Meet me at Starbucks
Por Dan Jones e Bia Judd
Beta: Táh


1.

’s POV.

— Bom dia, Joe! — Eu sorri para um dos meus primeiros e melhores amigos de Londres: Joe da Starbucks.

Mas nossa, que mal educada eu sou! Eu sou a , prazer. Eu vim do Brasil quando fiz 19 anos, depois de passar em Oxford para Jornalismo. Cheguei aqui sem conhecer ninguém e o Joe foi um dos que melhor me recebeu aqui. Sem ele eu não sei mais o que eu faria – e sem o meu café de todos os dias também não, é claro.

— Bom dia, minha brasileira preferida. — Ele respondeu, sorrindo de volta. — O de sempre, não é? — Eu assenti enquanto ele preparava meu café. O Joe é o típico inglês bonitão que eu sempre imaginei, mas eu tenho minhas dúvidas quanto à sexualidade dele, sabe? Enfim, eu não vou começar a especular aqui.

O que eu mais gosto em Londres? Essa Starbucks. É perto de tudo, é super quentinha e sempre tem gente bonita. A única coisa que me irrita é que eu nunca vi meus ídolos aqui, porque, assim, foi por causa deles que eu vim para Londres. McFLY sempre foi meu vício e o , ah o , habita todos os meus sonhos. *suspira* Eu me mudei para um bairro legal, que é, por acaso, o mesmo deles e nem por isso tive a sorte de encontrá-los ainda. Mas uma hora eles vão me achar, MUAHAHAHA.
Depois de alguns minutos pensando no , Joe me entregou meu amado café, eu paguei e fui correndo para o trabalho, porque hoje eu estava muito atrasada. Eu trabalho como assistente da editoria chefe da seção de música da ELLE em Londres, o que significa que eu sou um capacho. Mas, a minha grande notícia de hoje foi que *som de tambores* um empresário de uma grande banda quer uma repórter exclusiva para cobrir todos os eventos da banda e advinha? Minha amada chefa me indicou. *pulinhos de alegria*
Eu ainda não sei de que banda é o empresário, mas sair daquele escritório já vai ser ótimo. Então, na hora do almoço eu tenho uma entrevista com esse tal empresário, já imagina o meu nervosismo, não é? Ele quadruplicou quando a minha chefa disse o nome do restaurante e da reserva.

— Marques, El Demostenes às 2h, reserva do Sr. Fletch. — QUE? A BANDA É O MCFLY? PIREI AQUI! Passado o susto inicial, eu me lembrei de responder à minha chefa, que devia estar achando muito estranho eu não falar nada e fazer aquela cara de pirada. Assenti e voltei para a minha mesa, gritando por dentro, já que eu não podia gritar no meio do escritório.


’s POV.

Putz, porque os caras tinham que me ligar essa hora da manhã no nosso dia de folga? Agora que eu acordei fica uma merda dormir de novo. Pensando bem, é bom porque quando eu acordo cedo eu posso ver aquela garota lá na Starbucks. Por que eu ainda não fui falar com ela? Ué, vai ver que ela é uma dessas fãs loucas e me ataca! Hoje em dia, as bonitas são as mais loucas. Mas essa garota não é só bonita, ela é maravilhosa. Para de ficar que nem um bobo apaixonado e vai lá logo, . Eu falo sozinho às vezes sim, qual o problema?
Eu tomei um banho e fui todo cheiroso tomar café, comprei o de sempre e fiquei esperando ela chegar, mas ela demorou uns dois cafés e cinco muffins. Quando ela chegou, estava correndo e saiu em menos de cinco minutos. Fiquei lá com cara de cu [n/a: de ânus, de toba... enfim] mais uns minutos e resolvi voltar para casa. Fiquei no tédio o resto da manhã e à tarde também, já que à noite era festa no e a gente ia ver Back to the Future.

’s POV.

Eu me preparei psicologicamente para meu almoço, mas eu pensei que não fosse conseguir nem respirar quando cheguei ao restaurante. Depois de dizer o nome de quem estava me esperando, uma menina muito sorridente me levou até a área VIP do restaurante, onde eu encontrei não só o Fletch, mas também , e , que sorriram para mim logo que eu olhei na direção deles. Meu estômago deve ter dado umas 500 voltas, porque eu nem queria mais olhar a comida.

— Você deve ser a . Eu sou Fletch e esses são , e , do McFLY. — Fletch foi obrigado a dizer, visto que eu devia parecer muito perdida. Eu prestei atenção ao que ele disse e acenei com a cabeça para os garotos, logo me sentando e tentando me sentir menos desconfortável.

A entrevista foi o mais informal possível, me fazendo sentir super à vontade com os quatro. Eu contei tudo para eles desde que eu vim do Brasil até meu emprego em si e, para a minha surpresa, Fletch não pensou duas vezes em me contratar. Eu fiquei mais feliz ainda, não só por deixar de ser uma humilde serviçal, mas também por trabalhar com a minha banda favorita. Os meninos expulsaram Fletch e fiquei conversando com eles todo o meu horário de almoço.

— Mas o que eu gosto mesmo é do Voldie, ele seduz as garotinhas com aquele estilo do mal, sabe? — Eu dizia rindo, tentando explicar para o e para o porque eu gostava dos caras maus. nem respondia mais de tanto que ele ria das minhas imitações. — Para de rir, ! — Sintam a intimidade, bjs. — Eu fico imaginando as coisas que você fala e não dá pra não rir! E a cara do para você? Melhor ainda. — parou de rir dando um pedala no . — Outch!
— Gatinhos da , eu sei que você ficaram muito apaixonados por mim, — Mandei um beijo para o , que retribuiu. — mas eu ainda tenho que trabalhar, sabiam?
— Faz assim então. Hoje a gente vai fazer maratona de Back To The Future na minha casa. Você pode ir? Aí a gente te apresenta pro também. — Só de ouvir o nome do , meu estômago já deu milhões de voltas. Eu queria ir, mas a minha chefa com certeza iria me encher de trabalho hoje, já que hoje seria meu último dia, como eu tinha combinado com o Fletch.
, eu queria mesmo ir, mas a minha carrasca vai me encher de trabalhos hoje. — De repente eu tive uma idéia. — Mas amanhã eu não tenho trabalho, então vocês podiam ir tomar café comigo e eu conhecia o , que tal?
— Por mim está ótimo, o ruim vai ser acordar o antes do meio dia! — riu, arrancando gargalhadas dos outros garotos.
— Vai ser mesmo, ! Mas ele faz esse sacrifício uma vez na vida. — completou e eu finalmente pude ir, mas não antes de passar MSN, Twitter, celular e tudo meu para eles.

Como já era esperado, a minha amada chefa me encarregou de todo o trabalho que ela podia dar e eu tive que ficar no trabalho até tarde para terminar tudo. Logo que eu saí do trabalho, fui andando até em casa, pois era bem perto e eu não sabia quando faria aquele trajeto de novo. Chegando em casa, eu pedi uma pizza e fui direto tomar um banho e relaxar. Claro que antes eu liguei o som no volume máximo, tocando McFLY. Nem preciso dizer que eu cantei – lê-se: gritei – o banho todo, não é?
Depois daquele banho relaxante, liguei meu notebook e fui trocar de roupa antes que a minha pizza chegasse. Troquei de roupa, sequei meu cabelo e sentei no sofá da sala, pegando meu notebook e meu celular, que tinha uma mensagem enorme.

‘Gatinha, amanhã na Starbucks, não é? Vou estar com a camisa de Hogwarts só para você. PENSOU QUE FOSSE O , NÉ? HAHAHA Ele está me mandando apagar isso aqui e escrever uma mensagem decente mais essa é mais engraçada, zinha. Te seduzo, gatinha. (?)
Xx . ’


Eu ri sozinha da mensagem e, antes que eu pudesse responder, minha pizza chegou. Deixei o celular de lado, atendi a porta e, quando voltei, meu celular já estava tocando em cima da mesinha. Coloquei a pizza do outro lado e atendi o celular sem nem olhar quem era.

— Alô?
, minha gatinha! — Ouvi a voz do e várias outras vozes atrás dele, além de o barulho de uma televisão e eu podia jurar que eles ainda estavam vendo Back To The Future. Ele disse mais alguma coisa que eu não consegui ouvir pela quantidade de gritos.
? Não estou conseguindo entender nada! — Eu ouvi um grito do e ri, voltando a sentar no sofá e pegando uma fatia de pizza. Quando houve silêncio, voltei a falar com o . — O que você tinha perguntado, ?
— Como tinha sido seu dia. Trabalhou muito? — Ouvi de novo as vozes e consegui distinguir , , e mais alguém. Eu ia responder, até que ele me cortou. — Só um segundo, . — ‘PORRA, DÁ PARA PARAR COM A FRESCURA? DEPOIS VOCÊS FALAM COM ELA! E , ABAIXA A PORRA DA TELEVISÃO.’ gritou e depois voltou a falar comigo como se nada tivesse acontecido. — Pode falar, .

Eu tive uma crise de riso imaginando a cena. Os meninos vendo filme, me ligando, os garotos fazendo o escândalo para pegar o telefone e o dando o ataque de mãe com eles. Não tinha como não rir! Eu ria tanto que até o começou a rir e eu devo ter levado uns três minutos para me recuperar.

— Desculpa, . É que eu imaginei a cena aqui e não tive como não rir. Então, hoje eu trabalhei bastante sim, mas pelo menos a minha chefa não pode reclamar mais de nada. E vocês, o que estão fazendo aí? — Perguntei, colocando o celular no viva-voz e pegando meu notebook.
— Nós ficamos a tarde toda jogando vídeo game aqui na casa do e agora o chegou com o filme. Falando nisso, de tanto que o fala de você, o está super curioso para te conhecer. — Só de ouvir o nome dele e depois aquela risada rouca, senti meu corpo inteiro arrepiar. — Ele falou que vai até acordar cedo amanhã.
— Ele ainda nem me conhece e eu já faço milagres? Nossa, mereço um prêmio por isso, não mereço? — Ouvi repetir o que eu disse, rir de novo e gritar um ‘não’. — Ok, o pode me dar um prêmio, não pode ? — voltou a repetir o que eu disse, e ouvi os meninos explodirem em risadas de novo.
— O está todo sem graça aqui, nem brinca mais com isso. — Ele disse, ainda tentando parar de rir e eu ri junto com ele. — , só liguei para te avisar que nós vamos amanhã mesmo, você deve estar cansada, não é? — Eu ia dizer que não, mas meu bocejo me denunciou.
— Estou mesmo, . Vou descansar porque amanhã vou ter um dia cheio, não é? Diz para o que eu não esqueci que ele me prometeu ver Harry Potter comigo, ok? — Ouvi repetir, gritar um ‘Oh yeah, baby’ e falar mais uma coisa com .
— Ah, . Tem problema se nós levarmos uma amiga nossa? É que ela quer te conhecer também. — Deveria ser a quinta voz que eu ouvi.
— Sem problemas, . — Outro bocejo. — Eu vou dormir que hoje o dia foi tenso. Até amanhã, mande beijos para os meninos aí.
— Ok, . Outro para você, até amanhã.

Desliguei o telefone, comi mais um pouco de pizza, respondi meus emails e em menos de meia hora já tinha ido para a cama. Apaguei a luz do meu abajur, me cobri e adormeci.

2.

’s POV.



Depois de o falar tanto nessa menina, até acordei bem disposto para conhecê-la. Ela deve ser muito legal mesmo, ou ele nunca ficaria tão entusiasmado. A outra parte boa é que ela marcou esse encontro na mesma Starbucks que eu costumo ir, então eu posso acabar esbarrando com aquela garota. Ok, me deixe sonhar!
Deixei de preguiça, levantei e tomei meu banho descente, que demorou bastante, e depois fui procurar roupas limpas, o que é raridade na minha casa. Não que eu seja bagunceiro, longe disso, eu só sou, hm, preguiçoso. Depois de andar a casa toda de blusa e tênis procurando a minha calça, que estava atrás do meu sofá, ouvi a buzina do na rua. [n/a: Não, foi dentro da casa dele –‘- KKK.] Vesti a calça e saí correndo, mas ainda tive que voltar pra pegar meu celular e as chaves de casa, não queria ficar preso do lado de fora, né?

’s POV.

Eu não vou surtar, ele é só um cara normal como todos os outros. Mas ele é . Não vou pirar, não vou pirar. Eu me controlei e contei mentalmente até um milhão enquanto andava bem devagar até a Starbucks, que era muito perto da minha casa e, logo, não demorou muito a aparecer. A música no meu iPod podia ser ouvida a metros de distancia, mas era o que me deixava mais calma. E, como a minha sorte é muito grande, eu cheguei antes deles. Ok, não tem problema, é só sentar e relaxar. [n/a: Isso ficou meio pervertido, enfim...] Eles não demoraram e o sorriso do pra mim fez todo o meu nervosismo passar.

! — Ele falou antes mesmo de chegar na mesa, me dando dois beijos no rosto. Depois se juntou a nós e começou a falar tanto que eu nem notei que e não estavam com a gente. Nossa, como aqueles dois me faziam rir! Senti dois olhos sobre mim e me virei para descobrir quem me olhava, encontrando aqueles lindos olhos azuis do sobre mim. Assim que me viu, ele voltou a conversar com . Senti meu coração apertar e voltei minha atenção para e , que falavam sem parar.
, respire antes de falar, ok? — Eu falei, brincando com . — Alguém pode dizer para mim onde estão , e a amiga de vocês?
— A com certeza dormiu demais de novo, daqui a pouco ela aparece. Os outros dois eu não sei. — olhou em volta e chamou os dois que ainda estavam na porta. ‘Chamar’ é até mentira, já que ele BERROU os dois, chamando a atenção de todos para nossa mesa. Alguém me dá uma pá? Assim eu posso cavar um enorme buraco na terra e enfiar minha cabeça lá.

’s POV. [n/a: que estava acontecendo ao mesmo tempo que a parte anterior.]

Assim que entramos na Starbucks, eu abri o maior sorriso e claro que só o babaca do notou.
— Que foi, ? Nem conheceu a nossa repórter e já quer posar de galinha? Está foda ein. — Ele riu e eu tive que rir junto.
— Não, cara. Tem uma garota aqui que é muito gata e eu sempre a vejo tomar café. Mas ela é muito gata, muito gata mesmo e parece ser muito gente boa. Assim, eu nunca falei com ela, mas pode rolar hoje, porque ela está aqui.
— Porque você nunca falou isso? — riu da minha cara de desprezo. — Tudo bem, cadê ela?
— É aquela ali... — Eu apontei e, no segundo seguinte, vi e indo falar com ela, como se fossem velhos amigos. Devo ter ficado com uma cara muito estranha, porque o começou a rir da minha cara. — Que foi?
— Está afim dela? — Eu olhei para a menina, que me olhou de repente, e voltei a olhar para .
— Sei lá, eu nem conheço a garota, só acho que ela é gostosa e tal. Por que? — Ele deu um sorriso daqueles de quem sabe tudo.
— Aquela ali é a , a nossa nova repórter, a garota que o Judd está caído. — PUTAQUEPARIU!

’s POV.

Se a Bella acha que o Edward desliza enquanto anda, ela ainda não viu , de calça jeans e camisa branca, com os cabelos despenteados e aquele sorriso de quem sabe que é gostoso andando na sua direção. Depois disso, nenhum Edward tem graça. Como se eu já não estivesse boba o bastante, ele sorriu pra mim e eu tive que desviar o olhar para o , antes que eu morresse afogada na minha própria baba.

— E aí gatinha, está livre hoje? — disse, rindo e me dando um abraço. Eu ri, bem mais tranquila e fiz uma cara de pensativa.
— Hm, não sei. Hoje é sexta, é mais caro, sabe? Mas acho que com o seu dinheiro dá. — Ele riu mais ainda e o deu aquela risada mágica dele. Virei automaticamente na direção dele e nos apresentou.
, essa é a , nossa repórter oficial. , esse é o , nosso galinha oficial. Nada que vocês não saibam, né? — Ele riu de novo, indo para o mesmo lugar onde estava antes e me dando O abraço, o mais cheiroso e melhor abraço que eu já tive. Ele me soltou – infelizmente – e fomos sentar, pedindo nossos cafés e donuts. Minutos depois, vi dar um sorriso enorme e levantar.
, essa é a nossa mascotinha, a . , essa é a nossa nova repórter, a . — Eu levantei e a cumprimentei, o de sempre.

Depois disso, nossos cafés chegaram e a conversa rolou naturalmente. Os meninos falaram sobre os shows, eu falei um pouco mais sobre como eu iria trabalhar com eles. Passamos, depois, para conversas mais pessoais.

— E você, deixou algum namorado no Brasil, ? — perguntou, terminando de beber seu café. Não pude deixar de notar que: 1) , que tentava equilibrar um donut em dois palitos, nunca iria conseguir montar sua casa de doces; 2) nem disfarçava que estava prestando atenção na nossa conversa; e 3) não sabia disfarçar nada.
— Não, eu até namorava, mas achei melhor terminar mesmo, namoro à distância não funciona. E você, ? Algum namorado aqui? — Perguntei, sorrindo de lado, sendo acompanhada por , e , cada um por seu próprio motivo. Eu já tinha percebido que alguma coisa rolava entre a e o só pelo jeito que eles se olhavam, pelo jeito que ele mudava perto dela e tudo mais. Era só a primeira vez que eu via os dois juntos, mas era tudo muito óbvio.
— Namorado? Hm, não, é que minha vida é meio complicada, sabe? — Ela desconversou e eu entendi que não era o melhor assunto pra ela.
— Entendi. Meninos, — Todos me olharam ao mesmo tempo e eu fiquei meio sem graça. — Vocês só falaram de trabalho o tempo todo, vocês não vão a festas nem nada?
— Claro que vamos! Falando nisso, tem uma festa hoje, lançamento de alguma coisa. Com certeza é em uma das boates onde a gente sempre vai e podemos arranjar convites pra você. Seria ótimo se você fosse. — disse num tom que eu achei natural, mas que fez todo mundo olhar pra ele. — Que foi? Eu só acho que é legal se a nossa repórter sair com a gente, afinal é o trabalho dela, certo? — Eu tinha me animado quando ele me chamou pra ir, mas a história de ser só meu trabalho me deixou meio, hm, irritada.
— Não sei, quer dizer, eu adoraria ir, mas eu me sentiria muito deslocada. — Respondi sem emoção e notou que o clima tinha ficado um pouco estranho.
— Não tem problema, . Podemos ir ao shopping mais tarde e eu prometo não te deixar sozinha na festa.
— Ok, . Vai ser ótimo assim. — Disse e sorri verdadeiramente para ela.

Nada pode ser mais desestressante do que passar a tarde comprando sapatos. Acho que deve ser um tipo de terapia alternativa ou coisa do tipo.

— Ok, então você quer que eu acredite que nunca rolou nada entre você e o ? — Ela enrolou uma mecha do cabelo enquanto nós esperamos a vendedora pegar mais uma caixa de sapatos.
— Dizer ‘nunca’ seria mentira, mas é que não acontece há muito tempo. O e eu somos complicados demais. — Ela disse, brincando com o canudo do milkshake.
— Não são não, vocês são muito frescos, isso sim! Dá pra ver como ele te olha diferente e tudo mais. E se não rolou nada, foi falta de oportunidade, você vai mais linda do que nunca nessa festa e ele vai babar por você! — Eu disse, cheia de entusiasmo. Antes que ela pudesse reclamar, a vendedora nos trouxe os sapatos e nós experimentamos todos.
— Ah, eu me apaixonei por esse! — Ela disse, me mostrando um sapato. — Mas... UAAU, ele é muito caro. — Olhei os sapatos nos pés dela e não pude deixar de imaginá-la usando-o na festa.
— Nós vamos levar os dois. — Eu disse para a vendedora, apontando para o meu sapato e para o da , que me olhou assustada. — Meu presente. E não adianta não aceitar, nunca mais vou te dar um presente assim.

Nós rimos e saímos da loja para procurar nossos vestidos. Entramos em uma loja conhecida pela e logo fomos atendidas. A vendedora, que eu logo percebi ser amiga dela, nos fez experimentar muitos vestidos, muitos mesmo. Parecia que ela queria que nós víssemos a loja inteira! Ficamos em dúvida sobre três e, enquanto experimentava um vestido, eu fui contando mais da minha história para ela.

— Deixa eu ver se entendi: você é apaixonada pelo desde que você era adolescente, mas agora não é mais porque ele é galinha. Se você era fã, você devia saber disso, certo? — Ela estava certa, mas e daí?
— É, mas agora que eu “conheço” ele é diferente, sabe? E o é tão mais simpático que ele e tudo mais. Ele sempre foi meu segundo favorito, mas está se saindo bem melhor que o primeiro. — Ouvi a dar uma risadinha. — O que foi?
— Você ainda gosta do , pra quê ficar negando? — Eu ia responder, mas ela foi mais rápida. — E você vai linda e absoluta hoje, porque nós vamos mostrar para aqueles lerdos o que eles estão perdendo! — Ela disse, saindo do provador com um vestido na mão. Eu tive que rir e concordar com ela.

Saímos da loja conversando e a esbarrou em alguém. Quando vi que era um dos seguranças do shopping, fiquei morrendo de vergonha, mas ela só sorriu, pediu desculpas e saiu me arrastando.

— Nem se preocupe, os seguranças daqui me conhecem já. Com essa minha mania de ficar andando no shopping, eles pensavam que eu era meio delinquente [n/a: Homenagem pra Bia :b], por isso tive que ficar amiga deles.— Eu ri mais ainda e nós fomos pegar o carro para irmos para casa nos arrumar, porque ela iria se arrumar comigo e já estava ficando tarde.

Depois de quase duas horas de muitas risadas e maquiagem, nós ficamos prontas e fomos esperar os meninos, assistindo televisão. Faltando alguns minutos para a hora que nós combinamos, ouvimos o som do interfone, avisando que eles haviam chegado. Demos uma última olhada no visual e descemos, confiantes por fora, mas morrendo de insegurança por dentro. Quando chegamos ao térreo, a primeira coisa que eu vi foi aquele sorriso lindo do . Não pude deixar de sorrir também, caminhando confiante ao lado da , afinal hoje era nosso dia de brilhar [n/a: Que gay isso T.T].

— Onde vocês duas pensam que vão assim? Não foram essas duas modelos que eu vi hoje cedo não! — disse rindo, mas sem tirar os olhos da , que começava a ficar vermelha.
— Foi sim, você que não prestou atenção! — Eu disse rindo e fui na direção dos meninos, dando um beijo no rosto do e outro no , que nos elogiou.
— Vocês estão mesmo muito lindas. Nem dá vontade de levar vocês para a festa desse jeito! — Eu ri mais ainda e dei um soco de leve no braço dele.
— Vamos logo antes que a gente desista! — riu e puxou pelo braço até o carro, enquanto eu andava com . — Onde estão e ? — Olhei para o carro vazio e me virei para Harry, esperando uma resposta.
e vão depois, eles iam fazer alguma coisa antes. — respondeu e só concordou com a cabeça.

Entramos no carro e fomos ouvindo música e conversando até o local da festa, mas eu ainda estava preocupada com e . Era óbvio que o sabia o que eles iam fazer e não queria me contar, eu podia sentir que tinha alguma coisa ali. Resolvi relaxar e curtir, porque alguma hora eles tinham que aparecer, né?
Quando chegamos na boate, eu fiquei boquiaberta. Só a entrada já dava uma idéia do tipo de festa que iríamos ter. Encontramos o Fletch na porta, que disse que e já estavam lá dentro e para que nós fôssemos logo e que aproveitássemos bastante.
O interior do local me lembrava Las Vegas, mesmo que eu nunca tivesse ido lá. Os meninos andaram um pouco, cumprimentaram algumas pessoas e finalmente encontraram e , que, modéstia parte, era o mais lindo dos quatro. Ele sorriu quando me viu e eu não pude deixar de sorrir de volta.

— Tenho uma surpresa para vocês. — Ele disse, e se virou para buscar a tal surpresa. Senti meu coração apertar mais ainda quando vi que o a surpresa era alguém. Apertei a mão da quando vi que era uma menina. E eu quis morrer quando vi o tamanho do sorriso do com ela.

Enquanto ficava super orgulhoso apresentando a sua nova “amiga” para nós, eu e fechamos a cara ao mesmo tempo; depois nos olhamos e rindo um da cara do outro. Ele me abraçou quando o me apresentou a tal menina e eu tive que me segurar nele pra não ter O ataque – não que eu tivesse qualquer direito, é claro.

, essa é a , a nossa nova repórter. , essa é a , uma amiga minha. O você já conhece, . — Eu sorri e acenei com a cabeça para ela, que sorriu de volta e olhou para o , que apertou mais ainda os braços em volta de mim. É, aquela seria uma noite longa.


— Então quer dizer que a ficante do é sua “ex-paixão”? — Enfatizei as aspas, enquanto ouvia a história triste do , que concordou com a cabeça. — Como ele pode ser tão ruim a ponto de trazer essa menina com ele, já que você gosta dela e está aqui? — Eu tinha que culpar o por alguma coisa e isso estava funcionando para mim.
, ele nem sabe que eu gostava da . — Fiz cara de descrente. — Ok, que eu gosto dela, que seja. E, além disso, ele pode trazer quem ele quiser, ele sempre traz mesmo. — Não resisti e olhei no jeito que ele estava tratando a : como se ela fosse uma boneca, com todo jeito do mundo. O que me irritava não era que ele fosse legal assim, o que me deixava, e com certeza o também, muito puta era que ele estava com ela e só com ela, até os meninos estavam estranhando.
, meu amor, é o , nós dois sabemos o quanto isso vai durar. — Ele me olhou assustado e eu vi que tinha feito merda. — Ok, eu vou explicar, mas que essa história não saia daqui. Eu era fã de McFLY quando era adolescente e sempre fui apaixonada pelo , mas conviver com vocês torna tudo diferente, mesmo que sejam só meus primeiros dias.
— Vamos fazer assim: Hoje a gente esquece que você é a , a repórter e que eu sou , o baterista mais gostoso, ok? — Eu tive que rir dele. — Você gostou, eu sei que gostou. Então, vamos, hm, dançar? Melhor do que ficar aqui.
— Vamos sim, quero dar uma ajudinha numa coisa aqui também. Olhei ao redor da mesa e vi: 1) e conversando normalmente, mas passei o olho rápido; 2) azarando uma menina no sofá ao lado e 3) e mexendo no copo e em um papel, respectivamente. — Ei, crianças. Quem quer ir lá dançar?
— Eu! — e disseram juntos, me fazendo rir. Levantei com , e e já estava indo para a pista de dança , quando ouvimos falar.
— Não vão nos esperar não? — Ele levantou, passando um dos braços pela cintura da e foi conosco dançar.

Cada um pegou sua bebida no bar e fomos dançar todos juntos. Minha vontade era virar o copo de uma vez só, mas olhei para o e vi que não podia deixar ele sozinho. Uma nova música começou a tocar e eu cantei junto desde o primeiro verso.

Baby can't you see?
I'm calling
A guy like you should wear a warning
It's dangerous, I'm falling
There's no escape, I can't wait
I need a hit, baby give me it
You're dangerous, I'm loving it
Too high, can't come down
Losing my head, spinning ‘round and ‘round
Do you feel me now?


Levantei meu copo e comecei a dançar pro , que ria descontroladamente de mim numa performance muito igual a Britney. Eu ri mais ainda e comecei a imitar alguns dos passos, enquanto me puxou mais para perto e eu senti olhares sobre mim. Por efeito do álcool ou de alguma outra coisa, eu esqueci o resto ao meu redor e continuei dançando, forçando a fazer algumas partes comigo.

Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?


me virou para que eu olhasse e dançando, mas meus olhos encontraram e , que nos olhavam um pouco assustados. Fiquei muito envergonhada, mas não consegui desviar os olhos de por alguns segundos, até que ele virou a cabeça e eu vi o feliz casal. Por incrível que pareça, eles estavam dançando juntos e não pareciam nem um pouco incomodados. Eu ri da cena e senti colocar as mãos na minha cintura, que eu mexia de um lado para o outro.

It's getting late to give you up
I took a sip from the devil's cup
Slowly it's taking over me
Too high, can't come down
It's in the air and it's all around
Can you feel me now?


Voltei a ficar de frente para ele, rindo e dançando, enquanto jogava o cabelo. Ele ainda sorria, mas de um jeito diferente e eu estava gostando daquilo; ele me olhava com desejo e eu não resisti, acabei retribuindo aquele sorriso, mordendo o lábio inferior de leve.

Oh, the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
Oh, the taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?
Don't you know that you're toxic?

Taste of your lips, I'm on a ride


Aconteceu tudo rápido demais. Num segundo eu tinha tudo sob controle e, no outro, eu só vi o chegar cada vez mais perto, fazer carinho no meu rosto. Esqueci que os outros estavam do nosso lado e deixei ele me beijar, era o que eu precisava. O beijo dele era, hm, diferente. Não era como nenhum dos caras que eu já tinha beijado. Era calmo, seguro e, mesmo assim, eu não queria me soltar dele. Ele me abraçou pela cintura e continuamos a nos beijar até os versos finais da música, quando eu não conseguia mais ficar sem respirar.

Intoxicate me now
With your loving now
I think I'm ready now
(I think I'm ready now)
Intoxicate me now
With your loving now
I think I'm ready now


Sorri sem separar meu rosto do dele, mantendo nossas bocas juntas. Assim que a música foi mudada, olhei para os lados e não vimos ninguém; então voltamos para a mesa e nos juntamos aos outros. E é claro que eu não ousei olhar na cara do .

— Na minha opinião, essa festa já deu. — se manifestou, depois de levar o milésimo fora da menina com quem conversava, quebrando o silêncio.
— Eu concordo, amanhã tenho ensaio e estou muito cansada. — Completou .
— Eu acho ótimo, mas vamos fazer alguma coisa amanhã, né? É sábado e o disse que vocês queriam ir à praia! — disse, animando a conversa de novo.
— Não vai ser tão bom se a não for. — disse, olhando de mim para o . ia responder, mas eu fui mais rápida.
— Como se o não fosse se aproveitar de alguém sozinho, né? — Todos riram e conseguiu falar.
— Eu não me importo de vocês irem sem mim! Vocês merecem se divertir. — comentou, sorrindo para o , que fez carinho em mim.
— Ok, então praia amanhã? Se alguém for, por favor, me buscar, eu fico agradecida. — Eu disse e levantou a mão.
— Amanhã a gente faz um arrastão e pega todo mundo, ok? — Ela disse, animada como uma criança feliz, quase pulando no sofá. Todos nós rimos e ela ficou toda vermelha. — Ok, sem arrastão pra vocês, só pra que não riu. — Os meninos pararam de rir e olhou pra mim, como se eu fosse a intrusa ali – ok, pode nem ter sido assim, mas vai saber! [n/a: paranóica mode on, bjs KKK] — E pra , claro.

Eu fiz careta e decidimos ir mesmo embora. Eu, , e fomos no carro do e foi levar a e o em casa. No carro, ficamos calados a maior parte do tempo, só ouvindo o rádio ligado. foi me deixar em casa primeiro e foi comigo até a porta, só “para se certificar de que eu chegaria em casa bem”. Ele me abraçou e me deu um beijo no canto da boca antes de ir, me deixando ainda mais sem saber o que fazer.
Ok, não que eu seja louca, mas é complicado começar a ficar com o assim, porque eu gosto do , mesmo que isso não mude as coisas, porque ele está com a . Talvez eu fique mesmo com o , esqueça o e faça o esquecer a também. Eu acredito em milagres, você não?
Entrei em casa, fui direto tomar aquele banho e colocar meu pijama mais confortável, pra cair na cama e dormir bastante, porque mesmo sem a , a praia no dia seguinte não ia ser fácil.

3.

They call me hell, they call me Stacey, they call me her, they call me Jane. That’s not my name, that’s not my name that’s not my name that’s not my name.

Eu ignorei os primeiros toques e tentei voltar a dormir, mas a música infernal não parava e eu já estava quase atendendo para gritar com o imbecil que estava me ligando a essa hora da manhã.

They call me quiet girl, but I’m a riot, Mary-Jo-Lisa, always the same. That’s not my name, that’s not my name, that’s not my name, that’s not my name.

Finalmente atendi o celular, não sem dificuldade, e pude ouvir a voz feliz e muito contente da , que quase não respirava entre as palavras, já que eu não entendi nada do que ela estava me dizendo.

, RESPIRA ANTES DE FALAR! Você está parecendo o , criatura. — Ela finalmente deu uma pausa e começou a rir. Eu tive que sorrir junto, olhando a hora no relógio, pois passava um pouco das oito da manhã e ela já estava naquele gás.
— Ok, desculpa. É que o me ligou hoje e eu fiquei meio desesperada com o que eu posso usar, sabe? — Enquanto ela falava, eu ouvia o barulho de portas sendo abertas e de cabides sendo tirados do armário.
— O que ele disse? — Eu ia falando e levantando da cama, abrindo a janela e vendo que o céu não estava muito bom, tinha algumas nuvens. — E o céu está nublado, a gente vai à praia mesmo assim?
— Foi por isso que ele me ligou. A gente não vai ficar por aqui, a gente vai para a casa de praia do , por isso que eu surtei. Porque eu tenho que levar outras roupas e eu não sei como olhar pro depois de ter ficado com ele ontem e parece que todos os meus biquínis estão lavando e-
— PÁRA TUDO! Você não tinha me contado isso. Como foi isso? Por que eu não vi? Vocês tão ficando sério? — Eu coloquei no viva-voz e fui escovar os dentes e lavar o rosto enquanto ela me contava.
— Então, depois que a gente foi dançar, ele começou a conversar baixinho comigo. A gente só ria e tudo mais, até ele começar a falar mais sério comigo e me dar um mole descarado, sabe? — Eu tive que rir imaginando a cara da ao falar isso — Não ria, ok? Foi lindo! Ele ficou fazendo carinho no meu rosto, mas, quando ele ia pedir pra ficar comigo, o cutucou a gente, mostrando como você e o estavam dançando – lê-se: se comendo – Aí, do nada, vocês começaram a se pegar e o tirou logo a de lá. Eu acho que ele ficou com ciúmes, sabe, porque não era ele lá. — Eu acabei a minha higiene matinal e peguei o telefone de novo.
— Volta a contar a história, . Foco. — Eu ri, voltando a colocar o telefone no ouvido e abrindo o armário para ver que roupa usaria.
— Ah, isso é muito sem graça de contar pelo telefone. E, além do mais, disse que o mandou avisar que antes das dez ele vai passar pra te pegar, então você já está atrasada. — Ela riu e eu bufei, olhando todos os vestidos do meu armário — Falando nele, vocês estão ficando mesmo ou foi só curtição pra esquecer o ? Porque, se foi isso, não funcionou. — Ela diz isso como quem fala que o céu está ensolarado. Eu engulo em seco antes de responder.
— Ah, eu acho que é só curtição mesmo, mas sei lá. Eu estou deixando rolar, qualquer coisa eu te mantenho informada. — Ela ri, me manda arrumar as minhas coisas e desliga.

Olhando o armário, escolho as roupas, pego a minha bolsa e vou tomar banho antes que eu perca de vez a hora. Tomo banho, tomo café da manhã, pego as minhas coisas e estou terminando de ajeitar meu cabelo quando ouço o celular tocando. Pego e vejo que tem uma mensagem do .

“Tô aqui na porta. Se você demorar eu vou subir HAHA
xx


Desci correndo e encontrei-o sorrindo pra mim. Sorri de volta, entrando no carro e nem tive tempo de falar um “bom dia” antes que ele me desse um selinho. Sorri meio envergonhada, mas o clima não ficou desconfortável enquanto contava de como o o expulsou depois que eles tinham me deixado em casa para poder ficar com a . Eu disse que já sabia e nós combinamos de deixar que aqueles dois enrolados contassem sozinhos. Chegamos na casa do , onde já estavam ele mesmo, a e o , que já estava reclamando que o estava se atrasando.
Enquanto eles tentavam falar com o celular do , eu entrei na casa do e fui para a cozinha beber água, encontrando o tentando entrar pela cozinha discretamente, mas ele quase derrubou a cozinha toda quando ele “pulou” a janela. Eu comecei a rir compulsivamente vendo a cena, e não podia ficar mais vermelho. Aos poucos eu ia me acalmando, mas era só olhar para o que eu começava a rir de novo. Ele se cansou de me olhar rindo, fez uma careta, me deu um beijo no rosto e foi para a sala, fingindo que estava só esperando todo mundo. Eu bebi a água correndo e saí para o carro, que já tinha no volante buzinando.
Nossa viagem foi uma diversão, só falando assim. , que estava dirigindo, ficou com as bolsas no banco do carona e teve que ficar ouvindo nossa cantoria nos bancos traseiros. Eu, e ouvindo música, enquanto o carro todo ria da minha performance. Tudo bem, talvez eu me empolgue um pouco ouvindo música, mas não costumo me descontrolar na presença de... estranhos.
Quando reparei nos meninos me olhando, comecei a ficar instantaneamente sem graça, mas e começaram a dançar comigo, animando todo mundo. Eu e nos revezávamos em chamar e , atrapalhando quando eles tentavam se pegar escondido, o que logo eles desistiram de fazer, arrancando cada vez mais risadas do .
Quase 40 minutos depois de sairmos da casa do , paramos num posto na estrada, porque todo mundo precisava comer e beber alguma coisa. e foram os primeiros a sair correndo do carro, todo mundo notou que eles estavam “na vontade”, mas ninguém disse nada.

— Eu vou comprar alguma coisa pra comer, alguém quer? — disse, saindo do carro e perguntando para mim, e . Eu e fizemos que não com a cabeça e se levantou para ir com ele. Merda. Ficar sozinha com o era tudo o que eu queria agora. Eu ia dizer que tinha mudado de idéia e que iria com eles, mas vi que o queria falar alguma coisa comigo, então fiquei na minha. Depois que os meninos se afastaram, ele se virou pra mim com aquela cara de “vamos discutir nossa relação”.

— Diz, . Eu já sei que você quer conversar comigo. — Ele sorriu de lado e eu sorri junto, fazendo carinho no cabelo dele.
— Eu queria saber como a gente fica depois de ontem. A gente ficou, tudo bem, mas a gente tinha bebido e tudo mais, nem sei como a gente está agora. — Ele disse, e eu vi que ele estava meio apreensivo com o que eu ia responder.
— Como você quer que a gente fique? — Eu disse, simplesmente, e finalmente o vi relaxar.
— Eu gostei de ficar com você, , mas eu quero que você saiba que não é por causa da , é porque você me chamou atenção desde a primeira vez que eu te vi e eu não consegui tirar você da cabeça. — Eu ri e ele ficou meio envergonhado, bagunçando meu cabelo de leve.
— Eu gosto mesmo de você, . Vai ser ótimo continuar ficando com você. — Ele sorriu e me puxou para um beijo, o que ele já podia ter feito muito tempo antes. Ok, eu não mentiria para ele que não era por causa do , porque em parte era sim. Eu sou egoísta o bastante para admitir isso, mas nunca diria ao , ele não merecia aquilo. Concentrei meus pensamentos em beijar o , que fazia aquilo muito bem, e fui me deixando levar, até que ouvimos uma porta ser aberta e a voz linda e alta do .
— Feliz casal, dá pra parar de acasalar no carro alheio? — Ele disse, rindo e fazendo com que parássemos o beijo. mandou um de seus olhares mortais para ele e eu só ri, puxando seu braço por cima dos meus ombros.
— Onde aprendeu a falar desse jeito bonito, ? Está lendo dicionários agora? — Ouvi a voz grossa do e o vi sentar na frente com o , colocando as bolsas onde ele estava sentado antes, e senti minha espinha gelar. Ele tinha me visto ficar com e não tinha feito nada, tinha até nos deixado sozinhos. Ok, eu não tenho direito de sentir raiva, mas eu estou muito puta com o .

Todos entraram no carro e nós chegamos rapidinho no condomínio super modesto onde ficava a casa do , que de modesto não tinha nada. Antes que a e o pudessem achar um motivo pra irem se pegar longe de todo mundo, mandou todo mundo entrar e deixar as coisas nos quartos. Óbvio que e ficaram no mesmo e eu fui procurar um pra mim, andando e olhando os outros cômodos no andar de cima.
Achei um quarto quase no fim do corredor e entrei para me livrar logo das coisas que eu estava segurando. Deixei as coisas no chão, do lado da porta, porque, depois de olhar em volta, senti uma vontade enorme de pular naquela cama, e foi o que eu fiz.
Pulei na cama com vontade e fiquei deitada sorrindo e olhando o teto. Quando eu iria imaginar que eu estaria na casa de praia do para passar o fim de semana com o McFLY? Meu sorriso aumentou involuntariamente e ouvi risadas na porta, então levantei a cabeça e o vi lá fora.

— Se divertindo aí, criança? — disse, encostado na porta, e eu só pude rir, fazendo uma careta pra ele.
— Pode falar, você também sentiu vontade de pular nessa cama, ou não? — Eu disse, me sentando na cama e continuei a olhar para ele, que sorria divertido.
— Com certeza, principalmente depois que eu te vi deitada nela. — Senti meu rosto ficar vermelho e o vi sorrir ainda mais, soltar a mochila junto com as minhas coisas e pular na cama. Eu tive que rir, até que ele me puxou e ficou por cima de mim, me beijando em seguida. Tudo bem que a gente se resolveu hoje, mas não precisa me viciar desse jeito, menino. Levei as duas mãos até a nuca dele, intensificando o beijo enquanto ele me segurava pela cintura e acariciava minhas costas. Sentia minha língua se enroscando com a dele, até que ele mordeu meu lábio inferior e o esticou, me fazendo sorrir de canto.
— Vai ficar em que quarto? — Eu perguntei, quando ele começou a me encarar, me deixando envergonhada. Ele continuou sorrindo e passou uma das mãos no meu rosto.
— Aqui, com você. disse que aqui tem 4 quartos e que não divide o dele com ninguém, então era dormir com o ou contigo. — Sorrimos e ele me deu um selinho — Falando em , ele me pediu pra te chamar, todo mundo vai pra praia.
— Ótimo, vou só me trocar e já desço. — Eu disse, saindo de baixo do e levantando da cama. Ele me olhou como se esperasse que eu dissesse que preferia ficar com ele, mas era um dia de praia, poxa! Nunca desperdice um dia de praia. [n/a: Pra você essa dica, Mari Fletcher haha.] — Não fica com essa carinha, você vai ter que me aguentar até amanhã mesmo. — Ele riu e me puxou para um beijo, mas eu só dei um selinho e fui para o banheiro, porque se eu deixasse ele me beijar nós não íamos sair dali tão cedo.

— Praia, sol, mar. Quem precisa de milhões de fãs quando tem isso? — disse, rindo, e levou um tapa da — Eu só to dizendo que eu queria ser um milionário, sabe? Nunca ter que trabalhar e tudo mais.
— Eu ainda prefiro as fãs. — disse rindo e me abraçando, logo depois de todo mundo ter chegado na praia. riu olhando pra mim, e vi o olhando disfarçadamente para mim e para o .
— Então, o que vocês querem fazer? — Perguntei, colocando os óculos escuros, então todo mundo começou a falar ao mesmo tempo — Ordem, por favor, crianças. — me deu língua enquanto todo mundo ria.
, quer ir andar na praia? — perguntou, e é óbvio que eu tinha que ir, principalmente depois de ela ter visto eu e juntos.
— Quero sim, . E vocês, meninos, o que vão fazer?
— Ficar por aqui, eu acho. — disse, procurando uma mesa — Assim a gente descansa e não se perde de vocês.
— Eu vou surfar, então vou lá pegar a minha prancha no carro. Vejo vocês depois, meninas. — Ele me deu um selinho e se virou, enquanto eu e trocávamos nossos shorts e blusas por saídas de praia.

O ‘OMG’ do deve ter chamado a atenção dele, porque ele voltou a nos olhar e ficou de boca aberta nos vendo de biquíni. mandou um beijo para , depois olhou para , que estava secando todas as meninas da praia menos nós, depois para , que me olhava nada discretamente; ainda olhou para , que parecia meio perdido, e então olhou pra mim, que tinha a cara mais envergonhada do mundo. Terminei de colocar o vestido, me virei e puxei a para longe dos meninos. Ela teve uma crise de risos quando saímos de perto dos meninos e não consegui me segurar por muito tempo.

— Depois daquele abraço possessivo, daquele selinho e do jeito que ele estava te olhando, você vai ter que me contar como tudo aconteceu, safadinha. — Eu ri e a empurrei de leve.
— Aconteceu que a gente conversou no carro e decidimos ficar e ver no que dá. — Eu disse, sem conseguir não sorrir. — E você o ?
— Ah, ele está sendo tão fofo comigo. — Ela disse, sorrindo com aquele brilhinho nos olhos, e nós continuamos a andar. — Enfim, depois do nos interromper, nós voltamos para a mesa e ficamos conversando baixo enquanto vocês dançavam e o tentava não olhar para a pista. — Ela riu e eu mordi a boca só de imaginar com ciúmes de mim, o que não tinha motivo, já que ele estava bem com a .
— Sua história, . — Ela riu e não viu nenhum problema em continuar.
— Aí vocês voltaram, o desistiu de pegar a menina que decididamente era lésbica e todo mundo resolveu ir embora. Depois de deixar você, nós expulsamos o perto da casa dele e o me levou pra casa. Aí ele parou o carro e ficou me olhando, cena de filme, sabe? E eu pensando ‘me beija logo’. — Nós duas rimos e paramos, sentando na areia de frente para o mar — Aí ele disse um bando de coisa que eu com certeza não vou nem lembrar, porque eu fiquei olhando pro sorriso dele e nem prestei atenção, aí quando ele parou de falar eu coloquei a mão no rosto dele e a gente se beijou. Nossa, como ele beija bem, sabe? Me aproveitei mesmo dele.
— Você tinha que aproveitar mesmo, já estavam perdendo tempo demais nessa frescurinha de vocês. — Eu ri, e ela concordou com a cabeça.
— Pois é, mas eu não ia dar tanto mole pra ele. Eu parei o beijo e disse que a gente se via no dia seguinte, saí do carro e fui na direção do meu prédio. Eu achei que ele ia só rir e ir pra casa, mas ele saiu do carro e foi atrás de mim. Quando eu ouvi os passos, me virei e ele logo me beijou com mais vontade do que antes. Dessa vez ele se aproveitou de mim e quando eu ia me aproveitar dele, ele parou o beijo com um selinho e me disse que a gente se via depois. Deu vontade de matar ele, sério. — Eu comecei a rir muito e a também.
sabe como enlouquecer uma mulher, convenhamos. Aliás, também sabe. — Disse rindo, e ela riu ainda mais.
— Quando eu acordei hoje tinha uma mensagem no meu celular assim ‘Mau tempo hoje. Que tal a casa de praia do ?’, então eu liguei pra ele e nós conversamos normal, como se nada tivesse acontecido entre a gente. Foi por isso que eu te liguei desesperada, mas quando ele foi me buscar ele disse que não queria só ficar uma vez comigo e agora a gente tá junto. Mas não comenta, ok?
— Claro, vocês que têm que contar, eu não tenho nada com isso. Mas fico muito feliz por vocês, sério mesmo. — Eu disse sorrindo e abracei-a pelos ombros.
— Muito obrigada pela força, . Eu nem sei o que eu teria feito sem você.
— Não muita coisa, né? — Ela fez uma careta e eu ri. — Vamos voltar agora que as fofocas estão em dia?
— Vamos sim, mas vamos só dar um mergulho? Está quente aqui. — Ela disse, levantando e tirando o vestido, e eu logo imitei seus movimentos. Nós andamos até a água, que estava meio gelada. Mergulhamos e eu já estava voltando para a areia quando ouvi um grito de socorro vindo da água.

- Meninos –

Quando finalmente conseguiu ir pegar a prancha e ir surfar, , e já tinham achado uma mesa e se sentado para conversar. Os três pediram cerveja e começaram a comentar sobre as meninas da praia, até que puxou o assunto.

— E você e a , ? Como estão as coisas entre vocês? — Ele disse, bebendo um gole da cerveja.
— Ah, a gente tá na boa, por que? — disse, passando o dedo no gargalo da garrafa.
— Nada, é só que a gente estranhou você ficar só com ela, nem ter comentado nada com a gente, principalmente depois do dia da Starbucks. — falou, recebendo um olhar nervoso de .
— O que houve na Starbucks? Você não tá falando da , tá? — perguntou, sorrindo como quem quer saber da história, que parece ser boa.
— Não tem nada a ver, eu encontrei com a mais tarde naquele dia e comentei da festa, aí eu convidei e ela foi, só isso. — disse, bebendo um longo gole da cerveja.
— Mas é estranho você ficar só com ela, não é? — completou, vendo que nem ou iriam comentar sobre o tal incidente da Starbucks.
— Não é estranho, só estou tentando uma coisa nova. — Disse , bebendo outro gole da cerveja.
— Quer uma coisa nova? Pinta o cabelo, . — disse, chegando com os cabelos molhados e um sorriso de canto. [n/a: Morri aqui, tenso.] Os meninos desataram a rir e sentou com eles, pedindo mais uma cerveja.
— Talvez eu siga o seu conselho. — Disse , rindo e dando um pedala em .

Depois de muitas risadas e cervejas, os meninos estavam pensando nos planos para a noite, enquanto as meninas não voltavam.

— Se a gente vai voltar mesmo hoje, você podia ligar para a e chamá-la pra sair com a gente hoje, . O arranja alguém e sai todo mundo, o que acham. — sugeriu, e concordaram e só deu de ombros. — Ainda bem que elas já estão de volta... Mas quem é aquela menina com elas?

4.

Uma menina estava se afogando e, antes que eu pudesse pensar no que fazer, vi a nadando na direção dela. Fiquei muito tensa quando a menina parou de gritar, mas logo vi a arrastando a menina, que tremia demais, com ela para a areia. Entrei na água de novo e ajudei as duas a saírem da água. Nós deitamos a menina na areia e vimos que ela ainda estava respirando, o que era um alívio. Ela começou a cuspir água e várias pessoas da praia apareceram.

— Está tudo bem com você? — Eu perguntei quando a menina conseguiu respirar direito, e as pessoas começaram a sair de perto da gente.
— Está sim. Muito obrigada, vocês salvaram a minha vida. — Ela disse, olhando da pra mim.
— Que isso, não foi nada, é só tomar cuidado da próxima vez. — disse, sorrindo — A propósito, , mas pode me chamar de .
— E , mas pode me chamar de . — Eu sorri e a menina olhou pra mim, tentando me reconhecer, pelo que pareceu.
— Eu conheço você, você trabalhava na ELLE, não trabalhava? — Eu assenti e ela sorriu mais ainda — Sou Rossellini, filha da Chris Rossellini, sua antiga chefe.
? Nossa, não reconheceria você se te visse na rua, sabia? — Ela riu junto comigo, sentando na areia.
— Eu tirei as outras cores do cabelo e voltei pra cor natural. — Ela disse, soltando o cabelo e jogando-o pro lado.
— Ah sim. ... — Eu comecei, me levantando, mas ela me interrompeu.
, né? Nem tem porque me chamar de , nem minha mãe me chama assim. — Nós rimos e a ajudamos a se levantar.
— Então, eu ia dizer que nós vamos voltar para encontrar nossos amigos, você quer ir com a gente ou fica tudo bem?
— Se não for incomodar, eu vou com vocês sim. Eu tenho casa aqui, mas estou com medo de encontrar uma pessoa por aí. — Ela riu envergonhada. Começamos a andar juntas, voltando para o lugar onde os meninos estavam.
— Medo de encontrar quem, ? Ex-namorado? — riu e ela fez que não com a cabeça, ficando muito vermelha.
— Quem me dera, ! É o meu vizinho, ele é um gato e tudo mais, mas ele me detesta e a gente nunca se deu muito bem. Aí hoje eu vi que ele veio pra cá e nem queria encontrar ele, sabe? — Ela mudou rápido de assunto, antes que a gente perguntasse mais coisa — Eu soube que você foi promovida, .
— Pois é, eu trabalho com uma banda agora, é bem legal. Aliás, eles que estão com a gente aqui. — Eu disse e apontei, andando até a mesa dos meninos. O olhar dela foi da mesa pra mim e de mim para a — O que foi?
— De qual banda vocês duas são amigas?
— Mais do que amigas até, né ? — disse, rindo — Do McFLY, por quê? — Ela engoliu em seco, sacudindo de leve a cabeça.
, minha linda, já estava achando que você tinha sumido com a minha . — disse rindo, enquanto eu fazia careta pra ele.
— Nossa, , que piegas! Piegas até pra você. — Disse rindo e ele fez cara de ofendido — Sabe que eu te amo, não sabe? — Eu disse, dando um abraço nele.
— Dá pra ser mais educada e apresentar a nossa amiga, ? — disse, me fazendo soltar o e rir da cara dela, acompanhada do .
— Meninos, essa é a , a filha da minha ex-chefe. , esses são, , , grude você já conhece, — fez uma careta e eu mandei beijo — e...
— Oi, . — Ela terminou e, pelo jeito que eles se olharam, o clima ficou muito mais pesado.
. — Ele se limitou a dizer e aquele silêncio perturbador se instalou entre a gente, até o abrir aquela boca enorme dele.
— Ah, então vocês já se conhecem? — Todo mundo olhou para ele, que ficou envergonhado na hora — Ah, claro, é óbvio que vocês se conhecem.
, . Nós três somos as únicas sem nada pra beber, vamos lá pedir? — Eu disse, me levantando e arrastando as duas comigo. Deu pra notar que os meninos esperaram que a gente saísse pra poderem perguntar tudo sobre a .

— Por que você não disse que o era seu vizinho? Teria sido mais fácil, né? — disse assim que chegamos ao quiosque.
— Eu não vi vocês com ele quando vi o carro dele entrando no nosso condomínio, por isso não achei que a banda dos amigos de vocês fosse o McFLY. — Ela passou as mãos pelo cabelo — Eu acho que eu vou embora, não acho legal esse clima estranho, vocês nem precisam disso.
— Claro que você não vai, ok? Você fica com a gente sim, ele é bobão, daqui a pouco vocês estão na boa, ok? — Eu disse e, quando olhei para trás, vi os quatro nos olhando nada inocentemente. Rindo, mostrei isso para , que se acalmou.

O resto da tarde foi bem mais leve, já que viu algo a mais na e foi super educado e legal com ela, nos fazendo até estranhar. Os meninos foram na água com a gente, nos fazendo tomar milhões de caldos e, quando eram quase seis da tarde, todos resolveram voltar para a casa de . Nós, meninas, queríamos sair por lá, mas os meninos insistiram que a gente voltasse pra cidade, alguma coisa sobre ir para Starbucks.
Deixei o e as meninas tomando cerveja lá embaixo e subi pra tomar banho, o que deve ter demorado muito, já que o começou a bater na porta quando eu comecei a me trocar. Saí do banheiro de roupa trocada, dei um selinho no e disse que o esperava lá embaixo.
Quando cheguei na sala, não tinha ninguém por perto, então deixei minha bolsa do lado do sofá e deitei nele, olhando pro teto e pensando no e na . “Até que eles estão conseguindo ser discretos.” Pensei, fechando os olhos e tentando não dormir, porque praia sempre dá aquele sono.
Alguns minutos depois, senti que alguém estava me olhando e eu não queria ter que abrir os olhos pra saber quem era. E o tal “alguém” tinha um perfume tão bom... Eu não sei como, mas eu sabia que era ele.

, pode, por favor, parar de me olhar assim? — Disse abrindo os olhos e o encontrando parado me olhando, com aquele sorriso de canto e o cabelo ainda molhado.
— Desculpa, pensei que você estava dormindo. — Ele sorriu meio envergonhado, passando a mão no cabelo. NÃO FAZ ASSIM QUE EU NÃO RESISTO.
— Mas eu não estava, agora você vai ter que me fazer companhia. — Eu ri, sentando e dando espaço pra ele sentar comigo. Assim que ele sentou do meu lado, eu coloquei as pernas em cima dele, que fez careta. — Não reclama. E aí, como vai a vida, Rockstar?
— Vai bem, eu acho né? Não tenho do que reclamar não. — Ele sorriu. Eu senti minha língua coçar, mas eu não ia perguntar o que eu queria — E a sua?
— Nada pra reclamar também, vocês nem são tão frescos como eu imaginava. — Nós rimos juntos, até que a gente ficou se encarando, o que não estava muito confortável pra mim. Instintivamente eu mordi a boca e ele sorriu de canto, com certeza notou que eu estava nervosa.
— Você e o , é sério mesmo? — Ele perguntou e eu preferia que ele tivesse continuado a me deixar nervosa.
— É, a gente tá vendo no que dá, sabe? — Ele concordou com a cabeça e eu não consegui me conter. Quando vi, já tinha perguntado. — E você e a ? Ela parece ser bem legal.
— Olha , eu queria mesmo falar sobre... — E o bendito celular dele começou a tocar, me salvando de uma conversa que eu não tinha muita certeza se eu queria ter — Vou atender, tá?
— Sem problemas. — Eu tirei as pernas de cima dele, mas ele nem se mexeu, então eu as coloquei lá de novo. Eu não podia ouvir o que a pessoa falava, mas depois do ‘Oi, ’ eu fiquei muito agradecida. Comecei a mexer na barra da minha blusa e acabei me distraindo. Claro que isso não durou muito tempo, porque ele desligou o telefone e ficou olhando pra mim de novo — Fala, .
— Hoje tem um show de uma banda cover de Beatles de uns amigos da num pub que a gente costuma ir, quer ir? — Ele disse olhando pra mim e eu dei de ombros — Se não quiser ir, tudo bem. O nem vai ficar chateado se você não for. — Isso mesmo, me lembra do que é o melhor que você faz.
— Eu quero ir, sério , agora me deixa ir lá avisar a que ela tem que se arrumar direito.

Levantei do sofá e fui na casa da Gi, que era o melhor que eu fazia. Toquei a campainha e depois que ela viu a minha cara, me mandou entrar. Eu expliquei pra ela sobre o lugar que a gente ia e a gente subiu pro quarto dela.

— O que foi, ? — me perguntou, saindo do banheiro já vestida pra sair. Eu não podia contar nada pra porque ela acha que eu estou gostando mesmo do , então o jeito era contar pra . Expliquei pra ela minha situação com o , que o ficava me olhando o tempo todo e que era estranho quando eu estava só com ele e todo o resto — Sabe o que eu acho, ? Tenta com o , não fica esperando atitude do não. Ele quer se aproximar? Deixa ele ser seu amigo, não faz mal.
— Você tem razão, . Obrigada, foi bom contar isso pra alguém. — E logo eu já estava radiante de novo, escolhendo um sapato entre os milhões que ela tinha no armário. Só conseguimos escolher um quando ouvimos a buzina linda do e tivemos que descer correndo pra que eles não nos deixassem lá.


— Não podia achar um lugar mais cheio para a gente vir não? — disse pela milésima vez desde que a gente tinha chegado. Ele estava abraçado comigo e eu tentava distraí-lo sem me distrair, mas estava difícil, principalmente com o querendo achar a bendita da Beatriz que, aparentemente, não havia chegado ainda.
— Reclamar não vai funcionar, . — Eu disse, e ele me olhou (roupa) mal humorado — Mas a gente não precisa ficar sem fazer nada, né? — Sorri, segurando no rosto dele, e o beijei, que rapidamente se acalmou.

Sorri enquanto nos beijávamos e senti as mãos dele contornarem a minha cintura e as minhas se enroscarem no pescoço dele, puxando-o um pouco pra baixo e intensificando o beijo. Ele juntou mais nossos corpos e, quando estava ficando bom, alguém começou a bater no meu ombro. soltou os meus lábios com um sorriso no canto da boca e eu me virei com ódio de quem quer que tivesse me chamado.

— Odeio atrapalhar o feliz casal, mas... Espera, eu gosto mesmo de fazer isso. — (roupa) disse rindo e eu só olhei mais feio pra ela — Só vim avisar que a (roupa) chegou e nós finalmente conseguimos uma mesa — Movi os lábios dizendo “Você me paga” enquanto ela só ria e o me puxava pra mesa.

Nós fomos pra mesa, onde todo mundo já estava sentado, menos a e três garotos que eu tive que admitir que eram muito lindos, em especial um que tinha um sorriso de canto pra nós e um cabelo que mais parecia... Um gambá, no modo mais fofo que isso possa parecer: James Bourne – o gambazinho –, Matt Willis e Charlie Simpson.
Olhando em volta da mesa, vi que a estava super deslocada, mesmo com os esforços de para fazê-la se sentir melhor. Puxei comigo e sentamos entre e... , só para ter noção de como minha sorte é grande. Os meninos se despediram de nós e foram para o palco começar o show. Eu pensei que a não fosse ficar com a gente, por isso pegamos os últimos lugares vagos. Mas isso não foi problema para o , que simplesmente a fez sentar no colo dele.
Ignorei o casal do meu lado e, assim que o show começou, dei graças a Deus por ter um motivo para não olhar para eles. O show já começou muito bom, porque os meninos davam show mesmo, tinha que admitir que os amigos da tinham muito talento. Nós aplaudimos com vontade e o Jimmy – intimidade, hm – se fingiu de envergonhado quando eu e fomos falar de como ele estava bem no palco, mas ganhamos dois daiquiris de graça, aeaê.
Começamos a conversar e beber, nem reparando que o bar estava esvaziando conforme a hora, até dar um bocejo involuntário.

— Poxa, o papo está tão chato assim, ? — Eu ri e ela só fez careta pra mim — Bebe que melhora. — Disse, empurrando uma garrafa verde na direção dela.
— Se não funcionar, você vai me deixar dormir no seu colo? — Ela riu, levemente bêbada, e eu fiz que não com a cabeça — Sua chata!
— GENTE! — James gritou sem necessidade. — Por que a gente não brinca de “Eu Nunca”? Aí ninguém dorme e a gente faz alguma coisa legal.
— Nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas você deu uma boa idéia, James. — disse rindo com , e James só deu o dedo pra ele — Mas é uma boa ideia, sério, só a gente pegar uma garrafa de vodka no bar e jogar. Vocês querem, meninas? — Nós quatro fizemos que sim e levantou pra pegar a garrafa, enquanto nós fazíamos o melhor círculo que podíamos.
— Quem quer começar?
— Eu começo, melhor do que deixar na mão de vocês. — riu e começou a brincadeira — Eu nunca bebi gasolina. — e Matt viraram, fazendo todo mundo rir.
— Qual é? Foi uma aposta, e o Matt bebeu porque ele não tinha dinheiro pra comprar vodka, falo mesmo. — se defendeu rindo, levando um pedala de Matt — Eu nunca tomei um laxante. — disse, olhando para , que virou uma dose.
— Vocês tem que esquecer isso, eu estava bêbada e eu confundi com o remédio pra enjôo. — Ninguém conseguiu ficar sem rir, inclusive a , que me olhou antes de falar — Eu nunca peguei um professor. — Por que mesmo eu fui contar isso pra ela, né? Discretamente, eu peguei o copo e bebi uma dose, com todo mundo me olhando. fez uma cara muito estranha.
— Ah, o Sean era muito gato e valeu à pena. — Todo mundo riu e eu olhei pro . — Eu nunca fiz uma tattoo escrota.
— Você sente inveja, isso sim. — riu antes de beber, passando a língua na boca e piscando pra mim — Eu nunca nadei pelado num lago no primeiro dia de inverno.
— Você bem que queria, mas peidou. — disse, bebendo um gole e olhando para todos nós fazendo cara de mal — Eu nunca roubei uma calcinha vermelha de uma loja em liquidação na véspera de ano novo. — Todo mundo riu da imaginação nada fértil dele.
— Ei, como você sabe disso? — Nós rimos ainda mais e a ficou super sem graça, então bebeu sua parte — Eu nunca... Não, isso eu já fiz. Eu nunca dei de presente para alguém flores roubadas de um cemitério. — Eu e pegamos o copo ao mesmo tempo, olhando um pro outro e rindo demais.
— Eu prefiro não comentar sobre isso. — Eu disse, e bebi de uma vez.
— Eu estava sem tempo de passar na floricultura e a minha mãe iria ficar sem presente de aniversário. Tudo bem que ela me pediu pra nunca mais dar flores pra ela, mas acho que ela nem notou.
— Que podre isso, . — disse, dando um pedala na cabeça dele — Se você explicou, você é o próximo. — sorriu de canto, olhando e piscando pra mim e eu sorri de volta, sabendo exatamente o que ele iria falar.
— Eu nunca beijei um . — e começaram a se olhar, enquanto todo mundo ria, principalmente eu e — E aí, gente? Estamos entre amigos, não? — tomou coragem, pegou o copo e bebeu, então todo mundo parou pra olhar pra ela.
— Não quero falar sobre- — , lindo e absoluto, fez o favor de interrompê-la e acabar com aquela frescura.
— Nós estamos juntos desde o dia que a e o começaram a ficar e a gente só não comentou nada porque... É, eu não sei porque. Mas a gente tá feliz e é isso que importa. — Ele terminou, abraçando a e dando um selinho nela, que estava mais do que vermelha. Todas as meninas fizeram “ount”, até o interromper o momento romântico.
— Aí, cansei de brincar disso. Essa história de ficar revelando meus podres vai acabar com a minha reputação! — Ele disse, mexendo no copo de vodka e fazendo todo mundo cair na gargalhada.
— Que reputação, ? Não estou lembrado de você ter alguma. — completou, aumentando as risadas; só deu o dedo para ele.
— Sem brigas, crianças. Que tal a gente brincar de sete minutos no paraíso? — Os meninos se animaram e todo mundo acabou concordando, afinal todos já tinham bebido um pouco demais.

Nós sorteamos e as duplas ficaram: Eu e Bourne Gambazinho, para ver como a minha sorte é mega grande; e , que não ficou satisfeito por não ir com a ; e , que com certeza teriam assunto, já que aqueles dois parecem duas velhas conversando; e e , que inusitado.


- , James Bourne -

Nós entramos no camarim e nos jogamos no sofá ao mesmo tempo, olhamos um para o outro e caímos na gargalhada. Levou, pelo menos, uns três minutos até que nós conseguíssemos parar de rir, é o que a bebida faz.

— Jimmy. — Eu chamei, fazendo-o levantar a cabeça, que estava encostada no meu ombro. — Vamos fingir que a gente ficou?
— Ah não, . Eu quero ficar com a e tal. — Ele disse, passando a mão no cabelo que nem o e o viviam fazendo. Não era tão sexy, mas era bonitinho.
— Não ficar mesmo mongol, só fingir. Você está parecendo o . — Eu disse, cruzando os braços.
— Isso foi um elogio? — Ele disse, sorrindo de lado e me abraçando.
— Não.

- e -

— Como estão as coisas entre você e a , ? — Eu perguntei, antes que o perguntasse detalhes sobre mim e o , porque eu sabia que aquele fofoqueiro ia me fazer contar tudo.
— Está tudo bem, eu acho. — Ele disse, sentando comigo no sofá.
— E você acha que rola namoro? — Eu perguntei, colocando as pernas no colo dele. Folgada, eu sei, mas eu posso.
, nós começamos a ficar sério hoje. — Ele respondeu e eu dei um tapa no braço dele. — Outch! Se depender de mim sim, só depende dela. E você e o ? — Ele perguntou rápido, sem me dar tempo de mudar de assunto.
— Ah, está tudo bem. É legal poder ficar com ele. Não foi exatamente graças a você e a , mas vocês ajudaram bastante ficando juntos e dando força para nós. — Ele sorriu e eu dei um tapa no braço dele — Isso é por você ter me forçado a contar para todo mundo, eu ia escolher o momento certo pra isso. — Eu disse rindo, e ele passou o braço pelos meus ombros, me abraçando de lado — Ah, antes que eu me esqueça. Eu dou super força para você e a , qualquer coisa pode contar comigo, viu? — Ele assentiu com a cabeça.

- e -

Eu e nos sentamos e ficamos olhando para o teto, até que ele virou, do nada, e me perguntou.

— Quando você vai pegar o ? — Olhei para ele como se ele fosse um ET, claro. Tudo bem que o estivesse atencioso demais comigo, mas eu não ia ficar com ele assim tão fácil.
— Eu não sei, quer dizer, eu não vou. — Ele sorriu de canto, mas ficou calado depois. Respirei aliviada e ele perguntou de novo.
— Por que não? – disse brincalhão.
— Porque ele é um escroto, ridículo. — Eu disse, olhando para o , o que só fez o sorriso dele aumentar mais ainda.
— Ok, mas quando você vai ficar com ele? — , você consegue ser mais irritante que o .
— Quando ele pedir. — Desisti, olhando desafiadora para ele. Não entendi nada quando ele levantou e abriu a porta, até ele gritar lá pra fora.
, ela quer você, vem antes que ela desista. — E ele veio mesmo, dá pra acreditar?

- e -

Eu entrei com o , não antes de ver uma não muito feliz virando o rosto e começando a implicar com o James. Eu só ri de canto e me virei para o .

— Oi. — Ele disse, me olhando sentar no sofá e ficando em pé.
— Oi. — Ele ficava me olhando de um jeito estranho, não que ele fosse muito normal.
— 7 minutos no paraíso é muito tempo, né? — Ele disse, chegando perto de mim, mas eu fingi não entender o que ele queria.
— Pois é, estou sem imaginação do que fazer aqui. — Respondi, meio envergonhada. Para com isso, tentação.
— Hum, que interessante, já tive uma idéia. — Disse, vindo pra cima de mim e eu, claro, o afastei. Esse menino bebe cachaça ou arsênico?
! Que isso cara? Você sabe que entre a gente é só amizade e que eu estou e não estou com você ao mesmo tempo. Eu preciso mesmo te lembrar que você quer a e eu quero o meu de volta? — Disse, fazendo cara de triste. Poxa, ele não precisava dificultar ainda mais as coisas, precisava?
— Desculpa, minha linda! É claro que eu não esqueci disso, o problema não é esse. Eu quero a , mas já estou desistindo disso por causa do . Eles parecem bem juntos e sei lá. — disse, coçando a cabeça.
— É, eu também, mas a gente vai dar um jeito nisso, ok? — Ele concordou com a cabeça. — Já cansei disso aqui , amanhã você aparece na minha casa para conversarmos sobre esse plano falho.

Abri a porta sorrindo de canto, olhando para que sorria safado, enquanto eu me abanava e piscava para ele.


Depois das brincadeiras e de o colocar pilha no e na , todo mundo resolveu ir para casa, porque já estávamos muito cansados. Nos despedimos na porta. Eu e , que ia me levar em casa, ficamos esperando todos irem embora. e foram os primeiros, ouvindo as gracinhas do sobre não querer ser tio tão cedo, depois ele mesmo pegou o carro, oferecendo carona para , que aceitou. recusou a carona dos amigos dela, entrando no carro do , então eu e acenamos para eles e entramos no carro também.
Acho que a noite foi boa para todo mundo. acabou dormindo na minha casa, apesar de nada ter rolado entre a gente. Ficar com o estava sendo muito legal e eu sabia que a tinha razão, eu não podia simplesmente esperar que o notasse que eu era afim dele. Falando em , ela me contou depois que ela e o começaram a ficar nesse dia, mas que eles estavam tão cansados que não rolou nada entre eles também, mas foi bom porque eles finalmente se entenderam.
A e o eu não faço nenhuma questão de saber, porque eu simplesmente não ligo se eles dormem ou ficam jogando paciência a noite toda – o que é óbvio que eles não fazem. e eu não preciso nem comentar, estão num romance só, dá até enjôo só de olhar. Mentira, eles dois estão lindos juntos.


Como já era de se esperar, a partir da segunda feira eu comecei a trabalhar como uma condenada, seguindo os meninos para todo o tipo de entrevista, programa de televisão e festa que eles tinham que ir. Vida chata, não? Enquanto eles faziam essas coisas, eu fazia meu trabalho, escrevendo as matérias e mandando para todas as revistas que amavam falar deles. Era muito bom porque eles sempre queriam ler e mudar alguma coisa, o que eu nunca os deixava fazerem, claro.
Outra coisa muito boa era que eu podia passar muito tempo com eles, principalmente com o , que fazia questão de não me deixar sozinha sempre que possível. A gente não namorava nem nada, mas ficávamos sério mesmo. e eu ficamos muito amigos, já que agora ele saía todos os dias para tomar café comigo na Starbucks.


“Está muito ocupada hoje? Se não estiver, passa aqui mais tarde. xx Foi a mensagem que eu recebi no meio da tarde, enquanto eu revisava todas as matérias deles e ainda respondia os e-mails que estavam lotando a minha caixa de entrada. Respondi um simples ‘ok’ e continuei trabalhando, só parando para tomar café e ir ao banheiro uma vez ou outra. Lá pelas sete da noite eu acabei tudo e peguei um táxi até a casa do .
Cheguei no prédio dele, acenei para o porteiro, que já me conhecia, e subi até o apartamento dele. No elevador, eu ajeitei um pouco a maquiagem e passei uma das mãos pelo cabelo. O elevador parou, eu saí e andei até a porta dele, que estava destrancada – típico do .
Tudo estava silencioso e eu estranhei que ele me mandasse lá quando ele mesmo não estivesse em casa, até que eu ouvi um som de no andar de cima. Segui até o quarto que ele usava como um pequeno estúdio e abri a porta devagar, encontrando-o sentado, usando apenas os shorts e tocando super concentrado. Sorri de canto e continuei a olhá-lo, sem nem piscar, até que ele me notou ali, sorrindo de volta.

, nem notei que você já tinha chegado. — Ele disse, parando de tocar e alisando os cabelos já meio suados. Ele estava tão lindo, tão sexy, que eu ainda levei alguns segundos para respondê-lo.
— Eu acabei de chegar. — Disse, colocando a bolsa perto da porta e entrando no quarto, fechando a porta — Pode continuar tocando, estava lindo, sabia? — Disse e mordi de leve o lábio inferior.

Ele só se virou e voltou a tocar, me fazendo andar até ele quase que instintivamente e sentando-me no seu colo. Ele parou de tocar, colocando as mãos na minha cintura e me puxando para mais perto dele. Eu passei as mãos pelo pescoço dele e o beijei bem devagar, mas ele não deixou nosso beijo calmo durar muito, intensificando-o e passando as mãos por baixo da minha blusa, que logo foi jogada para o lado. Enquanto isso, eu passava as mãos pelo cabelo dele e brincava com sua língua, logo começando a descer as mãos pela barriga dele. Ele sorriu. Eu nunca gostei tanto de uma quanto eu gostei da do naquele dia.

5.

Acordei com o meu celular tocando. Abri meus olhos lentamente e tateei o aparelho, que começava a me irritar. Quando eu finalmente consegui atendê-lo, a bendita pessoa que me ligou já tinha desligado. Que sorte, não!
Eu me mexi um pouco e senti alguém se mexer do meu lado. Olhei, só para constatar o que eu já sabia, e vi abraçado comigo no sofá. Eu sabia que iria ter uma dor nas costas mais tarde, mas eu nem liguei. Me aconcheguei nele e estava quase caindo no sono de novo quando senti meu celular vibrar.

, cadê você? — Ouvi a voz do do outro lado. Esfreguei os olhos e me soltei do , sentando no sofá.
— Bom dia para você também, . — Eu disse, começando a juntar as minhas roupas e me vestindo devagar.
— Poxa, eu fiquei preocupado. A gente ficou de se encontrar hoje e você nem apareceu, além disso já são mais de nove da manhã e- — COMO ASSIM EU DORMI ATÉ AS NOVE?
, obrigada por me acordar, eu estou muito atrasada, mais tarde a gente se fala, ok? — Eu desliguei o telefone, terminando de me vestir num segundo e dando um selinho no , que acordou.
— Já vai, ? — Ele disse, se sentando no sofá e coçando a cabeça.
— Vou sim, . Eu estou atrasada e ainda tenho que passar em casa. — Ele fez aquela carinha de cãozinho sem dono — Desculpa, , eu queria poder passar o dia todo com você, mas não posso. Depois a gente se vê, ok?

Dando outro selinho nele, eu saí e fui correndo até em casa para tomar banho, indo para a gravadora em meia hora. Por um milagre divino, cheguei cinco minutos adiantada e encontrei o parado na porta, segurando dois cafés e um saquinho. Meu estômago fez um barulho e só então eu notei que não tinha comido direito desde ontem.

— Bom dia, . — disse, me dando um beijo no rosto. Eu sorri de volta — Pelo jeito que você falou no telefone, eu pensei que seria legal trazer seu café. — Ele disse, levantando o saquinho.
— Você é um anjo, . E olha que legal, ainda dá tempo de você comer comigo. — Eu disse, pegando o saquinho, que cheirava a muffins, e colocando o braço dele no meus ombros — Só porque você fez isso por mim, não se acostuma não.

Ele deu aquela risada gostosa dele e nós fomos até a minha sala, sentando no sofá e relaxando, nem que fossem aqueles dez minutos. É óbvio que ele sabia que eu estava com o , mas nem tocou no assunto. Falamos de várias besteiras e tudo mais, nem sentindo o tempo passar.
— Lembrei o que eu queria te falar, . — Eu indiquei que estava ouvindo, acenando com a cabeça, enquanto ele se endireitava no sofá — Tem um amigo meu que está precisando de uma ajuda com essas coisas de publicidade e tudo mais, eu pensei que você podia dar uma ajuda para ele.
— Ah, eu não sei muito dessas coisas de publicidade não, mas posso ver. Só que antes eu tenho que falar com ele, né? — Eu disse, terminando o meu muffin.
— Pode ser hoje quando você sair do trabalho? A gente marca em algum lugar e vocês conversam. — Ele disse, e eu parei para pensar se tinha alguma coisa marcada para fazer a noite.
— Tudo bem então, pode ser lá pras 8h, na Starbucks? — Ele concordou e eu olhei o relógio — Então a gente se encontra lá. Agora eu tenho que trabalhar, olha que chato! — Nós dois rimos — E você deveria estar no ensaio, mocinho! Muito obrigada pelo café, não sei o que eu faria sem você, !

Eu disse, dando um beijo no rosto dele, que logo foi embora. Eu trabalhei a manhã toda, saindo somente na hora do almoço para ir comer com o , que simplesmente fechou a cara pra mim quando eu disse que ia sair com o . O único problema do é que ele é muito ciumento; eu achava fofinho, mas ele está começando a me irritar. Nós acabamos comendo de má vontade e eu voltei mais cedo para a gravadora, trabalhei mais do que devia, mas terminei o que tinha pra fazer mais cedo.
Quando eu saí do trabalho vi que ainda eram 7h30, então fui até um shopping perto para andar um pouco e procurar um livro que eu queria ler. Passei em uma livraria e, quando saí de lá, eram quase 8h, então me apressei até a Starbucks. Quando abri a porta, vi acenando para mim e fui até a mesa dele, não reconhecendo quem poderia ser o amigo dele, até que o garoto se virou e eu fiquei estática do lado deles.

— Oi, . Esse é o meu amigo, o Jared. — Ele disse, me fazendo olhar de novo pro Jared, que sorria para mim. — Jared Padalecki.
— Oi, Jared. — Eu me controlei para não gaguejar e sentei logo, porque as minhas pernas estavam tremendo. — Por que você não me disse quem era o seu amigo, ? — Eu disse, engolindo em seco.
— Porque eu fiquei com medo de você ficar nervosa e tudo mais, mas dá pra ver que você nem fica mais assim, né? — Ele disse, nos fazendo rir e me deixando mais relaxada. Putz, que risada é essa, Jared? Para de me seduzir, ein.
— Relaxa, , eu sou mais normal que o . — Jared disse, sorrindo para mim. — Posso te chamar de , né?
— Claro, sem problemas. — Eu sorri de volta, colocando a bolsa pendurada na cadeira.
— Eu vou comprar café, vocês querem? — disse, se levantando da mesa.
— Traz dois cafés, . O meu você sabe que é com aquele carinho especial, né? — Jared disse, rindo, e fez careta pra ele.
— Carinho especial só pra . — Ele disse, piscando para mim antes de sair. OK, AGORA PODEM ME MATAR. Notei que o Jared estava olhando para mim com aquela carinha curiosa, então eu comecei a falar, o que eu sempre faço, né?
— Então, me disse que você precisava de uma ajuda... Do que você precisa, exatamente?

Nossa conversa ficou mais profissional, até o voltar, derrubando um pouco de café na calça do Jared e fazendo a gente perder o foco. No final, eu indiquei alguns amigos meus para o Jared, que ficou muito agradecido.

— Final de semana que vem tem a festa do 200º episódio de Supernatural, seria legal se vocês e os amigos de vocês fossem. Não importa quantos sejam, só me avisem e eu mando os convites pelo . — Eu abri aquele sorrisão, concordando com a cabeça — Agora eu tenho que ir. Até mais, . Foi muito bom te conhecer.
— Digo o mesmo, Jared. Nos vemos na sua festa, certo? — Ele concordou com a cabeça, dando um beijo no meu rosto e um tapa no braço do , que se virou para mim.
— Posso te levar para casa, madame? — Ele disse, rindo e me oferecendo o braço — Juro que eu te deixo na porta, sem maldade. — Eu ri, segurando no braço dele.
— Qualquer coisa eu corro, ok? E eu sei onde você mora, então eu mando a polícia lá. — Nós rimos e ele fez cara de assustado.
— Nervosinha você... — Ele disse, abrindo a porta do carro para mim.
— Cala a boca e me leva logo para casa. — Eu disse dando língua e o carro arrancou.


— A culpa é toda da , que demorou um século pra descer. E olha que era só para trocar um sapato! — reclamava, falando no telefone com enquanto estávamos parados no sinal — Não, , não vamos demorar mais. — Ouvi suspirar pela décima vez e ri, retocando o batom que o insistia em tirar. — Como assim ‘nós quem’? Eu, , e . É. Tchau .
— Eu ainda acho que a está dificultando as coisas pro , por isso que ele anda estressado assim. — brincou, levando mais um dos olhares mal humorados do , que finalmente conseguiu chegar ao local da festa, fazendo todo mundo pular do carro. ajeitou o vestido e se preparou para começar a gritar com o de novo.
— Da próxima vez, briguem depois que a gente chegar na festa, ok? Eu tenho muito medo de morrer. — Eu disse, e fui arrastada com o para dentro da festa. Confirmamos nossos nomes na recepção e entramos.

Sendo no mínimo modesta, eu podia dizer que aquela festa estava um luxo. Sério, uma festa chique mesmo, daquelas que a pessoa faz sem pensar no dinheiro que está gastando. Um dia eu quero ser rica assim.

, pensei que você não viesse mais. já chegou com a amiga dele, mas sem você nem ia ter graça — Jared disse, me fazendo sorrir, e dando dois beijos no meu rosto e me abraçando em seguida. Que homem lindo e cheiroso é esse, senhor? Foi então que eu me lembrei do e me soltei –merda– do Jared.
— Nós tivemos um probleminha, mas tudo resolvido já. — Ele sorriu de volta. — A propósito, Jared, esse é o , da banda do . , esse é o Jared, amigo meu e do . — Os dois apertaram as mãos e Jared arrastou a gente para que nós pudéssemos conhecer todo mundo.


, eu não vou pedir desculpas por isso, a culpa não foi minha, ok? — disse, pegando uma taça de champanhe da bandeja do garçom, assim que eles entraram — Além disso, nós estamos numa festa. Podemos discutir depois? — Ela disse, sorrindo e passando os braços em volta do pescoço de .
— Ok, só hoje ein. — Ele respondeu, dando um selinho demorado nela. — Vamos achar a e o , por favor. Eu não conheço ninguém além deles e o ainda vai demorar a chegar com a . — Completou, puxando pela mão, procurando um rosto conhecido.


Tanta gente falou conosco que eu nem conseguia gravar os nomes, só os principais, que eu já conhecia pelas revistas e tudo mais, como a Katie Cassidy e a Genevieve Cortese, que deu um mole descarado para o Jared quando fomos falar com ela, mas ele nem deu moral. Nós fomos andando e eu vi que o Jared estava procurando alguém, e quando eu fui perguntar quem era, eu vi as portas do paraíso se abrindo para mim.

, eu queria te apresentar ao Jensen, ele estava morrendo de vontade de te conhecer. — Ok, não para de respirar, se segura no , sorri que nem gente normal e responde quando falarem com você.
— E aí, . Tudo bem? — Jensen sorriu pra mim. VOCÊ TEM NOÇÃO DE QUE ELE ESTÁ FALANDO COMIGO VOLUNTARIAMENTE? MORRI.
— Tudo sim, e você? — Eu sorri de volta para ele, sentindo os braços do em volta da minha cintura — Esse é o , o...
— Você é da banda do , não é? — assentiu, meio desconfiado — Eu curto o som de vocês, é legal. — Senti relaxar os braços em volta de mim e nós começamos a conversar. Será que o charme do Jensen afeta os homens também?


e começaram a circular pela festa, até que encontraram e (roupa), que estavam discutindo, aparentemente. Eles chegaram mais perto e puderam ouvir o fim da discussão. “, você passou meia hora escolhendo um tênis para ficar com uma roupa menos social. Qualquer um serviria, já que tênis não é social, só você que não sabe disso. Especialmente um tênis imundo que nem esse All Star que você resolveu usar.” caiu na gargalhada, fazendo com que eles fossem notados. Os quatro ficaram conversando e bebendo no bar.

— Mas é sério, eu não acho que seja justo eles sumirem assim de perto da gente, eu não conheço ninguém aqui. — disse, passando os olhos pela festa. — Ninguém não, aquela loira ali parece me conhecer. — Ele disse, apontando para uma mulher que acenava para eles, e levou um tapa de — Estava só brincando, .
— E você não pode falar nada, . Tem um cara te olhando desde que a gente chegou aqui. Do lado direito. — disse, indicando com a cabeça um moreno alto perto das mesas. e começaram a olhar para o outro lado — Não, a outra direita.
— Conhece ele, ? — perguntou, acompanhando todos, que não paravam de olhar para o cara, que começou a andar na direção deles. — Conhecendo ou não, ele está vindo para cá, então...
? — Ele disse quando chegou perto — Jared, Jared Padalecki. A gente passava as férias no mesmo condomínio em- — Ela não o deixou terminar.
— Hamptons. — Ela disse, abrindo um sorrisão e abraçando-o — Melequinha, quanto tempo!
— Há quanto tempo ninguém me chamava assim! — Ele disse, rindo e se soltando dela — Nunca pensei em te encontrar aqui.
— Nem eu. Eu vim porque uma amiga nossa ganhou os convites e tudo mais. Mas como você está diferente!
— Você também, está muito mais bonita. — , ao invés de ficar envergonhada, começou a rir.
— Pois é, o tempo faz milagres. Você até cresceu! — Os dois riram — Deixa eu te apresentar meus amigos. Essa é a , do lado dela estão o e o . Gente, esse é o Jared. — Todos acenaram com a cabeça.
e do McFLY? — Eles concordaram — Vocês também são amigos da e do então. Eu pensei que só a fosse bonita, mas todas as amigas dela são. — Ele disse, olhando diretamente para , que ficou vermelha na hora.

Eles começaram a conversar, Jared sempre mandando altas indiretas para , que apenas desconversava e disfarçava porque o já estava ficando irritado com o Jared. Isso tudo só piorou quando Jared começou a falar sobre True Blood, a série preferida da e os dois não pararam mais de discutir sobre isso. e desistiram da conversa e, pouco tempo depois, também.
, eu vou ao banheiro, ok? Daqui a pouco eu volto para cá. — Ele disse e, sem esperar uma resposta, saiu andando.

Enquanto estava no banheiro, e Jared continuaram conversando animadamente sobre True Blood, só que a música alta fez com que eles tivessem que ficar mais próximos para poderem se ouvir. saiu do banheiro e os viu conversando mais próximos, e se pegando ao lado deles. Ele não teria ligado se não tivesse visto Jared colocando o cabelo de atrás da orelha dela e tivesse começado a falar algo no ouvido dela, que começou a rir.
ficou possesso e resolveu procurar , , ou para poder avisar que iria embora, mas acabou esbarrando em alguém.

— Desculpa, eu estava distraído. — Ele disse, segurando a mulher em que tinha esbarrado, impedindo-a de cair — Está tudo bem?
— Tudo bem, não foi nada. — A mulher então olhou para ele — ? ?
— Ludy? Não acredito que é você! Quanto tempo! — Ela sorriu, concordando com a cabeça, e ele sorriu de volta.
— Pois é. Você tem que me pagar um drink por ter esbarrado em mim. — Ela riu e ele olhou para o bar, vendo e Jared no mesmo segredinho.
— Pago quantos drinks você quiser, mas só depois de você me contar por onde você andou. — Eles então começam a conversar sobre suas vidas desde que perderam contato e ele se esqueceu de .

Enquanto isso, Jared disse para que tinha que sair e que voltaria num minuto para conversar com ela, que lembrou que disse que voltava e tinha sumido. Então ela o viu andando na direção do bar com uma mulher do lado, num vestido lindo. Ela e sorriam de algo que ele tinha dito e nem a notaram praticamente do lado deles, fazendo ficar muito nervosa. Ela só foi vista quando o barman foi atendê-la antes de e sua amiga.

, cadê o Jared? — Foi o que ele disse, se aproximando dela com a amiga.
— Ele foi fazer alguma coisa, mas disse que já volta. — Ela respondeu, pegando o seu drink e olhando para a mulher com .
— Ah, quase me esqueci de apresentar vocês. Ludy, essa é a , uma... Amiga minha. , essa é a Ludy, a... — Ludy nem o deixou terminar a frase, respondendo por ele.
— Ex-namorada dele. Tudo bem, ? — Ela perguntou, e começou a fechar a cara, bebendo todo o seu drink em seguida.
— Tudo sim, eu preciso só... Achar o Jared. Foi um prazer te conhecer, Ludy. — Ela disse, saindo de perto deles e voltando para onde estava, vendo que e ainda estão se pegando no sofá mais próximo.


. — disse no meu ouvido, enquanto Jensen falava com algumas pessoas. Eu fiz sinal que estava ouvindo — Eu vou dar uma volta pra procurar a e o , eles devem estar perdidos sem a gente.
— Ok, qualquer coisa você sabe onde eu estou. — Trocamos um selinho e, quando eu me virei, encontrei Jensen sorrindo de canto para mim — O que foi?
— Eu nem sabia que você e o estavam juntos. Pelo que o Jared falou, parecia mais que você namorava o . — Eu ri, me encostando na parede.
— É complicado, mas eu estou mesmo com o . — Respondi, enquanto ele se encostava na parede comigo. Logo um garçom passou e ele pegou duas taças de champanhe.
— Vamos fazer alguma coisa? Aqui está um tédio. — Ele disse e riu quando eu dei um tapa de leve na cabeça dele com a mão livre — Sério, alguma coisa engraçada.
— Tipo o que? — Eu tive a (in)felicidade de perguntar.
— Você já pensou em ser atriz, ? — Ele perguntou com aquele sorriso ‘fode os outros’.
— Claro, sempre foi o meu sonho ser atriz, eu treinava todos os dias na frente do espelho e você era sempre o meu galã. — Eu disse, fazendo cena, e quando olhei para ele, vi que ele tinha acreditado — Não, eu estava brincando.
— Você tem talento. — Ele disse rindo — Mas sério agora. Vou te propor um desafio. Eu te desafio a dar mole para o primeiro cara que eu te apresentar. — Antes que eu conseguisse falar, ele completou — Eu disse dar mole, você não vai ficar com ninguém porque o seu ‘namorado’ está aqui.
— Jensen, ele não é meu namorado. — Ele me olhou de canto — Ok, não é esse o ponto. Eu tô dentro, quem é o cara?
— Vem comigo. — Ele me puxou com ele para o outro lado da festa e eu senti um par de olhos me seguindo, mas não tive tempo de olhar — Misha? Collins, meu solteiro preferido. — MISHA COLLINS É GOLPE BAIXO, OK? Mandei meu olhar mortal para o Jensen que só riu para mim — Vim te apresentar uma amiga minha, a .
— Oi, . — Ele disse, me dando dois beijos no rosto. Por que esses caras são tão cheirosos, ein? Foco, , foco.
— Oi Misha, tudo bom? — Eu disse, sorrindo de canto para ele.
— Tudo ótimo e você, minha linda? — Misha na seca e me querendo, demais pra mim já.
— Linda, eu? Que nada! — Eu respondi, passando a mão pelo cabelo — Eu fico até sem jeito de falar com você, nunca pensei que eu ia ficar tão nervosa, sabia? — Jensen devia estar se concentrando para não rir, porque eu estava.
— Nervosa por quê?
— O Castiel é meu sonho de consumo, você então... — Eu mordi o lábio inferior de leve depois de falar isso e o Misha começou a ficar vermelho.

Jensen e eu caímos na gargalhada e eu fui pegar mais bebidas enquanto Jensen explicava a história para Misha. Vi que passava os olhos pela festa e como não tinha visto a Beatriz com ele até então, achei que ele estivesse procurando por ela. Quando eu voltei com os copos, só encontrei o Misha.

— Cadê o Jensen? — Perguntei, entregando um copo de caipirinha na mão do Misha.
— Falou que viu uma garota e que ia atrás dela, normal. Você se acostuma. — Ele disse, sorrindo — E você me enganou, pensei que você fosse mesmo minha fã. — Foi a minha vez de ficar vermelha.
— Na verdade, eu sou fã do trabalho de vocês, mas não conta pra ninguém. — Eu disse, e ele riu — Mas não vamos falar de trabalho, né?
— É, melhor mesmo falar de outra coisa. Jared disse que você trabalha com o McFLY. — Eu concordei com a cabeça, pegando dois drinks de um garçom que passava — O que uma mulher tão linda como você faz com aquele bando de homem, ein? — Eu ri, mega envergonhada, e tomei um gole enorme do meu drink.
— Eu sou jornalista, eu organizo tudo o que vai sair na mídia sobre eles. — Ele indicou que estava me ouvindo e também deu um gole na bebida — É muito bom porque eu trabalho com o que eu gosto e os meninos são bem legais. — Notei que ele não dava a mínima para o que eu estava falando. — Mas a gente combinou de não falar de trabalho, Misha.
— Ah é, desculpa. Então, o que você vai fazer quando sair daqui? — Ele disse totalmente sedutor, passando a mão pelo meu cabelo, e eu estava afim de mandar todo o meu autocontrole pro espaço.
— Ah, Misha, na verdade... — Eu comecei a falar, mas nem pude terminar porque o chegou.
, está tudo bem? Eu encontrei os outros, quer ir para lá? — Ele foi dizendo, ignorando a presença do Misha ali. Como ele faz isso? Não tenho idéia, mas ele podia me ensinar depois.
— Desculpa, mas quem é você? — Misha disse, olhando para o . Agora FUDEU, porque o se virou para ele com aquele olhar do mal e eu sei que eu estou ferrada.
— Eu sou namorado dela. — Eu engoli em seco para não gritar ali mesmo. QUEM DISSE QUE VOCÊ É MEU NAMORADO? — , vamos?

Eu teria pensado em milhões de respostas feias para ele se, naquele momento, eu não tivesse visto o ainda procurando a e a dita cuja sentada em umas das mesas conversando com o Jensen. Somei A mais B e vi que, pela cara dos dois, uma hora ou outra eles iam se pegar e eu não podia deixar o na mão.

— Depois, , depois. — Eu saí de perto dos dois e fui direto até a mesa da e do Jensen, e os dois não me notaram chegando — Jensen, . Que bom que vocês já se conheceram. — Os dois olharam para mim, Jensen com um sorriso enorme — Você se importa de me emprestar a ? Eu juro que eu a devolvo rapidinho. Obrigada.

Sem esperar a resposta deles, eu a puxei pelo braço e a fiz entrar no banheiro comigo.

— Oi, . Tudo bem com- — Eu nem a deixei terminar porque eu estava morrendo de raiva e ia descontar nela. Dane-se que ela não tinha toda a culpa.
— O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? — Eu nem sei se eu gritei, mas pela cara dela devo ter gritado — O está aí e o Jensen, todo mundo sabe que ele é um galinha e não é justo o que você está fazendo com ele, ok? — Primeiro ela ficou assustada, mas então ela entendeu que eu estava falando sério e não gostou muito disso.
— Você não tem direito de se meter entre mim e o , ok? — Ela disse simplesmente, apontando o dedo para mim.
— Claro que eu tenho! O é meu amigo e eu não quero que ele fique mal. Além disso, os dois são pessoas públicas, você quer que ele apareça como corno? Tudo bem que eu nunca deixaria isso acontecer, mas-
— É só por isso mesmo? — Ela me desafiou, com aquele sorriso ridículo para mim.
— Claro que é, por que mais seria? — Eu ainda estava com raiva, mas estava ficando com um pouco de medo do rumo daquela conversa.
— Talvez porque você goste dele... — HÁ-HÁ-HÁ. Só rindo de você, Beatriz.
— Não viaja, ok? E essa conversa não é sobre mim, é sobre você magoando o . — Ela então suspirou, baixando a guarda e olhando para mim como quem já estava cansada daquilo.
— Eu não vou magoar o porque nós não estamos juntos. — Ok, ela realmente quer que eu acredite nisso? Não né.
— Não fale assim, eu não vou acreditar que vocês tenham terminado, porque eu sei que isso é pra você poder ficar com o Jensen. Eu não sou burra, Beatriz.
— É a verdade, . A gente está fingindo isso esse tempo todo por sua causa, porque ele queria colocar ciúmes em você, mas é uma história longa e- — Ok, eu acreditei agora. Ou ela era uma ótima atriz ou era verdade, então ela podia resolver a minha dúvida logo. Se fosse mentira, ela se enrolaria na história. Se fosse verdade, bem, seria verdade.
— Me conta então. — Ela me olhou incrédula. — Eu sei que o Jensen está te esperando, mas quanto mais rápido você resumir, mais rápido eu te deixo em paz.

Em suma, o que aconteceu foi isso. O ia sim na mesma Starbucks que eu, só que ele não podia ficar onde eu ficava, até porque ele é o , né? Enfim, ele ficou meio sem jeito comigo porque ele queria me conhecer desde antes do , mas ele viu que o estava mesmo afim de mim. Assim que ele voltou para casa, ele encontrou um folder sobre um show e se lembrou da , por causa da banda dela, e resolver ligar para ela. Eles dois se encontraram, conversaram sobre tudo e ele comentou de mim e da festa que ele tinha que ir naquele dia, então ela se ofereceu para ir com ele, porque estava sem nada para fazer e seria legal fazer um pouco de ciúme em mim.
Eu estava tão preocupada com o que eles faziam sozinhos que nem notei que eles nunca se beijavam nem nada, então eu perguntei sobre o dia do ‘Eu nunca’ e ela me garantiu que eles não tinham ficado – claro que eu acreditei, ela tinha crédito comigo agora.

— Então, , desculpa por ter feito essa confusão aí, mas o me fez prometer que não iria contar nada. Já fiz a minha parte, depois eu vou conversar com ele, mas agora é entre vocês, ok? — Eu concordei, respirando fundo.
— Eu que tenho que te pedir desculpas, . Eu agi que nem uma idiota, eu não devia ter brigado com você. Mas foi bom ter resolvido isso. Agora vamos voltar que eu tenho outros problemas para resolver. — Nós duas rimos, saindo do banheiro. — A propósito, seu vestido é divo.
— Obrigada, o seu também é lindo. — Ela disse, procurando o Jensen, que acenou do bar. — Acho que seus outros problemas podem esperar, não podem? O Jensen está com o Misha no bar e, se eu não me engano, você estava com ele antes.
— Estava, mas o já está nervoso por causa disso e- — Ela me cortou, ainda bem.
— Ele supera. — Nós rimos e fomos na direção dos dois.

deve ter nos visto conversando por muito tempo, porque ele estava muito irritado quando veio falar comigo.

— A gente precisa conversar. — Ele disse, interrompendo a nossa conversa e segurando firme no meu braço.
, a gente está conversando aqui, não pode esperar? — interveio, mas ele apenas deu um olhar de desprezo para ela. Aquele ciúme do estava me irritando demais.
— Tudo bem gente, eu já volto. — Eu disse, indo para o lado com , que afrouxou a mão no meu braço, mas não me soltou — Ok, o que houve, ?
— Primeiro você me traz para essa festa e fica com esses caras que estão te secando desde que a gente chegou e fica toda amiguinha da namorada do e vocês não tem noção que vocês estão traindo os namorados de vocês e- — Ele falava e falava, mas eu não escutava nada. Eu só conseguia ver a se agarrando com alguém que parecia ser o Jared e o quase quebrando o copo. — Você está me ouvindo, ?
, você não tem a mínima noção do que você está falando, mas eu não posso me preocupar com isso agora. — Eu disse, me soltando dele, que começou a falar mais ainda, e indo até , soltando ela do Jared — Desculpa, Jared. Depois vocês conversam.

Eu praticamente arrastei até a porta, porque ela ficava dizendo que queria voltar, que o tinha tido o que ele merecia. Quando consegui chegar lá fora, me puxou pelo braço.

— Você pode pelo menos me explicar o que está acontecendo? Eu não entendi nada e- — Eu o interrompi, soltando meu braço dele e procurando meu celular.
— Eu não tenho tempo de conversar agora, . Eu vou levar a para casa e depois a gente conversa, ok? — Eu disse, finalmente conseguindo um táxi.
— Essa é a terceira vez que você vai me deixar falando sozinho, ? Então deixar a em casa agora é mais importante do que resolver a nossa situação? — Ele disse, olhando de mim para a , sentada num banquinho com as mãos no rosto. Eu nem respondi e nosso táxi finalmente chegou — Se a gente não conversar isso agora, não conversamos mais.

Eu simplesmente olhei para ele, entrei no táxi e bati a porta, respirando fundo. Que noite! Disse ao taxista aonde nós íamos e me virei para , que analisava as unhas.

— Pode me explicar o que houve, por favor? Eu só acho que a minha briga com o tem que ter valido a pena. — Eu disse, olhando para ela.
— Isso tudo é culpa do . Ele me deixou sozinha com o Jared, que é muito legal, mas ficava me dando mole o tempo todo, e quando volta, aparece com aquela ‘Ludy’, uma ex-namorada dele que eu nem conhecia. Você acredita que ele me apresentou como amiga dele, ? — foi dizendo, com os olhos cheios de água — E aí eu voltei para onde eu estava com Jared e comecei a beber direto, porque aquela idiota começou a se jogar pra cima dele e ele estava adorando, sabe? Então ela começou a fazer carinho no cabelo dele exatamente do jeito que ele me disse que gostava e eu beijei o Jared. Foi idiota, mas eu não aguentava mais vê-lo lá e eu na merda.
— O viu tudo, . Eu vi vocês dois e o quase quebrando o copo que ele estava na mão, então eu só pensei em te tirar de lá.
— Eu estou muito ferrada, não estou? — Ela disse, passando as mãos no cabelo.
— Está sim, mas a gente vai dar um jeito, ok? — Eu disse, abraçando-a.



7.

— Não, . Eu já disse que eu não posso mesmo hoje. Eu tenho muita coisa pra fazer aqui, um monte de coisas pra resolver. — Eu tentava explicar pro , mesmo depois de falar com e . Aparentemente, o ainda estava irritado comigo e não queria nem dirigir a palavra a mim.
— Você pode, por favor, arranjar um tempo para vir aqui e conversar com o então? Porque eu não aguento mais esse cara emburrado o dia inteiro. — Eu suspirei, porque na verdade eu já sabia a razão de eles estarem me ligando.
— Tudo bem, eu vou almoçar aí então. — Eu já estava mesmo sentindo falta dos meninos — Ou melhor, vocês arranjam um jeito de levar ele pra almoçar comigo no Johnnie Pepper, é mais fácil pra nós dois não nos matarmos. — Nós dois rimos e ele desligou, prometendo que não desistiria nem que tivesse que prometer uma bateria nova para o .

Na hora do almoço, eu praticamente corri até aquele bendito restaurante e me atrasei, no máximo, uns 30 segundos. Mas quando eu cheguei lá, encontrei apenas três cabeças na mesa que onde eu reservei e nenhuma delas era do . Assim que eu vi o sorrisinho desanimado do , só fiquei com mais raiva do , porque fazer isso comigo tudo bem, mas os amigos dele não tinham culpa, poxa. De um jeito ou de outro, eu iria resolver essa situação logo.

— Desculpa, . A gente tentou convencê-lo, mas ele simplesmente não quis vir. — disse desanimado enquanto eu sentava na mesa e e concordavam com ele.
— Tudo bem, meninos, não precisam se desculpar. Eu meio que esperava isso, não devia ter pedido para vocês o convencerem a vir. — Eu sorri de canto — Mas já que estamos aqui, vamos comer né?

Resolvi mudar o rumo da conversa, porque eu não queria mais ninguém se sentindo culpado ali. O almoço foi normal, e fazendo milhões de piadinhas, eu rindo bastante e tentando nos dar alguma educação – em vão, é claro. Quando olhei meu relógio, vi que já tinham passado mais de quarenta minutos desde que eu saí e eu ainda precisava pegar umas coisas antes de uma reunião.

— Meninos, eu sinto muito mesmo, mas eu tenho que ir. Alguém aqui tem que trabalhar, né? — Eu disse e eles riram, concordando com a cabeça.
— Nós também temos que ir, temos ensaio hoje. Aliás, seria bom alguém ligar pro e lembrá-lo que ele ainda faz parte dessa banda. — disse, meio irritado.
— Relaxa, . Quem fica com rugas é você, e eu não quero ter que explicar para todas as suas fãs porque o ídolo delas fez uma plástica antes dos 40. — Os meninos riram e o me deu um pedala — Sério agora, ensaiem direitinho, ok? Eu não quero mesmo perder meu emprego.
— Pode deixar, madame. — disse enquanto eu pegava minha carteira, mas o segurou a minha mão.
— O que você acha que está fazendo? — Eu só olhei para ele, que sorriu pra mim, abrindo a carteira dele e dando o cartão para o garçom — Ainda sou cavalheiro, né?
— É melhor a gente ir logo, , antes que ele queria que isso passe para a gente. — disse rindo e puxando para fora do restaurante. Eu só fiz que não com a cabeça, guardando a minha carteira e me virando para o , que ainda me olhava.
, se você precisar de alguma coisa, qualquer coisa, sabe que pode contar comigo, não sabe? — Eu assenti com a cabeça, sabendo perfeitamente do que ele estava falando — Você sabe onde eu moro, pode ir lá quando quiser.
— Obrigada, . — Eu sorri, abraçando-o e dando um beijo no rosto dele antes e voltar correndo para o trabalho.

Sabe, foi bom ter ido almoçar com os meninos e ter relaxado um pouco, toda essa história com o tem me deixado meio mal, mas eles me animaram de novo. Aproximadamente meia hora depois de eu voltar ao trabalho, meu celular tocou.

— Oi, . — Eu disse logo ao atender o celular, mas o jeito que ela fungou me deixou muito preocupada. — O que houve?
— O , . Eu não consigo ficar sem ele. — Ela disse, fungando e respirando fundo antes de falar — Eu fui ao shopping andar um pouco, me distrair, sabe? E eu encontrei ele com a tal da ‘Ludy’ lá e ele estava sorrindo, brincando e tudo mais com ela e eu fiquei tão mal. Eu sinto muita falta dele, . — E ela desatou a chorar, me deixando sem reação no celular.
, fica calma, ok? Tem certeza de que era o ? Porque tem mais ou menos meia hora que eu acabei de almoçar com ele e com os meninos e ele disse que ia ensaiar. — Se o estivesse mentindo para mim, ele iria ver só.
— Foi ontem, . Desculpa te ligar no seu trabalho, é que eu precisava mesmo conversar com alguém. — Fiquei bem mais tranquila depois do que ela disse.
— Não, , tudo bem. Faz assim, liga pra que eu ligo pra , vamos dormir todas lá em casa hoje, eu também estou precisando. Marca pra daqui a umas duas horas, dá tempo de eu sair daqui e passar no mercado.
— Mesmo, ? Muito obrigada, viu? Você está sendo uma ótima amiga. — Ela disse mais animada e eu sorri do outro lado da linha — Vou ligar para a , com certeza ela vai querer ir. Beijos, até mais tarde.
— Até mais tarde.

Eu desliguei e depois disso o tempo passou voando, logo eu estava saindo do mercado e indo para casa munida de vinho, chocolate e biscoitos, além de ter pegado uns filmes de comédia na BlockBuster. Cheguei rápido em casa e ainda tive tempo de tomar um banho demorado e trocar de roupa antes de ouvir a campainha tocar.
parecia bem melhor, mas ainda dava para notar que ela tinha chorado bastante, o nariz vermelho e o rosto um pouco inchado não a deixavam mentir. parecia normal, menos elétrica do que de costume e levou um pote de sorvete. Eu estava cansada, mas estava tudo normal para mim, a prioridade era melhorar o humor da .

— Cadê a , ? — disse depois de estarmos as três deitadas na minha grande cama, com chocolate, biscoito, sorvete, vinho e filme idiota para passar o tempo.
— Ela disse que está indo viajar amanhã cedo, por isso não podia dormir aqui, mas ela disse que assim que ela chegar a gente dorme na casa dela e ela conta tudo para a gente. Eu acho que ela foi viajar com o Jensen. — Eu respondi, bebendo um gole do vinho.
— Ok, entendi.
, eu sei que a já sabe, mas o que houve? Eu sei que você e o brigaram por causa do Jared, mas por que você não simplesmente vai lá e pede desculpas pra ele? — disse, olhando para a .
— Na verdade, não é por causa do Jared que eles brigaram, . — Eu disse e logo comecei a explicar a história para a , já que a achou que o pote de sorvete era melhor do que pensar no — E eu odeio ter que dizer isso, mas o tá ‘bem’ e eu não sei o que ele espera que a faça.
— Ele é um idiota, eu nem sei porquê eu ainda fico mal por isso. E não é como se eu pudesse simplesmente ir lá e pedir desculpas, porque ele não vai falar que está tudo bem e voltar para mim. — Ela disse, colocando mais um colher de sorvete na boca — Mas eu não quero mais falar disso. Como estão as coisas com o , ?
— Ele não está mais falando comigo. — Eu disse, me encostando mais na cama. — Vocês viram, a gente brigou no domingo, e desde então ele não me liga mais, hoje os meninos me ligaram pedindo para eu conversar com ele e eu pedi para eles levarem ele para almoçar e conversar comigo, mas ele não quis ir, eu não sei o que eu vou fazer.
, eu sei que eu não sei muito da situação de vocês, mas pelo que eu tenho visto o é muito orgulhoso, não é como se isso fosse fácil para ele e para você, então você tem que tomar uma atitude, sabe? Vai lá e conversa com ele. — disse e concordou.
— Eu estava mesmo pensando em fazer isso, vou na casa dele amanhã depois do trabalho então. — Eu sorri aliviada.
— Posso perguntar uma coisa? — falou e eu concordei com a cabeça — Por que vocês brigaram? A gente via vocês, mas não ouvíamos nada.
— Por causa da . Ele disse que eu deveria ter contado sobre ela e o Jensen, que ele confiava em mim e queria que eu confiasse nele. — As meninas ficaram de boca aberta — Pois é, eu não sei de onde ele tirou isso também. Mas o que mais me irrita é que nós sempre brigamos por coisas estúpidas, sabe? Às vezes parece que ele desconta em mim o que não está dando certo pra ele... — As meninas me abraçaram e eu relaxei.
— Vamos deixar esses assuntos tensos para depois e ver o filme agora? É o melhor que a gente faz. — disse, eu e concordamos e eu fui colocar o filme. Nós assistimos a dois filmes antes de pegarmos no sono e dormirmos todas juntas e encolhidas na minha cama.


No dia seguinte, estava eu no meu táxi, que estacionou na porta do prédio do mais rápido do que eu pensei e eu só respirei fundo depois de pagar ao motorista. Ontem, tudo parecia mais fácil e claro na minha cabeça, agora eu estava com um medo dos infernos de tudo dar errado, mas eu já estava lá, era metade do caminho. Respirei fundo e falei com o porteiro, que me deixou subir sem nem interfonar para o , o que foi bom porque ou eu ia perder a coragem ou ele não me deixaria entrar. Revisei mentalmente tudo o que eu tinha me concentrado para falar enquanto estava no elevador e prendi a respiração ao chegar ao andar dele. Fui até aquela porta que eu conhecia tanto e toquei a campainha.
— Oi. — Foi a única coisa que eu consegui dizer depois que ele abriu a porta, me olhando completamente surpreso.
— Oi. — Ele respondeu, mas eu tinha certeza de que ele tinha pensado algo como ‘O que diabos você está fazendo aqui?’. Eu ainda olhava para ele muito sem jeito e ele pareceu ter se tocado de que eu estava parada na porta dele. Mesmo. — Desculpa, quer entrar?
— Claro, obrigada. — Eu disse, entrando na casa dele e encontrando a mesma meio desarrumada e aquele clima tenso no ar, o que não era normal para o . Ele indicou o sofá com a cabeça, passando uma das mãos pelo cabelo.
— Quer beber alguma coisa? — Ele disse, e ele me deixava cada vez mais nervosa. Não que ele estivesse também, ele estava mais era sem jeito. Me sentei, sem tirar os olhos dele e respirei devagar antes de falar.
— Não quero nada, . A gente precisa conversar, só isso. — Eu disse de uma vez e ele concordou com a cabeça, sentando do meu lado — , eu gosto de você, mas eu fico preocupada com a gente. O que está acontecendo?
— Eu que te pergunto. O que houve com aquela que eu conheci uns meses atrás? — Eu engoli em seco, eu não ia dar mais motivos para nós brigarmos dessa vez, eu queria fazer aquilo do jeito certo — É só que, a gente brigou no domingo, hoje é sexta feira, quase uma semana.
— Eu não sabia o que te dizer, sinceramente. Tem muita coisa na minha cabeça e eu queria fazer isso direito, sem brigar. — Ele suspirou, me olhando nos olhos.
— Eu esperei por quase uma semana, fica mais fácil se você me pedir desculpas logo. — Eu quase engasguei. Ele achava que eu tinha ido lá para quê? PEDIR DESCULPAS? Óbvio que eu me controlei muito para não gritar na cara dele.
— Eu não vim aqui pedir desculpas, eu vim conversar com você. — Eu disse da forma mais natural possível e ele fechou totalmente a cara para mim.
— Não? — Eu mexi a cabeça levemente, ainda sem acreditar que era isso o que ele queria de mim — Então acho melhor você ir embora.
— Como assim, ? E a gente vai ficar sem conversar? — Minha raiva tentava subir à minha cabeça, mas eu me controlava contando até dez mentalmente.
— Conversar o quê? Eu sei o que você pensa, é legal ficar comigo, mas você não tem compromisso nenhum, você quer só ficar e pronto. Eu não quero isso, eu quero um relacionamento. E você fica quase uma semana sem falar comigo e quando você aparece aqui é para me dizer que não vai me pedir desculpas! O que você quer que eu diga, ? — Ele estava fora de si e eu já via que nem que eu quisesse aquela conversa terminaria sem gritos.
— Eu não fiz nada de errado, por que eu deveria pedir desculpas para você? , você tá viajando! É claro que eu quero um relacionamento, é por isso que eu estou aqui, falando com você e tentando resolver as coisas entre a gente. — Eu não falei mais do que o óbvio e ele ficou mais irado, se é que aquilo era possível. Ele estava me magoando daquele jeito, mas até parece que ele me deu a oportunidade de dizer aquilo, né?
— O que você quer resolver? Você não acha o motivo das nossas brigas ridículo? Então, tudo resolvido já. Só que, na minha opinião, a ridícula aqui é você. — Ele gritou a última frase e eu não consegui mais me manter ali sem chorar. Eu levantei do sofá pegando a minha bolsa e saindo o mais rápido que eu conseguia dali. Com muita dificuldade eu consegui entrar no elevador e achar meu celular, ligando para o número do taxi e pedindo um o mais rápido possível para bem longe dali.

Assim que eu entrei e sentei no taxi, comecei a respirar mais devagar e me controlar para dizer ao taxista onde eu queria ir. Ele foi super compreensivo, me dando inclusive lenços de papel, e eu só agradeci, finalmente dizendo para onde eu queria ir. Quando nós paramos no endereço que eu dei, fiquei olhando para o apartamento, que tinha as luzes apagadas. Fiquei me sentindo uma idiota por ter ido lá sem ligar antes, é claro que ele não estaria em casa em uma sexta à noite. Levei as duas mãos ao rosto, sentindo toda aquela vontade de chorar voltar até que eu ouvi duas batidas na janela.

, é você? — Senti um alívio enorme e esbocei um sorriso, abrindo a porta do carro. Passei as mãos limpando as poucas lágrimas que tinham caído e aumentei meu sorriso. — O que faz aqui?
! Você disse que se eu precisasse de alguma coisa eu poderia vir. — Ele assentiu com a cabeça, passando uma das mãos no meu rosto — Mas não aconteceu nada, eu só queria me distrair, mas se você estiver ocupado ou algo do tipo...
— Claro que não, eu estava planejando ficar em casa mesmo, amanhã a gente tem ensaio cedo e o me fez prometer que eu não me atrasaria. — Nós dois rimos, eu paguei o taxista agradecendo e saí do carro. passou a mão pelos meus ombros, andando comigo e levanto um pacote na outra mão — Eu acabei de chegar do mercado, então pelo menos fome você não vai passar.

Nós dois sorrimos e entramos na casa dele, que podia não estar arrumada, mas me dava uma sensação de lar, sabe? Eu me senti bem melhor e ele não me deixou sozinha nem por cinco minutos antes de me chamar na cozinha, para onde ele tinha ido não sei nem como.

— Sinta-se em casa, ok? Qualquer coisa é só me pedir. — Eu assenti com a cabeça, puxando uma das cadeiras e sentando, ainda olhando para ele — Estou fazendo nossa pizza, porque não sei você, mas eu estou morrendo de fome. — Eu ri e ele piscou para mim, me dando as costas e colocando a pizza no forno.
— Como foi o seu dia, ? — O melhor para mim era ficar ouvindo alguma coisa, antes que eu voltasse a pensar no e aquele choro que eu engoli resolvesse sair.
— O de sempre, a gente teve ensaio e o está escrevendo uma música nova, parece que vai ficar bem legal. — Eu sorri enquanto eu soltava meu cabelo que tinha estado preso o dia todo e começava a me dar dor de cabeça. Então se virou para mim, sorrindo assim que me viu passando a mão pelos cabelos e me deixando mega envergonhada — E você? — Perguntou se sentando comigo à mesa e eu engoli em seco.
— O de sempre também. Tem alguma coisa pra beber? Minha garganta está seca. — Eu disse desconversando, mas eu sabia que ele tinha notado que eu estava um pouco nervosa ainda, mas ele preferiu não tocar no assunto.
— Acho que só não tem suco, pode ser refrigerante, né? — Ele perguntou e eu assenti com a cabeça, então ele pegou duas latinhas na geladeira, uma de coca e outra de cerveja. Ele me deu uma das latinhas, abrindo e tomando um gole enorme na cerveja dele.
— O que deu no pra marcar um ensaio no sábado? — A partir daí nós começamos a falar de vários assuntos, desde o ser louco em marcar um ensaio num sábado de manhã até filmes que a gente não conseguia parar de ver, e só paramos de conversar porque eu lembrei que a pizza ia acabar queimando no forno.

levou a pizza e eu peguei mais cerveja e refrigerante na geladeira, colocamos tudo na mesa de centro dele e sentamos no chão mesmo, comendo e voltando a conversar. Eu tenho que confessar que às vezes eu viajava um pouco olhando para ele e óbvio que ele percebia e ficava com aquele sorrisinho de canto que acaba com qualquer uma. Mesmo depois de terminarmos de comer, nós ainda ficamos sentados lá conversando e eu senti que o se conteve bastante até tocar naquele assunto. Ele ficou em silêncio de repente e a primeira coisa que eu fiz foi pegar o controle da TV e começar a mudar de canal freneticamente.

. — Ele me chamou, me fazendo parar com os canais e olhar diretamente para ele, que me dava aquele olhar penetrante. Merda. Agora eu não ia conseguir ficar calada — O que houve? Você estava chorando no táxi e eu estou preocupado com você.
— Não é nada demais, . — Eu não sei por que eu ainda tento mentir para aquele cara dos olhos perfeitos, que agora me olhavam mostrando que era óbvio que eu estava mentindo — Eu fui conversar com o hoje e a gente discutiu de novo. A gente têm passado mais tempo brigando do que juntos e eu só queria um pouco de paz, sabe? E as coisas que ele me disse me machucaram tanto, eu não aguento mais essa situação. — Eu coloquei as mãos no rosto e não consegui me segurar, já estava chorando de novo.

Então me abraçou e aquele cheiro dele foi me acalmando, fazendo minhas lágrimas diminuírem. Ele falava alguma coisa, mas eu não ouvia praticamente nada, porque encostei a cabeça dele e tentava esquecer o mundo a minha volta.

, tá tudo bem, ok? Eu estou aqui com você, já passou. Eu... Droga, eu não sei o que te falar, mas se acalma, por favor. — Eu concordei com a cabeça, respirando fundo, controlando meus soluços e passei uma das mãos no rosto, virando para olhar para ele.
— Desculpa, . É que eu não sei mais o que fazer. Me diz, o que eu tenho de errado? — Eu disse chorosa e o só riu, acariciando meu rosto.
— Você não tem nada de errado, . Você é perfeita, é sério. Eu não sei por que as coisas não estão dando certo pra vocês, mas tenho certeza de que a culpa não é sua. — Ele terminou e eu fiquei olhando para ele estática. Eu juro que eu esperava que ele risse da minha cara e dissesse que eu era uma boba e que chorar pelo não ia adiantar nada, mas ele não disse mais nada e ficou me olhando do mesmo jeito. Ele sorriu pra mim, passou uma das mãos no meu rosto e eu só sorri de volta pra ele.
Então ele aproximou mais os nossos rostos e me beijou de um jeito calmo e carinhoso, e eu não consegui não retribuir. Quando dei por mim, meus braços estavam em volta do pescoço dele e ele me abraçava devagar, mas firme. Senti a língua dele pressionando a minha e puxei seus cabelos de leve quase que por instinto, enquanto ele acariciava minhas costas. O corpo dele estava sobre o meu, então eu deslizei uma das mãos por toda a extensão das costas dele, sem parar de mexer no cabelo dele, que não se conteve e começou a subir uma das mãos por baixo da minha blusa.
começou a mordiscar a minha boca enquanto as minhas unhas o marcavam bem de leve, então ele mordeu meu queixo e passou a beijar meu pescoço, me fazendo suspirar baixo, fechar os olhos e inclinar a cabeça pra trás, encostando-a no sofá. Ele passava a boca por todo o meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada da cabeça aos pés, mordendo minha boca com força. Então eu senti o gosto salgado de uma lágrima e me lembrei exatamente porquê eu tinha ido até lá. não tinha culpa por eu estar mal com o e eu não podia usá-lo desse jeito.
Juntei todo o meu autocontrole para colocar as duas mãos no peito do e gentilmente empurrá-lo para trás, me contendo enquanto ele ainda beijava a pele do meu pescoço. Alguns segundos de esforço e ele finalmente entendeu o que eu estava fazendo, se afastando de mim o bastante para me olhar, e eu tenho certeza de que ele queria perguntar por que eu o tinha parado, mas ele não teve tempo, já que eu me levantei em tempo recorde, pegando a minha bolsa e correndo até a porta. ainda foi atrás de mim, mas eu não parei até estar do lado de fora da casa dele, ligando novamente para o taxi.


Antes de chegar em casa, enquanto ainda estava no taxi, senti meu celular vibrar e peguei o aparelho, encontrando dez chamadas perdidas do e uma mensagem do . Senti meu coração apertar quando pensei no que eu tinha acabado de fazer, eu estava magoando os dois com a minha indecisão. Decidi que ligaria para o no dia seguinte pedindo desculpas, porque agora ele realmente merecia, e fui olhar a mensagem do , que só dizia ‘Desculpa por hoje, mas não vou desistir de você. Xx, ’. Engoli em seco, guardei o celular e vi que já tinha chegado em casa.
Paguei ao taxista e saí do carro, entrando no meu prédio; quando cheguei no meu andar, vislumbrei uma pessoa sentada na minha porta. Ouvindo meus passos, a pessoa levantou a cabeça e eu vi o quão cansado ele parecia. só me olhou e eu senti que ele me esperou bastante, então a culpa me acertou em cheio e eu pensei que fosse chorar de novo. Cheguei na minha porta e ele só levantou e me abraçou forte, sussurrando milhões de desculpas no meu ouvido.

, me perdoa, eu estava magoado, mas não era motivo para ter te tratado mal, eu tenho sido um ogro com você, me perdoa. — dizia sem me soltar e eu só respirei fundo aquele cheiro que era só dele.
, eu fui idiota, me desculpa, eu não quero mais brigar com você, eu fiz besteira e...
— Shiu! — colocou um dedo na minha boca, me interrompendo sabiamente — Está tudo bem, ok? Vamos só esquecer essas coisas ruins que passaram. — Eu concordei com a cabeça, sorrindo fraco — Eu não consigo ficar sem você, . Me perdoa?

Eu fiz que sim com a cabeça, dando um selinho demorado nele e empurrando o incidente com para o mais fundo da minha cabeça que eu conseguia, sorrindo mais e entrando com ele em casa. Eu estava exausta e ele também, então eu só tomei um banho, dei uma camisa que ele tinha esquecido lá e o puxei pra dormir comigo.


— DÁ PRA ALGUÉM ATENDER ESSE TELEFONE, PELAMORDEDEUS? — gritava pela milésima vez, o que me fez levantar e atender o bendito, para poder voltar a dormir logo.
— Alô. — Se não dava pra notar pelo meu bom humor pra atender ao telefone às 2h da tarde de um sábado, meu bocejo denunciou o sono que eu estava.
— Porra, , você podia pelo menos fingir que não estava dormindo né? — riu no telefone e eu ri junto — Ouve só, acabei de chegar de viagem, estou com fome e cheia de novidades pra contar. Quer ir comigo comer – tomar café, no seu caso – na Starbucks?
— Quero, mas só que eu vou ter que levar minhas seis crianças. — Disse, olhando para os corpos semi-acordados na minha sala. riu.
— Tudo bem, pode levar. Daqui a uma meia hora, pode ser?
— Aham, mas me deixa ir logo acordar essas pestes. Beijos, .

Desliguei o telefone e fui acordando todo mundo, começando pelo , que me fez sair da cama. Depois de uns 10 minutos, consegui explicar pra todos que horas eram e que nós íamos encontrar a na Starbucks. Os meninos foram com as mesmas roupas da noite anterior, que eram básicas o suficiente para sair a tarde, e pegou uma roupa minha emprestada, enquanto eu ligava para a e a chamava.

— Não, . Ela não estava com ele ontem e ele ficou super feliz de segurar vela com o . — Eu já estava cansada dessa história da com o — Não, eu não sei se eles terminaram. Por favor, vai logo trocar essa roupa e ir pra Starbucks com a gente, ok? — Eu ouvi as risadas quando fui chegando perto da sala — Tá bom, também te amo, sua chata. Beijos.
— Você manda a gente se arrumar e fica aí pendurada no telefone, onde isso é justo, Dona ? — disse assim que me viu, tomando um pedala do .
— Minha casa, minhas regras, . — Ele riu, fazendo careta pra mim e para o , que veio me abraçar. Depois de uns cinco minutos nós conseguimos sair, porque toda vez alguém esquecia alguma coisa e tinha que voltar para pegar.

Entramos na Starbucks e sentamos na mesa de sempre, e em menos de cinco minutos e chegaram juntas, rindo e cantando alguma música muito estranha. As duas falaram com todo mundo – menos a com o – e eu e nos oferecemos para pedir por todos, o que era mais rápido.

— Ok, todo mundo quer Espresso, menos eu e , e Muffin de chocolate, né? — Todo mundo concordou e nós fomos pedir — Seis Espressos, um cappuccino, um Caramel Macchiato e dezesseis muffins de chocolate, por favor. — Eu disse pra barista, que sorriu e foi preparar os cafés — Agora me conte tudo!
— Então, eu fui viajar com o Jensen. Como ele tinha duas semanas de férias nas gravações, nós viajamos pra Houston e pra Dallas e ele me mostrou tudo de lá, foi muito bom mesmo. Quando você tiver tempo, pode ir que você não vai se arrepender. Depois eu trago os presentes de vocês. — Ela tinha um sorriso que não cabia no rosto enquanto falava disso e eu só pude sorrir junto.
— Essa felicidade toda não é só da viagem... Como estão as coisas com o Jensen? — Ela sorriu mais ainda, se é que aquilo era possível.
— Ainda é segredo, por causa dessa história toda com o , mas eu preciso contar pra você. Nós estamos namorando.
— Sério? Que legal, . E você queria esconder dos amigos, né? — Exatamente na hora que eu ia dar os parabéns a ela, nos interrompeu.
, seu fofoqueiro! O que você está fazendo aqui? — perguntou, se virando na direção dele, que tinha aquele sorriso zombeteiro.
— Eu vim pedir pra trocar meu muffin pelo de banana com chocolate, só que vocês estavam tão concentradas que eu não quis interromper, mas acabei ouvindo o final da conversa. — relaxou, agora que a merda já estava feita — Mas o Jensen é legal, pelo menos ele não é mongolão que nem o . — Ele disse, olhando pra mim.
— Ok, , mas essa história morre aqui, tá bom? Não é pra você contar pra ninguém, nem pra . — Ele assentiu e voltou pra mesa — Quanto tempo você acha que ele vai demorar pra contar pra ela?
— Não deve demorar nem cinco minutos.

Nós duas rimos, esperamos mais um pouco e voltamos para a mesa com duas bandejas. Assim que nós entregamos os cafés e os muffins para a e para o , ela deu um sorriso e uma piscadinha pra , que só olhou para mim dando de ombros. Por que eu tinha a impressão de que aquilo ia se transformar num problema pra mim, ein?

— Olha só, eu acabei de chegar de viagem, vocês deviam fazer pelo menos uma reuniãozinha pra comemorar minha volta. — disse, rindo.
— Eu concordo com a , só não vai ser lá em casa porque vocês já deixaram aquilo lá um inferno e eu vou ter que arrumar tudo. — Eu reclamei e me deu razão.
— Onde então? — comentou, comendo um pedaço roubado do meu muffin e recebendo um tapa no braço.
— Pode ser lá em casa, você acha que dá, ? — perguntou do nada e o olhar do me fuzilou, já que eu tinha omitido que eu tinha ido pra casa do antes de ir pra minha casa no dia que a gente brigou. Engoli em seco antes de responder.
— Não sei, . Eu só vi a sua casa de fora, mas eu acho que nenhum lugar seria muito pequeno se forem só nós oito. — Respondi quase naturalmente, enquanto enrugava um pouco a testa e depois relaxou, entendendo que eu não tinha contado para o sobre nós.
— Eu acho que cabe sim, se não chover a gente pode ficar no quintal também.

Eu respirei mais aliviada, enquanto os meninos decidiam o que iam comprar e as meninas me olhavam de um jeito inquisidor. Eu já sabia que teria que contar tudo para elas, mas preferia contar de uma vez só. olhou para mim como quem diz ‘Que história é essa?’ e eu só mexi os lábios dizendo ‘Depois’.


— Só tenho um comentário a fazer. — dizia, depois que eu contei toda a história para as meninas, enquanto a diria até a casa do — O teve o que mereceu por ter dito tanta besteira pra você e não fez mais do que a obrigação dele ao ir atrás de você. Mas foi vacilo do falar aquilo, ele não tem noção não?
— Eu concordo com a , . Eu te disse que eu ia conversar com o e a única coisa que eu pedi pra ele foi justamente pra ir devagar com você, já que tinha essa história com o e porque ele ia acabar te magoando. — disse e eu olhei pra , sentada com ela no banco da frente, a única que ficou calada.
?
— O que você vai fazer agora, ? Eu sei que você gosta de ficar com o e tudo mais, mas eu não acho que você só deva ficar com ele pra esquecer o , sabe? E, só adicionando ao que as meninas falaram, não faz mais isso, ok? O podia muito bem ter contado isso se ele achasse que o já sabia e quem ia ficar mais mal era você. — Eu concordei com a cabeça e nós logo chegamos à casa do .

Descemos do carro, mas a segurou meu braço, deixando as meninas entrarem na frente. Eu parei, passando uma mão no meu cabelo e ajeitando meu vestido de leve.

? — Eu virei a cabeça na direção dela — Não se machuca mais com essa história, ok? Você é a razão de nós oito estarmos juntos, então não ferra com isso, ok?
— É que é difícil, , você sabe como é. — Eu ri fraco — Vai ficar tudo bem, ok? Nós vamos passar por isso, eu sei que vamos.
— Vamos sim. — Ela sorriu e me abraçou forte antes de entrarmos na casa.


Muitas cervejas e horas depois, nós oito estávamos jogados pela sala de estar do . nas pernas da , que brincava de fazer trancinhas no cabelo dele; e brincando de adoleta e rindo que nem duas crianças, eu entre as pernas do , que mexia no meu cabelo, me deixando com sono, e a , por incrível que pareça, estava no colo do , tentando contar um segredo pra ele. Foi a última coisa que eu me lembro de ter visto antes de dormir.

Acordei com o sol no meu rosto, então eu tentei virar a cabeça e a dor me atingiu em cheio. Levantei bem devagar, procurando a minha bolsa e pegando um remédio; fui até a cozinha, encontrando o sentado, com os cotovelos apoiados na mesa e as mãos na cabeça.

— Dia. — Eu disse, abrindo a geladeira e encontrando uma garrafa de suco de laranja. Peguei o suco e o coloquei em dois copos, coloquei tudo na mesa e me sentei em frente ao .
— Dia, . Tem remédio pra dor de cabeça? A minha está estourando. — Eu peguei um dos comprimidos, dando a cartela para e tomei com um pouco de suco, ele fez o mesmo — Lembra de alguma coisa de ontem?
— Lembro que a gente se divertiu e que eu dormi quando o estava fazendo carinho no meu cabelo. — Eu sorri e sorriu junto — Do que você lembra?
sentada no meu colo me contando que a e o Jensen estão namorando, mas ela queria segredo, alguma coisa assim. Ainda bem que eu acordei antes dela, porque ela dormiu em cima de mim e ia me bater se acordasse comigo. Então fica entre a gente, ok? — Eu sorri imaginando o escândalo que ela faria e assenti — Mas é verdade? A e o Jensen estão firmes mesmo?
— Estão sim, mas era segredo, né? não se conteve e contou pra , novidade. — Nós dois rimos fraco por causa da dor de cabeça — Mesmo assim, a vai jurar que ela não falou nada porque ela estava bêbada, fica entre a gente, ok? — Ele concordou e nós fomos procurar pelos armários para fazer algo para nossos bebês comerem.

Mais ou menos uma hora depois, deixei cuidando do finalzinho da macarronada e fui tomar um banho rápido no banheiro do . Eu tinha pegado short e calcinha, mas esqueci a blusa, então roubei uma do armário dele. Depois do banho, escovei os dentes e prendi o cabelo num rabo de cavalo e voltei para a cozinha, trocando de lugar com o , que foi tomar banho também. Depois que já estava de banho tomado e a macarronada começou a cheirar, todos foram acordando com fome e indo para a cozinha.

— Poxa, vocês estão tão limpinhos, dá até inveja de vocês! — reclamou enquanto colocava macarronada no prato e eu e rimos.
— Nós somos responsáveis, por isso que estamos limpos e sem dor de cabeça. — Eu falei e ela deu língua pra mim, andando com o prato até a sala. Depois que todo mundo se serviu, eu e pegamos nossos pratos e fomos para a sala também.
— Nós fizemos o almoço, vocês lavam a louça. — disse e todo mundo, menos eu, reclamou.
— Eu concordo, vocês não fizeram nada, poxa! — Eu disse.
— Não fizemos nada o que! Ontem eu e que fomos comprar bebida e arrumamos tudo aqui, a gente não precisa lavar também não. — disse e ele e fizeram um Hi5. Bem gay isso.
— E a festa foi pra mim, eu não tenho que lavar louça nenhuma. — disse, sorrindo com a sua esperteza.
— Ok, então, nem eu, nem a , nem o , nem o , nem a vamos lavar a louça. Nada mais justo do que , e tirarem no zero-ou-um quem vai lavar a louça. Quem sobrar tem que lavar a louça. — disse, enquanto eu levantava pra catar os pratos.

Enquanto eu levava os pratos para a cozinha, eles tiraram na sorte e quem sobrou foi a , que foi desanimada pra cozinha. Quando eu voltei para a sala, mandei ir lá pra dar ‘apoio moral’ pra ela. viu e piscou pra mim.
Nós seis ficamos conversando na sala. Enquanto isso, eu fiquei mudando de canal, procurando alguma coisa pra assistir e sempre vendo e cochichando algo, o que não me soou bem. A tinha ido ao banheiro tomar banho e trocar de roupa e voltou com a camisa que ela tinha nos contado que tinha ganhado do Jensen. Eu me lembrei dela, mas a também lembrou e fez aceno de cabeça pro .

— A se amarra num rockstar, né? — falou em alto e bom som, indicando a camisa dos Beatles com a cabeça, e todo mundo virou na direção dele. MERDAMERDAMERDA.
— Que nada! Ela curte uns atores também, ela não tá com o Jensen? — completou e o silêncio na sala foi enorme. Aqueles dois se mereciam, na boa.


CONTINUA...

N/A: L E I A M , P O R F A V O R!
Desculpas pela demora de novo, minhas lindas :D Olha só, estamos pensando em terminar a fic logo, mas não vamos fazer nada sem a opinião de vocês. O que vocês acham? Dêem a opinião de vocês nos comentários!
Beijos, Dan (@aboutdan) e Bia (@biaitsok).