I Hate You

escrita por: Beli
betada por: Carolis
revisada por: Japeka


Cap. 1

- Ai! Eu não acredito que vou morar sob o mesmo teto que o ! - falou emburrada ao entrar numa casa carregando uma mala quase do seu tamanho.
- Ei, você vai estar morando na casa da sua melhor amiga, lembrou? - perguntou ajudando-a à subir as escadas com a mala. - Era isso, ou ir para África do Sul com seus pais.
-Nossa! Nem me fale. Eu juro que não sei o que eles têm na cabeça. Ficam mudando de país como quem muda de carro! Acho que o lugar onde passei mais tempo foi aqui.
- Quatro anos... Ai sua guria! Juntas há quatro anos! - disse rindo - Uma eternidade.
- Uma eternidade foi subir essas escadas com essa mala - falou jogando-se na cama. - Adorei o quarto que vocês separaram para mim.
-Pois é, sempre é bom comprar uma casa com um quarto a mais que o necessário. - riu a amiga. - E o melhor: fica ao lado do meu.
- E em frente ao meu - disse uma voz masculina aparecendo na porta do quarto. - Por isso, parem de falar alto.
-Não estamos falando alto ! - rebateu rispidamente.
-Estão sim! - começou o rapaz.
- , deixa de se preocupar com o volume auditivo da nossa conversa, e vai ligar chamando o resto do pessoal para cá. Vamos aproveitar que nossos pais saíram de férias e vamos animar essa casa! - disse com um sorriso maroto no rosto.
-Certo. Mas só vou porque preciso rever a letra de uma música com os garotos. - falou saindo do quarto.
- Já vai tarde - disse em alto e bom som, fazendo o garoto bufar enquanto descia as escadas.

Eles sempre foram assim desde que a garota que acabara de chegar do Canadá e entrou em sua escola. nasceu no Brasil, mas já havia morado em outros cinco países graças ao espírito aventureiro dos pais. Logo no primeiro dia, fez amizade com , e , que por sinal, era irmã gêmea de , que era amigo de , e , que namorava com . Tudo um pouco complicado, mas que com o tempo se tornou uma grande amizade, a não ser por um único detalhe... e se odiavam desde o primeiro olhar. Ou talvez nem tanto assim, mas isso é coisa lá para frente (N/A: Vão ficar curiosassssssssss).
Uma hora depois estavam todos na sala, na maior bagunça do mundo, só para variar.
- Ai! Sua chata! Preferiu vir para cá que ir lá para casa! - queixou-se jogando pipoca na amiga.
- Ai fofa, é que aqui tinha um quarto sobrando e na sua casa não - disse abraçando a garota - Mas você sabe que eu te amo.
- Sei, sei... - riu tentando se soltar da amiga.
- Ah, mas lá em casa também tinha um quarto sobrando e você não quis ir - foi a vez de fazer manha.
- Mas isso é outra história... Não podia ir para sua casa porque a me mataria já que eu não resistiria morar com um gostoso desses - disse com palhaçada, mas fazendo corar subitamente.
- como você sabe que o é gostoso, já provou? -perguntou entrando no jogo. Ela, e tentavam fazer admitir que gostava de a séculos.
- Espera ai... - chegou perto do amigo e deu uma leve mordida na sua bochecha, causando muita risada, um olhar sexy do garoto, uma cara amarrada de , e um olhar invejoso de .
-Ok. Vamos parar com essa macaquice e começar o filme de uma vez - disse levantando e pegando o dvd.
-Certo, mas espera que eu vou pegar mais pipoca na cozinha - falou saindo da sala.

Quando ela voltou estava deitada no tapete com , e estavam em um sofá, e pareciam ter sumido e só restava um lugar... No outro sofá, ao lado de . emburrou, mas não tinha outra escolha. Colocou a tigela de pipoca no tapete e sentou ao lado do garoto que ocupava mais da metade do sofá, esparramado.
- , dá para você sentar direito? - queixou-se a garota após alguns minutos de filme.
- Eu cheguei primeiro, posso sentar como quiser - disse ele rindo vitorioso por ter conseguido incomodar ela.
- Ai seu egoísta! Não custa nada você ficar sentado como gente.
- E não custa nada você ficar quieta e me deixar ver o filme.
- Estúpido! - resmungou ela.
- Tagarela! - disse ele aumentando o volume da tv.

Já estava de noite e a única luz que se via na sala vinha da televisão. Todos estavam em silêncio profundo. A única coisa que conseguiu com que eles se calassem era filme de terror... De repente um vulto... A porta rangendo e...
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh! - as meninas gritaram em coro e só foi perceber depois, que segurava fortemente o braço de .
- Ai... desculpa . - falou ela se afastando rapidamente para o outro extremo do sofá.
Ele não conseguiu pensar em nada. Apenas balançou a cabeça afirmativamente... Que sensação estranha.
- Nunca mais vou conseguir dormir sozinha - falou que só apareceu na sala na metade do filme.
- Não se preocupe linda, eu fico com você. Te protegendo. - falou abraçando a namorada pela cintura.
- Se eu fosse você, agora mesmo que eu teria medo - riu que logo em seguida foi acertado por uma almofada lançada por .
- Nem acredito que semana que vem já temos aula... Oh derrota (N/A: Frase viciante by Feh) – disse que estava com a cabeça no colo de um muito feliz.
- Pense pelo lado bom, estaremos no último ano e vocês serão as amigas dos membros da melhor banda que aquela escola já viu!– disse estufando o peito.
- Vai sonhando – disse lhe jogando uma almofada.

Pronto. Tinha se iniciado uma verdadeira guerra de almofada pela sala. Um se jogando por cima do outro, o resto da pipoca que tinha sobrado se espalhou rapidamente pelo chão, e após alguns minutos todos estavam no tapete rindo como idiotas.
- Ok crianças. Estou com fome – falou se recuperando.
- Falou tudo xuxu – disse . – Meu estômago está roncando.
- Eu e os garotos vamos lá para cima rever a letra de uma música e vocês meninas preparam algo para o jantar. – disse se levantando.
- Ei! Por que nós fazemos o trabalho todo enquanto vocês se divertem?- perguntou .
- Não vamos nos divertir, vamos trabalhar. – respondeu já subindo as escadas correndo.
- Ah... , você faz o meu sanduíche sem casca, sem mostarda e com bastante presunto. – disse parando nos primeiros degraus.
- Só se for no seu sonho! – respondeu a garota lhe lançando um olhar debochado e mandou beijinhos no ar antes de ir para cozinha, deixando vermelho de raiva.


Cap. 2

- Ai, que garota irritante! – disse ele entrando no quarto onde os amigos já estavam. – Vai tirando o pé de cima da cama .
- Nossa , que bicho te mordeu? – perguntou tirando o tênis.
- Um bicho chamado . – disse ele de cara fechada.
- Dude, vocês parecem crianças! Brigam por tudo! – riu . – Deixa disso. A é super legal.
- Sem falar que agora ela mora aqui, vocês vão se ver todos os dias. Na escola, em casa, nas festas... – falou enumerando nos dedos.
-Ok. Já sei que vai ser torturante, não precisa ficar me lembrando disso. – falou . – E vamos logo ver o que está errado nessa música.

- , só você ainda não percebeu que o está caidinho por você. – disse na cozinha.
-Ah gente... Tá nada. Ele está apenas brincando. Somos amigos. – falou envergonhada.
-Ai fofa, só você ainda não percebeu. – falou pegando o suco na geladeira – Só falta ele colocar um cartaz na testa.
- Sim, o que vamos fazer para comer? – perguntou cortando o assunto como sempre.
- Que tal sanduíche? – sugeriu já com um saco de pão de forma nas mãos.
- Não! – gritou pegando os pães e colocando de volta no lugar - Sanduíche não.
- Por que não? – perguntaram as três ao mesmo tempo.
- Porque... Porque... Estou com saudade do macarrão da ! – disse ela falando a primeira coisa que veio em sua mente.
- Mas eu achava que você não gostasse do meu macarrão. – disse surpresa.
- De onde você tirou isso? Adoro seu macarrão! – falou triste só de pensar que ia ter que comer a gosma da amiga.
- Tudo bem então. Vamos ajudar a a fazer o jantar. – disse finalmente.

- Achei que íamos comer sanduíche. – disse entrando na cozinha quase uma hora depois.
- Não. A quase teve uma crise quando falamos a palavra “pão”. Ela praticamente implorou pelo macarrão da . – riu .
- Desde quando você gosta do macarrão dela? – perguntou debochadamente.
- Não é da sua conta, . – respondeu ela lhe desafiando com os olhos.

A casa só foi esvaziar depois das duas da manhã, quando todos já estavam cansados o suficiente para ir embora. Eles estavam aproveitando os últimos dias de férias e a ausência dos pais dos gêmeos, que iam passar dois meses em uma viagem por toda Europa.
- Larga! É meu.
- Eu peguei primeiro.
- Não, eu cheguei primeiro.
- Solta isso, seu idiota.
- Idiota é você.
- Soltaaaaaaaaaaa!
- Não!
- Que barulho é esse? – perguntou esfregando os olhos no pé da escada.
- Ele quer ficar com o controle! – queixou-se que ainda estava de pijama.
- Eu peguei primeiro! – retrucou .
- Foi nada.
- Foi si...
- Parem! – gritou . – Ou os dois param de criancice e acabam com essas brigas ou eu paro de falar com os dois.
- Mas...
- Mas...
- Mas nada! Mais uma briga hoje e eu vou para casa de uma das meninas e deixo os dois se matando aqui.
- Se eu puder matar ela... Ta, ta... Já parei! – falou sobre o olhar furioso da irmã.
- Muito bem. O que você quer ver ?
- MTV.
- E você ?
- Bob esponja. – disse ele emburrado.
- Ai mano! Depois dessa só posso entregar o controle para ela. Nada contra o amarelinho, mas ninguém merece escutar aquela música logo que acorda. – disse entregando o controle para a amiga e deixando o irmão furioso.
Começou a passar um clip de Black Eyed Peas que particularmente gostava muito. A garota deu um pulo do sofá e começou a dançar no meio da sala.
“Droga! Ela tinha que estar tão hot com esse mini short? O que eu estou pensando? Ela... Ela... Ela é uma idiota isso sim!” balançou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos de sua mente.
- vem dançar também! – chamou .
- Opa, já estou aqui! – falou correndo até a sala.
As duas dançaram com muita animação para quem tinha acabado de acordar. ficou observando-as por alguns segundos, deu um sorrisinho tímido e foi para cozinha comer alguma coisa antes que pirasse ali.
- Eita seu guloso! Já está comendo! – disse rindo ao voltar para cozinha.
- Você sabe que horas são? - perguntou com a boca cheia de pão. – Já passa do meio dia.
- Vou usar o resto da minha tarde para arrumar as coisas no meu quarto. Ainda está tudo dentro da mala. – disse .
- Agora está explicado a falta de roupa. – disse olhando para as pernas da garota.
- Tá incomodado ? – perguntou colocando as mãos na cintura. - Fecha o olho!
- Sua...
- Já vão começar? – perguntou , que a essa altura já estava parecendo a mãe da casa.
-Humpf... – bufaram os dois ficando calados pelo resto do café-almoço.


Cap. 3

- Como eles estão se comportando? – perguntou ao entrar na sala seguida por .
- Acho que as coisas já melhoraram, pelo menos eles estão há mais de cinco horas sem brigar – falou sentando no sofá.
- Eu bem que falei que aqueles dois acabariam se matando se morassem juntos – disse não contendo o riso.
- Alguém sabe me falar o porquê de tanta implicância um com o outro? – perguntou .
- Pelo que me lembro eles sempre foram assim, não teve um motivo em especial – disse tentando lembrar do dia que conhecera a amiga.
- Meninas, o me ligou ontem à noite – disse ficando vermelha.
- E ai? – perguntaram as outras duas ao mesmo tempo.
- Ah... Não sei... Ele disse que tava gostando de mim... Mas...
- Já vi tudo – falou revirando os olhos – Vão ficar nisso por mais dois anos.
- deixa de besteira e pega logo o – disse fazendo as amigas rirem.
- Desde quando a Sra. fala “pegar”?- perguntou tentando parar o riso.
- E , você é a única que não pode falar nada – foi a vez de – O dá em cima de você descaradamente e você.... NADA.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Seu estúpido! – gritou do andar de superior.
- Estava demorando muito para ser verdade – falaram as três pulando do sofá.
- , eu vou te matar! – gritou correndo escada abaixo atrás do garoto.
- Por que toda essa confusão? – perguntou que acabara de chegar e se deparava com aquela cena sem entender nada.
- Esse idiota quebrou o vidro do meu melhor perfume – disse a garota vermelha de raiva.
- Eu já falei que foi sem querer – falou se irritando com os gritos.
- Ainda nega... - pulou sobre e só parou de bater nele, que por sinal ria do esforço da garota de fazê-lo sentir dor, quando a puxou pela cintura afastando-a do amigo.
- Calma , foi apenas um perfume – disse tentando acalmá-la.
- Era o meu predileto, tinha um valor sentimental, meu pai que me deu quando fomos a Paris – falou ela com raiva – Esse peste está tentando transformar minha vida num inferno.
- deixa de besteira, você sabe como o é desastrado. Deve ter sido acidente mesmo – disse fazendo a amiga sentar no sofá.
- Ah quer saber, você é uma histérica, não fiz nada de propósito e era apenas um perfume idiota – disse saindo de casa – Mas se você quiser, eu te mostro o que é o inferno – falou batendo a porta com força atrás de si.
- Ai, mas que ser desprezível esse seu irmão – falou tentando conter a raiva que estava daquele garoto.

e passaram a semana toda num acordo diplomático de silêncio, só falavam o extremamente necessário, causando irritação dos amigos e revolta de que estava servindo de pombo correio, ou como as fãs de HP preferirem, corujas para os dois.
Estavam os três em mais um jantar totalmente silencioso... Quer dizer... Quase silencioso.
- Mana, pede para sua amiga passar o arroz – disse olhando diretamente para , como se não estivesse falando com .
- diz para seu irmão que eu não sou surda – falou olhando diretamente para .
- Diz para sua amiga que eu não falo com pessoas histéricas.
- Diz para seu irmão que histérica é a tia.
- Diz para sua amiga que além de histérica ela é idiota.
- Diz para seu irmão que ele é o maior otário da face da Terra. - Diz para...
- CHEGA!!! – gritou levantando da mesa – Vocês dois estão me deixando louca! Eu tenho cara de pombo correio? Falem um com o outro e me esqueçam! – completou saindo da cozinha.
- – falaram os dois ao mesmo tempo indo atrás da garota.
- Vou dormir na casa da , boa noite para vocês – disse ela batendo a porta de entrada.

Os dois passaram longos minutos parados sem saber o que fazer. sempre era calma e nunca faria isso, não até aquele momento.
Depois de minutos de total silêncio resolveu falar.
- Não fico aqui com você por nada – disse saindo rumo a porta de entrada – Tchau .
- Ótimo – disse – Mas, vai para onde se a casa mais perto é a da e a já foi para lá?
- Não sei, mas não vou passar a noite sendo atormentada por você – disse a garota abrindo a porta.

desceu os primeiros degraus e chegou na rua escura , já era noite e um vento frio parecia cortar seu rosto.
- Droga, por que não trouxe um casaco? – falou a menina baixinho, passando as mãos pelos braços gelados na tentativa de aquecê-los.
- Porque você é burra? – disse uma voz atrás dela.
- Nem fora da sua casa você me deixa em paz, ? – perguntou sem olhar para o dono da voz.
- Deixa de besteira sua louca, você não tem para onde ir e está frio demais aqui fora – falou ele puxando-a pelo braço para mais perto de si.
- Me solta garoto – disse ela finalmente olhando em seus olhos.
- Entra vai, não quero ninguém congelado na minha calçada – falou ele rindo – Você está gelada.
sentiu a respiração do garoto no seu rosto, era a única coisa que estava lhe aquecendo. Ela foi chegando perto dele, analisando seus olhos, seu rosto, mais perto, quando finalmente parou na sua boca rosada, parou e sussurrou no seu ouvido. - Quem chegar por último é o loser! – disse ela correndo até a porta, deixando um arrepiado e com cara de bobo no meio de uma rua escura.
- Loser, loser, loser... – cantarolava ela dançando quando o garoto entrou na sala.
- Acho que deveria ter te deixado morrer congelada – riu indo até a cozinha.
- Já vai comer ? Acabamos de jantar.
- Vou preparar algo quente – respondeu ele – E eu não pude terminar de jantar... Você não deixou.
- Olha quem fala... Você começou toda a briga, quer dizer, todas as brigas são iniciadas por você.
estava morrendo de frio desde que saíra de casa usando um mini short e uma blusinha, então resolveu subir até seu quarto para pegar um agasalho, mas acabou se rendendo ao edredom quentinho e dormiu tranqüilamente, sem se lembrar do garoto que a esperava no andar inferior.
- ? – perguntou ao chegar na sala com duas canecas nas mãos– ? – subiu as escadas devagar e se deparou com a porta do quarto da garota aberta.
- Você se finge de forte, mas parece uma criança – disse ele baixinho, ajeitando o edredom sobre o corpo dela que se encolheu como em sinal de agradecimento.
- Droga, por que estou te achando tão hot ultimamente? Só posso estar ficando doido– chegou perto de , passou a mão sobre seu cabelo quando finalmente acordou do pequeno transe, sussurrou um “boa noite” e saiu apressado para seu quarto antes que fizesse algo que poderia se arrepender depois.


Cap. 4

- Acordaaaaaaaa , acordaaaaaa! - falou puxando seu braço sem muito sucesso.
- Hum... – falou ele numa tentativa de resposta.
- Anda seu preguiçoso, levanta! Hoje tem aula! – gritou se arrependendo depois já que piorara sua dor de cabeça.
- O que???– pulou da cama se enrolando no edredom e caindo no chão, levando junto a garota.
- Ai seu idiota! Nunca mais te acordo nessa vida – disse ela tentando sair de baixo do garoto – Anda! Está esperando o que? Uma intimação para ir para a escola?
- E a ? – perguntou ele levantado deixando a mostra seu corpo coberto apenas por uma boxer verde musgo.
- Ham... Deve ter esquecido da gente e ido com a – respondeu ela sem conseguir tirar os olhos do rapaz.
- Então vamos logo, o que você está esperando? – falou puxando-a pela mão para que ela ficasse de pé novamente.
- Olha quem fala, passo meia hora tentando te acordar e você agora quer dar uma de responsável? – riu ironicamente caminhando até a porta.
- Ai, começou cedo hoje – resmungou ele vendo a menina entrar no banheiro - ela só pode está querendo fazer graça.

Depois de uma briga pela demora da garota no banheiro, outra briga pelo café da manhã demorado do garoto e mais uma briga por... Por nada só para brigarem mesmo já estava esperando na frente do carro e um tanto impaciente pelo adiantar da hora, ele não podia levar suspensão no primeiro dia de aula, isso seria demais.
- Aí está a senhora pontual! – disse ele entrando no carro – Achei que só íamos ver as aulas de amanhã.
- Ah cala a boca e dirige rápido – respondeu ela rispidamente. Aquele frio de ontem não a fizera bem, estava com uma baita dor de cabeça, daquelas que só se tem depois de uma noite inteira na farra. Sem falar da dor no corpo, que a fazia querer estar na sua cama quentinha com um copo de leite ao lado.
- Finalmente chegaram! O sinal bate daqui a dois minutos – disse vendo os dois virem correndo em sua direção.
- Culpa dele(a)! – falaram juntos e ofegantes por causa da correria até os amigos.
- Achei que vocês não viriam hoje – disse se juntando ao grupo sendo seguida por e .
- Se eu não tivesse acordado a tempo, não viríamos mesmo fofa, você conhece o irmão que tem.
- Nossa! Logo cedo e vocês já estão nesse clima de guerra – riu ao chegar dando uma olhada significativa para que apenas sorriu.
- Realmente galera, hoje é nosso primeiro dia de aula no terceiro ano, vamos aproveitar – falou abraçando pela cintura fazendo os amigos rirem, aqueles ali não tinham mesmo jeito, viviam nesse joguinho.
- Sim, mas vamos logo para sala se quisermos entrar – disse ouvindo o sinal bater.

Os oito foram andando entre os alunos até chegarem à sala, chamando bastante atenção dos colegas, principalmente do sexo feminino, que babavam os garotos dez do ano anterior, por causa da banda que já fazia sucesso nos bailes da escola.
- Voltando ao mundo real – disse colocando sua bolsa numa carteira na frente da de – As férias foram tão curtas...
- Nossa! Parece que foi ontem que saímos daqui direto para praia comemorar o início das férias – falou se sentando (lê-se “se jogando”) na carteira.
- Meninas, guardem o desânimo para vocês, pois nós estamos muito felizes com a volta as aulas – disse indo falar com umas garotas que estavam sentadas no fundo da sala.
- Ei! Seu egoísta, lembra dos amigos – falou indo atrás.

até que tentou ir, mas um simples olhar de fez ele se sentar novamente ao lado da namorada e estava na porta da sala falando com uma garota do segundo ano.
- Ai que raiva do , um dia ele me liga e eu penso que está tudo dando certo, no outro ele vai correndo atrás de qualquer par de pernas – disse olhando com raiva para uma loira que jogava todo seu charme para o rapaz.
- E olha o ali, está até babando – falou com raiva.
- Mas o seu caso é diferente , o é louco por você e a senhorita... "NADA". - falou se metendo na conversa.
- Aewwwwwww, pela primeira vez na vida o se meteu num assunto para falar algo inteligente. - falou desviando o olhar de , ai como aquela garota a irritava.
- Ei sua chata, eu sempre falo coisas inteligentes – reclamou fazendo bico – Não é verdade ?
- Ai fofo... Sabe de uma coisa... Prefiro sua boca ocupada em outra tarefa – disse ela puxando o garoto para um beijo, causando vivas gerais da turma.
- Ok, ok, as férias já acabaram, todos nos seus lugares – disse o professor de história entrando na sala – O Sr. aí, desgruda da menina antes de tirar a alma dela pela boca. Sr. deixe a Sra. Megan voltar para sua sala e Sr. Branw saia de cima da mesa.
- Vai começar tudo de novo – falou desanimada.
- Ô derrota... – completaram as amigas rindo.

Os horários seguintes se arrastaram lentamente, causando profunda irritação nos alunos que quase dormiam sobre os livros, por isso quando o recreio chegou todos saíram correndo para o pátio.
- , , me leva de cavalinho para o pátio? – pediu fazendo cara de criança.
- Você está ficando muito folgada hon – falou o garoto rindo.
- Ah, me leva vaaai.
- Deixa que eu levo – disse um rapaz alto, com o corpo atlético, cabelos escuros e belos olhos verdes – Sobe ai .
- Valeu Chris, pelo menos alguém aqui liga para mim – disse a garota dando língua para e tchauzinho para as amigas.
- Segura ai menina que lá vamos nós – disse Chris rindo ao ouvir os gritinhos da garota. - O que aquela louca faz pendurada no sr perfeição ali? – perguntou vendo os dois saírem da sala.
- É que a pediu para o carregá-la até o pátio, mas ele ficou enrolando, ai o Chris se ofereceu – disse saindo da sala sendo seguida pelo irmão.
- E ela tinha que aceitar? Que absurdo, ser levada da sala nas costas de um estranho qualquer – disse com raiva.
-Ai mano, desde quando o Chris é estranho? Eles quase tiveram um rolo ano passado – falou fazendo o irmão sair pisando fundo em direção a umas garotas, deixando a coitada sem entender nada.
- Ai valeu pelo passeio Chris – agradeceu descendo das costas do rapaz – Foi muito divertido.
-Imagina , não me custou nada e não foi nenhum sacrifício – falou ele dando seu melhor sorriso "colgate total 12" – Você não quer lanchar comigo hoje?
- Hum... Tenho uma idéia melhor – Vamos lanchar juntos, mas com meus amigos, vai ser uma experiência... digamos que divertida para você.
- Ai, o que eu não faço por você, menina? – disse Chris seguindo a garota até uma mesa onde os outros já estavam sentados.
- Pessoas um minuto da atenção de vocês, hoje o Chris aqui largou os amigos dele e veio nos dar a honra de sua presença na nossa mesa – disse sentando ao lado de .
- Senta ai dude, só por você ter trazido essa coisa nas costas, já merece nossos parabéns – falou rindo – Me livrou de uma.
- Seu chato, eu não sou coisa – reclamou dando língua para o amigo que revirava os olhos.
- E ai Chris? Como foram suas férias em Nova York? – perguntou distraída enquanto tentava abrir seu pacote de biscoito. - Foi tudo bem, adoro aquela cidade, muita correria, animação, me deixa mais agitado, sem falar que já deu para tomar conhecimento de algumas empresas do meu pai - respondeu ele empolgado.
- Nossa está ai um cara que vai ter futuro – riu batendo no ombro do outro – Por isso que eu não servi para nada além da música. - Gente essa aqui é a Megan, ela vai passar o resto do intervalo com a gente – disse chegando na mesa acompanhado por uma garota do segundo ano e só depois reparando na presença de Chris , o que lhe fez torcer o nariz.
- Eita! Que hoje nossa mesa está disputada – brincou – Esse ano promete.
- Somos pop’s hon – disse fazendo os outros rirem.

Por falta de cadeira, Megan sentou no colo de , o que gerou risinhos marotos dos meninos com sussurros do tipo “ garanhão” e olhares furiosos de que achava aquilo muito atrevimento para uma guria do segundo ano.
Após o segundo comentário sem o menor nexo da ruiva falsificada já tinha terminado seu sanduíche e resolveu sair dali antes que enfiasse a mão na cara da idiota, que agora cochichava algo no ouvido de .
- Galera, vou dar uma volta, aproveitar o ar fresco para relaxar um pouco – falou levantando-se da mesa.
- Hey , vou com você , também quero dar uma andada por ai – falou Chris levantando rapidamente.
- Tchau – falaram todos, menos que estava ignorando a presença do garoto sem nem ao menos tentar camuflar sua falta de simpatia. E mesmo que quisesse, no momento estava ocupado demais rindo de alguma piada sem graça da garota que estava no seu colo.
- o que o tem contra mim? – perguntou Chris sentando no gramado ao lado da menina. - A pergunta seria: O que o idiota do tem contra mim hon? Nunca nos demos bem e agora morando sobre o mesmo teto as coisas estão piorando – falou ela tentando melhorar a situação.
- Nossa, nunca achei que ele fosse assim, tão imaturo. Esse negócio de briguinhas é coisa de criança meu, achava que ele era mais maduro.
- Nossa hon, no dia que ficar maduro vai nascer criança de repolho –falou ela rindo.


Cap. 5

- Ai! Estou acabada – disse entrando em casa, jogando sua mochila no chão e se jogando no sofá de uma vez.
- Vou ver o que tem na cozinha para comer – disse indo até o cômodo ao lado – Estou morrendo de fome.
- Grande novidade, você vive com fome – falou subindo as escadas – Vou tomar um banho e já desço para o almoço, faz alguma coisa ai.
- Tudo sobra para mim nessa casa – reclamou – Quero ver se eu saísse por alguns dias. Vocês morreriam de fome.
- Ai , não grita assim que minha cabeça está em pane, quase para explodir – disse tirando o tênis e jogando em qualquer canto da sala.

- Hum que cheirinho bom – falou entrando na cozinha apenas de bermuda minutos depois – O que é?
- É a receita que vai revolucionar a cozinha dos grandes restaurantes franceses, mano. Se chama “comida congelada de microondas” – riu colocando três pratos na mesa – Agüenta ai que eu vou chamar a .
- Ok, só não espere que eu não comece a comer, porque ai é abuso.
- Ai seu folgado, eu faço a comida, me esmero preparando uma coisa tão sofisticada e você nem me espera para comer? – rebateu a irmã se fingindo de muito revoltada.
- , acorda menina, almoço – chamou enquanto cutucava a amiga– levanta coisa antes que o coma tudo.
- Ai vai indo, estou com preguiça – resmungou a outra virando para o outro lado no sofá.
- , você com preguiça de comer? – disse preocupada – Você está bem, fofa?
- To, to, vai lá antes que o brutamonte do seu irmão não deixe nada.
- Ok, ok. Você quem sabe, só não vem reclamar se o comer seu prato.
- A garota não vem não? – perguntou entre garfadas.
- Não, disse que está com preguiça – falou – Para mim ela pegou uma baita gripe, estou até achando ela morna.
- Frescura mana, frescura.
- Ai para de implicar com a , achei que vocês já estava se dando melhor.
- Com aquela ali? Nunca!

Já se passava das quatro horas quando , e chegaram para ensaiar algumas músicas no porão da casa dos . Como de costume foram entrando sem nem bater na porta e logo se depararam com uma dormindo esparramada no sofá.
- Hey cadê o povo dessa casa? – chamou – O povo que não esteja dormindo ainda com a roupa que foi para escola.
- Oi dudes – cumprimentou aparecendo na sala – Podem entrar, é que eu estava distraído revendo umas letras de música.
- onde a está? – perguntou com a cara mais inocente possível.
- Está no quarto dela – respondeu o amigo rindo – Sobe lá que a gente já está indo.
- Valeu – falou antes de sair correndo pela escada.
- O que a tem, dude?
- Preguiça - riu olhando a menina de cima a baixo - nada mais que preguiça.
- Ai como você é desnaturado , nem levou a menina para o quarto, deixou a pobre dormindo na sala – falou pegando a garota no colo e subindo as escadas.
- Você que está muito sentimental hoje – retrucou seguindo o amigo até o quarto de .
- , eu não acredito que você ainda não superou aquilo (N/A: ainda não vou falar, podem ficar curiosas mais um pouquinho ;] rsrsrsrsrrsrsrs e eu não sou má, só um pouquinho rsrsrsrrs).
- Realmente faz quatro anos dude, deixa de besteira, a gente bem que sabe que você, tanto quanto a gente adora a companhia dessa guria aqui – falou colocando na cama.
- Prontinho. Trabalho cumprido. Agora podemos trabalhar? – perguntou saindo do quarto da garota e entrando no seu próprio quarto.
- Ai, não sei por que não desisto de você. Seu cabeça dura – falou acompanhando o amigo. - seu tempo no quarto da minha irmã acabou – gritou – Vem já para cá!
...
...
...
- Deixa de ser egoísta e me dá um pouco de pipoca.
- Pode ir esquecendo fofa, esse restinho é todo meu e eu não vou dividir.
- Seu guloso, você vai morrer me pedindo pipoca e eu não vou te dar.
- Uau, a ameaçou, dude.
- Sim , vai mesmo botar mais lenha na fogueira?
- Ai se você pedir eu juro que boto mais fogo em outra coisa.
- Olha ai , maior investida na sua irmã.
- Ele não escutou , está voando em pensamento.
- !!!!!!!!!!!!!!!!!! – gritou o garoto novamente.
- Ham... ?

As vozes vinham do andar inferior, no inicio pareciam longe, mas foram ficando mais altas com o tempo. abriu os olhos com dificuldade e se deparou num quarto escuro, não se lembrava de ter subido. Levantou cambaleando, mas logo se equilibrou, já estava bem melhor, o corpo já não doía e a cabeça não parecia querer explodir a qualquer momento.
- Deixa , você não prestou atenção em nenhuma palavra que falamos durante toda a tarde – disse revirando os olhos .
- Estava pensando em que, mano? – perguntou – Tava tão longe...
- Nossa!!!!!!!! O pensa!!!!!!!!!!!!! – disse fazendo todos rirem muito.
- Ah, a bela adormecida resolveu aparecer – falou ao ver a amiga no pé da escada.
- Vem para cá logo guria – disse chamando a menina para o sofá.
- Nem precisava chamar– se jogou de uma vez sobre o garoto que começou a gritar.
- Ela está bem, podem ter certeza... Aiiiiii menina me deixa respirar.
- Você que chamou hon – disse ela saindo de cima do garoto.
- Vai ver o filme com a gente? – perguntou .
- Ai deixa para próxima, vou tomar banho e comer alguma coisa... Bateu a fome – falou ela levantando do sofá – Volto depois bjus hon’s.
- Essa ai estava parecendo super mal há três horas atrás, agora nem parece – disse revirando os olhos .
- Sim, vocês vão colocar esse filme logo ou vão passar a noite falando da ? – perguntou irritado.
- Vixi, que esse está de TPM – brincou entregando lodo o dvd para que colocasse logo.
- , deixa eu deitar no seu colo? – perguntou com carinha de cachorro pidão.
- se você ainda não percebeu você já deitou faz tempo – riu passando a mão pelo cabelo do garoto que fechou os olhos para aproveitar melhor o momento.
- Ah, se o deita também tenho o direito – disse fazendo uma carinha marota e colocando a cabeça no colo de que ficou levemente corada.
- Vixi só sobrou o – disse que estava deitada no sofá ao lado de .
- Dude, acho que você está precisando de uma garota – falou antes do filme começar.

Cap. 6

-Bom dia, pessoas !!!!!!!!!! – falou entrando na cozinha onde já se encontravam seu irmão e sua amiga.
-Só se for para você, seu irmãozinho comeu todo o resto de cereal, o leite, e os últimos biscoitos... Não tem nada para a gente comer – falou irritada fuzilando o garoto com os olhos.
- , seu egoísta. Como a gente vai para escola sem comer nada? – perguntou se irritando também .
-Relaxa , ainda tem vitamina de banana na geladeira – falou o irmão tranquilamente, dando um leve sorriso pelo canto da boca.
-Pronto , ele não seria tão maligno de nos deixar com fome – disse tirando uma jarra da geladeira.
- você ainda não entendeu – falou quase pulando no pescoço de – Eu sou alérgica a banana e seu irmão sabe muito bem disso. Fez de propósito !!!
-Ai, tinha esquecido hon – falou vendo o irmão sair correndo da cozinha morrendo de rir
-Ai que um dia ainda te mato, !!!!! – gritou subindo as escadas correndo, mas já encontrou o rapaz trancado no quarto
-Deixa para lá , você come no intervalo, se ficar batendo nessa porta o não vai sair e nós não vamos para escola – disse para uma amiga frustrada e com fome– sai logo daí e vamos para a escola – completou se encaminhando para fora da casa – Vamos , deixa isso quieto .
-Você não paga para ver, idiota – falou assim que entrou no carro.
-Ai, eu já estou achando que ir para África com os meus pais não teria sido tão má idéia assim – falou enquanto esperava o horário bater junto com .
-O que foi que o fez dessa vez ? – perguntou a amiga que já estava se acostumando com as brigas mais freqüentes dos dois .
-Hoje ele comeu o resto de comida que tinha em casa, só deixando para mim vitamina de banana.
-Mas você não era alérgica a banana?
-Era não... Sou !!!! O queria me matar, ele sabe muito bem que perco até o ar se chego perto daquela coisa amarela .
-Nossa o está mesmo disposto a se superar no quesito, golpe baixo – disse .
-Bom dia, lindas! – falaram e , chegando perto das duas .
-Bom dia boys – responderam elas deixando o assunto anterior de lado .
-Sonhou comigo ontem ? – perguntou no ouvido de .
-Digamos que teria sido uma ótima noite – sussurrou ela em resposta fazendo o garoto rir
-Por que essa carinha triste pequena? – perguntou para .
-É cara de fome hon – disse ela forçando um sorriso .
-E por que nossa guria está com fome a essa hora ? – perguntou que já estava abraçado na cintura de .
-Hey dudes – disse se juntando ao grupo, sendo seguido por , e .
-Está ai o motivo em carne, osso e idiotice – falou pegando seu material que estava no chão e caminhando até a sala .
...
...
...
-Ok, ok, peguei pesado dessa vez, mas que foi hilariante, isso foi – disse durante a aula de química .
-Coitada da dude, ela podia ter tido um troço se tivesse tomado a vitamina por engano – falou vendo a menina quase dormir sobre o livro, sem dar a mínima atenção para aula.
-Assim vocês vão viver em pé de guerra - foi a vez de falar – Quando as coisas parecem estar melhorando você recomeça tudo novamente.
-Você conhece bem a nossa guria, ela não é de deixar passar em branco, não – riu .
-Ela é estressada, isso sim – disse olhando a garota pelo canto do olho – Mas tudo bem, depois falo com ela e peço desculpas.
-Vamos só ver se ela vai aceitar – disse mandando um beijo no ar para .
O resto dos horários que antecediam o recreio foram longos e tediosos. Os alunos se comportavam como em fim de ano, sem a menor vontade de aprender. e ficaram trocando bilhetes gays, dava umas diretas para , dormia profundamente, brincava com uma folha de papel, revezava seu olhar desatendo de para a janela e curtia sua fome.
-Hey, hey! - chamou vendo a garota se levantar para sair da sala juntamente com Chris.
-Que foi, ? – perguntou rispidamente .
-Preciso falar com você – disse ele vendo Chris se aproximar e colocar a cabeça no ombro da garota .
-Já está falando e se não tiver mais nada importante para dizer já vou indo, pois um certo estúpido me deixou com fome além de quase me matar essa manhã.
-Dá para você me ouvir por dois minutos antes de sair atirando pedras? – perguntou ele – E sem guarda costa, que não vou tentar te enforcar aqui .
-Chris, deixa eu falar com esse ser rapidinho – pediu dando um beijo na bochecha do garoto , causando ânsia de vômito em .
-Ok, então vou logo adiantando e comprando seu lanche – falou ele analisando o outro rapaz de cima a baixo, como se estivesse checando se poderia deixar a menina ali .
-Pega o dinheiro na minha bolsa – completou quando ele já ia se afastando
-Precisa não, hoje é por minha conta – falou ele saindo antes que ela pudesse falar mais alguma coisa .
- Ele já foi, pode falar e seja rápido e objetivo.
-Bem... Estive pensando... Nossa... É que...
-Fala de uma vez! – disse ela impaciente
-Desculpa ai por hoje cedo, não pensei direito – disse ele sem jeito .
-É muito fácil fazer as merdas e depois pedir desculpas, se bem que esse já está virando seu hábito .
-Você já vai voltar a esse assunto?
-Ai, quer saber ? Me deixa em paz! – falou ela virando para sair .
-Diz que me desculpa
-Vai me obrigar? – perguntou ela desafiante
-Não – disse ele olhando em seus olhos – Mas você vai mesmos assim – completou chegando bem perto da garota, fazendo com que ela fosse recuando, até que encostaram numa parede. Sentiu a respiração dela falhar com a proximidade e percebeu que a sua também estava do mesmo jeito, passou a mão por seu rosto e beijou o canto da sua boca antes de falar – Você já me desculpou, eu sei que sim. A vontade que ele sentia era de puxá-la de uma vez para um beijo, parecia que seu corpo era chamado pelo dela, aqueles olhos pareciam lhe dominar, era um sentimento mais forte que ele, mas antes que se deixasse levar, desgrudou da menina e saiu sem nem ao menos olhar para trás, deixando confusa o suficiente para sorrir do nada e ficar triste ao mesmo tempo.
estava totalmente desnorteado, não sabia o por quê de ter feito aquilo. Era uma coisa que não sabia explicar. Simplesmente tinha sido hipnotizado, seu corpo não o obedecia mais. Ele não podia gostar dela, não queria cair novamente naquela armadilha que já era sua velha conhecida. Andou entre os outros alunos sem prestar atenção em nada ao seu redor, até que avistou Megan sentada em um banco e foi logo beijando a garota, que apesar de não entender nada, estava adorando aquilo. tentava esquecer a boca de uma se entregando para outra.
- – chamou Chris assim que a avistou no pátio – Aqui está o seu lanche – completou entregando-lhe uma sanduíche natural e um suco.
-Obrigada fofo, você deve ter enfrentado a maior fila – disse ela tentando esquecer os últimos acontecimentos .
-Que nada, as garotas me deixaram passar. E mesmo se não tivessem deixado eu não me queixaria se fosse para você – falou ele com seu famoso sorriso Colgate total 12 .
- , corre vem ver – chamou após alguns minutos, o garoto já saia puxando com uma das mãos e agora puxava com a outra.
-Calma menino, deixa eu terminar de comer – falou ela rindo, tentando não derramar o suco .
-Ai você corre o risco de perder o espetáculo – disse agora que se acabava de rir .
-Não acredito – disse ao olhar a cena .
-Finalmente temos de volta o garanhão – riu – Ele estava meio para baixo, quieto demais.
-Que diria... A Megan – falou .
-Eu tenho mais o que fazer que ficar olhando o e sua nova periguete – falou sentindo uma raiva enorme tomar conta do seu corpo. Como assim ele quase a beijava e minutos depois estava praticamente engolindo a ruiva?
-O que deu nela? – perguntou sem tirar os olhos do mais novo casal.
-Ela ainda deve estar puta da vida com o - disse sem prestar muita atenção.

Cap. 7

O clima entre e ficou pesado durante os dias seguintes. Ele oficializou o rolo. Sim, rolo, ele não pediu Megan em namoro, e para se vingar e tentar esquecer o quase beijo, se deixava levar cada vez mais pelo charme de Chris que fazia de tudo para agradá-la. Os amigos notaram algumas mudanças na relação dos dois, que antes era cheia de brigas bobas e agora a situação mudara. Faziam questão de se provocarem para não dar o braço a torcer.
– Gente , eu acho bom passarmos um final de semana diferente, para ver se o clima melhora aqui – sugeriu que estava sentado no sofá da casa dos 's .
-Nossa! Achei que só eu tinha notado como os dois estão – disse se referindo ao irmão que estava no quarto falando com Megan pelo celular e da amiga, que tinha saído com Chris.
-Antes eles viviam brigando. Agora, quase não se falam, parecem estar se ignorando por completo. – disse .
-Para mim eles estão se gostando – falou fazendo todos caírem para trás .
- e ? – perguntou quase sem voz.
-Não dude, não pode ser – foi a vez de – Se bem que ...
-Se bem que o que? Sr. ? – perguntou
-O que vocês estão nos escondendo? – perguntou
-Nada meninas, besteira desses dois – disse lançando um olhar suspeito para os amigos – Vamos esquecer essa história. Eles que se entendam e se estiverem mesmo se gostando que larguem de frescura e assumam logo.
-É... Você tem razão. – falou após longo momento de reflexão.
-Que saber? Vamos sair um pouco. Estamos em uma sexta-feira à noite e não vamos morgar aqui nem por decreto! – falou levantando do tapete .
-Vamos numa lanchonete! Aquela que os garotos vão tocar semana que vem – sugeriu – Assim já vamos nos familiarizando com o local.
-Essa é a minha garota – falou beijando a menina e fazendo todos rirem.
-Ok, vamos lá casal ! – chamou que já estava saindo abraçado com a cintura de .
-Ninguém vai chamar o ? – perguntou que tinha uma feliz pendurada em suas costas.
-Deixa ele ai! Não vai nem notar nossa ausência. – falou – Está ocupado demais falando com a Megan – completou com uma voz melosa.
-A gente não presta! – concluiu rindo ao sair da casa .
já estava quase dormindo com o papo de Megan sobre as últimas tendências para o inverno, então resolveu dar uma desculpa qualquer para desligar o celular. Desceu as escada ainda sonolento, estranhando a ausência de barulho. Todo aquele povo junto não tinha como estar tanto silêncio.
-Alguém em casa? – perguntou sem obter resposta – Que ótimo! Saíram sem nem dar tchau. Que amigos... – resmungou indo até a sala. Iria sentar no sofá, mas uma coisa lhe chamou a atenção. Correu até a janela e ficou vendo a cena.
-Nossa Chris! Valeu pelo passeio, adorei o sorvete. – falou descendo do carro branco.
- Imagina linda, eu que agradeço a companhia – falou o rapaz também descendo do carro.
-Que entrar? – perguntou ela – Aqui fora está frio .
-Não, não quero arranjar mais problemas com o irritadinho do – falou ele puxando a garota para perto, deixando os corpos bem próximos – E quanto ao frio .... Eu te esquento.
-Sendo assim, não tenho como recusar – falou ela rindo. Chegou mais perto e colocou a cabeça no peito do rapaz que sorria bobamente, causando uma pontada no estômago de .
- ?
-Sim?
-Sempre gostei de você – falou Chris levantando o rosto dela com a mão.
-Sério?
-Nunca falei mais sério em toda minha vida – disse ele encostando a garota na porta do carro .
-Nossa! Não sabia...
- – interrompeu o garoto – Acho que esperei tempo demais... Então... Quer namorar comigo?
A garota ficou sem saber o que falar. Ela gostava de Chris, mas ele não fazia borboletas aparecerem no seu estômago, o que conseguia com apenas um simples olhar, mas por outro lado o outro já estava com Megan. E ela que não iria sofrer por um idiota mesmo. Olhou para Chris e a única coisa que conseguiu fazer foi beijar-lhe, resposta suficientemente boa. Chris passou os braços por sua cintura, puxando o corpo da garota pelo cós da calça jeans, enquanto ela passava as mãos por seu cabelo.

Cap. 8

entrou na casa e não percebeu nenhum movimento. Já ia subir as escadas para ver se os amigos estavam no andar superior, quando viu um garoto sentado no sofá olhando para uma TV desligada como se tivesse passando o melhor programa do mundo.
- , onde estão os outros ? – perguntou ela se aproximando -Ei! Terra para ! Estou falando com você! – tentou novamente se posicionando entre e a televisão - ! Que merda, estou falando com você! – disse irritada
-Você está na frente – disse ele apontando para TV.
-Está desligada , se é que você ainda não percebeu. Ou você não ouviu uma palavra do que eu falei, ou pelo menos não se deu o grande trabalho de responder.
-Faz alguma diferença eu te responder, ou não?
-Claro que sim. O que você tem?
-Eu? Nada. – disse simplesmente
-Quer saber? Se você quer ser louco, problema é seu. – falou a menina virando de costas.
-É melhor mesmo, vai ficar com seu peguetezinho, ele deve estar com saudade. – disse sem pensar
-Do que você está falando? – perguntou virando de frente – Ah, você está se referindo ao meu NAMORADO – disse quase soletrando a última palavra para provocar.
-Hã? Você vai namorar aquele engomado? – perguntou levantando em um pulo do sofá.
-Agora você fala... Que bom saber que ainda tá vivo. – falou subindo a escada.
-Ei! Não me deixa falando sozinho. – disse seguindo a menina
-Por que não? Você fez isso ainda pouco, comigo.
-É diferente...
-Diferente? Claro... Só se for para você , para mim é igual!
-Por que você está namorando aquele babaca?
-Não te interessa, ok? E quem é você para me cobrar alguma coisa?
parou por um minuto, ficou observando os traços irritados da menina, ela sempre ficava rosada quando se irritava, se ela queria brincar ele ia entrar no joguinho, mas entraria para ganhar.
-Sou o único que te faz sentir isso. – falou puxando-a para um beijo
No começo tentou se afastar, lutou para se soltar dos braços do menino, mas aos poucos suas pernas foram ficando mole e seu corpo não queria sair dali, seu coração estava na garganta e logo sentiu um arrepio por todo corpo a medida que o beijo ficava mais intenso.
-Agora você sabe quem eu sou. – disse se afastando e entrando no próprio quarto. Deixou uma totalmente confusa no corredor.

Cap. 9

-Prova? Agora que temos um mês de aula, e já temos prova? – perguntou quase tendo um ataque no recreio.
-Calma dude, nem eu estou nesse desespero todo. – falou tentando acalmar o amigo .
-Talvez pelo pequeno fato de você ter estudado e eu não. – respondeu dando um pulo do banco chamando a atenção de um grupo de garotas que passavam perto.
-Hon, dessa vez a culpa foi toda sua. Eu mesma te falei que hoje teria prova, você que não deve ter prestado atenção – falou com medo do amigo ter um treco ali mesmo.
- , sacanagem! Você falou na hora que o estava atirando uma bolinha de papel do cabelo da , por isso que ele não lembra. – disse fazendo todos rirem.
-Gente é sério, tô ferrado, prova de matemática e eu nem sei para onde vai o assunto. – disse o garoto em desespero.
-Me diz uma coisa dude, se você tivesse estudado entenderia? – perguntou
-Hum...
-Isso mesmo! Você continuaria sem saber para onde vai, a te poupou o trabalho de estudar para nada – completou recebendo um suspiro do amigo que já estava se conformando com a idéia de tirar zero.
-Relaxa , a gente se vê na reposição – disse batendo nas costas do amigo – Eu também não sei nada de matriz, para mim tanto faz ver a prova de cima ou de baixo... Vai dar na mesma .
-O zinho não sabe porque estava de beijinhos com a ruivinha Megan. – disse tirando imediatamente o sorriso do rosto de .
-Bem...
-Eita ... Mas fala ai, ela é boa? – perguntou – Porque sem querer ofender, ela é uma gata, mas é chatinha.
-Gente eu vou sentar com o Chris, nos vemos na hora da prova – falou levantando do banco e encaminhando-se até uma mesa próxima onde o namorado a esperava.
-Essa guria tá ficando cada vez mais sem noção. Onde já se viu abandonar um amigo em crise? – falou imitando voz de gay causando muita bagunça e comentários dos meninos do tipo " você quer ser meu namorado?"
Minutos depois estavam todos enfileirados na sala do terceiro ano, olhando para uma prova, que de tanta letra parecia até de português, e entrando em estado de desespero total e completo. (N/A quem nunca ficou assim na vida... Se não ficou sinto informar mas vai ficar hauahuahuaha)
-Hey ! Qual é a resposta da terceira? – perguntou aproveitando a distração do professor.
-Banana.
- não tem como ter dado banana. – disse incrédulo
-Eu sei... Mas eu quero comer uma banana. – respondeu o garoto rabiscando o desenho de uma banana na prova.
-Hey, ! Passa a primeira. – pediu
-Eu não sei dude... Peraí...– olhou para os lados e só avistou na sua frente– passa a resposta da primeira, ai.
-Eu não sei – sussurrou a menina visivelmente alterada por causa da prova
-O que?
-Eu não sei – repetiu ela
-Fala mais alto não tô entendendo...
-EU NÃO SEI, PORRA! – gritou a menina se estressando com mais uma conta errada.
- e Srta. , diretoria. – falou o professor
-Mas... Mas...
-Já!

Cap. 10

-Você vai me pagar sua maluca – sussurrou a caminho da sala do diretor.
-A culpa é toda sua, seu loser! Eu falei que não sabia a resposta várias vezes – retrucou
-Se você não fosse mulher eu juro que já tinha pulado no seu pescoço há muito tempo.
-Pula se for homem.
-Não testa minha paciência que ela está por um triz – disse parando à porta de uma sala e olhando fixamente para garota que xingou mentalmente o olhar de , que fazia seu corpo arrepiar .
-Muito bem, os dois atrapalhando o andamento da primeira prova do ano. – falou um homem baixinho e roliço com cara de poucos amigos – Nada bom, nada bom...
-Diretor Half... – começou
-Sr poupe-me de suas desculpas. - interrompeu o diretor – o bilhete que o professor de vocês escreveu é auto explicativo.
-Mas senhor... – foi a vez de tentar.
-Nem mais nem menos, os dois vão participar da semana de talento do asilo, que nossa escola ajuda.
-Mas senhor, só quem participa são os nerds! – disse irritado – Vai ser muita humilhação fazer papel de arrumadinho, que usa aparelho e respira literatura.
-Sr controle-se, por favor, se não vai ser pior.
-O que teremos que fazer? – perguntou tentando acalmar a situação.
-Hum... – resmungou o diretor pensativo
-Então? – perguntou um mais calmo após alguns minutos de total silêncio.
-Hum...
-Dá para falar alguma coisa além de "hum"? - perguntou .
-Sua louca, que piorar as coisas? - perguntou baixinho lhe cutucando.
-Senhorita, queira ter modos nesta sala – disse o diretor – E quanto ao castigo de vocês, terão um mês para fazer uma música e cantar para os velhinhos. Agora podem se retirar
Os dois pegaram suas coisas e saíram para uma rua pouco movimentada. Ambos estavam com muita raiva para falar, a raiva nem era tanto um com o outro, era mais com o diretor mesmo, mas eles preferiram andar os quatro quarteirões em silêncio.

-Muitos problemas com o diretor? – perguntou arrumando seu instrumento.
-Aquele maníaco torturador vai nos humilhar publicamente. – disse com raiva
-Nossa o que vocês vão ter que fazer? – perguntou – Andar pela escola vestidos de palhaços ou talvez de coelhinhos fofinhos?
-Pior meu caro...
-Nossa, não pode ser tão mau assim, dude – disse assustado.
-Ele vai nos obrigar a compor uma música e apresentá-la no asilo para os velhinhos na semana de talentos – disse .
-Não...
-Acredito...
-Nisso...
-Dude, vocês se ferrarão! Só quem apresenta alguma coisa lá são os nerds fedidos a livros velhos e mofados – falou .
-Se queria ajudar não conseguiu.
-Desculpa , mas vocês estão bem mal, a escola toda vai rir.
-E eu não sei disso? Estou há horas pensando em mil e uma maneiras de afogar, torturar, enforcar a "Sra. Perfeição" que fez isso com a gente.
-Ah , mas isso seria um verdadeiro desperdício – disse fazendo todos, exceto , rirem .
-Não acredito . – falou quase caindo da cama.
-Pois acredite, vai ser humilhação suficiente para toda minha vida!
-Mas sem chances dele mudar de idéia? – perguntou .
-Sem a melhor chance – respondeu a menina triste.
-Nossa. O diretor pegou pesado dessa vez, humilhação pública devia ser proibida nesse país – disse indignada.
-Se bem conheço meu irmão, há essa altura ele deve estar querendo ver você morta.
-Eu sei , eu sei. – falou – Se pudesse voltar atrás nunca teria dado aquele grito.
-Fica assim não amiga, não foi bem sua culpa, quer dizer, você estava sobre pressão de uma prova de matemática, estava nervosa... – falou tentando animá-la.
-E quer saber de uma coisa... Não vamos ficar falando de uma coisa que não tem jeito – disse – vamos lá para baixo comer alguma coisa enquanto os meninos estão ensaiando.

Cap. 11

-E então, ? Fiquei preocupado com você. – falou Chris abraçando a namorada no dia seguinte – Como foi com o diretor?
-Fica calmo, ele só vai nos fazer pagar o maior mico de nossas vidas. – respondeu ela lembrando do castigo idiota.
-Faz essa carinha não, linda. Qual vai ser o castigo ?
-Não vou falar não, você vai rir. – disse ela fazendo bico - Tá bom... Vamos ter que compor e apresentar uma música para semana de talento no asilo. – falou bem devagar, para ver a reação do namorado.
- O que? – falou Chris engasgando e começando a rir .
-Ai... Pára, seu bobo. – queixou-se batendo no seu braço.
-Des... Desculpa amor, mas... Ok, pensando bem... Nem é tão mau assim. – tentou o rapaz contendo o riso.
-Corta essa, Chris. É péssimo! – disse ela rindo também .
-Ah, você admite, então? – falou ele pegando a namorada nos braços.
-Me põe no chão, meu amado chão, meu verdadeiro habitat. – falou ela fazendo drama.
-Não senhora, nunca mais te solto.

...

-Parece que os dois estão dando certo. – comentou abrindo seu sanduíche em um banco perto do casal.
-Para falar a verdade acho que o Chris não combina muito com a . Ela é muito alegre, viva até demais , e ele... É tão... – tentou .
-Ridículo, idiota, engomado... – falou , mal humorado, olhando para os dois.
-Por aí, , por ai... – riu .
-Mas o que importa é que eles estão se dando bem e que a parece estar feliz! – disse olhando os dois rindo.
-Qual é, ? Tá do lado do engravatado? – perguntou já não agüentando mais aquilo.
-Claro que não, mas eu gosto muito da para ficar me metendo na sua vida sentimental. Deixo isso por conta dela. – falou o garoto – E vocês deveriam fazer o mesmo.
-Ai , a gente estava apenas brincando. Todos aqui querem ver a feliz. – disse percebendo uma certa tenção no ar.
-Talvez alguém sinta um pouco mais que isso... – falou olhando diretamente para .
-Vou ver a Megan, ainda não falei direito com ela, hoje. – disse levantando.
-Você está sabendo de alguma coisa que a gente não sabe, dude? – perguntou intrigado.
-Não, não, é besteira minha... Está tudo bem. – disse ele olhando praticamente se fundir com a ruiva em um longo beijo.

Cap. 12

- , preciso falar com você – disse assim que o sinal tocou anunciando o fim do recreio
- , o professor já vai entrar na sala.
- E desde quando você se preocupa com as aulas? - Desde quando o diretor passou um castigo humilhante para dois dos meus amigos. – falou rindo.
- São só cinco minutos... Sério. - Ok, você venceu . – disse andando ao lado do amigo – Pode falar.
- Cer... – ia começando o garoto mas foi interrompido bruscamente.
- !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – vinha gritando – Meu amante! – falou antes de se pendurar em seu pescoço chamando vários olhares para si .
- Vai com calma, – disse ele rindo enquanto tentava ficar de pé – Daqui a pouco vão achar mesmo que nós temos um caso.
- Me leva nas costas até a sala? – perguntou ela fazendo uma cara fofa que fazia qualquer um se render aos seus caprichos.
- Ai, ... Fica para próxima, tenho que falar com o , aqui. – falou enquanto a menina o largava fazendo bico.
- Vai trocar seu amorzinho para ficar com o... ? – perguntou ela fazendo careta .
- Ei!!!! – queixou-se se fazendo de ofendido.
- Se você for uma boa garota e for para sala, prometo te levar até o carro na hora da saída. – falou como se tivesse convencendo uma criança.
- Olha lá, vou cobrar. – disse correndo até as amigas para irem juntas para sala.
- Você gosta muito dela, né? – perguntou sem tirar os olhos de .
- Sim dude, ela é minha melhor amiga – falou voltando a andar.
- Sei...
-Então, o que queria falar comigo, ?
- Bem... , por que estava me dando aquelas indiretas ainda pouco?
- Eu não falei que eram para você, mas já que percebeu... – disse mudando um pouco a voz.
- Qual é dude, o que eu te fiz?
- A mim nada, mas você pensa que eu ainda não percebi seus olhares para ? Sua irritação toda vez que ela está com o Chris? – perguntou não deixando o amigo falar – E o pior, como ela também te olha.
- ... Eu...
- eu não sou bobo, sei bem que você gosta dela, mas você sabe que nunca dariam certo, eu conheço os dois bem demais para me iludir com isso. Um machucaria o outro como da última vez. ( N/A tam , tam , tam... suspense hauhauha).
- , não queira misturar as coisas, aquilo aconteceu há muito tempo, éramos imaturos.
- Dude, você sabe que vocês apenas se machucariam e isso eu não quero ver. – disse relembrando o passado – Vocês dois são meus melhores amigos e eu não quero que um destrua o outro.
- Dude, eu nunca quis machucar ela, você sabe. – disse atordoado.
- Claro que eu sei disso, mas lembra quando a chegou aqui? Vocês se conheceram antes das aulas começarem, foi amor a primeira vista. Lembro bem quando você veio me falar da garota especial que tinha conhecido, então um dia antes das aulas começarem você simplesmente terminou com ela, falando que ela não passava de diversão de férias e que você tinha namorada. – falou relembrando fatos que o amigo gostaria de esquecer para sempre.
- , eu ia terminar tudo com a Hana, mas no dia que eu ia fazer isso ela me falou que mudaria de país em um mês, eu não podia terminar assim com ela – falou com raiva de si mesmo.
- Eu sei, mas a até hoje não sabe, por isso os outros sempre viram vocês se odiando e agora que finalmente as coisas acalmaram você que arriscar trabalho de anos. – disse o outro – A me falou que se esse ano não desse certo na sua casa , ela ia morar com os pais na África .
- Eu não sabia disso...
- Ela só falou para mim, e por isso que eu não posso deixar você machucá-la. Se isso acontecer , todos nós a perdemos – falou por fim com os olhos molhados.
- Eu... Eu não sabia... – disse saindo correndo.
- , onde você vai? – chamou sem obter resposta– .

Cap. 13

saiu correndo para bem longe do amigo. Para bem longe das pessoas, para bem longe de si mesmo, se fosse possível. Tudo que ele queria naquele momento, era esquecer sua falha do passado que já tinha quase deixado de atormentá-lo, mas agora voltava com força total. Na ocasião lembrada por , ele achava que assim que Hana fosse embora, ele voltaria com e assim nenhuma das duas sofreria, mas ele estava enganado, nunca deu abertura para as explicações do garoto e isso lhe causou uma certa raiva da decisão tomada que com o tempo foi se virando contra a menina.
O garoto sentou no gramado atrás da escola e ficou ali, calado, inerte em seus pensamentos, de todos aqueles anos e em todos os sentimentos que retornaram de uma hora para outra. Ele não podia dar o braço a torcer, era orgulhoso demais para isso e também não podia fazer todos perderem ela, ele mesmo não podia não olhá-la todos os dias... Isso seria pedir muito.
Depois de horas olhando para o céu azul, desenhado por nuvens em formatos estranhos, já tinha uma decisão tomada, assim que o horário escolar acabou. Levantou e se encaminhou até a sala para pegar seus materiais torcendo para nenhum professor ter notado que suas coisas estavam na sala, mas ele não.
- , onde você se meteu? – perguntou assim que viu o irmão entrar na sala.
- Depois eu falo com você, mana. Tenho uma coisa importante para fazer agora. – disse ele vendo a frente carregar uma feliz nas costas.
- O que deu nele? – perguntou sem entender.
- Não faço a menor idéia – disse ela pegando suas coisas e saindo da sala seguida por e
...
- Ei, vocês dois... – vinha correndo – Esperem!
- Não sabe correr, não? – perguntou rindo a frente.
- Pare que essa pressa toda? – perguntou o menino arfando quando chegou perto de , que já deixava na frente do carro.
- É que quanto mais rápido eu chegasse, mais cedo a saia das minhas costas – falou o rapaz rindo.
- Chato! – falou rindo.
- Mas por que veio correndo, ? Algum problema?
- Não diria que é bem um problema... – falou ele recuperando o fôlego – Vocês saíram tão rápido que não ficaram sabendo da novidade – completou apontando para entrada da escola.
- Então fale logo, não deixe a gente aqui, morrendo de curiosidade – falou acenando para o namorado que vinha para sua direção.
- O e a Megan... – começou – Ele acabou de pedi-la em namoro.
- O que? – falou sentindo as pernas falharem.
- Você... Você tem certeza, dude? – perguntou segurando a amiga com medo dela cair a qualquer momento.
- Tenho sim, tá a maior festa lá dentro. – disse o rapaz – Não é todo dia que um dos maiores pegadores dessa escola assume compromisso.
- , você tá bem? – perguntou Chris ao chegar perto da namorada e perceber seu rosto pálido.
- Tô, eu tô ótima. – disse ela olhando e Megan saindo abraçados pela entrada.
- ... – começou .
- Chris, me leva para casa? Tô com um pouco de dor de cabeça e o ai, parece que vai demorar. – falou a garota tentando se recuperar do susto, ela não podia dar tanta bandeira. E além do mais, não queria voltar para casa no carro com .
- Claro, amor – disse ele pegando a chave do próprio carro – Vamos então.
- , qualquer coisa me liga. – falou preocupado.
- Tudo bem, hon... - falou ela já se distanciando – Beijos, .
- Linda, você tá bem mesmo? – perguntou Chris abrindo a porta do carro para ela entrar (sim ele era engomado, engravatado, um pouco sem graça, mas era muito educado).
- Tô sim, Chris. Só que esse barulho da saída me deixou com dor de cabeça, nada demais – falou entrando no carro.
...
- Onde a foi? – perguntou vendo o carro de Chris sair.
- Foi para casa. – falou .
- Mas ela sempre vai comigo e com o ...
- Deixa os dois irem namorando no caminho, . – disse tentando disfarçar – Vamos. – disse após conseguir se soltar dos braços de Megan.
- Vamos - falou . - Tchau meninas, me liguem de tarde para confirmarmos o shopping.
- Certo – completaram e acenado.
- Tchau, amor da minha vida! – disse fazendo a menina corar.
- Até depois, hon! – respondeu .
- Onde está, ? – perguntou ao entrar no carro e dar por falta da garota.
- Ela já foi, mano. Nós podemos ir.
- Foi com quem?
- Com o Chris.
- E por que isso agora? Ela sempre vai com a gente. – falou sentindo uma pontada de ciúmes.
- Para passar um tempo com ele, pelo menos foi o que o disse.
- Mais tempo com aquele engravatado e ela vai virar um robô. – desse o rapaz emburrado.
- , como é que você começa um namoro de uma hora para outra e não fala para ninguém? – perguntou ela rindo.
- Pois é, , uma hora a gente cansa de ficar pulando de galho em galho.
- Isso eu sei, mas não achava que você gostava tanto dela, sempre pensei que era só passa tempo, mesmo.
- , deixa que do meu namoro cuido eu, ok?
- Tá bom, senhor estressado... Não tá mais aqui quem falou. – disse ela ligando o som e ficando calada durante o caminho até em casa.

Cap. 14

- , você já chegou? – perguntou subindo as escadas.
- Já sim , tô no quarto. - respondeu a menina sem tirar a cara do travesseiro, deixando assim sua voz abafada.
- Te achei, ser! – disse a amiga entrando no quarto – Vem comer, o tá fazendo macarrão instantâneo.
- Tô com fome, não. – disse ela sentando na cama.
- Aproveita que é raro, aquele ser, se oferecer para fazer comida. – disse tentando animar a amiga – Vamos vai.
- Tá bom, mas se eu morrer foi culpa do macarrão – disse ela resolvendo que não ia dar esse gostinho para , ele nunca poderia saber que ela estava mal por causa dele.
- Tudo bem, a gente faz uma carta culpando ele antes de morrer.
- Certo, vou tomar um banho e já desço. – disse ela tirando o All Star do pé.
Minutos depois apareceu na cozinha com um mini short, uma blusinha preta e o cabelo molhado caindo quase até a cintura fazendo derrubar o copo de refrigerante que tinha nas mãos.
- Distraído, ? – disse ela com o risinho no canto da boca por ter causado isso no garoto.
- Escorregou... – disse ele tentando disfarçar e pegando um pano para limpar a bagunça.
- Ainda bem que você chegou , que demora! – falou que já estava na mesa comendo. - Hoje à tarde eu vou com as meninas no shopping, você também vai, né?
- Ai deixa para próxima, hoje eu vou sair com o Chris. – falou , ela estava determinada a mostrar para que ele não a afetava em nada.
- Agora vai viver grudada no engomadinho? – perguntou o rapaz sentando na mesa.
- Não , se você ainda não percebeu nem todas as meninas do mundo gostam de grudar como chiclete – disse ela colocando macarrão no prato.
- Está parecendo – disse ele com raiva. Ela não mostrava nenhum tipo de sentimento por ele está namorando, o que será que estava acontecendo?
- Você que vê as coisas errado.
- Pelo menos eu só vejo errado, não faço errado.
- Chegaaaaaaa – disse pondo fim na briga – Vamos comer, sem problemas! Hoje não é dia de confusão, ok?
- Hum... – responderam os dois olhando para os próprios pratos.
- Obrigada. – disse voltando a comer.
- Bem, eu vou subindo, preciso fazer o maldito trabalho de biologia antes de sair com o meu NAMORADO – disse levantando da mesa.
- Mas você quase não comeu, criatura. – falou olhando o prato quase intocável pela amiga.
- O macarrão tá sem gosto. – disse ela saindo feliz ao deixar resmungando na cozinha.
...
- Alô? – disse ao atender o celular, já deitada em sua cama.
- Oi, , é o .
- Fala, hon.
- Liguei para saber você está bem.
- Tô sim... – falou ela não muito satisfeita por estar mentindo para o amigo – Por que não estaria?
- Ai ... É que você saiu da escola tão para baixo. – disse ele com medo de estar invadindo a privacidade dela.
- Não consigo esconder nada de você, né? – falou ela não agüentando mais guardar tudo para si.
- Não amor, você não consegue.
- ... – disse ela com a voz falhando.
- eu vou ai de tarde ensaiar com os meninos... – disse vendo que a amiga precisava de uma força – Chego ai mais cedo para falar com você.
- Tudo bem hon, mas não demora que eu vou sair com o Chris.
- Pode deixar, tô ai em meia hora. – disse calçando novamente o tênis que tinha acabado de tirar – Beijos .

Cap. 15

- Oi, linda. – disse assim que abriu a porta.
- Já aqui? – perguntou ela após um abraço apertado.
- Nossa , já enjoou da minha cara? – perguntou ele com o olhar perdido na garota.
- Claro que não , só estranhei o horário – falou ela entrando – O tá no quarto.
- Tudo bem, antes eu quero falar com a . – disse ele subindo as escadas.
- Certo, ela está se arrumando para sair com o Chris. – falou ela abrindo a porta do próprio quarto – Fala com ela, ai, que eu tenho que me arrumar também.
- Para que, ? – perguntou ele com o risinho maroto – Você está linda assim.
- Obrigada, – disse ela ficando rosada – Mas eu não posso ir de blusão para o shopping. – completou antes de ir se arrumar.
- Posso entrar? – perguntou o garoto já entrando no quarto.
- Já entrou, né? – riu subindo a saia jeans – Mas fica tranqüilo que não tem nada que você ainda não tenha visto.
- Sua boba. – falou ele lhe jogando uma almofada.
- Prontinho. – disse a menina virando de frente.
- Vem cá. – falou ele abrindo os braços .
- Ai , não vivo sem você... – disse ela abraçando o amigo – Eu não sei o que fazer.
- Vai ficar tudo bem, . – falou ele beijando o topo da sua cabeça.
- Não, não vai... Você não entende...
- Eu sei de tudo, ... Desde o começo.
- Tudo o que? – perguntou ela partindo o abraço.
- De você e do . – disse ele cautelosamente – De toda confusão com a Hana.
- ... – sussurrou com lágrimas nos olhos – Você... Você ... Nunca me falou nada. – falou sentando-se na cama.
- Eu achei que não deveria me meter, tive medo de tocar num machucado aberto. – falou o rapaz sentando ao seu lado.
- O que eu faço, ? – perguntou ela após vários minutos de total silêncio.
- eu sou amigo de vocês dois. – começou – E só quero o melhor para vocês.
- Eu sei...
- Então, não quero ver você assim. – falou ele enxugando as lágrimas dela com o polegar – Aproveita o presente com quem você pode ter, curti o hoje e quem sabe quando vocês estiverem mais maduros... O futuro é sempre surpreendente, pequena.
- Mas eu estou confusa, tudo que eu tinha guardado dentro de mim por tanto tempo veio a tona de uma só vez... Eu não estava preparada para enfrentar isso agora.
- Hey, você nunca foi fraca, guria. Bota isso na sua cabeça, você vai superar tudo isso.
- Só você para me ajudar nessas horas, hon. – falou abraçando ele – Obrigada por tudo.
- Imagina , não falei nada que a senhorita não soubesse – disse assim que ouviu uma buzina vinda da rua – Agora vai lá que deve ser o bofe. – completou com uma voz bem gay .
- Fica com ciúmes não, amore. – disse ela pegando o bolsa – Você vai ficar ensaiando?
- Vou sim, mas antes vou dar uma passadinha no quarto de uma certa garota.
- Ai , deixa de moleza e age logo! – disse ela rindo.
- Pode deixar, . Divirta-se.
- Tchau, hon.

Cap. 16

- Hey, guys! – falaram juntos e entrando no quarto onde e já estavam esperando.
- Nossa entrada sincronizada. – falou rindo da cena.
- e vieram? – perguntou .
- Não – disse emburrado.
- Fomos trocados pelo shopping... – completou .
- Ah, tinha esquecido! – falou batendo a mão na testa – A também foi.
- A tá em casa? – perguntou esperançoso – Diz que sim vai, só sobrou ela para fazer um lanche descente aqui.
- Sorry, dude, mas a saiu com o Chris. – disse .
- Vamos logo começar o ensaio. – falou levantando da cadeira – Todo mundo para o porão.
- O que deu nele? – perguntou assim que saiu do quarto seguido por .
- Não sei, não. Mas algo me diz que tem a ver com uns certos fatos do passado. – disse abaixando a voz.
- Você tá falando... Da...
- Isso aí, dude, mas acho melhor a gente ir logo antes que o tenha um surto lá em baixo.
...
- , é a sétima vez que você erra essa parte!! – falou após três músicas.
- Ai, desculpa, gente. Tô desconcentrado hoje.
- A gente tá vendo. – disse parando a música também.
- Vai ver é porque o seu celular já tocou umas dez vezes e você não atende. – tentou apontando para o celular que vibrava sobre uma cadeira.
- Não vou atender agora – disse o garoto sem paciência.
- Por que não? Já demos uma pausa mesmo. – disse .
- Não, não, deve ser a Megan.
Dude, você tá bem ? – perguntou – Megan é o nome da sua namorada.
- Jura? Eu achava que a minha tia avó tinha esse nome. – disse desligando o celular – Depois eu ligo para ela.
- ? Aproveitando a pausa... – começou – Você já pensou em alguma música para apresentar no asilo?
- Não dude, estamos ferrados. – respondeu ele desanimado.
- Que ironia, a gente com uma banda e você bloqueia para compor para o asilo – falou .
- É isso dude, você é um gênio! – disse dando um pulo.
- O que ele disse de tão inteligente? – perguntou sem entender – Ele nunca fala nada que se aproveite.
- Eu também não entendi... – disse enquanto reclamava falando que sempre tinha ótimas idéias.
- Me digam uma coisa. - falou empolgado – Por que a semana de talento é tão ruim? - Por que é cheia de velhos que cheiram igual minha tia Lucy? – tentou .
- Por que só participam os nerds? – falou .
- E só tocam músicas da época que a minha avó usava fraldas? – completou .
- BINGO !!!! – disse – Só cantam músicas velhas, tediosas e sem nenhuma melodia.
- E o que isso tem a ver? – perguntou .
- Pensa aí, dude. Se a gente tocar uma música da nossa banda vamos agitar aquela velharia. – disse – Vai ser a melhor semana de talento que eles já viram na vida.
- Caramba os velhos vão pirar e os nerds vão morrer de inveja – falou – Sou mesmo um gênio.
- Tá resolvido, então. – falou – Quando a chegar vai morrer de alegria.
-É né... – disse revirando os olhos – Para minimizar o mico eu até suporto ela.
- Nossa! Que sacrifício! – falaram os outros três rindo.

Cap. 17

já estava há meia hora falando com Megan no telefone enquanto os garotos jogavam vídeo game, quando entrou parecendo bem mais calma e aparentemente feliz na sala.
- Boa noite, amores – disse ela colocando a bolsa numa cadeira.
- ! – falaram os três chamando a atenção de que ainda não tinha visto a garota entrar.
- Nossa! Quanta animação. – disse ela tirando o controle da mão de e sentando no seu colo.
- Folgada – falou ele rindo – Sou almofada não, tá?
- Temos uma novidade perfeita para você. – disse feliz por ver a amiga animada.
- Então falem logo!
- Desculpa senhorita curiosa, mas o que vai contar. – falou apontando para o garoto que tentava se despedir de Megan pela décima vez – Mas fui eu que tive a idéia! – completou levando um pedala de .
- Ai... Seus chatos. – disse ela fazendo manha – Eu quero saber.
- Ok Megan, eu também te amo. – falou ao telefone – Beijos.
- Pronto! – falou levantando– , fala aí para a a novidade, que a gente vai assaltar sua cozinha.
Os três garotos iam saindo da sala quando , e , chegaram cheias de sacolas e percebendo os olhares dos três os acompanharam até a cozinha deixando os dois sozinho.
- Então , qual é a novidade? – perguntou tentando agir normalmente.
- Bem... – começou tentando parar de olhar para a boca da garota – Tive uma idéia que vai nos salvar da total humilhação no asilo.
- Pode continuar que já estou adorando essa notícia. – falou ela com os olhos brilhando – Fala.
- Vamos apresentar uma música da banda. – disse – Vamos mostrar para os nerds o que é música de verdade.
- Aew!!!!!! Finalmente você teve uma idéia descente. – falou ela rindo como criança em véspera de natal – Que música?
- Isso ainda não decidi, estava esperando você chegar para a gente dá uma olhada nas letras e escolher.
- Ótimo, – disse levantando do sofá e abraçando o garoto, foi um gesto involuntário que ela sempre fazia com os outros meninos, mas adorou senti-la tão perto de si, parecia que por alguns segundos ela era dele, só dele. – Obrigada por salvar a gente da total humilhação.
Depois que se soltaram ficaram parados um olhando para o outro sem falar nada, a atração entre os dois era quase tocável de tão forte.
- Vamos jantar, vai. – falou ela rompendo o silêncio – Amanhã escolhemos a música .
- Certo – disse sem conseguir montar uma frase melhor.
e ficaram até tarde acordadas naquela noite falando das indiretas de para , de Chris e tentando achar uma música boa para a apresentação no asilo. Enquanto isso no quarto da frente, rabiscava num papel que tinha uma música bem antiga, uma das primeiras que ele fez, mas que nunca foi capaz de terminar. Sentado no parapeito da janela olhava distraidamente a rua quase sem movimento aquela hora da noite.

Cap. 18

- DOCINHO! – disse Megan abraçando o namorado assim que o viu entrar na escola.
- Oi Megan. – disse ele tentando se soltar do abraço sufocante.
- Estava com saudade de você.
- Eu também estava, amor.
- Sonhou comigo ontem à noite? – perguntou a garota sorrindo.
- Hãn... Claro – mentiu , que não queria estragar a alegria da menina.
- Nossa, eu também sonhei com você!! – disse a ruiva empolgada – Com você e com a nova coleção da Prada.
...
- Tanto mel logo cedo é para deixar qualquer um enjoado... – falou que olhava a cena de longe.
- Ela é do tipo grudentinha. – disse rindo.
- Grudentinha? Ela tá mais para super colagem! – corrigiu .
- Não sei o que o viu nela. – comentou – Ela não tem muita graça.
- Graça eu não sei, mas que ela é hot, isso é! – falou se juntando as garotas.
- Repete isso e vira um projeto de homem morto.– ameaçou o namorado. - Ai , você ta má, hoje. – falou o garoto lhe abraçando – Claro que você é muito melhor que ela. Mais linda, mais hot ...
- Vamos sair logo daqui. – disse vendo os dois se beijando.
- Não fala não, , que o está vindo ai. – riu .
- Ouvi falarem meu nome? – perguntou o garoto dando um beijo na bochecha de . - Sei que sou irresistível mesmo.
- Lá vem... – disse suspirando. - Esse aí se acha o gostosão.
- Gostoso , prazer. – falou o menino fazendo todos rirem.
- Gente, já volto vou falar com o Chris. – disse se afastando um pouco.
- Vai me deixar segurando vela sozinha? – perguntou olhando para os dois casais.
- O está bem ali. – disse apontando – Se resolve lá com ele e pronto.
- Aff... – reclamou vendo a amiga se afastar – Ela sempre me abandona.

Cap. 19

Era noite quando e se juntaram no quarto do garoto para escolherem uma música para a semana de talento. A casa estava totalmente calma já que dormia pesadamente no seu quarto após ter passado horas ao telefone com os pais, que adiaram mais uma vez a volta para casa.
- Desculpa a demora – Disse entrando – Me distraí e nem vi as horas passarem.
-Tudo bem – disse sem tirar os olhos dela ,como essa garota podia ser tão... Tão... Perfeita? – Senta aí.
- A me falou que seus pais não voltam mais esse mês. – falou ela sentando ao seu lado na cama.
- Verdade, meu pai quer passar um tempo na Itália, parece que ele está encontrando muito material para sua próxima tese lá.
- Nossa, é incrível como o seu pai gosta de estudar.
- Pois é, ele sempre foi muito apegado aos livros, mais até que com a família...
- Sei. – disse ela mordendo o lábio inferior deixando os olhos de presos na sua boca.
- Hum... Olha esse é o caderno com as letras das músicas – disse entregando-lhe um caderno de capa marrom – Vê se gosta de alguma em especial.
pegou o caderno e começou a ler com atenção cada página, marcando algumas para voltar depois. Enquanto isso observava cada movimento da garota, cada expressão ao ler as músicas, o modo delicado que ela passava as páginas, o seu perfume doce que enchia o quarto de vida. Tudo nela o estava deixando louco.
- Nunca tinha visto essa música. – disse ela mostrando uma folha solta e amassada.
- É antiga. – falou se xingando mentalmente por ter esquecido aquela música no caderno, ela não poderia estar ali.
- Você quem fez? – perguntou ela sem tirar os olhos do papel.
- Foi, mas deixa. Nós temos outras melhores.
- Já tem ritmo? – perguntou sem se importar com o comentário do garoto.
- Só uma base, ainda não terminei.
- Me mostra. – pediu ela levantando os olhos pela primeira vez levando-os ao encontro dos de .
Os dois estavam nervosos, com respirações falhas e corações acelerados. havia feito aquela música para e ela sabia disso. Tudo na letra lembrava aquele curto tempo que eles ficaram juntos anos atrás.
- Claro. – disse ele pegando o violão que estava ao lado da cama e começando a dedilhar sem tirar os olhos da menina por nenhum segundo (N/A desculpem Judds mas não dava para ser na bateria então como o Judd é tão perfeito finjam que ele toca violão MUITO bem, ok? ).
- Não é tão animada como eu estava pensando para o asilo, mas tem uma ótima melodia.
- , a gente tem outras...
- Você nunca tocou essa antes. Por quê?
- Eu nunca terminei...
- Dá para finalizar até o dia da apresentação?
- Acho que sim. – falou ele inseguro – Mas ...
- Por favor, . – pediu ela colocando o caderno ao seu lado – Podemos cantar essa?
- Dá sim. – disse ele sem conseguir negar aquele pequeno capricho.
- Obrigada. – falou ela antes de levantar como se fosse sair.
- . – disse puxando seu braço – Eu nunca quis que tudo tivesse acontecido daquela forma. - , deixa... – falou ela se soltando – Não se deve ficar mexendo no passado.
- Mas...
- Boa noite, hon! – disse ela beijando o canto da boca do garoto que quando ia abraçá-la para ter um beijo descente sentiu ela se afastar devagar e sair do seu quarto. Era impressionante o poder que ela tinha sobre ele. Conseguia deixá-lo louco e depois simplesmente sair sem falar nada, sem dar nenhuma explicação.

Cap. 20

entrou no quarto atordoada, lembranças antigas guardadas a sete chaves agora retornavam para atormentá-la. se jogou na cama e colocou um travesseiro sobre o rosto , mas as vozes em sua cabeça não se calavam.

" por que você está tão alegre hoje? Algo em especial?"
"Eu achei que você soubesse, . É tudo por você. Estou feliz por estar ao seu lado."
"Você faz minha vida valer a pena..."

Aquele dia no parque tinha sido inesquecível e por mais dolorosa que tivesse sido a separação ela nunca esqueceu nenhum detalhe daquela tarde, nenhuma das palavras de , nenhum dos seus sentimentos naquele momento.
No quarto da frente um garoto andava de um lado para o outro passando a mão pelo cabelo tentando, assim, afastar as lembranças de dois dias antes de um dos maiores desastres da sua vida.

"Dançando sozinha na cozinha, moça?"
"Ai, deixa de graça, não estava esperando ninguém agora."
"Sua mãe me falou quando eu entrei. Tá fazendo o que?"
"Sanduíche. Quer um?"
"Só se for sem casca, sem mostarda e com bastante presunto."
"Folgado você. Tá achando que só porque é lindo e fofo vou ficar fazendo suas manhas? Vai ser com casca, sim!"
"Deixa de ser má vai. Por mim realizaria todos os seus desejos só para te ver feliz."


Tudo tinha acontecido tão rápido que parecia até um borrão no passado, nenhum dos dois sabia como um sentimento tão forte tinha nascido de um simples olhar e morrido numa mera mentira.

"Como assim você tem namorada?"
"Eu não falei antes porque achei que a gente estava apenas curtindo."
"Você mentiu para mim, , me enganou e enganou ela também!"
"Não coloca as coisas assim. Eu vou t..."
"Não quero saber o que você vai ou não fazer!"
" , espera."
"Me esquece, !!!!"


Por que tudo aquilo tinha acontecido? Como ele deixou tudo acabar? Essas perguntas não saíam dos pensamentos dos dois, que guardaram todos os sentimentos por tanto tempo camuflados pelas brigas constantes e pelo ódio aparente.
O namoro tinha sido escondido já que ocultava de sua namorada Hana e escondia Hana de , por isso os meninos só ficaram sabendo por alto dos acontecimentos e juraram nunca tocarem no assunto. O único que estava por dentro de todos os detalhes era . Quando e terminaram ficou no papel de melhor amigo e usou todo seu carinho pela garota para animá-la depois de tudo aquilo, o que não foi nada fácil.
Os dois adolescentes rolaram nas camas durante mais de uma hora relembrando o passado, mas logo foram vencidos pelo sono onde os sentimentos não machucavam tanto e a culpa não pesava mais.

Cap. 21

O dia seguinte era sábado, por isso era de costume todos aproveitarem a folga da escola para dormirem até mais tarde e passar o resto do dia sem fazer nada.
- Merda de despertador! – falava , sozinha, enquanto procurava o leite na cozinha. – Como pude ter esquecido de desprogramar?
- Falando sozinha, ? – falou entrando na cozinha e se deparando com a menina já de pé.
- Você tá morando aqui e eu não fui avisada, é isso? – perguntou ela rindo.
- Não, ainda não. – respondeu ele – Eu apenas não me dou mais o trabalho de bater na porta, já tenho uma chave.
- Folgado. Quer café?
- Já tomei... Mas por que a senhorita está acordada tão cedo, num sábado, e falando sozinha?
- É que ontem eu esqueci de desprogramar o despertador do celular. – disse com raiva – Sou idiota.
- Isso eu sempre te falei, você que nunca me deu ouvidos. – riu vendo a menina mostrar a língua.
- E o que o senhor está fazendo aqui às oito horas de um sábado?
- Minha mãe me acordou às seis só para falar que ia sair com meu pai e voltava só de noite. – falou ele fazendo uma careta – Aí não consegui dormi mais e resolvi vir para cá. Na realidade meu objetivo maior era acordar vocês de surpresa... Mas você estragou meu plano maligno.
- ? – disse a menina com os olhos brilhando subitamente.
- Que foi, ? – perguntou ele com medo daquele olhar.
- Só eu estou acordada...
- E?
- O tá no décimo terceiro sono. – disse ela com um sorriso malicioso.
- Ahhhhh... Já é...
...
- Psiu, não faz barulho. – falou vendo fazer a porta do garoto ranger.
- Desculpa. – sussurro ele em resposta.
- Você grita e eu puxo o edredom. – falou ela fazendo alguns gestos.
- Certo.
- 1, 2, 3...
- BOM DIA FLOR DO DIA !!!!!! – gritou enquanto puxou o edredom.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – gritou em resposta, dando um pulo da cama, deixando a mostra seu corpo bem definido coberto apenas por uma boxer preta.
e caíram na gargalhada da cara do garoto que ainda tentava entender tudo aquilo. Com o barulho acabaram acordando , mas esta nem se deu o trabalho de levantar da cama, se alguém estivesse morrendo ia ter que esperar.
- SEUS MALUCOS!! – gritou vendo os dois rindo descontroladamente – Qual é a graça?
- Seu gritinho de mulherzinha, . – disse correndo para fora do quarto acompanhada por – Não conhecia esse seu lado feminino.
- Hoje vocês vão morrer! – falou correndo atrás dos dois, escada abaixo.
- Vai nos torturar com mais um gritinho? – perguntou correndo.
- Não nos torture, por favor! – riu correndo também.
- Falem suas últimas palavras antes de morrer. – disse correndo atrás dos dois ao redor do sofá.
- AAAAAAAAAA! – gritaram os dois quando pulou sobre eles fazendo todos caírem rindo no tapete.
- Ok, ok, vocês conseguiram... – disse aparecendo na sala com a aparência de quem ainda está dormindo – Quem morreu?
- Até agora ninguém, mas se me der cinco minutinhos os dois seres rastejantes aqui estarão mortos. – falou no chão.
- Certo, então eu vou voltar a dormir e em cinco minutos você me chama para o enterro. – disse esfregando os olhos e voltando para o quarto, deixando os três se matando no andar inferior.

Cap. 22

- Olá pessoas. – falaram e entrando na casa horas depois do “massacre”.
- Oi meninas! Sentem aí. – disse jogada no sofá.
- Quanta disposição. – falou vendo jogada no outro sofá e e no tapete.
- Vocês não tem noção do que passamos há pouco tempo. – disse suspirando – Tô tentando me recuperar.
- O que vocês andaram fazendo? – perguntou sentando ao lado de , que logo lhe abraçou pela cintura.
- O louco do surtou e resolveu correr atrás de mim e da – falou tentando se fazer de vítima – Ele queria nos matar.
- Já falei, mas ninguém me escuta. – disse aumentando o drama – Esse garoto não pode deixar de tomar o Gardenal dele.
- Hey !!!!!! Eu não tomo Gardenal ! - Defendeu-se – E eles que começaram.
- Não mesmo! – falaram os outros dois
- São retardados! – falou iniciando mais uma discussão.
- Aff... Olha quem fala. – riu – O retardado mor.
- Olha aqui guria...
- Opa! Acho que chegamos no melhor horário. – disse entrando na sala junto com .
- Podemos saber qual é o motivo da briga, dessa vez? – perguntou sentando na beira do sofá em que estava deitada – Só para fazermos as apostas...
Nesse momento a sala ficou em silêncio, os três se olharam desconfiados e quando todos menos esperavam começaram a falar ao mesmo tempo e o mais rápido possível, todos querendo se fazer de vítima.
- Ok, não quero mais saber. – falou desistindo de decifrar o que cada um estava falando.
- Vamos fazer alguma coisa para animar esse sábado. - disse assim que os três voltaram a se calar.
- A Megan vem passar a tarde aqui, por isso não vou sair. – disse sem olhar para .
- O Chris também vem, ? – perguntou .
- Não, ele fez uma pequena viagem para resolver uns problemas da empresa do pai. – respondeu ela.
- Isso que dá namorar engravatado! – provocou .
- É bem melhor namorar engravatado do que namorar lesado. – disse se irritando.
- Quem é lesado aqui?
- A máscara caiu, foi?
- Que tal uma música para alegrar? – sugeriu correndo até o som enquanto acalmava .
- Ótima idéia! – concordou puxando o irmão para longe da amiga.
- Eu