
Capítulo 5.
Na hora travei. Sinceramente, não fazia ideia do que fazer. Nem sei se a expressão do meu rosto era alívio, felicidade, pavor ou susto. Bom, acho que era tudo junto. Fiquei o olhando e esperando ele recuperar o fôlego e dizer algo, por que eu estava tão chocada que nem sei se conseguia falar.
- Oi. – sorriu.
- Oi, er... O que... – tentei perguntar o que ele fazia aqui, mas esperei ele se explicar, porque eu nem conseguia falar.
- Desculpa, eu... É que eu vinha correndo de umas fãs, e dobrei a esquina, então uns caras começaram a correr atrás de mim, um deles vinha com uma faca na mão.
Então a única solução que achei foi entrar aqui, me desculpa mesmo, eu não queria atrapalhar você. – se explicou.
Atrapalhar?! Como atrapalha alguém? Bom, ainda bem que aqueles caras estavam seguindo ele, quer dizer, não que eu queira que ele se machuque, é que se eles não tivessem o seguindo, ele não teria se encontrado comigo. Quer dizer,
está falando comigo, ! Impossível. está falando
comigo! Eu estou falando com ele! Ah, é perfeito de mais pra descrever. Sorri involuntariamente.
- Imagina! Ainda bem que você entrou aqui, senão poderia ter sido feia a coisa. –
falei. Depois me xinguei mentalmente por dizer isso ao , que dizer, eu poderia ter dito algo melhor, mas fiquei nervosa. Ele riu, mas não de um jeito debochado, acho que foi um riso de alívio por estar a salvo.
- É, ainda bem que a grade estava meio aberta, bom, obrigada por me deixar entrar aqui por uns segundos, mas eu tenho que ir, o deve
estar me esperando pra jogar vídeo game. – falou e eu ri.
- Claro, sem problemas. – não! Não vai embora, por favor! Eu imploro! Queria me ajoelhar no chão e pedir, mas me contive.
- Então, eu já vou. Ah, quase ia esquecendo, eu sou o e você? – estendeu a mão pra mim. Ah, eu ia tocar a mão dele! Ai, sério, esse é o dia mais feliz de toda a minha vida! Mas vai se tornar o pior quando ele for embora. Não vai, por favor!
- Eu sou a , mas pode me chamar de . – apertei sua mão, e ele sorriu.
- Obrigado, , a gente se vê por aí. – se virou e agachou pra levantar a grade enquanto eu aproveitava e o olhava. Fez força, mas não conseguia levantá-la.
- Estranho, não quer levantar. – falou olhando pra mim.
- Espera, eu ajudo. – tomara que não levante, tomara que não levante...
Puxei com força junto com ele, mas nada da grade abrir.
- Ótimo, o que fazemos agora? Acho que bati com muita força quando entrei, ou o troço ta enferrujado mesmo. –
rimos. Ótimo mesmo.
- Não sei, podemos ligar pra alguém. – sugeri. Não! Por que eu sugeri isso mesmo? Droga!
- Eu... Esqueci o celular em casa. – falou com coçando a nuca com cara de culpado e sorriu. Ah, é que ele é tão lindo sempre, não tem como não sorrir olhando ele ao vivo! ‘Isso!’ pensei grata por ele ter esquecido o celular.
- Tudo bem, eu tenho o meu aqui. Vou ligar pras minhas amigas, espera. – me sentei numa mesa e ele se sentou do meu lado. Ah, ele se sentou do meu lado, nunca mais me levanto daqui, a não ser que ele se levante. Espero que não. Peguei o primeiro número que achei.
- ?
- , oi? Sou eu, o que foi? Onde você ta? Quer dizer, já passou da hora de você sair do trabalho. –
perguntou em português, e eu respondi em português, assim nunca entenderia o que eu falaria. Beleza.
- , eu to presa na loja, quer dizer, é uma longa história, eu te conto quando sair daqui, mas eu to presa com o .
- ? Que ?
- O , ! Não posso ficar repetindo o nome dele senão ele vai saber que estou falando dele.
- O ?
- É claro!
- Como?
- Falei que era uma longa história, te conto depois.
- Ta, e o que você quer que eu faça?
- Vem nos tirar daqui.
- Não, você 'tá presa com o e quer que eu solte vocês? Até parece, vou deixar vocês ai pra sempre se eu poder. –
ri.
- Eu também deixaria... Mas ele deve querer sair, não posso prender ele aqui!
- Ta, mas é que eu já to deitava, manda ele ligar pro tirar ele daí.
- Ta, valeu pela ajuda.
- De nada, boa sorte aí. E se o aparecer, o que eu duvido, pega um autógrafo, me liga e põe ele na linha. –
ri.
- Ta. Obrigada, até mais.
- Beijos.
Desliguei o telefone, e olhei pra que estava com uma cara de interrogação.
- O que vocês estavam falando?
- Eu tava contando que ficamos presos, e pedi pra ela nos tirar daqui.
- Hum... E o que dissesse de mim? – sorriu pra mim olhando diretamente em meus olhos.
- Er... Contei que eu tava presa com você. – sorri.
- Ah, e ela vem nos tirar daqui? – ergueu a sobrancelha.
- Não, ela ta deitada e a gente ta sem carro aqui, ainda mais porque não conhecemos as ruas, então não adianta nada.
- E ela não vai nem chamar alguém pra nos tirar daqui?
- Na verdade, ela mandou você ligar pro . – falei e ele riu.
- Até parece que aquele folgado vem nos tirar daqui.
- Bom, não custa tentar, né? – entreguei meu celular pra ele.
- Ta, vou tentar. – sorriu.
Então pegou o meu celular e discou o número dele.
- , eu vou ao banheiro, já volto. - falei e me levantei, deixando ele falar com seu amigo em paz. O que era uma burrice sair de perto do quando se consegue estar perto dele. Mas eu tinha meus motivos, e eram bons. Tipo, se eu ficasse lá ele não iria falar nada de mim pro , porque ao contrário de mim, ele não sabe uma língua que eu não saiba. Não que eu fosse espionar a conversa deles... Ta, talvez. Mas eu não to nem aí, só quero saber se ele vai falar algo sobre mim, se é bom ou ruim. Por favor, algo bom.
- ?
- , fala cara. O ta te esperando aqui pra jogar vídeo game. – disse do outro lado da linha, e eu ouvi porque ele fala alto no telefone, e antes de dar ao aumentei um pouco o volume, mas não de uma maneira que ele fosse perceber. Eu espero.
- Eu sei, só que eu to preso.
- Preso??
- É, tinha uns caras correndo atrás de mim, um com uma faca, e daí entrei no primeiro lugar seguro que eu vi.
- Ta, e como você se prendeu aí?
- Bom, eu puxei a grade pra baixo com força demais e me tranquei. A porta não abre, cara!
- Ta fraco, hein!
- Cala a boca, só vem me tirar daqui!
- Ta, e de quem é esse telefone? Não é o seu, quer dizer, você sempre se esquece e quando o te ligou escutamos aqui em casa o toque do seu celular. – se esticou pra olhar pelo corredor se eu estava vindo, acho. E me espremi mais na parede, ufa, ele não me viu, senão acho que não teria dito:
- Sabe aquela garota da praia? – falou sussurrando.
- Que garota da praia?
- Aquela, meu! – falou mais baixo.
- Qual? – falou alto do outro lado da linha.
- Aquela garota que tava na beira da água, com biquíni preto que eu falei que era gostosa.
- Você não disse isso pra mim. Deve ter sido pro , mas eu vi que você saía toda hora da conversa e ficava secando uma garota na beira da água.
- Então, é ela. E fala mais baixo!
- Por quê? Onde ela ta?
- Ta no banheiro, agora vem nos tirar daqui!
- Não, estou com preguiça.
- Qual é, ? Por favor? ? , 'tá aí? Me responde, cara! – nesse momento entrei na sala de novo.
- O que foi? – perguntei.
- Não sei, acho que acabou a bateria. – falou olhando para o celular com o visor preto.
- Ah, não! Bom, pelo menos ele vai vir, não é?
- Não sei, a princípio não.
- Bem que a falou. – murmurei.
- Ela disse que ele não viria?
- Uhum, e parece que acertou. – falei. Deu de ombros.
- O que vamos fazer agora? – perguntou.
- Não sei, a única maneira de sairmos daqui é esperando até amanhã às sete, quando alguém vai chegar pra abrir a loja, mas eu não posso esperar tanto.
- Por quê?
- Tenho aula, não posso ficar faltando.
- É, então... O que vamos fazer?
- Não sei. – falei, realmente não sabendo o que iríamos fazer.
Mas isso era bom. Quer dizer, até parece que eu ligo pra aula no outro dia se eu estou presa com o aqui! Eu to me lixando pro resto, podia ficar aqui por muito, muito tempo... Afinal, quando sair daqui eu nunca mais vou falar com ele, mesmo. Não! Agora que me dei por conta disso, quer dizer, se a gente sair daqui eu não vou mais falar com ele! Não, não, não!
Espera, ainda tem uma possibilidade: ele pode querer continuar falando comigo. Então já sei o que tenho que fazer, tenho que ficar bem amiga dele essa noite, assim ele pode achar que eu sou legal e me chamar pra sair, ou pelo menos falar comigo outro dia. Ou até mesmo nos dar ingressos pro camarim deles! Quando digo nós, me refiro a , , e eu. Tá, acho que a estória do camarim já é demais...
- Então, comprou sua guitarra? – perguntei me sentando de frente pra ele do outro lado de uma mesinha perto da janela – agora gradeada – para dois.
- Hã? Como... Como você sabe que eu ia comprar uma guitarra? – Droga! Ah, mas eu sou uma idiota mesmo. Agora mesmo que ele vai saber que sou fã dele! Ah, não! Droga, droga, droga! Inventa uma desculpa, rápido...
- Er... É que a , minha amiga, falou que ia a loja de guitarras pra ver se encontrava você, porque ela viu no seu twitter.
- Ah, então ela é minha fã? – sorriu.
- É... – concordei.
- É aquela que você tava conversando na praia?
- Praia? – me fiz de desentendida pra ver o que ele ia dizer.
- Er... Na praia, você sabe. – fez gesto com as mãos.
- Não, me explica! Eu só fui a praia uma vez até agora, e foi em Brighton Beach, num fim de semana.
- É, eu sei, eu... Eu estava lá.
- Sério? – até que eu poderia ser atriz, quer dizer, ele não está nem suspeitando de que eu sei. Vamos ver no que vai dar.
- Sim, mas você não me viu lá. Nem essa sua amiga, que é nossa fã.
- A é meio desligada às vezes... – e eu sou muito mais, mas tudo bem...
- Pois é. – rimos.
- Mas... Como você sabe que eu tava lá? – ah, mas eu ia fazer ele dizer alguma coisa.
- Eu vi você lá, você tava na beira do mar, não é? Conversando?
- É, eu tava conversando com a . – um silêncio preencheu o lugar por uns segundos.
- Hum... Então, comprou a guitarra ou não? – rimos. Tava ficando meio monótona a conversa então voltei ao assunto inicial, ele não ia dizer mais nada mesmo...
- Não, naquela multidão eu não enxergava nenhuma guitarra, não tinha como comprar, próxima vez eu vou pedir pros donos fecharem a loja enquanto eu compro, porque senão não vai dar... –
ri.
- Você não deveria ter posto aquilo no Twitter.
- É, acho que pode ter sido isso também. É que eu tava tão ansioso... – rimos.
Já era meia noite, mas ainda tínhamos sete horas pela frente! Sério, vão ser as melhores sete horas da minha vida! Até agora. Bom, espero que ele não queira dormir, senão vamos ter menos horas! Eu é que não vou dormir, nem tem um sofá bom aqui! É tudo duro! E as cadeiras não são boas, e eu não consigo dormir sentada. Ta, não que eu já tenha tentado, mas já demoro pra dormir na cama, imagina em uma cadeira, e ainda mais com na mesma peça! Eu definitivamente não vou conseguir dormir. Claro que no outro dia vou me acordar, ou não – já que não vou dormir –, podre de cansada. Vai ser péssimo pra ir à escola, e depois ficar até as onze de novo no trabalho.
- Então, você é brasileira? – perguntou encostando-se na traseira da cadeira.
- Sou. – sorri.
- E... O que você está fazendo aqui em Londres? Viagem?
- Não, mas sim.
- Hã? – riu.
- Não, por que viemos estudar aqui todo esse ano. E sim por que também é uma viagem.
- Ah, entendi. Estudar o quê?
- Terceiro ano do colégio. – queria dizer faculdade, mas não queria mentir.
- Que legal, estão em que escola? Eu conheço algumas.
- Na London High School. – falei.
- Ah, essa escola é linda, uma vez fui lá buscar minha prima.
- Você tem uma prima que estuda lá?
- Uhum, a Jamie, ela ta na quarta série agora, eu acho.
- Que legal.
- É, às vezes eu busco ela lá, quando dá. Daí a gente já se vê, quer dizer, é a mesma saída, não é?
Isso! Daí a gente se vê! Beleza, será que a gente vai mesmo se ver? Espero que sim, porque senão quase saltei literalmente da cadeira pra nada!
- Acho que sim, não conheço tão bem a escola ainda.
- Pois é, não faz muito tempo que o semestre começou.
- Uhum, o brabo foi começar no segundo semestre.
- Como assim?
- É que lá no Brasil, o início do ano é em março, e aqui não.
- Ah, então porque vocês não vieram no início de ano daqui?
- A gente tava muito ansiosa, que nem você pra comprar sua guitarra. Não deu pra esperar. –
riu.
- Mas vocês conseguiram.
- É. Você também vai. Só que não hoje. – rimos.
- É. Você sabe que horas são? – perguntou.
- Er... Uma da manhã. – olhei em meu relógio de pulso. A não, já havia se passado mais uma hora! Não! Tudo que é bom dura pouco, que saco. Será que ele quer saber as horas pra dormir? Não, não pode ser.
- Você vai dormir? – perguntou.
- Não sei, e você? – Droga, era pra mim ter dito não, mas preferi deixar ele decidir, porque se eu dissesse não ia ficar meio na cara que eu não queria dormir pra ficar mais tempo com ele. Será?
- Acho que não. Quer dizer, não tem nenhum lugar bom pra dormir aqui. – fez uma careta e eu ri.
- É, acho que vou esperar pra dormir próxima noite.
- Eu vou dormir amanhã o dia todo. Ou melhor, hoje. – rimos.
- Eu não posso, amanhã tenho escola e depois tenho que trabalhar aqui até às onze de novo, porque minha colega que fica aqui até esse horário não ta podendo vir.
- Ah, que saco. Diz que você ta doente e falta. Você vai estar muito cansada!
- Não posso, pelo menos não o trabalho. Talvez se nos atrasarmos muito aqui eu
não já pra escola.
- É, não vai fazer tanta diferença. – Deu ênfase no ‘tanta’.
- É, talvez não faça tanta mesmo.- rimos.
Levantei-me da cadeira e fui até o balcão, coloquei o pagamente no caixa e peguei uma água e dois copos.
- Quer? – perguntei quando me sentei de volta à mesa.
- Obrigado. – assentiu e servi água no seu copo.
- Então, vamos fazer o que nessas... – olhou pra seu relógio, - Seis horas? – ergueu a sobrancelhas esperando minha resposta.
- Er... Não sei, mas temos que fazer alguma coisa, senão eu durmo. – rimos.
Ficamos em silêncio um pouco, eu me deitei naquele banco perto da janela que é longo e parece um sofá, mas é bem estreito, e ficou sentado no mesmo sofá, só que não tão perto de mim, já que havia esse “sofá” em toda a parede lateral. Tipo, tinham os meus pés, e daí uns 40 centímetros depois, tinha ele. Enquanto estávamos pensando no que fazer, estávamos perdendo tempo! Quer dizer, eu tava perdendo tempo de falar com ele! Eu podia
estar aproveitando essa rara e perfeita oportunidade pra perguntar alguma coisa que eu sempre quis saber! Mas eu não podia simplesmente sair perguntando, senão ele ia se sentir num entrevista, ou pior, num interrogatório! Não, é melhor eu ser bem legal hoje, daí se eu tiver outra chance, e ficarmos mais amigos, o que eu espero que aconteça muito em breve, vou poder perguntar pra ele o que quer que eu queira saber. Mas se estivermos ficando mais amigos, de qualquer maneira eu vou ir conhecendo ele melhor. Sério, imagina
conhecer mesmo ele! Tipo, sem ser por revistas e entrevistas... E daí eu vou poder conhecer o , o e o também! Que perfeito, e, claro, como uma boa amiga, vou apresentar eles pras minhas amigas, que vão enlouquecer. Me perdi no tempo pensando, olhei no relógio discretamente quando me liguei que já estávamos um bom tempo calados, e vi que haviam passado quinze minutos.
- , 'tá dormindo?
Ai, ele me chamou de ! Sério, a felicidade que to sentindo agora é interminável. Ta, talvez termine amanhã, quando ele for embora... Mas no momento eu to tentando esquecer disso, só quero
me concentrar no fato de que acabou de dizer meu apelido! Isso é
demais, eu sempre quis ouvir ele me chamar, e nem acredito que agora 'ta acontecendo.
- Não, por quê? – sorri involuntariamente, ainda bem que eu ainda estava deitada e ele não viu...
- Sei lá, é que se você dormisse ia ficar o maior tédio aqui. – ok, sorri mais. Quer dizer, acho que o que ele disse significa que ele quer que eu acompanhe ele. Talvez por que ele me ache legal, ou porque não tem mais ninguém aqui, mesmo... Não, tenho que pensar positivo. Ri.
- Ah, tive uma ideia! – falou animado, então me sentei no “sofá” de frente pra ele para escutar o que tinha a dizer.
- Que ideia? – perguntei.
- A gente pode jogar um jogo.
- Um jogo?
- É, olha, a gente nem se conhece direito, então a gente nunca vai conseguir ficar horas falando pra passar o tempo, então vamos fazer assim: Um pergunta, e o outro tem que responder.
- E se o outro não quiser responder alguma pergunta? – ergui a sobrancelha.
- Bom, daí o outro diz alguma coisa que o outro vai ter que fazer, mas só quando a gente sair daqui. E então?
Perfeito, agora eu podia perguntar o que eu quisesse pra ele! Mas claro, não perguntar nada difícil demais, só se ele começar com perguntas difíceis primeiro, mas senão vou perguntar mais ou menos o que ele me pergunta.
- Ta, eu topo!
Capítulo 6.
se sentou em frente a mim, e entre nós ficava uma mesinha.
- Quem começa? – perguntou.
- Pode ser você. – dei de ombros. O que será que ele ia me perguntar... Fiquei pensando, enquanto ele pensava em alguma coisa.
- Ta, deixa eu ver... Você prefere presunto ou queijo? – riu.
- Nossa, essa pergunta é tão difícil, acho que não vou poder responder. – ironizei e rimos.
- E aí, vai responder ou não?
- Queijo.
- É, eu também, agora é sua vez.
- Brasil ou Argentina? – eu sempre quis saber, pois a Argentina é meio que nossa rival nas coisas, especialmente futebol, mas é bom ganhar da argentina nas outras coisas também... A não ser que ele prefira a Argentina.
- Não posso responder. – deu de ombros. Fiquei de cara. Como assim não podia responder?!
- Por quê?
- Sei lá, tipo: se eu disser que prefiro o Brasil posso perder fãs na Argentina, caso você conte isso a alguém. –
deu de ombros.
- Isso significa que você prefere o Brasil? – sorri.
- Eu não disse nada. – sorriu e eu sorri também. Ele prefere o Brasil!!! Isso! Quando será que eles vão voltar pra
lá? É uma boa pergunta, acho que vai ser minha próxima.
- Ta, minha vez: Qual de nós você prefere?
- Nós? – não me liguei do que ele estava falando, mas logo percebi, mesmo assim deixei ele concluir.
- Eu, , ou ?
- Er... Não posso responder. – corei.
- Por quê?
- Por que não. – falei. Óbvio que não podia responder, o que eu iria dizer: Você? Ia ser meio engraçado, não quero que ele saiba que eu prefiro ele. Ia estragar tudo, tipo, ele nem sabe se eu sou fã. Espera, eu posso dizer isso.
- Por que você acha que eu sou fã de vocês? - perguntei erguendo a sobrancelha. Essa pergunta meio que fez seu sorriso desaparecer.
- Sei lá, só pensei... Você... Não é?
- Sou, sim. Tava só brincando. – pronto, falei. Agora já era. Quer dizer, eu não falei o QUANTO eu era fã, só disse que era, o que não significa que eu sou obcecada! Só significa que eu gosto deles e das músicas, sei lá... Agora já foi. Pelo menos isso fez ele sorrir de novo.
- Então, se você é fã você tem que preferir algum, pelo menos gostar um pouquinho mais de um. – insistiu.
- Não posso dizer, . – ah, isso era tão legal, quero dizer, falar com ele e chamá-lo pelo apelido, isso só tornava mais real o fato de eu estar mesmo falando com ele.
- Por favor. – insistiu e colocou a mão em cima da mesa e ficou brincando com meus dedos e com minha mão. Balancei a cabeça negativamente.
- Então eu vou ter que pensar em alguma coisa pra você fazer... – dei de ombros.
- Escolhe, eu realmente não posso falar. – persisti.
- Não é que você não possa, você não quer. Mas tudo bem, outro dia você me conta. –
sorriu e piscou o olho.
- Até parece. – sorri. Ah, algum dia. Sabe o que quer dizer? Eu vou ver ele de novo! Ou ele só ta falando por falar... Eu sinceramente espero que não.
- Ta, você podia ir tomar café da manhã conosco, hoje de manhã. – sorrimos. Ta, eu não sei porquê ele sorriu, mas o porquê de eu sorrir é com certeza o fato de que EU vou tomar café da manhã com ELES! EU! AH, QUE PERFEITO! Eu teria que levar as garotas, mas elas já vão estar a caminho da escola quando nos tirarem daqui, e estamos sem celular... Que pena. Bom, mas se der sorte fica pra outro dia. Ai, eu também teria que ir a aula, ia chegar atrasada, mas eu iria. E agora com esse convite impossível de recusar eu vou faltar, quer dizer, eu posso ir à aula todos os dias! Mas quantas vezes ao dia te convida pra tomar café com ELE? Nenhuma! Ok, pelo menos uma, até agora. Pelo menos pra mim. Sério, eu sou a pessoa mais sortuda do mundo!
- Claro, eu já ia ter que faltar à aula mesmo, não ia conseguir chegar a tempo. –
dei de ombros, sorrindo ainda, claro.
- Beleza, os caras vão adorar te conhecer. – sorriu, e eu, é claro, sorri junto.
- Espero.
- Vão sim. – falou. Ficou um silêncio por alguns segundos, com os dois sorrindo, mas logo cortei-o e falei que era a minha vez.
- Ok, sou eu. Deixa eu ver... Quando vocês voltam pro Brasil?
- Pra fazer algum show?
- É.
- Er... Acho que ano que vem nós vamos. Por quê? Se a gente for você vai? – perguntou sorrindo e eu assenti.
- Minha vez. Você quer fazer o quê no futuro?
- Morar aqui. – ri.
- Não. De profissão? – riu.
- Ainda não sei. To começando a pensar agora que já estou no último ano de colégio, mas tem tanta coisa que fica difícil.
- É... - concordou.
- Ok, agora eu. Qual foi a coisa mais engraçada que você fez quando era pequeno?
- Ah, essa é difícil, foram muitas! – rimos. – Mas acho que me lembro de uma. Foi a primeira que vez ensaiamos, foi na casa do , a gente pegou um monte de comida pra comer nos intervalos, por isso não conseguíamos cantar direito, por que sabe que isso atrapalha, né? –
concordei. – Ninguém conseguia entrar nos tempos certo, daí no meio de uma música falou que tava cansado e saiu do palco em direção à comida, e quando desceu do palquinho caiu com a guitarra e tudo. Foi hilário.
- Coitado, vou contar essa pra . - falei rindo junto com ele.
- Por que especialmente pra ela?
- Hã?
- Por que logo pra ela você vai contar?
- Er... Por que o é o favorito dela. – dei de ombros.
- Então se vocês são quatro, se dão super bem, nenhuma deve ter o mesmo preferido, não é? –
perguntou, então soube onde ele queria chegar.
- Não, mas você não vai descobrir o meu favorito. – dei ênfase na palavra meu.
- Vou sim, já tenho ¼ do caminho andado, quer dizer, não é o .
- Você não vai descobrir os outros!
- Vou sim. – insistiu.
- Vamos ver. Ah, é sua vez. – falei mudando de assunto.
Passamos o resto da noite se perguntando coisas, e acabamos nem sentindo sono, rimos e nos divertimos demais. Bom, pelo menos eu. Acho que ele também se divertiu, espero que sim. Nos tornamos bem amigos, eu acho, há muitas coisas que gostamos que o outro também gosta, como filmes, músicas... Foi MUITO divertido, agora sim eu to convencida que eu tenho sorte DE MAIS! Porque eu fiquei uma noite toda conversando com o , e agora sei um monte de coisas sobre ele que ninguém sabe, quer dizer, nenhuma das outras fãs. Pois essas coisas não divulgam na mídia. São coisinhas idiotas, mas que é legal dizer que eu sei. Ta, às sete da manhã, infelizmente, o estúpido do meu gerente chegou pra abrir a loja e nos encontrou lá dentro.
- ? – perguntou assim que abriu a porta.
- Olá, eu... Nós ficamos presos aqui, desculpa, eu realmente não consegui abrir a grade.
- Não, a culpa é minha. – disse. – Tinha uns caras correndo atrás de mim com uma faca e eu entrei aqui pra eles não me matarem, e daí acho que fechei a grade com muita força e não conseguimos abrir, tentamos ligar pros nossos amigos, mas nenhum veio.
- Você é ? – perguntou simplesmente, e assentiu. – Você poderia dar uma autógrafo pra minha prima?!
Escreva aqui, o nome dela é Janice. - então se debruçou no balcão e assinou.
- Obrigado. – sorriu Adam.
- Imagina! Er... Nós podemos sair agora?
- Claro, tchau, . E até às 16:00, . – acenou.
- Tchau. – dissemos.
Saímos andando pela calçada até chegarmos ao Porshe de . Ah, eu ia andar de carro com ele! Sério, a cada coisa mais idiota eu ficava mais feliz. Mas quem não morreria de felicidade? Bom, claro, alguém que não fosse fã, mas acho que todas as fãs adorariam uma carona com ele, ainda mais com destino a casa
dele! Durante a ida a sua casa ligou o rádio e ficamos ouvindo músicas, mas no meio do caminho ele ligou pro .
- Oi, .
- E aí, ? Saiu daquele lugar?
- Saí, olha, vão todos lá pra casa pra gente tomar café, eu to levando a . – EU! Sorri, mas me virei pra o lado pra ver a paisagem.
- Quem?
- A garota que tava presa na loja comigo.
- Hum... Ok, nós já tomamos café, mas vocês ainda podem tomar, e depois que acabarem venham pra casa do , ta todo mundo aqui, estamos fazendo um campeonato de vídeo game!
- E as novas músicas?
- A inspiração demora, não é assim! Vamos ter paciência.
- A inspiração nunca vai vim se ficar jogando vídeo game!
- Eu sei, mas relaxa, hoje de tarde começamos a compor, prometo.
- Ok, vou fingir que acredito. – riram.
- Bom, se você não quiser acreditar... Mas vamos começar hoje, sim.
- Ta, a gente vai tomar café lá em casa e depois vamos aí, então.
- Beleza, a gente ta esperando.
- Ok, tchau.
- Tchau.
Passamos pelo parlamento e pelo Big Ben, depois fiquei admirando a London Eye. Queria tanto ir!
Quer dizer, já cheguei aqui a um mês e de tanta correria não fui ainda. Estava tão distraída que quase não me liguei quando abriu a porta do conversível pra mim, pra entrarmos na casa dele. Foi aí que eu percebi que
eu ia conhecer a casa Dele. Nossa, era bom demais. Ultimamente tenho estado com tanta sorte. O tempo passara rápido devido a eu estar me divertindo, mas bem lentamente, pois estava apreciando cada momento. Entramos na sua casa e fomos pra cozinha tomar café. Ficamos conversando enquanto comíamos, e depois fomos pra casa do .
Fiquei nervosa antes de entrar, quer dizer, eu ia conhecer , e ! Claro que não que é a mesma coisa que conhecer o , mas tenho que demonstrar nervosismo também, pois em hipótese alguma posso deixar ele pensar que eu gosto mais dele.
- Ta nervosa? – perguntou.
- Hã? Ah, to sim. – sorri, estava realmente nervosa, mas não tanto como se fosse conhecer ele.
- Mais do que se você fosse me conhecer? – revirei os olhos.
- Já disse que não vou te falar, . – sorri.
- Mas eu vou descobrir. – piscou o olho e apitou a campainha. Quando ele fez isso fiquei mais nervosa, apitar a campainha, quero dizer. Pois agora eu estava a segundos de conhecer o resto do McFLY. Acho que esse é o dia mais feliz da minha vida! Ok, eu não acho, tenho certeza! Ouvi passos, e logo abriu a porta com um sorriso no rosto.
- Oi!
- Oi, . – disse .
- Oi, . Olha, se não é aquela garota da praia! – rimos. – Sou , prazer. –
esticou a mão.
- Eu sou , mas pode me chamar de . – sorri e o cumprimentei. Então ele fez sinal para que entrássemos. Logo vi sentado todo esparramado no sofá e na poltrona com um controle na mão.
- Oi, dudes! - nick gritou.
- Oi, . – disseram e se levantaram, acho que para me cumprimentar, por que praticamente nem viraram a cara quando disse oi.
- Essa é a . , esses são e .
- Prazer. – cumprimentei os dois.
- O prazer é nosso. – disse e sorriu.
Logo voltou para a sala e falou que tinha que jogar uma partida com eles, e perguntou se eu queria entrar na competição também, e eu, claro, aceitei. Quem não gostaria de jogar vídeo game com eles? Sentei no sofá entre e , e ao lado de . continuou na sua poltrona. colocou o jogo e começamos a jogar. Pensei que eu poderia realmente ganhar algumas vezes, ao menos. Quer dizer, eu sou boa nisso! Mas o que não sabia era que eles eram muito bons! Então só ganhei uma. O ganhador geral foi o .
Ele é praticamente viciado nisso, deixou apenas 2 vitória para e , e 3 para o . Depois disso teve a ideia de alugarmos um filme. O que eu achei estranho, nunca vi ninguém alugar um filme de manhã, geralmente assistimos filmes à noite. Mas tudo bem.
- Então, quem vem comigo? – perguntou .
- Vai sozinho, a gente ta com preguiça! – disse e os caras concordaram.
- Então vou escolher um filme que só eu goste!
- Ah é? Qual? – perguntou .
- Er... Sei lá. – deu de ombros.
- Ta, eu vou com você. – me pronunciei.
- Ah, qual é, ? Fica aqui comigo. – sorriu e pegou em minha mão pra
me sentar de volta no sofá ao seu lado depois de eu ter me levantado, sem ao
menos pergunta se queria que eu fosse com ele. Ta legal, com essa eu
juro que quase fiquei. Mas daí pensei: não vou perder a oportunidade de ir à uma locadora com ! Ta, eu poderia ficar em casa, sentada, junto com outros três McGuys, incluindo o meu predileto. Mas na hora me deu vontade de ir. Não ia perder a oportunidade de conversar realmente com , podíamos ser bons amigos.
- Eu já volto. – falei a .
- Ta, até mais. – disse.
- Vem, . – me chamou, já estava perto da porta com as chaves do carro na mão.
- Até. – falei, e eles acenaram. Então eu fui. Saí da casa e encontrei o carro de na garagem, então entrei e saímos, onde vi umas ruas lindas e arborizadas.
- Então, como vocês ficaram presos na Starbucks? – puxou um assunto enquanto dirigia seu carro.
- Bom, o tava fugindo de uns caras, então entrou lá, só que ele bateu aquelas grades muito forte no chão então ficamos presos. –
falei o olhando, quer dizer, ele também era muito lindo.
- O é muito tapado mesmo. – rimos.
- A culpa não foi dele, acho que as grades estavam meio enferrujadas mesmo. – dei de ombros.
- É, pode ser. – falou.
- Posso ligar o rádio? – perguntei e assentiu. Então liguei e começou a tocar “Too Close for Comfort”.
- Olha, vocês! – sorri e comecei a cantar junto. Nem me liguei que estava cantando na frente de , por isso continuei cantando... Quer dizer, eu acho que não canto tão mal assim.
- É, nós. Você é nossa fã, não é?
- Sou. Canta?
- Cantar o quê?
- Canta junto com a música! – pedi.
- Ta bom. – concordou e aumentou o volume. Fomos até a vídeo locadora cantando juntos algumas músicas que conhecíamos que também estavam na rádio. Ah, eu cantei com ! Uau, isso ta cada vez ficando mais divertido! Sério, eu sempre quis duas coisas: Cantar com ele e ouvir ele cantando perto de mim. E consegui duas em uma! Bom, claro que eu quero mais isso do , mas conseguir que cante com você já ta ótimo. Por enquanto. Acabamos locando
"De volta Para o Futuro". Bom, com esse não tinha erro. Quando chegamos em casa, quer dizer, na casa do , os mostramos o filme e todos concordaram. Então eu fui fazer pipoca com na cozinha, enquanto os outros ficavam deitados no sofá esperando.
- Onde fica a pipoca? – perguntei quando entramos na cozinha.
- Naquele armário. – apontou.
- Ta, escuta só, tive uma ideia. Você faz a pipoca que eu vou fazer outra coisa.
- Pode ser, mas o que você vai fazer? Vai ser aqui, né?
- Vai, e não posso contar. É surpresa. – falei sorrindo.
- Ok, é a alguma comida?
- Óbvio, né ! Estamos numa cozinha! – rimos. Então ele colocou a pipoca no micro ondas. A pipoca ficou pronta, mas deixamos na cozinha, senão eles iam comer tudo, e ainda faltava um pouco pro brigadeiro ficar pronto. Quer dizer, a surpresa. Os garotos já estavam meio impacientes.
- Poxa, mas o que vocês tão fazendo aí que 'tá demorando tanto? – pergunto e foi até a cozinha. Mas correu pra porta e fechou na cara dele.
- É surpresa, dude! – gritou.
- QUE SURPRESA DEMORADA! – gritou .
- VAI VALER A PENA! – gritei de volta rindo.
- ESPERO! PORQUE EU QUERO VER O FILME, POXA! – rimos.
- CALEM A BOCA E ESPEREM! – gritou .
Alguns minutos depois e eu fomos para a sala, cada um com uma coisa na mão.
- O que é isso? – perguntou .
- Brigadeiro, prova. – falei e entreguei para ele.
- É MUITO BOM! – exclamou e eu sorri.
- Ah, eu também quero! – disse , e entreguei-o o dele, assim como fiz com o de .
- Concordo com o . – disse após provar.
- Eu também! Isso é bom mesmo. – concluiu .
- Que bom que vocês gostaram! – falei e me sentei no sofá entre e .
- Põe o filme aí! – disse .
- Por que eu? – perguntou .
- Você é o único que ainda ta em pé. – disse.
- Põe logo. – completou .
- É, por favor, . – falei.
- Ta. – concordou e colocou o filme. se levantou pra apagar as luzes e depois voltou e deitou a cabeça no meu colo. Pigarreei.
- O quê? – perguntou e ergui as sobrancelhas.
- Por favor. – sorriu.
- Tá. – dei de ombros.
Durante uma parte do filme – que estava na poltrona – meio que fez uma guerra de pipoca com , que infelizmente estava do meu lado, acabou indo pipoca pra todo o lado. Mas quando a guerra de pipoca acabou, bocejei de sono e fez sinal pra mim deitar em seu ombro, então passou o braço por volta de mim. Nem prestei a atenção direito no filme, fiquei quase todo ele brincando com o cabelo do , que era bem mais interessante que o filme, que eu já havia visto. Quando o filme acabou, estávamos todos com sono, afinal, depois de fecharmos tudo pra ver o filme
às nove e pouco da manhã, temos que abrir todas as cortinas de novo, e isso causou dor nos nossos olhos.
Eram onze e meia da manhã e não sabíamos mais o que fazer, e como já fazia tempo que estava lá decidi dizer que ia embora. Claro que eu não queria, mas ia ser meio mal educado me oferecer pra almoçar com eles.
- Gente, acho que eu vou indo. – falei e me levantei do sofá.
- Já? – perguntou . Assenti.
- Bom, a gente te convidaria pra almoçar conosco, mas temos que almoçar com nosso empresário pra decidir algumas coisas, acho que vamos fazer algum show por aqui depois que compormos umas três músicas novas... –
disse .
- Imagina! Não tem problema nenhum. Que bom que vão fazer um show aqui. – sorri.
- Pois é. – concordou .
- Er... Quer que eu te leve em casa? – perguntou .
- Não, não quero incomodar vocês, podem se atrasar pro almoço.
- Que isso, não tem problema! – falou e pegou as chaves do carro.
- Então tá. – disse ainda sorrindo. Mas não tão feliz por estar saindo.
- ? – me chamou quando estava saindo.
- Fala. – disse.
- Dá teu telefone pro , pra gente poder se ver de novo. – falou.
- Claro. – sorri. – Até mais.
- Tchau. – disseram todos.
Quando entrei no carro, antes de dar a partida, ele abriu o celular registrou o meu número, e ainda me deu o DELE! Sim, me deu o telefone dele! Eu tenho o telefone de ! E ele também me deu o dos outros guys, caso o dele esteja desligado, ou ele tenha esquecido em casa. Que ele disse que como eu pude ver, ele esquece frequentemente.
- Bom, até mais. – falei ao sair do carro e beijei sua bochecha.
- Até. – disse, acenou e partiu.
Não!!! Ele foi embora! Que droga! Foi tão rápido!
Entrei em casa e arrumei algumas coisas. Depois encomendei McDonald’s e almocei. Então fui para o computador falar com minha família pelo MSN, estava com saudades, e claro que ia contar as novidades! Mas a quem eu não podia esperar pra contar isso eram pras minhas amigas, que logo chegariam da escola.
Estava deitada na cama do meu quarto depois do almoço, lendo um livro, quando meu celular começou a tocar. Então, toda ansiosa pensando que era o , saí correndo da cama, e até desmarquei a página que estava lendo, mas tudo bem, eu acho depois. Corri até a escrivaninha e sem nem mesmo ver quem era, atendi.
- Alô? – perguntei.
- Oi, linda! – disse a outra voz. Só que não era quem eu pensava. Infelizmente. Mas era alguém que eu também gostava.
- Oi, Dylan, tudo bem?
- Tudo, e aí, novidades?
- Aham, e você?
- Conta você primeiro.
- Conheci o Mcfly! – falei. Claro que não ia contar detalhes, como fiquei presa numa loja com , ou qualquer outra coisa, ele podia ficar com ciúmes, afinal, ele é meu namorado.
- Nossa, que legal! Como?
- Ah, uma longa estória. E você? Qual a novidade?
- Consegui ingressos pra ver o Chelsea jogar contra a Internazionale Milano. Você quer ir?
- Claro! Eu ia adorar! – respondi animada, quer dizer, eu gosto de futebol!
- Ótimo, vai ser sexta à noite, pode ser?
- Uhum, até lá, tenho que desligar.
- Ok, até mais. – desliguei o telefone, pois vi o táxi chegar pela janela, e as garotas desceram e chegaram em casa. Mal podia esperar pra contar tudo a elas, tipo, não para jogar na cara delas, somente pra compartilhar minha felicidade imensa, que elas são as que melhor podem entender. E é claro que eu vou fazer elas conhecerem eles algum dia também, afinal, é isso que as amigas fazem, ou não, mas eu vou fazer. Só tenho que esperar, pois não posso sair ligando e também acho que não ligarei pro , vou ligar pra algum outro, senão ele pode saber que eu prefiro ele, e isso não pode acontecer.
- Chegamos! – gritou .
- Subam aqui! – gritei, e logo ouvi passos subindo as escadas e as garotas entraram no quarto, então me sentei na cama e falei:
- Vocês não sabem o que aconteceu!
- Claro que não sabemos, por isso você vai nos contar. – disse e se sentou na cama em frente a minha, ou seja, a de , que se sentou em sua cama também.
- Sério, onde você tava? Pensei que você ia à aula! – falou ao se sentar de frente pra mim na minha cama.
- , chega de perguntas idiotas, e nos conta desde que o entrou na Starbucks até a hora que ele saiu.
- Ele não saiu. Nós saímos. – sorri.
- Hã? – perguntaram em coro.
- Ta, deixa eu contar.
- Conta logo, to ficando nervosa! – exclamou.
- Ta, é que vocês não calam a boca! – ri.
- Calamos, agora conta. – insistiu .
- Ok, tipo, e eu ficamos presos na Starbucks a noite toda! Ficamos jogando um jogo tipo verdade ou consequência todo o tempo e acho que ficamos bem amigos, por que ele ME convidou pra tomar café da manhã com ELE!
- Ai, meu Deus! – disse .
- É, ta, daí fomos pra casa dele! E eu conheci a casa dele! Ta, legal, só o andar de baixo, porque só tomamos café lá, depois fomos pra casa do .
- Não! Do MEU ? – claro que essa pergunta foi da .
- Aham, mas o da e o da também estavam lá.
- Você TEM que nos apresentar eles! – exclamou histérica.
- Eu vou, mas calma.
- Ok, continua...
- Ta, jogamos vídeo game, e o venceu.
- Isso! – gritou e todas rimos.
- Engraçadinha. Ok, então eu e fomos alugar um filme.
- Só vocês dois? – me interrompeu.
- É, os outros estavam com preguiça.
- SORTUDA!- gritou .
- É, e eu cantei com ele! Quer dizer, com ele e com a rádio, mas eu escutei ele cantar tão perto de mim! Foi perfeito, mas não tanto quanto seria se fosse o .
- Dá pra você parar de reclamar?! – falou e e riram.
- Ok, depois vimos o filme e o deitou no meu colo! E eu mexi no cabelo dele, mas depois ele me trouxe em casa.
- Ah, acabou?
- Ainda não.
- E o que mais?
-Antes de eu sair de lá, disse pra eu dar meu telefone pro , pra a gente se falar de novo! E o me deu o telefone DELES!
- Ta brincando? Onde tá? – disse .
- Aqui. – dei meu celular pra elas e todas gritaram ao ver o número dos meninos na secretária eletrônica.
- E agora? Quando vamos ver eles? – perguntou .
- Não sei, temos que esperar eles ligarem. –dei de ombros.
- O QUÊ?! – exclamou .
- Como assim ‘o quê’? – imitei-a.
- Liga pra eles.
- Não, eles são ocupados, não quero levar um fora! Vamos esperar, se eles não ligarem em um ano, ligamos de novo. –
falei séria.
- UM ANO? – dessa vez foi a .
- Ta, talvez menos. – falei.
Logo chegou quatro da tarde e tive que ir ao trabalho de novo. O que já estava ficando cansativo! Quer dizer, eu preferia mil vezes não precisar trabalhar e passar o dia inteiro com . Bom, qualquer pessoa preferiria isso. Acho. De qualquer jeito tive que ir trabalhar, até que não foi tão ruim assim. Quando voltei pra casa me disse que ia sair com Allan, ia pra biblioteca fazer um trabalho e ia ficar em casa comigo. Peguei os deveres de casa com ela, por que aquela escola dava MESMO dever de casa. Muito mesmo! Eu e fizemos nosso jantar e comemos enquanto conversávamos sobre temas aleatórios, depois arrumamos nosso uniforme e nossa mochila pra irmos dormir.
Acordamos pra ir à escola no outro dia podres, bom, menos a .
Eu: Porque não dormi noite passada e isso provavelmente me fez desmoronar na cama ontem, pois estava morta de sono, e deveria poder dormir até
às onze por não ter dormido última noite.
: Ficou até tarde na biblioteca da escola fazendo um trabalho em grupo que tínhamos que entregar hoje. O grupo dela é muito ocupado e só poderia se reunir esse horário, segundo a ela.
: Provavelmente voltou do encontro com seu namorado só às três da manhã pra mais. Está de ressaca, pois deve ter bebido, onde quer que eles estiveram. Ta, ela não deve ter ficado muito bêbada, mas acho que passou um pouquinho devido às condições dela hoje.
- Gente, andem logo! Vamos nos atrasar! – gritou lá de baixo, coloquei um perfume e logo desci junto com . ainda estava meio perdida lá em cima, mas logo desceu também e partimos. Tivemos duas aulas de matemática hoje, então quase dormi, só não o fiz porquê ia levar suspensão. Mas deu muita vontade, quer dizer, morro de preguiça de prestar a atenção naquela explicação e ainda mais de fazer aqueles milhões de exercícios. Depois pra meu alívio, tive aula de artes, que foi legal até. Em seguida foi aula de história, e depois teve umas outras lá. No almoço passei com as garotas e com alguns amigos novos que fizemos. Josh veio falar conosco no intervalo. Era legal, por que ele era bem bonito. Ta, lindo. Mas não mais que o , ou que Dylan. Mas ganhava de todos!
O tempo voou até sexta à noite, quando teria um encontro com meu namorado. Bem, não sei se posso chamar de encontro. Quer dizer, íamos a um jogo de futebol! Mas como ele sabia que eu gostava, podia até ser.
- Oi, , to passando aí. Ok? – Dylan me ligou.
- Oi, ok, até. – desliguei o telefone e verifiquei se estava tudo bem com minha roupa, coloquei a blusa do Chelsea e uma calça jeans e um boné do time, com o cabelo solto e umas argolas. Eu não sabia que time inglês torcer, mas coloquei a camisa do time mesmo assim, já que Dylan torcia para este, e também porque era praticamente Inglaterra contra Itália. E eu torceria pra Inglaterra, com toda a certeza.
Dylan buzinou quando parou em frente a minha casa, então desci com minha bolsa e meu celular, sempre em mãos, em caso de receber uma ligação importante, sabe como é...
- Oi, Dylan. – sorri.
- Oi, . – me deu um selinho.
- Tudo bem? – perguntei.
- Tudo e você?
- Ótimo. – sorriu e abriu a porta da carona pra entrar. Dirigiu falando das chances do Chelsea ganhar até o estádio.
Ele estava todo iluminado e cheio de carros estacionados perto, estava realmente lindo. Eu já havia ido a jogos de futebol no Brasil, mas isto aqui era bem diferente! Fomos em direção
às cadeiras, não iríamos ficar nas arquibancadas, pois se ele havia conseguido ingressos nas cadeiras, por que ir nas arquibancadas? Nos sentamos e ficamos conversando até o jogo começar.
O primeiro tempo foi meio deprimente, quer dizer, a Internazionale saiu
ganhando, com 1 x 0. Mas fora isso foi um jogo bom, quer dizer, bastante chutes
à gol. Uma hora ia ser gol do Chelsea, mas daí o jogador foi impedido. Cheguei até a me levantar pra gritar! Bom, tivemos bastantes chances, mas não deu, acho bom virarmos esse placar no segundo tempo!
- Intervalo. – Dylan se sentou do meu lado.
- É, relaxa, vamos ganhar!
- Espero. – falou.
- Vamos sim. – sorri e o beijei, mas logo paramos, pois meu celular começou a tocar.
- Oi? – perguntei em meio aquela barulheira toda, que nem conseguia ouvir o que a outra pessoa falava.
- ? Tais me ouvindo? – perguntou.
- ? Fala. – gritei e coloquei as mãos sobre os ouvidos. Ele tava me ligando! Só que bem que poderia ser outra hora, né?
- BELLA, SÓ PRA TE AVISAR QUE MARCAMOS A DATA DO SHOW.
- AH, QUE BOM! QUANDO?
- VAI SER NO PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS QUE VEM!
- LEGAL, DÁ TEMPO DE COMPOR AS TRÊS MÚSCIAS!
- É, VOCÊS VÃO IR? QUER DIZER, VAMOS MANDAR PRA VOCÊS OS INGRESSOS DO CAMAROTE DE GRAÇA, ACHO BOM VOCÊ APARECER LÁ!
- CLARO. – sorri. – NICK, TENHO QUE IR, ESTOU NO JOGO DO CHELSEA!
- AH, OK, ATÉ LÁ, ENTÃO. AH, E ENTRADA PRO CAMARIM TAMBÉM!
- OBRIGADA! ATÉ, TCHAU. – desliguei o telefone.
Até lá? Daqui a praticamente duas semanas? TUDO isso? Não pode ser! As garotas vão surtar! Quer dizer, acho que ele não ta tão ansioso pra me ver, assim como eu estou pra ver ele. Dylan logo olhou pra mim e perguntou quem era, e eu respondi que era o do McFly, e ele disse somente um ‘ah’. Eu gritei com no telefone porque todos estavam gritando devido à volta dos jogadores ao campo. Então estava praticamente impossível de escutar. Mandei uma mensagem de texto para dizendo:
Coloquei o celular no bolso, e Dylan me puxou pelo braço, pra me levantar, pois o Chelsea estava bem perto da goleira.
O lateral direita fez um cruzamento e um cara cabeceou. GOL! Todos nos levantamos e comemoramos demais! Até perdi a voz. Ta, não perdi. Mas quase. Estava empatado. Só tínhamos que fazer mais um golzinho e ganhávamos a partida!
Aí íamos pra final da Champion League, jogar contra o Bayern de Munique. O jogo estava apertado, o relógio marcava 39 minutos do segundo tempo, e eu já estava meio negativa, mas logo o Chelsea foi se aproximando e marcamos com um golaço de um cara que eu não sei o nome. GOL! Todos gritaram mais ainda, a festa era muito bonita! Saímos do jogo e fomos para um restaurante, e depois fomos encontrar as garotas em casa, eu ia ficar lá, pois íamos nos arrumar pra ir a um Pub, afinal, amanhã – felizmente – não haveria aula.
- Cheguei! – gritei ao abrir a porta.
- Oi, ! – disseram.
- E aí, prontas?
- Não, né! A gente ta te esperando pra começarmos a nos arrumar! – disse .
- Ok, então vamos. – falei e subimos as escadas pra nos arrumarmos juntas. Quer dizer, era legal essa função. Era uma total bagunça, mas era muito divertido, pois eu arrumava os cabelos, e maquiavam, e escolhia as roupas, então dava tudo certo. Quer dizer, eu não sou muito boa em maquiagem, por isso é bom que tenha duas amigas que saibam, e elas não são tão boas em arrumar o cabelo. E com certeza a que entende mais de moda é a . Ela ta sempre com uma revista dessas na mão. Colocamos nossas roupas primeiro e depois nos maquiamos, então arrumamos nossos cabelos e depois ligamos pros garotos virem nos buscar.
- Estou pensando seriamente em juntarmos dinheiro pra comprar um carro, o que vocês acham? –
perguntou enquanto estávamos na sala, no andar de baixo da casa, esperando eles chegarem.
- Eu acho uma boa ideia. – falou .
- Concordo, não aguento mais depender de táxis pra ir e vir de todo o santo lugar que eu quero ir! Ou depender de carona dos nossos namorados. –
falei.
- Concordo total! Mas como? Quer dizer, temos que ter dinheiro pra comida e tal... –
colocou .
- Eu sei, mas tipo: Cada mês colocamos 20% do salário de cada uma numa caixinha. Daí um dia vamos ter dinheiro suficiente pro carro.
- 40%, acho. – disse .
- É, acho que 40% dá, porque cinquenta por cento de todas nós juntas é pra comida, mas não vamos gastar TUDO isso comendo, então ainda sobra comprarmos
o que queremos. – falei.
- Uhum, então começamos esse mês? – propôs .
- Com certeza. – disse .
- Ah, finalmente vamos parar de ir de táxi ao colégio! – falou enquanto se recostava no sofá.
- É, que beleza! Mas vamos ter que aprender a nos localizar aqui. – falei.
- Ah, a gente aprende fácil, pede pro te ensinar!
- Até parece. – ri. – Vamos comprar um mapa.
- Boa ideia! – concordou .
- É, espero que dê certo, quantos meses vocês acham que vai demorar? – perguntou.
- Não muito, eu espero, mas temos que escolher o carro depois, né! – falei.
- Sim, pra sabermos quando já temos dinheiro suficiente. – disse .
Fiquei feliz com a nossa decisão, quer dizer, isso meio que ia facilitar nossa vida, e claro que ia ser um carro pra todas, mas tudo bem. Uns cinco minutos depois os garotos chegaram e saímos com eles. Foi muito divertido lá no Pub, mas uma coisa realmente me incomodou, quer dizer, eu ficava todo o tempo pensando no , e isso definitivamente não era pra acontecer! Quer dizer, eu tenho que pensar é no Dylan! Isso ta me deixando louca! Acho que esse foi o fato de eu não ter aproveitado ao máximo.
No outro dia dormimos até tarde, mas à noite e saíram com os namorados delas, acho que era um encontro em dupla. Dylan e Allan não podiam sair hoje porque tinham um compromisso lá, não quis ficar perguntando, então fiquei em casa com a , mas até foi bom, porque eu tinha uma coisa pra falar com ela.
De tarde corri aqui pelo nosso bairro, e foi maravilhoso. Nosso bairro além de ser calmo, é realmente lindo, é bem arborizado e repleto de casas muito bonitas, com jardins na frente cheios de flores coloridas. Depois fui fazer meus deveres, pois o último dia que eu quero estudar é amanhã – domingo -, ninguém merece estudar nesse dia, é praticamente um dos únicos dias que temos de folga e temos que estudar, é por isso que detesto provas na segunda-feira, o que acontece de vez em quando no nosso colégio.
Então fui tomar um banho, e aproveitei pra lavar o cabelo, vai que me liga esse fim de semana? Ou não, mas é bom estar preparada. Antes de secar o cabelo chequei meu celular pra ver se tinha alguma mensagem ou ligação perdida e encontrei uma mensagem não lida.
Droga! Era do Dylan! Não que eu não quisesse, quer dizer, eu adorei, mas eu cheguei – por um segundo se quer – pensar que podia ser
uma do . Respondi a mensagem e fui pro banho. Após isso, bati na porta do quarto de , onde ela tava lendo um livro.
- , eu... Preciso te contar uma coisa.
- Claro, pode falar.
Capítulo 8
Sentei na cama de e largou o livro em cima da mesa de cabeceira e se virou de frente pra mim, para conversarmos.
- E aí, o que aconteceu? – perguntou . Suspirei.
- Não sei, quer dizer, eu sei, mas tipo: o problema é que não sei se termino com o Dylan. –
abri o jogo.
- Por que você iria terminar com ele? – quis saber.
- Bom... – pensei em uma maneira de falar.
- Tem a ver com o , não é? – interrompeu meu pensamento.
Como ela sabia?! Bom, pode ser porque talvez nos conhecemos desde pequenas, acho que ela sabe muitas coisas sobre mim.
- Tem. – admiti de primeira.
- Qual o problema? Quer dizer, você conheceu ele, não é isso que você queria?
- É, mas ele não me ligou ainda. – falei.
- Mas ele não conseguiu os ingressos?
- Conseguiu.
- Viu? Então ele quer te ver de novo! E você, como é demais, vai levar suas amiguinhas queridas! –
sorrimos.
- É, só que eu tenho namorado. – falei.
- Ah, entendi tudo agora.
- Pois é! O que eu faço?
- Olha, por enquanto não termina com o Dylan, quer dizer, o é famoso, você já tem que
estar super feliz só de conhecer ele. – Deu ênfase em “conhecer”.
- Eu sei, é que existe uma minúscula porcentagem de chance de ele poder gostar de mim também...
Algum dia. – falei.
- Claro que tem! Só que por enquanto não termina com o Dylan, ok? Se você perceber que o pode estar gostando de você, aí sim, você pensa em terminar com ele. Por que você pode se magoar, quero dizer, se você terminar com o Dylan pelo . E o tiver outra namorada, sei lá...
- É, você tem razão! Acho que não vou terminar com o Dylan por enquanto. – falei.
- Isso aí, e daqui a cinco dias eu vou conhecer o ! – festejou.
- Aham! – sorri junto com ela.
- E você vai rever o ! Sua sortuda! – rimos.
- Pelo menos você vai conhecer o arrumada! E eu que conheci o com a
roupa do trabalho!
- É, você tem razão. Mas você ficou um tempão com o , e eu só vou ter uns cinco minutos pra falar com o !
- Não vai, não.
- Hã?
- Quem disse que eles não vão nos convidar pra fazer alguma coisa depois do show?
- Espero. – falou.
- Eu também. Agora vamos dormir, não vamos esperar a e a , elas vão demorar. –
rimos.
- Ah é. Vamos dormir. Boa noite. – falou e se deitou na cama. Fui caminhando em direção a porta e apaguei a luz.
- Boa noite. – falei e fui me deitar também.
No outro dia nós acordamos super tarde, por que ainda era fim de semana. Quando acordei fui tomar café com as garotas lá embaixo.
- O que vamos fazer hoje? – perguntou .
- Não sei, mas temos que fazer algo pra não ficarmos paradas no domingo! – disse .
- Como foi o encontro ontem à noite? Quer dizer, os encontros? – me intrometi na conversa.
- Maravilhosos! – disseram.
- Contem, né! – disse .
- A gente foi no London Eye! – exclamou .
- Pois é, é perfeito! – concordou .
- Ai, suas sortudas! Eu to louca pra ir! – falei.
- Eu também, mas relaxa, . Quando a gente for, nós vamos com o e o . –
disse .
- Ui, que chiques! – disse .
- E nós vamos de novo com o e o !
- Sim, mas nós vamos a primeira vez com eles!
- E daí?
- Sei lá, só que é a primeira vez é mais emocionante.
- Vocês só tão com inveja porque nós fomos! – disse .
- É. – admitimos e depois todas rimos.
- Ei, tive uma ideia! – exclamou .
- Fala.- disse .
- Vamos comprar um vestido perfeito pra ir ao show, sexta-feira!
- Isso! Que ótima ideia! – concordamos.
Acabamos de tomar o café e cada uma ficou fazendo suas coisas até a hora do almoço, depois todas pegamos um táxi – em breve não mais necessário – para irmos ao shopping comprar nossos vestidos! O táxi nos deixou na porta do shopping e descemos. Na primeira loja que fomos encontramos um vestido pra , que ela amou demais. Depois andamos mais um pouco e encontramos um pra . Mas pra mim e pra tava difícil, quer dizer, somos muito chatas, o vestido tinha que ser perfeito! Depois de toda a jornada pelo o shopping, encontramos um pra cada uma de nós.
- Gente, eu to com fome, vamos naquela cafeteria do segundo andar? – perguntou e todas descemos as escadas rolantes e chegamos a cafeteria, onde nos sentamos e cada uma pediu um capuccino. Enquanto estávamos tomando café, meu celular vibrou no bolso. Uma mensagem. Espero que
desta vez seja quem eu penso que é.
Gritei no shopping. Ta, eu sei que é estranho, mas eu gritei mesmo, foi tipo assim:
espontâneo. Simplesmente não consegui aguentar, tive que gritar. Todos da cafeteria olharam pra mim e eu corei. Até minhas amigas olharam pra mim uma cara de “você tá louca?”, mas eu ignorei, pois naquele momento TUDO que importava era que estava me mandando uma mensagem! Ele se lembrava de mim! Gritei mentalmente. Em seguida falei para as garotas o motivo da empolgação e elas disseram: Responde logo!
Lá vou eu, vou mandar uma mensagem pro !
Óbvio que eu tinha que dizer o “quanto tempo”, é a minha maneira educada de dizer: por que você demorou tanto pra falar comigo? Quer dizer, até que não foi tanto, pois ele me ligou sexta à noite, mas eu não o vi. E eu realmente havia pensado que eu só iria falar com ele de novo na sexta que vem. Mas não. E, vendo pelo lado bom, mandar mensagens é legal, porque fica gravado que ele realmente falou comigo! E claro que não é tão bom porque eu não o escuto e nem o vejo, mas tudo bem.
está ME convidando pra ajudar ELE a compor! Ah! Sério, tenho que levar as garotas pra lá, vai ser demais. Elas finalmente vão conhecer , e . E , claro. Mas ele é meu. O que ele não pode saber.
Esperei ele responder. Enquanto isso conversávamos, quer dizer, gritávamos. Não alto, claro. As garotas comemoravam.
- Não acredito que vamos MESMO conhecer eles hoje! – falava histericamente.
- Eu sei, nem eu! – disse .
- Se acalmem, esperem ele confirmar! – lembrou .
- Cala boca, ! – as duas chamaram sua atenção e rimos. Até que meu celular vibrou novamente, com a resposta de .
Ah! Eu vou pra casa dele agora! Nossa, realmente esse ano em Londres vai ser inesquecível! E ainda vou apresentá-los as minhas amigas, que com certeza irão desmaiar!
- Então, o que vocês acham de irmos agora mesmo pra casa do ? – falei interrompendo a conversa, que cada vez aumentava de volume.
- Já estamos lá. – respondeu . Pagamos a conta e saímos o mais rápido que podíamos para a casa dele.
- Espera! – interrompeu nossa caminhada rápida até a saída do shopping.
- Esperar pra conhecer o ? Nem pensar. – continuou caminhando, mas a segurou pelo braço.
- Você quer mesmo conhecer o assim? – olhou para sua roupa.
- O que tem de errado com ela?
- Nada, mas vamos passar em casa pra nos arrumarmos rapidinho, ou vocês querem chegar assim?
- É, acho que podemos passar em casa rapidinho. – falei.
- Ok, mas correndo! – concordou .
- Então corram! Vamos embora – Apressou e saímos todas correndo que nem quatro loucas dentro do shopping procurando a saída mais próxima. Chamamos o primeiro táxi que vimos e apressamos o cara pra chegarmos em casa correndo. Quando finalmente chegamos, tivemos que esperar a parar de tagarelar com o Jim no telefone. Olha o momento que ele foi ligar, bem na hora que estávamos indo pra casa do meu ! Quer dizer, do .
tentava desligar a porcaria do telefone, mas Jim não calava a boca, e isso estava me irritando, então , e eu fomos subindo para já estarmos prontas e só restar a se arrumar pra irmos pra onde sempre quisemos ir. Ou pelo menos eu. Quer dizer, provavelmente sempre quisera ir na casa do , assim como na do e na do , mas acho que elas já estão até considerando o melhor lugar a casa do , já que é lá o local onde elas conhecerão eles.
- Finalmente, hein! – falei ao ver entrar pela porta do meu quarto e de . Estávamos todas nos arrumando juntas lá, assim é melhor pra nos ajudarmos, já que sempre precisamos de ajuda nessas horas. Cada uma escolheu a roupa que mais se sentia linda e descemos pra pegar o táxi, depois de colocarmos
gloss. O táxi corria pelas ruas de Londres e a cada segundo mais ansiosa
elas ficavam, e eu também claro, pois mesmo vê-lo DE NOVO, era sempre de dar um nervosismo antes.
- Ai, gente, como eu 'to? – perguntou desesperadamente.
- Linda! Todas estão lindas! – falei. – Não se preocupem, eles vão gostar de vocês e vão achar vocês lindas.
- Pra você é fácil falar, você já conheceu o seu. – disse .
- Ah, mais uma coisa. NUNCA, em hipótese alguma mencionem o meu! Entenderam? – falei.
- Por quê? – perguntaram juntas.
- Ele não sabe e nem vai saber, ok?
- Por que assim não vai dar certo! – exclamou .
- Dar certo o quê? – perguntou confusa.
- De eles namorarem!
- Ah.
- Olhem, o único que ele sabe que não é meu favorito é o . – expliquei.
- Por quê? – perguntou .
Por que sempre que ela escuta esse nome, ela entra na conversa? Por mais que estivesse boiando antes, pensando em sei-lá-o-quê.
- Por que eu caí na besteira de falar que ele era o seu. Daí ele disse que como éramos amigas, devíamos ter prediletos diferentes, e eu, idiota, concordei.
Agora ele sabe, então NÃO demonstrem que vocês duas preferem o e o , se não vai ficar NA CARA que EU prefiro ele!
- Por que ele não pode saber? – perguntou .
- Isso vai estragar tudo, quero dizer, se ele souber que eu amo ele! Isso não pode acontecer, por enquanto ele
'tá acreditando que não somos tão fãs deles, mas sabem que SOMOS fãs.
- Eu não me importo. – deu de ombros – Contanto que o goste de mim!
- Ele vai gostar. – falei.
- E o vai gostar de mim? – perguntou .
- Vai, sim. – ajudei-a.
Fiquei imaginando como estaria me sentido de fosse eu a conhecer eles agora. Ou melhor, ele. Quer dizer, eu ia estar morrendo! Total. Até foi bom que o conheci na correria, não deu nem tempo de pensar, quando eu estava começando a raciocinar que estava falando com o , ele já estava falando comigo, e eu já tinha visto que não era tão difícil quanto parecia. Mal deu tempo de raciocinar. Ainda bem, se eu não tivesse conhecido ele naquela hora, fico imaginando como eu estaria suando agora.
- Gente e será que o vai gostar de mim? – perguntou também. Sério, essa pergunta tava me enchendo. Como EU vou saber se eles vão gostar delas? Quer dizer, só porque conheço um pouquinho eles, ou passei junto a eles umas
quatro horas do dia – ta legal, do eu devo ter passado umas 12 horas – não quer dizer que eu vá SABER o que eles achariam de minhas amigas se as conhecessem.
- Vai, . Relaxa, se vocês ficarem nervosas vai dar tudo errado. Vocês tem que se acalmar e conversar normal com eles, esqueçam quem eles REALMENTE são por uns segundos, ok?
Pra mim isso fica fácil às vezes, quero dizer, meio que me acostumei com eles quando passamos juntos aquela manhã, e como meu maior nervosismo tem a ver com , e já tinha meio que me “enturmado” com ele antes, tudo ficou meio que mais fácil. Porque depois que você passa um tempo com eles, vê que são pessoas normais.
Pessoas lindas e perfeitas, mas normais.
- Ficar nervosa só vai piorar, ok? - complementei.
- Pra você é fácil! – falou .
- Não, quer dizer, 'tá. Agora pra mim é mais fácil, mas não foi nos primeiros segundos que passei com . Quando me virei pra trás e vi que era ele que estava bem perto de mim. Fiquei completamente sem reação. –
expliquei.
- É, a gente entende. – disse .
- Deve ter sido difícil no início, pois não tinha ninguém pra descontrair ou te ajudar com ele. –
complementou . Assenti.
- Você nos ajuda? – perguntou .
- Sim, mas discretamente. – falei.
- O que você quer dizer com “discretamente”?
- Vou tentar chamar a atenção dos guys que vocês preferem pra vocês, mas sem eles saberem que VOCÊS preferem eles, senão...
- Senão o descobre que você gosta mais dele. – interromperam todas juntas.
- Sacamos. – piscou .
- É isso aí. – concordou .
Então quando menos percebemos, o táxi estacionou no nosso destino e o provável lugar onde alguma de nós – não eu, porque se fosse eu isso já teria acontecido. – desmaiaria de felicidade ou de loucura. Ou de tanto chorar. Ou até de tanto se emocionar! Mas tudo bem, faz parte. Descemos do carro, olhava pra minhas amigas e nem sabia qual era a mais nervosa. Tá, era a . Só porque era ela sempre a que demonstrava mais nervosismo, mas isso às vezes não quer dizer nada. Ou quer.
- Prontas? – perguntei e elas, de tão nervosas, só conseguiram assentir.
- Relaxem! – lembrei a elas.
Então toquei a campainha.
Capítulo 9
Ouvi passos descendo as escadas. O barulho foi se aproximando, até abrir a porta da frente e dizer:
- Oi! Nossa, finalmente vocês chegaram! – sorriu. E morreu. Ok, não. Mas com certeza deve ter morrido por dentro.
- Oi, ! – sorri e ele veio me abraçar. Abracei-o. Ah, eu estava abraçando !
- Oi, . – depois de me soltar nos viramos pras garotas.
- Essas são: , ou . , ou . E , ou . – falei.
- Prazer, eu sou , ou . – rimos.
- Entrem. – ele disse. – Estamos lá no quarto do escrevendo a música. Ou melhor, tentando.
- Ok. – concordamos e subimos. Ai, eu ia conhecer o quarto do ! Quase morri quando disse:
"estamos lá em cima, no quarto do ."
Sério, acho que devemos estar todas com caras de idiotas.
Eu: Por estar prestes a conhecer o quarto do . E o ver. De novo.
: Por ter acabado de conhecer o , e saber que vai passar toda à tarde com ele.
: Por estar prestes a conhecer o e saber que vai poder passar um tempo com ele.
: Por que ela vai conhecer o assim que acabarmos de subir essas escadas. E vai poder passar à tarde com ele!
- ! – exclamou, pra minha surpresa, quando entrei no quarto com as garotas e me abraçou.
- , oi! – falei abraçando-o. Ele cheirava tão bem. Sério, eu não conseguia me acostumar com isso. Quero dizer, abraçar o . Simplesmente quando eu vou embora parece que eu tava sonhando, daí quando eu vejo ele de novo, eu percebo que está mesmo acontecendo, mas é muito difícil de acreditar, ainda mais quando ele me abraça, porque isso é perfeito demais pra acontecer comigo. Em seguida, foi até mim de braços abertos e me cumprimentou, abracei-o também, e então veio e me abraçou de lado.
- Se vocês forem como a amiga de vocês aqui, vamos gostar muito de vocês. – disse pras garotas e depois beijou minha bochecha. As garotas riram.
- , me solta, deixa eu apresentar elas! – falei e fui ao lado das garotas. – Bom, essas são... – Ia falar, mas me interrompeu.
- , ou . , ou , e , ou . Viu, já decorei! – disse comemorando.
- Prazer. – disseram , e .
- Vocês sabem que eu sou o , ele é o , ele é o , e aquele idiota lá é o . – falou.
- Ei! – exclamou e rimos.
- Foi mal. – se desculpou e rimos da cara que ele fez.
- Então, vamos compor? – oerguntou ignorando-o. – Aqui, trouxemos uns puffs pra vocês se sentarem. –
apontou para os puffs no chão.
- , só tem três. – falei.
- Ta, você senta aqui conosco. Vem! – disse e fui sentar com ele no sofá virado pros puffs, e tava sentado na cama, enquanto e estavam encostados no sofá.
- Ta, deixa eu ver como isso tá. – falei pegando o caderno da mão de .
- ?
- Que? – me olhou como se não tivesse acontecido nada.
- ESTÁ EM BRANCO!
- Eu sei! – falou como se fosse óbvio.
- Ta, a é boa em compor músicas, ela vai sentar aqui, e vou pro lugar dela, pra pensar com as garotas. Vem, ! –
falei sorrindo pra minha amiga e ela guardou a felicidade meio que dentro dela, pois o que ela fez foi somente sorrir e dizer ok. Óbvio que ela tava tendo um ataque cardíaco por dentro, por se sentar ao lado do .
- E aí, ? Como você acha que a gente deve começar? – perguntou .
- Não sei, sobre o que vocês querem fazer a música?
- Vamos pensar... – disse e todos nós começamos a quebrar a cabeça pensando em como começar a tal música. Depois de uma hora e meia a música estava pronta. Era sobre amor, pra variar. Então eles perguntaram se não queríamos ficar pra jantar com eles, e óbvio que aceitamos. A essa altura, as garotas meio que já tinham se enturmado com eles. Ok, mais ou menos. Mas elas não ficavam caladas, falavam normal, mas eu ainda tinha mais intimidade. Ta, não tanta. Só que eu gosto de dizer isso. É só porque eu conheci primeiro, então fica mais fácil pra mim. Descemos e agora estávamos lá na sala, decidindo que sabores de pizza íamos pedir.
- Eu já falei que tem que ter mussarela, ! – disse .
- E eu já disse que TEM que ter calabresa! – rebateu. Enquanto isso nós só riamos no sofá.
- Não, não. Se EU for comer também, eu exijo marguerita! – falou.
- Gente, não querem perguntar pra elas? – perguntou, interrompendo a discussão engraçada. Ai, como ele é fofo!
- Er... Por nós tanto faz. – deu de ombros. – Mas eu prefiro calabresa.
- Há! Valeu. – disse .
- Ah, qual é? Você prefere MESMO calabresa? - perguntou chocado.
- Óbvio! Se não eu não ia ter dito. – rimos.
- Ta, dois votos pra calabresa. – disse sorrindo.
- Dois pra mussarela! – falou .
- Isso! – vibrou.
- Três. – concordei.
- Beleza! - continuou vibrando. – Vençam dessa!
- Eu voto na marguerita. – falou .
- Eu também quero mussarela! – apoiou .
- É! – vibrou como se fosse algo realmente importante e todos rimos. pegou o telefone meio contra a vontade e pediu a pizza.
Quando a pizza chegou todos fomos pra cozinha comer. Depois voltamos pra sala e ficamos assistindo F.R.I.E.N.D.S.
- Ah, eu adoro esse episódio! – disse .
- Ah, eu também, é aquele do namorado esquisito da Phoebe, não é? – perguntou.
- Aham, o cara é muito idiota. – entrou na conversa .
- Pior, é super engraçado aquela parte que ele diz que o Chandler é engraçado só pra disfarçar os sentimentos dele, alguma coisa assim, não me lembro muito bem. –
falou .
- Ah é! É hilário, ele fica com uma cara de “O quê?!” – disse e rimos dele imitando-o.
- Pois é. – concordei.
- Eu também gosto daquele que a Rachel descobre que o Ross é apaixonado por ela. –
disse .
- Ai, eu também! - falei.
Ficamos mais um tempo discutindo dos episódios, já eram dez horas, e amanhã tínhamos escola, abri a boca pra dizer que tínhamos que ir, mas não consegui, afinal, não é todos os dias que somos convidadas pra ir na casa do .
- Ei, gente! – falou chamando a atenção de nós pra ele que havia pegado o violão que estava em cima do sofá. – Vamos jogar um jogo. Olha só, cada um toca uma música e canta, e os outros têm que adivinhar qual é.
Vamos fazer nós contra vocês, pode ser?
- E quem não sabe tocar violão? – perguntou .
- Pede pra outra pessoa do grupo. – disse , e ficou surpresa ao ver responder. Quer dizer, ela sempre morria quando falava com ela.
- Ninguém de vocês toca? – perguntou.
- Eu e a . – falei.
- Beleza, então. Nós começamos. – disse pegando o violão. – Ok, lá vai. You say Yes, I say No, You say Stop but I Say Go, Go, Go, Oh No. You Say Goodbye and I Say Hello, Hello, Hello. I Don't Know Why you Say Goodbye. I Say Hello, hello hello…
- Hello, goodbye. – falou , que recebeu uma cotovelada de leve de , mas
ainda bem que só eu percebi. Pelo menos é o que espero. Acho que chamou a
atenção de , pois queria continuar a ouvir cantando. Óbvio!
- Ta, acertaram. – disse derrotado. Foi demais ouvir cantando ao vivo, bem perto de mim, deu pra ouvir bem a voz dele, o que é demais, porque em shows só ouvimos todos gritando.
- Quem vai? - perguntei quando entregou o violão pra mim.
- Você! – disse .
- Ah, não, vai você primeiro. – disse.
- Deixa que eu vou! – pegou o violão.
- Escolhe uma difícil. – falei.
- Ei, não vale brasileiras! – falou .
- Por quê? – perguntou indignada.
- A gente não conhece muitas.
- Ta, dessa vez vamos concordar. – falou.
- Ok, canta. – Disse .
- Ah, espera, toma o violão, . – me entregou.
- Ok. – peguei-o.
- It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now... Said I wouldn’t call, but I lost all control and I need you now. –
parou de cantar e olhou pra eles, que estavam com caras pensativas.
- Ah, eu já escutei essa música, ma não me lembro o nome agora. – falou .
- É, eu acho que eu sei, é Need you?
- Meio. – corrigiu. – É Need you NOW.
- Ah, mas vale meio. – defendeu sua ideia.
- Por quê? – perguntou .
- Por que acertei METADE do nome.
- Ok. – dei de ombros e entreguei o violão pro . – Então está um a meio. Pra
nós, claro. – Rimos. Quero dizer, nós, as garotas. Por que eles não acharam engraçado estarem perdendo.
- Agora é minha vez, ta na hora de ganharmos! – disse .
- Vamos ver. – Disse .
- 1, 2 , 3... – e começou a solar! É, nem cantou nada! Como é que vamos saber o nome daquilo?! A tava quase morrendo vendo ele solar ao vivo bem ali, então ficou quieta, mas acho que ela não sabia o nome da música também. Ninguém sabia. De nós, claro.
- Então? Qual o nome? – Parou de tocar, pra infelicidade de todas nós. Mas mais da , ela tava de boca aberta. Ou quase.
- Não faço a mínima ideia. – Desisti, e as meninas falaram a mesma coisa.
- Há, viram? Eu consegui! – disse pros garotos. – Não sou tão idiota que nem vocês pensam! –
rimos. – É Knockin’ on Heaven’s door.
- Ok, agora é um pra nós à um e meio pra vocês. – falou , e eles vibraram.
- Ta, me dá, é minha vez. – falou . - Yeah, when my world is falling apart. When there's no light to break up the dark, that's when I, I, I look at you. When the waves are flooding the shore and I can't find my way home anymore, that's when I, I, I look at you.
- Er… Nem adianta, não tenho ideia, e vocês? – perguntou .
- Nem eu, mas você canta bem, hein! – elogiou.
- Obrigada. – sorriu. - Nenhum de vocês?
Todos balançaram a cabeça negativamente.
- Isso! – vibramos.
- É When I Look At You, da Miley Cyrus. – disse .
- É, acho que estamos perdendo de novo. Dois à um e meio. – disse . – Deixa eu acabar com isso! In this farewell, there no blood, there no alibi. ‘Cause I've drawn regret, from the truth of a thousand lies… So let mercy come, and wash away… - interrompeu . Que milagre!
- What I’ve done, do Linkin’ Park.
- Ok, vocês tão ganhando. Ainda. Três à um e meio!
- Ta, minha vez! – falou . – Toca pra mim, ?
- Ok. – peguei o violão. Eu sei que pode parecer SUPER idiota, mas fiquei super empolgada de estar tocando o violão do . Quer dizer, aquele era o violão favorito dele! E eu tava tocando nele! Com ele! Ele o , quero dizer.
- Canta, . – falei e comecei a tocar. – Remember those walls I built, baby they’re tumbling down... They didn’t even put up a fight, they didn’t even made a sound. – interrompeu.
- Halo, da Beyonce.
- Droga!
- Eba! – gritaram eles e rimos da empolgação.
- Beleza: Três à dois e meio. – disse todo competitivo.
- Bom, vou dar um presente pra vocês. – falou e pegou o violão. – I never wanted everything to end this way, but you can take the bluest sky and turn in Gray. I swore to you that I would do my best to change... But you said don’t matter! I’m looking at you from another point of view. I don’t know how the hell I fell in love with you, I’d never wish for anyone to feel the way, I do. -
eu simplesmente não acreditava que ele tava cantando bem ali! Quero dizer, a menos de um metro de mim, e o silêncio na sala era grande, o que é bom, porque só escutávamos ele e aquela voz perfeita. Sério, morri de vez.
- Ta brincando, não é? – perguntou .
- Você acabou de dar o prêmio pra elas! – disse chocado.
- Deixa. – deu de ombros. – elas podem errar.
- POV. – falei.
- Ganhamos! – Falou .
- É. – Concordaram e .
- Valeu, . – ironizou .
- Deixa, cara. – falou .
- Parabéns, vocês arrasam! – disse pra nós e apertou a mão de todas.
- Valeu. – dissemos.
- Ah, espera, a ainda não cantou! – falou.
- Nem precisa, já ganhamos. – tentei me livrar.
- Ah é! A gente quer escutar você. – disse.
- Ok. – Falei.
- Canta alguma nossa? – perguntou.
- Ta, qual?
- Pode ser Walk in The Sun. – disse.
- Tá. – Falei e peguei o violão. – Such a long long way to go... Where I’m going I don’t know... I’m Just following the road! Through a walk in the sun, through a walk in sun...
- Nossa, você canta muito bem! – falou.
- É, que voz linda! – disse.
- Ah, obrigada. A de vocês é que é. – falei, porque era óbvio que a minha voz não era linda, mas o achava! Ele achava minha voz linda! Ahhhh! Será que ele nunca escutou a voz dele? Por que pra achar a minha linda...
- Mas é assim o início do refrão, olha. – foi pro meu lado e se agachou, então pegou a minha mão que estava no braço do violão e moveu uma casa, sua mão estava fervendo. Então pegou minha mão que fazia o ritmo e moveu na batida certa.
- Entendeu? – falou por trás de mim, senti sua respiração no meu pescoço.
- Uhum. – falei simplesmente, e quando virei o rosto pra falar, nossos rostos ficaram muito perto um do outro, mas ele só sorriu e voltou a se sentar onde estava antes.
Depois desse jogo, ficamos assistindo televisão mais um pouco... Mas estava ficando muito tarde, e eu, lutando contra minha vontade, me levantei e disse que tínhamos de ir. Elas ficaram me olhando com uma cara de quem diz: “Te mato depois.” Mas na hora não liguei, pois tínhamos aula amanhã, e não podemos nos desligar dos nossos compromissos por aqui, já que só dependemos de nós, e
se precisarmos de ajuda, só nós mesmas poderemos nos ajudar.
- Então, vamos indo. – falei.
- Deixa que eu levo vocês. – disse.
- Não precisa, . Sério, tá tarde. – insisti.
- Exatamente por isso. – piscou.
- Ta, obrigada. – sorri. – Vamos, garotas. – Chamei-as. – elas estavam se despedindo dos outros, que eu tinha me esquecido completamente até que gritou: - Ei, não vai nem se despedir de nós?
Sorri e fui até eles, dei um abraço em cada um e depois encontrei e minhas amigas, que deveriam estar me matando em pensamento no carro.
- Então, o que estão achando daqui? – perguntou pra quebrar o silêncio depois que ele arrancou o carro com as minhas amigas amontoadas lá atrás, e eu na frente, porque quando ia sentar na frente, ele disse:
"Vocês podem se sentar lá atrás, a vem aqui." Eu sei, muito perfeito! Pelo menos pra mim. Elas não devem ter achado nada legal, mas como elas não se importam MAIS com ele do que com os outros, nem ligaram tanto assim. O silêncio que estava instalado no carro provavelmente era por quê:
: Estava pensando no !
: Estava pensando no !
: Tava pensando no !
Eu: Óbvio que eu tava pensando no !
: Quem dera se eu soubesse!
- A gente ta adorando morar aqui! – disse . Foi aí que eu percebi que tinha perguntado alguma coisa, eu tava tão desligada pensando que nem percebi.
- Que bom! – disse ele.
- É, e vocês tão ansiosos pra fazer o show aqui? - perguntou .
- É, se der tudo certo até lá, sim. – rimos.
Depois que algum tempo estávamos na frente de casa, as garotas saíram por trás e acenaram pra dizendo tchau, mas quando eu ia sair do carro, falou:
- Até mais. – me puxou pela mão e me deu um beijo na bochecha.
- Até. – sorri e entrei em casa. Bati a porta e lá estavam elas olhando pra mim, com aquela expressão brava, ok, nem tanto. Mas NADA poderia estragar meu dia perfeito agora! Nada MESMO!
- O que foi? – perguntei.
- Por que falou pra irmos àquela hora? – perguntou .
- Desculpa, gente, mas já é tarde e amanhã temos aula!
- É, ela tem razão, eles vão nos convidar de novo... Vão né, ? – Perguntou .
- Acho que sim, por que o disse até mais e não tchau. – sorri.
- Espero! – disse .
- Vocês acham que eles gostaram da gente? – perguntou .
- Gostaram, sim! Vocês viram, eles até cantaram pra nós! – exclamou .
- Ta, não pra nós, mas... Sei lá, foi quase pra nós. – disse.
- Eu morri com o cantando! – disse .
- E eu morri com aquele solo do !
- Eu é que morri escutando o ! – falei me lembrando.
- É, foi perfeito, mas o MAIS perfeito foi o meu .
- O TEU ? – riu . – Essa vou ter que contar pra ele!
olhou-a brava.
- Depois que vocês namorarem, claro!
- Acho bom! – disse . – Se não já vou sair contando que tem alguém aqui que fica falando no toda hora, e ia ser legal se ele soubesse.
- Ah! Óbvio que você não vai fazer isso! – riu .
- Ué, se você falar pro ... – implicou .
- Gente, vou dormir, até amanhã. – subiu.
- É, acho que já vou indo também. – concordei e subi as escadas. - Vocês já vão?
- Daqui a pouco, só vamos falar mais sobre o e o , sabe... – riu.
- É, amanhã é que vai ser horrível pra nos levantarmos. – disse.
- É por isso que vou me deitar. Vocês sabem como sou dorminhoca. – ri. – Boa noite.
- Boa noite! – disseram juntas.
Fui até o banheiro, fiz a higiene e fiquei pronta pra dormir. Quando cheguei ao quarto arrumei meu material e coloquei o pijama, então me deitei na cama. Quando ia apagar a luz vi uma mensagem.
Tomara que seja do . Tomara que seja do . Tomara que seja do ...
Parece que não é.
Meio desapontada, respondi.
me deu boa noite e desejei o mesmo pra ela. Depois vi a resposta de Dylan, que dizia:
Então respondi:
Então, exausta, me virei pro lado pensando em tudo que já acontecera antes de vir pra cá e dormi.
Capítulo 10
Estava na aula de matemática, naquele tédio sem fim, quando minha professora, que não é tão chata, mandou a gente fazer um trabalho avaliado! Que beleza! Tudo que eu quero, ficar perdendo tempo aqui, ao invés de tentar falar com de novo, ou simplesmente, me sentar no sofá e ver TV até ele resolver ligar... O tempo estava ruim, com isso, quero dizer, chovendo. E aqui em Londres não é nada legal, por que é tão legal caminhar por essas ruas lindas! Mas pelo lado bom, tem cinema! Eba! Podemos ir... Sei lá. Agora vou me concentrar no trabalho.
Depois que acabaram todas as aulas, ou seja, a escola, fui pra casa me arrumar, pois ia tomar café com Dylan!
Ah, agora me lembrei, é essa sexta que vamos ao show do ! Quer dizer, do McFly. Ok, tenho que me esquecer disso de novo, afinal, ainda é segunda... Se não me esquecer vou ficar ansiosa demais, então a partir de agora vou bloquear esse assunto da minha mente. Fim.
Ok, me arrumei, e Dylan passou de carro e fomos pra uma lanchonete por aí... Ai, se eu parar pra pensar bem, eu sou muito sortuda, quer dizer, eu tenho um namorado inglês! Não é exatamente o inglês que eu queria, mas é quase. Mas ele é demais, e não vou terminar com ele, porque o nunca vai gostar de mim se ele pode gostar de uma atriz ridícula aí. Quero dizer, ridícula pra mim, por que ele deve gostar... Mas enfim, quando chegamos lá nos sentamos em uma mesa na rua, porque eu preciso ficar na mesa que tenha a melhor vista pra aquela cidade perfeita! E parara de chover, ainda bem, senão teríamos de nos sentar em outro lugar, porque de manhã a chuva estava realmente forte. Tivemos o maior trabalho pra voltar da London High até em casa.
- Então, o que vocês tem feito? – perguntou depois de pedirmos nossos capuchinos.
- Er... Bom, ontem de tarde fomos ao shopping, e depois fomos pra casa dos garotos pra ajudar eles a compor uma música. – Ri. – Eu sei que parece estranho eles nos pedirem ajuda, mas parece que eles tão tendo um pouco de dificuldade em compor essas três músicas aí.
- Nossa, que legal! Tudo que vocês queriam! Quer dizer, eles são os ídolos de vocês e tal, que bom que ficaram amigos. –
sorriu.
- Ai, Dylan, eu to tão feliz que você não sem importa, sério, se você soubesse como isso é importante pra nós.
- Que bom! Eu não me importo, contanto que você não me troque por eles.
- Nunca. – sorri. Ok, menti. Mas não completamente, afinal, ele era tão perfeito! Tipo, qualquer outro namorado idiota iria odiar a ideia de conhecermos gente famosa, ainda mais garotos famosos, mas ele nem ligou, ele entendeu total! Ele é muito legal mesmo!
- E contigo, alguma coisa nova? – perguntei quando chegaram nossos cappuchinos.
- Amanhã eu e o Jim vamos a Roma. – sorriu.
- Sério? Nossa! Que demais! Aproveitem! – fiquei feliz por ele.
- Obrigada, vamos porque ofereceram uma proposta de trabalho pro Jim lá, e ele quer que eu vá junto.
- Que legal, mas espera, o Jim já é formado?
- Não, mas é um emprego realmente bom pra quem ta na faculdade, então se ele conseguir mesmo, vai ir morar lá. –
falou e meu sorriso se desfez, quer dizer, pois pensei em .
- Mas... E a ?
- Bom, aí eu não sei. Mas não diz nada pra ela ainda, ok? Espera que eu te ligo amanhã de noite, depois da entrevista e te conto.
- Obrigada, daí eu já digo pra . Pergunta pra ele também se ele tem CERTEZA de que ele vai, ok?
- Pode deixar. – piscou.
- Valeu. – Sorri.
Tomamos nossos cappuchinos, mas como era cedo ainda pra eu ir pro inferno do meu trabalho, que eu já não aguentava mais, ficamos conversando.
- E o colégio?
- Normal. – rimos. – Agora, semana que vem começa o sufoco.
- Provas?
- Todos dias das duas semanas.
- Ah, que droga, nem vou poder te ver muito então...
- A gente dá um jeito. – sorri.
- É, damos sim. – sorriu.
- E a faculdade?
- Tudo beleza, você vai ver, quando você chegar na faculdade tudo melhora.
- Por quê?
- Por que você sabe que ta fazendo aquilo pro seu futuro, e tudo que você faz ali, você vai precisar, e na escola não, quer dizer, tem umas coisas que ninguém vai precisar na vida. –
rimos.
- Ah é, tem umas coisas nada a ver.
- É. - disse. - Então, o que você vai fazer sexta?
Droga! Ele tinha que me lembrar o motivo da minha ansiedade constante!
- Er... Vamos ao show dos garotos.
- Ah é, que legal, eles vão dar os ingressos?
- Vão. – sorri. – Mas podemos sair no sábado, o que você acha?
- Claro, só vou ver se não tenho nenhum trabalho, nem nada, porque na faculdade é tanta coisa que acaba que a gente nem sabe tudo de cabeça.
- Ok, você me liga então.
- Claro.
- E como vão o Allan e o Michael?
- Bem, to falando com eles bem frequentemente até.
- Que bom! A e a tem saído com eles às vezes também.
- Ah é, eu me lembro quando o Allan ficou me enchendo o dia todo com perguntas tipo: Convido ela pra sair? Poxa, me ajuda cara? Convido ou não? –
ri.
- Awn, que amor! – riu.
- Depois ele decidiu convidar ela.
- Pois é. – concordei. – Ela ficou super feliz, ainda bem que ele ligou.
- Aham. Depois de tanta indecisão, e incômodo. Pra mim, pelo menos. – rimos.
Conversamos mais um pouco, então ficou tarde e já era hora de eu ir pro meu trabalho, infelizmente, quer dizer, eu estava me divertindo tanto com o Dylan! Que droga, a gente mal se encontra e ainda tem pouco tempo. Ah, tudo bem. Ele me deu carona até a Starbucks e desci, dei um selinho nele e entrei pra trabalhar. Fiquei tão triste pela , acho que até mais do que ela vai ficar quer dizer, ela quer mesmo é o , mas acho que ela também gostava bastante do Jim, porque ela não é do tipo que fica com alguém se não gosta, então, provavelmente, se ela não gostasse do Jim, já teria terminado há muito tempo com ele. Atendi alguns clientes, pra variar, e limpei mesas, o que é ainda pior considerando o fato de que algumas pessoas são realmente sem educação e deixam TUDO sujo!
Quando saí do trabalho fui pra casa dormir, pois estava muito cansada, mas no caminho até em casa meu celular vibrou no bolso. Estava no táxi, pois a chuva voltara. Infelizmente!
- Alô? – atendi sem ver quem era. E me surpreendi ao escutara aquela voz perfeita que eu escutara cantando ontem.
- ? Oi?
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo ótimo, e com você?
- Tudo. – sorri. Um silêncio se instalou, pensei em algum assunto o mais depressa que eu pude, mas então me lembrei de que quem me ligara fora ele, então ELE tinha alguma coisa pra falar.
- Então... Por que você me ligou?
- O que foi? Não posso ligar pra conversar agora? – Ahhhhhh! Ele queria conversar comigo! Ele estava ligando pra conversar COMIGO! Eu! Sabe o que isso quer dizer? Ele poderia estar ligando pra conversar com qualquer outra pessoa no MUNDO agora, mas ele quis ligar pra mim! Ok, parei.
- Claro que pode. Mas começa a conversar então.
- Ta, onde você ta?
- To indo pra casa. E você?
- To esperando nosso empresário chegar pra escutar a música e ver o que ele acha que a gravadora vai achar, se eles acharem que tem chance, vamos gravar e por o nome de vocês na composição. –
sorriu e eu também.
- Uau! Que demais! – exclamei toda feliz, pois eu iria ter meu nome ao lado do deles em uma composição de uma música!
- É, então, espero que eles gostem.
- Eu também! – to torcendo muito aqui, você nem imagina! Estou pensando, claro que não disse isso.
- E aí, vocês vão mesmo ao nosso show?
- Claro, sexta, não é?
- Uhum, ainda temos que compor mais duas músicas até lá...
- Vocês conseguem. – falei.
- Espero, mas se não conseguirmos temos nossas amigas e ajudantes de composição oficiais. –
riu. Espero que não consigam, espero que não consigam... Claro, pois assim precisariam das ajudantes deles! E amigas. Ou seja, nós!!!
- Estamos sempre dispostas a ajudar.
- Que bom, mas da próxima vez que nos encontrarmos vamos fazer algo legal, e não compor músicas.
- Compor também é legal. – disse, pois assim ele saberia que gostamos de compor, ou não, mas qualquer coisa com eles é perfeito!
- É, mas próxima vez vamos fazer algo diferente. – por mim tudo bem!
- Ok, se você insiste. – sorri.
- , vou ter que desligar, o pessoal da gravadora ta nos chamando.
- Ok, até mais.
- Até. – disse e desligou. Não! Que droga, tava tão bom! Ah! Depois de mais um tempo no táxi cheguei em casa. Vi que minhas amigas estavam cada uma em seu quarto fazendo as tarefas. Que aplicadas! Até parece, só acredita quem não conhece. Entrei no quarto de e pra dar um oi, mas elas me mandaram embora porque tinham que acabar o trabalho que a professora de literatura deu, e pra felicidade das duas, o trabalho é em dupla, e ainda estão na mesma sala, então fica melhor. Então depois de ser expulsada do quarto das minhas amigas, fui pro meu quarto, e encontrei deitada na cama mexendo no laptop, pra variar.
- Oi, .
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo, nem sabes! – falei e ela já se sentou na cama pra escutar a novidade, que era muito boa.
- O me ligou! - falei histérica.
- Te ligou? Como assim? Ele?
- Por que você não acredita? – perguntei desconfiada, enquanto ela sorria de felicidade pela amiga dela, ou seja, eu.
- ELE me ligou! - confirmei.
- Quando? Marcou um encontro?!
- Não, aí já é demais. Quer dizer, se ele tivesse marcado um encontro eu ia tá pulando e teria chamado a e a pra contar a novidade perfeita também!
- Então por que ele te ligou?
- Adivinha?
- Como eu vou saber?
- Não sei, tenta.
- Pra te contar que o tá apaixonado por mim, e não consegue viver mais um segundo sem mim, e quer que vocês arranjem uma maneira de eu me encontrar com ele! – olhei pra ela com uma cara de “Você ta louca?”. Mas então ela acrescentou.
- E que o também te ama! – e eu desabei rindo.
- , é óbvio que não é isso! E cala a boca que você ta colocando o real motivo no chinelo!
- Fala então!
- Ele me ligou pra conversar! E disse que se a gravadora quiser a música ele vai por o nome de todas nós naquele lugar que diz: composição.
Ela gritou.
– Que perfeito! Vem, vamos contar pras gurias! – me puxou pelo braço e fomos até o quarto delas. Então contamos tudo isso, e elas quase morreram também. Quando o ânimo baixou ficamos assistindo TV até tarde, ou nem tanto, pois tinha aula amanhã.
- Ai, vocês não amam esse episódio?! – exclamou , se referindo ao episódio em que Serena Van der Woodsen volta a New York, ou seja, o primeiro da série.
- Eu gosto, mas não sou tão fã de Gossip Girl que nem vocês. – disse .
- Nem sou, sou mais fã do Nate (Chace Crawford). – falou .
- Eu sou fã dos dois! – disse e encostei-me ao sofá pra prestar a atenção na série que já havia voltado.
Depois que acabou esse episódio falei que ia pra cama, sonhar com , claro, mas elas insistiram pra eu ficar na sala vendo House, já que havia começado em seguida de Gossip Girl, mas em outro canal.
- Ok, agora vou indo! – me levantei do sofá e me acompanhou, então fomos as duas dormir, porque já eram onze e meia, é engraçado como o tempo passa quando estamos nos divertindo e vendo TV, e como demora pra passar na escola... Dormi pensando nisso, eu sei que parece idiota, mas eu não podia pensar no , senão eu já ficava ansiosa e milhões de perguntas iriam invadir minha cabeça e eu não ia saber responder NENHUMA!
Acordei cansada no outro dia, mas de qualquer maneira tive que ir à aula. Quando já estava pronta desci pra tomar café com as garotas.
- Oi, gente! – disse ao entrar pela porta da cozinha.
- Oi! – disseram e continuaram comendo e conversando, então entrei na conversa, e tomei meu café da manhã. Quando acabamos chamamos o táxi, que em breve não seria mais necessário, e fomos pra escola. Afinal, não poderíamos fazer absolutamente nada contra isso. Minha primeira aula foi Biologia, o que não era das piores, levando em conta que depois tive física. Então finalmente uma aula boa: geografia! O que era um alívio, porque depois eu teria matemática, de novo. O bom é que íamos receber os trabalhos, eu acho. Entre a aula de geografia e a de matemática fui conversar com uma amiga que tinha feito lá em Londres, porque temos que nos enturmar, não é? Mas no meio da conversa meu celular começou a vibrar, então pedi licença e ela foi falar com umas outras pessoas lá, e eu fui ver minha mensagem. Tomara que seja o !
?!?!?! Como assim? Estranho. Mas respondi igual. Entretanto antes de responder pensei: Thomas me acha linda! Thomas me acha linda! Nota pessoal: NUNCA deixar a ver minhas mensagens. Por que eu NUNCA vou excluir essa mensagem. Ai, credo! Espero mesmo que ele não goste de mim assim, porque senão vai estragar tudo!
Ah, não! Minha professora de matemática chegou à aula, ainda bem que me sento lá atrás, vou esconder o telefone no meio das pernas e tirar o som!
Na verdade, nem tanto? Por que será? Ai, droga, ela acabou de dizer que vai entregar o trabalho, o que significa que vou ter que esperar pra responder pro . Droga. Ela já começou a entregar... Que demora, ainda não chegou meu nome... Esperei mais um pouco, já inquieta. Eu! Me levantei e peguei meu trabalho nem ligando pra ver a nota e sim pra responder a mensagem, mas só de curiosa que eu sou levantei o trabalho e analisei-o rapidamente, e vi que tinha tirado uma nota boa! Quer dizer, eu acho 9,3 de 10 bom. Ok, larguei o trabalho na mesa e escrevi uma resposta.
Esperei ele responder impacientemente na minha classe, enquanto a professora comentava sobre os trabalhos e como estava triste de as notas terem abaixado nesse segundo trimestre e blá, blá, blá...
Ah!!!!! O gosta da ! Que perfeito! Não poderia estar mais feliz! Ok, só se estivesse afim de mim também, mas se o está a fim da significa que vamos nos ver mais! E óbvio que eu gostei da ideia dele!
Seria ótimo se fosse hoje, porque eu mal posso esperar pra ver o de novo, não sei como pude viver tantos anos da minha vida sem ele! Quer dizer, a cada vez que vejo ele parece que preciso ver mais, mais, e mais! Tenho que me controlar senão vou acabar acampando na porta da casa dele! Credo.
Então peguei o celular uma última vez e disse:
O resto da aula foi o maior tédio, só consegui aguentar porque fiquei pensando em como seria perfeito ir ao cinema com eles. Ah, hoje à noite o Dylan vai me ligar pra avisar se o Jim vai ficar em Roma. É tão bom quando tudo dá certo. Ou quase tudo. Avisei por Dylan que ia no cinema com eles e ele nem se importou, quer dizer, só disse um “bom filme” e se despediu.
Quando cheguei em casa depois do trabalho contei a novidade as garotas. E elas pularam de alegria, então fomos todas nos arrumar, eu sei que faltava uma hora e meia, mas tínhamos de ficar lindas! Quando eram oito e meia acabamos de nos arrumar, então pedi pra todas se sentarem na sala que eu tinha uma novidade pra contar, o que eu com certeza, não deveria estar contando, mas elas são minhas amigas, então eu tinha que ajudá-las até onde chegasse meu alcance.
- Ta legal, essa novidade é em especial pra . – falei e perguntou o que era, então soltei tudo. – Bom, hoje o me mandou uma mensagem no meio da aula de matemática perguntando se eu podia ajudar ele a ter um encontro contigo, e eu disse que é óbvio que eu podia ajudar! –
parei um pouco pra ouvir a gritar. – então, ele propôs de todas irmos ao cinema junto com eles, assim lá o podia dizer pra você que está afim de você! – morreu.
- EU NÃO ACREDITO!!!! QUE PERFEITO! – deitou no sofá.
- Mas tem pequeno detalhe! – avisei, então ela se recompôs e parou de gritar e falar pra me ouvir.
- Ele não faz ideia que você sabe! Então, por favor não conta pra ele! Por que eu to sendo uma ótima amiga contando pra você! Ou você preferia não saber?
- Eu te amo, ! Mas espera... Tem... Tem o Jim.
- Ah, outra coisa, o Jim recebeu uma proposta de emprego em Roma, e o Dylan vai me ligar depois da entrevista pra dizer se ele conseguiu!
- Mas eu já vou terminar com ele agora!
- Por quê?
- Eu não me importo de correr o risco, por que tudo que eu quero é o . – falou sorrindo e ligou pro Jim. Uns cinco minutos depois de acabar a ligação, ouvimos uma buzina. Ops, eles chegaram!
Capítulo 11.
- Então, que filme é? – perguntou quando já havíamos todos chegados ao
cinema do shopping.
- Harry Potter 7! – disse animado.
- Eu gosto. – respondeu.
estava comprando as entradas e e comprando a nossa comida. e
estavam comprando a deles. Quando chegaram todos, entramos na sala do cinema
e sentamos na seguinte ordem: , , , , Eu, , , .
Eu sei, só dois deram certo! Quer dizer, nem eu sentei do lado de , nem
sentou no lado de . Droga! Por que não combinamos antes? Ok, não sei como
íamos combinar... Vou tentar olhar pelo lado bom: assim não vai suspeitar
que ele é meu preferido! É, tudo bem...
O filme começou! Nossa, eu tava louca pra ver esse filme, ainda bem que agora eu
moro aqui, quer dizer, lá no Brasil os filmes demoram mais a chegar,
especialmente se você mora no interior, daí é um problema. Um problema enorme
mesmo! Por que lá os filmes demoram séculos a chegar, dependendo da cidade que
você mora.
Espera aí, o ta falando alguma coisa no ouvido da , e ela ta sorrindo.
O quê?!?!?! Não, ela não ia fazer isso comigo. Vi isso, pois estava em uma das
partes claras do filme, então a gente acaba vendo essas coisas, bom, de início
eu ignorei. Se passaram mais uns minutos, tipo uns cinco, e eu já estava bem
concentrada no filme de novo. Claro que eu também estava concentrada no ,
porque eu sempre estou, então não faz diferença mesmo. Mas algo TINHA que
acontecer pra tirar minha atenção.
Me diz, porque o gosta mais dela? Quer dizer, EU o conheci primeiro! Eu sei
que isso não tem absolutamente nada a ver, mas é o ÚNICO argumento que eu tenho!
Por que não tem nada mais que eu possa dizer contra isso, porque o nem sabe
se eu gosto dele, então não é sua culpa. Mas espera aí, a prefere o !
Como ela pode estar fazendo isso comigo sabendo que a melhor amiga dela prefere
o e o ama demais? Por que ela simplesmente não tenta conquistar o ? Ou
será... Ou será que ela acha que o gosta mais de mim? Até parece! Ela sabe
muito bem que eu nunca faria isso com ela, quero dizer, eu nem gosto do
desse jeito, e sim do ! Que nesse momento está falando alguma porcaria de
coisa no ouvido dela e ela, por sua vez, está sorrindo! DE NOVO! Isso já estava
me irritando, porque ela estava bem do meu lado, era impossível não reparar as
risadinhas. Será que estavam falando de mim?! Ok, já estou exagerando. Mas ele
não para de chamar ela e falar com ela, por que não ME chama?! Droga. Juntei meu
cabelo e o coloquei-o todo pro outro lado, assim eu podia ver melhor pelo
cantinho do olho, e eles nem perceberiam, mas quando meio que olhei pro outro
lado vi uma coisa que me chamou a atenção: O e a estavam se agarrando
lá no canto! Ela conseguiu! Quer dizer, ele também, mas ela porque, poxa, ela
ama demais ele! Sorri espontaneamente por felicidade pela minha amiga. Pelo
menos ELA era minha amiga! Tava pegando o cara certo! Quer dizer, ela sempre
gostou mais dele! Acho bom a não mudar de ideia. Ela SEMPRE achou o
mais bonito e gostou mais dele. Não vai ser agora que ela vai perceber que o
que é O perfeito do grupo. continua rindo. Droga! Por que ela não
troca de lugar com o e vai rir pro ?!?! A espera, agora é uma parte
importante. Voltei a atenção pro filme, afinal, naquele feliz momento, nenhum
dos dois estavam se falando, quer dizer, ela não estava rindo e não estava
falando algo pra ela. Desliguei-me um pouco dos dois até quando consegui, o que
deve ter sido uns míseros vinte minutos, no máximo! Mas pra estragar TODO o meu
esforço, o tinha que dizer outra coisa no ouvido dela, só que desta vez ela
não sorriu e sim sussurrou algo no ouvido dele também! O que eu não fazia ideia
do que era. Pro meu azar. Mas daí eles levantaram o braço que divide as duas
cadeiras deles! Não, simplesmente não pode ser! Não acredito que a minha melhor
amiga vai fazer isso comigo. Mas algo completamente inesperado aconteceu. Quer
dizer, uma coisa meio estranha na verdade. meio que se levantou e eu pensei
que ela ia se sentar no COLO DELE! Ok, era meio estranho se ela fosse se sentar
no colo dele bem ali. Eles iam ficar muito altos e com certeza alguém ia
reclamar, quer dizer, sempre tem uns desses nos cinemas que vamos. É um saco,
mas eu não me importava NEM um pouco que reclamassem agora. Mas ela não se
sentou no colo dele, ao invés disso, eles trocaram de lugar. Eu fiquei tipo: o
quê? Agora eu sei o assunto da última conversa. Mas e as outras? Bom, acho que
vou ser cara-de-pau e vou perguntar pra depois, afinal, ela sabe que o
é meu. Bom, pelo menos sabia. Mas agora a única pergunta é: POR QUÊ? Quer dizer,
por que eles trocaram de lugar? Não entendo, não vai fazer a mínima diferença.
Opa, espera. se virou pra e disse um: "Valeu."
Valeu? Valeu pelo quê? Por trocar de lugar? Por que isso não é um esforço pra
ela, porque ela vai trocar pra sentar do lado do ! Mas pra interromper minha
mente que pensava à 100 km/h, se aproximou de mim e beijou meu pescoço e
depois foi até meio ouvido e disse: - Oi.
- Oi. – sorri. – Por que você trocou de lugar?
- Er... Pra deixar a sentar perto do . – deu de ombros.
- Espera aí, COMO você sabe que... – Falei, mas ele começou a rir.
- É mentira, eu sentei aqui pra sentar mais perto de você. Mas aproveitei a
chance pra ver se descobria alguma coisa, e olha só, parece que a prefere o
.
- Ah, cala a boca, ! – dei um tapa em seu braço.
- Eu sei que eu sou teu preferido.
- Quem disse? Pode ser o . – Falei bem baixinho em seu ouvido.
- Ou não.
- Mas espera aí, por que você quer TANTO que eu prefira você? E se mudou pra cá
pra sentar do meu lado? – perguntei ansiosa esperando pela resposta, mas UMA
IDIOTA COMPLETA atrás de nós fez: Pshhhiu... Ai, mas eu quase matei aquela
mulher, porque em seguida do que aquela estúpida disse, se virou e
sussurrou em meu ouvido:
- Acho melhor a gente parar de falar. – e apontou pra mulher e nós dois rimos.
Por que, fala sério, ela tinha uma roupa BEM engraçada, se fossemos analisar bem. Ela
estava com uma roupa absolutamente ridícula, tipo, uma blusa aparecendo um monte
da barriga, e uma saia super justa, o que não ajuda nada na aparência dela,
porque ela é gorda. E muito! Sério, quase morri ao saber que ele SÓ trocou de
lugar pra sentar do meu lado! Mas aquela ESTÚPIDA e IMBECIL daquela mulher TINHA
que estragar TUDO! Ok. Voltei a me concentrar no filme.
- Sério! Muito bom o filme! – disse quando já havíamos saído da sessão e
ido em uma cafeteria no terceiro andar do shopping, porque lá em cima não tem
tanta gente que nem nos dois primeiros andares, então mais chances da gente
conversar e menos chances de alguma fã reconhecer eles.
- Eu amei também! – concordou .
- Pois é, é demais mesmo, sinceramente eu meio que me decepcionei quando vocês
disseram que era Harry Potter 7. – falou .
- Por que você não disse que não queria ver esse filme, então? – perguntou .
- Ah, não quis ser chata. – deu de ombros.
- E o que você achou, ? – perguntou.
- Eu amei demais! – sorri. – E você?
- Tri bom, e vocês? – falou olhando pro e pra , que ficou vermelha.
- Er... A gente não... Não prestou muito a atenção no filme. – respondeu e
todos rimos.
Acabamos de tomar nossos cafés e ficamos conversando mais um pouco, depois eles
pagaram a conta e fomos passear no shopping, mesmo já sendo hora de irmos
embora, mas eu é que não ia dizer, porque depois elas me matam, que nem
aconteceu no outro dia.
- Vamos ao banheiro? – perguntei pras garotas.
- Uhum. – disse .
- A gente já volta. – falou mais para o do que pra qualquer outro.
- Esperem aí! – disse .
Então fomos ao banheiro, fofocar. Ok, não fofocar, mas falar sobre o que estamos
achando e ver o que a está achando, porque pelo visto ela É a mais sortuda
do nosso grupinho. Primeiro nos olhamos no espelho, óbvio, que garota vai ao
banheiro e nem se olha no espelho? Se tiver alguma, é bem difícil, ainda mais
agora que precisamos saber se estamos bonitas, por que imagina não estamos? Ok.
Depois de nos olharmos e ajeitarmos o que tinha de errado, começamos a conversar
rápido, senão eles iam sair. A tava morta de medo disso.
- Então? Conta. – dissemos pra .
- Ai, eu to morrendo, mas quando eu chegar em casa, se não tiver morrido ainda
eu conto, não quero fazer escândalo no banheiro. – rimos.
- Ok, eu e já vamos indo, senão a vai morrer de tanto nervosismo, ela
tem que voltar pra lá, olha só, ela tá suando. – Disse .
- É, estamos indo. Não demorem. – disse.
Depois que elas saíram me lembrei que queria saber o que a e o estavam
falando e perguntei-a.
- Bom, é que tinha um grupo de amigos sentados na fileira da frente, sabe?
- Sei, e o que tem?
- É que um garoto colocou um chiclete no cabelo da guria do lado dele e ela nem
percebeu. E a gente tava rindo, mas foi só isso. Awn, que bonitinha, ficou com
ciúmes!
- Idiota! Óbvio, eu pensei que você tinha mudado de ideia sobre o , sei lá...
- Até parece que você não me conhece! Eu AMO o .
- É que na hora... Sei lá. Deixa. – dei de ombros e ela riu.
- Mas o me pediu pra trocar de lugar, por que será? – ela perguntou como se
já soubesse a resposta.
- Por que será? Eu não sei. – dei de ombros.
- Pra sentar do teu lado, sua idiota!
- Não grita! – falei.
- Só falei alto, não gritei.
- Ok, então não fala alto!
- Beleza, mas o que ele te disse que a mulher mandou vocês calarem a boca?
- Você tava prestando a atenção em nós, ao invés do filme?
- Não fui eu que coloquei meu cabelo pro lado pra enxergar melhor vocês! – disse
e eu fiquei com uma cara de: COMO é que você sabe?! Daí ela respondeu. – Eu te
conheço bem. Agora diz o que ele disse.
- Ok, ele disse que se mudou pra sentar o meu lado, e agora você pode tentar se
aproximar do , porque ele SABE que o não é meu preferido. Droga.
- Como ele descobriu? Eu fui completamente discreta.
- Eu sei, só que ele falou alguma coisa assim: Ah, eu vim pra deixar a
sentar perto do . Então eu perguntei como ele sabia que você preferia o ,
então ele disse que não sabia. Eu sei que sou idiota. – rimos.
- Agora é ele ou o .
- Ah, qual é? Ta na cara que é ele. A não disfarça muito bem.
- Então você vai ter que disfarçar, quero dizer, começa a conversar mais com o
.
- Boa ideia. Agora vamos, depois a gente conversa, senão eles podem fugir de
nós. – rimos.
- Uhum, vamos lá. – disse e fomos ao encontro do pessoal que estavam sentados em
um banco nos esperando. estava no colo do , sentado ao lado dele
com em pé na frente de – que estava ao lado de –
conversando. E estava meio que olhando pro shopping e pra conversa deles,
sentado no banco.
- Oi. – fomos até e parou na frente dele, ao meu lado.
- Oi. – sorriu. – Demoraram, hein!
- Eu e o vamos comprar sorvete, já voltamos, alguém quer? – disse .
- Eu! – falou . – De chocolate!
- Ok, , a gente traz. – falou .
- Valeu!
- Ah é, e vamos esperar aqui em pé?! – perguntei indignada, me virando pra
. Disse isso porque quando eles se levantaram foi e se sentou no
lugar deles.
- Ó, pode sentar aqui. – bateu as mãos em seu colo. Revirei os olhos.
- Senta, vai. – falou, mas nem esperou eu me sentar, o que eu não ia fazer,
então ele colocou os braços em volta de minha cintura e me puxou, então caí no
seu colo. Nem consegui acreditar que EU tava sentada no colo de ,
sério, eu nem conseguia para de sorrir! Credo, eu sei que sou muito exagerada.
- O que vocês tavam fofocando de nós lá dentro? – perguntou e eu meio que me
virei pra ele.
- Primeiro: a gente não tava fofocando, e sim conversando, e desculpa, mas é
particular.
- Isso quer dizer que é sobre mim?
- Não. – disse. Como ele sabe? Que droga! Dessa vez não vai cair nessa. Vou
mentir. Por uma boa causa, é claro. Por que senão o que ele vai pensar se souber
que estávamos falando dele? Ou dele e do ? Claro que nem é bom pensar nisso.
- Sei, sei. – riu.
- Não é mesmo. – confirmei e rimos. – Como vão as músicas?
- Só falta uma. – sorriu.
- Que bom, qual é a outra?
- Pra eu cantar? – perguntou erguendo a sobrancelha.
- É. – assenti.
- Vai ter que esperar o show. – deu de ombros.
- Ah é?!
- Uhum. Você não me diz quem você prefere e ainda quer que eu cante uma música
que nem lançou ainda.
- Ah, mas eu queria ouvir a música antes do resto. – falei.
- Vai ouvir.
- Hã?
- Eu canto pra você antes de eu cantar no palco, pode ser? É que a música ainda
é meio que segredo, ninguém mesmo pode ouvir.
- Ok. Segredo por quê?
- Por que a gravadora disse que não podemos arriscar, nada pessoal, ok? Se eu
pudesse eu cantava pra você.
- Tudo bem. – sorri. Own, se ele pudesse cantava pra MIM! Sério, esse é
absolutamente o dia mais FELIZ da minha vida toda! Nem o dia que eu conheci ele
foi melhor. Continuei sorrindo, por fora normal, mas por dentro igual a uma
abobada, que esta feliz da vida.
- Ta em época de provas?
- Er... Vão começar. Ainda não to, graças a Deus! Odeio isso.
- É, acho que ninguém gosta... – rimos. Mas nossa risada foi interrompida pelo
toque do meu celular. Era o Dylan. Droga. Logo agora. Diminui o volume pro
não escutar, por que, bem, eu não queria sair do colo dele pra falar com o
Dylan. Eu não sou tão idiota de fazer isso.
- Oi. – falei.
- Oi, . – disse do outro lado da linha.
- Tudo bem?
- Tudo e com você? – enquanto nos falávamos ficava olhando pros lados e às
vezes pra nós.
- Tudo, e aí. Ele conseguiu o trabalho?
- Não aqui. – disse.
- Ah, que pena. – droga. Quer dizer, ia ser melhor pra ele, eu acho.
- Mas conseguiu na Irlanda. – falou.
- Que ótimo! – sorri.
- Soube que a terminou com ele.
- Pois é. Ele ta bem? – perguntei e percebi que pegara minha mão e estava
brincando com ela. Ah!
- Tá meio chateado, mas bem.
- Diz pra ele que to mandando um oi.
- Ok, vou dizer, agora vou desligar, até mais.
- Tchau. – desliguei o telefone e guardei na bolsa, o que fez ele soltar minha
mão. e chegaram e entregaram o sorvete pro , e então fomos dar mais
uma volta antes de irmos embora. Quando chegamos a casa, estávamos todas tão
cansadas que combinamos de conversarmos somente no dia seguinte, no refeitório.
Então fomos direto pra cama, pra tentar no outro dia não acordar tão cansada.
Mas acho que não vai dar certo, quer dizer, todas nós vamos demorar muito pra
dormir pensando sobre eles, menos a , já que ela sabe que o gosta
dela.
Sortuda.
No outro dia fomos à escola, como sempre, e nos encontramos no refeitório, só
nós, sem mais nenhum amigo londrino, pra podermos conversar sobre ontem à noite,
já que não havíamos feito isso ontem.
- Então, conta como foi, ! – falei, ao me sentar na mesa com a minha
bandeja cheia de comida, pro almoço.
- Só não desmaia no meio do refeitório. – disse , e fez uma careta pra
ela, então rimos das duas.
- Foi absolutamente perfeito! Vocês não tem noção. Bem, logo vão ter porque
pelo que me parece eles gostaram muito de vocês, só que o é mais rápido. -
riu.
- É, a gente percebeu! – falei e rimos.
- E quando vocês vão sair de novo? – perguntou .
- Não sei, tipo, ele só disse: a gente se vê no show, você vai, né? Daí eu disse
que ia, então ficou assim mesmo. Porque, pensem bem, ele é ocupado, e hoje é
terça, só tem mais a noite de quarta e a de quinta.
- Aham, ele pegou teu número? – perguntou .
- Claro, né! Hoje antes de eu acordar ele me mandou uma mensagem.
- Sério? Que amor. – falei.
- Deixa eu ver! – disse .
- É, mostra, mostra! – falou .
- Ok. – pegou o celular do bolso e mostrou a mensagem de pra nós vermos.
- Ah! Que perfeito! – falei.
- Uhum, muito fofo, e o que você respondeu?
- Aqui. – disse e colocou o celular em uma posição que todas pudéssemos ver.
- Boa resposta. – disse .
- Valeu.
- Então, vamos comer, senão vai acabar o tempo. – falou e rimos.
- Ok, vamos comer! – concordei e almoçamos.
Quando voltamos da escola cada uma foi pro seu trabalho, como sempre, mas a diferença é que fizemos isso com mais ânimo e vontade... Por que será que tudo é tão melhor quando estamos felizes?
Capítulo 12.
Sexta-feira havia chegado. Finalmente, o dia que eu veria um show do e
encontraria com ele após o show no camarim! Por convite DELE! Sério, estávamos
todas muito felizes, por isso quando chegamos do trabalho fomos direto nos
arrumar, tudo bem que faltava bastante tempo... Ok, nem tanto, mas talvez uma
hora. Quer dizer, quem fica uma hora se arrumando pra um show?! Aparentemente,
nós. Cada uma colocou seu vestido, e não era nenhum vestido chique, e sim um
vestidinho, em caso de, pelo menos é o que eu espero, eles nos convidem pra
jantar com eles depois do show. disse que era esperar demais. já disse
que era possível, e afirmou com toda a certeza que eles iam nos convidar,
já que ela estava namorando o . Nem acredito na sorte que essa guria tem!
Sério, é apenas a segunda vez que ela encontrou ele e já estão namorando! Queria
ter tanta sorte.
- Vamos de táxi? - perguntou .
- Claro, né! Não, vamos a pé. – ironizou .
- Ué, é possível. – disse ela.
- Bem, pra você que já ta namorando um deles, é mais fácil. Quer dizer, não tem
que se preocupar em chegar toda arrumadinha! – dani falou.
- É, mas agora tenho que manter a relação!
- É, também. Ah, nem contei pra vocês!
- O que, ? – perguntou .
- Terminei com o Allan.
- Por quê?! – perguntei.
- Por que eu quero tentar com o !
- Mas... Mas daí o vai saber que eu prefiro ele! Ok, espera, não diz nada
enquanto vocês não namorarem, por favor!
- Ok, mas só até namorarmos.
- Quem disse que vocês vão? – perguntou e rimos.
- Ih, agora ela tá se achando só porque está com o . – falou.
- To mesmo! – sorriu. – Ah, ele é tão perfeito!
- Começou. – dissemos em coro e ela riu.
- Ah, como se vocês não falassem dos outros também!
- Falamos, mas não a CADA SEGUNDO! – falei.
- Mas PENSAM a cada segundo, tenho certeza.
- Bem, isso é. – concordou e rimos.
- Ok, vamos indo, senão vamos nos atrasar. – disse e chamamos o táxi.
Pegamos o táxi e logo chegamos ao local do show, os seguranças nos deixaram
passar e ficamos entre o palco e a grade, esperando o show começar.
’s POV
Estávamos há dez minutos do início do show, será que elas já haviam chegado? Ai,
credo, que obsessão. Parei. E se elas não vierem? Ah! Que droga. Se não vierem
tudo bem. É. Quer dizer, talvez elas não possam ter vindo. Elas podem ter algum
outro compromisso. Sei lá. Nunca se sabe.
- Pronto, dude? – perguntou .
- To, e você?
- Quase, só quero ver se a ta aí.
- Quê? Ta gostando dela?
- To, né. O que eu posso fazer. – deu de ombros.
- Own, que bonitinho. – riu.
- Que coisa gay, cara. E a ?
- O que tem ela?
- Como assim o que tem ela? Você tá afim dela que eu sei.
- To nada.
- Não mente, !
- Quem tá mentindo? – o intrometido do entrou na conversa, com se
aproximando logo atrás dele.
- O não quer admitir que tá super afim da . – me dedurou.
- Por quê? – perguntou .
- Eu não to afim dela, dude! – insisti.
- Ah, vou dizer pra ela então. – pegou o celular.
- Não! – gritei.
- Eu tava brincando, mas se você não gosta dela, acho que ela pode saber, né?
- Eu te odeio.
- , qual o problema? Eu contei pra que gostava dela! E olha só, a gente
tá namorando.
- E o que isso tem a ver comigo?
- Conta pra que você ta afim. – falou.
- Por que VOCÊ não conta pra que você ta afim dela também?
- Er...
- Viu? Não é tão fácil quanto parece.
- Há! – gritou.
- Há o quê? – perguntei confuso.
- Acabou de admitir que gosta dela! – fez high-five com o e depois com .
- Cinco minutos. – nosso produtor veio nos avisar.
- E você, por que não convida a pra sair? – provoquei.
- Quer saber, é isso que eu vou fazer. Mas não hoje.
- Por quê? – perguntou . – Quanto antes melhor!
- Tenho que ensaiar! – disse como se fosse óbvio, e eu comecei a rir.
- Ensaiar como vai convidar ela? – perguntou erguendo a sobrancelha e depois
caiu na risada.
- É, não quero parecer o maior idiota como o deve ter parecido.
Ta, com essa tivemos que rir. Menos o . Claro.
- Pelo menos eu tive coragem! – falou.
- Ai, querem saber, quem vai convidar alguém aqui hoje, vai ser eu! – se
pronunciou.
Todos soltamos risadas altas.
- Quê? Duvidam?
- Eu duvido! – falou.
- Ta, eu vou convidar a pra sair hoje mesmo, depois do show convidamos elas
pra jantar, daí eu digo pra que gosto dela. Perfeito.
- Ok, vamos ver. – falei.
- Um minuto, posições. – falou nosso produtor. Todos fomos pras nossas posições
e o show começou.
Vi as quatro lá, entre a grade e o palco, pedi pros seguranças deixarem somente
elas passarem. Enquanto cantava olhava pro público em geral. Mas de vez em
quando, ou quase sempre, eu dava uma olhadinha nela. Ela estava linda com aquele
vestidinho, mas eu preferia sem. Para, , se concentra! Cantamos três
músicas, e então parou pra falarmos com o público. Nessa hora elas viraram
de costas pro palco e pegou a câmera e a virou e bateu uma foto de todas,
com nós no fundo. Na hora que ela apertou o botão, eu desviei o olhar, claro.
Não queria aparecer olhando pra elas.
- Boa noite, Londres! – gritou . É sempre ele que fala nos nossos shows. Acho
que ele é o mais carismático, sei lá, eu tinha um pouco de vergonha de falar em
público, assim, mas agora ele já se apoderou do microfone e bem, nós deixamos. –
Fico muito feliz de voltarmos pra casa por um tempo. E como amamos muito nosso
público daqui de Londres, demos um jeitinho de fazermos um show especial pra
vocês, com três novas canções, que compomos ainda essa semana. Vamos tocá-las
agora. 1,2 3... – Disse e começamos a tocar a primeira música. Deu tudo certo,
todos aplaudiram e gritaram demais. Ainda bem.
Na hora de tocarmos a segunda música, peguei o microfone e acrescentei.
- Gente, essa música é muito especial pra todos nós, pois a compomos com quatro
amigas, que conhecemos somente há duas semanas, mas elas já são muito especiais
pra nós. – Sorri e olhei pra onde elas estavam. Ok, mais pra onde ela tava. Vi um
sorriso em seu rosto. Aquele que eu sempre sonho em ver. Aquele que ela dá
quando fica envergonhada, mas feliz. O outro que eu gosto é o que ela dá quando
eu digo algo engraçado, pois umas das minhas atividades preferidas é fazer ela
sorrir. Que estranho. Sacudi a cabeça. Ok. Ouvi gritos das fãs após eu dizer
isso. Então tocamos a música.
O show acabou e encontramos elas no camarim. Eu fui com uma importante decisão.
É óbvio que ela sabe que eu prefiro ela, quer dizer, não que seja preferir, mas
ela é a mais legal, sem dúvida. E a mais bonita também. Então, olha meu plano.
Primeiro passo: fazer o chamar a pra sair.
Segundo passo: verificar que está tudo bem com as duplas já formadas. Ou seja,
e , e e .
Terceiro passo: vou começar a meio que falar mais com a , daí ganho dois
numa só. Como? Bom, é fácil: A vai ficar com ciúmes – pelo menos eu espero
-, assim como o , que vai convidar logo ela pra sair! Assim a vai ser
toda minha! Isso.
Fim do POV
- Oi, garotos! – falei quando os vimos no camarim.
- Oi, gostaram do show? – perguntou .
- Muito! – Respondemos eu, e . A estava muito concentrada
observando o , que estava sem camisa. Logo tirou também. Cara, eles
estavam suados. Mas lindos. Bom, como sempre.
- Que bom. – Sorriu .
- E você gostou do show, ? – perguntou. Por que a ? Bom, acho que
foi porque ela não respondeu. acordou do transe e respondeu um sim, com um
sorriso. Olhei pro , quer dizer, mesmo ele sendo da , olhar não tem
problema, afinal, se o tivesse sem camisa também eu olharia pra ele, mas
como não tava...
- Eu já volto. – Disse . – , quer vir comigo?
levou um susto, ok, não aparentemente, mas eu sei que sim.
- Claro. – sorriu.
- Então, vamos jantar agora? – perguntou pra , olhando-a.
- Vamos. – Sorriu.
- Vocês vem junto, né? – perguntou olhando em direção a e a mim.
- Sim. – sorriu , e eu sorri também e olhei-o, cara, ele também era muito
lindo! Sério, é demais ser amiga deles!
Ai, meu Deus! Espera aí. O resmungou alguma coisa como: que calor. E TAMBÉM
tirou a camisa! Ok, morri total! Tive que me aguentar pra não ficar olhando, e
consegui, quer dizer, só olhei um pouquinho, mas quem não olharia?
- Vocês esperam aqui? Temos que nos trocar. – Falou e concordamos. Ah, não,
não vai embora!
Ficamos esperando-os, mas logo chegaram prontos pra sairmos. Logo entrou de
novo onde estávamos com uma cara de quem precisa gritar, mas não pode.
- Se juntem aqui. – falou e fizemos um circulo. – O me convidou pra sair! –
Depois dessa declaração, abraçou todas nós. Fiquei muito feliz por ela também.
- Que ótimo, . Então liga pro Michael agora, né? Você não pode sair com o
se ainda estiver com ele.
- Ah é! – disse como se tivesse esquecido totalmente do seu namorado. – Vou
ligar agora mesmo! Por que eu já aceitei sair com o .
- Se você não aceitasse, aí que eu pensaria: essa não é a . – disse .
Rimos. Então ligou pro Michael e se desculpou e tal. Pronto, eles
terminaram.
Chegamos ao restaurante e pegamos uma mesa na sacada. Onde avistávamos o Big
Ben, e o London Eye. A temperatura estava bem agradável, afinal, não faltava
muito pro verão, e o inverno já passara há tempos.
Conversamos durante uma hora após acabarmos de comer, estava tudo absolutamente
perfeito, sempre tínhamos assunto, riamos, porque eles são hilários. Sério. Só
de vez em quando que ficava meio que conversando com o e com a
, e deixavam eu, , e conversando entre nós. Mas logo algum
deles chamava a atenção o outro e eles voltavam pra conversa.
- Vocês... Vão ficar mais quanto tempo aqui? – perguntou .
- Depende. – disse .
- Depende do quê? – perguntou .
- Bem... Inicialmente vamos ficar aqui só até o final do ano. – falei.
- Por quê? – perguntou .
- Por que, ? Você quer que ela fique mais? – Perguntou .
- Vai te catar, dude. – falou e eu corei.
- Bom, é que viemos pra concluir o ensino médio. – completei.
- Hum... – disse .
- Mas queríamos mesmo era fazer faculdade por aqui. – disse .
- Cambridge, Oxford? – perguntou .
- Acho que Oxford. – falei. – Se passarmos, claro.
- É, ainda estamos ensaiando como vamos pedir pros nossos pais pra estudar aqui.
– disse .
- Mas vocês acham que eles vão deixar? – perguntou .
- Talvez, mas teríamos que estudar muito pra passar aqui. Quer dizer, de acordo
com algumas revistas, Cambridge e Oxford são umas das 10 faculdades mais
difíceis do mundo. – falou .
- É, mas vocês conseguem. – disse .
sorriu. – É, vamos tentar.
- Mas acho que se demorar muito pra gente conseguir vamos ter que ir estudar no
Brasil. – falou .
- Ah, não. – Disse . – Eu vou sentir muita saudade.
- Ah, amor, eu também. – disse .
- Awn. – dissemos todos e rimos depois.
Ficamos conversando até um pouco mais, depois eles nos largaram em casa. Ainda
bem que amanhã era sábado, sem aula. Ou seja, podíamos conversar até tarde
quando chegássemos a casa! Colocamos nossos pijamas, mas antes da conversa
começar, meu telefone tocou:
- Oi, amor. – disse Dylan.
- Oi, Dylan, tudo bem com você? – perguntei.
- Sim, voltei da Itália hoje à tarde, você não quer sair amanhã?
- Claro, você passa aqui?
- Beleza. – respondeu.
- Ok, agora vou desligar, beijos, boa noite.
- Boa noite, te amo.
- Também. – disse.
Te amo? Droga! Quer dizer, eu não podia responder também porque na verdade eu
amava o , esse negócio de ficar enganando o Dylan tá ficando meio ruim. Não
que eu esteja enganado ele, é só que, eu to meio que fingindo que gosto dele pra
mim mesma também, se na verdade mesmo, eu gosto do . Afinal, eu havia até
esquecido dele desde hoje de manhã! E isso não se faz. Por que ele é meu
namorado!
- Então, nos conta como o te chamou pra sair.
- Ok, foi tipo assim.
’s POV & Flashback
- , eu... eu queria saber... – disse coçando a nuca, e me olhando de uma
maneira muito fofa. – Se você quer namorar comigo?
Nesse momento meu coração parou. Total. estava me pedindo em namoro! Não
pode ser! Isso é... Isso é... Simplesmente perfeito!
- Claro. – falei, então ele se inclinou e me beijou. Ficamos nos beijando até
que o idiota do chegou e disse pro andar logo que ele não queria deixar
as outras esperando. Então me largou e eu fui contar pra elas que, naquele
momento, e talvez pra sempre, eu era a pessoa mais feliz do mundo! Até mais que
a .
Fim do POV & Flashback
- Eu não acredito que o interrompeu! – falei.
- Nem eu! Ah, que raiva que me deu dele. Mas agora já passou. Por que amanhã à
noite vou sair com ele! – disse sorrindo.
- Sério? Eu também vou sair com o ! – disse .
- Eu vou sair com o Dylan. – falei, mesmo sem a empolgação delas.
- E eu? – perguntou .
- Você, em breve, vai sair com o . - falou consolando a amiga. – E a
com o .
- Espero mesmo. – falei. – Gente, eu to com sono, acho que vou indo pra cama,
ok?
- Ok, boa noite. – falaram.
Subi as escadas e me deitei. Mais ou menos em um segundo, já tinha caído no
sono.
No outro dia, sábado, me acordei bem disposta. Dylan passou aqui em casa pra
almoçarmos em um restaurante Italiano daqui da cidade. Que por sinal, era muito
bom.
Conversamos muito, nós nos dávamos muito bem! Acho que não era que nem Allan e
, Michael e e e Jim. Por que elas terminaram com eles sem mais nem
menos, mas eu realmente gosto do Dylan. Claro que prefiro o . Mas como o
não gosta de mim assim, e nem nunca vai gostar, posso ficar com o Dylan.
- Soube que a terminou com o Mike, ontem... – falou.
- Mike? Ah, o Michael. Pois é.
- Que pena. Só nós restamos agora. A também terminou com o Allan.
- É. – falei.
- Elas estão com alguém?
- Bem, é... está com o e a está com o , mas ainda está
solteira.
- Hum... Bom, já é de se pensar porque a e a terminaram com os
garotos, mas qual o motivo da ?
- Bom, eu não sei. – menti. Óbvio que eu sabia. Mas não podia dizer, porque
provavelmente ele ia contar pro Allan.
- Hum... E como foi no show?
- Que show? – perguntei não me ligando do que ele falava, inicialmente.
- Do McFly. – disse. – Não foi ontem?
- Foi sim. Tava muito legal. – sorri.
- É, apareceu uma reportagem no jornal sobre o show deles.
- Pois é, eu soube. E aí, tem alguma novidade?
- Não, e você?
- Fora o show nada...
Dylan e eu fomos até o shopping depois do almoço e passeamos muito por lá.
Depois decidimos ir ao cinema e ver algum filme. Mais tarde, sentei-me em um
banco, para esperá-lo ir ao banheiro. Estava entediada, olhando de um lado pro
outro, quando meu celular vibrou me dando um susto.
Ir lá? Será que era só eu e ele? Estranho... Ok, mas não podia, devido ao fato de estar em um encontro com Dylan.
Mandei. Não ia perder a oportunidade, nem pensar... Esperei sua resposta. Mas não tive que esperar muito, pois logo levei outro susto com meu celular vibrando.
Digitei com um sorriso no rosto.
Capítulo 13.
- Então, soube que a minha best vai pra casa do agora. – entrou no
nosso quarto me olhando com aquela cara de: descobri por outra pessoa, por que
você não me contou?!
- Bem, é. – sorri. Estiquei-me pra pegar a saia e vesti-a. Peguei uma blusa de
um ombro só no meu guarda-roupa e coloquei-a também.
- Então, me conta! – insistiu depois de esperar, pensando que eu diria alguma
coisa.
- Ok, eu ia te contar, mas quando você chegasse em casa! – rimos.
- Não sobre isso. Ele te convidou? Quando? – quis saber sentando na minha cama,
depois de me entregar uma sandália que combina com a roupa.
- Ontem. – Contei-a. – Durante o encontro com o Dylan, ele me mandou uma
mensagem. Era pra ir ontem, mas eu falei que tinha um compromisso e
perguntei se não podia ser amanhã. – dei de ombros.
- Muito bem! – vibrou.
- Por quê?
- Não perdeu a chance! Já disse um “pode ser amanhã?”. – falou esperta.
- Uhum. Que horas o vai passar aqui?
- Hã? Ah, o … Umas sete horas, eu acho. Vamos jantar num restaurante.
- Qual?
- Ele disse que é surpresa. – sorriu.
- Aham. Olha, qual você acha? – apontei pros dois perfumes em minha prateleira.
- 212 Sexy. – falou.
- Ok. – disse e coloquei o perfume.
- Ta linda, agora vai terminar com o Dylan! – falou.
- Já falei que não. O nem gosta de mim. Ele deve ter me convidado... Sei
lá... Pra...
- Viu? Óbvio que gosta. – acusou.
- Aposta quanto que não? – perguntei.
- O que você quiser apostar. – falou erguendo a sobrancelha. – Mas... Se ele
gostar você vai ter que me ajudar a arrumar um jeito de o e a ficarem
juntos.
- Ok e se ele não gostar, você nunca mais vai ficar me incomodando com esse
troço do Dylan. – disse e apertei a mão dela.
- Fechado.
Quando eram quinze para as três, saí de casa. Ia ir a pé até a casa do . Era
meio longe, mas tudo bem. Assim eu não chegava muito adiantada. Depois que
atravessei o Hyde Park, faltava muito pouco até eu chegar a casa dele. Passava
rápido, pois ia pensando em várias coisas aleatórias que vinham na mente, ontem
falei com meus pais à noite. Ainda bem que está todo mundo bem lá no Brasil!
Matei um pouco a saudade deles, pois fazia tempo que não nos falávamos. Quanto
mais perto chegava de sua casa, aquele friozinho na barriga aumentava mais.
Cheguei à frente da casa dele e apitei a campainha impaciente e nervosa. Os
passos foram ficando cada vez mais próximos, até que vi abrir a porta com
um sorriso.
- Oi. – sorri.
- Oi, ! – disse, me abraçou e em seguida beijou minha bochecha. E bem, não
foi tão na bochecha assim. Na verdade, foi a poucos centímetros na boca. AH!
Morri. Só não posso contar pra porque senão ela vai ficar toda cheia de
razão, e ficar dizendo: Eu sabia! Eu sabia!
Mas isso não diz nada, na verdade! Entrei em sua casa.
- Então, tudo bem com você? – perguntou ao encostar-se à parte de trás do
sofá.
- Tudo e aí?
- Melhor agora. – Sorriu e eu não pude deixar de sorrir também.
- Então, por que você me convidou pra vir aqui? – Resolvi perguntar. Afinal,
havia um motivo, quer dizer, por que ele teria me convidado?
- Bom, o vai sair com a , o com a e eu to sem ninguém. – deu de
ombros.
- E o ? – perguntei erguendo a sobrancelha.
- Ele disse que não ia comigo pra nenhum pub porque ele vai na casa da . –
Ri.
- Que foi? – Perguntou.
- Nada. – Afinal, o que eu ia dizer? Que a vai amar? Não. Ele ia saber que
eu gosto mais dele.
- Ta bom, então. – ele sorriu. Cara, que sorriso lindo!
Ficamos um tempo em silêncio. O que foi estranho. Eu lutava pra pensar em alguma
coisa pra dizer. Mas ele foi mais rápido.
- E aí, o que você quer fazer? – perguntou.
- O que você quiser, a casa é sua.
- Vamos ver um filme?
- Pode ser. – falei e me sentei no sofá.
- Só uma coisinha. – se sentou do meu lado e pegou meu telefone.
- O que você tá fazendo? – perguntei.
- Você já vai ver. – Falou mexendo nos dois celulares. Então me entregou de novo
o meu. – Fica quieta, tá? – riu e colocou no viva voz.
- ? Você já ta aí com a ?
- Não, to chegando. – Falou .
- Ok, escuta, quando você chegar faz um favor pra mim? – Perguntou .
- Hã? Que favor? Só se for fácil. – disse.
- Preguiçoso. Escuta, só pergunta pra quem é o fave da ?
- N... – ia dizer, mas colocou a mão pra cobrir minha boca e me puxou
contra ele.
- O que foi isso? – Perguntou .
- Nada. – disse. Me remexi pra tentar falar com , mas não deu.
- Ok, pergunto. Mas por quê?
- Por que, tipo, se a me preferir, a vai preferir você! Já que a
me falou que nenhuma gosta do mesmo.
- Ah, saquei! – Disse com uma voz de quem tinha descoberto a América.
- Viu cara? Sou inteligente também. – disse convencido.
- É, só quando você quer. Vou desligar. Tchau.
- Tchau. – desligou o telefone e tirou a mão da minha boca. Droga. E agora
ele nem me abraçava mais! Não! Ok, me afastei um pouco e virei pra ele e falei:
- ! Isso não vale!
- O quê? Agora tem regras? – sorriu vitorioso.
- Não, mas... Isso não vale! – Ok, fiquei sem o que falar. Mas agora já foi.
Droga.
- Claro que sim. Você não conhece aquele ditado: “Vale tudo no amor e na
guerra”?
- E quem disse que isso é amor ou guerra?
- Eu. – piscou e se encostou ao sofá. Então eu ri, afinal, o que mais eu podia
fazer?
- Ta, . Vamos ver o filme. – me levantei e fui até a estante onde ele
guardava os filmes. Dei uma olhada, mas logo me virei pra ele e vi que me
observava. Me senti desconfortável, porque estava olhando pra mim!
Ok, já era pra eu ter me acostumado com ele, mas é difícil, quer dizer, ele é
tão lindo. Ok, parei.
- Qual você quer? – perguntei.
- Você que escolhe. – disse.
- Ta, er... Que tal Encontro Explosivo? – eu amava esse filme! E não queria
assistir algum que só ele gostasse e eu tivesse que fingir que eu gostava
também.
- Ah, eu gosto, pode ser. – Falou. – Você põe?
- Ta folgado, hein! – falei e coloquei o DVD. Então joguei o controle pra ele e
me sentei no sofá do seu lado. Mas não muito perto dele. Senão ele ia pensar que
eu sou uma atirada, ou qualquer coisa assim.
- Fecha os olhos. – falou.
- Por quê? – perguntei olhando-o.
- Só fecha. – Falou e cobriu meus olhos.
- Ok. – Falei. O filme não tinha começado ainda, por isso fechei os olhos.
Esperei um tempo.
- Posso abrir?
- Calma. – Falou. – Fica aí. – Tirou a mão dos meus olhos e se levantou; Mas o
quê?! Vi que a sala tava ficando mais escura. Ah, claro, pra gente ver o filme,
também não gosto de muita claridade. Logo ele voltou e se sentou mais perto de
mim do que antes.
- Ok, abre. – falou.
- E... – Disse.
- Calma, olha pra tela. – esperei um pouco e o filme começou, e quando vi ela
pronunciar a primeira fala, vi que tinha legenda. Era isso! Ri.
- Colocou legenda?
- É, achei que ficaria melhor pra você. – falou dando de ombros e passou a mão por
trás dos meus ombros.
- Uhm... É, fica melhor. – Falei. Por que ficava mesmo. Ok, nem fazia tanta
diferença, mas ele se preocupava como ficava melhor pra eu ver um filme! Isso já
é demais, então disse que melhorava.
No meio do filme, pegou e deu pause. Do nada.
- Por que você parou? – perguntei. Era super sem nexo fazer isso! Mas
tudo bem... Ele só se levantou e me pegou pela mão, então foi me puxando até a
cozinha.
- ? Você tá bem? Estamos no meio de um filme! – riu.
- Eu sei, é que fiquei com fome. – Falou. Ok, já entendi onde isso ia chegar.
Mas decidi fazer ele pedir.
- E... Come alguma coisa. – dei de ombros e me sentei numa cadeira.
- Er... Ah, qual é?
- Qual é o quê?
- Faz aquele negocinho de chocolate pra mim? Por favor! – pediu. Óbvio que eu
não ia dizer não. Teria que dizer que sim. Ai, tava tão bom no filme!!!!
- Ta, , mas só pra gente voltar logo pro filme. – disse e ele assentiu.
Então fui fazer o brigadeiro, ou segundo ele “aquele negocinho de chocolate.”
Ele ficou sentado na cadeira só olhando eu fazer e de vez em
quando, ele perguntava se tava pronto.
- , dá pra esperar?
- Não, eu to com fome. – rimos.
- Ah, você é pior que criança.
- Não sou nada! – discordou e eu ri.
- Aham... – disse sarcástica.
Quando ficou pronto o brigadeiro, finalmente, voltamos a ver o filme. Desta vez
não passou o braço por volta de mim, porque tava muito ocupado comendo.
Fala sério. Por que eu tinha que fazer brigadeiro pra ele, hein? Ah. Quando o
filme acabou abrimos as cortinas da sala e nos sentamos no sofá de novo.
- E agora? – perguntei.
- Não sei, vamos conversar, faz tempo que a gente não conversa.
- , a gente conversou segundos atrás.
- É, mas igual. Vamos conversar.
- Ok, então. Conversa. – mas nesse momento o celular dele tocou e ele me olhou
com uma cara malvada.
- Que foi?
- É o . – disse e colocou no viva voz.
- Idiota, ela não disse nada. – afirmei.
- Vamos ver. – Falou.
- E aí, ? O que ela disse?
- Oi, , é a , e o acabou de me perguntar uma coisa sobre quem a
prefere e tal... Bem, eu não vou responder, porque a não quer e ela
é minha amiga. – Falou.
- O quê?! Mas por quê? Ah não, !
- Desculpa, agora vou desligar, até mais. – disse.
- Eu te amo, ! – falei pra ela, que riu do outro lado.
- Eu também! – disse e desligou. colocou o celular na mesinha ao lado do
sofá com uma cara decepcionada.
- Qual é, ! Me diz.
- Por que você quer saber? Não vai fazer diferença.
- Por isso mesmo. – insistiu.
- Não. , vamos conversar sobre OUTRA coisa.
- Beleza, então. O que você vai fazer amanhã?
- Er... Ir a escola, trabalhar... – falei.
- Ah, esqueci que você ainda está na escola. Eu ia perguntar se você queria ir à
praia comigo e com os guys amanhã de manhã... Será que você não quer faltar à
aula?
- Não dá, senão eu até iria. – droga de escola!
- É, que pena.
- Uhum... Sério, eu não entendi essa. – falei.
- O quê? – disse e se virou pra mim.
- Você, em casa! À noite. – juntei as palavras.
- O que tem?
- Sei lá, só pensei que você ia quase todas as noites pros pubs, pra pegar
alguma garota por aí. – Rimos.
- É... Eu ia. Só que a situação meio que mudou, porque a garota que eu quero não
está em nenhum pub. – Olhou pra mim. Será que ele tava falando de mim? Morri. Não
pode ser!! Quer dizer, pode ser. TEM que ser. Será que eu corei? Não, acho que
não. Espero que não, senão me mato mais tarde. Ah, não. Ah, espera, ele tava
vindo mais perto de mim e estava ficando muito perto. Mesmo. Eu queria pular em
cima dele. Mas óbvio que não fiz nada, por que, infelizmente acabei de me
lembrar de uma coisa que eu não devia ter esquecido: tenho namorado.
foi chegando mais perto, podia sentir sua respiração e logo encostou a
testa na minha, comecei a sentir um calor dentro de mim, eu queria muito beijar
ele, mas só que não dava. Ele colocou a mão na lateral do meu rosto e aquela
área ficou fervendo. Total. Ah, eu não podia fazer isso, mas eu queria. Ah, é
muita coisa pra minha cabeça! Ok, calma. Eu tenho que fazer alguma coisa. Ah,
mas tá tão bom! Ok. Tenho que fazer o que é certo, não adianta.
- ? – falei. Ele ainda estava muito perto de mim. Peguei sua mão que estava
no meu rosto e logo ele foi se afastando ao poucos.
- O que foi? – perguntou com uma expressão meio triste.
- Eu... Eu tenho namorado. – Pronto, falei. Agora não posso voltar atrás. Bem
que eu queria... Ok, não queria, porque se eu não tivesse dito isso eu ia trair
o Dylan e isso não é uma coisa que eu faça. Ele continuou me olhando e não disse
nada.
- , eu… Me desculpa. – falei sem saber o que dizer, afinal, ele continuava
quieto.
- Não, tudo bem. – falou depois de um tempo.
- . Eu… - ia dizer alguma coisa, pois ele continuava com uma cara meio
triste, mas achei melhor não dizer nada.
- Quem? – perguntou.
- É o Dylan, ele está estudando medicina, em Oxford. – falei.
- Hum… Há quanto tempo vocês estão juntos? – perguntou.
- Bem, bastante tempo. Na verdade, acho que desde o primeiro mês que chegamos
aqui.
- Ah, ok.
- , eu… Acho que já vou. – falei me levantando do sofá.
- Ah, ok. – repetiu.
- Então, até mais. – Falei e beijei sua bochecha. Ele nem se levantou pra abrir
a porta, então eu mesmo fiz. Sem olhar mais para trás, dei um passo e saí da
casa, que sabia que não entraria por um longo tempo... Quando o veria de novo?
Bem, também não sei. Se ficar pensando em todas as perguntas que invadem minha
cabeça no momento, irei surtar, pois não sei responder absolutamente nenhuma.
Tudo que eu quero é chegar em casa, contar tudo pras minhas amigas e chorar.
Afinal, tenho que desabafar toda essa história. Nossa, ta tudo cada vez mais
difícil, acho que deveria ter escutado minhas amigas e ter terminado com Dylan
quando havia tempo. Porque agora eu perdi quem mais importa: o .
Capítulo 14.
Estava detonada quando cheguei em casa. Mal aguentava caminhar com o peso de
meu próprio corpo. Bati na porta, pois não me liguei que estava com a chave!
Então atendeu. Ela deve ter visto meu rosto avermelhado nas bochechas,
porque, obviamente, eu não aguentei até chegar em casa, passei metade do caminho
chorando, ainda bem que não encontrei ninguém conhecido, não que eu conhecesse
tanta gente, mas tipo, o pessoal da escola e tal...
- O que aconteceu? – quis saber quando eu entrei e me joguei no sofá. Então
contei-a tudo. Desde o princípio, e ela acha que eu fiz o certo. Ao menos isso!
e estavam jantando com o e o , então não estavam em casa.
Contei tudo! Desabafei total! Por que eu precisava, simplesmente a culpa de ter
deixado triste era tão grande e ainda maior porque eu estava triste
também. E muito triste. Mesmo.
- , vai ficar tudo bem, você vai ver. – falou, tentando me ajudar. Só
que era impossível, quer dizer, o que exatamente eu ia fazer? Eu tinha duas
opções.
Opção número 1:
Eu terminava com Dylan e tentava ficar com o , porque agora já era tarde
demais. Ou não.
Opção número 2:
Eu ficava feliz com o namorado que eu tinha, porque, afinal, o nem quer
mais saber de mim depois do que eu fiz. Ta, não que eu tenha feito algo errado,
só que... Sei lá... Acho essa opção mais fácil. Aliás, não sei o que deu no
hoje!
- NÃO VAI, NÃO! – falei entrando em desespero, ainda pensando nas duas opções.
- , se acalma, vai dar tudo certo! – tentou mais uma vez.
- Ok, , podemos falar sobre outra coisa? Conta o que aconteceu com você e o
hoje! – disse tentando mudar de assunto, o que não era uma mudança total,
mas era o que me veio na cabeça.
- Bem, ele... Ele disse que gostava muito de mim e a gente ta namorando! – me
abraçou.
- Nossa! Que demais! – sorri, pela primeira vez desde o incidente. Porque eu não
sou ciumenta, eu realmente fiquei MUITO feliz pela minha amiga! Eu só queria o
melhor pra ela, e ela conseguiu, assim como todas elas, menos eu. Bom, mas isso
não importa agora.
- É, você tá bem?
- Por quê?
- Bem, eu não ia te contar pelo que acabou de acontecer... – disse.
- ! Não acredito! Não importa o que aconteceu, eu fiquei muito feliz por
vocês! De verdade! Ok? – ela sorriu, acho que ela ficara feliz por eu não me
importar e por eu ficar feliz por ela.
- Que horas que a e a chegam? – perguntei.
- Não sei, por quê?
- Quero contar pra elas que a minha best ta namorando o ! – festejei
com ela, tentando esquecer o por um segundo. Ela riu.
- Vamos ficar vendo DVDs até elas chegarem? – perguntou tentando me animar.
- Vamos! – falei, tentando esquecer o que acontecera e me concentrar TOTALMENTE
nos DVDs que escolhera pra nos vermos.
Ficamos assistindo filmes até meia noite, esquecendo completamente que tínhamos
aula amanhã. Assistimos até que ouvimos a campainha tocar: e . Abrimos
a porta pra elas e logo notaram que havia algo diferente comigo. Então contei
tudo. Elas disseram mais ou menos as mesma coisas que , que tudo ia ficar
bem e tal... Mas acontece que não ia, e eu sabia disso, por isso não queria
dormir, porque antes disso, eu ia ficar sem sono, o que ia me obrigar a ficar
parada na cama pensando. Realmente, o que menos quero fazer agora é pensar.
Depois de ficarmos uma meia hora falando sobre eu e o , decidiu
colocar:
- Espera aí, ele disse que gostava de você! – vibrou. – Você vai ter que me
ajudar naquilo!
- Nem precisa mais. – dei de ombros e olhei pra sorrindo, que estava
boiando. Mas sabia, pois logo perguntou:
- Por quê?
- Conta pra elas o que aconteceu hoje, . – disse sorrindo.
Então contou-as e ficamos mais tempo ainda lá na sala vibrando e
conversando. Claro que eu não estava assim tão feliz, por dentro. Mas tentava
parecer bem, por fora.
Depois de conversarmos até às duas da manhã, nos lembramos que tínhamos aula e
fomos nos deitar. Acho que só dormi as três, não conseguia parar de pensar. E
não eram coisas boas. Foi horrível, parece que tudo me atormentava e eu não
conseguia pegar no sono de jeito nenhum. Me virava de um lado pro outro, mas
parece que nada dava certo, até que o sono me dominou completamente e dormi.
- ? Você tá aí? – perguntou uma voz atrás da porta. Estava numa sala, bem,
na verdade era a sala do meu apartamento lá no Brasil e ela estava meio escura.
Eu suava. Minha visão estava toda embaçada, até que passei a mão no rosto e pude
enxergar melhor. Eu estava com medo. Não sei porquê, apenas estava. A tristeza
percorria meus pensamentos e eu não conseguia me controlar, então foi aí que eu
gritei o nome dele.
- ! É você? – gritava freneticamente, esperando ele surgir por trás da
porta, mas ele não vinha. Na verdade, ninguém vinha. E a voz atrás da porta? Me
perguntava. Mas simplesmente não podia me levantar do sofá pra ir lá ver quem
era. Eu estava pesada. Muito mais pesada do que nunca, mas me olhei no espelho e
estava com o mesmos corpo de sempre.
- ? Você tá aí dentro? – perguntou de novo. Era a voz dele. Eu sabia. A voz
de , quero dizer. Eu a conheço. Tinha que ser a voz dele! Era a voz que
queria ouvir. Que eu sempre quero ouvir. Juntei minhas forças pra me levantar do
sofá e consegui. Mas estava com medo. Medo de ver quem era ali atrás, pois ao
mesmo tempo em que tinha certeza que era ele, podia não ser. Meu corpo tremia e
lágrimas caiam de meus olhos enquanto eu caminhava em direção a porta.
Coloquei a mão na maçaneta e abri-a.
Quando abri, vi sentado no sofá. Mas à medida que ia me aproximando, ele ia
desaparecendo, mesmo. Não parte por parte. Mas ele ia cada vez ficando mais sem
cor, cada vez mais... Invisível.
- NÃO! – gritei, quando seu corpo estava prestes a desaparecer totalmente.
- ? – então me virei e me deparei com Dylan atrás de mim.
Sentei-me na cama. Que sonho fora aquele? Bem, está mais pra pesadelo! Quer
dizer, eu acordei suando, com o barulho do despertador tocando bem alto ao lado
da minha cama! ainda se revirava na cama. Até que me viu sentada ali
olhando pro nada e se assustou.
- ? Você está bem? – perguntou se sentando na cama.
- Er... Mais ou menos. – falei me levantando da cama depressa. Dei um passo e
fiquei tonta, acho que foi por ter levantado tão rápido, então sentei-me de
novo.
- O que houve? – perguntou.
- Eu tive um pesadelo de noite. – disse ainda me recuperando da tontura.
- Me conta. – disse, então contei-a o pesadelo.
- Uau, coitadinha. – falou. – Mas agora ta tudo bem, já acordasse. E o não
desapareceu. Olha, você ainda vai ver ele! Pode acreditar.
- É, espero que sim. – disse suspirando.
- Vem, vamos comer alguma coisa, senão vamos nos atrasar pra escola. – falou
estendendo a mão. Então segurei e me levantei. Descemos as escadas e fomos tomar
café com e que já estavam lá, cada uma tomando seu café com leite.
- Bom dia! – dissemos.
- Bom dia. – responderam.
Tomamos nosso café e fomos pra escola. Foi um dia chato. Sinceramente. Quando
saí da escola fui trabalhar, e nada de . No outro dia, acordei cedo de novo,
e tudo ocorreu normalmente. Ou melhor, chato. Por que tudo tava ficando um porre
sem o , porque ele me fazia vibrar quando me chamava ou ligava, ou até mesmo
me CONVIDAVA pra sair! E agora por que eu me acordo toda manhã? Hein? Pra
estudar? Bem, acho que sim. Ah, também tem outro motivo, pra trabalhar.
Então a semana toda se passou. A tristeza me dominava totalmente, tanto que
quando Dylan me convidou pra sair na sexta, eu disse que não podia, pois tinha
prova. Menti, eu sei. Mas o que eu podia fazer? Ele veria que eu estava abatida,
então iria me perguntar o motivo e o que eu ia responder?! Simplesmente não
dava. Então não tive escolha, a não ser mentir. Passei toda a semana dando
desculpas pra minhas amigas quando elas me convidavam pra sair, porque eu não
podia aguentar ouvi-las falar sobre o namorado delas, que por sorte imensa,
todas estavam namorando um guy. Menos eu.
E ainda fui EU que fiz elas conhecerem eles! Isso é muito azar, sério! Não que
eu esteja reclamando de tudo. Porque, na verdade, sou sortuda sim. Pois, ao
menos, o conheci. O que tenho que agradecer muito! Porque, afinal, não é
qualquer uma que tem tamanha sorte de conhecer seu ídolo.
- ! Levanta dessa cama e vamos pro shopping! – chegou entrando no meu
quarto e gritando. Então ficou me puxando pra tentar me tirar da cama.
- Não! Eu já disse que não estou a fim de sair! – persisti.
- , faz uma semana inteira que você não sai com a gente! E nem com ninguém!
Você até tá mentindo pro seu namorado! Então para de onda, você tem que ficar
feliz! – disse .
- Pra você é fácil falar. – resmunguei.
- , levanta daí agora. – disse me puxando pela mão.
- É, vem, vamos no shopping comprar uma coisa bonita, vem! – insistiu . –
Prometo que não digo uma palavra sobre o , porque isso te lembraria o .
- Você acabou de falar! – falei.
- Mas agora encerrou! – disse ela.
- Vem, . Por favor! – falou .
- Estamos ficando preocupadas! Acho que vamos ter que te levar de volta pro
Brasil! – disse .
- Engraçadinha. – ri. Acho que pela primeira vez na semana.
Resisti o máximo que deu, mas no final, não tive escolha. Fui com elas ao
shopping. Ficamos por lá durante uma hora e eu não entrei em nenhuma loja,
porque simplesmente não estava afim. O que é estranho, porque eu amo lojas! Mas
desta vez não. Só fomos até a praça de alimentação comer alguma coisa depois de
tanto rodar pelo shopping sem entrar em nada.
Pedimos nossos sorvetes e ficamos conversando.
- E aí, contem uma novidade! – quebrou o silêncio.
- Er... Ah! Eu tenho uma! Que esqueci de contar pra vocês ontem. – Falou . –
Eu fui promovida a gerente da loja! Ou seja, mais dinheiro pro carro!
Vibramos.
- Isso! Agora falta menos tempo pra acabar essa coisa de táxi pra lá, táxi pra
cá. – falei.
- É! Tipo, se tivéssemos o carro, agora não teríamos que pegar o táxi pra voltar
pra casa. – colocou .
- Gente, acho que vamos ter que comprar um GPS quando tivermos o carro. – disse
.
- Por quê? – perguntei.
- Bem, se a gente não quiser se perder e nem se atrasar pra chegar nos
lugares...
- É uma boa ideia. – falou .
- É, então quando comprarmos o carro, com o dinheiro de sobra, vamos comprar o
GPS. - disse .
- Ok, então. – falei.
Quando acabamos de comer nosso sorvete, passei por uma loja, onde um vestido me
chamou a atenção.
- Gente, vamos entrar ali? – apontei pra tal loja.
- Uau, que milagre! – falou .
- Vamos, sim. – concordou .
Então fomos pra lá. Como fazia tempo que eu não comprava nada de roupas e essas
coisas, eu tinha mais dinheiro guardado que o normal, então fui experimentar o
vestido. Era um vestido de festa, tomara-que-caia e vermelho. Era absolutamente
lindo! Serviu em mim direitinho, então o comprei. O que tornou meu dia mais
feliz. Pelo menos um pouquinho.
- , esse vestido é lindo! Temos que arranjar um lugar pra você ir com ele!
– falou .
- Ah, nem tinha pensado nisso. Se algum dia eu ficar bem que nem antes, eu uso.
– falei depressiva.
- Não diz isso! Você está bem! – falou .
- Talvez não feliz. Ou completamente feliz. Mas bem. – disse .
- É, acho que sim. – concordei. Então me liguei que tinha que pensar em tudo de
bom que tinha, e não no que não tinha, porque essa coisa era o . É a
única coisa que falta. Porque, na verdade, eu tenho amigas perfeitas e a
família perfeita e ainda estou morando em Londres! O que eu posso reclamar?
Quando voltamos pra casa, ainda era de tarde, então recebi uma ligação
totalmente inesperada no meu celular.
- Oi, ! – disse , do outro lado da linha.
- , Oi! Quanto tempo! – falei.
- Pois é! Eu tava com saudades, então decidi ver se você não queria sair comigo
hoje. Tipo, como amigos, claro. Já que to namorando sua melhor amiga. – ri.
- Claro, ! Eu ia adorar. – sorri.
- Ótimo! Passo aí daqui a quinze minutos. – falou e desligou o telefone.
Então me vesti e desci as escadas pra avisar as garotas que eu ia sair com o
, e claro, eu tinha que deixar tudo certinho com a . Não queria que ela
pensasse nada que não é.
- ... Er... Tipo, o , ele... – ia falando quando cheguei lá, mas ela
interrompeu.
- Eu sei, ele me falou que ia convidar você pra dar uma volta. – falou normal,
sem cara amarrada nem nada. – Por mim tá tudo bem, . Nem se preocupa! Vai
ser bom pra você sair com ele. Ele gosta muito de você. Como amiga, claro.
Sorri.
- Nossa, que legal. Obrigada, . – falei.
Quando chegou cumprimentou todas nós e depois fomos, eu e ele, pro seu
carro.
- Então, onde vamos? – perguntei depois de estar sentada na carona do carro de
!
- Vamos lá em casa, daí lá a gente decide o que fazer, Pode ser?
- Claro. – sorri. – Liga o som aí. – Falei me lembrando da primeira vez que
tinha andado de carro com ele, quando fomos alugar um DVD, quando tudo estava
bem com o , pois eu mal o tinha conhecido.
- Beleza, mas só se você cantar junto! – disse.
- Por quê? Você quer rir, né? Engraçadinho. Só canto se você cantar. – falei.
- Eu canto com você. E não pra rir, você canta bem. É que eu tava com saudades
de cantar contigo. – sorriu. Com essa eu morri. Ai, que amor! Ele ta com
saudades de cantar comigo!
- Ok, liga aí. – concordei e fomos cantando até chegarmos à casa dele.
Sentamos no sofá e ele perguntou se eu gostava de jogar vídeo-game e eu disse
que sim, porque qualquer coisa com o é legal! Ele é legal. Muito.
Ele colocou Super Mario Galaxy, e ficamos jogando por uma meia hora e falando do
joguinho. Nos divertimos muito. Bem, pelo menos eu me diverti. E acho que ele
também.
- Então, como estão indo as coisas com a ? – perguntei.
- Ótimas, ela é muito legal. Eu gosto muito dela mesmo. – falou.
- Que bom que as coisas então dando certo! – falei e ele sorriu pra mim.
- E ela ainda não tem ciúmes de eu sair com a minha melhor amiga pra jogar vídeo-
game! Sério, ela é perfeita! – falou. Mas uma coisa eu não podia deixar passar.
Melhor amiga?
- Melhor amiga? – perguntei sorrindo. Eu ia chorar. Sério. disse que
EU sou a melhor amiga dele! É a melhor coisa que me aconteceu a semana INTEIRA!
- É, se você não se incomodar de ser minha melhor amiga. – riu. Ri também.
- Claro que não. Sabe de uma coisa? Você também é meu melhor amigo. – falei e
ele me abraçou de lado. – Você é o único que me fez esquecer tudo de ruim que
aconteceu essa semana. – falei.
- Ah, a coisa com o . – falou. Espera aí! O contou pra ele? Ah, sou
importante! Ok, parei. Nem sei se ele falou bem de mim. – E com o seu namorado
aquele, a me disse o nome, como é... O Dylan.
- É. – concordei.
- Não fica assim, ok? – falou.
- Tudo bem, acho que já to melhor que antes. – sorri.
- Isso, sorri bastante! – sorriu.
- Ok, . – ri.
- Fica aí que eu vou lá trazer uma coisa pra gente comer. – falou.
- Tá bom. – disse e fiquei sentada esperando, enquanto jogava o joguinho. Uns
dois minutos se passaram e ainda estava na cozinha.
- ? O que você tá fazendo?
- Fica aí! – falou. Nesse meio tempo o telefone tocou, então pediu pra eu
atender e dizer que ele estava ocupado e tal. Então me levantei e fui atender.
- Alô? – perguntei quando cheguei ao telefone.
- ? – perguntou a outra voz, com um tom tipo: “você aí? Não entendi.” E
essa voz era aquela que eu – somente nesse momento de recuperação - não queria
ouvir. Talvez ouvir, mas não falar com ela: .
- Oi, .
- O que... O que você tá fazendo aí? – perguntou.
- O me convidou. – falei, simplesmente.
- Ah. – disse. Ficamos em silêncio por alguns segundos, até que eu disse alguma
coisa.
- ? Por que você ligou?
- Nada, nada. Queria falar com o . Diz pra ele que eu e a Megan vamos aí hoje
à noite. – pediu. Me deu um aperto no coração ao ouvir ele dizer “Megan”. Quer
dizer, será que era a namorada dele? Quando chegar a casa vou à internet ver se
descubro algo.
- Claro, vou falar. – disse tentando esconder a voz fraca.
- Ok, então. Tchau.
- Tchau. – falei e coloquei o telefone de volta no gancho.
Fui caminhando até o sofá, me sentei de qualquer jeito e deitei a cabeça pra
trás. Suspirei. Droga. Como assim Megan? Argh, que raiva! Então surgiu do
meu lado com brigadeiro pra nós.
- Nossa! Essa eu não sabia! – falei.
- Eu peguei a receita na internet! – piscou e eu ri.
- Você gostou mesmo, hein!
- É, mas o seu ainda é melhor. – sorriu.
- Que bom que você gostou! – falei. Então ele ligou a Tv e colocou na Warner
Channel. Ficamos vendo um filme do Cruise lá, não sei o nome. De repente me
lembrei da ligação, então, no intervalo não tive escolha, a não ser contá-lo.
- , o ligou. – falei.
- Ah, ok, eu ligo pra ele depois. – disse dando de ombros.
- Bem, na verdade, ele queria te avisar que ele e a Megan irão vir aqui hoje à noite.
- Megan? – perguntou.
Dei de ombros e deitei a cabeça em seu ombro.
- Não esquenta, . Eu te conto tudo amanhã. Ok?
- Sério? Nossa, , você é demais. – sorri e ele sorriu também.
Então voltamos a ver o filme. Quando acabou a campainha tocou. Um frio percorreu
minha barriga. Olhei rapidamente em meu relógio, não podia ser o , porque
ele disse à noite e são cinco horas da tarde! Não pode ser, se for eu vou
embora. Juro. se levantou e pediu pra eu esperar no sofá, então abriu a
porta e disse:
- Oi, dudes!
- Oi, . – falou , reconheci sua voz. Mas ele dissera “dudes”, ou seja,
plural, quem seria o outro?
- Beleza, ! – falou entrando. Que alívio. Sério, me deu um enorme alívio
ao ouvir a voz de e , e ao ouvir o bom barulho da porta fechando atrás
de mim. Sem . Ainda bem!
- Oi, ! – disse me abraçando.
- E aí, ! – veio me abraçar em seguida.
- Oi, meninos. – sorri e abracei os dois.
- Então, o ta conseguindo te distrair? Ele disse que ia fazer isso de
qualquer jeito hoje. – falou .
- É, tá bem? – perguntou se sentando do meu lado, enquanto estava na
poltrona. voltou e se sentou no meu outro lado, onde ele estava antes.
- Acho que sim. – disse. – Agora vão me dizer que vocês TODOS sabem da estória?
- Bem, sim. – disse .
- Relaxa, a gente não vai dizer pro que você ta mal, ok? – tranquilizou-me
.
- Obrigada. – agradeci a eles.
Fiquei mais um pouco por lá com os meninos, mas quando chegou seis e meia, me
lembrei do telefonema de e me mandei. Antes que desse azar e eu tivesse lá
quando ele chegasse. Me despedi dos garotos e fui pra casa. A pé. Mas eu gosto
de caminhar. Então, sem problemas.
Quando cheguei em casa contei as garotas e vibramos um pouco por ter dito
que eu era a melhor amiga dele e tal... Depois contei pra e pra que
e também estavam por lá, mas haviam chegado mais tarde. Então elas
disseram que foi bom eu sair um pouco com eles e que elas não se importam
de “emprestar” o namorado delas por um domingo. Estava a fim de sair mais e
esquecer de meus problemas, então resolvi ligar pro Dylan.
- Alô? – uma garota atendeu o telefone dele.
Estranho...
- Oi, posso falar com o Dylan? É a namorada dele. – falei.
- Er... Ele está ocupado agora, você pode ligar mais tarde? – perguntou a garota.
- Ok, tchau. – falei.
- Tchau. – disse ela e desligou o telefone.
Ok, muito estranho.
Agora eu tinha duas perguntas: que garota era aquela? E quem era tal de Megan!?
Por favor, alguém me diz!
Capítulo 15.
Não ia ficar curiosa na única pergunta que eu realmente podia responder,
então desci as escadas e avisei pras garotas que eu ia visitar o Dylan na
faculdade dele.
- Por que assim, do nada? – perguntou.
- Uma garota atendeu o telefone dele. – falei.
- Ai, . Sinto muito. – disse .
- Bem, eu nem sei se é isso ainda.
- Você está certa! Vai lá descobrir! – falou .
- Vou lá, até mais! – disse e bati a porta. O táxi que eu já chamara estava me
esperando, dei o endereço a ele, e fui até Dylan. Demoramos mais ou menos uma
meia hora pra chegar em Oxford, mas chegamos. Quando entrei em seu alojamento,
como ele já me explicara uma vez. Muitos olhares se voltaram pra mim quando
passei a porta de entrada do prédio, afinal, era um prédio de garotos. Perguntei
pra um que estava conversando com o amigo no sofá qual era o andar de Dylan e
ele me disse que ele morava no quarto andar, então peguei o elevador. Ok e
agora? Que quarto? Como eu vou achar? Droga, era pra mim ter perguntado lá
em baixo... Acho que vou ter que voltar lá pra perguntar!
Ah, espera, como sou burra, vou ligar pra ele. Pensei enquanto andava no
corredor. Bem, acho que não seria preciso. Não mais. Pois vi uma porta
entreaberta no final do corredor, e ouvi a voz de Dylan sair de dentro dela. Me
deu um certo receio antes de abrir a porta... Acho que estava com um mau
pressentimento. Isso não era bom. Quando abri a porta vi Dylan em cima da cama
com uma garota loira. De repente, meus olho se encheram de lágrimas. Será que já
não bastava eu estar mal com o ?
- ! O que você está fazendo aqui?! – Dylan perguntou se separando da garota e
descendo da cama pra falar comigo. A garota estava vestida. Ainda. Mas ele
estava só de cueca! Ai, que raiva!
- ? Quem é ela? – a garota perguntou, ainda sentada em cima da cama.
- Conta pra ela, Dylan. – desafiei.
- Er... – levou as mãos a nuca. Balancei a cabeça em descrença e me virei pra
sair do quarto.
- Não, ! Espera aí! – Dylan falou e eu me virei.
- O que foi?
- É que você estava tão ocupada essa semana e nunca queria sair, então pensei
que você fosse terminar comigo. – explicou.
- É, mas você podia ter terminado comigo, ao invés de ficar com ela nas minhas
costas!
- Me desculpa, ta?
- Não, agora tenho que ir. Adeus. – falei e bati a porta do dormitório.
As lágrimas não esperaram pra cair. Logo ao descer o elevador, minha visão já
estava toda embaçada. Pois eu já estava sensível por causa daquilo com o , e
agora isso! Que bom, será que não há mais nada de ruim pra acontecer essa semana?
Eu realmente espero que não. Estou esgotada. Já chega! Peguei o táxi e quando
cheguei em casa desabei na cama e minhas amigas, como sempre, ficaram lá me
consolando. foi me fazer chocolate quente e quando ela voltou ficamos todas
conversando.
- Obrigada. – falei pegando o chocolate.
- Merece. Agora nos conta. – Pediu, então, mesmo que doesse, contei-as tudo. Até
as piores partes.
- Eu não acredito nesse garoto! Como ele pode fazer isso?! – gritava.
- Sério, ele realmente parecia legal! E você que deixou o pra ser fiel a
ele! - disse.
- Por favor, não me lembra disso, senão fico com mais raiva da minha vida, se
isso for possível. – falei. Sério, alguma coisa podia PIORAR? Acho que não. Só
se eu perdesse minhas amigas e tivesse que voltar pro Brasil e morresse depois.
Elas tentavam de tudo pra me ajudar, mas parece que só piorava. Às eu vezes eu
não aguentava e começava a chorar. Então elas diziam alguma coisa que me fazia
parar e isso ocorria várias e várias vezes.
- Gente, parem, ok? Na verdade, eu quero saber uma coisa! E isso está me
incomodando. – falei e elas pararam pra me escutar.
- Fala, vamos te ajudar. – disse.
- Vocês sabem quem é a Megan?
- Hã? Quem? – perguntou perdida.
- Ah, tipo, quando eu estava na casa do , o telefone tocou e eu atendi. Ta, e
era o e no final ele falou: Diz pra ele que eu e a Megan vamos aí hoje à
noite.
- Estranho. – disse.
- Ele deve ter dito isso pra você ficar com ciúmes. – me consolou. Como eu
queria acreditar que isso era verdade!
- É, não deve ser ninguém. – completou.
Suspirei. Estava cansada desse drama todo. Será que as coisas não podiam de
ajeitar? Eu quero o ! Que droga!
O resto do dia se passou assim, nessa chatice e tristeza, mas à noite, uma
coisa – nada boa – me surpreendeu.
- Alô? – Perguntei.
- , é o Dylan. Por favor, antes de desligar na minha cara, escuta.
- O que você quer? – perguntei fria.
- Quero que você me perdoe. Eu sinto muito, ok? Eu não pretendia fazer aquilo!
- Mas fez! – falei, simplesmente.
- , é sério! Por favor!
- Dylan, não! E ponto final! – falei ao telefone, ia desligar na cara dele.
- , sério!
- Você já disse que é sério um milhão de vezes e não vai adiantar nada! –
exclamei.
- Sério, . Me perdoa.
- Não.
- Mas eu te amo.
- Ah, muito! – ironizei. – Olha, Dylan, eu não quero me incomodar, ok? Você já
me causou muito estresse por um dia. Tchau.
- Não, espera! – falou e desliguei.
Eu realmente não estava a fim de ouvir ele reclamar do problema que ELE mesmo
causou, e eu não iria perdoá-lo de jeito nenhum. Por que eu nem queria voltar com
ele. Eu só queria o . Deu, então comecei a chorar. De novo. Isso tava
ficando chato! Queria saber quando ia me ligar, pra contar sobre a Megan,
quero dizer.
Fiquei com o telefone do lado do travesseiro a noite inteira, mas nada do
ligar. Até que me cansei de esperar e dormi, afinal, fora um dia extremamente
cansativo.
No outro dia, quando cheguei do trabalho, praticamente me obrigou a ir
correr com ela, então não tive escolha, vesti minhas roupas de ginástica e fui.
Nos divertimos caminhando em nosso bairro, depois voltamos pra casa. Mas
não me deixou parar quieta e me arrastou pro shopping com ela.
- , por acaso vocês estão se revezando pra me distrair?
- Er... Mais ou menos.
- Por quê? Eu estou bem!
- Ah, se eu acreditar nisso e te deixar, você fica o dia inteiro na cama.
Revirei os olhos. Fomos olhar umas lojas e ela comprou uma saia nova. E eu não
comprei nada. Simplesmente não estava a fim. Quando voltamos do Shopping, fomos
direto pra casa. Afinal, eu não aguentava mais aquilo!
Chegamos lá e vimos um papelzinho largado em cima da bancada da cozinha, então
lemos.
Oi, amigas lindas! Saímos com nossos boyfriends *-* Vemos vocês mais tarde, ok? Amamos vocês! :D – e .
- É, sortudas. – falei.
- Nós também. Só que cada uma em um tempo diferente. – disse . Queria
acreditar nisso. Bom, ela podia, quer dizer, ela estava com o ! Eu a
considerava totalmente sortuda. Ah. Estava cansada, subi e tomei um banho pra
tentar relaxar um pouco, tirar o estresse que me dominava completamente.
Quando saí do banho meu celular estava tocando em cima da cama, vi que era .
- Oi, ! – falei.
- , oi! É o . – disse ele.
- Ah, oi, ! Tudo bem?
- Quem tem que me responder é você! Ta melhor?
- Na verdade, não. Mas e você? Tudo bem?
- Tudo, menos por você estar mal.
- Own, que lindo! Preocupado comigo. – sorri.
- Sempre. – disse. – Bem, só liguei pra saber se você estava melhor, até mais.
- Espera! – quase gritei.
- Que foi? – perguntou.
- Você disse que ia me contar sobre a Megan, lembra?
- Er... Eu não queria, quer dizer, você já está mal, eu não quero...
- Ela é namorada dele, não é? – perguntei logo. Aquele mesmo aperto no coração
que havia sentido voltou. Comecei a chorar no exato momento em que ele hesitou
pra responder. Não pode ser.
- Bem, eu não diria namorada. Mas tipo, ele ficou com ela em uma festa naquele
dia, por isso levou ela lá em casa. Já deve ter até que esquecido que ela se
chama Megan.
- Obrigada, . – ri.
- De nada. Agora, ri mais. E não chora, ok?
- Vou tentar. – falei.
- Me promete?
- Prometo. – sorri. – Agora eu tenho mesmo que ir. Até mais.
- Ok, te amo. Até.
- Até. – falei.
Ah, que lindo! Ele queria mesmo melhorar minha vida! Quer dizer, ele dissera que
eu era sua melhor amiga e ainda que me amava! Ah, a única coisa boa que
aconteceu o dia inteiro. Pelo menos uma.
Mais uma semana havia se passado. E absolutamente tudo continuava igual e NADA
melhorara. Nadinha! Eu estava mais deprimida do que nunca, não sabia o que fazer
pra passar o tempo, e ficava assistindo TV sempre que chegava to trabalho, e
quando era fim de semana eu ficava dormindo até tarde e depois lia livros. Acho
que li uns três livros essa semana e, de vez em quando, ia no computador falar
com meus pais e minhas outras amigas brasileiras – as quais não sabiam nada de
. Ainda bem, se não eu teria que contar o que aconteceu. E isso eu não iria.
Nem aos meus pais contei. Era melhor só as minhas melhores amigas ficarem
sabendo disso. Fui checar na internet e ver se achava alguma coisa sobre a tal
garota que saíra ontem... Procurei por diversos sites, mas não achei nada.
Nossa, ele é bom. Deve ter despistado os paparazzi direitinho. Fico imaginando
como isso deve ser chato. Quero dizer, ser seguido todo o tempo por gente que
fica distorcendo suas palavras só pra vender mais revistas e tornar seus sites
mais famosos. E ainda ficam tirando um milhão de fotos suas, e se você não ficar
bem? O que não é o caso do , ele sempre fica bem. Ok, vamos parar de falar
sobre o . Desliguei o computador, porque depois de ficar meia hora
procurando não achei absolutamente nada. Cadê a droga de paparazzi quando a
gente precisa dele?! Hein?
Sexta à noite, todas minhas amigas saíram, cada uma com seu namorado, e o
deve ter saído com a tal de Megan. , e me prometeram que iam me
dizer se ela estava junto com eles ou não. Não acredito que consegui perder o
, quer dizer, depois de ter tido a sorte de conhecê-lo! Como fui fazer essa
bobagem? Como fui perder alguém que eu quero desde... Desde sempre.?!
Tentei dormir às onze, mas não deu certo. Fiquei me remexendo na cama, esperando
elas voltarem com a resposta. Sobre Megan, sabe. Eu simplesmente NÃO podia
dormir com essa dúvida! Isso estava totalmente me matando! Então me levantei e
desci pra ver TV. A casa era triste quando só estava eu nela, e quando meu humor
já não era dos melhores...
Estava no finalzinho do episódio de Gossip Girl, quando a campainha tocou. Eram
elas! Isso. Ah, espero mesmo que eles não tenham vindo trazer elas em casa. Fui
atender a porta, estava só de pijama, por que eu já tinha ido me deitar, em uma
tentativa ridícula e totalmente fracassada de dormir. Até parece. Como eu ia
dormir sabendo – ou só pensando (torço por esta alternativa) – que está
com aquela Megan?! Me diz? Que saco isso! Eu to começando a me irritar comigo
mesma. Vou parar agora MESMO de pensar no ! Ponto. Já chega, isso só me
deixa mais triste ainda! Como se já não estivesse o bastante com tudo que
acontecera com Dylan. Estou esgotada de ficar sofrendo! E amanhã mesmo vou à
escola – ok, talvez segunda, porque amanhã não tem aula – e vou ver se tem algum garoto
interessante e vou esquecer total do . O que me irrita é que NÃO EXISTE alguém
mais perfeito que ele. Droga, falei de novo. Suspirei, cansada. Então, peguei na
maçaneta e abri a porta. Comecei a chorar quando o vi, não sei o por quê. Ok,
talvez saiba. Mas, sério, o que ele estava fazendo aqui?!
Capítulo 16.
Olhei-o mais uma vez, mesmo que com olhos embaçados.
Não podia. O que ele estava fazendo aqui? Uma onda de sentimentos invadiu meu
coração. Ao mesmo tempo em que queria tanto que ele estivesse ali, queria que
ele não estivesse. Nem eu mesma me entendo direito. Mas acho que é porque estou
com medo. Sei lá, de dar algo bastante errado e piorar a situação, que já é bem
ruim. Então, olhei-o e foi essa a pergunta que fiz:
- ... O que...? – não conseguia terminar a frase, minha voz estava falhada.
- Vem cá. – disse e entrou em casa, então bateu a porta e foi até mim. Foi aí que
ele me abraçou e tudo pareceu melhor, pela primeira vez esse mês. Respirava
fundo enquanto o abraçava e tentava parar de chorar. Ele não dizia uma única
palavra, só me abraçava bem forte. Senti o cheiro de perfume vindo de seu
pescoço. Aquilo era muito bom! Continuamos nos abraçando, até que ele me largou,
então tentei mais uma vez.
- , o que você ta fazendo aqui? – Perguntei, agora, finalmente, conseguindo
parar de chorar.
- Eu... Eu soube. – falou simplesmente e me conduziu ao sofá, então nos
sentamos lá. se virou pra mim e continuou. – , eu sinto muito, ok?
- Pelo quê? – ainda não sabia do que estava falando.
- Pelo Dylan. Quer dizer, escuta, ele é um idiota por fazer isso com você. Vem,
deita aqui! – então me deitei no sofá e pus a cabeça em seu colo. – Você está bem?
- Não. – admiti e comecei a chorar de novo. Droga. Por que eu tenho que ser tão
sensível?
- , não chora! Por favor. – falou fazendo carinho na minha cabeça e mexendo
no meu cabelo. – Olha pra mim. Ele não te merece. Vai ficar tudo bem.
Eu só respirava fundo e tentava não dizer nada que não devesse, tipo: ", você
não entende, o problema é você!" Mas claro que se eu dissesse isso, eu ia
estragar tudo! Então preferi ficar quieta e fingir que Dylan ainda me
incomodava. O que parou de aconteceu uns três dias depois.
- ? – chamei-o. – Como você sabia que eu estava aqui?
- É a sua casa. – disse, e eu ri. Dã, que pergunta idiota. Mas, na verdade, eu
queria perguntar: você veio aqui por que você quis? Ou porque alguma das minhas
amigas te pediu? – Eu... Os guys estavam lá em casa antes de saírem com a ,
e a . Então eu perguntei onde eles estavam indo. E eles responderam que
iam sair com elas.
- E...? – Queria que ele continuasse.
- Bem, eu achei... Ta, olha, o me contou sobre o Dylan e disse que você não
estava bem.
- Ele que te mandou aqui?! – exclamei. – Eu não acredito que ele contou! Argh,
quando eu vir ele...
- Ei, calma. Primeiro, eu vim porque eu quis. E o me contou porque tava
preocupado com você, não foi por mal, pode acreditar.
- Ok. – tentei não abrir um sorriso maior que o meu rosto.
- E eu tinha que vir, afinal, eu finalmente descobri. – Me olhou sorrindo e com
os olhos brilhando.
- Descobriu o quê? – perguntei não fazendo a mínima ideia do que ele estava
falando.
- Que eu sou seu favorito.
- O QUÊ?! COMO? – Perguntei perplexa. Mas como?
Então eu meio que juntei as coisas. A estava com o , então, só sobrara
ele. E bem, eu.
- Bom, a está com o . Então pensei que eu era seu favorito. Sou? – não
acredito que ele ainda estava em dúvida.
- Ok, é. Satisfeito?
- Pra dizer a verdade, muito. Eu falei que ia descobrir! – Sorriu vitorioso. –
Por que você queria tanto esconder isso de mim? Se eu soubesse isso antes, eu...
– Hesitou.
- Você o quê?
- Esquece, não importa mais. – falou. Então me sentei e me virei pra ele.
- Importa, sim. Fala. – insisti ainda mais.
- Acho que as coisas teriam sido melhores do que foram. – ele disse olhando para
baixo. - Mas... Você conhecia o Dylan desde que nos conhecemos?
- É, ele já era meu namorado naquela época.
- Hum... Então não ia fazer diferença mesmo. – deu de ombros.
Percebi que ele não ia dizer nada com nada, então fiquei com raiva. Quer dizer,
eu meio que esperei demais. Mas é claro que eu sabia que ele estava com a Megan!
Ele só veio me ajudar, já que era meu amigo e é isso que amigos fazem. Ah,
espera, e também jogar na minha cara que ele sabia que ele era meu preferido.
Que bom! Algo pode piorar? Bom, pelo menos ele estava falando comigo. Resolvi
ser sincera e dizer, afinal, estava ficando cansada daquele papo vago que não
levava a lugar algum.
- , por que você ta aqui, hein?
- Como assim? – ele me olhou desentendido.
- Você não deveria estar aqui!
- Hã? Onde eu deveria estar? – Perguntou confuso, com minha pergunta repentina.
- Com a Megan! – falei de uma vez. Agora já era.
- Quem?
- Ai, . Se liga, não precisa fingir que não tem nenhuma Megan, isso é
ridículo!
Ficou parado me olhando com um olhar distante. Acho que estava pensando. Bem,
obviamente.
- Ah, a Megan! Claro. – disse somente. Depois de uns segundo completou. – Não
sei porquê eu deveria estar com ela.
Ah, mas que garoto idiota!
- Por que ela é sua namorada. Acho que não ia gostar muito de saber onde você
está.
- Hã? , ela não é minha namorada. De onde você tirou isso?!
- O quê?! Claro que é! Você me disse no telefone. E depois o me disse! –
Falei. Mas só depois percebi a bobagem que acabara de falar. Droga. Droga.
Droga!
- Não é, não. Eu só fiquei com ela naquela festa. E você perguntou pro quem
ela era? – Não, não, não e não! Por que eu tinha que abrir a boca, hein? Agora
sim, estraguei absolutamente tudo! Ele estava sorrindo.
- Er... Ele que me disse, porque tipo, no outro dia eu perguntei pra ele o que
ele tinha feito naquela noite, se ele tinha saído com a e ele me disse que
não. Que o , o , você e a Megan tinha ido à casa dele.
- Sei. – sorriu sarcástico.
- É verdade. – falei, com aquele tom de se-você-não-quer-acreditar-não-acredita.
Mas, qual é, isso tava na cara que era mentira! Como eu pude dizer aquilo? A
parte de ter me contado, quero dizer? Como pude ser tão burra?
- Ok, ok, eu acredito. – Se rendeu. Sorri. – Assim como acredito que eu não era
seu favorito o tempo todo.
- Você não vai parar de jogar isso na minha cara?
- Não, eu gosto quando você fica com vergonha.
- Eu não to com vergonha! – protestei e ele riu.
- Ta, sim. Tá até vermelhinha, olha.
- Idiota.
- Linda. – Ah, ele me chamou de linda! Ele me acha linda! Uhu! Ok, agora não
pude esconder o sorriso. E eu tentei! Também acho que fiquei ainda mais
“vermelhinha”.
- Sabe, você também é minha favorita. – falou se aproximando mais de mim.
- Duvido. – ri.
- Ah é? – Fez cócegas em mim, e eu ri muito, porque, tipo, sinto muita cócega. –
Vou ter que fazer mais pra você acreditar? – Continuou me fazendo cócegas e eu
me deitei no sofá e ele subiu em cima de mim, ainda me fazendo rir.
- , para! – reclamei, então tentei pegar suas mãos para elas pararem de me
fazer cócegas, porque eu já estava quase chorando. De tanto rir. Sério, é
difícil alguém sentir tantas cócegas que nem eu. Eu quase morro.
- Acredita em mim?
- , o que cócegas têm a ver com acreditar ou não em você?! – Perguntei e ele
riu, ainda em cima de mim.
- Não tem nada a ver, mas eu acho que você tava muito triste, então achei que
fazer cócegas fosse ajudar. – Não, ele continuou me fazendo cócegas! Mas que
droga! Que raiva, eu só queria que ele parasse. Mas de preferência, não saísse
de cima de mim.
- Ah, ok, acredito. Para, por favor! – gritei e ele se apoiou com os braços em
volta de mim e as pernas uma de cada lado do meu corpo. E ainda parou de me
fazer cócegas.
- Ah, finalmente. – ri aliviada, e ele também começou a rir e se aproximar mais
de mim ainda. Sentia seu corpo quente em cima do meu. Queria que ele nunca
saísse dali.
- , eu... – falou e encostou a testa na minha. Colocou a mão na lateral
esquerda do meu pescoço, e começou a beijar o lado direito. Ah, sério, eu
realmente queria que ele continuasse, mas eu não podia. Eu estava com medo,
acho. Eu sei que é a maior bobagem, mas eu não podia fazer aquilo. Não ainda.
- , eu acho... – Ia falar, mas fiquei sem voz do nada. Acho que queria tanto
que ele me beijasse que até esqueci como se fala! Então ele foi me beijando até
chegar bem perto da minha boca. Hesitou, mas então se aproximou mais, encostando
o nariz no meu e quando ele ia me beijar a campinha tocou.
- Não acredito! – resmungou.
- Deixa que eu atendo. – falei deixando-o sair de cima de mim. Infelizmente. Ai,
como eu odeio campainhas!
- Ok. – Se sentou, frustrado, no sofá.
Droga de porta, droga de campainha. Droga de pessoa que tinha apitado naquele
maldito momento! Eu ia matar a pessoa!!!! Ta, não ia. Porque, provavelmente,
eram minhas amigas voltando do encontro. Abria porta com a imensa vontade de
matá-las, mas me segurei, porque pra quem eu ia contar tudo que acontecera se eu
as matasse?! Pois é. Ninguém. Ok, talvez tenha mais gente. Mas não quero ficar
espalhando por aí.
- Oi. – Falei quando as vi. Idiotas. – Como foi o encontro?
- Ótimo. – disse.
- Perfeito! – sorriu.
- Totalmente. – disse ao entrar em casa também. – E o que é essa marquinha
aqui? – Ela apontou pro meu pescoço. Ih.
- Er... É... O ta aqui. – Sorri sem graça e ele veio cumprimentar as
garotas.
- Ah, já ta explicado então. – riu, me fazendo corar. – Além disso, o que
você tá fazendo aqui?
- Ei, isso não é jeito de tratar o melhor amigo do namorado! – disse a
.
- Ah, foi mal. – riu.
- E eu estou aqui pra ver a .
- Ah, espero que você tenha sido muito legal com a nossa amiga! – falou.
- Fui sim. Bom, agora já vou indo, eu e os caras combinamos de darmos uma
ensaiada. – disse e foi se despedindo de nós.
- A essa hora?! – perguntei, depois de ele me dar um beijo na bochecha.
- Eu sei que é estranho, mas sim. – riu.
- Ok, boa sorte com o ensaio. – falou.
- Como se eles precisassem. – disse.
- Valeu. Até mais. – falou e saiu.
Então bateu a porta e me olhou como quem: "diz o que aconteceu?"
- Pode ir me contando agora! – ela disse e todas nos sentamos nos sofá pra me
ouvir falar, e claro, depois eu ia perguntar pra elas sobre o encontro, então
ficamos conversando durante uma hora mais ou menos.
Antes de eu me deitar, vi que meu celular tocava, então fui atender. Uma parte
de mim pensou que pudesse ser , mas outra dizia: até parece. Bom, no final
era .
- ! – falei ao colocar o celular no ouvido.
- ! Oi! Tudo bem?
- Tudo e com você? Como foi o encontro?
- Ah, finge que a não te contou tudo! Tudo bem sim. – rimos.
- Que bom! – falei rindo.
- Como foi? – ele perguntou, do nada.
- Como foi o quê?
- A ida do aí! Ele foi, não foi?
- É, ele veio. – falei.
- Então, vocês estão de bem?
- Não sei, pergunta pra ele. – falei.
- Ah, ele não vai dizer. E você tá louca pra saber o que ele acha, né?
- ! Que mentira! – protestei, mesmo sendo a mais pura verdade.
- , eu sou teu melhor amigo, lembra? Pode confiar.
- Eu sei. Mas é o melhor amigo dele também!
- Então, melhor ainda! Eu posso ser tipo um correio!
- Há!
- Há? Há o quê?
- Acabou de admitir que tudo que falamos você conta pra ele!
- Não conto, não.
- Conta.
- Não, sério. Acredita em mim? Não conto mesmo.
- Ok, vou acreditar. – sorri.
- Isso aí. – Falou.
- Como estão o e o ? – perguntei.
- Bem, o ta arrancando o telefone da minha mão aqui. Vou passar pra ele,
tchau, .
- Tchau, .
- Oi, ! – atendeu.
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo ótimo, vem cá, deixa eu te contar...
- Conta, o que aconteceu?
- O escreveu uma música pra você. – falou. Meu coração parou. Não era
possível! Ele escreveu uma música pra mim? Não, bom demais. Espera.
- Tem certeza que foi pra mim?
- Absoluta, ele disse quando eu perguntei.
- Você perguntou? Por quê?!
- Por que eu quero que vocês dois fiquem juntos! Não é a mesma coisa sair sem
você e o .
- Own! Mas ele vai tocar pra mim?
- Ih, aí já é informação demais.
- Conta, !
- Não posso. É SURPRESA!
- Não! Me conta. – insisti.
- Foi mal, depois você vai descobrir.
- Ok, . – falei com uma voz entediada.
- Não fica brava comigo. Lembra que fui eu que te contei da música.
- Mas me contou pela metade! – reclamei.
- Mas agora você já sabe!
- Pois é. Valeu. Agora tenho que dormir.
- Ta legal. Te amo. Tchau. – Ah, ele também me ama!!!! Ah, o também me ama!
Agora só preciso saber se o e o – que é o que eu realmente preciso
saber – me amam também.
- Também amo você. Até. – então desliguei o telefone.
Sério, não conseguia parar de pensar que havia escrito uma música pra
mim! E só pra mim! Ah, agora já era. O meu sono, quero dizer. Como se eu fosse
conseguir dormir sabendo que compôs uma música pra mim! Mas quando será que
ele vai cantar ela? Eu quero ouvir! Agora estou super curiosa! Mas acho que
a felicidade é bem maior. Muito maior. Desci as escadas pra contar pras garotas
o que o me dissera e a ficou se gabando que o namorado dela era
demais e tal, por ter me contado, mas daí a cortou o barato dela e disse
que o meu namorado que era demais, porque tinha escrito uma música pra mim! Mas
o problema é que ele não é meu namorado! Mas elas disseram que isso é só uma
questão de tempo, e eu disse que se elas estivessem certas ia ser muito bom!
Então me perguntou quando que ele ia cantar a música pra mim e eu falei
que essa era uma coisa que eu também queria saber...
Antes de eu dormir, vi que havia uma mensagem no meu telefone, apertei em ler e
vi que era do . O que será?
, eu tenho algo muito importante pra falar com você. Sabe onde é o escritório do nosso produtor? Então, você e as garotas podem nos encontrar lá amanhã? Por favor, vai, é realmente importante. Ah, e boa noite, linda! Até. xx
Respondi dizendo que íamos sim, mas não quis perguntar o porquê, já que ele marcou uma reunião pra nos contar. Mas por que no escritório do produtor dele? Será que ele ia cantar a música pra mim lá? Ih, nada a ver! Mas o que será que é tão importante assim? E porque levar minhas amigas?
Capítulo 17.
No outro dia, acordei cedo pra ir à escola, mas mais importante, contar
pras minhas amigas o que o me falara ontem.
- Vocês não sabem! – cheguei lá embaixo, onde elas estavam tomando café da
manhã, exclamando e me sentando pra me juntar a elas.
- Fala. – disse calma.
- O quer falar conosco hoje! – falei. – E ele disse que é importante, mas o
que é estranho é que ele pediu pra vocês irem também.
- Estranho. O que será? – perguntou colocando a mão no queixo.
- Não sei, mas aonde? – perguntou.
- Ele disse que era no escritório do produtor dele. – falei.
- Estranho mesmo. – riu.
- Vou ligar pro . – falei pegando o telefone.
- O quê?! Ta íntima agora? – mexeu.
- Ele é meu melhor amigo, tá? – falei convencida.
- E meu namorado. – disse.
- Eu sei. Eu quero o .
- , TODO MUNDO já sabe disso! – disse.
- Ei, nem todos! – exclamei.
- Talvez só nós saibamos, mas já é bastante gente, contado que o próprio
sabe de tudo. – disse.
- Calem a boca. – falei. – O atendeu. – pedi pra elas fazerem silêncio.
- Oi, ! – falou.
- ! Tudo bem? – Perguntei. Sério, agora me lembrei: parece que foi ontem que
eu conheci ele, que eu queria que ele gostasse de mim como melhor amiga dele, e
queria ser namorada do , agora isso ta quase acontecendo realmente, e... Sei
lá... Eu to muito feliz. Então abri um sorriso involuntário no rosto.
- Tudo e contigo?
- Tudo, então, fala. – disse.
- Bem, é o seguinte, você faz parte dessa coisa que o quer nos contar? –
Fui direto ao assunto.
- Ah, claro. – ele disse, simplesmente.
- E...
- , se marcamos uma data, quer dizer que é algo meio sério, não queremos
contar por telefone e ontem à noite, bem, não queríamos estragar o encontro.
- É ruim? – senti um aperto no peito. O que será que era?
- Bom, é. Mas nada que afete nossa amizade, relaxa. – falou.
- Mas...
- , só relaxa que você vai saber hoje mesmo, ok? – disse permanecendo
calmo.
- Tudo bem. – concordei derrotada.
- Ah, o quer falar com você.
- Ok, passa pra ele. Tchau, .
- Tchau, . Te amo.
- Também. – sorri.
- ! – exclamou.
- Oi, ! Tudo bem?
- Tudo ótimo. Menos pela notícia misteriosa de hoje à tarde.
- Ah, aquilo. Não se preocupa, vai passar.
- Passar o quê?
- , da pra ficar calma? Depois você vai saber. Mas, enfim, o que eu queria
dizer era que o escreveu uma música pra você. – disse todo feliz.
- Eu sei.
- O quê? O idiota do te contou? – Pude ouvir o dizer um “não acredito
que vocês contaram pra ela! Era surpresa!”
- Sim, o me contou.
- O quê? Mas ele prometeu que ia deixar eu te contar!
- Ai, . Qual a diferença? – ri.
- Sei lá, é que eu queria dizer.
- Ok, mas você disse.
- É, ta, não vou te contar o resto então. Por causa do . – ouvi o dizer:
Dude, se você contar o resto eu juro que...
- O resto? Que resto?
- Ah, você ainda gosta do ?
- ! Que droga!
Ele somente riu.
- Tchau, vou desligar. – falei meio brava, mas brincando. Ok, na verdade, eu
estava brava. Quer dizer, porque todo esse mistério? Eles podiam contar agora
mesmo!
- Ta bom, até mais tarde. – falou.
Então desliguei o telefone e elas começaram a me encher de perguntas.
- Não, eu não descobri. – falei simplesmente, me sentando na cadeira.
- Tudo bem, a gente descobre hoje à noite. – disse.
- É, espero mesmo que não seja algo ruim. – falou.
- Gente, ta na hora. Vamos. – disse e todas nos levantamos pra ir à escola.
Durante o primeiro período, não conseguia parar de pensar no que eles queriam
nos contar, porque a aula também ajudava, né! Matemática. Ninguém merece isso!
Mas nos próximos períodos, que não foram tão chatos assim, tentei me concentrar
o máximo nas aulas e me esquecer totalmente dessa reunião. O que não foi fácil,
porque quando consegui, finalmente, era hora do almoço, ou seja, ia me encontrar
com as garotas, e, com certeza, alguma delas ia mencionar alguma coisa sobre o
assunto.
Pegamos nossa comidas e nos sentamos, depois de algum tempo sem nenhum palavra,
tinha que dizer:
- Então, eu to muito nervosa com o que o quer nos falar.
pigarreou.
- Que foi?
- Só o ?
- Ai, gente, vocês entenderam. – deu de ombros e nós rimos.
- Bem, eu não faço a mínima ideia do que é. – falei.
- Nem eu, mas sério, não vamos falar nisso, ok? – propôs.
- Ah, a ta com medo de perder o . – implicou.
- Fala a senhorita que puxou esse assunto dizendo que estava nervosa.
- Ei, o sinal tocou, vamos pra aula. – nos alertou.
- Nos encontramos na educação física?
- Claro. – disse.
Aguentei o resto das aulas e depois, no último horário ainda tinha a Educação
Física. Ainda bem que era com a , porque eu não queria fazer sozinha.
Durante a aula de Biologia, eu e ficamos a aula toda passando bilhetinhos
só pra passar o tempo.
Chegamos lá e nosso professor disse que primeiro as gurias jogariam vôlei e
depois eles jogariam futebol. Concordamos e fomos ver os times. Fiquei no mesmo
de e nós perdemos. Mas tudo bem. Até parece que eu conseguia me concentrar
em vôlei sabendo que tem uma coisa pra nos falar hoje à noite.
Eu e fomos nos sentar nas arquibancadas.
- , to nervosa, acho que vou ligar pro . – falei.
- Liga, liga. Assim eu já falo com o .
- Não quer ligar pro você?
- Por quê?
- Por favor! Quer dizer, ele é seu namorado. Você pode ligar pra ele a hora que
você quiser.
- Você também. – disse.
- Por favor. – pedi.
- Ta, mas eu vou pedir pra você falar com o .
- Não, não pede. Espera, deixa ele pedir. – falei.
- E se ele não estiver com o ?
- Daí eu falo com ele hoje à noite. Agora liga!
concordou e ligou pro . Depois de falarem escondidos, porque na escola é
proibido, por uns dez minutos, disse que ia passar pro e que era pra
passar pra mim.
- Oi, . – falei sorrindo.
- Oi, ! Tudo bem?
- Uhum e contigo?
- Tudo. – falou. – Escuta, desculpa ter te mandado aquela mensagem sem nenhuma
explicação ontem à noite. É que eu tinha mesmo que falar com vocês e quando eu
tava aí eu esqueci, juro, não foi por mal.
Ah, que lindo.
- Tudo bem, . Não se preocupa.
- Olha, não fica curiosa, ta? É importante, mas não é nada demais se formos
analisar bem.
- Ok, mas você não pode me contar agora? – Tentei uma última vez.
- É que queríamos dizer todos juntos, já que envolve todos nós. E, realmente,
seria melhor pessoalmente.
- Ta legal, a gente se vê, então. – falei.
- Ok, até mais. – ele disse e eu desliguei.
Poxa, nem um “te amo”, que nem o diz! Que droga. Custa falar?
- O que ele disse? – perguntou curiosa.
- Er... Na verdade, nada. Ele não vai nos contar antes. Mas ele pediu pra não
ficarmos curiosas, que é importante, mas nada demais, assim.
- Ah, isso me deixa MAIS nervosa! – exclamou. – Agora deixa eu guardar meu
celular.
- Ok. – entreguei-a.
Depois que acabou a aula, fomos trabalhar. Estávamos cada vez mais perto de
comprar o carro. Uhul!
Quando chegamos a casa novamente, nos arrumamos e fomos pro escritório. Tivemos
que pegar o táxi até lá, porque era bem longe e já estava escuro, mas tudo bem.
Chegamos ao prédio, onde ficava o escritório do produtor deles, e estava quase
todo vazio. Entramos e perguntamos à recepcionista qual era a sala, e ela disse
que era no último andar, número 804. Então entramos no elevador e fomos à
procura deles. Chegamos lá e fomos correndo até a janela ver a vista. Era
lindo. Víamos uma boa parte de Londres de lá, incluindo o London Eye.
- Vamos, gente, vocês não estavam curiosas? – nos chamou a atenção e nos
lembramos do motivo pra estarmos aqui. Saímos correndo até a porta.
- Oi, lindas! – atendeu e beijou , e depois abraçou todas nós.
- E aí. – exclamou e nos abraçou.
- Então, vamos logo com isso, que eu to louco pra contar e me livrar disso! –
exclamou abraçando rapidamente todas nós. Depois se aproximou de mim
e me abraçou forte por trás.
- Oi, . – ele disse no meu ouvido.
Olhei-o sorrindo.
– Oi.
Então ele me soltou e se sentou ao lado dos outros.
- Bem. – disse. – A notícia é a seguinte: Nós vamos ter que sair em turnê
mais cedo do que esperávamos.
O quê?! Não, não, não! Agora que conseguíramos finalmente um tempo com eles,
esses produtores idiotas disseram isso?! Por quê? Estávamos em Novembro, à recém!
Ok, no final de Novembro. No dia 28 de novembro, pra ser mais exata, eles não
podiam nos deixar! Eu pensei que eles iam ficar um bom tempo por aqui...
Nenhuma de nós disse nada, a única que se mexeu foi , e foi só pra deitar a
cabeça no ombro de .
- Ei, vai ficar tudo bem. Olhem, só vamos ter que passar Dezembro fora. A turnê
é só na Europa. – disse abraçando de lado.
- É, mas... – ia dizer, mas parece que desistiu no meio da frase.
- Por favor, não fiquem assim. – disse passando a mão no cabelo de .
- Tudo bem, a gente entende. – falei.
- Ei, , você quer dar uma volta? – perguntou se levantando.
Não falei nada, só me levantei e o segui pra fora da sala.
- A gente se vê lá embaixo às 22:00, pode ser?
- Tudo bem. – as garotas me responderam.
Descemos o elevador em silêncio e quando chegamos a recepção, segurou
minha mão e me levou até um jardim que tinha ali perto, dentro do prédio.
Sentamos no banco e eu deitei a cabeça em seu ombro, então ele me abraçou de
lado e beijou minha testa.
- .
- Que foi?
- Ta tudo bem, não é?
- Claro. – olhei-o e sorri.
- Olha... A gente pediu pra não ir, só que você sabe que depois que a gente
assina um contrato, ficamos meio sem escolha.
- Eu entendo, . Não se preocupa.
Ficamos em silêncio por bastante tempo, só conseguia pensar em coisas ruins,
quer dizer, e se eles saíssem em turnê e voltassem com uma namorada nova?
Porque, fala sério, não sei o que eles estão fazendo conosco! Nem somos famosas.
Estava com medo de perder eles. Não só o , mas também os outros! E se o
se ligasse que existe melhores amigas bem melhores do que eu? E famosas! Ok, eu
sou uma ótima melhor amiga, mas nunca se sabe realmente. Ah. O que vamos fazer?
Quer dizer, no nosso trato com nossos pais, teríamos que passar as férias de
verão com eles lá, porque aqui era inverno e tal... Eles até tinham reservado
quartos em um resort pra nós! Quer dizer, que quando eles finalmente chegassem,
estaríamos lá. E não aqui! Óbvio que é o fim! Droga! Bem, pelo menos conhecemos
eles!
- , sabe, amanhã é nosso penúltimo dia aqui, bem, na verdade, se formos
contar com o dia que vamos ter que arrumar tudo pra sair, que é o dia 30, não
temos dois dias, e sim um. Você... Quer sair comigo amanhã? – Ele me pegou de
surpresa.
- Claro. – Sorri. Ok, agora sim fiquei feliz. Fiquei feliz, tipo, do nada.
me convidara pra sair! Com ELE! Ah!
- Bem, só tem um detalhe.
Meu coração parou.
– Fala. – tentei permanecer calma.
- Vamos ter que passar o dia inteiro juntos. – falou sorrindo.
- Bom, mas eu tenho aula e depois trabalho. – falei.
- É... Bem, você não pode faltar à aula?
- A aula, talvez, mas o trabalho eu tenho que ir. Eu não quero, mas não
posso faltar, sabe, é importante.
- Tudo bem, amanhã eu passo na tua casa às cinco da manhã, ok? E não toma café
da manhã.
- Por quê?
- Surpresa. – sorrimos.
- Ok. – concordei. – Mas porque a cinco da manhã?! E se eu não me acordar?
- Relaxa, se eu chegar lá e você não estiver em pé, eu te acordo. – piscou.
- Ta, . Às cinco da manhã a gente se vê. – rimos.
- Isso aí. – ele disse.
- , vamos! – chegou pra estragar tudo.
- OK, to indo. – me abaixei e dei um beijo na bochecha dele, que sorriu e disse um
‘até amanhã’.
Saí do jardim, deixando pra trás. Encontrei , , , , e
ali me esperando.
- Bom, a gente não vai mais se ver, . – foi se aproximando de mim. –
Porque amanhã, segundo ao “você é toda dele”. – rimos. – Então, a gente se
vê. Não sei quando, as garotas me falaram da viagem de vocês, acho que não vamos
poder ir visitar vocês lá, quer dizer, depois vamos ter muitas coisas pra
resolver por aqui. Mas a gente se vê em fevereiro, com certeza. – então ele me
abraçou forte.
- , você tá me esmagando! – falei.
- Eu sei, é que eu te amo. – falou e eu deu um beijo na bochecha dele.
- Eu também. Vou sentir saudades. – falei, então ele me soltou.
Fui me despedir do .
- Tchau, . Vou sentir saudades, sabia? Muito mesmo. – então me abraçou
forte também.
- Eu também vou, . A gente se fala. Não se esqueça de mim, ta? E me liguem
durante a turnê.
- Com certeza. Eu te amo.
- Também te amo, . – o abracei mais forte ainda.
Então soltei e me tirou do chão.
Gritei.
- !
- Desculpa. – disse ele me colocando de volta no chão e me abraçando mais forte
que o e o juntos, se isso é possível. – Vou sentir saudades da minha
melhor amiga.
- Eu também. – quando dei por mim, já estava chorando. Quer dizer, eu aguentei
muito tempo, agora tinha que desabafar. – Não se esquece de mim, tá?
- Nunca, e , me liga, ok? Eu também vou te ligar, mas é que o troço é bem
ocupado durante as turnês e talvez eu não tenha muito tempo pra ligar, mas com
certeza, se você me ligar eu vou atender.
- Ok, eu ligo. – sorri e continuei abraçando ele.
- Eu te amo, linda. – me deu um beijo na bochecha e me soltou.
- Eu também te amo. – falei e limpei uma lágrima que caiu. , e
estavam chorando todas.
- Vocês não vão se despedir do ? – perguntei.
- Já fomos, enquanto você os abraçava aqui. – riu. – Ele disse que está
esperando vocês lá. – disse pros garotos.
Eles assentiram.
- Então, até mais. – falaram.
- Tchau. – dissemos e saímos.
Entramos no táxi, as quatro em silêncio.
- Vocês nem se despediram direito dos namorados de vocês! – falei.
- Você nem imagina. É que você tava meio ocupada com o , sabe... –
disse.
- Afinal, ele te beijou ou não? – foi direto ao assunto.
- Não. – falei.
- Bem, mas amanhã vocês vão passar o dia inteiro juntos, não é? –
perguntou.
- Vamos, e vocês?
- Eu vou passar com o , e com o , e com o . – disse.
- Bom, o vai passar lá em casa às cinco da manhã se vocês não se importam.
– Falei.
- O quê?! Às cinco da manhã?! – exclamou.
- Ele disse que é surpresa. – dei de ombros.
- Nós sabemos. – disse.
- Sabem? Sabem o quê? – perguntei.
- A surpresa. – riu.
- Mas a gente não vai dizer. – disse.
- Idiotas! Fui eu que falei pra você que o gostava de você! – falei.
- Eu sei, mas se eu disser vai estragar tudo! – falou.
- OK, vou acreditar em vocês. – disse.
Chegamos em casa e fomos colocar nossos pijamas. Mas antes de eu me deitar,
recebi uma ligação.
- Oi, ! – falei. – Já com saudades? – ri.
- Claro! – disse. – Só liguei pra você ver como eu me lembro da minha melhor
amiga, e olha, eu vou ficar furioso se você esquecer de mim e não me ligar.
Ri.
– Eu já disse que vou, .
- Ok, ah, o e o também querem que você ligue pra eles.
- Diz que eu vou.
- Beleza!
- , agora vou dormir, porque teu amigo vem aqui às cinco da manhã.
- Eu sei, pra surpresa.
- Dá pra parar de me deixar curiosa?
- Não. Você vai gostar. Até algum dia, . Te amo.
- Também te amo. Até.
Desliguei o telefone com um sorriso no rosto.
Então chegou no quarto.
- Que sorriso é esse? – perguntou.
- Sei lá, parece que as coisas estão começando a melhorar. – falei.
- Bom, acho que vão ficar melhores ainda. – piscou o olho.
- Odeio surpresas. – Falei. – mas só até chegar a hora de eu descobri-las.
- Eu sei, é um saco essa curiosidade, mas pensa bem, amanhã você já vai
descobrir.
- É. – sorri.
- Ah, e .
- O quê?
- Não acorda no horário, não põe o despertador, deixa o vir te acordar.
Ri.
- Tudo bem. – falei.
- Bom, e não se preocupa comigo, eu abro a porta pra ele e vou pro quarto da
e da .
- Ok, . Boa noite.
- Boa noite. – dormi, pois mal podia esperar por amanhã, porque a sensação que
eu tinha era que tudo iria só melhorar.
Capítulo 18.
’s POV
Pulei da cama às quatro da manhã super ansioso por saber que ia passar todo dia
com a . Vesti-me e peguei o carro e dirigi até a casa dela. Quando cheguei
lá, liguei pra , havíamos combinado que eu ligaria pra ela e ela abriria a
porta, pra eu poder acordar a .
- Oi, . – resmungou com a cara amassada.
- Oi, . – cumprimentei-a e entrei.
- A ta dormindo, eu sei que você chegou antes só pra acordar ela.
- Talvez. – pisquei.
- Sobe lá, eu vou pro quarto da e da .
Assenti e subi as escadas logo atrás dela. Abri a porta do quarto super em
silêncio, pra não acordar a . Ela estava dormindo virada de barriga pra
baixo e coberta até o ombro. Cara, ela estava linda dormindo. Sacudi a cabeça.
Sentei-me ao lado dela na cama e fiquei olhando-a.
Então, coloquei meu corpo em cima do dela e coloquei seus cabelos pro lado.
Beijei seu pescoço por alguns segundos e nada dela acordar, depois fui beijando
seu pescoço até chegar à ponta de sua orelha. Então sussurrei:
- Acorda, princesa.
Ela gemeu e se virou de lado, mas nada de acordar.
- , é o , acorda! – falei fazendo carinho em seu rosto, então beijei
sua bochecha.
- ? – ela sussurrou sem abrir os olhos.
- Eu. – passei o nariz pelo seu.
Então ela foi abrindo os olhos aos poucos e depois os esfregou.
- , você quer sair de cima? – perguntou calma, então percebi que estava
sentado em cima dela.
- Ops. Foi mal. – sorri e saí de cima dela.
- Vou ali ao banheiro, já volto. – falou e pegou uma roupa de dentro do armário
e foi se trocar.
Fim do POV
Ah, que lindo, ele veio me acordar! Quer dizer, eu já sabia que ele viria, mas
foi melhor ainda do que eu imaginara. Mas, sério, porque ele não me beija logo?!
Isso está me irritando já! Lavei o rosto e escovei os dentes, depois me vesti e
saí do banheiro.
Fui pegar minha bolsa e ele ficou me acompanhando com o olhar.
- Que foi?
- Nada, é só... Você tá linda. – Sorriu.
- Obrigada. – Sorri. – Você também tá ótimo.
Então ele pegou minha mão e saímos da casa em silêncio, antes que eu acordasse
as garotas. De novo. Sentei no banco da frente de seu conversível e ele foi
dirigindo.
- . – perguntei depois de um tempo em silêncio. – Onde você está me levando?
- Surpresa. – piscou.
- Ainda? – rimos.
- É. Canta comigo? – perguntou.
- Hã?
- A música, . – ele sorriu, ligou o som e começamos a cantar juntos.
Mesmo eu o conhecendo há meses, eu estava super boba de estar cantando com o
! Quer dizer, além de estar cantando com ele, eu escutava sua voz bem
clara, e ao vivo, há centímetros de mim! Só! Fomos cantando várias músicas,
inclusive algumas deles, até que chegamos ao nosso destino. Fiquei pasma. Eu
havia esquecido completamente de visitar esse lugar desde que chegara aqui!
Como? Sempre quis vir aqui! Afinal, era o Palácio da rainha! Mas... O que
exatamente estávamos fazendo aqui?! Segurei o pulso de , por impulso, que
estava ao lado de seu banco e olhei com um sorriso mega feliz.
- , o que estamos fazendo aqui?
- Bem, ainda é surpresa o que vamos fazer aqui. – ele sorriu.
- Mas...
- , relaxa, tá?
- Ta bom. Só não consigo acreditar! Como vamos conseguir entrar aí? Tem que
comprar entradas com certa antecedência, não?
- Bem, sim. Mas isso tudo é problema meu. Você tem que se preocupar em se
divertir.
Sorri.
Saímos do carro de mãos dadas e um monte de gente – turistas, que nem eu –
ficaram olhando, alguns se flagraram que era , então se aproximaram de
nós pra pedir autógrafos, e eu como uma “quase namorada, assim espero”
simpática, perguntei se elas não queria que eu tirasse foto dele com elas e tal.
Quando entramos no palácio, falou com aquele sotaque inglês sexy:
- Bem-vinda ao Palácio de Buckingham.
Então fomos andando lá por dentro até que chegamos a um jardim reservado. Não
jardim grande da entrada, e sim outro que ficava mais pra dentro do palácio. Lá
no centro tinha uma mesinha.
- , não acredito que você fez isso. – falei parada admirando aquilo tudo. –
Vamos tomar café da manhã aqui?!
- É. – ele sorriu e me puxou mais pra perto dele, quase colando nossas cinturas.
– Mas antes eu queria fazer uma outra coisa.
Ah, será que é o eu estou pensando? AH, É SIM!
A sua mão que estava na minha cintura me apertou mais e me puxou contra ele,
colando nossos corpos, seu rosto se aproximava cada vez mais do meu, sua
respiração batia na minha pele. Então ele fechou os olhos e eu também. Parece
mentira, mas eu estava prestes a beijar ! Nem parece que ano passado
eu estava lá, na praia com minhas amigas comentando como seria conhecer ele e
tal. E agora eu ia beijar ele! Ai. Meu. Deus. Então, interrompendo meus
pensamentos, ele colou sua boca na minha. Sua outra mão estava na lateral do meu
rosto e eu segurava firme em seu pescoço e minha outra mão estava entre seus
cabelos, aquele que eu sempre quis tocar. Aos poucos ele ia aprofundando mais o
beijo e me apertando mais contra ele, eu puxava um pouco seus cabelos. Quando
menos percebi sua língua já estava dentro da minha boca. Cara, isso era muito
perfeito! Fui descendo a mão que estava em seu pescoço até seu peito. Então ele
foi parando de me beijar e começando a me dar vários selinhos.
- Senhores, gostariam do cardápio? – o garçom chegou do nada estragando tudo!
Ah, que raiva desse homem!
- Er... Sim, senhor. Muito obrigado. – disse meio sem graça e depois voltou
o olhar pra mim e começamos a rir. Acho que era porque estávamos felizes, ou
porque o jeito do garçom era meio engraçado também.
- Vem, vamos sentar. – falei, o puxando pela mão.
- Aqui está o cardápio, senhor e senhorita .
- Obrigada. – falei.
Tomamos café da manhã e em seguida demos um passeio pelos maravilhosos jardins
do castelo.
- , nós vamos a pé? – Perguntei odiando a ideia, já que o jardim era enorme,
e eu não queria caminhar muito.
- Bem, a minha ideia era outra, mas se você quiser ir a pé... – ele disse.
- Qual a sua ideia? – perguntei.
- Bicicleta. – ele disse.
- Aqui?
- Sim, tem pra alugar, ou você pensa que os turistas visitam isso aqui tudo a
pé?
- Uau. Sério? Que demais! – falei.
Pegamos a bicicleta e eu subi na bagageira e segurei na cintura de ,
enquanto ele dirigia. Fomos andando de bicicleta por todo o jardim, até que
cansou de pedalar e deixamos a bicicleta de volta no lugar do aluguel e saímos
do Palácio de Buckingham.
Entramos no carro dele, e eu não podia estar vivendo meu dia mais perfeito. E
eram, à recém 10:00 da manhã!
- Aonde vamos agora? – perguntei me encostando ao banco do carro.
- , sabia que você pergunta demais? – ele riu.
- Desculpa. - falei.
- Não é pra se desculpar. – Ele sorriu e aumentou o som. – Agora vem que vamos a
outro lugar.
Então ele colocou os óculos escuros pra dirigir e eu fiquei olhando pra ele
discretamente. Cara, como ele podia ser tão lindo de todos os jeitos possíveis?
Depois de alguns minutos chegamos a Harrods.
- , o que estamos fazendo aqui? – perguntei a ele enquanto estávamos
entrando na loja.
- Queria comprar um presente pra você, mas tava com medo que você não gostasse,
então, aqui estamos! – ele disse enquanto eu admirava a loja.
- , nem é meu aniversário! – falei, o olhando.
- Eu sei, mas queria que você tivesse alguma coisa que eu te dei pra você se
lembrar de mim quando eu estiver na turnê. – falou.
- Nossa, . Que amor! – falei corando.
- Vou sentir sua falta lá. – ele disse.
- É, eu também. – falei e então ele se aproximou e me deu um selinho. Mas quando
ele ia se afastar colocou a mão na minha cintura me puxando pra mais perto dele
e me beijando. O afastei delicadamente.
- Estamos no meio de uma loja. – Falei.
- É, tinha esquecido disso por um segundo. – ele falou coçando a nuca e eu ri. –
Agora vem, vamos no andar das roupas.
- Ta. – concordei e segurei sua mão. Algumas pessoas ficavam nos encarando de
vez enquando, acho que era porque sabiam quem era o e se perguntavam o que
ele estava fazendo comigo... Bem, até eu me perguntava isso. Subimos e quando
chegamos lá, pediu pra eu dar uma olhada nas roupas.
- Nem pensar. Você que vai me dar, quero que você escolha. – Falei.
- Ok, então, senta ali que já vou te levar algo. – ele disse e eu fui me sentar.
Sentei-me em um sofazinho, mas não tive que esperar muito, pois logo ele chegou
com um vestido de festa.
- Quero que você use hoje à noite, ok? – ele pediu.
- Uau. Aonde vamos?
- , você tem que perguntar, não é? – rimos.
- Vou lá me trocar. – falei e fui em direção ao provador.
O vestido era tomara que caia e um palmo acima do joelho. Também era preto e
absolutamente lindo. E era da... Não, não pode ser! Ele não vai fazer isso. É da
Prada! Será que ele está bem? Não pode ser! Nossa, eu ia ficar feliz até com uma
flor, não precisava ser um vestido de marca! Podia até ser uma camiseta usada
dele. Bem, isso ia ser até melhor. Porque ia cheirar que nem ele. Coloquei o
vestido e saí do provador.
- Uau... – ele disse me olhando de cima a baixo, e eu corei. – Você tá linda. –
Ele disse se levantando e se aproximando de mim. Sério, eu devia estar
parecendo um tomate de tão vermelha que devia estar. Afinal, não é sempre que o
cara mais perfeito desse mundo te diz que você está linda. – Aliás, você é
linda. – então me deu um selinho.
Mas quando eu pensei que ele ia me soltar, ele me puxou pra mais perto e me
beijou ali mesmo no meio da loja. Por um segundo, esqueci que estávamos mesmo
ali e tudo que importava é que eu estava beijando ! Passei a mão por
trás de seu pescoço pra juntá-lo mais a mim. Então ele parou de beijar minha
boca e começou a beijar meu pescoço, enquanto meus dedos estavam entrelaçados
em seu cabelo. Aquele cabelo que eu sempre quis tocar!
Então percebi que tinha gente olhando e corei.
- . – Voltei a mim por um momento, mesmo com dificuldade. – Estamos no meio
da loja!
- Isso não é problema. – Ele falou e me empurrou pra dentro do provador e
trocou a plaquinha que dizia “livre” pra “ocupado”, então eu ri, acho que mais
de felicidade mesmo, mas logo minha boca estava ocupada fazendo uma coisa bem
melhor.
me virou contra a parede e diminuiu a distância entre nossos corpos,
colocando a mão na minha cintura e me puxando pra mais perto. De repente, sua
mão estava na minha coxa, levantando um pouco meu vestido. Então aproveitei e
coloquei a mão em sua barriga, por baixo de sua blusa. Estávamos quase sem ar
já, mas nenhum fazia menção de parar. Estava me sentindo a pessoa mais sortuda
do mundo inteiro! Mas esse sentimento não durou muito, pois logo o telefone de
começou a tocar.
- Droga. – ele murmurou, então atendeu a ligação. – Era o , queria saber se a
gente não queria se juntar a eles pra almoçar.
- E a gente vai? – perguntei rezando por um não. Por favor, não, por favor,
não... Não que eu não amasse o , é que esse era pra ser meu dia com o .
Sozinhos.
Balançou a cabeça negativamente.
– Pena que já tenho outros planos. – E piscou o olho.
Sorri e saímos do provador. Sério, que vergonha, dava pra ver que tinha gente
olhando, mesmo disfarçadamente. Acho que eu estava super vermelha. Mas logo
foi pagar o vestido e me entregou-o. Agradeci e entramos no carro.
- Vamos almoçar? – perguntou ligando o carro.
- Uhum. – sorri e ele arrancou.
Chegamos a um restaurante lindo e enorme, então o garçom nos guiou até uma
mesinha que ficava na sacada, no segundo andar. Afinal, lá tinha uma vista
maravilhosa do Big Ben.
Ficamos conversando e logo me disse que iam gravar outro álbum. Senti-me
super especial, afinal, só eles e eu sabíamos pelo que me dissera. Ah, eu
era a primeira a saber de um novo álbum! Que demais!
- , vocês vão passar as férias aqui em Londres? Vão pra Brighton? – Ele
perguntou.
- Bem, na verdade, nenhum dos dois. – Falei. – Parte do trato de morar aqui,
seria que teríamos que passar as férias no Brasil.
- Ah. – Ele falou. – Então só vamos nos ver em fevereiro.
- Pois é. – falei.
- Vocês vão pro Rio de Janeiro? – Ele disse e eu ri. – Que foi?
- É engraçado como você diz Rio de Janeiro. – Falei e ele riu. – Mas não. Vamos
pra um resort, o Grand Palladium, na Bahia. Minha mãe queria reunir a família e
tal, e as garotas não sei pra onde vão.
- Então vocês não vão se ver nas férias?
- É, infelizmente não. – falei.
- Sério, to torcendo que chegue fevereiro logo, vai ser muito ruim fazer essa
turnê sem vocês. – ele sorriu e eu também, então a comida chegou.
- , vamos dar uma volta por aqui? – ele perguntou depois que saímos do
restaurante.
- Claro. – Concordei e segurei sua mão.
Ficamos andando na rua sem falarmos nada, então encontramos umas fãs de .
- , você pode tirar uma foto comigo? – perguntou a garota.
- , você tira. – me entregou a máquina e eu bati.
- Muito obrigada. – Agradeceu. – Vocês estão juntos?
- Estamos. – disse e eu só sorri. Fiquei imaginando se eu fosse aquela
garota, provavelmente me daria um soco. Mas ela pareceu não se importa tanto.
Deveria preferir outro ou algo assim.
- Vocês ficam lindos juntos! – sorriu. É, com certeza preferia outro.
- Obrigada. – agradecemos.
- Bom, tenho que ir. Obrigada de novo. Tchau. – disse ela e sumiu na rua.
Nenhum de nós disse uma palavra, só continuamos andando e sorrindo, não sei o
que faríamos mais tarde, mas acho melhor eu não perguntar. Só queria saber aonde
vamos à noite...
FIM
N/a: Oláá! Bom, essa é minha última n/a, já que a fic chegou ao fim. Primeiramente, queria agradecer a minha beta, Jules, e todas as outras que já passaram por essa fic. Queria agradecer, principalmente, as minhas leitoras maravilhosas! Sério, sem vocês eu não teria continuado escrevendo. Obrigada por perderem tempo lendo minha fic e comentando! Eu queria pedir desculpas por demorar tanto a atualizar e finalizar a fic tão cedo, mas aconteceu um problema no meu computador e eu perdi todas as minhas fics. Então, pra não demorar mais do que já demorou, decidi finalizá-la. Eu não tenho palavras pra agradecer o quanto vocês me fizeram feliz com esses elogios!
Muito muito muito muito obrigada! Beijos :*
Se quiserem outras fics minhas, leiam:
Who Would Know - Mcfly/andamento. ficção e romance.
Famous - Mcfly/andamento comédia romântica.
I Wanna Hold You - Short. Comédia romântica.
Maybe a Trip changes Things - finalizada. comédia romântica.
xoxo
N/b: Percebeu algum erro? Avisa aqui, por favor.