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Por: Gi Lima e Ana Brigs
Beta-Reader: Carol Silver


Capítulo 1 – FÉEERIAS!
O sol invadiu minha janela como todas as manhãs. E como todas as manhãs eu não me importei nem um pouco, até que abri meus olhos levemente e vi uma mala enorme e vermelha no meio do meu quarto e saltei da cama.
- É hoje – sussurrei para mim mesma enquanto me levantava para me arrumar e me lembrava que era terça-feira.
Olhei no relógio e eram exatamente 07h37min, faltavam menos de duas horas para que minhas férias realmente começassem.
Peguei minha calça jeans no guarda roupa, uma camiseta na gaveta e coloquei meu All Star branco. Escovei meus dentes, arrumei meu cabelo e fiz minha maquiagem diária, só o básico.
- ! – ouvi minha mãe gritando meu nome e deduzi que o café estava pronto.
Desci as escadas de dois em dois degraus e me sentei à mesa com meus pais.
- Bom dia – disse com um sorriso enorme no rosto.
- Tudo isso é animação? – meu pai retrucou parecendo um pouco incomodado com meu grau de entusiasmo àquela hora da manhã.
- Com certeza! Minhas férias começam hoje.
- Quero só ver. Não sei se te mandar pra esse acampamento foi uma idéia muito boa – minha mãe resolveu se pronunciar com um ar meio debochado e a frase ‘não faça nenhuma besteira’ subentendida nisso.
- Relaxa mãe, meu segundo nome é Juízo!
- E o terceiro é Mentirosa! – meu pai respondeu me fazendo rir.
- Vai logo menina, se não você vai perder o ônibus, isso sim! – minha mãe disse me apressando.
- Nem brinca mãe! Eu saio correndo atrás, mas eu chego nesse acampamento hoje! – disse por fim enquanto pegava uma torrada e me levantava pra pegar minhas malas que estavam em meu quarto.
Quando cheguei à sala minha mãe estava sentada falando ao telefone.
- Esta bem... até. – e desligou. – Seu primo já está chegando e aí vocês vão pra rodoviária.
Aah, meu primo! Eu sei que é família, mas mesmo assim, eu tenho olhos e eles enxergavam a perfeição toda vez que meu primo, Thomas Fletcher, se aproximava de mim. Ele tinha 18 anos e eu 16. Desde que nós éramos crianças eu já tinha uma quedinha por ele, mas nada muito grande que eu não conseguisse esconder de alguém. Apesar de que de uns anos pra cá ele começou a ficar incrivelmente bonito e fazer sucesso entre as garotas da escola, aí ficou um pouco difícil de esconder, mas qual é! Eu sou , eu sei me controlar. Tom não era muito meu amigo, e tenho quase certeza que ele percebia quando eu ficava encarando-o quando estava com alguma outra garota e tenho certeza absoluta de que ele, no mínimo, gostava daquilo. Sabe como é, homens! Adoram se sentir a última coca-cola do deserto.
Uma buzina conhecida me tirou de meus pensamentos e meus olhos passaram pela janela vendo o carro de minha tia. Minha mãe já estava lá fora e meu pai estava carregando minhas malas pela porta. Quando estava chegando ao portão a porta do passageiro se abriu e um cara incrivelmente lindo saiu. Eu já conhecia aqueles cabelos loiros, aqueles olhos castanhos e aqueles braços definidos de cór, mas era assim toda vez que eu o via, era como se alguém apertasse o botão da câmera lenta só pra me torturar!
- Foco , foco! – pensei comigo mesma. Mas que foco? Eu tava ali com a perfeição na minha frente! Eu ia focar aonde mais?
- Oi – Tom disse me tirando do meu foco, que não era mais ele, ou pelo menos não devia ser.
- Oi – respondi num tom indiferente, me lembrando que eu devia me controlar.
Tom simplesmente sorriu, aquele sorriso de lado que qualquer um teria vontade de apertar suas bochechas ao ver. O que eu estava pensando? Simples: ‘caralho menino, assim não dá! Como você quer que eu me concentre? Para de ser liiindo!’
- Deixa que eu te ajudo com isso – ele disse pegando minha bagagem de mão e colocando no banco de trás do carro.
- Obrigada.
Minha mãe finalmente parou de fofocar com minha tia e se aproximou de mim.
- Aaah meu amor, um mês longe de você? Não sei se eu consigo! – ela disse apertando minhas bochechas e me puxando pra um abraço.
Um mês inteiro sem minhas bochechinhas serem esmagadas? Eu consigo!
- Ah mãe, nem é tanto tempo assim vai! Logo logo eu to de volta. – disse com a voz abafada pelo fato de minha mãe estar me esmagando.
Quando ela finalmente me soltou percebi o olhar de meu primo em mim com um sorriso de deboche.
Mas que maravilha, era o que me faltava.
- Tchau gente, eu amo vocês. – me despedi de meus pais entrando no carro com Tom e minha tia.
O caminho até a rodoviária não era longo, então eu não tive que ouvir muitas perguntas de minha tia sobre a minha vida pessoal, como por exemplo, sobre minhas ‘paqueras’ como ela sempre insistia em perguntar. Aquilo era extremamente constrangedor, principalmente quando Tom estava por perto pra ouvir minhas respostas. Ele sempre ria da minha cara quando percebia meu constrangimento.
Nem pra me ajudar, que cavalheiro!
- Ufa – pensei comigo mesma quando chegamos.
De cara avistei minha melhor amiga, que estava sentada em um banco, e que quando me viu veio correndo me abraçar.
- AMIIIIIGAAAAA – depois disso só senti alguém se jogando pra cima de mim em uma espécie de abraço. – Quanto tempo! Tava com saudade.
- A gente se viu antes de ontem. – respondi.
- Mas a gente costuma se ver todo dia, eu senti sua falta sua insensível! – ela disse fazendo bico e eu ri com a cena. – Oi Thomas. – ela abriu um sorriso de orelha a orelha ao ver meu primo ali ao nosso lado, e ele a acompanhou. Aquilo me incomodou um pouco pra ser sincera. Ela era minha melhor amiga, e era uma das meninas mais bonitas que eu conhecia, e é claro que Tom já tinha tentado ficar com ela, que recusou, não por falta de vontade, mas por outros dois motivos: 1) ela adoraaaava fazer uma de difícil. 2) ela desconfiava da minha queda, que já estava virando tombo, por Tom.
- Oi . – Tom disse num tom um pouco feliz de mais.
Respirei fundo silenciosamente e olhei o lado onde avistei outros três amigos de Tom.
E que amigos!
Dougie, Danny e Harry estavam caminhando na nossa direção e logo estavam bem ao nosso lado.
- Oi meninas. – os três disseram ao mesmo tempo e logo nos cumprimentaram com beijos na bochecha, e isso incluía Tom.
Gays!
Dougie olhou em minha direção com um sorriso no rosto. Um lindo sorriso, diga-se de passagem.
Eu já havia ficado com Dougie Poynter durante algum tempo, mas foi só pra irritar o Tom, o que obviamente não aconteceu. Ou pelo menos ele não deixou ninguém perceber.
Dougie era um cara legal, mas não fazia muito meu tipo. Agora nós éramos grandes amigos, apesar de ainda sermos zuados pelos outros por causa do nosso passado.
- Acho melhor nós irmos, o ônibus sai daqui a pouco. – Harry disse
- Beleza, vamos lá. – Tom disse e todos o seguimos até o ônibus que nos levaria até o acampamento onde eu passaria um mês inteiro com o meu primo gato, seus amigos gatos e mais meninos desconhecidos gatos!
Como eu amava as férias!
Capítulo 2 – Hello Paradise.
Quem foi que inventou acampamentos mesmo? Juro que eu daria um beijo nesse cara!
Além de o acampamento ser lindo e enorme os monitores pareciam bem legais também. Havia vários chalés espalhados no meio de árvores, muitas árvores. Eles eram separados em duas alas, a dos meninos e a das meninas. Tínhamos o refeitório, as quadras, os cavalos, a piscina e muitas outras coisas, sem contar as festas.
Logo que descemos do ônibus fomos para o hall principal, onde uma mulher alta e loira começou a nos explicar a regras do lugar, como a hora de acordar, a hora de dormir, a hora do café.... Nunca vi tanto horário na minha vida! Mas a regra principal era: é totalmente proibida a entrada de meninos no chalé de meninas e vice-versa.
Finalmente fomos para os chalés. Acompanhei Thomas com os olhos pra ver onde era o dele. Pra minha sorte eu estava bem na ‘fronteira’ das alas. E adivinhem só?! Ele também!
Ele percebeu meu olhar e deu um sorriso torto ao me ver entrando no chalé próximo ao dele.
Tá certo, talvez eu tivesse perdendo a prática com aquela história de saber me controlar.
Arrumei minha cama e troquei minha roupa por algo mais confortável. De repente os alto-falantes anunciaram:
- Atenção acampantes, a festa de hoje a noite será especial para lhes dar boas vindas!
Lancei um olhar mais que feliz pra que retribuiu com um sorriso enorme.
- Mal posso esperar pra ver o que essa festa vai ter de tão especial. – me disse quando terminou de se instalar.
- Com certeza vai ter uma banda, é sempre assim todo o ano. – Uma menina de cabelos negros e compridos disse se aproximando de nós. – Oi, eu sou . – ela disse estendendo a mão com um sorriso simpático no rosto.
- . – disse retribuindo o gesto. – Essa é a .
- Prazer. – disse a cumprimentando.
- Então, é a primeira vez de vocês aqui no acampamento? – disse.
- É sim.
- Bom, vocês vão adorar isso aqui! Todo verão eu venho pra cá e me divirto horrores. Apesar de algumas vezes eu já ter sido punida por quebrar as regras.
- Qual delas? – perguntei curiosa.
- Horário pra dormir e a regra principal.
- Ah. – respondi achando desnecessário qualquer outra pergunta.
- Relaxa, eu não sou nenhuma bisca não. – ela disse rindo. - É que ninguém aqui dorme no horário certo, pelo menos não meus amigos. A gente se reúne de noite pra se divertir um pouco. Hoje a gente vai se encontrar no chalé C depois da festa. Se quiser ir com a gente...
- Chalé C é na ala dos meninos, não é? – disse me perguntando se era onde Tom estava.
- É sim.
Olhei pra que estava com uma cara de quem dizia “me chama, me chama, me chama!”.
- Você pode ir também se quiser . – disse sendo simpática.
- Ahh, podexá que eu vou sim!
Se iria, por que não ir?
- Eu também vou. –disse num impulso.
- Ótimo. Melhor a gente ir, se não a gente perde o horário do jantar.

Durante o jantar aproveitei pra dar uma olhada no lugar, se e que você me entende.
Bonito. Muito bonito.
Havia um menino alto, moreno e de olhos verdes que não tirava o olho da minha mesa, e por incrível que pareça não era pra que ele olhava, pois toda vez que eu olhava pro lado nossos olhares se cruzavam e um sorriso escapava de meus lábios.
Bom, você deve estar se perguntando “mas e o Tom?”. Pois é, esse era meu motivo para olhar para os lados. Thomas estava na mesma mesa que o Senhor Perfeição Jr. Eles parecem ter ficado amigos. Me restava descobrir se isso era bom.

Depois do jantar fomos todos para os nossos devidos quartos nos arrumar para a festa. Não tinha idéia do que vestir, então optei por uma calça jeans escura, uma camiseta larga que deixava um de meus ombros a mostra e meu All Star de verniz preto. Fiz minha maquiagem e decidi deixar meus cabelos soltos com meus cachos que caiam em minhas costas como uma cascata.
estava linda, como sempre. Ah, invejinha. Uma invejinha boa, claro.
Se é que isso existe.
- Pronta? – disse assim que vi sentada na cama olhando pro nada.
- Hã? – ela parecia sair de uma espécie de transe.
- Tá pensando em que?
- Em nada.
- Qual o nome do ‘nada’? – eu a conhecia a muito tempo pra saber que ‘nada’ era igual a ‘menino’ no vocabulário dela.
- Sabe, - ela disse em meio a risadas por causa do meu comentário. – eu tava pensando no Tom.
Como?
- No Tom? – disse meio que forçando a voz, pois do nada um caroço gigante brotou na minha garganta.
- É. Ele é um cara legal. E incrivelmente bonito.
Dá pra parar de ler meus pensamentos agora?
- E... – ao mesmo tempo em que eu não queria ouvir a conclusão de eu tinha curiosidade pelo que viria depois daquilo.
- Bom, eu vivo insistindo na sua queda por ele e você vive negando.
- Por que eu não tenho queda por ele. – assumir que eu tinha uma queda pelo meu primo soaria muito pervertido.
- Eu não acreditava antes, mas eu já te perguntei trinta vezes e você sempre nega.
- Onde você quer chegar com isso? – vai, me poupe do sofrimento.
- Bom, ele já pediu pra ficar comigo e eu disse não, por causa de você. Mas já que você não gosta dele... ele anda me olhando desde que a gente chegou aqui. Você acha que ele ainda quer ficar comigo?
Vou até ali me jogar pela janela e já volto, beijos.
- Você gosta dele? – nunca tive tanto medo de ouvir uma resposta.
- Hm... – alguns segundos de silêncio me pareceram a eternidade, até que ela se pronunciou. – Gostar é uma palavra muito forte. Eu só acho ele bonito... e legal... e simpático... e charmoso...
Eu já não pedi pra ela parar de ler meus pensamentos?
Algo me dizia que aquela festa não ia prestar. Só espero que ele não vá estar no chalé C mais tarde, aí seria a gota d’água!
- E então?
- Hã? – minha vez de sair do transe.
- O que você acha? Sobre mim e o Tom? – perguntou sorridente.
- Bom...
- Atenção Acampantes, todos para o salão de festas! – o alto-falante soou no seu volume máximo e eu suspirei aliviada quando a monitora chamada Marcela [N/a: puta saudade dela!] entrou no quarto nos apressando.
se levantou da cama pegando minha mão e indo para a porta parecendo ter se esquecido da pergunta que tinha feito.
Agradeci mentalmente por ela ser meio desligada de vez em quando.

No caminho para o salão senti uma mão em meu ombro e me virei meio assustada.
- Oi, desculpa não quis te assustar.
Depois de me virar e apertar um pouco os olhos para enxergar naquela escuridão consegui reconhecer o menino do refeitório, Senhor Perfeição Jr.
- Oi. Magina, não me assustou. – mentira.
- Eu sou o Felipe. – ele disse com um sorriso tão encantador quanto seus olhos.
- . – respondi com a impressão de ter aberto um sorriso um tanto quanto bobo.
estava ao lado só observando, quando Felipe a incluiu na nossa conversa.
- Você é?
- . – ela disse com um cabide na boca.
- Prazer. Eu tava reparando em você no jantar... Você é muito bonita.
Você? Doce ilusão a minha, é claro que ele tava olhando pra ela! Eu só tinha a impressão de que ele tava olhando pra mim por que ela tava sentada do meu lado e ele, com certeza, tava tentando enxergar através de mim.
Vagabundinho. [N/a: dá-lhe Aninha! Hahaha]
- Ah, obrigada. – ela disse visivelmente corada. Apesar de ela ser elogiada constantemente, ela nunca se acostumou muito com isso.
- Bom, eu vou indo, te encontro lá dentro . – eu disse percebendo que eu tava sobrando.
- Tá certo.
Continuei caminhando até o salão de festas. O lugar era incrivelmente enorme, então eu ainda teria uma boa caminhada pela frente, o que me deu tempo pra refletir sobre algumas coisas. Primeira: se ficasse com Felipe, o que eu sentia que iria acontecer, ela não ficaria com Tom, pelo menos não naquela noite. Eu conhecia , ela não ficaria com mais de um no mesmo dia, achava aquilo repulsivo, e eu a apoiava totalmente. Segundo: eu estava começando a considerar o fato de eu ter que contar pra ela sobre meu primo, – era esquisito pensar nele como primo quando eu gostava dele – afinal, mais cedo ou mais tarde ela iria ficar sabendo. Terceiro: eu ia fazer ele gostar de mim também! Essa era a decisão mais importante que eu tomei naquela noite. Mas pra que isso acontecesse eu precisava da ajuda da minha melhor amiga.
- ! – ouvi alguém me chamar e me virei pra ver quem era.

Capítulo 3 – Tell me that you want me baby
[N/a: sugiro colocar I wanna hold you – McFly pra carregar.]
- Oi, - respondi ao ver Tom, Harry, Danny e Dougie um pouco atrás de mim. – vocês sumiram o dia todo!
- Você que sumiu. – Dougie disse – Você tá linda.
- Ah... Obrigada. – disse ficando vermelha. Meu olhar desviou para Tom – Vocês também estão.
Continuamos caminhando em silêncio quando Tom o quebrou.
- Você tá bonita mesmo. – ele disse mais pra ele mesmo do que pra mim, fazendo com eu soltasse um ‘hã?’. – eu disse que você está realmente bonita. – os meninos agora estavam entretidos em uma conversa sobre uma menina que havia passado e nem notaram o comentário que Tom havia feito, ainda mais pra ele do que pra mim.
- Ah... – soltei um risinho envergonhado e abaixei a cabeça. – você também ta muito bonito Tom.
Ele estava vestindo uma calça jeans, seus inseparáveis All Stars e uma camiseta pólo preta. Básico, mas lindo!
- Pelo jeito você vai me dar trabalho nessa festa. – olhei para Tom meio confusa e ele percebeu. – sua mãe pediu pra eu tomar conta de você, esqueceu?
‘Ótimo! Fica grudado a noite inteira em mim!’ pensei.
- Ah, claro. – ri.
Durante o caminho ficamos conversando sobre coisas bobas. Chegando lá encontrei depois de um tempo.
- Giiii, amiiiigaaa pensei que tivesse se perdido no caminho.
- Tava vindo com eles.
Tom, Harry, Danny e Dougie apareceram logo atrás de mim.
- Oi ! – Tom disse com um largo sorriso no rosto.
- Oi Tom! – retribuiu com o mesmo sorriso que ele.
Ta legal, agora vem o ciúmes. Poxa vida, uns minutos atrás ele fala que eu to muito bonita e agora joga charme a minha melhor amiga.
Eu não tava com uma impressão muito boa pra essa noite.
Nesses pequenos minutos que estava pensando, não percebi que alguém se aproximava.
- Olá ! – confesso dei um pulo na hora. Era o Felipe.
- Oi Felipe.
- Te assustei? – Aham, de novo.
- Não! Que isso, apenas tava distraída e nem vi você chegar.
É claro que me deu um susto, também quem não ia levar um susto quando se vira e da de cara com aquela perfeição toda?
- Então vamos dançar? – disse me pegando pelo braço e me levando pra pista de dança.
Começamos a curtir a festa. Felipe não tirava o olho de e eu tava torcendo pra que ele viesse até ela e colocasse meu plano em prática.
Falando em plano... Depois de umas horinhas eu percebi que o Tom e os meninos tinham sumido. Não demorou muito para um dos monitores subir no palco.
- E ai pessoal!! Apesar de nossa festa estar maravilhosa, nós temos uma surpresinha pra vocês.
Olhei pra que estava babando pelo monitor gato. Não me contive dei um soco leve no seu braço.
- O que foi?
- Para de babar no monitor.
- Ó quem fala, vai me dizer que ele não é bonito.
- Tá bom, eu confesso ele é lindo.
- Recebam com bastantes palmas, a banda McFly!! – o monitor disse, então depois só ouvi gritos e mais gritos e vi o meu primo entrar no palco com os seus amigos.
EPA!!! Perai, MEU PRIMO TEM UMA BANDA? Ta legal essa me assustou, tudo bem que eu sabia que ele tocava violão e outros instrumentos, mas como assim? Era ele mesmo lá o palco com o Harry, o Dougie e o Danny? Olhei para que me olhou com uma expressão de surpresa também, então nós olhamos pro palco de volta tentando ainda absorver tudo aquilo.
- Boa noite galera!! Espero que estejam gostando da festa... e... nós somos a banda McFly e vamos tocar uma musica que se chama “I Wanna Hold You”.
Então eles começaram a tocar. O som era bem legal, confesso.

[N/a: coloca pra tocar!!]
Tell me that you want me baby
(Me diga que você me quer, baby)
Tell me that it's true
(Me diga que é verdade)
Say the magic words and I'd destroy the world for you
(Diga as palavras mágicas e eu destruirei o mundo pra você)

An army for the broken hearted
(Um exército para os de coração partido)
Marching through the streets
(Marchando pelas ruas)
And every city's burning to the ground under your feet
(E cada cidade está queimando no chão abaixo dos seus pés)

I wanna hold you
(Eu quero te abraçar)
My skies are turning black
(Meus céus estão ficando negros)
Feels like a heart attack
(Parece um ataque cardiaco)
And I'd do anything you ask
(E eu faria qualquer coisa que você pedisse)
I wanna hold you bad
(Eu quero muito te abraçar)

I'd melt the polar ice caps baby
(Eu derreteria as geleiras polares, baby)
And watch them flood the earth
(E as assistiria inundar a terra)
And I'd do anything to show you what your love is worth
(E eu faria qualquer coisa pra mostrar o quanto vale o seu amor)


Eu conhecia aquela música de algum lugar. Lembrei da vez que eu estava na casa de Tom e ouvi ele tocando no quarto dele e parei na porta pra ouvir. Ele fingiu não perceber, mas tenho certeza que tinha me visto. Deveria ser essa música.
Eles estavam tocando bem, todo mundo estava curtindo o show, quando olho pro lado: Cadê a sra. ? Comecei a dar uma olhada geral pra vê se achava até que vi ela num canto da festa com o Felipe. Ele estava com suas mão em sua cintura e ela com seus braços no pescoço dele, não demorou muito até que eles começaram a se beijar. Ok, agora já não entendia mais nada, ela gosta do meu primo, mas ta beijando outro? Não que eu me importasse com aquilo. Inclusive, parte 1 do meu plano cumprida com sucesso!


Voltei a minha atenção ao pequeno show. E aos lindos olhos do meu primo e sua linda voz. Oi?

So won't you show me your devotion?
(Então você não vai me mostrar sua devoção?)
To heal my aching heart
(Pra curar meu coração doído)
It's like a neutron bomb explosion tearing me apart
(É como uma explosão de bomba nêutron me deixando em pedaços)

I wanna hold you
(Eu quero te abraçar)
My skies are turning black
(Meus céus estão ficando negros)
Feels like a heart attack
(Parece um ataque cardiaco)
And I'd do anything you ask
(E eu faria qualquer coisa que você pedisse)
I wanna hold you bad
(Eu quero muito te abraçar)

Attention please, we interrupt this program
(Atenção por favor, nós interrompemos esse programa)
With some disturbing news
(Com algumas notícias perturbantes)
A worldwide evacuation
(Uma evacuação mundial)
We're going to lose
(Nós vamos perder)
And they've pulverised the nation
(E eles pulverizaram a nação)
I guess it shows us just what love can do
(Acho que isso nos mostra o que o amor pode fazer)

I wanna hold you
(Eu quero te abraçar)
My skies are turning black
(Meus céus estão ficando negros)
Feels like a heart attack
(Parece um ataque cardiaco)
And I'd do anything you ask
(E eu faria qualquer coisa que você pedisse)
I wanna hold you bad, bad, bad
(Eu quero muito, muito, muito te abraçar)
I do anything you ask
(Eu faria qualquer coisa que você pedisse)
I wanna hold you bad
(Eu quero muito te abraçar)

Todos adoraram a música e muitas meninas já estavam se assanhando pra cima do placo.
Mais rivais? Esse mês vai ser longo!
Muitos aplausos e covers depois, o show acabou e eles foram se despedindo da pequena platéia. O ambiente estava extremamente quente, então fui tomar um pouco de ar fora do salão que estávamos. Fiquei pensando como aquilo era errado, quer dizer, gostar do meu primo. Imagina só quando começássemos a namorar e eu contasse pra minha mãe! E quando nós formos ter filhos?! Ele vai nascer com seis dedos! [N/a: não resisti! Minha irmã falou isso pra mim hoje. Hahaha]. Bom, eu tava pensando meio longe...
Ta, muito longe. E esses eram os menores dos meus problemas, acredite! O problema maior era fazê-lo gostar de mim.
Não demorou muito e eu ouvi os meninos chegando mais perto e comentando do show. Quando me viram chegaram mais perto e se sentaram ao meu lado.
- Parabéns meninos, você tocam bem pra caramba! Não sabia que vocês tinham uma banda.
- Valeu . – Dougie falou me abraçando em seguida.
- Você gostou mesmo? – Harry disse ficando meio envergonhado.
- Claro! Vocês levam jeito pra serem músicos.
- Valeu pelo elogio. – Danny disse com um sorriso na cara.
- Que bom que acha isso. – Tom disse com um meio sorriso.
- Bom acho melhor voltarmos pra festa. A gente ta com moral com as meninas agora! – Harry disse apontando pra porta do salão onde havia umas meninas conversando e olhando pra onde nós estávamos.
Os meninos se levantaram e foram caminhando até o salão. Tom percebeu que eu não estava acompanhando eles e voltou pro meu lado.
- , você não vem?
- Vou ficar aqui e tomar um pouco de ar, lá dentro ta muito abafado. – Tom olhou pra porta do salão onde os meninos também haviam parado para nos esperar.
- Galera eu vou ficar um pouco com a minha prima e depois encontro vocês lá.
- Tudo bem Tom. – Dougie disse me olhando um pouco preocupado.
Admito que quando Tom chegou perto meu coração acelerou e passei a não sentir as minhas pernas. Como eu podia ter um primo daquele?
- Tem certeza que não quer entrar lá com seus amigos? Eu posso me cuidar sozinha. – não vai, não vai, não vai!
- Você acha que eu vou deixar uma prima dessa aqui sozinha?
Aii, ele sabe como me deixar com vergonha. Olhei pra baixo tentando disfarçar meu rosto que devia estar na cor de um tomate.
- E pelo visto vou ter muito trabalho com você aqui no acampamento.
Agora fiquei mais vermelha que tomate.
- Como assim?
- Eu vi uns meninos te olhando lá dentro.
Aaaah, ele ficou me olhando! Ele me quer!
Ta, parei.
- E depois desse show eu vou ter mais trabalho do que eu pensei. – Respondi depois de um tempo.
- Por que? Eu sou assim tão bonito?
“Além de tocar bem e ter essa voz linda? É sim meu bem!” Pensei. Agora eu realmente não sabia o que responder pra ele. Uma ajudinha aqui por favor?!
- .
Valeu.
Ouvi alguém gritar de longe, e quando olhei reconheci . Agradeci muito em pensamento por ela ter aparecido, então acenei e ela veio se juntar a nós.
- Oi... – ela falou olhando pra mim e depois para meu primo.
- Thomas, mas pode me chamar de Tom. – ele disse estendendo a mão para que ela apertasse.
- , mas pode me chamar de . – ela parecia meio hipnotizada por causa dele e esqueceu de mim.
- Oi , estou bem e você? – disse com sarcasmo.
- Haha. nós estamos indo lá no chalé... Você vem?
- Mas já? Pensei que era depois da festa.
- A gente adiantou um pouco por causa do verdade ou desafio. – respondeu com um brilho nos olhos.
- Verdade ou desafio? – falei me levantando do banco que estávamos.
- Desculpa, mas do que vocês estão falando? – Tom disse tentando entender o que estava acontecendo.
- Ah, vai ter uma reuniãozinha lá no chalé C. – disse despreocupada.
- Chalé C? Mas é na ala dos meninos! Vocês não podem entrar lá. – ele disse dando uma de bom moço.
- E desde quando Thomas Fletcher segue as regras? – ri de lado.
- Exatamente, eu não sigo. Mas você segue! Eu não deixo você ir pra lá com um monte de meninos a essa hora da noite. – valeu pai.
Fiquei olhando pra ele com uma cara de quem não estava acreditando em tudo aquilo, mas no fundo eu estava rindo. Desde quando ele se preocupava tanto assim com o que eu fazia ou deixava de fazer? Ou melhor, desde quando ele tinha ciúmes de mim?
- Vai junto então. – finalmente se pronunciou.
- Isso, problema resolvido. Vamos! – disse puxando os dois pelo braço.
- E quem disse que eu aceito ir?
- Ah, não complica menino! – é, perdi a paciência.
- Ta bom, mas os caras vão também.
- Ta, pode ser. – disse tentando resolver a situação o mais rápido possível.
- Vai lá chamar eles e a gente te encontra lá. Ah, e cuidado pra nenhum monitor ver vocês.
- Beleza.
Tom voltou para o salão de festas e nós fomos em direção aos dormitórios. me encarava com um sorrisinho de lado.
- Que foi? – perguntei incomodada. Odiava quando ficavam me encarando.
- Você gosta dele. – o sorriso agora era maior.
- Que? Eu não gos... – nem pude terminar a frase quando ela me interrompeu.
- Não, não. Não foi uma pergunta.
Abri a boca pra tentar falar alguma coisa, mas logo fechei percebendo que a minha voz não sairia tão cedo. Tá tão na cara assim?
- C-como você... ? – oi voz.
- Eu reconheço olhares apaixonados de longe!
- Mas ele é meu primo... Não posso gostar dele.
- Sinto-lhe informar, mas você já gosta.
Oi, meu nome é e eu tenho medo da .
Pra não piorar as coisas, resolvi ficar calada. Quase perguntei se ele gostava de mim também, mas achei melhor ficar quieta.
Eu já sabia a resposta. E não era a que eu queria ouvir.
Capítulo 4 – I wish I could bubble wrap my heart.
Quando vi a plaquinha com as palavras ‘Chalé C’ escritas fiquei mais aliviada. Não agüentava mais aquele silêncio constrangedor.
Sempre achei o silêncio um barulho assustador.
Assim que abri a porta vi que havia poucas pessoas lá dentro, entre elas e Felipe, que estavam... entretidos, digamos.
- Oi pessoal. – disse quando entrou. – essa é a . , esses são Felipe, , e o Nick.
- A gente já se conhece. – Felipe disse sorrindo e se afastando um pouco de para falar.
Os outros apenas acenaram com a cabeça e sorriram e eu fiz o mesmo.
- Vem mais alguém? – a menina de cabelos curtos que se chamava disse.
- Os meninos do McFly tão vindo aí.
- Do McFly? – disse com cara de espanto.
- É, o loirinho, Tom, é primo da e não queria deixar ela vim, então eu o convidei também.
E por falar neles... a porta abriu e os quatro entraram. As duas meninas que estavam sentadas no chão ficaram bem felizes quando isso aconteceu e logo trataram de se apresentar, assim como os outros.
Finalmente, depois de todas as devidas apresentações, nos sentamos no chão formando um círculo com uma garrafa no meio.
rodou a garrafa. Danny pergunta para o Dougie.
- Verdade ou desafio?
- Hmm... Verdade. Deixa desafio pra mais tarde.
Danny ficou com aquela cara pensativa e de repente um sorriso se esboçou em seus lábios.
- Verdade que você ainda é a fim da ?
Opa está começando bem. Por que não me envergonhar logo no começo?
- eer... - Não sei quem tava mais vermelho, eu ou ele. Como eu não podia me ver no momento, ele ganhou. – em parte sim.
- Como em parte sim? – Danny perguntou indignado.
- Só uma pergunta Jones. – Doug disse aliviado, mas ainda sim não conseguia me encarar. Eu olhei para seu lado e vi Thomas com uma expressão vazia no rosto.
- Gira a garrafa então.
Harry pergunta pra .
- Verdade ou desafio?
- Verdade.
- Verdade que você se arrependeu de não ter ficado com o Tom?
abriu a boca em expressão de surpresa. Olhou pra mim com cara de ‘não acredito que você contou pra eles!’, eu simplesmente balancei a cabeça negativamente me defendendo.
Claro que depois daquela cara todos entenderam a resposta, menos Felipe que ainda estava perdido. Tom estava com uma expressão de triunfo no rosto, com aquele sorriso torto que eu tanto amava, mas que não era pra mim.
- Claro que não! – ela disse por fim.
Ahan. Senta lá, Cláudia. [N/a: não resisti :P]
Eu entendia ela. Quer dizer, ela tava com o atual ficante dela do lado e o cara que ela queria ficar do outro. Seria injustiça responder sim na cara do Felipe.
- Qual é , fala a verdade. – Tom disse sorrindo.
Ta, talvez ele não fosse tão perfeito assim. Ele era um pouquinho convencido.
Um pouco demais às vezes.
- Eu to falando a verdade Thomas. – ela disse um pouco alterada.
- Ta legal, ta legal. Girem a garrafa. – disse.
Nick pergunta pro Tom.
- Verdade ou desafio?
- Como você não me conhece... desafio.
- Essa brincadeira ta muito parada. – ele disse com um sorriso no rosto. - desafio você a ficar com a !
Eu gostava mais da brincadeira parada.
Na mesma hora e olharam em minha direção enquanto eu só conseguia encarar o tal de Nick.
Se ele não fosse tão bonitinho eu pulava no pescoço dele ali mesmo.
Tom procurou com os olhos e encontrou a menina que ainda estava tentando absorver as informações. Não que ela não tivesse gostado, pelo contrário.
- Sem problemas por mim. – Tom disse sorrindo.
- Por mim também. – a menina respondeu.
Apesar de não ser culpa dela eu poderia queimar aquele rostinho bonito só com o olhar.
Tom se aproximou mais e beijou a menina, sem cerimônias. Eu, apesar de tentar desviar o olhar, fiquei observando a cena. Ele a segurando pela cintura e ela segurando sua nuca, acariciando seus cabelos loiros. Nada que eu não tivesse visto antes, mas agora era diferente. Eu estava deixando de ter aquela queda infantil por ele e estava começando a me apaixonar.
Pois é, o que eu mais temia estava acontecendo e eu não podia evitar.
Os dois se separaram e se encararam durante longos segundos com sorrisos nos lábios. Tom voltou ao seu lugar e eu agora estava simplesmente olhando pra baixo para evitar que vissem meu olhar triste.
Algumas rodadas mais e finalmente chegou minha vez de entrar na brincadeira.
perguntava pra mim.
- Verdade ou desafio?
- Verdade.
- Droga, eu tinha o desafio perfeito pra você! – ela me olhou com um olhar malicioso e eu logo imaginei o que era.
- Continuo com a verdade. – não, eu não tava a fim de beijar meu primo depois de ele ter beijado a .
- Você quem sabe... é verdade que você morre de ciúmes do Tom?
Oi?
Tom se virou pra mim pra encarar minha expressão, a qual eu tinha quase certeza que não era nada boa.
- Não sabia que você tinha ciúme de mim . – ele disse com um sorriso muito fofo no rosto.
-Eer, é... você é meu primo, é claro que eu tenho ciúme!
Saída pela tangente, adoro.
me encarou assim como que se divertia com a situação. O sorriso de Tom foi de ‘criança feliz’ para ‘sorrindo por simpatia’.
- Gente, olha a hora! Melhor eu ir, se não amanhã eu vou estar quebrada! – disse querendo sair daquela situação o quanto antes.
- Verdade , melhor a gente ir. – disse se levantando e eu fiz o mesmo.
- É, melhor nós todos irmos dormir. – disse.
Danny, Harry, Felipe e Nick dormiriam naquele chalé mesmo, então nos despedimos e saímos fazendo o mínimo possível de barulho.
No chalé do lado, o D, dormiriam Tom e Dougie, então nos despedimos.
- Boa noite meninas. – Tom disse olhando pra nós. – Boa noite . –ele sorriu.
- Boa noite Tom. – sorri – Boa noite Dougie.
- Boa noite meninas. – ele respondeu ainda envergonhado.
Então eles entraram no chalé e nós voltamos para a ala das meninas.

Capítulo 5 – Azar no jogo, sorte no amor (?)

- BOOOOM DIA ACAMPAANTES!
Foi assim que eu acordei naquele dia quente e agradável de sexta: com um susto!
Os alto-falantes avisaram que já eram 7:30 da manhã, o que me dava meia hora para me arrumar para o café da manhã do pijama. Levantei e, como de costume, bati a cabeça na cama de cima.
Adoro beliches!
Calcei minhas pantufas de All Star e fiz minha higiene matinal. Sai do chalé acompanhada por e , e não pude evitar uma olhadinha no chalé D onde avistei dois garotos loiros, que identifiquei como sendo Tom e Dougie, sentados na varanda apenas de boxers.
Se o dia já tava quente, ele esquentou mais um pouquinho.
- ? – me perguntou, fazendo com que eu desviasse meu olhar.
- Ah desculpa, estava distraída. – tentei responder sendo o mais natural possível.
- Tava olhando os meninos do chalé D? – perguntou me fazendo ficar com um pouco de vergonha e raiva.
- E-eu não... apenas estava... admirando a paisagem!
- Ah sei. – ela olhou para o chalé D para ver qual era a minha distração.
- E que bela paisagem! – disse olhando para os dois indivíduos de boxer.
- Ok, vamos tomar café que eu to com fome!! – Falei antes que outro comentário fosse acrescentado a conversa.
Já no refeitório encontramos e que, apesar da cara de sono, não paravam de falar. E pareciam bem entretidas com a conversa. Quando chegamos mais perto pude ouvir uma parte dela.
- Então quer dizer que o Fletcher beija bem é? – perguntou em tom de deboche tentando deixar envergonhada, mas apenas conseguindo me deixar irritada.
- E como! – respondeu na mesma hora.
- Bom dia garotas! – disse quando ficamos ao lado das duas.
- Bom dia. – elas responderam em uníssono com sorrisos em seus rostos.
- Estávamos esperando vocês para pegar nosso café da manhã. – disse e depois de alguns segundos deu uma cotovelada em que logo em seguida olhou para a porta de entrada. Instantaneamente todas nós olhamos, e quem estava lá? O gato do Tom conversando com o Dougie, logo atrás estava Felipe que estava conversando com Nick.
Câmera lenta mode on.
Eles passaram por nós apenas nos cumprimentando com sorrisos e acenos entrando bem atrás de nós na fila.
- Bom Dia meninas! – Tom disse com um sorriso amigável no rosto.
- Bom Dia Tom...é...Dougie, Nick e Felipe! – disse sorrindo para Tom que pareceu não perceber o olhar dela nele.
- Bom Dia! – o resto de nós respondeu em uníssono.
- Soube que atividade de hoje vai ser bem legal, vai ser uma competição de vôlei e quem ganhar vai poder decidir qual vai ser o tema da festa de encerramento e quem perder na final será punido pelo time que ganhou. – Nick disse com um sorriso de tipo se-preparem-que-eu-vou-arrebentar-todo-mundo-no-jogo.
Ah, não acredito! Vôlei? Um dos meus esportes favoritos, isso se não for o único.
Ia ser fácil. Eu acho.
Pegamos nosso café e fomos pra uma mesa, os meninos foram pra outra onde estavam sentados o resto do McFly. O café da manhã tava uma delícia, ficamos jogando conversa fora falando sobre os monitores e do lugar em si.
- Agora acampantes, vão para seus quartos, arrumem seus chalés e depois nos encontraremos no hall principal em meia hora, então não se atrasem por que hoje o dia ta lindo para uma bela competição! – O monitor anunciou no alto falante.
Apenas um comentáriozinho, a voz dele era bonita.
Logo fomos pro chalé arrumar as camas, trocar de roupa e fomos até o hall esperar o pessoal explicar sobre o tal torneio de vôlei.
Era o seguinte: os times seriam escolhidos por chalés. Já que cada chalé tinha quatro pessoas, eles juntariam dois chalés, um de meninos e outro de meninas, e o time teria dois jogadores reservas.
Por coincidência, nós pegamos o chalé C, então nosso time seria: eu, , , , Harry, Danny, Felipe e Nick. Que eu saiba, todos ali sabiam jogar vôlei razoavelmente bem, o suficiente para tentarmos ganhar, escolhermos a próxima festa e nos livrarmos da punição.
Passamos um tempo nos concentrando para o jogo e decidindo as posições enquanto os monitores sorteavam as rodadas.
Nós apenas jogaríamos na terceira rodada, contra um time que parecia não ser muito bom. Talvez pelo fato de algumas meninas terem medo da bola, e aquelas com certeza tinham. Os meninos daquele time também não ficavam muito atrás. Não eram lá muito fortes, então nada de bolada na cara.
Ótimo!
Sentamos na arquibancada para podermos assistir aos jogos e comentar sobre a nossa estratégia de jogo.
A primeira rodada era o time do Tom, que era composto por ele, Dougie, e por mais cinco integrantes que eu não soube identificar.
O jogo foi bom, mas não contivemos as risadas com alguns tombos e boladas que eles levavam. O time deles ganhou de dois sets a um.
Depois foi a vez de mais dois outros times, os quais tinham medo da bola. O jogo mais parado e rápido que eu já vi na minha vida, com certeza!
Legal, agora era vez do nosso time jogar contra um outro time x. [N/a: A me obrigou.]
Não foi tão fácil quanto eu pensei, confesso. Começamos perdendo o primeiro set, mas nos recuperamos no segundo graças ao Nick, que era o melhor jogador do nosso time. E ele estava realmente sexy no segundo set, devido a sua falta de camiseta.
Pronto, falei.
O juiz apitou dando início ao terceiro set e nós retornamos para a quadra após bebermos água, descansarmos e nos motivarmos.
Nós começávamos, já que havíamos ganhado o set anterior. Foi o jogo mais interessante de todos até agora, talvez o fato de todos os meninos estarem sem camiseta ajudasse um pouco. Danny com sua barriguinha não muito definida, Nick com seu tanquinho-quase-lavanderia, Felipe franguinho e Harry com seu abdomem definido e seus pelos que formavam uma árvore em seu peitoral. [N/a: desculpa Carol, não resisti, haha.]
Só um palpite.
Mesmo com alguns pontos perdidos por causa da distração das meninas do time, incluindo a mim, nós ganhamos a rodada. Saí da quadra comemorando com Nick ao meu lado, que tinha seus braços sobre meus ombros, numa espécie de abraço, e eu tinha meu braço em volta de sua cintura. Olhei para a arquibancada e vi que Tom me encarava com uma expressão que eu não saberia identificar, mas não era das melhores. Decidi ignorá-lo naquele momento.
A quarta rodada começou e eu me dirigi à arquibancada para sentar perto de Dougie, que estava conversando com seu time. Tom, ainda me ignorando, fingia estar entretido com a partida, mas eu o conhecia. Ele definitivamente não estava.
- Qual o problema Tom? – Aham, curiosa.
- Nenhum. – ele respondeu ainda olhando pra quadra.
- Tem certeza?
- Claro que tenho. – ele respondeu num tom um pouco mais alto.
Curiosa sim, masoquista não. Virei para o lado e continuei a conversar com Dougie e tentei me desligar de tudo e apenas relaxar para que eu pudesse me concentrar no próximo jogo. Nick apareceu do nada e sentou-se ao nosso lado.
- Parabéns dude, você joga muito bem! – Dougie disse sendo simpático, ao contrário de Tom que simplesmente olhou para o lado para fazer uma cara de reprovação ao amigo.
- Valeu cara, vocês também são muito bons! – Nick respondeu.
- Mas eu sinto lhe informar meu caro Dougie, que se nós formos para a final juntos, a gente vai ganhar, com certeza. Afinal, nós temos o Nick. – disse com um ar de superioridade e rindo da situação.
A única coisa que ouvi foi uma risada de deboche de Tom atrás de mim, a qual eu decidi ignorar.
Afinal, qual era o problema dele?
Depois de mais ou menos meia hora, o juiz apitou o jogo anunciando termino da quarta rodada. Agora começavam as semifinais, o time do Tom ia jogar com o ganhador da segunda rodada.
Apesar de o jogo estar acirrado, não consegui prestar muita atenção, então encostei minha cabeça no ombro de Nick que parecia se divertir com alguns comentários que Harry fazia sobre o jogo.
Olhei para a quadra e vi Dougie e Tom tirando a camiseta e se dirigindo à arquibancada.
Tiraram o dia pra em torturar, fato.
Adivinha quem ganhou? Dou uma bala pra quem acertar.
O time do Tom ganhou por dois sets a zero. Mesmo com o time todo comemorando após sair da quadra, Tom não parecia muito feliz. Ele ainda estava com aquela expressão não identificada no rosto e decidiu se isolar na arquibancada.
Depois de uns cinco minutos que eles saíram da quadra, era nossa vez de jogar contra o time vencedor da quarta rodada. Se nós ganhássemos iríamos para a final contra o time dos meninos.
O primeiro set foi sossegado, nós conseguimos ganhar de boa. No segundo começou a ficar um pouco mais difícil. O time adversário não deu muita moleza, mas mesmo assim conseguimos ganhar o jogo. Agora estávamos na final. Pensei que os jogos seriam mais difíceis, mas até que estávamos nos divertindo bastante.
O juiz nos deu 15 minutos de descanso até começar o jogo final, nesse tempo fiquei deitada no banco com os olhos fechados tentando me recompor.
- Hey! Você ta bem? – abri os olhos e Nick estava com a cara em cima da minha.
- To sim, só estou descansando um pouco, sabe como é...dormir tarde e acordar cedo não é comigo.
- Tem certeza?
- Tenho sim, não é nada de mais.
- Ok, então vamos que o juiz está chamando, depois você descansa o quanto quiser. – ele disse estendendo a mão para que eu levantasse do banco. Quando o fiz ele novamente passou os braços em volta de meus ombros e fomos para a quadra.
Tiramos par ou ímpar e meu time ganhou escolhendo começar.
Eu começaria como levantadora do time e Harry sacaria. Assim que o fez a bola caiu nas mãos de Dougie do outro lado da rede e logo passou para as mãos da levantadora, que era . Ela fez um belo passe para Tom que cortou a bola, a qual foi diretamente na cara de Nick com uma força tremenda.
Tom riu com deboche da cena e eu o encarei, ele apenas levantou a sombrancelha para mim.
A partir daquele momento eu vi que o jogo não seria fácil.
Dito e feito.
O jogo foi empatando e a arquibancada nunca pareceu tão interessada em uma partida de vôlei.
Agora era vez de Dougie sacar. A bola foi diretamente para fora da quadra.
Eu peguei a bola e fui para a posição de saque. A bola caiu em Tom, que devolveu a bola para nosso campo fazendo com que ela caísse nas mãos de que levantou para Nick, que tentou cortar com a maior força possível. Naquele momento, Tom pulou para bloquear e conseguiu, fazendo a bola cair em nosso campo.
Novamente apareceu um Tom com seu olhar triunfante para nosso time.
- Calma dude! – ouvi um Dougie preocupado sussurrando para que o amigo ficasse mais calmo.
- Calma nada! Ele merece.
Então era esse o problema? Nick?
Um apito soou e o juiz indicou o fim do primeiro set.
Perdemos.
Eu não estava nem um pouco a fim de perder aquele jogo, e aposto que meu time concordava comigo. Voltamos para o segundo set do jogo mais empenhados e motivados a ganhar. O jogo foi praticamente igual ao outro, mas nos pontos finais conseguimos levar vantagem.
Estávamos por um ponto, era a vez de Tom sacar. Ele jogou a bola na direção de Nick que defendeu com facilidade, passando a bola para que levantou pra , que por sua vez deu uma cortada forte. O juiz apitou indicando o fim do segundo set, Tom me olhou raivosamente e eu dei a língua pra ele.
- Nossa o Tom está bravo ou impressão minha? – Ana disse indicando com a cabeça.
- Parece que sim, mas agora estamos no terceiro set e vamos ganhar galera! – Danny disse animando o nosso time.
O juiz apitou novamente para o início do terceiro set, agora o jogo estava tenso e, obviamente, ninguém queria perder. O nosso time que começou sacando, todos nós vibrávamos com cada ponto que o time fazia.
O jogo acabava com 25 pontos e ainda estava 12 para nós e 14 pra eles. Eles sacavam dessa vez, Nick conseguiu defender passando para Felipe que levantou a bola pra mim. Consegui cortar e fazer o ponto, mas na hora que cai, me desequilibrei e acabei caindo de mau jeito.
- Aaaiiiiiii! Meu tornozelo. – gritei ao cair e me encolhi. Nick foi o primeiro a vir até mim, depois veio o time todo para saber se eu estava bem.
- Calma, não levanta eu te levo até o banco. – Nick disse, me pegando o colo.
Um dos monitores rapidamente veio com uma bolsa de gelo.
- Ela deve ter só torcido, mas provavelmente vai ter que ficar sem fazer atividade física e não vai poder forçar muito o pé. – o monitor disse, depois que viu como meu tornozelo estava. Roxo e inchado.
Muito roxo, só pra constar.
- Nick pode voltar pro jogo, eu consigo ficar aqui sozinha. – falei vendo o seu olhar de preocupação.
- Eu não mais voltar pro jogo, vou ficar aqui com você. – ele respondeu com um leve tom de reprovação no que eu disse.
- Mas você é um dos melhores que temos no time.
- Não adianta, agora vou ficar aqui pra cuidar de você e não adianta fazer manha !
- Pode ir, eu fico aqui com ela. – uma voz conhecida disse aparecendo atrás de Nick.
Um Tom preocupado apareceu me deixando corada.
- Pode deixar, eu fico. – Nick respondeu no mesmo tom que meu primo havia utilizado anteriormente.
- Eu to falando pra você ir cara! – Tom disse agora num tom mais imponente.
- Como é? – Nick disse se virando para encará-lo.
- Owww! Parem vocês dois, e parem agora! – disse já estressada por causa da dor. – vocês dois voltem para o jogo, eu sei me cuidar muito bem sozinha!
Eles me olharam uma última vez e acabaram voltando para o jogo que estava parado por minha causa.
Retomando suas posições, o juiz iniciou novamente a partida.
Resumindo o fim daquele jogo: Tom e Nick se encararam o tempo todo e cortavam com a maior força possível. Quando um fazia um ponto o outro ia e revidava.
Algum tempo depois o jogo estava o seguinte: 23 para o meu time e 24 para o adversário.
Uma menina que eu não sabia o nome sacou fazendo com que a bola caísse nas mãos de no nosso lado do campo. O levantador, Felipe, passou a bola para Harry que cortou com toda sua força. Tom subiu na barreira juntamente com Dougie e devolveu a bola na mesma intensidade.
Resultado? Punição pra nós!

Capítulo 6 – Just look into my eyes, because the heart never lies.
Acordei mais cedo que o previsto, o dia estava nublado e com ventos gelados. Uma semana já havia se passado desde o jogo de vôlei. Meu tornozelo já estava bem melhor, e a punição que recebemos é de ter que ficar uma semana de ‘favores’ pra eles. Foi uma semana bem difícil, principalmente quando você está com um tornozelo enfaixado. O Nick sempre estava ao meu lado me ajudando. Acho que viramos melhores amigos durante essa semana. O Tom sempre que podia discutia com Nick ou falava mal dele pra mim, e eu, obviamente, já estava ficando de saco cheio de ver os dois brigarem e de escutar tudo aquilo dele.
Eu realmente estava feliz por aquela semana ter acabado.
Coloquei uma blusa de frio preta com detalhes em prata e roxo, uma calça jeans e meu tênis all star preto básico. As meninas estavam dormindo ainda quando sai do chalé.
Fui andar um pouco, sabe como é, pensar na vida, colocar as coisas no lugar. Minha caminhada estava tranqüila, até que escutei uma voz me chamar no fundo. Era Nick, pelo que parecia ele também tinha acordado cedo.
- Oi , ta fazendo caminhada matinal?
- Oi Nick! Não, na verdade to pensando um pouco. E você?
- Também. Será que eu posso te acompanhar? Sei um lugar lindo por aqui.
Apenas concordei com a cabeça. No caminho fomos jogando conversa fora e rindo de várias coisas sem noção.
Admito! Eu ficava feliz de ficar ao lado de Nick, já que o Tom vivia ‘brigando’ comigo ultimamente. Pelo menos até agora quando Tom falava e eu simplesmente ignorava, mas não sei quanto tempo mais eu podia aturar aquilo.
- Chegamos! – Nick disse, colocando um de seus braços em meus ombros.
- Nossa Nick... é lindo! – eu disse admirando o lugar.
Era um lago enorme, havia alguns bancos espalhados na sua borda, a água era praticamente transparente e no fundo havia uma cachoeira não muito grande. As flores coloridas no chão davam um destaque no verde da grama e eu podia ver algumas libélulas brincando na água.
Nick apontou para um banco e nós ficamos sentados conversando e admirando a paisagem. Entre uma conversa e outra, Nick começava a jogar indiretas e eu fingia que não tinha percebido nada, apenas saia pela tangente. Ele vinha fazendo muito isso desde que eu me machuquei.
Um silêncio tomou conta do lugar. Um vento gelado passou por nós me fazendo tremer um pouco e, instantaneamente, Nick colocou seus braços e minha cintura, e eu coloquei minha cabeça em seu peito.
Percebi que Nick não parava de me olhar, então comecei a encará-lo. Percebi que seu rosto estava chegando mais perto e aí nossos narizes se encontraram.
- Nick! Eu não posso... – falei num sussurro com meus olhos fechados.
- E por que não? Eu sei que você quer isso. – ele falou sem desgrudar os nossos narizes.
- Desculpa, mas eu não posso... não agora.
Abri meus olhos e vi Tom surgindo com seu violão bem perto de onde estávamos. Instantaneamente, empurrei Nick pro lado e apenas fiquei encarando Tom que estava com uma cara não muito amigável.
- O que é isso? – Tom disse com raiva.
- E-eu, apenas tava conversando com o Nick. – disse me levantando do banco.
- Calma dude, nós apenas estávamos conversando. – Nick disse encarando Tom.
- Sei, sei com os lábios quase grudados... – Tom disse levantando a voz.
- Qual é Tom? Você anda todo estressado esses dias. E daí que eu tava com o Nick aqui? Você não tem nada a vez com isso, vê se larga do meu pé...eu não sou uma criança, eu sei bem o que faço. – agora já estava nervosa com todo esse teatro.
- , depois nos falamos. – Nick disse me dando um beijo na testa e saiu de onde estávamos indo de volta ao acampamento, pude ver que Tom o fuzilava com os olhos.
- Então... agora você vai explicar esse ciúmes todo? – disse vendo Tom me encarando.
- Eu não to com ciúmes, eu apenas to cumprindo o que eu prometi pra minha tia.
- Sei, desde quando você obedece às coisas que pedem pra você? Para com isso Tom.
- Desde quando você começou a andar com esse Nick ai.
- Ah Tom, eu não to aqui pra seguir as suas ordens e você não decide se eu posso andar ou não com outra pessoa. Você tem suas amiguinhas, eu posso ter os meus.
Ele apenas me encarou, parecendo um pouco chocado com a verdade.
Poisé, a verdade dói.

TOM’S POV ON
Não vou negar, eu morri de ciúmes de ver ela ali com aquele cara. Por que ela tinha que se envolver justo com ele?
Ela acabou jogando a verdade na minha cara e eu, obviamente, não gostei nem um pouco de ouvir.
Agora a expressão dela era vazia e ela me fitava com um olhar confuso. Acho que ela se arrependeu do que tinha dito, mas não iria admitir. Eu conhecia ela muito bem.
Bem até demais.
- Você ta certa. – eu disse por fim. – acho que você realmente sabe o que ta fazendo e não me deve explicações.
Acho que uma lágrima escorreu pelo rosto de , mas não posso ter certeza disso, pois me virei rapidamente e sai andando.
- Tom... por que você ta fazendo isso? – ela disse bem baixinho assim que eu me virei. Acho que a intenção dela era que eu não ouvisse, mas não adiantou.
- Por que eu me importo com você ... é por isso. – respondi no mesmo tom quando já estava a uma distância razoável dela.
Continuei andando e fui para um lugar mais distante com meu violão. Tudo que eu precisava agora era ficar sozinho um pouco.
Comecei a tocar alguns acordes e frases foram se formando em minha cabeça.
‘The day that you fall I’ll be right behind you to pick up the pieces, if you don’t believe me then just look into my eyes because the heart never lies.’
TOM’S POV OFF

Capítulo 7 – I can’t stop loving you.
Alguns dias já haviam se passado desde a minha briga com Tom. Eu estava realmente chateada com ele, afinal eu não estava fazendo nada que ele não fizesse. Freqüentemente, inclusive.
percebeu que eu andava meio cabisbaixa e eu acabei contando tudo pra ela, inclusive sobre o fato de eu gostar de Tom. É claro que eu ouvi a famosa frase “EU SABIIIIAAA!”. Nós conversamos durante um boooom tempo e ela me contou que ela também havia brigado com Felipe por algum motivo bem bobo e os dois terminaram. Quer dizer, ‘terminaram’ o que nem havia começado. Mas nossos desentendimentos amorosos não afetaram nossa diversão, e nós prometemos uma a outra que iríamos nos divertir com ou sem eles.
Aquela noite seria perfeita para que isso acontecesse. A festa seria a fantasia e pelo que eu sabia, nada de bandas!

Era hora do jantar, fui para o refeitório acompanhada das meninas. Sentei na ponta da mesa de frente para a porta.
Os meninos entraram e passaram por nós nos cumprimentando. Tom passou dizendo ‘oi’ e não dirigiu seu olhar a mim, e quando o fez eu tentei sorrir, por mais discreto que fosse, mas não consegui, pois sua expressão facial era triste e isso me fez recordar da nossa briga.
Logo atrás vinha Nick, que deu um beijo em minha bochecha e se sentou em nossa mesa.
- E aí meninas! Qual a fantasia de vocês pra festa?
- É surpresa Nick! – disse.
- Verdade, vocês vão ver só na hora da festa. – disse. – E você? Qual sua fantasia?
- Se vocês não contam eu também não conto! – ele disse rindo.
- Ahhhhhhh. – dissemos todas em meio a risadas.
- Tô ansioso pra ver a fantasia de vocês. - ele disse desviando o olhar pra mim e sorrindo. - Aposto que vão ficar lindas. – Dessa vez foi impossível não sorrir!
Ele se levantou e foi para junto dos meninos me deixando com o sorriso mais idiota do mundo no rosto.
Só ele conseguia fazer isso.
Ta bem, ele e um outro alguém.

Já estávamos quase prontas para a festa. Tenho que dizer que estávamos lindas! estava de colegial, de Mulher Gato, de diabinha e eu estava de princesa. Quando terminamos de nos arrumar fomos para o salão de festas onde encontramos que estava de marinheira.
- Noooossa, suas lindas! – ela gritou desviando os olhares para a entrada do salão, onde nós estávamos.
- Falou a feinha né dona ?! – eu disse a abraçando e ela riu.
O som já havia começado a tocar e nós fomos para a pista de dança. Pouco tempo depois o olhar de desviou para a porta.
- Geeente! Suspendam as fritas por que os filés chegaram!
Todas nós olhamos para porta e encontramos Danny fantasiado de Jack Sparrow, Dougie de zorro, Harry coberto por folhas (vai entender), Felipe de super homem, Tom de cavaleiro Jedi e Nick de príncipe.
- POOOYNTER ME MAAATA! – disse. [N/a: roubei sua frase Carol :D] todas nós caímos na risada e eles foram se aproximando.
- Judd, que ‘fantasia’ é essa? – perguntou tentando entender qual o motivo de ele estar coberto por folhas.
- Simples, eu sou o homem árvore! – ele disse fazendo pose e nós o encaramos com caras de interrogação. – qual é gente? Eu esqueci minha fantasia, foi o que deu pra arrumar!
Todos nós caímos na gargalhada. O DJ estava tocando ‘Girls Do What They Want’ do The Maine, fizemos uma rodinha e começamos a dançar. Algo me dizia que os meninos estavam um pouco animados demais.
- Meninos, vocês tão bem? – perguntou lendo minha mente.
- Eu to ótimo! – Dougie respondeu de uma maneira engraçada.
- É, a gente ta vendo. – eu disse fazendo cara de reprovação.
Olhei para que agora não desviava os olhos de Harry e seu peitoral coberto por apenas algumas folhas. Harry, por sua vez, também não tirava os olhos da menina.
Nesse mato tem coelho! Ou melhor... gato. [N/a: nossa, que merda!]
já deveria estar desidratada, pois Felipe a secou durante longos minutos. Ela apenas o ignorou, o que era relativamente fácil quando se tinha o Poynter vestido de zorro logo em sua frente.
Okay, muito fácil.
‘Cha Cha Slide’ começou a tocar e todos se animaram e foram para a pista de dança fazer a coreografia. Os monitores estavam o palco fazendo a coreografia para que quem não soubesse os seguisse. Quando a música acabou aplausos tomaram conta do lugar e o monitor que estava o palco pegou o microfone e anunciou:
- Aeeee! Agora é o seguinte pessoal, ta na hora do nosso concurso de fantasias! – os acampantes gritavam e aplaudiam agora. – meninas, formem uma fila do lado direito do salão e meninos do lado esquerdo. Peguem o seu par e é hora do desfile!
Formamos as filas como o monitor havia falado e ‘Hound Dog’ do Elvis Presley começou a tocar. Dei um grito agudo junto com as meninas, eu amaaaava aquela música!
O desfile começou e eu fui reparando na fantasia das pessoas ali enquanto dançava animadamente na fila. Chegou a vez de , o par dela era Nick. Os dois desfilaram e dançavam com a mesma animação e foram aplaudidos o tempo todo. foi em seguida com o Poynter, a com o Harry, e com Danny. Logo em seguida chegou minha vez, eu estava com um sorriso gigante no rosto, mas logo ele desapareceu. Olhei para a fila dos meninos e Tom estava na frente, ele iria ser meu par.
Ele me olhou com desprezo e mandou Felipe, que estava atrás dele, ir comigo. Na hora fiquei indignada, tive vontade bater naquele moleque medroso que não sabia encarar nada. Não podia deixar Felipe me esperando, então ignorei totalmente o que Tom havia feito agora pouco. O resto do desfile seguiu normalmente e quando acabou o desfile começou novamente a balada. Não demorou muito pra um dos monitores subir no palco e anunciar os vencedores. Todo mundo ficou apreensivo.
- Então, o nosso casal de melhores fantasias e desfile...é...tchan, tchan, tchannnnnn...- o monitor começou a fazer suspense.
- Ai esse suspense sempre me mata. – disse batendo e sua testa.
-...os vencedores são... Jack Sparrow e a marinheira. Então vencedores, subam aqui no palco, por favor!
- Ahhh, não acredito! Parabéns! – nós dissemos abraçando .
O olhar dela e de Danny se cruzaram e eles sorriram. Danny veio em nossa direção e estendeu a mão para que a segurasse, assim que ela o fez, os dois subiram ao palco em meio de muitos aplausos.
Eles ganharam um bóton como prêmio e saíram do palco ao som do Bonde da Oskley, ‘No Pique do Olodum’.
Depois de um algumas horas dançando.
- , - um Nick brotou do meu lado falando baixo no meu ouvido. – posso falar com você?
- Claro, pode.
- Vem comigo.
- Pra onde? – eu disse confusa. Ele parecia meio alterado também.
- Vem, confia em mim.
Ele me puxou pela mão e percebi que todos nos olharam. Fomos para fora do salão e nós paramos perto de um banco, mas continuamos de pé.
- Então? O que você quer falar? – falei quando percebi que ele com uma mão ele segurava minha e passava seu dedo pelas costas da mesma e a outra estava pousada em minha cintura.
- ...hum...bem...é...que...eu te amo. – Ele falou me encarando.
Agora eu estava sem fala nenhuma, devo ter feito uma cara de choque, por que eu realmente estava em choque. Nick colocou a outra mão em volta da minha cintura e foi chegando cada vez mais perto, eu ainda estava muito assustada para perceber tudo isso só percebi sua proximidade quando ele encostou seu nariz no meu, e então eu meio que despertei.
- Nick, para com isso. Por favor.
- Para de mentir, eu sei que você quer o mesmo que eu. – Ele falou me segurando mais forte agora.
- Me larga Nick, você esta me machucando. – Falei com a mão espalmada em seu peitoral tentando sair de seus braços.
Nick não me largava, agora ele estava perto demais, eu ainda tentava sair dos seus braços e virava meu rosto impedindo o beijo.
- Nick, me...larga!. – finalmente consegui me livrar de seus braços e dei alguns passos pra trás. O olhei meio assustada com aquilo tudo. Ainda não acreditava que Nick tinha feito aquilo, então depois de encará-lo, saí correndo de volta para o salão de festa.
- ...não...volta aqui!
Pude ouvir Nick gritar atrás de mim.
Quando cheguei no salão, agradeci mentalmente por estar lá dentro. ‘No Air’ do Chris Brown estava tocando. Fui em direção a nossa roda de amigos. As meninas me olhavam com curiosidade, loucas pra saber o que houve. Percebi que Tom e não estavam lá.
- Cadê a e o Tom? – perguntei pra , que era quem estava mais perto de mim.
Ela apenas me olhou com cara de pena e apontou para um canto onde tinha um casal brincando de desentupidor de pia. Na hora não consegui enxergar muita coisa por causa do escuro, até que finalmente reconheci aquela fantasia de Jedi e aquele cabelo loiro que eu adorava. Dei uns passos pra trás e pude sentir uma lágrima cair, fiquei imóvel vendo aquela cena. Quando senti alguém atrás de mim.
- Desculpa ! Eu não queria fazer aquilo com você... você me perdoa? – Era Nick que falava bem pertinho na minha orelha com um tom de arrependimento.
Só sei que me virei para encará-lo, então passei minhas mãos na sua nuca, unindo minha boca a sua.

“So how do you expect me to live alone with just me, 'Cause my world revolves around you, It's so hard for me to breathe.”


Capítulo 8 – Prazer, José.



No dia seguinte todos se encontraram no refeitório. Os meninos estavam de óculos escuro, o que era meio esquisito, já que o dia não estava tão ensolarado.
- BOOM DIA MENIIINOOOSS! – disse fazendo com que eles levassem um susto.
- Ai caralho, não grita! – Felipe disse colocando a mão na cabeça.
- Caramba, o que aconteceu? – disse.
- Encontraram o meu amigo José [N/a: tequila no vocabulário da Carol. Piada interna] ontem foi? – disse achando graça da situação.
- Pior que foi, mas foi antes da festa. Se pá a gente exagerou um pouquinho. – Tom disse.
- ORRA! NEM CHAMARAM! – disse indignada.
- A gente nem ia beber, mas ele tava lá olhando pra gente com aquele charme, super sensual seduction e a gente não resistiu. Foi mal. – Dougie disse se desculpando.
- Ta bom, eu desculpo vocês. – disse passando as mãos pelos ombros de Tom e dando um selinho nele. Ele a encarou com um olhar confuso quando seus lábios se separaram. - que foi? – ela disse, agora mais confusa que o próprio garoto.
- Por que você fez isso? – ele respondeu tirando seus óculos e com medo da resposta da menina.
- Como assim por que? – ela disse num tom mais alto.
- To saiiindooo! – disse quando viu a cena. [N/a: CLÁAASSICO!]
Todos ficamos quietos e saímos encarando os dois. Tom nos olhou com aquele olhar de não-me-deixem-aqui-sozinho!
Eu que não ia ficar pra assistir aquilo. Fui a primeira a sair de perto sendo seguida pelas meninas e nos sentamos em uma mesa mais longe possível.
Depois de um tempo Nick entrou no refeitório, também com seus óculos escuros e passou por nós dizendo bom dia fraquinho. Sentou-se ao meu lado e retirou os óculos. Ele conversou comigo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Talvez na mente dele realmente não tivesse.
José faz isso com as pessoas!
Não conseguia me decidir se ficava feliz por isso ou não, afinal, eu o beijei mais por raiva do que por vontade.
voltou para nossa mesa xingando Tom de todos os nomes possíveis e imagináveis, que apesar de baixos eu podia ouvir. Decidi que não tocaria no assunto de Tom nem de Nick até que...
- Nick, não to entendo sua desanimação! Não gostou da noite de ontem foi? – disse lembrando da cena da noite anterior e eu me imaginei pulando o pescoço dela.
- Cala a boca menina! – disse entre dentes fazendo cara de reprovação.
- Por que? Vocês se beijaram e todo mundo viu!
Agora a cena que eu imaginei estava prestes a acontecer, só não aconteceu por que estávamos no refeitório.
- O que? Como assim? – um Nick preocupado surgiu.
É, ele realmente não se lembrava de nada.
- ? O que aconteceu? – ele me perguntou com uma carinha de quem estava preocupado. Eu desviei o olhar e abaixei minha cabeça.
- eer,... hm. – por mais que eu forçasse minha voz e formasse frases em minha cabeça, elas insistiam em não sair.
- , - ele disse visivelmente irritado com a minha enrolação. – o que aconteceu exatamente?
- Você levou a pra fora do salão e depois ela voltou sozinha. Você entrou logo atrás dela pedindo desculpas ou alguma coisa do tipo, aí ela simplesmente virou e te beijou.
Nick estava visivelmente se esforçando para lembrar da cena. Eu só pude encará-lo até que ele se virou pra mim com um olhar magoado.
- E-eu... eu não me lembro disso. – ele me disse e eu, mais uma vez fui obrigada a desviar o olhar para outro lugar.
- Eu to sem fome, vou pro meu quarto. – disse pegando meu prato e levantando da mesa.
Sai do refeitório e dei de cara com Tom que estava sentado sozinho em um banco próximo de mim. Ele levantou a cabeça para me encarar e eu sustentei o olhar. A porta se abriu novamente atrás de mim.
- , me desculpa, de verdade. Eu bebi um pouco a mais, não queria te obrigar a fazer nada! – ele dizia tentado se justificar, mas eu ainda não olhava para ele. Eu estava muito ocupada tentando decifrar um olhar que eu nunca havia visto no rosto de Tom.
- Depois a gente se fala Nick. Eu preciso ficar sozinha pra pensar em algumas coisas. – disse ainda sem encará-lo e sai andando finalmente desviando meu olhar para o chão.
As coisas estavam mudando, só me restava saber se isso era bom ou ruim.

Capítulo 9 – Don’t wake me up, baby I’m in Love.



Confesso que tive vontade de passar o dia todo no quarto só pensando na vida, ou até mesmo dormindo. Como nem tudo são flores eu fui obrigada a sair quando iriam acontecer atividades, mas nos horários livres eu voltava ao quarto e ficava por lá.

O horário do jantar chegou mais rápido do que eu pude imaginar e só então pude sentir meu estômago reclamando. Eu não havia me alimentado direito durante o dia inteiro, o que me obrigava a me levantar da cama e ir para o refeitório.
Passei pela porta apertando o casaco em volta de mim.
- Olha quem decidiu aparecer! – disse me fazendo sorrir de lado enquanto sentava junto a elas na mesa.
- Tá melhor florzinha? – perguntou.
- Eu vou ficar. – respondi.
Eu tinha que ficar.
O jantar foi servido e agradeci mentalmente por não ser nenhuma comida pesada, meu estômago provavelmente a recusaria. Assim que terminamos nos levantamos em fila e eu fiquei no fim. Passamos pela mesa dos meninos e vi que Tom estava sentado na ponta escrevendo em um guardanapo. Desviei o olhar e quando passamos por eles o senti pegando em minha mão e posicionando o pedaço de papel na palma da mesma.
O olhei e continuei andando como se nada tivesse acontecido e sai do refeitório.
- Meninas, vou voltar pro quarto. – eu disse querendo ler o pedaço de papel em minhas mãos sem ter que enfrentar um questionário depois.
- Mas de novo menina? Fica aqui, respira um pouco! Você ta trancada o dia todo praticamente. – disse me fazendo torcer a boca.
- Deixa ela. Ela ta precisando ficar sozinha mesmo. – disse me olhando com cara de eu-vi-tudo-e-quero-ler-depois.
Elas concordaram e eu me dirigi ao dormitório apertando com força o casaco contra meu corpo.
Abri a porta, me sentei em minha cama e abri aquele papel amassado devido à minha força ao segurá-lo.
‘Me encontre no lago hoje depois que todos dormirem. Nós precisamos conversar. Xx Tom.’
Meus olhos continuaram a encarar aquelas frases escritas pela letra engraçada de Tom. Era tudo que eu mais queria ouvir naquele momento. Tudo que eu mais queria fazer era conversar e tentar esclarecer as coisas, tudo que eu mais queria era poder abraçá-lo sem hesitar ou pensar duas vezes.

Algumas horas (que pareceram infinitas) depois, todos estavam em seus quartos e eu me certifiquei que todos estariam dormindo. Me levantei fazendo o máximo de silêncio que eu podia e vesti minhas pantufas.
- Psiu. – eu ouvi e gelei já imaginando uma boa desculpa para dar a quem quer que me impedisse de me encontrar com Tom.
Me virei e encontrei o olhar de na beliche de cima me encarando.
- Que susto!
- Só pra te lembrar que eu quero saber de tudo! Agora vai logo antes que o menino congele te esperando no lago. – ela disse sorrindo amigavelmente. Eu me aproximei a abraçando e sussurrando um ‘obrigada’.
Sai do chalé e confesso que estava um pouco nervosa por ir encontrar Tom no meio da noite. A noite estava linda com algumas nuvens no céu, mas mesmo assim dava para se ver a lua cheia e várias estrelas. A lua iluminava praticamente tudo, então não tive que me preocupar em levar a lanterna.
Já podia ouvir o barulho da cachoeira ao fundo, devia estar bem perto. Dei mais alguns passos e pude ouvir uns acordes de violão ao fundo uma voz encantadora cantando algo que não pude identificar, mas sabia exatamente a quem ela pertencia.
Quando cheguei ao rio, tudo me pareceu um sonho. A lua perfeita no céu, o som da cachoeira e a pessoa que eu mais amava estava ali. Ele parecia um pouco nervoso, pois quando errava alguma nota ele balançava a cabeça e resmungava algo.
Fui andando lentamente, mas no caminho eu pisei num galho, fazendo-o parar de tocar e olhar pra trás.
- Er...Oi! – ele disse com a voz um pouco nervosa.
- Oi! – tentei parecer o mais calma possível, mas parece que não deu muito certo.
Ele se levantou e veio andando em minha direção. Senti meu coração disparar, minha respiração ficar falha, minhas pernas amolecerem, até vontade de sair correndo dali eu senti. Quando já estava próximo o bastante, ele estendeu sua mão para que eu a pegasse e assim eu fiz. Ele apertou minha mão e me puxou para um abraço.
- Eu pensei que você não vinha. – ele falou com um grande sorriso.
- Desculpe, mas as meninas demoraram pra dormir.
- Tudo bem! Estou feliz que tenha vindo.
Agora ele tinha conseguido me fazer ficar vermelha e por essa reação eu fiquei fitando a grama. Nós fomos sentar no banco em que ele estava antes, pude ver uma folha de partitura ao lado do violão. Ele começou a me olhar tentando criar coragem pra falar alguma coisa.
- Então você me chamou aqui...por qual motivo? – eu disse quebrando o silêncio, mas ainda não conseguia encará-lo.
- ...eu queria...pedir desculpa...pelo...er...pela...briga que nós tivemos, é que desde que...- ele começou a me encarar pra ver a minha reação e eu não pude evitar olhá-lo e permaneci imóvel - você começou a andar com o Nick, eu não consegui ficar sossegado se é que me entende. Eu não vou muito com a cara dele.
- Tom, eu sei...mas é que você não pode decidir com quem eu posso andar ou não.
- Eu sei , mas é que eu vejo que aquele menino não vai fazer bem pra você. Você acha que eu não vi quando o Nick tentou te agarrar na festa a fantasia?
- Você tava me espionando? – agora o encarei com um pouco de raiva.
- Não foi isso, é que eu tava com calor, ai quando fui lá fora...eu vi tudo, mas não quis interferir senão você ia brigar mais comigo e eu não quero brigar com você.
- Eu também Tom, eu não quero ficar brigada com você.
- Dude, isso é mais complicado que eu pensei. – ele disse meio baixo com a intenção de eu não escutar, mas acho que foi em vão.
- Tom? Você ta bem? – eu disse colocando uma de minhas mãos no seu joelho.
Ele pegou minha mão e cruzou nossos dedos.
- To sim... eer, eu fiz uma musica no dia em que brigamos... se você quiser escutar. – ele disse com um meio sorriso no rosto.
Apenas balancei a cabeça num sim. Ele pegou seu violão e começou a cantar.

Some people laugh
(Algumas pessoas riem)
Some people cry
(Algumas pessoas choram)
Some people live
(Algumas pessoas vivem)
Some people die
(Algumas pessoas morrem)

Some people run
(Algumas pessoas correm)
Right into the fire
(Direto para o fogo)
Some people hide
(Algumas pessoas se escondem)
Their every desire
(De seus desejos)

But we are the lovers
(Mas nós somos os amantes)
If you don't believe me
(Se você não acredita em mim)
Then just look into my eyes
(Então olhe dentro dos meus olhos)
'cause the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)

Comecei a sentir lágrimas se formarem em meus olhos. Não consegui acreditar que ele podia escrever uma musica tão linda. Apenas respirei fundo, tentando controlar as lágrimas que teimavam em embaçar minha visão e me concentrar naquele momento que eu não sabia se ia acontecer novamente.

Some people fight
(Algumas pessoas lutam)
Some people fall
(Algumas pessoas caem)
Others pretend
(Outras fingem)
They don't care at all
(Não ligar para nada)

If you want to fight
(Se você quiser lutar)
I'll stand right beside you
(Eu ficarei bem ao seu lado)
The day that you fall
(No dia que você cair)
I'll be right behind you
(Eu estarei bem atrás de você)

To pick up the pieces
(Para recolher os pedaços)
If you don't believe me
(Se você não acredita em mim)
Just look into my eyes
(Olhe dentro dos meus olhos)
'cause the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)

Não pude me conter, algumas lágrimas teimavam em cair de meus olhos. A musica era linda, à noite estava linda, ele era lindo, tudo isso era lindo.
- Desculpe, você ta chorando? – ele parou de tocar e colocou uma de suas mãos no meu rosto limpando as lágrimas.
- Não é isso, e que esse momento está perfeito.
- Eu concordo – ele disse se aproximando mais e mais o seu rosto.
- Tom! Eu não posso, quer dizer...isso não pode acontecer. – eu disse me arrependendo pelo que tinha acabado de dizer, ele apenas afastou o rosto e me encarou até que eu me levantei. – Desculpa!
Ele pegou no meu braço antes que eu pudesse sair dali, levantando-se e me virando de frente para ele colocando uma de suas mãos na minha nuca e a outra me envolveu pela cintura, unindo nossos corpos.
- E por que não? – ele disse encostando as nossas testas. Eu podia ouvir agora sua respiração, que estava um pouco agitada.
- Porque nós somos primos... se você não se lembra. – saiu como um sussurro que ele conseguiu ouvir perfeitamente.
- E quem disse que eu to ligando pra isso agora?
Ele fechou os olhos e começou a cantar novamente.

Another year over
(Outro ano acabou)
And we're still together
(E nós ainda estamos juntos)
It's not always easy
(Nem sempre é fácil)
But I'm here forever
(Mas eu estou aqui para sempre)

We are the lovers
(Nós somos os amantes)
I know you believe me
(Eu sei que você acredita em mim)
When you look into my eyes
(Quando olha dentro dos meus olhos)
Because the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)
Because the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)

Pude ouvir algumas trovoadas ao fundo, mas nem estava ligando pra isso. Apenas fechei meus olhos ouvindo ele cantar em meu ouvido. Alguns pingos de chuva caíram no meu rosto, ele segurou meu queixo me fazendo olhar nos seus olhos e o encarar até que ele disse:

Because the heart never lies!
(Porque o coração nunca mente!)

A chuva agora caiu de vez e ele agora cessou qualquer espaço existente entre nossos corpos. As nossas bocas se uniram num beijo quente e delicado, eu senti a língua dele pedir passagem que logo concedi.
Coloquei minhas mãos em sua nuca e comecei a brincar com o seu cabelo, enquanto ele explorava cada parte da minha boca. Ele passava suas mãos pelas minhas costas e brincava com meu cabelo, me fazendo arrepiar às vezes com o seu toque.
Aquilo era uma das coisas que jamais esquecerei.

TOM’S POV ON.
Naquela hora eu tava realizado, eu tinha em meus braços, eu deixei todo aquele ciúmes de lado e me entreguei fortemente aquele beijo. Aquele beijo por qual eu esperava fazia um tempo. Eu apenas pedi pára que ficasse comigo pra ver se assim a me notaria, ou ficasse com ciúmes, mas não deu muito certo.
Dude, apesar dela ser minha prima, ela era a pessoa mais linda que já tinha visto. Isso soou meio gay, mas e daí? Eu tava apaixonado por ela.
Ela brincava com o meu cabelo e às vezes o segurava com força, me fazendo soltar leves gemidos entre o beijo. Eu sinceramente queria parar o tempo pra aproveitar aquele momento único.
Depois de alguns minutos, desfez o beijo e me encarou, sentando-se na grama e olhando para o rio. Eu me sentei ao seu lado e depois deitei na grama. A chuva já havia diminuído e o céu começava a exibir estrelas novamente. Ela deitou, apoiando sua cabeça em meu braço, eu peguei uma de minhas mãos e a entrelacei na dela e ali ficamos molhados, olhando as estrelas.
- Tom, o que faremos agora? – ela disse quebrando o silêncio.
- Eu não sei... mas agora eu não quero mais ficar longe de você. – eu disse, beijando sua cabeça.
- Mas todos vão perceber. – agora ela me encarava, com a voz como se estivesse com medo.
- Até lá, eu quero aproveitar cada segundo com você, e quando perceberem, nós vamos contar e encarar a situação, e eu sempre vou estar ao seu lado. – eu disse dando um selinho nela.
Ela deitou-se no meu peito e tremeu um pouco, ela devia estar com frio.
- Peraí, eu trouxe uma blusa. – eu disse me levantando, e ela apenas fez que sim com a cabeça.
Por sorte meu casaco estava embaixo da capa do violão, então ele estava seco. Logo depois voltei e dei ele para , que o vestiu e agradeceu com um selinho demorado. Nós nos deitamos como estávamos antes e não demorou muito para adormecer em meu peito.
Não pude conter o sorriso na minha cara, ela estava ali dormindo junto comigo. Essa era uma das cenas que eu jamais me esquecerei. Apesar de eu querer aproveitar aquele momento, o sono estava chegando. Não demorou muito e eu adormeci também.
TOM’S POV OFF.

Capítulo 10 - There’s only 1 thing 2 to do 3 words 4 you… I love you.



[N/a: aconselho carregar Times Like These – Jack Johnson]
Duas semanas haviam se passado desde que a nossa chegada ao acampamento. Duas semanas bastante turbulentas, diga-se de passagem, mas tudo que me importava era que agora eu tinha quem eu queria do meu lado, mesmo que ninguém soubesse – ou quase ninguém, com exceção de e – eu o tinha comigo e apenas isso bastava.

Eu e as meninas estávamos sentadas embaixo de uma árvore conversando e cantando enquanto eu tentava tocar algo no violão.
- Bom diaaaaa garotas. – Harry disse se aproximando e se sentando sendo seguido por Danny, Dougie e Tom, que me lançou um olhar um tanto quanto feliz.
- Adivinhem só! Escolhemos um tema para a festa de encerramento! – Dougie disse com um sorriso maroto em seu rosto.
- Sério? E qual vai ser? – disse com um olhar curioso.
- Baile de máscaras. – Tom respondeu com um sorriso em seus lábios – E para entrar vai precisar de um acompanhante. – O sorriso aumentou e se olhar se desviou para mim e eu não pude conter um sorriso também.
- Acompanhante? – disse parecendo desapontada – mas e se ninguém me convidar?
- Aí você fica pra fora. – Danny disse em um tom divertido, mas o reprimiu com o olhar. – mas eu realmente duvido que isso vá acontecer!
- Sei, sei. – ela disse corada.
- Olha, um violão! – Danny disse querendo sair daquela situação.
- Nossa Jones, que sagaz! – eu disse com cara de deboche.
- Passa pra cá. – ele disse já tirando o violão da minha mão. – Tem uma coisa que eu quero que vocês ouçam.
Danny começou a dedilhar algo no violão e logo depois meus ouvidos foram invadidos por sua – linda - voz.

I wonder what it's like to be loved by you
(Eu me pergunto como é ser amado por você)
I wonder what it's like to be home
(Eu me pergunto como é estar em casa)
And I don't walk when there's a stone in my shoe
(E eu não ando quando tem pedras em meu sapato)
All I know that in time I'll be fine
(Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem)

I wonder what it's like to fly so high
(Eu me pergunto como é voar tao alto)
Or to breathe under the sea
(Ou como respirar embaixo d'água)
I wonder if someday I'll be good with goodbyes
(Eu me pergunto se algum dia eu serei bom com despedidas)
But I'll be ok if you come along with me
(Mas eu ficarei bem se você vier comigo)

Such a long, long way to go
(É um longo, longo caminho para ir)
Where I'm going I don't know
(Para onde eu estou indo, eu não sei)
Yeah I'm just following the road
(Yeah, só estou seguindo a estrada)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)

Todos estavam entretidos e maravilhados demais com a linda música que Danny havia feito que acabaram não percebendo que eu e Tom nos olhávamos sorrindo bobamente um para o outro.

I wonder how they put a man on the moon
(Eu me pergunto como eles colocaram um homem na lua)
I wonder what it's like up there
(Eu me pergunto como é lá...)
I wonder if you'll ever sing this tune
(Eu me pergunto se algum dia você cantará essa canção)
All I know is the answer is in the air
(Tudo que eu sei é que a resposta está no ar)

Such a long, long way to go
(É um longo, longo caminho para ir)
Where I'm going I don't know
(Para onde eu estou indo, eu não sei)
Yeah I'm just following the road
(Yeah, só estou seguindo a estrada)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)

Sitting and watching the world going by
(Sentado e olhando o mundo passar)
Is it true when we die we go up to the sky Whoa...
(É verdade quando nós morremos, que nós vamos para o céu? Ooh...)
So many things that I don't understand
(Tantas coisas que eu não entendo)
Put my feet in the sand when I'm walking in the sun
(Coloco meus pés na areia quando estou caminhando sob o sol)
Whoa... Ooh... Walking in the sun
(Caminhando sob o sol)

Such a long, long way to go
(É um longo, longo caminho para ir)
Where I'm going I don't know
(Para onde eu estou indo, eu não sei)
Yeah I'm just following the road
(Yeah, só estou seguindo a estrada)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)
through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)

- Uau. – foi tudo que conseguiu dizer quando o silêncio tomou conta do local.
- Valeu... eu acho. – Danny disse rindo.
- Ficou muito boa dude! De verdade. – Tom disse dando tapinhas nas costas do amigo.
Ficamos ali aproveitando o tempo livre que tínhamos contando piadas ou simplesmente rindo do nada.
- Gente! – Tom disse levantando-se. – eu vou dar um volta por ai. A gente se vê depois. – antes de sair ele me lançou um olhar divertido e levantou as sobrancelhas.
Eu-lerda-que-sou, demorei para entender o recado, mas assim que o fiz ensaiei uma desculpa em minha cabeça para poder sair dali.
- Ai...acho que eu vou até a enfermaria. Minha cabeça esta começando a doer. – disse tentando parecer o mais natural possível.
- Quer que eu vá c... – se ofereceu.
- Não! – disse antes que pudesse terminar a frase. – quer dizer... o dia esta lindo! Fica aqui e aproveita, é só uma dor de cabeça, nada pra se preocupar.
- Ah! – ela disse quando entendeu que minha dor de cabeça tinha outro nome.
- A gente se vê mais tarde. – disse me levantando e mandando beijos no ar pro pessoal.

[N/a: play! Só pra dar um climinha!]
Lá estava ele, no lugar de sempre, lindo como sempre, adorável como sempre...e como sempre eu senti vontade de abraçá-lo, mas antes que eu tomasse a iniciativa ele se virou e me viu. Aquele sorriso que eu tanto amava apareceu em seus lábios e ele caminhou até mim selando os nossos lábios.
- Não agüentava mais ficar longe de você... – ele disse em meu ouvido enquanto me abraçava.
- Sei como é.
Tom me soltou e me puxou pela mão até a beira do logo, onde nós nos sentamos. Um de seus braços envolveu meus ombros fazendo com que eu me aninhasse em seu peito e sua outra mão se entrelaçou na minha.
- ... – ele disse fazendo com que eu soltasse em “hum” – quer ir ao baile de máscaras comigo?
O silêncio tomou conta do lugar durante alguns segundos até que eu o quebrei.
- Às vezes eu tenho tanto medo, sabe?
- De que? – ele disse com um tom de preocupação.
- De acordar e descobrir que foi tudo um sonho...
Pude ouvir uma risadinha baixa vinda de Tom e o acompanhei.
- Tom?
- Fala linda.
- Se isso for um sonho, promete que você não vai deixar ninguém me acordar? – eu disse me virando pra ele.
- Ninguém vai te acordar , eu prometo. – ele disse olhando em meus olhos e eu, mais uma vez, me perdi naqueles olhos castanhos.
Nossas bocas se tocaram e durante alguns segundos permaneceram daquele jeito até nós nos aprofundarmos em um beijo num tanto apaixonado.
- Acho que nós temos um problema. – eu disse unindo nossas testas e quebrando o beijo.
- E qual seria?
- Acho que eu me apaixonei pelo meu primo. – eu finalmente disse e ele apenas soltou um riso abafado.
- Então temos dois, pois eu me apaixonei pela minha prima. – ele disse me encarando. – e ela ainda não me respondeu se quer ir à festa comigo...
- É tudo que ela mais quer. - disse com um sorriso bobo na cara.

Capítulo 11 – Convites.



- Gii! Eu não sei o que vou usar no baile de máscaras! – disse com uma voz chorosa.
- Mas amiga, ainda falta muito até lá!
- Eu sei, mas parece que você não me conhece . Eu demoro pra decidir essas coisas. E tem mais onde é que vou arranjar uma máscara? E um acompanhante? – a menina disse se desesperando.
- Amiga! – eu disse indo até ela tentando fazê-la me ouvir. – calma, as máscaras eu acho que o acampamento vai disponibilizar algumas pra nós escolhermos e quanto ao seu acompanhante, eu tenho certeza que você vai receber convites de sobra.
- E a senhorita também né?! – ela me disse lançando um olhar pervertido.
- O único que me interessa eu já recebi. – respondi mostrando a língua.
- O QUE? O Tom te chamou e você não me contou?
- Foi ontem à tarde quando eu fui pra “enfermaria”. – respondi sentindo como se um cabide tivesse sido colocado na minha boca.
Um silêncio tomou conta do lugar e meu sorriso se desfez.
- Que foi amiga? – disse num tom preocupado.
- ... isso não está certo.
- Do que você ta falando criatura?
- Ele é meu primo ...minha família. Meus pais vão me matar! – disse me virando e indo me sentar em minha cama.
- , esquece isso. – ela disse sentando-se ao meu lado. – vocês se gostam, é o que importa.
- Mas e se pra ele não for tão importante quanto está sendo pra mim? Quer dizer... é do Tom de quem nós estamos falando!
- Para de paranóia! Ele disse que gosta de você, não disse?
- Disse que estava apaixonado... paixão é passageira amiga...
- Então aproveita enquanto ela durar!
Eu não queria aceitar aquela situação, encarar a verdade... Meu primo não era do tipo que se apegava a alguém e eu tinha medo de que isso acontecesse comigo também.
Era uma possibilidade... nada remota.
- Ok amiga, para de sofrer precipitadamente e agora me ajuda a escolher uma roupa senão eu piro de vez... – disse apontando para sua cama que estava forrada de roupas.
Ai! Essa pra roupa é um problema. Ela tirou tudo da mala e jogou na cama, foi experimentando tudo e não gostava de nada, apesar de seus vestidos maravilhosos ficarem super bem em seu corpo. Até que por fim, eu a convenci de usar um vestido lilás tomara que caia, com uma pequena faixa que se amarrava em sua cintura e um sapato com um pequeno salto com um laçinho na ponta.
Ok, a fase de escolher roupa pra estava cumprida. Agora estava livre e podia aproveitar o resto da tarde e passeando por ai, mas na verdade eu queria aproveitar com uma só pessoa: Tom!

Na hora do jantar, as meninas ficaram em uma mesa em frente a dos meninos e não pude deixar de notar que e trocavam olhares com eles, pelo menos com dois deles: o Danny e o Dougie.
- Ta legal, aconteceu alguma coisa que eu não sei com vocês duas? – disse reparando em como elas os encaravam.
- Ai gente eu preciso contar pra vocês... – começou toda empolgada. – o Jones me chamou pra ir ao baile com ele! Ahh eu não acredito!
- E o Poynter me chamou pra ser a acompanhante dele também. – disse com um sorriso maior que o rosto.
- Eu quero saber dos detalhes. – disse empolgada.

’S POV ON

Hoje a tarde eu estava andando perto da quadra coberta, até que decidi entrar pra ver quem estava jogando. Eu apenas vi o Jones fazendo uns gols sozinhos e me aproximei dele.
- E aí, treinando pra virar profissional? – eu disse com um pequeno sorriso em meu rosto.
- Apenas estou pensando um pouco, sabe como é colocar algumas coisas no lugar.
- Hum, então não vou querer te atrapalhar. Vou sentar ali um pouco, quando quiser conversar...
Ele assentiu e eu sai da quadra e sentei na arquibancada vendo ele jogar. Depois de alguns gols feitos ele se cansou e veio se sentar do meu lado.
- O tempo ta passando rápido, nós já estamos na terceira semana. – ele disse quebrando qualquer silêncio que ousasse surgir.
- Uhum, mas até que estou gostando daqui, acho que não vou esquecer de tudo isso tão fácil.
- Nem eu... principalmente de algumas pessoas.
Agora ele me olhava com um sorriso muito fofo. Fiquei vermelha é claro, mas não consegui desviar de seus olhos azuis super atraentes. Ele foi se aproximando mais e mais perto de mim.
- ...er...você... tipo, será... – ele começou a gaguejar.
- Fala de uma vez Danny. – eu disse soltando uma risadinha.
- Será que você quer ir no baile comigo? – ele finalmente disse, com o rosto vermelho.
Bom, éramos dois.
Abri minha boca tentando dizer algo, mas minha voz pareceu fugir de mim durante um tempo.
- eu vou entender se você não quiser ir comigo, mas fala alguma coisa. – agora ele estava com um tom de voz um pouco preocupado.
- Danny, eu adoraria ir com você no baile. – eu disse aproximando mais os nossos rostos.
Danny passou suas mãos pela minha cintura e me beijou calmamente. E assim permanecemos durante longos minutos.

’S POV OFF.

- Aii que bonitinho!! – disse quando a terminou de contar a sua história.
- Ai que fofo amigaa! E você como é que foi? – disse se virando para .
ficou um pouco vermelha, mas se virou para que agora estava totalmente sem graça.
- Ai foi perfeito! – disse olhando para cima como se pudesse reviver aquele momento.

’S POV ON.

Fui fazer uma caminhada pelo acampamento durante o tempo que o horário livre me permitia, até eu achar um caminho que levava ao alto de uma montanha. Decidi encarar essa, já que não tinha mais nada pra fazer. O caminho foi um pouco cansativo, mas finalmente cheguei ao topo da montanha. A vista era fantástica e tinha uma árvore com um banco logo abaixo. Eu me sentei e fiquei babando naquela paisagem durante um tempo
Não demorei muito para me deitar no banco e encarar o céu por uns longos minutos. Escutei alguém vindo em minha direção, me levantei rapidamente e vi que era o Poynter.
- Oi!! Desculpe, estou atrapalhando? – ele perguntou como por educação.
- Não! Eu tava meio que brisando aqui.
- Ah. – ele disse sentado-se ao meu lado.
Alguns segundos de silêncio se instalaram no local e eu e Dougie decidimos quebrá-lo ao mesmo tempo.
- Dougie! - !
- Pode falar Dougie! – eu disse por educação, mas estava hipnotizada por seus olhos azuis.
- Eu queria saber...se, sabe...você já tem alguém pra ir pro baile. – ele disse olhando agora pra baixo.
- Na verdade ainda não. – eu disse abaixando a cabeça também.
- Então... quer ir ao baile comigo? – ele disse levantando a minha cabeça, me fazendo encará-lo.
Um silêncio veio à tona.
- Então, ? – ele disse meio preocupado.
- Claro que eu aceito ir com você. – eu disse sorrindo.
Ele sorriu em resposta me dando um beijo na bochecha e se levantou do banco, fazendo o caminho de volta ao acampamento, me deixando sozinha novamente. Não pude evitar ficar sorrindo igual boba cada vez que eu me lembrava daqueles olhos azuis.

’S POV OFF.

, após terminar de contar como tudo aconteceu, colocou a mão no rosto tentando esconder a vergonha.
- Que bonitinho!! – eu disse com um pequeno sorriso.
- Agora só faltam, a , a e a serem convidadas pra festa. – disse com um sorriso no rosto.
- Naaaa verdaaaade... – começou a falar olhando pra mim. – só sobramos eu e a .
- Como assim? Já te convidaram ? – disse com o olhar curioso sendo seguida por .
- Na verdade já... – disse corando.
Silêncio.
- E aí, ta esperando o que pra contar quem foi? – disse me apressando.
- Foi... hm... o meu primo, Tom. – eu disse meio insegura da reação das minhas amigas. Mas eu não tinha o que temer, afinal ele podia ter me convidado só por ser meu primo e não queria que eu fosse sozinha.
Era isso, meu primo não queria que eu fosse sozinha.
Tá, não era, mas eu podia fingir que era.
- Own, que gracinha. – disse esboçando um sorriso em seu rosto.
- Ai, não creio! Todo mundo já convidou todo mundo! O que o retardado do Judd ta esperando pra me chamar pra essa festa? – disse em um tom mais alto e depois pareceu meio insegura de suas palavras.
- Judd é? – eu disse com um sorriso malicioso no rosto e ela corou.
Ta aí uma cena que eu nunca mais vou ver na minha vida: corada!
- Sim, o Judd! – ela respondeu voltando ao seu estado normal.
- Eu sabiiia! – disse com um sorriso em seu rosto.
- Por que você não vai e convida ele? – sugeriu e a menina formou uma expressão pensativa e logo sorriu com a idéia.
- Verdade. A pergunta não é o que ele está esperando e sim o que eu estou esperando! Eu vou convidar ele e vai ser agora! – ela disse saindo de sua cadeira e se aproximando da mesa dos meninos.
is back!
A menina parou ao lado da mesa e nós a observamos achando graça da situação. Ela estava extremamente confiante e andava com um ar de superioridade.
Queria eu ter aquela confiança toda.
- Hey Judd! [N/a: “don’t be afraid, take a sad soooooong and make it beeetteeeeer”. Não resisti. Ta parei.]
- Oi. – o menino respondeu com um sorriso maior do que seus lábios o permitiam e o resto a encarou.
- Você... eer, sei lá... não tem nada pra me dizer não?
Que? Ela foi lá pra convidar ele, não foi? E tudo que ela diz é ‘você não tem nada pra me dizer’? Cadê a de cinco segundos atrás?
- Hmm... não que eu me lembre... – ele disse numa expressão confusa e eu, por um segundo, fiquei com medo do que poderia acontecer depois.
- Ta, então eu digo por você. Quer ir ao baile comigo? – a expressão dela era neutra e eu não contive um risinho abafado.
- Ahh, então é isso. – ele disse encarando os amigos logo em seguida, que estavam com expressões de não-posso-rir-por-que-senão-a- -me-mata.
Eles apenas se encararam durante longos segundos e finalmente se pronunciou.
- Dá pra responder ou tá difícil?
Delicadeza sempre.
- Pedindo com tanta educação eu até aceito. – ele disse com sarcasmo.
- Ótimo! – ela disse com um biiiiiiiiig sorriso.
A menina se virou e voltou para a nossa mesa se sentando.
- Assunto resolvido!
- Agora só falta eu. – disse com a voz chorosa e todas nós soltamos um ‘own’ em coro.
- Relaxa amiga, tenho certeza que daqui a pouco aparecem um monte de convites! – Eu disse sorrindo para a menina.
- Ai, nem me importo com isso. Se eu tiver que ir sozinha eu vou, vou me divertir de qualquer jeito! – ela disse despreocupada.
Era isso que eu admirava em : ela sempre via o lado bom de tudo e nada conseguia deixar ela triste. Precisava ser algo de muuuuita importância.


Capítulo 12 – Help me baby, I gotta get over you.
[N/a: sugiro carregar I’ts Not Over – Secondhand Serenade.]

Faltavam apenas três dias para a festa de encerramento e eu estava realmente ansiosa, não pela festa em si, mas por que eu iria voltar pra casa em pouco tempo. A ansiedade vinha da minha vontade de encarar meus pais juntamente com Thomas, que parecia mais decidido do que nunca, o que me tranqüilizou mais nas últimas semanas. Agora eu sabia que ele queria isso tanto quanto eu.
As meninas já desconfiavam de tudo, eu não dizia nem que sim e nem que não, eu apenas ria. [N/a: minha especialidade! Haha.] Tom sempre me disse que não fazia questão de esconder de Dougie, Danny e Harry, então eles provavelmente já sabiam de tudo, mas nunca comentaram nada por saberem que nós preferíamos ser discretos.
e Danny andavam numa melação só. e Dougie estavam num chove e não molha a algum tempo, mas eu sabia que ela gostava dele, e e Harry haviam ficado bem íntimos desde que o convidara para a festa. Felipe convidou pra ir com ele e ela havia aceitado.

O dia estava realmente ensolarado e o sol parecia brilhar mais que o normal. Sai do chalé acompanhada pelas meninas e fomos para a quadra jogar vôlei.
Ta, mentira. A gente foi ver os meninos jogarem futebol, vôlei era uma desculpa.
Ao mesmo tempo em que meus pés pisaram na quadra coberta e meus olhos miraram no Thomas, todo o resto pareceu sumir junto com o sorriso que estava estampado em meu rosto. Lá estava a cena que eu tive tanto medo de ver um dia. [N/a: Play ;)]
Tom estava com uma menina loira agarrada em seu pescoço e tinha suas mãos apoiadas na cintura dela. Ele apenas a encarava sem expressão alguma e ela sorria enquanto dizia algo um pouco perto demais de seu rosto.

My tears run down like razorblades
(Minhas lágrimas escorrem como laminas)
And no, I'm not the one to blame
(E não, eu não sou o único culpado)
It's you... or is it me?
(É você… ou sou eu?)
And all the words we never say
(E todas as palavras que nós nunca dizemos)
Come out and now we're all ashamed
(Saem agora e estamos todos envergonhados)
And there's no sense in playing games
(E não faz sentido jogar esses jogos)
When you've done all you can do
(Quando você fez tudo que podia fazer)

But now it's over, it's over, why is it over?
(Mas agora acabou, acabou, por que acabou?)
We had the chance to make it
(Nós tivemos a chance de fazer isso)
Now it's over, it's over, it can't be over
(Agora acabou, acabou, não pode ter acabado)
I wish that I could take it back
(Eu queria poder voltar atrás)
But it's over
(Mas acabou)

Eu apenas encarei a cena sem reação alguma. Meu corpo não reagia da mesma forma que a minha mente, a qual tinha milhões de pensamentos ao mesmo tempo.

I lose myself in all these fights
(Eu me perco em todas essas lutas)
I lose my sense of wrong and right
(Eu perco minha noção de errado e certo)
I cry, I cry
(Eu choro, eu choro)

It's shaking from the pain that's in my head
(Está sacudindo da dor que está na minha cabeça)
I just wanna crawl into my bed
(Eu quero me arrastar para minha cama)
And throw away the life I led
(E jogar fora a vida que tive)
But I won't let it die, but I won't let it die
(Mas eu não vou deixar morrer, não vou deixar morrer)

But now it's over, it's over, why is it over?
(Mas agora acabou, acabou, por que acabou?)
We had the chance to make it
(Nós tivemos a chance de fazer isso)
Now it's over, it's over, it can't be over
(Agora acabou, acabou, não pode ter acabado)
I wish that I could take it back
(Eu queria puder voltar atrás)

Minhas pernas deram um sinal de vida e tudo o que eu fiz foi me virar e sair da quadra com lágrimas nos olhos. Não dei importância aos “?” que ouvia das meninas, apenas continuei andando.

I'm falling apart, I'm falling apart
(Eu estou desmoronando, eu estou desmoronando)
Don't say this won't last forever
(Não diga que não vai durar para sempre)
You're breaking my heart, you're breaking my heart
(Você está partindo meu coração, você está partindo meu coração)
Don't tell me that we will never be together
(Não me diga que nós nunca vamos ficar juntos)
We could be, over and over
(Nós poderíamos, repetidamente)
We could be, forever
(Nós poderíamos, para sempre)

I'm falling apart, I'm falling apart
(Eu estou desmoronando, eu estou desmoronando)
Don't say this won't last forever
(Não diga que não vai durar para sempre)
You're breaking my heart, you're breaking my heart
(Você está partindo meu coração, você está partindo meu coração)
Don't tell me that we will never be together
(Não me diga que nós nunca vamos ficar juntos)
We could be, over and over
(Nós poderíamos, repetidamente)
We could be, forever
(Nós poderíamos, para sempre)

Já não pude segurar minhas lágrimas e não sabia mais onde estava indo. Senti uma mão em meu braço me obrigando a virar para trás. Apertei meus olhos antes de abri-los e ver aqueles olhos castanhos que eu amava que pareciam mais confusos do que nunca.

It's not over, it's not over, it's never over
(Não acabou, não acabou, nunca acaba)
Unless you let it take you
(A não ser que você se deixe ganhar)
It's not over, it's not over, it's not over
(Não acabou, não acabou, não acabou)
Unless you let it break you
(A não ser que você se deixe quebrar)
It's not over
(Não acabou)

- , amor, o que aconteceu? – ele perguntou em um tom paterno.
Soltei um risinho abafado e cínico.
- O que aconteceu? Eu que pergunto Thomas. O que aconteceu? – eu disse limpando minhas lágrimas que insistiam em rolar por meu rosto.
Ele me encarou com um olhar perdido e eu não esperei ele responder.
- Bom, parece que você não precisa mais de mim. Ou nunca precisou. Divirta-se com sua amiga.
Soltei meu braço das mãos de Thomas, que tentava dizer algo enquanto eu saia andando. Ignorei seus chamados e fui em direção aos dormitórios mentalizando que tudo havia sido um pesadelo e eu iria acordar a qualquer momento.
Eu tinha que acordar.



Capítulo 13 – The night!
[N/a: coloque She Left Me pra carregar.]

A arte de ignorar.
Eu estava ficando boa nisso. Só faltava aprender a ignorar meus sentimentos, o que era algo que eu definitivamente não conseguiria fazer nunca.
Passei os últimos três dias ignorando a pessoa que eu mais queria do meu lado. Ele nunca tinha a oportunidade de falar comigo por que eu evitava ficar por perto, mas os meninos sempre me diziam que ele passava o dia me procurando pra esclarecer as coisas. Eu não queria brigar com Tom, – apesar de já estar brigada – então eu decidi esperar uns dias até conversar com ele. Esperar a raiva passar.

Hoje era o dia da festa de encerramento e eu iria com Nick. Prometi a mim mesma tentar me divertir o máximo possível, mesmo sabendo que o McFly iria tocar naquela noite. E dessa vez eu não faria nenhuma besteira, independente da atitude de Tom.
Estávamos no chalé nos arrumando para a festa. Coloquei meu vestido azul tomara que caia com alguns babados e logo depois posicionei minha máscara ao redor de meus olhos.
- Fiu fiu! – chegou perto de mim e eu sorri. – Fletcher vai se contorcer de arrependimento hoje!
Eu abaixei a cabeça e meu sorriso foi de simpático para sem graça.
- Desculpa amiga, você entendeu o que eu quis dizer.
- Relaxa Rê. Não é como seu eu fosse chorar ou algo do tipo. – sorri.
Eu já tinha chorado muito.
- E a senhorita ta querendo matar o Poynter também hein?! – eu disse em um tom divertido. – aliás, eu acho que o plano de vocês todas é matar seus pares hoje! – eu completei olhando ao redor do quarto e encontrando minhas amigas mais lindas do que nunca.
- A intenção é essa! – disse me fazendo rir.
- Melhor nós irmos antes que os meninos criem raízes no chão nos esperando. – disse se dirigindo até a porta.
Chegamos à metade do caminho e encontramos nossos devidos pares nos esperando. Tom também estava com eles e parecia esperar por alguém também.
- Uooow! – Danny disse ao nos ver atraindo os olhares dos outros meninos para nós. Nick veio até mim e me abraçou. Assim que o fez eu apoiei meu rosto e pude ver o olhar de Tom sobre mim. O mesmo olhar do dia em que ‘brigamos’. Um olhar triste que me matava por dentro.
- Você ta linda. – Nick disse me soltando do abraço. – todas vocês estão!
- Obrigada. – disse forjando um sorriso.
Nick estendeu o braço e eu o envolvi no meu. Saímos em direção ao salão sob o olhar de Thomas, que não fez questão de esconder o ciúme que o consumia.
Chegamos ao salão e uma música animada tocava à medida que o local ia ficando mais povoado.
Eu dançava animadamente com Nick quando Tom passou pela porta com a mesma menina loira que estava agarrada a ele na quadra. Fingi não dar atenção à cena e continuei dançando com Nick, apesar do meu desconforto. Logo nossos amigos se juntaram a nós e então pude me sentir melhor por não estar sozinha com ele. Eu ainda me sentia desconfortável pela festa a fantasia, apesar de ele ter me pedido desculpas inúmeras vezes e eu ter aceitado.
- Dudes, acho melhor irmos lá pra trás. Os monitores já vão chamar a gente pra subir no palco daqui a pouco.
- Beleza, vamo lá. – Danny disse e logo depois se despediu de com um selinho e os outros deram um beijo na bochecha de suas acompanhantes. Eu ganhei um olhar de Thomas que eu não saberia identificar. Era um olhar de dúvida e empolgação ao mesmo tempo.
Depois de mais algumas músicas o McFly foi anunciado fazendo todos se aproximarem do palco, menos eu. Resolvi me sentar em uma mesa o mais longe possível – o que não era tão longe assim, já que o salão era de tamanho médio – e ficar por lá até a hora que eles saíssem.
A primeira música foi I Wanna Hold You, já que todos pediram. Alguns covers a mais e Thomas se pronunciou.
- Bom, essa música eu escrevi a alguns dias atrás... não tem como explicar muito o por que dela... – ele dizia ofegante e de repente nossos olhares se cruzaram. – mas é pra uma pessoa muito importante na minha vida, a qual eu nunca tive intenção de magoar. Se chama She Left Me. [N/a: Play]
Meu coração acelerou e meu corpo se arrepiou. Não era possível, ele não podia ter escrito uma música pra mim... podia?

She walked in and said
(Ela entrou e disse que)
she didn't wanna know
(Não queria saber mais)
Before I could ask why
(Antes que eu pudesse perguntar o porque)
She was gone out the door
(Ela já tinha saído pela porta)

I didn't know, what I did wrong
(Eu não sabia, o que eu tinha feito de errado)
But now I just can't move on
(Mas agora eu não consigo seguir em frente)

Since she left me
(Desde que ela me deixou)
She told me
(Ela me disse)
Don't worry,
(não se preocupe,)
You'll be ok, you don't need me
(você vai ficar bem, você não precisa de mim,)
Believe me you'll be fine
(acredite, você vai melhorar)

Then I knew what she meant
(Então eu soube o que ela queria dizer)
And it's not what she said
(E não era o que ela disse)
Now I can't believe that she's gone
(Mas agora, eu não consigo acreditar que ela se foi)

Meus olhos estavam grudados ao palco – mais especificamente ao Tom – e mesmo que eu quisesse desviar eu não conseguiria. Ele sustentava meu olhar e eu lembrava de tudo o que aconteceu conforme a voz dele invadia meus ouvidos.

I tried calling her up on her phone
(Eu tentei ligar em seu telefone)
No ones there
(Não havia ninguém)
I've left messages after the tone...
(Deixei mensagens depois do bip...)
really?
(sério?)
Yeah man, loads
(é cara, muitas)
I didn't know, what I did wrong
(Eu não sabia, o que eu tinha feito de errado)
But now I just can't move on
(Mas agora eu não consigo seguir em frente)
yeah, yeah, yeah
(yeah, yeah, yeah)

Since she left me
(Desde que ela me deixou)
She told me
(Ela me disse)
Don't worry,
(não se preocupe,)
You'll be ok, you don't need me
(você vai ficar bem, você não precisa de mim,)
Believe me you'll be fine
(acredite, você vai melhorar)

Then I knew what she meant
(Então eu soube o que ela queria dizer)
And it's not what she said
(E não era o que ela disse)
Now I can't believe that she's gone
(Mas agora, eu não consigo acreditar que ela se foi)

Nosso olhar finalmente foi quebrado quando Thomas começou a fazer o solo da música e eu me senti livre para deixar algumas lágrimas que ardiam em meus olhos caírem. Eu percebi que eu realmente não tinha explicado para ele o porquê de eu ter me afastado, apesar de eu ter certeza de ele saber o motivo.
Eu estava errada? Eu havia tirado conclusões precipitadas?
Eu esperava, com todas as minhas forças, que sim.

Since she left me
(Desde que ela me deixou)
She told me
(Ela me disse)
Don't worry,
(não se preocupe,)
You'll be ok, you don't need me
(você vai ficar bem, você não precisa de mim,)
Believe me you'll be fine
(acredite, você vai melhorar)

Then I knew what she meant
(Então eu soube o que ela queria dizer)
And it's not what she said
(E não era o que ela disse)
Now I can't believe that she's gone
(Mas agora, eu não consigo acreditar que ela se foi)

A música acabou e todos começaram a aplaudir e gritar, menos eu. Continuei estática digerindo tudo que havia acontecido.
- Espero que você possa me perdoar. - Thomas disse no microfone e logo depois desceu do palco, andando em minha direção. Meu coração começou a acelerar a cada passo que ele dava, senti o oxigênio sumir da atmosfera, minhas pernas amoleceram.
Dei graças a Deus que estava sentada.
Pude ouvir o monitor falar no fundo:
- Então galera, esse é Mcfly! Agora vamos voltar ao nosso baile, divirtam-se.
Tom parou na minha frente, confesso fiquei sem reação apenas encarei seus olhos.
- Podemos conversar? – ele me perguntou estendendo a sua mão e com um olhar sincero e receoso pela minha resposta.
Apenas balancei com a cabeça um “sim” e me levantei, mas quis pegar em sua mão. Ele apenas, pois as mãos no bolso e esperou que eu fosse na frente.
Assim que eu saí do baile, senti um vento gelado passar por mim, me fazendo enrijecer os músculos como um reflexo.
- Se quiser podemos ir num lugar mais quente. – ele disse colocando seu blazer sobre meus ombros.
- Obrigada. – foi tudo o que consegui responder naquela hora.
Ele não se intimidou e pegou minhas mãos fazendo nossos dedos se entrelaçarem, então ele me guiou pelo acampamento para um lugar que de longe não consegui identificar. O céu estava estrelado, uma noite linda e ainda se tornava mais linda, pois eu estava sozinha com o cara que amo.
Quando ele abriu a porta, vi que estávamos na piscina coberta. Ele tinha razão ali tava quente, e a musica estava baixa.
Tom logo se aproximou de mim, ficando ao meu lado, perto da piscina.
- Tom!
- !
Falamos ao mesmo tempo.
- Fala você primeiro. – ele disse por educação.
- É... que... – comecei a pensar no que falar. - Tom, eu quero pedir desculpa pelo meu comportamento esses dias... – falei de uma vez só mantendo a coragem antes que ela fugisse. – me desculpa por ter sido assim, por não deixar você se explicar, por meio que fugir de você, por... – fui interrompida por um selinho demorado, mas ainda sim curto.
- Desculpe! Eu te perdôo por tudo isso, mas eu só queria saber o que eu fiz pra você ficar assim. – ele disse ainda com as mãos na minha cintura, me fazendo arrepiar.
- É que naquele dia eu vi a menina com você e vocês pareciam se divertir... e também você nunca levou essas coisas a sério. – comecei a olhar para o chão.
Ele levantou minha cabeça me fazendo encarar seus lindos olhos castanhos, senti o sangue ir às minhas bochechas na hora.
- Eu vou dizer novamente com todas as letras: Eu te desculpo! Além de que, eu não consigo mais ficar longe da pessoa que eu mais amo! – ele disse sem tirar os olhos dos meus, fazendo-me ficar com a vista embaçada pelas lágrimas que começaram a se formar. Pude ouvir uma das minhas musicas tocar ao fundo, provavelmente o baile ainda não havia acabado.

There was a new girl in town
(Tinha uma menina nova na cidade)
She had it all figured out (Had it all figured out)
(Ela tinha tudo decidido)
Well I'll state something rash
(Bom, eu vou dizer algo imprudente)
She had the most amazing... smile
(Ela tinha o mais maravilhoso... sorriso)

I bet you didn't expect that
(Aposto que você não esperava por isso)
She made me change my ways (She made me change my ways)
(Ela me fez mudar o meu jeito)
With eyes like sunsets, baby
(Com olhos como por do sol, baby)
And legs that went on for days
(E pernas que andavam por dias)

Ficamos ali, apenas nos olhando, por longos minutos, até que senti a testa de Tom encostar-se à minha, fechei os olhos como por um reflexo, então ele não demorou muito pra selar nossas bocas num beijo calmo e quente. Não sei por que, mas senti que aquele era o melhor beijo que Tom havia me dado, ele era calmo, sincero, como se ele precisa-se daquilo para viver.

I'm falling in love
(Estou me apaixonando)
But it's falling apart
(Mas estou caindo aos pedaços)
I need to find my way back to the start
(Preciso achar meu caminho de volta ao começo)
When we were in love
(Quando nós estávamos apaixonados)
Things were better than they are
(As coisas eram melhores do que são)
Let me back into...
(Me deixe ir de volta...)
Into your arms
(Pros seus braços)
Into your arms
(Pros seus braços)

Perdi meus dedos em seu cabelo loiro, e cada vez que o beijo ficava mais intenso eu segurava-o com um pouco mais de força, até que eu pude sentir o seu peso contra mim, me fazendo ir pra trás cada vez mais. Me esqueci que estava perto da piscina, mas me lembrei assim que caímos nela.
- Ai droga! Agora eu estou toda molhada. – disse resmungando e Tom não parava de rir.
- Pelo menos você ta numa piscina aquecida. – ele disse ainda rindo de tudo.
- Brigada por lembrar. – disse com um tom de ironia, meio nervosa.
- Ei! Eu também to molhado se não percebeu... além disso... você fica linda quando ta nervosa, sabia?
Confesso... ele consegue me deixar sem graça, totalmente!
Comecei a ajeitar o cabelo que devia estar uma coisa linda, que nem percebi Tom chegar perto, só percebi sua presença quando ele pós a mão na minha nuca, me dando um susto por estar tão perto de mim.
- Desculpe, mas é muito cedo pra falar que não vivo sem uma tal de ?
Agora sim eu estava totalmente sem graça, devia estar um pimentão, literalmente. Ele segurou meu rosto, fazendo-me encarar seus olhos castanhos que agora pareciam estar mais claros. [N/a: ME MATAAA FLETCHER!!!]
Pude ouvir uma musica ao fundo, logo a reconheci... ela estava na minha parte preferida.

She made her way to the bar
(Ela fez seu caminho até o bar)
I tried to talk to her
(Tentei falar com ela)
But she seemed so far (She seemed so far)
(Mas ela parecia tão longe)
Out of my league
(Longe do meu alcance)
I had to find a way to get her next to me
(Eu tinha que achar um jeito de fazer ela vir para mim)

I'm falling in love
(Estou me apaixonando)
But it's falling apart
(Mas está caindo aos pedaços)
I need to find my way back to the start
(Preciso achar meu caminho de volta ao começo)
When we were in love
(Quando nós estávamos apaixonados)
Things were better than they are
(As coisas eram melhores do que são)
Let me back into...
(Me deixe ir de volta...)
Into your arms
(Pros seus braços)
Into your arms
(Pros seus braços)

- Tom... – foi tudo que eu consegui dizer.
- Não fala nada... – ele fez um sinal de silêncio com o dedo na boca.
Então ele começou a cantar junto com a música de fundo...

Oh she's slipping away
(Oh, ela está escorregando)
I always freeze when I'm thinking of words to say
(Eu sempre alcanço quando estou pensado em palavras pra dizer)
All the things she does
(Oh, as coisas que ela faz)
Make it seem like love
(Fazem isso parecer amor)
If it's just a game (Just a game)
(Se é só um jogo)
Then I like the way that we play
(Eu gosto do jeito que nós jogamos)

I'm falling in love
(Estou me apaixonando)
But it's falling apart
(Mas está caindo aos pedaços)
I need to find my way back to the start
(Preciso achar meu caminho de volta ao começo)

Seus lábios se juntaram novamente aos meus, num beijo quente, com mais intensidade, com uma ponta de luxuria, não perdendo a sua suavidade.
Ficamos ali entregues naquele beijo, não percebemos o tempo passar, ainda mais com aquela água quentinha! Mentalmente, comecei a agradecer por ter caído na piscina.

I'm falling in love
(Quando nós estávamos apaixonados)
But it's falling apart
(As coisas eram melhores do que são)
I need to find my way back to the start
(Me deixe ir de volta...)
When we were in love
(Quando estávamos apaixonados)
Things were better than they are
(As coisas eram melhores do que são)
Let me back into...
(Me deixe ir voltar...)
Into your arms
(Pros seus braços)
Into your arms
(Pros seus braços)

Into your arms
(Pros seus braços)
Into your arms
(Pros seus braços)

Perdemos completamente a noção do tempo enquanto ficávamos na piscina. Confesso, estava tão bom ficar ali abraçada com o Tom, rindo com ele, lembrando das coisas que fazíamos quando éramos menores.
- Você sabe que temos que sair daqui! – disse vendo que ele não ia sair da piscina.
- Ah, eu não quero. – ele fez bico [N/a: biquinho!!]
- Eu também não quero sair, ainda mais que aqui ta quente e lá fora deve estar muito frio!
- Então ta terminado a discussão, vamos ficar aqui. – Tom disse levantando as mãos comemorando.
- O pessoal vai sentir a nossa falta.
- Pelo visto você não quer mais ficar comigo. – Tom disse fazendo manha.
- É o que eu mais quero, mas temos muito tempo pra ficar juntos, certo? – disse com um pouco de dúvida já que hoje nós íamos embora. Já havia passado da meia noite, e o baile devia estar quase no fim.
- Ok, tudo por você – ele disse me dando um selinho e saindo da piscina.
Como eu havia suspeitado, lá fora tava fazendo um friozinho, acho que tive sorte do blazer do Tom estar seco, já que nossas roupas estavam encharcadas. Tom me abraçou ainda mais forte e beijou a minha testa enquanto voltávamos em direção aos cháles. De repente ouvimos umas folhagens se mexerem e duas risadas conhecidas.
- Ai Judd... Da próxima vez eu escolho o lugar pra gente ir! - Ouvimos reclamar saindo do meio do bosque seguida por Judd e ambos vestiam... quase nada. Ela estava só de calcinha e sutiã e Judd apenas de boxers.
- Opa! - Tom exclamou ao ver aquela cena um tanto quanto suspeita! Apesar da luz fraca pude ver o rosto de corar com o flagra e logo depois Harry parou atrás dela, a abraçando pela cintura.
- Pelo jeito, não fomos os únicos a escapar da festa, heim? - Harry falou rindo para nós, pude sentir minhas bochechas queimarem apesar do frio.
- O que vocês estavam fazendo no meio do mato, vestidos assim? - Perguntei intrigada. Pela cara de feliz da boa coisa não era.
- Nada que vocês dois não tenham feito, já que suas roupas não estão num estado muito diferente das nossas! - Ela respondeu rindo e piscando para mim, mostrando o vestido molhado que ela carregava no colo.
- A gente caiu na piscina. - Tom falou.
- E a gente no lago... - Harry começou a falar, mas foi interrompido pelos tapas de .
- Ta vendo Judd... O Tom trouxe a numa piscina aquecida! E você me leva pro meio do mato pra gente cair num lago gelado e eu ficar doente depois! - Ela gritava com Harry dando alguns tapas nele. Logo em seguida Harry segurou firme os pulsos dela e deu-lhe um beijo.
- Só assim pra você calar essa sua boquinha e parar de reclamar, não é mesmo? - Ele falou fazendo eu e Tom rirmos da situação.
Nós quatro fomos em direção aos chalés, pelo visto conseguiu o que queria. É essa noite ficou na memória de todos!
Quando eu cheguei no chalé fui direto pro banho, depois escutei as meninas chegarem da festa e passamos o resto da noite comentando sobre o que aconteceu. Descobri que finalmente ficou com o Dougie e que e Danny, como esperado, não se desgrudaram no baile.
Parece que todas nós arranjamos alguém...até havia ficado com o Nick! É tudo parecia perfeito, exceto pelo fato de tudo estar acabando, mas pelo visto não íamos nos separar tão facilmente. Prometemos que íamos nos falar por email se fosse necessário, mas que íamos nos falar quase todos os dias pra saber das novidades!
Tudo que é bom acaba rápido, mas dura tempo suficiente para se eternizar na nossa memória. Nunca concordei tanto com essa frase! Aquele último mês com certeza seria difícil de esquecer.



Capítulo 14 – De volta a realidade.

Confesso que depois da noite de ontem, acho que não estava preparada pra voltar a realidade, mesmo com Tom dizendo que não iria me abandonar.
Acordamos cedo, como de costume e fomos tomar o café da manhã. Depois fomos arrumar as coisas.
Ai, eu já estava ficando com saudades do acampamento!
No ônibus fomos todos juntos: eu com o Tom, atrás estavam e Harry, do lado deles estavam e Danny e na frente deles estavam e Dougie. A viajem de volta foi animada, jogamos truco, UNO, até pegaram o violão e começaram a cantar no ônibus e, é claro, depois que o repertório acabou todos nós dormimos.
- Hey linda! Pode acordar agora. – Thomas disse me dando um beijo na testa.
- Já chegamos? – disse bocejando logo em seguida.
- Ainda não, mas estamos perto... e como lá eu não vou poder te beijar, decidi te acordar antes pra fazer isso! – deixei um sorriso largo e tímido escapar e não demorou muito para que ele colocasse seus braços em minha cintura e grudar os nosso lábios. Ele me puxava para mais perto, como se aquele fosse realmente o nosso último beijo e me fez sentar em seu colo. Agradeci mentalmente por todos estarem dormindo naquela hora.
- Tom o que vai acontecer agora? – falei quando nossas bocas se separaram quebrando o clima.
Ele me encarou como quem sabia exatamente o que iria acontecer.
- Eu só sei que você não vai se livrar de mim tão cedo, além disso seus beijos são viciantes, não sei se consigo ficar sem eles por muito tempo! – ele disse com uma convicção assustadora.
Assustadora e confortadora.
- Mas você não acha que eles vão descobrir?
- E daí? Eu enfrento qualquer um, só pra eu ficar com você! E além do mais, nós vamos ter que contar uma hora ou outra. – ele disse com um sorriso que ressaltava a sua covinha.
Não disse mais nada, apenas sorri e puxei sua boca de encontro a minha e, novamente, estava no lugar que eu me sentia melhor, mais protegida. Ali, nos braços de Thomas Fletcher, entregue aquele beijo que me fazia sentir como se eu fosse a pessoa mais sortuda do mundo. Ficamos ali por minutos, até que pude ouvir um comentariozinho infame vindo do banco de trás.
- Arrumem um quarto! Tem crianças no ônibus! – Harry disse com um tom sério. Ele realmente sabia se fingir de responsável quando ele queria.
Quebrei o beijo para rir, eu realmente não pude resistir àquele comentário. Thomas, derrotado, desistiu de tentar retomá-lo por causa da minha crise de risos e me abraçou fazendo com que eu colocasse minha cabeça em seu ombro. Não demorou muito para que eu dormisse com o melhor abraço, o melhor cheiro e a pessoa que eu mais amava.

- Giii! Chegamos. – disse me chacoalhando.
- Ah, droga. Me deixa dormir! – eu realmente estava cansada. Ou apenas adiando o futuro, vai saber.
- Ei! Mas ta todo mundo te esperando! – abri meus olhos instantaneamente. Eu estava no meu banco sozinha e não tinha mais ninguém no ônibus.
Eu levantei rapidamente, batendo minha cabeça e soltando um palavrão baixinho. Quando sai vi o pessoal reunido com as malas perto de uma lanchonete. Tom havia pegado toda a minha bagagem.
- Bela adormecida, finalmente! – Danny disse fazendo com que todos me olhassem, me deixando vermelha.
Cara amassada de sono e vermelha. Não é lá uma combinação muito boa.
- Besta você hein! Pelo menos eu não babei no ônibus. – eu retruquei fazendo o resto rir.
- Isso é verdade! – disse e as risadas aumentaram com a cara de espanto que Danny fazia.
- Ta com fome? Eu vou te levar lá pra casa, mas eu não garanto que tenha comida lá. – Tom disse piscando pra mim.
- Eu vou pra sua casa? Por que?
- Parece que seus pais e meus pais decidiram viajar enquanto a gente tava no acampamento e ainda não voltaram.
- Ah... ta bom então.
Depois de um tempo, os pais das vieram pegá-la e os meninos levaram o resto em suas casas, me deixando com o Tom.
- Eai preparada pra voltar? – ele disse com um sorrisinho de segundas intenções.
- Acho que sim. – disse abaixando minha cabeça.
Senti suas mãos em minhas costas e depois seus lábios em minha testa, me fazendo fechar os olhos. Ficamos abraçados ali por longos minutos em silêncio, vendo que muitas pessoas nos olhavam de diferentes formas.
O silêncio. As vezes ele nos diz mais do que palavras. Estava claro que nós dois estávamos com medo do que viria a seguir.
Senti o celular de Tom vibrar em seu bolso.
- É sua mãe, quer falar com ela? - ele disse assim que o pegou em suas mãos.
- Claro! - peguei o celular da mão de Thomas e atendi - Oi mãe! Tudo bem?
- Oi filha! To bem sim. Eu liguei pra saber se tava tudo bem com vocês e se vocês já tinham chegado.
- Chegamos faz um tempinho, a gente tava comendo uma coisinha aqui, já estamos indo embora.
- Então filha, você vai ter que dormir na casa do seu primo, por que não tem ninguém em casa e nem na casa da sua tia... nós viemos passar um tempo aqui na casa de praia, já que vocês estavam fora.
- Ta tranqüilo mãe. Boa noite pra vocês aí e manda um beijo pra todos. – eu disse abrindo um sorriso enorme.
- Boa noite pros dois ai e, por favor, não destruam a casa da sua tia! – ela disse e eu me lembrei de quando éramos pequenos. Nós éramos um pouco... atentados.
- Podexá, te amo! – tutututututututu...
- Então vamos? – Tom disse com os olhos brilhando.
Assenti e chamamos um taxi.
Durante o caminho todo Thomas segurou minha mão. Virou um hábito de uns dias pra cá, parecia uma criancinha. Quando não tinha minha mão ele as enfiava no bolso.
- Prontinho. – o taxista me despertou dos pensamentos. Thomas o pagou e ele nos ajudou a retirar as malas e levá-las para o hall da casa.
O senhor sorriu, nós retribuímos e ele se retirou.
- Enfim sós! – Tom disse com um sorriso malicioso no rosto.
- Poisé né?! – eu disse com um sorriso totalmente sem graça. Ele veio chegando mais perto, bem devagar. Quando estávamos consideravelmente próximos ele depositou um beijo bem no canto de minha boca com uma lentidão incrível.
Calma ae pernas, continuem firmes.
- Eu... eu... – ele mantinha o sorriso em seu rosto. – realmente preciso tomar banho! – sorri sem graça e ele gargalhou.
- Vai lá. – ele soltou minha cintura e deu passagem para que eu subisse as escadas.
O banho mais longo de todos. Acho que essa é a definição perfeita para o banho que eu tomei. Ah, e o mais relaxante também. Parecia que eu não tomava um banho decente há anos! Banhos de acampamento sempre têm que ser rápidos e eu realmente não sei fazer isso.
Sai do banheiro – que agora era uma sauna – com os cabelos pingando e uma toalha enrolada em meu corpo. Fui para o quarto de hóspedes, onde minha mala estava. Além da minha mala, encontrei meu primo a posicionando perto da cama. Acho que ele tinha acabado de subir. Ele se virou para sair de cara e deu de cara comigo na porta.
- Oi. – ele disse me olhando de cima abaixo.
Ficar vermelha virou hobbie.
- Oi. Brigada por trazer as malas. – eu disse entrando no quarto segurando a toalha em volta do meu corpo. Sabe como é, só pra ter certeza que não ia cair.
- Disponha.
Silêncio.
Taaaa legal. Eu quero me trocar Thomas!
- Bom, eu vou no mercado rapidinho comprar umas coisinhas pra gente comer. A gente tem que sobreviver até nossos pais voltarem, né?! – ele disse com um tom divertido.
- Ta bem. – eu assenti e o assisti sair pela porta.
Dei um suspiro fundo. Por que eu tava agindo desse jeito? Não é como se ele fosse me agarrar ou algo do tipo.
Peguei minha mala e a coloquei em cima da cama. Percebi que eu tinha um pequeno probleminha: eu estava sem roupas limpas.
- Th... – eu ia gritar, mas fui interrompida quando ouvi a porta bater.
Seria muita falta de educação minha pegar alguma roupa limpa dele pra eu vestir? Não né?! Afinal tava tudo em família.
É, nessas horas ele era família.

Entrei no quarto de Tom e o encontrei exatamente como sempre foi. Totalmente limpo e arrumado. Tom sempre foi muito organizado, o que me deixava meio sem graça já que eu era uma bagunceira nata.
Abri sua gaveta e peguei uma camiseta qualquer - já que qualquer uma ficaria grande - e uma boxer. Eu fiquei bem... engraçada!
Penteei meus cabelos, arrumei o quarto de hóspedes e desci pra ver TV enquanto esperava por Tom.
vTOM’S POV ON

Abri a porta e dei de cara com a cena mais linda que eu já vi.
estava dormindo encolhida no sofá com a TV ligada. E estava, estranhamente, vestindo minhas roupas.
Ah, Who cares? Ela estava linda.
Fiquei ali observando enquanto seu colo subia e descia de acordo com a sua respiração. Eu nunca tinha notado, mas ela dormia com um sorriso esboçado em seus lábios. Como eu consegui viver tanto tempo sem ela do meu lado? Sem aquele sorriso...
Não sabia se a acordava, se a deixava dormir, se ficava a observando... achei melhor a deixar dormir, ela realmente devia estar cansada. Além do mais eu tinha um jantar pra preparar.

Mais ou menos meia hora depois o jantar estava pronto e fui obrigado a acordar , caso contrário a comida esfriaria.
- ... – cheguei mais perto e pousei minha mão em seu braço. – acorda linda. Eu preparei nosso jantar.
Ela abriu os olhos lentamente e se espreguiçou.
- Você? Cozinhando? – ela disse num tom debochado e eu fiz cara de ofendido. – Essa eu quero ver!
se levantou rapidamente se colocando ao meu lado com os braços cruzados.
- Então prepare-se! – disse fazendo uma cara divertida. – A propósito... você ficou linda nas minhas roupas. – eu disse em um tom pervertido e ela corou.
- Ah, desculpa, é que minhas roupas limpas tinham acabado e... – eu não a deixei terminar e grudei nossos lábios.
- Não precisa pedir desculpas. Já disse que você ta linda?
- Já. – ela disse rindo.
- Ótimo, então vamos comer. – uni nossas mãos e a levei até a mesa de jantar.
- E qual o menu, chef?
- Lasanha de frango, a sua preferida. – sorri orgulhoso de mim mesmo por me lembrar desses detalhes.
Fui até a cozinha e trouxe a lasanha. Comemos em meio a risadas com os meus comentários estúpidos ou até mesmo rindo do silêncio.
Terminamos de comer e ficamos conversando e vendo TV. estava deitada sobre meu peito e eu a abraçava. Assistíamos One Tree Hill, uma das séries preferidas dela.
Dez minutos depois ela dormiu, como de costume. Como alguém dorme tanto?

TOM’S POV OFF.


Senti braços me envolvendo, mas decidi não me mover. Eu realmente estava morta de cansaço! Subi as escadas envolvida pelos braços de Tom ainda sem me pronunciar. Quando senti o colchão macio do quarto de hóspedes e as mãos quentes de Thomas acariciando minhas bochechas decidi me pronunciar.
- Fica aqui comigo... – disse ainda de olhos fechados.
- Não precisava nem me pedir, - ele disse e eu abri meus olhos para encará-lo – ir embora não estava nos meus planos.
Ele se levantou e veio se deitar ao meu lado de modo que nós ficássemos de frente um apara o outro. Não falávamos nada.
Não precisávamos falar nada.
Pela primeira vez eu achei o silencio um barulho mais agradável.


Capítulo 15 – Wake up time.

Acordei com vozes conhecidas naquela manhã.
- Eles não acordaram ainda?
Como eu sou super banza quando eu acordo não consegui assimilar as vozes com as pessoas.
- Parece que não.
- Como é bom estar em casa!
“COMO É BOM ESTAR EM CASA”? COMO ASSIM? Arregalei meus olhos e me virei na cama.
Encontrei Thomas dormindo, lindo, lindo! Um pecado acordar ele, mas era necessário!
- Thomas, acorda! – disse sussurrando entre chacoalhões. – Acoooorda menino! Nossos pais voltaram!
Ele teve a mesma reação que eu ao ouvir a última frase. Acordou na hora.
- Anda, vai pro seu quarto antes que eles subam. – disse quase o empurrando da cama.
- Tô indo, to indo. – ele disse se levantando totalmente atrapalhado.
Antes que ele pudesse girar a maçaneta ele voltou para perto de mim e me deu um selinho.
- Eu te amo.
- Vaaaaaaaaaaaai! – eu disse o empurrando e rindo. Ele riu também e saiu do quarto.
Já eram 10h30min da manhã, então decidi me levantar e me arrumar.
- Oi meu amor! – minha mãe abriu a porta assim que eu sai do banheiro e veio correndo me abraçar (lê-se apertar).
- Oi mãe!
- Nossa filha, como você ta magrinha! [N/a: ta ae uma frase que eu sempre quis ouvir da minha mãe, hahaha.] Não tem se alimentado direito? Vem, vamos tomar café.
Aaah, como eu senti falta disso!

Acabamos ficando para o almoço por insistência de minha tia e eu agradeci por aquilo. Eu não queria ficar sem Tom pela primeira vez em um mês. Dessa vez eu nem mesmo teria meus amigos por perto.
- Como foi no acampamento? – meu tio perguntou enquanto nós estávamos sentados na mesa de jantar esperando por minha tia.
- Foi ótimo pai! Eu tenho que voltar lá mais vezes.
- É, foi realmente muito bom.
- Muitos gatinhos ? – e lá estava a minha tia de volta.
- Ah, não muitos tia. Eu esperava mais. – eu disse para provocar Thomas e parece que havia funcionado. Me segurei para não rir da cara de indignado que ele havia feito, mas logo desfez para disfarçar.
Durante todo o almoço ficamos contando sobre o acampamento e segurando a risada quando alguma coisa não havia acontecido exatamente do jeito que contávamos.
- Bom, acho que já esta na hora de nós irmos não é mesmo? – meu pai disse quando nós demos uma pausa nas histórias.
- É verdade, temos que ir. – minha mãe concordou se levantando da mesa – Vai buscar suas coisas filha.
Assenti com a cabeça e Thomas se levantou junto comigo.
- Eu te ajudo, pode deixar.
Subimos as escadas e quando Tom entrou no quarto, logo depois de mim, ele fechou a porta.
- “Eu esperava mais”? – ele disse de braços cruzados e eu me virei para ele com um pequeno sorriso que denunciava a minha vontade de gargalhar.
Fiz um som com a boca com quem diz “é” e ele arregalou ainda mais os olhos, mas dessa vez foi chegando mais perto.
- Mais quanto? – ele descruzou os braços e colocou as mãos no bolso.
- Ah, um pouquinho mais. Sabe como é.
- Ah ta... – ele colocou as mãos em minha cintura e foi me puxando para mais perto dele – Acho que um pouquinho mais a gente pode concertar né?!
- É, acho que dá pra dar um jeito. – eu disse pousando minhas mãos sobre os ombros dele.
Nossos rostos ficavam mais próximos a cada segundo e meus olhos estavam hipnotizados pelos dele. Tom começou a passar o nariz carinhosamente por minha bochecha e eu tive que segurar mais forte em seus ombros para não cair ali mesmo. Ele voltou a me encarar e logo nós aproximamos as nossas bocas de modo que pudéssemos sentir a respiração um do outro.
- Eu nem fiz nada e você já ta aí, toda mole se segurando pra não cair. – ele disse baixinho – Quem é que tava indignada esperando mais mesmo?
- Não me enche, Thomas. – eu disse e ele grudou nossos lábios.
Thomas me puxou para mais perto e não demorou muito para nossas línguas se encontraram e se moverem em perfeita sintonia.
Quem foi que disse que dois corpos não ocupam o mesmo espaço mesmo?

Desci as escadas logo atrás de Tom que carregava minhas malas.
- Bom, vamos então. – minha mãe disse indo se despedir de meu primo.
- Obrigada pelo almoço, tia. – eu disse enquanto a abraçava.
- Imagina meu amor. E vê se vem mais vezes aqui! Você quase nunca aparece.
- Pode deixar que eu venho sim. – motivos eu tinha de sobra.
- Tchau Tom. – disse e ele me deu um beijo em minha bochecha e me abraçou.
- Tchau linda. – ele disse alto – eu te ligo depois pra gente sair – agora foi um sussurro.
Sorri e sai da casa em direção ao carro.

Capítulo 16 – I shouldn’t love you, but I want to. I just can’t turn away.
[N/a: sugiro carregar Just so You Know – Jesse McCartney.]

Nada como a casa da gente. O que eu mais gostava na minha? Minha cama! Eu havia hibernado totalmente naquela noite.
Era domingo e eu iria passar o dia todo sem fazer absolutamente nada. Normalmente eu iria odiar isso, mas naquele dia eu agradeci.
Meu computador me fez companhia naquela tarde e eu aproveitei pra colocar minha vida virtual em ordem. Entrei no MSN e logo subiu uma janelinha.

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
Hey linda!

(: Love is more than what you feel diz: Oi Tom :D

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
To com saudades já…

(: Love is more than what you feel diz:
Somos dois então :P

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
Que tal eu ir te buscar na escola amanhã?

(: Love is more than what you feel diz:
Obrigada por me lembrar que eu tenho aula, haha. Acho ótimo!

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
Feito então. Preciso conversar com você sobre uma coisinha.

(: Love is more than what you feel diz:
Boa ?

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
Sobreviveremos… haha.
Aah, to fazendo uma supresinha pra voce tbm.

(: Love is more than what you feel diz:
O que é? *-*

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
Não posso dizer, se não não seria supresa né ? -.-

(: Love is more than what you feel diz:
Aah, nem uma diquinha?

Tom. I’m looking up for my star girl diz:
Só posso te dizer uma coisinha… “I’m looking up for my star girl”
Vou indo linda, até amanhã s2
Tom. I’m looking up for my star girl parece estar offline.

Como assim “I’m looking up for my star girl”? Não entendi nada.
Mas vindo de Tom com certeza era coisa boa.

- Boooom dia! Bem vinda à realidade amiga! – eu nunca conheci alguém que era tão animado em uma segunda feira quanto .
- Bom dia animação. – respondi com a minha voz de sono.
- Preparada pra primeira aula? Química!
- Nunca.
Subimos para a sala e o sinal bateu. Cinqüenta minutos sempre pareciam mais longos quando eu estava na companhia dos hidrocarbonetos e da voz de taquara rachada da nossa professora de química.
Por que eu vim pra escola mesmo?
Ah sim. Por que o Tom viria me buscar. Já era motivo suficiente pra tentar fazer a amizade com os hidrocarbonetos.
Mais duas aulas se arrastaram e finalmente o intervalo chegou.
- Adivinha quem vem me buscar hoje? – eu perguntei pra sorrindo mais que o normal.
- Bom, parece que colocaram um cabide na sua boca, então ou é o Orlando Bloom ou o Tom. Como o Orlando não deve nem saber que você existe, é o Tom. – ela disse sorrindo logo em seguida.
- Eu já te disse que eu vou casar com o Orlando. E quando isso acontecer eu não vou te convidar pra cerimônia. E sim, é o Tom. – eu sorri junto.
- Pode me contar tudinho que aconteceu depois que eu fui embora!
Desatei a contar todos os detalhes para , por mínimos que eles fossem.
- Eu disse que ele gostava de verdade de você. – ela disse com cara de sábia, como ela adorava fazer.
- E por falar em gostar de verdade... Como anda o Poynter, hein?!
- Ah , ele é tão fofo! – ela disse com um brilho em seus olhos – a gente ainda ta junto, eu acho. Eu espero, inclusive.
- Ele gosta de você Rê. Escuta o que eu to falando.
Ela sorriu abobadamente e o sinal tocou avisando que deveríamos voltar para a sala. Biologia, Literatura e Inglês foram as minhas últimas aulas. Nada de números, ainda bem! 12:55 o último sinal tocou e eu me levantei rapidamente.
- Vamos Rê! O Tom já deve estar aí. – eu disse com animação e ela se assustou por eu ter aparecido tão depressa ao lado dela.
- Calma ae ô Flash! Ele veio te buscar esqueceu? Sem você ele não vai embora, te garanto! Esperei arrumar todas as coisas dela e nós saímos da sala.
- Afinal, por que ele veio te buscar?
- Ele disse que queria falar comigo...
- Sobre?
- Não sei ainda. Mas pode deixar que eu te conto tudinho depois. – eu disse fazendo-a sorrir. – ah, e ele também disse que tinha uma surpresa...
- Ahh, aí eu vi vantagem! – nós duas rimos e passamos pelo portão da escola.
Logo pude ver Thomas com seu Wayfarer preto e seus cabelos bagunçados encostado no carro com as mãos dentro dos bolsos. Fiquei observando boba e ele finalmente me viu e abriu um sorriso largo.
- Perae que eu vou ali pegar um balde pra você não alagar a rua com a sua baba. – disse me dando um cutucão – Acorda menina!
- Oi?
- Oi, tudo bem? Vamos lá falar com ele ou você vai ficar aqui mesmo?
- Err.. É... Claro. Vamos.
Atravessamos a rua e abraçou Tom dizendo oi e ele correspondeu. Eu o abracei e disse oi também. Não podíamos mais do que aquilo em público, pelo menos não por enquanto. Ficamos nos encarando com sorrisos em nossos lábios.
- Bom... Acho melhor eu ir indo pra minha casa. – disse – Eu tenho que resolver umas coisinhas... Eer, tchau gente. – ela disse acenando e mandando beijos no ar e foi embora.
- Ta com fome? – Thomas disse por fim.
- Não muita. Na verdade eu daria tudo por um Frapuccino agora...
- Ótimo, vamos até a Starbucks então. – ele disse e deu a volta no carro para abrir a porta pra mim. Entrei e logo liguei o rádio.

I shouldn't love you
(Eu não deveria te amar,)
But I want to,
(Mas eu quero te amar)
I just can't turn away
(Eu não consigo recusar)
I shouldn't see you
(Eu não deveria te ver,)
But I can't move
(Mas não consigo me mover)
I can't look away
(Não consigo enxergar mais além)

And I don't know
(E eu não sei)
How to be fine, when I'm not
(Como ficar bem, quando eu não estou)
Cause I don't know
(Porque eu não sei)
How to make a feeling stop
(Como conter esse sentimento)

- Adoro essa música. – Thomas disse enquanto dirigia.
- É tão... nós. – eu disse e ele riu.
- Realmente. – ele disse e logo começou a cantar junto com a música.

Just so you know
(Só pra você saber)
This feeling's taking control of me
(Esse sentimento está me controlando)
And I can't help it
(E eu não posso evitar)
I won't sit around
(Eu não vou me aproximar)
I can't let it win now
(Não posso deixá-lo vencer agora)

Thomas encostou o carro e se virou para mim, ainda cantando.

Thought you should know
(Achei que você deveria saber)
I've tried my best to let go, of you
(Dei o melhor de mim pra me permitir me afastar, de você)

But I don't want to
(Mas eu não quero)
I just gotta say it all before I go
(Eu só tenho que te dizer isso tudo antes que eu me vá)
Just so you know
(Só pra você saber)

Senti algo diferente quando Thomas cantou as últimas estrofes. Ele desligou o rádio e me deu um beijo.

Continua…

N/A¹: Um pouquinho de suspense pra voces. E não me xinguem agora, voces vão querer fazer isso depois. Trust me! Hahaha.
Como sempre: MUITO obrigada pelos comentários de todas! Se continuar assim logo logo tem att dupla de novo. Quem sabe tripla, hein? Haha.
Beiiijos.
@gii_lima

N/a²: Gentee obrigada pelos comentários na fic, cada dia que abro e vejo os comentários, fico MEGA feliz. É tão bom saber que vocês estão adorando a fic. *--*
Valeu mesmo por vocês estarem acompanhando. Juro que não vou decepcioná-las, ainda tem muita coisa e agora com essa surpresinha do Tom. humm o que será que ele está aprontando? HAHAHA
Agora que estamos definitivamente na realidade, volta as aulas, o romance de vocês as escondidas. humm como vocês irão se comportar com isso? HAHA
Comentem bastante, quem sabe não fazemos att dupla de novo?
@ana_brigs

N/B: Ah que demais! Essa musica é mais do que perfeita! *-*
Comentem, babys.
E qualquer erro, ja sabem: cah.teague@gmail.com/@CarolinaDonahue