry, como se fosse sua dona – Anda homem, não temos a noite inteira.
- Só se você me der um beijo, daqueles de cinema – Harry ia adicionando características – que todos ficam de olhos abertos e fazem ‘own’.
- Nem nos seus melhores sonhos – se virou e foi tentar fazer bolas pra fazer o corpo do boneco.
- Valeu à tentativa – Harry disse pra si mesmo, e foi buscar as coisas.
- Quer ajuda ? – Dougie e falaram juntos.
- Ajudem-me a fazer um boneco de neve – estava extremamente irritada.
- Jones me ajuda a levantar – pediu quando acabou de fazer seu anjo de neve.
- Ok – Danny foi ajudar mas acabou caindo por cima dela.
- TOM – chamou pelo namorado – vai, vamos terminar um anjo descente – Tom puxou e conseguiram fazer um anjo da neve, sem marca de mãos, ou seja, perfeito.
- Tem um celular tocando – Harry chegou com as coisas que tinha pediu.
- Ah deve ter chegado a mensagem da , vê pra mim Harry – tinha se deitado pra fazer outro anjo da neve.
- Ok – Harry deixou as coisas em cima da mesa e apertou no botão ‘ler’ – , adorei dançar com você. Com certeza vai ser uma noite pra se lembrar. Do seu futuro namorado, Thiago.
deixou seu queixo cair com a mensagem, só pensava em mil maneiras de matar Thiago.
- O QUE? – Tom e Danny disseram juntos. Seus olhos estavam maiores que uma bola de sinuca.
- , adorei dançar com você. Com certe... – Harry começou a ler a mensagem novamente, mas foi impedido por que arrancou o celular de sua mão.
Ela entrou na casa furiosa, Tom e Danny apenas s olhavam sem saber o que fazer, ela discou os números que tinham vindo junto com a mensagem.
- Eu não sei como você conseguiu meu número – estava super irritava e todos assistiam pela porta vidro – PRESTA BEM ATENÇÃO! – ela levantou o tom de voz – Se você não entendeu, mesmo que eu não tivesse namorando o Tom, eu nunca ficaria com você, nem por milhões de quilos de ouro, nem por todo o dinheiro do mundo...
- Cuidado eu posso te dar – Thiago foi longe demais debochando da garota.
- Eu nunca namoraria um VIADO como você – desligou o telefone furiosa.
Thiago em sua casa,tinha ficado irritado, nunca nenhuma garota podia o chamar de ‘viado’, estava decidido se vingar e isso com certeza era o que ele fazia de melhor.

Capitulo Treze
“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.” – Picasso.

- Eu não acredito que você dançou com aquele idiota – Danny foi o primeiro a falar.
- Como assim ‘futura namorada’? – Tom seguiu Danny com perguntas.
- Deixem ela respirar – berrou, indo ao lado de .
- Eu estava devendo um favor pra ele, ai pra acabar com isso, aceitei dançar com ele – jogou as palavras no ar, estava se sentindo fraca.
- E por isso ele pode te chamar de ‘futura namorada’? – estava totalmente irritada com .
- Ele não tem esse direito, eu falei. – deu um suspiro procurando loucamente por ar.
- E quê favor você devia há ele? – estava tentando a todo custo deixar ainda pior na fita.
- Eu estava perdida no parque. – esta sentindo tudo girar – Segui por uma trilha e acabei em um mirante. – ela tentava respirar para se manter em pé – Ai o Thiago chegou, e me falou que depois das 15hrs rolava droga, e eu não sabia como sair dali. – ela estava ficando cada fez pior, agora estava enxergando quase tudo preto – acabei aceitando – abraçou , quando viu que ela estava preste a cair no chão.
- Agora vai dar a desculpa de desmaiar, pra sair da situação. RIDICULO – berrou.
- Cala a boca. - Harry lançou um olhar para que ate um dinossauro sairia voando – Se alguém aqui tivesse que perguntar algo era o Tom, não você – Harry foi ajudar .
Harry, , Tom e Danny subiram com o corpo de , que ainda estava desacordada. Deitaram a garota na cama e ficaram em volta esperando alguma reação.

- Por que você não subiu atrás da sua priminha? – se sentou na cadeira de madeira e começou a tirar onda de .
- Tem gente de mais lá em cima, a minha presença não vai fazer diferença. – sentou na cadeira ao lado de e Dougie sentou no braço da cadeira de – o que aconteceu?
- EU, eu – abaixou o tom de voz – fiquei com raiva dela.
- Por quê? – foi a vez de Dougie perguntar.
- Ver ela abraçada com o Harry daquela forma foi exatamente igual a uma faca penetrando minha alma e me rasgando lentamente. – colocou as mãos no cabelo, nunca tinha falado pra ninguém que gostava do Harry – é diferente você ou abraçar, ela eu sinto que pode ter algo a mais – abaixou a cabeça.
Dougie e não tinham o que falar. Ficaram esperando que ela falasse mais alguma coisa e assim ela fez.
- Sei lá, vocês a tratam diferente como se ela fosse uma princesa. – lágrimas fortes escorriam aos olhos de .
- Nós não a tratamos diferente – Dougie olhou para esperando que ela dissesse algo – é porque ela é a primeira namorada legal que o Tom arruma, talvez temos a mesma liberdade que ele.
- resolveu começar a falar, antes que Dougie falasse merda – você sabe muito bem porque os meninos não te tratam assim, você é muito dura com eles, talvez eles tenham um certo medo na hora de fazer brincadeiras.
- Isso não é verdade – tentou contestar.
- É sim. – Dougie se arrependeu de falar com olhar que lançou – já que o problema é a vamos dar alguns exemplos que aconteceram em menos de duas semanas – Dougie desenterrou a história que ele não gostava muito de lembrar – Tentei beijá-la para fazer ciúmes na , claro que na hora ela não gostou, mas depois ela me desculpou e continuou rindo. Que ver outro exemplo? Na sorveteria, lembra do Tom deixando cair sorvete na blusa dela? – concordou – ela saiu rindo, se fosse você já teria deixado o Tom paraplégico – abaixou a cabeça sabia que tudo aquilo que Dougie havia falado era verdade – Nós amamos muito você, como não amaríamos a nossa líder de torcida irritadinha? Só que colocamos alguns cuidados para não machucar você – Dougie deu um risinho – e nem a nós mesmos.
olhou para Dougie, nunca pensou que os dez neurônios que o garoto tinha, podiam funcionar tão bem. Queria agarrá-lo ali mesmo, depois de ser tão fofinho e falar que realmente estava com ciúmes dela, mas se conteve por causa de .
- Eu não queria que fosse assim – levantou-se e enxugou as lágrimas no rosto.

- Gente eu estou bem – tentava convencer as pessoas do quarto.
- Não, macaquinha. A gente vai te levar em um médico – Danny abraçou sua macaquinha.
- Posso falar com você? – entrou no quarto pedindo a atenção de .
- Eu acho melhor não – falou.
- Não. Tudo bem – se ajeitou na cama – vocês podem dar licença pra gente? – todos saíram do quarto fechando a porta.
- Desculpa, eu não queria ter falado tudo aquilo – corria com as palavras.
- , tá tudo bem, cedo ou tarde alguém ia me perguntar e ainda bem que foi mais cedo assim não fica aquele clima ruim – realmente não estava magoada ou com raiva de .
- Mas eu fiz você desmaiar – sentou-se na cama.
- Não fez não, eu estou assim por causa de outro motivo. É difícil imaginar que estou perdendo alguém que tanto amo – sentiu uma dor cutucar seu peito.
Todos estavam atrás da porta tentando ouvir.
- Quem ela esta perdendo? – Harry perguntou.
- Espero que não seja eu – Tom e Danny falaram juntos.
- Shhhhh – esganou os meninos.
e se abraçaram e começaram a rir.
- Podem entrar, seus bichas – berrou.
- Como vocês sabiam? – Dougie entrou na frente.
- Será por que vocês não calavam a boca? – deu um tapa na cabeça de Dougie.
- Então vamos fazer o nosso boneco de neve? – se levantou da cama de Harry.
- é melhor você ficar deitada – Tom pediu.
- Nops, vamos descer e vamos fazer o nosso boneco de neve SUPER charmoso, com as coisas do Harry – foi a primeira a sair do quarto.

Na hora de descer as escadas Dougie e Harry a acompanharam , para evitar que algo desastroso acontecesse.
Em menos de cinco minutos estavam todos trabalhando para fazer o melhor boneco de neve, menos quem batia as fotos, ora , ora .
Já eram passados das 3hrs quando finalmente o boneco ficou pronto.
- Ok, o senhor Bob está pronto – bateu palmas.
- Não dá pra te levar a sério chamando alguém gelado de Senhor Bob – Dougie começou a rir.
- Tá, juntem todos aí – programou o flash automático da câmera – anda fiquem parados – ela correu para sair na foto.
aproveitou que todos estão olhando pra frente e roubou um selinho de Dougie, que sorriu ainda mais pra foto.
Não disseram nada à noite toda. Depois que muita guerra de neve, que a acabou destruindo o ‘Senhor Bob’ foram dormir.
e Harry dormiram na mesma cama, colocaram ela lá porque era a cama mais confortável da casa estavam com medo que ela passasse mal novamente e o Harry porque ele é quem dorme na cama dele. e dormiram em outra cama de casal no quarto de hóspedes, no mesmo quarto dormiu na cama de solteiro e no chão dormiram Tom, Danny e Dougie.
No meio da noite Dougie acordou em silêncio e pediu para trocar de lugar com a garota, pois estava com as costas doendo. aceitou meio sonolenta. Tom aproveitou que o sono não vinha para tomar água.
estava acordada ainda, não tinha conseguido dormir, olhava fixamente no teto enquanto suas lágrimas desciam junto com a imagem da mãe. Finalmente estava caindo a ficha que sua mãe ia para, nunca mais voltar. Harry a abraçou e ela ficou com a cabeça em seu peito.
- Você quer conversar? – Harry aninhava .
- Acho melhor não, não quero alagar seu quarto - Harry soltou um risinho nasal.
- Se foi algo que o Danny fez eu quebro a cara dele de novo – Harry tentava animar .
- Você bateu nele aquele dia? – perguntou preocupada.
- Não exatamente – Harry acariciava suavemente o topo da cabeça de .
- Na noite de natal a minha vida mudou completamente – derramou mais lágrimas.
- Tem certeza que você não quer me contar?
começou contando da parte que Danny havia se declarado, Harry escutava atentamente, e resolveu contar pela primeira vez, à alguém, o que estava acontecendo na sua mãe.
- Deve ser muito difícil perder alguém quem ama tanto, mas a morte não é algo para se envergonhar – foi a única coisa que Harry disse depois que havido se calado Com as palavras misteriosas de Harry, ela dormiu tentando desvendar o que ele tentava lhe dizer. Harry não conseguiu dormir nada, estava sentindo a dor da garota, tudo o que ele queria era poder ajudá-la de alguma forma, ficou a noite toda fazendo carinho em que dormia sobre seu peito, enquanto pensava.
No quarto vizinho, e Dougie dormiam abraçados, enquanto Tom se ajeitava ao lado de .

Continua...



N/A: Capitulo curto, né?
Eu também achei, macaquinhas D:
Perceberam que essa fic é tudo menos Jones, né?
DSALDPSALDPSALDPSALDSAPDL
Calma ae, nenhuma macaquinha vai pegar o Judd. Hehe 66
Bom comentem e fiquem felizes, pois eu voltei a escrever essa fic... então as atts sairão muito mais rápido do que as anteriores x)
Beijones e se cuidem \õ/

N/B: Espero MESMO que as atts voltem D: eu adoro POFL *O* Continua logo.
E você,leitora linda de 'Perspectives of futurelaws'. Percebeu algum erro? Avise: ilove.dani@hotmail.com ou @danypeixoto.