Autoras: Annie Brissow e Lana Livi.
Beta-Reader: Annie Brissow.



Capítulo 01
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fala:
Aqui estou eu, em plena terça-feira à tarde, sentada na arquibancada do ginásio, com o olhar hipnotizado na quadra enquanto e conversam animadamente algo sobre o jogo de vôlei que elas acabaram de perder. Hahaha.
– Né, ? – disse alguma coisa ao meu lado.
– Quê? – Eu a olhei assustada e ela me olhou com uma cara incrédula.
– Não acredito que você não ouviu nada que a gente tava falando, ! – disse brava e eu a olhei sorrindo fraco, meio que pedindo desculpa, e ela entendeu o que eu quis dizer.
, para de olhar pro James. Ele é nosso professor. – adora ser estraga prazer, ai que raiva.
– Ai, , me deixa sonhar, né. – Eu disse com uma voz triste e fazendo bico.
– Ah, , mas que ele é MUITO gostoso, isso você não pode negar. – falou observando meu sonho de consumo, que estava dando as instruções para os garotos da nossa sala que iam jogar futsal – Imagina isso lá em casa –
– Opa, opa. Tira o zóio, baranga, esse ai já é meu. – Dei um pedala em e voltei a observar o James, que agora tomava água direto da garrafa. Pode parecer ridículo, mas isso é muito sexy vindo do Professor James. Ele é novo, deve ter uns 24 ou 25 anos, moreno, alto, bombado, e acima de tudo MUITO GOSTOSO.

fala:
Droga.
Por que ela só olha pra ele? se aproximou e segurou meus ombros.
– Que foi dude? Para de olhar pra ela, tenta se concentrar. A gente precisa de você. – olhava nos meus olhos com uma cara aflita.
Eu tentava. Mas naquele momento a última coisa que conseguiria era me concentrar. Só de imaginar que ela pensava no professor, argh, dava vontade de socar o treinador. Eu sentia que , , e comentavam das características físicas do professor. Podia ser qualquer um, podia ser o jogador do time adversário, podia ser Nick, o meu parceiro de time, podia ser Aaron, o parceiro de química dela, qualquer um... Mas o professor James? Eu realmente me sentia muito mal por isso.
Me aproximei da rodinha que o treinador James e meus parceiros de time conversavam sobre o time adversário, e apoiou o braço no meu ombro.
– Eu também sinto isso, . Não é só sua garota que está lá. – ele falou baixinho. – Mostre pra ela que você pode ser melhor que ele. –
Olhei pra arquibancada, a vi olhando novamente pra ele e depoisfazendo comentários com as amigas. É, eu tinha que mostrar que podia ser melhor. E eu sabia bem o que devia fazer.

fala:
– Ele nem liga pra você, , como ele pode ser seu? Você não tem chances com ele. – sempre acabando com a minha felicidade.
– Ai, , como você é estraga prazer! Me deixa ser feliz, garota. – Olhei pra ela com uma cara brava. – Mas que ele ainda vai ser MEU, ah, isso ele vai! – Eu olhei pra quadra com cara de sonhadora e quase cai de costas quando James acenou pra mim, mas é lógico que eu não paguei esse mico né, eu retribui com o meu melhor sorriso, ele se virou de costas e continuou observando os meninos jogarem.
Entre os meninos do time de futsal estão meus melhores amigos , , e . Depois de alguns minutos olhou pra mim e sorriu e eu também sorri pra ele, foi quando passou a bola pra ele e driblou um garoto com cara de nerd do outro time, fez alguns dribles legais com a bola e fez um gol, e que GOL. Nós nos levantamos e começamos a gritar. Ele passou por mim, fez um coração com as mãos e apontou na minha direção, eu sorri abobada e retribui apenas mandando um beijinho, quando olhei para o lado oposto de , vi James com o olhar em nossa direção com uma expressão não muito feliz no rosto. Estranhei o fato dele não estar feliz, ainda mais vindo dele, que é sempre muito animado, e com um gol maravilhoso como o que acabou de fazer. Sorri para ele e dei um aceninho com a mão, e ao contrario do que pensei, ele não retribuiu, só virou a cara e fez uma ‘comemoraçãozinha’ frouxa que não me convenceu nem um pouco. Deixei esses pensamentos de lado e voltei a observar o jogo. Não exatamente o jogo, mas sempre voltava minha atenção para algum dos garotos e acenava pra eles pra não dar muito na telha que eu estava praticamente babando por aquele Deus Grego a minha frente que agora estava mais animado.

fala:
O jogo começou e eu fiquei meio que dormindo. Vez ou outra um dos garotos do time que eu jogava gritava pra eu ficar mais atento ao jogo. Como? Ver se derretendo, com o sentido mais literal da palavra, pelo professor James e ainda aturar a cara de convencido que ele fazia não me ajudava muito.
Mas a raiva que me subiu pela cabeça quando vi o treinador acenando pra , ver ela quase desmaiando por isso e ainda suportar a cara de – eu sou o cara – dele pra cima de mim, me fez acordar realmente.
Ela olhou pra mim e eu só dei um sorrisinho. Meu coração disparava quando eu pensava na única maneira de mostrar que eu podia ser o cara certo pra ela, mas eu tinha que tomar a decisão. Era tudo ou nada.
Não deu tempo nem de pensar direito e passou a bola pra mim, naquela hora eu optei pelo – tudo – . Sai correndo com a bola nos pés e fiz uns passes antes de meter a bola no gol. Era agora ou nunca. Sai correndo comemorando, minhas mãos tremiam, meus pés se tropeçavam um no outro e o que eu consegui fazer foi apontar pra ela e fazer um coração. Mas na verdade não era aquilo.
Merda, de novo não.

fala:
? – Me assustei mais uma vez ao ouvir a voz de me chamar e me tirar do quase transe que eu entrei quando o Professor James começou a comemorar a vitória de 5x0 dos garotos.
– Que é? – Falei irritada, sempre que eu conseguia um bom ângulo daquele rosto perfeito que eu tanto sonhava ter só para mim umas das três tinha que me atrapalhar, ai que ódio.
– Você não vai lá comemorar com os garotos? – piscou pra mim e eu entendi o que ela quis dizer, sorri e me levantei, ela rolou os olhos e olhou para o Professor James com uma cara de tarada, aí foi MINHA vez de rolar os olhos.
– Já mandei tirar o zóio, sua vaca. – dei um tapa em sua cabeça e ela riu.
– Vai logo lá, , deixa de frescura. – se manifestou. – Eu vou com você, quero dar parabéns para os garotos. – Ela sorriu e olhou para a quadra (lê-se para o ), e se levantou. Quando foi dar o primeiro passo , errou o degrau e quase caiu, se não fosse por mim e por , que a seguramos. Então eu entrei em mais uma de minhas crises histéricas de riso.
– É...Eu sei...o que você...quer ver lá... – Eu falei tentando me controlar para acabar com a crise de risos que estava. – Você quer é ver o – Eu dei língua pra ela.
– Quê? Eu querer ver o ? Imagina. Só nessa sua cabeça de guidão. – Ela falou com um tom irônico na voz.
– Tá bom, tá bom. Vamos logo, eu vou com vocês falou quando conseguiu parar de rir. Então nós três descemos a arquibancada, deixando sozinha e fomos em direção ao meio dá quadra onde os garotos gritavam e pulavam comemorando a vitória.
– Aaaaaaaaaaah! – , como sempre nada escandalosa, pulou em cima de seu amado e eterno goleiro, . , por sua vez, abraçou e eu abracei forte e dei parabéns. Quando fui cumprimentar , já estava agarrada ao namorado.
– Ei, sua baranga. Te procurei por todos os lados, sua vaca. – Eu olhei pra ela com cara de raiva, mas sorrindo. A gente já estava acostumada a se tratar com – amor – e com apelidos – carinhosos – .
– Eu também procurei você por todos os lados e não encontrei, sua bruaca. – Ela sorriu, sendo abraçada por , que ria. Deixei os pombinhos de lado e voltei minha atenção para o deus grego que estava atrás de mim. Sorri para ele e ele retribuiu.
– Parabéns, professor! – Eu fiquei meio receosa de abraçá-lo, mas acabei o fazendo e o abracei.
– Brigada, ! Mas me chama de James, já te disse que não gosto que você me chame de professor. – Ele deu aquele sorriso que me deixa louca e eu quase cai para trás.
– Ok, professor. – Chamei ele de professor só para irritá-lo, mas ele só sorriu.
– Mas e aí, , você e as meninas dá classe A do vôlei vão jogar segunda, né? – Ele me perguntou ainda com aquele sorriso MARAVILHOSAMENTE MARAVILHOSO dele.
– Claro! Mas eu acho que vai ser meio difícil de ganhar essa final, James
– Por quê? Vocês jogam tão bem. – Ele sorriu pra mim e se sentou no banco que tinha na quadra pros garotos do time que eram da reserva.
– Porque as meninas do Wycliffe são todas do time titular da cidade. Elas são as melhores da cidade, não tem jeito de ganhar. – Eu falei tirando meu sorriso do rosto.
– Que nada, garanto que com um professor como eu vocês ganham delas. – Soltei uma gargalhada escandalosa com esse comentário dele, claro, com um professor como ele eu não vou nem conseguir prestar atenção no jogo, isso sim. Sorri com meu pensamento e me controlei um pouco.
– Ah, com certeza. – Falei e ele sorriu pra mim.

fala:
Por que eu nunca conseguia o que eu queria? De qualquer maneira, ver o treinador com uma cara nada boa por causa da dedicação do gol já foi uma ótima notícia e me deu ânimo pra conseguir terminar o jogo com uma boa atuação e com a vitória de 5x0 em cima do colégio Drayton Manor. Mesmo assim ainda não era exatamente o que eu queria.
Vê-la se jogando nos braços do treinador e ficar o tempo todo conversando com ele, sem nem falar comigo, fora aquele abraço sem diálogo nenhum, também não era exatamente o que eu queria. Minha maior vontade naquele momento era espancar aquele professor até poder ver que ele não estava mais respirando, mas acredito que não seria a melhor forma de fazer preferir a mim que a ele. Pra falar a verdade, seria a pior forma.
– Eu sabia, dude. Sabia que você conseguiria. – bateu nas minhas costas.
Eu sorri. Ele não entendia que não era aquilo o que devia ter acontecido. Mesmo assim deixei as coisas como estavam, gostava muito de , mas não era a hora certa de explicar tudo pra ele.
, percebeu que não adiantou nada? – bati no ombro dele. – Ela continua conversando com ele, continua se derretendo por ele. Tudo continua do mesmo jeito. – Ele pensou, abriu a boca, mas não saiu som nenhum. Apenas sorri nervoso pra ele e fui até onde e estavam abraçados.
– Campeão. – sorriu e me abraçou quando me viu. – Jogou muito hoje, dude. Sem você, nem imagino como teria terminado esse jogo de hoje. –
– Verdade, . – sorriu pra mim ainda abraçada a . – Tu joga muito, só não mais que o . – Eu gargalhei. Conversei um pouco mais com o casal, mas a cada segundo eu olhava pra e James, sempre encontrava os dois sorrindo. Dei licença ao casalzinho e fui falar com .
, posso conversar com você? – Eu olhei pra ela apreensivo, ela percebeu que tinha algo haver com e consentiu com a cabeça.
, eu não posso mais suportar. – Olhei pra ela com cara de derrotado. era a mais enturmada com a gente. Entre e suas amigas, ela era a única sabia de tudo sobre meu caso com , do com , e do com .
– Calma, eu vou lá. – Ela me olhou com pena e saiu em direção deles.
Só ela podia me ajudar.

fala:
, vem aqui tirar uma foto com os meninos me chamou. Tô começando a achar que está todo mundo com uma conspiração contra mim, toda vez que consigo conversar com ele ou consigo uma boa visão dele, alguém tem que me atrapalhar.
– Já vou, . – Eu gritei pra ela e ela fez sinal de positivo com a mão. – Deixa eu ir lá se não vão dar as crias. – Ele deu uma gargalhada gostosa e eu sorri me virando de costas e dando tchau pra ele, indo de encontro com os meninos e com as meninas que já faziam um monte de poses malucas para as fotos, eu me juntei a eles, parando ao lado de e de , fazendo chifrinhos neles. Depois de tirarmos várias fotos, veio falar comigo.
, quero falar com você. – Eu assenti com a cabeça e ele me levou para um lugar mais tranquilo da quadra. Ele ficou um tempo parado em silencio, só me analisando.
– Fala, . – Eu dei um sorriso fraco e ele balançou a cabeça, concordando.
, você... – Ele parou de falar e pareceu analisar as palavras certas a usar.
– Eu? – Fiz sinal para ele prosseguir.
– Você tá ficando com o James? – ele falou rápido, mas eu entendi e muito bem, por sinal. Pra que ele quer saber disso?
! Ele é nosso professor, por que você acha que eu ficaria com ele? – Olhei para ele com os olhos arregalados.
– É que você olha de um jeito pra ele, . Tem horas que parece até que são um casalzinho besta de namorados, com aqueles sorrisinhos retardados no rosto. – Ele fez uma cara de nojo e eu me segurei para não rir da insinuação dele. Que diabos deu no pra me falar isso?
, que diabos deu em você agora, hein? Eu acho sim o James muiiiito gostoso e tal, mas nunca fiquei com ele, não. E se eu tivesse ficado com ele, o que você tem a ver? – Eu estava começando a me irritar.
, eu sou seu amigo, só queria saber se você estava saindo com o professor. Não tenho esse direito, não? – Ele me olhou triste e de repente minha raiva sumiu, dando lugar a uma enorme vontade de apertar aquelas bochechas fofas do .
– Ain, desculpa, . Mas é que você me irrita às vezes. Que negocio é esse agora de achar que eu to ficando com o James? Logo com o JAMES? – Lancei um olhar significativo para .
– Ok, ok! Só me responde uma coisa. – Olhei para aqueles olhos azuis. – Você gosta dele, né?

Capítulo 02
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fala:
. – gritou, me agarrou pelo braço e saiu correndo, me arrastando junto.
Agradeci mentalmente. Claro que olhei pro com cara de coitada e disse que depois a gente conversava. Me livrei. No momento, devia estar com a cabeça extremamente confusa, enquanto eu pensava em uma resposta convincente já que, provavelmente, ele voltaria a insistir.
Meus pensamentos desapareceram quando senti os cutucões de e sua voz embaralhando as palavras.
, você não sabe da maior. – Enquanto ela me contava seus olhinhos brilhavam. – O e a praticamente se agarraram no meio da quadra. –
– Ai, que mentira. , sua exagerada, só porque o tirou a blusa da enquanto eles se beijavam loucamente não quer dizer nada. – disse normalmente olhando as unhas enquanto eu e nos entreolhávamos horrorizadas.
– Brincadeira, meninas, não sabem que a ainda é BV? –

fala:
Ok, essas meninas não tinha outra hora pra fazer fofoca não, meu? Fala sério.
Dei a volta na quadra e fui encontrar com os guys. Cheguei na outra quadra e os encontrei conversando em uma rodinha.
– Hey, dudes. – Eu os cumprimentei.
– Você não morre mais, hein, . – disse rindo.
– Por quê? – Eu olhei pra ele com cara de interrogação e ele riu mais.
– Estávamos falando de você. – se pronunciou.
– Posso saber o que falavam de mim? – Eu falei em um tom bravo, mas dando risada.
– Era sobre o seu gol de hoje. – sorriu. – Dude, , a cara que o professor fez quando você fez o coração pra foi HILÁRIA. – Ele gargalhou e todos rimos juntos. era o palhaço da turma.
– É, mas a intenção não era essa. – Eu disse quando a crise de risos havia passado. Todos me olharam com cara de desentendidos. – , lembra que você me disse que eu tinha que mostrar que podia ser melhor que ele? – Ele confirmou com a cabeça. – Assim que você disse isso eu me lembrei do sonho da , lembram? Então, minha intenção era realizá-lo. – E todos me olharam com cara de – ah, ta – .
– Pô, dude, ideia legal. – disse. – Mas por que não fez? –
– Ah, sei lá, dude, eu travei [N/A: ai que coisa mais broxante, haha. - Lana *-*]. Não consegui. – Fiquei cabisbaixo.
– Ah, relaxa, , você pode mostrar isso outro dia, em outro jogo. – bateu nas minhas costas. Era por isso que eu gostava dos dudes, eles sempre estavam do nosso lado.
– Ok, agora vamos parar com isso que já tá ficando gay demais. – disse se levantando. – Vamos procurar as garotas? –
– Demorô, já é, truta. – Me levantei também.
– Ai, para com essas gírias, dude, tá parecendo aqueles maloqueirinho favelado [N/A: nada contra quem mora na favela, você mora na favela? - Annie *-*] – deu um tapa na minha cabeça. – Vamos logo procurar as meninas? –
Nessa hora chegou atrás de e o abraçou.
– Que meninas? – Ela perguntou curiosa.
– Ah, umas aí que deram o telefone pra gente agorinha. – Falei e apontei pra um lugar qualquer da quadra. Ela nos olhou com uma cara incrédula. – Então, vamos, dudes? – E eles se levantaram antes de cair na gargalhada.
– Até parece, né, linda? É só vocês. – falou e abraçou , enquanto nós fazíamos – hummmm – .
– Mas então, elas estão ali na outra quadra. Vamos? – disse, nós nem respondemos e saímos zoando com todos que passavam.
Quando chegamos na outra quadra ouvimos falando algo sobre ser BV.
– BV sua vó, tá, ? – chegou abraçada com , eu e os meninos vinhamos logo atrás rindo de algo que disse.

fala:
– Ai, meu bebê jogou tão bem, melhor goleiro do mundo. – pulou em , mudando o assunto.
– Não mais que o . – falei apertando as bochechas dele e ele sorriu.
De repente o professor James passou entre e eu, nos separando bruscamente.
– Parabéns, garotos, pelo 5x0 de hoje, temos a defesa menos vazada e o melhor ataque do campeonato. Agora venham que é necessário trabalhar as táticas para o jogo de quinta-feira. – Disse aos garotos, mas sem olhar para .
Os garotos saíram para o vestiário fazendo careta, enquanto as meninas saíram para tomar sorvete. Dias quentes na Inglaterra eram contados nos dedos.
– Er... tem gente que tá arrasando corações, né, ? – me deu uma cotovelada de leve.
– E... eu? Por quê? – Fiz minha melhor cara de desentendida.
– Ai, ! Pensa que eu não vi que o professor fechou a cara quando o ofereceu o gol pra você? E por que você acha que ele passou entre vocês quando a senhorita elogiou o ? Ah, coincidência que não foi. – gesticulava enquanto eu olhava para um ponto fixo, raciocinando.
– Vai querer de que, ? – me tirou do transe apontando para os sorvetes.
– Ahn? Ah... Morango. – Falei enquanto ela escolhia.
– Eu ainda acho uma idiotice isso – falava tranquila.
– Eu acho estranho, mas que mexeu com o gostoso do professor James, mexeu. – falava, e concordavam com a cabeça e fazia careta.
Do nada eu comecei a ter flashbacks daquele momento. Da minha infância, dos tempos que eu vivia no Canadá com minha mãe, meu pai, minha irmã e meu irmão, de quando eu vim pra Inglaterra morar só com a minha mãe, de quando eu entrei na escola, de quando eu conheci meus amigos, mas especialmente de um sonho meu... Será que alguém ainda se lembrava daquele sonho? Ai, , para de ser trouxa. Aquilo eram apenas lembranças minhas. Lembranças. É, definitivamente essa palavra tinha entrado de vez pro meu vocabulário.
Antes de continuar, acho válido contar desde quando tudo isso começou... Eu, , , , , , , e estudamos no 2º ano – F – , nós já nos conhecíamos há cinco anos. De lá pra cá, já tinha namorado com , dado uns pegas no , uns amassos em , sempre preferiu os mais velhos e eu nunca havia tido nada oficial com . Nós gostávamos de fazer – doce – como diz a . Atualmente estávamos todos solteiros, menos e que namoravam, mas vontade era o que não faltava. Daí em diante todo mundo sabe...
– Pensando no que, dona , ou melhor dizendo, em quem?” ergueu seu All Star preto nas pontas dos pés pra poder olhar nos meus olhos como se fosse um olho mágico de porta de apartamento. Na verdade, era a mais baixa da turma. Quando eu digo baixa, é baixa MESMO, quase 20 centímetros de diferença em vista das outras meninas.
– Hahahaha – comecei a rir com meus pensamentos.
– Tá rindo de quê, animal? – deu um tapa na minha cabeça.
– De vo... não, nada não – dei um sorriso amarelo. Não gosto muito de apanhar da . É pequena, mas faz estrago.
De repente saem do ginásio quatro garotos molhados e sem camisa, lindos e desejados. Ai, que delícia. Eles vieram e nos abraçaram, eu meio que continuava em transe.
? – abanava a mão na frente do meu rosto. – ?! –

fala:
O que deu nessa garota? Ah, já sei, deve tá pensando no – gostoso – do James. Vontade de acabar com aqueles músculos não me falta, tenho erteza que é pura bomba. Pô, meus músculos não são como os dele, mas pelo menos são verdadeiros.
Meu, já to cansado de tudo isso.
– Ah... oi – ela deu um sorrisinho amarelo.
– Tudo bem com você? Parece distante... – eu disse em um tom, digamos que, um tanto quanto irônico, tinha certeza que ela estava pensando no bombadão.

fala:
– Não, tá tudo bem – Respondi calmamente. Algo ele tinha diferente, parecia que escondia alguma coisa.
– Será que dava pra gente conversar? – ele disse meio indeciso.
– Tá – concordei e mordi o lábio. É agora, ele não ia esconder mais. Na verdade eu acho que sabia o que ele queria conversar.
Ele me levou para um lugar menos movimentado, quase impossível, no ginásio e antes de falar fez uma pausa como se pensasse o que iria dizer. Novamente.
– Er... , você tá gostando do professor? – ele tentava manter a calma, mas dava pra ver a apreensão nos olhos dele.
– Não... – balbuciei cabisbaixa. Ele levantou minha cabeça.
, eu não tenho nada a ver com isso, mas me responda... Por favor. – Agora ele já me olhava com o medo estampado na cara.
– Eu disse que não, . – Dessa vez eu falei alto, mas ainda olhando para baixo. Estava com medo. Ele abaixou a cabeça, sorriu nervoso e balançou a cabeça negativamente.
– Claro que gosta, não consegue nem olhar nos meus olhos pra responder algo tão simples. Como não gostar, não é? Lógico que gosta. – a voz dele tinha um misto de ironia e tristeza e o tom dela havia se elevado.
– Eu disse que não, . Já disse que não gosto do professor James! Ele não faz a mínima diferença pra mim, que droga. – Dessa vez eu olhei nos olhos dele, mas gritei com tanta raiva que nem percebi. Quando eu vi o que tinha feito, olhei pro lado para ver quem mais havia visto a cena. O professor nos olhava com uma cara inexpressável. É, ele havia visto.
Merda.

Capítulo 03
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Olhei para com um olhar de reprovação, virei as costas e saí em direção ao vestiário masculino para ver se encontrava algum dos meninos para ir falar com aquele retardado do , a essa altura as lágrimas que antes insistiam em cair já encharcavam meu rosto. Passei por um grupo de garotos que mexeram comigo, mas nem liguei e continuei a procurar algum dos meus amigos. As lágrimas ainda lutavam em cair quando topei com , o abracei e as lágrimas caíram mais ainda.
, , o que aconteceu? Quem fez isso com você? – me abraçou forte, estava preocupado.
– O , . Ele tá pirado achando que eu gosto do professor. – Contei para ele tudo desde o momento em que me chamou para conversar até a hora que eu sai correndo e só me ouvia, quando terminei ele passou a mão pela minha cabeça e olhou para meu rosto.
, se acalma, ok? – ele me abraçou forte.
? – Eu falei baixinho e ele balançou a cabeça afirmativamente. – Fala com o , faz ele tirar isso da cabeça, por favor, eu não gosto do James. – Eu voltei a chorar.
– Ok, , eu vou falar com ele, mas para de chorar, vai. Chega, não chora mais. – Ele tentava me acalmar quando eu escutei alguns passos.

fala:
A vi sair correndo e fiquei parado com a maior cara de... de nada, olhando para um lugar qualquer do ginásio, em um transe idiota. Depois de alguns segundos (ou minutos) nesse pequeno transe fui despertado por , que resmungava alguma coisa.
– Dude, o que aconteceu com a ? Ela saiu chorando. – Ele falava todo atrapalhado.
– Meu, tu quer me matar do coração é, retardado? O que você quer? – eu reclamei com ele por ter me assustado e ele se desculpou.
– Foi mal aí, dude. Mais o que deu na ? Ela saiu correndo e chorando, acredita que ela passou por mim e nem me viu? O que aconteceu? E você por que tá com essa cara de bosta? Vocês brigaram? Por quê? – Ele falava sem parar e eu comecei a me irritar com esse monte de perguntas que ele estava me fazendo.
– Cala boca, ! Chega de perguntas. Vem, vamos pro vestiário, te conto no caminho. – Eu o puxei pelo braço e ele concordou murmurando um “Ok”.
– Vai, , conta logo! – me apressava enquanto eu parava pra beber água.
– Tá bom, , calma! – eu ri da cara que ele fez, mas por dentro eu não estava nem um pouco feliz. – Dude, acho que eu peguei pesado com a ! – eu fiz uma careta.
– Por quê? – ele me perguntou ansioso.
– Calma, ! Então, prosseguindo, eu a chamei pra conversar aquela hora, lembra? – ele balançou a cabeça afirmando e murmurando um “aham”.
– Então, eu perguntei pra ela se ela tava ficando com o professor, até ai tudo bem, ela disse que não e eu acreditei, mas quando eu perguntei se ela gostava dele ela abaixou a cabeça e respondeu que não bem baixinho, não conseguiu nem olhar pra minha cara enquanto falava. Eu me revoltei e comecei a dizer um monte de coisas, que ela gostava sim, que não conseguia nem responder uma coisa tão simples olhando nos meus olhos e tal. Aí ela ficou brava, olhou pra minha cara e gritou que não gostava dele e que ele não fazia diferença alguma pra ela, acho que ela não percebeu que tinha gritado, e quando percebeu, olhou para os lados toda preocupada e viu que o treinador havia visto a cena, ficou envergonhada, eu acho, e o resto você sabe. – Eu falei e só balançava a cabeça, até eu já tava tonto de tanto que ele balançava a cabeça –Dude, eu não aguento mais isso, o que eu faço?
– Relaxa, , a vai... – ele parou com tudo na porta e ficou que nem estátua olhando pra frente, olhei pra ver o que ele tinha visto e estava lá sentado junto ao , chorando.
Não acredito que ela tá chorando, dude!

fala:
, o que você tá fazendo aqui? – me olhava assustado, olhei pra ele e vi que estava junto, parado feito estátua.
– Oi, . – Eu falei baixinho, quase em um sussurro e me levantei. – Vou procurar as meninas, depois conversamos, garotos!
, espera! Você ainda tá chorando? – segurou meu braço.
, me solta! Depois a gente conversa, ok? – eu puxei meu braço e sai andando em direção a saída do vestiário, e antes de sair ainda pude ouvir algo que comentou.
– É, , você fez cagada mesmo. – Ele disse num tom de voz estranho não deu para identificar ao certo pela distancia que eu já estava.
, você é tapado? Precisava falar todo aquele monte de merda? Não precisava ter exagerado! – ouvi falar, então tudo ficou em silencio, parei para ver se ouvia a resposta de , mas antes que pudesse ouvir alguma coisa fui puxada por um ser vindo do espaço, olhei pro lado e vi que era . Ah, claro, exagerada assim, tinha que ser a .
– Até que me fim eu te achei, menina, estou te procurando há tempos. – Ela ainda me puxava e eu estranhei, ela estava mais exagerada do que o normal.
– Nossa, , o que aconteceu? – me preocupei.
– Vem, anda logo, a não tá bem! – Dude, tinha me esquecido totalmente da . Ela está super mal por causa do Edward, aquela bicha mal comida. Ri com meu pensamento e comecei a me lembrar de alguns minutos antes do jogo dos meninos.

On ’s Flashback

Depois do jogo das meninas, foi falar com Edward. Edward é um garoto que dizia gostar dela, e como ela mesma dizia, também tinha uma “paixonite” por ele. Eles começaram a conversar sobre o número das camisetas que as meninas tinham usado no jogo, sinceramente, acho que esses dois não tem assunto por que eles só falam besteira.
– Você tava com a camisa numero 3, né, ? – Edward quis saber.
– Não, Edward, eu estava com a 8! – Ela rolou os olhos e deu risada.
– Não tava, não, sua camisa era a 3. – Ele insistia.
– Edward, eu sei qual era o número da minha camisa, ok? E era 8. – Ela falou em meio a uma gargalhada.
– Duvido que era a 8, tenho certeza que era a 3. – Ele falou decidido.
– Aposta? – Ela deu um sorriso malicioso e ele também.
– Tá! O que a gente aposta? – Ele cumprimentou uma menina que passou do lado deles e a quase fuzilou a menina com os olhos, mas isso também nem vem ao caso, o fato é que eles estavam apostando qual era o número da camisa da , é se antes eu tinha dúvidas, agora tenho certeza, esses dois não têm assunto.
– É o seguinte! Eu vou perguntar pra qual era o número da minha camiseta, e se ela disser que era 8 você vai ter que me beijar, ok? – Jesus, essa menina pirou de vez, isso lá é aposta de se fazer? E o pior é que EU estava envolvida nisso.
– OK! Mais e se ela disser que era 3 o que eu ganho? – Ele deu um sorriso tarado e ela o cortou.
– Isso a gente vê depois, deixa eu chamar a ! – Ai meu Deus, lá vem à bomba pras minhas mãos. – ? –
– Oi, ! – Eu disse como se não tivesse escutado a conversa deles e ela sorriu.
– Edward está dizendo que o número da minha camisa era 3, mas era 8. Aí ele apostou comigo que era 3. – Ela deu uma risada.
– E você quer que eu diga o número da sua camiseta? – Eu olhei para o lado e vi o James, ai eu entrei em um transe na mesma hora.
– Isso! Era 8, né? – Eu levei um tremendo de um susto quando ela falou comigo.
– É. Era 8, Edward. – Eu olhei para Edward e sorri amarelo.
– Ok, era 8 então. Tchau. – Então ele saiu correndo.
– Meu Deus, o que deu nele pra sair correndo? – Eu olhei pra assustada e ela me olhou triste.
– Com certeza tá fugindo da nossa aposta. – Ela falou triste se sentando na arquibancada.
– E qual era a aposta, ? – Eu sentei ao seu lado e a olhei.
– Se você dissesse que era 8, ele teria que me dar um beijo. – Ela fechou a cara e quando olhou para o lado viu o vagabundo lá sentado na arquibancada do outro lado da quadra com uma piranha sentada em seu colo se esfregando nele.
– Vadia! – Ela soltou um palavrão (tá, nem é tão palavrão assim). A coisa aí tava feia, porque geralmente ela só xinga alguém quando ta com MUITA raiva. Ela se levantou e já ia saindo quando eu a segurei pelo braço e a impedi de sair.
, se acalma. – Então ela se sentou de novo.
, eu não to mais suportando isso. Ele tá me tratando com frieza de uns tempos pra cá, vive se agarrando com essas vadias mal comidas, e quando tá com elas parece que eu não existo, e agora pra completar ignora nossa aposta e sai correndo. , o que tá dando nele? Quando eu tava com o Nick ele ficava correndo atrás de mim dizendo que me amava e tal, agora que eu gosto dele ele me trata desse jeito? – Ela falava sem parar, outro sinal que ela esta com MUITA raiva.
, calma, respira amiga! – Ela deu um sorrisinho sem graça e respirou. – Faz o seguinte... – Eu expliquei o que era pra ela fazer e ela foi até Edward. Quando chegou onde ele estava ela o puxou e começou a falar com ele, e depois de um tempinho conversando eles se beijaram. Mas que beijo sem graça foi esse? Deus do céu, deu até nojo de ver aquele beijo, ECA. Depois ela saiu de lá e veio até mim.
, o que foi aquilo? Que beijo mais, mais... sem comentários. Chegou a dar nojo, argh. – Eu fiz cara de nojo e ela deu uma risada sem graça.
– Esse foi o pior beijo da minha vida, , deu vontade de vomitar. E nem foi ele que me beijou foi EU que o beijei. ECA, ECA, ECA. – Ela limpava a boca com nojo e eu não pude deixar de rir.

Off ’s Flashback


– Nossa, tinha me esquecido dela. Vamos logo, ! – Eu falei rápido depois de um tempo em transe, e tenho certeza que estava com mó cara de retardada, porque me olhava com cara de “?”. Eu a puxei pelo braço e sai correndo, parando logo em seguida. – Er...Onde ela tá, ? – eu perguntei com cara de inocente e ela deu risada da minha cara.
– Você é mó retardada, né, ! – eu lancei um olhar fuzilante e ela prosseguiu. – Ela tá no vestiário dá outra quadra, .
– E você deixou ela lá sozinha? – lancei um olhar assustador pra ela, que sorriu de novo. Que tédio, já to ficando com raiva dessas risadas da .
– Me deixa terminar, baranga! – Ela me deu um cola. – O e a estão com ela, aí eu vim te chamar, porque o eles devem ter mais coisas pra fazer. – Ela piscou pra mim. – E também o não deve estar muito a vontade no vestiário feminino. HAHAHA – ela começou a rir, pra variar um pouco, né? – Ei, espera, o que você estava fazendo no vestiário MASCULINO, e chorando, ainda por cima? – ela colocou as mãos na cintura e fez cara de curiosa.
– Depois a gente fala sobre isso, ok? Vamos logo ver a ! – eu falei a puxando em direção ao vestiário, não queria contar tudo o que tinha acontecido, sabia que ia voltar a chorar. Quando chegamos ao vestiário, vi minha amiga sentada no banco, chorando. Ao lado dela estavam e , que tentavam acalmá-la.
– Hey, dudes. – Sorri pra eles e os dois retribuíram. – Vocês podem nos deixar sozinhas? – Eles se levantaram, e antes que saíssem, parou ao meu lado.
– Vê se consegue acamá-la, e se ela te conta o que aconteceu. – Eu confirmei com a cabeça – E eu te juro, , se for por causa do Edward, eu vou dar uma bela de uma surra nele!
– Pra que sujar suas mãos, ? – Eu dei uma risadinha e ele concordou.
– Verdade, mas que eu dou um susto nele, ah, isso eu dou. – Eu ri dele e concordei, vendo-o dar um beijo em minha testa e uma na de , pegar na mão de e sair. Quando olhei para trás, vi parada com cara de tonta só observando.
– Você também, ! – Eu comecei a rir dela e também deu uma risada. Ufa, pelo menos isso.
– Ok, tchau! – ela mostrou a língua e saiu.
– O que aquela bicha mal comida fez agora, ? – Sentei ao seu lado.

fala:
Depois que saiu eu me sentei e e começaram a me encher de perguntas. Eu me irritei e comecei a explicar o que havia acontecido.
– Dudes, eu sei que eu exagerei, mas eu não aguento mais. Tinha que ver a cara que ela fez quando eu perguntei se ela gosta do professor, abaixou a cabeça e só murmurou um não. Aquilo me pareceu mais um sim do que um não, ai eu comecei a falar aquele monte de coisa, ela gritou que ele não era nada pra ela, juro que me arrependi de ter falado tudo aquilo. – Eu falava sem parar, tentando explicar para os guys por que eu havia falado aquele monte de coisas sem sentido para . Bom, se bem que sem sentido não era, ela pode não gostar dele, mas que sente alguma coisa, sente.
– É, , não foram aquelas coisas! Foram aquelas BESTEIRAS! Eu concordo com você que ela sente algo pelo professor, mas isso não te dá o direito de ter exagerado tanto, né? – me dava um sermão falando rápido, nesse momento eu estava me sentindo uma criança levando bronca do pai por ter caído de bicicleta. – Você nunca falou assim com ela, ela vai acabar desconfiando que você gosta dela. – Ele me olhou com cara de “oi-eu-sou--o-sabichão”. FODA-SE. – Que se foda o mundo, quero mais é que todos saibam. – Eu falei com raiva e eles me olharam com um olhar estranho, como se me perguntassem “Ué, não era você que escondia uma paixão secreta pela ?” É, pode parecer meio estranho, mas eu amo a . [N/A: quanta ingenuidade :B HSAUISHAUI / Annie *-*] – Sério, dudes, eu não quero mais esconder! Eu to pouco me lixando com o que os outros vão pensar! – falei decidido e os guys sorriram, me passando confiança. Esse é outro dos motivos por eu gostar tanto dos meus amigos, sempre, a situação sendo boa ou ruim, eles estão me ajudando e dando a maior força.
– É isso aí, , já tava achando que você é gay. – exclamou, tentando levantar nosso ânimo. Ah, havia me esquecido de mencionar que chegou no vestiário quando eu contava aos guys o que havia acontecido. – Então era por isso que a tava com cara de choro! –
– É, , era por isso! – me olhou bravo – E você, , vai pedir desculpas pra ela agora. – Ele aumentou o tom de voz dando ênfase no agora.
– Não, , agora não. A tá com a lá no outro vestiário. – balançou a cabeça em negação.
– O que a tem? – perguntou curioso.
– Ela não me disse, . Mas eu tenho certeza que é por causa daquela BICHA do Edward. – aumentou o tom de voz com raiva.

fala:
, ele tava ficando com a Jeniffer de novo, na minha frente. Acho que ele faz de propósito, só pra me deixar com raiva. Aquele menino é um insensível. Agora eu vi que ele só queria me pegar pra depois largar, ele sempre mentiu pra mim. Aquele vagabundo, filho de uma pu... – voltou a chorar e se apoiou em meu ombro.
– Calma, , não sei por que você ainda fica chorando por causa desse traste. Ele não merece uma gota de suas lágrimas amiga! Parte pra outra. – Eu a abracei e ela me olhou pelo canto de olho, pensativa.
– Você tem razão, . – Ela se levantou em um pulo – Ele não merece nem sequer uma gotinha de lágrima! Hein, vamos curtir nosso finzinho de tarde. – Ela me puxou pelo braço e eu me levantei sorrindo. Eu já tinha até me esquecido do ocorrido com . É, mas essa felicidade durou pouco, né? Acabei de me lembrar. Oh my God, por que será que ele fez aquele escândalo? Ah, quer saber, depois eu resolvo isso, como a mesmo disse, eu vou é curtir o restinho da tarde. Quando nós saímos do vestiário, trombamos com duas criaturas paradas em frente à porta.
, . O que estão fazendo aqui? – eu olhei pra elas com um olhar de reprovação.
– Esperando vocês, oras! Não é obvio? – fez pose de esperta e deu um sorrisinho de lado para .
– Ah, tá. Tinha me esquecido que vocês são duas curiosas de mão cheia. – Se é que isso existe. Gargalhei e as duas me olharam bravas. – Ok, ok. Mas então cadê a ?
– Sei lá deve tá por ai com o ! – deu de ombros.
– O que tem meu bebê? – chegou por trás de e , assustando-as.
– Ai, criatura. Quer me matar do coração, é? – fez gestos exagerados com as mãos colocando-as no coração. – A gente tava falando sobre uma menina que vimos se agarrando com o . Desculpa, amiga, não queira te falar nada, mas você estragou o segredo, né? – falou tranquila e arregalou os olhos.
– O QUÊ? – ela gritou.
– Brincadeira, baranga! – riu, a olhou furiosa e todas nós começamos a rir.
, você é simplesmente demais! – falou enquanto batia um “gás” com .
– Eu sei, eu sei. – Ela fazia uma reverencia enquanto todas nós riamos sem controle e só olhava com cara de bunda.
– Vocês são um bando de barangas sem noção. – Falou brava e saiu andando.
, volta aqui. Você não tem senso de humor, não? – gritou e foi atrás dela, nós nos entreolhamos e fomos atrás correndo.
– Gente no 3, ok? – eu falei pras meninas que concordaram. Eu contei e nós corremos mais rápido em direção a . Alcançamos nossa amiga e pulamos todas juntas em cima dela que riu.
– Aiii, suas malucas, saiam de cima de mim. Tá todo mundo olhando! Aaaaaah, saaaaaaiii! – ela gritava e a gente ria. Todas saímos de cima dela.
– Você sabe que a gente te ama, né, cachorra? – eu falei em meio as risadas.
– Percebe-se pelos apelidos! – agora sorria, mas fechou o sorriso olhando pra frente, eu olhei para a mesma direção que ela olhava e vi que James passava logo a nossa frente em direção ao outro ginásio. Ele olhou pra gente e sorriu, não preciso nem disser que meu sorriso foi maior que a cara, né? Eu o acompanhei com os olhos até sumir dentro da quadra.

fala:
Estávamos todos em silêncio, cada um perdido em seus pensamentos.
– Pois é, dudes, eu vou atrás da minha garota! – quebrou o silêncio se levantando – Alguém vem comigo? – todos me olharam.
– Vão, eu vou ficar um pouco aqui. Depois eu vou! – falei olhando para a porta onde dava para ver nossas amigas paradas perto do outro ginásio.
– Ok, dude, qualquer coisa estamos aí, viu? – se levantou, eu só confirmei com a cabeça, tinha acabado de ter uma idéia para pedir desculpas para . Esperei os guys saírem, peguei meu celular no bolso da bermuda e comecei a digitar uma mensagem.

fala:
James sumiu da minha vista e eu olhei para o outro lado, onde três rapazes vinham em nossa direção tomando todos os olhares.
– Essas vacas não cansam de babar em cima do , não? Ele é meu, pô! – falou rindo, mas com uma pontinha de raiva na voz.
– Bom, , em primeiro lugar, nossos amigos são os caras mais lindos da escola, além de terem uma banda, essas meninas são uma bando de Maria-Palheta, óbvio que elas vão babar por eles. Segundo, ninguém... – fiz uma pausa dando ênfase no ninguém – ... sabe que ele é seu. – Terminei a frase com a voz calma e separando cada uma das minhas palavras para ver se entravam melhor naquela cabeça de guidão dela. Ah, e eu tinha me esquecido de comentar que , , e formavam uma banda, que, diga-se de passagem, eram bem famosa em nossa cidade, chamada McFLY. Fui tirada de meus pensamentos por , que resmungava alguma coisa ao meu lado.
– Detalhes, , detalhes. Ele pode não ser meu agora, mas ele vai ser. – fazia gestos exagerados.
– Quem vai ser seu, ? – a abraçou por trás, e fizeram o mesmo com e .
– Er... Um All Star que eu vi na vitrine do shopping, . – se enrolou no começo, mas quando achou uma desculpa se acalmou. Esse era um dom de , sempre tinha uma resposta pra tudo.
– Ah, ok. – Ele sorriu da careta que ela fez quando ele mordeu seu pescoço.
– E aí, meninas, vamos embora? – pediu antes de beijar .
– Vamos! – respondemos todas juntas e rimos.
– Mas, cadê o ? – perguntei curiosa, uma hora eu ia ter que falar com ele, e ainda tinha o James, dude, tinha me esquecido do James, mas com ele eu me resolvo amanhã.
– Ele ficou lá no vestiário, vai chamar ele. – sorriu e piscou pra mim.
– Ok, fiquem aqui, eu já volto! – sai enquanto via e , e quase se engolindo, e trocando risinhos e fazendo caretas com a melação deles. Sorri comigo mesma e segui meu caminho até o vestiário, quando senti meu celular vibrar no bolso do short, peguei-o e vi que era uma mensagem.

fala:
Terminei de escrever a mensagem e conferi antes de enviar, nela estava escrito:
”Fofa desculpa por hoje! Eu não devia ter exagerado, eu não tenho nada a ver com isso! Me desculpa?        Beijos.
xx”

Estava tudo certo, então apertei o botão enviar. Esperei alguns minutos com o olhar fixo no celular quando senti alguém sentar ao meu lado.
– Tudo bem, ! – não pude deixar de sorrir ao ouvir a voz de .
– Você não sabe como eu me senti mal por isso. – abracei-a. Era tão bom sentir aquele abraço, aquele cheiro... senti-la! Ela era tudo pra mim.
– Agora tá tudo bem. Vamos que o pessoal tá esperando a gente. – ela sorriu pra mim.
Saímos do vestiário um do lado do outro, vimos o pessoal já saindo do ginásio brincando e rindo. Passei o braço em cima do ombro da e sorri.
Esses jogos prometiam marcar a vida de todos nós.

Capítulo 04
-

fala:
Quarta-feira.
Naquele dia não tinha nenhum jogo “importante”, mas pra não passar o dia no tédio, já que nem aula tinha naquelas duas semanas, a gente decidiu ir pro ginásio. Aliás, eu tinha que arrumar um jeito de me desculpar com o James. Coitado.
O importante é que eu estava ali, sentada no meio fio em frente a minha casa, esperando os meninos e as garotas quando eu vi um Porsche e uma BMW virando a esquina. No Porsche estava no volante, e ; e na BMW, , , , e de vela. Haha.
parou a minha frente.
– Dá pra parar de babar no carro e entrar logo? – gargalhou e eu sorri.
, seu idiota... – eu não tava babando no carro, eu tava babando nele! Detalhe.
Dei um beijo no seu rosto ainda babando nele. Ele vestia uma calça jeans, um tênis nike e um moletom azul da Hurley; sem contar aquele cabelo bagunçado. Muita maldade comigo. Só aí percebi que tinha mais pessoas no carro, se é que podia chamar aquilo de gente. e se matavam por um restinho de milkshake.
– Oi pra vocês também. – falei sorrindo, duvido muito que eles escutaram.
O caminho todo recebendo olhares comprometedores não era confortável. Mas que eu tava amando, ah, eu tava.
Antes de estacionar o carro, me olhou com o rabo dos olhos me fazendo rir com uma cara pervertida.
Sim, estaria tudo perfeito se eu não tivesse cada vez mais em dúvida. E falando em perfeito, aquele ali era o professor?

fala:
Que tentação. Como que a conseguia ficar mais gata a cada dia? Quando eu a vi sentada, esperando, nossa, eu quase atropelei uma velhinha com o meu Porsche. Pra falar a verdade, o Porsche do meu pai.
Aquela garota me balançava, se não fossem todas as pessoas ali eu a agarrava. Sem dúvidas. Depois de entrar no carro eu percebi seu olhar sobre mim e, dude, aquilo mexia com a cabeça de qualquer um. A minha então... Eu já falei que ela tava um arraso? Uma blusa frente única branca, calça jeans escura - e um tanto quanto apertada -, All Star preto; cabelo liso solto e a franja enorme de lado. Ai, que sexy!
É, meu olhar malicioso não enganava ninguém. Ela sorriu. Isso, garoto! Se ela sorriu, já ta no papo.
Mas foi só chegar no ginásio que eu percebi que tinha um grande empecilho. Grande, forte e que se chama James, pra ser mais específico.

fala:
Aquele era o dia internacional da tentação ou era impressão minha? Como existe alguém gostoso igual o James? Deus!
Saí do carro correndo pra cumprimentá-lo, mas ele virou a cara e saiu. Pior do que a vergonha que eu passei foi perceber que ele estava muito magoado comigo. Procurei por e e pedi que viessem comigo até a outra quadra.
– Gente, o que eu faço? – estava desesperada.
– Explica pra ele. – disse e eu rolei os olhos.
– Seguinte, , ele ‘tá na sorveteria aqui em frente, vai lá correndo e depois volta aqui pra contar tudo. – sorriu.
– Obrigada, , sabe que eu te amo. – sorri antes de correr pra sorveteria.

fala:
Foi só ela ver aquele saco de músculos idiota com cara de eu-sou-viado-machos-me-comam que ela foi correndo pros braços dele. E ele virou a cara pra ela. Ei, dude, quem é ele pra fazer isso com a minha garota? Tá, nem tão minha assim. Mas um dia vai ser.
me cutucou e eu percebi que tava com uma cara não muito boa pro momento. Só vi carregando e para um canto e os dudes me arrastando para arquibancada. O que tava acontecendo comigo?

fala:
Abri a porta da sorveteria e fiz uma careta quando vi James conversando com outra garota.
– James... – comecei a falar.
– Não tenho nada pra falar com você. – respondeu frio.
– Por favor... – implorei.
– Sai, Jenny. – ele disse. Por um momento senti medo da careta da garota.
– Eu não quis dizer aquilo, – continuei – só queria deixar claro que eu não gostava de você como disse.
– Hum... – era impressão minha ou ele tinha ficado triste?
– Mas isso não impede de termos uma relação... – ele me olhou assustado – de amizade, claro! Me desculpa?
– Claro, linda! – ele me abraçou.
Sorri e senti seu rosto chegando perto do meu, quando já conseguia sentir sua respiração virei meu rosto em um movimento involuntário. O que eu fiz? Eu sonhei a vida toda com aquilo!
– É... desculpa, eu não quis... – ele disse atrapalhado.
– Sem problemas. – sorri, sentindo meus dedos formigarem. Os olhos dele não diziam que aquilo foi acidental, e minhas mãos diziam que queria dar um tapa na minha cara. De qualquer forma, nos sentamos e ele tentou mudar de assunto.
– Mas e aí, ta sabendo do show que vai ter domingo no ginásio?
– Do Green Day? – ele apenas afirmou com a cabeça – Ouvimos falar, já estamos combinando de ir.
– O McFly não vai tocar, não? – ele fez uma careta confusa.
– Como assim, James? – fiz outra careta, não estava entendendo nada. Será que o James bebeu?
– Ué, vocês não estão sabendo que a produção abriu um espaço pra bandas amadoras tocarem na abertura do show? – O QUÊ? EU OUVI DIREITO?
– O quê? – eu arregalei os olhos – Não, não ficamos sabendo de nada! Oh, Gosh! – eu me desesperei um pouco.
– Nossa, , calma! – ele gargalhou.
– Será que ainda dá tempo de se inscrever? – eu perguntei afobada.
– Acho que dá sim, se não me engano, eles prolongaram as inscrições pra sexta-feira. Acho que das bandas inscritas só o Busted e uma outra, que eu não me lembro o nome, agradaram. – BUSTED? Nossa, esses meninos são muito gatos! OMG. Calma, , foco. Respira. 1, 2, 3.
– Você sabe o que eles estão pedindo pra inscrição? – fiquei tão feliz com essa oportunidade. Imagina o McFly tocando no show do Green Day! Só de pensar já me arrepiei, nossa isso é um sonho. Exagerei.
– Acho que só um acústico! – ele pensou um pouco.
– Ai, ‘brigada, James! Vou lá dar a notícia pros meninos agora! – eu me levantei e dei um beijo em sua bochecha, que na verdade foi no canto de sua boca. Ui.
Sai correndo da sorveteria pensando nos acontecimentos, se eu soubesse que era tão fácil assim...
Entrei no ginásio olhando por todos os lados procurando o pessoal. Eles estavam em uma rodinha e quando eu me aproximei pude ouvir falando...

Capítulo 05
-

fala:
– ...eu tento, mas o medo de ser rejeitado, ainda mais depois que aquele professor apareceu, não me deixa. Mas se tudo der certo, eu vou completar meu plano e... – Eu falava rapidamente e com certa raiva, quando me interrompeu.
– Pois é, , muito legal isso... erm, oi, ! – Ele olhou por cima dos meus ombros e deu um aceno.
Gelei. Sim, ela estava ali e devia ter escutado tudo, DROGA!

fala:
Plano? Professor? Medo? Ahn? Tá bom, agora que eu já não entendo mais nada mesmo. Droga, por que eu não cheguei mais cedo? Ok, depois as meninas me contam mesmo, ou não. me olhou com uma cara pálida e assustada, me dando um sorriso amarelo, o que me fez ter certeza que falavam sobre mim. Agora sim eu ‘tô com medo.
– Oi, gente... – Sorri quando me dei conta que estava parada com a maior cara de adolescente quando descobre que está grávida, e me lembrei do real motivo de estar lá. – Então, tenho uma novidade para contar!

fala:
Bom, pelo menos se ela ouviu tá tentando mudar de assunto. Fiquei tão assustado que minha cara a deixava mais nervosa ainda. Tentei voltar a atenção aos amigos, mas foi só ela olhar pra mim e fazer aquele biquinho lindo que eu me esqueci de todos. Ela é MINHA garota...
– Conta, . – falou e os olhos dela brilharam.
– O McFLY vai ter uma ótima chance de se apresentar pra cidade. – Ela disse alegremente fazendo meu coração parar. Só pode ser brincadeira.
– Como assim, ? – fez uma careta estranha.
– Então, eu estava conversando com o James... – fiz cara de nojo. – sobre o show do Green Day, e ele me disse que a produção do show abriu um espaço para bandas daqui da cidade mesmo tocarem na abertura do show, e como só o Busted e mais outra banda, que segundo o James, ele não lembra o nome, passaram no teste eles prolongaram as inscrições, e eu acho... – ela dizia sorrindo.

fala:
- Como é, ? Explica direito isso. - Fui interrompida por , que da mesma forma que todos ali, estava com os olhos arregalados e com sorrisos que mal cabiam na boca.
- Ai, , espera, ainda não terminei de falar. – Eu rolei os olhos.
- Tá, então termina logo. - choramingou.
- Continuando... ele me disse que pra participar só precisa levar um acústico lá no Abbey Road Studios, até sexta-feira, e eu acho que essa é uma das maiores oportunidades que o McFLY já sonhou em ter, vocês deveriam participar. - Eu sorri, e todos me olhavam felizes como se fossem leões prestes a atacar à presa.

***

Vi meus amigos saírem radiantes em direção ao estacionamento. Sorri, era muito bom ver meus amigos felizes, ainda mais quando o motivo é o futuro do McFly.
- Dude, tomara que eles consigam, essa é uma ótima oportunidade para eles. - sorria como uma boba, na verdade, todas nós sorriamos como bobas.
- Você ainda têm duvidas que eles vão conseguir? Mas é claro que vão, eles são o McFly gente, O NOSSO MCFLY! - vi se derreter toda ao falar a última frase.
- E bota nosso nisso! - gargalhou e lhe deu um tapa no braço.
- Sua pervertida! - ouvi dizer, e logo depois vi também dando um tapa em . A e a sempre foram como cão e gato, vivem brigando, sempre tirando uma a outra.
- Pervertida, eu? - deu um sorriso meio falso, que não convenceu muito .
- Não, eu. - fez cara de tédio, e todas nós começamos um mais um de nossos famosos ataques de risos.
- Mas e aí meninas, o que a gente vai fazer essa noite sem os garotos? - Eu me pronunciei depois do ataque de risos. Essa noite teríamos que inventar algo para fazermos sozinhas, pois os meninos iriam trabalhar no acústico a noite inteira - pelo menos a gente imagina que eles demorem muito tempo – porque amanhã eles terão jogo e não vão ter tempo.
- Ah, sei lá. A gente podia dormir na casa de alguém, né?... Ei, espera! Meus pais foram para Bolton, minha casa tá livre até sábado. - sorriu levantando os braços, como uma criança que acaba de ganhar um pirulito.
- Aeeeeeeeee, suruba na casa da hoje à noite. - Vi gritar, imitando os gestos de e um grupo de meninas que passava por ali nos olhar com cara de nojo.
- Parecem duas crianças, meu Deus. - balançava a cabeça negativamente com um sorriso amarelo meio de lado.
- Ah, , deixa a gente ser feliz. - fez bico.
- Né, é melhor parecermos duas crianças e sermos felizes do que ficar me controlando para manter a pose. - deu um sorrisinho e eu me controlei pra não rir.

***

- Tchau, mãe! - gritei e bati a porta em seguida, eu sabia que ela viria com todas aquelas recomendações.
Joguei a bolsa nas costas e saí andando apressada, pensando no que havia colocado na bolsa e se não estaria esquecendo nada. Era mais provável estar levando a metade da casa junto. Livrei-me desses pensamentos, confirmando que era impossível ter esquecido algo, e logo James veio na minha cabeça. Não conseguia entender por que não ficava feliz com tudo o que tinha acontecido naquela tarde, sentia um peso a menos, mas tudo aquilo só me deixava mais confusa. Por quê?
De repente senti uma mão tocar meu ombro. Virei-me assustada.

fala:
– Uau, dudes, outra chance dessas não conseguiremos outra vez! – disse sorrindo como nunca.
– É, e a gente não vai deixar escapar essa oportunidade. - dei meu sorriso com desdém.
Estacionei atrás do carro de , na frente da casa dele. Decidimos ir até lá, já que era a casa mais próxima do ginásio, tínhamos que começar o trabalho o mais rápido possível. e eu nos aproximamos da porta, que tentava abrir testando cada uma das chaves que tinha em um molho de outras chaves.
- Tô preocupado com as meninas irem a pé pra casa. - falava.
- Ui, tá todo preocupado com a ! Que isso, elas sabem se virar, qualquer coisa elas pegam carona com o professor. - falei irônico dando um soquinho no braço de .
- Ajudou muito! - fez uma careta.
Subimos para o quarto de discutindo sobre qual música tocaríamos e outros detalhes sobre o show.
- A gente podia ter trazido as garotas, seria uma inspiração. - se jogou em um puff azul no canto do quarto.
- Seria uma distração. - olhou malicioso.
- Dude, a nem liga pra você. - disse sorrindo.
- Vamos ver quem não liga, quando eu der uns pegas nela. - ele piscou.
- Duvido. - gargalhou e depois olhou sério - E a propósito se você fazer a sofrer, eu te arrebento, entendeu?
- Ih, relaxa aí, dude. Só porque você namora agora, é contra diversão? - deu meio sorriso.
- Hey, vamos parar com isso e concentrar na inscrição aqui? - entrei no meio da discussão. merecia um soco, mas eu prezava pela banda e ainda precisávamos dele pra tocar, jogar e ajudar na inscrição.
- Isso, , melhor escolhermos a música logo. - sentou em uma cadeira a frente do computador, ligando-o. - O acústico a gente sabe que vai ser “Five Colours In Her Hair”, a inscrição é coisa mínima, mas e se a gente realmente for escolhido, temos que estar preparados pra tocar, é tão pouco tempo!
- tem razão na decisão da música... - concordou com a cabeça.
Ia ser realmente difícil. Que a música teria que impressionar minha garota, tinha, mas qual seria?
- Pra falar é verdade, é melhor que você escolha, . - disse. - Confiamos na sua escolha. -
Todos concordaram com a cabeça. Agora tá bem mais difícil.


fala:
– Vão assustar suas avós! – gritei. e riam da minha cara amedrontada.
– Ih, , relaxa aí. – passou o braço por cima do meu ombro e deu um sorrisinho malicioso. – Ainda não contou como foi lá na sorveteria hoje, né, safada?
Sorri instantaneamente ao me lembrar de James.
– Ah, foi super. – Enquanto os olhos de brilhavam, parecia não dar a mínima. – No começo ele parecia muito magoado comigo, mas depois ele mandou uma vagabunda embora pra poder me ouvir!
– E ter mais uma pra ele enganar. – falou baixinho e eu fingi não ouvir.
– Então, , continua... – pisou no pé de e olhou feio para ela.
– Nada de mais, ele me desculpou e quase me beijou. – balançou a cabeça negativamente e eu prossegui sem dar atenção. – Mas eu me esquivei! – me deu um tapa e eu sorri. Aquilo até podia ser um erro, mas agora já era tarde demais. seguiu na frente, caminhando mais rápido e eu pude conversar com sobre aquilo.
– O que a tem? – falei olhando pra ela.
– Ou tá de TPM ou é aquele Edward de novo. – olhou pras unhas.
– Não, eu sei que tem alguma coisa a ver com o James. – segurei no braço de e ela parou. – Ela sempre me ignora quando eu falo dele e agora tá ficando pior.
– Não é nada, . tá estranha, mas não é por isso, aliás, o que ela pode ter contra ele ou com o que vocês tem? – continuamos caminhando. – Tudo bem que ela pode não concordar em você gostar do professor, mas ela é sua amiga te apoiaria.
– Então por que não tá apoiando? – olhei pra .
Incrivelmente ela não tinha resposta pra isso, apenas apressamos o passo e chegamos novamente perto de , que já se aproximava da casa de .
– E aí, ... – piscou. – O que mais aconteceu?
– Aconteceu que eu tô cada vez mais indecisa, mas eu sei que sinto algo muito especial pelo James. – sorri.
– E eu tô cada vez mais cansada de ouvir isso. Para de sonhar, ! Ele é seu professor e treinador, só. Se não quer me ouvir, então beleza. – entrou na casa de .
– E você ainda diz que não tem nada a ver? – olhei chateada pra .
Seria cada vez mais difícil pra mim lidar com essa confusão se passando e mais uma amiga que não me apoiava nas decisões. E eu sei, aquilo tinha algo a ver!

fala:
– Cara, saiu melhor do que eu pensava. – sorriu, abrindo a geladeira e tirando quatro latas de cerveja.
Realmente foi difícil, mas eu gostei dos planos que eu e os meninos tinhamos feito, e do nosso ensaio. Decidimos a música do acústico, ensaiamos para gravar na sexta e decidimos as músicas que tocaríamos no show, isso é, se passarmos no teste. Tudo estava nos conformes, não estava?
– É sim. Mas e agora, o que vamos fazer? – olhei para o relógio, confirmando que já passavam das dezoito horas.
– Por mim, eu ficava aqui jogando vídeo game a noite toda. – deu de ombros.
– Vocês eu não sei, mas eu vou ligar pra . – pegou o celular e discou os números.
– Aproveita e pede pra ela vir e trazer as amiguinhas dela. – sorriu.
– Alô, ? – falava ao telefone. – Ah, oi. A tá aí?... Hum, ta, obrigada. Boa noite!
– E aí? – perguntei.
– Era a mãe dela, ela esqueceu o celular em casa. – se jogou no sofá – Disse que ela e as meninas foram dormir na casa da .
– Ah é, a me contou que tava sozinha em casa... – coçou a cabeça.
– Isso sim vai sair melhor do que eu pensava. – sorriu.


Capítulo 06
-

fala:
– O que ela tem? – apareceu na porta com uma expressão curiosa.
– Sei lá, frescura. – respondeu por mim, eu estava muito puta para responder qualquer coisa. deu de ombros e nos abraçou, só ai eu percebi que estava encostada no batente da porta.
– Hey, amor. – sorri e a abracei.
– Oi. – ela também sorriu retribuindo o abraço. – O que deu na louca da ? Entrou no quarto da e bateu a porta com força.
– Não sei, essa menina deve ter algum tipo de problema. Sério, eu realmente não consigo entender ela. – eu disse emburrada e todas riram. Entramos na casa e fomos para a sala de TV.
– Eu só vou deixar minha bolsa lá em cima e já venho. – eu disse subindo as escadas. Quando cheguei à porta do quarto de , trombei com , que já saia do quarto de banho tomado e pijama. Eu teria perguntado a ela o que estava acontecendo, se ela não tivesse virado as costas pra mim e descido as escadas. Joguei minha bolsa na cama mal-humorada e voltei para a sala de TV.

fala:
– Do que você ta falando ? – perguntou o que provavelmente cada um de nós queria perguntar.
– Quem aqui ta afim de fazer uma visitinha pra ? – ele piscou e nós sorrimos maliciosos, realmente, isso seria melhor do que pensávamos. – Agora escutem o que vamos fazer... – disse e todos ficaram em silêncio. – Eu tenho uma cópia da chave da casa da , então...
- Hmmmm... – sorri levantando a sobrancelha.
- Então, quando chegarmos lá... – revirou os olhos e continuou contando o “plano” dele, enquanto nós ouvíamos atentamente.
– Tá, mas e depois? – quis saber. – Não vai ter mais nada? – ele perguntou fazendo uma cara de desespero. Pervertido!
– Seu idiota! – disse bravo, mas sorrindo. – Tem que ser só isso, senão amanhã vai todo mundo pro cemitério. – ele riu e nós rimos com ele, apesar de não ter tido graça alguma. – Ai depois, só Deus sabe o que pode acontecer. – ele sorriu maliciosamente, assim como todos nós.
– Então, vamos? – disse se levantando.
– Vamos. Só espera um minuto. – disse e voou para fora da sala de estar.
Alguns minutos depois ele voltou com duas garrafas nas mãos.
– Vodca e tequila, para esquentar as coisas. – ele disse e nós saímos de casa, tenho certeza que todos estavam tendo pensamentos inapropriados, assim como eu.
O motor do carro roncou, os pneus deslizando pelo asfalto.

fala:
–... Ele é lindo! – ouvi dizer assim que entrei na sala. tinha o notebook no colo e todas as outras se amontoavam ao redor dela para verem melhor.
– Affs gente! Sai de cima de mim! QUE CALOR! – gritou de baixo das outras.
– O que vocês estão vendo? – eu perguntei curiosa.
– Vem aqui ver, você vai gostar. – disse – É uma foto que eu tenho salva aqui... Do professor James. – voei para cima dela correndo.
– Cadê? – eu perguntei afobada. – Me mostra.
– Ai está! – ela disse virando a tela do notebook pra mim.
– Affs! – resmungou revirando os olhos e desabou no outro sofá.
Depois eu me preocupo com ela, agora eu apenas fitava o deus grego na tela.
– Você gosta dele, né? – perguntou suavemente.
– Tá ai uma coisa que eu não sei, fico mais confusa a cada dia.
– Como assim? – perguntou.
– Nem eu sei direito, eu vejo o James e sinto que gosto dele, mas ai eu vejo o e todo aquele sentimento se torna confuso, e sinto que meu sentimento pelo é mais que amizade, mas não sei se eu realmente gosto dele. Estou realmente perdida. – Expliquei. passou um braço sobre meus ombros. – Mas... Chega disso! Vamos colocar logo um filme e fazer pipoca, porque a gente ainda tem muita coisa pra fazer! – eu disse.
– É verdade... E a noite está só começando! – gritou e todas gritamos com ela.

***

, cadê a pipoca? – gritei da cozinha para que ela pudesse escutar lá da sala.
– Credo , não ganha comida em casa não? Você só chega na minha casa pedindo comida. – ela gritou de volta rindo.
– Affs, se liga . – eu ri e ela soltou uma risada escandalosa, aparecendo na porta.
– Brincadeira, amor! Tá naquele armário ali. – ela disse apontando para um armário perto da geladeira.
– Ok! – fui até lá, peguei a pipoca e aproveitei para pegar a panela na prateleira ao lado.
– Pra quê panela? – disse adentrando a cozinha.
– Pra fazer pipoca, der! – eu disse colocando a panela na pia.
– Não viu que tem pipoca de micro-ondas, animal? – ela disse indo em direção ao armário e pegando seis pacotes de pipoca para micro-ondas e os levantando para o alto.
– E se eu quiser fazer de panela? – mostrei a língua pra ela.
– Eu sei que você não quer. – ela riu e eu dei o dedo do meio pra ela, pegando os saquinhos de sua mão.
– Quer ajuda, ? – veio em meu encontro, menina estranha.
– Cara, juro que não consigo te entender. – ela abriu a boca para dizer algo, mas eu a interrompi. – Quero ajuda sim, . – peguei uns quatro saquinhos de pipoca e a entreguei. – Vai colocando no micro-ondas que eu vou ver se acho algo pra colocar dentro.
– Tá! – ela só disse isso e saiu em direção ao micro-ondas.
– Cadê a ? – perguntei.
– Foi tomar banho. – respondeu sentando-se na bancada.

***

Depois de terminarmos a pipoca fomos para a sala, já estava lá procurando um filme para assistirmos.
– Vamos ver Garota Infernal? Por favoooor! – ela juntou as mãos parecendo uma criança.
– Eu topo. – eu e dissemos juntas.
– Por mim tudo bem. – se sentou em um sofá.
– De novo? Ai, Deus! – resmungou, mas se sentou no chão, estávamos em maioria. foi colocar o filme, comemorando.

fala:
Seguimos o caminho praticamente em silêncio. Acredito que, como eu, todos estavam simulando como seria quando chegássemos à casa da .
- Acredito que dá certo. – sorriu confiante.
- Eu to mais preocupado com o que vai acontecer depois. – levantou as sobrancelhas recebendo de um tapa na cabeça.
Mais outro silêncio constrangedor.
- Mas e aí , tudo certo entre você e a ? – perguntou sem tirar o olho da estrada. - É, tudo certo – sorri olhando minhas mãos.
Realmente, estava tudo certo, mas com certeza poderia estar melhor. Preferia não conversar muito sobre a com os caras, eles iriam tentar me ajudar e no momento eu queria que as coisas permanecessem assim, bem melhor. Ou pelo menos bem melhor que ontem.
- Você não vem ? – me cutucou me despertando do transe. parou o carro uma quadra antes da casa de , elas perceberiam se deixássemos o carro na frente da casa. Desci e segui os dudes até chegarmos à frente do portão, a casa estava toda escura, com certeza estavam assistindo filme, ótimo.
- Quem pula primeiro?

fala:
O filme já estava praticamente na metade quando vi uma sombra estranha se sentando ao meu lado, arregalei os olhos, pronta para gritar, quando senti uma mão em minha boca, me calando.
– AAAAAAAH! – ouvi o grito de , que parecia ser a única livre.
– Droga! – a sombra que me segurava resmungou baixinho. Ok, eu conheço esse cheiro.
? – sussurrei entre sua mão, eu tremia.
– Shiiii! – me calei.

fala:
Esquecemos da , ela acabou com o plano.
– Affs! – escutei resmungando e vi sua sombra indo em direção ao interruptor e ligando a luz – estragou o plano. – Ok, ele leu meus pensamentos.
? Meninos? Seus idiotas! E qual era o plano? Nos matar do coração? – lançou um olhar de fúria para cada um de nós. Depois disso, vi várias reações, cada uma totalmente diferente da outra. e seu olhar de fúria, rindo ao meu lado, afundando no sofá mal-humorada, abraçando e murmurando um “Graças a Deus! Pensei que fossem ladrões” aliviada, assim como que murmura um “Idiotas” e dá um selinho em .
, meu amor, desculpa, não... – se aproximou da namorada todo melosinho, eca, mas colocou a mão na frente, o impedindo.
– Espero que tenha um bom motivo pra mim te desculpar. – ela disse virando a cara, sorriu fraco e foi até sua mochila, que ele havia deixado perto do sofá.
– Tequila e Vodca? – piscou para , que sorriu abertamente.
– Me dá! – ela esticou as mãos para pegar, mas levantou as garrafas para o alto, onde, provavelmente, não alcançaria. o olhou brava.
– Não vou ganhar nem um beijo? – e piscou de novo, mas sem sorrir.
– Affs! – revirou os olhos e só deu um selinho em ; todos nós só observávamos a cena rindo. – Agora me dá! – então ela começou a dar pulinhos feito uma criança, tentando alcançar as garrafas.
– Isso não foi um beijo, . – ele fechou a cara, ficou realmente triste; claro, até eu ficaria.
– Tá, desculpa amor. – se aproximou de passando os braços envolta de seu pescoço; já havia colocado as bebidas em cima da mesinha de centro e continuava de cara fechada. – Sério , desculpa. – sorriu a beijando. Depois disso só ouvi todos soltando um ‘owwwn’. Ri, como eles são bestas. Olhei para o meu lado e vi sorrindo pensativa.
– Pensando em mim? – fiz cara de sedutor e ela riu. Como ela consegue ser linda desse jeito, dude? É maldade.
– Talvez! – ela me abraçou. – Tudo bem?
– Ah, melhor agora. Tava com saudades.
– Credo, . Me viu hoje a tarde. – ela gargalhou.
– Poxa, sou seu melhor amigo, não sou? Tenho direito de sentir saudades. – fiz um biquinho e ela apertou minhas bochechas.
– Claro que pode. – e riu.
– Tá, só não precisa apertar minha bochechas, . – fiz cara de “Aff”.
– Ah, para . Você me ama.
– Amo?

Capítulo 07
-

- Hm... Pelo menos eu espero que sim né, porque eu te amo... – Ela respondeu sorrindo.
Ótimo trouxa, foi fazer uma pergunta pensando que ela não teria resposta e quem não tem é você. Não bochechas, não preciso de vocês vermelhas. - Ama? – foi o que saiu. Perfeito, agora estou ainda mais trouxa, se isso era possível.

fala:
Eu gostava daquele joguinho e não faria mal, sabia que para ele aquilo também era um simples joguinho. Não era? Era. E aquelas bochechas vermelhas?
- Claro que sim. Também amo o , assim como o e o . Por isso somos tão amigos, certo? – Apertei o nariz dele - Se não te amasse tanto não te suportaria...
- É, concordo. – ele torceu a boca.
- , vem aqui, por favor! – me chamou na cozinha, nem havia percebido que as meninas haviam ido para a cozinha e levado a nossa bagunça junto.
- Você não me pega, love. – Pisquei para ele antes de virar as costas e ir até a cozinha.
Talvez me surpreendesse um pouco, mas não admitiria.

fala:
Poderia sair dessa história como idiota, mas talvez quem não me pegasse fosse ela...
- Que cara de trouxa, . – deu um tapa em minha cara. – Vai deixar ela fazer isso com você?
As meninas já tinham se reunido na cozinha, então eu podia conversar com os caras mais tranquilo.
- Deixa o cara, . – disse e depois se virou para mim – Pelo jeito teve gente que quase se declarou, hein?
- Se ela tivesse seguido com aquele joguinho, tenho certeza que teria contado tudo, sorte a minha que “somos tão amigos”. – ironizei revirando os olhos.


fala:
- Não tem dó do não, ? – cochichou para mim, olhando antes para ver se eles não estavam próximos da cozinha.
- E desde quando você tem dó de homem, ? – Sorri para ela.
- Desde que você começou a maltratar o . – Ela deu uma risadinha.
- Sabe onde tá a ? Ela me chama e some. – Tentei mudar de assunto, ela me analisou e deu um sorriso torto.
- Ela quer que você lave a louça.
Me aproximei da pia e fiquei parada pensando. Maltratando o , eu estava mesmo?
- E desde quando você pensa para lavar louça? – perguntou.

fala:
Paramos o assunto quando entrou na sala e pediu silêncio porque queria assistir o restante do filme. Nós cinco assistíamos ao filme enquanto lavava a louça, e usavam o computador e já dormia no quarto de ... estava abraçada a e do meu lado.
- Acho que você deve algumas explicações por hoje. – disse, me cutucando.
- Ahn? – Disse fingindo prestar atenção ao filme.
- É , se eu não conhecesse muito sua fama diria que está gostando da . – deu de ombros, voltando à atenção pro filme. – Se quiser dizer alguma coisa...
- Dizer, dizer o que? – perguntei fingindo indiferença, também voltando à atenção para o filme, mas a tempo de ver o sorriso desdenhoso de .
- Terminei de lavar a louça majestade, – apareceu na sala sorrindo para e antes de receber a resposta da amiga, completou – pode vir aqui no quarto me ajudar?
- Ajudar no que? Não tem nada pra fazer! – respondeu sem olhar para ela.
- Tem sim! – levantou a sobrancelha e depois olhou pra mim. Ri balançando a cabeça negativamente.
- Acho que quem vai dar “explicações” não sou eu, heim ? – falei baixinho pra , recebendo uma piscadinha como resposta.

fala:
Entrei no quarto dos pais de , esperei que entrasse também e fechei a porta, trancando-a.
- Preciso que seja, acima de tudo, sincera comigo... – Olhei seriamente apreensiva para ela.
- Ai amiga, me perdoa! Eu não queria mesmo manchar aquela blusa sua, prometo que eu compro outra pra você, mas não briga comigo. – Ela me olhou com cara de pena.
- Não é isso... – Respondi sentando ao lado dela. Por um instante pensei que eu dava mais pena que ela.
- O que aconteceu? – Ela se virou para mim.
- Promete que essa conversa não sai daqui?
- Não vou nem te responder.
- Acha que eu trato o mau? – perguntei mordendo o lábio.
- Claro que não amiga, você é uma ótima pessoa, – Ela sorriu – e com o então...
- Ok, então vou modificar minha pergunta... Como eu trato o ?

fala:
Ainda não era meia-noite. cochilava no tapete, , e conversavam na cozinha e eu... Bom, eu me roendo para saber o que as duas fofocavam no quarto, e que na verdade - bem poderia - tenho todo o direito de saber o que elas falam sobre mim. Eu sei que era sobre mim.
Levantei devagar sem atrapalhar o cochilo leve de , passei tranquilamente pelo corredor sem que o trio que estava na cozinha me percebesse, entrei no banheiro que fazia suíte com o quarto dos pais de e sorrateiramente me posicionei com o ouvido na porta encostada que dava passagem até o quarto, apurei a audição e pude ouvir a voz de .
- Acho que não sei te responder, na verdade sei, mas acho que não me expressaria bem... Vocês são um exemplo de amizade forte, mas um exemplo de idiotas.
- Isso foi um elogio? – respondeu sarcástica.
- Bom, pediu minha opinião, não pediu?
- É e se não for pedir muito, uma explicação também.
- Poxa , se você o engana ou ele te engana eu não sei, mas nenhum dos dois me engana, é minha concepção. Não tem o que explicar, você entendeu, só necessita que eu fale com todas as letras.
- Sim, necessito. Apesar de que... – Ela disse baixinho e um pouco estressada, como se soubesse que eu poderia estar ouvindo - Por favor?
Nesse instante apurei ainda mais a audição, acho que eu também já esperava o que ela ia falar, mas esperava ainda mais a resposta de .
Fui surpreendido com escancarando a porta do banheiro e se deparando comigo, não mais escutando a conversa, mas caído dentro do quarto onde as meninas conversavam.
- Eu posso explicar! – Levantei aflito erguendo as mãos no ar em sinal de “rendição”. Sinceramente, eu não podia.

fala:
‘Desesperadamente me desesperei. Senti vontade de perguntar até onde ele ouviu e socar a cabeça dele na parede até esquecer tudo o que tinha presenciado na conversa. Mas não devia. E se ele não tivesse ouvido muita coisa? Então eu me entregaria e a idiota seria eu. Não, ele não me pega mesmo! Então sorri esperando sua justificativa.
- Não, quem deve explicar sou eu... – apareceu na porta, constrangida. – Eu pedi para que o abrisse a porta para mim porque não consegui abrir, acho que ele teve que fazer muita força e acabou caindo. – ela fez um biquinho torto, se desculpando.

fala:
Agradeci mentalmente. Apesar de não ser mais do que sua obrigação, já que havia causado isso, mas como eu não devia escutar as conversas, ela ainda merecia uma gratificação.
- Mas essa porta estava levemente encostada. – entregava os pontos com a sua expressão. percebeu isso, deu uma cutucada sutil nela e depois sorriu discretamente.
- Bom, depois a gente vê essa porta. Mas o que queria, ? Não conversávamos nada de muito importante, nem que interessa muito, para falar a verdade acho que acabamos por aqui. – Podia não ter sido agressivo, talvez ela nem tivesse entendido o que havia falado, mas tinha doído. Não interessa muito?

fala:
Acho que apelei. Retiro o “acho”. Mas eu precisava dizer, por via das dúvidas, se ele tivesse ouvido, poderia pensar que eu gostava dele, e eu não quero isso, ia pagar de otária e ele ia ficar um metido. Fora que a amizade e a situação entre nós oito ia ficar totalmente estranha. Apelei, mas fiz certo. Coloco novamente o “acho”.
- Hmm, vim convidar vocês pra brincar de “verdade ou desafio”. – Ela olhou um tanto quanto safada.
- Acho que vou tomar outro banho primeiro. – Respondi calmamente, pelo menos por fora. Precisava de um tempo, precisava de perguntas, precisava de respostas. Precisava mostrar que eu não vou cair nessa armadilha dele, não mesmo.
- Tá certo, te esperamos. Vamos . – sorriu e piscou.
Os três saíram do quarto e eu continuei pensando, poderia estar cometendo o pior erro da minha vida, mas agora vamos até o final.

Capítulo 08
-

Tomei um banho rápido e fui para a sala, encontrando todos sentados no tapete, provavelmente me esperando.
- Acho que agora dá para começar. – disse com os olhinhos brilhando.
- Não dá não, espera, vou buscar as garrafas. – saiu correndo em direção a cozinha.
- Mas já tem uma aqui... – apontou para a garrafa vazia colocada no centro do tapete.
- Não, cheia. – apareceu sorrindo na sala segurando a garrafa de vodka.
- Mas você não presta mesmo. – falei tomando a garrafa da mão dele. – Você já é muito perigoso consciente, imagina os seus desafios se tiver bêbado?
- Isso faz parte do desafio. – ele sorriu pegando a garrafa novamente.

fala:
Nossos olhos se cruzaram rapidamente e eu virei à cara voltando à atenção para a garrafa vazia.
- Ok, acho que agora dá. – sorriu.
Em sentido horário estávamos sentados eu, , , , , , e .
- Eu giro. – bateu palmas – Hmmm... pergunta para .
- Verdade ou desafio? – sorriu.
- Não vai me ferrar, dude. Verdade.
- Por que você e a terminaram? Nunca entendi essa história.
- Nem eu... – falou nervoso, coçando a cabeça. – Nas férias eu fui a uma festa, fiquei muito bêbado e não me lembro de nada. Alguém tirou fotos de mim com outra menina, fotos essas que ela nunca me deixou ver, e terminamos. – ele olhou tristonho para .
- Mas... – levantou o dedo.
- Só dá o direito a uma pergunta. – o interrompeu, girando a garrafa. – Vai, pergunta para .
- Verdade ou desafio?
- Não sou idiota, verdade. – Ela levantou a sobrancelha.
- Quem era a menina da foto?
- Acho que era melhor ter escolhido desafio. - mordeu o lábio e levantou uma sobrancelha. – Foi com quem ele continuou ficando até um mês atrás, quando ela preferiu o pivô do time de basquete. Por isso sempre achei que ele sempre soube quem era. – ele disse mais para o do que para os outros presentes. - E nunca te passou na cabeça que isso pudesse ser armação? Que eu pudesse não saber que era ela? Que a... – tinha uma expressão desesperada.
- Apenas uma pergunta. E isso já não importa mais, não é? – disse calmamente, olhando para a garrafa. É isso que eu não entendo, os dois não estavam juntos naquela mesma noite? – pergunta para ...
- Verdade ou desafio, querido?
- Verdade.
- Esse jogo só tem verdades. – revirou os olhos - Quando foi sua primeira vez com a ?
Silêncio.
- Não teve primeira vez, estamos só ficando.
- E há um bom tempo... – Falei e todos riram.
- Então... – apressou em girar a garrafa – pergunta para .
- Verdade ou desafio?
- Por favor, ... – piscou os olhinhos para ela.
- Tá, desafio.
- Ai felicidade. – bateu palmas. – Eu te desafio a ficar trancada no banheiro o resto da madrugada com o .
- Ah, fácil...
- Mas... – ergueu o dedo, se levantando – não somente ficar trancada.
- Gente, não, espera aí. – ia tentando fugir enquanto e levavam os dois para o banheiro.
- Aproveita aí! – gargalhou.

fala:
- Pronto, resta nós seis. – sorriu, logo depois girando a garrafa. – pergunta para ...
- Verdade ou desafio, gata?
- Desafio.
- Hmmmm... Te desafio a tomar toda essa garrafa de vodka. Tem esta madrugada.
- Simples, enquanto isso se divirtam aí. – girou a garrafa, se levantou e sentou no sofá tomando o conteúdo da garrafa aos poucos.
- Ok, verdade ou desafio ? – perguntou sorrindo.
- Tá tudo perdido mesmo, desafio.
- Eu te desafio a ficar com o no show, em público, todo o tempo, ficarão como se fossem um casal.
Sem responder, apenas com um sorrisinho no canto da boca, girou a garrafa.
- E o feitiço volta contra o feiticeiro. – gargalhou. – Verdade ou desafio, ?
- Como se eu tivesse medo de você querida. – Ele gargalhou – É, tenho. Verdade.
- Covarde! – Ela sorriu - Quando vai confessar que ama a ?
- Quando eu a amá-la de verdade.
Dessa vez ele tinha me pegado. E da pior forma possível.

CONTINUA!

N/A's:
Lana Livi:
Hm e agora ein? Olá amores, como sempre essa demora, mas acho que dessa vez compensou um pouco mais, nem vale como se fosse, mas atualização dupla. Obrigado pelos comentários lindos, se vocês soubessem como são importantes pra mim! Já pra fazer uma propagandinha pra não perder leitores: próximo capítulo pega fogo ein, não deixem de ler, haha. Por enquanto é só, continuem lendo, continuem comentando, continuem tendo paciência comigo. Amo vocês.
Annie Brissow: Oi amores, apesar de capítulos curtos, compensamos a demora com dois capítulos, espero que estejam bons e à altura para vocês, porque vocês merecem. Vocês são muito perfeitas, e a cada comentário de vocês eu fica mais alegre e emocionada, isso tudo é muito importante para mim, vocês são muito importantes para mim, obrigado por existirem, sério. Proximo capítulo vai pegar fogo² meninas! Ah, as vezes eu posto algumas coisas sobre Goal! no twitter, e quando me dá a louca eu posto alguns trechinhos da atualização, quem quiser me seguir, o link tá ali em baixo. Beijos, amos vocês (L)

Não poderiamos deixar de falar da Dada Barros nessa N/A, que deu a louca ali na caixinha de comentários e nos deixou SUPER felizes. Dada, ficamos muito felizes em saber que nós te demos a chave para esse mundo lindo das fanfics, e agradecemos MUITO por continuar aqui, conosco. É muito importante saber que o que nós fazemos com tanto carinho e amor é apreciado por tanta gente, e saber que tem gente que se importa é muito bom (não estou falando só da Dada, ok?). Um obrigado muito especial para a Dada, e para TODAS as leitoras. Tudo que escrevemos e fazemos é por vocês, ok? Se não fossem por vocês, acho que nós não estariamos mais aqui... Amamos muito vocês! (L)

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