Let's Get Lost
Autor: Anna Carolina II
Beta-Reader: Any


Prólogo.
... Seria este algum tipo de final? Seria o Fim? Não! Não... Simplesmente não podia.
– Adeus, . – ele sussurrou em meu ouvido, pude sentir minha nuca arrepiar, continuei encarando as flores caídas ao chão e então o vi virando-se com os olhos cheios d'água.
Fiquei em silêncio, não achei palavras. Naquele momento só existia confusão em mim. Ele havia partido.

Capítulo I – BANG!

’s P.O.V.

- MINHA FILHA, JÁ ARRUMOU SUAS MALAS? – minha mãe gritou ansiosa.
– Aham! – respondi meio tonta. Era mentira, mas eu estava tão cansada que não conseguia pensar claramente.
– SÉRIO MESMO, NÉ? – ela gritou outra vez. Quem ouvisse até acreditava que ela realmente desejava que eu partisse logo... Mas será que ela queria? Hum, será que ela tinha planos para quando eu ... Ok! Melhor eu ir dormir, acho que bebi demais.

Acordei no dia seguinte com o despertador fazendo um barulho irritante. Fui caminhando até o banheiro e quando o sol bateu no meu rosto senti-me um morto-vivo, preferi não encarar o espelho. É realmente impressionante o calor que faz durante o verão aqui, e não, eu não gosto de ficar suada o tempo todo. Resolvi tomar um banho, fiquei cantarolando enquanto a água caia e comecei a pensar em como iria ser essas férias na Europa... Dá para acreditar? E-U-R-O-P-A, dude! O pai da mudou-se para Londres faz pouco tempo com sua namorada e ele quer sua filha presente no casamento dele, e ela quer a gente presente e então... YAY, VIVA AO TIO FRED!
Segundo a , sua futura madrasta é uma bruxa. Anyway, acho que ela está tão animada quanto o resto de nós. Hoje às nove horas de noite é o nosso vôo, melhor eu arrumar as malas.
Meu celular começou a tocar, atendi-o.
, cadê você? – disse quase surtando. Ela sempre teve o costume de ser ansiosa, mas ainda faltavam uns... Porra, estou bem atrasada mesmo!
– Putz, ! Acho que fiquei jogando videogame tempo de mais. Daqui uns dez minutos chego aí – desliguei o celular, peguei minhas malas e saí correndo. Desci a escada mais apressada que nunca, escorreguei e caí, senti minha cabeça doer e então tudo ficou preto.

Acordei, olhei ao meu redor... Ok, aqui definitivamente não é Londres. Soro, cheiro de velhos, paredes brancas e um roupão branco... Ah não, hospital! Ouvi umas enfermeiras cochichando, e um garoto dando “piti” – eu que deveria estar reclamando. Depois de meia hora perceberam que eu havia acordado (amém).
– Oi. , certo? – um médico velho perguntou. Ah que droga, nem para ele ser um gostosão tipo o Doug Ross (n/a: médico interpretado pelo George Clooney).
– Uhum. – disse sorrindo amarelo, tentando parecer simpática.
– Você está liberada – ele falou mostrando os dentes, ou melhor, a falta destes. OMG, ele era banguela; Sou sortuda mesmo!
Coloquei uma roupa para poder sair de lá o mais rápido possível. Enquanto esperava o elevador, um garoto esbarrou em mim e novamente eu caí.
– Ai, desculpa fofa. – ele disse e então estendeu a mão para me ajudar a levantar. E eu só consegui pensar “Woow, que lindo”. Provavelmente eu ainda estava sob os efeitos dos tombos e então fiquei encarando-o. - Hm, oi? – ele disse acenando e seus olhos brilhantes me deixaram tonta... Ele me parecia tão familiar, provavelmente outro efeito dos tombos.
– Ah, não foi nada. Desculpa, eu... – coloquei a mão na cabeça e sai andando sentindo-me meio perdida. Talvez ele tenha me achado estranha. Ri sozinha.

Ao chegar em casa minha mãe veio dizer que meu novo voo seria às nove da noite, de novo. Comi, tomei banho e após isso adormeci assistindo Orgulho e Preconceito.
Acordei às 19:30, entrei no twitter e contei sobre como sou sortuda. Depois tomei outro banho, vesti uma t-shirt amarela, com algumas versos do Own City estampados, coloquei uma skinny, calcei uma ankle boot qualquer, peguei meus óculos escuros, minha bolsa, minhas malas e fui para o aeroporto decidida que dessa vez nada atrapalharia minha viagem. Cheguei lá cedo, por mais impressionante que fosse senti um ventinho frio e então resolvi tomar um capuccino; Olá, meu nome é e eu sou viciada em cafeína.
A cafeteria estava lotada, com dificuldade consegui sentar em uma das mesinhas. Fui pedir o meu capuccino, mas não estava com uma cara muito boa, acabei pegando um milk shake.
– Hm, com licença? - um garoto disse - Posso me sentar aqui? – ele fez uma careta olhando em direção as mesinhas cheias e depois sorriu simpático, assenti com a cabeça. De repente o Brasil estava ficando cheio de caras extremamente bonitos.
Ficamos em silêncio. Sorri e depois mordi o canudinho um uma tentativa de parecer sexy... Tenho quase certeza que falhou. Ambos rimos.
– E aí, qual é ... – ele não pode concluir sua pergunta pois meu celular começou a vibrar. Sorri envergonhada em sinal de desculpa.
– Alô, alô? , que barulho é esse? – ouvi a voz de . Ela sempre me liga nos piores momentos. Sério, a última vez que ela havia feito isso foi quando eu fazia compras e tentava, com grande dificuldade, diferenciar uma cebola de um salsa. É impressionante esse dom dela.
– Oi, . – disse animada, rindo comigo mesma - Ah, é que eu estou no café do aeroporto e aqui está lotado.
– Hum... – falou fingindo - bem mal - interesse. – Ain , Londres é AMAZING – ela disse eufórica tentando imitar o sotaque britânico – É sério! As luzes, as pessoas, a história, e, é, é... – ela gaguejou e então deu uma pausa, como se não pudesse me contar algo, fiquei curiosa. - Hm, é tudo muito... Mágico. – riu baixinho como se guardasse um segredo, sabe aquela risadinha tipo “Hihi”? Pois é, vindo de uma das minhas amigas significa “Oi, sou safadinha”.
– Eu conheço essa risada Sra. , depois vai me contar tudo! – fingi uma voz autoritária e nós duas rimos, provavelmente as bochechas dela estavam coradas.
– WOOW ! - pude ouvir a voz de um menino ao fundo e ... Opa, mais curiosa eu fiquei – , tenho que desligar. Beijo. – e antes que eu pudesse dizer algo, ela desligou.
– Ok, tchau. – disse como se ela ainda estivesse me ouvindo. Virei-me para o lado e o ele não estava mais lá. Whatever, peguei minhas coisas e segui em direção ao portão de embarque.

Já estava sentada no avião, coloquei meus fones de ouvido com as mãos trêmulas - Sim, eu estava realmente muito ansiosa – então uma música qualquer do Bon Jovi começou a tocar, percebi que algumas lágrimas também começaram a escorrer pelas minhas bochechas. Não, não era uma canção qualquer.

Now I don't know how a heart beats
(Agora, não sei como bate um coração)
But I sure know how one breaks.
(Mas certamente sei como se parte um).

Quando estou sozinha me sinto na obrigação de lembrar do passado, da dor ... Esta era a nossa música. Já fazia mais de um ano que eu e Yan havíamos terminado Não pensava nele o tempo todo, mas quando pensava era sempre a mesma pergunta que vinha a tona: “Por que diabos fizemos isso com nós mesmos?”

Remember how I used to hold you
(Lembra-se de quando eu te abraçava)
To share every breath that you'd take?
(Para compartilhar de cada respiração tua?)
How can I forget?
(Como posso esquecer?)
You're every tear that I cry
(Você é cada lágrima que choro)

Após toda a confusão que foi nosso relacionamento, (n/a: mais tarde explicarei isso) eu não confiava mais no meu coração. Eu não deixava ninguém chegar perto demais para ser capaz de ferir-me, eu não queria ser capaz de ferir alguém de novo. Não pensava no Yan o tempo todo, na verdade eu nem o amava mais. Só que, a verdade era simples, ele fez com que eu parasse de acreditar no amor. Obviamente me aproximava de diversas pessoas, ficava com os garotos que queria ficar e aquela sensação de borboletas no estômago ainda acontecia, mas elas sempre voavam rápido demais.

I know you're coming back
(Sei que você está voltando)
Cuz You never kissed me goodbye
(Pois você nunca me deu um beijo de adeus)

Meus pensamentos foram interrompidos.
– Só pode ser o destino, hein? – ouvi uma voz meio familiar, enxuguei meu rosto, tirei os fones do ouvido, virei-me e vi o garoto que tropeçou em mim no hospital. Ele ria e seus cabelos despenteados me distraíram durante alguns segundos. Por algum motivo meu coração acelerou. – Meu nome é Liam ... Liam Deep. – ele falou devagar, meio gaguejando.
– Oi. – eu disse rindo, ele sorriu e sentou-se na poltrona ao meu lado. – Eu sou .
– Aah... – ele falou parecendo decepcionado - Eu te disse meu nome completo e você só vai me dar seu primeiro nome? – ele perguntou e então fingiu cara de choro.
– Claro. – ri – Bem, eu disse meu nome verdadeiro. – falei em tom de acusação, depois sorri brincalhona.
– Wow! Você está tentando me acusar de me apresentar com um nome falso, senhorita? – ele disse também brincalhão
– Nunca falei isso – disse irônica como se ele estivesse dizendo um absurdo, depois ri.
– Ah, agora eu quero saber! – ouvi-o dizer fazendo voz de pirraça - O que tem de errado com o meu nome? - sorri fingindo desentendimento e ele riu. WTF? Eu conhecia esse garoto a menos de 5 minutos e já estávamos usando esse tipo de sarcasmo? Acho que é efeito do capuccino, cafeína me deixa meio... Empolgada, vamos dizer.
Ficamos em silêncio durante uns trinta minutos.
– Ops. – ele falou passando a mão pelos cabelos e fazendo uma careta.
– O que aconteceu? – eu disse sem entender nada e então senti um cheiro muito ruim - Ok, acho que agora eu entendi. – falei rápido tampando o nariz. – YUC. – disse fazendo cara de nojo e rindo.
– Desculpe – ele falou e então começou a rir enquanto eu continuava fazendo cara de nojo. – Ok, não me ache estranho, mas... – ele sussurrou em meu ouvido como se fosse me contar um segredo – É que eu gosto do cheirinho meu pum – ele disse e eu olhei para ele sorrindo fingindo ser meiga. No fundo estava com nojo.
– Então eu vou te contar algo também... – disse sussurrando em seu ouvido, como ele havia feito comigo – É que... Eu também gosto do cheirinho do meu pum. – comecei a rir.
– Puns são tão encantadores. – ele disse fazendo um gesto com as mãos. Olhei para ele e ficamos em silêncio nos encarando – Você é muito estranha! – ele falou depois olhando para mim sério e então começou a rir.
– Hey, você que começou com isso! - disse fingindo cara de brava.
– Haha, mas... – ele disse rindo e então eu o interrompi
– Shhh! – fiz sinal para ele fazer silêncio - Estou com sono - menti. Só queria que ele parasse de me encher falando sobre como o pum dele é encantador ou como eu sou estranha.
Obviamente ele me ignorou.
– E aí, como foi parar no hospital? – ele disse me olhando com aqueles olhos profundos. Já havia até esquecido do meu pequeno incidente.
– Bem ... Vamos dizer que eu sou muito desastrada. – ri.
– Deixa eu ver, ficou bêbada e bateu com o carro? – ele falou e sorriu maroto.
– Ha-ha-ha. – fiz careta e depois sorri – Na verdade eu escorreguei enquanto descia a escada correndo e bati a cabeça. – levantei a franja e apontei para a pequena cicatriz na minha testa.
— Harry Potter! – ele falou rindo e eu mostrei língua. Um cara gostoso e idiota que gostava de falar sobre puns... Ok, estranho. Acho que não deveria me meter com pessoas assim - ri sozinha.
– E você foi parar no hospital por quê? – pedi.
– Ah, eu comecei a vomitar muito e meu amigo me ligou dizendo que eu deveria ir para o hospital. – ouvi-o falar como se ir ao hospital fosse besteira – , meu amigo, é o tipo de pessoa que se existisse remédio para a sobrancelha ele comprava, sério. – ele disse rindo.
– Ah, acredite. Eu te entendo – falei em resposta. – Meu avô possuía uma farmácia e quando eu era menor ficava lá brincando. Certa vez uma mulher disse que estava gripada e procurava um antibiótico. Ela acabou comprando remédio para diarréia, dor de cabeça, febre, dores musculares, um para a unha e depois disse que esperava não pegar hemorróidas.
– Se soubesse disso ia querer marcar um encontro com ela – eu ri e ele me olhou paralisado – Estou falando sério. – disse e depois ficou um tempo me encarando tendo um surto de risos.
– É né? – falei de um modo que dava para ver um “Cada um com seus problemas” escondido na frase.
Ficamos calados.
– Na época eu não sabia o que eram hemorróidas – disse quebrando o silêncio - Eu achava que era uma palavra bonita e então ficava gritando na rua – estiquei os braços e comecei a cantar alto – HEMORRÓIDAS, HEMORRÓIDAS, PAN, PAN, PAN! - notei que alguns passageiros olhavam para mim, incluindo o maravilhoso que estava sentando ao meu lado. Ele me encarava assustado.
– Posso dizer que você não canta bem? – ele falou rindo.
– Aaaaaah, tudo isso é inveja da minha voz? – falei brincando.

Continuamos conversando sobre coisas idiotas, falamos sobre alguns amigos dele, sobre nossas bandas preferidas e quase vibrei ao saber que ele amava Blink 182. Graças a ele também aprendi algumas cantadas de pedreiro como: "Você gosta de água, certo fofa? Então você gosta de 70% do meu corpo".
Sou meio tímida com pessoas que nunca vi antes, mas com ele era impossível. Aliás, desculpe ficar repetindo “ele, ele, ele, ele, ele” mas é que o nome Liam Deep realmente não me convenceu. – ri sozinha – Afinal, para que mentir sobre o próprio nome? Bem, talvez ele ache que eu possa ser uma dessas taradas psicopatas que sequestra garotos lindos com olhos brilhantes ... Pensando bem, isso não é uma má ideia. Ri sozinha.

Fiquei perdida em meio aos meus próprios pensamentos. Acabei dormindo, e acordei com o rosto escorado em seu ombro, olhei para suas orelhas e... Yuc, elas eram sujas. Percebi que ele também dormia e fechei novamente meus olhos não saindo da posição que me encontrava. Não é todo dia que um garoto com esse sotaque senta do meu lado, Se minhas amigas estivessem aqui elas provavelmente diriam "Huuuum, do seu ladinho né? Veeeeemk". Para ser franca eu também diria algo desse tipo caso não fosse comigo.
Não consegui dormir e quando abri os olhos percebi que havia um menino pequeno correndo pelos corredores, ele parou e ficou me encarando. Fiquei com medo.
– Zeu namolado? – ele disse inocente.
– Não, não – sorri para o pequeno ruivinho que permanecia me encarando.
– Aaah – ele disse parecendo feliz – vusê é bonita.
– Obrigada – falei, então ele saiu correndo de volta para sua poltrona. Que fofo!
– Ah, eu também acho “que vusê é bonita” – ouvi a voz do meu companheiro de vôo. Percebi que ele havia acordado e estava me encarando. Nós dois rimos
– Obrigada também. – não consegui me conter e corei.
– Olha só, já consegui te conquistar – ele falou fazendo cara de galã.
– Idiota! – disse mostrando língua. – prefiro meu Damon.
– Ahh, você também está nessa modinha de vampiros? – ele falou rindo – Sou bem mais um lobão. – ele disse tentando parecer gay e depois começou a rir.
– Outch, agora você acabou com minhas esperanças – falei fazendo biquinho de decepção.
– Desculpem garotas e vampiros que me amam – falou tentando tirar onda - Mas é que eu sou TEAM JACOB! – ele gritou e todos olharam para nós, tive um surto de risos.

O resto do voo passou rápido. Descemos do avião e então caiu a ficha. BANG! Essa sou eu na INGLATERRA, WOOW!
Percebi que o garoto permanecia do meu lado.
– Bem, legal te conhecer – ele disse e sorriu.
– Bem, legal conhecer seu pum – falei sorrindo e rindo.
– Qualquer dia a gente pode marcar de sair. Vou ser seu amigo inglês gostoso e do pum cheiroso – ele falou sorrindo maroto – Desculpe, precisei fazer minha riminha – ambos rimos. Trocamos nosso telefone e ficamos calados
– Então é isso, tchau “Liam Deep”. – falei fazendo aspas com as mãos e ri. O abracei e porra, ele é cheiroso.
Avistei minhas amigas me esperando e saí andando até elas.
– Ah, ! – ouvi ele gritando de longe para mim, virei para trás. – A propósito meu nome é , – ele gritou um pouco mais baixo, virou-se e continuou andando para o lado oposto ao meu.

Fiquei paralisada, eu conhecia – ri sozinha - Então... era ele?

Capítulo 2 - Back To The Start.

Continuamos no aeroporto esperando o pai da Maria ir nos buscar. O relógio marcava duas da manhã segundo o horário do Reino Unido. Fazia frio, muito, muito frio. Avistei a neve caindo e algumas crianças correndo com cachecol e luvas. Ah, inverno. Vesti mais um casaco e decidimos ir comer algo enquanto Sr. não chegava.
Perto do aeroporto tinha uma lanchonete chamada “Gouts”. Entramos lá e cada uma de nós fez seu pedido, depois sentamos em uns pufes que enfeitavam o local, alguns pôsteres de bandas como The Beatles, Rolling Stones, U2 e AC/DC decoravam as paredes. É bem diferente das lanchonetes que eu costumava frequentar no Brasil e é exatamente por isso que eu adoro em estar em ambientes distintos, cada um possui um toque especial que o torna único, todos maravilhosos de sua própria maneira.
Ficamos caladas durante um tempo, bem... Vocês sabem, quando é hora de comer é hora de comer. Aproveitei esse silêncio para pôr meus pensamentos em ordem. Era óbvio que eu ainda estava meio perdida; Como assim ele era o ? Como o mudou tanto? Será que... - tentei afastar essas dúvidas da minha cabeça, senti que estava corando e isso não é um bom sinal.
– Como foi o voo, docinho? – pediu, quebrando o silêncio, com um tom meio preocupado. Ela sempre sabe quando eu não estou bem. Mas eu não me sentia mal, eu me sentia boba. Eu me sentia ... Surpreendida... É, isso! Surpreendida.
Como eu pude encontrar o depois de tanto tempo? – sorri com a memória idiota que veio a minha cabeça.
– Ah, foi bom – respondi eu sem grande entusiasmo. Estava tentando conter as risadas, que essa merda de destino me faz querer dar.
– Algum gatinho, gato, GATÃO? – pediu me fazendo rir com seu tom de safadinha.
– Ah, sempre tem, né? – falei fazendo cara de pervertida – To brincando, to brincando! Mas e aí, Senhorita ? Ruuuuuuuuuum – falei antes que elas pudessem dizer qualquer coisa – O que era aquele “WOW TOM FLETCHER” hein, mocinha? – falei levantando as sobrancelhas e depois ri. – Ou melhor ... quem era o “ ”? – fiz aspas com as mãos.
– Ha ha ha – fingiu ter achado graça e fez uma cara de tédio – Sabe a Bellinda, futura madrasta da ? Pois é, ela tem um filho, , e o é amiguinho dele, talvez sejam até outra coisa, sei-lá. Ah, não tenho nada haver com aqueles garotos. – disse.
– Mas vai dizer que você não achou o lindo, . – falou sorrindo marota.
– Tá, tá, tá. Ele é bonito. – disse por fim.

Depois de uma meia hora o pai da apareceu para nos buscar. A julgar pelo porsche preto que ele dirigia, essas férias seriam... Grandes. Todas nós ficamos boquiabertas ao olhar para o carro e então entramos.
Passamos por alguns museus como o World Museum Liverpool - que era fascinante -, mas na verdade eu não estava prestando atenção na cidade, não estava com concentração para isso. Fiquei encarando a janela embaçada do carro e comecei a lembrar daquele dia, lembrar como já havia lembrado muitas outras vezes, lembrar mais uma vez dele.

Flashback – Julho de 2006 [’s P.O.V.]
(Coloca para carregar).

, , ! – cantarolou eufórica enquanto atravessava a multidão e se aproximava de mim. – Tá vendo aquele guri ali? – ela apontou para um menino com os cabelos castanhos, olhos verdes, um pouco magro demais, mas bonito. Definitivamente bonito.
– Ah, oi também. – disse eu – Sim, estou vendo. Huuuuuum – fiz uma cara de “bom hein, bom” e ri de mim mesma. Quando mesmo que eu fiquei tão assanhadinha?
– Então, o nome dele é Lorenzzo e ele tá me chamando para dançar e... – disse.
– Ok. E por que você tá aqui ainda? Vai lá logo garanhona.
– Ah, mas e eu vou deixar você e as meninas aqui sozinhas?
– Srt. – encarei ela séria – Para de cu doce e vai logo ficar com aquele garoto antes que eu vá no seu lugar. – falei e comecei a rir da minha grande ameaça. E antes de eu pudesse dizer “BUSHII” ela já tinha ido.

Lá estava eu, mais uma vez, dançando sem entender o que minhas amigas diziam, gritando junto da música dos Beatles que tocava e tentando ignorar os idiotas a minha volta, por algum motivo eu me sentia drogada. Sabe quando tudo gira e gira? Nunca fui de beber, não precisava de muito para ficar animadinha, só uma música e muita gente reunida já mexiam com meus sentidos. Eu usava uma t-shirt com o rosto da Marilyn Monroe estampado em preto e branco, uma saia alta preta justa, uma meia-calça de bolinhas, um salto bem alto e uma maquiagem escura.

Help, you know I need someone, help!
(Socorro! Você sabe que eu preciso de alguém, socorro!)

Ok, cantar essa música não é uma boa. Ri sozinha.
Ao final da música dos Beatles acabou o show da primeira banda que se chamada “The Bassebols”.

pulava e gritava “SOU UMA BORBOLETA”. Talvez ela esteja se fingindo de bêbada, o que não é muito provável... Afinal ela não é tão boa atriz assim. Enquanto isso não parava de encarar um dos integrantes da banda que havia acabado de subir ao palco e eu me juntei a ela. Eles eram quatro e se chamavam McFLY. Haha, isso daria uma boa piadinha para as fãs deles. Imagine você ir ao McDonalds e pedir “vocês vendem McFLY?” Eu ia gostar. Ok, melhor eu parar de pensar, estou animadinha no ponto “olá, sou idiota”.
Eu e continuamos olhando para os garotos no palco.

– GATINHA DA ESQUERDA! ISSO, VOCÊ, VOCÊ! - um dos integrantes da banda gritou e olhou para , que ficou assustada. – NÃO! NÃO VOCÊ. – ele começou a balançar a cabeça em negação – VOCÊ! VOCÊ! – ele apontou para mim. Ok, WTF? - EU VI QUE VOCÊ NÃO TIRA OS OLHOS DE MIM, E BEM, EU TAMBÉM NÃO CONSIGO MAIS TIRAR OS OLHOS DE VOCÊ. ENTÃO QUERO DEDICAR ESSA MÚSICA PARA VOCÊ, MINHA DOÇURA – ele falou fingindo estar apaixonado. Por que não para a ? Ela também estava olhando para um dos guris da banda. Rolei os olhos e comecei a rir enquanto a música começava.
(n/a: dá play na música)

Can't explain all the feelings that you're making me feel
(Não posso explicar os sentimentos que você me faz sentir)
My heart's in overdrive and you're behind the steering wheel
(Meu coração está acelerado e você só fica atrás do volante)

Ele mordeu os lábios, jogou o cabelo de lado e mexeu os ombros. OMFG, ele está tentando imitar o Justin Hawkins do The Darkness.

Touching you, touching me
(Te tocando, me tocando)
Touching you, God you're touching me
(Te tocando, Deus você está me tocando)

– DOOOOOOÇURA, TOUCH ME! – o garoto gritou e então fez uma dançinha, que era para ter parecido sexy. A tá né. Ok, isso está começando a ficar engraçado.

I believe in a thing called love
(Eu acredito numa coisa chamada amor)
Just listen to the rhythm of my heart
(Apenas escute as batidas do meu coração)
There's a chance we could make it now
(Tem uma chance de ficarmos juntos)
We'll be rocking 'til the sun goes down
(Nós vamos dançar até o sol se por)
I believe in a thing called love
(Eu acredito numa coisa chamada amor)
Ooh!
(Ooh!)

– Qual seu nome, linda? – o garoto gritou no meio da música. Obviamente não respondi, acho que nem teria voz para isso. Eu estava corada, ninguém nunca havia dedicado uma música para mim. Ele tinha os olhos brilhantes e seu cabelo estava despenteado. Usava uma calça surrada baixa que fazia com que a cueca aparecesse. Uma camiseta branca da Hurley e um tênis all star. Bonito, bem, bem bonito.

I wanna kiss you every minute, every hour, every day
(Eu quero te beijar todo minuto, toda hora, todo dia)
You got me in a spin but everything is A.OK!
(Você me deixou confuso, mas está tudo okay!)

Touching you, touching me
(Te tocando, me tocando)
Touching you, God you're touching me
(Te tocando, Deus, você está me tocando)

I believe in a thing called love
(Eu acredito em uma coisa chamada amor)
Just listen to the rhythm of my heart
(Apenas escute as batidas do meu coração)
There's a chance we could make it now
(Tem uma chance de ficarmos juntos)
We'll be rocking 'til the sun goes down
(Nós vamos dançar até o sol se por)
I believe in a thing called love
(Eu acredito em uma coisa chamada amor)
Ooh! Get Down!
(Ooh! Bota para Quebrar)

McFLY tocou mais duas músicas depois dessa e então desceram do palco. O guri que tocou a música para mim veio andando em minha direção, seus amigos o acompanhavam. e não estavam mais do meu lado. Onde elas estão? Ok, respira , ele é só um roqueiro lindo, só isso.
– E ae. – ele disse sorrindo - Meu nome é – falou ao chegar perto de mim – Olha, é, é – ele gaguejou – Meus amigos duvidaram que eu fosse mesmo dedicar a música. Por favor, não me ache um idiota. – o garoto fez cara de dó e eu comecei a rir.
– Relaxa – disse eu sorrindo.
– Ah, esses aqui são meus caras. – disse puxando um dos meninos que estava do seu lado.
– Muito prazer, sou . – o garoto disse e levantou uma das sobrancelhas. UAL.
– E eu sou , . Muito mais lindo que os demais, mas eles não precisam saber disso. – disse o outro sorrindo.
– E esse aqui é o... Bem aqui deveria estar o disse.
– Provavelmente está por aí com alguma loira. – disse – Nenhuma que se compare comigo, óbvio. – ele falou fingindo ser gay, lembrei da mulher que faz a propaganda da L´oreal.
– E qual o seu nome? – pediu.
– Ah, eu sou ... – hesitei antes de falar meu nome. Mas mesmo assim disse, eles pareciam caras legais.
– Ah, eu tenho uma tia com o mesmo nome que você. – disse – Ela vive apertando minhas bochechas. Segundo ela, eu pareço um peixe. – ele disse fazendo cara de pensativo.
– Eu gosto de comer peixes – disse fazendo voz de um gay safadinho.
– Haha, sai que eu já sou do respondeu.
– É , e esqueceu que você é meu? Rum – disse entrando na brincadeira.
– Acho que estou sobrando aqui – eu disse rindo.
– Não, não. Pode deixar que eu divido o com você – disse e eu ri. Provavelmente era o sobrenome do .
– Mas eu tenho namorado – menti e percebi que o rosto de ficou paralisado. Ultimamente eu venho aprendendo a mentir muito bem, sério. No dia da mentira disse para minha mãe que estava grávida e ela quase morreu. Obviamente desmenti depois, mas enfim, atrapalhou meus pensamentos bobos.
– Então por que não parava de olhar para meu amigo quando estávamos no palco, huh? – disse ajudando . E Cadê minhas amigas mesmo para me ajudar?
– Não, é que, eu não estava olhando para ele. É que eu, é que eu sou, sou vesga – disse por fim depois de tanto gaguejar. Ok, meu dom da mentira desapareceu. riu da minha desculpa idiota.
– Vamos tomar um sorvete, ouvi que a próxima banda não é tão boa assim. – disse puxando minha mão.
– E você vai deixar seus amigos aqui?
– Hey, acha que a gente não sabe se defender, não? – disse – Olha aqui meus músculos – ele falou com uma cara de macho.
– Ok, ok. Vamos logo, disse.

Antes de sairmos do festival, encontrei com minhas amigas. estava beijando um garoto que eu não conhecia e estava lá dançando sozinha. Provavelmente ainda estava com o tal do Lorenzzo.
! – gritei ao avistá-la.
– Oe, oe – disse ao me ver.
– Esse aqui é o – apresentei o menino que segurava minhas mãos. – A gente tá saindo daqui para tomar um sorvete, quer ir junto?
– Ah, oi. Eu sou disse cumprimentando .
– disse ele – Tudo bom?
– Sim, tudo sim – disse sorrindo - Ah, vou recusar o convite para o sorvete, . Mas obrigada.
– Ah, então acho que vou ficar aqui com a , – disse tirando minha mão da dele.
– Ah, Srt. disse parecendo nervosa – Vai logo ficar com esse garoto antes que eu vá no seu lugar – ela falou imitando meu papo com a mais cedo.
– Ok, ok. Eu vou – sorri.
, te amo – disse sorrindo de lá pra cá.
– Todos amam, agora vão logo! – disse parecendo uma chefe da máfia apressada.
– Tchau. – disse eu rindo.

e eu andamos mais um pouco até sairmos do festival. Ficamos em silêncio durante o caminho. Bem, eu fiquei em silêncio e se ele disse qualquer coisa eu não ouvi graças a música alta. Chegamos a seu carro.
– Hum, acho que eu não deveria pegar carona com estranhos – disse olhando para ele ao me dar conta de que estava prestes a entrar no carro de um garoto que eu conhecia a menos de uma hora.
– Ah, mas eu tenho cara de algum pervertido por acaso? – ele pediu.
– Quer mesmo que eu responda? – disse brincando e ele riu.
– Te dou minha palavra de que sou uma cara certo. – ele disse.
Baby, I can see your halo. – cantarolei zoando com a cara de anjo que ele tentava fazer – Ok, vou confiar. – disse eu.
– Mi laide – ele disse abrindo a porta do carro – Fique a vontade.
– Olha só que cavalheiro. – disse eu rindo.
– As ordens. – falou fingindo tirar um chapéu da cabeça e curvou-se. Tipo aqueles mordomos fazem, sabe? Ri com a cena.

dirigia já fazia uns dez minutos, eu não sabia exatamente para qual sorveteria estávamos indo. Na verdade eu nem sabia que por esse caminho existia uma.
, estamos perdidos? – disse eu o encarando com os olhos cheios de medo.
– Haha, você acha que eu me perderia? – ele falou fazendo uma cara de “sou o maioral, baby”. – Só relaxa, .
Chovia muito, não é normal vermos chuvas assim aqui no Brasil, bem, não no meu estado. Estava frio, o clima mudou drasticamente desde que saímos do festival.
– Tem certeza que a chuva não fez você confundir o caminho? – pedi.
– Srt. – ele desviou seu olhar da estrada e me encarou – Daqui a pouco você irá tomar sorvete com o cara mais lindo que você já viu e está se preocupando com chuva? – ele olhou para mim e abriu aquele sorriso, sabe aquele sorriso que dá vontade de sorrir junto?
– Ah, então ta Sr. Sou-o-Bonzão. – falei rindo – Dá para ligar o som? – pedi sorrindo. Nunca fui de me preocupar, e na verdade não estava realmente preocupada, só queria ... Sei lá, ter assunto. Ele ligou o som, assim como eu havia pedido, tocava Vacation. Comecei a cantar junto do Simple Plan.

She doesn't care if he tries to ignore
(Ela não se importa se ele tenta ignorá-la)
He runs away but still she follows
(Ele foge, mas ainda assim ela o segue)
She'll try again
(Ela tentará novamente)
She likes to think she'll get him in the end
(Ela gosta de pensar que conseguirá pegá-lo no final)
Yeah
(Yeah)

parou o carro e ficou me encarando.
– Posso dizer que você não canta bem? – ele falou rindo.
– Ok, ok. E você parou o carro só para elogiar minha voz? Huh? – pedi rindo.
– Ah, a respeito disso – ele falou e então olhou para a estrada – E que... Bem, estamos perdidos.
não vou cair na sua. – falei ainda rindo e ele me encarou. Parei de rir – Então estamos mesmo perdidos?
– É o que parece, e bem, a gasolina acabou. – ele disse e então voltou a rir.
– Tá rindo de que? – pedi sorrindo, a risada dele me fazia sorrir. – Nós estamos perdidos, está chovendo e dentro do carro está começando a ficar quente, quente de mais.
– Quer que eu apague seu fogo? – ele pediu e sorriu maroto – To brincando, to brincando. Ah, eu acho o azar divertido.
– Hum. – disse eu, então ficamos um minuto em silêncio.
– Sabe o que eu estou com vontade de fazer? – pediu do nada – Eu quero tomar banho de chuva. Eu quero muito fazer isso. – e antes que eu pudesse fazer algo ele abriu a porta e saiu correndo. – VEM DOÇURA! – gritou ele, me chamando por aquele apelidinho idiota.
– Ha ha, vai sonhando . – falei rindo da dançinha que ele fazia na chuva. Seus cabelos estavam molhados e caídos sobre sua testa. Sua blusa estava grudada ao corpo.
– Ah, eu vou ter que te buscar, é? - ele deu uma risada meio maléfica e veio andando em direção ao carro.
– Não , não chega perto de mim. – falei enquanto ele me pegava no colo – Ah, você tá todo molhado – reclamei quando sua pele gélida tocou a minha.
– Shhh , só relaxa. – ele disse enquanto me ajeitava em seus braços.
, você vai me colocar no chão agora! Eu vou ficar toda gripada. Aaaaah! – disse eu – , eu vou te chutar.
, eu já disse, só relaxa. – Ele falou e me colocou no chão – Agora você já está toda molhada mesmo.
– É, não tem como ficar pior, né? – eu disse olhando para o céu, abrindo os braços e rindo.
– Ah é? – ele falou e olhou para mim sorrindo maroto.
, não faça isso – disse olhando para ele séria.
– Cinco segundos de vantagem para você – ele falou – 1, 2, 3... – ele contou e quando chegou no 4 vi que não tinha saída e comecei a correr.
Correr não sei para onde, só corri. Ouvi seus passos atrás de mim, continuei correndo, correndo e correndo. Olhei para trás e estava bem próximo, não dava mais para ver o carro. A minha esquerda tinha uma praia, corri em direção ao mar. Sempre fui rápida, infelizmente ele era também e logo me alcançou. Caímos na areia.
– Haha, ninguém é tão rápido quanto o tigrão aqui. – ele falou do meu lado.
Nossas respirações estavam muito aceleradas e quando eu achei que ele havia se cansado e que não ia mais fazer nada contra mim ele se levantou e me puxou pela mão.
– Vem comigo. – disse correndo.
Provavelmente nem ele sabia para onde estávamos indo. Comecei a segui-lo, corríamos em direção a algumas pedras e logo percebi que existia um farol ali perto.
– Sou um gênio, eu sei, eu sei. – ele falou rindo.
Entramos no farol e começamos a subir as escadas, logo chegamos ao topo; A vista era linda. Já estava escuro, provavelmente umas oito horas da noite.
, admite. Tudo isso foi um plano seu para me trazer para esse lugar lindo, né? – falei rindo e fingindo uma cara de “descobri tudo, há”.
– Com certeza. Eu fingi ser confiável tocando uma música para você, te apresentei meus amigos para parecer que você me conhecia, te chamei para tomar sorvete, por que, bem, sorvete é sempre uma boa. Então fiquei andando em círculos até a gasolina acabar, depois liguei para São Pedro e mandei cair uma chuvinha. Após isso foi só usar meu charme para fazer você sair do carro, te levei até essa praia e óbvio, já sabia desse farol. – ele falou esclarecendo seu “planinho”. Ok, com ele falando desse jeito eu vou acabar acreditando. Ele começou a rir e mais uma vez isso me fez sorrir.
– Eu sabia, ooh. – falei fingindo um tom dramático. – Tudo isso para me conquistar? Quem diria, hein? – falei continuando com a brincadeira.
– E eu consegui? – ele pediu me olhando, agora sério.
– O que? – falei ainda rindo.
– Consegui te conquistar? – ele esclareceu a pergunta.
– Hum – fingi pensar. Como eu ia dizer “não” para aqueles olhos? Tentei desviar o olhar para o oceano, mas segurou meu rosto e me obrigou a encará-lo.
– Te conquistei? Sim ou não? – ele pediu. E antes que eu pudesse pensar na resposta ele ficou próximo de mais. Seus lábios se encaixaram perfeitamente nos meus, abri a boca assentindo que ele continuasse e aprofundamos o beijo. Suas mãos seguravam minha cintura e enquanto eu puxava seus cabelos, ele passou sua língua suavemente sobre meu lábio.
Fogo. Provavelmente nunca havia sentido essa sensação antes, não desse modo. Dei pequenos beijinhos na tentativa de parar, mas era quase impossível querer segurar aquilo com o cheiro de lavanda de que penetrava e entorpecia todos os meus sentidos. Não demorou muito para aprofundamos o beijo novamente, mordi a parte superior de seus lábios, sua bocava variava entre meus lábios e meu pescoço. Era o fogo mais uma vez.

[Fim do Flashback]
Capítulo 3 - Untitled .

Momentos bons, momentos que marcaram. Chamem-me de boba, mas recordar daquela noite e saber que ele esteve tão perto novamente é tão... Incrível. Provavelmente não se lembra de mim, ele pareceu não ter me reconhecido no aeroporto. E ele está certo, faz tempo, e aposto que o não é como certas garotinhas que ficam voltando ao passado.
Quando meu momento nostálgico acabou já estávamos chegando à residência do Tio Fred. O carro virou à esquerda e então entramos pelo portão gigantesco, no que parecia mais uma mansão do que uma casa. As paredes eram cobertas por tijolos vermelhos; As portas, assim como as janelas, eram de mármore; Dava para ver várias varandas, o que significava: vários quartos. Em frente a casa havia um enorme jardim com algumas estátuas e uma fonte ao centro. E quando eu achei que não podia ficar mais perfeito avistei o telhado da casa, que parecia coberto por chantilly em vez de por neve.
Se minha mãe visse esse lugar ela diria exatamente 5 palavras: "DEVE SER DIFÍCIL DE LIMPAR". Se elas visse e tivesse uma empregada (lê-se: filha) para resolver o problema acima, ela diria: "Opa, Opa, quanto custa?".
Entramos e, pode parecer difícil de crer, mas por dentro a residência era ainda mais incrível que por fora. A sala parecia confortável, havia uma lareira que cobria grande parte do cômodo, três sofás, uma poltrona daquelas que descem e alguns quadros na parede. Era tudo em preto e branco combinando. Sabe aquelas decorações que você só vê em filmes? – Às vezes imagino que, realmente, vivo em um mega sucesso de Hollywood, e que todos a minha volta são pagos para atuar na minha vida e eu sou a personagem principal super diva. Caso isso realmente aconteça, o que acho improvável, eu tenho uma recomendação: Paguem atores melhores para estudar comigo quando eu for para a faculdade, por que até hoje todos que estudaram eram... Não lindos.
– Fique à vontade, – O Sr. falou sorrindo simpático – O quarto de vocês é lá em cima, as meninas já estão acomodadas, elas irão te mostrar tudo – ele apontou para a escada ao centro da copa.
– Obrigada – falei simplesmente.
– Oi – ouvi uma voz feminina atrás de nós. Virei-me e avistei uma mulher de cabelos ruivos lisos, pele branca, olhos azuis esverdeados, que usava um batom vermelho e aparentava ter uns 37 anos. – Meu nome é Bellinda, mas vocês podem me chamar de Bells. – ela disse sorrindo e logo em seguida nos deu um abraço. Era a noiva do pai da .
– Eu sou , mas pode me chamar de – disse. Acho que as outras meninas ainda não a conheciam também, pois todas começaram a se apresentar.
– Prazer em conhecê-las – Bellinda disse.
– Bells, como foi a viagem? – Fred pediu dando-lhe um beijo estalado nos lábios, enquanto apenas rolava os olhos e permanecia calada. Notei que ao lado da futura Sr. havia algumas malas, menos cheias que as minhas, mas ainda assim malas.
– Ah, você sabe, cansativa como sempre, mas está tudo tão maravilhoso e eu estou tão ansiosa para o grande dia. – ela disse com brilho nos olhos – Só vim deixar as coisas em casa, pegar mais coisas, tomar um banho e já estou saindo novamente.

– Vai para onde? Eu posso ir junto dessa vez se quiser. – Fred pediu.
– Ah, vou visitar a filha da Nancy que nasceu. – Bells disse. Era fácil chamá-la por seu apelido, Bellinda parecia tão simpática. Provavelmente, só não gostava dela porque não a conhecia direito.
– Ah, a Nancy mora em Leeds, né? – Fred perguntou.
– É, eu vou e passo o final de semana lá. Tem certeza que quer ir comigo, amor?
– Claro. Acho que as meninas se comportam, né? – Antes que o Sr. pudesse olhar para nós já estávamos sorrindo e assentindo a pergunta.
– Então tá, vou tomar um banho e logo desço. – Bells disse.
– Ok, vai lá, enquanto isso eu arrumo algumas roupas para levar – disse Fred.

Estávamos sentadas no sofá conversando sobre coisas idiotas. Minhas malas ainda estavam ao lado da poltrona, não estava nada a fim de subir aquele monte de escadas com elas.
– Achei o último episódio de V tão emocionante – disse – Sério meninas, vocês deviam assistir.
– Aham – falamos todas, sem ouvir realmente o que havia dito.
Já havia passado uma hora desde que Bells e Fred tinham subido, logo ouvi algumas passadas e eram eles de volta.
– Bem, estamos indo – Tio Fred falou.
– Tchau, meninas. – Bellinda disse.
– Até daqui a dois dias – Fred disse dando um beijo na testa de cada uma de nós – E lembrem-se de se sentir em casa – Ele acenou e Bellinda, ao seu lado, sorriu. Os dois saíram pela porta da frente.
Exatamente cinco minutos depois gritou:
– ESTAMOS SOZINHAS!
– NA INGLATERRA! – complementou.
– DE FÉRIAS! – disse em seguida.
– BOOORBOLETAS – gritei fazendo uma dancinha patética e sem sentido. Ah, não tinha mais nada para eu gritar mesmo, né?
Começamos a rir, ligamos a TV gigante e ficamos lá assistindo The Big Bang Theory por um bom tempo.
– Acho que tá na hora de subirmos com as malas – disse eu levantando.
– Correção: Tá na hora de VOCÊ subir com as malas, - disse esparramada no sofá.
– Aaaaaaah, eu concordo com a falou.
– Eu te ajudaria , mas é que meu pé tá doendo tanto – disse. Olhei para seu pé, perfeito. A só não mente pior do que eu.
– Suas preguiçosas, rum! – disse eu e depois ri.
– Vai lá, vai, ! – disse – Ajuda a .
– Por que eu? Ah, sou sempre eu!
– Nem vem , sou sempre eu, hoje é seu dia gatinha. – disse. E era verdade, era sempre a .
– Tá, tá. – disse.
– Hein, lembra de trazer um sucozinho quando voltar, tá minha empregadinha? – disse rindo e tirando com a cara de , que só riu.

Subimos a escada – com grande dificuldade. "Porra! Se não tivesse sido eu que tivesse trazido essas malas, eu bateria na pessoa. Sou forte e agressiva. Cuidado!". Comecei a rir do meu pensamento assustador. A tá, né? Haha.
Chegamos ao quarto e quando ia abrir a porta disse:
– Prepare-se, ! – ela falou séria e depois começou a rir.
Abrimos e... WOOOW. As paredes eram brancas, cobertas por quadros de Pop Art., eu podia ver a Marilyn Monroe e se bobeasse até o Slash; Uma cama de casal no centro; Alguns pufes coloridos; Uma TV de plasma; E porra! Até o tapete é lindo; Tinha um banheiro no lado esquerdo do quarto; Um closet perto do banheiro; E uma porta que dava para a varanda, a qual eu abriria depois. Deixei minhas malas no canto e bati na cabeça tentando acreditar em quão perfeito era esse lugar.
– OOOOOOOLÁ, RIQUEZA! – gritei depois de meio segundo, pulando na cama e rindo.
– OOOOOOOLÁ, PODER! – gritou se juntando à mim em nosso momento “bom de mais para ser verdade”.
– E aí? Agora me conta, ! Quais as novidades? – me ajeitei sentando na cama.
– Ah, as meninas acham que eu não percebi, mas a tá doidinha no , e a , bem... Eu acho que ela quer o . Os quatro ficam se implicando e tal, mas gostam.
– E você, ? – disse eu fazendo uma cara de safadinha e rindo – Vai me conta!
– Ah, vimos uns guris gatinhos aqui, mas ninguém muito impressionante. O disse que ele tem mais amiguinhos, mas que eles estavam viajando, acho que voltaram hoje, mas nem sei. Whatever, ele falou que vai me apresentar – disse e depois deu aquela risada, o “hihi”, lembram?
– E você ta toda animadinha né, Srta. ? – falei rindo.
– Ah, nem vem! Ele disse que tem mais dois amiguinhos, um pode ser seu também, ta Srta. ! Rum – ela falou rindo.
– Bem, o meu quarto é aqui do lado, o da é ao lado do meu, e o da é ao lado do da . – disse se levantando da cama e eu fiz o mesmo.
– Ok – falei sorrindo – Agora temos que buscar o sucozinho da – complementei rindo.
– Ah é, né? – disse – Como pude esquecer disso? Oh – ela falou com cara de drama e ironia, depois riu.
– Agora vamos descer logo que quero ver F.R.I.E.N.D.S.! – disse eu. Já mencionei o quanto amo a Warner?
Descemos as escadas e ficamos lá com as meninas, ninguém se atrevia a falar durante a conversa do Ross com a Rachel. Já assisti todas as temporadas, e mesmo já sabendo o que acontece fico lá, torcendo pelos dois, com medo de que alguma coisa mude magicamente e eles não fiquem juntos.

Oh that boy's a slag, The best you ever had – o celular da começou a tocar.
Oi – ela disse, enquanto revirava os olhos. Quem será do outro lado da linha? – Ah, não sei não hein – ela falou. Mistério resolvido, é o filho da Bellinda, mas o que ele quer? – Que horas?... Não! Tá brincando né, ? E a gente vai ter só isso de tempo? ... Ah, tá, tá! Você passa aqui, então? ... E Para de me chamar assim! Argh! Tchau.

– O que foi, ? – pedimos em uníssono.
– Arrumem-se garotas. Temos uma festa para ir essa noite.

[’s POV OFF]

[’s POV ON]


Fazia tanto tempo. Ela estava maior, mais bonita, mas continuava com aquele humor idiota, que fez com que eu pensasse nela por algumas noites seguidas antes de dormir. Tão imbecil, eu nem conhecia ela direito e fiquei... Apaixonado - isso pareceu tão marica. Nem a conhecia direito e ainda fico concluindo que ela mudou. Mas é a vida, certo? Talvez tenha sido só eu, mas acredito que todos nós mudamos. Olhe pelo McFLY, nós não somos mais aqueles garotos de cabelos roxos, piercing na boca, gordinhos, com o cabelo estranho. Talvez até por isso que a não me reconheceu, o que eu na verdade gostei, quero ter a chance de fazer ela se apaixonar por mim, uma vez mais – isso é, se ela realmente sentiu paixão naquele dia há quatro anos atrás. Mas, vamos combinar, eu cantei para a garota, fiz uma dancinha sexy dedicada pra ela – ri pensando em como eu devo ter parecido delicioso (lê-se: idiota) fazendo aquilo -, chamei-a para sair, nós ficamos perdidos juntos, tomamos banho de chuva, corremos pela praia e nos beijamos em um farol. Acredito que ela pode ter se apaixonado.
E eu me pergunto como, como pude deixá-la ir embora aquela noite sem nem pegar seu número? Eu era um idiota! Ri sozinho. Ok, continuo sendo, mas – olhei para a minha agenda telefônica e sorri – agora eu tenho o número da .
Ah, – suspirei – Tenha certeza que irei te encontrar por aí mais uma vez... Porra! Para de pensar nessa garota, ! – bati em minha própria cabeça – O que eu estou fazendo? Eu disse “apaixonado” antes? Apaixonado? – ri irônico - Talvez antes eu pudesse sentir esse tipo de sentimento naquele época, sim, naquela época, mas não mais, não agora. Bem... Eu acho que não mais – ri ao me lembrar do rosto dela – O que eu estou fazendo de novo? – bati na minha cabeça mais uma vez – Preciso conhecer garotas novas! É!

– Oh , tá surdo é? – falou me jogando um copo de suco em cima. Porra, o que eu perdi?
– Ah , vai molhar outro!
– Você já tinha se dado dois tapas na cabeça, com um suco junto, fica um hematoma delicioso!
– Que engraçado hein – disse eu tentando me limpar – Mas, An, fala!
– Vai tomar banho logo, ô Barbie girl, sei como você demora para se arrumar e nós temos que sair – disse – E hey... Para de fazer essa cara de gay se não irei me apaixonar – ele terminou a frase rindo com a brincadeira. Será que minha cara de apaix... Er, distraído estava tão evidente assim?
– Vamos aonde? – perguntei.
– Ah, você tava com a cabeça em que lugar? – pediu – Não me ouviu falando sobre a morena linda que peguei no Brasil, e não prestou atenção quando te contei que iremos conhecer umas amiguinhas do e agora não me ouviu falar sobre a festa que tem hoje na casa do Rick? Porra, dude! Você tem que me escutar mais – ele falou com cara de insatisfeito e então me abraçou. WTF, ? – Mas ainda assim te amo. – disse por fim, e eu ri.
– Sai! – disse rindo e fazendo cara de nojo – Tá querendo o que, hein? – olhei estranhando a atitude de e rindo da sua cara de “sou um bom menino”.
– Ah, é que, bem... Me empresta aquela sua cueca dos Ursinhos Carinhosos? – ele pediu meio envergonhado. WTF, ²? – Calma, Calma. Ainda sou macho, não precisa se afastar de mim. É que eu li um artigo, em uma revista, chamado “All About Girls” e vi que elas gostam de roupas íntimas estampadas com bichinhos. – se explicou.
– Ah, claro, claro – ri tentando verificar se aquilo fazia sentido, olhei para – Você acertou, – pisquei para ele – Elas amam mesmo. Pode pegar lá na minha gaveta. – disse eu e então vi meu amigo deixando-me sozinho no quarto.
Acho que não entendeu direito a dica da revista, garotas gostam de usar roupas íntimas com desenhos, não ver caras usando. Elas não querem ver caras com bichinhos, elas querem ver caras com bichões – ri do pensamento – Ok, parei. Quem sabe essas amigas do façam eu esquecer da por um tempo. Melhor eu me arrumar logo.


Capítulo 3 - Let’s Party... Or not.

Nós estávamos todas reunidas, sentadas na cama de , nos arrumando. Se eu acreditava que meu quarto nesta casa era incrível, era porquê eu não havia visto o das outras garotas. O da possuía as paredes em um tom de azul que eu acreditava existir somente no universo e quando olhávamos para cima víamos várias estrelinhas no teto. Me levantei da cama, olhei para as minhas roupas espalhadas pelo chão e me joguei em um sofazinho com o formato de Mike Wazowski (aquele ser verde parecido com um limão de Monstros S.A., sabe?).
– Porra! – disse eu. Sim, uma única palavra, era somente e exatamente isso que havia para ser dito. Senti os olhares das demais meninas em mim.
– Ah, eu não tenho o que vestir! – disse fingindo choramingar.
– Olha a pilha de roupas que você trouxe para cá, toma vergonha e veste uma, ! – disse autoritária.
– Verdade! Ah, e temos só mais 15 minutos para ficar prontas, tá? – falou.
– Como? – perguntei espantada.
– Isso mesmo! – disse.
– Ah, então acho que não vou nã...
– Cala a boca, ! Para de cu doce e veste logo algo. – disse, pela primeira vez. – Olha essa peça, M A R A V I L H O S A! – ela falou apontando para um vestido azul escuro.
Não. Não queria aquele vestido, não queria nada. Nada tem a cara de hoje a noite. Sempre tive dificuldade para decidir com que roupa ir aos lugares, sou do tipo de pessoa que troca, troca, troca e troca mais uma vez de peça para depois escolher a primeira que provou. E nos dias de menstruação isso só fica pior, pois eu me estresso e acabo querendo ficar em casa comendo chocolate. Mas não hoje, estou na Inglaterra e irei superar essa porra de preguiça que esses malditos “dias vermelhos” trazem! YEAH. Olhei para uma legging de em cima da cama com um olhar matador. Ok, esse espírito de “vou conseguir” me deixa muito assustadora; Ri sozinha.
– Posso provar, ? – pedi.
– Claro! – ela respondeu.
Vesti a legging jeans meio rasgada, avistei uma blusa escrito “Be Naked, Be mine” – ok, essa não é a melhor opção. Olhei para outra T-shirt branca com “LOL” escrito diversas vezes em preto e vesti-a. Coloquei uma jaqueta qualquer e resolvi calçar uma ankle boot amarela.
– Ficou super linda, amiga – disse.
– Obrigada, você também está super linda Srt. – falei sorrindo.
– E eu? – fez cara de pidona.
– Ual hein! Srt. e Srt. também estão super poderosas! – falei.
– Obrigada, Obrigada – falou – Mas tá na hora de ir gatinhas. – ela disse enquanto eu ouvi algumas buzinadas vindas de lá de baixo, provavelmente o tal do nos esperando.
– Como assim? Nem sequei meu cabelo ainda! – falei.
– Sua lerda! – disse rindo.
– Ah, Obrigada – falei dando língua para ela.
– Mas e agora? – pediu.
– Vou ligar para o e pedir se ele pode esperar, enquanto isso vai secando seu cabelo, ôh atrasadinha. – disse e eu ri.

Passou uns três minutos e desligou o telefone.
– O disse que ele precisa ir agora, mas o amigo dele, que também é atrasadinho, vai depois. Então ele pode passar aqui. – falou sorrindo.
– Ok. – disse – Então vejo vocês depois, gatchenhas.
– Tchau Srt. -gatinha-atrasada – disse rindo.
– Adios e beesos calientes – falou imitando uma mexicana.
– Tchau bebê, e já estou sentindo sua falta. – disse fingindo drama. Mandei um beijo no ar para elas e então fechou a porta me deixando sozinha no quarto.
Terminei de secar meu cabelo, deixando ele propositalmente bagunçado, e fui fazer minha maquiagem; Escura, como de costume, com um batom rosa. Olhei-me no espelho e estava pronta, agora só tinha que esperar o tal amigo do chegar.
– 1, 2, 3 indiozinhos. 4,5, 6 indiozinhos ... – fiquei cantarolando enquanto olhava para o relógio. Puta que pariu! Eu já estava arrumada há uns 20 minutos e nada de ninguém aparecer.
Plim, Plim! - ouvi a campainha.
– Finalmente, né – disse abrindo a porta, sem ver quem estava lá.
? – ouvi a voz do garoto e então senti minhas pernas meio bambas, olhei para seu rosto, recuperei a respiração e disse sorrindo:
– Me perseguindo, ?

[’s P.O.V. OF]

[’s P.O.V. ON]


Cheguei na casa da amiga do , toquei a campainha e fiquei esperando.
– Finalmente né – ouvi aquela voz. Sim, aquela voz.
? - perguntei, ainda não acreditando em quem estava diante de meus olhos, mais uma vez.
– Me perseguindo, ? – ela disse com um sorriso nos lábios.
– Nem se você quisesse, mas parece que o destino gosta de nos ver juntos, hein. – falei rindo.
– Pois é. Primeiro no hospital, depois durante o voo e agora aqui. – ela falou. Droga! Ela não se lembrava de mim, se não ela teria citado a outra vez que estivemos juntos.
– É. – falei rindo – Não ganho abraço, não? – pedi rindo.
– Ah, achei que você ia parar com esse drama quando chegasse à Inglaterra. – ela falou e então me abraçou.
– Algumas coisas nunca mudam. – falei simplesmente. Eu não estava me referindo só sobre o fato de eu ser um cara dramático. Provavelmente ela não entendeu e continuou me olhando.
– Hora de ir, não?
– Claro! – falei sorridente – Pode entrar.

[’s P.O.V OF]

[’s P.O.V ON]


– Ah, achei que você ia parar com esse drama quando chegasse à Inglaterra. – falei e então o abracei. Ele cheirava a canela.
– Algumas coisas nunca mudam. – ele disse. Pensei no duplo sentido que a frase poderia ter, e então minhas pernas bambearam novamente.
– Hora de ir, não? – falei tentando afastar o pensamento.
– Claro! – disse sorrindo – Pode entrar.

Aparentemente estávamos quase chegando ao nosso destino.

– Hein, , quem está dando essa festa? – pedi. Não gosto de ir de penetra nas coisas, então vou pelo menos me informar um pouco.
– Ah, o primo do , Rick – respondeu sorrindo – Os pais deles viajaram e então ele deu essa festa para comemorar... Comemorar qualquer coisa.
– A tá. “Qualquer coisa” é um grande motivo mesmo – falei fingindo admiração pela causa da festa e então começamos a rir. Saímos do carro e então foi conversar com um pessoal. Decidi deixar ele lá e entrei logo na casa.
Bebidas. Música Alta. Coisas sendo quebradas. Pessoas dançando. Pegação. Garotos gritando. Meninas tentando chamar a atenção. – respirei fundo e senti a mistura de diversos perfumes – Ah, Festas – Avistei e caminhei até ela.
– Ooooi, ! – gritei.
– Vem cá, , vou te apresentar para os meninos! – ela disse me puxando. Olhei para o canto ao qual estava me arrastando e vi dois garotos.
, esse é o . – disse. Espera, eu já conhecia o .
– Oi! – disse me cumprimentando. – Meu nome é , mas pode me chamar de Sr. Delícia – ele falou fazendo cara de convencido. – Brincadeira, tá? – riu.
– Ok, meu nome é , mas você pode me chamar de Garota Estelar – falei rindo – Brincadeira, tá? – disse eu o imitando. De onde eu tirei esse nome?
– Então, prazer em te conhecer “garota estelar” – ele disse fazendo aspas com as mãos e rindo. Porra! Eu já te conheço, !
– E eu sou o – o outro menino se apresentou.
– Oi, – falei sorrindo.
– Posso mesmo te chamar de “garota estelar”? Porque eu realmente amei esse apelido! – disse rindo.
– Só se eu puder te chamar de... Ah, diz algum apelido idiota!
– Hum, eu não tenho nenhum. Mas você já conheceu o , né?
– Já – falei sorrindo. E você nem sabe como. – Ele me deu carona.
– Então, eu posso te contar o apelido dele.
– Conta! – falei parecendo um pouco “animadinha” de mais. Culpa do animal idiota e com asas que circula pelo meu estômago ao ouvir o nome desse garoto!
– Quanta empolgação! É ! – respondeu e sorriu.
? – pedi. É, parece combinar com ele.
– Sim, e você pode chamar ele assim o tempo todo, só não diga que fui eu que te contei. Não quero um olho roxo ou uma bola a menos. – disse rindo.
– Ok, agora que estão devidamente apresentados eu vou voltar a beber – disse rindo.
– E bem, agora que estamos devidamente apresentados eu vou fazer... Hum, qualquer coisa – falei rindo e então dei um abraço em cada um dos meninos. – ME ESPERA, MARI! – gritei e era tarde de mais, tinha desaparecido entre a multidão. Como cabem tantas pessoas dentro de uma casa?
– Bem, parece que você vai ter que ficar com a gente – disse.
– Hey, eu posso dançar sozinha!
– Mas não beber! – falou me puxando para os pufes em que eles estavam sentados.
– Ok!
– Sabe brincar de Verdade ou Desafio? – pediu.
– Que pergunta idiota , todo mundo saber jogar isso. – falou rindo.
– Claro que eu sei! Mas... Tenho medo de jogar com estranhos.
– Nhac, besteira. Eu e somos conhecidos por todos.
– Ok, isso me deixou mais assustada – falei rindo e fazendo cara de espanto.
– Tá, tá! Então vamos começar a beber logo! – falou.
– Eu não bebo... Muito – disse.
– Aprenda com o mestereste hoje então – falou.
– Com o que? – pediu.
– Com o mestereste, uai – disse, não percebendo seu erro.
– Não é mestre não, ?
– Ah, whatever, é só aprender. – disse rindo. Esse aí é do tipo que fica idiota mesmo antes de ingerir álcool.
– Esqueci de te contar, , o é um jumento.
– Hey! – protestou – Sou apenas menos favorecido cefalicamente – lançou um olhar para ele nesse momento – Ok, eu decorei essa frase de um livro, mas eu sei o que “menos favorecido” significa. HÁ!
– Enfim, aceita beber conosco, ? – pediu.
– Ok, eu posso beber um pouco. – respondi.
– Por que só um pouco?
– Vai que vocês são sequestradores, que querem me embebedar para me roubar, esquartejar, estuprar e o capeta 4? Não necessariamente nessa ordem – falei rindo.
– Linda, suas amigas nos conhecem – eles falaram.
– Ok, mais um motivo para eu achar que isso é um plano maléfico. – disse eu – To brincando – sorri.
– Droga! Já estava acreditando que eu tinha cara de da Máfia – falou rindo.
– Mas, em consideração ao Reino Unido eu aceito beber com vocês. – falei pegando a garrafa perto de e virando.
– WOOOW, to começando a achar que você é a da máfia aqui hein?
– Alguém tinha que começar, né? – disse enquanto via que os dois garotos olhavam para mim.
– Gostei de você! – falou me abraçando.
– E eu estou achando que você é melhor nisso do que o , então você será minha “mesteresta” – disse fazendo aspas com as mãos.
– Então que tal ficarmos bêbados com classe jogando “Eu nunca”? – propus.
– “Eu nunca”? – pediu.
– É. Você diz algo que nunca fez, e quem já tiver feito bebe um copo.
– Ok, Ok! – disse – Eu começo.
– Eu nunca peguei mais de uma garota em uma mesma noite.
– Nem eu – falei – Na verdade, nunca peguei nenhuma garota.
– Que bom, né? – disse virando seu copo – Mas seria legal ver isso.
– Cala boca, ! – falei batendo em seu ombro.
– Isso doeu – ele reclamou.
– Aprendi com a máfia – disse eu rindo.
– Você deve ter aprendido com a , isso sim!
– Sim, eu disse ... A máfia.
– Ok, estou começando a ter medo de vocês – falou pela primeira vez.
– Minha vez agora – disse – Eu nunca fiquei bêbada na Europa! – Fez-se uma pausa.
– Para tudo tem uma primeira vez, certo? – ouvi a voz de atrás de nós.
– Oi, ! – e disseram enquanto viravam seus copinhos.
– Quer jogar “Eu Nunca”? – pediu.
– Claro! Mas tem que ter mais gente para jogar!
– Já sei, vou lá chamar as outras meninas e então a gente vai lá na área de trás da casa do Rick – falou se embolando.
– Lá na piscina? – pediu.
– É. – falou indiferente.
– Isso, chamem as outras meninas se não eu vou me sentir a puta bêbada da festa. – falei fazendo cara de “que horror”.
– Ok, ok – os meninos falaram rindo.

Peguei a garrafa do meu lado e fui andando para qualquer lugar tentando achar as meninas. Quando era mais nova nunca bebia, achava errado e perigoso. E é exatamente isso. Essa é a idade, é o momento de sentir o perigo, é o tempo de se aventurar, de dançar em cima das mesas e de, é a hora de, bem, de se perder. Não que eu ingira álcool o tempo todo, ainda quero ter neurônios no meu futuro, mas às vezes uma ou quinze doses de tequila podem ser... Mágicas.
Ainda não havia achado as meninas, olhava para todos os lugares até que tropecei em um tapete, maldito salto alto! Sentia meu sangue ferver. Olhei para ao redor e senti que o universo todo estava do meu lado. Ok, menos , você não é uma “garota estelar” de verdade.

– Tudo bem, linda? – apareceu do meu lado e logo me ajudou a levantar. Como ele surge assim do nada?
– Tudo, é que eu sou um pouco desastrada ao extremo. – disse rindo. Isso fez sentido? – Já achou as meninas? – pedi.
– Bem, eu não sei como elas são, ainda não as conheci. To tentando achar o por enquanto.
– Ah.
– Opa, olha ele ali! – disse apontando para um canto onde tinha um garoto, que a propósito eu já conhecia, virado de costas se pegando com, com a ? Wow, tá rapidinha, hein.

[’s POV OF]

[’s POV ON]


Já estava na festa fazia um tempo. Cadê os amiguinhos do , hein? Não pensem que sou uma dessas garotas que vê um cara gostoso e pá, mas é que eu realmente necessito de ver uns rapazes bonitos, lá no Brasil só tem... – meu pensamento foi interrompido quando vi um garoto, alto, forte e aparentemente fofo, caminhando. Segui ele sem nem pensar duas vezes, se minhas amigas estivessem aqui elas diriam “instinto de caçadora”. Ri sozinha. Sentei em um sofá, perto de onde ele estava.
– E ai, Rick! Você viu o ? Porra! Aqueles caras somem! – ouvi o tal garoto conversando com outro rapaz. Espera! ... Esse cara é amigo do ? Hum.
– Ainda não, . Mas o estava por aí – disse o tal do Rick. Então o nome dele era esse, . Parece sexy, e com esse sotaque então. Me abanei com tal pensamento.
– Tá com calor? – pediu. Espera, ele está falando comigo? Porra, preciso ser mais discreta.
– Hum? – fiz como quem não entendeu.
– É que eu vi você se abandando, e estamos no inverno. Tá passando mal? Se quiser eu posso te mostrar onde os pais do Rick, dono da casa, guardam os remédios. – ele disse fofo. O que eu vou dizer agora?
– Não, é que eu te achei bonito e isso acendeu meu fogo – pensei, aparentemente, alto de mais. Droga! Como eu falei isso? Preciso controlar essa minha maldita boca! – Tô brincando – disse rindo em uma tentativa de reverter a situação e senti minha bochecha corar.
– Ah, mas vai dizer que eu não sou bonito mesmo? – ele falou sorrindo com uma cara de “vai, diz que eu sou”
– Você é bonitinho – disse com indiferença. Bonitinho? Bonitinho é o feio arrumadinho do meu primo. Você é um Deus grego! Graças a Deus não pensei isso alto.
– Ah, bonitinho?
– É. – falei rindo – Tá, tá. Você é... Bonito.
– Que tal bonitão? – ele disse e levantou a sobrancelha.
– Nem sei seu nome e já quer que eu te elogie. – disse eu. A verdade era que eu já sabia o nome dele, eu estava ouvindo a conversa. E sim, eu sei que o elogiei muito nos meus pensamentos, mas isso fica só para mim.
– Ah, eu sou – ele falou sorrindo. – E você?
– Eu sou – respondi.
– WOW, nome diferente, é da onde?
– Brasil – respondi.
– Sério? Eu passei essa última semana lá. – ele disse.
– Tem família no Brasil? – pedi.
– Não, fui com meu amigo, . – ele disse. Se eu estava conhecendo agora, e ele é um dos três amigos de e o outro é o , provavelmente esse era o atrasadinho que foi buscar a . UAL, me surpreendi com esse meu raciocínio rápido.
– Ah sim. – sorri.
– Aqui está cheio né? – ele disse – Vamos ali para o canto! – falou me puxando.
Ficamos lá conversando por um tempo, ele era tão fofo. A cada palavra ele sorria, o que me fazia arrepiar. Depois de uns dez minutos nos beijamos. Era um beijo calmo, sem pressa, seus lábios pressionavam os meus com delicadeza. Minhas mãos se moviam entre seus cabelos e sua nuca.
Eu estava beijando um inglês chamado , que é amigo do , que eu provavelmente verei outras vezes... É, eu achava que não, mas essas férias serão ainda mais incríveis do que eu podia imaginar.
? – ouvi uma voz espantada vinda de trás de nós, um garoto. Por favor não me diga que é gay e aquele é seu namorado? interrompeu nosso beijo e disse:
– Como vai, ? – fiquei feliz ao saber que era o tal . Tenho um certo trauma com namorados gays, meu ex, Felipe, era e eu não sabia, até que peguei ele me traindo com um amigo no meu quarto. Foi humilhante. O que é pior do que você namorar um cara e depois descobrir que ele era gay? Faz você pensar que ele não gostava da sua bunda, ele gostava da calça que você usava. Que ele não gostava realmente dos seus olhos, ele gostava do seu rímel.
– Ah, tá tudo na boa respondeu fazendo com que eu parasse de pensar no viado, literalmente, do Felipe. Virei-me para ver como era esse e então vi ao lado dele. Hum, tá rapidinha hein!
? – falei rindo.
– Ééé Srt. – ela falou como se dissesse “Ééé Sua safadinha”, fazendo com que eu ficasse com vontade de me esconder.
– Eu que digo “Ééé Srt. ” – disse imitando-a.
– Ah, não. Eu e o não temos nada. – ela esclareceu. Eu já ia dizer que eu e o também não, mas nós estávamos de mãos dadas então isso não funcionaria.
– É. Nós só estávamos procurando por vocês juntos. – disse meio cabisbaixo com o que tinha dito antes. Sério, se eles realmente não estão ficando, eles irão. Escrevam o que eu digo.
, essa é a disse me apresentando e quebrando meu momento “sou vidente”.
– Oe! – ele falou – Meu nome é .
– Eu sou – falei – Você é o atrasadinho?
– Atrasadinho, ... Você é bem conhecido hein, ? – disse rindo.
– Droga! Até você me chamando assim, ?
– Juro que não foi o que me contou – ela respondeu brincalhona.
– Ah, deixa eu te informar , a também tem um apelidinho que deixa ela nervosinha. – eu disse.
– Isso, passe-me a arma mortal. – falou rindo.
– Nem se atreva, ! – ela falou me olhando séria.
– Ok, Ok. Eu como uma boa amiga não irei dizer.
– Em fim, a gente veio chamar vocês para jogarem “Eu Nunca” com a gente. – disse.
– IRRÁ! – falou imitando um pião – Eu topo!
– Eu também – falei rindo.
– Então, vamos ficar bêbados! – disse .
e foram na frente, para a piscina, onde estariam , , e .
– Hey ! – chamei-o.
– Fala – ele disse sorrindo.
– Eu vi como você olha para a , tá? – falei baixinho e saí andando, enquanto ele ainda processava o que eu havia dito.

[’s POV OF]

[’s POV ON]


Como esquecer a com as amigas do , se ela é uma das amigas dele?
– Hey ! – me chamou.
– Fala – disse sorrindo. Será que ela me achou encantador e ia querer trocar o por mim? Ri com tal pensamento.
– Eu vi como você olha para a , tá? – ela disse e então saiu andando na minha frente, me deixando paralisado, perdido.
Será que estava tão na cara assim que a me deixava meio... Desnorteado?

[’s POV OF]


Capítulo 5 - I never...
(n/a: Coloca para carregar Cyndi Lauper - Girls Just Want To Have Fun)

[’s POV ON]

Já estávamos jogando fazia mais ou menos uma hora, todos nós oito sentados na beirada da piscina de Rick. Sentia minha cabeça girar. Porra! Por que eu já fui fazer tantas coisas nessa vida?
– Eu nunca usei maquiagem – disse .
– Seu mentiroso! – gritou .
– Mas eu nunca usei mesmo, uai. – falou .
– Lembra da festa a fantasia da escola?
– Ah é – falou se recordando.
– Pode virar , quem mente toma! – falou rindo.
– Minha vez agora! – gritou , mas antes que ele pudesse dizer algo ouvimos dois garotos gritando.
Andamos até a frente da casa, e Rick, primo de , socava outro menino. Droga! Não acredito que tem gente idiota o suficiente a ponto de brigar em festas tão simples.
– Acho melhor a gente voltar para casa – disse .
– Concordo. Isso aqui está ficando pesado de mais – falei assustada ao ver que ninguém conseguia deter os dois jovens.
Adentramos ao veículo e seguimos para a casa que atualmente estávamos ficando. Fomos todos apertados, apertados de mais em minha opinião. estava segurando no colo - os dois não haviam se largado desde que deram o primeiro beijo. dirigia, estava ao lado dele, carregava no colo e eu estava sentada quase em cima do .
– Tadinha da por ter de carregar a disse implicando com .
– Tadinha é da gente que tem de ouvir essa sua voz ridícula. – disse revidando. Isso me lembra a 6ª série, quando todos éramos idiotas e ficávamos trocando “patadas”.
– Se eu cantasse para você, a teria na minha mão – ele fez cara de galã.
– Sorte minha que isso não vai acontecer. – falou.
– Sorte a minha seria se vocês parassem – disse eu rindo.
– Obrigada, ! – falou como se eu tivesse salvado sua vida.
– Hein, vou ter que dar uma paradinha aqui em um lugar, mas já volto. – disse . Fiquei com medo dele no momento.
– A tá, vai lá ô da Máfia – falei rindo.
– Bem eu, né “Garota Estelar”? – ele disse rindo e nos encarou. – Calma gente. É o apelidinho da .
– Que mentira! O apelido da é “” – falou rindo. Nota mental: Matar o mais cedo possível.
– Mentira! – disse eu, e quando fui ver já havia saído do carro a muito.
– Ah, , ! – disse fazendo uma voz irritante e dando tapinhas no meu braço.
– Ah, fica caladinho tá – disse rindo do apelidinho dele.
– Todo mundo cheio das intimidades aqui, né? – falou. Ela estava tão quieta ultimamente.
– Você pode me fazer o favor de continuar seu trabalho ? – disse fazendo corar.
Fez-se silêncio finalmente, voltou ao carro com algumas sacolas e então seguimos para nosso destino.
– Os garotos não vão parar na casa deles não? – pediu .
– Eles vão dormir lá em casa – respondeu .
– E o nem amou isso, né? – disse brincando com o amigo.
– Ha, Ha, Ha – fingiu uma risada – Bem eu que estava doido para conhecer as amiguinhas do .
– Você mesmo. E eu também, mas é que pensei que elas fossem ser maravilhosas – disse rindo.
– E elas são, tá? – falou.
– E o pior é que eu nem posso discordar – disse e então fingiu piscar para mim. WTF?
– Mas onde eles dormirão? – pediu, voltando para o assunto anterior.
– Ixi – coçou a cabeça – Eles dormiam onde vocês estão agora.
– Acho que todos devemos dormir juntos na sala do andar de cima – disse parecendo animado.
– Acho que depois de toda essa empolgação é melhor não, . – eu falei rindo.
– Ah, que é isso . Você sabe que eu sou um pudim inofensivo.
– UUUI, VEMK DOCE! – disse brincando com ele.
– Hey! Tira o olho, ! – falou rindo. – A doçura já é minha.
– Você ouviu , já tenho dona – ri.
– Tá, Eu já tenho o... – ia dizer , mas viu o e se beijando –... tenho o . Amo esse garanhão – ele concluiu fazendo pose de gay.
– Isso Aí! Só por essa declaração eu ordeno que todos durmam na sala! – disse.
– YEEEAH – comemorou e eu fiz uma cara de assustada.
se acha o rei – falou rindo.
– E eu sou.
– Ah sim, e eu sou a rainha – disse irônica.
– Se você quiser ser minha rainha. – piscou.
– Eu vou ser é sua irmã, ô anta! – deu um tapa na cabeça dele.
– Tava só brincando.

Chegamos, descemos do carro e entramos na casa. ascendeu as luzes, e estas começaram a piscar e então apagaram. Me encolhi perto de alguém, deduzi que era .
, você tá me machucando – ouvi sussurrar no meu ouvido.
– PORRA! Que susto! – disse eu – Achei que você era a . – me expliquei. – E desculpa por te machucar.
– Eu tava brincando , não machucou não – ele falou. Eu não conseguia enxergar nada, mas acredito que piscou. Apelido idiota, ele era um idiota também.
– Todos vivos? – gritou.
– Sim senhor!
– Vou procurar uma lanterna – disse e após isso ouvimos um barulho muito alto – Opa! Esqueci de abrir a porta.
– Cabeçudo – brincou.
– Cadê a ? – perguntou.
– Olha só o todo preocupadinho – disse.
– Nhac, que nada. Só não consigo ver ela, uai.
– E eu não consigo ver ninguém – falou.
– Eu também não vejo ninguém, mas, mas ... Ah! – tentou se explicar, mas acabou desistindo.
– Ok, estou começando a ficar preocupada com a ! Cadê ela? – pedi.
– Eu não disse! – falou festejando ao descobrir que não foi o único a ficar preocupado.
? ? Oi? Alguém? – pediu – Terra chamando ! Alô, Alô! – ele disse fazendo uma voz de E.T.
Ouvi alguém rindo, o som vinha de baixo, fui ver quem era e acabei tropeçando e caindo de cara no chão.
– Quem foi o cabeçudo dessa vez? – pediu .
– Cabeçuda, por favor – disse eu rindo, ainda caída. Ao me apoiar em um pedaço do chão para me levantar senti uma perna, um pé e um dedo em baixo de mim. – ? – pedi.
– Ah, parece que não consegui me esconder tempo o suficiente – ela disse rindo.
– Esconder! – disse como se tivesse tido uma ideia genial – Quem topa brincar de pique-esconde?
– Ah, brilhante diz irônica.
– Não achei nenhuma lanterna – disse, provavelmente voltando de onde quer que ele estivesse – E olha, eu procurei. Quem ver os roxos na minha testa irá comprovar – ele riu.
– Parece que vamos ter que ficar aqui, sem fazer nada, ou podemos ir do lado de fora de casa e brincar de pique-esconde.
– Até parece, – disse .
– Eu acho uma boa ideia! – falou.
– Eu concordo! Amo essa brincadeira e faz muito tempo que não corro e fico suada igual uma porca – disse rindo.
– A imagem da igual uma porca aqui na minha cabeça faz com que eu aceite brincar – falou rindo e eu olhei para ela com um olhar matador, ela não viu porque estava tudo escuro.
– Sou mucho sexy suada, ok? – disse eu rindo.
– Eu também vou! – pulou ao meu lado – Vou acompanhar a no grupo de “porcas sexy suadas”. Ok, não – ela falou rindo ao mencionar o nome do “grupo”.
– Isso dá uma banda – disse irônica.
– Imaginem o nome do CD: “venha para o chiqueiro” – falou rindo.
– Aposto que se a estivesse lá você ia mesmo. – disse eu rindo
– Claro! Chiqueiros são românticos – ele falou rindo.
– Enfim, todos topam brincar?
– Mas tá nevando – disse – E tá frio também.
– Ok. Acho que todos terão de me ver como uma porca suada outro dia – disse rindo. – A tem um tom de voz que convence.
– É mesmo, quase esqueci o frio que estava. – diz .
– Obrigada, , por estragar a minha brincadeira – fala rindo.
– Acho que todos temos que subir a escada devagar até chegar lá em cima, então vamos para a sala e continuamos jogando Eu Nunca! – disse.
– Mas e a bebida? – pergunta. – Se sumir a do Fred ele mata a gente.
– Me chamem de “O REI” – fala do nada.
– Hum?
– Eu parei aquela hora para pegar bebida. Não me chamem de alcoólico, só prevenido. Mas só vou dar ela para vocês se cada uma das meninas me der um beijinho no rosto.
– Vou te chamar de aproveitador, isso sim – disse eu rindo.
– Ok. Hoje sai de graça – ele respondeu.
– Ah, já ia oferecer um beijinho meu – falou.
– Droga! Perdi então. – riu.
– Hora de subir as escadas. – disse.

Fomos devagar, estava atrás de mim e ao meu lado. Sabe o que é uma tartaruga andando? Imaginem uma machucada e vocês terão a minha velocidade. Finalmente chegamos ao andar de cima.

– Todos vivos, Ufa. – disse .

Seguimos até a tal sala do andar de cima, com o maior cuidado do mundo. Aparentemente a testa do estava bem machucada, a cada passo dele ouvíamos um “opa”, “ui”, “ai” - se eu não fosse tão esperta deduziria outras coisas.

– Vamos começar, IRRÁ! – disse ao chegarmos a sala. Sentamos no chão, e pegamos cada um nosso copo.
– Mas espera. Como vamos por bebida nos copos sem enxergá-los? E como a gente vai saber quem bebeu? – pediu .
– Vou procurar uma vela – disse . “Depois de cinco minutos ela voltou trazendo a luz. Oh.” Ri do pensamento. colocou a vela ao centro da roda e eu me senti em um clube de macumba.
– Eu começo! – falou – Eu nunca lambi minhas axilas. – bebeu.
– Seu nojento – gritou fazendo cara de “eeew”.
– Só curioso – ele falou rindo. Porra! Espero que ele tenha feito isso depois daquela noite.
– Eu nunca matei alguém – disse . Graças a Deus ninguém bebeu. Ri.
– Eu nunca gostei de ir à escola – disse . Eu bebi.
– Como, ? – pediu fazendo cara de espanto.
– Quando eu era mais nova me apaixonei por um menino da minha escola, e então ficava louca para chegar lá de novo e poder ficar olhando para ele. – me expliquei e então tampei meu rosto.
– Eu nunca tirei foto beijando meu namorado, para os meninos namorada, e coloquei em redes sociais. Acho tosco – disse . bebeu.
– Uma vez o namorou uma menina e ela fez um cartaz gigante com eles dois se beijando e levou para a escola. – explicou .
– Redes sociais são como facebook, MSN, Orkut, twitter. Seus cabeções – explicou. Meus olhos brilharam com a menção do nome “Twitter”.
– Ah, mas beber nunca faz mal e agora já foi. – disse.
– Eu nunca esqueci o que fiz na noite anterior graças à bebida – falou e vi vários copinhos sendo virados.
– Eu Nunca beijei um garoto na boca – disse e graças a Deus só nós, meninas, viramos.
– Eu Nunca beijei um gay – disse e então vi que bebeu.
– Não, não é você – ela se explicou rindo – Longa história, quem sabe um dia eu conte.
– Eu nunca dancei em cima de uma mesa – eu disse e alguns meninos e meninas viraram.
– Eu nunca tirei 0 em uma matéria – disse .
– Olha que menino inteligente! – falei fazendo sinal de positivo para .
– Nunca tirei 0 porque sempre colei do – ele falou e então fez uma cara de “ops”.
– Hey! – falou – Eu já tirei 0, e se você colava de mim como não tirou?
– Alguns são mais espertos que outros, disse rindo.
– Minha vez! Eu nunca tive um caso de uma só noite – disse .
– Tem que beber por garota? – pediu rindo e então virou seu copo. Todos, menos e , bebemos.
– Eu nunca dancei uma música da Cyndi Lauper – falou .
– Como? – pedi rindo. – Ah , até meu avô já fez isso – disse. E era verdade, em um churrasco de família eu e minhas primas estávamos dançando e então meu avô, trêbado, se juntou a nós. Imaginem um ser enrugado rebolando e cantando “oh grous justi uana hevi fun” (exatamente desse jeito). Imaginaram? Por isso eu sou traumatizada.
– Ah, vamos fazer isso agora então! – falou puxando .
– Não, não – ele protestou.
– Vaaaaaaaaamos, – disse tentando fazer uma cara que convença. – Se você fizer a te dá um beijinho no rosto.
– Me ver dançando vale muito mais que só um beijinho de uma só garota – ele falou rindo.
– Hey! Eu nunca aceitei isso, ok? – disse fazendo uma cara de “Vai tomar no cu,
– Se a me der um eu vou! – ele falou e eu fiz uma cara parecida com a de , mas a minha significava “Vai tomar no cu, ”.
– Tá – disse aceitando. – Faço tudo para ver você rebolando – falei rindo.
– Até dança comigo? – ele pediu.
– Não sei dançar.
– Ah, até parece! Vamos, ! – disse.
– Vai, ! – gritou e o acompanhou.
– Não.
– Ah, tá bem. Você não tem cara de quem sabe dançar mesmo – bufou. Como?
– Claro que eu sei! – falei.
– Duvido! – ele disse me provocando. Odeio desafios, não consigo me controlar e acabo fazendo as bostas.
– Idiota – falei – Eu aceito só por isso.
– Cara, garotas são o inferno de complicadas – falou com .
– Por quê? – pediu.
– Olha só o caso da . Quando eu disse que ela sabia dançar ela insistiu que não, aí quando eu concordei com ela, ela ficou bravinha e falou que sabia.
– Mulheres são um labirinto – disse.
– Então faça eu me perder em você – respondeu rindo – Tô brincando, nem vem me bater tá .
– UUUI, HEIN – falei rindo.
– Enfim, vai aceitar dançar comigo ou não ? – pediu.
– Claro! – falei sorrindo de lado. Isso ia ser... Divertido.
– Alguém tem música? – pediu .
– Eu! – respondeu – Vou por Girls Just Wanna Have Fun, por que acho que essa os meninos vão saber cantar.
– Isso! – gritei – E o nosso palco será aqui no sofá. vira a vela para nós que agora é meu show e do .
– Brum, Brum, Brum – fez um barulho estranho. Fiz uma cara de “wtf?” – É daquele High School Musical, uai – ele falou rindo em resposta para minha expressão. Ok então.
– Vamos lá, ! Our Time to Shine – falei parecendo uma super-star. A tá.
– Mas cadê meu microfone? – ele pediu fazendo biquinho.
– Além de dançar vão cantar também? – questionou – Ok, não posso perder isso.
– Toma! – entreguei um controle para – Agora vamos.
– Com certeza. – ele falou subindo no sofá e me ajudando. Tropecei graças a escuridão, mas logo fiquei de pé. A música começou.
– Tchan, Tchan, Tchan – fez e eu, entrando no clima de celebridade mandei-o calar a boca. Risos. Menos , bem menos.
(n/a: dá play na música :*)

I come home in the morning light
(Eu chego em casa de manhã cedo)
My mother says: when you gonna live your life right
(Minha mãe me diz: quando é que você vai viver decentemente?)
Oh mother dear, we're not the fortunate ones
(Oh mamãe querida, nós não somos as afortunadas)
And girls they wanna have fun
(E as garotas querem só se divertir)
Oh girls just wanna have fun
(Oh, as garotas querem só se divertir)

dobrou a camisa e a amarrou, assim como eu fazia quando tinha hm... 7 anos. Ele dançava como uma menina desajeitada (lê-se: eu) e isso me fazia rir. Seus olhos brilhavam mais que o normal, ou talvez fossem as velas. Ele também ria de um modo diferente. Espera, ele estava rindo de mim? “Idiota, um idiota lindo, mas ainda assim idiota.” Ri com o pensamento.

[’s P.O.V.OF]

[’s P.O.V. ON]


The phone rings in the middle of the night
(O telefone toca no meio da noite)
My father yells: what you gonna do with your life
(Meu pai grita: O que você vai fazer da sua vida?)
Oh daddy dear, you know you're still number one
(Oh papai querido, você sabe que ainda é o número um)
But girls they wanna have fun
(Mas as garotas querem só se divertir)
Oh girls just wanna have —
(Oh, as garotas querem só)

Eu dançava de um modo engraçado, mas nada que se compare com a . Como alguém tão estranha consegue ser tão... Maravilhosa? Ela ria e seus cabelos dançavam junto de seu corpo, cantava a música um pouco depois do que ela deveria ser cantada, colocava a mão na cintura, balançava os ombros e fazia caras e bocas fingindo realmente ser uma celebridade. Quase vi a Cyndi Lauper no lugar dela, Ok, não... A – ri com o apelidinho que a irritava tanto - era muito mais bela.

That's all they really want
(É isso que elas realmente querem)
Some fun
(Se divertir)
When the working day is done
(Quando o dia de trabalho termina)
Girls - they wanna have fun
(As garotas - elas querem só se divertir)
Oh girls just wanna have fun
(Oh, as garotas querem só se divertir)

Some boys take a beautiful girl
(Alguns caras ficam com uma garota linda)
And hide her away from the rest of the world
(E a escondem do resto do mundo)
I wanna be the one who walks in the sun
(Eu só quero poder andar sob a luz do sol)
Oh girls they wanna have fun
(Oh, as garotas querem só se divertir)
Oh girls just wanna have
(Oh, as garotas querem só se divertir)

A puxei para perto de mim e me coloquei em sua frente, assim como dizia a música peguei uma garota bonita e a escondi do resto do mundo. Ok, não .. Ah, culpem a Cyndi Lauper. Logo após ela viu que eu ria do modo como ela se sentia realmente famosa, saiu de perto e me lançou um olhar doce - aposto que queria dizer “Seu Idiota”.

That's all they really want
(É isso que elas realmente querem)
Some fun
(Se divertir)
When the working day is done
(Quando o dia de trabalho termina)
Girls - they want to have fun
(As garotas - elas querem só se divertir)
Oh girls just want to have fun,
(Oh, as garotas querem só se divertir)
They wanna have fun,
(Querem se divertir),
They wanna have fun...
(Querem se divertir...)

[’s P.O.V. OF]

[’s P.O.V. ON]


– É sério... – iniciou uma frase parecendo surpreso, achei que ele ia me elogiar – Ainda bem que você não é cantora, . – Ok, sem elogios.
– Ah, todos invejosos! – falei rindo.
– Inveja eu tive mesmo! – falou – Você lá, com meu toda se querendo e se jogando para cima dele. – ele riu e eu o encarei com meu olhar número 467899 de “oi, quer morrer?”, mas acabei rindo junto.
– E eu fiquei com inveja do lá, todo se querendo com a minha falou rindo.
– Fazer o que, né? Alguns podem – respondeu. Ok, isso não estava no script. Ri sozinha.
– Vamos voltar ao jogo? – falei animada tentando mudar de assunto.
– VAMOS! – gritou . Pobrezinho, outro que já tinha feito muitas coisas na vida.
– Eu nunca mordi um pé – disse e virou. Infelizmente ela já havia mordido o meu.
– Esconda seu pé, – falei rindo.
– Obrigado pela dica. – ele respondeu com um olhar de assustado e então riu.
– Agora sou eu! – gritou – Eu nunca lambi um mendigo. – olhamos todos para ele com um olhar de “wtf?”, mas graças a Deus ninguém virou. Obrigada , axilas são uma coisa, mas um mendigo seria de mais.
– Eu nunca assisti Hannah Montana – falou . Todas as meninas, mais o , viramos.
– Ah, ela é super legal! – falou fingindo ser gay – E o Jake, então? Ui, me abana – todos rimos.
– Eu agora, eu! – gritou – Hoje mais cedo a me bateu, então irei me vingar dela. – fingiu uma risada maléfica, tipo “muahahaha”. – Desculpe , você vai afundar junto.
– Cala a boca, , e fala logo – delicada como sempre. Oi ironia.
– Eu nunca beijei ninguém que está presente aqui – falou. No momento meu olho quase saiu.
E agora? Eu bebo ou não? virou, virou e eu permaneci olhando para o . Ele me olhou e em seguida tomou seu drinque. O que? Com o impulso ingeri o álcool também. As luzes voltaram e me encarava sorrindo. Então ele lembrava?


Capítulo 6 - Start of Something New

Acordei no dia seguinte em um canto qualquer da sala, minha cabeça doía e não conseguia pensar em nada. Olhei ao redor e vi jogada com uma... Com uma cenoura na boca? Cocei os olhos e resolvi descer e procurar pelos outros.
– Tentando achar o que, ? – pediu, virei-me e vi-o no fim do corredor sem camisa.
– Tá com frio não menino? – disse tentando ignorar aquele... Corpo. Seu abdômen se contraia, e sua tatuagem me deixava cada vez mais... Respira, !
– Tô, mas esqueci onde coloquei minha camisa. Na verdade acho que esqueci tudo que ocorreu noite passada. – ele respondeu e sorriu tímido, eu corei ao lembrar do que acontecera há menos de 8 horas.
– É, bebidas e uma cabeça como a sua não combinam – falei tentando mudar o assunto, mas logo fiquei com peninha do biquinho que ele fez – Estou brincando! – conclui.
– Hey! Venham tomar café – disse, chegando ao local que estávamos. – E cadê a ?
– Ela está na sala com uma cenoura na boca.
– Ela já está tomando café?
– Essa é a parte estranha, não – respondi rindo.
– Vou lá acordar aquela louca – falou saindo.
– E eu vou comer! YUMMY! – disse, olhando para .
– Vai lá – ele respondeu e continuou parado, no meio do corredor me encarando descer as escadas.
– Bom dia, estrela do dia – falou ao ver-me entrando na cozinha.
– É “bom dia flor do dia”, não? – pediu rindo.
– Ressaca, dude. E a é a nossa Garota Estelar mesmo, né não ? – disse.
– Bom dia. Sou sim – respondi rindo, com minha cara de sono maravilhosa. Senti o cheiro de bacons, meu estômago embrulhou e a dor de cabeça aumentou.
– Quer comer o que? – eles pediram. Olhei para minha pantufa e cocei a cabeça.
– Hum, acho que nada. – respondi.
– Aspirina? – ofereceu.
– Aceito. – falei com os olhos quase fechando.
– Eu estava pensando em ir ao cinema agora, mas pelo visto vocês não vão querer – falou.
– Ah, eu quero! – disse ao chegar na cozinha.
– Eu também. – concordou.
– 'Tô no barco, Uh Uh – falou dançando. Ok, estranho. Ri.
– Eu vou tomar banho. – disse.
– Vê se não desmaia lá, . – aconselhou. Certo, isso significa que meu rosto está pior do que eu imaginava. Ri e caminhei para o banheiro.

Estava tão cansada que até esqueci que possuía um só para mim em meu atual quarto. Também esqueci que outras pessoas estavam na casa e, para o azar delas, comecei a cantar - Acho que algo sem sentido como “PA PA PA PA PAN RUM RUM”. Monossílabas sempre foram meu forte.
Sentia a água escorrer por meu corpo, estava frio e tudo que eu queria era ficar deitada, vendo um filme a tarde toda. Saí do banheiro com a toalha enrolada em meu corpo, ouvi assobiar brincalhão no corredor, que estava ao seu lado, o encarou e logo ele riu e deu um beijo em sua testa. Os dois eram fofos juntos.
Abri meu guarda-roupa, coloquei um blusão de frio azul qualquer, uma calça de moletom e calcei, novamente, minha pantufa em forma de girafas. Deitei na cama e então alguém bateu a porta. , e apareceram.
– Gatinha, tá muito mal? – pediu.
– Só ressaca, vocês sabem. Já estava meio gripada com a mudança de clima entre Verão-altamente-calor-dos-infernos do Brasil e Inverno-altamente-frio-dos-diabos da Inglaterra, e ai só piorou. – falei forçando uma risada.
– Falando em ressaca, alguém sabe o porquê de ter uma cenoura na minha boca hoje cedo? – pediu rindo. Tentei pensar em uma solução para aquilo, mas a última coisa a qual lembrava era eu bebendo um drinque e sorrindo me encarando.
. – sussurrei o nome dele para mim mesma.
– O que? – questionou. Droga de ouvido bom.
– Nada – disse.
– Aham – ela falou fingindo acreditar – Precisamos conversar tá, gatinha? – ela disse – Como assim o , ? Como eu não vi? – ela riu fazendo uma cara de desespero.
– Verdade! Todos os detalhes agora! – falou.
– Eu, eu... – gaguejei – É, eu e já nos conhecíamos. Lembram do Festival de Rock de 2006? – pedi.
– Espera! – falou coçando a cabeça – McFLY! Ele é o garoto da banda que cantou para você! – ela concluiu.
– Sim. – falei.
– Mas ele só cantou, quando foi que vocês se beijaram? – pediu.
– Foi quando a tava com aquele Lorenzo, e você , saiu para ficar com alguém que até hoje eu não sei quem era – falei e me encarou sem jeito. – Enfim, foi aí que fomos tomar sorvete, acabamos nos perdendo e... – expliquei a história para elas, após isso contei que havia topado com ele no hospital e no aeroporto também.
– Ah, o é fofo assim? – pediu rindo. – Cuidado , vou te roubar. – ela riu.
– Nem se ele fosse meu, né? – respondi, com a cabeça latejando.
, e agora? – pediu.
– Agora o que? – a olhei com o olhar meio distraído.
– Ele sabe que você lembra dele. – ela disse.
– E ele lembra de você. – complementou.
– Eu vou fingir que nada aconteceu, ué.
– E você vai conseguir? – questionou.
– Provavelmente não – ri – Mas vale tentar.
– Por que vocês não ficam? – pediu.
– Eu, eu – gaguejei novamente – Sei lá.
– Sei lá não é resposta – falou.
– Por que você não fica com o ? – pedi a ela.
– Por que eu não gosto dele – ela falou fazendo cara de estranheza.
– Isso mesmo, eu também não gosto do .
– E eu acredito em dinheiro caindo do céu. – falou irônica.
– Nhac! – dei um tapa em sua testa e corei.
– Hey! – ela gritou – Não é porque estou sem cara de zumbi que significava que estou sem dor de cabeça – ela riu e eu mandei um beijo no ar.
– Já que todos estão aparentemente melhor, vamos ao shopping? – pediu. – Os meninos já toparam.
– Claro. – e falaram juntas.
– Hm, eu não vou não. Minha cabeça ainda dói um pouco. Mas vão, se divirtam e comprem presentinhos para mim. – disse rindo.
– Você vai ficar fazendo o que em casa? – pediu.
– Vou ver um filme lindo e então irei chorar até cansar. – falei rindo.
– Tudo pensando no ! – falou apertando minhas bochechas.
– Ha, ha, ha! – fingi uma risada.
– Vamos nos arrumar, meninas, e deixar a sonhando – falou abrindo a porta para saírem, eu taquei uma almofada em sua cara e ela riu. Logo após isso deixaram o quarto.
Já era meio-dia e eu me sentia perdida no tempo. “ lembrava” - Essa era única frase que não conseguia sair da minha mente no momento. O que fazer agora? Pedir ajuda para as meninas? Ver com algum dos garotos se ele gosta de mim? – Não, não! Isso vai parecer muito infantil. Imaginem eu chegar com uma cara de criança pedindo doce e perguntar “o gosta de mim?” Não, definitivamente não pedir nada para os outros meninos; Hum... Fingir que nada aconteceu? Conversar com ele? Dormir? Isso, dormir. Meus olhos fecharam com a maior facilidade do mundo.

Correr. Correr. Correr. Atrás de que estou correndo? Correr. Correr. Correr. E um buraco? Caí e lá dentro estava pelado. me abraçou e então... Começou a correr? O buraco era pequeno, mas tinha espaço o suficiente. Peguei bolinhos de chuva e comecei a tacar nele gritando “COXINHA, COXINHA”. – O quê?

Acordei. Preciso seriamente de um “sono terapeuta”, além de conversar enquanto durmo, meus sonhos são sempre ... Sem sentido? Resolvi descer, me sentia melhor e meu estômago agora pedia por comida. Estava sozinha na casa e com isso me senti a diva das divas. Peguei um som do e um cd que já estava lá começou a rodar enquanto preparava um misto. Não conhecia a música, mas era divertida. (n/a: se quiser coloque Met This Girl para tocar, UIA :*)

Well I met this girl, just the other day,
(Bem eu conheci essa garota ainda outro dia,)
I hope I don't regret, the things that I said now.
(Eu espero que eu não meu arrependa das coisas que eu disse agora.)
And when we're laughing, joking with each other now,
(E quando nós estávamos rindo e brincando um com o outro,)
I'm glad I met this girl.
(Eu estou feliz que eu conheço essa garota.)
She didn't walk away,
(Ela não fugiu,)
I think she was impressed and was having a good time,
(Eu acho que ela se impressionou e estava se divertindo,)
And when we're laughing, joking with each other,
(E quando nós estávamos rindo e brincando um com o outro,)
Spending all our time together.
(Passando todo o nosso tempo juntos.)

When she walks in the room my heart goes boom!
(Quando ela entra na sala meu coração faz boom!)
Ba ba ba ba ba da ba, [x2]
I tried to take her home but she said:

(Eu tentei levar ela para casa, mas ela disse:)
"You're no good for me!"
(“Você não é bom para mim”)

She's got a pretty face, such a lovely name,
(Ela tem um rosto bonito, um nome encantador)
I don't want my friends to see,
(Eu não quero que meus amigos vejam)
They might take her away from me,
(Eles podem tirar ela de mim)
She's one I won't forget, in a long long long time,
(Ela é a única que eu não vou esquecer, por um longo, longo, longo tempo)
Now I really want the world to see,
(Agora quero realmente que o mundo inteiro veja)
That she is the one for me.
(Que ela é única para mim)

When she walks in the room my heart goes boom – ouvi alguém cantarolando junto da música e então olhei para trás.
– Oi, – falei com as pernas, agora, bambas – Que susto. Tá ai há muito tempo?
– Da parte em que você começou a dançar em diante. – ele riu.
– Droga! – fingi drama.
– Por que não foi no shopping com as meninas? Ressaca? – pediu rindo. Obvio que era ressaca.
– Não. É por que eu amo dançar músicas desconhecidas enquanto faço misto – disse irônica.
– Oh, não precisa ficar bolada não, .
– Não estou bolada, é que meu humor oscila muito depois de uma dor de cabeça – falei, agora rindo.
– Percebi – ele disse rindo da minha cara e eu dei um tapa em sua testa. – A propósito a música não é desconhecida, é do McFLY. – Eu lembro do McFY, corei a memória. Argh, dá para minhas bochechas voltaram a cor natural, por favor?
– E você não foi no shopping por quê? – pedi, mudando de assunto.
– Eu ia, fui para casa ainda agora buscar umas coisas e quando voltei, todos já tinham ido. – ele falou.
– É, acho que eles saíram faz uns trinta minutos – respondi.
– Bem, então acho que eu vou.
– Vai onde? – pedi estranhando.
– Na verdade para lugar nenhum, acho que para casa, sei la, estou sem nada o que fazer. – ele respondeu sorrindo.
– Quer ver um filme comigo? – pedi rindo. Ah, o que tem demais em convidar, certo?
– Olha eu aceito, mas só se você fizer um misto desses para mim. – ele falou encarando a minha comida.
– Hey! Tira o olho, ! – ri e bati em sua cabeça. possuía uma cabeça boa de bater. Ok, estranho. Ri.
– Mas que filme vamos ver, Mademoiselle?
– Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuum – fingi pensar por muito tempo – Tem que ser de chorar – falei fazendo cara de bebê.
– Ah, que cuti-cuti – ele falou irônico apertando minhas bochechas.
– Idiota. – retruquei.
. – ele sorriu de lado. Sério. Impressionante como consegue me irritar às vezes.
– Argh! – bufei – Enfim, que filme veremos? Escolhe logo um antes que eu te expulse da minha seção super especial de filmes – disse rindo.
– O filme... Hum, vamos na locadora escolher.
– Com essa minha cara de sono e essa roupa de “oi, hoje não é meu dia”? Não mesmo. – falei rindo.
– Nhac, tá linda. – ele falou.
– Mentiroso – ri. Eu realmente não me sentia feia, mas e a preguiça deixava eu dar sequer um passo? “Sim, esse pecado capital me persegue. Às vezes sinto preguiça até de comer e de soltar pum. Acreditem” Ri do pensamento.
– Então troca de roupa logo e vamos. GO, GO, GO! – ele disse imitando um técnico bravo.
– Eu não, prefiro me passar por Samara Morgan do que trocar de roupa nesse frio.
– Falando em Samara Morgan, dá para a gente não ver filmes de terror? – ele falou fazendo cara de gay.
– Eu – disse - que – vai – ser - filme - de - chorar. – falei devagar para que ele entendesse.
– Uai, eu choro em filme de terror. – ele confessou e começou a rir.
– Ok. Vamos logo, teu carro tá ai?
– Sim, lá fora. – ele disse e então saímos da casa.

Chegamos na locadora e estacionamos o carro.
, aqui tá cheio. Era melhor termos procurado um filme na TV. – disse fazendo cara feia.
– E eu perder a chance de mostrar que tenho uma belezura andando comigo? Não mesmo. – ele sorriu maroto.
– Tá falando de mim?
– De quem mais? Do sapato fedorento do que está dentro do meu carro? – ele continuou a sorrir.
– Olha, na situação que eu me encontro até o sapato do é mais atraente. – falei brincando.
– Acredite, não! Você tá linda e não cheira a chulé, agora para de cu doce e vamos logo entrar e escolher o filme.
– Tá, tá, seu mentiroso. – falei e então ele me lançou um olhar, sorri.

Entramos no pequeno local. Ficamos rindo enquanto observávamos caras estranhos entrando na seção “proibida”.
– Já fui lá também – falou tirando onda e rindo.
– Você é um garoto estranho – disse.
– Estranho bom ou mal? – ele pediu me encarando.
– Estranho igual esses caras aí – apontei para um homem que saia de lá e então ri. – Hey! Eu tava brincando.
– Aham, sei. – disse fazendo língua e rindo.

A locadora era bem antiga, brincamos de nos esconder um do outro entre as prateleiras e eu fiquei com medo de ser esmagada por umas delas.
– Oi – um menino falou enquanto se escondia por ai. Virei-me e olhei para o garoto que tinha cabelos ondulados, um nariz vermelho e um bigodinho de trocador, isso sem falar dos filmes pornôs que ele carregava - acredite, eram muitos.
– Ei – falei sorrindo amarelo, meu pior sorriso amarelo até hoje. O que esse asqueroso quer comigo? Sério. Ele me lembrava meu antigo professor de português. E C A.
– Queria apenas contar-te que você me faz querer calibrar meu joystick sem os últimos drivers – ele falou e então tentou piscar. Acabou soltando uma risada nasalada no fim da frase.
– O quê? – pedi fazendo cara de “WTF?”. Sério, não entendi nada depois do “me faz querer”.
– Cara, você precisa aprender cantadas melhores. Ainda mais se for tentar roubar a namorada de outro – disse aparecendo atrás de mim. Ele pegou na minha mão e me abraçou. Corei e meus dedos formigaram. A tá, agora ele ia fingir que era meu namorado. Vou admitir que gostei da ideia, ele era quentinho.
– Ah, de-de-de-desculpa – disse o garoto estranho, que aparentava ter 16 anos. “Isso aê , bota medo mesmo!” pensei. Cinco segundos depois o tal menino já havia desaparecido.
– Tem certeza que eu sou estranho igual esses caras aí? – pediu rindo.
– Talvez um pouco mais. – zoei com sua cara e então mostrei língua.
– Mas você anda comigo. – ele riu – Aposto que não andaria com esses carinhas ai – disse bagunçando meu cabelo.
– HEY! – falei batendo, mais uma vez, na sua cabeça.
Continuamos nossa procura por filmes. Era divertido estar com . Depois de muito ler sinopses resolvemos ouvir a velhinha que estava lá e acabamos escolhendo The Last Song. não havia soltado minha mão ainda e eu não reclamava. Era... Confortável.
Voltamos para casa, estar porta adentro era tão bom! Corri para o sofá e me estiquei.
– Cadê um espaço para mim? – pediu fazendo cara de dó.
– Tem mais sofás – falei rindo.
– Mas só uma garota – ele respondeu e eu joguei uma almofada em sua direção.
– Sai, ! – falei rindo enquanto ele me tacava mais, mais e mais almofadas. HEY!
Passaram-se quatro minutos quando caí no tapete com ao meu lado.
– Odeio guerrinhas! – falei exausta, ele se virou para mim e ficou me encarando. – É o que? – pedi rindo tímida.
– Nada – ele abaixou a cabeça.
– o encarei – Se você pensou coisas ruins de mim a culpa não é minha. Fazer guerrinhas é pedir para admirar meu cabelo despenteado.
– Não – ele riu. – Seu cabelo é cheiroso. É que ...
– É que o que?
– É que você tem o mais maravilhoso...
! – gritei ao imaginar o que ele diria.
– ...sorriso. – ele concluiu sorrindo – Calma , to vendo que você acha que eu sou pervertido mesmo. Mas se bem que não posso negar que seu bum...
! – falei repreendendo-o novamente e rindo. – Mas obrigada.
Passamos alguns segundos só deitados, ouvindo a respiração um do outro. Que lugar calmo, se estivéssemos no Brasil meus vizinhos estariam ouvindo Calypso (vulgo: voz do inferno) ou cantando coisas como “Eu quero te possuir, quero você todinho para mim”.
– Meu sorriso é mesmo maravilhoso? – pedi quebrando o silêncio.
– E eu mentiria? – ele pediu.
– Mas por que ele é?
– Você não é o tipo de garota que possui só um sorriso, você possuiu vários. Até suas caretas conseguem parecer sorrisos e o modo como seus olhos quase fecham quando você fica envergonhada é... – ele interrompeu sua fala e então virou-se novamente para olhar em meus olhos. – – ele acariciou meu rosto e então se aproximou, tão próximo que ardia, tão próximo que entorpecia, tão próximo. Faltavam poucos centímetros para nos ... Para nos beijarmos. Virei meu rosto ao sentir seus lábios quase tocarem os meus. Eu queria, eu sentia meu sangue pulsar e meu coração gritar “VAI”, mas é... Sinceramente não sei.
– Acho que não estou pronta – falei e sorri tímida.
– Não tem problema – ele sorriu e deu um beijo em minha testa.
– Enfim, acho que devemos assistir o filme logo. Senão os meninos voltarão em um momento triste em que você estará chorando e irão te zoar para o resto da sua vida. – falei tentando quebrar o clima que havia se formado.
– Hey, mas quem disse que eu vou chorar? – ele mostrou língua.
– Quem disse que não vai? – pedi rindo e tentando ignorar os pensamentos em minha cabeça. Será que o que ele disse era totalmente sincero? Colocamos o DVD e começamos a assistir.

– Você é a mamãe nunca pensaram em voltar?
– Sua mãe está prestes a se casar.
– E daí? Você casou com ela primeiro.

, pausa aí. Preciso fazer xixi – falou e eu comecei a rir enquanto o olhava andar se segurando.

Continuamos a ver o filme e eu cantarolei “When I look At You” algumas vezes juntamente da Miley. sorria e me lançava olharas que significavam “você não canta bem, sabia?”.
“Lindo, Lindo, Lindo” é tudo o que tenho a comentar sobre The Last Song. Faltavam uns 40 minutos para o final do filme e já só se viam olhinhos vermelhos, tentou esconder-se por de baixo das almofadas, mas eu já havia visto as lágrimas. O sofá que eu me encontrava estava encharcado então caminhei até o que estava e me sentei do seu lado o empurrando para o canto. Ficamos em silêncio, ele me abraçou e eu me encolhi em seus braços. Não sei por qual motivo, mas me senti protegida.
O filme acabou, os créditos passavam e continuávamos calados.
, quando eu não voltei no outro dia, depois daquela noite não foi porque eu não queria, mas eu era um idiota e esqueci de pedir seu endereço e celular, mas eu não sou mais ass... – ele dizia então o interrompi.
– Você quer tentar novamente? – pedi me referindo a tentativa de beijo que aconteceu a um tempo atrás, mas também me referindo a tudo.
– Tentar o que? – ele pediu, olhei em seus olhos , me aproximei e então me puxou para um beijo. Era lento, com toda a paciência do mundo. Podia sentir minhas mãos aquecidas pelas dele, nossas bochechas molhadas se encontravam e isso me fazia sorrir internamente.
, o que você acha de...
– Shi. Só vamos aproveitar. – disse sorrindo.

’s P.O.V.

– Shi. Só vamos aproveitar. – ela falou me interrompendo mais uma vez. Fechei meus olhos e a beijei novamente. Esse era definitivamente o começo de algo novo. Algo... Incrível. Ela interrompeu o beijo e sorriu.
– Esse definitivamente é o seu melhor sorriso.

’s P.O.V. OF

Continua...

N/a: OOOOOOLÁ (: como vão, suas lindas? Ultimamente estou tão feliz que dói :D Acho que dançaria até funk se me pedissem Q ok, não.
Esse capítulo é um dos que eu mais gostei e queria de saber o que vocês acharam? Se ficou muuuito ruim é só mentir ok =P brincadeira.
Enfim, espero que vocês gostem!

Ah, btw, parabéns para minhas amigas lindas que fazem aniversário esse mês e muuuuito obrigada pela paciência, Any Chuchu (:

Um beijo caliente achocolatado (uuui) q
Xx @annacll