Luck In London
Autora: Gabriella
Beta-Reader: Jules


Prólogo.

E lá estava eu. No meio de toda aquela multidão. Já estava sem fôlego de tanto gritar, cantar e pular. Estava com sede, meio que sem ar devido à quantidade de gente acumulada e por causa disso, um pouco tonta. Mas não importava; Nada disso importava. Contanto que eu estivesse vendo ele.
Era estranho estar lá, sabendo que estava rodeada por outras milhões de garotas que partilhavam exatamente o mesmo sonho que eu. No entanto, tudo que eu queria era que ele me visse ali, me notasse no meio das outras. O que era praticamente impossível, já que lá de cima ele só deve enxergar um monte de garotas aglomeradas gritando. Naquele momento eu não ligava; Tudo que sabia era que aquele era o momento mais perfeito da minha vida. No entanto, o que não sabia era que tudo só iria melhorar.

Capítulo 1.

- Última chamada para o vôo 447, com destino à Londres, Inglaterra. – a voz simpática de uma moça soou nos alto-falantes indicando que era a minha hora de ir. Peguei minha bolsa e entrei na fila para embarcar.
Dentro de alguns minutos já estava no avião, sentada em meu assento na janela, com meu Ipod no ouvido e pronta pra partir. Eu estava indo para Londres fazer o terceiro ano, ou seja, meu último ano de colégio. Mas não iria sozinha. Minhas amigas , e iriam morar comigo em um apartamento que alugaríamos. Elas já estão lá há dois dias e eu estou pegando o avião depois. Minha mãe disse que eu teria que ficar até meus avós chegarem pra eu me despedir.
Eu esperei por isso minha vida toda e com certeza vou aproveitar o máximo esse ano. E quem sabe não esbarro com por aí?
Sorri só de pensar. Quer dizer, eu não tenho esse tipo de sorte. Por exemplo: há dois anos, quando fui ao show do McFly, não fui sorteada pra entrar no camarim, nem os encontrei pela cidade que nem outras fãs sortudas. Eu tenho sorte, mas não tanta.
Lá em Londres cada uma de nós terá um trabalho. Nossos pais mandaram dinheiro apenas pro aluguel do apartamento e se sobrar do aluguel, para comida. Mas se não sobrar, é por nossa conta. E além disso, também vamos querer comprar coisas, não é? Ir ao cinema, passear nos shoppings... E pra isso teremos de trabalhar. Eu tentaria um trabalho na Starbucks mais próxima de nossa casa, iria trabalhar em alguma loja de roupas no shopping junto a , mas provavelmente não conseguiriam emprego na mesma loja, e iria tentar arranjar emprego em uma loja de CDs ou de filmes.
O resto do vôo foi tranquilo, nenhuma turbulência ou algo parecido. Desembarquei às nove da manhã no aeroporto e lá fui recebida por minha melhores amigas do mundo! Saí correndo como se não as visse a dias e as abracei todas juntas.
- Amigas! – exclamei um pouco alto demais devido à felicidade do momento, que era estar em Londres e não vê-las, mas tudo fazia parte.
- ! – gritaram meio juntas.
- E aí, como estão os primeiros dias em Londres? – perguntei quando as soltei.
- Estão ótimos! Mas estávamos te esperando pra fazer um tour pela cidade, a gente não poderia fazer isso sem você.- disse , sabia que ela ia ser a primeira a falar, ela sempre fala bastante.
- Ótimo, então amanhã já saímos pela cidade! Mal posso esperar pra ir no London Eye! - falei empolgada.
- Nós também. – disse se pronunciando pela primeira vez.
- E na Starbucks! – falei sorrindo ainda mais.
- Er... Acontece que eu meio que não esperei pra isso. – danielle disse e todas voltamos o olhar pra ela.
- O quê? Quer dizer que eu to me segurando há séculos pra ir na Starbucks e você simplesmente diz que não aguentou e foi? – perguntou fazendo gestos com as mãos.
- Er... Desculpa, é que eu tava caminhando de manhã e tava com fome, então passei por uma Starbucks e entrei. - falou dando de ombros e com cara de culpada.
- , tá tudo bem. – falei como se fosse algo óbvio demais.
- Sério? – perguntou ela e .
- Claro, mas vocês tem que me levar pra uma Starbucks agora! Preciso de café pra acordar e acreditar que eu to aqui mesmo. – falei.
- Já to lá! – disse e saímos do aeroporto rindo junto com minha bagagem. Pegamos o táxi do aeroporto e largamos nossas malas em casa, a qual eu nem entrei; Elas disseram que eu só poderia ir ver depois que fossemos na Starbucks, pois a precisava de Brownies.
Entramos no meu provável futuro local de trabalho e nos sentamos na mesa perto da janela.
- Então, o que vamos pedir? – perguntou .
- Eu quero só café. Vocês sabem como eu fico meio enjoada depois de voar tanto. – rimos.
- Sabemos. – riu . – Eu vou querer Brownies e Café.
- O mesmo pra mim. – disse .
- E eu quero um milk-shake de chocolate. – disse .
Pedimos ao garçom nossas comidas e comemos enquanto conversávamos.
- Gente, vocês não sabem o que aconteceu ontem? - disse fazendo suspense.
- O quê? – perguntei já nervosa, odeio esse suspense.
- Consegui emprego! - exclamou ela e nós demos gritinhos de felicidade, mas baixos devido ao fato de estarmos na Starbucks.
- Que demais! – falou .
- Pois é! Parabéns, ! – disse .
- É, parabéns! – completei sorrindo.
- Obrigada, consigo um pra você agora mesmo, vem comigo! – se levantou e me puxou pela mão até o balcão e mandou chamar o gerente.
- Com licença, tem algum emprego disponível? – perguntou na maior cara de pau, enquanto e nos olhavam de nossa mesa.
- No momento não senhorita, mas assim que abrirmos uma vaga podemos ligar. – disse o gerente.
- Claro, aqui está o número dela. - então anotou meu telefone e o telefone de nossa nova casa em um papelzinho ali e pediu para ele ligar se abrisse alguma vaga, então fomos nos sentar.
- Não acredito que você fez isso! - disse .
- Claro que fiz e amanhã vamos conseguir empregos pra vocês também.
- Por mim tá tudo bem. - disse dando de ombros.
Acabamos de comer e fomos pra nossa casa, que eu ainda não tinha conhecido. O taxista parou o carro na frente de uma casa branca enorme e linda. Saímos do táxi e entramos. Todas falavam ao mesmo tempo e eu não entendia nada do que me explicavam da casa.
- Gente! Dá pra vocês falarem uma de cada vez? Eu não to entendendo nada! – falei e elas se dividiram pra cada uma me apresentar uma parte.
- Ta, aqui é a sala de estar! – disse se jogando em um dos dois sofás brancos e após eu me sentar vi que eram muito confortáveis. A sala tinha uma televisão de tela plana, super fina e de alta definição, e alguns quadros na parede.
- Ta, se levantem, depois vocês voltam! - disse .
- Aqui é o meu quarto e o da ! – disse com um sorriso no rosto ao pararmos na frente de seu quarto, depois de subirmos as escadas.
- É lindo! - falei ao entrar nele e me sentar na cama olhando-o.
- Pois é! Mas o nosso é mais! – disse e fez uma careta pra ela. Rimos.
- Ok, então deixa eu ver o nosso. - me levantei da cama e saí até chegar a próxima porta.
- É lindo não é? – mais afirmou do que perguntou.
- Muito! – falei admirando meu novo quarto; Havia duas camas, uma pra mim e outra pra ; Um closet branco e uma penteadeira com um espelho grande. Todos os móveis da casa eram brancos e modernos, não poderia ser melhor.
Fomos ver o banheiro depois, que era composto com móveis brancos e mármore da mesma cor, e uma banheira.
Depois descemos as escadas pra ver a cozinha, que também continha móveis brancos e embutidos na parede e a bancada onde havia a pia era feita do mesmo mármore branco do banheiro. Depois delas me apresentarem a casa eu fui tomar um banho, então combinados de pedir uma pizza à noite e ficarmos conversando até dormir.
- Pediram a pizza? – perguntei descendo as escadas e encontrando cada uma delas com um pedaço de pizza na mão.
- Sim. – disseram com cara de culpadas.
- Nem me esperaram! – fiz cara de indignada e fui até a cozinha pegar o meu pedaço de pizza.
- Então, amanhã vamos fazer o quê? – perguntei.
- Acho que não vai dar pra gente fazer o tour pela cidade, pois temos que comprar o material escolar e ver se conseguimos emprego. - disse .
- É, mas depois a gente faz o tour. - disse .
- Uhum. Sério, mal posso esperar pra conhecer a London High School! – falou animada.
- Eu também. Vamos lá amanhã? – perguntei.
- Sim, temos que pegar a lista de material. – falou .
Ficamos conversando sobre bobagens por mais uma meia hora depois de acabarmos de comer a pizza, então fomos nos deitar, afinal, amanhã ia ser um dia super cheio.

Acordei cedo, por volta de nove da manhã... Tipo, pra mim é cedo! Eu sou muito preguiçosa e amo dormir, então acordar as nove é muito cedo. Depois de lamentar por ter que acordar, tomei um banho rápido e me aprontei pra irmos na London High School pegar a lista do material.
- Prontas? – perguntei ao descer as escadas e ver as três sentadas no sofá.
- Sim, só estávamos te esperando. – disse .
- Ok, então vamos, alguém sabe o caminho?
- Er... Nós vamos chamar o táxi, .- respondeu.
- Nós só estamos aqui há dois dias, como vamos saber o caminho a um lugar que nunca fomos?! - disse .
- Calma, gente! Venham, se não vamos chegar atrasadas. - falei.
- Depois a estressada sou eu! – falou e nós todas rimos.
Pegamos um táxi até a nossa futura escola, ou atual, já que começaríamos nela daqui a uma semana...
Quando saímos do táxi, nos deparamos com enorme prédio meio antigo, feito com tijolos, mas completamente lindo! Havia um campo bem amplo na frente e dentro do colégio, como vimos depois que o porteiro nos deu passagem; Havia várias árvores e bancos no meio do pátio, salas de aula com lousa e televisão, e na sala de marketing haviam computadores modernos individuais! Até que nosso tour acabou na sala da diretora, onde eu esperava não entrar mais depois desse dia.
- Então, o que acharam? – perguntou a diretora, Miss.Gilbert.
- Nós adoramos. – falei.
- Que bom, agora por gentileza, vocês poderiam ir para a sala da supervisora pra pegar a lista do material, que não se encontra comigo. Foi um prazer. – falou se sentando em sua cadeira atrás da enorme mesa.
- Obrigada, Miss.Gilbert, foi um prazer. – falamos em coro e fomos até a sala da supervisora. Entramos em uma sala um pouco menor do que a da diretora e encontramos uma mulher de uns 30 anos sentada atrás de uma mesa olhando uns papeis sobre a mesma.
- Com licença. – disse .
- Bom dia... , , e... não é? – perguntou ela.

- Sim, muito prazer. – falei.
- O prazer é meu! Bem, eu sou sua supervisora, me chamo Nicolle Lewis.
- Prazer, Miss. Lewis. – falamos juntas.
- Bem, aqui está a lista de material e o horário de vocês, espero que tenham gostado do colégio.
- Gostamos muito, obrigada. – disse e ela assentiu.
Então saímos da escola e entramos no táxi de novo e verificamos os nossos horários e vimos que faríamos algumas aulas juntas, ainda bem.
Passamos o resto da manhã comprando nossos materiais em lojas no centro da cidade e depois fomos almoçar em casa, onde tivemos que fazer a comida nós mesmas, e isso foi muito engraçado, pois nenhuma de nós é expert nisso. Acabamos optando por massa, o que é bem fácil e fez molho branco e nos ensinou a fazer também. Com certeza ela era a que melhor se saía na cozinha, pois o resto de nós era uma negação. Quando acabamos de almoçar fizemos todas aquelas coisas chatas como lavar a louça e secá-la. Depois decidimos ir ao shopping comprar uma roupa pro primeiro dia de aula. Na nossa escola funcionava assim, toda a sexta era roupa livre e o resto da semana o uniforme era obrigatório, com exceção do primeiro dia de aula, que era livre.
- Então, onde vamos primeiro? – perguntou .
- Ali! É a loja que eu trabalho, então tem desconto!- disse animada e nos puxou pra dentro da loja.
Pegamos várias roupas que gostamos e provamos elas. Saímos da loja com várias sacolas, prontas pro primeiro dia de aula; Realmente, vai ser demais.
- Gente, venham ver isso! – gritou lá da sala e eu e que estávamos lá em cima pintando as unhas descemos correndo, e , que estava na cozinha também correu pra sala.
- O que foi? – perguntei, pois devido ao seu alto berro deve ser algo muito importante.
- O MCFLY TÁ EM LONDRES! – gritou e começou a pular na sala, e todas nós gritamos juntas, até que fez a seguinte pergunta, cortando nosso barato.
- E daí?
- E daí que eles tão aqui! E nós também! – disse não conseguindo falar direito de tanto que havia gritado. Eu e ainda nos recuperávamos da gritaria também.
- E...?
- E que eles tão no mesmo lugar que nós! – falei, ou melhor, gritei.
- Ta, mas pensem que é impossível encontrarmos com eles nessa cidade enorme e, aliás, quanto tempo eles vão ficar por aqui? – a às vezes finge que não acredita nas coisas, mas no fundo ela deve ta pulando.
- Sei lá! Aqui tá dizendo que eles vão ficar uns cinco meses por aqui, pra trabalharem em novas músicas e essas coisas... - disse .
- Quem sabe de sorte! – falei.
- É, mas isso é sorte de mais pra mim! – falou .
- Concordo. Mas deixa a gente sonhar! – falei e ela deu de ombros.
- Sério, imagina se a gente encontra eles por aí? Que perfeito! - disse se jogando no sofá.
- Ia ser de mais! – falou e se sentou no sofá também.
- Bom, nós vamos lá em cima acabar de fazer as unhas, ok? – disse e eu e ela subimos as escadas de volta ao meu quarto, onde estávamos pintando nossas unhas pro primeiro dia de aula.
Depois que acabamos, fomos nos deitar, pois havia sido um dia bem cansativo, e amanhã iríamos continuar ajeitando as coisas. Daqui a uma semana começavam as aulas, tínhamos de nos preparar. Esse ano com certeza ia ser o melhor da minha vida, mesmo que eu não encontre o por aí! Quer dizer, só de estar em Londres com minhas melhores amigas, estudando na melhor escola, e, é claro, morando na melhor casa, esse ano ia ser de mais! Só espero que de tudo certo na escola e que todas nós consigamos empregos... Bom, uma de nós já conseguiu. Amanhã disse que iria ver se conseguia um pra nós, espero realmente que sim, afinal, depois de amanhã já estava certo que íamos à Harrods, comprar, comprar e comprar... E pra isso, infelizmente, precisaríamos trabalhar, mas fazer o quê? Em Londres tudo é diferente e, por ser diferente, se torna melhor.
Enfim, não vamos reclamar de nada, só temos que agradecer por ter sorte de estar aqui.

Capítulo 2.

Já havia se passado uma semana que estávamos lá, e hoje, finalmente – ou não – era nosso primeiro dia de aula. Estava super animada! Combinamos de acordar bem cedo pra nos arrumar e arrasar no primeiro dia. A primeira a acordar foi , então ela chamou todas nós. Cada uma vestiu sua respectiva roupa que comprou na loja que a trabalha, e com o desconto dela também.
vestiu uma calça jeans clara, uma blusinha laranja com colar e brincos dourados.
colocou uma calça de veludo - como estava frio - e uma blusa preta. vestiu calça jeans escura com uma blusa amarela e um cinto, enquanto eu vesti uma calça de Jean claro, uma blusa vermelha de um ombro só, colar e brinco prata.
- Chamou o táxi? – perguntei ao encontrar com elas na porta da casa.
- Uhum, já ta vindo. - disse .
Esperamos mais uns cinco minutos na porta de casa e depois o táxi chegou.
- Pra onde, senhoritas? – perguntou o taxista.
- London High School, por favor. – disse . Então o táxi seguiu até a nossa nova escola e fomos conversando no caminho…
- Sério, eu to muito nervosa! – disse .
- Eu também, imagina se não gostam de nós. – disse .
- Vão gostar... - tentou acalmar ela.
- É. - falei.
- Sério, ainda bem que estamos em algumas aulas juntas. – disse , quando ela está nervosa ela fica falando ‘sério’ todo o tempo.
- Uhum, assim é mais fácil. – concordei.
- Pois é. - disse e todas ficamos caladas, acho que pensando em como seria esse primeiro dia.
Descemos do táxi com muitas expectativas, a maioria positiva, só espero que de tudo certo...
- Prontas? – perguntou e nós assentimos e saímos andando em direção à porta.
Minha primeira aula foi Química, junto com , teve matemática e Geografia, tivemos umas outras disciplinas antes da hora do almoço, mas durante todo o tempo os professores só ficaram explicando as normas da escola e aquelas coisas chatas de primeiro dia... Quando o sinal bateu e eu e as garotas fomos almoçar no refeitório.
- E aí, o que acharam? – perguntou animadíssima.
- Sério, eu amei essa escola! – Disse . - Ainda mais os garotos! – rimos.
- Vou concordar. – falei.
- É! – disse .
O resto do dia escolar foi bem legal, conhecemos todos os ambientes da escola, como o teatro, a sala de música, o ginásio, o pátio, a biblioteca...
À noite nós fizemos miojo com bife e enquanto comíamos o telefone tocou e eu fui atender.
- Alô? - perguntou a voz grave.
- Oi, quem é?
- Aqui é o Adam, da Starbucks. Aí é a... ?
- Sim, sou eu. – falei sorrindo, será que era o que eu pensava?
- Olá, eu gostaria de lhe informar que temos uma vaga disponível de emprego, no turno das 16:00 até as 19:00, a senhora gostaria? – achei estranho o senhora, mas tudo bem..
- Claro, quando eu começo?
- Amanhã.
- Ok, muito obrigada mesmo, até amanhã.
- Até mais. - disse e então desligou o telefone.
Voltei correndo pra cozinha e gritei:
- EU CONSEGUI UM EMPREGO! – eu estava muito feliz, pois a essa altura eu era a única que não conseguira um emprego. já havia conseguido em uma loja de CDs no shopping, e a em uma loja de roupa no maior shopping da cidade, mas não no mesmo de .
- QUE DE MAIS! – gritou e todas vieram me abraçar, e ficamos felizes pelo resto do dia, cada uma com seu respectivo emprego, logo fomos nos deitar, afinal, aquela vida em Londres era linda e tudo, mas realmente dava trabalho...
Por exemplo: Nós íamos à escola, tínhamos nossos empregos e também tínhamos que fazer todas aquelas coisas que talvez não faríamos em casa, como ter que lavar nossa roupa, lavar os pratos, secá-los, fazer a comida, arrumar e limpar a casa...

Quando me acordei de manhã fui a escola com as garotas, e um garoto super lindo falou comigo! Ta, e tipo, acho que agora estamos meio amigos, ele veio falar comigo no recreio e , e ficaram me enchendo de perguntas.
- Quem é? – perguntou .
- O Mike, da minha aula de geografia. – falei sorrindo.
- Hum... Ele é lindo! – disse ainda olhando pra ele, que estava agora de costas conversando com uns amigos.
- É... – concordei.
- Foi você que foi falar com ele? – perguntou .
- Não, ele veio me pedir as páginas do livro que ele não tinha pegado. – disse sorrindo.
- Ah, sério, aqui só tem guri lindo! Eu também quero que venham me pedir as páginas do livro! – disse e nós rimos, então bateu o sinal e tivemos que voltar pra aula.
O resto do dia foi ótimo, mas fiquei ansiosa o tempo todo, devido ao meu primeiro dia de trabalho na Starbucks, e primeiro dia de trabalho em geral, por que na verdade, eu nunca trabalhei, bom, mas agora não dá pra voltar atrás, quer dizer que ao invés de ficar sentada no sofá vendo televisão, vou ter que ir trabalhar! Ou ao invés de mexer no computador ou de fazer qualquer outra coisa, como ler, ou ouvir música, vou ter que trabalhar, ah, ok... Agora vamos lá!

Cheguei ao trabalho bem em ponto, afinal, não queria ser demitida já no primeiro dia. Dei oi ao meu chefe que iria me acompanhar hoje pra me ensinar tudo que eu devo fazer, tipo: como fechar a loja às 19:00, como atender um cliente adequadamente – fala sério! -, como gerenciar as coisas atrás do balcão e essas coisas que se aprende, ou, que se deve saber quando de trabalha em algum lugar.
Quando ele acabou de me mostrar tudo ficou sentado num banquinho ali atrás vendo tudo que eu fazia, sério, e isso estava me irritando! Quer dizer, só por que ele era um gerente lindo ele achava que podia me controlar e ficar me corrigindo? Ah, ninguém merece! E ainda por cima ficava fingindo que anotava as coisas num bloquinho! Ai, meu primeiro cliente oficial! Uhul, uma mulher de mais ou menos trinta anos de idade se aproximou do balcão.
- Boa tarde, o que a senhora gostaria? – perguntei tentando ser uma ótima atendente! Mas é difícil sabendo que estou sendo observada a cada movimento e palavra que digo, mas tentei não ligar.
- Eu queria um brownie e um café. – disse ela.
- Ok, só um instante. – falei, mas logo voltei me esquecendo de perguntar: É pra levar?
- Sim. – disse.
- Aqui está. – falei entregando-a o café e o brownie.
- Quanto é? – perguntou mexendo na carteira.
- São seis libras. – falei e ela me entregou o dinheiro e eu a dei o troco.
- Obrigada.- falou.
- Eu que agradeço. - disse e ela saiu pela porta da frente. E assim foi minha primeira cliente, então meu chefe veio até mim.
- Ótimo, . – falou.
- Obrigada. – disse sorrindo e feliz por saber que me saí bem com meu primeiro cliente.
- Olha só, amanhã eu não vou ficar aqui até as sete, ok? Vou sair por volta das cinco, acho.
- Ok, então amanhã eu fecho? – perguntei.
- Fecha, bom, continua aí... Vai lá atender aquela mesa que vou anotar seu desempenho. – F]falou e eu saí andando até lá. Fiz a mesma coisa, era incrível como eu já havia enjoado daquilo que eu só estava fazendo pela segunda vez! O resto do meu dia trabalhando foi assim, havia me adaptado super rápido àquele emprego, e não era tão chato assim, pelo menos eu tinha um chefe bonito, mas muito chato!
Quando saí do trabalho fui pra casa, eu e as meninas iríamos ao Big Ben tirar fotos, mas antes, claro, iríamos fazer aquelas pilhas de temas que nossa nova escola nos manda fazer. Sério, eu to sentindo muita diferença dessa escola pra minha lá do Brasil, quero dizer, aqui é mil vezes mais puxado, não sei se é pelo ensino em si, ou por causa de ser tudo em inglês...

Quando acabamos de fazer os temas nós começamos a nos arrumar pra ir ao Big Ben.
- Prontas? – gritou lá de baixo pra mim e , que ainda estávamos lá em cima nos arrumando, enquanto ela e esperavam impacientes na porta.
- Sim. – gritei e descemos correndo pelas escadas. Pegamos o táxi, claro, e fomos até o relógio mais lindo do mundo! Tiramos milhões de fotos, cada uma mais estranha que a outra, mas nos divertimos muito, depois fomos tomar um café em um barzinho por aí.

Nossos dias continuaram os mesmos, meio chatos, devido à rotina, então decidimos quebrá-la, indo até Brighton Beach.
- Tudo pronto? – perguntei puxando minha mala, bem grande para apenas um dia, mas tudo bem. Lá tinha uns dois biquínis ou três, eu ia escolher qual por lá, íamos passar a noite no hotel e depois, no domingo, voltaríamos.
- Quase. – gritou do segundo andar.
- Andem! Senão, não vai dar pra irmos à praia ainda hoje. – as apressou.
- Calma! – disse já com sua mala, saindo da cozinha, aonde devia estar comendo o bolo que eu e fizemos ontem.
- Vamos. – chegou finalmente. Concordamos e pegamos o táxi.
Chegamos ao hotel, já não dava mais tempo pra ir à praia. Que droga! Tudo por causa do atraso da ! Nos arrumamos e saímos pra conhecer Brighton Beach! Era realmente lindo, passamos por vários bares e os lugares mais badalados, e tiramos fotos sem parar, conhecemos o porto mais famoso do mundo! Mas um tempo depois nos cansamos e voltamos ao hotel, pra descansarmos e irmos à praia amanhã pela manhã.

- Acorda, ! – gritou jogando em cima de mim meus três biquínis.
- Escolhe logo, tá todo mundo pronto, eu ia te acordar mais cedo, mas daí a disse: "ah, coitadinha, deixa ela dormir, ." Então eu deixei, mas agora anda, senão vamos perder o sol. - Meu Deus, como ela fala!
Escolhi o biquíni preto com alguns detalhes rosa, e fomos para a praia.

’s POV

- Vamos, dude? – falei indignado pela demora do .
- Calma, to indo. – falou apressado.
- E o , e o ? – perguntei.
- Já estão lá. – deu de ombros.
- Vamos embora. – falei e peguei as chaves do carro que estavam em cima da bancada e fomos até a praia de Brighton Beach, pois uma coisa era certa: se estávamos de folga de turnês por uns seis meses, uma coisa que não pode faltar é ir à praia!
Pegamos meu conversível e fomos até a praia. Lá encontramos e , com outras três garotas, até que eram bonitas, mas nem tanto como uma que eu vi lá na beira do mar conversando com suas amigas. Sério, aquelas garotas eram LINDAS! Me deu até vontade de ir lá falar com ela, mas acabei ficando ali com meus amigos, por que as garotas já começaram a puxar conversa, então ficamos ali conversando mesmo, mas de vez em quando eu meio que me distraía e mudava o olhar em direção àquela garota.
- Então, , o que vocês vão ficar fazendo em Londres agora que não irão fazer turnês por tanto tempo? - credo, aquilo parecia uma entrevista ou um interrogatório do jeito que a garota me encarava, a Britanny, quero dizer, descobri o nome dela quando a chamou pra se sentar conosco, pois as outras duas estavam muito ocupadas com e .
- Er... Vamos ficar fazendo umas novas músicas, e... Ah, sei lá... Descansando um pouco também... – falei, estava me levantando pra ir falar com aquela garota quando vi que estavam junto com outros dois caras, daí pensei: se for namorado dela, vou me ferrar. Então fingi que ia ajeitar o guarda-sol que estava ali perto de nós, e depois me sentei de volta.
- Ei, ! Vai comprar coca pra gente?
- Por que você não vai?
- Porque eu to com preguiça, e você nem ta conversando conosco, ta aí voando! – explicou.
- Folgado. – falei e fui até a cabana que vendia essas coisas pra comer.
Até que a fila não tava tão grande, só demorou uns cinco minutos até eu pegar duas cocas e voltar pra lá. Mas quando voltei não tinha ninguém lá! É, me deixaram sozinho! Sei lá aonde esses idiotas foram... Me sentei de volta com a minha coca, tomei-a, e coloquei meus óculos de sol, pois o sol dava bem na minha cara naquela cadeira que estava sentado. Quando me virei pro mar vi um grupinho de pessoas lá dentro. Achei! Estavam todos lá, de início não quis ir, tava com sono, então me deitei pra trás e fechei os olhos pra ver se dormia, mas nada. Então me cansei e levantei. Tirei os óculos e fui até o mar, quando estava caminhando até lá, vi que aquela garota ainda estava lá na beira da água, mas agora só com uma amiga, mas ela nem olhava pro lado de tão empolgada com a conversa que estava. Será que ela era minha fã? Bom, acho que se fosse, a amiga dela já teria me visto... Quando cheguei na beira da água, parei. Fiquei fingindo que estava olhando a praia, ou procurando alguém, mas é que daquele lugar eu tava bem perto dela e eu queria ver se escutava alguma coisa do que elas conversavam, e também, queria ficar olhando pra ela, porque, cara, ela é muito gostosa!
Depois de ficar algum tempo ali, fingindo, entrei no mar com o pessoal, quando cheguei até onde eles estavam, falou:
- O que você tava fazendo parado ali? – ainda bem que ninguém ouviu, todos estavam conversando um pouco mais pro fundo, mas recuou só pra implicar comigo, ele adora! E eu odeio.
- Er... Tava só dando uma olhada na praia... – não terminei, pois logo ele me interrompeu dizendo:
- Não tava, não.
- Claro que tava! – insisti.
- Não tava, não.
- Tava sim!
- Sei, você tava é olhando pra aquela garota de biquíni preto com uns trocinhos rosa!
- Não tava!
- Tava!
- Ta legal, tava. Satisfeito?
- Não, o que você ta esperando?
- Hã?
- Vai falar com ela!
- Não, o que eu vou dizer? Você quer que eu chegue do nada ali? E diga o quê? Oi, tudo bem?
- É, ela pode ser nossa fã. – disse esperançoso.
- Acho que não, porque ela ia se ligar, poxa, eu tava bem atrás dela!
- Ela devia estar distraída, sei lá. Agora, vai!
- Depois.
- Ta, mas vai!
- Já disse que vou.
- Beleza, agora vamos lá. – falou, fomos mais fundo e mergulhamos junto com os outros. Quando saí do mar, uma meia hora depois, vi que ela não estava mais lá, mas meio que continuei procurando por ali com os olhos... Me sequei e disse que ia levar as garotas em casa e ia voltar pra nos levar depois, pois só cabiam cinco no carro, ou seja, ele, , e as três garotas.
- E aí, cadê ela? – perguntou quando se sentou na cadeira ao meu lado e tirou as costas da cadeira pra procurar.
- Ela já foi. – dei de ombros.
- Não mente! Você só ta com medo de ir, e vou avisando, se você não for, eu vou. – ri.
- Nem pensar, ainda mais porque ela já foi embora mesmo.
- Que cedo pra ir embora.
- Já são quase quatro horas, !
- E daí? Bem que ela podia te esperar.
- Ela nem sabe quem eu sou, idiota!
- Isso é porque você é o maior lerdo da história de caras que querem falar com garotas na praia!
- Calma, agora deixa, o que eu vou fazer, sair por aí perguntando: Ei, você viu uma garota com um biquíni preto com rosa por aí?
- É uma hipótese.
- Cala a boca, cara! – rimos.
- Ta, então agora deixa.
- É, vamos, o ta fazendo sinal. – pegamos as coisas e entramos no carro pra voltar pro hotel, acho que iríamos ficar mais um dia por aqui, afinal, começar a trabalhar terça não faz muita diferença, ou faz... Mas de qualquer jeito vamos continuar por aqui.
Além disso, vamos voltar à praia amanhã, espero que ela esteja aqui de novo. Credo, que paranóia! Mas se ela não tiver, fazer o quê?

Fim do POV

- , eu vou matar você! – falei quando liguei a televisão no canal de notícias, já em casa, afinal, amanhã teríamos aula. Já! Que droga!
- O que aconteceu? – ela veio correndo lá pra sala, com um prato na mão, cheio de ovos mexidos que fizemos pra jantar com torradas, mas como estava enjoada, a recém se sentiu bem pra comer.
- Isso aconteceu! – falei apontando pra TV, onde se escutava o repórter falando:

- Hoje, em Brighton Beach, o Mcfly aproveitava a praia, acompanhados de três belas garotas. Os garotos conversavam animadamente, entraram no mar e caminhavam ao longo da praia, e por incrível que pareça nenhuma fã presente os notou ali, ou pelo menos ninguém se pronunciou. Assim, os garotos puderam aproveitar a praia sem serem interrompidos. Por volta das quatro da tarde os quatro foram embora.

- Ouviu? – perguntei e ela estava quase chorando.
- Não acredito que estávamos na MESMA praia que eles, e nós, as idiotas, não percebemos!
- Eu sei, eu quero me matar! – gritei e logo me apareceram.
- Por quê? – foi a primeira a perguntar.
- PORQUE O MCFLY ESTAVA EXATAMENTE NA MESMA PRAIA QUE NÓS ONTEM! E NÓS NÃO OS VIMOS! – gritou .
- Não acredito! – disse , mas ficou meio quieta pensando.
- AH, JÁ SEI! – disse.
- Sabe o quê? – perguntei.
- É que assim: lembra ontem quando vocês estavam todas empolgadas falando que eles iam fazer um show em Londres e blá, blá blá... E que tínhamos de conseguir entradas e tal?
Assenti.
- Bom... – disse fazendo gestos com as mãos. – Um pouco atrás de você e sua empolgação toda, tinha um garoto muito parecido com o . E tipo, ele tava olhando pra você, e às vezes ele olhava pro mar, ele ficou uns dois minutos ali, mas sério, ele era parecido demais com o , mas você tava TÃO empolgada com a conversa que eu nem disse nada, quer dizer, você nem dava espaços pra mim falar... - a interrompi.
- O QUÊ? Quer dizer que o tava olhando pra MIM e você não me falou? – perguntei histérica, quase pulando no sofá.
- Eu não sabia que era o , juro.
- , estávamos em uma praia perto de Londres, e o Mcfly ta em Londres, será que não se passou nem um segundo pela sua cabeça de que PODERIA MESMO ser ele?
- Desculpa, eu não me liguei.
- Tudo bem, o que importa é que tava olhando pra MIM! – depois dessa fala gritei e, óbvio, elas gritaram também, até que paramos pra pensar que não adiantava nada, porque eu nem mesmo falei com ele... Que chance perdemos, que droga...
Esgotada, mas feliz, fui me deitar, afinal, amanhã era outro dia normal, ou seja, sem me olhando na praia... Mas sério, eu quase nem consegui dormir de tanta felicidade!

Capítulo 3.

- Ta pronta, ? – perguntou .
- Uhum, já to descendo! Podem ir entrando no táxi. - acabei de me arrumar e desci pra escola.
A aula foi o mesmo de sempre, mas foi muito boa, eu adoro ir à escola, pois a gente conversa com os amigos e tudo mais... Mas como tudo tem um ‘porém’, bom, aqui é que temos que estudar, e isso NUNCA é legal! Depois do colégio íamos todas na Starbucks tomar um café, já que meu turno só começava às quatro e saíamos do colégio às três. Então as garotas já estavam me acompanhando e depois que meu turno começasse lá, elas iriam para os trabalhos delas.
- Então, o que vocês tão achando de morarmos aqui? Não é o máximo? – disse quando se sentou na mesa da Starbucks mais próxima a janela, pois segundo a ela, ela gostava de ver o movimento, especialmente das pessoas londrinas.
- Total! – concordou .
- É, menos essa parte de trabalhar! – disse , e nós rimos.
- Concordo, mas o que vamos fazer, se não trabalharmos, é adeus a Londres! – entrei na conversa também.
- É, mas até que eu gosto do meu trabalho, não é ruim, afinal, é no shopping... – disse .
- É, até que o meu não é ruim também! – dei de ombros.
- Sei lá se eu gosto do meu ou não. – disse .
- É, mas se temos que trabalhar, tudo bem por mim, concordo com a . Que dizer, se não trabalharmos chega de Londres! – disse .
- Pois é! Sabem o que eu queria fazer? – perguntou .
- Não, porque não somos adivinhas. – falou .
- Ta, eu vou dizer então... Eu quero ir à um Pub!
- Nós também, especialmente se o estiver lá! – disse .
- Ok, mas provavelmente o não vai estar lá, mas você vai ter que ir igual!
- Pois é, quem dera que ele tivesse...
- Concordo, mas não sobre o . Sobre o , estar lá, quero dizer. – falei.
- Bom, então se liguem porque nenhum dos dois vai estar, nem o ! – fez uma cara triste e nós rimos. Comemos nosso lanche e depois cada uma foi para seu respectivo trabalho.

A Starbucks estava bem movimentada naquele dia, foi realmente corrido, mas de acordo com o meu chefe – o preguiçoso que foi embora antes do horário e mandou ficar até a outra funcionária da loja chegar, mas isso eu já esperava, afinal, meu turno acaba às sete mesmo, mas ele poderia ficar também, pois ele é o gerente, portanto: tem que gerenciar! – eu estava indo muito bem, claro que depois que ele saiu não pode ter 100% de certeza, já que foi embora antes! De qualquer maneira meu dia não foi ruim, mas é claro que eu preferia ter voltado a Brighton Beach e tentado achar por lá, ou melhor, eu ia procurar ele por lá até achar, nem que eu precise faltar a semana toda de aula pra isso.
Ok, eu não ia fazer isso, além do mais, se eu fizesse, era melhor dar tchau a essa cidade linda e maravilhosa que eu nem tive tempo de fazer um tour ainda. Hoje conheci minha colega de trabalho que naquele dia faltara, ela atendia as mesas, enquanto eu ficava no caixa. Gostei dela, ela é bem simpática, e me explicou tudo direitinho de como funciona e tal, e também disse que ele sempre fica irritadinho quando deixamos coisas soltas pelo balcão, e não é nem um pouco desconfiado, pois no primeiro dia dela, ela já teve permissão de ter as chaves da loja, pra fechar quando o turno acabar. Ah, falando nisso, o nome dela é Tina, e ela completou desejando uma boa sorte pra mim no trabalho, e que no início não parece tão ruim, mas depois sempre vai piorando. O que não foi um incentivo muito bom! Mas deixa pra lá, o que importa é que não vou desistir desse trabalho. Nem pensar. Senão já era.
Quando cheguei em casa as garotas estavam todas arrumadas.
- Que é isso?
- Vamos a um Pub aí, vem conosco, né? - perguntou .
- Er...
- Vem, vai ser legal! – insistiu .
- É. – concordou .
- Ok, vou lá me arrumar então, alguma de vocês quer fazer o favor de vir também? Quero que alguém me ajude a escolher a roupa!
- Eu! – gritou .
- Ta, vem logo, então. – subimos as escadas em direção ao meu quarto, então abrimos o armário e ficamos olhando as roupas, até que disse que o meu vestido preto um pouco acima do joelho com um colar de prata, com umas pedrinhas de diamante era perfeito. Concordei e vesti-o.
Pegamos o táxi até o mais próximo da nossa casa... O lugar era bem moderno, estava muito lotado! Havia muita gente dançando e bebendo... Então eu e as garotas sentamos em uma das únicas mesas vazias por lá.
Cada uma de nós pediu uma bebida, depois fomos dançar, conheceu um garoto na pista de dança e logo estavam se agarrando lá no meio, estava dançando com um garoto que havia a convidado, e eu e estávamos conversando... Até que um garoto chegou e me chamou pra dançar, então olhei pra ela como se perguntasse: “Posso ir? Você não se importa de ficar aí sozinha?”, mas ela murmurou um ‘vai’ baixinho. Então eu fui, né! O garoto era LINDO!
- Qual seu nome? – perguntou.
- , mas me chama de , e o seu?
- Eu sou o Dylan, prazer.
- Prazer. – sorri.
- Então, vamos dançar? – estendeu a mão e entramos na pista de dança.
Dançamos bastante e ficamos algumas vezes, e depois fomos nos sentar junto com e Allan, e Michael. devia estar dançando com algum garoto lá no meio.
- Então, vocês são brasileiras? – perguntou Allan.
- Somos. – sorriu .
- Vocês tão fazendo intercambio? – perguntou Dylan.
- É, estamos aqui pra fazer o terceiro ano. – sorri.
- Que maneiro! Vocês já conheceram a cidade? – perguntou Michael.
- Mais ou menos, ainda não fizemos nenhum tour. – respondi.
- Por quê? – quis saber Allan. Então foi a vez de entrar na conversa:
- Desde que chegamos estamos muito ocupadas arranjando trabalho e com a escola, então ainda não visitamos a cidade, mas queríamos mesmo era visitar um cinema daqui. – ai meu Deus, que indireta, !
- Sério? Podíamos levar vocês pra conhecer um então. Que tal sexta à noite? – perguntou Michael.
- Seria ótimo. – sorriu .
- O que vocês acham, vamos também? – perguntou Dylan.
- Uhum. – concordei, e Allan e assentiram. Então chegou e perguntou:
- O que vocês acham do quê?
- Ir ao cinema sexta à noite, topam? – perguntou Allan para e ao garoto que segurava sua mão.
- Er... Pode ser. – disse ele. O garoto que estava com a , quer dizer.
- A propósito, esse é o Jim, e essas são , e , e eles... – apresentou.
- Nós somos Dylan, Michael e Allan. – Disse Dylan, todos cumprimentaram-se.
O resto da noite foi maravilhosa, dançamos mais um pouco e os garotos pegaram nossos telefones, e depois, como já era meia noite fomos embora, pois tínhamos aula amanhã, o que acabei de lembrar! Sério, que idiota vai pra um Pub e fica até tão tarde se depois sabe que tem aula? Bom, aparentemente, minhas amigas! Quer dizer, como me esqueci que tinha aula amanhã? Nunca vou conseguir levantar! Essa vida em cidade grande já cansa, imagina se somar a isso o fato de que ficamos até tarde em um Pub com uns caras que mal conhecíamos, mas que eram totalmente lindos? Sério, acho que amanhã vou fingir estar doente e faltar a aula! Ou não, senão depois eu me ferro! Ai! EU não quero ir pra aula amanhã!!!!!!!
Chegamos em casa meia noite e meia devido ao trânsito, o que só piorou a minha vida! Quando chegamos lembrei as garotas que tínhamos aula amanhã, e elas responderam que já sabiam! Como assim? Como elas inventam essa saída se sabiam que teria aula amanhã? Ta, eu que sou muito idiota, na verdade. Quer dizer, como eu me esqueci que tinha? Ah! Espera aí, acho que eu sei: é porque a cada segundo do dia eu ficava pensando em como eu fora burra de não perceber que estava na mesma praia que ! Ah! E também não parava de pensar em como foi legal quando a me disse que ele tava ME olhando! Eu! Sério, isso é de mais pra mim! olhando pra mim, ! Impossível! Ou pelo menos até aquele dia! Ai, não posso deixar essa felicidade me dominar por completo, senão não faço mais nada direito!
Depois de por o pijama e me deitar ainda tive que ficar escutando a dizer que estava sem sono.

- ! To sem sono, vamos conversar um pouco?
- Eu to cansada! – reclamei.
- Por favor? Só um pouquinho? É que a e a já dormiram, senão eu podia ir conversar com elas também, sei lá, pra você poder dormir, mas por favor?
- Ai, ta. Fala.
- O que você achou dos garotos?
- Lindos. – rimos.
- Eu também, e eu ainda consegui um encontro com eles pra nós todas! Vai dizer que eu não de mais? – ri.
- Claro, acho que todo mundo viu a indireta: ‘Quero mesmo é conhecer um cinema...’- tentei imitar a voz dela falando e ela riu.
- Ah, deixa pra lá se não fosse eu nunca mais os veríamos!
- Claro, você é de mais!
- Eu sei! – rimos.
- Agora vamos dormir?
- Calma, o que você acha que eu uso pro cinema?
- , ainda faltam dois dias! Você tem tempo, o que não temos tempo é pra dormir! Boa noite.
- Ta, boa noite, mas acho que vou com aquela saia jeans e aquela bata de um ombro só vermelha e...
- Ta, vai ficar de mais, agora vamos dormir.
- Ta.
- Boa noite.
- Boa noite. – desliguei a luzinha que ficava do lado da minha cama e dormi.
E que sono bom! Quer dizer, é sempre bom dormir quando estamos exaustas! O ruim é que quando chegamos em casa exaustas demais, e vamos logo se arrumar pra dormir, mas o pensamento de que o estava na mesma praia que você, e o fato de sua melhor amiga ficar puxando assunto faz você esquecer TOTALMENTE de programar aquela coisinha super importante e irritante que te acorda de manhã, o tal do despertador, faz com que você não se acorde pra aula no outro dia de manhã, já que suas amigas “super ligadas e responsáveis” sempre esperam que EU prepare o despertador, ninguém se acordou no outro dia. O que foi bom, afinal, descansamos. Mas tudo isso não importa tanto quanto o seguinte: Sonhei com essa noite!

Quando nos acordamos às dez da manhã foi o maior problema, ninguém assumiu a culpa, mas ninguém brigou com ninguém. Na verdade, todas adoramos o fato de podermos dormir até mais tarde, o que não gostamos é que precisaríamos sair pra comprar comida pro almoço, pois não havia nada em casa, já que sempre almoçávamos na escola. Então fizemos um sorteio pra quem iria ao super e graças a Deus, eu não fui sorteada, quem foi no super foram e . Eu e ficamos em casa vendo TV, mas na propaganda chamei pra contar meu sonho pra ela.
- , adivinha com quem eu sonhei hoje?
- O Dylan?
- Melhor.
- Ah, já sei! O !
- Óbvio!
-Conta, conta...
- Ta, tipo, não foi completamente perfeito o sonho, quer dizer não é muito romântico, mas pelo menos o tava, e sem camisa!- riu.
- Ta, conta logo!
- Ta: estávamos na praia, quando digo nós, é eu e , já nos conhecíamos pelo visto. Bom, então eu propus a ideia de entrarmos na água, e então fomos. Ta, ficamos um baita tempo na água conversando, só que não lembro o quê. Tipo, já é um milagre eu me lembrar do que eu sonhei! Eu sempre esqueço meia hora depois que me levanto! Bem, voltando ao sonho. Ta, conversamos na água, até que o falou pra irmos mais pro fundo e eu concordei, daí ele pegou minha mão e fomos. Só que meu pé caiu dentro de um buraco e eu comecei a gritar, então eu me acordei.
- UAU! Que romântico! – ironizou.
- Cala a boca, ta? Pelo menos sonhei com ele!
- Eu sei. Eu queria sonhar com o , faz tanto tempo que não sonho com ele.
- Eu também, fazia tempo que eu não sonhava com , mas eu preferia ter sonhado um sonho que eu não me afogasse! Sei lá se eu teria morrido ou não, se não tivesse acordado!
- Credo, !
- Ainda bem que era sonho.
- Uhum, acho que tu sonhou com praia porque foi onde estávamos na exata hora que eles estavam, mas nós, muito idiotas, não percebemos!
- É. Que droga.
Algum tempo depois as garotas chegaram com pizza. Então as aquecemos e comemos. Depois do almoço fomos até o Museu Madame Tussauds.
Nos divertimos muito lá, tiramos fotos com várias pessoas importantes, e fomos em algumas atrações por ali. Mas, infelizmente, as quatro todas tínhamos que trabalhar. Então pegamos um táxi e cada uma foi pra seu respectivo emprego. Finalmente eu havia visitado o museu de cera, onde eu sempre quisera ir. E realmente, eu não me desapontei, é realmente perfeito, com certeza melhor do que o de New York, e acho que o melhor de todos, mas não fui a todos, então não posso falar. Mas como ele é o principal, deve ser. Quer dizer, em Londres foi o primeiro lugar a ser construído esse museu. Depois de entediantes horas no trabalho meu turno chegou ao fim, então fui pra casa, afinal, amanhã haveria aula, e agora não havia como evitar! Não mesmo.

Os dias se passaram rápido até sexta à noite quando os garotos iam nos levar ao cinema. Allan ligou pra e disse que eles todos – inclusive o Jim – estariam nos esperando no cinema às oito. Então chegamos do trabalho e fomos correndo nos arrumar! Assim começaria nosso fim de semana, visto que não temos que trabalhar nos sábados! Ainda bem.
Vesti minha saia e uma camisa preta com “Hollywood” escrito em prata, que eu trouxera quando viajei pra Califórnia há um ano atrás. E com uma sandália de salto não tão alto, também preta. Chegamos cinco minutos atrasadas, mas chegamos!
- Oi, meninas! – disse Allan.
- Oi. – os cumprimentamos, e depois cada uma foi para o lado de seu “acompanhante”.
- Vamos assistir que filme? – perguntou .
- Encontro Explosivo. – respondeu Michael.
Entramos na sala, e por incrível que pareça assistimos o filme! Tipo, o filme se trata de uma mulher (Cameron Diaz) que do nada se vê envolvida num “crime” feito por “ Cruise ”, mas na verdade ele está tentando salvar o cara que inventou o item roubado. É muito bom, você fica ligada na tela o tempo inteiro! Ta, QUASE o tempo inteiro! É QUASE impossível parar de olhar! Eu amei! Sinceramente, não esperava ser tão bom assim. Pois tem de tudo: comédia, romance e aventura! Quando saímos do filme os garotos nos levaram pra tomar sorvete ainda no shopping, conversamos um pouco sobre nossas vidas, e agora sabemos mais coisas sobre eles:
- Eles estão no primeiro ano da faculdade! Que de mais, estamos saindo com universitários! E;
- Dylan está fazendo medicina;
- Allan e Jim estão fazendo direito, mas em faculdades diferentes;
- Michael faz administração, pois seu pai tem uma empresa;
- Allan na verdade nasceu nos Estados Unidos;
- Dylan fez o terceiro ano na França, e nos contou que ficou na casa de um casal meio idoso muito simpático, enquanto Jim, que fez intercâmbio para a Nova Zelândia, teve o azar de ir parar numa casa onde o casal estava prestes a se divorciar, e não paravam de brigar nem um segundo, e ele ainda teve que descobrir tudo sozinho sobre como se locomover pela cidade e como chegar aos lugares que ele queria, pois os caras nem davam bola pra ele, e quando ele ia falar com eles, diziam que tinham alguma outra coisa pra fazer;
- Allan e Dylan amam jogar futebol;
- Mas Michael prefere basquete;
- E Jim não é muito de esportes em equipe, então prefere tênis;
O que fez dar uma indireta para um próximo encontro.
- "Então, eu adoraria jogar tênis por aqui, nós também jogamos, quer dizer, tentamos, acho que não somos muito boas." – Disse olhando diretamente pra Jim.
- Sério? Que legal, vocês gostam de assistir tênis também?
- Uhum... – concordou, mesmo não curtindo tanto assim assistir ao tênis na TV. Perguntava-me porque ele perguntara se a gente gostava de assistir tênis, quer dizer, a indireta fora pra JOGARMOS com eles, e não ASSISTIRMOS eles, ou o que quer que estejam pensando...
- Então poderíamos ir à Rolland Garros, na França, próximo fim de semana tem um jogo do Federer contra o Nadal. – Propôs Jim. – O que vocês acham?
- Ai, a gente ia adorar, não é gurias? – disse e olhou pra nós como quem diz “aceitem, ou senão vão ver só mais tarde!”
- Claro, a gente ia amar! – falei, entendo o recado da minha amiga. Mas não falei apenas por ela, quer dizer, deve ser mesmo de mais assistir a um jogo desse nível! E caro também! Bom, mas isso veríamos depois... Eu estava realmente gostando de assistirmos a esse jogo.
- Beleza, vamos então! – Dylan se pronunciou.
- Ótimo! Vamos lá! – Disse Allan. – O que você acha, ?
- Eu adoraria! – falou sorrindo.
- É, vamos então! Disse Michael olhando para , que assentiu.
Saímos da sorveteria e eles nos deixaram em casa, me despedi de Dylan dando-o um selinho, e combinamos de nos encontrarmos então, fim de semana que vêm para o jogo. Ambos estaríamos ocupados de mais durante esse intervalo. Quero dizer, eu tenho MUITA coisa da escola pra fazer, e a professora de geografia já marcou a data da primeira prova, já! E vai ser quarta-feira, então tenho que estudar, ainda mais porque é em outra língua. E tenho muitas tarefas, e ainda com o trabalho, é muita coisa pra mim, não dá pra ficar perdendo tempo. Não que ficar com o Dylan seja perda de tempo, é que... Sei lá, não posso me desligar total só porque estamos juntos.
A semana se passou bem rápido, menos terça. Que demorou ANOS pra passar, porque tive que ficar estudando de mais para aquela prova no dia seguinte, ainda bem que estamos em quatro, ou seja, qualquer dúvida tenho elas pra me ajudarem, mas a maioria das vezes, são elas que vem me perguntar, então não faz tanta diferença assim. Recebi a prova na sexta, e o resultado foi surpreendente, bom, pelo menos eu acho que 9.8 de 10 é de mais! Ainda mais em outro idioma! To muito feliz com a nota da minha primeira prova por aqui...
Se as coisas continuarem assim, vou ficar aqui por bastante tempo, pois uma das condições dos meus pais, era ir bem no colégio, e parece que isso eu vou conseguir...
Bom, e se der sorte, o que eu quero também. Só basta esperar...

Capítulo 4.

Acordei sábado de manhã super ansiosa pra ir à Paris, ver o jogo de tênis. Os garotos nos ligaram na quinta, e disseram que não custaria tão caro os ingressos, pois era início de campeonato! Poxa, início de campeonato e dá uma partida boa dessas! Cada um ia pagar suas despesas, menos a janta que eles disseram que era por conta deles, já que não podiam pagar as passagens pelo trem bala e os ingressos do jogo. Mas o bom é que se você compra um ingresso, você pode assistir a todos os jogos do dia! Nos arrumamos e fomos encontrar os garotos antes de entrarmos no trem bala. Sério, deve ser de mais andar nisso, quer dizer, vamos andar de baixo da água! E depois na volta vamos voltar por um barco, só pra experimentar os dois.

Demorou mais ou menos 45 minutos pra chegarmos à Paris. De lá pegamos um ônibus que ia à Rolland Garros. Quando chegamos lá a primeira partida era de dois caras que eu não conhecia, mas foi bem bom. O cara mais bonito ganhou, ou seja, o que eu e as garotas estávamos torcendo! Jim e Dylan também torciam pra ele, mas não por ser mais bonito, e sim por uns troços que eles estavam comentando lá, que não entendi absolutamente nada! Já Allan e Michael torciam pro feio que perdeu! Coitado!
Depois almoçamos e o próximo jogo seria o do Federer e do Nadal! Entramos no estádio e pegamos uns lugares bons até, quer dizer, não é bem lá na frente, mas víamos o jogo perfeitamente. Nos sentamos por torcida: Eu, , Dylan e Michael torcíamos pro Federer, e , Allan, e Jim torciam pro Nadal. O jogo estava muito bom, bem disputado. Jim e Allan apostaram que Nadal ganharia, e se ele ganhasse quem pagaria todo o almoço seria Dylan e Michael. E os garotos aceitaram a aposta e se eles ganhassem seria o inverso. Bom, acho que eles se deram, porque o Federer ganhou! Isso! Depois do jogo fomos a um fliperama que tem embaixo das quadras, sério, é demais, jogamos bastante, e depois fomos jantar, o jantar que Jim e Allan tiveram que pagar! Bom, quem mandou eles apostarem?!
A janta foi muito divertida, estávamos cada vez mais próximas dos garotos, e o bom era que eles também eram amigos, quer dizer, se tornaram amigos, então podíamos sair todos juntos! O que era bem legal, mas eu queria mesmo era um outro dia sair só com mo Dylan... Bom, quem sabe ele não me convide? Espero que sim!
- O que acharam da partida? – Allan perguntou quando todos já tinham acabado de comer, um jantar delicioso por sinal.
- Eu adorei, minha parte preferida foi quando o Federer fez um ace! – falei sorrindo.
- Eu não! Eu achei a parte que o Nadal deu uma bola curtinha e o Federer não conseguiu pegar! – disse Jim.
- Eu concordo com ele. – disse .
- Eu concordo com a . – Dylan piscou pra mim.
- É, eu não me lembro direito da partida, mas acho que o melhor ponto foi o último, quando o Federer ganhou! – disse Michael, é nós todos rimos.
Depois do jantar combinamos de ir a um barzinho de noite pra tomar uma cerveja e dançar um pouquinho... Ou bastante.

Chegamos na entrada do bar, e fomos para o balcão, e todos ficaram se olhando.
- E aí, quem pede? – perguntou .
- Er... Eu que não sei pedir! – disse Jim.
- Ai, deixa que eu peço! – falei e fui até o cara que estava atendendo, que era bem bonito, por sinal.
- Excuse moi, je prend huit bières, s’il vous plaît. – pedi oito cervejas.
- Oui, voilá.
- Ça fait combien?
- Ça fait douze euros, mademoiselle.
- Merci. – agradeci e disse aos garotos que eram doze euros todas as cervejas, e cada um me deu o dinheiro, paguei e pegamos.
Dançamos um pouco, mas pro nosso azar uma meia hora depois que a gente chegou alguns seguranças invadiram a pista de dança e esvaziaram o local, o segurança disse era devido a uma briga que estava acontecendo, e podia resultar em coisas piores, então mandou todos evacuarem. Depois dessa pequena decepção, percebemos que estava muito tarda pra irmos pra Londres, então nos hospedamos num hotel por uma noite, ficamos e eu no mesmo quarto e me no outro, e os garotos não sei como se dividiram, mas foi uma sorte imensa conseguirmos uma vaga tão em cima da hora! Nos acomodamos e no outro dia acordamos às oito da manhã pra voltarmos pra Londres pelo barco. Foi um passeio ótimo, bem diferente, que nunca tínhamos feito nada igual antes, mas eu passei o passeio inteiro pensando onde poderia estar, será que ele teria passeado por Londres no fim de semana, ou será que ficou no estúdio gravando algo, ou compondo? Espero que tenha ficado no estúdio! Quer dizer, senão eu perdi uma chance de me encontrar com ele por aí!
Quando chegamos em casa no domingo a tarde arrumamos nossas coisas pro dia seguinte.

- Então? O que vamos fazer agora? – perguntou se jogando no sofá onde eu estava lendo um livro, e assistindo TV. estava na cadeira lendo uma revista.
- Er... Ficar em casa? Eu to podre. – disse desviando os olhos da televisão.
- Não, a gente ta em Londres! Por favor, vocês querem me dizer que viemos até aqui pra ficar em casa? – exclamou .
- É que a gente ta cansada. Por quê? Aonde você queria ir? – perguntei.
- Dar uma volta por aí. – deu de ombros.
- Eu não vou, desculpa, mas to muito cansada mesmo. – disse .
- E vocês? – olhou pra nós.
- Ta, eu vou. – larguei meu livro e saímos pra dar uma caminhada por aí.
Saímos pela calçada bem arborizada da nossa rua conversando sobre como era bom morar lá em Londres e tal, quando encontramos com Josh nosso colega. Josh era capitão do time de futebol americano da escola, mas ele era bem legal, e bonito. Eu e já tínhamos falado com ele uma vez, já que é líder de torcida. Ela queria me convencer a fazer os testes, mas eu não quis, além disso, ia ser muita coisa pra mim.
- Oi, Josh. – dissemos.
- Oi, ! Oi, . – sorriu.
- Vocês vão assistir O nosso jogo hoje à noite? – perguntou.
- Ai, meu Deus! O jogo, ainda bem que você me lembrou, eu havia esquecido completamente. – entrou em pânico.
- Você esqueceu? Você não pode, tem que ir lá pra torcer.
- Eu sei, ainda bem que você me lembrou, vamos voltar pra casa agora pra eu me arrumar pro jogo.
- Ta bom...Er... E você vai, ?
- Não vai dar, tenho muita coisa pra fazer hoje.
- Ah.
- Mas boa sorte. – sorri.
- Obrigado, até mais.
- Tchau. - dissemos e voltamos até chegarmos em casa novamente.
Quando chegamos entrou correndo e foi pro seu quarto se arrumar, e eu fiquei lá embaixo explicando para as garotas o porquê da agitação dela.
iria ficar em casa comigo enquanto ia acompanhar no jogo, porque ela não queria ir sozinha.
Durante o resto do dia fiquei fazendo a minha redação que deveria ser entregue amanhã, e depois vi um filme com , Jogo de Amor em Lãs Vegas. É muito bom, também, com o Ashton Kutcher tem que ser bom! Depois fui me deitar.

No outro dia na escola fiquei sabendo que havíamos ganhado o jogo de 7 x 4 ontem, e o primeiro touch down fora do Josh, então fui lá parabenizar ele e a equipe. No almoço encontrei as garotas na mesa, e ficamos conversando sobre as mesmas pessoas de sempre: , , e . Nunca nos cansamos desse assunto! O almoço tava bem bom hoje. Depois da aula descansei um pouco até chegar a hora de ir para o trabalho.

- Olá. – cumprimentei meu chefe que como sempre estava sentado, a outra atendente estava no caixa, mas logo ela ia embora, pois era a hora do meu turno.
- Oi. – Cumprimentou-me. – Posso falar com você? – fez sinal para a outra atendente ficar no caixa mais um pouco.
- Claro. – assenti e entramos pela porta que havia atrás do caixa.
- Bom, , é o seguinte: a sua colega de trabalho, Tina, quer fica com você e depois de você até fechar a loja sofreu um imprevisto, e não poderá vir hoje, então você vai ter que fechar a loja, e consequentemente ficar até às 11 da noite.
Ta legal. Essa me pegou de surpresa! Quer dizer, amanhã eu tenho aula! Que droga! O que será que aconteceu com a Tina? Vou perguntar.
- Claro, sem problemas. – concordei como uma boa atendente. – Mas o que aconteceu com a Tina?
- Ela teve que viajar pra Milão, pois sua mãe está doente, então acho que você terá de cobri-la por mais alguns dias.
- Coitada, ta bem, sem problemas.
- É isso aí. Agora eu tenho que resolver um probleminha com a compra do meu carro. Até amanhã. – me entregou as chaves da loja e foi embora.
Quando voltei ao caixa a outra tendente não estava mais lá. É isso, agora somos só eu e a loja. Eu posso dar conta disso. Espero.
Primeiro de tudo ia ligar para as garotas, mas nem precisou, pois logo meu celular vibrava em meu bolso, e vi que era . Acabei de atender a fila de clientes e liguei pra ela de volta.
- Oi, .
- Oi, .
- Olha só, eu não vou chegar em casa às sete hoje, tá?
- O QUÊ?! LOGO HOJE? – gritou histérica.
- Como assim? , se acalma.
- É que hoje mesmo vimos no twitter do assim: Mal posso esperar pra comprar minha nova guitarra hoje!
- E daí?
- E daí que nós vamos pra melhor loja de guitarras assim que todas sairmos do trabalho. E você é a principal nisso, quer dizer, você que gosta mais do .
- Eu sei, mas não posso dizer que não vou ficar, se não vou ser demitida, aproveitem por mim, se encontrarem ele peçam um autografo, sei lá.
- Pode deixar, sinto muito você não poder ir.
- Imagina eu então. Quero me atirar de uma ponte! – rimos.
- Vou lá, então, até.
- Tchau.
Droga! Não acredito que to perdendo essa chance, quer dizer, aquele estúpido gerente que não faz nada, só manda, manda e manda vai embora e me deixa aqui perdendo a possível maior chance da minha VIDA! Ta, não A MAIOR chance, porque essa aí eu já perdi, mas perdendo a SEGUNDA maior chance da minha VIDA! ODEIO aquele homem! Continuei trabalhando mais desanimada do que nunca, quando o local esvaziou um pouco peguei o celular e liguei pra , afinal, já eram dez horas da noite, elas deviam estar lá. Enquanto eu estou aqui, morrendo de tédio.
- ? Já tão na loja?
- Oi, né!
- Oi.- ri.
- Ok, assim ta melhor. Não, quer dizer, sim. Mas ta uma multidão de gente aqui dentro, ninguém enxerga nada! – escutei a voz dela em meio a gritaria.
- Ai. Que droga, mas dá pra ver ele?
- Ele quem?
- O !
- Ah claro.
- Tas vendo ele?!
- Não, óbvio que não, se eu disse que ta uma multidão! Falei: “ah, claro” me referindo ao .
- Ai, não me assusta.
- Calma, você não ta perdendo nada, acho que ele deve ta indo embora daqui a pouco porque ele não vai conseguir comprar uma guitarra nessa multidão.
- Ta, mas olhem pelo lado bom: vocês tão todas no MESMO lugar dele, e eu, que amo ele, to a quilômetros de distância!
- Não. Você ta a duas quadras dele.
- O QUÊ?!
- Claro, essa loja que estamos fica a duas quadras daí.
- É, mas não é o MESMO lugar.
- Ué, olha pelo lado bom!
- Não tem lado bom nisso!
- Claro que tem, , vamos desligar, ta cheio de seguranças pra lá e pra cá aqui, e meio que tão esvaziando o lugar eu acho, depois nos falamos, as garotas tão mandando um beijo, até mais.
- Espera, promete que se conseguir falar com ele vais pedir um autografo pra mim?
Perguntei triste.
- Com certeza, até mais: vou te ligar e pedir pra ele falar com você no telefone, e dizer um oi.
- Eu te amo, sabia?
- Sei! É por isso que vou fazer isso por você.
- Obrigada. – sorri do outro lado de linha.
- De nada, .
- Ok, vou voltar ao trabalho. Muito boa sorte aí, e não esquece o meu autografo, hein! Ou melhor, da minha ligação! Beijos.
- Claro que não vou esquecer. Beijo, tchau.
- Até. – falei.
Desliguei o telefone, meio triste por elas não terem conseguido falar com o , mas, tenho de admitir, meio aliviada por saber que eu não estava perdendo nada. Ok, estava perdendo o meu autografo que elas haviam me prometido. Mas um autografo não era TÃO importante assim, quer dizer, não que eu não quisesse um, é que eu queria mesmo era falar com ele... Ai, odeio o meu chefe, se eu tivesse lá eu com certeza conseguiria chegar no . Ou não. Mas tentaria! Sério, ainda me culpo muito por não perceber que ele estava na praia aquele dia! Ia ser de mais ter ido falar com ele, claro que eu ficaria morta de vergonha de chegar do nada e dizer oi, mas era um chance única, e nada de tão ruim poderia acontecer. Mesmo se acontecesse, eu saberia que teria ao menos tentado. Bom, mas agora já passou.
Ai, como eu queria ter uma máquina do tempo pra voltar ao dia da praia e fazer com que eu tivesse percebido que ele estava lá! Quem dera que isso existisse mesmo. Isso ia resolver metade dos meus problemas, senão todos! Ia ser perfeito. Mas como isso não existe tive que me concentrar no que existia, ou seja, meu emprego que eu poderia perder se ficasse o dia todo pensando no ao invés de trabalhar, que é o que eu devo fazer aqui. Infelizmente.
Atendi mais alguns clientes, e logo eram 22h45min. Já haviam poucos clientes no local, e depois de cinco minutos os últimos dois clientes, um casal que estavam comendo numa mesa perto da janela, saíram. E eu fiquei sozinha ali, estava escuro já. Bem escuro. Ainda teria que limpar o local – odeio de mais limpar as coisas, é tão chato e nojento -, e vi que não sairia de lá as 23h00min e sim umas 23h20min porque estava bastante sujo.
Que droga! Eu poderia estar lá na multidão tentando conhecer o , talvez eu conseguisse! Ou não, mas como irei saber se não tentar? Bom, deixa pra lá agora.
O melhor que tenho a fazer é me concentrar aqui pra não ser demitida, senão acaba a minha estadia aqui em Londres. Fechei a grade pela metade deixando só uma parte aberta lá embaixo, assim olhando de longe pareceria fechada e não viriam assaltar. Não sei como a Tina não tem medo. Peguei o pano e comecei a limpar o balcão, pensando em como ela aguentava ter que limpar isso tão tarde todos os dias, será que ela fechava a grade toda? Bom, não sei. Estava limpando a pequena poça de suco que estava em uma mesa, alguém derramara e esquecera de limpar. Ou apenas não quisera limpar. Bem provável... Eu estava de costas para a grade quando escutei um barulho. Um barulhão, na verdade. E a respiração ofegante de uma pessoa atrás de mim. Um frio percorreu minha barriga, então me virei morta de medo, e dei de cara com a pessoa que eu mais queria ver no mundo todo!

Capítulo 5.

Na hora travei. Sinceramente, não fazia ideia do que fazer. Nem sei se a expressão do meu rosto era alívio, felicidade, pavor ou susto. Bom, acho que era tudo junto. Fiquei o olhando e esperando ele recuperar o fôlego e dizer algo, por que eu estava tão chocada que nem sei se conseguia falar.
- Oi. – sorriu.
- Oi, er... O que... – tentei perguntar o que ele fazia aqui, mas esperei ele se explicar, porque eu nem conseguia falar.
- Desculpa, eu... É que eu vinha correndo de umas fãs, e dobrei a esquina, então uns caras começaram a correr atrás de mim, um deles vinha com uma faca na mão. Então a única solução que achei foi entrar aqui, me desculpa mesmo, eu não queria atrapalhar você. – se explicou.
Atrapalhar?! Como atrapalha alguém? Bom, ainda bem que aqueles caras estavam seguindo ele, quer dizer, não que eu queira que ele se machuque, é que se eles não tivessem o seguindo, ele não teria se encontrado comigo. Quer dizer, está falando comigo, ! Impossível. está falando comigo! Eu estou falando com ele! Ah, é perfeito de mais pra descrever. Sorri involuntariamente.
- Imagina! Ainda bem que você entrou aqui, senão poderia ter sido feia a coisa. – falei. Depois me xinguei mentalmente por dizer isso ao , que dizer, eu poderia ter dito algo melhor, mas fiquei nervosa. Ele riu, mas não de um jeito debochado, acho que foi um riso de alívio por estar a salvo.
- É, ainda bem que a grade estava meio aberta, bom, obrigada por me deixar entrar aqui por uns segundos, mas eu tenho que ir, o deve estar me esperando pra jogar vídeo game. – falou e eu ri.
- Claro, sem problemas. – não! Não vai embora, por favor! Eu imploro! Queria me ajoelhar no chão e pedir, mas me contive.
- Então, eu já vou. Ah, quase ia esquecendo, eu sou o e você? – estendeu a mão pra mim. Ah, eu ia tocar a mão dele! Ai, sério, esse é o dia mais feliz de toda a minha vida! Mas vai se tornar o pior quando ele for embora. Não vai, por favor!
- Eu sou a , mas pode me chamar de . – apertei sua mão, e ele sorriu.
- Obrigado, , a gente se vê por aí. – se virou e agachou pra levantar a grade enquanto eu aproveitava e o olhava. Fez força, mas não conseguia levantá-la.
- Estranho, não quer levantar. – falou olhando pra mim.
- Espera, eu ajudo. – tomara que não levante, tomara que não levante...
Puxei com força junto com ele, mas nada da grade abrir.
- Ótimo, o que fazemos agora? Acho que bati com muita força quando entrei, ou o troço ta enferrujado mesmo. – rimos. Ótimo mesmo.
- Não sei, podemos ligar pra alguém. – sugeri. Não! Por que eu sugeri isso mesmo? Droga!
- Eu... Esqueci o celular em casa. – falou com coçando a nuca com cara de culpado e sorriu. Ah, é que ele é tão lindo sempre, não tem como não sorrir olhando ele ao vivo! ‘Isso!’ pensei grata por ele ter esquecido o celular.
- Tudo bem, eu tenho o meu aqui. Vou ligar pras minhas amigas, espera. – me sentei numa mesa e ele se sentou do meu lado. Ah, ele se sentou do meu lado, nunca mais me levanto daqui, a não ser que ele se levante. Espero que não. Peguei o primeiro número que achei.
- ?
- , oi? Sou eu, o que foi? Onde você ta? Quer dizer, já passou da hora de você sair do trabalho. – perguntou em português, e eu respondi em português, assim nunca entenderia o que eu falaria. Beleza.
- , eu to presa na loja, quer dizer, é uma longa história, eu te conto quando sair daqui, mas eu to presa com o .
- ? Que ?
- O , ! Não posso ficar repetindo o nome dele senão ele vai saber que estou falando dele.
- O ?
- É claro!
- Como?
- Falei que era uma longa história, te conto depois.
- Ta, e o que você quer que eu faça?
- Vem nos tirar daqui.
- Não, você 'tá presa com o e quer que eu solte vocês? Até parece, vou deixar vocês ai pra sempre se eu poder. – ri.
- Eu também deixaria... Mas ele deve querer sair, não posso prender ele aqui!
- Ta, mas é que eu já to deitava, manda ele ligar pro tirar ele daí.
- Ta, valeu pela ajuda.
- De nada, boa sorte aí. E se o aparecer, o que eu duvido, pega um autógrafo, me liga e põe ele na linha. – ri.
- Ta. Obrigada, até mais.
- Beijos.
Desliguei o telefone, e olhei pra que estava com uma cara de interrogação.
- O que vocês estavam falando?
- Eu tava contando que ficamos presos, e pedi pra ela nos tirar daqui.
- Hum... E o que dissesse de mim? – sorriu pra mim olhando diretamente em meus olhos.
- Er... Contei que eu tava presa com você. – sorri.
- Ah, e ela vem nos tirar daqui? – ergueu a sobrancelha.
- Não, ela ta deitada e a gente ta sem carro aqui, ainda mais porque não conhecemos as ruas, então não adianta nada.
- E ela não vai nem chamar alguém pra nos tirar daqui?
- Na verdade, ela mandou você ligar pro . – falei e ele riu.
- Até parece que aquele folgado vem nos tirar daqui.
- Bom, não custa tentar, né? – entreguei meu celular pra ele.
- Ta, vou tentar. – sorriu.
Então pegou o meu celular e discou o número dele.
- , eu vou ao banheiro, já volto. - falei e me levantei, deixando ele falar com seu amigo em paz. O que era uma burrice sair de perto do quando se consegue estar perto dele. Mas eu tinha meus motivos, e eram bons. Tipo, se eu ficasse lá ele não iria falar nada de mim pro , porque ao contrário de mim, ele não sabe uma língua que eu não saiba. Não que eu fosse espionar a conversa deles... Ta, talvez. Mas eu não to nem aí, só quero saber se ele vai falar algo sobre mim, se é bom ou ruim. Por favor, algo bom.
- ?
- , fala cara. O ta te esperando aqui pra jogar vídeo game. disse do outro lado da linha, e eu ouvi porque ele fala alto no telefone, e antes de dar ao aumentei um pouco o volume, mas não de uma maneira que ele fosse perceber. Eu espero.
- Eu sei, só que eu to preso.
- Preso??
- É, tinha uns caras correndo atrás de mim, um com uma faca, e daí entrei no primeiro lugar seguro que eu vi.
- Ta, e como você se prendeu aí?
- Bom, eu puxei a grade pra baixo com força demais e me tranquei. A porta não abre, cara!
- Ta fraco, hein!
- Cala a boca, só vem me tirar daqui!
- Ta, e de quem é esse telefone? Não é o seu, quer dizer, você sempre se esquece e quando o te ligou escutamos aqui em casa o toque do seu celular. se esticou pra olhar pelo corredor se eu estava vindo, acho. E me espremi mais na parede, ufa, ele não me viu, senão acho que não teria dito:
- Sabe aquela garota da praia? – falou sussurrando.
- Que garota da praia?
- Aquela, meu! – falou mais baixo.
- Qual? falou alto do outro lado da linha.
- Aquela garota que tava na beira da água, com biquíni preto que eu falei que era gostosa.
- Você não disse isso pra mim. Deve ter sido pro , mas eu vi que você saía toda hora da conversa e ficava secando uma garota na beira da água.
- Então, é ela. E fala mais baixo!
- Por quê? Onde ela ta?
- Ta no banheiro, agora vem nos tirar daqui!
- Não, estou com preguiça.
- Qual é, ? Por favor? ? , 'tá aí? Me responde, cara! – nesse momento entrei na sala de novo.
- O que foi? – perguntei.
- Não sei, acho que acabou a bateria. – falou olhando para o celular com o visor preto.
- Ah, não! Bom, pelo menos ele vai vir, não é?
- Não sei, a princípio não.
- Bem que a falou. – murmurei.
- Ela disse que ele não viria?
- Uhum, e parece que acertou. – falei. Deu de ombros.
- O que vamos fazer agora? – perguntou.
- Não sei, a única maneira de sairmos daqui é esperando até amanhã às sete, quando alguém vai chegar pra abrir a loja, mas eu não posso esperar tanto.
- Por quê?
- Tenho aula, não posso ficar faltando.
- É, então... O que vamos fazer?
- Não sei. – falei, realmente não sabendo o que iríamos fazer.
Mas isso era bom. Quer dizer, até parece que eu ligo pra aula no outro dia se eu estou presa com o aqui! Eu to me lixando pro resto, podia ficar aqui por muito, muito tempo... Afinal, quando sair daqui eu nunca mais vou falar com ele, mesmo. Não! Agora que me dei por conta disso, quer dizer, se a gente sair daqui eu não vou mais falar com ele! Não, não, não!
Espera, ainda tem uma possibilidade: ele pode querer continuar falando comigo. Então já sei o que tenho que fazer, tenho que ficar bem amiga dele essa noite, assim ele pode achar que eu sou legal e me chamar pra sair, ou pelo menos falar comigo outro dia. Ou até mesmo nos dar ingressos pro camarim deles! Quando digo nós, me refiro a , , e eu. Tá, acho que a estória do camarim já é demais...
- Então, comprou sua guitarra? – perguntei me sentando de frente pra ele do outro lado de uma mesinha perto da janela – agora gradeada – para dois.
- Hã? Como... Como você sabe que eu ia comprar uma guitarra? – Droga! Ah, mas eu sou uma idiota mesmo. Agora mesmo que ele vai saber que sou fã dele! Ah, não! Droga, droga, droga! Inventa uma desculpa, rápido...
- Er... É que a , minha amiga, falou que ia a loja de guitarras pra ver se encontrava você, porque ela viu no seu twitter.
- Ah, então ela é minha fã? – sorriu.
- É... – concordei.
- É aquela que você tava conversando na praia?
- Praia? – me fiz de desentendida pra ver o que ele ia dizer.
- Er... Na praia, você sabe. – fez gesto com as mãos.
- Não, me explica! Eu só fui a praia uma vez até agora, e foi em Brighton Beach, num fim de semana.
- É, eu sei, eu... Eu estava lá.
- Sério? – até que eu poderia ser atriz, quer dizer, ele não está nem suspeitando de que eu sei. Vamos ver no que vai dar.
- Sim, mas você não me viu lá. Nem essa sua amiga, que é nossa fã.
- A é meio desligada às vezes... – e eu sou muito mais, mas tudo bem...
- Pois é. – rimos.
- Mas... Como você sabe que eu tava lá? – ah, mas eu ia fazer ele dizer alguma coisa.
- Eu vi você lá, você tava na beira do mar, não é? Conversando?
- É, eu tava conversando com a . – um silêncio preencheu o lugar por uns segundos.
- Hum... Então, comprou a guitarra ou não? – rimos. Tava ficando meio monótona a conversa então voltei ao assunto inicial, ele não ia dizer mais nada mesmo...
- Não, naquela multidão eu não enxergava nenhuma guitarra, não tinha como comprar, próxima vez eu vou pedir pros donos fecharem a loja enquanto eu compro, porque senão não vai dar... – ri.
- Você não deveria ter posto aquilo no Twitter.
- É, acho que pode ter sido isso também. É que eu tava tão ansioso... – rimos.
Já era meia noite, mas ainda tínhamos sete horas pela frente! Sério, vão ser as melhores sete horas da minha vida! Até agora. Bom, espero que ele não queira dormir, senão vamos ter menos horas! Eu é que não vou dormir, nem tem um sofá bom aqui! É tudo duro! E as cadeiras não são boas, e eu não consigo dormir sentada. Ta, não que eu já tenha tentado, mas já demoro pra dormir na cama, imagina em uma cadeira, e ainda mais com na mesma peça! Eu definitivamente não vou conseguir dormir. Claro que no outro dia vou me acordar, ou não – já que não vou dormir –, podre de cansada. Vai ser péssimo pra ir à escola, e depois ficar até as onze de novo no trabalho.
- Então, você é brasileira? – perguntou encostando-se na traseira da cadeira.
- Sou. – sorri.
- E... O que você está fazendo aqui em Londres? Viagem?
- Não, mas sim.
- Hã? – riu.
- Não, por que viemos estudar aqui todo esse ano. E sim por que também é uma viagem.
- Ah, entendi. Estudar o quê?
- Terceiro ano do colégio. – queria dizer faculdade, mas não queria mentir.
- Que legal, estão em que escola? Eu conheço algumas.
- Na London High School. – falei.
- Ah, essa escola é linda, uma vez fui lá buscar minha prima.
- Você tem uma prima que estuda lá?
- Uhum, a Jamie, ela ta na quarta série agora, eu acho.
- Que legal.
- É, às vezes eu busco ela lá, quando dá. Daí a gente já se vê, quer dizer, é a mesma saída, não é?
Isso! Daí a gente se vê! Beleza, será que a gente vai mesmo se ver? Espero que sim, porque senão quase saltei literalmente da cadeira pra nada!
- Acho que sim, não conheço tão bem a escola ainda.
- Pois é, não faz muito tempo que o semestre começou.
- Uhum, o brabo foi começar no segundo semestre.
- Como assim?
- É que lá no Brasil, o início do ano é em março, e aqui não.
- Ah, então porque vocês não vieram no início de ano daqui?
- A gente tava muito ansiosa, que nem você pra comprar sua guitarra. Não deu pra esperar. – riu.
- Mas vocês conseguiram.
- É. Você também vai. Só que não hoje. – rimos.
- É. Você sabe que horas são? – perguntou.
- Er... Uma da manhã. – olhei em meu relógio de pulso. A não, já havia se passado mais uma hora! Não! Tudo que é bom dura pouco, que saco. Será que ele quer saber as horas pra dormir? Não, não pode ser.
- Você vai dormir? – perguntou.
- Não sei, e você? – Droga, era pra mim ter dito não, mas preferi deixar ele decidir, porque se eu dissesse não ia ficar meio na cara que eu não queria dormir pra ficar mais tempo com ele. Será?
- Acho que não. Quer dizer, não tem nenhum lugar bom pra dormir aqui. – fez uma careta e eu ri.
- É, acho que vou esperar pra dormir próxima noite.
- Eu vou dormir amanhã o dia todo. Ou melhor, hoje. – rimos.
- Eu não posso, amanhã tenho escola e depois tenho que trabalhar aqui até às onze de novo, porque minha colega que fica aqui até esse horário não ta podendo vir.
- Ah, que saco. Diz que você ta doente e falta. Você vai estar muito cansada!
- Não posso, pelo menos não o trabalho. Talvez se nos atrasarmos muito aqui eu não já pra escola.
- É, não vai fazer tanta diferença. – Deu ênfase no ‘tanta’.
- É, talvez não faça tanta mesmo.- rimos.
Levantei-me da cadeira e fui até o balcão, coloquei o pagamente no caixa e peguei uma água e dois copos.
- Quer? – perguntei quando me sentei de volta à mesa.
- Obrigado. – assentiu e servi água no seu copo.
- Então, vamos fazer o que nessas... – olhou pra seu relógio, - Seis horas? – ergueu a sobrancelhas esperando minha resposta.
- Er... Não sei, mas temos que fazer alguma coisa, senão eu durmo. – rimos.
Ficamos em silêncio um pouco, eu me deitei naquele banco perto da janela que é longo e parece um sofá, mas é bem estreito, e ficou sentado no mesmo sofá, só que não tão perto de mim, já que havia esse “sofá” em toda a parede lateral. Tipo, tinham os meus pés, e daí uns 40 centímetros depois, tinha ele. Enquanto estávamos pensando no que fazer, estávamos perdendo tempo! Quer dizer, eu tava perdendo tempo de falar com ele! Eu podia estar aproveitando essa rara e perfeita oportunidade pra perguntar alguma coisa que eu sempre quis saber! Mas eu não podia simplesmente sair perguntando, senão ele ia se sentir num entrevista, ou pior, num interrogatório! Não, é melhor eu ser bem legal hoje, daí se eu tiver outra chance, e ficarmos mais amigos, o que eu espero que aconteça muito em breve, vou poder perguntar pra ele o que quer que eu queira saber. Mas se estivermos ficando mais amigos, de qualquer maneira eu vou ir conhecendo ele melhor. Sério, imagina conhecer mesmo ele! Tipo, sem ser por revistas e entrevistas... E daí eu vou poder conhecer o , o e o também! Que perfeito, e, claro, como uma boa amiga, vou apresentar eles pras minhas amigas, que vão enlouquecer. Me perdi no tempo pensando, olhei no relógio discretamente quando me liguei que já estávamos um bom tempo calados, e vi que haviam passado quinze minutos.
- , 'tá dormindo?
Ai, ele me chamou de ! Sério, a felicidade que to sentindo agora é interminável. Ta, talvez termine amanhã, quando ele for embora... Mas no momento eu to tentando esquecer disso, só quero me concentrar no fato de que acabou de dizer meu apelido! Isso é demais, eu sempre quis ouvir ele me chamar, e nem acredito que agora 'ta acontecendo.
- Não, por quê? – sorri involuntariamente, ainda bem que eu ainda estava deitada e ele não viu...
- Sei lá, é que se você dormisse ia ficar o maior tédio aqui. – ok, sorri mais. Quer dizer, acho que o que ele disse significa que ele quer que eu acompanhe ele. Talvez por que ele me ache legal, ou porque não tem mais ninguém aqui, mesmo... Não, tenho que pensar positivo. Ri.
- Ah, tive uma ideia! – falou animado, então me sentei no “sofá” de frente pra ele para escutar o que tinha a dizer.
- Que ideia? – perguntei.
- A gente pode jogar um jogo.
- Um jogo?
- É, olha, a gente nem se conhece direito, então a gente nunca vai conseguir ficar horas falando pra passar o tempo, então vamos fazer assim: Um pergunta, e o outro tem que responder.
- E se o outro não quiser responder alguma pergunta? – ergui a sobrancelha.
- Bom, daí o outro diz alguma coisa que o outro vai ter que fazer, mas só quando a gente sair daqui. E então?
Perfeito, agora eu podia perguntar o que eu quisesse pra ele! Mas claro, não perguntar nada difícil demais, só se ele começar com perguntas difíceis primeiro, mas senão vou perguntar mais ou menos o que ele me pergunta.
- Ta, eu topo!

Capítulo 6.

se sentou em frente a mim, e entre nós ficava uma mesinha.
- Quem começa? – perguntou.
- Pode ser você. – dei de ombros. O que será que ele ia me perguntar... Fiquei pensando, enquanto ele pensava em alguma coisa.
- Ta, deixa eu ver... Você prefere presunto ou queijo? – riu.
- Nossa, essa pergunta é tão difícil, acho que não vou poder responder. – ironizei e rimos.
- E aí, vai responder ou não?
- Queijo.
- É, eu também, agora é sua vez.
- Brasil ou Argentina? – eu sempre quis saber, pois a Argentina é meio que nossa rival nas coisas, especialmente futebol, mas é bom ganhar da argentina nas outras coisas também... A não ser que ele prefira a Argentina.
- Não posso responder. – deu de ombros. Fiquei de cara. Como assim não podia responder?!
- Por quê?
- Sei lá, tipo: se eu disser que prefiro o Brasil posso perder fãs na Argentina, caso você conte isso a alguém. – deu de ombros.
- Isso significa que você prefere o Brasil? – sorri.
- Eu não disse nada. – sorriu e eu sorri também. Ele prefere o Brasil!!! Isso! Quando será que eles vão voltar pra lá? É uma boa pergunta, acho que vai ser minha próxima.
- Ta, minha vez: Qual de nós você prefere?
- Nós? – não me liguei do que ele estava falando, mas logo percebi, mesmo assim deixei ele concluir.
- Eu, , ou ?
- Er... Não posso responder. – corei.
- Por quê?
- Por que não. – falei. Óbvio que não podia responder, o que eu iria dizer: Você? Ia ser meio engraçado, não quero que ele saiba que eu prefiro ele. Ia estragar tudo, tipo, ele nem sabe se eu sou fã. Espera, eu posso dizer isso.
- Por que você acha que eu sou fã de vocês? - perguntei erguendo a sobrancelha. Essa pergunta meio que fez seu sorriso desaparecer.
- Sei lá, só pensei... Você... Não é?
- Sou, sim. Tava só brincando. – pronto, falei. Agora já era. Quer dizer, eu não falei o QUANTO eu era fã, só disse que era, o que não significa que eu sou obcecada! Só significa que eu gosto deles e das músicas, sei lá... Agora já foi. Pelo menos isso fez ele sorrir de novo.
- Então, se você é fã você tem que preferir algum, pelo menos gostar um pouquinho mais de um. – insistiu.
- Não posso dizer, . – ah, isso era tão legal, quero dizer, falar com ele e chamá-lo pelo apelido, isso só tornava mais real o fato de eu estar mesmo falando com ele.
- Por favor. – insistiu e colocou a mão em cima da mesa e ficou brincando com meus dedos e com minha mão. Balancei a cabeça negativamente.
- Então eu vou ter que pensar em alguma coisa pra você fazer... – dei de ombros.
- Escolhe, eu realmente não posso falar. – persisti.
- Não é que você não possa, você não quer. Mas tudo bem, outro dia você me conta. – sorriu e piscou o olho.
- Até parece. – sorri. Ah, algum dia. Sabe o que quer dizer? Eu vou ver ele de novo! Ou ele só ta falando por falar... Eu sinceramente espero que não.
- Ta, você podia ir tomar café da manhã conosco, hoje de manhã. – sorrimos. Ta, eu não sei porquê ele sorriu, mas o porquê de eu sorrir é com certeza o fato de que EU vou tomar café da manhã com ELES! EU! AH, QUE PERFEITO! Eu teria que levar as garotas, mas elas já vão estar a caminho da escola quando nos tirarem daqui, e estamos sem celular... Que pena. Bom, mas se der sorte fica pra outro dia. Ai, eu também teria que ir a aula, ia chegar atrasada, mas eu iria. E agora com esse convite impossível de recusar eu vou faltar, quer dizer, eu posso ir à aula todos os dias! Mas quantas vezes ao dia te convida pra tomar café com ELE? Nenhuma! Ok, pelo menos uma, até agora. Pelo menos pra mim. Sério, eu sou a pessoa mais sortuda do mundo!
- Claro, eu já ia ter que faltar à aula mesmo, não ia conseguir chegar a tempo. – dei de ombros, sorrindo ainda, claro.
- Beleza, os caras vão adorar te conhecer. – sorriu, e eu, é claro, sorri junto.
- Espero.
- Vão sim. – falou. Ficou um silêncio por alguns segundos, com os dois sorrindo, mas logo cortei-o e falei que era a minha vez.
- Ok, sou eu. Deixa eu ver... Quando vocês voltam pro Brasil?
- Pra fazer algum show?
- É.
- Er... Acho que ano que vem nós vamos. Por quê? Se a gente for você vai? – perguntou sorrindo e eu assenti.
- Minha vez. Você quer fazer o quê no futuro?
- Morar aqui. – ri.
- Não. De profissão? – riu.
- Ainda não sei. To começando a pensar agora que já estou no último ano de colégio, mas tem tanta coisa que fica difícil.
- É... - concordou.
- Ok, agora eu. Qual foi a coisa mais engraçada que você fez quando era pequeno?
- Ah, essa é difícil, foram muitas! – rimos. – Mas acho que me lembro de uma. Foi a primeira que vez ensaiamos, foi na casa do , a gente pegou um monte de comida pra comer nos intervalos, por isso não conseguíamos cantar direito, por que sabe que isso atrapalha, né? – concordei. – Ninguém conseguia entrar nos tempos certo, daí no meio de uma música falou que tava cansado e saiu do palco em direção à comida, e quando desceu do palquinho caiu com a guitarra e tudo. Foi hilário.
- Coitado, vou contar essa pra . - falei rindo junto com ele.
- Por que especialmente pra ela?
- Hã?
- Por que logo pra ela você vai contar?
- Er... Por que o é o favorito dela. – dei de ombros.
- Então se vocês são quatro, se dão super bem, nenhuma deve ter o mesmo preferido, não é? – perguntou, então soube onde ele queria chegar.
- Não, mas você não vai descobrir o meu favorito. – dei ênfase na palavra meu.
- Vou sim, já tenho ¼ do caminho andado, quer dizer, não é o .
- Você não vai descobrir os outros!
- Vou sim. – insistiu.
- Vamos ver. Ah, é sua vez. – falei mudando de assunto.
Passamos o resto da noite se perguntando coisas, e acabamos nem sentindo sono, rimos e nos divertimos demais. Bom, pelo menos eu. Acho que ele também se divertiu, espero que sim. Nos tornamos bem amigos, eu acho, há muitas coisas que gostamos que o outro também gosta, como filmes, músicas... Foi MUITO divertido, agora sim eu to convencida que eu tenho sorte DE MAIS! Porque eu fiquei uma noite toda conversando com o , e agora sei um monte de coisas sobre ele que ninguém sabe, quer dizer, nenhuma das outras fãs. Pois essas coisas não divulgam na mídia. São coisinhas idiotas, mas que é legal dizer que eu sei. Ta, às sete da manhã, infelizmente, o estúpido do meu gerente chegou pra abrir a loja e nos encontrou lá dentro.
- ? – perguntou assim que abriu a porta.
- Olá, eu... Nós ficamos presos aqui, desculpa, eu realmente não consegui abrir a grade.
- Não, a culpa é minha. – disse. – Tinha uns caras correndo atrás de mim com uma faca e eu entrei aqui pra eles não me matarem, e daí acho que fechei a grade com muita força e não conseguimos abrir, tentamos ligar pros nossos amigos, mas nenhum veio.
- Você é ? – perguntou simplesmente, e assentiu. – Você poderia dar uma autógrafo pra minha prima?! Escreva aqui, o nome dela é Janice. - então se debruçou no balcão e assinou.
- Obrigado. – sorriu Adam.
- Imagina! Er... Nós podemos sair agora?
- Claro, tchau, . E até às 16:00, . – acenou.
- Tchau. – dissemos.
Saímos andando pela calçada até chegarmos ao Porshe de . Ah, eu ia andar de carro com ele! Sério, a cada coisa mais idiota eu ficava mais feliz. Mas quem não morreria de felicidade? Bom, claro, alguém que não fosse fã, mas acho que todas as fãs adorariam uma carona com ele, ainda mais com destino a casa dele! Durante a ida a sua casa ligou o rádio e ficamos ouvindo músicas, mas no meio do caminho ele ligou pro .
- Oi, .
- E aí, ? Saiu daquele lugar?
- Saí, olha, vão todos lá pra casa pra gente tomar café, eu to levando a . – EU! Sorri, mas me virei pra o lado pra ver a paisagem.
- Quem?
- A garota que tava presa na loja comigo.
- Hum... Ok, nós já tomamos café, mas vocês ainda podem tomar, e depois que acabarem venham pra casa do , ta todo mundo aqui, estamos fazendo um campeonato de vídeo game!
- E as novas músicas?
- A inspiração demora, não é assim! Vamos ter paciência.
- A inspiração nunca vai vim se ficar jogando vídeo game!
- Eu sei, mas relaxa, hoje de tarde começamos a compor, prometo.
- Ok, vou fingir que acredito. – riram.
- Bom, se você não quiser acreditar... Mas vamos começar hoje, sim.
- Ta, a gente vai tomar café lá em casa e depois vamos aí, então.
- Beleza, a gente ta esperando.
- Ok, tchau.
- Tchau.
Passamos pelo parlamento e pelo Big Ben, depois fiquei admirando a London Eye. Queria tanto ir! Quer dizer, já cheguei aqui a um mês e de tanta correria não fui ainda. Estava tão distraída que quase não me liguei quando abriu a porta do conversível pra mim, pra entrarmos na casa dele. Foi aí que eu percebi que eu ia conhecer a casa Dele. Nossa, era bom demais. Ultimamente tenho estado com tanta sorte. O tempo passara rápido devido a eu estar me divertindo, mas bem lentamente, pois estava apreciando cada momento. Entramos na sua casa e fomos pra cozinha tomar café. Ficamos conversando enquanto comíamos, e depois fomos pra casa do .
Fiquei nervosa antes de entrar, quer dizer, eu ia conhecer , e ! Claro que não que é a mesma coisa que conhecer o , mas tenho que demonstrar nervosismo também, pois em hipótese alguma posso deixar ele pensar que eu gosto mais dele.
- Ta nervosa? – perguntou.
- Hã? Ah, to sim. – sorri, estava realmente nervosa, mas não tanto como se fosse conhecer ele.
- Mais do que se você fosse me conhecer? – revirei os olhos.
- Já disse que não vou te falar, . – sorri.
- Mas eu vou descobrir. – piscou o olho e apitou a campainha. Quando ele fez isso fiquei mais nervosa, apitar a campainha, quero dizer. Pois agora eu estava a segundos de conhecer o resto do McFLY. Acho que esse é o dia mais feliz da minha vida! Ok, eu não acho, tenho certeza! Ouvi passos, e logo abriu a porta com um sorriso no rosto.
- Oi!
- Oi, . – disse .
- Oi, . Olha, se não é aquela garota da praia! – rimos. – Sou , prazer. – esticou a mão.
- Eu sou , mas pode me chamar de . – sorri e o cumprimentei. Então ele fez sinal para que entrássemos. Logo vi sentado todo esparramado no sofá e na poltrona com um controle na mão.
- Oi, dudes! - nick gritou.
- Oi, . – disseram e se levantaram, acho que para me cumprimentar, por que praticamente nem viraram a cara quando disse oi.
- Essa é a . , esses são e .
- Prazer. – cumprimentei os dois.
- O prazer é nosso. – disse e sorriu.
Logo voltou para a sala e falou que tinha que jogar uma partida com eles, e perguntou se eu queria entrar na competição também, e eu, claro, aceitei. Quem não gostaria de jogar vídeo game com eles? Sentei no sofá entre e , e ao lado de . continuou na sua poltrona. colocou o jogo e começamos a jogar. Pensei que eu poderia realmente ganhar algumas vezes, ao menos. Quer dizer, eu sou boa nisso! Mas o que não sabia era que eles eram muito bons! Então só ganhei uma. O ganhador geral foi o . Ele é praticamente viciado nisso, deixou apenas 2 vitória para e , e 3 para o . Depois disso teve a ideia de alugarmos um filme. O que eu achei estranho, nunca vi ninguém alugar um filme de manhã, geralmente assistimos filmes à noite. Mas tudo bem.
- Então, quem vem comigo? – perguntou .
- Vai sozinho, a gente ta com preguiça! – disse e os caras concordaram.
- Então vou escolher um filme que só eu goste!
- Ah é? Qual? – perguntou .
- Er... Sei lá. – deu de ombros.
- Ta, eu vou com você. – me pronunciei.
- Ah, qual é, ? Fica aqui comigo. – sorriu e pegou em minha mão pra me sentar de volta no sofá ao seu lado depois de eu ter me levantado, sem ao menos pergunta se queria que eu fosse com ele. Ta legal, com essa eu juro que quase fiquei. Mas daí pensei: não vou perder a oportunidade de ir à uma locadora com ! Ta, eu poderia ficar em casa, sentada, junto com outros três McGuys, incluindo o meu predileto. Mas na hora me deu vontade de ir. Não ia perder a oportunidade de conversar realmente com , podíamos ser bons amigos.
- Eu já volto. – falei a .
- Ta, até mais. – disse.
- Vem, . – me chamou, já estava perto da porta com as chaves do carro na mão.
- Até. – falei, e eles acenaram. Então eu fui. Saí da casa e encontrei o carro de na garagem, então entrei e saímos, onde vi umas ruas lindas e arborizadas.
- Então, como vocês ficaram presos na Starbucks? – puxou um assunto enquanto dirigia seu carro.
- Bom, o tava fugindo de uns caras, então entrou lá, só que ele bateu aquelas grades muito forte no chão então ficamos presos. – falei o olhando, quer dizer, ele também era muito lindo.
- O é muito tapado mesmo. – rimos.
- A culpa não foi dele, acho que as grades estavam meio enferrujadas mesmo. – dei de ombros.
- É, pode ser. – falou.
- Posso ligar o rádio? – perguntei e assentiu. Então liguei e começou a tocar “Too Close for Comfort”.
- Olha, vocês! – sorri e comecei a cantar junto. Nem me liguei que estava cantando na frente de , por isso continuei cantando... Quer dizer, eu acho que não canto tão mal assim.
- É, nós. Você é nossa fã, não é?
- Sou. Canta?
- Cantar o quê?
- Canta junto com a música! – pedi.
- Ta bom. – concordou e aumentou o volume. Fomos até a vídeo locadora cantando juntos algumas músicas que conhecíamos que também estavam na rádio. Ah, eu cantei com ! Uau, isso ta cada vez ficando mais divertido! Sério, eu sempre quis duas coisas: Cantar com ele e ouvir ele cantando perto de mim. E consegui duas em uma! Bom, claro que eu quero mais isso do , mas conseguir que cante com você já ta ótimo. Por enquanto. Acabamos locando "De volta Para o Futuro". Bom, com esse não tinha erro. Quando chegamos em casa, quer dizer, na casa do , os mostramos o filme e todos concordaram. Então eu fui fazer pipoca com na cozinha, enquanto os outros ficavam deitados no sofá esperando.
- Onde fica a pipoca? – perguntei quando entramos na cozinha.
- Naquele armário. – apontou.
- Ta, escuta só, tive uma ideia. Você faz a pipoca que eu vou fazer outra coisa.
- Pode ser, mas o que você vai fazer? Vai ser aqui, né?
- Vai, e não posso contar. É surpresa. – falei sorrindo.
- Ok, é a alguma comida?
- Óbvio, né ! Estamos numa cozinha! – rimos. Então ele colocou a pipoca no micro ondas. A pipoca ficou pronta, mas deixamos na cozinha, senão eles iam comer tudo, e ainda faltava um pouco pro brigadeiro ficar pronto. Quer dizer, a surpresa. Os garotos já estavam meio impacientes.
- Poxa, mas o que vocês tão fazendo aí que 'tá demorando tanto? – pergunto e foi até a cozinha. Mas correu pra porta e fechou na cara dele.
- É surpresa, dude! – gritou.
- QUE SURPRESA DEMORADA! – gritou .
- VAI VALER A PENA! – gritei de volta rindo.
- ESPERO! PORQUE EU QUERO VER O FILME, POXA! – rimos.
- CALEM A BOCA E ESPEREM! – gritou .
Alguns minutos depois e eu fomos para a sala, cada um com uma coisa na mão.
- O que é isso? – perguntou .
- Brigadeiro, prova. – falei e entreguei para ele.
- É MUITO BOM! – exclamou e eu sorri.
- Ah, eu também quero! – disse , e entreguei-o o dele, assim como fiz com o de .
- Concordo com o . – disse após provar.
- Eu também! Isso é bom mesmo. – concluiu .
- Que bom que vocês gostaram! – falei e me sentei no sofá entre e .
- Põe o filme aí! – disse .
- Por que eu? – perguntou .
- Você é o único que ainda ta em pé. – disse.
- Põe logo. – completou .
- É, por favor, . – falei.
- Ta. – concordou e colocou o filme. se levantou pra apagar as luzes e depois voltou e deitou a cabeça no meu colo. Pigarreei.
- O quê? – perguntou e ergui as sobrancelhas.
- Por favor. – sorriu.
- Tá. – dei de ombros.
Durante uma parte do filme – que estava na poltrona – meio que fez uma guerra de pipoca com , que infelizmente estava do meu lado, acabou indo pipoca pra todo o lado. Mas quando a guerra de pipoca acabou, bocejei de sono e fez sinal pra mim deitar em seu ombro, então passou o braço por volta de mim. Nem prestei a atenção direito no filme, fiquei quase todo ele brincando com o cabelo do , que era bem mais interessante que o filme, que eu já havia visto. Quando o filme acabou, estávamos todos com sono, afinal, depois de fecharmos tudo pra ver o filme às nove e pouco da manhã, temos que abrir todas as cortinas de novo, e isso causou dor nos nossos olhos.
Eram onze e meia da manhã e não sabíamos mais o que fazer, e como já fazia tempo que estava lá decidi dizer que ia embora. Claro que eu não queria, mas ia ser meio mal educado me oferecer pra almoçar com eles.
- Gente, acho que eu vou indo. – falei e me levantei do sofá.
- Já? – perguntou . Assenti.
- Bom, a gente te convidaria pra almoçar conosco, mas temos que almoçar com nosso empresário pra decidir algumas coisas, acho que vamos fazer algum show por aqui depois que compormos umas três músicas novas... – disse .
- Imagina! Não tem problema nenhum. Que bom que vão fazer um show aqui. – sorri.
- Pois é. – concordou .
- Er... Quer que eu te leve em casa? – perguntou .
- Não, não quero incomodar vocês, podem se atrasar pro almoço.
- Que isso, não tem problema! – falou e pegou as chaves do carro.
- Então tá. – disse ainda sorrindo. Mas não tão feliz por estar saindo.
- ? – me chamou quando estava saindo.
- Fala. – disse.
- Dá teu telefone pro , pra gente poder se ver de novo. – falou.
- Claro. – sorri. – Até mais.
- Tchau. – disseram todos.
Quando entrei no carro, antes de dar a partida, ele abriu o celular registrou o meu número, e ainda me deu o DELE! Sim, me deu o telefone dele! Eu tenho o telefone de ! E ele também me deu o dos outros guys, caso o dele esteja desligado, ou ele tenha esquecido em casa. Que ele disse que como eu pude ver, ele esquece frequentemente.
- Bom, até mais. – falei ao sair do carro e beijei sua bochecha.
- Até. – disse, acenou e partiu.
Não!!! Ele foi embora! Que droga! Foi tão rápido!
Entrei em casa e arrumei algumas coisas. Depois encomendei McDonald’s e almocei. Então fui para o computador falar com minha família pelo MSN, estava com saudades, e claro que ia contar as novidades! Mas a quem eu não podia esperar pra contar isso eram pras minhas amigas, que logo chegariam da escola.

Capítulo 7.

Estava deitada na cama do meu quarto depois do almoço, lendo um livro, quando meu celular começou a tocar. Então, toda ansiosa pensando que era o , saí correndo da cama, e até desmarquei a página que estava lendo, mas tudo bem, eu acho depois. Corri até a escrivaninha e sem nem mesmo ver quem era, atendi.
- Alô? – perguntei.
- Oi, linda! – disse a outra voz. Só que não era quem eu pensava. Infelizmente. Mas era alguém que eu também gostava.
- Oi, Dylan, tudo bem?
- Tudo, e aí, novidades?
- Aham, e você?
- Conta você primeiro.
- Conheci o Mcfly! – falei. Claro que não ia contar detalhes, como fiquei presa numa loja com , ou qualquer outra coisa, ele podia ficar com ciúmes, afinal, ele é meu namorado.
- Nossa, que legal! Como?
- Ah, uma longa estória. E você? Qual a novidade?
- Consegui ingressos pra ver o Chelsea jogar contra a Internazionale Milano. Você quer ir?
- Claro! Eu ia adorar! – respondi animada, quer dizer, eu gosto de futebol!
- Ótimo, vai ser sexta à noite, pode ser?
- Uhum, até lá, tenho que desligar.
- Ok, até mais. – desliguei o telefone, pois vi o táxi chegar pela janela, e as garotas desceram e chegaram em casa. Mal podia esperar pra contar tudo a elas, tipo, não para jogar na cara delas, somente pra compartilhar minha felicidade imensa, que elas são as que melhor podem entender. E é claro que eu vou fazer elas conhecerem eles algum dia também, afinal, é isso que as amigas fazem, ou não, mas eu vou fazer. Só tenho que esperar, pois não posso sair ligando e também acho que não ligarei pro , vou ligar pra algum outro, senão ele pode saber que eu prefiro ele, e isso não pode acontecer.
- Chegamos! – gritou .
- Subam aqui! – gritei, e logo ouvi passos subindo as escadas e as garotas entraram no quarto, então me sentei na cama e falei:
- Vocês não sabem o que aconteceu!
- Claro que não sabemos, por isso você vai nos contar. – disse e se sentou na cama em frente a minha, ou seja, a de , que se sentou em sua cama também.
- Sério, onde você tava? Pensei que você ia à aula! – falou ao se sentar de frente pra mim na minha cama.
- , chega de perguntas idiotas, e nos conta desde que o entrou na Starbucks até a hora que ele saiu.
- Ele não saiu. Nós saímos. – sorri.
- Hã? – perguntaram em coro.
- Ta, deixa eu contar.
- Conta logo, to ficando nervosa! – exclamou.
- Ta, é que vocês não calam a boca! – ri.
- Calamos, agora conta. – insistiu .
- Ok, tipo, e eu ficamos presos na Starbucks a noite toda! Ficamos jogando um jogo tipo verdade ou consequência todo o tempo e acho que ficamos bem amigos, por que ele ME convidou pra tomar café da manhã com ELE!
- Ai, meu Deus! – disse .
- É, ta, daí fomos pra casa dele! E eu conheci a casa dele! Ta, legal, só o andar de baixo, porque só tomamos café lá, depois fomos pra casa do .
- Não! Do MEU ? – claro que essa pergunta foi da .
- Aham, mas o da e o da também estavam lá.
- Você TEM que nos apresentar eles! – exclamou histérica.
- Eu vou, mas calma.
- Ok, continua...
- Ta, jogamos vídeo game, e o venceu.
- Isso! – gritou e todas rimos.
- Engraçadinha. Ok, então eu e fomos alugar um filme.
- Só vocês dois? – me interrompeu.
- É, os outros estavam com preguiça.
- SORTUDA!- gritou .
- É, e eu cantei com ele! Quer dizer, com ele e com a rádio, mas eu escutei ele cantar tão perto de mim! Foi perfeito, mas não tanto quanto seria se fosse o .
- Dá pra você parar de reclamar?! – falou e e riram.
- Ok, depois vimos o filme e o deitou no meu colo! E eu mexi no cabelo dele, mas depois ele me trouxe em casa.
- Ah, acabou?
- Ainda não.
- E o que mais?
-Antes de eu sair de lá, disse pra eu dar meu telefone pro , pra a gente se falar de novo! E o me deu o telefone DELES!
- Ta brincando? Onde tá? – disse .
- Aqui. – dei meu celular pra elas e todas gritaram ao ver o número dos meninos na secretária eletrônica.
- E agora? Quando vamos ver eles? – perguntou .
- Não sei, temos que esperar eles ligarem. –dei de ombros.
- O QUÊ?! – exclamou .
- Como assim ‘o quê’? – imitei-a.
- Liga pra eles.
- Não, eles são ocupados, não quero levar um fora! Vamos esperar, se eles não ligarem em um ano, ligamos de novo. – falei séria.
- UM ANO? – dessa vez foi a .
- Ta, talvez menos. – falei.
Logo chegou quatro da tarde e tive que ir ao trabalho de novo. O que já estava ficando cansativo! Quer dizer, eu preferia mil vezes não precisar trabalhar e passar o dia inteiro com . Bom, qualquer pessoa preferiria isso. Acho. De qualquer jeito tive que ir trabalhar, até que não foi tão ruim assim. Quando voltei pra casa me disse que ia sair com Allan, ia pra biblioteca fazer um trabalho e ia ficar em casa comigo. Peguei os deveres de casa com ela, por que aquela escola dava MESMO dever de casa. Muito mesmo! Eu e fizemos nosso jantar e comemos enquanto conversávamos sobre temas aleatórios, depois arrumamos nosso uniforme e nossa mochila pra irmos dormir.
Acordamos pra ir à escola no outro dia podres, bom, menos a .
Eu: Porque não dormi noite passada e isso provavelmente me fez desmoronar na cama ontem, pois estava morta de sono, e deveria poder dormir até às onze por não ter dormido última noite.
: Ficou até tarde na biblioteca da escola fazendo um trabalho em grupo que tínhamos que entregar hoje. O grupo dela é muito ocupado e só poderia se reunir esse horário, segundo a ela.
: Provavelmente voltou do encontro com seu namorado só às três da manhã pra mais. Está de ressaca, pois deve ter bebido, onde quer que eles estiveram. Ta, ela não deve ter ficado muito bêbada, mas acho que passou um pouquinho devido às condições dela hoje.
- Gente, andem logo! Vamos nos atrasar! – gritou lá de baixo, coloquei um perfume e logo desci junto com . ainda estava meio perdida lá em cima, mas logo desceu também e partimos. Tivemos duas aulas de matemática hoje, então quase dormi, só não o fiz porquê ia levar suspensão. Mas deu muita vontade, quer dizer, morro de preguiça de prestar a atenção naquela explicação e ainda mais de fazer aqueles milhões de exercícios. Depois pra meu alívio, tive aula de artes, que foi legal até. Em seguida foi aula de história, e depois teve umas outras lá. No almoço passei com as garotas e com alguns amigos novos que fizemos. Josh veio falar conosco no intervalo. Era legal, por que ele era bem bonito. Ta, lindo. Mas não mais que o , ou que Dylan. Mas ganhava de todos!
O tempo voou até sexta à noite, quando teria um encontro com meu namorado. Bem, não sei se posso chamar de encontro. Quer dizer, íamos a um jogo de futebol! Mas como ele sabia que eu gostava, podia até ser.
- Oi, , to passando aí. Ok? – Dylan me ligou.
- Oi, ok, até. – desliguei o telefone e verifiquei se estava tudo bem com minha roupa, coloquei a blusa do Chelsea e uma calça jeans e um boné do time, com o cabelo solto e umas argolas. Eu não sabia que time inglês torcer, mas coloquei a camisa do time mesmo assim, já que Dylan torcia para este, e também porque era praticamente Inglaterra contra Itália. E eu torceria pra Inglaterra, com toda a certeza.
Dylan buzinou quando parou em frente a minha casa, então desci com minha bolsa e meu celular, sempre em mãos, em caso de receber uma ligação importante, sabe como é...
- Oi, Dylan. – sorri.
- Oi, . – me deu um selinho.
- Tudo bem? – perguntei.
- Tudo e você?
- Ótimo. – sorriu e abriu a porta da carona pra entrar. Dirigiu falando das chances do Chelsea ganhar até o estádio. Ele estava todo iluminado e cheio de carros estacionados perto, estava realmente lindo. Eu já havia ido a jogos de futebol no Brasil, mas isto aqui era bem diferente! Fomos em direção às cadeiras, não iríamos ficar nas arquibancadas, pois se ele havia conseguido ingressos nas cadeiras, por que ir nas arquibancadas? Nos sentamos e ficamos conversando até o jogo começar.
O primeiro tempo foi meio deprimente, quer dizer, a Internazionale saiu ganhando, com 1 x 0. Mas fora isso foi um jogo bom, quer dizer, bastante chutes à gol. Uma hora ia ser gol do Chelsea, mas daí o jogador foi impedido. Cheguei até a me levantar pra gritar! Bom, tivemos bastantes chances, mas não deu, acho bom virarmos esse placar no segundo tempo!
- Intervalo. – Dylan se sentou do meu lado.
- É, relaxa, vamos ganhar!
- Espero. – falou.
- Vamos sim. – sorri e o beijei, mas logo paramos, pois meu celular começou a tocar.
- Oi? – perguntei em meio aquela barulheira toda, que nem conseguia ouvir o que a outra pessoa falava.
- ? Tais me ouvindo? – perguntou.
- ? Fala. – gritei e coloquei as mãos sobre os ouvidos. Ele tava me ligando! Só que bem que poderia ser outra hora, né?
- BELLA, SÓ PRA TE AVISAR QUE MARCAMOS A DATA DO SHOW.
- AH, QUE BOM! QUANDO?
- VAI SER NO PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS QUE VEM!
- LEGAL, DÁ TEMPO DE COMPOR AS TRÊS MÚSCIAS!
- É, VOCÊS VÃO IR? QUER DIZER, VAMOS MANDAR PRA VOCÊS OS INGRESSOS DO CAMAROTE DE GRAÇA, ACHO BOM VOCÊ APARECER LÁ!
- CLARO. – sorri. – NICK, TENHO QUE IR, ESTOU NO JOGO DO CHELSEA!
- AH, OK, ATÉ LÁ, ENTÃO. AH, E ENTRADA PRO CAMARIM TAMBÉM!
- OBRIGADA! ATÉ, TCHAU. – desliguei o telefone.
Até lá? Daqui a praticamente duas semanas? TUDO isso? Não pode ser! As garotas vão surtar! Quer dizer, acho que ele não ta tão ansioso pra me ver, assim como eu estou pra ver ele. Dylan logo olhou pra mim e perguntou quem era, e eu respondi que era o do McFly, e ele disse somente um ‘ah’. Eu gritei com no telefone porque todos estavam gritando devido à volta dos jogadores ao campo. Então estava praticamente impossível de escutar. Mandei uma mensagem de texto para dizendo:

Parece que o McFly vai fazer um show no primeiro sábado do mês que vem, e só aí que vamos ver eles, sinto muito, mas ainda faltam duas semanas :/ Bom, pelo menos vamos ver eles! :D bjs :* Não precisa responder, vou ver o jogo, nos falamos quando eu chegar ;) Ps.: Avisa as outras. PPS.: Os ingressos do camarote eles vão nos dar de graça e entrada pro backstage ;)

Coloquei o celular no bolso, e Dylan me puxou pelo braço, pra me levantar, pois o Chelsea estava bem perto da goleira. O lateral direita fez um cruzamento e um cara cabeceou. GOL! Todos nos levantamos e comemoramos demais! Até perdi a voz. Ta, não perdi. Mas quase. Estava empatado. Só tínhamos que fazer mais um golzinho e ganhávamos a partida! Aí íamos pra final da Champion League, jogar contra o Bayern de Munique. O jogo estava apertado, o relógio marcava 39 minutos do segundo tempo, e eu já estava meio negativa, mas logo o Chelsea foi se aproximando e marcamos com um golaço de um cara que eu não sei o nome. GOL! Todos gritaram mais ainda, a festa era muito bonita! Saímos do jogo e fomos para um restaurante, e depois fomos encontrar as garotas em casa, eu ia ficar lá, pois íamos nos arrumar pra ir a um Pub, afinal, amanhã – felizmente – não haveria aula.
- Cheguei! – gritei ao abrir a porta.
- Oi, ! – disseram.
- E aí, prontas?
- Não, né! A gente ta te esperando pra começarmos a nos arrumar! – disse .
- Ok, então vamos. – falei e subimos as escadas pra nos arrumarmos juntas. Quer dizer, era legal essa função. Era uma total bagunça, mas era muito divertido, pois eu arrumava os cabelos, e maquiavam, e escolhia as roupas, então dava tudo certo. Quer dizer, eu não sou muito boa em maquiagem, por isso é bom que tenha duas amigas que saibam, e elas não são tão boas em arrumar o cabelo. E com certeza a que entende mais de moda é a . Ela ta sempre com uma revista dessas na mão. Colocamos nossas roupas primeiro e depois nos maquiamos, então arrumamos nossos cabelos e depois ligamos pros garotos virem nos buscar.
- Estou pensando seriamente em juntarmos dinheiro pra comprar um carro, o que vocês acham? – perguntou enquanto estávamos na sala, no andar de baixo da casa, esperando eles chegarem.
- Eu acho uma boa ideia. – falou .
- Concordo, não aguento mais depender de táxis pra ir e vir de todo o santo lugar que eu quero ir! Ou depender de carona dos nossos namorados. – falei.
- Concordo total! Mas como? Quer dizer, temos que ter dinheiro pra comida e tal... – colocou .
- Eu sei, mas tipo: Cada mês colocamos 20% do salário de cada uma numa caixinha. Daí um dia vamos ter dinheiro suficiente pro carro.
- 40%, acho. – disse .
- É, acho que 40% dá, porque cinquenta por cento de todas nós juntas é pra comida, mas não vamos gastar TUDO isso comendo, então ainda sobra comprarmos o que queremos. – falei.
- Uhum, então começamos esse mês? – propôs .
- Com certeza. – disse .
- Ah, finalmente vamos parar de ir de táxi ao colégio! – falou enquanto se recostava no sofá.
- É, que beleza! Mas vamos ter que aprender a nos localizar aqui. – falei.
- Ah, a gente aprende fácil, pede pro te ensinar!
- Até parece. – ri. – Vamos comprar um mapa.
- Boa ideia! – concordou .
- É, espero que dê certo, quantos meses vocês acham que vai demorar? – perguntou.
- Não muito, eu espero, mas temos que escolher o carro depois, né! – falei.
- Sim, pra sabermos quando já temos dinheiro suficiente. – disse .
Fiquei feliz com a nossa decisão, quer dizer, isso meio que ia facilitar nossa vida, e claro que ia ser um carro pra todas, mas tudo bem. Uns cinco minutos depois os garotos chegaram e saímos com eles. Foi muito divertido lá no Pub, mas uma coisa realmente me incomodou, quer dizer, eu ficava todo o tempo pensando no , e isso definitivamente não era pra acontecer! Quer dizer, eu tenho que pensar é no Dylan! Isso ta me deixando louca! Acho que esse foi o fato de eu não ter aproveitado ao máximo.
No outro dia dormimos até tarde, mas à noite e saíram com os namorados delas, acho que era um encontro em dupla. Dylan e Allan não podiam sair hoje porque tinham um compromisso lá, não quis ficar perguntando, então fiquei em casa com a , mas até foi bom, porque eu tinha uma coisa pra falar com ela.
De tarde corri aqui pelo nosso bairro, e foi maravilhoso. Nosso bairro além de ser calmo, é realmente lindo, é bem arborizado e repleto de casas muito bonitas, com jardins na frente cheios de flores coloridas. Depois fui fazer meus deveres, pois o último dia que eu quero estudar é amanhã – domingo -, ninguém merece estudar nesse dia, é praticamente um dos únicos dias que temos de folga e temos que estudar, é por isso que detesto provas na segunda-feira, o que acontece de vez em quando no nosso colégio.
Então fui tomar um banho, e aproveitei pra lavar o cabelo, vai que me liga esse fim de semana? Ou não, mas é bom estar preparada. Antes de secar o cabelo chequei meu celular pra ver se tinha alguma mensagem ou ligação perdida e encontrei uma mensagem não lida.

Oi, amor. Desculpa por não poder sair hoje :/
Nos vemos outro dia. Te amo.
Xx Dylan

Droga! Era do Dylan! Não que eu não quisesse, quer dizer, eu adorei, mas eu cheguei – por um segundo se quer – pensar que podia ser uma do . Respondi a mensagem e fui pro banho. Após isso, bati na porta do quarto de , onde ela tava lendo um livro.
- , eu... Preciso te contar uma coisa.
- Claro, pode falar.

Capítulo 8

Sentei na cama de e largou o livro em cima da mesa de cabeceira e se virou de frente pra mim, para conversarmos.
- E aí, o que aconteceu? – perguntou . Suspirei.
- Não sei, quer dizer, eu sei, mas tipo: o problema é que não sei se termino com o Dylan. – abri o jogo.
- Por que você iria terminar com ele? – quis saber.
- Bom... – pensei em uma maneira de falar.
- Tem a ver com o , não é? – interrompeu meu pensamento.
Como ela sabia?! Bom, pode ser porque talvez nos conhecemos desde pequenas, acho que ela sabe muitas coisas sobre mim.
- Tem. – admiti de primeira.
- Qual o problema? Quer dizer, você conheceu ele, não é isso que você queria?
- É, mas ele não me ligou ainda. – falei.
- Mas ele não conseguiu os ingressos?
- Conseguiu.
- Viu? Então ele quer te ver de novo! E você, como é demais, vai levar suas amiguinhas queridas! – sorrimos.
- É, só que eu tenho namorado. – falei.
- Ah, entendi tudo agora.
- Pois é! O que eu faço?
- Olha, por enquanto não termina com o Dylan, quer dizer, o é famoso, você já tem que estar super feliz só de conhecer ele. – Deu ênfase em “conhecer”.
- Eu sei, é que existe uma minúscula porcentagem de chance de ele poder gostar de mim também... Algum dia. – falei.
- Claro que tem! Só que por enquanto não termina com o Dylan, ok? Se você perceber que o pode estar gostando de você, aí sim, você pensa em terminar com ele. Por que você pode se magoar, quero dizer, se você terminar com o Dylan pelo . E o tiver outra namorada, sei lá...
- É, você tem razão! Acho que não vou terminar com o Dylan por enquanto. – falei.
- Isso aí, e daqui a cinco dias eu vou conhecer o ! – festejou.
- Aham! – sorri junto com ela.
- E você vai rever o ! Sua sortuda! – rimos.
- Pelo menos você vai conhecer o arrumada! E eu que conheci o com a roupa do trabalho!
- É, você tem razão. Mas você ficou um tempão com o , e eu só vou ter uns cinco minutos pra falar com o !
- Não vai, não.
- Hã?
- Quem disse que eles não vão nos convidar pra fazer alguma coisa depois do show?
- Espero. – falou.
- Eu também. Agora vamos dormir, não vamos esperar a e a , elas vão demorar. – rimos.
- Ah é. Vamos dormir. Boa noite. – falou e se deitou na cama. Fui caminhando em direção a porta e apaguei a luz.
- Boa noite. – falei e fui me deitar também.

No outro dia nós acordamos super tarde, por que ainda era fim de semana. Quando acordei fui tomar café com as garotas lá embaixo.
- O que vamos fazer hoje? – perguntou .
- Não sei, mas temos que fazer algo pra não ficarmos paradas no domingo! – disse .
- Como foi o encontro ontem à noite? Quer dizer, os encontros? – me intrometi na conversa.
- Maravilhosos! – disseram.
- Contem, né! – disse .
- A gente foi no London Eye! – exclamou .
- Pois é, é perfeito! – concordou .
- Ai, suas sortudas! Eu to louca pra ir! – falei.
- Eu também, mas relaxa, . Quando a gente for, nós vamos com o e o . – disse .
- Ui, que chiques! – disse .
- E nós vamos de novo com o e o !
- Sim, mas nós vamos a primeira vez com eles!
- E daí?
- Sei lá, só que é a primeira vez é mais emocionante.
- Vocês só tão com inveja porque nós fomos! – disse .
- É. – admitimos e depois todas rimos.
- Ei, tive uma ideia! – exclamou .
- Fala.- disse .
- Vamos comprar um vestido perfeito pra ir ao show, sexta-feira!
- Isso! Que ótima ideia! – concordamos.
Acabamos de tomar o café e cada uma ficou fazendo suas coisas até a hora do almoço, depois todas pegamos um táxi – em breve não mais necessário – para irmos ao shopping comprar nossos vestidos! O táxi nos deixou na porta do shopping e descemos. Na primeira loja que fomos encontramos um vestido pra , que ela amou demais. Depois andamos mais um pouco e encontramos um pra . Mas pra mim e pra tava difícil, quer dizer, somos muito chatas, o vestido tinha que ser perfeito! Depois de toda a jornada pelo o shopping, encontramos um pra cada uma de nós.
- Gente, eu to com fome, vamos naquela cafeteria do segundo andar? – perguntou e todas descemos as escadas rolantes e chegamos a cafeteria, onde nos sentamos e cada uma pediu um capuccino. Enquanto estávamos tomando café, meu celular vibrou no bolso. Uma mensagem. Espero que desta vez seja quem eu penso que é.

Oi, :D Tudo bem com você? – .

Gritei no shopping. Ta, eu sei que é estranho, mas eu gritei mesmo, foi tipo assim: espontâneo. Simplesmente não consegui aguentar, tive que gritar. Todos da cafeteria olharam pra mim e eu corei. Até minhas amigas olharam pra mim uma cara de “você tá louca?”, mas eu ignorei, pois naquele momento TUDO que importava era que estava me mandando uma mensagem! Ele se lembrava de mim! Gritei mentalmente. Em seguida falei para as garotas o motivo da empolgação e elas disseram: Responde logo!
Lá vou eu, vou mandar uma mensagem pro !

Oi, . Quanto tempo! Tudo bem sim, e você? – .

Óbvio que eu tinha que dizer o “quanto tempo”, é a minha maneira educada de dizer: por que você demorou tanto pra falar comigo? Quer dizer, até que não foi tanto, pois ele me ligou sexta à noite, mas eu não o vi. E eu realmente havia pensado que eu só iria falar com ele de novo na sexta que vem. Mas não. E, vendo pelo lado bom, mandar mensagens é legal, porque fica gravado que ele realmente falou comigo! E claro que não é tão bom porque eu não o escuto e nem o vejo, mas tudo bem.

Tudo bem :D Exceto pelo trabalho constante :/ E aí, você quer vir aqui em casa nos ajudar a compor uma música agora? Quer dizer, não quero atrapalhar você, não sei onde você ta, se tiver com suas amigas, bem, pode trazer elas. Estamos empacados na PRIMEIRA música, dá pra acreditar? :P – .

está ME convidando pra ajudar ELE a compor! Ah! Sério, tenho que levar as garotas pra lá, vai ser demais. Elas finalmente vão conhecer , e . E , claro. Mas ele é meu. O que ele não pode saber.

Claro, estou com as minhas amigas aqui no shopping! Vou pra tua casa agora mesmo? – .

Esperei ele responder. Enquanto isso conversávamos, quer dizer, gritávamos. Não alto, claro. As garotas comemoravam.
- Não acredito que vamos MESMO conhecer eles hoje! – falava histericamente.
- Eu sei, nem eu! – disse .
- Se acalmem, esperem ele confirmar! – lembrou .
- Cala boca, ! – as duas chamaram sua atenção e rimos. Até que meu celular vibrou novamente, com a resposta de .

Claro, agora mesmo ;) Até lá. – .

Ah! Eu vou pra casa dele agora! Nossa, realmente esse ano em Londres vai ser inesquecível! E ainda vou apresentá-los as minhas amigas, que com certeza irão desmaiar!
- Então, o que vocês acham de irmos agora mesmo pra casa do ? – falei interrompendo a conversa, que cada vez aumentava de volume.
- Já estamos lá. – respondeu . Pagamos a conta e saímos o mais rápido que podíamos para a casa dele.
- Espera! – interrompeu nossa caminhada rápida até a saída do shopping.
- Esperar pra conhecer o ? Nem pensar. – continuou caminhando, mas a segurou pelo braço.
- Você quer mesmo conhecer o assim? – olhou para sua roupa.
- O que tem de errado com ela?
- Nada, mas vamos passar em casa pra nos arrumarmos rapidinho, ou vocês querem chegar assim?
- É, acho que podemos passar em casa rapidinho. – falei.
- Ok, mas correndo! – concordou .
- Então corram! Vamos embora – Apressou e saímos todas correndo que nem quatro loucas dentro do shopping procurando a saída mais próxima. Chamamos o primeiro táxi que vimos e apressamos o cara pra chegarmos em casa correndo. Quando finalmente chegamos, tivemos que esperar a parar de tagarelar com o Jim no telefone. Olha o momento que ele foi ligar, bem na hora que estávamos indo pra casa do meu ! Quer dizer, do .
tentava desligar a porcaria do telefone, mas Jim não calava a boca, e isso estava me irritando, então , e eu fomos subindo para já estarmos prontas e só restar a se arrumar pra irmos pra onde sempre quisemos ir. Ou pelo menos eu. Quer dizer, provavelmente sempre quisera ir na casa do , assim como na do e na do , mas acho que elas já estão até considerando o melhor lugar a casa do , já que é lá o local onde elas conhecerão eles.
- Finalmente, hein! – falei ao ver entrar pela porta do meu quarto e de . Estávamos todas nos arrumando juntas lá, assim é melhor pra nos ajudarmos, já que sempre precisamos de ajuda nessas horas. Cada uma escolheu a roupa que mais se sentia linda e descemos pra pegar o táxi, depois de colocarmos gloss. O táxi corria pelas ruas de Londres e a cada segundo mais ansiosa elas ficavam, e eu também claro, pois mesmo vê-lo DE NOVO, era sempre de dar um nervosismo antes.
- Ai, gente, como eu 'to? – perguntou desesperadamente.
- Linda! Todas estão lindas! – falei. – Não se preocupem, eles vão gostar de vocês e vão achar vocês lindas.
- Pra você é fácil falar, você já conheceu o seu. – disse .
- Ah, mais uma coisa. NUNCA, em hipótese alguma mencionem o meu! Entenderam? – falei.
- Por quê? – perguntaram juntas.
- Ele não sabe e nem vai saber, ok?
- Por que assim não vai dar certo! – exclamou .
- Dar certo o quê? – perguntou confusa.
- De eles namorarem!
- Ah.
- Olhem, o único que ele sabe que não é meu favorito é o . – expliquei.
- Por quê? – perguntou .
Por que sempre que ela escuta esse nome, ela entra na conversa? Por mais que estivesse boiando antes, pensando em sei-lá-o-quê.
- Por que eu caí na besteira de falar que ele era o seu. Daí ele disse que como éramos amigas, devíamos ter prediletos diferentes, e eu, idiota, concordei. Agora ele sabe, então NÃO demonstrem que vocês duas preferem o e o , se não vai ficar NA CARA que EU prefiro ele!
- Por que ele não pode saber? – perguntou .
- Isso vai estragar tudo, quero dizer, se ele souber que eu amo ele! Isso não pode acontecer, por enquanto ele 'tá acreditando que não somos tão fãs deles, mas sabem que SOMOS fãs.
- Eu não me importo. – deu de ombros – Contanto que o goste de mim!
- Ele vai gostar. – falei.
- E o vai gostar de mim? – perguntou .
- Vai, sim. – ajudei-a.
Fiquei imaginando como estaria me sentido de fosse eu a conhecer eles agora. Ou melhor, ele. Quer dizer, eu ia estar morrendo! Total. Até foi bom que o conheci na correria, não deu nem tempo de pensar, quando eu estava começando a raciocinar que estava falando com o , ele já estava falando comigo, e eu já tinha visto que não era tão difícil quanto parecia. Mal deu tempo de raciocinar. Ainda bem, se eu não tivesse conhecido ele naquela hora, fico imaginando como eu estaria suando agora.
- Gente e será que o vai gostar de mim? – perguntou também. Sério, essa pergunta tava me enchendo. Como EU vou saber se eles vão gostar delas? Quer dizer, só porque conheço um pouquinho eles, ou passei junto a eles umas quatro horas do dia – ta legal, do eu devo ter passado umas 12 horas – não quer dizer que eu vá SABER o que eles achariam de minhas amigas se as conhecessem.
- Vai, . Relaxa, se vocês ficarem nervosas vai dar tudo errado. Vocês tem que se acalmar e conversar normal com eles, esqueçam quem eles REALMENTE são por uns segundos, ok?
Pra mim isso fica fácil às vezes, quero dizer, meio que me acostumei com eles quando passamos juntos aquela manhã, e como meu maior nervosismo tem a ver com , e já tinha meio que me “enturmado” com ele antes, tudo ficou meio que mais fácil. Porque depois que você passa um tempo com eles, vê que são pessoas normais. Pessoas lindas e perfeitas, mas normais.
- Ficar nervosa só vai piorar, ok? - complementei.
- Pra você é fácil! – falou .
- Não, quer dizer, 'tá. Agora pra mim é mais fácil, mas não foi nos primeiros segundos que passei com . Quando me virei pra trás e vi que era ele que estava bem perto de mim. Fiquei completamente sem reação. – expliquei.
- É, a gente entende. – disse .
- Deve ter sido difícil no início, pois não tinha ninguém pra descontrair ou te ajudar com ele. – complementou . Assenti.
- Você nos ajuda? – perguntou .
- Sim, mas discretamente. – falei.
- O que você quer dizer com “discretamente”?
- Vou tentar chamar a atenção dos guys que vocês preferem pra vocês, mas sem eles saberem que VOCÊS preferem eles, senão...
- Senão o descobre que você gosta mais dele. – interromperam todas juntas.
- Sacamos. – piscou .
- É isso aí. – concordou .
Então quando menos percebemos, o táxi estacionou no nosso destino e o provável lugar onde alguma de nós – não eu, porque se fosse eu isso já teria acontecido. – desmaiaria de felicidade ou de loucura. Ou de tanto chorar. Ou até de tanto se emocionar! Mas tudo bem, faz parte. Descemos do carro, olhava pra minhas amigas e nem sabia qual era a mais nervosa. Tá, era a . Só porque era ela sempre a que demonstrava mais nervosismo, mas isso às vezes não quer dizer nada. Ou quer.
- Prontas? – perguntei e elas, de tão nervosas, só conseguiram assentir.
- Relaxem! – lembrei a elas.
Então toquei a campainha.

Capítulo 9

Ouvi passos descendo as escadas. O barulho foi se aproximando, até abrir a porta da frente e dizer:
- Oi! Nossa, finalmente vocês chegaram! – sorriu. E morreu. Ok, não. Mas com certeza deve ter morrido por dentro.
- Oi, ! – sorri e ele veio me abraçar. Abracei-o. Ah, eu estava abraçando !
- Oi, . – depois de me soltar nos viramos pras garotas.
- Essas são: , ou . , ou . E , ou . – falei.
- Prazer, eu sou , ou . – rimos.
- Entrem. – ele disse. – Estamos lá no quarto do escrevendo a música. Ou melhor, tentando.
- Ok. – concordamos e subimos. Ai, eu ia conhecer o quarto do ! Quase morri quando disse: "estamos lá em cima, no quarto do ."
Sério, acho que devemos estar todas com caras de idiotas.
Eu: Por estar prestes a conhecer o quarto do . E o ver. De novo.
: Por ter acabado de conhecer o , e saber que vai passar toda à tarde com ele.
: Por estar prestes a conhecer o e saber que vai poder passar um tempo com ele.
: Por que ela vai conhecer o assim que acabarmos de subir essas escadas. E vai poder passar à tarde com ele!
- ! – exclamou, pra minha surpresa, quando entrei no quarto com as garotas e me abraçou.
- , oi! – falei abraçando-o. Ele cheirava tão bem. Sério, eu não conseguia me acostumar com isso. Quero dizer, abraçar o . Simplesmente quando eu vou embora parece que eu tava sonhando, daí quando eu vejo ele de novo, eu percebo que está mesmo acontecendo, mas é muito difícil de acreditar, ainda mais quando ele me abraça, porque isso é perfeito demais pra acontecer comigo. Em seguida, foi até mim de braços abertos e me cumprimentou, abracei-o também, e então veio e me abraçou de lado.
- Se vocês forem como a amiga de vocês aqui, vamos gostar muito de vocês. – disse pras garotas e depois beijou minha bochecha. As garotas riram.
- , me solta, deixa eu apresentar elas! – falei e fui ao lado das garotas. – Bom, essas são... – Ia falar, mas me interrompeu.
- , ou . , ou , e , ou . Viu, já decorei! – disse comemorando.
- Prazer. – disseram , e .
- Vocês sabem que eu sou o , ele é o , ele é o , e aquele idiota lá é o . – falou.
- Ei! – exclamou e rimos.
- Foi mal. – se desculpou e rimos da cara que ele fez.
- Então, vamos compor? – oerguntou ignorando-o. – Aqui, trouxemos uns puffs pra vocês se sentarem. – apontou para os puffs no chão.
- , só tem três. – falei.
- Ta, você senta aqui conosco. Vem! – disse e fui sentar com ele no sofá virado pros puffs, e tava sentado na cama, enquanto e estavam encostados no sofá.
- Ta, deixa eu ver como isso tá. – falei pegando o caderno da mão de .
- ?
- Que? – me olhou como se não tivesse acontecido nada.
- ESTÁ EM BRANCO!
- Eu sei! – falou como se fosse óbvio.
- Ta, a é boa em compor músicas, ela vai sentar aqui, e vou pro lugar dela, pra pensar com as garotas. Vem, ! – falei sorrindo pra minha amiga e ela guardou a felicidade meio que dentro dela, pois o que ela fez foi somente sorrir e dizer ok. Óbvio que ela tava tendo um ataque cardíaco por dentro, por se sentar ao lado do .
- E aí, ? Como você acha que a gente deve começar? – perguntou .
- Não sei, sobre o que vocês querem fazer a música?
- Vamos pensar... – disse e todos nós começamos a quebrar a cabeça pensando em como começar a tal música. Depois de uma hora e meia a música estava pronta. Era sobre amor, pra variar. Então eles perguntaram se não queríamos ficar pra jantar com eles, e óbvio que aceitamos. A essa altura, as garotas meio que já tinham se enturmado com eles. Ok, mais ou menos. Mas elas não ficavam caladas, falavam normal, mas eu ainda tinha mais intimidade. Ta, não tanta. Só que eu gosto de dizer isso. É só porque eu conheci primeiro, então fica mais fácil pra mim. Descemos e agora estávamos lá na sala, decidindo que sabores de pizza íamos pedir.
- Eu já falei que tem que ter mussarela, ! – disse .
- E eu já disse que TEM que ter calabresa! – rebateu. Enquanto isso nós só riamos no sofá.
- Não, não. Se EU for comer também, eu exijo marguerita! – falou.
- Gente, não querem perguntar pra elas? – perguntou, interrompendo a discussão engraçada. Ai, como ele é fofo!
- Er... Por nós tanto faz. – deu de ombros. – Mas eu prefiro calabresa.
- Há! Valeu. – disse .
- Ah, qual é? Você prefere MESMO calabresa? - perguntou chocado.
- Óbvio! Se não eu não ia ter dito. – rimos.
- Ta, dois votos pra calabresa. – disse sorrindo.
- Dois pra mussarela! – falou .
- Isso! – vibrou.
- Três. – concordei.
- Beleza! - continuou vibrando. – Vençam dessa!
- Eu voto na marguerita. – falou .
- Eu também quero mussarela! – apoiou .
- É! – vibrou como se fosse algo realmente importante e todos rimos. pegou o telefone meio contra a vontade e pediu a pizza.
Quando a pizza chegou todos fomos pra cozinha comer. Depois voltamos pra sala e ficamos assistindo F.R.I.E.N.D.S.
- Ah, eu adoro esse episódio! – disse .
- Ah, eu também, é aquele do namorado esquisito da Phoebe, não é? – perguntou.
- Aham, o cara é muito idiota. – entrou na conversa .
- Pior, é super engraçado aquela parte que ele diz que o Chandler é engraçado só pra disfarçar os sentimentos dele, alguma coisa assim, não me lembro muito bem. – falou .
- Ah é! É hilário, ele fica com uma cara de “O quê?!” – disse e rimos dele imitando-o.
- Pois é. – concordei.
- Eu também gosto daquele que a Rachel descobre que o Ross é apaixonado por ela. – disse .
- Ai, eu também! - falei.
Ficamos mais um tempo discutindo dos episódios, já eram dez horas, e amanhã tínhamos escola, abri a boca pra dizer que tínhamos que ir, mas não consegui, afinal, não é todos os dias que somos convidadas pra ir na casa do .
- Ei, gente! – falou chamando a atenção de nós pra ele que havia pegado o violão que estava em cima do sofá. – Vamos jogar um jogo. Olha só, cada um toca uma música e canta, e os outros têm que adivinhar qual é. Vamos fazer nós contra vocês, pode ser?
- E quem não sabe tocar violão? – perguntou .
- Pede pra outra pessoa do grupo. – disse , e ficou surpresa ao ver responder. Quer dizer, ela sempre morria quando falava com ela.
- Ninguém de vocês toca? – perguntou.
- Eu e a . – falei.
- Beleza, então. Nós começamos. – disse pegando o violão. – Ok, lá vai. You say Yes, I say No, You say Stop but I Say Go, Go, Go, Oh No. You Say Goodbye and I Say Hello, Hello, Hello. I Don't Know Why you Say Goodbye. I Say Hello, hello hello…
- Hello, goodbye. – falou , que recebeu uma cotovelada de leve de , mas ainda bem que só eu percebi. Pelo menos é o que espero. Acho que chamou a atenção de , pois queria continuar a ouvir cantando. Óbvio!
- Ta, acertaram. – disse derrotado. Foi demais ouvir cantando ao vivo, bem perto de mim, deu pra ouvir bem a voz dele, o que é demais, porque em shows só ouvimos todos gritando.
- Quem vai? - perguntei quando entregou o violão pra mim.
- Você! – disse .
- Ah, não, vai você primeiro. – disse.
- Deixa que eu vou! – pegou o violão.
- Escolhe uma difícil. – falei.
- Ei, não vale brasileiras! – falou .
- Por quê? – perguntou indignada.
- A gente não conhece muitas.
- Ta, dessa vez vamos concordar. – falou.
- Ok, canta. – Disse .
- Ah, espera, toma o violão, . – me entregou.
- Ok. – peguei-o.
- It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now... Said I wouldn’t call, but I lost all control and I need you now. – parou de cantar e olhou pra eles, que estavam com caras pensativas.
- Ah, eu já escutei essa música, ma não me lembro o nome agora. – falou .
- É, eu acho que eu sei, é Need you?
- Meio. – corrigiu. – É Need you NOW.
- Ah, mas vale meio. – defendeu sua ideia.
- Por quê? – perguntou .
- Por que acertei METADE do nome.
- Ok. – dei de ombros e entreguei o violão pro . – Então está um a meio. Pra nós, claro. – Rimos. Quero dizer, nós, as garotas. Por que eles não acharam engraçado estarem perdendo.
- Agora é minha vez, ta na hora de ganharmos! – disse .
- Vamos ver. – Disse .
- 1, 2 , 3... – e começou a solar! É, nem cantou nada! Como é que vamos saber o nome daquilo?! A tava quase morrendo vendo ele solar ao vivo bem ali, então ficou quieta, mas acho que ela não sabia o nome da música também. Ninguém sabia. De nós, claro.
- Então? Qual o nome? – Parou de tocar, pra infelicidade de todas nós. Mas mais da , ela tava de boca aberta. Ou quase.
- Não faço a mínima ideia. – Desisti, e as meninas falaram a mesma coisa.
- Há, viram? Eu consegui! – disse pros garotos. – Não sou tão idiota que nem vocês pensam! – rimos. – É Knockin’ on Heaven’s door.
- Ok, agora é um pra nós à um e meio pra vocês. – falou , e eles vibraram.
- Ta, me dá, é minha vez. – falou . - Yeah, when my world is falling apart. When there's no light to break up the dark, that's when I, I, I look at you. When the waves are flooding the shore and I can't find my way home anymore, that's when I, I, I look at you.
- Er… Nem adianta, não tenho ideia, e vocês? – perguntou .
- Nem eu, mas você canta bem, hein! – elogiou.
- Obrigada. – sorriu. - Nenhum de vocês?
Todos balançaram a cabeça negativamente.
- Isso! – vibramos.
- É When I Look At You, da Miley Cyrus. – disse .
- É, acho que estamos perdendo de novo. Dois à um e meio. – disse . – Deixa eu acabar com isso! In this farewell, there no blood, there no alibi. ‘Cause I've drawn regret, from the truth of a thousand lies… So let mercy come, and wash away… - interrompeu . Que milagre!
- What I’ve done, do Linkin’ Park.
- Ok, vocês tão ganhando. Ainda. Três à um e meio!
- Ta, minha vez! – falou . – Toca pra mim, ?
- Ok. – peguei o violão. Eu sei que pode parecer SUPER idiota, mas fiquei super empolgada de estar tocando o violão do . Quer dizer, aquele era o violão favorito dele! E eu tava tocando nele! Com ele! Ele o , quero dizer.
- Canta, . – falei e comecei a tocar. – Remember those walls I built, baby they’re tumbling down... They didn’t even put up a fight, they didn’t even made a sound. interrompeu.
- Halo, da Beyonce.
- Droga!
- Eba! – gritaram eles e rimos da empolgação.
- Beleza: Três à dois e meio. – disse todo competitivo.
- Bom, vou dar um presente pra vocês. – falou e pegou o violão. – I never wanted everything to end this way, but you can take the bluest sky and turn in Gray. I swore to you that I would do my best to change... But you said don’t matter! I’m looking at you from another point of view. I don’t know how the hell I fell in love with you, I’d never wish for anyone to feel the way, I do. - eu simplesmente não acreditava que ele tava cantando bem ali! Quero dizer, a menos de um metro de mim, e o silêncio na sala era grande, o que é bom, porque só escutávamos ele e aquela voz perfeita. Sério, morri de vez.
- Ta brincando, não é? – perguntou .
- Você acabou de dar o prêmio pra elas! – disse chocado.
- Deixa. – deu de ombros. – elas podem errar.
- POV. – falei.
- Ganhamos! – Falou .
- É. – Concordaram e .
- Valeu, . – ironizou .
- Deixa, cara. – falou .
- Parabéns, vocês arrasam! – disse pra nós e apertou a mão de todas.
- Valeu. – dissemos.
- Ah, espera, a ainda não cantou! – falou.
- Nem precisa, já ganhamos. – tentei me livrar.
- Ah é! A gente quer escutar você. – disse.
- Ok. – Falei.
- Canta alguma nossa? – perguntou.
- Ta, qual?
- Pode ser Walk in The Sun. – disse.
- Tá. – Falei e peguei o violão. – Such a long long way to go... Where I’m going I don’t know... I’m Just following the road! Through a walk in the sun, through a walk in sun...

- Nossa, você canta muito bem! – falou.
- É, que voz linda! – disse.
- Ah, obrigada. A de vocês é que é. – falei, porque era óbvio que a minha voz não era linda, mas o achava! Ele achava minha voz linda! Ahhhh! Será que ele nunca escutou a voz dele? Por que pra achar a minha linda...
- Mas é assim o início do refrão, olha. – foi pro meu lado e se agachou, então pegou a minha mão que estava no braço do violão e moveu uma casa, sua mão estava fervendo. Então pegou minha mão que fazia o ritmo e moveu na batida certa.
- Entendeu? – falou por trás de mim, senti sua respiração no meu pescoço.
- Uhum. – falei simplesmente, e quando virei o rosto pra falar, nossos rostos ficaram muito perto um do outro, mas ele só sorriu e voltou a se sentar onde estava antes.
Depois desse jogo, ficamos assistindo televisão mais um pouco... Mas estava ficando muito tarde, e eu, lutando contra minha vontade, me levantei e disse que tínhamos de ir. Elas ficaram me olhando com uma cara de quem diz: “Te mato depois.” Mas na hora não liguei, pois tínhamos aula amanhã, e não podemos nos desligar dos nossos compromissos por aqui, já que só dependemos de nós, e se precisarmos de ajuda, só nós mesmas poderemos nos ajudar.
- Então, vamos indo. – falei.
- Deixa que eu levo vocês. – disse.
- Não precisa, . Sério, tá tarde. – insisti.
- Exatamente por isso. – piscou.
- Ta, obrigada. – sorri. – Vamos, garotas. – Chamei-as. – elas estavam se despedindo dos outros, que eu tinha me esquecido completamente até que gritou: - Ei, não vai nem se despedir de nós?
Sorri e fui até eles, dei um abraço em cada um e depois encontrei e minhas amigas, que deveriam estar me matando em pensamento no carro.
- Então, o que estão achando daqui? – perguntou pra quebrar o silêncio depois que ele arrancou o carro com as minhas amigas amontoadas lá atrás, e eu na frente, porque quando ia sentar na frente, ele disse: "Vocês podem se sentar lá atrás, a vem aqui." Eu sei, muito perfeito! Pelo menos pra mim. Elas não devem ter achado nada legal, mas como elas não se importam MAIS com ele do que com os outros, nem ligaram tanto assim. O silêncio que estava instalado no carro provavelmente era por quê:
: Estava pensando no !
: Estava pensando no !
: Tava pensando no !
Eu: Óbvio que eu tava pensando no !
: Quem dera se eu soubesse!
- A gente ta adorando morar aqui! – disse . Foi aí que eu percebi que tinha perguntado alguma coisa, eu tava tão desligada pensando que nem percebi.
- Que bom! – disse ele.
- É, e vocês tão ansiosos pra fazer o show aqui? - perguntou .
- É, se der tudo certo até lá, sim. – rimos.
Depois que algum tempo estávamos na frente de casa, as garotas saíram por trás e acenaram pra dizendo tchau, mas quando eu ia sair do carro, falou:
- Até mais. – me puxou pela mão e me deu um beijo na bochecha.
- Até. – sorri e entrei em casa. Bati a porta e lá estavam elas olhando pra mim, com aquela expressão brava, ok, nem tanto. Mas NADA poderia estragar meu dia perfeito agora! Nada MESMO!
- O que foi? – perguntei.
- Por que falou pra irmos àquela hora? – perguntou .
- Desculpa, gente, mas já é tarde e amanhã temos aula!
- É, ela tem razão, eles vão nos convidar de novo... Vão né, ? – Perguntou .
- Acho que sim, por que o disse até mais e não tchau. – sorri.
- Espero! – disse .
- Vocês acham que eles gostaram da gente? – perguntou .
- Gostaram, sim! Vocês viram, eles até cantaram pra nós! – exclamou .
- Ta, não pra nós, mas... Sei lá, foi quase pra nós. – disse.
- Eu morri com o cantando! – disse .
- E eu morri com aquele solo do !
- Eu é que morri escutando o ! – falei me lembrando.
- É, foi perfeito, mas o MAIS perfeito foi o meu .
- O TEU ? – riu . – Essa vou ter que contar pra ele!
olhou-a brava.
- Depois que vocês namorarem, claro!
- Acho bom! – disse . – Se não já vou sair contando que tem alguém aqui que fica falando no toda hora, e ia ser legal se ele soubesse.
- Ah! Óbvio que você não vai fazer isso! – riu .
- Ué, se você falar pro ... – implicou .
- Gente, vou dormir, até amanhã. – subiu.
- É, acho que já vou indo também. – concordei e subi as escadas. - Vocês já vão?
- Daqui a pouco, só vamos falar mais sobre o e o , sabe... – riu.
- É, amanhã é que vai ser horrível pra nos levantarmos. – disse.
- É por isso que vou me deitar. Vocês sabem como sou dorminhoca. – ri. – Boa noite.
- Boa noite! – disseram juntas.
Fui até o banheiro, fiz a higiene e fiquei pronta pra dormir. Quando cheguei ao quarto arrumei meu material e coloquei o pijama, então me deitei na cama. Quando ia apagar a luz vi uma mensagem.
Tomara que seja do . Tomara que seja do . Tomara que seja do ...
Parece que não é.

Boa noite, . To com saudades, amanhã vamos fazer um lanche antes de você ir trabalhar? – Dylan.

Meio desapontada, respondi.

Claro! Também estou com saudades, te vejo amanhã, passa aqui às três ;) – .

me deu boa noite e desejei o mesmo pra ela. Depois vi a resposta de Dylan, que dizia:

Ok, boa noite! Te amo – Dylan.

Então respondi:

Também! Boa noite! – .

Então, exausta, me virei pro lado pensando em tudo que já acontecera antes de vir pra cá e dormi.

Capítulo 10

Estava na aula de matemática, naquele tédio sem fim, quando minha professora, que não é tão chata, mandou a gente fazer um trabalho avaliado! Que beleza! Tudo que eu quero, ficar perdendo tempo aqui, ao invés de tentar falar com de novo, ou simplesmente, me sentar no sofá e ver TV até ele resolver ligar... O tempo estava ruim, com isso, quero dizer, chovendo. E aqui em Londres não é nada legal, por que é tão legal caminhar por essas ruas lindas! Mas pelo lado bom, tem cinema! Eba! Podemos ir... Sei lá. Agora vou me concentrar no trabalho.
Depois que acabaram todas as aulas, ou seja, a escola, fui pra casa me arrumar, pois ia tomar café com Dylan!
Ah, agora me lembrei, é essa sexta que vamos ao show do ! Quer dizer, do McFly. Ok, tenho que me esquecer disso de novo, afinal, ainda é segunda... Se não me esquecer vou ficar ansiosa demais, então a partir de agora vou bloquear esse assunto da minha mente. Fim.
Ok, me arrumei, e Dylan passou de carro e fomos pra uma lanchonete por aí... Ai, se eu parar pra pensar bem, eu sou muito sortuda, quer dizer, eu tenho um namorado inglês! Não é exatamente o inglês que eu queria, mas é quase. Mas ele é demais, e não vou terminar com ele, porque o nunca vai gostar de mim se ele pode gostar de uma atriz ridícula aí. Quero dizer, ridícula pra mim, por que ele deve gostar... Mas enfim, quando chegamos lá nos sentamos em uma mesa na rua, porque eu preciso ficar na mesa que tenha a melhor vista pra aquela cidade perfeita! E parara de chover, ainda bem, senão teríamos de nos sentar em outro lugar, porque de manhã a chuva estava realmente forte. Tivemos o maior trabalho pra voltar da London High até em casa.
- Então, o que vocês tem feito? – perguntou depois de pedirmos nossos capuchinos.
- Er... Bom, ontem de tarde fomos ao shopping, e depois fomos pra casa dos garotos pra ajudar eles a compor uma música. – Ri. – Eu sei que parece estranho eles nos pedirem ajuda, mas parece que eles tão tendo um pouco de dificuldade em compor essas três músicas aí.
- Nossa, que legal! Tudo que vocês queriam! Quer dizer, eles são os ídolos de vocês e tal, que bom que ficaram amigos. – sorriu.
- Ai, Dylan, eu to tão feliz que você não sem importa, sério, se você soubesse como isso é importante pra nós.
- Que bom! Eu não me importo, contanto que você não me troque por eles.
- Nunca. – sorri. Ok, menti. Mas não completamente, afinal, ele era tão perfeito! Tipo, qualquer outro namorado idiota iria odiar a ideia de conhecermos gente famosa, ainda mais garotos famosos, mas ele nem ligou, ele entendeu total! Ele é muito legal mesmo!
- E contigo, alguma coisa nova? – perguntei quando chegaram nossos cappuchinos.
- Amanhã eu e o Jim vamos a Roma. – sorriu.
- Sério? Nossa! Que demais! Aproveitem! – fiquei feliz por ele.
- Obrigada, vamos porque ofereceram uma proposta de trabalho pro Jim lá, e ele quer que eu vá junto.
- Que legal, mas espera, o Jim já é formado?
- Não, mas é um emprego realmente bom pra quem ta na faculdade, então se ele conseguir mesmo, vai ir morar lá. – falou e meu sorriso se desfez, quer dizer, pois pensei em .
- Mas... E a ?
- Bom, aí eu não sei. Mas não diz nada pra ela ainda, ok? Espera que eu te ligo amanhã de noite, depois da entrevista e te conto.
- Obrigada, daí eu já digo pra . Pergunta pra ele também se ele tem CERTEZA de que ele vai, ok?
- Pode deixar. – piscou.
- Valeu. – Sorri.
Tomamos nossos cappuchinos, mas como era cedo ainda pra eu ir pro inferno do meu trabalho, que eu já não aguentava mais, ficamos conversando.
- E o colégio?
- Normal. – rimos. – Agora, semana que vem começa o sufoco.
- Provas?
- Todos dias das duas semanas.
- Ah, que droga, nem vou poder te ver muito então...
- A gente dá um jeito. – sorri.
- É, damos sim. – sorriu.
- E a faculdade?
- Tudo beleza, você vai ver, quando você chegar na faculdade tudo melhora.
- Por quê?
- Por que você sabe que ta fazendo aquilo pro seu futuro, e tudo que você faz ali, você vai precisar, e na escola não, quer dizer, tem umas coisas que ninguém vai precisar na vida. – rimos.
- Ah é, tem umas coisas nada a ver.
- É. - disse. - Então, o que você vai fazer sexta?
Droga! Ele tinha que me lembrar o motivo da minha ansiedade constante!
- Er... Vamos ao show dos garotos.
- Ah é, que legal, eles vão dar os ingressos?
- Vão. – sorri. – Mas podemos sair no sábado, o que você acha?
- Claro, só vou ver se não tenho nenhum trabalho, nem nada, porque na faculdade é tanta coisa que acaba que a gente nem sabe tudo de cabeça.
- Ok, você me liga então.
- Claro.
- E como vão o Allan e o Michael?
- Bem, to falando com eles bem frequentemente até.
- Que bom! A e a tem saído com eles às vezes também.
- Ah é, eu me lembro quando o Allan ficou me enchendo o dia todo com perguntas tipo: Convido ela pra sair? Poxa, me ajuda cara? Convido ou não? – ri.
- Awn, que amor! – riu.
- Depois ele decidiu convidar ela.
- Pois é. – concordei. – Ela ficou super feliz, ainda bem que ele ligou.
- Aham. Depois de tanta indecisão, e incômodo. Pra mim, pelo menos. – rimos.
Conversamos mais um pouco, então ficou tarde e já era hora de eu ir pro meu trabalho, infelizmente, quer dizer, eu estava me divertindo tanto com o Dylan! Que droga, a gente mal se encontra e ainda tem pouco tempo. Ah, tudo bem. Ele me deu carona até a Starbucks e desci, dei um selinho nele e entrei pra trabalhar. Fiquei tão triste pela , acho que até mais do que ela vai ficar quer dizer, ela quer mesmo é o , mas acho que ela também gostava bastante do Jim, porque ela não é do tipo que fica com alguém se não gosta, então, provavelmente, se ela não gostasse do Jim, já teria terminado há muito tempo com ele. Atendi alguns clientes, pra variar, e limpei mesas, o que é ainda pior considerando o fato de que algumas pessoas são realmente sem educação e deixam TUDO sujo!
Quando saí do trabalho fui pra casa dormir, pois estava muito cansada, mas no caminho até em casa meu celular vibrou no bolso. Estava no táxi, pois a chuva voltara. Infelizmente!
- Alô? – atendi sem ver quem era. E me surpreendi ao escutara aquela voz perfeita que eu escutara cantando ontem.
- ? Oi?
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo ótimo, e com você?
- Tudo. – sorri. Um silêncio se instalou, pensei em algum assunto o mais depressa que eu pude, mas então me lembrei de que quem me ligara fora ele, então ELE tinha alguma coisa pra falar.
- Então... Por que você me ligou?
- O que foi? Não posso ligar pra conversar agora? – Ahhhhhh! Ele queria conversar comigo! Ele estava ligando pra conversar COMIGO! Eu! Sabe o que isso quer dizer? Ele poderia estar ligando pra conversar com qualquer outra pessoa no MUNDO agora, mas ele quis ligar pra mim! Ok, parei.
- Claro que pode. Mas começa a conversar então.
- Ta, onde você ta?
- To indo pra casa. E você?
- To esperando nosso empresário chegar pra escutar a música e ver o que ele acha que a gravadora vai achar, se eles acharem que tem chance, vamos gravar e por o nome de vocês na composição. – sorriu e eu também.
- Uau! Que demais! – exclamei toda feliz, pois eu iria ter meu nome ao lado do deles em uma composição de uma música!
- É, então, espero que eles gostem.
- Eu também! – to torcendo muito aqui, você nem imagina! Estou pensando, claro que não disse isso.
- E aí, vocês vão mesmo ao nosso show?
- Claro, sexta, não é?
- Uhum, ainda temos que compor mais duas músicas até lá...
- Vocês conseguem. – falei.
- Espero, mas se não conseguirmos temos nossas amigas e ajudantes de composição oficiais. – riu. Espero que não consigam, espero que não consigam... Claro, pois assim precisariam das ajudantes deles! E amigas. Ou seja, nós!!!
- Estamos sempre dispostas a ajudar.
- Que bom, mas da próxima vez que nos encontrarmos vamos fazer algo legal, e não compor músicas.
- Compor também é legal. – disse, pois assim ele saberia que gostamos de compor, ou não, mas qualquer coisa com eles é perfeito!
- É, mas próxima vez vamos fazer algo diferente. – por mim tudo bem!
- Ok, se você insiste. – sorri.
- , vou ter que desligar, o pessoal da gravadora ta nos chamando.
- Ok, até mais.
- Até. – disse e desligou. Não! Que droga, tava tão bom! Ah! Depois de mais um tempo no táxi cheguei em casa. Vi que minhas amigas estavam cada uma em seu quarto fazendo as tarefas. Que aplicadas! Até parece, só acredita quem não conhece. Entrei no quarto de e pra dar um oi, mas elas me mandaram embora porque tinham que acabar o trabalho que a professora de literatura deu, e pra felicidade das duas, o trabalho é em dupla, e ainda estão na mesma sala, então fica melhor. Então depois de ser expulsada do quarto das minhas amigas, fui pro meu quarto, e encontrei deitada na cama mexendo no laptop, pra variar.
- Oi, .
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo, nem sabes! – falei e ela já se sentou na cama pra escutar a novidade, que era muito boa.
- O me ligou! - falei histérica.
- Te ligou? Como assim? Ele?
- Por que você não acredita? – perguntei desconfiada, enquanto ela sorria de felicidade pela amiga dela, ou seja, eu.
- ELE me ligou! - confirmei.
- Quando? Marcou um encontro?!
- Não, aí já é demais. Quer dizer, se ele tivesse marcado um encontro eu ia tá pulando e teria chamado a e a pra contar a novidade perfeita também!
- Então por que ele te ligou?
- Adivinha?
- Como eu vou saber?
- Não sei, tenta.
- Pra te contar que o tá apaixonado por mim, e não consegue viver mais um segundo sem mim, e quer que vocês arranjem uma maneira de eu me encontrar com ele! – olhei pra ela com uma cara de “Você ta louca?”. Mas então ela acrescentou.
- E que o também te ama! – e eu desabei rindo.
- , é óbvio que não é isso! E cala a boca que você ta colocando o real motivo no chinelo!
- Fala então!
- Ele me ligou pra conversar! E disse que se a gravadora quiser a música ele vai por o nome de todas nós naquele lugar que diz: composição.
Ela gritou.
– Que perfeito! Vem, vamos contar pras gurias! – me puxou pelo braço e fomos até o quarto delas. Então contamos tudo isso, e elas quase morreram também. Quando o ânimo baixou ficamos assistindo TV até tarde, ou nem tanto, pois tinha aula amanhã.
- Ai, vocês não amam esse episódio?! – exclamou , se referindo ao episódio em que Serena Van der Woodsen volta a New York, ou seja, o primeiro da série.
- Eu gosto, mas não sou tão fã de Gossip Girl que nem vocês. – disse .
- Nem sou, sou mais fã do Nate (Chace Crawford). – falou .
- Eu sou fã dos dois! – disse e encostei-me ao sofá pra prestar a atenção na série que já havia voltado.
Depois que acabou esse episódio falei que ia pra cama, sonhar com , claro, mas elas insistiram pra eu ficar na sala vendo House, já que havia começado em seguida de Gossip Girl, mas em outro canal.
- Ok, agora vou indo! – me levantei do sofá e me acompanhou, então fomos as duas dormir, porque já eram onze e meia, é engraçado como o tempo passa quando estamos nos divertindo e vendo TV, e como demora pra passar na escola... Dormi pensando nisso, eu sei que parece idiota, mas eu não podia pensar no , senão eu já ficava ansiosa e milhões de perguntas iriam invadir minha cabeça e eu não ia saber responder NENHUMA!
Acordei cansada no outro dia, mas de qualquer maneira tive que ir à aula. Quando já estava pronta desci pra tomar café com as garotas.
- Oi, gente! – disse ao entrar pela porta da cozinha.
- Oi! – disseram e continuaram comendo e conversando, então entrei na conversa, e tomei meu café da manhã. Quando acabamos chamamos o táxi, que em breve não seria mais necessário, e fomos pra escola. Afinal, não poderíamos fazer absolutamente nada contra isso. Minha primeira aula foi Biologia, o que não era das piores, levando em conta que depois tive física. Então finalmente uma aula boa: geografia! O que era um alívio, porque depois eu teria matemática, de novo. O bom é que íamos receber os trabalhos, eu acho. Entre a aula de geografia e a de matemática fui conversar com uma amiga que tinha feito lá em Londres, porque temos que nos enturmar, não é? Mas no meio da conversa meu celular começou a vibrar, então pedi licença e ela foi falar com umas outras pessoas lá, e eu fui ver minha mensagem. Tomara que seja o !

Oi, Linda! – .

?!?!?! Como assim? Estranho. Mas respondi igual. Entretanto antes de responder pensei: Thomas me acha linda! Thomas me acha linda! Nota pessoal: NUNCA deixar a ver minhas mensagens. Por que eu NUNCA vou excluir essa mensagem. Ai, credo! Espero mesmo que ele não goste de mim assim, porque senão vai estragar tudo!

Oi, ! Tudo bem? :D – .

Ah, não! Minha professora de matemática chegou à aula, ainda bem que me sento lá atrás, vou esconder o telefone no meio das pernas e tirar o som!

Na verdade, nem tanto e com você? – .

Na verdade, nem tanto? Por que será? Ai, droga, ela acabou de dizer que vai entregar o trabalho, o que significa que vou ter que esperar pra responder pro . Droga. Ela já começou a entregar... Que demora, ainda não chegou meu nome... Esperei mais um pouco, já inquieta. Eu! Me levantei e peguei meu trabalho nem ligando pra ver a nota e sim pra responder a mensagem, mas só de curiosa que eu sou levantei o trabalho e analisei-o rapidamente, e vi que tinha tirado uma nota boa! Quer dizer, eu acho 9,3 de 10 bom. Ok, larguei o trabalho na mesa e escrevi uma resposta.

Eu to bem :D Por que nem tanto? – .

Esperei ele responder impacientemente na minha classe, enquanto a professora comentava sobre os trabalhos e como estava triste de as notas terem abaixado nesse segundo trimestre e blá, blá, blá...

É que assim, eu to meio afim daquela sua amiga, a . E eu queria saber se você não pode me ajudar a sair com ela? Olha a minha ideia: a gente podia ir todos ao cinema, o que você acha? Daí eu já digo pra ela que to a fim dela! – .

Ah!!!!! O gosta da ! Que perfeito! Não poderia estar mais feliz! Ok, só se estivesse afim de mim também, mas se o está a fim da significa que vamos nos ver mais! E óbvio que eu gostei da ideia dele!

É uma ótima ideia! Vou dizer pra ela que vamos ir ao cinema então. Hoje? – .

Seria ótimo se fosse hoje, porque eu mal posso esperar pra ver o de novo, não sei como pude viver tantos anos da minha vida sem ele! Quer dizer, a cada vez que vejo ele parece que preciso ver mais, mais, e mais! Tenho que me controlar senão vou acabar acampando na porta da casa dele! Credo.

Beleza, hoje às nove. E o filme é surpresa ;) Não conta pra ! Até mais – .

Então peguei o celular uma última vez e disse:

Ok, até lá. – .

O resto da aula foi o maior tédio, só consegui aguentar porque fiquei pensando em como seria perfeito ir ao cinema com eles. Ah, hoje à noite o Dylan vai me ligar pra avisar se o Jim vai ficar em Roma. É tão bom quando tudo dá certo. Ou quase tudo. Avisei por Dylan que ia no cinema com eles e ele nem se importou, quer dizer, só disse um “bom filme” e se despediu.
Quando cheguei em casa depois do trabalho contei a novidade as garotas. E elas pularam de alegria, então fomos todas nos arrumar, eu sei que faltava uma hora e meia, mas tínhamos de ficar lindas! Quando eram oito e meia acabamos de nos arrumar, então pedi pra todas se sentarem na sala que eu tinha uma novidade pra contar, o que eu com certeza, não deveria estar contando, mas elas são minhas amigas, então eu tinha que ajudá-las até onde chegasse meu alcance.
- Ta legal, essa novidade é em especial pra . – falei e perguntou o que era, então soltei tudo. – Bom, hoje o me mandou uma mensagem no meio da aula de matemática perguntando se eu podia ajudar ele a ter um encontro contigo, e eu disse que é óbvio que eu podia ajudar! – parei um pouco pra ouvir a gritar. – então, ele propôs de todas irmos ao cinema junto com eles, assim lá o podia dizer pra você que está afim de você! – morreu.
- EU NÃO ACREDITO!!!! QUE PERFEITO! – deitou no sofá.
- Mas tem pequeno detalhe! – avisei, então ela se recompôs e parou de gritar e falar pra me ouvir.
- Ele não faz ideia que você sabe! Então, por favor não conta pra ele! Por que eu to sendo uma ótima amiga contando pra você! Ou você preferia não saber?
- Eu te amo, ! Mas espera... Tem... Tem o Jim.
- Ah, outra coisa, o Jim recebeu uma proposta de emprego em Roma, e o Dylan vai me ligar depois da entrevista pra dizer se ele conseguiu!
- Mas eu já vou terminar com ele agora!
- Por quê?
- Eu não me importo de correr o risco, por que tudo que eu quero é o . – falou sorrindo e ligou pro Jim. Uns cinco minutos depois de acabar a ligação, ouvimos uma buzina. Ops, eles chegaram!

Capítulo 11.

- Então, que filme é? – perguntou quando já havíamos todos chegados ao cinema do shopping.
- Harry Potter 7! – disse animado.
- Eu gosto. – respondeu.
estava comprando as entradas e e comprando a nossa comida. e estavam comprando a deles. Quando chegaram todos, entramos na sala do cinema e sentamos na seguinte ordem: , , , , Eu, , , .
Eu sei, só dois deram certo! Quer dizer, nem eu sentei do lado de , nem sentou no lado de . Droga! Por que não combinamos antes? Ok, não sei como íamos combinar... Vou tentar olhar pelo lado bom: assim não vai suspeitar que ele é meu preferido! É, tudo bem...
O filme começou! Nossa, eu tava louca pra ver esse filme, ainda bem que agora eu moro aqui, quer dizer, lá no Brasil os filmes demoram mais a chegar, especialmente se você mora no interior, daí é um problema. Um problema enorme mesmo! Por que lá os filmes demoram séculos a chegar, dependendo da cidade que você mora.
Espera aí, o ta falando alguma coisa no ouvido da , e ela ta sorrindo. O quê?!?!?! Não, ela não ia fazer isso comigo. Vi isso, pois estava em uma das partes claras do filme, então a gente acaba vendo essas coisas, bom, de início eu ignorei. Se passaram mais uns minutos, tipo uns cinco, e eu já estava bem concentrada no filme de novo. Claro que eu também estava concentrada no , porque eu sempre estou, então não faz diferença mesmo. Mas algo TINHA que acontecer pra tirar minha atenção.
Me diz, porque o gosta mais dela? Quer dizer, EU o conheci primeiro! Eu sei que isso não tem absolutamente nada a ver, mas é o ÚNICO argumento que eu tenho! Por que não tem nada mais que eu possa dizer contra isso, porque o nem sabe se eu gosto dele, então não é sua culpa. Mas espera aí, a prefere o ! Como ela pode estar fazendo isso comigo sabendo que a melhor amiga dela prefere o e o ama demais? Por que ela simplesmente não tenta conquistar o ? Ou será... Ou será que ela acha que o gosta mais de mim? Até parece! Ela sabe muito bem que eu nunca faria isso com ela, quero dizer, eu nem gosto do desse jeito, e sim do ! Que nesse momento está falando alguma porcaria de coisa no ouvido dela e ela, por sua vez, está sorrindo! DE NOVO! Isso já estava me irritando, porque ela estava bem do meu lado, era impossível não reparar as risadinhas. Será que estavam falando de mim?! Ok, já estou exagerando. Mas ele não para de chamar ela e falar com ela, por que não ME chama?! Droga. Juntei meu cabelo e o coloquei-o todo pro outro lado, assim eu podia ver melhor pelo cantinho do olho, e eles nem perceberiam, mas quando meio que olhei pro outro lado vi uma coisa que me chamou a atenção: O e a estavam se agarrando lá no canto! Ela conseguiu! Quer dizer, ele também, mas ela porque, poxa, ela ama demais ele! Sorri espontaneamente por felicidade pela minha amiga. Pelo menos ELA era minha amiga! Tava pegando o cara certo! Quer dizer, ela sempre gostou mais dele! Acho bom a não mudar de ideia. Ela SEMPRE achou o mais bonito e gostou mais dele. Não vai ser agora que ela vai perceber que o que é O perfeito do grupo. continua rindo. Droga! Por que ela não troca de lugar com o e vai rir pro ?!?! A espera, agora é uma parte importante. Voltei a atenção pro filme, afinal, naquele feliz momento, nenhum dos dois estavam se falando, quer dizer, ela não estava rindo e não estava falando algo pra ela. Desliguei-me um pouco dos dois até quando consegui, o que deve ter sido uns míseros vinte minutos, no máximo! Mas pra estragar TODO o meu esforço, o tinha que dizer outra coisa no ouvido dela, só que desta vez ela não sorriu e sim sussurrou algo no ouvido dele também! O que eu não fazia ideia do que era. Pro meu azar. Mas daí eles levantaram o braço que divide as duas cadeiras deles! Não, simplesmente não pode ser! Não acredito que a minha melhor amiga vai fazer isso comigo. Mas algo completamente inesperado aconteceu. Quer dizer, uma coisa meio estranha na verdade. meio que se levantou e eu pensei que ela ia se sentar no COLO DELE! Ok, era meio estranho se ela fosse se sentar no colo dele bem ali. Eles iam ficar muito altos e com certeza alguém ia reclamar, quer dizer, sempre tem uns desses nos cinemas que vamos. É um saco, mas eu não me importava NEM um pouco que reclamassem agora. Mas ela não se sentou no colo dele, ao invés disso, eles trocaram de lugar. Eu fiquei tipo: o quê? Agora eu sei o assunto da última conversa. Mas e as outras? Bom, acho que vou ser cara-de-pau e vou perguntar pra depois, afinal, ela sabe que o é meu. Bom, pelo menos sabia. Mas agora a única pergunta é: POR QUÊ? Quer dizer, por que eles trocaram de lugar? Não entendo, não vai fazer a mínima diferença. Opa, espera. se virou pra e disse um: "Valeu."
Valeu? Valeu pelo quê? Por trocar de lugar? Por que isso não é um esforço pra ela, porque ela vai trocar pra sentar do lado do ! Mas pra interromper minha mente que pensava à 100 km/h, se aproximou de mim e beijou meu pescoço e depois foi até meio ouvido e disse: - Oi.
- Oi. – sorri. – Por que você trocou de lugar?
- Er... Pra deixar a sentar perto do . – deu de ombros.
- Espera aí, COMO você sabe que... – Falei, mas ele começou a rir.
- É mentira, eu sentei aqui pra sentar mais perto de você. Mas aproveitei a chance pra ver se descobria alguma coisa, e olha só, parece que a prefere o .
- Ah, cala a boca, ! – dei um tapa em seu braço.
- Eu sei que eu sou teu preferido.
- Quem disse? Pode ser o . – Falei bem baixinho em seu ouvido.
- Ou não.
- Mas espera aí, por que você quer TANTO que eu prefira você? E se mudou pra cá pra sentar do meu lado? – perguntei ansiosa esperando pela resposta, mas UMA IDIOTA COMPLETA atrás de nós fez: Pshhhiu... Ai, mas eu quase matei aquela mulher, porque em seguida do que aquela estúpida disse, se virou e sussurrou em meu ouvido:
- Acho melhor a gente parar de falar. – e apontou pra mulher e nós dois rimos. Por que, fala sério, ela tinha uma roupa BEM engraçada, se fossemos analisar bem. Ela estava com uma roupa absolutamente ridícula, tipo, uma blusa aparecendo um monte da barriga, e uma saia super justa, o que não ajuda nada na aparência dela, porque ela é gorda. E muito! Sério, quase morri ao saber que ele SÓ trocou de lugar pra sentar do meu lado! Mas aquela ESTÚPIDA e IMBECIL daquela mulher TINHA que estragar TUDO! Ok. Voltei a me concentrar no filme.
- Sério! Muito bom o filme! – disse quando já havíamos saído da sessão e ido em uma cafeteria no terceiro andar do shopping, porque lá em cima não tem tanta gente que nem nos dois primeiros andares, então mais chances da gente conversar e menos chances de alguma fã reconhecer eles.
- Eu amei também! – concordou .
- Pois é, é demais mesmo, sinceramente eu meio que me decepcionei quando vocês disseram que era Harry Potter 7. – falou .
- Por que você não disse que não queria ver esse filme, então? – perguntou .
- Ah, não quis ser chata. – deu de ombros.
- E o que você achou, ? – perguntou.
- Eu amei demais! – sorri. – E você?
- Tri bom, e vocês? – falou olhando pro e pra , que ficou vermelha.
- Er... A gente não... Não prestou muito a atenção no filme. – respondeu e todos rimos.
Acabamos de tomar nossos cafés e ficamos conversando mais um pouco, depois eles pagaram a conta e fomos passear no shopping, mesmo já sendo hora de irmos embora, mas eu é que não ia dizer, porque depois elas me matam, que nem aconteceu no outro dia.
- Vamos ao banheiro? – perguntei pras garotas.
- Uhum. – disse .
- A gente já volta. – falou mais para o do que pra qualquer outro.
- Esperem aí! – disse .
Então fomos ao banheiro, fofocar. Ok, não fofocar, mas falar sobre o que estamos achando e ver o que a está achando, porque pelo visto ela É a mais sortuda do nosso grupinho. Primeiro nos olhamos no espelho, óbvio, que garota vai ao banheiro e nem se olha no espelho? Se tiver alguma, é bem difícil, ainda mais agora que precisamos saber se estamos bonitas, por que imagina não estamos? Ok. Depois de nos olharmos e ajeitarmos o que tinha de errado, começamos a conversar rápido, senão eles iam sair. A tava morta de medo disso.
- Então? Conta. – dissemos pra .
- Ai, eu to morrendo, mas quando eu chegar em casa, se não tiver morrido ainda eu conto, não quero fazer escândalo no banheiro. – rimos.
- Ok, eu e já vamos indo, senão a vai morrer de tanto nervosismo, ela tem que voltar pra lá, olha só, ela tá suando. – Disse .
- É, estamos indo. Não demorem. – disse.
Depois que elas saíram me lembrei que queria saber o que a e o estavam falando e perguntei-a.
- Bom, é que tinha um grupo de amigos sentados na fileira da frente, sabe?
- Sei, e o que tem?
- É que um garoto colocou um chiclete no cabelo da guria do lado dele e ela nem percebeu. E a gente tava rindo, mas foi só isso. Awn, que bonitinha, ficou com ciúmes!
- Idiota! Óbvio, eu pensei que você tinha mudado de ideia sobre o , sei lá...
- Até parece que você não me conhece! Eu AMO o .
- É que na hora... Sei lá. Deixa. – dei de ombros e ela riu.
- Mas o me pediu pra trocar de lugar, por que será? – ela perguntou como se já soubesse a resposta.
- Por que será? Eu não sei. – dei de ombros.
- Pra sentar do teu lado, sua idiota!
- Não grita! – falei.
- Só falei alto, não gritei.
- Ok, então não fala alto!
- Beleza, mas o que ele te disse que a mulher mandou vocês calarem a boca?
- Você tava prestando a atenção em nós, ao invés do filme?
- Não fui eu que coloquei meu cabelo pro lado pra enxergar melhor vocês! – disse e eu fiquei com uma cara de: COMO é que você sabe?! Daí ela respondeu. – Eu te conheço bem. Agora diz o que ele disse.
- Ok, ele disse que se mudou pra sentar o meu lado, e agora você pode tentar se aproximar do , porque ele SABE que o não é meu preferido. Droga.
- Como ele descobriu? Eu fui completamente discreta.
- Eu sei, só que ele falou alguma coisa assim: Ah, eu vim pra deixar a sentar perto do . Então eu perguntei como ele sabia que você preferia o , então ele disse que não sabia. Eu sei que sou idiota. – rimos.
- Agora é ele ou o .
- Ah, qual é? Ta na cara que é ele. A não disfarça muito bem.
- Então você vai ter que disfarçar, quero dizer, começa a conversar mais com o .
- Boa ideia. Agora vamos, depois a gente conversa, senão eles podem fugir de nós. – rimos.
- Uhum, vamos lá. – disse e fomos ao encontro do pessoal que estavam sentados em um banco nos esperando. estava no colo do , sentado ao lado dele com em pé na frente de – que estava ao lado de – conversando. E estava meio que olhando pro shopping e pra conversa deles, sentado no banco.
- Oi. – fomos até e parou na frente dele, ao meu lado.
- Oi. – sorriu. – Demoraram, hein!
- Eu e o vamos comprar sorvete, já voltamos, alguém quer? – disse .
- Eu! – falou . – De chocolate!
- Ok, , a gente traz. – falou .
- Valeu!
- Ah é, e vamos esperar aqui em pé?! – perguntei indignada, me virando pra . Disse isso porque quando eles se levantaram foi e se sentou no lugar deles.
- Ó, pode sentar aqui. – bateu as mãos em seu colo. Revirei os olhos.
- Senta, vai. – falou, mas nem esperou eu me sentar, o que eu não ia fazer, então ele colocou os braços em volta de minha cintura e me puxou, então caí no seu colo. Nem consegui acreditar que EU tava sentada no colo de , sério, eu nem conseguia para de sorrir! Credo, eu sei que sou muito exagerada.
- O que vocês tavam fofocando de nós lá dentro? – perguntou e eu meio que me virei pra ele.
- Primeiro: a gente não tava fofocando, e sim conversando, e desculpa, mas é particular.
- Isso quer dizer que é sobre mim?
- Não. – disse. Como ele sabe? Que droga! Dessa vez não vai cair nessa. Vou mentir. Por uma boa causa, é claro. Por que senão o que ele vai pensar se souber que estávamos falando dele? Ou dele e do ? Claro que nem é bom pensar nisso.
- Sei, sei. – riu.
- Não é mesmo. – confirmei e rimos. – Como vão as músicas?
- Só falta uma. – sorriu.
- Que bom, qual é a outra?
- Pra eu cantar? – perguntou erguendo a sobrancelha.
- É. – assenti.
- Vai ter que esperar o show. – deu de ombros.
- Ah é?!
- Uhum. Você não me diz quem você prefere e ainda quer que eu cante uma música que nem lançou ainda.
- Ah, mas eu queria ouvir a música antes do resto. – falei.
- Vai ouvir.
- Hã?
- Eu canto pra você antes de eu cantar no palco, pode ser? É que a música ainda é meio que segredo, ninguém mesmo pode ouvir.
- Ok. Segredo por quê?
- Por que a gravadora disse que não podemos arriscar, nada pessoal, ok? Se eu pudesse eu cantava pra você.
- Tudo bem. – sorri. Own, se ele pudesse cantava pra MIM! Sério, esse é absolutamente o dia mais FELIZ da minha vida toda! Nem o dia que eu conheci ele foi melhor. Continuei sorrindo, por fora normal, mas por dentro igual a uma abobada, que esta feliz da vida.
- Ta em época de provas?
- Er... Vão começar. Ainda não to, graças a Deus! Odeio isso.
- É, acho que ninguém gosta... – rimos. Mas nossa risada foi interrompida pelo toque do meu celular. Era o Dylan. Droga. Logo agora. Diminui o volume pro não escutar, por que, bem, eu não queria sair do colo dele pra falar com o Dylan. Eu não sou tão idiota de fazer isso.
- Oi. – falei.
- Oi, . – disse do outro lado da linha.
- Tudo bem?
- Tudo e com você? – enquanto nos falávamos ficava olhando pros lados e às vezes pra nós.
- Tudo, e aí. Ele conseguiu o trabalho?
- Não aqui. – disse.
- Ah, que pena. – droga. Quer dizer, ia ser melhor pra ele, eu acho.
- Mas conseguiu na Irlanda. – falou.
- Que ótimo! – sorri.
- Soube que a terminou com ele.
- Pois é. Ele ta bem? – perguntei e percebi que pegara minha mão e estava brincando com ela. Ah!
- Tá meio chateado, mas bem.
- Diz pra ele que to mandando um oi.
- Ok, vou dizer, agora vou desligar, até mais.
- Tchau. – desliguei o telefone e guardei na bolsa, o que fez ele soltar minha mão. e chegaram e entregaram o sorvete pro , e então fomos dar mais uma volta antes de irmos embora. Quando chegamos a casa, estávamos todas tão cansadas que combinamos de conversarmos somente no dia seguinte, no refeitório. Então fomos direto pra cama, pra tentar no outro dia não acordar tão cansada. Mas acho que não vai dar certo, quer dizer, todas nós vamos demorar muito pra dormir pensando sobre eles, menos a , já que ela sabe que o gosta dela.
Sortuda.
No outro dia fomos à escola, como sempre, e nos encontramos no refeitório, só nós, sem mais nenhum amigo londrino, pra podermos conversar sobre ontem à noite, já que não havíamos feito isso ontem.
- Então, conta como foi, ! – falei, ao me sentar na mesa com a minha bandeja cheia de comida, pro almoço.
- Só não desmaia no meio do refeitório. – disse , e fez uma careta pra ela, então rimos das duas.
- Foi absolutamente perfeito! Vocês não tem noção. Bem, logo vão ter porque pelo que me parece eles gostaram muito de vocês, só que o é mais rápido. - riu.
- É, a gente percebeu! – falei e rimos.
- E quando vocês vão sair de novo? – perguntou .
- Não sei, tipo, ele só disse: a gente se vê no show, você vai, né? Daí eu disse que ia, então ficou assim mesmo. Porque, pensem bem, ele é ocupado, e hoje é terça, só tem mais a noite de quarta e a de quinta.
- Aham, ele pegou teu número? – perguntou .
- Claro, né! Hoje antes de eu acordar ele me mandou uma mensagem.
- Sério? Que amor. – falei.
- Deixa eu ver! – disse .
- É, mostra, mostra! – falou . - Ok. – pegou o celular do bolso e mostrou a mensagem de pra nós vermos.

Oi, meu amor! Bom dia! Desculpa só podermos nos ver de novo na sexta, é que ando meio ocupado com essas músicas, foi mal. Espero que não se importe. Foi demais ontem à noite. :D xx .

- Ah! Que perfeito! – falei.
- Uhum, muito fofo, e o que você respondeu?
- Aqui. – disse e colocou o celular em uma posição que todas pudéssemos ver.

Oi, amor! Bom dia pra você também! Claro que não tem problema :D Até sexta. Boa sorte com a última música. xx .

- Boa resposta. – disse .
- Valeu.
- Então, vamos comer, senão vai acabar o tempo. – falou e rimos.
- Ok, vamos comer! – concordei e almoçamos.
Quando voltamos da escola cada uma foi pro seu trabalho, como sempre, mas a diferença é que fizemos isso com mais ânimo e vontade... Por que será que tudo é tão melhor quando estamos felizes?

Capítulo 12.

Sexta-feira havia chegado. Finalmente, o dia que eu veria um show do e encontraria com ele após o show no camarim! Por convite DELE! Sério, estávamos todas muito felizes, por isso quando chegamos do trabalho fomos direto nos arrumar, tudo bem que faltava bastante tempo... Ok, nem tanto, mas talvez uma hora. Quer dizer, quem fica uma hora se arrumando pra um show?! Aparentemente, nós. Cada uma colocou seu vestido, e não era nenhum vestido chique, e sim um vestidinho, em caso de, pelo menos é o que eu espero, eles nos convidem pra jantar com eles depois do show. disse que era esperar demais. já disse que era possível, e afirmou com toda a certeza que eles iam nos convidar, já que ela estava namorando o . Nem acredito na sorte que essa guria tem! Sério, é apenas a segunda vez que ela encontrou ele e já estão namorando! Queria ter tanta sorte.
- Vamos de táxi? - perguntou .
- Claro, né! Não, vamos a pé. – ironizou .
- Ué, é possível. – disse ela.
- Bem, pra você que já ta namorando um deles, é mais fácil. Quer dizer, não tem que se preocupar em chegar toda arrumadinha! – dani falou.
- É, mas agora tenho que manter a relação!
- É, também. Ah, nem contei pra vocês!
- O que, ? – perguntou .
- Terminei com o Allan.
- Por quê?! – perguntei.
- Por que eu quero tentar com o !
- Mas... Mas daí o vai saber que eu prefiro ele! Ok, espera, não diz nada enquanto vocês não namorarem, por favor!
- Ok, mas só até namorarmos.
- Quem disse que vocês vão? – perguntou e rimos.
- Ih, agora ela tá se achando só porque está com o . – falou.
- To mesmo! – sorriu. – Ah, ele é tão perfeito!
- Começou. – dissemos em coro e ela riu.
- Ah, como se vocês não falassem dos outros também!
- Falamos, mas não a CADA SEGUNDO! – falei.
- Mas PENSAM a cada segundo, tenho certeza.
- Bem, isso é. – concordou e rimos.
- Ok, vamos indo, senão vamos nos atrasar. – disse e chamamos o táxi.
Pegamos o táxi e logo chegamos ao local do show, os seguranças nos deixaram passar e ficamos entre o palco e a grade, esperando o show começar.

’s POV

Estávamos há dez minutos do início do show, será que elas já haviam chegado? Ai, credo, que obsessão. Parei. E se elas não vierem? Ah! Que droga. Se não vierem tudo bem. É. Quer dizer, talvez elas não possam ter vindo. Elas podem ter algum outro compromisso. Sei lá. Nunca se sabe.
- Pronto, dude? – perguntou .
- To, e você?
- Quase, só quero ver se a ta aí.
- Quê? Ta gostando dela?
- To, né. O que eu posso fazer. – deu de ombros.
- Own, que bonitinho. – riu.
- Que coisa gay, cara. E a ?
- O que tem ela?
- Como assim o que tem ela? Você tá afim dela que eu sei.
- To nada.
- Não mente, !
- Quem tá mentindo? – o intrometido do entrou na conversa, com se aproximando logo atrás dele.
- O não quer admitir que tá super afim da . – me dedurou.
- Por quê? – perguntou .
- Eu não to afim dela, dude! – insisti.
- Ah, vou dizer pra ela então. – pegou o celular.
- Não! – gritei.
- Eu tava brincando, mas se você não gosta dela, acho que ela pode saber, né?
- Eu te odeio.
- , qual o problema? Eu contei pra que gostava dela! E olha só, a gente tá namorando.
- E o que isso tem a ver comigo?
- Conta pra que você ta afim. – falou.
- Por que VOCÊ não conta pra que você ta afim dela também?
- Er...
- Viu? Não é tão fácil quanto parece.
- Há! – gritou.
- Há o quê? – perguntei confuso.
- Acabou de admitir que gosta dela! – fez high-five com o e depois com .
- Cinco minutos. – nosso produtor veio nos avisar.
- E você, por que não convida a pra sair? – provoquei.
- Quer saber, é isso que eu vou fazer. Mas não hoje.
- Por quê? – perguntou . – Quanto antes melhor!
- Tenho que ensaiar! – disse como se fosse óbvio, e eu comecei a rir.
- Ensaiar como vai convidar ela? – perguntou erguendo a sobrancelha e depois caiu na risada.
- É, não quero parecer o maior idiota como o deve ter parecido.
Ta, com essa tivemos que rir. Menos o . Claro.
- Pelo menos eu tive coragem! – falou.
- Ai, querem saber, quem vai convidar alguém aqui hoje, vai ser eu! – se pronunciou.
Todos soltamos risadas altas.
- Quê? Duvidam?
- Eu duvido! – falou.
- Ta, eu vou convidar a pra sair hoje mesmo, depois do show convidamos elas pra jantar, daí eu digo pra que gosto dela. Perfeito.
- Ok, vamos ver. – falei.
- Um minuto, posições. – falou nosso produtor. Todos fomos pras nossas posições e o show começou.
Vi as quatro lá, entre a grade e o palco, pedi pros seguranças deixarem somente elas passarem. Enquanto cantava olhava pro público em geral. Mas de vez em quando, ou quase sempre, eu dava uma olhadinha nela. Ela estava linda com aquele vestidinho, mas eu preferia sem. Para, , se concentra! Cantamos três músicas, e então parou pra falarmos com o público. Nessa hora elas viraram de costas pro palco e pegou a câmera e a virou e bateu uma foto de todas, com nós no fundo. Na hora que ela apertou o botão, eu desviei o olhar, claro. Não queria aparecer olhando pra elas.
- Boa noite, Londres! – gritou . É sempre ele que fala nos nossos shows. Acho que ele é o mais carismático, sei lá, eu tinha um pouco de vergonha de falar em público, assim, mas agora ele já se apoderou do microfone e bem, nós deixamos. – Fico muito feliz de voltarmos pra casa por um tempo. E como amamos muito nosso público daqui de Londres, demos um jeitinho de fazermos um show especial pra vocês, com três novas canções, que compomos ainda essa semana. Vamos tocá-las agora. 1,2 3... – Disse e começamos a tocar a primeira música. Deu tudo certo, todos aplaudiram e gritaram demais. Ainda bem.
Na hora de tocarmos a segunda música, peguei o microfone e acrescentei.
- Gente, essa música é muito especial pra todos nós, pois a compomos com quatro amigas, que conhecemos somente há duas semanas, mas elas já são muito especiais pra nós. – Sorri e olhei pra onde elas estavam. Ok, mais pra onde ela tava. Vi um sorriso em seu rosto. Aquele que eu sempre sonho em ver. Aquele que ela dá quando fica envergonhada, mas feliz. O outro que eu gosto é o que ela dá quando eu digo algo engraçado, pois umas das minhas atividades preferidas é fazer ela sorrir. Que estranho. Sacudi a cabeça. Ok. Ouvi gritos das fãs após eu dizer isso. Então tocamos a música.
O show acabou e encontramos elas no camarim. Eu fui com uma importante decisão. É óbvio que ela sabe que eu prefiro ela, quer dizer, não que seja preferir, mas ela é a mais legal, sem dúvida. E a mais bonita também. Então, olha meu plano.
Primeiro passo: fazer o chamar a pra sair.
Segundo passo: verificar que está tudo bem com as duplas já formadas. Ou seja, e , e e .
Terceiro passo: vou começar a meio que falar mais com a , daí ganho dois numa só. Como? Bom, é fácil: A vai ficar com ciúmes – pelo menos eu espero -, assim como o , que vai convidar logo ela pra sair! Assim a vai ser toda minha! Isso.

Fim do POV

- Oi, garotos! – falei quando os vimos no camarim.
- Oi, gostaram do show? – perguntou .
- Muito! – Respondemos eu, e . A estava muito concentrada observando o , que estava sem camisa. Logo tirou também. Cara, eles estavam suados. Mas lindos. Bom, como sempre.
- Que bom. – Sorriu .
- E você gostou do show, ? – perguntou. Por que a ? Bom, acho que foi porque ela não respondeu. acordou do transe e respondeu um sim, com um sorriso. Olhei pro , quer dizer, mesmo ele sendo da , olhar não tem problema, afinal, se o tivesse sem camisa também eu olharia pra ele, mas como não tava...
- Eu já volto. – Disse . – , quer vir comigo?
levou um susto, ok, não aparentemente, mas eu sei que sim.
- Claro. – sorriu.
- Então, vamos jantar agora? – perguntou pra , olhando-a.
- Vamos. – Sorriu.
- Vocês vem junto, né? – perguntou olhando em direção a e a mim.
- Sim. – sorriu , e eu sorri também e olhei-o, cara, ele também era muito lindo! Sério, é demais ser amiga deles!
Ai, meu Deus! Espera aí. O resmungou alguma coisa como: que calor. E TAMBÉM tirou a camisa! Ok, morri total! Tive que me aguentar pra não ficar olhando, e consegui, quer dizer, só olhei um pouquinho, mas quem não olharia?
- Vocês esperam aqui? Temos que nos trocar. – Falou e concordamos. Ah, não, não vai embora!
Ficamos esperando-os, mas logo chegaram prontos pra sairmos. Logo entrou de novo onde estávamos com uma cara de quem precisa gritar, mas não pode.
- Se juntem aqui. – falou e fizemos um circulo. – O me convidou pra sair! – Depois dessa declaração, abraçou todas nós. Fiquei muito feliz por ela também.
- Que ótimo, . Então liga pro Michael agora, né? Você não pode sair com o se ainda estiver com ele.
- Ah é! – disse como se tivesse esquecido totalmente do seu namorado. – Vou ligar agora mesmo! Por que eu já aceitei sair com o .
- Se você não aceitasse, aí que eu pensaria: essa não é a . – disse .
Rimos. Então ligou pro Michael e se desculpou e tal. Pronto, eles terminaram.
Chegamos ao restaurante e pegamos uma mesa na sacada. Onde avistávamos o Big Ben, e o London Eye. A temperatura estava bem agradável, afinal, não faltava muito pro verão, e o inverno já passara há tempos.
Conversamos durante uma hora após acabarmos de comer, estava tudo absolutamente perfeito, sempre tínhamos assunto, riamos, porque eles são hilários. Sério. Só de vez em quando que ficava meio que conversando com o e com a , e deixavam eu, , e conversando entre nós. Mas logo algum deles chamava a atenção o outro e eles voltavam pra conversa.
- Vocês... Vão ficar mais quanto tempo aqui? – perguntou .
- Depende. – disse .
- Depende do quê? – perguntou .
- Bem... Inicialmente vamos ficar aqui só até o final do ano. – falei.
- Por quê? – perguntou .
- Por que, ? Você quer que ela fique mais? – Perguntou .
- Vai te catar, dude. – falou e eu corei.
- Bom, é que viemos pra concluir o ensino médio. – completei.
- Hum... – disse .
- Mas queríamos mesmo era fazer faculdade por aqui. – disse .
- Cambridge, Oxford? – perguntou .
- Acho que Oxford. – falei. – Se passarmos, claro.
- É, ainda estamos ensaiando como vamos pedir pros nossos pais pra estudar aqui. – disse .
- Mas vocês acham que eles vão deixar? – perguntou .
- Talvez, mas teríamos que estudar muito pra passar aqui. Quer dizer, de acordo com algumas revistas, Cambridge e Oxford são umas das 10 faculdades mais difíceis do mundo. – falou .
- É, mas vocês conseguem. – disse .
sorriu. – É, vamos tentar.
- Mas acho que se demorar muito pra gente conseguir vamos ter que ir estudar no Brasil. – falou .
- Ah, não. – Disse . – Eu vou sentir muita saudade.
- Ah, amor, eu também. – disse .
- Awn. – dissemos todos e rimos depois.
Ficamos conversando até um pouco mais, depois eles nos largaram em casa. Ainda bem que amanhã era sábado, sem aula. Ou seja, podíamos conversar até tarde quando chegássemos a casa! Colocamos nossos pijamas, mas antes da conversa começar, meu telefone tocou:
- Oi, amor. – disse Dylan.
- Oi, Dylan, tudo bem com você? – perguntei.
- Sim, voltei da Itália hoje à tarde, você não quer sair amanhã?
- Claro, você passa aqui?
- Beleza. – respondeu.
- Ok, agora vou desligar, beijos, boa noite.
- Boa noite, te amo.
- Também. – disse.
Te amo? Droga! Quer dizer, eu não podia responder também porque na verdade eu amava o , esse negócio de ficar enganando o Dylan tá ficando meio ruim. Não que eu esteja enganado ele, é só que, eu to meio que fingindo que gosto dele pra mim mesma também, se na verdade mesmo, eu gosto do . Afinal, eu havia até esquecido dele desde hoje de manhã! E isso não se faz. Por que ele é meu namorado!
- Então, nos conta como o te chamou pra sair.
- Ok, foi tipo assim.

’s POV & Flashback

- , eu... eu queria saber... – disse coçando a nuca, e me olhando de uma maneira muito fofa. – Se você quer namorar comigo?
Nesse momento meu coração parou. Total. estava me pedindo em namoro! Não pode ser! Isso é... Isso é... Simplesmente perfeito!
- Claro. – falei, então ele se inclinou e me beijou. Ficamos nos beijando até que o idiota do chegou e disse pro andar logo que ele não queria deixar as outras esperando. Então me largou e eu fui contar pra elas que, naquele momento, e talvez pra sempre, eu era a pessoa mais feliz do mundo! Até mais que a .

Fim do POV & Flashback

- Eu não acredito que o interrompeu! – falei.
- Nem eu! Ah, que raiva que me deu dele. Mas agora já passou. Por que amanhã à noite vou sair com ele! – disse sorrindo.
- Sério? Eu também vou sair com o ! – disse .
- Eu vou sair com o Dylan. – falei, mesmo sem a empolgação delas.
- E eu? – perguntou .
- Você, em breve, vai sair com o . - falou consolando a amiga. – E a com o .
- Espero mesmo. – falei. – Gente, eu to com sono, acho que vou indo pra cama, ok?
- Ok, boa noite. – falaram.
Subi as escadas e me deitei. Mais ou menos em um segundo, já tinha caído no sono.

No outro dia, sábado, me acordei bem disposta. Dylan passou aqui em casa pra almoçarmos em um restaurante Italiano daqui da cidade. Que por sinal, era muito bom.
Conversamos muito, nós nos dávamos muito bem! Acho que não era que nem Allan e , Michael e e e Jim. Por que elas terminaram com eles sem mais nem menos, mas eu realmente gosto do Dylan. Claro que prefiro o . Mas como o não gosta de mim assim, e nem nunca vai gostar, posso ficar com o Dylan.
- Soube que a terminou com o Mike, ontem... – falou.
- Mike? Ah, o Michael. Pois é.
- Que pena. Só nós restamos agora. A também terminou com o Allan.
- É. – falei.
- Elas estão com alguém?
- Bem, é... está com o e a está com o , mas ainda está solteira.
- Hum... Bom, já é de se pensar porque a e a terminaram com os garotos, mas qual o motivo da ?
- Bom, eu não sei. – menti. Óbvio que eu sabia. Mas não podia dizer, porque provavelmente ele ia contar pro Allan.
- Hum... E como foi no show?
- Que show? – perguntei não me ligando do que ele falava, inicialmente.
- Do McFly. – disse. – Não foi ontem?
- Foi sim. Tava muito legal. – sorri.
- É, apareceu uma reportagem no jornal sobre o show deles.
- Pois é, eu soube. E aí, tem alguma novidade?
- Não, e você?
- Fora o show nada...
Dylan e eu fomos até o shopping depois do almoço e passeamos muito por lá. Depois decidimos ir ao cinema e ver algum filme. Mais tarde, sentei-me em um banco, para esperá-lo ir ao banheiro. Estava entediada, olhando de um lado pro outro, quando meu celular vibrou me dando um susto.

Oi, :D Tudo bem com você? Queres vim aqui agora? – .

Ir lá? Será que era só eu e ele? Estranho... Ok, mas não podia, devido ao fato de estar em um encontro com Dylan.

Oi, ! Tudo e contigo? Pode ser amanhã? É que hoje não posso :/ - .

Mandei. Não ia perder a oportunidade, nem pensar... Esperei sua resposta. Mas não tive que esperar muito, pois logo levei outro susto com meu celular vibrando.

Tudo ótimo. Claro, então amanhã tá combinado, aqui em casa, pode ser às três da tarde por aí? – .

Digitei com um sorriso no rosto.

Combinado :) – .

Capítulo 13.

- Então, soube que a minha best vai pra casa do agora. – entrou no nosso quarto me olhando com aquela cara de: descobri por outra pessoa, por que você não me contou?!
- Bem, é. – sorri. Estiquei-me pra pegar a saia e vesti-a. Peguei uma blusa de um ombro só no meu guarda-roupa e coloquei-a também.
- Então, me conta! – insistiu depois de esperar, pensando que eu diria alguma coisa.
- Ok, eu ia te contar, mas quando você chegasse em casa! – rimos.
- Não sobre isso. Ele te convidou? Quando? – quis saber sentando na minha cama, depois de me entregar uma sandália que combina com a roupa.
- Ontem. – Contei-a. – Durante o encontro com o Dylan, ele me mandou uma mensagem. Era pra ir ontem, mas eu falei que tinha um compromisso e perguntei se não podia ser amanhã. – dei de ombros.
- Muito bem! – vibrou.
- Por quê?
- Não perdeu a chance! Já disse um “pode ser amanhã?”. – falou esperta.
- Uhum. Que horas o vai passar aqui?
- Hã? Ah, o … Umas sete horas, eu acho. Vamos jantar num restaurante.
- Qual?
- Ele disse que é surpresa. – sorriu.
- Aham. Olha, qual você acha? – apontei pros dois perfumes em minha prateleira.
- 212 Sexy. – falou.
- Ok. – disse e coloquei o perfume.
- Ta linda, agora vai terminar com o Dylan! – falou.
- Já falei que não. O nem gosta de mim. Ele deve ter me convidado... Sei lá... Pra...
- Viu? Óbvio que gosta. – acusou.
- Aposta quanto que não? – perguntei.
- O que você quiser apostar. – falou erguendo a sobrancelha. – Mas... Se ele gostar você vai ter que me ajudar a arrumar um jeito de o e a ficarem juntos.
- Ok e se ele não gostar, você nunca mais vai ficar me incomodando com esse troço do Dylan. – disse e apertei a mão dela.
- Fechado.
Quando eram quinze para as três, saí de casa. Ia ir a pé até a casa do . Era meio longe, mas tudo bem. Assim eu não chegava muito adiantada. Depois que atravessei o Hyde Park, faltava muito pouco até eu chegar a casa dele. Passava rápido, pois ia pensando em várias coisas aleatórias que vinham na mente, ontem falei com meus pais à noite. Ainda bem que está todo mundo bem lá no Brasil! Matei um pouco a saudade deles, pois fazia tempo que não nos falávamos. Quanto mais perto chegava de sua casa, aquele friozinho na barriga aumentava mais.
Cheguei à frente da casa dele e apitei a campainha impaciente e nervosa. Os passos foram ficando cada vez mais próximos, até que vi abrir a porta com um sorriso.
- Oi. – sorri.
- Oi, ! – disse, me abraçou e em seguida beijou minha bochecha. E bem, não foi tão na bochecha assim. Na verdade, foi a poucos centímetros na boca. AH! Morri. Só não posso contar pra porque senão ela vai ficar toda cheia de razão, e ficar dizendo: Eu sabia! Eu sabia!
Mas isso não diz nada, na verdade! Entrei em sua casa.
- Então, tudo bem com você? – perguntou ao encostar-se à parte de trás do sofá.
- Tudo e aí?
- Melhor agora. – Sorriu e eu não pude deixar de sorrir também.
- Então, por que você me convidou pra vir aqui? – Resolvi perguntar. Afinal, havia um motivo, quer dizer, por que ele teria me convidado?
- Bom, o vai sair com a , o com a e eu to sem ninguém. – deu de ombros.
- E o ? – perguntei erguendo a sobrancelha.
- Ele disse que não ia comigo pra nenhum pub porque ele vai na casa da . – Ri.
- Que foi? – Perguntou.
- Nada. – Afinal, o que eu ia dizer? Que a vai amar? Não. Ele ia saber que eu gosto mais dele.
- Ta bom, então. – ele sorriu. Cara, que sorriso lindo!
Ficamos um tempo em silêncio. O que foi estranho. Eu lutava pra pensar em alguma coisa pra dizer. Mas ele foi mais rápido.
- E aí, o que você quer fazer? – perguntou.
- O que você quiser, a casa é sua.
- Vamos ver um filme?
- Pode ser. – falei e me sentei no sofá.
- Só uma coisinha. – se sentou do meu lado e pegou meu telefone.
- O que você tá fazendo? – perguntei.
- Você já vai ver. – Falou mexendo nos dois celulares. Então me entregou de novo o meu. – Fica quieta, tá? – riu e colocou no viva voz.
- ? Você já ta aí com a ?
- Não, to chegando. – Falou .
- Ok, escuta, quando você chegar faz um favor pra mim? – Perguntou .
- Hã? Que favor? Só se for fácil. – disse.
- Preguiçoso. Escuta, só pergunta pra quem é o fave da ?
- N... – ia dizer, mas colocou a mão pra cobrir minha boca e me puxou contra ele.
- O que foi isso? – Perguntou .
- Nada. – disse. Me remexi pra tentar falar com , mas não deu.
- Ok, pergunto. Mas por quê?
- Por que, tipo, se a me preferir, a vai preferir você! Já que a me falou que nenhuma gosta do mesmo.
- Ah, saquei! – Disse com uma voz de quem tinha descoberto a América.
- Viu cara? Sou inteligente também. – disse convencido.
- É, só quando você quer. Vou desligar. Tchau.
- Tchau. – desligou o telefone e tirou a mão da minha boca. Droga. E agora ele nem me abraçava mais! Não! Ok, me afastei um pouco e virei pra ele e falei:
- ! Isso não vale!
- O quê? Agora tem regras? – sorriu vitorioso.
- Não, mas... Isso não vale! – Ok, fiquei sem o que falar. Mas agora já foi. Droga.
- Claro que sim. Você não conhece aquele ditado: “Vale tudo no amor e na guerra”?
- E quem disse que isso é amor ou guerra?
- Eu. – piscou e se encostou ao sofá. Então eu ri, afinal, o que mais eu podia fazer?
- Ta, . Vamos ver o filme. – me levantei e fui até a estante onde ele guardava os filmes. Dei uma olhada, mas logo me virei pra ele e vi que me observava. Me senti desconfortável, porque estava olhando pra mim! Ok, já era pra eu ter me acostumado com ele, mas é difícil, quer dizer, ele é tão lindo. Ok, parei.
- Qual você quer? – perguntei.
- Você que escolhe. – disse.
- Ta, er... Que tal Encontro Explosivo? – eu amava esse filme! E não queria assistir algum que só ele gostasse e eu tivesse que fingir que eu gostava também.
- Ah, eu gosto, pode ser. – Falou. – Você põe?
- Ta folgado, hein! – falei e coloquei o DVD. Então joguei o controle pra ele e me sentei no sofá do seu lado. Mas não muito perto dele. Senão ele ia pensar que eu sou uma atirada, ou qualquer coisa assim.
- Fecha os olhos. – falou.
- Por quê? – perguntei olhando-o.
- Só fecha. – Falou e cobriu meus olhos.
- Ok. – Falei. O filme não tinha começado ainda, por isso fechei os olhos. Esperei um tempo.
- Posso abrir?
- Calma. – Falou. – Fica aí. – Tirou a mão dos meus olhos e se levantou; Mas o quê?! Vi que a sala tava ficando mais escura. Ah, claro, pra gente ver o filme, também não gosto de muita claridade. Logo ele voltou e se sentou mais perto de mim do que antes.
- Ok, abre. – falou.
- E... – Disse.
- Calma, olha pra tela. – esperei um pouco e o filme começou, e quando vi ela pronunciar a primeira fala, vi que tinha legenda. Era isso! Ri.
- Colocou legenda?
- É, achei que ficaria melhor pra você. – falou dando de ombros e passou a mão por trás dos meus ombros.
- Uhm... É, fica melhor. – Falei. Por que ficava mesmo. Ok, nem fazia tanta diferença, mas ele se preocupava como ficava melhor pra eu ver um filme! Isso já é demais, então disse que melhorava.
No meio do filme, pegou e deu pause. Do nada.
- Por que você parou? – perguntei. Era super sem nexo fazer isso! Mas tudo bem... Ele só se levantou e me pegou pela mão, então foi me puxando até a cozinha.
- ? Você tá bem? Estamos no meio de um filme! – riu.
- Eu sei, é que fiquei com fome. – Falou. Ok, já entendi onde isso ia chegar. Mas decidi fazer ele pedir.
- E... Come alguma coisa. – dei de ombros e me sentei numa cadeira.
- Er... Ah, qual é?
- Qual é o quê?
- Faz aquele negocinho de chocolate pra mim? Por favor! – pediu. Óbvio que eu não ia dizer não. Teria que dizer que sim. Ai, tava tão bom no filme!!!!
- Ta, , mas só pra gente voltar logo pro filme. – disse e ele assentiu. Então fui fazer o brigadeiro, ou segundo ele “aquele negocinho de chocolate.” Ele ficou sentado na cadeira só olhando eu fazer e de vez em quando, ele perguntava se tava pronto.
- , dá pra esperar?
- Não, eu to com fome. – rimos.
- Ah, você é pior que criança.
- Não sou nada! – discordou e eu ri.
- Aham... – disse sarcástica.
Quando ficou pronto o brigadeiro, finalmente, voltamos a ver o filme. Desta vez não passou o braço por volta de mim, porque tava muito ocupado comendo. Fala sério. Por que eu tinha que fazer brigadeiro pra ele, hein? Ah. Quando o filme acabou abrimos as cortinas da sala e nos sentamos no sofá de novo.
- E agora? – perguntei.
- Não sei, vamos conversar, faz tempo que a gente não conversa.
- , a gente conversou segundos atrás.
- É, mas igual. Vamos conversar.
- Ok, então. Conversa. – mas nesse momento o celular dele tocou e ele me olhou com uma cara malvada.
- Que foi?
- É o . – disse e colocou no viva voz.
- Idiota, ela não disse nada. – afirmei.
- Vamos ver. – Falou.
- E aí, ? O que ela disse?
- Oi, , é a , e o acabou de me perguntar uma coisa sobre quem a prefere e tal... Bem, eu não vou responder, porque a não quer e ela é minha amiga. – Falou.
- O quê?! Mas por quê? Ah não, !
- Desculpa, agora vou desligar, até mais. – disse.
- Eu te amo, ! – falei pra ela, que riu do outro lado.
- Eu também! – disse e desligou. colocou o celular na mesinha ao lado do sofá com uma cara decepcionada.
- Qual é, ! Me diz.
- Por que você quer saber? Não vai fazer diferença.
- Por isso mesmo. – insistiu.
- Não. , vamos conversar sobre OUTRA coisa.
- Beleza, então. O que você vai fazer amanhã?
- Er... Ir a escola, trabalhar... – falei.
- Ah, esqueci que você ainda está na escola. Eu ia perguntar se você queria ir à praia comigo e com os guys amanhã de manhã... Será que você não quer faltar à aula?
- Não dá, senão eu até iria. – droga de escola!
- É, que pena.
- Uhum... Sério, eu não entendi essa. – falei.
- O quê? – disse e se virou pra mim.
- Você, em casa! À noite. – juntei as palavras.
- O que tem?
- Sei lá, só pensei que você ia quase todas as noites pros pubs, pra pegar alguma garota por aí. – Rimos.
- É... Eu ia. Só que a situação meio que mudou, porque a garota que eu quero não está em nenhum pub. – Olhou pra mim. Será que ele tava falando de mim? Morri. Não pode ser!! Quer dizer, pode ser. TEM que ser. Será que eu corei? Não, acho que não. Espero que não, senão me mato mais tarde. Ah, não. Ah, espera, ele tava vindo mais perto de mim e estava ficando muito perto. Mesmo. Eu queria pular em cima dele. Mas óbvio que não fiz nada, por que, infelizmente acabei de me lembrar de uma coisa que eu não devia ter esquecido: tenho namorado.
foi chegando mais perto, podia sentir sua respiração e logo encostou a testa na minha, comecei a sentir um calor dentro de mim, eu queria muito beijar ele, mas só que não dava. Ele colocou a mão na lateral do meu rosto e aquela área ficou fervendo. Total. Ah, eu não podia fazer isso, mas eu queria. Ah, é muita coisa pra minha cabeça! Ok, calma. Eu tenho que fazer alguma coisa. Ah, mas tá tão bom! Ok. Tenho que fazer o que é certo, não adianta.
- ? – falei. Ele ainda estava muito perto de mim. Peguei sua mão que estava no meu rosto e logo ele foi se afastando ao poucos.
- O que foi? – perguntou com uma expressão meio triste.
- Eu... Eu tenho namorado. – Pronto, falei. Agora não posso voltar atrás. Bem que eu queria... Ok, não queria, porque se eu não tivesse dito isso eu ia trair o Dylan e isso não é uma coisa que eu faça. Ele continuou me olhando e não disse nada.
- , eu… Me desculpa. – falei sem saber o que dizer, afinal, ele continuava quieto.
- Não, tudo bem. – falou depois de um tempo.
- . Eu… - ia dizer alguma coisa, pois ele continuava com uma cara meio triste, mas achei melhor não dizer nada.
- Quem? – perguntou.
- É o Dylan, ele está estudando medicina, em Oxford. – falei.
- Hum… Há quanto tempo vocês estão juntos? – perguntou.
- Bem, bastante tempo. Na verdade, acho que desde o primeiro mês que chegamos aqui.
- Ah, ok.
- , eu… Acho que já vou. – falei me levantando do sofá.
- Ah, ok. – repetiu.
- Então, até mais. – Falei e beijei sua bochecha. Ele nem se levantou pra abrir a porta, então eu mesmo fiz. Sem olhar mais para trás, dei um passo e saí da casa, que sabia que não entraria por um longo tempo... Quando o veria de novo? Bem, também não sei. Se ficar pensando em todas as perguntas que invadem minha cabeça no momento, irei surtar, pois não sei responder absolutamente nenhuma. Tudo que eu quero é chegar em casa, contar tudo pras minhas amigas e chorar. Afinal, tenho que desabafar toda essa história. Nossa, ta tudo cada vez mais difícil, acho que deveria ter escutado minhas amigas e ter terminado com Dylan quando havia tempo. Porque agora eu perdi quem mais importa: o .

Capítulo 14.

Estava detonada quando cheguei em casa. Mal aguentava caminhar com o peso de meu próprio corpo. Bati na porta, pois não me liguei que estava com a chave! Então atendeu. Ela deve ter visto meu rosto avermelhado nas bochechas, porque, obviamente, eu não aguentei até chegar em casa, passei metade do caminho chorando, ainda bem que não encontrei ninguém conhecido, não que eu conhecesse tanta gente, mas tipo, o pessoal da escola e tal...
- O que aconteceu? – quis saber quando eu entrei e me joguei no sofá. Então contei-a tudo. Desde o princípio, e ela acha que eu fiz o certo. Ao menos isso! e estavam jantando com o e o , então não estavam em casa. Contei tudo! Desabafei total! Por que eu precisava, simplesmente a culpa de ter deixado triste era tão grande e ainda maior porque eu estava triste também. E muito triste. Mesmo.
- , vai ficar tudo bem, você vai ver. – falou, tentando me ajudar. Só que era impossível, quer dizer, o que exatamente eu ia fazer? Eu tinha duas opções.
Opção número 1:
Eu terminava com Dylan e tentava ficar com o , porque agora já era tarde demais. Ou não.
Opção número 2:
Eu ficava feliz com o namorado que eu tinha, porque, afinal, o nem quer mais saber de mim depois do que eu fiz. Ta, não que eu tenha feito algo errado, só que... Sei lá... Acho essa opção mais fácil. Aliás, não sei o que deu no hoje!
- NÃO VAI, NÃO! – falei entrando em desespero, ainda pensando nas duas opções.
- , se acalma, vai dar tudo certo! – tentou mais uma vez.
- Ok, , podemos falar sobre outra coisa? Conta o que aconteceu com você e o hoje! – disse tentando mudar de assunto, o que não era uma mudança total, mas era o que me veio na cabeça.
- Bem, ele... Ele disse que gostava muito de mim e a gente ta namorando! – me abraçou.
- Nossa! Que demais! – sorri, pela primeira vez desde o incidente. Porque eu não sou ciumenta, eu realmente fiquei MUITO feliz pela minha amiga! Eu só queria o melhor pra ela, e ela conseguiu, assim como todas elas, menos eu. Bom, mas isso não importa agora.
- É, você tá bem?
- Por quê?
- Bem, eu não ia te contar pelo que acabou de acontecer... – disse.
- ! Não acredito! Não importa o que aconteceu, eu fiquei muito feliz por vocês! De verdade! Ok? – ela sorriu, acho que ela ficara feliz por eu não me importar e por eu ficar feliz por ela.
- Que horas que a e a chegam? – perguntei.
- Não sei, por quê?
- Quero contar pra elas que a minha best ta namorando o ! – festejei com ela, tentando esquecer o por um segundo. Ela riu.
- Vamos ficar vendo DVDs até elas chegarem? – perguntou tentando me animar.
- Vamos! – falei, tentando esquecer o que acontecera e me concentrar TOTALMENTE nos DVDs que escolhera pra nos vermos.
Ficamos assistindo filmes até meia noite, esquecendo completamente que tínhamos aula amanhã. Assistimos até que ouvimos a campainha tocar: e . Abrimos a porta pra elas e logo notaram que havia algo diferente comigo. Então contei tudo. Elas disseram mais ou menos as mesma coisas que , que tudo ia ficar bem e tal... Mas acontece que não ia, e eu sabia disso, por isso não queria dormir, porque antes disso, eu ia ficar sem sono, o que ia me obrigar a ficar parada na cama pensando. Realmente, o que menos quero fazer agora é pensar. Depois de ficarmos uma meia hora falando sobre eu e o , decidiu colocar:
- Espera aí, ele disse que gostava de você! – vibrou. – Você vai ter que me ajudar naquilo!
- Nem precisa mais. – dei de ombros e olhei pra sorrindo, que estava boiando. Mas sabia, pois logo perguntou:
- Por quê?
- Conta pra elas o que aconteceu hoje, . – disse sorrindo.
Então contou-as e ficamos mais tempo ainda lá na sala vibrando e conversando. Claro que eu não estava assim tão feliz, por dentro. Mas tentava parecer bem, por fora.
Depois de conversarmos até às duas da manhã, nos lembramos que tínhamos aula e fomos nos deitar. Acho que só dormi as três, não conseguia parar de pensar. E não eram coisas boas. Foi horrível, parece que tudo me atormentava e eu não conseguia pegar no sono de jeito nenhum. Me virava de um lado pro outro, mas parece que nada dava certo, até que o sono me dominou completamente e dormi.

- ? Você tá aí? – perguntou uma voz atrás da porta. Estava numa sala, bem, na verdade era a sala do meu apartamento lá no Brasil e ela estava meio escura. Eu suava. Minha visão estava toda embaçada, até que passei a mão no rosto e pude enxergar melhor. Eu estava com medo. Não sei porquê, apenas estava. A tristeza percorria meus pensamentos e eu não conseguia me controlar, então foi aí que eu gritei o nome dele.
- ! É você? – gritava freneticamente, esperando ele surgir por trás da porta, mas ele não vinha. Na verdade, ninguém vinha. E a voz atrás da porta? Me perguntava. Mas simplesmente não podia me levantar do sofá pra ir lá ver quem era. Eu estava pesada. Muito mais pesada do que nunca, mas me olhei no espelho e estava com o mesmos corpo de sempre.
- ? Você tá aí dentro? – perguntou de novo. Era a voz dele. Eu sabia. A voz de , quero dizer. Eu a conheço. Tinha que ser a voz dele! Era a voz que queria ouvir. Que eu sempre quero ouvir. Juntei minhas forças pra me levantar do sofá e consegui. Mas estava com medo. Medo de ver quem era ali atrás, pois ao mesmo tempo em que tinha certeza que era ele, podia não ser. Meu corpo tremia e lágrimas caiam de meus olhos enquanto eu caminhava em direção a porta.
Coloquei a mão na maçaneta e abri-a.
Quando abri, vi sentado no sofá. Mas à medida que ia me aproximando, ele ia desaparecendo, mesmo. Não parte por parte. Mas ele ia cada vez ficando mais sem cor, cada vez mais... Invisível.
- NÃO! – gritei, quando seu corpo estava prestes a desaparecer totalmente.
- ? – então me virei e me deparei com Dylan atrás de mim.

Sentei-me na cama. Que sonho fora aquele? Bem, está mais pra pesadelo! Quer dizer, eu acordei suando, com o barulho do despertador tocando bem alto ao lado da minha cama! ainda se revirava na cama. Até que me viu sentada ali olhando pro nada e se assustou.
- ? Você está bem? – perguntou se sentando na cama.
- Er... Mais ou menos. – falei me levantando da cama depressa. Dei um passo e fiquei tonta, acho que foi por ter levantado tão rápido, então sentei-me de novo.
- O que houve? – perguntou.
- Eu tive um pesadelo de noite. – disse ainda me recuperando da tontura.
- Me conta. – disse, então contei-a o pesadelo.
- Uau, coitadinha. – falou. – Mas agora ta tudo bem, já acordasse. E o não desapareceu. Olha, você ainda vai ver ele! Pode acreditar.
- É, espero que sim. – disse suspirando.
- Vem, vamos comer alguma coisa, senão vamos nos atrasar pra escola. – falou estendendo a mão. Então segurei e me levantei. Descemos as escadas e fomos tomar café com e que já estavam lá, cada uma tomando seu café com leite.
- Bom dia! – dissemos.
- Bom dia. – responderam.
Tomamos nosso café e fomos pra escola. Foi um dia chato. Sinceramente. Quando saí da escola fui trabalhar, e nada de . No outro dia, acordei cedo de novo, e tudo ocorreu normalmente. Ou melhor, chato. Por que tudo tava ficando um porre sem o , porque ele me fazia vibrar quando me chamava ou ligava, ou até mesmo me CONVIDAVA pra sair! E agora por que eu me acordo toda manhã? Hein? Pra estudar? Bem, acho que sim. Ah, também tem outro motivo, pra trabalhar.
Então a semana toda se passou. A tristeza me dominava totalmente, tanto que quando Dylan me convidou pra sair na sexta, eu disse que não podia, pois tinha prova. Menti, eu sei. Mas o que eu podia fazer? Ele veria que eu estava abatida, então iria me perguntar o motivo e o que eu ia responder?! Simplesmente não dava. Então não tive escolha, a não ser mentir. Passei toda a semana dando desculpas pra minhas amigas quando elas me convidavam pra sair, porque eu não podia aguentar ouvi-las falar sobre o namorado delas, que por sorte imensa, todas estavam namorando um guy. Menos eu.
E ainda fui EU que fiz elas conhecerem eles! Isso é muito azar, sério! Não que eu esteja reclamando de tudo. Porque, na verdade, sou sortuda sim. Pois, ao menos, o conheci. O que tenho que agradecer muito! Porque, afinal, não é qualquer uma que tem tamanha sorte de conhecer seu ídolo.
- ! Levanta dessa cama e vamos pro shopping! – chegou entrando no meu quarto e gritando. Então ficou me puxando pra tentar me tirar da cama.
- Não! Eu já disse que não estou a fim de sair! – persisti.
- , faz uma semana inteira que você não sai com a gente! E nem com ninguém! Você até tá mentindo pro seu namorado! Então para de onda, você tem que ficar feliz! – disse .
- Pra você é fácil falar. – resmunguei.
- , levanta daí agora. – disse me puxando pela mão.
- É, vem, vamos no shopping comprar uma coisa bonita, vem! – insistiu . – Prometo que não digo uma palavra sobre o , porque isso te lembraria o .
- Você acabou de falar! – falei.
- Mas agora encerrou! – disse ela.
- Vem, . Por favor! – falou .
- Estamos ficando preocupadas! Acho que vamos ter que te levar de volta pro Brasil! – disse .
- Engraçadinha. – ri. Acho que pela primeira vez na semana.
Resisti o máximo que deu, mas no final, não tive escolha. Fui com elas ao shopping. Ficamos por lá durante uma hora e eu não entrei em nenhuma loja, porque simplesmente não estava afim. O que é estranho, porque eu amo lojas! Mas desta vez não. Só fomos até a praça de alimentação comer alguma coisa depois de tanto rodar pelo shopping sem entrar em nada.
Pedimos nossos sorvetes e ficamos conversando.
- E aí, contem uma novidade! – quebrou o silêncio.
- Er... Ah! Eu tenho uma! Que esqueci de contar pra vocês ontem. – Falou . – Eu fui promovida a gerente da loja! Ou seja, mais dinheiro pro carro!
Vibramos.
- Isso! Agora falta menos tempo pra acabar essa coisa de táxi pra lá, táxi pra cá. – falei.
- É! Tipo, se tivéssemos o carro, agora não teríamos que pegar o táxi pra voltar pra casa. – colocou .
- Gente, acho que vamos ter que comprar um GPS quando tivermos o carro. – disse .
- Por quê? – perguntei.
- Bem, se a gente não quiser se perder e nem se atrasar pra chegar nos lugares...
- É uma boa ideia. – falou .
- É, então quando comprarmos o carro, com o dinheiro de sobra, vamos comprar o GPS. - disse .
- Ok, então. – falei.
Quando acabamos de comer nosso sorvete, passei por uma loja, onde um vestido me chamou a atenção.
- Gente, vamos entrar ali? – apontei pra tal loja.
- Uau, que milagre! – falou .
- Vamos, sim. – concordou .
Então fomos pra lá. Como fazia tempo que eu não comprava nada de roupas e essas coisas, eu tinha mais dinheiro guardado que o normal, então fui experimentar o vestido. Era um vestido de festa, tomara-que-caia e vermelho. Era absolutamente lindo! Serviu em mim direitinho, então o comprei. O que tornou meu dia mais feliz. Pelo menos um pouquinho.
- , esse vestido é lindo! Temos que arranjar um lugar pra você ir com ele! – falou .
- Ah, nem tinha pensado nisso. Se algum dia eu ficar bem que nem antes, eu uso. – falei depressiva.
- Não diz isso! Você está bem! – falou .
- Talvez não feliz. Ou completamente feliz. Mas bem. – disse .
- É, acho que sim. – concordei. Então me liguei que tinha que pensar em tudo de bom que tinha, e não no que não tinha, porque essa coisa era o . É a única coisa que falta. Porque, na verdade, eu tenho amigas perfeitas e a família perfeita e ainda estou morando em Londres! O que eu posso reclamar?
Quando voltamos pra casa, ainda era de tarde, então recebi uma ligação totalmente inesperada no meu celular.
- Oi, ! – disse , do outro lado da linha.
- , Oi! Quanto tempo! – falei.
- Pois é! Eu tava com saudades, então decidi ver se você não queria sair comigo hoje. Tipo, como amigos, claro. Já que to namorando sua melhor amiga. – ri.
- Claro, ! Eu ia adorar. – sorri.
- Ótimo! Passo aí daqui a quinze minutos. – falou e desligou o telefone.
Então me vesti e desci as escadas pra avisar as garotas que eu ia sair com o , e claro, eu tinha que deixar tudo certinho com a . Não queria que ela pensasse nada que não é.
- ... Er... Tipo, o , ele... – ia falando quando cheguei lá, mas ela interrompeu.
- Eu sei, ele me falou que ia convidar você pra dar uma volta. – falou normal, sem cara amarrada nem nada. – Por mim tá tudo bem, . Nem se preocupa! Vai ser bom pra você sair com ele. Ele gosta muito de você. Como amiga, claro.
Sorri.
- Nossa, que legal. Obrigada, . – falei.
Quando chegou cumprimentou todas nós e depois fomos, eu e ele, pro seu carro.
- Então, onde vamos? – perguntei depois de estar sentada na carona do carro de !
- Vamos lá em casa, daí lá a gente decide o que fazer, Pode ser?
- Claro. – sorri. – Liga o som aí. – Falei me lembrando da primeira vez que tinha andado de carro com ele, quando fomos alugar um DVD, quando tudo estava bem com o , pois eu mal o tinha conhecido.
- Beleza, mas só se você cantar junto! – disse.
- Por quê? Você quer rir, né? Engraçadinho. Só canto se você cantar. – falei.
- Eu canto com você. E não pra rir, você canta bem. É que eu tava com saudades de cantar contigo. – sorriu. Com essa eu morri. Ai, que amor! Ele ta com saudades de cantar comigo!
- Ok, liga aí. – concordei e fomos cantando até chegarmos à casa dele.
Sentamos no sofá e ele perguntou se eu gostava de jogar vídeo-game e eu disse que sim, porque qualquer coisa com o é legal! Ele é legal. Muito.
Ele colocou Super Mario Galaxy, e ficamos jogando por uma meia hora e falando do joguinho. Nos divertimos muito. Bem, pelo menos eu me diverti. E acho que ele também.
- Então, como estão indo as coisas com a ? – perguntei.
- Ótimas, ela é muito legal. Eu gosto muito dela mesmo. – falou.
- Que bom que as coisas então dando certo! – falei e ele sorriu pra mim.
- E ela ainda não tem ciúmes de eu sair com a minha melhor amiga pra jogar vídeo- game! Sério, ela é perfeita! – falou. Mas uma coisa eu não podia deixar passar. Melhor amiga?
- Melhor amiga? – perguntei sorrindo. Eu ia chorar. Sério. disse que EU sou a melhor amiga dele! É a melhor coisa que me aconteceu a semana INTEIRA!
- É, se você não se incomodar de ser minha melhor amiga. – riu. Ri também.
- Claro que não. Sabe de uma coisa? Você também é meu melhor amigo. – falei e ele me abraçou de lado. – Você é o único que me fez esquecer tudo de ruim que aconteceu essa semana. – falei.
- Ah, a coisa com o . – falou. Espera aí! O contou pra ele? Ah, sou importante! Ok, parei. Nem sei se ele falou bem de mim. – E com o seu namorado aquele, a me disse o nome, como é... O Dylan.
- É. – concordei.
- Não fica assim, ok? – falou.
- Tudo bem, acho que já to melhor que antes. – sorri.
- Isso, sorri bastante! – sorriu.
- Ok, . – ri.
- Fica aí que eu vou lá trazer uma coisa pra gente comer. – falou.
- Tá bom. – disse e fiquei sentada esperando, enquanto jogava o joguinho. Uns dois minutos se passaram e ainda estava na cozinha.
- ? O que você tá fazendo?
- Fica aí! – falou. Nesse meio tempo o telefone tocou, então pediu pra eu atender e dizer que ele estava ocupado e tal. Então me levantei e fui atender.
- Alô? – perguntei quando cheguei ao telefone.
- ? – perguntou a outra voz, com um tom tipo: “você aí? Não entendi.” E essa voz era aquela que eu – somente nesse momento de recuperação - não queria ouvir. Talvez ouvir, mas não falar com ela: .
- Oi, .
- O que... O que você tá fazendo aí? – perguntou.
- O me convidou. – falei, simplesmente.
- Ah. – disse. Ficamos em silêncio por alguns segundos, até que eu disse alguma coisa.
- ? Por que você ligou?
- Nada, nada. Queria falar com o . Diz pra ele que eu e a Megan vamos aí hoje à noite. – pediu. Me deu um aperto no coração ao ouvir ele dizer “Megan”. Quer dizer, será que era a namorada dele? Quando chegar a casa vou à internet ver se descubro algo.
- Claro, vou falar. – disse tentando esconder a voz fraca.
- Ok, então. Tchau.
- Tchau. – falei e coloquei o telefone de volta no gancho.
Fui caminhando até o sofá, me sentei de qualquer jeito e deitei a cabeça pra trás. Suspirei. Droga. Como assim Megan? Argh, que raiva! Então surgiu do meu lado com brigadeiro pra nós.
- Nossa! Essa eu não sabia! – falei.
- Eu peguei a receita na internet! – piscou e eu ri.
- Você gostou mesmo, hein!
- É, mas o seu ainda é melhor. – sorriu.
- Que bom que você gostou! – falei. Então ele ligou a Tv e colocou na Warner Channel. Ficamos vendo um filme do Cruise lá, não sei o nome. De repente me lembrei da ligação, então, no intervalo não tive escolha, a não ser contá-lo.
- , o ligou. – falei.
- Ah, ok, eu ligo pra ele depois. – disse dando de ombros.
- Bem, na verdade, ele queria te avisar que ele e a Megan irão vir aqui hoje à noite.
- Megan? – perguntou.
Dei de ombros e deitei a cabeça em seu ombro.
- Não esquenta, . Eu te conto tudo amanhã. Ok?
- Sério? Nossa, , você é demais. – sorri e ele sorriu também.
Então voltamos a ver o filme. Quando acabou a campainha tocou. Um frio percorreu minha barriga. Olhei rapidamente em meu relógio, não podia ser o , porque ele disse à noite e são cinco horas da tarde! Não pode ser, se for eu vou embora. Juro. se levantou e pediu pra eu esperar no sofá, então abriu a porta e disse:
- Oi, dudes!
- Oi, . – falou , reconheci sua voz. Mas ele dissera “dudes”, ou seja, plural, quem seria o outro?
- Beleza, ! – falou entrando. Que alívio. Sério, me deu um enorme alívio ao ouvir a voz de e , e ao ouvir o bom barulho da porta fechando atrás de mim. Sem . Ainda bem!
- Oi, ! – disse me abraçando.
- E aí, ! – veio me abraçar em seguida.
- Oi, meninos. – sorri e abracei os dois.
- Então, o ta conseguindo te distrair? Ele disse que ia fazer isso de qualquer jeito hoje. – falou .
- É, tá bem? – perguntou se sentando do meu lado, enquanto estava na poltrona. voltou e se sentou no meu outro lado, onde ele estava antes.
- Acho que sim. – disse. – Agora vão me dizer que vocês TODOS sabem da estória?
- Bem, sim. – disse .
- Relaxa, a gente não vai dizer pro que você ta mal, ok? – tranquilizou-me .
- Obrigada. – agradeci a eles.
Fiquei mais um pouco por lá com os meninos, mas quando chegou seis e meia, me lembrei do telefonema de e me mandei. Antes que desse azar e eu tivesse lá quando ele chegasse. Me despedi dos garotos e fui pra casa. A pé. Mas eu gosto de caminhar. Então, sem problemas.
Quando cheguei em casa contei as garotas e vibramos um pouco por ter dito que eu era a melhor amiga dele e tal... Depois contei pra e pra que e também estavam por lá, mas haviam chegado mais tarde. Então elas disseram que foi bom eu sair um pouco com eles e que elas não se importam de “emprestar” o namorado delas por um domingo. Estava a fim de sair mais e esquecer de meus problemas, então resolvi ligar pro Dylan.
- Alô? – uma garota atendeu o telefone dele.
Estranho...
- Oi, posso falar com o Dylan? É a namorada dele. – falei.
- Er... Ele está ocupado agora, você pode ligar mais tarde? – perguntou a garota.
- Ok, tchau. – falei.
- Tchau. – disse ela e desligou o telefone.
Ok, muito estranho.
Agora eu tinha duas perguntas: que garota era aquela? E quem era tal de Megan!? Por favor, alguém me diz!

Capítulo 15.

Não ia ficar curiosa na única pergunta que eu realmente podia responder, então desci as escadas e avisei pras garotas que eu ia visitar o Dylan na faculdade dele.
- Por que assim, do nada? – perguntou.
- Uma garota atendeu o telefone dele. – falei.
- Ai, . Sinto muito. – disse .
- Bem, eu nem sei se é isso ainda.
- Você está certa! Vai lá descobrir! – falou .
- Vou lá, até mais! – disse e bati a porta. O táxi que eu já chamara estava me esperando, dei o endereço a ele, e fui até Dylan. Demoramos mais ou menos uma meia hora pra chegar em Oxford, mas chegamos. Quando entrei em seu alojamento, como ele já me explicara uma vez. Muitos olhares se voltaram pra mim quando passei a porta de entrada do prédio, afinal, era um prédio de garotos. Perguntei pra um que estava conversando com o amigo no sofá qual era o andar de Dylan e ele me disse que ele morava no quarto andar, então peguei o elevador. Ok e agora? Que quarto? Como eu vou achar? Droga, era pra mim ter perguntado lá em baixo... Acho que vou ter que voltar lá pra perguntar!
Ah, espera, como sou burra, vou ligar pra ele. Pensei enquanto andava no corredor. Bem, acho que não seria preciso. Não mais. Pois vi uma porta entreaberta no final do corredor, e ouvi a voz de Dylan sair de dentro dela. Me deu um certo receio antes de abrir a porta... Acho que estava com um mau pressentimento. Isso não era bom. Quando abri a porta vi Dylan em cima da cama com uma garota loira. De repente, meus olho se encheram de lágrimas. Será que já não bastava eu estar mal com o ?
- ! O que você está fazendo aqui?! – Dylan perguntou se separando da garota e descendo da cama pra falar comigo. A garota estava vestida. Ainda. Mas ele estava só de cueca! Ai, que raiva!
- ? Quem é ela? – a garota perguntou, ainda sentada em cima da cama.
- Conta pra ela, Dylan. – desafiei.
- Er... – levou as mãos a nuca. Balancei a cabeça em descrença e me virei pra sair do quarto.
- Não, ! Espera aí! – Dylan falou e eu me virei.
- O que foi?
- É que você estava tão ocupada essa semana e nunca queria sair, então pensei que você fosse terminar comigo. – explicou.
- É, mas você podia ter terminado comigo, ao invés de ficar com ela nas minhas costas!
- Me desculpa, ta?
- Não, agora tenho que ir. Adeus. – falei e bati a porta do dormitório.
As lágrimas não esperaram pra cair. Logo ao descer o elevador, minha visão já estava toda embaçada. Pois eu já estava sensível por causa daquilo com o , e agora isso! Que bom, será que não há mais nada de ruim pra acontecer essa semana? Eu realmente espero que não. Estou esgotada. Já chega! Peguei o táxi e quando cheguei em casa desabei na cama e minhas amigas, como sempre, ficaram lá me consolando. foi me fazer chocolate quente e quando ela voltou ficamos todas conversando.
- Obrigada. – falei pegando o chocolate.
- Merece. Agora nos conta. – Pediu, então, mesmo que doesse, contei-as tudo. Até as piores partes.
- Eu não acredito nesse garoto! Como ele pode fazer isso?! – gritava.
- Sério, ele realmente parecia legal! E você que deixou o pra ser fiel a ele! - disse.
- Por favor, não me lembra disso, senão fico com mais raiva da minha vida, se isso for possível. – falei. Sério, alguma coisa podia PIORAR? Acho que não. Só se eu perdesse minhas amigas e tivesse que voltar pro Brasil e morresse depois. Elas tentavam de tudo pra me ajudar, mas parece que só piorava. Às eu vezes eu não aguentava e começava a chorar. Então elas diziam alguma coisa que me fazia parar e isso ocorria várias e várias vezes.
- Gente, parem, ok? Na verdade, eu quero saber uma coisa! E isso está me incomodando. – falei e elas pararam pra me escutar.
- Fala, vamos te ajudar. – disse.
- Vocês sabem quem é a Megan?
- Hã? Quem? – perguntou perdida.
- Ah, tipo, quando eu estava na casa do , o telefone tocou e eu atendi. Ta, e era o e no final ele falou: Diz pra ele que eu e a Megan vamos aí hoje à noite.
- Estranho. – disse.
- Ele deve ter dito isso pra você ficar com ciúmes. – me consolou. Como eu queria acreditar que isso era verdade!
- É, não deve ser ninguém. – completou.
Suspirei. Estava cansada desse drama todo. Será que as coisas não podiam de ajeitar? Eu quero o ! Que droga!
O resto do dia se passou assim, nessa chatice e tristeza, mas à noite, uma coisa – nada boa – me surpreendeu.
- Alô? – Perguntei.
- , é o Dylan. Por favor, antes de desligar na minha cara, escuta.
- O que você quer? – perguntei fria.
- Quero que você me perdoe. Eu sinto muito, ok? Eu não pretendia fazer aquilo!
- Mas fez! – falei, simplesmente.
- , é sério! Por favor!
- Dylan, não! E ponto final! – falei ao telefone, ia desligar na cara dele.
- , sério!
- Você já disse que é sério um milhão de vezes e não vai adiantar nada! – exclamei.
- Sério, . Me perdoa.
- Não.
- Mas eu te amo.
- Ah, muito! – ironizei. – Olha, Dylan, eu não quero me incomodar, ok? Você já me causou muito estresse por um dia. Tchau.
- Não, espera! – falou e desliguei.
Eu realmente não estava a fim de ouvir ele reclamar do problema que ELE mesmo causou, e eu não iria perdoá-lo de jeito nenhum. Por que eu nem queria voltar com ele. Eu só queria o . Deu, então comecei a chorar. De novo. Isso tava ficando chato! Queria saber quando ia me ligar, pra contar sobre a Megan, quero dizer.
Fiquei com o telefone do lado do travesseiro a noite inteira, mas nada do ligar. Até que me cansei de esperar e dormi, afinal, fora um dia extremamente cansativo.

No outro dia, quando cheguei do trabalho, praticamente me obrigou a ir correr com ela, então não tive escolha, vesti minhas roupas de ginástica e fui. Nos divertimos caminhando em nosso bairro, depois voltamos pra casa. Mas não me deixou parar quieta e me arrastou pro shopping com ela.
- , por acaso vocês estão se revezando pra me distrair?
- Er... Mais ou menos.
- Por quê? Eu estou bem!
- Ah, se eu acreditar nisso e te deixar, você fica o dia inteiro na cama.
Revirei os olhos. Fomos olhar umas lojas e ela comprou uma saia nova. E eu não comprei nada. Simplesmente não estava a fim. Quando voltamos do Shopping, fomos direto pra casa. Afinal, eu não aguentava mais aquilo!
Chegamos lá e vimos um papelzinho largado em cima da bancada da cozinha, então lemos.

Oi, amigas lindas! Saímos com nossos boyfriends *-* Vemos vocês mais tarde, ok? Amamos vocês! :D – e .

- É, sortudas. – falei.
- Nós também. Só que cada uma em um tempo diferente. – disse . Queria acreditar nisso. Bom, ela podia, quer dizer, ela estava com o ! Eu a considerava totalmente sortuda. Ah. Estava cansada, subi e tomei um banho pra tentar relaxar um pouco, tirar o estresse que me dominava completamente.
Quando saí do banho meu celular estava tocando em cima da cama, vi que era .
- Oi, ! – falei.
- , oi! É o . – disse ele.
- Ah, oi, ! Tudo bem?
- Quem tem que me responder é você! Ta melhor?
- Na verdade, não. Mas e você? Tudo bem?
- Tudo, menos por você estar mal.
- Own, que lindo! Preocupado comigo. – sorri.
- Sempre. – disse. – Bem, só liguei pra saber se você estava melhor, até mais.
- Espera! – quase gritei.
- Que foi? – perguntou.
- Você disse que ia me contar sobre a Megan, lembra?
- Er... Eu não queria, quer dizer, você já está mal, eu não quero...
- Ela é namorada dele, não é? – perguntei logo. Aquele mesmo aperto no coração que havia sentido voltou. Comecei a chorar no exato momento em que ele hesitou pra responder. Não pode ser.
- Bem, eu não diria namorada. Mas tipo, ele ficou com ela em uma festa naquele dia, por isso levou ela lá em casa. Já deve ter até que esquecido que ela se chama Megan.
- Obrigada, . – ri.
- De nada. Agora, ri mais. E não chora, ok?
- Vou tentar. – falei.
- Me promete?
- Prometo. – sorri. – Agora eu tenho mesmo que ir. Até mais.
- Ok, te amo. Até.
- Até. – falei.
Ah, que lindo! Ele queria mesmo melhorar minha vida! Quer dizer, ele dissera que eu era sua melhor amiga e ainda que me amava! Ah, a única coisa boa que aconteceu o dia inteiro. Pelo menos uma.
Mais uma semana havia se passado. E absolutamente tudo continuava igual e NADA melhorara. Nadinha! Eu estava mais deprimida do que nunca, não sabia o que fazer pra passar o tempo, e ficava assistindo TV sempre que chegava to trabalho, e quando era fim de semana eu ficava dormindo até tarde e depois lia livros. Acho que li uns três livros essa semana e, de vez em quando, ia no computador falar com meus pais e minhas outras amigas brasileiras – as quais não sabiam nada de . Ainda bem, se não eu teria que contar o que aconteceu. E isso eu não iria. Nem aos meus pais contei. Era melhor só as minhas melhores amigas ficarem sabendo disso. Fui checar na internet e ver se achava alguma coisa sobre a tal garota que saíra ontem... Procurei por diversos sites, mas não achei nada.
Nossa, ele é bom. Deve ter despistado os paparazzi direitinho. Fico imaginando como isso deve ser chato. Quero dizer, ser seguido todo o tempo por gente que fica distorcendo suas palavras só pra vender mais revistas e tornar seus sites mais famosos. E ainda ficam tirando um milhão de fotos suas, e se você não ficar bem? O que não é o caso do , ele sempre fica bem. Ok, vamos parar de falar sobre o . Desliguei o computador, porque depois de ficar meia hora procurando não achei absolutamente nada. Cadê a droga de paparazzi quando a gente precisa dele?! Hein?
Sexta à noite, todas minhas amigas saíram, cada uma com seu namorado, e o deve ter saído com a tal de Megan. , e me prometeram que iam me dizer se ela estava junto com eles ou não. Não acredito que consegui perder o , quer dizer, depois de ter tido a sorte de conhecê-lo! Como fui fazer essa bobagem? Como fui perder alguém que eu quero desde... Desde sempre.?!
Tentei dormir às onze, mas não deu certo. Fiquei me remexendo na cama, esperando elas voltarem com a resposta. Sobre Megan, sabe. Eu simplesmente NÃO podia dormir com essa dúvida! Isso estava totalmente me matando! Então me levantei e desci pra ver TV. A casa era triste quando só estava eu nela, e quando meu humor já não era dos melhores...
Estava no finalzinho do episódio de Gossip Girl, quando a campainha tocou. Eram elas! Isso. Ah, espero mesmo que eles não tenham vindo trazer elas em casa. Fui atender a porta, estava só de pijama, por que eu já tinha ido me deitar, em uma tentativa ridícula e totalmente fracassada de dormir. Até parece. Como eu ia dormir sabendo – ou só pensando (torço por esta alternativa) – que está com aquela Megan?! Me diz? Que saco isso! Eu to começando a me irritar comigo mesma. Vou parar agora MESMO de pensar no ! Ponto. Já chega, isso só me deixa mais triste ainda! Como se já não estivesse o bastante com tudo que acontecera com Dylan. Estou esgotada de ficar sofrendo! E amanhã mesmo vou à escola – ok, talvez segunda, porque amanhã não tem aula – e vou ver se tem algum garoto interessante e vou esquecer total do . O que me irrita é que NÃO EXISTE alguém mais perfeito que ele. Droga, falei de novo. Suspirei, cansada. Então, peguei na maçaneta e abri a porta. Comecei a chorar quando o vi, não sei o por quê. Ok, talvez saiba. Mas, sério, o que ele estava fazendo aqui?!

Capítulo 16.

Olhei-o mais uma vez, mesmo que com olhos embaçados.
Não podia. O que ele estava fazendo aqui? Uma onda de sentimentos invadiu meu coração. Ao mesmo tempo em que queria tanto que ele estivesse ali, queria que ele não estivesse. Nem eu mesma me entendo direito. Mas acho que é porque estou com medo. Sei lá, de dar algo bastante errado e piorar a situação, que já é bem ruim. Então, olhei-o e foi essa a pergunta que fiz:
- ... O que...? – não conseguia terminar a frase, minha voz estava falhada.
- Vem cá. – disse e entrou em casa, então bateu a porta e foi até mim. Foi aí que ele me abraçou e tudo pareceu melhor, pela primeira vez esse mês. Respirava fundo enquanto o abraçava e tentava parar de chorar. Ele não dizia uma única palavra, só me abraçava bem forte. Senti o cheiro de perfume vindo de seu pescoço. Aquilo era muito bom! Continuamos nos abraçando, até que ele me largou, então tentei mais uma vez.
- , o que você ta fazendo aqui? – Perguntei, agora, finalmente, conseguindo parar de chorar.
- Eu... Eu soube. – falou simplesmente e me conduziu ao sofá, então nos sentamos lá. se virou pra mim e continuou. – , eu sinto muito, ok?
- Pelo quê? – ainda não sabia do que estava falando.
- Pelo Dylan. Quer dizer, escuta, ele é um idiota por fazer isso com você. Vem, deita aqui! – então me deitei no sofá e pus a cabeça em seu colo. – Você está bem?
- Não. – admiti e comecei a chorar de novo. Droga. Por que eu tenho que ser tão sensível?
- , não chora! Por favor. – falou fazendo carinho na minha cabeça e mexendo no meu cabelo. – Olha pra mim. Ele não te merece. Vai ficar tudo bem.
Eu só respirava fundo e tentava não dizer nada que não devesse, tipo: ", você não entende, o problema é você!" Mas claro que se eu dissesse isso, eu ia estragar tudo! Então preferi ficar quieta e fingir que Dylan ainda me incomodava. O que parou de aconteceu uns três dias depois.
- ? – chamei-o. – Como você sabia que eu estava aqui?
- É a sua casa. – disse, e eu ri. Dã, que pergunta idiota. Mas, na verdade, eu queria perguntar: você veio aqui por que você quis? Ou porque alguma das minhas amigas te pediu? – Eu... Os guys estavam lá em casa antes de saírem com a , e a . Então eu perguntei onde eles estavam indo. E eles responderam que iam sair com elas.
- E...? – Queria que ele continuasse.
- Bem, eu achei... Ta, olha, o me contou sobre o Dylan e disse que você não estava bem.
- Ele que te mandou aqui?! – exclamei. – Eu não acredito que ele contou! Argh, quando eu vir ele...
- Ei, calma. Primeiro, eu vim porque eu quis. E o me contou porque tava preocupado com você, não foi por mal, pode acreditar.
- Ok. – tentei não abrir um sorriso maior que o meu rosto.
- E eu tinha que vir, afinal, eu finalmente descobri. – Me olhou sorrindo e com os olhos brilhando.
- Descobriu o quê? – perguntei não fazendo a mínima ideia do que ele estava falando.
- Que eu sou seu favorito.
- O QUÊ?! COMO? – Perguntei perplexa. Mas como?
Então eu meio que juntei as coisas. A estava com o , então, só sobrara ele. E bem, eu.
- Bom, a está com o . Então pensei que eu era seu favorito. Sou? – não acredito que ele ainda estava em dúvida.
- Ok, é. Satisfeito?
- Pra dizer a verdade, muito. Eu falei que ia descobrir! – Sorriu vitorioso. – Por que você queria tanto esconder isso de mim? Se eu soubesse isso antes, eu... – Hesitou.
- Você o quê?
- Esquece, não importa mais. – falou. Então me sentei e me virei pra ele.
- Importa, sim. Fala. – insisti ainda mais.
- Acho que as coisas teriam sido melhores do que foram. – ele disse olhando para baixo. - Mas... Você conhecia o Dylan desde que nos conhecemos?
- É, ele já era meu namorado naquela época.
- Hum... Então não ia fazer diferença mesmo. – deu de ombros.
Percebi que ele não ia dizer nada com nada, então fiquei com raiva. Quer dizer, eu meio que esperei demais. Mas é claro que eu sabia que ele estava com a Megan! Ele só veio me ajudar, já que era meu amigo e é isso que amigos fazem. Ah, espera, e também jogar na minha cara que ele sabia que ele era meu preferido. Que bom! Algo pode piorar? Bom, pelo menos ele estava falando comigo. Resolvi ser sincera e dizer, afinal, estava ficando cansada daquele papo vago que não levava a lugar algum.
- , por que você ta aqui, hein?
- Como assim? – ele me olhou desentendido.
- Você não deveria estar aqui!
- Hã? Onde eu deveria estar? – Perguntou confuso, com minha pergunta repentina.
- Com a Megan! – falei de uma vez. Agora já era.
- Quem?
- Ai, . Se liga, não precisa fingir que não tem nenhuma Megan, isso é ridículo!
Ficou parado me olhando com um olhar distante. Acho que estava pensando. Bem, obviamente.
- Ah, a Megan! Claro. – disse somente. Depois de uns segundo completou. – Não sei porquê eu deveria estar com ela.
Ah, mas que garoto idiota!
- Por que ela é sua namorada. Acho que não ia gostar muito de saber onde você está.
- Hã? , ela não é minha namorada. De onde você tirou isso?!
- O quê?! Claro que é! Você me disse no telefone. E depois o me disse! – Falei. Mas só depois percebi a bobagem que acabara de falar. Droga. Droga. Droga!
- Não é, não. Eu só fiquei com ela naquela festa. E você perguntou pro quem ela era? – Não, não, não e não! Por que eu tinha que abrir a boca, hein? Agora sim, estraguei absolutamente tudo! Ele estava sorrindo.
- Er... Ele que me disse, porque tipo, no outro dia eu perguntei pra ele o que ele tinha feito naquela noite, se ele tinha saído com a e ele me disse que não. Que o , o , você e a Megan tinha ido à casa dele.
- Sei. – sorriu sarcástico.
- É verdade. – falei, com aquele tom de se-você-não-quer-acreditar-não-acredita. Mas, qual é, isso tava na cara que era mentira! Como eu pude dizer aquilo? A parte de ter me contado, quero dizer? Como pude ser tão burra?
- Ok, ok, eu acredito. – Se rendeu. Sorri. – Assim como acredito que eu não era seu favorito o tempo todo.
- Você não vai parar de jogar isso na minha cara?
- Não, eu gosto quando você fica com vergonha.
- Eu não to com vergonha! – protestei e ele riu.
- Ta, sim. Tá até vermelhinha, olha.
- Idiota.
- Linda. – Ah, ele me chamou de linda! Ele me acha linda! Uhu! Ok, agora não pude esconder o sorriso. E eu tentei! Também acho que fiquei ainda mais “vermelhinha”.
- Sabe, você também é minha favorita. – falou se aproximando mais de mim.
- Duvido. – ri.
- Ah é? – Fez cócegas em mim, e eu ri muito, porque, tipo, sinto muita cócega. – Vou ter que fazer mais pra você acreditar? – Continuou me fazendo cócegas e eu me deitei no sofá e ele subiu em cima de mim, ainda me fazendo rir.
- , para! – reclamei, então tentei pegar suas mãos para elas pararem de me fazer cócegas, porque eu já estava quase chorando. De tanto rir. Sério, é difícil alguém sentir tantas cócegas que nem eu. Eu quase morro.
- Acredita em mim?
- , o que cócegas têm a ver com acreditar ou não em você?! – Perguntei e ele riu, ainda em cima de mim.
- Não tem nada a ver, mas eu acho que você tava muito triste, então achei que fazer cócegas fosse ajudar. – Não, ele continuou me fazendo cócegas! Mas que droga! Que raiva, eu só queria que ele parasse. Mas de preferência, não saísse de cima de mim.
- Ah, ok, acredito. Para, por favor! – gritei e ele se apoiou com os braços em volta de mim e as pernas uma de cada lado do meu corpo. E ainda parou de me fazer cócegas.
- Ah, finalmente. – ri aliviada, e ele também começou a rir e se aproximar mais de mim ainda. Sentia seu corpo quente em cima do meu. Queria que ele nunca saísse dali.
- , eu... – falou e encostou a testa na minha. Colocou a mão na lateral esquerda do meu pescoço, e começou a beijar o lado direito. Ah, sério, eu realmente queria que ele continuasse, mas eu não podia. Eu estava com medo, acho. Eu sei que é a maior bobagem, mas eu não podia fazer aquilo. Não ainda.
- , eu acho... – Ia falar, mas fiquei sem voz do nada. Acho que queria tanto que ele me beijasse que até esqueci como se fala! Então ele foi me beijando até chegar bem perto da minha boca. Hesitou, mas então se aproximou mais, encostando o nariz no meu e quando ele ia me beijar a campinha tocou.
- Não acredito! – resmungou.
- Deixa que eu atendo. – falei deixando-o sair de cima de mim. Infelizmente. Ai, como eu odeio campainhas!
- Ok. – Se sentou, frustrado, no sofá.
Droga de porta, droga de campainha. Droga de pessoa que tinha apitado naquele maldito momento! Eu ia matar a pessoa!!!! Ta, não ia. Porque, provavelmente, eram minhas amigas voltando do encontro. Abria porta com a imensa vontade de matá-las, mas me segurei, porque pra quem eu ia contar tudo que acontecera se eu as matasse?! Pois é. Ninguém. Ok, talvez tenha mais gente. Mas não quero ficar espalhando por aí.
- Oi. – Falei quando as vi. Idiotas. – Como foi o encontro?
- Ótimo. – disse.
- Perfeito! – sorriu.
- Totalmente. – disse ao entrar em casa também. – E o que é essa marquinha aqui? – Ela apontou pro meu pescoço. Ih.
- Er... É... O ta aqui. – Sorri sem graça e ele veio cumprimentar as garotas.
- Ah, já ta explicado então. – riu, me fazendo corar. – Além disso, o que você tá fazendo aqui?
- Ei, isso não é jeito de tratar o melhor amigo do namorado! – disse a .
- Ah, foi mal. – riu.
- E eu estou aqui pra ver a .
- Ah, espero que você tenha sido muito legal com a nossa amiga! – falou.
- Fui sim. Bom, agora já vou indo, eu e os caras combinamos de darmos uma ensaiada. – disse e foi se despedindo de nós.
- A essa hora?! – perguntei, depois de ele me dar um beijo na bochecha.
- Eu sei que é estranho, mas sim. – riu.
- Ok, boa sorte com o ensaio. – falou.
- Como se eles precisassem. – disse.
- Valeu. Até mais. – falou e saiu.
Então bateu a porta e me olhou como quem: "diz o que aconteceu?"
- Pode ir me contando agora! – ela disse e todas nos sentamos nos sofá pra me ouvir falar, e claro, depois eu ia perguntar pra elas sobre o encontro, então ficamos conversando durante uma hora mais ou menos.
Antes de eu me deitar, vi que meu celular tocava, então fui atender. Uma parte de mim pensou que pudesse ser , mas outra dizia: até parece. Bom, no final era .
- ! – falei ao colocar o celular no ouvido.
- ! Oi! Tudo bem?
- Tudo e com você? Como foi o encontro?
- Ah, finge que a não te contou tudo! Tudo bem sim. – rimos.
- Que bom! – falei rindo.
- Como foi? – ele perguntou, do nada.
- Como foi o quê?
- A ida do aí! Ele foi, não foi?
- É, ele veio. – falei.
- Então, vocês estão de bem?
- Não sei, pergunta pra ele. – falei.
- Ah, ele não vai dizer. E você tá louca pra saber o que ele acha, né?
- ! Que mentira! – protestei, mesmo sendo a mais pura verdade.
- , eu sou teu melhor amigo, lembra? Pode confiar.
- Eu sei. Mas é o melhor amigo dele também!
- Então, melhor ainda! Eu posso ser tipo um correio!
- Há!
- Há? Há o quê?
- Acabou de admitir que tudo que falamos você conta pra ele!
- Não conto, não.
- Conta.
- Não, sério. Acredita em mim? Não conto mesmo.
- Ok, vou acreditar. – sorri.
- Isso aí. – Falou.
- Como estão o e o ? – perguntei.
- Bem, o ta arrancando o telefone da minha mão aqui. Vou passar pra ele, tchau, .
- Tchau, .
- Oi, ! – atendeu.
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo ótimo, vem cá, deixa eu te contar...
- Conta, o que aconteceu?
- O escreveu uma música pra você. – falou. Meu coração parou. Não era possível! Ele escreveu uma música pra mim? Não, bom demais. Espera.
- Tem certeza que foi pra mim?
- Absoluta, ele disse quando eu perguntei.
- Você perguntou? Por quê?!
- Por que eu quero que vocês dois fiquem juntos! Não é a mesma coisa sair sem você e o .
- Own! Mas ele vai tocar pra mim?
- Ih, aí já é informação demais.
- Conta, !
- Não posso. É SURPRESA!
- Não! Me conta. – insisti.
- Foi mal, depois você vai descobrir.
- Ok, . – falei com uma voz entediada.
- Não fica brava comigo. Lembra que fui eu que te contei da música.
- Mas me contou pela metade! – reclamei.
- Mas agora você já sabe!
- Pois é. Valeu. Agora tenho que dormir.
- Ta legal. Te amo. Tchau. – Ah, ele também me ama!!!! Ah, o também me ama! Agora só preciso saber se o e o – que é o que eu realmente preciso saber – me amam também.
- Também amo você. Até. – então desliguei o telefone.
Sério, não conseguia parar de pensar que havia escrito uma música pra mim! E só pra mim! Ah, agora já era. O meu sono, quero dizer. Como se eu fosse conseguir dormir sabendo que compôs uma música pra mim! Mas quando será que ele vai cantar ela? Eu quero ouvir! Agora estou super curiosa! Mas acho que a felicidade é bem maior. Muito maior. Desci as escadas pra contar pras garotas o que o me dissera e a ficou se gabando que o namorado dela era demais e tal, por ter me contado, mas daí a cortou o barato dela e disse que o meu namorado que era demais, porque tinha escrito uma música pra mim! Mas o problema é que ele não é meu namorado! Mas elas disseram que isso é só uma questão de tempo, e eu disse que se elas estivessem certas ia ser muito bom! Então me perguntou quando que ele ia cantar a música pra mim e eu falei que essa era uma coisa que eu também queria saber...
Antes de eu dormir, vi que havia uma mensagem no meu telefone, apertei em ler e vi que era do . O que será?

, eu tenho algo muito importante pra falar com você. Sabe onde é o escritório do nosso produtor? Então, você e as garotas podem nos encontrar lá amanhã? Por favor, vai, é realmente importante. Ah, e boa noite, linda! Até. xx

Respondi dizendo que íamos sim, mas não quis perguntar o porquê, já que ele marcou uma reunião pra nos contar. Mas por que no escritório do produtor dele? Será que ele ia cantar a música pra mim lá? Ih, nada a ver! Mas o que será que é tão importante assim? E porque levar minhas amigas?

Capítulo 17.

No outro dia, acordei cedo pra ir à escola, mas mais importante, contar pras minhas amigas o que o me falara ontem.
- Vocês não sabem! – cheguei lá embaixo, onde elas estavam tomando café da manhã, exclamando e me sentando pra me juntar a elas.
- Fala. – disse calma.
- O quer falar conosco hoje! – falei. – E ele disse que é importante, mas o que é estranho é que ele pediu pra vocês irem também.
- Estranho. O que será? – perguntou colocando a mão no queixo.
- Não sei, mas aonde? – perguntou.
- Ele disse que era no escritório do produtor dele. – falei.
- Estranho mesmo. – riu.
- Vou ligar pro . – falei pegando o telefone.
- O quê?! Ta íntima agora? – mexeu.
- Ele é meu melhor amigo, tá? – falei convencida.
- E meu namorado. – disse.
- Eu sei. Eu quero o .
- , TODO MUNDO já sabe disso! – disse.
- Ei, nem todos! – exclamei.
- Talvez só nós saibamos, mas já é bastante gente, contado que o próprio sabe de tudo. – disse.
- Calem a boca. – falei. – O atendeu. – pedi pra elas fazerem silêncio.
- Oi, ! – falou.
- ! Tudo bem? – Perguntei. Sério, agora me lembrei: parece que foi ontem que eu conheci ele, que eu queria que ele gostasse de mim como melhor amiga dele, e queria ser namorada do , agora isso ta quase acontecendo realmente, e... Sei lá... Eu to muito feliz. Então abri um sorriso involuntário no rosto.
- Tudo e contigo?
- Tudo, então, fala. – disse.
- Bem, é o seguinte, você faz parte dessa coisa que o quer nos contar? – Fui direto ao assunto.
- Ah, claro. – ele disse, simplesmente.
- E...
- , se marcamos uma data, quer dizer que é algo meio sério, não queremos contar por telefone e ontem à noite, bem, não queríamos estragar o encontro.
- É ruim? – senti um aperto no peito. O que será que era?
- Bom, é. Mas nada que afete nossa amizade, relaxa. – falou.
- Mas...
- , só relaxa que você vai saber hoje mesmo, ok? – disse permanecendo calmo.
- Tudo bem. – concordei derrotada.
- Ah, o quer falar com você.
- Ok, passa pra ele. Tchau, .
- Tchau, . Te amo.
- Também. – sorri.
- ! – exclamou.
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo ótimo. Menos pela notícia misteriosa de hoje à tarde.
- Ah, aquilo. Não se preocupa, vai passar.
- Passar o quê?
- , da pra ficar calma? Depois você vai saber. Mas, enfim, o que eu queria dizer era que o escreveu uma música pra você. – disse todo feliz.
- Eu sei.
- O quê? O idiota do te contou? – Pude ouvir o dizer um “não acredito que vocês contaram pra ela! Era surpresa!”
- Sim, o me contou.
- O quê? Mas ele prometeu que ia deixar eu te contar!
- Ai, . Qual a diferença? – ri.
- Sei lá, é que eu queria dizer.
- Ok, mas você disse.
- É, ta, não vou te contar o resto então. Por causa do . – ouvi o dizer: Dude, se você contar o resto eu juro que...
- O resto? Que resto?
- Ah, você ainda gosta do ?
- ! Que droga!
Ele somente riu.
- Tchau, vou desligar. – falei meio brava, mas brincando. Ok, na verdade, eu estava brava. Quer dizer, porque todo esse mistério? Eles podiam contar agora mesmo!
- Ta bom, até mais tarde. – falou.
Então desliguei o telefone e elas começaram a me encher de perguntas.
- Não, eu não descobri. – falei simplesmente, me sentando na cadeira.
- Tudo bem, a gente descobre hoje à noite. – disse.
- É, espero mesmo que não seja algo ruim. – falou.
- Gente, ta na hora. Vamos. – disse e todas nos levantamos pra ir à escola.
Durante o primeiro período, não conseguia parar de pensar no que eles queriam nos contar, porque a aula também ajudava, né! Matemática. Ninguém merece isso! Mas nos próximos períodos, que não foram tão chatos assim, tentei me concentrar o máximo nas aulas e me esquecer totalmente dessa reunião. O que não foi fácil, porque quando consegui, finalmente, era hora do almoço, ou seja, ia me encontrar com as garotas, e, com certeza, alguma delas ia mencionar alguma coisa sobre o assunto.
Pegamos nossa comidas e nos sentamos, depois de algum tempo sem nenhum palavra, tinha que dizer:
- Então, eu to muito nervosa com o que o quer nos falar.
pigarreou.
- Que foi?
- Só o ?
- Ai, gente, vocês entenderam. – deu de ombros e nós rimos.
- Bem, eu não faço a mínima ideia do que é. – falei.
- Nem eu, mas sério, não vamos falar nisso, ok? – propôs.
- Ah, a ta com medo de perder o . – implicou.
- Fala a senhorita que puxou esse assunto dizendo que estava nervosa.
- Ei, o sinal tocou, vamos pra aula. – nos alertou.
- Nos encontramos na educação física?
- Claro. – disse.
Aguentei o resto das aulas e depois, no último horário ainda tinha a Educação Física. Ainda bem que era com a , porque eu não queria fazer sozinha. Durante a aula de Biologia, eu e ficamos a aula toda passando bilhetinhos só pra passar o tempo.
Chegamos lá e nosso professor disse que primeiro as gurias jogariam vôlei e depois eles jogariam futebol. Concordamos e fomos ver os times. Fiquei no mesmo de e nós perdemos. Mas tudo bem. Até parece que eu conseguia me concentrar em vôlei sabendo que tem uma coisa pra nos falar hoje à noite.
Eu e fomos nos sentar nas arquibancadas.
- , to nervosa, acho que vou ligar pro . – falei.
- Liga, liga. Assim eu já falo com o .
- Não quer ligar pro você?
- Por quê?
- Por favor! Quer dizer, ele é seu namorado. Você pode ligar pra ele a hora que você quiser.
- Você também. – disse.
- Por favor. – pedi.
- Ta, mas eu vou pedir pra você falar com o .
- Não, não pede. Espera, deixa ele pedir. – falei.
- E se ele não estiver com o ?
- Daí eu falo com ele hoje à noite. Agora liga!
concordou e ligou pro . Depois de falarem escondidos, porque na escola é proibido, por uns dez minutos, disse que ia passar pro e que era pra passar pra mim.
- Oi, . – falei sorrindo.
- Oi, ! Tudo bem?
- Uhum e contigo?
- Tudo. – falou. – Escuta, desculpa ter te mandado aquela mensagem sem nenhuma explicação ontem à noite. É que eu tinha mesmo que falar com vocês e quando eu tava aí eu esqueci, juro, não foi por mal.
Ah, que lindo.
- Tudo bem, . Não se preocupa.
- Olha, não fica curiosa, ta? É importante, mas não é nada demais se formos analisar bem.
- Ok, mas você não pode me contar agora? – Tentei uma última vez.
- É que queríamos dizer todos juntos, já que envolve todos nós. E, realmente, seria melhor pessoalmente.
- Ta legal, a gente se vê, então. – falei.
- Ok, até mais. – ele disse e eu desliguei.
Poxa, nem um “te amo”, que nem o diz! Que droga. Custa falar?
- O que ele disse? – perguntou curiosa.
- Er... Na verdade, nada. Ele não vai nos contar antes. Mas ele pediu pra não ficarmos curiosas, que é importante, mas nada demais, assim.
- Ah, isso me deixa MAIS nervosa! – exclamou. – Agora deixa eu guardar meu celular.
- Ok. – entreguei-a.
Depois que acabou a aula, fomos trabalhar. Estávamos cada vez mais perto de comprar o carro. Uhul!
Quando chegamos a casa novamente, nos arrumamos e fomos pro escritório. Tivemos que pegar o táxi até lá, porque era bem longe e já estava escuro, mas tudo bem.
Chegamos ao prédio, onde ficava o escritório do produtor deles, e estava quase todo vazio. Entramos e perguntamos à recepcionista qual era a sala, e ela disse que era no último andar, número 804. Então entramos no elevador e fomos à procura deles. Chegamos lá e fomos correndo até a janela ver a vista. Era lindo. Víamos uma boa parte de Londres de lá, incluindo o London Eye.
- Vamos, gente, vocês não estavam curiosas? – nos chamou a atenção e nos lembramos do motivo pra estarmos aqui. Saímos correndo até a porta.
- Oi, lindas! – atendeu e beijou , e depois abraçou todas nós.
- E aí. – exclamou e nos abraçou.
- Então, vamos logo com isso, que eu to louco pra contar e me livrar disso! – exclamou abraçando rapidamente todas nós. Depois se aproximou de mim e me abraçou forte por trás.
- Oi, . – ele disse no meu ouvido.
Olhei-o sorrindo.
– Oi.
Então ele me soltou e se sentou ao lado dos outros.
- Bem. – disse. – A notícia é a seguinte: Nós vamos ter que sair em turnê mais cedo do que esperávamos.
O quê?! Não, não, não! Agora que conseguíramos finalmente um tempo com eles, esses produtores idiotas disseram isso?! Por quê? Estávamos em Novembro, à recém! Ok, no final de Novembro. No dia 28 de novembro, pra ser mais exata, eles não podiam nos deixar! Eu pensei que eles iam ficar um bom tempo por aqui...
Nenhuma de nós disse nada, a única que se mexeu foi , e foi só pra deitar a cabeça no ombro de .
- Ei, vai ficar tudo bem. Olhem, só vamos ter que passar Dezembro fora. A turnê é só na Europa. – disse abraçando de lado.
- É, mas... – ia dizer, mas parece que desistiu no meio da frase.
- Por favor, não fiquem assim. – disse passando a mão no cabelo de .
- Tudo bem, a gente entende. – falei.
- Ei, , você quer dar uma volta? – perguntou se levantando.
Não falei nada, só me levantei e o segui pra fora da sala.
- A gente se vê lá embaixo às 22:00, pode ser?
- Tudo bem. – as garotas me responderam.
Descemos o elevador em silêncio e quando chegamos a recepção, segurou minha mão e me levou até um jardim que tinha ali perto, dentro do prédio.
Sentamos no banco e eu deitei a cabeça em seu ombro, então ele me abraçou de lado e beijou minha testa.
- .
- Que foi?
- Ta tudo bem, não é?
- Claro. – olhei-o e sorri.
- Olha... A gente pediu pra não ir, só que você sabe que depois que a gente assina um contrato, ficamos meio sem escolha.
- Eu entendo, . Não se preocupa.
Ficamos em silêncio por bastante tempo, só conseguia pensar em coisas ruins, quer dizer, e se eles saíssem em turnê e voltassem com uma namorada nova? Porque, fala sério, não sei o que eles estão fazendo conosco! Nem somos famosas. Estava com medo de perder eles. Não só o , mas também os outros! E se o se ligasse que existe melhores amigas bem melhores do que eu? E famosas! Ok, eu sou uma ótima melhor amiga, mas nunca se sabe realmente. Ah. O que vamos fazer? Quer dizer, no nosso trato com nossos pais, teríamos que passar as férias de verão com eles lá, porque aqui era inverno e tal... Eles até tinham reservado quartos em um resort pra nós! Quer dizer, que quando eles finalmente chegassem, estaríamos lá. E não aqui! Óbvio que é o fim! Droga! Bem, pelo menos conhecemos eles!
- , sabe, amanhã é nosso penúltimo dia aqui, bem, na verdade, se formos contar com o dia que vamos ter que arrumar tudo pra sair, que é o dia 30, não temos dois dias, e sim um. Você... Quer sair comigo amanhã? – Ele me pegou de surpresa.
- Claro. – Sorri. Ok, agora sim fiquei feliz. Fiquei feliz, tipo, do nada. me convidara pra sair! Com ELE! Ah!
- Bem, só tem um detalhe.
Meu coração parou.
– Fala. – tentei permanecer calma.
- Vamos ter que passar o dia inteiro juntos. – falou sorrindo.
- Bom, mas eu tenho aula e depois trabalho. – falei.
- É... Bem, você não pode faltar à aula?
- A aula, talvez, mas o trabalho eu tenho que ir. Eu não quero, mas não posso faltar, sabe, é importante.
- Tudo bem, amanhã eu passo na tua casa às cinco da manhã, ok? E não toma café da manhã.
- Por quê?
- Surpresa. – sorrimos.
- Ok. – concordei. – Mas porque a cinco da manhã?! E se eu não me acordar?
- Relaxa, se eu chegar lá e você não estiver em pé, eu te acordo. – piscou.
- Ta, . Às cinco da manhã a gente se vê. – rimos.
- Isso aí. – ele disse.
- , vamos! – chegou pra estragar tudo.
- OK, to indo. – me abaixei e dei um beijo na bochecha dele, que sorriu e disse um ‘até amanhã’.
Saí do jardim, deixando pra trás. Encontrei , , , , e ali me esperando.
- Bom, a gente não vai mais se ver, . – foi se aproximando de mim. – Porque amanhã, segundo ao “você é toda dele”. – rimos. – Então, a gente se vê. Não sei quando, as garotas me falaram da viagem de vocês, acho que não vamos poder ir visitar vocês lá, quer dizer, depois vamos ter muitas coisas pra resolver por aqui. Mas a gente se vê em fevereiro, com certeza. – então ele me abraçou forte.
- , você tá me esmagando! – falei.
- Eu sei, é que eu te amo. – falou e eu deu um beijo na bochecha dele.
- Eu também. Vou sentir saudades. – falei, então ele me soltou.
Fui me despedir do .
- Tchau, . Vou sentir saudades, sabia? Muito mesmo. – então me abraçou forte também.
- Eu também vou, . A gente se fala. Não se esqueça de mim, ta? E me liguem durante a turnê.
- Com certeza. Eu te amo.
- Também te amo, . – o abracei mais forte ainda.
Então soltei e me tirou do chão.
Gritei.
- !
- Desculpa. – disse ele me colocando de volta no chão e me abraçando mais forte que o e o juntos, se isso é possível. – Vou sentir saudades da minha melhor amiga.
- Eu também. – quando dei por mim, já estava chorando. Quer dizer, eu aguentei muito tempo, agora tinha que desabafar. – Não se esquece de mim, tá?
- Nunca, e , me liga, ok? Eu também vou te ligar, mas é que o troço é bem ocupado durante as turnês e talvez eu não tenha muito tempo pra ligar, mas com certeza, se você me ligar eu vou atender.
- Ok, eu ligo. – sorri e continuei abraçando ele.
- Eu te amo, linda. – me deu um beijo na bochecha e me soltou.
- Eu também te amo. – falei e limpei uma lágrima que caiu. , e estavam chorando todas.
- Vocês não vão se despedir do ? – perguntei.
- Já fomos, enquanto você os abraçava aqui. – riu. – Ele disse que está esperando vocês lá. – disse pros garotos.
Eles assentiram.
- Então, até mais. – falaram.
- Tchau. – dissemos e saímos.
Entramos no táxi, as quatro em silêncio.
- Vocês nem se despediram direito dos namorados de vocês! – falei.
- Você nem imagina. É que você tava meio ocupada com o , sabe... – disse.
- Afinal, ele te beijou ou não? – foi direto ao assunto.
- Não. – falei.
- Bem, mas amanhã vocês vão passar o dia inteiro juntos, não é? – perguntou.
- Vamos, e vocês?
- Eu vou passar com o , e com o , e com o . – disse.
- Bom, o vai passar lá em casa às cinco da manhã se vocês não se importam. – Falei.
- O quê?! Às cinco da manhã?! – exclamou.
- Ele disse que é surpresa. – dei de ombros.
- Nós sabemos. – disse.
- Sabem? Sabem o quê? – perguntei.
- A surpresa. – riu.
- Mas a gente não vai dizer. – disse.
- Idiotas! Fui eu que falei pra você que o gostava de você! – falei.
- Eu sei, mas se eu disser vai estragar tudo! – falou.
- OK, vou acreditar em vocês. – disse.
Chegamos em casa e fomos colocar nossos pijamas. Mas antes de eu me deitar, recebi uma ligação.
- Oi, ! – falei. – Já com saudades? – ri.
- Claro! – disse. – Só liguei pra você ver como eu me lembro da minha melhor amiga, e olha, eu vou ficar furioso se você esquecer de mim e não me ligar.
Ri.
– Eu já disse que vou, .
- Ok, ah, o e o também querem que você ligue pra eles.
- Diz que eu vou.
- Beleza!
- , agora vou dormir, porque teu amigo vem aqui às cinco da manhã.
- Eu sei, pra surpresa.
- Dá pra parar de me deixar curiosa?
- Não. Você vai gostar. Até algum dia, . Te amo.
- Também te amo. Até.
Desliguei o telefone com um sorriso no rosto.
Então chegou no quarto.
- Que sorriso é esse? – perguntou.
- Sei lá, parece que as coisas estão começando a melhorar. – falei.
- Bom, acho que vão ficar melhores ainda. – piscou o olho.
- Odeio surpresas. – Falei. – mas só até chegar a hora de eu descobri-las.
- Eu sei, é um saco essa curiosidade, mas pensa bem, amanhã você já vai descobrir.
- É. – sorri.
- Ah, e .
- O quê?
- Não acorda no horário, não põe o despertador, deixa o vir te acordar.
Ri.
- Tudo bem. – falei.
- Bom, e não se preocupa comigo, eu abro a porta pra ele e vou pro quarto da e da .
- Ok, . Boa noite.
- Boa noite. – dormi, pois mal podia esperar por amanhã, porque a sensação que eu tinha era que tudo iria só melhorar.

Capítulo 18.

’s POV

Pulei da cama às quatro da manhã super ansioso por saber que ia passar todo dia com a . Vesti-me e peguei o carro e dirigi até a casa dela. Quando cheguei lá, liguei pra , havíamos combinado que eu ligaria pra ela e ela abriria a porta, pra eu poder acordar a .
- Oi, . – resmungou com a cara amassada.
- Oi, . – cumprimentei-a e entrei.
- A ta dormindo, eu sei que você chegou antes só pra acordar ela.
- Talvez. – pisquei.
- Sobe lá, eu vou pro quarto da e da .
Assenti e subi as escadas logo atrás dela. Abri a porta do quarto super em silêncio, pra não acordar a . Ela estava dormindo virada de barriga pra baixo e coberta até o ombro. Cara, ela estava linda dormindo. Sacudi a cabeça. Sentei-me ao lado dela na cama e fiquei olhando-a.
Então, coloquei meu corpo em cima do dela e coloquei seus cabelos pro lado. Beijei seu pescoço por alguns segundos e nada dela acordar, depois fui beijando seu pescoço até chegar à ponta de sua orelha. Então sussurrei:
- Acorda, princesa.
Ela gemeu e se virou de lado, mas nada de acordar.
- , é o , acorda! – falei fazendo carinho em seu rosto, então beijei sua bochecha.
- ? – ela sussurrou sem abrir os olhos.
- Eu. – passei o nariz pelo seu.
Então ela foi abrindo os olhos aos poucos e depois os esfregou.
- , você quer sair de cima? – perguntou calma, então percebi que estava sentado em cima dela.
- Ops. Foi mal. – sorri e saí de cima dela.
- Vou ali ao banheiro, já volto. – falou e pegou uma roupa de dentro do armário e foi se trocar.

Fim do POV

Ah, que lindo, ele veio me acordar! Quer dizer, eu já sabia que ele viria, mas foi melhor ainda do que eu imaginara. Mas, sério, porque ele não me beija logo?! Isso está me irritando já! Lavei o rosto e escovei os dentes, depois me vesti e saí do banheiro.
Fui pegar minha bolsa e ele ficou me acompanhando com o olhar.
- Que foi?
- Nada, é só... Você tá linda. – Sorriu.
- Obrigada. – Sorri. – Você também tá ótimo.
Então ele pegou minha mão e saímos da casa em silêncio, antes que eu acordasse as garotas. De novo. Sentei no banco da frente de seu conversível e ele foi dirigindo.
- . – perguntei depois de um tempo em silêncio. – Onde você está me levando?
- Surpresa. – piscou.
- Ainda? – rimos.
- É. Canta comigo? – perguntou.
- Hã?
- A música, . – ele sorriu, ligou o som e começamos a cantar juntos. Mesmo eu o conhecendo há meses, eu estava super boba de estar cantando com o ! Quer dizer, além de estar cantando com ele, eu escutava sua voz bem clara, e ao vivo, há centímetros de mim! Só! Fomos cantando várias músicas, inclusive algumas deles, até que chegamos ao nosso destino. Fiquei pasma. Eu havia esquecido completamente de visitar esse lugar desde que chegara aqui! Como? Sempre quis vir aqui! Afinal, era o Palácio da rainha! Mas... O que exatamente estávamos fazendo aqui?! Segurei o pulso de , por impulso, que estava ao lado de seu banco e olhei com um sorriso mega feliz.
- , o que estamos fazendo aqui?
- Bem, ainda é surpresa o que vamos fazer aqui. – ele sorriu.
- Mas...
- , relaxa, tá?
- Ta bom. Só não consigo acreditar! Como vamos conseguir entrar aí? Tem que comprar entradas com certa antecedência, não?
- Bem, sim. Mas isso tudo é problema meu. Você tem que se preocupar em se divertir.
Sorri.
Saímos do carro de mãos dadas e um monte de gente – turistas, que nem eu – ficaram olhando, alguns se flagraram que era , então se aproximaram de nós pra pedir autógrafos, e eu como uma “quase namorada, assim espero” simpática, perguntei se elas não queria que eu tirasse foto dele com elas e tal. Quando entramos no palácio, falou com aquele sotaque inglês sexy:
- Bem-vinda ao Palácio de Buckingham.
Então fomos andando lá por dentro até que chegamos a um jardim reservado. Não jardim grande da entrada, e sim outro que ficava mais pra dentro do palácio. Lá no centro tinha uma mesinha.
- , não acredito que você fez isso. – falei parada admirando aquilo tudo. – Vamos tomar café da manhã aqui?!
- É. – ele sorriu e me puxou mais pra perto dele, quase colando nossas cinturas. – Mas antes eu queria fazer uma outra coisa.
Ah, será que é o eu estou pensando? AH, É SIM!
A sua mão que estava na minha cintura me apertou mais e me puxou contra ele, colando nossos corpos, seu rosto se aproximava cada vez mais do meu, sua respiração batia na minha pele. Então ele fechou os olhos e eu também. Parece mentira, mas eu estava prestes a beijar ! Nem parece que ano passado eu estava lá, na praia com minhas amigas comentando como seria conhecer ele e tal. E agora eu ia beijar ele! Ai. Meu. Deus. Então, interrompendo meus pensamentos, ele colou sua boca na minha. Sua outra mão estava na lateral do meu rosto e eu segurava firme em seu pescoço e minha outra mão estava entre seus cabelos, aquele que eu sempre quis tocar. Aos poucos ele ia aprofundando mais o beijo e me apertando mais contra ele, eu puxava um pouco seus cabelos. Quando menos percebi sua língua já estava dentro da minha boca. Cara, isso era muito perfeito! Fui descendo a mão que estava em seu pescoço até seu peito. Então ele foi parando de me beijar e começando a me dar vários selinhos.
- Senhores, gostariam do cardápio? – o garçom chegou do nada estragando tudo! Ah, que raiva desse homem!
- Er... Sim, senhor. Muito obrigado. – disse meio sem graça e depois voltou o olhar pra mim e começamos a rir. Acho que era porque estávamos felizes, ou porque o jeito do garçom era meio engraçado também.
- Vem, vamos sentar. – falei, o puxando pela mão.
- Aqui está o cardápio, senhor e senhorita .
- Obrigada. – falei.
Tomamos café da manhã e em seguida demos um passeio pelos maravilhosos jardins do castelo.
- , nós vamos a pé? – Perguntei odiando a ideia, já que o jardim era enorme, e eu não queria caminhar muito.
- Bem, a minha ideia era outra, mas se você quiser ir a pé... – ele disse.
- Qual a sua ideia? – perguntei.
- Bicicleta. – ele disse.
- Aqui?
- Sim, tem pra alugar, ou você pensa que os turistas visitam isso aqui tudo a pé?
- Uau. Sério? Que demais! – falei.
Pegamos a bicicleta e eu subi na bagageira e segurei na cintura de , enquanto ele dirigia. Fomos andando de bicicleta por todo o jardim, até que cansou de pedalar e deixamos a bicicleta de volta no lugar do aluguel e saímos do Palácio de Buckingham.
Entramos no carro dele, e eu não podia estar vivendo meu dia mais perfeito. E eram, à recém 10:00 da manhã!
- Aonde vamos agora? – perguntei me encostando ao banco do carro.
- , sabia que você pergunta demais? – ele riu.
- Desculpa. - falei.
- Não é pra se desculpar. – Ele sorriu e aumentou o som. – Agora vem que vamos a outro lugar.
Então ele colocou os óculos escuros pra dirigir e eu fiquei olhando pra ele discretamente. Cara, como ele podia ser tão lindo de todos os jeitos possíveis?
Depois de alguns minutos chegamos a Harrods.
- , o que estamos fazendo aqui? – perguntei a ele enquanto estávamos entrando na loja.
- Queria comprar um presente pra você, mas tava com medo que você não gostasse, então, aqui estamos! – ele disse enquanto eu admirava a loja.
- , nem é meu aniversário! – falei, o olhando.
- Eu sei, mas queria que você tivesse alguma coisa que eu te dei pra você se lembrar de mim quando eu estiver na turnê. – falou.
- Nossa, . Que amor! – falei corando.
- Vou sentir sua falta lá. – ele disse.
- É, eu também. – falei e então ele se aproximou e me deu um selinho. Mas quando ele ia se afastar colocou a mão na minha cintura me puxando pra mais perto dele e me beijando. O afastei delicadamente.
- Estamos no meio de uma loja. – Falei.
- É, tinha esquecido disso por um segundo. – ele falou coçando a nuca e eu ri. – Agora vem, vamos no andar das roupas.
- Ta. – concordei e segurei sua mão. Algumas pessoas ficavam nos encarando de vez enquando, acho que era porque sabiam quem era o e se perguntavam o que ele estava fazendo comigo... Bem, até eu me perguntava isso. Subimos e quando chegamos lá, pediu pra eu dar uma olhada nas roupas.
- Nem pensar. Você que vai me dar, quero que você escolha. – Falei.
- Ok, então, senta ali que já vou te levar algo. – ele disse e eu fui me sentar.
Sentei-me em um sofazinho, mas não tive que esperar muito, pois logo ele chegou com um vestido de festa.
- Quero que você use hoje à noite, ok? – ele pediu.
- Uau. Aonde vamos?
- , você tem que perguntar, não é? – rimos.
- Vou lá me trocar. – falei e fui em direção ao provador.
O vestido era tomara que caia e um palmo acima do joelho. Também era preto e absolutamente lindo. E era da... Não, não pode ser! Ele não vai fazer isso. É da Prada! Será que ele está bem? Não pode ser! Nossa, eu ia ficar feliz até com uma flor, não precisava ser um vestido de marca! Podia até ser uma camiseta usada dele. Bem, isso ia ser até melhor. Porque ia cheirar que nem ele. Coloquei o vestido e saí do provador.
- Uau... – ele disse me olhando de cima a baixo, e eu corei. – Você tá linda. – Ele disse se levantando e se aproximando de mim. Sério, eu devia estar parecendo um tomate de tão vermelha que devia estar. Afinal, não é sempre que o cara mais perfeito desse mundo te diz que você está linda. – Aliás, você é linda. – então me deu um selinho.
Mas quando eu pensei que ele ia me soltar, ele me puxou pra mais perto e me beijou ali mesmo no meio da loja. Por um segundo, esqueci que estávamos mesmo ali e tudo que importava é que eu estava beijando ! Passei a mão por trás de seu pescoço pra juntá-lo mais a mim. Então ele parou de beijar minha boca e começou a beijar meu pescoço, enquanto meus dedos estavam entrelaçados em seu cabelo. Aquele cabelo que eu sempre quis tocar!
Então percebi que tinha gente olhando e corei.
- . – Voltei a mim por um momento, mesmo com dificuldade. – Estamos no meio da loja!
- Isso não é problema. – Ele falou e me empurrou pra dentro do provador e trocou a plaquinha que dizia “livre” pra “ocupado”, então eu ri, acho que mais de felicidade mesmo, mas logo minha boca estava ocupada fazendo uma coisa bem melhor.
me virou contra a parede e diminuiu a distância entre nossos corpos, colocando a mão na minha cintura e me puxando pra mais perto. De repente, sua mão estava na minha coxa, levantando um pouco meu vestido. Então aproveitei e coloquei a mão em sua barriga, por baixo de sua blusa. Estávamos quase sem ar já, mas nenhum fazia menção de parar. Estava me sentindo a pessoa mais sortuda do mundo inteiro! Mas esse sentimento não durou muito, pois logo o telefone de começou a tocar.
- Droga. – ele murmurou, então atendeu a ligação. – Era o , queria saber se a gente não queria se juntar a eles pra almoçar.
- E a gente vai? – perguntei rezando por um não. Por favor, não, por favor, não... Não que eu não amasse o , é que esse era pra ser meu dia com o . Sozinhos.
Balançou a cabeça negativamente.
– Pena que já tenho outros planos. – E piscou o olho.
Sorri e saímos do provador. Sério, que vergonha, dava pra ver que tinha gente olhando, mesmo disfarçadamente. Acho que eu estava super vermelha. Mas logo foi pagar o vestido e me entregou-o. Agradeci e entramos no carro.
- Vamos almoçar? – perguntou ligando o carro.
- Uhum. – sorri e ele arrancou.

Chegamos a um restaurante lindo e enorme, então o garçom nos guiou até uma mesinha que ficava na sacada, no segundo andar. Afinal, lá tinha uma vista maravilhosa do Big Ben.
Ficamos conversando e logo me disse que iam gravar outro álbum. Senti-me super especial, afinal, só eles e eu sabíamos pelo que me dissera. Ah, eu era a primeira a saber de um novo álbum! Que demais!
- , vocês vão passar as férias aqui em Londres? Vão pra Brighton? – Ele perguntou.
- Bem, na verdade, nenhum dos dois. – Falei. – Parte do trato de morar aqui, seria que teríamos que passar as férias no Brasil.
- Ah. – Ele falou. – Então só vamos nos ver em fevereiro.
- Pois é. – falei.
- Vocês vão pro Rio de Janeiro? – Ele disse e eu ri. – Que foi?
- É engraçado como você diz Rio de Janeiro. – Falei e ele riu. – Mas não. Vamos pra um resort, o Grand Palladium, na Bahia. Minha mãe queria reunir a família e tal, e as garotas não sei pra onde vão.
- Então vocês não vão se ver nas férias?
- É, infelizmente não. – falei.
- Sério, to torcendo que chegue fevereiro logo, vai ser muito ruim fazer essa turnê sem vocês. – ele sorriu e eu também, então a comida chegou.

- , vamos dar uma volta por aqui? – ele perguntou depois que saímos do restaurante.
- Claro. – Concordei e segurei sua mão.
Ficamos andando na rua sem falarmos nada, então encontramos umas fãs de .
- , você pode tirar uma foto comigo? – perguntou a garota.
- , você tira. – me entregou a máquina e eu bati.
- Muito obrigada. – Agradeceu. – Vocês estão juntos?
- Estamos. – disse e eu só sorri. Fiquei imaginando se eu fosse aquela garota, provavelmente me daria um soco. Mas ela pareceu não se importa tanto. Deveria preferir outro ou algo assim.
- Vocês ficam lindos juntos! – sorriu. É, com certeza preferia outro.
- Obrigada. – agradecemos.
- Bom, tenho que ir. Obrigada de novo. Tchau. – disse ela e sumiu na rua.
Nenhum de nós disse uma palavra, só continuamos andando e sorrindo, não sei o que faríamos mais tarde, mas acho melhor eu não perguntar. Só queria saber aonde vamos à noite...



Capítulo 19.

Quando saímos do carro de , vi o London Eye bem a minha frente. Entramos no nosso bonde, e eu peguei minha câmera, que estava na minha bolsa, pronta pra ser usada. Fomos subindo e tiramos muitas fotos nossas com Londres atrás, em algumas precisávamos pedir pra outras pessoas que estavam junto tirar. Depois que acabou a “sessão de fotos”, ficamos apenas admirando a vista. me abraçava de lado e eu olhava Londres abobada. Sério, aquela cidade era linda! Quando saímos do London Eye, disse que ia me levar em outro local, e pra variar, era surpresa.
- Ta bom, Sr. Misterioso. Não vou perguntar mais nada. – Falei ao me sentar no banco do seu carro.
- É assim que eu gosto, vamos. – Ele me deu um selinho e arrancou o carro.
Fomos andando até pararmos em uma estação de trem. Fiquei me perguntando o que fazíamos em uma estação de trem! Mas decidi não perguntar a ele, havia prometido ficar quieta. O que é meio difícil, se estivermos falando de mim...
- Nossa, não vai nem perguntar. – Ele disse quando estávamos sentados em nossos bancos dentro do trem. Eu estava na janela e ele no corredor.
- Sabia que você ia sentir falta das minhas perguntas. – Falei e ele riu.
- É, você tem razão. Acho que você perguntou tanto que até me acostumei. – Ele deu de ombros.
- Então, aonde vamos? – Aproveitei a chance.
- Surpresa. – Ele disse no meu ouvido.
- ! – Dei um tapa nele. – Você...
- Disse que sentia falta de suas perguntas, mas não que ia responder. – Ele se defendeu.
- Idiota. – Falei revirando os olhos, então ele me beijou.
- Você ainda acha isso?
- Uhum. – Assenti e ele riu.
- Vem cá. – Então colocou a mão na parede do trem e me encurralou ali no cantinho, colocou a mão na minha cintura e me puxou pra mais perto dele.
- , estamos em um lugar público! – Falei e ele me beijou de novo.
- Não me importo. – Ele disse.
- Pois devia. – Insisti, mesmo querendo beijá-lo. – Depois vai sair em todas as revistas! O que as pessoas vão pensar?
- Er... Que eu to agarrando minha namorada dentro de um trem? – Ele sorriu.
Namorada? Será que eu ouvi direito? Não, simplesmente não pode ser. Tipo, é sorte demais! Bom, eu também pensei que conhecê-lo era sorte demais, e olha o que aconteceu. Mas será mesmo? Tipo, namorada dele? Eu? Fiquei sorrindo olhando-o, e logo percebi que ele me olhava com uma cara de interrogação.
- Namorada? – Não pude deixar de perguntar.
- Se você quiser. – Ele me beijou de novo, então foi intensificando o beijo, e eu fiquei quase em seu colo. Coloquei a mão em seu pescoço o puxando pra mais perto de mim. Mas tive que parar de beijá-lo pra certificar que era oficial.
- Claro que quero. – Sorri e então voltamos a nos beijar ali. Ainda bem que o trem estava quase vazio, não tinha ninguém ali atrás. E nem ninguém lá na frente. E que na verdade, o trem tinha três vagões, e nos sentamos no último. O primeiro estava cheio, o segundo tinha metade dos assentos ocupados, e o terceiro, bem... eu e o , e talvez mais umas dez pessoas.
Mas quer saber, enquanto eu o beijava esqueci totalmente que outra pessoa poderia existir nesse mundo perfeito e maravilhoso. colocou a mão na minha bunda me puxando pra mais perto dele, e eu deixei, já que ele era meu namorado.
Nem notamos a viagem passar, acho que estávamos muito ocupados. Mas logo ouvimos uma voz masculina dizer:
- Chegamos ao Leeds Castle, por favor, todos que queiram descer, se apressem.
Então eu saí de cima de , pra minha infelicidade, e saímos do trem.
- Leeds Castle? – Perguntei a .
- É, em minha opinião, o mais bonito da Inglaterra, e o melhor pra se fazer um piquenique também. – ele piscou.
- , nem trouxemos comida. – Falei.
- Você que pensa.
Quando saímos do trem, foi pegar uma cesta com o cara que dirigia, então olhei-o pasma.
- Como?
- Quando pedi pra você ir entrando, foi por isso. – Ele me explicou. – Queria deixar a cesta com ele.
- Ah. Você ta com essa cesta no porta-malas o dia inteiro? – perguntei.
- Claro. – Ele sorriu e pegou minha mão. – Vem, vamos achar um lugar legal.
Saímos andando pelos jardins do castelo. Parecia um castelo de Contos de Fadas. Era extremamente lindo! Havia um lago que parecia ser um espelho, de tão limpo. Os tijolos do castelo eram claros, e as torres eram lindas. Havia um campo enorme atrás do castelo, e foi aí que nos sentamos, um pouco afastados do castelo, claro, pra fazer um piquenique. As árvores eram distantes e lindas. Aquilo era lindo. Confesso que enquanto retirava as coisas da cesta e eu analisava os fatos, dava vontade de chorar.
Afinal, eu estava com o cara que eu mais amo no mundo, no lugar mais lindo do mundo. Ok, talvez não o mais lindo, mas parecia que eu estava em um conto de fadas e logo ia acordar. Me belisquei pra ter certeza que eu estava mesmo fazendo um piquenique com no Leeds Castle, um lugar que até agora nem conhecia, mas que assim que o vi pela janela me surpreendi.
- ? – me chamou.
- O que foi? – Perguntei e me deitei, ficando com metade do corpo na toalha que ele trouxera e a outra metade na grama limpa, e bem cortada.
- Ta com fome? – Perguntou ao se deitar do meu lado.
Balancei a cabeça. – Podemos comer depois?
- Claro. – Ele disse e me beijou, aproximando nossos corpos mais. Virei meu corpo de lado e fiquei de frente pra ele, que logo estava com uma perna de cada lado de meu corpo, se apoiando em seu cotovelo direito, e sua outra mão estava em minha cintura. foi aprofundando o beijo, eu cada vez o puxava pra mais perto de mim, até que nossos corpos já estavam grudados e eu sentia o calor de seu corpo em cima do meu. Então ele tirou a camisa e eu sorri. Ele mordeu meu lábio inferior e eu gemi baixinho.
- Ainda bem que aqui não tem ninguém pra nos incomodar. – Ele disse ofegante e voltou a me beijar em seguida.
Depois de uns minutos, empurrei seu peito de leve e falei:
- Vem, vamos comer um pouco. – Então no sentamos, tentando retomar o ar.
esticou a mão pra pegar sua camisa, mas eu fui mais rápida.
- Pra quê? Depois você vai tirar de novo. – Ele riu.
- Engraçadinha. – Ele disse. – Tira você também, então.
- Isso a gente vê depois. – Falei e coloquei a camisa dele do meu lado onde ele não alcançava e ele riu.
Enquanto estávamos comendo, meu telefone tocou. Cara, nem aqui conseguíamos que nosso telefone parasse de encher o saco.
- Alô? – Perguntei sem nem olhar o visor.
- ! – exclamou do outro lado. – Como está aí?
- Perfeito. – Respondi em português.
- Hum... Não interrompi nada, não é?
- Desta vez não. Geralmente quem interrompe é o . – Ela riu.
- Eu disse pra ele não ligar àquela hora, mas ele insistiu.
- Tudo bem, né. – Dei de ombros. – E como tá aí com o ?
- Ele ta no banheiro. – Ela fez voz de tédio e eu ri.
- Ei! Só porque seu namorado tá no banheiro, não tem que interromper meu encontro com o meu. – Falei pra ver se ela percebia.
- Namorado? – Ela se ligou.
- Sim! – Meio que gritei e me deitei de novo.
- Ok, não vou interromper então. Boa sorte aí. Até mais, depois me conta tudo!
- Tá bom, . Até. – Falei e desliguei o telefone.
Coloquei o telefone no bolso de novo.
- Por que vocês ainda insistem em falar em português? – Perguntou se colocando em cima de mim de novo. Acho que ele não ia se deitar na grama sem camisa.
- Por que você não aprende a minha língua pra descobrir?
- Quem sabe um dia eu aprenda mesmo. – Ele disse passando o nariz pelo meu.
- Não! Daí vamos ter que aprender outra língua pra poder conversar sem vocês entenderem! – Reclamei e ele riu.
- Por que não podemos ouvir?
- Porque são coisas que garotas. – Falei.
- Ah é? Por acaso você diz pra elas: ah, meninas, eu to tão feliz de namorar o , ele é tão gostoso. – Ri.
- Não, , eu não digo isso! – Falei. – você é muito curioso, sabia?
- Ah, deve ser! Nem sou eu que fico perguntando coisas a cada segundo. – Ele me acusou. – ainda mais, eu não tenho medo de admitir pra minha namorada que eu digo pros meus amigos que ela é gostosa. – Ele disse e me beijou então sorri enquanto ele me beijava. colocou a mão dentro de minha blusa, a levantando um pouco, deixando-a um pouco acima da barriga. Arranhei suas costas, então ele gemeu baixo. parou de me beijar e ficou me olhando por um segundo.
- O que foi? – Perguntei.
- Eu tenho muita sorte de ter entrado na Starbucks aquele dia e ter conhecido você. Acho que aqueles caras correndo atrás de mim, tentando me matar foi a melhor coisa que me aconteceu. – Ele falou e eu ri.
- Eu que sou sortuda de ter conseguido te conhecer. Nem acredito que você escolheu me namorar com tantas garotas nesse mundo. – Falei enquanto ele beijava meu pescoço e eu segurava firme em sua nuca.
- Eu já falei. – Ele disse voltando a me olhar nos olhos, fazendo-me sorrir abobadamente. – Eu prefiro você.
Então vou voltou a me beijar com urgência. foi subindo sua mão pelas minhas costas e levantou mais a minha blusa. Desci a mão até a bainha de sua calça e apertei sua bunda. Ok, admito, eu sempre quis fazer isso! Ele parou de me beijar e riu.
- Ué, se você pode, eu também. – Me defendi.
- Mas eu não disse nada. – Ele sorriu e voltou a me beijar.
Rolamos um pouco pro lado e eu fiquei em cima dele, então me sentei em sua cintura e prendi suas mãos na grama e o beijei, mas logo ele me virou com força e estava em cima de mim de novo.
- Eu sou mais forte, não adianta. – Ele disse e voltou a se deitar sobre mim.
- Tá bom, . – Falei.
- . – Ele corrigiu e eu ri, então o beijei novamente.
Meia hora depois, arrumamos tudo dentro da cesta, afinal, já estava escurecendo. O pôr-do-sol estava lindo, viu que eu parei pra olhá-lo e me abraçou de lado.
- É lindo, não é? – Falei.
Estávamos de pé assistindo aquele lindo pôr-do-sol, e eu não podia ser mais feliz naquele momento. Queria pegar o controle e dar “pause”, pra que nunca acabasse.
- Ainda acho você mais interessante. – Ele disse no meu ouvido e eu me arrepiei, então me virei pra ele o beijei. – Sempre que eu elogiar ganho um beijo? – Ele perguntou e eu ri.
- Depende. – Falei e voltei a arrumar as coisas, então ele se agachou e pegou a cesta.
- Vem, vamos lá. – pegou minha mão e fomos andando até o trem novamente. – Ainda tem o Grande Finale.
- Ai, , porque você adora me deixar curiosa, hein? – Perguntei.
- Não sei, mas você fica toda feliz quando descobre, e sorri. Já falei que gosto do seu sorriso? – Ele perguntou e eu corei. Será que esse dia pode ser mais perfeito.
- Já falei que eu gosto do seu? – Perguntei e paramos no meio do campo e ele me beijou, passei a mão por trás de seu pescoço e ele segurou firme minha cintura.
Achei justo elogiá-lo, já que ele me elogiara um milhão de vezes hoje.
De volta a Londres, saímos do trem e fomos direto pro carro de . Enquanto andávamos de carro pela cidade nem podia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Eu, que há alguns dias nem o conhecia. Ok, há alguns meses. E eu, que sempre amei ele, e por mais que dissessem que eu nunca ia realmente conhecê-lo, eu acreditava, e bem... Aqui estou eu. Lembro quando eu dizia pra : Cala a boca agora, me deixa ouvir meu marido cantar.
Imagina se ele sabe disso, que vergonha.
- Chegamos. – Ele anunciou e quando menos percebi ele já estava do outro lado, abrindo minha porta. Peguei sua mão, e saí do carro, percebendo onde estávamos. Era um prédio bem alto, e lá em cima havia um restaurante. Todo iluminado e lindo. Chegamos lá e sentamos em uma mesa perto da janela. Conversamos bastante durante o jantar, que estava mesmo uma delícia. Depois de pagar a conta, fomos de volta pro seu carro.
Pensei que ele ia me largar em casa, mas quando ele estacionou não estávamos nem perto de onde eu morava. Estávamos no Ritz. Um hotel simplesmente perfeito de Londres. segurou minha mão e entramos.
- , o que estamos fazendo aqui? – Perguntei ao entrarmos no hall.
- Queria tomar banho de piscina com você, então reservei essa. – ele deu de ombros.
- Você reservou a piscina de um hotel? – Perguntei perplexa.
- Claro. – ele sorriu e fomos falar com os recepcionistas, que logo nos deram passagem e subimos pelo elevador, até chegar ao andar da piscina.
- E o biquíni, ? – Perguntei.
- Ah, tinha esquecido. Mas pode entrar de calcinha e sutiã mesmo. – Ele deu de ombros.
- , eu to falando sério.
- Eu também. – Ele sorriu e me beijou. – Não, vou lá pegar um biquíni pra você. – E simplesmente saiu.
Pegar onde? Ah, certo, na loja lá embaixo. Sentei-me na cadeira de praia esperando ele chegar novamente.
- Aqui, tem um banheiro lá dentro se você quiser. – Ele disse me entregando um biquíni preto.
- Ok, eu já volto. – Falei e fui me trocar.
Quando voltei, vi só de cueca parado na beira da água.
- ! – Exclamei. – Pensei que você ia por calção!
Ele riu. – Ah, deixa assim, mesmo.
Revirei os olhos e fui até ele, então ele me puxou e fomos ver a cidade. Chegamos perto da beirada do prédio, que tinha uma parede até minhas costas de vidro, mas conseguia enxergar a cidade, sem ser por trás deste. me abraçou por trás, e eu respirei fundo, curtindo o momento e encostando a cabeça em seu peito.
- ... – Chamei-o. Ia dizer “eu te amo”, porque, quer dizer, não ia ser tão errado já que é verdade. Mas ele mal me conhecia. Achei que isso podia pressioná-lo, então decidi não falar, mas aí era tarde demais.
- Fala. – Ele disse em meu ouvido e depois começou a beijar meu pescoço.
- Er... Obrigada por tudo. – Falei a primeira coisa que me veio a cabeça, pois é meio difícil pensar quando você está grudada em , e ele está beijando seu pescoço.
- Merece. – Ele e me virou pra ele, então ia me encostar na parede de vidro, mas coloquei uma mão firme em seu pescoço e outra em seu peito.
- , não, eu tenho medo. – Falei e fiquei olhando em seus olhos enquanto ele sorria e se aproximava de mim. Então me deu um selinho. Fiquei apenas olhando pra ele, nem podia acreditar que aquele rosto perfeito estava tão perto do meu. Fui descendo minha mão pelo seu peito até que parei e fiquei mexendo no elástico da sua cueca. Então ele mordeu o lábio e me olhou sorrindo malicioso.
- Você quer?
- Ainda não, . – Falei entendendo o que ele queria dizer, e peguei sua mão e o puxei até a piscina. Então ele me soltou e pulou na água, que parecia meio gelada.
- Vem! – Ele exclamou lá de dentro.
- Espera, vou pela escadinha. – Falei.
- Ah, qual é, ! – Ele disse sorrindo. Estava lindo com aquele cabelo molhado e aquele sorriso... Ah.
Coloquei meu pé na água fria e desci pro segundo degrau.
- Ah, que demora! – exclamou e eu ri.
- Calma, impaciente! – Falei e desci mais um degrau, então ele veio até e colocou as duas mãos, uma atrás de cada coxa.
- Vem, senão vou te puxar. – Ele disse.
- Ta. – Falei e tirei suas mãos de mim, então pulei na água, que estava meio fria, então aproveitei pra me abraçar nele.
- Tá com frio?
- É, ta meio fria a água. – Falei não tirando a cabeça de seu peito.
- E eu sou quente? – Ele perguntou e eu ri.
- Vou nadar pra aquecer. – falei e fui nadar, mas ele segurou meu pé eu afundei. – Ei! – Exclamei ao sentir ele me puxando pra perto dele novamente.
- Não te trouxe aqui pra nadar! – Ele disse com o nariz encostado no meu.
- Você me trouxe aqui pra quê, então? – Perguntei sorrindo e ele se aproximou mais e colou nossos lábios. Coloquei a mão atrás de sua cabeça o pressionando mais contra mim, e ele fez o mesmo, só que colocando a mão na minha cintura. Logo senti sua língua na minha, e continuamos nos beijando por muito tempo. Depois mordi seu lábio inferior, e ele me deu um selinho, então nos afastamos um pouco.
- Eu vou sentir saudade. – Ele falou me abraçando de novo.
- Eu também. – Falei. – Queria que não fosse tanto tempo.
- Pois é. Logo agora que você é toda minha! – Ele sorriu e depois riu maleficamente.
- Ah é? Quem te disse? – Perguntei erguendo apenas uma sobrancelha.
- Se eu disser que também sou todo seu, você diz que é minha? – Ele me beijou.
Então eu murmurei um sim, e continuamos nos beijando ali no meio da piscina.
Depois que saímos da piscina, entrei rapidamente embaixo do chuveiro pra me lavar e depois por a roupa por cima, pra me levar em casa.
Estava aproveitando, ou tentando aproveitar, ao máximo esses últimos minutos com ele. Sentiria saudade. E muita! Os segundos pareciam voar, e logo chegamos à frente da minha casa. Vi que as luzes estavam acesas, ou seja, minhas amigas já haviam chegado. Aquele seria uma longa noite. Saí do carro devagar, e me acompanhou até a porta sem dar nenhuma palavra também.
Chegamos lá e me virei pra ele, e só respirei fundo ao sentir ele me abraçar.
- , vou sentir saudades. – ele disse. – Vê se não se apaixona por outro inglês enquanto eu estiver fora.
Ri. – Até parece. E vê se você não se apaixona por outra garota! O que é bem mais fácil. – Falei.
- Por quê? – Ele perguntou.
- Não ia achar um inglês melhor que você. Agora achar uma garota melhor que eu...
- Pra mim você é a melhor. – Ele falou e me beijou.
Passei as mãos por trás de seu pescoço, sabendo o quanto sentiria falta disso. Ele me puxou pra mais perto e intensificou o beijo. Mas logo o empurrei de leve.
- É melhor eu ir. – Falei. – Quanto mais fico aqui, pior é!
- Até mais. – Ele disse e me deu outro selinho demorado.
- Até. Vê se não se esquece de mim, hein! – Falei e ele riu.
- Nunca. – Então ele virou de costas sorrindo, entrou no carro, e foi embora. E essa foi a última vez que verei em dois meses. Ops, acabei de lembrar: faltei o trabalho hoje. Vai ser um dia complicado amanhã...


Capítulo 20.


- , atende o telefone! – Pedi pra minha amiga me fazer um favor. Estava sentada no sofá vendo TV, realmente, essa não era uma semana boa. Estava com saudade do . Às vezes me perguntou como vivi tanto tempo sem ele? Sério... Como?
- Tá bom. – disse e pegou o telefone. – Alô?... Ah, oi ... Tá legal... Não vou esquecer... Ok... Tchau. – Ela disse ao telefone, e eu praticamente pulei do sofá devido à aceleração das batidas do meu coração quando ela disse “”.
Sim, ele não me ligava há... Bem, desde que ele saíra. Só falei com uma vez, os outros estavam muito ocupados.
- Ele não queria falar comigo? – Perguntei numa voz triste, sentindo um aperto no coração.
- Desculpa. Ele só me mandou avisar a todas que era pra ligar a televisão às nove horas, que ia passar uma coisa especial.
- Uma coisa especial? – perguntei me levantando do sofá.
- Foi só o que ele disse. – deu de ombros e me deixou parada em pé no meio da sala, me perguntando o que era...

’s POV

- Ei, dude. – Chamei . – Vamos logo, o show começa em duas horas e nem chegamos lá ainda.
- Eu sei. Pelo menos o e o foram mais cedo pra checar o som.
- É. – Falei. – Eu... Você acha que eu estou fazendo certo de não ligar pra , por enquanto?
- Você que quis fazer isso, eu acho que não. – Ele deu de ombros.
- Mas é por causa da surpresa. – falou. – Eu quero que ela seja totalmente surpreendida, sabe?
- Não. – riu. – Me explica.
- Tipo, eu quero que ela pense que eu meio que me esqueci dela, ou que estou ocupado demais pra ligar... – Tentei explicá-lo. – Mas... Quando ela vir a surpresa, ela vai saber que eu... – Ok, acho melhor mesmo não dizer o resto pro .
- Você? – Ele sorriu.
- Acho que vamos nos atrasar. Vem. – Pedi e ele – uma vez na sua vida – decidiu ser legal comigo e não me incomodar.
Saímos à procura do estádio, onde iríamos cantar, e em menos de meia hora chegamos lá. e eu descemos do carro e abanamos pra algumas fãs. Quando passei por umas que estavam bem perto de nós, fiz sinal pro dizendo que ele podia ir andando, que eu ia dar uns autógrafos ali. Eu sei, não costumo fazer isso... Mas vendo elas, me lembrei tanto da . E pensei que se fosse ela, eu iria dar um autógrafo, e nossa, todas essas pessoas aqui esperando pra me ver, que nos amam e tudo... Acho que é o mínimo que podemos fazer pra agradecer algumas que já estão na fila há horas.
Depois de dar vários autógrafos, acenei e entrei no estádio, deixando uma multidão pra trás, que daqui a uma hora eu a reencontraria.
- ! – exclamou ao me ver entrar no camarim. – Você demorou!
- Tava dando uns autógrafos. – Falei normalmente e me sentei.
- Sério? – me olhou não acreditando.
- Sério. – Falei e me levantei novamente. – Vou me trocar.
Entrei em uma sala cheia de roupas, e coloquei a minha pro show. Dei uma olhada no espelho, afinal tinha que estar bonito, já que a vai me ver, hoje à noite. Ok, estava tudo certo. Voltei pra onde eles estavam e encontrei-os ensaiando umas músicas.
- Quanto tempo? – Perguntou se referindo ao tempo que tínhamos até começar o show.
- Meia hora. – respondeu olhando pro relógio.
- O que acham de um pouco de vídeo game? – Perguntou se levantando, sabendo que, com certeza, algum de nós ia topar.
Nem precisamos responder, só nos levantamos e fomos pra sala que tinha a TV.
- Dude, se concentra! – disse no meio de uma partida de Mario Kart. Eu estava em décimo segundo. Maravilha. Mas quer saber... Eu não estava nem aí. Estava bem distraído.
- Desculpa. – Falei.
- Você tá bem? – Perguntou .
- É, o de verdade não ia estar pedindo desculpas, e muito menos em décimos segundo lugar. – falou e eu ri.
- Não sei, dude. – Falei. – Acho que vou lá ligar pra . – Então em levantei e quando ia sair eles me chamaram de volta.
- Ah, então é esse o problema? – Perguntou .
- Eu odeio essa gravadora que nos obrigou a sair em turnê. – Falei me jogando no sofá de novo. – To com saudades da minha namorada.
- Awn. – Ele disseram em coro e eu joguei uma almofada na cabeça do .
- Ei, porque eu? – Ele perguntou.
- Não sei, joguei em qualquer um. – Dei de ombros.
- , não liga pra ela ainda. – falou. – Vai estragar a surpresa.
- Mas...
- , você agüentou uma semana, não vai estragar isso na última meia hora!
- É, você tem razão. – Concordei.

Fim do POV

Faltavam vinte minutos pra começar o programa que o queria que a gente visse. Eu estava ali esperando a meia hora. Eu sei que é bobagem. Mas eu não tinha mais nada pra fazer! Simplesmente tudo que eu fazia me lembrava o e eu tinha que parar, porque não posso ficar me lembrando dele, já que aparentemente ele se esqueceu de mim! Não posso ficar triste. Certo? Sim. Vou me concentrar na escola agora. Estava perto das férias, ou seja, provas e mais provas toda a hora. E adivinhem? Eu rodei na prova de química. Por quê? Bem, aparentemente, eu não consigo parar de pensar no ! E isso ta me irritando profundamente!
- Já começou? – abriu a porta de casa perguntando.
- Ainda não. – Falei. – Quinze minutos.
- Desçam, e ! – Ela gritou. – Vai começar em quinze minutos!
- Ok. – elas gritaram e logo ouvi passos descendo as escadas.
Todas estávamos sentadas, então colocamos volume na TV.
- Boa noite! – Disse a apresentadora. – Estamos apresentando hoje, o show da banda McFly, aqui em Berlim.
- Ah, então é isso. – disse. – Eles querem que a gente veja o show deles!
- Uau! – ironizou. – pensei que ia se algo mais legal. Quer dizer, agora que já vimos eles ao vivo, não é mais tão mágico vê-los pela TV.
- Sempre é bom vê-los. – disse e todas rimos.
Que demora pra começar, eu queria ver o !
- , você ta tão calada. – disse.
- Eu sei. – Falei. – Mas o que eu vou dizer?
- Faz tempo que o não liga pra você, não é?
- Bem, sim. – Concordei.
- Relaxa, ele deve ter algum motivo. – Disse tentando me acalmar.
- É, talvez. – Concordei e ouvi meu telefone vibrar no bolso.
Meu coração começou a acelerar de novo. Droga. Não era ele. .
- Oi, . – Atendi demonstrando só um pouco de decepção.
- ! – Ele disse. – Tudo bem?
- Mais ou menos e com você?
- Não. Mas a gente vai levando, né. – Ele riu.
- To com saudades de vocês. – Falei e depois respirei fundo.
- A gente também.
- Acho que o não.
- Pode acreditar. Acho que ele é o que tá pior. – Ele falou.
- Ah, deve ser mesmo. – Ironizei. – Vocês todos já ligaram pras garotas, ele nem me ligou.
- Isso é por causa da surpresa. – Ele falou.
- Surpresa? – Perguntei. – A certo... Aquela.
- Exatamente. Se eu te conheço bem você vai amar. – Ele falou.
- Se for uma ligação do . É vou mesmo.
- É melhor ainda. – Ele disse fazendo suspense.
- Tá, . – Falei. – Porque você ligou?
- O pediu pra eu verificar se você tava assistindo televisão.
- Estou. Mas porque ele mesmo não fez isso?
- Já falei, vai estragar a surpresa. Olha, temos que ir fazer o show. Você me vê na Tv. – Ele riu.
- Tá, até mais. Amo você.
- Também te amo. E não fica triste, ok?
- Ok. Tchau. – Desliguei o telefone e me concentrei na TV.
Depois dos garotos entrarem, eles tocaram três músicas e pararam pra falar alguma coisa.
- Boa noite, Alemanha! – gritou e muitos gritos surgiram da platéia.
- É um prazer estar aqui com vocês, essa noite! – falou.

Então eles voltaram a tocar. Quando mais eu assistia a eles ali mais saudade dava. Não dava mais, ia sair dali. Não quero me chatear mais. Aquela saudade me matava. Levantei-me.
- Onde você vai? – Perguntou .
- Não quero ficar aqui. – Falei.
- Por quê? – desviou a atenção da TV por um segundo.
- Não posso ver ele. – Uma lágrima caiu. Ia falar mais alguma coisa, mas só balancei a cabeça indo em direção ao meu quarto, mas segurou minha mão e me puxou de volta, então caí sentada no sofá. – Ei!
- Escuta! – Ela disse e aumentou o volume, então prestei a atenção.
estava sozinho sentado lá na frente, sentado em um banquinho com o violão e o microfone prontos. , e estavam lá atrás parados. Me perguntei o que eles estavam fazendo, mas logo tive a resposta.
- Boa noite. disse ao microfone e ajeitou o violão no colo. – Eu queria cantar uma música que escrevi há um tempo, hoje. Er... Eu queria dedicar essa música pra minha namorada, a . – Então ele fez uma pequena pausa, e a platéia gritava, e eu, bem, eu chorava. estava cantando uma música pra mim, e dizendo que era pra mim, todos sabiam! E eu era namorada dele. Eu não havia se esquecido de mim! Era essa a surpresa... Nossa, e que surpresa! As lágrimas de felicidade caiam freneticamente nos meus olhos, meu rosto já estava todo molhado. – Ela deve estar assistindo isso agora, bom, pelo menos é o que eu espero. Ela tá em Londres, e eu sinto muita falta dela. E eu... Bem, eu queria que ela soubesse o quanto ela é importante pra mim. Espero que vocês gostem da música, ela se chama “The Way you Make me Feel”.
Então ele começou a tocar. Eu não conseguia parar de chorar, as garotas também estavam emocionadas, ficavam todo tempo dizendo “awn”, e a até chorou. Só quero ver a letra da música.
- I think yesterday. And all the times I spent being lonely. I watched the young be young
While all the singers sung. About the way I felt. The days are here again. When all the lights go down, What do they show me? The rules are all the same. It's just a different game, To tell you how I feel. Although it seems so rare. I was always there
Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh
I can't stop digging the way
Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
. – cantava e eu me emocionava a cada frase, nem acredito que aquela música era pra mim! Então ele deixou a nota soar, pra começar o refrão novamente.
Depois que ele cantou o refrão, a multidão gritou sem parar.
- Muito obrigada. agradeceu e pegou seu violão saindo do final da passarela e voltando pra trás junto aos outros. Então eles saíram do palco pra trocar de roupa, eu acho.
- Depois ele esqueceu de você – me jogou uma almofada e eu sorri abobadamente. - Sorte sua que estou muito emocionada pra jogar de volta. – Falei e me deitei no sofá. – Gente, vocês ouviram a música? Ou eu sonhei?
Elas riram.
– Ouvimos, . – falou, então me celular começou a tocar de novo. Resolvi atender já que os garotos não haviam voltado do palco ainda.
- Alô? – Perguntei sem nem ver quem era antes.
- ! É o . – Ele disse e eu senti uma onde de felicidade percorrer me corpo. Meu coração acelerou de repente.
- Oi, . – Falei com uma voz chorosa, pois as lágrimas insistiam em voltar a cair!
- , tá tudo bem?
- Melhor impossível e com você?
- Só seria melhor se você estivesse aqui. – Ele disse e eu continuei chorando, então não consegui falar mais nada. – Gostou da surpresa, linda?
- ... Eu... – Estava tentando achar uma maneira de descrever meus sentimentos, mas era impossível, então decidi ser sincera. – Não tenho palavras pra descrever o quanto eu amei.
- Que bom. – Ele disse e eu sorri. – Acho que eu já falei tudo que tinha a dizer no palco. Falando nisso, temos que voltar a fazer o show.
Não, por favor. Sério, estava com saudade de ouvir a voz dele. Tá certo que eu podia simplesmente ligar meu Ipod que a ouviria, o problema era que não é a mesma coisa do que se a voz dele estiver falando comigo.
- Tudo bem. – Concordei.
- Posso te ligar amanhã? – Perguntou com uma voz fofa.
- Sempre que você quiser. – Falei.
- Ah, e me desculpa não ter te ligado antes. – Ele falou. – Eu queria que a surpresa fosse, tipo, muito surpreendente. – Ri.
- Pode ter certeza que foi. – Sorri.
- Vou ter que ir. Até mais, . – Ele disse e antes que eu pudesse me despedir ele já havia desligado o telefone, então murmurei baixinho: Até. Eu te amo.
- , ele disse que amava você? – Perguntou .
- Não, eu só falei porque ele já desligou.
- Ei, ele voltaram! – disse apontando pra TV, e entendemos que era pra calarmos a boca, ates que ela nos xingasse.
Durante o resto do show, eles estavam perfeitos como sempre. A gente cada vez ficava com mais saudade deles, é impressionante como eles são lindos! Por que eles tem que ser tão lindos? Ah, espera; agora que eles são nossos, podem ser o quão lindos quiserem!
- Vamos dormir? – Perguntou .
- Ok, vamos. – se levantou.
Claro que elas só estavam indo porque o show havia acabado.
- A gente fica. Vou ajudar a com geografia. – Falei.
- Ok, boa noite. – falou e ela e foram dormir.
- Ai, to nervosa pra prova amanhã. – disse.
- Acho bom você passar, afinal, eu vou te ajudar. Mas pensa assim: se você rodar, não vai mais ter o !
- Ele não vai terminar comigo por ter rodado na prova de geografia.
- Eu sei, mas você vai ter que voltar pro Brasil se rodar de ano. E vai ficar mais difícil de vocês namorarem.
- É, tem razão. – Ela falou abrindo o livro. – Mãos à obra!
- Ok, . – Ri da cara de ela fez enquanto levantava o braço decidida.
- , to com saudades do . – ela disse chorosa e eu ri.
- Eu também. To com saudades de todos eles, mas especialmente do . – Falei e fomos estudar, afinal, essa semana seria cheia de provas, espero que passe rápido.

Capítulo 21.


disse que ia me ligar hoje. Já é quase cinco da tarde e nada. Acho que ele deve estar ocupado. Espero mesmo que ele ligue de noite, então. Preciso ficar um tempo no telefone com ele. Sinto tanto sua falta. Quero ele! Ontem à noite, falei com . Ele ligou pra mim e pra depois que as garotas foram dormir, então ficamos nos falando por bastante tempo. É sempre bom tentar matar a saudade. Quer dizer, é impossível matar a saudade sem eles aqui. Queria que fosse pro Brasil comigo. Ia ser perfeito! Mas não, ele tem que ficar aqui em Londres... Nem sei porque.
- Cheguei! – gritou. Ela sempre fazia isso, e eu sempre levava um susto.
- , você não precisa gritar toda a vez que chega em casa!
- Desculpa. – Ela disse. – Quer ir ao shopping?
- Não sei. – Falei.
- Não sabe? – Ela riu.
- Estou esperando uma ligação! – Disse levantando o celular e a mostrando. Acho que estava com meu celular na mão há umas duas horas.
- Espera a ligação no shopping! – Ela exclamou.
- Tá bom. – Concordei e fui me arrastando até o shopping com ela. Afinal, era domingo, eu tinha que fazer alguma coisa.
Passeamos por todo shopping atrás de uma bolsa pra , mas ela parecia não gostar de nenhuma, e só reclamava.
- , dá pra gostar de uma bolsa logo? – Pedi quando no sentamos no banquinho da loja esperando a moça trazer algumas bolsas que tinham no depósito.
- Eu não vou comprar algo que eu não goste, né! – Ela disse apoiando o rosto na mão.
- Se o me ligar e a gente ainda estiver aqui, você vai ver só! – Falei.
- Relaxa, ele não vai te ligar agora. – ela disse despreocupada.
- Como você sabe? – Perguntei.
- Eu não sei. Eu acho que ele vai querer ficar um tempão com você não telefone, então vai te ligar mais à noite, pra dar tempo de falar mais. – Ela disse e a moça chegou com as estúpidas das bolsas.
- Ah, gostei dessa, o que você acha, ? – apontou pra bolsa.
- Er... É linda, . – Falei distraída.
- Vou querer. – Ela disse se levantando e indo pro caixa junto com a atendente, e eu.
Depois de ela pagar, eu incomodei tanto que voltamos pra casa. Chegamos lá e vimos um bilhete de e dizendo que elas tinham saído pra dar uma volta no bairro, e qualquer coisa era só ligar pro celular da .
Fomos assistir TV e o tempo voou, tanto que me esqueci da ligação de .
Quando eram dez horas, eu ia me deitar, mas felizmente, meu celular tocou, e eu fui correndo pegá-lo na estante, e vi que era ele. Cheguei a deixar cair uma lágrima de tanta felicidade. Então me deitei na cama e atendi.
- Oi, .
- Oi, . – Ele falou e eu sorri.
- Tudo bem? – Perguntei.
- Melhor agora e com você?
- Também. – Falei.
- Ei, desculpa demorar pra te ligar. – Ele disse. – É que tive muito ocupado, e queria te ligar uma hora que desse pra gente conversar mais.
- Sem problema. – Falei. – Contanto que você não tenha que desligar tão cedo.
- Não tenho. A gente vai ficar se falando até matar a saudade, tá?
- Impossível, . – Ri.
- Pois é. – Ele concordou. – Nem que a gente fique falando durante um mês vai dar pra matar a saudade que eu sinto de você agora.
- É, só vai servir pra você ter uma conta enorme de telefone no fim do mês. – Eu falei e ele riu.
- , o que você tem feito?
- Nada de interessante, só provas. – Falei. - E você?
- Nada de interessante também. – Falou.
- Duvido. Você tá em turnê, visitando várias cidades, óbvio que tudo é interessante por aí. – Falei e ele riu.
- Não é tão bom quanto parece. – Ele disse.
- Claro que deve ser.
- Não é. Porque não é aqui que eu quero estar. – Ele disse com a voz triste. – Quero estar com você.
- Eu também. – Falei chorando um pouco.
Já falei que eu odeio a gravadora deles? Porque eles têm que tirar o de mim depois de todo o esforço que eu fiz pra a gente ficar juntos?
Ok, eu nem me esforcei tanto. Mas igual!
- , quero voltar pra Londres. – falou depois de alguns segundos.
- Eu também quero que você volte. – Falei e depois percebi que estava no quarto.
- Nossa, vocês dois são tão melosos! – ela disse e saiu do quarto de novo.
Eu ri e disse: - Como se você e o não fossem.
- Eles são?
- Você não faz ideia. – disse. – O fica todo tempo “ah, to com saudade as minha lindinha”.
- Sério? – Ri. – Que amor!
riu. – E o não para de falar “Ah, a é linda, né?”. Tipo, do nada. É muito engraçado.
- Nossa. – Falei e ri.
- O fica dizendo: ah, quero ver a de uma vez! Odeio essa turnê, esse palco, esses instrumentos!
- Que revoltado. – Rimos.
- Muito. – disse rindo.
- E você? – Perguntei.
- Eu o quê?
- O que você diz?
- Ah, não. Você vai rir. É melhor eu não falar.
- Rir? Por quê?
- Por que... Sei lá.
- Fala, por favor. – Pedi.
- Pede pro te contar, não tenho coragem. – ele falou.
- ! – Sorri. Ai, que lindo! – Por mim.
- Pede pro , sério. – Ele disse. – Ele vai te contar até mais coisas que eu contaria. Ele sempre faz isso comigo.
Ri. – O é demais.
- Ei, não diz isso, senão eu fico com ciúmes. – ele disse.
- Não precisa, ele é meu melhor amigo, e namora minha melhor amiga.
- Ué, nunca se sabe. – Ele disse.
- Ah, cala a boca, . – Falei. – Você sabe que eu prefiro você!
- Ah! – Ele exclamou. – Era isso que eu queria que você falasse.
- Idiota. – Ri.
- Se eu tivesse aí ia fazer você mudar de opinião.
- É, mas você não tá. – Falei.
- Já falei que você é linda?
- Já, . – Ri.
- Ainda me acha um idiota? – Rimos.
- Não, .
- . – Ele corrigiu.
- Qual o problema com ?
- Parece que você tá brava comigo. – Ele falou e eu ri.
- Não to. – Disse.
- , você não tem que ir dormir?
- Prefiro ficar falando com você. Por quê? Você quer desligar?
- Não. Também prefiro ficar falando com você. É só que nosso produtor acabou de chegar aqui, e quer que a gene vá falar com ele imediatamente.
- Ah. – Falei. – Então vou dormir mesmo. Mas essa hora?
- Eu sei, odeio esse homem! – Ele exclamou e eu ri.
- Eu também. – Falei e ele riu.
- Tenho que ir. Até mais, .
- Até mais.
- Adoro você.
- Eu também te adoro. – Sorri.
- Tchau. – Falou e desligou o telefone.
Segundos depois caí no sono.
No dia seguinte acordei cedo pra fazer outra prova. Depois da escola fui ao trabalho, quase dormindo, de tão entediada que eu estava. Parece que nada mais fazia sentido sem eles aqui. Tudo era tão... Melhor com eles! E agora sem eles, tudo perdeu a graça.
Decidi ligar pro à noite, pra perguntar o que o diz sobre mim... Estava curiosa desde que falara com ele ontem à noite. Liguei da primeira vez e ele não atendeu, então fui fazer um lanche. Depois de comer tudo decidi tentar de novo, e desta vez ele atendeu.
- ! – ele exclamou. – Que saudades!
- Oi, ! Também to com saudades.
- Tudo bem com você?
- Sinceramente, mais ou menos e com você?
- Também. Sinto falta da minha namorada e da minha melhor amiga.
- É, eu também sinto falta do meu namorado e dos meus melhores amigos.
- Ué, não era só eu? – Ele perguntou e eu ri.
- Você é melhor dos melhores! - Falei e ele riu.
- Ainda bem. – Sorri.
- , me conta o que o fica falando de mim? Ele disse que não tinha coragem de me falar, e pediu pra você me falar.
- Claro, com prazer. – Ele riu. – Tipo, ele fica falando: eu quero a .
- Sério? – Perguntei. – Que lindo! Não diz pra ele que eu disse isso.
- Tá bom. – falou. – Ei, sabia que ele sonhou com você?
- Sonhou? Quando?
- Ontem. – Ele disse.
- Como você sabe? Por que ele não me contou?
- Porque você ia pergunta o que ele sonhou e ele não vai querer falar.
- Então me conta você. – Pedi.
- Ele não disse nem pra gente. - riu. – Já até imagino o que deve ser.
- Cala a boca, ! – Falei e ele riu.
- Foi mal. – Ele continuou rindo.
- Tens falado com a ? – Decidi mudar de assunto, pois o que eu menos queria era desligar.
- Não muito mais do que você tem falado com o . – disse com a voz triste.
- Você ta perdendo tempo comigo, . Porque não liga pra ela?
- Também sinto falta da minha melhor amiga. – Ele disse.
- Também sinto sua falta. – Disse.
- , vou desligar, temos que entrar no avião.
- Tudo bem. Te amo.
- Também te amo. – Ele disse e desligou.
Uma semana se passou, eu estava cada vez mais convencida de que nada era bom sem o . Tudo, simplesmente, fica... Chato. Não tenho nenhum motivo pra fazer o trabalho correndo, ou o dever de casa, porque não tem nada de bom pra acontecer depois. Não tem nada pra eu ficar fantasiando como vai ser, porque absolutamente nada vai acontecer sem eles aqui. Ligações não são a mesma coisa, e até agora só conseguimos falar com eles pela web uma vez só.
Cheguei em casa em uma segunda-feira entediante e encontrei jogava no sofá vendo TV, e um silêncio totalmente anormal na casa.
- , onde está todo mundo?
- A saiu pra caminhar, e obrigou a a ir com ela.
- Já percebeu que quando ela tá triste sempre sai pra caminhar? – Perguntei e riu meio sem humor.
- Tem razão. Mas me diz, quem tá feliz?
- É, acho que ninguém que mora aqui, pelo menos. – Dei de ombros e me sentei do lado dela.
- Vamos fazer pão de queijo? – Ela perguntou.
- Claro. Nada melhor do que comer pra acabar com o tédio e a tristeza. – Falei e ela riu.
- Vem logo, ! – Quando dei por mim já estávamos na cozinho, e já havia pegado o saco de pão de queijos congelados e posto quatro no forno.
- Dois pra cada? – Perguntei.
- É, não queremos ficar gordas pros nossos namorados. Afinal, eles são perfeitos, merecem namoradas o mais perto do perfeito que elas conseguirem. – falou e eu ri.
Quando o pão de queijo ficou pronto, pegamo-los e fomos ver legalmente loira. É bem antigo esse filme, mas é bom, e já que tava passando na TV, e não tínhamos nada pra fazer, decidimos ver mesmo. E fazia muito tempo que eu não via.
- E agora? – Perguntei enquanto passava os créditos do filme.
- Não sei. Não podemos ir ao shopping, senão vamos gastar.
- É, e temos que guardar dinheiro pro carro!
- Claro. – ela disse.
Ficamos as duas quietas por um instante, pensando no que fazer, até que tive uma ideia.
- , o que você acha de irmos no computador e ver se achamos algo deles na net?
- Ótima ideia! – Ela levantou pulando do sofá. – Tinha até esquecido que nossos namorados era e !
Ri. – É, pior.
- Vem! – Ela disse ansiosa e subimos as escadas.
Fomos até meu quarto e ligamos o computador.
Procuramos e procuramos, e achamos várias fotos atuais e tudo, mas eu não gostei de ter feito isso. Não gostei da foto que eu vi. Será que depois de toda aquela estória da música, o tinha me traído? Com aquela garota?
- , tá tudo bem? – perguntou ao me ver paralisada olhando pra foto que mostrava caminhando ao lado de uma garota, que estava bem vestida, e era à noite a foto. Será que eles tinham saído pra algum encontro? Como o pode fazer isso comigo? A não, de novo não. Comecei a chorar e me deitei no ombro de .
- É, parece que não está nada bem. – Ela disse.
- , você... Você acha que ele está com ela? – Perguntei enquanto chorava, e tentava parar de chorar.
- Não. – Ela falou. – Eu tenho certeza que deve ser só uma amiga, ou qualquer coisa.
- Ou qualquer coisa?
- , por favor, relaxa.
- Não dá, vai dizer que se fosse o você também não ia chorar?
- É, tem razão. – Ela concordou triste.
- Mas calma, não chora por antecedência! – ela tentou me animar.
- Como eu vou saber se é verdade ou não? Olha a legenda da foto! – Apontei após me ligar disse.
Ela dizia: “ deixa sua namorada por Ally?”
- Ally? – perguntou.
- Como ele pode me trocar pela Ally?! Olha só pra ela! – Eu exclamava nervosa. Ok, não havia nada de errado com a garota, mas... Ai, quer saber, eu não sei de mais nada.
- Espera aí. – disse. – Que tal você ligar pra ele?
- Ligar? Não.
- , pensa bem. Se você ligar vai esclarecer tudo! – ela exclamou.
- E se for verdade? Do namoro com a Ally?
- Não é! – Ela falou.
- ...
- Liga amanhã, entendeu? – Ela me obrigou.
- Tudo bem. – Concordei, afinal, esse era o único jeito de resolver isso.

Capítulo 22.


O dia passava voando, e eu não sabia se ligava ou não pro . Afinal, não sabia o que esperar. Será mesmo que ele faria isso comigo? Ele parecia ser tão confiável e tão perfeito...
- , se veste. – disse jogando minha roupa de ginástica em cima de mim. – Vamos caminhar no bairro.
- , você já levou todo mundo daqui pra caminhar, não dá pra ir sozinha?
- Não. – Ela respondeu. – Sei que você tá mal, e caminhar por aí ajuda.
- Pra você. – Falei me sentando. – Eu já curto mais ficar deitada comendo chocolate e vendo TV.
- Se você não for caminhar, vou ficar te incomodando até você ir! – Ela ameaçou apontando o dedo pra mim.
Suspirei. – Tudo bem.
Tive que concordar, senão ela não sairia do meu pé tão cedo. Aliás, pode ser bom pra refrescar minha mente. Tem bastante vento hoje, mas aquele vento bom, não o que quase faz a gente levantar voo, e isso relaxa. Coloquei minhas roupas e meus tênis e desci pra encontrar .
- Pronta? – Ela perguntou se levantando.
- Infelizmente. – Dei de ombros.
- Vem, vamos nos divertir! – Ela disse toda animada e eu a olhei com uma cara de “até parece que isso é possível”.
Saímos andando pela calçada e falava sem parar e eu só assentia, ela me contava da ligação do , que ele disse que o estava com saudades minha e tal, mas a única coisa que eu dizia era:
- Saudades minha? Até parece, acho que aquela Ally já tomou meu lugar.
- , é claro que não. – dizia, mas nada que qualquer pessoa que não fosse ele dissesse, eu iria acreditar. Nem sei se acreditaria nele.
- , você acha que eu ligo mesmo pra ele? – Perguntei esperando um não, mas eu sabia que isso não ia acontecer.
- Liga! , claro que sim! – Ela falou.
- Mas e se...
- Não tem ‘se’. Ele não ta namorando aquela Ally e ponto final. – Ela disse decidida, queria ser tão positiva sobre essas coisas como ela.
- Ok, quando chegarmos em casa eu ligo. – Falei e continuamos nossa caminhada chata e super irritante.
Quando entramos pela porta de casa, vimos e jogando War em cima da mesa na sala, e rimos.
- O que vocês estão fazendo? – Perguntei.
- Jogando War! – disse.
- Posso? – Perguntei.
- Só na próxima partida! – exclamou.
- Ah, e só depois de ligar pro . – piscou, assenti e fui pro quarto fazer a ligação.
Peguei meu celular com as mãos trêmulas, pois não sabia se estava ou não prestes a perder ! Entrei em “agenda” e cliquei em cima do número dele. Agora já era. Hora da verdade.
- Alô? – Perguntou.
- , sou eu. – Falei.
- , tudo bem? – Ele perguntou.
- Tudo. você... Você ta saindo com a Ally? – Perguntei e nesse meio tempo ouvi gritar “, se você não vier agora...”
- , escuta, posso te ligar mais tarde?
- Ok. – Falei com a voz chorosa.
- Não chora, tá? Eu... – Ele ia falar, mas então o chamou.
- Vai lá. – Falei e desliguei o telefone chorando mais do que nunca.
Fui até a porta e bati ela com força, então voltei e me joguei na cama chorando mais.
Quer dizer, não que ele tivesse realmente acabado a frase, mas eu sabia. Eu sentia que ele não gostava mais de mim. Não entendi o por que... Quer dizer, depois de tudo aquilo, depois da música e tudo.
Depois de ficar uns quinze minutos sozinha, ouvi batidas na porta.
- Não entra! - Pedi.
- Por favor. – falou do outro lado da porta. Então fiquei em silêncio... Acho que ela entendeu que era pra entrar, afinal, é pra isso que as amigas servem. Ela abriu a porta e foi em silêncio até mim e então se sentou do meu lado.
- O que ele disse? – Perguntou calma e eu só comecei a chorar mais.
- Ele... – tentava falar em meio às lágrimas. – nada.
- Nada? Como assim? – Ela perguntou e eu contei-a tudo sobre o telefonema.
- , se ele não disse nada não é motivo pra chorar! – Ela exclamou.
- , só estou adiantando o que vai acontecer mais tarde, quando ele me ligar pra dar um fora. – Falei.
- Ele não vai te dar um fora, sua boba! – ela disse me puxando pela mão pra mim me levantar.
- Não quero sair. – Falei séria.
- Só um cineminha, vem! – Ela disse e eu fui atrás dela.
Vesti uma roupa mais arrumada e fomos as quatro pro shopping. Elas conversavam, e de vez em quando eu assentia e murmurava alguma coisa monossílaba.
Chegamos ao cinema e entramos na sala 2. Quanto a mim... Bem, nem sabia qual filme era. Do que adiantava ver filme sem o ? Fala sério! E se ele me ligar e eu estiver aqui dentro dessa coisa? Bom, olhando pelo lado bom, vou adiar o fora que vou levar, mas acho que tenho um pinguinho de esperança ainda. Pode ser que ele ainda goste de mim.
O filme era bom até, mas continuo sem saber o nome.
- Cafeteria? – sugeriu quando saímos da sala do cinema.
- Não. – Foi o que eu disse em meio ao “sim” de e .
Então, sem opção, tive que ir a cafeteira com elas.
Pedi um café pra ver se acordava daquele pesadelo. Sabia que não ia ser uma boa ideia eles saírem em turnê. Mas não pensava que ia ser assim tão ruim. Tipo, talvez eu pensasse que pudesse acontecer algo do tipo, mas depois daquele encontro que eu tive com o estava tão certa de que ele gostava de mim. Ok, talvez nem tanto quanto eu gostasse dele, já que eu não gosto, eu amo.
estalou os dedos na frente de meus olhos me fazendo parar de pensar no desastre que estava minha vida naquele momento.
- , acorda! – Ela disse.
- To acordada. – Falei sem humor.
- , escuta, o te ama, o é seu namorado, e nenhuma Ally vai estragar isso, ok? – disse com convicção, e um sorriso surgiu em meu rosto por um breve momento.
- Fácil pra você falar isso. – Disse.
- É, sério, ! – falou. – Por favor.
- Escuta, se o terminar mesmo com você, à noite, a gente promete não te encher e deixar você chorar à vontade o tempo que quiser. – falou. – Mas não queremos ver nossa amiga sofrer por antecedência.
- Tudo bem. – Concordei. - Vou tentar.
- Ótimo, agora vamos às compras? – levantou da cadeira animada.
- Ok. – Concordei e fomos ao shopping.
Passeamos por várias lojas, e nada do meu celular tocar. Então fui meter a mão na bolsa pra ver se havia alguma mensagem, e eu não tinha ouvido, ou se estava no silencioso. Procurei e procurei, mas nada. Então decidi parar pra procurar.
- O que foi,? – perguntou quando parei de caminhar.
- Acho que não trouxe meu celular! – Falei desesperada.
- Calma, ele deve estar aí! – pegou a bolsa das minhas mãos e procurou.
- Achou? – Perguntei ansiosa.
- Não. – balançou a cabeça.
- Vamos embora! – Disse decidida.
- Calma, o só vai te ligar à noite! – disse.
- Como você sabe? – Perguntei.
- Só se diverte,. – pediu. – Ou você prefere ficar lá em casa esperando o ligar?
- Quer mesmo saber? – Perguntei.
- Ok, eu vou embora com você. – cedeu e saímos do shopping, deixando e se divertirem.
Pegamos o táxi, apressadas, e logo chegamos em casa. Abri a porta com pressa, e fui correndo procurar meu celular.
- Meu Deus! Não tá aqui, ! – Gritei após procurar no quarto.
- Calma, deve estar na sala! – Ela disse e descemos as duas pra procurar meu telefone na bagunça da sala. Ok, nem tão bagunçada, mas tinha umas coisas jogadas por ali.
Tiramos tudo de cima do sofá e não estava ali.
- Levanta as almofadas! – Falei a e começamos a tirar todas as almofadas desmontando o sofá todo.
- Não tá aqui, . – disse e voltamos a juntas o sofá.
- ! – Gritei. – Ali, em cima da bancada da cozinha, não é uma coisa preta? – Perguntei e disparei pra cozinha.
- Ah, é! – disse e saiu correndo junto a mim.
- Achei! – Disse e peguei-o, então quando apertei no botão vi a foto de como papel de parede.
- É da ! – Exclamei decepcionada.
- É, tem certeza que não tá lá no quarto? – perguntou.
- Espera, escuta isso. – Falei mandando-a calar a boca.
- É o toque do seu celular! – disse e saiu correndo seguindo o som, que parecia estar meio perto de nós. se agachou no meio do chão da sala e gritou:
- ACHEI! – E logo pegou o celular, e bateu a cabeça na mesa da sala que o celular estava embaixo.
- É ele ! – Falei animada.
- Então o que você está esperando? Atende logo! – Ela disse se levantando. – Vou pegar gelo pra por na minha cabeça.
- To com medo. – Falei ainda não atendendo.
- , atende! – Ela disse nervosa e eu apertei no botão no qual me deixaria falar com .
- ? – Perguntei já no telefone, e me sentando no sofá. voltou com o gelo e se sentou do meu lado.
- Oi, ! – Ele disse. – Desculpa não ter atendido aquela hora.
- Sem problemas. – Falei.
- Você não queria falar comigo? – Ele perguntou.
- Como assim?
- É a sexta vez que eu te ligo, você não tava atendendo.
- É que acabei de chegar do shopping, e me esqueci de levar o celular. – Falei fuzilando a com os olhos.
- Desculpa. Mas assim você soube que ele não desistiu, te ligou seis vezes! – exclamou e eu tive que concordar.
- Tudo bem. – Ele disse.
- Então, vai responder minha pergunta? – Resolvi acabar com isso de uma vez.
- Ah, claro. – Ele disse. – Sobre a Ally, não é?
- , olha, eu não entendo, você fez tudo aquilo, a música, o encontro, e passa um tempo e você me substitui assim? Sem mais nem menos?
- O quê? – Ele perguntou. – Do que você tá falando?
- , nem tenta me enganar.
- Ela é nossa produtora! – exclamou.
- O quê? – Perguntei chocada. Que alívio. Ah, espera. – E daí?
- E daí que eu saí com ela pra ir pro estúdio! Não pra um encontro! - disse como se fosse óbvio, mas eu fiquei em silêncio. – ?
- Que foi?
- Você não acredita, né?
- Er... Talvez. – Eu falei indecisa.
- Por favor. Você acha mesmo que eu teria feito aquela música e teria dito pra todos que eu to apaixonado por você por nada?
- Você não disse que tava apaixonado por mim. – Falei sorrindo.
- Er... Ah, então to dizendo agora. – Ele disse. – , é sério! Por favor, acredita em mim! Eu to aqui, contando os segundos e até os nano segundos pra ver você, sabe por quê?
- Por quê? – Arrisquei perguntar.
- Porque desde que eu conheci você, eu me apaixonei. E eu queria ver e ficar com você todo o tempo, e quando eu tive coragem de te falar, você tinha namorado. Mas depois deu tudo certo, e eu fiquei com aquela garota depois, só porque eu bebi, eu só quero você! Se eu não quisesse, eu estaria indo pros pubs à noite como alguns caras por aqui. Mas eu, , e estamos ficando em casa, e só passeando por alguns lugares a noite, e nenhum de nós deixa o outro passar na bebida, ou qualquer coisa, sabe por quê? Porque nenhum de nós quer perder vocês. – Ele ia falando e cada vez eu chorava mais. Eu não conseguia parar de repetir na minha mente “ está apaixonado por mim!”.
- , você tá aí? – Ele perguntou.
- Eu também to apaixonada por você. Na verdade, sempre fui. Até antes de você saber que eu existo. – Falei em meio às lágrimas e a respiração falhada.
- Eu mal posso esperar pra te ver de novo, acho que eu nunca senti tanta saudade de alguém assim.
- , eu quero abraçar você! – Falei. Ok, sei que soou meio idiota, mas eu não podia dizer em palavras o que eu queria dizer. Talvez só um ‘eu te amo’, mas queria que ele fosse o primeiro a dizer.
- Eu também quero,. – Ele disse com a voz triste. – Vou cantar todas as músicas pra você hoje à noite.
- Só hoje à noite? – Ri e ele também.
- Não. Sempre. – Ele falou.
- , você não vai ter que desligar, né? – Perguntei.
- Não, vou ficar falando com você. Tenho mais meia hora. – Ele falou.
- Tudo bem. – Falei.
e eu ficamos mais meia hora conversando no telefone, falando de bobagens... Ele me contou como estava lá, e eu contei como estava aqui. Um tédio pra ambos. Eu só queria vê-lo de novo! Ele me disse que tentou conversar com o empresário deles pra acabar a turnê mais cedo, mas claro que foi sem sucesso. Mas, infelizmente, logo veio chamar .
- Dude, vem! Hora do show! – Ele disse e concordou.
- Desculpa, . – disse.
- Eu entendo. Vai lá e arrasa! – Falei e ele riu.
- Pra você. – Ele disse.
- Boa sorte. Até algum dia.
- Obrigada, posso te ligar depois do show? Ou você vai estar dormindo?
- Se prometer que vai ligar, fico acordada esperando. – Disse.
- Então eu prometo. Até mais.
- Até mais. – Falei e desliguei o telefone.
Coloquei meu pijama, e decidi que ia ver filmes até o me ligar. Claro que amanhã eu ia dormir na aula de matemática, no primeiro horário, mas tudo bem.
Depois de me aprontar desci correndo pra contar as garotas tudo. e já haviam chegado, dava pra ouvir as vozes delas. Elas iam amar a parte que eles ficavam sem ir aos pubs e se policiando pra não nos perder. Sério, podíamos ter namorados mais perfeitos? Óbvio que não! Agora pra tudo ficar perfeito só falta eles chegarem. Espero que isso seja logo, pois ainda tenho medo de perder o , por não poder estar com ele. Mas na verdade, é ele que não está podendo estar comigo. Eu não deveria ter medo de perdê-lo, deveria?

Capítulo 23.

Já era noite. A lua estava cheia e brilhando no céu, porém eu estava totalmente deprimida. Claro, estava com saudades de . Minhas amigas também sentiam falta de seus respectivos namorados. Entretanto, essa noite, resolvemos deixar tudo de lado e curtir um pouco.
e haviam saído pra comprar bebida, enquanto eu e estávamos arrumando tudo pela casa. Compramos muitos doces, alugamos uns filmes, baixamos muitas músicas, e, claro, pegamos uns telefones de alguns garotos da nossa escola pra passarmos uns trotes.
- Chegamos! – exclamou assim de passou pela porta carregando uma garrafa de Vodka, enquanto carregava o energético.
- Ótimo - falei –, aqui já está tudo pronto.
Fomos todas pra cozinha e fizemos brigadeiro, então levamos pra comê-lo na hora do filme.
O filme era assustador. Não acredito que havia topado ver aquilo! Quer dizer, quatro garotas sozinhas em casa, nem sei qual era a mais medrosa. Sinceramente, deveríamos ter alugado alguma comédia romântica, ou algo do tipo.
- Nossa, não acredito que vocês escolheram esse filme! – disse, louca de medo.
- Eu odeio vocês – falou apertando a almofada – esse filme é horrível!
Assim que disse isso, todas ouvimos batidas na porta.
Ai.Meu.Deus.
- AH! – gritou. – E agora?
- Não sei... – Falei indecisa. – Devemos atender?
- Mas é óbvio que não! – Disse , quase tendo um ataque.
- Vamos olhar pelo olho mágico. – disse.
- Tinha que ser você, ! – gritou estressada. – Nossa porta não tem olho mágico!
Então todas riram do estresse de e a pessoa bateu de novo.
- Tive uma ideia! – Exclamei, me levantando do sofá. – Vamos lá em cima, então olhamos pela janela e vemos quem é.
-Que frescura. – se levantou. – Vou lá perguntar quem é, logo.
riu.
- Ui, corajosa. – implicou e fez uma careta, caminhando em direção à porta.
chegou perto da porta, meio receosa.
- Quem é?
- É o , , e . – Disseram eles.
Meu coração saltou. Impossível, afinal, eles estavam em turnê. Estavam longe, e do nada iam chegar aqui. Acho que alguém que sabe sobre nossos relacionamentos, usou isso pra invadir nossa casa!
- , atende logo! – Gritou um deles.
Nossa, a voz era idêntica a de . Fico me perguntando como fizeram isso...
- Então, atendemos? – perguntou.
- Espera, meu celular tá tocando. – disse e o atendeu. – São eles! – Ela disse animada, mas em voz baixa e começou a pular no meio da casa, então correu pra porta, abrindo-a e revelando quatro garotos lindos, que todas nós sentíamos falta.
Esqueci totalmente da presença dos outros e corri até , até que o abracei.
- , que saudade! – Ele disse, abraçando-me forte.
- , - disse confusa – o que vocês estão fazendo aqui?
Mas ele não me respondeu, só colocou a mão na lateral do meu pescoço, me puxou e me beijou. Coloquei as mãos em volta dele, e o puxei-o pra o mais perto de mim que eu pude.
- Vim te ver. – Ele disse, e eu abri um sorriso.
- Desculpa interromper, - disse, com a mão na cintura de – mas eu quero dar um abraça na minha amiga.
Então abracei , e , matando a saudade que eu estava deles.
- , vamos subir? – perguntou, e eu assenti.
Chegamos lá em cima e me prensou na parede.
Colocou as duas mãos na minha cintura e foi abaixando enquanto eu o puxava pra mais perto de mim. Coloquei minha mão entre seu cabelo, e ele beijou meu pescoço.
Então, ele tirou a camisa, e logo a minha também.
- , eu te amo. – Ele disse.
- Eu também te amo, . – Falei sorridente enquanto ele me arrastava pra cama.
Esse foi definitivamente o melhor dia de toda minha vida.
Bom, e se isso não era sorte, eu realmente não sabia o que era.



FIM



N/a: Oláá! Bom, essa é minha última n/a, já que a fic chegou ao fim. Primeiramente, queria agradecer a minha beta, Jules, e todas as outras que já passaram por essa fic. Queria agradecer, principalmente, as minhas leitoras maravilhosas! Sério, sem vocês eu não teria continuado escrevendo. Obrigada por perderem tempo lendo minha fic e comentando! Eu queria pedir desculpas por demorar tanto a atualizar e finalizar a fic tão cedo, mas aconteceu um problema no meu computador e eu perdi todas as minhas fics. Então, pra não demorar mais do que já demorou, decidi finalizá-la. Eu não tenho palavras pra agradecer o quanto vocês me fizeram feliz com esses elogios! Muito muito muito muito obrigada! Beijos :*
Se quiserem outras fics minhas, leiam:
Who Would Know - Mcfly/andamento. ficção e romance.
Famous - Mcfly/andamento comédia romântica.
I Wanna Hold You - Short. Comédia romântica.
Maybe a Trip changes Things - finalizada. comédia romântica.

xoxo

N/b: Percebeu algum erro? Avisa aqui, por favor.