
Por: Mandy Ponce
Beta-Reader: Lisi Paixão
Era uma tarde como outra qualquer, eu estava deitada na minha cama, ouvindo McFly no meu MP4 pela milésima vez no dia, cantando mentalmente o refrão de Corrupted junto com o Danny.
Minhas férias haviam começado há duas semanas, meus pais trabalhavam o dia inteiro, de modo que eu ficava sozinha em casa das oito da manhã até as oito e meia da noite.
Eu havia me mudado para NY quando tinha 8 anos, mas quando fiz dez (sete anos atrás) voltei para são paulo, que é onde estou morando até hoje.
Ouvi o telefone tocar, não estava com a mínima vontade de correr para atender então deixei tocando, até que aquele barulho irritante cessou. Se essa pessoa quisesse falar comigo, ligaria no meu celular. Apenas alguns segundos depois do telefone ficar quieto, meu celular começou a tocar You Belong With Me - Taylor Swift, eu sabia que era
, afinal apenas ela tinha esse toque no celular. Tirei os fones do ouvido, apertei pause e atendi o celular.
- Heey
, fala amore - eu falei um pouco animada.
-
, só liguei pois não tinha o que fazer...
- Ahh quer dizer que agora eu sou sua última opção?!?! - fingi estar magoada, mas ela sabia muito bem que eu estava apenas fingindo, ela me conhecia muito bem, tão bem que nós praticamente líamos a mente uma da outra.
- Não é nada disso
, você sabe que aqui em casa o tédio faz parte da rotina, como ligar pra você e atrapalhar sua música, também faz... - eu falei que nós nos conhecíamos bem.
- Ta, ta, chega de falar disso... A sua vizinha maluquete ainda não voltou da casa da brisada? - a vizinha dela se chamava
e tinha uma prima que brisava demais, a
- Ela falou que vai sim, e também já comprou os ingressos.
- Óia só, nem esperou agente pra comprar!
- É... Whatever, você vai comigo amanhã levar o Sami no aeroporto? - Sami era o primo mais novo da
, tinha 4 anos e estava na casa da tia dela, tia dele também, e amanhã voltaria para o Japão depois de 3 meses aqui no Brasil.
- Claro que vou, aí a gente aproveita e pede pra sua tia passar no estádio do Santa Rosália antes de levar o Sami pra comprar os ingressos do show dos McHot's. - fiz minha melhor cara de safada mesmo sabendo que ela não veria.
- Of course my darling, eu ja falei isso e ela concordou em nos levar ate lá.
- Oh thank's, amore! Eu acho que agora vou ligar um pouco o computador pra ver se a
está on no msn... -
era outra amiga minha, eu, ela e
éramos grudadas feito chiclete em cabelo de pobre, difícil de desgrudar.
- Okay, eu também já estou entrando no msn... Tchau,
,
- Até.
Sabe aqueles computadores que de tão lerdos te dão vontade de chutar pra ver se vai mais rápido? Pois é, o meu era assim, eu demorei exatos 8 minutos apenas para fazer o login do windows, fora o tempo que demorei para conectar a internet, abrir o msn...
*You are now online in msn
Mal entrei e pude ver 1... 2... 3 janelinhas piscando na minha barra de tarefas.
,
e
. Depois mais uma com os 3 juntos. Ignorei as 3 primeiras e fui logo para a “janelinha-irritante-que-pisca” como a
havia chamado.
says: Heey mandy, como vc ta?!
says: eu to beem e vses?
says: Affew, a janelinha-irritante-que-pisca de novo? ¬¬ Eu to lgl...
says: eu tb =]
says: então mandy, jah decidiu quando agente vai comprar os ingressos pro show dos guys?
says: eu tava flando com a
sobre iso agr msm...nós vamos comprar amanhã, a tia dela vai leva nois
says: show de quem??
says: o do McFLY, anta!
says: aahh, claro, o dos mcgays...
says: affew
says: whatever, eu vo passar aí mais tarde, mandy pra deixar o dinheiro pra vc compra ingresso pra mim tbm
aff'z, tenho que sair, minha mãe ta acabando com o resto da minha paciência.. xx
*
saiu da conversa.
Está offline.
says:eu tb me vou people, a geladeira 'tá gritando meu nome.. byebye ;]
*Você está como aparecer offine.
Depois que saí do msn, fui na cozinha pegar alguma coisa para comer, meu estômago estava roncando tão alto que era capaz dos vizinhos ouvirem.. Ta, não era tão alto assim, mais que estava roncando, estava.
- Ahhhhhhhhhhhhhhh quem deixou as barras de chocolate fora da geladeira??? Eu mato essa criatura! - Minhas preciosas barras, fora da geladeira derretendo com o calor que fazia lá fora, coitadinhas.- Pronto minhas barrinhas, vocês já estão na geladeira, nenhuma formiga feia e suja fará mal a vocês de novo.. - coloquei elas na geladeira, depois de passar uma embaixo da água pra tirar as formigas.
- Isso,
continue falando consigo mesma que daqui a pouco televam pra um hospício...
- Ai, eu fiz isso de novo...
Danny's POV
Chegando ao hotel, subi para o nosso quarto e fui tomar um banho enquanto os outros davam um pulo na piscina aquecida (literalmente).
O banho me ajudou a esquecer tudo por alguns momentos, mas eu ainda pensava na garota... Será que eu ainda a veria? Não conseguia esquecê-la de maneira alguma, especialmente seus belos olhos. Bom, seria difícil encontrá-la já que ela deveria morar ali no Rio de Janeiro e nós partiríamos para São Paulo no dia seguinte.
Suspirei alto quando pensei nisso. Gostaria mesmo de saber quem ela era.
*
's POV
- O show foi incrível gente, parecia que o Danny estava olhando apenas pra mim! - eu disse super animada para
,
e
(ela havia voltado um pouco mais cedo da casa da prima pra ir no show conosco).
- Foi mesmo, eu finalmente vi a covinha em pessoa. -
disse com os olhinhos brilhando, pulando e batendo palminhas.
- Ahhh o Dougie é muito mais lindo pessoalmente! -
disse do mesmo jeito que
.
- Ai gente, nada se compara ao SexyJudd!! -
disse entrando no meio das três.
- Ok, Ok, deixem pra continuarem esse papo a caminho do hotel. - A tia da
disse. Sim, a mesma tia que levou o Sami até o aeroporto e eu e a
para comprar os ingressos, acontece que quando chegamos lá, não havia mais ingressos para o show de São Paulo, então tivemos que comprar o do Rio de Janeiro, e aqui estamos nós, no Rio, voltando do show dos McHot's, com a tia da
, que havia se oferecido para nos acompanhar, então a
aproveitou a carona pra vir também.
Já no hotel, era 23:15 e eu não conseguia dormir, então falei para
, que estava acordada lendo um livro, que iria descer pra tomar ar fresco e depois comeria alguma coisa no restaurante e não demoraria, ela falou que tudo bem, iria me esperar para abrir a porta.
Danny's POV
Depois de meia hora debaixo da água quente e relaxante do chuveiro, saí do banheiro somente com uma toalha de banho cobrindo minhas... ahn, partes inferiores e fui até minha mala. Vasculhei-a inteira procurando por roupas que não chamassem tanta atenção num país quente como esse e acabei colocando uma blusa branca com uma estampa simples, uma bermuda preta e chinelos. Completei meu visual com óculos sem lente de grau para tentar não ser reconhecido, além de um boné preto.
Desci até a sala de jogos e comprei algumas fichas no balcão para poder jogar. Entre os diversos aparelhos eletrônicos que estavam funcionando, o que mais me chamou atenção foi um daqueles jogos de corrida de dupla. Havia alguém jogando o jogo então sentei-me ao seu lado para esperar acabar a rodada.
- Quer jogar comigo? – Pela voz percebi que era uma garota. Sorte a minha que ela não viu o meu rosto, mas eu não pude ver o dela. E imagina se ela me olhasse e descobrisse que eu era um McGuy? Ela podia muito bem ser uma fã que veio para o show aqui e tal...
- O quê? – Perguntei em inglês. Sim, ela havia perguntado em português e eu não tinha entendido coisa alguma. Afinal, no Brasil espera-se que todos falem português. Todos menos quatro adolescentes que vêm da Inglaterra pra fazer um show aqui. E também os turistas estrangeiros.
- Oh, desculpe. Quer jogar comigo? – Ela perguntou em inglês, ainda concentrada no jogo.
- Claro. – Respondi, obviamente, na mesma língua. Ela parou o jogo dela e colocou para recomeçar.
Na minha tela, o jogo pediu para eu colocar uma ficha e apertar o botão verde. Fiz tudo isso e escolhi meu carro enquanto minha oponente escolhia o dela. Dez segundos depois estávamos no ponto de partida e o sinal estava vermelho.
Quando ficou verde, nós aceleramos ao mesmo tempo.
Devo admitir que ela jogava muito bem para uma garota. Não que eu seja preconceituoso com garotas que joguem bem, mas convenhamos que ver uma garota arrasando num jogo de corrida não é a coisa mais comum de se ver.
Logo na segunda curva eu bati na barreira que separava a platéia (que parecia ser feita de papelão) da pista. Já minha oponente, fez uma curva perfeita e continuou seu caminho despreocupada.
- Acho melhor você fazer melhor que isso se quiser ganhar de mim. – A garota comentou e eu dei uma risada enquanto voltava para a corrida.
- Você não joga mal para uma garota. – Acelerei na maior parte do percurso restante e, em pouco tempo, eu a alcancei novamente.
- Querido, se eu fosse você eu tomava cuidado com o que está na sua frente, e não ao seu lado. – Ela falou e eu, estupidamente curioso, tentei olhar para ela. Logo na hora que eu ia me virar, uma curva muito fechada apareceu à minha frente e eu bati na barreira mais uma vez. Já a garota, pra variar um pouco, fez uma curva perfeita sem ao menos tocar o freio.
- Não diga que não lhe avisei – Sorri com o comentário dela e dei ré, recomeçando a correr. Agora eu prestaria total atenção à corrida, não me importa mais quem esteja ao meu lado.
- Vou começar a jogar sério. – Falei enquanto acelerava o máximo que o carro me permitia. Ouvi a garota ao meu lado rir.
- Por favor, todos os homens falam isso quando estão perdendo. Mude o disco.
Fiquei meio desnorteado com seu comentário, mas isso não me faria desconcentrar da corrida novamente. Eu estava ali para vencer.
Oh yeah, genes competitivos dos Jones.
Infelizmente, na última curva a garota ficou alguns centímetros à minha frente, vencendo a corrida. Acho que colocaram nitro no carro dela porque ele tava correndo mais que o meu! Isso não era justo!
Mentira, eu é que sou mau perdedor mesmo.
- Parabéns, apesar de achar que colocaram nitro no seu carro. – Levantei-me da cadeira e virei na direção da garota, com a intenção de cumprimentá-la decentemente e até me apresentar. Mesmo que fosse uma fã louca e varrida, ela merecia saber com quem competiu só pra ficar feliz. Afinal, ela ganhou de mim honestamente, era o mínimo que eu podia fazer. Eu acho.
- Você também não joga mal pra um garoto, foi um ótimo oponente. – Ela respondeu enquanto se virava na minha direção.
Quando ela o fez, nós dois ficamos olhando um para o outro com cara de tacho. O cabelo, os olhos, o rosto, tudo era exatamente como eu me lembrava! Era a garota da placa!
- Definitivamente ficar durante tanto tempo na frente dessa tela não me fez bem, estou tendo ilusões. – A garota da placa esfregou os olhos com as mãos. – Desculpe-me, eu achei que tinha visto...
Ela abriu os olhos novamente e percebi que eles se arregalaram levemente e sua boca se abriu um pouco. Assim como eu, a garota estava paralisada de surpresa.
Eu não podia acreditar na minha sorte e acho que ela também não. Sem querer ser presunçoso ou algo parecido, mas você não se acharia a pessoa mais sortuda do mundo se encontrasse seu maior ídolo ao acaso?
- Oh. Meu. Deus. – Ela murmurou chocada enquanto colocava uma das mãos na boca. Peguei sua outra mão e a arrastei para longe dali, na direção dos auditórios do hotel e evitando ser visto por qualquer outra pessoa.
Minha surpresa ao encontrá-la foi grande, mas a noção de perigo falou mais alto. Não queria que metade das fãs que estavam ali no salão de jogos soubesse que eu e os caras estávamos hospedados naquele hotel em particular. Se descobrissem, adeus tudo o que conseguimos armar até hoje.
- Acalme-se, ok? – Falei ao entrarmos em um dos auditórios, vazio à esta hora da noite. O lugar era extremamente espaçoso, com um pequeno palco e várias cadeiras acolchoadas enfileiradas.– Mas... isso é impossível! Não acredito que é você!
- Se você não acredita, imagina eu! DANNY JONES! Eu estou falando com DANNY JONES! – Ela colocou as mãos sobre a boca novamente, depois ela as retirou e respirou fundo, tentando se acalmar. Eu particularmente achei aquela cena engraçadíssima. – Desculpe-me por favor, não pense que eu sou uma fã sem miolos e louca pra arrancar suas roupas e vendê-las na internet.
A garota olhou para mim e percebi suas bochechas ficarem vermelhas. Segurei-me ao máximo para não rir.
- Ah não, eu não sou assim, eu sou até normal. – A garota respirou fundo mais uma vez. – Eu sempre imaginei como seria esse momento, sempre pensei: “Eu não vou ficar dando chilique como aquelas loucas do show”... Cara! Que susto foi esse!
- Eu que o diga. – Murmurei baixinho, não a permitindo ouvir. Ela ficava linda até mesmo quando estava toda nervosa e vermelha. – Já está de boa aí?
- Tudo bem, eu acho. O tranco já passou. – Ela sorriu para mim. Pérolas brancas e perfeitas, os dentes dela. E o sorriso era simplesmente perfeito também, deixando seu rosto mais lindo que antes, se isso fosse possível. – Só reorganizar minhas idéias aqui...
Ela respirou fundo mais uma vez, depois passou a mão em frente ao rosto como um ator faz antes de começar a interpretar um papel. Achei bem divertido ver isso tudo.
- Pronta? – Eu perguntei e ela concordou com a cabeça. Sorri e estendi minha mão. – Olá, fã louca varrida que vende minhas roupas na internet, sou Daniel Jones, mas me chame de Danny. E você?
- Sem graça. – Ela ficou vermelha de novo. – Fica zoando o meu nervosismo, isso é covardia. Mas enfim, olá, pessoa que faz parte da mais perfeita boyband do mundo, sou
, mas me chame de
.
Apertamos as mãos brevemente, sua mão era macia e um tanto pequena comparada a minha. Logo após nossa bizarra introdução, caímos na risada.
- Me diga, Daniel Jones, você e sua banda não estavam hospedados no Copacabana Palace? –
me perguntou enquanto saíamos lado a lado do tal auditório.
- É o que queríamos que as fãs pensassem, então contratamos quatro sósias para irem para lá com a nossa limusine. No passado, algumas fãs invadiram nossos quartos e... han... furtaram inocentemente alguns dos nossos pertences. – Ela concordou com a cabeça.
- Ouvi falar desse tipo de fã, fique sossegado que eu não sou assim! – Nós dois rimos juntos. – E não vou contar pra ninguém seu plano genial.
- Obrigado. Sabia que a idéia foi do Harry? – Eu perguntei. O Harry servia para uma coisa: fazer planos bons. Mas também só servia pra isso, pro resto ele era um completo inútil.
- Realmente ele é um gênio do mal. Eu NUNCA pensaria nisso cara, ia achar muito “filme Hollywood”. – Como o sorriso de alguém poderia ser tão perfeito? Acho que a olhei demais, pobre
,
teve que desviar o olhar de tão sem graça que ficou. Mas o que eu podia fazer? Ser bonita demais deveria ser proibido.
- Vem, vou te apresentar os caras. – Peguei-a pelo pulso e a levei correndo até a área externa onde ficava a piscina.
Vi Dougie e Harry pulando de um trampolim, um deles normalmente e o outro do modo “bomba” enquanto Tom esperava sua vez para cair em cima dos dois.
– Acho que você só de vê-los pulando já adivinhou qual é qual, certo?
- Acho que sim, mas nunca se sabe.– Ela sorriu e eu sorri de volta, depois levando-a mais para perto da mesa onde os pertences deles estavam. Os dois já estavam voltando para lá, subindo pela escada e indo pegar umas toalhas para se secarem.
- Danny. – Tom estava vestindo sua bermuda e sua camiseta, em seguida secando o cabelo com a toalha do hotel. – O que você tá fazendo aqui? – Ele então pareceu perceber
. Afinal, como alguém não a notaria? – Olá...
- Tom, Dougie, Harry, essa é
.
, esses são Tom, Dougie e Harry, os caras da banda. Mas acho que você já sabia, certo, fã louca varrida? –
ficou vermelha novamente e eu comecei a rir. Eles perceberam imediatamente quem era e cumprimentaram de volta. Bom, Tom e Harry perceberam e a cumprimentaram. Já o Dougie...
- Olá, você é a tal garota da placa? – Ê beleza, como alguém pode ser tão descarado por natureza?
- Placa? Que placa? –
virou-se para mim sem entender.
- Ah, uma placa que o Danny... – Talvez o Harry não seja tão inútil quanto eu pensei, já que antes que Dougie continuasse ele pisou no pé dele, fazendo-o ficar quieto finalmente. Por pouco, muito pouco. Sou eu quem deve contar a história a ela.
- Vamos comer? – Harry perguntou, tentando disfarçar um gemido dolorido de Dougie. Nós quatro concordamos com ele e fomos até o restaurante do hotel que, por incrível que pareça, ainda estava aberto a essa hora da noite.
Definitivamente perdemos a hora naquele restaurante. Mas como poderíamos prestar atenção no tempo quando estávamos na companhia de alguém tão legal e interessante quanto a
? Entre uma garfada e outra, nós conversávamos animados e ríamos dos casos que ela e Dougie contavam.
Não parei de observá-la durante toda noite. Ela tinha um jeito tão espontâneo, meigo e doce! E ao mesmo tempo se fazia de durona e brincava bastante conosco, simplesmente perfeita.
Não, eu não estava gostando da garota. Certo?
*
's POV
Eles eram simplesmente o que eu sempre sonhei: engraçados, divertidos e brincalhões.
Eu realmente achava que estava sonhando. Ah, fala sério, conhecer os garotos que formam a minha banda favorita não é coisa que acontece todo dia!
[n/a: Apartir daqui, será somente do ponto de vista do Danny.]
*Danny's POV
Chegou uma hora que o garçom teve que “gentilmente pedir para se retirarem porque o restaurante já estava fechando”. Então saímos do restaurante e acompanhamos nossa mais nova amiga até os elevadores, onde Tom apertou os dois botões. Ela olhou seu relógio.
- Oh céus, a
deve estar surtando! –
falou enquanto torcia uma mecha de cabelo, parecendo um tanto preocupada. – Tadinha, falei que não ia demorar aqui em baixo...
- Foi muito bom te conhecer,
, gostaria de encontrá-la novamente. – Tom falou tristemente.
Senti um leve aperto no coração. Odeio despedidas.
- Se você quiser, pode ir conosco para o show de São Paulo. – Harry sugeriu e eu senti uma pequena esperança dentro de mim. Vê-la de novo.
- Bem que eu gostaria... – Ela suspirou. – Eu moro lá, só que os ingressos pro show haviam acabado quando fui comprar. Daí tive que vir aqui.
- Bom, então confira amanhã sua correspondência quando estiver indo embora que você terá uma surpresinha lá. – Tom sorriu para
. – Seu quarto é o...?
- 306. –
agora sorria de orelha a orelha, vê-la feliz dessa maneira me afetava também. Me sentia leve como uma pluma... eu veria
novamente! Ai que coisa mais gay. Estou começando e desconfiar de mim mesmo.
- O Danny aqui com certeza não vai esquecer. – Dougie falou, dando-me um tapinha nas costas. – Mas se não tiver nada na sua correspondência amanhã, culpe eternamente o Daniel.
Os quatro começaram a rir e eu fiquei sério. Realmente tinha que decorar esse número custe o que custasse.
- É isso então. – Tom abraçou
. – Foi ótimo conhecê-la, esperamos você lá, viu?
- Nem que eu tenha que fugir de casa eu vou pra esse show. – Ela sorriu pra nós, depois olhando especialmente para mim. – Vocês realmente acham que eu perderia uma chance dessas?
- Tchau, tampinha de garrafa pet. – Dougie abraçou-a. – Sentirei muitas saudades, acho que não vou agüentar.
- Te vira, playboy. – Ela respondeu rindo.
- Te vejo lá. – Eu sussurrei no ouvido dela quando a abracei. Ao sair do abraço, percebi suas bochechas ficarem mais vermelhas que um pimentão.
- Até lá, garotos. Adorei conhecê-los. – Ela falou enquanto entrava no elevador e apertava o botão do seu andar. – Tchau, boys.
Ela me olhou pela última vez e sorriu antes da porta do elevador fechar, fazendo meu coração acelerar levemente. O que foi isso?
- Então Dannyzinho, quando foi que você se apaixonou por ela? Antes ou depois de conhecê-la? – Céus, como Dougie é inconveniente. To falando, ninguém merece ele às vezes... só ele mesmo. Na verdade, essa é uma boa pergunta. Será que o Dougie se agüenta ou é um daqueles emos reprimidos que aprenderam a se odiar desde pequenos?
Tenho que armazenar essa pergunta pra quando não tiver como encher o saco desse cara.
- Cale a boca e entra logo na porcaria do elevador. – Respondi enquanto o empurrava na direção do outro elevador que estava nos esperando. Mas como esse cara é particularmente chato e irritante, ficou com a famosa cara de “eu sei que você sabe que eu sei, então pare de negar”. Famosa porque eu já perdi a conta de quantas vezes por dia ele faz essa cara pra mim. Até mesmo quando é desnecessária.
- Tom, quando o Danny for conversar com você, faça o favor de me contar. Assim posso zoar com a cara dele.
Que irritante. Tá, eu tinha uma pequena grande mania de conversar com o Tom quando tinha algum problema e precisava de conselhos. Mas isso porque tem coisas que não podemos conversar com qualquer um , o Harry é muito sem noção pra entender bem os meus problemas "adolescentes" amorosos e o Dougie é um idiota. Já o Tom é um bom ouvinte e dá conselhos bons.
- Dougie, pare de encher o saco do Danny, isso está ME dando dores de cabeça.
- Ta bom, tio Fletch. – Dougie resmungou. Fletch já havia acostumado com nós o chamando de "tio" por isso que não reclamava mais.
Voltamos rapidamente para o quarto e, por mais que as pessoas pedissem para eu prestar atenção no que elas falavam, eu não conseguia. Minha mente estava especialmente direcionada para a
. Essa noite seria inesquecível, eu nunca havia passado tanto tempo com uma garota tão legal desse jeito.
Mesmo sendo famosos e tal, depois do choque que ela teve ao me encontrar ela não ficou nos bombardeando com mil e uma perguntas sobre nossa vida pessoal e profissional. Muito pelo contrário, com ela nós tivemos uma conversa de verdade, algo que não tínhamos com praticamente nenhuma fã.
Nessa noite eu não havia conseguido dormir por um segundo sequer. Se dormi, foi daquela maneira que ninguém percebe e parece que foram segundos de descanso. Sei que durante um longo tempo fiquei pensando em
, relembrando esse maravilhoso tempo que tivemos juntos.
Será que Dougie estava certo? Eu estava realmente apaixonado por alguém que conhecia a menos de vinte e quatro horas?
No dia seguinte, acordei com Dougie batendo em mim com um travesseiro. Ê pessoa inconveniente, sabe. Ao invés de me acordar normalmente, como qualquer outra pessoa normal faria, não. Me acorda berrando no meu ouvido, vai, eu amo isso tanto quanto amo pisar em pregos.
- ACOOOOORDAAAAAAA!!!!! – A voz irritada do Dougie me irrita naturalmente. Irritante.
- PÁRA DE BERRAR NO MEU OUVIDO QUE EU JÁ ACORDEI! – respondi, tacando um travesseiro nesse meu querido e amado Mc-meio-irmão. Esfreguei meus olhos com as mãos e olhei então para o relógio...4h30 da manhã. – POR QUE DIABOS VOCÊ ME ACORDOU QUATRO E MEIA DA MANHÃ CRIATURA DESAGRADÁVEL????
- Acorda toda estressadinha e ainda me culpa. Ingratidão em pessoa, te acordei pra você arrumar suas coisas. – Dougie respondeu mal humorado, percebi que ele arrumava sua mala. Ele mal humorado é muuito chato, mas quem não é? – O ônibus vai sair em uma hora e você nem arrumou sua mala.
- Sabe, pessoa estressada naturalmente, eu mal mexi na mala pra não ficar toda baitola quando estivéssemos indo embora. – Falei irritado enquanto pegava o travesseiro e fechava os olhos novamente, tentando dormir.
Eu consegui dormir, mas tive um sonho bem curto e... no mínimo akward. Por quê?
Bom, primeiro eu tava andando num estacionamento vazio. Ah que legal, um estacionamento vazio, acho que um monstro vai aparecer e me pegar.
Ah.
Sim, isso foi um grito.
Depois do meu acesso de ironia no meu próprio sonho, eu começo a andar e logo na minha frente avisto um palco gigantesco. Simpesmente isso. Um palco, sem nada em volta.
Tá né... daí eu continuo me aproximando do palco e vejo alguém em cima desse palco, parado e me observando caminhar. Percebo vagamente que os cabelos dessa pessoa são castanhos, parecia ser a silhueta de uma mulher... uma garota!
A pessoa deu um passo para frente e... caiu.
Tentei correr para segurar a pessoa, mas como em qualquer típico sonho, você mal consegue caminhar sem se sentir na água. Meus movimentos ficavam em câmera lenta e eu me senti frustrado ao ver a pessoa de costas no chão.
Chegando perto, tentei perguntar se essa pessoa estava bem, mas minha voz não me obedecia de maneira alguma. Então tentei correr mais rápido, só para ficar mais frustrado que antes: minhas pernas agora estavam ainda mais lentas.
De repente eu não andava mais para frente, e sim para trás. A pessoa continuava deitada no chão, imóvel, e eu ali andando para trás. Droga, porque eu não conseguia me mover corretamente? Porque eu não podia ajudar a pessoa?
Conforme eu fui me afastando mais e mais, percebi que a pessoa se levantava vagarosamente. Em pouco tempo, ela era apenas um fiozinho no horizonte..
- ACOOOOORDAAAAAAA!!!! – Dougie berrou no meu ouvido. Uma vez já é péssimo, mas duas vezes? Ele só podia estar me sacaneando, não era possível que alguém conseguisse ser tão chato como esse meu "irmão" de mau humor.
- NÃO TENS MEDO DA MORTE, CRIATURA?! – gritei, pulando em cima dele e derrubando-o no chão. Dei um peteleco no nariz ele, eu sabia que ele ODIAVA quando alguém fazia isso.
Dougie ficou ainda mais irritado e tentou se levantar, mas acho que ele subestimou meu peso.
- SAI DE CIMA DE MIM, SEU GORDO! – Ele berrou e eu comecei a rir da irritação dele.
- Você atrapalhou um sonho muito importante, sabia? Pra sair daí, precisa dizer que eu sou o mais gostoso da banda. – Eu cruzei os braços.
- NEVER! SAI DE CIMA DE MIM AGORA!
- Se nos atrasarmos pra sair, a culpa é sua. – Eu lembrei. Dougie muitas vezes nos atrasava, todo mundo ficava zoando ele. E eu sabia como ele ficava irritadinho.
- NINGUÉM VAI ACREDITAR EM VOCÊ! – Ele me acusou.
- Ah é, ninguém vai acreditar no mais pontual. – Eu coloquei a mão no queixo, parecendo pensar. – Entre acreditar que o mais atrasado atrasou novamente ou o mais pontual se atrasou pela primeira vez... hum, difícil decisão.
- Mente maléfica essa sua. – Ele suspirou, me fazendo rir. – Fine, você é o mais gostoso da banda.
- Eu sempre soube. – Saí de cima daquele pobre cara atrasado e fui ao banheiro para tentar conter meu cabelo. Dougie continuou arrumando sua mala, resmungando ocasionalmente sobre qualquer coisa sem importância.
Depois de arrumados e prontos, encontramos Tom, Harry e "Tio Fletch" no térreo nos esperando para ir embora. Antes de ir...
- Harry, pegou os ingressos? – Tom perguntou enquanto Fletch ia para a limusine que nos levaria ao aeroporto.
- Peguei e já deixei com o recepcionista. Quarto 306 né? – Hary perguntou.
- Exatamente. – Eu respondi sorrindo. – Só espero que ela lembre de checar as mensagens.
- Pobre apaixonadiinho, quer um ombro pra chorar? – Quem será que fez esse comentário? Óbvio que foi Dougie Poynter, quem mais seria?
- A vingança é doce, Dougie. A vingança é doce como mel. – Eu respondi enigmaticamente. Espera só até ele ficar in Love, sofrerás em minhas mãos! (Eu daria uma risada maléfica, mas infelizmente não tenho esse maravilhoso dom...)
Infelizmente, ficar o tempo que for num avião com tempo livre para pensar nunca é bom para alguém como eu. Sempre que eu fico assim, eu começo a pensar em coisas ruins.
Por exemplo, como ficarei com a
depois que voltar pra Inglaterra? Não quero ficar sem vê-la durante um tempo tão longo e conversar por telefone não é tão bom... droga, viu? Tempo livre é horrível muitas vezes para mim.
Me obriguei a ficar lembrando dos momentos que passamos juntos na noite passada e, distraidamente, olhei para Harry. Ele possuía uma câmera digital nas mãos.
- Ai Deus, não acredito. A gente podia ter tirado uma foto com a
. Porque vocês não pensaram nisso?
- Menos, Danny, não tivemos tempo. – Tom respondeu.
- Tempo?! Uma foto não leva menos que 5 segundos! – Me senti um idiota, acho que isso era a ansiedade.
- A gente tira foto lá em São Paulo, cara, relaxa. – Tom cruzou os braços e encostou a cabeça no encosto do banco, fechando os olhos.
- Mas e se ela não for? E se ela se esqueceu de falar com o recepcionista? E se alguma coisa acontecer e ela não puder ir?
Great, eu estava ficando paranóico.
- Vai estressar com a parede, Daniel! – Harry reclamou. – Por favor né, obsessão desse jeito é doença! Imagina se ela fica sabendo...
- Ela quem? – Dougie-eu-sou-inteligente perguntou.
- A Rihanna Dougie, nós vimos ela no hotel hoje. – Respondi sem saco pra aguentar a inteligencia artificial que esse garoto recebeu quando veio ao mundo.
- SÉRIO??? OMG, OMG, OMG, OMG, EU ACHO QUE VOU TER UM TR...
- CALA A BOCA DOUGIE - Falamos os três juntos, interrompendo-o.
- Ai, povo estressado.. - ele finalmente ficou quieto por alguns minutos.. Deus ouviu minhas preces - Mais era ela mesmo?? - Ai Deus, como uma pessoa pode ser tão burra desse jeito??
- Claro que não né Dougie - Harry respondeu, fazendo cara de óbvio.
O resto da viagem foi extremamente monótono. Na verdade, tudo fica monótono quando você está esperando por algo bom. Além de o tempo demorar o dobro para passar, a ansiedade fica ali, te incomodando o tempo todo.
Resolvi pegar um pequeno caderno meu que usava para anotações e escrever músicas. Peguei também uma lapiseira e comecei a escrever algumas coisas desconexas. Sim, minhas músicas começam com pensamentos desconexos. Eu vou escrevendo o que estou sentindo em versos, depois os arrumo e organizo melhor.
Harry estava sentado ao meu lado e, apesar de estar tentando dormir, pude percebê-lo olhar furtivamente meus rabiscos. Chegou um momento que ele abriu por completo os olhos e deu algumas sugestões para a letra.
- Eu sabia que você estava me espionando. – Falei para ele.
- Não estava espionando ninguém, você é que não se preocupa com privacidade ao escrever. – Harry deu de ombros e eu ri dele.
Com esse meu passatempo, o tempo passou (entendeu o trocadilho?) mais rápido e as horas passaram no que pareciam ser minutos. Todos nós nos preparamos para a decolagem, que foi tranqüila e sem transtornos.
No aeroporto, havia algumas fãs no portão de desembarque esperando por nós. Eu falei algumas? Quis dizer muitas. Elas haviam literalmente invadido o lugar, lutando entre si para chegar perto do vidro e berrando ao menor sinal de movimento. Um fato muito hilário, já que se alguém que tivesse mais ou menos a nossa altura, nem que fosse o piloto ou qualquer outra pessoa, acenasse para elas, as fãs deliravam.
Mas a gritaria realmente começou quando eu e os caras, além do tio Fletch, entramos num pequeno ônibus que nos levaria ao portão de desembarque.
- Espero que o vidro seja resistente. – Harry comentou e nós todos concordamos. As fãs estavam grudadas no vidro, pulando, gritando e balançando cartazes com as mais diversas frases.
Fomos recebidos pelo administrador do aeroporto, que nos explicou como seria a melhor forma de sairmos.
- Vocês vão enfrentar as fãs, garotos, e uma van com vidros escuros vai estar esperando para levá-los ao ponto de troca. – O homem falou.
Lá fomos nós, enfrentando uma passarela com muitos seguranças nos lados afastando as fãs. Nós paramos brevemente para tirar fotos e dar autógrafos, mas não demoramos a chegar na van.
- Essas fãs são doidonas. Acho que perdi um dedo ali. – Dougie reclamou enquanto massageava a mão esquerda. – Fui dar um autógrafo e uma garota segurou minha mão com muita força. Tá doendo agora.
- Você já deveria estar acostumado, isso sempre acontece. – Tom pegou seu celular e começou a mexer, provavelmente entrando na internet.
- Ele tem razão. – Apoiei. Eu já havia levado até puxão de cabelo e o Harry já perdeu uma peça de roupa... nada muito importante, provavelmente só um óculos ou chapéu. Mas mesmo assim cara... é assustador.
- Garotos, hoje nós não vamos sair o dia inteiro, por isso podem descansar no hotel. – Tio Fletch nos falou e eu fiquei dividido: Estava feliz porque não havia dormido nada, mas ficar a tarde à toa... pensamentos indesejáveis invadirão minha mente. Isso não é bom.
N/A: Heey pessoas.! (= Att dupla pra compensar a demora. Eu particulamente achei o capítulo 6 suuper sem graça. Danny tá todo apaixonadinho heein?! *-* O que será que tanto incomoda ele? Escrevi e reescrevi o capítulo 7, mas acabou voltando a ser como estava no começo... Boom, a única coisa que eu peço são os comentariozinhos que me alegrariam muito muito depois dessa semana dificil que eu tive.. brigaas, provas, notas baixas, e por aí vai. D:, fariam isso por mim? *--* xx
N/B: Ahhh! que lindo o Danny apaixonado! *-* Adorei, Mandy! :)