I Think You Should Know
Autor: Lu Menezes
Beta-Reader: Lissa Topolski


Capítulo 1 - ’s POV

Estava no meu escritório desligando o laptop para ir pra casa. Por um milagre eu tinha conseguido terminar todo o meu trabalho bem cedo. Morava com Ant, que era meu namorado desde o 1º ano, e quando começamos a faculdade fomos morar juntos.
Ultimamente eu andava trabalhando demais e mal conseguia me encontrar com ele durante a semana. Isso me fazia mal, sentia muitas saudades do tempo que costumávamos passar juntos.
Fechei meu laptop e o coloquei na minha bolsa, logo em seguida levantei e fui em direção a porta, trancando-a assim que sai. Peguei meu carro no estacionamento e dirigi até em casa, parei em um restaurante japonês no caminho para pegar comida para o jantar mais tarde.
Cheguei em casa e abri a porta silenciosamente, deixei a comida na cozinha e subi para falar com Ant, que provavelmente estava no escritório. Abri a porta e não o encontrei lá, ouvi um barulho vindo do nosso quarto e deduzi que ele estava lá. Abri a porta devagar e dei de cara com Ant na nossa cama, sem roupas e se beijando com uma mulher ruiva. Soltei um gemido de dor e foi só aí que o "casal" notou minha presença no quarto. Lágrimas começaram a cair de meus olhos e comecei a correr, precisava sair dali naquele momento! Ant se vestiu rapidamente e correu atrás de mim.
- ! ESPERA! - Disse ele segurando meu braço.
- ME SOLTA AGORA! - Eu disse o fuzilando com os olhos - EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO! -
- O que você está fazendo em casa essa hora? Não ia chegar só mais tarde? -
- Ah, é! Desculpa se cheguei cedo em casa tentando fazer uma surpresa pra você e estraguei seus planos - Disse ironicamente.
- O que você quer também?! Nunca está em casa, sempre trabalhando até tarde, eu nem te vejo mais! -
- E ISSO É DESCULPA PRA ME TRAIR? EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ POSSA PENSAR ASSIM! - Saí andando decididamente até a porta e mais uma vez Ant me puxou pelo braço
- Não! Não foi isso que eu quis dizer! Por fa...-
- EU-NÃO-QUERO-SABER - Disse pausadamente, me soltei das mãos dele e acrescentei - Volto amanhã à noite e espero que você esteja bem longe daqui. - Depois disso bati a porta da frente em sua cara e sai andando rápido pro meu carro.
Dirigi até um parque chamado Fairlands Valley e sentei perto do lago que tinha lá. Foi aí que desabei, comecei a chorar. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo! E não acreditava que o Antony tinha feito isso.
Precisava de alguém pra me abraçar e me falar que tudo ia ficar bem, mesmo sabendo que isso não iria acontecer tão cedo. Peguei meu celular no bolso e disquei aquele número conhecido. Depois de dois toques ouvi um "alô" do outro lado da linha.
- ? - Disse com a voz trêmula entre soluços.
- ? Tá tudo bem? - perguntou com um tom preocupado.
- É o Antony! Ele... ele... - comecei a chorar desesperadamente, não suportava nem pensar sobre aquela cena.
- Onde você tá? Vou te encontrar! -
- Eu to no nosso lago. - Disse tentando me controlar.
- Ok, to indo pra aí! Não sai daí! Beijo te amo, tchau - Disse ele rapidamente e desligou.
e eu éramos amigos desde criança e nossa amizade durava até hoje. Ele era para quem eu contava tudo da minha vida, sempre o primeiro que eu corria quando tinha um problema. Continuei chorando incessavelmente e depois de uns 10 minutos ouvi passos correndo atrás de mim e logo dois braços me envolveram em um abraço aconchegante.
- Hey calma, eu to aqui. - disse com uma voz calma. Aninhei-me na curva de seu pescoço e continuei chorando. Passamos longos minutos assim, aos poucos eu fui me acalmando e parando de chorar.
- Você tá bem? - Ele perguntou e eu neguei levemente com a cabeça - Quer contar agora ou quer me falar outra ho... -
- Não, tudo bem - disse fungando e respirei fundo - Hoje eu terminei o trabalho mais cedo e decidi fazer uma surpresa para o Antony. Cheguei em casa e achei que ele ia estar trabalhando no escritório, mas ele não estava lá, aí eu ouvi um barulho vindo do nosso quarto. Quando eu abri a porta ele... Ele - comecei a chorar novamente e me apertou mais forte.
- Você não precisa me contar agora se não quiser - Disse ele num tom calmo, mas preocupado. Balancei levemente a cabeça em negação e continuei.
- Quando eu abri a porta ele estava na NOSSA cama, nu, se beijando com uma vagabunda ruiva. - Senti os músculos do corpo do se enrijecer e suas mãos se fecharem em punhos.
- E o que aconteceu depois? - Ele disse com a respiração um pouco alterada, tentando manter a calma.
- Saí correndo e ele saiu correndo atrás de mim, a gente discutiu, ele colocou a culpa em mim, falando que eu nunca estava presente, aí eu perguntei se isso era uma desculpa para me trair e falei que ia voltar amanhã de noite e que queria ele bem longe de lá quando eu chegasse. Depois eu vim pra cá e te liguei. -
- Eu não acredito que ele fez isso com você! Vou acabar com a raça desse idiota! -
- Não ! Por favor, isso só vai complicar mais as coisas. - Ele continuou tenso, mas aos poucos foi se acalmando. Ficamos abraçados por mais um bom tempo e toda vez que se lembrava daquela cena começava a chorar novamente e o me abraçava mais forte.
- Porque ele fez isso comigo, ? - Perguntei com a voz fraca de tanto chorar.
- Porque ele é um idiota, e não sabe dar valor a alguém como você. Eu vou o fazer pagar, eu te prometo, ele não tinha o direito de fazer isso com você! - respirou fundo para se acalmar - Vamos pra casa? Já tá escurecendo. - Afirmei levemente com a cabeça e levantei.
Fomos andando de mãos dadas até o carro. Sentei no banco de carona e fiquei encarando a janela, o carro logo começou a andar e eu me distraí com a paisagem que passava na janela. Despertei quando ouvi a introdução de No Other Way, do Jack Johnson tocando. Sorri levemente.
- Você sempre me diz que essa música te acalma - Disse com uma voz tranqüila. Sorri mais uma vez, é claro que tudo ia ficar bem, desde que estivesse ao meu lado.
- Obrigada - Eu disse e voltei a encarar a paisagem, e acabei caindo no sono. Acordei apenas quando me pegou no colo quando chegamos a casa dele.
- Hey, eu to acordada! Pode me colocar no chão!-
- Não! Faço questão de te levar no colo! - Disse com um enorme sorriso, parecendo uma criança.


Capítulo 2 - ’s POV

Entrei em casa com a em meu colo e fui pra sala, colocando-a cuidadosamente no sofá. Ajoelhei-me ao seu lado e olhei em seus olhos, seu olhar era triste, machucado. Aquilo só fez com que a minha raiva de Antony crescesse ainda mais, ele era um idiota por fazê-la sofrer.
- Ele não te merece ! - Disse em um sussurro e fechei meus olhos fortemente tentando controlar minha raiva. Quando abri os olhos vi uma lágrima escorrendo pela bochecha de , sequei-a rapidamente com os meus dedos. - Você tinha que estar comigo desde o começo. - disse em um murmúrio inaudível um pensamento que deveria ter ficado na minha cabeça.
- O que? - UFA! Ela não ouviu!
- N-nada - Gaguejei e me levantei - Vou fazer alguma coisa pra você comer, deve estar com fome. - Disse indo em direção a cozinha.
- Obrigada - Disse com uma voz fraquinha.
Entrei na cozinha e peguei a massa de pizza na geladeira e a coloquei em uma frigideira, peguei a nutella no armário, coloquei uma grande quantidade em cima da massa e liguei o fogo.
Eu nunca deveria ter deixado a se envolver com o Antony, sabia desde o começo que ele não prestava, mas ele nunca me deu provas concretas disso, e além do mais ele fazia a feliz, e isso é a coisa mais importante no mundo pra mim. Ah! Acho que me esqueci de comentar que a é o amor da minha vida, desde... SEMPRE! Mas antes que você venha me chamar de gay por nunca ter falado isso para ela, é que eu não sabia disso, e só descobri quando a e o Antony começaram a namorar. Sempre quando via os dois juntos uma dor quase insuportável enchia meu peito, mas ele a fazia feliz e era isso que importava. A única pessoa que sabe disso é o , meu melhor amigo. Ele morava comigo até uns três meses atrás, mas se mudou para o apartamento da namorada e eu continuei aqui, sozinho. Ok, não totalmente sozinho, tinha algumas visitas, que durava uma noite no máximo. Era assim que eu tentava superar a , mas nada disso adiantou, pelo contrário, só fez me sentir cada vez mais sozinho. Mas um dia ela ainda ficaria comigo e eu ia fazer de tudo pra fazer ela a mulher mais feliz do mundo. Pronto agora você já sabe, momento gay off.
Desliguei o fogão e coloquei a pizza em um prato, peguei uma garrafa de suco na geladeira, coloquei tudo em uma bandeja e fui pra sala. Coloquei a bandeja na mesinha de centro e abriu um sorriso quando viu o que eu tinha preparado.
- Pizza de Nutella! - Disse ela com os olhos brilhando - Obrigada ! - Então ela deu um pulo e se jogou em cima e mim, e err... Como eu não esperava, acabei caindo com ela em cima de mim. Começamos a rir e eu troquei de posição com ela, deixando-a presa entre meus braços e comecei a fazer cosquinhas nela.
Ela começou a se debater e acho que estava tentando falar pra eu parar, só que não conseguia falar por estar rindo demais. Quando eu vi que ela estava ficando realmente sem ar parei, e foi só aí que eu percebi o quanto nossos rostos estavam próximos. Fiquei hipnotizado por seus olhos e a minha respiração começou a falhar.
- Err... ... - Balancei a cabeça voltando à sanidade - A pizza vai esfriar. -
Levantei e a ajudei a se levantar logo depois, e sentei no sofá.
Tá foda hoje hein Fletcher?! Porra se controla! Ela vai achar que você está se aproveitando da situação! Ok vamos pensar em outra coisa... Err... Legal, só consigo pensar nela!
- ? - Foi só aí que eu percebi que ela já tinha terminado de comer e levado tudo pra cozinha - Toca uma música pra mim? - É como eu poderia dizer não?!
- Claro, vou pegar meu violão - Sorri para ela e fui ao meu quarto pegar o violão. Quando eu voltei, ela estava deitada no sofá olhando para o teto. Sentei ao seu lado.
- Que música você quer que eu toque? -
- Me surpreenda. - Disse ela em um murmúrio.
- Err... Ok -


Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Olhei para e vi que ela estava com os olhos fechados e sorrindo.


Black bird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
all your life
you were only waiting for this moment to be free

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise.


Quando olhei para , vi que ela estava dormindo. Coloquei o violão ao meu lado no sofá, levantei e a peguei no colo. Fui andando até o antigo quarto do e a coloquei na cama.
- ... - disse baixinho quando eu estava saindo do quarto.
- Oi minha linda. -
- Dorme comigo hoje? Não quero acordar sozinha. -
- Claro - Sorri calmamente - Só vou colocar meu pijama e pegar uma roupa pra você também.
Fui até o meu quarto, tirei minha roupa e fiquei só de boxers e peguei outra boxer e a minha camisa do Back to the Future para a usar. Voltei para o outro quarto e entreguei a roupa para a , ela se trocou enquanto eu escovava meus dentes. Deitei na cama com ela e ficamos abraçados com eu fazendo carinho em seu cabelo, depois de um tempo ela dormiu e logo depois eu dormi.

Capítulo 3

Acordei quando os raios de sol estavam entrando pela janela. Ótimo, tinha esquecido de fechar a porcaria da cortina. Levantei-me cuidadosamente para não acordar a e fechei as cortinas. Deitei de novo na cama e fiquei olhando o rosto da . Como ela era linda! Queria que tudo isso acabasse logo e eu finalmente possa ter minha chance de ficar com ela.
Não sei por quanto tempo eu fiquei ali só a olhando, mas quando era mais ou menos dez e vinte ela começou a acordar. Abriu os olhos lentamente e um sorriso auaticamente surgiu em minha boca.
- Bom dia minha linda. -
- Bom dia - disse ela com voz de sono - Que horas são? -
- Hmmm... - virei e olhei para o relógio que estava na cabeceira - 10:30h -
- Droga! Eu tenho que ir pro trabalho - Ela já ia se levantar quando eu a impedi.
- Hey, relaxa, eu já liguei pra lá falando que você não ia poder ir. Você precisa de um descanso daquele lugar... -
- Obrigada - Disse ela me abraçando.
- Hoje mais tarde você vai pro estúdio comigo. - Dei um beijo em sua testa e levantei da cama. Fui até o meu banheiro, tomei um banho e coloquei uma roupa qualquer. Desci e liguei pro enquanto a tomava seu banho.
- Fala ! -
- Dude, você não vai acreditar! Ontem à noite a me ligou chorando falando que tava no parque Fairlands Valley, aí eu fui correndo pra lá e você não vai acreditar o que aconteceu! -
- Lá vem merda... -
- Aquele veado do Antony a traiu! Ela tinha voltado do trabalho mais cedo pra fazer uma surpresa pro filho da mãe e ele tava na cama com outra mulher, NA CAMA DELES. -
- Caralho! Como a tá? Tá muito mal? Onde ela tá? EU VOU MATAR AQUELE FILHO DA MÃE! - disparou.
- Ela tá melhor que ontem, mas ainda não tá bem. Ela veio dormir aqui em casa. - Suspirei profundamente.
- E como você tá, ? - perguntou cuidadosamente.
- Eu queria estar sofrendo isso tudo por ela, a cada segundo a minha raiva pelo Antony cresce. - Respirei fundo e continuei - Dude, eu não aguento mais, eu preciso a ter. - ficou um tempo sem falar nada, o que me deixou mais preocupado, respirou fundo e falou.
- Eu sei, mas você sabe que agora não é à hora. -
- Eu sei, eu sei. - Pensei por um momento tentando lembrar o que mais eu tinha que falar com o - Ahh dude, a vai ao estúdio ver a gente gravar hoje, tudo bem? Depois eu vou levar ela pra casa, ela deu um prazo até hoje a noite pro Antony sair de lá. -
- Claro, claro. Vemos-nos lá... err quatro horas, né? -
- Isso, tchau . -
- Tchau, - Desliguei o celular.
Depois de mais ou menos meia hora, desceu. Ela estava bem melhor que ontem à noite, tinha um tímido sorriso no canto da boca e seus olhos não estavam tão tristes.
- Heey - Disse quando ela chegou à sala. - Vamos sair daqui mais ou menos três horas, tomar café na Starbucks depois ir para o estúdio. -
Ficamos vendo TV e falando besteiras até três horas. Peguei a chave do carro que estava em cima da mesinha de centro e fomos até a garagem. Entramos no carro e dirigi até uma Starbucks que ficava perto do estúdio. Realmente espero que não tenha nenhuma fã maluca lá. Não éramos muito famosos, mas em Londres já éramos bem conhecidos, então é meio difícil sair por aí sem se esconder um pouquinho. Coloquei um gorro e meus óculos escuros e a riu quando fiz isso.
- Que foi? -
- Nada! Ainda é muito estranho ver você famoso! -
- Não sou famoso! - Retruquei.
- HÁ-HÁ Fletcher! - revirou os olhos.
- Anyway, vamos? - Disse saindo do carro. Andei rápido até o outro lado antes que a abrisse a porta.
- Mademoiselle... - Abri a porta fazendo uma reverência exagerada e estendendo minha mão para ajudá-la a descer. Ela pegou na minha mão e quando ameaçou soltar segurei-a com mais força.
- Não vou soltar! - Eu disse rindo e ela riu também. Fomos andando até o balcão de mãos dadas.
- Bom dia! - Disse ela simpática pro atendente
- Bom dia, o vão querer? -
- Errr... Eu quero um frappuccino de doce de leite. E você ?-
- Um frappuccino de caramelo, por favor. - Ela tentou novamente soltar a minha mão.
- Se você não soltar minha mão eu não tenho como pegar minha carteira! -
- Quem disse que você que vai pagar? -
- Ah não ! Deixa que eu pago! - Disse ela tentando soltar a sua mão, mas peguei as suas duas mãos e as prendi com uma só minha e com a outra arrumei um jeito de pegar a carteira que estava no meu bolso. Entreguei o dinheiro para o atendente, que agradeceu.
- Idiota. - Disse ela tentando segurar o riso.
- Linda. - Merda! Deveria ter mantido isso nos meus pensamentos. Olha! Ela ficou vermelha! Linda! Ok, Fletcher, chega!
- Aqui o pedido de vocês. - Resolvi soltar a mão da , acho que aquele contato me deixou um pouco desconcertado. Vocês não sabem o quanto eu estou me sentindo gay depois disso. Ah, e tenho que agradecer esse cara depois por ter me salvado de uma situação um pouco desconfortável.
- Obrigada! -
- Vamos indo pro estúdio? Já são quase quatro horas, e se eu chegar atrasado eles vão me matar. - Fomos andando sem falar muito, cada um perdido em seus próprios pensamentos até o estúdio, que não era muito longe dali. Entramos no grande prédio e fomos para o 3º andar, onde ficava o estúdio que havíamos alugado.
-! - Gritaram e assim que chegamos, e saíram correndo para abraçá-la
- Heey! - Disse ela no meio dos dois. - Err... Vocês estão me esmagando. -
- Opa! Desculpa ! - Disse
- É, desculpa aê ! Tava com saudades! – Disse , é claro! E depois começou a rir escandalosamente... Vai entender.
- Cadê o ? - perguntou
- Ele ainda não chegou, e se não chegar em cinco minutos vai ser um morto. - disse, e nesse momento entrou correndo na sala.
- CHEGUEI, CHEGUEI! - Disse ele desesperado - Cheguei na hora certa, né? -
- Chegou, mas se você demorasse mais cinco minutos ia ser um “ morto”. Palavras do - Respondeu divertida.
-! NÃO TINHA TE VISTO AÍ! QUANTO TEEEEEEEEEEEEEEMPO! - foi abraçá-La - Como anda a vida? O Ant vai passar aqui depois? Faz um tempão que eu não o vejo também! - Ótimo , parabéns! EEE agora ela vai chorar, conheço essa cara! Merda, todo meu esforço pra distrair ela foi por água a baixo!
Corri para abraçá-la, que afundou o rosto em meu pescoço
- Hey, hey - Disse fazendo cafuné em seu cabelo. - Não chora ! Calma, calma. Quer que eu te leve pra casa? - Perguntei em voz baixa.
- Não, tudo bem, só vou lavar meu rosto. - Disse ela pra mim. - Já volto gente! - disse olhando para todos e saiu.
Olhei para , que estava com uma cara assustada.
- O que foi isso? - Perguntou ele olhando pra mim. Respirei fundo.
- O Antony traiu a ontem. - Os olhos de se esbugalharam
- C-como assim? - Disse ele gaguejando
- Ela voltou mais cedo pra casa ontem, aí o Antony tava na cama deles com outra mulher. -
- Eu não acredito! Por que ninguém me avisou porra?! - Nesse momento voltou e foi correndo e a abraçou cuidadosamente. Já disse que não estou gostando de todos esses abraços? Queria ser eu dando todos eles!
- Desculpa ! Eu não sabia! -
- Tudo bem. - Disse ela com um sorriso triste. Esse sorriso me mata.
- Pode contar comigo pro que precisar ok? -
- Obrigada ! -
se afastou e falou em voz alta.
- Vamos tocar uma música para alegrar essa linda moça! -
- Podem ir entrando, eu já to indo! - Disse, e quando os três saíram da sala eu fui até a .
- Tudo bem mesmo, ? Se quiser a gente pode adiar a gravação... -
- Não! Que isso , vocês não precisam adiar a gravação só por causa de mim! Vai lá! A música vai me fazer bem! - Disse ela com um sorriso meigo. Como eu poderia resistir.
- Ok, ok! Mas QUALQUER coisa você me chama, ok? -
- Pode deixar , eu vou ficar bem! -
Beijei o topo da cabeça de e entrei na sala de gravação com os guys.
- Que música vamos gravar hoje? - perguntou
- Lembra aquela musica que eu mostrei pra vocês semana passada? - Perguntei
- Lembro mais ou menos... Toca você primeiro e a gente acompanha. - Disse
- Ok, ok. -


I think of yesterday
And all the times I spent being lonely
I watched the young be young
While all the singers sung
About the way I felt

The days are here again
When all the lights go down,
What do they show me?
The rules are all the same
It's just a different game
To tell you how I feel
Although it seems so rare
I was always there

Oooh, oooh I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh I can't stop digging the way
Oooh, oooh I can't stop digging the way you make me feel

I took a little time
Scripting all the things that I tell you
I'll send them through the mail
And if all goes well
it'd be a day or two

I spent some extra nights
Trying to forget the things that I've shown you
By now the smoke is cleared
And all along I feared
It would turn out this way
Though it might be wrong
My light is always on

Oooh, oooh I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh I can't stop digging the way
Oooh, oooh I can't stop digging the way you make me feel

Ba, ba, ba, ba, baBa, baBa, ba, ba, ba, baBa, baBa, ba, ba, ba, baBa, baBa, ba, ba, ba, ba

Look at us now
Ask me, how did this get so
I'll show you how
Got my shoes on the ground
But I'm taking em' off (taking em' off)
And I'm ready to walk, yeah

Oooh, oooh I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh I can't stop digging the way
Oooh, oooh I can't stop digging the way you make me feel, yeah
I can't stop digging the way you make me feel


É, você já deve imaginar pra quem eu escrevi essa música.
- Duude! Essa música é linda - Disse empolgado.
- Obrigado dude. -
- Vamos gravar só essa hoje? - Perguntou
- Não sei, vou falar com a se ela já quer ir, se não a gente grava mais uma. -
Sai da sala e encontrei com os olhos vermelhos e fungando baixinho.
- ! Tudo bem? Aconteceu alguma coisa? -
- Não! É... Essa música é linda! OMG pareço um bebê! Não consigo parar de chorar. -
A abracei e fiquei fazendo cafuné.
- Já tá ficando tarde, quer ir pra casa? -
- Pode ser - Disse ela com uma voz aparentemente calma, mas sabia que ela estava com medo de chegar lá e o Antony ainda estar em casa.
- Ok, vou falar com os guys e vamos, ok? -
Votei pra sala de gravação e avisei que estava indo embora. Os três me pediram carona pra ir para um pub que ficava na mesma rua que o apartamento da . Dirigi até o Pub e deixei os três lá.
- Qualquer coisa liga - Disse quando estava saindo do carro.
- Pode deixar dude. - Porque eu não tive um bom pressentimento sobre o que o falou? O que poderia dar errado? Er, melhor não pensar sobre isso. Andei mais um pouco e estacionei em frente ao prédio da .
- Quer que eu suba com você? - Perguntei desligando o carro. Ela afirmou com a cabeça. Vi que ela estava muito nervosa e quase começou a chorar.
- Hey hey - Disse a abraçando - Calma, , vai ficar tudo bem. Eu to aqui pra qualquer coisa que aconteça. - Ela sorriu e respirou fundo apertando a minha mão.
- Vamos. -
Entramos no elevador e apertamos o botão do 4º andar. A estava quase esmagando a minha mão de tão forte que apertava devido ao seu nervosismo. Saímos do elevador e abriu a porta, que já estava destrancada. Isso não era um bom sinal.
- Finalmente nossa convidada especial chegou! - Disse Antony visivelmente bêbado. Ele estava com uma garrafa de cerveja na mão, assim como outro homem que estava ali. Esse, quando ouviu Antony falando, lançou um olhar pervertido para . Ela escondeu o rosto em meu pescoço e começou a chorar, a apertei mais forte contra meu corpo, querendo protegê-la. - E é claro que trouxe esse viadinho, sempre sai correndo pra ele quando alguma coisa dá errado. E o pior de tudo, é que ele sempre a acolhe, que nem um capacho. - Ele disse e senti o sangue borbulhar em minhas veias. desenterrou a cabeça do meu pescoço e olhou Antony com ira.
- Cala-a-sua-boca. - Disse ela visivelmente irritada, parecia que ia explodir de raiva. - Você não tem o direito de falar com ele assim -
- Vem calar, amorzinho. - Provocou Antony em um tom irônico.
Isso não ia acabar bem, escreve o que eu to falando.
- Sabia que você ia sair correndo e dar o primeiro que visse, e esse sempre vai ser esse viadinho aí que anda que nem um cachorrinho atrás de você. Que lindo, um casal de corninhos. - Não agüentei, soltei a e acertei um soco bem no meio do rosto do Antony, que caiu no chão. Quando vi, o outro homem veio em minha direção e me acertou no olho, também cai no chão.


Capítulo 4
’s POV

- TOM! - O desespero tomou conta de mim. Tom estava no chão e Antony estava dando chutes em sua barriga. - PÁRA ANTONY! PÁRA COM ISSO AGORA! - Gritei enquanto lágrimas espessas corriam de meus olhos. Ele veio em minha direção e tapou a minha boca com uma de suas mãos.
- Quietinha e vai fazer tudo o que eu quiser, a não ser que você queira que seu amiguinho ali... - Ele me virou para Tom, que levou outro chute na barriga. - sofra as conseqüências. - Minha visão estava completamente embaçada por causa das lágrimas.
- Só não o machuque mais, por favor. - Falei com a voz fraca.
Antony me agarrou com força, tanta que chegava a me machucar. Forçou seus lábios contra os meus, mas me recusei a abri-los, cada vez com mais força, se irritando mais e mais a cada segundo. Eu conseguia sentir o gosto de sangue que vinha da minha boca.
Eu não quero isso! Eu quero sair daqui, eu TENHO que sair daqui. O que eu faço porra? Não tem nada que o possa fazer e se eu gritar por ajuda eles vão o machucar ainda mais. Se eu conseguisse falar com alguém... MEU CELULAR! Estava no bolso de trás da minha calça. Mexi-me um pouco, tentando soltar minha mão que estava presa por Antony, mas isso pareceu o irritar ainda mais, porque passou a puxar minha blusa grosseiramente para cima, tentando tira-la de mim, mas eu fazia força para ele não conseguir.
- Antony, pára, por favor! Pára! - Disse tentando o afastar de mim.
Foi aí que ele perdeu a paciência de vez e rasgou minha blusa com as mãos, me deixando apenas de sutiã. Desceu sua boca até meu colo e pude finalmente abrir meus olhos. Olhei para o outro lado da sala e vi curvado, encostado na parede. O outro homem estava em pé de braços cruzados. Um dos olhos de estava roxo e muito inchado, sangue escorria de seu nariz e boca. Olhei em seus olhos, seu olhar estava com um misto de dor, raiva e culpa, lágrimas caiam livremente de seus olhos. Fixei meu olhar em seu.
- - Mexi meus lábios sem emitir nenhum som. Sem precisar falar mais nada entendeu o que eu precisava.

’s POV

olhou pra mim com os olhos vermelhos de tanto chorar. Meu estômago embrulhou em culpa, eu que tinha começado isso tudo e agora não havia nada que eu pudesse fazer. Esse cara é três vezes o meu tamanho, não teria chance alguma. Lágrimas corriam de meus olhos e meus soluços eram altos. Não me importava se o mundo todo me visse nesse estado, não dava a mínima pra o que pensam nesse momento, ver a mulher que eu amo assim é a pior sensação, a pior dor que alguém pode sentir. Fixei meus olhos nos dela.
- - Vi seus lábios se movimentarem sem emitir som nenhum. É claro! Se eu conseguisse distrair o Antony por um minuto a podia ligar pro .
Respirei fundo tentando armazenar toda a força que eu ainda tinha. Levantei rapidamente fui em direção ao homem que estava perto de mim e dei uma joelhada com o máximo de força que pude no meio de suas pernas, ele caiu no chão. Corri até onde Antony e estavam, o puxei e acertei um soco em seu estômago. O homem que antes estava no chão veio em minha direção e me jogou no chão, apertando suas mãos contra meu pescoço.
- ! NÃO! - gritou. Antony se aproximou.
- Mais uma gracinha dessas e você nunca mais vê a luz do dia, entendeu? - Antony se afastou novamente e puxou brutamente pelo braço.
- Vamos para algum lugar mais quieto, amorzinho? - AH NÃO! PUTA MERDA, ELE NÃO PODE FAZER ISSO! CADE O ?!?!
Antony arrastou até o quarto e fechou a porta. O desespero tomou conta de mim, nunca ia me perdoar por isso, nunca ia me perdoar por fazer a sofrer desse jeito.
Em menos de 3 minutos depois , e um homem que deveria ser algum segurança do pub entraram pela porta.
- NO QUARTO! - Gritei assim que os vi. e correram até lá enquanto o segurança tirava as mãos do homem de meu pescoço e o imobilizava. Assim que fiquei livre, corri com um pouco de dificuldade até o quarto.
Antony estava no chão com e o segurando. Um de seus olhos estava roxo e sangue escorria de sua boca e nariz.
- Tire ele aqui, por favor! E liguem para a polícia! - Disse enquanto corria em direção a , que estava com apenas a roupa de baixo e o lençol em sua frente. Tirei minha blusa a e vesti com ela, logo em seguida a abracei. Seu choro se intensificou e permiti as lágrimas saírem de meus olhos também. - Desculpa , me desculpa, por favor. - Disse a apertando ainda mais contra mim, não importava a dor quase insuportável que eu estava sentindo em todo o meu corpo por causa dos socos e chutes que eu havia levado, eu só queria abraçá-La. - Desculpa por ter começado tudo isso.
- Vou te desculpar por ter me salvado? - Ela disse entre soluços. - Se você não tivesse aqui não quero nem imaginar o que teria acontecido. - Ela começou a chorar de novo e ficamos abraçados por um longo tempo e aos poucos seu choro foi diminuindo.
- Ele não... - Comecei receosamente - Ele não te machucou, machucou? - Perguntei em voz baixa com medo de ouvir a resposta. Ela balançou a cabeça negativamente.
- O e o chegaram a tempo de impedi-lo. - Concordei levemente com a cabeça e comecei a fazer cafuné em seus cabelos.
- Você quer ficar lá em casa por um tempo? Acho que vai ser melhor pra você...
- Não precisa ! Vou atrapalhar sua vida e você não vai ter liberdade pra trazer quem você quiser pra casa, e... - A interrompi colocando meu dedo indicador em seus lábios.
- Você é a pessoa que mais importa no mundo pra mim, ter você do meu lado é o que eu preciso pra me sentir bem. Nada mais importa. - Disse olhando em seus olhos. - Eu preciso te proteger e queria ter te protegido hoje. Desculpa... - Agora ela colocou o indicador em meus lábios.
- Por favor, não pede desculpa. , você não teve culpa! - Ela disse com os olhos marejados - Você tem certeza disso? Tem certeza que eu não vou atrapalhar?
- Nunca tive tanta certeza na minha vida - Ela sorriu e me abraçou.
- Obrigada. - me soltou e levantou. - Vou tomar banho.
- Ok. , a polícia deve já tá aqui, e vão querer nossos depoimentos. Vou lá dar o meu e quando você sair do banho você dá o seu... - Fui até ela e a abracei - Te Amo . - Mais do que você imagina. Completei mentalmente.
- Te amo .
Saí do quarto e fui em direção a sala. Um policial conversava com , e , que estavam sentados no sofá da sala. Antes que eu pudesse chegar até eles, outro policial veio falar comigo.
- Você é o , certo?
- Certo.
- Eu gostaria de te fazer algumas perguntas
- Claro.br> Contei tudo o que tinha acontecido nos mínimos detalhes. Uns vinte minutos depois, apareceu na sala, e o policial que antes estava falando com os guys foi falar com ela. Sentei no sofá junto com os três e fixei meu olhar na . Ela estava chorando, contando o que havia acontecido. Tudo o que eu queria fazer era ir lá e a consolar, mas o outro policial disse que eu não poderia intervir. Continuei com o meu olhar fixo no dela, me isolando de tudo que acontecia a minha volta.
- ! - Foi só com um berro de que percebi que eles estavam falando comigo.
- Desculpa, eu tava distraído...
- Tudo bem dude. Como você tá? - Perguntou
- Melhor que a .
- O que aconteceu?
- Posso explicar depois? Realmente não estou com cabeça pra pensar nisso agora. - Os três balançaram a cabeça compreensivamente.
- A vai pra sua casa? - perguntou.
- Vai, eu não posso a deixar sozinha agora. - Ele concordou com a cabeça e caímos no silencio de novo.
Um tempo depois, terminou de dar seu depoimento e veio em nossa direção. Os três a abraçaram e falaram que estavam lá pra qualquer coisa que ela precisasse.
- Obrigada gente. Amo vocês, de verdade. - Ela sorriu fraco e veio até a mim. - Eu vou pegar umas roupas... Tem certeza que não tem problema eu ir pra sua casa?
- Quantas vezes vou ter que falar que não?
- Ok, já volto. - Ela saiu em direção a seu quarto.
- Dude, eu liguei pra explicando tudo o que tinha acontecido e ela queria vir aqui agora, mas falei que era melhor se ela passasse amanhã na sua casa, tem problema? Será que a vai se importar?
- Claro que não, acho que vai ser bom pra ela. - Ah, Esqueci de falar, é a namorada do . Ela entrou no colégio na sétima série, e desde o começo ela e a se deram muito bem, hoje era a sua melhor amiga.
- Ok então... - Ele olhou para o relógio - Tenho que ir agora , qualquer coisa liga, ok?
- Ok.
- Nós estamos indo também - Disse que estava ao lado de . - Manda um beijo pra , tá?
- Ok dudes. Obrigado por tudo.
- Que isso , é pra isso que a gente tá aqui. Não só pra isso, mas você entendeu. - Disse se embolando nas palavras. Sorri fraco.
- Tchau, gente!
- Tchau dude!
Logo depois a voltou do quarto com uma mochila nas costas.
- Vamos? - Disse ela desanimada
- Claro. - Fui até ela e a abracei - Vai dar tudo certo, eu prometo.
- Como você sabe?
- Porque eu vou dar a minha vida pra que isso aconteça. - Ela olhou pra mim e sorriu. Dessa vez seu sorriso não era tão triste.


Capítulo 5

- Você consegue dirigir? - perguntou quando chegamos no meu carro.
- Acho que sim. - Quando entramos no carro, ela começou a rir. - Que foi? - Perguntei estranhando a reação.
- Você não cansa desse carro não? - Ok, estou perdido.
- Quê?-
- Você tinha uma igual a esse, vendeu e comprou outro IGUAL! - Ah sim, agora eu entendi.
- Eu tentei! Comprei um monstro que nem cabia nas vagas dos estacionamentos, mas não agüentei e... - Disse sorrindo.
- Não podia nem trocar a cor? - Ela me perguntou com um sorriso debochado.
Dei de ombros e liguei o carro. Fomos até a minha casa conversando sobre assuntos aleatórios, um tentando distrair o outro de seus próprios pensamentos.
Assim que chegamos, colocamos nossos pijamas e fomos ver TV.
- Ok, chega, vamos dormir. - Disse quando meus olhos começaram a fechar sozinhos e vi que a não estava muito diferente de mim. Me levantei e fui até onde ela estava para a ajudar a se levantar. - Quer dormir comigo? - Disse com um sorriso calmo. Ela afirmou com a cabeça e levantou do sofá.
Fomos até meu quarto e nos deitamos em minha cama. Ela, assim que encostou a cabeça no travesseiro, caiu em um sono profundo, a dor me manteve acordado. Fiquei algum tempo, não sei ao certo quanto, pensando no dia horrível que passei. A dor dos meus ferimentos estava praticamente insuportável, mas se eu levantasse, iria acordar a . Fiquei por mais um longo tempo distraído olhando para o teto. Me despertei quando a começou a gritar.
- NÃO! NÃÃO! POR FAVOOOOR! - Merda, pesadelo!
- ! ! ACORDA - Tentei a acordar enquanto ela se debatia e lágrimas caiam de seus olhos.
Ela abriu os olhos assustada e um pouco perdida, mas logo que percebeu o que tinha acontecido e me abraçou tremendo. - Calma, calma, foi só um pesadelo.
- F-f-o... - Ela tentava falar, mas seu choro a impedia.
- Shhh.. Só se acalma. - Passaram alguns minutos e ela ainda chorava, mas pelo menos não tremia mais. - , olha pra mim. - Seus olhos estavam muito vermelhos. Uma dor inconsciente me atingiu ao ver ela assim. - Calma, não chora, foi só um pesadelo, tá tudo bem agora. - A abracei novamente e ela foi parando de chorar aos poucos.
- Eu to com medo de dormir. - Ela disse contra meu pescoço com uma voz abafada.
- Não se preocupa , não vai acontecer nada. - Ficamos abraçados, e quando achei que ela já tinha dormido, me movimentei um pouco na cama para conseguir olhar para ela.
- Canta pra mim? - Ela disse assim que nossos olhos se encontraram.
- Ainda não conseguiu dormir? - Ela abaixou o olhar e balançou a cabeça negativamente.
- Não fica assim . - Disse levantando sua cabeça delicadamente pelo seu queixo. Olhei fundo em seus olhos tentando de passar o máximo de segurança que consegui. - Fecha os olhos. - Assim que ela o fez comecei a cantar.


Lightning strikes
Inside, a chance to keep me up at night
Dream of ways
To make you understand my pain

Clouds of sulfur in the air
Bombs are falling everywhere
It's heartbreak warfare
Once you want it to begin,
No one really ever wins
In heartbreak warfare

If you want more love,
why don't you say so?
If you want more love,
why don't you say so?

Drop his name
Push it in and twist the knife again
Watch my face
As I pretend to feel no pain

If you want more love,
why don't you say so?
If you want more love,
why don't you say so?

Clouds of sulfur in the air
Bombs are falling everywhere
It's heartbreak warfare
Once you want it to begin,
No one really ever wins
In heartbreak warfare

If you want more love,
why don't you say so?
If you want more love,
why don't you say so?

Just say so...


Vi que sua respiração havia se acalmado e agora ela estava realmente dormindo. Sorri e depositei um beijo em sua testa. Meus olhos finalmente pesaram o suficiente para me fazer dormir.
Acordei quando a manhã já tinha começado. Minha cabeça estava explodindo, doía só de mexer os olhos. Me levantei cuidadosamente para não acordar a e coloquei uma roupa qualquer. Coloquei meus óculos escuros e fui andando até a farmácia que era perto da minha casa. Quando estava voltando, parei em uma Starbucks e comprei dois cafés e alguns muffins.
Cheguei em casa fui direto pra cozinha para tomar o remédio. Arrumei os cafés e muffins em uma bandeja e subi para acordar a .
Ela ainda estava dormindo, totalmente esparramada na cama. Coloquei a bandeja na mesinha de cabeceira, sentei na ponta da cama e afaguei seu cabelo.
- , acorda. - Disse baixinho perto de seu ouvido e ela se arrepiou. - Acorda, eu trouxe café.
Ela abriu os olhos lentamente e me olhou com um sorriso doce.
- Bom dia - Ela disse com a voz embolada.
- Bom dia - Peguei a bandeja e coloquei em meu colo.
- Você trouxe café! - Disse ela sorridente e atacou os muffins.
- Sabia que você ia gostar. - Peguei um pedaço do muffin dela e coloquei na boca.
- Ei! É meu!
- Quer de volta? - Coloquei minha língua com o que restava do muffin para fora e ela fez uma careta.
- Sem graça! - Sorri satisfeito e voltei a tomar meu café.
- Ah , a vai vir aqui pra passar a tarde com você, ok?
- O vai vir também?
- Não sei, provavelmente. - Ela afirmou com a cabeça e ficou por um bom tempo olhando para o nada.
- Que música é aquela que você cantou pra mim ontem? - Ela perguntou de repente.
- Heartbreak Warfare, do John Mayer... Gostou?
- É linda.
Terminamos de tomar o café e eu desci para limpar a bandeja enquanto a tomava banho. Assim que terminei liguei para o para combinar a hora que ele e a iriam vir aqui. Ficou combinado que eles iam vir pra cá mais ou menos uma hora e nós iríamos pedir uma pizza para o almoço. Subi até o meu quarto e abri a porta sem pensar duas vezes.
- , eu liguei pro e... - wow! Ela é tão... Ei! O que é aquilo no colo dela?
- ! SAI DAQUI! - disse desesperada e tentando se esconder com as mãos, já que estava apenas com roupas íntimas. Corri até ela e tirei as mãos de seu colo. Marcas muito roxas e machucados estavam espalhados pelo seu colo.
- ! O qu.. O que foi isso? - Olhei para ela e vi que ela estava chorando.
- Sai daqui ! - Fiquei imóvel ainda impressionado com os machucados, aquilo não estava assim antes, tinha marcas, mas não assim! - SAI !
- Não ! O que foi isso?
- SAAAI!- Ela gritou exasperada. Achei melhor sair, mas não ia deixar isso passar.
Quando sai do quarto fiquei ainda algum tempo sem reação em frente à porta, ainda podia ouvir seus soluços. Quando consegui recuperar meus movimentos fui meu sentar no sofá e deixei que meus pensamentos me tomassem. Passei um bom tempo assim, e quando olhei para o relógio percebi que estava quase na hora marcada com a e o . Achei melhor subir para ver como a estava. Bati na porta levemente.
- ? - Chamei baixinho e fiquei esperando uma resposta, como ela não falou nada, continuei - Posso entrar?
- Entra. - Quando entrei, vi que ela estava deitada na cama de costas para a porta. A cortina estava entreaberta, deixando apenas um feixe de luz entrar no quarto. Sentei ao seu lado na cama e comecei a fazer cafuné em sua cabeça.
- Desculpa por aquilo... Eu fiquei preocupado. - Confessei e ela se virou. Vi que ela estava chorando. A abracei forte me deitando ao seu lado na cama. O choro dela aumentou.
- É que... - ela hesitou em continuar. Continuei em silêncio, mas a apertei mais contra meu corpo para tentar lhe passar segurança. - Eu fiz isso. - Um nó se instalou na minha garganta e um turbilhão de perguntas encheram minha cabeça.
- O-o que? - Questionei incrédulo, minha voz mal saiu em um tom audível.
- Eu estava me sentindo suja, como se o que aconteceu ontem estivesse impregnado em mim. Eu não aguento mais a lembrança de ontem, tentei apagar da minha mente, mas não funcionou. - Ela afundou seu rosto em meu pescoço.
- Desculpa , eu não deveria ter deixado ele fazer isso com você eu... - Ela balançou a cabeça negativamente.
- Por favor não faz isso , você não teve culpa! Por favor me promete que você não vai se culpar. - Desviei do olhar triste que ela me lançou. A culpa era minha! Eu que tinha começado a briga!
- Por favor . - Ela suplicou baixinho,chorando. Concordei com a cabeça um pouco relutante.
- Qualquer coisa por você.
Ficamos um bom tempo abraçados, e provavelmente ficaríamos muito tempo assim, mas a campainha tocou me obrigando a levantar.
- Deve ser o e a . Quer que eu fale pra eles voltarem mais tarde, ou amanhã?
- Não, pode deixar. Desce lá que eu já to indo.
- Tem certeza? - Ela afirmou com a cabeça. - Ok.
Desci as escadas enquanto a campainha tocava insistentemente. Só percebi ali que a minha dor de cabeça não tinha passado completamente, o som irritante ecoava pela minha cabeça. Abri a porta e dei de cara com duas pessoas sorridentes, que trocaram seus sorrisos por expressões de preocupação assim que me viram.
- Hey dude - foi o primeiro a falar - Como você tá?
- Já vi que pela cara de vocês não to parecendo nada bem, né? - Soltei um sorriso forçado e abri espaço para eles entrarem.
- Oi ! - me deu um abraço carinhoso e me olhou significativamente. - Como você tá? - Erm... Impressão minha ou ela quis dizer algo mais com essa pergunta?
- Poderia estar melhor... - Ela continuou me olhando significativamente, mas quando percebeu que eu não ia falar mais nada, desistiu e mudou sua expressão para preocupação.
- Como ela tá?
- Não muito bem...
- Cadê ela?
- Tá lá em cima... Espera um minuto que eu vou lá falar que vocês chegaram. - Subi até o meu quarto e bati na porta antes de entrar.
- , eles tão aqui... - Ela estava sentada na ponta da cama ainda chorando. Me aproximei e sequei suas lágrimas. - Tudo bem? - Ela afirmou com a cabeça.
- Pede pra subir? E pede desculpa pro , eu realmente não quero que mais ninguém me veja assim. - Seu choro pesou e eu a abracei.
- Vou lá chamar ela... - Sequei de novo as lágrimas que ainda caiam e saí do quarto. Respirei fundo antes de descer, parecia que um peso de uma tonelada estava esmagando o meu pulmão.
- , ela pediu pra você subir... - Ela concordou e começou a subir as escadas - Ela tá no meu quarto.
- Vamos lá pra fora? - Sugeri a que me olhava preocupado.
- Claro.
Fomos andando até as espreguiçadeiras que ficavam perto da piscina e nos sentamos nelas. parecia querer me perguntar alguma coisa, mas não tinha coragem. Vi de canto de olho que ele me encarava tentando tomar coragem.
- Erm, ... - Finalmente olhei pra ele, que agora parecia inseguro de novo. - O que foi com você? Digo, além do óbvio? Eu nunca te vi assim! - Foi só eu, ou essa pergunta não fez sentido nenhum?
- O que?
- Desculpa falar assim, mas você tá acabado! Claro, com tudo que aconteceu ontem você estaria muito mal, mas...
- Eu amo ela. Mais do que qualquer coisa.
- Claro, , todo mundo tá se sentindo horrível, mas...
- Não. Eu AMO ela, sou apaixonado por ela. E eu conseguia aturar ela com outro por que parecia que ele a fazia feliz, e isso é o mais importante. Mas depois de ontem... Eu devia ter percebido que ele era assim antes, não podia ter deixado que ele fizesse isso com ela! - ficou me encarando tentando falar alguma coisa.
- wow. - Ele arregalou os olhos e demorou um pouco até conseguir falar de novo. - Não esperava por isso. - Ele pensou por mais um momento e disparou. - Dude, mas a culpa não é sua! - Ótimo, mais um que pensa essa idiotice! - Não tinha nada que você pudesse fazer! Você salvou ela!
- Eu vou me sentir culpado por qualquer mal que qualquer um fizer a ela, porque eu poderia ter impedido! - Esfreguei o rosto tentando me livrar da raiva que me consumia sempre que tocava nesse assunto - Eu tenho que proteger ela!
- Ok, dude, calma! - me olhava assustado, mas ao mesmo tempo compreensivo. - Eu sei o que você quer dizer. - Forcei um sorriso para ele e prendi minha atenção na água da piscina.
- Dude? - Me virei pra ele e murmurei dando a entender que eu estava ouvindo - O que você vai fazer? - Fiquei pensando um bom tempo, mas disse.
- Não faço a mínima idéia.


's POV


Ouvi uma leve batida na porta e a voz da ecoando pelo corredor.
- ? - Ela disse abrindo a porta e colocando só a cabeça pra dentro do quarto.
Tentei sorrir, mas o máximo que consegui foi formar uma linha reta em meus lábios.
- Meu baby! - Ela veio correndo ao ver que eu estava chorando e me abraçou.
- Calma , por favor, não chora! - Olhei para cima tentando me acalmar. - Como você tá? - Tentei procurar palavras pra tentar descrever como eu estava me sentindo agora, mas nada parecia suficiente. Me sentia suja, impregnada com o cheiro do Antony, como se ele fosse um perfume permanente, e a única coisa que conseguiria apagar isso, era o tempo.
Ao invés de tentar explicar, acho que seria mais fácil mostrar pra ela o que eu tinha feito. Abri os botões que estavam escondendo meu colo e os hematomas que estavam cobrindo minha pela. me olhou apavorada e abriu e fechou a boca algumas vezes.
- O que foi isso? - Ela perguntou em um sussurro. Expliquei exatamente como havia explicado para mais cedo.
- Ainda não acredito que aquele monstro fez isso com você!
- Gabi, posso te pedir uma coisa?
- Qualquer coisa.
- Vamos falar de outra coisa?
- Claro, ! Desculpa, eu não devia ter perguntado tanto, e...
- Não é isso... É só que se eu ficar pensando nisso, eu nunca vou conseguir esquecer. Eu quero ficar bem de novo, não quero ficar me lamentando pelos cantos, essa não sou eu. Eu só quero... Esquecer.
- Não esquece que eu to aqui pra o que você precisar. Sempre.
- Obrigada.
- Você sabe que não tem que agradecer! Eu sou sua amiga, e não suporto nada que te faça mal! - Sorri agradecida e dei um abraço nela.
- Posso te perguntar outra coisa?
- Claro
- O só tá fazendo isso tudo porque ele acha que foi culpa dele?
- Ele realmente acha que é culpa dele, mas... - Claro sua idiota! Urgh! Você só tá atrapalhando a vida dele, fazendo-o sofrer junto com você. Ok, eu tenho que ir embora!
- Gabi... - Quando olhei pra ela vi que ela estava olhando para a porta, com uma expressão de dor, angustia. Segui seu olhar e me deparei com congelado na porta do quarto com os olhos fechados.
- Não se atreva a falar isso. - Ele disse em um tom baixo e controlado de voz, e abriu os olhos para me encarar. Pude ver com clareza em seus olhos raiva. E dor. - , você é a coisa mais importante na minha vida, mesmo que eu não tivesse culpa em alguma coisa ruim que aconteceu com você, eu ia fazer de tudo pra tentar te fazer sentir melhor. Por favor, NUNCA pense isso. - Eu não acredito. Ele ainda acha que a culpa é dele.
- ! Quantas vezes eu vou ter que falar que a culpa não foi sua?! Ia ser muito pior do que foi se você não tivesse lá! Pelo amor de Deus! Não foi culpa sua! - Sem perceber, acabei gritando. Quando olhei para ele me olhava incrédulo, como se eu tivesse falado um absurdo. - OK, CHEGA! Eu não posso agüentar você se culpando assim! Eu vou pra casa! - Por mais que eu tivesse apavorada de ir pra casa sozinha, eu não podia conviver com o se culpando.
No segundo seguinte estava me abraçando, me impedindo de me mexer.
- Não vai embora, por favor ! Não faz isso comigo! Eu preciso tá perto de você agora, me machuca te ver mal e não fazer nada sobre isso.
- Você não pode continuar se culpando , isso me machuca. Não quero repetir de novo que a culpa não foi sua, porque NÃO foi. - Respirei fundo e me afastei um pouco do , para conseguir ver seu rosto direito.
- Vou tentar, juro. Só por favor não vai embora. - Confirmei com a cabeça e ele me abraçou.
- Erm... Cadê a ? - Não percebi quando ela saiu do quarto. olhou em volta.
- Deve ter descido... Vem, vamos descer. - Ele me segurou pela mão e me puxou até o andar de baixo, onde achamos e conversando baixinho no sofá da sala de TV. Assim que ela nos viram, se levantaram e vieram até nós.
- Acho melhor a gente voltar em outra hora... - parecia um pouco desconfortável.
- Não! Desculpa com o que aconteceu lá em cima, ainda tinham algumas coisas pra serem resolvidas...
- Nada de desculpas dona ! - me interrompeu. - A gente que chegou muito cedo... - Rolei meus olhos e fui andando até o telefone.
- Vai ligar pra quem? - me perguntou
- Vou ligar pra , pro e pro virem aqui. Nós vamos jogar pôquer e pedir pizza! - Olhei pro e ele parecia um pouco hesitante.
- Claro! - Bati com a palma da minha mão na testa. A casa era do , não minha, não posso sair chamando uma bando de gente pra vir sem falar com ele - Desculpa! Tem problema chamar eles? Eu posso mar...-
- Não! Claro que não tem problema! É só que.... - Ele parecia com medo de falar. - Tem certeza que você vai se sentir bem com tanta gente aqui?-
- Claro! Eles são meus melhores amigos! - assentiu e me deu um sorriso encantador. Fiquei alguns segundos perdida no sorriso, até que me toquei do que estava acontecendo. Ok o que foi isso? Balancei a cabeça e me virei pro telefone.


Continua…



n/a: Meus amores! Desculpa mesmo a demora, mas eu to atolada de testes, provas, deveres, aulas e etc, e mal tenho tempo de escrever. Vou tentar arrumar um tempo pra escrever pra não demorar tanto a att. Ah! Estou desde a primeira att querendo falar uma coisa mas sempre esqueço! Como vocês viram, o nome da fic é "I Think You Should Know", eu tirei essa frase de uma música do Coldplay, o nome dela é Green Eyes, super recomendo vocês ouvirem! ;) Bom, é isso, queria agradecer a todos os comentários, e espero que tenham gostado desse capítulo!

Ahh e muuuuuito obrigada a minha beta linda! (:

Twitter¹ (@GivemeFlecther) ou Twitter² (@luisa_menezes)


N/b: Não ando merecendo muitos agradecimentos. Se eu contar que att atrasou por minha culpa acreditam? O capítulo estava betado, lindo e perfeito. Só que estragou o meu pc, onde ficavam todas as fics... E eu não cosnegui mandar! Me batam, me chinguem... E Lu desculpa, não vai mais acontecer!