I could get used to this
Autor: Leela Poynter
Beta-Reader: Lissa Topolski
Cap.1
Como todo dia em Londres, o vento gélido da cidade soprava em mim enquanto eu abraçava meus braços tentando mantê-los aquecidos. Coloquei o capuz da minha grossa blusa de frio quando comecei a sentir as pequenas gotas da chuva começar a cair. Eu, realmente, precisava comprar um carro. Não agüentava mais ter que ir andando até o meu emprego – que eu adorava muito, fato – pegando chuvas e ventos indesejáveis. Cheguei até a portaria do prédio e cumprimentei o porteiro, que me retornou com um aceno de cabeça, coloquei minha capa de chuva no cabide que havia para as pessoas que trabalhavam no escritório, arrumei os meus cabelos os jogando para trás, peguei o elevador sozinha – normalmente, aquele infeliz vinha lotado, fazendo com que eu me atrasasse esperando pelo próximo, mas pelas minhas contas eu já estava atrasada - apertei o botão com o número 21 e esperei até que a porta se abrisse. Passei pelo corredor branco que havia uma parede de vidro que mostrava a cidade. Eu evitava olhar, meu maior medo era de altura. Abri a porta da minha sala, tirei meu Notebook de dentro da bolsa que eu carregava e o liguei em cima da minha mesa. Fitei a mesa esperando por algum aviso de , minha secretária. Mas não havia nenhum papelzinho rosa sobre a mesa. Comecei o meu querido trabalho. Comecei pelas tabelas e depois passei para os gráficos. entrou na sala como um vulto que eu mal consegui vê-la entrar, só percebi que o tinha feito quando vi ela me olhar com insegurança e bater a caneta insistentemente sobre a minha mesa.
- O que foi, ? – Olhei pra ela preocupada.
- , se prepara que a BOMBA é forte. – assenti, esperando que ela continuasse, mas ela não o fez.
- O que foi, criatura? Desembucha. Olha, se você for falar de besteira como da última vez, eu peço que você saia, pois eu tenho muito trabalho pra fazer. – a encarei. Ela parecia não respirar mais.
- Não é besteira. O Sr. quer te ver imediatamente na sala dele. – O que? Perai. Eu havia entendido certo? O meu chefe que eu nunca havia visto desde que entrara para trabalhar na empresa queria me ver. Pra quê? Só poderia ser para me mandar embora. Eu não tinha mais reação. Se eu perdesse o meu emprego, teria que voltar para o Brasil e pra mim isso está fora de cogitação.
- Será que ele vai me... Demitir? – Encarei-a apreensiva.
- Claro que não, . Você trabalha super bem... Mas acho melhor você se apressar, é o chefe e não o Jake. – Jake era o meu supervisor, tão lindo e gentil. Levantei-me apressada e cambaleei pro lado, me segurando em que me olhou com os olhos arregalados.
- Me deseja sorte?
- Sorte, amiga. – Ela me deu um sorriso e eu lhe dei um abraço.
- Obrigada. – Sorri novamente e sai da minha sala. Segui novamente pelo corredor branco que eu mal havia passado sem olhar para a janela ao meu lado. Entrei no elevador e apertei o botão que havia o número 30. E esperei ansiosamente até a porta se abrir. Encarei uma pequena recepçãozinha onde havia uma garota de cabelos compridos e muito bonitos, devo acrescentar. Sai com o coração quase saindo pela boca e me aproximei da garota que me olhou com um sorrisinho.
- ? – Ela me perguntou. Fiquei chocada. Eles já estavam me esperando.
- Sim. – Sorri e ela retribuiu.
- Só um momento, por favor. – Assenti e ela pegou o telefone, discando poucos números. Mas ela havia deixado o telefone no viva-voz: – Senhor ? acaba de chegar, posso permitir sua entrada? – Gelei. Nunca havia passado tanto medo em toda a minha vida. Essa sensação era muito pior do que a de olhar pela janela toda a cidade de Londres.
- Sim. Peça para que entre imediatamente. – Ouvi a voz do Sr. . Pela voz, ele parecia ser um homem novo, não parecia ter aquela voz embargada de velho. Ele deveria ter uns 35 anos. No mínimo.
- , a segunda sala à direita. O Sr. a aguarda. – Assenti sem conseguir mover um músculo das minhas pernas, mas o fiz com muito esforço. Quando vi, estava de frente a uma porta grande de vidro. Apertei a campainha e a porta abriu imediatamente. Entrei, ainda observando a grande sala. Era muito bonita e eu não conseguia parar de olhar para os lados, enquanto eu observava um porta-retrato de um velho que eu não sabia quem era e senti um par de olhos me encarar. A sala estava totalmente silenciosa e eu estava com medo de encarar meu chefe. Ele pigarreou e eu encontrei os seus olhos. PÁRA TUDO! Esse não poderia ser meu chefe. Era novo demais para administrar uma empresa tão grande e popular como aquela. Com todo respeito, meu chefe era gato pra caralho. Era dos olhos ; ele usava uma camisa pólo de listras que variavam de branco para um azul-marinho, o que fazia seus olhos se destacarem. Eu tinha esquecido completamente como se respirava. Ele estava me encarando profundamente, como se me fuzilasse com os olhos. Eu poderia estar doida, mas eu vi um sorriso no canto de seus lábios.
- Prazer, . . – Por um momento, eu pensei em fingir desmaiar pra ver se ele faria uma respiração boca-a-boca comigo. Sorri sozinha.
- O prazer é meu, Sr. . – Ele sorriu e foi nessa hora que eu quase desmaiei de verdade. O sorriso dele era perfeito, os dentes perfeitamente brancos. Meu coração acelerou, eu adorava um sorriso.
- Bom, eu mandei te chamar porque algumas fontes desta empresa me disseram que você faz um ótimo trabalho. E eu não poderia deixar de conhecer uma pessoa que faz com que a empresa seja muito bem retribuída como é.
- Obrigada.
- O Problema é que eu vou ir fazer uma viagem a Sutton e eu precisava de uma pessoa muito competente, e como indicaram você... Será que você poderia me acompanhar nesta viagem?
- Claro. Seria um prazer. O Sr. Poderia me informar sobre o que seria essa viagem? Para que eu possa me prevenir e me organizar. – Ele riu.
- Acredita que você é a primeira garota que me pergunta sobre o que vai ser a viagem? – Ele levantou e veio até meu lado. Quase que eu vomitei meu coração, e pra falar uma coisa, ele tem um perfume M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. Fiquei até tonta com a aproximação dele. - As outras meninas que viajaram comigo... Simplesmente viajaram por prazer. Se é que me entende. - Aquilo foi uma indireta? Concentre-se . É Obvio que não.
- Entendo perfeitamente, mas eu não costumo misturar vida pessoal com profissional. – Ele estava tão próximo que senti todo o meu corpo se arrepiar.
- Claro. É assim que eu gosto. – O encarei e ele riu maliciosamente, me deixando tímida. Meu Deus, meu chefe estava me cantando. – Sairemos daqui amanhã, as passagens já estão compradas e pagas, você não terá custo nenhum, tudo será por conta da empresa... – Ele voltou a sua Cadeira e eu fiquei no mesmo lugar desde que cheguei. - Ficaremos por lá por uma semana. Se você preferir voltar antes, poderá voltar. Caso contrário, volta comigo. São duas horas de vôo, é muito perto daqui e, por favor, vá bem agasalhada. O frio de lá é desesperador, as pessoas chegam a morrer dentro de suas casas. – O encarei espantada. Eu iria morrer? Não. Ele riu, o que me fez relaxar mais um pouco. – É brincadeira, a temperatura de lá é bem parecida com a daqui, acho que roupas não vão ser problemas quando já se é acostumado com a temperatura.
- Tudo bem, então. Que horas que vamos sair daqui?
- Eu queria a sua ajuda. Então, se você puder chegar uma meia hora antes, seria um belo de um favor. – Ele sorriu e eu retribui timidamente.
- Claro. – Ele me falou o horário e nós combinamos tudo, todo tipo de equipamento que eu levaria. Sai da sala dele me tremendo dos pés a cabeça. Por um momento, eu pensei que meu chefe era um cara velho carrancudo, de bigode e fedorento. Mas não: meu chefe era loiro dos olhos e cheiroso até demais. Dei um tchauzinho pra secretaria e li no crachá dela que ela se chamava . Da próxima vez, eu lembro de cumprimentá-la pelo nome. Desci no elevador e passei pelo corredor sem olhar para o lado. me esperava roendo suas unhas impacientemente. Entrei e fechei a porta. Ela deu um pulo do sofá da minha sala e ficou me encarando enquanto eu fechei os olhos e encostei-me na cadeira.
- , pelo amor de Deus... Me fala o que aconteceu? – eu ainda tremia muito.
- Ele disse que falaram pra ele que eu trabalho muito bem, e ai ele me convidou pra viajar com ele pra Sutton. Por uma semana. E nós vamos amanhã. – me encarava com uma cara de quem não estava acreditando e eu assenti. – Antes viajar com ele do que ser mandada embora. – ela riu.
- Vai viajar com um velho, ... – mais risadas – Ele vai tarar você lá. - Lembrei-me das feições de . Que me tarasse, lindo daquele jeito, cheiroso daquele jeito. Pobre .
- Pois é amiga. – Ela parou de rir imediatamente.
- Você acha bom isso?
- Não. Não, claro que não. É porque... Ah, sei lá, . – Ela me encarava séria.
- Me deixa ir embora, vai. Vamos jantar juntas? – Assenti e comecei a mexer no Notebook, providenciando tudo que meu lindo chefinho havia pedido para levar.
Cap.2
Acordei mais cedo do que normalmente. Uma hora a menos pra dormir. Tomei um banho, escovei os dentes, tomei um café reforçado, agora eu só iria comer na cidadezinha de Sutton. Peguei a minha pequena malinha, e vesti o meu casaco. Tranquei a porta e quando encarei a rua havia um carro que deveria ser caro o bastante, e um homem de terno estava ao lado da porta aberta. Desci com medo, um tarado não viria me buscar em um carro bonito como aquele; ele invadiria a minha casa primeiro. Sai sem dizer nada, e comecei a andar pela calçada como se não havia visto aquele carro em frente minha casa.
- Hei, senhorita? – Ouvi o mesmo homem me chamar e andei mais rápido. – Srta. ? – Me virei e encontrei o senhor sorrindo. Retribui. – O Sr. pediu para que eu viesse te pegar. A senhora poderia me acompanhar?
- Você, por favor. Claro.
- Como quiser. – Ele saiu andando em direção ao carro e eu o segui. Entrei no carro e ele fechou a porta pra mim. Cheguei à empresa muito mais rápido do que o normal. Cumprimentei o porteiro e subi para a minha sala. ainda não havia chegado, eu sentiria muita falta dela essa semana. Ela havia feito a minha mala ontem à noite enquanto nos enchíamos de pizza. Assim que sentei em minha cadeira, o telefone tocou.
- , bom dia. – Eu disse espantada, quem ligaria àquela hora?
- Bom dia, . Aqui é a secretaria do Sr. . Liguei apenas pra confirmar se você já havia chegado.
- Oh! Olá, . Já cheguei sim, aliás, acabei de me sentar. – Ela riu e eu a acompanhei.
- Você esta fazendo algo importante?
- Não, não.
- Então, pode subir para cá. – Meu estômago virou de cabeça pra baixo.
- Sim, já estou subindo. – Ela desligou e eu subi. Cheguei lá e a cumprimentei, conversamos pouca coisa. Eu esperava pelo Sr. que parecia não querer sair da sala. Depois de mais uns vinte minutos, ouvi o barulho de uma maçaneta girar e meu coração disparou. Meu chefe saiu de dentro da sala, e nossa, ele estava MUITO gato. Mais lindo do que da ultima vez em que o vi. Ele usava uma camiseta pólo azul-bêbê que fazia seus olhos se destacarem, uma calça que deveria ter dois números a mais do que o normal e o cabelo caiam sobre os olhos e atrás estava arrepiado. Eu não conseguia tirar os olhos dele, só de pensar em passar uma semana ao seu lado, meu estômago pulava de felicidade.
- Bom dia, . – Ele me cumprimentou com um beijo no rosto e seu perfume me fez ficar tonta.
- Bom dia... S-Senhor . – Ele sorriu pra mim e eu retribui.
- Me chame de , por favor. – Assenti.
- Vamos? O carro já esta nos esperando.
- Claro. Vamos sim.
- , esta semana você deve tomar conta de toda a minha agenda e a da também. Voltaremos na próxima segunda-feira.
- Tudo bem. Pode deixar. – sorriu. – Boa viagem e trabalho. – riu e piscou pra mim, que corei. Eu e pegamos o elevador. Por ser um cubículo, o perfume dele se tornou viciante e eu não cansava de respirar fundo.
- Você está muito bonita, com todo respeito. – Ele sorriu e eu corei muito. Sentia um calor imenso tomar conta das minhas bochechas.
- Obrigada. – Fitei meus pés e fez-se um silêncio constrangedor dentro do elevador. Ouvia apenas nossas respirações; ele parecia pensar em alguma coisa pra dizer, mas não dizia nada. Os Andares demoravam a passar, e nós já estávamos agoniados. Ele virou para o espelho que tinha no elevador e arrumou o cabelo. Fiquei com medo de ele ouvir meu coração bater, ele estava muito alto e batia desesperadamente. A porta do elevador abriu e eu fui a primeira a sair. Esperei para que ele me guiasse até onde iríamos. Ele continuou a andar, desceu as escadas e nós aparecemos no estacionamento. Ele tirou a chave do bolso e apertou o alarme que fez um eco ensurdecedor e as luzes da lanterna da BMW que estava estacionada bem ao meu lado ascender. Encarei-o.
- Entra, fica a vontade. – Ele sorriu. Entrei no carro e ele tinha o cheiro de . Coloquei o cinto enquanto ele entrava ao meu lado. Saímos do estacionamento e ele buzinou. Eu conhecia o caminho do aeroporto e eu ia fazendo ele em minha mente enquanto costurava os carros ao nosso lado. Ele batucava no volante enquanto eu olhava pela janela as pessoas comentando sobre o carro em que nós estávamos, ri sozinha.
- Será que você vai me agüentar por uma semana, hein?
- Provavelmente, sim. Se você for quieto assim mesmo. – Ele riu.
- Eu não sou quieto, sou tímido. – Eu que ri desta vez. – O que foi? Eu não pareço ser tímido?
- Você quer mesmo a resposta?
- Por favor. – Ele me olhou e depois voltou à atenção para a rua.
- Não, deixa quieto. – fitei as minhas unhas.
- Não, não... Por favor, me fala. Eu sou super curioso. – Neguei com a cabeça – Ok. Agora somos apenas e .
- Você parece ser aqueles homens que falam que são tímidos, mas de tímidos não tem nada. Se é que me entende. – Encarei-o e ele fez uma cara tão linda de incrédulo.
- Entendo. Mas na cama eu também sou tímido. – Corei e ele riu. – É brincadeira, . – Ri junto com ele, minhas bochechas voltaram a ferver. – Você é tímida, né?
- Um pouco. Mas depois que eu pego confiança nas pessoas... – Ele me olhou com um sorriso malicioso e eu corei muito mais, se é que dava. – Me deixa ficar quieta, vai. – Ele riu e a risada dele era tão gostosa que eu ri junto.
- Pronto, chegamos. – Ficamos quietos por um tempo. Ele deu a chave do carro para o manobrista e pegou a mala do seu carro. Era pequena igual a minha, mas parecia ter coisas suficientes para o uso de um homem. Andamos pra dentro do aeroporto. Ele pegou um carrinho e colocou as nossas malas. Ele fez o check-in enquanto eu esperava por ele sentada em uma das cadeiras. Peguei uma revista ali por perto e comecei a folhear. sentou ao meu lado e eu continuei a olhar a revista. A mulherzinha logo anunciou o nosso vôo.
- Vamos, é o nosso. – Ele pegou na minha mão e eu assenti, pegando a minha bolsa. Ele não soltou a minha mão até entrarmos no avião. Nossas cadeiras eram juntas. Eu sentei na janela e ele sentou ao meu lado e eu respirei fundo. O medo começou a me dominar.
- Você esta com medo? – Ele segurou novamente na minha mão.
- Acho que não. – O Encarei apreensiva quando o avião começou a pegar impulso.
- Licença? – Assenti e ele passou o braço pelo meu ombro me apertando contra ele, ele me deu um beijo no cabelo e eu me senti muito segura, mas me surpreendi quando ele começou a cantar no meu ouvido:
I wonder what it’s like to be loved by you
(Eu me pergunto como é ser amado por você)
I wonder what is like to be home
(Eu me pergunto como é estar em casa)
And I don't walk when there're stones in my shoe
(E eu não ando quando têm pedras no meu sapato)
All I know that in time I'll be fine
(Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem)
Não sei por quanto tempo ele continuou a cantar aquela música, e eu não sei como, mas eu peguei no sono. Perto de eu me sentia... Completa, segura. E eu não havia imaginado nunca na minha vida, ficar assim tão perto de uma pessoa que eu havia conhecido há dois dias. Eu nunca me aproximo de pessoas que eu mal conheço, mas com era diferente. Ele me passava uma segurança enorme, e eu me sentia feliz ao lado dele, mesmo sabendo que ele não sentia nada. Pra ele nós éramos apenas chefe e secretária.
- ? ? – Ele me acordou enquanto fazia cafuné nos meus cabelos
- Nossa, eu dormi. Desculpa... Nossa, que vergonha. – Tampei o meu rosto com as mãos e ele riu. Eu não conseguiria encará-lo pelo resto da semana.
- Não tem problema. Ei... – Ele puxou a minha mão e eu corei. Ao lado de , qualquer movimento que ele fazia eu ficava vermelha, minhas pernas tremiam, e meu coração disparava. – Não precisa ficar tímida. – Ele passou o dedo indicador na minha bochecha. – Aqui nós somos amigos, ok? Esqueça que eu sou seu chefe.
- Tudo bem. – Respirei fundo e recebi um beijo na bochecha.
- Vem, vamos descer.
- A gente já chegou? – Olhei pra ele espantada e ele riu.
- Sim. E acho que só tem a gente aqui dentro. – Ele levantou e eu levantei em seguida. Ele segurou na minha mão e nós saímos do avião. Pegamos as duas malas e saímos do aeroporto pegando direto um táxi e seguindo para o Hotel onde tinha reservado os nossos quartos. Eu estava quase dormindo de novo, mas senti um par de olhos me secando e me virei na direção de , e nós nos fitamos por bastante tempo, sem nenhuma reação.
- Você canta muito bem. – Quebrei o silêncio e ele riu fitando os pés.
- Nossa, é que você não viu o meu amigo. Quando você vir, você vai retirar o que disse.
- Acho que não, amei a sua voz. Sério.
- Só a voz? – Corei de novo e ri olhando minhas mãos. – É brincadeira, .
- Posso te pedir uma coisa?
- Quantas quiser. – Ele sorriu e se aproximou mais de mim.
- Me chama de . Só me chama de se estiver bravo, tudo bem?
- Tudo bem, . Como quiser. – O motorista do Táxi pigarreou e a nossa atenção se desviou para ele.
- Chegamos. – deu o dinheiro pra ele e nós saímos do carro. O Hotel em que havia reservado, o quarto para nós era grande e não devia ter sido nem um pouco barato.
- , você não gastou muito dinheiro com isso. Gastou? Se sim, minta pra mim.
- Não gastei nadinha. – Ele riu e eu balancei a cabeça negativamente. Entramos no Hotel e eu fiquei de boca aberta. Era tudo perfeitamente limpo e bem arrumado. Tinha perfume de rosas e as pessoas eram muito bem recebidas. Fomos até o balcão e logo uma loira – muito bonita – apareceu e sorriu amarelo pra , que retribuiu de um jeito bem ‘garanhão’.
- Senhor, . Como vai? Seja bem-vindo novamente. – Se não houvesse uma mesa entre os dois, eles se comiam ali na frente de todo mundo. Eu não gostei nem um pouco de como ela olhava ele, e de como ele se derretia todo. Aquilo me dava ânsia.
- Eu estou muito bem, obrigado. Pode me dar a chave do meu quarto? – O ouvi falar, mas evitei olhar a cara da amaldiçoada.
- Claro, senhor . Você quer que eu te acompanhe? – Nossa, ela queria dar pra ele. Não é possível. E eu estava pra voar no pescoço dela, mas não por ciúmes. Mas porque ela estava enrolando demais pra entregar a bendita chave.
- Não, obrigado. Já estou muito bem acompanhado com a minha namorada. – Ele me segurou pela cintura e eu quase desmaiei ao ouvir a palavra ‘namorada’ sair de sua boca. Mas eu não iria perder a oportunidade de ver a cara da loira oxigenada do outro lado do balcão; ela abriu a boca, mas não omitiu nenhum som. E eu quis rir, mas mantive a minha pose de ‘namorada do meu chefe’. Ela, rapidamente, entregou a chave pra .
Cap.3
Fomos em direção ao elevador, e ele não tirou a mão da minha cintura até a porta do elevador se fechar.
- Namorada? – Perguntei olhando sem entender pra ele.
- Algum problema?
- Não, claro que não... Mas é que eu não entendi, só isso.
- Ela não iria sair do meu pé, a primeira coisa que fiz foi inventar isso. Mas se você quiser desmentir, tudo bem, sem problemas.
- Não, não... T-tudo bem. – ele riu. – Não, você entendeu errado...
- , . Eu sei que você gostou de se passar pela minha namorada.
- AH, faça-me o favor, ! Eu quis dizer que se é pro seu bem, tudo bem. Mas você só leva as coisas na Malícia. – Encarei a porta esperando para que alguém entrasse naquele maldito elevador pra que ele não tivesse que falar nada. Quando ele iria falar, a porta se abriu e uma garota de cabelos longos entrou pela porta, e abriu um sorriso enorme.
- ! – Ele a abraçou e eu preferia que ele tivesse falado alguma coisa ao invés de ver a cena dele abraçando a mais nova amiguinha dele. Não sei porquê eu estava desse jeito, mas eu tinha raiva de ver ele com outra garota que não fosse eu.
- , como você está lindo! – Revirei os olhos e os dois continuavam abraçados.
- Você é que está bonita, parabéns. – Eles se soltaram e ela me olhou.
- Ela está com você? – ela apontou pra mim.
- Sim. Eu sou a namorada dele. – Peguei na mão de e dei um leve apertão e ele sorriu.
- Que lindo casal. Não sabia que você finalmente havia arranjado uma namorada, . Aleluia, né? Já passou da hora. – Ela riu e eu ri com ela, mas percebeu o quão falso era a minha risada e apertou com força a minha mão. Engoli o grito que eu daria se estivéssemos sozinhos ali dentro. – Bom, vou indo... Depois a gente se encontra por ai, pelos corredores. Tchau...?
- . – Eu disse sorrindo falsamente de novo.
- Tchau, . – Ela me cumprimentou e deu um beijo em .
Ela desceu e quando a porta se fechou me encarou sorrindo.
- Namorada? – ele riu ironicamente.
- Algum problema? – Falei a mesma coisa que ele havia me dito.
- Não, claro que não... Mais é que eu não entendi só isso.
- Se a gente for fingir que é namorado mesmo. Vamos fazer as pessoas acreditarem de verdade. Mas pode falar, você adorou se passar por meu namorado. – O encostei ao fundo do elevador e cheguei bem perto de seus lábios. Ele começou a tremer.
- Então, tudo bem. – Ele pegou com firmeza na minha cintura fazendo com que nossos corpos se aproximassem ao máximo. – Acho que você não se incomodaria, então, de ficar no mesmo quarto que eu.
- Se for pra fazer a farsa dar certo, será um prazer. – dei um beijo no seu pescoço e ele fechou os olhos, enquanto me apertava mais contra ele. – Só que eu não durmo na mesma cama de pessoas que eu mal conheço, então não se esqueça de levar o travesseiro para o sofá. – A porta abriu e eu sai, enquanto ele ficou paralisado dentro do elevador. Quando a porta começou a se fechar, ele colocou a mão e saiu.
- Essa será uma Grande semana. - Ele passou o cartão na porta e ela abriu de imediato. Ele entrou e pegou a minha mala.
- Obrigada.
- Ta com fome? – ele foi direto à cozinha enquanto eu fechava a porta.
- Sim. – Ele riu.
- Gosta de lanches?
- ADORO! – Ele pegava alguma coisa na geladeira.
- Então, vou fazer pra gente.
- Ta, vou arrumar minha mala... Já volto.
- Ta bom. – Ele pegou várias coisas na geladeira e eu fui para o quarto. O quarto era grande demais. Havia uma cama de casal no centro. O quarto era branco com apenas uma parede em vermelho bem escuro, que fazia com que o guardarroupa branco se destacasse na parede. Abri a minha mala e coloquei a minha roupa em um monte dentro do guardarroupa. Olhei-me pelo grande espelho que havia atrás da cama e resolvi trocar de roupa. Em Sutton estava calor, e como é uma menina super esperta, colocou umas roupinhas de calor pra mim. Peguei o meu short branco e joguei em cima da cama, peguei a minha bata preta e minha moleca da mesma cor. Fechei o guardarroupa e tirei meu casaco. Vesti o meu short e depois tirei a minha blusa de manga comprida que eu usava.
- , você quer hambúrguer ou... – Ele paralisou a me ver só de sutiã e eu corri pra trás da cama.
- , sai agora desse quarto! – Ele ficou me olhando e eu não entendi o porquê ele não me obedecia. Ele entrou pra dentro do quarto e fechou a porta. – O que você ta fazendo? , sai daqui! Eu preciso me vestir. – Ele caminhou até mim e meu coração disparou ao sentir seu braço me puxar. Ele me abraçou e as borboletas no meu estômago ganharam vida. Eu já não estava nem mais ligando que eu estava apenas de sutiã. Ele começou a beijar o meu pescoço enquanto eu puxava de leve seus cabelos. Ele me soltou um pouco até encontrar os meus olhos. Aqueles olhos estavam cada vez mais penetrantes. E ele não piscava e eu o olhava sem entender. Ele fechou os olhos e eu fiz o mesmo. Ele roçou o seu nariz no meu e me apertou mais; ele foi me empurrando devagar até eu sentir o espelho gelado nas minhas costas. Ele me prensou contra o espelho que eu pensei que fosse quebrar a qualquer momento. Ele levou a mão esquerda pra trás da minha nuca e puxou de leve meus cabelos e com os dedos da outra mão ele começou a passar delicadamente pelos meus braços e cintura, me fazendo arrepiar. Ele puxou meu cabelo com mais força pra trás e me deu um belo chupão no pescoço. Aquilo ficaria roxo logo menos. Ele me apertou muito mais no espelho e depois me encarou novamente. Seus olhos se fixaram na minha boca e ele mordeu seu lábio inferior; continuei a olhar seus olhos e depois de ficar alguns segundos observando minha boca, seus olhos se encontraram com os meus e ele me deu um beijo. O Beijo dele era agressivo,parecia que aquilo era o que ele mais queria e era a ultima coisa que ele faria na vida. Eu puxava seus cabelos com mais força, os fazendo ficarem mais bagunçado do que o normal. Ele parou o beijo só pra tirar a camisa e logo ela estava do outro lado do quarto. Ele me levantou e eu entrelacei as minhas pernas na sua cintura ficando um pouco mais alta do que ele. Ele começou a beijar o meu pescoço e seios e me levou até a cama, me colocando delicadamente em cima da mesma. Me arrumei na cama enquanto ele beijava minha barriga e apertava com força as minhas coxas, e eu puxava seus cabelos fazendo com que ele gemesse de dor. Ele subiu até meu pescoço deixando vários chupões por ali, depois encontrou novamente meus lábios e o beijo foi mais calmo e demorou mais do que o primeiro. Eu não sabia o que estava acontecendo até aquele momento, eu mal conhecia a pessoa que eu estava me entregando, mas havia alguma coisa que fazia com que aquele momento fosse muito bom e fazendo com que eu me levasse pelo jeito carinhoso como ele me tratava. Ele encostou a testa na minha e ficou de olhos fechados e estava ofegante assim como eu. Ele soltou um pouco do peso sobre meu corpo e me deu leves beijos no pescoço, me deu um selinho e sorriu. Quando aqueles olhos me fitaram, eu quase o puxei para que continuasse com o que estava fazendo, mas ele me interrompeu antes que eu dissesse alguma coisa:
- ... Você... Ta sentindo esse cheiro? – Ele me fitou.
- Cheiro de... Quê? – Olhei confusa pra ele e ele arregalou os olhos.
- o Hambúrguer ta queimando, ! – Ele deu um pulo da cama e correu porta a fora, e eu peguei a minha bata e coloquei saindo em seguida do quarto.
- Nossa, pega esse pequeno incêndio. – Eu ria, abanando o ar e tentando afastar a náusea que me dava com aquele cheiro forte. – Que sorte que eu não comi, teria me arrependido. – ele me encarou e tentou fazer cara de bravo, mas depois sorriu.
- Muito legal dá sua parte ficar fazendo piadinha enquanto eu me mato pra arrumar essa bagunça. – Ele disse, levando a pequena frigideira até a pia e jogando água na mesma.
- Ah, eu acabei de me trocar. Você não quer que eu me suje, né? E se quiser, eu num posso fazer nada, porque eu não quero. – Ele me olhou e fez uma careta. Largou a panela e secou as mãos; suspirou e colocou as mãos na cintura. Ele jogou o cabelo pra trás numa mexida rápida de cabeça e depois me encarou com um sorriso malicioso no rosto. Eu mordi meu lábio inferior e sorri, abaixando a cabeça, depois que vi ele avançar na minha direção, sai correndo e ele começou a correr atrás de mim.
- Não, , por favor... – Eu já havia corrido pelo quarto, já tinha me trancado no banheiro, passado pela varanda, mas eu já não agüentava mais pular os móveis da sala, e ele parecia não cansar de correr atrás de mim. - ... Eu to... To cansada.
- Então para de correr, ... – A respiração dele falhava e eu neguei com a cabeça até que ele deu um passo mais largo do que o meu e nós caímos com tudo no chão da pequena sala. Ele me fitou e sorriu enquanto nós esperávamos para que nossas respirações se acalmassem. Ele me beijou na testa e eu respirei fundo. Ele me olhou e ficou com um sorrisinho nos lábios.
- O que foi?
- Quem falou pra você se vestir? Tava bem melhor do outro jeito. – Ele fez bico e eu revirei os olhos.
- É que... Eu me peguei pensando e... Será que nós não estamos indo rápido demais com as coisas? – Eu mordi o lábio e ele me fitou sério. Não havia mais sorriso nos lábios.
- Você acha? – Assenti. – , desde quando coloquei meus olhos em você... Sei lá eu me senti... Outro homem, não sei. Foi diferente. – Eu o fitei. – Fala alguma coisa.
- ... Eu, eu não sei o que dizer. Mas do seu lado, eu me sinto protegida. Também não entendo como as coisas estão acontecendo tão rapidamente entre a gente. – Ele passou o dedo indicador nas minhas bochechas e deu um sorriso. Não O sorriso como ele costumava dar, mas foi um sorriso sincero.
- Eu espero o tempo que for por você. Sério. Você é diferente, é especial.
Eu sorri e ele me deu um leve selinho, roçando depois o seu nariz no meu.
- Eu to com fome. – falei e ele riu.
- Vai, vamos descer pra comer alguma coisa. – Ele levantou de cima de mim e eu me apoiei nos ombros pra levantar e ele me ajudou. Peguei a minha bolsa na sala enquanto ele colocava uma bermuda. Saímos do apartamento e pegamos o elevador que já nos esperava. No quinto andar, um casal de velhinhos entrou e nós nos encolhemos para que eles pudessem entrar. Ela sorriu pra mim e cutucou o marido.
- Lembra, quando éramos assim? – Ela sorria pro velhinho que assentiu. Corei na hora e deu uma apertada de leve em minhas mãos. – Vocês formam um lindo casal.
- Na verdade...
- Obrigado. – me cortou quando eu ia avisá-la que éramos apenas ‘amigos’ - que se pegavam de vez em quando, mas éramos amigos oras. O casal saiu do elevador e eu não encarei . Continuei fitando os pés. Afrouxei a mão, mas ele fez questão de segurá-la mais forte. Saímos do elevador e a loira da recepção abriu um sorriso de orelha a orelha e acenou apenas com a cabeça, em seguida depositando um leve beijo em meus cabelos. Sorri sozinha; eu só poderia estar sonhando. O cara que eu não conhecia a mais de dois dias estava sendo super carinhoso comigo e eu estava quase rendendo ao que ele mais queria, e o que eu mais queria também. Mas acho que anda é muito cedo pra pensar nessas coisas, nós mal nos conhecemos.
Capítulo 4
Fomos a pé mesmo para uma lanchonete que havia ali perto. O lugar era bem pequeno, mas parecia ser aconchegante. Na Entrada tinha um grande outdoor que estava escrito “60’s”, passamos pela porta e parecia conhecer bastante pessoas; ele cumprimentava algumas que passavam por seu caminho. O lugar era bem claro, as paredes tinham um tom de branco e haviam várias mesinhas distribuídas pelo salão. O chão tinha um piso branco também e os lustres tinham uma luz amarela bem forte, o que deixava o lugar mais claro e com uma aparência de limpo. As atendentes usavam uniforme rosa claro e algumas até mesmo usavam patins.
- Por que não senta em uma mesa enquanto eu pego alguma coisa pra gente? – soltou meus dedos e eu assenti, seguindo para uma mesa ao fundo, do lado da janela. As cadeiras eram forradas e confortáveis, havia sobre a mesa ketchup, mostarda, sal e azeite. Com uns lencinhos descartáveis. Fiquei encarando a rua que era pouco movimentada; as pessoas pareciam gostar de andar mais de bicicleta ou a pé. Não havia muitos carros na rua.
- Pronto. – segurava duas bandejas. Ajudei-o a colocá-las na mesa e esperei que ele se sentasse pra começar a comer. Peguei o canudinho e enfiei dentro da garrafinha de coca-cola, bebendo um pouco da mesma.
- Não sabia do que você gostava, então pedi um x-tudo.
- Está ótimo. É o meu predileto. – ele sorriu e começou a comer, eu o acompanhei. Comemos em silêncio e a maior parte do tempo eu fitava as ruas.
- Sabia que essa rua é considerada a mais movimentada? – arregalei os olhos.
- Nossa, então imagina a mais calma. – Ele riu.
- Todos falam a mesma coisa quando eu digo isso. – Eu sorri.
- Você já veio por aqui muitas vezes, né? Vi você cumprimentar várias pessoas.
- Eu morava aqui. Na realidade, eu e meus amigos. Nós tínhamos uma banda...
- Ta explicado o motivo da voz tão linda no avião. – Ele corou e eu sorri.
- Mas nós nos separamos, pois eu tive que assumir as pontas da empresa pro meu pai.
- Eu nunca vi seu pai. – tomei o resto do meu refrigerante enquanto ele limpava sua boca.
- Meu pai está na Austrália. Nós temos uma filial por lá também.
- A empresa é muito bem sucedida, né?
- Muito. Graças a funcionários competentes como você.
- Obrigada. – Ele sorriu e tomou seu refrigerante enquanto eu jogava minha bandeja no lixo. Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo alto e foi pagar a conta. Ele disse que pagava, briguei com ele e disse que era pra gente rachar, mas sabe como são os homens, né?
- Vou te levar em um lugar que eu costumava a ir. Quer?
- Adoraria. – Ele sorriu e nós fomos andando. O dia não estava muito quente, mas havia pequenos raios de sol que deixavam o ambiente mais quente. usava óculos escuros assim como eu e parte das pessoas que passavam por nós. Eu ria de várias histórias que ele contava de quando morava em Sutton.
-... Ai o me empurrou e eu cai lá de cima da ladeira, e como eu estava dentro do balde de lixo da minha tia, eu sai rolando sem conseguir parar... – Eu não conseguia parar de rir. A forma como ele contava era muito divertida. -... Eu coloquei a mão pra fora do balde e quebrei a mão direita. Saiu tanto sangue, que o pensou que tinha me matado. Foi muito divertido ver a cara de sofrimento dele.
- ... Ai, ai... Vocês, garotos, são tão arteiros. Fizeram essa maluquice só pra menina que estava descendo de bicicleta ver você?
- Sim. Eu topava tudo por dinheiro, e como havia uma grana envolvida... – Eu ri mais um pouco.
- Nossa, você e seus amigos parecem ser muito divertidos juntos.
- Isso não é nada! Eles já me colocaram dentro de um carrinho de supermercado com um extintor de cada lado e me fizeram descer a ladeira da minha casa. - Arregalei os olhos.
- Nossa, vocês são impossíveis juntos.
- Muito. – Ele riu e se estabeleceu um silêncio entre nós. – Já estamos quase chegando, só mais dois quarteirões. – Assenti e coloquei a mão dentro do bolso do meu short, suspirando o ar que cortava gélido agora sobre meus braços. Andamos por mais uns 5 minutos e chegamos a uma casinha em uma rua deserta. tirou a chave do bolso e abriu a porta. A casa estava toda empoleirada e havia plásticos sobre os móveis. Os móveis eram novos, dava para perceber. Mas o cheiro se tornava um pouco insuportável, mas estava tolerante. Comecei a respirar pela boca enquanto olhava os detalhes da pequena casa.
- É linda.
- Obrigado, eu morava aqui com meus amigos. – Ele fitou os pés.
- Você parece não gostar... Sei lá, de falar sobre esse assunto.
- E não gosto mesmo. – ele fungou. – Meu pai tirou de mim o que eu mais amava: a música e meus melhores amigos. – Permaneci em silêncio eu não tinha o que falar. E ele estava quase chorando. – Tudo por causa de dinheiro, de um maldito dinheiro.
- Calma, ... Olha, eu não sei o que dizer, eu não te conheço o suficiente pra te dar conselhos ou algo do tipo, mas... Se isso aconteceu, é porque o destino está preparando algo pra você lá na frente. – Ele assentiu.
- Já tivemos tantas festas aqui, tantos ensaios. – Ele deixou uma lágrima cair e eu cheguei perto e dei-o um abraço.
- Ei, ei... Não chora. Eu não gosto de ver pessoas chorando; quem foi que disse que é pra você parar de tocar? Você pode trabalhar e tocar. Seu pai não pode te proibir de uma coisa que te faça feliz.
- Quem dera se fosse assim, . Mas as coisas não são fáceis como parecem.
- Entendo. – Ainda abraçada a ele, pude sentir seu coração bater; ele tinha os batimentos leves e sincronizados.
- Bom, mas eu te trouxe aqui pra te mostrar o quanto essa casinha é especial pra mim. Sempre quando eu estou triste... Precisando desabafar... – a voz dele falhou e ele pigarreou – eu sempre venho aqui e quando vou embora, deixo todas as mágoas aqui, voltando totalmente limpo.
- É muito legal da sua parte ter um lugar que te faça lembrar bons momentos, fazendo-o esquecer os ruins. – Ele assentiu.
- Pois é. Mas agora eu acho melhor a gente ir embora, temos uma reunião importantíssima hoje à noite.
- E você nem me falou nada? – Olhei pra ele, entrando em desespero.
- , você sabe que vai se sair bem.
- Claro que vou. Eu acho. Vou tentar pensar positivo
- Por favor. Faça isso por mim.
- Claro. – Sorri e ele me deu um leve beijo nos cabelos.
Voltamos para o Hotel e subimos direto para o nosso quarto. Pedi pra me deixar tomar banho primeiro porque depois eu poderia demorar a me arrumar e isso daria tempo suficiente pra ele se arrumar. Ele aceitou e ficou na sala assistindo a um filme qualquer que passava. Entrei no banho e a água caia sobre mim e eu sentia meus músculos relaxarem; me ensaboei e lavei meus cabelos. Demorei, no mínimo, meia hora e no máximo uns quarenta e cinco minutos. Quando sai, fiquei paralisada em frente ao guardarroupas para escolher a roupa. Peguei um vestido preto social, acima do joelho. E Peguei minha sandália de salto fino. Me dirigi pro outro quarto, mas antes passei rapidinho na sala, ouvindo falar:
- Não... Não deixa ela morrer, segura ela idiota! Aff, que filme dos infernos. – Ele ficava fazendo um barulho irritante na boca e eu não agüentei e comecei a rir. – Ei, o que você ta olhando ai? – Eu ri.
- Não, não deixa ela morrer. – Imitei a sua voz e ele revirou os olhos rindo depois. Ele me olhou de cima a baixo e viu que eu estava apenas de toalha e sorriu, me fazendo corar. – O chuveiro tá liberado. – Sai correndo e me tranquei no outro quarto. Depois, ouvi alguns passos e depois de alguns minutos o chuveiro sendo ligado. Fiquei apenas de Lingerie enquanto secava meus cabelos, fiz escova e depois coloquei alguns bobs nas pontas do meu cabelo. Depois, com muita cuidado, me vesti com medo de desarrumar meu cabelo. Soltei os bobs que estavam presos e meu cabelo estava lindo, eu nunca havia deixado daquele jeito. Fiz uma maquiagem leve, mas que destacou muito bem os meus olhos. Calcei minhas sandálias e coloquei meu perfume. Peguei a minha bolsa no outro quarto, e não estava mais lá. Olhei-me no espelho atrás da cama e sai do quarto passando o brilho. Depois, o joguei dentro da bolsa entrando na sala. assistia a uma partida de futebol na televisão e estava irresistivelmente LINDO. Eu não resistiria se ele me pedisse o que ele tanto queria.
- Você está linda. – O ouvi dizer enquanto me olhava de cima a baixo.
- Você não está tão atrás. – Pisquei pra ele e ele mordeu o lábio.
- Vamos? – ele perguntou pegando a carteira do lado do telefone.
- Vamos.
Capítulo 5
Chegamos ao restaurante e várias pessoas pousaram os olhares sobre nós. Ele segurava minha mão ainda mantendo a farsa de sermos namorados. Eu estava adorando tudo aquilo. A cada passo que dava, seu perfume ficava mais forte, tampando todas as minhas veias respiratórias. Aquele cheiro era muito melhor do que o ar e eu já estava viciando.
Sentamos em uma mesa ao centro do restaurante que era todo iluminado e havia uma pista, onde alguns casais se encontravam dançando uma música romântica. chamou o garçom e pediu um vinho.
- Quem é que vai vim pra essa reunião?
- Só alguns estagiários, só vou dar algumas dicas. Não vai demorar muito.
- Hmm. – O Garçom chegou com o vinho e nós ‘brindamos’. Logo, alguns rapazes de terno e gravata chegaram e se sentaram à mesa.
- Prazer, meu nome é Paul. – O Moreno alto de olhos verdes se apresentou primeiro e me cumprimentou com um beijo no rosto, sendo seguido pelo tal Roger, Marcus, Corin, Felix e também pelas duas garotas Kimberly e Jane.
A noite foi muito divertida, os novos estagiários pareciam nossos amigos e dava conselhos absurdos para todos, fazendo com que as horas se passassem com descontração.
- Pode haver relacionamento entre funcionários? – a Tal Kimberly sussurrou muito próximo a apoiando os braços sobre a mesa. Meu Deus, a garota estava dando em cima do chefe que ela acabara de conhecer.
Opa. Meu caso não era tão diferente, mas foi ele que deu em cima de mim.
E não eu dei em cima dele.
pigarreou sem graça e Jane cutucou a garota.
- Kimberly, menos.
- Cale a boca, Jane. – Foi a vez de eu pigarrear e as duas olharam para mim.
- Bom, Srt. Jeans, se não se importa, eu respondo a sua pergunta. – Ela fez uma cara extremamente de quem queria me matar e voltou a sua posição, encostando-se na cadeira. deu um risinho. E eu o ignorei. – Não pode haver relacionamentos entre funcionários, pois isso pode diminuir o rendimento da empresa e fazer com o número das porcentagens da renda que a empresa constitui, despenquem. Não que você vai fazer isso sozinha, mas quando se mantêm um relacionamento, as pessoas ficam nas nuvens e esquecem até que estão em lugares de trabalho, esquecendo totalmente de suas responsabilidades. – começou a bater palmas e riu ironicamente.
- Ok. – Ela respondeu fria e jogou seus cabelos avermelhados para trás e me fuzilou com os olhos. E eu sorri pra ela.
A noite correu e inventou uma desculpa dispensando os estagiários.
- Nossa, você mandou muito bem. Parabéns, pequena. – Meu coração disparou. Ele era tão lindo me chamando de pequena e soava tão bem com sua voz.
- Obrigada! A menina mal te conhece e já fica dando em cima de você. – Ele começou a rir e eu o fuzilei com os olhos. – O que foi?
- Eu conheço uma história parecida com essa.
- Sério? Eu também, só que na que eu conheço o chefe é que dá em cima da ‘secretária’ e não o oposto. – Ele não respondeu, apenas riu sem graça e eu sorri vitoriosa. Adorava deixar as pessoas sem palavras.
- Hoje você ta que ta, hein?
- Pois é. E to me sentindo mal.
- Calma, isso é falta de sexo.
- Não estou no cio, .
- Que pena, se estivesse eu poderia te tirar rapidinho. – Eu corei.
- Ah, não. Pára. Eu fico tímida. - Fitei meus pés e ele riu.
- É brincadeira.
- Ah, Droga. – ele arregalou os olhos. – Só porque eu me empolguei. – ele riu histericamente e eu sorri pra ele.
- Sabe que você fica linda quando tá com ciúmes?
- Quem foi o ser humano que disse que eu to com ciúmes? – ele arqueou as sobrancelhas.
- Precisa dizer, ? Só olhar pra sua cara, observar suas respostas.
- Então quer dizer que você fica observando qualquer movimento que eu faça?
- Alguns.
- Exemplo?
- No dia que você falou com a ... Foi... Tão linda. – Os olhos dele brilharam e eu bufei sarcástica.
- Por favor, eu não quero brigar com você. – Ele abriu a porta do nosso quarto do Hotel e eu fui a primeira a entrar, indo direto no sofá. Tirei minhas sandálias com os pés mesmo. Liguei a TV e fiquei zapeando os canais. – Nada de bom passando. – Levantei e fui até a estante de DVDs, passando o dedo e olhando os nomes.
Ouvi alguma coisa quebrando na cozinha, e corri pra ver o que tinha acontecido.
- ... Você ta bem? – Eu corri pro lado dele e ele segurava forte o dedo mindinho, onde saia sangue. – Oh, meu Deus você ta sangrando! – Me desesperei e comecei a abrir as porta dos armários. Ali devia ter uma bolsa de primeiros socorros.
- Calma, ... Ai, só ta... Ai, ardendo.
- Não aperta, senão sai mais sangue. – Eu corria de um lado pro outro.
- Mais ai vai arder mais, aaaaaai! – Ele gemeu e eu me desesperei mais ainda.
Sai correndo pro quarto e abri as gavetas do guarda-roupa onde tinha uma sacolinha de primeiros socorros. Voltei correndo pra cozinha.
- Senta. – Ele me obedeceu e sentou-se à mesa da cozinha. – Como você fez isso, criatura? Quer me matar?
- Eu ia abrir a lata de leite condensado pra fazer um brigadeiro, mas ai a faca escapou e pegou no meu dedo, ai.
- Calma, ó... Isso é álcool, vai arder quando eu passar, mas eu vou ter que passar.
- Ta. – Ele assentiu.
- Me dá sua mão. – Ele esticou a mão direita pra mim e eu me arrepiei com o toque de nossa pele. Comecei a passar com cuidado o algodão que saia todo vermelho. Comecei a respirar pela boca, o cheiro de sangue me dava náuseas. Ele abriu os olhos devagarzinho, mas ainda gemia baixinho. – Calma, ta acabando. – Depois que limpei a mão de , peguei uma pomada de cicatrização e passei em cima do corte em seu dedo, e depois enfaixei. – Prontinho, gatinho.
- Obrigado, pequena. – Ele passou o dedo da mão boa na minha bochecha e eu corei.
- Nada. – Mordi o lábio inferior e ele se inclinou pra frente pra me dar um beijo e eu não recusei. Estiquei minhas costas pra facilitar que ele pudesse chegar mais rápido até meus lábios. Eu não tinha beijado desde o dia que ele me viu de sutiã e que nós quase fizemos uma besteira. E o beijo que ele me dera agora era mais calmo.
Ele passou a língua nos meus lábios, pedindo permissão e eu permiti na hora. Levantei-me pra ficar do mesmo tamanho que ele, e ele abriu as pernas pra que eu ficasse entre as mesmas. Coloquei minhas mãos no cabelo dele e ele colocou a mão boa nas minhas costas. E lá estávamos nós de novo, nos aprofundando em um beijo agressivo. Ele me prensava contra a mesa e fechava as pernas ao redor da minha bunda enquanto me apertava de leve nas costas. A Outra mão ele colocou no meu rosto e fez carinho.
Capítulo 6
desceu da mesa e num rápido movimento, fez com que mudássemos de posição; agora ele estava no comando e não eu. Eu me deixaria levar, o que tivesse que acontecer agora, aconteceria. Ele me ergueu um pouco, mas gemeu um pouquinho quando seu dedo doeu. Eu iria me separar, mas ele apertou mais nossos lábios e eu resolvi subir em cima da mesa sozinha, e o fiz. Puxei mais forte o seu cabelo e ele mordeu meu lábio e apertou as minhas coxas.
- Eu. Já. Te. Falei. Que. Você. Fica. Linda. Nesse. Vestido? – Ele dizia entre beijinhos e eu sorri enquanto ele falava.
- Não. Mas. Você. Ganha. Concer. Teza – Ele me deu vários selinhos e eu entrelacei minhas pernas na sua cintura com força, pra mostrar pra ele que dali eu não queria sair. Ele sorriu malicioso pra mim e voltou a me beijar, agora com mais força e eu nem queria, né?
Ele colocou a mão por dentro do meu vestido e brincou com o elástico da minha calcinha e eu não agüentei e comecei a rir.
- , não quebra o clima vai. – Ele fez bico e eu ri mais ainda.
- Num to quebrando, amor. Eu quero muito isso, tanto quanto você. – Ele sorriu. – Mas eu não quero fazer isso em cima de uma mesa. – Ele arqueou as sobrancelhas.
- Nossa, é verdade. Nem tinha percebido.
- O fogo é grande, né? – Nós rimos.
- Também, se não fosse... – Ele fez uma cara de como se aquilo fosse óbvio e eu corei. – Vem cá. – Ele me pegou no colo e eu não pedi pra que ele me colocasse no chão. Ele chegou rápido no quarto e me colocou delicadamente na cama. Com o coração, acelerado puxei-o pela gola da camiseta e ele engatinhou até nossos lábios se encontrarem; ele não demorou pra tirar a camiseta e eu fiquei admirada com aquele corpo. Meu Deus, eu queria ele mais do que tudo agora. Ele deslizou as mãos dos meus quadris até a lateral das minhas coxas, unindo nossas testas.
- Não vou fazer nada que você não queira.
- E quem disse que eu não quero? - Sorrindo de um jeito danado, eu o beijei. Comecei a acariciar sua nuca com minhas unhas, e passei a distribuir beijos e chupões em seu pescoço. passou suas mãos por debaixo das minhas pernas, apertando o interior das minhas coxas e me puxando pra mais perto dele. Ele encaixou suas pernas entre as minhas e me beijou mais profundamente, e eu deslizei minhas mãos pelos ombros dele até alcançar suas costas. escorregou suas mãos geladas até as minhas costas, me arrepiando com cada toque, e respirava pesadamente, cada movimento que ele fazia era mais excitante, mais intenso. Ele começou a levantar o meu vestido e quando finalmente o tirou, rompeu o beijo e ficou paralisado. Ele observou minha barriga e meus seios ainda cobertos pelo sutiã e voltou a olhar nos meus olhos com uma cara super pervertida. Ele acariciou minha barriga e devagar pousou a mão boa em meus seios e os apertou de leve, ele mordeu o lábio e com uma força que veio do nada começou a me beijar. Baguncei seus cabelos mais ainda e os puxei vez ou outra, correspondendo ao beijo com o mesmo desejo. Ele não tirou suas mãos de meus seios, apertando-os com mais força agora e gemendo baixinho com a boca colada a minha. Eu já começava a suar e arranhei suas costas, querendo deixar marcas por ali. Ele não brigou com o fecho do meu sutiã e eu sorri ao sentir-lo folgar; ele jogou meu sutiã pra trás e eu ri entre seus lábios. Ele começou a descer seus beijos pelo meu pescoço e colo enquanto ainda apertava meus seios, depois começou a chupá-los me dando prazer, até demais. Ele continuou a descer até chegar à minha calcinha e me olhar com insegurança. Joguei minha cabeça pra trás ao sentir ele apertar as minhas coxas e gemi um pouco alto, incentivando. Depois de milésimos, minha calcinha já tinha ido parar em algum lugar pelo chão. Ele abriu minhas pernas e se agachou colocando sua língua na minha ‘intimidade’ – que agora não era mais tão intimo. Agarrei com força os lençóis da cama quando senti sua língua me tocar. Não agüentei e comecei a gemer.
Quando eu ia gozar, ele juntou nossas bocas e calou meus gemidos com um beijo profundo enquanto me masturbava. Eu não consegui parar de gemer nem quando nos beijava. Não demorou e eu gozei sentindo seus movimentos ficarem mais calmos. Minhas mãos desceram até eu agarrar seu cinto, e eu o arranquei sem pensar duas vezes. Empurrei-o e ele caiu ao meu lado. Abri o botão da sua calça e ele mesmo tirou, ficando apenas de boxer. Sentei em cima de seu quadril. Ele havia me dado o melhor orgasmo sem me penetrar, agora seria a minha vez. Beijei sua barriga enquanto ele afagava meus cabelos e fui descendo até sua boxer, a tirando depressa. Beijei seu membro já bastante ereto e demonstrei minha satisfação com o olhar. Havia gotículas de suor por todo aquele corpo divino, e os cabelos dele começavam a grudar na testa. As mãos de apertavam fortemente as minhas coxas. Ele pegou rápido a carteira que estava ao lado da cama, e brigou com alguns documentos que caiam de sua carteira; ele me deu o preservativo e eu o coloquei rápido e assim que terminei, ele me virou e ficou em cima de novo. Ele se posicionou entre as minhas pernas e olhou rapidamente em meus olhos. Eu mordi o lábio e ele me penetrou de uma vez só. Nós dois gememos super alto e eu enfiei minhas unhas em seus ombros. Ele demorou pra dar a segunda investida, ainda se recuperava da primeira, mas assim que recuperou fôlego, aumentou o ritmo de seus movimentos. Ele juntou nossas testas e investia cada vez mais forte sem ligar se estava machucando ou não. Ele jogou a cabeça pra trás, querendo aquilo por mais algum tempo, mas eu gozei pela segunda vez e ele desistiu, gozando junto comigo. Soltei um suspiro exausto enquanto deitou do meu lado e colocou as mãos na minha cintura. A única coisa que eu conseguia ouvir era a respiração de no meu ouvido e eu lhe dei um último selinho, encarando-o nos olhos depois e eu sussurrei baixinho:
- Eu te amo. – Ele ergueu os olhos até encontrar com os meus e sorriu. Eu o retribui, sentindo uma onda de felicidade tomar conta de mim. O abracei ao receber um beijo tranqüilo. Ficamos abraçados por um tempo até cairmos no sono. O melhor sonho que eu tive, com certeza.
N.a: GENTE! NOSSA, QUANTO TEMPO NÃO MANDO UMA N.A! :/
Mais é porque as coisas estão hiper corridas pra mim sabe, aconteceu tanta coisa utimamente que eu nem sei como to conseguindo att!
E desculpe se eu demorei ok? mais é como eu disse, ta bem difícil! Bom, vou fazxer uma feedback do que aconteceu nos últimos tempos! hahaha'
Comecei a namorar *o* uhum, depois de namorar 8 meses escondido, meu pai ta sabendo mais ainda não aceitou! haha' =/ fazer o que, ele que manda né. :'/
Comecei a fazer um curso preparatório pra trabalhar *--* e ta sendo MUITO corrido, porque é muito trabalho, fora os da escola que só se acumulam e eu num faço nada. KKKKK' Não sigam meu exemplo certo? Rs
Mais é isso, os babados mais fortes são esses, sei que ninguem vai ligar mesmo ._. rs'
Bom, mas eu preciso falar que eu AMEEEEEEEEEI todos os coments que vocês deixaram na minha fiic? *-* cada vez que att eu fico dando F5 na página loucamente pra ver se meus comments aumentam. São poucos os que aumentam, mas... As meninas arrasam hein! Rs'
Eu ADOREEEEI TODOS, espero receber muitos outros hein! hihihi'
E agora, a pergunta que eu mais tenho medo de fazer... tatatatataaaaam* music de suspense. haha'
O que estão achando da fiic? '-' medo da resposta de vocês hein! Tem tantos capítulos prontos pra vocês lerem, mas são tão poucos comentários que eu acho que vocês nem gostam da minha fic. mimimimi*
Espero estar errada! :D Acho que ja falei muito né? mas é o modo que eu mais posso ficar pertinho de vocês e saber a opinião a respeito do meu trabalho! Rs'
E ME COBREM A FIC OK? JA PENSEI ATÉ EM COLOCÁ-LA EM HIATUS! =/ MAS, só dependem de VOCÊS! :]
Bom, deixe-me ir... Até a próxima att! *--* qualquer coisa -> sigam @leelaop!
P.s: Prometo não demorar! *-----* hahaha s2
xx leela poynter. ;]
N/B: Achou erros? Me xingue lissatopolski@gmail.com