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Por: Fabi e Mari
Beta-Reader: Mari Alves






Capítulo 1

batia seus Louboutin meia-pata de couro de crocodilo impacientemente no carpete azul da primeira classe do avião da British Airways. Valera a pena utilizar todas as milhas restantes (lê-se: não-confiscadas) em seu AMEX Black para fazer o upgrade da nojenta classe econômica que seu pai pagara para ela. A primeira classe, contudo, não resolvia todos os seus problemas: o champanhe viera a calhar, mas nem ali era permitido fumar a bordo, e ela se encontrava em um estágio pós-abstinência/pré- desespero.
Após doze horas de vôo, lera a Vogue americana, a francesa, circulara peças que queria no catálogo da Burberry e empanturrara-se de Cristal com caviar. Depois, naturalmente, fora ao banheiro e pusera tudo para fora, e agora coçava com inquietação o maço de Parliaments dentro de sua Louis Vuitton Calla Lily. Desejou inconscientemente estar deitada de bruços nas areias de Hampton Beach, fazendo topless com uma margarita extra-forte ao seu lado e seus amigos jogando football mais adiante. Tudo era tão simples quando ela estava ali. Sem preocupações, sem pais... Sem rehab.
Londres ostentava um céu aberto e agradável de fim de verão. O calor quase fez sorrir, mas ela logo se lembrou de porque estava ali, e o sorriso acabou contido. Retirou a pashmina laranja (Hermès) do pescoço e a pendurou na bolsa antes de começar a descer os degraus da escada que dava para fora da aeronave. Um comissário de bordo charmoso a recebeu quando ela chegou ao solo, e ela flertou com um sorriso. Ele, porém, não retribuiu, e, somando aquilo ao restante da situação, era compreensível o péssimo humor com que se dirigiu ao motorista que a aguardava com a placa: “Ms. ”.
-Pegue as Louis Vuitton pretas. – ela lhe disse secamente, à guisa de cumprimento. Ele assentiu e obedeceu, dirigindo-se às esteiras de bagagem. suspirou e catou um cigarro do maço, acendendo-o finalmente e dando um longo trago.
Seu Sidekick começou a tocar. Quem poderia estar lhe perturbando? Ela já estava irritada o suficiente com a sua situação, não queria que, no momento em que finalmente aproveitava seu Parliament, alguém lhe interrompesse.
“London calling”.
-Alô? – atendeu secamente.
-? Darling? Onde você está? Bem, isso não importa agora, leve essa sua bunda magra para a Saks agora! Eu preciso de um Dolce novo imediatamente! Warner Davenport me convidou para o baile beneficente que estão organizando no Constance.
-Saks? Querida, eu estou na sua cidade homônima. E não tem nenhuma Sak’s aqui. – ela foi bem curta e grossa, não estava com paciência para a amiga. Ou para ninguém mais, diga-se de passagem.
Silêncio.
-Homa o quê? – London perguntou após alguns instantes.
revirou os olhos.
-To em Londres, retardada!
-QUÊ?????? COMO ASSIM, DARLING? Você foi comprar o seu vestido aí e NÃO me disse? Você tem que voltar logo! Se não, não dá tempo?? O Christensen já te chamou? Que cor é o terno dele? VOCÊS TEM QUE COMBINAR.
A menina, irritada, bateu em sua testa em sinal de frustração.
-LONDON! ACOMPANHA! EU-ESTOU-EM-LONDRES! NÃO-DÁ-TEMPO-DE-VOLTAR-PARA-O-BAILE!
-Por quê?
-Se não te informaram, Londres é em outro continente!
-Tipo assim, o Havaí? Ah! Dá tempo sim!
Bufou. Como podia ter uma amiga tão burra assim?
-Esquece. Só assimila: não dá pra ir.
-Mas por que você tá em Londres, amiga?
suspirou.
-Por que meus pais perceberam que a rehab não adiantava mais e resolveram me mandar pra ficar com meus tios. Tã-dã! – ela disse cansada.
-Que horror, amiga! Então eu não vou te ver, tipo, nunca mais?
-Claro que vai, fofa. Assim que bobearem aqui eu me mando de volta. Não vai dar nem tempo de esfriar minha cama. – sorriu maliciosa, sua mente já planejando a fuga. – Não esquenta, logo logo você vai saber de mim de novo.
-Tomara! Então tá. Vou ligar pro Warner.
-Cuidado pra não abrir as pernas demais hoje, sua vadia! – disse, finalmente rindo.
-You wish! – London disse, gargalhando, e desligou.
Respirou fundo e tragou um pouco o cigarro. Em seguida, olhou pelo canto do olho para o chofer, que a aguardava ao lado do carro, com a porta aberta. Ele aparentava cansaço, provavelmente por ter carregado as seis malas extremamente pesadas dela. Ela rolou os olhos novamente e disse sem olhá-lo:
-Anda, totó. Me leva para o cárcere.


Capítulo 2

Neil (N/A: sim, é ele. O destruidor de Les Pauls vermelhas. GRRRRRR ò.ó ele é o chofer. Ele merece.) parou o carro em frente à imponente mansão dos Carmichael. batia o pé impaciente, esperando que ele tivesse a “boa vontade” de abrir-lhe a porta. Ele, percebendo que a garota não parecia inclinada a sair sozinha, obrigou-se a atender ao pedido mudo dela. Saiu do carro, dando a volta por trás do veículo, e ela falou ríspida:
-Não é difícil. Só é preciso abrir a porta antes que passageiro morra de velhice. – e revirou os olhos.
O mordomo, que esperava à janela pela chegada deles, abriu a porta da casa antes que ela sequer pensasse em tocar a campainha. “Ele sim é eficiente”, ela pensou. Aproximou-se do portal, e ele fez uma reverência.
-Bom dia, Srta. . Bem vinda a Londres. Seus tios não se encontram, porém eu estou aqui para servi-la no que for necessário. Chamo-me Tommy. (N/A: Ele. O Tommy. Yay! ;D)
Ela assentiu e, adentrando a casa, ouvindo-o dizer às suas costas:
-Vou levar-lhe aos seus aposentos. – ele virou-se para Neil, que estava parado à porta abobado. – Pegue as malas da senhorita. – e sussurrou em seguida:”imprestável”.
sorriu de leve ao escutar sem querer o comentário do mordomo. “Já gosto dele.” – pensou.


caíra direto na cama com a cabeça enterrada no travesseiro, não se importando em sequer reparar em seu “novo” quarto. Só queria esquecer que aquilo tudo estava acontecendo. Dormiu quase imediatamente, devido a seu cansaço excessivo causado pela viagem.
Depois do que pareceram apenas minutos de sono, ouviu o estridente grito de sua “querida” tia Laura:
- , QUERIDA! Onde você está? ? !!!!
“Ai, minha cabeça!” Era tudo que a garota conseguia pensar. Cristal não deveria lhe deixar com ressaca. Ou devia? “E por que essa gralha tá me chamando?”
-, meu bem! Desça, estou louca pra te ver!
A menina ainda estava grogue demais pra perceber o que o “corvo” estava falando com ela.
Enterrou novamente a cabeça no travesseiro de plumas de ganso. Exaltou-se, porém, com o estrondo feito por sua tia ao entrar no quarto, seguida de sua prima peste, Jade. Sentou-se à força na cama, bufando, e obrigou-se a dar um sorriso amarelo.
-Tia Laura!! Como vai? Que saudades da senhora!
-Senhora está no céu querida. Chame-me de você! Você sabe que eu odeio esses pronomes formais de tratamento! – “É depois de dez plásticas, acho mesmo que você não quer ser chamada de senhora.” pensou , olhando os pés de galinha remanescentes na face da gralha. – Então, como foi sua viagem? Está com fome, darling? E como você se sente sabendo que amanhã é seu primeiro dia de aula na Inglaterra?
respirou e processou mentalmente as perguntas:
-Tá certo, tia, chamo a senhora de você. – a tia fez uma careta ao ouvir. – A viagem foi boa, obrigada. Não, tia, não estou com fome, valeu. E... ... ... O QUE???????????? – a guria arregalou os olhos, acordando finalmente.
-É, querida, amanhã começam as suas aulas. Não é ótimo? Seu uniforme já está no guarda-roupa, dear. Experimente-o e depois desça para comer, a aguardamos lá em baixo. Não precisa se arrumar demais, seu tio está viajando. Só mulheres hoje! – e saiu do quarto arrastando sua filha.
olhou para o armário aterrorizada. Foi até ele devagar e o abriu com medo do que fosse encontrar. Ficou surpresa ao perceber que Tommy desfizera toda sua bagagem enquanto ela dormia. Então seus olhos pousaram na hedionda monstruosidade que se destacava acima de todas as outras coisas. O uniforme.
-EWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW!!!!!


Capítulo 3

acordou enjoada e aproveitou o fato para dar continuidade a sua tradição: não tomar café da manhã. Ela decidiu não usar a saia do uniforme, que parecia ter saído de um filme de terror dos anos 30, e vestiu a feia camisa com sua saia de pregas Diane von Furstemberg, que era até bastante parecida, exceto pelo fato de que era usável. Tudo bem, seu comprimento era um “pouco” menor do que ela achava que seria apropriado na escola. But who cares?


Neil a deixou no portão do novo colégio. Ela se dirigiu à secretaria, pois sua tia havia lhe informado de que deveria pegar os detalhes sobre suas aulas lá. Contudo, não se deu muito bem: levou logo uma detenção por causa do tamanho de sua saia.
“Great! Detenção no primeiro dia! E ainda vou ter que ficar nessa joça depois do horário de aula.”
Encontrou sua primeira sala com dificuldade; aquele colégio era muito maior do que o Constance Billard. Entrou no recinto atraindo todos os olhares: os garotos olhavam para suas pernas; as garotas, para seus Jimmy Choo’s. Ignorou a atenção indesejada e sentou-se na única cadeira livre, na frente de um garoto loiro que dormia com a cabeça apoiada nos braços. começou a lixar as unhas, como se não se importasse por estar em uma sala de aula.
Todos ainda a encaravam, e ela ainda os ignorava. O professor enfim chegou e depositou o seu material sobre a mesa. Pegou a lista de chamada e dirigiu-se à turma:
-Bom dia, classe. Temos uma nova colega entre nós. Srta. ? – ele perguntou esperando identificar a garota.
bufou e levantou seu olhar para o homem alto, calvo (com os cabelos restantes brancos) e gordo, porém com um ar muito simpático. Ela revirou os olhos e ergueu o braço direito.
O senhor sorriu e a cumprimentou:
-Seja bem-vinda. Essa é a aula de geografia geral, e eu sou o Sr. Jenkings. Agora, se me fizer o favor, poderia acordar o Sr. Poynter? Ele parece bastante entretido atrás da senhorita.
Ela se virou mal-humorada e cutucou o garoto loiro com sua lixa de unhas.
-Psiu. Ei. Moleque.
O garoto levantou a cabeça, sonolento.
-Hã? – Ô.o perguntou abobado.
-Acorda!
-Nem, me deixa dormir... – e voltou a abaixar a cabeça.
O Sr. Jenkings percebeu a relutância do menino e aproximou-se devagar. Ela o cutucou de novo.
-Fala isso pro professor.
Ele levantou assustado e deparou-se com o professor ao seu lado.
-Desculpe-me o incômodo, Sr. Poynter. Pronto para assistir à minha aula?
O garoto corou e assentiu. O professor sorriu e voltou para a frente da sala. não pode deixar de rir levemente com a cena.
-Muito bem... – o Sr. Jenkings começou a preleção.


-Ei.
Nenhuma resposta.
-Eeeeeei.
permaneceu impassível. Sentiu em seguida um forte cutucão na suas costas.
-Que é? – perguntou incomodada
-Você é nova aqui?
-Já me viu antes? – perguntou ríspida.
-Não, ué! Por isso que eu to perguntando!
-Então, gênio!
-Hum... – ignorou a resposta rabugenta dela – Qual seu nome?
Ela bufou e respondeu:
-. E o seu, Poynter?
Ele fez essa cara: Ô.o
-Como você sabe meu sobrenome?
-O professor falou, inteligência. E você não estaria me incomodando se não estivesse dormindo quando o professor falou o meu nome.
Ele fez uma careta.
-Sou Dougie. É de ?
-Não, é de . E o seu, é Dougie de Douglas?
-Não, é Dougie de Dougie. – ele disse rindo.
Ela virou os olhos. “Idiota.”
Ficaram calados um instante.
-Tem com quem passar o intervalo? – Dougie perguntou.
-Não.
-Quer passar comigo?
Olhar mortal. Medo.
-Vai, aposto que você não quer ficar sozinha nesse colégio grande e assustador e ninguém te conhece e você é uma pária. – Dougie insistiu.
“Ele sabe o que é pária.” Ela pensou surpresa.
-Hum... Pode ser.
Ela ignorou suas tentativas de conversa pelo restante da aula. Para seu descontentamento, ela teve que agüentar essas investidas por duas horas, já que geografia tinha dois tempos. Pelo menos a aula em si era interessante.


“TRIMMMMM” (N/a: triste, mas necessária essa “campainha” do sinal)
Ela ouviu Dougie levantar-se às suas costas e abaixou-se para pegar sua bolsa que estava no chão. Sentiu sua blusa subir com o movimento, mas não se importou. Ouviu, porém, Dougie dizer com a voz debochada:
-Feijãozinho.
Ela gelou. Voltou a erguer-se e encarou Dougie com a morte no olhar.
-O que você disse? – perguntou com a voz ríspida.
Ele exibia um sorriso maroto para ela.
-Feijãozinho. – Ele repetiu.
-Nunca. Mais. Repita. Isso. – ela sabia que ele se referia ao ridículo sinal em forma de feijão que ela tinha acima da linha do cóccix, no lado esquerdo das costas. Era traumatizada.
Ele continuava a sorrir para ela da mesma forma.
-Posso te chamar de Beanie? – ele ignorou o comentário letal dela.
Ela simplesmente bufou e saiu andando.
-Vou chamar você Beanie. – ele decidiu, seguindo-a.
Deixou a sala sem se importar com que rumo tomava, sendo ladeada por Dougie. Ele ainda exibia o sorriso irritante no rosto. Após caminharem a esmo por alguns corredores, ele falou:
-Então, você parece estar meio perdida. Não prefere que eu guie você? Eu to com fome, quero comer antes de acabar o intervalo.
apenas o olhou e deu de ombros. Odiava admitir que precisava de ajuda, mas ficar estragando o salto de seus Jimmy Choo’s não parecia uma boa opção, e ela, de fato, não sabia onde estava indo. Dougie riu e puxou-a pela mão, conduzindo-a em direção à cafeteria e fazendo um pequeno tour com a “nova amiga” durante o trajeto.
Adentraram o recinto, ela novamente atraindo todos os olhares. Imaginou se dessa vez era porque ela era a garota nova ou por estar de mãos dadas com Dougie. Tentou desvencilhar-se dele, mas ele apertava sua mão com força enquanto a puxava para a fila do buffet. Várias pessoas cochichavam olhando para eles, mas ela voltou a ignorá-los. Povo desocupado!
Dougie enchia sua bandeja, e ela apenas aguardava, cutucando as unhas da mão livre, uma vez que ele ainda segurava a outra firmemente. Normalmente, ela estaria irritada com esse tipo de atitude, mas não sabia explicar porque isso não estava acontecendo. Absolutamente contra sua vontade, pensou: “Ele até que é legalzinho.”
-Você não vai comer nada? – ele perguntou sem olhá-la.
-Não como pelas manhãs. – o informou secamente.
Dougie balançou a cabeça em desaprovação e a puxou para uma mesa no canto do salão, onde outro garoto abocanhava um sanduíche gigantesco com um olhar desejoso de quem não come há meses. rezou mentalmente para que Dougie passasse direto pela mesa do garoto, mas não deu outra. Ele a sentou no banco e assumiu o lugar ao lado dela, cumprimentando o esfomeado:
-Hey, mate.
O menino apenas assentiu com a cabeça, a boca ocupada demais para falar. Em seguida, indicou apontando com a cabeça, como se perguntasse a Dougie quem ela era. Olhou a menina dos pés a cabeça e sorriu maliciosamente. Dougie riu e os apresentou:
-Beanie, esse é Vossa Alteza Harry Mark Christopher Judd. Nossa própria realeza. Mas pode chamá-lo de Harry. – falou fazendo uma exagerada reverência.
Harry engoliu a comida e a cumprimentou com um sorriso:
-Oi, como vai? Bem vinda, Srta......?
-. .
-Mas o Dougie não disse Beanie? – Harry perguntou confuso.
Ela lançou um olhar maligno ao garoto sentado ao seu lado e falou:
-Ignore o que essa criatura falou. É .
- de ?
Ela o olhou novamente aborrecida. Dougie ria do pequeno dejà-vu.
-Não. É de .
-Então você é que nem o Dougie. Sua mãe também é uma louca que não sabe dar nomes inteiros? (N/a Mari: fic também é cultura. Pra quem não sabia, o nome do Dougie é Dougie. : D)
Dougie o olhou indignado.
-E quem é você pra falar, seu idiota? Seu nome é Harry!
-É, mas meu nome é comum. Não parece um apelido. – e o olhou assim: õ.o
Dougie ignorou o comentário e dirigiu-se à menina:
-Come alguma coisa, enjoada.
-Já não te disse que eu não como pelas manhãs?
-Mas, se agora você vai andar comigo, vai comer. Eu e meus amigos somos uns esfomeados.
-Tem mais de vocês? – ela o olhou aterrorizada.
Dougie riu e empurrou uma maçã, que tinha pego para si, nas mãos de .
-Come pelo menos isso.
Ela revirou os olhos e aceitou a fruta. O garoto então perguntou a Harry:
-Dude, cadê os outros dudes?
-Tom tá na biblioteca, pra variar. E, na última vez que vi o Danny, ele tava entrando escondido no banheiro feminino. A não ser que agora ele mije sentado, acho que tinha alguma guria esperando por ele lá. O Felton tá sendo seguido pela legião de groupies dele.
-Amigos normais, esses seus. – comentou com Dougie enquanto olhava Harry dar outra mordida voraz no sanduíche.
-Ueeeeeey – Harry protestou com a boca cheia de comida.
Ela riu da tentativa frustrada dele de falar “Hey!” com a boca cheia. Ele engoliu a comida e perguntou à garota:
-Então, de que lugar dos EUA você é?
-New York City, honey – respondeu ela animada.
-Sweet! – eles exclamaram juntos.


O dia passou se arrastando, e finalmente só lhe restava aturar a fatídica hora de detenção. Dougie, depois de tirar muito sarro dela (-Castigo no primeiro dia! Hahahaha! Sua delinqüente!), informou-lhe onde era a sala. Agora ela caminhava solitária pelo corredor vazio do colégio, procurando a sala B-07. Ao encontrá-la, entrou sem bater à porta e foi sentar na cadeira livre mais próxima. Reparou que havia poucas pessoas na detenção, bem diferente do Constance.
Assim que se sentou, entrou na sala a bedel mal-comida que iria fiscalizar a punição naquele dia. Deixou a bolsa sobre a mesa de professor e falou à sala, num tom de taquara rachada:
-Celulares em cima da mesa, por favor.
olhou horrorizada enquanto todos obedeciam à ordem, e a mulher recolhia os aparelhos preguiçosamente de cima das mesas. Quando ela fez menção de pôr o de dentro do cestinho onde os outros já estavam, a garota perguntou:
-Pra que isso?
A mulher não respondeu a . Simplesmente voltou para a mesa central e sentou-se. Um garoto que estava sentado ao seu lado lhe falou:
-Bem vinda a Colfe’s, darling. Nosso inferno particular. – Ele sorriu galantemente.
Ela o olhou desinteressada. Ele se apresentou:
-Danny Jones. Mas pode me chamar de gostoso.
-Aqui eles recolhem os celulares, mas não proíbem as pessoas de falar besteira? – ela alfinetou. Nesse exato momento, a mal-comida dirigiu-se aos alunos:
- A detenção começa agora, senhores. Podem-se calar.
Danny a olhou de esguelha, sorrindo, e deu uma piscadela “sedutora”. Ela lhe retribuiu levantando as sobrancelhas em sinal de desdém. Danny a encarou admirado. Ela bufou e encostou-se na cadeira. Aquela seria uma longa hora.


Quando a mal-comida anunciou que eles estavam liberados, se levantou rapidamente e foi buscar seu celular. Pegou o Sidekick prateado de dentro da cesta e rumou para a saída do colégio, sendo seguida por Danny.
-Ei! Você não vai nem me dizer seu nome? – ele pediu.
-Minha mãe me ensinou a não falar com estranhos. – caminhou mais rápido para livrar-se dele, desesperada para encontrar logo Neil. Nunca pensou que desejaria isso.
-Acabei de passar uma hora ao seu lado e ainda sou estranho?
Ela o olhou dos pés à cabeça com um olhar assustado antes de responder com segurança:
-Muito!
Danny parou e ficou com uma cara: “tipo, que?” (Ô.o)
A menina aproveitou essa distração temporária de Danny e andou mais rápido até o portão de saída. Deu graças a Deus quando avistou Neil parado em frente ao veículo, aguardando-a. Entrou no carro e esperou a “lesma” entrar também.
-Vamos logo pra casa – mandou.
-Claro, senhorita. – Neil fez uma careta de desgosto e deu a partida, rumando para casa.
virou o rosto para a janela e pode ver um Danny muito bravo andando na direção oposta da do carro.

Capítulo 4
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny)

Ao chegar à casa dos tios, foi recebida por Tommy. (N/a Fabi: imagina o Tommy agindo como o Alfred, o mordomo do Batman em Batman Begins. É assim que ele tá na minha imaginação ^^)
-A Sra. Carmichael está no escritório e o Sr. Carmichael ainda está viajando. – ficou contente ao ouvir que o tio não estava. Não queria olhar para ele tão cedo.
-Obrigada, Tommy.
-E como foi o primeiro dia de aula, senhorita? – ele a seguiu enquanto ela caminhava para seu quarto. – Aconteceu algum problema lá? Afinal a senhorita chegou em casa uma hora depois do previsto.
Surpreendentemente, não se importou com a ousadia do mordomo. Parou ao pé da escada e deu de ombros, virando-se para responder-lhe:
-Hum... entediante. Não aconteceu nada, não, Tommy, mas aparentemente minha saia era um pouco menor do que deveria... então levei uma detenção... – falou como se não fosse nada. Não sabia por que, mas não sentia dificuldade em partilhar as coisas com o criado. Se fosse na casa dela, provavelmente seus pais nunca saberiam do pequeno contratempo.
Tommy assentiu com um sorriso quase imperceptível. Era possível que estivesse achando graça naquilo. Deu meia-volta e saiu na direção da ala dos empregados, deixando sozinha.
Ela subiu as escadas e foi direto ao seu cárcere privativo. Ainda não tinha dado uma boa olhada nele. Aquela manhã ela acordara apressada, mal tendo tempo de se vestir, e, na noite anterior, estava com uma ressaca forte demais para reparar em detalhes.
Entrou no recinto e ficou observando-o da soleira da porta. Era um quarto amplo, com grandes janelas na parede oposta a onde estava. Embutida na parede da janela, logo abaixo dessa, havia uma jardineirazinha (N/a Fabi: tipo a janela do Peter Pan, saca? Só que maior), onde ela poderia se sentar para admirar a vista, que dava para o jardim meticulosamente cuidado dos Carmichael. A cama era King Size de dosséis. Parecia uma cama de princesa, e fez uma careta ao reparar nela. “Não sou mais criança pra ter uma cama de dosséis.“ A colcha que vestia o colchão era cor de creme, seguindo o padrão de cores pastéis do restante do quarto. Havia um rico tapete persa cobrindo o soalho de madeira lustrada. Um pequeno “heater” de calefação ficava perto da janela. (N/a Fabi: é isso que a galera lá fora usa pra aquecer seus cômodos no inverno) A porta do armário (leia-se: closet) ficava em um das paredes, e ao lado da porta, pode perceber uma pintura. Não se ligou muito a ela, pois a menina não era fã de arte. E, na parede oposta a do closet, havia a entrado do banheiro.
Em suma, não era um quarto ruim. Era bem grande e confortável, impecavelmente decorado; porém, para , era uma prisão. Tudo que ela queria era voltar pra casa, e unicamente por essa razão a menina não gostou de seus novos aposentos.
Enquanto finalmente adentrava o quarto, ela pode ouvir uma voz lhe chamando.
- querida! Finalmente você chegou. Então como foi a aula, darling? – a tia dirigia-se quase saltitando ao seu quarto. – Conheceu muitas pessoas? Seus pais ligaram, estão desapontados que você não ligou para eles ontem à noite quando chegou. E veja se pode! Eles me falaram para não deixar que Neil te leve para os lugares e que você não pode fazer compras! Que absurdo! Não se preocupe, meu bem, você vai continuar com Neil como seu motorista, e amanhã eu vou te levar para umas comprinhas de boas-vindas depois da sua aula, o que você acha? – a gralha, quer dizer, sua tia, falava sem parar. revirou os olhos enquanto a escutava tagarelar.
-Ah, tia querida, a aula foi ótima. Sim, conheci alguns garotos. – ela fingia estar animada ao responder. – Esqueci completamente de ligar para meus pais, sabe, estava tão cansada ontem. E, ó, porque eles fariam isso comigo? Só porque eu não liguei para eles? – lágrimas de crocodilo formavam-se em seus olhos (N/a Mari: essa fic tá um zoológico.) – Isso é maldade, tia Laura. E sim, adoraria sair com a senhora, opa, você, amanhã. - “Acho que eu deveria seguir a carreira de atriz. Não vou perder a oportunidade de fazer compras às custas dela, já que meus pais cortaram meus cartões! Mesmo não suportando essa gralha!” pensava , sorrindo internamente.
A tia sorriu com alegria.
-Ótimo! Vou deixar você descansar então. Tommy trará seu chá no quarto, já que você demorou um pouco hoje e acabou perdendo-o. Boa noite, querida!
Agradecendo por conseguir livrar-se da tia até a manhã seguinte, sentou na cama cansada, desabotoando a fivela dos Jimmy Choo’s e atirando-os longe. Deitou-se entediada na cama e, intencionando ligar para London – ou Logan, quem sabe? – procurou o Sidekick dentro da Calla Lily. Céus, ainda a Calla Lily. Tinha que trocar de bolsa para sair amanhã.
Rolou a parte móvel do celular para cima, abrindo-o, e quase gritou com o que viu: uma foto de um cara cabeludo e horrível, segurando uma guitarra, estava em seu papel de parede. “Que merda é essa?” pensou. Procurou a agenda telefônica, mas não reconheceu nenhum dos nomes que estavam ali. Os números, então, todos do Reino Unido. Aquele definitivamente não era o celular dela. Com os dedos trêmulos de raiva, abriu a caixa de mensagens de texto, procurando por alguma pista sobre o dono daquele celular. Apesar de ser o mesmo modelo e cor do de , agora ela percebia que estava em um estado deplorável: havia arranhões por toda a sua extensão, uma pequena rachadura no visor e faltava um botão no teclado. Ela não soube dizer como não reparara isso antes. Abriu a primeira mensagem, enviada naquele dia às 16:20 por uma tal de Olivia, e a leu:
“Danny Jones, seu sacana! Pegou detenção por estar no banheiro do primeiro andar com a Kendra? E o nosso encontro no banheiro do terceiro andar? Seu cachorro!”
teria rido se não estivesse tão irritada. Danny Jones? Não era o maluco da detenção? Aquele branquelo dos cabelos oleosos estava com seu precioso Sidekick, lendo todas as mensagens dela também? Seu estômago se revirou duas vezes.
-TIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – saiu aos gritos do quarto, batendo a porta.


-TIIA!! – ela entrou correndo no quarto da tia. – Você tem que me ajudar!
-O que foi, , querida? – a tia perguntou assustada.
-Preciso que você descubra um endereço para mim URGENTE! É CASO DE VIDA OU MORTE! – a menina suava frio.
-Claro, darling, mas o que aconteceu?
-Troquei meu celular com o de um garoto chamado Danny Jones hoje no colégio. Por favor, tia, diz que você o conhece! DIZ QUE SABE ONDE ELE MORA!
-Danny Jones? Danny, Daniel Jones? Claaaaaaaro que conheço, querida! – tia Laura, que estava sentada na chaise folheando uma revista, levantou-se devagar. – Ele é neto da Lady Abigail, a diretora do Comitê das Senhoras! Não se preocupe, Neil está cansado de ir à casa dela fazer entregas. Você chegará lá em um instante, não é longe daqui.
Sem dizer palavra, girou nos calcanhares e saiu correndo do quarto da tia. Voou pelo corredor e gritou para Tommy enquanto começava a descer as escadas:
-Tommy! Chama o Neil AGORA!
-Sim, senhorita. – O mordomo, que estava ao pé da escadaria, obedeceu e saiu rumo às alas dos empregados sem fazer perguntas.
Ela olhou para os pés. Deus, ela ainda estava sem sapatos! Subiu às pressas os degraus que já tinha descido e adentrou seu quarto ofegante, sua mão direita apertando o Sidekick dolorosamente. Calçou um par de chinelos de pelúcia, que eram a única coisa à vista, sem sequer reparar o que eram, saindo para o corredor logo em seguida. Desceu as escadas desesperada e derrapou ao chegar à porta de entrada. Não acreditou no milagre divino: Neil já a aguardava em frente à mansão com a porta do passageiro aberta. Entrou correndo no veículo e ordenou:
-Pra casa de Danny Jones, lesma!
Neil fechou a porta depois que ela sentou e correu para o banco do motorista. “Nossa, ele correu! Acho que o segredo pra fazer ele funcionar é ser bruta com ele!” ela pensou, ainda ofegante. O motorista deu a partida rapidamente e arrancou.
Aproveitando o tempo que tinha durante o trajeto, resolveu bisbilhotar no celular de Danny. Decidiu olhar as fotos. A primeira mostrava Danny com o dedo no nariz, fazendo careta. rolou os olhos. “Idiota.” Em seguida, vinha uma foto dele segurando uma guitarra preta e rindo. “Guitarrista? Uau. Legal.” Na foto seguinte, Danny estava dormindo e babando durante uma aula, e uma mão magra e branca colocava um chifrinho em sua cabeça. riu e pressionou o botão com a setinha para o lado mais uma vez, para ver a próxima imagem. Nessa, Danny estava sorridente, usando boné e óculos escuros e parecendo bem descontraído. Tinha uma mochila nas costas, como se estivesse pronto para viajar ou algo assim, e havia ainda três outros garotos na foto com ele. sorriu surpresa, pois dois deles ela já conhecia: eram Dougie e Harry! E Dougie estava uma gracinha sem camisa. E que tatuagem legal! O quarto menino, contudo, ela não conseguiu distinguir. Era loiro, alto, e parecia ser o mais tímido. Ele sorria sem mostrar os dentes, e a pressão que seus lábios faziam nas bochechas formavam uma covinha órfã no lado esquerdo da face. (N/a: aaaaaaaaaaaaaaaaai a coviiiiiiiiiiiiiiiinhaaaaaaaaaaaaaaa! ;~~~~~~~~~ chorando rios! Desculpa, gente, autoras Fletcher aqui!) Definitivamente nunca o vira, ela lembraria daquela covinha. Eles não se conheciam... Ainda.
Antes, porém, que pudesse explorar mais a privacidade de Danny (N/a Mari: isso ficou meio perva, né? O.o) (N/a Fabi: meio? Não, ficou super perva!), sentiu o carro parar. Neil olhou para ela pelo retrovisor central e informou:
-Chegamos, Srta. .
ficou novamente irritada com a inutilidade do motorista, que se recusava a adquirir o hábito de abrir-lhe a porta. Estava, contudo, com muita pressa, e não se permitiu esperar pela regalia, saltando para fora do carro de imediato. Correu com suas pantufas pelo caminho de concreto que cortava o jardim frontal da mansão imponente e apertou a campainha com impaciência. Uma, duas, três, cinco vezes. Até que viu, enfim, a maçaneta girar, e um mordomo extremamente similar a Tommy abriu a porta.
-Pois não, em que posso ajudá-la?
-Danny Jones está? – ela perguntou apressada.
-O Sr. Jones está ocup... – o criado começou a falar, mas foi interrompido por uma voz que vinha de dentro da casa:
-Eu sabia que você não iria resistir a Danny Jones. – Danny aproximou-se da porta presunçoso. Então dirigiu-se ao mordomo: Dispensado, Alfred.
Alfred fez uma reverência e retirou-se sem dizer palavra. Danny deu um sorriso safado para ela.
-De pantufas, é? Veio logo pra passar a noite? Minha cama cabe nós dois com conforto. (N/a Fabi: Mari, sua tarada! A menina mal conhece o Jones e ele já faz isso?????)
olhou para cima irritada e enfiou o Sidekick na mão direita dele.
-Isso é seu. Posso ter o meu de volta?
Danny olhou confuso para o aparelho e falou:
-Ué? Como assim você tem um clone do meu celular? – fez essa cara: ô.o
-Esse é seu celular, seu idiota! – explodiu, inconformada com o tanto que o garoto era tapado. – Trocamos de celular na detenção!
Ele examinou o Sidekick e assentiu:
-Verdade... Tá aqui a tecla que o Brucey arrancou e tudo. Então, quer dizer que eu estou com o seu celular?
arregalou os olhos em resposta.
-Dã? Gênio? – “Isso me lembra alguém. Ah, a London.”
Danny soltou uma gargalhada.
-Que louco, cara! Por isso eu apertava a discagem rápida pra ligar pra Domino’s e ele caía na Saks de New York! Achei que era, sei lá, bug da operadora! – então a olhou maliciosamente, das pantufas até seus olhos. – Você fez isso de propósito, não foi? Pra poder vir aqui me ver?
soltou um GRRRRR! de irritação.
-AAAAAAH! Seu tapadooo!! Vai pegar meu celular, caramba! – falou exasperada.
-Tá, tá, tudo bem! Calmaê. – Danny disse assustado. – Tá aqui na sala ao lado, entraê um minutinho. Tá frio aí fora e – ele lançou um olhar de luxúria às pernas dela, mal encobertas pela saia e pela meia calça branca – você não está agasalhada o suficiente.
Ela balançou a cabeça, desalentada, e entrou na casa. Admirou o interior da mansão; era tão suntuosa quanto a casa de sua tia ou sua cobertura na 5ª Avenida. Londres podia não ser tão divertida quanto New York, mas certamente tinha luxo.
Alguns instantes depois, Danny voltou com outro Sidekick prateado idêntico na mão direita.
-Tá aqui, toma.
Ela pegou o aparelho da mão dele de uma vez, estudando-o, e depois olhou para Danny novamente.
-Você tá me dando seu celular de novo, seu estúpido.
-Ah, eh, é? – Danny pareceu confuso. – É que eles são tão iguais...
olhou para cima mais uma vez. “EU MEREÇO, SENHOOOOOOOOOOR!” Destrocou os celulares e girou o visor, abrindo seu próprio celular. Sentiu alívio ao ver a foto dela e das amigas no fundo de tela.
-Você não reparou que o seu background não era mais aquele cabeludo e sim três garotas?
-Ei, não insulte Bruce Springsteen! – ele pediu, sentido. – E, sei lá... achei que alguma das garotas tivesse colocado aí por diversão.
-Não percebeu que não conhecia nenhuma delas fora eu? Nem que sou eu nessa foto?
Ele deu um risinho nervoso.
-É que eu não costumo lembrar muito do rosto das garotas, sabe... – disse desconcertado. – E você está bem diferente nessa foto. – ponderou, olhando o background do celular dela com mais atenção. – Ah, não... É você mesmo. Igualzinha.
o encarou incrédula. Sendo tapado assim, não imaginava como aquele garoto conseguia lembrar-se do próprio nome.
-Bem, problema resolvido, vou indo então. Eh, obrigada?
-De nada. E você não precisa ir. Estou com uns amigos aqui, você podia ficar e... Sei lá, se divertir com a gente. – ele convidou inocentemente.
fez que não com a cabeça.
-É melhor eu ir. Até nunca, Jones. – e deu-lhe as costas, caminhando petulante com suas pantufas em direção ao carro.

Danny a observou, com um sorriso no rosto, enquanto ela rebolava aquela bunda americana gostosa em direção ao carro. E que gracinha de pantufas! Ele acabara de adotar um novo fetiche, definitivamente. Quando o veículo foi embora, ele riu consigo mesmo e fechou a porta, voltando para o cômodo ao lado, onde Tom e Harry o esperavam.
-Quem era, mate? – Harry perguntou ao ver o sorriso de Danny.
-Dudes, vocês não vão acreditar em quem acabou de sair daqui.




Capítulo 5
(N/a: Só pra esclarecer, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)



cutucava as unhas tediosamente enquanto esperava que a aula começasse. Seus olhos vagavam vez ou outra para a porta, e, mesmo que não admitisse, esperava ver Dougie entrando na sala de aula. Contra todas as probabilidades, eles tiveram todas as aulas do dia anterior juntos, e ela estava quase se acostumando com as bolinhas de papel jogadas em sua carteira por ele.
O sinal do início das aulas tocou, e nem sinal de Dougie. Ela suspirou e voltou sua atenção novamente para as unhas.
-Ele não tem essa aula com a gente. – ouviu à sua direita. Voltou seu olhar, procurando quem falara com ela, e viu uma garota sorrindo simpaticamente.
-De quem você está falando? – ela perguntou à menina, que sorriu outra vez em resposta.
-Do Dougie, claro. Todo mundo viu vocês de mãos dadas ontem.
a olhou surpresa.
-Eu e o Poynter? Que é isso, de onde vocês tiraram isso?
-Sei lá, vocês passaram o intervalo e o almoço inteiros ontem de mãos dadas, é meio estranho, né? – a menina baixou a voz, como se fosse contar uma fofoca. – Tá todo mundo comentando. – e depois disse mais baixo ainda, como se falasse consigo mesma: Faz três anos que desejo estar no seu lugar.
deu de ombros. Não se importava mesmo com o que as pessoas falavam e, se a garota gostava de Dougie, isso não era problema seu.
-Prazer, meu nome é . – a garota se apresentou. a olhou dos pés à cabeça antes de responder:
- . – cara de nojenta.
de ? – perguntou divertida.
-Não, é de . – “Ninguém fazia essa pergunta idiota lá em casa.”
-Ah, que legal, que nem o Dougie é de Dougie!
a olhou com uma sobrancelha levantada, e corou.
-Você é de New York, certo? – tentou mudar de assunto. assentiu. – Que legal, deve ser o máximo morar lá! Toda aquela movimentação e vida!
gostou da maneira que ela falava de New York. Interessou-se vagamente pela menina.
-É, é bastante bom morar lá.
-Por que você chegou atrasada para o semestre?
remexeu-se impaciente na carteira.
-Problemas. – limitou-se a dizer.
pareceu perceber que ela não queria falar no assunto e decidiu não prolongá-lo.
-Mas, então, você deixou algum namorado em New York?
dobrou o canto da boca em um pequeno sorriso. Divertiu-se ao pensar em Logan.
-Não. Não mesmo.
-E já se interessou por alguém daqui? – perguntou, talvez interessada demais, e entendeu o porquê de tanto empenho.
-Não, eu não me interessei pelo Poynter. – ela disse, alargando seu sorriso. corou novamente.
-Tá tão na cara assim? – perguntou envergonhada.
-Não. Mas tudo bem. Pode confiar em mim, não vou dizer nada.
sorriu em agradecimento, e ela fez o mesmo em resposta. O professor de matemática entrou na sala e colocou seu material sobre a mesa, chamando em seguida a Srta. . levantou o braço entediada, identificando-se da mesma maneira que fizera nas três aulas do dia anterior.
Olhou para . A menina ainda sorria simpática para ela. achou engraçado; não conhecia muitos ingleses tão adeptos de demonstrar emoções. Não falou, contudo, mais nada, puxando seu caderno para começar a copiar os exercícios que o professor colocava no quadro.
É. Talvez Londres não fosse tããããão ruim assim.

N/a: A seguir, cenas de: “Explorando a mente de Danny Jones/Harry Judd

Ao chegar ao colégio naquele dia, Danny foi logo procurar seus amigos. Localizou-os rapidamente: Harry e Tom estavam parados à porta da sala onde tinham aulas de música. Danny, vendo as baquetas de Harry tão desprotegidas em seu bolso traseiro, não resistiu a uma pequena brincadeira. Andou até o amigo e bateu em suas costas em um cumprimento.
-Graaaaaande Harry! – aproveitou para roubar sorrateiramente as baquetas – Graaaaande Tom! (N/a Mari: senti Danny trombadinha)
Tom olhou para ele desconfiado.
-O que você quer, Danny?
-Quem disse que eu quero alguma coisa? Não posso desejar bom dia aos meus queridos amigos? – o sinal tocou. – E tá na minha hora, vejo vocês depois. – e saiu correndo para sua sala.
“3,2,1...”
-DAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANNYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!!!!!!


Assim que Harry sentiu falta de suas baquetas, entendeu o porquê da animação de Danny ao cumprimentá-los.
-DAAAAAAAAAAAAAAAAAAANNYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!!!!!!!
Mas o sinal já tocara, era tarde demais.


Após duas horas vendo números passeando em sua mente sonolenta, e sentindo uma fome incomum, ela ouviu seu estômago roncar.
-Qué isso? – olhou para sua barriga aterrorizada.
-Seu estômago roncou, ué. Cê tá com fome. – falou como se fosse a coisa mais simples do mundo.
-EWWWWW, o que a Inglaterra fez comigo? – a menina falou, liberando sua veia dramática.
achou graça.
-O quê, você não comia em New York?
-Pretty much that.
As duas riram, escutando em seguida o sinal tocar. Pegaram, então, suas coisas e rumaram para fora da sala. sorriu ao ver Dougie encostado na parede, ao lado da porta.
-Hey, !
-Hey, Poynter! Fazendo o que aqui? Você não teve aula ou tava me stalkeando mesmo? – perguntou risonha.
-Não... É que eu tive os dois primeiros tempos livres... – falou ele, corando e passando a mão em seu pescoço em sinal vergonha.
abriu a boca para brincar com o guri, mas foi surpreendida por um par de braços que a ergueram no ar.
-Que diab... JONES, ME BOTA NO CHÃO AGOOOOOOOOORA! – o “agora” foi prolongado porque Danny saiu correndo com ela nos braços pelo corredor.
viu Dougie assustar-se e sair correndo atrás dela e de Danny. seguiu os dois. A cena atraiu muitos olhares curiosos.
-EU TO DE SAIA! ME SOLTA SEU IDIOTA! AGORA! SOLTA, IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! – a menina gritava a plenos pulmões. “Qual é a desse idiota?” – pensava ela.

Danny saiu da sala despreocupado quando o sinal para o intervalo tocou. Porém, sua calma se esvaiu quando viu Harry, muito irritado, vindo em sua direção. Sem hesitar, desatou a correr enquanto gritava para Harry:
-OTÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁRIO!
Ele continuou e virou no primeiro corredor que viu, tentando despistar Harry. Assim que dobrou, contudo, avistou . Bingo. Ele queria muito falar com ela, mas também precisava correr. Seu cérebro Jones, então, juntou os dois problemas em uma solução: carregá-la junto.
-Que diab... JONES, ME BOTA NO CHÃO AGOOOOOOOOORA! – Danny gargalhou ao ouvi-la. E a mão dele por baixo de sua saia era muito conveniente...
-EU TO DE SAIA! ME SOLTA SEU IDIOTA! AGORA! SOLTA, IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! – a menina gritava a plenos pulmões.


Danny fez o caminho, com ela em seus braços, até o jardim do colégio, parando somente em frente a uma imponente macieira. Depositou a menina no chão, ainda segurando ela firmemente, agora pelos pulsos.
-Então, eu sei que você estava se fazendo de difícil ontem, mas eu sei que você me quer. Porque a gente não deixa nossas vontades falarem mais alto e começamos uma coisa bem gostosa aqui? – ele falou presunçoso enquanto a prendia na árvore.
estava realmente irritada com Danny. Começou a espernear com toda força que tinha enquanto gritava:
-ME SOLTA, SEU IDIOTA! ME DEIXA IR EMBORA!

Danny fez o caminho, com ela em seus braços, até o jardim do colégio, parando apenas embaixo de uma macieira gigante. Pôs a menina no chão, ainda segurando ela com força, agora pelos pulsos.
-Então, eu sei que você estava se fazendo de difícil ontem, mas eu sei que você me quer. Porque a gente não deixa nossas vontades falarem mais alto e começamos uma coisa bem gostosa aqui? – falou, pensando que abalava, enquanto a prendia na árvore.
-ME SOLTA, SEU IDIOTA! ME DEIXA IR EMBORA! – ele riu novamente.
“Nem tão cedo, querida!”


Dougie vinha correndo em seu encalço.
-Danny, você é louco? Como assim você pega uma menina que você não conhece e sai correndo com ela colégio a fora? – ele perguntava esbaforido.
Danny lançou um olhar pervertido para .
-Aaah, mas a gente se conhece, e como!
Dougie olhou para Danny.
-Como assim você conhece a Beanie?
-E como você conhece ela, Poynter?
bufou irritada.
-Longa história. – respondeu a Dougie. – E pare de falar esse nome por aí!
Assim que a garota terminou de falar, chegou ofegante perto deles.
-! Ce tá bem?
-To sim, , esse sem noção não fez nada comigo. – referia-se a Danny.
-Ainda. – Danny falou marotamente.
Dougie fechou a cara, mas, antes que pudesse falar qualquer coisa, ouviu um grito ao longe.
-DANNY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Um Harry muito vermelho vinha correndo em direção a eles. Podia-se ver a raiva estampada em sua face.
-Devolve A-GO-RA, seu mongol! – esbravejou Harry.
-Não tá comigo, Harry, ‘magina... – Danny mentia descaradamente.
Enquanto eles discutiam, pode ver um menino alto e loiro chegar ofegante perto dos demais. (N/a Mari: queria dizer que nessa hora a Fabi tinha escrito "alTOM" ao invés de "alto". eh duro ser Fletcher, isso sobe à cabeça. eu sinto sua dor, amiga!) (N/a Fabi: isso é vício. Triste essa vida de viciado no “covudo” mais lindo da Inglaterra!) (N/a Mari: covudo é ótimo!) Ela percebeu que era o guri que chamara sua atenção da foto do celular de Danny. Observou-o apoiar as mãos nos joelhos, recuperando-se da corrida. Ele tinha as bochechas rosadas devido ao esforço feito, e seu cabelo estava desarrumado pelo vento. Ele era lindo. (N/a: FATO)
-Duuuuuuude, não faz mais isso comigo! Sair desembestado que nem uma égua doida do nada! – ele reclamava com Harry.
não pode deixar de rir disso, atraindo sem querer o olhar do loiro para ela. Ele sorriu em resposta, exibindo sua covinha. Ela sentiu seu coração palpitar. “Epa, coração palpitando não dá! Qual é o meu problema?” Pensou a garota.
-Ah! Não vai devolver? – Harry olhou para Dougie malignamente. – MONTINHO NO JONES!
Os dois pularam em cima de Danny e tentaram recuperar as baquetas de Harry, que até então ainda não reparara que estavam no bolso de trás da calça de Danny. Ela percebeu que olhava abobalhada para Dougie no montinho. Decidiu deixá-la com seus devaneios.
O loiro charmoso, achando graça dos amigos, aproximou-se dela e falou:
-Desculpe pelos meus amigos idiotas! Isso não acontece sempre.
-Só todos os dias? – ela perguntou rindo.
Ele riu de volta e estendeu a mão para um cumprimento.
-Tom Fletcher, a seu dispor. – falou ele com um piscadinha. (N/a Mari: AAAAAAAAAAAAAAAAH! MORRI! .... Fabi… Fabi? Gente, a Fabi desmaiou.)
-Hum… É... – “Se controla, !” – .
-Cute name.
-É, eu sei. – “Caramba, ele foi a única pessoa que não fez nenhuma brincadeira besta com meu nome”
Ele riu dela. Ou com ela? Os meninos se levantaram e foram até os dois. Dougie, tentando ser prestativo, falou para Tom:
-Hey, mate, essa é a .
-Eu já sei quem ela é. E antes que você tente me apresentar pra ela, ela já sabe quem eu sou. – falou Tom a Dougie, deixando o menino no vácuo.
, percebendo que estava sozinha e excluída, apresentou a menina.
-Guys, essa é a . esses são Tom, Dougie, Danny e, e..., e...
-Harry? – falou Harry tentando completar a fala da menina.
-É isso mesmo!
-Como você pode esquecer meu nome? – perguntou Harry com uma cara de orgulho ferido, enquanto Dougie e Danny tiravam sarro dele.
apenas deu de ombros, rindo e demonstrando culpa. Inevitavelmente seu olhar se cruzou com o de Tom, e ele também sorria, as mãos nos bolsos em uma postura descontraída. Ela corou.
-Então, vamos lá pra dentro que eu to com fome? – Harry, que estava sempre com fome mesmo, sugeriu, tentando se livrar da chacota dos amigos.
Danny, Harry e Dougie foram à frente, sendo o último seguido de perto por . Tom abaixou a cabeça e perguntou discretamente para :
-Posso te acompanhar? – e piscou de novo para ela.
sorriu. “Precisa mesmo perguntar?”



Capítulo 6
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

descobriu, após o intervalo, que não teria aula de francês.
-Ótimo, o mal-amado faltou! – exclamou Dougie, que também tinha a aula com ela.
-Ah, que bom então, num tava a fim de falar francês mesmo...
Awkward silence.
-A gente faz o que agora? – ele perguntou.
-Sei lá. Você é o cara que conhece esse colégio. Eu sou apenas a menina nova – ela falou debochando dele e começou a caminhar sem rumo.
-Que tal a gente ir lá no jardim? – Dougie falou. Em seguida, gritou, percebendo que estava sozinho. – EEEEEI! Me espera. Saco! – e foi no encalço da menina.
Ela andou a esmo e só percebeu onde estava quando viu a grande macieira de antes.
-A-há! Sabia que você ia ouvir minha opinião! – ele exclamou feliz. (^^)
-Que opinião? Eu parei de te ouvir quando eu comecei a andar. – afirmou sentando-se ao pé da árvore.
-Ouch! Essa doeu. Porque você é tão má comigo? – fez beicinho, sentando-se ao lado dela.
-E então, qual a história de vocês? – perguntou ela, ignorando seu comentário.
-Que história? (ô.o)
-Vocês quatro, como é que vocês são amigos?
-Ah! Bom, o Harry e o Danny se conhecem desde crianças, por causa de suas famílias. O Tom entrou pro grupo quando chegou no colégio. Ele veio de Eton e acabou fazendo as mesmas matérias que o Harry; eles são do mesmo ano. E eu conheci os caras quando eu peguei uma detenção junto com o Danny. Eu fui pra lá por ter jogado um apontador de lápis na professora. Mulherzinha mal-comida, aquela! E o Danny, pelo de sempre: garotas.
-Ele é o rei da detenção, né? – comentou divertida.
-Eu acho que ele passa mais tempo lá do que na sala de aula mesmo...
-E como assim o Tom e o Harry são do mesmo ano? Eles não são do NOSSO ano?
-Ah, não... eles são dois anos mais velhos que a gente. Tão no último ano do colégio. E o Danny tá no ano acima do nosso.
-Por quê? O Danny repetiu?
-Milagrosamente, não. – riram.
Continuaram a conversar, e, algum tempo depois, pode ver um garoto andando abraçado a duas meninas e sendo seguido por mais duas.
-Quem é aquele Zé Mané ali?
-Aquele? É Tom Felton. É o capitão do time de footy. Por quê? Tá interessada? – perguntou ele, meio desgostoso. (N/a: pra quem não sabe, a gente paga pau pro Tom Felton. Ele é gostoso e isso é FATO.)
-Não, só achei estranho um panaca andar assim com quatro meninas... E elas, não tem respeito por si próprias não?
Dougie sorriu muito ao ouvir isso. Ela achou graça da felicidade do menino. Olha só, Dougie Poynter estava na sua. Planos. Logo, porém, seus pensamentos foram desviados para Tom e sua covinha. Ela sorriu internamente. Planos maiores.
-Tá, mas, quando você fala footy, é footy tipo soccer? – ela indagou.
Dougie fez uma careta.
-You are soooooo american!

Danny andava entediado pelo gramado. “Droga de tempo livre sozinho! Os dudes estão na porcaria da aula e o estúpido do Felton resolveu desaparecer!” pensava ele enquanto caminhava com a cara emburrada e as mãos nos bolsos da frente da calça do uniforme. “Que inveja do Dougie, queria tá tendo aula com a americana gostosa.” O pensamento veio involuntariamente, junto com um sorriso malicioso.
-Hey, Loser! – ouviu uma voz conhecida chamando-o.
-Diz, panaca! – disse sorrindo. Era bom ver um rosto conhecido, mesmo que fosse o feio do Felton.
Duas das seguidoras de Felton postaram-se ao lado de Danny, dando risadinhas infantis. Danny passou o braço pelo ombro de uma delas e beijou a outra na face.
-E aí, idiota, fazendo o quê?
-Procurando alguma coisa pra fazer... Esse é o pior horário livre de todos. Não é nem antes nem depois da aula, ou seja, não posso sair mais cedo ou dormir até mais tarde. E nenhum dos meus amigos tá comigo.
Felton estendeu a mão fechada com o polegar para cima.
-Valeu, cara, sou ninguém agora?
-NÃO! Tomzinho lindo, você é O cara. – as garotas exclamaram.
Danny riu internamente das fãs dele. Elas eram patéticas. Então sorriu, virando os olhos.
-Nem lembrei de você. Fato. – falou, dando de ombros.
Awkward Silence. Again. Logo foi quebrado, contudo, por uma risada histérica de uma das fãs de Danny.
-Isso, Poynter! Vai! REBOLA ESSA BUNDA GOSTOSA! – A menina gritou, olhando para a esquerda de Felton.
Os garotos se viraram e viram Dougie rebolando que nem um lêmure doido, embaixo da árvore onde estavam mais cedo. Ele começou a rir com a visão do inferno bem no momento em que Dougie virou para eles e cobriu o rosto com vergonha.
Os dois abandonaram suas fãs e saíram correndo em direção ao garoto. Felton chegou primeiro e disse:
-Fala, Poynter! Que tosco cara! Rebolando sozinho pra uma árvore... Tsc Tsc, daqui a pouco vão te internar, hein. – em seguida, olhou para trás de Dougie e sorriu – Huuum... Quem é a amiga?
Danny, que chegava atrasado ao grupo, não precisou ver quem era para saber de quem Tom falava. “” pensou ele pecaminosamente, fazendo uma cara de tarado. A sorte estava lhe ajudando.


Algum tempo depois, o assunto da conversa havia retornado para Tom Felton.
-Ah! Ele é sempre assim, sempre tem um monte atrás dele.
-Eu conheço bem garotos assim. Eles não conseguem segurá-las por muito tempo – disse ela, pensando em Logan. Não conseguiu refrear um sorriso. – Aposto que daqui a pouco elas debandam pra outro.
-Pois eu aposto que vão aparecer mais quatro pra babar o ovo dele! – Dougie desafiou.
-Tá apostado! – ela sorriu marotamente – E o que o perdedor faz?
-Dança que nem um lêmure louco? – Dougie sugeriu, rindo. Ela percebeu que ele realmente esperava que ela perdesse.
Os dois observaram Felton por algum tempo, até que outro garoto se aproximou dele, atraindo duas das garotas como um imã.
-NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – ele colocou as mãos no rosto, como no quadro “o Grito” – Cara idiota!!!!!!!
-Dança, AGORA, que nem um lêmure doido! – mandou, gargalhando até não poder mais. – AGORA, POYNTER!
Dougie suspirou e levantou-se, iniciando sua dança micante.
dobrava-se de rir no chão, atrás de Dougie. Quando viu o guri virar-se, ouviu uma risada espalhafatosa, que ela logo reconheceu como sendo da última pessoa que ela queria ver naquele momento: Danny. Dougie gelou, escondendo o rosto com as mãos, e ela viu que ele encarava o garoto loiro de antes, objeto da aposta.
-Fala, Poynter! Que tosco, cara! Rebolando sozinho pra uma árvore. – tagarelou ele enquanto se aproximava – Tsc Tsc, daqui a pouco vão te internar, hein. – em seguida, olhou para ela com luxúria e sorriu. – Huuum... Quem é a amiga?
Ela revirou os olhos. “Homens! Sempre iguais.” E viu Danny enfim se aproximar. “Ótimo, convenção dos tarados.”
-Tom, essa é a . Ela é americana, mate! – Dougie apresentou, fazendo uma cara marota – , esse é o Felton. Ah, e seguidoras dele.
As quatro meninas deram risinhos toscos e acenaram um oi pra Dougie.
-Nós seguimos o Danny – duas delas falaram. não pode deixar de imaginar como aquelas meninas deviam ter um cérebro muito pequeno.
-Prazer, Tom Felton. Capitão do time de footy e seu criado. – falou ele galantemente, buscando a mão dela para plantar-lhe um beijo. – Ou você prefere soccer? – arriscou, beijando a mão em seguida.
Ela sorriu. “Pelo menos ele tem estilo. E educação. E é BEM gato” Tom aproveitou que segurava a mão dela e puxou-a para cima, pondo-a de pé. “E forte!”
“ODEIO O FELTON!!!!! , TIRA ESSE SORRISO ABESTADO DA CARA AGORA!!!!!! ATÉ VOCÊ VAI BABAR POR ELE?” Pensava Dougie, morto de ciúmes.
“Sai. Daí. Agora. Felton. Eu vi primeiro!” Pensava Danny puto.
admirou como ele era charmoso. Ao ver, porém, as gurias se jogando em cima dele para marcar território, revirou os olhos e pensou:
“Não preciso de mais um Logan na minha vida.” Tratou de tirar o sorriso bobo da cara, o que, por sua vez, causou sorrisos em Danny e Dougie. Percebeu que Felton ainda segurava sua mão. Desvencilhou-se dele bruscamente, perguntando:
-Então, você é do ano do Jones?
-É, esse idiota é sim do meu ano. Infelizmente. – Danny tomou a palavra, tentando chamar a atenção de .
-Brigado pela parte que me toca, Jones. – disse um Tom meio carrancudo.
-E ai, meu amor, fugiu da aula pra pensar em mim? – Danny perguntou se achando.
-É, e por que eu taria com ela se fosse esse o caso? – Dougie interrompeu antes que o respondesse. Ela ficou desapontada; tinha uma resposta tão boa pra Danny – Idiota, a gente não teve aula de francês.
-Ah! O mal-amado faltou? – Tom perguntou alegre – Ótimo, sem aula de francês pra mim! (^^)
-Esse é o horário livre de vocês? – ela perguntou.
-Isso! – Danny confirmou feliz. – Quer ir anotando pra saber quando me encontrar?
-Nops, é só pra anotar mentalmente que não devo nunca cabular aula de francês.
Dougie gargalhou alto, e os garotos se entreolharam constrangidos. não via a hora de sair de perto daqueles dois pavões e inventou qualquer desculpa para sair com Dougie dali.
-Dougie, vamo comigo lá na secretaria ver se o professor de História deixou aquele texto pra gente tirar Xerox?
-Hum... tá... beleza. Bora lá!
saiu arrastando Dougie pela mão e o viu mostrar o dedo do meio, vitorioso, para os dois outros amigos. Ela riu internamente. Esse tava sendo fácil.

Danny devolveu o gesto “amigável” de Dougie e escorou-se no ombro de Felton. Falou sem desviar o olhar da garota:
-Cem pratas pra quem pegar ela primeiro.
Tom Felton o olhou de esguelha sorrindo.
-Cem pratas E dois ingressos para um jogo do Manchester. E só vale se provar o feito.
-Feito.
Apertaram as mãos.




Capítulo 7
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

Ouviu o sinal bater e novamente seu estômago roncar. “Não sabia que a Inglaterra dava fome.”
-Comida!!!! Finalmente!! – Dougie exclamou feliz. – Vamo logo pro refeitório! – e levantou do gramado pra onde tinham voltado depois de o lugar ser liberado por Danny, Tom e seus Krills. (N/a: camarãozinho que fica bem perto das baleias).
balançou a cabeça sorrindo e falou:
-Vamos, esfomeado, vamos. – “Também quero comer!”
-Eu te falei que eu e meus amigos somos esfomeados. Vem, eles já devem estar na mesa.
se sobressaltou.
-Todos, TODOS, os seus amigos vão estar lá?
Dougie a olhou desconfiado.
-Por que a pergunta?
-Nada, ahn... só não queria encontrar com o Jones e com o Felton...
Dougie sorriu muito ao ouvi-la.
-Não se preocupe, eu te defendo daqueles ridículos.
-Posso chamar a ? – ela perguntou de imediato, ignorando-o. Ela teria de mantê-lo ocupado se quisesse por seus planos em prática.
O sorriso de Dougie esmoreceu.
-Claro...

foi procurar por para que elas almoçassem juntas. Quando a encontrou, convidou-a para juntar-se a ela e Dougie durante a refeição. sorriu feliz e arrastou a garota até o lugar onde o menino estava na fila. pode ver, ao longe, Tom Fletcher sentado ao lado de Harry na mesma mesa do dia anterior. Sentiu uma vontade repentina de correr para lá.
-Oi, Dougie! – Falou contente.
Ignorando a menina, Dougie dirigiu-se a :
-E aí, flor do dia, vai comer ou não?
o olhou com censura e ordenou:
-Compra um sanduíche qualquer aí pra mim, que eu vou sentar na sua mesa. – Arrastou uma desapontada para mesa, ouvindo o grito do guri às suas costas.
-Nós nem nos casamos ainda e você já tá montando em mim! – todo o refeitório voltou-se para ver com quem Dougie falava. Murmúrios começaram imediatamente.
riu e continuou andando. Sentou-se à mesa e reparou no olhar confuso dos que lá estavam. Tomou o cuidado de assumir o lugar ao lado esquerdo de Tom, garantindo-lhe uma vista privilegiada da covinha. Ele sorriu ao vê-la sentar-se ao seu lado.
-Ué, você e o Poynter tão juntos? – Harry perguntou com a boca cheia, fazendo a pergunta cuja resposta muitos no salão queriam saber.
riu maliciosamente.
-Por que o interesse... ahn... Judd!?
-Valeu por esquecer meu nome, de novo! – Harry revirou os olhos.
-Mas, amor da minha vida, responde aí! To me matando de curiosidade aqui. – Danny pediu aflito.
-Não te interessa. – ela disse abusada. Olhou em seguida para , que estava do outro lado de Tom, e balançou, discretamente, a cabeça em negação. A menina sorriu contidamente em resposta, e, para a surpresa de , Tom também. “Eba, ele percebeu.”
-Tudo que a gente viveu não significou nada pra você? Você não me ama mais? – perguntou um Danny choroso.
-Claro que não, idiota! Ela tem neurônios! – Dougie, que chegava à mesa, exclamou.
Os meninos não contiveram a risada, e Danny mostrou o dedo do meio para Dougie.
-Eu também teria se vocês não me batessem tanto! – Danny falou raivoso.
-Owwwww, Danny boy é burrinho e admite isso! – Tom Felton exclamou, rindo.
-Vai se f*&@#, viado! – Danny estava com muita raiva deles.
Tom Fletcher ria sem parar dos amigos; quando conseguiu se controlar, virou-se pra e falou-lhe:
-Desculpe pelos meus amigos idiotas! De novo! Acho que essas besteiras acontecem com muito mais freqüência do que eu achava. – ele interceptou o sanduíche que Dougie tentava entregar a sem obter sucesso, pois seus bracinhos curtos não abarcavam o diâmetro da mesa, e entregou-o à garota com um sorriso.
-No worries. – “Ele se lembra da nossa conversa.” pensou sorrindo abertamente. Aceitou o sanduíche sem nem se dar ao trabalho de agradecer a Dougie. Estava adorando a atenção que Tom lhe dedicava. – Hey, , tem aula de que agora? – perguntou à garota sem retirar os olhos do menino e sua covinha.
-VCAD (N/a: Visual Communication and Design), por quê?
-Hum... É que eu tenho um horário livre, e o ridículo do Dougie tem Literatura agora... – disse, finalmente olhando para ela. – Vou ficar sozinha.
-Opa, não se depender de mim! – Harry exclamou feliz e, incrivelmente, não de boca cheia. – Também tenho um horário livre agora. Ah, é, o Tom também. – falou ele olhando para o amigo.
Tom corou, sorrindo. Ao fazer isso sua covinha ficou à mostra mais uma vez, deixando hipnotizada. Danny percebeu as faíscas entre os dois e apressou-se em dizer:
-Não seja por isso, meu amor! Eu mato aula pra ficar com você se precisar de companhia!
-Não se atreva, Sr. Jones! – uma mulher velha, que reconheceu como sendo a bedel mal-comida que fiscalizara sua detenção no dia anterior, falou às costas de Danny.
-Sra. Stromwell, e-eu não vi a senhora aí! – Danny gaguejou.
-Claramente. – a mulher disse irritada. – E, por esse delito, vai pegar mais uma detenção hoje.
Todos na mesa tentavam sem sucesso engolir as gargalhadas, e Danny a encarava perplexo.
-Que delito, Sra. Stromwell? Eu nem cabulei aula ainda!
-Bem dito, Sr. Jones! Ainda! E como sei que o senhor o fará de qualquer jeito, poupe-nos o trabalho de uma notificação formal e apareça no horário e no lugar de sempre, estamos combinados? – ela, em seguida, olhou para Harry: Sr. Judd, tenho um recado para o senhor. Já que o senhor tem o próximo tempo livre, o treinador deseja vê-lo após o almoço, assuntos do time. Foi para isso que vim aqui, mas parece que matei dois coelhos de uma vez só, não é? – disse, voltando a olhar para Danny. – Até mais tarde, Sr. Jones. – e saiu, deixando espaço para que todos na mesa gargalhassem livremente.
-HAHAHAHAHAHA, NÃO ACREDITO, JONES! – Dougie urrava de rir. – SEU AZARADO DO CARALHO!
-Vocês também são uns idiotas! Podiam ter-me avisado que ela tava aí! – ele gritava indignado. – Você, Tom, você tava de frente! E não fez nada! – acusou a Tom Fletcher.
Ainda rindo, Tom deu de ombros, eximindo-se de culpa. Controlou um pouco o riso e, enquanto todos ainda estavam muito entretidos zoando Danny, baixou a cabeça e falou ao ouvido de , que também ainda ria:
-Parece que seremos só nós dois hoje.
parou de rir um pouco e o encarou admirada. “Você fez de propósito?” ela pensou. Como se pudesse ler seus pensamentos, Tom acenou que sim com a cabeça e deu de ombros mais uma vez. Um balão de felicidade inflou no peito dela.
“Ótimo.”

Danny até iria matar aula mesmo, uma vez que já estava de detenção de qualquer jeito, mas, assim que o sinal do início das aulas tocou, a mal-comida Sra. Stromwell já estava lá ao seu lado, pronta para levá-lo pela orelha até a sala de aula. Dando um tchauzinho triste para os amigos, que se dobravam de rir mais uma vez, ele foi carregado para a aula de... De que era mesmo a aula?
“Merda de Stromwell.”


e Tom andaram lado a lado pelo jardim, calados e com sorrisos tímidos idênticos na face. Ela arriscou olhá-lo de esguelha, e a covinha irritantemente perfeita a encarava, como se a desafiasse a ficar sem beijá-la por muito mais tempo. Era impossível não querer beijar aquela covinha.
Tom a ajudou a sentar-se na grama, embaixo da mesma macieira de sempre, e sentou-se ao lado dela em seguida, cruzando as pernas. Ela olhou à volta. O jardim estava bem vazio, e as poucas pessoas que estavam por ali tinham livros nas pernas e pareciam bastante concentradas. “Tão diferente do Constance!”
-O que foi? – Tom perguntou ao vê-la olhar o jardim.
-Nada, é só que... As pessoas aqui são muito diferentes das de onde eu moro.
Tom ergueu uma sobrancelha.
-Mas você mora aqui agora, não é?
Ela o olhou admirada e em seguida percebeu o que dissera.
-É... Verdade. Ainda não me acostumei com estar fora de New York, só isso. É como se...
-Londres não fosse a sua casa? – ele completou. Ela assentiu imediatamente.
-Era exatamente isso que eu ia dizer.
Ele deu um risinho triste.
-Eu sei como se sente. Também me senti assim quando cheguei de Eton.
-Por que você saiu de Eton? – ela indagou curiosa.
Tom deu de ombros.
-Cansei de ver só caras o dia todo.
Ela riu.
-Sério? Foi por isso que você saiu?
Ele riu de volta.
-Ah, sei lá... Lá era tudo tão... Eton. Sabe? Eu me sentia preso. Eles tentavam me persuadir a fazer coisas, seguir caminhos que eu não quero pra mim. Mas foi bastante esquisito quando decidi voltar pra Londres. Bom, mas esquisito.
Ela entendeu mais ou menos o que ele quis dizer.
-Mas aí você conheceu os caras, não é?
Tom abriu um sorriso lindo. A covinha gritou para ela: “ME BEIJA!” Custou-lhe muito não obedecer.
-Sim. E foi o máximo! Está sendo o máximo. Ser amigo deles, quero dizer. Eles podem ser meio idiotas, mas não deixam você na mão. Nunca.
assentiu, imaginando como devia ser ter amigos assim. Ela não tinha. A não ser London, mas não era desse jeito.
-E como era lá em NY?
-Lá? É perfeito! Lojas perfeitas, compras, e, principalmente, festas o tempo inteiro!
Tom riu com sua empolgação.
-Você é baladeira, é?
-Então, defina baladeira. – ela pediu.
-Hummm, média de festas semanais?
-2... 3... 4?
-Tá, tudo bem, agora você tá me assustando. – ele disse, rindo. – Mas diz aí, como eram essas festas?
-Bebidas, drogas, sexo e Rock’n’Roll! – falou em tom divertido. Ele arregalou os olhos assustado, e ela apressou-se a dizer – Calma, a parte do sexo era brincadeira, pelo menos pra mim.
-E a parte das drogas? – perguntou preocupado.
-Bom, essa não, – ela respondeu constrangida. – mas essa é uma história que eu te conto depois...
Quando deu por si, reparou que o rosto de Tom estava muito perto do seu. Ele a olhava intensamente nos olhos.
-Por que não agora? – ele insistiu.
-Como vou saber que posso confiar em você? – falou ela com um sorrisinho maroto estampado na face, tentando esconder o nervosismo.
-Posso te mostrar? – ele disse, aproximando-se mais. O coração dela pulava em seu peito. “Coração pulando? Que esquisito!” Quando, porém, seus narizes estavam quase se tocando, Tom simplesmente desapareceu.
levou alguns segundos pra perceber o que acontecera. Viu Harry jogado em cima de Tom, assanhando seus cabelos grosseiramente.
-Meu amor, você tá aqui! Senti tanto sua falta! – falou Harry, emanando uma vibe gay.
-Caralho, sai de cima de mim! O que diabos você tá fazendo aqui, Judd? Você não devia tá no treino??? – Tom perguntou irritado.
-Eu ESTOU no treino. A gente tá treinando no jardim hoje, porque metade do time não tá aqui.
-HEY, JUDD! VEM PRA CÁ AGORA, SEU CORNO! – gritaram ao longe os colegas de time de Harry
-TO INDO, GALERA! – gritou ele ao pé do ouvido de .
-Ai, Judd, não precisa me deixar surda! – exclamou a menina, com raiva, não só do grito, porém mais da interrupção.
-Opa, desculpa, ... Sem querer... – ele levantou-se e ofereceu a mão a ela. – Quer assistir o treino?
-Não, obrigada, to bem aqui.
Tom sorriu ao ouvir a resposta dela.
-É, vai lá, Judd. Vaza! – ele ordenou presunçoso.
“Puta-que-pariu, Judd, como assim você atrapalhou meu quase beijo com Tom!” Pensou irritada.
Vendo Harry afastar-se relutante, se virou para Tom, que estava deitado charmosamente, apoiando-se nos cotovelos, e perguntou-lhe:
-Que diabos ele joga?
Tom deu uma risada e respondeu:
-Ele não é um lorde? Pólo, óbvio!
o encarou surpresa.
-Não? Cadê os cavalos? Tipo, eles tão treinando no jardim!
-Você já viu algum colégio permitir cavalos estragando seu jardim? Eles só treinam com os cavalos no campo. E, quanto a treinarem no jardim, é que eles tão sem cavalos mesmo. – Tom gargalhou.
-Como é que alguém treina pólo sem cavalo?
Tom diminui o sorriso e perguntou apreensivo:
-Quer ir lá conferir?
-Hummm... Não, obrigada, to com preguiça – respondeu ela, tentando deixar não muito óbvio que preferia estar ali com o garoto. Tom voltou a sorrir abertamente, mostrando sua linda covinha.
-Tudo bem, a gente fica aqui!
Eles continuaram a conversar amenidades, até que uma bola maciça de 8cm de diâmetro atingiu na cabeça, fazendo com que a guria deitasse involuntariamente no chão e começasse a berrar de dor.
-DESCULPA! – ouviram um grito ao longe – FOI SEM QUERER! – o grito foi aumentando a intensidade. Logo, o garoto que gritou aproximou-se de onde e Tom estavam. – Mals ae!
-SEU IDIOTA! VOCÊ ACERTOU A ! F*$¨*&#%$! – Harry gritou com o garoto ao chegar ao local – Tá doendo, ?
-NÃO! Só muito! – falou ela chorosa.
-Pó dexar, eu te levo na enfermaria. – falou Tom levantando-se.
-Não, eu levo! – Harry protestou.
-Não... EU levo! – falou o garoto que acertou a bola em , olhando para as pernas dela e tentando disfarçar um sorriso. – Afinal, fui eu quem a acertou...
-Vocês tem treino, EU levo. – insistiu Tom, pegando-a no colo e rumando para a enfermaria.
“Yuhu! Adorei essa bolada! Tom ME carregando no colo!” Pensava a guria, que já havia parado de chorar.

sorria abobada enquanto Tom limpava seu corte na testa com cuidado. Ele mordia o lábio inferior, demonstrando concentração, e suspirou inconscientemente ao observar tamanho cuidado.
-Me explica de novo por que é você quem tá fazendo esse curativo?
Tom riu.
-Há um motivo pro Danny não ir pra aulas, sabe? Isso normalmente acaba em desastre.
-O que você quer dizer com isso? – ela perguntou, sorrindo abobada.
-Ele explodiu alguma coisa na aula de Química, e a enfermeira está muito ocupada tentando se livrar da gosma verde na cabeça dele e do Felton. Aparentemente é bem perigosa. A gosma, quero dizer.
-Ele e o Felton são parceiros de laboratório? Isso nunca daria certo...
Tom riu de novo:
-Né?
Alguns minutos depois, ele terminou o curativo e afastou-se dela, observando seu feito com as mãos na cintura.
-Até que não ficou muito ruim. – concluiu.
Ouviram então um barulho de porta batendo na sala ao lado, e, em seguida, a voz exasperada de Dougie:

-CADÊ ELA?
-Ela quem? – perguntaram Danny e Felton juntos.
-A BEANIE!
-BEANIE? Quem é Beanie? – perguntaram os outros dois juntos novamente.
-A !
-A ?!?! ELA TÁ AQUI???? – Danny perguntava olhando de um lado para o outro rapidamente. A gosma verde caía em Dougie enquanto ele fazia esse movimento.
-Para de jogar essa coisa em mim! – Dougie reclamou.
-O que aconteceu com a , Poynter? – Felton perguntou.
-Aparentemente o Harry matou ela!
-Eu NÃO matei ninguém! – Harry entrou na enfermaria batendo a porta. – E não fui eu quem mandou ela pra cá!
-Então quem foi? – perguntaram Danny, Dougie e Tom Felton em uníssono.
-Foi o lesado do Brant!
-Porrada no Ant depois da aula? – Felton perguntou, virando-se para Danny.
-Combinado. – confirmou ele.
-Mas cadê ela? – Dougie indagou, novamente histérico.


Tom olhou para e perguntou como se lesse seus pensamentos:
-Quer dar o fora daqui?
-Por favor. – pediu ela no mesmo momento que ouviam a enfermeira responder a Dougie:
-Eles tão ali na sala ao lado.
Tom pegou pela mão e saiu correndo com ela pela outra porta da enfermaria.
-Eles quem? – a indagação feita em coro foi a última coisa que ouviram ao sair do recinto.

Harry e Dougie correram para a sala ao lado, porém não encontraram ninguém lá.
-Cadê eles? – Harry procurou.
-Eles? Ela tá com quem? – perguntou Felton.

“Ela só pode tá com o puto do Fletcher.”
“Ela só pode tá com o puto do Fletcher.”
-Ela TÁ com o puto do Fletcher! – Harry disse irritado. – E porque diabos você tá aqui, miniatura de gente? – colocando a mão na cabeça de Dougie e fazendo cafuné paternalmente.
-Não me chama assim! – respondeu Dougie irritado, tirando a mão de Harry de sua cabeça – O John me falou que a Maggie falou que a Kate falou que o rato da biblioteca falou que o Ant falou que tinha atingido a na cabeça com a bola de pólo. Ai eu tive que vir pra cá e ver como minha Beaniezinha tá!
-O rato da biblioteca? Quem diabos é esse, Poynter? – perguntou Felton em dúvida.
-É aquele nerd bizarro da minha aula de literatura... Ele saiu no meio da aula pra ir no banheiro e quando voltou contou essa história bizarra... – respondeu a “miniatura de gente”.




Capítulo 8
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

“Nunca pensei que eu diria isso, mas...” Pensou antes de falar:
-Tia! Não vai dar pra gente ir fazer compras hoje.
-Por que, querida? – perguntou Tia Laura preocupada.
“Porque eu prefiro ficar em casa pensando em Tom Fletcher.”
-Por causa disso, ó! – respondeu ela apontando pra testa
-Meu Deus! O que foi isso minha querida? Quem te fez essa monstruosidade? Fale-me que eu vou lá no Colfe´s agora buscar satisfações!
-Relaxa, tia, foi só um acidente... Nada demais... Quer dizer, na verdade foi culpa de Harry Judd. – ela disse, divertindo-se.
-Judd? Você ficou amiga de Harry Judd? – a tia ficou subitamente animada. – Então realmente foi um acidente. O pequeno Harry jamais faria mal a uma mosca. Ele é um verdadeiro lorde. – segurou a gargalhada e balançou a cabeça, subindo as escadas para o seu quarto.
-Harry Judd e Daniel Jones. Seu círculo social já está excelente, meu bem! Você devia conhecer o menino Fletcher. Ele estudava em Eton, sabia?
sorriu internamente. “Sei, muito bem.” Pensou ela marotamente.

estava se sentindo entediada. Encontrava-se deitada em sua cama, olhando para o teto do quarto. Pegou sua Louis Vuitton e estava saindo do seu quarto quando Tommy apareceu à sua porta.
-Telefone para a senhorita. – disse o mordomo entregando o aparelho Bang & Olufsen sem fio para ela.
-Quem é?
-Acho melhor a senhorita perguntar a ele. – Tommy falou com um discreto sorriso.
“Ele? Quem é? Nenhum dos meus amigos tem o telefone daqui...” Pensou ela enquanto pegava o telefone da mão de Tommy. Dirigiu-se a cama e sentou-se.
-Alô?
Silêncio.
-Alô? – começou a ficar impaciente.
-Oi? ? – uma voz conhecida respondeu do outro lado. Parecia nervosa. “Ai Meu DEUS! Não pode ser....”
-É, sou eu sim, quem é? – a palma das mãos suou involuntariamente.
-É o Tom. Eeh, Fletcher. Tudo bem?
“Ai MEU DEUS! O TOM TÁ ME LIGANDO!!!!! EEEEEEEEII, se controla garota. Você não é o tipo que dá chilique!”
-Oi, Tom, tudo bem sim. E com você? – ela perguntou; não queria admitir, mas estava nervosa.
-Tudo também.
Depois de mais alguns segundos de silêncio, perguntou:
-Então ligou pra quê?
-É... Que... Queria saber como tava sua cabeça, é isso! – Tom respondeu, deixando sua ansiedade evidente.
-Ah, tá bem. Nem tá mais doendo. Obrigada pelo curativo e por me ajudar a escapar daqueles doidos.
-Qué isso. (N/a Fabi: tipo, imagina que ele tá falando todo feliz do outro lado da linha e você até pode ver ele fazendo essa carinha :) ^^) Foi um prazer te ajudar. Não que seja um prazer te ver machucada, não, isso não é bom, mas é que...
-Tudo bem, Tom, eu entendi. – ela falou rindo. Estava adorando a dificuldade dele de articular-se. – Mas, me diz uma coisa, como foi que você conseguiu esse telefone?
Ele ficou calado por um tempo.
-Bom, na verdade, eu consegui com o Danny. – a resposta de Tom não alegrou nem um pouco a garota. “Como diabos o Jones tem o numero da minha tia?” Pensava ela.

Tom ficou calado por um tempo, parecia ponderar a indagação.
-Bom, na verdade, eu consegui com o Danny. – respondeu ele, cauteloso. – É que, eu não sei se você reparou, mas ele ficou meio obcecado por você. Então ele meio que fez a vó dele descobrir quem eram seus parentes, e então pegar seu telefone. Acho que ele deve tá ligando pra sua casa agora.
-E como você conseguiu que ele te desse o número? – ela não parecia muito contente com a informação que ele acabara de lhe dar, o que deixou o garoto um tanto feliz.
-Simples, ele não me deu. – disse, voltando a rir. – Eu roubei do celular dele. Vamos concordar que o Danny não é das pessoas mais espertas do mundo. Então foi bem fácil pegar o número sem ele perceber.
-Mas como você fez isso? – agora ela parecia até animada “Será que ela ficou feliz em saber que eu fiz isso?” Indagava ele esperançoso.
-Eu tava na casa daquele Zé Mané, e aproveitei pra pegar o celular dele quando ele foi na sala discutir com o Alfred sobre algo relacionado a guitarra dele, nem sei o que era... Ai eu aproveitei, peguei o número e vim pra casa te ligar. Eu tava muito preocupado contigo.
“Okay, eu não devia ter dito isso. Agora ela vai pensar que eu sou algum weirdo psicótico que persegue pessoas que ele acabou de conhecer. IDIOTA!”
Percebendo que a garota não respondia, Tom pensou que o melhora a fazer seria sair daquela situação embaraçosa.
-Então , era só isso, queria só saber se você tava bem. Tchau. Falo contigo depois. – falou rapidamente e desligou o telefone, sem esperar uma resposta dela.


-Então , era só isso, queria só saber se você tava bem. Tchau. Falo contigo depois. – falou rapidamente e desligou o telefone, sem esperar uma resposta dela.
“Hehehehe, que bonitinho, ele ficou nervoso . Bom saber que não sou só eu. Mas também não precisava ter desligado na minha cara. Pensou ela, jogando as costas na cama. Voltou a encarar o teto e logo caiu em um sono profundo com um sorriso tímido no rosto, que alargou-se ao longo do sonho.
estava sentada em sua cama encarando os dois pares de sapato sobre seu tapete persa. “Manolo ou Choo’s? Manolo ou Choo’s? Manolo ou Choo’s? Ó, dúvida cruel” Antes, porém, que pudesse decidir, ouviu a porta do quarto abrir-se de supetão e sua prima insuportável adentrar o recinto.
-Bom dia, prima querida! – Jade cacarejou. – Como vai você?
a olhou mortalmente e disse com a voz seca:
-Estava bem, Jade, até você aparecer. O que quer aqui à essa hora?
-Naaaada, só vim ver como você estava. – disse, aproximando-se de com um sorriso malicioso. estranhou e deu de ombros. Jade recostou-se em seu joelho direito e perguntou melosamente:
-E aí, prima, gostando do novo colégio?
jogou as costas na cama, suspirando.
-É, Jade, é até bem legal.
Mas a prima não a escutava mais. Ao invés disso, aproveitara a distração dela e já corria porta afora com os Manolos de nas mãos. gritou:
-EEEEEEEI! DEVOLVE! – mas era tarde demais, a menina já devia estar longe, e ela não se atreveria a brigar com a prima na frente da tia.
Encarou os Choo’s remanescentes no chão. Suspirou e deu de ombros mais uma vez.
“Jimmy it is.”

entrou cansada na sala de aula de inglês e atirou-se na cadeira ao lado de .
-O que foi isso, garota? – referiu-se ao seu curativo, que agora estava mais apresentável, uma vez que Tommy consertara o mondrongo feito tão carinhosamente por Tom.
-Acidente de pólo. – limitou-se a dizer.
-E você joga pólo? – indagou surpresa.
-Não. Foram os outros.
não pareceu entender, mas resolveu não perguntar mais nada. Baixou os olhos e comentou:
-Nice Choo’s.
sorriu.
-Obrigada!
-Garotas! – ela ouviu uma voz familiar às suas costas. Virou-se e deu de cara com Dougie, que a olhava com reprovação.
-Mais essa aula contigo, coisa! – ela exclamou. – Não me livro de você, tipo, nunca?
riu, e Dougie parecia de coração partido.
-Ouch. Essa doeu. – ele lamentou.
sorriu e esticou-se para plantar um beijo de reparação na testa de Dougie.
-You know you love me. – ele disse, vitorioso. Ela o reprovou com um aceno de cabeça.
-Gossip Girl, Dougie, você? Esperava mais. Tsc Tsc.
-Ah, eu gosto de Gossip Girl! – exclamou.
Dougie a olhou com interesse.
-Mesmo?
A garota assentiu, e eles começaram a conversar sobre a ridícula série de TV. detestava aquela paródia patética de sua vida, mas, se era para fazer e Dougie conversarem, tudo bem.
“Bingo.”

não pode deixar de rir ao entrar na cafeteria e deparar-se com Danny e Tom Felton ainda com os cabelos verdes. Aproximou-se da mesa dos garotos e sentou-se de frente para eles.
-Belo capim. – Ela tirou sarro. riu ao seu lado, e Danny mostrou-lhes a língua. (N/a Mari: precisava colocar essa n/a aqui... Toda vez que leio essa pérola da Fabi, me abro de rir lol! Belo capim é ótimo!)
-Hey, guys, vocês sabem que essa aqui é a ? – Dougie, que chegava à mesa e ocupava o lugar ao lado da garota, perguntou aos amigos.
Danny e Felton a olharam com pouco interesse e cumprimentaram:
-What’s up? – ao mesmo tempo. Então se entreolharam, e Danny reclamou com Felton:
-Dude, para de me imitar.
-Dude, é você que tá me imitando. – O outro se defendeu.
-Dude, vocês são gays. – Harry, que se aproximava do grupo nesse exato momento, falou, arrancando risadas das garotas e de Dougie. Felton mostrou-lhe o dedo do meio.
Danny dirigiu-se a :
-Então é verdade que você se machucou ontem, né, ? – ele apontou para o curativo. – E com quem a senhorita estava, posso saber?
gaguejou, mas, antes que pudesse responder, ouviu a tão esperada voz às suas costas:
-Comigo, ora. – Tom juntava-se ao grupo com cinco livros pesados nos braços. Depositou-os ruidosamente sobre a mesa e expirou: – Ufa! Isso pesa!
-Dude, essa é a . – Dougie se apressou em informar a Tom.
Tom a lançou um sorriso caloroso e falou:
-Eu sei. A a apresentou pra gente ontem. Como vai, ?
sorriu de volta, e pensou satisfeita: “Até que enfim ela está recebendo a atenção que merece de Dougie. E olha como o Tom é atencioso... Pera. Essa não sou eu. Suspirando pelo cara da biblioteca? Dá um tempo!”
Danny e Felton não aparentavam ter gostado de saber que e Tom estavam juntos na enfermaria e principalmente que eles haviam fugido deles. Os dois lançavam olhares raivosos para o amigo. Depois de uns cinco minutos, viu os dois se levantarem e irem embora.

-Então é verdade que você se machucou ontem, né, ? – Danny apontou para o curativo. – E com quem a senhorita estava, posso saber?
Quando ia responder, Tom apareceu carregando cinco livros pesados. “Nerd, tsc tsc, desse jeito o pobre coitado nunca vai pegar mulher nenhuma... To precisando ensinar umas coisinhas pra ele” Pensava Danny com dó do amigo.
-Comigo, ora. – falou Tom em um tom presunçoso. Depositou os livros ruidosamente sobre a mesa e expirou: – Ufa! Isso pesa!
“Filho da puta! Como assim, esse idiota tava com a minha conquista? E esse olhar de gazela apaixonada que a tá dando pra ele? Isso não é bom, nem um pouco... Tenho que rever a aposta com o Felton, AGORA!” Danny estava indignado com a atenção que dava para Tom.
Ele olhou para Felton, discretamente, fazendo sinal para saírem dali.
Os dois se levantaram após uns cinco minutos e saíram da mesa sem que ninguém percebesse. Dirigiram-se ao jardim, e Danny logo falou:
-Mate,temos um problema.
-Qual, otário?
-A americana tá interessada no Fletcher...
-Foi? Nem percebi... Como é que você sabe?
-Ela olhava pra ele que nem uma pata besta apaixonada, sem falar que ele tava com ela ontem na enfermaria...
-Putz, como assim interessada no Fletcher? Tipo, ele é meu amigo, e adoro ele demais... Mas... Tipo, ele não faz o tipo das garotas, ele é meio geek, o coitado... EU faço o tipo das garotas!
Enquanto falava isso, três garotas passaram pelos dois e falaram:
-Oi, Tom; oi, Danny! – elas usavam a saia do uniforme acima da altura padrão do cós, deixando suas longas pernas à mostra. Os dois deram uma grande secada nelas.
- Ah! Adoramos o cabelo verde de vocês, extremamente provocante. – disse uma delas.
-Hum... foi o idiota do Jones, pra variar . – falou um Tom meio envergonhado.
-Mas tá ótimo de verdade, todos os garotos deveriam fazer que nem vocês!
-Brigado... – comentou Danny, meio indeciso se elas estavam brincando com ele ou se estavam falando sério.
- Então, vão fazer o que no almoço, lindos? – perguntou a mais assanhada das três, enquanto mordia os lábios de uma maneira sexy.
-Vamos passá-lo com vocês! – Danny e Felton responderam ao mesmo tempo, esquecendo-se completamente do assunto que os levara ao jardim.
-Ok, vemos vocês depois, então. – saíram as três, dando uma piscadinha para eles.
-Dude, esse negócio da gente falar junto tá me assustando! PARA de me imitar! – disse Felton, dando um pedala em Jones
-Você que pare de me imitar! E essa porra doeu, NÃO faça isso de novo!... Pera, porque mesmo que a gente tá aqui?
-Porra, tu é burro mesmo! A gente tava falando da ?!
-Ah, é mesmo... então, o que a gente faz? Se ela tá interessado no Tom, como é que a gente faz pra aposta valer?
-Você não confia em si mesmo não, né? É só se exibir mais pra ela do que nunca! Merda! Te disse minha estratégia...
-Valeu ae, mas a gente bem que podia zoar um pouquinho o Fletcher, né? – disse Danny maleficamente... Seu cérebro tinha formado uma rara ideia...
-O que você quer dizer com isso?
-Tive uma ideia genial!
-Você? Tendo uma ideia? CORRAM QUE O MUNDO VAI ACABAR! O JONES TÁ PENSANDO! – gritou Felton, zoando com a cara do amigo – FUJAM ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS! O JONES TEVE UMA IDEIA! VAMOS TODOS MORRER!
-Para de ser idiota e me ouve!


-E quem, pelo amor de Deus, sabe me responder onde é o Timor Leste e qual a língua oficial de lá? – perguntava o Sr. Jenkings, com um olhar desesperado. Fazia meia hora que a sala permanecia calada. Podia-se ouvir uma mosca voar.
-Ammm, África? E eles falam timoresteano? – arriscou um menino.
“Ai, meu papai, será que eu vou ter que agüentar pessoas burras onde quer que eu vá? É claro que fica na Ásia e eles falam português!” Pensava entediada.
Dougie olhou para a menina e falou:
-Ei, você tá com cara de quem sabe, por que não responde e deixa o professor feliz? Hein, Beanie?
-Pra ser o teacher´s pet? Nunca na vida! E para de me chamar assim!
-Professor, a sabe!!! – o garoto falou prendendo o riso.
O Sr. Jenkings a olhou com um olhar de súplica. A menina bufou e se controlou para não bater em Dougie.
-Fica na Ásia, e eles falam português. – respondeu ela como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – E tétum.
Os olhos do professor brilhavam com emoção. Finalmente um aluno seu o deixava feliz naquele ano letivo.
-Está certíssimo! Você acabou de ganhar um ponto na sua prova!
As pessoas olhavam para com uma cara indignada. A aluna nova já tinha ponto, e era inteligente? Todos comentavam, baixinho, coisas como:
-Americanos não são burros?
-Será que ela dormiu com o professor pra saber as respostas?
-Tipo, olha os sapatos dela, como ela pode ser inteligente?
fez o que sabia fazer melhor: ignorar os comentários retardados dos outros. É, morar na Inglaterra talvez não fosse ser bom como começava a pensar.

O final do almoço se aproximava, e estava sentada junto de e dos amigos de Dougie. Ela não parecia muito feliz, mas isso passou despercebido a Dougie.
-Hahaha, Beanie, você é a mais nova teacher´s pet do Jenkings! Vo te zoar pro resto da vida! – o guri gargalhava sem parar.
-É, graças a você, eu sou. Brigada, Poynter. – retorquiu ela num tom mordaz e seco. Não queria esse tipo de coisa pra si, já era complexada para ainda ter que se preocupar com esse tipo de situação.
-Hum, desculpa. Não sabia que você ia ficar tão sensível assim por causa disso!
chegou ao cúmulo de irritação.
-Eu quero ter o mínimo possível a ver com esse colégio! Daqui a pouco eu to indo pra casa e quero não me lembrar dessa joça de país! – falou ela lembrando-se de seu plano de fuga para casa.
Todos ouviram calados, perplexos demais com as palavras de para falarem qualquer coisa. Um silêncio constrangedor caiu sobre a mesa. Segundos antes do anúncio do reinício das aulas soar, Tom se virou para e falou baixinho:
-Quer companhia pro tempo livre? Ou vai ser um sacrifício pra você ter uma lembrança comigo? – sua voz soava magoada.
Ela sentiu-se mal por ter ofendido aquelas pessoas que a tratavam tão bem, mas não pediria desculpas; era orgulhosa demais para isso. E, para ela, um pedido de desculpas seria o mesmo que admitir precisar de ajuda, e isso ela não suportava.
-Claro. Pode ser uma boa, melhor do que ficar sozinha. – respondeu ela tentando parecer indiferente, mas internamente se maltratava por estar sendo bruta com Tom. Ele era tão fofo com ela.
Essa pequena conversa, porém, foi ignorada por todos, que se dirigiam às salas de aula. Menos Harry, que também tinha tempo livre. Ele, contudo, resolveu não ficar perto da garota e foi atrás dos colegas de time para praticar um pouco.
Tom pegou pela mão e a levou até a macieira de sempre. Aquele lugar começava a ficar marcante. Chegando lá, sentaram-se e ficaram em silêncio por um bom tempo.
-Por que você deu aquele chilique na mesa? – Tom, não suportando mais ficar calado, perguntou aflito. – Tá sendo tão ruim assim ficar perto da gente?
-Não, não é isso... É que... Deixa pra lá, você não entenderia mesmo...
-Try me!
Ela o encarou por alguns segundos. Ele estava bastante sério e magoado, e isso cortou o coração dela. “Porra, você nem conhece o garoto e fica toda melosinha pro lado dele! , FOCUS!” Pensava ela. Bufou e abriu a boca para falar:
-Bom, é que eu ainda quero voltar pra NY. Lá é minha casa, como a gente já conversou disso. E eu tenho meus amigos, que eu sinto falta, meus pais... Sabe, bateu uma saudade. – ela falava calmamente, nem parecia que mentia. Bom, mentia em partes: realmente tinha saudades de sua casa e de NY, mas do resto, era pura balela. Saudade dos pais? Rá! Até parece. Nunca, porém, admitiria pra alguém seus problemas e complexos, muito menos para um garoto que acabara de conhecer.
-Hum... eu entendo. Viu? Eu disse que iria!

-Por que você deu aquele chilique na mesa? – Tom, não sendo mais capaz de segurar sua inquietação, perguntou aflito. – Tá sendo tão ruim assim ficar perto da gente?
-Não, não é isso... É que... Deixa pra lá, você não entenderia mesmo...
-Try me! – falou confiante.
Ele percebeu que ela o encarava. E a encarou de volta. Ele se sentia desapontado por ouvir aquelas coisas dela, pensava que eles tinham química, sei lá. Parecia tão certo os dois juntos, e ouvi-la dizer que não queria nada da Inglaterra, inclusive ele, doía muito.
-Bom, é que eu ainda quero voltar pra NY. Lá é minha casa, como a gente já conversou disso. E eu tenho meus amigos, que eu sinto falta, meus pais. Sabe, bateu uma saudade. – ela falava calmamente.
Tom percebeu que ela mentia. Não era por esses motivos que ela falara o que falara. Já haviam conversado sobre isso antes... E foi invadido por uma curiosidade muito grande. Tinha que desvendar o que se passava na cabeça dela! E iria fazer com que ela quisesse ficar lá, em Londres, ao lado dele e dos amigos. Não sabia como, mas iria. Para não revelar sua nova resolução, contudo, ele mentiu pra ela também:
-Hum... eu entendo. Viu? Eu disse que iria! – disse aproximando-se dela.

sorriu timidamente para o garoto. Percebeu como eles estavam próximos. Seria aquela uma repetição do dia anterior? Eles aproximaram- se mais ainda, e sentiu seus narizes se tocarem. Ela fechou os olhos e entregou-se ao beijo que ele lentamente iniciava.



Capítulo 9
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

Dessa vez, não houve interrupções. Era um beijo calmo e delicado. Ela pode perceber que ele não queria assustá-la. Com o tempo, o beijo tornou-se mais intenso, virando quase um amasso. Ela queria aquilo. Beijar Logan não era nem de longe tão interessante e gostoso como beijar Tom. Parecia certo e perfeito.
Naturalmente, porém, tudo que é bom em sua vida dura pouco, e ele interrompeu o beijo.
-Desculpe, eu não devia...
-Não precisa pedir desculpas, Tom... Eu quis isso! – ela falou corando levemente. – Não foi uma coisa forçada, nem nada...
-Eu também queria... Desde o momento que te vi. – ele falou, ficando vermelho que nem um pimentão. Ela estremeceu.
-! AMOR DA MINHA VIDA!!! – eles ouviram alguém gritar ao longe, e ficou irada. Jones TINHA que estragar seu momento perfeito com Tom! Ela estava começando a odiar aquele menino de pernas finas.
Ele se aproximou dos dois, acompanhado por Felton, e olhou com uma cara triste para eles.
-Como você pode, ? Me trair desse jeito! Com o meu melhor amigo? – Danny falava com uma voz falsamente chorosa.
A menina encarou a frondosa árvore com uma cara irritada, ignorando o rapaz.
Aproveitando-se da ligeira distração da menina, Danny olhou de esguelha para Felton e sorriu marotamente. Agora seu plano de pregar uma peça no amigo e no alvo da aposta entrava em ação. Ele só não sabia que não poderia ter escolhido um momento pior para fazê-lo.
Felton balançou levemente a cabeça em sinal de concordância.
-, meu amor, como você pode? – ele repetiu.
Viu a garota bufar, e, quando ia responder, Tom falou:
-Você tá maluco, Jones? Tá falando de que? E por que diabos vocês não estão na aula de química? – perguntou apontando para os dois amigos. –E porque diabos vocês escolheram agora para chegar aqui?
Danny olhou Tom perplexo; o amigo estava realmente incomodado com a sua interrupção. Aquilo só serviu para atiçar mais ainda Danny. Tom não podia chegar e simplesmente roubar seu objeto de desejo temporário.
-Maluco, não! Eu sei bem o que vi! Você tava beijando ela que eu vi! Me traindo Fletcher... Estou decepcionado com você!
Felton ria com a encenação de Jones. Aquilo seria muito engraçado.

*FLASHBACK ON*
-Dude, presta atenção! A gente tem que seguir os dois onde quer que eles forem pro seu plano dar certo. – Felton falou.
-Mas quem vai seguir a quando ela entrar no banheiro?
-Danny, como você consegue ser tão burro? – Felton bufou – A gente só vai seguir eles quando os dois estiverem juntos! Assim, se acontecer alguma coisa, a gente põe seu plano em ação. – ele olhou indignado o amigo. – Como foi que você conseguiu ter uma ideia genial dessas se você é tão burro assim?
*FLASHBACK OFF*


-Mate, o que diabos você tá falando? – Tom aparentava estar muito irritado.
-Ok, eu desisto, você ganhou Fletcher!
-Jones! Cai. Fora. Daqui! – ordenava uma irritada ao extremo. – FORA! AGORA!!!!
-O que eu ganhei, Danny? Enlouqueceu de vez? – Tom dizia exasperado. Felton simplesmente ria, mas decidiu manifestar-se e entrar na confusão:
-É, Fletcher, o melhor homem venceu. Me dou por vencido. Anda, Danny, entrega pra ele!
-Tá aqui, ó. Suas cem libras e o vale dos dois ingressos pro jogo do Manchester. – Danny estendeu a mão segurando a nota e o papel fazendo menção de entregá-los a Tom. – Pega logo! Eu não tenho o dia todo... – seu tom de voz era derrotado e choroso.
-E por que você está me dando isso? – Tom aparentava estar tão confuso quanto .
“O que diabos tá acontecendo aqui?” Pensava a menina.
-Dã? Já se esqueceu da nossa aposta???? – falou Felton, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Quem pegasse a americana primeiro ganhava dois ingressos e cem libras, não era esse o combinado?
levou alguns segundos para processar essa informação. Ela estava atônita. “Toda aquela atenção era por causa de uma aposta? ELE ME BEIJOU POR CAUSA DE UMA APOSTA?!?!?!”
Ela virou-se para o menino, que fazia uma cara cínica de dúvida e incompreensão. Ele a encarou de modo profundo. Os joelhos de tremiam, porém ela não sabia se era de raiva ou a sensação que ele trazia a ela. Optou pela primeira opção.
Ouviu-se então um grande barulho. Grandes marcas vermelhas de dedos se formaram no rosto branco de Tom após o tapa. sentiu seus olhos marejarem e se controlou para não chorar.
-Seu filho de uma... Seu idiota! EU TE ODEIO! NUNCA MAIS DIRIJA A PALAVRA A MIM! – ela falou com raiva e saiu pisando firme dali. Tudo que queria era ir pra casa, se aconchegar em sua cama, em NY! Ouviu atrás de si a voz de Tom gritar:
-! ESPERA! EU JURO QUE NÃO FIZ ISSO!! É TUDO CULPA DESSES IDIOTAS! POR FAVOR, ME DEIXA EXPLICAR!

Ouviu então um grande barulho. Ele sentiu o rosto quente e as marcas dos dedos dela se formarem imediatamente. Os olhos da menina estavam marejados.
-Seu filho de uma... Seu idiota! EU TE ODEIO! NUNCA MAIS DIRIJA A PALAVRA A MIM! – ela falou com raiva e saiu pisando firme dali.
Ele estava atônito. “Que porra acabou de acontecer?” Em pouquíssimo tempo, reagiu e gritou o mais alto que podia:
-! ESPERA! EU JURO QUE NÃO FIZ ISSO!! É TUDO CULPA DESSES IDIOTAS! POR FAVOR, ME DEIXA EXPLICAR! – ele gritou, começando a correr em seguida, ao perceber que ela não pararia para lhe escutar. Tentou alcançá-la, mas ela já havia sumido de vista. Respirou fundo e olhou na direção da árvore onde estava a pouco.
-DAAAAAAAAAANNYYYYYYYYYY! EEEEEEEEEELTOOOOOOON!


Ela dirigiu-se com rapidez à entrada do colégio. Agradeceu mentalmente por não encontrar ninguém no portão para lhe barrar o caminho de volta à casa da tia. Nunca na vida desejou tanto que Neil a estivesse esperando, mas, como sua sorte não era tão grande assim, não havia ninguém lá fora aguardando-a.
Começou a andar rumo à casa onde estava temporariamente hospedada, não se importando por gastar a sola de seus lindos Choo’s. Segurava as lágrimas que teimavam em chegar a seus olhos. Não se daria ao luxo de chorar por um idiota como aquele.
“Nem Logan desceria tão baixo! Merda de vida! Preferiria um milhão de vezes tá na rehab agora do que aqui!”
Enquanto caminhava, um carro parou perto de . Por mais incrível que fosse, o imprestável do Neil estava abrindo a porta para que ela entrasse no carro. Ela agradeceu mentalmente por uma vez na vida ele não ser um idiota e falou ríspida:
-Me leve para a casa de minha tia agora!

Ao chegar à casa dos tios, não teve paciência de esperar Neil abrir a porta para ela. Entrou em casa correndo, dirigindo-se a escada, atropelando Tommy nesse ínterim. Sua atenção, contudo, se prendeu em um ponto fixo no final do corredor antes que ela pudesse subir o primeiro degrau. Ele não poderia estar ali. Não agora.
-Ora, ora. Quem diria. Você, aqui. – o tom de voz dele não era nem um pouco agradável, o que contrastava com o sorriso em seu rosto. – Quando Laura disse que você viria, eu não acreditei. Mas, mais uma vez, você me surpreendeu.
o encarava atônita; queria fugir dali. Olhava para os lados, procurando alguma coisa que pudesse lhe tirar daquela situação, mas não encontrou nada. Procurou por Tommy, mas ele também não estava lá. Respirou fundo e começou a subir a escada, ignorando o homem que agora se aproximava.
-O que foi, ? Não vai abraçar seu querido titio não? – Sua voz soava sarcástica. Aproximou-se perigosamente dela, estendendo um de seus braços em direção à cintura dela.
Ela esvaiu-se dele; sentia nojo só de olhá-lo. Continuou a subir, porém foi interrompida por ele. Sentiu seu braço ser puxado com violência para trás, o que a quase fez cair.
-Me. Solta. Agora. – ela falou pausadamente. Arriscou a soltar-se, não sendo, entretanto, bem sucedida. Ele a segurava com mais força.
-O que foi, não sentiu saudades? – ele falou ao seu ouvido.
-Me solta agora. – ela falou fraca, seu braço doía, e as lágrimas formavam-se em seus olhos. – E tenho nojo de você, Avery.
-Hahaha – ele riu, sua risada saindo de forma seca e assustadora – Quem é você pra falar de nojo, ein, sua putinha? – apertava seu braço com mais força ainda. Ela sentia que o membro poderia quebrar a qualquer minuto.
não pensava em mais nada a não ser fugir dali; seu corpo, entretanto, não respondia. Ela congelara no lugar em que estava, o medo crescendo cada vez mais em seu peito. Evitava encará-lo, mas ficava cada vez mais difícil. Ele puxava o corpo dela para virar-se para ele.
Avery levantou sua mão livre e a levou até o rosto da garota. Acariciou-lhe a face, como se não o fizesse há muito tempo e necessitasse fazê-lo. Ela afastava o rosto, porém ele a buscava novamente.
Ficaram assim por alguns segundos, que mais pareceram horas para . Finalmente, ele pareceu cansar daquele jogo e soltou o braço dela. estava tão apavorada que não conseguiu se mexer, e isso pareceu divertir o homem.
-Há, sabia que você queria isso, nem fugir você fugiu. – ele deu uma gargalhada, aproximando-se novamente dela. Agarrou sua cintura com uma mão e com a outra pegou o rosto da menina, virando-o para ele.
-Eu senti saudades de você... e dos nossos encontros. – falou Avery após uma breve pausa.
conseguiu, enfim, sair do seu estado de torpor e perguntou-lhe:
-Onde está tia Laura? Você realmente está fazendo isso com ela por perto?
-Ela saiu com Jade... Não voltam até a noite – deu um sorriso malicioso olhando para o corpo da garota – Não se preocupe, ela não irá atrapalhar nossa comemoração pela sua chegada.
Aquela fala trouxe o horror de volta a mais forte do que antes. Pensando rapidamente, ela chutou o tio nas partes íntimas, e, quando ele a soltou, ela saiu correndo escada acima, alcançando o quarto em que dormia. Adentrou-o finalmente e trancou a porta. Foi até o banheiro e trancou-se lá também.
se recostou à porta e escorregou lentamente até o chão. Não conseguiu mais segurar suas lágrimas e desatou a chorar longamente. Ouviu a porta do quarto ser esmurrada pelo tio, e os gritos dele para que ela abrisse a porta. Seus joelhos tremiam de pavor.
Depois de um tempo, os gritos cessaram, e ela pode por fim respirar calmamente. Queria mais do que tudo voltar para casa. Olhou para a Miu-Miu que estava jogada ao seu lado e pegou seu Sidekick. Procurou na lista pelo telefone que queria e ligou.
-Alô? – uma voz feminina atendeu do outro lado da linha.
-Mãe? – tentava parecer que não havia chorado.
-Ah, é você, . O que quer?
-Nossa, mãe, eu te ligo, e você me atende desse jeito? O que foi que eu fiz?
-Quer mesmo que eu diga? Agora, fale, o que você quer?
respirou fundo antes de responder.
-Quero ir pra casa, mãe.
-Como se isso fosse acontecer. Você já aprontou demais por aqui. Não merece mais nada. Quem sabe talvez seus tios finalmente lhe corrijam, eu já desisti de tentar.
-Quem é? – ouviu uma voz distante do outro lado da linha.
-Sua filha. – a mãe respondeu secamente. Ela não escondia o fato de que estava decepcionada.
-Mãe, por favor, eu só quero ir pra casa.
Ouviu um barulho e então a voz de seu pai.
-O que você quer?
-Pai? Me leva pra casa, por favor. – ele não respondeu. A guria pode sentir que ele estava furioso com ela. – Eu juro que me comporto daqui pra frente, e freqüento a rehab que nem você e a mamãe querem, mas, por favor, só me tira daqui.
-Você perdeu seu direito de pedir coisas há muito tempo. – Sr. respondeu sério e desligou o telefone.
voltara a chorar descompassadamente. Estava sentada, abraçava suas pernas, ainda encostada à porta do banheiro. Procurou em sua bolsa pelo maço de Parliaments e acendeu um quase imediatamente. Tragou o cigarro com força, chorando cada vez mais. Entre uma tragada e outra abaixava sua cabeça até os joelhos, deixando-a apoiada lá enquanto as lágrimas caiam.
Olhou para o braço e percebeu que no dia seguinte com certeza teria uma grande marca roxa ali. Tentou acalmar-se respirando fundo. “Se eu não sair dessa merda de país com a ajuda dos meus pais, eu arranjo outro jeito.”

Pegou o Sidekick e ligou para London.
-! Meu bem! Com licença, Sr. Atwood, eu to no telefone aqui? Tipo, dá pra não interromper?
-Srta. , retire-se da minha sala agora! – pode ouvir a voz de seu antigo professor de Inglês bradar do outro da linha. Sabia que tinha causado problemas à amiga, mas no momento, eles não importavam nem um pouco. Tinha um assunto urgente a tratar com ela.
-Ai! To saindo! Muita falta de educação a sua interromper uma ligação! – London reclamava do professor. – Então, amiga, tudo bom? Que saudades! Sofri tanto escolhendo um vestido sem você pra me ajudar! Você não vai vir mesmo pro baile beneficente?
-London, cala a boca e me escuta! Eu preciso que você vá até o aeroporto, ou ligue pra lá, e reserve uma passagem de Londres a NY, qualquer companhia, o mais rápido possível. Faz isso no meu nome, entendeu? E paga com o seu cartão, depois eu te reembolso. Agora não tem como eu fazer isso.
-Opa, calmaê, ! Não entendi nada! E também não precisa ser grossa! Agora, respira fundo e explica tudo tintin por tintin.
bufou. Por que London não poderia pensar rápido nem quando ela mais precisava?
-London, liga pra alguma companhia aérea, reserva uma passagem de Londres a New York, no nome de , o mais rápido possível pro horário mais perto que tiver. Paga com seu AMEX, por que eu não to podendo fazer isso. Depois eu te pago de volta. – ela falava bem devagar para que a amiga pudesse entender tudo. – Ai, assim que você fizer isso, você vai me ligar e falar o horário do voo. Eu já vou tá no aeroporto esperando, ok?
-Ok, , mas pra que isso?
-London, por algum acaso você se esqueceu que eu to em Londres, contra a minha vontade?
-Não, mas é que, sei lá, eu pensei que seus pais fossem te trazer de volta logo...
-Eles não vão fazer isso, ok? – ela lutava para segurar as lágrimas. Estava com ódio dos pais, mas precisava voltar pra casa. – Então eu preciso da sua ajuda.
-? Você tá chorando? AI MEU DEUS! VOCÊ TÁ CHORANDO! ACONTECEU ALGUMA COISA, NÉ? CALMA AMIGA, VO TE TIRAR DESSA CIDADEZINHA DE QUINTA CATEGORIA! NEM QUE EU TENHA QUE IR DIRIGINDO ATÉ AÍ E PERCA O BAILE HOJE!
-London, calma, não é pra tanto. E não eu não to chorando. Só faz o que eu te pedi, ok? – demorou alguns segundos pra associar tudo que a amiga tinha gritado em seu ouvido. – E London, você não pode dirigir até aqui. – bufou inconformada. – Esqueceu que eu to em OUTRO continente?
-Hihihihi, é mesmo, né? Você tá no Havaí! Pó dexar, querida, to indo comprar sua passagem agooooora! (:D) – ela falou animada e desligou o telefone.
respirou fundo e dirigiu-se ao quarto. Seguiu até o armário e o abriu pegando suas malas. Colocou, então, todas as suas roupas dentro delas de qualquer jeito. Sorriu finalmente, pensando: “Finalmente vou sair desse inferno e voltar pra casa.”



Capítulo 10
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

abriu uma fresta da porta de seu quarto, tentando escutar algum barulho ao redor. Não ouvindo nada, saiu de lá à procura de Tommy, e encontrou-o mais à frente no corredor, conversando com uma empregada. não reparara em nenhum outro empregado além de Tommy e Neil.
Quando o mordomo viu a garota, dispensou a arrumadeira com um gesto de mão e dirigiu-se à .
-Posso lhe ajudar em algo, senhorita?
-Tommy, mande Neil me esperar lá embaixo, pegue minhas malas no quarto e leve-as lá pro carro.
-A senhorita vai viajar?
-Vou. Vou voltar pra casa.
-Com licença, mas seus tios sabem?
-Não, e não irão saber até que eu esteja em NY. – ela respondeu séria. – Mas, me diga, meu tio está em casa?
-Como quiser senhorita. Não, o senhor Carmichael não se encontra. Ele foi buscar a senhora e a filha.
-Hum... Ótimo... Obrigada, Tommy. Agora, por favor, vá rápido.
-Não seria melhor, antes de viajar, refazer seu curativo?
-Hum... É mesmo, tinha me esquecido dele... Brigada de novo.
virou-se e voltou para o quarto. Sentou-se em sua cama e esperou pelo mordomo, para que ele refizesse o curativo.

-London, repete o número pa-u-sa-da-meeeeen-te! – implorou.
-Ai, amiga, é que eu num sei se isso é um 3 ou um 8!
-Amiga, você aprendeu a ler? – bufou. “Tá, , focus!” Dirigiu-se então à atendente da companhia aérea sentada atrás do balcão. – Querida, checa pra mim o próximo voo Heathrow-JFK. Meu nome é .
Esperou um momento enquanto a funcionária buscava.
-Eu encontrei, mas creio que houve algum engano na hora da reserva. – ela disse confusa. – Está escrito e não .
MESMO! – gritou com a atendente, irritada. Falou então com London:
– Já achei aqui, amiga, depois te ligo. – e encerrou a ligação.
-A senhorita tem preferência por janela, meio ou corredor?
-Que classe essa passagem foi comprada?
-Econômica.
“Alguém atira?”
-Tá, vai, que seja! Janela!
-Pode por sua bagagem. – a mulher olhou então para as seis malas de . – E o excesso pode ser pago em cartão de crédito ou dinheiro.
“Eu tenho limite de bagagem? Como assim? Comofás?” Pensava assustada. Não sabia nem que isso existia. Mas logo seu pensamento foi interrompido pelo grito estridente:
-!
congelou no lugar e, pouco segundos depois, sentiu alguém cutucá-la no ombro.
-Aonde você pensa que vai, hein, mocinha? – tia Laura berrou em seu ouvido, mostrando-se muito irritada. – Sai assim de casa, sem avisar? Nós fomos notificados pelo criado!
“Tommy!” Foi tudo que ela pode pensar. “Não acredito.”
Ela viu, pelo canto do olho, Avery olhá-la com uma expressão de vitória no rosto. Sentiu-se enojada mais uma vez. Ouviu então a tia falar à moça do balcão:
-Cancele o check-in. Não será mais necessário. – olhou para . – Nós vamos para casa.
“Era isso que eu tava tentando fazer.” A guria pensou triste.

estava estirada na cama, encarando o teto mais uma vez. “Merda, merda, merda, merda, merda.” Ouviu alguém bater à porta. Ignorou, temendo que fosse seu tio. A batida se repetiu, sendo seguida pela fala:
-Srta. , sou eu, Tommy.
Ela suspirou e levantou-se para abrir a porta.
-Que é, traidor? – ela perguntou ao olhá-lo segurando uma bandeja com chá.
-Posso entrar?
Ela assentiu e fechou a porta às costas dele, trancando-a novamente em seguida.
-Eu imaginei que a senhorita pudesse não estar sentindo-se muito bem. Por isso trouxe um chá.
, perguntou, ignorando a gentileza:
-Como você pode, Tommy? Eu confiei em você.
Tommy a olhou.
-O que a senhorita quer dizer com isso?
-Ah, então não foi você que me dedurou? – ela perguntou sarcástica. – Então, quem foi, o Neil?
Tommy continuou a olhá-la. Ela finalmente entendeu. “Ah, o Neil, aquele bastardo!”
-Desculpa, Tommy. – ela disse, sentando-se na cama de frente para ele, que permanecia de pé e agora lhe servia uma xícara de chá.
-Não se preocupe, senhorita. É um erro completamente plausível.
Ela bebericou o chá. Estava bom mesmo. “England is growing on me.”

despertou ao tentar mexer sua perna sem sucesso, pois o salto do sapato estava enroscado na colcha da cama. Dormira sem sequer tirá-los; isso era mau sinal. Olhou ao redor e reconheceu seu quarto britânico. “MERDA!”
Olhou para o relógio de cabeceira: 1 p.m. Great. Tirou os sapatos e dirigiu-se ao banheiro; precisava de um bom, longo e relaxante banho.
Depois do banho, ela vestiu uma roupa confortável, que não a deixava nem um pouco atraente (mas era assim que ela queria.). Começara a calçar as pantufas, porém lembrou-se em seguida do olhar pervertido de Jones quando ela a vira naqueles calçados, optando então por um par de chinelos de dedo. Não queria correr o risco de seu tio ter o mesmo fetiche inconveniente de Danny.
Saiu sorrateiramente de seu quarto, tentando não fazer barulho. Quando chegou ao pé da escada, deparou-se com Tommy, que sustentava um doce sorriso.
-Bom dia, Srta. .
-‘Dia, Tommy. Meus tios estão em casa? – ela perguntou tensa.
-Não, levaram a pequena Srta. Jade a um torneio de pólo, com os Judd. O garoto mais novo deles vai jogar.
-Judd, tipo, Harry?
Tommy sorriu novamente.
-Imaginei que a senhorita o tivesse conhecido.
deu de ombros. Com tanta coisa na cabeça, quem liga para o Harry?
-Estava apenas esperando a senhorita acordar. Seu café da manhã já está providenciado, embora eu creia que a senhorita vá preferir um almoço. Estou de saída, hoje é minha folga.
Ela o olhou assustada.
-Folga? – “Não me deixa, Tommy!”
Ele sorriu para ela.
-Não se preocupe, senhorita. Amanhã estarei de volta. – aproximou-se um pouco dela. – Cuide-se.
Ela assentiu e observou, triste, o homem sair pela ala dos empregados.
“Ótimo, não tenho porcaria nenhuma pra fazer nesse paíszinho de quinta categoria.” Aproximou-se da mesa do café da manhã e pegou uma maçã, lembrando-se de repente de Dougie. Sorriu involuntariamente. Seria legal tê-lo por perto agora.
Caminhou de volta à escada, mordendo a fruta. Parou, contudo, no segundo degrau, no exato lugar onde seu tio a abordara no dia anterior. Seus pensamentos, então, vagaram até três anos atrás, quando tudo começara. Sua mente girava por lembranças horríveis; coisas que ela não queria pensar nunca mais. Sacudiu a cabeça, de olhos fechados, tentando livrar-se daquelas imagens, mas elas simplesmente não iam embora. Sentiu calafrios percorrendo seu corpo e sua boca repentinamente seca. Abriu os olhos procurando desesperadamente por algo mais em que pensar. E sua primeira visão foi uma garrafa de Blue Label esquecida em cima do console próximo a porta.
Feito um imã, foi atraída para o objeto e tomou um longo gole no gargalo. “God, that felt good.” Na hora em que a bebida desceu queimando sua garganta, ela pode esquecer-se de tudo. Sentiu-se em casa.
Já tinha achado o jeito perfeito de passar o resto do dia.

FLASHBACK ON
-Tá, quem perder vai ter que contornar o The Serpentine no Hyde Park depois das dez. Da noite. – falou Danny, olhando maliciosamente para Dougie.
-To fora dessa! – exclamou Dougie
-O que foi, Dougster? Chicken out? – desafiou Tom Felton.
-Cla...claro que não. – respondeu ele inseguro.
-Então bora! – incentivou Danny.
“É melhor o Harry não cair do cavalo antes do terceiro tempo.” Pensou Dougie aflito.
Os três assistiram à partida, torcendo para que Harry caísse no tempo de sua aposta. Danny apostara que o amigo cairia no segundo tempo, e Felton apostou que a queda ocorreria no quarto tempo.
Eles observavam o jogo avidamente, quando repararam que um jogador do time adversário aproximava-se perigosamente de Harry. Judd, ao tentar atingir a bola para fazer um gol, foi derrubado violentamente de seu cavalo. Os meninos vibraram com a pancada. Nada melhor do que ver outros homens apanharem!
-Háháháhá! Ganhei, losers! Ele caiu no segundo tempo! Se fuderam! – Danny comemorava com os braços abertos, ignorando o estado precário de Harry caído no campo. Um dos juízes até parou o jogo para garantir que o menino fosse socorrido.

Ao cair, Harry sentiu uma dor extremamente forte, chegando a pensar que as costelas haviam se partido. Quando deu por si de novo, atentou para dois homens se aproximando dele com uma maca. Enquanto tentavam colocá-lo na maca, seu olhar desviou-se para um ponto na arquibancada.
“Ah, não! Eles apostaram de novo? Filhos-da-puta!” Pensou Harry ao ver Danny comemorando sua desgraça.
Os enfermeiros deitaram-no de bruços em cima do banco de reservas e colocaram compressas de gelo sobre suas costelas.
Mesmo sem se levantar, ele alcançou com seus braços longos sua sacola e procurou pelo seu celular. Ainda nenhuma nova mensagem. “Merda!”
FLASHBACK OFF.


-Aqueles filhos da puta! Sabem que eu tenho medo do escuro! E nem pra me dizer que o Harry não tava escalado pro terceiro tempo! E qual é a do Felton com um encontro pra hoje à noite? Só pra me deixar sozinho nesse antro de criaturas malignas. Tomara que o Laurent não apareça, não tem um Jacob pra me defender. MEDO.
Lembrou-se então que devia provar que realmente cumprira a aposta. Pegou seu iPhone e começou a fazer um vídeo de sua caminhada.
-Tão vendo, otários, to aqui mesmo! – falava ele para o celular.
Após alguns segundos de gravação, porém, viu uma imagem desconhecida formar-se na tela. Caminhou naquela direção sem tirar os olhos do que aparecia no touchscreen, e logo pode ver que a imagem que se formava era a de um corpo estirado no chão. MEDO!
Começou a correr e, ao aproximar-se mais, viu que o corpo começava mais e mais a parecer-se com alguém de quem ele gostava muito.
-BEANIE! – ele gritou ao cair ajoelhado ao lado dela. Tomou-a nos braços e tirou os cabelos desgrenhados de seu rosto. – BEANIE! Fala comigo!
-Ahn...? Tom...? – respondeu ela fracamente.
Dougie sentiu um peso sobre seus ombros. “O que aquele idiota fez com você?”
-O que aconteceu com você? QUEM fez isso com você?
-Quem?... Ninguém... Eu tava sozinha e triste.... E de repente eu tava feliz... Aí eu fiquei triste de novo... E... E... E... – sua voz foi morrendo aos poucos.
Dougie balançou a cabeça e a pôs no colo, levantando-se.
-Vem, feijãozinho. Vou levar você pra casa. – disse com ternura.
-Pra New York? – ela perguntou esperançosa, de olhos fechados.
-Não exatamente. Mas, se você preferir, eu te levo pra minha casa.
Ela aconchegou-se nos braços dele.
-Eu gostaria disso.
Dougie caminhou com ela para fora do parque, prendendo a respiração devido ao forte cheiro de bebida e droga que emanava da garota.


Capítulo 11
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

-Linda? – ouviu, ao longe, alguém chamá-la carinhosamente.
Suas pálpebras estavam pesadas, mas ela reuniu todas as forças que ainda tinha para abri-las e descobrir quem era aquele ser que a acordava tão gentilmente. Ao ver que era Dougie quem acariciava uma mecha de seus cabelos sobre sua testa, não foi necessário tanta força quanto antes para mexer os músculos da face e sorrir; o sorriso veio espontaneamente.
Ele sorriu para ela em resposta, visivelmente aliviado.
-Pronto, Beanie. ‘Tá tudo bem agora, to aqui com você.
Ela aconchegou-se na perna dele, sentindo a mão do garoto passar de sua testa para a parte de trás de sua cabeça. Assentiu. Sabia que estava tudo bem.
-O que aconteceu com você? – ele indagou preocupado.
Ela apenas negou com a cabeça, indicando que não queria falar sobre isso agora. Ele concordou:
-Tudo bem, querida, Dougie tá aqui. Eu tenho a tarde toda para esperar.
Espera aí. Tarde?
-Que horas são? – ela perguntou grogue. As palavras saíram quase incompreensíveis, mas Dougie pareceu entendê-las mesmo assim, já que sua resposta foi condizente com a pergunta:
-Duas e meia da tarde.
-De domingo? – ela abriu os olhos novamente a muito custo.
-É sim, querida. Mas volte a dormir. – ele pediu.
Sim, era o que ela queria fazer. A perna dele era tão confortável... Mas sabia que não devia, provavelmente alugara o menino durante todo o tempo em que estava ali. Muitíssimo a contragosto, forçou-se a sentar no que descobriu ser uma cama e bocejou longamente.
-Onde estou? – ela perguntou quando pode falar.
-No meu quarto. – Dougie respondeu. – Trouxe você pra cá, como prometido.
-Prometido? O que houve, Doug?
Ele sorriu internamente ao ouvi-la chamá-lo pelo apelido. Era bom vê-la diminuir o escudo, para variar.
-Encontrei você caída no Hyde Park ontem. – ele explicou. – Você não estava muito bem, mas não pareceu querer ir pra casa. Então achei melhor trazê-la pra cá, onde você poderia ficar mais confortável.
-Mas você me achou caída no parque por quê? – ela estava confusa. – O que houve comigo?
Dougie ficou repentinamente sério.
-Eu é que pergunto, Beanie. Que diabos aconteceu ontem? Você estava de moletom e chinelos, largada na grama, cheirando a bebida e... bem... a maconha!
arregalou os olhos. “É, aconteceu mesmo.”
-Ah, Doug, sei lá... É que minha vida não é tão simples assim quanto parece, entende? – então pensou melhor. – Não, acho que você não entenderia...
-Try me. – ele pediu, repetindo a fala de Tom, e ela se lembrou subitamente do garoto. Uma raiva incontrolável subiu sua espinha, e a garota sentiu a cabeça doer.
-Outra hora, Dougie. – fugiu. – Agora o que eu preciso mesmo é de um copo d’água, to morta de sede.
Dougie esboçou um sorriso.
-Claro, eu tenho todo o kit anti-ressaca aqui pra você. Espere um segundo, eu já volto. – ele levantou e plantou-lhe um beijo na testa antes de dizer: Por favor, fique onde está. Eu volto logo. E nós dois temos muito que conversar.
Ela assentiu e aconchegou-se nas grossas cobertas dele, fechando os olhos mais uma vez. Todos os acontecimentos dos dois dias anteriores voltaram em uma avalanche à sua mente: seu tio nojento, seus pais incompreensivos, a bebida, a droga, o beijo... Peraí! O beijo? Com tanta coisa em sua cabeça, ela estava mesmo dando importância a Tom Fletcher, um garoto idiota que ela acabara de conhecer e que já fora tão estúpido com ela?
Sacudiu a cabeça, tentando livrar-se da imagem do garoto, mas só o que conseguiu foi que a dor se intensificasse. E lá estava ela, a covinha idiota piscando para a menina, desafiando-a a não beijá-la. E o riso sincero de Tom. E suas mãos em suas costas. Aquilo não parecia nada certo, ele não devia ser um idiota como todos os outros. Ele não aparentava ser. E, de repente, tudo que ela queria era um abraço amigo, mas, surpreendentemente, não foi em London que ela pensou. Foi em Dougie. Desejou ardentemente que o garoto retornasse ao quarto, e, quando ele o fez, ela estendeu os braços para ele, implorando por um carinho.
Ele sorriu para ela e a abraçou de volta. A menina o apertou com força e sentiu-o sorrir enquanto afagava seu pescoço sobre os cabelos.
-Isso, Beanie. Está tudo bem. Pode chorar à vontade. – ele disse quando grossas lágrimas começaram a cair dos olhos dela. Ela o abraçou com mais força, e ele retribuiu.
Após alguns minutos assim, finalmente o soltou e enxugou o rosto. Ele sorriu novamente e voltou-se para a bandeja que trouxera consigo e que fora depositada sobre a cama quando ele a vira chamá-lo.
-Então esse é o kit anti-ressaca de Dougie Poynter. – ele anunciou com orgulho, apontando para um copo grande e cheio de um líquido vermelho-alaranjado que não tinha uma aparência muito apetitosa. Ao lado do objeto, havia dois comprimidos grandes e um copo com água. A boca dela salivou ao ver o precioso líquido incolor, e Dougie riu.
-Não, senhora, vai beber o suco antes.
-O que tem nisso aí? – ela perguntou com a voz fraca.
-Nem queira saber. – ele respondeu, oferecendo-lhe o copo.
Ela bebeu sem reclamar, embora a bebida tivesse um gosto insuportável. Quando finalmente terminou, ele pôs os comprimidos na mão dela e, depois que ela os colocou na boca, entregou-lhe o copo com água. Ela sorveu tudo em largos goles, e Dougie pareceu satisfeito.
-Muito bem, Dona Beanie. Agora a senhorita vai me contar direitinho o que aconteceu.
Pela primeira vez, sorriu ao ouvi-lo chamá-la daquela forma.
-Sabe, Doug, é meio legal quando você me chama assim. Quero dizer, é meio carinhoso, né? Nos EUA, quando alguém via meu sinal, só fazia zoar. Mas você, é como se fosse seu jeito meio esquisito de falar comigo com carinho.
Dougie sorriu.
-Bem, é isso mesmo. – ele pegou a pequena mão dela dentro da sua, também não tão grande. – Você é minha feijãozinha, que eu vou plantar num algodãozinho pra crescer e ficar bem forte!
riu novamente.
-Tá, bem, Doug. Mas é legal, é meio que seu jeito particular de me chamar, não é?
-É, sim, Beanie. É um segredinho só nosso. Mas aí, você vai me chamar de que então?
-Hum, não sei. Tira a roupa, vou procurar um sinal em você que pareça com alguma coisa, daí posso te dar um apelido à altura! (N/a: TARADA!!!!)
Dougie riu desconcertado.
-Acho que não tenho nenhum pra te ajudar.
Ela fez biquinho.
-Tudo bem, então. Vou ficar com Doug mesmo. Ou você prefere gnomo, hein, baixinho?
Dougie ficou vermelho.
-Olha quem fala! – falou irritado.
-Pronto. – falou batendo palminhas. – Você é o meu gnominho. E só pra constar, ser mulher pequena é ótimo, até sexy. Já homem pequeno...
-PAROU A ZUAÇÃO! br>Um silêncio instalou-se entre eles, porém, não um daqueles que incomoda. Dougie aparentava estar bem zangado com , mas ela sabia que era só charme.
Então ela ouviu um barulho vindo de sua barriga. Ela arregalou os olhos assustada olhando para lá. Dougie, contudo, pareceu não perceber.
-Doug?
-Hum?
-Larica...
-Que?
-Fome...
-Quem é você e o que diabos fez com a Beanie? – ele a olhou assustado. (Ô.o)
(N/a: larica é como é conhecida a fome depois de usar maconha.)

Dougie trouxera comida para e perguntara-lhe se queria tomar um banho. A menina aceitou contente a oferta e foi para o banheiro. Quando saiu de lá, constatou que estava sozinha no quarto, e deparou-se com uma muda de roupas em cima da cama. Havia um pequeno bilhete sobre ela.

Pode usar essas roupas, melhor do que andar pelada por ai, né?Hahahaha,
que engraçado imaginar você com minhas roupas, Beanie. Minha versão feminina de mim,
só que com peitos gigantes e uma bunda maior ainda. HUUUUM... Eu pegava essa versão
feminina de mim...
XX
Dougie


-Tarado! – falou , rindo, ao terminar de ler o bilhete. Vestiu-se, e assim que terminou, ouviu uma batida na porta.
-Posso entrar? – ouviu Dougie pedir.
-Claro, né? É o seu quarto!
Ele entrou e fechou a porta atrás de si. Apresentava um sorriso doce no rosto.
-Como é que você tá agora?
-Melhor; obrigada por tomar conta de mim, Gnominho.
Dougie: – imagina uma fusão dos dois)...
-No worries, darling. Sempre que precisar... – ele falou dando de ombros, assumindo, porém, uma expressão mais séria. – Pronta pra falar sobre o por que de você estar drogada e bêbada no parque no meio da noite?
Quando ia responder que ainda não queria falar sobre isso, o telefone de Dougie começou a tocar. (uma musiquinha bem irritante por sinal.)

-Alô? – Dougie cumprimentou irritado. – Que você quer, Jones?
-Hey, mate. – Danny o saudou meio desconcertado. – Dude. Tipo... A sumiu. A tia dela tá procurando por ela que nem louca, ligou pro meu celular e pro Harry umas cinqüenta vezes. Cada.
-A ? Ué. A tá aqui. Dormiu aqui. – ele disse calmo.
-COMO ASSIM A DORMIU AÍ? TODO MUNDO PEGA ELA MENOS EU AGORA? WTF????? – ele falou tão alto que Dougie não teve dúvidas de que até ouvira. Olhou para ela de relance, e ela o encarava rindo, provavelmente da asneira de Danny. (o.ô) Ele controlou-se para não rir em resposta e continuou:
-Que pegando o quê, otário!
Silêncio.
-Não tá pegando?
-Não?
Silêncio.
-Ah. Tá. É que a gente tava procurando ela. Então vou avisar pra tia dela que ela tá viva e em paz e longe dos Holligans estupradores de quem ela tinha medo. E você liga pro Tom, por favor. De acordo com o Harry, ele tá freaking out.
-Por que de acordo com o Harry? E... eu não, avisa você, seu folgado!
Danny bufou.
-De acordo com o Harry porque eu não poderia saber. O Tom não tá falando comigo.
-O Tom não tá falando com você?
arregalou os olhos. – Por quê?
-Longa história. Só faz isso por mim, tá legal? Não quero ter que falar com ele, mas também não quero que ele morra do coração. Alguém ainda tem que escrever as músicas da banda pra gente não morrer de fome.
-Tá, tá legal, eu ligo pra ele. – Dougie concordou carrancudo e desligou.
Não queria muito o Fletcher perto de naquele momento. Lembrou-se dela chamando pelo nome dele na noite anterior, no auge de seu estupor. Suas entranhas reviraram. Se o amigo fosse o culpado por estar naquela situação deplorável, ele ia sofrer as consequências.
Dougie a olhou nervoso.
-Eeehh... Eu meio que... tenho que ligar pro Tom.
fez uma careta.
-Por quê? O que ele se importa?
Dougie balançou a cabeça.
-Eu e você temos mesmo que conversar, mocinha. Mas espere um segundo, eu tenho mesmo que fazer isso. Ele ainda é meu amigo. – bufou em seguida.


-Tá, vai logo. – ela consentiu de má vontade.
Dougie pegou o celular para discar o número, mas, antes que ele pudesse fazê-lo, ouviram uma batida na porta.
-QUE ÉÉÉ???? – Dougie gritou irritado. – To ocupado!
-EU NÃO TE ENSINEI A FALAR ASSIM COMIGO, DOUGIE LEE POYNTER. – presumiu que fosse a mãe de Dougie gritando feito uma gralha do outro lado da porta. “Wow, uma gralha que nem minha tia. Acho que elas iam se dar bem.” (N/a Mari: imagina a Sam gritando com o Dougie com a voz da mãe do Howard de The Big Bang Theory. Total imagino isso!)
Dougie baixou a cabeça.
-Desculpa, mãe. – ele sussurrou.
-O QUÊÊÊ???
-DESCULPA, MÃE! – ele gritou.
-NÃO GRITA COMIGO!
Ele bufou e olhou constrangido para , que se dobrava, esforçando-se para não rir.
-SEU AMIGO TÁ AQUI!
-Que amigo? – Dougie indagou.
-O TOM!
gelou, e Dougie fez uma careta.
-Cadê ele? – o menino quis saber.
-SUBINDO! – e ouviu-se o som dos saltos dela indo para a direção oposta do quarto.
Dougie correu para e sugeriu:
-Por que você não espera no closet ou algo assim? Prefiro que você não o veja ainda.
Antes, porém, que ela pudesse pensar na oferta, ouviu uma pancada e a porta abriu-se de súbito.
-DUDE!

-Harry, to indo na casa do Dougie pra ver se ele me ajuda a procurar a . Não sei mais o que fazer, cara!
-Mate, relaxa, ela vai aparecer. E por que você tá pirando tanto com isso? Eu hein, até parece que é culpa sua que ela sumiu!
Silêncio.
-É culpa sua? – Harry perguntou curioso.
Tom remexeu-se nervoso.
-Talvez. Em parte. Não sei. É só que a gente brigou e eu queria falar com ela e... E eu to preocupado.
Silêncio.
-Dude, você tá agindo como se gostasse dela. – Harry observou.
De repente, Tom desejou encerrar aquela conversa.
-Ah, mate, não viaja. E como é que tão as suas costas? – esforçou-se para mudar de assunto.
-Sei lá. Igual. Espero que não melhorem tão cedo, a gente tem tempo triplo de matemática amanhã, e eu não tava a fim de ir. Além do mais, tenho duas enfermeiras maravilhosas aqui comigo.
-Quê?
-A Lindsay, a ruivinha do ano do Danny, e a outra... Bem, é uma amiga dela que ela trouxe ae que eu não sei quem é.
-Ah. Judd pegadooor! – Tom zoou. – Ok, dude, to indo pra casa do Dougie.
-Tá, legal. Me avisa qualquer coisa. Aquela escola vai ficar um tédio de novo se aquela garota for embora.
Tom revirou os olhos e encerrou a chamada no iPhone. Correu para fora do quarto, pegando as chaves do Mini no caminho. Ainda bem que Dougie morava perto.

“Ding-dong” A campainha soou.
Tom bateu o pé impaciente, esperando que o sempre ineficiente mordomo dos Poynter fizesse a gentileza de abrir-lhe a porta. Não foi, contudo, o mordomo quem o atendeu.
-O-oi, Sra. Poynter. – ele a cumprimentou sem graça. – Preciso falar com o Dougie urgente, ele tá aí?
-Tá sim. Vou chamá-lo. DOUGIE! – gritou, virando-se para subir as escadas.
Tom pôs um dedo no ouvido direito, protegendo-o do barulho. “Nossa, tinha esquecido como ela é gasguita!”
Ele ficou parado ao pé da escada, escutando a gritaria entre a Sra. Poynter e Dougie, que estava dentro do quarto. Isso sempre o divertia, e, se ele não estivesse tão preocupado com , teria tido problemas para não rir da situação na frente da mulher. Naquela hora, contudo, ele só queria que eles acabassem de se matar e Dougie saísse logo. Precisavam encontrar a garota.
-Suba. – a Sra. Poynter permitiu, e ele subiu o lance de escadas transpondo os degraus de dois em dois.
Sem sequer bater à porta, escancarou-a de supetão, adentrando o recinto.
-DUDE! – ele exclamou, antes de congelar com a visão que encontrara.
estava lá, parada próxima demais de Dougie, vestindo roupas dele e com uma cara de quem foi atropelada por um caminhão. Dougie postava-se à frente dela de um modo protetor, e as entranhas de Tom queimaram de fúria ao ver o modo como pareciam íntimos. Ele estralou o pescoço.
-Eu. Você. Lá fora. Agora. – ordenou para Dougie.
o encarava perplexa, e ele viu as mãos dela se fecharem em torno do pulso de Dougie ao ouvir o que Tom dissera. Outro acesso de raiva o assomou.
-AGORA, POYNTER!
Dougie o olhou carrancudo e seguiu para fora do quarto sem dizer palavra. Tom lançou um último olhar incrédulo a e seguiu o menino, fechando a porta atrás de si.
-Que merda está acontecendo aqui? – Tom soava frio.
-Eu que te pergunto. – Dougie rebateu, ainda mais frio.
-Como assim? Dude, a tia dela tá desesperada, todos nós estávamos preocupados! – ele alegou, tentando esconder o real motivo de sua irritação. – E você ficou esse tempo todo aqui com ela sem dizer nada a ninguém? Ela dormiu aqui?
Dougie assentiu, e Tom ficou repentinamente vermelho de raiva.
-Seu idiota! – ele exclamou, e Dougie retrucou sarcástico:
-Eu sou o idiota? Eu não sei o que você fez a ela, mas ela não está muito feliz com você no momento, sabe? Eu pelo menos cuidei dela. Fiz bem a ela. Faço.
-Cuidar dela? Como assim? – sua preocupação soou mais alto que a raiva.
Dougie suspirou.
-Cara, ela tava horrível. Horrível mesmo. Não horrível tipo Danny e Felton depois da festa. Horrível tipo Lady Di depois do acidente.
-Como assim?
-Drogada e bêbada? Jogada num parque? No meio da noite? Destruída?
Tom sentiu um enorme impulso de voltar ao quarto e abraçá-la, para certificar-se de que estava tudo bem. Conseguiu, contudo, controlar-se, e continuou:
-Mas o que aconteceu, mate?
-De novo, eu é que te pergunto! O que você fez a ela?
-Eu? Eu não fiz nada!

“Cínico.”
-Então por que ela não quer nem ouvir falar de você?
Tom suspirou.
-Porque os retardados do Danny e do Felton armaram uma pra cima de mim! Ciúmes, óbvio, mas eles foram longe demais.
-Ciúmes? De quê? – Dougie parecia confuso.
Tom deu de ombros.
-Não importa mais agora, nunca mais vai acontecer. Não se depender dela. – ele adicionou essa última parte com um muxoxo.
Ele estava realmente triste. Dougie pareceu perceber e aproximou-se do amigo, passando um braço pelos ombros dele.

“Traíra! Ele vai mesmo cair nessa história capenga?” – ela via, indignada, a cena por uma frestinha entre a porta e o batente.
-Bem, alguém tem que avisar pra família dela que ela está bem. – Tom disse cansado.
-Não se preocupe, o Danny já tá fazendo isso.
-O DANNY? Ele ainda teve a cara de pau de ligar pra tia dela?
-Bem, alguém tinha que fazer, não é? – Dougie deu de ombros. – Agora que você já sabe que ela está ok, porque não vai indo...? Sem querer expulsar, mas ela não quer ver você agora, e acho que é melhor se você respeitar isso.
Tom o olhou choroso.
-Não posso nem dar um oi pra ela?
Dougie o olhou sentido e negou com a cabeça. Tom assentiu e concordou.
-Tudo bem. Mas, Doug... Só me responde uma coisa. Vocês, tipo...
-Se ficamos? – Dougie terminou a frase dele. Tom confirmou com um olhar amargurado. – Não.
Esforçando-se ao máximo para esquecer a cena que vira há pouco e confiar no amigo, Tom assentiu novamente e se virou para ir embora. Dougie, contudo, segurou seu braço e falou-lhe às costas:
-O que quer que você tenha feito a ela, que não se repita, ok?
Tom voltou-se para encará-lo.
-Eu não fiz nada a ela. E, se Danny for nosso amigo de verdade, ele vai te confirmar isso.
Tom virou-se novamente e desceu as escadas cabisbaixo. “Preciso me retratar pra ela. Mesmo que por algo que não fiz” Saiu da casa de Dougie sem se despedir da mãe do guri e entrou no carro, dirigindo sem direção.




Capítulo 13
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

A semana passou sem alterações: em casa, esforçava-se ao máximo para manter-se longe dos tios. E, em Colfe´s, ela ignorava todos os meninos, menos Dougie e Harry. E assim a sexta-feira chegou arrastando-se.
Uma coisa diferente, contudo, acontecera: conhecera um garoto na aula de física. Seu nome era Joe Jonas, e ele era, além de simpático, uma gracinha. Contara a ela que tinha uma banda com os irmãos, e ela achou isso o máximo. “How cool is that to have a band?”

Tom entrou no refeitório acompanhado de Harry na hora do almoço. Procurou desesperado por , e a localizou sentada a uma mesa no canto, na companhia de e do engomadinho do Joe Jonas. “As garotas realmente acham aquele anel de castidade cool?”
Harry foi direto para a mesa de sempre sem se importar com Tom.


-Por que ela tá sentada com aquele imbecil? – Dougie perguntou inconformado.

-Dá licença, , posso falar com você? – Tom chegou sutilmente à mesa.
-Não.
-Vai, , se livra desse loser logo. – Joe falou desdenhoso.
Tom o olhou com desdém.
-Cala a boca, Virgem Maria.
-Ei, ele fez uma escolha, tá legal? – o defendeu descaradamente.
Tom a olhou incrédulo.
-Você concorda com isso?
-Achei que já tivesse deixado isso claro pra você.
Ele se lembrou vagamente da primeira longa conversa que tiveram sob a macieira, e do fato de que ela mencionara que o sexo “era brincadeira”. É, talvez ele estivesse bem com a amizade entre ela e Joe Jonas.
-, por favor, vem comigo, é importante.
Ela olhou para Joe, e ele lhe disse:
-Volta logo, tá?
Tom revirou os olhos e a conduziu para um lugar mais privado com a mão na cintura dela. Ela desvencilhou-se dele rapidamente.
-O que você quer? – ela demonstrava descaso.
-Eu já cansei de tentar explicar pra você que aquela merda de aposta não existia. – ele a olhou profundamente. – Então dessa vez eu vim te chamar pra sair.
-Como?
-Amanhã é o aniversário de 50 anos do pai do Harry. Vai ser uma festa de gala muito bonita, e eu queria muito que você fosse meu date.
o olhou incrédula.
-Tá falando sério?
Ele assentiu esperançoso. Ela deu de ombros e falou:
-Não dá. – e deu-lhe as costas, encaminhando-se para a mesa.
Tom ficou chocado.
-Peraí! Por quê?
Ela respondeu por cima do ombro, sem se dar ao trabalho de virar-se para ele:
-Eu já tenho um date pra essa festa.
Ele ficou estático. “Joe Jonas morre hoje.”


-Não é o Joe Jonas. – Dougie respondeu calmamente a Tom.
-E QUEM É, CARALHO? – Tom perguntou exaltado.
Dougie deu um risinho.
-Você vai ver.


prestava atenção na aula de geografia, e Dougie lhe mandava bilhetes a cada cinco segundos, todos sendo completamente ignorados pela garota. Depois de muita insistência do garoto, ela bufou e resolveu abrir um.

I think Danny’s gay! =O


Ela riu e rabiscou: “Me too” antes de devolver o papel a ele. Tudo permaneceu bem calmo, até que se ouviu um irritante “trim-trim” tocar. Quando a guria percebeu que era o seu Sidekick, ficou muito vermelha, agarrou o celular, e pediu licença ao professor, retirando-se da sala.
-Que é?
-SUA VACA!!!!!!!!!!!!! VOCÊ TEM NOÇÃO DE QUANTO TEMPO EU FIQUEI TE ESPERANDO POR HORAS NAQUELE AEROPORTO NOJENTO?????? E QUE PERDI A FESTA DO MÊS????? – London gritava irada.
-Ah. Mals aê. Meus tios meio que descobriram que eu tava fugindo e foram atrás de mim...
-SÉRIOOOO???? – London exclamou chocada. – E agora? Você não vai vir pra cá? Eu nunca mais vo te ver? Você vai ficar presa? E a gente vai perder o sweet sixteen da Tasha? Só porque eu encontrei o vestido perfeeeeeito pra isso?
-É o quê, London? Pirou de vez, foi?
-Aaaaai, amiga, nem te conto! A Tasha Blackwell, aquela gorda, filha do Blackwell, aquele advogado famoso, bom, ela vai comemorar o super sweet sixteen dela no Waldorf-Astoria! E vai ser o evento de outubro! E, amiga, a gente precisa ir pra isso! – London falava animada, já se esquecendo completamente o bolo que lhe dera. – E advinha com quem eu vou?
-Warner Davenport IV?
-Ele, amiga!!!!! Ai, to tão animada! Tipo, foi tão perfeito o tempo que eu fiquei com ele no beneficente, se é que você me entende. E ele gostou também, né? Daí ele me chamou pra outra festa! – disse. – Mas, SUA BRUACA! Você não veio! Te odeio demais!
riu.
-Quer saber, London? Seu eu não fui, vem você. Inverte essa passagem e vem pra cá.
-SÉRIO!?!?!? Posso mesmo? Tipo, seus tios não vão se importar?
-Quem se importa com eles? Quando você pode vir?
-Hihihihi. Semana que vem! Sexta-feira eu to ai! – London respondeu animada.
-Ótimo, você vai me trazer um pouco de diversão.
-Com certeza, amiga! – terminaram a ligação.

-Quem era? Quem era? Quem era? – Dougie perguntava incessantemente, sacudindo pelos ombros enquanto andavam no corredor.
-Garoto bisbilhoteiro! É uma amiga minha de NY, que vai vir me visitar na próxima semana. – respondeu, rindo da curiosidade do amigo.
-Huuuum, mais uma americana... – Danny, que apareceu do nada, comentava ao ouvi-la.
-Ela não é pro seu bico, Jones – ela o interrompeu. – Ela é muita areia pro seu caminhãozinho.
Danny fez um biquinho decepcionado, e Dougie riu da cara do amigo.
-Que é cara, tá rindo de que? Tá pensando que é você que vai pegar a americana gostosa? – disse Danny emburrado e saiu de perto dos dois sem ouvir a resposta do garoto.
-To mais interessado numa britânica. – disse Dougie olhando marotamente para .
-Você vai chamá-la? – ela perguntou animada.
No instante que ele ia responder, chegou perto dos dois.
-Oi, gente. – disse a guria.
-Maybe later. – respondeu Dougie, olhando para . Logo em seguida saiu de perto das garotas, deixando uma confusa para trás.

-O que foi isso? – perguntou .
-Você vai saber mais tarde. – respondeu , dando tapinhas consoladores no ombro da garota. – Vem, vamo procurar pelo Joe.
-Tá... – disse seguindo-a, ainda sem entender nada.

arrancava pedaços de grama impacientemente, enquanto esperava que as aulas daquele dia terminassem. “Merda de horário livre duplo que não deixa a gente ir embora pra casa mais cedo!”
-Falo ou não? Falo ou não? Falo ou não? – Tom se perguntava indeciso. Respirou fundo e levantou-se, saindo de trás da árvore de onde observava escondido. – Vou falar com ela!
Ao dar, contudo, seu primeiro passo, viu seu “amigo”, Harry Judd, fazer primeiro o que ele tentava tomar coragem para.
-Merda de Judd!

-Hey, ! Howzit going? – perguntou Harry, sentando-se ao lado dela.
-Hey, Harry! Tinha esquecido que você também tinha esse horário livre. – respondeu ela.
“Por que ela sempre esquece de mim?” – pensou ele levantando a sobrancelha e revirando os olhos.
-E ai, preparada pra amanhã?
-Humrum. Pretty much. E antes que você pergunte, eu já arranjei meu vestido verde!
Ele deu uma risada gostosa, imaginando-a deslumbrante em um vestido longo verde. Balançou, então, a cabeça, livrando-se desse pensamento e lembrando-se de Tom. “Merda Harry, não seja fura-olho. Não vale a pena brigar com amigo por causa de mulher.”
-E, só pra deixar as coisas claras, nós vamos como amigos. – ele falou.
arqueou uma sobrancelha.
-Por que você tá falando isso? – perguntou ela.
“Ok, fudeu. Ela tá interessada em mim?”

“Ele queria que eu falasse que queria mais do que isso? Ele tá interessado em mim?”
Awkward Silence.
-Ãn, por que nós somos amigos? Né? – respondeu Harry, perguntando.
Tentando quebrar o gelo, respondeu sorrindo:
-Não. Não somos amigos, você é meu novo motorista.
“Ufa, acho. Espero não me meter mais em situações embaraçosas como essa...”
-Vo começar a cobrar, ein? – Harry retorquiu com um sorriso.
-Como quiser, milorde. – brincou ela.


Quando saiu do carro de Harry, dirigiu-se à porta, sendo prontamente recebida por Tommy:
-Boa tarde, senhorita. A aula foi boa?
-Sim, Tommy, obrigada. – disse adentrando a casa. Foi direto ao seu quarto, fechando a porta atrás de si.
Ouviu, alguns segundos depois, alguém bater à porta. Foi abri-la rapidamente, pensando que era Tommy.
“Merda!”
-Como vai, sobrinha?
-O que você quer, Avery? – ela perguntou, tentando mascarar seu medo com irritação.
-Saber como você estava; afinal, passamos uma semana sem nos ver. E já faz o que, dois anos desde nosso último encontro?
“Dois anos e doze dias” Pensou ela, mas não diria isso a ele.
permaneceu calada, tentando empurrá-lo para fora do quarto.
-Está com tanta pressa assim? Não sentiu nem um pouquinho minha falta? – falou segurando-a forte pelo braço e a empurrou para cama, deitando-se sobre ela. Beijou seu pescoço, descendo, em seguida, os beijos para o colo.
Ela tentava de todas as maneiras se soltar, porém era inútil: ele era muito mais forte do que ela.
-Onde está minha tia? – perguntou, tentando fazê-lo parar de beijá-la.
-Saiu, foi comprar um vestido para a patética festa dos Judd... E eu resolvi ficar em casa para lhe esperar. Não tá feliz? – perguntou, voltando a beijá-la.
Aquela tortura continuou. Ele passava suas mãos luxuriosamente pelo corpo dela. As lágrimas se formavam nos olhos de , que lutava para não deixá-las cair; não lhe daria o gostinho de vê-la chorando. Parou de debater-se, pois sabia que aquilo o estimulava, e pôs-se a esperar. O que mais poderia fazer?
Depois do que aparentara uma eternidade, ele pareceu entediar-se e sussurrou ameaçadoramente:
-A propósito, está faltando algumas gramas do meu estoque particular. E eu sei que só você usaria. E o preço pelo uso vai sair caro pra você. Depois eu volto pra cobrar. – beijou os lábios da garota com brutalidade, saindo, então, de cima dela e dirigindo-se para fora do quarto, batendo a porta com força atrás de si.



Capítulo 14

dava os últimos retoques em seu coque estrategicamente desarrumado. As caixinhas nas quais o iPod estava ligado tocavam o refrão de Outta My Head, de Ashley Simpson.
-Outta my, Outta my, Get outta my head! – cantava animadamente. Aquela música viera a calhar.
-Srta. ? – chamou Tommy, entrando no quarto, enquanto tapava os olhos com uma mão. – A senhorita está decente? Bati à porta, porém não houve resposta.
riu e baixou a mão de Tommy.
-Desculpe pelo som. Tô decente sim.
-E deslumbrante. – ele completou, olhando para ela. – Desculpe pela minha indiscrição.
Ela riu de novo.
-Tá tudo bem, Tommy. Obrigada. Mas o que foi?
-O senhor Judd a aguarda na sala.
sorriu, desligando o iPod.
-Ótimo, já estou descendo. – Tommy saiu do quarto, deixando a garota se olhar no espelho. Colocou o par de brincos de diamante da Tiffany, a única peça que faltava no figurino, e admirou seu belo vestido Gucci de um ombro só, feito de seda e na cor verde, como requisitado. – Pronto. Tudo perfeito.

-Harry, querido, está fazendo o que aqui? Não devia estar na festa com seus pais? – perguntou Laura, dando-lhe a mão, para que Harry a beijasse.
-Vim buscar a . Ela é me fará companhia essa noite. – respondeu ele depois de beijar a garra da gralha.
-Mas isso é maravilhoso! Fico feliz em saber que estão se entendendo. – ele pode perceber um tom de ‘ok, quero que vocês fiquem juntos’.
“Acho que o Fletcher não ia gostar disso.”
-Srta. . – Tommy anunciou, salvando Harry de continuar ouvindo a voz da gralha. Ele sorriu de alívio; porém, seu queixo despencou em seguida, ao visualizar descendo as escadas.
-UAU! – foi tudo conseguiu falar ao recebê-la ao pé da escada.
riu, e ele apressou-se em corrigir-se:
-Desculpe, é que você está encantadora. – disse-lhe, beijando sua mão.
-Você também não está nada mal.
-Vamos? – convidou ele, estendendo-lhe o braço. entrelaçou-se.
-Vejo você mais tarde crianças. – falou Laura radiante.


Harry a conduzia imponentemente até o carro.
-Você está realmente bonito nesse terno. – ela comentou.
-Isso quer dizer que eu não sou bonito sempre? – ele perguntou, abrindo a porta do carro para ela.
-Não, só que você tá mais bonito que o normal. – ela respondeu ao entrar no veículo.
Ele deu a volta no carro rapidamente (N/a: tipo o Edward) e assumiu o banco do motorista, perguntando-lhe:
-Então você não esqueceu isso sobre mim?
-Isso o que?
-Que eu sou lindo.
Ela lhe deu um leve tapa no ombro.
-Se toca, Judd. – disse ela revirando os olhos. – Mas eu ainda não entendi por que tenho que estar de verde.
Ele remexeu-se desconfortável.
-Você vai ver. – bufou.

-Vem comigo. – pediu Harry.
Eles entraram por uma porta lateral do castelo. Sim, do castelo, ele de fato era lorde.
Seguiram por alguns lances de escadas e corredores, parando em frente a uma magnífica porta de carvalho. Ele a abriu e segurou-a, dando passagem para a garota.
-Esse é o meu quarto. – ele falou meio constrangido. – Fica a vontade, só tenho que me trocar. É rapidinho.
-Caraaaaaaamba! Seu quarto é muito gigante! Queria um desses pra mim! – falou impressionada.
Harry a olhou de esguelha.
-Não, você não queria. Acredite. – disse, entrando no quarto de vestir.
Ela sentou-se na cama, analisando a imensidão do quarto. Tudo ali parecia nobre e aristocrático, como se tivesse pertencido a várias gerações da família de Harry. Uma coisa, contudo, não se encaixava: uma enorme bateria num canto parecia ser a coisa mais moderna ali.
“Bateria? Hum, it keeps getting better and better.”
Alguns minutos depois, ouviu Harry gritar por trás da porta.
-Promete que não vai rir?
-Huuuuum, depende. Por quê?
-Promete que não vai rir? – ele repetiu.
-Tá, prometo! Sai logo!
Ouviu um click da fechadura sendo destrancada e pode ver Harry saindo do outro quarto... DE SAIA!
não conseguiu segurar o riso.
-O que diabos é isso Harry? Por que você tá de saia? – ela falou entre as gargalhadas.
Harry
-Isso não é uma saia, é um kilt! – ele falou orgulhoso. – E raízes escocesas são uma bosta. – ele perdeu a pose em seguida. – Por isso que eu precisava que você viesse de verde: você, como minha dama, tem que combinar comigo. Esse é o tartan do meu clã, conhecido como Black Watch– ele apontou para o kilt, que era de um padrão verde escuro com azul escuro. (N/a: http://pt.wikipedia.org/wiki/Kilt - fala sobre kilts.) (N/a Fabi: eu comprei um kilt com o mesmo tartan!!! Hehehehe. E o melhor, é que foi na Escócia! Original!)
-Até que é bonitinho... Mas, tipo... não dá brecha não?
Harry revirou os olhos e levantou o kilt.
-Não, olha, eu uso boxers. – falou revelando as sexys boxers pretas Calvin Klein.
Ouviram, então, uma pancada, e a porta abriu-se de súbito.
-DUDE!

Tom ajeitou a gravata, que o estava sufocando, assim que adentrou o enorme salão de festa do castelo dos pais de Harry. Chegara um pouco cedo, mas não queria perder o momento em que chegaria. Precisava saber quem era o par dela.
“Talvez Harry saiba que horas ela vem. Vo vê se ele tá lá no quarto dele...” Pensou Tom, já se dirigindo às escadas que levavam à ala dos quartos.
Andou apressado até o quarto de Harry e, como já era de casa, abriu a porta sem pedir licença. Em seguida, porém, desejou não ter feito isso.
-DUDE! – gritou Tom. – ABAIXA ESSA SAIA, SUA FRANGA ASSANHADA!
“Por que eu sempre acho a no quarto dos meus amigos em situações constrangedoras?”
Harry abaixou o kilt, fechando as pernas como uma menina e corando bastante.
-PORRA! Não sabe bater? – Harry esbravejou.
Olhou, então, para ; ela parara de rir e o encarava sério.
-Tudo bem, ? – ele arriscou.
Ela assentiu com a cabeça, sem dizer palavra.
-Então, idiota, veio fazer o que aqui? – Harry indagou irritado.
-É... que... que... você não tava lá em baixo e eu vim te procurar. – mentiu Tom, corando. – E você, , tá fazendo o que aqui?
-Esperando meu par terminar de se vestir. – ela respondeu calmamente.
Tom a olhou petrificado. “Meu mundo caiu!” (N/a MUITO IMPORTANTE!: música na cabeça de Tom Fletcher nesse momento, click no link: http://www.youtube.com/watch? v=f_2MtwlnLg0)
-Ei, ei, oou... – Harry interrompeu seus devaneios. – Antes que você comece a me chamar de fura-olho ou o caralho, nós viemos como amigos.
-Fura-olho por quê? Nós não temos nada. – disse friamente. Tom sentiu uma pontada no estômago. Ele viu a garota levantar-se e caminhar até Harry, tomando-lhe o braço que ele não oferecera.
-Venha, meu querido Lorde. Acho que você tem que me mostrar seu castelo.
Tom observou, paralisado, os dois saírem do aposento. Harry o encarava supostamente constrangido.
“FILHO DA PUTA!”


-Então, hum, ... Chegamos. – Dougie disse à garota.
-É, eu percebi.
Awkward Silence.
-Gostariam de beber alguma coisa? – perguntou pomposamente um garçom que se aproximou do casal, segurando uma bandeja repleta de flûtes de champagne.
assentiu delicadamente que sim, e Dougie pegou duas taças, oferecendo uma à garota. Ela aceitou e tomou um gole timidamente. Sorriu depois.
Depois de 10 minutos silenciosos, Dougie finalmente conseguiu formular uma frase decente para dizer a . Quando tomou coragem para proferi-la, sentiu um brusco empurrão em seu ombro, que o fez derramar a bebida em seu terno.
-DUDE! – ele ouviu a voz irritada de Tom. – Você sabia que ela vinha com o Harry e não disse nada?!
-Olha o que você fez, seu idiota! – ele exclamou, apontando o terno e ignorando o comentário do amigo. – Desculpa, . Eu vou ali no banheiro arrumar essa porcaria e já volto. – falou virando para a garota. Antes, porém, que pudesse sair, sentiu Tom detê-lo segurando seu braço.
-Cara, fala a verdade! Ela tá com o Harry?
-O que você acha, jackass? – Dougie disse irritado, desvencilhando-se de Tom e indo para o banheiro.
“Idiota!”

Tom olhou desconsolado para e indagou-lhe:
-Por favor, me responde, ela falou alguma coisa pra você?
riu e balançou a cabeça.
-Não, Tom, ela não tá com o Harry.

Harry desfilou com pelo salão, orgulhoso de sua acompanhante. Posaram para inúmeras fotos, e conheceu muitas pessoas importantes, incluindo os pais de Harry, o Duque e a Duquesa de não-sei-que-das-quantas. Era alguma coisa com Ken, Kil, Kolfw... Lorde Judd usava um kilt igual de Harry, e podia-se ver a enorme semelhança entre ele e o filho. “Família de homens bonitos, essa.”
-Harry?
-Hum?
-Seus pais são duques de que mesmo?
-Por que você nunca lembra nada relacionado a mim?
-Hehehehe, desculpa, vai ver é por que você é tão lindo que eu esqueço as coisas... – ela falou sarcasticamente, deixando bem claro que não era verdade nada do que ela falava “OK, ele realmente é gato, só não precisa saber disso!”
-Há. Ha. Ha. Duques de Kenilworth – ele respondeu revirando os olhos.
Por onde andavam, atraíam vários olhares, incluindo o de Danny e de Felton, que se aproximaram do par.
-Até você, Harry? Roubando minha garota? – falou Danny teatralmente.
-No dia em que ela for sua garota, eu faço um show usando esse kilt.
-Meio gay, hein, Harry... Os cambitos de fora... – Felton zoou o amigo.
-Ele tem as pernas BEM grossas, com licença. – defendeu o par.
Harry passou o braço pelo ombro dela, beijando sua cabeça, orgulhoso.
-Essa é a MINHA garota! – Harry falou. viu que Tom chegara nessa hora e deu um grande sorriso. “Bem feito!”
“Por que, Deus? Por quê? Meu mundo caiu de novo!”
-E vocês, seus gays? Um é date do outro? – Harry perguntou desdenhosamente.
Danny e Felton se entreolharam, e Felton ponderou:
-Pelo menos não sou eu que estou de saia.
O sorriso de Harry desapareceu.
-Veremos quem é o gay, Judd. Veremos... – falou Danny ameaçadoramente, arrastando Felton para longe.
-É, Judd, veremos. – reafirmou Felton.
Quando os dois saíram, um silêncio constrangedor caiu sobre os três.
-Bela festa, mate. – falou Tom meio desconcertado.
Antes, porém, que Harry pudesse responder, um criado aproximou-se do trio e falou próximo a Harry.
-Com licença, Sr. Judd, mas seu pai precisa do senhor.
Harry virou-se para e fez uma reverência, desculpando-se:
-Logo retornarei, milady. – e retirou-se, deixando Tom e a sós.
Awkward Silence.
Tom passou a mão na nuca, em sinal de embaraço, e perguntou à menina:
-A gente pode conversar?
-Acho melhor não, não aqui.
(N/a: escutem a música Unintended, do Muse, enquanto vocês leem essa cena.)
Nesse momento começou a tocar uma calma música, e ele pediu:
-Ao menos dança comigo?
Ela suspirou e aceitou a mão que ele lhe oferecia. Como poderia dizer não a ele? Tom a guiou até o centro do salão, onde outros casais dançavam. Ele colocou, gentilmente, a outra mão dela em seu ombro e a segurou firme pela cintura, mantendo o outro braço erguido e sustentando o dela, em posição de valsa. Embora a música não fosse uma, todos os casais no salão estavam posicionados assim, então eles imitaram.
-Então... É... Assim... Você e o Harry estão, tipo... – Tom perguntou nervoso, mordendo o lábio inferior.
-Engrandecendo a amizade? – ela riu nervosa. – Com certeza.
-Então vocês não estão... Tipo...
-Juntos? – ela sorriu, feliz por ele se importar. – Não.
Tom suspirou aliviado. “Vindo dela eu acredito.”
-Você está... (suspiro) linda. – ele falou bravamente, após alguns instantes.
Ela sentiu seu coração acelerar descompassadamente, mas tentou não transparecer. Apenas deu um sorriso discreto e agradeceu.
-Você também, Tom.
Ele sorriu ao ouvi-la dizer seu nome depois de tanto tempo. Suspirou novamente.
-Sabe, , essa confusão toda, não tem fundamento. Você tá com raiva de mim por uma coisa que não aconteceu, e também que não foi minha culpa..

assentiu.
-Desculpa, Tom. Eu posso não te conhecer muito bem, mas agora eu vejo que você não faria algo assim.
Ele pressionou um pouco sua cintura.
-Que bom, , por que eu NUNCA te trataria dessa forma. Eu NUNCA faria você sofrer.
Ela sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha ao olhá-lo nos olhos. Sem saber o porquê, sentiu uma confiança infinita em Tom. E extremamente segura em seus braços. Deitou sua cabeça no peito dele e assentiu.
-Eu sei. – sussurrou.
Ele sorriu timidamente e pousou seu queixo sobre a cabeça dela. Não, ele não iria magoá-la. Nunca.



Capítulo 15
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é, POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

Tom sentiu uma mão pousar em seu ombro ao mesmo tempo em que os últimos acordes da música tocavam. Muito a contragosto, moveu seu queixo de cima da cabeça de para olhar quem os interrompia. “Merda, Harry! Você sempre estraga os melhores momentos.”
Harry os olhava meio culpado.
-Desculpa, sério, mas eu tenho que dançar com a . Ela é meu date, senão vai pegar mal pra mim. – Harry falou ao ouvido de Tom.
Tom bufou e levantou a cabeça de , delicadamente, com um dedo sob o queixo dela.
-Acho que meu tempo acabou... – ele sussurrou ao ouvido dela. – Você tem que ser a “Mrs. Judd” por um dia.

suspirou triste, mas sorriu levemente e olhou nos lindos olhos castanhos de Tom mais uma vez.
-Obrigada pela dança.
Ele passou uma mão gentilmente pelo rosto dela.
-Acredite, eu é que agradeço.
Ele continuou segurando uma de suas mãos e, com relutância, entregou-a a Harry.
-Aqui está sua lady, Lord Judd. – Tom disse, inclinando a cabeça para o amigo, em uma reverência que Harry retribuiu.
-Obrigado, Sir Fletcher. – viu Tom afastando-se e deu completa e total atenção a . – Pronta pra ser minha princesa? – ele perguntou, sorrindo.
-No dia em que você for príncipe, sim. – respondeu ela, também com um sorriso brincalhão.
-Espero que você saiba dançar foxtrot. – ele implorou amedrontado.

-Não se preocupe, eu sei. – respondeu ela, agradecendo mentalmente à Mrs. R por tê-la feito aprender a dança para seu debutant.
(N/a: link para ver o que é foxtrot: http://www.youtube.com/watch?v=94JbmwxOy_0 assistam só até 1:20, depois disso não vale a pena.)
Harry suspirou aliviado, tomando-a teatralmente nos braços ao ouvir a orquestra começar a tocar “The Way You Look Tonight.”
-Sorria para as câmeras, Lady Judd. – ele falou com mais um sorriso.
Ela sorriu de volta. Sentia-se mesmo uma princesa nos braços do amigo nobre.
Depois do foxtrot, dançaram a valsa e, em seguida, Harry separou-se dela meio a contragosto.
-Agora você pode, tipo, sumir daqui, por favor? – ele implorou constrangido, no momento em que um criado apareceu com uma boina no mesmo padrão de xadrez de seu kilt.
Ela riu e disse:
-Tudo bem, eu vou lá fora tomar um ar. – ela concordou, olhando-o colocar a boina na cabeça, e saiu em direção ao terraço.
Foi, contudo, interrompida por Dougie, que a segurou pelo braço.
-Não sai agora, por favor. – ele pediu rindo.
-Por quê?
-Você nunca vai se perdoar se não vir isso. – ele respondeu.
-Dougie?
-Oi?
-Você tá parecendo um pingüim com esse smoking e seus bracinhos pequenos.
-...– Dougie suspirou e a levou para junto de e os amigos.
viu Tom Felton e Danny, cada um ladeado por duas belas moças. E viu também Tom sozinho, mais afastado do grupo. Foi até ele, que a recebeu com um sorriso.
-Você dançou incrivelmente bem.
Ela corou e respondeu-lhe:
-Você também.
-Brigado, mas eu tava falando da sua dança com o Harry. Não que você tenha dançado ruim comigo. – apressou-se ele em dizer. – Mas é que ver você deslizando tão... – suspirou. – Meio que hipnotiza.
(N/a: bota esse vídeo AGORA pra carregar. Mas espera até a gente falar pra dar Play. Sérião, é muito importante!!!!! http://www.youtube.com/watch? v=_niDVNj5HHI&feature=PlayList&p=61089B4FD17FCA4C&playnext=1&playnext_from=PL&index=27)
Ela ouviu um som de gaita de foles e virou-se para o centro do salão. Pode ver Harry, o pai e mais cinco homens, todos usando kilts e boinas, todos com o mesmo tartan. “Tartan, é esse o nome?”
Harry e os três outros jovens, que aparentavam serem todos de idades próximas, pareciam estar mortalmente envergonhados. Os três adultos, porém, demonstravam-se orgulhosos.
soltou uma gargalhada gostosa e perguntou para Tom:
-Quem são?
-A cruz na vida do Judd. – Danny respondeu à questão, rindo também.
-Os garotos são primos dele, e os adultos são o pai e os tios. – explicou Tom.
-E que eles tão fazendo? – perguntou ela.
-“Mantendo as tradições” – respondeu Dougie, imitando o pai de Harry, antes de cair na gargalhada.
-Trouxe a câmera, Felton? – Danny indagou marotamente.
-Mas é claro. – respondeu Felton, tirando a máquina fotográfica-que–também-filma do bolso.

(N/a: Assistam o vídeo agora. Não escute. VEJA! ... ... ... acabou, né?)
ignorou todos seus bons modos e riu até não poder mais da dança escocesa que Harry e os primos faziam, vendo-os ficarem cada vez mais vermelhos.
-Parem de rir do meu irmão agora! – falaram duas das meninas, sobre seus respectivos irmãos, para o grupo.
as olhou sem entender, e Tom esclareceu:
-Elas são primas do Harry. E aquela loira com o Felton é a Izzy, ex do Harry.
percebeu que Izzy era a que mais ria. Ao, porém, depositar o olhar um pouco além do grupo, deparou-se com os olhos da pessoa que ela menos queria ver naquele momento. Ou em qualquer momento. Sua alegria desapareceu, e ela congelou chocada.
Avery a encarava com um sorriso sacana no rosto e, ao perceber que ela o olhava de volta, beijou a ponta de dois dedos da mão direita e mandou o beijo para ela. Ela tinha esquecido totalmente que os tios também iriam àquela festa. engoliu em seco e desviou os olhos dele. Sentiu as pernas fraquejarem.
Tom sentiu mexer-se desconfortável ao seu lado e, ao olhá-la, percebeu que ela parecia prestes a desmaiar. Passou o braço ao redor de sua cintura e perguntou aflito:
-? Tá tudo bem?
Após alguns segundos de silêncio, ela pediu fracamente:
-Só me tira daqui, por favor.
Ele assentiu de pronto e conduziu-a para fora do salão, levando-a para uma sala um pouco distante, que ele adorava no castelo de Harry: a sala de música.


Tom a deitou delicadamente sobre uma chaise em frente a um piano e agachou-se ao lado dela, confortando-a ao passar a mão com carinho em seu braço.
-Você está bem? – ele voltou a perguntar. – Quer alguma coisa, uma água...
Ela balançou a cabeça negativamente, segurando as lágrimas.
-Só... Fica aqui comigo um pouco. – pediu.
Ele assentiu calado e permaneceu agachado, velando-a. Após vários minutos, porém, ela o ouviu pedir baixinho:
-Posso sentar ai?
-Pode. – disse ela, tentando levantar-se; porém, antes que o fizesse, Tom levantou seus ombros, sentou-se e depositou a cabaça dela sobre suas pernas.
-É que eu não tava mais sentindo minhas pernas. – ele explicou. Ela sorriu e fechou os olhos.
Ficaram ali por mais algum tempo, até que ela o chamou:
-Tom?
-Hum? – ele respondeu.
-Obrigada.
Ele sorriu.
-Não há de quê. Quer saber... Sei de uma coisa que pode te animar. – ele disse levantando-se cuidadosamente da chaise e deitando a cabeça de sobre uma almofada.
-O que? – ela perguntou, permanecendo de olhos fechados.
Ele não respondeu e encaminhou-se ao piano, abrindo-o delicadamente.
(N/a: botem pra tocar She falls asleep part. 1. http://www.youtube.com/watch?v=vgVXUkoXrGU&feature=related )

Ao ouvir as notas, ela abriu os olhos devagar e o observou, falando:
-Eu não sabia que você tocava piano.
Sem interromper a música, ele respondeu:
-Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim. Ainda.
-Eu não conheço essa música.
-É minha. – ele respondeu meio sem jeito.
Ele deixou seus dedos correrem pelas teclas do piano. Fechou os olhos, sentindo uma paz que nunca sentira antes ao tocar aquela música. Era bom tocar pra ela. Abriu os olhos e viu de esguelha que sentava-se ao seu lado no banco. Antes, porém, que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela sussurrou em seu ouvido:
-Eu também. – Tom adquiriu uma expressão confusa. – Eu também sou sua. – ela explicou.
Ele parou de tocar e encarou seus olhos profundamente. Passou a mão pela nuca dela com delicadeza e a beijou, antes que esse momento lhe fosse tirado mais uma vez.



Capítulo 16
(N/a: Lembre-se, quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

desceu do carro de Harry e teve que apressar o passo para acompanhá-lo.
-O que é isso, Harry? Pra que essa pressa? – perguntou , ofegante.
-PRECISO ver o Danny agora.
-Por quê?
A guria ficou sem resposta. Continuaram andando até chegarem perto dos amigos. Felton e Dougie gargalhavam enquanto Danny estava com a cara emburrada. batia em Dougie e sussurrava:
-Para de rir! Coitado! Queria só ver se fosse você!
-Mas não sou! GO GO BOY!
-Caramba, cara. As amigas da sua avó? – Harry divertiu-se às custas de Danny. – Bom, pelo menos você tá famoso na Internet.
Danny bufou, ficando ainda mais vermelho.
-Foi o Chandon, tá bem? – ele tentou se defender. (N/a: champagne)
-De que vocês tão falando? – perguntou confusa.
-Disso. – disse Felton mostrando-lhe um vídeo no Youtube em seu iPhone.
assistiu pasma ao vídeo de Danny, intitulado “Aristocratic old ladies have fun.” Ele estava sobre uma mesa, dançando sensualmente para um grupo de velhas, convidadas da festa do pai de Harry. (N/a: gente, imagina o Danny dançando que nem em “Black or White” do Live at Wembley, passando a mão na barriga e se achando o gostoso. – se bem que ele tava gostoso.) Danny fazia um lento strip-tease, tirando o terno e a gravata e fazendo a alegria da mulherada. A gravação terminou quando uma senhora, que aparentava estar furiosa, puxou Danny, quase sem camisa, de cima da mesa.
-Ah! Lady Abigail estraga prazeres! – Harry lamentou.
-Que nada! Ela nos salvou de um trauma eterno, isso sim. – Felton disse, e todos, exceto Danny, gargalharam.
-Só porque eu queria ver a cara das velhas quando olhassem o Danny sem camisa. – Harry brincou mais.
-Quem é essa senhora, Lady Abigail? – perguntou curiosa.
-Minha avó. – respondeu Danny num muxoxo.
viu Tom aproximar-se do grupo correndo e não pode reprimir um sorriso enquanto via seu cabelo balançando enquanto corria.
Ele deu um sorriso caloroso para ela antes de falar aos amigos:
-DUUUUUUDE! Eu vi no Youtube! Congrats, Danny! Ganhou quanto, hein?
-PAAAARA, PORRA! – gritou Danny estressado.
Duas garotas passaram por eles comentando:
-Hum Danny, pode ir pra mesa lá de casa quando quiser. – deram uma piscadela pro menino e continuaram seu caminho.
Danny bufou e balançou a cabeça.
-Quando vocês vão esquecer essa merda? – perguntou Danny derrotado.
Felton o olhou muito sério e respondeu:
-Nunca.
Dougie acompanhava até o laboratório de biologia, fazendo praticamente uma investigação policial.
-Onde a senhorita estava, hein, dona Beanie? Desaparece, não dá noticias. Saiu da festa que horas? Com quem? Como? E passou o domingo onde, hein? Que eu morri de ligar pro seu celular, e a senhorita não atendeu.
-E o que te interessa, hein Gnomo? – ela riu do questionário.
-Ah, vai, , eu me preocupo. – ele falou com um biquinho.
Ela riu e olhou para ele.
-Acho que você sabe com quem eu tava, não?
-Ahn, não?
-Tom.
-AAAAAAAH! E vocês não tavam se matando não, né? – perguntou ele desconfiado.
-Não. – ela conteve um sorriso. – Não mesmo. E...
-E... O quê? – ele estava curioso.
-E... a gente se beijou. – ela respondeu com um sorriso tímido. – E...
(O.O) Dougie (ò.ó)
-E o que? Porra, fala tudo de uma vez!
-E... a gente fez as pazes...
-Na cama? (O.O)
-Ewww, Dougie! Não! Tarado! Ele me levou pra casa, como um bom gentleman, coisa que você não é!
-EEEEEI! Hate you guys. (N/a: que nem no documentário de Radio:Active. LINDO *-*)
-E você, hein, Gnomster? Como foram as coisas com a ?
Dougie corou furiosamente.
-É... – começou ele.
-É... O que?
-A gente meio que...
-Meio que o que? Fala tudo de uma vez!
-Agentemeioquesebeijou. – Dougie falou muito rápido.
-SÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIO!?!?!? Que máximo!!!!!!! – disse dando palminhas.
Dougie revirou os olhos.
-Nem é pra tanto...
-É sim... Acredite!
Sentiu um braço apoiar-se pesadamente em seus ombros. Virou o rosto e deu com cara de Felton, que abraçava não só a ela, mas também a Dougie.
-E ai, Dougie, tudo bom? – disse ele olhando para Dougie. – E aí, gata, pronta pra ser minha rã? – falou olhando para .
Ela o fuzilou com o olhar.
-Morre, Felton!
Pararam em frente ao laboratório, ao mesmo tempo em que o sinal tocou. Dougie despediu-se deles, e os dois entraram no laboratório. odiava ter que começar a semana com Felton. Contudo, naquele dia, tinha algo normal para conversar com ele, e isso talvez tornasse a experiência mais suportável.
-Tom, quem é lady Abigail?
-A avó do Danny, por quê? – ele disse puxando o banco, debaixo da bancada para que ela sentasse.
-Obrigada. – ela agradeceu a gentileza, mordendo o lábio inferior. – Hum, eu sei que ela é avó do Danny, ele falou hoje. Mas é que minha tia já a mencionou, e vocês também, hoje. Ela é o quê?
-Rica. Muito rica... E é também a salvação da vida acadêmica do Danny.
-O que você quer dizer com isso?
-Que essa escola foi praticamente montada pela vó do Danny. Toda vida que ele faz alguma merda, ela dá uma grande quantia de dinheiro para cá, ou uma nova ala da biblioteca ou qualquer outra coisa. Por isso que o Danny não repete de ano ou é expulso. Se dependesse dele, ele ainda estaria na quarta série. – riu.
assentiu, também rindo.
-Agora eu sei da onde ele tira o gosto por velinhas ricas... Mas... E o pai dele?
-A avó do Danny não gostava dele, então o cara se mandou com uma guria uns 5 anos mais velha que a gente. – ele respondeu dando de ombros.
sentiu-se meio mal por Danny. Ele podia não ter nada na cabeça, mas devia ser muito difícil. Não que sua família fosse perfeita, mas a dele conseguia ser pior.
-Não acredito que a gente ainda tá trabalhando com rãs. Qual é a dessa professora? – perguntou Felton entediado. Pegou o bisturi na mão e o espetou de qualquer jeito na barriga da rã. Um líquido espirrou dela direto nos olhos de Tom Felton. – EEEEEWWW!

“Educação Física (P.E.)! ODEIO! Ter que ficar aturando aquelas duas criaturas, ninguém merece... Pelo menos tem o Dougie e a ...” Pensava , lembrando-se de que teria, além dos amigos, a companhia de Tom Felton e Danny.
Dirigiu-se para o vestiário, com , para trocar-se. Ao sair de lá, foram até a quadra, deparando-se com uma visão aterrorizante.
“AAAHHHHHHH! FUDEU! TOM VAI ME VER DE LYCRA!!!!! COMOFÁS??????”
Elas se aproximaram, constrangida, da cerca onde Tom e Harry estavam encostados, conversando com Dougie, que estava do lado de dentro da quadra.
-Oi, Tom, oi, Harry. Boa tarde. – ela os cumprimentou constrangida.
-Booooooa. – responderam ao mesmo tempo, com um olhar maroto. Dougie fechou a cara e os repreendeu:
-Ei, caras, respeito pela Beanie!
-Você só tá dizendo isso porque vê ela assim duas vezes por semana. – falou Harry se defendendo.
-Nada a ver, dude. – Tom Felton chegou ao grupo. – Eu também vejo ela duas vezes por semana na P.E. e nem por isso to acostumado!
Dougie e Tom ficaram muito sérios.
-Quieto, Felton! – exclamaram os dois em uníssono.
Ele deu de ombros e saiu de perto dos cinco, dirigindo-se para um grupo de garotas do outro lado da quadra.
-Tão fazendo o que aqui? – perguntou aos dois mais velhos.
-Matando aula. – Harry disse simplesmente, dando de ombros.
-Eu não sabia que vocês todos tinham P.E. juntos. – Tom comentou.
-Felizmente. – falou Danny, que se aproximara dos amigos.
-Infelizmente. – falou revirando os olhos.
“PRÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ” Soou o apito da professora de educação física.
-Garotas, venham aqui pro centro, por favor. – convocou a mulher.
-Tchau, gente. Tchau, Dougie. – despediu-se , dando um beijo na bochecha do menino e indo para o centro.
-Tchau, meninos. – falou distanciando-se deles.
-! – Tom chamou, apontando com o indicador para a bochecha, ou melhor, para a covinha na bochecha, como se soubesse que ela era irresistível.
A garota riu, revirou os olhos e falou com uma piscadela:
-Come and get it. – e continuou a andar.
-SE FUDEU! – Danny exclamou feliz.
-LOSER! – Dougie zoou o amigo, ao mesmo tempo em que Harry dava um pedala em Tom.
-Ouch, doeu! – olhou então para Danny massageando a cabeça. – É, eu sei que fudeu...
-Você tá gostando mesmo dela, né? – Harry perguntou retoricamente, e Tom assentiu.
-Mas, cara, você conhece ela faz duas semanas... – Danny falou.
-Eu sei cara... E não é por isso que fudeu? – Tom respondeu.




Capítulo 17

Tom aparecera na casa de todos os dias daquela semana, sob a desculpa de que estava levando sua irmãzinha Carrie para brincar com Jade. Eles passaram ótimos momentos juntos, não só lá, como também na escola. Contudo, não voltaram a se beijar. E, para ampliar a alegria de , o tio estava viajando. Nesse clima de felicidade, logo veio a sexta-feira: o dia em que London chegaria à terra da Rainha.
-, vai fazer alguma coisa hoje? – Dougie perguntou feliz.
-Vo sim, por quê?
-Ah... nada não, ia te chamar pruma coisae, mas nada de importante... – ele respondeu isso olhando para Danny, que pareceu desapontado. – Mas vai fazer o quê?
-Buscar uma amiga no aeroporto.
-Outra americana???? – Danny perguntou, subitamente animado.
-É a mesma da que eu falei semana passada, Danny. respondeu bufando.
-Quer carona? – Tom ofereceu.
-Adoraria. – respondeu ela, sorrindo abobadamente.
-Que horas a gente vai? – Tom perguntou, exibindo um sorriso 32 dentes.
-Depois da aula, tá bem pra você?
-Perfeito
-Vamos parar com o momento mela-cueca! – Harry disse se aproximando do grupo. – Hey, dudes, vo me atrasar pro ensaio de hoje, oks?
-Por que, cara? – Danny perguntou.
-Ensaio de que, Harry? – indagou confusa.
-Da banda. – ele respondeu, ignorando Danny.
-Que banda?
-McFly? –
-Quem diabos é McFly?
-A gente? – os quatro garotos perguntaram/afirmaram ao mesmo tempo.
Ela olhou de um rosto para o outro, assustada.
-Quê?????? VOCÊS SÃO UMA BANDA???????
Danny gargalhou, e Tom lhe perguntou atônito:
-Você não sabia que a gente tem uma banda?
-Não! Ninguém nunca me disse!!!
-Bom, agora você sabe. Falando nisso, você vai amanhã? – Dougie perguntou.
-Vou amanhã pra onde?
-Pro show?
-Que show?
-Nosso?
-E vocês fazem shows?
-Dããããã! Você não falou nada pra ela, não, Tom?! – Danny exclamou.
-É, Tom, por que você não me chamou? – indagou, demonstrando irritação.
-Desculpaaaa... Eu meio que esqueci da banda... tava pensando em outras coisas... – ele respondeu desconcertado.
-Tava pensando na , né? – Harry zoou o amigo.
-Exatamente! – Tom respondeu de pronto.
“PUTA QUE PARIU! FUDEU!”
Os três amigos começaram a gargalhar do agora vermelho Tom.

“OWWWWN... Que lindo... Ele tava pensando em mim.” Pensava com um sorriso bobo estampado na cara, retirando-o logo em seguida.. “Opa... isso não sou eu... Tenho medo do que ele faz comigo...”
-E vocês tocam o quê?
Os quatro garotos começaram a falar da banda ao mesmo tempo, esquecendo-se do estranho momento.

-Que legal, você tem um Mini Cooper. Conversível! – comentou animada, entrando no carro. Tom fechou a porta para ela e deu a volta, entrando no veículo. – Por que eu não o vi no dia da festa do pai do Harry?
-É, meu carro dos sonhos. Bem legal, né? Hum, boa pergunta... Deixa quieto... Mas e aí? Gatwick ou Heathrow?
-Heathrow.
Eles levaram em torno de uma hora e meia para chegar ao aeroporto. Gastaram esse tempo conversando animadamente sobre qualquer coisa. Ao chegarem, estacionaram em um local distante, pois o aeroporto estava lotado. O clima estava bem frio, e Tom ofereceu o blazer do uniforme para , que tremia um pouco.
O letreiro do informativo das chegadas mostrava que o voo de London estava no horário, e aterrissaria em 20 minutos. Eles esperaram mais algum tempo e, quando o desembarque iniciou, pode ouvir ao longe a voz estridente de London reclamando:
-Anda logo! Não tenho o dia todo! !!!!!!!!!!!!! – gritou ela ao avistar a amiga. Saiu correndo em direção a ela e se jogou em seus braços. – QUE SAUDAAAAAAAADES!!! COMO É QUE VOCÊ TÁ, AMIGA? – soltaram-se do abraço. – Adivinha quem eu trouxe comigo??????
a olhou surpresa.
-Quem? (Õ.o)
Nesse momento viu uma figura conhecida aparecer carregando uma mala Louis Vuitton gigantesca nos braços e uma mochila nas costas.
-Ela precisava de alguém que carregasse as malas. – falou Logan, com um sorriso torto.
-Logan, seu louco. – falou ela mordendo o lábio inferior. – Tá fazendo o que aqui? – ela perguntou desconcertada, estendendo a mão para ele.
Ele olhou desdenhoso para mão dela e a apertou, puxando subitamente para um abraço e girando-a no ar.
-Vim te ver, princesa!
“VIADO!” Tom olhava a cena emburrado. “Quem é o Zé Mané que vai estragar as coisas agora?”
-E quem é esse pedaço de mau caminho, amiga? – perguntou London, mordendo o lábio inferior e o olhando Tom luxuriosamente.
Logan pareceu perceber que o garoto estava ali, e depositou no chão, olhando-o desconfiado.
-Esse é o Tom, ele é... Essa é a London. E esse é o Logan. – apresentou-os.
Tom e Logan se cumprimentam com um aceno de cabeça, e London se jogou em cima de Tom.
-Enchanté! – falou ela, apertando o braço do garoto.
Tom riu e tomou sua mão para beijá-la. também riu e balançou a cabeça.
-London, aqui na Inglaterra eles também falam inglês, sabia?
London a olhou indignada.
-Mas, amiga, eu vim treinando francês a viagem toda...
Logan olhou para mortificado e sussurrou ao seu ouvido:
-Foi horrível.
Ela riu, empurrando o ombro dele.
-Seu bobo.
“QUE É? Ele é o engraçadinho agora? Para de flertar com ela, seu pavão!”
-Vamos? – chamou .
-Vamos! – exclamou London, pendurando-se no braço de Tom.
Os quatro se dirigiram ao carro de Tom, e, quando finalmente chegaram, London reclamou:
-A gente vai nisso?
Tom a olhou irritado.
-EI! Não ouse insultar o Mini!
-Mas minhas coisas nunca vão caber ai!
-Vão sim! – falou ele desafiadoramente.
A muito custo, Tom conseguiu encaixar o enorme malão no banco traseiro do conversível.
-Viu como eu consigo?!
Logan o olhou. (¬¬)
-É, muito inteligente. O problema é que só coube a mala. – ele observou.
Tom riu debochado.
-Bem, você sempre pode pegar um táxi, e as garotas se sentam comigo, na frente. Ou você pode ir em cima da mala. – ele gargalhou gostosamente.
Logan o fitou sério.
-Claro, eu posso pegar um táxi. Mas a vai comigo, já que eu não sei onde é.
Tom fechou a cara e falou ríspido:
-Senta na mala.
“Gente, coitado do Logan. Dois metros de altura imprensado num Mini, em cima de uma mala.”

-AMIIIIIIIIIGA!!!!
-Que foi, London?
-Onde é mesmo que você tá me levando? É pra ver aquele seu amigo tudo de bom que foi buscar a gente ontem no aeroporto?
revirou os olhos pensando irritada. “Ele é MEU! Tá, rewind. Não sou possessiva.”
-Sim, amiga, ele e meus outros amigos.
-Outros ingleses?! – London se animou mais ainda.
-Péra. PARA TUDO! Você pensou, London! O mundo vai cair! – exclamava, zoando a amiga.
-EEEEEEEEI, nem sô tão burra assim... – London tentava se defender.
-Não, magina...
-Sim, whatever!... Mas a gente vai fazer o que mesmo?
-Assistir o show deles...?
-Mas a gente não ia no boliche?
-O show deles é no boliche, talvez?
-AAAAAHHHHN... Mas isso é tão aquele filme da Lindsay... Ela me falou que pegou um cara da banda bem gatinho! – London comentou animada.
-É... caras de bandas... (suspiro).
-Ah, e o Logan vai com gente?
O telefone de tocou, impedindo-a de responder.
-Fala, Harry.
-Vem para fora.
-Por quê?
-Porque eu ainda sou seu motorista oficial?
-Awn, brigada, darling. Já to indo. Mas a gente tem que passar no Carlton Tower Hotel pra buscar o Logan.
-Logan? – ouviu Harry perguntar confuso. – E o Tom, ?
-Seu amigo não é meu namorado, é? – falou ela, desejando secretamente que ele fosse. – E Logan é um amigo de NY.

Harry os deixou à porta do boliche, pois tinha que correr até o backstage. London percorria o local com o olhar clinicamente.
-Que foi, London? – perguntou Logan curioso.
-To procurando os ingleses bonitinhos que a prometeu. Mas só to vendo red hair, bad teeth. (N/a: “cabelo vermelho, dente ruim” é um tipo de comentário que fazem sobre os ingleses.)
-É a praga inglesa. – ouviu Danny, que aparecera do nada, falar às costas de London.
-E o que você tá fazendo aqui, Dan? – perguntou .
-Vim pegar uma cerveja e fugir do Dougster. Ele tá vomitando. Muito. E o Tom não tá nada melhor...
-Meu Deus, meu gnominho! – exclamou preocupada.
(ô.o)
-O Tom ou Dougie? – Danny perguntou duvidoso.
-Dougie. Dãããããã!
-Ah, tá, pensei que você e Tom já tinham adotado apelidos sexuais. That would be disgusting. – ele falou, fazendo uma cara de nojo.
-Cara, vocês ficam nervosos por um showzinho num boliche? – Logan perguntou com desdém.
-E quem te chamou, panaca? – Danny respondeu com despeito.
-Onde tá meu gnominho? Eu tenho que vê-lo agora! – falou tentando cortar o clima ruim que se instalara.
-Hum, lá no backstage, pode ir... – o guri respondeu, dando de ombros e apontando-lhe a direção.
caminhou até o backstage, que era na parte de trás do boliche, onde um “mini” camarim fora improvisado dentro do almoxarifado. Encontrou com Harry balançando os braços estranhamente de trás para a frente, como se estivesse aquecendo-se. Ele apontou a porta com a cabeça, parecendo entender o que procurava.
Ela abriu a porta indicada e gritou:
-DOUGIEEEEEEE! – e abraçou o menino, que estava verde.
“Ela tá procurando o Dougie? E eu? Meu mundo caiu. De novo, mais uma vez...”
-Dougiezito, meu gnominho mais lindo e fofo, como é que você tá? – ela falou melosa. – O Danny falou que você tava passando mal, e eu tive que vir te ver! – falava preocupada com Dougie, mas tentando fazer um pouco de ciúmes a Tom.
-Eu não to bem, ... To passando mal... E meu estômago tá fazendo uns barulhos assustadores... – Dougie respondia como um bebê.
-Owwwwn, meu lindinho, vai ficar tudo bem, tá? – ela respondia como se estivesse realmente falando com um bebê. – Ah, e você, Tom? Como você tá? – ela perguntou indiferente, virando-se para Tom.
-Bem. – respondeu e saiu do “camarim”, sua pele mais verde ainda que a de Dougie.
-Você não precisava ter sido tão bruta com ele. – repreendeu-a Dougie.
-Eu tava tentando fazer ciúmes... – retorquiu ela chorosa.
-Ownnn, vem cá Beanie, dá um abraço. – ele chegou perto dela e a abraçou, afastando-se, porém, rapidamente, para vomitar no lixeiro.
-EEEEWWWW! Dougie!

-Por que você saiu? E a ? – Harry perguntou a um Tom desanimado que saia do “camarim”.
-Ela foi ver o Dougie...
-Dude. Você tá verde.
-É. Eu sei. – e saiu correndo à procura de uma lixeira próxima.


-Psst! Beanie! – ouviu Dougie chamá-la pela fresta de uma porta entreaberta. Ela sorriu e foi ao seu encontro.
-Fala, Gnomo.
-A veio? – ele perguntou nervoso.
sorriu mais ainda.
-Veio, sim. Ela tá mais lá pra frente, uns amigos dela pegaram uma pista, e ela tá jogando com eles.
Dougie fechou a cara.
-Amigos?! Que amigos?!
A menina gargalhou.
-Dougie tá com ciúmes, Dougie tá com ciúmes! – ela cantarolou.
-NÃO TO COM CIÚMES!
riu novamente.
-Relaxa, Doug! Pelo que eu pude ver, não tem nenhum cara hétero lá!
Dougie a olhou surpreso.
-Sério?
Ela assentiu, e ele sorriu.
-Hm... Então, se é assim... Bem... Aproveite o show então!
-Vocês já vão começar? – ela perguntou animada.
Dougie fez que sim com a cabeça, e ela pode perceber a coloração verde voltando ao rosto dele. Sorriu, então, para ele e passou a mão em seu rosto carinhosamente.
-Fica calmo, Gnomo. Vai dar tudo certo!
Ele engoliu em seco e fechou a porta onde estava parado. riu sozinha e voltou para a companhia dos amigos.
-O que era, ? – Logan perguntou.
-Nada, seu curioso! – ela respondeu bem-humorada, e Logan sorriu para ela de volta. Deus, ela tinha esquecido aquele sorriso. Ainda a derretia, como desde que eram crianças. Ela não pode não sorrir em resposta, e Logan ficou visivelmente satisfeito com isso.
-Espero poder te fazer companhia essa noite.
-Ué, nós não estamos todos juntos? – se fez de desentendida.
Logan a reprovou com um olhar, mas não disse mais nada.
-Cadê a London, afinal? – a garota perguntou após alguns instantes de silêncio.
Logan deu de ombros.
-Saiu com aquele seu amigo seboso. Esses ingleses não tomam banho, não?
riu.
“Mas o Danny é rapidinho, né?!”
Antes, contudo, que ela pudesse dar uma resposta a Logan, ouviu-se um ruído de amplificador sendo ligado, e, no instante seguinte, os quatro garotos estavam subindo no minúsculo palco instalado a um canto do boliche. Harry se sentou rapidamente na banqueta atrás da bateria, parecendo concentrado. Dougie carregava um baixo cor-de-rosa com glitter, e não pode deixar de rir, pensando que ela devia mesmo ter esperado algo assim dele. Danny parecia o front-man da banda: assumiu sua posição com uma postura confiante e sorria de orelha a orelha, uma guitarra preta pendurada ao ombro.
Ela não pode decifrar o que Tom estava sentindo naquele momento; sua expressão indicava nervosismo, mas a enorme familiaridade dele com a guitarra vermelha que trazia consigo dava a a impressão de que ele não tinha motivo algum para estar nervoso. Só de olhá-lo, via-se que ele não iria errar nada. O garoto a olhou profundamente enquanto posicionava-se ao lado direito de Danny, e ela sorriu para ele involuntariamente.
E, quando ele a viu sorrir, simplesmente não conteve um sorriso em resposta. Ela o fazia ficar assim, bobo, incapaz de controlar sorrisos embaraçosos ou rubores em suas bochechas, como os que apareciam naquele momento. Ela sentiu um arrepio percorrer seu corpo ao ver a covinha perfeita se formar na face dele quando ele sorriu. O que diabos fosse que Tom Fletcher estava fazendo com ela, estava fazendo bem feito: ela mal conseguia segurar-se em pé.
Danny arranhou a guitarra de leve, e as pessoas no boliche voltaram a atenção para eles.
-Hi, we’re McFly. – foi somente o que Danny disse antes de iniciar os acordes de uma música agitada.



Capítulo 18

Sem que ela assim ordenasse, os joelhos de começaram a mexer-se ao som da música. Era uma batida nova, gostosa e vibrante. Ela gostou do som dos garotos; nem sabia que eles tocavam composições próprias, imaginava que seria uma bandinha de covers! Mas, além de terem músicas originais, elas eram boas! Aquilo realmente surpreendeu a garota: não é que seus amigos ingleses eram legais?
Após a primeira música, que, pelo que ela pode entender, chamava-se “5 colours alguma coisa”, finalmente passou seu deslumbramento, e ela pode observar os garotos tocando. Harry era sem dúvida o mais concentrado, e, nossa!, como ele era bom! Ninguém, ao vê-lo naquela festa chique usando uma roupa de gala escocesa o imaginaria tocando bateria tão bem. Dougie, tadinho, era visivelmente o mais tímido. Tocava seu baixo de cabeça baixa, mas a garota viu o quanto ele parecia feliz. Danny era o rei da cocada: batia palmas para instigar as pessoas, passeava pelo “palco” e invadia o microfone de Tom, quase beijando-o acidentalmente mais de uma vez. riu dele, mas de uma maneira boa: após a péssima primeira impressão, ela começava a ver que Danny talvez fosse um cara legal. Pra ser amigo de caras tão legais, ele não podia ser muito diferente.
Quando, porém, seu olhar caiu em Tom, ela ficou absolutamente incapaz de tirá-lo de lá. O garoto estava suado, e suas bochechas inglesas rosadas o deixavam terrivelmente adorável. Ele tocava também concentrado, porém com uma leveza maior que Dougie, e tinha uma voz maravilhosa ao microfone. Ele e Danny tinham enorme afinidade, era como se houvesse uma conexão entre eles dizendo-os como tocar em harmonia. E, claro, Tom estava impossivelmente bonito. lembrou sem querer da primeira vez que vira o garoto, na foto do celular de Danny, entendendo enfim o porquê de os quatro estarem posando juntos. Lembrou-se da covinha linda de Tom, de seu sorriso fechado único e de seu cabelo loiro meio espetado, meio desarrumado, como se fosse naturalmente bonito só pra irritar.
E sentiu seu coração bater diferente naquele momento, vendo Tom arranhar magistralmente a guitarra e lançar olhares furtivos a ela, como se quisesse ter certeza de que ela o observava. Ela sorria para ele em resposta sempre que ele o fazia, como se respondesse que sim, estava ali. Ele então sorria da mesma forma e se voltava para o instrumento, executando um novo acorde incrível. sentiu-se conectada ao menino de tantas formas que não poderia jamais enumerá-las. Sentiu-se bem. Sentiu-se em casa.

Após cerca de quatro músicas, todas excelentes e alegres, sentiu uma coisa gelada tocar seu pescoço. Olhou para trás assustada e deparou-se com Logan, que a olhava com um sorriso sacana no rosto, segurando dois copos nas mãos.
-Pega, gata. – ele ofereceu um dos recipientes a ela.
negou com a cabeça.
-Não posso, Logan, você sabe que eu estive na rehab há pouco tempo.
Logan a olhou desconfiado.
-Como se eu não te conhecesse o suficiente pra saber que você se entupiu de champagne no vôo de primeira classe de New York pra cá. – ele disse, erguendo as sobrancelhas.
Ela não pode não rir. Quase se esquecera de que ela e os amigos de New York se conheciam desde que usavam fraldas, freqüentavam as mesmas rodas sociais e bebiam da mesma garrafa de Bourbon, escondidos dos pais depois das festas chatas, no terraço dos prédios imponentes que moravam na 5ª Avenida.
-Tá bem, você me pegou. – ela disse, rindo e aceitando o copo que ele ainda segurava estendido para ela.
-A New York? – ele sugeriu o brinde.
Ela assentiu.
-A New York! – e tomaram um gole.
Após engolir o líquido, Logan sorriu e perguntou a ela:
-E então? Quando você vai acabar com essa palhaçada e voltar pra casa?
-O que você quer dizer?
-Ah, vamos, ! A quem você pensa que engana? – ele falava ao ouvido dela devido ao som alto que o McFly fazia. – Seu lugar não é aqui.
A menina suspirou.
-Eu também não queria vir, sabe, L? Mas, sei lá... Tudo aqui é tão diferente do que eu esperava que fosse. É bem legal, sabe?
Logan ergueu somente uma sobrancelha dessa vez.
-Quer dizer que você vai ficar por causa dos panacas? – ele indagou, indicando o palco com a cabeça.
o repreendeu com um olhar, mas não disse mais nada. Logan riu da falta de reação dela e continuou:
-Essa não é você, ... – ele disse, tomando sua cintura e colando seu corpo no dela. – Seu lugar é lá, com a gente. No seu mundo, onde você é a rainha onde quer que vá.
Ela o olhou marota.
-Pensei que fosse princesa.
Logan riu, aproximando seu rosto do dela.
-Princesa, rainha, qualquer título que você desejar. – e inclinou-se para beijá-la.
Ela, contudo, desviou.
-Não, Logan. – disse, afastando-se ligeiramente dele. Ele pressionou de leve a cintura dela.
-Por que não, gata? Pelos velhos tempos? – ele ronronou ao ouvido dela.
-Porque não, L. As coisas são diferentes agora. – a garota manteve-se firme, tentando afastar-se novamente dele, porém os braços fortes de jogador de lacrosse dele não permitiam que ela o fizesse.
-Ah, , que mal vai fazer? Não é como se nunca tivéssemos feito isso antes.
-Logan, já chega. – ela disse séria. Logan, contudo não a soltou.
-Por favor, ... – ele implorou sem tirar os lábios da bochecha dela.
Ele ainda a arrepiava, claro, mas ele era Logan Christensen, pelo amor de Deus! Arrepiaria qualquer garota. Para ela, eles eram amigos e, se um dia já haviam passado disso, não deveria voltar a acontecer.
-Logan, eu não quero. – ela elevou um pouco o tom de voz, empurrando o peito dele com as mãos.
-Não acredito. – o garoto falou, tentando enfim forçar um beijo nos lábios dela. arregalou os olhos e bateu descontroladamente nos ombros dele, tentando empurrá-lo.
-Sôôôlltaaa, Logaaan. – ela tentava dizer, mas sua voz saía abafada por causa dos lábios dele, que estavam pressionados sobre os dela.
-Deixa de ser fresca, . – Logan parou de beijá-la um instante para falar.
Ouviram então um estrondo vindo do palco e, em seguida, o grito exasperado de Tom, próximo demais deles:
-ELA JÁ DISSE QUE NÃO QUER, SEU IDIOTA!
O soco errou o nariz de por pouco.

Tom estava absurdamente feliz. O show estava indo maravilhosamente bem; todos, em especial, pareciam estar curtindo a banda. Ele deslizava os dedos pelas cordas da guitarra satisfeito, desenhando os acordes de “That Girl”, quando aquela cena o fez mudar de humor bruscamente: o americano enxerido oferecia uma bebida a . E o pior! Ela sorriu antes de aceitar! Ah, idiota! Como ele pode pensar que, apenas depois de alguns beijos e encontros desajeitados, ele roubaria a garota do jogador do-que-fosse gostosão que a tinha só pra ele quando ela morava em New York.
Ele perdeu um acorde da música, e Danny o olhou admirado. Correu, então, os olhos na direção do olhar homicida de Tom e entendeu o motivo da irritação do amigo: o americano engomadinho tava dando em cima da . “Meu Deus, essa menina tem um ímã pra homens?”
Tentou chamar a atenção de Tom para si e, quando conseguiu, disse somente movendo os lábios:
-Calma, cara!

Tom assentiu irritado e continuou a tocar sem, contudo, retirar os olhos da cena repugnante. E então veio o golpe de misericórdia: ele a puxou pela a cintura. Ah, aquele movimento não podia significar nada mais! Ele iria beijá-la a qualquer momento. Tom contorceu-se de ciúmes e errou novamente o arranjo de That Girl. Dessa vez Dougie também percebeu, mas não pareceu notar o motivo da falta de concentração de Tom.
E então ele deu o bote. E ela desviou! Ufa! Tom suspirou de alívio e acertou o tempo da música finalmente. Mas então, ao invés de desistir, o cara continuou avançando. Claro, era a , que cara não seria insistente com ela? Ele próprio fora! Mas o cara tem que saber a hora de recuar, e aquele playboyzinho não tava respeitando os limites de de forma nenhuma.
Tom a observou tentar desvencilhar-se dele, mas ela era pequena demais, e os braços daquele animal a abarcavam sem nenhuma dificuldade, imobilizando-a. Ele pode ler nos lábios dela:
-Logan, eu não quero.
O sangue borbulhou nas veias de Tom. Como um cara podia escutar isso de uma garota tão indefesa em seus braços e ainda recusar-se a atender ao pedido dela? Do jeito que aquele idiota a segurava com força, ela poderia quebrar-se a qualquer momento.
E aí o cara ultrapassou o limite: colou a boca na dela. estava visivelmente contrariada e tentava livrar-se dele como podia, mas ele era muito mais forte que ela. Tom podia ver a agonia em seus olhos. “É isso. Já chega.”
Largou a guitarra no chão com um estrondo e pulou do pequeno palco, abrindo caminho até os dois.
-ELA JÁ DISSE QUE NÃO QUER, SEU IDIOTA! – e acertou um soco desajeitado na lateral do rosto do garoto, que largou instantaneamente.
-Má que merda é essa? – Logan falou irritado.
A banda parara de tocar.
-Ela não já disse que não quer?! – Tom repetiu exasperado.
Logan o olhou incrédulo; o soco de Tom parecera não ter feito nenhum efeito físico no garoto, mas com certeza o irritara. Então, sem aviso, o menino acertou o nariz de Tom bem em cheio.
Tom achou que sentiu o nariz quebrar em um movimento brusco e segurou-se para não gritar de dor. Caiu no chão cambaleando, e o sangue começou a jorrar do lugar esmurrado.
-Logan! – gritou antes de ajoelhar-se ao lado de Tom. – Você é louco?!
-Louco é ele! Que não tem noção do perigo! Afinal, quem você pensa que é pra me bater, hein, seu inglês de merda?
Tom reuniu forças e cuspiu as primeiras palavras em que pode pensar:
-SOU O NAMORADO DELA, PORRA!
Todos ao redor congelaram. , que limpava o sangue de Tom com a manga comprida de sua blusa, parou estática.

No palco, os três outros garotos também ficaram sem ação ao ouvir aquilo.
“Mas que merda é essa?”

“Mas que merda é essa?”
“Mas que merda é essa?”
Logan encarou incrédulo.
-Você não me disse nada, .
Tom esperou tenso pela resposta dela, mas ela manteve-se calada, voltando apenas a limpar o sangue do rosto do menino.
Logan então suspirou.
-Acho que isso significa que você está mesmo cortando os laços com a Big Apple, não é?
o olhou triste.
-Talvez, Logan. Talvez meu coração more em outro lugar agora. Talvez “casa” seja em outro lugar agora.
Ele a olhou triste.
-Eu só achei que, se eu pudesse te trazer um pouquinho do que você tinha lá, você quisesse voltar pra casa. Todos nós sentimos sua falta, princesa. – Tom sentiu um assomo de fúria ao ouvi-lo chamá-la dessa forma, mas foi contido pelo braço de em seu peito. Ela o advertiu com o olhar e então olhou para Logan novamente, pedindo que ele continuasse. – Eu, London, Warner, Tally, Nate... Nós. Nós sentimos falta de você.

sentiu uma rajada de saudade invadir seu peito. Lembrou-se dos amigos e de como eles eram sua vida, a única coisa que a mantinha sã. Suspirou.
-Eu não vim pra cá porque quis, L. Isso foi idéia dos meus pais, e, há um mês atrás, acredite, o último lugar do mundo que eu queria estar era Londres. Bem, por alguns motivos, ainda é, mas agora tenho outros motivos para querer estar aqui. – olhou de esguelha para Tom antes de continuar: E eu preciso de tempo para descobrir o quão forte são esses motivos.
Logan assentiu.
-Você tem o tempo que quiser, princesa. Sabe que tem tudo que quiser de mim ou dos outros. Mas não se esqueça de nós. Nós também precisamos de você.

Ela sorriu de leve e levantou-se para abraçá-lo.
-Eu te amo, princesa. – ele falou ao ouvido dela.
concordou.
-Eu também, L.
Logan então enxugou uma lágrima solitária que corria no rosto dela e dirigiu-se a Tom:
-Você tem um santo forte, garoto.
Tom o encarou irritado e mostrou-lhe o dedo do meio. Logan, contudo, apenas revirou os olhos, o que seria mesmo bem típico dele em uma situação como essa. Beijou então a testa de e falou:
-Acho melhor eu ir procurar a maluca então. Tá na hora de ir pra casa.
riu.
-Por que vocês precisam ir?
-Ah, não tem clima pra mim aqui. – ele falou, dando de ombros e olhando para Tom e o restante da banda, que levantara o amigo do chão e agora o ladeava, mirando Logan com um olhar mortal. Logan então riu. – É, é melhor eu voltar mesmo. Mas eu vou dizer pra maluca ficar, se ela quiser.
assentiu.
-Eu gostaria muito.
Ele beijou mais uma vez a testa dela e saiu abrindo caminho pela aglomeração sem muito esforço, uma vez que todos deviam estar com medo dele depois daquele soco. suspirou novamente e voltou-se para os amigos. Aproximou-se devagar de Tom e, sem aviso, ficou na ponta dos pés e encostou sua boca à dele.
Pego absolutamente de surpresa, Tom levou alguns instantes para tomá-la em seus braços. A multidão deu um gritinho constrangedor, e eles partiram o beijo rindo.
-Volta pro seu show. Depois a gente conversa. – disse com uma piscadela antes de perguntar: O nariz tá doendo muito?
Tom negou sorrindo.
-Depois dessa, nem sinto mais.
Ela sorriu desconcertada e deu um tapinha no ombro dele.
-Vai lá, fracote. Quero ver se pelo menos na guitarra você se garante, porque de briga já vi que é uma droga.
Ele corou e coçou a nuca, envergonhado.
-Tá, tá legal, depois a gente conversa. – e voltou ao palco, onde Danny já se desculpava pela interrupção e iniciava “Obviously”.
“I never will be good enough for her.”
Hm… Talvez isso não seja necessariamente verdade.

-Pronto, Sr. Fletcher. Agora o senhor deve repousar bastante! E tente não se meter em mais problemas, ok? – o médico do plantão recomendou antes de retirar-se.
não pode segurar um risinho ao ver o nariz de Tom enfaixado daquela maneira. Ele bufou ao ver que ele tirava sarro dele e falou irritado:
-É só por algumas horas, tá legal?
Ela riu novamente e afagou a bochecha dele.
-Eu sei. E tudo isso pra defender minha honra!
-Espero que haja alguma. – Tom brincou, levando em seguida uma tapa dela em suas costas. – Ai, tá legal, tava só brincando!
Ela bufou e pediu:
-Mas e aí, vamos embora? Ou você quer passar a noite aqui secando as enfermeiras? Eu vi, viu, quando você olhou pra bunda daquela que passou...
Tom riu e passou um braço pela cintura dela.
-Mas não viu todas as vezes que olhei pra SUA bunda! – ele falou ao ouvido dela.
-TOM! – ela gritou envergonhada, e a senhora no balcão imediatamente pediu silêncio com um “Shhh!” irritado.
Ele gargalhou baixinho e chamou:
-Vem, stressadinha. Vamos embora.
Ao chegarem ao estacionamento do hospital, porém, para a surpresa de , Tom atirou-lhe as chaves do Mini.
-O que é isso?
-As chaves do meu carro.
-E pra que eu quero elas?
-Ué, você não ouviu o médico? Repouso absoluto! – ele falou, fazendo charme. – Você que vai dirigir.
:
-QUÊ? TÁ LOUCO, THOMAS?
-Vai dizer que você não sabe dirigir?
-NÃO DO LADO ERRADO DA RUA!
Tom riu e abriu a porta do carona, acomodando-se no banco.
-Vamos logo, está ficando frio. – ele insistiu.

“Ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus...” pensava desesperada enquanto dirigia o carro de Tom pela movimentada Londres.
-AI, SOCORRO, ELE VAI BATER EM MIM!
-Você que vai bater nele, sua escandalosa, se não voltar pro lado certo da rua! – Tom disse divertido. – Vem, ó, não é tão difícil... – ele pôs a mão direita sobre a esquerda dela, que apertava o volante com força. – Isso... Pra esquerda... Viu? Estamos na faixa certa de novo! Não é fácil?
:
-Juro que ainda vou fazer você pagar por essa, Thomas Fletcher.
-Uuuuh, to morrendo de medo. – ele desdenhou.
Chegaram, enfim, na frente da casa de , e ela parou o carro subindo um pouco a calçada.
-Pra uma iniciante, até que foi bem. – ele concluiu, saindo do carro e correndo para abrir a porta para ela.
Ela sorriu e agradeceu a gentileza com um aceno de cabeça, e postou-se de pé ao lado dele.
-Então... – ela começou, desconcertada. – é melhor... Eu entrar.
Tom assentiu triste.
-É... Suponho que sim.
-Tom?
-Hm?
suspirou, reunindo coragem para fazer a pergunta que a vinha consumindo desde o show no boliche, e disparou:
-Hoje, quando você falou aquilo pro Logan... Você falou sério ou... Não?
Tom a encarou sério.
-Aquilo o quê? – fez-se de desentendido. Queria ouvir da boca dela.
-Que você era... Meu namorado.
Tom sorriu tímido.
-Bem, eu... Falei a primeira coisa que veio à minha mente. Então eu acho que, bem... – ela baixou a cabeça, mas ele a surpreendeu com o que disse a seguir: Já que veio do meu subconsciente assim... Então eu acho que é o que eu desejo mais profundamente, não é?
Ela levantou a cabeça e o olhou nos olhos.
-Sério?
Tom sorriu e pegou a mão pequena dela entre as suas.
-, quer namorar comigo?
Ele esperou apreensivo pela resposta.

Foi a vez dela de sorrir. Elevou-se na ponta dos pés e beijou a bochecha dele. Um beijo de amigo, que o assustou. Ele a olhou suplicante, e ela alargou seu sorriso.
-Você só pode estar louco, Thomas. – o queixo dele caiu, mortificado, e ela riu divertida. – Louco de achar que eu teria outra resposta para essa pergunta que não fosse SIM!

-Aaaaah, Danny! Canta de novo pra mim, vai! – London pedia insistentemente.
-London! Eu to exausto e ficando rouco. Não agüento cantá mais nada!
Ela fez um biquinho, que Danny achou muito sexy, e se aproximou do garoto.
-Canta só um poquinho pra mim. – ela repetia piscando os olhos lentamente.
“Ow Gosh! Essa menina é GATA de mais!”
-Hummm... Ok, mas só porque você pediu com jeitinho. – ele se deu por vencido então.
Começou a cantar Black or White com sua voz rouca, o que deixou London com um sorriso imenso nos lábios.
-Se eu soubesse que vir pra Inglaterra ia ser tão bom, teria vindo era junto com a ! – a guria exclamou feliz.
Ao ouvir esse comentário, Danny até parou de cantar e olhou pra London com um sorriso 32 dentes. (N/a: no caso do Danny, 31)
-Pois eu concordo plenamente, devia ter vindo junto com a . – Danny pareceu perceber enfim que a menina não estava por lá. Muito menos Tom. – Falando em , onde é que ela tá?
-Ahhhhh... você tá pensando na ????? – ela falou chateada. E acrescentou bem baixinho, porém Danny conseguiu escutá-la. – Qual o problema dela, ein? Por que ela tem que atrair todos os meninos pra ela??? E eu, fico como? – Elevou seu tom de voz novamente. – Ela foi levar o pedaço de mau caminho que apanhou do Logan pro hospital...
-Não tava pensando nela, não. – O garoto respondeu galanteador. – Só queria saber se ela ia te arrastar pra longe de mim, ou se eu vou poder aproveitar meu tempo com você mais um pouco.
London abriu um sorriso 32 dentes maior que o de Danny e jogou seus braços no pescoço do garoto, fazendo com que os dois ficassem perigosamente perto.
-Então vamos sair desse bolichezinho de quinta categoria e vamos aproveitar nosso tempo de uma forma melhor. O que você acha? – London perguntou dando uma piscadela, que Danny acreditou ser safada, e deu um beijo rápido no garoto.
-Opa, só se for agora. – ele disse animado passando seus braços pela cintura dela.
-Ratlegs!!!!! – Danny ouviu uma voz de lhe chamar, antes que ele e London pudessem sair dali.
-O que você quer, Poynter????? – ele perguntou bufando, visivelmente irritado.

Ao ver Danny e uma garota que ele não conhecia abraçados, Dougie ficou levemente incomodado. “Porra, por que esse idiota pode ficar por ai se agarrando com qualquer uma e eu tenho que arrumar a porcaria dos nossos instrumentos?!?! Se eu não posso ficar com a , esse idiota que não vai ficar se agarrando por aí.”
-Deixa de ser folgado e vem ajudar eu e o Harry a arrumar nossas coisas!
-Neeeeem... Eu vou sair com a London, e vocês se viram! – Danny exclamou dando de ombros.
-Nops. Você vai comigo pro palco, vai nos ajudar a arrumar os instrumentos, ai depois disso, você sai! Já basta o Tom não tá aqui pra ajudar. Ele tinha que dar uma de “sou super herói, vou salvar a donzela em perigo!” – Dougie exclamava exaltado, balançando seus curtos bracinhos agitadamente. – Você vai trabalhar, meu caro amigo.
“Putz, quem em Londres se chama London???? Que pais idiotas!!!!”

-Owwwwwn, mas foi tão fofinho o pedaço de mau caimho indo defender a !!!!! Eu ia achar o máximo se um inglês gatinho como ele fosse me resgatar quando eu precisasse.
-Opa, London, eu faço isso pra você quando você quiser. – Danny falou no ouvido de London, o que fez a menina dar risadinhas bobas e alegres.
O garoto pode perceber que Dougie ficava cada vez mais aborrecido. Lembrou-se então que ele não conhecia London.
-Ah, Dougie, antes de irmos, essa é a London, amiga da , que chegou ontem.
-Ah, oi, prazer. – ele disse aparentando estar um pouco desconfortável. – Legal, você ser homônima da cidade.
-É o quê? – perguntaram Danny e London ao mesmo tempo.
-Deixa pra lá. Anda logo, Danny. Quanto mais rápido a gente for, mais rápido a gente fica livre disso. – dirigiu-se então a London. – Você pode ficar ali, conversando com a enquanto espera a gente. Ela é legal. – e saiu em direção ao palco.
-Ok! Vai logo, meu inglesinho lindo! A gente tem que aproveitar nosso tempo juntos, ok??? – disse ela, separando-se finalmente de Danny e dando mais uma piscadela pra ele, mordendo o lábio inferior.
-Claro. Daqui a pouco to indo me encontrar contigo! – ele seguiu Dougie, que ia a frente, ainda emburrado.
Quando chegaram ao palco, Danny pode ver Harry desmontando cuidadosamente sua bateria.
-Dude! Por que vocês demoraram tando???? To tipo, desmontando nossas coisas sozinho?!
-Sorry, mate. O panaca aí tava enrolando. – Dougie se explicou, apontando pra Danny.
-Tava fazendo o que? – perguntou Harry.
-Tava com a London, amiga da – Danny respondeu com um sorriso bobo.
-E desde quando você fala que nem um bobo quando se trata de mulher?
-Desde que eu achei a garota perfeita... – Danny suspirou, enquanto segurava sua guitarra cuidadosamente. – She´s perfect, dude!

-Dougie, como assim o Danny tá desse jeito? Ela é mais burra que uma porta. – Harry cochichou para Dougie.
-LOL!!! Então, tá explicado! O Danny encontrou o seu par perfeito!
O três continuaram a desarrumar as coisas e as colocaram no carro de Harry.
-Sim, foi a quem levou o Tom no hospital? – Harry indagou aos amigos.
-Humrum. – Dougie retorquiu, dando de ombros.


(N/a - Lembre-se: quando o texto estiver em itálico, é POV Danny; em negrito, é POV Dougie; sublinhado, é POV Harry; e em itálico, negrito e sublinhado ao mesmo tempo, é POV Tom.)

Capítulo 19

- Obrigada por me abandonar completamente. – disse London enquanto entrava no quarto de .
- Desculpa. Eu tava tão preocupada com o Tom que nem lembrei de você... – a menina, que estava deitada na cama lendo a Vogue inglesa, levantou a cabeça e olhou para amiga.
- Valeu a consideração... – bufou, sentando-se na cadeira da penteadeira.
- Mas, sim... Como você chegou aqui?
- O Danny me trouxe.
- O Danny?
- Humrum. Ai, amiga, ele é tudo de bom. Por que você não disse que tinha um amigo tão lindo?
- Por que ele é o Danny! – exclamou, como se fosse óbvio.
- Entããããão! Mas sim, e o Tom? É o nome dele, certo? Como ele tá?
- Com um curativo gigante no rosto! Mas já tá bem.
- E desde quando você fica toda melosa e felizinha quando fala de um garoto? – London indagou, estranhando o comportamento de .
- Tá tão óbvio assim? Tipo, quando eu tô perto dele, eu fico que nem uma boba apaixonada. É tão... Embarrassing.
- Quem é você e o que fez com minha amiga sem sentimentos? Mas pode continuar, que você é bem mais legal assim. Ok, me conta, o que é que você tem?
- Obrigada pela parte que me toca. A gente meio que tá namorando.
- O QUEEÊ??? E COMO ASSIM VOCÊ SÓ ME DIZ ISSO AGORA??? SE VOCÊ TIVESSE FALADO ANTES, EU NEM TINHA TRAZIDO O LOGAN!
- O que, London? Menos, bem menos. Não precisa gritar como louca, eu não sou surda. A gente começou a namorar há umas 2 horas, quando ele me obrigou a dirigir de volta pra casa. – respondeu, ficando levemente corada. – OPA, PERA AÍ!!! Como assim “se você soubesse não tinha trazido o Logan”???
- Hum... Eu meio que... Sabe, como você não tava querendo voltar, eu pensei que se você visse o Logan de novo, você ia pra casa. You know, vocês tem um eterno affair... Eu tava com saudades. Queria minha melhor amiga de volta.
London levantou-se e foi em direção à cama. também levantou-se e as duas se abraçaram. Logo que se separaram, disse:
- London, você pensou, só pra me trazer de volta. Que bonitinho. Mas sim, a gente ainda pode matar as saudades. Você vai ficar aqui até quando?
- Hahaha. Eu sou inteligente, tá? E muito, só não gosto de usar o meu cérebro. Dá dor de cabeça. – ela olhou para a amiga com uma cara de raiva. – E só porque você tá me zoando, eu nem vou mais ficar aqui, vou embora ainda hoje!
- Owwwwn, tava brincando, darling. You know you love me.
- Você tem que continuar a frase! – ela disse, revirando os olhos. – É “you know you love me, xoxo, gossip girl”.
- Eu posso fazer quotes incompletas se eu quiser, ok? – falou, presunçosa.
- Hum... whatever... Sim, amiga, quando eu voltar pra casa, no domingo da próxima semana, eu vou levar o seu mordomo comigo. Ele é perfect, super prestativo. Quem dera o Alec fosse assim... Aquela coisa é mais burra que uma porta!
- Nem vem. O Tommy é MEU mordomo, ok? Ele fica aqui na Inglaterra comigo!
- Na verdade, é dos seus tios, mas whatever... Falando neles, onde é que eles tão? E a peste da sua prima?
- Tommy falou que eles foram para Kent, graças a Deus! E a peste tá na casa de uma amiga. Sleepover.
- Eu adorava nossos sleepovers... Bom que eles não tão aqui, assim a gente tem mais liberdade, If you know what I mean. – disse, piscando de um jeito maroto.
- Hell yeah! We gonna have party!

Danny não conseguira dormir depois de deixar London na casa de . Sua mente não deixava que London saísse de seus pensamentos. “She's perfect!”
Seus pensamentos, contudo, foram interrompidos por uma mensagem que acabara de receber em seu celular.

“Oi, party at my house! Now!
Come ASAP!
E não ouse chamar ninguém que EU não queira.
. XX”


- Sweet! - exclamou em voz alta e dirigiu-se para o carro, ligando para Tom Felton no meio do caminho. - Hey, mate.
- O que você quer, idiota? – perguntou Tom meio grogue, que provavelmente fora acordado pelo amigo.
- Festa na casa da , agora.
- OPA! Tô indo. Passa aqui em casa pra me pegar, não tô afim de dirigir, prefiro ficar totally wasted!
- Ok, dude. Em dez minutos tô aí.


Harry dormia tranquilamente, quando foi acordado por seu celular, apitando estrondosamente, avisando que tinha mensagem nova.
- Quem é o otário que tá me mandando uma mensagem às duas da manhã?

“Oi, party at my house! Now!
Come ASAP!
E não ouse chamar ninguém que EU não queira.
. XX”


“Opa! Já tô indo!” Pensou ele ao ver o remetente.


Dougie jogava o novo Halo em seu X-Box 360, quando, pego de surpresa pelo barulho de nova mensagem de seu celular, morreu no jogo e mal-disse que o perturbava.

“Oi, party at my house! Now!
Come ASAP!
E não ouse chamar ninguém que EU não queira.
. XX”


- Ok, só perdoo porque é a .
Logo em seguida recebeu uma nova mensagem:

“Dougie,
Traz a .
. XX”


- Agora eu sou o motorista dela, é?


Tom estava sentado em sua cama, sentindo-se extremamente feliz. Tinha apanhado, mas ele não se importava. Estava namorando a garota mais linda sobre a qual já tinha posto os olhos, e também a mais legal, e complicada e sarcástica...
Seus devaneios foram interrompidos, contudo, por um telefonema.
- Alô?
- Tom?
- ?
Awkward Silence.
- ?
- Oi, Tom… É… - ele podia perceber o nervosismo na voz da garota – Hum, meus tios tão em Kent, e eu e a London tamos sozinhas em casa, então a gente resolveu fazer uma private. E eu... Hum... queria que você viesse! – ela falou bem rápido a última parte.
Tom abriu um sorriso enorme ao ouvir a garota, agora namorada, convidando-lhe para ir à casa dela. Fingiu pensar um pouco, para deixá-la ainda mais ansiosa. Respondeu, enfim:
- Hum... sabe, eu não ia não, o médico mandou eu repousar totalmente, mas... como é você convidando, não tem com eu não ir!

Ao ouvir a resposta dele, abriu um sorriso enorme de 32 dentes, dizendo logo em seguida:
- Ótimo! Vem logo! – e desligou sem que ele pudesse responder. “Payback time!”
Quando a garota desligou na cara dele, Tom ficou meio emburrado. “Ok, eu mereci essa. Fiz o mesmo com ela...”
Aproveitou e ligou para Danny.
- Fala, dude! E aí, vai pra festa da ? – atendeu Danny, animado.
- Humrum...
- Ótimo, passa aqui, me busca e a gente vai buscar o Felton.
- Aff... vocês dois são muito folgados. Tô indo. Chego em 5 minutos.


Uns 15 minutos após ter mandado as mensagens e ligado para Tom, e London arrumavam uma das inúmeras salas da casa dos tios. Colocaram também bebidas e copos na mesinha de centro, para não terem que buscar mais no meio da festa. London pegou o iPod, colocou-o no aparelho ampliador e deu play; ela já estava empolgando-se e ainda nem tinha bebido. Ignorando o álcool que já havia ingerido no show do McFly, claro.
“BoysBoysBoys”, da Lady GaGa, tocava bem alto quando viu e Dougie chegando.
- Ué, como foi que vocês entraram?
- Seu mordomo, talvez?
- Putz. London, acordamos o Tommy.
- Owwwwww, meu novo mordominho... Compensaremos ele depois, certo, friend?
- Sure!
No refrão da música, Danny, Tom Felton, Harry e Tom entraram na sala. caminhou diretamente para Tom, ficando na ponta dos pés e beijando o namorado. Os dois pareceram esquecer o mundo à sua volta, sendo trazidos de volta à realidade por Dougie, que limpava a garganta, tentando chamar a atenção dos “pombinhos”.
- Então, dude, se controlem... Se eu quisesse assistir um filme pornô, eu tinha ficado em casa.
- Há. Há. Há. Um comediante nato você, hein, Poynter? Pois saiba você que eu vou beijar minha NAMORADA o quanto eu quiser, e por quanto tempo eu quiser. – disse Tom, que abraçava pela cintura.
- NAMORADA!?!?!? – perguntaram/exclamaram Tom Felton, Harry e Dougie, chocados, ao mesmo tempo.
- Humrum. – respondeu com um sorriso maroto no rosto, dando uma piscadela ao mesmo tempo.
- Poxa, Beanie, você podia ter me falado alguma coisa, não? – falou Dougie, fazendo biquinho.
- Owwwwwwn, Gnominho, desculpa... Faz tão pouco tempo que eu nem tive tempo de dizer. – disse , soltando-se de Tom e caminhando até Dougie, fazendo-lhe um cafuné.
- Mas teve tempo de planejar uma bloody party! Pensei que a gente fosse amigas, ! Isso é importante, o tipo de coisa que se diz ASAP! – foi a vez de reclamar.
- Sorry, darling. – se desculpou, mas realmente não se importava de não ter falado nada a ninguém.

Assim que chegou, Danny aproximou-se de London e beijou-lhe a bochecha.
- Hey!
- DAAANNYYY!!! – gritou London, jogando os braços em volta do pescoço do guri. – Senti saudades!
- Mas a gente se separou há umas duas horas! – o menino exclamou.
- E daí? – falou antes de tascar um beijo desentupidor de pia nele.


- Vamos jogar strip poker? – perguntou Dougie.
Todos olharam para ele com aquela cara de “tipo q?”.
- Ah... Ué... A gente, tipo, não tem mais nada pra fazer.
- Sempre podemos beber mais. – falou Felton em seu momento de sabedoria.
- Ah, vamos animar. Vai, vamos jogar! – disse Danny, levantando-se e tropeçando em tudo ao seu redor. Ele estava realmente bêbado. Como todos os outros presentes na sala.
sentiu seu braço ser puxado e olhou para ver quem era.
- Você não vai jogar isso. – falou Tom, seriamente.
- Não pretendia mesmo. Queria ver VOCÊ jogar. – retorquiu ela, com um sorriso safado.
Tom sorriu de volta, ficando vermelho, e disse:
- Eu vou ali pegar uma cerveja... – e saiu de perto dela.
Ela riu ao ver Tom corar e saiu em direção à varanda, deitando-se em uma espreguiçadeira. Precisava respirar um pouco.
Sentindo o ar gélido da noite, abraçou-se, tentando se aquecer, quando se deu conta de onde estava. Fora lá onde tudo começou. Todo aquele drama, toda aquela... Era onde sua vida mudara.
Lembrava-se como se fosse ontem. Visitara os tios no verão, três anos atrás. Nunca tivera muito contato com eles antes, porém seus pais haviam decidido ir para Bahamas e a obrigaram a ficar com os tios. Ela até estava feliz com a viagem; Londres não era tão ruim assim, e seu celular ainda funcionava. Preferia estar nos Hamptons com os amigos, mas, como os pais haviam dito, “crianças de 13 anos não podem ficar sozinhas.”
Era um dia como outro qualquer; estava arrasadoramente quente, pois era verão na Inglaterra, não se podia esperar por nada diferente. , então, decidira tomar sol, pois não tinha nada mais para fazer, e também não tinha amigos por lá. Ouvia seu iPod distraidamente, enquanto rumava para a varanda de uma das salas do primeiro andar. Aquela era a maior, além de ser a única com espreguiçadeiras e uma bela visão para o jardim interno.
Deitou-se calmamente, estendendo-se para melhor tomar sol, os olhos fechados, aproveitando a música. Desde nova já tinha um corpo um tanto “desenvolvido”, quem olhasse para ela não daria menos de quinze anos, porém a menina não passava dos treze. Os bustos proeminentes, as pernas bem torneadas, o quadril largo. Não parecia uma menina, e sim uma mulher.
, então, sentiu uma sombra impedindo a luz do Sol, que antes tocava sua pele, que chegava até ela. Abriu os olhos para deparar-se com seu tio Avery a olhando.
- Oi, tio. – ela disse sem jeito; nunca se sentia a vontade com o tio por perto. Ele era assustador. – O senhor quer alguma coisa?
Ele apenas continuou parado lá, olhando-a de um jeito estranho, que não entendia, mas que lhe causava medo. De súbito, ele se aproximou mais e sentou-se na espreguiçadeira que ela ocupava. automaticamente sentou-se, dando mais espaço para o tio. Um frio percorreu sua espinha. Ela aproximou as pernas do tronco, experimentando uma sensação ruim; sentia que precisava sair de lá o mais rápido possível.
- Ora, não precisa se encolher toda, sobrinha. – ele finalmente falou; a última palavra, contudo, soou irônica. – Eu não mordo. – e deu uma curta risada cheia de sarcasmo.
engoliu em seco, desejando desesperadamente sair da companhia do homem, mas não via como. Os braços da espreguiçadeira impediam que ela simplesmente escorregasse para um dos lados, e o tio tomara assento na parte de baixo da cadeira. Ele levantou sua mão esquerda lentamente, aproximando-a de , que se encolhia cada vez mais.
“Ora, que besteira, é só o meu tio, o que ele faria de mal para mim?”, ela se perguntava, tentado se acalmar. Seu esforço, porém, de nada valeu, pois, no segundo seguinte, ele encostou a mão na perna de , fazendo arrepios percorrerem o corpo da menina. Ela realmente estava com medo, e ele a olhava de maneira suja, com um sorriso torto desprezível.
- Ora, ora, quem diria... Você, respondendo ao meu toque. Hm. Interessante. – ele falou, movendo a mão de cima a baixo na perna da garota. – Você cresceu bastante desde a última vez que te vi. Não é mais uma pirralha. Está... como se diz? Gostosa. – ele sorriu sacanamente, olhando-a com luxúria. Levou mão até o rosto dela, segurando-lhe o queixo e fazendo-a olhar diretamente para ele.
sentiu o estômago embrulhar. Sentia-se doente e suja sob o olhar lascivo dele. Precisava sair dali, sabia que precisava sair dali. Lágrimas se formavam em seus olhos.
- O que foi? O gato comeu a língua? – ele riu da própria piada. Levantou seu braço direito, direcionando-o ao braço de . Agarrou-a com força, e com as duas mãos, puxou-a para mais perto de si. Ele se aproximou do pescoço dela, cheirando-a longamente.
não conseguiu mais segurar as lágrimas; elas caíam rapidamente por sua face. A menina estava apavorada, não conseguia sequer falar. Nem passou pela sua cabeça empurrar o tio. Ele, então, percebendo a falta de reação dela, começou a beijar-lhe o pescoço de maneira bruta e grosseira, machucando-a. Suas mãos percorriam o corpo dela avidamente, loucas por conhecer cada pedaço de carne.
Quando ele descia suas mãos pelas coxas dela internamente, ouviu um barulho vindo da sala. Seu tio pareceu perceber e a largou com rapidez. Levantou-se de súbito e, com um último olhar pervertido para , saiu da varanda e voltou para dentro da casa.
chorava abertamente, não se importando se alguém ouvisse seus soluços; estava aterrorizada. Sua mente se desligou aos poucos, enquanto ela encolhia-se cada vez mais em posição fetal, prendendo-se em sua mente, onde aquele homem não poderia lhe fazer nenhum mal.
Aquelas seções de tortura aconteceram mais algumas vezes durante o verão em que ela permaneceu na casa dos tios.

nem percebeu que estava chorando. Limpou as lágrimas rapidamente e deixou sua mão pegar o celular que estava ao seu lado. Não queria admitir, mas precisava dos pais. Eles precisavam saber o que estava acontecendo com ela. O que acontecera com ela.
Discou o número da mãe e rezou para que ela atendesse o celular. Depois de alguma espera, ouviu a voz sonolenta da mãe responder:
- Alô?
- Mãe?
- ...? O que você quer? Por que você está me ligando? Está nos interrompendo num importante jantar de negócios. – ela falou rispidamente. pôde ouvir, então, a voz do pai, perguntando o que estava acontecendo. – Essas suas brincadeiras estão passando do limite. Honestamente.
- Mãe!!! – a menina gritou, antes que ela pudesse desligar o telefone. – Me ouve, por favor. Eu preciso te contar uma coisa!
- Você está bêbada? Você tem a cara de pau de me ligar bêbada!?
- Mãe! Por favor, só me escuta, ok? Eu não quero mais nada, só que você me escute. Eu não vou mais pedir pra me levar pra casa, eu não vou mais prometer nada. Só, por favor... Me escuta...
A senhora bufou; , contudo, percebeu que aquilo era uma permissão para falar. Ouviu sua mãe apertar uma tecla no celular, colocando o aparelho no modo viva-voz, provavelmente para que seu pai também escutasse. Respirou fundo e começou a falar:
- Mãe, pai, eu... Só queria que vocês soubessem por que eu sou assim. O porquê de eu ser uma rotten apple.
Os pais não falaram nada, e ela soube novamente que era um sinal pra que continuasse. Contou aos pais tudo o que acontecera com ela, desde as férias que passara na casa dos tios até então. Tudo. Não escondeu nenhum detalhe. Falou sobre o assédio do tio, de como ela se sentiu após cada investida, como, para escapar daquelas memórias, ela recorreu às drogas e à bebida. Falou sobre como enganou os pais durante todo aquele tempo, e falou sobre sua “nova vida” na Inglaterra.
Pela primeira vez ela realmente contou tudo. Nunca falara com ninguém sobre aquilo, nem mesmo com London. Ela precisava falar para os pais. Ela necessitava livrar-se do tio. Aquilo era tudo que importava naquele momento. Tudo.

- Hey, o que você tá fazendo aqui sozinha? – Tom perguntou, aproximando-se da namorada.
- Nada não. – ela respondeu, evitando olhar para ele. Segurava o celular com muita força, suas veias saltando. Ela falava baixo, como se quisesse esconder alguma coisa. – Só ficando longe do strip poker, não foi isso que você pediu?
- É... mas isso foi uma hora atrás. – ele caminhou até a espreguiçadeira em que estava e sentou-se na beirada, olhando para ela. Ela abraçava as pernas, apoiando a cabeça nos joelhos. – Quando eu voltei de pegar uma cerveja, te procurei e não te achei. Aí o panaca do Dougie me arrastou pra roda deles. E, bem... Não me orgulho de não ter vindo te procurar, mas... Convenhamos, eu tô um pouco bêbado pra saber o que tô fazendo.
- Quer dizer então que o senhor estava jogando strip poker e ME proibiu de fazer isso? – ela levantou a cabeça, e Tom pôde ver que chorara. Vê-la daquele jeito lhe causou um aperto no coração. Não conseguia ver a menina triste daquele jeito.
- Não, eu não joguei, só fiquei vendo eles jogarem. – ele respondeu como se não tivesse percebido os olhos vermelhos e inchados dela. Se ela estava brincando, ele também brincaria. – Até que o Harry perdeu algumas vezes seguidas e acabou ficando só de boxers. O que fez com que e London começassem a gritar como loucas que ele era lindo e gostoso. – ele começou a rir, lembrando-se da cena. – E Dougie e Danny ficaram putos com o pobre coitado do Judd e acabaram a brincadeira antes que o Harry perdesse mais e o Felton também ficasse quase nu. Então a gente simplesmente ficou sentado. E eu finalmente consegui me levantar pra vir te procurar. – ele falou, sorrindo torto, sentindo-se culpado por ter abandonado por tanto tempo.

riu com a história.
- Não acredito que perdi essa cena! Deus, deve ter sido maravilhoso ver o Harry praticamente nu. – A garota não pôde deixar de sorrir com a cara de ciúmes que Tom fez. – Tô brincando, Tom. Não precisa se preocupar. Eu e o Harry somos só amigos, você sabe disso. – e levou sua mão livre até o rosto do garoto, acariciando sua bochecha. – Agora sorri e me mostra essa sua covinha linda. – “Opa! Não deixe o álcool te controlar, , ele não precisa saber que essa covinha te atrai! Ainda.”
Tom sorriu e virou o rosto levemente, deixando sua boca de encontro com a mão de . Beijou-a delicadamente, e depois a pegou, segurando-a firmemente.
- .
- Hm?
- Que foi que aconteceu? Por que você tava chorando?
A garota voltou a baixar a cabeça e soltou o celular que ainda apertava. Ficou em silêncio.
- Você pode confiar em mim. Sempre pôde. – ele tentou tranqüilizá-la. – Eu tô aqui pra você, e por você, love. I won´t let anything bad happen to you. Promise! (Não vou deixar nada de ruim lhe acontecer, Prometo!)

levantou a cabeça e encarou os lindos olhos castanhos de Tom. Eles a hipnotizavam. Queria contar pra ele, tudo, da mesma maneira que acabara de fazer com seus pais, mas já não tinha mais forças pra tanto.
- Outro dia, Tom. Por favor. Acho que eu não conseguiria...
Ele se aproximou dela e pegou-a pela cintura. Levantou-a e a colocou em seu colo, abraçando-a fortemente. Ela descansou a cabeça no peito dele e ele começou de imediato a acariciar-lhe as costas, mostrando que estava ali, que ele faria qualquer coisa por ela. Qualquer coisa.

Continua...



N/A Fabi: Oi gente, tudo bom? desculpa a demora terrível, mas nossa antiga beta deu uma desaparecida sem deixar qualquer notícia e sem mandar a att. =( eu mandei a att do cpítulo 19 pra ela faz bem 2 meses já e bom, nada, né? Mas, felizmente, agora temos uma nova beta :D a Mari Alves (obrigada por assumir nossa betagem), \o/\o/\o/, que aceitou betar nossa fic, que como boas autoras coruja que somos ;), achamos maravilhosa!
comentem o que vocês acham, que isso deixa as autoras felizes =D e obrigada por continuarem a ler a Geo#FAIL, means so much to us ;~)

N/B: Erros? Me mande um email.