
Autoras: Annie, Gabi e Julie.
Beta-Reader: Annie Brissow.
Capítulo I -
say:
Olhei em meu celular pela segunda vez. 8h05min. Olhei para trás e as vi. Sempre no mesmo horário. Um vento soprou, me fazendo estremecer.
– Bom dia, ! – e falaram juntas.
– Bom dia, amores! – falei arrumando minha bolsa. A escola ficava a várias quadras da minha casa, andávamos devagar e para variar, estávamos atrasadas.
– É melhor a gente andar mais rápido. – eu falei e olhou para .
– Por que será que estamos atrasadas, né ? – falou se fingindo de brava.
– Hoje não foi minha culpa. – colocou as mãos em rendição – Hoje o Pit Bull dos Halle escapou e tive que esperar que alguém tivesse a boa vontade de prendê-lo. – eu e rimos.
– Mais rápido gente. – falei.
Não demorou muito para chegarmos à escola. Passávamos pelo portão automático, mas ele se fechou antes de entrarmos.
– Hmm... Atrasadas de novo Srtªs , e ? Quando vão começar a ter um pouco de responsabilidade? – o coordenador nos surpreendeu.
– Nos desculpe Sr. Martin, prometamos que não vai acontecer outra vez. – disse.
– Espero que sim. – ele disse e o portão começou a se abrir. – Agora acho melhor irem para a sala. Se eu não estiver enganado vocês têm uma prova, não é?
– Cara chato. – disse enquanto entrávamos na escola.
– Que novidade. – disse e nós rimos.
Corremos pelo corredor, e quando chegamos à sala de física – única matéria em que eu, , , Harry, Justin, Dougie e Matt tínhamos no mesmo período – a professora já havia entregado as provas.
– Com licença, Srª Pianowisk. – eu disse. Ela se limitou a nos olhar e estendeu três folhas de papel.
– Para seus lugares.
Sentamos em nossos lugares na fila da parede. A primeira é , seguida por , Matt, Harry, , Dougie, Justin e eu.
Fiquei os encarando, mas logo voltei minha atenção à prova.
say:
Droga, não sei nada. Olhei em volta buscando ajuda.
– Dougie, você estudou? – perguntei olhando para trás discretamente.
– Sim. – ele disse orgulhoso
– Então faz minha prova! – eu sussurrei já tomando a sua prova e estendendo a minha.
Ele me olhou meio confuso, mas pegou a prova e começou a escrever.
Olhei o papel diante de mim praticamente todo preenchido. Affs, nerd!
Enquanto esperava que Dougie devolvesse minha prova, olhei em volta e vi que , Matt e Harry “compartilhavam informações”. Olhei para trás bem a tempo de ver e Justin trocarem de prova.
Observando todo mundo percebi como havíamos construído uma amizade tão sólida em apenas um ano. Parece que foi ontem...
Flash Back – , Abril de 2009 – Vancouver/CANADÁ.
Estávamos na entra do shopping, íamos assistir ‘Anjos e Demônios’. estava ao meu lado e um pouco atrás.
– , anda logo! – falei a apressando.
– O que a gente veio comprar mesmo? – ela disse coçando a cabeça, confusa. – E eu esqueci meu cartão. – continuou. rolou os olhos.
– Esquece , caso perdido! – eu disse rindo.
– A gente veio assistir o filme, animal. – deu um tapa em sua cabeça.
– Ah é, foi mal, ainda to dormindo. – fez um biquinho torto.
– Dormindo constantemente! – eu e dissemos juntas, rindo.
Entramos no cinema e encontramos um pequeno aglomerado de pessoas em uma das bilheterias, parei para ver de qual filme se tratava e conferir se era o que íamos assistir. Fiquei olhando por alguns segundos até encontrar o cartaz. Evocando Espíritos. Cara, esse filme deve ser muito bom. Me perdi em meus pensamentos sobre como o filme deveria ser até sentir uma mão pequena e gelada segurar meu pulso, arregalei meus olhos assustada e olhei para trás, bufei, era com um olhar apreensivo e logo atrás dela.
– Será que Anjos e Demônios não está mais em cartaz? Não estamos encontrando! – me lançou um olhar, digamos que, triste.
– Ah, deve estar sim amiga, vamos procurar pra lá, aqui está difícil por causa desse monte de gente. – ela concordou com a cabeça e saiu na frente, passei os braços pelo ombro de e seguimos .
– OLHA LÁ! – dava pulinhos apontando uma bilheteria meio vazia, só um casal estava lá. era a mais animada para assistir o filme, nunca vi gostar de terror desse jeito. Ri.
– Vamos logo, não tem quase ninguém. – disse com os olhinhos castanhos brilhando. Chegamos à bilheteria e o casal acabava de pegar seu bilhete.
– Três, por favor! – eu disse sorrindo para a senhora branquinha de cabelos ruivos, aparentava ter uns 35 anos.
– Desculpe, mas a sessão acabou de fechar. Vão ter de esperar a próxima. – ela deu um sorrisinho constrangido.
– Ah, tá brincando? – fez uma cara estranha, foi engraçada, até a senhora da bilheteria riu.
– Desculpe, de verdade!
– Tudo bem. – eu disse tristonha. Nos sentamos em um banco de madeira todo cheio de detalhes entalhados e ficamos falando da vida alheia.
***
Já estávamos falando sobre a vida alheia há mais de uma hora e meia, isso já estava me deixando irritada.
– Olha quem está vindo. – falou com um olhar malicioso, eu e acompanhamos seu olhar, quando vimos de quem se tratava sorrimos e nos entreolhamos com o mesmo olhar malicioso que havia dado alguns segundos atrás. Eram Harry, Dougie e Justin. Os meninos mais lindos e populares de nossa escola.
Harry era alto, cabelos castanhos arrepiados, olhos azuis que mais pareciam duas pedras de Lápis-Lazúli, lindo. Dougie era uns 10 centímetros mais baixo que Harry, cabelos loiros em um penteado meio bagunçado, que o deixava mais lindo, seus olhos verdes brilhavam quando em contato com a luz. Já Justin, bom, cabelos castanhos claro perfeitamente alinhados, poderiam muito bem serem confundidos com loiros, olhos castanhos, que dizia serem os olhos mais lindos que ela já viu.
Eles vinham em nossa direção. Sorriam.
Pararam em nossa frente e Dougie logo se adiantou.
– Oi, garotas! Vocês parecem sozinhas, estão mesmo? – Dougie sorriu.
– Oi. – respondemos juntas.
– É, estamos. – disse respondendo sua pergunta. Não estou nem acreditando que eles, os meninos mais cobiçados da escola, estavam ali, puxando papo com a gente. E tenho certeza que e também não estavam acreditando.
– Bom, eu sou Dougie Poynter. Esse é Harry Judd e esse Justin Bieber. – ele se apresentou, apontando para os amigos, os apresentando também. Como se já não soubéssemos, né?
– Prazer. Sou , essas são e . – fiz a mesma coisa que ele e sorri.
De repente entramos em um silêncio constrangedor. Eu estava meio ansiosa, afinal, nunca poderia imaginar que eles falariam com a gente, e não conseguia pensar em nada para quebrar aquele silêncio.
– Acho que já vi vocês em algum lugar. – Justin se pronunciou pela primeira vez.
– É, eu também. Mas não consigo me lembrar de onde. – Harry coçou a cabeça sorrindo.
– Então, nós estudamos na mesma escola. – falou de repente, ela devia estar em algum tipo de transe, sei lá.
– Aah, é verdade! Já vi vocês conversando com a . – Justin disse. era sua ex-namorada há uns dois dias, e era nossa colega de sala. não gostava muito dela... Mas isso é outra história.
– Que filme vocês vão assistir? – perguntou.
– Sei lá, qual vocês vão assistir? – Harry voltou a pergunta.
– Anjos e Demônios. – respondeu com um sorriso.
– Então nós vamos assistir esse também. – Dougie sorriu e os outros concordaram.
– Ok! Então vamos, acho que a sessão já foi aberta. – eu pisquei para Dougie.
– Tá. Harry, vai com a , o Justin e a comprar a pipoca e o refrigerante. Eu e a vamos comprar os ingressos. Tudo bem? – ele deu as ‘instruções’ e com um olhar sugestivo perguntou se estava tudo bem para e .
– Pode ser. Mas, por favor... – sorriu constrangida. – Me chame de .
– E eu de . – piscou.
– Ok. – Dougie riu. – Vamos ? – eu concordei com a cabeça e o segui, vendo minhas amigas, Justin e Harry seguirem para a ‘lanchonete’. Chegamos à bilheteria, algumas pessoas já estavam ali, amontoadas, esperando a sessão ser aberta. Esperamos cerca de três minutos e nossa vez chegou, eu ia pedir os ingressos, mas Dougie me cortou antes que eu dissesse qualquer coisa para a gentil senhora que nos encarava.
– Por favor, seis ingressos. – eu abri a boca para questioná-lo quando o vi retirando 60 dólares de seus bolsos, mas ele me interrompeu. – Pode deixar, eu pago o de vocês. – pensei em impedi-lo, afinal, acabamos de nos conhecer, mas ele me lançou um sorriso tão lindo que me deixou sem fala e eu só consegui concordar com a cabeça. Ele entregou o dinheiro para a mocha da bilheteria, que sorriu lhe entregando seis bilhetes.
– Obrigada, e espero que gostem do filme. – sorriu.
– Com certeza. – Dougie levantou uma das sobrancelhas, quase me fazendo engasgar. – Vamos. – ele segurou minha mão e me puxou para irmos de encontro aos nossos amigos, que nos esperavam no corredor de entrada da sala de cinema. Sua mão era um pouco grande e macia, estava gelada por conta do friozinho que fazia nesta tarde. Um calafrio percorreu meu corpo.
Entramos na sala escura e nos sentamos nas ultimas fileiras. e se sentaram ao meu lado, Dougie, Justin e Harry se sentaram na fileira a nossa frente – Harry a minha frente, Justin a frente de e Dougie a frente de .
Algumas pessoas gritavam assustadas com algumas cenas do filme, mas para nós isso era normal. Durante o filme Harry fazia algumas gracinhas com Justin, passando a mão por seus cabelos e murmurando coisas que eu não entendia, e nem queria entender, Justin dava socos em Harry, com raiva, eu ria.
Algumas letrinhas pequenas começaram a subir pela tela do cinema, todos se levantavam retirando-se da sala. Nos levantamos e saímos.
– Alguém tá com fome? – Harry disse do nada.
– Eu to. – Dougie, Justin e disseram juntos. Ri.
– Então vamos para a praça de alimentação. – isso não era uma pergunta. Ele saiu em direção à praça de alimentação e nós o seguimos.
***
– Está tarde, temos que ir embora. – disse olhando para seu inseparável celular, que marcava 20h31min.
– Tudo bem, mas passa o número do celular de vocês ai. – Dougie falou. Trocamos os números e nos despedimos. Enquanto saímos da praça de alimentação ouvimos Harry gritar:
– Amanhã eu ligo e a gente combina alguma coisa! – mas já estávamos longe demais para respondermos.
– Dude, eles são muito legais. – comentou sorridente.
– Verdade. – concordei, também sorrindo.
Depois deste sábado eles nos ligaram e combinamos de irmos à sorveteria. Na segunda – de aula – eles nos fizeram companhia no intervalo. E assim Abril e Maio se passaram, e fomos nos tornando inseparáveis, principalmente quando as férias de verão começaram, fazíamos algo diferente todos os dias. Em Setembro – começo do ano letivo – quando recebemos nossos novos horários, ficamos felizes, apesar de estarmos todos juntos apenas em um período – Física – até Matt estava com a gente. Matt acabou se tornando nosso amigo por um tipo de associação, pois ele também fazia parte do inseparável grupo de Dougie, Justin e Harry – Os Populares.
Off Flash Back.
– Srtª , sua prova. – ouvi uma voz me chamar.
– Ahn? – olhei e vi que era a professora, arregalei meus olhos e olhei para a prova em minha carteira, , suspirei aliviada, Dougie já havia destrocado nossas provas, e como ainda faltavam algumas perguntas para serem respondidas na prova dele, ele já deve ter trocado há alguns minutos. Sorri meio sem graça pegando a folha em minha mesa e entregando à professora.
Essa seria nossa ultima prova, afinal, apartir de hoje teríamos duas semanas de férias. As tão esperadas férias de Março.
***
– Quem aqui vai viajar? – Harry chegou tomando meu suco de minhas mãos.
– Eu não. – Dougie respondeu, e todos concordamos com a cabeça, pois nenhum iria viajar.
– Ótimo, esse fim de semana minha casa está livre, meu pais vão para Montreal resolver alguns problemas da empresa. – a família Judd era dona de uma grande rede de empresas de Publicidade. Olhei brava para ele. – Eeer, o suco é seu, né? Desculpa. – ele sorriu irônico e me devolveu o suco sem que eu precisasse dizer qualquer coisa. Coloquei o canudo em minha boca, mas não havia mais nada. FILHO DE UMA... Er, a mãe dele não tem culpa do filho dela ser um vagabundo. O fuzilei com o olhar, e prevendo que eu o daria uns belos socos ele se escondeu atrás de .
– Não vem não . – bufou colocando as mãos em minha frente, me impedindo de chegar perto de Harry.
– É , não vem não. – Harry me mostrou a língua.
– Eu ainda te pego seu desgraçado. – levantei a mão tentando alcançá-lo mais uma vez, mas foi inútil.
– Mas Harry, a gente não sabe se o Justin e o Matt vão ou não viajar. – questionou.
– Der, eu já perguntei. – ele piscou.
– Ah, e falando no capeta. – apontei para um canto do refeitório onde Matt e Justin apontaram.
– Oi gatinhas! – Matt fez uma cara sexy enquanto entrava na rodinha que formávamos. Matt era moreno claro, cabelos escuros em um penteado meio bagunçado, seu corpo era atlético, sem falar na bunda... Er, seus olhos eram verdes, mas não chegavam aos pés dos de Dougie, com certeza Matt era um dos meninos mais lindos da Pattison High School. Ele olha para o lado e vê os meninos, sorri ‘meigamente’ – Oi pra vocês também. – todos rimos.
– Hei, festa na casa do Harry no fim de semana. – Dougie diz passando os braços por cima dos ombros de Justin e Matt.
– Hmmm... – Justin sorri malicioso. Dougie solta os amigos e pega a maça que levava a boca, dando uma mordida.
– Ei! – ela o advertiu se fingindo de brava.
– O que? – Dougie perguntou como se não tivesse feito nada e sorri irônico.
– É minha. – ela disse tomando a maça de sua mão. Rimos.
say:
***
– Affs, esse Judd é muito idiota. – falou o vendo abraçar Dougie.
– Eu sou o que? – ele perguntou.
– I-D-I-O-T-A! – falou rindo de sua cara.
– Ah, você vai ver o idiota. – ele correu em nossa direção e deu um gritinho assustada. Estávamos voltando do colégio, Dougie e Harry iam à frente, eu e atrás. Justin... Ficou de recuperação e também, além de colar ainda colou errado.
– O idiota aqui... – Harry pegou pela cintura e a jogou em suas costas. – É super forte. – ele se gabou, se debatia em seus ombros, o chutando.
– Me põe no chão seu imbecil. – ela gritou com raiva, mas de repente parou de se debater.
– Harry, me vira pra . – ela disse rindo, ele estava de frente para mim, pela cara que ele fez também não havia entendido muito bem, mas a obedeceu e a virou para mim, ficando de costas. fez uma cara safada. A principio não entendi.
– Eu não sou mais forte e nem consigo te bater, então vou me aproveitar da situação. – ela mordeu os lábios, fazendo gestos com as mãos, como se estivesse apertando a bunda dele. Não demorou muito para que ela realmente apertasse.
– EEEEI! – ele uivou em seguida.
– É durinha . – ela falou com os olhinhos brilhando e ele logo a colocou no chão.
Sempre tive a sensação que ele gostava da , só não tenho tanta certeza porque ele parece gostar de também. E o que me faz pensar isso? Simples. Seus sorrisos e suas brincadeiras com elas diziam tudo. Eu acho que ele gosta bem menos de mim, mesmo eu o considerando meu melhor amigo.
– Sua safada! – Harry disse indignado.
– Judd, sua bunda é ÓTIMA. – ela disse piscando e jogando um beijinho no ar. Harry corou.
– Vamos logo, tenho algumas coisas pra fazer. – falei querendo mudar de assunto. Continuamos caminhando até nossas casas. Harry e sempre trocando risinhos e brincadeirinhas.
Capítulo II – 7 minutos no paraíso.
say:
Olhei mais uma vez a garota de longos cabelos escuros no espelho. É, pelo menos no reflexo ela parecia estar bonita. Já estava na hora, resolvi descer.
– Filha, onde você vai? – minha mãe perguntou assim que me viu descer as escadas com a mochila nas costas.
– Assistir filme na casa do Harry, posso? – voltei a pergunta, apesar de saber que ela confia em mim e que me deixaria ir.
– Pode sim, vai dormir lá também? – perguntou analisando a mochila.
– Vou sim! Os outros também, sabe, as meninas e os meninos. – sorri sem graça.
– Tudo bem, se comporte. – ela falou e eu sai logo, antes que ela começasse à dar aquelas típicas recomendações que eu não aguentava mais ouvir, já avistando e .
– Oi! – cumprimentei as abraçando.
– Oi, amor. – elas responderam juntas.
– Vamos logo, o Harry já me ligou umas três vezes. – rolou os olhos e a olhou de lado. A casa de Harry não ficava muito longe, portanto, não demoramos muito para chegar, tocamos a campainha.
– Entra aê. – Alguém gritou lá de dentro, não consegui distinguir quem. Girei a maçaneta e abri a porta, entramos e encontramos Dougie esparramado em um sofá de tamanho médio e Matt jogado no chão com um violão na mão.
– Oi, garotos! – disse e se sentou junto de Dougie, que parecia morto de preguiça, deitando a cabeça no colo de .
– Oi! – os dois disseram juntos.
Eu e cumprimentamos os meninos também e eu me sentei ao lado de Matt, olhando o que ele estava tentando tocar.
– Vou ver o que tem pra comer na cozinha! – falou. – Ah, , vai olhando os filmes. – a olhei, mas ela já havia sumido pela porta.
Estava olhando os títulos da pilha de DVD’s quando um me chamou a atenção. Aprendiz de Vampiro. Resolvi que seria esse.
– HARRY! – gritou da cozinha.
– OOOI? – ele respondeu indo até lá.
– Não tem nada aqui, meu Deus. – Ela exclamou. Era só a Sra. Judd sair que a comida acabava.
– Ah, pedi uma pizza. – ele falou despreocupado e a vi indo até o telefone ligar para a pizzaria.
– , já escolheu o filme? – Matt perguntou.
– Aham. Aprendiz de Vampiro, parece ser legal. – falei, olhei no relógio do meu celular, já eram quase nove horas. Havíamos combinado de estarmos aqui às oito, e Justin ainda não havia chegado; sempre atrasado.
– Justin vai perder o começo do filme. – falei emburrada, indo colocar o DVD.
– Gente, vai ser pizza e refrigerante? – gritou da cozinha.
– NÃO! – Dessa vez que gritou.
– Então o que? – saiu da cozinha com as mãos na cintura.
– Tem Vodka? – perguntou com os olhos brilhando. Sorri.
– Tem! – a porta se abriu e um Justin descabelado apareceu com cinco garrafas de um litro nos braços. Olhei para e seus olhos brilharam mais ainda... Pela vodka.
– Eeer, desde quando garotas tomam vodka? – Dougie perguntou assustado. revirou os olhos.
– Desde sempre! – falou se levantando do sofá para cumprimentar Justin. Bom, foi o que eu pensei, mas ela pegou as vodkas.
– Ah, oi pra você também. – Justin falou parecendo indignado por ela apenas dar atenção às vodkas.
– Aaah, oi amor. – ela falou sorrindo e nós rimos.
***
O filme já tinha começado e a pizza chegado, estava no braço da poltrona e Justin ao seu lado, no sofá grande estavam na ponta, Matt ao seu lado e Dougie ao lado de Matt, Harry se sentou no sofá pequeno ao meu lado.
– Affs, esse vampiro é meio... Sei lá. – Harry coçava a cabeça tentando achar um adjetivo para ele.
– Lindo... Gostoso...? – gesticulava tentando o “ajudar”. Eu e concordamos veemente.
– Não, eu ia falar viado mesmo. – ele falou com aquele sorriso sínico.
– Affs, Judd! – falei dando um murro nele.
Enquanto o filme ia rodando as vodkas também, logo, logo elas acabaram.
***
– Dougie, onde você vai? – perguntou vendo Dougie se levantar do sofá e ir em direção ao corredor.
– Ao banheiro. – Ele falou e sumiu no corredor. Não demorou para que ele voltasse sorrindo maliciosamente com as mãos para trás.
– Será que alguém aqui gosta de Whisky? – ele mostrou uma garrafa, que, provavelmente, roubou do barzinho do Sr. Judd.
– Opa! – foi ao seu encontro feliz.
say:
***
O Filme já havia acabado há algum tempo, estávamos, ou melhor, eles estavam um tanto quanto alegres; eu bebi menos.
– Ai Harry, que saco! – reclamava.
– Não tem nada para fazer. – Dougie dizia também.
– Harry, em que quarto da tua casa tem um closet? – falou com expectativa.
– Só no dos meus pais, por quê? – ele disse sem entender, assim como eu e o resto do pessoal ali presente.
– Alguém aqui já ouviu falar em “7 minutos no paraíso”? – ela disse e eu e concordamos com a cabeça.
– Bom garotos, vou explicar. Por exemplo: Vendamos o Justin, ai as meninas se sentam na sua frente e sem ver ele aponta alguma, ai eles vão para o closet e ficam ‘presos’ lá por sete minutos. – explicou fazendo gestos com as mãos.
– Ahn, fazendo o que? – Dougie perguntou, como ele estava ao meu lado, dei um tapa em sua cabeça.
– Ah, olhando um pra cara do outro, animal. – falei dando outro tapa em sua cabeça. – O que te leva ao paraíso? – ri de sua cara.
– AAAAAH! Vamos então. – Dougie finalmente entendeu e se animou. Nós concordamos e subimos para o quarto dos pais de Harry. decidiu que Harry seria o primeiro. Amarraram uma venda em seus olhos e Dougie segurou seu braço, eu, e nos sentamos em sua frente.
– Essa? – Dougie perguntou apontando para .
– Não! – ele falou e fingiu ficar brava.
– Essa? – dessa vez apontando para .
– Sim... Quer dizer, não! – ele negou e fez uma cara parecida com a de .
– Essa? – seu dedo agora apontava para mim e minha respiração parou por alguns segundos.
– Sim, quem é? – ele falou retirando a venda de seus olhos. Acho que ele se assustou, meu rosto estava sem expressão alguma.
– Vocês dois podem ir, vamos, anda! – e Dougie nos empurraram para dentro do closet. Entramos e trancaram a porta atrás de nós. Ouvi gritar:
– Vocês tem sete minutos, aproveitem.
Meu coração batia descompassadamente; meu corpo todo ficando quente. Ele se aproximou de mim lentamente. Fitei seus olhos azuis, eles estavam vermelhos pela quantidade de bebida que ele havia ingerido.
– E então? – ele perguntou pondo as mãos em minha cintura.
– Isso é estranho. – eu disse olhando em volta. Não queria mais olhar para ele ou ia ter um ataque cardíaco.
– Um pouco... Mas não me importo. – ele disse sorrindo um pouco malicioso. O álcool estava fazendo efeito. Desde quando o Harry fala tão malicioso assim comigo?
Ele segurou meus cabelos e se inclinou para frente. Não veio para minha boca. Um arrepio me tomou dos pés à cabeça. Meu corpo fervendo e meu estômago gelado. Respirei fundo para me acalmar. Ele veio cheirando meu pescoço até chegar em minha boca; passando pela curva de minha mandíbula, perto da orelha; chegou em minha bochecha e quando ia para a boca eu o empurrei para trás suavemente.
Ele me olhou confuso. Havia algo que eu queria perguntar.
– Espera. – eu disse respirando superficialmente. – Eu quero te perguntar uma coisa. – De repente me senti irritada. Que droga. Normalmente ele sempre é tão cauteloso perto de mim; tenso. E agora, mesmo que estivesse bêbado, me agarrava e ficava me cheirando. Por que não é tão a vontade comigo sempre?
– O que? – ele me fitava um pouco confuso, e tenso. Minha raiva aumentou.
– Qual é o seu problema comigo? – eu perguntei olhando para ele. – Ou... Qual é o meu problema para você?
Ele me olhou confuso, mas pude ver o choque em seu rosto. Ele riu tentando parecer despreocupado, mas pareceu meio nervoso.
– Qual é, Harry? Tem que ter alguma coisa. Quando você está coma ou com a é tão relaxado, brincalhão. E quando esta comigo é cauteloso e tenso, como se... – não sabia o que dizer – Tem que ter alguma coisa. Eu te fiz alguma coisa? Ou...você simplesmente não gosta de mim? – eu abaixei a cabeça triste.
– Mas é claro que não! – ele disse urgente e pôs a mão em meu queixo, erguendo minha cabeça.
Olhei em seus olhos. Não havia nem um sinal de mentira neles e ele agora não parecia mais tenso, ou assustado. Ele me olhava docemente.
– Então o que há? – eu perguntei por fim.
– Nada.É serio. Não há nada de errado, nem comigo muito menos com você. – Seu rosto estava sério, então acreditei.
– Cinco minutos! – Gritou alguém do lado de fora. E agora, são cinco minutos que faltam para acabar, ou cinco minutos que já haviam se passado? Não importa.O que importa é que estou diante do meu amor, e trancada sozinha com ele. E o melhor de tudo, não havia nada de errado. Foi tudo invenção da minha cabeça.
Dessa vez, eu agarrei seus cabelos e me inclinei para ele, indo direto para sua boca. Nossos lábios se tocaram e depois eu senti sua língua. Dentro de mim, um novo fogo começou a arder.
No fim do beijo, passei suavemente minha língua no contorno de seus lábios e lhe dei um selinho. Ele estava vermelho, provavelmente como eu, mas sorriu, realmente satisfeito.
A porta do closet se abriu de uma vez e entrou.
– Ei, eu falei que só faltavam cinco minutos e não uma hora! – Ela disse rindo.
Eu e Harry saímos do closet.
say:
Vi uma descabelada e totalmente vermelha sair do closet toda sorridente e Harry vinha logo atrás em uma situação não muito diferente de .
– Agora eu vou! – Dougie disse enquanto largava a garrafa de Whisky e se levantava. Um calafrio percorreu meu corpo, eu não sei porquê. Harry pegou a faixa para vendar Dougie. Senti um impulso tomar conta de mim, me levantei.
– Ah, não precisa disso não! Vem Dougie, eu vou com você. – o puxei pela mão, indo em direção ao closet.
Não sei de onde isso surgiu, deve ser “por causa da bebida”. Eu suava frio e Dougie tinha um tímido sorriso em seu rosto.
– Sete minutos! – ouvi Matt dizer.
– Eu sei Matt, affs. – ri constrangida e entrei no closet logo após Dougie. Me encostei no fundo do closet e o encarei, ele se aproximou colocando suas mãos em meu rosto e sorriu, sorri de volta e ficamos nos encarando por alguns segundos, o olhar de Dougie era meigo, parecia estar decorando cada ponto de meu rosto. Senti uma certa urgência em beijá-lo, com medo do tempo acabar e quebrei os poucos centímetros que ainda havia entre nossos lábios, sua língua pediu passagem e eu separei meus lábios sentindo sua língua invadir minha boca e o gosto quente de Dougie tomou conta dos meus sentidos, aprofundei o beijo acrescentando ainda mais urgência no beijo. O efeito da bebido misturado com a adrenalina me fazendo colocar as mãos em seu peitoral definido, percorrendo toda a extensão de seu corpo por baixo de sua camisa e ele apertava minha bunda por baixo da saia que eu usava. De repente ele se afastou me fazendo soltar um gemido de indignação.
– , eu... – ele começou a dizer, mas eu o interrompi, a urgência ainda em meu corpo.
– Não fala nada, amor. – o chamei pelo apelido. Meus lábios já à procura dos seus. Subi minhas mãos para seus cabelos loiros puxando-os com força. Suas mãos também subiam de minha bunda percorrendo toda a extensão lateral de meu corpo, suspirei mordendo seu lábio inferior, ele separou nossos lábios dando leves beijos em minha bochecha até chegar em meu pescoço.
– , eu t-tenho q-que... – ele gaguejou erguendo a cabeça e olhando em meus olhos, coloquei o dedo indicador em seus lábios sussurrando um ‘Shiii’, com a outra mão puxei sua cabeça, afundando sua cabeça em meu pescoço novamente. Tudo estava perfeito, ele não precisava dizer nada.
– ... – ele disse alguma coisa, mas o som saiu abafado e eu não entendi. Não importa! Mordi o lóbulo de sua orelha e puxei sua cabeça novamente, acabando mais uma vez com qualquer distancia entre nós.
Ouvi alguém bater na porta.
– O tempo acabou! – nos soltamos e ele sorriu maroto para mim, não entendi, mas correspondi com outro sorriso. Arrumei meu cabelo e minha saia saindo do closet, sorrindo para todos no quarto.
– Agora sou eu! – sorriu. – Vem Matt.
Eles entraram no closet e eu e Dougie nos sentamos junto com os outros e começamos um assunto sem importância.
Sete minutos depois...
– Ei, acabou, podem sair. – Harry bateu na porta do closet. A porta se abriu e saiu vermelha e um pouco descabelada.
– Minha vez! – exclamou Justin e olhou para mim, seus olhos foram para e por ultimo para . – , vem. – ele a pegou pela mão e eles entraram no closet. Olhei para meu copo de whisky, já estava vazio, peguei a garrafa para colocar mais, mas estava vazia, droga.
– Harry, acabou o whisky. – falei triste e ele rolou os olhos.
– Vamos lá buscar mais. – ele se levantou me puxando.
Descemos a escada, ele saiu mais rápido e eu enrolei por causa da leve tontura causada pela bebida. Harry me esperou lá em baixo, bem ao lado do abajur. Olhei para ele. Nossa como ele é bonito, seu olhos são tão perfeitos. Ele me olhava com uma cara estranha e isso o deixava mais lindo. Céus, acho que bebi demais. (n/Julie: Sério? Percebeu só agora? ¬¬) Me aproximei dele e fiquei o encarando. Sorri maliciosa.
– Agora é minha vez. – minha expressão ficava cada vez mais maliciosa e ele sorriu de lado confuso.
– Como? – me perguntou enquanto eu quebrava a distância entre nós.
– Minha vez, Harry. – sussurrei em seu ouvido e selei nossos lábios. Ele me empurrou para a parede aprofundando o beijo. Sua mão estava em minha coxa. Enquanto minha mão percorrei seu peitoral. Ficamos alguns minutos nos beijando, o beijo tinha malicia, mas nada que pudesse passar dos limites.
– Eae, foram fabricar o whisky? – ouvi a voz embargada - por conta da bebida - de vindo lá de cima. Empurrei Harry suavemente pelo peito.
– Acho melhor a gente subir, antes que alguém desça aqui. – soltei uma risada nasalada e ele riu também.
– Vamos! – ele me puxou pela mão e fomos para a cozinha, pegamos a bebida e subimos para o quarto.
– Demorou, heim. – Matt pegou a garrafa das mãos de Harry.
– Nossa vez de ir para o closet já passou, se é que me entendi. – Harry piscou e eu ri constrangida. Logo e Dougie saíram do closet, só ai percebi que e Justin já haviam saído há algum tempo.
O tempo foi passando e logo quase todos já haviam ido para o closet... e Matt, Eu e Justin, e Dougie e saia agora com Harry.
– Quem vai agora? – perguntou e Matt se levantou.
– Eu e a . – sorriu para mim e eu o segui até o closet.
CONTINUA!
Annie: Só pegação nessa capítulo, uuuh! O que a bebida não faz com as pessoas, né? rs. Bom, teve gente falando que não gosta do Justin e tals, vocês podem imaginar outra pessoa... Isso tudo vai da imaginação de vocês. Espero que apesar do fato do Justin estar na fic, quem não gosta dele esteja gostando da fic. Ainda vem MUITA coisa pela frente. COMENTEM!
beeijos :*
Qualquer erro mande um e-mail para annieb.ffadd@hotmail.com
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