Motion In London
by Jéssica A e Jéssica B
Script por Ayla| Betagem por Gabriella
Capítulo 1
O velocímetro já acusava 100 km/h, o carro estava em alta velocidade. A paisagem que antes mal podia ser vista agora se transformara em borrões. Uma das janelas havia sido aberta naquele exato momento, deixando o vento entrar varrendo o carro com uma forte corrente de ar. A música estava no volume máximo tocando ‘The Faders’, enquanto as duas garotas que estavam no carro cantavam e riam, aproveitando cada segundo da viagem emocionante que faziam a caminho de Londres.
Uma das garotas colocou a cabeça para fora da janela, cantarolando a música e abrindo os braços. O vento bagunçou seus cabelos castanhos, fazendo com que algumas mechas ficassem em seu rosto.
- , volta pra dentro do carro! - Gritou , puxando a amiga com uma das mãos.
- Você é muito estraga prazer, ! - respondeu , voltando a se sentar - Tô querendo curtir a estadia aqui na Inglaterra, sabia?
- Desse jeito? Colocando a cabeça para fora de um carro em alta velocidade? - disse a outra garota, fechando o vidro do lado da amiga.
- Por falar em alta velocidade... Você não está indo muito rápido?
- Droga! - exclamou , freando o carro rapidamente.
As duas se olharam e gargalharam juntas. Após quase um ano sem se ver, ocorreu finalmente o reencontro. e eram amigas desde o colégio; tinham apenas um ano de diferença. Quando terminou o colégio, veio para Londres fazer intercâmbio e acabou trabalhando como babá para uma tradicional família inglesa. Eles possuíam uma empresa de marketing. Depois de alguns meses trabalhando como babá, ela começara a fazer um pequeno estágio na empresa.
Antes de voltar para o Brasil, a família tinha lhe garantido emprego em Londres, assim que ela terminasse a faculdade. Foi o que ela fez alguns anos depois: voltou mais madura, extremamente experiente e pronta para trabalhar na MPM (McFayden Personal Marketing), companhia na qual trabalha até hoje., que também se formara em marketing, estava em Londres em busca de um estágio ou algum lugar em que pudesse começar a sua carreira, foi então acolhida pela amiga, que ofereceu dividir o apartamento até que ela se estabilizasse na cidade.
- Chegamos, - disse abrindo a porta do apartamento - não é grande coisa, mas foi o melhor que eu consegui até agora.
- Nossa é tão... Fofo - disse com um sorriso.
O apartamento era pequeno, mas para quem morava sozinha era perfeito, além de ter um aluguel razoável era bem localizado. só precisava andar três quadras para chegar à MPM. Tinha dois quartos, sendo que um deles era um escritório, a cozinha e a sala eram divididas por uma bancada que servia de mesa de jantar, o apartamento cheirava a tinta fresca. tinha arrumado a casa toda para a chegada de .
- Bom, você vai ter que dormir na sala, esse é um sofá-cama. É só puxar aqui - disse apontando para uma fita que saía debaixo do sofá.
- Tranqüilo. - jogou suas malas perto da parede e sentou no sofá - agora, eu quero saber de tudo!
- Tudo o que? - perguntou confusa.
- Homens, minha filha, ou você acha que eu estou aqui só a trabalho? - disse puxando a amiga para que ela se sentasse ao seu lado.
- Eu conheço alguns...
- Eu quero conhecer todos, se eu for embora de Londres e não tiver pegado ninguém eu vou ficar muito puta da vida! - disse enquanto tirava umas mechas da franja do rosto.
ria muito de tudo que falava, ela não tinha limites, falava tudo que vinha na cabeça, talvez por isso elas tivessem ficado amigas tão rápido.
- Pode parar de rir aí, a senhora só tem cara de santa, pode falar logo, andou pegando quem? - perguntou com um sorriso maroto.
- Eu? - corou – ninguém. Eu estou livre, leve e solta.
- Tá bom tá bom, me engana que eu gosto, fala logo quem é ele?
- Quem é ele quem?
- O garoto que te deixou toda vermelhinha aí.
- Não tem ninguém, eu já disse - cruzou os braços segurando o sorriso que queria sair em seus lábios.
- Tá bom né, você não confia mais nas amigas mesmo - disse levantando com ar de ofendida no rosto, indo em direção a suas malas.
- Tá bom tá bom eu falo - segurou o braço da amiga e a puxou de volta no sofá. Não suportava pensar que ela tinha ficado ofendida com qualquer coisa que ela dissesse - eu conheço um cara...
- Quem é? - perguntou com os olhos brilhando de tanta curiosidade.
- Er... O nome dele é Thomas... Tom.
- Tom? - sorriu.
- Isso, Tom Fletcher.
Capítulo 2
Era quase meia noite quando e terminaram de colocar as fofocas em dia, falaram sobre tudo, desde seus problemasa antigos romances do colégio. Falaram sobre o clima, a cidade, os homens e principalmente, sobre Tom Fletcher. Após a revelação feita para a amiga, esta por sua vez quis saber tudo sobre a vida do garoto. Ele ocupou grande parte do tempo. Quando as duas já estavamcansadas o suficiente de tanto falar, se dirigiu ao quarto, colocou uma camisola e desligou a luz.
O corredor estava escuro também, já que não passava nenhuma luz por debaixo daporta,já deveria estar dormindo,decidiu fazer o mesmo, na manhã seguinte, para sua sorte, era domingo, entãopoderia dormir até mais tarde. Colocou sua cabeça no travesseiro, que agora pareciamais macio que nunca. Estava relaxada, não conseguia mais pensar em nada, quandode súbito, foi perturbada pelo toque do telefone, levantou rapidamente, ligoua luz do abajur e atendeu a ligação.
- Alô? - disse com a voz cansada.
- ? - perguntou uma voz masculina do outro lado da linha.
- Tom?
- Desculpa estar te ligando essa hora - ele disse com a voz baixa.
- Tudo bem, eu nem estava dormindo ainda - mentiu - o que aconteceu?
- É que amanhã, eu tenho uma audição, pra uma banda nova que estão montando e..
- Você está nervoso, como sempre - riudo outro lado da linha - Tom, você é super talentoso, eu tenho certeza que você vaientrar...
- De qualquer jeito, tem muita gente se inscrevendo, eu já estou tentando a um bom tempo essa carreira, àsvezes...
- Nem pense em desistir Fletcher! Se eles não te escolherem, não sabem o talento que estãoperdendo.
- Valeu pelo apoio - ele respondeu com a voz fraca. podia até imaginar um sorriso fraco que desabrochava e deixava aparecer uma covinhado lado esquerdo - valeu mesmo...
- Pra isso que os amigos servem não é? -disse com um sorriso - quer que eu vá com você na audição amanhã? Pra te darapoio e tal.
- Poxa, , valeu, mas a Giovanna já combinou de ir comigo - ele respondeu meio sem graça - a gente pode se falar depois que eu sair de lá?Pra chorar, ou quem sabe comemorar?
- Claro, a namorada tem que vir em primeiro lugar - ela respondeu em tom de brincadeira - Me liga, quem sabe a gente pode sair pra algum lugar.
- Bom, agora é melhor eu deixar você dormir.
- Boa sorte amanhã.
- Valeu mesmo.
desligou o telefone. Agora estava mais acordada do que nunca. Seria difícil voltar a dormir, principalmente agora que tinha tomado conhecimento de que, quem acompanharia Tom na audição seria Giovanna e nãoela. Era triste pensar que mesmo sabendo que ele tinha namorada e realmente aamava,ainda pudesse ter qualquer ilusão de que algum dia teria um romance com um deseus melhores amigos.
- E o prêmio de melhor amiga idiota e babaca do ano vai para... - ela falou sussurrandoenquanto apagava a luz - - ela encostou a cabeça no travesseiro e dormiu.
Amanheceu e o dia se seguiu da forma mais lenta possível. e passaram a manhã passando as roupas e os pertences das malas para o guarda-roupavazio do quarto.percebeu que a amiga tinha permanecido calada durante toda a manhã, por isso resolveu descobrir o motivo para tanto silêncio.
- Ontem, eu ouvi o telefone tocando no seu quarto - ela disse com a voz calma, enquanto colocava uma pilha de blusas em uma gaveta.
- É, recebi uma ligação antes de dormir... - respondeu evitando olhar para a amiga - do Tom.
- Sério? -olhou para a amiga curiosa - E aí? O que ele queria?
- Hoje ele tem uma audição, pra uma nova “boyband” que estão montando, ele estavanervoso e ligou pra mim.
- Porque você não está lá dando apoio pra ele? -agora dobrava suas calças - Tipo, vocês são amigos, não tem nada demais fazerisso.
- Ele tem a namorada dele para fazer isso no meu lugar - respondeu com a cabeça baixa - Giovanna.
- Ele tem namorada?! - gritou com os olhos arregalados voltados para a amiga, que concordara apenas com a cabeça sem soltar se quer uma palavra - Você nãome falou que ele tinha uma namorada.
- Pois é, mas ele tem, entendeu agora porque eu não posso fazer nada, eu tenho que continuar sendo a “melhor amiga”.
- Que merda! A gente tem que fazer alguma coisa a respeito dessa guria. Descobriralgum podre, mandar ela pra bem longe sei lá - disse pensativa.
- Mas eles estão bem juntos, eles gostam um do outro, ela é legal, uma pessoa super agradável, eu não quero prejudicar ninguém, eles que terminem ou fiquem juntos por conta própria, eu nãovou me meter - falouenquanto terminava de tirar as últimas blusas do fundo da mala da amiga.
- O que você vai fazer então? - perguntouolhando para a amiga - tipo, se você não quer ferrar com a menina...
- Achar outra pessoa, tentar parar de pensar no Tom e me contentar em ser apenas uma amiga que ele gosta muito.
- Você é que sabe... Quando ele vai ficar sabendo do resultado?
- No final do dia eu acho, enquanto isso, vamos fazer alguma coisa para almoçarmos?Eu estou morrendo de fome.
- Vamos! - concordou levantando com um pulo.
No final da tarde a campainha tocou. tinha saído para comprar algumas coisas que faltavam na casa, na lista estavam desde pasta de dentes até pacotinhos de chá.estava na cozinha terminando de lavar a louça do almoço, que acabou saindo um pouco tarde devido à falta de talentos culinários das duas garotas. Ao ouvir a campainha apressou-se em secar as mãos, andou em direção a porta. Olhou pelo olho mágicoe se deparou com aquela covinha esquerda e cabelos loiros desalinhados, respiroufundo e abriu a porta com um sorriso.
- Tom - saudou abrindo a porta - então como foi?
- Oi - ele disse com um sorriso cansado - não entrei na banda.
- Não acredito - ela o olhou espantada e viu que os olhos e Tom estavam marejados,ele estava realmente triste.
- Pode acreditar - ele disse olhando para o chão.queria poder dizer que tudo ficaria bem, que ela estava ali e que nada iria acontecerenquanto ela estivesse ao seu lado, mas a única coisa que conseguiu fazer foi abraçar o amigo, o abraço retribuído,foi forte, com vontade.
- Entra. - ela disse ainda abraçada, perto do seu ouvido - Eu faço um chá, ouvidizer que os ingleses adoram.
- Um suco já está de bom tamanho - disse ele soltando-a. Os dois entraram noapartamento,Tom se sentou no sofá e esperou, até que voltou com dois copos de suco.
- Aqui, toma, vai refrescar a sua cabeça - ela disse com um sorriso fraco. Elepegou o copo e deu um gole - agora me conta como foi.
- Eu estava muito nervoso, sei lá o que deu em mim, então, eu fui, fiz o teste e não passei. Escolheram outro cara lá,eu to muito mal, tipo...
- Como se tivessem destruído seus sonhos? - ela completou a frase.
- É. Tô sem pique pra tocar, pra cantar, esse teste acabou comigo, dude - ele disse olhando pro fundo do copo que tinha nas mãos.
- Hey - ela disse levantando o rosto de Tom com uma das mãos - não é hora pra desistir! Se você quer uma coisa, vai atrás! Não fique aqui sentado choramingando, tem que correr atrás, você vai conseguir, você temtalento sr. Fletcher.
- Valeu pelo apoio , eu fiquei meio sem rumo, porque a Giovanna teve que sair no meio da audição. Fiquei sozinho lá.
- Porque você não me ligou? Eu teria aparecido.
- Você já faz demais por mim, me agüenta no telefone no meio da noite, tocando umas músicas novas e ouvindo meus problemas - ele disse sem graça - você é umaamigona mesmo.
- Pra isso que os amigos servem - os olhares dos dois se encontraram e eles sorriramum para o outro - eu acredito muito em você Fletcher.
- Você é a melhor- Tom se inclinou e deu um beijo no rosto da amiga, o que fez com que ela corasse- Agora é melhor eu ir, esfriar a cabeça um pouco.
- Eu te levo até a porta - os dois se levantaram e foram caminhando até a porta.
- Tchau - disse Tom com um sorriso fraco, chamando o elevador.
- Tchau dude - respondeu fechando a porta enquanto Tom entrava no elevador.voltou para a cozinha e começou lavar novamente a pilha suja do almoço quando ouviu a maçanetada porta de entrada do apartamento girar. Segundos depoisentrou com um enorme sorriso no rosto e com várias sacolas na mão.
- Menina, quando eu estava entrando no prédio, meu Deus do céu, tinha um cara muito gato saindo do elevador, ele foi todo cavalheiro, até seguroua porta pra mim - disseà amiga com os olhos brilhando.
- Por acaso ele era branco, loiro, com olhos castanhos e tinha uma covinha? - Ela perguntou com um sorriso no rosto.
- Como você sabe? - a encarou espantada.
- Você acabou de conhecer o Tom - dissevoltando para a pilha de louça - Me ajuda a secar, por favor.
- Você tem bom gosto - disseminutos depois enquanto secava os últimos pratos.
- Eu sei.
Capítulo 3
O domingo passou ainda mais devagar depois daquela visita no meio da tarde. tentava se ocupar com outras coisas, mas além de não ter mais o que arrumar das coisas da amiga, sua cabeça não parava de pensar no garoto da covinha.
- Minha primeira noite na balada de Londres, isso merece uma comemoração – disse , quando as duas amigas estavam terminando de arrumar-se.
usava uma bata roxa, acompanhada de uma calça jeans, coisa simples, que ganhava um charme com as sandálias de salto alto e os belos brincos dourados que se misturavam com mechas de cabelo castanho–escuro um pouco enrolado nas pontas. , que também optou pela calça jeans por causa do clima, já usava um sapato preto e uma blusa mais colada, acompanhada de um casaco branco da Versace, cabelos soltos e a franja, como sempre, sobre seus olhos. abriu a geladeira, examinando as bebidas.
- Ih, só tem coca–cola – riu, tirando duas latinhas
- Tudo bem, o que vale é a intenção – respondeu , abrindo sua latinha e levando ao ar.
- À minha primeira balada – as duas fizeram o ‘tim tim’ nas latas, deram um gole e saíram de casa aos risos, prontas para a noite.
- Então, o Tom vai com a gente? – perguntou , enquanto esperavam o sinal abrir
- É, eu consegui convencê–lo, sabe, ele precisa se animar – respondeu ,dirigindo novamente logo que a bolinha verde piscou lá em cima
- Entendi, mas eu posso saber por que você não me parece feliz com a idéia?
- Ah... é que eu queria que ele saísse com a gente sabe,mas ele faz questão de levar a Giovanna,o que eu posso fazer né?...
- Ah, a bendita Giovanna. Por que a gente não prende essa guria no banheiro e só tira quando ele for embora?
- Claro, , que idéia brilhante, e ele não vai sentir falta da namorada durante a noite toda – respondeu com um sorriso irônico.
- Você se conforma muito fácil – resmungou .
- E você cria confusão por tudo – respondeu despreocupada a motorista, que agora parava o carro na rua da boate – anda, pega minha bolsa.
O lugar estava muito movimentado. Havia gente desde o início até o final da rua, e na porta da boate, o tumulto era maior. As duas sorriam de empolgação. já havia ido em algumas,mas agora que estava com a sua amiga irmã do lado,sentia um gostinho de primeira vez e uma excitação inexplicável. As garotas foram se aproximando e logo deram de cara com um rapaz alto de cabelos bem lisos e castanhos, que sorria na direção delas. olhava para os lados, tentando não acenar de volta com medo de fazer papel de idiota se aquilo não fosse pra ela.
- Danny! – chamou sorrindo, cumprimentando o garoto.
- , como vai? – ele respondeu, retribuindo os dois beijinhos da moça.
- Milagre! Você não chegou atrasado – ela riu – Ah, essa é a , minha amiga do Brasil que veio passar um tempo comigo. ficou aliviada em saber que aquele pedaço de mau caminho era conhecido de sua amiga, e sem perder tempo, cumprimentou–o.
- Oi – ela riu sem jeito – prazer.
- Prazer só na cama – ele disse rindo e olhando para as duas, mas logo que percebeu que elas o olhavam com uma cara de “como assim?”, ele se consertou – brincadeira, o prazer é todo meu.
- Você sabe se o Tom vai demorar Danny? – perguntou , tentando não mostrar interesse em que ele chegasse, mas é claro que já tinha sacado.
- Não sei, mas vamos entrar logo, estou congelando.
Os três compraram seus ingressos e entraram. Se elas achavam que na rua estava cheio, tomaram um susto ao entrar. Havia gente em tudo que era canto da boate, na pista de dança, nas mesas, nos sofás, no bar, na parte de cima, perto do palco, e até mesmo na porta dos banheiros. Danny guiou as duas para a mesa que havia reservado. Ao chegarem lá, haviam umas pessoas sentadas. Na hora, pensou que eram intrusos ou algo do tipo, mas viu que estava enganada quando Danny os cumprimentou e apresentou todos para as meninas.
- E esse é o James, o mais novo membro do Busted – apresentou Danny, com um sorriso meio fraco no rosto, afinal, ele e Tom eram muito ligados e ele estava arrasado pelo amigo.
O garoto de cabelos loiro claros e franja escura se levantou para cumprimentá-las.
- Ah, muito prazer, sou a – ela se apresentou.
- – a amiga se apresentou também logo em seguida.
- Nossa, é um prazer ter vocês com a gente, sentem–se – convidou James com muitasimpatia e um sorriso estampado na cara. Enquanto a conversa rolava na mesa, percebeu que a amiga não estava rindo das piadas e não parava de olhar para a porta de entrada.
- Quer parar de ficar procurando por ele? – cochichou para .
- Não tô procurando ninguém. Pára com essa mania de achar que toda hora eu to pensando nele – respondeu a amiga, emburrada.
- Ah claro, afinal, por que você ficaria pensando no garoto que você gosta? – ironizou , encerrando o papo ao ouvir um grito de Danny, que mesmo com a música alta, doeu nos ouvidos.
- Hey, Tom! - ele gritou. Tom atravessa a pista e juntava– se ao grupo de amigos,e o melhor, ele vinha sozinho.
- Ei dude! Por que você demorou? Cadê a Giovanna? – perguntou Danny, enquanto Tom falava com todos.
- Ela tinha um jantar na casa dos pais, e como ela dificilmente vai lá, eu falei que tava tudo bem – ele respondeu em um tom não muito convincente de que realmente estava bem. Sentou–se ao lado de , e após conhecer , os três começaram a conversar como se já se conhecessem há anos.
- Ainda bem que você chegou. A gente tava boiando no papo do pessoal – disse , bebendo um gole do seu refrigerante.
- Eu só vim porque eu realmente tava precisando me distrair, ficar em casa só ia piorar a situação e também... - ele fez uma pausa e olhou bem nos olhos de – sabia que encontrar com você ia me fazer sentir melhor.
queria achar um buraco para se esconder, sumir dali. Pensou tão rápido que acabou dando uma indireta bem direta aos dois.
- Gente, preciso ir ao banheiro – ela riu desconsertada, levantando da cadeira – sabe né... Problemas pessoais femininos... hehe...- e saiu andando com um pouco de pressa, na direção do banheiro que ela nem sabia direito onde ficava.
segurava a risada, mas teve que soltá-la quando viu que Tom estava rindo também.
- Gostei da sua amiga – ele disse, passando a mão nos cabelos loiros.
- É, vai ser bom ter ela comigo por um tempo, eu tava precisando de alguém pra conversar, pra descontrair meus dias.
- Eu achei que eu fazia esse papel – disse Tom, franzindo a testa.
- Fletcher, você sabe que é importante pra mim, mas... São coisas de amiga, você entende? – ela tentou ajeitar a situação.
- Entendo claro, eu sinto isso com o Danny. Os dois se olharam por um tempo ecaíram na gargalhada.
- Tá, isso ficou muito estranho – disse , colocando as mãos no rosto, rindo muito da cara do amigo.
- Por favor, esquece isso – ele falou, com o rosto todo vermelho e muito sem jeito – você entendeu o que eu quis dizer.
- Claro que sim – ela deu um sorriso e terminou em um gole o restinho de refrigerante no copo.
As risadas rolavam o tempo todo na mesa, mas para e o Tom, o assunto havia acabado, até que uma garota chegou cumprimentando todos que estavam presentes, era , a "irmã" do intercâmbio que fizera anos atrás, ela era filha do dono da empresa onde as duas trabalhavam, foi durante esse tempo que se tornaram grandes amigas.
- Hello - ela se inclinou e deu dois beijinhos em e em Tom.
- Olha quem está aqui - Danny veio abrindo caminho entre os presentes e foi em direção a que o recebeu com um sorriso no rosto - .
- Jones, você está em todas hein? - ela foi em sua direção e lhe deu dois beijinhos também. Todos sabiam, Danny e tinham um affair ainda não consumado, já que ele não tinha atitude para dar o primeiro passo e ela era muito tímida e orgulhosa para fazer tal coisa.
- Quando eu fiquei sabendo que você estaria presente eu me senti obrigado a comparecer - ele disse rindo, o que fez com que ela ficasse vermelha.
- Bom saber, espero que além de comparecer, você dance.
- Com todo o prazer - ele se curvou fazendo com que todos rissem, inclusive - Eu vou pegar uma bebida pra você. O de sempre?
- Não, um refrigerante, amanhã eu tenho que trabalhar, ao contrário de certas - ela apontou a cabeça em direção a que conversava animada com Tom.
- Eu não tenho culpa se me deram folga! Você trabalha demais - deu língua para a amiga que nada fez a não ser sorrir, não queria atrapalhar a conversa dos dois pombinhos.
voltou do banheiro rindo e se sentou ao lado de e Tom.
- Gente,como o banheiro daqui é limpo – ela disse,sentando– se com uma cara muito impressionada – eu nem precisei forrar o vaso sanitário.
estava sentada ao lado de Tom, esperando Danny voltar com as bebidas, ao ouvir o comentário de caiu na gargalhada juntamente com Tom e , devido a cara de ‘criança quando vê algo extraordinário’ que ela fazia.
apresentou para , elas começaram a conversar sobre banheiros, a primeira ria de tudo que falava e essa por sua vez contava as histórias mais engraçadas que alguém poderia imaginar. Logo as duas resolveram dançar, elas se levantaram ,resmungando algo do tipo “vamos dançar que isso aqui tá muito parado”, seguiu as amigas dando a mesma desculpa, queria dançar um pouco. As três forampara o meio da pista de dança enquanto Tom se viu sentado sozinho, ele seguiuem direção a Danny e James que cochichavam alguma coisa enquanto olhavam paraa pista de dança.
- Mas a duas tem namorado? - perguntou James apontando com a cabeça.
- Quem? A e a ? - perguntou Danny confuso.
- É.
- Não, nenhuma delas tem - disse Danny pegando uma cerveja da mesa - fala com o Tom, ele pode fazer o seu filme com a .
- Pod... - Mas James parou no meio da frase, Tom estava vindo na direção deles.
- Hey, dudes, o que vocês estão olhando?
Tom percebeu que o centro das atenções eram as três garotas, que dançavam na pista, , e .
- Nada demais - respondeu Danny com um sorriso safado no rosto.
- Sei... - disse Tom rindo - e por acaso tem uma garota chamada ali no meio que está te chamando a atenção..
- Ela é hot dude! - falou Danny se explicando.
- Ela é mesmo, bota pra cima pô.
- No dia que eu conseguir pegar uma dessas, você vai assumir que é gay - respondeu Danny dando um gole na cerveja que tinha na mão.
- Então você não vai pegar nunca mesmo - Tom deu um soco no ombro de Danny que riu - vai lá dançar com ela.
- Você acha? - ele olhou para da pista de dança para os amigos que o olhavam esperançosos.
- Vai lá, vai lá - disse James rindo.
- Mas ela tá dançando com a e com a , eu vou ficar sobrando, não sei o que falar - disse Danny passando a mão pelo cabelo preocupado.
- É simples, "Ei , vamos dançar juntos?" - Tom imitava o amigo, o que fez com que ele risse.
- Elas... Olha como elas dançam dude! - falou Danny com os olhos arregalados, fazendo com que Tom e James rissem - E se ela me der um fora? - ele deu mais um gole na cerveja.
- Daí você cai fora de lá chorando e vem falar com a gente, nós te daremos apoio, lembre-se você ainda tem o Tom aqui - James bateu com uma das mãos no peito de Tom que riu.
- Quer saber? Eu vou lá, chamar a pra dançar comigo - disse Danny tufando o peito, dando mais um gole na cerveja.
- Então vai logo, antes que você fique bêbado - Tom pegou a cerveja da mão do amigo que após sussurrar "me desejem boa sorte" saiu em direção à pista.
estava dançando com as outras duas garotas, elas realmente sabiam dançar, eram animadas e tinham atitude. De repente ela sentiu que alguém tinha dado um pequeno puxão no seu cabelo, o que fez com que ela virasse. Ao ver que era Danny, ela abriu um sorriso e começou a dançar perto dele. ao ver isso, deu um beliscão em que lançou um sorriso para , que retribuiu. Após a saída de Danny, o clima ficou meio pra baixo entre Tome James, já quenenhum dos dois falara nada. Ambos sabiam o motivo, eles tinham feito o mesmoteste, para o Busted, só que apenas um passou, no caso, o sortudo foi James,que já tinha até fechado contrato. Para acabar com essa situação cabulosa, Tomcomeçou:
- Olha James, eu sei que hoje, nós estávamos disputando pela vaga, mas eu estou conformado com isso, você merece - ele disse com um sorriso.
- Cara, valeu, eu estava mal, pela nossa amizade e tal - James respondeu sem graça.
- Que isso, você sabe que a nossa amizade não vai se abalar por uma besteira dessas, você vai fazer muito sucesso, nós ainda vamos tocar muito juntos.
- Vamos sim, tenho certeza disso - James agora tinha um sorriso de ponta a ponta.
- Então está tudo bem? - Tom estendeu a mão para James, que fez o mesmo.
- Claro, dude.
que estava começando a se cansar de dançar, já que seu salto era muito alto e seus pés começaram a doer, puxou para perto de si e avisou que iria voltar para a mesa. Ela andou em direção a mesa e viu que Tom, que antes conversava com James, vinha em sua direção.
- Eu sei que você deve estar cansada, mas... – ele disse sem graça – dança comigo?
- Qual é Tom, todos os seus amigos estão aí, se a Giovanna fica sabendo... - respondeu , olhando para o próprio pé.
- Qual é digo eu, o que tem demais em dançar com a melhor amiga? – ele deu a mão sorrindo, com aquela covinha única e deslumbrante no lado esquerdo do rosto, realmente era uma tentação, e como a garota não era de ferro, pegou na mão dele e voltou para o meio da pista.
A noite passou,ao contrário do dia todo,muito rápida. As músicas muito agitadas, as pessoas mais ainda. estava dançando com um garoto super bonitinho, cabelos castanhos e olhos azuis, enquanto e Tom dançavam logo ao seu lado. e Danny também não tinham parado de dançar, parecia que estava rolando um clima, mas ela não deixava que ele se aproximasse demais, o que fazia com que ele ficasse mais doido ainda.
Após uma hora de dança sem parar, Tom, que estava com as costas da blusa molhadas de suor, falou no ouvido de que já estava indo, pois no dia seguinte iria acordar cedo para uma reunião com Danny, que já tinha ido embora da boate havia um tempinho, levando para casa. A partir dali, a festa perdeu a graça. voltou para a mesa e não encontrou mais ninguém, o que já era de se esperar, pois o relógio marcava exatamente três e quarenta da manhã e muita gente tinha trabalho na segunda.
Sorte a dela que tinha recebido uma folga, pois o chefe estava viajando e só voltava na terça. Sentou–se na cadeira e só aí foi perceber que a boate lotada que viu quando chegou, estava quase vazia na parte de cima e nos cantos, somente na pista ainda havia gente. Sentiu os pés queimarem no salto. Incrível como o loirinho da covinha única fazia ela se sentir tão bem e perder tanto a noção de tempo e espaço. Pegou a bolsa e foi chamar para irem pra casa, mas na hora que voltou na pista de dança, a amiga estava no maior clima com o gatinho do olho azul, ao som daquela música romântica que tocava para os casais restantes ali. Como uma boa amiga, esperou sentada na mesa. Após alguns minutos sentiu alguém tocar em seu ombro, quando se virou, deu de cara com James, o cara do Busted.
- James - ela disse com um sorriso no rosto.
- O que você tá fazendo sozinha aqui?- ele perguntou sentando-se ao seu lado.
- Esperando alguém parar de flertar ali - indicou com a cabeça o canto da pista, onde dançava com um cara desconhecido.
- Eu posso te fazer companhia se você quiser - ele disse sem graça.
- Claro, ia ser ótimo - disse com um sorriso - ah! Parabéns pela entrada no Busted.
- Ah, valeu, ainda nem acredito.
- Você deve ser bom - ela disse pensativa.
- E... Por que você diz isso? - ele perguntou a encarando curioso.
- Bom, o Tom é o melhor guitarrista que eu conheço... Ele não entrou na banda né... - ela respondeu com um sorriso fraco.
- Você não deve conhecer muitos guitarristas então - ele disse dando uma gargalhada ao ver a cara de indignação feita por - eu tô brincando.
- Bom mesmo - ela disse dando língua - você é um bom amigo hein? Fica falando mal do Tom pelas costas - continuou em tom e brincadeira.
- Ah de vez em quando - ele falou com ar despreocupado - tô brincando, ele toca pra caralho. Sério mesmo.
- Em pelo menos isso a gente concorda.
- A gente não deve concordar em apenas isso, quer ver? Qual sua cor preferida?
A conversa continuou por muito tempo, mais ou menos uma hora, até que veio ao encontro dos dois.
- O que vocês estão fazendo aqui, sozinhos? – ela perguntou espantada, sentando na cadeira na frente da amiga e de James.
- Esperando você terminar o serviço no bonitinho ali – sorriu James.
- Eu não estava fazendo serviço nenhum tá? - fez bico, fazendo com que James e caíssem na gargalhada.
- Ei, eu acho melhor eu ir andando - ele disse se levantando da cadeira - até a próxima - ele se abaixou e deu um beijo no rosto de , dando apenas um aceno para . As meninas ficaram em silêncio até virem que James já estava fora de vista.
- Tá bom, beijo e tudo? O que é isso? E o outro? - perguntou confusa.
- Que outro? - perguntou distraída.
- Dã, eu quis dizer, cadê o Tom?
- Ah ele teve que ir embora, tem uma reunião amanhã cedo. E acho melhor a genteir também, meu pé ta me matando e eu tô muito cansada. - pegou a bolsa e as duas saíram na direção do carro. Foram direto pra casa.
Enquanto isso, Danny tinha acabado de parar o carro na porta do prédio de , durante a viagem, eles conversaram bastante, ele parecia meio desconfortável, mas não perdeu o jogo de cintura, tirava graça de tudo o que via, fazendo com que o clima ficasse agradável. tentava parecer calma, mas no fundo estava explodindo, era a primeira vez que ele tinha se oferecido para deixá-la em casa, enquanto conversava, tinha a sua cabeça em outro lugar, ela pensava na hora da chegada em sua casa, o que fazer o que falar, e se ele quisesse beijá-la? Ela deveria consentir ou se fazer de difícil? Enquanto ela passava por todos esses questionamentos, mal sabia que o motorista falante estava mais nervoso do que ela.
Danny e já se conheciam desde os tempos de colégio, além de serem da mesma sala, foram vizinhos durante um tempo, foi assim que o conheceu no intercâmbio, desde essa época todos sabiam que ele tinha não uma queda, mas um penhasco pela vizinha inglesa, mas como ele nunca achava o momento certo para dar o primeiro passo, ficava calado e se contentava em ser apenas amigo, ficando com outras garotas para esquecê-la. Ele parou o carro e lançou um sorriso fraco para a passageira.
- Pronto, está entregue.
- Obrigada pela carona Danny - ela respondeu, os dois permaneceram em silêncio durante alguns segundos, então Danny falou gaguejando.
- E-eu te levo, até a sua casa, quer dizer... Até a porta, você já está em casa, eu quero dizer, parados com o carro - Ele ficara vermelho, percebendo que não parara de falar enquanto o olhava rindo.
- Você é muito engraçado Danny - ela ria enquanto ele passava as mãos pelo cabelo nervoso - Eu adoraria que você me acompanhasse até a porta.
Os dois saíram do carro e andaram em silêncio até a portaria.
- Ótimo o porteiro não está aí... - ela fez um bico decepcionada - acho que eu vou ter que esperá-lo aparecer.
- Eu fico aqui com você - disse Danny - eu sei que você vai detestar a minha presença, mas eu não posso te deixar sozinha.
- Que isso, eu adoro a sua companhia - se abraçou com as mãos, passando-as pelo braço rapidamente, parecia que o tempo estava ficando cada vez mais frio.
- Você tá com frio? - ele perguntou preocupado.
- Não, não - ela deu um risinho - daqui a pouco eu congelo aqui.
- Toma.
Danny tirou o blazer preto que estava usando sobre uma camiseta xadrez e colocou sobre os ombros de , segurando na gola, fazendo com que ela chegasse mais perto dele. Os dois se encararam sérios, os rostos foram se aproximando aos poucos, era inevitável, ali rolava muito sentimento, Danny inclinou um pouco a cabeça.
- Srta. Mcfayden? - gritou o porteiro que tinha acabado de voltar ao posto.
Ao ouvir a voz do porteiro, e Danny se afastaram imediatamente, parecia que o transe tinha sido quebrado pela voz de David, o porteiro, ela continuou encarando Danny que fizera o mesmo.
- Sou eu sim, você pode abrir a porta, por favor, David? - ela não tirou os olhos de Danny até ouvir o barulho da tranca automática ser aberta - obrigada - tirou o blazer dos ombros e estendeu para que Danny pegasse, mas ele não fez isso.
- Pode ficar - ele falou com um sorriso - depois você me devolve.
- Por quê? - ela perguntou confusa.
- Pra eu ter um motivo pra te ver de novo - ele virou e se dirigiu ao carro, o analisou e esperou até que ele entrasse.
Ele fechou a porta, ligou o carro de deu um aceno de adeus para ela, que retribuiu. Naquele dia ela dormiu com um sorriso no rosto. e , ao chegarem a casa, deixaram os sapatos pelo corredor e o casaco branco da Versace foi jogado na mesa de jantar. entrou na cozinha para beber uma água,e quando voltou,viu a amiga jogada no seu sofá - cama, ainda com a roupa da boate. Ela riu e foi chamá-la.
- , troca pelo menos essa roupa.
- Ai , tô cansadona. Pega o meu pijama? Tá na parte de cima do armário – pediu a amiga que se espreguiçava e sentava no sofá,começando a tirar a roupa.
- Aqui, adoro esse seu pijama da Minnie – ela riu e entregou para , que estava só de calcinha e sutiã, morrendo de frio.
- Valeu. Aqui é realmente muito frio, não fazia idéia do quanto – comentou ,enquanto se vestia com pressa para cessar todo aquele clima congelante.
- Você se acostuma. Amanhã a gente sai pra almoçar e depois eu te levo pra conhecer um pouco de Londres e comprar umas roupas mais apropriadas.
- Perfeito – falou enquanto bocejava – E escuta, rolou alguma coisa entre você e o gatinho do elevador?
- Você quer dizer o Tom – riu – Não, não, ele tem namorada, esqueceu?
- E você tem ciúmes por acaso? – brincou a amiga.
- Você sabe que eu não gosto desse tipo de coisa – falou .
- E você e o carinha da franja? - perguntou com um sorriso maroto.
- O James é legal - respondeu com um pequeno sorriso.
- Humf, se decide! Ou o cara do elevador ou o da franja! Mas eu vi que rolou um clima hein? - disse piscando.
– Agora é minha vez, quem era ele? - perguntou mudando de assunto.
- Quem? – perguntou , dando uma de sonsa.
- Larga de ser sonsa , você sabe de quem eu to falando – disse e as duas riram - o menino, que você tava dançando na boate.
- É o Daniel, ele é muito lindo e muito legal, no início eu achei que não fosse rolar nada, ele tava meio... Paradão. Mas depois que a gente começou a conversar ao invés de só dançar, ele foi se soltando – contou – eu tava até gostando da conversa. Por um momento eu esqueci que eu tava ali querendo ficar com ele. Se ele não tivesse me beijado eu nem teria me tocado, sabe?
- Eu entendo, é bom conversar com quem a gente se sente a vontade – disse .
- É. Eu senti isso com ele, a gente até trocou telefone, mas não acho que vai dar em nada, você sabe, “eles” nunca ligam no dia seguinte.
- Toda regra tem sua exceção, lembra disso?
- Como eu posso esquecer o que eu te falei a vida toda? – riu – Agora vai pro seu quarto vai, não vem querer se escorar no meu sofá não, só porque ele é melhor que a sua cama dura – disse , enquanto a amiga ria.
- Eu vou mesmo, e amanhã quando eu vier te acordar, vê se não vai me chamar de ‘mãe’ como você sempre faz – disse , indo pro corredor.
- Não enche – disse , jogando uma almofada na amiga.
- Boa noite – Disse , devolvendo a almofada e jogando um beijo.
- Noite , sonha com os teus dois anjinhos de cabelos loiros – respondeu , deitando no sofá e dormindo num tapa, enquanto se jogava na cama e fazia o mesmo com um sorriso no rosto.
Capítulo 4
No dia seguinte, e acordaram tarde, a noite tinha sido longa, e as duas estavam extremamente cansadas, quando o relógio marcou uma hora, as duas tentavam criar coragem para levantar de suas camas.
- , a gente não ia sair? - gritou da sala com a voz melosa.
- Vamos logo então - respondeu levantando-se da cama aos poucos - a gente tem que comprar umas coisas mais cools pra você vestir. Tá muito pobrezinha pra morar em Londres.
- Concordo. - disse abrindo a porta e parando escorada na parede do quarto da amiga - Vou me trocar agora, a gente pode sair daqui a... Quinze minutos?
- Tranqüilo, - se levantou e foi em direção ao banheiro tomar um banho para despertar, enquanto se trocava no quarto.
Após quinze minutos as duas já estavam no carro, prontas para as compras.
- Não, a azul fica melhor, combina com o seu tom de pele - disse no provador ao lado da amiga, enquanto experimentava um vestido preto.
- Ai, amei essa blusa! Como você consegue escolher milhares de roupas perfeitas e eu só escolho essas coisas aqui? - disse jogando uma pilha de roupas para o provador da amiga.
- Eu vejo “Esquadrão da moda”. - respondeu com um sorriso - Então vai levar o que? - perguntou, saindo do provador com uma pilha de roupas.
- A blusa que você escolheu e esse casaco cinza - disse levantando a mão esquerda, mostrando.
- Perfeito, adorei os dois, mas o que voc.. - foi interrompida pelo telefone celular, que acabara de tocar.
- Quem é? - perguntou curiosa.
olhou o visor do celular e lançou um sorriso para a amiga.
- Tom! - disse ao atender ao telefone, o que fez com que sorrisse.
- , tá ocupada? - ele perguntou com a voz alegre.
- Não, se você acha que fazer compras é uma ocupação.
- Você não vai acreditar - ele falou excitado - adivinha onde eu estou.
- Onde? - ela perguntou curiosa.
- Em um quarto de hotel com o Danny compondo - ele disse rindo.
- Como assim? Com o Danny, em um quarto de hotel?
- Não é o que você tá pensando, a empresa que formou o Busted, me ligou hoje, falaram que estão pensando em formar uma banda. Uma nova “boyband”, estilo Busted saca?
- Mas isso é maravilhoso, Tom!
- Mas essa ainda não é a melhor parte, eu e o Danny estamos com várias idéias e já até fizemos uma música aqui, sendo que a gente chegou aqui hoje de manhã.
- Quer dizer que essa banda vai sair mesmo? - perguntou rindo.
- Na sexta-feira vai ser a audição, pra achar um baixista e um baterista, , tem noção? É a minha banda, cara, meu sonho.
- Eu te disse lesão, você tem talento, tô muito feliz, muito mesmo.
- Você é a primeira pessoa que tá sabendo disso. Eu achei que você merecia saber primeiro - ele disse sem graça.
- Eu me sinto honrada, Fletcher, muito mesmo - estava com os olhos brilhando de tanta felicidade, Tom tinha lhe contado antes de todos, até mesmo antes de Giovanna.
- Não Danny, aqui é dó e ré. - disse Tom com voz imperativa - Bom, é melhor eu desligar, o Danny já tá fazendo merda aqui - ele disse com a voz alegre, pode ouvir Danny xingando alguma coisa ao fundo, mas não soube dizer o que.
- A gente podia comemorar qualquer dia desses, na minha casa? - Ela perguntou esperançosa.
- Claro, a gente se vê, eu te ligo, mas eu acho que vou ficar preso aqui até as audições.
- Sem problemas, agora você é uma estrela, boa sorte Fletcher.
- Obrigada pelo apoio desde sempre - ele falou agradecido - beijo.
- Tchau.
desligou o telefone mais feliz que nunca, com um sorriso de orelha a orelha.
- Eita, qual o motivo de tanta felicidade? - perguntou que passara a maior parte do tempo observando à amiga.
- Tom, ele vai ter a própria banda! - respondeu animada.
- Nossa que legal! – respondeu – E eu espero ter meu próprio emprego
- Você vai se sair bem – consolou a amiga – É só dormir cedo e não pegar o trem errado. As duas riram – E Essex nem é tão longe – continuou .
- Valeu pelo momento de ‘Você vai conseguir porque você é demais’. Eu já sei disso – sorriu – anda, vamos pagar a conta.
O dia passou rapidamente, as duas garotas entraram em várias lojas seguidas e o guarda-roupa de já estava no estilo inglês de ser. Durante a visita às lojas, contou a história do telefonema várias vezes seguidas, já que a amiga estava curiosa para saber todos os mínimos detalhes.
- Daí ele falou que estava com o Danny no quarto e... - continuava animada, mas fora interrompida pela amiga.
- Ta, tá, disso eu já sei, ele falou alguma coisa, importante? - perguntou enfatizando a última palavra.
- Como assim? - estava confusa.
- Tipo, alguma coisa referente a você, alguma abertura, sei lá.
- Ele falou que eu fui a primeira a saber. E me agradeceu pelo apoio - respondeu sonhadora.
- Ai, que coisa mais momento Xuxa, - disse mal humorada - eu quero mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra minha melhor amiga , que me dá todo o apoio do mundo enquanto eu pego a Giovanna - disse imitando voz infantil, o que fez gargalhar.
- Ai, que horror.
Capítulo 5
Após a saída de , estava sozinha no meio daquela gente. A estação de trem era exatamente como ela imaginava. As colunas de tijolinhos e os guardas usando aquelas roupas do jeitinho que aparecia nos filmes. Ela andou até a bilheteria e esperou na fila a sua vez.
- Próxima – falou uma voz fina e enjoada de dentro da cabine.
se aproximou, olhou na tabela e disse:
- Uma passagem para Essex, por favor.
- O trem sairá daqui a 10 minutos. Cadê o dinheiro? – respondeu a atendente mal-humorada.
A jovem deu uma nota de 50 libras e esperou o troco.
- Muito bem, próximo – continuou a atendente.
- Ei, ei, moça, tá faltando o meu troco – disse , sem sair de frente da cabine.
- Escute meu bem, tem mais gente atrás de você, sai do caminho – respondeu deforma grosseira aquela velha e gorda sentada na cadeira como se nunca mais fosselevantar.
- Claro que não vou sair! Eu paguei, quero meu troco!
As pessoas da fila começaram a reclamar então a velha levantou-se, apoiando–se na mesinha, não encostando no rosto de graças ao vidro que dividia o espaço.
- Ou você sai, ou vou chamar os seguranças!
- Não vou sair, vire o seu traseiro gordo e pegue o meu troco! – gritou
- SEGURANÇA! – gritou a atendente
não sabia o que fazer. Sem pensar, meteu a mão pelo buraco do vidro e puxou suasdez libras de cima da mesa. Ao virar–separa tentar impedir o "roubo" do dinheiro, a atendente tropeçou naprópriacadeira e caiu. Os seguranças saíram correndo para ajudá-la enquanto era puxada por alguém.
Ao entrar no trem, uma garota, que usava uma calça jeans e um casaco que cobria suas mãos, sorria para , que ainda não acreditava no que tinha feito.
As duas sentaram em uma cabine vazia do trem, quando ele já estava em movimento. jogou a mala no chão, mas errou a mira, caiu direto no seu pé.
- Ai, caralho! – falou a menina com voz de dor.
- Você é brasileira? – perguntou a garota que acabara de salvar de uma baita confusão.
- Ah sou sim, desculpa a falta de educação. – disse a garota estendendo a mão.
- Imagina. Eu estaria do mesmo jeito se fosse comigo. . – ela disse apertando a mão da moça
As duas conversaram bastante durante a viagem. agradeceu umas três vezes seguidas à , pois ambas sabiam que na Inglaterra, qualquer coisa era motivo de polícia e segurança. era do sul do país e estava na Inglaterra para fazer um curso de fotografia.
- Então, você ta indo pra Essex pra fazer o que mesmo? – perguntou , enquanto comia uma barrinha de chocolate.
- Uma entrevista de trabalho, mas não sei se tenho chance – respondeu , com a sua barrinha de cereal light – E você?
- Tirar umas fotos, um trabalho do curso sabe? Coisa boba, mas eu aproveito pra conhecer qualquer canto.
- Ah certo.
A conversa se estendeu até elas chegarem. Como nenhuma das duas tinha destino certo, foram ao hotel mais próximo e reservaram dois quartos. Deixaram os pertences e saíram para conhecer a cidade.
- Nossa, 'to faminta, onde será que tem um restaurante? – perguntou , enfiando as mãos nos bolsos do casaco.
- Não faço idéia... Olha! Uma festinha ali – disse , se aproximando de um local cheio de luzes e música alta tocando.
- Opa, balada em Essex! – disse rindo, enquanto as duas entravam.
- Ah claro, em plena luz do dia – respondeu , rindo.
O lugar não era grande e também não era uma boate. Um bar com música alta e um espaço pra dançar. Haviam pessoas sentadas nas mesas e outras nos bancos encostados no balcão. Alguns animados dançavam e outros riam enquanto bebiam.
- Parece legal. Tá a fim de comer aqui? – perguntou .
- Claro, vamos entrando.
As garotas atravessaram o local. Sentaram–se em uma mesa no canto e começarama ler o cardápio. Pediram uma pizza grande para dividir. Enquanto não chegava,observavam atenciosas o comportamento das pessoas. Após matar a fome, as duasseguiram juntas até o local da entrevista e se separaram. Às seis, ambas estavamno restaurante do hotel, jantando.
- E então ela disse que eu não era qualificada! – falou muito indignada, dando uma garfada violenta na carne.
- Vai ver ela procurava outro tipo de pessoa mesmo , não fica assim – consolou .
- Nada vai poder melhorar meu dia, volto pra Londres hoje mesmo, preciso encontrar com a – resmungou , apoiando–se na mesa e olhando pela janela do restaurante.
- Hoje? Poxa, eu volto só na quinta pra uma sessão de fotos. Nos encontramos lá? – perguntou .
- Claro – disse sem muito ânimo – vou subir, arrumar minhas coisas e vazar daqui o mais rápido possível
A garota revoltada levantou-se, deixou o dinheiro na mesa e abraçou bem forte sua companheira de viagem.
- Foi um prazer, – disse , apertando–a.
- Igualmente. Me liga!
E as duas se despediram. saiu do táxi e foi direto na bilheteria. Comprou sua passagem, dessa vez, recebendo o troco sem problemas, e sentou–se logo no trem, já que lá fora estava começando a esfriar. Com muito esforço, ela conseguiu colocar a mala no compartimento de bagagem, sentou–se no banquinho e abriu a revista que comprara na banca pouco antes de chegar à estação. Quando finalmente conseguiu se concentrar em uma entrevista sobre uma banda que ela gostava muito, ouviu uma batida na porta.
- Ai – exclamou um garoto de boné, que entrava com uma mochila nas costas, uma mala em uma mão, e na outra, uma case fechada, com algum instrumento semelhante à uma guitarra dentro – Wow!... Ai! – ele continuou exclamando, até conseguir sentar sem deixar mais nada cair. Quando finalmente aquietou–se, o trem deu partida e a sacola que estava no compartimento acima, caiu bem na cabeça dele -... Ai – ele disse em um tom conformado.
- Nossa, desculpa – levantou – se rápido para tirar a sua sacola de cima do menino.
- Tudo bem, 'to acostumado – ele respondeu, jogando suas malas no chão e o instrumentodo lado.
- Tá tudo bem? Você se machucou? – perguntou a garota examinando-o.
- Eu disse que tá tudo bem. Não se preocupe – insistiu o menino.
voltou para o seu lugar, levantou a revista na altura dos olhos, tentando ler, mas sem se concentrar. Também pudera, o garoto que acabara de entrar em sua cabine do trem, tinha um jeito bem desengonçado, vestia uma bermuda até o joelho, um tênis enorme e um casaco vermelho e folgado que cobria uma blusa branca escrito ‘’Hurley’’ bem na frente. Aquele cabelo espetado, aquela carinha de criança e aqueles olhos que chamavam a atenção, não deixavam mais pensar em outra coisa, até que ela guardou a revista.
- Então... Você é donde? – ele perguntou
- Na verdade, sou do Brasil – respondeu – e você?
- Sou de Essex! – rapidamente ele franziu a testa – Nossa, o Brasil fica um pouco longe daqui, acho que sua viagem vai ser longa...
- Tem razão, mas eu estou indo pra Londres – disse ela, tentando segurar o riso.
- Ah... Claro! Tem escrito isso no ticket! – ele falou olhando a passagem novamente – desculpe.
- Imagina – ela disse, em um tom descontraído.
- Sou Douglas, pode me chamar de Dougie.
- .
- Belo nome.
- Obrigada – disse ela ficando corada – então, o que você toca?
- Isso é um baixo, toco faz tempo. Você toca?
- Toco guitarra, mas sempre quis aprender baixo.
- Acabou de achar um professor! – ele respondeu animado, abrindo a case – essa viagem vai ser chata e longa.
- Tudo bem, se você se oferece com tanta boa vontade – e os dois riram
Dougie sentou–se ao lado dela, e começou a tocar.
A viagem foi passando e os dois se divertindo cada vez mais.
- E ela não quis te devolver o troco? – ele perguntou interessado na história.
- Não! – respondeu rindo – aí eu mandei ela virar o traseiro e pegar o meu dinheiro!
Os dois davam gargalhadas.
- Você não disse isso.
- Ah disse sim! – respondeu ela – Se eu não fosse eu e alguém me contasse, também não acreditaria.
Os minutos passavam devagar, todos os assuntos possíveis foram tocados naquele passeio.
- Então você não namora? – perguntou Dougie.
- Não, não acho que vale a pena quando a gente não gosta – respondeu ela – e você?
- Também não, as mulheres não têm atitude!
- Qual é Dougie, vocês homens que têm que começar – defendeu .
- Sim, mas precisamos de um espaço, uma abertura, e vocês querem ser difíceis, acabam ficando chatas!
- Não é verdade, vocês só complicam! Se demorarmos a ceder, somos chatas, se cedermos de primeira, somos fáceis! – reclamou .
- Tudo tem sua hora certa, eu acho que seria bom um pouco mais de atitude – respondeu Dougie com simplicidade.
- Atitude... - falou – o que seria uma garota com atitude pra você?
- Não sei... - respondeu ele pensativo – talvez uma que não fosse tão orgulhosa e me chamasse pra dançar, ou até quem sabe, me ligasse no dia seguinte! – sugeriu bem animado.
- Assim vocês se acomodariam e nunca ligariam pra gente – respondeu com um ar de ‘isso é óbvio’.
- Ah sim, do mesmo jeito que vocês se acomodaram e nunca ligam pra gente? – perguntou ele.
ficou meio sem graça, ficou calada e Dougie soltou um sorriso triunfante no rosto. O trem foi perdendo a velocidade aos poucos, o céu estava escuro e o clima, como sempre, frio.
- Até que a viagem foi melhor do que eu esperava – disse Dougie, tirando todos os pertences de do compartimento de bagagem.
Capítulo 6
No dia seguinte, entrou na MPM rapidamente, já que tinha se atrasado alguns minutos no trânsito saindo da casa. Esperou o elevador, batendo os sapatos no chão e roendo as unhas até que a porta se abriu. “Ótimo” ela pensou enquanto apertava o botão do sexto andar, olhou o relógio mais uma vez, eram dez para as oito, ela estava realmente atrasada e nem se dera conta disso, no dia anterior tinha recebido uma ligação de sua secretária, sobre uma reunião com os novos clientes. Finalmente ela chegou ao andar correto. Correu, tentando segurar sua pasta e seu casaco, quando fora obrigada a parar por uma mulher que se encontrava de costas, parada em frente a sua sala, usava roupas elegantes, o que dava um ar altivo.
- ! - disse em tom imperativo - a reunião já começou.
- Desculpa, peguei um trânsito pra chegar aqui, você nem imagina.
- Explica isso pro seu chefe depois - abriu a porta da sala deixando passar.
- Em que sala é essa reunião? - perguntou jogando seu casaco sobre a mesa do escritório.
- Na sala do meu pai mesmo, eu acho bom a gente correr.
- Afinal, quem são esses novos clientes? - estava confusa, não tinha recebido relatório nenhum a respeito disso.
- Você vai ver, dessa vez é uma banda.
fechou a porta assim que a atravessou, as duas andaram pelo corredor a passos largos, até que se depararam com uma enorme porta marrom.
- Você primeiro - fez um gesto cortês.
- As ferradas e atrasadas primeiro. - bateu na porta – Ah, você nem me falou, como foi a noite no domingo?
- Hã?
- Com o Danny - deu um risinho.
- Cala a boca e entra.
O burburinho que podia ser ouvido do lado de fora cessou ao ouvir o som que vinha da porta, até que essa se abriu e as duas mulheres entraram. Na sala estavam presentes, o chefe-pai das duas, Antony, um homem que parecia ser um advogado, mais quatro homens mais jovens, um tinha os cabelos pretos e espetados, o outro tinha as sobrancelhas espessas, o terceiro, era um pouco mais velho, usava roupas mais descoladas e tinha barba, mas foi o quarto garoto que chamou a atenção das duas, ele tinha os cabelos loiros e a franja escura, e o conhecia muito bem, era James, então, o Busted era o mais novo cliente da MPM.
- Com licença. - disse entrando na sala junto com – Desculpem-me pelo atraso.
- Bom dia senhores - saudou confiante, colocando os cabelos para trás do ombro. As duas se sentaram nas cadeiras vazias ao lado de Antony e colocaram as pastas sobre a mesa.
- Essas são e , elas ficarão responsáveis por tudo que envolva a banda, desde imagem até a venda dos produtos - as duas deram largos sorrisos para os homens presentes, foi nesse momento que os olhares de James e se encontraram - esses são, Mark, o advogado, Stuart o empresário, e a banda, Matt, Charlie e James.
- James - ela disse com um aceno com a cabeça. Ele apenas sorriu sem graça ao ver o olhar surpreso lançado pelos companheiros de banda.
- Vejo que vocês já se conhecem? - disse Antony tão surpreso quanto o resto da banda.
- Sim - respondeu tirando alguns papéis da bolsa, sorrindo.
- É - falou James depressa ao ver que todos ainda o estavam encarando.
Ao perceber que o silêncio continuou por alguns segundos, tomou uma atitude para acabar com aquela situação desagradável.
- Londres pode ser uma cidade extremamente pequena sabiam disso?
Todos deram uma pequena risada desconfiada e a reunião voltou ao ponto que estava. James deu mais uma olhada para , que retribuiu. Após muitas negociações, os acordos que tinham que ser feitos foram fechados. e ficariam responsáveis pelo Busted, já que eles lançariam o seu primeiro CD ainda nesse ano, elas precisavam bolar umas jogadas para saber a melhor forma de apresentar a banda, o estilo de música, a apresentação do produto ao consumidor e a imagem.
- Então estamos resolvidos - disse Antony levantando-se da cadeira para apertar a mão dos homens sentados ao seu lado - vocês podem acompanhar essas duas mulheres encantadoras até suas salas para ver os acertos finais, o advogado e o produtor, acompanhem minha filha - disse apontando para a filha, que prontamente guiou os homens para fora da sala - e vocês podem acompanhar .
- Por aqui - ela disse guiando-os em direção a sua sala.
Os três garotos entraram na sala, em silêncio, apontou os sofás com a mão, eles se sentaram e ela tomou seu lugar na poltrona vazia.
- Você parece muito séria, não parecia assim na boate - disse James com um risinho.
- Aqui é meu trabalho, lá eu estava me divertindo - ela respondeu calmamente enquanto olhava os papéis em seu colo - e você pareceu muito quietinho na sala de reuniões.
- Eu não posso bagunçar, né? - ele falou rindo - Mas é estranho te ver aqui assim.
- Vão se acostumando, porque vocês me verão bastante nesses próximos meses promovendo a banda. Então, animados? - ela perguntou deixando os papéis de lado e abrindo um sorriso.
- Demais - respondeu Charlie - mal posso esperar pelo show de estréia da banda.
- Vai ser doido! A gente tá compondo - continuo Matt animado.
- Eu acho que, como todos os membros da banda são meninos, jovens e bonitos, eu ach.. - ela falou calmamente, quando foi interrompida por James.
- Opa, gostei do “jovens e bonitos”, hein.
- Eu acho que vocês podem usar essa imagem de boyband pra fazer uma música meio popzinha, que pega rápido - ela falou rindo da graça de James junto com os outros garotos.
- A gente vai virar o que? Back Street Boys agora é? - perguntou Matt intrigado.
- Não, vocês vão ter o estilo de vocês, os cabelos e as roupas ficam, é só saber como trabalhar com elas - ela continuou pacientemente ao ver que eles ficaram calados - tipo, vocês têm estilo, as garotas se passam em uma boyband, então a gente vai usar isso a nosso favor, entenderam?
- Saquei, saquei - respondeu Charlie pensativo.
- Eu gostei - completou James - você tem boas idéias - ele encarou , calmo, o que fez com que ela corasse, mas para reverter à situação ela continuou.
- Utilizando fotos e fazendo uma música e clipes que se encaixem com o estilo de vocês nós teremos um sucesso com certeza - ela disse encarando a banda.
- Sucesso... Eu gosto dessa palavra - disse Matt alienado.
- Cala essa boca, Matt - James deu um tapa na cabeça do amigo fazendo com que os presentes rissem.
- Na quinta-feira vocês vão ter a primeira sessão fotográfica com o Manolo Gabino, ele é nosso fotógrafo, vai dar um jeito em vocês.
- Mas a gente não tem estilo e nós não somos lindos? - disse James com cara de ofendido.
- Você entendeu - respondeu sorrindo - então amanhã a vai se reunir novamente com vocês e seu empresário para passar todo o processo e as idéias para a banda, vocês também podem contribuir é claro.- Por que você não faz isso? - perguntou James sério.
- O trabalho foi passado para ela. Eu faço a base, ela que cuide de vocês agora. - respondeu rindo – Coitadinho - ela continuou ao ver que James tentava fingir que estava chorando - falsidade é uma coisa né gente? - os outros garotos riram dando tapas nas costas de James que tentava continuar com a atuação.
- Na sessão de fotos eu vou acompanhar vocês, eu sou responsável por coordená-la - disse na despedida, quando os meninos estavam saindo de sua sala.
- Legal - respondeu Charlie sorrindo.
- Eu acho que vou gostar mais do que eu esperava, de trabalhar com essa empresa - disse James dando uma olhada para .
- E porque você diz isso? - ela perguntou confusa.
- Você ainda vai descobrir - ele disse dando as costas e entrando no elevador. fechou a porta do seu escritório e foi sentar-se atrás de sua mesa, quando ouviu alguém bater.
- Entra - ela encarou a porta e entrou apressada, sentando-se na sua frente.
- O que foi aquilo? - ela disse com os olhos saltados.
- Hãm? - perguntou sem entender nada.
- O James! Como?... Quando?...
- Ah, eu conheci o James no domingo, o Danny nos apresentou, na boate.
- Vocês têm alguma coisa?
- Não, é claro que não, pelo amor de Deus .
- E aquela troca de olhares toda durante a reunião foi o que?
- Não teve troca de olhares nenhuma - respondeu corando, segurando riso.
- Me engana que eu gosto, eu só acho que você tem que pensar que ele é nosso cliente e...
- ! Eu já falei, eu não tenho nada com ele, a gente só ficou conversando, enquanto a dançava com um cara, agora eu não posso ser mais amiga de ninguém? - perguntou estressada.
- Eu não quis dizer isso, só estou perguntando, eu ainda sou sua amiga né? - ela olhou pro fundo do escritório, séria.
- É claro que é, mas pode ficar tranqüila, a gente não tem nada, eu juro! Se estivesse rolando alguma coisa você saberia.
- Bom mesmo, tem que ter profissionalismo hein? - ela disse encarando .
- E você vem me falar disso? Como se eu já não soubesse, então... Como foi a noite com o Danny?
- Ah, foi... Legal - corou, desviando o olhar de .
- Qual é, nós somos amigas, me fala o que aconteceu!
- Tá, tá! A gente, quase se beijou...
- MENTIRA! SÉRIO? COMO FOI?
- ! - estava muito vermelha e não sabia onde enfiar a cara - o porteiro atrapalhou tudo, mas de qualquer forma, eu acho que foi melhor.- Melhor nada, vocês tinham que ter ficado.
- Mas ele meio que marcou um segundo encontro comigo...
- Tomara que dê certo, vocês ficariam lindos juntos! - sorria de orelha a orelha.
- Bom... O que é isso na sua mesa? - queria mudar de assunto rapidamente, falar em Danny a fazia parecer uma boba.
- Mudando de assunto hein? - deu um risinho e continuou - É um currículo.
- De quem? - tirou a pasta rosa de cima da mesa e começou a analisá-lo.
- Da , vocês se conheceram na boate, no domingo.
- Ela trabalha em que?
- Ela é publicitária, pode fazer estágio qualquer coisa, o currículo dela é bom, acabou de sair da faculdade, olha aí - apontou para a pasta que se encontrava nas mãos da amiga - ela não sabe que eu tenho isso, então mostra pro seu pai, qualquer coisa eu falo com ela.
- A é um ano mais nova do que eu, está fresquinha, do jeito que o Antony gosta, mente fresca, boas idéias, rende mais. Ele pode moldá-la do jeito que quiser, ao estilo da empresa, como fizeram comigo e com você.
- Vou mostrar esse currículo pro meu pai – disse enquanto examinava os papéis - eu gostei dele. Ele também gostará.
-Tomara - disse cruzando os dedos.
Capítulo 7
Na quinta–feira, e tomavam café da manhã enquanto conversavam sobre a viagem da amiga à Essex, pois os dias estavam tão corridos que ainda não tinha dado tempo de entrar em detalhes.
- Mas na hora de se despedir ele falou isso? - perguntou pela milésima vez.
- Foi - disse com a boca cheia de pão.
- Meu Deus, você não está em Londres nem há uma semana e já tá arrasando, hein? - deu um gole no chá sorrindo - Ele é bonito?
- É. Muito!
- E... Você vai ligar pra ele? - analisou a expressão da amiga, que ficou calada por uns segundos, tomou um gole de café finalmente falou.
- Não sei, eu não quero dar o primeiro passo...
- Mas, ele praticamente pediu né? Então, ele deu o primeiro passo... - disse mordendo o lábio inferior – Tecnicamente...
- É, mas ele pode achar que eu sou atirada sei lá... O que você faria?
- Eu? Não sei, acho que eu... Ah você sabe que eu sou tímida, eu nunca ligaria, mas... Você acha que ele vale a pena?
- Se ele vale a pena? - perguntou rindo - , você não viu o menino, ele é muito gato, e quando eu falo isso, é sem exagero, ele é o tipo de cara que você procura a vida inteira, ele é muito hot!
- Então liga, oras - disse pegando um biscoito de leite.
- É né... Eu vou fazer isso mesmo, quer saber? Vou fazer isso agora!
levantou-se do banco onde tomava café da manhã e sentou-se no sofá-cama, puxou o telefone do gancho e tirou o cartão de Dougie do sutiã, ela tinha feito isso com medo de perder, então achou que perto do peito era o lugar mais seguro para guardá-lo. Ela deu uma olhada para , que deu um sorriso incentivador para a amiga, discou os primeiros números, chamou a primeira vez, chamou a segunda...
- Desliga, desliga! - gritou levantando-se do banco.
- Porra, ! - desligou o telefone na hora assustada com a reação da amiga - O que?
- E se ele estiver dormindo? - perguntou preocupada - Sei lá, é cedo, quer dizer, a gente não sabe que horas ele acorda né?
- É verdade... - Continuou pensativa - Realmente, ele deve estar dormindo...
- Imagina? Você liga e ele atende com a voz toda sonolenta?
- Ai que horror! - colocou a mão na boca - Ele ia pensar que eu estou encalhada há milênios e não vai querer nada comigo.
- É melhor nem pensar nisso. Que tal ligar pra ele... Amanhã? - perguntou rindo.
- Boa, é melhor mesmo - concordou desapontada - cara foi Deus que me impediu de fazer essa merda, ainda bem que ele não atendeu.
- Deus nada. Agradece a sua amiguinha aqui, que te deu o toque, ora bolas.
- Ah é, detalhe, você que falou pra eu ligar! - falou indignada.
- Eu? Eu só falei que você podia ligar, porque ele deu o primeiro passo, eu não mandei você ligar.
- Que seja, eu não liguei.
- Mas bem que você queria né? - brincou fazendo cócegas em .
- Claro, ele é gostoso minha filha, igual a esse no Brasil eu não acho nem em um milhão de anos.
- Só não deixa esse moleque escapar, né?
- Pode deixar, ele já tá na rede - disse convencida.
- Mas tu te achas muito, hein?
- Falando em se achar, você não tem achado muito o cara do elevador né? - perguntou .
- O Tom tá compondo. Eu não quero atrapalhar - disse .
- Enquanto a Giovanna vai fazer visitinhas no quarto dele, é?
- Pra sua informação, ele não está recebendo visitas de ninguém, ele nem sai daquele hotel. Ele e o Danny estão presos lá, mas fazer o que? É um sacrifício em nome da música - disse rindo.
- A que ia gostar de ficar em um quarto durante um bom tempo com o nosso amigo Danny, hein? - disse cutucando a amiga.
- Nossa, eu em um quarto com um Tom... - disse sonhadora - eu fazia um estrago olha.
- Caraca! Eu não acredito que você falou isso! - gritou .
- O que?! - corou.
- Cara eu consegui imaginar a cena agora, que nojo!
- Deixa de ser idiota, - que estava roxa de tanta vergonha pelo comentário da amiga, pegou um de seus travesseiros e jogou em cima dela, assim começaram uma guerra de travesseiros que durou até o toque do relógio, elas estavam atrasadas, de novo! pegou as chaves do carro que estavam sobre a mesinha, abriu a porta para que passasse. Durante o caminho no carro comentou:
- Você nem sabe!
- Babado? Conte! - ela respondeu animada.
- Eu acho que e Danny vão acabar ficando!
- Mentira! Sério? Caraca, eu não sabia que eles tinham alguma coisa - estava surpresa com a revelação da amiga - eles formam um casal lindo.
- Eu me esqueci de te falar, eles estão nessa há muito tempo! Desde o meu intercâmbio. Ficam nessa de fica e não fica, mas agora eu acho que vai dar tudo certo.
- Mas quando foi isso? Eles ficaram?
- Não ficaram ainda, mas parece que ele meio que deu uma indireta pra ela, falando que quer sair de novo e blábláblá - virou na rua da empresa e estacionou o carro.
- Que lindo, dou a maior força pra eles... - olhou em volta e viu que elas estavam paradas na frente da empresa MPM - o que a gente tá fazendo aqui?
- Você tem uma entrevista hoje - deu um risinho e saiu do carro.
- Como assim? Eu não mandei meu currículo pra cá - seguiu a amiga atravessando a rua.
- Você não. Eu tive que fazer isso por você, sua entrevista é daqui a meia hora, na sala da , sala 7 - entrou no prédio, parou em frente ao elevador e esperou ao lado da amiga.
- Ai, obrigada - abraçou a amiga - imagina a gente trabalhar juntas?
- Capricha nessa entrevista, hein? - entrou no elevador. Depois de alguns minutos, as garotas estavam na sala de , sentadas no sofá conversando.
- Então o que achou da empresa? - perguntou sorrindo.
- Adorei! Ambiente chique, bem a minha cara - deu uma piscada - Mas eu estou nervosa, quero muito trabalhar aqui...
Enquanto isso na sala sete, terminava de analisar o currículo de , ele era bom, claro, ela começaria com um trabalho simples, já que tinha acabado de sair da faculdade, mas a entrevista poderia mudar tudo. Ela olhou o relógio, eram oito horas. Dali a trinta minutos seria a entrevista, estava entediada, só teria trabalho de verdade no dia seguinte, quando iria para a sessão de fotos com os garotos do Busted. Pegou alguns papéis sobre o contrato da empresa com a banda, quando de repente o telefone tocou.
- Sim?
- Srta. Mcfayden, tem um telefonema na linha dois.
- De quem se trata? - colocou os pés na mesa se espreguiçando.- Danie.. Daniel Jones. - caiu para trás derrubando alguns papéis da mesa, junto com o telefone, só conseguia ouvir ao fundo a voz de sua secretária. - Srta. Mcfayden? A senhorita ainda está na linha? Alô?
levantou-se do chão rapidamente, meio atordoada, pegou o telefone, que acabou escorregando de sua mão, caindo no chão novamente. Ela o pegou e continuou.
- Estou aqui, desculpe, me atrapalhei - Ela olhou para o chão e avistou vários papéis jogados - Pode deixar eu vou atender. - respirou fundo, sentou-se ereta na cadeia e olhou para a luzinha que brilhava no botão da linha dois, fechou os olhos e respirou novamente.
- Alô?
- Não, Tom! Coloca pro lado de lá junto com a guitarra filho da... - Danny levou um susto ao ouvir a voz de e depois deu um grito - ?! - Danny a ouviu gargalhar ao fundo.
- Danny...
- Oi - ele falou com a voz baixa.
- Oi. - Os dois permaneceram calados por alguns segundos, então continuou.
- Então? Muito trabalho?
- Um pouco. Eu e o Tom estamos fazendo umas músicas legais.
- Que bom...
- E você?
- Eu o que?
- Muito trabalho? - ele não sabia o que dizer.
- Um pouco, na verdade eu tenho uma entrevista daqui a pouco.
- Quer dizer que você está ocupada? - ele perguntou apressado.
- Não, não, tudo bem, eu posso falar.
- Ah tá, que bom. - O silêncio predominou de novo, e Tom que estava sentado ao lado de Danny cochichava:
- Fala alguma coisa, dude! Vai, vai!
- Então, eu estava pensando...
- Pode falar - falou apressada
.- Que quando eu sair daqui, do hotel, bem você sabe...
- Hum...
- Eu acho que talvez, quer dizer, só se você quiser, eu pensei em sei lá, a gente podia sair... Tomar um café...- Tomar um café? - cochichou Tom indignado - esse tipo de programa a gente faz com a nossa avó, dude!- JANTAR! - Danny quase gritou no telefone ao perceber que fizera besteira ao falar do café - eu pensei em sair para jantar com você.
- Afinal você quer jantar ou tomar café? - já começara a rir, mas ela não sabia se era de nervosismo ou alegria.
- Os dois - ele falou sem pensar - quer dizer, só se você quiser.
- Por mim tudo bem - ela disse tímida - só me avisa quando e onde.
- O café pode ser no pub que tem aí do lado da sua empresa e o jantar, você decide... No domingo tá bom?
- Ótimo. Então quando a gente tomar café no domingo, eu te aviso pra onde a gente vai...
- Perfeito, então a gente se vê no domingo, às oito?
- Claro, eu estarei lá.
- Tá bom então, tchau - ele falou sem graça.
- Tchau - ela desligou sonhadora.
- Fui muito mal? - Danny perguntou a Tom assim que desligou o telefone.
- Pra quem não tem neurônios até que está bom - disse Tom dando um “pedala” no amigo. roia as unhas, agoniada, esperando dar a hora de sua entrevista. O relógio bateu oito e meia e lá foi ela.- Boa sorte – disse
- Obrigada mais uma vez – entrou na sala e o silêncio tomou conta do ambiente.
andava pra lá e pra cá na frente da porta da sala de . Ouvia vozes bem longe e às vezes umas risadas, até que depois de um bom tempo, a porta tornou a abrir.
- E aí, colega de trabalho? – falou e as três riram alto. abraçou a amiga.
- Vamos comemorar! – disse . As três garotas foram ao bar que ficava ao lado da empresa. Beberam, comeram e se divertiram.
- Nossa, 'to morta! – disse
- Ah, você precisa se acostumar com o ritmo das londrinas, meu bem – falou sorridente.
Enquanto as duas riam, se afastou para atender o celular que tocava pela segunda vez.
- Oi Tom!
- a audição foi marcada para sábado! Vamos achar o resto da banda!
- Nossa que boa notícia! Fiquei feliz por você.
- Obrigado, vou desligar, eu e o Danny estamos compondo, era só pra te contar a novidade.
- Valeu por avisar, estarei lá te dando a maior força.
- Eu sei que vai. A propósito, você foi a primeira a saber. Beijo.
Um sorriso foi se soltando aos poucos no rosto da garota e ela voltou correndo para a mesa, onde as outras duas conversavam animadamente.
Capítulo 8
A sessão de fotos do Busted estava marcada para as três horas. acabou saindo de casa duas horas. O relógio marcou duas e meia, então saiu de casa. Porém no caminho para o estúdio se viu em um engarrafamento no meio da cidade, ficando parada por quase meia hora, até que enfim conseguiu seguir em direção a seu caminho. Avistou a casa de tijolos vermelhos, com vários carros parados na frente, até mesmo o de que já tinha mandado várias mensagens para seu celular. Finalmente estacionou o carro bem em frente à porta de entrada, olhou o relógio, eram três e vinte, correu e abriu a porta com força, o zelador levaria um susto se não fosse pelo iPod gritando no seu ouvido.
- Desculpe – Ela disse sem graça ao cutucar o homem – Onde estão fazendo a sessão?
- Só seguir reto pelo corredor, primeira porta à direita. - correu e já conseguia ouvir as vozes que vinham da sala apontada pelo zelador.
- Ei, pessoal, vamos dar uma parada agora, só esperar mais um pouco até a chegar – Avisou mandando uma nova mensagem para o celular da amiga.
Os garotos saíram de suas posições para um descanso.
- Tá faltando gelo nesse refrigerante – James fez uma careta olhando para o próprio copo – vou buscar um pouco na lanchonete ali da frente.
James seguiu em direção à porta com o copo na mão e ao abri-la, deu um esbarrão com que entrava na sala exasperada.
- AAH! – Os dois exclamaram ao mesmo tempo.
- ? – correu em direção à porta.
- Desculpa, eu não te vi! – James se desculpava desesperado.
- Não, tudo bem. – respondeu séria olhando para a blusa branca que agora se encontrava com uma enorme mancha marrom no meio do peito – Eu limpo rapidinho. , você pode segurar a minha bolsa enquanto eu limpo isso? – ela completou entregando à amiga a bolsa com os seus pertences.
- Não, eu limpo pra você – James falou rapidamente.
- É sério James, não tem problema, eu limpo.
- Eu insisto, vem comigo.
Ele pegou pelo braço e guiou-a até o banheiro feminino.
- Pêra aí, você vai entrar? – Ela arregalou os olhos ao ver que ele estava abrindo a porta.
- Eu disse que ia limpar, não disse?
Os dois entraram no banheiro que estava vazio.
- Tira a blusa.
- Como é que é? – perguntou assustada.
- Não na minha frente. Só entra em um box desse e tira – James falou de imediato, corando um pouco.
- E eu vou ficar esperando só de sutiã até a blusa secar? Presa em um box? – cruzou os braços.
- Não, pode usar a minha – James tirou a blusa preta que estava usando, entregando para ela.
- E você vai ficar sem blusa? – Ela encarou-o desconfiada.
- Alguém tem que ficar sem, né?
entrou no box e saiu de lá com a camisa suja na mão, usando a que James tinha lhe dado. Ele começou a lavar, após alguns minutos em silêncio James ouviu umas risadas de .
- Alguma coisa engraçada?
- Ah eu só lembrei um comentário da minha amiga sobre banheiros – riu ainda mais depois de ter falado isso.
- Ah entendi... Eu sei que dava pra ter ficado melhor, desculpa.
- Tudo bem, a gente pode dar um jeit... – foi interrompida pelo barulho produzido pela porta – James o que foi isso?
- Não sei – ele respondeu se aproximando da porta.
, não querendo acreditar no que poderia ter acontecido, correu e tentou abrir a porta. Trancada.
- E agora? Eu preciso trabalhar! – ela falou olhando para James, assustada. – Já sei! Vou ligar pra e ela vai nos tir... Ai droga! deixei minha bolsa com a Bruna, meu celular estava lá!
Os dois começaram a bater que nem loucos na porta. Após cinco minutos James estava sentado no chão, enquanto não desistia.
- Socorro! – Ela gritou sem esperanças – Como é que você pode ficar tão calmo?
- Porque você tá aqui comigo – Ele respondeu.
Ela o encarou e tentou ignorar o comentário, voltando a pedir ajuda.- ? É você que ta aí?
Aquela voz aguda e meiga era impossível ela não reconhecer.
- Tom, me tira daqui! – gritou com um sorriso.
- Fica calma, vou atrás de ajuda – ele respondeu saindo correndo em busca do zelador.
- Ufa, ainda bem – sentou ao lado de James.
- Hoho, o Tom é nosso herói – Ele falou mal-humorado.
- Nossa que ânimo. Você não tá feliz?
- Não, eu não sei fazer nada direito, até agora eu não conseguir te impressionar nenhuma vez.
- Você me impressionou muito, lavou minha roupa e tudo, um homem que faça isso hoje em dia é raro – o encarou rindo.
- Mas não saiu a mancha toda, eu nunca vou conseguir fazer algo direito pra você – Ele a olhou um pouco triste
- James, pra tudo tem sua hora
- Então a hora é agora – Ele foi se aproximando o rosto do de , que não sabia o que fazer. Quando as bocas estavam a milímetros de distância, um barulho bem alto veio do lado de fora e a porta se abriu.
- , James! – Gritou Tom com uma cara não muito amigável.
- Tom! Graças a Deus! – levantou num pulo e o abraçou.
- Valeu cara – agradeceu James super sem-graça.
No momento, Tom não queria nem saber o que tinha acontecido. Largou e foi direto à sala da sessão.
A sessão de fotos acabou por volta de seis horas, todos foram para seus respectivos carros, menos Tom, que tinha ido a pé.
- E aí, Fletcher? Aceita uma carona ou é muito humilhante uma garota te deixar em casa? – sorriu.
- Você quer dizer no hotel – Tom deu um sorriso fraco – Claro que eu aceito.
Os dois entraram no carro em silêncio, seguiram pela avenida que estava congestionada.
- Droga, mais trânsito! – Tom exclamou ao ver a enorme fila de carros.
- Se é ruim pra você, imagina pra mim, que estou dirigindo – reclamou.
- Quer que eu leve o carro pra você?
- Imagina Tom, não precisa mostrar seu cavalheirismo agora.
- Você sempre fala que eu sou cavalheiro – Ele deu um sorrisinho.
- Muitas garotas gostam disso, então vamos considerar a Giovanna uma sortuda.
- Por quê? O novo namorado dela é cavalheiro também?
- Claro que... Como assim novo namorado? – arregalou os olhos.
- Era isso que eu precisava falar com você... – Ele disse olhando para rua, agora que o carro já estava em movimento.
- Tom! Por que você não me falou isso antes?
- Eu não queria estragar o seu clima com o James.
- Clima? Não tem clima nenhum – disse ela parando o carro na esquina do hotel.
- Desde quando isso tá acontecendo? – Ele perguntou encarando-a sério.
- Tom, não tem nada! – ela respondeu paciente.
- Pára de mentir pra mim! O que você tem com ele? – Tom agora gritava.
- Eu não tenho nada com ele, eu já disse! – alterou a voz junto com ele – E outra, se tivesse o que você tem a ver com isso?
Tom ficou calado. Sem nem ao menos se despedir, ele desceu do carro, batendo a porta e entrando no hotel sem olhar para trás. chegou em casa arrasada. Abriu a porta e deu de cara com deitada no sofá-cama, chorando, assistindo um filme romântico.
- ? – trancou a porta e sentou-se ao lado da amiga.
- Incrível como nesses filmes tudo dá certo no final – falou ela soluçando – e quando a mocinha liga pro mocinho, nenhuma piranha atende.
- Er... Naquela época ainda não tinha celular ...
- Você entendeu o que eu quis dizer – respondeu ela, deixando o pote de sorvete de lado.
- Tem alguma coisa a ver com o Dougie? – arriscou.
- Aquele imbecil, me dá o telefone dele e ainda deixa uma biscatezinha qualquer atender aquela porra.
- Ah, entendi, bom, pelo visto o seu dia foi tão ruim quanto o meu.
contou a todos os detalhes do seu dia conturbado. Após xingarem todos os homens e se consolarem, as duas foram finalmente dormir.
Capítulo 9
A sexta passou rapidamente. foi trabalhar normalmente, mas seus pensamentos estavam na briga que tivera com Tom no outro dia. não estava muito diferente, ficara em casa, vendo tevê, ainda estava abalada pelo telefonema atendido pela garota misteriosa. trabalhava normalmente, nada tinha lhe aborrecido nos últimos dias.
No sábado, pela manhã, aconteceria a audição do Mcfly, mais tarde, o show de estréia do Busted, e depois todos iriam para um festa comemorativa, em uma boate reservada no centro de Londres.
- , você acha que eu devo ir? - que tinha acabado de acordar, andava de um lado para o outro do quarto, enquanto falava com que estava sonolenta, escorada na porta.
- Ir pra onde?
- Você sabe, pra audição do McFly... - levou a mão à boca, roendo as unhas.
- Vai pô, você não disse que ia?
- Eu sei que disse, mas isso foi antes da minha "briga" com o Tom - Ela fez uma cara preocupada e continuou - Quer dizer, por que a gente brigou? Nem eu entendi direito.
- Amiga, não tente entender os homens, isso tudo é dor de cotovelo - deu um risinho.
- Mas sim, eu vou ou não?
- Faz o seguinte, veste a sua melhor roupa, vai lá, fala com o Danny, manda boa sorte por ele pro Tom, assim você vai ter aparecido, dado apoio e tal, mas não vai ter que falar com ele - deu um sorriso "como eu sou inteligente".
- Mas, o Tom me convidou, eu deveria falar com ele.
- Sim, , ele saiu correndo do seu carro, muito puto da vida, sem motivo nenhum e ainda quer que você fale com ele? - fez uma cara espantada - Esse garoto pega carona, não agradece e ainda grita contigo. Afinal, o que fez com que ele ficasse assim?
- Ah, não sei - evitou olhar para , ela não tinha mencionado o "beijo" que Tom quase vira acontecer.
- Aconteceu alguma coisa, você não quer me contar, eu vou nessa audição com você, no caminho eu quero saber de tudo o que aconteceu!
virou de costas e seguiu em direção à sala. Logo elas estavam no carro e contava tudo o que acontecera na quinta-feira para a amiga, que ouvia tudo atentamente, após vários comentários e muita conversa, elas finalmente chegaram ao local da audição. Entraram no hotel, seguiram em direção ao salão de festas. Vários garotos se dirigiam ao local. Ao entrarem, avistaram Danny que conversava com um homem mais velho, o empresário do Busted, ao ver as duas garotas ele pediu licença e foi na direção delas.
- Pensei que vocês não viessem! - Ele deu dois beijinhos nas duas que sorriram - A vem?
- Parece que ela tinha muito trabalho pra fazer em casa - deu uma olhada para , elas sabiam que na verdade, a amiga tinha ido passar o dia no salão se preparando para a festa que aconteceria a noite.
- Então? Muita gente, hein? - olhava ao seu redor. Estava babando, realmente na Inglaterra só tinham gatos.
- Ainda bem. Daqui a pouco nós vamos começar - Ele respondeu com um riso - Olha! Hey, Tom!
Tom tinha acabado de voltar para o salão de festas, provavelmente estava tomando um ar na sacada, era isso que ele fazia quando estava nervoso. Ao ver que e estavam ali, ficou sem expressão.
- Oi - Ele deu um aceno para as meninas.
que já sabia da briga falou durante quase o tempo todo, deixando que apenas Tom e Danny respondessem. não pretendia entrar na conversa, nem sabia o que falar, depois da discussão do outro dia, tinha ficado com vergonha de falar qualquer coisa a Tom, ele sentia o mesmo, mas continuava conversando. Às vezes o olhar dos dois se encontrava, mas os olhos mudavam de foco rapidamente. A conversa foi interrompida pelo empresário do Busted, que foi em direção ao grupo avisar que dali a cinco minutos a audição começaria.
- Bom, é melhor a gente ir então - finalmente falou.
- Fiquem aí pra ver a audição - Danny pediu com um largo sorriso.
- Eu tenho trabalho pra fazer, vamos .
- A gente se vê no show hoje à noite então - Disse com um sorriso fraco, ela queria muito ficar, mas o clima entre e Tom não estava nada bom.
- Vocês vão pra festa do Busted? - Danny perguntou animado - O James me falou que vai ser muito doida!Por um momento Tom lançou um olhar pra que fez o mesmo. Sorte que nenhum dos outros dois percebeu.
- Vamos, . Tchau, boa sorte - deu um aceno de longe para os dois, que retribuíram.
Ao fecharem a porta, Danny se virou para Tom:
- A tava estranha hoje... O que aconteceu?
- Não sei - Tom ficou calado encarando o chão.
- Dude, aconteceu alguma coisa?
- A audição vai começar agora, Danny - Tom virou e seguiu para longe dali.
- Estranho, muito estranho... - Danny passou as mãos pelo rosto, olhando desconfiado para o amigo, que já estava longe dali.Enquanto isso, e seguiam pela recepção do hotel, em direção à saída.
- ...
- O que ?
- Preciso fazer xixi...
- Agora? - parou de andar encarando a amiga.
- É, agora, me espera aqui, eu vou atrás de um banheiro.
- 'Ta, vou ficar sentada lendo uma revista, volta logo.
voltou todo o caminho, seguindo as plaquinhas de sinalização por um caminho até o banheiro, ela entrou e em poucos minutos saiu, quando de repente, sentiu um forte esbarrão, quase caindo.
- Ai - Ela gritou passando a mão no ombro.
- Sorry - Uma voz feminina respondeu.
- Porra, nem pra ser homem - encarou a garota mal-humorada.
- ?
- ?
- Menina! O que você tá fazendo aqui? - As duas se abraçaram sorridentes.
- Eu vou bater as fotos dos carinhas da audição - respondeu.
- Esperta, hein? Só tem gato ali dentro!
- Pior que é, né? Agora me responde: o que você tá fazendo aqui?
- Ah, você sabe né, eu me passo em um banheiro - As duas gargalharam - 'To brincando. Eu conheço os caras da banda, só vim desejar boa sorte e tal.
- Ah bom, cara eu não acredito que eu te encontrei.
- Nem eu, tenho que te apresentar pra uma amiga minha! A , aquela que eu te falei.
- Sei, ela tá aqui?
- Lá na recepção me esperando. Vamos lá.
- Poxa, bem que eu queria, mas ainda faltam alguns garotos para fotografar.
- Ei, me liga, assim que acabar essa audição, hoje à noite vai ter uma festa muito legal, eu quero que você vá com a gente.
- Legal, eu ligo, agora é melhor eu correr.
As duas se despediram e seguiu em direção ao salão de festas. No canto, tinha um painel branco, com um banco na frente, onde os candidatos batiam as fotos. se posicionou em seu banco, atrás do tripé onde colocava a máquina e chamou:
- Próximo.
Após tirar fotos de mais ou menos uns quinze garotos, já que o restante ela tinha feito antes de sair da sala, só faltava um, ele estava escorado na parede do canto, usava calças largas, com uma camisa de botões, onde estavam pendurados uns óculos escuros. Tinha o cabelo quase loiro e olhos azuis. olhou em direção ao garoto e o chamou:
- Você é o próximo.
- Eu? Ótimo! - Ele deu um risinho e sentou-se no banquinho.
- Olha pra mim, por favor.
- Vai ser difícil não fazer isso - Ele falou murmurando.
- O que? Disse alguma coisa? - perguntou enquanto focalizava a máquina.
- Não, não - Ele respondeu levantando a sobrancelha.
- Abaixa a sobrancelha, te dá um ar de convencido - falou decidida.
- Ah, esse é meu charme - Ele falou com um risinho.
- Então eu acho que o seu charme não vai funcionar, eles não querem um Back Street Boy - Ela o olhou desafiante.
- Tudo bem, sem a sobrancelha - Ele olhou em direção à câmera.
- 1, 2, 3 e... - tirou a foto, mas o flash não saiu - Droga.
- O que aconteceu?
- A pilha acabou - enfiou a mão no bolso das calças e pegou novas pilhas - É parece que o universo está conspirando contra você.
- Hoje não. Eu vou passar na audição! - Ele falou confiante.
- Eu espero que sim - Ela riu, ligando a máquina.
- Você está brincando, né? Todos os caras devem falar isso pra você.
- Eu tenho que apoiar, não? - Ela deu um riso.
- Bom, você engana bem, hein? Eu acreditei que fosse sincero.
- Iludir o pessoal é legal - Ela deu um sorriso com o canto da boca.
- Você é má - Ele a encarou.
- 1, 2, 3 e... - O flash saiu.
- Pronto - olhou a foto no laptop. Tinha ficado muito boa, aquele cara era fotogênico demais.
- Gostei da foto - Agora ele estava do lado dela analisando a foto.
- Ficou boa. - Ela pegou uma das fichas que tinha sobre sua mesa e uma caneta - Nome?
- Harry Judd - Ele respondeu com um sorriso - E o seu?
- Boa sorte, Harry Judd - entregou a ficha a ele.
- Bonito nome. "Boa sorte, Harry Judd", só é meio comprido - Harry deu um sorriso com o canto da boca e se juntou aos outros garotos.
Já eram nove e meia da noite, a audição já deveria ter acabado, era nisso que pensava enquanto estava deitada na cama, olhando pela janela do quarto, pensativa.
- ? Você ainda não está pronta? - entrou no quarto batendo a porta.
- Hãm? - que estava distraída levara um susto com a entrada da amiga.
- O show do Busted! E a festa depois!
- Ah claro, eu não vou - virou para o outro lado da cama.
- Como assim não vai?
- Eu tenho vários motivos para não ir.
- Me fala cinco deles então - cruzou os braços, ela não desistiria tão fácil.
- Primeiro, eu briguei com o Tom, segundo, o James vai estar lá, e terceiro eu...
- Tá bom, que seja, você não tem cinco motivos. Vamos logo, vai ser legal! Eu chamei a pra ir com a gente!
- A menina de Essex? - encarou a amiga.
- É! Eu juro, a gente vai se a festa estiver um merda, nós vamos embora.
- Ai que droga, eu só estou indo por sua causa, que isso fique bem claro - se levantou da cama indo em direção ao banheiro.
- Sei, sei. Não é por causa de um cara loirinho não... - murmurou ironicamente.
Eram dez para as dez e tinha acabado de se arrumar, ela tinha colocado um vestido roxo, com um sapato de salto pequeno, soltou os cabelos e fez uma maquiagem leve. usava uma calça jeans com uma bata azul escura e uma sandália de salto médio.
- Porra, pra quem não tava querendo ir, você tá bem arrumada, hein? - riu ao ver saindo do banheiro.
- Sim, você quer que eu vá como? Toda desarrumada, é?
- Pode falar, pra quem é essa arrumação toda? – cutucou a amiga.
- Pra ninguém, eu tenho que ter motivo pra me arrumar?
- Menina, toda mulher só tem dois motivos pra se arrumar, ou é porque tem homem na jogada, ou é porque quer mostrar que é melhor que outra mulher, no seu caso, eu acho que você se encaixa nos dois motivos.
- Ah, cala a boca ! - riu sem graça passando perfume.
- A acabou de ligar, falou que já está lá no show.
Em pouco tempo e chegaram no pub onde seria o show do Busted. Na frente do local estavam estacionados vários carros, pelo visto estava lotado. Na porta de entrada um segurança pegava os ingressos e as credenciais. As garotas entraram. Realmente, estava lotado. olhou por todo o lado, até ver sentada em uma mesa sozinha acenando para elas.
Ao se aproximarem, viram que a amiga estava usando um vestido colado, dourado, usava os cabelos soltos e sapatos de salto alto.
- Menina, todo mundo na maior produção - Ela se levantou abraçando as garotas que tinham chegado.
- O Danny já chegou? - lançou um sorriso para que retribuiu.
- Não sei. Talvez ele e o Tom venham - olhou para que corou.
- A gente brigou...
- Por quê?
Após alguns minutos contando toda a história para , as garotas foram interrompidas pela chegada de Danny.
- E aí? - Ele cumprimentou todas as garotas com dois beijinhos, mas podia jurar que ele só tinha dado um no rosto de .
Antes que ele pudesse sentar, se levantou de seu lugar ao lado de , juntamente com .- Danny você pode fazer companhia para ? Eu esqueci uma coisa no carro.
lançou um olhar para que completou:
- Verdade. Eu vou lá com você.
corou um pouco, o mesmo aconteceu com Danny que olhou as garotas saírem do pub, depois sentou ao seu lado sem silêncio.
- Então? Animada pro show? - Ele falou sem graça.
- Claro, espero que tudo dê certo - Ela respondeu cruzando os dedos.
Os dois permaneceram calados por alguns segundos e continuou:
- Ah, eu nem te perguntei, como foi a audição?
- Foi muito boa, os moleques tocavam demais, foi difícil escolher só dois - Ele respondeu animado.
- Quem são?
- Você vai conhecê-los na festa depois do show.
- Deixa de ser chato, me fala só os nomes.
- Não, não, surpresa.
- Então tá né... - fez um bico.
- Você já está aqui há muito tempo?
- Cheguei aqui junto com a banda, o Charlie me pegou em casa - Ela respondeu calmamente.
- Eu não sabia que você era amiga do Charlie - Ele falou desconfiado.
- Eu trabalho com ele, foi mais prático - Ela sorriu satisfeita.
- Sei... Então... e-eu quero que você vá comigo na festa depois do show - Danny falou rápido, com medo da resposta de .
- Ótimo, vou adorar - Ela respondeu sorridente.
- Legal - Ele passou as mãos pelos cabelos - , eu...
- Hey - Tom segurou no ombro do amigo cumprimentando com dois beijinhos.
- Senta aí, dude - Danny puxou uma cadeira - A e a já vão voltar pra mesa daqui a pouco.
- A tá aí? - Tom perguntou sério.
- Claro, nossa empresa foi contratada pelo Busted, nós meio que temos que acompanhar o desempenho da banda - apressou-se a responder.
- Ah sei - Ele respondeu.
- Gente, é impressão minha ou esse pub tá mais lotado ainda?
e tinham voltado do estacionamento, e sentaram-se a mesa.
- Thomas - lançou um sorriso para Tom, que retribuiu.
deu um sorriso fraco para Tom, ele fez o mesmo, mais por educação do que por vontade própria. Os dois nunca tinham brigado antes, agora por uma besteira, estavam sem se falar direito. O show começou. James, Matt e Charlie estavam animados e tocaram músicas realmente boas. Como tinham várias mesas espalhadas no canto, as pessoas que estavam sentadas, podiam levantar e ir para o meio da pista. Danny ficou ao lado de todo o show, comentando de vez em quando alguma coisa. Tom permaneceu ao lado de Danny, tomando cerveja calado, estava dançando em pé ao lado de , essa por sua vez, mesmo pensando a briga com Tom, tentou se divertir ao máximo, para mostrar a ele, que não estava se importando com isso. Com o término do show, todos foram esvaziando o local, o show tinha sido um sucesso.
- É melhor nós irmos - falou levantando da mesa.
Danny colocou uma mão sobre os ombros de e a guiou até a saída.
- Bom, eu vou ao camarim, a gente se vê na festa - Tom deu um aceno e deixou e sozinhas na mesa.
- Caraca, o clima tá feio entre vocês, hein? - olhou para com os olhos arregalados.
- É. Pior do que eu imaginava.
e foram de carro do pub até o apartamento de . Ela estaria esperando pelas duas, já que concordara em ir para a festa. Ao pararem em frente ao prédio ela de imediato entrou no carro. Usava uma saia preta rendada com uma blusa da mesma cor. As apresentações foram feitas e logo todas estavam entretidas em uma conversa sobre o show.
Ao chegarem à festa deram de cara com que as esperava na porta, nem precisou ser apresentada à , as duas se conheciam do curso de francês que faziam.
A festa estava lotada, conseguiu avistar Tom de longe, conversando com Danny e outros dois garotos desconhecidos.
- Estou morrendo de sede - comentou se afastando um pouco das amigas - Eu encontro vocês depois.
seguiu pelo salão e foi em direção ao bar, pediu uma água, não estava muito no clima para beber qualquer coisa, quando de repente sentiu alguém cutucá-la.
Enquanto isso no salão , e conversavam animadamente. Estavam do outro lado procurando alguém que conhecessem.Danny que estava ali perto, vendo se aproximar, foi em sua direção.
- ! - Ele falou rindo - Faz anos que não te vejo.
- Muito engraçado, Jones - fez um bico - Deixe-me apresentá-lo, este é o Danny, Danny esta é a .
- Opa, tudo bom? - Danny deu um aceno com a cabeça, fez o mesmo, só que com um sorriso - Ela estava tirando as fotos dos candidatos, eu já a conheço.
- É - falou rindo - Então decidiram? Quais foram os escolhidos.
- Segredo, vocês logo vão descobrir.
- Então Danny, tá aprontando o que por aqui? - perguntou rindo.
- Eu? Sou um santo, não faço nada não - Ele deu um riso - Só vim aqui, roubar a de vocês pra dançar comigo, mas só se ela quiser é claro.
corou um pouco e concordou com a cabeça. e ficaram olhando os dois irem pro meio da pista dançar, deixando as duas sozinhas.
- É, parece que a vai se dar bem hoje - deu um risinho.
- Quem vai se dar bem?
se virou. Era James, ele tinha duas garrafas de cerveja na mão e um sorriso enorme.
- Eu juro que dessa vez eu não vou derrubar nada em você.
- Assim espero - Ela lançou um olhar surpreso, ao ver que não estava mais ao seu lado e que também era estranho ver James depois do quase-beijo entre os dois.
- Mas bem que eu queria ficar preso em um banheiro com você de novo...
- E porque você diz isso? - temia a resposta, mas a pergunta era inevitável.
tinha saído do lado de sem que nem ao menos ela percebesse. Não conhecia ninguém ali. Resolveu procurar algum lugar para sentar, quem sabe, ela ligaria para alguma amiga inglesa enquanto as outras, da festa, não estivessem voltado. Viu que do outro lado do salão, em outra sala tinha um sofá vazio. Ela foi andando, mas acabou esbarrando com um cara que vinha na direção oposta.
- Sorry. - Ela levantou a cabeça para ver quem era. Aqueles olhos azuis se encontraram com os seus. Era o cara da audição: Harry Judd.
- Parece que nos encontramos de novo - Ele parou na sua frente com um sorriso no rosto.
- É parece que sim - deu um sorriso fraco para o garoto - O que você tá fazendo aqui?... Desculpa. Isso não é da minha conta.
- Não, tudo bem. Eu fui convidado.
- Isso eu também fui - Ela lançou um olhar desconfiado para ele, que apenas riu.
- Você está sozinha? - Ele perguntou curioso.
- Não, não estou.
- Eu não estou vendo ninguém com você - Ele falou em tom debochado.
- Na verdade, eu estou aqui com algumas amigas. Nós nos separamos, só isso.
- Ah... Você está perdida por acaso?
- Não, eu só estou indo sentar, bem ali - apontou para o sofá vazio.
- Você fuma? - Ele levantou a sobrancelha, tinha que admitir, ele ficava muito sexy quando fazia isso.
- Não.
- Então você está indo lá, pra ficar sentada sozinha?
- É justamente isso. Como você adivinhou? - Ela falou em tom sarcástico fazendo-o rir.
- Eu te acompanho até lá.
- Eu estou bem sozinha, obrigada - Ela continuou andando em direção aos sofás e se sentou em um, com dois lugares.
- Sabe, meus amigos também me deixaram sozinhos então, eu acho que vou ficar aqui com você - Harry tinha seguido até sofá e sentou-se ao lado dela.
- Você está me perseguindo por acaso?
- De forma nenhuma, eu só acho que, se você está sozinha e eu também, que mal há em ficar aqui?
- Que seja, mas não espere que eu seja legal com você... - Ela lançou um olhar com o canto do olho para Harry.
- Essa seria a última coisa que eu esperaria de você... - Ele deu um sorriso.
- Do jeito que você fala parece que eu sou uma megera.
- Você não chega a tanto, mas está quase lá, até que me prove o contrário.
- Eu não tenho que provar nada pra você...
- Seu sotaque é diferente... De onde você é? - Ele falou mudando completamente de assunto.
- Eu sou do Brasil, é por isso.
- Sério? Já ouvi muito sobre lá. E o que te trouxe pra Inglaterra?
- Eu estou fazendo um curso de fotografia, mas pretendo morar aqui.
- Legal, o que você gosta de fotografar?
- Ah, eu adoro fazer retratos, mostrar as pessoas em momentos espontâneos, sem poses - falou com a voz calma e com os olhos brilhando.
- Quando você fala assim, você nem parece tão má.
deu um tapa de leve no braço de Harry que riu, fazendo com que ela risse junto.
virou rapidamente e deu de cara com quem ela menos imaginava encontrar ali.
- Ah, oi – falou ela surpresa e feliz ao mesmo tempo.
- Já que você não liga, os acasos jogam por você – disse Dougie.
- Nossa, onde você leu isso? – perguntou ela, desconfiada.
- Vi em um filme – e os dois riram – Tá indo pra onde?
- Minha amiga ta me esperando lá na mesa. Por que você não se junta a nós?
- Claro.
Os dois andaram em direção à mesa. O caminho era difícil, pois o local estava lotado e se não fosse por Dougie que a protegia com os braços toda hora, teria pego vários empurrões.
- Não acredito que eles foram embora e nem me avisaram! – olhou em volta.
- Das duas uma, ou era mentira sua, ou eles realmente esqueceram-se de você – Disse Dougie, procurando junto com ela mesmo sem saber quem eram as amigas.
- Nossa Dougie, como um amigo para levantar o astral você dá um ótimo baixista – respondeu ela emburrada.
- Vou levar essa como um elogio – disse ele rindo. É claro que ele entendeu o xingamento.
- Vamos sentar e esperar – foi sentando na cadeira, até que seus olhos focaram justamente na direção de e James – Ah, péssima idéia, vamos sair daqui – Levantou–se rapidamente e puxou Dougie pela mão.
- Você é muito complicada! – reclamou ele. A garota só fez rir e começou a dançar perto de e Danny, que acenou para Dougie sem que as garotas notassem.
- Bom, eu pretendia terminar o que eu comecei no banheiro - James continuou, entregando as cervejas para o garçom.
- Eu não sei do que você está falando - virou de costas e saiu andando na direção oposta, mas James a segurou pelo braço.
- Sabe sim. Se o Tom não tivesse chegado, você sabe o que teria acontecido - James falou em tom convencido.
- James, me solta, por favor - olhou para ele séria.
- , para de fingir que não sabe de nada.
- Eu já disse, eu não sei do que você está falando! - aumentou o tom de voz.
- Então eu vou ter que te mostrar...
James que já tinha se livrado das cervejas que trazia na mão, segurou no outro braço, se inclinou um pouco e a beijou com vontade. Ela retribuiu o beijo, mas na verdade, ela estava confusa, o namoro de Tom tinha terminado, o caminho estava livre, mas parecia que agora, eles estavam mais distantes que nunca. Então aparece James. Ela não sabia o que queria. Talvez ficar com o ele não fosse tão ruim, afinal de contas, ele beijava bem.
Tom estava sentado em uma mesa, ao lado da pista onde e James estavam, ele estava entretido com uma conversa sobre bandas inglesas até que ao passar o olho pelo salão viu os dois conversando, não conseguia entender o que falavam, mas a expressão dos rostos podia decifrar algumas coisas. Quando finalmente, James pulou em cima de , beijando-a. Tom viu tudo: início, meio e fim.
- Pessoal, eu quero a atenção de todos, por favor - O empresário do Busted, Stuart, tinha subido em um palco na ponta do salão - Gostaria que todos os integrantes do Busted estivessem presentes aqui.
, ao ouvir a voz de Stuart no microfone, parou de beijar James na hora, eles se encararam por alguns segundos.
- Estão te esperando.
- Eu tenho que ir - Ele falou com um ar de tristeza na voz.
James deu uma última olhada em , lançou um pequeno sorriso e sumiu no meio da multidão.
- A banda vai se apresentar! – Exclamou – Eu quero ver.
- Eu também – Harry segurou na mão dela e os dois saíram da sala. Andaram um pouco até chegarem à frente do palco, encontrando Danny, , e Dougie.
- É um prazer ter todos vocês aqui – Começou o discurso o empresário da banda – Afinal, foram distribuídos alguns convites e é muito importante que todos tenham comparecido.
Houve um grito de incentivo vindo do público.
- Pra quem não sabe a empresa MPM, conhecida por mais de setenta países, ganhou um novo cliente esta semana, com o qual pretende trabalhar por muito tempo, e esses vocês já conhecem. BUSTED!
Os garotos apareceram ao lado de Stuart e todos lá embaixo gritaram bem alto, empolgados e agitados. Charlie abraçou os dois amigos, que retribuíram.
- Sim, sim pessoal, a estréia deles foi maravilhosa, todos nós esperamos que a carreira seja repleta de shows como o dessa noite – continuou Stuart – Mas essa não é a única novidade da festa.
Houve uma onda de dúvida no ar, o que fez o empresário se empolgar cada vez mais.
- Nós achamos justo dar chance a quem merece, por isso, demos uma a um dos melhores guitarristas que já apareceu nessa empresa, para que ele formasse uma banda, já que perdeu a vaga no Busted para o nosso querido James. Sem perder tempo, Thomas Fletcher e o seu amigo Danny Jones fizeram uma audição e conseguiram formar a outra banda, que vai animar as noites de vocês, explodir as rádios e colocar Londres p