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Por: Carolina Farinazzo
Beta-Reader: Carol Silver


Prefácio

- Como que você foi deixar isso acontecer? – o homem já com a voz alterada, se levantou e começou a rodear a mesa em que estava sentado antes.
- Querido, por favor. Você sabe que eu não queria isso. – a mulher falava quase sussurrando e olhando para as próprias mãos.
- Aaah, não queria? Você quer acabar comigo só pode, você sabe que eu tenho família. Como você acha que eu vou ficar nessa história? – ele voltou a sentar-se à mesa e a falar mais tranquilamente. - Você vai tirar! – ele disse dando de dedo na cara da mulher que agora começava a chorar.
- Não posso fazer isso! – ela chorava discretamente, para que as pessoas ao redor não percebessem.
- Então você vai dar um jeito, sozinha. Esquece que eu existo. – o homem colocou dinheiro na mesa e se levantou, deixando a mulher aos prantos.

Destino, seqüência de fatos supostamente fatais determinado pela ordem natural estabelecida do universo. Sorte, azar, fortuna, fado, meta, rumo, remate.
Sempre acreditei que cada um tinha uma vida inteiramente predestinada, que destino fosse uma coisa que nós pobres mortais não poderíamos interferir. Que mesmo que tentássemos apressar a única forma era esperar e dar o nosso melhor para que as coisas acontecessem em seu tempo natural, e culpar ao destino as coisas desejadas e os erros que acontecem a partir de cada dia.


Capítulo 1

Levantei da minha cama e peguei meu celular para olhar a hora, constatando que ainda era muito cedo. Sentei-me na minha cama e comecei a tentar lembrar o que eu tinha sonhado essa noite, como sempre fazia todas as manhãs. Era um sonho repetido, eu acho que desde que eu tinha uns dez anos eu tinha esse mesmo sonho. Eu estava sentada em uma grama bem verde, e olhando bem ao redor eu via que eu estava em uma espécie de montanha e logo depois alguém chamava meu nome de uma forma extremamente doce. Olhava para trás e via uma casa de madeira, mas que não aparentava ser antiga. Eu me levantava e caminhava calmamente até o homem que estava encostado no batente da porta, e que antes havia dito o meu nome. Eu sorria pra ele e ele me retribuía com um beijo no meu rosto e me puxava em um abraço muito apertado, e começava a me guiar para dentro daquela casa. E depois eu sempre acordava.
Não é como se eu acreditasse que isso ia acontecer comigo, pelo contrário. Mas me sentia feliz e um pouco confortada quando eu tinha esse sonho. Eu ri comigo mesma, por ser tão piegas.
Então procurei me levantar e manter minha cabeça ocupada com coisas reais, hoje seria um dia muito cansativo e era melhor eu ir adiantando os afazeres.

- Filha, eu quero que você me ligue todos os dias, que você tenha juízo e não pense que a vida é uma festa. – minha mãe falava compulsivamente as mesmas coisas que nós tínhamos conversado mês passado, semana passada e hoje no café da manhã.
- Calma, por favor, desse jeito ela vai acabar ficando louca. – meu pai olhou repreensivo para ela que se calou – olha aqui esta esse cartão de credito pra você e aqui é a chave do apartamento onde você vai ficar. – eu sorri pegando o cartão e a chave da mão dele. – procure não abusar dele. – ele apontou pro cartão - eu vou sentir a sua falta querida. – ele me abraçou e deu um beijo em minha testa.
- Calma! Quem olha pensa que eu estou partindo para um lugar do outro lado do continente. Londres fica aqui do lado, quando vocês quiserem é só pegar o carro que eu estarei esperando vocês para uma visita. – eu disse vendo o meu pai rir de minha mãe que estava quase chorando.
- Querida, entra logo que daqui a pouco o ônibus já vai partir. – eu assenti com a cabeça e dei uma um abraço em minha mãe.
Eu acenei e entrei no ônibus, pedindo licença para uma senhora para poder sentar no meu banco que era do lado da janela. Sempre planejei esse dia, em que estaria indo para Londres para fazer faculdade de jornalismo, e estava indo tão perfeito. A viagem não era longa, mas o suficiente para fazer mais planos e saborear o gostinho de realização.

Chegando à rodoviária, peguei um táxi e segui para o meu tão esperado apartamento. Ainda não tinha o conhecido, meu pai havia o escolhido em segredo, era o meu presente por ter passado em uma ótima faculdade. Senti um frio na barriga a hora que o táxi estacionou em frente ao prédio, não era um prédio novo e nem antigo. Era um lugar razoável e com uma aparência bem aconchegante, e parecia ser perto do centro da cidade. O que iria me ajudar muito, por eu não conhecer muito bem Londres e por meus pais não serem ricos o suficiente para eu me locomover de táxi todos os dias. Paguei o motorista e sai do táxi em rumo à entrada do prédio.

- Você deve ser a filha do Sr. , Miss não é? – Um homem de meia idade, gordo e de muita boa aparência veio em minha direção logo que eu entrei no estabelecimento.
- Sim. – eu estendi a minha mão até ele, rindo pelo ‘Miss’, e recebendo um aperto forte da parte dele.
- Sou Robert Gray, sou amigo do seu pai e dono desse prédio. – eu sorri para ele me lembrando que meu pai já havia pronunciado esse nome. – Vamos, eu vou te levar ate a sua nova residência. – Ele seguiu na frente entrando no elevador e eu o segui. Ele falava muito e na verdade eu não estava muito com vontade de prestar atenção, então eu só sorria e balançava a cabeça fazendo como se estivesse por dentro do que ele falava.
- Bem, esse aqui é o seu apartamento, você tem as chaves? – eu a mostrei para ele como sinal de resposta. – Então eu vou a deixar aqui para que você possa o conhecer sozinha e com calma. – ele sorriu de um jeito muito simpático e virou as costas.
- Muito obrigada, Sr. Gray. – eu sorri em retribuição, ele parecia uma boa pessoa, na verdade acho que gostaria de prestar atenção na sua conversa, mas não nesse momento.
- Quando precisar é só chamar. – Ele disse entrando no elevador e vendo as portas fecharem a sua frente.
Eu fiquei alguns segundos parada em frente da porta hesitando em entrar. Não por medo, mas sim por felicidade. Eu ri sozinha e virei a chave, em seguida a maçaneta e empurrei a porta. Era muito lindo, já estava todo mobiliado, tudo escolhido por minha mãe como eu pude perceber por cada detalhe.
Como eles tiveram tempo de preparar e planejar tudo isso? Eu me peguei rindo lembrado das visitas freqüentes que eles fizeram para Vovó, com certeza era uma farsa.
O apartamento não era muito grande, mas o suficiente só para mim. Peguei minhas poucas malas e fui até onde deveria ser o quarto. Era perfeito, tudo em tons pastel, bem ao estilo Blair Waldorf só que com menos luxo, me agradeci por fazer minha mãe assistir seriados comigo. Joguei minha mala em cima da cama de casal e comecei a guardas todas as coisas que eu tinha trazido, porque se eu deixasse para depois com certeza a preguiça seria maior. Muita pena que minha mãe não tenha contratado uma Dorota para mim.


Capítulo 2

As minhas aulas começariam na próxima semana e hoje era sexta-feira ainda, uma sexta sem nada para fazer, seguida de mais um fim de semana tedioso já que eu não tinha amigos aqui. Então aproveitei para ir ao mercado fazer umas comprinhas e conhecer o centro da cidade. Pedi um táxi e pedi para o taxista me levar no mercado mais próximo do centro.
Peguei as coisas necessárias para uma alimentação saudável e de fácil preparo já que eu não era uma menina muito bem dotada na cozinha. E fui à direção da minha tentação: a seção de guloseimas!
Deparei-me com aquele monte de chocolate, bolachas recheadas, e seus derivados. Peguei uma barra de Diamante Negro, e segui para a próxima seção, porque se continua-se ali eu iria acabar levando a seção inteira.
Passei para a seção de bebidas, peguei uma garrafa de coca-cola e comecei a observar as bebidas alcoólicas. Lembrei-me de um dia que eu e meus amigos organizamos uma festa, o sacrifício que foi pra convencer a caixa que um de nós era maior de idade. Já estava sentindo muita falta deles.
Umas vozes e risos de garotos interromperam meus pensamentos. Olhei para trás e vi um garoto, nem tão garoto né, de cabelo castanho e tinha outro de cabelo loiro todo bagunçado. Eles riam sem parar e as risadas deles me davam vontade de rir, então voltei a minha atenção para as bebidas de novo para tentar disfarçar. Veio a imagem do garoto loiro na minha cabeça, parecia que eu já tinha visto ele. Olhei de novo para constatar se eu conhecia ou não. E quando me virei dei de cara com o garoto de cabelo castanho. Eu sorri meio sem graça pelo susto, e ele abriu um sorriso grande e meio malicioso. Eu corei momentaneamente, nunca fui muito boa em controlar a minha vergonha.
- Eeeeer... Desculpa, moça é que meu amigo ali – ele apontou para o loiro que estava pegando umas cervejas e colocando dentro do carinho – acabou de falar que os melhores whiskys são os escoceses e eu to falando pra ele que não, que na verdade são os irlandeses. – ele falava fazendo movimentos bruscos com as mãos, e eu não sabia se prestava atenção nas mãos ou nos olhos deles que percorriam o meu rosto, que deveria estar com uma expressão confusa. – Você poderia falar pra ele que eu que estou certo? – ele disse convencido e eu o olhei mais confuso. Calma ai, um cara vem ate mim pra perguntar qual é o melhor whisky?
- Eu tenho cara de alcoólatra? – eu perguntei rindo, e ele deu um sorrisinho sem graça. – Não calma, não estou te cortando. Só não entendi porque a pergunta pra mim – ele parecia mais envergonhado ou confuso eu acho.
- Na verdade porque você é a única pessoa que esta aqui nessa seção. – ele deu de ombros. – ! – ele disse e apontou com as duas mãos pra si próprio.
- , prazer. E eu já ouvi falar que são os escoceses! – eu disse dando um sorriso tímido. – Mas não posso confirmar.
- ? – eu balancei a cabeça afirmativamente. – Escoceses? – eu balancei a cabeça de novo. – Droga! – ele deu um soco no ar. E eu fiquei sem entender nada, ate que eu vi o garoto loiro se aproximando.
- Eu disse que a conhecia. – ele chegou rindo do amigo.
- Calma, eu não to entendendo, quando eu te vi eu achei que te conhecia, mas essas historia de whisky está me confundindo mais ainda. – eu disse colocando a mão na testa e tentando achar uma lógica naquilo.
- Eu sou o... – ele começou a dizer e já veio na minha cabeça a imagem daquela garoto e o nome junto.
- , a história do whisky! – eu bati na minha própria testa. - Poxa, não sei como eu não te reconheci de cara. Meu Deus quanto tempo, você está... – eu ia falar gostoso, mas achei melhor não. – diferente. – eu ri e dei um abraço nele. Eu tinha estudado com ele ate a oitava série, éramos amigos, mas com a mudança dele para Londres acabamos perdendo o contato.
- É, você esta muito diferente também – ele e o amigo riram. – O que você esta fazendo aqui na grande Londres?
- Eu me mudei pra cá. Sabe faculdade, maior de idade, trabalho. E você nunca mais me deu notícias, que faz aqui? – eu perguntei um pouco curiosa.
- Então meus pais não estão mais morando aqui, agora moro com meus amigos. E nada de faculdade, estou me dedicando a música. Nós temos uma banda. – ele disse sorrindo, pude ver a felicidade que ele estava por fazer o que gostava. Desde pequeno levava jeito para música, era sempre ele que animava as festinhas com seu violão.
- Sabia, você sempre levou jeito pra música.
- Bem, agora nós temos que ir, né ? Os caras devem estar desesperados lá em casa. – deu um meio sorriso chateado.
- Não tudo bem, eu ainda tenho algumas coisas pra fazer também. Mas é bom ter alguém conhecido por aqui. – eu disse dando um beijo em e como despedida.
- É bom tem reencontrar também. Você podia me passar seu numero né, se quiser nós poderíamos fazer alguma coisa esse fim de semana apresentar a cidade. – o cutucou – claro você, eu e os caras. Se você não se importar, é lógico.
- Não que isso, bem que eu estou precisando de alguma coisa pra fazer. – Eu disse pegando um papel e uma caneta em minha bolsa, para anotar meu telefone para ele. – Toma, me liga depois pra nós combinarmos. Vou adorar de verdade.
- Então Tchau. – acenou meio tímido.
- Foi um prazer te conhecer. – me deu um beijo no rosto.
- Também. Tchau garotos. – Eu acenei para eles.


Capítulo 3

- Alô? – peguei meu celular, e atendi depois de ver que o numero não era conhecido.
- Oi , é o !
- A sim, tudo bom? – Eu me sentei no sofá, baixando um pouco o volume da TV.
- Tudo sim e você?
- Estou bem também.
- Bem hoje nós, a banda, vamos ensaiar e achei que seria legal você vir assistir. Pode ficar tranqüila não vai ser só você de garota, a namorada do vai estar aqui.
- Não sem problemas. Bem vou aceitar sim, sabe como é sábado e TV não combina. – o ouvi rindo.
- Então eu passo na sua casa às quatro horas, pode ser?
- Claro, anota o endereço, Rua Paddington número 129, é um apartamento.
- Okay, Beijos.
- Beijo.

Coloquei o celular no sofá, desliguei a TV. E vi que já era uma e meia. Levantei-me e fui tomar banho, depois sequei meu cabelo. Quando terminei já eram umas três horas e pouquinho. Fui até meu guarda-roupa e o abri inteiro de forma que eu pude-se ver todas as minhas roupas. Eu sempre fui de me preocupar com o que vestir, sempre liguei muito para a minha aparência, nunca gostei de sair de casa sem me arrumar. Pode até ser exagero, mas eu gosto de me arrumar mesmo que seja só para mim.
- , não é um encontro e muito menos uma festa. – eu disse rindo pela minha preocupação.
Peguei uma calça jeans clara, uma batinha bege. Me vesti e coloquei minha bota marrom, estilo de cowboy, me olhei no espelho e aprovei a roupa. Segui para o espelho do banheiro e passei uma base no meu rosto, um pouco de blush e rimel e por ultimo perfume.
Já estava pronta, e já estava na hora de vir me buscar. Peguei minha bolsa e desci do apartamento, para poder esperar na portaria. Fiquei conversando com Luigi, o porteiro bonitinho, enquanto ele não chegava.

- Vamos? – saiu do carro indo em minha direção.
- Claro, Tchau. – acenei para Luigi.
Entramos no carro e começou a dirigir.
- Posso ligar o rádio? – eu perguntei e ele balançou a cabeça afirmando. Liguei e nem precisei mudar de radio para achar uma musica que eu gostava. Estava tocando All You Need Is Love dos Beatles, e começamos a cantar juntos.
- Pelo que eu vejo nossos gostos continuam os mesmos! – ele disse rindo batendo os dedos no volante seguindo o ritmo.
- Graças a Deus, só faltava chegar à sua casa e você e os seus amigos começarem a tocar sertanejo, eu juro que ia ter que ter muita força de vontade para aguentar. – eu disse rindo, vendo ele dar um olhar de reprovação.

- Pronto chegamos! – ele disse estacionando, daí saímos do carro.
- Adorei sua casa. – eu disse apontando pra ela. Era um sobradinho de madeira estilo casa de vó, era simples, e tinha um quintal enorme.
- Ela é provisória, estamos procurando um apartamento. Dentro esta uma bagunça, acho melhor esperar pra dar elogios quando entrar, ou você pode se arrepender. – ele disse piscando pra mim e me conduzindo até a porta.
- Pior do que era o seu quarto não pode ser. – nós rimos - Apesar do tempo parece que eu te conheço muito bem ainda, ! – eu disse e ele balançou a cabeça concordando.
- Chegamos. – ele disse adentrando a casa e eu o seguindo. – parece que a deu uma geralzinha na casa, namorada do . – ele sussurrou para mim.
- Parece que sim. – eu disse sorrindo para os meninos que estavam no sofá.
- . – ele apontou pra mim, vendo que os garotos nos observavam.
- Para com isso , eu e a já somos amigos íntimos. – chegou me dando um beijo no rosto como forma de cumprimento.
- O bastante para saber que eu prefiro ser apresentada só como , agora você perdeu . – eu disse piscando para ele, e o outro garoto riu.
- Eu sou . – O loiro se levantou e me deu um beijo no rosto.
- Prazer . – eu sorri tímida.
- Oi – uma menina de cabelo castanho apareceu na porta da cozinha.
- Oi , né? – eu disse indo na direção dela. – Garotas na cozinha, olha o machismo dessa casa. – e dei um beijo no rosto dela.
- Só . Se você não se incomodar pode me ajudar? – Eu disse balançando a cabeça afirmativamente.
- Só uma dúvida, não são quatro? – eu disse pegando algumas das cervejas que estavam em cima da mesa.
- Sim, falta o ele foi buscar a guitarra dele. – ela disse sorrindo pra mim - Vamos. – ela pegou um refrigerante e copos e me puxou pelo braço. E entramos na sala vendo os garotos jogando Vídeo Game, ela olhou pra mim com cara de reprovação e nós rimos.
- Parece que as madames se deram bem! – disse pegando a cerveja que eu o entregava.
- É bom ter alguém aqui que faça alguma coisa a não ser arrotar e falar de vídeo game. – falou rindo e recebeu um olhar de reprovação de . – Para com isso , você sabe que é verdade. – os garotos riram e ela foi ate e deu um selinho nele. Eu me sentei ao lado do , os vendo jogarem.
- ? – o olhou vendo ele resmungar – desculpa a pergunta indiscreta é que eu to muito curioso, ela é a aquela lá? – Todos nós olhamos pra ele prestando atenção na conversa dos dois.
- Ela é a , mas que ‘ lá’? – ele perguntou confuso.
- Aquela lá cara – ele balançava as mãos tentando demonstrar alguma coisa. E depois ele mandou um beijo pro outro – Cara você é muito devagar.
- Haa ééé! – ele bateu na própria testa, e viu que nós prestávamos atenção na conversa – você tinha que pergunta isso agora? – ele corou levemente.
- Ou eu to aqui, ta? – eu falei levantando as mãos – que eu sou? – eu perguntei confusa.
- Hooou, já sei. – disse rindo.
- Aah eu quero saber, me conta? É sobre mim eu tenho que saber, isso é justo. – eu puxava pra perto de mim, pra fazer ele me contar.
- Você é a que... – dizia ate ser interrompido pelo barulho da porta sendo aberta e todos nós olhamos para ela.
- Olá pessoas. – o moreno encostou a porta atrás de si, e colocou a guitarra encostada na parede. – Porque vocês ainda estão olhando para mim? – ele disse confuso e dando uma risada, a risada dele era engraçada daquelas que te da vontade de rir.
- Bem como eu estava dizendo, você é a ... – voltou a atenção para mim.
- Nossa que falta de educação nem cumprimenta mais as visitas. – dando um tapa no braço do menino.
- Visita, nós temos visita? – ele disse confuso analisando as pessoas e parando o seu olhar em mim. – Desculpa não tinha te visto, de verdade. – ele disse vindo em direção a mim e quando chegou me dando um beijo no rosto. Não pude deixar de notar o perfume que ele tinha, era uma mistura de tabaco com notas cítricas. Quando eu senti o perfume senti meu estomago revirar, mas não de um jeito ruim quando você passa mal, de um jeito estranho gostoso.
- Então do que vocês estavam falando? – O tal de sentou ao meu lado que estava vago, tentando se enturmar no assunto.
- Estávamos falando que essa é a aquela que tirou a inocência do nosso pequeno . – o disse se segurando pra não rir. Eu e ficamos vermelhos instantaneamente.
- Hooouun, é você então. – disse rindo apontando pra mim.
- Nossa meu, você não podia ter ficado quieto? – disse colocando as mãos sobre o rosto.
- Você tirou a inocência do nosso pequeno ! – disse fazendo cara feia pra mim.
- Ou, mas ele tirou a minha também. Então eu não sou culpada. – eu disse rindo agora.
- Parabéns , meu primeiro beijo foi com a filha do padeiro, e ela era desse tamanho. – disse abrindo os braços o máximo possível. Todos nós começamos a rir.
- Filha do padeiro, sério? – falava em meio as gargalhadas. E balançou a cabeça afirmando com uma cara de coitado.


Capítulo 4

Depois de conversarmos na sala, nós descemos até o porão da casa dos meninos, pelo jeito era o lugar em que eles costumavam ensaiar. Além dos instrumentos e afins, a sala tinha um sofá vermelho de dois lugares e uma poltrona combinando com o sofá, o lugar era muito pequeno e parecia que não era limpo há alguns meses.
- Nossa, isso ta um nojo! – disse vendo umas caixas de pizza vazias, e algumas latinhas de cerveja jogadas em um canto.
- Se quiser, pode limpar. – disse tirando o baixo da capa e o conectando na caixa de som. E e faziam o mesmo com suas guitarras.
- Queridinho, você ainda se lembra que eu sou a namorada do , não sua empregada. – ela deu de língua, mas começou a recolher as coisas e colocar em uma sacola. – Eu só faço isso porque apesar disse eu ainda tenho um pingo de consideração com vocês.
- Tava brincando . – foi ate ela e deu um beijo no rosto dela.
- Deixa que eu te ajudo, . – eu disse pegando as latinhas e colocando na sacola que ela segurava.
- Depois o Senhor vai levar o lixo pra fora. – ela apontou pra sacola no chão e para .
- Eu? Mas porque eu? Eu não fiz nada. – abriu os braços e arregalou os olhos, como se aquele serviço fosse quase uma tortura.
- Claro que fez, você bebeu mais da metade dessas latinhas. Então você leva. – protestava, e passou alguns minutos reclamando que os meninos nunca a ajudavam com o serviço da casa. E que ela nem deveria arrumar mais, porque ela nem morava ali. Os meninos reclamavam, mas no final cederam falando que na próxima semana eles fariam uma faxina.

- Nossa, posso ser cem por cento sincera? – eu disse logo que eles acabaram o ensaio.
- Pode, mas não seja tão dura. – disse com receio.
- Vocês são demais, de verdade vocês tem futuro. – eu disse sorrindo e vendo a expressão de medo que estava em seus rostos dar lugar pra enormes sorrisos. Eu tinha adorado o som deles, era um rock leve, que me lembrava um pouco os Beatles.
- Lógico, nós somos os melhores. – fazia pose junto a sua bateria.
- Okay, você pode ser a fã número dois. Porque meu bem eu sou a número um. – disse indo até e dando um selinho nele.
- Me contendo com o segundo lugar. – eu me levantando do sofá.
- Dude, estou com fome. – disse após a sua barriga roncar.
- Percebemos, que tal PIZZA?! – disse subindo as escadas e sendo seguido por nós.
- Eu quero de Bacon. – falava seguindo que estava ligando pra pizzaria.
- Não, tem que ter uma de frango e catupiry. – fez bico.
- Frango e catupiry, cara. – falou olhando pra .
- Prefiro de calabresa. – deu de ombros, jogando uma almofada em .
- SERÁ QUE VOCÊS PODIAM ENTRAR EM UM CONSENSO? – gritou tirando o telefone do ouvido.
- Ou nós temos visita. – apontou pra mim. – A vai achar que aqui mora um bando de louco. – Todos tiraram a atenção de e voltaram para mim.
- Não, que isso. Se o jeito é resolver em grito, pode continuar . – eu disse não me incomodando com aquela bagunça.
- Você viu o que o falou? – falava entre gargalhadas, fazendo todo mundo ter vontade de rir também.
- O que ele falou? – tentava controlar o riso.
- Consenso. Ele nem deve saber o que é isso. – disse rindo descontroladamente, nós começamos a rir mais por causa da risada de do que do palavreado e a cara de deboche de .
- Okay, nem foi tão engraçado assim. – falou parando de rir. – Uma de bacon e outra de frango, eu sempre acabo cedendo. – fez cara de coitado.
- Okay, tudo certo agora. – ligou para a pizzaria para fazer o pedido.
- Frango e catupiry, com catupiry. – falava com e ele apenas balançava a cabeça concordando.

- Então, o que você veio fazer aqui em Londres? – sentou ao meu lado.
- Ah, sempre quis morar aqui, sonho de infância sabe. Daí a faculdade foi um ótimo motivo para a minha mudança. – eu disse olhando para minhas unhas. Não sei o que tinha, mas me incomodava ter ele por perto.
- Faculdade! O que você vai fazer? – eu voltei minha atenção para ele. Reparando nos grandes olhos azuis dele.
- Jornalismo. – eu disse e logo depois veio à ausência do assunto. Seria um pleno silêncio se e não estivessem jogando vídeo game a nossa frente. Eu estava perdida pelos olhos dele e ele parecia nem notar. – E você? Não sei nada sobre você, tirando que seu nome é e que você toca guitarra. – eu disse tentando quebrar o silêncio entre nós. A presença de podia me incomodar, não é que eu não gostasse dele, pelo contrário. Eu sempre tive problemas em me relacionar com as pessoas, uma parte era a minha grande timidez e a outra era o medo de dar confiança em alguém que na verdade não merecia, tinha medo de me machucar.
- Bem, na verdade não faz muito tempo que eu me mudei pra cá. Vim atrás de uma carreira como músico, sabe fiz várias audições. Daí foi que eu acabei conhecendo o , e aqui estamos nós com o Mcfly. Na verdade essa é a parte interessante da história, o resto tenho certeza que você não vai se interessar. – ele disse dando um sorriso de lado. Que me fez sorrir também – e suas aulas começam quando?
- Nessa segunda já. Só tenho mais amanhã pra descansar. – disse fazendo bico.
- Quando nós ficarmos famosos quero que você seja a primeira a fazer uma entrevista conosco – ele disse de uma forma sonhadora.
- Seria perfeito, olha que eu vou cobrar – eu disse rindo.
- eu já estou indo, você disse que ia querer carona. Só vou pegar um negócio lá em cima e já vamos. – se levantou e depois deu mais um selinho em .
- Claro, claro. – eu disse olhando o relógio e vendo que já era quase meia noite. O tempo tinha passado muito rápido.
- Então até mais. – eu disse me levantando e me despedindo de que estava na minha frente com um beijo em seu rosto.
- Pode voltar quando quiser , você é simplesmente adorável. – disse me dando outro beijo.
- Você não vai conseguir me conquistar com essas cantadas baratas, . – eu disse rindo e ele fez bico e deu de ombros. A intenção dele não era ter alguma coisa comigo, ele só dava em cima de mim porque sabia que eu ficava envergonhada, e pelo o que eu percebi pra ele isso era muito engraçado.
- Tchau . – eu disse dando um abraço nele.
- Tchau . Pelo que eu vi você e se deram super bem. Ela não costuma ir muito com a cara das meninas que eles trazem. – ele disse apontando pros garotos.
- Ela é um amor. Não tem como não se dar bem com ela. – eu disse dando um beijo na bochecha dele. E depois fui ate pra me despedir.
- Será que você não pode largar esse controle só um poquinho. – eu disse colocando as mãos na cintura e fazendo um bico.
- Oh sim, . – ele disse se levantando e me dando um beijo no rosto. – Tchau, espero poder combinar mais coisas com você, pra matar a saudade da infância sabe. – ele disse colocando as mãos no bolso.
- É só me ligar. Mas você continua uma criança , só um pouco maior. – eu disse dando um beijo no rosto dele e depois recebendo um soquinho no braço.
- Vamos . – disse descendo as escadas.
- Vamos. – eu disse olhando para ela.
- Então Tchau . – disse logo atrás de mim, e eu me virei pra me despedir. Não gostava que me chamasse de , parecia que a pessoa ia me dar uma bronca. Mas na voz de ficava doce, e me dava vontade de ouvir ele me chamando de novo.
- Tchau . – eu disse recebendo um beijo dele no meu rosto.
- Espero te ver de novo. – ele disse se afastando.
- Espero poder te ouvir de novo. – ele franziu a sobrancelha, ao ouvir minha frase mal formada. – Quer dizer a banda. – eu disse tentando concerta a frase. – Tchau meninos. – eu disse seguindo a até a porta e acenando com ela.
- Você já conquistou todos nessa casa, hein! – ela disse me dando um empurramzinho. – Inclusive a mim. – ela disse entrando no carro.
- Claro, eu sou demais. – eu disse quando entrei também, e nós duas rimos. – Brincadeira, vocês é que são demais, adorei passar o dia aqui. Que por sinal passou super rápido.


Capitulo 5

Acordei assustada, e ouvi a musica do meu celular, esfreguei meus olhos e depois lancei meu olhar pelo criado mudo onde estava o celular. Morrendo de preguiça, peguei o celular e sentei na cama o atendendo.
- Alô? – minha voz quase que não saiu.
- Te acordei querida? – era minha mãe.
- Na verdade sim, que horas são? – eu disse deitando na cama de novo.
- São dez horas, só liguei pra ver se esta tudo bem e pra te lembrar que hoje começa as suas aulas. – eu ri pela preocupação da minha mãe.
- Eu estou bem, e não teria como eu esquecer isso, né mãe? – ela riu também.
- Se precisar de alguma coisa você me liga, não quero atrapalhar mais o seu descanso. Teu pai mandou um beijo.
- Manda outro pra ele, eu te ligo quando eu voltar da faculdade, pode ser?
- Pode sim, beijos e boa aula.
- Brigada. – eu desliguei o telefone e coloquei em cima do criado de novo.
Levantei-me, e fui ao banheiro, entrando em baixo do chuveiro e começando a tomar banho. Ate que estava sendo bom morar sozinha, ta eu sei que esse ainda é o quarto dia, mas acho que as coisas vão só melhorar daqui pra frente. Agora com o inicio das aulas da faculdade com certeza eu vou acabar conhecendo mais pessoas. Ta eu sei que eu sou uma pessoa tímida e que fazer amigos é uma coisa difícil pra mim, mas pelo menos eu encontrei o aqui, e conheci a e os garotos. Se ninguém gostar de mim na faculdade pelo menos eu tenho eles, não vou estar sozinha aqui. Eu ri com meus pensamentos e percebi que tinha terminado o meu banho automaticamente e que agora estava desperdiçando água em quanto estava em meio aos meus pensamentos. Desliguei o chuveiro e peguei minha toalha e me sequei, fiz minha higiene matinal, e logo depois fui arrumar a minha cama. Porque se eu não arruma-se agora ela ficaria assim ate a hora de dormir.

Liguei a TV e me sentei no sofá, bufei ao ver que quando mais eu mudava de canal mais apareciam programas idiotas. No final acabei deixando em um que canal que passava clipes. Ouvi meu celular tocar de novo e sai para o meu quarto, deduzi que minha mãe deveria estar preocupada de eu não me lembrar de almoçar, capaz que poderia ser. Olhei na tela e era um numero desconhecido.
- Alô? – disse me sentando na cama.
- Oi é a .
- Oi , tudo bom?
- Tudo sim. Então eu liguei pra ver se você esta fazendo alguma coisa, se não agente podia combinar de almoçar juntas. – ela disse com um tom de receio na voz.
- Claro que posso, se você quiser pode vir aqui em casa ou podemos comer fora. Os meninos vêm também?
- Não, hoje eles vão resolver um show em um barzinho ai, e eu to sozinha. Então eu vou ai na sua casa, Pode ser?
- Claro, pede pro te explicar onde é.
- Okay, beijo. Ate daqui a pouco.
- Beijo.

- Que você acha de nós comermos lasanha? – eu perguntei logo que chegou em casa.
- Huum, adoro lasanha. – ela disse colocando a bolsa em cima da mesa e me seguindo ate a cozinha. – Mas você já começou? – ela perguntou vendo que eu já estava a meio caminho de uma lasanha pronta.
- Ah, eu estava aqui em casa e não tinha nada pra fazer. – eu dei de ombros e coloquei a lasanha no forno.
- Então eu faço o arroz, vou me sentir ofendida se você não deixar eu fazer nada. – ela disse vendo que eu ia protestar a sua ajuda.
- Okay, enquanto isso eu arrumo a mesa. – eu a mostrei onde ficava as coisas pra ela fazer o arroz, eu peguei a toalha a estendendo na mesa e logo em seguida colocando os pratos e os afins.
- Hoje começa as suas aulas né? – ela disse fritando a cebola e o alho, e o gostoso aroma já estava em toda a cozinha.
- Sim. Ai, eu estou super ansiosa. – eu disse balançando as mãos de um jeito bobo, a fazendo rir.
- Eu posso te levar na faculdade se você quiser. Daí eu já explico onde você pode pegar os ônibus. – ela disse mexendo na panela.
- Se não for te atrapalhar. – ela negou com a cabeça. – Ah, eu estava curiosa pra te perguntar. O que você faz, ? – eu disse olhando a lasanha no forno.
- Eu estudo na mesma faculdade que você, faço artes cênicas, só que é de manha. – ela disse entortando a boca. Seria ótimo que o curso dela fosse à noite, droga! Não estava saindo com muita sorte.
- Arroz já ta pronto e a lasanha – ela aspirou o ar e depois soltou fungando. – Pelo jeito já deve estar pronta também. – ela disse e logo depois colocou a panela de arroz em cima da mesa.
- Você e o namoram há muito tempo? – eu perguntei retirando a lasanha do forno e a colocando em cima da mesa também.
- Já faz quase dois anos. – os olhos delas brilharam e eu sorri instantaneamente. – e você não namora? – ela perguntou se sentando na cadeira.
- Não. Me sinto ‘a estranha’ dizendo isso, mas na verdade eu nunca namorei. – eu disse me sentando também.
- Sério? – a expressão dela tinha um misto de espantada e duvida. Eu balancei a cabeça afirmando. – Mas por quê? Você é linda, simpática.
- Acho que não encontrei a pessoa certa, seila acho meio fútil namorar só por namorar. E eu não gostei de alguém a ponto de querer namorar. – eu disse dando de ombros.
- Às vezes ser exigente de mais não da certo, sabia? Príncipes encantados não existem. – ela disse dando uma piscadinha pra mim.


- já são cinco horas, apressa esse banho. – ouvi falar enquanto batia na porta.
- Já to saindo. – eu abri a porta enquanto penteava o cabelo que estava molhado.
- Não me diga que você ainda vai secar? – ela perguntou, e eu balancei a cabeça afirmando, ela revirou os olhos e foi para o meu quarto.
- Então que roupa você separou pra mim? – eu disse esfregando as mãos enquanto entrava no quarto ainda com a toalha enrolado no corpo.
- Esta calça... – ela me mostrou minha calça jeans escura. – essa blusinha... – uma regatinha laranja, estilo podrinha – e o all star branco. – eu fiz joinha pra ela, e ela sorriu feito criança quando consegue o que quer. Peguei o secador e dei uma secada rápida no cabelo, só para ele não ficar pingando. E coloquei a roupa logo depois.
- Como estou? – eu disse após terminar a maquiagem.
- Ótima, só coloca esse brinco e esse colar. – ela disse me entregando, e guardando os outros acessórios onde estavam antes.
- Prontinho. – eu disse dando outra checada no espelho – acho que nem vou usar hoje, né? – eu disse chacoalhando meu caderno pra .
- Acho que não, mas não custa levar. – ela disse me entregando minha bolsa. – Olha, ate que você é rápida pra se arrumar! – ela disse olhando no relógio.

- , daí quando terminar a aula você me liga daí eu venho te buscar, ta? – ela disse me dando um beijo no rosto, como despedida.
- Acho que não vai precisar não , eu tenho que aprender a me virar. Mas se eu precisar eu te ligo sim. – eu mandei um beijo no ar e sai do carro.
A faculdade era enorme, e a entrar vi vários corredores que acabavam me assustando por não conhecer nada ali. Eu fui ate um lugar onde parecia ser um edital pra ver se ali poderia estar onde era a minha sala. E nada que pudesse me ajudar. Eu olhava para os poucos alunos que passavam nos corredores.
- Você sabe onde é a sala do primeiro ano de Jornalismo? – eu arrisquei perguntar para um casal que passava do meu lado.
- Sei sim. É no mesmo corredor que a nossa sala. – o garoto respondeu – Nós fazemos Jornalismo também. – o garoto sorriu, e começou a subir as escadas e eu fui os acompanhando.
- Em que ano vocês estão? – eu perguntei tentando me enturma.
- No terceiro. – a garota ruiva me respondeu. – essa é a ultima ta! – ela disse referindo as escadas que estávamos subindo, já era a terceira.
- Ah sim. Minha sala é? – eu disse olhando para o corredor que estávamos agora.
- A ultima ali. – ela apontou.
- Brigada. – eu acenei para eles e fui em direção a minha sala.
Ao entrar na sala eu pude ver um grupo de meninas conversando no canto do fundo, e na frente um grupo de garotos. Eu olhava as carteiras e não sabia aonde deveria sentar, fui ate uma carteira no meio da sala.
- Como é o seu nome? – uma das garotas perguntou e eu olhei na direção dela. – você mesma.
- . – eu sorri discretamente.
- Senta aqui perto da gente! – ela me chamou.
- Eu sou Rachel. – a mesma garota disse vendo eu sentar ali perto, o cabelo dela era loiro daqueles descoloridos, ela era meio gordinha e tinha um estilo alternativo.
- Jully. – a garota do lado se apresentou, ela era bem magrinha e os cabelos curtos e bem pretos.
- Naomi. – a de cabelo castanho, longo e ondulado falou, ela tinha jeito daquelas patricinhas mimadas, mas deixei pra terminar meus julgamentos depois que eu a conhece-se.
- Vicky. – a que estava do lado da anterior, ela era bem gordinha e tinha o cabelo bem curtinho e ruivo.
- Luisa. – a ultima falou, ela se vestia bem simples e tinha o cabelo loiro e comprido. Era tanto nome, acho que se me perguntarem eu capaz de eu não me lembrar.
Depois de algumas conversas eu acabei conhecendo um pouco mais de cada uma e me identificando com elas. O grupinho já tinha sido formado, tinha mais outras meninas e meninos, só que não tínhamos conversado muito. Tivemos aula de português e a professora fez aquela aula de apresentação, onde cada um fala de o nome, de onde veio, e porque escolheu o curso, e acabou não tendo matéria nenhuma e não usando o meu caderno.
- Como vocês vão embora? – eu perguntei logo após que acabou a aula.
- Eu vou de ônibus. – Rachel falou.
- Também. – Vicky e Jully falaram juntas.
- Meu namorado vem me buscar. – Naomi falou e seus olhos brilharam, pelo o pouco que eu havia conhecido dela dava pra ver que ela era daquelas que idolatram o namorado.
- Eu vou junto com minha amiga, ela tem carro. – Luisa falou fazendo bico.
- Será que esse ônibus passa perto daquele apartamento que fica de frente daquela praça, aai como é o nome... – eu bati com a mão na testa com o intuito de conseguir lembrar. – ai lá no centro.
- Se é no centro passa sim. Vamos daí você pergunta pro motorista. Tchau meninas. – Vicky disse dando tchau para as outras meninas e nós a fizemos o mesmo.


- Oi ! – eu a liguei logo que cheguei em casa.
- Já ta em casa ? – ela perguntou receosa.
- Acabei de chegar, peguei ônibus com as meninas da minha sala e não me perdi. – ela riu de mim.
- E já conheceu bastante gente?
- Na verdade não, conheci o pessoal da sala só.
- E gostou deles?
- Ah tem umas meninas que eu já me enturmei bem. Daí alguns que eu conversei e também tem bastante gente estranha.
- Isso tem em todos os cursos, pode fica tranqüila. – ela disse rindo.
- Então amanha agente se fala mais, quer vir aqui em casa a tarde?
- Pode ser, vou lá pelas três horas pode ser?
- Claro. Beijo .
- Beijo.
Desliguei o telefone e fui para o meu quarto me arrumando para uma longa noite de sono, já era mais de onze horas. E eu estava completamente exausta, não sei por quê. Peguei meu notebook e me sentei na cama, olhando os meus emails e as noticias do dia. Fiquei por volta de uns vinte minutos e acabei cedendo ao sono.


Capitulo 6

- Haaaiin , de verdade? – eu ria ouvindo uma historia que ela estava contando.
- É depois disso, o nunca mais foi na casa dos meus Pais. Coitadinho. – ela ria também.
- Por isso nunca namorei, acho que se eu aparece-se com um garoto em casa ele ia fazer um escândalo. Ele é super ciumento. – eu tentava me recuperar das risadas.
- O meu pai também é, tanto que o foi o único namorado que eu levei pra casa. – ela estava vermelha de tanto rir.
- Ai, vou fazer alguma coisa pra comer. – eu me levantei e fui ate a cozinha. – o que você quer?
- Ah qualquer coisa.- eu fiz careta para ela.
- Hoje vai te uma banda de rock lá naquele barzinho que os meninos vão tocar, vamos? – ela disse sentando-se à mesa. - As meninas da sala estavam falando. Queria ir, mas será que eu dou conta de ir depois da aula? – eu perguntei olhando para a geladeira. Já era a segunda semana de aula e era uma quarta feira. A vinha em casa todas às tardes, ela dizia que o já estava começando a achar que a estava perdendo para mim. Eu já estava muito próxima das meninas da minha sala, Vicky e Rachel moravam perto da minha casa e de vez em quando elas vinhas passar a tarde em casa junto com a .
- Vou ligar pra Rachel! – eu disse pegando o meu celular.
- A que duvida, é lógico que ela vai. – balançou a cabeça.
- Rachel, vamos no Armazém hoje? Siim, eu chamo ela. Daí nós não temos a ultima aula e daí da tempo de se arrumar tranqüila. Vamos? Okay, eu chamo a Vicky e a Jully e você a Luisa e a Naomi. Beijo, ate mais.
- Não falei que ela ia. – fez bico se vangloriando.
- Ah vai saber né! Agora a Vicky. – disquei o numero dela. – Vicky vamos no Armazém? Vai ter uma banda de pop rock. Ah vamos sim, vai ta legal. Da tempo siim. Eba, liga pra Jully pra chamar ela. Tchau, beijo.
- A Vicky eu tinha as minhas duvidas. – disse comendo bolacha.
- A Jully acho que não vai, por causa do namorado. A Naomi pior ainda. E a Luisa acho que não também, por causa que amanha cedo ela trabalha. – eu pensava alto. – Acho que só vamos eu, você, a Rachel e a Vicky. – eu conclui. - Os meninos vão também, e pelo jeito a Rachel conhece mais gente, daí você se enturma, né amiga! – ela disse me oferecendo a bolacha que estava em suas mãos. - Ei, você pegou a bolacha sem me pedir? – ela afirmou com a cabeça, e eu peguei da sua mão. – pelo menos deixa um pouco pra mim! – eu peguei das bolachas e a devolvi.
- Aqui já é a minha casa, minha quarta casa. – ela disse rindo.
- Não acha que você já tem casa demais não? – ela negou com a cabeça.
- Daqui a pouco a casa dos garotos e a minha vão virar sua também, por falar nisso você nunca foi à minha casa menina. – ela disse brava.
- Se você me chamar eu posso ir. To brincando , é que eu não sei chegar lá. – eu fiz bico.
- Mas eu já te expliquei tantas vezes, menina. – ela balançou a cabeça como desaprovação.
- Nossa, já são cinco e meia! Vou tomar banho já, porque tenho que arrumar o meu cabelo para poder sair. Você espera? – eu perguntei pra ela indo ate o meu quarto.
- Não acho que eu já vou, daí combina com as meninas lá daí as onze eu passo aqui pra pegar vocês, pode ser? – Ela perguntou me seguindo.
- Pode sim. Ah leva a segunda copia da chave, to com preguiça descer pra abrir pra você. – eu disse sentando na cama.
- Ela já esta comigo, querida. Beijo ate mais. – ela disse acenando e indo embora.
- Beijo . – Eu gritei para que ela ouvisse.

- Então meninas, nós vamos sair? – Rachel perguntou.
- Eu vou. – eu levantei a mão.
- Ai não vai dar meninas, eu tenho que trabalhar amanha cedinho. Em um sábado eu saio com vocês. – Luisa disse meio chateada, ela parecia querer ir.
- Acho que eu vou sim. – Vicky disse. – Mas vocês não podem me deixar sozinha, porque eu só conheço vocês. – ela disse receosa.
- Eu também Vicky, só conheço mais o namorado da e os amigos dele. E só. – eu disse rindo.
- Eu não vou, o Gui vai em casa hoje a noite. – Naomi deu a sua desculpa, Gui era o namorado dela.
- A Jully disse que ia tentar ir, daí ela vai me ligar se puder. – Rachel nos deu o recado de Jully.
- A falo pra vocês irem em casa, que daí nós vamos todas juntas. Pode ser? – eu perguntei pra Rachel e Jully. -
Meninas, será que vocês podiam deixar pra combinar depois? – o professor de Historia cortou nossa conversa.

Cara já era quase dez e meia e eu tinha acabado de entrar em casa, o ônibus tinha atrasado hoje. Mas como tinha dito a Vicky ‘quando da tudo errado, no final acaba dando tudo certo’, eu coloquei essa frase na cabeça e fui animada para o banheiro e tomei uma ducha super rápida. Ao acabar fui ate o meu guarda roupa pegando uma regatinha branca, uma saia preta de cós alto. Experimentei e olhei para o espelho, não tinha gostado só que não tinha tempo. Calcei meu scarpin preto de bico arredondado e fui ate o banheiro fazer minha maquiagem. O interfone tocou, já deveria ser alguma das meninas, fui correndo atender.
- Pronto? Jully, já abri o portão, pode vir subindo que eu vou deixar a porta aberta.
Eu destranquei a porta e abri, o vizinho da frente estava saindo, era um garoto, homem, seilá como devo classificá-lo, de uns 21 anos. Ele era de estatura média, tinha o cabelo preto e o corte ao estilo Edward de Crepúsculo, tinha a pele branquinha e a barba mau feita, pra mim ele era muito lindo. Dei um sorrisinho pra ele, e ele retribuiu, e entrei correndinho pra termina de me arrumar.
- ? – Rachel gritou.
- Tô aqui no banheiro. Vem aqui. – eu as chamei.
- Nossa você ta Diva. – Rachel disse, e eu ri.
- Vocês estão lindas também. – eu sorri, enquanto terminava de arrumar o meu cabelo, que eu acabei deixando solto mesmo. Rachel estava usando uma calça vermelha, uma blusa preta de ombros caídos e um colar de perola. Vicky tava com uma skinny preta e uma batinha verde e uma sandália de plataforma.
- Aaai deve ser a . – eu disse pegando o meu celular que estava tocando. – A própria. – dei mais uma olhadinha no espelho e fiz bico. – Acho que estou pronta, né! – eu ri.

- Os meninos não vão vir? – eu perguntei pra , logo que chegamos no barzinho.
- Vão, só que mais tarde. – ela me respondeu, escolhendo uma mesa, e todas sentamos.
- Há olha lá a Angie, vou lá fala com ela. – Rachel disse se levantando da mesa.
- Gente olha lá na mesa dela, aquele moreno ali é meu vizinho de frente. – eu disse abanando o rosto.
- Nossa, gostei dele. – disse rindo.
- Menina você tem namorado. – eu disse dando um tapa no braço dela.
- Não sei, não gostei muito. Quer dizer ele não faz o meu tipo. – Vicky disse desprezando o meu vizinho.
- Já sei você gosta dos Nerds. – disse rindo, lembrando de quando Vicky tinha dito e como nós demoramos pra acreditar.
- Ele ta olhando pra você. Não olha agora. – disse e eu me virei pra ver, ele estava olhando mesmo, ele deu um sorrisinho sem graça e olhou para o amigo. – Eu disse pra você não olhar. – brigou comigo.
- Haai menina, não briga comigo. – eu disse fazendo bico. – Olha lá os meninos chegaram. – eu apontei com a cabeça para a entrada do lugar.
- Amor? – olhava perdida e levantou o braço para que os meninos vissem.
- Amor? – Vicky a imitou, e nós olhou com os olhos cerrados o que fez nós rirmos mais.
- Oi meninas. – disse vindo na frente e se sentando do lado de .
- Essa que vocês ainda não conhecem é a Vicky, e nem vou citar o nome dessa ai porque já ta quase da família. – disse recebendo um olhar de reprovação meu. – Vicky, esses são , , e .
Os meninos sorriram, e tirando o , vieram e nos cumprimentaram com um beijo no rosto, e se sentaram depois.
- Oi Meninos. – Rachel voltou se sentando do meu lado e do de .
- Nossa, foi só ver os machos chegando que ela voltou pra nós fazer companhia. – Vicky disse rindo, e os meninos ficaram sem graça.
- Mas é claro. – Rachel mais do que atirada falou.
- Essa é a Rachel, não fiquem com medo dela, não parece mais ela é normal. – eu disse tirando dela, e ela me mandou língua.
- Vocês fazem jornalismo também? – perguntou.
- Sim. – Vicky e Rachel responderam juntas.
- O que vai vir tocar aqui mesmo? – perguntou coçando a cabeça.
- Ouvi fala que é uma banda de pop rock, mas não sei o nome não. – eu disse dando de ombros. – ta vazio, né? – eu disse analisando o lugar.
- O pessoal começa a chegar mais tarde, ainda é onze e vinte. – disse olhando no relógio.
- Vou pegar alguma coisa pra beber! – disse se levantando.
- Traz uma pra nós. – disse levantando a mão.
- Vamos pegar um balde de cerveja!? – eu dei a sugestão, e o pessoal concordou com a cabeça. – Eu vou com você, eu disse me levantando e indo do lado de .
Enquanto fazíamos o caminho do bar ele disse algo, mas eu acabei não entendo pelo tumulto de pessoas que estavam naquele local. Hoje ele estava mas bonito do que o dia em que eu o tinha conhecido, ele usava uma calça jeans e uma camisa xadrez verde, e nós pés um All Star. O Cabelo dele estava todo bagunçado, como se tivesse acabado de secar, o que deixava ele mais lindo.
- O que? – eu perguntei quando passamos pelas pessoas e nós encontramos no balcão do bar.
- A banda. – ele disse apontado para o caminho que tínhamos acabado de fazer, e eu olhei vendo que a banda arrumava os instrumentos no placo onde iriam tocar. – Você pode pegar os outros copos? – ele me perguntou, eu parei de observar como era bonito o e voltei minha atenção a . – os copos! – ele viu que eu não tinha o entendido.
- A sim. – eu peguei os outros copos e sorri sem graça para ele, foi na frente abrindo o caminho, equilibrando em uma mão o balde com as cervejas e na outra alguns copos.
- Você reparou como o é bonitinho. – eu disse para as meninas passando os copos para elas.
- Quem o ? – se intrometeu na conversa.
- Não, o da banda ali. – eu apontei pro palco, e todos olharam. – Não que você não seja bonito também . – eu disse vendo que ele tinha ficado sem graça.
- Eu o achei um pitel, mas eu prefiro o nosso . – disse de uma forma super gay, olhando para .
- A tem alguma coisa com garotos de banda, se eu fosse vocês eu tomava cuidado, porque vocês podem ser a próxima vitima. – Rachel disse, e logo depois dei um tapa no braço dela. E os meninos riram de um jeito extremamente safado.
- E pra você que qualquer coisa que vem é lucro. – eu mandei língua pra ela.
- Crianças parem. A banda vai começa, e eu to afim de ouvir as musicas. – Vicky disse nos cortando.


Capitulo 7
A banda tocava e todo mundo acompanhava cantando, todos estavam se divertindo.
- Nossa, adoro essa cidade! – Rachel disse olhando alguns garotos que passavam.
- Opa! – eu disse rindo. – Vou ao banheiro. – eu disse me levantando e vendo que nenhuma das meninas fez menção de se levantarem, dei de ombros e fui passando entre as pessoas. Alguém me segurou pelo braço, bem aquelas coisas de bêbado, tentei me soltar mais a pessoa apertava forte, então me virei para ver quem era.
- Calma, eu só estou indo te acompanhar. – era o , eu sorri aliviada.
- Você vai me acompanhar no banheiro? – eu perguntei rindo.
- Se você quiser?! – ele levantou as sobrancelhas e me olhou de um jeito cafajeste. Eu ri e dei um tapa em seu peito, e então o segurei pela mão o puxando.
- Você não vai querer minha companhia mesmo? – não sossegava. – Okay, eu tava brincando. – ele disse logo que viu minha cara de reprovação.

- Cara você demorou! – ele disse logo que eu saí do banheiro.
- Ah nem tanto. Vamos? – eu olhei em direção a mesa.
- Sim, antes eu queria te apresentar o Jesse, ele mora no mesmo apartamento que você. – disse com a mão no ombro do meu vizinho de frente.
- Ah, hoje eu te vi, você é meu vizinho de frente né? – mesmo sabendo que era o tal, eu perguntei.
- Isso mesmo. – ele sorriu de um jeito encantador, não preciso comentar de novo que ele era um pedaço de mau caminho.
- Até mais Jesse. – os dois apertaram as mãos se despedindo.
- Tchau vizinho. – eu sorri, e ele me deu um beijo no rosto, e me puxou em direção a mesa.
- Nossa, onde vocês estavam? – Vicky nos perguntou.
- No banheiro. – eu disse me sentando na mesa e todos, menos e que estavam se ocupados, olhou para mim e para . – Não, eu estava no banheiro.
- Essa é a que eu conheço. – disse maliciosamente, eu peguei um pedaço de gelo do balde de cerveja e joguei nele.
- E você não fala nada, seu besta. – eu disse olhando para , que estava sentando do meu lado, ele deu de ombros e riu.

- Nossa meu sapato esta me matando. – resmungava apoiada em .
- Ainda bem que tenho amigos com carro. – eu disse piscando para .
- Interesseira, só por isso você vai embora a pé. – ele disse dando língua.
- Vai nada, o não manda nada aqui. – disse rindo para que fez bico.
- O e a Rachel foram os únicos que tiveram sorte aqui. – Vicky disse encostando-se ao carro, ficando do meu lado, e apontando para o com uma loira, e para a Rachel que estava com um garoto.
- Sem contar a e o . – eu disse cruzando os braços. – Mas deixa a próxima festa vai ser boa. – Vamos! – eu disse vendo os meninos entrarem no carro e nos chamar.

- Me deixem dormir só mais um pouquinho – dizia deitando no colchão. Acabou que todas as meninas, menos Rachel, dormiram em casa.
- Coitadinho do , tava todo animadinho e você deixou ele sozinho. – Eu disse mudando de canal.
- Deve ter dormido com o . – disse dando de ombros.
- O deve ter dormido com a loira. – Vicky disse e nós rimos.
- Ah tem mais dois meninos para o , ou foi o ou o . – Nós rimos.
- Pelo menos ele tem opções, e eu que nem isso tinha. – eu fiz bico e cruzei os braços.
- Sei, sei. Você e o sumiram, não sei não se não tem coisa ai. – Vicky disse me tacando uma almofada.
- Oh, quem dera. Não sei o que ele foi fazer atrás de mim. – Eu disse olhando para a Tv.
- Ah não se faça de boba, até eu percebi que ele ta afim de você. – Vicky disse e concordou, apenas balançando a cabeça.
- Se tivesse afim ele ia ter chegado em mim, ou não? – eu perguntei olhando para .
- Isso é verdade. – disse se sentando no colchão.
- Chega nele então. – Vicky disse rindo, pois ela sabia que eu não faria isso.
- Ah bem a minha cara. – eu ri, mudando de canal. – Gente e a Rachel?! Que louca. – ela tinha ido embora da festa com o garoto que ela tinha ficado. – Tipo eu sei que isso é careta, mas ela mal conhecia o garoto. – eu disse espantada.
- Se for assim também sou careta, no primeiro encontro já dormi junto. Só depois que nós namoramos e mais um tempo ainda, eu e o transamos. Ainda mais porque eu era virgem. – disse indo até a cozinha. – Tem bolacha ? – eu a ouvi mexer nos armários.
- Tem, no do lado da geladeira. – eu gritei – ah não falo nada porque eu sou virgem também. – eu disse dando de ombros.
- Ah, mas a Rachel não tem nenhuma carinha de santa, muito menos de virgem. Eu gosto dela mais ela é muito vulgar. – Vicky deu sua opinião, e sentou no sofá e ofereceu bolacha pra nós e eu Vicky aceitamos.
- Mas os garotos não gostam, tipo pra fica daí eles aproveitam, mas eles nunca vão querer namorar com uma garota assim. Pelo menos é isso que os garotos dizem. – ela se referia a , , e .
- Gente, vamos mudar de assunto porque o veneno já ta escorrendo. – eu disse e nós limpamos o canto da boca, e rimos.

- já é cinco horas! – eu disse olhando as horas no meu celular, me levantei correndo e fui até o meu quarto.
- E? – eu ouvi o resmungo dela.
- Faculdade, não é porque você faltou que eu vou faltar também. – eu falei passando no corredor. – Vou tomar banho. – e entrei no banheiro.

- ? – resmungou de novo.
- Fala? – eu disse vendo ela deitada na minha cama, enquanto eu terminava de me arrumar.
- Eu vou fica aqui, posso? – ela sorriu parecendo criança.
- Pode, mas não vai aprontar. – eu pisquei pra ela, e peguei minha bolsa que estava no mancebo. – as nove eu to de volta. – acenei pra ela. – Beijo.
Era aquela correria todo dia, isso que ainda nem se passou um mês! Já estava acostumando com a ficar todo dia em casa, nós estávamos conversando e acho que ela vai vir morar em casa, o bom é que alem de ter companhia ainda vai sobrar mais dinheiro já que vamos dividir as despesas. Acenei para Luigi, o porteiro, e sai correndo para não perder o ônibus. Quando estava chegando ao ponto avistei Vicky, ela estava do lado de uma garota de cabelo castanho claro enrolado, bem magra e de estatura média.
- Oi Vicky. – eu disse cumprimentando ela.
- Oi , essa aqui é a Alani. – ela disse apontando pra menina do seu lado. – ela vai fazer o curso com nós.
- Ai que legal! Vocês estão morando juntas né? A Vicky tinha comentado comigo. – eu tentava puxar assunto com ela.
- Sim, cheguei hoje cedo. – ela me respondeu.

- Hoje tem aula do que? – Alani perguntou para mim.
- Acho que é historia da comunicação, até que é legalzinho. – eu disse a vendo fazer cara feia. – Nossa tem outros alunos novos. – eu disse mostrando algumas pessoas que nunca tinha visto.
- Nossa, aquele ali é bonitinho. – Vicky disse. – A Rachel já ta em cima dele. – nós rimos, vendo Rachel puxar assunto com ele.


Capitulo 8

- Oi Luigi. – eu disse ao porteiro logo que eu entrei no edifício.
- Oi . – ele levantou o olhar em minha direção. – Ah, hoje veio uma mulher aqui perguntando quem era você, eu pedi se queria deixar recado. Mas quando eu disse, ela já tava saindo daqui. – ele disse como se pedisse desculpa.
- Não tem problema, - eu o confortei. – mas como era ela, só por curiosidade? – eu o perguntei.
- Ah, ela era baixa, tinha o cabelo curto e preto, era ate parecidinha com você. – ele disse pegando umas correspondências e me entregando.
- Que estranho, mas mesmo assim obrigada Luigi. – eu peguei as cartas da mão dele.
- Oi Luigi. – passou com a uma mala.
- Oi , ta se mudando pra cá de vez? – ele perguntou rindo.
- Agora é definitivo. – eu ri. Logo atrás dela vinha , trazendo as outras malas.
- Cara, não sei pra que tanta coisa. – ele falava inconformado com as três malas grandes que carregava. – Eai Luigi. – ele soltou as malas e bateu a sua mão com a de Luigi como forma de comprimento.
- De boa. – Luigi sorriu. – Deixa eu te ajudar. – ele disse saindo de trás do balcão e pegando uma das malas que carregava. Os dois foram ate o elevador e subiram conversando.
- Que foi amiga? – me despertou dos meus pensamentos.
- Nada de mais não. – eu estava muito curiosa, queria saber quem era essa mulher. Eu não tinha nenhum parente próximo aqui em Londres, que estranho. – Vamos esperar aqui ou vamos subir? – eu a perguntei.
- Ah vamos esperar, daqui a pouco os meninos chegam com os moveis.

Depois de alguns minutos os meninos chegaram, eles tinham emprestado uma caminhonete do tio de , eles trouxeram a cama, o guarda-roupa, e algumas outras coisas para o quarto de .
- Haaai Dude. – gemia.
- Que foi? – olhou para ele preocupado.
- Agente vai ter que pegar essas coisas? – o balançou a cabeça afirmando. – E subi essas escadas com elas? – balançou a cabeça de novo. – E leva ate o apartamento da ? – balançou a cabeça de novo e riu. – Haaaain! – ) gemeu e bufou cruzando os braços.
- Porque ele ta assim? – chegou e me perguntou.
- Ah ele é um preguiçoso e não serve para serviços de homens. – eu disse dando de ombros e indo ate a cabine do carro para pegar uma caixa que estava lá dentro.
- Ah pra essas coisas eu não sirvo mesmo, mas para outros serviços de homem eu sirvo muito bem. – ele disse levantando as sobrancelhas de um jeito sexy.
- Ontem à noite você não serviu. – eu ouvi a voz de . Ele não tinha vindo com os meninos, pois sua casa não ficava no caminho por onde eles passaram e também não era muito longe daqui pelo o que eles disseram. – Oi pessoal. Cadê o ? – ele perguntou.
- Ele ta lá em cima. – Agora era a voz de . Eu me agachei no banco do motorista, para pode alcançar a caixa que estava no chão da frente do banco do passageiro.
- Hey! – olhei para traz pra ver, era , pelo que parece ela tinha dado um tapa em . Os dois estavam olhando para mim.
- Oi . – disse ficando vermelho, eu franzi a testa e acenei para ele.
- Que foi que vocês estavam olhando para mim? – eu disse saindo do carro e indo na direção deles.
- Nada não. – ele disse coçando a cabeça e rindo.
- Sei! Nada não. – disse irônica e saiu rindo.
- Que foi gente? – eu perguntei rindo daquela cena.
- Ele tava olhando a sua bunda, só isso. – passou rindo. E instantaneamente abriu a boca como se fosse xingar só que não saiu nada. Eu fiquei sem reação, morrendo de vergonha. Não sabia se ria ou se saia dali, acho que meu rosto ficou umas cinco cores diferentes.
- Hai deixa disso, é normal se olhar pra bunda. Ainda mais a sua Car. – ) disse me puxando, não sei se ele tinha melhorado ou piorado a situação. Melhorado por ter me tirado da frente de , ou piorado por me deixar com mais vergonha.

- Ufa, acabamos. Nunca mais me chame pra fazer mudança. – disse para os amigos, e se jogou no sofá ao lado de . Eles já tinham subido com tudo, como a cama era de solteiro coube dentro do elevador, o guarda-roupa e uma escrivaninha tiveram que ser levado pelas escadas. estava no seu novo quarto, guardando suas roupas no guarda-roupa e organizando outras coisas. Enquanto eu estava na cozinha preparando um lanche para todos.
-Que ajuda ? – ) me perguntou, ele não estava tão cansado, pois ele só tinha subido junto com a cama no elevador, e enquanto os meninos carregavam o resto ele subia com algumas caixas, e ficava só dando apoio como ele mesmo disso.
- Não precisa, só falta arrumar a mesa. – eu disse pegando a toalha e estendendo sobre a mesa. – Depois você fica com a louça. – eu disse brincando, mas ) fez uma cara de desespero, fazendo todos presentes rirem.
- Ouviu , a louça é tua. – ) disse tentando se esquivar da almofada que o outro havia jogado. Enquanto eles discutiam quem iria lavar a louça, eu terminei de arrumar a mesa.
- Pronto meninos. – eu disse chamando a atenção deles, eles me olharam mais continuaram o seu assunto só que vindo ate a mesa.
- ta pronto. – eu gritei pra ela.
- Vem logo se não a comida vai acaba. – disse pegando um pão, e os meninos o imitaram.
- To indo. – ela respondeu, eu procurei o local para me sentar, tinha uma cadeira do lado de , que era pra , e uma do lado da dela e de . Ainda não tinha conseguido olhar diretamente para ele, e parecia que ele também procurava não manter contato comigo, seja pelo olhar ou pela fala. Sentei-me assim mesmo, logo depois chegou se sentando ao meu lado.

- E quem vai sair hoje? – perguntou, e os garotos apenas concordaram. Eles já tinham acabado de comer, só estava eu e na mesa conversando, e eles estavam no sofá assistindo algum programa de TV.
- A você vai sair senhor ? – entrou no assunto.
- É claro! – ele disse sem pensar e depois olhou pra e viu que o olhar dela não era muito amigável. - Se você deixar ou ir comigo. – ele disse tentando se consertar.
- Hum, bom mesmo. Onde vocês vão? – ela perguntou interessada.
- Nós vamos em um barzinho novo que abriu aqui perto, vai ter uma banda de pop-rock, sabe concorrente. – falou mais mantinha o olhar na TV, depois virou seu rosto em nossa direção, fazendo os nossos olhares se cruzarem. O frio na barriga voltou, eu não podia começar a gostar dele, era claro que não ia dar nada entre nós e eu não estava disposta a me apaixonar sem ser correspondida. Desviei meu olhar para que me olhava com uma cara de como se me convidasse para ir.
- Mesmo? – eu perguntei receosa. E ela balançou a cabeça afirmando. – Vou ver se as meninas vão, se sim eu vou. – eu sorri e ela bateu as mãos como criança, eu me levantei e me levantei para ir ate meu quarto.
- Droga. – eu disse logo que vi que meu celular não estava em cima do meu criado. Eu percorri meu olhar pela cama e depois pela minha escrivaninha, e nada de meu celular. – Onde eu coloquei? – eu fazia o máximo possível para lembrar, sentei-me na cama.
- Caramba , que susto. – eu disse logo que o vi encostado no vão da porta, e ele apenas riu.
- Que ta fazendo ai? – ele me perguntou entrando no quarto e se sentando na cadeira.
- Procurando meu celular. – eu disse apenas.
- Sentada? – ele gargalhou.
- É! É que eu não sei onde eu o deixei, tava tentando me lembrar. – eu bufei, e me levantei abrindo as gavetas da escrivaninha.
- Serve esse aqui. – ele me entregou o meu celular.
- Onde tava? – eu perguntei assustada, como se brigasse com ele.
- Não tava comigo, tava em cima da cadeira. – ele disse se justificando, mostrando as mãos.
- A sim, brigada. – eu me sentei na cama e sorri lembrando a expressão dele e comecei a procurar no celular o numero de alguma das garotas. Estava me sentindo desconfortável ali, pois sabia que ele estava me observando, levantei o meu olhar e quando nosso olhares se encontraram eu vi que estava certa.
- Ah , você ta brava comigo? – ele me perguntou e eu pude perceber que ele estava mais desconfortável que eu.
- Ah imagina . – eu disse dando um tapa no ar, mas ele pareceu não acreditar. – Como o ) disse é normal se olhar para bundas. – eu ri não acreditando no que eu tinha falado, e ele sorriu pra mim. Pelo menos eu tinha quebrado aquele clima que estava entre nós. Ele se virou e começou a observar o meu painel de fotos, e eu aproveitei que não estávamos conversando e liguei para Vicky.
- Ou vamos sair hoje? – eu a perguntei, logo que ela disse alô. se virou para me responder, e eu apontei para o celular, ele riu e se virou para o painel novamente.
- Ah para de se fazer, vamos? Chama a Alani. – ela não tava querendo ir. – Ah vê ai, qualquer coisa você me liga pra avisar. Tchau. – eu disse e dei de ombros.
- Elas não vão? – ele me perguntou.
- Acho que não, nunca vi gente mais desanimada que nem elas. – Eu me irritava com Vicky, ela nunca queria sair, ou quando queria no final sempre dava pra trás. Das poucas vezes que ela saiu eu tinha que fica insistindo que nem uma louca.
- July, vamos sair hoje? Abriu um barzinho novo. – ela confirmou presença. – Vem aqui em casa pra se arrumar e chama a Luisa. Ta bom. Beijo. – Ufa, pelo menos uma vai. – eu ri e se virou pra mim.
- São seus pais? – ele me perguntou apontando para uma das minhas fotos.
- São sim. – eu disse instantaneamente sorrindo. No dia a dia eu podia não sentir muito a falta deles, mais agora e quando ficava sozinha batia uma saudade imensa.
- Você se parece mais com seu pai. – ele disse olhando para a foto, para mim e depois para a foto de novo.
- Eu não tenho nada a ver com a minha mãe. – eu disse rindo. Era verdade, minha mãe era loira de olhos verdes. Já meu pai era mais parecido comigo tinha os cabelos pretos e os olhos castanhos, assim como eu, a diferença era que a pele dele era mais bronzeada enquanto eu era bem branquinha. Eu me levantei e me aproximei dele para olhar as fotos mais de perto, alem da foto com meus pais, tinha algumas com minhas amigas, com o pessoal que eu tinha estudado ano passado, e outras com meus avós.
- Saudade? – ele me perguntou, e eu olhei para ele. Encontrando com seus olhos azuis, veio o frio barriga e suspirei fundo.
- Muita, mas não o suficiente para eu voltar. Bem, vamos pra sala? – eu disse vendo que já fazia bastante tempo que estávamos ali.
- Vamos. – ele disse se levantando e deixando espaço para que eu fosse à frente. – Juro, que não vou olhar para a sua bunda. – ele levantou a mão como se estivesse fazendo uma promessa. Eu coloquei a mão na boca dando uma risada abafada e logo depois minha mão voou em seu ombro. E eu o empurrei ate a porta, indo logo atrás dele.
- Mas eu jurei. – ele disse gargalhando, e me fazendo rir por causa da sua risada. Ele era mais forte que eu, então estava na verdade deixando eu o empurrar.
- Vamo logo . – eu disse o empurrando ainda, assim que saímos do meu quarto eu o soltei.
- Okay, eu vou na frente. – ele disse batendo a mão na perna.
- Bom mesmo. – eu ri e assim fomos para a sala. – Cadê os meninos? – eu perguntei vendo sentada no sofá.
- Ai ta você bonitão. – ela disse olhando brava para , e ele deu meia volta ficando atrás de mim, como se tentasse se esconder o que não deu certo já que alem de eu ser baixinha ele era bem alto. – Eles tão na cozinha, o ta lavando a louça, o secando e o guardando. E o coisinha aai! – ela o apontou – era pra ta guardando as coisas da mesa. – e apontou para a mesa.
- Capais , podia ter deixado que eu arrumava as coisas. – eu disse não acreditando que eles estavam fazendo o serviço mesmo.
- Não. Vai , poxa vocês comeram. – ela disse indo ate ele e o empurrando na frente da mesa.
- Mas nós trouxemos os seus moveis. – gritou da cozinha.
- Fica quieto que você ficou as duas vezes com o serviço mais leve. – brigou com .
- Ou eu trouxe a cama e as caixas. – tentou se defender.
- Pelo elevador ate um anão consegue, não que você seja muito alto. – disse. – Hai cara! – nós os ouvimos da sala, e riamos tentando imaginar a cena.
- Alguma das meninas vão? – me perguntou se sentando no sofá. – Pode começar que eu to de olho. – ela disse para que fez cara feia e depois começou a fazer o que ela tinha mandado.
- A Jully vai. – eu disse me sentando no sofá também.
- Não a conheço. – ela deu de ombros.
-Que foi? – eu disse desligando o secador, pois tinha ouvido falar alguma coisa.
- A campainha. – ela gritou novamente.
- Mas meu deus. Agora a casa é sua também. – eu disse saindo correndo ate a porta, e a abrindo.
- Oi Jully. Nossa como você ta gata. – eu disse a olhando de cima a baixo. Ela usava uma calça jeans preta, uma batinha branca de rendas com um cinto vermelho, e no pé um peep toe vermelho.
- Oi , e você ta super sensual. – ela disse rindo ao reparar que eu estava de camisola.
- Achou mesmo? Acho que eu vou assim mesmo, vai que eu acho um namorado. – eu disse dando espaço para ela entrar em casa.
- Nem quero ouvir falar em namorado. – ela disse se sentando no sofá.
- Por quê? O que aconteceu com seu namorado? – eu perguntei ficando de frente com ela.
- Nós terminamos. – ela disse fazendo careta.
- Mais ta tudo bem com você? – eu fiquei preocupada, não era pra ela estar de fossa ou coisa parecida?
- To sim, pra falar a verdade eu to muito bem. Ele era um saco. – ela disse rindo e eu a acompanhei.
- Vem aqui no meu quarto, tenho que terminar de me arrumar. – eu disse indo na frente e vi que ela me seguia. – Ah essa aqui é a vanna) , ela morra comigo. – eu disse assim que passamos na frente do quarta de .
- Oi. – Luisa a cumprimentou.
- Oi Luisa. – disse simpaticamente. E assim nós duas seguimos pro meu quarto.
- Nós vamos como? Pelo que eu vi não fica muito perto daqui. – Luisa me perguntou, em quanto eu mexia no meu guarda-roupa atrás de alguma coisa para me vestir.
- A tem carro. Não faço a mínima idéia de onde seja. – eu ri, pegando um vestido azul marinho, ele era frente única e bem decotado, ele era curtinho e na barra tinha um babado largo o que o deixava armado. – O que você acha? – eu a perguntei.
- Lindo. – ela sorriu apenas, e continuou reparando no meu quarto. Ela nunca tinha vindo na minha casa, normal ficar olhando os detalhes.
- Me conta tudo sobre o fim do seu namoro? – eu disse colocando meu vestido em quanto ela me contava, e depois calcei meu sapato estampado em azul e cinza. Olhei para o espelho e gostei do que eu vi, soltei meu cabelo que antes estava preso em um coque, o que o fez ficar todo ondulado. Fui ate meu banheiro pra terminar minha maquiagem, já tinha feito à pele, fiz uma sombra em tons de azul e preto e passei um batom nude. Voltei ao meu quarto e Luisa estava ainda sentada na minha cama.
- É complicado manter um relacionamento a distancia, e pelo o que você me falou por ele não compensa o esforço. to pronta! – eu a gritei do meu quarto, passei meu perfume e abri minha caixinha onde guardava minhas ‘jóias’, colocando alguns anéis e um brinco discreto.
- Então vamos! – ela disse parando na minha porta. – Nossa ta gata.
- Você que ta. – eu disse. tava usando uma calça jeans um camisete listrado de branco e verde e um colete preto por cima, e nos pés uma bota de cano e salto alto.
- É hoje que nós encontramos um namorado pra mim e um novo pra você. – eu disse olhando pra Luisa.
- Namorado? Não! – ela disse como se fosse a pior coisa do mundo, e eu e rimos.


Continua
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