
Capítulo I
The last days on Brazil
– Aqui estão, esses são os documentos de viagem.
– Você tem certeza de que está tudo aqui?
– Sim, não se preocupe, Sra. Carter. Aqui estão todos os dados da família que sua filha vai ficar, assim como o dia em que ela vai, a passagem, a localização da casa da família, telefone, e-mail de contato com a orientadora do nosso programa de lá.
– Oh sim, então está bem, assim fico muito mais segura, nesse mundo de hoje a gente nunca sabe em quem podemos confiar, não é mesmo?
– A senhora está absolutamente certa – disse a atendente - preocupação nunca é de mais quando se trata dos nossos filhos.
– Sim, sim. De qualquer forma, muito obrigada por tudo – disse a Sra. Carter com um sorriso.
– Não há de que, a nossa agência sempre esta pronta para ajudar aqueles que querem ter uma experiência cultural única.
– Ok, obrigada mais uma vez. Até logo.
– Até mais. Qualquer dúvida, a senhora sabe o nosso telefone.
ouviu o barulho da porta da frente se fechando e estava certa de que era sua mãe que tinha acabado de chegar. Hoje mais cedo, a agência de viagens havia ligado para avisar que os documentos do seu programa de intercâmbio haviam chegado, tal como autorização do consulado, documentos sobre a família, cidade e tudo mais.
– Ah! CHEGOU, CHEGOU! – a essa altura, já tinha descido as escadas correndo feito louca e tirado o papel da mão da mãe, que estava rindo da ação exagerada da filha – Deixa eu ver!
– Calma filha, não vai nem se sentar para abrir os documentos? – A Sra. Carter achava graça em implicar com a filha quando ela se encontrava exaltada.
– Que sentar o quê, mãe?! Você enlouqueceu?! Eu estou esperando por isso faz dois meses e agora finalmente chegou, e você ainda me pede pra sentar e me acalmar
A mãe só ria enquanto via a filha falar tudo em um fôlego só.
– Você quem sabe, como eu já vi, estarei na cozinha preparando a janta, ok?
Disse sem esperar uma resposta da filha, já que esta estava muito ocupada tentando abrir o pacote que já estava aberto.
A Sra. Carter, e eram muito ligadas, desde sempre. Quando tinha 7 anos, o Sr. O’Donnell abandonou a mulher e a filha, e fugiu com a sua secretaria para Deus sabe onde. Foi uma época muito difícil para as duas, já que o Sr. O’Donnell havia deixado somente uma carta dizendo, em poucas palavras, que já não sentia a mesma coisa pela Sra. Carter como quando eram jovens, dizia estar apaixonado pela sua secretaria, e os dois estavam indo embora para conhecer o mundo. Ele já havia até deixado com o seu advogado particular os papéis, do divórcio, assinados, e que havia concordado em deixar um cheque contendo metade do seu salário para as duas, que cairia na conta da Sra. O’Donnell, agora Sra. Carter, seu antigo nome de solteira. Desde então, as duas evitavam pensar no ex-marido e pai, e até haviam recusado o dinheiro oferecido por ele. Ele nunca mais apareceu, escreveu novamente ou ligou.
– Ah! OMG, VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO COMIGO, MÃE!
O grito de tirou a Sra. Carter de seus pensamentos, e esta ficou somente cortando a cenoura do jantar enquanto esperava que sua filha entrasse esbaforida pela cozinha, para contar que estava muito feliz e aquela coisa toda que ela já havia imaginado um milhão de vezes.
– MÃE DO CÉU, VOCÊ NÃO TA ENTENDENDO! EU VOU FICAR NA CASA DA FAMILIA MÃE, VOCÊ TA ME ESCUTANDO? AAAAAAH!
– Mas pra que toda essa gritaria menina? Sim, família , uma família qualquer, de uma cidade qualquer, com gente normal, oras. O que tem de errado nisso? – ela já havia escutado esse nome antes, ele não lhe era estranho, mas não conseguia se lembrar de onde.
– Mãe, você definitivamente não está entendendo nada, por isso EU, a sua filha querida e a garota mais sortuda da face da Terra, irá te explicar – deu uma pausa – Mãe, ouça com bastante atenção. A família , que mora na cidade de Londres, não é uma família qualquer... É a querida família, do meu querido amor platônico, o mais lindo, com os olhos mais lindos que eu já vi, com a voz mais perfeita desse mundo. Sim, querida matriarca, estamos falando da magnífica família do incrível Sr. , ou mais conhecido como .
– Quem?
– AH, DO MCFLY, MÃE! M-C-F-L-Y... MCFLY!
– Oh! – disse a Sra. Carter com espanto. Sim, ela se lembrou de onde havia escutado aquele nome antes, foi da boca de que sempre falava no tal do – MENTIRA FILHA?! MAS QUE COISA PERFEITA!
– AH, AGORA SIM NÓS ESTAMOS FALANDO A MESMA LÍNGUA, MÃE!
– AAH!
– AAAHH!
As duas começaram a gritar e a pular juntas pela cozinha. Esse era um dos motivos pelo qual e sua mãe se davam tão bem, as duas eram meio loucas e afetadas, o que favorecia o convívio diário.
– Bem, você vai sábado, ou seja, daqui a 3 dias, isso nos dará tempo suficiente para te comprar roupas novas, afinal, não pode te ver com algumas dessas roupas, furadas e feias, que você tem no seu armário desde os 11 anos.
– Você é a melhor mãe do mundo, mãe! – Disse com lágrima nos olhos
– Eu vou sentir saudades de você por aqui minha filha, eu te amo – Disse a Sra. Carter já começando a derramar algumas lágrimas.
As duas se juntaram para um abraço de mãe e filha. Aqueles que você dá em momentos como, o seu aniversario de 15 anos, ou quando fazem as pazes depois de uma briga feia.
– Bom – Disse a Sra. Carter limpando as lágrimas e saindo do abraço da filha – Não temos tempo para sentimentalismos, vamos deixar isso para o dia da sua viagem, agora, nós temos que fazer... COMPRAS!
– Vou pegar a minha bolsa – Disse já subindo as escadas.
– It’s time to say goodbye diz:
*Galeeere, tenho que saair, vou fazer compras com a minha mãe, tenho uma SUPER novidade para contar pra vocês depois Mwahahahhaa
*#FATO que vocês vão morrer, mas agora não dá, tenho que ir huhuhu \õ/
Gi – Because the heart never lies diz:
*Meeeeeo, conta logo eu quero sabeeeer ahhhhhhhhh!
Isa – Was I invading in on your secrets? diz:
*Meo que mancada, você faz suspense e depois diz que só vai contar mais tarde! Mancada amigs, mancada U.U’
Biaaaah – I wanna hold you baaaaaaaad! /praa la ;D diz:
*Concorto total com a Isiis! Bitch!
Gi – Because the heart never lies diz:
*Bitch!
Isa – Was I invading in on your secrets? diz:
*Bitch!
– It’s time to say goodbye. diz:
*(L)
*fuee
amava as amigas, Isabela, Gisela e Beatriz. As quatro formavam um grupo inseparável, e o melhor de tudo, as quatro tinham o McFLY como sua banda favorita. Mas a sua melhor amiga mesmo, era Bia, elas se conheceram ainda no prézinho e desde então nunca se largavam.
’s P.O.V.
Assim que fechei a janela do MSN, corri para pegar a minha bolsa, que estava no armário, e dei uma rápida olhada no espelho. A minha calça jeans, blusa preta com um desenho na frente, um tênis Nike colorido, umas presilhas de flor cabelo, bom o suficiente para ir ao shopping, e desci a escada correndo para encontrar minha mãe, que já estava esperando no carro.
Depois de horas comprando desde lingeries até tênis, eu e minha mãe decidimos que já estávamos satisfeitas com as compras e fomos jantar, já que a minha mãe não tinha terminado o jantar.
– O que você vai querer comer, filha?
– Pizza.
– Meu Deus, mas você comeu isso ontem, e antes de ontem!
– Mãe, osso é a minha fonte de vida. Sem pizza eu não vivo!
– Olha, você tem sorte, você é magra de ruim. Não sei de quem você puxou esse amor todo por pizza, eu hein.
Assim, a gente pediu cada uma a sua comida e esperamos um tempo até que tudo estivesse pronto. Eu só comi 4 fatias de pizza e meia, já minha mãe, comeu um prato de macarrão à bolonhesa.
Quando nós duas já estávamos satisfeitas, e eu quero dizer bem satisfeitas, decidimos que já era hora de ir pra casa, e eu ainda tinha que contar para as minhas amigas sobre ir morar com a família do . Isso soou bem estranho, tipo, eu vou morar com a família daquele cara que eu vejo em revistas todo dia, que eu vejo na TV, ouço no meu Ipod e tudo mais, é tudo muito surreal para mim.
Então o meu celular vibrou, Bia tinha me mandado uma mensagem:
“Amigaa você não sabe, eu vou ter que ir morar com o meu pai por um tempo :x minha mãe foi promovida no trabalho dela, e agora ela vai ter de ficar se mudando muito, ela disse que isso é ruim pra mim, e que eu não posso ficar no Brasil sozinha :x Beijos te amo (L)’’
Eu só senti meus olhos se enchendo d’água, toda a minha alegria de ter recebido os documentos do intercâmbio foram embora em uma mensagem.
– Filha, você esta chorando? O que aconteceu?
– Ah mãe, a Bia vai se mudar. A mãe dela foi promovida e agora vai ficar viajando muito, e ela vai ter que ir morar com o pai dela por um tempo.
Minha mãe segurou a minha mão e disse:
– Mas filha, vocês iam ficar sem se ver por um ano de qualquer jeito, você vai pro intercâmbio, se lembra?
– Isso é diferente mãe.
– O pai dela não deve morar tão longe assim...
– Não, não, só do outro lado do oceano, na Inglate...
Como eu não tinha me lembrado antes? O pai da Bia morava na INGLATERRA, ou mais especificamente, LONDRES!
– Filha? – Minha mãe então me tirou dos meus pensamentos.
– Mãe, ela vai pra Londres também! HAHAHA, eu não acredito! Tudo ta sendo perfeito! Perfeito!
– O pai dela mora em Londres?
– SIM! HAHAHA
Eu não conseguia parar de sorrir, esse dia não poderia ser melhor!
– Que maravilha, filha!
A gente ficou mais um tempo conversando antes de ir para casa.
– It’s time to say goodbye. diz:
*e aii galereeeeee??
Isa –A vida é tão injusta! diz:
*Uma droga, essa maldita vida! Que quer separar a gente! :’o
Gi – This is all about a goodbye! diz:
*Porqueeeeeeeeee?? :¨ooooooo isso naaaao é justo!
– It’s time to say goodbye. diz:
*Nossa Senhora gente, mas pra que tanto drama? O.o
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*Vc nao recebeu a minha mensg?
*eu vo me mudar pra Londres :¨o
– It’s time to say goodbye. diz:
*amiga, confie em mim, isso não é tão ruim quanto você pensa!
Gi – This is all about a goodbye! diz:
*:O
*como voce pode dizer isso? :O você não tem coração?
Isa –A vida é tão injusta! diz:
*No heart! Tsc tsc tsc! :x
– It’s time to say goodbye. Diz:
*Naaaaaaaaaaaaaaaao galeeeere, calmaiii
*o que eu quis dizer é que ... asssim, lembra da novidade que eu tinha pra contar?
Isa –A vida é tão injusta! diz:
*estamos ouvindo
– It’s time to say goodbye. diz:
*Então, é que os papeis do meu intercâmbio chegaram, e adivinha pra onde eu vou? Pra Londreeeeeeeees! \õ/
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG OMG
Gi – This is all about a goodbye! diz:
*e viva o Ctrl C Ctrl V né gente!
*POAKSPAKSPOAKSPAOKSPOA
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
* a vida não é tão injusta assim amiga! \õ/\õ/\õ/ ToT
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*é, mas a gente ainda vai ficar sem se ver!
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*Gente, calma
*eu não vou morar lá para sempre, eu vou tentar voltar junto com a então ;D
– It’s time to say goodbye. Diz:
*E vocês podem ir nos visitar nas férias gente! Porqueeeee....
*Eu tenho maaais uma coisa para contar! Huhuhuhuhuuhuhuhuhuh
*agora sim vocês vão morrer!
*..............
*.......................................
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*MEEEO, PARA COM ESSES PONTINHOS E DIZ LOGO DUDE!
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*COOOOOONTAAAAAA!
– It’s time to say goodbye. Diz:
*calma aee galereee huhuhuhu
Gi – This is all about a goodbye! diz:
*carai, vai loooogooo! O.O to quase tendo um filho aqui!!
– It’s time to say goodbye. Diz
*:o um little ? Auehauehaueh
Gi – This is all about a goodbye! diz:
*U.U’ PAOSKAOSKAPOSKPAOKS SIIIIIM ToT
– It’s time to say goodbye. Diz
*Ok, aproveitando entao que a gente ta falando de mcfly, hahahaha adivinha na casa de QUEEEM que eu vou ficar????
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*NO WAY!
Gi – This is all about a goodbye! Diz
*huuuuh?
Biaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*como nos vamo sabe dude?
– It’s time to say goodbye. Diz
*A minha família é nada mais nada menos que a família .
*sim, a família de . HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHA
Gi – This is all about a goodbye! Diz
*NO WAY NO WAY NO WAY NO WAY!
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*NO WAY!
*AGAIN!
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*NO WAY NO WAY NO WAY MEEEEEESMO! AAAAAAAAH!!!
*EEEEO QUE SURREAAAL! QUE PERFECT! QUE TUDO! :O
Gi – This is all about a goodbye! Diz
*MEO, #FATO que a gente vai te visitar no meio do ano! Hahahahahahha
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*MEEEO, EU NÃO ACREDITO QUE EU VOU CONHECER O TOOOM! *O*
– It’s time to say goodbye. Diz
*AAAAAAAHHH, MEO, VAI SER MUITO BOM, FATO!
Gi – This is all about a goodbye! Diz
*Muito!
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*Isa?
*Você ta viva?
A Isa não respondia, eu comecei a ficar preocupada de ela ter se afogado na própria baba.
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!
– It’s time to say goodbye. Diz
*É, ela ta viva! Auehauehauehauehauehaue
*Galereee, e vou dormir, to morrendo de sono, fazer compras cansa dude! O.o
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*em me fale! U.U’
Gi – This is all about a goodbye! Diz:
*ortudas do caramba - -‘
– It’s time to say goodbye. Diz
*Você tbm é baby ;D
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!
– It’s time to say goodbye. Diz
*AUEHuehUEHAUAHUheuEHAU
*bom, eu vou daqui a 3 dias galere, então amanha já começo a arrumar as minhas coisas ;D
*eiju beiju ;@@
Gi – This is all about a goodbye! Diz
* beijux baby
Biaaaah - Adeus Brasil! Eu amo voce! diz:
*como eu so vou no fim da semana, a gente se vê no aeroporto amigs ;D
*Beijuuux boa noite ;@ (L)
Isa – A vida é tão injusta! diz:
*AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH
Desliguei o computador ainda rindo da lerda da minha amiga Isis. Deitei na cama, apaguei a luz, fechei os olhos e soltei um suspiro. Vai ser o melhor ano da minha vida.
Os últimos 3 dias passaram muito lentamente pra mim, arrumar as malas é um tremendo saco, eu quero ir logo pra LONDREEEES!
Enfim, as minhas amigas até que vieram aqui em casa, para tentar me ajudar a arrumar as malas, mas para a minha não-surpresa, a gente não arrumou nada, e acho que até bagunçamos um pouco mais. Para te falar a verdade meeeeeesmo, quem arrumou 99,99% das minhas coisas foi a minha querida, linda e maravilhosa mãe. Já disse como eu amo ela né?
Finalmente era noite de sexta, no outro dia bem cedinho eu iria pegar o avião para a Inglaterra. Eu estava sentada no sofá de casa assistindo “Ela é o Cara” com a minha mãe.
– Essa menina é louca? O que dá numa pessoa para se vestir de homem?
– Ah mãe – disse rindo – curte o filme ai, não fica analisando muito senão você não aprecia.
– Ok filha – disse por fim – mas que é verdade, é.
Gente, a minha mãe é muito fofa, eu sei que eu sou suspeita para falar já que eu sou a filha dela, mas as minhas amigas sempre me falam que queriam que as mães delas fossem como a minha. De repente, me deu uma saudade da minha mãe, eu ia ficar um ano sem ver ela, que ia ficar sozinha. Eu não posso deixar ela sozinha, eu acho que eu vou cancelar essa viagem, isso não está certo, eu não posso deixar ela aqui sozinha, principalmente agora, que o cara que contribuiu para o meu nascimento, aquele ao qual eu chamava de pai, nos abandonou e... Ahh, não quero mais falar disso.
– Mãe, eu não vou mais.
– O QUE? – ela me olhou surpresa.
– Mãe, eu na posso te deixar sozinha aqui, eu tenho medo por você.
Ela ficou um tempo sem falar nada, eu já estava preocupada com ela me dar o maior sermão em quanto aquilo estava sendo caro e que isso era uma experiência única na vida, coisa que ela nunca teve e que eu pude ter e bla bla bla.
– Filha, isso é uma experiência única – eu disse que ela ia falar isso – você não pode desistir do seu sonho por minha causa, eu já tenho idade suficiente para me cuidar, ok? E você vai sim, não tem essa, onde já se viu? – vai começar, eu sabia – ficar preocupada comigo, humpf, EU é que vou ficar preocupada com você, já que você é minha única filhinha louca de 17 anos.
– Mãe, eu sou a sua única filha.
– EU SEI, E É POR ISSO QUE EU VOU FICAR PREOCUPADA, E É POR ISSO TAMBÉM QUE EU QUERO QUE VOCE VÁ. Filha, eu quero que você seja feliz.
– Obrigado, mãe. Eu te amo mesmo.
Há essa hora, nós duas já estávamos abraçadas e chorando feito bebê.
– Agora chega de meninas estranhas que querem virar meninos, você tem que dormir, amanhã cedinho você vai para... PARAAA...
– LONDREES!
A gente falou Londres juntas, foi uma das coisas mais engraçadas que eu já vi, afinal, quando que uma mãe e a sua filha conseguem fazer isso?
Capítulo II
Goodbye, Brazil
Coloquem para carregar: New Perspective – Panic! At the Disco
“3:30 - Dude! Ahh, é a segunda vez que eu acordo essa noite! Droga!”
“4:15 – Você só pode estar zoando comigo, né? Amanhã eu vou estar acabada!”
“5:45 – daqui a 2 horas eu tenho que acordar pra valer, isso não ta dando certo! Vou tomar um remédio pra dormir no avião, é isso!”
– Filha, filha, acorda. FILHA CARAMBA, ACORDA! JÁ SÃO 8 HORAS DA MANHÃ! Seu avião sai daqui à uma hora!
– AH, PORQUE VOCE TA GRITANDO COMIGO??
Porque ela faz isso? Eu não dormi nada a noite inteira! E ainda são... 8 horas. OITO HORAS?
– AHH! MÃE! PORQUE VOCE NÃO ME ACORDOU ANTES? EU TO ATRASADAA! AAH!
– Eu tentei, mas você é pior que pedra quando dorme.
– Ta, ta, mãe, vai colocando as malas no carro enquanto eu tomo um banho ta?
– Ok filha, mas vê se não demora.
Depois de um banho sobrehumano de tão rápido, eu coloquei a roupa que eu havia separado na noite anterior para a viagem, nada de mais, só uma calça jeans, uma blusa sem manga, uma jaqueta, um arquinho de flor, meu all star, e por falar nele, ta na hora de comprar outro, esse aqui nem sei se aguenta ate Londres, e a minha bolsa, que já estava com o passaporte, dinheiro, e tudo mais.
Nós chegamos ao aeroporto faltando 20 minutos para o embarque. Sorte que eu vivo em cidade pequena, então a fila do check-in tava bem pequena, pra falar a verdade, tinha só umas três pessoas na fila. E as minhas amigas já estavam lá, fui falar com elas enquanto a minha mãe fazia o meu check-in.
– SUA LOCA, ‘CÊ TEM PROBLEMA? FALTAM SÓ 20 MINUTOS PRA SAIR O AVIÃO!
– É, QUASE QUE VOCE FICA PRA IR NO MESMO DIA QUE EU!
– VOCE É LOCA, DUDE!
– Ah galera, é que eu não consegui dormir de tão ansiosa, acabei perdendo a hora – ri – mas relaxa que eu não ia deixar a família esperando por mim.
– Sei, a “família” , né? – falou Gi com malícia.
– Você não vai levar o seu violão, amiga? – Bia perguntou pra mim.
– Naah, eu vou comprar um lá – pisquei.
– Hm, é bom mesmo, porque quando eu chegar eu vou querer te escutar tocar, eu não vivo sem a sua voz amiga! – Bia disse me abraçando.
– Sim, sim, eu sei como você vai ter tempo de ME escutar cantar e tocar.
Bia me mostrou a língua, e todas nos caímos na risada. É claro que eu já tinha percebido a falta que elas iriam me fazer esse ano, mas agora que chegou realmente a hora de ir, é que a saudade veio maior.
– OUN AMIGA, VOCE JÁ TA CHORANDO!
– Não, Isabella, isso no olho dela é xixi mesmo!
– AUEHAUEHAU, ai gente, eu vou sentir tanta saudade de vocês, suas lesadas.
– A gente também – elas falaram em coro.
– Abraço em grupo! – disse Gi com a voz embargada.
“Atenção senhores passageiros, primeira chamada para o voo 1958 da British Airlines com destino à Londres e escala em São Paulo”
– Ahh, chegou a hora!
– Amiga, nós vamos sentir a sua falta. Eu sei que eu já disse isso, mas eu to dizendo de novo – Isa riu.
– Mas a gente vai te visitar nas férias, ok? E vai preparando o pra mim – Gi disse – MAS FICA LONGE DELE, ELE É MEU!
– Relaxa Gi, eu não quero o – eu ri – Meu negócio é mesmo.
– Ah, e dá uns socos na fuça daquela pra mim até ela ficar com a cara quebrada e terminar com o , ok?
– Ok, Isis – ri mais ainda – farei o meu melhor – prometi.
Nisso a minha mãe chegou com a passagem. (N/A: Já podem dar play na música)
– Acho melhor você já ir embarcando, filha.
Abracei a minha mãe, as duas chorando, eu ia realmente sentir MUITA falta dela.
– Eu te amo mãe, obrigada por tudo. Eu vou sentir a sua falta.
– Eu também filha, sempre que você precisar pode me ligar, não importa a hora. Eu sempre vou estar aqui pra você.
– Eu sei.
Limpando as lágrimas, eu dei um beijo na minha mãe e dei a minha passagem para o cara olhar.
Poltrona 15C, 15C, ah, espero que seja na janela.
Fiquei um tempo procurando até chegar a poltrona 15C que, para a minha surpresa, era na janela.
Sentei, peguei o meu Ipod e apertei play, começou a tocar a musica do Panic! At the Disco, eu abri aquela cortina da janela do avião e fiquei olhando para o céu.
Agora você está por conta própria , com certeza, esse ano vai ser bem interessante.
“Senhores passageiros, queiram, por favor, apertar os cintos. A companhia British Airlines os deseja um ótimo voo. O tempo está claro e sem nuvens. Hora esperada de chegada: 20 horas ”
Capítulo III
God save the Queen, I’m in London!
“Senhoras e Senhores, queiram, por favor, apertar os cintos, em minutos estaremos pousando no aeroporto de Heathrow, em Londres”
Tirei meus fones do ouvido e olhei as horas, oito e vinte, nós estávamos atrasados. Peguei o meu espelho, na bolsa, e o meu pó, dude, eu tinha dormido por 11 horas seguidas! Aquele remédio para dormir funciona mesmo. Passei um corretivo nas olheiras, para tentar diminuir os olhos inchados, um pouco de pó, para tirar a oleosidade da pele, e retoquei o lápis. Meu cabelo ainda estava bem, apesar das horas babando na poltrona do avião.
“Pouso autorizado”
OMG! É agora! Minha barriga esta congelada, eu vou conhecer .
Cara, essas esteiras são ENORMES! Como eu vou saber qual é a do meu voo? Fiquei passando pelas esteiras até ver uma placa escrito “Flight 1958 from São Paulo, Brazil”. Espero que seja essa.
Fiquei esperando naquela esteira com um carrinho, até que eu vi uma das minhas malas chegando (É, isso mesmo, UMA das minhas malaS), qual é?! Vou ficar o ano todo aqui.
Eu tirei a mala e fiquei esperando até as outras duas chegarem.
– Do you want some help, girl? (Você quer alguma ajuda, garota?) - Um cara de terno e cabelos bem penteados com gel, estilo George Clooney havia me oferecido ajuda “Pelo menos o meu inglês não esta tão ruim assim”.
– Girl? – O homem me tirou do meu devaneio, achei melhor responder ele logo antes que ele me achasse mal-educada, acabei de chegar no país, não quero que pensem mal do Brasil, né.
– Oh, yes sir, please. I would appreciate (Oh, sim senhor, por favor. Eu agradeceria) – Oh, eu sei falar bonito quando eu quero, ok?
Ele pegou, então, as minhas duas malas e me perguntou se havia mais alguma.
– Não, são só essas mesmo, obrigada – agradeci.
– Imagine, o prazer foi todo meu – ele se despediu de mim com um sorriso e foi para o portão de saída.
Eu fiquei olhando para aquele cara, lindo e maravilhoso, que tinha me oferecido ajuda. As pessoas começaram a me olhar estranho, e eu percebi que eu estava babando. Às vezes eu acho que eu sou a pessoa mais estúpida da face da Terra.
Limpei a baba que escorria da minha boca, peguei o meu carrinho com as minhas malas e andei até o portão.
O meu estômago estava quase levantando voo e eu tinha certeza que qualquer um podia ouvir o meu coração bater de tão descontrolado que ele estava.
Quando eu passei pela porta, eu imediatamente vi uma placa colorida em verde, amarelo e azul que dizia: “Bem Vinda à Londres, Carter O’Donnell” sendo segurada por uma garota que eu tinha certeza de que era a minha mais nova irmã , e outra pessoa a ajudava, uma senhora estilo dona de casa, com uma cara muito gentil, que só poderia ser , minha mais nova mãe. Mas quem eu mais esperava ver não estava lá.
Eu então andei até eles e perguntou:
– Você é Carter O’Donnell?
– Sim, família ?
– Sim querida, somos nós. Eu sou , mas nada de me chamar de .
Ok, isso me assustou um pouco.
– Sim, senhora .
– HAHAHAHA, que gracinha. Não querida, é pra você me chamar de mãe, já que você é, agora, minha mais nova filhinha e membro da família .
Dude, eu sabia que ela era gente boa.
– Ok mãe – ri – obrigada.
– E eu sou a sua irmã mais linda e maravilhosa, !
– Não ligue pra ela querida, ela estava contando os dias para que você chegasse.
– Humpf, claro, agora eu vou ter uma irmã de verdade, apesar de o ter o espírito de uma moça, o seu corpo não é, e eu não posso pegar roupas emprestadas dele, nem fazer as suas unhas, e coisas do tipo que garotas fazem umas nas outras.
– ! Não chame o seu irmão de gay na frente da , pelo menos não até ela o conhecer, o que ela vai pensar dele?
“Verdade, muito normal para ”
Não, eu não disse isso, só pensei mesmo. Não queria morrer, logo de cara, nem dar pinta de ser uma SUPER fã do McFLY. Nem que elas descobrissem que eu já sabia quem elas eram, que sabia de tudo da vida delas e que era louca pelo filho dela desde 2006, quando eu descobri a banda, e a voz perfeit... Ahh, to filosofando de novo.
Quando eu retomei a conversa, dizia algo sobre como era gay em todos os aspectos.
– ! Ok, já chega, deve estar cansada da viagem. Acho melhor nós irmos para casa, você tem muitas coisas para arrumar já que amanhã será um dia cheio para nós – ela havia piscado para mim no fim dessa frase, o que me deixou piscando meio confusa.
– Simmm, Simm! Você vai adorar! Amanhã nós vamos sair, para que você conheça Londres e tudo mais, e à noite, teremos uma festa em casa para comemorar a sua chegada. Tio Andy vai vir com a sua nova namorada, a tia Mary, tio George, a vovó Minnie e o vovô Mickey, o meu, quer dizer, os nossos primos, e acredite, temos MUUITOS, o Danny e os meninos.
“OMG OMG OMG! Amanhã eu vou conhecer os meninos! Meu Jesus eterno!”
– Vamos andando até o carro enquanto conversamos garotas – disse a minha... mãe.
– Que legal! Eu mal posso esperar – eu disse sorrindo e realmente super empolgada.
Não era só por causa dos meninos, mas uma festa para conhecer toda a família, do jeito que ela falou, pareceu realmente muito emocionante. Mas tinha alguma coisa que estava me incomodando e que eu precisava perguntar.
– Hm, , eu poderia perguntar uma coisa?
– Claro , pergunta ai.
– Ah, assim, vovó Minnie e vovô Mickey?
– Eu sabia que você iria perguntar isso, bem, eu não sabia, mas eu achava – ela riu – então, é o seguinte, quando o vovô e a vovó eram jovens, eles eram os personagens Minnie e Mickey da Disney, no parque sabe? Euro Disney.
– Ah é? – perguntei.
– Uhm, mas não se preocupe, eles ainda vão te contar mil e uma vezes a história de como eles conheceram um cara na loja de brinquedos deles, e que ele viu os dois juntos e achou que eles eram perfeitos para o papel.
– Realmente, mal posso esperar pra ouvir.
Chegamos ao estacionamento, colocamos minhas maças no porta malas e entramos no carro. A casa era meio longe do aeroporto, de modo que nós ficamos conversando por meia hora, o caminho todo, sobre como era a minha vida no Brasil, a minha mãe, minhas amigas, a minha escola, as comidas, e tudo mais.
Depois de 30 minutos, entramos em uma rua de casas clássicas, exatamente como eu imaginava, sabe, aquelas casas do estilo de família perfeita, com vizinhos perfeitos de filme? Pois é, exatamente desse tipo.
– Bem, aqui estamos, bem vinda a sua nova casa.
Nós havíamos parado na frente de um sobrado grande, e bege, com uma garagem do lado esquerdo. Na frente havia um lindo jardim, com um banco de balanço de madeira na frente e muitas flores coloridas, com um caminho de pedra cercado de pequenas lâmpadas que levava até a porta da casa.
Minha mãe abriu a porta e a casa era linda e aconchegante. Entramos direto na sala de visitas, era uma sala média e bem arejada, com dois sofás brancos, uma mesinha de centro, uma lareira no canto, um lindo piano de cauda branco do outro lado da sala e algumas prateleiras com fotos e plantas, em uma delas eu vi pequeno, com uma de brinquedo, fingindo que tocava. Eu sorri com aquela imagem.
A sala tinha duas portas, uma dava para um banheiro, e a outra dava para outro corredor. Este tinha mais três cômodos, todos sem portas, só batentes vazados. Em um desses cômodos era a sala de jantar, que era ligada ao banheiro, da sala de entrada, e com a cozinha. A cozinha era IMENSA, estilo aquelas cozinhas gourmet que a gente vê em programas de TV, esta ainda tinha uma porta que dava para a parte de trás da casa.
A área de lazer tinha uma piscina que, de verdade, eu não sei como descrever o formato, só posso dizer que era grande, e era diferente dessas que a gente vê no Brasil, tinha uma churrasqueira, com uma mesa de madeira escura, onde caberiam, facilmente, umas 18 pessoas.
Voltando a casa, ela ainda tinha mais um cômodo, a sala de TV, que tinha uma janela enorme, atrás de dois sofás, uma TV de LCD, e encostada na parede uma escada.
Enquanto eu subia as escadas, eu via as fotos que estavam pregadas à parede, em uma delas eu pude ver e pequenos, eles estavam abraçados e todo sujos de farinha.
No andar de cima, tinha 3 portas, todas de frente umas pras outras. A que dava para a parte de trás da casa era o quarto da minha mãe (incrível como chamá-la de mãe é tão natural pra mim). A do meio, e que dava para a parte esquerda da casa, era do quarto da , e a que fica na frente do quarto da minha mãe e na parte direita da casa, era o meu quarto.
A porta era bonita, de madeira clara e grande.
– Vamos querida, pode entrar, esse é o antigo quarto do , de quando ele ainda morava conosco. Você vai ficar com ele – ela disse – mas não se preocupe, eu dedetizei, limpei e pintei ele, antes de você vir. Então você não vai precisar se preocupar com baratas ou os ratos que costumavam viver por ai.
Eu arregalei os olhos. Baratas? Ratos? Eca!
– HAHAHAHAHA, estou brincando querida, a parte dos ratos e baratas é só brincadeira, não se preocupe. Mas entre, eu quero saber se você gostou. me ajudou a escolher a cor e tudo mais.
Quando eu abri a porta, eu me deparei (deparei, hahaha, estou usando muitas palavras difíceis hoje, hein?!) com um quarto lindo. Uma das paredes era de um rosa claro, quase lilás, e as outras eram brancas, a cama era grande (como tudo na casa, pelo que eu vi), a cama tinha uma colcha listrada de verde claro, rosa, laranja e branco, e em cima dela uns 20 travesseiros com estampa de flores da mesma cor. Do lado da porta tinha um guarda roupa roxo com portas de espelho, e do lado uma porta que levava a um grande banheiro (eu estou te falando, tudo é tamanho G, ou L se você preferir, nessa casa).
Do outro lado do quarto ainda tinha uma escrivaninha, e na parte que dava para o jardim tinha, como posso descrever? Uma janela diferente, do tipo daquelas que a gente vê em decorações parisienses. E esta parte era rodeada de janelas e tinha uma penteadeira nela.
– Wow!
– É, eu acho que ela gostou, mãe – riu .
– Gostei? Eu AMEI isso! Obrigada mãe, não precisava se incomodar em fazer tudo isso.
– Ha, você diz isso porque você não conheceu o antigo quarto do Danny. Confie em mim, esse dá de 100 a 0 em uma escala de 0 a 10.
– Desta vez eu vou ter que concordar com a .
– Obrigada de novo, então.
– Tudo bem, vamos , você deve estar cansada não é, ? Vamos te deixar descansar, se você estiver com fome, tem comida na geladeira.
– Obrigada.
– Boa noite, querida.
– Boa noite, Best sister ever! – Disse mandando um beijinho no ar para mim.
– Boa noite mãe, boa noite sister mais linda – eu disse mandando outro beijo no ar para .
Assim que a porta se fechou, eu me joguei na cama. Ela era macia. Dude, eu to no antigo quarto do , EU SÓ POSSO ESTAR SONHANDO!
Então eu levantei e comecei a arrumar as minhas coisas, era melhor arrumar agora, mesmo cansada, do que depois, pois não sabia se teria tempo.
Depois de ter guardado tudo, já era lá pela meia noite, eu peguei o meu laptop e coloquei na escrivaninha.
Enquanto eu esperava o computador iniciar, eu pude ver algumas letras de musica rabiscadas na mesa de madeira. “and I, I get on the train on my own and my tired radio keeps playing tired songs” OMG, Not Alone! E mais algumas coisas indecifráveis.
Eu perdi a conta dos minutos que eu fiquei olhando para aquela frase escrita a mão, por ele. Quando eu fui ver, o computador já estava na minha tela inicial.
Eu entrei no MSN, mas nenhuma das meninas estava, o MSN de todas estava como “festa (mp)”.
– Droga, eu esqueci da festa da Fláh hoje. Como será que deve estar?
Fiquei pensando um bom tempo nisso também, quando olhei no relógio de novo já era quase uma da manhã, então decidi ir dormir.
Deitei a minha cabeça no travesseiro e entrei debaixo das cobertas. O cheiro de lençóis novos preencheu o meu nariz, mas ele estava estranho, não era exatamente o cheiro de lençóis novos, ele tinha algo mais, um perfume que eu não sabia de que era, mas eu gostei. E então eu adormeci, com aquele cheiro estranho nos meus sonhos.
Capítulo IV
As I thought.
Coloquem para carregar: Kiss Me – Avril Lavigne
– ACORDA IRMÃ! ESTA UM BELO DIA, SEM CHUVA, E NÓS TEMOS QUE PASSEAR! WOW! – É, eu acordei com pulando na minha cama. Dude, ela era uma menina bem elétrica.
– Ok, já acordei – Eu disse esfregando os olhos - me dá 15 minutos e eu desço pronta.
– Ta, te espero lá embaixo.
Quando ela já estava na porta, ela parou e se virou pra mim mais uma vez.
– Ah, hoje é um dos raros dias aqui em Londres em que o céu esta lindo, ou seja, sem nuvem, que é igual a calor, então, vista uma roupa leve – Disse ela saindo e piscando para mim.
Assim que ela saiu, eu pulei da cama e fui tomar meu banho. Ah gente, meu banho é coisa rápida, apesar do meu cabelo comprido.
Em 15 minutos exatamente eu já estava lá embaixo, assim que entrei na cozinha minha mãe olhou pra mim e, sorrindo, disse:
– Bom dia querida, você está linda. O café já esta na mesa, você pode pegar o que quiser.
Eu corei com o comentário dela. Afinal, ela é a minha mãe, futura sogra se Deus quiser, hahahah.
– Obrigada.
Quando eu olhei pra mesa, tinha uma caixa de cereal colorido, o meu preferido, eu imediatamente voei nele, e peguei também um copo de suco de laranja.
– Uh, a festa é só a noite viu. – Disse que apareceu na cozinha.
– Mas gente, eu estou simples.
– Imagino o chique então, mas ta gata – Disse ela piscando pra mim.
Eu comi, e então, depois de uns 10 minutos, nós saímos. A tarde foi bem prazerosa e agradável, nós fomos até a frente do Palácio de Buckingham, ao Big Ben, e visitamos muitas lojinhas lindas, e eu descobri uma super loja, de violão e guitarra, por lá, mais tarde eu vou ter de voltar nessa loja, FATO.
Quando já era lá pelas três e meia da tarde, a minha mãe disse que era melhor nós voltarmos, pois ela ainda tinha muita coisa para arrumar para a festa de hoje à noite.
– Queridas, eu vou ter de ir ao mercado antes de voltarmos para casa, ok?
– Sem problemas por mim - eu disse, não queria ser um estorvo logo no primeiro dia.
– Ta, mas eu vou querer comprar alguns chocolates, ta em falta em casa – Disse .
Eu AMO chocolate, e outra, FATO que eu vou ter de fazer brigadeiro para eles algum dia, eu tenho certeza de que isso vai mudar a vida dessa gente aqui em Londres!
– Ok.
Nós fomos ao supermercado, lá eu aproveitei e procurei as coisas necessárias para fazer brigadeiro. Quando nos fomos ao caixa, a minha mãe olhou para os meus braços que continha os ingredientes.
– O que é isso?
– Ah, é que eu gostaria que vocês experimentassem um doce brasileiro, queria saber se você poderia levar, mãe?
– Ah claro, querida.
– DOCE? VOCÊ FALOU EM DOCE? ONDE? – Perguntou . Meu Deus, ela realmente gostava de doces, ela vai amar brigadeiro, haha.
– Eu vou fazer um doce brasileiro para vocês. Lá no Brasil, as crianças praticamente já nascem sabendo fazer brigadeiro.
– Brigadeiro?
– Sim, mas relaxa, você vai experimentar – eu disse piscando para a minha irmã formiga.
– Ta bom.
Quando nós já estávamos em casa, foi para a cozinha preparar o jantar, e eu ajudei a arrumar a casa.
O jantar iria ser lá na churrasqueira, que era onde cabia mais gente, eu e colocamos os pratos, talheres e copos todos empilhados em um canto, e levamos a caixa de som lá para fora.
– Vem! – Disse me puxando para dentro da casa.
– Ir a onde?
– Pro meu quarto, afinal nos temos que escolher os CDs né, eu não gosto das músicas cafonas que eles – disse isso apontando para a mãe – gostam. Temos que salvar essa festa não é?
Eu concordei com a cabeça enquanto me deixava ser puxada para dentro do quarto dela.
O quarto da era parecido com o meu, a não ser pela parede roxa ao invés da minha rosa. E pela porção de CDs empilhados em prateleiras e pôsteres de banda espalhados pelo quarto e pelas paredes.
Ela retirou uma pilha de CDs de cima da prateleira e jogou em cima da cama.
– Senta dude, não precisa ficar com vergonha sister.
– Ta – disse rindo.
– Então, vai escolhendo os que você mais gosta, que eu escolho os que eu mais gosto, e ai a gente junta tudo.
– Ta.
– Você só sabe falar ‘ta’?
– Não – ri mais ainda.
– Ah ta – ela me acompanhou.
Eu estava passando os CDs e separei um da Taylor Swift, Busted, The Beatles, Bruce Springsteen, Shakira e Avril Lavigne.
– Ok, deixa eu ver os que você escolheu... Taylor, Busted, Beatles, Bruce, Shakira, Avril… Boa escolha!
– Gostei – Eu disse rindo – Agora me deixe ver os que você escolheu... Panic! At the disco, The Click Five, Boys like Girls... Nossa, a gente tem muito em comum, irmã.
– Pois é, isso vai facilitar muito as coisas – ela riu.
– Com certeza.
Após nós escolhermos os CDs, o que, acredite ou não, levou cerca de 2 horas (Qual é, ela tinha muitos CDs MESMO!). Ela disse que iria passar tudo pro Ipod dela pra ficar mais fácil. Então eu desci para ver se precisava de ajuda.
– Quer ajuda, mãe?
– Oh não querida, já esta tudo certo aqui, descanse um pouco e depois vá se trocar. Já são cinco e meia, daqui a umas 2 horas o pessoal começa a chegar, e acredite, você vai ter que fazer muita sala hoje, todos estão muito ansiosos para te conhecer.
Isso me fez corar, será que o também estava ansioso para me conhecer?
– Ok, vou ligar para a minha mãe, então.
me olhou com uma cara de ponto de interrogação, e então eu entendi a confusão que eu a via feito.
– Eu quis dizer – eu ri – que vou ligar para a minha mãe do Brasil.
– Oh sim – disse ela sorrindo – tenho certeza de que ela ficará muito contente.
– É, eu também acho. A gente se vê depois, mãe.
Eu dei um beijo nela e subi as escadas correndo para o meu quarto. Peguei o meu celular e disquei o numero do celular da minha mãe. Será que de TIM para TIM, a ligação é mais barata?
– Alô? – Disse minha mãe me tirando de meus pensamentos.
– Oi, mãe.
– FILHA! QUE SAUDADES DE VOCÊ! NÃO TÁ COM FEBRE NÃO NÉ? NEM DOENTE? TA COMENDO DIREITINHO? COMO QUE ELES ESTÃO CUIDANDO DE VOCÊ? COMO QUE É A CIDADE? E A CASA? JÁ FEZ A MATRÍCULA NA ESCOLA? E A COMIDA? VOCE JÁ CONHECEU O SEU LINDO E MARAVILHOSO ? E... – antes que minha mãe continuasse com aquele interrogatório interminável, eu respondi.
– Mãe, mãe... MÃÃÃE!
– Oi?
– Calma! Eu não estou doente, to comendo como sempre, todo mundo é muito legal aqui, a cidade é maravilhosa, e ta calor por enquanto, a casa é linda e enorme, ainda não fui ver escolas, to esperando a Bia pra isso, a comida é boa, mas eu prefiro a do Brasil mesmo, e não, infelizmente eu ainda não conheci o .
– Que bom filha, assim eu fico muito mais tranquila. Mas por quê? O que aconteceu que vocês ainda não se viram?
– Ah, ele não mora mais aqui mãe, ele tem uma casa própria, mas eu vou conhecer ele hoje se Deus quiser, a , a minha mãe daqui, ela esta fazendo uma festa para que a família toda me conheça.
– Ah que bom, filha.
Nós ficamos conversando mais algum tempo sobre as como estavam as coisas do Brasil e minha mãe estava me contando sobre o Dicésar ter saído do BBB no último paredão, quando eu olhei o relógio e vi que já eram seis e meia.
– MÃE DO CÉU, EU TENHO QUE DESLIGAR! JÁ TA TARDE, DAQUI A MEIA HORA O POVO VAI COMEÇAR A CHEGAR E EU NEM TOMEI BANHO! BEIJOS, TE AMO!
– Ok filha, beijos, te amo e estou com saudades.
– Também estou com saudades.
Eu desliguei o telefone e dei play no meu radio, começou a tocar um CD do Jesse McCartney, eu então aumentei o volume e fui tomar banho. Saí do banheiro com um roupão, e uma toalha enrolada na cabeça, a estava deitada de bruços na minha cama, lendo uma revista de moda qualquer, estava com um macacão tomara que caia verde estampado e uma sandália baixa fechada no calcanhar. Ela estava LINDA!
– E ai, o que você vai vestir?
– Ah, um vestido verde com estampa florida e uma sapatilha.
– Vai, coloca ai, eu quero ver como fica.
– Ta, espera aí.
Eu peguei a minha roupa e sapato, e coloquei.
– Wow! Ta linda – Ela disse deixando a revista de lado e levantando da cama.
– Wow! Linda ta você! – Eu rebati.
– Estamos as duas lindas, então.
– Fechado – disse eu piscando pra ela.
– Mas você vai de cabelo molhado?
– Nem e... Ah, eu to atrasada!
– Ih, relaxa, não tem problema se atrasar um pouco para a sua própria festa – disse ela piscando para mim – e eu ri.
Eu fui para o banheiro secar o meu cabelo, eu tenho sorte de, apesar de ter bastante, ele secar rápido. Eu gosto do meu cabelo enrolado nas pontas, e não totalmente liso, de modo que não preciso fazer chapinha.
Em 5 minutos o meu cabelo já estava seco, quando eu olhei para o quarto novamente eu vi a indo até o som e colocar um CD.
“Wake up in the morning feeling like P. Diddy…”
– WOW EU ADORO A KESHA! – Eu gritei para ser escutada por cima da música.
– EU TAMBÉM! – A me gritou de volta.
E então nos começamos a dançar pelo quarto até a música acabar, e então nós duas nos jogamos na cama e começamos a rir.
Eu já estava quase pronta, coloquei o meu arquinho e meu colar com pingente de coração, passei o 212 sexy que eu AMO e que eu ganhei da Gi de aniversário de 17 anos, como diz ela “para me dar sorte”.
– To pronta. – eu disse para .
– Então vambora. Já chegou alguns parentes: A vovó e o vovô Mouse, o Dean, o Nick e o Sean, nossos primos, e o Tio Andy e a nova namorada dele, a Kitty. E fica a dica: quando eu digo nova, eu quero dizer REALMENTE nova.
Não, então o ainda não tinha chegado.
Quando nós chegamos à churrasqueira, eu vi de cara um homem com seus 40 e poucos anos abraçado com uma menina de 20 anos. Aquele só pode ser o tio Andy, bem, ela era realmente nova.
– Olá querida, venha conhecer os nossos parentes – disse a minha mãe, toda empolgada - Eles estão loucos para te conhecer também. Esse aqui é o tio Andy e a sua namorada, Kitty – disse ela apontando para o senhor e a... Hm... Garota que estava com ele.
– Oi, é um prazer finalmente conhecer o mais novo membro da nossa família – Disse tio Andy estendendo a mão pra mim.
Então eu me lembrei de que na Inglaterra, eles não têm o costume de beijar no rosto como forma de cumprimento, isso era só no Brasil.
– Oi – disse eu sorrindo e estendendo a mão – o prazer é todo meu.
– Olá – me cumprimentou Kitty. Ela tinha uma voz muito agradável, e também era uma loira muito bonita.
– Oi.
– Nova também, não é? – disse Kitty.
– Sim, você também, né?
– Sim – ela riu.
– Esses aqui são o vovô Mickey e a vovó Minnie. – disse me guiando até um lindo casal de idosos que sorriam para mim.
– Olá querida – disse vovó Minnie. Ela era a idosa mais fofa que eu já tinha visto, de cara eu já sabia que nós iríamos nos dar muito bem.
– Oi Sra... Hm... Minnie.
– Ora, por favor, me chame de vovó, afinal, agora você também é minha neta, não é?
– Obrigada, vovó – disse rindo.
– E esse é o vovô Mickey – disse .
– Oi - eu cumprimentei o senhor.
– HEIM? O QUE ELA DISSE? – o homem começou a gritar de repente, e eu dei um pulo pra trás – NÃO, MINHA FILHA, EU NÃO QUERO FAZER ATIVIDADES FÍSICAS AGORA, MUITO OBRIGADA – o velhinho continuou gritando.
Eu fiquei sem reação, afinal, não é todo dia que você vai cumprimentar alguém e ele grita na sua cara.
– Oh querida, desculpe, é a idade que o deixou meio surdo. – disse a vovó Minnie. – NÃO QUERIDO, ESSA É A MENINA DO EXTERIOR QUE VEIO MORAR AQUI! – Gritou a vovó Minnie para que ele escutasse.
– AHHHH SIIM, SINTO MUITO FILHA, É A IDADE QUE NÃO ME DEIXA ESCUTAR TÃO BEM COMO ANTIGAMENTE! PRAZER EM TE CONHECER E SEJA BEM VINDA A FAMÍLIA. E PODE ME CHAMAR DE VOVÔ, SE QUISER.
– Oh sim, OBRIGADA VOVÔ! – eu disse gritando pra ele.
O pessoal começou a rir, e eu não entendi porque, o que me fez corar.
– Vamos querida – dizia minha mãe limpando uma lágrima do olho de tanto rir – Vamos conhecer os seus primos. Esse aqui – dizia ela apontando para um garoto de cabelos arrumados para cima com gel, castanhos, e olhos bem escuros – é o Nick.
– Prazer em te conhecer. Se precisar de alguma coisa, dá um grito – Disse o menino piscando pra mim.
– Obrigada, pode deixar – ri – e prazer em te conhecer também.
– E esse aqui – disse a minha mãe apontando para um garoto de cabelos pretos e lisos, com um topete, e olhos bem azuis como os de – é o Dean.
– Bem vinda à Inglaterra, brasileirinha – Disse ele para mim.
– Obrigada. Prazer em te conhecer.
– Ohho, o prazer é todo meu, acredite – dizia ele piscando para mim.
“As pessoas piscam muito por aqui”. Este, no entanto, tinha a voz mais grave que o anterior, fazendo com que ele parecesse ser mais velho.
– E esse aqui – disse a minha mãe mais uma vez, apontando para um menino de cabelos lisos e jogados nos olhos extremamente verdes – É o Sean.
– Olá, prazer em te conhecer – Para a minha surpresa, o menino disse em português.
– God save the Queen – disse eu à ele, fazendo um sinal de respeito com o braço.
Nisso todo mundo caiu na risada, e eu também porque, dessa vez, eu entendi a piada.
Após ser apresentada à todo mundo, eu e colocamos o Ipod dela na caixa de som, apertamos play e aumentamos o volume no máximo, nem reclamou, ela já devia estar acostumada com sons altos. Começou a tocar uma musica da Avril Lavigne, e então nos sentamos na mesa, junto com os meninos e ficamos conversando. Eu descobri que os todos estão no mesmo colégio, que Sean e Nick têm 20 anos, e Dean, 18. Então, provavelmente, será com eles que vou estudar esse ano.
Eles ficaram me contando sobre como era fácil matar aula na escola e sobre como os professores eram chatos e sem graça, o que criou muitos “injusto*” quando eu disse que no Brasil, os professores costumavam fazer piadinha a aula toda. (n/a: *injustos – quando se fala “isso não é justo” auehuaeha)
De repente me deu uma vontade de ir ao banheiro, só que este era só lá dentro, na sala de estar.
– Gente, com licença, eu vou ao banheiro.
– Ok.
– Vai lá.
– Não some.
– Se ela não voltar mais a culpa é sua, Nick.
– PORQUEE?
– Porque primeiro, você deve ter xingado ela quando tentou falar em português, e segundo, porque tudo é culpa sua – me afastei escutando a risada deles e os protestos de Nick.
Enquanto eu estava lavando as mãos, eu cantarolava o finalzinho da musica Complicated da Avril. (n/a: SOLTA A MÚSICA AEE GALEREE – Kiss Me – Avril Lavigne)
Eu já estava voltando para junto dos meus... Hm... Primos, quando, ao mesmo tempo em que, terminou Complicated e começou Kiss me da Avril, a campainha tocou. Como eu já estava lá mesmo, eu fui atender, para variar, cantando.
– Ohh, Kiss me, beneath the milky twilight...
E então eu abri a porta. O que eu vi, me deixou sem reações, eu até parei de cantarolar. Eu só conseguia ver o paraíso me encarando.
E então, o paraíso começou a falar comigo, como se ele falasse desde sempre, e... Ahh... Como sua voz era agradável.
– Oi.
Capítulo V
Better than I though.
’s P.O.V.
O dia estava indo péssimo, o Bruce tinha fugido de casa, e como o condomínio onde eu moro é imenso, demorei séculos para achá-lo. Fora a reunião da banda que eu cheguei duas horas mais cedo porque o gay do me deu o recado errado. Eu coloquei fogo em mim mesmo hoje quando eu estava fazendo meu almoço, bem, pode-se dizer que cheguei um tanto perto demais do fogão e meu avental pegou fogo e eu quase fui tostado, yeah, eu cozinho de avental, ok? E o pior de tudo, eu e a brigamos, ah, às vezes ela tem uma mania de ser mandona e querer dizer o que eu tenho que fazer, como eu devo me vestir, isso é chato, a miss é ela, não eu. E agora a minha mãe, que decidiu não ter problemas o suficiente, decidiu que queria receber uma intercambista em casa, ela diz que vai ser bom para nós aprendermos culturas diferentes e blablabla. E é pra onde eu me encontro indo agora, para a festa de boas vindas dessa garota. disse que não vinha, ela estava muito brava comigo, e estava fazendo isso só para me irritar, eu tinha certeza disso. Pelo menos a noite estava agradável, o céu estava claro e estrelado. Desci do carro e acionei o alarme, um som alto vinha da casa. Típico da família . Andei até a porta da frente e toquei a campainha. Não demorou para que alguém atendesse. Uma menina alta, de cabelos bem pretos longos e lisos, com uma pele branca, os olhos de um azul acinzentado e com belíssimas curvas abriu a porta. Que gata! Mas eu não a conhecia, achei até que tinha entrado na casa errada, mas não. Olhei o número que estava do lado, se eu não estava ficando louco, aquela ainda era a casa de número 48, na qual eu morei uma boa parte da minha vida. Então eu olhei para aquela garota, com uma cara de interrogação, e então eu entendi, ela era a intercambista.
– Oi – eu disse.
E ela não respondia.
– Eu sou o – Eu tentei mais uma vez.
Depois de mais uns segundos ela finalmente respondeu.
– Hmm... Ehh... Oi, meu nome é , eu sou a intercambista, vim do Brasil, eu adoro gatos.
Eu ri alto.
– Prazer do Brasil que gosta de gatos. – Eu disse para descontrair um pouco o ambiente, mas acho que a deixei com mais vergonha ainda.
Ela abaixou o rosto e corou.
– Então, acho que a festa é aqui, não é?
– Oh, sim, desculpa, entra ai, eles estão todos lá atrás.
Enquanto nós caminhávamos, de vez em quando eu olhava pra ela, ela estava caminhando de cabeça abaixada, olhando para os pés. Dude, ela era, diferente, e hot, muito hot, tinha que ser brasileira, acho que vou comprar uma casa lá, só tem mulher bonita naquele país, meu Deus! , páre de filosofar! Nós chegamos lá fora e eu vi que todos já tinham chegado, eu era o atrasado como sempre.
– ! FIILHO! VOCÊ CHEGOU, MAS QUE BOM! Onde está a ? – Ela perguntou. Cara, porque todos querem falar dela? Nós brigamos e ela só para me irritar não quis vir. Yeah, eu não disse isso.
– Desculpe mãe, ela não pode vir hoje, ela não estava se sentindo muito bem.
– Oh, mas que pena. Mas deixa eu te apresentar, essa é a , a intercambista do Brasil, sua nova irmã. – A minha mãe puxou a garota que já tinha se afastado para perto da .
– Yeah, nós já nos conhecemos. – Eu disse.
– É, eu abri a porta. – Disse ela, que depois pensou no que falou e abaixou a cabeça novamente.
Enquanto a minha mãe ria, eu sorri, ela era totalmente diferente das mulheres que eu geralmente conhecia. Cumprimentei o resto da família, vovô, vovó, tio Andy e sua nova namorada Kitty, o sorriso dela estava bem radiante, coitada, se ela soubesse que provavelmente não vai durar nem duas semanas, e fui me sentar com os meus primos, que apesar de eles serem um pouco mais novos do que eu, eu me dava muito bem. Sempre podemos contar com a família... Ou não. Balancei a cabeça para tirar esse pensamento da minha mente, prometi a mim que nunca mais pensaria sobre esse assunto, já está morto.
– Hey , que cara é essa dude? – Perguntou Dean.
– Nada cara, só estava pensando.
– AHAAA! Então esse era o cheiro estranho que eu estava sentindo – Disse .
Todos riram, e eu mandei a língua pra ela.
– Onde está a , ? – Perguntou .
– Ela não pôde vir, não estava se sentindo muito bem.
– Yeah, sei. – Disse , sarcástica. Elas nunca se deram bem – é a namorada do , ela foi a miss Inglaterra 2007 – disse para .
– Hm – Ela só assentiu. Yeah, ela era diferente.
– Ahh, falaram que sexta a noite no DOM’s vai estar muito bom, eu, a e os dudes vamos, vocês querem ir? – Eu perguntei.
– WOOW, EU TOPO! – Disse Dean.
– Eu também, preciso de uma festa urgente! – Disse Sean.
– Não preciso nem dizer que eu e a estamos dentro não é? – Disse dando um gole na sua coca.
– Hun? – Perguntou .
– Yeh, você realmente acha que eu vou sair pra festa e te deixar aqui em casa mofando? Nanana.
– E você Nick? Vamos? – Perguntou Dean.
– Dude, eu to muito dentro, você me conhece, a night e as garotas já estão sentindo a minha falta.
– Wow, desculpa ai Senhor As-garotas-me-desejam – Disse Sean.
– Fazer o que se eu sou hot, né cara? – Disse Nick, rindo convencido.
– Yeah, yeah, ta bom, senhor gostosão, deixa isso pras loiras burras e cegas que você pega.
– Hey! Elas podem ser burras, mas não são cegas. E são hot, muito hot, valeu?!
Todos caíram na risada com a cara de indignação que o Nick fez.
– E ai maninho, como que estão as coisas da gravação?
– Ah, então, depois eu quero que você de uma opinião sobre a capa do nosso novo CD, eu to pensando em uma coisa assim, mais estilo Bruce Springsteen no CD Born in the U.S.A. sabe?
– Como? Uma foto da bunda de vocês quatro? – Perguntou sarcástica, cara, ela podia ser bem inconveniente às vezes.
– O que? NÃO... Mas se bem que não é má idéia, tenho certeza que iria vender pra caramba uma foto desse meu bumbum escultural aqui.
De repente todo mundo caiu na risada, certo, eu não entendi nada.
– O quê? Porque vocês estão rindo?
– Bumbum, ? Mas que diabos – Disse Dean entre risos.
– Dude, nós temos visitas, eu não sei qual é o nível de inocência dela – Eu me defendi.
– Não se preocupe, , eu não sou tão inocente assim ok – Disse ela, limpando uma lágrima.
– Ótimo, até a brasileira me tirando, gostava mais quando elas gritavam o meu nome e me jogavam sutiãs.
– O quê? – Ela me perguntou rindo.
– Yeah, o tem uma banda, eles já tocaram no Brasil, ele, o , o e o . Eles são o McFLY.
– Ah! A banda com nome de sanduíche do Mcdonalds! Sério que você faz parte? – Ela perguntou.
– O quê? Sanduíche do...? Hã? NÃO! McFLY de Marty McFLY, do filme de Volta para o futuro!
– Ah, bem, isso é criativo também.
– Se eu ganhasse 1 libra por cada pessoa que me falasse isso eu já tava rico.
– Dude, cala a boca, você é rico! Idiota esnobe! – Disse Sean rindo.
– Você entendeu o que eu quis dizer, dude – Eu disse para que a intercambista não me achasse esnobe, porque, dude, eu não sou.
– Gente, posso fazer uma pergunta? – Disse - O que é o DOM’s? - É, essa realmente me surpreendeu.
– Mas que mudança de assunto repentina, cara! Você é das boas! – Disse Nick.
Ela corou riu e disse:
– Obrigada.
– DOM’S é um dos melhores PUBS daqui. – Respondeu Sean, rindo igual louco.
– Mas, uhh, como eu vou entrar?
– Como assim?
– Aqui não precisa de identidade, nem nada parecido, pra entrar? Não precisa ser maior de idade?
– Aqui precisa ter mais de 21, mas nós temos ID falsa. – Disse Nick sussurrando a última parte e mandando uma piscadela para .
– Ohh, lá no Brasil nós também fazemos isso – ela riu – só que a minha vale pra lá e não aqui em Londres.
– Relaxa, é só você mostrar a sua ID de lá e falar em português que eles te deixam entrar – Disse – E outra, como o e os garotos vão, qualquer coisa eles te colocam pra dentro – Nessa hora a minha irmã me mandou um sorriso colgate e uma piscada depois.
– Hey, isso é uma exploração! - Eu disse brincando.
– Yeah, mas você já esta acostumado com isso não é, maninho, afinal de contas, você sempre foi meu pau-mandado – Disse a minha irmã com a sua risada debochada.
– MALIGNA! – Eu gritei.
Nessa hora todos caíram na risada.
O tempo foi passando, descobri que tem 17 anos, ok, ela é nova, mas não é tão novinha assim. Começou a ficar cada vez mais tarde. Quando o relógio soou às 2 da madrugada Vovó Minnie e vovô Mickey já haviam ido embora, Tio Andy e a sua namorada cujo nome eu não me lembro, por ser nova e ele ficar mudando de namorada o tempo todo, já estavam se despedindo de nós.
– Hey tio, quer me dar uma carona? – Perguntou Nick.
– Ok, sem problemas, mas falando nisso, porque a Jo e o Bobby não vieram?
– Ahh, eles tiveram uma reunião de emergência lá na loja.
– Imagino que essa também é a razão de Tânia, Fred, Yvy e George não terem vindo também – Disse ele olhando para Sean e Dean agora.
– Yeah, pode crer tio, mas eles realmente queriam conhecer o novo membro da família – Disse Dean para . Era impressão minha ou ele estava dando em cima dela?
– Essa cafeteria toma muito tempo deles - Disse tio Andy.
Meus tios Joanna e Bobby, que eram pais de Nick, eram donos de uma cafeteria no centro da cidade, a Vanilla’s Caffe. Enfim, os pais de Dean, Yvanna e George, e os pais de Sean, Tânia e Fred, também eram donos, eles tinham feito uma sociedade para tomar conta das outras duas cafeterias espalhadas na cidade.
– Ok, então vamos meninos, que amanhã eu tenho que trabalhar.
– Yeah yeah, sei tio Andy – Disse Dean piscando para o tio Andy, que corou e pigarreou.
– Bem, de qualquer modo, vamos logo. – Disse o tio Andy se despedindo de nós.
– Eu ligo pra vocês sexta ok, galera? – Disse Nick.
E então eu olhei para o lado, e vi Dean se despedindo da intercambista. Era de novo impressão minha ou ele estava realmente cantando ela? Assim que todos foram embora, eu também decidi que era hora de ir, afinal, amanhã eu teria outra reunião para decidir com os meninos as coisas para o novo álbum. Fui ate a minha mãe e deu um beijo nela.
– O que foi filho? Já está indo também?
– Sim mãe, amanhã vai ser um longo dia pra mim e pros caras, muitas coisas pra arrumar ainda.
– Hm, ok filho, traz eles aqui um dia desses, faz tempo que não os vejo, sem contar que eles têm que conhecer a sua nova irmã, não é mesmo?
– Yeah, eu acho que sim. – Eu disse pensando no cantando a , o que não me deixou muito confortável. Qual é dude, ela é minha... Erm... Irmã!
– Falando nisso filho, o que você achou dela? Ela é uma graça de menina. Você poderia me ajudar a fazer com que ela se sentisse bem vinda na família, não é? Porque eu acho que ela ainda esta meio constrangida.
– Ok mãe, sem problemas. – Eu disse.
Yep, ela realmente era uma graça. O quê? Ela era mesmo, não dá pra mentir pra si mesmo.
– Oun, obrigada, meu querido – Ela disse apertando as minhas bochechas.
O engraçado da coisa é que por mais que eu fique adulto, minha mãe continua me tratando como criança.
– Uuimuuevoxextabibãchucãdu.
– O que, filho? – Ela não soltava.
– Iudixe voxeestámemaxucando.
Depois de uns segundos, ela finalmente entendeu e me soltou.
– Oh desculpe, filhinho - Ela disse dando mais um tapinha na minha bochecha.
– Ok, mãe.
– E traga a também.
– Yeah, eu vou.
Dei mais um beijo nela e fui me despedir das minhas... Erm... Irmãs.
– Danny, você passou o meu blush de novo? – Disse com a mão na cintura.
– HA-HÁ-HÁ – riu sarcástico – engraçadinha, eu já disse que eu não passei porque quis, o me obrigou, ok?
– Yeah yeah, sei. NÃO CHEGA PERTO DELE DE NOVO! Ele é caro! Humpf.
– Que seja, bem irmãzinhas, EU VIM AQUI – eu disse dando ênfase à essa parte – para me despedir, eu acho que também já esta na minha hora.
– Já? – A Intercambista perguntou, e depois ficou vermelha de novo. Será que ela queria que eu ficasse mais? Eu percebi que a lançou pra ela um olhar, com um sorriso no canto dos lábios, mesmo ela tentando disfarçar.
– Sim, amanhã eu tenho que estar cedo no estúdio, e agora eu não tenho mais o meu quarto nessa casa, sabe? – Eu disse piscando pra ela.
– Desculpe – Ela disse constrangida.
– Relaxa, eu só estou brincando com você – Eu disse colocando o meu braço pelo ombro dela e apertando ela contra mim.
– Falando nisso, fala pro que ele esqueceu uma cueca dele aqui em casa e que a mamãe achando que era uma cueca velha sua, transformou em pano de chão, ele perdeu uma cueca – informou
– Eu sabia que tinha alguma coisa errada quando ele me falou que achava que tinha gremlins escondidos no quarto dele roubando as cuecas – ele disse rindo histericamente.
As meninas começaram a rir, eu enxuguei as últimas lágrimas.
– Bem, então tchau Ircky - Disse eu dando um beijo na testa da minha irmã que me empurrou e me mostrou a língua.
– Tchau, cabeção.
– Tchau, brasileirinha – Eu disse para a intercambista dando um beijo na testa dela também – E ah – eu disse já indo para a porta – não se deixe levar pelas maluquices da , ela é maligna!
Ela então deu um sorriso para mim e disse:
– Não se preocupe comigo – ela disse piscando para mim.
Então eu acenei para elas e fui embora, amanha iria ser um longo dia.
’s P.O.V.
E então ele se foi. Eu ajudei e a arrumarem as coisas e depois disse boa noite. Estava cansada, sabe-se lá o que a minha nova família arranjaria para eu fazer amanhã. Ri com esse pensamento, eles eram bem loucos, quem diria, a família Jones inteira não era o que eu imaginava, e principalmente ele. Eles eram melhores. Quando eu estava subindo as escadas, eu olhei novamente para a foto do , ele é uma pessoa muito carismática, e bonita, e legal, e bonita e... Ahh vocês já entenderam.
– E ai, o que achou dele?
Eu dei um pulo, dude, essa menina aparecia do nada.
– Te assustei? Me desculpe.
– Não, tudo bem, – disse.
– Mas e então, o que você achou do meu irmão?
E então eu corei ao lembrar que ela havia me pegado olhando para a foto do .
– Bem, ele é muito legal.
– Yeah, sei. – Ela disse isso me olhando de lado, com um sorriso que eu podia jurar que tinha, nem que fosse um tiquinho, de malícia.
– O quê? – Eu perguntei.
– Você sabia desde o começo quem a gente era, não sabia? Quem ele era – Ela disse apontando para a foto.
Eu fiquei estática. O que eu podia dizer? E eu que achava que tava enganando alguém.
– Ah... É... Eu... Eu... – Burra, não consegui formar uma só frase.
– Yeah, você não me enganou nem um minuto. – Ela disse sorrindo para mim, mas não era um sorriso com maldade ou malícia dessa vez, era um sorriso calmo e compreensivo.
– Eu sinto muito, . Sim, eu sabia quem vocês eram desde que eu recebi a carta da minha família, há uma semana atrás. Eu sinto muito por não ter dito nada – Eu disse olhando para os meus pés, cara, eu devia estar um tomate agora de tão vermelha, que VERGONHA! Certeza que ela vai me odiar agora, ai ela vai contar para a mãe dela, e pior, pro , e ai eles não vão gostar mais de mim, e vão me mandar de volta, então adeus intercâmbio, adeus Londres, adeus McFLY, adeus sonho, eu vou sentir saudades de...
– RELAXA, maninha, eu sei como deve ser tenso pra você. E não, eu não estou brava, e NÃO, eu NÃO vou contar pra mamãe e nem pro – E então ela piscou pra mim. Caraca dude, essa foi a coisa mais INESPERADA que ela poderia ter feito.
Eu abri a boca e olhei-a incrédula.
– O quê? E mesmo que eu contasse você acha que alguém se importaria? O que você acha que nós somos – ela perguntou rindo.
– Yeah, não, mas eu achei que vocês iriam me achar estranha, e iriam se sentir incomodados comigo.
– Nahh, que isso...
– MAS PROMETE QUE NÃO CONTA!
– Yeah yeah, eu prometo.
Nossa, graças a Deus, dessa eu tinha me safado.
– MAS SÓ... Mas só se você não mentir mais pra mim – Ela me apontou o dedo e colocou a outra mão na cintura – Afinal, você é a minha little sis, não?
– ... VOCÊ É A MELHOR IRMÃ DA FACE DA TERRA!
E então eu pulei em cima dela, e nós caímos no chão rolando abaixo o que faltava da escada.
– OUTCH! Essa doeu! – disse.
– Não como em mim, já que... VOCE ESTÁ EM CIMA DE MIM! – eu gritei pra ela.
– Bem que eu vi que para uma queda da escada não doeu tanto – Ela disse saindo de cima de mim e deitando no chão ao meu lado.
Nós olhamos uma para a outra e então explodimos em risadas.
– A GENTE CAIU DA ESCADA! – Eu disse ficando sem ar de tanto rir.
– E EU CAÍ EM CIMA DE VOCÊ! – ela riu mais ainda.
– Ta, chega de graça – Eu disse me levantando e ajudando a se levantar também.
Nós subimos as escadas juntas e quietas, só apreciando aquele momento.
– Bem, boa noite, maninha. – disse quando chegamos à parte do corredor em que se divide para os quartos.
– Boa noite, e obrigada por ser tão boa. – Eu disse.
– Sem problemas, irmãs servem para isso, não? – Ela disse sorrindo e me abraçando. E antes de entrar no quarto, ela virou pra mim – Ah, e sonhe com o .
Cara, ela era vidente? Lia mentes? Ou o quê? E o pior, ela falou alto, e se a mãe dela tivesse escutado?
– O quê? – Eu disse com uma cara de “você está ficando louca?”
Ela só apontou o dedo pra mim e apertou os olhos.
– Sem mentiras! Humpf!
Eu suspirei, ok, eu prometi, e é melhor ela saber do que todo mundo.
– Ok, ok, mas dá pra pelo menos falar isso baixo? – Eu disse sussurrando.
– Eu sabia, eu sabia! – Ela comemorou sussurrando.
– Boa noite, – Eu disse revirando os olhos e entrando no meu quarto enquanto ela ainda comemorava. Que bom que eu tenho uma irmã como ela cara, ela era muito engraçada.
Depois de me arrumar para dormir, eu quero dizer, colocar meu pijama de cachorrinho (um shorts que eu ganhei da Bia ano passado, minha mãe sempre dizia que parecia mais com uma calcinha de tão pequeno que era, e uma blusa sem manga, é eu sei que vocês devem estar dizendo que eu sou louca de colocar essa roupa em uma noite de Londres, mas se vocês tivessem uma cama com os edredons, isso mesmo, plural de novo, que eu tenho, você também iria pôr essa roupa, confiem em mim), tirar a maquiagem e escovar os dentes, eu prendi o meu cabelo num rabo-de-cavalo e deitei na cama debaixo daquele monte de edredons quentinhos.
Yeah, eu conheci , será que ele gostou de mim? Bom, é meio complexo contando que eu disse: “Oi, meu nome é , eu sou a intercambista, vim do Brasil, eu adoro gatos”. Dude? Eu adoro gatos? Mas que merda foi aquela? Yeah, foi bad mesmo, mas eu tava nervosa, dá um desconto! “, você é a pessoa mais burra que eu já conheci, e outra, ele tem namorada, a sabe? A MISS!” Ok, chega de falar, consciência, já pra cama! Eu já avisei que as conversas comigo mesma são freqüentes, não disse? Pois é.
Eu sabia da , todos sabiam, estava nas revistas e nos jornais. Mas ele ainda era o meu irmão, e bem, eu poderia ter alguma coisa com ele, diferente do que eu queria, mas mesmo assim, alguma coisa. O cansaço estava me consumindo, eu deitei a minha cabeça no travesseiro e senti aquele aroma de novo. Sim, eu descobri o que era esse cheiro bom que se misturava com o de roupas de cama novas, era o perfume do .
Capítulo VI
High School NEVER ends.
– Levante e brilhe, querida!
Eu senti alguém sentando na beirada da minha cama, delicada de mais para ser a , eu olhei por cima dos cobertores e vi a minha mãe inglesa parada olhando para mim.
– Vamos, querida? Temos que ir fazer a sua matrícula no colégio, a já foi para lá.
Ótimo, e quando eu pensei que tinha me livrado do colégio, tcharam: Hello school... again!
Como se lesse os meus pensamentos, disse:
– Mas não se preocupe, você não vai lá para estudar, hoje. Hoje nós iremos somente fazer a sua matrícula, falar com a diretora, pegar os uniformes e para você conhecer o local. E eu te garanto, Lady Hellsington não é tão má quanto a possa ter falado. Ela vem de uma família nobre de Londres, sabe?! Mas que mulher adorável – Enquanto ela falava, eu via um quê de admiração em seus olhos.
– Hm... – Eu resmunguei –... Uniformes?
– Sim, uniformes.
Eu odeio uniforme, eles são tão igualitários, tiram todo o espírito e a criatividade dos jovens. Ew.
– Vamos dorminhoca, o dia está lindo lá fora, e até um pouco quente – disse tentando me animar.
– Sem jaquetas hoje?
– Sem jaquetas. – Ela me disse com um sorriso.
– Wow! – Eu dei um pulo na cama, o que fez a minha mãe rir.
Apesar de eu amar o frio, eu também gosto do calor, até já estou sentindo falta dele.
– Eu vou estar na sala quando você estiver pronta – Disse .
– Ok.
Assim que ela saiu, eu me levantei e olhei no relógio. Caraca, já era meio dia e meio! Fui até a janela e abri as cortinas, a luz do sol bateu no meu rosto, eu fechei os olhos e fiquei sentindo o calor mais algum tempo. Quando eu os abri, eu pude ver que não estava mentindo, o dia estava realmente bonito, o céu estava sem nenhuma nuvem, completamente azul, assim como os olhos do e... , foco!
Depois de fazer a minha higiene matinal, eu fui até o meu guarda-roupa. Coloquei a minha calça jeans skinny, uma bata branca, um all star vermelho, brincos pequenos de pérola (vocês devem estar se perguntando quantos mil anos de mesada eu juntei ou quem era o rico que tinha me dado, mas não, eu comprei na Pink Bijous da esquina de casa por 1,99) [n/a: Pink bijous sempre salva a minha vida auehauehau], e um arquinho no cabelo.
Fui até o banheiro e passei corretivo, um pouco de pó, para tirar o brilho do rosto, lápis, rímel, e meu 212 Sexy. Peguei minha bolsa e desci.
– Estou... – E então me deu branco.
Assim que eu entrei na sala eu me deparei com ninguém mais ninguém menos que meu perfeito, maravilhoso, cheiroso (e COMO) irmão Deus grego.
–... pronta – Eu completei a frase – ? – Eu perguntei com um tom interrogativo.
– Hey little sis - Ele disse com um sorriso.
Eu acho que quando Deus, ou quem quer que seja que tenha nos criado, inventou , ele pensou: “Vou fazer este humano para que todos tenham inveja do seu sorriso”.
– Depois que eu levei para a escola, deixei meu carro para lavar e ele não está pronto ainda, então liguei para o , ele vai nos levar – me explicou.
– Eu não queria dar trabalho, eu sinto muito, eu sei que você deve ter coisas mais importantes para fazer do que levar uma brasileira para a escola – Eu disse.
– Imagina – ele disse rindo – o idiota do me deu o horário da reunião errado, de novo, e a foi para uma sessão de fotos, então eu estava sem fazer nada. E outra, eu adoro brasileiras, são as minhas preferidas – Ele disse piscando pra mim.
Oh my God! Isso realmente aconteceu? Ou eu estou sonhando ainda? “Eu deve estar sonhando e babando no meu travesseiro” e então eu me dei um pequeno beliscão, que aliás, são os mais doloridos, e reprimi o grito. Não, nada, não estou sonhando! Senhor! Isso é demais pra mim.
E então eu sorri para ele.
– Vamos então – Disse – Já estamos atrasados, eu não quero fazer a Lady Hellsington nos esperar muito. – E então ela fez aquela cara de admiração de novo, “eu tenho que conhecer essa mulher”, e então eu olhei para o e ele estava franzindo o nariz, “ou não”.
E então minha mãe sacudiu a cabeça e falou:
– Bem, vamos.
A viagem durou cerca de 20 minutos, o trânsito de Londres era impossível, principalmente na hora do almoço. Eu no banco de trás, para ser mais especifica atrás do banco de .
O carro atravessou um grande portão com grades pretas de ferro e estacionou. Quando eu saí do carro pude ver um conjunto de três prédios de pedra, estilo gótico. Em cima do prédio do meio eu ainda pude ver um relógio que marcava meio dia e cinquenta e cinco.
Nós saímos do carro e atravessamos estacionamento, e subimos as escadas do prédio do meio, e o menor deles. As portas eram bem grandes e grossas, feitas de madeira e em cima delas tinha um arco de vitral. A sala era coberta de poltronas e algumas mesas de centro com revistas em cima, em uma mesa do lado esquerdo tinha algumas garrafas de café e chá. Na frente da porta de entrada, no local mais fundo da sala tinha um balcão onde eu vi três moças sentadas. Nas duas extremidades da sala e do lado da mesa das secretárias haviam arcos que deveriam dar para o colégio.
Nós nos aproximamos do balcão, e falou:
– Boa tarde, nós viemos aqui para fazer a matrícula dessa mocinha aqui, - minha mãe apontou para mim - ela veio de fora do país.
– Ah sim, a senhora deverá falar com Lady Hellsington.
– Sim, sim, eu falei com ela, e trouxe , assim como ela pediu.
– Tudo bem, só um instante, eu vou telefonar para ela.
Após alguns instantes, a secretária assentiu mais uma vez, com a cabeça, para o telefone e desligou.
– Tudo bem, vamos lá, então? – Disse ela simpática.
Nós a seguimos pelo arco ao lado do balcão, este tinha um corredor com várias portas e uma escada, nos a subimos, e eu vi mais um corredor com muitas portas. Nós paramos na porta do meio do corredor, nela estava escrito: “Lady Agnes Hellsington”.
A secretária deu duas batidas na porta e uma voz veio lá de dentro:
– Pode entrar.
A secretária abriu a porta e disse:
– Com licença, Lady Hellsington. – E então nos deu passagem.
– Oh, querida, há quanto tempo. – Disse a mulher já se levantando para cumprimentar .
Lady Hellsington era uma mulher alta e magrela, ela tinha olhos bem azuis, quase brancos, um nariz um tanto quanto grande, o que não pude deixar de notar, um óculos que pendia do mesmo. Ela vestia um terninho, com uma saia até os joelhos, azul-marinho, com alguns colares de pérolas, (que eu tenho certeza que não foram comprados na Pink Bijous) e tinha o seu cabelo castanho preso a um impecável coque.
– Sim, sim, é sempre um prazer revê-la, Lady.
E então ela parou na frente de .
– Ora, ora, quem temos aqui, senhor ! Há quanto tempo, hein?!
– Olá, Agnes.
– E vejo que continua o mesmo – Ela disse erguendo as sobrancelhas.
Ela ficou mais alguns instantes olhando para .
– Bem, o que os trás novamente aqui? – Disse ela já sentando atrás de sua mesa – Por favor, sentem-se.
Nesse momento , franzindo o nariz, cochichou para mim:
– Yeah, acredite, não tempo o suficiente.
Eu não pude deixar de soltar um risinho, o que eu realmente desejei não ter feito, pois, nesse momento, Lady Hellsington virou-se para mim e me fitou com os seus olhos azuis.
– Bem, essa deve ser a jovem da qual você me falou, .
– Sim, essa é Carter, a brasileira de quem lhe falei.
– Sim, eu posso ver. – Ela disse com um sorriso de canto de boca nada agradável ou gentil.
Ela ficou mais alguns instantes me olhando nos olhos com aquele sorrisinho e os seus olhos arregalados. Dude, quem ela pensa que é? A rainha da Inglaterra? Então ela voltou o seu olhar para .
– Bem, , querida, aqui no St. Peter Primton School nós recebemos intercambistas sim, porém eles irão ser tratados como qualquer outro aluno de nossa instituição, não terão qualquer tipo de privilégios por serem de outro país, tais como, uniforme, carteirinha de identificação, colas – neste momento, Lady Hellsington olhou diretamente para , mas não se demorou muito - e advertências. Todas as regras deverão ser seguidas corretamente. Contudo, nós temos a nossa orientadora educacional, com quem ela poderá pedir qualquer tipo de assistência necessária para o seu curso aqui. Você sabe querida, nós só lidamos com os melhores – Ela disse fazendo um gesto com as mãos querendo indicar o colégio.
– Sim, eu sei Lady, agradeço, você verá, ela é uma ótima garota.
Como eu queria que a não tivesse falado nada, porque ai eu não teria que olhar naqueles olhos frios como gelo da Lady Hellsington.
– Mal posso esperar para checar – Ela disse. – Bem, Ashleigh lhes dará os papéis da matrícula e lhe mostrará o colégio. Você ficará com o terceiro ano senhorita – Ela disse se virando para mim. Eu assenti.
– Até breve , querida, foi um prazer revê-la.
– É sempre um prazer estar na companhia de alguém tão agradável quanto a senhora, Lady Hellsington - ela sorriu.
E então ela se virou para e disse:
– Até logo, senhor .
– Adeus, Agnes. – Disse já saindo.
– Até breve, senhorita Carter. Espero não me desapontar com a senhorita.
– Até breve, Lady Hellsington – Eu disse do jeito mais educado que eu consegui.
E então, eu, finalmente, saí daquela sala, já estava me sentindo até enjoada pelo cheiro doce que ela exalava. Sim, ela Lady Hellsington, ela a sala, ela os papéis, ela tudo.
Nós voltamos pelo mesmo caminho de onde viemos, e então eu senti Danny me cutucando e sussurrando:
– E ai, o que achou dela?
Nesse momento eu fiquei tensa, então o enjôo voltou, mas era um enjôo diferente, bom.
– De quem?
– Da Agnes, oras.
– Ah, a Lady Hellsington é uma pessoa um tanto quanto, marcante. – Eu disse temendo que ela escutasse caso eu falasse realmente tudo o que eu havia achado dela.
– Marcante? – riu – Realmente, marcante.
– Porque que ela disse aquilo para você? E porque você a chamou de Agnes?
– Oras, porque é o nome dela.
– Você entendeu o que eu quis dizer.
– Ah, bem, é que quando eu estudava aqui eu sempre colava nas provas, ela sabia, mas nunca conseguiu provar. E outra, eu não entendo o porquê de chamá-la de Lady, ela deve ser só a prima da prima do tio do primo da prima do bisneto da prima da Rainha. Depois de tudo isso, o máximo que ela deve ter é uma gota de sangue azul e, ainda assim, SE tiver, porque depois de tantos anos já deve ter secado 50% do sangue dessa mulher.
Dessa vez eu não pude deixar de rir alto.
– , coitada, ela não é tão velha assim – Eu disse ainda rindo.
– Não? Ninguém sabe quantos anos ela tem. Rola até um boato de que ela seja praticante de magia negra – Ele disse sussurrando a ultima parte.
Eu ri alto de novo.
– Mas que absurdo.
E então rolou um silêncio constrangedor. E então do nada falou:
– Crianças, eu... eu não estou me sentindo muito bem.
Quando eu olhei, estava se segurando na parede. olhou pra mim e eu olhei pra ele, e então nós dois corremos até ela, e então, alcançou-a antes que ela batesse no chão, desmaiada.
– Oh meu Deus, ! ! – Eu gritava, eu estava apavorada.
E então disse:
– Calma, calma , vamos levá-la até a enfermaria do colégio, não se preocupe, eu... eu tenho certeza de que foi só muito tempo respirando o ar daquela bruxa – dava para ver que se esforçava para manter a calma quando o que ele, na verdade, queria era gritar também. Ele estava tremendo, mas se forçava a acreditar naquilo, e eu também.
– Ok – disse ele, a carregando - Vamos, a enfermaria é por aqui.
Nós passamos por vários largos corredores e portas, janelas armários e escadas. Quando finalmente chegamos à enfermaria, já estava abrindo os olhos.
– Hm... , ? O que aconteceu? - Perguntou ela com uma voz fraca.
a colocou deitada em uma das macas.
– Eu vou procurar a enfermeira – Eu disse.
– Procure na salinha à direita, ela deve estar lá.
Eu corri até a tal salinha, e abri a porta com um empurrão.
– Oh meu Deus! – Disse a mulher lá dentro – você me assustou criança.
Porque todos têm mania de me chamar de criança, que coisa, eu já tenho 17 anos, não sou nenhuma criança!
– Por favor, moça, venha rápido, a minha mãe desmaiou no corredor, ela precisa de você.
Ok, isso soou MUITO como uma dessas frases que a gente vê em quadrinhos de super-heróis.
– Tudo bem – disse ela se levantando da cadeira – mas se acalme querida, não podemos ajudar ninguém estando desse jeito. – Disse ela colocando as mãos sobre os meus ombros - Onde ela está?
– Na sala das macas.
Eu a segui até a sala das macas. Quando chegamos lá, já estava sentada e segurava a sua mão, ela sorria, mas ele tinha uma expressão tensa no rosto.
– Olá, meu nome é Susan, eu sou a enfermeira, agora me diga, o que aconteceu?
Susan era uma mulher bonita, alta e jovem, tinha olhos castanhos, seus cabelos eram loiros e estavam presos para trás por uma fita preta. Nós contamos a ela que havia desmaiado e ela a examinou.
– Bem, eu não sou médica, só uma enfermeira, mas, eu posso dizer que a senhora teve uma queda de pressão. Aqui – Disse Susan pegando um copo de água – Beba isso, a senhora vai se sentir melhor - bebeu a água gelada.
– A senhora deveria consultar o seu médico, só para conferir.
– Sim, eu vou, obrigada querida – Disse .
– Hey, o que aconteceu com a senhora Gomes? – Perguntou .
– Ah, a pobre senhora Gomes teve um derrame há uns três anos, infelizmente ela faleceu – Disse Susan com um olhar meio triste.
– Oh, mas que pena, ela era uma senhora gentil.
– Sim, ela era.
– Bem, , eu acho que você será o encarregado de mostrar a escola para a , eu ainda não sei se estou me sentindo bem o suficiente para andar por ai, eu sinto muito querida – Ela disse olhando para mim.
– Imagina, isso não é culpa sua – eu disse.
Um minuto se passou sem que ninguém dissesse nada, eu apenas fitava a janela e o sol da tarde quando eu senti alguém chegar perto de mim e encostar-se ao meu ombro.
– Bem, vamos? – Disse .
Eu olhei pra ele, que estava ao meu lado sorrindo para mim.
– Yeah, vamos.
Enquanto eu e passávamos pelo arco de entrada da enfermaria, eu escutei gritar:
– Vou estar aqui quando vocês voltarem.
– Ta bom, mãe! – Eu e gritamos juntos e rimos com isso.
Ele me mostrou toda a escola, o local onde ficava a sala do terceiro ano, o refeitório, os armários, os banheiros, pátio atrás da escola, o campo de futebol, enfim, tudo. A escola era muito bonita, diferente de qualquer uma do Brasil.
– Então, gostou?
– Sim, é diferente de qualquer escola que eu já tenha visto.
– Yeah, apesar de tudo, aqui é uma boa escola.
E então eu decidi perguntar algo, que eu já sabia, para quebrar o gelo.
– Hey, por que está tudo vazio?
– O que você quer dizer?
– O colégio, não tem nenhum aluno aqui.
– Ah sim, – ele disse com uma cara de quem recebeu a luz divina – mas é claro que tem, vem cá que eu vou te mostrar.
E então aconteceu uma coisa que fez as minhas pernas bambearem e minha respiração parar, segurou a minha mão. Eu não fiquei muito tempo sem respirar, pois no minuto seguinte ele começou a correr, me puxando junto. Corremos até chegar à parte do 3º ano, assim que passamos pelo arco de pedra, paramos de correr e nos aproximamos de uma das portas. Elas tinham uma janelinha em forma circular, que dava para ver dentro da sala.
– Aqui, olha – Ele disse me dando um espaço.
E então, quando eu olhei, vi uma sala com aproximadamente uns 30 alunos, na última carteira, eu vi uma pessoa capotada, até babando na carteira. Mas aquele cabelo, nahh, não me enganava.
– Aquela ali é a... ? – perguntei.
olhou para onde eu apontava e começou a rir, daquele jeito gostoso e contagiante, que só ele sabe. Eu não pude deixar de rir também. A janelinha era meio pequena, então nós estávamos bem próximos. Foi quando eu percebi que nós ainda estávamos de mãos dadas. Eu parei de rir, e ele também, eu olhei para as nossas mãos, e depois para ele novamente. Ele olhou para as nossas mãos e para mim, e a soltou.
– Desculpe – Ele disse constrangido.
Wow, constrangido, uma coisa que eu nunca achei que presenciaria.
– Não se preocupe – Eu disse sorrindo.
Nós paramos mais algum tempo olhando um para o outro, foi quando eu escutei uma batida no vidro da janela. Nós olhamos assustados e demos de cara com o professor que, há pouco, vimos dando aula. Ele já era um senhor, tinha cabelos e barba grisalhos, ele nos olhava por cima dos óculos e mantinha uma sobrancelha erguida.
– Erm... Desculpe – Disse .
O professor apontou o polegar para o lado, fazendo um sinal que era para nós sairmos dali.
e eu saímos correndo pelo corredor e corremos até já estarmos bem longe, então, com a respiração ofegante de tanto correr, nós começamos a dar risada.
– Você viu... a cara... dele? – Ele disse entre risos.
– Eu vi... ele ficou...muito bravo... - ri junto com ele.
E então do nada, paramos. Eu olhei para o , ele olhou para mim, e então caímos na risada novamente.
Chegando à enfermaria, já era uma e quarenta da tarde.
– Se divertiram? – Perguntou .
Eu e nos olhamos, cúmplices.
– Yeah, foi bem legal. – Eu respondi.
– Que bom. Agora vamos, que daqui a pouco sai da aula e nós ainda nem pegamos seu uniforme.
– Mãe, você já está se sentindo melhor? – Perguntou preocupado.
– Sim, sim, eu estou bem querido, não se preocupe. Agora vamos, vamos, a não comeu nada ainda, deve estar morrendo de fome.
Era verdade, até aquele momento eu não tinha percebido, mas eu não tinha comido nada desde que eu acordei. Eu estava faminta.
– Não se preocupe comigo, eu estou bem – Eu disse.
Depois desse susto que nós passamos com ela, o seu desmaio e tudo mais, eu não queria preocupá-la e correr o risco de algo acontecer novamente. Mas como em tudo, a lei de Murphy estava presente, nesse exato momento, meu estômago roncou, decidindo me delatar. “Maldito estômago! Ninguém nunca lhe ensinou que se você não tem nada de bom para dizer então é melhor que não diga nada?”
– Bobagem! Não se preocupe querida, eu também estou com fome.
– Yeah, eu também – Disse pensativo batendo na barriga.
– Então está decidido, nós iremos ao restaurante assim que sairmos daqui. Agora, vamos.
Nós agradecemos e nos despedimos da enfermeira. Seguimos pelos corredores até chegarmos á uma porta como outra qualquer, só que nessa lia-se “Madame Fox – Uniformes”.
’s P.O.V.
Nós abrimos a porta e ela fez um barulho, como um sininho tocando, avisando que nós havíamos chegado. Era uma sala iluminada, com um balcão à frente com um arco de pedra atrás, que dava acesso à outra sala. Tinha um sofá verde musgo em um canto, com uma mesinha de centro com algumas revistas e uma garrafa do tradicional chá inglês. Do outro lado da sala, via-se duas portas com uma placa dourada dizendo: Provador Feminino, e Provador Masculino.
“Ah, os uniformes, eu me lembro deles, como eram bons. Bem, na verdade eu me lembro como era bom tirá-los das gatas das lideres de torcida. Teve uma vez que... Bem, deixa pra lá.”
Uma mulher apareceu pelo arco do meio, o de trás do balcão. Ela era gorda e alta, tinha um óculos lupa em seus olhos que se revelavam verdes. Seu cabelo era curto e castanho acobreado. Ela vestia uma saia preta colada até os joelhos e uma blusa social branca com uma gola de babados. Em seu pulso eu pude ver uma pulseira com uma almofada recheada de agulhas. “Madame Fox não mudou nada”.
– Olá, posso ajudá-los?
– Boa tarde, viemos aqui ver uniformes para essa mocinha – minha mãe disse.
Madame Fox olhou de cima a baixo e então sorriu.
– Mas que mocinha bonita – corou.
– Obrigada – Disse ela.
– Bem, espere aqui querida, eu vou lá dentro buscar alguns tamanhos para vermos em qual deles você se ajusta.
Eu e minha mãe nos sentamos no sofá, ela começou a ler uma revista e eu a batucar na minha perna uma das musicas do nosso novo CD. Madame Fox voltou carregada de roupas.
– Aqui criança, experimente esses.
Ela colocou o monte de roupas nos braços de e a empurrou para dentro do provador, depois bateu na porta e perguntou:
– Deixe-nos ver quando você terminar as primeiras peças, assim eu vou poder avaliar.
E então a porta se abriu. saiu com um uniforme uns quatro números maiores que o dela, eu não aguentei e comecei a rir, ela estava parecendo uma freira. Ela colocou as mãos na cintura e me fuzilou com o olhar, eu parei de rir na hora. Minha mãe olhou por cima da revista e disse:
– Próximo.
– Sim, esse está muito grande, definitivamente, próximo, próximo – Disse madame Fox.
E então a empurrou para o provador novamente. Dessa vez ela demorou um pouco mais para sair. Quando ela finalmente abriu a porta, eu fiquei sem reação. “Linda!”
’s P.O.V.
Dessa vez eu peguei o número certo, o uniforme era uma saia de pregas, com um laço do lado esquerdo, preta, que batia no meio das minhas coxas. “Nem grande ou pequena demais”, e uma blusa social branca que eu coloquei por fora, com uma gravata que era como um laço.
pigarreou e me olhou, e sorriu.
– Oh! Ficou perfeito, criança, perfeito! – Disse madame Fox.
– Muito bom, querida – Disse minha mãe.
Todos tinham falado alguma coisa, então eu me virei para o , esperando que ele falasse alguma coisa. Ele ficou me olhando quieto e então, quando percebeu que eu estava esperando, ele pigarreou e disse:
– Erm... Coube... Quer dizer... Bonito uniforme... Digo... Ficou bonito... em... você.
– Obrigada, – eu disse sorrindo.
– Vamos ver os casacos agora.
Madame Fox trouxe um casaco grande que batia no mesmo lugar que a saia, um terninho e um colete, todos pretos e neles havia marcado, no peito direito, o brasão do colégio em dourado.
Eu experimentei todos, o mais bonito, em minha opinião, era o casaco grande, ele era... Chique.
– É lindo!
– Oh, obrigada, eu mesma que desenhei, e fiz. – Disse madame Fox.
– Parabéns, a senhora é muito talentosa.
– Obrigada, criança.
Cara, quantas vezes eu vou ter que dizer que EU NÃO SOU MAIS UMA CRIANÇA! Ok, ok, eu admito que eu nunca DISSE isso, mas eu sempre penso. A minha avó sempre dizia: “Menina, não pense isso, o pensamento tem poder!” Yeah vovó, parece que não tanto assim.
– Bom, está decidido, nós levaremos quatro dos uniformes normais, e dois de cada casaco de frio.
– Ok, eu irei buscar os outros – Disse a Md. Fox já desaparecendo atrás do arco novamente. – Ah, os sapatos ficam por sua conta, você pode vir com qualquer um que você quiser, algumas meninas vem de salto alto, outras vem de sapatilhas, e algumas de tênis, sandálias, etc. Tem de todo tipo por aqui.
– Tudo bem, obrigada – Eu disse. Mulher adorável ela.
pagou pelos uniformes e nós saímos de lá. Nisso o sinal indicando o fim das aulas soou.
– Hora de comer! – Disse – Vamos até o carro esperar pela .
Chegamos ao estacionamento e entramos no carro, minutos depois, abriu a porta e entrou.
– E aí galera! – Disse ela toda animada – To MORRENDO de fome, vocês não tem noção! Esqueci o dinheiro para o almoço hoje, dá para acreditar? E justo hoje que tinha bife e fritas – Disse ela fazendo uma cara de desapontada. – Hey little sis! E aí, fez a matrícula? Pegou os uniformes? O que achou do colégio?
– Sim, sim, é legal, não é parecido com nenhum colégio brasileiro.
– O te mostrou a área do campo, perto das macieiras? – Lá é o MELHOR lugar para matar aula – Ela disse, pigarreou – Não que eu já tenha matado aula alguma vez, porque eu nunca matei, eu só escuto falar, esse povo que não dá valor às horas de extremo e prazeroso aprendizado nesse excelente colégio do saber.
– Yeah, yeah , ok – Disse como quem não havia acreditado em uma palavra do que acabara de dizer.
Eu ignorei esse fato, só conseguia pensar em COMO DIABOS ELA SABIA QUE HAVIA SIDO O QUEM ME MOSTROU O COLÉGIO?
– Como você sabe disso? – Eu perguntei entre sussurros para ela.
– Você acha que eu não vi aquela sena SUPER romântica na porta da minha sala?
– Mas... Mas você parecia mais morta, lá dentro, do que outra coisa.
– Yeah, mas eu não estava, estava bem viva, ainda mais na hora que todas as meninas da sala começaram a fazer “oun” em coro, foi o que, na verdade, me despertou do sono profundo. Dude, eu estava sonhando com o GATO do Jensen Ackles (n/a: Jensen gente! O Dean de Supernatural hihihihih, fala sério, que que é aquele cara, SENHOR!) – Disse sonhadora.
– Yeah, mas que fique bem claro: Nada, eu repito N-A-D-A, aconteceu.
– Ok, se você diz.
– Yeah... foi... foi sim, nada aconteceu. tem namorada, e... E ele é meu meio irmão agora e... E chega de falar sussurrando que eu cansei. – Eu rebati.
– OK – Disse em voz normal.
Eu olhei para ela como se ela fosse louca. Ela deu de ombros.
Nós já estávamos perto do centro, onde ficavam os bons restaurantes, quando o celular de tocou.
– Alô – disse ele – Hey, tudo bom? Não, eu estou indo almoçar com minha mãe e minhas irmãs – Wow, minhas irmãs, ok, isso poderia não ser tão bom quanto eu queria, mas já era um começo, agora ele pelo menos sabia que eu existia.
– Não dá. Mas onde está o SEU carro? Tá, tá, ok, ok, OK CARAMBA! Eu já estou indo para aí – Ele então desligou. Pelo retrovisor eu pude ver que ele estava sério, muito sério.
– Desculpe gente, não vou poder ficar para almoçar com vocês, a acabou de me ligar, ela estacionou em lugar proibido e o carro dela foi rebocado, eu sinto muito mãe, mas vocês vão ter que voltar de taxi, eu tenho que ir para lá agora – Ele disse MUITO sério. suspirou.
– Tudo bem, meu filho. Não se preocupe, nós vamos ficar bem.
– Desculpe mãe, mesmo.
– Tudo bem.
– Porque ELA não pode ir de táxi? – Perguntou emburrada.
– , ela é a namorada do seu irmão! Se ela precisa dele, ele tem de ajudá-la.
– Desculpe irmãzinhas, eu prometo que recompenso vocês depois.
– Eu vou cobrar – Disse maliciosa.
Então nós nos despedimos de e fomos para o restaurante. Maldita !
Capítulo VII
New school, new people and new enemies.
Eram 2 da manhã quando o meu celular começou a tocar Use Somebody, do Kings of Leon. Acordei com um susto e revirei as cobertas da minha cama à procura do som. “Porra, quem será que ta me ligando uma hora dessa?”. Quando olhei o nome escrito na tela, o mau humor por ter sido acordada passou.
– Mãe?
– Filha! A mamãe está com tanta saudade de você!
– Mãe! – Nessa hora eu comecei a chorar – Ah mãe, que saudades de você também, você não sabe o quanto!
Eu pude escutar que ela estava chorando do outro lado da linha também.
– E ai filha, me conta, o que você anda fazendo? Você já se encontrou com o ?
Eu não pude deixar de rir da tentativa frustrada dela de disfarçar a pergunta que ela realmente queria saber.
– Yeah mãe, eu já conheci o , ele é melhor do que eu imaginava.
– Aconteceu alguma coisa entre vocês?
Mamãe, sempre discreta.
– Não, mãe – eu disse dando ênfase na palavra – O tem namorada, e ela é só a miss Inglaterra 2007, tipo, básico.
– Mas você também é uma Miss.
– Mãe, ser a Miss Espiga de Milho Junior 2000 não conta, né?!
– Ah, filha, você sabe que você é mais bonita do que qualquer Miss.
– Obrigada mãe, mas você tem que falar isso, você é minha mãe.
– É sério, filha!
– Obrigada mama. Sinto sua falta – Eu disse.
– Eu também, meu bebê.
– Mãe, mas por que diabos você me ligou às 2 da manhã? Amanhã é meu primeiro dia de aula e eu vou estar morrendo de sono!
– Mas aqui são 11 da noite ainda! Aí não são 4 horas mais cedo do que aqui?
– Ah, mãe! Claro que não! Aqui são 4 horas mais tarde.
– Ah, filha. Desculpa! Eu não sabia.
– Tudo bem, mãe – disse rindo.
– Bom, então agora vá dormir, amanhã você acorda cedo. Boa noite filha, e lembre-se, você é LINDA.
– Obrigada mãe, você é a melhor mãe do mundo!
– Te amo.
– Também te amo.
– Não se esqueça de me mandar e-mails.
– Não vou.
– Beijos.
– Beijos.
Então eu desliguei o celular, coloquei em cima da cabeceira da cama, me cobri novamente e voltei a dormir.
“Tri tri tri tri tri tri tri tri tri tri tri...”
Ah! Façam esse barulho PARAR!
“Tri tri tri tri tri tri tri tri tri tri...”
Eu olhei para o despertador, este marcava sete e meia. Eu queria jogá-lo na parede ou queimá-lo com o olhar, me cobrir de novo e voltar a dormir, mas ao invés disso eu desliguei o despertador com calma, me levantei, fui ate o banheiro e fiz minha higiene.
O bom de se ter uniformes é que você não tem todo aquele drama de ter de acordar uma hora mais cedo só para escolher a roupa que vai vestir. Eu peguei o meu uniforme, coloquei uma meia calça branca quadriculada com cinza e uma sapatilha preta. Fiz uma trança embutida no meu cabelo e deixei a minha semi-franja, se assim posso dizer, solta. Fui ate o meu armário e peguei o meu 212 Sexy. “Droga, só da pra passar mais uma vez, preciso ir ao shopping URGENTE”. Passei um pouco de pó para tirar o brilho do rosto, rímel e o meu lápis preto, eles eram indispensáveis pra mim, me olhei no espelho “ bom, ate que eu to bem”.
Peguei a minha bolsa com o caderno, um estojo, meu Ipod, e minha carteira, e desci para a cozinha.
Enquanto eu descia as escadas, o cheiro de comida entrava pelas minhas narinas e fazia meu estômago roncar. Eu tinha que admitir, cozinhava muito bem.
– Hey! Esses waffles são meus! – Eu disse flagrando roubando metade do waffle que estava no meu prato – sua gorda.
– Oh, isso é uma calúnia! Eu só tenho um apetite um pouco maior que o da maioria, ora – Disse ela fazendo cara de indignada.
– Você quis dizer impossivelmente maior do que o da maioria né?
– Ha-ha-ha, engraçadinha, isso vem de família.
– O quê? Ser um saco sem fundo? – Eu disse já achando graça na cara de ofendida que ela fazia.
– Oh, eu NÃO acredito que você disse isso! Retire o que você disse! – Ela estava ficando brava e eu a ponto de cair na gargalhada.
Eu me levantei e fui abraçar ela, lê-se, esmagar.
– OUN! É CLARO QUE EU NÃO TENHO PROBLEMAS COM GENTE COM UM APETITE TOTALMENTE FORA DO COMUM! EU TAMBÉM SOU ASSIM! – Eu disse piscando para ela. E então nós duas caímos na gargalhada.
– Hey, você quer passar no shopping comigo depois da aula? – Eu perguntei – eu precisava comprar umas coisas.
– Hm, ok.
– Vocês ainda estão aqui? Andem logo, se não vocês vão se atrasar para a aula! Vamos, vamos – Disse entrando na cozinha e nos tirando do clima de alegria.
– Mas, eu nem terminei de comer – Dizia enquanto a empurrava para fora da cozinha.
– Você devia ter acordado mais cedo.
Eu também estava levantando da mesa, quando falou:
– Oh não querida, você ainda nem terminou o seu café. Fique ai, você pode ir mais tarde para a aula.
Nesse momento, vi abrir uma cara enorme de indignação.
– Ah, eu não acredito! POR QUE ela pode chegar mais tarde e eu não?
– Porque sim, oras.
– Mas, isso é tão injusto, eu...
– Não, tudo bem mãe, hoje é meu primeiro dia de aula então eu prefiro chegar junto com alguém que eu conheço – Eu disse interrompendo .
– Oh, tudo bem então querida, se você prefere assim.
e eu nos dirigimos até o armário de casacos, nos vestimos e saímos para a garagem.
– Mas espera aí, cadê sua mãe? Quem vai nos levar até a escola?
Eu estava caminhando atrás dela, mas pude sentir que ela estava sorrindo quando balançou as chaves de lado e disse:
– Eu – Eu arregalei os olhos enquanto a seguia até a garagem.
Chegamos à escola em 10 minutos, uma coisa impossível devido ao trânsito londrino e a quantidade de sinaleiros. Bom, pelo menos era assim que eu pensava, até andar com a . Ela parecia Ayrton Senna correndo, eu juro que rezei o caminho todo.
– Eu juro... Você... é louca... quase... me matou... DO CORAÇÃO! – Eu disse, recuperando o ar, assim que nós chegamos ao colégio.
– Ai, você é muito exagerada, eu nem corri tanto assim.
– Yeah, não se você estivesse concorrendo à taça do mundo de Formula 1.
– Exagerada – Ela disse rolando os olhos.
Nós fomos caminhando até a entrada, mas então me lembrei que ainda não tinha nem os meus materiais, nem meus horários.
– Droga, a gente se vê depois, eu tenho que voar para a coordenação e pegar os meus horários e os livros e – eu disse dando ênfase – a senha do meu armário.
– Ok, mas você tem certeza que consegue achar a sala sozinha?
Parei, yeah, eu não tinha pensado nisso. Mas ela já estava atrasada, e eu poderia chegar atrasada hoje, ela não.
– Yeah, eu tenho. Pode ir.
– Ok então, a gente se vê no refeitório.
– Ok.
Eu disparei para a secretaria, peguei meus horários e a senha do armário, e a secretária me jogou uma pilha de livros que eu nem sabia se conseguiria carregar.
– Tudo isso? – eu perguntei espantada.
– Sim, agora ande que você já perdeu a primeira aula.
Eu fui caminhando até meu armário. 30C, 31C, 32C, 33C. Ah, eu nunca vou chegar no 30D.
Eu estava tão distraída tentando equilibrar os livros e, ao mesmo tempo, procurar meu armário, que nem percebi alguém vindo no meu caminho, só quando trombamos e eu caí no chão esparramando todos os livros.
– Outch! Por que você não olha por onde a... – E então eu fiquei sem fala quando eu vi que, quem havia trombado em mim era o Dean, ele estava L-I-N-D-O naquele uniforme, e seus olhos mais verdes do que nunca. Ele sorria para mim - ...anda. Dean?
Ele estendeu a mão e eu peguei.
– Desculpa, . Eu estava tão distraído que nem te vi aí escondida atrás dessa pilha de livros.
– Ah, não se preocupe – Eu disse constrangida.
Ele começou a me ajudar a juntar os livros.
– Primeiro dia, certo?
– Yeah.
– Qual é o seu armário?
– 30D – eu disse.
– Nossa, você ta meio longe, não ta?
– Não sei, estou? – eu perguntei fazendo uma cara de perdida.
– Yeah, você está – Disse ele rindo – Vem, eu te mostro a onde fica, o meu é o 25D.
– Obrigada, Dean.
– Sem problemas.
Nós fomos até o armário e eu guardei meu material.
– Qual é a sua aula?
– Física 1.
– A minha também.
– Sério? Ai que bom, assim eu não vou ficar tão perdida.
– HAHAHA, então vamos que daqui a pouco o sinal toca.
Eu assenti enquanto nós já nos encaminhávamos para a sala.
Antes de chegarmos à sala, o sinal bateu e os corredores se apinharam de gente, parecendo um formigueiro.
– Dean, porque estão todos olhando para a gente? E cochichando! Eles não sabem que é falta de educação? – Eu disse envergonhada e indignada ao mesmo tempo.
– Porque eles te acharam bonita – Ele disse sorrindo.
Eu levei um susto, esperava que ele falasse que o meu rosto estava sujo ou que eu estava muito brega, sei lá. Oh my God, ele me acha bonita. Não pude deixar de corar.
– Obrigada, Dean – Eu disse sorrindo para ele.
Ele jogou seu braço pelo o meu ombro, me abraçando de lado como um “de nada”. Nós entramos na sala e nos sentamos nas carteiras do fundo.
A aula começou, eu gostava de física, era boa nisso, mas Dean, pelo que eu pude ver, não. Já que estava com os fones nos ouvidos e rabiscava qualquer coisa no canto da página. Eu não consegui deixar de pensar que ele havia falado que me achava bonita. Mas será que eu entendi certo? Eu podia senti-lo olhando para mim de vez em quando.
A aula acabou e estava na hora do primeiro intervalo.
– Vamos? – disse Dean.
Nós andamos até o refeitório. Quando entramos, todo mundo nos olhava, algumas meninas me fuzilavam com os olhos.
– Cara, isso é chato, você tem certeza que não tem nada de errado comigo? Não estou suja ou nada assim?
Ele me abraçou pelo ombro novamente e começou a rir.
– Nah! – ele disse rindo - Relaxa priminha, já disse que estão te olhando porque acham a mesma coisa que eu, então curte a sua popularidade ai, – Ele disse piscando para mim.
Oh my holy God, ele me acha bonita mesmo!
Então eu vi que, assim que ele me abraçou, os olhares malignos triplicaram.
– Yeah, eu acho que não estão olhando só para mim.
Ele só riu e não disse mais nada.
Nós chegamos a uma mesa no centro do refeitório, , Sean e Nick já estavam lá.
– Hmm, chegou a notícia do colégio! - disse olhando para mim.
– Quem? Eu? – eu apontei pra mim mesma, confusa.
– Não, eu. Claro que é você né, !
– Eu disse – Dean se gabou – Fala aí, eu sou foda.
Então eu, que estava sentada ao lado de Dean, deslizei até a beirinha do banco. Eles me olharam como se eu fosse louca.
– Porque você ficou ai toda encolhida? – perguntou.
– Eu estou sendo esmagada pelo ego do Dean.
E então todos começaram a rir.
– HA-HÁ-HÁ, engraçadinha – disse Dean.
O resto das aulas passou normalmente, nada interessante aconteceu, a não ser que você chame ser paquerada por um nerd de aparelhos, com nariz escorrendo (PS.: e o limpando com aqueles lencinhos de vô), uma coisa interessante.
Finalmente o último sinal tocou, saí da sala apressada antes que o nerd viesse e me agarrasse ali mesmo. Andei até o meu armário, coloquei a senha e quando eu estava guardando o último livro, uma menina chegou perto de mim. Ela era loira, mas bem loira, como a Bia, só que seus cabelos eram curtos e repicados, tinha olhos azuis, e usava o uniforme do colégio assim, como eu, só que seus sapatos eram peep toes pretos com o salto bem alto, o que me fazia parecer uma formiguinha perto dela.
– Oi – Ela disse simpática.
– Oi - disse sorrindo.
– Você é a , certo? A intercambista nova?
Nossa, eles já sabiam até o meu nome... Assustador.
– Sim, sou eu, e você?
– Escuta, eu só queria te falar uma coisa. Fica bem longe do Dean, ok? Você não tem nada que ele possa querer, e outra, ele é meu. Eu sei que você está na casa da Jones e que ela é prima dele, mas seria bom para você escutar o meu recado a não ser que você queira se machucar.
Falando isso, ela se virou, jogando os cabelos no meu rosto, e saiu andando pelo corredor.
– Ok, prazer em te conhecer – Eu disse baixinho só para mim.
Ok, o que foi isso? Eu e o Dean? Não é o meu plano. Mas e se fosse? O que ela poderia fazer? Será que ela me machucaria de verdade?! Essa gente é louca.
Fui até o carro da pensando no assunto, quando cheguei lá, não tinha só ela em volta do carro, os meninos também estavam.
– Hey, o que vocês estão fazendo aqui? Vocês vão com a gente?
– Sim, vamos para o shopping também.
– Ok.
Entramos no carro, e quando entrou no banco do motorista, eu arregalei os olhos e sai do carro o mais rápido que eu pude.
– O que foi agora? Eu não estou me achando então você tem espaço pra você aqui – Disse Dean brincando.
– Eu não entro nesse carro até a estar no banco de trás. Não sou masoquista e não quero correr risco de vida novamente. Ela é louca no volante! Um verdadeiro perigo para os cidadãos dessa cidade.
– O quê? Eu não sou um perigo! Eu dirijo super bem, ok? – Disse com os braços cruzados e uma cara indignada.
– Ok, ok, eu dirijo então – Disse Nick.
– Graças a Deus – eu disse com um suspiro.
saiu reclamando do banco do motorista e se sentou atrás. Então, Nick deu a partido no carro e a ultima coisa que eu escutei foi:
– Se segura ai.
Quando nós chegamos ao shopping, meus cabelos já estavam em pé. Sai do carro e agradeci a Deus por estarmos a salvo.
– Eu juro que já envelheci 30 anos hoje só andando de carro com vocês. Pra ir embora, eu vou de taxi.
E então eles riram.
– Isso é de família – Disse Sean, todos nós dirigimos assim.
– O QUE? – eu disse já pensando no tanto de dinheiro que eu iria ter de gastar de taxi só para ir e voltar do colégio.
– Yeah, mas não se preocupe, você se acostuma.
Ta, me acostumar com a sensação de quase morte? Eu acho que não.
– Hey, aonde nós vamos? – Perguntou Sean balançando a cabeça para tirar o cabelo do olho.
– Loja de perfumes – Eu disse.
– Ok, mas depois nós podemos ir tomar sorvete? Por favor, por favor, por favor, por favor! – Dizia ele puxando a manga do meu sobretudo, feito uma criança.
– Ok, ok! - Eu disse desesperada para que ele parasse.
– EBA!
– Os 20 anos dele, é só no corpo, porque a mente ainda ta nos 5 anos de idade – Disse Nick para mim.
Eu ri.
– O que? Agora só porque eu sou velho eu não posso mais querer sorvete?
Ninguém respondeu.
– O QUE? – Disse ele.
Ok, ninguém respondeu de novo, ele ficou totalmente no vácuo.
E então eu o vi. Taylor Lautner, andando pelo shopping com um Ray-ban preto.
Eu parei e Nick, que estava andando atrás de mim, se chocou comigo.
– Outch! Porque você parou?
– Oh my God! É o Taylor Lautner! – Eu disse baixinho pra eles escutarem.
– OH MY GOD! Eu não acredito! – Disse tão entusiasmada quanto eu.
– A gente TEM que ir tirar uma foto com ele – Falei.
– Totalmente.
Nós largamos os meninos lá e fomos até ele, que estava olhando alguma coisa na vitrine de uma loja.
– Hey – eu disse.
Então ele se virou e abriu aquele sorriso M-A-G-N-I-F-I-C-O dele.
– Hey.
– Você é o Taylor Lautner, não é? Você poderia tirar uma foto com a gente?
– Claro, sem problemas.
E então chamei uma mulher e entreguei a ela o meu celular, pedindo que tirasse uma foto nossa. Ele tirou umas 3 fotos com a gente.
– E ai, vocês são Team Edward ou Team Jacob? – ele perguntou simpático.
Eu olhei para a , ela olhou para a mim e nós respondemos juntas, sorrindo:
– Team Edward.
– Oh, mas que droga, eu sempre perco para o sanguessuga – Taylor disse brincando, e nós rimos.
– Bem, obrigada por tirar uma foto com a gente – disse.
– Yeah, obrigada – Eu falei.
– Que isso, não tem de quê.
Nos já estávamos caminhando para ir até os meninos, quando me virei e falei:
– Ah, mas se servir de consolo, na vida real sou Team Taylor.
Ele sorriu e disse:
– Oh, obrigada, assim eu me sinto melhor.
E então eu ri.
– Bem que a Bella podia estar aqui também, né? – disse Nick balançando a cabeça em desaprovação.
– Yeah, é uma pena – Disse Sean.
– Ai, eu não, eu prefiro o Robertsinho. Ele é TÃO gato! – Disse Dean, imitando uma mulher.
– Eu sempre soube que você jogava nesse time – Disse .
– Ai louca, como você descobriu? – Disse Dean.
– Ta na cara, DeanA – Disse já rindo.
E então nos caímos na gargalhada.
Entramos na loja e, instantaneamente, a atendente já veio. Deus, elas são como ursos e mel. Ok, eu não sei de onde veio essa de ursos gostarem de mel, se, na verdade, o que eles comem são peixes, mas... Foco, , foco!
– Olá, vocês precisam de ajuda?
– Sim, nós estamos procurando perfumes – Disse .
– Vocês têm preferência por algum?
– Os doces – Disse .
A atendente começou a mostrar um monte de perfumes para a , fui passando pelas estantes e experimentando alguns. Então senti alguém me abraçando por trás, ele estava com um perfume muito bom. Eu me virei e vi Dean.
– Hey – ele disse sorrindo.
– Hey.
– O que você acha desse perfume?
– Muito bom.
– Já deu pra sentir?
– Já – Eu disse rindo.
– E você? Já achou o que você queria?
– Eu não sei, eu vim aqui para comprar o 212 Sexy, mas eu estou em duvida, acho que eu quero mudar um pouco.
– Hm, sexy – Ele disse mexendo uma das sobrancelhas e eu ri.
Então, cheguei à estante da Calvin Klein, peguei um perfume e espirrei no papelzinho.
– Nossa, esse é muito bom! O que você acha? – Eu disse me virando para Dean.
Ele pegou o papelzinho e sentiu o cheiro.
– Muito bom mesmo! Como é o nome?
– In2U - [N/B: Into you]
– Ele é muito bom.
– É, acho que eu vou levar esse.
Então peguei uma caixinha e fui até a .
– E ai, já escolheu? – Eu perguntei pra ela.
– Eu acho que eu vou levar esse da Britney.
– Ele é muito bom, já tive um desse.
E então nós pagamos e saímos. Fomos direto à sorveteria, nos sentamos em uma mesa, e o garçom veio nos atender. Eu pedi um de limão, a um de chocolate com nozes, o Sean de flocos, o Nick de morango, e o Dean de maracujá. Nós estávamos conversando, quando Nick, que estava do meu lado, perguntou:
– E ai Dean, e a Katie? Fiquei sabendo que vocês estão namorando.
Então, na mesa se ouviu um “HMM” geral.
– Nah, essa menina é cismada comigo, a gente nunca teve nada.
– Então quer dizer que você nunca fez isso com ela?
Então, de repente, Nick pegou o meu rosto com as duas mãos e me deu um beijo demorado e melado na bochecha. E nisso todo mundo disse “Wow”. Até eu falei o wow.
Então ele me soltou e sorriu para mim.
– Oh! Não se preocupe bela donzela, defendê-la-ei das babas desse plebeu! – Disse Dean, que então, levantou da mesa e foi em direção à Nick, que entendeu o que iria acontecer com ele e saiu correndo. Quem passava ali se perguntava quem eram aquelas duas crianças correndo envolta de uma mesa no shopping. Nós rimos.
Terminado o sorvete, nós nos despedimos, os meninos iriam pegar um taxi para casa e eu, infelizmente, iria de carro com a .
Capítulo VIII
Hells Dinner.
Chegando em casa nos encontramos sentada no sofá, nós nos e sentamos também.
– Hey mama – Disse .
– Olá filhas, e ai como foi no shopping?
– Divertido – disse .
– Que bom. Escutem, o irmão de vocês vai trazer a para conhecer você hoje. Você vai adorá-la.
Eu olhei pra , e ela estava colocando o dedo dentro da boca, como se estivesse induzindo o vômito. Eu tive que me segurar para não rir.
– Bem, de qualquer forma, vão se trocar sim? Eles chegam lá pelas seis e meia, sete horas – Ela dizia como se estivesse bem longe em pensamento.
Eu olhei no relógio, eram quatro e vinte e cinco da tarde.
– Ok – eu disse subindo as escadas.
praticamente se arrastou escada a cima. Antes de entrar no quarto ela me falou.
– Não se engane, ela é uma falsa!
– Você não gosta dela? – Eu perguntei.
– E nem ela de mim.
Mas como alguém pode não gostar da ? Ela é tão alegre e simpática.
– Sério? Nossa, deve ser horrível odiar a namorada do seu irmão.
– Yeah, um pouco. Sabe, antes, e eu, nós éramos muito ligados. Hoje nós nos afastamos.
– Que pena – eu disse.
– Ah, pára com isso. Eu sei que você ta adorando, safada.
– Huh?
– Não vem com “Huh” não, - ela riu - você adora saber que eu não gosto da namorada do , não é?
Bem, o que posso dizer? Ela me conhece.
– Ta, eu adoro – disse rindo por fim – Mas não o fato de ela ter separado vocês.
– Yeah.
– Hey, sabe, eu não tenho idéia de que roupa colocar. Que roupa você vai pôr? Só para eu ter uma idéia, sabe?!
– Ah, eu vou por calça jeans e uma blusa normal, sei lá – riu.
– Mas não é nada muito chique, não é?
– Nem. É só o meu irmão e a namorada idiota dele.
– Ah. Ok.
Entrei em meu quarto, me despi e fui tomar meu banho. Quando saí, já eram 5 horas, sequei meu cabelo e fiquei de roupão. Acho que vou entrar na internet para falar com as meninas.
– Hello England! Diz:
-Heyyy galera! Que saudaaaaades de vocês!
Giih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you Diz:
-ABIIIIGA! OMG OMG OMG, TUDO BEM? E AI, COMO QUE É LONDRES?
Isa – Stop talking that bla bla bla – Diz:
-AMIIIGA! QUE LONDRES O QUE GISELA, CONTA PRA GENTE DO MCFLY! HUHUHUHU
Giih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you Diz:
-Ai isabela, eu só queria ser simpática ta!
– Hello England! Diz:
- AUEHUEHAUEHAEU ta ta, eu vou direto ao assunto! Auehauehae Eu ainda não os conheci. :/
Isa – Stop talking that bla bla bla Diz:
-O QUE? TIPO, COMO ASSIM? :O
Giih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you Diz:
-É, tipo, COMO ASSIM? O– o
Bia – Don’t wake me up.
-OEEEE!!!! :D :D :D
– Hello England! Diz:
-BIIA! *O*
Bia 0 Don’t wake me up Diz:
- Ta ta, eu ja li a conversa, TAMBEM TO COM SAUDADES MIGS! agora. COMO ASSIM VOCÊ AINDA NÃO CONHECEU O MCFLY? :o
– Hello England Diz:
-Aii gente, suas afobadas, eu mal cheguei aqui - -‘
-é que assim, eu vou conhecer eles esse fds porque o me chamou para ir a uma BALADA com ELE e o mcfly.
- MWAHAHAHAHAHA (66)
Giih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you diz:
-MEO! MIGUÉ NÉ? MIGUÉ MIGUÉ MIGUÉ!? :O:O:O:O:O...........
Isa – Stop talking that bla bla bla Diz:
-OMG! MEO! AAAAAHHH EU QUERO IR TAMBÉÉÉÉÉM! :’(
Bia – Don’t wake me up – Diz:
-SUA SORTUDA DO CARAMBA! NÃO ACREDITO NISSO! –‘ ERA PRA EU TA AI NESSE DIA JÁ!
– Hello England! Diz:
-AUEHUEHAEHAE, pera, como assim? Você não vem mais?
Bia – Don`t wake me up Diz:
- nãooo! Eu vo sim, só não nessa sexta, eu vo na outra só
- parece que o meu pai ainda vai estar viajando nessa semana
– Hello England! Diz:
- Ahhh, mas pelo menos você vem. :D
- Mas heim, mudando de assunto, PRA QUEM É ESSA FRASE AI HEIM DONA GISELA? ^^
Isa – Stop talking that bla bla bla Diz:
- HMMMM VOCÊ NÃO TA SABENDOO? A GIH COMEÇOU A NAMORAAAAAAR!!
Bia – Don`t wake me up Diz:
-ÉÉÉÉÉ HHHHMMMMMM…
– Hello England! Diz:
-MIIIIGUÉÉÉ! :O:O
- QUEEM? :O:O (*PASSADA*)
Gih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you Diz:
-AUEHEUAHEAUEHUEH AAAAAII GEEENTE PAAARA! (*VERGONHA*)
– Hello England! Diz:
-QUEEEEM? O.o
Isa – Stop talking that bla bla blaDiz:
-O MARCOOOOS!
Bia – Don`t wake me up Diz:
-HUUMM MAAAARCOOOS!
-uaheuaheuehauehahe
– Hello England! Diz:
-:O::O:O:O:O:O:O:O:O:O:O:O:O…..
-AQUELE GATO, LINDO E MARAVILHOSO?
- To B-O-B-A! O.o
Gih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you Diz:
-É, OK?
-(*vergonha*)
– 1 thing 2 do 3 words 4 you I love you Diz:
- OUUN QUE LIIINDO!
- HM SAFAGII!
- UAEHAUEHAUEHAEAHUE xD
Bia – Don’t wake me up diz:
- HM SAFAGI [2]
Isa – Stop talking that bla bla bla diz:
-HM SAFAGII [3]
Gih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I love you Diz:
- Vocês são muito chatas meo!
- U.U’
– Hello England! Diz:
- Geeente, a conversa ta boa, mas eu tenho que me arrumar para esse jantar dos infernos! –‘
Isa – Stop talking that bla bla bla diz:
-Que jantar dos infernos? O.O
– Hello England! diz:
- Não falei? A Geórgia vem jantar aqui hoje, para me conhecer –‘
Isa – Stop talking that bla bla bla diz:
- AHAHAHA, mas que beleza hein? Hahahahaha
Gih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you diz:
- HAHAHA VOCE JOGO PEDRA NA CRUZ, SÓ PODE HAHAHA
Bia – Don’t wake me up diz:
-Jogou hahaha
– Hello England! diz:
-Joguei –‘
-Amigas, eu vou sair que eles ja devem estar chegando ok?
-Bijones ;@
Bia – Don’t wake me up diz:
-Força na peruca amiga, depois conta tudo pra gente ok?
Gih – 1 thing 2 do 3 words 4 you I Love you diz:
-é amiga, aguenta as pontas la
Isa – Stop talking that bla bla bla diz:
-e conta tudo depois
– Hello England! diz:
-Ok. Amo voces.
Sai do computador, fui até o meu guarda-roupa, e vesti um shorts jeans e uma bata azul que tinha uma bailarina, coloquei um colar de coruja e um anel que tinha ganhado no natal da minha tia e uma rasteirinha dourada, passei um lápis e um gloss. Fui até a minha bolsa e tirei o perfume que eu havia comprado, e passei um pouco.
Depois de pronta, eu olhei no relógio ainda eram cinco e meia, então peguei meu Ipod e me joguei na cama, dei play, começou a tocar Falling for You, da Colbie Caillat, fechei os meus olhos, me deixando levar pela melodia da musica.
Então a imagem do Dean veio à minha cabeça, imagens de nós na escola, ele falando que me achava bonita, eu sorri com esse pensamento. E então veio a imagem dele, do . Ah, o Dean era muito bonito, mas o ... O era o único que eu queria.
Passei não me lembro quanto tempo, viajando nos meus pensamentos, acho que até cochilei.
Eu estava pensando na festa desse fim de semana quando eu senti alguém pular ao meu lado na cama, eu abracei meu travesseiro e sorri ainda de olhos fechados.
– Hey, - Só ela mesmo para vir se jogando na cama...
– Não é a -...sem nem saber se eu estou dormind... EPA, EPA, EPA, PAROU! PAROU TUDO! Eu escutei direito? Abri os meus olhos e dei de cara com um par de olhos de um azul perfeito.
– Oi – Ele disse.
E então aconteceu, quando eu pensei que não podia me superar depois daquele “...e eu adoro gatos”, eu o fiz. Eu simplesmente soltei o grito mais alto que eu consegui, e tentei me afastar daqueles olhos conseguindo, unicamente, cair da cama e pagar o maior mico de toda a minha vida na frente do cara mais gato que eu já havia conhecido. E então, para piorar, assim como depois de uma grande piada, que com certeza eu sou, veio a explosão de risadas.
Então me ajoelhei e só me atrevi a colocar meus olhos acima da cama para espiar uma pessoa quase morrendo de tanto rir.
– Meu Deus, você está bem? – disse ele limpando uma lágrima do rosto e tentando controlar o riso.
– O que você ta fazendo aqui? Você já chegou? Como ninguém veio me chamar? – Eu perguntei incrédula ainda pelo fato de ter sido acordada pelo .
– Eu vim te chamar. Quer dizer, nós chegamos, e aí minha mãe chamou você e a lá de baixo, só que só a desceu e como a grande preguiçosa que ela é, não quis subir de novo e mandou eu vir.
– Hm, ok – eu disse levantando e tirando a poeira da minha roupa, não que no meu quarto tivesse, mas ah, você sabe o que eu quero dizer – mas você me assustou, ! – Eu disse jogando uma almofada nele.
– Essa foi a cena mais engraçada de toda a minha vida! – Disse ele limpando outra lágrima de tanto rir.
– HA-HÁ-HÁ! Engraçadinho – eu disse já me encaminhando para a porta – Você não perde por esperar caro irmãozinho – ri maléfica.
– Isso foi uma ameaça, little sis? – perguntou ele.
– Pode apostar que foi, darling – eu disse com um sorriso de “ainda não fiz, mas vou fazer arte, mamãe”.
E então nós começamos a rir.
– Eu vou querer ver isso – Disse já chegando junto a escada, ele então desceu e foi para perto de uma moça. Ela era alta, tinha cabelos loiros e olhos azuis, ela estava com uma blusa azul abotoada ate o pescoço com alguns babados na frente, um cinto preto na cintura e um casaco leve branco. Ela também vestia uma calça jeans e um sapato fechado preto com um laço.
estava bem simples, ela tinha vestido uma calça jeans com uma regata rosa clara, o seu cabelo estava semi-preso por uma presilha de flor e ela calçava sapatilhas claras.
– , essa aqui é a intercambista que está na minha casa. , essa é a minha namorada, .
Eu então desci as escadas e fui até ela e estiquei a mão para que ela me cumprimentasse. O quê? Eu que não vou dar beijinhos e abraços nela.
– Olá, prazer em te conhecer.
Ela sorriu e pegou minha mão.
– Então você é a famosa , eu ouvi muito sobre você.
– Bem, a parte do famosa eu já não sei, mas é, eu sou a .
– E você é engraçada também. Mas que adorável.
– Obrigada.
– Bem, vamos jantar? – disse .
Assim, nós seguimos até a sala de jantar. serviu Mash and Bangers, um prato típico Inglês que consistia em algumas salsichas de Lincolnshire, que na verdade são famosas pelo seu sabor, junto com purê de batatas e cebolas caramelizadas. Uma delícia. A sobremesa foi um pudim de uvas passas e groselha. Cara, eu odeio uva passa, mas aquele pudim estava s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l.
– Com licença – disse se levantando.
E então eu lembrei. OMG, eu tinha esquecido o meu computador lá, ligado, com a janela do MSN com as meninas aberta, o pode ler a conversa. Ou pior, e se ele já tiver lido?
– Com licença um instante – eu disse saindo da mesa super depressa.
Eu estava passando pelo banheiro de baixo para chegar até a escada, então eu ouvi uma conversa vinda de lá e parei para escutar (eu sei que é feio escutar atrás da porta, mas era a , eu precisava saber o que ela estava falando).
“Ótimo, a maior festa de todos os tempos está rolando e eu estou aqui, na casa da depressiva da com aquela filha maluca e com mal gosto para roupas, para conhecer uma garotinha que se veste feito criança e se acha super engraçada.”
“É claro Sarah, eu vou tentar me livrar deles o mais rápido que eu puder pra poder ir para aí, mas você conhece o , e pelo que eu vi, ele já está super amiguinho dessa songa monga da intercambista.”
“Ok, ok, eu sei”
“Yep, tchau”
E então veio a descarga, e eu disparei para o meu quarto e fechei a porta. Eu estava de boca aberta pelo que eu ouvi. Eu sabia que ela não devia ser tudo aquilo que as pessoas falam, mas, mesmo assim, chamar a de depressiva e a de maluca? Ok, que as roupas dela são um pouco diferentes, mas quem é ela para dizer o que os outros devem vestir ou não? E criança? Eu? QUEM ELA PENSA QUE É?
Eu abri o meu computador e cliquei na janela das meninas e escrevi em inglês uma mensagem que eu não tenho coragem de escrever em português.
“She is a total fake and fucking bitch that have to burn in hell. She’ll pay for the lies”
Fechei o meu laptop escutando o barulho de “nova mensagem” tocar sem parar. Cara, eu não sou uma pessoa vingativa, mas naquele momento meu sangue estava fervendo de raiva da .
Esperei eu me acalmar para voltar à sala de jantar. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém na mesa. e estavam sentados no sofá quase se comendo. Ah, uma cena repulsiva, que embrulhou totalmente o meu estômago. E , bem, não estava em lugar algum que eu pudesse ver.
– Está tudo bem, querida? – perguntou . Ela estava com um avental e pegava alguns pratos que estavam na mesa.
– Yeah, nada com o que se preocupar – eu disse sorrindo. Bem, pelo menos não por enquanto.
Eu peguei mais algumas das louças que estavam na mesa, e decidi esquecer aquele assunto por enquanto, isso me deixava cada vez com mais raiva.
Entrei na cozinha e deixei a louça na pia, pegando um pano de prato. lavava e eu secava a louça.
– Não precisa fazer isso querida, vá se divertir com os garotos.
– Não, tudo bem, eu quero ajudar.
Ela continuou a lavar os pratos.
– Sua mãe e seu pai devem estar bem orgulhosos de você.
Eu sorri, não foi um sorriso de orgulho, ou de felicidade, foi mais para um sorriso cínico.
– Minha mãe eu espero que esteja.
Alguns segundos se passaram antes de ela se pronunciar.
– Sabe, há uns 4 anos, o meu marido me traiu e nos abandonou. Foi muito difícil para a e o , para o principalmente, ele e o pai eram muito ligados, a traição o atingiu em cheio. O tempo passou, nós seguimos as nossas vidas, mas ainda é difícil para nós.
Eu não queria falar sobre isso, mas, depois que a se abriu comigo eu me senti na obrigação de contar a minha historia para ela.
– Quando eu era criança, o meu pai fugiu com a secretária dele e nos deixou apenas uma carta onde ele dizia que já havia assinado os papéis do divórcio, e que de mês em mês mandaria um cheque para nós. Minha mãe recusou sempre. Ela diz que está bem e que sempre se virou sozinha, não iria ser agora que ela aceitaria esmolas, mas eu sei o quanto ela sofreu, e o quanto ela batalhou para me dar tudo o que eu tenho hoje. Minha mãe – e então eu olhei para ela e sorri – assim como você, é uma batalhadora, eu não poderia ter pedido uma vida melhor.
Ela então parou e me olhou com aquela cara de pena que eu odiava.
– Oh querida, eu sinto muito.
– Eu estou bem.
– Se você precisar de alguém para conversar, eu estou aqui, ok?
– Sim, obrigada mãe.
Nós nos abraçamos e então eu senti mais alguém nos abraçando. E mais outro alguém.
– OUN, SE EU SOUBESSE QUE NÓS IRÍAMOS DAR ABRAÇO EM GRUPO EU TERIA VINDO ANTES! – disse um totalmente gay.
– EU TAMBÉM! – disse .
Nós rimos e então falou:
– Hein mãe, nós já estamos indo, a está um pouco cansada.
Cansada, HÁ! Sei, cansada uma ova. Acho que está na hora ativar o plano A, que detalhe, eu NÃO tenho, mas eu sou boa em improvisos.
– Ah, mas que isso? A gente ainda nem começou a se divertir!
Mexeu com a minha família, mexeu comigo, e agora, os fazem parte da minha família. Sabe, eu não sou uma pessoa má, eu só sou humana, eu faço coisas boas, e coisas ruins de vez em quando. Na maioria das vezes, eu sou uma pessoa muito boa, muito amigável, simpática e tudo, mas quando eu sou má, ah, por favor, protejam a Rainha.
E então foi isso, ela não teve como recusar, eu a fiz jogar vários jogos comigo, os mais “crianças”, se posso assim dizer. Jogamos banco imobiliário, Twister, eu os ensinei a jogar Stop e todos os outros que eu consegui lembrar na hora. Quando nós terminamos já eram duas e meia da manhã, até eu já estava cansada.
– Bom então é isso, está tarde e amanhã ainda é dia de branco – Disse .
– Yeah, eu acho que nós devemos ir agora – Disse já morrendo de sono. Agora que ela não vai à festa nenhuma.
Nós nos despedimos deles. Assim que eles se foram, cada uma de nós foi para o seu devido quarto. Eu entrei no meu, vesti meu pijama e deitei na cama, estava morta, mas tinha valido a pena o esforço.
Capítulo IX
“After just one kiss, you’re not able to move, from her venomous lips and the poison perfume, yeah”
O resto da semana pareceu se arrastar até sexta. Eu acordei umas 8 horas da manhã apesar de não ter escola devido ao dia da fundação do colégio, que era um feriado para eles. Eu estava ansiosa para a noite, iria ser a minha primeira festa aqui em Londres e com o , ou melhor, o McFLY!
Eu levantei e decidi meditar um pouco. Ah, tenho uma coisa para contar, eu e a minha mãe somos budistas.
Ela tinha começado com isso lá pelo ano de 1983 o ápice da era hippie lá no Brasil, e depois que ser hippie saiu de moda, ela continuou com o budismo. Nós até fizemos uma viajem para o Tibet, para visitar um mosteiro de monges budistas.
Fiz minha higiene matinal, coloquei uma calça de ginástica, uma regata, prendi o meu cabelo e fui para a parte do jardim, estava um dia lindo lá fora, não sei por que as pessoas falam tanto do tempo horrível de Londres.
Eu sentei na grama perto da piscina, tirei o meu tênis e sentei na grama na posição de lótus (N/A: o pé direito em cima da coxa esquerda e o pé esquerdo acima da coxa direita). Os ensinamentos budistas era todo um pensamento filosófico sobre a libertação do seu eu e o alcance da paz de espírito, eu daria certo para isso se um dos fundamentos principais para o alcance do nirvana (N/A: de princípio também achei que fosse a banda o.O), quero dizer, a iluminação, o estado de espírito em que o ser humano se liberta do sofrimento, ignorância (...), não fosse a libertação dos bens materiais, yeah, sou totalmente um fracasso.
Eu estava meditando super concentrada, quando eu sou tirada desse meu momento “paz de espírito” pela que gritava lá de dentro.
Eu então olhei no meu relógio, já eram 9 horas. Wow, isso foi um avanço de 15 minutos para mim. Me levantei da grama, calcei meu tênis e entrei na casa.
– Bom dia querida, levantou cedo – disse já na beira do fogão preparando ovos com bacon.
– Yeah, acho que já me acostumei com o horário – eu disse sorrindo.
– O que você estava fazendo lá fora?
– Estava meditando, sou budista.
Ela me serviu o prato.
– Sério? Mas que coisa impressionante, nunca conheci alguém que fosse budista.
Comi junto com um maravilhoso suco de maracujá.
– Yeah.
E então eu lavei o meu prato.
– Eu vou dar uma saidinha para correr um pouco. Tudo bem?
– Tudo bem, querida – ela me disse depois de dar um olhar do tipo “ah, como eu queria que os meus filhos fizessem o mesmo”.
Eu então sorri para ela e subi para o meu quarto, escovei os dentes e peguei meu Ipod.
Antes de sair eu fui até o quarto da , agora eu ia me vingar por ela sempre me pegar de surpresa.
Eu então abri a porta bem devagarzinho, fui até a janela e a abri, deixando a luz do sol entrar e gritei ao mesmo tempo.
– ACORDA, RAIO DE SOL! DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA, HEIM!
E então eu pulei na cama em cima dela.
– OMG, OMG, O QUE TA ACONTECEDO? A CASA TA CAINDO? PEGANDO FOGO? O ASSUMIU QUE É GAY?
Eu me joguei no chão de tanto rir da cara dela. Quando ela percebeu que não havia nada, ela jogou uma almofada em mim, deitou de novo e cobriu a cabeça com um cobertor.
– SUA COISA, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TA ME ACORDANDO ÀS 6 DA MANHÃ NUMA SEXTA QUE NEM TEM AULA!
O som saiu abafado por causa do edredom. Então eu parei de rir e pulei em cima dela de novo, a abraçando.
Eu tirei o cobertor do rosto dela e dei um beijo na bochecha.
Em seguida eu me levantei e fui saindo.
– Aonde você vai? – perguntou ela apoiada nos cotovelos.
– Correr. Quer ir comigo? – Eu perguntei toda animada já sabendo a resposta que ela me daria.
– No way.
Ela então deitou e cobriu o rosto de novo. Eu ri e então sai do quarto me dirigindo para a porta de entrada. Antes de sair eu dei um beijo em .
Coloquei meus fones no ouvido e dei play na musica You and I Both, do Jason Mraz, e segui correndo pelas ruas.
’s P.O.V.
– A gente não pode mais ficar segurando esse single por muito tempo, a galera já está ficando impaciente – falava tentando convencer Fletch a liberar uma das nossas novas músicas na rádio.
– Yeah, pelo que eu li no twitter, eles já estão achando que nós estamos fazendo eles de bobos – Eu disse.
– Mas gente, eu agendei a liberação da musica só para setembro.
Nós ficamos quietos um instante tentando pensar no que fazer.
– A gente poderia tocar a musica na rádio uma vez e então só lançá-la mesmo em setembro junto o SuperCity – Soltou .
– Hun? Cala a boca, – disse.
deu um pedala nele.
– Sabe, até que não é má idéia – disse Fletch – A gente ainda pode revelar o que é o SuperCity.
Nesse momento se virou pra mim todo sorridente.
– Viu? Cala a boca, !
Eu revirei os olhos.
– Outch, dude! – Exclamou assim que levou um pedala do .
Eu estava meio morto por ter ido dormir às 3 da manhã e ter vindo na reunião as 9, a minha sorte foi que o Fletch marcou a reunião em uma Starbucks, onde eu pude pedir um grande Caffé Mocca (mocha chocolate, expresso, leite vaporizado e chantilly). Fletch sacou o celular e começou a discar.
– Oi, aqui é o Fletch, eu queria saber se vocês estariam interessados em uma entrevista com um dos integrantes do McFLY, seguido de uma apresentação de uma das músicas inéditas do novo CD.
Nós estávamos todos ansiosos, o estava roendo as unhas, batucava com uma caneta na mesa, e , bem, estava sendo .
– Sim, sim, não, não, amanhã não vai dar, que tal sexta que vem? – Mais uns segundos se passaram antes que ele respondesse – Sim, sim, certo, ok. Eu ligo para vocês mais tarde para agendar os detalhes então. Ok, obrigada.
Ele desligou o telefone, e bebericou o seu café.
– Vai Fletch, fala aí, pra quem você ligou? – Disse meio afobado.
– É, e o que o cara falo?
Ele deu mais um longo gole no seu café.
– AH, FLETCH! Pára com esse suspense você está nos matando assim! – Disse .
Ele baixou a xícara, e nos olhou por um longo segundo.
– Um de vocês dará uma entrevista na Demand Radio, na quarta que vem, e então nós colocaremos uma das novas músicas pára tocar.
E então veio a explosão de alegria.
– Yeah, dude! – Disso virando para mim.
– Eu disse cara, eu disse, YEAH! – Disse para . E então eles se levantaram e chocaram o peito e gritaram de novo.
Fletch rolou os olhos.
– Hey, garotos, sentem ai, nós ainda temos de decidir que música colocar.
– Eu voto em Party Girl.
– Eu não sei, acho que deveria ser Shine a Light – Disse .
– Não, não, acho que Party Girl é uma boa, ela mostra como o CD novo é diferente, o estilo da música, sabe? – Disse Fletch.
– Por mim – disse .
– Pode ser também – Disse
Eles olharam para mim e eu só maneei a cabeça em um sim.
– Ok então – Disse Fletch marcando alguma coisa em seu Iphone – E quem vai dar a entrevista?
Eu olhei para o e para o .
– Eu voto no – nós dissemos juntos.
Ele abriu a boca.
– Porque eu?
– Você é o mais velho – disse.
– É, mas...
– E fala muito – Eu disse.
– O que? ...Ta, um pouco, mas...
– E você adora dar entrevistas – disse
– Mas...
– Ok , vai ser você.
Ele abriu a boca mais uma vez.
– Ok - ele disse derrotado.
Eu, e batemos um triplo Hi-5.
– Sabe o que eu acho que vocês poderiam fazer também? – disse Fletch com uma cara de quem foi iluminado – cada dia um de vocês pode postar no twitter, aqueles símbolos de super herói e deixar os fãs curiosos.
– Yeah, iria ser demais mostrar para eles um pouco do que nós estamos fazendo – disse .
Ok, então uns 5 dias antes da apresentação na rádio, em um certo horário vocês podem postar. O que vocês acham das 8 da noite?
– Por mim pode ser – eu disse e os outros concordaram.
– Ok, então primeiro pode ser o , depois o e depois o .
– Ok – nos falamos.
– E enquanto isso vocês podem mandar umas indiretas sobre o que nós estamos fazendo, mas sem revelar nada, heim?!
– Feito, Fletch – nós dissemos.
– Então ok garotos, eu vou ligar para lembrar vocês no dia que for para postar ok?
– Ok.
– Então tchau, garotos. Eu estou atrasado para uma reunião na Universal Records sobre aquilo.
– Ok, até mais Fletch - disse .
– Tchau Fletch – disse .
– Tchau – eu disse.
Fletch já estava no meio fio quando o gritou com uma voz mais gay impossível:
– TCHAUZINHO! ARRASA COM ELES, TIGRÃO!
Fletch riu e mostrou o dedo do meio para ele. Nós caímos na risada.
Depois de um tempo um tanto quando longo, que levamos para nos recuperar, eu disse:
– Guys, hoje à noite..
– WOW! DOM’s! GATAS! BEBIDAS! VOU TA NO CÉU! – Disse .
riu e deu um pedala nele.
– Então, eu contei que tem uma intercambista na minha casa, certo? Ela vai conosco hoje à noite, junto com a minha irmã e os meus primos.
– Wow, a sua irmã... – Disse com uma cara de pervertido.
Eu joguei o resto do meu biscoito nele. e suas brincadeirinhas idiotas sobre a minha irmã!
– Outch, dude! Eu já disse que não gosto desse tipo de biscoitos! Mas da sua irmã...
– Dude! Cala a boca, ela é a minha irmã, ok?
Ele caiu na gargalhada. Eu sabia que ele estava só me provocando. E ainda sai nas revistas que ele é quietinho. Pfff, ta.
– Então, que horas nós vamos? – perguntou .
– Que tal lá pelas 8?
– Yeah, pode ser.
– Hein dudes, passem La na minha casa, quer dizer, na casa da minha mãe, ela pediu pra que vocês fossem lá conhecer a garota sabe, e eu disse que vocês iriam. Ela está esperando agora.
– Ok cara, sem problemas – Disse .
– E ah, , sabe aquela sua cueca da Disney do Mickey? A minha mãe transformou em pano de chão.
e começaram a rir. pareceu espantado.
– OMG , A SUA MÃE É UM GREMLIN?
Eu não aguentei, TIVE que dar um pedala nele.
– Claro que não, sua anta! Você tinha esquecido lá em casa.
– Mas eu estava tão certo de que eram gremlins – Disse ele desapontado.
limpou uma lágrima.
– Idiotas, eu tenho que ir, marquei com a Izzy no shopping, ela quer me comprar umas roupas novas, o que eu não entendo, as minhas roupas são tão boas – Disse puxando a blusa mostrando um furo no meio dela.
– É, eu também nem entendo o porquê – Eu disse sarcástico.
– Eu também vou galera, to morto – Mandei um beijo no ar para os garotos de uma forma super gay, não que eu seja, ok? Porque eu não sou, e fui para o meu carro.
Cheguei em casa, e fui colocar comida para o Bruce, eu juro que nunca vi um cachorro que come tanto quanto ele. Fui para o meu quarto fechei todas as cortinas e apaguei todas as luzes, deitei na minha cama e fechei os olhos, eu estava quase em Wonderland (N/A: quem entendeu o trocadilho, han? Han? :D) quando o barulhinho de mensagem no meu celular tocou.
Mas que droga, será que eu nunca vou poder dormir?
Olhei no visor: “”
A única coisa que eu fiz foi desligar o celular e voltar a dormir.
’s P.O.V.
Eu cheguei em casa eram dez e meia, subi e tomei meu banho. Vesti uma calça de moletom e uma regata, desci e achei a na sala de TV assistindo Greek. Eu pulei no sofá do lado dela.
– Eu AMO Greek!
– Eu também! O que é aquele Evan? Meu Deus!
– Eu sou mais o Cappie – Eu disse.
Nós ficamos um tempo discutindo sobre Greek, as festas.
– Bem que eu queria ir a uma festa como essa do Fim do Mundo – disse .
– Eu também.
Eu estava pensando se contava ou não sobre o que eu ouvi da outra noite.
– , eu... Eu preciso te contar uma coisa.
Ela me encarou.
– Pode falar, sis.
– Então, é que... Sabe... Não é uma coisa fácil de se falar, mas como nós duas temos a mesma opinião sobre esse assunto, eu não acho que você vá achar que eu estou mentindo.
Ela não disse nada, só me encarou.
– No dia em que a veio jantar aqui, sabe a hora que eu saí da mesa, eu estava indo para o meu quarto e tive que passar pelo banheiro, então eu ouvi a . Eu juro que não estava espionando, eu só estava passando e então eu escutei um barulho vindo de lá e fui checar, mas eu juro que não estava espionando nem nada. Enfim, ela estava no telefone, e estava falando que queria ir embora daqui para ir a uma festa, me chamou de criança e disse que... Que você se veste mal, ai , eu sinto muito, eu não soube o que fazer, eu só fiquei com muita raiva e decidi fazer de tudo para sabotar a festinha dela porque AHHH! Eu... Sinto muito – Eu soltei tudo de uma vez.
sorriu, e se virou para a TV.
– É, eu já peguei ela também, eu já soube que ela achava que eu tinha gosto ruim para roupas, e, o que ela acha da minha família também – Ela disse pelo fato de eu não ter mencionado o que eu ouvi sobre a .
Nós ficamos em silêncio um pouco. E então eu pensei em um modo de mudar pelo menos dois dos pensamentos dela.
– O que você vai vestir hoje à noite? – Eu perguntei para a com um sorriso meio malvado. Yeah, eu tinha um plano.
Capítulo X
If looks could kill then we all would be doomed.
Eu olhei para a , ela estava arrasando.
– Minha mais nova criação! – Eu disse.
Ela revirou os olhos.
– E eu não estou vendo nenhuma criança nesse quarto, só gatinhas.
Nós rimos, batemos um Hi-5 e eu coloquei a musica Good Girls Go Bad do Cobra Starship com a Leighton Meester. Começamos a dançar e a rir ao mesmo tempo, fazíamos cara de sexy no espelho, nós estávamos parecendo velhas amigas.
Enquanto estávamos vendo Greek, hoje antes do almoço, eu tive uma idéia. achava que a não tinha gosto para roupas, não é? E me achava criança. Pois então eu decidi mostrar o quão errada ela estava.
Nós escutamos a campainha tocar, fomos até a janela e eu vi um carro parado na frente da casa e mais dois chegando.
, e sumiram pela porta de entrada, vi e saírem de um carro preto e e de outro.
– Oh meu Deus – Eu disse.
olhou para mim e disse toda animada.
– Vamos, você vai conhecer o McFLY agora.
Ela já estava saindo do quarto quando eu lembrei que nenhuma de nós havia passado perfume.
– ESPERA! – Ela deu um pulo.
– O QUÊ? Deus, você quase me matou do coração! Pela segunda vez hoje.
– A gente esqueceu o perfume, o mais importante.
Ela foi até a mesinha de cabeceira e passou o perfume dela, e eu fiz o mesmo. Nós então fomos até a escada e olhamos lá em baixo, não havia ninguém na sala de TV.
– Eles devem estar na sala de estar, vamos?
Nós descemos, e eu, antes de entrar na sala de estar, olhei mais uma vez no espelho, só para checar sabe? Afinal, eu ia sair com o McFLY hoje, e o .
’s P.O.V.
Nós estávamos na sala de estar, minha mãe estava se desculpando com o pela cueca antes de ir chamar as meninas lá em cima. O que não foi preciso.
– Hey meninos – disse , ela estava bem... diferente. Ela estava bem bonita também. Não que ela não fosse porque, pff, isso é impossível, ela é uma e todos nós somos gatos. É eu sei o que isso parece, mas o que eu posso dizer? É de família, pode perguntar a qualquer .
– Hey ! – Disse abraçando minha irmã – Você está tão bonita, eu amei essa sua blusa vermelha! Você tem que me emprestar um dia desses, hein?!
– Obrigada, . Claro, pode pegar quando quiser.
Eu não prestei mais atenção ao que elas conversavam porque ela apareceu. estava linda essa noite. Espera, deixe-me reformular a frase porque ela sempre esteve bonita, ela estava diferente, mais mulher. Estava vestindo um short de couro preto, uma regata cinza que tinha uma guitarra desenhada, uma jaqueta de couro e uma bota no tornozelo, eu não sei como as mulheres chamam esse tipo de sapato hoje em dia, preto. Ela estava com uma maquiagem preta e sem batom. Linda. Ok, saber o que ela estava vestindo foi MUITO gay.
– Hey! – eu disse.
– Oi – ela disse meio envergonhada.
– WOW! OI! – Disse .
Revirei os olhos, eu sabia que isso iria acontecer.
– Querida, você está linda! – Disse a minha mãe.
– Obrigada, mãe.
– Gente, essa é a .
A galera se levantou para cumprimentá-la.
’s P.O.V.
– Oi, eu sou o – O foi o primeiro a se apresentar. Ele era tão bonito quanto nas revistas.
– Hey, prazer em te conhecer.
Depois veio e a .
– Hey, então você é a brasileira que nós tanto ouvimos falar.
– E você é um dos garotos da banda do , certo? A que tem o nome de sanduíche?
Ele riu e se virou para dizendo:
– E ela é engraçada, dude!
– Oi, eu sou a , prazer em te conhecer.
– Prazer em te conhecer também.
Ela usava um vestido cinza com um sobretudo xadrez, uma ankle boot tipo a minha, só que sem tachinhas, e uma carteira vermelha.
E então veio o e sua namorada, .
– E então, Brasil hein? – Disse .
– Prazer em te conhecer querida, eu sou a e esse bobão aqui é o – disse ela.
– Ei! - disse com cara de falsa ofensa.
– Prazer em conhecer vocês também – Eu disse rindo.
estava usando uma saia linda, eu não sei descrever direito como ela era, uma blusa chumbo e um colete escuro. Mas o sapato dela era incrível, preto todo de tachinhas.
veio e me deu um beijo na cabeça.
– Hey, irmãzinha.
– Hey, .
Eu devia estar com uma cara de idiota, mas não de uma idiota qualquer, da mais idiota das idiotas, se duvidar eu estava até babando. Ele estava lindo, mais do que ele geralmente é, perfeito. E aquele perfume... Ah, o perfume dele me deixava extasiada.
A única que não me deu oi foi a . Ela vestia uma saia preta justa de cintura alta com um corpete Pink e um sapato preto, ela estava bonita, não posso mentir.
Então falou:
– Vamos então? O que nós estamos esperando?
– Os meus primos – disse Danny – vou ligar para eles.
E então a campainha tocou.
– Acho que não precisa mais.
foi atender a porta e eu vi cada um dos meninos, Nick, Dean e Sean, entrarem.
– E ai, galera? Vamos balançar o esqueleto hoje? – Disse Sean com um cara de tanta felicidade que eu não aguentei, tive que rir. E não fui a única, todos riram.
– Bom, todo mundo aqui? Vambora então – disse .
Eu estava junto com a quando o chegou perto de nós.
– Vocês vão no meu carro? – ele perguntou.
– É, venham com a gente – Disse .
Ele olhava a de uma maneira nada discreta e totalmente safada.
– Ok – disse e eu só concordei com a cabeça.
, e foram andando na frente. Percebi que estava olhando para a bunda da . Que engraçado!
– Jesus Dougie, você pode ser um pouco mais discreto? – Eu disse baixinho para que só ele escutasse e fui seguindo para o carro de .
– O quê? - Gritou .
Eu só sorri. Então ele começou a andar ao meu lado.
– Está tão óbvio assim? – ele perguntou passando a mão pelos cabelos.
– Está – ri - e se você tem amor pela sua vida seja um pouco mais discreto, se não quando você se der conta o já vai estar te estrangulando! – Eu disse meio dramática.
– Ok, vou tentar. Mas quando eu já estiver bêbado o suficiente eu não respondo pelos meus atos! – Ele disse erguendo as mãos no peito.
Eu ri.
– Eu já ouvi que o McFLY tem muitas fãs apaixonadas, então eu vou ficar de olho em você. Eu não quero uma terceira guerra mundial causada pelas fãs da sua banda por causa da morte de um dos integrantes – eu disse cruzando os braços.
– Você tem razão. Elas ficariam arrasadas! – Ele disse em tom de brincadeira.
Então ele me abraçou pelo ombro e nós fomos rindo até o carro. Deixei sentar no meio por dois simples motivos, um: Eu ODEIO sentar no meio, e dois: assim ela fica mais perto do .
Eu sei que encorajando o e a eu estou meio que traindo uma das minhas amigas lá do Brasil, a Gi, mas ela já estava namorando o Marcos e o gostava da , o que eu podia fazer? Ela é minha irmã agora, eu não posso sabotá-la.
A ida até a DOM’s foi um tanto demorada, mas afinal, nós estamos em Londres não é? Quando chegamos lá comecei a ficar nervosa, eu não tenho idade para entrar em boates. No Brasil já era difícil pra caramba, imagine em Londres então? Eu não quero nem ver no que vai dar.
Nós saímos no carro e então Danny falou:
– Você trouxe a sua identidade do Brasil certo?
Eu maneei a cabeça em um sim.
– Bom, então nós vamos fazer o seguinte, os nossos nomes vão estar na lista, mas qualquer coisa, você fala que esqueceu o passaporte, mas está com a sua identidade ai ok? Qualquer coisa eu vou estar bem na sua frente.
– Ok – eu disse.
Nos fomos até a entrada, e estavam entrando.
– Dude, todo mundo já entrou, a gente se vê lá dentro – E deu uma risada enquanto revirava os olhos e o empurrava para dentro.
Tinha uma fila enorme para entrar, nós não entramos nela, ao invés disso seguimos até o segurança, na frente da fila.
– Nome, senhor.
– e quatro acompanhantes.
– Tudo certo senhor, podem passar – O segurança disse para o meu alívio.
O barulho fora do pub virou um coro de vaias e protestos como “como assim cara?”, “isso não é justo” e “eu estou nessa fila a mais de uma hora, man!”
Mas assim que eu passei pela porta eu fui invadida pelo música do Pitbull, Hotel Room Service. Olhei para e ela para mim. Ela então disse quatro palavras para mim, que eu só entendi através de leitura labial de tão alto que estava o som.
Capítulo XI
NOW LET’S PARTY (…) She started swaying so sexy, and looking at me and it got me caught in a mind control.
Nós nos encontramos com o pessoal em uma mesa um pouco afastada da pista de dança.
– E ai galera! – Disse Sean – Então você conseguiu mesmo entrar! – Ele disse e tomou um gole do seu copo de cerveja.
– Porque ela não conseguiria? – Perguntou .
Droga, o Sean bêbado então é um tagarela. Ótimo.
– Erm... É que eu tenho só 17.
– 17 o quê? – Perguntou .
– Larga de ser burro, – disse - 17 anos, né!
E então ele abriu a boca surpreso. Ótimo Sean, obrigada. Eu o fuzilava com os olhos. Ele percebeu o meu olhar do mau e se levantou da mesa.
– Erm... Eu vou ao bar e já volto.
– Mas o seu copo ainda está cheio! – Disse Dean, mas Sean já estava longe.
– Beeem, mas voltando ao assunto, quer dizer então que temos uma pequena meliante entre nós? – ele disse rindo.
– UMA BABY! – Gritou .
– BABY! – gritou e Nick.
Semisserrei meus olhos me virando para cada um deles.
– HA-HÁ-HÁ, não sabia que eram um grupo de comédia também.
A seguir veio o coro de WOW e AUTCH!
– Não se preocupe querida, eles que são um bando de velhos – Disse .
– É, acho até que eles já estão muito velhos para essas saídas a pubs.
– Ei, peraí – disse – Mas se nós somos velhos, vocês duas também são!
e abriram a boca.
– Erm... pff... pfff... velhas?... pff... pffff... pfff – disse .
– É, PFFF GIOVANNA, PFFF – Disse rindo.
– Ela quis dizer experientes... Não quis, ? – Disse .
– É... É isso.
Todos riram.
– Ah, claro, claro – disse .
– E ainda bonitões – Disse beijando .
– EI, ARRUMEM UM QUARTO! – Gritou .
– Porque NÓS não arrumamos um? – Disse segurando um risonho pelo colarinho e o arrastando até pista de dança.
Não preciso nem dizer que a mesa se revoltou depois disso não é?
– WOOOW! – gritava.
– VAI LÁ, TIGRÃO! – gritava .
– ESSE PUB ESTÁ FERVENDO HEIM! –
– É O SANGUE ! – Nick e Dean berravam e batiam um Hi-5.
Depois disso cada um foi para um canto. , , e foram dançar, Sean nem apareceu mais depois do meu olhar mortal, Dean e Nick sumiram, deviam estar cantando algumas garotas, de modo que só sobrou eu e na mesa.
– Vamos ao bar – Eu disse a ela.
– Você bebe? – Ela perguntou surpresa.
– Claro. Por quê? Você não?
– Pode apostar que sim.
Nós rimos e fomos ao bar. Eu pedi um Cosmopolitan e a um Bahama Mama.
Então a música da Kesha, Blah Blah Blah começou a tocar, eu olhei para e ela para mim, viramos o que restava dos nossos drinks e fomos para a pista de dança.
Os meninos e suas namoradas chegaram perto da gente. Nós formamos aquelas rodas e então cada um de nós teve a sua vez de dançar no meio. parecia uma lombriga dançando, mas a melhor parte foi a tentando tirá-lo do meio da pista e ele querendo ficar.
Quando a vez da chegou, eu fiquei de olho no , que parecia que ia avançar nela, ai ele olhou para mim e eu neguei com a cabeça, ele murchou de vez, deu uma dó, coitado.
E então foi a vez da , ela rebolava até o chão e se fazia de sexy. Bom, pelo menos para mim ela se “fazia” de sexy porque, para uns e outros – Cahaam, – ela não se fazia, ela era sexy.
me empurrou para a pista com a ainda lá, fiquei morrendo de vergonha. Eis que acontece um fato TOTALMENTE inesperado, ela começa a dançar para mim e então parou com a mão na cintura, me chamando para uma “briga”. Todo mundo entendeu e começou a gritar nessa hora.
Eu já contei que eu faço aula de dança? Contei? Não? Bem, eu faço, desde os 5 anos.
Ela iria perder feio. Então comecei a dançar
– Oh! Brasileira na área, dude! – disse .
– Vai lá, brasileira – gritou .
– Ah não baby, ela vai acabar com você, hein?! - isso eu não sei quem disse.
E eu dei tudo de mim, das manobras mais sensuais as mais difíceis que eu já havia aprendido. E então eu parei do mesmo jeito que ela, com a mão na cintura e joguei a minha cabeça para cima, como um “e ai, vai encarar?”. A menina me olhou com uma cara de ódio mortal, e saiu bufando da pista de dança. foi atrás dela e eu fiquei sem reação. Qual é cara, ela não sabe perder?
E então cada um voltou a dançar sozinho, quero dizer, e juntos, assim como e , Nick e uma loira alta, Dean com uma morena peituda... Espera, Dean? Eu fiquei com uma pontinha de ciúmes, mas fazer o quê? Ele era um cara livre, podia fazer o que quisesse. Fui até o bar, e pedi uma bebida do cardápio.
– Hey, baby.
Eu levei um susto tão grande, quase morri engasgada.
– ! Jesus, você quase me matou agora.
– Já reparou que você sempre se assusta quando eu chego perto? – Ele perguntou.
– É, deve ser porque toda vez vejo essa sua cara de fantasma aí. Nem som você faz! Fico de cara – eu disse.
– Que exagerada – Ele gargalhou e se virou para o bartender pedindo uma dose de whisky.
– E ai, arrasou lá na pista de dança, hein?!
– Ah... É – eu não sabia o que dizer – Olha, eu sinto muito por aquilo.
– Pelo quê?
– Bem, eu não sei, eu achei que a quisesse uma disputa de dança, por isso eu comecei a dançar. Eu não sabia que ela iria reagir daquele jeito - Eu disse olhando para a bebida – Na verdade - eu disse olhando para - eu achei que ela tivesse saído brava por ter perdido. Mas aqui é Londres, não o Brasil, então eu não sei se ela estava mesmo me chamando para uma luta de dança.
riu.
– Ela estava. Ela saiu daquele jeito porque perdeu. É que ela não está acostumada a perder.
Eu soltei uma risada sarcástica enquanto eu olhava para o liquido dourado que preenchia o meu copo. Não estava acostumada a perder, claro, mas que surpresa!
– Eu sei que isso parece coisa de princesinha mimada, mas...
– Não, na verdade parece coisa de Miss mimada – eu disse interrompendo .
Ele riu e continuou:
– É, mas sabe, a também tem seus momentos.
– Duvido muito – Disse para mim mesma dando um gole na minha bebida.
– Quê? – perguntou confuso.
Nessa hora eu achei que fosse morrer. Eu engasguei com a bebida, ela subiu para o meu nariz e para evitar que me visse com bebida amarela saindo pelo nariz, o que seria uma coisa totalmente nojenta, eu respirei, e o liquido foi para os meus pulmões.
E isso doeu pra valer.
– Desculpa - eu disse me recuperando - o que você disse?
– Você tinha falado alguma coisa? Porque o som está muito alto, eu não ouvi direito.
– Não, eu acho que não - eu disse e dei uma risadinha nervosa.
E então a apareceu.
– Vem bebê! Eu AMO essa música - ela disse puxando antes que ele pudesse dizer alguma coisa.
Eu olhei para a pista e a vi se esfregando no e sussurrando em seu ouvido.
Eu olhei para a minha bebida, estava um pouco menos da metade do copo.
– Me vê mais um - eu disse para o garçom, virando o que restava.
’s P.O.V.
– Vamos bebê! Eu AMO essa música.
E eu me vi sendo arrastado para a pista de dança pela . Ela começou a dançar para mim de uma maneira muito provocante. Um dos motivos de eu estar namorando ela, ela é muito gostosa.
E então ela sussurrou no meu ouvido.
– Você foi um bebê MUITO levado.
Ela então mordeu o canto da boca e balançou negativamente a cabeça.
– Sabe o que vai acontecer com você hoje à noite? - E então ela gemeu - O bebê vai ter que ser castigado. Que tal nós sairmos daqui e irmos para a sua casa? - Ela sussurrou de novo no meu ouvido.
Cara, ela leu os meus pensamentos.
Mas então eu me lembrei da e da . Por mais que eu quisesse ir bem... ser castigado hoje, eu não podia largar as minhas irmãs menores de idade aqui sozinhas.
– Desculpe bebê, não vai dar.
Ela me soltou e me olhou confusa.
– O quê? Por que não?
– Eu tenho que levar a e a embora.
Aí ela ficou possessa.
– Ah, mas eu sabia que tinha que ter essa garota no meio.
– Quem? A ? - eu já não estava entendendo mais nada.
– Não se faça de sonso , a !
Ah, então eram ciúmes.
– Bebê, ela está morando na casa da minha mãe, ela é minha irmã agora, não precisa ter ciúmes - eu disse calmo, chegando mais perto dela, tentando desarmá-la. Eu já estava farto de brigas.
– Então vem pra casa comigo.
– Bebê, eu não posso deixar ela sozinha aqui. Ela não conhece nada por aqui.
– , ela também está com a , e a sabe muito bem ir para casa sozinha. Além disso tem o e o aqui também.
Eu sabia que tinha, mas se elas chegassem sem mim, minha mãe ia ficar o cão por eu não tê-las levado em casa. Não que ela não confie nos dudes nem nada.
– Eu sinto muito bebê, não posso deixá-las aqui.
– Então você prefere ficar aqui com ela à ir com a sua namorada ultra-gostosa para a cama?– Ela disse indignada.
Eu sabia que nenhum argumento que eu usasse seria o suficiente para ela. O que eu diria para a minha mãe no outro dia? “Ah mãe, sabe o que é?! É que a minha namorada gostosa estava a fim de transar, ai eu deixei as minhas duas irmãs menores de idade em um clube com um monte de gente bêbada à própria sorte. E daí que existem homens do saco em cada esquina dessa cidade? Afinal de contas, elas têm boca pra quê, não é verdade?”.
– Eu sinto muito, .
Ela semisserrou os olhos e, antes de se virar e ir embora, disse:
– Pois bem , aproveite o resto da sua noite de babá. Sozinho.
’s P.O.V.
Eu estava terminando o meu terceiro copo do líquido dourado, que por sinal era uma delícia, nem parecia que continha álcool, eu estava me sentindo tão feliz, quando eu vi a . saindo do DOM’s.
Olhei para o e ele estava cabisbaixo no meio da pista, com as mãos nos bolsos. Ela deve ter ido rodar a bolsinha em alguma esquina. Eu ri com esse pensamento. parecia meio triste. Eu decidi então ir lá para tentar deixar ele tão feliz quanto eu.
Eu tentei me levantar do banco, só que eu perdi o equilíbrio e quase caí. O quê? O chão estava liso, ok? Eu não estava bêbada. (n/a: já perceberam que quando alguém está bêbado nunca acha que ta e fica falando que ta bem? Auehauehauehauehauehae xD LOL) Enfim, eu achei aquilo muito engraçado, e comecei a rir.
– Fala irmãzinha, porque você está rindo?
Eu vi a vindo até mim, ela já andava meio torto.
– ! Eu... – gargalhei -... Eu quase caí agora – ri ainda mais.
Então ela começou a rir que nem eu.
– Sua bêbada!
– Não sou eu que já está andando torto!
Então ela olhou pra mim, eu olhei pra ela e então começamos a rir de novo.
– Parece... – ri – parece que você está em um navio! - disse sem conseguir parar de rir.
– A gente não está? - Ela disse meio séria.
– Não! - E então nos começamos a rir de novo.
– ! Você viu que a foi embora? Agora o seu irmão está triste! - Eu disse apontando para o , que agora estava sentado na mesa olhando para o nada.
– Vamos alegrar ele? - ela disse.
– Também pensei nisso.
E batemos um Hi-5 antes de ir para a mesa e eu pedi um balde de cerveja (com 4 garrafas).
Nós chegamos à mesa e eu sentei de um lado e a do outro lado do .
– Oi - Eu e a dissemos juntas.
Ele fez uma cara de desconfiado.
– Oi.
– Não fica tisti, zinho! – Disse a erguendo os braços e dando um abraço em .
– Abraço em grupo! - Eu disse e os abracei também.
– Ta, vocês estão bêbadas né? – Ele disse sorrindo divertido.
– A LÁ! A GENTE JÁ FEZ ELE SORRIR, IRBÃ! – Eu disse pra .
– SOMOS UM SUCESSO, IRBÃ! – Ela falou para mim e nos batemos um Hi-5.
gargalhava.
– AGORA ELE RIU, IRBÃ! – Eu disse.
– RECORDE, IRBÃ!
E nós batemos outro Hi-5.
– E essas cervejas? – ele disse apontando para o balde.
– Já sei! Vamos ver quem consegue virar tudo primeiro! – Disse .
– Cada um com uma garrafa? – Eu perguntei.
– HA, vocês querem disputar com o -boy aqui é?
– Uh, até parece! – Disse a .
– Garçom! Traz mais um balde pra gente! – Eu gritei para o garçom – Suas frangas! Uma garrafa é muito pouco pra mim, consigo antes de vocês tirarem a tampinha da garrafa!
– AH TA! CERTEZA! – Disse .
– Vamos então! – Eu disse.
– 1... 2...
– ESPERA! DEXA EU ENTRAR, PLEASE! – apareceu correndo, ele já parecia alterado, e com uma carinha de cachorro sem dono que eu não tive como dizer não.
– SENTAÊ E PEGA UMA GARRAFA! – Eu disse.
– Ta, quem virar mais vence! – explicou pra ele as regras.
– Mas dessa garrafa? – ele perguntou sarcástico.
E então o garçom chegou e colocou mais um balde na mesa.
– Não bobinho, de todas as garrafas.
– Ok.
– 1... – nós começamos a contar juntos -... 2... 3!
Capítulo XII
I’m talking about – evebody getting crunk, crunk.
Eu não sei o que me fez tomar consciência de mim, o fato de minha língua e minha garganta estarem totalmente secas ou o fato de estar com uma dor de cabeça insuportável. Percebi que estava dormindo, então decidi abrir os meus olhos. O que vi, me fez dar um pulo.
Eu estava em um quarto de paredes metade azul anil e a metade de baixo bege. Uma TV de plasma estava pendurada na parede em frente à cama de casal em que eu me encontrava. Esta ficava no meio do quarto, e no pé dela tinha algo como um sofá e de cada lado da cama uma mesa de cabeceira com uma luminária em cima, em uma delas também tinha um telefone.
No canto direito do quarto tinha um guarda-roupa com portas de um transparente meio fosco, e do lado uma janela, percebi o que era, pois continha uma cortina em tom chumbo.
O quarto tinha duas portas, uma de frente para outra em duas das extremidades do quarto. Uma delas era ao lado da TV e a outra perto da cama.
Eu me levantei e fui pisando no carpete até a porta ao lado da cama. Eu a abri devagar e encontrei um banheiro.
Olhei-me no espelho. OMG, eu estava horrível. Tinha maquiagem de ontem à noite e o meu cabelo tinha mais nós que uma rede de peixes. E então, o pior, eu senti um friozinho, e vi que estava só de calcinha e sutiã. OMG, OMG, OMG, O QUE TINHA ACONTECIDO? ONDE EU ESTAVA? A última coisa que eu me lembrava era de estar com a , o e o no DOM’s vendo quem iria virar mais bebida.
Ok , você precisa se acalmar.
Eu lavei o meu rosto e tirei toda aquela maquiagem preta. O meu bafo estava horrível, então eu não hesitei em pegar a escova que estava em cima da pia e escovar os meus dentes. Abri as gavetas e vi produtos de barbear. OMG, OMG, eu estava no quarto de algum homem! Eu vi um pente e comecei a desembaraçar o meu cabelo. Continuava horrível, então eu o prendi em um rabo. Resisti à tentação de entrar no chuveiro e tomar banho, porque eu não sabia na casa de quem eu estava, vai que algum doido aparece enquanto eu estou tomando banho e me mata, estupra, sei lá.
Eu fui rápido até o guarda-roupa do quarto e o abri, como o esperado, só roupa de homem. Então eu peguei uma camisa e um shortinho, que eu pensei ser uma cueca.
Eu abri a porta que ficava ao lado da TV, e vi um corredor com mais duas portas.
Eu vi um quadro pendurado na parede. Era o , a e a . OMG, será que eu estava na casa do ? Mas OMG! O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?
Eu abri uma das portas o mais devagar possível e vi alguém dormindo, então eu resolvi chegar mais perto. Eu estava tremendo na base. Mesmo!
E então eu vi a !
Ela estava toda maquiada também e babava no travesseiro. Eu ri pelo nariz e resolvi não acordá-la. Minha cabeça estava doendo muito para receber uma porrada de travesseiro.
Eu saí, fechei a porta e fui abrir a outra.
Abri também com muito cuidado, e vi um ser todo esparramado na cama. Cheguei mais perto e vi que era, o ? Até o está aqui?
Fechei a porta e segui até o fim do corredor, descendo a escada.
Entrei na sala de TV, e vi o deitado no sofá.
Ele estava só com a calça, e estava cobrindo os olhos com um dos braços.
Nesse momento eu comecei a pular e abanar as mãos e a gritar (no mudo) OMG. Ok, OMG! QUANDO QUE EU PENSEI QUE TERIA ESSA VISÃO? Ele estava simplesmente maravilhoso. Ta, respira .
Eu então resolvi ver o resto da casa enquanto todo mundo dormia.
Entrei na cozinha, ela tinha um balcão com alguns banquinhos e no fim uma porta. Eu abri e vi o estúdio do . OMG, o lugar onde ele compunha as músicas dos garotos. Eu entrei maravilhada. Fora toda aquela aparelhagem de som, eu vi um teclado, uma caixinha de palheta do McFLY, e todas as )s do .
Eu admito, o meu queixo caiu nessa hora.
Eu entrei e fechei a porta para abafar o som. Eu fui andando pra trás e esbarrei na cadeira, eu quase dei de cara com o chão. Antes tivesse. Eu me apoiei na aparelhagem que controla o som e tudo mais, e algumas luzinhas ascenderam e eu mudei a posição de um monte de botões. Eu tentei consertar, mas acho que piorei. Pessoa mais azarada que eu, só eu duas vezes.
Parei de mexer antes que eu também quebrasse alguma coisa e entrei na outra cabininha, onde estavam os instrumentos e tudo mais, e também fechei a porta.
Eu fui até as s dele e passei a mão nelas, elas eram tão bonitas, e pensar que elas já viram um monte de fãs chorarem.
Eu gostava de tocar , mas amava mesmo era o piano. Eu tocava desde nem me lembro quando. Eu fui até o teclado e liguei.
Eu estava com uma música na cabeça, da Miley Cyrus, When I look at you. Eu tinha tirado ela no piano um pouco antes de viajar.
Eu comecei a tocar, a introdução era a parte que eu mais gostava da musica, era linda.
A música me vinha na cabeça, e a letra também. Eu adorava essa musica.
Eu terminei a musica e passei a mão pelas teclas. Como eu sentia falta de tocar, e geralmente tentava praticar todo dia, só que desde que eu cheguei aqui eu não havia praticado nada. Eu sei que na casa da tem um piano M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O branco, só que eu tinha vergonha de tocar na frente deles.
Desliguei o teclado, e antes de sair, peguei algumas palhetas. Ah, ele tinha umas 100 na caixinha, não ia sentir falta de quatro.
Eu saí da cabininha e antes de sair da sala, olhei para os aparelhos de som. Eu realmente espero não ter estragado nada, isso deve ter custado MUITO caro.
Eu voltei pelo caminho que eu vim até chegar à sala de TV. ainda estava lá.
Eu não sabia o que fazer, não dava pra ficar vagando pela casa até alguém acordar, então eu decidi acordar o , ele já estava aqui em baixo mesmo.
Eu cheguei perto dele e me agachei. Comecei a cutucá-lo nas costelas.
– .
Ele nem se moveu.
Cutuquei de novo.
– .
Ele se moveu e soltou um gemido.
Cutuquei mais uma vez.
– , acorda.
Ele então deu um sobressalto.
– O que, o quê? O que aconteceu? – Ele falava assustado.
Eu soltei uma risada pelo nariz.
Então ele me olhou e se deu conta que eu estava ali.
– Ah, nossa pequena meliante – Ele disse sorrindo para mim.
Eu sentei sobre os meus pés e sorri.
– E ai, como que ta a cabeça?
– Melhorou já. , onde a gente ta? Como eu vim parar aqui?
Ele soltou uma risada e me olhou divertido.
– Você teve um apagão!
– Pois é, não sei por que, eu quase não bebi ontem. Que eu me lembre.
– Não, você nem bebeu muito. Ficou só em segundo lugar na nossa competição. Você se lembra da competição, não é?
– É só até ai que eu lembro.
– Bem, deixe-me atualizá-la, baby. Eu ganhei, é claro, com 3 garrafas, você, a segunda, com 2 garrafas e meia. A tomou duas garrafas e o tomou só uma.
– Ah é, que eu bebi mais que o ? – Eu perguntei fazendo, inconscientemente, cara de criança feliz.
– Pois é, ele ficou arrasado – ele riu.
– Ta, mas e ai?
– Aí eu, o mais sóbrio de todos, decidi que vocês já estavam mais bêbados que o em dia de ano novo, e olha que o negócio é brabo, hein?! Não dava para levar vocês pra casa da minha mãe naquele estado, então eu liguei pra ela e disse que vocês iriam dormir aqui na minha casa.
Eu pensei um pouco sobre o assunto.
– Ta, mas , porque que eu acordei de... hm...
– Calcinha e sutiã? – Ele perguntou sorrindo.
– Bem, é.
– Você não lembra?
– Lem... Lembrar de quê? – eu perguntei já com medo de que tivesse acontecido o pior. Eu tivesse dormido com alguém. Não que eu seja dessas, mas, dude, se você acorda na casa do seu ídolo só de calcinha e sutiã, você vai pensar o quê?
– A Vicky, quando a gente chegou em casa, vomitou em você, e o Dougie na minha camisa. Aí eu a levei até o quaro de hóspedes e a coloquei no chuveiro; depois eu a deixei só de calcinha e sutiã e coloquei ela na cama. Ela já tava apagada mesmo.
“Quando eu voltei pra sala, já tinha ido pro quarto e você estava aqui no sofá, suas roupas estavam jogadas no chão. Então eu as coloquei na máquina junto com a minha camisa e te levei pro meu quarto.”
– Ah sim. E você dormiu no sofá a noite toda?
– É.
– Ai , desculpa.
– Pelo quê?
– Roubar a sua cama.
– Você se desculpa demais – Ele disse sorrindo.
– Eu causo coisas de mais pelo que me desculpar.
Ele sorriu pra mim.
– Ok, então vamos fazer o seguinte, da próxima você banca a irmã sóbria, ok?
Eu ri.
– Combinado.
– AHH! MINHA CABEÇA!
Nós ouvimos gritar no andar de cima.
– CALA A BOCA! VOCÊ VAI EXPLODIR A MINHA! – gritou no outro quarto.
– E VOCÊS DOIS A MINHA! – Eu gritei.
– E EU NÃO TO COM DOR! – Danny gritou.
Eu olhei pra ele. Que sem graça, ficar se esnobando porque não ta com dor.
– Sem graça! – Eu disse dando um tapinha no ombro dele.
– O quê? É verdade!
desceu as escadas com a mão na cabeça e se sentou no sofá. veio em seguida e se sentou ao lado dela.
Eles até que formavam um casal fofo.
– Dude, o que eu to fazendo na sua casa? – perguntou.
– É, há essa hora a mamãe já deve ter tido um surto – disse.
– Longa história – Eu disse.
– Bem longa – disse.
E então nós rimos.
– Ok. Bêbados, fiquem aqui, eu vou preparar a minha receita anti-ressaca. Coisa poderosa, hein?! – Eu fui indo pra cozinha, e então eu lembrei que não sabia onde estava nada naquela casa.
– , pode me dar uma mãozinha aqui? Eu não sei onde você guarda o que eu preciso.
– Ok.
– , me dá o controle!
– Eu não quero assistir Gossip Girl! – eu ouvi, já na cozinha, choramingar.
– Então, do que você precisa?
– Maracujá, chá de camomila, açúcar.
– Ta na mão – disse ele abrindo a geladeira.
– Onde tem copo?
– Naquele armário ali – ele me disse apontando um armário qualquer.
Era uma prateleira na parte de cima da cozinha. Eu tentei alcançar um dos copos de vidro, mas eles estavam muito altos. Eu me estiquei ao máximo, meus dedos estavam altos para que eu tocasse os copos, mas não altos o suficiente para que eu os agarrasse.
’s P.O.V.
Eu já havia pegado o chá, coisa que realmente nunca falta, mas eu não estava achando maracujá aqui. Para falar a verdade, eu nunca me lembro de ter tido nenhum tipo de fruta nessa casa.
Fechei a geladeira, não iria encontrar nada lá. Me virei para falar isso à . Ela estava tentando pegar um copo, mas não estava o alcançando.
Ela estava na ponta dos pés, um deles estava até erguido. A minha camisa, a qual ela usava, antes parecendo um vestido, agora dava até para ver que ela também estava usando uma das minhas cuecas boxers.
Me aproximei por trás (N/a: uuuuui, 66’ xD) dela e peguei o copo.
’s P.O.V.
SÓ MAIS UM POUCO!
Ok, eu nunca iria conseguir pegar aquele copo.
Senti uma respiração fazer cóceguinhas na minha orelha e uma mão bem maior que a minha agarrar o copo com facilidade. Estava bem fraco, mas eu ainda conseguia sentir o cheiro do perfume de .
Ele, ainda atrás de mim, colocou o copo na minha frente para que eu o pegasse.
’s P.O.V.
Ela pegou o copo da minha mão.
– Obrigada – ela sussurrou.
Ela, então, se virou, ficando bem perto de mim, perto até demais eu diria.
Eu sabia que estava na hora de me afastar dela, afinal, eu já havia pegado o copo, certo? Certo?
’s P.O.V.
Eu não estava entendo o que estava acontecendo, em um momento nós estávamos cozinhando e agora eu estou sendo prensada na bancada da cozinha pelo ! Meu coração estava acelerado.
Eu sabia que não podia olhar nos olhos dele, se não eu me perderia lá, e nós dois acabaríamos fazendo algo que não devemos. Eu não gosto da , mas armar planos para aborrecer ela é uma coisa, beijar o namorado dela é outra, principalmente quando eu já conheço a dor de ser traída. Não desejo isso a ninguém.
Ele apoiou as suas mãos, uma de cada lado do meu corpo, no balcão, chagando mais perto. Eu sentia a sua respiração com a minha, o seu abdômen nu a centímetros do meu. Meu coração batia tão rápido que eu estava com medo de uma parada cardíaca. Eu não consegui evitar olhar nos seus olhos, então nesse momento eu soube que tudo estava perdido.
’s P.O.V.
Eu já não sabia o que estava fazendo, não, eu sabia, eu só não entendia o porquê.
Ela não estava olhando nos meus olhos, então eu a prensei ainda mais para que ela o fizesse.
Agora eu já não controlava mais o meu corpo.
’s P.O.V.
Ele começou a aproximar o seu rosto do meu, e eu colei ainda mais nossos corpos.
’s P.O.V.
Ela já estava de olhos fechados, e eu fechei os meus. Agora era questão de segundos para que...
– ESSE NEGÓCIO SAI OU NÃO SAI? A MINHA CABEÇA TA EXPLODINDO!
– É PORQUE VOCÊ NÃO CALA A BOCA, MANÉ! – berrou .
Eu abri os meus olhos. O olhar da era assustado. Eu me afastei rápido. Salvos pelo...
’s P.O.V.
...GONGO!
– Você está bem? – me perguntou.
Eu maneei a cabeça em um sim, mas a verdade era que não, eu não estava bem, o que havia QUASE acabado de acontecer? Não que eu não quisesse, é só que esse não é o momento certo, sabe?!
Eu tinha certeza de estar mais vermelha que um pimentão.
– Eu sinto muito – ele disse - eu não sei o que deu em mim.
Eu olhei pra ele, apesar dos seus perigosos olhos, pois agora eu sabia que eu podia me controlar.
– Não, tudo bem, eu quero dizer, eu também não sei o que me deu.
Eu ainda tinha noção de estar ficando cada vez mais vermelha.
– Tudo bem, não precisa ficar com vergonha. Afinal, nada aconteceu certo? – ele disse sorrindo.
– Yeah, certo – eu disse.
– Bom, o que eu ia te falar mesmo? – Ele disse coçando a cabeça – Ah, então, não tem maracujá aqui, desculpa.
– Tudo bem, então vamos fazer só o chá mesmo.
Nós voltamos a cozinhar, mas o meu coração ainda estava acelerado, e eu me esforçava para controlar a minha respiração.
– Hm, isso é tão bom! – Disse tomando um gole de chá – Já está até passando a dor! – Disse tomando um gole de chá.
Eu sorri para ela.
– Parabéns , muito bom! O que é? – Perguntou .
– Ah é...
–... UM SEGREDO DE FAMÍLIA! – eu disse interrompendo .
Olhei para o , ele me perguntava com o olhar.
– Alguma vez chá já curou a sua ressaca? – eu sussurrei para ele.
Ele pensou um pouco.
– É... não – ele sussurrou de volta.
– Porque chá não tem esse efeito! Mas ELES não sabem disse. Eles acham que é uma receita específica para curar ressaca, e o cérebro deles acredita nisso, e então ele faz a ressaca melhorar.
tinha o olhar meio perdido. Ele não tinha entendido nada do que eu havia falado.
– Ai, abstrai – Eu disse colocando a mão nos olhos.
Capítulo XIII
Can dreams come true?
A viagem de carro havia demorado umas 5 horas até a casa de campo do tio Andy, que era onde eu me via agora. Ele estava dando uma festa na
em sua casa. Quando eu perguntei a o que ele estava comemorando, ela me disse que não havia nenhum motivo especial para que tio Andy
desse uma festa. Nós entramos pelos portões de uma enorme propriedade e seguimos por uma estradinha que era cercada por um grande pomar.
Andamos mais alguns metros e, dentre as árvores, eu distingui uma enorme casa branca. parou o carro ao lado de um furgão branco onde
eu li: Chez Gérard Service. disse que era um dos melhores restaurantes que ela conhecia. Tio Andy veio nos cumprimentar e, logo
atrás dele, Kitty.
– Ele ainda estar com ela, isso sim é uma surpresa – cochichou para mim.
– Mas não faz nem uma semana que ela foi até em casa – eu cochichei de volta.
– Sim, e esse deve ser o namoro mais longo de toda a história do tio Andy.
Eu não imaginava o porquê dele largá-la, ela era tão bonita e tão gentil.
– Olá , querida. Seja bem vinda – Ela disse me dando um beijo em cada bochecha após fazer o mesmo com e .
Ela estava usando um vestido totalmente branco até os joelhos,
seus cabelos loiros e enrolados estavam presos ao lado da cabeça em um rabo baixo e ela usava um grande e lindo chapéu branco e preto.
– Você esta ótima, - ela disse sorrindo.
– Oh, imagine querida, você é muito gentil.
Kitty sorriu mais uma vez, deixando a mostra seus dentes, tão brancos quanto o seu vestido, que eram realçados pelo batom rosa pink que ela
usava.
– Venham - ela disse começando a andar para dentro da casa - vou levá-las até seus quartos, não que vocês já não saibam o caminho, claro -
ela virou a cabeça e deu mais um sorriso - Andy saiu com o maitre para ver algo sobre vinhos, mas deve estar de volta logo.
Ela subiu as grandes escadas de mármore e nos levou até um quarto. Ele era simples e bonito, havia uma cama de casal com uma cabeceira de
ferro encostada em uma parede, ela estava forrada com uma linda colcha de flores. Ao lado dela havia uma enorme janela que tinha a vista
para o lindo pomar da entrada da casa. Uma cômoda se encaixava em um pequeno vão do outro lado do cômodo, em cima havia um lindo vaso de
flores, e ao seu lado esquerdo, um espelho. Ao lado direito da cômoda, uma porta que dava ao banheiro.
– Bem, esse é o seu quarto, .
Eu entrei e coloquei a minha mala em cima da cama.
– Você quer continuar o tour conosco ou prefere ficar descansando? Eu sei o quão torturante pode ser a viagem até aqui - ela disse
simpática.
– Obrigada Kitty, eu vou ficar descansando mesmo - eu disse sorrindo de volta.
Eu sentia uma grande afinidade por ela. Talvez por ela estar nessa família há tão pouco tempo quanto eu, ou talvez pelo fato de ela ser
muito gentil comigo.
– Certo, querida. Sinta-se em casa, qualquer coisa, eu vou estar pela casa ajudando a preparar tudo, e de qualquer forma, o quarto da
e o da é logo no fim do corredor.
– Obrigada - Eu disse.
– Qualquer coisa aparece lá, ta? - Disse .
Eu pisquei para ela.
Elas saíram e eu fui direto pra cama. Era verdade, a viagem era mesmo desgastante. Me deitei na cama e olhei pela janela, gente entrava e
saía da casa o tempo todo.
O sol ainda batia alto no céu quando eu adormeci.
Quando acordei, o sol já havia sumido. Eu olhei no meu relógio, marcava seis e meia.
No dia depois do DOM's, depois que e tomaram o chá, nós
todos tomamos banho, e então nos levou embora. Nós não nos falamos mais desde então. Pelo que
havia me falado, viria com a ,
e nenhum dos meninos viria. Não que tio Andy não houvesse chamado, mas pelo que fiquei sabendo, e iriam visitar os pais dela esse
fim de semana, teria uma apresentação, de modo que iria vê-la,
como sempre fazia, e disse que já havia combinado de sair com uma garota.
Os convidados iriam chegar lá pelas sete e meia, oito horas, então eu decidi dar um pulinho no quarto da
antes de ir me arrumar.
Bati na porta e entrei. O quarto dela era igualzinho o meu.
estava guardando suas roupas na cômoda, e seu vestido, branco, todo de babados, com um laço preto
na cintura, jazia sobre a cama.
– Hm, parece que alguém realmente aprendeu algo sobre moda - eu disse piscando para ela.
Ela riu e se jogou na cama.
– Hey, eu vou te contar uma coisa, mas você tem que prometer que não vai contar pra ninguém. MUITO MENOS PARA O !
Eu ergui uma mão e disse:
– Sou um túmulo!
Ela me olhou por um longo tempo, como se para ter certeza de que eu era confiável.
– Eu... eu acho que... euachoqueugosto! - ela disse rápido demais para que eu entendesse.
– Quê, menina? Fala mais devagar que eu não entendi nada.
– Eu acho... - ela respirou fundo - eu acho que eu to gostando do - ela disse por fim.
Eu abri o boca de surpresa.
– OMG! OMG! Sério? – Eu perguntei toda animada.
Isso era perfeito! Se ele gostava dela e ela gostava dele, não haveria nada que poderia complicar esse romance, certo?
– Sim! – Ela disse escondendo o rosto na almofada.
– Mas, por que agora? Afinal, você já o conhece há tanto tempo.
– Eu não sei, antes eu era mais nova, e ele era só um dos amigos idiotas da banda do meu irmão. A gente quase não se falava sabe, mas de
uns tempos pra cá, eu não sei, eu acho que comecei a ver ele com outros olhos.
Ah, Deus! Isso era TÃO romântico!
– Pena que ele não virá essa noite – Disse ela olhando pela janela.
Meu celular vibrou. Havia chegado uma mensagem.
“PROMOÇÃO FALE 2 VEZES MAIS...” Eu deletei a mensagem. Sério, sempre que eu recebo mensagem eu vou lá, toda feliz achando que alguém se
lembrou de mim e quando eu vejo... "PROMOÇÃO FALE 2 VEZES MAIS..." Ah não! (n/a: auehauehae quem nunca fica put# quando recebe aquelas
mensagens da TIM “Promo Nova Infinity: fale a R$0,25 com qualquer TIM...” UAUEHUEA).
– Bem, de qualquer forma, eu vou tomar banho e você – Ela disse levantando e tacando uma almofada em mim – deveria fazer o mesmo, porque
daqui a pouco, os convidados começam a chegar.
Dizendo isso, ela pegou sua toalha e entrou no banheiro.
Eu estava vendo a lista de contatos do meu celular, quando li: “gatão”.
Eu cliquei e lá estava, o número do celular de . Eu nem sabia que eu o tinha, ele deve ter marcado
em alguma hora da nossa aventura bêbada.
Eu olhei para o vestido da , olhei o celular e tive uma idéia. Tirei uma foto do vestido dela e
escrevi:
“Com certeza a festa do tio Andy
vai estar cheio de mauricinhos gatos.
Tem certeza de que vai deixar a ,
com esse vestido, sozinha por ai? Haha.
Você já sabe onde fica a festa.
X.O.X.O.”
Guardei meu celular no bolso e voltei ao meu quarto para me arrumar.
Saí do banho com uma toalha enrolada no cabelo e outra no meu corpo. Coloquei meu vestido verde de camadas, calcei meu sapato - eu não sei
bem definir a cor dele, é meio um gelo, de camurça e salto fino -, coloquei minha pulseira e o meu colar de borboleta. E os meus brincos de
flor.
Nos meus olhos, pensei em um look tipo Taylor Swift, ai eu passei um delineador gatinho e um pouco de sombra dourada no cantinho do olho.
Passei meu batom novo, ele era meio roxo (me apaixonei na hora que o vi na vitrine), e o meu perfume.
Nos meus cabelos, eu decidi mudar aquele preto liso que eu sempre usava e, com um baby-liss eu enrolei as pontas, e prendi metade do meu
cabelo com uma presilha dourada.
Já eram umas oito e meia quando eu terminei de me arrumar. Fui até o quarto de e bati na porta.
Um "entra" veio de dentro do cômodo. Abri a porta e ela estava terminando de colocar os brincos.
– Minha criação é um sucesso! – Eu disse assim que a vi.
Ela sorriu e disse:
– Mas o gafanhoto ainda não conseguiu superar a mestre – Ela disse.
Eu abanei as mãos e fui até a janela. Cada vez mais carros iam estacionando, e mais pessoas iam passando pela porta da frente.
– Meu Deus. Tio Andy chamou toda Londres? – Eu perguntei.
– Ele diz que não é uma festa se todos não estão presentes – Ela disse dando de ombros.
Meu celular vibrou.
"1 nova mensagem."
Apertei o botão de ler e não pude evitar sorrir ao ver o que estava escrito.
“Onde vocês estão? Eu to aqui em baixo no bar.
Se você acha que eu vou deixar a minha garota
com esses mauricinhos idiotas você ta louca.
HAHA. É sério. Vem logo, eu preciso vê-la.”
– Já está pronta? - Ela perguntou para mim.
– Yep. Você?
– Sim.
– Bom. Então vamos, mal espero para essa noite começar. Com certeza ela vai ser cheia de surpresas - Eu disse.
– Eu espero que sim, adoro surpresas, embora eu não saiba do que você esteja falando – Ela disse e nós rimos.
Apagamos a luz e fomos em direção às escadas, e a primeira coisa que eu vi, foi ele.
estava parado na frente das escadas segurando uma taça de champagne, e conversando com um cara que
eu nunca havia visto na minha vida.
Ele estava tão lindo, mais do que ele já era (caras em ternos realmente se superam). E então ele olhou para mim.
Não pude evitar segurar a respiração. Por quê? Por que toda vez que ele olha para mim, eu acho que vou morrer por falta de ar.
Eu e já havíamos descido toda a escada, e o olhar do
desapareceu no meio da festa.
Lembrei-me de sentado sozinho no bar, esperando.
– Hey sis, o que acha de ir pegar uns drinks para nós?
– Ok. Você sabe que você é muito folgada, certo? – Ela disse piscando para mim.
Eu dei o meu melhor sorriso colgate antes que ela desaparecesse por ai. Ela iria me agradecer depois.
Eu estava olhando as pessoas a minha volta, todos estavam tão bem arrumados. Por sorte, eu havia trazido esse meu vestido, porque se não
eu não sei o que faria, já que toda a minha mesada desse mês já havia ido embora.
– Mademoiselle – Eu escutei alguém falar atrás de mim.
Eu me virei e vi fazendo uma reverência, como antigamente se fazia.
– Monsieur – Eu disse também fazendo uma reverência.
Ele sorriu.
– Como está lindo o tempo – Ele disse – E se posso dizer, a senhorita também.
Eu sorri. Ele estava agindo exatamente como aqueles filmes de época.
– Eu poderia dizer que isso seria uma ousadia de vossa parte. O que pensarão aqueles que o escutarem dizendo tal coisa?
– Após olharem para a senhorita, concluirão que retrato somente a verdade.
Eu sorri de novo, se era possível sorrir mais do que eu já estava sorrindo.
Havia uma banda de violinistas, eles começaram a tocar, e logo o salão se encheu de casais dançando.
– Não pretendo ser ousado novamente, mas, devido às circunstâncias, seria rude de minha parte se não pedisse para que a senhorita me
concedesse o imenso prazer desta dança.
– E, devido às circunstancias, seria rude de minha parte recusar – Eu disse.
Os violinos começaram a tocar a música de Crepúsculo,
Bella's Lullaby, tão linda! me conduziu à pista de dança, eu estava me sentindo a própria Bella dentro de meu próprio mundo onde
era meu Edward. Nós começamos a rodopiar como qualquer outro casal por ali, exceto por um detalhe, nós não éramos um casal, e isso
ficou bem claro nos minutos seguintes, quando veio e tirou dos meus braços.
Ela estava usando um vestido vermelho de um ombro só, com uma
mega-sandália preta, olhos também com maquiagem bem preta e unhas vermelhas.
No primeiro momento, eu achei que ela fosse me bater, puxar o meu cabelo, me arranhar com aquela unha falsa dela, de tão furiosa que ela
parecia. Mas ela não o fez.
– querido, posso falar com você um instantinho?
– Ah sim, claro - ele disse parecendo cansado agora - Com licença, .
– Yeh, com licença - disse depois de .
– Fique a vontade - eu disse fazendo um gesto com a mão para que eles seguissem em frente.
Eles se foram e eu fiquei sozinha no salão, como uma boba.
Eu precisava de um drink, o que me lembrou de não ter visto a desde o começo da festa. Decidi procurá-la, mas só para checar se
estavam bem.
Fui até o bar, onde eu sabia que a estava esperando, e vi os dois sentados, rindo. Eu sorri. "Pelo menos alguém está com a sorte
no amor aqui”, pensei comigo mesma.
Bom, eu não podia ir ao bar, pois se não, iria estragar o clima deles.
Um garçom passou carregando um bandeja cheia de taças de champagne. ”Deus te abençoe, garçom” eu pensei, aproveitando para pegar uma das
taças.
– Querida! Aí está! Procurei você por todo lugar - disse .
Ela estava simplesmente maravilhosa, usando um vestido branco, com um laço preto em um dos ombros, unhas vermelhas, e um sapato que
parecia de pele de jacaré. Nunca a havia visto assim antes.
– Você está linda, mãe!
– Oh, obrigada querida, você também está. Venha, quero que conheça uma pessoa - ela disse me encaminhando à uma rodinha de mulheres mais
velhas. Isso ia ser uma longa noite.
Virei a minha taça de champagne e a coloquei em cima de uma bandeja vazia que um garçom havia passado carregando.
– Oh, aqui está ela...
Eram algumas mulheres, umas da idade de e outras bem mais velhas.
Todas eram bem simpáticas, elas me perguntaram sobre o Brasil, os meus pais, coisas assim.
Depois de algum tempo, uma das mais velhas, o nome dela, cujo eu coloquei na minha lista de nomes mais estranhos, era Sra. Urtha McCallen,
perguntou:
– E você tem namorado, querida? - ”Ahh, namorado? Bem, não, mas eu to gostando de um cara que tem, sabe? É o filho da , meu irmão de
consideração, o ! A senhora conhece?”
– Não, não no momento - eu disse.
– Oh querida, então eu preciso lhe apresentar para o meu neto, você vai adorá-lo! - ela disse me empurrando para fora da rodinha - Com
licença garotas, vou roubá-la um pouquinho – E se posso dizer, ele é bem bonito também - ela disse tampando a boca que soltava um
risinho.
Eu ri com isso, ela parecia com a minha avó, sempre querendo me empurrar para o neto de alguma vizinha ou de alguma amiga dela.
– Querido! Nathan! - ela dizia abanando as mãos e seguindo em direção a um garoto que estava de costas e não parecia ouvi-la.
Ela o alcançou e o virou.
Ele era alto, magro e de ombros largos, tinha cabelos louros e encaracolados, mas bem curtos. Seus olhos eram de um verde bem claro, e
ele vestia um terno preto risca de giz.
Eu arregalei os olhos, era um dos caras mais bonitos que eu já havia visto.
– Oh, Nathan querido, essa é , ela é do Brasil, achei que você gostaria de conhecê-la.
Essa senhora era uma gracinha, ela devia estar na casa dos 70 já, tinha cabelos prateados, curtos e enrolados, e cheirava a lavanda,
igualzinho a minha avó. E ela estava me deixando totalmente sem graça.
Ele olhou para mim e sorriu. Juro que quase fiquei cega com a brancura dos dentes dele. Parecia o cara do comercial da colgate.
– Olá, prazer em conhecê-la - ele disse.
Eu sorri meio sem jeito.
– Hey, o prazer é meu.
– Bem, vou deixá-los a sós para vocês se conhecerem, eu sei que jovens nunca se sentem a vontade para conversar com velhas como eu por
perto.
– O que é isso vovó, a senhora é jovem o suficiente para não entrar nesses padrões - ele disse dando um beijo na Sra. McCallen.
OMG! Que cara fofo!
Ela soltou outra risadinha e falou:
– Oh querido, você é mesmo muito gentil, e mentiroso - ela disse em um tom de brincadeira - mas eu tenho que voltar para as meninas, a
Edna ia passar a receita de um bolo ma-ra-vi-lho-so, que eu tenho que pegar - ela disse dando um beijo na testa de Nathan - bem,
divirtam-se crianças, e não bebam demais.
Nós ficamos observando ela se afastar, e o meu medo de que aquele silêncio assustador se instalasse assim que ela saísse de vista foi
crescendo. Até que ela enfim saiu.
– Eu preço desculpas por ela – Nathan começou, me surpreendendo e aliviando – Ela sempre faz isso, eu já disse para ela parar de
incomodar as garotas bonitas assim – Ah! Garotas bonitas? Ahh! – Faz parecer que eu estou desesperado – ele disse suspirando e colocando
a mão nos bolsos.
Eu ri, ele era uma gracinha.
– Imagina, ela não me incomodou nem um pouco, para falar a verdade, ela até me salvou de ficar sozinha – eu sorri. Porque sabe, eu só
conheço duas pessoas nessa festa inteira, e uma delas está quase se pegando com um cara gato e famoso, e o outro deve estar se comendo
com a sua namorada do mau.
Tá, eu não disse isso.
– Bem, então não se preocupe, deixar você se afastar não está na minha lista de coisas para fazer – Ele disse com um sorriso galanteador
no rosto.
Ele era tão charmoso, e elegante e lindo, e... e... e tudo!
Eu sabia que eu estava roxa de vergonha nesse exato momento.
– Desculpe, eu não queria te deixar constrangida – Ele disse. – Bem, vamos mudar de assunto, ahm, o que você faz?
– Eu estou estudando na St. Peter Primton School, em Londres, e você?
– Universidade de Londres, direito.
– Wow, direito! Que ótimo!
– Yeh, se você gosta de pessoas esnobes em ternos que querem acabar com você, sim – ele disse sorrindo.
Um cara lindo, gentil, simpático, engraçado, e com um futuro brilhante à frente, o que uma garota pode querer mais? Eu ri.
– Mas, quantos anos você tem? – Ele me perguntou.
– 17, por quê? Quantos anos você achou que eu tinha?
– Ah não sei, é que você falou que estava na escola e tal ai eu achei que você fosse mais nova.
– Ah, bem, eu não sou – eu disse – Decepcionado?
– Na verdade, não.
Eu ri.
– Quer ir lá na varanda um pouco? Eu estou com um pouco de calor – eu perguntei.
– Claro.
– Então, as praias do Brasil são mesmo tão bonitas como dizem? – Ele me perguntou enquanto nos encaminhávamos para fora.
– Algumas sim e algumas não. As que eu geralmente vou, nas férias, são.
– Você não mora em cidade de praia?
Não pude deixar de rir.
– O máximo de praia que temos em minha cidade é uma cachoeira.
– Ah, entendo.
Ele abriu a porta para mim e eu senti o vento, gelado, no meu rosto e percorrendo toda as minhas costas e me abracei tentando me
esquentar.
– Urg! Esfriou agora a noite, hein?
O vento, que antes percorria todo o meu corpo passou só para o meu rosto, me dando uma sensação boa da entrada de ar em meus pulmões.
Nathan havia posto o seu paletó em mim.
– Melhor assim? – ele perguntou gentilmente.
– Sim, obrigada.
– Pelo menos acho que seu calor passou, certo?
Eu ri, e ele também.
– Yeh, certo.
“O QUE VOCÊ ESTÁ ACHANDO, ? QUE EU SOU IDIOTA? EU PERCEBO O MODO COMO VOCÊ A OLHA, COMO VOCÊ ANDA PENSATIVO ULTIMAMENTE, CERTAMENTE
PENSANDO NELA!”
“DE QUE JEITO EU OLHO PRA ELA? EU JÁ DISSE QUE ISSO É COISA DA SUA CABEÇA GEORGIA! DESSE SEU CIÚME OBCESSIVO!”
– Você está ouvindo isso? – Perguntou Nathan para mim – Tem alguém brigando por aqui.
– Yeh – – eu...eu acho que é melhor a gente sair daqui – eu disse.
Mas antes que nós pudéssemos fazer qualquer movimento, passos vieram na nossa direção revelando , vindo do outro lado, seguido de
.
– ! A GENTE AINDA NÃO TERM...
Eles pararam, olhando para mim.
– Des... desculpe, eu... não sabia que vocês estavam por aqui.
Nenhum dos dois disse nada. estava enfiando facas pelo meu corpo mentalmente, e tinha um olhar bem distante.
– Nós... erm... tchau – eu peguei Nathan pelo braço e o puxei comigo para dentro da casa.
Assim que entramos, o calor nos atingiu de novo.
– Você os conhecia?
Eu balancei a cabeça afirmando que sim.
– Meu irmão de consideração e a namorada.
– Ah sim, filho de , , o músico.
– Sim.
– A briga parecia bem feia ali.
– Yeh.
Então a porta abriu, e uma furiosa saiu de lá e foi em direção à porta da frente.
Eu olhei pela janela procurando , eu estava preocupada, ele havia me parecido muito triste lá na varanda. Eu o vi, ele esta indo
para o pomar. O que ele ia fazer lá?
Eu percebi que Nathan também o estava observando.
– Desculpe Nathan, mas eu preciso ir ver se ele está bem – Eu disse devolvendo o seu paletó.
– Tudo bem, eu entendo, mesmo que te deixar ir não me deixe contente.
Eu sorri para ele, ele era um fofo, o tipo de cara que eu queria para ser o meu namorado.
Já estava passando pela porta da varanda quando eu o ouvi gritar:
– Vou te ver de novo? – Me fazendo sorrir de novo.
– Claro. Londres não pode ser tão grande assim, certo? – disse piscando para ele e o fazendo sorrir também.
Enquanto eu descia as escadas da varanda, eu vi, a longe perto do balanço, um casal se beijando. “
e , finalmente” eu sorri, e então me lembrei de , e o
sorriso se desfez.
Virei minha cabeça para onde o havia visto pela ultima vez. Ele já estava tão a frente, mas ainda pude ver a hora em que ele desapareceu
pelas sinuosas árvores. O pomar me parecia tão assustador à luz da noite, tão diferente do lindo pomar que eu havia visto hoje de manhã.
Tirei os meus sapatos de salto e comecei a correr para alcançá-lo, só que ele já estava tão longe que nem o via mais. Meus pés já estavam
doloridos por correr nesse terreno irregular, sem contar que o pomar era bem mais longe do que parecia.
Ao chegar à entrada do pomar, olhei ao redor e vi bem ao longe, quase saindo de vista novamente.
Mesmo sem fôlego, recomecei a correr.
As árvores passavam ao meu redor, elas pareciam me olhar enquanto eu corria, como se eu fosse uma causa perdida. Típico de mim, eu
tropecei e cai de cara no chão.
– Uma maçã? , você tropeçou em uma maçã? – eu disse pra mim mesma.
Levantei e sacudi a sujeira de mim, já havia saído da minha vista há muito tempo. Então eu escutei um ruído atrás de mim, me
fazendo parar e olhar para o escuro.
– ? – eu perguntei para a escuridão à minha volta recebendo um monte de nada como resposta.
Recomecei a andar agora, meio receosa, poderia ter sido só uma maçã que havia caído da árvore.
E então mais um ruído à minha esquerda.
– , é você? – Eu perguntei mais alto.
Nenhuma resposta, assim como da outra vez. Meu coração estava batendo acelerado, o medo estava começando a crescer dentro de mim. Isso
NÃO podem ser maçãs caindo.
Com uma explosão de adrenalina, eu recomecei correr o mais rápido que eu pude, tentando me direcionar para onde havia visto pela
última vez. Eu estava com tanto medo que não sabia o que eu faria se não o achasse.
Então as macieiras começaram a ficar meio estranhas, elas começaram a ficar... vermelhas de mais.
Eu parei subitamente. Sangue.
“Oh meu Deus, o que aconteceu aqui?” !
– ! ! - eu queria chorar –
, cadê você?
Como as outras vezes, ninguém respondeu, ele não podia ter ido tão mais longe.
Eu sabia que não tinha muito tempo, o que quer que esteja atrás de mim, já está me alcançando, era questão de minutos, e o que ele tinha
feito aqui, ele iria fazer comigo. Lágrimas já estavam escorrendo pelo meu rosto, não tive como evitar, eu estava com tanto medo.
Então, algo entre as árvores me pareceu meio estranho, havia algo lá. Fui andando devagar, tentando não fazer barulho. Era alguém, ou
pelo menos deveria ter sido, algum dia.
Era ele, eu tinha certeza, mesmo com seus cabelos mais bagunçados que o normal, seu rosto deformado e ensanguentado, eu sabia, era ele.
Seu corpo estava levantado por uma corda ao redor de seu pescoço, e havia um corte que ia do seu pescoço até seu umbigo. Uma poça de
sangue se formava aos seus pés.
– NÃO! ! NÃO! OH MEU DEUS! OH MEUS DEUS! – Lágrimas desciam pelo meu rosto como nunca
antes – OH !
Eu corri até ele e soltei a corda que o suspendia, seu corpo caiu na poça com um baque e um splash.
Oh meu Deus, o que aconteceu aqui? Isso não pode estar acontecendo! ELE não pode estar acontecendo.
– ! Oh meu Deus, o que aconteceu com você? Você não pode me deixar, .
Passei as mãos pelos seus cabelos ensanguentados, minhas lágrimas caíam por seu rosto diluindo um poço do sangue. Eu o abracei.
Enfim, o que me perseguia estava aqui. Eu ainda estava abraçada ao corpo mutilado de , mas eu
conseguia sentir os olhos cruéis da coisa me encarando, apreciando o momento e a idéia de me matar, podia sentir sua boca se contraindo
em um sorriso maldoso cheio de dentes; podia até ouvir ele afiando suas garras no solo, as garras que ele usaria para rasgar a carne do
meu corpo.
Então era isso, era assim que tudo terminaria, todos os meus sonhos ainda não realizados, todas as minhas vontades ainda não feitas, e a
minha família, meus amigos que eu deixaria? Tinha certeza que, depois de me matar, a coisa trataria de se livrar do meu corpo assim como
o de .
Escutei os músculos de seu corpo se contraindo, era isso, era agora.
E eu escutei o grito mais alto e agudo da minha curta vida, vindo da coisa quando ela saltou dos arbustos em minha direção.
– AHH! – Minha respiração estava ofegante, suor descia pelos meus peitos e minhas costas – Um sonho? Foi isso? Tudo... um sonho?
Eu precisava de água, minha garganta estava seca.
Levantei-me, troquei minha calça de pijama por meu micro shorts, e prendi meu cabelo em um rabo, estava morrendo de calor. Olhei meu
celular, mercava duas horas da manhã.
Deixei meu quarto e fui descendo as escadas para a cozinha, aquele sonho ainda estava me incomodando, o rosto do manchado de sangue
no meio do pomar não saía da minha mente, chacoalhei a cabeça para que a imagem e o pensamento desaparecessem, mas não aconteceu. Anotei
mentalmente para ligar para amanha de manhã, só para checar sabe?
Encostei-me à bancada enquanto bebia água. Já era sexta-feira, não, sábado, já passara da meia noite, hoje a Bia, minha amiga do Brasil,
chegaria ao aeroporto às 9 da manhã e eu havia combinado de ir buscá-la.
Terminei de beber a minha água e voltei para o meu quarto, ainda com medo de dormir e ter um pesadelo novamente, principalmente um que
envolvesse a morte de .
Capítulo XIV
Hey, soul sister!
O meu alarme me despertou às 6 horas da manhã. Hoje é sábado, faria uma semana desde o dia na DOM’s, e hoje também é o dia em que a Bia
chega. Eu estava morta de cansaço, mas a ansiedade em ver Bia era maior.
Joguei-me, literalmente, para fora da cama e segui direto para o banheiro, fiz o que tinha de fazer, e voltei ao meu quarto para me arrumar.
Coloquei um short jeans, uma blusa branca bem larga de manga e
uma rasteirinha coberta no tornozelo. Abri a minha cômoda e de lá tirei uma pulseira azul com bolinhas brancas e uma presilha de flor, ela
era enorme e linda. Voltei ao banheiro prendi metade do meu cabelo com a flor, passei a minha maquiagem e meu perfume. Peguei a minha bolsa
e fechei a porta do meu quarto, seguindo para a cozinha.
Eram quase 7 horas e ninguém, a não ser eu, estava de pé naquela casa ainda, e continuaria a ficar assim por algum tempo. Fui ao telefone
e disquei o número do Táxi. Uma mulher com uma voz meio nasalada atendeu ao telefone, eu pedi que me mandasse um táxi e ela disse que
estaria aqui dentro de 10 minutos. Desliguei o telefone e segui para a cozinha, não estava com muita fome, então enchi um copo de suco de
laranja e me sentei na bancada enquanto esperava o taxi chegar.
Comecei a devanear sobre como tudo melhoraria agora que a Bia viria para cá também, se é que tinha como melhorar, e fiquei pensando sobre
os lugares em que iremos, as festas que teremos, as pessoas que conheceremos.
O taxi chegou e eu só havia tomado meio copo do suco. Joguei o resto na pia e fui em direção à porta.
30 minutos mais tarde, o táxi parou em frente ao aeroporto. Paguei e desci. O avião dela estava pousando, quase que eu não consigo chegar
a tempo. Corri para o portão de desembarque. Ah, eu queria tanto vê-la.
Enquanto eu a esperava, eu via as pessoas chegando e encontrando suas famílias, e me lembrei de quando eu cheguei aqui, nem parece que já
haviam se passado 2 semanas.
Ela passou pela porta do desembarque e ficou olhando para a multidão, passou umas duas vezes por mim, mas não me viu.
– Bia! – Eu gritei pra ela.
Ela estava usando uma calça jeans, uma blusa de manga comprida
listrada, um sapato fechado cinza, uma bolsa vermelha, fora as malas que ela estava carregando, e estava usando óculos de sol.
Ela virou a cabeça para a minha direção, pude ver que ela apertou os olhos para me enxergar, ela usava óculos de grau. Quando me
reconheceu, ela veio correndo em minha direção me abraçar.
– AMIGA! – Ela disse me enforcando.
– AMIGA! – Eu disse enforcando ela. Ela me soltou e nós rimos juntas.
– Finalmente você chegou! – eu disse.
– Verdade. Mas, antes que eu me esqueça, as meninas mandaram um beijo pra você, e disseram que nas férias elas vão estar aqui.
– Isso não podia ficar melhor! – eu disse soltando o gritinho mais gay da minha vida.
Bia me olhou por um momento.
– É, eu sei, isso saiu muito gay.
– Yeh, eu não queria dizer não, mas...
Nós rimos.
– Vamos sair logo daqui. O que você acha nós irmos tomar um café antes da gente ir pra sua casa?
– Com certeza. Starbucks?
– Sempre.
Saímos do aeroporto e entramos em um táxi.
– Ok amiga, agora você já pode me contar TUDO! O que aconteceu naquele dia que você saiu com o e os meninos? – Bia me perguntou
enquanto o táxi ia rumo ao Starbucks do centro.
– Nada.
Ela apertou os olhos e a boca, formando uma cara nada amigável.
– JURO! De íntimo assim, como você deve estar pensando, nada.
– Sério?
– Yeh.
– Mas, como que foi?
– Foi assim, os meninos cheg...
– AH! – Ela deu um grito tão alto que o motorista deu uma freada super brusca que, eu juro, até pude ver o insetinho esmagado do vidro da
frente.
– MOÇA, NÃO ME ASSUSTE ASSIM! AS SENHORAS QUEREM MORRER POR ACASO? - O motorista, um velhinho gordo, careca, e com um bigode do tamanho
do mundo, estava gritando conosco, o seu rosto estava mais vermelho que a bolsa da minha amiga.
Bia se segurou para não rir.
– Desculpe moço, ela só ficou um pouco exaltada.
– UM POUCO? ISSO É UM ABSURDO! - ele começou falando, olhando pra nós pelo retrovisor, e apontando o dedo para ele - EU POSSO SER SÓ UM
TAXISTA, MAS EU AINDA EXIJO RESPEITO DENTRO DO MEU TAXI MOCINHAS, E ...
– Moço, eu já disse que sentimos muito! O que mais o senhor quer que façamos?
Ele se calou, olhou para frente e pisou novamente no acelerador nos fazendo andar.
Eu olhei para a Bia, ela olhou pra mim, ela estava chorando de rir (no mudo, claro).
Nós ficamos rindo até chegarmos ao nosso destino, e o motorista ficou resmungando o tempo todo, no mudo também, mas eu podia ver sua boca
mexendo, sua testa franzida, e o suor que escorria por ela; às vezes até conseguíamos escutar ele dizendo alguma coisa como : “esses
estrangeiros que vem para cá...” e “Não tem o mínimo de respeito pelos trabalhadores honestos...”.
No fim, o táxi parou em frente à cafeteria. O taxista pareceu ficar muito feliz e aliviado em terminar essa corrida em especial.
Nós saltamos e sentamos em uma mesa do lado de fora da cafeteria. Enquanto o número do nosso café não aparecia na telinha, a Bia voltou
para a conversa.
– Então, continuando a conversa do táxi – ela parou e deu um grito mais baixo – COMO que eles são, ? Eles são gente boa mesmo ou são
metidos? E o ? Ele ta MESMO bombado?
– Eles são MUITO gente boa. E sim, o está mesmo bombado.
Ela suspirou e não disse mais nada, o sorriso já dizia por ela.
– Mal espero pra conhecer eles.
– Relaxa, eu prometo que você vai – eu disse piscando pra ela.
– E a ?
– Ela é um amor, amiga – eu disse – sinto muito.
– Sente? Pelo quê?
– Bom, por ele não estar solteiro e tudo mais, você sabe.
– É, eu sei, e eu também sinto – Ela disse, não com tanto pesar assim, o que eu entendo – Mas sabe, só de conhecer ele e ser amiga dele
já está bom pra mim.
– Bom, isso eu posso te ajudar – eu disse.
– VOU SER A MELHOR AMIGA QUE ALGUÉM PODE TER! – Ela se levantou e disse olhando para cima, tipo aqueles desenhos animados.
Eu ri. E então o nosso número foi chamado.
– EU VOU BUSCAR! – a Bia disse tomando o papelzinho que continha o nosso número na mão.
– Sem protestos! – eu disse rindo.
Eu comecei a observar as pessoas, que iam e vinham. Como o povo Inglês é diferente de nós, brasileiros.
– Oi.
Eu olhei para traz e dei de cara com um par de olhos castanhos e muito cabelo loiro.
– Nick...
Ele abriu um sorriso pra mim.
– Fala, pequena meliante!
– Nick! - Eu olhei pro lados e então coloquei a mão na cabeça.
Ele está louco de falar aquilo ali, no centro de Londres? E se alguém escuta? Ele só riu.
– Relaxa – ele disse piscando pra mim – Wow – ele disse olhando para as malas – de quem são essas “poucas” malas? Você não está nos
deixando não, está? – Ele disse.
– Não, não, - disse rindo - são da minha amiga, ela chegou hoje do Brasil e eu fui buscá-la no aeroporto.
– Ah, e onde ela está? – ele perguntou olhando para os lados.
Eu olhei em direção à cafeteria, ela estava parada lá, em pé, olhando atônita para mim. Eu maneei a cabeça, indicando para ela voltar
para a mesa, ela balançou negativamente a cabeça. Ela sempre foi a mais tímida de nós quatro.
– Ali Nick, lá está ela - eu disse apontando para Bia.
Ele se virou e a encarou, por um momento, sério, e então abriu um enorme sorriso e acenou.
Bia não teve opção, a não ser vir para a mesa e se sentar conosco.
– Oi prazer, eu sou Nicholas, mas você pode me chamar de Nick – Ele disse estendendo a mão.
Bia me fuzilou com os olhos e então virou para ele, sorriu e agarrou sua mão.
– Prazer, eu sou Bia.
– Então, você também é do Brasil? Amiga da nossa pequena meliante aqui?
Ela pareceu confusa, não a culpo.
– Pequena meliante?
– Yeh! Porque, ela entrou no bar onde só gente maior de 18 entra, e ela tem 17.
– Am... – ela disse, não querendo parecer culpada.
– NÃO! VOCÊ TAMBÉM? – Ele perguntou surpreso. Eu ri. – Vocês são o que? Da máfia brasileira por acaso?
– Nick, entrar em boates sendo menor de idade não é grande coisa atualmente – eu disse.
– É, tenho que admitir, você tem um ponto – ele disse.
– Então Nick, você já sabe por que eu estou por aqui, mas e você? Porque está por aqui? – eu perguntei bebericando o meu café.
– Isso é uma boa pergunta.
– Então... – eu disse quando vi que ele tinha parado por ai.
– Ah sim, eu tive que vir para o centro comprar umas coisas para a minha mãe.
– Oh, Bia, - ri - esqueci de dizer, o Nick é meu primo.
– Ah sim! Você me disse mesmo que a família era grande.
– E põe grande nisso – disse Nick.
– Bom Nick, eu sinto muito, mas nós temos que ir – eu disse – Se não nós vamos perder o ônibus, e a casa dela é muito longe para nós
irmos de táxi.
– Yeh, você está certa – Ela disse abaixando a cabeça.
– Wow, peraí. Eu dou carona para vocês!
– Oh não Nick, não precisa, a minha casa é mesmo muito longe, não precisa se incomodar – Bia disse.
– O que é isso, incômodo nenhum, amiga da minha nova priminha, é minha amiga também. E, além do que, não tenho mais nada para fazer por
enquanto, então... Faço questão!
– Deixe-me pegar só um café e nós já iremos, com licença – Ele disse se levantando e indo em direção ao balcão.
– Ele é muito legal – Bia disse se referindo à Nick.
– Yeh, todos os primos do Danny são legais.
– Você vai me apresentar todos eles mesmo?
– Quem? O McFLY ou os meus primos? - ri.
– Bem... os dois – ela disse com uma cara de safada.
– AHH! Safadiiiinha – eu disse.
E nós rimos.
– Ah Bia, eu tenho que te contar uma coisa.
– Conta.
– É que bem, eu não contei para eles que eu era fã do McFLY. Não contei de nenhuma de nós, na verdade.
– Por quê?
– Eu estou morando na casa de um deles agora, iria ser estranho se eles soubessem que eu sei praticamente toda a vida deles.
– Entendo.
– Mas eu contei pra Vicky. A irmã do .
– POR QUÊ? – Ela perguntou meio que indignada – Você não acabou de dizer que seria estranho se eles descobrissem?
– Eu sei, mas ela é diferente, ela não liga, e nem vai contar. Além do mais, foi ela que descobriu, não tive como negar.
– Ah amiga, eu não sei não.
– Nada impede de você contar sobre você, eu só te peço que não conte sobre mim.
– Tudo bem.
– Então, você vai contar?
– Não sei, eu não gosto dessa idéia de mentir para as pessoas que eu acabo de conhecer.
– Você vai contar então? – eu disse meio apreensiva.
– Não. Eu também acho que isso não seria uma boa idéia, mesmo não querendo mentir.
Eu só balancei a cabeça em um sim.
A verdade é que, eu também não me sentia bem em mentir (mesmo que eu minta bem devido as minhas aulas de teatro e tudo mais), mas eu não
podia falar a verdade, eu sabia o que iria acontecer, e os meninos nunca mais falariam direito comigo, com medo de eu revelar algum
dos seus segredos para alguma revista de fofoca ou coisa assim.
– Podemos ir – disse Nick parado em frente a nossa mesa com um enorme copo de café.
– Wow! Mas isso sim é que é café, hein?! – eu disse.
Nós seguimos Nick por algumas filas de carros encostados à rua, e então ele apertou o botão para desligar o alarme, e o carro que apitou
era incrivelmente bonito.
Nós entramos destro dele, tinha cheiro de carro novo.
– Nick, que carro lindo! – eu disse.
– Você gostou? Acabei de comprar.
– Nossa, eu adorei!
– Que carro! – disse Bia.
– Então Bia, eu acho melhor você ir na frente, eu não sei como faz para chegar na sua casa, nem sei como chegar na minha – eu disse.
– tudo bem, se não tiver problema – ela disse rindo e olhando para Nick.
– Pff, claro! - ele disse simpático.
Nós entramos todos no carro e ele deu a partida.
– Hey Nick, põe uma musica.
– Ok, o que vocês querem ouvir?
– Só da play no rádio, vamos escutar o que você estava escutando.
– Tuudo bem, você quem sabe – ele disse sorrindo sem tirar os olhos da rua.
– Dá play aí Bia, você quem está na frente.
– Ok.
Assim que ela apertou o botão, um som de piano inundou os nossos ouvidos.
– Debussy, Nick? Sério? – Eu perguntei chocada, ele tem mais cara de quem escuta rock.
– O quê? Eu também tenho meus momentos sensíveis, tá? – ele falou fingindo estar ofendido – Ok, ok, eu mudo de CD – ele riu.
Na hora em que ele apertou o botão de número 2, Blink 182 começou a cantar Girl at the Rock Show.
– Ah! Agora sim – eu disse rindo.
E nós começamos a cantar juntos com o DeLonge.
– Aqui! – disse Bia no meio do refrão de “First Date”.
– O QUÊ? – perguntou Nick por cima da voz super alta de Mark.
– É AQUI!
– EU NÃO ENTENDI!
Eu me apoiei no banco da Bia e abaixei o volume do som antes que essa gritaria acabasse com todo o amor que eu tinha pelo Blink.
– Meu prédio, você já passou – ela disse sorrindo.
– Ah, opa.
Então Nick deu ré até parar em frente a um gigantesco prédio branco e dourado.
– Wow! – eu disse.
– Eu concordo, WOW! – Nick falou admirado – Você mora aqui?
– Yeh, agora eu vou morar – ela disse meio sem jeito.
– Ok, vamos tirar as suas poucas malas então – Nick falou meio irônico.
Nós saltamos do carro e ajudamos Bia a tirar as malas do carro.
– Ah, será que vocês poderiam me ajudar a levar as malas até lá em cima?A cho que não vou conseguir sozinha.
– Claro.
– Am ok, se não tiver problema – disse Nick.
Cada um de nós pegou uma mala. Tá, Nick pegou 2, mas qual é, ele é BEM mais forte do que a gente.
– Oi, eu sou Beatriz Trent, filha do Arthur Trent – Bia disse para o porteiro.
– Ah sim, ele disse que a senhorita viria. Pode entrar.
– Obrigada.
Nós fomos entrando. O prédio era maior por dentro do que aparentava ser por fora. Super iluminado, cheio de quadros, flores e espelhos
dourados.
– Wow – e dessa vez, quem disse foi a Bia.
– Ok, você não precisa zuar a gente – disse Nick limpando a baba no canto da boca.
– Oq... NÃO! É que nunca estive aqui antes – ela disse.
– Sério?
– Bem, mais ou menos. Da Última vez que eu estive aqui eu tinha 6 anos, então não me lembro direito.
– Ah sim.
Nós entramos no elevador e ela apertou o ultimo botão, de numero 37.
– Você também mora na cobertura? – eu perguntei.
– Sim.
– Você nunca me disse que era rica – eu falei fingindo estar brava.
– Mas eu não sou, meu pai é que é – ela disse.
– Yeh, sei.
Eram só um apartamento por andar, então um corredor que virava para a esquerda apareceu assim que a porta do elevador se abriu.
– Será que está tudo bem a gente ir entrando assim? – Nick perguntou.
– Yeh, quero dizer, é a minha casa, certo? – ela disse mais para si mesma do que para nós.
Assim que viramos o corredor, demos de cara com a sala de jantar. Ela tinha uma linda mesa branca, um lustre magnífico no teto e a sala
era rodeada por janelas que iam do teto ao chão.
– Wow! – eu disse.
– Ok, você TEM que parar de dizer isso – disse Bia revirando os olhos.
– Mas olha só pra essa vista! É incrível! – eu disse.
– Total – disse Nick chegando mais perto.
– OI! TEM ALGUÉM EM CASA? – ela gritou – Ah, gente, podem deixar as malas ai no chão mesmo.
Nós colocamos as malas no chão e fomos seguindo Bia pela casa, embora o meu desejo de ir até a janela e ficar procurando a minha casa
era enorme, com certeza dava pra ver ela dali.
Seguindo mais a frente da sala de jantar, havia um corredor que dava para os quartos, e do lado esquerdo uma porta de vidro.
Nós seguimos pela segunda e encontramos uma sala gigante. No centro, havia uma depressão enorme e redonda, ocupada por um sofá em formato
de lua minguante, estilo indiano, meio azul escuro, bordô e dourado, o carpete era de um vermelho mais escuro, e mais a frente uma enorme
TV de plasma.
Seguindo adiante, uma pequena biblioteca, com algumas descansadeiras. O interessante era que a sala toda também era rodeada por janelas
que iam do teto até o chão.
A esquerda, tinha uma cozinha com uma pequena mesa de mármore, e mais ao fundo, a lavanderia, mais um pequeno quarto, e um banheiro.
Assim que entramos na lavanderia, demos de cara com uma mulher lavando roupas, ela usava fones de ouvido e estava dançando.
– Mercedes! – Bia exclamou.
– Acho que ela não te ouviu – eu disse assim que vi que ela não olharia para trás.
– Mercedes! – ela chamou de novo.
Dessa vez, ela se virou para estender uma peça de roupa, porém estava de olhos fechados, balançando no ritmo da música.
Então ela abriu os olhos, e o que aconteceu, juro, foi uma das coisas mais engraçadas que eu já presenciei.
A mulher, Mercedes, assim que abriu os olhos levou um susto enorme. Ela começou a gritar e ir para trás, até pisar em um balde cheio de
água e sabão, creio eu, fazendo toda a água se esparramar. Então, ela escorregou e cai no chão.
Antes de cair, ela ainda conseguiu dizer:
– Jesus Cristo!
Coitada, eu fiquei com muita dó dela, mas essa foi uma daquelas situações em que você sabe que não é para rir, mas não se aguenta e acaba
até chorando.
Eu empurrei Nick para a cozinha, e nós dois começamos a rir tanto que nossa barriga começou a doer.
A Bia, eu vi que ela queria rir, mas ela conseguiu se segurar e foi ajudar a pobre mulher.
Algum tempo depois, eu e Nick já estávamos nos acalmando quando Bia apareceu abraçada à mulher.
– Gente, essa é a Mercedes. Ela cuidava de mim, até o meu pai mudar para Londres.
Nick cruzou os braços e tampou a boca, tentando disfarçar a vontade de rir.
– Hey Mercedes – eu disse.
– Ah, você é a amiga da senhorita Bia, ! Minha Nossa Senhora, como você cresceu! – Ela disse.
– É, já faz algum tempo né?
Ela veio me abraçar.
– Oh, como você ficou linda! Não que não fosse antes, mas está mais bonita agora.
– Obrigada.
Eu me lembrava dela, ela sempre foi boazinha conosco, fazia os nossos lanches, procurava os brinquedos...
– E esse é Nick, um... amigo – Bia disse olhando para ele.
– Prazer em te conhecer, Mercedes.
– Senhorita Bia só tem amigos bonitos – ela disse olhando para mim e para Nick.
– Bom amiga, você deve estar cansada, a gente já vai indo. Mais tarde a gente se fala, ok?
– Ok, me liga.
– Ta.
– Obrigada Nick, pela carona – ela disse sorrindo.
– Que isso - ele disse.
– Vocês podem vir quando quiserem.
– Ah, eu sei amiga, eu já sou da família né? – eu disse piscando para ela.
– Certo, certo, - ela gargalhou - bem, então Nick você pode vir quando você quiser.
– Ah ok, obrigado.
– Bem, então tchau – eu disse mandando um beijo para ela no ar – e tchau Mercedes, foi ótimo te ver de novo.
– Tchau, senhorita .
– Tchau Bia, adorei te conhecer – disse Nick – Tchau, Mercedes.
– Até logo, senhor Nick.
Assim que nós entramos no elevador, eu disse:
– Bela casa.
– Bela amiga – ele respondeu.
Eu olhei para ele sorrindo maliciosamente, e vi que ele também me olhava sorrindo.
Bem, se ela não podia ficar com , porque não com Nick? Ah, isso me deu idéias.
Capítulo XV
Preserve Yourself.
(carregue essa música)
– ... , acabou a aula, vambora!
Fui acordada do meu sonho com o Orlando Bloom pela Bia. Eu contei, não contei? Que ela está estudando aqui no St. Peters também? Então, hoje é o primeiro dia dela, e o meu vigésimo sei-lá-o-que dia de aula, eu não sou acostumada a dormir nas aulas, mas a professora de biologia é aquele Pokémon que começa a falar e todo mundo dorme, o jigglypuff sabe? Sério! Na primeira semana, eu consegui aguentar o sono, mas agora... Pfff. Enfim, tivemos a primeira e a quarta aula juntas.
– Ah, cara, eu vou te matar! – eu disse limpando a minha boca toda babada – eu tava quase beijando o Orlando Bloom.
– Yeh, certo Miranda Kerr, mas ta na hora de ir.
Eu olhei para ela com a minha melhor cara de “sua estraga prazeres”, e então levantei, juntei meu material babado e fomos seguindo para o meu armário.
– Hey, o que você achou do Nick? – eu perguntei.
Ela sorriu de canto de boca antes de responder.
– Por que a pergunta?
– Ah, sabe, por nada... Ta, porque vocês dois ficariam uma gracinha juntos.
Ela sorriu e não disse mais nada. E também nem poderia, já que, se não me engano, Luke, o quarterback do time de futebol do colégio, veio falar com a gente.
– Hey, certo? – ele disse com um sorriso sedutoramente.
– Yeh, e aí?
– Então, eu vou fazer uma festa na minha casa esse fim de semana, ta afim de ir?
Luke era um dos caras mais gatos de todo o colégio, na verdade, era o mais. Ele era, o que se pode dizer, o “rei” do colégio, um convite para a festa dele, era irrecusável, não que eu estivesse pensando em recusar, claro. Ele era alto, forte, loiro de olhos azuis, e super simpático, bem, pelo menos comigo.
– Oh, claro – eu disse sorrindo.
Ele se virou para a Bia, parecendo notá-la pela primeira vez. Olhou-a se cima a baixo antes de dizer:
– E você... Ah... Desculpe, eu não sei o seu nome.
– Eu sou a Bia - ela falou sorrindo.
– Bia, legal. Eu sou o Luke – ele disse charmoso – Você pode ir também, se quiser.
Ela olhou meio perdida para mim, eu maneei a cabeça em um sim e sorri.
– Ok, claro, eu vou sim.
– Legal – ele disse batendo uma mão na outra e nos disse o endereço – Às 16 horas.
– Legal! Obrigada pelo convite – eu falei.
– Sem problemas, vejo vocês lá então? – ele disse já indo embora.
– Yeh – disse Bia.
Assim que ele saiu de vista, eu olhei para Bia e ela para mim.
– Ok, quem era esse GATO? – perguntou ela.
– Quarterback do time de futebol do colégio – eu disse – CARA! A nossa primeira festa colegial em Londres!
– Yeh! – nós rimos e batemos um Hi-5.
– Vamos logo, eu tenho que falar com a – eu disse – Ah, e você vai amá-la.
– Mas a gente não estava indo para o seu armário? – ela perguntou.
– Ai menina, esquece isso! Nós temos coisas mais importantes para resolver agora – eu disse puxando-a para o refeitório.
Eu cheguei à mesa em que geralmente nos sentamos, todos já estavam lá.
– Hey! Finalmente veio se juntar a nós! – disse melodramática.
Em resposta a isso, eu só revirei os olhos.
– Hey, gente, essa é a Bia, a minha amiga do Brasil. Se lembram que eu comentei?
– Ah! Bia! Claro, prazer, eu sou Sean – ele disse acenando.
– Eu sou – ela disse sorrindo.
– Eu sou Dean – ele disse com um sorriso de lado e balançando a cabeça.
– E eu acho que você já conhece o Nick – eu disse.
– E aí? – ele disse sorrindo de um jeito bem sexy.
– Hey – ela disse sorrindo.
– Espera, mas como você a conheceu antes da gente? – perguntou Sean.
– Eu encontrei com as duas sábado na Starbucks.
– Isso não é justo. Nick sempre fica com as melhores – murmurou Sean, mais para ele mesmo do que para nós.
– O quê? – perguntou rindo e olhando para Bia, que havia corado.
– Hãn? Nada, nada – ele falou abanando as mãos.
A nossa mesa fica bem no meio do salão, então eu não pude deixar de reparar em uma menina - ela era morena, cabelo estilo o da Rihanna, olhos bem verdes, linda - olhando mortalmente para mim. A mesma do dia em que eu entrei no refeitório com o Dean, mesmo que ela tenha pintado e cortado o cabelo, eu nunca vou esquecer os olhos mortais dela, e nem do seu uniforme de torcida.
– Qual é o problema dela, hein? – eu perguntei baixinho.
– Quem? – disse olhando ao redor.
Eu indiquei com a cabeça.
– Ah! Claro, é a Kim, a namoradinha do Dean – ela disse divertida.
– Pela milésima vez, ela não é minha namorada – Dean disse fazendo pouco caso – Eu fico com ela de vez em quando, só isso.
– Mas ela acha que é – Sean disse dando de ombros.
– Ok, que seja, mas e o que EU tenho a ver com isso? – eu disse me atrevendo a olhar para ela de novo – Ela parece que estar me mutilando na mente dela.
Dean olhou para trás, riu, e então me puxou para o seu colo. Eu coloquei a mão na minha boca, aberta em surpresa.
– O que você está fazendo? – eu disse sem conseguir deixar de rir.
– Olha a cara dela – ele sussurrou rindo para mim.
E então, OMG! Ele me beijou! Ta bom, eu confesso, foi só no rosto, mas mesmo assim! Ele é MUITO lindo!
– Olhe para ela – ele falou para mim.
E COMO eu queria não ter olhado. A menina estava espetando a comida dela com o garfo e olhando diretamente para mim.
– Oh meu Deus, ela vai me matar.
A mesa inteira deu risada.
– Na...na...na... Não! É sério! Olha lá! – eu disse engolindo em seco.
– Relaxa , ela não vai fazer nada com você – disse Dean.
– Ela só ladra, mas não morde – disse piscando para mim.
– Ah, vai me dizer que você está com medo dessa menina – disse Bia – Você já enfrentou meninas piores.
– O que você quer dizer? – perguntou .
– Lá no Brasil, na nossa escola, tinha uma menina que vivia aborrecendo a gente. Nós nunca fizemos nada para ela! Um dia ela teve a CORAGEM de jogar um balde de tinta na gente – disse Bia – Aí, em uma festa, a gente já estava cansada disso, a pegou e, na frente de todo mundo, começou a gritar com ela e empurrou ela, ela caiu direto no vômito de um menino. Depois disso, ela nunca mais nos incomodou – disse Bia dando de ombros – Na verdade, acho que ela não incomodou mais ninguém.
– Wow! Acho que então você sabe lidar com as bitches – disse .
– Yeh, talvez, mas elas me assustam mesmo assim – eu disse.
A mesa ficou em silêncio por um instante.
– AH! – Eu meio que gritei.
– Jesus, ! Por que você sempre faz isso? – disse .
Eu dei o meu melhor sorriso colgate antes de continuar.
– Então... Vocês foram convidados para a festa do Luke? – eu perguntei.
– Yeh! Voce foi? – Perguntou Sean.
– Sim.
– Eu sabia que ele iria te convidar – disse Dean.
– Por que você diz isso? – eu perguntei.
– Você já é popular, .
– O quê? Eu? Mas... Eu entrei na escola não faz nem um mês ainda, como eu posso ser... Popular?
Não que eu me importasse. Por que eu iria querer um bando de gente interesseira, querendo ser minha amiga? Eu já tenho a Bia, a , a Isa e a Gi, elas são o suficiente pra mim.
– As pessoas gostam de você, – disse .
– Claro que gostam, por que seria o contrário? – Disse Dean olhando para mim.
– Ha, yeh, certo – eu disse meio envergonhada, querendo acabar logo com aquilo.
– Não se preocupe Bia, eu sei que você logo-logo vai ser chamada para as festas, é só uma questão de tempo – Disse Sean tentando ser galante.
– Acontece – disse Bia sorrindo para mim – que eu JÁ fui convidada.
– Por quem? – ele perguntou surpreso.
– Luke – ela falou erguendo uma sobrancelha e dando um sorrisinho de superioridade.
– Jura? – Disse .
– Essa é nova para mim – disse Sean – não é do feitio do Luke convidar uma novata.
– Não é pra mim – Disse Nick dando um gole na sua coca.
Todos começaram a zoar ele por isso.
– Uhh – disse .
– Desculpa aí, Romeu vidente – disse Dean.
– Você não tem jeito, Nick – disse Sean rindo e batendo no braço dele.
Eu só ri e olhei para a Bia, ela estava com os olhos arregalados e parecia um pimentão. Para a sorte dela, o sinal bateu, e fomos cada um para sua sala.
Eu já disse o quão ENTEDIANTE geografia é? Por que diabos eu vou querer saber sobre ROCHAS?
Assim que as aulas acabaram, eu fui até o meu armário, deixar os cadernos e peguei algumas coisas.
– Hey – disse
– E aí?
– Então, eu vim te avisar que eu vou pra casa da Liz, você quer vir? – ela me perguntou.
Liz era uma amiga da . Loirinha, cabelos curtos e olhos azuis, era uma líder de torcida. havia nos apresentado no meu primeiro dia. Não sei se foi pelo modo como ela sorriu para mim, só levantando o nariz e formando um sorriso super falso, ou pelo modo como ela sempre me cortava nas conversas, mas eu achei que ela não gostava muito de mim.
– Nah, tudo bem, eu vou para casa, tenho que achar algo para vestir na festa do Luke.
– Tem certeza?
– Sim.
– Ok, então vejo você e sua roupa mais tarde – ela disse piscando para mim.
Me apressei, pois já devia estar me esperando.
Fui seguindo em direção aos portões do colégio, mas quando eu cheguei, ela não estava lá no lugar de sempre, ela não estava em lugar nenhum.
– Ué! Ela ainda não chegou? Que estranho – eu disse para mim mesma.
Acho que fiquei lá, de pé, uns 10 minutos. Então eu ouvi um ronco de motor e um Audi TT preto apareceu por entre os portões do colégio com uma velocidade enorme. Ele parou com tudo na minha frente, fazendo o meu cabelo flutuar. O vidro foi abaixado, revelando um e um par de wayfarers escuros.
– E ai, babe?
– ? – Ok, o QUE ele estava fazendo aqui?
– Por que essa surpresa? A não avisou que eu que viria buscar vocês hoje? E, falando nisso, cadê ela?
– Ela deve ter esquecido – VACA! – E ela disse que iria para a casa da Liz hoje.
– Ah, Liz! – ele disse com uma cara de safado.
– ! – eu disse. Tipo, O QUÊ? Liz?
Ele riu.
– Relaxa, só estou brincando – aí veio o silêncio, chegou e tomou conta da conversa - Então... Você não vai entrar? – ele perguntou simpático.
“AH! idiota, entra nesse maldito carro logo, sua pata!”
Assim que eu apertei o cinto, eu senti que o carro do também cheirava como ele, e não aquele cheiro horrível de carro.
– Então – eu disse assim que ele deu a partida no carro - O que aconteceu com a ?
– Ela foi ao médico, não estava se sentindo muito bem.
Nós ficamos em silêncio, até eu perceber que aquele não era o costumeiro caminho de casa.
– , onde a gente ta indo?
– Não se preocupe, eu não sou um tarado psicopata – ele disse piscando para mim.
– Eu realmente espero – eu disse brincando. “Não que eu me importasse se você fosse um tarado”.
– É só um lugar que eu quero te mostrar – ele disse – Eu acho que você não passeou muito por Londres desde que chegou, ainda não viu toda a beleza da cidade.
Eu sorri. “Mas boa parte dela eu com certeza vi” pensei olhando para ele de lado.
– Ah, eu queria dizer que eu ouvi a nova música de vocês. Ela é boa.
– Sério? Obrigada, não é a minha favorita, no entanto – ele disse suspirando – Ok, você sabe guardar um segredo?
OMG! Confissões de !
– Claro.
– Você não pode falar isso com ninguém que não seja da nossa família.
Eu cruzei meu dois indicadores sobre a boca e dei dois beijinhos.
– Eu prometo – ele riu.
– Ok, nós vamos lançar um site.
“O quê? Um site? Mas eles já não têm um?”
Ele olhou para mim e viu que eu não estava entendendo nada.
– Não é SÓ um site – ele disse fazendo ênfaze – é uma coisa que nenhuma banda fez antes, tipo, vai ter um web chat, cada um vai ter o seu perfil, nós vamos sortear coisas que o dinheiro não compra, como... Nos conhecer.
– Ah! Entendi! Que legal, !
– Yeh, mal esperamos para que ele seja colocado no ar.
– Hey , posso ligar o rádio? – eu perguntei.
– Por que a gente não te escuta cantar? – ele disse sorrindo.
Não preciso dizer que eu não entendi bulhufas do que ele estava falando, preciso?
– O quê?
– É, eu sei que você canta, e canta bem.
– E... Eu não sei do que você está falando – eu disse já entrando em pânico só de pensar em cantar para ele. Tipo, ele é um ASTRO DO POP/ROCK COM UMA LEGIÃO DE FÃS, enquanto o máximo que eu canto é nas festas de natal da minha família e minha maior fã é a minha escova de cabelo.
– Não, é? – ele disse me olhando com uma cara de “Denis, o pimentinha”, e então deu play no rádio e eu comecei me escutar cantando When I look at you da Miley Cyrus.
Eu fiquei com o meu queixo caído.
– Você não sabia que tinha gravado, sabia?
E nessa hora, fui tomada por inteira pelo pânico.
– OMG, ok, eu confesso. Aquele dia, assim que eu acordei e vi onde eu estava e que estava todo mundo dormindo, eu fui fuçar pela casa, aí eu achei o seu estúdio. Só que, sem querer, eu derrubei umas coisas em cima do aparelho de controle, e fiquei com medo de ter estragado, eu já estava indo, mas aí eu vi o teclado e fiquei com tanta vontade de tocar. Quando eu estava realmente indo embora, eu peguei uma palheta, mas é que você tinha tantas que eu achei que você não iria se importar. Ah! Desculpa , eu nunca deveria ter feito isso, eu prometo que eu vou pagar qualquer estrago que eu tenha feito!
Eu falei tudo em um só fôlego, porque se eu parasse para respirar, talvez eu desistisse da idéia de contar tudo e tentar fingir que não sabia de nada, o que CLARO nunca daria certo, porque aquela ERA a minha voz no rádio, não tinha como negar.
– Não se preocupe - ele disse rindo - Você não estragou nada, só ligou. E não, eu realmente não me importo com a palheta – ele disse sorrindo.
– Agora eu estava morrendo de vergonha. “Que coisa feia , pega na mentira!”
– , posso te perguntar uma coisa?
– Claro, pequena meliante – eu só revirei os meus olhos a respeito disso.
– Você fica me ouvindo cantar? – eu disse apontando para o rádio.
O sorriso não sumiu de seu rosto, mas percebi que ele ficou mais corado.
– Ah, é. Sua voz combinou com a música melhor do que a da Miley.
O meu sorriso não cabia no meu rosto.
parou o carro.
– Chegamos.
Nós saímos do carro e havia um monte de pessoas por ali.
– Acho que você não veio aqui antes – ele disse atravessando a rua.
– Onde é exatamente aqui?
– Bem Vinda ao Hyde Park! – disse andando de costas com os braços abertos.
Nós passamos pelos portões e aí eu vi o quão maravilhoso era aquele lugar.
O Hyde Park é realmente esplêndido! Milhares de flores de todas as cores que você possa imaginar, a grama era de um verde cintilante, árvores, borboletas, pássaros, pessoas com suas famílias, com seus animais, esculturas, fontes, eu não sabia nem o que dizer.
– , é lindo – eu disse admirando cada pedaço do local.
’s P.O.V.
Uma senhora se aproximou de nós, ela estava levando um Yorkshire. O cachorro chegou perto de mim e começou a me cheirar e a lamber minha perna.
– Acho que ele gostou de você, – ela disse erguendo as sobrancelhas e sorrindo.
– Oh! Desculpe-me, rapaz – disse a senhora puxando o cachorrinho.
– Sem problemas.
A senhora puxou o cachorro e foi embora. Eu fiquei olhando-a perdido em meus pensamentos.
– E aí, você vem ou não? – disse me trazendo de volta, balançando a cabeça e sorrindo como sempre.
Eu fiquei olhando para ela, ainda processando o que ela acabara de falar.
– Anda! – ela disse pegando na minha mão e me puxando.
’s P.O.V.
Assim que vi que ele estava me seguindo, eu soltei a sua mão, não que eu quisesse, mas ficaria estranho se nós encontrássemos algum conhecido dele.
– Vem por aqui – Disse me guiando para uma rua onde não havia ninguém e toda cercada de árvores.
– A onde essa rua vai dar? – eu perguntei seguindo-o.
– No meu lugar favorito do parque.
A caminhada foi um pouco longa, o parque era imenso, e lindo.
– Nós chegamos – ele disse assim que terminamos de fazer uma curva.
À minha vista, estava um lindo lago, com vários de cisnes.
– Nossa – eu sussurrei com medo de que, se falasse mais alto, aquela visão sumisse.
– Lindo, não é? – ele perguntou.
Andei até chegar em um banco na beira do lago. se sentou ao meu lado.
– Às vezes eu venho aqui para pensar...
– E escrever? – eu perguntei ainda olhando para o lago.
Ele riu.
– É, escrever também.
Ficamos mais um tempo em silêncio, eu não me cansava daquela vista, ela era tão... Fabulosa.
’s P.O.V.
– Sabe, eu sonhei com você esses dias.
Eu ergui minhas sobrancelhas. Wow, se alguma mulher falasse que sonhou comigo, eu acharia que ela estava me cantando. Será que...
– Um sonho bom, eu aposto.
– Longe disso – ela disse olhando para uma família ali perto.
’s P.O.V.
Eu contei para ele o meu sonho, claro que eu omiti a parte em que ele e a terminavam.
– Wow – ele exclamou – Está mais para um pesadelo, não?
– Yeh, eu ia te ligar no outro dia, mas eu não tinha o seu número, e também fiquei com vergonha.
– Vergonha? - ele riu.
– É.
– Sabia que quando você sonha com a morte de alguém, significa que ela ainda vai viver por muito tempo? – ele disse colocando o cotovelo na parte de cima do banco.
– Então é uma coisa boa.
– É, é sim – ele disse sorrindo e me olhando nos olhos – Vamos lá, me passe o seu telefone.
– O... O quê?
– O seu celular, cadê ele? - Coloquei a mão no bolso do meu casaco, tirando o aparelho e entregando a ele.
Ele tirou uma foto dele mesmo e digitou alguma coisa.
– Pronto, agora você já tem o meu número. Da próxima vez, – ele disse me entregando o celular de volta – ligue!
Ri, pegando o celular e então escutei o barulho de um flash.
– O quê? Eu também preciso do seu telefone, eu não atendo a ligações de quem eu não conheço – disse ele fazendo uma cara de mauricinho, e eu não pude evitar rir.
Nós ficamos em silêncio, só admirando a vista.
(PODE DAR PLAY NA MÚSICA, MINHA GENTE! :D)
– , por que você me trouxe aqui? – eu perguntei – Quer dizer, você não tinha nenhuma obrigação de fazer isso.
Ele suspirou e se voltou para mim.
– Quer saber a verdade? – ele perguntou sem esperar uma resposta - Eu gosto de você, você me faz rir e, honestamente, eu estava meio que precisando disso – ele disse olhando para o céu.
– Eu fico lisonjeada de saber que eu te faço rir, mas por que? Eu achava que as coisas estavam indo tão bem.
– Elas estão, é que... Nada, deixa pra lá, você não precisa ficar ouvindo minhas lamentações – ele disse com um sorriso triste no rosto.
– Eu sou uma ótima ouvinte para lamentações, você pode falar comigo – eu disse colocando a minha mão em seu ombro.
– É só que... Eu e a , nós... Nós estamos brigando muito ultimamente. Parece que não está mais dando certo, embora eu faça de tudo para que isso funcione.
– Vocês conversaram sobre isso?
– Várias vezes, e sempre acaba do mesmo jeito: xingamentos, gritos e batidas de portas.
– Entendo, se tiver algo que eu possa fazer...
– Continuar me fazendo rir é uma boa.
– Ok, eu vou manter isso em mente – eu disse rindo.
O tempo foi passando, mas ele sustentou aquele olhar, aquele olhar que eu sabia que tinha de tomar muito cuidado. Mas eu não me atrevi a desviar.
Ele foi se aproximando de mim mais e mais, aquilo não era certo, principalmente depois da conversa que nós tivemos. Não queria também dar razão à para finalmente quebrar a minha cara.
’s P.O.V.
Meu corpo foi indo na direção do dela. Não vou mentir, eu sabia que o que eu estava fazendo era errado, talvez eu quisesse aquilo por causa dos maus ventos entre eu e a ultimamente, mas eu não me importava, eu queria aquilo, naquele momento, eu a queria, e eu sei que ela me queria também.
Uma sensação estranha, como da outra vez, se instalou em mim, o meu coração acelerou, minha respiração falhou. Jesus, eu estou parecendo um adolescente!
’s P.O.V.
Eu tentei, eu juro que eu tentei, desviar o olhar, me afastar, sair dali, mas assim como da outra vez, eu não conseguia me mover, eu mal conseguia me fazer puxar o ar para dentro dos meus pulmões, por Deus!
– Olha, o do McFLY! – Uma garota que estava passeando ali com as amigas gritou.
E então veio um flash seguido por vozes desconhecidas que gritavam: ”Ei, !”, “Olhe aqui!”, “Quem é essa?” e “Ela é sua nova namorada?”.
– Oh, droga, vem – ele disse seco – Nós temos que ir, e coloque seus óculos.
Eu não estava entendendo direito o que estava acontecendo, aquelas pessoas eram fotógrafos? Paparazzis? Eu quase havia beijado o , de novo?
Eu só o segui, minha cabeça estava um turbilhão, era bastante gente gritando, fãs e fotógrafos, eu mal podia ouvir meus pensamentos. Tudo o que eu escutei foi o dizendo:
– Nós faremos uma declaração mais tarde, e explicaremos tudo.
Com isso, nós nos dirigimos ao carro, alguns fotógrafos e fãs ainda nos seguiram no percurso de volta, mas a maioria se contentou com a resposta.
Assim que nós entramos no carro, eu vi como estava perturbado.
– E... Eu sinto muito, isso não era para ter acontecido, eu sabia que devia ter mais cuidado nos lugares que te levo antes de fazer a declaração.
– Tudo be...
– Não, não está tudo bem – disse indignado – Você não entende, eles vão transformar esse mal entendido em alguma coisa ruim, é isso o que eles fazem.
Eu fiquei em silêncio, não sabia o que dizer.
– Chega, vou te levar para casa – ele disse dando a partida no carro.
Capítulo XVI
Às vezes as coisas realmente são o que parecem ser.
– O QUÊ? – eu falei desesperada.
Eu estava com a revista da OK! nas mãos, e a manchete dizia simplesmente:
’s P.O.V.
– Bebê, vamos?
– Estou quase pronta – disse passando na minha frente e pegando um brinco na cabeceira da cama.
– , o que você está vestindo?
– Um maravilhoso vestido nude. Ficou sexy, você não acha, bebê? – Ela disse fazendo pose.
Eu suspirei, por que ela não muda?
– , nós combinamos de ir de branco, lembra?
– É quase branco – ela disse apoiando-se nas minhas pernas e dando um selinho em mim e depois colocando seu brinco.
– NÃO , NÃO É! – O que posso dizer? Ela finalmente me tirou do sério.
– JESUS , É SÓ UM VESTIDO!
– ESSE NÃO É O PONTO , SE EU FALO AZUL, VOCÊ VAI NO VERMELHO, SE EU DIGO SALGADO, VOCÊ FALA DOCE. VOCÊ SEMPRE TEM QUE SER DO CONTRA, VOCÊ NUNCA ACEITA A OPINIÃO DOS OUTROS!
– É isso que você acha? Finalmente chegou então – ela disse calma.
– Acho que sim.
– Na verdade, eu acho que já estava acabado há muito tempo.
– É, como um divórcio, acho que só estamos assinando os papéis agora.
– Então, acho que isso é um adeus – ela disse sorrindo, mas eu pude ver que ela estava quase chorando.
Também não era fácil pra mim, nós ficamos muito tempo juntos e tivemos nossos momentos.
– Acho que sim.
Ela balançou a cabeça em entendimento.
– Vai, vai para a festa, eu vou arrumar as minhas coisas e então vou voltar para Londres.
– , você não pre...
– Sim , eu preciso, preciso de um tempo sozinha, só pra mim.
– Você quer ajuda? – O que mais eu poderia dizer?
– Não, não se preocupe. Vai, os meninos estão te esperando.
– Bom, então, até algum dia, eu espero que você seja feliz – eu disse abraçando ela.
– O mesmo pra você.
Eu senti suas lágrimas molharem a minha camisa enquanto ela me abraçava de volta.
’s P.O.V.
– Olha essa festa, que demais! Metade da cidade, pelo menos, deve estar aqui – disse admirado.
– Realmente – disse bebericando sua bebida.
As meninas estavam lindas,
estava com uma saia branca que parecia feita de penas, uma blusa branca com um laço preto no ombro, uma sandália florida, batom vermelho e uma flor prendendo metade do cabelo.
estava com um shorts e uma bata, uma sandália amarela ovo, sombra azul, um batom coral, uma tiara no cabelo e algumas pulseiras.
– Ah lá o , finalmente! – falou.
Eu me virei, e não sei se bebi rápido demais, ou se eu já estava meio bêbada ou qualquer outra coisa, mas enquanto se aproximava, parecia que as pessoas se afastavam. Ele estava lindo, só que havia algo errado com essa figura, que eu não estava identificando no momento.
– E aí, dude? Olha essa festa! – Disse .
– Cadê a ? – Perguntou .
Ah, então era isso que não batia com a imagem.
– Deve estar fazendo check-out agora.
– Por quê?
– Ela está voltando para Londres, nós terminamos.
Ninguém falou nada, estávamos todos muito chocados.
– Não foi uma coisa de agora, fazia tempo que nós estávamos brigando muito. Eu disse que ela não precisava ir, mas ela disse que queria um tempo sozinha.
– Irmão, eu sinto muito! – Disse – mas FI-NAL-MEN-TE!
– ! – Eu a repreendi, o pobre deve estar se sentindo horrível agora.
– O quê? É verdade! Ela estava sugando a sua vida, .
– É, eu acho que foi melhor assim.
– Então bebe aí, irmão – disse - Agora você pode ficar com quem você quiser!
me olhava sem expressão.
A festa foi passando, o álcool foi entrando em todo mundo e a probabilidade de fazer cagadas aumentava cada vez mais.
Eu já tinha perdido a há muito tempo, tinha quase certeza de que estava com em algum lugar. As meninas estavam todas com os seus respectivos namorados, estava desaparecido também, e eu estava “forever alone”, como sempre.
– Por onde você esteve? Pensei que nunca chegaria – eu me virei e dei de cara com um cara loiro, bronzeado dos olhos verdes, todo arrumado – Eu simplesmente sabia que você viria. O destino não me traria em uma noite assim sem motivos. Assim que você entrou, eu soube que havia um. Ele era sensacional, só havia um problema.
– O Turista? Sério? Esse é o melhor que você consegue?
Uma frase do filme O Turista? Sim, eu vi o filme, colega.
– Gata, pelas suas curvas eu tomaria um caixote em um mar de tubarões demoníacos, aew! – ele disse fazendo gestos com as mãos de um jeito bem surfista.
Não deu pra aguentar, eu ri.
– – eu disse estendendo a mão pra ele.
– Sam, de L.A., encantado.
– Então Sam-de-L.A, você gosta de abordar garotas sozinhas em festas de ano novo? – eu disse pegando uma taça de champanhe de um garçom.
– Nem todas, muito raras as que chamam a minha atenção.
Ora, ora, já que é assim vamos brincar um pouco. O quê? Não é como se eu fosse ficar com ele, ok? É só flerte.
Eu cheguei perto dele e disse.
– Eu também não dou meu nome pra qualquer surfista que me vem com uma cantada barata.
– Outch – ele disse com um sorriso torto – oOque você acha de dar uma volta comigo?
Minha vez de sorrir torto agora.
– Hm, você vai direto ao ponto huh? Eu não sei você, mas eu estou gostando da festa até agora – eu disse tomando um gole do meu champanhe e o olhando de cima a baixo.
– Tudo bem, vamos até a varanda pelo menos, a música aqui é muito alta.
Eu afirmei com a cabeça.
Fomos até a varanda, a noite estava fresca e o céu limpo. Eu apoiei o meu cotovelo no parapeito da sacada. As pessoas já estavam começando a descer para a praia para ver o show de fogos de artifício que o hotel iria proporcionar.
– Os fogos aqui são os mais bonitos de toda a ilha – disse Sam.
– Foi o que eu ouvi falar. Então me diga, Sam, você entende do que as mulheres gostam? – eu perguntei.
– Bem, todas dizem que sim – ele disse sorrindo torto e arqueando uma sobrancelha.
– Então me diga, o que uma mulher que ama um cara há muito tempo, está esperando para mandar um desconhecido embora?
Ele deu um riso anasalado.
– Talvez ela se sinta extremamente atraída pelo desconhecido.
Eu queria muito rir, mas não o fiz, só fiquei olhando para ele.
– Não? – ele perguntou.
Eu neguei com a cabeça.
– Ok, foi um prazer passar algum tempo com você, – disse sorrindo.
– Eu digo o mesmo Sam-de-L.A.
Ele saiu pela porta me deixando sozinha na sacada. Eu apoiei meus dois cotovelos no parapeito e fiquei olhando as pessoas se encaminhando para a praia. Pude distinguir , , e , mas nada de , ou .
– Onde será que eles estão? – eu disse baixinho.
– Falando sozinha? – eu ouvi uma voz que eu conhecia muito bem, e só virei a cabeça por educação.
– – meu corpo enrijeceu.
– Então, quem era o cara com quem você estava?
– Sam, de L.A. – eu dei uma risada anasalada pelo “de L.A.” – Cara engraçado esse – eu disse olhando para o meu copo e erguendo as sobrancelhas, e depois olhando para ele.
– Vocês...?
Ele estava perguntando se eu tinha ficado com ele? Haha, omg, sério?
– O... O quê? Seu eu e ele... Nós...
– É.
– NÃO! Claro que não, ele veio com umas cantadas bregas e eu cortei ele - ri.
– Hm.
Nós ficamos observando a praia se enchendo, faltavam 3 minutos para a meia noite.
– , eu sinto muito, sobre a e tal.
– Eu estou bem, como eu disse, já havia acabado há muito tempo, mas obrigada, . Fazia tempo que nós não conversávamos assim, desde aquele dia.
– Yeh.
(N/A: PODE DAR PLAY NA MUSICA, NEGADS! :D)
Eu olhei pra ele, e vi que ele estava me encarando. Aqueles olhos, aquele sorriso... Eu estava caindo neles de novo, eu tenho que fazer alguma coisa. Se nós nos beijarmos eu... As coisas nunca mais vão ser a mesma, e se a gente se magoar? E então ele não vai querer que eu fique na casa da mãe dele, aí eu vou ter que voltar pro Brasil e... E...
– Ham... – eu comecei colocando meu cabelo atrás da orelha – É melhor a gente ir para a praia, daqui a pouco começam os fogos – e fui indo em direção a porta.
’s P.O.V.
Eu agarrei o pulso dela, não queria ela longe, ainda mais com aquele tal de Sam de L.A. por aí.
– Dá para ver os fogos daqui, não se preocupe – eu disse esperando que ela aceitasse o meu convite para voltar.
Ela aceitou, mas aqueles poucos centímetros ainda eram muito pra mim, eu sabia o que estava acontecendo, sabia há muito tempo, só que não queria admitir pra mim mesmo. Mas a verdade era essa, eu estava gostando muito dessa garota, ela... Simplesmente mexia comigo de uma forma que a nunca conseguiu.
Eu a puxei para mais perto de mim para eliminar aquela terrível e dolorosa distância.
O perfume dela, seus cabelos se mexendo com o vento, seu sorriso nervoso, seus olhos, olhos de anjo, me deixavam loucos.
’s P.O.V.
Cada milímetro que ele chegava perto de mim, meu coração dava um salto.
Eu já podia sentir sua respiração com a minha, seu perfume entrava pelo meu nariz, o que fazia as borboletas do meu estômago reagirem violentamente.
Eu podia escutar a contagem regressiva da multidão, já em cinco, vindo da praia.
’s P.O.V.
Eu estava segurando a sua cintura de modo que ela não pudesse fugir de mim.
E ela me perguntou:
– , o que você está fazendo?
É , o que você está fazendo? Será que você já parou para pensar na complicação que isso vai dar?
’s P.O.V.
Minha respiração estava ofegante, e eu não conseguia me mover mesmo se eu quisesse, até que ele respondeu:
– Uma coisa que eu já devia ter feito há muito tempo.
E então, justamente quando o show começou, e todos estavam gritando “Feliz Ano Novo”, eu recebi o beijo mais quente, doce e maravilhoso de todos os tempo.
Katy Perry tocava na festa da praia, as batidas do meu coração se misturava com os sons dos fogos explodindo, e, na verdade, essa era a sensação, de fogos.
Continua...
N/A: OOOOLÁ leitoras lindas, descuulpa mesmo pelo atraso mas acho que valeu a pena, hehehehe fala aí essa att GIGANTESCA que eu trouxe pra vocês conta com um delicioso final, depois de váááários quase-beijos, FI-NAL-MEN-TE você beijou o seu guy lindo gato tdb hahahaha xD. QUEM AÍ GOSTOU |o| ? E QUEM NÃO GOSTOU :C ? Então, eu queria mandar um MUITO OBRIGADO pra Mari, sua linda, que indicou a minha fic no ffad (*.*) e a todos você que lêem o que eu escrevo, e queria dizer que eu demoro porque, o que eu escrevo, eu sinto, então, vocês conhecem os sentimentos auehaeuhaeu as vezes eles demoram hahahaha. Bom não sei se isso fez sentido pra vocês ou não aeuhaeuahe, mas, ta aí, e eu espero que vocês gostem xD
N/B: só avisando, gracinhas. O Tom agora é fixo, então respondam as perguntas com cuidado :) E me avisem, qualquer erro.
xx, Loma