
Now You're In And You Can't Get Out
Por: Lary Camargo
Beta-Reader: Carol Silver
Cap.1 - Walking through the terminal, I saw something beautiful
"Que frio!"
amaldiçoou internamente o aquecimento global - que fazia daquele verão o mais quente da Inglaterra por décadas - e sua burrice de esquecer que, apesar disso, dentro do aeroporto o ar condicionado faria parecer que estavam em novembro... Estava de saia jeans e blusa de alcinha e sentia frio nas pernas.
Andou mais um passo na fila do McDonald's e se sentiu culpada pelo frio na barriga que sentia, principalmente porque ele não tinha nada a ver com a temperatura.
Não era pra estar assim, "É só o Tom!" - Ela pensou irritada. Era seu melhor amigo de anos, a pessoa que ria com ela, chorava com ela... O garoto mais perfeito que conhecia.
Ah sim, talvez isso fosse um motivo para as borboletas em seu estômago. Tom conseguia ser o cara ideal! Bonito, atencioso, talentoso, fofo, sempre ali sorrindo pra ela, segurando sua mão... Tinha que confessar também que ultimamente os dois não estavam respeitando muito o limite amigo-peguete que fica subentendido numa amizade homem-mulher. Os dois já tinham ficado umas três ou quatro vezes, sempre quando estavam se sentindo carentes ou rejeitados e, normalmente, após uma boa dose de álcool.
A última vez que ficaram tinha sido um dia antes de Tom ir para a Flórida.
era a última, mas não menos importante parte do trio... Era amiga de há tempo suficiente para lerem o pensamento uma da outra. Conheceram-se na escola, na sexta série, quando se mudou para a cidade. Se sentou ao lado de na primeira aula e perguntou qual era a matéria, pois estava totalmente perdida... Desde então nunca mais se largaram.
Os três estavam sempre juntos. Tom era do mesmo ano e, apesar de conhecer há mais tempo, também tinha um carinho mais que especial por . Era como sua irmãzinha e ele sabia que aquelas duas garotas valiam mais que ouro; gostava de pensar que as protegia.
"Dois McShakes de chocolate."
saiu com os milk shakes na mão em direção à e a família de Tom.
"Não quer mesmo, Carrie?" - ela perguntou à irmã de Tom. Ela era mais nova que os três, mas era uma pessoa muito doce e fácil de lidar, assim como o irmão.
"Não, valeu ! Ele ta demorando, não tá?"
olhou no relógio. "Nah, está dentro do horário que a gente imaginou mesmo." - Ela disse. - "? Vem aqui rapidinho? Vamos lá no Mc comigo de novo, acho que quero uma batata também".
Sabia exatamente o que viria a seguir só de olhar pra amiga.
"Pára de se martirizar! Se você achar que é isso mesmo que quer, vai e fala com ele! Vocês ficam juntos e vivem felizes para sempre. Não se preocupa por antecedência não!"
sorriu. Mais uma vez, tinha lido seus pensamentos.
"Acho que não ia dar certo, . Eu não estou disposta a colocar nossa amizade em risco e acho que ele também não. O que acontece é que eu estava, e estou ainda, me sentindo extremamente sem sorte no amor. Me sentindo péssima por não encontrar a pessoa certa. E o Tom não ajuda!" - Ela riu. - "Com ele sendo meu parâmetro de homem perfeito, fica difícil! Aí juntou a bebida, a carência, a saudade que eu sabia que ia sentir dele..."
"Eu entendo. O Tom é o cara, né? Ele é o culpado por a gente nunca querer ficar com ninguém mais de uma vez!"
E as duas riram.
Voltaram para o lado dos Fletchers. Realmente, agora parecia que ele estava atrasado. Porém, ficar ali era muito agradável. e adoravam aquela família.
"Não conheço ninguém que, com a idade do Tom, goste tanto da Disney!" - Disse Mrs. Fletcher. Todos riram.
De repente viram um garoto loiro vindo sorridente na direção deles. Algumas garotas que estavam ali perto olhavam pra ele com interesse. se lembrou de quando ele era um garoto gordinho, muito tímido, que mal falava com outras garotas, além dela... Mas Tom tinha emagrecido bastante desde então e se tornado um garoto lindo e mais sociável. Tinha olhos castanhos detentores de um brilho invejável e hipnotizador; uma covinha maior que a outra, que fazia do seu sorriso algo inexplicavelmente bonito; as mãos grandes e finas, mãos de pianista...
"Ei, vai ficar paradona aí ou vai me dar um abraço?" - Tom estava com os braços estendidos na frente de . Ela tinha ficado tanto tempo pensado nele que nem viu o garoto abraçando os pais e se dirigindo a ela.
"Claro que vou! Que saudade de você, Toooom!" - pulou, então, nos braços do garoto. Tom era muito abraçável, se é que essa palavra existe. A segurou forte e deu um beijo em sua bochecha.
E foi estranho por que, a partir do momento que o viu, o frio no estômago passou! Ele não era UM cara perfeito, com quem ela casaria fácil; era SEU MELHOR AMIGO perfeito, com quem ela casaria fácil. E isso fazia toda a diferença! Não se lembrava mais dele como o cara que ela ficou e que tinha ido viajar....era o Tom...o Tom!
Tom estava se encaminhando para abraçar , quando ouviram um barulho estranho atrás. Todos se viraram para a porta de onde ele tinha saído e viram um garoto caído por cima das malas do amigo.
O garoto se sentou no chão e riu alto - "Porra, Tom!". Inconscientemente, fechou os olhos ao ouvir aquela risada. Era muito boa de se ouvir. Abriu de novo e viu o menino levantando as malas.
Tom? Quem era Tom mesmo? De repente ele tinha sido varrido de seus pensamentos pela risada que ouvira há pouco.
Ah sim! Tom era aquele seu amigo que estava levando o dono da risada em direção a ela.
", deixa eu te apresentar. Esse é Daniel Jones. Nos conhecemos na viagem. Ele estuda na Memory Lane High."
"Daniel? Naaah, pode me chamar de Danny!" - Ele disse estendendo a mão e sorrindo. - "E você é a famosa !"
Hein? Se ele não parasse de sorrir, ela não conseguiria manter uma conversa decente com ele!
"Famosa? Acho que não, hahaha...(não sabia se ria de nervoso, se saia correndo...). Prazer Danny!" - ela devia estar com uma cara de idiota bem hilária.
"E essa é a também famosa ." - Tom disse.
"Você diz que a gente é famosa só pra se achar O cara dos contatos, né Tom?! Prazer Danny!" - E também apertou a mão do garoto.
"Dude, onde estão aqueles dois?" - Tom falou e olhou para a porta.
Meu Deus, tinham mais dois como aquele?
Tom se virou para as garotas.
"Vocês não vão acreditar! Encontrei Dougie Poynter na viagem! Foi ele quem me apresentou o Danny aqui e o Harry, o outro garoto. Ele foi estudar em Memory Lane High também."
"Dougie Poynter? Aquele baixinho estranho que gostava de lagartos?" - Disse .
"O que tem eu?"
se segurou pra não rir da cara de . O olhar dela no garoto que chegou na roda foi indescritível. O "baixinho estranho que gostava de lagartos" agora tinha crescido (mas não muito) e usava os cabelos loiros bagunçados o que dava a ele uma pinta de surfista, exatamente como gostava. Estava de regata, de forma que era possível ver uma tatuagem em seu braço direito que ia do ombro até o meio da parte de cima do braço.
e Tom trocaram olhares divertidos. tinha o dom de pagar os melhores micos!
"Dougie? Dougie Poynter?" - Ela ainda não acreditava.
" ? Ei, a gente fez um trabalho de ciências juntos na sétima série! Um pouco antes de eu mudar de escola. Você só me xingava!".
É, ela se lembrava disso. Realmente achava ele estranho naquela época e estava brava, porque queria ter feito o trabalho com o Charlie. Coisa de gente da sétima série...também se lembrava desse jeito dele de falar as coisas, sem pensar se ia soar mal ou não.
"Parabéns Dougie, agora ela vai querer se enterrar!" - Tom disse rindo com a cara de terror de .
"Me...me desculpa! Não era nada pessoal..." - Ela estava bem embaraçada!
"Nem encana! É um prazer revê-la! E você também !" - Dougie se aproximou para cumprimentar . Eles até tinham sido amigos, uma vez que andava com Tom desde sempre e Tom era amigo de Dougie desde que este tinha entrado na escola.
"Mas e o Harry?" - Disse Danny e se virou para ele, quase havia se esquecido que havia alguém incrivelmente babável há poucos metros dela.
Ele tinha os olhos mais azuis que uma pessoa podia ter. Seu rosto era bonito e ficava ainda melhor quando ele sorria. A boca, aliás, era algo a parte: tinha os lábios vermelhos e carnudos e os dentes, apesar de grandes, faziam seu sorriso ainda mais radiante, ele também tinha covinhas e todo esse conjunto era emoldurado por um cabelo preto e uma franja de lado na testa. gostou de tudo naquele garoto.
"Se ele não chegar em cinco minutos, eu não vou dar carona pra ele" - Disse Dougie e saiu do transe.
"Foi aquela loira que sentou do lado dele. Me dá raiva às vezes como o Harry tem sorte com as mulheres." - Danny reclamou. - "Ele deve ter parado pra pedir o telefone, email, myspace, endereço, nome do cachorro...ah não, ele vem vindo aí."
Tá! Era oficial. Tom tinha encontrado os outros três garotos mais bonitos da Inglaterra nessa viagem. Harry tinha os cabelos escuros também, penteados como um moicano, era magro, mas tinha os braços fortes e um rosto muito bonito.
olhou pra e percebeu que estavam pensando o mesmo: "Loucura!"
"Harry, essas são as minhas garotas: e . Garotas, esse é o Harry."
"Oi Harry!" - Elas disseram juntas, fazendo-as parecer aquelas gêmeas siamesas.
O garoto as cumprimentou e se virou pra Dougie:
"Vou de carona com você, dude? Meu pai disse que não dá mesmo pra vir me buscar."
"Pode ser. Mas acho que minha mãe não chegou ainda. Danny e você? Vai como embora?"
Danny estava desligando o celular.
"Minha mãe vem me buscar. Tá tranquilo, galera. Vou comer algo e vou lá pra fora esperar por ela."
"A gente espera com você, tô morrendo de fome também." - Dougie ofereceu.
"Vocês duas vem com a gente? Minha mãe provavelmente providenciou O almoço!" - Tom disse, se dirigindo às garotas.
"A gente bem que queria Tomzinho, mas temos cursos de verão daqui a pouco. está fazendo um curso de Jornalismo Esportivo e eu de Fotografia." - respondeu.
Ao ouvir isso, Danny levantou a cabeça.
"Fotografia? Você gosta?"
gelou. Era a primeira vez que iria falar com Danny mais do que o "Muito prazer Danny".
"Eu gosto sim." - Ela falou, sorrindo para ele. - "Por quê? Você também gosta?"
Ele concordou com a cabeça e sorriu. Reparou mais atentamente na garota, então. Ela não tinha uma beleza dessas de parar o trânsito, mas não era feia. Tinha um sorriso engraçadinho e Danny gostou dos olhos dela também.
ficou sem graça, pois o garoto ainda estava olhando pra ela. Desviou o olhar e ia se virar para se despedir de Tom, mas desencostou de , tropeçou na mesma mala que Danny já tinha caído e foi parar no chão.
O garoto foi o primeiro que riu, mas também correu para ajudar a garota a se levantar.
"Essa mala é assassina, mate! Joga ela fora! Sabe quantas vezes eu tropecei nela na Florida? Sete!"
nem tinha forças pra se levantar de tanto que ria. Segurou na mão que Danny mantinha estendida e conseguiu subir.
"Obrigada!"
"Seu sapatinho de cristal, Cinderela."
Ela nem tinha reparado que, no tombo, tinha rasgado uma tira de sua sandália.
"Aaaah, poxa vida! Vou bonita pro curso agora. Obrigada de novo, Danny! Meu herói."
O garoto corou e soltou a mão dela.
"Hora de ir, estamos atrasadas! Tchau pessoal. Prazer conhecê-los" - Disse . Ela e se despediram dos garotos.
O "tchau" de Tom e demorou mais, eles ficaram um bom tempo abraçados. Ela não queria abraçá-lo por muito tempo; não perto de alguém com quem ela, com certeza, perderia várias horas da sua vida. Ao mesmo tempo, como já tinha dito, seu amigo era o cara mais abraçável do mundo (quer dizer, ainda não tinha abraçado Danny pra saber...AINDA!). E quando ele disse "Passa lá em casa a noite?", ela sorriu, concordou e deu um beijo em sua bochecha.
"Tchau meninos, prazer conhecê-los!" - Virou-se e saiu com , deixando os quatro garotos para trás.
Quando já estavam inaudíveis, começaram a falar como duas matracas sobre aqueles três amigos novos do Tom.
"Nem tão novos assim! A gente conhecia o Dougie!" - disse.
"Aaaaaaai, nem me lembre! Desde quando ele é bonito daquele jeito? Desde quando ele é o meu número daquele jeito??" - ainda estava inconformada.
"Calma , os tempos são outros! Ele mudou, você mudou..."
Elas continuaram falando dos garotos até chegarem ao local dos cursos, enquanto tentava arrumar a sandália, para não parecer desleixada.
Enquanto isso, os três rapazes se despediam de Tom e da família Fletcher, que já se encaminhavam para a saída.
"A gente se fala, cara. Temos que marcar aquele ensaio, pra ver se dá certo!" - Danny gritou.
"Amanhã à tarde, pode ser? Lá em casa tem um quartinho pra ensaio..."
"O Dougie sabe onde é, né? Tá fechado!"
"Sei, sei sim, você ainda mora no mesmo lugar?"
"Moro!"
"Tá certo então!"
"Aweeeeesome!"
Estavam chamando atenção demais com seus gritos, mas fingiram que não era com eles quando Tom finalmente saiu e se dirigiram discretamente à praça de alimentação.
"Tom é um cara legal. Acho que seremos uma boa banda!" - Harry começou a dizer.
"Acho que sim, pelo menos talentosos nós somos." - Dougie falou, mais para ele do que para os outros.
"E modestos!" - Danny completou, rindo.
"Mudando de assunto, muito bonitas as amigas do Tom. Eu estava curioso para conhecê-las! Ele só falava delas. Qual das duas era a mesmo?" - Harry perguntou.
"A mais alta." - respondeu Danny.
"A versão feminina do Mr. Jones aqui!" - Dougie zombou.
"Eles namoram, né? Pelo menos me pareceu..." - Harry coçou a cabeça, pensativo. - "Eles tinham um climinha diferente, por exemplo, do Tom com a ."
"Você acha? Ele não a apresentou como namorada, apresentou? Ou eu ouvi errado?" Danny parecia preocupado. Não gostava nada da idéia de ter se interessado pela namorada do mais novo amigo, aquilo era péssimo!
"Aaaah não, isso é porque eles são melhores amigos desde sempre. Talvez eles até se peguem de vez em quando, mas namorados não." - Dougie respondeu meio sem pensar, como sempre.
Isso não diminuiu a culpa de Danny.
"Que jeito bonito de se falar, hein?" - Harry riu. - "Mas e a ? Quer dizer que ela te esnobava, Dougster?"
"Quem disse que eu gostava dela?" - Dougie se defendeu, mas depois baixou a guarda. - "Não é que ela me esnobava....a gente até conversava, por que tínhamos o Tom como amigo em comum, mas na sétima série, vocês sabem, né? A maior meta de um menino é ser o Power Ranger vermelho!"
Os três gargalharam.
Já eram 19h quando bateu na casa dos Fletchers. Tinha dito a Tom que iria lá pra eles colocarem o papo em dia.
"Oi linda! Entra!" - Tom abriu a porta, deu um beijo na testa da garota e a deixou entrar. - "E o que nós vamos assistir hoje?"
"Toy Stoooooory!" - disse animada tirando um DVD da bolsa.
Os dois riram, aquele era o desenho favorito deles. Foram até a sala de TV, que tinha o sofá mais confortável que conhecia, e se acomodaram.
"Não é um laser de verdade, é só uma luzinha que pisca!"
Estavam dublando o filme como sempre faziam. era o Wood e Tom, o Buzz.
"Mas me conta, moleque, como foi lá? Como você reencontrou Dougie e conheceu os outros garotos?"
"Eles estavam indo pra Florida também, pura coincidência! Ficamos no mesmo hotel...que, alias era péssimo!"
"Falei com James outro dia, ele e os garotos estão abrindo o show de uma banda conhecida, não me lembro o nome agora..." - disse sondando.
Tom tinha pertencido a uma banda, o Busted, por um tempo. Mas parecia que não havia espaço para quatro membros nela e ele saiu. Dois dias depois, James, Matt e Charlie foram vistos por um empresário e agora viajavam o país abrindo shows. Aquilo tinha deixado Tom extremamente chateado. A primeira vez que ele e ficaram, aliás, tinha sido na noite em que o trio deu uma festa pra comemorar o contrato. Tom queria parecer contente pelos amigos e bebeu muito, mais do que bebera em toda a vida. cuidou dele a noite toda e quando ele já estava melhor, houve um daqueles papos de bêbados que amam e eles acabaram se beijando.
"Que bom pra ele..." - Pelo jeito, Tom continuava mordido com sua falta de sorte. Tinha nascido para a música, não se via fazendo nada além daquilo.
"Vem aqui!" - estendeu os braços e o garoto a abraçou, deitando-se no colo da amiga depois. - "O que é seu tá guardado...e com certeza é algo fantástico!"
"Eu e os garotos escrevemos uma música juntos na Flórida. É sobre o quarto de hotel em que estávamos. Ele era muito ruim...tinha uma cama quebrada, o ar condicionado zuado...o quarto estava sempre muito quente......São caras muito legais, Dougie, Danny e Harry..., nós tocamos juntos um dia lá! Quase me esqueci de te contar" - Tom se levantou animado. - "Você precisa ouvir a voz do Danny! Nós fomos a um barzinho..."
Mas abstraiu o resto da história, tinha parado no nome do garoto que conhecera mais cedo. Ele era encantador, e se ainda por cima cantava...aquele boca era realmente um caso a parte!
"? Hey, tá me ouvindo?"
"Tô sim Tomzinho….fico feliz por você!" - Ela disse sorrindo.
"Vem ao nosso ensaio amanhã? Traz a ! To com saudade dela também..."
"Será um prazer ouvir o....qual o nome da banda?"
"Ainda não tem nome, ainda nem sabemos se somos mesmo uma banda!"
"Vou pensar em algo criativo pra vocês até amanhã........Tom?"
"Hum?"
"Perdi a cena que mais gosto, posso voltar?"
"Você sempre faz isso! Vai adiantar eu dizer não?"
"Não!"
"Então volta!"
Cap.2 You’ve got a friend in me
No outro dia, e foram para o curso de verão, depois passaram na sorveteria e só então rumaram para a casa do Tom ver o ensaio.
Estava um dia insuportavelmente quente e elas já estavam pensando duas vezes se entrariam no quartinho de música abafado do amigo com mais quatro marmanjos. Mas como se tratava de quatro marmanjos muuuuito bonitos, elas acharam que talvez valesse a pena o esforço.
“Boa tarde! Querem?” – entrou, oferecendo sorvete aos garotos que já estavam ali.
“Oi linda! Do que é? Nozes? Eu quero!” – Tom beijou a bochecha da garota e tomou um pouco de seu sorvete.
“Eeeeeei , quase não nos falamos ontem! Sabe o que eu trouxe pra você?”
“Minha pantufa de Pluto? Você achou? Aaaaah, você é o cara, Tom!”
Ela pulou no pescoço do amigo.
“Vamos parar com a putaria aííí...” – Dougie disse, fazendo sinal pros dois se separarem.
As meninas riram e se sentaram no sofá perto da porta, enquanto eles decidiam a música.
“Pode ser a música que cantamos juntos na Florida...” – Danny sugeriu. Todos concordaram e Harry fez a contagem.
Era Stay With Me, do Rod Stewart.
“In the morning
[De manhã]
Don’t say you love me,
[não diga que me ama]
cause I'll only kick you out of the door...”
[porque eu só vou te chutar pra fora da porta]
E o mundo parou de rodar por quatro minutos e um pouquinho. Era a voz mais bonita que já tinha ouvido na vida! Era grossa, meio rouca e extremamente afinada. E Danny cantando também era algo a se apreciar. Ele cantava com os olhos fechados, batendo umas das pernas no chão ao ritmo da música; balançava a cabeça e quando abriu os olhos, sorriu olhando para ela.
A voz dele e a de Tom se encaixavam perfeitamente e os meninos pareciam velhos companheiros de banda, tamanha era a sintonia.
Cantaram mais uns dois covers e apresentaram às garotas a música que tinham feito: Room on the third floor. Era realmente muito bonita e bem feita.
e aplaudiram quando Tom terminou o último “…that I gotta keep my feet on the grooooound…”. Estavam impressionadas com aquilo!
“Tá, agora vocês podem confessar que já estavam tocando juntos desde que tinham nove anos de idade!” – disse.
“É, a gente não cai nesse de ‘É nosso primeiro ensaio, pra ver se dá certo...’, nos poupe!” – completou.
Os meninos se olharam e riram. Realmente tinha sido muito bom tocarem juntos.
“Vocês só precisam de um nome!” – lembrou.
Tom parecia estar se coçando para dar sua sugestão. sabia que ele provavelmente tinha passado a noite pensando em algo extremamente criativo.
“Eu pensei em....McFLY. Sabem? De Marty McFLY. O carinha de Back to the Future?”
Houve um momento de silêncio.
“Ah cara, eu gostei!” – Dougie disse primeiro.
“Eu gostei, dude...soa bem...” – Danny falou rindo.
, que tinha saído pela tangente sem ser vista, voltou com latas de cerveja sabe-se lá Deus de onde.
Jogou uma para cada um e brindou:
“À banda mais famosa do ano que vem, McFLY!”
“McFLY” – Todos gritaram e riram.
Os seis estavam no quintal da casa de Tom, ainda tomando cerveja.
, Dougie e Harry jogavam baralho, Danny estava sentado numa espreguiçadeira com o violão no colo e olhava para a cadeira onde Tom e estavam. Ela, deitada no ombro dele que mostrava as fotos da viagem na câmera.
“Você tem que ir da próxima vez, foi tão legal!”
“Eu vou! Hey, que foto linda! Quem tirou?”
“O Danny!” – Tom apontou. Ele pareceu acordar de um transe e tirou os olhos da garota. Porém, por efeito do álcool, não foi rápido suficiente e ela percebeu que estava sendo observada. Ambos sorriram sem graça.
“Que foto?” – Danny disse, tentando se recompor.
“Essa.” – Tom mostrou a câmera para ele. Era a foto de uma menininha de uns dois anos com orelhas de Minnie e a boca toda lambuzada de chocolate, mas ela sorria como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo, com o doce na mão.
“Eu adorei!” – disse, com os olhos em Danny. O garoto retribuiu o olhar, sorrindo. Tom olhou de um para o outro e se sentiu estranho. Só não sabia se aquilo era ciúmes ou só aquele sentimento ruim de estar sobrando...
“Truuuuuuuuuuuuuuuco, ladrão!” – gritou. Harry soprava informações no ouvido de Dougie, mas eles estavam perdendo de lavada!
“Meeeeeeeio pau!” – Como achava que ela estava blefando, resolveu chutar o balde.
“Então toma o zap!” – disse animadamente, colando a carta na testa do garoto. Este ficou emburrado e jogou a carta que tinha no monte, olhando irritado para Harry. – “Próximooo!”
“Se você não tivesse me ajudado, eu tinha ganho!” – Dougie ainda estava revoltado com Harry.
“Fui eu quem mandou você fazer essa burrada no final? Então cala a boca que é minha vez.”
“Eu vou torcer pra !” – Dougie pegou sua cerveja e foi se arrastando até ficar atrás de , que olhou de canto de olho e sorriu. O garoto estava mais perto do que era necessário...
“Seu bosta!” – Harry xingou, embaralhando as cartas.
O celular de tocou. – “Ih, ferrou...é minha mãe!” – Ela se levantou pra atender e o mundo girou, tinha bebido mais do que imaginava. Correu para dentro da casa de Tom, quase caiu no tapete entre a copa e a sala e se sentou nas escadas que davam para o 2º andar.
“Oi mãe! Não, tô na casa do Tom, eu avisei que vinha pra cá...bebendo? Claro que não, mãe! Hoje é quarta! Eu compro sim. Levo, levo....tá, mas eu vou mais tarde. Tô vendo as fotos da Florida...Eu mando um beijo pra ela sim...Fica com Deus. Também te amo. Beijos.”
O que mesmo que era pra comprar? riu de não se lembrar o que sua mãe tinha acabado de pedir...ela tinha problemas sérios de memória, freqüentemente se esquecia até mesmo o assunto que estava conversando com alguém no msn. Ah é, era guardanapo! Ou papel toalha, dava no mesmo...
De repente ouviu uns passos vindo da copa e Danny abriu a porta com sua garrafinha de Heineken na mão, mas ele não a viu e se dirigiu para a porta do armário, ao lado da entrada da casa. Hein?
“Danny? Vai fazer o que aí?” – Ela se levantou (e o mundo rodou de novo!).
“Opa! Você tava aí? Preciso usar o banheiro.” – Ele também estava visivelmente alcoolizado! E se virou para olhá-la, apontando para a porta do armário.
riu alto, foi até o garoto e pegou na mão dele, o levando em direção ao banheiro certo. Danny virou sua mão na dela, de forma que seus dedos se entrelaçassem.
“Pronto senhor, é aí o banheiro de verdade...” – Não queria largar a mão dele e, pelo jeito ele também não.
“Perdi a vontade...vamos sentar lá na escada e tomar mais uma cerveja....por minha conta!”
riu. Eles foram até a cozinha pegar duas garrafinhas e seguiram de mãos dadas até a escada.
“Me fala de você...” – Danny disse. Estava tão perto que podia ver cada sardinha em seu rosto, podia até se ver refletida nos olhos extremamente azuis do garoto...
“Hummm, o que você quer saber? Eu sou a , para os mais íntimos e os menos íntimos também...(ele riu) estou no último ano do colégio, faço parte da equipe de teatro, amo fotografar, por isso quero fazer faculdade disso. Tenho dois melhores amigos fantásticos e...não sei...”
“Você fala com tanta felicidade das coisas que faz! Tanto entusiasmo...é contagioso até!”
“E você? Me conta alguma coisa também!”
“Eu? Eu estou afim da garota do meu novo amigo.” – Ele pensou, mas não achou que era algo interessante pra se dizer sobre ele mesmo. – “Eu sou o Danny, sou tão apaixonado pela música quanto você é pelo teatro e pela fotografia...gosto de futebol também e...”
“Tom, busca minha pantufa? Eu acho que já vou indo...”
“Claro!” – Tom estava dedilhando o violão pensativo quando o chamou. e Danny estavam lá dentro há muito tempo...
Abriu com cuidado a porta e os viu sentados na escada, conversavam e riam como velhos amigos.
“Eu sou meio tonto mesmo, mas eu nem ligo...estou sempre esbarrando nas coisas, derrubando vasos ou prendendo meu moletom no trinco da porta...”
riu:
“Eu sou muito assim também! Derrubar suco, refrigerante na mesa em dias festivos então...minha especialidade!”
“Podemos abrir um D.A.: Desastrados Anônimos então. Um brinde!’
E eles bateram as garrafinhas já vazias.
Tom deu uma tossida forçada e se juntou a eles.
“Qual foi a piada?”
“Descobrimos que podemos fundar o ‘Desastrados Anônimos’. Oi, meu nome é e só por hoje eu não derrubei nada... de valor!”
Danny gargalhou e começou a rir também, por que ficava com o riso frouxo quando estava bêbada e porque a risada de Danny era contagiante!
“Vou lá no quarto buscar o presente da , você quer o seu?” – Tom disse olhando para .
“Siiim! Eu quero! Eu amo abrir presente! Vou lá com você! Vamos, Danny?”
“Não, acho que vou aproveitar e ir ao banheiro. No banheiro de verdade, quero dizer.”
quase morreu de rir de novo...ela não conseguia se segurar, parecia uma hiena quando bebia demais!
Se levantou para subir as escadas e quando Tom fez menção de ajudá-la, ela se livrou das mãos dele:
“Tô bem Tomzinho...olha só. Escada, escada, escada, escada...” – Ela dizia a cada degrau que subia e comemorou no final – “Viu? Subi tudo!”
“Você é demais mesmo!”
Eles entraram no quarto dele e ela se jogou na cama. Era macia, quentinha e confortável.
“Espero que goste.” – Tom lhe entregou um presente grande demais para ser a orelha de Minnie que ela tinha pedido. Rasgou o papel mais rápido que pode e deu um grito. Era um Wood enorme, era lindo!
“Aaaaaaaaaah, Tom! O que eu faço com você? Isso deve ter ficado caro.”
“Você merece!” – Ele olhava fixamente para ela.
“Você não vai abusar de uma pobre moça indefesa e bêbada, né?”
Ele sacudiu a cabeça negativamente, mas tinha um olhar malicioso “não-Tom” no rosto que fez ficar envergonhada, ela deu um tapa no ombro dele.
“Você tá bêbado também!” – Ela zombou. – “Não vai nem lembrar que me olhou assim amanhã!
“Se você ficar comigo, eu vou lembrar. Tava com saudades...”
Tinham chegado ao momento crítico daquele papo furado, normalmente era depois de um xavequinho desses que eles ficavam. Mas agora tinha um alvo e, não que Tom fosse seu “step boy”, porque esse termo reduziria a zero a amizade verdadeira que os dois tinham, mas os dois só ficavam quando ambos estavam livres e desimpedidos. Ainda que Tom não soubesse que o cara que ele havia apresentado há 24 horas estava mexendo com ela.
“Você não é assim, Mr. Fletcher! Vamos levar o presente da , vem!”
Segurou nas mãos dele e desceu a escada. Pela voz que ouvia no fundo, Danny tinha voltado pra lá.
Ao abrirem a porta da cozinha se depararam com e Dougie fazendo castelinhos de cartas (logicamente, não passando do primeiro andar, afinal qual bêbado consegue ficar concentrado e com a mão firme?), Harry roncando na cadeira e Danny jogando bola no gramado.
“Cara, eu tô começando a me arrepender de não ter deixado vocês zuarem o Harry. Como ele ronca alto!”
“Eu te disse...ainda mais bêbado!”
“Tem chantilly aí, Tom?”
Tom fez um sorriso maldoso, acenou com a mão para todos esperarem e voltou à cozinha. sentou- se na espreguiçadeira.
Danny parou de jogar bola e se juntou aos quatro.
Tom veio chacoalhando o vidrinho e virou na direção de Harry.
“Boom diaaaaaaaaaa Bela Adormecida!”
Harry, que parecia um bolo de noiva agora, se levantou assustado e começou a xingá-los com todos os nomes mais feios que veio em sua cabeça recém funcionante.
“Vão pra puta que pariu, viu!”
Eles riram de se acabar. Tom não resistiu e espirrou também em ...cinco minutos depois estavam todos melados e brancos.
“E eu nem vi meu presente! Droga! Como vou abrir com a mão desse jeito?!”
“Vou te apresentar uma coisa fantástica , vem aqui!”
Dougie a levou até a cerca no quintal e apontou teatralmente para a torneira.
“Chama-se Torneira!”
“Há há há, chama a graça agora...”
Ela se abaixou para lavar as mãos e Dougie não resistiu, a empurrou embaixo d’água!
“Eu-não-acredito-que-você-fez-isso” – Ela disse entredentes. Estava toda molhada. Se virou e viu o garoto sentado na grama, chorando de rir. Começou a jogar água nele também.
“Toma, espertão!” – Ela continuou sentada embaixo da torneira e ria com a cara que ele fazia.
“Pronto Dougie, você nem precisa mais tomar banho essa semana” – Danny zombou.
Os seis já estavam dentro da casa de Tom: Harry tinha subido para tomar banho, afinal era o mais melado. e Tom estavam sentados ao piano e Danny no sofá com os outros dois. e Dougie dividiam uma toalha que parecia um lençol e continuavam se estranhando.
“Você tá com um pedaço maior da toalha!” – reclamava.
“Eu sou maior que você!”
“Nossa, muito maior! Quase um Ashton Kutcher de tão grande! Eu estou mais molhada!”
“Caramba vocês dois!” – Harry vinha descendo as escadas.
“Isso aí Tio Harry! Põe ordem nesse barraco!” – Danny disse rindo.
Todos riram também, era difícil ficar sério ali. se sentiu feliz que dessa vez não seriam só os três. Não que fossem anti-sociais, mas as pessoas no colegial podem ser bem ruins e cruéis quando querem. Eles se protegiam mantendo só amigos de colégio...colegas...nada além disso. Mas o espírito ali era ótimo, como se já fossem amigos há milhares de anos.
“Acho que até já estou sóbrio, que droga!” – Disse Dougie. Os outros concordaram...
“Ainda tem cerveja aí...” – Disse Tom.
“Ah não, desencana, deixa pra amanhã!” – Ele respondeu. – “Toca alguma coisa aí, Tom!”
O garoto colocou as mãos nas teclas. Pensou um pouco no que ia tocar e começou. Era “You’ve got a friend in me”, a música do Toy Story.
bateu palmas e acomodou a cabeça no ombro do amigo. Danny se mexeu desconfortável no sofá, tinha que admitir que eles formavam um casal muito bonito. Tinha quase certeza que eles tinham ficado quando subiram e aquilo o deixava estranhamente chateado. Pô! Tinha conhecido a garota há um dia e já estava assim? Aquilo não se parecia nada com o bom e velho Danny Jones, O pegador.
“And as the years go by,
[E enquanto o tempo passar]
our friendship will never die.
[nossa amizade nunca vai acabar]
We'll both see it's our destiny.
[Nós dois sabemos que é nosso destino]
You've got a friend in me.
[Você tem um amigo em mim]
You got a friend in me.
[Você tem um amigo em mim]
You got a friend in me.”
[Você tem um amigo em mim]
“É gente…é triste a dor do parto, mas é hora de partir!” – Disse olhando o relógio e se levantando, com seu Wood na mão. – “Ainda tenho que passar num supermercado 24h e comprar...o que mesmo? Ah é! Guardanapo!”
Os outros começaram a se levantar também...
“ , você vai embora de pantufa?” – Dougie apontava para o pé dela, que riu e se sentou para colocar a sandália.
As duas saíram para um lado, enquanto os meninos foram para o outro, em direção ao carro de Harry.
“Querem carona?” – Ele gritou.
“Não! Já cansamos de vocês por hoje. Brincadeira! Valeu mesmo, mas é perto!” – gritou de volta.
Ele riu e acenou para elas, entrou no carro e eles foram embora.
e andaram um pouco e pararam em frente à casa vizinha de Tom.
“Pode me contar tudo, mocinha. Ou você acha que eu não percebi que você entrou na casa, depois foi o Danny, aí o Tom...aí o Danny saiu e você e o Tom vieram um milênio depois?! Eu estava meio altinha, mas eu lembro de tudo!”
riu.
“Então, eu entrei para falar com a minha mãe e o Danny apareceu lá achando que a porta do armário era o banheiro, quando eu ia mostrar pra ele onde era de verdade, ele segurou minha mão que nem namorado, sabe? Foi fofo! Aí a gente se sentou na escada e conversamos um monte, rimos um monte...aí o Tom entrou para buscar o seu presente. Eu fui com ele pra cima pegar o meu também e o Danny finalmente foi ao banheiro. Lá no quarto, o Tom meio que me xavecou, mas eu dei uma de João sem braço e desci, foi isso!”
“Putz , você vai causar na banda e ela não tem nem um dia inteiro de vida” – zombou.
olhou para os pés.
“Eu tô meio confusa mesmo. O Tom é o Tom, né? Mas o Danny também é muito interessante. Me encantei por ele assim que o vi caído nas malas. E conversando hoje, descobri que a gente é muito parecido...as qualidades, os defeitos...não sei , não sei.....Sua vez! O que aconteceu enquanto eu estava lá dentro?”
sorriu.
“Ah, eu joguei baralho com Dougie e Harry e ganhei dos dois – riu. – “Depois o Harry dormiu e nós fizemos castelinho de cartas. Tom ficou um tempão olhando pro nada com o violão na mão. Eu pedi pra ele buscar minha pantufa, porque a idéia era eu ter ido embora aquela hora, e ele foi buscar. Nada tão emocionante quanto sua tarde.”
“E o Dougie?” – perguntou.
“Huuuuum, não sei...”– respondeu pensativa. – “Ele é uma graça e me diverte, mas você sabe como eu sou, né? Por enquanto, eu estou curtindo uma amizade, mas só Deus sabe o futuro...” – E piscou.
“Essa é a ! Acho que vou indo...tá tarde já...”
“ ? O guardanapo!”
“Ah é...”
Cap.3 Accidentally in Love
queria muito ir ao ensaio do McFLY no dia seguinte, mas depois do curso sua mãe ligou pedindo que ela ficasse na loja.
A fotografia era uma tradição em sua família e eles tinham uma loja que vendia câmeras, molduras, cartões de memória, essas coisas. Sua mãe fotografava casamentos, formaturas, festas de aniversário...mas queria ir mais longe, queria tirar fotos de lugares diferentes, pessoas diferentes...queria conquistar o mundo!
Enfim, mandou uma mensagem para que ficaria ocupada e recebeu uma resposta de alguém tão desanimada quanto ela, já que a amiga precisaria ir à casa da afilhada de sua mãe.
Avisou Tom que elas não iriam e perguntou o que eles iriam fazer a noite, mas não recebeu resposta.
“Oi! Eu queria contratar a melhor fotógrafa do mundo, é aqui?”
levantou a cabeça.
“Tooom!”– Ela saiu de trás do balcão e o abraçou. – “O que você tá fazendo aqui? E o ensaio?”
“Não durou muito...os meninos tiveram que ir a Little Joana High hoje, para se matricularem.”
“Eles vão estudar com a gente?”
Tom sorriu enquanto davam a volta e se sentou na mesa do computador.
“Vão, vão sim. Disseram que seria legal ter mais três pessoas que gostem deles no último ano, só pra variar um pouco...”
“Só posso concordar!” – disse rindo. – “Vai ser tão legal...”
“Aí eu pensei que você talvez estivesse morrendo de tédio. E você sabe, né? Não seria legal se você morresse...”
“Como você é bonzinho! Obrigada!”
“Egoísta, na verdade, só sobraria uma fã para o McFLY.”
riu e deu um tapa nele. “Porque, Tom? Porque você é fofo assim?”
“Você tá curtindo ter uma banda de novo, né?”
Ele nem precisava responder. Apenas sorriu para ela e pronto! Seus olhos se iluminaram como não via há muito tempo. Ela desconfiava que um vaga lume habitava a retina do amigo. Aquilo era bonito e verdadeiro. Tom demonstrava tudo o que queria com os olhos.
“É demais! Eu me divirto com os meninos e, modéstia a parte, nós somos bons!”
“Eu vi! Aquele ensaio foi tão fantástico!”
Ele sorriu de novo e disse:
“Como está a sua mãe?”
“Tá ótima! Disse que você precisa aparecer lá em casa pra jantar e contar da viagem.”
Além de namorado que toda garota sonhava em ter, Tom era também o cara ideal para se apresentar aos pais. Era aquele tipo perfeito que se leva na ceia de Natal da família. A mãe de era apaixonada por ele, mas não se metia na vida afetiva da filha. Apenas deixava claro (bem claro!) sua torcida.
Tom dificultava tudo daquele jeito! Não era páreo para nenhum outro garoto...
Por outro lado, quando pensava em Danny sentia um friozinho engraçado na barriga, uma curiosidade em descobrir tudo sobre ele, uma vontade de vê-lo, de tocar nele...fazia tempo que não se sentia assim...
“ ?”
Ela despertou de seus pensamentos e olhou para Tom, que apontou para a porta.
“Boa tarde! Em que posso atendê-los?”
Ah, a sexta-feira! Finalmente ela tinha chegado! e saíram do curso e se depararam com o carro de Harry na porta.
“Viemos seqüestrar as princesas para embelezarem nosso ensaio.”
Elas riram e entraram no carro. Danny, do banco do passageiro, sorriu e acenou para elas. Dougie, que estava atrás, fez cócegas nas duas e deu um beijo na bochecha de cada uma.
“O que gostariam de ouvir, gatinhas?”
“Quais as opções, Danny?”
“Huuuuum...rádio, um CD da mãe do Harry...” – Ele revirava o porta-luvas.
–“...Beatles...”
“Tá cara, até você achar e colocar, nós já chegamos.” – Dougie disse do banco de trás.
Danny mostrou a língua para o amigo.
“Beeeatles!” – sugeriu animada. Danny se virou de novo para olhá-la e sorriu: tinham mais uma coisa em comum.
Mas como Dougie previu, eles chegaram à casa de Tom assim que a primeira música (Come Together - era o CD de Abbey Road) começou.
“Eu falei!”
“Ah, cala a boca!” – Danny desceu do carro e deu um soco no ombro de Dougie, que revidou e eles ficaram nisso até Carrie surgir na porta.
“Oi! Entrem! Tom já está lá no fundo.”
Todos cumprimentaram a irmã de Tom e entraram.
“Quer assistir nosso ensaio?” – Danny convidou.
“Ah, obrigada! Mas tenho aula de piano agora, já estava saindo...”
Ele sorriu e se dirigiu para o quartinho de música com os outros.
O ensaio foi novamente algo muito prazeroso. Estavam agora em um cover do The Who (Pinball Wizard), e pareciam animados com eles próprios. Quando terminaram, fizeram pequenas correções e tocaram de novo a música que haviam feito: Room on the third floor.
e pegaram a letra que estava nos pés de Danny e cantaram também. Depois do último acorde, Dougie se abaixou na frente delas.
“Não preciso dizer como nós ficamos felizes com a presença de vocês aqui, né?”
sorriu pra ele, mas conseguiu abrir um sorriso ainda maior para o garoto.
“Só queria pedir pra vocês não cantarem...isso estraga um pouco toda a excitação de se ter garotas bonitas com a gente. Trocando em miúdos...” – Ele estava meio sem graça – “Vocês duas cantando são brochantes!”
“Dougie!” – e deram tapas no garoto e os outros três se viraram para assistir o amigo apanhando.
“Tá, tá bom...podem cantar então! Mas se os vidros da janela quebrarem, não digam que eu não avisei!”
Tom, Danny e Harry gargalhavam enquanto Dougie recebia mais uma rodada de tapas.
“A mãe dele vai perguntar se ele brigou na rua e ele vai dizer: ‘Não mãe, foram garotas!’” – Danny disse sentado no chão, com a mão na barriga de tanto rir.
Todos riram ainda mais alto, menos Dougie.
“Eu fui o único que falou o que nós quatro pensamos. Isso é muito injusto!” – ele massageava o braço. – “E eu não toco mais, fiquei todo dolorido!”
Quando todos se acalmaram (e demorou um pouco), Tom disse:
“Tenho uma boa e uma má notícia, pessoal. Vou começar pela ruim: não rola beber em casa hoje, meus pais estão aqui.”
Como um coral bem ensaiado, todos disseram juntos:
“Aaaaaah!”
“Mas...” – Ele continuou. – “Amanhã eles vão viajar com a Carrie, para a casa da vovó. Ou seja, uma semana de casa vazia.”
Todos comemoraram.
“Mas e hoje? É sexta, pessoal!” – Harry disse.
“Hum...eu acho que eu vou dormir!” – falou. – “Tô cansada!”
“Como você é zero!” – Harry reclamou.
“E você é à toa! Esqueceu que e eu fizemos curso a tarde inteira?! Anyway...se vocês quiserem, podem sair. Nós brochamos vocês mesmo...” – Ela olhou para Dougie, que fez cara de bravo, mas não olhou de volta.
“Não teria graça! Seríamos só quatro idiotas bêbados falando de mulher...pensando bem...não é tão ruim assim...” – Danny falou pensativo.
“Poupe-nos dos detalhes!” – disse rindo.
“Na verdade, Tom...” – ele se virou para o amigo. – “...queria que você desse uma olhada numa música que eu fiz há algum tempo, pode ser?”
“Pronto! Faremos uma noite sóbria criativa então! Enquanto nossas musas descansam!” – Tom bateu palmas.
“Gay!” – Dougie disse baixinho.
Harry fez uma cara de “as-sextas-não-foram-feitas-para-se-passar-sóbrio”, mas se deu por vencido.
O sábado amanheceu quente e sem uma nuvem no céu.
“Bom dia!” – disse tirando os óculos de Sol. Porém, se assustou, já que foi Danny que atendeu a porta, só de boxers xadrez. – “Opa! Casa errada!”
Ele estava uma graça com o cabelo bagunçado e a carinha de sono. Ela tentou não ficar olhando muito para ele, mas não pode deixar de reparar em como ele era “definido”, sem ser “bombado”. Ele riu e deu espaço para entrar e falou:
“Eu dormi aqui de ontem pra hoje. Eu e Tom terminamos a música que eu tinha comentado ontem.”
“E como ficou?”
“Ah, ficou muito boa. Tocaremos pra vocês mais tarde! Se chama That Girl!”
“That girl”? Então havia uma “that girl”? se sentiu extremamente idiota por não ter imaginado até aquele momento se Danny tinha ou não namorada. Pra ela, se Tom era solteiro, todos os outros garotos tinham que ser.
Eles estavam parados na sala. olhou pra ele e sorriu, fazendo-o sorrir também. Ela gostava do sorriso dele...e da cara de bobo...Ia perguntar por Tom mas, naquele momento, não se importava muito com a resposta. Ele provavelmente estava dormindo feliz em seu quarto e, desde que estivesse respirando, não havia motivos para se preocupar.
“Você não tomou café ainda, né? Vem, vamos comer algo.” – Ela o puxou até a cozinha e ele, como na quarta-feira, entrelaçou os dedos nos dela. A “that girl” não ia gostar nada daquilo! E se fosse forte? E se fosse feia? Pior! E se fosse bonita? E se fosse uma dessas cheer leaders peitudas? Não, Danny não tinha cara de quem gostava de loiras patricinhas... – “O que você quer comer?”
Ele deu de ombros e se sentou.
“Não vou cozinhar pra você, isso seria pior do que me ver cantando....”
O garoto levantou a cabeça para olhá-la enquanto ela abria e fechava portas e gavetas. Ele tinha entendido bem? Ela queria impressioná-lo? Mas e Tom? Será que eles tinham terminado? Ou realmente não tinham nada além de amizade? não parecia ser do tipo que daria em cima do “amigo do namorado”...mas ela poderia estar só sendo legal. Com as garotas sempre havia essa possibilidade de estar entendendo tudo errado. Piorava um pouco a situação ela ficar falando mil coisas engraçadas enquanto andava pela cozinha com xícaras, pires, leite e bolachas e usar um shorts jeans curto e uma regata verde que deixava seu biquíni aparecendo. o deixava meio zonzo sem fazer esforço nenhum.
“Te ligaram no 220V hoje, hein?”
Ela o olhou e riu.
“Eu tô feliz porque hoje é sábado! Suco de laranja, café ou leite?”
“Suco de laranja, mas só vou comer se você se sentar quietinha aqui do meu lado. Você acha que consegue?”
“Eu posso tentar!”
Ele puxou a cadeira ao seu lado e a olhou. Ela sorriu e se sentou, sentindo um arrepio de leve quando seus ombros se tocaram.
Ficaram algum tempo comendo em silêncio, ambos pensando mil coisas legais para dizer um ao outro e não parecerem babacas. Mas apenas se olhavam e sorriam, pela milésima vez na manhã...milésima primeira, milésima segunda...
“Oooopa! Bom dia!” – Era Tom. Também estava de boxer, deixando a mostra sua tatuagem no peito.
se levantou para abraçá-lo, murchando o balãozinho de felicidade de Danny, que fixou o olhar em seu pão de forma.
“Bom dia, Tom! Liga para os meninos. Festa na Pool House da hoje!” – Ela disse animada.
“Pool House?” – Perguntou Danny, confuso.
“Na verdade é na piscina mesmo....chamamos de Pool House só por causa do The O.C, sabe? A casa do Ryan?”
“Ah tá! Mas já? São 10h da madrugada, . Dougie jamais estaria acordado!”
“Aaaah, que coisa! Vamos jogar videogame então? Você já arrumou seu quarto? Eu subo e arrumo enquanto você toma café!”
Tom olhou para Danny.
“O que ela bebeu?”
Danny sorriu e deu de ombros.
“Ok! Eu sou a única animada com o fim de semana, já entendi....” – e subiu as escadas reclamando.
Os dois riram e continuaram tomando o café.
apareceu uma hora depois também de biquíni.
Os três estavam no quarto de Tom. Danny tentava ensinar alguma coisa no violão, mas ela era péssima; o outro via seus emails no computador e ria de umas piadas que alguém havia mandado.
“Bom dia desocupados de plantão. Nossa, quanto homem semi-nu!”
Todos riram.
“Oi ! Festa na Pool House hoje então? Adorei a idéia!” – Tom se levantou para cumprimentá-la.
“Acho que São Pedro também, né? Hoje está digno de piscina. Mas cadê aqueles outros dois?”
“Dormindo, provavelmente...”
“Eles moram longe? Vamos lá acordá-los?”
“Harry fica extremamente mal-humorado quando acordam ele. Eu não faria isso....” – Danny disse coçando a cabeça.
“Tá, a gente espera então...” – Ela se jogou na cama e ficou zuando , que continuava tentando fazer o Dó.
Como não sabiam quanto tempo ia demorar, resolveram almoçar. Fizeram salada, mas Danny disse que aquilo era comida de coelho e fritou um hambúrguer pra ele.
Colocaram a mesa no quintal e, quando já estavam acabando, Dougie e Harry chegaram.
“Antes tarde do que nunca, pelo amor de Deus! Se eu perdesse esse Sol maravilhoso por causa de vocês, ia ter...” – disse olhando brava para os garotos.
retirou os pratos e levou-os para a cozinha. Voltou pulando e dizendo mil vezes por minuto:
“Vamos, vamos,vamos...”
“Não sei pra que tudo isso...” – Disse Harry. – “Quando chegarmos lá vocês duas vão ficar de gracinha na borda da piscina dizendo que a água tá fria...”
“Vocês parecem que gostam de apanhar delas, dudes...” – Danny falou em tom de reprovação, assistindo Harry levar dois tapas, um de cada uma nos braços.
“Eu me sinto amado!” – Dougie respondeu.
“Só tava falando a verdade...” – Harry se defendeu erguendo os braços.
“Vou colocar uma bermuda e a gente vai.” – Tom se levantou e correu para cima. Danny foi atrás porque tinha vindo de calça no dia anterior.
Quando voltaram, e passavam protetor solar nos meninos.
“Eu vou te dar uma boneca inflável, Dougie! Sossega!” – estava ficando impaciente. Era só colocar as mãos nas costas do garoto e ele começava a se mexer na cadeira.
“Eu desisto! Senta aqui, Tom!” – Dougie se levantou irritado e saiu falando algo ininteligível.
olhou para Danny e os dois riram. Ela tirou as mãos das costas de Harry, que abriu os olhos com uma cara de “Acabou?” e saiu para o garoto sentar.
“Eu posso assistir vocês duas passando protetor uma na outra?”
lançou o tubinho do produto em Dougie.
“Como você é nojento, moleque! Que horror!”
“Vocês sabem cortar meu barato!”
5 minutos depois, o isopor estava abastecido e Danny se encaminhou para a porta da cozinha. , e Tom riram.
“Tá indo onde, Danny?” – Tom perguntou.
“Não vamos à casa de ?” – Ele perguntou confuso, apontando na direção da rua.
“Vamos. Estamos indo...” – ria da cara dele.
“Então...” – Ele estava com uma cara ainda mais intrigada.
“ ainda mora no mesmo lugar?” – Disse Dougie que se lembrou e entendeu.
Danny olhou para Harry, que retribui o olhar de perdido.
“ é minha vizinha, Danny.” – Tom foi caminhando em direção a cerca e a pulou. – “Alguém me passa o isopor?”
Dougie, ainda rindo da cara dos dois, levantou a caixa e a passou para o outro lado.
Todos pularam a cerca e ficaram um tempo admirando a piscina e o movimento da água com o pouco vento que fazia. Puxaram as espreguiçadeiras e se deitaram.
Dougie preferiu nem olhar para as garotas enquanto elas ficavam só de biquíni. Na verdade, os outros meninos também não.
Elas correram e se jogaram na piscina, espirrando água neles. Estava muito boa! Não demorou muito e os quatro também entraram.
Estavam jogando vôlei e zuando e Dougie que tinham que ficar no mesmo time, do lado mais raso. , Danny e Tom formavam o outro time. As garotas estavam na rede agora e ria de desespero. cochichou um “Abraço da Solidariedade”, mas elas não conseguiram mais conversar porque Harry estava no saque.
Era engraçado porque nenhum dos dois estava tentando chamar a atenção dela; estavam só sendo legais e fofos como seriam com ou qualquer outra menina. Mas cada vez que Tom comemorava um ponto dela “Sensacional, ! Muito bom!” ou Danny espirrava água nela só para irritá-la, ela se sentia mais confusa. Se o que sentia pelos dois fosse igual pelo menos, ela teria condições de avaliar, mas não! Lógico que as coisas não eram fáceis!
Tom era seu melhor amigo pegável, namorável, casável...e Danny era exatamente o que ela vinha pedindo há tanto tempo: alguém diferente, que lhe trouxesse sensações diferentes, uma história diferente...e além de tudo era bonito e fofo...
Não podia desperdiçar a chance agora que suas preces tinham sido atendidas. Estava cansada de não querer mais as coisas quando elas possivelmente dariam certo.
Tom estava em um pedestal e Danny, ao alcance de seus braços.
“Olha a bolaaaaaaa!” – Ouviu a voz de Dougie ao longe, sentiu uma dor forte na cabeça e não viu mais nada.
Abriu os olhos, percebeu que estava deitada e que alguém estava sentado em frente a ela e sorria. Conhecia aqueles olhos azuis, que estavam ainda mais claros por causa do Sol. Ela sorriu de volta e tentou se levantar, mas ele não deixou.
“Que susto você deu na gente, ...” – Ele realmente parecia nervoso e preocupado. Estava segurando uma bolsa de gelo na cabeça da garota com uma das mãos e com a outra fazia carinho no rosto dela. Ela fechou os olhos novamente. Ok! Tinha morrido...e a morte nem era tão ruim assim...
“Não, não dorme de novo não. Você tem que ficar acordada!” – Ele a colocou sentada delicadamente e levantou a espreguiçadeira. Todos os outros olhavam para ela, mas seus olhos ainda estavam um pouco desfocados para dizer quem era quem.
“E eu nem vou poder beber hoje mais!” – resmungou.
Danny riu e voltou a fazer carinho em seu rosto.
“Não, não vai. Eu bebo por você, pode ser?”
“Só porque você tá sendo legal comigo...”
Logo atrás de Danny, Tom a observava com um olhar nervoso. Aquele olhar de pai que ele usava às vezes.
“Eu tô bem!”
“Tem...tem certeza? Você está precisando de alguma coisa? Onde tá doendo?”
Ela sorriu.
“Sempre super protetor! Obrigada, Tomzinho...mesmo!”
Aos poucos foi voltando ao normal. Danny não saiu de seu lado até ter certeza que ela estava se sentindo bem. Quase a desmaiou de novo quando foi arrumar o gelo e bateu as pedrinhas com força na cabeça dela. Era o desastrado mais lindo do mundo.
Um pouco depois, Dougie veio substituí-lo.
“ ? Você tá bem? Eu...eu...me desculpa?”
“Seu idiota. Você podia ter me matado!”
Ele se encolheu e abriu a boca para se desculpar mais, mas ela riu.
“Claro que eu desculpo, Poynter. Eu que tava viajando aquela hora...” – Ela disse bagunçando o cabelo dele. – “A culpa foi minha!”
Dougie se virou e olhou para Danny que estava sentado na borda da piscina. Voltou a olhar para e o apontou com a cabeça.
“O cidadão ali quase enfartou. Você foi caindo para trás, mas tava muito perto da borda, podia ter batido a cabeça! Não sei como conseguiu ser tão rápido, sabe? Estamos falando do Danny! Mas ele te segurou e pediu que Tom saísse da piscina e te pegasse. Harry foi buscar o gelo e te colocaram na espreguiçadeira. Você demorou para acordar, eu também quase tive um treco, mas fingi que estava calmo, porque até chorou...fiquei um tempão tranqüilizando ela.”
abriu um sorriso enorme, estava se sentindo muito grata por toda aquela demonstração de carinho.
“Muito obrigada, Dougie! Principalmente por ter cuidado da ...”
“Ah, não foi sacrifício nenhum!” – Ele deu um sorriso tímido.
Ela se aproximou. Ainda estava com os olhos um pouco vermelhos.
estendeu os braços e as duas se abraçaram.
“Não faz mais isso!” – Ela esperou Dougie se distanciar e falou baixinho. – “E todo o tempo eu só pensava que você ia morrer porque ficou dois minutos pensando se queria o Tom ou o Danny...”
riu alto. Como sempre, tinha acertado o que ela estivera pensado.
“E eu nem ia poder aproveitar a minha escolha!”
“Então você decidiu?”
“Acho que sim. Dougie me contou o que aconteceu enquanto eu estava apagada...ele foi o máximo, não foi?”
“ ...eu confesso que nunca tinha visto nada parecido. Enquanto você estava deitada na espreguiçadeira, ele ficou com o gelo na sua cabeça, passando a mão no seu rosto...super cena de filme!”
Ela olhou para o garoto e sorriu.
“Ele nem tá bebendo. Acho que quer ter certeza de que se acontecer alguma coisa, tem alguém sóbrio para te levar ao hospital...”
Ficaram em silêncio por um tempo. ficou admirando as costas de Danny, ele ria de Dougie e Harry tentando jogar uma bexiga cheia de água em Tom, aquela risada que a deixou transtornada no aeroporto.
“Vai lá!” – murmurou.
se levantou com cuidado e sentou ao lado do garoto, assistindo a cena dos três guerreando (agora Harry era a vítima: Dougie e Tom estavam fazendo montinho nele. correu para pular por cima).
“Tá melhor?” – Ele se virou para ela.
“Uhum! Obrigada Danny, você salvou minha vida...”
“Não foi nada, sério.”
Ficaram algum tempo ali conversando enquanto os outros quatro se matavam na grama do outro lado da borda.
O assunto nunca acabava, era incrível! Enquanto a garota falava, Danny ficou encarando-a. não agüentaria muito tempo mais sem agarrá-lo. Desviou o olhar então e reparou, pela primeira vez, na tatuagem que ele tinha na perna direita.
“E essa tatuagem aí, o que é?”
Ele sorriu e levantou a perna para que ela visse. Era um desenho confuso, mas ela viu uma estrela na canela, uma jukebox e as notas musicais de uma música.
“É If I should fall behind, do Bruce Springsteen....eu adoro ele!”
“É uma tatuagem muito legal! Eu também tenho uma, olha só!” – disse e levantou o cabelo, mostrando uma estrela vazada do lado direito de suas costas.
Danny olhou fixamente para a garota e levantou a mão, não acreditou que teria coragem de tocá-la. Os dedos gelados do garoto causaram um arrepio nela, que se encolheu e fechou os olhos. Ele continuou acariciando a tatuagem e ela abriu os olhos. Danny abaixou as mãos de novo e mordeu os lábios, como se estivesse pedindo permissão para beijá-la. Ela inclinou a cabeça, autorizando-o.
“ !” – Tom gritou lá do outro lado. – “Vem ver isso!”
Pensa em um banho de água fria!
Os dois voltaram a se sentar um ao lado do outro e olhou para Tom, que percebeu o que tinha feito e ficou extremamente sem graça. Tentando consertar gritou um:
“Não...não foi nada!”.
Danny abaixou a cabeça. Aquilo só o fez achar que tinha sido de propósito. O que estava fazendo? Era a garota de seu amigo. Depois de pensar muito [e, vindo do Danny, isso era bem significante!] enquanto estava desmaiada, ele formulou a tese de que eles não eram namorados, mas com certeza tiveram alguma coisa num passado não muito distante e ainda gostavam um do outro mais do que o normal. E ex é ex! Porém, tinha se esquecido de tudo que pensara quando ela acordou e sorriu para ele. Tinha quase beijado a menina!
Ficaram uns cinco minutos sentados mudos um ao lado do outro, constrangidos.
e Dougie estavam novamente brigando.
“Eu já disse que não é assim, seu anão!”
“Pára de me chamar de anão, porra!”
“Por quê? Você não tem fita métrica em casa?”
Dougie não pensou duas vezes: Pegou , que se contorcia e gritava, no colo e a jogou dentro da piscina.
“Pronto esquentadinha, esfria as idéias aí.”
“Sempre me jogando na água! Como você é previsível...Duvido uma briga de galo aqui e agora, Dougie Poynter!”
Eles já estavam vestidos e quentinhos dentro da casa de . Assistiam um canal qualquer.
“Não acredito que as férias já estão no fim...” – Disse Dougie, deitado no chão ao lado de Harry.
“Ninguém mandou vocês se mudarem para a Flórida as férias inteira!” – retrucou. Ela lançava olhares para Danny de vez em quando. O garoto estava sentado na porta e tinha o olhar perdido.
“E a gente nem bebeu. Pô ...que Festa na Pool House porcaria...nem causamos!” – disse Harry.
“Eu causei!” – falou rindo. Todos concordaram. – “Como você é pinguço, Judd!”
“Nem sou não! Mas eu tive uma idéia pro nosso domingo. E envolve todas as cervejas que sobraram do nosso sábado miado e um lugar diferente pra gente ir...”
“Se esse lugar diferente não for a delegacia...” – zombou. – “Eu tô dentro!”
“Pode vir a ser, mas é só uma possibilidade!” – Todos riram.
“Cara, tá quente! Vamos tomar sorvete?” – Tom sugeriu, se abanando com a mão.
“Você é muito idoso, Tom!” – Dougie disse. – “Mas se a opção é só essa...”
Eles estavam saindo da casa de , em direção ao carro de Harry. Danny se lembrou que sua calça estava na casa ao lado:
“Tom, posso pegar minha calça?”
O garoto jogou a chave para .
“Abre lá pra ele. A calça tá em cima da minha cama.”
Danny olhou pra ela e abaixou a cabeça. Aquilo era cruel...
Ela subiu as escadas e ele parou na sala reparando pela primeira vez nas fotografias da mesinha ao lado da escada. Seu estômago gelou ao ver a que estava no cantinho, mais perto dele. Ela se destacava por ser maior e estar numa moldura mais chamativa. Eram duas pessoas abraçadas; a garota de costas para a câmera segurando o rosto do garoto e este a segurando pela cintura. Era possível, dessa forma, ver a tatuagem que havia no peito dele. Era uma estrela vazada preta e havia uma exatamente igual nas costas dela, porém menor. Aquilo era extremamente romântico e Danny se sentiu deprimido Aquela pessoa no andar de cima estava numa das fotos de casal mais bonitas que ele já tinha visto. E o cara da foto estava lá fora. O que ele estava fazendo ali? A foto não era recente, Tom ainda usava cabelo arrepiado, mas isso não mudava nada. Estava certo, os dois tinham sido namorados no passado. Milhões de coisas surgiram na cabeça dele: versos de uma nova música, a cena de se inclinando para ele beijá-la e Tom a chamando...talvez fosse isso! Ela queria esquecer Tom com alguém. É, isso fazia sentido...
Saiu da casa assim que ouviu passos se aproximando.
“O que foi,cara? Viu um fantasma?” – Tom perguntou. – “Cadê a ?”
Mas ela apareceu antes que Danny pudesse responder.
“Sua calça!” – Ela sorriu pra ele.
Todos foram para o carro de Harry. Tom por ser o maior, ia na frente e Danny, , e Dougie se apertavam atrás, nessa ordem.
Na falta de espaço, Danny estava quase com o queixo encostado no pescoço da garota. E se manteve olhando para fora da janela. E ainda por cima tinha que sentir aquele perfume, sentir a pele dela na dele....que merda!
Quando chegaram à sorveteria, Danny saiu do carro e se despediu de todos.
“Tenho que ir gente, minha mãe me ligou quando eu tava na casa de Tom. Tenho que ir rápido pra casa...”
“Tchau e obrigada por hoje” – disse, segurando a mão dele e lhe dando um beijo na bochecha antes que ele fosse.
Aquilo realmente era jogo sujo!
Cap. 4 The Model House
“Ok Harry, estamos ansiosos....o que você aprontou pra gente hoje?” – Tom estava afinando a guitarra.
Os quatro estavam no quarto de música ensaiando a nova música, That Girl, e eles pareciam bem empolgados!
“Surpresa, dude...mas eu tenho certeza que as garotas vão adorar!”
“Eu não quero ir ao cabeleireiro!” – Dougie reclamou. Os meninos riram.
“E olha que você ta precisando, hein?” – Tom bagunçou o cabelo do baixista.
“Eu comprei vodka...dei uma contada nas cervejas e vi que não ia dar nem pro cheiro!” – Harry disse animado. – “Vou ensinar um jogo novo pra vocês...se chama sueca!”
“Já vi que nossa segunda-feira vai ser estragada!” – Danny riu. – “Vamos de novo, no três...”
As meninas entraram no quartinho e se depararam com os quatro já tomando cerveja. Tinham ensaiado a tarde inteira e estavam exaustos.
“Aaaaah, mas eu quero ouvir That Girl!” – pediu depois de cumprimentar todos eles. Tinha se esquecido completamente da música no dia anterior. Precisava saber mais sobre that girl.
“A gente toca pra vocês, mas só porque vocês são nossas fãs mais antigas!” – Danny falou voltando a colocar a alça da guitarra no ombro. – “Boa tarde a todos, nós somos o McFLY e vamos tocar nosso mais novo sucesso: That Girl (Tradução)
“Went out with the guys
And before my eyes
There was this girl she looked so fine
And she blew my mind
And I wish that she was mine
And I said 'hey wait up cos I'm off to speak to her'
And my friends said
(you'll never get her)
But I didn't care
(you'll never get her)
Cos I loved her long brown hair
(you'll never get her)
And love was in the air
(you'll never get her)
And she looked at me
(you'll never get her)
And the rest was history
(you'll never get her)
Dude you're being silly cos you're never gonna get that girl
And you're never gonna get the girl
We spoke for hours
(she) took off my trousers
(they)Spent the day laughing in the sun
We had fun
And my friends they all looked stunned yeah yeah
Dude she's amazing and I can't believe you've got that girl
My friends said
(she's amazin')
She gave me more street cred
(she's amazin')
I dug the books she read
(she's amazin')
And how could I forget
She rocks my world
(she's amazin')
More than any other girl
(she's amazin')
(yeah yeah)
Dude she's amazing and I can't believe you've got that girl
And I can't believe you got that girl
She looked incredible just turned 17
I guess my friends were right
She's out of my league
So what am I to do?
She's too good to be true
sorriu quando ela e Danny cruzaram os olhares. Ele fechou os olhos e se inclinou para trás enquanto solava, mordendo o lábio. A garota achava a voz dele linda e ele tocava extremamente bem também...parecia ter nascido pra fazer aquilo! Estava hipnotizada, não conseguia tirar os olhos dele.
But 3 days later
Went round to see her
But she was with another guy
And I said 'fine'
But I never asked her why
But since then loneliness has been a friend of mine
My friend's said
(such a pity)
I let her slip away
(such a pity)
They tell me everyday
(such a pity)
That it will be ok (yeah)
(such a pity)
She rocks my world
(such a pity)
More than any other girl
(such a pity)
Dude its such a pity
And I'm sorry that you lost that girl...
And I'm sorry that you lost that girl”
As garotas bateram palmas. Afinal não era uma música apaixonada sobre uma garota, era sobre um pé na bunda!
“Adorei! Essa vai ser sucesso também...coloca ela depois de Room on the Third Floor no CD, tá?” – batia palmas freneticamente. – “E quem levou um fora de quem? Eu só quero parabenizar a menina, porque a música ficou muito boa!”
Danny deu sua risada característica. estava com os olhos fixos nele desde que eles começaram a tocar.
“Fui eu, mas faz tempo...”
“Nem tanto tempo assim, dude!” – Dougie corrigiu.
“O pior é que eu me lembro do dia que os dois ficaram! Danny estava apaixonado, eles duraram o que? Duas semanas...e uns dias depois ela tava desfilando com um fortão do time de futebol!” – Harry contou.
“Eu já superei, caras....e aquela vadia ainda vai me render um dinheirão quando That Girl for um single number one!”
“Ô loco Danny!” – se assustou com o comentário.
“Acho que pensei alto...” – Ele falou, tampando a mão com a boca.
Todos riram. Eles desmontaram os instrumentos, colocaram as cervejas e a vodka no isopor e se apertaram no carro de Harry, que não disse para ninguém onde estavam indo.
Pararam em frente a uma casa muito grande e bonita. Ela tinha um gramado na frente e dois andares. Estava toda escura.
“Achei que nós precisávamos de algo meio hollywoodiano para nosso penúltimo domingo de férias, o último em que podemos beber...”
Tirou uma chave de dentro do bolso e destrancou a porta dupla de madeira. Abriu-a de forma extravagante e teatral:
“Welcome to the O.C., bitch!” [n/a: É a frase que Luke diz quando bate no Ryan e no Seth na praia, no primeiro episódio de The O.C.]
Era uma casa enorme e não estava habitada.
deu um grito e entrou na casa pulando.
“Não entendi!” – Danny coçou a cabeça.
“A Casa Modelo. Temporada um, episódio dois.” – sussurrou em seu ouvido. Passou por ele e se virou sorrindo, entrando na casa. Ela estava linda naquele vestido frente-única florido – Ele pensou. Havia se arrepiado quando sentiu o sopro de sua voz.
Todos entraram e Harry trancou a porta.
“Não sou Seth Cohen, mas minha mãe é corretora também.” – Ele se virou para todos que estavam no futuro saguão de entrada da casa. – “Sério agora. Regra número um: não incendiaremos a casa! Regra número dois: Não estamos aqui escondidos, mas minha mãe não sabe que tem bebida na jogada, então....cuidado! E ah, os banheiros dessa casa ainda na estão instalados, por isso trouxe saquinhos!” – E retirou vários saquinhos de viagem da mochila. – “Usem-nos bem! Regra número três: Divirtam-se!”
Todos deram um viva. e subiram as escadas correndo e pararam no patamar de cima. Elas tinham amado aquilo.
“Tô me sentindo em um seriado mesmo!”
“We've been on the run
[Nós estivemos fugindo]
Driving in the sun
[dirigindo no sol]
Looking out for number 1
[procurando o número 1]
California here we come
[Califórnia, aqui vamos nós]
Right back where we started from
de volta para onde começamos]”
Tom começou a cantar no térreo, enquanto levava com Dougie o isopor para o quintal.
“Californiaaaaaaaaaaaaaaaa!
Here we come!”
As meninas gritaram lá do segundo andar, com os braços abertos.
“Não adiantou mesmo Dougie dizer que vocês cantam mal, né?” – Danny provocou rindo. desceu correndo para bater nele e veio atrás.
“Bem vindo ao clube!” – disse Dougie rindo.
O quintal era (ou iria ser um dia) muito bonito. Tinha churrasqueira e piscina, que no momento estava vazia.
Eles entraram nela e ficaram deitados olhando pro céu, tomando cerveja.
“Eu queria estar na Califórnia...” – Danny disse com a voz sonhadora.
“Quando eu for uma atriz de cinema famosa, eu deixo você passar uns dias em casa.” – , que estava ao lado dele, virou-se para olhá-lo.
“Muito gentil de sua parte, mas eu vou ser um rockstar antes. Te conto como é lá quando te ligar...”
“Me manda um postal também! Ah, me leva junto e não se fala mais nisso...”
“Aaaah, isso tá muito chato, Harry!” – se levantou. – “Cerveja, céu estrelado...vou ficar com sono!”
“Você é sem noção mesmo, né?” – Dougie se levantou também.
“E você, hiperativo do jeito que é, tá gostando disso?” – Ela perguntou.
“Não, não tô, mas eu me segurei para não quebrar o clima dos dois!”
“Que clima, Dougie? A gente tava só conversando, nada a ver!” – Danny disse rápido. Não queria que Tom achasse que ele estava dando em cima de . Não até descobrir o que acontecia entre os dois.
“Sei, sei...e eu sou o baixista mais novo a ter o primeiro CD mais vendido da Inglaterra!”
Todos riram.
“Vamos partir pra vodka então...simples!” – Tom sugeriu, já indo buscá-la e trazendo também um refrigerante para misturarem.
Harry estava explicando o jogo, com um baralho na mão.
“Cada carta significa uma coisa. Às, você bebe uma sozinho; dois, você bebe e manda alguém beber com você, três....”
“Adoreeeeei!” – disse. – “Vamos jogar!”
Metade da garrafa já tinha ido. estava rindo a toa, como acontecia sempre que bebia. Ela não conseguia parar pra completar a frase:
“Fui para a Califórnia e levei....(ela não conseguia passar disso!) um chapéu (ela apontou para Dougie), uma camisinha (apontou para Danny), um óculos de Sol (virou-se para )...o que o Tom levou mesmo?”
“Bebe , você perdeu já!” – Dougie deu o copo para ela. – “Minha vez!”
Ele tirou um 5 de espadas.
“Adoro essa brincadeira! Vai! Um, dois, três...uiaaaaaaaaaaa!”
Cada um fez um animal diferente.
“O que é isso, ?”
Ela estava com as duas mãos na testa (imitando o coelho), mas elas estavam em forma de garra (o tigre).
“É um alce!” – Danny disse gargalhando e fazendo todos deitarem para rir.
“Bebe , bebe! Você mereceu!”
“Sua vez, doida!”
“Ai, loucura!” – Disse voltando o copo no centro da roda.
“Seeeeeeeeeeeis! Eu invento uma regra, né? E a regra é: não botar fogo na casa!” – Ela falou, imitando Harry. começou a rir antes de todo mundo, escandalosamente. As risadas que se sucederam foram ainda maiores. – “To brincando, gatão! A regra é não falar palavrão!”
“Essa vai ser foda!” – Dougie disse e tampou as mãos com a boca.
“Hááááááa, beeebe!” – Eles disseram juntos.
Estavam brincando há tanto tempo agora que eles já não lembravam bem qual carta era o que, quais eram as regras...
“Nove de paus! Truco!” – disse Tom, lançando a carta na mesa.
“Nove é uma regra. A regra agora é não dormir, !” – disse jogando a carta em , que estava aninhada na perna de Dougie, com os olhos fechados.
“A regra agora é você pegar o Danny e deixar a quietinha aqui!” – Dougie falou, acariciando o cabelo da menina.
“A regra agora é o Dougie pegar a e parar de encher o saco!” – Danny entrou na conversa.
“Vamos brincar de esconde-esconde? Olha o tamanho dessa casa!” – Harry, pelo jeito, não estava acompanhando a conversa.
“Aweeeeeesome!” – Disse Tom que também não tinha ouvido metade da discussão.
“Eu também quero!” – se levantou e cambaleou para o lado. – “Ooooopa, não empurra não!” – E começou a rir.
“Vão se esconder então e eu e vamos contar e procurar vocês depois, né ?’ – Dougie se ofereceu.
achou bonitinho ele não querer sair dali e cuidar da amiga. Quase disse isso pra ele, mas Harry a puxou para fora da piscina.
“Uuuuum, dois...” – Dougie começou bem alto.
Os outros correram, um para cada lado.
Dougie olhou para baixo e sorriu. era muito bonita e ficava ainda melhor dormindo e com o moletom dele. Ele acariciou a cabeça dela que resmungou alguma coisa. Ah, se ele pudesse ser mais que o baixinho estranho que gosta de lagartos...
Danny estava no segundo andar procurando um bom lugar para se esconder...viu uma portinha no fim do corredor e correu para ela. Parou um pouco longe, pois seus reflexos estavam lentos e ele podia frear perto demais, ou não frear antes de chegar.
Quando abriu a porta, viu que era um cubículo escuro, mas já havia alguém ali. estava encostada na parede com as mãos juntas na frente do corpo. Ele novamente parou para admirar como ela estava linda naquele vestido.
“Cabe mais um aqui...” – Ela falou mansamente.
Ele estava hipnotizado e balançou a cabeça para acordar. Se esqueceu que estava bêbado e que aquilo ia deixá-lo mais tonto ainda.
“Eu posso ir chamar o Tom, se você quiser...”
“Do que você tá falando? Entra aqui!” – Ela puxou o garoto pela gola da camisa pólo que ele usava.
Como não era um lugar grande, eles tiveram que ficar muito perto um do outro. Danny estava de frente para a menina, olhando-a de cima já que era mais alto. Ele colocou as duas mãos na parede e ficou no meio, também olhando pra ele.
“Beije-a, beije-a” – sua mente bêbada estava perdendo a noção do perigo, o diabinho em sua consciência estava fazendo a festa. – “Dane-se se ela te quer (sim, cara! Ela te quer) só pra esquecer o Tom...vai que ela esquece...O Tom vai superar também.”
“Porque você e Tom terminaram?” – Quando ele percebeu, já tinha perguntado. “Estragou o clima, seu imbecil!”
“Hein? Eu e Tom o quê?”
Ele olhou para o lado e viu que o lugar que estavam não era uma área inútil com uma porta. Tinha uma escada de cimento indo para cima. Danny imaginou onde ela terminaria e puxou para subirem.
“Não faz isso Danny, a gente deixou uma garrafa de Smirnoff vazia lá embaixo!”
Ele riu e continuou correndo para cima. Quando chegaram ao topo, o lance de escada acabava numa porta, como a de um alçapão.
Danny a abriu e pode ver o céu. Era a saída para o telhado da casa.
“Vai! Sobe!” – O garoto estava muito empolgado.
“Você primeiro. Eu tô de vestido...”
“Aaaah, agora que eu faço mais questão ainda!”
“Pervertido!” – deu um tapa no ombro do garoto e ele subiu rindo, ajudando-a a subir também.
Os dois foram andando, a garota abriu os braços e cantou bem alto:
“If we’re gonna die tomorrow, at least we can say: Life is been aaaaaaaalright! Yeah, it’s been alriiiiiiight!”[se nós vamos morrer amanhã, pelo podemos dizer: A vida tem sido boa. Yeah, ela tem sido boa!] – Mas quando quase se desequilibrou e caiu, eles resolveram sentar.
“Música legal, de quem é?”
“Acabei de inventar! Dou de presente pra minha banda favorita depois...”
Ficaram observando o céu um tempo, até que Danny resolveu quebrar o silêncio.
“ ? Tava pensando agora...a gente passou muito tempo juntos, mas só conversamos mesmo aquele dia da porta do banheiro. Eu não sei quase nada sobre você.”
“É só perguntar...”
“Qual seu filme favorito?”
Ela riu com a pergunta.
“O casamento do meu melhor amigo.”
“Ironia do destino!” – pensou Danny. – “E o livro?”
“O apanhador no campo de centeio.”
“O que fez o carinha lá matar o John Lennon?”
“Esse mesmo. Você já leu?”
“Naaah, eu não. É bom?”
“Ah, eu gostei muito! Sua vez, Danny!” – Ela se virou para ele. Aquele vento, o medo de cair do telhado, estar ali com o garoto...tudo estava fazendo-a ficar sóbria de novo! – “Filme favorito.”
“Você vai rir?”
“Só se você falar Uma Nova Cinderela...”
“Então eu não falo.” – e deu aquela risada linda, sempre alta e contagiante. – Tô brincando...é E.T.!”
“Ah, Danny...é um filme tão bonitinho! Huuum, comida favorita?”
Um assunto puxava o outro e eles podiam ficar conversando por horas a fio...
“E então eu quero viajar o mundo fotografando tudo. As pessoas, os lugares...”
“Você pode fotografar nossos shows...”
“...os shows do McFLY...”
Os dois riram.
“Tá amanhecendo, Danny! Acho que ganhamos o jogo. Ninguém nunca vai nos achar aqui.”
“Duvido que o Dougie tenha saído para procurar, na verdade.”
Ela não queria sair dali e, pelo jeito, ele também não. Estava deitada nas pernas do garoto.
“Danny?”
“Hum...”
“Você realmente caiu sete vezes na mala do Tom?”
“Cara, você lembra disso? Caí, pior que caí. Ela insistia em surgir na minha frente!”
Ela riu.
“ ?” – Ele não queria, mas eles tinham que descer dali.
“Hum...”
“O pessoal deve estar preocupado com a gente...vem,eu te levo de cavalinho..” – Ela se levantou e ficou esperando para montar nas costas dele.
“Aqui não, louca...a gente tem que descer primeiro!”
Depois de saírem da “passagem secreta”, Danny pegou e eles desceram a escada principal da casa. Ela estava realmente com sono e encostou o rosto nas costas dele.
“Danny?”
“Oi!” – ele riu.
“Vou perder o curso de Fotografia hoje e a culpa é toda sua, então eu espero realmente ser contratada pelo McFLY para fotografar os shows.”
“Tá contratada.”
Quando eles surgiram no quintal, encontraram todos dormindo na piscina. Como era dia de semana, a casa provavelmente se encheria de pedreiros em dez minutos.
Os dois acordaram os outros e insistiram para que fossem todos para casa.Danny foi dirigindo, com ao seu lado e os quatro apertados atrás.
“Continuação da festa na minha casa! Liguem pra todo mundo, avisem seus vizinhos. Oi, Bom dia!” – Tom estava gritando na janela.
“Dorme, Tomzinho. Dorme. Danny...Melhor deixar todo mundo em casa, não?”
Foram fazendo via sacra e colocando cada um em sua devida cama, Dougie resmungou algo como: “Mas se o lagarto das Ilhas Japonesas fosse mais barato...”.
“Vou deixar você antes do Harry porque o carro é dele, né?”
“E vai a pé depois?”
“Não se preocupe, é perto!”
Parou na frente da casa dela.
“Obrigada pela noite no telhado. Eu adorei!”
“Gostei muito também. Se cuida, linda!”
Ela sorriu e beijou a bochecha dele demoradamente.
“Tchau Harry, seu bêbado. Obrigada por fazer eu me sentir a Marissa Cooper por 5 minutos.”
“Tchau! Liga pra Lindsay e diz pra ela ir pra minha casa agora!”
“Lindsay é a peguete dele. Se chama Julia, na verdade...mas se parece com a Lindsay Lohan...por isso o apelido!” – Danny sussurrou.
riu e saiu do carro. Olhou para o relógio: 8h da manhã. Não, não iria ao curso. Entrou em casa devagar cantando “Your song”.
“I sat on the roof and kicked off the moss. Well a few of the verses, well they've got me quite cross..” [Me sentei no telhado e retirei o musgo. Bem... alguns dos versos me colocaram em uma encruzilhada]
Cap. 5 Out of my league, obviously
Já passava das 13:30h quando se levantou e foi tomar água.
“Aaaai, minha cabeça!”
Encontrou um bilhete na porta da geladeira.
Bonito, hein mocinha? Chegou que horas em casa ontem, ops, hoje? Como eu sei que você não vai pro curso, quero que fique na loja. Vai para lá assim que acordar, por favor?
Amo você,
Mamãe
Comeu um pouco só pra não ficar de barriga vazia (já que não estava com um pingo de fome), se arrumou e foi para a loja.
“Tá de ressaca, né?” – sua mãe disse em tom de gozação quando ela chegou de óculos escuros.
O que mais gostava em Mrs. era isso, sabia exatamente o que era ter 17 anos. Não tinha se esquecido de quando era adolescente e, em vez de brigar, preferia conversar com a filha. As duas eram muito amigas, se sentia a vontade para falar de tudo com a mãe. Elas moravam sozinhas desde que tinha oito anos. Mas as duas sempre se viraram bem.
Ela tirou os óculos, beijou o rosto da mãe e foi para trás do balcão.
“Mãe?”
“Oi...”
“Acho que estou apaixonada. E não! Não é o Tom!”
“Poxa, que pena! Quem é então?”
“O nome dele é Daniel, Danny, ele é guitarrista da banda nova do Tom, na verdade...só conheço ele há uma semana, mas não sei! Eu sei que é pouco tempo, mas ele me tira o chão!”
Mrs. sorriu. Existia mesmo um brilho diferente nos olhos da filha.
“Não existe tempo certo para se apaixonar, ...”
sorriu e abaixou a cabeça. Achava que já estava afim de Danny na primeira risada que ouviu.
“Bom, meu amor, tenho que ir ao banco. Volto depois para conversarmos.” – Beijou a cabeça da filha e saiu.
Seria mais uma tarde entediante...
estava terminando de atender uma moça que tinha vindo imprimir umas fotos quando viu alguém passando pelas portas, levava um case de guitarra nas costas e se parecia muito com...
“Danny?” – Ela chamou. O garoto se virou procurando a voz que tinha chamado seu nome e sorriu ao ver quem era.
“Muito obrigada, volte sempre.” – Ela entregou a sacolinha à mulher e abraçou Danny. Ele estava com um perfume muito bom. – “Achei que vocês iam passar a tarde ensaiando hoje...”
“E nós íamos. Se o Harry tivesse ido! Ele está estragadão, passando mal e tudo!”
“Coitado!”
Danny olhou ao seu redor.
“Então é aqui que você trabalha? É uma loja muito legal.” – Ele foi olhar as fotos expostas da mãe da garota. Eram fotos de casamentos, aniversários, criancinhas...mas ali estava a foto que tinha visto na casa de Tom. Porém, dessa vez, não era apenas a foto, ela estava em um jornal e embaixo lia-se a frase: “Alma gêmeas existem. No dia dos namorados, apaixone-se...”
Não era uma foto de casal (apesar da frase...), era uma propaganda! Não tinha reparado, na outra ocasião, que ambos usavam relógios idênticos e bonitos, como as tatuagens.
parou ao lado dele:
“Pronto! Agora você pode zuar o Tom. Ele odeia quando eu falo que ele já saiu num jornal e nem precisou de uma banda. Nós odiamos essa foto, mas foi o primeiro trabalho desse tipo da minha mãe, tínhamos que dar uma força...”
“Como odeiam? É uma foto maravilhosa! Eu a vi na casa de Tom e achei...achei...linda!” – Ele ia dizer que achava que os dois tinham namorado, mas preferiu apenas elogiar a foto.
“A única coisa que nós gostamos nela são as tatuagens. O relógio era horrível, ficar meia hora nessa posição era horrível...mas valeu porque Tom pode comprar a guitarra e eu comprei minha câmera.”
Danny sorriu para ela. Sentiu-se tão...aliviado! Não queria dizer que eles nunca tiveram nada, mas era uma prova a menos...
“Então eu tenho amigos modelos?! E ninguém nem tinha me falado? Odeio gente famosa humilde! Não dá nem pra aproveitar...”
Ela riu.
“Besta. Mas então não teve ensaio? Poxa vida! E o que faremos hoje?”
“Acho que nada...o nosso PartyMan tá curtindo a festa do Ed...”
“É verdade...mas tudo bem. Acho que nós conseguimos passar uma noite separados. A gente conseguiu por 17 anos, né?”
“Mas foi uma semana tão divertida...é bom sermos mais do que eu, Dougie e Harry falando bobeira em frente a TV...”
Ela sorriu e eles ficaram um tempo em silêncio se olhando.
“Bom, tenho que ir ....mas adorei conhecer aqui. Vamos combinar um dia para sairmos para fotografar, algo assim...” – Meu deus! Estava chamando a garota para sair...ela tinha o poder de arrastá-lo para longe dos pensamentos racionais!
“Vai ser ótimo!”
“See ya...”
À noite, estava deitada na sala quando a campainha tocou. Ela se levantou e encontrou um Tom sorridente na porta.
“E ai, linda? Como você passou de ontem?”
“Eu tô bem e você? Entra, entra...”
“Oi Tia! Tudo bom?” – Tom gritou em direção à cozinha. A mãe de veio correndo dar um abraço no garoto.
“Como você está, filhinho? Como foi na Florida?”
“Tudo bem, tudo bem. Esqueci o presente da senhora lá em casa. Peço pra trazer...”
“Não precisava, querido....que belezinha!” – beijou a cabeça dele e voltou para a cozinha, falando algo como: “Um menino de ouro! De ouro!”
balançou a cabeça e foi com Tom até a sala. Mandou uma mensagem pra , fazia tempo que não ficavam só os três...estavam assistindo Smallville e a garota se deitou no colo do amigo.
Achou que precisava falar para Tom o que estava acontecendo...ele era seu melhor amigo...TINHA que contar pra ele!
“Tom?”
“Fala...”
“Acho que...acho que tô afim de alguém...”
“Sei...de um guitarrista fantástico que toca numa banda sensacional, né? E que não sou eu!”
“Eu vou me casar com você, Tom. Você é o cara mais casável desse planeta! E eu prometi isso pra minha mãe...”
Eles riram.
“Mas falando sério agora...” – Ela se virou para olhá-lo. Os dois eram amigos suficientes para conversarem francamente. – “...eu não quero que fique nada estranho na nossa amizade. A gente tava diferente quando você foi e eu...sei lá...até achei que tava meio afim de você...mas aí eu vi o Danny...”
Ela sorriu envergonhada, não sabia o que dizer, como descrever o que aconteceu depois...
“Eu sei o que veio depois...eu sabia o que viria no primeiro dia que conheci o Danny. Fazia meia hora que nós tínhamos sido apresentados e ele me vem com essa piada. Quando eu ouvi, pensei em você na hora...só você iria rir tanto quanto ele.”
“Qual era a piada?”
“What’s called a Mexican who can’t find his car?”
ficou olhando para ele e balançou a cabeça negativamente.
“Carlos” – Ele respondeu.
A garota começou a rir interminavelmente.
“Muito boooa, muito boooa!”
“Eu estava certo! Não tem o que falar, ...ele é o cara para você!”
Mesmo naquela situação, ela não podia deixar de pensar que estava diante do garoto mais fofo e atencioso que ela tinha conhecido.
“Mas me espera, hein Tom? Que a gente vai casar...”
“Ah, sim...disso eu não abro mão!” – Eles se abraçaram forte. – “Me desculpa por ter atrapalhado vocês na piscina?”
“Não foi nada Tom...e não se preocupe, o Danny quebra o clima por ele próprio também...”
“Por que está dizendo isso?”
“Por que nós podíamos ter ficado ontem, mas ele resolveu me perguntar...hum...não lembro o que era exatamente...mas era algo sobre nós dois termos terminado...”
“Nós dois, eu e você?”
“Uhum...”
Tom ficou calado. Talvez tivesse que ir conversar com Danny.
A campainha tocou.
“Deve ser a ...”
“Tooooooom!”
pulou no sofá, onde o garoto estava.
“Como nos velhos tempos então? Só os três mosqueteiros?”
“Como uma semana muda nossa vida, né? Já tô com saudade daqueles três idiotas!” – disse pensativa.
concordou.
“Um idiota em especial, né ?” – Tom zuou.
“Oooow, pior vocês não sabem! Eu nem lembrava que tinha dormido na perna dele ontem!”
Os outros dois riram.
“E o Tom chamando todo mundo pra ir na casa dele às 7h da madrugada?!”
“Eu? Eu não! Nossa, deve ser por isso que a Mrs. Ray me olhou feio hoje à tarde.”
e gargalharam.
“Era ela mesmo!”
“Tá ferrado Tom, logo pra sua vizinha mais fofoqueira?!”
“ ? What’s called a Mexican who can’t find his car?”
As duas garotas tomavam café da manhã na casa de . Tinham ficado até tarde assistindo filme e elas conversando.
E o assunto nunca acabava! Estavam há uma hora na cozinha, mais falando do que comendo:
“E a gente nem fez nossa noite feliz com fotos do Zac Efron, hein?” – disse.
“Nossa, é mesmo! A gente faz hoje, o que você acha?”
“Por mim, ótimo...se o Harry não nos seqüestrar para pular de bungee jump, como seria bem a cara dele...”
Elas riram.
“Falei com o Tom sobre o Danny ontem.” – começou a contar, enquanto se servia de mais suco de laranja.
“Sério, ? E aí?
“E aí que o Tom é o Tom, né? Foi muito legal e ele disse que já sabia que eu ficaria a fim do Jones assim que o conheceu, porque a gente combina e se parece.”
“Vocês combinam mesmo. Só vocês dois se divertiriam tanto com a piada do mexicano!”
“É, acho que sim...”
O telefone tocou, foi até a sala buscá-lo:
“Casa da salada, qual é o pepino?”
Silêncio do outro lado. Putz, talvez fosse um dos clientes de sua mãe!
“ ?”
“Porra, Tom. Não faz mais isso...achei que fosse um cliente da minha mãe!”
“Então não atende assim, sem noção!”
Até riu.
“Fala Fletcher boy...”
“Então, nós teremos a presença ilustre do nosso fã clube no ensaio de hoje?”
“Só se for bem mais tarde, Tomzinho. Eu e vamos repor a aula que matamos ontem. Culpa do Harry e suas idéias fantásticas.”
“Ah, eu gostei do nosso The O.C. day! The O.C. night, melhor dizendo...”
“Eu tô brincando, eu amei também!”
“Então, o ensaio hoje vai ser na casa do Danny. Nós vamos inaugurar a filial do nosso ‘McFLY Studio’!”
“Ele também tem um quartinho de ensaio?”
“Eu aqui chamando de ‘McFLY Studio’ e você reduz a isso?”
Ela riu.
“Não sei chegar lá, Tom. Me ensina?”
Ele explicou a ela, não era longe do curso. Iriam pra lá assim que estivessem livres...
“A gente se vê lá então.”
“Se cuida, linda. E pára de atender o telefone desse jeito!”
Danny e Dougie estavam no quarto do primeiro e ele mostrava a música que tinha feito pensando em .
[Tradução]
“Recently I've been
Hopelessly reaching
Out for this girl
Who's out of this world
Believe me
She's got a boyfriend
He drives her round the bend
Cos he's 23
He's in the marines
He'd kill me
For so many nights now
I find myself thinking about her now
Cos obviously she's out of my league
But how can I win
She keeps dragging me in
And I know
I never will be good enough for her
No no
I never will be good enough for her
Gotta escape now
Get on a plane now
Yeah
Off to L.A
And that's where I'll stay
For two years
Put her behind me
And go to a place where she can't find me
Cos obviously she's out of my league
I'm wasting my time
Cos she'll never be mine
And I know
I never will be good enough for her
No no
I never will be good enough for her
She's out of my hands
And I never know where I stand
Cos I'm not good enough for her
Good enough for her
Cos obviously she's out of my league
I'm wasting my time
Cos she'll never be mine
And I know
I never will be good enough for her”
Dougie coçou a cabeça.
“É uma música muito legal, cara. Gostei mesmo! Mas...não é pra e pro Tom?”
“É, ela e ele...e eu não ser bom o suficiente para ela...”
“Tom está na Marinha? E ele não tem a nossa idade?”
Danny girou os olhos.
“Caramba! Tá parecendo eu, cara! Não, Tom não está na Marinha e não tem 23 anos. Mas eu achei que ‘Cause he’s 17, he’s in McFLY and he’d kill me’ não ficaria bom...”
“Eu concordo com o Danny.”
Tom estava parado na porta.
“Fudeu! Eu...eu vou fazer um misto quente!” – Dougie falou e saiu do quarto meio correndo.
“Ah, e aí Tom?” – Danny estava extremamente sem graça.
“Tudo bom...Hey, você não tá mesmo pensado em ir para L.A., tá?”
“Não, não tô. Tom, eu....me desculpa....eu não queria ficar a fim da sua namorada ou ex-namorada já considero nossa amizade pra caramba. Eu vou me distanciar dela. Eu juro! Não aconteceu nada no telhado e não vai acontecer...eu só queria saber...se você quiser responder, é claro...porque vocês terminaram? Quer dizer, me parece claro que vocês namoraram e tudo e ainda se gostam....então o que houve?”
Tom ficou até confuso com o tanto que Danny tinha falado.
“Calma, dude...respira! e eu nunca namoramos. Nós somos e sempre fomos amigos!” – Tom não sabia se falava ou não que eles já tinham ficado, mas achou que aquela não era a hora de guardar segredos. – “A gente ficou sim umas três vezes, mas nunca passou disso. Normalmente acontecia quando estávamos bêbados e deprimidos com alguma coisa ou por causa de alguém. Nossa amizade sempre foi a coisa que mais preservamos.”
Danny continuava olhando para ele.
“Eu não devia te dizer isso e talvez eu seja assassinado quando descobrirem, mas ela também está a fim de você...e eu acho que vocês dois combinam! Sério mesmo!”
Ele não estava acreditando naquilo. Então ele estava errado sobre os dois terem namorado, mas estava certo sobre o querer? Aquilo era loucura!
“Eu não sei o que dizer, Tom!”
O garoto riu.
“Você não tem que me dizer nada. Eu só peço que você a trate bem....ela merece um cara legal. E eu não estaria te dando ela de bandeja se não achasse que você é bom o suficiente...nós nunca tivemos nada, mas a é sim, Danny, a minha garota. Ela e .”
Era como estar conversando com o pai da futura namorada. As mãos dele até suavam!
“Eu sei, Tom.”
O amigo sorriu.
“Eu tô tão aliviado, cara! Ela, ela é muito especial...eu vou fazê-la feliz. Eu quero fazê-la feliz.”
“Por isso eu acredito em vocês dois. Mas toca aí de novo, qual é o nome dessa música?”
“Obviously.”
“É uma puta música!”
Dougie colocou a cara dentro do quarto, meio receoso de entrar.
“Todos vivos?”
“Ah sim! Eu ia matar Danny, mas nós perderíamos um vocal muito bom. Decidimos deixar de lado em nome do McFLY...”
“É...é uma decisão muito corajosa! Vem cá, Tom...você não tem nada com a , né? Tudo bem se eu...”
Danny e Tom trocaram um olhar divertido.
“Dougie, baixou o Jones em você hoje!” – Danny zombou.
“Eu não tenho nada com ela, Dougie. Nem com a , Danny vai poder ficar com ela!” – Tom esclareceu.
Ouviram a campainha.
“Deve ser o Harry!”
“Ou as garotas!” – Dougie falou animado.
“Comporte-se ou Tom vai passar o sermão de pai que ele me passou hoje!” – Danny disse, se levantando.
“Vamos descer, seus maricas!” – Tom já estava perto da porta.
Foram meio brigando, meio se estapeando até lá em baixo. Atenderam a porta e viram que todos estavam certos. Havia três pessoas paradas na porta.
“Oi! Arranjamos um seqüestrador-motorista particular agora! Harry estava nos esperando do lado de fora do curso.” – explicou, vendo a cara dos garotos ao abrirem a porta.
“Um perfeito cavalheiro!” – completou.
“Eu sou o máximo, diz aí!” – Harry estava se gabando dos comentários das garotas.
Eles entraram e cumprimentaram Tom, Dougie e Danny. Este, álias, estava com sorriso ainda maior no rosto, se é que aquilo era possível, reparou. O que será que tinha acontecido? Quando foram se cumprimentar, o garoto deu um beijo em sua bochecha bem perto da boca, deixando-a com as pernas meio bambas e o coração acelerado.
Os dois se olharam e sorriram.
“O dia não poderia estar mais completo.” – Pensou Danny. Ela estava muito bonita de calça jeans e uma bata roxa, que combinava com seu all star.
“Entrem! É lá em cima.” – Ele disse, saindo do transe.
A casa era bonita e grande, com uma decoração de muito bom gosto. Ao lado do quarto de Danny, havia um segundo quarto que era como se fosse um estúdio, com caixas de som e paredes com isolamento acústico e mais um monte de coisas da qual nem e nem entendiam.
O ensaio transcorreu bem e sem maiores acontecimentos. Era sempre cheio de piadinhas, xingamentos e coisas voando. Tornava-se impossível ficar sério.
Eles ensaiavam a música nova, que se chamava Obviously e tinha um ritmo viciante e um refrão fácil. e se balançavam com a melodia, mas com as interrupções constantes, era difícil continuar dançando.
Aquilo iria demorar séculos! Uma olhou para a outra e se levantaram.
“Garotos...eu sei que o ensaio não vai ser o mesmo sem a gente, mas nós vamos embora!” – disse, pegando sua mochila.
“Já?” – Reclamou Danny, fazendo-a sorrir. Ela balançou a cabeça afirmativamente. Todos se despediram (Danny ainda fez uma cara de gato-de-botas-do-Shrek para tentar convencê-la a ficar) e as garotas foram embora.
“Sis [n/a:sis = sister]” – chamou quando já estavam na rua. A amiga olhou para ela. – “Impressão minha ou Danny estava mais...hum....explícito hoje?”
“Como?”
“Normalmente ele tenta esconder que está a fim de você.”
não respondeu, mas achou cada poste da rua mais bonito, cada jardim mal cuidado mais colorido e cada pessoa mal-humorada que passava por elas mais simpática.
Cap. 6 Since I saw her standing there
[n/a: Coloquem para carregar: I saw her standing there e The way you look tonight]
“Cansei, dude...esse calor tá me matando! Acho que hoje é o dia mais quente do ano!” – Dougie estava suando muito mesmo.
Também pudera! Eles estavam ensaiando desde antes do almoço e o dia realmente estava cruel.
“Vamos nadar?” – Tom perguntou desligando os fios da guitarra.
“Nadar onde, dude? O clube é tão longe daqui...e deve estar lotado!” – Danny fazia o mesmo, mas já estava sem camiseta.
“Na casa da , oras!” – Tom disse, como se fosse óbvio.
“Elas só vão chegar mais tarde do curso...” – Harry lembrou. Os meninos já estavam com medo dele ter derretido atrás da bateria com tanto silêncio...
“Vocês não sabem de nada. Quase dez anos de amizade nos dão...créditos. Vamos lá!”
Os quatro saíram e Danny ia pular a cerca, mas Tom o puxou:
“Hoje não!”
Bateram na casa de e a mãe dela atendeu!
“Oi Mrs. ! Como a senhora está?”
“Toooom! Tudo bom, filho? Eu estou ótima. E a sua mãe? Como vai? Faz tempo que não a vejo!”
“Ela está bem, meus pais e Carrie estão viajando. Foram visitar minha vó.”
“Entendi. não chegou do curso ainda, querido!”
Tom fez uma cara de envergonhado.
“Sabe o que é Mrs. ...estou até meio sem graça...será que nós poderíamos usar a piscina? Está tão quente! Aliás, esses são Danny, Dougie e Harry. São nossos colegas de colégio.”
Todos acenaram e ela abriu um sorriso. Tom tinha muita moral com os pais das meninas, por ser sempre tão atencioso, prestativo e educado. E o pior! Não fazia nada para impressionar: aquele era simplesmente o jeito dele. Era, então, sempre mimado e elogiado. Nunca diziam “não” a ele.
“Claro, meu anjo! Entrem! A provavelmente vai dar um mergulho quando chegar também! Fiquem a vontade.”
Esse era o tipo de coisa que não se dizia a quatro garotos morrendo de calor.
Eles agradeceram e entraram. Tentavam não fazer muito barulho, mas não conseguiam. Como iriam brincar de Marco Pólo sem fazer baderna?
chegou em casa e ouviu um barulho vindo do quintal. Será que seus pais tinham trazido amigos? Mas, há essa hora, seu pai com certeza deveria estar no escritório!
Abriu a porta da sala e se deparou com quatro sujeitos correndo em sua piscina. Um deles estava com uma bermuda tapando o rosto. Era Dougie.
“O que é isso na minha casa?” – Ela gritou.
Eles saíram correndo da piscina e a abraçaram para que ela ficasse molhada.
“Dougie! Ou volta pra água ou coloca essa bermuda por que você tá só de cueca, cidadão!” – disse tampando os olhos com a mão.
Ele soltou um palavrão e vestiu a bermuda que estava em sua cabeça.
“Cadê a ?” – Danny parou de rir e perguntou.
olhou para ele e quase soltou um: “Nhééééé, marditão!”, mas se conteve.
“A ! Vou ligar pra ela vir pra cá.”
Ela correu para dentro pegar o telefone.
“ , minha casa foi invadida por aliens! Vem pra cá agora!”
“Hein?”
Danny tomou o aparelho.
“São os aliens mais hilários que você já viu!”
“E os mais lindos!” – Harry gritou.
“E os mais brilhantemente, fodásticamente, intergalacticamente sexys!” – Dougie também quis brincar.
“Acho que eu preciso salvar a , né? To indo praí!” – Ela riu.
Foi 5 minutos até ela chegar. Quando apontou na porta, recebeu a mesma recepção calorosa, ou melhor, refrescante que . Na verdade, os meninos se empolgaram e disseram que iriam jogá-la na piscina. Danny foi a levando no colo (e ela desejou que a piscina ficasse na França, enquanto se segurava no pescoço dele). Ele já estava com os braços estendidos e ela a poucos centímetros da água.
“Meu celular! Tá no meu bolso!”
Ele a voltou para a borda. apontou e riu da cara dele enquanto corria pelo gramado.
“Não mesmo!” – Ele disse.
Os quatro foram atrás. Danny a abraçou por trás e os dois caíram. A garota não viu muito depois disso: houve um montinho homérico em cima dela. Os meninos se levantavam e pulavam de novo a cada 10 segundos.
“Heeeeey, tem uma menininha aqui, alguém se lembra disso?” – Ela estava sem ar de estar embaixo de quatro moleques bem mais pesados que ela e de rir.
“O Danny é forte!” – Disse Harry em seu terceiro pulo.
“Me espeeeeeeeeerem!” – apareceu de biquíni e se jogou em cima dos cinco.
“Valeu sis!”
“Tá bom já...tá bom....por hoje chega galera!” – Disse Danny. sabia que ele devia estar muito dolorido. Estava se apoiando no chão de forma que não chegasse todo o peso dos outros nela.
Ele estendeu a mão e ela a segurou sorrindo.
“Agora você pode ir para a água!” – O garoto disse rindo.
“Posso tirar o all star?”
“Tira!” – Ele continuava segurando a mão dela.
“Eu não vou fugir de novo não, Dan. Já aprendi a lição!”
“Dan?” – Ele perguntou sorrindo. “Não me chama assim de novo!”
“Ai, desculpa! Você não gosta?”
“Eu não respondo por mim se você me chamar assim mais uma vez!”
Ela quase repetiu só pra saber o que aconteceria, viu que ele não tinha ficado bravo. Estava com cara de muitas coisas, menos bravo.
“Aaaaah, Danny! Você é um lerdo!” – Harry interrompeu e jogou na piscina.
e fuçavam a carteira dos meninos na beira da piscina.
“Nossa Dougie, que topete ridículo! Depois você não sabe por que eu preferia o Charlie na sétima série...” – zuou.
O garoto estava sentado perto dela, com Danny em seu colo.
“Estão fofos assim, aliás!” – Ela completou, lançando um olhar breve para a cena.
“Nós temos um caso. Sorry girls, mas nós já somos um casal há muito tempo!” – Danny falou abraçando e beijando a bochecha de Dougie.
“Quebrou nossos corações!”
“É bom abraçar o Dougie.” – Harry disse.
“Meeeeeeu deus!” – riu deles.
“Tô fazendo propaganda pra ver se a adere!”
Ela balançou a cabeça rindo e apontou para a foto que viu naquele instante:
“Nossa Danny, você melhorou bem também, hein? Deus do céu!”
“Ele é cabeçudo e orelhudo...é que o cabelo agora esconde!” – Dougie falou, levando um tapa ardido.
Todos caíram na gargalhada.
“Cadê o Tom? Ah, tá ali falando com a Carrie.” – Disse .
“Geeeeeente! Me lembrei de algo muito importante! Peguei esse flyer lá no curso! Beatles Cover no Wonderland sexta! Vamos, vamos, vamos?” – tirou um papel da bolsa e mostrou aos amigos. Eles se animaram.
“Finalmente uma festa! Finalmente gente diferente!” – Harry comemorou.
“Opa! Valeu aí Harry! Quanta consideração!” – jogou a carteira de Danny nele. Pegou bem na testa. – “Aaaaai desculpa. Tá doendo? Me perdoa!”
“Alguém anotou a placa?”
“Então nós vamos?” – estava animada. As duas amavam os Beatles!
“Vamos onde?” – Tom reapareceu.
“Saltar de Bungee Jump bêbados e fazer uma tatuagem: “Life is a bitch and so are you!”, o Harry vai levar a gente. Vamos aí?” – perguntou.
“É sério?” – Ele olhava desconfiado.
“Não! É algo ainda mais selvagem! Beatles Cover sexta no Wonderland! Você acha que aguenta?” – Harry tinha a cara de sério mais convincente do mundo. Podia convencer qualquer um que era o gerente de banco mais jovem da Inglaterra, se quisesse.
O amigo ainda não sabia se acreditava. entregou o flyer para ele.
“Beatles? Não acredito! Tô dentro, lógico!”
“Pular de Bungee Junp você não quer, né? Você parece meu vô, Tom!” – Danny falou.
A quinta-feira foi exatamente como se espera que um dia da semana seja: normal. Normal até demais para aquelas seis pessoas que tinham uma banda e subiam no telhado de casas modelos.
Já era noite quando saíram do ensaio na casa de Tom. Danny era quem estava de carro e se prontificou a levar , Harry e Dougie. Deixou o baixista em frente à casa verde e bonita em que ele morava e seguiu para a casa da garota.
Ela não estava acreditando! Quando Danny ofereceu carona tinha certeza que seria a última a ser entregue e os dois ficariam conversando no carro e aí tocaria uma música fofa no rádio e ele a beijaria...
“Tá! Pára de ler fics, !” – pensou com raiva.
“Você é um idiota!” – Harry deu um pedala em Danny, enquanto ela acenava para os dois de fora.
“Que foi, dude?
“Que foi? Ah não, Danny! Tudo bem que você é meio lerdinho, a gente até é solidário com a sua falta de neurônio...o importante é ter saúde! Mas pelo menos jeito com as mulheres você tinha!”
Ele não falou nada.
“Ela te curte, manézão. E ficou decepcionada!”
“Eu tô gostando dela, dude. De verdade!”
Harry fingia que dava cabeçadas no vidro, fazendo Danny rir.
“Qual é, cara? Nós já vimos o dia nascer sentados em um telhado. Merecemos mais que nosso primeiro beijo no carro da minha mãe!”
Não havia mais argumentos.
A entrada do Wonderland estava bem cheia no outro dia. E ainda nem era meia-noite.
“Mad Dog. Que porra é essa?” – Harry estava lendo o flyer enquanto esperavam a casa noturna abrir.
“É um energético. Estão promovendo porque é novo, vai ser open disso hoje.”
“Isso não vai prestar...Aí, eu me recuso a ficar sóbrio e voltar dirigindo. Vamos tirar no pedra, papel, tesoura!” – Harry exigiu já com a mão direita fechada no alto.
Eles ficaram um tempo disputando, praticamente uma copa: semifinal, final...
“Desgraça de sorte!” – Tom tinha perdido. – “Ah, nem vem! Nós somos seis! Alguém tem que passar em seco junto comigo!”
Danny, Harry, , Dougie e comemoraram.
“Sorry, dude!”- Danny dava tapinhas nas costas do garoto. – “Ah! Finalmente.”
Eles entraram no lugar.
e foram ao banheiro, só para conferir o look e os meninos correram para o bar.
“Ei, que cara é essa, ?” – perguntou vendo a amiga olhando a própria imagem no espelho com uma carinha desanimada.
“Aaaah ! Eu não sei...eu não consigo entender o Danny!”
A amiga se virou para ela.
“É como você disse, sabe? Ele parece estar afim de mim, me olha diferente, sorri diferente, me trata diferente...mas ontem, a gente podia ter ficado e ele me levou primeiro. Foi embora com o Harry! Não dá pra entender!”
“O Danny é lerdo!”
“Acho que não quando se trata disso...pelo jeito, ele e Harry são OS pegadores...Eu tô cansada de ouvir que eu sou uma garota super legal, gente boa mesmo, pra namorar, pra casar e ser só a amigona de todo mundo!”
“Eu sei como é isso, sis...Quer saber? Vamos beber um monte hoje e esquecer que Danny Jones existe!”
“Tô contigo e não abro, !”
Erm....pelo menos estava até Danny vir na direção das duas todo sorridente, com três copos na mão...E ele estava tão bonito de camiseta branca e calça jeans preta, com um tênis da Addidas...
“Bebe, , bebe!” – disse baixinho.
O tal Mad Dog era mais doce que os energéticos normais e escondia o gosto da vodka...Harry insistia que se parecia com um refrigerante típico do Brasil, o guaraná, só que sem gás. Eles já estavam no terceiro copo quando a banda entrou no palco.
“Olá pessoal! Nós somos a banda Ticket to ride, espero que todo mundo aqui ame os Beatles como a gente.”
E começaram a tocar I wanna hold your hand.
As garotas gritaram e levantaram os copos. Começaram a dançar e a cantar como se não vissem mais ninguém.
“Olha a baba caindo no sapato aí, Danny...” – Harry zuou. – “Mas com todo respeito, a tá muito gata hoje! Na verdade, a também. Elas capricharam!”
As duas tinham mesmo. estava de vestido verde tomara que caia (sua tatuagem a mostra), com bolinhas brancas delicadas e uma fita branca no cabelo; estava com um vestido também, frente única azul escuro com uma faixa preta na cintura, que se amarrava em um laço nas costas. Tinham se empenhado em ficar meio “anos 60”, sem parecer que era Festa a Fantasia.
Danny deu um soco no ombro do amigo.
“Vaaai Harry, vai procurar umas meninas que caiam nas suas cantadas!”
“Boa idéia! Dougie! DOUGIE! Vem, cara!”
Dougie era a pessoa mais autista que se tem notícia. Estava com o copo na mão, olhando para o palco, mas sem realmente ver...Acordou com o grito e Harry e saiu com ele.
“ , minha boca já ficando adormecida!” – ria, cutucando a bochecha com os dedos.
“Mais um Mad Dog então! Sis, putz! Gosto de você pra caramba!” – As duas se abraçaram.
“Eu também! Você é da hora! Mas eu gosto dessa música, se a gente sair agora não vamos dançar...esqueci o nome da música!” – E riu mais um pouco, com as mãos no joelho. – “É I feel fine!” – E voltaram a dançar freneticamente.
Danny e Tom discutiam sobre a banda e as guitarras que eles usavam quando as garotas pararam ao lado deles, rindo de se matar.
“A acabou de gritar com um cara ali atrás!”
“Ele queria me beijar, mas eu não queria. Eu disse que eu não queria três vezes e ele não me ouviu...aí eu gritei! Ah! Olha ele aí de novo! Eu não vou passar meu telefone pra você, porque eu to bêbada!”
Danny abraçou a garota pela cintura.
“Ela tá acompanhada, amigo.”
O garoto saiu e olhou para Danny.
“Porque você fez isso se você não está me acompanhando de verdade?” – disse sem pensar.
Ele riu, tirou o copo da mão dela e entregou para .
“Pára de beber um pouquinho e vamos dançar...” – Pegou nas mãos dela e eles começaram a dançar I saw her standing there.
[Tradução]
“Well, she was just 17,
You know what I mean,
And the way she looked was way beyond compare.
So how could I dance with another (ooh)
And I saw her standin' there.
Well she looked at me, and I, I could see
That before too long I'd fall in love with her.
She wouldn't dance with another (whooh)
And I saw her standin' there.
“Danny, não me gira muito não!” – pediu e ele acenou com a cabeça, rindo.
Well, my heart went "boom,"
When I crossed that room,
And I held her hand in mine...
Ele começou a rir e ela fez cara de curiosa, deu mais um rodopio e a segurou bem perto dele, cantando em seu ouvido:
Whoah, we danced through the night,
And we held each other tight,
And before too long I fell in love with her.
Now I'll never dance with another
Since I saw her standing there”
Se Danny não estivesse com as mãos em sua cintura, provavelmente teria caído. Suas pernas ficaram bambas e ela fechou os olhos, mas precisou abrir por que o mundo girou.
“Até bêbada você dança bem, sensacional!” – Danny beijou a bochecha dela e eles voltaram para perto de Tom.
“Aeeee! Ganhei mais um Mad Dog!” – comemorava. – “Tom apostou que você caía, !”
Ela começou a bater nele.
“Pára , tá doendo de verdade!”
e Danny riram.
“Hey, meu Mad Dog!”
Os dois foram ao bar.
“Valeu gente, nós somos a banda Ticket to ride!”
“Mais um, mais um!” – gritava sozinha, olhou para os lados e riu de novo.
O D.J. começou a tocar uma música animada e veio correndo com dois copos pra elas dançarem, mas escorregou e caiu de bunda.
“Perdiiiiii! Perdi o Mad Dog!” – Tom a levantou rindo.
“Você tá de vestido, linda, comporte-se!”
“Não apareceu nada!”
Os quatro se juntaram de novo.
“Cadê o Harry e o Dougie?” – Danny quis saber.
“O Harry tá ali.” – apontou. Estava numa roda com muitas meninas e ele dançava de uma jeito diferente. Eles ficaram assistindo.
“Brazilian funk!” – Ouviram ele dizer. – “Aprendi no Brasil, onde minha tia mora!”
Ele colocava a mão no joelho e mexia os quadris e as meninas tentavam imitá-lo.
“E o Dougie?” – procurou ele por perto, mas não viu ninguém. – “Pegando alguém, de certo...” – Ela disse isso rápido e virou o meio copo que ainda tinha na mão com tudo.
“Naah, ele provavelmente tá bebendo em algum canto e jogando no celular. Ele é um bêbado bem mais divertido quando estamos só entre amigos...” – Danny contou e abriu um sorrisão.
“Poxa Danny, você é legal pra caramba. A gente se conhece há pouco tempo, mas eu acho você super gente boa. Só é um tonto e não fica com a , mas tirando isso eu te adoro!” – Ela ia falando tentando passar o braço pelo pescoço dele, mas ele era muito alto.
Tom estava conversando com o pessoal da banda que estava enrolando fios e guardando os instrumentos do palco. Eles deviam ter, no máximo, uns 23 anos e estavam contando para ele como conseguir os primeiros shows e tal. Danny foi se juntar a eles, enquanto e dançavam uma música eletrônica.
“Now that the looooove is gooooooooooone!”
[“Agora que o amor se fooooooooi!”]
cutucou ao ver o baterista sentado no palco conversando com os dois. Ele era moreno e tinha cachinhos, os olhos eram muito claros e ele usava uma camisa de gola pólo listrada.
Elas foram até lá e ficaram ouvindo a conversa, sem entender nada.
“Você não parece o Ringo, ele era narigudo e feio!” – interrompeu.
O garoto riu.
“Vou tomar isso como um elogio.”
“Aaaah, pode tomar!”
“Prazer, eu sou o Dylan!”
falou baixinho no ouvido de Danny:
“Vai pegou!”
Os dois riram.
“Vou procurar o Dougie!”
“E eu vou dançar!” – gritou, levantando os braços. – “Aaaah, eu não vou sozinha e a vai ficar aí. Vai comigo, Tom!”
Ele fez uma cara de sofrido. Tom era muito tímido para essas coisas.
“Tá bom, tá boooooom! O Mad Dog vai comigo, então! Haaaaarry! O Harry é da hora!”
E saiu falando sozinha, parou ao lado do garoto e começou a tentar o funk também.
Eles já estavam dançando há 10 minutos, quando passou indo para o banheiro e foi atrás dela. Harry não estava sendo uma boa companhia, porque estava xavecando uma menina.
“Nhééééé, marditona!” – berrou no ouvido dela.
“Nem peguei sis, o cara era um chato!” – contou. – “Ai sis, terrível! Mas tudo bem, eu amo você, eu amo o Mad Dog!”
colocou a mão no espelho e se virou para as outras garotas ali.
“Eu amo todo mundo nesse banheiro!”
se segurou no espelho também, para rir.
“A gente ta bêbada, !”
As duas caíram na gargalhada.
“Vamos procurar os meninos? Acho que já quero ir embora...” – pediu.
Elas saíram do banheiro e encontraram Dougie sentado num puf, viajando.
“Hey, seu baixista autista!” – riu da própria piada.
“Oi garotas! Nossa, vi umas cenas bizarras aqui!” – Elas se sentaram com ele. – “Tinha uma gordona se esfregando em um magrelo, que por uns 15 segundos eu achei que era o Harry! Aí depois dois bêbados brigaram por uma garrafa de Absolut...”
“Até eu brigaria!” – falou e os três riram. – “Nós queremos ir embora...”
“Já deu pra mim também...cadê todo mundo?”
“Vou procurar” – disse. Saiu de lá e caiu na risada. Tinha deixado e Dougie sozinhos e nem tinha sido de propósito.
Encontrou Tom e Danny perto do bar.
“Vamos embora?” – Ela pediu, encostando a cabeça no ombro de Tom. – “Estávamos só procurando vocês e Harry.”
“Vão saindo então e eu procuro o Harry.” – Danny se ofereceu.
Eles já estavam do lado de fora do Wonderland, abraçada em Tom, que era o único de moletom e atrás de Dougie, com o queixo apoiado no ombro dele.
“Eu tenho cabelo enrolado.” – disse, do nada. – “Meu pai tem cabelo liso...”
Os outros ficaram em silêncio, olhando para ela...
“Eu sou pai do meu pai!” – Ela começou a rir antes de terminar a frase. Dougie se sentou na calçada para rir e e Tom quase tiveram um ataque.
Danny vinha vindo com as mãos no bolso.
“O Danny tem o cabelo enrolado, ...” – Dougie tentava parar de rir e não conseguia.
“Eu acho que eu sou filha do Danny!”
Todos riram tão alto que as pessoas que estavam na barraquinha de lanche ao lado olharam com cara feia.
“Aaaaai, eu sou da hora!” – disse, causando uma nova onde de risadas.
“Qual foi a piada?” – Danny tinha alcançado eles. – “Não achei o Harry. Vou ligar pra ele, tá?
“Ok!” – Tom era o único em condição de responder.
Ele saiu e parou encostado no carro de Harry, falando no celular. se virou para olhá-lo enquanto Dougie estava contando algo que tinha visto na festa a e Tom.
Ele desligou e olhou para o lado, viu que o olhava e a chamou com o dedo.
Ela foi andando até ele, sorrindo. Até bêbada ficava bonita!
“Oi!” – disse.
“Oi! Como foi sua noite?” – Ele perguntou.
“Foi legal, mas agora eu estou com sono...”
Danny abriu os braços e ela o abraçou forte, encostando a cabeça em seu peito. Podia ouvir o coração dele e batia rápido.
“Danny?”
“Hum.”
“Posso te fazer uma pergunta constrangedora para nós dois? Eu só vou perguntar porque estou bêbada!”
“Que medo! Mas vai lá...”
“Por que você não quer mais ficar comigo?”
Ele a olhou. Estava abraçada a ele, com a cabeça virada de lado, mas a ergueu enquanto ele não respondia.
“Quem disse que eu não quero? Mas vai ter que ser melhor do que eu e você no carro da minha mãe ou nós dois bêbados numa festa...eu não acredito que por um minuto você achou que eu não queria ficar com você! Olha pra você: é linda, inteligente...merece que seja tudo perfeito!”
Ela sorriu ao ver os olhos azuis dele brilhando para ela. Se encostou de novo no peito dele.
“Ouvi uma música hoje e lembrei de você, .”
“Ah é? Qual?”
Esperava só o título da música, mas ele começou a cantá-la.
[Tradução]
“Some day, when I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight
Era a música do “O Casamento do Meu Melhor Amigo”. Mas ela nunca tinha reparado em como a letra era fofa. Fechou os olhos e deixou tudo girando mesmo...como ouviria aquilo de olhos abertos?
You're lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
Just the way you look tonight
Darling
Just the way you look tonight”
“Danny?”
“Hum...”
“Você jura que eu não posso te beijar agora? Eu prometo que lembro amanhã!”
Ele riu.
“O pessoal está vindo. Parece que Harry ressuscitou das cinzas...”
“Vocês não são mais da hora! Eu odeio vocês!” – Ela gritou para os quatro que vinham andando de encontro a eles.
“Eu quero te ver amanhã.” – disse baixinho olhando-o nos olhos.
“Tem o casamento de um primo meu amanhã. Mas domingo eu juro que te ligo de manhãzinha, às 8 da manhã, quando eu acordar e não conseguir mais dormir, pensando em você.”
“Odeio seu primo também!”
Ela se virou para Dougie.
“Dãããgie! What’s the name of a Mexican who had his car stolen?”
“Ei, essa piada é minha! E não é assim!”
“Foi a quem roubou o carro do mexicano e a piada do Danny...cleptomaníaca!” – Harry disse.
olhou para que tiveram aquela transmissão de pensamento:
“Nhéééééé, marditão!”
Cap.7 I’m yours and suddenly you’re mine
[n/a: Coloquem pra Carregar: Brighter than Sunshine
acordou com o pior humor possível. De ressaca, sabendo que não veria Danny e, quando olhou no relógio, ainda era 8h da manhã. Tinha dormido duas horas e não conseguia dormir de novo porque seu estômago embrulhava.
Seu celular tocou, o que era no mínimo estranho. Ela sorriu ao ler a mensagem.
Porque eu acordei às 8h da manhã, pensando em você...
se sentou na cama pra responder:
Eu também acordei às 8h da manhã.......pensando no Mad Dog! Hahahahaha...Ressaca dos infernos!
E lógico que não ia cortar o climinha...mas tinha que dar uma zuada básica...digitou outra mensagem, após essa.
Não paro de lembrar de você cantando pra mim ontem....Foge! Vem pra minha casa!
Ela se deitou na cama e sorriu, adorava começo de relacionamentos. Essa coisa de esperar respostas, trocar olhares, o frio na barriga, a vontade incontrolável de tocar na pessoa, sonhar acordada...era tão bom se sentir assim de novo. Se sentia viva! O celular tocou na mesinha de cabeceira.
A ressaca tá foda mesmo. Vou ficar bonito nas fotos do álbum de casamento! Hey, é muito cedo ainda! Vou contar até três e a gente dorme de novo, tá? Um...Dois...
Ela puxou o edredom e dormiu. O mau humor tinha milagrosamente passado.
Acordou às 14h de novo e viu que tinha uma nova mensagem do Danny, ficou triste ao perceber que ela fora mandada 5 minutos depois que dormiu de manhã:
Já dormiu? Eu ia contar até três!
“Wishing I could be with you...”
Ela riu e saiu do quarto. Sua mãe estava na sala lendo uma revista. Tirou-a da frente do rosto e olhou por cima dos óculos, balançando a cabeça.
“Muito bonito, hein mocinha? Eu ouvi a hora que você chegou em casa.”
beijou o rosto dela e se aninhou no sofá.
“Te acordei? Desculpa! Mas eu não tava chegando da festa aquela hora não, tinha ido fazer cooper...”
Mrs. balançou a cabeça de novo, mas dessa vez rindo.
“Mãe?”
“Hum.”
“Lembra que eu te contei do Danny? O guitarrista da banda do Tom...”
“O que você estava apaixonada?”
A garota assentiu com a cabeça.
“O que tem ele? Vocês ‘ficaram’?” – Ela disse, fazendo rir. Sabia que a mãe pensava sobre “ficar”. O que toda mãe no mundo pensa: que elas não entendem o que é isso e que “no tempo delas, para namorar o menino tinha que ir conversar com os pais primeiro”!
“Ainda não, mas vamos ficar. Ele disse que quer que seja especial e...” – Ia completar com “...e não bêbados em uma festa!”, mas parou antes.
“...Ele é tão demais, mãe! Sabe quando tudo parece roteiro de filme? A frase certa...na hora certa....”
“Aproveita...o primeiro amor é sempre o melhor, o mais emocionante, o mais avassalador, o mais inesquecível e o que deixa mais saudades depois...” – Sorriu para e depois de um tempo de silêncio, se levantou. – “Vai almoçar meu amor, tem lasanha! Eu vou fazer as unhas daqui a pouco. Se comporta, hein?” – Antes de sair, beijou o rosto da filha.
continuou ali quase dormindo, quando o telefone tocou. Fez um esforço enorme e o atendeu:
“Mansão da Família , quem incomoda?”
“Você ainda vai se ferrar de atender assim, sis!”
“ ! Tá viva, mulher?”
A amiga riu.
“Sis, você não tem noção! Dormi na casa do Tom! Coloquei na cabeça que tinha pego a chave errada de casa e ia pular a cerca da casa dele pra minha. Ainda bem que ele tava são e não deixou! Imagina eu pulando aquilo no meu estado?”
“Cooooomo assim? E tá onde agora?”
“No meu quarto, com a janela fechada, tudo escuro...”
riu.
“Eu não tô tão zuada assim...”
“Sorte sua, sis! Mas me conta! Você ficou com o Danny ontem?”
contou à sobre a música e as mensagens e só ouvia “Ohhhhn...” do outro lado do telefone.
“Pena que vocês não vão se ver hoje...”
“É, é uma pena!” – se virou no sofá e ficou brincando com a costura embaixo dele. Queria tanto poder ver o garoto. Ela teve um sobressalto se lembrando de outra coisa. – “Siiiis, não compramos nosso material escolar!”
“Não grita , please! Mas você tem razão...cara, hoje eu não saio de casa nem que me paguem...”
“A gente vai amanhã...ainda que seja domingo....um monte de lojas do shopping ficam abertas. Se eu tivesse uma papelaria não fecharia um dia antes da volta às aulas.”
“Você é uma empreendedora, .” – disse entre bocejos. – “Bom, se não for amanhã, segunda a gente se vira! Acho que vai rolar Sessão Pipoca no Tom mais tarde...”
“Ah, me liga e eu vou praí...”
“Certo. Boa noite, sis!”
riu de novo.
“Se cuida...e melhoras!”
Desligou o telefone e cochilou mais um pouco ali, até seu estômago lembrá-la de comer alguma coisa.
Já era quase 16h quando ela subiu para tomar banho. Ficou um bom tempo sentindo a água cair nela e finalmente sentiu que os efeitos do álcool estavam indo ralo a baixo.
Sentou-se na varanda com um livro que estava lendo nas mãos, uma brisa leve já diminuindo a temperatura do dia.
Sua concentração, porém estava em outro lugar. E ela nem sabia onde era exatamente. Não sabia se Danny estava na cidade, se estava se acabando de dançar com uma prima bonita que ele acabara de conhecer, se estava correndo em direção a ela....
piscou e olhou de novo para o caminhozinho que levava à porta de sua casa, onde estava. O garoto parou de correr nos degraus e se apoiou nos joelhos. Estava lindo, de calça social preta, uma camisa branca e gravata.
“Cara, tenho que voltar a jogar futebol! Estou fora de forma!”
Ela estava sem reação. Ele sorriu e a encarou, aqueles olhos azuis diziam que ele não estava ali à toa, que não tinha vindo simplesmente bater um papo.
“Danny! O que você ta fazendo aqui? E o casamento?”
“Eu estava lá, entediado, morrendo, lendo as mensagens que trocamos hoje de manhã...aquele ‘Foge! Vem pra minha casa!’ me pareceu tão convidativo..a melhor coisa a se fazer! Era onde eu queria estar, na verdade. Contei qualquer história pra minha mãe e estou aqui.” – Ele abriu um sorriso e os braços. – “Quero te levar em um lugar...”
se levantou e segurou na mão estendida do garoto.
“Você só não pode me pegar desprevenida assim, olha como eu estou vestida!” – Ela apontou para a roupa: usava um short xadrez claro, uma blusinha verde com a alça cruzada nas costas e uma sandália branca.
“Nunca te vi tão bonita!”
Saíram de mãos dadas. Se fosse muito longe, pensou, o coração dela não agüentaria!
O garoto tirou as chaves do bolso e destravou o carro. Ela o olhou.
“Achei que ia ficar mais bonito se parecesse que eu corri até aqui...”
riu e bateu no ombro dele.
“Exijo um cavalo branco então, na próxima vez!”
Foram conversando e rindo até lá, lembrando das pérolas da noite anterior. Danny estacionou no que parecia um parque, desceu e a esperou para entrarem de mãos dadas de novo. Aquilo tudo era muito fofo!
O lugar era enorme e lindo. Cheio de árvores floridas, banquinhos pintados de verde, onde pessoas liam, alguns namorados conversavam abraçados e ao longe se via um campo onde meninos novinhos jogavam futebol.
“Não acredito que não conheço esse parque!” – estava maravilhada.
“Eu venho aqui desde que tinha aquela idade.” – Danny apontou para os moleques no campinho e sorriu, como se tivesse doces lembranças da infância ali.
A garota olhou pra ele e sorriu. Sentiu sua mão sendo segurada mais forte, o coração resolveu intensificar os batimentos também....
“Preciso te mostrar o lugar que mais gosto. É onde eu componho, ás vezes.”
Chegaram num gramado bem grande e verde de onde se via o pôr do Sol. Havia uma pedra que o garoto apontou, dizendo que podia ficar sentado ali por horas com o violão, um papel e uma caneta.
“Tira a sandália!” – Ele disse, olhando pra ela, também estava tirando o sapato social que usava e as meias. – “É bom, sentir a grama nos pés...é relaxante!”
Ela tirou e andou um pouco com os pés descalços.
“Aqui é tão lindo!” – suspirou. – “Quase de mentira...”
Danny riu e falou:
“Adoro esse lugar, sempre adorei!”
[n/a: Tradução]
“I never understood before
I never knew what love was for
My heart was broke, my head was sore
What a feeling
“E o Sol se pondo...é tudo tão perfeito!” – ela estava com as sandálias na mão e ficou rodando um tempo com os braços abertos, respirando aquela brisa do fim do dia. – “Você pode me trazer um dia aqui para eu tirar umas fotos, Dan?”
Lembrou-se do dia que ele tinha dito pra ela não o chamar assim e tampou a boca com as mãos rindo.
Ele estava em transe com toda a graça daquela garota.
“Eu disse pra você não me chamar assim...vou ter que te castigar!”
Tied up in ancient history
I didn't believe in destiny
I look up you're standing next to me
What a feeling
Ela parou, olhando pra ele.
“Você não vai me desculpar?”
“Não sei...eu não costumo ser bonzinho com que faz isso...” – estava se aproximando dela com as mãos nos bolsos.
deixou cair o calçado de sua mão quando percebeu o que viria a seguir.
Danny segurou em sua cintura com a mão direita, enquanto colocava a esquerda em sua nuca.
Encostou o corpo no dela enquanto a beijava devagar. Moviam os lábios calmante como se o tempo tivesse parado ali e eles pudessem continuar daquele jeito para sempre.
Era um beijo gostoso, como nenhum dos dois havia provado ainda. Parecia que tinham esperado tanto tempo por aquilo...
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
Brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
And it's brighter than sunshine
Quando finalmente pararam de beijar, se olharam e sorriram.
“Acho que só vou te chamar de Dan agora...” – Ela disse e os dois riram. – “Ainda bem que eu estou sóbria!”
“Ainda bem que eu fugi do casamento!”
Sentaram-se na pedra e ficaram assistindo enquanto o Sol ia embora. estava se perguntando se alguma vez tivera um momento tão perfeito em sua vida. Danny beijava sua bochecha de vez em quando e ela se virava pra olhá-lo. Não, não se lembrava nada parecido com aquilo.
I never saw it happening
I'd given up and given in
I just couldn't take the hurt again
What a feeling
I didn't have the strength to fight
Suddenly you seemed so right
Me and you
What a feeling
Depois de mais um beijo, ela percebeu que o céu estava se enchendo de nuvens.
“Vai chover...”
“São Pedro! Nem pra colaborar, hein?” – Danny gritou olhando pro céu.
“Ah Danny! Eu não quero ir embora! Não quero que o dia acabe!”
“Nem eu!”
“Você se incomoda com a chuva?”
“Não, está calor...”
“Então não temos que ir embora!”
“Dan?”
“Hum?”
“Obrigada!”
“Pelo quê, linda?”
“Por um dos dias mais maravilhosos da minha vida!”
“Então acho que tenho que te agradecer também!”
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
It's brighter than the sun
It's brighter than the sun
It's brighter than the sun, sun, shine
Estavam abraçados em cima da pedra e continuava descalça. Era um daqueles dilúvios de verão e eles logo ficaram encharcados.
“Vamos lá em casa! É aqui perto e aí você se seca...”
“Preciso ir pra casa, Danny! Minha mãe não vai gostar nada, nada disso...”
“Liga pra ela quando chegarmos lá. Foge! Vem pra minha casa!”
Estava usando as palavras da mensagem dela, que riu e o seguiu.
“Vou deixar o carro aqui. Depois venho pegar. Não tem perigo!” – Ele completou com a cara de preocupada da garota.
Chegaram a casa dele e Danny subiu para pegar cobertores, toalhas e roupas secas. Voltou só de boxers.
“Oloko Danny!” – ela disse rindo. – “Tenho que te dizer que você tava muito gato de camisa e gravata! Mas acho que prefiro assim.”
Ele a beijou.
“Trouxe uma camiseta e uma boxer pra você...serve?”
Ela assentiu com a cabeça e foi ao banheiro se trocar. Quando voltou, ligou para a mãe e disse que ficaria na casa de Danny até a chuva passar. Ele comemorou porque, pelo jeito, ela só passaria de madrugada.
“Juízo mocinha, pelo amor de Deus!” – Mrs. não tinha gostado nada da idéia.
“Calma, mãe! Não se preocupa à toa não! Também te amo! Fica com Deus!”
Ele abriu os braços no sofá e ela se sentou, encostando a cabeça em seu peito. Fechou os olhos para sentir o perfume dele, que nem a chuva tinha sido capaz de tirar...
Love will remain a mystery
But give me your hand and you will see
Your heart is keeping time with me
Tá frio aqui! Vamos lá no meu quarto...”
Ela o olhou desconfiada.
“Calma, calma...sem segundas intenções! Só para dormir mesmo, eu juro” – ele falou, levantando os braços.
Ela riu e ficou de pé, ajudando o garoto a fazer o mesmo.
Subiram para o quarto e se acomodaram na cama de Danny, que era ainda mais quentinha e aconchegante que a de Tom.
“Canta pra mim?”
“Que música?”
“Acho que até se você cantasse uma bula de remédio, eu acharia demais!”
Ele riu e começou:
“What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
I got a feeling in my soul ...”
E ela adormeceu se sentindo apaixonada e segura.
Cap.8 It’s just my luck
se remexeu na cama e lembrou onde estava. Danny estava deitado ao seu lado, mas já estava acordado, olhando pra ela com uma carinha de sono fofa.
“Bom dia, princesa!”
“Ai, dormi aqui! Era pra eu ter ido embora!”
Ele passava a mão pelos cabelos dela, meio hipnotizado. Nem tinha ouvido o que ela falou.
“Hey, lindo!” – Ela chamou. – “Tá me ouvindo?”
“Uhum...mas eu não quero que você vá embora, eu nem quero levantar daqui, na verdade!”
“Eu tenho que ir...mas vamos combinar algo na casa do Tom hoje?
“Sabe que eu também...mas aqui tá tão melhor...”
se levantou e foi ao banheiro se trocar, estava com as roupas do rapaz.
Danny continuava deitado e ela pulou em cima dele, que riu daquela maneira exageramente alta e própria.
“Sua risada é demais, sabia? Me dá vontade de rir também! Não tem como ficar triste do seu lado!”
“Obrigado!” – Ele falou, ainda rindo. Fez cara de pidão – “Fica mais! Por favor, por favor, por favor!”
“Tenho que ir!” – Ela também queria ficar.
Enrolaram mais uma meia hora, entre beijinhos e pedidos de que ela ficasse...
Danny a acompanhou até a porta, onde eles ficaram mais 15 minutos.
“Vou ligar pro Tom e te ligo.”
“Tá bom, linda! Até mais tarde!”
chegou em casa tomando o cuidado de fazer menos barulho possível. Mas é lógico que não daria certo, sendo a pessoa mais desastrada do universo (ou disputando o título com o Danny), derrubou o quadro ao lado da escada porque pensou ter sentido um bicho em seu braço.
Estava entrando em seu quarto quando ouviu o arrastar das pantufas da mãe, que deu uma tossida forçada.
“Bom dia, mãe! Olha, esse negócio de caminhar de manhã tá me fazendo um bem! Você devia tentar!”
Mrs. olhava aborrecida para ela, percebeu que a piadinha não tinha agradado.
“Desculpa?”
“Poxa, ...você sabe que eu odeio dar sermão e tudo, mas filha! Você conheceu esse menino semana passada!”
“Nós fomos a um parque, mãe! Ele me levou lá e a gente ficou. Foi perfeito, ele me tratou como nenhum outro garoto sequer pensou em tratar! Aí começou a chover e a casa dele era mais perto e nós fomos pra lá. A chuva não ia passar e nós dormimos. SÓ dormimos!
“A gente já teve esse tipo de conversa, eu espero que você tenha se lembrado...” – Mrs. estava com os braços cruzados e olhava pra filha, não brava...pior...decepcionada. Mas a interrompeu antes do fim da frase.
“Mãe! Não-aconteceu-nada! Se não confia em mim, confia no que a senhora me ensinou então...eu me sinto a vontade para te contar quando acontecer. A senhora sabe disso!”
Ela baixou a guarda, realmente não tinha porque duvidar da filha.
“Só não acho legal você dormir lá, vocês mal se conhecem...mas eu confio em você sim, meu amor! Sempre confiei! Outra coisa, sem voltar tarde em dia de semana, quando as aulas começarem!”
“Tá bom, mãe!” – Ela beijou a bochecha da mãe e entrou no quarto. Olhou o relógio, mas ainda era cedo demais para ligar pra ...
Deitou-se na cama, mas logo descobriu que estava errada. A amiga ligou para ela cinco minutos depois.
“ ! Onde você foi ontem, sis? Sua mãe tava quase tendo um treco quando eu liguei!” – perguntou rindo.
“ do céu! Você não sabe...” – E desembestou a contar tudo sobre o dia anterior: como Danny tinha surgido na casa dela e a levado ao parque, como eles tinham andado de mãos dadas até o lugar preferido dele lá, o primeiro beijo, o segundo, o terceiro, a chuva, a casa do Danny...
“Ooooooohn, sis! To tão feliz por você!”
“Mas e você? Fez o que ontem?”
“Dormi muito! Fui na casa do Tom, ficamos vendo filme e só. Acho que os meninos vão lá hoje...”
“Eu quero ir também! Tô com saudade deles. Mas antes temos que ir comprar nossas coisas pra escola, !”
“Putz, é verdade!” – Ela disse em tom de lamentação. – “As férias foram tão legais!”
“Pois é, mas os meninos vão estudar no Little Joana esse ano, pelo menos a diversão está garantida!”
“Só o McFLY pra nos salvar mesmo, sis...Mas então? Daqui meia hora no Houston Shopping?”
“Combinado! Até logo, sis!”
desligou o telefone e ficou olhando para o teto. Estava tão feliz! Mal podia acreditar que talvez agora as coisas começassem a dar certo pra ela. Não tinha se desapegado como era de costume, ao contrário, queria vê-lo hoje, amanhã, depois...
Trocou de roupa, gritou para a mãe que ia ao shopping de carro e saiu.
já esperava na praça de alimentação. Elas estavam enrolando para ir comprar o material, afinal isso seria a confirmação do fim das férias. Por isso, elas foram tomar sorvete, olhar as vitrines, ainda parou em um das lojas e comprou um vestido novo.
Depois de rodarem o shopping três vezes, decidiram entrar finalmente na Piece of Paper. adorava a loja, possivelmente por causa do funcionário sorridente que trabalhava lá.
“Oi Mark! Tudo bom?” – ela se dirigiu a ele, enquanto examinava os fichários.
“ ! Quanto tempo não a vejo! Não está mais jogando tênis?”
“Parei agora nas férias, mas quero voltar! E você?”
“Estou treinando sempre...Hey, estou tentando conseguir ingressos para uns jogos em Winbledon. Se você quiser ir...”
Ela abriu um sorriso de orelha a orelha.
“Ah, seria ótimo!”
“Me passa seu celular? Assim, a gente pode combinar mais pra frente.”
abaixou a cabeça e riu. As duas ficaram mais uma hora na loja escolhendo canetas, lapiseiras, folhas, mochila...Saíram de lá carregadas de coisas e com a promessa de uma bronca e uma ameaça de cancelamento do cartão de crédito.
“Winbledon então, ?”
A amiga sorriu envergonhada.
“Quero ser que nem você quando crescer!”
“Ele é uma graça!”
Elas riram. O celular de tocou e fez uma cara engraçada.
“Nhééé, marditona!”
A garota olhou o aparelho.
“É o Tom!” – e atendeu. – “Oi gato!”
“Iiiiih, assim você deixa o Danny com ciúmes!”
“Nossa, mas como você já sabe?”
“Sabe o que? Nããããão?! Vocês ficaram?”
“Ficamos ontem...”
“E você nem me contou? Obrigado pela consideração!”
“Desculpa, Tomzinho!” – e começou a contar sobre ela e o Danny...
“Que romântico, hein?”
“Tom, vamos fazer algo hoje? Eu e a estamos com saudade de vocês!”
“Vêm pra cá! Faz assim: Eu ligo pro Harry e deixo os outros dois para vocês ligarem, por motivos óbvios!”
Os dois riram.
“Tá certo! Até mais!” – Ela desligou e se virou para . – “Liga pro Dougie e eu vou ligar pro Danny. Vamos pra casa do Tom!”
“Pro Dougie? É de propósito, né?” – perguntou.
“Claro que não! Você quer trocar, a gente troca!” – disse, levantando as sobrancelhas.
“Tá bom, vai...”
Elas pegaram o celular e discaram como se tivessem ensaiado.
“Alô! Danny?”
“Ooooi linda! Tudo bom?”
“Que voz de sono, te acordei?”
Ele riu.
“Aaaaaah, Danny! Perdãão!”
“Não, tá tranqüilo! Se fosse qualquer outra pessoa...”
“Vamos na casa do Tom hoje? Último dia de férias...”
“Claro! Nem falei com os meninos ontem.”
“A gente se vê lá então, eu a vamos umas 18h! Até lá!”
“Tchau, linda!”
Os dois continuaram na linha...
“Danny? Desliga aí!”
“Eu não! Desliga você!”
“Mas fui eu que liguei...”
“Então, você tem que desligar. Já sei! No três...”
Eles contaram juntos:
“Um, dois....três!”
...
“Desliga, moleque!”
“Eu queria ver se você ia desligar na minha cara ou não!”
“Agora eu vou!”
“Duvido!”
apertou o botão vermelho com uma dor no coração. Olhou para que ainda falava com Dougie, andando de um lado para o outro.
“Não foi isso que eu disse, mania de achar que eu sempre estou te xingando! Mas se a carapuça serviu....Não...Não....Você não quer ir, não vai!...Eu não vou dizer isso, Dougie...Não vou, não tô nem aí se você não for...Caramba!...Tá, tá...(ela fez uma voz fingida) Por favor, Dougie, eu quero que você vá na casa do Tom!(voltou ao tom normal)...Tá feliz?...Então tchau!” – E bateu o telefone na cara dele.
“O Dougie me estressa às vezes.” – Ela disse indo se juntar a
“Sei...eu faço idéia...”
As duas riram.
Tom e zuavam , que não parava de olhar o relógio. Quando a campainha tocou, ela se levantou de uma vez e foi atender!
“Haaaaarry! Dougie! Estava com saudade de vocês já, cabeções!”
“Nossa, estou vendo!” – Ouviram Harry dizer.
Eles voltaram à sala e cumprimentaram os outros. Dougie quase não olhou para , estava bravo porque ela tinha desligado na cara dele.
“E seus pais, Tom?” – se lembrou.
“Chegam hoje de madrugada, acho...”
“Poxa, que pena!” – Disse Harry, indo à cozinha e buscando uma cerveja.
“A gente tem aula amanhã, Harry!” – parecia inconformada.
“E?”
A campainha tocou de novo e Dougie foi atender.
“Faaala, seu viado! Como foi o casamento ontem?”
“Ah, foi ótimo! Melhor casamento que eu já fui!” – Ouviram a risada e a voz inconfundível de Danny.
olhou para o chão, rindo.
Os dois apareceram na sala.
Danny cumprimentou Harry, Tom e que estavam sentados em pufs e foi até o sofá onde estava. Deu um selinho nela e sentou, passando o braço pelo seu ombro.
Dougie e Harry trocaram olhares e gritaram juntos:
“Pegooooooooou!”
“Ah não, ! Não tinha ninguém melhor?” – Dougie perguntou.
“Não fala assim, cara! Vai que ela dá um pé nele. É a primeira menina decente que o Danny fica há anos!” – Harry disse, olhando bravo para o garoto.
“Laura era bonita!”
“Só isso também!”
“É, a é mais legal!”
Os dois começaram, então, uma volta olímpica pela sala.
“Daaaanny Jones, senhoras e senhores!” – Dougie gritava, levantando o braço de amigo.
deu um beijo na bochecha dele, que sorriu.
Tom abaixou a cabeça e foi até a cozinha. Ninguém aparentou notar e foi atrás dele.
“Hey, tudo bem?”
Ele estava na geladeira, pegando uma garrafinha.
“Oi ! Tudo sim...Temos que tirar essas cervejas daqui antes dos meus pais chegarem.”
Ela ficou olhando para ele.
“Thomas Michael Fletcher!” – Estava com os braços cruzados e olhava brava para o amigo. Ele riu e se sentou na mesinha, abrindo a cerveja. – “É por causa da com o Danny? Mas você não disse pra ela que tudo bem?”
“Isso que dá ter amigo há muito tempo...” – Tom disse rindo, mas continuava impassível. – “Eu conversei com o Danny também. Disse a ele que eles tinham que ficar juntos. Os dois combinam!”
“Não ouvi você falar de você ainda...”
“Caramba, mãe!? Eu tô feliz por eles. Mas é estranho...eu tenho medo de não poder mais abraçá-la ou da nossa amizade mudar muito agora que ela tem um namorado...”
“Aaaah Tom! Ela não tá namorando ainda...como você pode ter tanta certeza que vai dar certo? E o Danny é ciumento assim? Não parece!”
“Deve ser coisa da minha cabeça, né? Só preciso me acostumar...”
“E se você precisar alguém pra abraçar, estou a disposição!” – falou abrindo os braços.
Ele se levantou e a abraçou.
“Você tem o melhor abraço do mundo, Tom! Ninguém que já experimentou vai querer ficar sem!”
O garoto riu.
“Obrigado, !”
Vamos lá pra sala, aloprar aqueles dementes!
Chegando na sala, Tom e encontraram Harry descendo as escadas com auto-falantes para iPod.
“Isso é meu?” – Ele perguntou para o amigo.
“ disse que eu podia pegar...” – Harry disse, meio sem graça.
“Não, era só pra saber mesmo...o que iremos ouvir?”
Os dois entraram na sala e se acomodaram no sofá.
“O Harry vai mostrar o tal Brazilian funk pra gente!” – Dougie esfregava as mãos, fazia isso sempre que estava empolgado.
se levantou animada. Ela e pararam uma de cada lado de Harry para aprenderem. Adoravam dançar.
A música começou com um rugido de tigre e todos riram. Era uma batida dançante, mas eles não faziam idéia do que dizia a letra.
“Coloca a mão no joelho, assim, de lado, aí levanta e abaixa, assim...” – Estava dançando como no dia do Beatles cover. – “Agora a mão no outro joelho...”
As garotas o seguiam, mas duvidavam que o professor estivesse sendo bem sucedido.
Danny, Tom e Dougie estavam caídos um em cima do outro, rindo no sofá.
“Isso é ridículo, dude!”
“Não é não...é que você não viu as brasileiras dançando...é uma piração!”
Ele desistiu de ensinar e puxou o puf para perto de onde os outros estavam. e agora inventavam os próprios passos; depois perceberam que os meninos as admiravam e pararam de dançar.
“Aaaaaah não, tava tão legal!” – Dougie soltou.
Como sempre, apanhou das meninas. Elas se sentaram no tapete, fechando um círculo.
“Como é o Brasil, Harry?” – perguntou.
“É um país exótico. Completamente diferente da Inglaterra.”
“E o...como é mesmo o nome...Carnaval? – Dougie estava quase fazendo as malas e indo para o país.
“Ah, eu não fui na época! Fui um mês antes. Era verão lá, quase morri de calor!”
“Eu nem imagino de que tamanho o Brasil é...” – Danny disse pensativo.
“Maior que a Inglaterra...” – Tom sugeriu.
“Beeem maior, é gigantesco!” – Harry fazia gestos com a mão.
“E você esteve onde? Rio de Janeiro?” – quis saber. Todos pareciam muito interessados.
“Minha tia mora em Minas Gerais. Mas eu fui com a minha prima, , para o Rio por uma semana. Ela também não conhecia.”
“E como sua tia foi parar lá, dude?” – Tom estava curioso.
“Ela conheceu esse cara, um brasileiro, e foi pra lá com ele. Ela ama o Brasil...minha prima nasceu aqui e foi pra lá ainda bebezinha, mas aprendeu as duas línguas e tal. Ela vem pra cá no fim do ano, aliás, para fazer um curso de inglês, conhecer o resto da família...”
“E ela é bonita?” – Dougie foi logo perguntando e recebeu um olhar de reprovação de .
“Ela é bonita sim! Tá no sangue, né?” – Ele respondeu, mas levou uma almofadada de Dougie. Tirou o celular do bolso e começou a mostrar as fotos que tinha tirado no Brasil. Aparecia ao lado da prima em lugares exuberantes e ensolarados. Praias, no Corcovado, dentro do Bondinho do Pão de Açúcar... – “Acho que tenho um vídeo aqui das amigas dela dançando funk.”
Os quatro garotos ficaram mais perto da tela do celular enquanto as garotas se distanciavam, balançando a cabeça.
Estavam discutindo qual dançava melhor, qual era mais bonita e Danny deixou escapar:
“As brasileiras são as mais gostosas do mundo, eu acho!” – Tampou a boca e olhou pra , que cruzou os braços ao ouvir o comentário. – “Ooops!”
“Daniel Jones não dura neeeeeem 48h com uma garota legal e já leva o cartão vermelho. É um recorde!” – Disse Harry como se narrasse um jogo de futebol.
“Vamos fazer um bolão? Quanto tempo você acha que a Girl aqui dura com o Mr. Freckles?” – Dougie perguntou para Harry.
“Veja bem, Scary Spice, ele já dá uma dessa e eles ainda nem tem nada...huuum, deixa eu ver...3 dias. E você?”
“Sou otimista, Posh Spice! Quatro dias, duas horas e vinte e cinco minutos!”
“Ah, calem a boca!” – Danny, que era o único ainda sentado no sofá, desceu para bater nos dois.
Os três jogavam almofadas um no outro, quando o celular de Tom tocou. Ele viu o número de Carrie e saiu para atender. Voltou dois minutos depois, com uma expressão preocupada.
“Meus pais acabaram de chegar à cidade. Vão parar pra comer algo e vêm pra cá.”
“Ih, sujou! Hora de puxar o carro!” – A voz de Harry estava abafada, já que o rosto dele estava embaixo de Dougie, que sentava no amigo. – “Tira essa bunda de mim!”
Ele se levantou com esforço e pegou a chave do carro.
“Vocês vão comigo, seus viados?”
“Não, vou levar a pra casa.” – Danny tirava a franja do olho.
Todos na sala fizeram um audível “Aaaaaaaahn” e não perdoou com o famoso:
“Nhééééé, marditões!”
“Vai levar uma brasileira embora, Dan!” – disse olhando de canto de olho.
Dougie e Harry quase tiveram um treco, gritando:
“Toooooooooooooma essa!”
Ele foi até ela e a abraçou.
“Não me olha assim!”
Ela se virou para que o garoto a beijasse.
“Bom, eu e Dougie estamos indo então!”
“Não senhores! Eu não vou me livrar daquelas garrafas na geladeira sozinho!” - Tom apontou para a cozinha e eles o seguiram.
Os seis se divertiram pensando no que fariam com as garrafinhas de cerveja que estavam ali. A de vodka foi rapidamente seqüestrada por Harry (“Minha mãe nem vai reparar que ela tá na geladeira. Mas essas aí são verdes, chamam a atenção!”), Danny colocou duas no lustre (“Todo filme de bebum tem bebida escondida no lustre!”), Dougie abriu uma e colocou uma flor dentro, como se fosse um vaso (“Imperceptível!”). Tom estava ficando estressado. e trocaram olhares e decidiram ajudar o amigo. Sabia que ele ficaria encrencado se todas aquelas bebibas alcoólicas fossem descobertas.
subiu na mesa para pegar as cervejas do lustre, enquanto tirava as outras da geladeira e colocava na pia até terem uma idéia de onde guardar.
“Aeeeeeew ! Show bar! Show bar!” – Dougie gritou, do chão.
Ela começou a andar pela mesa e dançar. Os meninos e assoviavam, ela se empolgou e, ao girar, bateu a testa no lustre.
“Ai caralho, tá sangrando!” – Ela sentia o machucado com os dedos.
“ , Dougie e Harry, me ajudem a levar as coisas pro quarto de ensaio. Danny, cuida dela?” – Tom falou, já pegando as garrafinhas de cima da mesa.
Não era nem preciso pedir. Danny já estava ajudando a se sentar na mesa.
“A gente tem muito em comum! Os mesmo problemas...”
“A mesma falta de senso de onde estão as coisas...”
Ele riu e molhou um pedaço de guardanapo para limpar o corte.
“Tá doendo?”
Ela balançou a cabeça afirmativamente. Ele deu um beijo delicado no local que estava dolorido.
“Agora vai passar...”
olhou para o garoto e sorriu. Era a primeira vez que estavam sozinhos desde o dia anterior.
“Você é meu anjo da guarda, Dan!”
Ele fechou os olhos ao ser chamado daquele jeito.
“Te deram um anjo mas desastrado que você! Exija um melhor!”
fez que não e colocou a mão em sua nuca, puxando-o para perto, pulou da mesa e sentiu as mãos de Danny em sua cintura. O beijo dele era irresistível. Mais um atributo àquela boca.
“Tiiiiiiiirem as crianças da cozinha!” – Dougie gritou.
“Como você é delicado, sensível...hein Dougie? Puta merda!” – xingou.
“Que ow? Pára de brigar comigo a toa!”
Ouviram um barulho de carro se aproximando. Todos combinaram a hora para se encontrar na frente da escola no outro dia, se despediram, deram “Oi” para os Fletchers e Carrie e foram embora.
e Danny seguiram para a casa dela, de mãos dadas. Era a noite de sorte daqueles dois azarados.
Cap. 9 And if you think you’re having fun, then the party’s just begun
Não. Aquilo não era o despertador dizendo que o ano letivo ia começar em 1 hora! Não podia ser.. tinha acabado de se deitar!
Foi se arrastando até o banheiro, trocou de roupa e desceu para tomar café, tudo na velocidade “tartaruga com dor na pata”.
“Bom dia, mãezinha linda!” – Ela disse dando um beijo na mãe e sentando na frente dela.
“Bom dia meu amor! Pronta pro primeiro dia do seu último ano no colégio?”
“Nossa, nem me lembrava disso...que coisa triste!”
“Como você vai?”
“A mãe da vai passar aqui. Amanhã a senhora pode levar a gente?”
“Claro!”
5 minutos depois, ouviram uma buzina e saiu com sua mochila nova.
Dougie e Harry já estavam na porta quando as garotas chegaram e atraiam os olhares nada bobos das alunas mais novas. Harry, alias, parecia um pavão se exibindo; usava um óculos de sol estiloso e uma camiseta preta da Hurley. Dougie também estava muito bonito com a franja caindo no olho e a parte de trás do cabelo toda arrepiada.
“Vocês nem chegaram direito e já estão quebrando o pescoço das meninas!” – disse, dando um beijo no rosto de cada um. – “Cadê o Danny e o Tom?”
“O Tom é um sem-noção! Mora do lado de casa e quis vir de carro...” – comentou. – “Falando no diabo...”
“Bom dia McFLY e fãs!” – Ele cumprimentou todo animado. – “Não me olha assim, ! Eu vim de carro porque vou precisar dele depois da aula...”
Ela sorriu para ele e o abraçou.
“Mas e então? Se vocês me disserem que são os nerds anti-sociais daqui, eu finjo que não conheço e tento novas amizades!” – Harry falou olhando para , e Tom.
“Bom...eu e Tom somos da equipe de teatro e a é do jornal. Temos cérebro demais para sermos cheer leaders! Mas somos nerds com vida social!”
“Elas até eram popzinhas no primeiro ano, aí entraram nessas atividades extracurriculares de nerd e perderam o reinado.” – Tom contou rindo, enquanto as meninas balançavam a cabeça.
“A gente não é diva por opção...quem mais vocês conhecem que pode dizer isso? Nós somos únicas!” – disse, fazendo pose. – “Mas o Tom teve seus quinze minutos de fama também...quando estava no Busted!”
“Bons tempos!” – O garoto tinha um tom irônico.
“Então tá bom, Tom. Quando o McFLY estourar você vai voltar ao mundo glamouroso da fama e sucesso!” – Dougie comemorou.
“E nós, como groupies oficiais, teremos que rejeitar o tapete vermelho, a luz e a atenção mais uma vez...que chato!” – riu.
“ , você sabe que para ser groupie você tem que fazer....coisas...né?” – Dougie perguntou interessado.
Ela nem respondeu, só o olhou de canto de olho. Ele levantou os braços, como se dissesse “Ok! Parei!”.
olhou para o relógio.
“E o prêmio atrasado dia vai para...Danny Jones!”
“Ele vem vindo lá, olha...” – Harr apontou.
Ele estava lindo de camiseta pólo azul, a mesma do dia da casa modelo. se lembrou deles sentados no telhado e abriu um sorriso.
“Desculpa gente, tive que vir a pé!” – Ele estava ofegante. – “Vamos entrar?”
Os seis se dirigiram para a porta. Era o ultimo ano sem responsabilidades, sem grandes problemas...mas com certeza um ano de boas histórias!
A aula de inglês já estava no fim quando percebeu seu celular vibrando. Colocou-o embaixo da carteira e leu a mensagem de Danny.
“Odeio física, você não? Hey, não marque nada para depois das 17h. Vou fazer o que você me pediu sábado.”
Ela sorriu para a tela do aparelho, mas não conseguiu se lembrar do que tinha pedido para Danny. A aula pareceu muito mais legal a partir daí.
Era 16:30h quando recebeu outra mensagem dele. Estava trabalhando, mas já tinha avisado a mãe que iria sair com o garoto.
“Onde você está? Na loja? Passo aí te pegar.”
Ela respondeu rápido.
“Estou aqui sim. Já estou com saudades de você. Nem nos vimos no intervalo!”
Era verdade. Little Joana High era enorme; Harry e Danny teriam aula de química depois do intervalo e, por isso, ficaram no pátio mais perto do laboratório enquanto os outros estavam no central.
Alguns segundos depois, o garoto parou o carro na porta, mas não saiu. Estava com medo de ter que ser apresentado para Mrs. .
“Tô saindo, mãe!” – gritou e entrou no carro.
Ela sorriu para Danny e o beijou. Era tão bom estar com ele de novo.
“Oi linda! Teremos que passar na sua casa antes...”
“Em casa? Pra que?” – Ela estava ficando curiosa. Ele riu, mas não respondeu.
Entraram na rua dela e Danny parou o carro.
“Pega sua câmera...” – Ele disse. Ela deu um grito.
“Nós vamos ao parque de novo?”
O garoto fez que sim com a cabeça. Ela saiu correndo e voltou saltitante com sua amada câmera nas mãos.
“Não, Danny! Não é assim que se ajeita o foco!” – o ensinava como mexer. Os dois estavam sentados na pedra favorita dele. O garoto disparou o flash contra ela.
“Aaaai, meu olho!” – A menina colocou a mão no rosto, rindo.
“Ficou bonita! Desculpa, .” – Ele parou de olhar a foto e a abraçou. – “Sua vez. Vamos ver se você é boa mesmo.” – Danny disse, entregando-lhe a câmera.
O lugar era lindo demais, dava pra ficar em dúvida por onde começar, mas ela sabia qual seria sua primeira foto.
“Ai meu olho!” – Ouviu o garoto dizer.
“Ficou bonita...”
Teve que correr dele depois.
“Tô aqui no escritório, mãe!” – gritou em resposta ao chamado de Mrs. .
Estava olhando os fotos que havia tirado há pouco.
“Onde você foi?” – A mãe perguntou, ao apontar na porta.
“Fui ao parque com o Danny, tirar fotos. Vem ver!”
Ela sorriu, era bastante talentosa. As fotos eram muito delicadas, um trabalho quase profissional de alguém com o olhar muito detalhista.
“Estão lindas, filha! Tenho tanto orgulho de você!”
a abraçou.
“Talento é hereditário, mãe...”
Chegaram a uma fotografia de Danny de costas, sentado na pedra. A garota parou para admirá-la; havia um brilho em seus olhos que Mrs. nunca tinha visto.
“Olha como ele é lindo!” – falou, apertando a seta para o lado no teclado. O garoto aparecia com o queixo no ombro dela e ambos sorriam.
“Ele é mesmo...que olho mais azul!”
“Lindo!” – repetiu. As duas ficaram em silêncio contemplando a foto.
“Bom, vou preparar o jantar! Sobe tomar banho, enquanto isso. Já fez sua lição de casa? Você sabe que se começar a ir mal no colégio...”
desligava o computador.
“Eu sei, mãe! Olha o coração! Foi o primeiro dia de aula, ninguém nem deu matéria!”
“Ah, é verdade! Você gosta de brócolis, né?”
“Adoro!”
Já era a quinta-feira da outra semana. Os garotos, e estavam tendo pouco tempo para ficarem juntos. O último ano trazia uma quantidade enorme de lição de casa e as atividades extracurriculares ocupavam toda a tarde.
O McFLY, porém, os unia a noite, durante os ensaios.
“Cara! A professora de História Geral é gata!” – Dougie comentou no intervalo entre duas músicas.
“A Mrs. Mackenzie? Tenho uma paixão platônica por ela desde o primeiro colegial.” – Tom confessou.
“Acho a de Biologia mais gostosa!” – Danny falou. Lógico que entrou no quartinho bem nessa hora.
“Waaaaaaaaay!” – Harry, Dougie e Tom gritaram, erguendo os braços.
“O que eu faço com você, hein?” – Ela disse, rindo. Foi se sentar no sofá ao lado da porta. Ele correu dar um selinho nela.
“E a ?”- Dougie mantinha o tom descontraído da conversa, tentando não transparecer o interesse.
lançou-lhe um olhar divertido.
“Precisou ir com a mãe na casa da afilhada dela.” – Ela informou. – “Mas te mandou um beijo...”
“Sério?” – O garoto abriu um sorriso.
“Não...” – desviou da palheta que voou em sua direção. – “O baixista do McFLY jogou pra mim! AAAAAAAAH!” – Ela gritou, fingindo ser uma fã.
Ensaiaram por duas horas. Estavam ficando cada vez melhores e o número de composições da banda só aumentava.
“Adorei essa! Qual é o nome?” – A garota estava deitada no sofá, ouvindo a música nova.
“We’re the young!” – Tom respondeu.
“Sensacional!”
“Ah, cansei!” – Ouviram alguém falar de trás da bateria. Harry saiu e foi se sentar com , que se levantou, dando espaço para ele.
“Tenho um programa para um dos últimos fins de semana do verão! Avisem seus pais que sairemos sexta e voltaremos domingo.” – Ele anunciou.
“Mais um dos ‘Programas Fabulosos do Harry’ então?” – Tom disse e foi se acomodar no braço do sofá, ao lado deles.
“Eu chamaria de Programas do Harry Fabuloso! Ah, vai dizer que não curtiram o The O.C. Day?” – Ele quis saber.
“Não tenho do que reclamar!” – Danny falou, piscando para .
“E a gente pode saber pra onde o senhor vai nos levar?” – Ela perguntou, já sabendo o que ouviria.
“Huuuum...não! Façam as malas com roupas de frio, roupas de calor, roupas de banho, roupas de baixo, roupas de cama...eu levo o resto. Avisem a , sairemos amanhã as 16h.”
“O Harry sabe como fazer as garotas ficarem pensando nele...” – disse.
“O que?” – Danny olhou para ela, espantado.
“O que o que Daniel Jones? To falando que vou ficar curiosa até amanhã! Quem tava chamando a professora de gostosa mesmo?”
“Mas a professora não é uma de suas melhores amigas!”
“Aaaah, isso muda tudo!”
“Um dia eu vou morar na Austrália!” – Dougie soltou.
e Danny olharam para ele, esqueceram até que estavam brigando. Tom gargalhou e quase caiu.
“O Dougie consegue ser a pessoa mais aleatória que eu conheço!” – Harry disse, também morrendo de rir.
Como a quantidade de malas e pessoas era grande, Danny teve que pegar o carro também (“Não tem problema, meus pais só pra variar nem estão aqui mesmo...”). , e Tom esperavam ansiosos pelos outros três, na frente da casa dos Fletcher.
“Se eu não gostasse tanto de surpresas, mataria Harry por fazer isso com a gente!” – falou ao ver os dois carros estacionarem.
“Hi campers!” – Harry cumprimentou.
“Campers? Nós vamos acampar?” – perguntou empolgada, mas não obteve resposta. Ele começou a dar ordens, como se a garota não tivesse dito nada.
“Malas no carro do Danny, meu porta-malas tá cheio! e Dougie no carro com ele e e Tom comigo. Não me olha assim, Scary Spice! Alguém tem que ir segurando vela!”
“E por que eu?”
“Por que sempre tem um mais zuado!” – Tom falou, colocando suas coisas no carro. Houve uma troca rápida de tapas e todos entraram nos automóveis.
O carro de Harry ia à frente. Eles saíram da cidade, em direção ao litoral.
“Praia? E eu nem trouxe minha prancha!” – reclamou.
“Você surfa, ?” – Harry perguntou.
“Surfa naaaada!” – Tom provocou e recebeu um soco no braço. – “Ai , doeu!”
“Desculpa Tomzinho.” – Ela massageava o lugar que tinha batido. – “Mais ou menos Harry, mais ou menos....”
“Pede pro Dougie te ensinar...”
“Ele surfa?”
“Ele tenta...”
No outro carro, rolava uma conversa parecida:
“Ah, eu nem trouxe minha prancha...” – Dougie olhava a paisagem pelo vidro.
“Você surfa, Dougie?” – se virou para olhá-lo.
“Surfa sim!” – Danny deu uma de suas risadas e recebeu um tapa na cabeça. – “Eu tô dirigindo, sem noção!”
“Ensina a ...” – sugeriu.
“Ela surfa?”
“Ela tenta...”
A garota chata e o baixinho estranho tinham mais em comum do que pensavam.
Cap. 10 ...And smelt the summer time
Já passava das 18h quando Harry parou em frente a um sobrado azul, que ficava quase na areia de uma praia muito bonita. Danny parou atrás.
“Não, essa não é mais uma casa modelo!” – Harry disse ao ver os amigos olharem para a casa. – “Essa é da minha família. É mobiliada e tudo...levem as malas e voltem aqui pra gente carregar o que eu trouxe.
O primeiro andar da casa era normal: a cozinha se fundia com uma grande sala, que também era copa. Era como se houvesse um cômodo só.
No andar de cima, porém, não havia quartos. Era apenas um galpão desocupado com piso de madeira, duas sacadas e uma pilha de colchões.
“É assim que minha mãe imagina que deva ser um camping luxuoso. Todas as modernidades embaixo e um lugar para jogar colchões, barracas e sacos de dormir em cima. Tem até um banheiro separado para homem e mulher ali...” – Harry, que veio correndo atrás deles, apontou para duas portas no fundo.
“Sua mãe é um gênio!” – estava boquiaberta.
Eles demoraram um pouco até descarregarem o carro. Quando entraram de vez, Harry ligou a geladeira e fuçou no isopor.
“Olha quem eu trouxe...” – Ele levantou uma garrafa pet.
“Maaaaaaad Dog!” – e gritaram juntas.
“Aaaaah, meu Deus!” – Tom não parecia tão contente assim.
“Pára cara! Dessa vez não precisa ter um sóbrio para dirigir...” – Dougie lembrou.
“É verdade. Quero me acabar!” – Danny apareceu na sala-copa-cozinha também.
“Vocês nunca viram o Danny bem bêbado...é hilário!” – Harry olhou para o amigo e deu uma risada alta.
“Acho que teremos essa oportunidade em breve!” – falou.
“Muuuuito em breve!” – Danny corrigiu.
Passaram o resto da noite jogando videogame (sim! Havia um videogame e um aparelho de DVD e um videokê e um...), reclamando das bebidas que ainda não tinham gelado e zuando e xingando uns aos outros.
“Eu não vou dormir do lado do Dougie não!” – protestou. Eles estavam pegando os colchões para irem dormir.
“Eu não te fiz nada, garota! Se enxerga...quem disse que eu quero dormir perto de você?”
“Levantem as mãos os que acham que a e o Dougie devem dormir um do lado do outro!” – Harry falou, já com a mão direita no alto. Mais três mãos se ergueram no ar. – “Desculpem-nos, mas é assim que funciona.”
e Dougie bufaram. Tom deitou-se ao lado de e Harry ao seu lado. Danny e iam arrastar seus colchões quando ouviram:
“Levantem as mãos os que acham que o casal preexistente deve se deitar longe, porque nós somos menores de idade e ver pornografia é proibido!” – Harry tornou a gritar e a cena se repetiu.
Danny e foram rindo para o outro lado do galpão.
“Me protege, Tom?” – pediu. Se deitando mais perto do amigo. Dougie, só para aborrecer, pulou em cima dela.
“Saaaaaaai!” – Até os dois que estavam mais afastados riam.
“Relaxa , a primeira vez dói, mas depois é sussa!” – Tom disse, ainda rindo.
“Como se você soubesse!” – Harry zombou.
“Olhem pra cá!” – Ouviram chamando, com a câmera na mão. Ela depois virou a lente para os dois e deitou no braço estendido de Danny.
“Ficou linda!”
“Também, com um modelo desses...”
“Ow, faz silêncio aí, porra! Quero dormir!” – Dougie gritou, levando uma travesseirada de Danny.
“Sem guerra de travesseiro!” – alertou. Foi a pior coisa que podia ter dito. Os outros cinco se levantaram para bater nela. Mas a batalha logo deixou de ter um alvo único e se generalizou.
Perto das 4h da manhã, todos foram dormir.
ouviu o Hino Nacional Inglês muito, muito alto e não era em seu sonho...abriu os olhos. Danny dormia a seu lado, ela não pode deixar de reparar como ele ficava fofo com as mãos embaixo do travesseiro, mas também parecia incomodado com o barulho.
A garota se levantou e viu Harry e Tom de pé, com a mão sobre o peito cantando o hino que tocava no último volume.
Do outro lado, e Dougie estavam com a mesma cara de interrogação. Depois do último verso, Harry desligou o aparelho de som e abriu os braços:
“Acoooorda cambada! O Sol está no céu e será um dia glorioso! Tomem café, coloquem suas roupas...”
“Vocês beberam o Mad Dog sem a gente, né?” – Dougie interrompeu, esfregando os olhos.
“Achei que ia precisar acordar vocês no tranco, senão ninguém ia levantar.” – Tom se justificou.
“Que horas são?” – perguntou, bocejando.
Harry checou o relógio e informou:
“11 horas já!”
“Já? Ainda, você quis dizer, né?” – Danny falou e se deitou de novo.
“Olha o montinho!” – Tom ameaçou pular em cima dele.
“Tô levantando, tô levantando!”
Entre bocejos eles arrumaram o galpão, se trocaram e desceram para tomar café.
“Harry?” – chamou.
“Hum...”
“Nós nunca conseguiremos beber nem metade de tudo o que você trouxe!” – Havia quatro garrafas de vodka, inúmeras garrafinhas de cerveja, um whisky, sem falar no mad dog e nas caixas de suco, também em grande quantidade.
“Estava pensando em fazer uma festinha aqui, chamar o pessoal na praia...” – Ele respondeu distraído, colocando leite no copo.
“Meu Deus!” – exclamou.
“Poxa gente! É um dos nossos últimos fins de semana de verão! Tem que ser memorável!”
“As partes que a gente lembrar, né?” – Danny disse. Todos riram e concordaram.
Como a praia era logo em frente, eles só levaram cadeiras e um isopor. Acharam um lugar na sombra e se acomodaram.
“Praia no Brasil é muito mais legal! O Sol é mais quente, a água é mais quente, as pessoas brincam no mar, não ficam com esse monte de roupa...” – Harry apontava para os amigos que, apesar das bermudas e biquínis, usavam também camisetas, tênis, meias e, no caso das meninas, shorts.
“Isso! Deixa a gente com vontade, Harry!” – Dougie falou bravo.
“Quando nós formos mundialmente conhecidos, iremos conhecer as praias brasileiras!” – Tom afirmou, com uma convicção invejável.
“Um brinde ao Brasil!” – ergueu sua Heineken e todos fizeram o mesmo.
“Vamos jogar futebol?” – perguntou, olhando um grupinho de meninos mais à esquerda.
“Nossa! Quanto tempo eu não jogo!” – Danny disse, tirando a camiseta, o tênis e se levantando. Harry seguiu os dois.
“Isso! Vai arranjar convidados para a nossa festa!” – deu um tapinha nas costas do amigo e gritou. – “Faz um gol pra mim, Dan!”
Ele se virou e lhe mando um beijo.
“Odeio futebol!” – Dougie murmurou. – “Se eu tivesse trazido minha prancha...”
“...você a usaria como cama!” – Tom completou. – “Tá vendo alguma onda?”
“Odeio a Inglaterra!”
“Credo, Dougie! Que mau-humor!” – olhou pra ele, mas o garoto colocou os óculos de sol e virou o rosto para o lado. Ela começou a fazer cócegas em seu pé e conseguiu fazê-lo dar risada.
“Desculpa! É que eu odeio ser acordado!”
Harry e Danny voltavam de vez em quando buscar cerveja. Depois de uma partida longa (longa mesmo!), Harry resolveu sair convidando metade da praia para a festa.
“Isso! Naquela casa ali. Umas 23h. Quero ver vocês lá, hein? Prometam que vão!” – Harry conversava com uma ruiva e uma garota muito bonita de cabelos pretos cacheados.
“Vai bombar!” – Estava empolgadíssimo.
“A ruiva é gata!” – Disse Tom, ainda olhando-as indo embora.
“Vai pegou, Tomzinho!” – zuou.
Danny se sentou ao lado dela, ofegante.
“Nossa, cansei! Tô fora de forma!”
“Fez um gol pra mim?” – perguntou, dando-lhe um beijo.
“Se ele tivesse feito um gol...” – disse, tirando Dougie da cadeira para sentar.
“Fez um gol pra mim, amor?” – Ele disse, imitando a voz de .
“Fiz três, chuchu!” – Ela respondeu na mesma voz. Os dois fingiram um selinho e Dougie se sentou em seu colo. Era muito engraçado o jeito como os dois se amavam e se odiavam em um período mínimo de tempo.
“Vamos andar até o fim da praia?” – sugeriu. Todos se levantaram e Harry e Tom foram guardar as coisas.
A praia até que era grande e eles foram caminhando devagar até o outro lado. ia de cavalinho nas costas de Tom apostando corrida com Dougie, que estava em cima de Harry. ria atrás, tirando fotos dos quatro e dela com Danny, o qual segurava sua mão livre.
“Eu adoro o por do Sol!” – Tom falou. Os seis estavam agora do outro lado da praia, sentados na areia.
se levantou e arrumou a câmera, posiciando-a e ligando o timer. Todos se sentaram de costas para o aparelho e virados para o mar.
“Uma recordação do nosso fim de semana...”
“Ficou demais, sis!” – falou, checando o visor. Depois, se sentou de novo e colocou uma música em seu celular.
respirou fundo e sentiu o cheiro que a faria recordar aquele verão. Tinha sido tão perfeito! Estava sentada entre as pernas de Danny e se virou para olhá-lo. Ele sorriu de volta e acariciou seu rosto. Ela era o tipo de garota que esperava que as coisas acontecessem em sua vida como nos filmes ou contos de fadas. Aquele momento se parecia mais ou menos com isso. Quem nunca sonhou estar numa praia linda, no pôr-do-sol, com o cara perfeito?
Ela sussurrou no ouvido de Danny:
“Estou feliz de dividir isso com você!”
Danny a abraçou forte e eles se beijaram. Não havia ninguém que beijasse como ele. ficava entorpecida toda vez que os lábios dos dois se encontravam
“Isso aí! Rasguem nota de 100 na frente de pobre!” – Harry disse bravo, cortando o clima.
“Você vai pegar várias hoje, Juddão!” – falou, ainda abraçando Danny.
“Eu também!” – Dougie entrou feliz na conversa.
“Não, não....você não!” – Tom, Danny, Harry e disseram ao mesmo tempo.
“Palhaçada!” – O garoto exclamou e fingiu que não era com ela, aumentando o volume e mudou de assunto.
“Adoro essa!”
Era All you need is love, dos Beatles.
“Vai tocar no meu casamento e vai ser igual em Love Actually! Com trombetas e trompetes e...” – contou animada.
“Ah não! Não quero essas breguices, não!” – Danny a interrompeu.
“Quem disse que eu vou casar com você? Eu vou casar com o Tom!”
“Ah é! Então, beleza! Eu vou ser só o padrinho com quem a noiva dormiu uma noite antes. Todo mundo vai comentar como a pele dela estava bonita...”
deu um tapa nele.
“Oloko! Já vou casar corno?” – Tom disse, fingindo estar ofendido.
“Ah, dude...desculpa! Mas você acha que eu vou devolver a assim, pra sempre? Até que a morte os separem? E se ela morrer primeiro?”
“Me devolver?” – olhava de um para o outro.
“É oras....você era do Tom, agora é minha!”
Ela gravou bem o “agora é minha” e evitando sorrir, gritou:
“Virei mercadoria agora?!”
“E tá valendo...” – Tom tirou dinheiro do bolso e contou, entregando para Danny depois. – “...£15!”
“Nossa, ! Tá desvalorizada!” – zuou.
“Tô valendo menos que uma garrafa de whisky!”
“Danny, devolve aí meu dinheiro.” – Tom pediu, depois que a piada já tinha passado.
“Que dinheiro? Você não comprou a ?”
“Comprei. Mas então tira a mão dela, que a peça já está vendida!”
“Não, pega aí.” – Ele deu os £15 de volta para o amigo.
Estava ficando frio e eles resolveram ir embora, terminar de arrumar a casa para a festa. Danny abraçava junto a seu corpo, mas mesmo assim, ela tremia.
“Poxa, vou passar frio hoje. A roupa que eu separei é curta!”
“Curta quanto?” – Ele quis saber.
“Parou, hein? Vocês já me zuaram muito agora!”
Ele deu um beijo no rosto dela e continuaram andando.
e Harry olhavam para o galpão já fazia uns dois minutos. Tentavam decidir se fariam a pista de dança ali ou não.
“Ficaria muito maneiro...” – Harry começou.
“Ficaria. Mas nós teríamos que limpar tudo antes de dormir.” – Era um argumento muito forte. - “Acho que cabe todo mundo lá embaixo. Ou não? Harry Judd, quantas pessoas você chamou?”
“Algumas...mas acho que cabemos todos no primeiro andar e no quintal.”
“Resolvido então! Aew, a saiu do banho. Minha vez! - foi até a mala, tirou a toalha e a roupa que iria usar e sumiu pela porta do banheiro. Só faltava ela e Harry para tomarem banho. Os meninos estavam lá embaixo assistindo Back to the future.
“Desliguem isso e coloquem uma música mais animada!” - pediu. Ela e desciam as escadas , já arrumadas.
“Caracas! Vocês estão lindas!” - Tom exclamou e os outros dois apenas balançaram a cabeça afirmativamente. usava uma blusinha com as costas abertas e uma saia jeans. usava um shorts social e uma frente única preta.
“Vai ter trabalho hoje, Danny boy!” - Dougie dava tapinhas nas costas dele. O garoto abriu um sorriso enorme. estava deslumbrante aquela noite.
“Vocês começaram a beber sem a gente?” - perguntou, pegando o copo de Dougie. “Ai! É whisky! Odeio whisky!”
“Pega outra coisa na geladeira então, fresca! Mandei beber o meu sem perguntar o que era?” - Todo o encanto que tinha hipnotizado o garoto quando ela apareceu tinha acabado no exato momento que eles começaram a implicar um com o outro. Aquilo era ridículo! Eles se curtiam ou se odiavam?
As pessoas começaram a chegar e a encher a casa. A música estava alta no quintal, mas na copa-sala-cozinha um concurso de videokê divertia os “convidados”.
e já estavam ficando bêbadas e se acabavam de dançar do lado de fora.
“Sis!” - gritou, como se estivesse do outro lado da praia. - “Tô bem louca já!”
Elas caíram na risada.
“Olha o Tom! Olha o Tom!” - apontou. O amigo levava a ruiva da praia no papo. Ela ria e empurrava o ombro do amigo, fazendo um doce básico.
As duas berraram na direção dele.
“Nhéééééé, marditããããããão!”
“Aproveita, minha filha, que o Tomzinho tem pegada!”
“ !” - começou a rir quando estava com o copo na boca e quase se afogou. - “Deixa o Danny ouvir isso! Falando nele, cadê?”
Ela deu de ombros.
“Não sei.” - Ela se virou para olhar ao redor, mas não viu nem sinal de uma camisa xadrez.
“Que beleza, hein?” - As duas riram de novo. - “Lady Gaga! Adooooooro!”
Depois da música, elas foram para dentro pegar mais bebida.
Harry e uma loira estavam quase virando uma pessoa só no cantinho da sala. deu um tapa na cabeça dele e seguiram para a cozinha.
Dougie estava sentado na pia, com seu copo de whisky.
“E aí? Curtindo a festa?” - se sentou ao lado dele.
“To morrendo de rir com o povo no videokê aqui! A propósito, é aniversário do Bill! Desejem Feliz Aniversário pra ele!”
“Quem?” - Elas perguntaram juntas.
“O Bill, poxa!” - Dougie apontou para um gordinho loiro dormindo atrás do sofá.
“D., você viu o Danny?” - tinha acabado de encher um copo e se virou para o amigo.
“Não!” - Ele respondeu sem encará-la e rápido demais.
“Dougie Poynter! Cadê o Danny?” - Ela começou a ficar com a voz falha.
“Não vi, é sério!”
saiu como um foguete da cozinha.
“Ele tá pegando alguém, Dougie?” - também estava preocupada
“Não vi pegando...mas o Danny é foda! Ele estava conversando com duas meninas de sotaque estranho ali na sala agora pouco. Mas não sei onde ele está agora.”
“Vou trás da !”
Mas quando chegou na porta viu a amiga se matando de rir com Tom.
“Vem ouvir essa, !”
Tom começava a falar e ria, abriu a boca mais umas cinco vezes antes de contar o que tinha visto.
“Tinha um Darth Vader aqui!”
ficou parada olhando para ele. Tom tinha bebido demais!
“Corta o álcool do Tom!”
“É sério! Ele até tinha um saibro de luz!” - completou.
quase caiu pra frente, se inclinando para dar uma boa gargalhada
“Um o que, sis?”
“Um saibro, um saibre....enfim...”
“Um sabre, !” - Tom corrigiu e apontou para o portão. - “Olha ele lá!”
Sim! Um cidadão tinha se fantasiado de Darth Vader com máscara, capa e o sabre de luz! Uma garota tirava foto com ele.
correu na cozinha e puxou Dougie para ver a cena. Ele demorou para entender, mas quando viu, sentou no chão para rir.
“Vai pedir um autógrafo, Tom! Eu perdi as contas de quantas camisetas dele você tem!” - zombou
“Engraçadona!” - Ele deu um sorriso amarelo.
Dougie voltou para dentro e as duas ficaram dançando no quintal. até se esqueceu o que tinha ido fazer lá fora.
“Ih, acabou de novo essa merda!” – virou o copo com a boca para baixo. – “Mais Mad Dog!”
Quando elas entraram na sala, se depararam com Danny em cima da mesinha do centro cantando Twist and Shout no melhor estilo “Curtindo a vida adoidado”. Ele estava alterado!
Nas partes instrumentais, ele levantava os braços e mexia os quadris. A calça estava erguida até perto do peito.
ficou rindo da cena, tentando chamar a atenção dele, mas era impossível. Havia muita gente na sala e Danny estava empolgado demais para ver qualquer coisa.
foi pegar bebidas e encontrou Dougie colocando um restinho de vodka da garrafa em seu copo. Ela abriu a geladeira e viu que as outras eram de qualidade inferior.
“Divide essa vodka aí, Dougie!”
“Tem mais na geladeira, não tá vendo?”
“Como você tá grosso hoje!”
“Tem mil garrafas e você quer o meu copo. Eu sou grosso porque te mandei pegar o seu?”
“É o último gole da vodka boa!”
“Você já tá pra lá de Bagdá. Nem vai perceber se é vagabunda ou não!”
“Idiota!” – pegou o copo dele e saiu para o quintal pisando duro.
“Devolve isso aqui!” – Dougie gritou.
Ela viu que ele estava vindo atrás e saiu correndo em direção à praia.
Enquanto isso, na sala, Danny terminava de cantar Twist and Shout. empurrou quem estava ali para chegar até ele, mas congelou ao vê-lo pegando um dos dois copos da mão de uma loira de olhos verdes. Estavam conversando e ela pode ver a sirigaita erguendo o copo e dizendo “Salve Ferris!”, os dois riram e Danny também levantou o copo.
Os olhos de , se encheram de lágrimas e ela saiu quase derrubando uns três, inclusive Harry.
De volta à praia, desviava de Dougie e zombava dele:
“Vem buscar, Dougie! Ah é...você tem medo de escuro!”
“Isso é golpe baixo, !”
“Hey, Scary Spice, agora descobri de onde vem esse seu apelido!”
Ele deu três passos largos e ficou cara a cara com a garota, que foi pega de surpresa e ficou parada, olhando de volta.
”O problema é essa porcaria? Pronto!” – Dougie pegou o copo e o arremessou longe, sem desviar o olhar.
“Não! Você não fez isso, Poynter! Seu babaca, imbecil, retardado...”
“Só tem um jeito de você ficar quieta, né?”
ainda estava com o dedo na cara dele quando sentiu duas mãos no passador de cinto da sua saia. Ela não teve tempo para reagir, sentiu os lábios de Dougie nos seus e passou os braços em seu pescoço. Era um beijo apressado, como se eles precisassem fazer aquilo antes que voltassem ao juízo perfeito, tinha até uma certa ferocidade. Uma cena fofinha e apaixonada não era a cara deles. Porém, não havia dúvidas que ambos estavam gostando.
“Nunca mais faz isso!” – voltou a apontar o dedo para ele e saiu antes que ele pudesse puxá-la de volta (apesar de não ter certeza se seria de todo mal!).
Vinha xingando o garoto de todos os nomes que se lembrava até reparar em um vulto sentado mais a frente. Quando chegou perto, viu que era e ela chorava.
“Eu odeio ele, ! Eu odeio ele!” – Repetiu aquilo mais umas três vezes. – “Onde você tava?”
“Te procurando!” – Mentiu a amiga. – “O que houve, sis?”
Entre soluços, contou sobre Danny, a loira e o videokê.
Dentro da casa, Harry procurava Danny. Encontrou-o na cozinha fazendo uma dança estranha com o rodo, a camiseta amarrada na cabeça.
“Você é um bosta!” – Ele estava furioso.
“Mr. Judd! Que foi, dude? Rimou!” – Danny estava muito bêbado.
“Você viu a desde que a festa começou?”
“Sabe que não! Vou procurar minha garota!” – Ele passou o braço pelo pescoço de Harry. – “Tô apaixonado, cara!”
“Faço idéia! Ela saiu correndo daqui porque te viu quase ficando com outra na sala, Zé Mané!”
“Quando isso? Agora?”
Harry tirou a mão de Danny do seu ombro e foi para o quintal. Ele foi atrás.
“Espera aí! Cadê ela?”
“Tava indo na direção da praia quando esbarrou em mim.”
Danny saiu correndo, mas tropeçou no próprio pé e ralou o queixo. Se levantou e foi andando. Era mais seguro.
“ !” – Ele gritou quando a viu. Ela estava sozinha porque tinha ido procurá-lo; queria xingá-lo para descontar a raiva que sentia de Dougie.
“Sai de perto de mim!” – falou sem olhar pra ele.
“ !” – Ele chamou mais baixo, dessa vez.
Sentou-se ao seu lado e começou a beijar o ombro da garota, subindo pelo pescoço. Ela se arrepiou e fechou os olhos. Contou até dez para resistir.
“Pára já com isso! Seu...ridiculo...”
“Eu não fiz nada, ! Eu juro!”
“Eu vi você super entrosado com aquela loira! Salve Ferris!” – Ela disse irônica.
“Eu não fiquei com ela!”
“Ela não quis?”
“EU não quis! Ela segurou meu copo pra eu cantar e jogou um xaveco em mim depois, mas eu não fiquei, linda!”
Ela ficou quieta. Virou o rosto para olhá-lo e viu seu queixo.
“Ai! Seu queixo! O que aconteceu?”
“Não foi nada. Eu caí, mas está tudo bem! Olha pra mim!” – Ele levantou o rosto dela, segurando seu queixo. – “Ah, não fica assim...é horrível te ver chorando. Não aconteceu nada...de verdade! Eu..eu estou com você! Eu tô feliz assim...”
Ela fungou alto. Se não estivesse querendo matá-lo, teria se derretido com o jeito que era olhada pelo garoto.
“Vou entrar, Danny!” – Ela se levantou e correu para casa.
“ ! Tá melhor?” – veio na direção dela.
“Tô, tô sim!”
“Eu não achei ele, sis! Eu procurei na casa inteira!” – disse desesperada. Não estava acreditando que Danny estava causando daquele jeito.
“Eu já falei com ele, a gente estava conversando na praia. Disse que não ficou com aquelazinha.” – contou. - “Eu até acho que acredito, mas tenho medo de ser feita de idiota, sabe?”
“Ai sis...nem sei o que dizer!”
Harry as encontrou.
“Tá bem, linda?” – Ele perguntou para a , que acenou com a cabeça. – “Eu não devia defende-lo, por que eu vi a cena e foi totalmente desnecessária! Mas ele tá bêbado...e ele me disse que tá apaixonado. Se ele disse, é porque ele tá...sério!”
“Valeu, Harry!” – se sentiu grata pela consideração do garoto. – “Mas conta aí, marditão! Pegou quantas?”
O assunto descontraiu e os três ficaram bebendo e jogando conversa fora.
“Que estranho!” – começou a rir. – “Eu tava bêbada, fiquei sã e agora tô ruim de novo!”
riu.
“Eu também, sis! Eu também!”
Tom apareceu com a tal ruiva e a apresentou aos amigos. Ela se chamava Lisa e era muito simpática.
“Danny está lá na sala, !” – Ele falou. Não sabia que eles tinham brigado.
“O cantor ou o alemãozinho?” – Lisa perguntou.
“O cantor.” – Tom respondeu e se virou para os outros três para explicar. – “Eu apresentei Danny e Dougie pra ela e Danny estava se acabando no videokê. Bom...e o porque do Dougie ser o alemãozinho é óbvio, né?”
“Seu namorado tem uma voz muito bonita!” – A garota ruiva falou, virando-se para .
Ela sorriu, sem graça.
“Vou entrar pra falar com ele...”
Deu uma tropeçada, de lei, e rumou para a sala.
No videokê, “o cantor e o alemãozinho” cantavam uma música de natal que não conhecia. A primeira coisa que ela ouviu foi Danny rindo.
“Não, Dougie! Você é o vermelho, o azul sou eu!”
Eles faziam voz de criança e Dougie dançava pra lá e pra cá, agitando os braços. Caíram na risada mais uma vez.
Danny a viu na porta, colocou o microfone na mesinha de centro e foi até ela. A camisa que estava na cabeça já tinha sumido.
“Você ainda tá brava comigo? Eu tava com vergonha de ir falar com você.”
Ela respirou fundo, deu uma pisadinha no orgulho que gritava “Não seja feita de idiota! Não seja feita de idiota!” e respondeu:
“Não...já passou. Tá tranqüilo.”
O sorriso e o beijo que se seguiram as suas palavras valeram totalmente a pena.
Harry e estavam atrás de querendo entrar.
“Olha o engarrafamento, vocês dois!”
Eles riram e saíram da porta.
Umas 06:30h, Harry cantava Hero no videokê:
“I can be your hero, baby.
[eu posso ser seu herói, baby]
I can kiss away the pain.
[posso dar um beijo pra passar a dor]
I will stand by you forever.
[estarei ao seu lado pra sempre]
You can take my breath away.
[você tira meu fôlego]”
“Lindo! Gostoso!” – gritava. – “Faz um strip aí, Mr. Fit!”
Ele começou a tirar a camiseta e Danny tampou os olhos de que descansava a cabeça em seu ombro.
“Ah, Danny! Agora que ia ficar interessante!” – Ela disse desapontada.
“Pô , não é a primeira vez que você xaveca o Harry!”
“Não é dele que você tem que ter ciúme, Danny! É do Tom!”
“Cooooorta o álcool da !” – falou, tentando amenizar a situação.
“Sorte sua que eu tô sem moral hoje!” – Danny olhava bravo para a garota que ria, batendo a mão no joelho.
“Pronto! O último par de bêbado foi embora!” – Tom parecia muito cansado. Se sentou no sofá ao lado de e bocejou. – “Cadê o Dougie, aquele autista?”
“Aposto que já foi dormir.” – Harry falou, desligando o videokê.
“Aposto que se afogou!” – disse, sem pensar.
“Credo,sis!”
Tom foi até a porta da frente e olhou para a praia.
“Olha ele na areia! Vamos lá!”
Os quatro se levantaram e o acompanharam.
“Go surfing the sun as it starts to rise...” – Danny cantou.
“Que música é essa?” – perguntou.
“Uma que eu ainda vou escrever!” – Ele respondeu , digitando no celular para não esquecer.
“Tem uma coisa aqui que eu não tô gostando e não é o dedo do Tom saindo do chinelo!” – falou de repente quando todos se sentaram.
Eles olharam para o pé do garoto e caíram na risada.
Ele corou e deu um empurrão no braço dela, que estava bêbada e quase caiu, rindo ainda mais.
“Oloko Tom, não empurra não! Enfim, posso falar do que não tô gostando?” – estava muito engraçada. – “Como vocês esperam ver o Sol nascer se ele se põe desse lado?”
Houve uma explosão de gargalhadas. Ela estava certa. O sol nascia do outro lado.
“Vamos ficar olhando até ele chegar aqui então!” – Sugeriu Dougie.
E eles ficaram sentados ali até que seus olhos não ficassem mais abertos por cinco segundos.
“De novo nããão!” – gritou antes mesmo de abrir os olhos. Era o maldito hino novamente.
Havia um peso em cima de , que ela descobriu ser o braço de Danny. A garota ficou brincando com os dedos dele. Ele tinha sardas até perto da unha. Era tão bonitinho! Virou-se para olhá-lo e recebeu um sorriso de volta.
“De novo isso?” – Disse sonolento.
“Eu só vou desligar quando responderem quem compôs o Hino Nacional Inglês!” – Tom falou.
“Shakespiere!” – Tentou Dougie.
“Churchill!” – estava com o edredom na cabeça e era difícil entendê-la.
“Ninguém sabe?” – Harry perguntou.
“Não, seu mala, ninguém sabe!” – respondeu.
“Ceeeeerta a resposta!” – Ele comemorou, diminuindo o volume... – “Ninguém sabe quem escreveu o hino.”
“Que merda!” – Danny disse. – “Mas abaixa o som mesmo, porque minha cabeça tá doendo!”
“Beeebe, filho da mãe!” – Tom zombou.
“Aliás, posso fazer um comentário?” – pediu, já sentada no colchão. – “Tomzinho pegadoooor! Conta tudo, ô da estrela!”
Ele sorriu sem graça.
“Ah, ela era legal...pena que mora longe!”
“De onde ela é?” – Harry quis saber. – “Não acredito que não lembro nem da cara dela!”
“Mas você a viu na praia!” – lembrou.
Ele balançou a cabeça.
“Que horas são?” – Dougie indagou.
“3 horas.” – Tom olhou no relógio.
“Da tarde?”
“Não, manézão! Da manhã! A gente colocou você dentro do carro do Dr. Brown e viajamos no tempo!”
Todos riram e Tom recebeu uma travesseirada, que ele revidou pulando em cima de Dougie.
“Vamos levantando, seus preguiçosos! Temos que limpar o térreo, arrumar as malas e voltar para a vida real. A gente come na estrada.” –Harry falou com energia. Estava dando ordens, como sempre, e puxava todos os edredons.
se levantou e ofereceu as mãos para puxar Danny, que dormia só de boxers. Ele ficou de pé e deu um abraço apertado nela.
“Bom dia, linda! Sonhei com você!”
“Ai, to bêbado ainda!”
“Então eu volto dirigindo!” – se ofereceu alegre.
“A vai dirigir? Me recuuuuso a voltar no carro dos dois!” – Dougie falou alto, fazendo a garota ir até lá bater nele.
O andar de baixo só não estava mais sujo por falta de espaço, mas como eles estavam em seis, o trabalho não ficou tão pesado.
Foram atrasados só pela patinação na água com sabão. Os meninos ficaram 20 minutos escorregando e tentando puxar e para a cozinha molhada.
“Harry!” – sussurrou, quando o garoto passou por ela no quintal. Ele chegou mais perto. – “Você não está achando o Dougie e a estranhos?”
“ , o Dougie É estranho!”
Ela riu.
“Eu sei, mas tô falando dos dois, assim...um com o outro. Eles não trocaram uma palavra hoje, nem pra se xingarem. Não estão nem se olhando!”
“Você tem razão...quando estávamos na cozinha, ele me deixou puxando a sozinho...”
“Será que eles brigaram feio ontem? Ela nem me contou nada!”
“E eu que achei que dessa vez ia, hein?”
“Pois é...não entendo esses dois!”
Terminaram de limpar a casa às 17:30h e as 18h finalmente estavam com as malas no porta-malas. A discussão era quem ia com quem. DE NOVO!
“Dougie não quer ir comigo. Então vai ele, Tom e . É Harry, isso mesmo! O Tom tá melhor que você pra dirigir!” – dizia já com as chaves de Danny nas mãos.
analisou a situação. Não queria ir com Dougie.
“Eu vou com vocês, sis!” – Se ofereceu.
“Poxa, vamos os três cuecas juntos?! Ah não, Rafinha!” – Disse Harry.
“O Harry e a tem um caso. Vem você, Dougie!” – Danny soltou.
“O que?” – perguntou indignada. – “Que parte eu perdi?” – Porém, ela entrou na pilha. – “Ah Danny! Metade do McFLY eu já peguei, tô investindo nos outros 50%...”
Deu uma piscadinha pra Harry, que riu.
Dougie, como sempre, tinha abstraído o fim da conversa. Percebeu que não queria mesmo ir no mesmo carro que ele.
“Eu vou com o Danny e a vai...É melhor que ir com...com o Tom! Ele dirige igual a minha vó!”
“Pelo menos eu dirijo, seu bosta!”
Houve aquela costumeira troque de elogios e carinhos entre eles, que entraram finalmente no carro.
“Baby you can drive my car,
[baby pode dirigir meu carro]
Yes, I’m gonna be a star.
[nós, nós seremos estrelas]
Baby you can drive my car,
[baby você pode dirigir meu carro]
And maybe I love you
[e talvez eu te ame]”
Danny cantou para , enquanto ela ajeitava o retrovisor.
“Maybe?” – A garota perguntou.
“É...maybe...você disse muitas vezes que me odiava ontem. Magoou!”
“Oooooo tadinho! Pobre Daniel Jones...tão santo! Ficando com uma menina tão malvada!”
Dougie tossiu.
“Eu sei que não tenho nem tamanho pra reclamar, mas será que vocês podiam ter uma D.R. quando estiverem sozinhos? É muito constrangedor ver casais discutindo....”
riu e Danny retrucou:
“Você e a discutem o tempo todo!”
“Nós não somos um casal. Vocês dois são, então se puderem ficar duas horas sem papinhos melosos ou briguinhas ridículas...”
“Dougie! Você é impossível!” – disse, ainda rindo.
Já estava escuro quando chegaram. Deixaram Dougie na casa dele e foram para a casa da garota. Ela parou o carro e olhou para Danny.
“Te vejo amanhã?”
Ele fez que sim com a cabeça.
“ , me perdoa?
A garota respirou fundo e o olhou nos olhos.
“Eu não quero perder você por bobeira...” – Era importante dizer isso.
“Eu também não...” – Danny passou a mão pelo ombro dela e foi descendo pelo braço.
“Eu te perdôo agora, mas não vai ser sempre fácil assim, viu? É bom que você saiba.”
“Prometo que não vou pisar mais na bola...”
“É bom mesmo...porque eu estou gostando de ter alguém do meu lado. Eu estou gostando de pertencer a alguém...a você. Não quero precisar me acostumar a ser desapegada de novo!”
Danny chegou mais perto, abraçando-a e passando o nariz de leve em sua bochecha, fazendo-a sorrir.
“Eu me sinto assim também...Acho que estamos os dois fora de combate!”
Ela se virou unindo seus lábios.
pertencia a alguém agora. Danny pertencia a alguém agora. Eles não sabiam ainda, mas aquilo era só o começo de algo terrivelmente irreversível. Deliciosamente irreversível!
Cap.11 We fight, we break up. We kiss, we make up
ia andando para a casa de . Elas tinham ligado uma para a outra na noite anterior e decidiram que iriam a pé para a escola, assim poderiam fofocar sobre o fim de semana. Ela ainda não tinha decidido se contaria ou não para a amiga sobre o beijo na praia. O problema nem era contar, apenas não sabia se estava pronta para responder se ela tinha gostado, se ficariam de novo ou o que sentia pelo baixista. Não tinha essas respostas nem pra ela mesma.
“Sis! E aí? Chegou bem ontem?” – perguntou quando as duas se encontraram. Elas se cumprimentaram e foram andando em direção a Little Joana High.
“Cheguei sim. Pregada, mas bem.”
“Nossa! Cansei também...”
“Esses programas do Harry um dia matam a gente. Mas me conta: E você e o Danny?”
disparou a contar tudo, até o que ela já tinha contado sábado, afinal nenhuma das duas estavam 100%.
“...e foi isso! Eu deixei bem claro que não vou ser boazinha e compreensiva sempre.”
“Ai sis! O cantor e o alemãozinho causam na nossa vida, hein?” – disse sem pensar.
“O alemãozinho causa na sua? , põe na roda: o que houve na praia? Vocês brigaram? Por que não estão se falando?” – olhou para ela, tinha se esquecido até aquele momento da conversa que tivera com Harry.
“Brigamos!” – Ela pemaneceu olhando para baixo ao responder. Não era fácil mentir pra alguém capaz de ler seus pensamentos. – “O de sempre...”
“Mas se tivesse sido o de sempre...” – começou.
“Não, eu quis dizer que começou por bobeira...mas dessa vez foi pior porque estávamos bêbados e eu acabei xingando ele um monte...” – se sentiu extremamente culpada, quando se lembrou como tinha gritado com o garoto. – “E tudo por um copo de vodka...” – Disse mais para si mesma do que para a amiga.
“Ai, vocês dois! Acho que desisti de vê-los juntos.”
não disse nada e se perdeu em pensamentos. Não sabia se estava brava com Dougie ainda, se deveria falar com ele ou não, o que diria se ele viesse conversar com ela.
“Sis? Tá me ouvindo?”
“Oi?” – Ela saiu do transe.
“Eu perguntei: E o Mark?”
“Ah...” – disse sem ânimo. Era o que chamavam de Síndrome do “Ih, acho que não quero mais” atacando novamente. Era difícil explicá-la, mas o que acontecia era que depois de passar algum tempo afim de um garoto e até ter alguma coisa com ele, as duas simplesmente criavam uma certa “aversão” e começavam a fugir, como um sabonete: se é apertado contra a mão, escorrega, o famoso “desapego”! Normalmente o problema era Tom, perfeito demais perto de qualquer outro. Porém, agora era preocupante...e se fosse por causa do Dougie?
“Ih....” – Fez . – “Mas já?”
“Ele nem deu notícias mais...” – O cerébro de fervilhava.
Quando elas chegaram, o estômago da garota gelou. A primeira pessoa que viram foi Dougie, conversando com uma menina do 1° ano. A dúvida se estava ou não com raiva dele foi respondida.
“E aí, baixinho estranho? Como passou de ontem?” – perguntou abraçando-o e cumprimentou a tal que estava com ele. parou do lado e não disse uma palavra.
Os outros três chegaram logo depois. Danny sorriu para que retribuiu e o chamou com o dedo.
“Oi, lindo! Bom dia!”
“Bom dia. Como passou a noite...sem mim?”
“Muito bem, obrigada!” – Ela respondeu, só pra irritá-lo. E mostrou a língua.
“É assim então...”
“Vocês dois são um porre!” – Dougie balançava a cabeça, olhando o casal.
“E você tá chato assim porque foi o único que não pegou ninguém sábado!” – Harry retrucou.
Cri...cri...cri...
Silêncio total!
Ele abriu a boca para se defender, mas mudou de idéia ao ver a cara de . olhou de um para o outro e fez-se a luz. Olhou em volta, pelo jeito ninguém tinha reparado nisso. Então eles tinham ficado! Bom, isso fazia menos sentido ainda e ela nem podia perguntar agora.
“A também não...” – Tom lembrou.
Como era de praxe, ela mudou de assunto:
“Harry! Você não contou pra todo mundo quem te deu mole no supermercado domingo!”
“Quem? Quem?”
O sinal tocou e eles entraram ouvindo o garoto contar sobre a modelo de uma marca de roupa famosa que o xavecou na seção de enlatados.
, Tom, Harry e Danny tinham aula no primeiro andar, o que era uma pena, pois esta só teria a hora do intervalo pra conversar com a amiga. e Dougie subiram para a sala de Inglês.
“Hey!” – Ele chamou, tentando alcançá-la. Ela disparou na frente tentando evitar exatamente aquilo: ter que conversar. – “!” – Ele falou mais alto. – “
Algumas pessoas que passavam pelo corredor olharam para o casal. parou, mas não se virou.
“O que foi, Poynter?”
“Temos que conversar!” – Disse baixo, encarando o tênis.
“Eu tô atrasada e não tenho nada pra conversar com você!” – A garota tinha a voz ríspida e os braços cruzados, causando certo medo nele.
“Como não? E sábado?”
“O quê que tem sábado? Você quer que eu pule no seu pescoço como a fulaninha com quem você tava conversando agora pouco? Quer que eu rasteje por outro beijo seu? Vai se danar, Poynter! Você roubou um beijo meu, quer mais alguma coisa ainda?”
“Pedir desculpas...mas já não sei se vale a pena. Vai pra aula, completamente desconsertada.
“Sis? Você está bem?”
Era a hora do intervalo e as duas estavam sentadas nos bancos do pátio. estava muito calada.
“Hein? Desculpa ...tô péssima hoje!”
“Abre o coração. É o Dougie? Vocês ficaram sábado, né?”
Esse negócio de ler pensamentos era realmente poderoso.
“Ele...nós nos beijamos. Ele me beijou, quer dizer. Aquela hora que eu te encontrei na praia, eu não tava te procurando, na verdade....” – contou sobre a vodka, o beijo e a briga no início da manhã. – “...e eu fiquei lá, sem saber o que fazer...com cara de idiota...”
“Como vocês são complicados! Ai sis...não sei...acho que , dessa vez, você deve desculpas a ele, né?”
“É...acho que sim...”
Foi só falar dele e Tom e o próprio apareceram.
“Hey mulheres da minha vida! Tem ensaio hoje, vocês vão?”
olhou para Dougie, que desviou o olhar.
“Não sei, Tomzinho. Minha...minha mãe me pediu ajuda no escritório hoje.” – Ela disse, por fim.
“Poxa , você tá faltando há muitos ensaios! A presença mínima permitida é 75%, viu? – Tom disse bagunçando o cabelo dela, que sorriu sem entusiasmo. – “Tá tudo bem?”
O sinal tocou e a garota se levantou.
“Tá, tá sim! Não se preocupe. Dougie?” – Ele estava mais a frente, indo em direção às salas. – “Me espera?”
Ela trocou um olhar significativo com e foi atrás dele.
“Eu perdi alguma coisa?” – Tom perguntou.
“Não, acho que não...é o de sempre...eles brigaram...”
“Ah, como não...”
“Vamos entrar? Uma aula de História agora, hein? Podia ser melhor?”
“Nem vou responder...”
“O que você quer, ? Me esculhambar mais?Acho que minha cota de hoje está completa!” – Dougie e caminhavam lado a lado no corredor e apesar de conversarem, não se olhavam.
“Acho que nós dois temos problemas em receber pedidos de desculpas, né?” – Ela disse, fazendo-o abrir um pequeno sorriso. – “Desculpa...eu fui idiota hoje de manhã. Mais um vez. Te xinguei a toa.”
Ele acenou com a cabeça...não era uma pessoa de muitas palavras.
“Será que a gente pode esquecer sábado e continuar como se nada tivesse acontecido? Nós somos amigos, aquilo foi um erro!” – A garota sugeriu oferecendo a mão, que ele apertou.
“Amigos!” – Dougie falou.
Não era exatamente o que queria, mas não tinha outra opção. Já dizia o velho ditado (se não é um velho ditado, um dia será): Se fosse fácil, não teria graça.
Cap.12 I'm gonna get in trouble. I wanna start a fight
“Ótimas notícias, pessoal!” – Quarta-feira, Harry chegou ao quartinho na casa de Tom radiante. Todos olharam para ele. – “Temos um show marcado. O primeiro show do McFLY!”
“O quê?” – Tom perguntou abismado.
“Eu estava falando com Julia, a Lindsay, sabem? E parece que vai ter uma festa de início de ano letivo na casa da Laura e querem que a gente toque!”
O sorriso de se fechou instantaneamente e ela e trocaram um olhar preocupado. Tinham ouvido falar da tal Laura umas duas vezes e, pelo jeito, era uma ex de Danny.
“Festa na casa da amiga do Danny então?” – Dougie zuou. E percebeu que tinha dito besteira só pelo olhar aborrecido do amigo. – “Putz! Falei bosta, né?”
“Ela nunca foi minha amiga!”
Dougie abriu a boca para dizer que amigos realmente era uma coisa que os dois não tinham sido, mas teve medo de morrer. Danny o olhava com um olhar assassino e isso era raro.
“Precisamos ensaiar! Quantas músicas vamos tocar? Temos repertório suficiente?” – Tom tentou mudar de assunto, o clima estava MUITO pesado.
Passaram o resto da semana e a tarde de sábado ensaiando obsessivamente. Cantariam alguns covers, Room On The Third Floor, That Girl, Obviously e We’re The Young.
“É isso aí, pessoal! Primeiro show, aí vamos nós!” – Harry comemorou ao fim do último ensaio, já estava escuro quando eles pararam.
“Tô ficando nervoso!” – Disse Tom, que realmente suava.
“Calma, dude! Se você tá assim agora, imagine às 23h!” – Dougie zombou.
“Calmante pro Star Boy!” – falou rindo. – “McFLYs! Pro chuveiro já! Vocês precisam estar lindos e cheirosos pro show!”
“Vou tomar banho com o Tom!” – Dougie se levantou.
“Vamos lá então, gostosão!”
Todos se despediram e combinaram de se encontrar na frente da casa da Laura às 22h.
“Larga a mão de ser bobo, Danny!” – discutia com o garoto há uns 5 minutos na porta de sua casa.
“Não, tá bom aqui. Essa rádio é super legal!” – Danny disse sorrindo.
“Mas eu tenho que terminar de me arrumar!”
“Você já tá linda! Corre lá dentro, pega suas coisas e vamos!”
“Linda? Metade do meu cabelo tá liso e a outra metade não, criatura!” – Ela riu, sabia exatamente porque tanta enrolação. – “Minha mãe não tá em casa, se é esse o problema...”
“Lógico que o problema não é esse. Mas tá, vai. Se você insiste tanto e vai demorar, eu entro.” – Fez uma cara marota e saiu do carro, indo abraçar . Esta o olhou de canto de olho e balançou a cabeça.
Assim que entrou, Danny parou para olhar todos os milhões de quadros e fotografias que forravam as paredes da sala. Viu a famosa foto da propaganda de relógio entre várias outras de lugares, objetos e pessoas. A mais bonita na opinião dele era a de uma menininha em um jardim muito florido. Ele teve certeza que era , reconheceu os olhos.
Subiu as escadas e seguiu a música para chegar ao quarto dela.
“Sua casa é linda!” – Parou na porta, observando-a terminar de fazer chapinha, na frente da penteadeira.
“Obrigada. Entra aí, vou demorar um pouco.”
Danny se jogou na cama.
“Hum, comfortável!”
riu. O garoto fez sinal pra ela ir se deitar ao seu lado.
“Estamos atrasados, lindo!”
“Então pára de fazer esse treco e vem aqui!”
“Nem vou responder...”
“Uuuuh, eu gosto dessa música!” – Começava a tocar Hot, da Avril Lavigne. – “Promete que um dia você canta ela pra mim, vestida igual à Avril no clipe?”
“Achei que só o Tom gostasse dela...”
“Ela é demais! Eu casava com ela fácil...ah, ! Não me olha assim. Você vai se casar com o Tom mesmo. Mas, pensando melhor, só dubla vai...você cantando... ”
Ela riu e lançou o lápis de olho nele.
“Ouvir isso do Dougie tudo bem, mas do meu próprio...” - Ela parou. Ia dizer namorado, mas, bem...eles não namoravam. Tecnicamente. – “... ouvir isso de você! Aí dói!”
Danny olhou para o relógio, mais para fugir do assunto do que qualquer coisa.
“Tá terminando aí? Vamos nos atrasar!”
“Tô, só falta colocar o vestido e pronto...” – A garota ficou olhando para ele, esperando-o sair do quarto, mas este não se mexeu. – “Dan? Eu vou colocar o vestido...”
“Ah, por mim, tudo bem! Gosto de vestido. Você usava um bonito no dia que ficamos conversando no telhado...”
Os dois se encararam por um tempo.
“Você tá de palhaçada, né?”
“Hein?”
“Eu vou trocar de roupa, Danny! Me espera lá fora!”
“Ah, era isso? Devia ter dito!” – Ele se levantou e saiu gargalhando.
Quando abriu a porta, ele analisava outro retrato, virou-se para olhá-la.
“Não disse que você fica bonita de vestido?! Vamos?”
A garota acenou com a cabeça. Correu no guarda-roupa e pegou sua câmera.
“Que honra! Teremos uma fotógrafa então?” – Os dois desciam as escadas.
“Vocês merecem, afinal é a primeira apresentação do McFLY! Tá nervoso?”
Ouviram a porta se fechar.
“Filha! Cheguei! Ainda bem que o supermercado ainda estava aberto!”
Se Danny não estava nervoso, ficou naquele exato instante. Mrs. ) apareceu na sala, com algumas sacolas.
“Ah, oi mãe! Ééé...” – corou e percebeu que Danny estava ficando azul de vergonha também. – “Esse é o Daniel. O Danny.”
“Prazer, Danny! Ouço falar muito de você. Meu nome é Rose.” – Ela estendeu a mão e o garoto a apertou, sorrindo.
“O prazer é todo meu! Precisa de ajuda com as compras?”
“Não, mas obrigada, querido!”
“Hum, mãe? Estamos indo a uma festa. O McFLY vai tocar em público pela primeira vez!”
“Ah, que legal! Onde vai ser?”
“Ééé...” – ‘Na casa de uma ex do Danny não era a melhor resposta! – “Na casa de uma menina que estudava na escola antiga dos meninos, Memory Lane High.”
“OK! Bom, divirtam-se, não chegue muito tarde e qualquer coisa, me ligue! Tem bateria no seu celular?”
“Carreguei hoje de tarde.”
“Vão com Deus então. Mais uma vez, prazer conhecê-lo Danny.”
“Prazer, Mrs. !”
“Tchau filha!”
“Tchau mãe, amo você!”
“Também te amo!”
deu um beijo na mãe e os dois saíram. Danny só se pronunciou quando entraram no carro.
“Traiçããããão! Como você faz um negócio desses comigo? Olha minha mão! Nem sei se consigo dirigir!”
A garota gargalhou.
“Não fiz nada, lindo! Não sabia que horas ela voltaria, de verdade!” – Deu um beijinho no rosto dele. – “Mas você se saiu bem...”
“Cara, eu tô tremendo!”
“Quer que eu dirija?”
“Naaaah, chega de emoções fortes por hoje!”
Levou um tapa ardido no braço.
Quando chegaram, os outros quatro já estavam encostados na Pick-Up do pai de Harry. Via-se um grande volume no local da carga.
“Que demora, meu!” – Dougie reclamou.
“É que houve uma série de imprevistos, tipo: Conhecer minha sogra, ficar tremendo e ter que dirigir mais devagar...”
Harry quase teve um colapso:
“Quem? A sogra? Danny conhecendo a mãe de alguém? Chamem os jornais!” – Ele perguntou, fazendo sinal para todos ajudarem a pegar as coisas na caçamba.
“Pois é...mas foi tudo coincidência! Né, ?”
Aquele era um tom irônico que nunca tinha ouvido o garoto usar e que a irritou profundamente.
“Já te falei que eu não planejei nada! Qual é o seu problema?”
Ele parou o que estava fazendo e a olhou, mas não disse nada. passou por trás da amiga e sussurrou:
“Você está em território inimigo! Não é hora de você ficar com cara de choro e muito menos brigar com o Danny, sis...respira!”
E falando em inimigo...nesse momento, saia da casa uma garota loira, de olhos claros e um sorriso enorme e falso.
“Aaaah!” – Ela gritou. – “Springsteen, Narizinho e Party Man! Que ótimo vocês terem vindo!”
Ela já estava com uma cerveja na mão e parecia meio alterada.
“Oi, La!” – Harry cumprimentou-a. não gostou do ‘La’. Sabia que era uma implicância idiota, mas a verdade é que nunca tinha imaginado a vida de Danny, dos três na verdade, antes do aeroporto. – “Deixa eu te apresentar: Tom, o quarto integrante, nosso cérebro! E a e a , as empresárias!”
Ela sorriu e acenou para os três.
“Oi Tom! Oi meninas! Gostei do seu vestido, . Depois você me conta onde comprou, por favor! Entrem, entrem! Resolvi fazer tudo no quintal, mais fácil de limpar, né? O camarim de vocês será o vestiário da sauna, tudo bem?”
“Teremos camarim?” – Dougie perguntou abismado.
“Claro que sim!” – Deram a volta na casa e chegaram ao quintal, que era imeeeenso. Já havia um palquinho improvisado ao lado da porta da sauna. – “É ali, pessoal! Fiquem a vontade. Eu levo bebidas pra vocês em um minuto!”
Ela estava saindo, quando se virou e sorriu.
“Você está mais bonito do que nunca, Springsteen!”
lançou um olhar desesperado para . Seu conto de fadas estava por um fio e a bruxa má era bonita, tinha uma casa incrível e iria promover o primeiro show do McFLY. Não havia o que discutir, tinha perdido feio. E ela nem tinha sido apresentada como a “alguma coisa” do Danny, tinha que vê-lo ser xavecado calada!
Danny, por sua vez, estava quase pulando de uma ponte! Em menos de uma hora tinha conhecido a sogra, brigado com a garota de que gostava e estava na casa de uma ex, sendo cantado por ela. Na frente da sua atual! Se conseguisse tocar algo decentemente hoje, seria um milagre.
“Hey, ô da guitarra! Você precisa de um beijo da sorte?” – chegou perto do garoto e perguntou em voz baixa. Não podia continuar sem falar com ele, era como tinha dito: estava em território inimigo.
Danny se virou e a abraçou pela cintura.
“Talvez um só não faça efeito. Posso ganhar um pra cada música que vamos tocar?” – Ele pediu, fazendo bico. – “Hey, me desculpa por falar daquele jeito lá fora, sei que não foi de propósito.”
Os dois sorriram e começaram a se beijar. Laura entrou trazendo as bebidas.
“Pronto! Trouxe cerveja. Se quiserem, tem vodka na cozinha. Mas não bebam muito antes do show, hein?” – Ela viu o casal e fechou a cara. Saiu sem dizer nada.
Dougie cochichou para Harry:
“Ferrou!”
Tom se juntou a eles.
“Ela é a Laura do Danny?”
“A própria, dude. Vamos rezar para não sair barraco hoje. Acho que nunca fui numa festa com uma probabilidade tão alta de dar merda logo no início!” – Harry constatou.
“Nem eu!” – Os outros dois disseram juntos.
“Hey garotas! Vamos comigo buscar os microfones no carro?” – Tom pediu.
“Claro Tomzinho!”
“Sim!” – disse, se soltando de Danny.
Quando os três saíram, ele se sentou e olhou para os amigos.
“Mais alguém acha que isso não vai dar certo?” – Falou, depois de alguns minutos de silêncio, abrindo uma cerveja. Dougie deu uns tapinhas solidários no ombro do amigo.
“!” – chamou, mas se certificou que Tom estava na frente e não poderia ouvir. – “Você e o Dougie não fizeram as pazes segunda?”
“Fizemos sim. Por quê?”
“É que eu nem tenho visto vocês brigando mais...” – se deu conta de quão estranha era a frase e riu. também.
“Nós temos mantido uma formalidade meio anormal esse dias, né? Talvez seja melhor assim, pelo menos evitamos as brigas feias e sérias.”
“Evitam que se apaixonem também!”
“Eu e o Dougie nunca daríamos certo...”
“Nunca se sabe, sis. Nunca se sabe!”
“! Ou ! Volta no vestiário e chama o Harry! Não consigo abrir o carro.” – Tom gritou. se virou e voltou correndo. Não queria mesmo deixar Danny muito tempo sozinho. Quando estava na porta, parou para ajeitar a sandália. Ouviu Harry falando:
“Não tô entendendo, dude. Você não quer que a gente toque That Girl? Mas a gente vai abrir o show com ela!”
“É!” – Era Danny e tinha urgência na voz. – “Laura vai saber que é pra ela! Ela vai sacar e vai ficar se achando, como se eu tivesse escrito isso ontem. Vocês conhecem a peça.”
“E você pretende convencer o Tom a não tocar That Girl como?”
Houve um momento de silêncio.
“É...acho que não vai ter jeito, né? Me ferrei!”
ficou ali parada digerindo a informação. Laura era That Girl? Se lembrou de quando imaginou como esta seria e de que tinha certeza, na época, que loiras cheer leaders não faziam o tipo de Danny. Hoje, porém, sabia que qualquer mulher era o tipo do garoto.
Ela abriu a porta e fingiu não ter escutado nada, ainda que a cara apavorada de Danny entregasse que o assunto tinha acabado com a sua chegada.
“Harry! O Tom não consegue abrir seu carro!”
“É...é um carro um tanto temperamental. Vou lá ajudá-lo!”
O garoto saiu deixando o “camarim,” que estava com um clima semelhante a um enterro.
As pessoas começaram a chegar meia hora depois e os seis subiram no palco para arrumar as coisas e passar o som.
Laura não parava de aparecer lá e fazer brincadeirinhas, lembrar piadas internas com os meninos (especialmente Danny) e rir de se acabar. já tinha contado até mil e iniciava a contagem pela décima vez.
“Poynter! Poynter!” – Uma garota de cabelo castanho liso e os olhos muito grandes se aproximou do palco.
“Louise! Quanto tempo!” – Ele andou em direção a ela e sentou na beirada do palco para conversarem.
olhou para os dois com interesse e se virou, mas Harry respondeu antes que ela perguntasse qualquer coisa:
“É a Louise. Uma ex-peguete do Dougie. Quer dizer, eles eram super amigos, quando estudávamos aqui e tudo, mas ela era afim dele.”
fez cara de poucos amigos.
“Aqui está tudo pronto...” Tom se levantou com a guitarra já em punho. – “Harry, tudo certo aí?”
“Positivo e operante, sir!”
“Danny?”
Ele estava meio pálido como se fosse passar mal, mas balançou a cabeça. desceu da caixa de som em que estava sentada e foi até ele. Laura se achava espertona porque fazia gracinhas e piadinhas que ela não entendia? Ia receber na mesma moeda!
“Dan? Me empresta a chave do carro? Tenho que ir pegar minha câmera...afinal, me disseram em cima do telhado uma vez. que eu ia ser a fotógrafa oficial do McFLY...”
Ele riu e jogou as chaves. ) lançou um sorriso cínico pra Laura e saiu. Quando voltou, os quatro já estavam prontos no palco, só deu tempo de correr e dar um beijo rápido em Danny antes que a anfitriã os apresentasse.
“Boa sorte, lindo!” – Ela disse baixinho. E tirou uma foto da cara sorridente de bobo dele.
“Oi galera!” – Laura gritou no microfone do meio. – “Com vocês...McFLY!” – Ela, Louise e Lindsay pararam do lado de ) e de propósito.
Danny se posicionou no seu lugar e ajeitou o microfone enquanto Tom falava:
“Boa noite! Espero que gostem do nosso som...essa se chama That Girl!”
Momentos de tensão! ) olhou para Laura, mas ela estava conversando com as outras duas e mais um garoto. Resolveu desencanar e tirar as fotos dos seus amigos. Estavam tão lindos, tão felizes!
“…So what am I to do?
She's too good to be true.”
Danny começou o solo e Laura se virou para o palco. Louise cochichou algo com ela e as duas riram. Se viraram para olhar ) e e riram mais.
já estava quase indo brigar com as meninas.
“Me solta, ). Eu vou lá partir a cara delas! Melhor, vou lá deixar aquela loira aguada careca!”
“Fica aí, sis. Essa é só a primeira música!”
Mas o fato era que elas estavam incomodando mais do que sendo incomodadas. Os garotos alternavam músicas covers com as próprias e estas só as duas sabiam cantar, além deles...lógico. Quando chegavam em algum verso em que tinha havido alguma zuação nos ensaios ou algo do tipo, Danny apontava pra elas e piscava. Mas o melhor mesmo foi em I wanna hold your hand.
“Essa música...” – Tom começou. – “...é de uma das minhas bandas favoritas. Hein, Danny?”
“Eu vou oferecê-la para a nossa fotógrafa ali do lado. Se bem que eu ouvi dizer que o namorado dela é super forte e tudo...” – E finalizou com aquela risada, A risada.
) estava filmando essa hora e riu. Os dois se olharam demoradamente, até que Harry começou a contagem.
“Olha a cara da sujeitinha!” – exclamou rindo de Laura e ) fez o mesmo. Mas, na verdade, nem queria saber dela. Estava namorando!
“Nossa última música, é uma música muito profunda!” – Dougie disse, ao final do show. – “Ela foi escrita por Tom e Danny em homenagem ao nosso ninho de amor na Flórida. Se chama Room on the third floor!”
Quando acabou, Danny se despediu:
“Nós somos o McFLY! Obrigado pelo apoio, galera! Se cuidem!”
) olhou para o pessoal. Tinha um grupo que não estava nem estava prestando atenção, mas quem estava parecia ter gostado muito deles. Estava tão orgulhosa!
Quando o show acabou, e subiram para cumprimentá-los e ajudar a desmontar tudo. Eles estavam animadíssimos.
“O solo de That Girl ficou legal?” – Danny perguntava pra todos.
“Awesoome! Destruiu, dude! Ah, sabe o que eu pensei? E se nós mudássemos aquele verso de We’re the young...” – Tom estava com os olhos brilhando daquele jeito que adorava.
Quando finalmente estava tudo guardadinho nos carros, eles resolveram ir aproveitar a festa.
“Ameeei a banda de vocês! Perfeita, meninos!” – Laura veio dar os parabéns, com Louise nos calcanhares. – “Springsteen? Se eu acertar quem escreveu e pra quem That Girl foi escrita eu ganho um prêmio?”
“A maioria das músicas são minhas e do Tom, Laura. Não seria difícil acertar...”
“Toma essa, vacona!” – pensou.
“Ah, tá...é que eu achei ela...hum...familiar!”
“Eu vou dar na cara dela!” – falou baixinho e Harry a segurou disfarçadamente.
“Só se eu não chegar primeiro!”- disse, entre os dentes.
“Sosseguem vocês duas!” – Tom percebeu a movimentação e foi ajudar Harry. – “, vem pra cá. Não fica perto dela...”
“Mas ela tá perto do Danny!”
“Danny!” – Harry chamou. – “Vamos até a cozinha, dude!”
Ele agradeceu mentalmente o amigo e os cinco saíram. Só Dougie continuou, conversando com Louise.
Antes de mudar de colégio, os dois conversavam muito e já tinham ficado algumas vezes. Ela era apaixonada por ele. Mas o Dougie...era o Dougie.
“Então seu amigo tá namorando?” – Laura perguntou a ele.
“Parece que sim...mas vem cá, La. Qual é a sua? Foi você que deu um pé no Danny...” – Dougie nunca pensava muito antes de falar.
Ela nem respondeu.
Na cozinha, Harry xavecava uma menina do 2º ano.
“Era eu mesmo! Eu era o baterista, você gostou da banda?”
A menina ria e não tirava os olhos dele.
“Vai pegou!” – Danny concluiu. Ele, Tom e as meninas estavam analisando a cena para ver se Harry iria se dar bem ou não. estava a seu lado. Ela ainda queria saber tudo sobre o garoto e Laura, mas não ali, não naquele momento.
“Hey, gatinha! Posso te pagar uma bebida?” – Danny disse para ela.
“Ih, moço...melhor não! Meu namorado é super forte e ainda tem o guitarrista de uma banda atrás de mim, ele me ofereceu uma música e tudo...”
“Nossa...aí não dá pra competir!” – Ele riu e ela se virou de frente para ele.
“Então eu tenho um namorado?”
“E um namorado bonitão!”
“Bonitão, né? Forte e bonitão...e modesto!”
“Modéstia é meu nome do meio!”
Danny colocou as mãos em sua cintura e a puxou para mais perto.
“Meu namorado...” – falou, passando os dedos na bochecha do garoto.
Ele encostou a boca bem perto de seu ouvido e disse:
“Minha...namorada.” – Dando uma paradinha entre as palavras e fazendo perder o chão.
Ela não conseguia suportar a distância entre os lábios de Danny e os seus nem mais um minuto e por isso os uniu. Beijá-lo era ter certeza que o chão em seus pés não existia.
Continuaram ali juntos e, quando repararam, Tom e não estavam mais lá e Harry estava pegando a menina do 2º ano.
“Vamos lá fora?” – perguntou e os dois saíram.
O quintal estava animado. Tom e estavam conversando com Dougie e Louise (era nítido que não queria estar ali) e Danny puxou para se juntar a eles.
“Aí o Dougie começou a gritar com o cara do zoológico porque ele não estava segurando o lagarto direito...” – Louise contava uma história e Dougie e Tom riam muito. percebeu que precisava salvar .
“Sis? Vamos ao banheiro comigo?”
Nem precisava pedir duas vezes, as duas foram andando em direção à sauna.
“Nossa ! Hoje tá cruel, viu? Quando não é a Laura causando, é essa tal de Louise. Ela só fala dela e do Dougie e de como os dois se divertiam juntos e do quanto ela aprendeu sobre os répteis com ele...”
“Sabe como é o nome disso, ?”
“Ser exibida!”
“Não...é ciúmes!”
“Pára ! Fala sério...” – Ela se virou para olhar Dougie e Louise e deu um encontrão em alguém. Quase caiu, mas a pessoa a segurou.
“?! O que faz aqui?”
“Mark?” – O garoto da papelaria estava ali, olhando para ela feliz da vida.
“Eu sou vizinho e primo da Laura! Mas e você? Achei que estudasse no Little Joana...”
“E estudo! Mas meus amigos vieram aqui e eu vim com eles, são os da banda, sabe? Que tocou agora pouco?”
“Sei, sei sim! Eles são bons!”
sorriu e deu um apertão nos dedos de do tipo “me puxa daqui!”.
“Sis, vamos? Tô apertada...” – Ela pediu.
“Vamos! Hum...Mark...a gente se vê e se fala por aí! Beijos!”
Os dois se despediram e as meninas continuaram indo pro banheiro.
“......só você! Você não tava afim dele?”
“Ah! Ele é fofo, mas ah...” – Ela riu sem graça.
Quando voltaram não o viram mais. Se encaminharam para onde tinham deixado os meninos, mas não tinha ninguém lá também.
Ficaram dançando um pouco. Não tinham nem bebido, nem dançado até aquele momento. foi à cozinha buscar alguma coisa. Nesse meio tempo, viu Tom sentado em um banco perto do jardim e foi lá.
“E aí, Buzz Lightyear? Nem parece que fez seu primeiro show hoje!”
“Oi linda! Impressão sua, eu tô super feliz! Estava aqui lembrando...foi um bom show, não foi?”
“Foi épico! Vocês são demais!”
Ele sorriu e seus olhos brilharam. também sorriu apenas por ver aquela demostração de felicidade tão sincera.
“Mas você não está a alegria em pessoa hoje também, apesar do motivo ser óbvio...”
se sentou.
“É Tom...hoje tá complexo! Essa Laura tá conseguindo me tirar do sério! Você sabia que That Girl tinha sido escrita pra ela?”
Ele coçou a cabeça e demorou pra responder.
“Eu fazia idéia. Mas, pelo jeito, Danny não quer vê-la nem pintada de ouro...”
“Eu sei, mas mesmo assim, essa sensação de que do nada ela pode pular no pescoço dele não me agrada...”
Na cozinha, escolhia o que misturar na vodka, quando ouviu Laura entrando e puxando alguém.
“Vem! Juro que não vou fazer nada.”
“Laura, pára! Já falei pra você que não vou subir!”
Era Danny.
“Eu vou pegar vinho lá dentro então. Vem comigo!”
Ela foi arrastando-o além da porta da cozinha, para dentro da casa.
desesperou. Como assim Danny tinha ido? Ela largou o que estava fazendo e foi atrás dos dois.
“Sai Laura!”
Ela estava com os braços em volta do pescoço do garoto que virava a cabeça e a empurrava para trás.
“Eu não quero te machucar. Pega sua bebida e vamos sair daqui!”
“Springsteen! Não faz isso comigo! Pelos velhos tempos!”
“Nós não temos velhos tempos, Laura! E eu estou com a , eu gosto dela!”
“Ela não tá vendo!”
resolveu interferir.
“Danny! Até que enfim te achei! A tá te procurando!”
Ele se desvencilhou da garota sem dizer uma palavra. Quando já estavam de volta à cozinha, tentou se justificar.
“, eu...”
“Eu vi que você não fez nada, apesar de que podia ter evitado todo o transtorno, né? Faz dois sábados que você arranja motivo pra acabar chorando...cuidado! Eu posso não estar lá pra te salvar na próxima!”
“Tem razão...obrigado !”
Voltaram ao quintal. levantou do banquinho que estava com Tom e abraçou Danny.
“Oi! Onde você estava?”
“Encontrei ele perdido na cozinha.” – Disse .
Tom se juntou aos três.
“Cadê o Dougie e o Harry?” – Danny perguntou.
“Pegando...” – Tom respondeu, sacudindo os ombros.
o encarou.
“Dougie também? Aquela Louise do olho do tamanho de uma rodela de pizza?”
Ele confirmou, balançando a cabeça.
“E o Harry tá lá, olha!” – Apontou para a parede perto da porta da cozinha.
Mas ficou bem óbvio onde Harry estava, pois logo começou uma gritaria ali. Era Lindsay.
“Seu ridículo! Eu te convido pra tocar aqui e você beija outra?”
Ela batia nele, que escondia o rosto com as mãos. A menininha com quem ele estava ficando olhava assustada, encolhida atrás do baterista.
“Por favor, por favor, Lindsay. Por favor!”
“Não-abre-a-boca!” – Cada palavra era um tapa. – “Eu odeio você, Harry Judd! Odeio você!”
“Lindsay, vamos conversar...” – Ela saiu e ele foi atrás.
“Esse Harry...terrível!” – falou rindo.
“Ei, ! Busca mais vodka pra mim?” – Danny fez cara de pidão e ela foi pegar o copo da mão dele. – “Eu vou ficar aqui quietinho com a e o Tom.”
Ela saiu e entrou na cozinha. Laura estava sentada na pia, descalça e com copo de vinho intocado na mão.
“Olha aí a namoradinha do Danny! Coitada...”
fingiu que não era com ela.
“Conselho de amiga? Dá um pé nele antes de tomar um...”
“Cala a boca, Laura!” – ia explodir. Tinha aturado as provocações dela a noite toda.
“Uuuuh! Que medo! Você sabe que That Girl foi escrita pra mim, né? Eu sou a garota que ele sempre sonhou em ter!”
“Não, minha filha! Você é a vaca que ele teve um dia e que jogou fora o cara mais foda do mundo e agora tá se roendo de inveja!”
só sentiu seu vestido molhar. Laura jogou o copo inteiro de vinho nela.
“Ops! Desculpa! Seu vestido ERA tão bonito...”
“Sua...” – avançou em Laura e a derrubou dentro da cuba da pia. As duas ficaram se batendo e se xingando até que Dougie entrou com Louise e ambos correram para separá-los.
“Sua biscate! Vai procurar outra pessoa pra dar em cima!” – Dougie estava tendo um trabalhão para afastar de Laura. – “Eu vou arrancar cada um dos seus fios de cabelo tingidos!”
“Vem então! Quero ver mesmo!” – Laura ainda estava dentro da pia.
conseguiu se soltar e voou para cima da garota. Louise tentava separar, mas apanhava de ambas.
Dougie saiu correndo e chamou Danny, Tom e . Os três entraram na cozinha na hora que Laura acertava um tapa na cara de .
Depois de cinco minutos de confusão, gritos, xingamentos e tapas para todos os lados, tiraram da cozinha.
“Sua vaca!” – Ela ainda gritava.
Dougie e Louise foram colocar Laura para dormir e os outros quatro resolveram ir embora, Tom e em um carro e e Danny no outro.
“Poxa! Pena que a não me chamou, batia fácil naquela piranha!” – ainda estava meio brava. Ela queria fingir que separava a briga e dar uns tabefes em Louise, mas não deu certo.
“Nunca vi a brigando!” – Tom falou.
“Ela se saiu bem para a primeira vez!” – riu.
“Quero ver ela explicar os roxos e arranhões pra mãe dela!”
No outro carro, um silêncio ensurdecedor. Danny parou na porta da casa da garota e ela murmurou um tchau e desceu. Não sabia se estava brava com Danny, se só estava com vergonha...
Entrou e sentou na escada que ia para o segundo andar e começou a chorar. Não podia deixar Laura ganhar! Não agora que eles estavam namorando. Pegou o telefone e discou o número do garoto. Ouviu o toque do celular dele bem próximo. Será que tinha trazido o aparelho na sua bolsa por engano? Não, o som vinha de fora da casa. Ela se levantou e abriu a porta. Danny estava sentado nos degraus. Ouviu a porta se fechando e se virou, desligando o celular.
“Desligou na minha cara!” – Ela brincou, a voz ainda meio chorosa. Ele limpou as lágrimas que caiam no rosto dela.
“Me desculpa!” – Os dois falaram juntos e sorriram, mas Danny impediu que ela continuasse. – “Não, deixa eu falar! Me desculpa por não ter te contado que That Girl foi escrita pra Laura, me desculpa por tudo que você teve que passar hoje e por eu ter sido tão banana e não te defender nenhuma vez...essa idéia de show foi a pior...”
“Não fala isso!” – interrompeu. – “O McFLY é mais importante que qualquer coisa! Se você tiver que ir tocar de novo na casa dela pra promover a banda, você vai e pronto! That Girl será number 1, lembra? E quem vai ganhar um vestido novo elegantérrimo com o dinheiro das vendas sou eu!”
Ele riu e a abraçou:
“Eu nunca vou ser bom o suficiente pra você, sabia? Você é incrível!”
“Pára com isso, Danny! Não existe ninguém melhor que você pra mim!”
Ele soltou a garota e a olhou.
“Você existe mesmo?”
“Uhum...e provavelmente fui feita numa forma que completava a sua...”
“Com certeza!” – Dany sorriu, chegando mais perto.
E tudo foi esquecido naqueles minutos e segundos em que se beijaram. O pior tinha passado!
Cap. 13 Please, please, please...
[n/a: coloquem pra carregar: Dancing in the moonlight]
No outro dia, combinaram de se encontrar na casa de Tom, para fazer nada juntos. ) chegou antes. Ela e o garoto se cumprimentaram e ele a olhou preocupado.
“Calma, Tomzinho! Tá tudo certo comigo! Nenhum hematoma, nem arranhão...visível!”
“Nunca vi você tão brava. Nem parecia você...sério, eu fiquei assustado!”
Ela riu e se jogou no sofá, deitando no colo do amigo.
“E você e o Danny?”
“Estamos ótimos e namorando! Você acredita nisso? Eu e o Danny?! Namorando!”
Ele sorriu e passou as mãos pelo cabelo dela.
“É bom ver você assim, feliz com alguém. Sem os ‘Não, Tom. Eu não quero mais ele!’ – Ele imitava a voz desesperada de ) – “...ou ‘Eu não sei o que acontece...eu fico com os meninos uma vez e não quero nem vê-los de novo mais...’ Até que enfim você está com alguém legal!”
Ouviram batidas na porta. Era Danny, Dougie e Harry. vinha chegando também, cumprimentou Danny e Harry e fingiu que não viu Dougie. Os quatro entraram.
“Mas se não é Mohamed Ali em pessoa!” – Dougie zuou ) e a cumprimentou. – “Caracas, )! Você me deu um empurrão fenomenal ontem, me jogou do outro lado da cozinha!”
Todos riram.
“Não acredito que perdi esse barraco!” – Harry se lamentou.
“E falando em barraco, hein Mr.Judd?!” – não perdeu a oportunidade de alfinetá-lo.
“Nossa Harry! Mancada, hein? Você vai na festa da melhor amiga da Lindsay e pega a baixinha lá...” – Tom ria muito.
“Acho que eu só apanhei menos que a Laura! Cara, a Julia é forte!”
“Mas e aí? O que aconteceu no final?” – Danny perguntou animado.
“Fizemos as pazes. Eu disse a ela que achei que nós dois não íamos mais ficar, porque ela nem tava me dando atenção e tal...demorou mas eu consegui amansar a fera!”
“Que cachorro!” – olhava indignada para Harry e os outros meninos rindo ainda mais. – “E ainda saiu de vítima! Como nós mulheres somos burras, meu Deus!”
“E você, Snoop Dougie? Louise de novo?” – Harry resolveu mudar o foco da conversa. Dougie, porém, não estava afim de discutir o assunto.
“Uhum...acontece...”
“Ela quase teve um treco quando te viu no palco, antes de começar o show. Ela te curte um monte!”
“Eu sei, por isso mesmo não devia ter ficado com ela! Por que ela gosta muuuuito de mim e eu nem gosto dela, quer dizer gosto, mas não desse jeito...”
Todos riram menos , que trocou olhares com ). Esta tinha até esquecido que Dougie tinha entrado na cozinha com Louise no dia anterior.
“Aliás, )...ela e Laura estão querendo te matar!” – Dougie acrescentou.
“Manda vir!” – Ela respondeu, fazendo cara de superior.
“Essa é a minha garota!” – Danny a abraçou.
“Você tem que me apoiar mesmo, Dan! Eu nunca tinha brigado por causa de ninguém!”
“Nem por causa de mim!” – Tom enfatizou.
“Mas eu brigaria! É que você não causa que nem o Danny, Tom...você é nosso menino bonzinho que vai à missa!” – ) falou séria.
“Opa! Vocês estão me vendo aqui ainda? Parou o papinho de namorado, os dois aí!” – Danny agitava os braços.
riu e deu um beijo no namorado.
“Vamos assistir Back to the future?” – Tom sugeriu.
“Porra! De novo?” – Harry disse.
“Tem alguma sugestão melhor?”
...
“Vamos assistir Back to the future...” – O baterista disse desanimado.
“Pipoca por minha conta!” – foi correndo para a cozinha.
olhou para Dougie, que estava sentado de perna de índio, mexendo no cadarço. Ele olhou para a porta da cozinha por onde desapereceu e abaixou a cabeça. cutucou-o e mexeu os lábios, dizendo:
“Vai lá!”
Ele se levantou e foi para a cozinha. Os outros nem o viram saindo. Tom e Danny estavam zuando Harry e não prestavam atenção nem no filme e muito menos no que acontecia na sala.
“Hey!” – Dougie ergueu o braço, cumprimentando , que se virou para ver quem era e logo ficou de frente para o fogão de novo, batendo a panela com força.
O garoto atravessou a cozinha e se sentou na bancada, do lado da garota.
“Eu acho que você tá brava comigo!” – Ele tentou, mas ganhou apenas um olhar de desprezo. – “Se não te conhecesse diria que é porque eu fiquei com Louise ontem...mas fica tranquila, você ainda é minha preferida!”
Silêncio...
“Qual é, ? A gente se beijou semana passada, mas foi você quem disse que era pra esquecer, que somos amigos...” – Ela continuou muda. Dougie começou a ficar nervoso. – “Agora é sério! Você gosta de falar mais que o Tom, se não abrir a boca nem pra me xingar, vou ficar preocupado!”
Ele se aproximou e fingiu que ia sentir a temperatura na testa dela. deu um tapa na mão dele e sorriu.
“Idiota!”
“Agora sim!” – Dougie disse satisfeito e saltou da bancada, dando um chute na bunda da garota. se virou para revidar, mas as pipocas começaram a estourar e ela precisou voltar para o fogão.
“Só uma pergunta. Você sabe da existência do microondas e da pipoca de microondas, né? Ninguém mais faz pipoca assim!”
“Tudo que é retrô, é chique!”
“Ah ok! Hey, estamos bem agora, né?”
Ela fez que sim com a cabeça. Primeiro, já estava com saudade de brigar com Dougie e bater nele. Segundo, o garoto estava certo: ela mesma tinha dito que os dois eram amigos.
“Acho que já foi tudo...” – disse, para quebrar o silêncio. Mas quando levantou a tampa, várias pipocas voaram da panela. Os dois riram.
“Vem, a gente finge que não viu as pipocas no chão!” – Dougie a apressou. Ela desligou o fogo, jogou as pipocas da panela em um pote e os dois correram pra sala.
Quando chegaram lá, ninguém assistia ao filme realmente, mas riam muito. Pelo jeito, a piada ainda era Harry. Tom e Danny estavam compondo pra ele, este com o violão e aquele escrevendo em um caderninho. [n/a: Não traduzi a letra aqui, porque a tradução da música toda está lá embaixo!]
“Please Please, Lindsay, Please!
Set the scene I think I'm in love now.
Your eyes are green,
you come from above now.
Easy girl, I think we're alone now.
Let’s get the motion in the ocean
So turn off your phone now.”
Dougie sentou para rir.
“Até o Harry está ajudando!” – falou, também rindo. – “Nossa, olha!” – Ela apontava para a TV. – “O caminhão de esterco tem uma plaquinha escrito D. Jones!”
“Ô loko , você viu esse vídeo mil vezes já! Não tinha reparado antes?” – Danny perguntou.
“Antes eu não conhecia nenhum D. Jones, amor!”
“É...faz sentido!” – Ele disse pensativo e levou um pedala da garota.
Ficaram assistindo Back to the Future e fazendo a música do Harry até tarde, quando Tom se lembrou que tinham aula no outro dia e os expulsou.
Setembro acabou e com ele se foi o verão. Outubro chegou trazendo temperaturas amenas e uma notoriedade inesperada para o McFLY. No fim, o show na casa de Laura foi um sucesso!
As pessoas que viram, comentaram com os amigos e a notícia de que uma banda nova muito boa tinha sido formada se espalhou. Os meninos estavam fazendo shows frequentemente em festas na casa de pessoas tanto de Little Joana High quanto do Memory Lane.
Era sábado e eles terminavam de passar o som na casa de uma menina de L.J. chamada Nicole. Era aniversário dela.
“Acho que agora tá tudo certo, né? Seu microfone tá ligado, Dougie?” – Tom perguntou.
“Testando...testando...hum, não!” – Ele respondeu.
e estavam sentadas em frente ao palco conversando em uma das mesinhas espalhadas pelo quintal.
“Eles estão indo bem, né?” – falou, olhando o amigo sair correndo buscar algo no carro.
“Estão! Todo mundo gosta deles! É tão bom vê-los felizes, ver o Tom feliz!”
“O Tom merece ter uma banda de novo, fazer sucesso, ser um super star! Olha como ele tá feliz! Os olhinhos brilhando!”
Elas olhavam para o palco e riu, acenando para Danny, que pulava pelo palco gargalhando.
“Sabe o que é mais legal? Sua porrada na Laura serviu para ela não te provocar mais...”
“É....mais ou menos...ela não fala merda pra mim, mas sempre que pode se pendura no Danny!” – Ela imitou a voz da rival. – “Spriiiingsteen! Mas uma vez vocês arrasaram! Todo mundo aaama That Girl!” – fechou a cara. – “Me seguro pra não pular no pescoço dela.”
“É sis...namorar o Danny Jones do McFLY não é fácil!”
“Tem suas gratificações!” – piscou. – “A gente briga, mas se resolve rápido! E você e o Dougie?”
“O quê que tem?” – deu de ombros, tentando parecer desinteressada.
“É o que eu quero saber: o quê que tem?”
“Nada...somos amigos! Tô brava com ele hoje. Ele disse que me levaria pra conhecer o Zukie [n/a: RIP Zukie.] e não me levou...”
“Você vai conhecer o lagarto dele?” – se espantou. – “E desde quando você se interessa por essas coisas?”
“Ele ficou horas falando deles pra mim ontem, eu fiquei curiosa pra ver um de perto.”
“Ah, tá bom então...” – se segurou para não rir. estava mais afim de Dougie do que imaginava. Ou admitia.
“Hey, as duas moças bonitas da segunda mesa! Será que vocês poderiam nos ajudar?” – Harry chamou.
Elas foram pra lá e 15 minutos depois o show começou. Algumas pessoas até já sabiam as letras das músicas mais antigas como Obviously e Room on the Third Floor.
Já no final do show, Tom disse:
“Temos o prazer de estrear aqui uma música que terminamos ontem. Algum comentário, Harry?”
“Aaaah, acho que não!” – O baterista corou.
“Essa se chama Please, Please!”
[Tradução]
“Please Please, Lindsay, Please!
Set the scene I think I'm in love now.
Your eyes are green,
you come from above now.
Easy girl, I think we're alone now.
Let’s get the motion in the ocean
So turn off your phone now.”
I want to put my hands on your skin,
Underneath the clothes that you're in.
So kick off your shoes
Let the fun begin
yeah yeah yeah
(Please please please)
C-Come home with me now
(Please please please)
M-Must be a dreamer
(Please please please)
I wanna get with you
Please please Lindsay please
colocou a câmera na beirinha do palco e ela e ficaram cantando e dançando a música nova.
Sun sets the colour of fire
You’re red head you’re taking me higher
I'm not sure whats happening to me
If you were God then I would believe
You love yourself more than you love me
Oh!
(Please please please)
C-Come home with me now
(Please please please)
M-Must be a dreamer
(Please please please)
I wanna get with you
(Please please please)
C-Come home with me now
(Please please please)
Oh, you got me thinking of England
(Please please please)
I wanna get with you
Yeah you know I do
Please please Lindsay please
Please please Lindsay please
Oh, bop bop bop bop
Oh, oooh.
Girl, I'm talking to you now, yeah
Girl, I thought that you knew now (bop bopadop)
Want to run my hands through your hair (hands through your hair)
Your the girl with your underwear (your underwear)
Want to make it out like we dont care, oh yeah”
Umas três músicas depois, eles finalizaram o show.
“Obrigado a todos! Obrigado Nicole por nos chamar, feliz aniversário! Take care, guys! Até a próxima!” – Danny se despediu e eles começaram That Girl.
Depois de desmontarem tudo, ficaram os seis sentados no palco olhando as fotos que tinha tirado. As duas garotas tinham montado um mural no quartinho de ensaio com as fotos dos shows anteriores. Eles já escolhiam as próximas a serem fixadas.
“Eu tô com cara de bobo nessa!” – Danny falou.
“Você TEM cara de bobo, dude!” – Tom retrucou.
“Cara, você era mais legal quando não tinha senso de humor!” – Danny disse, fingindo estar bravo.
“Harry, você ta bonitão nessa!” – apontou.
“Valeu, Rafinha!”
“Me passa seu mel, cara!” – Dougie pediu.
“Falando em mel...”
Um grupo de meninas passou por eles e cumprimentaram os quatro, animadas.
“Oi, ele tem namorada e eu tô aqui!” – acenou pra elas, que já estavam de costas e não viram. – “E você, mocinho...deixa eu me apresentar: Prazer, sua namorada! Tudo bom? Pára de olhar pra bunda delas!” – Ela virou o rosto de Danny.
“Han? O que é isso, ? Só tenho olhos pra você!” – Ele deu um sorriso maroto e um beijo na garota, que balançou a cabeça no melhor estilo “já entreguei pra Deus”.
“Acho que estamos pops! Mas isso é bom, cansei de ser o nerd! Tava com saudade do sucesso da época do Busted...”
“Não crie expectativas, Tom... você vai ser um nerd pra sempre!” – Dougie brincou e levou um soco no ombro.
“Cara! Essa festa tá miada! A Lindsay chamou a gente pra ir em uma na casa dela...vamos aí?” – Harry olhava em volta. Só desconhecidos.
“Eu vou!” – Dougie falou sem muita empolgação.
“Bom, eu gosto muito do meu lindo rostinho e tenho amor à vida. Vou pra casa!” – pulou do palquinho.
“Eu vou também!” – desceu também.
“Eu levo vocês, jovens donzelas!” – Tom colocou o casaco. – “Pego o carro e encontro os dois lá depois, certo?”
“Por mim...e você, Danny?” – Dougie quis saber.
“Vou com os três. Minha namorada é meio brava, ciumenta, louca, psicopata...melhor não dar mole!”
olhou dos lados.
“Você trocou de namorada, Dan? Por que a que eu conheço não é nada disso não!”
Ele riu daquele jeito típico e a abraçou, falando baixinho:
“Dorme lá em casa? Meus pais estão viajando...”
“Danny, Danny...” – Ela o olhou pelo canto do olho e cantarolou. – “Você só pensa nisso? Se eu for dormir lá não vai rolar nada! E você sabe disso!”
“Tá,tá...já sei!” – Ele parecia contrariado. – “Mesmo assim...meu travesseiro já tá sem o seu perfume...nem consigo dormir direito mais! Dorme lá?”
“Que coisa gay, Danny! Nem parece você!”
“Você não ia gostar se eu falasse do jeito que mais se parece comigo...”
Ela riu e o beijou.
“Vamos então! Tom, te esperamos lá. Você sabe chegar?” – Harry perguntou tirando a chave do bolso.
“Sei sim...”
Eles se despediram e se separaram. Tom, Danny, e iam a pé, conversando.
“A Lua hoje está sensacional!” – Tom olhava para cima, os outros fizeram o mesmo.
“É verdade!” – concordou.
Ouviram um barulho e uma risada. Como não estava vendo onde pisava, Danny caiu em um buraco na rua. Os outros três se dobravam pra rir e voltou para ajudá-lo a se levantar.
“Cuidado, lindo!”
“Nossa, essa doeu!”
Continuaram andando.
“Se nossa vida fosse um filme...que música tocaria agora?” – perguntou.
“Um dos Brazilian Funks do Harry!” – Danny falou animado, fazendo uma coreografia desajeitada.
“Fala sério, Danny!” riu e o puxou.
“Uma música do McFLY!”- Danny tentou de novo.
“Tem que ser de uma banda boa, conhecida! Não essas merdinhas aí!” – provocou e Danny deu um empurrão nela, mas sem medir muito a força e a garota foi arremessada longe.
Ele riu de novo e foi ver se ela estava bem.
“Desculpa...eu esqueci que você não é um menino!”
“Opa, valeu!”
“Já sei de uma música pro nosso filme!” – Tom falou e começou a cantar:
[Tradução]
“We get it on most every night
When that moon is big and bright
It’s a supernatural delight
Everybody’s dancing in the moonlight
Everybody here is out of sight
They don’t bark and they don’t bite
They keep things loose they keep it tight
Everybody’s dancing in the moonlight
Todos acompanharam. e Danny saíram correndo e ficaram pulando e girando enquanto cantavam.
Dancing in the moonlight
Everybodys feeling warm and bright
Its such a fine and natural sight
Everybodys dancing in the moonlight
We like our fun and we never fight
You can’t dance and stay uptight
Its a supernatural delight
Everybody was dancing in the moonlight
“É um filme, gente! Se nós só andarmos o público dorme!” – Danny gritou para e Tom.
“É um musical!” – disse enquanto Danny a girava no ar.
Os outros dois entraram na brincadeira e começaram a cantar alto e inventar coreografias.
Dancing in the moonlight
Everybodys feeling warm and bright
Its such a fine and natural sight
Everybodys dancing in the moonlight
We get in on most every night
And when that moon is big and bright
Its a supernatural delight
Everybodys dancing in the moonlight
“Quem acha que vão jogar um sapato na gente, levanta a mão!” – disse rindo.
“Só se for em você e na !” – Tom respondeu, mas com a mão erguida.
“Até tu, Brutus?” – As garotas pararam com as mãos na cintura e Tom precisou fugir delas.
Dancing in the moonlight
Everybodys feeling warm and bright
It’s such a fine and natural sight
Everybodys dancing in the moonlight.”
Foram fazendo bagunça até chegarem à frente da casa dos Fletcher e dos . Tom e se despediram do casal, ele entrou na garagem e um pouco depois seguiu para a casa de Lindsay.
“Enfim sós!” – Danny falou, puxando para um beijo.
“Estamos no meio da rua, Danny!”
“É um filme de ação!”
Cap.14 When love takes over...you know you can’t deny
No domingo, estava dormindo quando seu celular tocou.
“Alô?” – Ela atendeu com a voz sonolenta.
“Putz, você tava dormindo?” – Ao contrário dela, a outra pessoa parecia bem acordada...
“Dougie?”
“Oi! Tudo bem?”
Ela olhou para o relógio em cima do criado mudo.
“Dougie! São 7:15h da manhã! O que aconteceu? Onde vocês está?”
“Tô na casa da Lindsay, mas o Harry sumiu com ela e eu estou de carona...”
se virou na cama, apoiando o celular no travesseiro e riu. Quase podia imaginar Dougie sentado de indinho na sala, mexendo no tênis e com o celular na mão.
“Que fim de noite, hein?”
“Horrível!”
“Mas onde está o Tom?”
“Já foi embora. Eu ia junto, mas a Louise apareceu pra encher meu saco...” – Ele tinha uma voz descontente e se sentiu feliz em ouví-la, depois balançou a cabeça pra espantar esse pensamento.
“Puxa!”
“Desculpa te ligar. É que não tem ninguém pra eu conversar aqui...e como o Danny está com a ...”
“Tá me chamando de segunda opção, Poynter? Eu desligo na sua cara e volto a dormir!”
Ele riu.
“Como foi a festa?”
“Ah, o de sempre...Harry bêbado dançando funk, xavecando outra na frente da Lindsay, os dois brigando, o Harry dando uma volta nela e os dois fazendo as pazes só Deus sabe como e onde...”
gargalhou.
“Éééé...Harry Judd, senhoras e senhores! E o Tom?”
“Caaaaara, o Tom passou a noite trocando idéia com uma gordinha!”
“Gordinha?”
“É...não sei se você conhece a Kirsten Mason?
“Não sei quem é...do Memory Lane?”
“É...”
“Mas é bom que o Tom conheça alguém...ele também merece uma namorada já que...”
“...já que a e o Danny estão juntos?”
Era o sono! percebeu que tinha dito besteira e resolveu mudar de assunto, mas nem foi necessário. Ouviu umas vozes do outro lado e Dougie disse:
“? O Harry chegou...vou deixar você dormir!”
“Se eu conseguir agora, né?” – Ela disse com um fingido mal-humor.
“Eu posso ir até aí dormir com você e...”
“Larga a mão de ser tarado, Dougie!”
“Ah...mas você vai em casa ver o Zukie amanhã?”
“Daqui a pouco, você quer dizer? Vou sim...a gente combina!”
“Boa noite, !”
“Boa noite, Poynter!”
“?”
“Hum...”
“É...valeu mesmo! Eu teria morrido de tédio!”
“Seria uma grande perda pra humanidade!”
Ele desligou na cara dela.
“Imbecil!” – Os dois disseram juntos de onde estavam.
À tarde (lógico que a manhã foi perdida), acordou se sentindo estranhamente animada. Levantou, tomou banho, demorou bem mais que o normal escolhendo que roupa usaria e saiu do quarto para almoçar.
“Bom dia, mãezinha!” – Ela entrou animada na cozinha e beijou o rosto da mãe.
“Bom dia?” – Mrs. riu.
tambéu riu. Almoçou rápido e correu para a sala, ia ligar para . Foi então que se lembrou que a amiga tinha ido dormir na casa de Danny. Com certeza, ainda estava lá e não era muito inspiradora a idéia de contar que Dougie tinha ligado e que ela ia à casa dos Poynter com Danny podendo ouvir tudo.
Mandou uma mensagem.
“Oi, sis! Como está? Hey, vou à casa do Dougie agora a tarde. Que tal uma Girl’s Night hoje? E amanhã vamos juntas pro colégio...Beijos, !”
Deixou o celular na mesinha de telefone e se deitou no sofá. Ok! Estava sentindo ALGO pelo baixinho esquisito. Iria até conhecer o lagarto dele! As últimas semanas tinham sido bem engraçadas. Eles continuavam brigando como cão e gato, mas no fim sempre trocavam um olhar diferente ou ficavam arrepiados quando se tocavam.
O celular tocou e ela atendeu sem olhar o visor.
“Oi sis!”
“Sis? Que sis? Sou eu!”
“Ah! Oi Dougie!” – Involuntariamente ela sorriu.
“Você vem?”
“Vou, tava esperando um pouco pra não te acordar...”
“Quer que eu vá te buscar?”
“Como? De skate?”
Silêncio.
“Dougie?”
“Tô pensando se desligo na sua cara ou te mando à merda...”
Ela riu.
“Não precisa se incomodar...tô indo já...”
“À merda?”
“Quem vai desligar na sua cara sou eu!”
Foi a vez dele rir.
“Até mais então?”
“Até!”
Desligou o telefone, recolocou o all star e gritou para a mãe que estava saindo. A casa de Dougie não era perto, mas dava para ir a pé e ela foi.
Bateu na porta sentindo um frio na barriga, seu celular tocou quase no mesmo momento e ela riu da mensagem.
“Duas palavras pra você: NHÉ MARDITONA! Girl’s Night rola com certeza! Boa sorte aí, rs...Beijos ”
Ela ainda estava rindo quando Dougie abriu a porta.
“Qual é a graça?” – Ele estava só de boxers. jurou para si mesma que jamais o chamaria de esquisito. – “Tudo isso é felicidade em me ver?”
“A me mandou uma mensagem. E eu não vim te ver, Poynter. Vim ver o Zukie!”
Ele fez sinal pra a garota entrar. A casa de Dougie era muito bonita e organizada.
“VOCÊ mora aqui?” – estava espantada.
“O que que tem?”
“Essa casa é linda!”
Ele parou e ficou olhando pra ela.
“Caramba, ! Resolveu pegar no meu pé mesmo, hein?”
“Desculpa! Mas é que você não é lá muito organizado!”
“Você vai perceber que eu realmente moro aqui quando entrarmos no meu quarto.”
Dito e feito. O cômodo era inteiro forrado de pôsters do Blink e fotos de lagarto. Na escrivaninha se via miniaturas de dinossauros, havia roupas jogadas por todos os lados e o computador exibia o papel de parede de uma mulher pelada, que ele correu para mudar.
“E esse aqui...é o Zukie!”
Perto da janela havia um grande tanque onde um lagartão verde descançava.
“Hey Zukie!” – foi até lá e deu uma batidinha no vidro. – “Ele é tão...exótico! Sabe? Tão diferente de um cachorro, por exemplo, que chega a ser bonito!”
Dougie riu.
“Você está comparando um cachorro e um lagarto?!”
Ela riu também. O garoto abriu uma portinhola lateral no tanque e pegou Zukie.
“Eu comparei os dois porque o cachorro é o animal de estimação das pessoas normais e...” – Mas ela se calou quando viu a cara de Dougie. – “Vou reformular! Cachorro é o animal de estimação mais comum...”
“Também vou ter um cachorro um dia, mas por enquanto, fico com meus lagartos...é tão mais fácil! Passa a mão nele, !”
“Hum...acho que não!”
“Assim você o ofende! Ele tava tão ansioso pela sua visita!”
Ela riu e, com um pouco de medo, passou os dedos nas costas do lagarto que repousava no ombro de Dougie. O garoto sorriu.
“Tá melhor que eu, amigão! Ela nunca fez carinho em mim!” – Ele disse para Zukie.
“Idiota!” – deu um tapa no outro braço de Dougie e riu.
“Não disse? Eu só apanho!”
“Você faz por merecer Poynter...mas você é legal, Zukie!”
“Quer segurá-lo?” – Ele perguntou animado tirando o bichinho do ombro.
“Aaaah...não! Melhor não! Fica pra próxima!”
“Vai ter próxima? Promete?”
A troca de olhares dos dois foi tão intensa que por um momento tudo foi esquecido: o beijo desastroso, as brigas, Louise...Dougie deu um passo na direção de .
Eles nem perceberam que um celular tocava. então acordou do transe. Olhou em volta e viu que era o seu que fazia barulho. Ainda atordoada atendeu, sem nem olhar no visor quem era.
“A-Alô?”
“, lindona! Tá em casa?”
“Hum...não...quem é?” – Ela ainda tinha a vista meio turva e tudo. Percebeu que Dougie também tinha voltado ao normal, chacoalhou a cabeça e voltou Zukie no tanque.
“Como quem é? Seu Judd favorito!”
“Ah! Oi Harry! Fala gatão!”
“Cadê o Tom?”
“Como assim, cadê o Tom? Não tá na casa dele?”
“Tô ligando lá e ninguém atende...aí como você é vizinha, né?”
“Mas eu não sei dele não...não vi ele hoje!”
“Ah,então tá bom! Nos vemos no colégio amanhã?”
“Com certeza, Mr. Judd! E você vai me contar de ontem!”
“Só o que não for proibido para menores!”
“Meeeu Deus!” – riu. Olhou em volta e viu que Dougie ainda olhava Zukie através do vidro, ou melhor, mirava o vidro, mas pelo jeito não o via. – “Só você, Harry!”
“Beijos, linda!”
“Beijos!”
Ela desligou e o silêncio pairou pesado no ar.
“Hum...Dougie? Acho que vou indo...”
“Não! Fica mais! A gente pode jogar videogame, se você quiser...”
Ela até queria, mas não tinha certeza se agüentaria outra interrupção...
“Ta ficando tarde...eu já vou...Tchau, Zukie, prazer!”
Os dois desceram lado a lado as escadas e na despedida, deu um beijo demorado na bochecha do garoto.
“Agora eu sei por que o baixinho estranho gosta tanto de lagartos! De alguma forma, eles são fascinantes!”
“Welcome to my world!”
Os dois acenaram e ela foi para casa.
tinha razão quando disse, no dia que conheceram os garotos: “...os tempos são outros! Ele mudou, você mudou...”
E nem sempre mudanças são ruins!
Cap.15 Your love is where I'm falling
[n/a: Coloquem para carregar: You Give Something
Já era terça-feira e Biologia era a única aula que reunia os seis na mesma sala. Já havia se passado dois dias desde o domingo que conhecera Zukie, e tirando a zuação sobre agora ela também ser uma baixinha estranha que gostava de lagartos, parecia que nada tinha acontecido. Dougie e a garota continuavam com as heróicas e mesopotâmicas discussões pelas coisas mais ridículas que conseguiam arranjar para brigar.
e Danny eram um casal muito inconstante também. Estavam bem, se amavam, passavam horas ao telefone rindo, Danny lançava sorrisos para todas as meninas do colégio no intervalo, se aborrecia, gritava, Danny gritava, os dois se xingavam, iam cada um para um canto, não conseguiam dormir, se ligavam, faziam as pazes, estavam bem, se amavam....era meio cíclico!
No momento eles estavam na fase boa.
“Então, pessoal! Os grupos das bancadas serão os grupos para o relatório e eu quero tudo em cima da minha mesa na próxima aula!”
e olharam para a própria mesa de estudos. Dividiam-na com Danny e Dougie que abriram sorrisos enormes. Fato que elas fariam tudo sozinhas. Tom e Harry estavam com mais uma menina e um menino. A garota, aliás, mal podia acreditar que Judd estava falando com ela. Coitada!
“Hoje à tarde lá em casa, umas 14:30h?” – perguntou, arrumando seu material.
Todos concordaram.
“Ah, Dougie! Se você quiser ser massacrado, vai lá mais cedo e a gente joga ‘Intense Surfing For Pros’”...
“Isso é um desafio, ?”
Ela ergueu a sobrancelha.
“Estarei lá às 13h!”
“Vou esperar ansiosamente!”
Os seis se reuniram e foram embora.
olhou para e sorriu. Sabia exatamente qual era sua missão hoje à tarde.
Dougie chegou pontualmente à casa dos , com o skate debaixo do braço e sorriu desafiador para quando esta abriu a porta...
“Vamos ver então do que a chatinha é capaz!”
“Nem vou responder, Poynter...pra não te humilhar. Vou deixar pra fazer isso depois da primeira rodada!”
tinha descido o videogame do seu quarto para a sala e já o tinha instalado. Uma música praiana saia do jogo. Era um campeonato de surf. Os dois pegaram os controles.
“Não era esse que eu jogava na casa do Harry!”
“Aaaaaah, Dougie! Não vem com esse papinho...”
“Caracas, é sério! Me ensina os comandos desse!”
Eles passaram um tempo treinando antes de começarem definitivamente, Dougie estava mesmo querendo vencer nesse jogo.
O carro de Danny estava parado na frente da casa dos . Ele tinha ido almoçar lá com e agora estavam deitados no sofá, procurando algo interessante na TV.
“Sua mãe gosta de mim, né?” – O garoto perguntou, ainda apertando o botão dos canais no controle remoto.
ergueu a cabeça para olhá-lo e sorriu.
“Claro que gosta! Ela disse até que quer te ouvir cantando, por que eu contei que sua voz é perfeita!”
Ele beijou a testa da namorada.
“Mas ela gosta mais do Tom...”
“Ela conhece o Tom há dez anos e você há um mês, Dan...”
“Então ela gosta mais! Ela prefere ele!”
apoiou de novo a cabeça no peito do garoto, não queria ter que discutir esse assunto, não seria a primeira vez. Ficaram uns minutos em silêncio, ainda mudando de canal.
“Você sabe que a opinião que manda é a minha, não sabe? E que eu não tô deitada no colo do Tom agora, nem pensando nele, meu coração não dispara quando o Tom tá perto, eu não tenho vontade de passar o resto da minha vida com o Tom...”
Não conseguiu terminar. Danny se virou e a beijou. Um dos melhores beijos que ele já tinha dado nela.
“Ainda temos tempo para dormir um pouquinho antes de irmos para a ...quer subir?” – se levantou e puxou Danny pela mão.
“Só dormir?” – Ele lhe lançou um olhar maroto.
Ela riu.
“Você não vale uma pipoca, Daniel Jones!”
A simples idéia de ficar deitada, abraçada com Danny por si só já era boa, mas na verdade, era parte de um plano. Se demorassem o máximo para irem fazer o trabalho, deixariam e Dougie sozinhos por um bom tempo. Era disso que aqueles dois precisavam para se resolver.
“Quem é o melhor?” – Dougie estava de pé no sofá com os braços levantados e bufava sentada ao lado dele. – “Fala, ! Quem é o melhor?”
“Não vou falar nada, meu controle que tava uma merda!”
“Não começa não! Nós dois sabemos que eu ganhei porque sou melhor que você!”
A garota jogou uma almofada que acertou com força o rosto dele.
“Chorou, parou ! Sem chorar!”
Começaram uma guerra de almofadas que não durou muito por que a mãe de veio ver o motivo de tanta algazarra. A primeira impressão dela sobre Dougie não poderia ter sido pior. Ele estava em cima do sofá batendo duas almofadas em sua filha. Mrs. saiu resmungando:
“Maloqueiro!”
Ele se sentou e veio rindo se sentar ao lado dele.
“Minha mãe já gostou de você!”
“Percebi mesmo...eu sempre me dou bem com as mães!”
Os dois riram.
“Onde você aprendeu a surfar?” – Ele perguntou apoiando a cabeça no encosto do sofá. Os dois estavam muito próximos.
“Como onde? Aqui em casa! O Tom não gosta desse jogo...nem a .”
“Não, tonta! (levou outra almofadada) Tô perguntando surfar de verdade! A disse que você sabia...”
“Ah, aprendi um pouco quando eu e ela fomos a California, há uns dois anos. O pai dela mora lá e...”
“O pai da ?”
“É...ele é empresário e mora lá, aí a gente foi. Melhores férias da minha vida! Mas e você?”
“California também...aquele lugar é o paraíso! Mas eu ainda vou surfar na Austrália e no Havaí!”
“Que demais! Eu também queria muito. A Austrália é o primeiro lugar fora da Inglaterra que eu queria morar, com certeza!”
Ele sorriu.
“E nós poderemos pegar ondas juntos! Não, esquece...você é muito ruim!”
deu uma nova almofadada nele e os dois iam iniciar uma segunda guerrinha quando a campainha tocou. Correu para abrir a porta.
“Já não era sem tempo! 15:20h já!”
“Desculpa! A gente acabou dormindo e perdendo a hora...” – disse, mas a cara de sono de Danny fazia a justificativa óbvia.
“Entrem, entrem!” – deu espaço para eles passarem e Dougie surgiu no sofá.
“Oi gente!”
“Você já tá aí, dude? Beleza?” – Dougie e Danny se cumprimentaram.
“Vou lá em cima buscar as minhas coisas, uns livros, o laptop...aguenta aí!” – correu escada acima e voltou um pouco depois carregada de papéis, enciclopédias,etc...
“Bom, vamos lá! Cara, odeio Biologia!”
“Eu gosto...” – disse, abrindo seu fichário.
“Eu também!” – Disse Dougie. Como era de se esperar ele e Danny estavam apenas fazendo figuração.
Uma hora depois, Danny estava deitado no colo de , assistindo MTV; Dougie brincava no quintal com uma lagartixa e as meninas ainda liam algo sobre o relatório.
“Adoro esse clipe!” – Danny se sentou animado e aumentou o som. Era Hot, da Avril Lavigne.
“Você já me disse uma vez, lindo. Mas abaixa esse volume que eu e a estamos concentradas...”
“Essa roupa é sensacional!”
Dougie voltou correndo para a sala.
“Uuuuuh! A Avril tá gostosa!”
“Ah, Dougie! Me poupe desses seus comentários...” – resmungou, impaciente.
“Posso ser homem? Obrigado!” – Ele jogou uma bolinha de papel nela.
“Pode! Mas não precisa ser tarado!” – Ela revidou.
“Qual vai ser a graça de ser homem então?”
“Danny, vem! Vamos fazer pipoca!” – se levantou e segurou a mão de Danny. Ou esses dois ficavam hoje ou ela não se chamava !
“Ah, vai lá...é meu clipe!”
fez cara de pidona.
“Daaaaan...”
Ele se levantou do sofá e a abraçou por trás.
“Apelou, hein? Chamar de Dan e fazer essa carinha...”
viu os dois saindo e se virou para pedir a ajuda de Dougie, que ligava o videogame.
Tradução
“You want to stay with me in the morning
You only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten in too deep,
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.
“Relatório que é bom...nada, né?”
“Odeio gente nerd! Não...do Tom eu gosto. Não gosto de nerd chato! Você tá, tipo, Hermione...”
“Ok, Dougie, ok! Quando você for olhar sua nota e ela for muito alta, lembra da nerd chata que fez um dos seus trabalhos...”
“Minha nota em Biologia já é alta! Acredite ou não...”
“Então você vai ficar sem o relatório! Não vai interferir na sua master nota mesmo...” – começou a apagar o nome de Dougie do cabeçalho.
“Ah, ! Não faz isso! Que criancice...essa coisa nem é pra amanhã!”
Ela não respondeu e continuou apagando.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
“Toma aqui, joga comigo. Uma só! E depois eu prometo que te ajudo!” – Dougie falou com uma vozinha tão bonitinha que não soube dizer não. Se sentou no sofá e pegou o controle da mão dele.
“Você conheceu Los Angeles?” – perguntou, enquanto jogavam de novo o jogo de surf.
“Com certeza! Quase me amarrei num coqueiro pra não ir embora de lá!”
A garota riu e ele prosseguiu.
“O clima lá é maravilhoso, as ondas são incríveis, as garotas são as mais lindas e...”
“Que falta de tato dizer isso pra mim, hein?”
You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what they mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might be a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.
Ele a olhou e ela sustentou o olhar. Pediu encarecidamente que Harry, dessa vez, não ligasse perguntando do Tom ou que Danny não entrasse na sala jogando pipoca nos dois.
“Não existe nenhuma garota em L.A. mais bonita que você, !” – Dougie falou, olhando-a meio hipnotizado. Chegou mas perto e encostou a cabeça no sofá. – “Você não vai me xingar e me bater dessa vez, vai?”
Ela abriu um sorriso maroto.
“É um risco que você tem que correr, Poynter!”
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart
Ele também sorriu e colocou as mãos em seu rosto, aproximando os lábios dos dois. colocou seus braços em volta do pescoço do garoto e ele a puxou mais para perto pela cintura. Ela pensou que, se da outra vez não estivesse bêbada e puta com Dougie, teria aproveitado bem mais. Cada um sentia que os dois tinham esperado muito tempo por aquele momento.
tinha parado de ouvir as vozes dos amigos e isso era um bom sinal. O problema é que ela já tinha feito todas as pipocas que tinha encontrado e Danny-desligado-Jones ia feliz para a sala com o balde nas mãos.
“Ei, ei, ei!” – Ela o chamou baixinho. “Volta aqui!”
“Porque você está sussurrando?” – Os dois estavam no corredor. Ele não deu bola e continuou indo pra sala. Quando viu e Dougie parou e fez menção de dizer alguma coisa, mas tampou sua boca com a mão.
“Shiiiiii! Não atrapalha, não atrapalha! Vamos voltar para a cozinha!”
Eles foram sem fazer barulho e, quando chegaram lá, Danny colocou o pote de pipoca em cima da mesa.
“Dougie marditão! Finalmente conseguiu!”
“Ele queria ficar com ela há muito tempo?”
“Desde a sétima série é muito tempo?”
“Nããão?!” – disse incrédula. – “Que belezinha!”
“Uhum...” – Danny foi se aproximando dela. – “Sabe que aqueles dois me deram uma ideia?”
olhou para ele, sorrindo.
“Ah, sério?”
Ele balançou a cabeça. Chegou bem perto da garota e a prendeu entre seus braços, colocando as duas mãos na mesa. fechou os olhos e sentiu o perfume de Danny. Gostava tanto do cheiro dele!
“Olha a pipocaaaaa!” – ouviu Danny gritando e sentiu uma chuva de pipoca caindo sobre ela. Abriu os olhos furiosa e também encheu a mão para jogar no namorado.
“Vou te matar, Jones!” – Disse, atirando as pipocas com força.
Ele gargalhou e uma pipoca entrou na boca dele, que engasgou e riu ainda mais.
“Você tava com uma cara tão linda! Quase não tive coragem!” – falou, abraçando-o.
e Dougie ouviram uma gritaria na cozinha e foram ver o que tava acontecendo. Quando entraram, Danny estava em cima de e esta, por sua vez, ria deitada no chão da cozinha.
“Que putaria é essa aqui?” – Dougie disse, rindo.
“Não é putaria, é guerra de pipoca! Só o mais forte sobrevive! E a ...coitada...” – Danny saiu de cima dela e a ajudou a se levantar. Quando os dois já estavam de pé, ele atirou as pipocas que ainda tinha na mão na namorada.
“Parou Danny! Bandeirinha branca, você venceu!”
se virou risonha para e Dougie. A amiga retribuiu o sorriso. Era evidente que os dois estavam muuuito felizes. Danny deu voz a seus pensamentos:
“E vocês dois não precisam fingir que se odeiam! A gente sabe o que aconteceu lá na sala...marditão!” – Ele deu um tapinha no braço de Dougie, que riu tímido e abraçou por trás.
“Ela não resistiu ao meu estilo ‘garoto-surfista-desencanado-de-tudo’...”
se virou para olhá-lo, por mais incrível que parecesse, era verdade! Mas é lógico que ela não admitiria assim fácil...
“É Dougie! Isso aí mesmo...” – Ela disse irônica, rolando os olhos.
“Precisamos arranjar alguém pro Tom agora...ele é o único encalhado...” – Danny falou e fez sinal para os quatro voltarem para a sala.
“Não fala assim dele! E o que o Harry tem com a Lindsay não pode ser chamado de...nada! No máximo de ‘enrolação’, ‘passatempo’...” – falou, olhando feio para o namorado.
“Peraí, quem disse que eu e a temos alguma coisa?”
“É...não casa a gente antes do tempo não...”
Danny olhou para os dois, ainda negando o que tinham.
“Cansei de vocês dois, vocês se merecem!” – Falou, jogando pipoca no casal. Uma nova guerrinha se iniciou na cozinha.
Por volta das 21h, graças à paciência de e , terminaram o relatório.
Cap.16 - Love is in the air, everywhere I look around
No outro dia, ainda era estranho para pensar que “estava” com Dougie. Estava indo para a escola com a mãe, mas não ouvia direito o que ela falava sobre o noticiário da manhã.
Saiu apressada do carro e correu para o colégio. Queria vê-lo!
Dougie estava de costas conversando com duas garotas. Elas não davam mais paz para os quatro!
“Suas groupies!” – resmungou baixinho.
Dougie se virou e a viu. Se despediu das duas e andou em sua direção.
“Bom dia!”
Ela também sorriu. Teve uma vontade descontrolada de abraçá-lo, mas apenas segurou as alças da mochila e deu um beijo em seu rosto.
“Bom dia!”
“Acho que a gente não tem muitas aulas juntos hoje, né? É uma pena...” – Ele parecia ainda mais tímido que o normal.
“É...mas, mas...se você quiser a gente pode se ver a tarde...”
“Seria ótimo! Quer ir lá em casa ver o Zukie de novo? Leva o Intense Surfing também...”
“Pode ser...e dessa vez eu vou ganhar de você!”
“Bom, vai ter que se esforçar pra isso! Não é porque a gente está...está...é...eu não vou te dar mole, não, hein?”
Ela riu e ouviu o sinal tocando.
“Você viu a , os meninos?”
“A não chegou ainda, o Danny e o Tom estão ali e o Harry não vem hoje...foi viajar...”
“Viajar? Em plena quarta?”
“Esse é o Harry...”
À tarde, foi para a casa dos Poynter.
Passou antes na casa do Tom para contar para ele. O amigo riu e disse a célebre frase: “Vocês dois? Tava demorando até...”
Ela se sentia tão feliz...como não se sentia em muito tempo!
“Oi! É aqui que mora um lagarto super sexy chamado Zukie?”
“É, mas ouvi dizer que o dono dele é mais sexy ainda!”
riu e olhou para o garoto parado na porta que sorria de volta. Estava lindo!
“E aí? Você vai trazer ele aqui, vai me deixar entrar ou o quê?”
Ele balançou a cabeça.
“Não, entra! Desculpa...”
Eles subiram para o quarto do garoto e já foi ligando o videogame. Sentou na cama e viu uma folha de papel escrita na mesa de cabeceira, seu nome no alto da página.
“Dougie, o que é...”
Mas ele correu e pegou a folha.
“Não é nada!”
“Dougie, tinha meu nome!”
“É minha lista de peguetes, dá licença!”
Ela o olhou furiosa.
“É uma música pra você, tá satisfeita? Mas você não pode ler antes de ficar pronta!”
“Uma música? Pra mim?” – andou na direção de Dougie, aquilo era tão...inesperado!
“É...comecei ontem...só tem o refrão. Mas sai, você não vai ver!” – Ele rasgou o papel e jogou no cesto de lixo.
“Dougie!”
“Você é curiosa demais! Ia acabar roubando de mim...eu tenho ela aqui, oh!” – Ele apontou para a cabeça.
não resistiu, aquilo era fofo demais. Ainda mais vindo de quem vinha. Puxou as mãos do garoto e colocou-as em sua cintura, abraçando-o depois.
“Eu ainda não escutei a música, mas com certeza vai ser a minha favorita do McFLY!”
“Não é nada meloso, nem nada...”
“Eu ficaria desapontada se fosse...”
Os dois riram e se beijaram.
“Não Dougie, eu ganhei cinco! Não vem que não tem!”
“Foram quatro, aquela última eu ganhei bem no finalzinho...”
“Mas eu não tô contando essa...”
e Dougie estavam deitados na cama do garoto discutindo (pra variar) e ouvindo música. Dougie olhou o relógio e se levantou.
“Que foi? Que horas são?” – se levantou também e perguntou.
“Quinze pras quatro...vou comprar pizza. Você fica aí?”
“Pizza? Que pizza?”
“Tô com fome...”
“Você é magro de ruim, Dougie!”
“Naaah, eu gasto muita energia...”
“Prefiro que você não compartilhe comigo como você gasta energia, se não é com nenhum esporte...”
Ele riu e beijou a testa da garota.
“Fica aí, já volto. O Zukie cuida de você!”
“Melhor que você, aposto!”
“Palhaça!”
se virou e sorriu para Dougie que colocava a carteira no bolso e saia. Aquilo tudo era muito irreal!
Ainda na quarta, estava na casa de Tom conversando com Carrie quando seu celular tocou.
“Rapidinho!” – ela disse e saiu para atender. Era Danny. – “Oi, lindo!”
“Oi! Tudo bom?”
“Tudo sim e você?”
“Ótimo! Hey, tô na porta da sua casa, cadê você?”
Ela riu.
“Na casa do Tom...vem pra cá!”
“Putz! Tô meio atrasado agora, posso te ver hoje a noite? Tenho que te pedir uma coisa...”
“Ixi! Pede agora!”
“Não, tem que ser pessoalmente...Enfim, fala pro Tom que eu passo aí hoje pra gente finalizar a música?”
“Eu falo...tá atarefado hoje, hein?”
Ele deu aquela risada alta e característica.
“Até a noite, linda!”
“Até!”
já estava quase dormindo quando a campainha tocou, ela levantou da cama e olhou as horas: 0h45h.
Saiu do quarto e encontrou sua mãe no corredor.
“Pode deixar, mãe. Deve ser o Danny...”
“Isso é hora?” – Mrs. voltou para o quarto resmungando.
“Dan? O que foi?” – estava preocupada. – “Te esperei até agora pouco, mas tava com muito sono!”
“Desculpa linda! Não vi a hora passar na casa do Tom. Posso entrar?”
“Claro, claro! Vem, vamos subir...tá frio aqui na sala!”
Eles subiram e deitaram na cama de .
“Difícil vai ser eu sair daqui depois...” – Danny a abraçou e deu um beijo na bochecha dela.
“Você não precisa ir!”
“O convite é tentador demais pra ser recusado!”
Ele tirou o tênis e puxou o edredom sobre os dois.
“E aí? Agora eu vou descobrir o que de tão importante você tinha pra me dizer?” – acariciou o rosto do garoto.
“Você já se deu conta que não conhece minha família?”
Ela riu.
“Eu almoço com a sua mãe, a gente fica junto na loja quando ela está lá e você nem conhece a minha!”
“É verdade...”
“Então...seus problemas acabaram! Amanhã é aniversário da Mamãe Jones e você vai jantar conosco!”
arregalou os olhos.
“Quê?”
“Meu pai e minha irmã não estão aí, pra variar. Eu não queria que fossemos só nós dois. Além do mais, vocês vão se dar bem! Ela já te adora!”
“Me adora?”
“Ah, eu mostrei pra ela aquela foto que tiramos no parque. Ela disse que você é linda! E achou demais você querer ser fotógrafa...” – Ele a beijou delicadamente. – “Você vai, né?”
“Claro lindo! Quero muito conhecer sua mãe!”
“Que bom, que bom! Te pego aqui às 20h, pode ser?”
“Pode, pode sim...” – bocejou. – “Tá me dando sono...”
Ele encostou a cabeça no pescoço dela e a abraçou forte. Danny tinha um cheiro muito bom. Um cheiro que continuava no travesseiro mesmo quando ele já tinha ido embora.
“Dan?”
“Hum...”
“Nunca mais fomos ao parque, nunca mais subimos em um telhado, você nunca mais cantou músicas bonitinhas pra mim...até Laura tem uma música e eu não...você me diria se não gostasse mais de mim, não é?”
Ele levantou a cabeça sério.
“Eu não te disse?”
Ela o olhou em dúvida.
“Disse o quê?”
Pronto, já era!
“Escrevi Obviously pra você, no começo, quando achei que você estava com o Tom.”
“Tá brincando?!”
“Não, não tô...e não me pergunte a mesma coisa que o Dougie! Eu simplesmente achei que ‘Cause he’s 17, he’s in McFLY and he’d kill me’ não ficaria muito bom...”
riu e deu um beijo nele.
“Se você soubesse que eu já era sua quando caiu em cima das malas do Tom no aeroporto...”
Danny abriu o sorriso mais bonito que ela já tinha visto.
“E você vem me perguntar se eu gosto menos de você! Que absurdo, ! Eu sei lá porque a gente não faz mais coisas assim...se você quiser a gente sobe no seu telhado...agora!”
“Não, não precisa Danny!” – Ela estava rindo do desespero dele.
“Acho que eu não sou muito romântico...quer dizer, eu posso ser quando eu quero, mas é mais um esforço do que algo espontâneo...”
“Eu entendo...e você não precisa forçar nada, tá? Gosto do seu jeito largado...mas às vezes fico com saudades do Danny bonitinho!”
“Vou trazer ele pra te visitar mais vezes, pode ser?”
Ela fez que sim e o garoto voltou a colocar a cabeça no pescoço dela.
“Dan?”
“Oi.”
“Obviously é mais fofa que That Girl!”
Ele riu e a beijou no pescoço.
“Foi feito para uma musa inspiradora melhor...”
“Lindo!”
Ele o abraçou forte e os dois finalmente caíram no sono.
Cap.17 I never wanted everything to end this way
[n/a: Coloquem para carregar: The pieces don’t fit anymore
e estavam sentadas no sofá do quarto dos fundos na casa dos Fletcher. Provavelmente seria um dos últimos ensaios que elas conseguiriam assistir. No fim de outubro, começo de novembro, se iniciariam os Jogos de Inverno e estaria ocupada no jornal e com a famosa peça de encerramento dos jogos, que também abria o período de feriado de fim de ano.
Tom, apesar de fazer parte da equipe de teatro, não precisaria de muita dedicação dentro da escola, pois era responsável pela composição das músicas. Algo que podia fazer em casa, entre um ensaio e outro.
As duas discutiam que roupa deveria usar no jantar de hoje.
“Mas aquela saia é linda, ! E não é curta...”
“Eu sei, só que a blusa que combina com ela tá lavando. E tá frio...”
“Coloca meia calça por baixo!”
“Ah, me empresta seu suéter preto? Acho que aí ficaria legal...”
Os meninos não estavam prestando muita atenção nelas e, pelo jeito, Dougie tinha contado uma piada engraçada porque os quatro riam como hienas.
Harry recuperou o fôlego e falou:
“Hey, não temos shows sábado, temos? O que vocês acham de irmos ao Wonderland? A última vez que fomos lá foi no Beatles Cover...mil anos atrás!”
“É uma ótima ideia!” – se animou.
“Tô com saudade do Mad Dog já...” – soltou, fazendo os outros rirem.
“Combinado então!” – Tom recolocou a alça da guitarra no ombro. – “Please, please agora?”
E voltaram a ensaiar.
estava ficando um pouco nervosa já. Faltavam 15 minutos para Danny passar em sua casa e ela terminava de se arrumar. Tinha comprado um presente para a mãe dele também, um colar bem bonito e esperava muito que ela gostasse.
Saiu do quarto e foi esperar na sala. Mrs. assistia TV ali e riu do nervoso da filha.
“Calma, meu amor! Vai dar tudo certo!”
Ouviram uma buzina e saiu apressada.
Danny a esperava encostado na porta do carro e sorriu ao vê-la.
“Como você está linda!”
Ele também estava. Usava uma jaqueta preta de couro e calça jeans. Mas faltava alguém ali. Como se tivesse lido seus pensamentos, Danny disse rindo:
“Minha mãe já foi. Está nos esperando lá.”
Entraram no carro e partiram.
Ao entrarem no restaurante, Danny a direcionou para a mesa reservada. Uma mulher loira estava sentada ali, era um pouco mais baixa que e, na verdade, não se parecia muito com Danny.
“Mãe, essa é a . , minha mãe. Pode chamá-la de Kathy.”
“Prazer, Mrs. Jones!” – As duas se cumprimentaram com um beijinho no rosto.
“Prazer, meu anjo! Danny fala muito de você. Mal podia esperar para conhecê-la!”
“Ah!” – sorriu tímida. – “É...Feliz Aniversário! Eu...eu trouxe algo para a senhora!” – E lhe entregou a caixinha de presente.
“Ah, não precisava! Muito obrigada!”
Kathy deu um sorriso de aprovação para Danny que sorriu de volta com uma cara de “eu disse que ela era tudo isso!”.
Os dois se sentaram e eles começaram a olhar o cardápio.
Mrs. Jones era muito agradável, descobriu rápido de onde o namorado herdara o bom humor e a risada escandalosa. Ela agora contava para a nora as peripécias de Danny quando ele era pequeno.
“Tá bom, mãe...chega!” – Ele disse tomando um gole de suco. – “Antes que a saia daqui correndo...”
“Ah, eu jamais faria isso! Gosto muito mais de você agora que sei do seu sonho de ser motorista de carro da polícia!” – Ela disse rindo, beijando o rosto dele.
Mas como tudo o que é bom dura pouco, avistou a última pessoa que queria ver na sua noite. Na sua vida, pra falar a verdade. Laura também tinha visto os três e se encaminhava sorrindo para a mesa.
“Danny!” – Ela gritou quando ainda estava longe.
fechou os olhos. Só podia ser um pesadelo.
Ela veio com os braços abertos e deu um abraço apertado nele.
“Quanto tempo, lindo!” – Ela se virou para Mrs. Jones. – “Sua mãe, Dan? ( quis esganá-la quando chamou Danny assim.) Prazer, eu sou Laura!”
“Oi, prazer querida! Sente-se conosco! Está esperando alguém?”
“Na verdade, estou. Mas, se não se incomodam, eu posso me sentar aqui enquanto minhas amigas não chegam?”
Ela olhou diretamente para , sorrindo do jeito mais cínico possível.
“Claro que não! Estamos comemorando meu aniversário!”
“Ah, meus parabéns Mrs. Jones! Muitas felicidades. Que bom que posso comemorar com vocês. Gosto tanto do Danny aqui!”
Ela abraçou Danny, que olhou para baixo.
“Ah, meu filho é um encanto mesmo.” – Kathy disse, rindo. – “Vocês se conhecem da escola?”
“Na verdade, da escola antiga de Danny. Eu estudo em Memory Lane High. Ele faz uma falta lá...”
queria muito fugir dali, pensou em dizer que iria ao banheiro e só voltar quando Laura se fosse, mas se com ela ali, a garota já estava quase sentada no colo de seu namorado, imagine se ela saísse! Resolveu que ficaria defendendo “seu território”. Colocou as mãos na perna de Danny e se inclinou deitando em seu ombro.
Mrs. Jones se virou para olhá-los.
“Vocês formam um casal lindo! Não é, Laura?”
“Uhum...” – A garota loira respondeu a contragosto.
Foi a vez de se virar para encará-la com um sorriso vitorioso no rosto.
“Laurinha sempre apoiou nosso namoro, Mrs.Jones! É uma amiga e tanto!”
As duas se fuzilavam com os olhos. Danny coçou a cabeça, a situação estava ficando preocupante.
Laura se virou e viu as amigas entrando no restaurante.
“Bom, pessoal! O papo foi ótimo. Foi um prazer conhecê-la, Mrs. Jones! Mas eu já vou, minhas amigas chegaram.”
“Ah, que pena! Apareça, querida. Adorei conhecê-la também!” – Kathy se levantou e a abraçou.
“Feliz Aniversário...”
“Muito obrigada!”
Laura deu um beijo demorado no rosto de Danny e saiu sem nem olhar para .
“Que garota doce! Ah, Danny, vai lá! Convida ela e as amigas para se sentarem conosco!
Ah não! Só o que faltava era Laura, Louise, Julia e o resto das cheers leaders de Memory Lane High sentadas ali.
“Hum, tá!”
O QUÊ? Danny ia lá? Por quê? Porque não dizia a sua mãe a verdade agora que a garota tinha ido embora? se enfureceu. Precisaria conversar sério com Danny quando estivessem sozinhos. Às vezes achava que ele gostava desse assédio, de ver as duas brigando por ele.
“Ela, ela disse que não quer incomodar. E as amigas estão meio tímidas também.”
“Poxa, que pena!”
Nessa hora, o garçom finalmente chegou trazendo os pratos e eles ficaram um tempo calados, enquanto comiam.
“Danny me mostrou alguma das suas fotografias, . É um trabalho muito bom!”
“Ah, obrigada Mrs. Jones! Eu faço isso desde pequenininha, minha mãe é fotógrafa também. Eu cresci indo a estúdios com ela, ouvindo os termos técnicos...acho que nem que eu quisesse conseguiria fazer outra coisa...”
Danny tentava passar os braços pelas costas de e ela se desvencilhava. Estava muito brava. Quando a mesma cena se repetiu pela terceira vez, ele desistiu.
Comeram a sobremesa, pediram a conta e se despediu da sogra.
“Foi uma noite maravilhosa! Obrigada pela presença e pelo presente, filha!”
“Imagina, Mrs. Jones! O prazer foi todo meu!”
“Vou levar a e vou pra casa, mãe!”
“Tudo bem, meu amor. Até mais.”
Assim que ele e entraram no carro, a garota fechou a cara. Danny também não disse nada até chegarem à porta da casa dos .
[Tradução]
“I've been twisting and turning,
In a space that's too small.
I've been drawing the line and watching it fall,
You've been closing me in, closing the space in my heart.
Watching us fading and watching it all fall apart.
saiu e bateu a porta sem falar com ele, que saiu do carro e correu para alcançá-la.
“Hey, a gente pode conversar? O que você tem?”
“O que eu tenho? O que eu tenho?” – A voz da garota estava histérica.
“A culpa é minha se a Laura apareceu por lá? Você acha que eu que chamei ela pro aniversário da minha mãe?”
Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.
“Você não disse nada, você nunca diz! Sempre deixa ela me humilhar! Deve ser divertido de ver, né? Duas garotas te disputando...mas sou sempre eu que engulo o sapo.” – estava gritando, ainda que Danny estivesse há poucos centímetros dela. – “Você devia ter contado pra sua mãe que Laura é uma fingida!”
“Quem foi que disse que ela era nossa amiga, que apoiava nosso namoro?”
“Eu precisava me defender, quebrar as pernas dela de algum jeito, já que você não fez nada! E ainda foi chamar ela de volta, ela e todas as cheer leaders do Memory Lane! Tom jamais deixaria uma coisa assim acontecer. Ele me defenderia, diria a verdade pra mãe dele!”
Well you pulled me under,
I had to give in.
Such a beautiful myth,
Thats breaking my skin.
Well i'll hide all the bruises,
I'll hide all the damage thats done.
But I show how Im feeling until all the feeling has gone.
Mas quando disse a última palavra, se arrependeu até a alma de ter dito. Tocara na ferida de Danny. Ele balançou a cabeça e foi se distanciando da garota.
“Ah, então é isso! Todo esse papo é sobre eu não ser o Tom? Por que não disse antes? Teríamos economizado bastante saliva...e tempo! Desculpa se eu não sou o Tom-perfeito, o Tom-que-faria-qualquer-coisa-por-você. Aliás, porque você está comigo, ? Você acha que eu gosto de ouvir que você vai se casar com um dos meus melhores amigos? Que eu gosto de viver me perguntando se estou te agradando ou se você ainda pensa nele como uma possibilidade? Quer saber? Eu desisto! Vou te deixar livre pra ficar com quem te merece...faça o que você quiser daqui pra frente!”
Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.
Ele se virou e foi indo em direção ao carro.
“Danny...”
“Não, , sério...cansei!”
Estava abrindo a porta do carro quando se virou para encará-la. Estava com lágrimas nos olhos, assim como .
“Só pra sua informação, eu fui dizer pra Laura me deixar em paz e te deixar em paz aquela hora que eu saí. Jamais chamaria aquelas ridículas para se sentarem com a gente. Mas acho que agora não faz mais diferença...”
Ooh don't missunderstand,
How I feel.
Cause I've tried, yes I've tried.
But still I don't know why, no I don't know why.
I don't know why
Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.
Ele bateu a porta e foi embora rápido, deixando chorando na porta de casa. Ao contrário do que ele tinha dito, aquilo fazia toda a diferença...
Cap.18 When life is being unkind...
não tinha dormido aquela noite, tentou ligar para Danny centenas de vezes, deixou mensagem na secretária, mandou mensagem, mas nada adiantou. Tinha ligado para também, que se ofereceu para ir até lá, mas era muito tarde. Combinaram de se falar na escola no outro dia.
O problema é que não tinha tanta certeza se queria ir à escola na manhã seguinte.
Estava sentada na mesa da cozinha com sua mãe, que já sabia do ocorrido.
“Por favor, mãe! Deixa eu ficar...”
“Não, não, não. Vai te fazer bem ocupar a cabeça, filha!”
“Ele vai estar lá! Eu tô com tanta vergonha de tudo que eu disse...”
“Fugir não vai resolver...ah, o Tom te ligou ontem a noite.”
“Tá, eu falo com ele na escola...”
“Então você vai?”
“Eu tenho alternativa?”
“Na verdade, não...”
se levantou da mesa e foi escovar os dentes e pegar seu material. Pegou também um óculos de sol, seus olhos estavam horríveis!
Na escola, Danny também estava de óculos escuros e se sentava ao lado de Dougie no pátio.
“Pô, cara! Calma...vocês voltam! Quer dizer, se até eu e a nos acertamos...”
“Valeu, dude!”
Tom chegou, todo animado.
“E ae? Bom dia! Tenho boas notícias e...tá tudo bem, Danny boy? ”
“Uhum...” – Danny não queria entrar em detalhes sobre seu fim de noite.
“Ele e terminaram.” – Dougie soltou, sempre falando antes de pensar.
“O que? Vocês terminaram? Porque?” – Tom se sentou ao lado deles.
Danny deu de ombros. Não diria o motivo para Tom nem sob tortura!
“Mas qual é a boa notícia?” – Ele perguntou, enfim, para mudar de assunto.
“Aaah, então!” – Mas Tom já não parecia tão animado com a notícia. – “James me mandou um email ontem, ele e o Busted vão tocar aqui no Wonderland semana que vem. Parece que vão entrar em estúdio para gravar o primeiro CD e por isso, têm o fim de semana de “férias”. Eles chegam sexta que vem!”
“Achei que você não gostasse deles...” – Dougie disse, pensativo.
“Claro que gosto, são meus amigos! Mas fiquei mal por ter saído da banda. O que já foi superado agora que estou numa banda melhor...”
“E isso aí, cara!” – Dougie disse estendendo a mão para um high five com Tom.
Nessa hora, entrou cabisbaixa pelo portão da escola e subiu rapidamente para a sala. Danny a acompanhou com o olhar e depois encostou a cabeça nos braços.
Tom olhou de um para o outro e depois para Dougie, que deu de ombros.
e Harry chegaram juntos e foram até eles.
“Oi pessoal! E aí, Tom? O que você tinha pra contar?” – Harry percebeu as expressões nada animadas dos amigos. – “Porra gente, que cara de enterro!”
Até , que estava normal até aquela hora, parecia meio desconfortável com alguma coisa.
“Eu e terminamos...” – Danny disse, antes que Dougie se adiantasse.
Harry ficou sem graça.
“Ah, poxa irmão, que pena! Mas vocês se gostam, vocês voltam...”
“Não sei, cara, não sei...” – Ele olhou para . – “Vai ver como ela tá, por favor?”
Ela fez que sim com a cabeça e saiu. Quando chegou à sala de aula viu sentada no fundo, a cabeça abaixada e apoiada nos braços.
“Sis?” – Ela perguntou baixinho, colocando a mão no ombro da amiga, que levantou a cabeça e a abraçou.
“Ai ! O que eu fiz? O que eu fiz? Eu disse coisas horríveis pro Danny! Não podia ter falado aquilo!”
“Calma, sis, calma! Me conta o que aconteceu! Não tava entendendo nada quando nos falamos por telefone...”
Mas nesse momento a professora entrou na sala. olhou para a amiga que soluçava com a cabeça nas mãos e continuava a se lamentar...
“Mrs. Smith, a ) não está se sentindo muito bem. Tudo bem se eu levá-la para a enfermaria?”
Mrs. Smith, graças a Deus, era uma senhora muito bondosa. Uma das melhores professoras que eles tinham naquela escola. Ela se encaminhou para , que continuava chorando muito.
“O que você tem, )?”
Mas ela não conseguia inventar dor em lugar nenhum...ninguém chorava daquele jeito de dor...física. A professora a olhou demoradamente.
“Não acho que ela precise de enfermaria...vá com ela lá para fora, . Tomar um ar vai te fazer bem, querida.” – E completou baixinho. – “Não há tristeza que dure pra sempre, viu?”
sorriu para ela brevemente e saiu com , que a abraçava.
Sentaram nas escadas que davam para o pátio e começou a respirar fundo para tentar parar de chorar. Quando conseguiu se acalmar contou o desastre que a noite anterior tinha sido e como ela acabara comparando Danny e Tom.
“Eu sempre soube que ele achava que eu gostava mais do Tom, fui lá e falei essa merda pra ele! Que imbecil!”
“Ah, ...conversa com ele! Você precisa ver como ele está! Acabado também...é lógico que ele não queria terminar com você!”
“Ele tá mal? Muito mal? Ai meu Deus, eu sou uma idiota!” – E voltou a chorar.
“Calma, ...fica calma por favor!”
Na aula de Matemática as coisas não estavam melhores para Danny. Ele não estava chorando, mas também não conseguia prestar atenção em nada do que a professora falava.
“Hey!” – Era Harry, ele estava sentado atrás do amigo e cochichava. – “Me conta, cara. Porque vocês terminaram?”
“Nós brigamos, Harry!”
“Vocês brigam sempre, vivem discutindo...ah não, esses são o Dougie e a . Mas o que houve?”
“Laura estava no restaurante ontem, onde jantamos com a minha mãe...foi uma confusão!”
“Culpa da Laura então?”
“Mais ou menos...”
“Pode se abrir comigo, Danny!”
“Valeu, mas eu não quero falar sobre isso agora, cara...”
“Bom, você sabe que quando precisar...”
“Obrigado, obrigado mesmo!”
O sinal tocou.
E aquilo tinha sido só a primeira aula...
estava deitada em seu quarto, com a janela fechada e o som alto. Nem ouviu quando bateram na porta.
“?”
Era Tom. Aquilo era algo que ela sabia que ia acontecer, mas que queria ter evitado ao máximo: Teria que mentir para seu melhor amigo.
Fingiu que estava dormindo, mas o garoto se sentou na beira da cama e acariciou seu braço.
“Hey linda!”
É...não daria pra fugir daquilo. Abriu os olhos como se estivesse acordando.
“Oi Tom!”
“Como você está? Fiquei tão preocupado!”
“Morrendo...” – Ela disse dando um sorriso de leve.
“Mas que drama, hein? Sabe que eu achei que nunca mais te veria mal assim por um garoto?”
“Seria perfeito não me sentir assim nunca mais...”
“Não seria não...você sabe disso...”
“É...acho que eu sei...”
“Mas, me diz...O que houve?”
Ai caramba!
Ela balançou a cabeça.
“Brigamos...feio!”
“Porque nenhum de vocês diz o motivo? Ele tentou algo, ? Te forçou a fazer alguma coisa que você não quis?”
“Pára Tom! Claro que não! Danny jamais faria isso! A culpa foi minha, toda minha...disse coisas horríveis pra ele, coisas que magoaram de verdade! E não, eu não quero repetir o que eu disse...”
Tom a abraçou e deitou na cama ao seu lado.
“Vocês se gostam...vai dar tudo certo. Lembra do que eu te disse? Sempre soube que vocês tinham sido feitos um para o outro...”
“Obrigada Tomzinho. Obrigada de coração!”
Ficaram um tempo abraçados e calados.
“Tom, você tá de tênis em cima da minha cama...”
“Eu venho até aqui ficar com você e você me xinga porque eu tô de tênis?” – Ele disse, fazendo rir. Mas tirou o all star e colocou do lado da cama.
“Minha mãe disse que você me ligou ontem...”
“Ah é, ia te contar! James e os meninos vêm pra cá semana que vem. Vão fazer show no Wonderland e tudo. Parece que mês que vem começam a gravar o primeiro CD...”
“Sério? Saudade do James...ia ser legal se vocês tocassem com eles, né?”
“Eu cheguei a pensar nisso...se pudessemos abrir o show deles...”
“Seria fantástico!”
“É, seria...”
“Pede pro James, Tom!”
“Não sei se é ele quem decide...”
“Mas pede...”
Ele riu.
“Você sempre se anima mais que a gente com essas coisas...”
“Sou uma fã modelo...”
“É mesmo...Ei, você não quer mesmo me contar?”
“Hum, não. Não quero...desculpa Tom!”
“Tudo bem...hey! Quer sair, dar uma volta?”
“A disse que vinha aqui assim que saísse do jornal...vou ficar esperando por ela.”
“Você se importa se eu for pra casa então? Temos que ensaiar...”
“Claro que não...cuida do Danny pra mim?”
“Cuido sim...se cuida também,viu?”
“Pode deixar!”
Tom deu um beijo na testa de e recolocou o tênis.
Era estranho estar ali com a pessoa que causou o fim do seu namoro e mesmo assim se sentir tão bem com sua presença.
Tudo que ela tinha dito sobre o amigo na discussão de ontem era verdade: Tom a defenderia e não deixaria nada de mal acontecer nunca, mas não era ele que queria! Aquele momento só provava isso. Tom estava mais para seu irmão...
Cap. 19 Without you all I'm going to be is incomplete
A tarde e a noite de sexta passaram devagar para e Danny. Ela tentou falar com ele mais algumas vezes e só ouviu a secretária de novo. Doía demais fazer aquilo e Danny até achava que poderia perdoá-la, mas não agora.
Como ele tinha dito, era difícil conviver com essa sombra de alguém muito melhor que ele em tudo. As palavras da garota do dia anterior e até mesmo ela pedindo que ele fosse mais romântico na quarta o deixavam com o sentimento de que nunca seriam felizes, não por completo...ao mesmo tempo, não queria simplesmente desistir de . Era louco por ela!
A secretaria eletrônica continuava repetindo as mensagens que a garota tinha deixado, tantas vezes que Danny já sabia o que diziam de cor...dormiu ouvindo-a pedir que ele atendesse o telefone.
Mrs. ) precisou ser dura e exigir que tomasse pelo menos um copo de suco...passara o dia inteiro sem comer, trancada no quarto.
“Só o suco, . E eu não tô pedindo!”
“Mãããããe...”
“Eu já tive sua idade, sei o que você tá sentindo. Mas você ainda não é mãe e não sabe como dói na gente ver os filhos assim. Faz isso por mim, vai?”
Como recusar um pedido desses?
Sábado à tarde, e estavam no quarto da primeira, que tinha decidido doar algumas de suas roupas e elas escolhiam quais iriam embora. Na verdade, era a idéia perfeita para manter a cabeça ocupada.
“E você e o Dougie, sis?” – perguntou, jogando uma blusinha num cesto.
Os olhos de responderam antes de suas palavras.
“Aaaaah sis!” – Ela se jogou na cama, por cima das roupas. – “Pensa no último cara que eu pensei que poderia ser, assim, perfeito pra ficar junto? Pensa agora em um cidadão engraçado, fofo e lindo...tudo isso é o Dougie!”
“Quem te viu, quem te vê, hein ?”
As duas riram.
“E vocês estão...”
“...ficando, nos curtindo, nos pegando...como achar melhor, mas nada de caráter oficial! O que é até estranho...nunca sei como cumprimentar o Dougie na escola. Ainda que a vontade seja abraçar e beijar ele muito!”
riu ainda mais.
“O que vocês fizeram ontem?”
“Assistimos Avatar. Foi tão bonitinho! Ele fez pipoca, trouxe edredom...a gente ficou abraçadinho...sabe o tipo de cena de casal que eu nunca quis e nunca imaginei o Dougie fazendo? Por incrível que pareça...ontem foi o que aconteceu e eu amei!”
“Que belezinha vocês dois! E hoje?”
coçou a cabeça.
“Então sis...lembra que a gente tinha falado de ir no Wonderland? Você até se animou...”
“Ai ...não tô no clima...mas vai com o Dougie! Curte com ele!”
“Só vou se você for...” – Rafa levantou da cama e cruzou os braços. – “Vai ficar aqui se lamentando? Você vai, distrai a cabeça...a gente dança...”
fez cara de sofrida. Mas queria que a garota fosse, que se divertisse com Dougie. Os dois tinham que ficar juntos!
‘Tá...mas eu fico no bar com meu amigo Mad Dog e você fica com seu amigo Dougie!”
riu.
“Credo, sis. O que é isso?”
Era um corpete verde com miçangas e canutilhos que o deixavam meio brilhante.
“Um pedaço da minha fantasia de Sininho...lembra? Do teatro de primavera do ano passado!”
“Leeeembro! E você vai dar isso ou vai guardar?”
“Vou com ele pra festa hoje!” – As duas gargalharam. – “Não, deixa aí em cima da cama e eu decido depois...”
“A idéia de ir com ele hoje não é de todo má, você sabia, né?”
“Só você pra me fazer rir, !”
“Vamos Danny! Vamos encher a cara!”
“A idéia não é ruim...mas acho que eu tô de boa...”
Harry também tentava convencer o amigo a ir para o Wonderland.
“Daniel Jones vai recusar uma balada? Cara, o que você fez com o meu amigo? Seu clone!”
Danny riu.
“Vou estragar sua noite, não sou uma boa companhia hoje...”
“Vai ser uma companhia melhor que o Dougie. Quer dizer, depende do ponto de vista...pra não!”
“Você tem o Tom!”
“Tom não bebe...tanto quanto nós dois!”
“Saquei! Você quer alguém pra rachar a conta do bar!”
“Bingo! E aí? Posso contar com a sua contribuição?”
Ele riu mais.
“Pode, cara, pode...” – Harry deu um soquinho no braço do amigo. – “Hey, você acha que ela vai estar lá?”
Harry olhou pra ele sem saber qual resposta seria melhor.
“Hum...provavelmente... vai querer tirar de casa também...com certeza teve tanto trabalho quanto eu!”
“Tô com saudades dela...”
“Você é um cabeção! Conversa com ela! O que foi que houve afinal? Quem traiu quem?”
“Ninguém traiu ninguém, Harry!”
“Cansei de te perguntar...vou te embebedar hoje e você me conta!”
Danny sacudiu a cabeça, mas estava rindo.
“Mereço!”
Cap. 20 I wanna stay this way forever, I’m saying it loud
[n/a: Coloquem para tocar: Hot – Avril Lavigne Aconselho vocês a assistirem o clipe! ;)]
O clima de velório estava tomando conta dos seis, que esperavam na fila. Era a primeira vez que e Danny estavam tão perto desde o término e nenhum dos dois parecia querer falar algo.
Um colega deles de escola passou de sombrero olhando o estacionamento e Dougie riu alto.
“What’s called a Mexican who can’t find his car? Mike!” – E riu ainda mais da própria piada.
e Danny trocaram um olhar breve e viraram rápido para lados opostos.
deu um tapa na cabeça de Dougie.
“Imbecil!”
“Aaaaai, que foi?” – Viu, então, a cara de todo mundo, principalmente dos dois. – “Ah! Puta merda, esqueci!”
“? Faz ele ficar quietinho, vai...” – Harry disse meio impaciente.
“É uma boa idéia!” – Disse Dougie maroto, puxando para perto de si.
Quando eles entraram, ouve uma dispersão instantânea. Harry e Danny foram para o bar, Tom, , e Dougie desceram para a área da pista de dança (Dougie foi à força, odiava dançar).
“Hey, Tom! Aquela ali não é a Kirsten?”
Tom olhou para onde Dougie apontava e viu uma garota de cabelos castanhos enrolados que olhava para ele. Acenou para ela, que sorriu e deu um tchazinho também. Estava vidrada em Tom, nem piscava.
“Kirsten? Quem é?” – perguntou curiosa. – “Você não me conta nada, Fletcher!” – E deu um tapa no braço dele.
“Eu conheci semana passada, na festa da Julia.”
“Lembra, ? Eu te falei que o Tom tinha passado a noite conversando com uma gordinha...”
“Ela não é gorda, Dougie!” – corrigiu.
“Ah...mas não é magra!” – Ele deu de ombros fazendo os outros rirem.
“Vai lá!” – encorajou.
“Não...eu...eu vou ficar cuidando de você!”
“Ah vai sim! Eu tô bem, sério! Vai conversar com a Kirsten, tô mandando!”
Ele sorriu e saiu. Dava pra ver que ele estava interessado, mas algo do garoto gordinho e tímido ainda permanecia na personalidade de Tom. Ele não parecia confortável chegando nas meninas.
“Danny vai ter que dar um curso pra ele de ‘approaching’...”
encostou a cabeça no peito de Dougie.
“Cala a boca, lindo! Só pra gente gostar de você um pouquinho!”
“Você me chamou de quê?”
“Lindo...Porque? Muito gay?”
“Ah...mais ou menos...”
saiu de perto dos dois.
“Vou ali no bar...” – Disse, fazendo gestos, quando fez menção de falar alguma coisa.
“Volta aqui depois!” – A amiga gritou.
Danny e Harry estavam no andar de cima, bebendo no bar. Harry sorria e piscava para as garotas que passavam.
“Veja pelo lado bom, dude...você tá solteiro de novo! A gente pode voltar a ser a Dupla Dinâmica!”
“É...quem sabe...” – Danny, a animação em pessoa.
“Nunca achei que te veria assim por causa de uma garota...não você! O Dougie tudo bem, ele só faz o tipo desencanadão...mas você...”
“É uma surpresa até pra mim, amigão! Pode ter certeza! Não achei que gostasse tanto assim dela...”
“Bebe, cara, bebe...”
“E eu não tinha nada que ter falado do Tom!”
chorava suas mágoas para o bartender, que estava prestando mais atenção nela do pescoço para baixo do que qualquer coisa.
“Mais um whisky com mad dog, moço!”
olhou para a pista e não viu mais e Dougie, sorriu para o copo. Estava tão feliz que estava tudo dando certo pros dois! Quase se levantou dali e, num impulso “bêbado que ama”, foi dizer aos dois não brigarem mais por besteira, para ficarem juntos...
“A e o Dougie são legais pra caramba!”
“O que você disse, linda?” – O bartender veio de novo para perto dela. não estava tão ruim assim, sabia que o cara estava cheio de segundas intenções.
“Ah, não era com você não...era com o Mad Dog!”
“Dooooougie, eu quero dançar!”
e Dougie estavam no cantinho da pista de dança, ao lado das caixas de som. Uma banda de pop rock estava se apresentando.
“Fica aqui comigo!”
“Tenho medo de ficar no escuro com você!”
Ele riu e a abraçou.
“E eu tenho medo da imagem que você faz de mim!”
“Uma idéia que eu, de certo, tirei do nada e não do tempo que a gente convive, né?”
Ele riu de novo. E a beijou no pescoço.
“Fica aqui...”
“Tá vai...só mais um pouquinho...quero ver como a está...”
“Ela tá bem! Fica aqui...”
“Olha lá o Tom!” – já estava enxergado bem mais ou menos. E continava no bar com o mad dog, o whisky e o bartender metido a garanhão. – “Marditãããããão!”
Tom e Kirsten estavam se beijando numa mesinha no lado esquerdo do bar.
Do nada, a garota começou a chorar.
“Eu quero meu namoraaaaado!”
Um homem de uns 50 anos parou ao seu lado no balcão.
“Steve, vê pra mim no estoque quantas caixas de cerveja ainda tem?”
Steve era o bartender e saiu por uma portinha.
O homem olhou para que chorava no balcão, mas não deu bola. Pegou a carteira no bolso, tirou uma chave e guardou a carteira de novo.
O rapaz voltou pouco tempo depois:
“Umas quatro só. O senhor acha que dá até o fim da noite?”
“Acho que sim. Olha, essa chave foi achada no banheiro. Guarda ela aí e depois nós vemos o que fazer.”
O senhor saiu apressado e percebeu que a carteira dele estava no chão, perto do seu pé.
Ela se abaixou meio cambaleando e foi atrás do homem.
“Senhor! Senhor! Sua carteira!”
O cara se virou olhando para ela e arregalou os olhos.
“Nossa! Muito obrigada, meu Deus! Minha vida tá aqui dentro!”
“Então você não deveria andar com ela na balada, né? È perigoso!” – falava meio mole e chacoalhando o dedo indicador, fazendo o homem rir.
“Você não está bem...vamos lá sentar no bar de novo, antes que você caia!”
Ele ficou de pé ao lado da garota que pediu outra bebida. O homem fez sinal para o bartender não serví-la mais.
“Acho que você não tem idade pra beber, querida!”
“Se eu tenho idade pra tomar um pé do meu namorado, então eu tenho idade pra encher a cara sim!”
“Huuum, então foi isso!”
“Foi...eu fiz cagada!” – olhou de novo para o homem. Porque estava contando sua vida para um desconhecido? Resposta: Porque estava beeeeem pra lá de Bagdá! – “Eu só queria que ele me perdoasse!”
“Então a culpa foi sua?”
“Foi...toda minha....comparei ele com meu melhor amigo. E ele já tinha ciúmes!”
“Que macada!”
“Eu sei, eu sei!” – Ela voltou a chorar.
“Calma, calma! Porque você não...sei lá...vai falar com ele, pede desculpas? Ou faz algo que ele nunca imaginou que você poderia fazer? Compra algo que ele queira muito, vai à casa dele de madrugada ou escreve aquelas cartas de mil metros que as garotas escrevem...”
É lógico que as idéias dele eram ridículas, mas fez surgir uma insanidade na cabeça de . Sabia o que fazer pra pedir desculpas para Danny. Ela abriu um sorrisão.
“Eu já sei! Mas eu precisaria...sair e voltar aqui depois. O senhor vem sempre aqui? Sabe se os seguranças deixariam?”
“Acho que posso dar um jeito nisso...”
olhou para ele sem entender.
“Acho que não me apresentei. Johnny Wonder, sou dono do Wonderland!”
O queixo dela caiu.
“Do-dono?”
“Isso! Vamos lá, vou com você até a portaria!”
não estava acreditando em sua sorte! E teve outra idéia, ainda melhor que a primeira.
“Mr. Wonder...meu namorado, ele...ele é musico...”
Os dois passaram por Harry saindo do banheiro e se lembrou que precisaria de um carro.
“Rapidinho, Mr.Wonder!”
“Harry, me empresta seu carro?”
O garoto olhou da amiga para o homem e não entendeu nada. Um pouco receoso, ele entregou a chave.
“Valeu mesmo, Judd!”
Ela se virou e continuou andando com Johnny Wonder.
“...como eu ia dizendo...ele é músico e tem uma banda...”
Harry não sabia se contava aquele episódio bizarro para Danny ou não...ele já não parecia muito bem.
“Acho que quero ir embora, Harry...deu pra mim aqui já!”
Putz!
“Espera mais um pouco...hey, quer ir lá embaixo ver o movimento?”
“A está lá...”
“Meu! A gente não tem que parar do lado dela...vamos, tá rolando uma banda de pop rock...vamos lá falar mal do guitarrista!”
Danny se levantou a contragosto e os dois desceram.
“Cara! Cadê a ?” – ) estava desesperada. Segurava a mão de Dougie e o puxava para todos os lugares possíveis. – “Não acredito que ela foi embora sozinha!”
“Acho que o Tom não sabe dela, né?” – Dougie olhou para o amigo...Ele estava meio...ocupado.
“Não...acho que não...”
chegou e entrou sem problema algum.
“Adoooro contatos!” – Ela disse para si mesma. Ainda estava meio alta.
As pessoas passavam por ela e olhavam seu figurino. Não era à toa...
Ela vasculhou o andar de cima inteiro procurando Danny. Quando estava indo para a pista, encontrou e Dougie.
“Sis! Onde você...que roupa é essa?”
“Eu já sei como fazer o Danny me perdoar!”
“Você tá parecendo a...” – Dougie começou e fez que sim com a cabeça, feliz.
“Cadê ele?”
“Lá na pista...mas o que exatamente você tem em mente?”
Ela riu e saiu correndo para o andar de baixo.
O plano não era nada fácil. Quando a música parou, seduziu o DJ e os caras da banda, bateu um papo rápido com eles e subiu no palco.
O microfone do meio ainda estava no lugar. Ela o ligou, estava bem na frente de um holofote. As pessoas olharam para ela com cara de interrogação.
“Oi pessoal! Tudo bom?” – O nervosismo era nítido em sua voz. Aquilo era mais difícil que qualquer peça que ela já tinha feito, porque normalmente passava dias ensaiando.
Danny olhou em direção ao palco quando ouviu aquela voz. O que estava fazendo lá? Ela estava com um corpete verde, um shorts preto bem curto, meia arrastão e luvas até o cotovelo, também pretas. Estava linda! Mas ainda não fazia sentido nenhum...na verdade, essa roupa o lembrava algo...
“Desculpa tomar o tempo de vocês...” – Ela vasculhava a pista procurando Danny. Seus olhos caíram no garoto de camisa xadrez e olhos incrivelmente azuis perto do bar. Ele também parecia intrigado. – “...mas eu prometo que vou ser rápida! Fiz uma coisa estúpida com o meu namorado quinta-feira. Disse umas coisas muito idiotas pra ele. Só queria que ele e todo mundo aqui soubesse que eu não pagaria esse mico por mais ninguém! E que não existe outra pessoa que eu queira chamar de ‘meu namorado’nesse mundo. Eu só quero que ele me perdoe... ”
parou e tomou fôlego. Ela e Danny se olhavam como se estivessem sozinhos naquele lugar imenso.
“Dan...você me pediu isso uma vez...eu sei que você tá puto comigo, mas espero que ainda valha alguma coisa...e, calma, eu não vou cantar...” – Ela olhou para o DJ e balançou a cabeça. – “É só pra você!”
Ela fechou os olhos (o mundo deu aquela rodada básica) e respirou fundo. O pior estava por vir!
A música começou e ela abriu os olhos, ainda olhando só para Danny que deixou seu queixo cair. [Tradução]
“You're so good to me baby baby
Era Hot, da Avril Lavigne. já tinha visto o clipe vezes suficiente para imitá-lo em cima do palco agora.
I want to lock you up in my closet, where no one's around
I want to put your hand in my pocket, because you're allowed
I want to drive you into the corner, and kiss you without a sound
I want to stay this way forever, I'll say it loud
Now you're in and you can't get out
Dougie e correram para onde Harry e Danny estavam.
“Cara! A tá lá em cima...por sua causa!” – Dougie gritava.
Danny estava sem palavras, simplesmente não conseguia cortar o contato visual que ele e estavam mantendo.
Olhar apenas para Danny enquanto dançava no palco e todo mundo pirava era bem mais fácil.
You make me so hot
Make me wanna drop
You're so ridiculous
I can barely stop
I can hardly breathe
You make me wanna scream
You're so fabulous
You're so good to me Baby Baby
You're so good to me Baby Baby
I can make you feel all better, just take it in
And I can show you all the places, you've never been
And I can make you say everything, that you never said
Mas nessa hora um segurança apareceu ao lado de e a cara dele não era nada amigável!
A música continuava tocando e saltou do palco, fugindo.
You make me so hot
Make me wanna drop
You're so ridiculous
I can barely stop
I can hardly breathe
You make me wanna scream
You're so fabulous
You're so good to me Baby Baby
You're so good to me Baby Baby
Ela passou por Danny e os outros e sorriu. Porém, seu desvio de atenção serviu para que o cara a alcançasse. Ele segurou o braço da garota com força.
“Acabou seus quinze minutos de fama, mocinha! Fora! Já!”
“Ela tá com a gente. Solta ela!” – Danny encarou o segurança que parecia um armário.
“Grande bosta! Vem!” – Ele saiu puxando pelo braço.
Os garotos e foram correndo atrás.
Kiss me gently
Always I know
Hold me love me
Don't ever go
(...)”
“Olha aqui! Eu conheço o Mr. Wonder e eu vou falar pra ele te demitir!” – tentava acompanhar os passos do brutamontes, que deu uma risada debochada.
Quando estavam quase saindo, avistou Johnny Wonder.
“Mr. Wonder!” – Ela gritou enquanto ainda era levada para fora pelo segurança. – “Mr. Wonder! Acho que deu certo!”
O homem parecia meio confuso com aquela cena e com as roupas que ela usava agora.
“O que?”
se virou e apontou para Danny, Harry e Dougie.
“São eles! São eles! Meu namorado e os meus amigos que eu falei!”
“Ah, claro!”
Ela já estava quase na batente da porta quando ouviu Danny gritar:
“, já estamos indo! Vamos achar o Tom e te encontramos aí!”
A ultima coisa que a garota viu foi ele e os colegas sendo abordados pelo dono do Wonderland.
10 minutos depois, estava do lado de fora conversando com umas garotas que estavam frenéticas com a performance dela.
Estava frio e ela apertava os braços contra o corpo.
Danny foi o primeiro que saiu e foi correndo para onde ela estava.
“Boa sorte!” – As meninas desejaram e saíram.
Ele colocou a jaqueta nos ombros dela e fez fricção em seu braço, para diminuir o frio.
“Você é doida, sabia?”
não disse nada. Colocou as mãos no rosto do garoto e acariciou levemente, seguindo com os olhos onde seus dedos passavam.
Danny fechou os olhos ao sentir o carinho. Parou de mover os braços e apenas segurou os de .
“Você disse ao dono do Wonderland que nós deveríamos abrir o show do Busted...” – Não era uma pergunta.
“Disse a ele que não havia banda melhor...”
“Eu nem sei o que te dizer, ! Você foi....perfeita, linda, sensacional hoje a noite!”
“Diz que me perdoa...diz que nós estamos bem...que ainda gosta de mim...”
“Now you’re in, you can’t get out...” – Danny cantou baixinho. A segurou pela cintura e puxou para perto dele. Colocou uma das mãos no rosto frio da garota. Não precisou dizer mais nada depois disso.
, Dougie, Harry, Tom vinham na direção do casal que se beijava apaixonadamente.
“Cara, Grammy pra hoje! Foi demais!” – Tom disse.
“Caracas, que coragem! Não vai esperando isso de mim, ...”
“Ah, mas se você não falasse!” – Ela respondeu, irônica.
Eles riram.
“E ela ainda armou pra gente tocar aqui semana que vem, antes do Busted!” – Harry ainda parecia incrédulo.
“Antes de quem?” – parou de andar.
“Do Busted...” – Disse Dougie. – “Que foi?”
“Nada, nada...” – Ela voltou a andar. Tom a olhou de esguelha preocupado e retribuiu o olhar. – “Show no Wonderland? Tão podendo, hein?”
“Nós ou eles?” – Dougie perguntou ainda parecendo curioso.
“Vocês, claro! Busted já está na estrada há bem mais tempo...”
“Casal! Tá frio! Vocês podem continuar isso em casa?” – Dougie, como sempre, cortava o clima no meio.
e Danny pararam de se beijar e olharam para os amigos que sorriam.
“, você salvou o dia hoje! O mês...o ano!” – Harry gritou animado.
“Tchu tchu na !” – gritou e eles a cercaram pulando e cantando.
Eles se soltaram rindo e Danny voltou a abraçar a namorada. Um grupo de garotos saiu da casa noturna e começaram a comentar:
“Não é a garota que subiu no palco?”
“É cara...aquilo foi foda!”
“Pelo jeito ela conseguiu voltar com o cara lá...!”
“É uma pena...”
e Danny riram.
“É capaz do Mr. Wonder colocar você e não a gente pra abrir o show do Busted!” – Danny disse, fazendo a garota dar um tapa no braço dele. – “To brincando! Aquilo foi demais, você estava perfeita! Foi a coisa mais linda que alguém já fez por mim!”
“Eu não quero nunca mais que você duvide do quanto é importante pra mim...e do quanto eu adoro você!”
Eles voltaram a se beijar.
“Casaaaaal, porra! Vamos! Estou congelando!” – Dougie gritou para os dois que foram andando para os carros.
“Abraça a aí então e fica quieto!” – Danny brigou.
Dias assim não se esquecem facilmente...
Cap. 21 Sugar, we’re going down
Na segunda a tardezinha, e estavam no quarto de ensaio enquanto os meninos tinham ido ao Wonderland acertar detalhes de sábado com Johnny Wonder. As duas arrumavam a bagunça que os meninos fizeram ao longo de três meses de McFLY.
“Meu, como o Harry é porco! Aqui perto da bateria é o lugar mais sujo do quarto inteiro!” – fazia cara de nojo para os restos de comida e os objetos não identificados e parecidos com meias perto do instrumento.
“Vamos obrigá-los a limpar isso aqui uma vez por semana!” – tirava pó dos amplificadores.
Cinco minutos depois os garotos entraram pulando no cômodo.
“Primeiro show, show mesmoooo! Aeeeew!” – Harry entrou gritando e se jogou no sofá. Os outros pularam em cima dele, inclusive as meninas.
Depois que todos se levantaram, os garotos explicaram a elas que cantariam só quatro músicas. Afinal, o Busted ainda não era assim tão famoso para ter “banda de abertura”.
“E vão cantar o que?” – estava sentada entre as pernas de Danny, no chão.
“Tem que ser todas de vocês?” – perguntou indo pegar a pá com coisas sujas atrás da bateria para jogar fora.
“Na verdade não, mas, como são quatro músicas só, ficaria ruim tocar um cover, né?” – Tom estava pensativo. – “O que vocês acham de That Girl, Room on the Third Floor, Please Please e We’re the Young?”
“Aaaah, mas e a minha Obviously?” – reclamou.
“Obviously é bem legal, mas não queria tirar Room on the Third Floor! É a nossa primeira!” – Harry falou. Ele estava certo.
“Cara, vamos chorar para cantar cinco! Uma a mais, uma a menos...” – Dougie sugeriu, puxando para se sentar ao seu lado no sofá.
“Nossa, Dougie! Quanta delicadeza...‘Senta aqui’ funciona também!”
“Achei que vocês dois fossem melhorar quando finalmente ficassem juntos...” – Tom olhou-os de canto de olho.
“É o que faz de nós um casal peculiar...e somos muito mais legal por causa disso!” – disse. Dougie coçou a cabeça à menção da palavra “casal”.
“E os meninos vem quando?” – quis saber.
“Sexta à tarde. James quer festa na casa dele assim que chegarem!” – Tom contou.
se mexeu desconfortável no sofá ao lado de Dougie. Tom e olharam para ela. Talvez os três tivessem que conversar depois.
O problema todo era Charlie. O ex-quase namorado da garota que tocava com Matt e James no Busted. Ele tinha sido o primeiro amor dela, mas os dois se separaram quando Charlie saiu da cidade com os outros dois por causa da banda.
nem pensava mais nele, até aqueles dias. Mas saber que Charlie estava voltando, não estava lhe fazendo bem. Ela tinha medo do que aconteceria quando o visse.
“E o Charlie e o Matt vão ficar lá também? Os Simpsons e os Willis se mudaram, não?” – perguntou, se virando para Tom.
“Ah sim, acho que nem os pais de James estão aí mais. Mas eles ainda não conseguiram vender a casa...é A casa!”
“Charlie é o Charlie da escola? Aquele loiro metido?” – Dougie perguntou e ficou dura ao seu lado.
“É, é sim...” – Tom respondeu, meio sem graça.
“Aquele que roubou a de você?” – Danny debochou e riu daquele jeito dele. deu um tapa em seu braço:
“Cala a boca, Dan!”
“Ele não roubou, não...a que queria fazer o trabalho de ciências com ele, mas caiu no grupo comigo...fala aí se não foi uma troca muito melhor!” – Ele passou o braço pelo ombro dela e a puxou mais para perto. estava branca.
Tom viu que precisava mudar de assunto.
“Ensaio então?”
Em meia hora eles desarrumaram e sujaram tudo o que as meninas levaram a tarde limpando.
Era quarta-feira e ficava cada dia mais nervosa com a chegada de Charlie à cidade. Dougie já tinha percebido, mas não tinha ligado os fatos.
Os dois estavam no quintal da casa dele e o garoto a ensinava a andar de skate.
“Posso te soltar?” – Ele segurava as mãos dela, que se equilibrava meio desajeitada no pedacinho de madeira.
“Nãããão! Não faz isso!”
“Você tem que se equilibrar e dar impulso com o outro pé...”
Ele continuou segurando-a, fazendo o skate andar em círculos.
“Nossos filhos vão ter que andar de skate, . Você vai ter que deixar!”
Ela foi pega de surpresa pela menção do futuro dos dois e riu.
“Mesmo se forem meninas?”
“Não, se forem garotas você vai ter que cuidar delas, pra elas serem que nem você!”
Aquilo parecia um elogio e tanto. beijou a parte de cima da cabeça dele, estava mais alta porque estava em cima do skate.
“Nossos filhos terão 1,20m!” – Ele continuou, fazendo-a rir ainda e mais quase desequilibrando. – “Cuidado, cuidado!”
“Nós não sabemos nem como estaremos daqui a um mês, Dougie...”
“Nós estaremos juntos. Não é isso que importa?”
“É...é isso sim. Hey, me segura direito! Se eu cair daqui, Poynter...”
E apesar de ter sido engraçado o comentário do garoto, se sentiu ainda mais confusa. Como ele podia imaginar um futuro tão longe se nenhum dos dois tinha nem intenção de namorar?!
Ficaram mais um tempo brincando no quintal, mas estava se sentindo muito estranha.
“Hey! Me dá um beijo!” – Dougie a chamou do portão, quando ela estava indo embora.
Ela voltou, o abraçou e o beijou, como se fosse o último beijo que daria nele. Gostava tanto daquele ser baixinho e lindo, estranho e fofo...mas talvez não era para ficarem juntos mesmo...como ela sempre suspeitou.
“Eu adoro você!” – Ela disse, tentando não chorar.
Ele abriu um sorriso.
“Também te adoro! A gente se vê amanhã?”
Ela concordou com a cabeça e saiu.
À noite, e Tom estavam sentados ao piano na casa dos Fletcher (não que a garota manjasse alguma coisa, mas amava ver o amigo tocando. As mãos dele eram lindas! No momento, ele compunha para a peça.) e estava deitada no sofá, de frente para eles.
“Charlie perguntou de você...” – Tom começou, coçando a cabeça. sabia que era com ela, mas não respondeu de imediato.
“O que ele perguntou?” – Sentiu uma ansiedade culpada e quis se enterrar no jardim.
“Como você está, se continua achando que surfa e se ainda trabalha no jornal...Eu disse que você estava bem, que agora você acredita piamente que surfa e que sim, você continua no jornal...nada demais!”
Ela ficou um momento em silêncio de novo. Charlie sempre a zuava quando via a prancha em seu quarto, sempre ia ao jornal encher o saco quando ela ficava até tarde...Teve vontade de chorar.
“Ai caramba!”
se levantou e foi até o sofá abraçá-la.
“Calma, sis! O que tá acontecendo?”
“É o Charlie...e o Dougie! Não sei o que fazer!”
Tom também foi até lá.
“Mas você tá pensando em que?”
“Pedir um tempo pro Dougie e...”
“Não faz isso, ! Charlie vai ficar aqui dois dias e vai embora...você vai ficar aqui...e sem o Dougie ainda por cima!” – Tom passava a mão em seu cabelo e mantinha o rosto sério.
“O problema não é só o Charlie, Tom! Eu e Dougie não vamos abrir mão da nossa liberdade... se nós não vamos passar da fase em que a gente está, pra quê continuar?”
“O problema é que vocês dois são iguais demais e não complemene diferente como você achava...” – ponderou. Ela estava correta
“Acho que é bem por aí...”
“E você está pensando em falar com ele quando? Antes do Charlie chegar?” – Tom quis saber.
“Amanhã, talvez...vou ligar pra ele!”
“Espera o Charlie chegar...se você ficar de boa, você não fala nada!” – sugeriu.
“Não, melhor não...eu já não estou de boa! Ah, droga! Eu gosto tanto do Dougie...mas...”
Os três ficaram ali, e Tom tentando fazer se acalmar e pensar melhor. Mas sua decisão já estava tomada.
Dougie colocou a cabeça para dentro do quarto de . Ela estava no computador, falando com .
“Posso entrar? Alguém sem roupa? Não me decepcione!” – Ele disse, fazendo-a rir.
desligou o monitor e se levantou para abraçá-lo.
“Como você está? E que roupa é essa?
Ele usava uma roupa...normal!
“Não queria que sua mãe me achasse maloqueiro de novo!”
Aquilo cortou o coração dela. puxou-o mais para perto e o beijou.
“Cara, vou usar roupa de mauricinho todo dia!”
“Não! Não faz isso! Você só é o Dougie se estiver com uma camiseta da Hurley, bermuda larga e um tênis de skatista três vezes maior que seu pé! Falando coisas sem sentido, de preferência...”
“Ou besteiras...”
Ela riu de novo.
“É, ou besteiras!”
Não ia conseguir. Como ia dizer “Então Dougie, tchau...” agora?! Sem querer, começou a chorar. Desesperadamente! Dougie a olhava com os olhos arregalados. Não estava entendendo nada. O que ele tinha dito de errado?
“! O que foi, o que você tem?” – Ele a abraçou e foi conduzindo-a até a cama onde os dois se sentaram.
“Ah Dougie! Ah Dougie!” – Ela não conseguia continuar. O garoto não sabia o que fazer. – “Acho que, acho que a gente precisa dar um tempo...”
Dougie a soltou e ficou encarando-a totalmente sem reação. respirou fundo e voltou a falar. Mas não mencionou Charlie, não poderia.
“Eu, eu gosto muito de você! Muito mesmo! Mas acho que não existe futuro pra nós dois. Nem você, nem eu queremos namorar e, ao mesmo tempo, eu não sei por quanto tempo vou agüentar do jeito que está...”
Ele não tinha argumentos, ela estava correta em tudo!
“Diz alguma coisa!” – secou os olhos para conseguir enxergá-lo.
Ele deu de ombros.
“Não tem o que falar, você está certa! Mas, mas...eu nunca quis que as coisas acabassem desse jeito!”
“Nem eu!” – Ela abraçou o garoto, não se segurou. – “E não quero perder você! A gente vai continuar sendo amigo, não vai? Vamos continuar brigando, né?”
Ele riu.
“Vamos...vamos...”
Eles se olharam e não pode evitar que se beijassem. Não queria evitar, na verdade.
Depois Dougie se levantou, beijou a testa dela e saiu.
foi até o computador e ligou o monitor.
.(*). .(*). McFLY + Busted sábado no Wonderland. Sensacionaaal! diz:
Sis?
.(*). .(*). McFLY + Busted sábado no Wonderland. Sensacionaaal! diz:
Ele ta aí, né?
.(F). : Times like these remind me… diz:
Acabou, sis!
Cap. 22 The boys are back in town
Na sexta, infelizmente (ou não) ficou presa no jornal da escola. até foi para lá ajudá-la, mas mesmo assim elas só sairiam umas 18h.
“Dan? Que gritaria é essa? Onde você está?” – tentava conversar com o namorado depois do almoço para avisar que se atrasariam, mas ele parecia estar no meio de uma algazarra.
“Na casa do James...vem pra cá! Onde você tá?” – Ele berrava.
“Eu-tô-com-a--na-escola!” – Ela repetia devagar pra ele entender, mas duvidava que tivesse adiantado.
“Hum...vem pra cá!” – Não, Danny não tinha escutado nada.
“Tá bom. Beijos, tchau!” – Não ia adiantar conversar por celular.
“Era a ?” – Tom perguntou. James e ele colocavam cervejas na geladeira. Matt, Charlie e Harry jogavam pebolim na sala. Dougie ainda não tinha chegado, tinha pego uma detenção por responder ao professor.
“Era, ela tá vindo!” – Entendeu tudo, o Danny!
“? Sua ?” – James perguntou para Tom.
“Não, a do Danny.” – Ele corrigiu, rindo.
“Vocês estão namorando?” – James se virou para Danny, que foi ajudar com as cervejas.
“Estamos!” – Ele abriu um sorriso enorme.
A campainha tocou.
“Deve ser o Dougie!”
“Pois não, jovem mancebo...” – Harry tinha atendido.
“E ae? Qual é a boa?” – Ouviram a voz de Dougie vindo do lado de fora.
“Entra aí, estamos ganhando do Charlie no pebolim!”
O garoto entrou e acompanhou Harry até a sala de estar, que agora só tinha uma mesa de ping pong e um pebolim.
“Poynter?! E aí, cara? Nunca mais vi você!” – Matt chegou para cumprimentá-lo. Ele era mais velho e já tinha terminado o colegial. Tinha conhecido os meninos porque era vizinho de James.
“É, eu nunca mais fui na casa do James depois que mudei de escola...uma pena!”
Dougie se virou para também cumprimentar Charlie, mas não fez questão nenhuma de ser simpático.
“E aí, tudo bom?”
“Fala Poynter, beleza? Cara, você não mudou nada! Continua com a mesma altura que tinha na sétima série...” – Ele sempre zombara Dougie por causa de sua estatura anã. Mas a verdade era que qualquer um era baixinho perto dos 1,93m de Charlie...
“Você mudou um pouco, Charlie...o vão entre seus dentes da frente estão maiores...” – Ele retrucou.
“Busted x McFLY no pebolim então?” – Harry quis cortar o clima. E talvez não fosse boa ideia Dougie e Charlie no mesmo time.
Os outros três que estavam na cozinha chegaram com cervejas e eles ficaram ali conversando, bebendo e jogando.
e andavam apressadas em direção a ex-casa dos Bourne. Elas estavam com menos roupas de frio do que o necessário e o vento era cortante.
Bateram na porta, mas o som estava alto demais. Sorte deles que o único vizinho que deveriam ter era a família de Matt, que não morava mais lá.
tentou abrir a porta e, sem surpresa, conseguiu. Assim que entrou recebeu um abraço de urso de James que vinha correndo de boxer da cozinha.
“! Que saudadeeeee! Como você está, linda?” – Ele perguntou animado. E bêbado.
“Eu estou bem seu metido que vira famoso e some!” – conhecia James há tanto tempo quanto Tom. Tinha um carinho enorme por ele também.
Ele riu e foi abraçar .
Charlie apareceu na sala também e congelou. ainda não o tinha visto. Ele cumprimentou e parou ao lado de James.
soltou o garoto e se virou para a pessoa ao lado dele.
Putz!
Ele continuava loiro, alto, com o cabelo arrepiado como era quando foi embora. Ainda tinha um sorriso lindo e ainda sorria pra ela do mesmo jeito.
“Chaaaaarlie!” – Ela disse, meio sem folêgo.
Ele a puxou para um abraço. O cheiro dele também era o mesmo que se lembrava. Suas roupas e suas coisas continuaram tendo aquele perfume mesmo depois que Charlie tinha ido.
Dougie ia passando da cozinha para a sala de estar e viu o movimento ali: conversando com James (e lançando olhares nervosos para o abraço demorado de Charlie e ) e Charlie curvado como se abraçasse alguém bem menor que ele. O cérebro de Dougie não demorou para somar 2+2. Não sabia se interrompia, se ficava ali vendo...ou não vendo, né? Porque ele já estava meio alto.
“Morri de saudades de você, baixinha! Tudo bem?” – Charlie falava no ouvido da garota e a beijava em todos os lugares do rosto, menos na boca porque discretamente se virava.
“Eu também! Eu tô bem e você?”
“Melhor agora!”
Ela se soltou dele e olhou para os lados, viu que Dougie assistia a cena e foi falar com ele. Estava tremendo e não era mais de frio.
“Oi!” – Ela disse. Não sabia o que dizer, como agir.
“Vocês demoraram...” – Ele disse olhando o braço sem relógio.
“Ficamos presas no jornal...como você está?”
“Bêbado!”
Ela riu e fez carinho no rosto dele. Ele tirou a mão dela do rosto e deu um beijo na palma. entendeu que precisava ser menos...carinhosa...por enquanto.
Nessa hora, Charlie passou para entrar na sala e colocou a mão em sua cintura trazendo-a mais para o lado pra conseguir entrar.
“Nunca gostei desse cara!” – Dougie falou.
“Pára Dougie!” – Mas ela mesmo estava meio sem saber o que fazer.
Os dois entraram na sala e foi atrás com James.
“Meu amoooooooor!” – Danny já estava no colo do palhaço.
Ele abraçou e a levantou do chão, dando-lhe um beijo demorado.
“James! Você não sabe como conseguimos o show!” – Danny soltou a namorada e passou o braço pelo ombro dela, mas se escorando do que qualquer outra coisa. Disparou a contar sobre o sábado anterior para o novo amigo.
Nem Tom estava normal mais. Pulava pra lá e pra cá com o violão na mão, cantando coisas desconexas.
Harry e Matt riam e jogavam ping pong. Pobre Matt! Harry era bom demais, competitivo demais e gostava de zuar o perdedor demais!
“A gente tem que ensaiar! Pessoal, ensaioooooo!” – Tom gritou, quando só e continuavam sóbrias. – “Vamos aí! Vamos, eu dirijo!”
As duas riram do amigo bêbado, ele sempre ficava ridículo.
“Que ensaio Tom!” – Danny estava jogando ping pong com Harry, mas nenhum dos dois ainda via a bolinha.
segurou o braço de Tom quando ele colocou o moletom e pegou a chave do carro.
“Vocês ensaiaram a semana inteira e vão ensaiar amanhã a tarde inteira! Comemorem hoje!”
Matt já roncava deitado num colchão inflável. Ouviram um barulho ensurdecedor vindo do hall de entrada. Dougie e James escorregavam com papelão na escada que levava ao segundo andar. Quando Danny viu, teve um surto. Logo depois, aos barulhos da descida se juntaram ao som alto de sua risada.
“Eles vão estar na maior ressaca amanhã!” – olhou para os garotos, meio preocupada. Ele precisavam estar inteiros no outro dia!
“Vão...” – estava perdida em pensamentos.
“E você? Como está? Como foi ver o Charlie de novo?”
“Transtornante! Putz, sis...ele consegue me tirar do estado normal...”
“E o Dougie?”
“Tô com vontade de colocar ele numa caixinha e deixar ele lá até eu largar a mão de ser besta!”
riu e abraçou a amiga.
“Montinhoooooooooo!” – James surgiu do nada, ainda só de boxers, e se jogou em cima das duas.
Já passava da uma da manhã. tinha levado Tom e Harry embora e agora estava tentando convencer Danny a ir também.
James estava cuidando de Dougie no banheiro. até chegou a ir ajudar, mas ele disse que não queria que ela o visse daquele jeito.
“Por favor, ...eu tô bem....até amanhã!”
Ela voltou para a sala. estava sentada de perna de índio com Danny deitado em seu colo, no colchão.
“Vai, lindo! Vamos embora...”
“Joga uma partida de ping pong comigo?”
“Eu não sei jogar...”
“Eu tô bêbado, ...você ganha fácil!”
Ela respirou fundo e se levantou, ajudando-o a fazer o mesmo. Antes que eles chegassem à mesa, Danny a abraçou e a beijou. Sempre ficava mais...empolgado...quando bebia.
“Quem perder passa por baixo da mesa!” – Ele disse, mordendo o ombro da namorada.
olhou a cena e riu. Era nessas horas de e Danny que ela percebia que namorar podia não ser tão ruim assim.
Olhou o resto do cômodo. Charlie a olhava do fundo da sala, sentado no chão, embaixo da janela. Apontou para seu lado, pedindo para que ela se sentasse lá. Ela foi, um pouco apreensiva.
“Dougie Poynter então?” – Ele disse, sem rodeios.
Ela não respondeu.
“Vocês namoram?”
“Não...nós estávamos juntos, mas somos só amigos agora!” – Ela desejou não ter dito isso. Pareceu, pelo modo que ela falou, que tinha sido há vinte anos.
“Entendi!” – Ele segurou a mão dela. – “Senti falta de você...dos seus papos nerds na hora do almoço...de me estressar quando você ia assistir os jogos daqueles gays do colégio...”
Aquilo não ia acabar bem! Fato!
“Também senti sua falta!” – Ela disse brincando com os dedos dele. Estava estuporada. Sabia que não devia estar ali, sabia que não podia falar aquilo pra ele, nem ficar com ele, mas não conseguia sair. Não queria sair.
“Um dia você vai me perdoar por ter ido embora?”
“Eu já perdoei...não podia ter feito nada...era seu sonho! E olha onde vocês estão hoje! Vão gravar um CD!”
Ele sorriu e chegou mais perto. E mais perto e mais perto...
parou de gritar para Danny descer da mesa, quando viu de relance o casal embaixo da janela.
Aquilo não era nada bom...
n/a: Eu aviseeeeeeeeeeeeei que o Busted ia chegar e que seria CAUSADO!! Haha...
Espero que vocês estejam gostando. E se acostumem porque vai ser sempre assim: Casal Jones se acerta, casal Poynter desanda...ou eu posso revoltar geral...se preparem!! Mentira, não é assim também!
Ah e não se esqueçam de me contar o que estão achando, hein??? Realmente ler os comentários me deixa muito animada. Como minha xará comentou aqui...sim! Eu estou escrevendo "NYI2", mas ela anda meio parada. Ler o que vocês escrevem aqui me dá mais vontade de continuar com ela!!
Então, Obrigada a todas vocêas!
E, qualquer coisa, @Lary_aku
Até a próxima!
Cap.23 It's like I waited my whole life for this one night
[n/a: Coloquem para carregar: Forever – Chris Brown, Year 3000 – Busted, e Just like a star – Corine Balley Rae]
acordou meio sem saber onde estava. Ouviu uma risada e se deu conta de que era de Danny. Demorou um pouco para lembrar que tinha ido dormir na casa de porque não queria enfrentar seus pensamentos. E sua culpa. Danny também dormiu lá porque estava muito bêbado, ficou preocupada e não quis deixá-lo sozinho em casa. Foi uma boa distração, na verdade. O garoto rendeu risadas até às 4h, quando finalmente capotou na cama de baixo da bi-cama de , exausta.
“Jura que eu disse isso?” – Ele e estavam deitados na cama de cima.
“Shhhhhh, você vai acordar a !” – sussurrou, mas ria do namorado. – “Ai, como você é besta!”
“Mas, eu acho mesmo a Kirsten meio baranguinha... pô, o Tom já pegou você!”
“Obrigada pelo elogio, lindo!” – Ela o beijou. – “Mas eu achei ela fofa! Nós ainda não conversamos, mas eu fui com a cara dela!”
“Ela é legal mesmo... costumava sentar do lado dela na aula de História Geral em Memory Lane...”
“Antes perto dela do que daquela ridícula...”
“Adoro você com ciúmes!” – Ele riu alto de novo e levou um tapa de .
“Danny! Você vai acordar ela!”
“Ai, , doeu!”
“Aaaah, desculpa! Foi forte demais!”
Eles se beijaram de novo.
“Ressaca tá foda!”
“Faço idéia! Vocês tinham que beber tanto um dia antes DO show?”
“Não, não tínhamos... foi burrice mesmo...”
Nessa hora o celular de anunciou uma nova mensagem e Danny colocou a cabeça para fora da cama.
“Bom dia Bela Adormecida!”
“Bom dia Drunk Jones!”
Ele riu mais alto.
apareceu apoiada nas costas de Danny.
“Oi sis! Tudo bom?”
“Uhum...” – respondeu, lançando um olhar para a amiga que dizia com todas as letras: “Nãããããão!”
“Dan! Vai tomar banho, vocês tem ensaio e passagem de som no Wonderland daqui a pouco!”
“E coloco que roupa? Vou assim pra lá?” – Ele apontou para a boxer que usava e o moletom velho.
“Tem roupa sua aqui, sem noção...” – se levantou e ajudou o namorado, puxando-o para fora da cama. Parou no guarda-roupa e pegou as coisas dele que estavam lá.
Teve que empurrá-lo até a porta do banheiro. Danny começou a puxar a garota para entrar com ele.
“Seu bêbado! Toma banho aí e não enche!” – Ela disse, fechando a porta. Se virou para a bi-cama. – “Nossa vez de conversar, mocinha!”
cobriu a cabeça com o edredom.
“Siiiiiis, não me xinga!”
“Não vou brigar com você, fala sério! Mas me conta!”
Ela voltou a aparecer, mas estava vermelha.
“Eu não queria! Um minuto antes eu tava tentando ajudar o Dougie no banheiro! Mas ele me chamou... ficou falando de quando a gente tava junto, do que ele sentia falta... quando eu vi, já tinha ido! Foi uma conversa rápida... mas intensa!”
“Faz parte... mas você não me parece muito feliz de ter ficado com ele de novo...”
“Eu não estou. Foi sacanagem com o Dougie e...”
não sabia como continuar.
“E o quê, sis?”
“...e eu acho que agora eu gosto do Dougie, não do Charlie.” – Ela disse aquilo e cobriu a cabeça de novo. Sua voz saiu abafada quando ela continuou. – “Acho que a época do Charlie já foi... ele nunca vai ser uma pessoa normal pra mim, como o Harry ou o James... vai ser sempre o Charlie... O Charlie... só isso. Uma lembrança forte...”
descobriu o rosto e olhou para .
“Ah sis, então serviu pra você descobrir que ele não é mais o cara! Tirou suas dúvidas... você pode ficar com o Dougie tranquila, sem fantasmas!”
“Duvido que o Dougie ainda queira alguma coisa comigo... você acha que não vai chegar aos ouvidos dele que eu fiquei com o Charlie?!”
“Putz, é verdade...”
pegou de novo o celular e leu a mensagem que havia chegado aquela hora.
“Oi linda! Será que vou ter o prazer da sua companhia no ensaio de hoje, como nos velhos tempos?”
Ela desejou tanto que fosse de outra pessoa... mesmo assim, respondeu:
“Oi Charz! Desculpa, minha lealdade agora é à outra banda! Hahaha...=P
Mas a gente se vê a noite! Beijos”
“É do Charlie?”
“É... ele quer que eu vá no ensaio do Busted, ‘como nos velhos tempos’. Eu respondi que minha lealdade agora é à outra banda!” – disse, colocando a língua de lado, como se tivesse dado A melhor resposta do mundo!
“É, sis... seria uma boa maneira de escapar dele se...”
Mas o celular dela tocou de novo, interrompendo a amiga.
“Hahaha, então isso é um sim! O ensaio é junto, baixinha! No Wonderland... te vejo lá! ; ) Beijos...”
“É sis... sofreu!” – Era visível na expressão de que Charlie tinha contado pra ela o “porém”.
“Sofri grandão!”
Mas o assunto foi cortado por um Danny lindo e cheiroso saindo do banheiro mais esfumaçado de que se tem notícia.
“Abriram a porta do céu!” – Disse para zuá-lo.
Ele pulou na cama e se deitou em cima dela.
cobriu o rosto pela terceira vez.
“Se vocês quiserem privacidade, eu saio!”
“E apaga a luz quando passar pela porta?” – Pediu Danny, levando outro tapa da namorada.
“Babaca!”
Quando chegou ao Wonderland com Danny, - que tinha ido para casa e viria com Tom - ainda não tinha chego.
Ela entrou no lugar vazio e riu. Como a boate era estranha à luz do dia!
“Mr. Wonder!” – Ela soltou a mão do namorado e foi cumprimentar seu novo amigo.
“Oi, minha querida! Como está? Então deu certo, você voltou com o guitarrista!” – Ele disse sorrindo e lançando um olhar a Danny que cumprimentava os garotos que já estavam lá.
“Sim! Mas eu arranjei uma confusão imensa!”
Ele riu.
“Foi engraçado. Johnson ficou realmente bravo com a sua... audácia!”
“Prometo nunca mais dar trabalho! Bom, vou ver o que os rapazes estão aprontando! Muito obrigada de novo, Mr. Wonder!”
Ela foi andando até o palco, onde todos os garotos menos Tom estavam.
“Boa tarde, bandas!”
“Boa tarde, empresária!” – Disse Harry abraçando-a.
Ficaram conversando quando Tom e finalmente apareceram.
“Desculpa o atraso! E aí pessoal?” – Tom estava animadíssimo, com os olhos naquele brilho intenso.
entrou meio desconsertada e não olhou nem pra Charlie e nem pra Dougie.
Logo os meninos do McFLY estavam passando suas músicas no palco enquanto Matt e James andavam de bicicleta pela pista de dança. estava de pé no suporte das rodas de trás da bicicleta de James.
“Cara, essa música é muito boa!” – Disse ele, passando perto do palco.
Os garotos tinham acabado de tocar Please Please.
“É... pergunta pro Harry porque ela foi escrita!” – Disse Tom, mexendo em sua guitarra.
“Tem uma história por trás então? Conta aí, dude!” – Matt pediu.
Harry riu e coçou a cabeça:
“É uma garota com quem eu fico de vez em quando... o nome dela é Julia, mas a chamamos de Lindsay, porque ela parece a Lindsay Lohan...”
“De vez em quando!” – Zombou Danny. Recebeu uma baquetada nas costas. Foi até lá revidar, mas Tom o pegou pelas costas da camiseta.
“Vamos ensaiar, cara!”
“Você acaba com a graça das coisas, Fletcher!” – Disse Danny fingindo estar bravo, mas voltaram a ensaiar.
estava sentada num banquinho na frente do palco e olhava para Dougie. Ele parecia concentrado em não olhar para ela, sempre desviava.
“Oi linda!” – se assustou com a mão de alguém em suas costas.
“Oi Charz! Como vai?”
“Bem! Como passou de ontem?”
“Bem também...” – Ela sorriu e virou o rosto para os garotos que ainda tocavam. Charlie se sentou ao seu lado.
“Eles são bons!”
sorriu. Tinha tanto orgulho dos meninos!
“Eles são ótimos!”
“São, são sim... hey! Você vai na After na casa do James, né? Teremos que comemorar!”
“Claro!”
Charlie colocou as mãos sobre as mãos dela que descansavam nas pernas e sorriu.
Ela podia até ter descoberto que gostava mais do Dougie, mas Charlie com certeza fazia as coisas não serem assim tão simples.
“Como foi ficar fora tanto tempo, viajar tocando com a sua banda?”
“Foi tão legal... a gente aprendeu tanto! E as pessoas, elas gostam da gente! Depois dos shows algumas vinham falar com a gente...com a gente mesmo, sabe? E não com a banda principal...”
“Tenho certeza que sei por que as menininhas vinham falar com você!” – Ela não se segurou, fazendo o rir.
“Ciúme?”
“Não, é só uma constatação...”
“Também tenho ciúmes deles!” – Ele apontou os meninos em cima do palco com a cabeça. Foi a vez de rir. – “É sério! E a culpa é da sua mensagem de hoje de manhã. Percebi que perdemos duas fãs. Claro que uma delas tem um significado diferente pra mim, né?” – Ele apertou as mãos dela delicadamente.
“Vocês não perderam... mas estão dividindo agora...”
“Desigualmente!”
“Hey, quem foi que saiu da cidade?!” – perguntou fingindo estar ofendida.
Charlie riu.
“É verdade! Queria poder ficar mais tempo aqui...”
queria concordar, mas não pode. Só sorriu.
James continuava andando de bicicleta pela pista com , que ria descontroladamente.
Ela nem tinha percebido também que os garotos do McFLY agora colocavam seus instrumentos de lado para a segunda passagem de som.
“Acho que tenho que ir pra lá... promete que vai ficar aqui vendo?” – Disse Charlie.
bateu continência.
veio se sentar, ainda rindo, ao lado da amiga.
“Sis? Tudo bem? Tá com uma carinha...”
“Mais ou menos... tem After na casa do James hoje...”
“Ele me contou! Mas o que te aflige?”
riu.
“Charlie...”
“Ué, mas você disse...”
“Tudo fica menos certo quando ele tá perto...”
concordou com a cabeça e seguiu o olhar da garota, que não estava no alvo da conversa. Dougie e Harry se estapeavam por algum motivo do outro lado da pista.
“Mas ao mesmo tempo....” – começou.
“...ao mesmo tempo, queria voltar a falar com o Dougie... ele nem me olhou hoje, sis! Ele já sabe de ontem, certeza!”
“Não duvido, quando eu cheguei estavam todos aqui... menos o Tom e o Danny. O James sabia, né?”
“Ele viu...”
“Então...”
“Merda!”
estava se olhando no espelho pela milésima vez. Estava com uma saia xadrez, meia calça escura e uma blusinha preta de manga cumprida e lisa.
“Está linda!” – Danny estava parado na porta. Também estava lindo, com uma de suas camisas xadrez, usava uma gravata preta com ela e uma calça um pouco mais apertada do que as que ele usava normalmente.
“Se você já não fosse meu, eu teria que te conquistar hoje de qualquer jeito!” – A garota disse se aproximando do namorado.
“De qualquer jeito?” – Ele perguntou malicioso. – “Porque, sei lá.... de repente eu me sinto meio desinteressado... você sabe como eu gosto da vida de solteiro e tudo...”
Danny abriu os braços para abraçá-la.
“Você não presta Danny Jones! Não vale nada!”
“Você já me disse isso uma vez.... mas continua aqui!” – Ele deu um beijo no pescoço dela.
“Quero ver quanto tempo você agüenta namorando, fiz uma aposta com a ...”
Ele riu e continuou beijando-a.
“Apostou alto?”
“Confio no meu taco!”
“Eu também confio...”
Ela riu e desejou que tivessem algum tempo ainda até irem pro Wonderland.
“Estamos atrasados, lindo!”
“Uhum...” – Ele parecia resistente em sair dali, também estava.
O clima, porém, foi totalmente interrompido pela tosse forçada de Mrs. , que subia as escadas fazendo mais barulho que o necessário.
“Vamos indo, então?” – Danny disse com a voz mais recomposta que conseguiu.
“Vamos, vamos! Ainda temos que passar e pegar a e o Tom” – Encontraram a mãe dela na metade do caminho. – “Tchau mãe!”
“Tchau, Mrs. !”
“Tchau crianças!” – E foi pro quarto balançando a cabeça.
Danny buzinou entre a casa dos Fletcher e a dos . Tom saiu quase pulando de casa, o rosto demonstrando todo seu nervosismo. E felicidade. Ele usava uma camisa branca que ficava perfeita nele. demorou um pouco mais. Ela também estava linda, com uma saia preta e um casaco caramelo. Tom assobiou da janela, fazendo-a rir.
“Vocês querem aparecer mais que a gente!” – Danny disse, assim que a garota entrou no carro.
“A gente tem que estar bonita e bem vestida, pra ninguém falar: ‘Eles namoram aquelas ali? Muito feia pra eles!’ É o tipo de coisa que deixa a auto-estima lá embaixo!” – Explicou .
“E você hoje está de namorada do Dougie ou do Charlie, ?” – Danny perguntou, levando um senhor tapa da namorada.
“Fica quietinho pra gente gostar de você, Dan!”
olhou pelo vidro em silêncio e se lembrou que já tinha dito isso pra Dougie uma vez. De repente queria fugir para casa. Tom pegou sua mão e deu um beijinho nela, olhou e sorriu para ele.
“Calma!” – Ele disse baixinho.
Ela beijou a mão dele também.
“Amo você, sabia?”
“Chegamooooooos!” – Danny gritou, estava muito empolgado.
“E o melhor! Somos VIP hoje, sem filas...” – Tom contou animado também.
Eles desceram no carro e encontraram Harry e Dougie parados na traseira do carro do primeiro.
“É pessoal... chegou a hora!” – Disse Harry, parecendo o menos nervoso de todos.
“Onde estão James, Matt e Charlie?” – Perguntou Tom, olhando em volta.
“Já entraram, a gente ficou esperando vocês.” – Contou Dougie, que parecia mais hiperativo do que o normal. É lógico que estava meio mal por causa de , mas aquele era O show! Agradeceu mentalmente ter mais em que pensar, ela estava muito linda!
“Então vamos!” – Danny sorriu e passou o braço pelas costas de , conduzindo-a.
Eles entraram por uma porta lateral, onde havia uma lista V.I.P. Estavam se sentindo a última bolacha do pacote!
Wonderland estava bem cheia. Eles logo desceram e encontraram os meninos do Busted num camarote. Cheio de pessoas que eles desconheciam, a maioria garotas.
“Meu, olha quanta gente aqui!” – Matt tentava passar por todo mundo para falar com os seis.
“Tô vendo... hey Danny, vamos até o bar, pegar umas cervejas!” – Tom obviamente não conseguia ficar parado.
Os dois saíram e Matt abriu a correntinha, permitindo que os outros entrassem.
e logo se esqueceram de tudo e começaram a dançar, fazia tempo que elas não se concentravam só em escutar a música e se mexer...
Começou então a tocar “Forever”, do Chris Brown.
Danny entrou no camarote nessa hora, parou para olhar sua garota e sorriu. , ao virar a cabeça, percebeu e parou também...Danny estava a alguns metros, segurando uma garrafinha verde e mostrando todos os dentes. Tão lindo! Ela andou até ele cantando a música. [ Tradução ]
“It's you and me
Moving at the speed of light into eternity, yeah
Tonight is the night
To join me of the middle of ecstasy
Feel the melody and the rhythm of the music go 'round you
Go 'round you
I'ma take you there... I'ma take you there
So don't be scared when I'm right here, baby
We can go anywhere.. go anywhere
But first it's your chance to take my hand come with me
começou a dançar mais perto de Danny, olhando diretamente para ele e cantando. A letra fazia muito sentido...
It's like I waited my whole life for this one night
It's gonna be me, you, and the dance floor
'Cause we only got one night
Double your pleasure, double your fun
And dance forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
(Forever)
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever on the dance floor
Feels like we're on another level, girl
Feels like our love's intertwined
We can be two rebels
Breakin' the rules me and you, you and I
All you gotta do is watch me
Look what I can do with my feet
Baby, feel the beat inside
I'm drivin' you can take the front seat
Just need you to trust me
Girl... girl... girl
It's like I...
Danny continuava segurando a garrafinha sem se mexer, tinha perdido o fio do raciocínio...
It's like I waited my whole life for this one night
It's gon be me, you, and the dance floor
'Cause we only got one night
Double your pleasure double your fun
And dance forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
(Forever)
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever on the dance floor
It's a long way down it's so high off the ground
Sending for an angel to bring me your heart
Girl where did you come from?
Got me so undone
Gazing your eyes got me saying
What a beautiful lady no ifs ands or maybes
I'm realeasing my heart and spirit amazing
There's no one else that matters you love me
And I won't let you fall girl, let you fall girl ohhh
Ohh..ohh.. ooh yeah
I won't let you fall let you fall let you fall
Ohh ohh yeah yeah
Yeah yeah
It's like..
It's like I waited my whole life for this one night
[one night]
It's gon be me, you, and the dance floor
'Cause we only got one night
Double your pleasure double your fun
And dance forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
(Forever)
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever on the dance floor
Ohh.. oh.. oohhohohohh
Ohhh.. yeah
Forever ever ever ever
Forever ever ohhh”
chegou mais perto e deu um beijinho em Danny, que estava mumificado no lugar. Ele chacoalhou um pouco a cabeça e passou os braços por trás da namorada.
“Caracas, acabei de descobrir como é estar hipnotizado!”
riu e abraçou-o.
“Sabe o que é mais engraçado?” – Ele continuou. – “Essa é realmente a noite que eu esperei, sei lá, toda minha vida... é só um show idiota, mas eu... é tudo perfeito!”
“Não é um show idiota, é o começo de tudo!”
“É... é o começo de tudo...”
Um sorriu para o outro, transmitindo uma alegria palpável, e se beijaram.
“Ah não! Se larguem um pouco vocês dois! Olha que eu jogo água fria!” – James chegou separando o casal, como se fosse uma briga.
gargalhou, apertou o queixo de Danny e voltou para dançar com .
Dougie estava sentado, autista como sempre, olhando-a. Queria tanto ainda estar com ela, poder abraçá-la. O clima entre os dois estava ainda mais estranho agora que Charlie estava por perto.... suspeito...
“Hey dude... se anima!” – Harry deu um tapa na cabeça do amigo. Viu pra onde ele olhava. – “E sai dessa, vai... nunca vi você encanado em uma garota desse jeito.”
“Ela e a mudaram muita coisa por aqui, né?” – Dougie disse, pensativo.
“Se mudaram! Se alguém me dissesse em junho que, dali a quatro meses, Danny estaria namorando eu ia rir na cara da pessoa... Logo quem?!”
Dougie riu também.
“Bandaaaaaaas!” – Matt gritou. – “E imprensa!” – Ele completou olhando pra e . – “Camarim nooow!”
Todos se olharam excitados e saíram juntos em direção à pequena porta ao lado do palco.
“Cara, tenho que ir ao banheiro!” – Tom saiu correndo, pela terceira vez.
“Meu, dá um barbante pro Tom!” – Dougie zombou, estava sentado em cima da “penteadeira”.
andava entre eles com a câmera na mão. segurava uma escova de cabelo, fingindo ser a repórter.
“ ao vivo do camarim do Wonderland, com imagens exclusivas do encontro histórico entre McFLY e Busted.”
Ela foi andando até Harry.
“Estamos aqui com o sex simbol Harry Judd, o baterista do McFLY. Descreva com uma palavra a noite de hoje, Harry.”
“Épica! Não existe uma palavra melhor!”
riu.
“Que foi? É uma noite épica mesmo!”
“Desculpa, eu só achei a palavra... exótica!”
“, você é a câmera girl, você não fala!” – Dougie gritou, de onde estava.
e foram até ele.
“Voltamos ao vivo ao backstage do show do ano com o baixista Dougie Poynter. Dougie, qual sua música favorita do McFLY?”
“Surfer babe...”
o olhou com cara de interrogação, baixou a escova.
“Que música é essa, anormal? Essa música não existe!”
“Existe sim, fará parte do nosso próximo álbum!”
Ela se recuperou, achando que era uma brincadeira do garoto.
“Novidades sobre o próximo CD da nossa banda preferida, você só confere aqui!”
E piscou para a câmera.
“Me entrevista! Me entrevista!” – Danny acenava, com um sorriso enorme.
“Vem aqui então!” – chamou.
O garoto se prostrou em frente à e ao lado de .
“Daniel Jones, senhoras e senhores! Danny, qual é o seu conselho aos jovens aspirantes a músicos?”
“Meu conselho para os jovens inspirantes... ih, não!”
“Aspirante! Não inspirante, besta!” – Tom tinha saído do banheiro.
“Meu conselho aos jovens aspirantes a museu... não! Não!” - E soltou sua risada alta.
“Caralho, Danny! Como você é anta!” – James, que assistia a tudo, riu.
Ele respirou e tentou de novo.
“Meu conselho para os jovens inspi... oh!” – Ele fechou os olhos e se concentrou. O camarim inteiro prestava atenção.
“Meu-conselho-para-os-jovens-aspirantes-a-músicos...” – Ele comemorou, mas parou depois disso e ficou pensativo. – “Acho que não tenho um conselho.”
Todos vieram a baixo. Choveram tapas na cabeça de Danny.
“Pára, pára! Assim eu fico mais burro!”
Mas nesse momento, Johnny Wonder apareceu na porta:
“Hora do show pessoal, McFLY...”
Uma corrente elétrica percorreu os presentes ali. desligou a câmera e olhou para Danny. Estendeu a mão para segurar a dele. Estava fria como uma pedra de gelo.
“Vai dar tudo certo!” – Ela murmurou.
“Vou cantar e tocar pra você essa noite!” – Ele disse, apertando um pouco a mão dela.
“E eu vou estar lá na frente, quase explodindo de orgulho!”
Harry veio empurrar os dois.
“Fora cambada!”
Os dois se separaram. Danny subiu no palco e o contornou, para se posicionar bem na frente do microfone central. Ela olhou para o lado esquerdo e viu seu melhor amigo.
Nervoso, suando e, ainda assim, mais bonito do que nunca. Ele viu que era observado e sorriu.
“Boa sorte! Eu amo você!” – Ela falou, sem emitir som, mas bem claro para que o garoto lesse seus lábios.
“Eu também!” – Tom respondeu, os olhos faiscando.
Todos se olharam, fazendo um sinal de aprovação com a cabeça, Danny ajeitou o microfone, respirou fundo e sorriu para a platéia:
“E ae, pessoal? Nós somos o McFLY! Espero que gostem da nossa banda! Essa se chama “Please, Please”.
olhou em volta e viu que várias pessoas já cantavam a música. Aquilo era tão sensacional!
Tom não conseguia parar de sorrir. Entre Please, Please e Room on the Third Floor ele olhou para Danny incrédulo e os dois riram, enquanto Dougie contava a história romântica de como a música foi feita, como sempre.
We’re the Young começou logo depois e aproveitou a música mais animada para gravar a apresentação deles. Os meninos estavam elétricos! Dougie, que normalmente já era hiperativo, agora não mantinha os dois pés no chão por mais de 5 segundos!
“A próxima música... eu fiz pra uma garota incrível...” – Danny começou.
Nessa hora, sentiu uma cotovelada e teve vontade de vomitar ao ver quem era. Laura parou ao lado dela achando, obviamente, que ele estava falando de That Girl.
“...mas eu descobri que ela gosta de mim, então eu não vou mais pra L.A.!” – Ele disse piscando para a namorada embaixo.
Laura cruzou os braços confusa, tentando lembrar em que parte de That Girl Danny falava de Los Angeles. a empurrou para ficar bem de frente para o microfone do meio e receber todos os sorrisos e piscadinhas que Danny lhe lançava. A garota não se contentou: bateu no ombro da loira e comentou:
“Obviously é linda, fala aí! E se, além de tudo você tem o Danny cantando só pra você, a hora que quiser...”
ia dizer algo à , mas ao olhar para o lado viu que ela provocava a rival. Ainda que achasse que Laura merecesse coisa bem pior, ficou com medo das duas estragarem o show.
“Hoje não, sis... hoje não!” – Ela disse, puxando .
“É, tem razão!” – A amiga saiu de perto de Laura e voltou sua atenção pro palco.
“Foi um prazer tocar pra vocês hoje! Obrigado Mr.Wonder, valeu , valeu ...” – Tom disse, apontando as meninas.
“Liiindo!” – As duas gritaram juntas.
“Valeu Busted!” – Lembrou Danny!
“Valeu Zukie! Valeu Tom Delongue!” – Dougie disse e outros olharam pra ele. Tom riu e continuou.
“Obrigado galera! Até a próxima! Nós somos o McFLY!”
E começaram That Girl. O pior é que gostava pra caramba da música, apesar de ter sido escrita pra talzinha...ela nem sofreu e se acabou com e os meninos. Tirou milhões de fotos de Danny enquanto ele solava e dos outros garotos também. Eles nunca estiveram tão animados...
Assim que eles puseram os instrumentos de lado, o DJ começou a tocar algo enquanto o Busted não entrava. e foram correndo ao encontro dos garotos.
e Dougie nem lembraram que estavam “estranhos” um com o outro. Ela se atirou em seus braços e ele a segurou como se ainda estivessem juntos. ficou em dúvida se abraçava Danny ou Tom primeiro! Foi a visão desagradável de uma certa garota de Memory Lane que a fez decidir. Com dois passos largos e uma bundada, pulou no pescoço de Danny antes.
“Foi sensacional, lindo! Vocês arrasaram!”
“A gente conseguiu, ! A gente conseguiu!”
Os dois se beijaram e, quando finalmente se soltaram, Laura não estava mais por ali.
também não queria ter soltado Dougie, mas não demorou muito para eles perceberam que estavam a uma distância perigosa demais e se desvencilharem, tímidos. Ela agora abraçava Harry.
se virou e viu Tom de costas recebendo os cumprimentos de duas garotas que ela não conhecia. Esperou que elas saíssem e o abraçou por trás.
“Meu melhor amigo é um rockstar!”
“E está na mesma banda do seu namorado!”
“Eu posso querer mais alguma coisa?”
Ele se virou e riu. Seus olhos brilhavam ainda mais do que o normal, mais do que o humanamente possível. Eles se abraçaram e quando se soltaram, teve a impressão de que Tom estava chorando.
“Você merece!” – falou ao amigo.
Ele sorriu e deu um beijo no rosto da garota. Ela retribuiu o sorriso e foi abraçar Dougie e Harry enquanto quase jogava Tom no chão ao pular em cima dele.
Quando já haviam se cumprimentado, lembrou que tinha prometido a James que os fotografaria também e os seis voltaram para a frente do palco. Pelo caminho os meninos iam sendo parados por várias garotas. Harry ficou para trás. Danny só não ficou também porque segurava sua mão. “Namorar gente famosa é tenso!”, pensou ela.
Busted começou o show com uma música divertida chamada Air Hostess. Apesar do estilo parecido com o do McFLY, as músicas deles eram mais debochadas e também levantaram as pessoas.
Eles estavam empolgadíssimos também e, entre uma música e outra, contaram que gravariam um CD e que voltariam assim que isso acontecesse.
Antes da última música, agradeceram todo mundo, o Mr. Wonder, as garotas e o McFLY.
“Espero que tenham se divertido! Essa se chama Year 3000. Brigadão gente!” – James falou ao microfone. [Tradução]
“One day when I came home at lunchtime,
I heard a funny noise
Went out to the back yard to find out if it was,
one of those rowdy boys.
Stood there with my neighbour called Peter,
and a Flux Capacitor.
riu da letra da música e percebeu que Tom a cantava também. Provavelmente foi escrita quando ele e James ainda sonhavam com uma banda juntos.
He told me he built a time machine
like the one in a film I've seen,
yeah yeah... He said...
A garota olhou de novo para o amigo. Ele tinha essa obsessão por Back to the future desde sempre! Talvez ele já quisesse chamar sua banda de McFLY há mais tempo do que aqueles três meses.
I've been to the year three thousand
not much has changed but they lived under water,
and your great great great grand daughter,
she is pretty fine (she is pretty fine)
He took me to the future in the flux thing and I saw everything,
boybands and another one and another one ... And another one!
Triple breasted women swim around town... Totally naked!
We drove round in a time machine,
like the one in the fim I've seen..
Yeah yeah... He said...
I've been to the year three thousand
not much has changed but they lived under water,
and your great great great grand daughter,
she is pretty fine (she is pretty fine)
I took a trip to the year 3 thousand
this song had gone multi platinum,
everybody bought our 7th album.
It had outsold Michael Jackson,
I took a trip to the yeah 3 thousand
this song had gone multi platinum
everybody brought our 7th album, 7th album.
He told me he built a time machine
like the one in a film i've seen,
yeah yeah... He said...”
Os seis gritavam mais alto do que todo mundo quando o Busted acabou.
“James gatinhooooo, me dá seu telefone!” – e gritavam, zuando o amigo que atirava beijos.
tentou não olhar para o rosto ansioso de Charlie, que talvez esperasse o mesmo abraço caloroso que ela havia dado em Dougie.
Danny, Dougie e Tom subiram no palco para os seis desmontarem as coisas.
“E é lógico que o Harry deu perdido!” – Tom reclamou.
“Daqui de cima dá pra procurar ele.” – Matt disse se levantando, seu olhar parou em algo bem no fundo da pista e ele completou envergonhado. – “Achei... mas ele tá meio... hum... ocupado!”
“Novidade!” – Riu Danny, com seu humor inabalável.
Como estavam em muitos, nem demoraram muito. e foram ao camarim pegar suas coisas.
Laura aproveitou a brecha:
“Springsteen! Vocês foram ótimos! Você sabe que eu passo mal com você cantando, né?”
Danny deu um passo para trás quando ela fez menção de abraçá-lo.
“É, tem várias coisas que me faz passar mal também, Laura. Enfim... obrigado mesmo!”
Ele se virou e James segurou a risada.
“Coitada, cara! Não se trata fãs assim!”
“Fã? Essa aí é a encrenca da minha vida. Você não viu ela e a brigando numa festa!”
“Você também não, Jones. Mas eu tive esse prazer. Briga de mulher rocks!” – Dougie pulou do palco e se juntou a eles.
“Eu peguei o final...” – Danny lembrou.
“Eu não conseguia fazer a parar de bater nela.” – Dougie ria muito.
James gargalhava com a história.
“A bateu em alguém? Ela realmente gosta de você, dude...”
“Eu sei... eu também gosto dela.”
“Nunca achei que veria o dia que Danny Jones namoraria...” – Dougie colocou o braço no ombro do amigo.
“Eu já sabia que isso aconteceria no dia que voltamos da Flórida...”
Ouve uma chuva de tapas na cabeça do garoto. Pelo jeito não era só James e Dougie que ouviam a conversa.
“Seu bicha!” – Falou Charlie.
As meninas voltaram e James pareceu se animar ainda mais.
“Festa! Comemoração! Bourne’s House!”
“Quem mais a gente vai chamar?” – Charlie disse olhando em volta.
“Todo mundo!” – James estava fora de si. – “Hey, festa na minha casa agora, aparece lá!” – Ele falou se virando para uma roda de garotas que concordaram e sorriram maliciosamente para ele.
Eles foram se encaminhando para a saída e duvidou que chegassem ainda de
madrugada à porta com James parando para anunciar a festa para todo mundo.
“O Harry!” - Lembrou Tom.
“O Harry!” - Os outros gritaram juntos.
Mas com a divulgação geral de James, Harry vinha atrás de todos segurando a mão de uma moça. Não, não era uma das retardadas do colégio. A menina devia estar na faculdade já. E era linda!
Houve um olhar de aprovação dos outros quatro garotos simultâneos.
“Não tem como não invejar o Harry!” – Danny soltou.
“Opa, obrigadão aí!” – disse soltando a mão dele. – “Vai lá perguntar se ela não tem uma amiga...”
“Posso?” – Ele disse, só para provocá-la. Mas ficou com medo da expressão da namorada. – “To brincando, meu amor...”
A abraçou por trás e logo já tinha desmanchado a cara de brava.
“Hey você...o que achou?” – Charlie deu uma passada larga e alcançou .
“Bem legal...as letras de vocês são hilárias!”
“Que bom que você gostou...”
“Quando vocês vão embora?”
“Amanhã à tardinha.” – Charlie parecia não gostar muito da idéia. – “Vou sentir saudade!”
“Eu também....” – agradeceu mentalmente eles terem chegado aos carros.
Tinha medo de onde aquela conversa podia chegar.
Houve uma muvuca básica pra decidir quem ia com quem, mas logo estavam todos dentro dos carros. Como Harry estava acompanhado, Dougie foi no carro de Matt, com Charlie e James. Ele ia na frente e James e Charlie gritavam dos vidros traseiros convidando as pessoas para a festa.
“E aí, vai pegar a de novo hoje?” – James perguntou ao amigo a seu lado, não se preocupando em manter a voz baixa.
Charlie olhou o perfil do rosto de Dougie, que tinha ficado paralisado.
“Hum... não sei...”
“Acho que ela ainda curte você, cara! Quer dizer, ela era louca por você quando a gente foi embora e...”
Palmas para James Bourne! Dougie virou o rosto para a janela e permaneceu calado, mesmo quando o assunto mudou para o show que tinham acabado de fazer.
Ele não conseguia acreditar naquilo! Como assim “ela AINDA curte você” e “ela era louca por você quando a gente foi embora”? E porque ninguém tinha contado a ele que os dois tinham ficado no dia anterior? Se ele não tivesse bebido tanto e passado mal... bom, isso não mudaria nada. Ele só teria visto e não descoberto desse jeito.
Quando chegaram à casa dos Bourne, Dougie pensou rapidamente se não deveria ir embora... não teve essa opção, porém. Danny o puxou para dentro assim que ele abriu a boca para o soltar o “..porque eu não estou me sentindo muito bem!”
“Que ir embora o que? Nós somos os reis dessa festa, pequeno lagarto!”
Ele desistiu da ideia e entrou na casa.
Não demorou muito e o primeiro andar se encheu de gente e com o som da música. Charlie surgiu com uma tequila que foi discretamente bebida apenas pela “diretoria”, como ele disse.
bebeu uma e seu estômago já a avisou que se houvesse outra daquela, ele entraria em greve permanente. Ela resolveu tentar algo menos alcoólico e partiu para uma cerveja. Só não queria ficar sóbria. De repente ela tinha reparado que Dougie tinha voltado àquela estranheza da tarde e, pior, parecia puto com alguma coisa.
“Hey, não conhecia aquele baixo rosa... é novo?” – Ela tentou puxar assunto com ele. Porém Dougie fingiu que não ouviu e saiu andando em direção à sala.
e Danny pareciam estar competindo quem bebia mais tequila. Mais estavam perdendo facilmente para James, que já andava - de novo - só de boxers pela casa.
“Que é? Tô na minha casa!” – Ele gritou para Tom, que ria da cozinha.
Harry tinha sumido com a moça e Matt, Tom e Charlie jogavam conversa fora.
voltou rindo da sala com Danny.
“Onde vocês roubaram aqueles móveis? Ontem não tinha sofás e mesinha de centro...” – Ela disse alto, segurando a mão do namorado que dançava ao ritmo da música.
“James achou no quartinho lá de fora. Foi o que a mãe dele não conseguiu vender... Precisávamos de um ambiente legal para a festa, né?” – Matt explicou.
não tinha ouvido uma palavra. Mantinha uma mão na orelha esquerda e se agachou para olhar o chão.
“O que foi?” – Danny se curvando um pouco também perto dela.
“Perdi meu brinco...” – Ela disse baixo.
“Perdeu o que?”
“Puuuuuta que pariu, perdi meu brinco!”
“Calma , a gente acha, vamos ver se não tá lá na sala...” – Danny disse. A garota se levantou com tudo e bateu a cabeça no queixo do namorado.
“Puuuuuuuta que pariu, machuquei o Danny!” – Ela disse colocando a mão onde havia batido.
“Não, não, tá tudo bem!” – Ele não estava mais muito sensível. – “Vem procurar seu brinco!”
“Tom, cadê a ?” – se virou na porta da cozinha.
“Puuuuuta que pariu, perdi a !” – Matt a imitou, fazendo a garota rir.
“Não, é sério! Cadê ela?”
“Deixa que eu procuro!” – Charlie saltou da bancada da cozinha e saiu atrás de e Danny.
tinha sumido de verdade. Charlie a procurou nos quartos, na sala, na cozinha... Quando já estava desistindo viu uma sombra na porta de vidro que dava para a varanda.
“Achei você!” – Ele disse para a garota, que estava sentada no chão olhando para o céu.
“Oi Charz!” – Ela tentou disfarçar a cara triste. Sabia o provável motivo pelo qual Dougie a estava destratando, mas não entendia porque ele tinha piorado se já sabia desde a tarde.
Chalie se sentou ao lado da garota. Tirou o iPod do bolso e procurou uma música.
“Queria que você ouvisse essa música. Eu lembrei de você... da gente... a primeira vez que ouvi...”
pegou os fones meio em dúvida. Charlie se levantou e disse que buscaria bebidas para os dois. Ela chegou a pensar na possibilidade de fugir, mas não queria se levantar e tinha certeza que não ficaria com ele hoje. Não havia motivos, então.
Olhou o display do objeto antes de dar play. Ele dizia “Like a star – Corinne Bailey Rae”. [Tradução]
“Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands,
Honor to love you,
Still I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
We do it all the time,
blowing out my mind,
riu com a letra. Era muito fofa, mas não a fazia lembrar-se de Charlie, mas sim de Dougie.
You've got this look I can't describe, (ela riu de novo)
you make me feel like I'm alive,
when everything else is a fade,
without a doubt you're on my side,
heaven has been away too long,
can't find the words to write this song
Of your love,
Still I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
Yeah.....
I have come to understand,
the way it is,
It's not a secret anymore,
'cause we've been through that before,
from tonight I know that you're the only one,
I've been confused and in the dark,
now I understand,
Yeah-yeah
Charlie não sabia o que tinha feito ao pedir que ela ouvisse a música. Ela realmente tinha acabado de entender a burrada que tinha feito. Era Dougie! Dougie o tempo todo! Era dele que ela sentia falta, das idiotices dele!
Oooh......Ooohhhh..
I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
I wonder why it is,
I won't let my guard down,
for anyone but you
we do it all the time,
blowing out my mind,
Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands.”
Ela retirou os fones e se levantou, iria falar com Dougie. Pedir desculpas, fazer o que fosse preciso.
Como se estivesse adivinhando, o garoto abriu a porta. Estava com uma cara péssima também.
“Dougie! Era você mesmo que eu ia procurar! Eu acabei de ouvir uma música e...” – estava mais animada do que estivera a noite toda.
Ele apenas balançou a cabeça e a interrompeu.
“Você ficou com ele! Ficou com ele um dia depois de conversar comigo! Muito de caso pensado! Nunca pensei que você faria uma coisa dessas!”
fez cara de horror.
“Não, Dougie, não! Eu terminei com você pelo motivos que eu te disse! E... e... eu tava confusa porque o Charlie tava chegando, mas...”
“Viu?! Eu sabia, não podia ser só por causa daquilo!”
“Não podia? Se eu me lembro, você concordou com tudo que eu disse aquele dia!”
“Eu queria o melhor pra você...por mim a gente continuaria ficando numa boa...”
“Porque pra você as coisas sempre são muito fáceis! Namorar, não namorar...dane-se!”
“A culpa é minha se a gente não namorava então? Porque era, com certeza, algo que você sempre quis!”
“Não tô falando isso! Nunca disse...eu te falei que não dava certo porque NÓS DOIS não queríamos namorar...”
“Mas tá jogando a culpa em mim agora...”
“Não tô jogando nada em você! Eu ia pedir desculpa, seu imbecil!”
“Sabe de uma coisa? Se você tivesse ficado com ele sem terminar comigo, eu teria perdoado! Teria sido um deslize...algo sem importância. Mas você fez de caso pensado! Queria estar livre quando ele chegasse!”
“Eu queria colocar meus pensamentos em ordem!”
“Espero que tenha conseguido e espero que tenha escolhido o Charlie porque eu sou carta fora do seu baralho já!”
Dougie saiu como um furacão, deixando sem palavras.
O silêncio repentino foi quebrado pelo som que vinha dos fones de ouvido seguros na mão de , a música, que estava no Repeat, agora cantava:
“I don't argue like this, with anyone but you…”
A garota teve vontade de jogar o iPod na parede, mas teve uma idéia melhor. Tinha que sair dali antes que Charlie voltasse. Dougie ia achar que eles ainda estavam juntos.
Colocou o aparelho no bolso e foi para sala. Se deparou com a única cena e as únicas pessoas que a fariam rir nesse momento:
dançava (lê-se pulava) em cima do sofá, já descalça. Danny ao seu lado, fazia os passinhos de sempre, com a calça levantada até perto do peito. O mais animado, porém, era Harry dnçando na mesinha de centro ao som do seu Brazilian Funk.
“É o bonde do tigrão!” – Ele cantava. tinha absoluta certeza que ele não fazia ideia do que as palavras significavam, apenas as tinha decorado.
“Siiiiiiiiis!” – gritou do alto do sofá, pulou de lá e veio correndo ao encontro dela. Quase escorregou, porque estava de meia calça, mas foi amparada por um garoto que estava perto.
“Hey você! Tira a mão da minha namorada!” – Danny gritou do sofá, mas era impossível ter medo dele!
O garoto colocou de pé e se afastou.
“Siiis, onde você tava? Perdeu o Harry se acabando e o Danny dançando funk!”
“Eu...eu tô meio mal do estômago, sis....acho que vou embora...”
“Aaaah...” – então percebeu a cara desanimada da amiga. – “Hey, o que foi? Você não tá só com dor de estômago...”
“E você tá menos bêbada do que eu achei... senão eu ia conseguir te enganar!”
riu e abraçou a amiga.
“Amanhã eu te conto... curte por mim...”
“Não vou deixar você ir embora sozinha! De jeito nenhum...”
“Não sis, fica aí...”
“Já sei! Você fica mais um pouquinho e a gente vai embora junto...”
ia responder, mas vou içada para cima da mesa por Harry.
“Vai gata... vamos até o chão que nem eu te ensinei!”
Ela não conseguiu não rir e subiu pra dançar com ele.
“E pra ficar aqui tem que tomar tequila!”
só tinha reparado na garrafa na mão dele naquele momento.
“Não, Harry... meu estômago!”
“Larga a mão de ser mulherzinha!” – Ele foi entortando a garrafa e sentiu a garganta e o estômago pedindo arrego.
Meia hora depois, Harry tinha achado a tal garota do Wonderland e tinha sumido. Danny e se pegavam no sofá e continuava em cima da mesinha. Ela e o José. Cuervo.
“Vamos beber que amar tá difícil, colega!” – Ela dizia puxando sua nova amiga para dançar com ela. – “, porra! Você pediu pra eu ficar aqui pra ficar aí com o Danny?!”
cortou o beijo e se levantou voltando a pular no sofá. Danny fez o mesmo, mas abraçou a namorada e os dois voltaram a se beijar, agora de pé.
“Puuuuuuuta que pariu, sis! Ah não, viu?” – E virou mais tequila direto da garrafa. – “Cadê o Tom?”
A nova amiga se virou e apontou para a cozinha.
“O guitarrista loirinho? Tá ali com a Kirsten...”
“Marditããããão!” – gritou na direção do amigo que riu, mas não a olhou.
Ouviram então um barulho tremendo e elas se viraram para o sofá. Pelo jeito, e Danny tinham se empolgado no beijo e caído no chão. Os dois estavam estirados, rindo feito duas hienas.
“Seus bêbados!” – Matt surgiu gritando e deu um montinho no casal. se jogou por cima.
“Ai Jesus, eu tô de saia!” – gritou, saindo do montinho. – “Cadê o Dougie, Matt?”
“Foi embora faz tempo já! O Charlie que tava te procurando...não sei como ele não te achou aqui, em cima da mesa...”
“Eu não quero ver o Charlie! Eu quero o Dougie!” – Ela falou, mas tapou a boca assim que concluiu a frase. Matt riu.
“Vou levar vocês embora...”
“Mas já?” – perguntou, ainda no chão. Danny estava sentado com as pernas em cima das pernas dela e já demonstrava sinais de cansaço e piscava duro.
“Seu namorado tá dormindo em pé!” – O amigo retrucou.
“Ele é um bosta!” – Ela falou chacoalhando o dedo indicador, como era bem típico.
– “Acorda Danieeeeel!”
Danny a abraçou e encostou a cabeça no ombro dela.
“Tô com sono, linda!”
Matt fez cara de vitorioso.
“Eu levo vocês, vem!”
se despediu da nova amiga - que ela não sabia o nome e amanhã nem se lembraria da cara da cidadã - e saiu resmungando alguma coisa sobre Dougie. e Danny iam abraçados discutindo se ele dormiria ou não na casa dela.
“Sua vez de dormir lá em casa, !”
“Eu não avisei minha mãe...”
“Mas eu já dormi lá hoje...sua mãe não gosta quando eu durmo lá...”
“Não mesmo, mas quem liga?”
riu da sinceridade da amiga.
“Que beleza, hein, sis?”
“Tá bom então, Jones. Dorme sozinho na sua casa e a dorme na minha!”
“Não sis...minha mãe já andou perguntando se eu ainda moro em casa...”
“Cada um dorme num lugar e pronto!” – Decidiu Matt, impaciente.
“Sem graça...”
se mexeu na cama e percebeu que o mundo ainda rodava rápido demais pro seu gosto. Agradeceu ter tomado tequila de qualidade ou estaria com uma dor de cabeça de matar qualquer cidadão.
Ainda assim, o friozinho e seus 3 cobertores - que ela desconfiava terem sido colocados em cima dela por Matt e . Tinha apenas uma vaga lembrança da sua saída da casa de James e de como chegou ali na cama - estavam confortáveis demais. Ela olhou o relógio, 14h... é... tinha que levantar, pelo menos pra sua mãe ver que ela estava viva!
Checou seu celular. 2 novas mensagens. A primeira já fez seu estômago revirar:
“Hey, fujona! Não consegui falar de novo com você ontem...você tava tão empolgada em cima da mesa, hahaha...estou indo embora hoje e quero te ver antes. Pra pegar meu iPod..
; ) Beijos, Charlie”
“Sai do meu pééééé!” – A menina gritou pra tela do celular. Era exatamente isso que ela odiava em relacionamentos: Pessoas grudentas, essa vontade de ficar 25h por dia juntos...ainda que Charlie até podia ser considerado normal, ao contrário eles nunca teriam tido nada.
Mas agora ele estava chato! Não, não...ela é que estava afim de outro mesmo...tentou não pensar na briga com Dougie na noite anterior e passou para a segunda mensagem. Beeem melhor:
“Bebaaaaaassa! Tá tenso aí, sis? Aqui tá mais ou menos, hahaha...almoço em casa com o James e o Tom...como nos velhos tempos. Liga pro Tom e vem com ele! Ele tá te esperando!”
Era exatamente o que precisava! Uma tarde com os velhos amigos, rindo, falando besteira e longe de Charlie e Dougie.
Ligou pro Tom e foi zuada totalmente...provavelmente só uma amostra grátis do que aconteceria na casa de .
“E porque ninguém zoa a ? Se bem me lembro ela estava tão louca quanto eu e caiu do sofá com o Danny!”
“Ela já foi devidamente zuada por isso!” – Tom ria descontroladamente. – “Mas então, linda...tá pronta? Vamos?”
“Me dá 15 minutos?”
“Claro...te espero no carro...”
Meia hora depois - demorou um pouco mais do que previra -, eles chegaram à casa de . A garota abriu a porta toda risonha. James veio atrás dela pra cumprimentar os dois.
“Ebaaaa... como nos velhos tempos! Acho até que a gente devia jogar Banco Imobiliário!”
Os dois entraram e foram todos para a cozinha.
“A tá fazendo macarrão...como não?!” – Contou James, em tom de gozação.
“E ela sabe fazer outra coisa?” – Tom perguntou.
“Nossa gente...” – Ela disse em um tom magoado, voltando a olhar a panela.
“Cade sua mãe, Jones girl?” – Tom se sentou a mesa, folheando o livro de receitas.
“Na casa da minha vó...por isso chamei vocês, ia almoçar sozinha...”
“E o Danny?” – James quis saber.
“Morreu...”
“Credo !” – Disse rindo. Ela estava na bancada ao lado do fogão comendo pedaços de tomate que a amiga havia picado.
“Acho que está em casa...o pai e a irmã pelo jeito estão aí...”
“Pára de andar com o Tom, ...você tá sozinha em casa e chama a gente? Pelo amor de Deus!” – James zombou, fazendo as garotas rirem.
Tom ficou procurando algo para jogar nele, mas não encontrou nada a não ser um pano de prato - muito leve - e uma fruteira - muito pesado -.
10 minutos depois, anunciou que o almoço estava pronto. James ameaçou sair e comer no McDonald’s e Tom disse que não estava com fome - sua barriga havia roncado alto uns dois minutos antes, alto o suficiente para ouvir -.
“Vocês não querem comer? Por mim, tá tranquilo...sobra mais!”
“Quaaaanta hostilidade! Vou comer só pra não perder a amizade!” – James falou a caminho do fogão. Parou para fazer cócegas em .
“Palhaço!”
Por incrível que pareça, o macarrão estava realmente bom e eles passaram um tempo sem falar muito.
colocou os meninos para lavar louça enquanto, com a desculpa de achar o Banco Imobiliário, subia pra conversar com .
“Alguém aqui passou o almoço todo quieta demais...e não fui eu!” – tentou.
colocou as mãos nos bolsos do casaco e encolheu os ombros.
“Ah, sis!” – Ela disse numa voz fraquinha. – “Eu fiz tudo errado ontem!”
a abraçou e caiu no choro.
“Nós brigamos ontem... ele sabe que eu fiquei com o Charlie sexta! Eu não posso falar nada, fazer nada! Como eu vou convencer ele que não foi de caso pensado, se de certa forma foi?”
“Claro que não ! Você não terminou com o Dougie só pra ficar o Charlie! Você nem achava que ia ficar com ele!”
“Mas foi por causa do Charlie... e eu não contei pra ele! Como você disse, sis, nós somos muito iguais...eu estaria puta no lugar do Dougie também... então eu sei como ele se sente: como se tivesse sido feito de idiota!”
“Mas, e agora?”
“Agora nada! Eu vou pedir desculpas e desencanar...e esperar tudo voltar a ser como era.”
abraçou a amiga mais forte, tentando acalmá-la. secou os olhos e tentou parar de chorar.
“Temos que achar o Banco Imobiliário... você não tem medo do Tom e do James colocarem fogo na sua casa?” – Ela disse, já mais calma.
“Se eles ainda não colocaram, acho que não colocam mais... mas, eles estão muito quietos mesmo... ISSO é novidade!”
As duas desceram e o motivo pro silêncio foi explicado. James e Tom encontraram um canal em que estava passando Stars Wars.
“Acho que isso significa ‘Sem Banco Imobiliário’, né?” – disse desanimada. Os meninos nem respiravam.
“Eles só saem daí quando o filme acabar... vou ligar pro Danny... ah não, ele tá com a família!”
“Harry?” – sugeriu.
“Harry! Nosso garanhão favorito!” – pegou o celular para discar e na sala o celular de James tocou.
“Fala viado! E fala rápido que eu tô vendo Star Wars!”
Silêncio.
“Na casa da , por que?”
Tom aumentou o volume da TV, James tomou o controle dele e abaixou de novo.
“Porra cara, vai conversar pra lá!”
“Rapidinho, Charlie!” – James tirou o celular da orelha e olhou feio para o amigo ao seu lado. estava congelada. – “Tom, caralho! Deixa o volume do jeito que tá!” – Voltou ao aparelho. – “Mas porque tão cedo? Em três horinhas a gente tá lá! Vamos ficar mais... tá, tá... tô indo!”
James desligou, de mau humor. Viu que e estavam na soleira da porta.
“Matt quer ir embora. Vamos lá em casa comigo, pra gente se despedir direito...”
Na mesma hora recebeu uma mensagem. Já tinha idéia de quem era, se lembrou que tinha ignorado totalmente a outra mensagem de Charlie.
“? Tá tudo bem, pequena? Queria me despedir de você...”
Bom, a burrada era dela, não de Charlie...a única culpada era ela! Não adiantava tratar o garoto mal.
“Oi Charz! Estou indo praí com o James. Você totalmente estragou o momento Jedi dele e do Tom! Haha... beijos”
É... estava bom... entraram todos no carro de Tom, a bicicleta de James no porta-malas.
“Ainda não acredito que você o Matt trouxeram as bicicletas!” – Tom ainda não se conformava que tinham cortado seu filme.
“Era só eu atrás mesmo...”
Passaram na casa de pra ela pegar o iPod de Charlie, o que gerou uma zuação de James. Mas como ele não foi seguido nem por , nem por Tom, ele logo parou...
Chegaram à casa dos Bourne e Matt já colocava as malas no carro. Harry também estava lá...com a mesma roupa do dia anterior e uma cara de acabado.
Tom, James, e saíram do carro e cumprimentaram os garotos.
“Tá aqui já, dude?” – Tom perguntou à Harry.
“Tô aqui AINDA!” – Ele disse, passando a mão nos cabelos desarrumados. – “Minha mãe vai me matar!”
teve que admitir que mesmo meio bêbado, com o cabelo daquele jeito e tudo, Harry Judd era um dos caras mais sexys que ela já tinha visto.
“Porque tanta pressa, Willis? Vai tirar o pai da forca?” – James perguntou aborrecido.
“Quem vai dirigir à noite e com neblina mesmo, Bourne? Vai pegar suas coisas!”
O garoto rolou os olhos e entrou em casa. tirou a bicicleta dele do carro de Tom e ajudou Harry a colocá-la no outro automóvel.
Charlie apareceu na porta com a mochila em um ombro e uma barrinha de cereal nas mãos. olhou para ele e gelou.
“E aí, gente? Tudo bom?” – Ele perguntou cumprimentando todos. – “Huuum, ? Vem cá um pouquinho?”
Ela abaixou a cabeça e o seguiu. e Tom trocaram olhares nervosos.
Charlie se virou e ficou de frente para a garota, um pouco mais a frente do carro de Matt. Ele a olhou demoradamente.
“Seria egoísmo dizer que eu queria que toda essa tristeza fosse porque eu estou indo embora?”
sorriu sem graça... previa o tipo de conversa que odiava ter.
“Eu vou sentir saudade de você! E do James... e do Matt....”
Charlie alisou a bochecha dela com as costas da mão e sorriu.
“Dougie estava muito bravo ontem...James soltou no carro à caminho daqui, depois do show, que a gente tinha ficado. Mas foi sem querer, você sabe como ele é.”
“Não foi culpa dele. A culpa é minha mesmo.”
“Você gosta mesmo dele, né?”
ergueu o rosto para olhá-lo - ele precisava ser tão alto? -. Preferiu não responder a pergunta... a resposta não mudava nada. Charlie continuou:
“Me desculpa, mas eu não vou me arrepender de ter ficado com você! Eu passei a noite toda aquele dia pensando em como seria se eu não tivesse que ir embora mais...”
Complicado! Seria complicado! Pensou , mas apenas disse:
“Mas você tem que ir...eu tenho que ficar...e a gente tem que seguir em frente, Charz. Eu, você, o Dougie... hora de ir pro próximo capítulo!”
Isso era algo que estava tentando fazer a si mesma acreditar. Não precisava ter dito ao garoto.
Charlie segurou sua mão apertado e a puxou para um abraço. E ela se sentiu estranhamente segura encostada no peito daquele garoto gigante que um dia a fez chorar tanto quando foi embora. Agora ele estava indo outra vez, provavelmente mais machucado que ela.
“Boa sorte!” – disse, beijando o rosto dele. – “Quero te ver na MTV!”
Ele sorriu e a puxou de volta para onde todos estavam, sem dizer mais nada.
vinha de dentro da casa altamente estressada.
“Essa casa tá uma zona! Vocês vão deixar assim e vão embora?”
“Calma, minha filha! Uma mulher vem limpar aqui amanhã. Você sabe quem é... é a nossa empregada antiga! Ela já tem a chave mesmo...” – James disse, encostado no carro.
“Hora de ir, gente!” – Matt chamou.
Todos se despediram e os três entraram no carro.
“Vocês ouvirão falar da gente em breve! Nos aguardem!” - Charlie falou.
“Não sendo na coluna policial, dude...” – Harry zombou e os três mostraram o dedo do meio ao mesmo tempo, como se fosse coreografado.
Minutos depois só restavam Harry, Tom, e na calçada.
“E McFLY volta a ser a única banda na cidade...” – Disse Harry em tom de final de filme.
“Tem muito mais bandas na cidade...” – corrigiu.
“Nenhuma como Busted e McFLY!” – Tom interveio.
“Nenhuma como Busted e McFLY...”- disse vagamente.
Entraram no carro de Tom e foram embora. Lembrando, pelo percurso, que o garoto ainda não os tinha apresentado a tal Kirsten.
Cap.24 Love game
E finalmente ela estava aí! A Temporada de Jogos de Inverno! Little Joana era apenas um dos dez colégios da região que disputavam a taça de melhor time de hockey masculino no Campeonato Intercolegial.
, a editora chefe da seção de esportes, não teria mais sossego. As disputas ocorriam em mil cidades e ela só podia ir em algumas. Lembrava com saudade no seu primeiro ano de colegial, quando foi a todos os jogos. É lógico que todos eram dispensados nos jogos da própria escola, mas receber as resenhas mau feitas de suas “repórteres” (que prestaram toda atenção nos jogadores e nenhuma no jogo) e passar horas deixando a matéria decente faziam ter certeza que gastaria menos tempo se fosse ela mesma cobrir o campeonato.
Era o sábado do primeiro jogo que ocorreria em Little Joana. O Sol estava ali fazendo figuração, já que não esquentava nada. gritava com Barry, seu ajudante do primeiro ano, que havia perdido seu gravador.
“Porra Humpfrey! Eu dei na sua mão e você perdeu?”
e Tom vinham trazendo vários copos de chocolate quente. Os garotos tocariam no final do jogo. McFLY agora era celebridade. Wonderland só enchia se eles tocassem. O intervalo só tinha graça se eles aparecessem juntos. E os jogos...bom, os jogos ficavam ainda MELHORES se eles finalizassem cantando e tocando.
Danny, Harry e Dougie estavam sentados na arquibancada e um grupo de meninas os rodeava. Todos conversavam animadamente.
“Daí-me forças, senhor!” – disse alto, fazendo Tom rir. Ela entregou o copo que trazia pra Danny e continuou, estressada: - “Ah, não vou lá não! Entrega pro Danny e eu vou ficar ali com a .”
Passou na frente da arquibancada e ouviu a risada alta do namorado. Ele nem reparou nela. Chegou à beirada da quadra, onde gritava com Barry Humpfrey.
“Mas quem era? Como alguém te liga e você não pergunta quem é?!”
“Olha o coração, sis!” – A garota disse, entregando um chocolate quente pra ela. Barry estava quase chorando. – “Pega leve com o menino!”
“Tá tenso aqui!” – Falou , meio vagamente, procurando algo na bolsa. Virou-se para o menino. – “Tá vai...desculpa Humpfrey. Mas agora volta lá na redação e descobre quem ligou pra mim, por favor! Obrigada!”
O menino saiu de cabeça baixa e riu.
“Só você, sis! Todo campeonato é a mesma coisa!”
“E eu sinto falta da minha fotógrafa favorita!” – falou, lançando um olhar “Tenha pena de mim” para a amiga. – “Ah sis, volta? A Richards é legalzinha e talz, mas as fotos dela...”
“Aaaai sis...eu até volto na próxima temporada, se der...mas agora estou empenhada no teatro...”
E estava mesmo. Esse ano, tinha conseguido um papel de destaque. Normalmente, ajudava no roteiro e direção e ficava com um papel de figurante. Esse ano queria atuar mais do que escrever. Queria experiência em todas as áreas. Contaria para a faculdade.
Estavam falando sobre o teatro e o ensaios quando ouviram uma risada alta. rolou os olhos.
“Iiiiih, brigaram?” – olhava de Danny, na arquibancada, para .
“AINDA não...Mas eu não ia me sentar lá com eles! Das duas uma: Ou essas coisinhas iam ficar me olhando com cara de bosta ou elas iam sair de lá....me olhando com cara de bosta.”
As duas riram e encararam os quatro amigos. Viram quando Kirsten apareceu tímida no portão da quadra, procurando Tom os olhos. Ele sorriu para as garotas com eles e saiu para encontrá-la. Porque? Porque não se apaixonaram por Tom?
Danny continuava lá...super entretido no papo. teve vontade de voar na menina com a mão no joelho dele.
Outra figura feminina fez a garota olhar para rapidamente. Ela também já tinha visto e parecia MUITO, MUUUITO brava. Louise estava ao lado de Dougie e ria de algo que Harry tinha falado.
virou o rosto para a quadra, com os olhos cheios de lágrima.
“Calma, sis! Tem 500 piriguetes em cima do Danny também...” – sabia que aquilo não ajudava em nada. Tudo era diferente quando a piriguete em questão era uma ex. Lançou seu olhar pela multidão tentando encontrar alguém que faria seu dia ser totalmente perdido, mas Laura não parecia estar lá.
“É que o Harry soltou sem querer que eles tinham ficado de novo...” – passou os dedos nos olhos com raiva, evitando que as lágrimas caíssem.
“Aaah, sis...” – passou o braço pelo ombro da amiga. – “Nem sei o que te dizer!”
limpou os olhos e as duas voltaram a encarar os meninos. Tom estava um pouco afastado do grupo conversando com Kirsten. Uma garota os olhava com inveja. “Tom não é desse tipo, sua infeliz...Se deu mal!” pensou com um sorrisinho irônico, mas outra vozinha sem graça em sua cabeça riu mais ainda: “Mas seu namorado é, trouxa!”
Ao parar de brigar com o diabinho de sua cabeça, ela percebeu que conversava com a nova fotógrafa do jornal, Eleanor Richards.
“Isso, isso! Tira uma foto de cada equipe e depois fica em volta da quadra, principalmente perto dos gols...e cuidado com o puck!”
A garota saiu acenando para , que viu os jogadores entrando. Como o jogo ia começar, ela se virou pela milésima vez para a arquibancada. Viu as meninas do grupo de teatro sentadas mais para cima de onde Danny estava e se dirigiu para lá, depois de se despedir de .
“Hey!” – A garota ouviu quando começou a subir. Danny acenava todo contente e apontava para o lugar vago ao seu lado (que antes pertencia a Tom, não que ele tivesse guardado pra ela). A garota que estava com a mão no joelho dele olhava para com cara feia. “Desculpa por existir, mocréia!” – disse baixo.
Ficou parada na arquibancada pensando. Duas idéias contrárias em sua mente: Uma, era sua vontade. Queria dar um gelo em Danny. A outra era o ciúme. Ela DEVERIA sentar-se lá e mostrar pra magrela dando em cima dele quem mandava. Venceu sua vontade. Ela não conseguiria passar a imagem de casal feliz, de qualquer forma...
“Já vou!” – Ela disse pra Danny, sem sorrir, e se sentou ao lado de Elisa Simmons.
Durante os jogos observava Dougie e Louise com um aperto no peito. Viu o amigo segurando a mão dela e os dois conversando isolados dos outros. No intervalo, os garotos se levantaram e foram descendo em direção à quadra. Os instrumentos já estavam montados num palanquinho do outro do ginásio. Danny então se virou, como se procurasse algo, viu a namorada sentada com o pessoal do teatro e foi até lá.
“Oi linda! Ficou por aqui mesmo?” – Ele se sentou ao lado dela e lhe deu um selinho.
“Uhum...” – Ela respondeu de má vontade.
“Ei, que foi?” – Danny tentava olhar nos olhos, mas ela desviava. Como era difícil evitar aqueles olhos azuis implorando uma explicação!
“Ah, Danny...fala sério! Não foi nada...não foi nada...desce lá...suas fanzinhas vão morrer se você ficar aqui mais cinco segundos!”
Ele olhou para baixo e as meninas que estavam com eles olhavam aborrecidas para .
“....” – Ele começou impaciente, mas ela olhou para o outro lado. Tentou outra abordagem. – “Desce com a gente? Hey, eu não consigo cantar se você não estiver embaixo rindo de mim!”
Ela voltou a encará-lo e ele sorria. Um sorriso pidão...o sorriso que ele sabia que amolecia a namorada. É lógico que ela iria...Era o McFLY!
“Eu prometi que ia tirar foto, não prometi? Quando acabar o jogo, eu desço.”
“E vai ficar assim comigo?”
“Quando eu não estiver estressada a gente conversa...melhor...”
Danny se levantou e saiu com a cara emburrada.
“Que foi, dude?” – Harry perguntou quando os três se juntavam a Tom e Kirsten.
“A ...deu piti!”
“Mas também, você nem foi falar com ela quando ela e o Tom voltaram da lanchonete!”
“Eu nem vi a , dude!”
“Bingo!”
Danny abaixou a cabeça e continuou andando atrás dos meninos.
estava conversando com Barry perto de onde eles iam tocar e sorriu ao vê-los.
“Aeeew...se não é a banda revelação do ano! Oi Kirsten!” – Fez questão de não cumprimentar Louise, que se encontrava entre os amigos.
Kirsten passara a ser presença constante entre eles. Era uma garota tímida, mas extremamente inteligente e gentil. Parecia não acreditar na própria sorte de estar com Tom. O garoto sorria. Com certeza estava feliz...
O jogo recomeçou e foi onde todos seus amigos estavam. Chegou e parou ao lado de Harry que a abraçou.
“Vão cantar a música nova hoje?” – Ela perguntou. Eles tinham escrito uma música nova. Não era sobre ninguém em especial, mas gostava da letra.
“Nããão! Queremos estreá-la no Wonderland!”
“E quando vocês tocam lá de novo?”
“Semana que vem!”
Dougie entrou na conversa, Louise tinha ido à lanchonete.
“Festa do pijama na casa do Jones hoje?”
Harry riu.
“Que?”
“Ele que tava mandando essa agora...festa do pijama, só pra diretoria!”
Danny conversava animado com Tom. Ele e trocaram olhares e ele sorriu, como se pedisse desculpas. Ela balançou a cabeça e sorriu, abrindo a guarda. Foi recompensada logo em seguida. Danny veio até onde a garota estava e a abraçou forte, beijando-a no pescoço.
“Você usa armas desleais, Daniel Jones!”
“No amor e na guerra, vale tudo!” - Eles se separam e Danny sorriu. – “Estamos bem?”
O problema era ele sempre achar que aquelas armas resolviam tudo.
e passeavam pelo shopping no sábado à tarde. Segunda elas, jogos eram estressantes e precisavam do cheiro do lugar pra se sentirem melhor.
Comeram algo e circulavam quando viu um rosto conhecido. Um rosto bonito e sorridente conhecido.
“Oi Mark!” – Ela disse, sorrindo de volta.
“Oi Mark!” – disse também.
“Oi sumidas! Senti falta de vocês! Como estão?”
Como alguém tão simpático e fofo podia ser parente da Laura?
“Bem!” – As duas disseram juntas e riram.
pensava pra onde iria pra deixar os dois sozinhos. Apelou para o velho truque do celular.
“Mãe? Peraí, não tô te ouvindo aqui...tô...tô no shopping sim!” – Saiu, fazendo gestos de que precisava de um lugar silencioso pra falar. Era uma ótima atriz, nem a amiga desconfiou.
“E você, tenista? Continua treinando?” – Mark se virou para com as mãos nos bolsos.
“Hum...não. Escola, jornal, McFLY...não dá tempo!” – Se arrependeu de listar a banda. Ele podia interpretar mal. Por um milagre, a síndrome tinha ido dar uma volta e ela realmente queria ficar com Mark. – “E você?”
“Duas vezes por semana. E nas férias? Você devia voltar...”
“É uma possibilidade. Uma possibilidade bem boa!”
Ambos se olharam demoradamente.
“Hey, ...eu...eu estive pensando nisso há um tempo e eu não te disse antes porque a gente não se via mais...é...” – Ele passou a mão pelos cabelos. – “Você acha que nós poderíamos sair hoje? Sei lá, ir ao Wonderland ou onde você quisesse. Se você quiser sair pra jantar ou...”
“Eu adoraria! Seria...seria ótimo!” – Ela disse, meio tímida.
“Que horas eu posso te pegar? O que você quer fazer?” – Mark parecia eufórico e ansioso.
Então se lembrou.
“Ai...tem festa na casa do Danny hoje! Danny Jones, sabe? Se você...quiser ir...comigo...”
Ele abriu um sorriso enorme com a última frase.
“Pode ser! Que horas eu te pego?”
“Umas 22h, pode ser?”
“Claro!”
Ambos sorriam quando voltou com um pacote.
“Minha mãe!” – Ela disse apontando o celular. – “Queria algo pra comer...”
Era palpável o humor dos dois. sorriu.
“Podemos ir, sis?” – Ela perguntou.
“Acho que sim...até a noite, Mark!”
“Mal posso esperar!”
Eles se despediram e as garotas foram andando em direção ao estacionamento.
“Duas palavras agora ou você quer chegar ao carro?” – perguntou, fazendo rir. – “Nhééééé marditona!”
Cap. 25 Everybody loves to party on a Saturday Night
[Coloquem para carregar: Mr. Jones – Counting Crows]
dirigia para a casa de Danny já rindo do que prometia ser uma noite cheia de pérolas e que só terminaria quando o domingo de manhã (ou os vizinhos) os mandasse dormir.
Quando chegou à rua levou um choque, havia carros por todos os lugares. Ou ela tinha perdido uma parte da conversa ou a noção de quem era a “diretoria”.
Parou o carro e apoiou os braços e a cabeça no volante, pensando no que iria fazer. Não queria festa cheia de gente (lê-se cheia de motivos para brigar com Danny) e além do mais...
“Aaaaaaaaaaaaaaaaah não!” – Tom gargalhava, apontando pra do outro lado da rua. Correu pra lá. – “Que roupa é essa?”
usava seu pijama de flanela com joaninhas. Pô, não era festa do pijama?
“Vou pra casa me trocar!” – Ela disse desanimada. Provavelmente aproveitaria sua roupa e dormiria, mas Tom não precisava saber.
“Ah tá! Acha que eu sei que você não vai voltar?” – Ele abriu a porta e a puxou para fora. oficialmente odiava Tom. - “Você é a garota mais bem vestida da festa!”
Mais bem vestida era zueira do Tom, mas a mais vestida ela tinha certeza...
“E a Kirsten?”
Os olhos de Tom brilharam e ele sorriu.
“Está vindo. Ah, ...tô curtindo ficar com ela. A Kirsten não é como essas garotas fúteis que ficam atrás da gente. Ela é como você...” – Ele percebeu que tinha falado algo que podia ser mal interpretado e completou. – “...e a !”
“Você merece alguém especial...você merece tudo especial!”
Do nada, teve vontade de chorar...estava tão puta com Danny!
“Hey!” – Tom a abraçou. – “O que houve? Que carinha é essa?”
“Eu e Danny...sei lá...na verdade, o problema sou eu. Não tô conseguindo superar essa tietagem em cima dele...”
“Fala com o Danny, !”
“Vou falar, vou falar...mas agora...” – Ela se desvencilhou do amigo, meio sem vontade (como era bom ser abraçada por Tom!) e o olhou sorrindo. – “...você fica aqui, esperando a Kirsten e eu vou ver se acho meu namorado!”
deu um beijo no rosto do garoto e saiu.
O som estava alto e todos a olhavam de alto a baixo, como era de se esperar. Ela odiava aquilo, mas não tinha o que fazer. Além de tudo estava de pantufa! Que ódio de Dougie!
tinha pena da empregada de Danny que limparia tudo na segunda e imaginou pra onde ele iria no dia seguinte pra não ficar na casa medonha do jeito que estava.
Dougie estava de pé perto dos sofás conversando com uma menina que não era Louise, um bom sinal...talvez...
Ela o cutucou e ele se virou, já rindo da roupa dela.
“Já chegou bêbada, ?”
começou a bater nele e ficou até com um certo dó do garoto, estava descontando também sua raiva de Danny.
Ele continuava rindo enquanto tentava se esquivar.
“Pára, sua retardada! O que é isso?”
“Quem me disse que era festa do pijama, Poynter? Quem foi?”
Ele ria mais ainda. Dougie tentou não reparar no seu estômago despencando ao pensar que aquele era uma típica cena dele com a , e não com .
“E você acreditou? E já veio de pijama? Que coisa mais Jones de se fazer! Ai! Pára , é sério! Tá doendo!”
“Falando naquele cidadão...” – A garota parou de bater no amigo. – “Viu o dono da casa por aí?”
“Na cozinha, eu acho!”
“Ah, valeu! E vai ter volta, Poynter...me aguarde!”
Na cozinha o caos estava armado. ficou na porta, pois o chão parecia molhado e ela estava de pantufa. Em cima da mesa, cinco meninas dançavam a música que tocava alta e só então reconheceu. Era Mr.Jones. Não por acaso, havia um garoto em cima da mesa também. Um garoto e sua garrafinha de Heineken.
[< a href=http://www.vagalume.com.br/counting-crows/mr-jones-(traducao).html>Tradução]
“(...)
So come dance this silence down through the mornin'
Sha la la la la la la la yeah.. uh huh, yeah...
Cut up, Maria! Show me some of that Spanish dancin'
yeah, but, Pass me a bottle, Mr. Jones
As meninas gritaram apontando para Danny, que riu alto.
Believe in me
Help me believe in anything
'Cause I wanna be someone who believes
Yeah...
Mr. Jones and me
Tell each other fairy tales
Todos cantaram e ele começou sua dancinha típica.
And we stare at the beautiful women
‘She's looking at you. Ah, no, no, she's looking at me.’
Smiling in the bright lights
Coming through in stereo
When everybody loves you, you can never be lonely
estava ficando brava já com a falta de semancol das meninas que dançavam mais próximas de Danny do que era aceitável. Ele nem ligava, o que a deixava mais aborrecida ainda.
Well, I'm gonna paint my picture
Paint myself in blue and red and black and gray
All of the beautiful colors are very very meaningful
Yeah, well, you know gray is my favorite color
I felt so symbolic yesterday
If I knew Picasso
I would buy myself a gray guitar and play
Harry apareceu por lá e subiu na mesa também. Era uma mesa tão bonita de madeira...nunca mais seria igual!
Mr. Jones and me look into the future
Yeah, we stare at the beautiful women
‘She's looking at you. I don't think so. She's looking at me.’
Harry e Danny cantavam abraçados um ao outro.
Standing in the spotlight
I bought myself a gray guitar
When everybody loves me, I'll never be lonely
I'll never be lonely
Son, I'm never gonna be lonely
I wanna be a lion
Everybody wants to pass as cats
We all wanna be big big stars, yeah, but we've got different reasons for that
Believe in me 'cause I don't believe in anything
and I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe,yeah
Mr. Jones and me stumbling through the barrio
Yeah we stare at the beautiful women
‘She's perfect for you, Man, there's got to be somebody for me.’
Danny viu que estava ali e piscou, apontando pra ela. Mas não desceu da mesa.
I wanna be Bob Dylan
Mr. Jones wishes he was someone just a little more funky
When everybody loves you, oh, son, that's just' bout as funky as you can be
Mr. Jones and me staring at the video
When I look at the television, I wanna see me staring right back at me
Danny e Harry continuavam cantando como se fosse uma conversa.
We all wanna be big stars, but we don't know why and we don't know how
But when everybody loves me, I'll be just' bout as happy as I could be
Mr. Jones and me, we're gonna be big stars.”
O último verso foi berrado por todos. Ele pulou da mesa e, dois anos depois, se deu conta da roupa que usava. Deu uma gargalhada.
“O que é isso, ? Pára com as drogas!”
“Mas você também vai me falar isso?” – Como aquilo a irritou! – “Dougie tinha falado que era uma festa do pijama, só pra diretoria...imaginei que seríamos só nós seis. Sete...a Kirsten provavelmente viria...”
“Ia ser...mas festas grandes são mais legais!”
“Dá pra dançar na mesa com um monte de garotas, né? Parece mais divertido mesmo...” – Ela disse irônica.
Danny olhou pra ela sem entender. Cérebro do Danny + bebida = 1 km/h. Ele sorriu pra ela e mudou de assunto.
“Vem beber comigo, linda?”
“Não vou entrar nessa cozinha imunda! Tô de pantufa!”
“Eu carrego você então!” – Danny a pegou no colo ( se odiou por gostar tanto do garoto, por ficar zonza só por estar encostada nele, sentindo seu perfume) e a colocou sentada no balcão da pia.
“Pronto, princesa...você sabia que fica muito sexy nesse pijama?”
Ela não queria sorrir, não podia sorrir! Mas que droga, nem ficar brava com o namorado ela conseguia?!
“Só não fui pra casa porque o Tom não deixou...”
e Mark conversavam na sala com um das meninas que trabalhavam no jornal. O garoto estava realmente bonito e quase não conseguia tirar os olhos dele. Eu disse QUASE...
Do outro lado da sala Dougie e Louise estavam de mãos dadas conversando com Kirsten e Tom. Tom traidor!
“Vamos ver o que tá pegando na cozinha?” – perguntou. Mark fez que sim com a cabeça e eles saíram lado a lado.
“Quem é aquele, dude?” – Dougie deu uma cotovelada em Tom e perguntou baixo, quando Louise não estava prestando atenção.
“Aquele quem?”
“O figura com a ...” – Tom lançou um olhar perplexo para o amigo. – “Que foi? É só uma pergunta!”
“Ah! Sei...” – Ele falou segurando o riso. – “É o Mark...trabalha na Piece of Paper.”
Não era bem essa a informação que Dougie queria.
encontrou e Danny sentados perto da pia e riu do pijama da amiga.
“Como assim, sis?”
“Tô pronta pra dormir já!” – A versão real da história era longa.
“Ah, Danny esse é o Mark! Mark, Danny!” – os apresentou, ainda rindo.
Os dois se cumprimentaram e ficou pensando se eles já se conheciam antes, por causa de Laura.
Ficaram os quatro conversando até que chamaram Danny porque alguma coisa tinha sido quebrada na sala.
“Já volto!” – Pulou do balcão e escorregou no chão nojento da cozinha. Mas era o Danny, ele só fez gargalhar enquanto o ajudava a levantar. Saiu falando sozinho: – “Aaaai, tô muito bêbado!”
“E lá fora, sis? Tem alguma coisa?”
“Não fui lá, mas acho que sim...”
“Vamos lá?” – convidou. a olhou com uma cara de “vão só vocês dois, porra!”
“Tô de pantufa!” - Ela disse levantando o pé.
A amiga captou a mensagem e saiu com Mark.
Lá fora, o som era um pouco mais baixo. nunca tinha ido ao quintal da casa de Danny, era lindo!
Mark, delicadamente, juntou seus dedos aos de . Os dois se olharam e sorriram.
“Tô feliz de você ter aceitado sair comigo!” – Ele disse, tímido.
“Eu também!”
“!” – Harry gritou, do outro lado do quintal. Maldito Judd e sua mania de interromper os momentos ternurinha da garota!
Ele foi andando até ela e cumprimentou o garoto ao seu lado.
“Encontrei um amigo seu no supermercado e trouxe pra cá!”
o olhou curiosa.
“Que amigo?”
Harry levantou as mãos e pode ver uma garrafa de José Cuervo.
“Só você!” – Ela ria.
“Vem, vamos beber!”
“Aaaahn, Harry? Fica pra outro dia!”
“Ah não! Vem! Você também, primo da Laura!”
Ele precisava lembrar o maior defeito de Mark justo agora?
Os três foram até onde estavam os limões e o sal.
Já estavam colocando o sal na mão quando uma garota loira surgiu na porta da cozinha. Ela acenou para Harry, que saiu sem dizer nada. Bem a cara dele!
“Olha esse Harry! Abandonou a gente...com o José Cuervo!” – disse, balançando a cabeça.
“...você conhece o jeito tenista de tomar tequila?”
Ela o olhou com interesse.
“É uma ordem diferente...quer que eu te ensine?”
Ela concordou e Mark deu um sorriso maroto.
“Então...é bem fácil! A ordem é sal, tequila, limão e...um beijo...”
A garota riu, tímida.
“O que você acha?” – Ele perguntou, inseguro.
“Acho bem interessante...” – mordeu o lábio, olhando o garoto ficar de frente pra ela.
Melhor tequila que já tinha tomado!
“Toooom, me tira daqui?” – falou quando viu o amigo surgindo na cozinha. – “O Danny sumiu, a sumiu...só tem bêbado nesse lugar e eu tô mais sã que a Rainha!”
“Mas também, ...só você...foi o momento mais Jones da sua vida.”
“Prefiro não tocar no assunto ‘Jones’, se você não se importa, Tomzinho...”
“Você conversou com ele?”
“Pau d’água do jeito que o Danny tá? Não tem como, né?”
Chegaram à sala e foi colocada no chão.
“E a Kirsten?”
“Foi atender o celular......acho que vou pedir ela em namoro quando for levá-la pra casa...”
A garota deu um sorriso enorme. Era tão bom ver Tom feliz!
Kirsten entrou e parou ao lado de Tom.
“Podemos ir? Minha mãe pediu pra eu não chegar tarde...”
“Claro!” – Ele disse, segurando as mãos dela.
acenou para os dois. E se virou para olhar a sala...mais um monte de desconhecidos. Queria tanto ir embora! Iria procurar Danny para dar tchau.
Mark e riam na cozinha, já visivelmente alterados. Foi quando Louise e Dougie entraram no cômodo.
“Maaaark!” – A acompanhante de Dougie foi até lá e fez cara de poucos amigos ao ver com quem ele estava (era visível que os dois estavam juntos, já que Mark abraçava por trás e mantinha a cabeça escostada no ombro dela).
“E aí, Louise?” – Ele respondeu, cumprimentando também Dougie que olhava irado para .
“Quanto tempo! Cadê a Laurinha?”
se segurava pra não voar nela. Mas que raiva! Estava tudo tão perfeito! Mark era fofo, ela curtiu ficar com ele...e aí surge o Esquisito e sua Pussycat Doll...
“Hum...ela está de castigo...minha tia quer que ela estude pra não ficar de recuperação...” – Mark contou, fazendo a garota segurar o riso e memorizar cada palavra pra contar para mais tarde. Senão, José Cuervo levaria toda a informação com ele quando fosse embora. – “Hum, Louise...você já conhece a ?”
Pergunta infeliz! As duas trocaram um olhar de dar medo (afinal, Dougie ficava com a Louise de vez em quando, antes de ficar um tempo com . Eles podiam estar namorando já se ela não tivesse atrapalhado! Bom...era o que a coitada da Louise pensava!).
“Uhum!” – Responderam juntas e de mau humor.
“Vamos pra lá, Dougie?” – Louise disse, fazendo carinho no rosto do garoto. olhou para o outro lado.
estava sentada no sofá quase dormindo quando alguém se sentou ao seu lado.
“...me ajuda!” – Era Harry, extremamente bêbado.
“Que foi, Harry?”
“Tem um cara querendo me bater...e ele é grande!”
“Um cara querendo te bater? Que história é essa?”
“Eu tô pegando a irmã dele e...”
riu antes dele terminar...aquilo era algo que realmente ela não sabia como ainda não tinha acontecido. Na verdade, esperava que o cara fosse o namorado de alguma das garotas do Harry...
“...Me ajuda, por favor!”
“O que você quer que eu faça?”
“Finge que é minha namorada!”
“Ah, Judd...faça-me o favor! E depois eu apanho da menina que você tava pegando?”
Harry olhou para a porta e saiu se esquivando...não adiantou. O cara, que era duas vezes maior que ele, gritou:
“Oooo palhaço! Volta aqui!”
Harry fingiu que não era com ele, mas não adiantou. O cara colocou a mão no ombro dele.
A garota loira parecia aflita ao lado do irmão.
“George...larga a mão de ser ignorante! Vamos embora!”
“O que você quer com a minha irmã, seu panaca?”
subiu no sofá, não conseguia ver nada com a multidão que se aglomerou. Talvez ela devesse mesmo ir lá dizer que era a namorada do Harry e depois contar à menina que era mentira. Viu que a garota olhou para seu lado com os olhos cheios d’água e tentou dizer a ela que o que iria dizer a seguir era mentira.
“Eu-vou ali!” – Ela falava sem emitir som e fazia a gesto. – “Vou-falar-que-sou-namorada-dele. Mas-é-mentira!”
Ela fez que entendeu e foi pulando pelo sofá até chegar ao meio da muvuca.
“Ow, ow, ow...o que ta acontecendo aqui? Harry!” – Como ela amava ser atriz!
“?”
“E você é quem?” – O cara olhou pra ela e sua vestimenta ridícula.
“Meu nome é , sou namorada do Judd. Algum problema?”
Harry olhou maravilhado pra ela.
“Então você tem namorada, sem vergonha?”
Ploft. Harry cambaleou pra trás com a pancada no olho.
pulou do sofá para acudi-lo.
“Porque você fez isso? Ele não tá com a sua irmã! Ele tá comigo!”
“Eu vi os dois ficando! Isso foi pela Jess e por você ter traído sua namorada, babaca!”
O infeliz saiu e Jess foi atrás dizendo “Me desculpa, me desculpa!” enquanto saia.
“Ai Harry, desculpa!” – quase chorava quando levou o amigo para a cozinha. Nem pensou em sua pantufa na hora, só queria arranjar gelo pro olho dele.
“Que nada! Você foi demais, ! Eu é que viajei! E eu ia apanhar de qualquer jeito...então...”
ouviu uma risada alta e se virou pra procurar de onde vinha.
“Vuzê é bunita!” – Danny falava com umas garotas, com pinta de estrangeiras, em um sotaque que ela não entendia.
“É português!” – Disse Harry, olhando para onde olhava.
“Hum?” – Ela o olhou confusa.
“Danny está falando português. Aquela garota é brasileira. E eu entendo um pouco, né? Já fui pra lá...”
“E significa...” – A raiva da garota voltava a crescer. Harry não queria dizer, o que aumentou sua indignação. – “Fala, porra!”
“Você é bonita!”
Tá...poderia ser pior, ponderou. Ainda assim, Danny estava extremamente entretido no papo com as garotas. Ela ainda se lembrou do domingo depois deles terem ficado, do namorado dizendo que achava as brasileiras as mais gostosas.
“?” – Harry chamou, receoso.
“Que foi?”
“Você ta apertando o gelo no meu rosto!”
Mark tinha ido embora, iria jogar no outro dia de manhã. , num momento síndrome, não quis que ele a levasse em casa e disse que ia ficar.
Estava indo ao banheiro meio cambaleando e colocou a mão na fechadura, mas a porta se abriu antes e ela quase caiu.
“Caralho! Ah...é você?” – Ela disse de mau humor.
Dougie a olhou e saiu do banheiro.
“Algum problema?”
“Nenhum, tô ótima!”
“É...eu vi mesmo...o Mark parece ser bem bacana...ele se parece com você.”
Ela levantou a cabeça para encará-lo.
“Parece comigo?”
“É...fisicamente lembra um pouco...e ele é todo esportista, comunicativo, bonitão...”
“Discordo. Mark tem só as minhas qualidades que eu mais gosto!”
Ela olhava pra única pessoa que compilava seus maiores defeitos. E mesmo assim, nesse momento, trocaria a perfeição pela imperfeição sem pestanejar!
“Bom pra você!”
“A Louise deve estar dando pulos de felicidade também...”
“É...ela tá feliz...”
se coçou pra perguntar “E você?”, mas engoliu a pergunta.
“Que bom que nós dois superamos!”
Dougie olhou nos olhos da garota, ela parecia falar sério. Seu estômago despencou.
“Só posso concordar...e isso é raro, né?”
olhou nos olhos do garoto, ele parecia falar sério. Seu estômago despencou.
“Preciso usar o banheiro, Poynter!”
“Ah, claro...”
Os dois trocaram de lugar e entrou no banheiro.
“...”
Ela voltou pra ver o que ele queria.
“É bom nós termos superado, não é? Quer dizer, as coisas voltam ao normal...”
“Acho que sim...”
Ela entrou no banheiro e ele saiu. Não, as coisas nunca voltam ao normal.
Harry dormia no quarto de Danny e fechou a porta.
“Liiiiiiinda!” – Danny vinha cambaleando pelas escadas. – “Dorme aqui hoje?”
“Não Danny...vou dormir em casa!” – Ela disse se esquivando do abraço dele.
“Que foi, linda?” – Danny ficava sempre assim quando bebia. Hoje, aquilo irritava profundamente.
“A gente conversa amanhã!”
Pra ela era o fim da festa. Saiu pisando duro e encontrou na sala.
“Sis, to indo embora. Quer carona?”
“Queeeero! Vamos!”
Saldo da noite: Um início de namoro, um namoro por um fio, dois corações partidos e um olho roxo. Everybody loves to party on a Saturday Night!
Cap. 26 The way the world works
[Coloquem para carregar: The way the world works
acordou num humor entre o “dormir mais duas horas pra ver se melhora” e o péssimo. Até estava pensando na primeira opção, mas seu celular estava apitando o maldito aviso de mensagens. Eram 5! Leu a primeira, era de Harry.
“Emergência! Danny perdeu as chaves do carro dentro dessa casa medonha. Não dá pra esperar até amanhã. Todo mundo aqui pra ajudar na limpeza! Passe a mensagem pra frente!”
As outras quatro mensagens (Danny, Tom, Dougie e ) eram iguais. riu daquilo e levantou da cama.
Sabia que não seria um dia fácil.
“?” – Sua mãe a chamou. – “Olha sua pantufa!”
A pobre coitada estava imunda...talvez fosse o fim dela.
“Eu sei...longa história...tenta lavar, por favor?” – Ela apelou pra cara de “nunca mais vou ser feliz sem minha pantufa”.
“Eu tento, mas...” – Mrs. segurava o objeto pela ponta. Além de tudo, ele fedia chão de festa...o que não era nada legal.
“Tô indo na casa do Danny...”
“Você voltou de lá agora pouco!” – Agora pouco = De madrugada.
“Temos que limpar a casa!”
Ela fez uma cara de poucos amigos e saiu com a pantufa nas mãos, em direção a lavanderia. pegou as chaves do carro e saiu.
Abriu a porta da casa de Danny e se deparou com a sala toda molhada.
“!” – Danny correu e foi deslizando no chão molhado até onde ela estava. Por milagre, ele não se espatifou no chão. – “Você veio!”
Ela não estava entendendo a surpresa do garoto. É lógico que viria, recebeu 5 mensagens para estar lá!
“Porque? Não era pra eu vir?”
Ele a abraçou forte, o remorso era perceptível ali. Um dos garotos, talvez Harry, que dormira lá, com certeza tinha xingado ele por ontem.
“Quão brava você tá comigo?” – Ele perguntou no ouvido dela.
“O suficiente pra você estar encrencado!” – Isso era verdade! tinha passado horas sem dormir aquela noite pensando no que deveria fazer. Não era nada simples.
Ele a soltou com cara de vítima.
“A gente conversa depois, Dan...e sua chave?”
“A chave era um golpe!” – disse enraivecida, vindo da cozinha com um pano de prato nas mãos. – “Esses dois farsantes mentiram pra gente vir ajudar na limpeza.”
“Mas a gente vai pagar uma rodada de tequila no Wonderland sábado!” – Harry tentou se defender.
“Vocês GANHAM a tequila, manézão!” – jogou seu casaco no sofá (já limpo) e deu um tapa na cabeça de Harry. – “Como tá seu olho?”
“Roxo e dolorido!”
Dougie entrou rindo.
“Não acredito que perdi essa cena!”
“Não fala assim! Foi horrível, o Harry voou pra trás!”
“, menos vai...você acaba com a minha reputação!” – Harry disse passando a mão no olho inchado e fazendo uma careta.
Duas horas depois, todos estavam sentados na espaçosa sala de Danny descansando.
“Então nós temos um novo comprometido no grupo?!” – falou, olhando para Tom.
“QUÊ?!” – Harry cuspiu a coca que bebia.
“Pô, dude...limpei essse chão agora pouco!” – Danny reclamou.
“Desculpa, desculpa!” – Ele limpou a boca e encarou Tom, que estava vermelho. – “Com a Kirsten? Ah não, Tom! Ele nem é gata! Ela é meio gordinha...”
“A garota não tem que ser magra pra eu ficar com ela, Judd!”
“É Haz...o superficial aqui é você!” – falou, fazendo todos rirem.
“E quando é o casamento, cara?” – Dougie se virou para Tom, que já estava cansando de ser o assunto principal.
“O casamento do meu melhor amigo!” – se lembrou do seu filme favorito.
“Perai, perai, perai! Se Tom é o melhor amigo, Kirsten é a Cameron Diaz e a Julia Roberts...quem eu sou?” – Danny perguntou, coçando a cabeça.
“Você é o gay!” – Harry sugeriu.
“Ai, Judd...sem querer te zuar, mas você ia ficar tão bem de amigo gay!” – o analisou com uma cara de dó por estar dizendo aquilo. Harry gay seria um desperdício!
Dougie quase caiu do sofá de rir.
“Dougie pode ser o tiozinho que canta no final!” – Tom falou, rindo. – “Muito Poynter! Canta, aparece 5 segundos e sai!”
“Provavelmente cortariam minha única fala!” – O amigo ponderou.
“Eu ainda não sou ninguém!” – Danny lembrou aborrecido.
Esses papos sem fundamento, que não levam a lugar nenhum, eram a cara deles!
ensaiava o que iria dizer a Danny. Tinham passado uma tarde tão em paz! Já se arrependia de ter falado que precisavam conversar. Esse era o problema dela: pagava pra não entrar numa briga, discutir a relação ou coisas desse gênero. Como hoje estavam bem, até aquele momento, talvez fosse melhor esquecer...ele só estava bêbado...Ela balançou a cabeça.
“Foco, ! Foco!”
Seu celular tocou. Era Danny. Talvez ele cancelasse...
“Oi?” – Ela se sentou na cama.
“Oi!” – Era a voz de sapeca do Danny. Aí tinha coisa. – “Huuum, você acha que poderia me esperar na varanda?”
“Tá frio, Danny!”
“Mas é importante...depois a gente entra!”
“Você já está aqui?”
“Hum...tô quase. Vai descendo.”
“Ok!”
pegou mais um casaco, desceu e se sentou na varanda. Começou a rir quando viu o namorado.
Danny vinha montado num desses cavalinhos de pau, feitos de cabo de vassoura. Ele estava impossível e demorou o dobro de tempo do portão até a varanda.
“Fica aí, Pé de pano!” – Disse, apoiando o brinquedo na parede. Olhou para com um brilho nos olhos semelhante ao de Tom.
“O que é isso, Danny? Pirou de vez?”
“Eu prometi um cavalo branco pra você! Você exigiu, lembra?”
Ela riu ao se lembrar. Era verdade, tinha falado do cavalo branco no dia em que ficaram pela primeira vez. Lembranças tão doces...
O clima ficou um pouco tenso e deu um sorriso nervoso.
“Vamos entrar?”
[Tradução]
Os dois se sentaram no sofá e virou de frente para Danny, encarando aqueles olhos azuis. Eles não brilhavam mais.
“Danny...” – Foi só falar o nome dele e sua garganta apertou. Não podia chorar agora. – “Sabe o que é? Eu...eu pensei muito e acho que você não precisa de uma namorada agora...”
“Give me just a little break
Ain't no more that I can take
I am asking for the planets to align.
Calling on the universe
Maybe once just put me first
Give me what I need
Or give a little sign
“Ah não, !” – Ele sentiu o que vinha em seguida e se desesperou.
“Não...escuta! É sério...o McFLY está super fazendo sucesso, as garotas te adoram...você está naquela fase de curtir com os amigos...”
Nothing plays out like it should
Nothing does me any good
Cause I'm missing you
And it's making me cry
Oh I know it's turning
Inside I'm burning and…
“, do que você tá falando? Como eu não preciso de uma namorada? Eu preciso! De você!”
“Eu vou estar aqui, Danny! Mas não como sua namorada!”
“É isso que você quer?”
não segurou as lágrimas que vieram depois disso.
I'm so tired of the way the world works
I'm so tired of the way the world works
They conspire, trying to keep us apart
Nothing ventured, nothing gained
I don't mind a little pain
But enough's enough
“É o que eu acho melhor, Danny! Pra mim e pra você!”
“Não vai ser melhor pra mim!” – Ele queria poder fazê-la parar de chorar. E aquele não podia ser o rumo da conversa. – “Me diz o que foi! E eu mudo...a gente não pode terminar!”
Does the heart grow fonder (yes)
Will I wait here on ya (yes)
Baby how much longer?
Oh I know It's turning
All I am learning is
“Você não tem noção do que tem sido ver você cercado de meninas! Meninas mais bonitas que eu, meninas que podem e querem te oferecer algo que eu tenho negado desde que a gente começou a namorar...você é homem, Danny! E você sabe do que eu tô falando e sabe que é verdade!”
“Eu disse que ia te esperar! , pela primeira vez na vida eu estou realmente gostando de uma garota!”
“Você nem me viu na quadra ontem! Mal falou comigo na festa! Ficou se esfregando em quinhentas garotas diferentes!”
Ele engoliu em seco.
“Viu?” – disse, vitoriosa. – “Você também quer ficar solteiro! Mas não se deu conta ainda.”
I'm so tired of the way the world works
I'm so tired of the way the world works
They conspire, trying to keep us apart
“Linda, eu sei que eu não tenho te tratado bem nesses dias, mas eu posso mudar! Eu posso me esforçar pra melhorar!”
“Eu não vou agüentar se você não conseguir!”
“Mas eu consigo! Por favor, !”
Ele segurou o rosto dela com as mãos. A garota continuava chorando.
“Por favor?” – Ele pediu de novo, também estava chorando.
Ela fechou os olhos e balançou a cabeça negativamente.
“Não dá!”
“...”
“É sério...quando passar essa fase conturbada, a gente conversa. Eu vou estar bem aqui. Indo nos ensaios do McFLY, no mesmo grupo de amigos que você...mas, pelo menos, meu coração não vai apertar quando eu vir suas fanzinhas se esfregando em você, te ensinando português...”
There's so much in life that's undecided
There's so much trouble that's uninvited
And only so much you can’t control
What are the forces that try and tease us
I wish the forces would just release us
I haven't seen you in forever ever baby
“Não vai? Seu coração não vai apertar?”
Ela chorou mais ainda.
“Vai, mas só porque eu sou estupidamente apaixonada por você! A culpa vai ser toda minha!”
“E eu sou louco por você...você sabe disso!”
“Você vai superar minha ausência. Como fez ontem...”
“Me perdoa, por favor!”
“Perdôo, mas não muda minha decisão...”
“...”
“Vai embora agora, Danny...por favor!”
Ele deu um selinho demorado nela. O coração da garota ficou menor que uma ervilha, apertado até que ela perdesse a consciência das coisas em volta. Só sentia os lábios de Danny, talvez pela última vez, nos seus.
'Gimme just a little break
Ain't no more that I can take
Tryin'to keep us apart
I'm so tired of the way the world works
I'm so tired of the way the world works
They conspire, trying to keep us apart…”
Cap. 27 Nothing’s so bad...that can’t get worse
viu o dia amanhecer sentada no sofá. Não conseguia se mexer, nem falar e já não chorava mais. Apenas estava ali, sentada.
O pânico tomou conta dela. Era ridículo, mas agora ela tinha medo do que viria. E se ela estivesse certa? E se Danny gostasse de ficar solteiro? Pegou o telefone duas vezes para ligar pra ele e pedir que voltassem. Desistou no meio do caminho; enquanto não pudesse aceitar que Danny era daquele jeito, nada havia mudado. E apesar da conversa toda ter girado em torno dele aquela noite, ela era a peça principal que decidiria o que aconteceria. Apesar de ser a segunda vez que terminavam, tudo era diferente agora. Na outra ocasião houve gritos, erros de comunicação e palavras ditas do modo errado, era possível consertar. Dessa vez era só a vida seguindo seu curso natural. Não haveria Hot no Wonderland para salvá-los.
subiu para se trocar quando o celular despertou. Fez uma nota mental de que ela e Danny deveriam parar de terminar em dias de semana. Riu melancólica ao pensar que talvez não houvesse uma próxima.
Na escola, Harry não era o único que escondia o olho inchado. Tom logo sacou o que tinha acontecido ao ver de óculos escuros entrando no pátio e Danny com a cabeça apoiada nos braços.
viu a amiga de costas e foi pulando até ela.
“Sis, sis...nem te contei de sábado e...siiis! O que foi?” – Ela parou ao ver o rosto da amiga. – “Iiih, Você e Danny...”
“Eu terminei com ele, sis!”
“O QUE?”
“Shhhh...”
“Desculpa...como assim, ?”
“Me estressei demais com ele sábado. Não dá pra aguentar!” – olhou pra onde ele estava. Danny tinha levantado a cabeça e conversava com Dougie e mais duas meninas. Hoje ele não sorria tanto pra elas, nem conversava tanto. Parecia bem abatido, na verdade. – “Mas me conta de sábado! Ficou com o Mark?”
abriu um sorriso e fez que sim com a cabeça. Começou a contar da tequila e fechou a cara ao lembrar que conversaram com Louise.
“Ai, sis...antes da gente ir embora eu meio que conversei com o Dougie...foi tenso!”
“Sério? O que houve?”
“Basicamente, nós jogamos um na cara do outro que já superamos. O que no meu caso, é mentira...mas parecia verdade quando ele falou.”
“É o cantor e o alemãozinho causando na nossa vida!”
“Toooooda hora!”
Por incrível que pareça, dessa vez não precisou sair no meio da aula. Não prestou atenção também, mas pelo menos conseguiu segurar o choro todas as vinte vezes que sentiu um nó na garganta.
No intervalo, estava sentada na escada esperando voltar da cantina.
“Ei, !” – Dougie a chamou baixo. A garota se virou pra ele já se preparando para mais um dos diálogos que acabavam com o seu dia. – “Como a está?”
Ela sorriu para ele, definitivamente não era o que esperava.
“Hum...triste! E o Danny?”
“Bem mal também...mas nada preocupante como da outra vez...”
“Isso é o que me deixa preocupada, na verdade.”
“Queria poder ajudar...Danny já tá falando em dançar YMCA no palco sábado...porque ela dançou pra ele e tudo...”
riu e Dougie riu também. A garota tentava se lembrar quando tinha sido a última vez que teve uma conversa de amigo com o garoto; o tipo de conversa que teria com Tom, por exemplo. Talvez nunca.
“Eu...eu voltar lá com ela...”
“Vou com você...” – Ele a olhou como se pedisse permissão. Como ela sorriu, ele foi também, com as mãos nos bolsos.
estava encostada no ombro de Tom, com os olhos fechados. Tudo seria tão mais fácil se Danny não tivesse tropeçado naquela mala no dia do aeroporto! Ela não teria ficado apaixonada por aquela risada logo de início, talvez tivesse ficado com Tom a noite e então pronto: estariam juntos agora e Danny seria só o amigo lindo, mas retardado, do namorado dela.
Não...se ela namorasse Tom, iria querer se jogar da ponte quando percebesse que estava totalmente caída pelo parceiro de banda dele!
“? Trouxe chocolate pra você!”
Ela abriu os olhos ao ouvir a voz de e ficou surpresa por Dougie estar ali também. Há sempre algo de bom nas coisas ruins...se terminar com Danny tinha servido pra acabar com a briga dos dois, então ela ficava feliz!
“Valeu, sis!”
tocou a campainha na casa dos Fletcher e Tom atendeu sorrindo.
“Que bom que você veio!”
“Foi como você disse...ia pirar se ficasse sozinha em casa!”
Ele tinha ligado falando pra ficar por lá, pra não ficar sozinha.
“E a ?” – O garoto perguntou.
“Foi no shopping, encontrar o Mark!” – Ela contou abrindo um sorriso.
“Ta assim já?”
“Deixa ela, Tomzinho... precisava de uma distração!”
se jogou no sofá da sala. O piano estava aberto, Tom provavelmente estivera tocando.
“Compondo pra peça?”
“Não, as músicas da peça estão prontas...essa é pro McFLY!”
Tom começou a tocar uma música linda. mal podia esperar para ouvir com a letra. Começou a se sentir sonolenta com a melodia...não tinha dormido a noite anterior...o sofá era tão confortável...
deveria estar sonhando, mas era a voz dele que ela ouvia.
“E aí, cara? Meu violão ficou aqui, né? Vou levar pra casa...tô compondo uma música...”
“Shhhhh...a ta dormindo no sofá!”
“Ela tá aqui?” – Era a voz dele sussurrada. Ela não abriu os olhos com medo de que a voz sumisse.
“Uhum...” – Tom concordou, num tom de quem pede desculpas.
Ficaram em silêncio por um tempo.
“Ah, por aqui, Danny...tá lá no quartinho!”
ouviu os passos e abriu os olhos para, pelo menos, ver as costas dele. Não foi uma boa idéia. Danny estava parado no batente da porta que dava para o quintal, olhando-a.
“Eu sabia que você não tava dormindo! Você respira mais fundo...” – Ele disse, sorrindo pra ela.
Ela riu sem graça e ele se aproximou, sentando-se na beira do sofá.
“Como você tá?”
se sentou e abraçou as pernas.
“Querendo morrer...e você?”
“Por aí também...posso te perguntar uma coisa? Você jura que responde?”
Meeedo!
“Claro...”
“Ainda tem volta, não tem? Quer dizer...não acabou pra sempre, né?
“Eu preciso aprender a lidar com isso, Dan...com esse monte de fanzinha correndo atrás de você...e você tem aprender que eu preciso de atenção do meu namorado de vez em quando! Eu preciso crer que sou mais especial que essas menininhas no seu pé.”
“E você duvida disso?”
“Às vezes sim...me diz quando foi que você me deu prioridade sábado!”
Ele abaixou a cabeça, ela deu de ombros e apoiou a cabeça na perna.
“Se eu fosse realmente famoso ia ser assim também? Você implicando com as fãs? Sabe...elas são o suporte de uma banda...”
Ela franziu a testa.
“Se você fosse ‘simpático’ com elas como é com as meninas do colégio...eu ia ficar bem brava!”
“Eu TENHO que ser simpático...elas gostam da gente!”
“Não precisa ser tão simpático assim! Elas só querem conseguir ficar com um de vocês pra se exibir depois!”
“Ah é? Porque você acha isso? Porque nós somos ruins demais pra gostarem da nossa música? Só você e a tem bom gosto?!”
“Não foi isso que eu disse, Danny! Não viaja! Parou vai...eu não quero brigar com você!”
Danny respirou fundo e voltou ao tom que usava no início da conversa.
“Desculpa...eu...eu entendi...nós dois precisamos pensar!”
“Acho que sim...”
“Cadê o Tom com o meu violão?”
“Ele tá esperando a gente terminar de conversar provavelmente...andando de um lado pro outro no quintal.”
Ouviram alguém entrando na sala.
“Ok, eu confesso...”
Quinta-feira, última aula, biologia. Todo mundo na mesma sala e , , Dougie e Danny na mesma bancada.
“Você devia trazer o Zukie pra aula de repteis, Dougie.” – sugeriu, puxando assunto. O que já era um pouco embaraçoso por conta dos dois, hoje estava mil vezes pior.
“É...é uma boa ideia. Vou conversar com a Mrs. Brown...” – Ele disse, lançando um breve sorriso para a garota.
“E como ele está?”
“Quem?”
“Como quem? O Zukie!”
“Ah...tá bem...”
Os dois trocaram olhares e pensaram a mesma coisa: “O que não tem remédio, remediado está.”
desenhava no canto da folha, não prestando o mínimo de atenção e Danny mirava a professora sem realmente vê-la.
“Professora, posso ir ao banheiro?” – Ela não agüentava mais ficar ali. Tudo tinha piorado depois de segunda! Eles mal se falavam apesar de estarem sempre juntos, andando em bando como sempre era o McFLY, e .
“Claro!”
A garota saiu disposta a voltar o mais tarde possível...ficou vagando pelo colégio quando encontrou Harry sentado num degrau no segundo andar.
“Pra que aula?” – Ela riu, sentando-se ao lado dele. – “Nem vi você saindo...”
“Eu nem entrei, pra ser sincero! Mas e você?”v
“Aula de biologia...dividir a bancada com Danny...tava tenso!”
“Ele me contou sobre a conversa de vocês no começo da semana...” – Harry falou, analisando a reação da amiga.
“Eu sou uma idiota...fala aí!”
“Eu entendi seu lado, ...entendi o dos dois na verdade...mas posso te falar?”
Ela levantou o rosto pra olhá-lo.
“Danny seria mesmo o Danny se fosse antipático e estrelinha? Se ficasse grudado em você o tempo todo?”
“Não é isso que eu quero, Harry, eu só..”
“Eu sei, eu sei...só quero que você entenda que o que você quer não é o fim do mundo, entende? Não faz tempestade em copo d’água, !”
Aquilo tudo era verdade. O Danny que ela conhecia e amava era carismático demais, extrovertido demais, feliz demais...ele só tinha que ter limite. não precisava estar longe dele pra isso.
Harry a abraçou.
“Tá vendo? Eu não sou assim tão sem coração!”
“Nunca te achei sem coração! Aliás, você tem um dos maiores que eu conheço. Todas essas garotas pra amar...”
Ele riu.
“E o olho?”
“Tô pronto pra outra...mas prefiro que não tenha uma próxima...I’m a lover, not a fighter!”
Os dois ficaram um tempo em silêncio... ainda encostada no peito do amigo e ele com o queixo em sua cabeça. Gostava tanto de poder contar com eles!
Ouviram a sirene do sinal e riram.
“A deve ter pego meu material...vamos?”
Quando chegavam ao portão de saída a Coordenadora vinha na direção deles e não tinha uma cara simpática.
“?”
“Ai fudeu!” – Ela disse baixinho para Harry que também parecia tenso.
“Oi, Mrs. O’Donnel! Al-algum problema?”
“Você pode me acompanhar?”
“Mrs. O’Donnel, se a senhora vai punir a ...eu deveria ir também!”
A coordenadora olhou pra ele, a garota também. Sentiu uma gratidão imensa pelo amigo.
“Do que você está falando Judd? Eu preciso dar um recado para a !”
“Ah!”
se despediu de Harry e acompanhou Mrs. O’Donnel até a sala dela.
“Sente-se querida...” - Ih, pediu pra sentar e chamou de querida, é merda! – “Sua mãe me ligou há alguns minutos e...pediu pra eu te avisar...”
“O que aconteceu com a minha mãe?” – pulou da cadeira. Era só o que faltava!
“Com a sua mãe, nada...foi o seu tio Paul...ele sofreu um acidente e..”
“O Tio Paul? Nãão!” – escondeu o rosto nas mãos. Era seu tio favorito. Tinha morado com elas por três anos. Ela o adorava.
“Calma, não foi nada grave. Ele está acordado e consciente, vai fazer uns exames no hospital, mas amanhã já estará em casa...sua mãe só pediu pra avisá-la que foi pra lá e que volta amanhã, é para você ficar calma aqui, que sábado vocês duas podem ir para lá vê-lo.”
concordou com a cabeça meio paralisada.
“O-obrigada Mrs.O’Donnel!”
Ela saiu meio zonza e não encontrou ninguém até chegar ao portão. Do lado de fora, e os quatro a esperavam.
“Siis, o que houve?” – disse preocupada, assim que a viu.
“É...meu tio...sofreu um acidente...”
“O Paul?” – Tom perguntou. Ele também o conhecia, os dois costumavam tocar juntos às vezes. Paul tocava baixo. O garoto a abraçou quando ela fez que sim com a cabeça.
“Tom, nós temos ensaio da peça depois do almoço. Acho que vou ficar por aqui...”
“, você não precisa ir!” – disse, solidária. sorriu pra ela.
“Eu prefiro ir, pra me distrair. Vai ficar no jornal?”
“Vou. Passo na sua casa depois,