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Por: Carol Silver



01
Último dia.



Estava um sol de rachar o cérebro de qualquer um.
Eu já estava ficando cansada de andar tanto num sol daqueles, eu estava suando feito um porco. Se eu agüentasse aquilo por mais alguns minutos eu com certeza morreria.
Então eu resolvi que tiraria o meu moletom, ele já estava ficando praticamente encharcado de suor. Comecei a levantá-lo, ainda andando. Fiquei com uma dificuldade enorme de passá-lo pela minha cabeça gigante. E comecei a cambalear pelos lados, até senti que havia pisado em uma coisa mole, muito mole por sinal. Parei por alguns segundos, quase me retorcendo e implorando para que não fosse o que eu havia pensado que era.
Consegui arrancar meu moletom pra fora, e olhei para o chão. Ufa. Não era o que eu pensei. Mas droga, o meu all star branquinho estava completamente marrom de tanta lama.
E eu saberia o discurso que ouviria da Rory: “, por que mais uma vez você teve que vir pela ‘maldita’ estrada de terra, custa andar pelas ruas como uma pessoa normal?”
E eu também sabia que eu não teria coragem para responder: “Acontece, Rory! Que eu sou uma perfeita loser que prefere andar bem afastada do que estar no meio de pessoas que só zoam comigo...”
É, e isso era verdade. Eu era uma loser. Acho que eu até estampava isso na minha testa. Ninguém ficava perto de mim, exceto a . E também ninguém era meu amigo, exceto a claro.
Eu sou diferente da maioria daquele colégio estúpido, eu não sou bonita, não sou gostosa, não uso roupas da moda, e não me importo em pegar ou dar para o bonitão do capitão do time de futebol. Eu não sou assim. Eu sou apenas... eu.
A até disse que me mudaria, mas só de me imaginar usando alguma roupa que me fizesse parar de respirar ou usar uma calcinha com um fio no meio da minha bunda, a idéia já me assustava. E o salto alto então?! Acho que eu quebraria as minhas pernas na primeira tentativa de usá-los. Isso definitivamente não era pra mim, não mesmo.
Mas que se dane, mas que se dane TUDO mesmo. Porque hoje era o último dia dessa tortura toda. Hoje era o MEU último dia.
Adeus High School ridículo! Adeus populares que sempre me esnobaram, adeus líderes de torcida que jogavam comida na minha cara, adeus garanhões do time de futebol que sempre me jogavam alguma toalha nojenta e suada de algum jogo na minha cara, adeus nerds compulsivos que sempre me obrigavam a ser cobaia de seus testes científicos, adeus professores malucos e mal amados. Adeus, adeus e ADEUS.
Como eu gostava de pronunciar essa palavra.
Adeus.
Eu estava livre.
Eu finalmente estava livre.
Ano que vem vai ser maravilhoso porque eu estarei muito longe daqui e estarei na FACULDADE. Uma faculdade que ninguém desse high school idiota estará. Tem motivos para eu ficar mais feliz?
Não, com certeza não.
Ano que vem será uma vida nova, e isso era a única coisa que eu pensava agora.
Cyprus-Rhodes, aí vou eu!

Cheguei em casa com a maior cautela possível, sujando todo o carpete de Rory, que me mataria quando soubesse. Subi as escadas correndo e troquei de roupa para ela não me ver, qualquer coisa era só culpar o .
- ! Desce que o almoço está pronto.
Desci e nós comemos, como sempre.
Não que minha família fosse isolada. Não. É que na hora do almoço papai estava trabalhando e com certeza estaria comemorando o último dia de aula com os trouxas de seus amigos. Então sempre sobrava eu e minha madrasta mesmo.
Depois que eu comi, subi e fui para o meu quarto, fiquei fazendo uma lista de tudo que precisaria para não que vem. Eu sei isso é idiota. Mas eu sou idiota mesmo, então uma listinha não vai mudar muito coisa.
Começaram uns barulhos horríveis vindo do andar de baixo. Eu tinha certeza que meu irmão estava com aqueles idiotas dos amigos dele comemorando que finalmente passaram para faculdade. O que já era de se esperar né, já que todos esses palermas repetiram o último ano. Como alguém com o pé na faculdade pode repetir o último ano? É, é o que eu sempre quis entender. Meu irmão e os amigos dele sempre foram muito idiotas, e nem pareciam que eram um ano mais velhos do que eu. Pareciam que eram uns 10 anos mais novos.
Aquele barulho todo já estava me irritando. Mas que bando de crianças. A minha vontade foi de descer e mandar todos calarem a boca! Ou simplesmente enfiar uma vassoura no toba de cada um. Ta, eu não faria isso. Não sou assim. Mas quando se trata daqueles quatro idiotas eu me rebelo, juro. Mas de qualquer forma não adiantaria nada gritar para eles pararem, eles nunca me notam, eu sou tipo... invisível. O único jeito deles prestarem atenção em mim seria a opção da vassoura, mas isso seria totalmente impossível. Droga.
- ! Ô DESCE AQUI QUE A QUER TE VER. – Ouvi o ameba do meu irmão gritar.
Droga! Eu não queria descer. Eu não queria trombar com quatro seres irritantes... se bem que eles não perceberiam minha presença ali, mas de qualquer forma... E seria inútil mandar subir porque ela adora ficar na companhia daqueles trastes. Eles sempre me tratavam mal, como eu poderia gostar da presença deles?

# Flashback

- , tem como você passar na secretária comigo? Eu preciso que pelo menos algum ser maior de idade da minha família assine o papel com a permissão, e eu tenho até esta tarde.
Já era o meio do ano, e como sempre, o colégio mandava os melhores músicos para uma competição. Não que eu fosse a melhor, mas meus dotes no piano não diziam que eu era ruim. Eu adorava esses concertos com competição, eu sempre conhecia muita gente legal e talentosa. E esse eu não poderia perder, afinal já era meu último ano da escola.
- Então, você vai? – Eu disse tentando apressar os passos para acompanhar que andava cada vez mais rápido, com certeza para não ser visto falando comigo.
- Ta, ta... – ele disse ainda sem me olhar.
- Mas tem que ser agora. – Disse praticamente correndo para alcançá-lo.
- Oi gente. – Ele disse animado assim que avistou o seu grupo de amigos.
- Oi. – os outros três disseram sorridentes.
- Oi – disse eu, mas ninguém pareceu me ver ali.
- , hoje tem ensaio das líderes de torcida cara, e com esse calor as roupas delas ficam menores ainda... – disse com um sorriso besta na cara – estamos indo lá agora, vamos?
- Ah cara eu preciso assinar uns papéis para a minha irmã e...
- Ah meu, deixa de bobeira, você não está afim de ver aquelas perninhas da Jenny em ação não? – continuou sorrindo besta.
- Iiih, demorou! Vamos agora! – disse mais que empolgado.
- Mas você tem que... – eu tentei dizer enquanto ele andava com os outros. Mas ninguém parava para me ouvir. – ! !!!!! – Eu tentava gritar para ele, até um de seus babacas, digo, amigos se virou para mim.
- Garota, dá pra dar um tempo? O tem mais o que fazer – ele fez cara de desdém e voltou a andar com os outros que se afastaram rapidamente de mim.

# Fim do flashback.

Desci e me deparei com cinco seres felizes, rindo a toa. E sentada no colo de . Urgh, que cena.
- AMIGA! – Ela gritou assim que me viu. – VOCÊ NÃO ACREDITA!
- O que? – Perguntei estranhando tanta empolgação da parte dela.
- Eu fui aceita na Cyprus! – Ela falou batendo palmas.
Uau.
Uau mesmo.
- Que bom . – Eu disse realmente feliz. – Vai ser legal ter um conhecido por lá...
- Um? HAHA. – disse, por um milagre, me notando. – Todos nós aqui vamos pra Cyprus, maninha!
E foi ai que meu chão desabou!
Foi como se eu tivesse caído em um buraco muito, mas muito fundo.
- Co...como assim? ... vo..você não estava tentando Brown com sei lá mais quem? E os outros não estavam tentando Yale?
- É, estávamos. Mas você sabe como lá é muuuuuito difícil. Então como você foi aprovada lá, papai e Rory me indicaram, então eu indiquei o que indicou o que indicou o . E por causa disso eles aprovaram a gente.
Ah não! Não mesmo! Como assim????? Eu estava tão feliz há algumas horas atrás e eu vou ter que aturar...isso? Por mais sei lá...quatro anos? Eu estava querendo me matar! Não, melhor! Eu estava querendo matar todos eles. Como eles podem fazer isso comigo? Como????? A minha vontade era de abrir um buraco, ali mesmo na sala e me enterrar pra sempre! NÃO! Enterrar todos eles para sempre, é isso, aí eu vou para a faculdade sozinha e... AAAAAARGHHH!
- Olá crianças! – Meu pai entrou sorridente e cumprimentando todo mundo que estava em casa.
- Hey Gaga, não vai dizer oi pro papai não? – Ele disse abrindo os braços, pedindo por um abraço.
- Oi pai. – Eu o abracei. Espera aí... ele me chamou mesmo de Gaga? Ah, não! Por que eu tive a infelicidade de dançar Poker Face e ser pega por ele? Tudo bem que eu cantava e dançava feito uma galinha no cio, mas ele precisava ter se divertido tanto a ponto de não parar de me chamar de Gaga agora? Fala séééério meu! Ainda bem que nenhum dos palermas prestam atenção quando o assunto sou eu, porque se não, eu não faço a mínima idéia do que eles iriam fazer para me zuar.

A Rory fez o jantar e convidou todo mundo pra comer em casa, por que ela tem que ser tão hospitaleira mesmo?
Todo já havia comida, mas ainda estavam conversando de como seria bom todo mundo dali ir junto para a Cyprus. Até meu pai e Rory adoraram a idéia. Será que eu sou a única sensata aqui?
- Bom gente, vamos dar um rolê por ai? Já é o primeiro dia de férias né... temos que comemorar. – O idiota do levantou, todos os garotos concordaram levantando atrás. – E é claro que a menina mais linda daqui vem com a gente né? – Ele continuou dizendo enquanto estendia a mão para . – Digo, a segundo mais bonita porque a primeira é a Rory claro. – Ele disse sorrindo pra ela que agradeceu. Por que esses idiotas bajulam tanto a minha madrasta?
- Claro, vou sim. – sorriu à ele. – , você não vem?
- Ah, , então eu acho que o pai dela não vai deixar... você sabe como é né...filha única e nós vamos voltar tarde... – o disse baixinho para que ninguém pudesse ouvir, mas eu estava perto o suficiente pra ouvir aquela besteira toda que ele inventava já que não queria minha companhia.
assentiu com a cabeça e eles saíram.
- Gaga, você não vai? – Meu pai me perguntou enquanto colocava as louças na pia.
- Ai pai se liga. – Falei brava e fui direto para meu quarto. Poxa, não gostava de falar com ele assim, mas será que ele não percebe que os outros me tratam com diferença? Caramba.
Deitei na cama, liguei meu iPod e fiquei cantando always do blink. Música velhinha, mas eu adoro.
Eu senti que o sono estava vindo, a qualquer momento eu adormeceria... quem sabe quando eu dormir, e acordar isso tudo não vai passar de um pesadelo? E que eu vou SOZINHA para a Cyprus? Ah, como seria bom se fosse verdade...

02
Hallo, Hochschule



As minhas férias estavam passando cada vez mais rápido. Isso seria demais se eu fosse sozinha para a faculdade. Mas agora, eu nem estava mais tão feliz assim. Na verdade eu estava me matando por dentro.
Faltava apenas uma semana para eu me mudar para o campus da Cyprus, e eu ainda tinha muita coisa para comprar.
Terminei de escovar os dentes e fui me trocar. Coloquei uma calça de tactel preta, um moletom da Hurley que eu roubei do assim que soube que ele roubava meus prendedores de cabelo. Sim, isso mesmo, na verdade eu sempre suspeitei da sexualidade do meu irmão pra falar a verdade. E por fim, calcei meu all star branco, que estava completamente marrom.
Desci as escadas e dei de cara com os três amigos do meu irmão fazendo baderna logo cedo.
- Ei , você nem soube... lembra daquela menina, a Hayley? Então ela... – o idiota do parou de falar assim que me viu parada à sua frente. – Ah, é você! – Ele disse simplesmente e virou a cara para continuar conversando sei lá o que com os amigos idiotas dele. Enquanto conversava o abusado deitou no sofá branquinho de Rory e colocou os pés com aquele tênis imundo em cima de uma das almofadas do sofá. Mas que abuso é esse?
Imediatamente eu parti pra cima dele e o empurrei do sofá, fazendo com que ele caísse no chão.
- Como você é abusado menino, aqui não é a sua casa. – Eu disse olhando furiosa para ele. Poxa, eu estava certa!
A última vez que esses idiotas sujaram esse sofá branco EU tive que limpar sozinha, pois não consegui dizer não à Rory que estava doente. Eu fiquei anos esfregando essas almofadas brancas com apenas uma escova de dente.
Do .
Poxa, os amigos eram dele, mas do que normal eu usar a escova dele também, não é?!
- OUTCH! – Ele exclamou assim que caiu no chão. – Você ta doida menina?
- Só que não é nenhum de vocês que limpam essa porcaria, então eu agradeceria se não sujassem.
me olhou com cara de...ah sei lá, com cara de bunda isso sim, e foi sentar no chão.
Bufei e fui em direção à porta, eu não agüentava ficar mais nem um minuto perto daqueles imbecis.

**

- ! Vamos você vai se atrasar... ? !! Ô LADY GAGA DA PRA RESPONDER?
- Desculpa pai, eu estava pegando a coisas que estavam no banheiro. – Desci as escadas com as minhas malas já prontas.
estava na cozinha com as malas prontas também.
- Bom... – meu pai começou, e eu sabia que aquele seria mais um discurso de “se comportem, não usem drogas, não gastem excessivamente e usem camisinha”...e no final um...’sentirei saudades’. – Vocês sabem já todas as recomendações certo? Então não terei que repassá-las, só quero que vocês saibam que eu confio em vocês e desejo boa sorte. E a boa notícia é que eu vou liberar o meu mustang pra vocês levarem. – Ele disse segurando as chaves do carro.
Po...xa meu! Aquele carro era demais. Era um mustang shelby vermelho! Eu amava aquele carro, eu só não fiquei muito feliz porque eu tinha certeza com quem ele ficaria.
- Então eu vou deixar vocês irem sozinhos com o carro, não levarei vocês – ele continuou – e eu vou deixar essa chave com o responsável do carro, que será responsável 24 horas por dia para que nada aconteça à ele e só vai emprestar para o outro se quiser... – quando papai pronunciou “o responsável” abriu um enorme sorriso que mal cabia naquela cara lambida dele. Mas esse sorriso chegou ao dedão do seu pé quando papai entregou a chave do carro para mim.
- Gaga, minha filha. O carro estará em suas responsabilidades. Cuide bem dele.
- AHHHH! – Eu dei um gritinho histérico e saí correndo para agarrar o meu pai.
- PAI! Como assim? O carro tem que ficar comigo, eu sou o mais velho. – protestou indignado.
- É , mas você não acha que eu confiaria o meu segundo melhor carro à você né? Da primeira vez que você usou ele chegou em casa todo sujo e com vômito no carpete, e da segunda vez você simplesmente bateu no muro da casa do vizinho. Imagina você com ele longe de mim? Nunca. Você só vai andar nele quando a dirigir, e se ela achar que deve, um dia por uma hora no máximo ela te emprestará.
- Obrigada pai, te amo!
Após todas as despedidas eu e fomos para o carro direto à Cyprus-Rhodes, eu estava tão feliz.
A viagem inteira nós fomos calados, não éramos muito de conversar e também pela cara de cu que ele estava eu sei que me bateria se eu abrisse a boca. HAHA. Quem é o loser agora, maninho?
Após uma hora e meia chegamos à Cyprus. O Campus era lindo e imenso! Eu mal podia esperar para conhecer tudo lá.
- Bom, aqui é a parte dos dormitórios da área de engenharia. – Eu disse parando em frente a um dos prédios. pegou suas malas e desceu do carro sem dizer nada.
Não liguei.
Continuei dirigindo em direção ao meu dormitório que não era muito longe, eu só espero ter uma colega de quarto legal.
- ? – Tomei um susto quando a encontrei em meu quarto.
- OLÁÁÁÁ AMIGA! – Ela correu e me abraçou.
- Como...como isso é possível?
- Ah querida, eu mexi uns pauzinhos né... não queria dormir com qualquer desconhecida e estranha. – Ela disse toda feliz.
- Que bom, eu também não queria dormir com alguma desconhecida... – disse tentando imitar, em vão, o jeito empolgado dela.
- Mas enfim, , - ela continuou enquanto arrumava suas coisas – hoje é a grande noite!
- Grande noite?
- É, oras. Noite que nós, calouras, saímos pra nos inscrever nas irmandades! – Ela disse feliz. – Mas é claro que não vamos em todas, vamos primeiramente na Zeta Beta Zeta, a melhor irmandade do campus e depois podemos ir na Tri PI, que é a segunda melhor...só pra garantir né...
- Pe...pera aí , eu não vou me inscrever para irmandade nenhuma eu...eu nem tenho a cara disso e... eu ouvi falar dessa Zeta Beta Zeta, elas são tipo super patricinhas, só usam rosa e salto alto, eu tenho certeza que não me enquadro nisso.
- Bobagem ! A Zeta Beta Zeta mudou! Elas dão chance para qualquer uma, tenho certeza que passaremos.
- Você sim, eu creio que não mesmo e eu nem pensei em me inscrever em nenhuma irmandade sabe... eu só vim aqui pra estudar e só...
- Ai larga de ser chata, qual é a graça da Cyprus se não entrar em uma irmandade? E todos os garotos estavam querendo entrar em fraternidades também... é demais!
- Ai não sei não hein , e você sabe que eu não tenho roupa pra esse tipo de coisa.
- Menina não precisa! Eu já disse, vai como você é, oras. Elas não vão ligar. Confia em mim.

**

- ? – Entrei cautelosamente no quarto em que meu irmão ficaria e vi que ele fazia bagunça com o imbecil do . – Posso falar com você um minuto?
- Fala. – Ele disse sem tirar a atenção do que estava fazendo.
- A sós...
Ele revirou os olhos e saiu do quarto fechando a porta em seguida.
- Por que a gente tem que conversar no corredor? Por que você simplesmente não manda o sair?
- Você quer falar ou não?
- Certo, certo. Olha... eu não queria que você ficasse bravo comigo pela parada do carro sabe... eu não pedi pro papai e nem nada eu...
- Ok, . Relaxa, eu sei que você não teve nada a ver... é só me emprestar quando eu pedir e está tudo resolvido.
Eu sorri pra ele, que bom que ele não estava bravo comigo, e é claro que eu não emprestaria quando ele quisesse, mas disso ele não precisa ficar sabendo agora.
- Então – ele continuou a falar – não é só por isso que você está aqui, é?
- Não. – disse sem graça – é que a está com essa idéia de irmandade, Zeta Beta Zeta e blá blá blá e tipo... eu não me enquadro nisso sabe... e eu sei lá, queria saber o que você acha disso.
- Você? Zeta Beta Zeta? HAHA. – Ele deu uma risada debochada. – Quer dizer... – pigarreou e voltou a falar normal – irmandades são legais, você faz amigos, curte bastante... eu e os meninos também estamos atrás de algumas fraternidades, pode ser uma boa, mas... Zeta Beta Zeta? Pra você, pelo menos, eu não teria tanta esperança...
- Ahhh! Muito incentivador de sua parte – revirei os olhos, eu tinha certeza que ele falaria isso.
- Não , é que...
- Tudo bem – o interrompi – obrigada de qualquer forma, . – Dei as costas à ele e saí dali. Eu sabia que ele estava certo, eu sabia que nunca seria uma Zeta Beta Zeta, por mais que eu já soubesse disso, uma parte de mim ainda queria que eu fosse aceita... poxa, é uma irmandade. Eu não havia pensado e entrar em nenhuma porque sabia que as melhores me rejeitariam, mas depois que veio com essa idéia eu andei pensando... séria extraordinário fazer parte de uma delas.

**

- Vamos , saia desse banheiro. Vamos chegar atrasadas. – Eu falei para que fazia mais de uma hora que estava trancada no banheiro.
- Pronto. – Disse ela sorridente, parando à minha frente. UAU! A estava linda! Ela usava uma saia preta, uma blusa rosa de alça e scarpins rosa também.
Enquanto eu, vestia uma skinny jeans, um moletom dois tamanhos maiores que o meu e meu all star branco, devo dizer, marrom.
- É, não temos dúvida de quem será uma Zeta Beta Zeta. – Eu disse com ironia.
- Deixa disso ! – pegou sua bolsa preta de mão e nós fomos em direção às casas.
A casa das Tri PI era ridícula. Mil vezes menor do que eu pensei que uma casa de irmandade pudesse ser... e cá entre nós, só tinha menina puta lá! Urgh! E é claro que a Karen, presidente da casa convidou a para ser uma Tri PI, e eu... não preciso nem dizer certo?
Chegamos então a casa da Zeta Beta Zeta! Essa sim era uma casa linda! Após toda a cerimônia de boas vindas, comidas e alguns falatórios idiotas a presidente chegou até nós.
- Hey meninas, sou Ashleigh, presidente da casa. Vocês são?
- , prazer.
- , prazer.
- Ah, fico feliz que estejam interessadas na casa. A nossa representante Betsy, vai conhecer um pouquinho mais de cada uma, e depois eu venho dizer quem está dentro ou não.
- Ok Ashleigh, obrigada.
- Valeu Ash. – disse empolgadíssima.
Ashleigh sorriu para nós e foi conversar com mais garotas.
- Ash? – Eu olhei para ela.
- É oras, a gente tem que ser simpática com ela. – disse como se fosse óbvio.
Após mais algumas horas perdidas com a tal da Betsy pude ver a Ashleigh se aproximando de cada grupo de garotas, umas ficavam contentes e outras saíam com cara desanimada, e eu já sabia com a cara que sairia dali.
Então a Ashleigh se aproximou da gente, a agarrou em meu braço e sussurrou um “é agora.”
- Meninas – ela disse sorrindo – é um prazer imenso que vocês tenham escolhido a Zeta Beta Zeta, mas infelizmente só uma de vocês poderá ficar. Não é porque eu não gostei de vocês, claro que não. Mas a casa está com muita procura esse ano, e nós temos muitas meninas para escolher e infelizmente não podemos ficar com todas... e é com tristeza e prazer ao mesmo tempo, que eu anuncio que a única que poderá ser uma ZBZ é você... .
Na hora eu quase caí para trás. Como assim EU? Será que a Ashleigh não tinha trocado os nomes?
- Eu? – perguntei para ter certeza de que ela havia feito confusão.
- Isso mesmo, você . – Ela sorriu mais ainda e me abraçou. Eu fiquei parada. Como assim a , que é a não passou e eu... OH MEU DEUS.
A ficou muito, mas muito desapontada e saiu rapidamente da casa. Eu fui atrás dela.
- , por favor espera. Me Desculpa eu...
- Não, ! A culpa não foi sua, parabéns você é uma ZBZ.
- Mas , era a que você queria e...
- Olha, eu já fui aceita nas Tri PI, a segunda melhor casa oras, que mais eu posso querer? – Ela continuou a andar e eu pude ver que lágrimas escorriam de seus olhos.
- Espera aí, ... por favor.
- , por favor, me deixa um pouco sozinha. – Ela se virou para mim e eu assenti com a cabeça, vendo-a continuar ir embora apressada.
Respirei fundo, sem saber o que fazer. Ela com certeza estaria indo para o dormitório, então eu não iria para lá tão cedo já que ela quer esse tempo. Decidi voltar então para a casa da Zeta Beta, já que ainda estava rolando a mini festinha lá.
Mas foi quando eu parei em frente a casa que eu tive a maior surpresa.
- Hey . – Ashleigh disse sorridente, e não, esse “” não era para mim, era para ele. estava em frente a casa das ZBZs e acabou de beijar Ashleigh! Como assim? Desde quando eles se conhecem? Espera aí... eles não se conhecem!
Então foi ai que a ficha caiu para mim, e o chão pareceu cair também!
Foi por isso que eu fui aceita para a Zeta Beta? Por causa do meu irmão?

03
E foi aí que...



’s POV:

Voltei para o dormitório e a já dormia, ou pelo menos fingia, na cama da janela. A que eu tinha escolhido para mim. Mas tudo bem, só porque a está triste eu deixo ela com essa cama. Afinal, só nesse ano eu dormirei aqui mesmo, já que a partir do ano que vem eu viro uma veterana na Zeta Beta Zeta e morarei na casa, o que é bem elegante e luxuosa para se falar a verdade.
Não pude deixar de pensar no que havia visto, mas como ela sabia que eu era irmã do ? Será que nós éramos os únicos “s” por aqui? E tipo... mal começou a faculdade e ele já estava de casinho com a Ashleigh? Eu juro, o meu irmão sempre me surpreende! Mas aposto que ele não fez nada por mim, ela apenas soube o sobrenome dele e se ligou que éramos parentes, é lógico. O nunca fez nada por mim e nunca fará também, mas que se dane, pelo menos pra uma coisa ele prestou e eu posso tirar proveito disso, certo?

- ACORDA DORMINHOCA! – Acordei com uma super contente e saltitante pulando em cima da minha cama.
- Ai sua doida o que foi? – Eu disse com a perfeita voz de sono e sem abrir os olhos. – As aulas começam só daqui a três dias.
- Eu sei, mas hoje nós vamos correr por ai, fazer exercícios sabe, e também vamos conhecer mais o campus... as pessoas e depois disso pegar nossa grade de aulas – Ela disse descendo da minha cama.
Eu sentei na cama, olhei para ela com os olhos cerrados.
- , não é por nada... mas sei lá, você não está mais triste?
- Ai claro que não , a casa das Tri PI é ótima! Eu passei por lá hoje, e tipo a Lunny uma menina de lá disse que algumas vezes os Omega Chi Delta, convidam as Tri PI paras as suas festas, não só as ZBZs.
- Espera aí... você estava querendo entrar na ZBZ só por causa de ter festas com esses Omega sei lá o que ai?
- Claro né , eles são a MELHOR casa do campus, melhor mesmo e com os meninos mais lindos e sofisticados... não são como qualquer casa como os Kappa Tau e coisas do tipo...
- Kappa o que? Caraca como você sabe de tudo isso?
- Eu sempre pesquiso antes de tudo né, mas enfim, vamos dar uma corridinha por ai, em frente à casa dos Omega Chi de preferência.
- Ai ai ok. – Eu disse sem motivação me levantando da cama e indo me arrumar. Coloquei um conjunto de moletom qualquer, eu e só íamos correr por ai mesmo.
- Vamos nos alongar. – Ela disse começando o alongamento já na porta do prédio em que ficávamos.
Eu fiquei com os braços cruzados apenas olhando à cena com cara de tédio.
- , se você não se alongar vai ficar toda dolorida depois.
- Ai da um tempo e vamos logo.
Ela terminou o alongamento e nós começamos a correr pelo enorme campus.

- , ... – disse ofegante e baixo para mim.
- O que? – Respondi.
- Aquele ali... da direita. – Ela disse sem apontar. – É ele, Evan Chambers, presidente da Omega Chi. (n/a: para quem não sabe Evan Chambers é o personagem do Jake McDorman [deus grego, abafa o caso] em greek. )
Então eu virei a minha cabeça e olhei para o cara mais bonito que eu havia visto em toda a minha vida. Sim, o mais bonito! Ben Affleck? Quem era esse perto dele... Jared Padalecki? Não chegava nem aos pés... Na boa, eu me desfaria de todos os posters do Ben e do Jared do meu quarto só por um desse cara... Parecia até artista, e dos famosos.
Eu continuei correndo e olhando para ele, que me olhava curioso.
Foi então que eu senti um baque tremendo e tudo ficou... preto.

- Hey linda, ta tudo bem? – Abri os olhos lentamente e me deparei com um par me olhos azuis que estava praticamente colados em mim, ele parecia preocupado. Foi então que eu saquei tudo!
Eu morri, e com certeza vim pro céu... e que recepção hein...
Ta, eu me odeio por ser tão idiota as vezes, mas é que minha cabeça estava... doendo e tudo estava... zonzo.
- Está tudo bem? – Aquela coisa linda perguntou de novo.
E foi ai que minha consciência cedeu, e eu percebi que eu estava caída no chão e o cara maravilhoso estava ajoelhado ao meu lado.
- O que aconteceu? – Perguntei meio atordoada.
- Bom, você estava correndo acho que não viu aquela árvore ali na frente, deu um baque com ela e PUFT! Caiu dura no chão.
Olhei para ele com uma cara confusa e me lembrei do que havia acontecido, eu estava totalmente hipnotizada olhando para aquele tal de Evan Chambers que não vi a bendita árvore.
Uma vez, Rory me disse pra tomar cuidado com gatos, pois uma tia dela, Flora, havia sido internada por causa de um. Mas aí eu não entendi se foi por causa de gatos homens ou gatos gatos mesmo já que aquela mulher tinha uns quinze. Talvez eu me lembre dessa história de Rory da próxima vez que ficar cara a cara com um gato, animal ou não.
Ou talvez esse seja o momento certo pra lembrar já que, aquele belo par de olhos azuis continuava a me olhar.
- Vem, eu te ajudo a levantar. – Ele segurou meus braços e me levantou.
- Obrigada. – Sorri tímida.
- Que isso... – ele sorriu também.
- Erm... será que virei chacota da faculdade toda? – Perguntei constrangida, já que não se vê todo dia algum idiota que não consegue enxergar uma árvore, ÁVORE.
Se fosse uma placa, eu até teria uma desculpa, pois já vi vários casos de pessoas que trombaram em placas, mas agora... ávore? , não tinha um jeito de você ser menos tapada, não?!
Ele gargalhou.
- Não se preocupa, só eu e o Evan vimos, ele vinha te ajudar, mas teve que resolver uma emergência com algum candidato aqui da casa e me pediu pra ver se você estava bem.
- E a minha amiga que estava aqui? Foi pra onde?
- Ela disse que ia correndo na enfermaria ver se chamava alguém, eu avisei que era quase no fim do campus, mas ela foi mesmo assim...
- Ah sim... nem sem como agradecer.
- Você pode começar me dizendo seu nome. – Ele deu outro sorriso de tirar o fôlego.
- Ah, sou .
- Eu sou Albert, mas você pode me apelidar de qualquer coisa já que eu odeio esse nome.
- Odeia? Por quê? É bonito...
- Não, não é... eu não gosto mesmo! Parece de gente velha ou sei lá...
Eu ri.
- Está certo, vou te chamar de Bê, pode ser? – Eu falei a primeira porcaria de apelido que me surgiu a mente.
- Claro, Bê está ótimo.
- Você é da Omega Chi? – Eu disse olhando em volta, já que eu tive a infeliz capacidade de desmaiar bem em frente à fraternidade.
- Sou candidato, entrei esse ano.
- Ah, eu também. Sou candidata da Zeta Beta Zeta.
- Nossa, então eu acho que nós vamos nos ver muito ainda, já que Omega Chi e Zeta Beta Zeta são inseparáveis... olha, não conte pra ninguém porque ainda não é certeza, mas parece que nesse sábado vai ter uma festa de boas vindos apenas entre Omega Chi e ZBZ.
- E essas festas são boas?
- Boas ? São ótimas você vai ver.
E foi ai que o assunto acabou, como eu odeio quando isso acontece.
- Bem eu estava indo buscar os meus horários e matérias, se você quiser me acompanhar...
- .
- Ham?
- Pode apenas me chamar de . – Sorri. – Eu estava indo pra lá mesmo, vamos. Depois a me encontra por aí.
O Bê sorriu e nós fomos. Dá pra acreditar que esse era o primeiro menino que eu realmente tive um contato direto?
Porque fala sério, só o tonto do não conta né...
E eu preciso mesmo dizer que eu estava AMANDO aquilo? É, não preciso. O cara era super simpático e divertido, e de bônus era lindo.
Sim, pode considerar uma das meninas mais sortudas do mundo. Eu sabia que a faculdade mudaria muita coisa na minha vida, só não sabia que seria tão rápido.

- ALEMÃO? – Gritei assim que vi que um dos idiomas obrigatórios para se fazer seria o alemão. – Por que alemão? Não podia ser espanhol, italiano, português ou qualquer coisa?
A assistente revirou os olhos.
- Minha querida, esses idiomas você aprende em algum curso particular, você terá aulas de alemão, pois ele será necessário em algum ano para a sua matéria. Não são todos da universidade que terão aulas de idiomas, só aquelas que os cursos exigirem.
Suspirei fundo e peguei a minha ficha.
- Dá pra acreditar nisso? – Eu disse indignada, eu mal sei falar a minha língua quem dirá uma toda diferente.
- Ah, não se preocupe ... isso é normal. Pior eu que fiquei com história da arte!
- Haha, eu também estou em história da arte.
- Pois então acredite, decifrar imagens e a cabeça de pintores antigos não deve ser tão mais difícil do que traduzir algo em uma língua diferente.
- Sei lá. Pra mim ta tudo igual... – Continuei lendo a minha ficha e pude perceber que o Bê cumprimentou alguém.
- Hey – ele me chamou – Esse é meu amigo, .
Levantei a cabeça e encarei .
- Oi, muito prazer – ele estendeu a mão sorrindo que nem um besta.
Eu revirei os olhos.
- Larga de ser idiota , sou eu, ... não que você ligue né, já que você passou tempo demais na minha casa e ignorando a minha presença. – Saí da secretaria e segui em direção ao campus.
Eu sei que tudo que se dirige ao meu irmão e seus amigos trouxas não devem me abalar, mas fala sério né... como ele pode ser tão idiota desse jeito? Eu juro que preferia que ele tivesse me ignorado, seria até mais normal.
- Hey , . – Ouvi uma voz atrás de mim. – Ta tudo bem? – Ele me alcançou.
- Está sim Bê, mas tudo que é em relação a esse menino e os amigos dele me irritam, de onde você o conhece?
- Ah, ele é candidato da Omega Chi.
- O QUE? E OS OUTROS TAMBÉM? – Perguntei indignada. Como assim uma casa tão refinada e respeitável como essa aceitariam caras desse tipo?
- Outros? Bom, só conheci o mesmo. Mas o que acontece entre vocês?
- Ah... longa história.
- Eu tenho tempo. – Ele sorriu.
Quase morri.
- Bom... – Comecei a contar enquanto nós seguíamos para qualquer lugar do campus, eu estava adorando conversar com o Bê, sério. Ele era muito legal e divertido, eu tenho certeza que seríamos ótimos amigos.

04
Eu realmente preciso... DELA?



’s POV:

- FILOSOFIA? Tem idéia do que é estudar essa matéria de louco?
- Não mesmo, eu sempre colava da Karen Smith nessa matéria. – disse fazendo pouco caso da minha preocupação.
- Então cara, o que eu faço? Eu não entendo nada sobre isso e a professora que vai dar as aulas é super velha...
- E o que isso tem haver?
- Tem haver que com professoras velhas eu não consigo prestar atenção a não ser em como as roupas dela cheiram mofo ou se a dentadura amarela dela vai algum dia voar e parar na minha cara...
- Se livra dessa matéria, oras.
- Eu já tentei , mas a questão é que essa matéria é tipo obrigatória. Eu até tentei jogar meu charme pra cima da assistente da secretaria, mas nem isso funcionou...
- Então é só você achar alguém que te ensine.
- Ah, fácil né... numa faculdade com 3 milhões de alunos que eu não conheço vai ser fácil achar alguém...
- Três milhões? Creio que não passam de 6 mil... – ele disse com cara de pensativo, e ainda me chamavam de burro. Posso não ser dos mais inteligentes, mas sempre entendo uma hipérbole.
- Estou ferrado...
- Calma, a minha irmã, ela se dava bem com essas matérias que tinha que pensar demais... pede ajuda à ela, oras.
- Irmã? Ela veio pra cá?
- Claro né idiota, ela foi a primeira a ser aceita, e é graças a ela praticamente que estamos aqui.

Ah é mesmo, eu tinha esquecido da esquisitinha . Eu nunca conversava com ela, não sei se ela me ajudaria. E pô, ela podia ser uma peitudona bem gostosa né? Com certeza ia estimular meus neurônios cerebrais e me ajudar a pensar mais.
- E ela não é do tipo peitudona nem gostosa. – Ele pareceu decifrar meus pensamentos. – Então com ela será mais fácil se focar na matéria e não em... outras coisas.
Ah droga, e o pior que o que ele estava falando era verdade...
- Não é nenhuma Chelle. (n/a: haha , isso te lembra alguma coisa?)
Não acredito, como ele lembrou da... Chelle?
- A Chelle é passado.
- Passado nada, faz apenas dois anos...
- Ta, ta chega de falar na Chelle.
A verdade é que eu não gostava desse assunto.
A Chelle foi uma professora particular de matemática que meus pais contrataram para mim quando eu estava prestes a repetir o último ano. Mas cara, a Chelle era linda. Loira, peituda e muiiiiiito gostosa. Ela não era das mais santas também vai, o que facilitou pra que eu aprendesse muitas coisas, exceto matemática.
- Quando começar as suas aulas você procura a minha irmã e fala com ela...
- Quando começar? Nunca. Eu tenho que chegar sabendo tudo. Pois aí eu não me desespero logo. Meu pai disse que se eu me ferrasse em qualquer matéria ele me caparia, e você sabe... ele faz isso mesmo.
- Ele não vai te capar, idiota.
- É, mas eu não sei do que ele é capaz de fazer, e é melhor eu nem chegar perto disso, principalmente agora que ele está na menopausa.
- Homens não ficam na menopausa, seu idiota.
- O QUE? O disse que ficavam.
revirou os olhos.
- , quando você vai aprender que tudo que a gente fala é pra tirar uma com a sua cara? Já que a sua massa cefálica é relativamente pequena.
- Ai cala a boca. Onde que eu encontro sua irmã?
- No dormitório dela, oras.
- E onde fica?
- E eu vou saber?
- Você é o irmão dela, tem por obrigação saber.
- É, mas não sei. Bom, estou indo vou ver a Ashleigh.
- ESPERA! Você não disse que a sua irmã é candidata a Zeta Beta Zeta? Então, pergunte à Ashleigh, ela deve ter contato com a .
- Eu não, vamos lá e você pergunta.
- Ai ai ok. – Revirei os olhos e segui até a casa das ZBZs, tudo para não ter meu amiguinho cortado fora pelo meu pai.

- Ih , eu não sei não. Eu enviei um bilhete à todas as candidatas a ZBZ avisando que teríamos uma primeira reunião de boas vindas e também para falar da festa Zeta Beta e Omega Chi. Jajá ela deve estar aparecendo por ai. – A Ashleigh me disse enquanto o não parava de beijar seu pescoço.
- Certo. – Sentei no sofá e cruzei meus braços. Ficar de vela do meu amigo era uma droga. Será que nenhuma veterana da casa vai aparecer só de calcinha por ai não hein?
- Amor, você podia convidar eu e o pra festa né, mesmo nós não sendo Omega Chi.
- Claro que vocês podem vir. – Ela respondeu enquanto ainda se agarravam.
Quem disse que eu queria ir mesmo?
Bom, dizem que as Zeta Betas são as mais lindas e gostosas do campus, então não seria tão ruim assim, mas... elas escolheram a irmã do , é... talvez eu precise rever os conceitos da casa.
- Ash! – Alguém entrou sorridente pela porta.
Ashleigh imediatamente levantou–se do sofá e foi ver quem havia entrado na casa.
- Hey. – Pude ouvir ela dizer animada.
- Esse é o Bê, - a voz que entrou na casa falou – ele é da Omega Chi, e me disse que é ótimo em decorar festas, tem um currículo impecável, ele fará de tudo pra tornar essa festa Omega Chi e Zeta Beta a melhor.
- Uaw, muito prazer. Eu acho que o Evan comentou de você, Albert certo? Vai ser um prazer ter você nos ajudando.
- O prazer vai ser meu, Ash. – O cara se manifestou pela primeira vez.
- Ah, chuhu tem alguém aqui querendo te ver.
- Me ver? – a menina disse.
Então foi ai que um belo par de pernas apareceu na sala, sendo seguida por um cara e pela Ashleigh.
Foi quando eu me dei conta de que o belo par de pernas eram da . Ela estava com um mini shorts e uma blusa um pouco cumprida e bem larga e o cabelo estava sendo preso em um coque pelo tal do menino que devia ser o Bê. Bê, que apelido mais gay.
Cara, eu nunca vi essa menina vestindo uma roupa acima dos joelhos dela, foi só se engraçar com qualquer um que já solta a franga assim?
- O que vocês querem? – Ela disse com um olhar nada agradável, bom pra falar a verdade, quando essa menina foi simpática com a gente mesmo?
- se levantou do sofá, também estranhando o fato da irmã estar praticamente vestida de calcinha e com um cara prendendo seus cabelos. – O vai precisar de uma ajudinha sua em filosofia... Será que você pode ajudá-lo?
Ela apenas me fitou com aqueles olhos grandes e furiosos. Ela nunca deu um sorriso pra mim, ela nunca nem falou comigo... eu tinha certeza que ela me odiava. E com aquele olhar, ela não me ajudaria...
Então, essa era o fim?
Adeus faculdade, fraternidade, festas, bebidas, garotas lindas distribuindo fácil... eu realmente estava ferrado.

05
Vai rolar?



’s POV:

Claro, muito fácil.
Ele me ignora por toda a minha vida, e quando precisa acha que é assim, só vir e estalar os dedos, puft, fácil.
Já que como eu mesma o ouvia dizer: “tudo que quer ele tem”. Aff fala sério que garoto mais arrogante.
E agora ele está aqui, olhando para a minha cara que nem um trouxa, quase fazendo um bico para tentar fazer com que eu fique com pena dele.
Há, era só o que me faltava.
Minha vontade era de abrir a boca e dizer não. Ou melhor, abrir bem a boca e gritar NÃO.
Mas eu não consegui.
Não sei por quê.
Talvez, se, eu pensasse mais um pouco... isso poderia trazer benefícios para mim, certo?! Não bem benefícios porque, cá entre nós... o que um idiota como esses ofereceria de bom à mim? É, isso mesmo, nada.
Mas se eu pensar pelo lado de que ele sempre me maltratou, eu posso até querer me vingar dele... e essa era uma chance perfeita, perfeita mesmo. Não que eu fosse vingativa, malvada ou nada do tipo... mas até que seria bom que ele experimentasse como é tratar mal alguém.
Ta, ele nunca me tratou mal, mal. Apenas fingia que eu não existia, e me deixava no vácuo, e poxa isso não é legal.
De qualquer forma eu estava vendo muiiiiiitas vantagens nisso, isso eu tenho certeza.

’s POV:

E foi ai que ela começou a melhor olhar com uma cara pensativa. Ela estava estranhando eu ter pedido isso à ela, e eu tenho certeza, mas o que eu posso fazer se por enquanto ela é o único ser que eu conheço que pode me ajudar?
Eu sei que ela devia estar pensando que não iria me ajudar porque eu nunca tinha dado em cima dela.
Haha, eu não sei se ela estava pensando isso, mas devia estar. Todo mundo, todo mundo mesmo sempre quis ter alguma coisa comigo. Fazer o que... sorriso bonito, charme irresistível, cabelo incrível e estilo moderno... Ta, parei de falar de mim, pra que eu preciso reprisar isso se todo mundo sabe que é verdade?
Haha, ok parei mesmo.
Eu estava ansioso e aflito.
Eu precisava saber essa matéria, eu precisava saber todas elas na verdade. Eu não estava disposto a abandonar a faculdade, que pra falar a verdade é a melhor fase da nossa vida.
E foi ai que a cara de pensativa sumiu, dando lugar a um pequeno sorriso, um tanto quando malicioso eu diria ou perverso. Não sei identificar isso muito bem.
Então seus olhos se estreitaram e ela me fitava. E eu não sabia se essa expressão seria para ela dizer um não bem ferrado na minha cara, ou se era porque ela viria que nem uma doida pra cima de mim e arrancaria a minha roupa.
- Ta, pode ser. Mas não agora, nem hoje. Nem por esses dias que me sobraram de férias. Porque eu estou... muito atarefada. – Ela disse arrogante, como sempre.
Ta, não sei se ela era sempre arrogante, nunca falei com ela mesmo. Nem a sua voz eu reconhecia pra falar a verdade.
Mas poxa, eu precisava começar isso... JÁ!
- Mas , ele queria já dar uma introdução para que não entrasse na sala não sabendo nada, entende? Ficaria até mais fácil. – começou a dizer.
É, é melhor mesmo que ele amanse a fera antes que eu diga alguma coisa.
- Olha, o problema não é meu. Se quiser a minha ajuda vai ser do meu jeito. E eu tenho coisas pra fazer, já disse.
Olhei para , e só pela expressão dele pude perceber que ele havia se alterado.
- Ah mais coisas como o que? Fica desfilando por ai praticamente sem roupa?
- Sem roupa?
- É, olha pra esse short, é com certeza uma mensagem subliminar para “me coma”.
- Cala a boca! Idiota! Pra sua informação aconteceu um acidente com a minha calça, e a estava aqui perto, na casa das Tri PI e me emprestou esse short que era a única coisa que ela tinha, já que o meu dormitório é muito longe. Mas por que você está se importando agora? Você nunca fez isso, e é melhor continuar não fazendo. – Ela então virou o seu olhar furioso na minha direção – e você, se quiser aprender vai ser com as minhas condições!
Ela saiu correndo da casa e o tal... Lê, Pê sei la o que a seguiu.
É, o clima foi tenso... nunca vi isso antes. Se bem que eu não ligava nem um pouco. Problemas de famílias já bastam os meus.
Aquela coisinha ia estudar comigo e era isso que importava, agora eu vou andar pelo campus e ver se acho alguma menina perdida por ai... se é que me entendem.
- Bom, tudo resolvido, vou nessa – sorri e comecei a andar em direção à porta.
- Aonde você pensa que vai? – me interrompeu dando ênfase no ‘pensa’.
- Sair, ué...
- Ah, mas não vai mesmo! Eu não briguei a toa com a minha irmã, você vai atrás dela agora mesmo e começar a se concentrar em filosofia.
- Mas você a ouviu dizer que não tem tempo e blá blá.
- Que não tem tempo o que, ela só falou isso porque queria ficar mais tempo com aquele branquelo metido. Você vai atrás dela AGORA e diz que tem que estudar.
Ah pronto, o cara não quer que a irmã ande por ai com um homem e sobra pra mim resolver isso?
- Por que eu se é você que não quer que ela saia com ele?
- Que? Eu não quero que ela saia com ele? Se liga, . Nada a ver, só estou dizendo que não vou brigar com ela a toa, tem que ter no mínimo um motivo, que é você.
- Mas desde quando você se importou com isso?
- VAI AGORA, .
Bufei e saí da casa das ZBZs, mas que saco. Por que é sempre assim? Por que qualquer um deles sempre acha que pode mandar em mim? Já está ficando desgastante.
Agora eu tenho que procurar a coisinha e estudar uma matéria que eu odeio, e como eu vou ter algum tipo de concentração estudando aquilo e... com ela?
Se bem que se ela continuar com aquele short, não vai ser tão difícil assim.
Agora eu só preciso ir até ela e... pera aí, como eu vou até ela?

Ta chame de otário, cabeçudo, idiota, a mula que ficou perdida no campus da faculdade. Podem dizer, podem colocar uma placa na minha bunda escrito “me chute” “pise em mim”, qualquer coisa.
Porque eu sempre me ferro mesmo.
, pega aquilo ali pra mim?” Claro, estou indo.
, me empresta sua cueca e sua escova de dente” Claro, só pegar no armário.
, por que não deita não chão e serve de tapete pra mim andar?” É pra já, eu sou muito duro pra você?
Sempre que pedem eu vou, e faço, e me ferro.
Sempre, eu já devia estar acostumado não?
Tudo bem que o vai jogar na minha cara que dessa vez sou eu que preciso. Mas que nada, se ela não tivesse com aquele Zê, Zé sei la o que, ele nem teria dito nada.
É melhor eu ir perguntar algo pra alguém do que ficar aqui parado, feito barata tonta, esperando o caminho certo cair do céu.
Vou acabar morrendo desidratado nesse sol, e isso sim seria uma grande perda para a humanidade. Como seria...
Andei mais um pouco e avistei um grupo de garotas com roupas bem curtinhas, conversando e comemorando sei lá o que.
Me aproximei delas ficando mais interessado ainda... já mencionei que as roupas dela eram bem curtas mesmo?
- ? – Uma delas disse me notando. Uau, eu já era famoso aqui e nem sabia?
Foi ai que eu vi a garota que havia pronunciado meu nome se aproximar.
- ? – Falei surpreso. – O que você faz aqui? No meio... delas? – Disse bem baixinho e apontando as meninas com a cabeça.
- Ah, essas são as Tri PI, candidatas na verdade... e nós temos que atrair de algum jeito as pessoas para a nossa festa de boas vindas no sábado, queremos acabar com a festa das ZBZs, haha.
- Mas a festa das ZBZs não é só entre elas e aqueles engomadinhos do... Omega Chi?
- Ah, é? Achei que elas convidassem mais gente, que nojentas...
- O que você está falando delas? Sua amiga está lá.
- E o que você está falando deles? O seu amigo está lá.
Nós dois rimos.
- É, fazer o que ele não deu a sorte de ser aceito como candidato na Kappa Tau, assim como eu, o e o .
- Kappa Tau? Cruzes. De qualquer forma, venham à nossa festa.
- Pode deixar.
- Então , eu precisava falar com a ... eu a vi mais cedo hoje, mas não perguntei onde é o dormitório de vocês, se você puder me dizer...
- Você? Falar com a ? Bem que eu disse pra ela que ela faria muito sucesso com aquele short...

’s POV:

Adentrei à casa Omega Chi com um pouco de receio. Sentei no sofá da sala e fiquei esperando o Bê pegar sei lá o que ele tinha que pegar.
Vi que a porta se abriu, revelando um com uma feição muito espantada ao me ver.
- ? – Ele disse enquanto se aproximava do sofá.
- Olha, não é que ele sabe o meu nome?
Ele sorriu sem graça e sentou na poltrona que havia ao lado do sofá em que eu estava.
- Me desculpe por mais cedo, eu... olha não tem explicações, eu só queria mesmo era pedir desculpas.
Para tudo que eu quero descer. Como assim esse palerma está me pedindo desculpas?
- Tudo, tudo bem... eu acho... – disse confusa, estranhando aquela atitude repentina.
- Grande ! – Um cara desceu e ficou olhando para mim e para o com uma cara bem significativa. - Sou John – ele disse sorrindo, pegando a minha mão e depositando um beijo nela em seguida.
Certo, aquilo estava estranho!
Então eu vi que o olhar dele ficou parado por alguns segundos na minha perna.
Ótimo, bem que a avisou.
Então eu só estava recebendo aquela atenção toda devido ao short super “descente” que a me emprestou, que super.
Sorri sem graça para ele.
- Você sabe se o Bê vai demorar muito? – perguntei em tom de tédio.
- Já estou aqui . – O Bê apareceu sorridente na escada.
Eu imediatamente me levantei do sofá e segui em direção à porta.
Chega de acontecimentos estranhos por hoje, por favor.

06
Ai, chega disso!



Entrei no meu dormitório e me deparei com , jogado sobre minha cama, mexendo no meu iPod.
- O que você está fazendo aqui? Como conseguiu entrar?
Ele tomou um susto e se levantou rapidamente.
- Ah, é... eu... o disse pra mim te procurar pra começar o estudo logo... então eu encontrei a que me deixou entrar, mas ela já foi e...
- Ta, chega! - O parei quando percebi que ele ia começar a contar uma história enorme e enrolada. – A gente pode começar sim. Bom, cadê os seus cadernos, livros ou qualquer coisa?
- Erm...é, eu...eu não tenho nada, não trouxe nada relacionado à matéria nenhuma pra cá.
- Ah, e você estava esperando que eu tivesse? Eu também não trouxe nada pra cá.
Ele apenas continuou me olhando enquanto voltava a se sentar na minha cama.
- Ótimo – bufei e me sentei ao seu lado – eu vou começar a falar algumas coisas mais importantes, e depois que as aulas começarem a gente pega firme, ok?
- Ok. – ele respondeu ainda me olhando. Aquela situação já estava ficando estranha.
- Bom como você já deve saber filosofia vem do grego “philosophia”.
Philos significa que ama e sophia significa sabedoria.
- Eu... não sabia disso, na verdade.
Revirei os olhos.
- Certo, me cite alguns filósofos mais famosos.
- Ah, erm...é...é... o Beaver! Há! Ele pode ser considerado um filósofo, você tem que ouvir a teoria da cerveja e das mulheres é tão...
- ! Foco! Eu estou falando sério.
- Ok, bem eu... eu... acho que não sei.
Arregalei meus olhos.
- Como assim? Platão, Sócrates, Pitágoras, Aristóteles... não significam nada pra você?
- Pra falar a verdade... não! – Ele disse com uma cara de besta, maior ainda, se isso for possível.
Ah, que ótimo! Isso vai ser bem mais difícil do que eu pensei.

’s POV:

Caraca, como é um saco apenas pensar sobre isso. Eu lá quero saber desses caras que morreram há décadas e que não trouxeram nada de bom pra gente a não ser essa encheção de saco que é estudar?
Eu já estava ficando com sono, e a não parava de falar sobre essas bobeiras. Conforme ela falava, se mexia sentada na cama, fazendo com que as suas pernas se mexessem junto. Não que elas tivessem muito espaço pra isso devido aquele short minúsculo que ela ainda usava.
- VOCÊ VAI APRENDER MAIS SE PARAR DE OLHAR PRAS MINHAS PERNAS. – Ela gritou fazendo com que eu imediatamente olhasse pra ela. – Olha, isso não está funcionando. Espera começar as aulas, você vê como você reage e aí a gente tira as dúvidas, pode ser?
- Claro, claro. Valeu.
- De nada.
- Ah erm... você e o brigaram mais cedo por esse assunto, e sei lá, eu acho meio chato já que foi mais ou menos minha culpa, eu vou pra Kappa Tau agora, por quê você não vem junto? Ai você conversa melhor com o e tal...
- Olha , não se preocupa ok? Eu e o sempre fomos assim. E de qualquer forma eu vou sair com o Bê mais tarde, então...
- Ah certo. Então te vejo por aí.
Saí do dormitório dela e fui em direção a casa. Espero achá-la fácil no meio desse campus enorme.
“De qualquer forma eu vou sair com o Bê...” Aff, Bê? Eles mal se conheciam e já estavam tão grudados assim?
Ah, por que eu me importo?
Chega! Que se lasquem os . Todos eles. Chega!
Vou viver a minha vida sem me preocupar com a dos outros, afinal estou na faculdade. E tenho que fazer disso os melhores quatros anos da minha vida, é.

’s POV:

A semana já estava se passando.
As aulas já haviam começado, e cada hora eu tinha mais tarefa pra fazer. Se não era do curso, era para a Zeta Beta, toda essa preparação para a grande festa no sábado já estava deixando as candidatas de cabelo em pé. Graças a Deus o Bê estava me ajudando em tudo, tudo mesmo. Se não eu não sei o que faria da minha vida sem ele.
O Bê, ele era tão... fofo! Nós estávamos mais próximos do que nunca, e eu estava adorando demais isso. E até sinto que uma coisa muito boa, mas muito boa acontecerá em breve entre a gente.
- Vai onde amiga? – me perguntou enquanto ligava a TV no canal de desenhos.
- Ah, vou encontrar o Bê no Dobbler’s. Você não vai pra lá hoje?
- Ah hoje não, chega de Dobbler’s essa semana. Prefiro ficar aqui vendo TV mesmo. Vai lá e arrasa amiga.
- Ai , menos. – revirei os olhos e saí do dormitório.

O Dobbler’s até que estava bem cheio para uma sexta á noite.
Eu e o Bê estávamos sentados, tomando cerveja.
Ele estava tomando cerveja na verdade, eu não podia já que sou menor de idade. Regras idiotas do campus da faculdade.
E por falar nisso, preciso encontrar imediatamente um nerd que me arrume uma identidade falsa.
- – ele saiu do tom brincalhão e começou a falar num tom mais sério – nós estamos muito próximos ultimamente, e eu posso te dizer com toda a sinceridade que você está sendo a minha melhor amiga aqui, a única pessoa na verdade que eu estou podendo chamar de amigo, por isso eu não acho justo esconder isso de você...
Ai meu Deus, era agora... Será? Será que ele ia...
- Eu sou gay. – Ele soltou, enquanto ainda me fitava.
Arregalei os olhos e engoli a seco, definitivamente não era isso que eu esperava ouvir, não mesmo.
Claro, o único menino que realmente se aproximou de mim, era gay! Perfeito, tem como ficar melhor?
- Olha Bê, eu fico feliz que você confie em mim desse jeito. E quero que saiba que eu vou ser sempre sua amiga independente de qualquer coisa. – Soltei procurando as palavras certas, e sinceras. O Bê era uma pessoa excelente, não é só porque eu me equivoquei que eu vou ter que ficar brava, nervosa, ou xingá-lo pela sua escolha sexual. Mesmo sendo um desperdício já que ele era lindo demais.
Mas isso não vem ao caso, cada um com a sua escolha e eu respeito isso. E a do Bê, eu vou respeitar sempre.
Então eu comecei a perguntar a ele tudo que um dia eu já quis saber sobre os gays. E pra falar a verdade eu sempre quis mesmo ter um amigo gay.
Nós ficamos conversando e rindo a toa enquanto o tempo passava.
Estava quase na hora de nós irmos embora, quando a porta do Dobbler’s se abriu pela milésima vez naquela noite. e Ash adentraram o local. , e entraram atrás. Os três pararam e fitaram a minha mesa, inexpressivos.
Como se algum ser de outro mundo estivesse ali.

07
Festas cansam, e como cansam...



Acordei com o meu celular tocando.
Tomei um susto e imediatamente o atendi.
- Alô? – a minha voz “maravilhosa” sempre que eu acordo se pronunciou.
- MOVE PLEDGE. – Ash gritou do outro lado da linha.
[N/a: Move Pledge = Mexa-se candidato(a), essa frase é muito usada em greek pelos presidentes das casas quando eles querem que um candidato faça alguma coisa].
- Que? – disse ainda sonolenta.
- , minha cunhadinha linda, hoje é o dia da festa e vocês, candidatas tem muito o que fazer.
Cunhadinha linda? É, essas doideiras da Ash estão me deixando assustada.
- Certo Ash, eu vou encontrar o Bê e depois nós vamos aí.
- Certo, beijos.
- Beijos.
Desliguei o telefone e fiquei enrolando na cama.
Levantei e percebi que não estava mais na cama, ela provavelmente havia ido terminar os preparativos para a festa das Tri Pi. Coitadas, acham que a festa delas vai ser melhor do que a festa das ZBZs.
Se bem que com a putaria que vai rolar por lá, talvez a festa delas bombe mesmo.
Bom, que se dane.
Coloquei uma calça jeans e uma blusa qualquer. Prendi meu cabelo em um coque e fui ao encontro do Bê.
Parei antes para comprar um café pelo campus, lá no dormitório não tinha nada pra comer. Não sei como a pode só se alimentar de água, fala sério.
- E ai professora. – Um sorridente parou do meu lado.
- Oi.
- Qual é o mau humor?
- Nada. Na verdade já estou cansada de ter que fazer tanta coisa pra essa festa da Zeta Beta. A Ash disse que você pediu pra ir, você vai mesmo?
- Claro que vou né...
- Mais alguém de vocês lá vai?
- Não, claro que não. Ela só deixou eu e o ir, mas a chamou os caras da nossa casa para ir à festa das Tri Pi e acho que o vai pra lá.
- Ah claro, um bando de galinhas com um bando de punheteiros. É, vai dar certo.
riu.
- O que você sabe sobre a nossa casa?
- Simplesmente que é a mais nojenta do campus e só têm vagabundos. Na boa, não sei como o pai de todos lá ainda fazem questão de pagar a faculdade pra eles se eles só estão a fim de umas várias rapidinhas e de festas.
- Que exagero .
- Foi o que eu ouvi falar oras. Enfim, estou indo encontrar o Bê, até mais tarde.
- Quer que eu te acompanhe?
- Não, eu sei que você não vai querer ser visto por aí com uma loser. – Peguei meu café e segui em direção ao dormitório do Bê.
Não sei porque o resolveu vir falar comigo agora, há anos ele esquece que eu existo, na verdade ele nunca dizia que tinha uma irmã, ele tinha vergonha de mim. Ele sempre foi o popular garanhão e eu... bem, todo mundo já sabe.

#Flashback:

- , eu tenho esses cartazes para a divulgação do trabalho do meio ambiente que o meu ano está fazendo. Se você puder entregar pra alguém eu agradeço.
- Ta, ta. Agora chega de encher o saco. E some vai, tem uma gata chegando.
- . – Kristen, uma vaca metida à líder de torcida se aproximou de nós.
- Hey Kris. – disse sorridente.
Ela então sentou no colo dele e começou a passar a mão pelos seus cabelos.
- Ai, eu fiquei com saudades de você ontem... por que você não veio lindinho? – Ela continuava fazendo carinho no rosto dele enquanto falava com aquela voz de gralha.
- Ah, é que aconteceram uns probleminhas aí e...
- , . Dá pra pegar os folhetos? – Eu disse estendendo os folhetos para ele, pois aquela melação já estava enchendo o saco, e eu não duvido nada que eles comecem a se comer ali mesmo no corredor, e na boa, eu não queria estar perto para assistir a cena.
Mas ele estava tão entretido com ela que nem me ouviu.
- , . – Gritei enquanto cutucava o seu braço.
- Ai quem é essa hein? O que ela quer? – Kristen se virou para mim e me lançou um olhar de nojo.
- Não sei quem ela é... ela quer que eu a ajude em um projeto ai sabe... ser o mais bonito da escola tem suas desvantagens, vamos. – Ele pegou na mão dela e se afastaram de perto de mim.
Não era a primeira vez que o mentia sobre isso, os seus amigos só foram descobrir que eu era irmã dele quando começaram a freqüentar a minha casa, e viram que meu pai e Rory me tratavam como filha deles claro, aí a invenção de eu ser uma empregada menor de idade e ilegal no país não colou mais e eles descobriram. Ele nunca falava que tinha uma irmã, ele nem ao menos se importava comigo.
Isso me deixa triste, mas nem tanto... com o tempo, a gente se acostuma com a rejeição.

# Fim do flashback

- Calma Ash, não surta! Tudo vai dar certo!
- Como tudo vai dar certo, ? O melhor buffet da cidade acabou de dizer que não poderá entregar os pedidos a tempo. E agora? Será o fim! As Tri Pi vão ser melhores do que a gente. VOCÊ ENTENDE O QUE ISSO SIGNIFICA?
- Calma, Ash. Eu vou tentar dar um jeito. Eu prometo.
- É Ash, eu vou com a a gente vai fazer de tudo para arrumar um buffet que faça entregas rápidas, não se preocupe. – O Bê se pronunciou quando viu que eu estava lascada se tentasse fazer qualquer coisa sozinha.
Ash continuava no sofá respirando fundo para não morrer ali mesmo.
Eu e Bê saímos da casa das ZBZs apressados.
- E agora? Estou ferrada, eu não conheço nada por aqui e não sei o que fazer.
- Calma , eu conheço um lugar que tem vários buffets, não de primeira como esse que a Ash contratou, mas eles são os únicos que podem fazer esse pedido sem encomenda. O problema é que é meio longe daqui e...
- VAMOS. – Gritei e peguei a mão dele em seguida para irmos ao estacionamento onde estava o carro que papai havia deixado comigo.
Chegando lá estava meu irmão e os amigos dele parados em frente ao carro.
Meu Deus como eles descobriram onde eu guardava?
- , maninha eu queria saber se...
- NÃO. – Gritei abrindo as portas do carro. O Bê rapidamente entrou no banco do passageiro.
- Mas é que eu preciso...
- Olha não amola ok? Eu e o Bê temos que correr para que a noite dê certo, tem que ser perfeita entendeu? Então me erra. – Entrei no carro e dei uma olhada na cara estática deles, certo eles com certeza pensaram outra coisa. Mas eu estava totalmente sem tempo de explicar e mesmo que eu tivesse tempo não explicaria a eles.
Dei partida no carro e eu e o Bê voamos para tentar salvar a primeira festa do ano das Zeta Beta Zeta.

08
Acho que não cansam tanto assim,
não é mesmo?



- ! BÊ! Vocês salvaram a noite, eu amo vocês. – Ash agarrou a gente em um abraço triplo.
Na verdade eu e Bê com muita insistência conseguimos um buffet que fizesse tudo o que a Ash queria para a festa. Ele não era dos melhores, na verdade nem um pouco melhor. Era um muquifo que mais parecia um banheiro público do que um buffet, mas o cara me garantiu que os alimentos eram de ótima qualidade e até deixou eu e Bê assistirmos a preparação de alguns deles para nos certificarmos que não morreríamos se consumíssemos aquela comida.
- De nada Ash, sabe foi meio difícil, mas a gente deu um jeito. A entrega chega às sete.
- Ótimo, - ela disse nos soltando – qual era ao buffet mesmo?
- Ah, nem lembro... – eu disse tentando disfarçar – não é cinco estrelas que nem o antigo, mas acho que podemos classificar em três. – Menos três estrelas é claro, mas eu não disse isso à Ash.
- Yaaaay! – Ela disse animada. – Agora voltem aos seus dormitórios e se arrumem, a festa de hoje vai bombar. – Ela disse batendo palmas.

Cheguei ao meu dormitório e a já estava pronta.
- Caraca , eu achei que a festa fosse na casa das Tri Pi não no Gentleman’s Choice.
- Por que seria em um clube gay? – Ela disse terminando de retocar o batom.
- Eu não estava falando do clube gay. Eu falei do Gentleman’s Choice clube de strip.
- Haha, muito engraçada você. A presidente das Tri Pi disse que as candidatas teriam que impressionar os convidados, e as roupas curtas são uma ótima idéia.
- Nossa ainda bem que eu não preciso passar por isso. Vou tomar banho agora que já estou atrasada.
- Certo, provavelmente quando você sair do banho eu não estarei mais aqui, então eu separei uma roupa que vou te emprestar pra você arrasar. Está em cima da sua cama.
A e a teoria do arraso. Olhei para minha cama me deparando com uma saia jeans, uma blusa preta tomara que caia que mais parecia um top e ao lado uma sandália de salto enorme também preta.
- Ahhh, ta bom que eu vou assim. Olha isso, vai parecer que eu saí de lingerie na rua.
- Ai como você exagera. A saia nem é tão curta assim, só a blusinha. Você tem um corpo lindo menina e tudo que é bonito tem que ser mostrado. Agora estou indo. Beijos boa festa.
- Valeu, pra você também.
A era maluca, não sei como ela podia ser minha melhor amiga. E mesmo com toda essa maluquice eu me divertia muito com ela.

Saí do banheiro e fiquei por alguns segundos olhando para as roupas em cima da minha cama. É claro que eu não iria com aquilo.
Dei mais uma olhada na saia que realmente não parecia ser tão curta e a vesti. Ela ficou no meio da minha cocha, mas eu gostei.
Peguei uma regata branca lisa meio apertadinha e a vesti. Depois coloquei meu all star vermelho. Já estava na hora de aposentar o marrom por enquanto. E de jeito nenhum que eu ia com aquele salto que mais parecia uma perna de pau.
Olhei para o lado da sandália onde havia vários brincos e pulseiras. Não quis nada daquilo. Deixei meu cabelo solto, por um milagre, e coloquei apenas um gloss.
Eu não gostava de chamar a atenção e não é só porque eu ia a uma festa, a primeira da minha vida, que eu atrairia todos os olhares para mim.
Bom, não era bem a primeira festa. Era a primeira festa de jovens que eu ia, já que a dos meus tios velhos não é muito legal contar.

Cheguei à casa das ZBZs e a música já rolava solta. (N/a: Ponha a música pra tocar e sinta-se no clima da festa, o/)
Até que a festa estava comportada, mais até do que eu pensei.
Claro que havia bastante gente bebendo, muita gente se pegando. Mas ninguém estava tirando a roupa em público ou vomitando na cara dos outros e no tapete da sala. E isso era bom, porque quanto menos sujeira menos trabalho para as candidatas.
- Heeeey! – Ash veio feliz até mim e segurou minhas mãos. – Nem sei como agradecer.
- Ah que isso Ash, não precisa agradecer, tudo pela casa.
- Claro que preciso agradecer, se não fosse você e o Bê isso aqui não estaria tão perfeito, você se dedicou muito para essa festa, muito mais do que as outras candidatas. Deve ter alguma coisa que eu possa fazer por você.
- Bem, - eu disse com aquela cara de “eu não queria, mas já que você insiste...” – seria legal se você me livrasse da limpeza da casa né, eu odeio isso.
Ashleigh riu.
- Claro, a limpeza ficara para as outras candidatas que não contribuíram muito, não se preocupe. Curta bem a festa que agora eu vou procurar seu irmão que foi pegar bebidas pra gente. Até mais.
- Até Ash. – eu disse e comecei a andar pela casa observando a festa em todos os detalhes.
Todas as meninas, candidatas ou veteranas, estavam com vestidos curtíssimos, sandálias de salto e maquiagem carregadíssima. Preciso mesmo dizer que me senti excluída dali?
- Curtindo muito a festa? – Olhei para trás e aquele par de olhos azuis brilhantes estava sorrindo para mim.
- Ah sei lá, estou me sentindo meio de fora sabe? Olha as roupas delas e olha a minha...
- Relaxa , você está linda. Eu te acho linda, você sabia disso né?
- Own Bê você é tão lindo. – Eu disse pulando em cima dele e o abraçando. – Mas e aí? Nenhum gatinho pra você aqui hoje?
- Ah, aqui só tem Omega Chi né e ninguém da casa é, ou ainda não saiu do armário, e nem eu na verdade, não quero que ninguém saiba como eu já te disse...
- Certo, então acho que somos nós dois.
Ele riu e concordou.
- Quer dançar?
- Claro. – Eu sorri e ele pegou na minha mão e fomos direto ao local onde estava a pista.
Dançamos por pouco tempo, até que um muito bêbado se aproximou de nós.
- E ai Al-Al. – Ele disse para o Bê, e começou a rir sozinho – gostou do apelido que eu te dei? Sei que sou foda cara.
- É , mal começou a festa e você já está assim. – o Bê disse segurando que de cinco em cinco segundos perdia o equilíbrio e caía em cima dele.
- Que nada cara, só estou curtindo o melhor da festa... tem umas gatas ali... você devia vir comigo.
- Mas eu estou aqui com a .
- Aaaaaah que isso. Ela não liga – ele então se virou para mim – você não liga né?
Quase vomitei na cara dele quando aquele bafo horrível atingiu minhas narinas.
- Acho que não... – eu disse sem respirar.
- Obrigado – ele disse empolgado – ah, você tem belas pernas. – Ele piscou para mim com cara de tarado e puxou o Bê pra perto do bar onde algumas garotas conversavam e riam.
Suspirei e continuei a andar pela casa, sozinha, e observando a festa.
Cheguei perto da escada e vi que havia um moço quase deitado na escada, parecia que ele estava passando mal.
- Ei, ei você. Está tudo bem? – Eu disse me sentando no degrau, ficando de frente para ele.
Ele se levantou e ficou de frente para mim, foi ai que eu percebi que se tratava de Evan Chambers, o presidente da Omega Chi e o cara mais lindo de todo o campus.
- Não, eu não estou bem... – ele me disse com o olhar triste, e a voz meio arrastada. Ele também já devia ter bebido todas.
- Você está passando mal? Quer que eu te ajude a voltar pra casa? – Eu disse vendo o estado crítico em que ele se encontrava.
- Não, isso não vai adiantar. Eu sou um fracassado, minha vida está uma merda.
Não sei se ele estava soltando aquilo pelo fato de estar pra lá de bêbado ou se ele realmente estava falando a verdade.
Olhei diretamente e seus olhos e vi que aquela íris clara e brilhante estava com uma expressão triste e angustiada.
- Por que você está falando assim? Pra tudo tem um jeito, sabia?
- Não tem, minha vida já era. Eu estou acabado.
- Não fala assim. Você não pode desistir sem lutar, não sei qual é os eu problema, mas tenho certeza que deve haver alguma solução pra ele...
- Não, não tem... sabe eu desisti de tudo. Eu achei que pudesse seguir o caminho do meu irmão, Patrick e desisti. Agora estou sem carro, sem dinheiro, meus pais não falam comigo... minha vida acabou.
- Por que você desistiu de tudo?
- Porque eu estava cansado de tanta pressão, eles queriam que eu fosse o que eu não quero ser. Eu não quero ser outro Chambers milionário, conhecido por todo o país e infeliz... – Pude perceber que ele estava fazendo uma grande força para não chorar.
- Evan, você tem que lutar por você mesmo. Achar algum jeito de se manter sozinho já que você desistiu de ser ajudado por seus pais, você não tem que se desesperar, apenas correr atrás...
Ele então sorriu para mim.
- Você sabe o meu nome... – me olhou pensativo – o seu é...
- – sorri tímida.
- , ... lindo nome.
- Obrigada – sorri ainda mais e vi que ele me olhava nos olhos.
- Os seus olhos são lindos sabia – ele voltou a falar - e você também.
- Obriga... – eu não consegui terminar de falar a frase, pois me assustei com a imagem de , nada simpático, vindo em nossa direção. Tentei falar para o Evan que ia falar com meu irmão e depois voltaria, mas nenhuma palavra pode sair da minha boca, pois agora ela estava muito ocupada, sendo beijada pela boca de Evan.

09
Reconciliações.



- Evan, Evan, pára! – Eu disse tentando me soltar dele.
Não que o beijo estivesse ruim... ok, estava horrível!
Ele estava com aquele bafo de pinga barata e parecia que ia sugar todo o meu lábio, sem contar a poça de baba que estava depositando em mim. Urgh! Me lembre de nunca mais beijar um cara bêbado.
- Desculpa. – Ele disse se afastando de mim.
- Olha, você não está bem... você tem que ir pra casa.
- Não, não quero ir...
- Shiiu, fica quietinho aqui que eu vou chamar o Bê.
Saí correndo pela casa tentando achar o Bê, e o , já que ele havia disparado assim que me viu com Evan na escada, mas bem, podia esperar.
O assunto agora era mais urgente.
- Hey Bê. – Eu disse chegando próxima à ele que estava conversando com um cara qualquer. – Você tem que ajudar o Evan, ele bebeu tanto que está praticamente desmaiado na escada.
O Bê se levantou rapidamente e nós fomos à escada da sala principal, onde Evan se encontrava estirado lá.
- Eu vou levar ele pra casa, eu já volto. – O Bê o levantou e o apoio em seu ombro, saindo da casa em seguida.
Respirei fundo e fui procurar , não que eu devesse satisfações à ele, mas eu sei lá o que ele havia pensado então era melhor explicar que um bêbado paranóico havia babado em mim do que ele encher o saco depois. Mas ai ele, como sempre, contaria aos amigos dele e os babacas com certeza fariam uma brincadeira do tipo: “Ah, só bêbado pra pegar ela mesmo...” É, e isso não seria legal.
Então eu chegaria em mais confiante e diria que sim! O cara mais gato e rico do campus havia ficado comigo! É, isso aí! Eu posso, sou poderosa, não manda em mim, ele só é meu irmãos mais velho... e daí? Eu já tenho quase 18 anos e posso cuidar muito bem do meu nariz sem ter que explicar tudo ao pé da letra para ele...
- ELE QUE PARTIU PRA CIMA DE MIM EU JURO! – Eu disparei assim que vi sozinho pegando duas bebidas no bar.
Cadê aquele papo todo de poderosa e independente? Parabéns , conseguiu mais uma vez o troféu de loser do ano.
- Relaxa , eu sei que você me viu com uma cara nada agradável, e eu realmente ia partir pra cima dele, afinal você é minha irmã caçula e ele é um Omega Chi... mas ai a Ash me tirou dali e fez um discurso enorme que ele era o Evan e que você já era grande, e blá blá...então eu relaxei... e além do mais você sabe que não precisa me dar explicações.
- Ah...é... – eu estava sem palavras – claro que eu sei.
- Sabe é? Sei... então por que veio toda apavorada dando uma justificativa?
Bufei.
- Pra falar a verdade eu fiquei com receio que você fizesse alguma besteira com o Evan ou contasse algo pro papai, você sabe como ele é conservador com essas coisas e tals... sei lá, eu nunca nem tive um amigo homem pra falar a verdade.
- O papai é super tranqüilo , eu já falei sobre vários relacionamentos com ele você nem tem que se preocupar com isso, ele tem um bom papo, sério.
- Só se for com você, porque ele só fala comigo sobre o tempo desde que eu comecei a ganhar peitos.
riu.
- , sobre hoje de manhã quando a gente conversou, eu queria te dizer que...
- , ! – Ash veio ao nosso encontro praticamente carregando Betsy no colo. – Me ajuda aqui, por favor.
Me aproximei das duas e tentei segurar Betsy que estava quase caída de tão bêbada.
- Eu sempre falo pra ela não beber tanto assim, mas ela não aprende. Olha só o que eu tenho que agüentar... – Ash disse praticamente colocando Betsy em cima de mim.
- DIGA NÃO AO COMÉRCIO ILEGAL DE PROSTITUTAS! – Betsy gritou praticamente no meu ouvido enquanto eu tentava segurá-la.
- Será que tem como você levá-la pro quarto? – Ash pediu – com essa agitação toda eu mal consegui ficar com o hoje...
- Ok Ash, curta seu par... eu estou sozinha mesmo... – respondi quase enforcando a Betsy por ser tão... alcoólica!
Ta, essa foi péssima!
Releva estou com raiva.
- SILVER!!!!!!!!!! AQUELE CARA SÓ QUERIA ME PEGAR PORQUE EU SOU GOSTOSA! HAHA! – Ela ria enquanto eu tentava arrastá-la para o corredor, ela estava apoiada em meu ombro com todo aquele peso de “gostosa” bem nutrida, o que dificultava a nossa locomoção.
- , VOCÊ ACHA QUE EU SOU GOSTOSA? – Ela perguntou se virando para mim fazendo com que eu quase desmaiasse com aquele hálito horrível.
- Betsy, Betsy... faça um bem pra humanidade... cala a boca ok?
- AAAAAAH – ela fez uma voz triste – TUDO BEM, TUDO PELO BEEEM DA HUMANIDADE! – Então ela fez aquele sinal que fechou a boca e jogou a chave fora.
Meu Deus, quanta estupidez... o que mais me falta acontecer hoje?
Depositei a Betsy “gostosa”, e iludida, diga-se de passagem, na cama que provavelmente era dela, já que havia várias fotos de garrafas de vodca no mural que havia sobre a cama e desci as escadas.
Eu já estava cansada de tanta agitação e tanta gente bêbada pra cuidar, o que eu queria era ir embora logo.
Pensei por um segundo em contar à Ash que estava saindo. Mas ela talvez implorasse para que eu ajudasse outro bêbado solitário, e não... eu não faria aquilo pela terceira vez na mesma noite.

Saí da casa das ZBZs e fiquei andando sem rumo pelo campus, ele à noite era bem bonito. Respirei fundo enquanto caminhava tranquilamente, apenas observando toda a paisagem.
Sentei em um banco que havia numa espécie de praça, se posso chamar assim. Havia grama no local, luzes e vários bancos... então acho que posso chamar de praça, certo?
Fiquei ali por alguns minutos analisando, pensando em tudo...
- Hey! – Alguém me despertou do meu transe, sentando-se do meu lado.
- Oi – sorri para ele e voltei a olhar para frente.
- eu queria falar com você, eu tentei fazer isso na festa, mas você viu que não deu. Eu vi você saindo da festa e vim atrás de você.
- Aposto que a Ash não gostou nada disso.
- É, não mesmo. Mas sabe... uma coisa que papai sempre me disse é que acima de tudo vem a família.
- Certo , chega – me virei para olhá-lo – você quer o carro né? Basta pedir, não precisa ficar com essa bajulação toda que você está fazendo ok? Amanhã você passa no meu dormitório e pega as chaves.
- Não! Não é isso! É que nesses poucos dias e nas poucas vezes que eu conversei com você aqui eu percebi que nós somos tão separados, e poxa nós somos irmãos. Não devia ser assim.
Eu ia abrir a boca pra dizer que a culpa de tudo aquilo era dele e que não seria tão fácil as coisas fluírem bem desse jeito já que, há anos mantemos essa relação de “apenas vivo no mesmo teto que você”.
Mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa ele continuou:
- Eu sei que você vai dizer que a culpa é toda minha, e que não vai ser fácil manter uma relação legal já que estamos há anos assim... Mas estou disposto a tentar! E talvez você esteja se perguntando porque essa mudança repentina, mas a verdade é que você é minha irmã, tem o mesmo sobrenome e os mesmos pais que eu... e se eu não puder contar com você, vou contar com quem? Eu tenho os caras e tal, mas ninguém é como nossa família.
Ai droga como eu odeio discursos bem feitos, eu estava quase chorando.
Eu apenas o abracei bem forte e ele retribuiu.
- Eu te desculpo .
- Eu não lembro de ter pedido desculpas... – ele disse quando nos soltamos.
- Oras, com tudo o que você fez o mínimo que deve é desculpas.
- É, eu sei que fui um péssimo irmão todos esses anos e...
- É, foi mesmo.
- Ei, dá pra parar?
Eu ri.
- Ok , agora chega disso... não quero chorar.
- Então está tudo bem entre nós né?
- Creio que sim. – Sorri, e ele retribuiu. Como o sorriso dele era lindo, com certeza ele puxou ao meu. Haha.
- Bom eu já vou, estou com sono e cansada. Essa festa me deixou louca. – Eu disse me levantando do banco.
- Certo, te acompanho até seu dormitório.
- Sério? – Eu disse não acreditando.
- Claro, vamos. – Ele se levantou, pegou minha mão e começou a correr pelo campus que nem um maluco.
- MAIS DEVAGAAAAAAAAR! – Eu tentava gritar quase não acompanhando o ritmo dele, só estávamos em sintonia porque ele segurava na minha mão, mas não duvido nada que daqui há poucos segundos eu estaria com a cara espatifada no chão.
Chegamos a porta do meu dormitório, me lembrei de rezar agradecendo por ter chegado lá viva. Eu estava totalmente ofegante. Coloquei as mãos nos joelhos e tentava respirar com o máximo de força que conseguia.
estava normal, e ficou apenas rindo de mim.
- I...i...idiota. – Falei com dificuldade, devido ao ar que me faltava.
- Sedentária. – Ele ainda ria.
Recuperei meu fôlego e voltei a minha posição normal.
- Boa noite .
- Boa noite, maninha. – Ele beijou minha testa e eu entrei no meu quarto. O dormitório estava vazio, ainda não tinha voltado. Uau, a festa das Tri Pi estava realmente boa.
Coloquei meu pijama e eu já estava me preparando pra deitar quando meu celular apitou.
Peguei-o vendo que havia uma nova mensagem.
“Amanhã nosso estudo de verdade começa, te vejo ai mesmo no seu dormitório.
Boa noite, professora.”


10
E que os estudos comecem!



’s POV:

- Não mãe, agora não... só mais um pouquinho vai...
- ACORDA JONES! Ta me achando com a cara da sua mãe é?
Tomei um susto assim que vi pulando em cima da minha cama.
- AI! O que você quer praga?
- Você que me pediu pra te levantar cedo hoje.
- Mas hoje é domingo... – resmunguei afundando minha cara no travesseiro.
- Eu sei, mas você disse que era pra eu te acordar custe o que custar, e que se você não acordasse, eu até poderia chamar o Lowis.
Me levantei rapidamente assim que ele pronunciou esse nome.
Lowis era o cara mais estranho de toda a Kappa Tau Gama. O apelido dele na casa era “come-come” eu ainda não sei o porquê desse apelido, e na boa, não estou mesma a fim de descobrir.
- Mas por que você quer levantar cedo em um domingo hein? – perguntou se atirando na sua cama.
É... por que eu queria acordar tão cedo em um domingo?
Certo, ontem eu bebi demais na festa e quando voltei com certeza falei alguma merda pra de algum plano que eu tinha pra hoje e que talvez eu lembrasse se a minha cabeça não estivesse quase explodindo.
Tomei um banho e saí pelo campus atrás da enfermaria, precisava de algum comprimido eu não estava aguentando mais aquela dor pulsando, pulsando, pulsando...

Após ficar alguns torturantes minutos com uma enfermeira gorda, e chata, tentando enfiar o punho dentro da minha goela para que a porcaria do comprimido que mais parecia uma bola de ping pong de tão grande, eu havia decido voltar para o meu dormitório para tentar lembrar o que eu queria fazer hoje, mas antes que eu pudesse chegar ao meu dormitório a mensagem com a resposta da minha pergunta havia chegado.
De: zinha
Tem certeza que quer estudar em um... domingo?”

Espera aí... zinha? Estudar?
Desde quando eu tenho o telefone dela salvo no meu celular? Desde quando eu a chamo de zinha? E desde quando os estudos viraram prioridade para que eu perdesse meu fim de semana com eles? Ta certo, a bebida ontem deve ter me afetado demais.

# Flashback – Sábado a noite - Festa das Tri Pi:

’s POV:


Eu estava toda feliz dançando Bad Romance no meio da pista quando ouço alguma doida gritar ali por perto.
Achei que alguma menina da casa havia bebido demais e estava passando mal. Eu avisei à todas que tomassem cuidado. Mas alguma aparentemente não me ouviu. Na boa, eu devia continuar aqui com o meu bad romance e mandar ela ir se lascar, mas eu ainda sou boa demais pra fazer isso.
Comecei a andar pelo corredor de onde vinha o grito, pude perceber então que eu parecia ser a única sóbria da festa. Não que eu não beba, só não gosto de extravasar.
O corredor estava escuro demais e a única coisa que eu ouvia era o som de beijos e alguns gemidos, urgh.
- AI CARALHO! – gritei assim que tropecei alguma coisa e caí imediatamente no chão. Pude então perceber que eu havia caído em cima de um casal que se agarrava. – Tem quartos lá em cima, porra. – Esbravejei e continuei meu trajeto.
Até chegar na pequena salinha que havia no fim do corredor, onde a mesma mula gritava:
- PÁRA, PÁRA! Sai de cima de mim seu nojento, você está bêbado!
Ascendi a luz e me deparei com Christine sentava no sofá se debatendo para tirar de cima dela um tarado que a agarrava a força.
Me aproximei puxando o tarado pela gola da sua blusa e o fazendo cair no chão. Meu queixo quase caiu quando eu vi que o tarado, e muito bêbado, era nada mais nada menos que o idiota do .
- ? – gritei o vendo no chão com cara de bosta.
Christine me agradeceu e saiu correndo dali.
Tentei levantar que ainda estava jogado no chão e o coloquei desajeitadamente no sofá.
- Mas que porra menino! Por que você sempre tem que beber tanto nessas festas?
- Iiiih, relaxa ai ! E você me fez perder meu broto.
- Broto? Ah , faça-me o favor. Se o ou o estivessem aqui eu com certeza mandaria eles te levarem pra fora daqui. Já que o está na mesma situação que você pelo que eu vi há alguns minutos atrás.
- Shiii, para de falar vai – ele começou a falar mole quase caindo em cima de mim, que bafo horrível ele estava.
- Argh! Que inveja da uma hora dessas, tenho certeza que a festa das ZBZs não está nem a metade da putaria que está sendo aqui.
- ? ? – Ele disse rindo que nem um idiota.
- Claro, oras.
- Ela é minha professora. – Ele continuou rindo – na verdade eu quero estudar, é quero estudar AGORA! Vamos lá na festa das Zeta Teta... sei lá o que e vamos estudar!
- Ai cala a boca, por favor.
- Não , eu preciso estudar mesmo... sééérião.
- Aiiiiii, certo me dá o seu celular, eu salvo o número da e amanhã você liga pra ela ok? Tudo pra você parar de me encher.
- Certo – ele pegou o celular com alguma dificuldade e me entregou. - Poe ai... zinha.
- zinha? – Eu perguntei estranhando aquele apelido tão idiota.
- É, oras... é mais legal.
Revirei os olhos, e assim coloquei, tudo pra que ele parasse de me irritar.
- Certo, agora manda uma mensagem dizendo que eu quero estudar agora.
- Estudar agora? Olha o seu estado – eu disse quase dando um soco na cara dele, pelo menos se ele caísse desmaiado eu estaria livre.
- Ta, ta... então manda assim ó...
Ele falou a mensagem e assim eu fiz. Coitada da minha amiga, nem quero ver o que ela vai ter que passar amanhã.

# Fim do flashback

Fucei a caixa de saída do meu celular e vi uma mensagem que eu não lembrava de ter enviado.
Foi ai que eu comecei a me lembrar de poucas coisas, inclusive de digitando a mensagem que eu pedi.
Droga.
Meus amigos sabem que tudo que eu faço quando estou bêbado não é pra ser levado a sério, mas mesmo assim eles não aprendem.
Mas já que eu estou acordado mesmo, por que não?
O dormitório da não ficava muito longe de onde eu estava, então eu cheguei rapidamente lá.
- Ah, é você. – Ela saiu da porta me dando passagem.
- Estava esperando quem? Edward Cullen?
- O Jacob na verdade, mas já que ele não veio.
Ah, ... legal como sempre. Por isso que eu fico muito feliz de ter que passar os dias estudando com ela, vai ser tão legal ter uma pessoa que te maltrate e te olhe com cara de desprezo sempre.
- Olha, eu só topei ser hoje porque eu realmente não tinha nada pra fazer, mas não vá achando que sempre que você estalar os dedos eu vou obedecer, muito menos aos fins de semana.
Blá blá blá... será que essa menina nunca vai deixar de ser chata não hein?! - Bom, eu imprimi umas aulas suas pelo blackboard do seu curso. Acho que já dá pra ter uma base pelo menos de início.
Me sentei na cama e suspirei fundo, com certeza o dia seria longo.

’s POV:

Meu Deus, como esse é burro.
Como alguém tem a capacidade de dizer que Platão, o filósofo, era como o pessoal da América do sul chamava Plutão, o planeta? Porque pra falar a verdade, até Jimmy o meu priminho de três anos saberia a diferença.
E o pior é que quanto mais burro, ele demora mais pra aprender, o que o faz ir embora mais tarde ainda. Que saco.
E o mais pior ainda é que nem a estava aqui pra me dar uma luz, com certeza ela havia dormido na casa das Tri Pi, o que eu fiz pra merecer um castigo como esse?
- Mas eu não entendi isso aqui de novo...
- Nossa, eu me espantaria se você tivesse entendido.
- Também não precisa ser grossa, é difícil entender pô.
- Não , não é difícil. O problema é que você não se concentra, enquanto eu estava aqui falando e falando com certeza você estava pensando na bunda de uma ou nas pernas de outra.
- Ah... é... – ele tentava se defender.
- Você tem que se concentrar mais e parar de ser tão idiota.
- Ei! – Ele protestou aumentando a voz. – Não sou idiota.
- Claro que é, você e os seus amigos, exceto o claro.
- Ah é, por que somos idiotas? Você nem fala com a gente pra saber.
- É, mas só a última vez que me deparei com vocês pude ter certeza.
- Que última vez?

# Flashback – Dobler’s, sexta à noite.

’s POV:


- Olha lá, é a coisinha, ela está saindo com um cara – falou, e eu e ficamos olhando à mesa em que estavam.
- Difícil de acreditar – eu disse vendo que eles se levantavam e se aproximavam de nós, com certeza iam pagar a conta.
- Difícil nada, depois de que eu vi ela com as pernas de fora, acreditem até eu sairia.
- Urgh se pronunciou.
- É verdade, eu até estava pensando nisso quando vi ela na Omega Chi, mas o Albert foi mais rápido.
Olhei para que estava bem próxima a nós e vi que ela revirou os olhos, será que ela tinha ouvido alguma coisa?

# Fim do Flashback.

’s POV:


- Poxa, eu não sabia que você iria ouvir.
- Como não ? Eu estava praticamente do lado de vocês.
- É, mas a música estava muito alta, eu sei lá... foi mal então, mas na boa eu realmente fiquei surpreso, nunca te vi com cara nenhum. Cheguei até a pensar que você não gostasse de caras, ou que viraria alguma espécie de religiosa fanática e virgem e faria macumba para converter a todos para a sua futura religião... OUTCH! – Exclamei assim que a mão dela acertou em cheio minha cabeça.
- Por que isso? – Eu disse passando a mão na região que ela acertou. Aquela coisinha era forte, viu?!
- Vamos combinar assim, sempre que você falar uma besteira, mas bem estúpida como todas as que você fala, eu te dou um tapa.
- Não gostei disso.
- Mas eu sim, vamos combinar?
- Só se eu puder dar em você também quando você falar besteira.
- Ta, pode ser... mas você vai ficar frustrado porque eu nunca falo besteira nenhuma. – Ela disse se sentindo alguma coisa tipo... “A mina do QI”, ta ligado?
- Duvido. – A desafiei.
- Vamos ver então – ela disse apertando a minha mão.
- É vamos. – Eu apertei a dela. – OUTCH! – Exclamei de novo assim que ela me acertou. Cara, duas vezes em menos de cinco minutos? Ela já está abusando né. - O que eu falei de besteira agora?
- Agora nada, mas acho que te devia essa pela coisa do Platão, na boa, foi uma das piores coisas que você já disse.
- Não foi nada, foi só uma coisa que eu estava em dúvida. Quer dizer então que sempre que eu tiver uma dúvida você vai me bater?
- Se ela for estupidamente burra...
- Isso não é justo.
- Pra mim é, completamente justo.

11
Só sei que nada sei.

’s POV:
Já faziam duas semanas que eu e a estávamos tendo os estudos de filosofia, todos os dias. Exceto aos fins de semana, claro.
O problema nisso tudo é que antes eu achava que ia ser um saco, torturante e que eu iria perder tempo à toa, mas agora eu estava... gostando.
Gostando de estudar... acredita?
Ta, não sei bem se ESTUDAR era a palavra, ou se eu estava gostando realmente de... outra coisa.
- Nossa, não acredito que isso aconteceu. – Andy, um veterano da Kappa Tau, praticamente gritou fazendo com que eu acordasse de meus pensamentos.
- O que foi? – , que estava sentado do meu lado se pronunciou assim que Beaver e Andy entraram pela porta.
- O Beaver cara, foi pego! – Andy disse pálido.
- Pego? – perguntou.
- É, lembra que o Beaver foi sorteado para ganhar bilhetes pra cerveja grátis no Dobler ‘s por um mês? Então, toda semana ele tem que ir lá buscar os bilhetes... e hoje, pegaram eles, todos os bilhetes, estamos acabados. – Andy sentou no sofá com Beaver do seu lado. Ambos arrasados, o que eles fariam sem cerveja nos finais de semana afinal?
- Mas como assim te pegaram Beav? – perguntou se interessando pelo assunto.
- Não sei, eles vieram por trás, me vendaram e ai... Eu não sei como isso foi acontecer, eu estava tomando todo cuidado sempre que ia buscar os bilhetes. Eu ia sempre pelo canto onde ficam as árvores, eu até saía uma hora mais cedo das aulas...
- Mas suas aulas duram uma hora, Beav. – Eu disse entrando no assunto.
- Isso não importa ok? – Ele fez voz de chorão. Fala sério, um grandalhão daqueles ficar arrasado desse jeito, até parece que perdeu alguém da família. Bom, era o Beaver, então a cerveja com certeza era mais importante do que a prória família. – Eu acho que foram eles – ele continuou a falar - aqueles Omega Chi, se eu pegá-los... aaaaaaaaaaaargh!
- Calma Beaver, nós vamos dar um jeito nisso, não vamos ? – se virou para mim.
- Vamos? Haha, não mesmo. Tenho compromisso agora.
- O que? Você vai trocar a desgraça de um de seus irmãos por um compromisso qualquer? – Andy se levantou do sofá.
Meu Deus que exagero só por causa de cupons de cerveja grátis.
- Andy, se acalma. Vocês vêem ai o que vão fazer e depois me avisem ok? Eu realmente preciso sair. – Eu peguei minha mochila e saí da casa.
Tenho certeza que eles estranharam isso, principalmente . Porque se isso fosse há algumas semanas atrás eu já estaria bolando algum plano super mirabolante – que falharia no final – para pegar os “inimigos”, eu faria qualquer coisa pra aprontar uma bem boa pelo campus, e me divertir. Mas agora eu estava trocando isso para... estudar?
Certo, esse sou eu mesmo?
Talvez não seja o estudo em si que me motiva, e sim minha professora. Ai a ... ela é tão... sei lá, diferente do que eu pensei.
Nessas semanas ela deixou o mau humor de lado e nós pudemos levar um papo legal, a gente tem tanta coisa em comum que eu fico bobo só de pensar.
E aqueles olhos, aquela franja caindo sobre eles então... não que eu fique prestando atenção nisso enquanto ela se curva para escrever alguma coisa para mim, claro que não. Nessa hora eu estou super concentrado nos estudos que realmente nem percebo o jeito que ela entorta a boca quando vê que eu fiz ou falei alguma coisa errada, e também nem reparo que ela abre um sorrisinho torto quando tem que me explicar a matéria tudo de novo.
Eu nem reparo nessas coisas, porque se eu reparasse eu estaria que nem o -bobo-apaixonado, e eu? Apaixonado? Pela ? Haha, não mesmo. Não pela , não é por nada... mas ela não é do tipo Megan Fox ou Jennifer Aniston, então ela não é meu tipo.
Ou é?

- Achei que viesse mais tarde. – Ela sorriu dando passagem para que eu entrasse no dormitório.
- Eu também. – admiti. – Sei lá porque quis começar mais cedo.
- Tudo bem então, é até melhor. – Ela disse pegando um pacote de biscoitos – eu e o Bê vamos sair hoje então quanto antes terminarmos, melhor. – Ela deu uma mordida no biscoito de chocolate – Quer? – Disse com a boca cheia.
- Não, obrigado. – Sorri bobo olhando a cena, porque eu nem havia notado que quando ela morde o biscoito seus lábios se enrugam de uma maneira muito... fofa, eu diria.
- Você e o Bê? Sair? Vocês estão juntos ou coisa do tipo? – Perguntei folheando meu caderno, para parecer uma pergunta natural, sem interesse algum.
- Ah não, ele é muito meu amigo sabe? – Ela sorriu mostrando seus dentes pretos devido ao chocolate, e se sentou do meu lado – e a gente sempre sai junto.
- Sei... – Eu disse não gostando muito da história. Só amigos, ta bom. Todas as garotas com quem eu saí era só amigas, e que amigas...
Nós começamos os estudos.
Eu não estava prestando muita atenção no que ela falava, porque pra falar a verdade eu estava entretido demais notando seus traços, suas feições e suas manias involuntárias. E era até divertido ver que ela piscava sem parar quando lia um ponto e não entendia. Então ela fazia uma carinha de pensativa super fofa, enrugando a testa para tentar entender o que estava escrito, e quando ela finalmente entendia, sua testa voltava ao normal e ela sorria involuntariamente me explicando.
Ficamos assim por sei lá... uma hora, uma hora e meia eu acho. Mas eu juro que eu nem vi o tempo passar, ela não falava de matéria direto, direto. As vezes a gente parava e fala sobre... insetos. É, insetos. Descobri que a tinha pavor de qualquer tipo de inseto, e uma vez o colocou várias baratas no travesseiro dela quando ela tinha dez anos, e ela me disse que foi a partir daí que começou a odiar o irmão.
Nós rimos com a história.
Ela começou a contar mais histórias - e pude perceber seu lindo sorriso enquanto fazia isso - de como odiava seu irmão, mas percebi que ela parou quando ia entrar no assunto da escola, o que provavelmente envolvia a mim e aos outros guys.
Então ela simplesmente parou de sorrir e voltou a ler o caderno, dizendo que não tínhamos tempo pra conversar.
Ela estava falando sobre mais algum desses filósofos que não tinham mais o que fazer, e sobre uma frase famosa que algum havia dito, mas foi interrompida por seu telefone tocando.
- Oi Bê. – Percebi que ela sorriu demais ao pronunciar “Bê”, argh eu não estava gostando disso. – Claro, claro... onde que é? Bê, não acredito que nós vamos lá! – Seu sorriso aumentou mais ainda – Ai que demais! Eu sempre quis ir pra lá você não tem noção! Ok, ok. Não se preocupe, aham... aham... claro. Vai ser bom, ta certo, beijos.
Ela desligou e se virou pra mim com uma cara meio sem graça.
- Erm , eu não quero te expulsar nem nada... mas é que o Bê mudou os planos, nós vamos em outro lugar mais longe que o Evan fez reservas e eu vou ter que me arrumar porque a gente vai sair mais cedo.
- Pera aí, Evan? Que Evan? – Eu disse ignorando todo o contexto anterior só querendo saber o porquê ela pronunciou o nome “Evan”.
- Evan Chambers, da Omega Chi. Ele vai com a gente.
- Por que? – Me levantei ficando de frente pra ela, realmente intrigado.
- Ah... porque oras, bem o Bê disse que ele quer falar comigo depois do que aconteceu na festa das ZBZs e o Bê achou que o jantar de hoje iria ser bom.
- O que aconteceu na festa das ZBZs? – Levantei o tom da voz.
- , por que você quer saber isso? – Ela usou o mesmo tom.
- Aaaah, erm... – voltei ao tom normal – ah, sei lá... somos amigos agora certo? Amigos contam as coisas uns para os outros, não contam? Então eu quero saber o que aconteceu, oras.
Ela fez uma cara desconfiada, mas voltou a falar.
- Bom, eu e o Evan... ficamos. E não nos falamos mais depois disso, então acho que ele quer conversar comigo sobe isso e tal...
- VOCÊS O QUE?
- Que isso , porque você está gritando?
- VOCÊ BEIJOU O EVAN CHAMBERS ? VOCÊ BEIJOU O SER MAIS DESPREZÍVEL DO CAMPUS INTEIRO?
- Be...beijei, oras. E por que você está gritando? E ele não é o ser mais desprezível do campus se você quer saber.
Eu abri a boca, indignado. Eu ia falar, mas nada saiu. Fechei a boca, então eu abri de novo, mas nenhuma palavra saiu também.
Como assim ela beijou o Evan?
Ele é o cara mais nojento desse campus, e tudo que acontece de ruim na Kappa Tau é por causa dele, e agora a minha garota vem dizer que beijou ele? Como assim?
Pera ai, eu disse minha garota?
Eu quis dizer, minha PROFESSORA, é... foi isso o que eu quis dizer, mas acabei me enrolando com as palavras, acho que foi devido ao choque, não foi?
- Você não podia ter ficado com ele...
- Por que não?
- Como por que não? Porque ele não é uma pessoa boa, oras. Simples assim.
- Ah , desde quando você se importa comigo? Da um tempo ok? Foi só uma vez, não vai se repetir. Agora se você me der licença eu preciso me arrumar.
- Certo. – Peguei minha mochila e saí bufando.
Então é isso, eu passo a manhã inteira, e um pedaço da noite anterior também pensando nela, pensando em estudar com ela, e quando a hora realmente chega ela simplesmente me dispensa, sem nem em dar tchau, pra sair com um metido a gostosão – que já a beijou - e o amigo – que eu espero que não tenha a beijado.
Cara, por que eu estou bravo mesmo?
Eu não sei, não sei mesmo. Eu quero entender o porquê eu fiquei tão exaltado quando soube que a havia ficado com o Evan, e que ela ia sair com o Bê, e depois com o Evan também.
Cara, eu não estou afim dela, ou nada do tipo. Claro que não estou, até parece. Haha.
Então certo, por que isso me incomoda tanto?
Por que eu não paro de pensar nela? E por que eu quero a ver toda hora?
E por que a minha agenda do Garfield tem o nome dela escrito com corações em volta?
Ok, esquece essa parte da agenda do Garfield. É, eu não tenho isso, até parece. Sou homem e muito macho. Sou mesmo.
E por isso que eu tenho que jogar aquela agenda fora...
Argh! Por que depois que eu falo com ela eu fico tão bobo?
E por que eu não acho respostas pra nenhuma dessas perguntas?
Certo, como a havia pronunciado hoje sobre a frase daquele filósofo... quem era ele mesmo? Ah, não importa. Só sei que agora eu estava no mesmo barco que ele... eu só sei que nada sei.

12
Eu só queria que...

- ACOOOOOOORDEM! – Andy e Beaver invadiram meu dormitório.
- Que foi, porra? – acordou mal humorado.
- É hoje! – Andy disse com cara de psicopata – a nossa vingança será hoje. – MUAHAHAHAHA.
- Andy, larga de ser idiota – murmurei sem me levantar da cama.
- É Andy, esse posto é do . – disse levantando-se.
Idiota.
- Enfim, não se atrasem. Hoje as quatro todo mundo na casa ok? – Beaver disse me chacoalhando.
- Ai cacete! Pára Beaver!
- Levanta mulherzinha.
- Que plano é esse hein? – perguntou se interessando.
Poxa, será que era só eu que não estava dando a mínima pra plano de vingança contra a Omega Chi?
- Hoje, o Bip aquele candidato nerd irá invadir a Omega Chi e roubar a escultura do fundador da casa. Nós pegaremos e jogaremos em algum rio, ou pediremos uma fiança muito alta a ser paga, o que será mais engraçado. – Andy disse parecendo orgulhoso.
- E por que eles pagariam um preço alto por uma escultura de pedra?
- , idiota. Para aqueles engomadinhos da Omega Chi a escultura do fundador da casa é o bem mais valioso que eles possuem. Acho que até sacrificariam o tal do Chambers em troca dessa escultura. É como um deus pra eles ou algo do tipo. – Andy disse pegando um pacote de amendoim que havia sobre o meu criado mudo. MEUS amendoins. Não é só porque eu sou um candidato que os veteranos têm que abusar né?
- Certo. As quatro estarei lá. – disse.
- E você ? Vem né? – Ele disse cuspindo os restos de amendoim que estavam em sua boca.
- Não sei, eu tenho compromisso...
- , o que você faz toda a tarde que nunca está disponível? Você sabe que não pode abandonar a casa nem os seus irmãos de lá, ou se não você acabará não passando no final do ano.
- Ai ok Beaver. As quatro estarei lá certo? – Disse me levantando mal humorado.
Pra falar a verdade eu não estava nem um pouco a fim de entrar nessa de roubar a estátua, escultura de um fulano desconhecido. Eu só queria passar a tarde com..... livros de filosofia, é claro.

’s POV:

Após as aulas eu estava me dirigindo ao meu dormitório, mas fui interrompida por um Evan Chambers muito afobado parando na minha frente.
O jantar de ontem tinha sido muito divertido. Evan era um cara super legal, me pediu desculpas pelo transtorno da festa e ainda me agradeceu pelo conselho.
Eu sempre achei que ele fosse um mala metido a besta, afinal ele era um Chambers. Mas ele era tudo ao contrário do que eu cheguei a pensar. E era muito melhor. E sei lá, talvez pudéssemos até ser... amigos.
- , meus pais vieram falar comigo, eles querem uma espécie de reunião em família, eu estou nervoso. Acho que não vou.
- Evan, respira ok? Não vai por quê?
- Porque sei lá... eles podem querer fazer minha cabeça, não sei... eu já me decidi . Não quero ser como eles.
- Eu sei Evan, mas olha... você é corajoso. Não sei porque está com medo agora. Você já os enfrentou uma vez, se eles estão te chamando agora é porque querem propor uma coisa legal, e se você achar que não é isso que você quer, fala para eles mudarem de idéia, se não perderão um filho... e eu sei que eles não irão querer isso, ainda mais um filho como você. – Sorri sincera, mesmo conhecendo Evan há pouco tempo, eu sabia que ele era uma boa pessoa, e um rapaz especial. E poxa, ele bem que podia aceitar meu conselho logo e me deixar ir... eu preciso muito ir ao meu dormitório para ver... quer dizer, estudar. Ta, quero ver o também algum problema com isso?
Certo, por que eu quero ver o se eu sempre o odiei e o achei idiota? Pessoas mudam, não mudam?
Então, o mudou... não mudou?
Ele está mais engraçado, divertido... me escuta, conversa comigo e é tão bur... digo engraçado. E a sua burrice é até divertida vai.
E tudo bem que ele tem alguns, digo, vários defeitos. Mas quem não tem? E ele tem as manias fofas dele de enrugar o nariz quando não entende algo, ou de arregalar os olhos quando eu corro demais com a matéria, e ele sempre coça a cabeça e entorta a boca quando eu digo pra ele explicar o que eu havia dito. Essas manias o deixam tão... sei lá, não sei bem o que o deixam, mas eu gosto. Não que eu fiquei reparando nisso direto. Claro que não, até porque eu me concentro na matéria pra passar as coisas certas. E também não que eu vá pra a ala do dormitório dele só para vê-lo chegar das aulas com a mesma carinha cansada e tediosa de sempre. Até parece que eu faria isso, o ponto é... eu descobri um lado do que eu não conhecia e... pera aí, por que o Evan está me olhando com cara de tonto e não pára de mexer a boca?
- ? ? Você está me ouvindo?
- Ah, claro... Evan... desculpa eu estou com muita coisa na cabeça. – Tentei arrumar uma desculpa para não dizer “ah não, eu estou pensando em um garoto idiota enquanto você fala ai que nem um trouxa.” Ia ser muito chato da minha parte, e o Evan não mereceria isso. - Ah, certo... desculpa te aborrecer com isso de novo. Mas eu estava dizendo que gostei do que você disse, e vou tentar. Muito obrigado . – Evan deu um sorriso lindo e um beijo na minha bochecha, saiu correndo afobado. Com certeza iria resolver as coisas para a reunião da família. Boa sorte para ele então.

Cheguei ao meu dormitório e me surpreendi com sentado no chão, encostado na porta.
- ? – Não anta, o coelhinho da páscoa. Numa versão muito mais sexy devo admitir.
- Ah, oi . – Ele sorriu sem graça e se levantou. – Cheguei mais cedo hoje porque preciso resolver umas coisas na casa... espero que você não se importe.
- Não, claro que não, entra. – Eu disse abrindo a porta do dormitório. Até parece que eu iria me importar de ter a presença dele mais cedo. Haha, sou loser mais nem tanto né.
Cara, eu estou tão esquisita ultimamente com esses pensamentos. Até parece a Ash falando do . Na boa, aquela paixonite deles está me enjoando. E eu não estou apaixonada pelo , na-na-ni-na-não. Não pelo , por favor né. Tudo bem que ele é muito lindo, engraçado, fofo, esperto e... argh! Esquece , vamos estudar. Certo? Certo!

’s POV:

Eu e a mais conversávamos do que estudávamos. Essa era a pura verdade. Ela não havia me contado muito sobre o encontro com o Evan ontem à noite, e eu também não havia pedido muitas descrições. Só sei que como ela disse, eles estão amigos, só amigos! E saber disso já me bastava.
Eu já comentei que ela está super radiante? Ok, foi gay. Mas ela estava. O seu sorriso estava mais iluminado e ela estava mais alegre.
Acredita que em todo o tempo que eu praticamente vivi em sua casa nunca tinha visto essa menina sorrir?
Pois é, é verdade. Nunca. E que sorriso lindo ela tinha.
- Mentira! Vocês não vão fazer isso. – Ela abriu a boca quando eu contei sobre o que faríamos com os Omega Chi mais tarde.
- Vamos né, fazer o que... os caras estão realmente decididos.
- Não vai! – Ela segurou no meu braço – Erm... diga para o não ir também. – Ela soltou meu braço, e deu um sorriso sem graça.
- A gente não pode, a gente tem que cumprir essas tarefas como candidatos, senão não seremos aceitos no fim do ano.
- Mas , pode ser perigoso, vocês podem se meter em uma briga, ou se encrencar com a reitoria e...
- , relaxa ok? Está tudo sob controle. – Eu disse sorrindo, adorando aquela preocupação toda que ela estava tendo comigo. – Bom, eu preciso ir agora. – Eu disse e dei um sorrisinho.
Ela deu um sorriso aflito.
- Toma cuidado ok?
- Pode deixar. – Eu sorri sem graça, nós ficamos sem jeito na hora de nos despedir, então eu apenas dei um beijo em sua testa. E saí dali.

’s POV:
Nem preciso dizer que essa idéia de se meter com os Omega Chi não me agradou em nada. Eu não estava feliz em saber que poderia se meter em uma briga, e também é claro. Já pensou então se ele tomasse uma surra e desconfigurasse aquele rosto perfeito que ele tinha? Seria o fim.
Certo, eu estava exagerando já.
- Toma cuidado ok? – Falei antes que ele saísse.
- Pode deixar – ele deu um sorrisinho lindo, que fez meu coração quase furar o meu peito para saltar longe. Eu ia dar um beijo na bochecha como forma de despedida e ele parecia que ia também. Mas nos enrolamos indo para o mesmo lado, e parando antes que nossas bocas atingissem uma a outra. Ele então depositou um beijo de alguns segundos na minha testa. Eu fechei os olhos, apenas o sentindo. Uma sensação super estranha e diferente invadiu todo o meu corpo.
Abri os olhos assim que seus lábios se desgrudaram da minha testa, e ele partiu apenas deixando um beijo no ar.
O relógio já marcava nove e meia da noite. Eu fiquei a tarde inteira aflita, apenas pensando na merda que esses meninos estavam por fazer. Bem que dizem que meninos amadurecem mais tarde que meninas. Ninguém merece né?
Ainda mais aquela casa... a Kappa Tau. A maioria só pensava em cerveja e mulher, e foi praticamente por isso que entraram na faculdade.
Não que eu estivesse defendendo e , bom, eu estava mesmo vai. Mesmo sabendo que eles não eram muito diferentes dos outros.
Dei um salto assim que bateram na porta do meu dormitório, e saí correndo em disparada para abrir a porta. Mas acabei dando de cara com a última pessoa que eu esperasse que poderia estar ali.
- Evan?
- Oi , espero não estar aborrecendo.
- Não, imagina. Entra. – Dei passagem pra que ele entrasse. – Aconteceu alguma coisa? – perguntei fechando a porta.
- Não, não. É que... bem a reunião com meus pais é amanha né, eu estou meio nervoso. Não encontrei o Albert na casa, por isso vim aqui... eu precisava conversar com alguém.
- Ah, fico feliz que você conte comigo desse jeito. – Eu disse sincera, afinal meu currículo de amigos nunca foi dos melhores, não é mesmo?
Eu e Evan ficamos conversando sobre bobeiras por alguns minutos, já que ele estava tenso, então as bobeiras serviriam para aliviar um pouco.
Tomamos um imenso susto quando vários gritos, de vozes masculinas, adentraram ao dormitório.
Levantamos rapidamente da cama e corremos em direção à janela, olhar a vista lá embaixo, para ver o que acontecia.
- Ei, aqueles são os caras da casa! – Evan exclamou olhando para o lado direito onde várias componentes da Omega Chi corriam em direção aos outros, que vinham do lado oposto, e que de primeiro momento eu pude ter certeza que seriam os Kappa Tau.
Quando os dois grupos se encontraram começou uma verdadeira guerra eu poderia assim dizer.
Meu coração praticamente gelou.
- MAS O QUE ESSES IDIOTAS ESTÃO FAZENDO? – Evan se exaltou – Eu vou lá embaixo ver o que posso fazer. – Ele disse indo em direção a porta.
- Eu vou com você. – Disse me preocupando com o que poderia estar acontecendo com... bem, deixa pra lá.
- Não! Você está doida? Você tem que ficar aqui, ok?
- Mas Evan...
- Me promete que vai ficar aqui! – Ele se virou para mim, seu tom era sério. Eu apenas concordei, Evan havia se estressado demais, eu não iria contrariá-lo. – Mas e você? O que pode fazer sozinho?
- Não sei, vou procurar alguém, algum jeito... eu me viro ok? Só não saia daqui. – Ele rapidamente seguiu para o corredor e sumiu da minha vista.
Voltei para a janela, mas eu não conseguia ver mais nada. Só ouvia os gritos e barulhos. Provavelmente eles haviam se movido para trás das árvores no meio da briga, impossibilitando com que eu visse alguma coisa.
Fiquei por um bom tempo assim, aflita, andando de um lado para o outro do dormitório, sem conseguir pensar em nada, sem conseguir me focar em nada, sem conseguir parar de pensar em...
Olhei rapidamente para a porta assim que ouvi toques ansiosos batendo. Corri para abrir, e a figura de , parado a minha frente, com um enorme machucado na testa e com o nariz sangrando fez com que meu coração disparasse mais ainda, e fazendo com que eu quase perdesse todos os meus sentidos.

’s POV:

- Ai, ai... isso arde. – Exclamei para que agora colocava um pano com gelo sobre o meu nariz, enquanto eu segurava outro em minha testa.
Não sei porque eu decorri à ela depois das surras que havia levado. Talvez porque o seu dormitório estivesse bem próximo de onde eu estava, ou talvez porque eu queria vê-la mesmo. Talvez a dor amenizasse só por eu vê-la sorrir pra mim, brega eu sei. Mas era realmente o que eu estava sentindo.
- , eu falei pra você tomar cuidado não falei? Por que foi se meter nisso hein? Olha só como você está, poderia estar pior e...
Ela começou a falar, mas eu não prestei muita atenção. A única coisa que eu estava realmente ligado era em como nós estávamos bem próximos, agora que ela cuidava do meu nariz, e de como a boca dela se mexia de uma maneira bem... provocante enquanto ela falava toda preocupada.
Ela então apoiou uma mão em meu rosto, enquanto com a outra ainda passava o pano sobre a ferida. Seu toque calmo e quente me fez sair de órbita por alguns segundos, e fazendo com que meu desejo de nos aproximar ainda mais aumentasse.
- Você sabia que isso poderia ter sido pior, não sabia? – Ela continuou com o seu sermão, mas eu não estava prestando atenção. Não agora.
Em um passe involuntário deixei com que o pano que eu segurava sobre a testa caísse no chão, segurei a mão de que cuidava de meu ferimento no nariz, a aproximando ainda mais de mim, selando assim, delicadamente, os nossos lábios. Ela apoiou suas mãos em minha nunca, e retribuiu ao beijo, e assim nós ficamos nos beijando, daquela forma que eu estava sonhando há dias.

13
E eu só quero você



’s POV:

- pára, pára, páaaaara! – Eu ria enquanto falava.
- Parar por quê? Você não está gostando? – Ele dizia, me provocando ainda mais. beijava meu pescoço enquanto eu passava a mão pelos cabelos dele.
- Não é isso, é que a pode entrar e...
- E o que tem?
- O que tem é que não seria muito legal se ela pegasse a gente aqui deitados, na cama dela por sinal, com você em cima de mim me beijando.
- Não tenho culpa que a sua cama estava muito longe, e nós não estamos fazendo nada de mais... estamos? – Ele dizia ainda beijando meu pescoço, e dando mordidinhas de leve.
Sorri.
- Não, não estamos... mas já pensou se o entra aqui e... – E foi ai que um choque de realidade atingiu meu corpo. Empurrei e levantei rapidamente da cama. Como eu pude esquecer do ? Será que ele estava bem? Será que ele estava machucado, largado por algum canto agonizando de dor? Como eu pude ser tão egoísta ao ponto de não pensar nele. Tudo bem que eu fiquei tão entretida com... enfim, não justifica eu ter esquecido do meu irmão.
Ah, e que fique bem claro que eu ainda sou mocinha decente. Digo, não rolou nada demais entre mim e , não que eu não quisesse... Meu Deus, como sou pervertida. É claro que eu não queria! Até parece... haha. Meu Deus de novo, como eu sou trouxa e não consigo ter foco em uma coisa só. ! , é. Ele precisa de mim, e eu preciso encontrá-lo.
- O que foi? – se virou para mim.
- O ! Se você está assim ele pode estar na mesma situação, eu preciso achar ele e...
- Relaxa. – Ele disse na maior cara de pau, enquanto um sorriso malicioso surgia em seu rosto. - O nem entrou na confusão toda, ele tinha ido na ZBZ encontrar a Ashleigh e não voltou a tempo, e a creio que deve estar bem entretida fazendo o que ela deve estar fazendo com as Tri Pi. – Ele então pegou minha mão e a puxou para mais perto. – Agora vamos voltar de onde a gente parou vai? – Ele fez uma carinha manhosa e voltou a me beijar, pela milésima vez naquela noite.

’s POV:

Eu acordei relativamente bem àquela manhã. Acordei tão bem como nunca havia acordado antes. Se alguém me visse naquela hora, ninguém diria que eu havia levado uma bela de uma surra na noite anterior. O que me lembrava de matar o filho da puta que me fizera isso. O que seria bem difícil, já que eu não lembrava quem foi. Ah qual é? Pra mim todos aqueles engomadinhos da Omega Chi são iguais. Exceto ao é claro, putz falando no ... será que ele está bem? Ah, que se dane... hoje eu tenho coisas mais importantes pra lembrar do que ficar me preocupando com os marmanjos.
O havia levado umas duas surras, mas estava bem. O nem havia voltado ao dormitório, então com certeza ele estava suuuuper bem. Agora o ... os amigos dele que cuidem dele. Ninguém mandou escolher aquela casa certo?
Certo!
Agora eu vou fazer o que eu devo fazer, porque eu já estou ansioso por isso desde que saí do dormitório dela... ah, ... ... ... É tão estranho sabe? Eu nunca havia me sentido desse jeito depois que ficava com garota nenhuma. Meu estômago ficava tão esquisito que parecia que eu havia comido algo estragado ou que eu estava com gazes.
Enfim, chega de ficar filosofando aqui senão me sobra menos tempo pra... bom, infelizmente não é pra isso. Porque enfim, a não é do tipo que te dá dois dias depois que te beijou ou até antes disso. Isso é até bom pra falar a verdade, não é sempre que a gente encontra meninas decentes por aí.

Cheguei ao dormitório dela e dei algumas batidas na porta. Não várias, porque eu não queria parecer que estava desesperado.
Epa, eu não estava desesperado, claro que não.
É só que as vezes me da tique nervoso e minha mão começa a se mexer involuntariamente, e isso estava acontecendo nesse exato momento, por isso eu não conseguia parar de bater à porta de . Era só por isso.
Ela abriu a porta, ameaçou abrir a boca pra dizer algo. Mas eu fui mais rápido, fechando a boca dela com um beijo.
Então eu parei, e me separei dela. Foi uma atitude meio ridícula a minha, confesso. Eu não estava desesperado caramba.
Ou eu estava?
- Uau. Você acordou com pique hoje hein? Pleno sábado... quem diria. – Ela sorriu dando passagem pra que eu entrasse.
Entrei no dormitório e sentei em sua cama.
- Caramba. Você já está estudando desde cedo? – Perguntei olhando um monte de folhas e um caderno que havia sobre a mesinha de estudos de .
- Ai é esse alemão que me irrita! Eu não sei nada... e nada entra na minha cabeça. A única coisa que eu sei pronunciar é faculdade.
- Ah, é um bom começo... como que é faculdade?
- Hochschule. – Ela tossiu essa palavra.
- Rôs o que? – Perguntei confuso.
- Ah, esquece. Isso está me irritando, eu vou ter que arrumar um jeito de conseguir estudar direito... E você, como está em filosofia?
- Incrivelmente bem pra falar a verdade. O seu azar, é que você não teve uma professora excelente do jeito que eu tive. – Sorri malicioso e me levantei indo até ela.
- A professora era excelente, era? – Ela sorriu, vendo eu me aproximar.
- Você nem sabe o quanto. – Sorri torto, a segurei pela cintura e a beijei.
Beijei mesmo, com vontade. Com muita vontade. A mesma vontade que estava quando acordei e me deparei agarrado ao meu travesseiro todo babado, e notei que eu estava cheio de penas na boca.
Até em meus sonhos ela entrava, era incrível como um simples beijo mexia tanto com a minha cabeça. Mas agora eu estava aqui, a beijando e para falar a verdade, eu não queria fazer era mais nada.

’s POV:

Passar a tarde toda com havia sido realmente incrível. Nós ficamos deitados na cama, nos beijando, conversando, nos beijando, rindo, nos beijando, nos beijando e... nos beijando.
Ele estava mostrando ser uma pessoa totalmente diferente do que sempre foi. Ele não estava mais assanhado para enfim... e também parecia não se preocupar tanto com as aparências exteriores, afinal todo mundo ta cansado de saber que eu não sou nenhum tipo de beleza em pessoa não é mesmo?
E ficar com ele estava me fazendo bem... e eu acho que realmente posso dizer que eu estou apaix...
- E AÍ AMIGA! – Uma super saltitante adentrou ao dormitório, me fazendo acordar de meus pensamentos.
- Nossa, achei que você tinha esquecido onde era seu dormitório. Posso saber o por que da felicidade toda?
- Ai amiga, você não acredita – ela disse animada sentando-se de frente pra mim – quando eu estava vindo pra cá, o Evan Chambers me disse oi! AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!
– Então ela deu aquele gritinho histérico que quase estourou meus tímpanos.
Eu comecei a rir.
- Eu não queria me gabar nem nada... mas eu até que estou bem íntima do Evan!
- COMO ASSIM? – ela arregalou os olhos.
- Por causa do Bê oras, eu estou bem amiga do Evan até...
- E você não me conta nada? Sua EGOÍSTA!
- Ah claro, eu tenho culpa que você some? Eu mal vi você essa semana.
- É , você está certa... eu realmente estou muito empenhada com tudo na casa, quero entrar mesmo lá sabe? Mas você pode me apresentar o Evan né? Poxa eu tenho uma tara por ele desde que eu comecei a pesquisar tudo sobre a Cyprus, eu estava até visualizando meu futuro nome... Chambers.
Eu ri com tante bobeira junta.
- Claro que te apresento – sorri.
- Ai obrigada! – Ela me abraçou – mas e você? O que tem feito?
Pensei em contar sobre . Mas tudo era tão recente que eu achei melhor guardar segredo por enquanto, e creio que ele também não contará nada á ninguém. Eu sei que talvez nós iremos continuar a ter algo a mais... porque na nossa despedida de hoje ele disse que mal podia esperar para me ver de novo, e eu não estava me contendo de tanta felicidade.

14
Isso é real ou apenas outra paixão?



’s POV:

Aquela teoria de que quando está tudo indo bem até demais alguma coisa virá e estragará tudo está mais do que certa, disso eu tenho certeza.
Adentrei à Kappa Tau e lá estava uma espécie de “reuniãozinha” entre alguns caras, que pareciam que só estavam me aguardando.
Beaver, Andy e Wade estavam sentados em um sofá de frente para a porta de onde entrei, e estavam no outro sofá.
Os cinco me olharam significativamente, e eu não entendi nada.
- Que foi? – Perguntei ficando com medo da resposta.
- Pode dizer vai... quem é a gostosa? – Beaver deu um sorriso malicioso em minha direção.
- O que? – Perguntei confuso.
- Qual é cara, a gente sabe já. – Andy se pronunciou. – Você tem andando sumido por uns tempos, sempre tem compromissos que ninguém sabe o que é, anda por aí no mundo da lua... a gente sabe que tem uma perereca na história. Quem é a gostosona da vez hein? E nem vem me enganar que o e o já contaram tudo sobre a sua fama de pegador e sobre seu tipo favorito de garota, quero saber quem é a da vez pra ver se tem alguma irmã pra me apresentar.
- Que isso Andy? – Comecei a rir em sinal de nervosismo – não tem nenhuma garota não, não sei de onde você tirou isso.
- Não minta pra nós irmão... quem é a gata da vez? Vai deixar a gente curioso é?
- Beaver, não tem gata, sério...
- Olha, você não está se comportando como um irmão fiel – Wade que estava quieto começou a dizer – você sabe que tudo isso pode contar no final do ano quando nós, veteranos, decidirmos qual candidato entra e qual sai.
Droga. Chantagem com candidatos, isso estava me deixando maluco.
E o que ele quis dizer com “minha fama de pegador?” Ok, eu confesso que não fui nenhum santinho nos tempos de High School, e que só pegava as mais gostosas mesmo e sempre me gabei por isso, mas agora não tem nenhuma gostosona da vez. Não que eu não estivesse gostando disso... eu estava gostando. A não era nem a metade das garotas com que eu saía é claro, mas o que eu estou sentindo por ela vai além das aparências e de todo o resto, eu realmente gosto dela pelo que ela é.
Mas eu não posso dizer isso a eles, onde minha reputação vai parar? Ser o garanhão das garotas mais bonitas pode me contar muitos pontos no final do ano... e também não seria legal eu dizer “, estou pegando sua irmã, e ela beija bem pra caral...” enfim, esse não é o ponto. O ponto é que nem morto eu posso dizer a verdade e tenho dois motivos suficientes pra fazer isso. Mas e agora? O que eu faço? Eu não posso inventar nome de garota nenhuma já que mal conheço as meninas por aqui, já que eu não vou quase a nenhum lugar a não ser o dormitório da e se eu disser que não tem garota nenhuma eu posso ficar queimado na casa e eles podem até me seguir e descobrir tudo... certo, eu restava ferrado.
- Então ? Não vai nos dizer não? – provocou.
- É... é... é a . – Soltei o primeiro nome de garota gostosa que me veio a mente. A era uma das únicas que eu conhecia por aqui, e a maioria dos caras babava por ela e se eu tivesse que inventar alguma coisa seria bem mais fácil com alguém que eu já conheço, certo?
Não, nada certo.
Meu Deus, como eu me odeio.
- Uhuuuuuuuuuuuu. arrasando hein? – Andy se levantou do sofá e veio até mim – tenho que te cumprimentar brow, está mandando bem. Essa é a das Tri Pi né? Estou ligado, mandou bem. Bem mesmo. – Andy fez um toque escroto com as nossas mãos e Beaver fez a mesma coisa quando Andy voltou a sentar.
- A ? – perguntou incrédulo.
- É, eu sempre soube que ele era afim dela – comentou – ele só nunca teve coragem de chegar nela com medo de tomar fora, a é realmente difícil, até eu tomei fora dela. – Ele disse de um jeito mais normal possível.
- Então você vai trazê-la a festa, certo? – Wade perguntou.
- É, nossa festa sábado que vem. Quase todas as casas do campus estarão aqui, ótimo momento pra você vir com a sua gata. – Ele piscou.
Certo, eu estava fudido.
Eu estava fudido mesmo.
O que eu vou fazer? E se a descobrir? O que ela vai fazer? Nunca mais olhar na minha cara?
Certo, isso não era legal.
Pensa , pensa... mesmo pensar não sendo o seu forte, pensa.
- Eu... eu já volto – sorri amarelo e saí o mais rápido dali.
Bom, vamos recapitular tudo, eu estou ficando com a , mas não posso contar aos meus amigos, mas eu realmente gosto da , mas isso não vai contar para eles, então eu menti que saio com a , e eu usei a porque ela é conhecida e... ISSO!
É só eu pedir para a fingir que está ficando comigo e pronto! Ai vem a festa, ela vai comigo, eles pensam que estou saindo com ela... ai dois dias depois da festa eu digo que “terminei” tudo e pronto. Eles nunca vão descobrir. Está ótimo pra mim, viu ... nem tudo está perdido.

Saí correndo à casa das Tri Pi, mas dei de cara com uma veterana gostosinha que mascava um chiclete maior que sua boca e me dizia que havia voltado ao dormitório.
Lembrei então que me disse que sairia com o tal do Albert hoje a tarde para uma sessão de estudos, o que me lembrou de dizer à ela que na próxima “sessão” irei com eles, aquele Bê tem muita cara de pervertido na minha opinião e não me agrada nada pensar que ele está sozinho com a nesse exato momento, mas o bom de tudo é que com isso eu posso fazer o que estou pensando... então estaria sozinha no dormitório, tem como tudo ficar melhor?

’s POV

- Ai Bê, sério? Por quê?
- Não sei , ele ainda é meio fechado, mas nada que mude com o tempo certo?
- Certíssimo – fiz sinal de “joinha” para ele.
- Então, você vai comigo e com o Evan pro Dobler’s hoje?
- Vou, vou claro. Achei super interessante esse ponto de debate de vocês. Eu só vou passar do dormitório pra tomar um banho rápido e encontro vocês lá, ok?
- Está certo. – Bê me deu um beijo na testa e se afastou.
Fui andando em direção ao meu dormitório que não ficava muito longe dali, conforme eu andava passei em frente ao lugar do dormitório de e sorri. Ah ... ele estava me fazendo tão bem. Pra falar a verdade eu nunca havia pensado que o palerma do – como assim eu pensava – poderia ser tão bom, gentil e... perfeito. Tudo bem que só tínhamos ficado por dois dias, mas eu tinha certeza... eu estava apaixonada. Mesmo antes de ficarmos eu já estava apaixonada e depois de hoje e ontem então, não havia dúvida nenhuma na minha cabeça, eu estava apaixonada, apaixonada e... apaixonada.
Peguei o elevador para ir até o meu andar e pensei que após o Dobler’s poderia passar pra ver – secretamente – em seu dormitório, já que nós havíamos combinado de deixar nosso “relacionamento” ou sei lá o que tínhamos em segredo.

(N/a: Vamos dar um clima de novela ponham agora essa música pra tocar.)

Mas a cena que eu vi assim que abri a porta do dormitório fez meu sorriso murchar e eu mudar de planos completamente.

I hung up the phone tonight
(Eu desligo o telefone nesta noite)
Something happened for the first time, deep inside
(Algo aconteceu desde primeira vez, lá no fundo.)
it was a rush, what a rush
(Foi muito rápido, muito rápido)

Lágrimas se formaram em meus olhos, e meu coração agora estava despedaçado como se tivesse sido esmagado cruelmente.
e estavam deitados na cama dela, se agarrando. Isso mesmo. Eles estavam se beijando de um jeito tão... não sei o que caberia aqui. Talvez feroz fosse a palavra correta. Eles tomaram um susto e se separaram assim que me viram entrar por aquela porta.

Cause the possibility
(Porque a possibilidade)
That you would ever feel the same way, about me
(De que algum dia você sentiria o mesmo por mim)
It's just too much, just too much
(Era coisa demais, simplesmente demais)

arregalou os olhos e abriu a boca em forma de espanto.
Eu não sabia o que dizer, nada saía da minha boca agora. Eu sentia que as lágrimas dominariam meu rosto em pouco tempo e eu não poderia deixá-los me ver chorando, nunca.
- , a gente não estava fazendo nada, juro. – disse normalmente, como se nada estivesse acontecido. E creio que quis se explicar ao ver minha cara de espanto.
- Uau, a senhorita Evan Chambers muda de ideia rápido não é? – Eu olhei significamente para ela, e usei muita ironia em minha voz ao me lembrar de que ela havia me dito que estava afim de Evan, se ela estava afim de Evan o que ela estava fazendo ali agarrando o MEU ?

Why do I keep running from the truth
(Por que eu continuo fugindo da verdade?)
All I ever think about is you
(Tudo em que eu penso é você)
You got me hypnotized, so mesmerized
(Você me hipnotizou, tão fascinado)
And I just got to know
(E eu só tenho que saber)

Ela então fez uma cara que eu não pude distinguir qual era, mas com certeza era “nossa, agora eu sou uma verdadeira piranha igual todas as Tri Pi.”
- , eu... posso explicar. – se pronunciou pela primeira vez.
Eu apenas fiz um sinal de negação com a cabeça e saí correndo dali.
- ! ! – Pude sentir que estava vindo atrás de mim.
Como o elevador não voltava fui em direção as escadas e comecei a descer tomando cuidado para não tropeçar devido as lágrimas estarem tomando conta de meus olhos.

Do you ever think
(Você já pensou)
When you're all alone
(Quando está sozinha)
All that we can be
(Tudo o que podemos ser)
Where this thing could go
(Onde isso pode ir)
Am I crazy or falling in love
(Estou louco ou me apaixonando?)
Is it real or just another crush
(É real ou apenas uma outra paixão?)

- , por favor, ESPERA!
Quando chegamos ao térreo ele me alcançou e segurou em meu braço.
- Que foi? – Eu disse, ainda tentando esconder as lágrimas.
- Olha eu não sei o que você está pensando, mas o que você acabou de ver... olha não foi nada, eu nem sei porque eu e nos beijamos só...
- PÁRA! Não minta pra mim, porque você só vai piorar tudo ok? Eu sei muito bem o que eu vi, e eu sei que eu não devia me importar já que nós não temos nada realmente sério, e eu sei que pra você pode ser legal ficar com várias meninas ao mesmo tempo, mas pra mim não é, eu não sou assim ok? Por isso você nem deve me procurar mais, porque você pode não ligar, mas eu me machuco. – Senti que a qualquer momento as lágrimas insistentes cairiam – Eu nem sei porque eu quis começar isso... você é o mesmo desde que conheci... o do High School metido a bonitão que...

Do you catch your breath
(Você suspira)
When I look at you
(Quando eu olho pra você)
Are you holding back, like the way I do
(você está se segurando do jeito que eu estou?)
Cause I'm trying, trying to walk away
(Porque eu estou tentando, tentando fugir)
But I know this crush aint going away, going away
(Mas eu sei que esta paixão nunca vai ir embora...)

- , ESPERA! Me escuta ok? Eu não beijei a porque gosto de ficar com várias ao mesmo tempo, desde que eu comecei a me interessar por você, que foi muito antes do nosso primeiro beijo, eu juro que eu não pensava mais em garota nenhuma, só você... e você... por favor não me peça pra não te ver mais, porque talvez eu não agüente ok? Eu estou completamente viciado em você.

Has it ever crossed your mind, when were hanging,
(Já passou pela sua mente quando estávamos saindo,)
Spending time girl, are we just friends
(Passando tempo, garota, eramos só amigos?)
Is there more, is there more
(É algo mais, é algo mais?)
See it's a chance we've gotta take
(É uma chance que temos que agarrar)
Cause I believe that we can make this into
(Porque eu acredito que nos podemos transformar isso)
Something that will last, last forever, And Ever<br> (Em algo que dure para sempre, para sempre)

’s POV:

E só quando eu me dei conta do que estava dizendo, foi que eu percebi que disse uma coisa que jamais diria pra garota nenhuma “eu estou completamente viciado em você.” Cara, nem eu estou me reconhecendo agora...
- Ah é? – voltou a falar – Então por que você a beijou?
É , diz aí por que você beijou a ? Além do fato de ela ser SUPER gostosa é claro.
Por acaso eu já disse que me odeio?
Pensei por alguns segundos, a resposta pra tinha que ser realmente convincente, talvez eu devesse contar a verdade... seria melhor pra ela acreditar e se ela realmente quisesse ficar comigo ela me entenderia, não entenderia?

Do you ever think
(Você já pensou)
When you're all alone
(Quando está sozinha)
All that we can be
(Tudo o que podemos ser)
Where this thing could go
(Onde isso pode ir)
Am I crazy or falling in love
(Estou louco ou me apaixonando?)
Is it real or just another crush
(É real ou apenas uma outra paixão?)
Do you catch your breath
(Você suspira)
When I look at you
(Quando eu olho pra você)
Are you holding back, like the way I do
(você está se segurando do jeito que eu estou?)
Cause I'm trying, trying to walk away
(Porque eu estou tentando, tentando fugir)
But I know this crush aint going away, going away
(Mas eu sei que esta paixão nunca vai ir embora...)

- Os caras se tocaram que eu estava ficando com alguém e queriam saber, na palavra deles, quem era a “gostosa” que eu estava apenas curtindo dessa vez, e queria que eu a levasse a festa... então eu pensei na , e vim pedir pra que ela fingisse que estaria ficando comigo, mas ela entendeu errado e pensou que eu pudesse estar mesmo afim dela, mas sem coragem de admitir então ela simplesmente disse “aceito” e me agarrou daquela forma, e foi aí que você entrou. – Eu disse na esperança de que ela pudesse sorrir e dizer que estaria tudo bem entre nós, mesmo eu sabendo que isso não aconteceria, uma parte do meu subconsciente torcia fervorosamente para que isso acontecesse, porque, pra ser sincero, eu não sei o que farei caso a não queira me ver mais.
- Ah é? E por que você simplesmente não disse que a menina que você estava ficando era eu?
Ai zinha linda, por favor não dificulta as coisas pra mim não.
- Ah... bem... é...erm... – Pensei em dizer “porque você não é gostosa e nem... tão bonita assim”, mas eu sabia que a magoaria muito se dissesse isso então resolvi apelar para o lado da mentirinha básica: – Porque o estava lá e ele poderia se zangar demais já que você é a irmãzinha mais nova dele né... você sabe como é...
- MENTIROSO. – ela gritou e meu deu um tapa no ombro – você está mentindo. Diz , diz a verdade. Que você não disse que era eu porque você tem vergonha! Sim, você teve VERGONHA de mim. Já que eu não sou linda, super gostosa, estilo modelo de capa de revista nem nada. Pode dizer que você ficou com vergonha de mim, já que o pegador aí sempre pega as melhores.
- não! Não é isso, é...
- Você acha que eu sou idiota? Você acha que eu não conheço a sua fama? Eu sempre conheci você , já você nunca quis conhecer a porque ela nunca foi boa o suficiente pra você... diz logo a verdade pra gente acabar com essa discussão de vez.

Why do I keep running from the truth
(Por que eu continuo fugindo da verdade?)
All I ever think about is you
(Tudo em que eu penso é você)
You got me hypnotized, so mesmerized
(Você me hipnotizou, tão fascinado,)
And I just got to know
(E eu só tenho que saber)

- Esta certo, é verdade... foi isso mesmo ok? – As palavras saíram pesada e dolorosamente da minha boca, eu estava me sentindo um idiota e esse sentimento só aumentou quando vi que lágrimas dominavam o rosto de – Mas talvez você esteja certa, talvez você realmente não é boa o suficiente para sair do meu lado e... Eu... eu... sinceramente não sei o que dizer. – Eu soltei as palavras que ficaram presas em mim, sem ter total certeza de o porquê havia dito aquilo.
Ela chorava mais e mais, e isso só me fez sentir quebrado por dentro, me sentindo a pior pessoa do mundo.
- Não diga nada. Você já deixou bem claro, mas não se preocupa ... vai lá com a vai... ela é bonita, gostosa e sua fama só vai aumentar quando te verem saindo com ela. E mesmo você dizendo que ela te beijou, se você não quisesse o beijo você teria escapado, e eu vi você bem entretido ali. E eu entendo eu acho... você é lindo, galanteador e merece alguém da sua altura certo? E eu? Ah, eu já fui rejeitada tanto na minha vida que eu realmente estou acostumada. Só te peço uma coisa, não me procura mais não ta? Eu não quero ser machucada, de novo. E afinal, a culpa de tudo isso é minha... por ser tão burra de pensar que algum dia você sentia o mesmo que eu senti por você, mas não, você é o mesmo de sempre... e eu? Fui apenas mais uma na sua lista que eu tenho certeza que você não faz questão de contar.

Do you ever think
(Você já pensou)
When you're all alone
(Quando está sozinha)
All that we can be
(Tudo o que podemos ser)
Where this thing could go
(Onde isso pode ir)
Am I crazy or falling in love
(Estou louco ou me apaixonando?)
Is it real or just another crush
(É real ou apenas uma outra paixão?)
Do you catch your breath
(Você suspira)
When I look at you
(Quando eu olho pra você)
Are you holding back, like the way I do
(você está se segurando do jeito que eu estou?)
Cause I'm trying, trying to walk away
(Porque eu estou tentando, tentando fugir)
But I know this crush aint going away, going away
(Mas eu sei que esta paixão nunca vai ir embora...)
Going away
(Ir embora)
Going away
(Ir embora)
Going away
(Ir embora)
Going away
(Ir embora)

Ouvir aquelas palavras me deixou de coração partido, então ela se virou e saiu andando. Eu tentei dizer alguma coisa, ou correr atrás dela, mas eu fui um covarde! Não consegui me mover, ou dizer nada. Eu não sabia o que dizer, eu pisei na bola e isso eu sei, mas o que ela me disse me fez pensar... se eu realmente tinha vergonha dela, nosso relacionamento algum dia daria certo? Ou talvez, eu, algum dia, assumiria publicamente que tinha um romance com ela? Talvez eu nunca fizesse isso, mesmo estando completamente... apaixonado!

15
Será apenas por uma dança...



# Flashback: O dia do chute na bunda

’s POV

Meus olhos estavam inchados e doíam muito. Minha garganta estava seca e eu não conseguia pronunciar palavra nenhuma devido à roquidão que minha voz se encontrava. Já se passaram algumas horas desde minha discussão com e eu não conseguia parar de chorar.
Eu chorava por tudo que eu ouvi, chorava pelo que ele me fez passar, chorava por ter sido tão ingênua, e chorava ainda mais porque mesmo depois de ser humilhada daquele jeito eu não conseguia parar de gostar dele.
Sim, gostar dele... eu estava completamente apaixonada por ele... e como ele retribuiu? Ah, eu prefiro nem lembrar do que vi e ouvi... eu só vou me sentir pior do que eu estou.
’s POV

Eu estava me sentindo um lixo. Como eu pude ter dito tudo aquilo a ela? Na hora eu nem pensei, eu fiquei tão exaltado que não sei onde meu bom senso foi parar. Eu falei a verdade, toda a verdade... mas me doeu muito ver o jeito que ela reagiu, não é para menos... ela devia ter me batido. Me xingado de todos os nomes possíveis e me ameaçado de morte, mas isso ainda seria pouco pelo que eu fiz a ela.
Eu devia levar uma surra bem dada que me fizesse ficar desacordado por meses... e isso ainda seria pouco.
A questão é que ela nunca me perdoaria e nem olharia na minha cara. E eu não sei se isso seria bom para mim porque... eu realmente estava vidrado nela! Mas que inferno! E eu sei que eu nunca a assumiria publicamente, não mesmo. E sei também que ela nunca iria aceitar ter algo escondido comigo, na verdade ela nunca aceitará mais nada que venha de mim. Eu já estou super ciente disso.

’s POV

Eu já estava cansada daquilo.
Já estava cansada de chorar por ele enquanto ele nem ligava para mim. Por que eu estou aqui perdendo o meu tempo pensando nele?
Ele só provou que não merece nada do que eu faça para ele. Nada mesmo.
Mas também não posso negar o fato de que ele deixou minha moral lá embaixo.
Me chamou de feia na cara dura! Eu não sou feia, sou? O Bê sempre diz que eu estou linda... se bem que ele é como uma amiga, sim isso mesmo com “A” amiga, para mim e não conta muito... e também tem o Evan ele...
É, é isso aí. Por que eu vou ficar aqui me romoendo por causa de um palerma feito o sendo que eu posso me distrair com outras pessoas? O só provou que ele não merece NADA bom que venha de mim e eu não vou ficar aqui, sofrendo por ele, pela pessoa que menos merece algo vindo de mim nesse momento.

# Fim do flashback

’s POV

O estava correndo de um lado pro outro do dormitório parecendo uma gazela. Era só a Ashleigh estalar os dedos que ele saía correndo pra fazer tudo.
- Ai pára de correr tanto você está me deixando tonto. – Eu disse o olhando.
- Ah, cala a boca . Eu só preciso pegar mais algumas coisas aqui e... - Por que isso é importante mesmo?
- Porque é o baile anual das Zeta Beta Zeta, oras. É tipo um baile de high school mesmo ta ligado? É um dos eventos mais importantes do ano e poucas casas foram convidadas.
- Nós fomos?
- Claro que não né, desde quando a Zeta Beta chama a Kappa Tau pra alguma coisa? É claro que a Ash me convidou e se considere um cara de sorte, pois eu estou te convidando agora.
- Sorte? Eu odeio bailes, convide outro “sortudo” da casa.
- Nem pensar. Vai ser você e pronto.
- Por que eu? – perguntei confuso, ele estava querendo alguma coisa e eu tinha certeza.
- Bom, erm... a Ash me pediu para levar mais um amigo meu, para dar os pares exatos com as meninas da Zeta Beta.
- PARES EXATOS? – Arregalei os olhos. – O que você quer dizer com isso?
- Bem... – ele coçou a cabeça e deu um sorrisinho – em todo baile é regra ter uma dança de todas as componentes e candidatas da casa, então a Ash escolhe alguns caras de algumas casas pra dançar com as meninas e então como tem muita candidata esse ano ela me pediu para levar um amigo para dar o número certo, entendeu?
- Nunca que eu vou fazer isso. – Eu disse me esticando na minha cama. Dançar com alguma Zeta Beta em um baile formal? AHÁ, o só pode estar brincando comigo.
- Ah você vai mesmo.
- Quem vai me obrigar?
- Eu vou, eu já prometi à Ash que te levaria e se você não for... – ele disse indo em direção a minha gaveta.
- NEM PENSE NISSO. – gritei me levantando e indo em direção a ele.

’s POV

Saí correndo da minha aula e fui direto a casa das ZBZs, a Ash ia organizar os últimos pares e dar as tarefas que tínhamos que fazer para o baile sair perfeito. Os pares eram um sorteito de hora, mas eu estava torcendo muito pra poder cair com o Evan. Eu e o Evan estávamos muito amigos mesmo, e eu gostava dele demais. Ele parecia não ligar se eu era bonita, gostosa, ou sei lá o que. Comigo ele era... ele.
Entrei na casa que já estava lotada com as veteranas e candidatas, o som das conversinhas estava tão grande que podia ser ouvida até no laboratório de química que ficava totalmente ao lado oposto do nosso. O dia seria longo hoje... tenho certeza.

’s POV

- O QUE? IR ATÉ A ZETA BETA?
- É né seu trouxa, como você acha que a Ash vai sortear os pares? – disse impaciente, pegando o bando de tralhas que ele havia arrumado para os preparativos do baile e me puxando logo em seguida.
Além de eu ter sido praticamente obrigado a participar de uma coisa que eu não estava nem um pouco afim eu tinha que ir até a casa das ZBZs? Isso até que não seria ruim há uns tempos atrás, mas agora a única coisa que me vem a mente quando falam ZBZ é ela... .
Já se faziam dois meses, basicamente sessenta e quatro dias, mil quinhentas e trinta e seis horas... era isso mesmo? Sou péssimo de matemática então é melhor parar de contar o tempo. Mas a questão é, já se faziam dois meses desde o nosso incidente. Dois meses que eu tenho tentado evitar de olhar a . Eu nunca fui a Zeta Beta e nem chegava perto do dormitório dela, sempre encontrava a na casa das Tri Pi ou qualquer outro lugar. Eu até evitava de ir ao Dobler’s na quinta a noite porque sabia que ela estaria lá. Eu praticamente mudei toda a minha rotina para não vê-la mais. Pode me chamar de covarde, eu sei que sou. Mas eu tenho certeza que não agüentaria olhar para a carinha dela sem lembrar de tudo o que aconteceu há dois meses atrás...

’s POV
Eu estava sentada na ponta da escada olhando todo o movimento eufórico e aguardando para que todos os caras convidados pela Ash chegassem para o sorteio ser feito.
Então subtamente um raio atingiu bem o topo da minha cabeça e eu fiquei completamente paralisada quando vi e entrando pela porta da casa.
Me levantei da escada e fui em direção à Ashleigh:
- Ash, o que o está fazendo aqui?
- Eu pedi ao que o convidasse pra dançar também. – Ela sorriu pra mim e foi correndo agarrar o meu irmão.
Ótimo, eu já estava super “afim” de ter que participar daquele baile, e agora eu tenho que aturar o ?
Incrível como ele continuava incrivelmente lindo e radiante, também só se passaram dois meses, mas que para mim pareceram mais como anos...
Meus pensamentos foram disperços assim que a campainha tocou e as meninas deram gritinhos histéricos olhando para alguma coisa que haviam entregado na casa.
- , ! – Betsy falou fanimada – você recebeu flores! – Ela disse com o buquê – extramamente lindo, diga-se de passagem – na mão.
- Flores? Eu? – Perguntei completamente surpresa. – De quem?
- É, quem está mandando flores pra minha irmã? – que estava ao nosso lado perguntou, estava olhando tão espantado quanto eu.
Ash tomou o cartão que estava nas flores e começou a ler:
- “Obrigado por toda o suporte que você tem me dado, nunca esquecerei a noite de ontem. Você é muito especial. Assinado E.C.”
Então foi aí que todo mundo começou a olhar para mim com cara de... “OOOOOOOH.”
- E.C.? – Ash perguntou – Eric Chartman da Phi Sigma? – Ela abriu um sorriso.
- NÃO. – Eu disse. Quem seria esse tal de Eric? Pra falar a verdade eu sabia muito bem quem era esse E. C. e me lembrava da noite passada também, mas poxa eu não fiz nada de mais eu juro.
- Se não é o Eric é... – Ash fez cara de pensativa – Emma Collins? Da Tri Pi? – Ela arregalou os olhos.
- NÃO! – Eu berrei. Que hipótese sem cabimentos.
- JÁ SEI! – Betsy gritou. – EDWARD CULLEN? – Ela disse empolgada.
Revirei os olhos, aquilo já estava ficando cansativo.
- É O EVAN CHAMBERS. – Eu disse de uma vez por todas. – Eu agradeceria se vocês me entragassem as flores e dessem continuação para o que nós realmente temos que fazer aqui.
Ninguém disse nada, todo mundo continuou me olhando. Betsy me entregou as flores e sorriu.
e olhavam abismados para mim. Eu pensei em mandar um sorrisinho pra ele como se eu quisesse dizer “se você não quer tem quem queira” se bem que o Evan não me queria, nós éramos só bons amigos, mas o não sabia disso...
- e . – Ouvi nossos nomes e olhei de repente para Ash que acabara de anunciar o primeiro casal.
- O QUE? – Gritei, ainda olhando para ela.
- É , o será seu par.
- NÃO PODE ASH! – Protestei, incodnformada.
- Por que não ? Você tem algo contra dançar com o ?
- Erm... não eu... tudo bem, - eu disse, tentando parecer o mais normal possível já que ninguém poderia saber o que houve entre nós - já que não tem outro jeito. – Lancei um olhar nada amigável ao e saí da casa rapidamente.

Certo, calma você só vai aturá-lo por dois minutos em uma música e pronto. E também em vários minutos nos ensaios que ocorrerão todos os dias a partir de sábado. Eu estava ferrada, é. Continuei andando seguindo rumo ao dormitório. As aulas de hoje foram super cansativas e a notícia que eu recebra ontem na casa das ZBZs ainda me atormentava profundamente. Eu continuava tentando ver um jeito de pensar positivo, que isso passaria rápido que eu tinha que apenas ignorar o , mesmo que nossos corpos estivessem super colados na hora em que estivéssemos dançando. Aiiiiiiiii, tudo parecia tão difícil.
- ? ? – Ouvi alguém chamar meu nome e me virei dando de cara com e parados em frente a uma barraquinha que vendia lanches. Ótimo, era só o que me faltava.
- O que foi ?
- Você não esqueceu né?
- Esqueci o que?
- Que hoje é dia dos pais na faculdade e os nossos virão pra cá, oras. Conhecerão o campus, nossos dormitórios, a casas que estamos e blá blá. E por falar nisso eles devem estar chegando já, porque eu combinei de encontrá-los aqui.
- Nossa, eu esqueci completamente. Eu estou com tanta coisa na cabeça. Mas vai ser bom ter papai e Rory por poucos dias.
- Papai e Roy? – Ele riu sarcástico. – Papai e mamãe você quis dizer.
- O QUE?
- É, quem virá com nosso pai é a nossa mãe. Não será a Rory.
- Co... como assim? Papai e mamãe mal se falam, eles não podem vir juntos!
- Mas virão . É o dia que os pais vem visitar o campus, e não padrastos e madrastas.
Então foi aí que eu estremeci. Meus olhos se arregalaram e minhas mãos começaram a suar. Eu tinha que fazer alguma coisa e já.
Então eu comecei a correr em direção ao dormitório.
- EI AONDE VOCÊ VAI? – Pude ouvir gritar – EU COMBINEI QUE NÓS OS ENCONTRARÍAMOS AQUI.
Não dei ouvido a ele e continueu andando.
A verdade era: Eu não queria ver a minha mãe.
Porque poxa, a mulher era uma megera louca.
Ela sempre me esculachava dizendo que eu não podia ser filha dela. Que minha aparência era feia, que era por isso que eu não tinha um namorado, que eu era o desgosto dela por ser tão “desleixada” como ela dizia e assim por diante... Se alguém conseguia mesmo me botar para baixo essa pessoa era minha mãe.
Ela sempre quis que eu fosse como a e esfregava na cara isso para mim.
Pra falar a verdade eu fiquei super feliz quando ela se mudou para Nova York com o seu atual marido, pois as visitas dela eram bem raras.
E agora, ela estaria aqui para me humilhar de novo. E o pior: publicamente.
Eu tinha que fazer alguma coisa... quem sabe vestir algo da , passar um batom que me deixasse com boca de biscate ou qualquer coisa do tipo.
Enquanto eu corria que nem uma louca, pude sentir que havia esbarrado em alguém.
- Descul... – não consegui terminar, pois relaxei assim que vi que havia esbarrado em Evan.
- O que foi, ? Por que você está tão eufórica?
- Evan... – eu disse com a respiração falha, devido eu ter corrido tanto, já disse que odeio meu sedentarismo? – é hoje, o dia dos pais no campus e a minha mãe vai vir Evan... ela vai estar aqui e...
- Calma, calma... não sei porque você está tão eufórica assim... vai lá e enfrenta ela. Com calma e personalidade, você sabe que consegue.
- Evan! É a minha mãe! Lembra tudo que eu já te falei dela? Você acha que eu consigo? Eu preciso ir pro dormitório vestir algumas coisas da e... sei lá. Não quero ser sempre a fracassada pra ela entende?
- ! Você é maravilhosa, quando vai entender isso? Você não tem que mudar e você não vai. Cadê aquela menina que sempre me incentivou a dar de cara com os problemas? Então você vai lá e vai fazer isso agora, você é forte e você não precisa mudar pra mostrar quem você realmente é.
Suspirei e sorri. Evan estava certo. Era isso mesmo que eu tinha e que eu iria fazer, por mais difícil que fosse.
- Vai comigo? – Olhei com cara pidonha pra ele.
Ele sorriu.
- Eu só vou deixar esses papéis com o Albert e depois eu te encontro ok?
Fiz que sim com a cabeça e expliquei onde eu estaria.
Então eu me virei e comecei a andar em direção de onde tinha vindo, pude avistar de longe papai todo empolgado como sempre, e... engoli em seco. Mamãe estava lá também. A pose de diva estava mais em alta, ela abraçava e sorria para ele. foi sempre um dos queridinhos da minha mãe. Blergh!
Ela sorria enquanto conversava com ele, mas esse sorriso logo sumiu quando ela olhou para mim, assim que me juntei a eles.
E eu sabia que aquele discurso de “nossa como eu queria que você fosse igual a mim...” iria surgir a qualquer momento.
- Olá , - ela me olhou com cara arrogante – vejo que você está igual a última vez que te vi.
Nesse momento , papai e o imbecil do pararam para nos olhar.
Todos ali sabiam muito bem o clima bem tenso que dominava o meu relacionamento com a minha mãe.
- O..o..oi mãe. – gaguejei, senti que não conseguiria falar nenhuma palavra coerente e que meu coração sairia pela minha boca a qualquer minuto – como você está?
- Gostaria de dizer que estivesse melhor... – ela disse me olhando de cima a baixo. Com certeza estava com o maior desgosto de me ver ali, já que nem um abraço me deu.
Eu ia pronunciar alguma coisa, mas fui interrompida pelo Evan que parou bem ao nosso lado.
Ele sorriu para mim e segurou minha mão.
Estranhei essa atitude dele.
- Oi, você deve ser a senhora Rachel certo? Prazer, sou Evan Chambers. – Evan sorridente, e educado cumprimentou minha mãe que sorriu assim que ouviu o sobrenome “Chambers.”
- Evan Chambers... uau, já ouvi falar muito sobre a sua família, o que devo a honra? – Ela disse ainda sorrindo, arrogante.
- É que eu queria me apresentar. Sou o namorado da .

16
Eu gostaria de poder ficar assim pra sempre



’s POV
NAMORADO? COMO ASSIM A ESATAVA NAMORANDO AQUELE IDIOTA? Porque, preste atenção, um cara que usa suéter de lã só pode ser um perfeito idiota.
E eu juro que se ele não parar de sorrir com aqueles dentes de cavalo eu vou dar um soco tão forte que todos vão se quebrar, estou falando sério.
Ai por que a tem que sorrir toda boba para ele? Ele não passa de um otário!
É, isso mesmo, O-T-Á-R-I-O.
E até a mãe dela sorri que nem besta pra ele. Mas a doida da Rachel é a que menos me importa. Todo mundo sabe que essa mulher é uma interesseira mesmo.
E só não tratou mal a por ela estar namorando o Chambers. Argh! Eu até estava disposto a arrumar alguma briga com ela se ela tentasse falar alguma coisa ruim pra de novo. Mas, dessa vez, parece que não precisaria de mim e isso me deixava muito... ah, deixa pra lá.
- Ah, vocês formam um lindo casal juntos – a mãe da falou, fingindo orgulho pela filha. Que mulherzinha mais nojenta hein.
- E você , está namorando também? – O senhor John se intrometeu no assunto, percebendo toda a falsidade da ex mulher. Sorte dele de ter largado essa bruxa pra ficar com a Rory.
- Sim pai. Ela é presidente da casa que a está. – disse, orgulhoso de si mesmo. Blergh. Casais apaixonados me dão gases.
- Ah, eu estou doido pra conhecer a casa de vocês. – John disse simpático como sempre. Na boa, não sei como as bochechas daquele homem ainda não caíram. Sempre que eu o vejo ele está sorrindo estampando as suas covas em cada lado do rosto.
- Você vai adorar a Zeta Beta pai, nós estamos fazendo uma surpresa bem legal pra recepcionar nossos pais. – sorriu e que sorriso mais lindo...
- Certo – John continuou sorrindo – só vou descarregar as malas num hotel próximo daqui e mais tarde volto para conhecer tudo ok?
- Ok pai. – deu um abraço muito forte nele e um beijo estalado em sua bochecha, mas que inveja do pai dela...
Evan então se despediu de John e de Rachel, pegou na mão de e os dois foram andando em direção, provavelmente, do dormitório dela. Argh mas esse mauricinho está querendo se ver comigo, só pode!

’s POV
Minha barriga doía muito de tanto que eu estava rindo.
- Ok Evan, ok – disse ainda sem fôlego devido ao riso – você já pode soltar minha mão agora. Creio que estamos longe o bastante deles. Ah, muito obrigada. – Me virei para ficar de frente para ele e sorri.
- Que isso, é apenas uma forma de retribuir todo o apoio que você tem me dado, e nossa ela ficou bem feliz hein?
- Ah nem me fale. – Bufei. – Ela é muito interesseira, mas vamos esquecer isso. Com quem você vai dançar no baile mesmo?
- Lunny Mathews. – ele fez uma careta.
- A filha do reitor? – Arregalei os olhos.
- Exatamente. – Ele fez uma cara triste – eu queria dançar com outra pessoa né, mas a Ash praticamente me obrigou a dançar com a Lunny e ainda fingiu que nossos nomes foram sorteados.
Ai eu pego a Ash interesseira, juro que eu pego. Desde que a filha do reitor da Cyprus se candidatou a ser uma Zeta Beta a Ash está fazendo de tudo para que a menina seja tratada como uma rainha, e rainhas dançam com... bem, Evan Chambers.
- Você queria dançar com quem? – Perguntei na maior inocência. Ta, até parece que sou inocente né?!
- Bom, com a garota que é minha namorada, oras.
Eu ri alto.
- Namorada?
- Claro, agora a gente vai ter que fingir direitinho – ele segurou na minha mão – com beijinho e tudo.
- Se liga Evan – dei um soquinho no seu braço.
Ele apenas riu.
- Vamos andando que eu ainda tenho que encontrar o Bê.
- Certo. – Ele concorcou e nós seguimos em direção ao campo de futebol americano.

’s POV

- NÃO, NÃO. SOLTA ELA SEU IDIOTA. , não beija ele. NÃO BEIJA ELE, POR FAVOOOOOOOOOOOOOOOOOR.
Abri os olhos rapidamente, me dando de cara com a foto de uma mulher com uma bunda enorme a mostra colada em cima do teto. Ok, foi apenas um sonho. Um pesadelo. Levantei e cocei os olhos. Olhei o lugar que eu estava, aparentemente era o quarto do Beaver. Como eu capotei aqui mesmo, hein?
Ah, já sei. Fiquei realmente puto com a ceninha do Evan e da juntos, aí eu bebi que nem um condenado aqui com os caras e não tive como ir pro meu dormitório. Que merda.
Muito amigo esse Beaver, que me coloca pra dormir no chão. Fala sério.
Levantei com uma certa dificuldade já que minhas costas doíam muito.
Calcei meu tênis e saí da casa, eu só precisava deitar na minha cama e relaxar um pouco.
Eu andava distraído pelo campus e tomei um enorme susto quando vi nada mais, nada menos que a andando apressadamente um pouco mais a minha frente.
Rapidamente lembrei do meu sonho, onde aquele viadinho do Evan colocava aquele beiço nojento dele em cima dos lábios da .
E só de pensar que eles deviam fazer isso com frequência, eu ficava realmente puto. E falo sério.
Certo, certo... assumo, sou um IDIOTA. Eu estava com a garota e a dispensei, agora não consigo parar de pensar nela. Eu estou ficando doente! Eu acho que preciso de um tratamento de choque, algum remédio tarja preta, um chute bem dado no meio do meu sa...
- , preciso muito falar com você. – Quando eu me dei conta eu já havia a alcançado e agora segurava delicamente em seu braço, pra que ela parasse e pudesse me ouvir.

’s POV

Tomei um susto repentino quando vi parado a minha frente, dizendo que queria conversar. Olhei para a sua cara que pra falar a verdade estava totalmente acabada. Com certeza ele dormira muito mal, ou havia brigado com alguém. Cena de dar dó, aquela dó com desprezo é claro. Então ao invés de mandá-lo tomar no cu e ignorá-lo, eu resolvi parar e ouvir o que ele tinha para dizer.
- Fala logo, estou com pressa. – Eu disse, olhando para o meu relógio.
- Erm... eu... bem eu... erm...
- Erm, erm, erm. – eu disse o imitanto. – Dá pra desembuchar logo? E solta meu braço.
Ele então soltou meu braço, respirou fundo e ainda continuou me olhando.
- Olha, eu sei que eu não devia estar te falando isso, mas todo mundo sabe como o Evan é. Toma cuidado com ele, você pode se machucar.
- Oun – eu disse olhando para ele, tentando fazer aquela voz de cuti cuti quando você acha fofo o que a outra pessoa disse – que ridículo da sua parte. – Voltei ao tom normal, ríspido. – Não finja preocupação não ok? Porque em primeiro lugar, eu já sou bem grandinha e sei me cuidar, e em segundo lugar NINGUÉM vai poder me machucar com a mesma intensidade com que você o fez, e terceiro NUNCA mais fale comigo de novo se o assunto não for uma coisa realmente séria.
- eu... eu...
- Você nada. – Eu disse me desviando dele e tentando retomar meu caminho.
- ESPERA – ele gritou e eu me virei – você vai no primeiro ensaio hoje? – ele me perguntou em um tom sereno.
- Tenho outra escolha? – Respondi rude. – E o qual foi o terceiro item que eu acabei de te dizer mesmo? – Perguntei irônica, e ele abaixou a cabeça sem dizer nada. – ÓTIMO. – gritei por fim e continuei com o meu caminho.

’s POV

Já faziam meia hora desde o horário combinado pela Ash, todos já estavam presentes. Menos a .
E eu, idiota como sempre, estava sentado no degrau da escada esperando – ancioso – pela chegada dela.
E se ela não viesse por minha causa? Já que, afinal, ela deixou bem claro que não quer nem me ver pintado. Será que ela arriscaria a candidatura na Zeta Beta por causa disso? É, vindo da eu acho que sim.
Minhas mãos soavam frio, e meu coração batia aceleradamente conforme se passavam os minutos. Por que diabos eu tinha que me sentir assim hein?
E eu estava com aquela raiva interna que só aumentava na medida que eu via o idiota do Evan perguntando da para a Ash, para a tal da Betsy e até para o , da pra acreditar?
Ele e o estavam dando uma de amiguinhos desde quando ele contou a todos que namorava com ela. Fala sério. Evan idiota, idiota, idiota, tudo mundo idiota! Menos a , claro.
Eu ia levantar e encará-lo, mas meu coração quase saiu pela minha boca junto com o meu estômago quando a porta da casa se abriu, revelando uma totalmente tímida atrás dela.
- Desculpa o atraso, Ash. Eu estava tomando fôlego... – ela disse essa última frase bem baixinha, mas foi inevitável que eu não ouvisse.
- Ok , mas tenta chegar mais cedo nos próximos ensaios ok?
assentiu.
- Bom – Ash continuou a falar – é claro que essa música que eu vou por pra tocar agora não será a que tocará no dia. No dia o DJ contratado colocará o que der na telha dele ok? Só vou por essa música pra ensaiarmos as poições e alguns passos que eu quero que vocês façam. Cada um junte-se ao seu par e vamos começar.
hesitou, mas se aproximou de mim.
Eu estava muito nervoso, e eu juro que vomitaria meu estômago na cara dela se eu continuasse daquele jeito.
Ela não se moveu, então eu – totalmente sem jeito – coloquei minhas mãos sobre seus ombros.
revirou os olhos.
- Não é assim – ela disse, meio ríspida. Então ela segurou em minhas mãos, e as desceu para sua cintura. Estremeci. Depois ela envolveu seus braços sobre meus ombros e a música começou a tocar.
(N/a: Ponham agora essa música pra tocar)

Começamos a dançar no ritmo da música, e eu posso dizer com toda a certeza que estávamos em completa sintonia.

I saw her face staring at me,
Eu a vi olhando pra mim
While I'm trying not to erase
Enquanto estou tentando não esquecer
This night we're together
Essa noite em que estivemos juntos
Yeah I wish we could stay like this forever
É, eu gostaria de poder ficar assim pra sempre

Era inevitável não me sentir nervoso com aquela sensação. Eu parecia um garotinho de cinco anos quando descobre pela primeira vez que está apaixonado pela menininha do prézinho.
E o pior: eu realmente estava apaixonado.
Por acaso já falei que sou um idiota? É, acho que falei.
Eu tinha a garota em meus braços, e por uma burrice eu a perdi.

Don't wanna (Don't wanna)
Não quero (não quero)
Don't wanna,
Não quero
Spend all of my life without you by my side
Perder toda a minha vida sem você ao meu lado
Don't wanna (Don't wanna)
Não quero (Não quero)
Don't wanna,
Não quero
Spend all of my life without you by my side
Perder toda minha vida sem você ao meu lado
Don't wanna no
Não quero não

No começo eu achei que sentiria vergonha de estar com ela, ou do que meus amigos falariam. Mas agora, para falar a verdade eu estava pouco me fodendo. Eu queria a nos meus braços, dane-se o que qualquer um pensasse.

I heard her voice whispering to me,
Eu ouvi a voz dela sussurando pra mim
Will you be there for me?
Você está lá por mim?
But I couldn't lie,
Mas eu não poderia mentir
Just one thing went through my mind
Apenas uma coisa passou pela minha cabeça

Olhei diretamente em seus olhos, aquele choque elétrico percorreu meu corpo.
Seus olhos eram lindos e penetrantes. Eu sei que ela não é a Miss Universo, mas eu não estava ligando mais para isso, por incrível que pareça.
Ela então desviou o seu olhar do meu, olhando para baixo. E eu tinha certeza que ela estava tão nervosa quanto eu.

Don't wanna (Don't wanna)
Não quero (não quero)
Don't wanna,
Não quero
Spend all of my life without you by my side
Perder toda a minha vida sem você ao meu lado
Don't wanna (Don't wanna)
Não quero (Não quero)
Spend all of my life without you by my side
Perder toda a minha vida sem você ao meu lado

E eu fui muito burro de ter levado dois meses para perceber isso, e ver que eu queria estar com ela e que eu sentia saudades dela. Do seu sorriso, do seu jeito, do seu beijo... de tudo.

Not knowing what tomorrow, may bring,
Sem saber o que vai acontecer amanhã
But I can do anything when I see you smile
Mas eu posso fazer qualquer coisa quando vejo você sorrir
But you can hold on to me,
Mas você pode se apoiar em mim
Cause I'll... I'll be there for you
Porque eu… eu estarei lá por você

Mas agora ela estava namorando, e eu tinha que ir ao baile com outra garota só pra manter a tal “pose” de pegador.
E isso era errado duas vezes. Já que primeiro: eu não gostava da . E segundo: ela parecia realmente acreditar que eu estava afim dela.
Me diz, mereço?
Sim, mereço.
Don't wanna
Não quero
Don't wanna
Não quero
Don't wanna
Não quero
Don't wanna
Não quero
Don't wanna
Não quero

Mereço isso e muito mais, porque agora eu realmente estou aprendendo com a burrada que eu fiz.
Mas eu não vou desistir, não mesmo. O Evan pode ser o maior “garanhão” aqui da Cyprus, mas a gostava muito de mim, e se talvez esse sentimento que ela sentia estiver escondido em algum lugar, ela poderia me perdoar e ficar comigo. Eu só tinha que ser verdadeiro, e eu seria verdadeiro. Eu realmente gosto da e eu não ligo para o que ninguém fala dela. E eu provaria isso, custe o que custar.

Don't wanna (Don't wanna)
Não quero (não quero)
Don't wanna,
Não quero
Spend all of my life without you by my side
Perder toda a minha vida sem você ao meu lado
Don't wanna (Don't wanna)
Não quero (Não quero)
Don't wanna,
Não quero
Spend all of my life without you by my side
Perder toda minha vida sem você ao meu lado
Don't wanna no
Não quero não

Porque só agora eu sei que eu não quero passar toda a minha vida sem tê-la ao meu lado.

17
Você é excepcional do jeito que é,
não precisa mudar pra ninguém.



’s POV:

Tortura.
Era a palavra que me definia ultimamente.
Ficar ao lado de praticamente todos os dias durante o ensaio era tortura demais.
Graças a Deus o baile seria daqui a algumas horas e então toda essa tensão de dança, e todo o estresse na casa das ZBZs pra tudo sair perfeito estaria acabando.
Eu mal curti a estadia do meu pai aqui, fala sério. Só a chata da minha mãe ficou me enchendo o saco por causa do Evan, ela estava realmente feliz comigo pela primeira vez na vida, e pra falar a verdade eu não ligava.
E depois do baile... férias. As tão sonhadas férias de final de ano, dá pra acreditar que um semestre já havia se passado? Aconteceram tantas coisas...
Desliguei a TV assim que ouvi meu celular tocar, era o lindinho do Bê.
- Oi Bê – falei contente, já estava com saudades dele.
- , minha linda. Como está para o grande dia?
- Ai Bê, nem um pouco animada... juro pra você.
Ouvi ele bufar do outro lado da linha.
- Certo... Estarei aí em cinco minutos.
- O que? Pra que?
- Até mais, .
Desliguei sem entender.

’s POV:

- Ah não , a gravata verde não vai combinar com o vestido da Ash. É melhor eu por a vermelha.
- Então ponha a vermelha.
- Mas pensando bem a vermelha é muito chamativa, e se eu por essa rosa clara aqui...
- Ponha a rosa clara.
- Mas aí os caras podem zoar com a minha cara né, então é melhor eu...
- ! É só uma gravata! Não sei por que você está tão nervoso. Nem no nosso baile de formatura você ficou assim.
- Ah , é a Ash... tudo pela Ash. – Ele disse fazendo aquela cara de besta apaixonada que me dava... bem... você sabe.
- Mas você já está exagerando. Já fazem 25 minutos que eu estou pronto e você aí, se decidindo na cor da gravata.
- Ah, é que você não está apaixonado, não sabe como é. – Ele disse, por fim, se optando pela vermelha.
Ah não sei? Você que pensa meu amigo.
Eu me arrumei bem, pensando na , mas não fiquei indeciso na gravata né... na verdade, hoje seria um dia muito importante. Eu iria me declarar pra ela, e ela veria que eu a quero... a quero mesmo, não importa o que os outros digam.
- Hey, vai ficar aí parado ou vai me ajudar a dar o nó? – Revirei os olhos e fui ajudá-lo, mas ainda pensando no meu grande discurso desta noite.

’s POV:

- BÊÊÊÊÊ! VOCÊ TÁ DOIDO?
- , relaxa eu sei o que eu estou fazendo. Agora encosta a cabeça aí na cadeira pra gente tirar essa sobrancelha porque filha nem taturana mais está parecendo, dá pra fazer uma peruca com a quantidade de pelos que você tem aí.
- Ai Bê não exagera... espera aí! Tirar a sobrancelha? Mas dói pra caceta! Você ta doido?
Bê respirou fundo pela milésima vez naquela tarde.
- , é um baile e você como namorada, ou quase isso, de Evan Chambers tem que parecer deslumbrante ok? Porque primeiro: você é linda e só precisa se cuidar mais, já que meninas precisam ter vaidade e segundo: Esse é o penúltimo ano da Ash e quem você acha que ela vai colocar pra concorrer ano que vem na presidência da casa? Sim você, e terceiro: não se preocupe, não mudarei grandes coisas em você. Nós apenas vamos colocar pra fora aquela que está escondida. Você já tem 18 anos, querida... ta na hora de se revelar... botar pra fora tudo que está escondido em você.
- Ai... – suspirei, eu sabia que ele estava certo. Eu precisava de vaidade. Todas as meninas sempre precisam e esse era um dos assuntos que eu mais discutia com a minha mãe, ela vivia me dizendo que vaidade era essencial e não matava ninguém. – Tem certeza que vai dar certo?
- Claro , você está comigo. Confia.
- Ok... AAAAAAAAAAAI. – Gritei assim que ele começou a tirar os primeiros pelos da minha sobrancelha.

Oito horas e vinte e cinco minutos depois... (Haha, brincadeira só pra descontrair).
Algum tempo indeterminado depois...

- Uau – Bê disse me olhando espantado. – Eu estou tão orgulhoso de mim mesmo.
Ri com ele.
Eu estava bem... diferente eu diria. Eu estava usando um vestido tomara que caia, não era um vestido qualquer era um Betsey Johnson que minha mãe fez questão de me mandar.
O Bê havia tirado pelos de todos os lugares que podia, menos do nariz e... bem, vocês sabem. Ele havia alisado o meu cabelo de uma forma que ficou escorrido demais e ainda me disse que penteá-los e hidratá-los todos os dias não me mataria. A maquiagem ele deixou bem leve. Apenas rímel, um lápis preto, sombra clara e gloss. Eu estava eu, só que mais... bonita.
- Agora desce lá e arrasa, gata. – Ele disse em tom brincalhão.
- Obrigada mesmo Bê, eu te amo. – O abracei.
- Ok, ok... cuidado pra não se amassar. Eu vou lá me arrumar e desço pelo menos pra pegar o final da dança ok?
Eu sorri e concordei.
Olhei no relógio e já eram 8:37. Ash provavelmente estava querendo me matar já que ela tinha marcado a dança para começar a sete minutos atrás. Tentei correr o máximo que pude, o que não foi fácil devido ao salto, e entrei na casa.
Graças a Deus a Zeta Beta não era longe.
Não havia ninguém na sala. Provavelmente eles estariam no salão da casa. E foi para lá que eu segui.

’s POV:

Pronto, é hoje.
A me abandonou aqui plantado, a Ash vai surtar e eu não vou conseguir realizar o meu tão sonhado plano. Mereço?
Eu já estava nervoso e minhas mãos soavam, todos os casais estavam posicionados e os convidados aguardavam com cara de interrogação, enquanto eu estava lá, sozinho, no meio da pista de dança.
- Dude? – Sussurrei para – Onde está sua irmã?
- Eu sei tanto quanto você. – Ele respondeu no mesmo tom.
Respirei fundo e comecei a andar, eu iria buscá-la e a traria pra cá. Ela querendo ou não. Ok, eu não faria isso. Mas eu teria que pelo menos ver o porquê ela havia me abandonado lá, ok eu já sabia o porquê. Eu só precisava de uma desculpa pra vê-la ok? Mas então eu parei de andar bem no começo da pista, assim que a surgiu ali. E eu não acreditei no que os meus olhos estavam vendo.
Ouvi Ash agradecer aos céus e mandou soltar a música imediatamente.
(N/a: Ponham agora essa música pra tocar)

Fiquei sem jeito, e sem reação. Eu não sabia o que fazer. Eu estava nervoso demais. A então se aproximou de mim, e nos posicionamos pra começarmos a dançar.

You're beautiful but you don't know
Você é linda, mas não sabe
Can't see whats there inside your soul
Não pode ver o que existe dentro da sua alma
Always feelin like you're not good enough
Sempre se sentindo como se não fosse bom o bastante
You wish you could be someone else
Você gostaria de ser outra pessoa
Sometimes you just can't see yourself
Às vezes nem consegue se enxergar
But I can see just who you are, who you are
Mas eu consigo ver quem você é, quem você é

Senti minhas mãos vacilarem ao tocar sua cintura, e meu corpo todo estremeceu assim que nossos olhares se encontraram. Cara, ela estava... linda! Linda não. Maravilhosa, perfeita, e... tudo de melhor que você puder atribuir à uma garota.
Ela não tinha mudado completamente, ela só tinha se arrumado... e poxa, ela era incrivelmente bonita. Já falei isso? Já, sou um idiota eu sei.

You're exceptional the way you are
Você é excepcional do jeito que é
Don't need to change for nobody
Não precisa mudar por ninguém
You're incredible, anyone can see that
Você é incrível, qualquer um pode ver isso
When will you believe that?
Quando você vai acreditar nisso?
You are nothing but exceptional, yeah
Você é nada além de excepcional, yeah

Eu estava planejando falar com ela durante a dança, mas cara eu não sei o que me deu. Eu não conseguia falar, eu mal conseguia me mexer. Eu já havia ficado na frente de garotas bonitas antes e isso nunca me ocorreu. Por que eu tenho que virar um bunda mole justo agora?
Eu ainda olhava fixamente em seus olhos, e pude notar uma ponta de tristeza neles. Senti um nó imenso na garganta e uma vontade terrível de abraçá-la. Mas eu não conseguia me mexer, além dos passos que eu estava fazendo. Eu estava travado, mas que merda.

You never think you measure up
Você acha que nunca está a altura
Never smart or cool, or pretty enough
De ser inteligente ou legal, ou bonita o bastante
Always feeling different from all the rest, oh
Sempre se sentindo diferente de todo resto
You feel so out of place, you think you don't fit in
Você sente que esta fora do lugar,você acha que
I think you're perfect in the skin you're in
Eu acho que você é perfeita na pele que você está
You're just perfect just how you are, just how you are, yeah
Você é perfeita do jeito que você é, do jeito que você é

Seus braços estavam em volta dos meus ombros, ela então os moveu. Deixando apenas suas mãos apoiadas em meus ombros, deitando a cabeça em meu peito logo em seguida.
Fechei os olhos e respirei fundo. Apenas absorvendo o cheiro bom que saía do cabelo dela.

You're exceptional the way you are
Você é excepcional do jeito que é
Don't need to change for nobody
Não precisa mudar por ninguém
You're incredible, anyone can see that
Você é incrível, qualquer um pode ver isso
When will you believe that?
Quando você vai acreditar nisso?
You are nothing but exceptional, yeah
Você é nada além de excepcional, yeah

Por que parece que tem algo voando na minha barriga?
Ela continuou ali, apenas se movendo no ritmo da música, e eu, bem eu estava quase tendo um ataque cardíaco ali mesmo. Minhas mãos estavam suando e meu coração batia aceleradamente, tenho certeza que ela estava sentindo o meu coração. Que perfeito pateta que eu sou.
Tentei relaxar e apenas curtir o momento, que eu estava aguardando tão ansioso. Continuei de olhos fechados e encostei minha cabeça na dela, apenas sendo guiado por ela e pelo som da música, que parecia cair como uma luva para toda nossa situação de agora.

If you could see the one I see when I see you
Se você pudesse ver aquela que eu vejo quando eu te vejo
You'd know how lucky you are to be you
Você saberia como é sortuda de ser você
I see through into you
Eu vejo dentro de você
And you are...
E você é…

Em um minuto tudo pareceu ser fácil, pareceu que seria fácil eu ir falar com ela e me desculpar, e que ela, por sua vez, aceitaria tudo e diria que estava querendo ficar comigo do mesmo jeito que eu queria estar com ela.
Pensando por esse lado, me senti bem e então sorri involuntariamente, pensando em como tudo seria daqui pra frente. Eu estava confiante e positivo. Eu teria a para mim. Eu poderia sentir todos os dias o cheiro de morango que saía de seus cabelos e sentir seus braços em volta dos meus. Eu seria perfeito para a , assim como ela seria perfeita pra mim.
Era assim que tinha que ser, e assim será.

You're exceptional the way you are
Você é excepcional do jeito que é
Don't need to change for nobody
Não precisa mudar por ninguém
You're incredible, anyone can see that
Você é incrível, qualquer um pode ver isso
When will you believe that?
You are...
Você é...

You're exceptional the way you are
Você é excepcional do jeito que é
Don't need to change for nobody
Não precisa mudar por ninguém
You're incredible, anyone can see that
Você é incrível, qualquer um pode ver isso
When will you believe that?
Quando você vai acreditar nisso?
You are nothing but exceptional, yeah

Parei de pensar por alguns instantes, apenas para curtir o momento que estava perfeito. Deixei a música guiar meu corpo e meus pensamentos. Eu estava bem longe dali, e o único pensamento que eu tinha era de ficar ali, com ela, para sempre ou até a música acabar.

’s POV

Assim que a música acabou me soltei rapidamente de e olhei para ele. Ele me olhava, seus olhos eram inexpressíveis. Senti que ele queria me dizer algo. Mas não. Eu não iria ouvir.
Por um momento eu senti que queria tê-lo em meus braços, e que nada mais importava. Mas a imagem dele, na nossa última discussão me fez esquecer de tudo de bom que eu havia pensado. E o meu único pensamento era: tenho que esquecê-lo.
Ash pegou o microfone do DJ e começou a fazer uns anúncios idiotas, e depois desejou que todos curtissem o baile. Eu me afastei da pista de dança, querendo ficar o mais longe possível de .
Mas ele não pareceu querer o mesmo.
- , ... Espera. – Ele disse assim que me alcançou.
- O que foi?
- Você... eu... erm... você...é... linda! Você ta linda. – Pude vê-lo sorrir.
Senti meus olhos encherem de lágrimas. Bem que o Bê disse... e sim, durante a sessão “vamos transformar a ” eu havia contado todo o rolo amoroso em que eu me metera, então Bê disse que no baile o conceito de perante a mim iria mudar e agora era verdade, ele só estava falando comigo porque eu estava... diferente. Ele devia achar que eu estava melhor, ainda mais com um vestido curto desses. Cínico. Cretino!
- Eu... eu queria falar com você. Eu... eu queria pedir desculpas por tudo que te falei eu... olha eu nem sei o que te dizer. Eu passei tanto tempo ensaiando um discurso e agora eu esqueci tudo, mas eu quero ficar com você . Eu sei que eu demorei pra perceber isso, mas eu realmente queria ficar com você...
Eu realmente ficaria feliz em ter ouvido isso há uns dois quase três meses atrás. Mas agora, isso só soava pra mim como falsidade, hipocrisia e o mesmo galinha de sempre. Aquele tipo de homem desprezível que apenas liga para aparência exterior e pernas a mostra.
- Pena que você percebeu isso tarde demais... – Foi a única coisa que eu consegui realmente dizer. Havia várias coisas entaladas na minha garganta. Mas se eu começasse a falar tudo, a situação só pioraria e eu começaria a chorar, mas o meu orgulho era maior pra chorar na frente dele. E eu não queria prolongar aquele assunto que já devia ter sido dado como morto há muito tempo. Eu só queria fazer o possível para esquecê-lo, e também para esquecer que já tivemos algo.
Saí correndo dali, desejando que ele não me seguisse e entendesse de uma vez por todas que deveria me deixar em paz.

Já se fazia exatos 45 minutos que eu estava ali, sentada, sozinha, na escada que dava para o porão. Ninguém nunca ia lá mesmo. Eu precisava pensar. Por que homens existem mesmo?
Certo, pergunta idiota.
Por que homens como o existem mesmo? E por que a gente tem que amá-los, mesmo quando queremos vê-los mortos com uma chave de fenda enfiada em suas gargantas?
Ok, brisei agora.
Mas era isso que eu estava sentindo. Não, não um sentimento serial killer. Mas um sentimento de tristeza. Eu gostava tanto dele, e eu tentava fazer o máximo para poder esquecê-lo, mas era em vão. E depois que ele só veio falar comigo porque eu estava... enfim, “pegável”, talvez, me machucava ainda mais e fazia eu me sentir a mais trouxa do mundo por estar sozinha e triste, pensando... nele.
Tomei um enorme susto assim que senti alguém descer as escadas de metal e sentar-se ao meu lado.
- O que está havendo hein? – Evan perguntou, segurando delicadamente a minha mão.
Olhei para ele e sorri. Era inevitável não sorrir olhando para ele, para aqueles lindos olhos que sorriam junto com os seus lábios e que me passavam confiança e segurança.
- Só estou refletindo... nada demais. – Falei, tentando não transparecer minha tristeza.
- Mas bem agora? Você está tão linda. É uma pena perder o baile desse jeito.
Sorri mais ainda e abaixei minha cabeça, envergonhada. Evan sabia como me deixar melhor, e mais sem graça também.
- Você está certo. – Voltei a olhá-lo. Ele voltou a sorrir.
- eu preciso falar com você e acho que esse é o lugar exato, já que não tem ninguém por aqui. Não fale nada até eu terminar ok? Porque eu não posso perder o fôlego e a coragem que tomei agora. – Eu assenti, com medo do que ele poderia falar. – Bom, há algum tempo tem uma pessoa que está fazendo com que eu me sinta diferente. Que faz meu coração bater mais forte e que tira todas as minhas tristezas apenas ao vê-la sorrir. E essa pessoa, me mudou. Ajudou-me a ser quem eu era, e mostrar aos outros isso. Sem medo, e com muita coragem. E quando essa mesma pessoa e eu tivemos que fingir que estávamos namorando, eu comecei a pensar o quão bom seria se esse fingimento se tornasse realidade e que então eu pudesse ser feliz com aquela pessoa que me faz feliz. Então... – ele então tirou uma caixinha de veludo do bolso, a abrindo e revelando uma linda aliança prata com uma pedra de brilhantes em cima. – , você aceita ser minha namorada?

’s POV

Eu passei a semana inteira preocupado com isso, ancioso, ensaiando um discurso e quando chega bem na hora H... eu vacilo. E ela não me dá nenhuma chance de me explicar, de tentar melhoras as coisas. Ela simplesmente me odeia! E isso é fato. Mas eu não consigo parar de pensar nela, ainda mais agora que ela estava muito mais linda, e que pernas hein? Ok , foco. Pense no rosto. É, o rosto... aquele lindo rostinho angelical, que tem olhinhos que brilham e um sorrisinho sapeca mais lindo do mundo inteiro.
Certo, quando eu virei gay mesmo?
Cara, a me deixa muuuuuito gay. Fala sério.
Quando penso nela eu não tenho controle dos meus atos, das minhas falas e nem dos meus próprios pensamentos. Mereço isso?
- Não , não quero me amassar com você hoje. – Eu falava tentando tirar a de cima de mim. Cara, quando ela ficava bêbada ela era um porre viu?! E o pior é que ela não se tocava. Ela estava com os braços em cima de mim, tentando – inutilmente – me beijar. Eu então levantei e a deixei no sofá, com cara feia. Que se dane, não estou afim de agradar ninguém hoje.
Exceto a , claro.
E foi só voltar meus pensamentos à ela que ela surge, linda e deslumbrante... sorrindo a uns cinco metros de mim e de mãos dadas com o... argh! Evan! Ela então parou de andar e se virou para mim, seu sorriso sumiu assim que nossos olhares se encontraram.
Mas então, aquele engomadinho que usa suéter de veado do Evan a abraçou pela cintura, e os dois começaram a dançar a música que começava a tocar.
E ela estava olhando para mim.
Eu sentia que ela estava. Mesmo ela estando com os braços entrelaçados no pescoço do Evan era pra mim que ela estava olhando.
E eu também não conseguia parar de olhá-la. E seus olhos estavam brilhando... será que era por minha causa? Será que... e foi aí que eu senti meu coração sendo esmagado em mil pedacinhos. O Evan-sou-veado-mas-um-veado-sortudo puxou o rosto da de encontro ao seu e os dois começaram a se beijar. As mãos dela se moveram, e eu estava torcendo para que elas fizessem força para empurrar o Evan para longe. Mas isso não aconteceu.
As mãos de apenas entrelaçavam os cabelos do Evan enquanto os dois continuavam se beijando, dançando, e me destruindo por dentro...

18
Féééééééérias!



’s POV

- Ah cara, por que você não está rindo? É tão divertido.
- Não Beaver, ser arrastado pela casa inteira servindo de vassoura realmente não é divertido.
- Bom, pra mim é. – Ele disse me largando no chão e indo falar com o Andy que acabara de chegar.
Levantei-me todo dolorido e com pó até... bom, até lá mesmo. Fui cambaleando para fora da casa após me despedir de todos e desejar um bom ano novo e todos os blá blá blás de sempre.
Assim então segui em direção ao dormitório. Eu pegaria minhas coisas e encontraria , e assim nós iríamos embora para as tão sonhadas férias de fim de ano. O único problema era: eu iria de carro com o e quem dirigia o carro era a .
Que maravilha...
Encontramos o carro estacionado fora do campus. A estava encostada na porta do passageiro e o idiota do Evan a abraçava pela cintura, enquanto eles conversavam bem próximos. Já falei que eu odeio esse idiota?
Eu e nos aproximamos. Ele cumprimentou Evan e eu fingi que não o vi, enquanto guardava minhas coisas no carro que já estava aberto.
- , tem como você ir buscar a para mim? Já faz mais de meia hora que estou esperando ela aqui. – pediu, se afastando um pouco de Evan.
- Ok. – ele concordou, com certeza porque a casa das Tri Pi era bem perto da casa das ZBZ’s. Mais um motivo para ele ir dar “tchau” para a Ashleigh.
- Eu vou passar no dormitório do Bê e dizer tchau para ele. Talvez a gente se encontre quando estivermos em casa. – Ela disse e o Evan sorriu, dando um selinho nela.
Então foi assim que eu e o palhaço do Evan ficamos sozinhos.
- Então . – Ele puxou assunto e eu, que estava distraído admirando o mustang do senhor , me virei para olhá-lo. – Eu fiquei sabendo do seu infeliz caso com a . E cara, como você é otário, mas isso não vem ao caso. Só quero te dizer que eu vou viajar para o Canadá com a minha família, por isso não ficarei na Califórnia, então não banque o engraçadinho pra cima da , entendeu? – Ele disse, me fuzilando com os olhos.
Ta bom que esse idiota me assusta.
- Escuta aqui ô Evanescense, - eu disse me aproximando – o que eu tive com a não é da sua conta e se por acaso eu quiser algum tipo de contato com ela também não vai ser da sua conta, e outra coisa... você não me assusta.
- Mas agora eu estou namorando com ela e se você ousar... – ele vinha se aproximando, e apontando o dedo para mim. Mas parou de falar assim que fomos interrompidos.
- Ta tudo bem aqui? – e nos olharam desconfiados.
- Está sim. – Evan respondeu. – Mas algumas recomendações para as férias nunca são demais.
Eu abri a boca para responder, mas fiquei quieto assim que voltou.
- Todos prontos para voltar pra casa? – Ela disse animada.
Nós entramos no carro e ela ficou mais alguns segundos se despedindo do Evan. Argh, como aquela cena me enjoava.
Então ela deu um ultimo selinho nele e veio em direção ao carro. E então eu notei como ela estava completamente linda!
A havia mudado um pouco o seu gosto para roupas. Estava usando calças mais apertadas, blusas mais femininas e seu cabelo sempre ficava solto. Por que eu fui tão idiota de não perceber essa beleza antes?
Ela bateu a porta do carro e assim nós seguimos com a viagem.

- Nossa, volta lá best. É a nossa música, lembra quando dançamos ela no primeiro ano? – disse animada quando ouviu um pedaço de “Say you’ll be there”. Fazia tempo que eu não a ouvia chamar a de “best”.
- Eu já passei da fase ouvir Spice. – respondeu, seca, parando em uma estação que tocava Starlight do Muse.
Então quer dizer que ela e a ainda estavam sem se falar direito? E por minha causa?
Por acaso eu já disse que me odeio?
A se recostou no banco do carro e eu olhei para ela. Pude ver que ela fez uma cara desapontada e confusa ao mesmo tempo. Ela não sabia de nada na verdade. E eu tinha que fazer alguma coisa.
Não podia deixar uma amizade de anos acabar por minha causa, se não é capaz de eu me odiar mais do que já estou me odiando agora.

E assim a viagem foi se passando. A não parava de tagarelar na parte da frente com o sobre como Evan Chambers era perfeito.
E eu e a fomos esquecidos no banco de trás. O tentava puxar papo conosco, mas a logo cortava essa relação. Então eu e a viemos calados o caminho inteiro, era chato. Mas nós não iríamos puxar assunto um com o outro, nossa relação também estava estranha demais.

parou em frente a casa de . pegou suas coisas e se despediu de todos. não respondeu.
- Obrigada . – Ela disse, tentando arrancar alguma palavra da boca da menina. apenas moveu a cabeça sem olhar para trás.
desistiu e pegou suas coisas, entrando em sua casa logo em seguida.
- , o vai lá pra casa. – disse, para ela não ir em direção à minha casa a toa.
- Fazer o que? – Ela disse, ríspida.
- Ficar lá, oras. Estamos de férias. – respondeu como se fosse óbvio.
- Mas vocês não passaram um semestre inteiro num mesmo quarto? Ainda precisam ficar grudados? – Ela parecia nervosa.
Eu ia me opor, mas falou primeiro, alterando seu tom de voz também.
- Qual o seu problema hein ? O que está acontecendo com você? Deu pra implicar com todo mundo agora? Primeiro você trata a coitada da que nem um lixo, e agora fica fazendo essa diferença com o , e bem na frente dele. O que aconteceu com você hein? Mudou tanto assim depois que começou com o Chambers? Como esse poder todo subiu a sua cabeça se vocês não estão nem há um mês juntos?!
apenas fez um sinal de negação com a cabeça, e não respondeu mais.
Preciso repetir que eu me odeio?

’s POV

- PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI! ROOOOOOOOOOOOOOOORY! – Falei animada assim que entrei na sala e vi papai e Rory parados, nos esperando.
Abracei os dois o mais forte que eu pude.
Como era difícil ficar longe deles.
- Como você está ? – Rory perguntou me abraçando.
e entraram na sala, e os dois foram bem recepcionados também.
- Caraca Rory, você nem foi nos visitar no campus. – Eu falei assim que os cumprimentos calorosos de recepção se cessaram.
- Ah, querida. Não deu. Quando eu quis ir era infelizmente para os pais e eu não podia ir em outra ocasião e deixar a casa aqui sozinha, seu pai botaria fogo nela em um piscar de olhos. Mas assim que vocês voltarem eu irei com certeza, antes da spring break.
- Ah, não. Não fala em voltar, por favor. Preciso de um tempinho, por mais curto que seja aqui em casa. – falou se jogando no sofá. foi atrás dele.
- Nossa ! – Rory exclamou olhando para mim. – Você está linda! A Cyprus está realmente fazendo bem pra você, e não pense que eu não sei, porque eu já sei tudinho viu... senhorita Chambers. – Ela deu aquele risinho sapeca pra mim e eu ri. Papai com certeza contou à ela assim que voltou do campus.
- E ele? Como está filha? Está fazendo tudo certinho? Está te respeitando? Porque você sabe que se ele não te respeitar eu...
- PAI! Está tudo ótimo! O Evan é um cara incrível, você teve e oportunidade de conhecê-lo assim que esteve na Cyprus.
Papai não disse nada.
Eu sabia que ele estava concordando com o que eu tinha dito, mas os pais nunca dão o braço a torcer.

e ficaram a tarde inteira na sala. Vendo TV, jogando vídeo game e fazendo barulho. Me lembrou tanto a época do High School... foi como se tudo estivesse voltado ao que era.
Quando anoiteceu a casa ficou em um silêncio extremamente assustador.
Desci as escadas e não havia ninguém na sala. Aqueles palermas provavelmente já foram curtir por aí. Quando entrei na cozinha me deparei com um bilhete de Rory dizendo que ela e papai foram ao supermercado comprar algo especial para o jantar de “boas vindas”. Sorri ao ler aquilo.
Meus pensamentos foram dispersos quando ouvi a campainha.
Quem poderia ser?
Papai, Rory e tinham as chaves... só poderia ser algum amigo idiota do . Lê-se ou . Como as férias chegaram com certeza eles voltariam a freqüentar minha casa mais vezes. Que maravilha.
Caminhei até a porta sem ânimo nenhum e me assustei ao deparar com parada a minha frente.
- Eu trouxe ferrero. – Ela sorriu, erguendo uma caixa grande de ferrero rocher.
Golpe baixo, porque eu sou simplesmente viciada naquele chocolate.
Eu não disse nada, apenas dei passagem para que ela entrasse.
- olha... me desculpa. – Ela disse se virando para mim. – Eu juro que não sabia nada sobre você e o . Quando você nos pegou juntos aquele dia eu não fazia idéia que vocês estavam ficando. Ele queria alguém pro baile e deu a entender que estava a fim de mim. E eu estava triste porque havia meio que tomado um fora do Evan, quando pedi pra Amber perguntar para ele se ele ficaria comigo, mas aí é outra história. Então, voltando... eu estava bem arrasada e acabei ficando com ele pra tentar esquecer. Tanto é que eu não entendi a sua reação aquele dia, e não entendi também porque você foi se afastando, então hoje o foi lá em casa e me contou tudo, e disse que não seria legal ficar um clima estranho entre a gente por causa daquela história... olha me desculpa, mas você é uma das únicas pessoas que eu sei que eu posso contar. Me perdoa, vai?
Vi que meus olhos se encheram de lágrimas e eu abracei a . Por um momento, me esqueci o que ela havia comentado sobre o . Então comecei a refletir sobre suas palavras.
E a realidade me atingiu.
Ela não tinha culpa de nada! Ela nunca teve!
Pois ela nunca soube sobre mim e o , e eu estou me sentindo uma completa idiota por quase perder a única pessoa que sempre foi minha amiga, por causa de um idiota como ele.
A verdade é que eu já estava cansada de sempre ser rejeitada e a ficar por cima, por isso que eu acabei me afastando dela, como se ela tivesse culpa. Mas a mais pura verdade é que a culpada disso tudo sou eu.
- Olha , eu que te peço desculpas. Você não tem culpa de nada. Eu que fiquei estressada demais aquele dia e acabei descontando em você, me desculpa por ter sido tão grossa e tão idiota por esse tempo todo.
- Que isso best, você vai sempre ser minha melhor amiga. – Ela sorriu e nós nos soltamos.
Como eu sentia saudades da .
De dividir tudo com ela, de passar horas com ela...
E assim ela ficou em casa. A gente pode curtir e contar tudo sobre nossa “nova” vida.

Após o jantar e eu estávamos subindo para o meu quarto quando e nos pararam.
- Então meninas – disse – nós estamos indo pra uma balada curtir esse tempo todo que a gente passou fora, estão afim?
- Erm... não! – Eu disse simplesmente.
- Ah larga de ser chata! E você ? Vamos? Convence sua amiga ai vai. – parecia implorar para que fossemos.
- É, não vai rolar . Nós queremos passar um tempo de garotas entende?
- Pois é, e eu sou uma garota comprometida, o Evan não vai gostar nada de saber que eu fiquei indo pra balada... e você devia fazer o mesmo, se a Ash souber não vai gostar nada disso.
- Eu não vou sair pra pegar ninguém bobona. Só vou curtir com meus amigos.
- Ok, te vejo amanhã então. – Comecei a subir sendo seguida por .
Apenas ouvi um “chatas” de antes de entrar em meu quarto.

19
My doubts fade away,
When I'm kissin' you.



A véspera de natal havia chegado. É realmente uma data bem legal, o único problema é que as férias são muito curtas.
Acordei, escovei meus dentes, me troquei e desci para tomar café.
Papai e Rory com certeza haviam saído para comprar as últimas coisas para a ceia, já que como de costume, todos os anos as pessoas iam para lá. Nossa família, nossos amigos, a família dos nossos amigos... virava a casa da mãe Joana total. Mas poxa, era natal né. Pelo menos um dia por ano as pessoas tem que confraternizar e aceitar mais as coisas.
Fui então para a sala, ouvi uma música tocando. provavelmente estava assistindo o canal de clipes. Então entrei pela porta e me deparei com , não apenas assistindo, mas também dançando “3” da Britney Spears.
- Aaaaaaare, you in? Livin' in sin is the new thing, yeaaaah. Aaaaare, you in? I am countin'! - Ele cantava, e tentava fazer os mesmos movimentos do clipe.
Na hora eu comecei a gargalhar.
Ele tomou um susto e na hora se virou para mim!
- . Há quanto tempo você está aí? – Ele me olhou, furioso.
- Tempo o suficiente pra ver essa sua gayzisse. - Eu disse gargalhando. – Ai , que engraçado. Seus amigos sabem desse seu lado?
- Se liga, . Não é nada disso que você está pensando ok?
- Ah não, não imagina... bem que agora eu sei o porque você sempre roubou minhas presilhinhas de cabelo... ih, você já pensou em contar isso à Ash?
- Cala a boca, ! E pára com essa graça. Você sabe muito bem que a Britney é minha musa.
- Britney? Eu sempre achei que fosse a Kirsten Dunst.
- Claro né, dizer que se tem admiração pela Britney Spears queima muito o filme. Então eu simplesmente mantenho isso em segredo.
- Mas agora não é mais segredo. Há-há.
- Você não é nem doida de contar...
- Ah não sou? – Eu disse em tom ameaçador.
- Não mesmo! – Ele fez cara de malvado e vem correndo em minha direção. - AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH! – Eu comecei a gritar enquanto corria em direção ao jardim.

Já eram nove e meia da noite, quando Rory mandou que eu e subíssemos para terminarmos de nos arrumar, pois jajá o pessoal chegaria.
Mal cheguei ao meu quarto e pude ouvir a campainha tocar. Não precisei nem olhar para ter certeza que a tia Judith havia chegado. Tinha que ser sempre a primeira com aquela voz de gralha nada legal dela.
Vesti um Betsey Johnson, e prendi meu cabelo em um rabo alto.
Finalizei com uma maquiagem básica que o Bê havia me ensinado, e depois desci para ver se Rory precisava de ajuda.
- Olha , eu só preciso que você cuide da porta porque ela não vai parar por um bom tempo.
Sorri e fui para a sala, e logo a campainha tocou.
- Beeeeeeeest. – Uma alegre me abraçou assim que abri a porta. – Olha eu trouxe champanhe.
- Entrega lá pra Rory . – Disse à ela enquanto eu cumprimentava o senhor e a senhora .
Assim os familiares e amigos foram chegando, e eu, andando de um lado para o outro atendendo a porta.
E assim, a campainha tocou pela milésima vez aquela noite, e lá fui eu abri-la.
Me dei de cara com e , parados a porta e me encarando como se eu fosse alguma atriz pornô que os convidava para participar de um filme. A três.
- Oi... – Eu disse, vendo que eles não parariam de me olhar.
olhava diretamente para o meu rosto.
E olhava descaradamente para minhas pernas.
- O... oi . – falou, entrando em casa.
- Oi, coxas. – disse, e depois abriu um sorriso pra mim.
Eu revirei os olhos, e os ignorei.
A campainha já havia cessado um pouco. Eu agora estava no meu quarto, conversando com o Evan pelo telefone. Ele me desejou feliz natal, e todas aquelas coisas fofas que ele sempre fazia.
Ouvi a campainha novamente e desci para abrir a porta.
- Olá . Como você está linda. – A senhora me cumprimentou e entrou em casa, seguido pelo senhor .
E então, que estava atrás deles olhou para mim, deu um pequeno sorriso torto e entrou.
Meu coração disparou, e eu pude jurar que minhas mãos estavam suando.

***

Após a ceia, uns foram embora e outros se instalaram em algum canto da sala pra conversar.
Me guiei até o jardim, que ficara cheio há algum tempo atrás, mas agora não tinha ninguém lá.
Ou pelo menos era o que eu achava.

’s POV

Eu estava sentado num banco que havia no jardim dos . Apenas olhando o duende de jardim que aos poucos ficava coberto de flocos de neve.
Sabe, eu estava morrendo de frio. No natal todo mundo se arruma demais, pra passar frio é claro.
Mas o frio não era o que mais me perturbava.
E o gelo da neve não era o que me afetava. Mas sim o de . O gelo que ela me dava, e olhar frio que ela lançava sobre mim era mais cortante e doloroso do que qualquer coisa que eu já sentira.
Eu não conseguia ficar em sua presença sem pensar em como eu gostaria de estar com ela. Em como ela mexeu comigo de uma maneira que nenhuma menina havia mexido, e em como eu me sentia idiota pelo que eu tinha feito com ela.
Não sei se as forças do meu pensamento a trouxeram para perto de mim, ou se era apenas uma imagem formada pelo meu pensamento. Mas eu a estava vendo, com um casaco até o joelhos, vindo em minha direção.
Na hora eu gelei mais ainda.
Ela sentou do meu lado e ficou me olhando, provavelmente rindo por dentro da cara de besta que eu devia estar espantando.
- eu... – ela começou a dizer, ela não olhava para mim agora. Olhava para a frente. Provavelmente encarando o mesmo duende. – Eu queria te agradecer. A me disse que você foi falar com e tal... olha eu sei que foi estupidez minha ter brigado com ela, mas enfim... se não fosse por você, nós não teríamos feito as pazes.
- Que isso. Eu não fiz mais que a minha obrigação. – Eu disse, ainda sem acreditar no que ela havia dito.
Ela então deu um pequeno sorriso, ainda olhando para frente e ameaçou levantar.
(N/a: Ponham AGORA essa música pra tocar)
Eu, então, sem pensar, a puxei de volta. Ela ficou me encarando.

Sparks fly
Faíscas voam
It's like electricity
É como a eletricidade
I might die when I forget how to breath
Eu poderia morrer quando esqueço como se respira
You get closer
Você fica mais próximo
And there's no where in this world I'd rather be
E não há outro lugar neste mundo em que eu preferiria estar

- , erm... ... e-eu, só quero que você saiba que eu queria ficar com você muito antes do baile na casa das ZBZ’s. Eu já estava ensaiando o que falar pra você, como me desculpar. Eu percebi o idiota que eu fui porque... porque você me mudou. Você me fez ver que a beleza exterior não é a única que importa e sim, o que a pessoa tem por dentro. E acho que foi por isso que eu me apaixonei por você, no baile eu ia me declarar, com esperanças que você pudesse me perdoar, largar o Evan e dizer que ficaria comigo. Mas você entendeu tudo errado e eu... eu... eu não consigo parar de pensar em você, ... Ich liebe Dich*. – E quando eu me dei conta, eu já havia soltado tudo. E o que eu mais queria era que ela me perdoasse e que eu tivesse acertado na pronuncia da última frase.

Time stops
O tempo pára
Like everything around me is frozen
Como se tudo em volta de mim estivesse congelado
and nothing matters but these...
e nada mais importa a não ser esses...
Few moments when you'd open my mind to things I've never seen
Poucos momentos em que você abriu minha mente para coisas que eu nunca vi

Vi então seus olhos se enxerem de lágrimas.
- Essa história já foi encerrada há muito tempo, . – Ela disse chorosa. Ameaçando se levantar de novo.

'Cause when I'm kissin' you my senses come alive
Porque quando beijo você os meus sentidos ganham vida
Almost like the puzzle piece I've been tryin' to find
Quase como peças do quebra-cabeça que eu estive tentando encontrar
Falls right into place
Cai direto no lugar
Your all that it takes
Você é tudo que eu preciso
My doubts fade away
Minhas dúvidas desaparecem
When I'm kissin' you.
Quando eu estou beijando você
When I'm kissin' you,
Quando eu estou beijando você
It all starts makin' sense
Tudo começa a fazer sentido

And all the questions I've been asking in my head
E todas as perguntas que tenho em minha cabeça
Like are you the one?
Como "Você é o certo?"
Should I really trust?
Devo realmente confiar?
Crystal clear it becomes when I'm kissin' you.
Se esclarecem quando eu estou beijando você

Mas, como da última vez, eu segurei sua mão e a puxei. Levantei do banco, trazendo-a para perto de mim e a beijei.
Eu pensei que ela fosse me empurrar, me bater e me xingar até não poder mais. Mas, para a minha surpresa, ela segurou em meus cabelos e retribuiu o beijo.


Past loves,
Antigos amores,
They never got very far
Eles nunca se vão totalmente
Walls of pictures I've got in my heart
Parede de fotos que tenho no meu coração
And I promised I wouldn't do this 'til I knew it was right for me
Eu prometi que não iria fazer isso até saber que era o certo pra mim
But no one,
Mas ninguém,
No guy that I've met before could make me feel so right and secure
Nenhum garoto que eu conheci antes, conseguiu fazer eu me sentir tão bem e segura
And have you noticed I lose my focus and the world around me disappears
E você já reparou que eu perco meu foco e o mundo a minha volta desaparece

Eu só faltava explodir de tanta felicidade.
Meu corpo tremia, e a sensação dentro de meu corpo era de um monte de fogos de artifícios sendo disparados de uma vez só.
Ah, como eu estava com saudade daquilo.

'Cause when I'm kissin' you my senses come alive
Porque quando beijo você os meus sentidos ganham vida
Almost like the puzzle piece I've been tryin' to find
Quase como peças do quebra-cabeça que eu estive tentando encontrar
Falls right into place
Cai direto no lugar
Your all that it takes
Você é tudo que eu preciso
My doubts fade away
Minhas dúvidas desaparecem
When I'm kissin' you.
Quando eu estou beijando você
When I'm kissin' you,
Quando eu estou beijando você
It all starts makin' sense
Tudo começa a fazer sentido

And all the questions I've been asking in my head
E todas as perguntas que tenho em minha cabeça
Like are you the one?
Como "Você é o certo?"
Should I really trust?
Devo realmente confiar?
Crystal clear it becomes when I'm kissin' you.
Se esclarecem quando eu estou beijando você

Como eu estava com saudade da .
Como aquele beijo dela me deixava maluco.
Como ela me deixava maluca.

I've never felt nothin' like this,
Eu nunca senti nada assim,
You're making me open up
Você está fazendo eu me abrir
No point even trying and fight this
Não há sentido em sequer tentar combater isso
It kinda feels like it's loo-oo-ove.
Sinto que isso é amor.

Eu sabia que nossa história não se resolveria ali.
Eu sabia que ela não perdoaria assim tão fácil, e que tudo que eu quisesse fosse cair do céu de repente.
Eu sabia que para tê-la eu ainda precisava lutar, mas isso já era um bom começo.

'Cause when I'm kissin' you my senses come alive
Porque quando beijo você os meus sentidos ganham vida
Almost like the puzzle piece I've been tryin' to find
Quase como peças do quebra-cabeça que eu estive tentando encontrar
Falls right into place
Cai direto no lugar
Your all that it takes
Você é tudo que eu preciso
My doubts fade away
Minhas dúvidas desaparecem
When I'm kissin' you.
Quando eu estou beijando você
When I'm kissin' you,
Quando eu estou beijando você
It all starts makin' sense
Tudo começa a fazer sentido

And all the questions I've been asking in my head
E todas as perguntas que tenho em minha cabeça
Like are you the one?
Como "Você é o certo?"
Should I really trust?
Devo realmente confiar?
Crystal clear it becomes when I'm kissin' you.
Se esclarecem quando eu estou beijando você

E, para dizer a verdade, a única coisa que eu quero me preocupar agora é com esse momento, que eu venho imaginando há meses dentro da minha cabeça.

________________________________________________________________
Ich liebe Dich* = Eu te amo em alemão.

20
Festa, traição e muita confusão.



’s POV

Eu não queria voltar pra Cyprus.
Pelo menos não agora.
Pelo menos não depois do que aconteceu.
Certo, exagerei.
E acho que esse momento precisaria de um flashback, mas... não há nada muito para se mostrar.
Depois do beijo no natal a quase me bateu e disse para eu ficar o mais longe possível dela. Então depois ela saiu correndo e chorando... por acaso eu já disse alguma vez que me odeio?
No ano novo nós fomos para a praia, passar a virada lá. Ela nem olhou na minha cara e manteve a maior distância possível de mim. Dá pra acreditar que ela preferiu ficar perto do e que não paravam de falar de como ela tinha pernas bonitas, do que ficar perto de mim?
Mereço?
Ah, agora nem tanto vai.
Ouvi a buzina do mustang vermelho, engoli em seco e saí para fora de casa carregando minhas malas. saiu do carro e me ajudou a guardar as coisas. Entrei no carro e disse um “oi”, mas só obtive retorno de .
No caminho inteiro conseguiu ser pior do que a ida, pois agora a conversava com e , e eu ali, isolado.
Após algumas horas tediosas chegamos à Cyprus. Eu e fomos direto pra Kappa Tau. A não sei onde foi, e a ... bem. Tenho certeza pra qual casa ela foi... e posso apostar que não era a das ZBZ’s.

- Uaaaaaaau. Uma festa estilo Kappa Tau para as boas vindas da galera? To dentro! – disse animado enquanto cumprimentava os caras que nos contavam as novidades.
- E o melhor – Andy disse. – O campus todo pode vir. Vocês podem convidar as amiguinhas patricinhas de vocês, o outro amigo que está na casa dos viadinhos e afins.
- Demorou Andy. Eu vou fazer isso agora, e já aproveito pra falar oi pra Ash.
- Iiiih, tava demorando pra ele falar dela... – Andy comentou fazendo os garotos concordarem.

’s POV

- Aiiii Ash. Assim você me mata sufocada. – Eu disse, tentando afastar a Ash de mim.
- Desculpa! – Ela disse, meiga como sempre. – É que eu estava morrendo de saudades de você.
- Eu imagino. – Sorri. – Também estava com muitas saudades. Você já viu o hoje?
- Sim, ele passou por aqui mais cedo pra me chamar pra festa da Kappa Tau. Você vai?
- Sim, por incrível que pareça eu e o Evan vamos. Foi meio difícil convencê-lo né, mas depois de ter passado tanto tempo longe de mim ele decidiu ir sim.
- Ah que bom. Acho que vai ser legal. É bem estilo Kappa Tau né... mas as férias me trazem saudades de festas. – Ela riu.
Ri Também.
- Bom, eu vou me arrumar por aqui mesmo, porque jajá o Evan estará passando por aqui. Você vem? – Eu disse indo em direção a escada.
- Vou em um minuto. Ainda preciso ver as meninas que vão querer ir, e as outras que não irão tenho que passar as instruções de como cuidar da casa.
- Certo. Até mais tarde então.
Continuei subindo as escadas e fui me arrumar.
Hoje, seria A noite.
Primeiro: Porque eu estava com saudades do Evan e nós poderíamos matar a saudade na festa.
E segundo: porque eu contaria à ele sobre o beijo com o .
Certo. Eu sou idiota. Estou assinando minha sentença de morte e corro o risco de perder o cara mais perfeito do mundo.
Mas como a havia me dito enquanto caminhávamos pelo campus, eu deveria ser verdadeira com ele. Para evitar conflitos futuros.
E poxa, foi só um beijo. E depois eu corri e rejeitei o . Não tem por que o Evan ficar tão bravo, não é?

’s POV

A casa já estava cheia.
Nunca vi tanta gente junta desde o último aniversário do que ele teve que fazer em uma tenda na praia, já que seus pais não emprestaram a casa.
Com muita gente, rola muita bebida, o que gera muito trabalho aos candidatos, resultando em diversão ZERO.
- VIRA! VIRA! VIRA! – Alguns garotos estavam em uma roda fazendo uma competição de quem conseguia virar mais.
- HAHA, sua vez Sally. Tira a blusinha vaaaaaai. – O Andy e outra turma estavam jogando strip poker.
E eu aqui... trabalhando!
Pô, não mereço um pouco de diversão não?
Sabe... e o que me deixava mais P da vida era ver que a estava aqui e com aquele idiota do Evan! E eles deviam estar muuuuito felizes agora se amassando em qualquer canto da sala. Enquanto a anta aqui saía de um lado pro outro pra pegar bebidas, deixar as coisas em ordem e mais uma vez... pensando nela!
Fui então à sala principal colocar algumas latinhas de cerveja na mesa que sumiriam em um instante.
Tomei um puta de um susto quando a porta do armário se abre, revelando uma revoltada e chorando, que saiu correndo da casa logo em seguida.
Não pensei duas vezes.
Larguei as latinhas de qualquer jeito e fui correrendo atrás dela, que ainda chorava.
Ela disparou pela rua sem olhar nem para trás. Estava até sendo difícil alcançá-la.
Vi então que um daqueles carrinhos que se usam em campo de golfe se aproximava. Era muito comum alunos roubarem carrinhos assim do campus para zoar por aí enquanto estavam bêbados.
E um desses teria atingido a em cheio, se eu não tivesse corrido e pulado na frente dela.

’s POV

- ? ? ! ACORDA! Fala comigo , por favor. – Fiquei desesperada assim que vi que ao cair sobre mim, nos desviou do carrinho, mas bateu a cabeça no pé de um banco e agora ele estava caído no chão e desacordado.
Me desesperei, não sabia o que fazer. Minhas mãos estavam trêmulas e não respondia. Não pensei duas vezes.
Peguei meu celular e liguei para uma ambulância.
Alguém tinha que fazer alguma coisa.
Após discar a ambulância, liguei para e pedi que ele viesse imediatamente ao meu encontro. Eu não conseguiria agüentar sozinha.

’s POV

Atendi o celular e me assustei com o que estava me dizendo.
Será que foi tão grave assim?
Mas caramba, era só um carrinho de golfe.
De qualquer forma eu tinha que ir pra lá.
Ashleigh também ficou preocupada e iria comigo.
- Eu vou apenas pegar meu casado no quarto do Andy lá em cima e já volto. – Dei um selinho nela e disparei nas escadas.
- Ok. – Ela disse aflita.
O quarto do Andy era o último quarto do corredor. Corri até ele, mas parei na porta assim que vi a porta semi aberta pude ver o Evan se agarrando com a Luuny Mathews, sim a filha super gata do reitor da faculdade.
Ele estava sem camisa e quando me viu arregalou os olhos.
Ela também olhou para mim, mas a única coisa que fez foi fechar a porta.

’s POV

- Não se preocupe menina, ele bateu a cabeça e por isso desmaiou. Mas não foi nada grave. Jajá ele acorda e amanhã poderá ir para casa.
Agradeci mentalmente quando e enfermeira veio me falar sobre o . Foi como se um peso enorme tivesse saído do meu corpo.
- Posso vê-lo então?
- Claro, pode sim. Mas ele está dormindo. Os remédios causaram esse efeito, então provavelmente ele só irá acordar amanhã.
- Tudo bem. Mas mesmo assim eu quero vê-lo, acho que vou passar a noite aqui com ele.
- Está certo. Se precisar de alguma coisa é só apertar o botão ao lado da cama que alguma enfermeira virá te atender. Tem uma lanchonete no térreo caso você fique com fome.
- Certo, obrigada.
Entrei no quarto e parei diante da cama.
estava dormindo, e o único barulho que eu podia ouvir era o de sua respiração.
Ele parecia um anjinho. Estava tão tranqüilo e quieto.
Fiquei o admirando por um longo tempo.
E pensando em tudo que a gente havia passado desde a primeira vez que ficamos.
E, tenho que admitir, que não parei de pensar nele um segundo sequer depois do nosso beijo na noite de natal. Foi tão inesperado e tão... bom!
O parecia ter mudado e isso me deixava feliz. Mas eu não podia pensar nele, não me permitia. Eu tinha um namorado que foi bom e sincero comigo desde o início. Mesmo agora eu duvidando que ele ainda fosse meu namorado.
Eu o convidei para entrar no armário da casa para que eu pudesse conversar a sós com ele e contar sobre o beijo.
Mas parece que ele não entendeu.
Eu acho que ele até entenderia se fosse outro cara qualquer que tivesse me beijado, e não um que eu já estivesse tido alguma coisa, e que eu já gostara muito. Não o .
... pulou na frente de um carrinho pra me salvar e conseguiu sair machucado. Como assim? Era só um carrinho de golfe! Mas o é o . Sempre doido, meio leso e... imprevisível.
Segurei em sua mão e comecei a olhá-lo.
- Eu gosto tanto de você, meu herói...
- Como ele está? – Meus pensamentos e minha fala foram cortados assim que entrou aflito pela porta.
- Está bem. A enfermeira disse que desmaiou só porque bateu a cabeça.
Amanhã poderá voltar pro campus já. Ele só está dormindo por causa do efeito de alguns remédios. Nada grava aconteceu na verdade.
- Ah que bom. – respirou aliviado. – Aconteceu tanta coisa hoje e eu fiquei realmente preocupado com ele...
- Como assim tanta coisa, ?
- ... bem... tem uma coisa que eu preciso te contar.

21
E agora?



’s POV

- Vamos , fala! Você está me deixando nervosa.
- Aaaaah, ainda bem que encontrei vocês. – Ash chegou e se aproximou de nós. – Como ele está?
- Está bem, está dormindo agora. – Respondi e ela sorriu aliviada. – Então , diz... o que você queria me contar?
- Contar? – Ash se intrometeu na conversa. – Ah , não creio que você ia aborrecer a com essa bobeira. É sabe o que é ... é que eu e o tivemos uma discussão mais cedo, mas estamos bem agora. Não se preocupe.
- Ah sim... que bom que se acertaram. Foi por causa da festa que se desentenderam?
- Sim, acredita que havia um monte de vadiazinha dando em cima do ? E ele ainda caía no papo delas, o que me deixou mais furiosa.
Eu ri.
- Vocês dois hein... – Sorri para eles, eles formavam um casal tão fofo que seria difícil vê-los separados. E algo ainda me dizia que aquilo não era tudo o que o queria me contar, mas eu não estava me preocupando com isso agora. Eu tinha muito mais coisas na cabeça. – Bom, se quiserem ir podem ir. Ele vai receber alta amanhã cedo.
- Está certo, vamos né ? Antes que você faça algo que não deva. – Ash o olhou com olhar de reprovação.
Os dois deram um beijo em minha bochecha e foram embora.

’s POV

- Ash, você está maluca? Por que não deixou eu contar para a o que eu vi?
- Você é maluco , você quer contar pra que? Pra acabar com o relacionamento dos dois? A vai ganhar muito namorando o Evan. Esqueceu que ano que vem eu vou colocá-la no meu lugar para disputar a presidência da Zeta Beta?
- Mas ele estava comendo outra! Isso não é justo! Ela é minha irmã e não merece sofrer!
- Ora , pois me parece justo. Se ela traiu ele, ele trai ela e pronto. Estão quites. Não se meta mais nisso está certo?
- O que você disse Ashleigh? A traiu o Evan?

’s POV:

Senti que uma claridade invadiu meus olhos. Era hora de acordar.
Mas eu não queria.
Tinha sonhando tão bem.
Mas bom, eu já estava acordado mesmo.
Abri devagar meus olhos, e a imagem que eu vi assim que o fiz pareceu que eu havia caído no meu lindo sonho de novo.
Lá estava ela, linda e serena olhando para mim.
Será que eu ainda estava dormindo?
- E aí dorminhoco? Como está? – Ela sorriu, de um jeito meigo e fofo que me fez estremecer. Caramba, esse sonho parece ser tão real...
- O gato comeu sua língua foi? – Ela continuou.
- Ah, não, er...erm... ? O que você está fazendo aqui? – Cocei os olhos, me ajeitei e então percebi que eu não estava mais sonhando.
- Eu passei a noite aqui, oras. Fiquei preocupada com você. Só você mesmo hein ? Era só um carrinho tonto, não ia fazer um estrago em mim, você não precisava ter se jogado daquele jeito e...
- Um obrigado já é o suficiente.
- Certo. – Ela riu. – Me desculpe, e obrigada. – Ela sorriu e segurou minha mão e eu podia jurar que era um sonho, o melhor sonho da minha vida.

Após algumas receitas de medicamentos, algumas observações e dicas do médico eu fui liberado daquele hospital.
A me deu carona e eu agradeci à ela por ter passado a noite comigo.
- Que isso , não precisa agradecer. Eu não fiz mais do que a minha obrigação. Eu que devo te agradecer.
Sorri, sem saber o que dizer. Então o meu instinto curioso soube exatamente o que perguntar.
- Mas, então... por que você saiu da festa correndo e chorando?
Ela suspirou.
- Eu contei ao Evan sobre... o nosso beijo e a gente meio que brigou, feio...
- Ah... - esbocei um enorme sorriso no rosto, mas o tirei rapidamente assim que vi a cara triste dela olhando para a rua.
- Não fica assim... talvez vocês se acertem. – Ela deu de ombros. E pra dizer a verdade, eu não queria mesmo que eles se acertassem.
- , não vai ficar nenhum clima estranho entre a gente né?
- Do que você está falando?
- Oras, você sabe... o beijo... a confissão que você me fez e tal...
Ah claro, como eu poderia esquecer que a beijei depois de confessar que a amava?
- Ah não, claro que não... você gosta do Evan, quer ficar com ele eu entendo... eu, eu vou deixar você seguir o caminho que acha melhor pra você e eu... bem, eu vou seguir o meu... o que eu posso fazer?!
não respondeu, apenas entortou a boca.
E eu, me conhecendo bem, não deixaria ela seguir o caminho do Chambers.
Não mesmo.

Ela estacionou em frente ao meu dormitório, e pra falar a verdade eu não queria descer daquele carro de jeito nenhum.
- O que você vai fazer agora?
- Eu vou procurar o Evan, acho que a gente precisa conversar.
- Aaaah... vai no Dobler’s hoje a noite?
- Talvez eu vá, você vai estar lá?
- Talvez eu esteja...
Nós rimos.
- Então até mais. – Fechei a porta, ela acenou com a cabeça e foi embora.

Entrei no quarto e vi andando de um lado para o outro, impaciente.
- Dude, o que foi? Está parecendo uma barata tonta.
Ele suspirou e olhou para mim.
- ! Que bom que você voltou – ele me deu um abraço rápido, estava completamente hiperativo. - Fiquei preocupado, como está?
- Relaxa cara, eu estou bem. Foi só um susto... mas e você? Por que está nessa tensão toda?
- , você que é meu amigo... eu preciso de ajuda.
- Sobre? – Perguntei, confuso.
- Digamos que tem uma coisa muito importante que a tenha que saber. Mas a Ash não acha legal que eu conte, porque pode interferir em uma parada idiota de status. E por trás disso tem uma coisa que a não me contou, mas que eu preciso saber e ela realmente preciso saber o que eu tenho pra contar, pra ela não se machucar. Mas se eu contar a Ash pode ficar brava e sei lá, me deixar ou... pior. O que eu faço cara?
- Que coisa é essa que a precisa saber? – perguntei, já me interessando.
Pra falar a verdade eu me interessava em tudo que continha “” ultimamente.
- Olha, isso não vem ao caso agora. Só me diga o que eu preciso fazer.
- Dude, a é sua irmã. A família vem acima de tudo você sabe, se ela realmente precisa saber, acho que você deve contar à ela e se a Ash realmente gosta de você ela vai entender isso.
- É, você está certo. Pela primeira vez na vida você disse algo certo. – Ele então pegou o celular. – ? Oi, onde você ta? NÃO, volte imediatamente. Eu preciso falar com você antes que você fale com ele... isso, isso... te encontro no seu dormitório. Beijos. – Ele então colocou o celular de volta no bolso. – Estou indo ver a ... ah dude, você vai ficar bem sem mim?
- Ah cara, relaxa, eu vou ficar bem sim e... – Ele sorriu aliviado e foi seguindo em direção a porta e eu apenas ouvi o som da mesma batendo.
O que seria tão importante que ele tinha que falar com ela?

22
Diga pro seu namorado, se ele diz que tem carne,
Que eu sou vegetariano,
E eu não tenho medo dele porra nenhuma



’s POV

Ouvi algumas batidas insistentes na porta, será que era o ? Mas ele havia levado a chave do dormitório com ele, não havia?
Fui em direção a porta e a abri, me deparando com uma Ashleigh muito furiosa atrás dela.
- Cadê ele? Hein?
- Ele quem?
- Não tente me enganar que eu sei que você é cúmplice. Diga agora, cadê o ?
- ? Ele saiu faz muito tempo pra falar com a . Não sei onde ele está. O que aconteceu?
- Como o que aconteceu seu fingido! Eu sei que você deve ter feito a cabeça dele. Mas é claro, você não consegue largar da né? Mas aprende , a sua chance você jogou pela janela. O que você não pode é estragar o futuro dela por causa de mais uma besteira sua.
- Ashleigh! CALMA! Eu não estou entendendo NADA do que você está falando. Eu nem sei o que está acontecendo na verdade...
- Não sabe? Até parece... – ela riu sarcástica.
- Não sei mesmo ok? Eu realmente queria saber o porquê o estava tão histérico e o que ele tinha que falar com urgência para a . Eu só o aconselhei que ele deveria contar se isso fosse tão importante. O que você deveria entender... já que eles são irmãos e não seria justo um esconder algo do outro seja lá o que for. E você devia parar também de culpar os outros sem saber a história.
- Ok, está certo. – Ela disse parecendo acreditar em mim. – Desculpe, achei que o havia te contado. E em partes você está certo, eles são família né. Mas eu não quero que o futuro da acabe. Não agora que está tudo perfeito. Ela foi nomeada a sweetheart da Omega Chi, ano que vem com certeza será presidente da casa e namora o melhor cara do campus. Eu não quero que ela simplesmente largue isso pra ficar com... você... e um bando de vagabundos que só se alimentam de salgadinhos, não estudam nada e tem a hora da soneca como regra. Sem ofensas, claro.
- Hã? Do que você está falando?
- Ai você não sabe da história né? Bom, ontem na festa a contou pro Evan que tinha te beijado, ela saiu furiosa da festa você foi atrás e acabou se ferrando... enfim, quando eu e íamos para o hospital ele subiu para pegar um casaco e entrou o Evan e a Lunny Matthews um tanto quanto íntimos... se você me entende. Então o ficou com raiva, mas não fez nada porque estava sem reação. Ele quis contar para a , mas eu não deixei por causa da justificativa que eu te dei aí em cima...
- Espera aí, então quer dizer que você sabe sobre mim e a ?
- Claro que sei. Eu sei como você é um cachorro e idiota, o Bê sabe, o Evan também sabe... enfim, só o não sabe. E pro seu bem e pelo bem da amizade de vocês é melhor ele não saber.
Fiquei de boca aberta. Tantas informações que eu não sabia o que dizer.
- Como esse Evan é um filho da...
- Ei, não o xingue. Você fez a mesma coisa com a garota dele.
- Lógico que não! – Protstei. – Eu apenas BEIJEI a , tem uma grande diferença pra um beijo e... enfim, você sabe. E foi muito bom o ter contado à ela e espero que ela nunca mais volte pra ele.
- É claro que você espera isso né, mas não se anime porque a pode terminar com o Evan, mas a conhecendo uma Zeta Beta como eu conheço, ela também não vai voltar pra você.
- Eu não disse que quero ela comigo – menti, menti feio mesmo. – Eu disse que quero o que é melhor para ela, e não quero que ela sofra por alguém que não preste. – Agora eu disse a verdade. – E eu quero que ela encontre um cara legal, independentemente de quem seja, porque ela merece ser feliz e o Evan provou que não merece ficar ao lado dela. – Aí eu também falei a verdade, e a verdade mais verdadeira seria se ela ficasse comigo. É, só comigo.
Ash suspirou.
- É legal você pensar assim, ... eu também quero o melhor pra .
- Então não aconselhe essas besteiras pra ela, e não fique brava com o ele fez o que devia ter feito.
- É, você está certo. Não vou brigar com o . Mas é claro, que eu vou indicar o melhor caminho para ... e esse caminho é bem longe da Kappa Tau, e o mais perto possível da Omega Chi. Até mais . – Ash sorriu, se sentindo a última bolacha do pacote, e foi embora.
O que ela está pensando? Que consegue manipular os outros? Se liga, Ashleigh não é só porque você é presidente da Zeta Beta, e muito gostosa por sinal, que você vai fazer com que a volte para aquele viadinho de suéter brega do Evan. Se ela faria a cabeça da , eu também faria e duas vezes mais.
Dobler’s hoje a noite hein? Parece bem interessante pra mim...

(...)

O Dobler’s estava praticamente vazio.
Havia apenas alguns caras viciados em bebida no balcão. E uma mesa sendo utilizada por um grupo de garotas que discutiam sobre as unhas ou algo do tipo.
Fui mais para o fundo e meu coração quase parou com a cena que eu estava vendo.
estava posicionada em uma das mesas de bilhar, ela estava sozinha, ou melhor, o seu enorme copo de cerveja a fazia companhia.
Fui me aproximando mais, e meu coração começou a bater acelerado assim que eu reparei nela.
Usava um vestido colado preto, que parava no meio da coxa, com meia calça também preta, e uma sandália de salto preta – pra variar.
- Uau, você até que é boa nisso pra uma menina. – Ela voltou a posição normal e me encarou.
- Quer dizer que meninas não sabem jogar?
- Não é que não sabem, só não tem o dom... entende?
- E você tem?
- Claro.
Então ela começou a rir.
- Por que está rindo? – Perguntei, confuso.
- Nada... você está engraçado. Sem camisa e com um chapéu pra pescar... só você mesmo, .
Ela então voltou a posição de jogar, e encaçapou duas bolas de uma vez.
Arregalei meus olhos.
Ela deixou o taco encostado a mesa e bebeu um grande gole da cerveja.
- Você está bem? – Perguntei, estranhando encontrá-la daquele jeito. Porque, sinceramente, essa não parecia a de antigamente...
- Ah! Deixa pra lá... as pessoas não costumam se importar muito comigo, sabe? Parece que todo mundo gosta de me magoar de um jeito ou de outro...
- Por que está dizendo isso? – Amaldiçoei a minha boca infeliz ao pronunciar isso. É claro que eu sabia o porque. havia contado à ela sobre o Evan e é óbvio que ela estaria se sentindo mal... e é claro que a parte de “as pessoas não se importam comigo” tinha algo referido a mim.
Ela riu, com mágoa.
- Isso não importa agora. – E voltou a beber a cerveja.
Eu me aproximei mais dela e tirei o copo de suas mãos.
- Acho que você não é muito resistente à isso.
- Ah, , fala sério... não sou mais uma criança.
- É, estou vendo... – eu disse a olhando dos pés a cabeça. – Mas você não acha que está na hora de parar não?
- Parar pra que? Se eu parar, tudo vai piorar, acredite. Preciso esquecer, esquecer, esquecer...
- Ué, procure outra atividade para esquecer o que você tiver que esquecer. – Eu disse, tentando parecer que eu não sabia do que ela estava dizendo.
(N/a: coloquem essa música pra tocar)
- Ah é? E o que você propõe? – Ela disse, se aproximando de mim, e ficando perigosamente perto.
- Eu... – perdi toda a fala assim que ela entrelaçou seus braços no meu pescoço. – E-e-eu... eu... nã-não... – parei de falar assim que ela selou nossos lábios.
No primeiro segundo eu confesso que fiquei assustado, mas depois me entreguei ao seu beijo. Segurei em seu cabelo, o bagunçando enquanto nosso beijo ganhava intensidade.

Black dress with the tights underneath
I've got the breath of a last cigarette on my teeth
And she's an actress but she ain't got no need
She's got money from her parents in a trust fund back east


Ela ainda estava com os braços em volta do meu pescoço, e me beijava ferozmente.
Ela então começou a andar, me empurrando contra a parede. Senti um baque em minhas costas. Mas não doeu. Na verdade, eu estava muito anestesiado para saber se havia doído ou não.
Eu ainda segurava em seu cabelo com força, e com a outra mão eu alisava suas costas.

T-t-t-tongues always pressed to your cheeks,
While my tongue is on the inside of some other girl's theet
Tell your boyfriend
If he says he's got beef
That I'm a vegetarian
And I ain't f**king scared of him


Ela apoiou uma das mãos em meu cabelo, e a outra pressionava minha nuca.
Nossa beijo era forte, rápido, intenso, e... feroz!
Partimos o beijo, devido ao ar que nos faltava. Senti sua respiração ofegante sobre minha boca, e percebi que eu estava ofegante também.
Ficamos nos encarando por algum tempo, eu não sabia o que fazer ou o que dizer. Na verdade, eu jamais esperaria essa atitude vinda de .
Ela abriu a boca pra dizer algo e eu achei que fosse um tipo “não deveríamos ter feito isso” ou simplesmente um “tenho que ir”, mas o que ela disse me surpreendeu ainda mais.

She wants to touch me, whoa oh
She wants to love me, whoa oh
She'll never leave me, whoa oh whoa oh oh oh
Don't trust a hoe
Never trust a hoe
Won't trust a hoe, cuz a ho won't trust me


- O meu dormitório ou o seu? – Ela sorriu, maliciosa.
Fiquei sem fala.
Vamos , seu bambi. Chegou o momento que você sempre esperou e agora você trava?!
- O vai para o dormitório, o seu está livre? – Boa , isso! É só se concentrar e se lembrar de como se pronuncia as palavras.
- Droga, a deve estar lá também...
- KAPPA TAU! – Falei rapidamente assim que tive a melhor idéia de toda a minha vida.
- O que?
- Sim, tem um quarto livre na casa. Ninguém nos incomodará, garanto.
- Certo, te encontro em cinco minutos. – Ela disse, saindo do Dobler’s com pressa.
- Pela janela do jardim. – Eu gritei, correndo em direção a saída também.

X's on the back of your hands
Wash them in the bathroom to drink like the bands
And the set list
You stole off the stage
Has red and purple lipstick all over the Page


Cheguei apressado na casa e agradeci mentalmente por não haver nenhum cara na sala.
Deviam estar zoando em alguma outra fraternidade.
Corri pelo corredor e fui no quarto que ficava nos fundos, o único quarto que ficava no andar de baixo e que não era ocupado por ninguém.
Tranquei a porta e fui em direção a janela, a abri e já estava no jardim.
Sorriu ao me ver.

B-b-b-bruises cover your arms
Shaking in the Fingers, with the bottle in your palm
And the best is
No one knows who you are
Just another girl, alone at the bar


Segurei sua mão e ela fez impulso para cair janela a dentro. E caiu bem em cima de mim. Sorri e fechei a janela.
Não falamos nada.
Apenas nos agarramos e voltamos a nos beijar com muito, mais muito desejo.
O beijo ficava cada vez mais intenso, eu então peguei no colo e a coloquei sentada na cabeceira, ela enrolou suas pernas sobre a minha cintura, me prendendo mais próximo de seu corpo, enquanto ainda nos beijávamos com desejo.

She wants to touch me, whoa oh
She wants to love me, whoa oh
She'll never leave me, whoa oh whoa oh oh oh
Don't trust a hoe
Never trust a hoe
Won't trust a hoe, cuz a hoe won't trust me


Eu então coloquei a mão por dentro do seu vestido e comecei a puxar lentamente sua meia calça, quando cheguei aos seus pés, tirei a sandália com pressa e depois a meia.
Tudo isso sem parar de beijá-la. Parar o beijo seria uma coisa impossível no momento. Ela então começou a passar a mão freneticamente pelo meu cabelo, arremessando meu chapéu para longe.

Shush girl, shut your lips
Do the Helen Keller
And talk with your hips
I said shush girl, shut your lips
Do the Helen Keller
And talk with your hips
I said shush girl, shut your lips
Do the Helen Keller
And talk with your hips


Eu então voltei minhas mãos para dentro de seu vestido e comecei a acariciar suas coxas, apertando-as com força. Pude senti-la sorrir entre o beijo.
Eu consegui parar de beijá-la e sorri para ela.
Comecei então a beijar seu queixo e segui para seu pescoço, ela segurava em minha nunca e eu podia sentir sua respiração forte em meu ouvido.
Voltei a beijá-la, e a peguei no colo, nos guiando as cegas em direção a cama.

She wants to touch me, whoa oh
She wants to love me, whoa oh
She'll never leave me, whoa oh, whoa oh oh oh
Don't trust a hoe
Never trust a hoe
Won't trust a hoe, cuz a hoe won't trust me


A deitei na cama, e delicadamente me deitei por cima, ainda a beijando.
Aquela seria a noite da minha vida, e disso eu não tenho nenhuma dúvida.

23
Eu posso esperar para sempre



[N/a: Ponham essa música pra tocar.]

’s POV

Eu estava praticamente me odiando por estar na festa a fantasia dos Phi Sigma vestida exatamente como eu estava.
Porra, eu já tinha dito à que não queria aparecer em público, pelo menos não nessas circunstâncias. Onde significaria que eu poderia encontrar Evan Chambers ou , e pra falar a verdade, eu não estava afim de esclarecer nada com ninguém nesse momento.
- GAGA, VOCÊ ESTÁ LINDA. – gritou pra mim assim que passou ao meu lado com a Ashleigh.
E eu, estava literalmente Gaga.
Digo, de Lady Gaga.
me arrumou um collant, meia calças, botas de salto, peruca loira com franjinha e um óculos super brilhoso.
Cara, por que eu aceitei vir assim mesmo?
- Ui, me joga na parede e me chama de Alejandro. – Ouvi alguém soprar em meu ouvido, me arrepiei e virei rapidamente, encontrando um , vestido de zorro, sorrindo de um jeito muito malicioso pro meu gosto.
- A festa mal começou e você já está bêbado? – Fiz uma cara de poucos amigos, indicando que a piada dele fora completamente ridícula, o que foi mesmo. Nunca ouvi cantada pior, pelo amor de Deus.
- Não, não estou bêbado. Juro. Mas é que... você está muito gostosa vestida desse jeito, você não tem ideia.
- , por favor...
- Ok, parei parei. É que... hoje você saiu do quarto e nem me disse nada... digo, foi estranho eu acordar e perceber que eu acariciava o travesseiro que era a única coisa que estava do meu lado.
- Ah é que você estava dormindo tão profundamente que...
- Sem desculpas , por favor.
- Ok, você está certo. Olha... eu só estava tentando evitar essa conversa. Quer dizer... eu ainda tenho que tomar alguns decisões, eu e o Evan não estamos completamente separados se você me entende.
- Você está querendo dizer que vai voltar pra ele?
- Não! Olha... eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente sabe... eu preciso ter uma conversa séria com ele do mesmo jeito que preciso ter uma conversa séria com você. Mas... eu não sei se estou preparada para alguma dessas conversas agora. suspirou.
- Certo, te entendo. Achei que eu ia curtir essa festa junto com você, que a gente poderia finalmente se assumir pra todo mundo, mas eu vejo que eu estava errado. Afinal, você só passou uma noite comigo. Por que isso significaria que estaríamos juntos?
- Não é isso , eu...
- Olha , leve o tempo que precisar. Mas cuidado com quem você fará esperar... – Ele então se afastou de mim. Tive uma imensa vontade de correr atrás dele e... beijá-lo. É, beijá-lo. Eu já sei o que quero daqui pra frente! Eu já sei com quem eu quero ficar... então é por isso que eu precisava encontrar imediatamente uma pessoa. Eu não podia esperar. E não podia fazer ninguém esperar também.

’s POV

Eu estava sentado no jardim da casa, tomando minha cerveja, sozinho... Achei que a festa poderia ter sido razoavelmente boa pra mim. Mas nada disso aconteceu...
Sabe, eu não posso julgar a ... não depois do que eu fiz.
E pra dizer a verdade, eu esperaria o tempo que fosse, só pra ela estar finalmente decidida a estar em meus braços.
Dizem que o amor é um bicho tão esquisito... agora eu estou vendo o quão esquisito e difícil ele é.
- , ... – chegou correndo, ele estava realmente assustado.
- O que foi cara?
- É o . Ele se meteu em uma briga, agora está desmaiado no chão. Precisamos leva-lo a um hospital.
- Ok. – Eu disse apressadamente. – Vamos pegá-lo e coloca-lo no carro. Você está com o carro né?
Ele fez que sim com a cabeça e me guiou até onde estava.
era sempre assim, vivia metido em brigas. Da ultima vez em que brigou, foi tão feio que o rosto dele todo estava sangrando. E teve até um idiota do grupo que desmaiou com o sangue que viu. Dá pra acreditar? Eu só tenho amigo molenga mesmo.
Chegamos até onde estava, estava ajoelhado ao seu lado. Ele levantou a cabeça e olhou para nós.
- Ah não , vê se não vai desmaiar de novo.
Idiota.
se ajoelhou e eu fui pra mais perto, o nariz de jorrava sangue. Meu estômago todo embrulhou.
e faziam uma enorme força para levantá-lo e eu fui ajudar.
Dirigimos imediatamente para o hospital, espero que o não fique muito encrencado dessa vez.

’s POV
A festa já estava quase no final e nada de aparecer.
Provavelmente ele já havia ido embora.
Droga.
Tudo por culpa minha.
Tudo pela minha falta de capacidade em decidir as coisas rápido.
Eu estava prestes a começar a chorar quando uma voz me despertou de meus pensamentos.
[N/a: Coloquem agora essa música pra tocar].

You look so beautiful today
(Você está tão bonita hoje)
When you're sitting there it's hard for me to look away
(Quando você está sentada ali é tão difícil eu não olhar)
So I try to find the words that I could say
(Então eu tento achar as palavras certas que eu poderia dizer )
I know distance doesn't matter but you feel so far away
(Eu sei que a distância não importa mas você parece tão distante)

- Ainda bem que você ainda está por aqui. – Sorriu sincero.
Não pude deixar de sorrir.
- Achei que você tivesse ido embora.
- Que nada, acha que eu vou embora cedo de festas?
Ri com ele.
- O se meteu em uma briga, tivemos que leva-lo para o hospital. Mais vai ficar bem, amanhã já terá alta.
- Que bom. Ele tem que parar de brigar tanto, algum dia vai se ferrar legal com isso. Ele deu de ombros.

And I can't lie
(E não eu posso mentir)
Every time I leave my heart turns grey
(Toda vez que eu te deixo meu coração fica triste)
And I want to come back home to see your face tonight
(E eu quero voltar pra casa para ver seu rosto esta noite)
Cause I just can't take it
(Porque eu não aguento isso)


Nós dois sabíamos que não ligaria.
- Quer dançar? – Ele estendeu a mão para mim.
- Você sabe que final de festa só toca música de fossa, não sabe?
- Não ligo. – Ele sorriu, ainda com a mão estendida.

Another day without you with me
(Outro dia sem você comigo)
Is like a blade that cuts right through me
(É como uma lança que me corta no meio)
But I can wait, I can wait forever
(Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre)
When you call my heart stops beating
(Quando você liga meu coração para de bater)
When you're gone it won't stop bleeding
(Quando você vai embora ele não para de sangrar)
But I can wait, I can wait forever
(Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre)

Sorri e segurei sua mão, e assim ele me guiou para o meio do jardim, onde começamos a dançar juntos.
Eu estava olhando em seus olhos, e ele olhava diretamente nos meus.
- Eu... conversei com o Evan algumas horas atrás. – Falei, finalmente.
- E aí? – Ele me olhou, percebi uma certa tensão em seu olhar.
- Ele pediu desculpas, começou a chorar dizendo que estava arrependido, que não sabia o porque havia feito aquilo, que nunca repetiria isso novamente, que me amava muito e queria mais do que tudo voltar comigo.
me olhou por alguns instantes.

You look so beautiful today
(Você está tão bonita hoje)
It's like every time I turn around, I see your face
(É como se toda vez que eu me viro eu vejo seu rosto)
The thing I miss the most is waking up next you
(A coisa que eu mais sinto falta é acordar ao seu lado)
When I look into your eyes, man, I wish that I could stay
(Quando eu olho nos seus olhos, cara, eu queria poder ficar)

- E... e... o-oque vo-você respondeu?
- Que mesmo que ele não tivesse me traído, meu coração já pertencia a outra pessoa. Há muito tempo... e que eu não sabia se essa pessoa queria ficar comigo pra valer, mas eu faria de tudo, de tudo... para não perde-lo novamente.
Os olhos de ganharam um brilho intenso e seu sorriso aumentou.
- Se esse cara não quisesse ficar com você, ele seria completamente burro!
Sorri, ainda olhando em seus olhos.

I know it feels like forever
(Sei que isto parece ser para sempre)
I guess that's just the price I've got to pay
(Eu acho que esse é o preço que eu tenho que pagar)
But when I come back home,
(Quando eu volto pra casa,)
To feel you touch makes it better
(Para sentir seu toque sinto-me melhor)
Until that day, there's nothing else that I can do
(Até esse dia, não tem mais nada que eu possa fazer)
And I just can't take it
(E eu simplesmente não aguento)

- Então quer dizer que...
- Eu te amo, . E eu não faria nada que pudesse afastá-la novamente. Eu já perdi a conta de quantas vezes sonhei com você, e de quanto eu desejei que você me perdoasse pelo que eu fiz... eu... eu sei o que é amar agora, . E eu posso te dizer que esse amor é muito grande, e muito verdadeiro também.
- Eu também te amo, . Muito. – Sorri involuntariamente e senti que lágrimas se formavam em meus olhos.
Elas só não caíram, pois me abraçou bem forte e me beijou. Um beijo longo, carinhoso e tão intenso que eu estava com medo de não sentir mais.

Another day without you with me
(Outro dia sem você comigo)
Is like a blade that cuts right through me
(É como uma lança que me corta no meio)
But I can wait, I can wait forever
(Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre)
When you call my heart stops beating
(Quando você liga meu coração para de bater)
When you're gone it won't stop bleeding
(Quando você vai embora ele não para de sangrar)
But I can wait, I can wait forever
(Mas eu posso esperar, eu posso esperar pra sempre)

24
O fim do mundo!



’s POV

- SPRIIIIIIIIIIING BREEAK! – Ashleigh gritou, guardando suas coisas no porta malas do ônibus que havíamos alugado para a viagem.
Spring Break não eram as férias mais longas que tínhamos, mas daria pro gasto. Significava que depois que voltaríamos as aulas eram só mais algumas semanas, provas... e finalmente o ano letivo estaria acabando.
Todo ano a Zeta Beta organizava uma viagem de Spring Break entre ZBZ e Omega Chi, mas esse ano era diferente! Já que a presidente e a futura presidente da casa namoravam membros da Kappa Tau, nada mais justo que ZBZ e KT se reunissem. É, as coisas realmente deram um giro de 360º graus na vida de todo mundo, ou pelo menos na vida da maioria das pessoas.
Além do mais, quem ia imaginar que o pudesse namorar sério uma “patricinha”, quem diria que eu me apaixonaria loucamente, e o pior, pela menina que eu nunca havia pensado que teria nem amizade?
É, o mundo da voltas meu amigo...
- Hey! O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntei em tom de brincadeira para e que se juntavam a nós. – Não sabem que aqui é só ZBZ e KT não?
- Então me inclua nessa, queridinho. A Britanny Wells abandonou a ZBZ, o que me rendeu uma vaga. Não estou mais nas Tri Pi. – sorriu alegre e foi direto colocando suas malas na traseira do ônibus.
- E eu sou o Omega Chi que está no seu coração né? – sorriu e veio me abraçando.
- Larga que se não eu fico com ciúmes. – chegou me abraçando por trás. me soltou e mostrou a língua pra nós, que retribuímos.
- E aí, animado com a viagem? – Ela sorriu e me deu um selinho.
- Claro. Quantos vezes eu já fui pra Palm Beach com a garota mais linda do mundo?
- Ah, para com isso. – Ela sorriu sem graça, e me beijou.
- Urgh isso é tão estranho.
Quebramos o beijo e olhamos pra que nos encarava com uma careta.
- Estranho? Você nunca viu um casal se beijar não? – fez cara de “dã” pra ele.
- Tonta. Digo, estranho... vocês... sei lá... vocês se odiavam certo?
- Nunca ouviu dizer que o ódio e o amor andam lado a lado? – Sorri pra ele.
- , para de encher o casal feliz e vamos colocar as ultimas malas no carro. – Ash o puxou, eu e rimos.
- Não se preocupe, eu não mandarei desse jeito em você... não por enquanto... – sorriu, pervertida.
- Pra você, eu faço tudo. – Sorri e nos beijamos mais uma vez.
- PRAIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. – gritou e então todo mundo disparou pra dentro do ônibus.
Logo as duas casas já haviam se acomodado no ônibus e assim seguimos viagem até a praia.
Não sei o porque, mas tenho o pressentimento de que essa será a melhor viagem que eu já fiz em toda minha vida.

Após uma sessão de piadas sobre loiras peitudas, arrotos infinitos e muito ronco vindos de Beaver chegamos a praia.
Cada um tinha feito duplas, e separado um quarto para cada dupla. Fiz um enorme bico quando disse que eu seria dupla de quarto dele e que a seria a dupla de .
Então cada um se alojou em seus quartos, arrumou as coisas e descemos pra nos encontrar na praia.
Encontrei , deitada em uma esteira de praia, tomando sol com Ash e . Fiquei olhando para ela por longos segundos... cara, como a minha namorada é linda.
- É melhor guardar essa língua dentro da boca, . E olhe pra dos ombros pra cima, entendeu?
As vezes é um saco o fato de seu melhor amigo ser o irmão da sua namorada. O bom é que ele nunca olhará pra ela com outros olhos.
- Ei garotas, quem tá afim de dar um pulo no mar?
- Ah não , a hora do sol é preciosa. – Ash disse e as outras concordaram.
- Poxa, qual é a graça de ficar deitada na areia sem fazer nada? – perguntou, cruzando os braços.
- A marquinha do biquíni não tem graça nenhuma ? – Ash deu uma piscadinha na direção de .
descruzou os braços.
- Pensando bem... erm... , vamos nadar depois a gente volta. Ri e concordei.
Dei um selinho na e segui ao mar junto com .

- AAAAAAAAAIIIIIIIIIIII! – As meninas começaram a gritar, assim que eu e voltamos do mar espirrando água em cima delas.
- Parem de ser frescas.
- Fresco é seu cu . – deu uma bolsada nele. – Vou comprar sorvete alguém quer?
Todos negamos com a cabeça.
Ela deu de ombros e se afastou dali.
- E agora Ash? Já ta pronta pra dar um mergulho comigo? Vamos, você prometeu!
- Ai, ai. Certo bebê chorão. – Ash se levantou e segurou na mão de , que a pegou no colo e saiu voando em direção ao mar.
- Enfim sós. – Eu disse, sentando ao lado de .
Ela sorriu e me deu um selinho demorado.
- Vou te contar um segredo. – Eu disse. Segurando-a pela cintura e a deitando sobre meu peito. Ambos estávamos de frente para o mar.
- Conte.
- No nosso último dia aqui em Palm Beach, os KT darão uma festa na praia. Chamará The End of The World.
Ela se virou pra mim e riu.
- O fim do mundo?
- A ideia foi do Andy e todos achamos legal.
- É super legal. – Ela sorriu. – Uma festa de despedida de Palm Beach vai ser incrível.
- Assim como nosso final de ano letivo, e o próximo ano, e o próximo, e o próximo... – ela então me beijou. E nós ficamos ali, nesse clima de romance por muito tempo, quando eu estava com a mais nada e ninguém existia para mim.

Já eram mais de seis horas da tarde.
A praia já estava vazia.
Só havia eu e que ainda estávamos sentados e e Ash que quiseram se bronzear até o máximo possível.
- Eita, o que elas estão fazendo? – Perguntei avistando e Ash á alguns metros de distancia.
- Ai não acredito que elas farão isso. Sabe, o sonho da Ash e da sempre foi nadar pelada na praia. E agora que está vazia as loucas estão realizando esse sonho ridículo.
Não pude deixar de sorrir.
Não pelo fato de duas garotas estarem peladas.
Mas sim pela ideia que se surgiu em minha cabeça.
- Está pensando no que eu estou pensando?
sorriu sapeca e fez que sim com a cabeça.
Então nós dois corremos em direção onde e Ash nadavam. Pegamos seus biquínis que estavam jogados na areia e corremos para bem longe dali.

[N/a: Ponham agora essa música pra tocar]

Já estávamos no nosso ultimo dia de viagem. Já eram mais de nove horas da noite. A praia estava deserta, tirando o fato de toda a Zeta Beta e a Kappa Tau estarem lá.
A festa agradou todas as meninas que se divertiam bastante junto com os caras.
- Obrigado. – Sorri para a que estava ao meu lado.
- Obrigado por que? – Ela perguntou com uma cara de interrogação.
- Por me fazer o cara mais feliz do mundo.
Ela sorriu.
Eu a segurei pela cintura e nós nos beijamos.

Go ahead as you waste your days with thinking
When you fall everyone sins
Another day and you've had your fill of sinking
With the life held in your
Hands are shaking cold
These hands are meant to hold

- Separa ai o casal. – se aproximou. – Hora dos castelinhos de areia.
- Castelinhos de areia?
- Claro . Cada um faz uma dupla e o melhor castelinho ganha.
- Ganha o que?

Speak to me, when all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do
And even when your hope is gone
Move along, move along just to make it through
Move along
Move along

- O concurso oras, por que precisa de prêmio? Vaaaamos galera, nosso ultimo dia aqui.
- O fica tão estranho bêbado. – Cochichei para .
- Acho que ele ainda não está bêbado. – Nós dois rimos e saímos correndo ao meio da praia pra começarmos um castelinho.
Pra falar a verdade eu e a mais nos beijávamos do que fazíamos o castelinho. A nossa felicidade estava evidente.
- , nós seremos felizes né? Digo, quando voltarmos pro campus... encontrarmos os Omega Chi, você encontrar suas amiguinhas Tri Pi.

So a day when you've lost yourself completely
Could be a night when your life ends
Such a heart that will lead you to deceiving
All the pain held in your
Hands are shaking cold
Your hands are mine to hold

- , claro que seremos felizes. Seremos mais do que felizes e você não precisa se preocupar com a faculdade. Tudo será melhor de agora em diante.
Ela sorriu e me beijou.
- Ei casal, vamos fazer a contagem. – Andy gritou para nós.

Speak to me, when all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do
And even when your hope is gone
Move along, move along just to make it through
Move along
(Go on, go on, go on, go on)


- Contagem?
- É, jajá é meia noite. Será aniversário do Beaver.
Nós rimos e fomos até o resto da galera.
- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! – estourou uma garrafa de champanhe e todo mundo gritou, a maioria dos garotos pulou em cima do Beaver, lhe desejando um estranho feliz aniversário.
Eu peguei um copo de champanhe e entreguei outro à .
- A nós. – Eu disse levantando o copo.

When everything is wrong we move along
(Go on, go on, go on, go on)
When everything is wrong, we move along
Along, along, along
When all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do
And even when your hope is gone
Move along, move along just to make it through

- A nossa felicidade. – Ela então encostou seu copo no meu, e assim nós bebemos um gole do champanhe.
- Eu te amo. – Ela disse pra mim.
- Eu te amo mais. – Sorri, enquanto a abraçava e a beijava pela milésima vez aquela noite.
Se isso seria pra sempre, eu não sei.
Afinal, ninguém é dono do futuro.
E a única coisa que eu sei é que seria eterno enquanto durasse.

Fim…


N/A: Gente, não acredito que é o fim! :O
Primeiro de tudo, mil desculpas pela ausência pra postar. Meu pc deu um thuthu tenso, perdi tuuuuuudo o que eu tinha... então eu tive que reescrever o final, e demorei porque eu realmente estava sem tempo!
Bom, eu nem sei o que dizer... é tão estranho finalizar uma fic depois de quase dez meses sendo postada!
Só quero dizer que eu espero de coração que tenham gostado do final, e da fic toda lógico. Espero que tenham gostado das músicas que escolhi nesses últimos dois capítulos porque elas foram bem especiais pra mim!
Agradecer a minha best Miih, haha que me empresta sempre seu nome pra mim por nas fics e que um dia me viciou com essa música do SImple PLan durante uma viagem que a gente fez... e o pior, só com o refrão. haha!
E claro, a minha irmã Mari, por me ajudar e ter sido a primeira fic que ela leu! *-* E agradecer SEMPRE a todas vcs leitoras, que me acompanharam desde o ínicio, desde o meio, ou desde o fim... não importa. Só quero agradecer por todo o carinho que vcs mostraram pra mim durante esses meses de fic! *-*
Um agradecimento especial a Danielle e a Karol que começaram a conversar comigo por msn dizendo que eram fãs das minhas fics... haha, muito obrigada meninas!
Vou deixar meu contato ai embaixo e quero muito que vcs entrem em contato comigo, pq eu tenho leitoras que foram bastante especiais pra mim! *-*
Obrigada por tuuuuudo! *-*
E não esqueçam de deixar um comentário dizendo do que acharam da fic tá? *-*
E ah, eu estarei com fic nova... que entrará em breve. Se chamará Best of Both Worlds vai ser tipo comédia doida que nem Hochschule... então a gente já tem um encontro marcado quando a fic entrar no site, certo?
Um grande beijo, meninas e obrigada mais uma vez.
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xoxo, Silver