Autora: Aline Jones.
Beta-Reader: Annie Brissow.



Capítulo Um.

Eu caminhava tranquilamente pela rua escura de Londres. Voltava da faculdade de Jornalismo com minha melhor amiga . Meus dias estavam cada vez mais cansativos, assim como minha vida inteira. dizia que eu precisava me animar, sair, festejar. Festejar o que? A minha vida chata e monótona na qual eu estava cheia? Há.
Enquanto eu apenas caminhava em direção ao nosso apartamento, seguindo o ritmo de meus pés, tagarelava ao meu lado, falando coisas que eu não compreendia. Não estava prestando atenção mesmo, eu viajava na batatinha. Tudo o que eu mais desejava agora, além de um banho quente, comida e minha cama, era férias. E por mais que essa fosse minha última semana, eu ainda queria morrer por isso. - Aquele professor é louco, completamente. Eu acho que ele precisa de uma namorada, sei lá, sabe... Uma pessoa que ficasse ao lado dele, desse atenção, porque ninguém presta atenção na aula dele né, isso é um fato. Mas... - Ela falava tanto que às vezes eu me perguntava como ela conseguia?!
Chegamos em casa e ela ainda falava da carência do professor.
- Sabe , porque VOCÊ não arruma um namorado e para de tentar arrumar namorado pra todo mundo? - Falei séria enquanto tirava o all star e jogava por um canto qualquer da sala.
- Nossa, obrigada pelo conselho TÃO espetacular, mas você acha que é fácil? Acha que é só sair por ai... - E blá blá blá blá... Era tudo o que eu escutava. Falando assim você pode achar que eu detesto minha amiga, mas não, eu a amo, pode acreditar, mas a fase que eu estava passando em minha vida não era a melhor.
Entrei no banheiro e liguei o chuveiro no super quente. Tirei toda minha roupa e sem pensar duas vezes eu mergulhei totalmente debaixo da água quente, fazendo meu corpo se arrepiar com a temperatura.
- Oh! Oh oh! Sweet Child O' mineee! - Eu amava cantar no chuveiro, e Guns n' rose estava na minha cabeça à semana inteira. Ouvi a porta abrir e a cabeça da minha amiga aparecer, sorrindo.
- , eu pedi pizza tá. - Fiz um joinha pra fora do boxe, e ela riu saindo do banheiro. A verdade é que, eu a aguentava ouvindo ela falar, e ela me aguentava cantar, simples.

Comíamos nossa pizza vendo um filme qualquer que passava na TV, era um com o Johnny Depp, e amava ele.
- Ai, nada como um cara desses pra alegrar minha noite! - Ela falou suspirando.
- Ah tá. Acho que eu ficaria mais animada se ele estivesse aqui. - Falei rolando os olhos e ela me bateu com a almofada do sofá.
- Para de ser estraga prazeres. - Nós rimos e ela se levantou. - Vou dormir Cabrita. - Ela falou bocejando.
- Tá, eu já estou indo também, só vou colocar esses pratos na pia. - entrou em seu quarto e eu caminhei até a cozinha. Após ter colocado os pratos na pia, sabendo que teria que lavá-los amanhã bem cedo pra não acumular tanta louça, eu suspirei pesadamente e voltei à sala, desliguei a TV, e quando ia em direção ao meu quarto, ouvi um barulho na porta.
Eram apenas um monte de papéis sendo colocados por baixo da porta. Eu já até imaginara o tanto de contas que ali estavam. Caminhei preguiçosamente e peguei o amontoado de papel. Olhei para a primeira da pilha e vi a conta do cartão de crédito. Bufei com raiva e joguei tudo em cima da mesa, eu veria isso amanhã.

Capítulo dois.

Acordei mais cedo do que pretendia. Rolei na cama a noite inteira e quando finalmente tinha pegado no sono, eu ouço "I wanna hold your hand" saindo do meu celular. Resolvi me arrumar primeiro e depois acordar a , eu sabia que ela sempre demorava.
Então passei pela mesa da sala e vi as contas de novo. "Essas coisas me perseguem" pensei comigo. Peguei e comecei a olhar uma por uma, separando o que eu teria que pagar. Foi quando eu vi um envelope branco, bonito, com letras douradas. Abri e vi que era um convite de casamento. O casamento da minha irmã caçula, Amanda, com Nick. Enquanto olhava cada parte do convite, uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Tinha prometido a mim mesma que nunca mais choraria por John, mas foi impossível. John era meu ex-noivo. Eu o amava, estava pronta a compartilhar tudo com ele, mas absolutamente do nada, tão rápido quanto começou, terminou. Ele não quis mais, apenas disse que não estava pronto e sumiu. Já faz alguns meses, mas eu nunca o esqueci, e era por isso que dizia pra me animar, sair... Agora estava vendo minha irmã mais nova se casar primeiro do que eu, triste, eu sei. E o pior era que John estaria lá, com certeza. Nick era seu amigo.
Li cada linha do convite e me joguei no sofá, pensativa. Como eu iria encarar John depois de tudo? Eu apenas socaria a cara dele, daria um sorrisinho cínico e sairia linda e absoluta? Eu pensaria nisso.
Guardei os convites, pois também recebera um e fui acordá-la. Entrei em seu quarto em silêncio, e cuidadosamente sentei ao seu lado. babava e tinha um sorriso no rosto, uma coisa realmente linda de se ver.

- ! Acorda! Estamos atrasadas! - Gritei, balançando seu ombro. Ela me xingou algumas vezes e finalmente levantou.
Enquanto ela se arrumava, eu comia tranquilamente.
- Porra , porque você não me acordou mais cedo? Agora EU estou atrasada, nem vai dar tempo de comer alguma coisa. - Ela falava nervosa, andando de um lado para o outro da sala pegando celular, chave, caderno, e mais um monte de outras coisas. Eu sabia que tinha feito merda.
- Desculpa, ok. Eu... recebi uma coisa que... me deixou... sei lá... triste, e acabei te atrasando, desculpa. - Ela bufou, ficou andando por mais alguns segundos e finalmente pegou na minha mão rindo, e saímos de casa. Já disse que minha amiga não bate bem?

Entramos na sala de aula e me sentei ao lado de .
- Hey ! O que você recebeu que está com essa cara até agora, hein? - Ela perguntou baixinho.
- Era nossos convites de casamento da Amanda com o Nick. - Falei fazendo careta.
- Casamento? Já? Que legal! - Ela exclamou feliz e eu bufei impaciente. - Não entendi a cara ainda... - ela falou novamente.
- , querida, presta atenção. O Nick é amigo de quem? - Perguntei tentando fazê-la entender.
- AAAH! Do John. Tá... - Ela olhou para os lados e eu vibrei por, finalmente, ela ter entendido. - Mas... e daí? - Ela pergunta novamente.
- você tem algum problema? O John vai estar lá, provavelmente com outra mulher, nem ligando para o pé na bunda que ele me deu. E como você acha que eu vou encará-lo? - Desabafei, tentando me controlar para não gritar.
- Oun, amiga, nós vamos encontrar uma solução. - Ela falou me abraçando de lado. E eu realmente esperava uma solução, das boas.

Eu quase dormia na aula, quando ouvi uma conversa paralela de duas garotas que eu detestava.
- Ai menina, você não sabe! Ontem paguei um cara pra ir comigo naquela festa chata da minha mãe. - Uma loira falava pra outra.
- Credo, estilo um gogo boy? - A outra falou e eu ri. Resolvi prestar atenção na aula que eu ganhava mais.
Voltamos para casa aquele dia em silêncio. Era um milagre a em silêncio, mas foi bom, eu coloquei todos os meus pensamentos no lugar, e estava pronta pra pensar muito no que fazer sobre o casamento.
A nossa rotina era a mesma, assistíamos a um filme e íamos dormir. Dessa vez eu dormi no sofá na metade do filme.

Na casa do guys...
- Você não sabe nada sobre mulheres ! - falava rindo, enquanto ficava cada vez mais nervoso.
- Dude, eu já disse, eu sou O cara com as mulheres. - se gabava, fazendo os outros rirem.
- Ok , e eu sou o bozo. - ria demais.
- Então prova , querido. - disse desafiando.
- É , prova . - concordou rindo da situação do .
- Ok, vamos num pub agora, e eu mostro o meu poder. - disse levantando, mas o interrompeu.
- Não caro amigo, eu tenho uma idéia melhor. - disse fazendo cara de mal.
- Eu não gosto dessa cara, mas vamos lá, o que é? - disse sentando novamente no sofá.

--

John caminhava com uma loira gostosona ao seu lado, sorria para todos e exibia a loira como um troféu. Eu estava sentada em um canto do bar quando ele se aproximou.
- Como vai querida? Está sozinha, não é?! Previsível. Já conheceu minha nova namorada? Essa é a Katie. - Ele falava sorrindo o tempo todo e eu queria vomitar. Sumir, correr, pular no pescoço dele e AAH!

Acordei do pior pesadelo da minha vida, eu não queria passar por aquilo. Eu NÃO passaria por aquilo. Fui correndo acordar , ela tinha que me ajudar.
- ! ACORDA! Você precisa me ajudar, sério. Levanta sua preguiçosa! - Gritei me jogando em cima dela.
- ? - Ela perguntou de lado, quase como um sussurro.
- O que? - Perguntei levantando a sobrancelha. Eu achava que ela iria berrar comigo.
- Você está me matando! - Ela disse quase sem ar e eu me joguei no chão de tanto que ri.
- Agora que já me acordou, e quase me matou... O que você quer? - Ela perguntou.
- Amiga, eu não vou nesse casamento sozinha! - Falei como se fosse óbvio, afinal, era óbvio.
- Tá, eu vou com você, dã! - Ela disse simplesmente.
- Não, jumenta, é claro que você vai, mas eu não disse sozinha, sem amiga, eu disse sozinha, sem namorado. - Quando falei ela me olhou por alguns segundos e riu.
- Ah claro, e você vai fazer o que pra arrumar um namorado em um mês? Acha fácil? - Claro, eu poderia pedir pro vizinho, mas ele era feio demais, mas tem o Toddy da portaria, mas ele é baixo demais, ele parece um anão... É não seria fácil.
- Tá, não é fácil. Mas o John vai estar lá, e eu quero mostrar pra ele que eu estou muito bem sem ele. - Falei bufando e me jogando na cama. - Ah, sim, então eu vou sair na rua com uma plaquinha “Minha amiga precisa de namorado temporário, ligue para..." - Ela disse rindo da minha cara, indo para a cozinha, eu a segui.
- Oh, você faria mesmo isso? - Falei feliz da vida e ela se matou de rir.
- Claro que não, . Tá louca? - Ela revirou os olhos.
- Ah, você não está ajudando. - Falei fazendo um bico enorme.
- Claro que não estou ajudando, como vou ajudar? Vai procurar no jornal? Pagar alguém? - Ela disse pegando em meus ombros. Até que vi uma luz. Não! Não era o fim do túnel ou algo assim, era a ideia perfeita.

Na casa dos gays, ops...guys.
- Isso não vai dar certo. - falava com medo.
- Claro que vai, o que pode dar errado? - falava rindo.
- Nunca vi alguém fazer isso, é ridículo! - Falava . - Mas vai ser muito engraçado. - Todos riram e pegou o telefone.

Capítulo Três.

Eu estava decidida sobre o que faria. Acordei muito cedo naquele sábado e corri para a primeira banca de jornal, pedindo a Deus que realmente exista uma coisa dessas. Para minha surpresa existia.

Flash back: Dois dias atrás...
- Ok moça, coloca aí no anuncio... Homem bonito, inteligente, gostoso... Não, tira o gostoso, coloca...hum...sabe tudo sobre mulheres, ótima companhia... - "se anunciava" no jornal enquanto os amigos riam.
- Pronto! Agora quero ver a louca que vai te alugar ! - falava rindo e os outros concordavam.
Fim do Flash back.

Abri o jornal em busca do que eu queria, e achei. "Namorado de aluguel", de primeira eu ri, ri muito, pois pensei "Será que isso é algum tipo de profissão?", mas depois pensei "Ainda bem que isso existe mesmo, eu estou precisando, vamos lá..." e comecei a procurar os candidatos, circulando os que eu ligaria.
- Onde você foi, doida? - perguntou aparecendo na sala.
- Comprar o jornal e alugar meu namorado. - Disse enquanto circulava mais um anuncio.
- Putz, só você mesmo! Já pensou se ele é um maníaco disfarçado, dai ele te mata? - disse fazendo gestos com a mão, e eu arregalei os olhos por um momento, depois comecei a rir. Ela é louca.
- Ain, como você é idiota. - Eu disse rolando os olhos. - Olha, tem um monte, dá até pra escolher, nunca ia achar que existiam tantos namorados para alugar! - Falei rindo.
- E você vai fazer entrevista com eles? Tipo, escolher um candidato para o cargo? - Ela se sentou ao meu lado rindo.
- Claro! E você vai comigo, se eu morrer tem que ter testemunha, né! - Eu disse e ela bufou.

Fiquei um bom tempo olhando para o jornal, risquei e circulei alguns, então como eu não tinha tempo a perder, comecei a ligar para os que me interessaram. O primeiro era um que dizia, "sou reservado, delicado, discreto e sei tudo sobre mulheres". Enquanto eu discava o número de telefone dele, jurava que esse era gay. Eu dizia "Qual é, não pode existir homens sensíveis, delicados?" e ela ria da minha cara. No telefonema ele, que se chamava Elton, pareceu muito educado, então fiquei animada na hora e marcamos de se encontrar no mesmo dia, horas mais tarde.
Era uma lanchonete, bastante movimentada. Sentamos em uma das mesas do fundo e esperamos o tal Elton. E ele apareceu, todo animado, vestido formalmente e nos cumprimentou de uma forma extremamente extravagante.
- Oi amores. Como estão? - Ele falava enquanto se sentava e cruzava as pernas. Olhei para com os olhos arregalados e ela sussurrou rindo "Eu disse!". Sim, o cara era MESMO gay. Eu não tenho nada contra gays, eles são até divertidos, mas como eu iria aparecer com um cara gay com impulsos nervosos? Até um macaco sem cérebro ia ver que o cara era gay.
Fiquei muito nervosa, dei uma desculpa qualquer a Elton e saímos de lá o mais rápido possível. foi o caminho inteiro rindo.
- Eu falei. Quando vi o cara entrando com aquele jeitinho, aí sim eu tive certeza. - Ela ria enquanto relembrava a cena.
- Tá, foi só o primeiro, ainda temos mais caras para conhecer. - Falei e ela concordou me abraçando de lado.
- É, não desiste. - Ela ficou pensativa por um momento e voltou a rir. - Sabe o que é pior? Ele falou que era discreto. - Então voltamos a rir e entramos em casa.

Eu tentava ser mais otimista possível, mas enquanto eu tentava me concentrar ao máximo em meus trabalhos em casa, imagens de casamentos vinham toda hora me atormentar. Minha família sempre foi um tanto extravagante nessa questão, lembro-me muito bem do casamento de Meredith, uma prima distante. Tia Judith, assim como todo o resto da família, fazia questão de que o casamento fosse lindo, num lugar deslumbrante e com milhares de ensaios, porque eram tantos padrinhos que eu até me perdia. Imagino que o casamento de Amanda não seria diferente, garanto que minha mãe já está louca com Tia Judith atrás dos preparativos. E claro que eu teria de ajudar. Então me desesperei, eu tinha menos tempo do que eu imaginava.
No outro dia, acordei com o irritante toque do telefone. Levantei apressadamente, desesperada para chegar ao telefone. Eu realmente cheguei a ele, mas com um belo roxo na perna direita.
- Ai porra! &*%$#@ Quê? - Perguntei depois de xingar à décima geração da mesa de centro da sala. provavelmente não estava mais dormindo.
- Uau, que belo jeito de falar com sua irmãzinha, né?! - Amanda riu do outro lado da linha. Eu tive sorte, porque se fosse minha mãe eu ia ter que ouvir um sermão.
- Desculpa Mandy, eu bati a perna nessa merda aqui, mas enfim... Er, tudo bem? - Perguntei a ela, e vi descabelada me mostrar o dedo do meio, ri de lado e ouvi minha irmã falando.
- Oun , eu estou maravilhosa sabe, o Nick é tão perfeito e... Óh me desculpe, e você amor, como você está? - "Eu? Encalhada, obrigada!" Eu quase disse isso, mas tive um surto de consciência.
- Estou b-bem, é estou bem. Estou feliz por você Mandy, sério. Espero que você seja muito feliz meu amor, tem certeza do que está fazendo? Olha, eu sei que o Nick é muito fofo, mas ele é homem né e... - Eu parei um pouco pra respirar e percebi que me preocupava demais com ela, mas estava dando uma de mãe e bom, a Mandy já é grande.
- Mamãe e papai já me deram esse discurso maninha. Só liguei mesmo pra saber quando você vem, precisamos muito de você e a aqui amor, aliás, faça uma mala grande, vamos fazer muito ensaios...- E blá blá blá. Eu sabia que ia sobrar pra mim, eu odeio ensaios, odeio! - Ok, te vejo daqui uma semana. Amo você. - Eu não estava ouvindo mais nada do que ela falava, como assim UMA SEMANA? COMO VOU ARRUMAR UM NAMORADO EM UMA SEMANA?

Capítulo quatro.

Uma semana. Uma semana. Já estava ficando paranóica. Quando Amanda desligou o telefone, saí correndo, peguei o jornal e disquei mais um número. Era o segundo da minha lista, e esse dizia "Um homem elegante, engraçado, sempre de bom-humor e bonito." Ótimo, porquê eu iria precisar de muito bom humor. Ele chamava Logan, e combinamos de nos encontrar horas mais tarde no shopping mais perto da cidade. Arrastei comigo, é claro.
Chegamos em vinte minutos no shopping, e eu caminhava apressadamente até o local combinado do encontro.
- Dá pra andar mais devagar? Eu acabei de acordar! - reclamava atrás de mim. Bufei sem diminuir o passo e escutei ela correndo até mim. Na lanchonete do shopping, vi um homem de terno, estava de costas para mim, então me aproximei. Quase levei um susto quando vi seu rosto, ele era muito feio, o tipo de homem que você não aguenta encarar por muito tempo. se escondia atrás de mim. Poderia ser uma cena hilária se eu não estivesse prestes a chorar.
- Você é ? Como você é linda. Por favor, sentem-se. - Ele disse gentilmente e começou a rir. Eu me perguntava se estava com um nariz de palhaço, ou era eu?
- Como anda Logan? - Tentei ser bem simpática. Estava difícil.
- Bom, geralmente eu ando com as pernas, mas... HAHAHAHAHAHAHA! - Por favor. Por favor. Por favor. Eu não tinha ouvido aquilo. - Ai, me desculpem, eu não consigo me controlar sabem, sou muito engraçado. E então, precisa de um namorado, não é? - Eu estava de olhos arregalados, assim como que sussurrava em meu ouvido, "Vamos sair daqui, pelo amor de Deus".
- Você realmente é muito engraçado, Logan. Pode nos dar licença por um minuto? Vamos ao banheiro. - Que banheiro que nada. Nós demos o fora dali o mais rápido possível.

No carro, de volta para casa, ria desesperadamente. Arregalei os olhos enquanto ela fica vermelha de tanto rir.
- O que foi maluca? Vai dar uma de Logan? Oh, por favor, não! - Eu falei a encarando. O sinal ficou vermelho e então ela olhou para mim ainda rindo.
- "Você realmente é muito engraçado Logan." , você precisava ver sua cara. - Ela riu mais, acelerando o carro. Eu não estava achando graça.
- E você se escondendo e sussurrando "Vamos sair daqui, pelo amor de Deus". - Ela deu a língua.

Cheguei em casa totalmente triste. Mais uma decepção e eu já estava desistindo. O encontro com Logan foi tão traumatizante que eu sonhei com palhaços naquela noite, e eu tenho um medo terrível de palhaços, ainda mais agora. Logan, palhaços. Palhaços, Logan. AH! ouviu meu choro do outro quarto, e foi me ver.
- Que foi, amor? - Ela sentou na minha cama e me fez deitar a cabeça em suas pernas. É bom morar com sua melhor amiga numa hora dessas.
- Eu nunca vou encontrar alguém, . - Falei chorando, mas enquanto ela me fazia cafuné. Eu sempre amei o cafuné da .
- Claro que vai flor, amanhã é um novo dia e nós vamos encontrar alguém. - Ela disse meiga.
- Não estou dizendo alguém pro casamento . Mas alguém na minha vida. Depois do John não apareceu mais ninguém, nem vai aparecer.
- Tudo tem sua hora . E... eu sinto que um cara lindo vai entrar na sua vida. - quando queria confortar as pessoas dava uma de vidente.
- Ah, certo. E ele vai tocar guitarra? Acho guitarristas sexy's. - Falei rindo de lado, vendo concordar com a cabeça.

Acordei um pouco mais animada no dia seguinte, mas com uma dor de cabeça insuportável. tinha me incentivado a continuar, e estava seguindo seu conselho. Só restavam mais dois "candidatos" no jornal. Eram minha última chance. Liguei para um tal de Jensen, que dizia no anúncio, "sou muito bonito, sarado, gosto de rock, toco guitarra e faço de tudo". Só resolvi ligar mesmo por ele tocar guitarra. Poderia ser um sinal? era mesmo vidente? Então fui conferir. Marcamos no cinema, meio estranho, eu sei, mas Jensen disse, "Que tal um cinema? Vamos descontrair gata". Fingi que não ouvi o "gata" e aceitei.
Cheguei sozinha ao cinema, pois estava fazendo seu último trabalho da faculdade, eu não poderia obrigá-la à ir, mas eu tentei. O filme era de terror, e eu rezava para que não tivesse palhaços. Entrei na sala, que já estava escura, mas ainda não passava nada na grande tela. Vi um homem, muito, muito lindo, com uma jaqueta de couro preta, cabelo um pouco loiro e lábios maravilhosos. Estilo Dean Winchester, e eu era apaixonada por aquele homem. Aquilo sim era homem. Sorri, toda animadinha e caminhei em sua direção. Ele virou o rosto quando me aproximei.
- Jensen? Tudo bem? - Perguntei me sentando ao seu lado, enquanto ele me dava um sorriso de derrubar qualquer mulher.
- ! Tudo ótimo gata! Estava ansioso para te ver. - Fingi, mais uma vez que não ouvi o "gata" e nem seu sorriso agora malicioso. Ele ia ter que parar com isso, sério.
- Sério? Espero que não tenha se decepcionado. - Falei rindo um pouco.
- Me decepcionado com você? - Ele perguntou parecendo espantado. - Nem um pouco. - Ele disse sussurrando em meu ouvido com uma voz melosa. Eu quis morrer, não sei se de vergonha, por ter me arrepiado toda, ou por ele ser tão lindo e ao mesmo tempo tão escroto. Dei um típico sorrisinho torto e me arrumei na cadeira quando ouvi os trailers passando na tela.
O filme começou e eu estava morrendo de sono, era muito chato. Jensen percebeu meu tédio. Colocou sua mão em minha perna e sorriu. De primeira nem liguei, mas ele começou a apertá-la e olhar pra mim mordendo os lábios inferiores. Olha, eu não ficaria nem um pouco triste de ir pra cama com ele, não mesmo. Mas ele estava sendo muito escroto, nós tínhamos acabo de nos conhecer, qual é?! Arregalei meus olhos e ele se aproximou beijando meu pescoço. Comecei a me desesperar. O cara era tarado!
- Er, Jensen... O que está fazendo? - É claro que eu sabia o que ele estava fazendo, mas er, falei para ele se tocar e parar com aquilo.
- Você sabe... E quer. - Ele continuou chupando meu pescoço como o vampiro do filme.
- Ahá. Não Jensen, eu não quero. Olha, você é um cara lindo, sério, mas não podemos fazer isso agora, aqui, entende? - Ele parou me encarando, comecei a ficar com medo. Então voltou a sentar direito na cadeira. Assistimos ao filme todo e quando estava indo embora ele disse.
- Você acha mesmo que sou lindo?
Revirei os olhos e fui pra casa.

Cheguei batendo a porta com raiva. Queria chorar e comer chocolate.
- Ai, que susto . Como foi lá? - Ela perguntou sentada no sofá. Me joguei também e contei à ela.
- Ele era lindo. Parecia o Dean de Supernatural, todo estilizo e cheio de si, mas tarado, muito tarado e egocêntrico. - riu.
- Pow , por que não trouxe ele para mim? - Ela falou rindo, tentando me animar.
- Ah claro. O telefone ainda está no jornal. Tomara que ele não tente chupar seu pescoço, é péssimo nisso. - Falei irônica e ela riu mais ainda.

Capítulo cinco.

Agora sim eu perdi todas as esperanças, de todos os caras que eu tinha marcado para sair no jornal, só faltava um, mas eu tinha desistido. Eu enfrentaria John sem namorado, eu não estava morrendo mesmo. Então fiquei mofando assistindo Friends, enquanto dizia, "É o último, não acredito que vai desistir agora!". Eu a ignorava. Então ouvi a campainha tocar e fui atender.
- Aqui está sua pizza moça. - Era o entregador de pizza, fiquei confusa e gritei.
- , você pediu pizza? - Ela gritou um "sim" de volta e então paguei o cara.
- Hum, que cheiro ótimo. Obrigada. - Disse ao entregador que não parava de me encarar.
- É sempre um prazer servir uma moça tão linda. - Ele disse sorrindo. Eu levantei a sobrancelha e ataquei. Ok, calma, eu só pedi seu telefone, eu estava desesperada, qual é?!
- Te ligo para marcarmos algo Sam. - Ele se despediu e eu avancei na pizza. me encarava rindo.
- O que foi? - Perguntei a ela.
- O que o desespero não faz, não é? - Ri também e fomos comer.

Quando estava ficando mais tarde e o céu estava ficando mais escuro, resolvi ligar para Sam. falava que era roubada, só que mais ferrada que eu já estava não poderia ficar. Resolvi tentar.
- Sam! Sou eu, . Como vai? - Perguntei quando ele atendeu seu celular. Ele ficou tão feliz que deu até medo.
- Oh . Estou ótimo, melhor agora é claro. - Ele falou e pude perceber, mesmo sem ver, que ele estava sorrindo.
- Que bom. Então, eu estava afim de sair sabe, vamos? - Falei o empolgando mais.
- Acho ótimo. Vamos numa pizzaria muito boa aqui perto. Ok? Te pego às 7. - Eu não pude acreditar. Um entregador de pizza's estava me chamando para comer pizza. OH MY GOD!
- Er, Ok. Te vejo ás 7. - Desliguei ainda não acreditando. Óh Deus, faça homens melhores, por favor. Eu pensava enquanto caminhava para me arrumar com gargalhando.

Vou pular algumas partes, por que Sam fala mais que a boca. Ele veio me buscar e o caminho inteiro só ele foi falando.
- Sabe, eu não queria ser entregador de pizza, eu queria ser médico. Já assistiu Greys Anatomy? - Quando ia responder... Ele continuou. - Então, eu queria ser um médico daqueles, gatão e cheio da grana. Ah, mas você sabe, não é? Nem sempre conseguimos tudo o que queremos, e sabe... Eu amo pizza. Você gostou daquela pizza? E... - Eu tinha que pará-lo.
- Sim! Sim Sam, eu adorei a pizza. Sabe, você fala bastante... - Falei rindo e ele arregalou os olhos. Eu sabia que tinha feito merda.
- Oh meu Deus, estou te irritando, não é? - Ele começou a chorar. Chorar! No volante! - Eu sempre irrito as pessoas, elas não me aguentam. Só por que não sou um médico gostoso e rico! Isso não é justo, sabe... Minha mãe morreu há dois anos e eu fico um pouco s-sentimental, m-me desculpe...
- Sam, calma! Calma, ok? Apenas pare o carro ali, por favor. - Sam ainda fungando parou o carro. Me olhou e quando ia começar a falar...
- Obrigada pelo passeio, foi ótimo. Até mais Sam. - Saí do carro e peguei um táxi logo em seguida. Ah, por favor, EU NÃO QUERIA MORRER!

Mais uma vez cheguei bufando em casa.
- Qual o problema dessa vez? - Até já não aguentava mais.
- Ele chora no volante, e quer ser um médico do Greys Anatomy. Por favor, nunca mais peça pizza lá.

***

- E ai , alguém te ligou? - Perguntou quando se encontraram numa loja de Cd’s.
- Ainda nada, dude. - disse com cara de decepcionado.
- Relaxa cara, alguém vai ligar. Agora, vamos pro ensaiar, porque temos apresentação naquele Pub.

Capítulo seis.

Terça-feira. Nove horas e trinta e três minutos. Londres estava fria aquele dia. Eu estava de calça jeans e um moletom, sentada no sofá da sala, o jornal sobre a mesa de centro e mais um monte de silêncio. Faltava apenas um. Indecisa, eu resolvi caminhar. Coloquei um casaco quentinho, peguei o jornal e saí de casa. Caminhei até um parque lindo, que eu amava passar as tardes, de baixo das enormes árvores. Sentei na grama verdinha e me encostei em uma árvore. Fechei os olhos e imagens do passado voltaram à minha mente.

Flash Back - Cinco meses antes.
- Pára John, quer me matar? - Eu ria descontroladamente enquanto John me fazia cócegas. Estávamos deitados na grama do parque. O dia estava lindo, o céu azul sem nuvens e o sol forte.
- Só paro se você me der um beijo. - Ele falou me fazendo rir.
- Ah não, que saco! - Falei rindo e John fez uma cara de ofendido. Então ele começou a fazer mais cócegas.
- OK! OK! Eu beijo! Eu beijo! - Falei já ficando extremamente vermelha de tanto rir.
- Hum, agora sim. - John se aproximou e nos beijamos. Era delicado e verdadeiro. Era tudo o que eu desejava.
Flash Back Off.

Eu estava cansada de sofrer por alguém que não estava mais por perto. Eu não entendia por que aquilo ainda doía tanto, mas eu tinha que fazer parar. Peguei o celular, que estava no bolso de trás da calça jeans, fiquei olhando mais alguns minutos para o jornal e finalmente disquei o último número. Enquanto estava chamando, eu fechei os olhos. Aquilo tinha que dar certo.
- Por favor, atende! Atende! - Eu sussurrava, sozinha no escuro do parque.
- Alô? - Eu escutei depois de alguns minutos. Respirei aliviada e respondi.
- Er, é o ? - Perguntei indecisa. Aquilo ainda era constrangedor.
- É sim. Quem é? - Eu não podia negar que tinha adorado sua voz. Era um pouco rouca e deixava o som grave e sexy.
- Ahn... Me chamo e...Liguei por causa do jornal e... - Eu não tinha me sentido tão envergonhada com os outros caras. E eu estava no telefone!
- Oh, sim! Nunca achei que alguém fosse me ligar, mas enfim... E ai, vai ser minha namorada? - Ele perguntou rindo e eu senti algo especial. Aquilo poderia dar certo.
- Hum... Podemos nos encontrar primeiro, e eu decido depois? - Perguntei rindo também. Ele não podia ver, mas meu sorriso era enorme.
- Ah, claro, me desculpe. - Ele falou. Algo em sua voz me deixava tão animada e feliz, era estranho a forma como me sentia.
- Não me leve à mal, é que... Não tem dado muito certo, e eu preciso mesmo de alguém... É complicado. - Falei soltando um suspiro e disse.
- Não se preocupe, está tudo bem. Onde vamos nos encontrar?

Então disse que a banda dele tocaria num Pub, na quarta, e me perguntou se eu não queria ir. Aceitei, é claro. Desliguei o celular com uma felicidade estranha que invadira meu corpo. A voz dele me dizia que eu poderia ficar feliz, porque tudo daria certo.

- Aonde você foi? Cheguei há vinte minutos e você não estava, tentei te ligar e o celular estava ocupado. Você me deixou preocupada garota! - me bombardeou quando cheguei em casa. Ao invés de falar alguma coisa, eu sorri e minha amiga arregalou os olhos.
- Que cara é essa? Ah, já sei, está bêbada, não é? - Ela pegou meu braço e olhou nos meus olhos.
- Não! Eu liguei pro último cara... E , eu sinto, eu sinto bem lá no fundo que esse vai dar certo! - Eu parecia mesmo uma bêbada. Mas era uma bêbada de felicidade.
- Ai amiga! Que ótimo! Quando vão se encontrar? - Ela também ficou feliz por mim.
- Amanhã, num pub. A banda dele vai tocar lá. - Falei tirando o all star e ligando a TV.
- Ele tem uma banda? Uau, que coisa mais sexy. - disse rindo, sentando ao meu lado.
- Sexy mesmo é a voz dele. - Então ficamos imaginando como o tal seria, e fazendo mil possibilidades de ele ser o cara perfeito pra ser meu namorado de mentira, que eu poderia estar muito bem acompanhada naquele casamento. Por dentro, eu estava com medo, criar expectativas de alguém que você não conhece, depois de ter levado tantas decepções, era terrível. Mas, como eu disse, algo estava me deixando tão animada que o medo era uma parte pequena, que me dominava só de vez em quando.

Capítulo sete.

Eu estava tão ansiosa com o encontro, que não consegui dormir direito. Ele era minha última chance. Levantei da cama extremamente bagunçada e olhei para fora da janela de madeira do quarto. A névoa cobria minha visão, deduzi um dia extremamente frio. Prendi o cabelo num coque frouxo e me arrastei até o banheiro. Lavei o rosto, que estava com olheiras exageradamente roxas, a qual eu me preocuparia mais tarde em cobrir, e depois de toda minha rotina matinal, senti meu estômago roncar.
- Muita calma aí, te alimentarei quando achar algo nessa droga de armário vazio e... - Eu falava para minha barriga enquanto tentava procurar algo para comer. Fazia um certo tempo que e eu não íamos ao mercado. Ela sempre soube que eu odiava ir ao mercado, mas era impossível deixar ir sozinha à ele. Ela sempre trazia algo errado, ou simplesmente não trazia.
Ouvi o barulho da porta de seu quarto, ela apareceu toda descabelada e se sentou à mesa ainda de olhos fechados.
- O que foi? Também não dormiu bem? - Perguntei sabendo a resposta, já que sua cara de sono não poderia enganar alguém.
- Olha , se você não arrumar alguém logo, até eu tenho um infarto, sério mesmo. - Ela riu de lado, e me abraçou.
- Tudo bem, mas, eu estou com fome e não tem absolutamente nada nesses armários! - Fiz uma cara de coitada e ela riu mais ainda, sabendo onde eu queria chegar.
- Ok, vamos à Starbucks! - Ela revirou os olhos se levantando da cadeira e eu dei pulinhos de felicidade também indo me arrumar.

Comemos sem pressa alguma, dentro da Starbucks estava quentinho e reconfortante, um cheirinho de café delicioso inundava o local, e eu poderia ficar ali por um bom tempo, mas lembrei que eu tinha um encontro mais tarde e ainda precisava ligar para minha mãe e para Amanda, que deveriam estar loucas com os preparativos.
- , sabe o que eu estava pensando? - me perguntou quando chegamos em casa.
- O que? - Perguntei sentando no sofá ao lado do telefone.
- Não temos vestidos para o casamento.
- Oh, meu Deus! Calma, me deixa pensar... - Me levantei e caminhei pela sala, dei meia volta e peguei o telefone. - Vou ligar para minha mãe.
Disquei os números com as mãos tremendo, falar sobre casamento com minha mãe era mais que difícil, me dava medo, e quando ela descobrisse que não tinha ninguém para me acompanhar, eu estaria frita. Literalmente.
- Alô. - A voz do outro lado da linha falou.
- Oi, mãe! Sou eu.
- Oi, filha! Como você está? Estou com tantas saudades, você e a já deveriam estar aqui, sabiam? - Ela falou rapidamente, eu arregalei os olhos para , que riu.
- Ah, eu sei mãe, é que tivemos alguns trabalhos ainda, mas logo, logo nós estamos aí.
- Certo, então deixa eu te explicar. O casamento vai ser na casa de campo, e você e seu par tem que vir antes e ficar aqui para os ensaios, não esqueça. - Ela disse autoritária.
- Ensaios? Er, tá bom, então eu vou ter que desligar mãe, até mais. Te amo.
- Beijo filha, também te amo, bebê.

Coloquei as mãos no rosto e respirei fundo. me olhava com uma interrogação enorme no rosto, fazendo com que sua testa ficasse franzida.
- Acho bom você também arrumar um par, vai ter valsa e mais um monte de dançinhas bregas. - Falei e fez careta.
- Mas que droga, posso chamar o cara tarado do cinema? Eu até que gostei dele. - falou me fazendo soltar uma gargalhada alta.
- Se você achar um cara primeiro do que eu, me mato, estou falando sério, eu pego um faca e corto meus pulsos. - Falei fazendo gestos exagerados e ria.
- Ok suicida, vamos para nossa seção de beleza, esqueceu do tal ? E, hoje eu vou junto. - Ela deu uma piscadinha e seguimos em direção ao quarto.
Tomei um demorado banho, coloquei uma calça jeans skinny, uma blusinha preta com detalhes roxos e meu all star também roxo. Arrumei o cabelo na melhor forma possível e fiz uma maquiagem mais forte, porém simples. estava parecida, mas usava uma blusa rosa e um scarpin. Enquanto nos olhávamos no espelho, disse:
- Estou com um pressentimento .
- Algo bom, eu espero. - Falei já ficando assustada.
- Parece ser algo muito bom. - Então sorrimos e saímos de casa. Já estava quase anoitecendo e o céu estava alaranjado, e era a forma que eu mais gostava.

Capítulo oito.

Por todo o caminho até o Pub, fui olhando as nuvens e imaginando formas. Chegamos a um lugar cheio de luzes. Havia um grande balcão, um pequeno palco ao lado e muitas mesas, a maioria já ocupada. Olhei ao redor preocupada, tentando não imaginar outra decepção. percebeu meu nervosismo e segurou forte em minha mão. disse ao telefone que estaria perto do palco, que eu poderia perguntar por ele, ou até ligar. Então puxei até mais perto do pequeno palco e haviam quatro homens conversando, deduzi que todos eram da banda. Me aproximei feliz, rezando pra que ele fosse um daqueles caras, que eram lindos.
- Er, Oi. Algum de vocês é o ? - Perguntei envergonhada com ao meu lado, que já esboçava um sorriso para um dos meninos.
- Sou eu. Quem é você? - era realmente lindo e eu fiquei hipnotizada por um instante.
- Ai , é a garota que te ligou. Desculpa, mas ele é meio lerdo. - Um dos caras de olhos azuis disse. Eu ri um pouco e fez careta.
- Wow, me desculpe , mesmo. Estou nervoso com o show, mas que bom que você está aqui. Esse são meus amigos, , e . - Sorri e cumprimentei cada um deles.
- Essa é minha amiga, . - Quando a apresentei vi um dos caras abrir um sorriso. Ficou um silêncio desconfortável por uns segundos, até que o quebrou.
- Er, meninas, sentem-se ali, nós já vamos tocar e depois nós conversamos. - Ele disse dando um sorriso e concordava com a cabeça. Antes de sentarmos falei "boa sorte" para eles e me deu um beijo no rosto. Sorri envergonhada e sentei com .
O dono do Pub se apresentou e depois de alguns agradecimentos, apresentou a banda de , que se chamava McFLY. Me arrumei na cadeira para poder ver melhor os meninos, que estavam tão lindos, com aquelas luzes coloridas neles e então olhei para .

Everyday feels like a Monday, there is
No escaping from the heartache, now I
Wanna put it back together, cause it's
Always better late than never.

Wishin' I could be in California,
I wanna tell you when I call you,
I could've fallen in love,
I wish I'd fallen in love.

Seus cabelos caiam sobre a testa, e os olhos azuis se fechavam de vez em quando com a emoção da música, seus dedos deslizavam pelas cordas da guitarra e eu esboçava um sorriso enorme.

Out of our minds and out of time
Wishin' I could be with you,
and to share the view,
we could've fallen in love,
Woah-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh

A voz rouca de me fazia relaxar. E eu já tinha me apaixonado pela música, assim como a , que balançava a cabeça com o ritmo e a maioria das pessoas que ali estavam também. Eu tinha certeza do sucesso deles.
Quando estavam terminando a música, piscou do palco para mim, entrei na brincadeira e lhe mandei um beijo. sorria feliz vendo acenando para ela.
- Obrigada, amiga! - Ela disse quando a música acabou e eles estavam saindo do pequeno palco.
- Pelo o que doida? - Fiz uma cara de interrogação.
- Por ter me trazido aqui, o não é muito fofo? - Ela respondeu com os brilhando.
- Ai céus, você já está apaixonada, ? - Perguntei rindo da cara que ela fez. Me mostrou a língua e voltamos nossa atenção aos quatro garotos que vinham em nossa direção.

Capítulo nove.

Enquanto eles voltavam para nossa mesa, pensei em John. Ele morreria de inveja se me visse com . Logo ele, que era tão prepotente, me perder por um cara mil vezes mais bonito, inteligente e simpático. Eu finalmente conseguiria fazer ele voltar atrás.
- Hey, não demoramos, não é? - perguntou sorrindo se sentando à mesa com os outros.
- Eu amei aquela música, vocês são ótimo! - Elogiei e eles agradeceram. Enquanto os outros engataram em uma conversa paralela, eu e , ainda tímidos, trocávamos algumas poucas palavras.
- E então, você er... Quer um acompanhante para um casamento, certo? - Ele me perguntou um pouco inseguro. Realmente era constrangedor. Quem "alugaria" outra pessoa para um casamento só para reconquistar outra pessoa? Ah sim... Eu!
- Ah, é. Acho que você precisa saber de algumas coisas... - Falei um pouco triste e contei à toda minha história com John. Ele me ouvia tão atentamente que me senti mais a vontade e até contei certos detalhes.
- Sinceramente, ? Esse John é um idiota. Como alguém seria capaz de não casar com uma mulher como você? E oh... Desculpe por falar assim, mas é o que eu penso. - falou depois que contei toda a história. Senti minhas bochechas mais quentes e sorri envergonhada.
- Em algum ponto , ele estava certo. Talvez não estivéssemos prontos para um casamento, mas ele não precisava me deixar, certo? Mas ele vai se arrepender profundamente e... - Ele deu uma risada escandalosa enquanto eu falava. - O que foi? - Perguntei enquanto ele ainda ria.
- Você, falando assim, parece muito malvada! - Ele disse irônico e continuou rindo. Sabe o tipo de cara que ri e as moças suspiram? Coisa de cena de filme antigo? Pois é, ele ria tão bonitinho e engraçado que fazia você rir e suspirar junto.
- Posso ser muito malvada. - Ri junto e ele balançava a cabeça negativamente.
Começamos a conversar descontraídos, e ele falava sobre sua família, seus gostos e eu os meus. Nós tínhamos muitas coisas em comum e isso fez eu me sentir bem.
Quando estava começando a me cansar, não de ficar ali com eles, mas por que eu tinha acordado muito cedo de ansiedade, olhei para o lado e e se beijavam e e tinham sumido.
Arregalei os olhos com a rapidez da minha amiga e olhei para que deu de ombros e sorriu.
- Aram, então , acho que eu e vamos embora, não é amiga? - Falei alto enquanto ria com minha tentativa horrorosa de afastar os pombinhos.
- Nós vamos? Agora? - parou e me olhou desesperada.
- É amiga, está tarde e você vai poder encontrar o depois, eu tenho certeza, não é ? - Falei me levantando e pegando minha bolsa. balançou a cabeça e cochichou no ouvido de .
- Então, é isso. Quando nos vemos de novo? - perguntou fazendo a maior pose de galã.
- Er, esqueci de dizer, mas nós vamos ter que viajar. O casamento vai ser em uma fazenda e temos que ir ensaiar. Você vai poder fazer isso, não é? Por favor ! - Fiz um bico e ele sorriu.
- Claro que sim. Não tem problema nenhum. Nos vemos amanhã. - me deu um beijo no rosto.
- Tchau meninos. - disse assim que desgrudou de . Nos despedimos de todos e voltamos para casa, felizes.

e eu chegamos em casa em poucos instantes. Finalmente tudo tinha dado certo e eu não precisaria comprar outro jornal - o que seria catastrófico. Mais tarde, descobri que também iria conosco. Ele seria o acompanhante de . Eu já imaginava.
- Você não perde tempo, não é? - Perguntei à ela quando estávamos finalmente nos preparando para dormir. No dia seguinte iríamos nos encontrar com os meninos e depois iríamos até a casa de campo onde estavam todos os padrinhos.
- Você é que é lerda. O é lindo e você fica lá falando do John, se liga amiga...- disse bocejando.
- Amiga, cadê o foco? Eu estou pagando o para fingir que gosta de mim, que é meu namorado, sei lá. Se liga você! - Falei e fez uma careta estranha, me dando um beijo no rosto e caminhando para seu quarto.
Também fui dormir e bem mais tranquila aquela noite. Até tive sonhos bonitos. Um campo aberto, cheio de árvores e flores, eu correndo descalça, com vestido branco e os cabelos soltos. Era uma cena bonita e seria melhor se não me acordasse tão empolgada.
- ! ! ! É hoje! Vamos, você já arrumou as malas? O já ligou e ... - Ela foi falando sem parar enquanto eu tentava acompanhar cada passo dela. - E AH! Eu sai cedo e comprei nossos vestidos. A gente esqueceu completamente deles, espero que você goste do seu. - Eu arregalei os olhos e meu coração bateu uma vez forte e deu uma parada. Como eu tinha me esquecido do mais importante? E se eu não conseguisse um acompanhante, iria pelada?
- Você é minha salvadora. - Disse apertando num abraço de urso. Os vestidos estavam em cima de sua cama, o dela era vinho com detalhes na ponta, com finas tiras dos lados. O meu era preto, eu amava preto e não me importava em ir a um casamento com essa cor. O vestido era tomara-que-caia, que prendia até a cintura e era solto até o joelho. Eu agradeci mais uma vez a que riu e começou a correr pela casa de novo, pegando o que achasse pela frente e colocando na sua grande mala.
- Vai levar a televisão também? - Perguntei rindo enquanto também arrumava tudo.
- Não sei... Lá tem? - Ela perguntou séria. Eu arregalei os olhos e saí correndo atrás dela, que agarrava a televisão. Nos jogamos no sofá rindo quando finalmente acabamos tudo e ligou para , avisando que estávamos prontas.

Em menos de dez minutos os meninos estavam parados em nossa porta, lindos. estava de jeans escuro, uma camisa branca e um casaco preto, estava parecido, mas sua camisa era azul escuro. abriu a boca algumas vezes, eu achei que ela fosse falar algo, mas eu tive que falar primeiro, pois nada saia da boca aberta da minha amiga.
- Uau, vocês estão muito elegantes! - Disse sorrindo e eles riram e agradeceram.
- Temos que causar boa impressão, não é? Vocês também estão lindas! - falou pegando a mala de e a minha.

Capítulo dez.

Entramos no carro de e partimos para nossa aventura. Ou tortura, tanto faz. O céu estava azul, com um sol incrivelmente grande. estava dirigindo e eu estava ao seu lado, enquanto e jogavam palitinhos no banco de trás. No rádio tocava uma música que eu não conhecia, mas estava me dando vontade de dançar, então abri o vidro por completo e coloquei a cabeça pra fora. Eu sempre tinha esses ataques de alegria repentinos.
- , você canta muito bem. - Falei voltando a sentar corretamente no banco.
- Hã? Ah, obrigada! - Ele disse envergonhado olhando a estrada.
- Sua namorada tem sorte. - Eu comentei alto. Isso deveria ter ficado na minha mente, mas saiu.
- Não, eu não tenho namorada. - Ele falou rindo engraçado e eu fiz apenas um barulho com a boca voltando a colocar a cabeça pra fora do carro. O fato de que ele não tinha namorada me fez ficar mais tranquila. Imagina pagar um cara para fingir ser seu namorado quando ele é comprometido. Seria péssimo!
trocou a estação de rádio, e começou a tocar uma música dos Beatles, eu amava. Comecei a cantarolar balançando a cabeça, e me olhou sorrindo, também cantando. Logo estávamos todos cantando Come Together e rindo com as caretas de .
Haviam se passado algumas horas. A estrada, que antes era asfaltada, começou a virar terra, e nós víamos mato para todos os lados.
- Huum! Adoro esse cheiro! - disse inspirando uma grande quantidade de ar.
- Esse cheiro de cocô de vaca? - disse e e eu caímos na gargalhada. bufou e explicou de que cheiro ela estava falando.
Enquanto reclamava do romantismo de , nós havíamos chegado ao grande sítio. Havia uma grama extremamente verde e bem cuidada na frente, algumas árvores e muitas flores. Mais a frente estava uma linda casa de campo, a maior casa de campo que eu havia visto.
e eu estávamos de vestidos, não muito formais, afinal naquele dia só haveria uma festa para todos matarem as saudades. Ser da mesma família e ter o mesmo sangue não significava nada na minha família. Eram malucos!
e estavam com calças sociais, assim como os sapatos, mas usavam uma camisa mais informal, com dois botões abertos. Ouvi dizer "Se isso não der certo, te mato .", mas não liguei, ele poderia estar falando sobre qualquer coisa e a vista a minha frente estava mais interessante.

Entramos na casa e havia muitas pessoas por todos os cantos. Eu tinha uma família grande, mas nunca tinha imaginado tantas pessoas. Mas era o casamento da minha irmã mais nova, e conhecendo minha mãe, eu já deveria esperar por isso. Fiquei parada e olhei para os lados. estava cumprimentando alguém com ao seu lado. Comecei a andar sem me preocupar com . Eu queria saber se John já tinha chegado, mas vi meus pais e Amanda do outro lado da sala.
- Calma aí moçinha! - disse pegando em meu braço e me fazendo parar de andar.
- O que foi? - Perguntei levantando uma sobrancelha.
- Você está esquecendo seu namorado. - Então me puxou. Me colocou ao seu lado, com uma mão em minha cintura e voltou a andar. - É assim que se faz! - E deu uma piscadinha.
Respirei profundamente e me ajeitei ao seu lado. Ele tinha razão, tínhamos que ficar juntos, mas tão juntos assim?
Enquanto atravessávamos a sala, percebi que fazia carinho em minha cintura. Não sabia se estava desconfortável ou apenas constrangida.
- Filha! Minha pequena! - Ouvi minha mãe gritar. Me soltei de e corri em sua direção lhe dando um abraço.
- Mãe! Pai! - Exclamei feliz ao vê-los. Já fazia um bom tempo que não nos víamos.
- Vocês demoraram, achei que tinha acontecido alguma coisa maninha. - Amanda disse me abraçando. Dei um breve abraço em Nick, ele sabia que eu não ia com a cara dele e respeitava isso falando pouco enquanto eu estava por perto.
- Er, não vai me apresentar, amor? - disse me abraçando por trás. Senti um arrepio com sua voz rouca tão perto do meu ouvido. Fiquei sem saber o que dizer, e então ele se adiantou.
- Sou , namorado da . É um prazer conhecê-los! - cumprimentou cada um.
- , você não disse que estava namorando. Bela escolha, hein! - Amanda disse rindo, me dando um tapinha. Ri amarelo e continuei muda. Na minha mente uma voz dizia, "Hello, ele está fazendo o que você pediu, o que está acontecendo com você?"
- É, vamos dar uma volta . Vejo vocês depois! - Falei mandando um beijinho no ar para cada um e me afastei levando pela mão.
- O que deu em você? - perguntou preocupado.
- Ué, nada! - Falei normalmente. Ele apertou mais minha mão e me puxou até o bar que havia na sala de jantar. Me fez sentar ao seu lado e pediu alguma bebida com álcool.
- Sua família é legal! - Ele disse olhando o nada. Olhei para seu rosto e pela primeira vez fiquei realmente admirada com sua beleza. Ele tinha um sorriso incrível, devia ganhar muito dinheiro fazendo isso.
- Eles são malucos. - Falei depois que me recuperei da distração. Ele olhou para mim e riu.
- Isso explica muita coisa em você! - Ele disse rindo e bebericou um pouco de sua bebida. Mostrei a língua para ele e então virei para olhar novamente as pessoas. Eu tinha reconhecido uns primos distantes e algumas tias, mas tinham outras pessoas que eu nunca tinha visto na vida. Quando voltei a olhar na direção oposta de , vi John. John e uma loira peituda, exatamente como no sonho. Por um segundo meus olhos se encheram de lágrimas.
colocou uma mão em minha perna, ele já tinha entendido tudo.

Capítulo onze.

Eu fiquei totalmente paralisada ao ver aquela cena. Não pensei que me abalaria tanto ver John com outra pessoa, por mais que no fundo eu esperasse por isso. ainda estava com uma mão em minha perna, a apertando, tentando me chamar de volta à terra, mas eu não conseguia me mexer. Eu não tinha controle sob os músculos do meu corpo, e minha respiração falha fizera perceber que lágrimas poderiam cair a qualquer momento. John atravessava a grande sala com a loira de mãos dadas, de vez em quando ela o parava e sussurrava algo em seu ouvido, ele ria malicioso, o sorriso que eu conhecia, ou imaginava conhecer.
Fechei os olhos com nojo da cena e levei o copo a minha boca, acabando com toda a bebida que ainda restava na taça de vidro. O álcool ardeu minha garganta e eu fiz uma careta, voltando a olhar para .
- Eu ainda não entendo porque você quer esse cara de volta... Mas relaxe e me trate como seu namorado, vai dar tudo certo. - disse colocando uma mão em minha cintura e me puxando. Não sei qual foi a intenção dele naquele momento, mas eu fiquei de pé entre suas pernas. Com uma mão em minha cintura e outra que alisava meu cabelo, me avisou que John estava cada vez mais perto. Eu não tinha coragem de me virar, eu não saberia qual seria minha reação ao vê-lo novamente, então apenas fiquei encarando os lindos olhos azuis de .
- ? Oh meu Deus, quanto tempo! - John falou colocando uma mão em meu ombro.
- Oh, John? Como vai? - Falei sorrindo falso. Aliás, a falsidade reinava ali. Cumprimentei a loira ao seu lado, que não gostou nem um pouco de mim.
ainda estava grudado em mim, olhando bravo para John que sorria estranhamente. Se eu pudesse sair correndo e gritando, era o que eu faria.
- Esse é , meu nam...
- Noivo! Sou noivo dela! Como vai? - falou me interrompendo. Apertou minha cintura para que eu concordasse, e eu apenas afirmei com a cabeça. A loira ao lado de John nem se mexia, e então caímos num silêncio extremamente constrangedor.
- Er, , eu poderia conversar com você? - John falou me surpreendendo. Eu arregalei os olhos por um momento enquanto ele tentava se desgrudar da loira. apertou mais minha cintura, e então olhei para ele sem saber o que dizer.
- Então John, você sabe... Eu preciso aproveitar o tempo que tenho com minha noiva linda, então por que vocês não conversam amanhã? Não é, amor? - disse me dando um longo e demorado selinho. Eu não sei o que deu em mim, eu deveria bater no e sair correndo com John, mas eu não conseguia nem me mexer. Qual é, vai vegetar agora ? Acorda menina!
Quando desgrudei meus lábios dos de , eu realmente quis matá-lo. John já tinha sumido com a loirona e tinha um sorriso de orelha à orelha e eu com uma interrogação enorme no rosto.
- Do que você está rindo, seu idiota? Você fez o John fugir de mim! Ele queria falar comigo! C-o-m-i-g-o! Você deveria me deixar ir lá e falar com ele. Já pensou se por um acaso ele queria voltar comigo? E se ele estiver com ciúmes? Você... Você sabe o que acabou de fazer? - Eu simplesmente explodi em cima de , fazendo com que seu sorriso desaparecesse, e por um momento eu me senti mal.
- , ele está com ciúmes e ele vai te procurar, ok? Dá pra você confiar em mim? Só um pouquinho, que tal? - Ele disse bufando e me deixando sozinha.

POV's
Eu precisava pensar no que eu estava mesmo fazendo. Essa brincadeira dos guys não estava ficando mais tão legal. Caminhei pelo salão e encontrei dançando alegremente (Lê-se: parecendo uma bicha louca) com .
- Dude, acho que fiz merda! - Falei puxando que estava visivelmente bêbado.
- Merda? O que você fez sua anta? - gritou colocando as mãos na cintura.
- Primeiro, para de boiolagem. E bem... Eu acho que estou afastando John ao invés de aproximá-lo da , mas eu...Eu não consigo! Ele é escroto, como ela pode gostar dele? - Falei indignado e fez uma careta.
- Acho que você está gostando dela, meu amigo. - disse sério.
- O que? Não... Não!
Saí para beber algo, não dava para confiar em alguém bêbado, só se você também estivesse bêbado. Ouvi gritar por mim e fui em sua direção.
- , er, desculpa por aquilo, ok? Só fiquei... Nervosa... Você sabe... - Ela disse mexendo as mãos freneticamente.
- Tudo bem. O que foi?
- Er, você sabe que vamos ter de dormir por aqui, não é? - Balancei a cabeça confirmando e ela continuou. - Então, é que você não se importa de dormir no mesmo quarto que eu, não é? Você sabe, temos que parecer um casal mesmo e...
- , eu já dormir com muitas mulheres sabia... - Eu disse rindo abobalhado, com certeza era efeito do álcool.
- ! - Ela gritou abrindo a boca. Eu ri alto e ela balançou a cabeça rindo também.
- Vem, vamos dançaaar! - Ela disse me puxando pela mão. Coloquei o copo no balcão ao meu lado e envolvi minhas mãos pela sua cintura que fazia uma curva incrível.
Off POV's

Meus pés estavam cansados de tanto dançar. Meus olhos já começam a pesar e então resolvi ir dormir, afinal, teria um longo dia de ensaios no dia seguinte.
- , eu estou indo dormir, quando for, apenas bata na porta, tudo bem? - Sussurrei em seu ouvido.
- Tudo bem , eu subo logo. - disse sorrindo e voltou a conversar com , enquanto eu e subíamos cansadas a enorme escada em direção aos quartos.

Capítulo doze.

Subi lentamente as escadas em direção aos quartos. Havia muitas portas brancas de um lado e de outro no grande corredor, que se estendia até outra escada. Eu rezei para que meu quarto fosse ali, meus pés doíam tanto que eu não aguentaria subir mais um lance. E estava do mesmo jeito. Eu, por não estar acostumada há passar o dia de salto, já ... Porque ela é uma bêbada.
- Onde eles vão dormir? É um quarto perto do nosso? Seria bom se estivesse no quarto ao lado sabe... - disse cambaleando e rindo maliciosamente para mim.
- ! Eles vão dormir no nosso quarto. Que tipo de namoradas seriamos se eles dormisse em outro quarto? - Falei achando aquilo óbvio.
- Por isso eu gosto de você, amiga! - disse me abraçando de lado.
- Nós só precisamos achar uns... Como é mesmo o nome? - Perguntei entrando em um quarto vazio e revirando alguns armários, com ao meu lado. - Camisinhas? Ah amiga, isso eu tenho, pera aí... - disse revirando a pequena bolsa. Eu arregalei os olhos e comecei a rir escandalosamente. Qual o problema dessa garota?
- Não ! Colchonetes! Mas já vi que você não vai precisar, não é?! - Falei rindo, indo em direção a outro quarto, quando vi meu nome e o de em uma porta, e achou o quarto dela.
Entrei no grande quarto, com uma cama de casal no meio, uma grande janela atrás e algumas estantes de livros, um sofá ao lado e um guardarroupas.
Achei o quarto extremamente aconchegante, fechei a porta e me joguei na cama. Aquela viagem tinha me cansado, John tinha me cansado, até os olhos azuis de tinham me cansado. Mas quando cheguei aos olhos azuis de , uma sensação estranha percorreu todo meu corpo. Fechei os olhos me sentindo relaxada de novo, as vozes vindas do andar de baixo estavam começando a ficar mais distantes, e então eu peguei no sono.

POV's
A festa estava realmente acabando, até os noivos já tinham se recolhido. Os que restavam no salão eram os bêbados, eu e . Decidimos subir até os quartos, já nós não sabíamos exatamente o que estaria por vir no dia seguinte.
- Pra que tantas escadas, né? - perguntou ofegante e eu rolei os olhos.
- Vamos procurar nossos quartos. - Falei fazendo com que me seguisse até o final do corredor de portas.
- Olha! Olha! Nossos nomes não combinam? - disse apontando para a placa que dizia " e ". Eu tive vontade de socar ele, então ignorei e olhei mais a frente, então vi " e ".
e combinam? Que pensamento ridículo ! Abri a porta e a vi toda jogada em cima da cama de casal. Vi um colchonete jogado no chão e então deduzi que dormiria ali.
Ela se mexeu um pouco, enquanto eu tirava a camisa, afinal, eu precisava de um banho. E enquanto ela se mexia, seu vestido subiu mais um pouco, e dudes... Eu não resisti, tive que olhar aquelas pernas um pouco mais de perto. Sentei ao seu lado na cama, pronto para tocá-la, mas ela abriu os olhos devagar e eu me ajeitei ao seu lado.
- ? Oh meu Deus, nem acredito que dormi assim! Que horas são? Nós já temos que descer? E por que... - Ela disparou a falar e eu comecei a rir.
- , calma, nem amanheceu ainda. Desculpa te acordar, eu ia tomar um banho e... - Me levantei e comecei a tirar a calça jeans, ficando apenas de boxer preta.
Off POV's

- Ah é, tomar banho, é. Vai lá. - Ele só podia estar me provocando, não é possível. Eu ia gritar "Tira esse corpo definido e gostoso daqui !", mas apenas disse - Vai logo , vai!
- Calma, eu estou indo. Não quer apreciar mais um pouquinho, não? - Ele disse fazendo pose, eu abri a boca mais de uma vez para fazer sair um xingamento bem feio, mas não saiu nada que prestasse.
- Eu? Apreciar você? Quem é que estava me olhando dormir, hein? Ah, tá. - Eu disse o fazendo ficar vermelho.
- Tá maluca garota? Eu vou tomar banho que eu ganho mais. - Eu comecei a rir, porque ele realmente ficou nervosinho. Eu tomaria um banho depois que ele saísse, então deitei de novo e esperei.
Liguei a TV para ver se estava passando algo que me fizesse ficar acordada... Sem sucesso. Comecei a prestar atenção, mesmo sem querer, no barulho do chuveiro. Imaginei a água correndo sob o corpo de , e que corpo....
Oh meu Deus, o que eu estou pensando? Eu... Eu...
Enquanto eu entrava em desespero, saia do banheiro com uma toalha branca cobrindo as partes baixas. Seu corpo ainda estava um pouco molhado e os cabelos estavam bagunçados.
- Tá calor aqui, né? - Falei me abanando e riu de lado. Ele andou até onde estavam nossas roupas, mexendo no cabelo ainda molhado. Colocou uma boxer, e tirou a toalha. Tudo isso na minha frente!
- Quer que eu abra a janela? - Ele perguntou coçando a nuca e rindo. Eu levantei da cama ainda um pouco hipnotizada e balancei a cabeça negativamente.
- Eu... Vou... Tomar um banho, é, isso... Tomar um banho. - Eu falei sem ar e ele riu mais ainda. Qual é a graça de me deixar assim, ?
- Tá bom. - Ele falou se jogando na cama de casal. Franzi um pouco a testa, esperando que ele tivesse noção de que dormiria no chão. Amarrei meu cabelo em um coque frouxo e fui em busca de alguma toalha no guardarroupas.
Fui até o banheiro e fechei a porta, ouvindo ele rir de alguma coisa que passava na TV. Idiota, pensei, idiota e gostoso! Enquanto eu pensava nisso, eu estava tentando tirar o vestido preto do meu corpo, mas quem disse que ele saía? Eu não estava tão gorda assim, mas o zíper não abria de jeito nenhum.
Tentei tirar de todos os jeitos, pensei até em rasgar, mas eu gostei tanto daquele vestido... Bufei sem paciência e sentei no vaso sanitário, esperando uma ajuda divina.
- , tá tudo bem aí? - Ouvi falar atrás da porta. Eu abri com a maior cara de choro e um bico enorme e neguei com a cabeça.
- O que foi? - Ele fez uma carinha tão linda de preocupado que eu quase sorri, mas lembrei que o vestido não saia de mim e eu queria tomar um banho e dormir por duas semanas. Eu estava nervosa!
- O vestido... Eu não consigo tirá-lo! Acho o zíper emperrou e eu não quero rasgar, eu adorei esse vestido! - Falei chorosa e ele riu.
- Por que está rindo ? Não tem graça! - Eu disse fazendo bico e ele me puxou pra fora do banheiro.
- Olha o tamanho do seu bico ! Mas vem cá, eu tiro isso pra você. - Ele ficou de costas para mim e forçou o zíper para baixo, e então o zíper abriu! Ah filho de uma boa mãe, agora você abre né. Segurei o vestido e me virei para , que estava sério.
- Obrigada . - Agradeci e fiquei parada, ele estava tão sério... E meu coração estava parecendo uma escola de samba, eu estava com medo que ele ouvisse.
- Você pode me agradecer de outro jeito. - Ele disse caminhando em minha direção. Eu não hesitei, nem me movi... Eu não sei por que, mas eu queria ele perto, tanto quanto ele me queria, eu tinha certeza disso.
- Que jeito? - Perguntei ficando vermelha.
Ele colocou uma das mãos em minha cintura e me puxou para mais perto dele. Eu coloquei uma das mãos em seu peito nú e a outra envolvi seu pescoço.
colou nossos lábios, demorando para separar. Ele sorriu enquanto me empurrava até a cama e aprofundou o beijo.
não sabia onde parava com as mãos, e nem eu, já que ele estava quase nú. Um ponto pra mim!
- Que tal você tirar logo esse vestido? Não era isso que você ia fazer? - Ele disse ofegante, enquanto eu fazia marcas em seu pescoço.
- Você estava me seduzindo esse tempo todo, né? - Falei e ele deu risada, tirando o meu vestido.

Continua...

Nota da autora:Amoraaaas, desculpa a demora pra att gente, mas final de ano é tenso né. Terceirão, aqui vou eu! Enfim gatinhas, espero que gostem desse capítulo, não fiz algo muito HOT porque isso não é fic restrita viu, suas safadinhas. Mas enfim, vai rolar mais pegação viu galera, fiquem tranquilas. Espero que gostem mesmo e comentem, eu volto logo.

Nota da beta: Como eu disse no twitter: Vontade de socar a Dona Aline por parar esse capítulo em uma parte dessas e por mandar uma atualização tão curta. Já contei que foi por causa de MBA que eu conheci a Line? *-* rs. EU AMO ESSA FIC, bjs.
Deixei passar alguma coisa? E-mail ou twitter.
AnnieB.