Meet me at Starbucks
Por Dan Jones
Beta: Táh
1.
’s POV.
— Bom dia, Joe! — Eu sorri para um dos meus primeiros e melhores amigos de Londres: Joe da Starbucks.
Mas nossa, que mal educada eu sou! Eu sou a , prazer. Eu vim do Brasil quando fiz 19 anos, depois de passar em Oxford para Jornalismo. Cheguei aqui sem conhecer ninguém e o Joe foi um dos que melhor me recebeu aqui. Sem ele eu não sei mais o que eu faria – e sem o meu café de todos os dias também não, é claro.
— Bom dia, minha brasileira preferida. — Ele respondeu, sorrindo de volta. — O de sempre, não é? — Eu assenti enquanto ele preparava meu café. O Joe é o típico inglês bonitão que eu sempre imaginei, mas eu tenho minhas dúvidas quanto à sexualidade dele, sabe? Enfim, eu não vou começar a especular aqui.
O que eu mais gosto em Londres? Essa Starbucks. É perto de tudo, é super quentinha e sempre tem gente bonita. A única coisa que me irrita é que eu nunca vi meus ídolos aqui, porque, assim, foi por causa deles que eu vim para Londres. McFLY sempre foi meu vício e o , ah o , habita todos os meus sonhos. *suspira* Eu me mudei para um bairro legal, que é, por acaso, o mesmo deles e nem por isso tive a sorte de encontrá-los ainda. Mas uma hora eles vão me achar, MUAHAHAHA.
Depois de alguns minutos pensando no , Joe me entregou meu amado café, eu paguei e fui correndo para o trabalho, porque hoje eu estava muito atrasada. Eu trabalho como assistente da editoria chefe da seção de música da ELLE em Londres, o que significa que eu sou um capacho. Mas, a minha grande notícia de hoje foi que *som de tambores* um empresário de uma grande banda quer uma repórter exclusiva para cobrir todos os eventos da banda e advinha? Minha amada chefa me indicou. *pulinhos de alegria*
Eu ainda não sei de que banda é o empresário, mas sair daquele escritório já vai ser ótimo. Então, na hora do almoço eu tenho uma entrevista com esse tal empresário, já imagina o meu nervosismo, não é? Ele quadruplicou quando a minha chefa disse o nome do restaurante e da reserva.
— Marques, El Demostenes às 2h, reserva do Sr. Fletch. — QUE? A BANDA É O MCFLY? PIREI AQUI! Passado o susto inicial, eu me lembrei de responder à minha chefa, que devia estar achando muito estranho eu não falar nada e fazer aquela cara de pirada. Assenti e voltei para a minha mesa, gritando por dentro, já que eu não podia gritar no meio do escritório.
’s POV.
Putz, porque os caras tinham que me ligar essa hora da manhã no nosso dia de folga? Agora que eu acordei fica uma merda dormir de novo. Pensando bem, é bom porque quando eu acordo cedo eu posso ver aquela garota lá na Starbucks. Por que eu ainda não fui falar com ela? Ué, vai ver que ela é uma dessas fãs loucas e me ataca! Hoje em dia, as bonitas são as mais loucas. Mas essa garota não é só bonita, ela é maravilhosa. Para de ficar que nem um bobo apaixonado e vai lá logo, . Eu falo sozinho às vezes sim, qual o problema?
Eu tomei um banho e fui todo cheiroso tomar café, comprei o de sempre e fiquei esperando ela chegar, mas ela demorou uns dois cafés e cinco muffins. Quando ela chegou, estava correndo e saiu em menos de cinco minutos. Fiquei lá com cara de cu [n/a: de ânus, de toba... enfim] mais uns minutos e resolvi voltar para casa. Fiquei no tédio o resto da manhã e à tarde também, já que à noite era festa no e a gente ia ver Back to the Future.
’s POV.
Eu me preparei psicologicamente para meu almoço, mas eu pensei que não fosse conseguir nem respirar quando cheguei ao restaurante. Depois de dizer o nome de quem estava me esperando, uma menina muito sorridente me levou até a área VIP do restaurante, onde eu encontrei não só o Fletch, mas também , e , que sorriram para mim logo que eu olhei na direção deles. Meu estômago deve ter dado umas 500 voltas, porque eu nem queria mais olhar a comida.
— Você deve ser a . Eu sou Fletch e esses são , e , do McFLY. — Fletch foi obrigado a dizer, visto que eu devia parecer muito perdida. Eu prestei atenção ao que ele disse e acenei com a cabeça para os garotos, logo me sentando e tentando me sentir menos desconfortável.
A entrevista foi o mais informal possível, me fazendo sentir super à vontade com os quatro. Eu contei tudo para eles desde que eu vim do Brasil até meu emprego em si e, para a minha surpresa, Fletch não pensou duas vezes em me contratar. Eu fiquei mais feliz ainda, não só por deixar de ser uma humilde serviçal, mas também por trabalhar com a minha banda favorita. Os meninos expulsaram Fletch e fiquei conversando com eles todo o meu horário de almoço.
— Mas o que eu gosto mesmo é do Voldie, ele seduz as garotinhas com aquele estilo do mal, sabe? — Eu dizia rindo, tentando explicar para o e para o porque eu gostava dos caras maus. nem respondia mais de tanto que ele ria das minhas imitações. — Para de rir, — Não dá, ! — Sintam a intimidade, bjs. — Eu fico imaginando as coisas que você fala e não dá pra não rir! E a cara do para você? Melhor ainda. — parou de rir dando um pedala no . — Outch!
— Gatinhos da , eu sei que você ficaram muito apaixonados por mim, — Mandei um beijo para o , que retribuiu. — mas eu ainda tenho que trabalhar, sabiam?
— Faz assim então. Hoje a gente vai fazer maratona de Back To The Future na minha casa. Você pode ir? Aí a gente te apresenta pro também. — Só de ouvir o nome do , meu estômago já deu milhões de voltas. Eu queria ir, mas a minha chefa com certeza iria me encher de trabalho hoje, já que hoje seria meu último dia, como eu tinha combinado com o Fletch.
— , eu queria mesmo ir, mas a minha carrasca vai me encher de trabalhos hoje. — De repente eu tive uma idéia. — Mas amanhã eu não tenho trabalho, então vocês podiam ir tomar café comigo e eu conhecia o , que tal?
— Por mim está ótimo, o ruim vai ser acordar o antes do meio dia! — riu, arrancando gargalhadas dos outros garotos.
— Vai ser mesmo, ! Mas ele faz esse sacrifício uma vez na vida. — completou e eu finalmente pude ir, mas não antes de passar MSN, Twitter, celular e tudo meu para eles.
Como já era esperado, a minha amada chefa me encarregou de todo o trabalho que ela podia dar e eu tive que ficar no trabalho até tarde para terminar tudo. Logo que eu saí do trabalho, fui andando até em casa, pois era bem perto e eu não sabia quando faria aquele trajeto de novo. Chegando em casa, eu pedi uma pizza e fui direto tomar um banho e relaxar. Claro que antes eu liguei o som no volume máximo, tocando McFLY. Nem preciso dizer que eu cantei – lê-se: gritei – o banho todo, não é?
Depois daquele banho relaxante, liguei meu notebook e fui trocar de roupa antes que a minha pizza chegasse. Troquei de roupa, sequei meu cabelo e sentei no sofá da sala, pegando meu notebook e meu celular, que tinha uma mensagem enorme.
‘Gatinha, amanhã na Starbucks, não é? Vou estar com a camisa de Hogwarts só para você. PENSOU QUE FOSSE O , NÉ? HAHAHA Ele está me mandando apagar isso aqui e escrever uma mensagem decente mais essa é mais engraçada, zinha. Te seduzo, gatinha. (?)
Xx . ’
Eu ri sozinha da mensagem e, antes que eu pudesse responder, minha pizza chegou. Deixei o celular de lado, atendi a porta e, quando voltei, meu celular já estava tocando em cima da mesinha. Coloquei a pizza do outro lado e atendi o celular sem nem olhar quem era.
— Alô?
— , minha gatinha! — Ouvi a voz do e várias outras vozes atrás dele, além de o barulho de uma televisão e eu podia jurar que eles ainda estavam vendo Back To The Future. Ele disse mais alguma coisa que eu não consegui ouvir pela quantidade de gritos.
— ? Não estou conseguindo entender nada! — Eu ouvi um grito do e ri, voltando a sentar no sofá e pegando uma fatia de pizza. Quando houve silêncio, voltei a falar com o . — O que você tinha perguntado, ?
— Como tinha sido seu dia. Trabalhou muito? — Ouvi de novo as vozes e consegui distinguir , , e mais alguém. Eu ia responder, até que ele me cortou. — Só um segundo, . — ‘PORRA, DÁ PARA PARAR COM A FRESCURA? DEPOIS VOCÊS FALAM COM ELA! E , ABAIXA A PORRA DA TELEVISÃO.’ gritou e depois voltou a falar comigo como se nada tivesse acontecido. — Pode falar, .
Eu tive uma crise de riso imaginando a cena. Os meninos vendo filme, me ligando, os garotos fazendo o escândalo para pegar o telefone e o dando o ataque de mãe com eles. Não tinha como não rir! Eu ria tanto que até o começou a rir e eu devo ter levado uns três minutos para me recuperar.
— Desculpa, . É que eu imaginei a cena aqui e não tive como não rir. Então, hoje eu trabalhei bastante sim, mas pelo menos a minha chefa não pode reclamar mais de nada. E vocês, o que estão fazendo aí? — Perguntei, colocando o celular no viva-voz e pegando meu notebook.
— Nós ficamos a tarde toda jogando vídeo game aqui na casa do e agora o chegou com o filme. Falando nisso, de tanto que o fala de você, o está super curioso para te conhecer. — Só de ouvir o nome dele e depois aquela risada rouca, senti meu corpo inteiro arrepiar. — Ele falou que vai até acordar cedo amanhã.
— Ele ainda nem me conhece e eu já faço milagres? Nossa, mereço um prêmio por isso, não mereço? — Ouvi repetir o que eu disse, rir de novo e gritar um ‘não’. — Ok, o pode me dar um prêmio, não pode ? — voltou a repetir o que eu disse, e ouvi os meninos explodirem em risadas de novo.
— O está todo sem graça aqui, nem brinca mais com isso. — Ele disse, ainda tentando parar de rir e eu ri junto com ele. — , só liguei para te avisar que nós vamos amanhã mesmo, você deve estar cansada, não é? — Eu ia dizer que não, mas meu bocejo me denunciou.
— Estou mesmo, . Vou descansar porque amanhã vou ter um dia cheio, não é? Diz para o que eu não esqueci que ele me prometeu ver Harry Potter comigo, ok? — Ouvi repetir, gritar um ‘Oh yeah, baby’ e falar mais uma coisa com .
— Ah, . Tem problema se nós levarmos uma amiga nossa? É que ela quer te conhecer também. — Deveria ser a quinta voz que eu ouvi.
— Sem problemas, . — Outro bocejo. — Eu vou dormir que hoje o dia foi tenso. Até amanhã, mande beijos para os meninos aí.
— Ok, . Outro para você, até amanhã.
Desliguei o telefone, comi mais um pouco de pizza, respondi meus emails e em menos de meia hora já tinha ido para a cama. Apaguei a luz do meu abajur, me cobri e adormeci.
2.
’s POV.
Depois de o falar tanto nessa menina, até acordei bem disposto para conhecê-la. Ela deve ser muito legal mesmo, ou ele nunca ficaria tão entusiasmado. A outra parte boa é que ela marcou esse encontro na mesma Starbucks que eu costumo ir, então eu posso acabar esbarrando com aquela garota. Ok, me deixe sonhar!
Deixei de preguiça, levantei e tomei meu banho descente, que demorou bastante, e depois fui procurar roupas limpas, o que é raridade na minha casa. Não que eu seja bagunceiro, longe disso, eu só sou, hm, preguiçoso. Depois de andar a casa toda de blusa e tênis procurando a minha calça, que estava atrás do meu sofá, ouvi a buzina do na rua. [n/a: Não, foi dentro da casa dele –‘- KKK.] Vesti a calça e saí correndo, mas ainda tive que voltar pra pegar meu celular e as chaves de casa, não queria ficar preso do lado de fora, né?
’s POV.
Eu não vou surtar, ele é só um cara normal como todos os outros. Mas ele é . Não vou pirar, não vou pirar. Eu me controlei e contei mentalmente até um milhão enquanto andava bem devagar até a Starbucks, que era muito perto da minha casa e, logo, não demorou muito a aparecer. A música no meu iPod podia ser ouvida a metros de distancia, mas era o que me deixava mais calma. E, como a minha sorte é muito grande, eu cheguei antes deles. Ok, não tem problema, é só sentar e relaxar. [n/a: Isso ficou meio pervertido, enfim...] Eles não demoraram e o sorriso do pra mim fez todo o meu nervosismo passar.
— ! — Ele falou antes mesmo de chegar na mesa, me dando dois beijos no rosto. Depois se juntou a nós e começou a falar tanto que eu nem notei que e não estavam com a gente. Nossa, como aqueles dois me faziam rir! Senti dois olhos sobre mim e me virei para descobrir quem me olhava, encontrando aqueles lindos olhos azuis do sobre mim. Assim que me viu, ele voltou a conversar com . Senti meu coração apertar e voltei minha atenção para e , que falavam sem parar.
— , respire antes de falar, ok? — Eu falei, brincando com . — Alguém pode dizer para mim onde estão , e a amiga de vocês?
— A com certeza dormiu demais de novo, daqui a pouco ela aparece. Os outros dois eu não sei. — olhou em volta e chamou os dois que ainda estavam na porta. ‘Chamar’ é até mentira, já que ele BERROU os dois, chamando a atenção de todos para nossa mesa. Alguém me dá uma pá? Assim eu posso cavar um enorme buraco na terra e enfiar minha cabeça lá.
’s POV. [n/a: que estava acontecendo ao mesmo tempo que a parte anterior.]
Assim que entramos na Starbucks, eu abri o maior sorriso e claro que só o babaca do notou.
— Que foi, ? Nem conheceu a nossa repórter e já quer posar de galinha? Está foda ein. — Ele riu e eu tive que rir junto.
— Não, cara. Tem uma garota aqui que é muito gata e eu sempre a vejo tomar café. Mas ela é muito gata, muito gata mesmo e parece ser muito gente boa. Assim, eu nunca falei com ela, mas pode rolar hoje, porque ela está aqui.
— Porque você nunca falou isso? — riu da minha cara de desprezo. — Tudo bem, cadê ela?
— É aquela ali... — Eu apontei e, no segundo seguinte, vi e indo falar com ela, como se fossem velhos amigos. Devo ter ficado com uma cara muito estranha, porque o começou a rir da minha cara. — Que foi?
— Está afim dela? — Eu olhei para a menina, que me olhou de repente, e voltei a olhar para .
— Sei lá, eu nem conheço a garota, só acho que ela é gostosa e tal. Por que? — Ele deu um sorriso daqueles de quem sabe tudo.
— Aquela ali é a , a nossa nova repórter, a garota que o Judd está caído. — PUTAQUEPARIU!
’s POV.
Se a Bella acha que o Edward desliza enquanto anda, ela ainda não viu , de calça jeans e camisa branca, com os cabelos despenteados e aquele sorriso de quem sabe que é gostoso andando na sua direção. Depois disso, nenhum Edward tem graça. Como se eu já não estivesse boba o bastante, ele sorriu pra mim e eu tive que desviar o olhar para o , antes que eu morresse afogada na minha própria baba.
— E aí gatinha, está livre hoje? — disse, rindo e me dando um abraço. Eu ri, bem mais tranquila e fiz uma cara de pensativa.
— Hm, não sei. Hoje é sexta, é mais caro, sabe? Mas acho que com o seu dinheiro dá. — Ele riu mais ainda e o deu aquela risada mágica dele. Virei automaticamente na direção dele e nos apresentou.
— , essa é a , nossa repórter oficial. , esse é o , nosso galinha oficial. Nada que vocês não saibam, né? — Ele riu de novo, indo para o mesmo lugar onde estava antes e me dando O abraço, o mais cheiroso e melhor abraço que eu já tive. Ele me soltou – infelizmente – e fomos sentar, pedindo nossos cafés e donuts. Minutos depois, vi dar um sorriso enorme e levantar.
— , essa é a nossa mascotinha, a . , essa é a nossa nova repórter, a . — Eu levantei e a cumprimentei, o de sempre.
Depois disso, nossos cafés chegaram e a conversa rolou naturalmente. Os meninos falaram sobre os shows, eu falei um pouco mais sobre como eu iria trabalhar com eles. Passamos, depois, para conversas mais pessoais.
— E você, deixou algum namorado no Brasil, ? — perguntou, terminando de beber seu café. Não pude deixar de notar que: 1) , que tentava equilibrar um donut em dois palitos, nunca iria conseguir montar sua casa de doces; 2) nem disfarçava que estava prestando atenção na nossa conversa; e 3) não sabia disfarçar nada.
— Não, eu até namorava, mas achei melhor terminar mesmo, namoro à distância não funciona. E você, ? Algum namorado aqui? — Perguntei, sorrindo de lado, sendo acompanhada por , e , cada um por seu próprio motivo. Eu já tinha percebido que alguma coisa rolava entre a e o só pelo jeito que eles se olhavam, pelo jeito que ele mudava perto dela e tudo mais. Era só a primeira vez que eu via os dois juntos, mas era tudo muito óbvio.
— Namorado? Hm, não, é que minha vida é meio complicada, sabe? — Ela desconversou e eu entendi que não era o melhor assunto pra ela.
— Entendi. Meninos, — Todos me olharam ao mesmo tempo e eu fiquei meio sem graça. — Vocês só falaram de trabalho o tempo todo, vocês não vão a festas nem nada?
— Claro que vamos! Falando nisso, tem uma festa hoje, lançamento de alguma coisa. Com certeza é em uma das boates onde a gente sempre vai e podemos arranjar convites pra você. Seria ótimo se você fosse. — disse num tom que eu achei natural, mas que fez todo mundo olhar pra ele. — Que foi? Eu só acho que é legal se a nossa repórter sair com a gente, afinal é o trabalho dela, certo? — Eu tinha me animado quando ele me chamou pra ir, mas a história de ser só meu trabalho me deixou meio, hm, irritada.
— Não sei, quer dizer, eu adoraria ir, mas eu me sentiria muito deslocada. — Respondi sem emoção e notou que o clima tinha ficado um pouco estranho.
— Não tem problema, . Podemos ir ao shopping mais tarde e eu prometo não te deixar sozinha na festa.
— Ok, . Vai ser ótimo assim. — Disse e sorri verdadeiramente para ela.
Nada pode ser mais desestressante do que passar a tarde comprando sapatos. Acho que deve ser um tipo de terapia alternativa ou coisa do tipo.
— Ok, então você quer que eu acredite que nunca rolou nada entre você e o ? — Ela enrolou uma mecha do cabelo enquanto nós esperamos a vendedora pegar mais uma caixa de sapatos.
— Dizer ‘nunca’ seria mentira, mas é que não acontece há muito tempo. O e eu somos complicados demais. — Ela disse, brincando com o canudo do milkshake.
— Não são não, vocês são muito frescos, isso sim! Dá pra ver como ele te olha diferente e tudo mais. E se não rolou nada, foi falta de oportunidade, você vai mais linda do que nunca nessa festa e ele vai babar por você! — Eu disse, cheia de entusiasmo. Antes que ela pudesse reclamar, a vendedora nos trouxe os sapatos e nós experimentamos todos.
— Ah, eu me apaixonei por esse! — Ela disse, me mostrando um sapato. — Mas... UAAU, ele é muito caro. — Olhei os sapatos nos pés dela e não pude deixar de imaginá-la usando-o na festa.
— Nós vamos levar os dois. — Eu disse para a vendedora, apontando para o meu sapato e para o da , que me olhou assustada. — Meu presente. E não adianta não aceitar, nunca mais vou te dar um presente assim.
Nós rimos e saímos da loja para procurar nossos vestidos. Entramos em uma loja conhecida pela e logo fomos atendidas. A vendedora, que eu logo percebi ser amiga dela, nos fez experimentar muitos vestidos, muitos mesmo. Parecia que ela queria que nós víssemos a loja inteira! Ficamos em dúvida sobre três e, enquanto experimentava um vestido, eu fui contando mais da minha história para ela.
— Deixa eu ver se entendi: você é apaixonada pelo desde que você era adolescente, mas agora não é mais porque ele é galinha. Se você era fã, você devia saber disso, certo? — Ela estava certa, mas e daí?
— É, mas agora que eu “conheço” ele é diferente, sabe? E o é tão mais simpático que ele e tudo mais. Ele sempre foi meu segundo favorito, mas está se saindo bem melhor que o primeiro. — Ouvi a dar uma risadinha. — O que foi?
— Você ainda gosta do , pra quê ficar negando? — Eu ia responder, mas ela foi mais rápida. — E você vai linda e absoluta hoje, porque nós vamos mostrar para aqueles lerdos o que eles estão perdendo! — Ela disse, saindo do provador com um vestido na mão. Eu tive que rir e concordar com ela.
Saímos da loja conversando e a esbarrou em alguém. Quando vi que era um dos seguranças do shopping, fiquei morrendo de vergonha, mas ela só sorriu, pediu desculpas e saiu me arrastando.
— Nem se preocupe, os seguranças daqui me conhecem já. Com essa minha mania de ficar andando no shopping, eles pensavam que eu era meio delinquente [n/a: Homenagem pra Bia :b], por isso tive que ficar amiga deles.— Eu ri mais ainda e nós fomos pegar o carro para irmos para casa nos arrumar, porque ela iria se arrumar comigo e já estava ficando tarde.
Depois de quase duas horas de muitas risadas e maquiagem, nós ficamos prontas e fomos esperar os meninos, assistindo televisão. Faltando alguns minutos para a hora que nós combinamos, ouvimos o som do interfone, avisando que eles haviam chegado. Demos uma última olhada no visual e descemos, confiantes por fora, mas morrendo de insegurança por dentro. Quando chegamos ao térreo, a primeira coisa que eu vi foi aquele sorriso lindo do . Não pude deixar de sorrir também, caminhando confiante ao lado da , afinal hoje era nosso dia de brilhar [n/a: Que gay isso T.T].
— Onde vocês duas pensam que vão assim? Não foram essas duas modelos que eu vi hoje cedo não! — disse rindo, mas sem tirar os olhos da , que começava a ficar vermelha.
— Foi sim, você que não prestou atenção! — Eu disse rindo e fui na direção dos meninos, dando um beijo no rosto do e outro no , que nos elogiou.
— Vocês estão mesmo muito lindas. Nem dá vontade de levar vocês para a festa desse jeito! — Eu ri mais ainda e dei um soco de leve no braço dele.
— Vamos logo antes que a gente desista! — riu e puxou pelo braço até o carro, enquanto eu andava com . — Onde estão e ? — Olhei para o carro vazio e me virei para Harry, esperando uma resposta.
— e vão depois, eles iam fazer alguma coisa antes. — respondeu e só concordou com a cabeça.
Entramos no carro e fomos ouvindo música e conversando até o local da festa, mas eu ainda estava preocupada com e . Era óbvio que o sabia o que eles iam fazer e não queria me contar, eu podia sentir que tinha alguma coisa ali. Resolvi relaxar e curtir, porque alguma hora eles tinham que aparecer, né?
Quando chegamos na boate, eu fiquei boquiaberta. Só a entrada já dava uma idéia do tipo de festa que iríamos ter. Encontramos o Fletch na porta, que disse que e já estavam lá dentro e para que nós fôssemos logo e que aproveitássemos bastante.
O interior do local me lembrava Las Vegas, mesmo que eu nunca tivesse ido lá. Os meninos andaram um pouco, cumprimentaram algumas pessoas e finalmente encontraram e , que, modéstia parte, era o mais lindo dos quatro. Ele sorriu quando me viu e eu não pude deixar de sorrir de volta.
— Tenho uma surpresa para vocês. — Ele disse, e se virou para buscar a tal surpresa. Senti meu coração apertar mais ainda quando vi que o a surpresa era alguém. Apertei a mão da quando vi que era uma menina. E eu quis morrer quando vi o tamanho do sorriso do com ela.
Enquanto ficava super orgulhoso apresentando a sua nova “amiga” para nós, eu e fechamos a cara ao mesmo tempo; depois nos olhamos e rindo um da cara do outro. Ele me abraçou quando o me apresentou a tal menina e eu tive que me segurar nele pra não ter O ataque – não que eu tivesse qualquer direito, é claro.
— , essa é a , a nossa nova repórter. , essa é a , uma amiga minha. O você já conhece, . — Eu sorri e acenei com a cabeça para ela, que sorriu de volta e olhou para o , que apertou mais ainda os braços em volta de mim. É, aquela seria uma noite longa.
— Então quer dizer que a ficante do é sua “ex-paixão”? — Enfatizei as aspas, enquanto ouvia a história triste do , que concordou com a cabeça. — Como ele pode ser tão ruim a ponto de trazer essa menina com ele, já que você gosta dela e está aqui? — Eu tinha que culpar o por alguma coisa e isso estava funcionando para mim.
— , ele nem sabe que eu gostava da . — Fiz cara de descrente. — Ok, que eu gosto dela, que seja. E, além disso, ele pode trazer quem ele quiser, ele sempre traz mesmo. — Não resisti e olhei no jeito que ele estava tratando a : como se ela fosse uma boneca, com todo jeito do mundo. O que me irritava não era que ele fosse legal assim, o que me deixava, e com certeza o também, muito puta era que ele estava com ela e só com ela, até os meninos estavam estranhando.
— , meu amor, é o , nós dois sabemos o quanto isso vai durar. — Ele me olhou assustado e eu vi que tinha feito merda. — Ok, eu vou explicar, mas que essa história não saia daqui. Eu era fã de McFLY quando era adolescente e sempre fui apaixonada pelo , mas conviver com vocês torna tudo diferente, mesmo que sejam só meus primeiros dias.
— Vamos fazer assim: Hoje a gente esquece que você é a , a repórter e que eu sou , o baterista mais gostoso, ok? — Eu tive que rir dele. — Você gostou, eu sei que gostou. Então, vamos, hm, dançar? Melhor do que ficar aqui.
— Vamos sim, quero dar uma ajudinha numa coisa aqui também. Olhei ao redor da mesa e vi: 1) e conversando normalmente, mas passei o olho rápido; 2) azarando uma menina no sofá ao lado e 3) e mexendo no copo e em um papel, respectivamente. — Ei, crianças. Quem quer ir lá dançar?
— Eu! — e disseram juntos, me fazendo rir. Levantei com , e e já estava indo para a pista de dança , quando ouvimos falar.
— Não vão nos esperar não? — Ele levantou, passando um dos braços pela cintura da e foi conosco dançar.
Cada um pegou sua bebida no bar e fomos dançar todos juntos. Minha vontade era virar o copo de uma vez só, mas olhei para o e vi que não podia deixar ele sozinho. Uma nova música começou a tocar e eu cantei junto desde o primeiro verso.
Baby can't you see?
I'm calling
A guy like you should wear a warning
It's dangerous, I'm falling
There's no escape, I can't wait
I need a hit, baby give me it
You're dangerous, I'm loving it
Too high, can't come down
Losing my head, spinning ‘round and ‘round
Do you feel me now?
Levantei meu copo e comecei a dançar pro , que ria descontroladamente de mim numa performance muito igual a Britney. Eu ri mais ainda e comecei a imitar alguns dos passos, enquanto me puxou mais para perto e eu senti olhares sobre mim. Por efeito do álcool ou de alguma outra coisa, eu esqueci o resto ao meu redor e continuei dançando, forçando a fazer algumas partes comigo.
Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?
me virou para que eu olhasse e dançando, mas meus olhos encontraram e , que nos olhavam um pouco assustados. Fiquei muito envergonhada, mas não consegui desviar os olhos de por alguns segundos, até que ele virou a cabeça e eu vi o feliz casal. Por incrível que pareça, eles estavam dançando juntos e não pareciam nem um pouco incomodados. Eu ri da cena e senti colocar as mãos na minha cintura, que eu mexia de um lado para o outro.
It's getting late to give you up
I took a sip from the devil's cup
Slowly it's taking over me
Too high, can't come down
It's in the air and it's all around
Can you feel me now?
Voltei a ficar de frente para ele, rindo e dançando, enquanto jogava o cabelo. Ele ainda sorria, mas de um jeito diferente e eu estava gostando daquilo; ele me olhava com desejo e eu não resisti, acabei retribuindo aquele sorriso, mordendo o lábio inferior de leve.
Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?
Don't you know that you're toxic?
Taste of your lips, I'm on a ride
Aconteceu tudo rápido demais. Num segundo eu tinha tudo sob controle e, no outro, eu só vi o chegar cada vez mais perto, fazer carinho no meu rosto. Esqueci que os outros estavam do nosso lado e deixei ele me beijar, era o que eu precisava. O beijo dele era, hm, diferente. Não era como nenhum dos caras que eu já tinha beijado. Era calmo, seguro e, mesmo assim, eu não queria me soltar dele. Ele me abraçou pela cintura e continuamos a nos beijar até os versos finais da música, quando eu não conseguia mais ficar sem respirar.
Intoxicate me now
With your loving now
I think I'm ready now
(I think I'm ready now)
Intoxicate me now
With your loving now
I think I'm ready now
Sorri sem separar meu rosto do dele, mantendo nossas bocas juntas. Assim que a música foi mudada, olhei para os lados e não vimos ninguém; então voltamos para a mesa e nos juntamos aos outros. E é claro que eu não ousei olhar na cara do .
— Na minha opinião, essa festa já deu. — se manifestou, depois de levar o milésimo fora da menina com quem conversava, quebrando o silêncio.
— Eu concordo, amanhã tenho ensaio e estou muito cansada. — Completou .
— Eu acho ótimo, mas vamos fazer alguma coisa amanhã, né? É sábado e o disse que vocês queriam ir à praia! — disse, animando a conversa de novo.
— Não vai ser tão bom se a não for. — disse, olhando de mim para o . ia responder, mas eu fui mais rápida.
— Como se o não fosse se aproveitar de alguém sozinho, né? — Todos riram e conseguiu falar.
— Eu não me importo de vocês irem sem mim! Vocês merecem se divertir. — comentou, sorrindo para o , que fez carinho em mim.
— Ok, então praia amanhã? Se alguém for, por favor, me buscar, eu fico agradecida. — Eu disse e levantou a mão.
— Amanhã a gente faz um arrastão e pega todo mundo, ok? — Ela disse, animada como uma criança feliz, quase pulando no sofá. Todos nós rimos e ela ficou toda vermelha. — Ok, sem arrastão pra vocês, só pra que não riu. — Os meninos pararam de rir e olhou pra mim, como se eu fosse a intrusa ali – ok, pode nem ter sido assim, mas vai saber! [n/a: paranóica mode on, bjs KKK] — E pra , claro.
Eu fiz careta e decidimos ir mesmo embora. Eu, , e fomos no carro do e foi levar a e o em casa. No carro, ficamos calados a maior parte do tempo, só ouvindo o rádio ligado. foi me deixar em casa primeiro e foi comigo até a porta, só “para se certificar de que eu chegaria em casa bem”. Ele me abraçou e me deu um beijo no canto da boca antes de ir, me deixando ainda mais sem saber o que fazer.
Ok, não que eu seja louca, mas é complicado começar a ficar com o assim, porque eu gosto do , mesmo que isso não mude as coisas, porque ele está com a . Talvez eu fique mesmo com o , esqueça o e faça o esquecer a também. Eu acredito em milagres, você não?
Entrei em casa, fui direto tomar aquele banho e colocar meu pijama mais confortável, pra cair na cama e dormir bastante, porque mesmo sem a Bia, a praia no dia seguinte não ia ser fácil.
CONTINUA...