Fall to pieces III
Por: Naomi
Beta-Reader: Dani P.



- ? É você mesmo?
- ? Meu deus, eu não acredito! – veio correndo me abraçar.
- Pensei que nunca mais fosse te ver, te sentir. Que saudade desse seu abraço!
- Shhhhhhhh, apenas curta o momento. – e com isso ela me beijou. Ficamos nos beijando por horas até um barulho muito alto ecoar em meus ouvidos. E depois um grito e então sangue.
- ! Meu amor, fale comigo, vamos! – eu implorava. O tiro parecia ter atingindo em cheio seu coração. – Reaja meu amor, por favor...
- ... Eu... Te... Amo. – depois dessas palavras, ela fechou os olhos e então eu desabei em lágrimas. Fiquei chorando por não sei quanto tempo, mas o suficiente para meus olhos começarem a arder e pedir para descansar. Então eu os fechei, lentamente, e encostei meu rosto no lado esquerdo de seu peito. O lado onde descansava um coração que há poucos minutos atrás me pertencia. De repente tudo começou a rodar e então, escuridão.

- AAAAAAAAAAAAH! – dei um pulo da cama. Meu Deus, mais um pesadelo. Mas esse parecia tão real...
Calcei meu chinelo e fui para o banheiro lavar o rosto. Tomei um copo de leite, peguei as chaves de casa e fui dar uma volta. As ruas eram claras e me davam uma sensação gostosa. Sentei-me no banquinho da praça e fiquei lá até amanhecer, relaxando e pensando em uma pessoa na qual eu seria capaz de dar tudo para tê-la em meus braços de novo. Apenas mais uma vez.

- ! Acorda! O que você está fazendo dormindo no banco da praça? – abri os olhos lentamente e me deparei com um muito assustado.
- Nossa, que horas são? Adormeci sem querer, caramba!
- Hm, agora são 11:30, Bela Adormecida. – soltou uma boa gargalhada.
- A-HA-HÁ! Super engraçado essa sua piada. Pensou nela sozinho? – eu estampava ironia em minha face.
- ”Seu guarda eu não sou vagabundo, eu não sou delinquente, sou um cara carente, eu dormi na praça pensando nela” – ele cantarolava achando a maior graça naquilo tudo. É por esses motivos que às vezes pergunto: “Deus, como eu posso ter amigos tão idiotas?”
- Como cantor você daria um ótimo jogador de basquete, velho. Boa sorte nessa sua carreira. – dei leves tapinhas em suas costas.
- Ah, vamos deixar de papinho, preciso te contar uma coisa. Eu sonhei contigo essa noite. Na verdade não foi bem um sonho, foi um pesadelo.
- Vamos, me conte como foi esse seu pesadelo comigo. E, aliás, é muito boa a sensação de saber que você é tão feio quanto o bicho papão viu? Recomendo.
- , cala a boca e escuta!
- Ui bravinha – revirei os olhos.
- Vai me deixar terminar ou não? – assenti com a cabeça e ele continuou – É o seguinte, eu pesadelei sobre essa sua viagem para Brighton. – ergui a mão como que pedindo permissão para poder falar – O que foi agora?
- Da onde você tirou “pesadelei”?
- Da minha cabeça ué!
- Bom saber. Pensei que fosse da minha... – me olhou torto – Tudo bem. Continue sua história amorzinho. – pisquei para ele.
- Vai cagar, ! Mas continuando... No meu sonho, ou pesadelo, você estava dirigindo em alta velocidade, pois seus pais estavam brigando muito e planejavam se separar e você tinha que voltar para consolar sua mãe e não deixá-la fazer nada de ruim então, de repente, uma luz muito forte ofuscou seus olhos e depois você só ouviu uma buzina e o pior aconteceu. – enquanto me contava, mantinha seus olhos arregalados, como se fosse verdade o que havia acontecido no sonho.
- Hey cara, relaxa! Sabe que quando a gente sonha que alguém morreu esse alguém vive mais? É até reconfortante isso. – dei um sorriso maroto.
- Mas foi muito real, velho! Você não tem noção! Foi como se eu visse tudo o que você viu e sentisse tudo o que você sentiu. Foi tenso. – ele ainda estava assustado.
- Ah, essa noite eu também tive um sonho ruim, mas foi com a . Por isso vim para a praça relaxar um pouco.
- Quer me contar ou prefere deixar quieto?
- Voto em deixar quieto. Que tal irmos almoçar? Já estou morrendo de fome e o Subway ali está me chamando.
- “Venha , venha comer em mim tchutchucão, sedução, sensação do verão!”
- Vamos logo antes que eu seja obrigado a te dar um belo de um soco.
- Claro, brutalidade em pessoa, eu não planejava almoçar na “Delicinhas da Vovó” mesmo né?
- “Delicinhas da Vovó” Dougie? O que é isso? – eu estava rindo demais.
- Caramba! Você não conhece? Seu sem cultura! Lá é o melhor restaurante do mundo! Vou ter que te levar lá né? Você precisa experimentar!
- Vamos lá então! Já que é tão bom assim.

O resto da tarde foi só diversão. estava mais bobo do que o normal e isso rendeu gargalhadas e piadinhas o dia inteiro. À noite tinha a minha viagem para Brighton e, acreditem ou não, eu estava muito nervoso. Sim, o sonho do me deixou em estado de alerta. BIIIIIIIIII-BI-BI-BI.
- Caramba! Já estou indo! – abri a porta de casa de vi saindo de seu carro e acenando alegremente para mim.
- Dude! Vim te desejar boa viagem! Toma cuidado viu? E mesmo isso sendo bem gay, aconteça o que acontecer, eu estarei contigo. Brothers sempre! – me deu um abraço forte, entrou em seu carro e deu partida.
O que havia acabado de acontecer ali? Terminei de carregar o carro com as malas e segui em direção à Brighton. Que aconteça o que tiver que acontecer certo? Estou preparado.

Em Brighton...
“Telefonezinho tocando, uhul! É o telefone, fone, fone, fonezinho, celular, é o fone-fone tocando, uhuul!”
Maldito toque! Sempre esqueço de trocar.
- Alô?
- Filho? – a voz da minha mãe estava falha.
- Mãe? O que foi?
- Você tem que voltar para casa. Seu pai está querendo divórcio e eu não sei o que fazer. Ele quer se separar de mim para ficar com outra! Preciso de você meu querido, rápido.
- Tudo bem, eu já estou indo mãe, fique calma. – e desliguei o celular.
CA-RAM-BA! Como assim? Será o sonho do ? Não pode ser. De carro que eu não vou. Não mesmo. Peguei meu celular e liguei para um conhecido meu. Ahá! Vou é de jatinho.

No jatinho...
- Tudo certo ? Podemos decolar?
- Acho que sim. Vamos lá!
- Decolando! Isso, decolagem feita com sucesso!
- Você já pilotou essa coisa antes né?
- Claro que sim ! Umas duas vezes.
- DUAS? Você me disse que era piloto profissional Steve!
- E pra você profissional é o que? Piloto da TAM?
- Ter pilotado pelo menos umas quinze vezes já estaria bom.
- Relaxa eu consigo cara!
- Ah é? Então por que o jatinho está balançando tanto, Steve? Você sabe que eu tenho uma família não sabe? Sabe que minha mãe precisa de mim!
- Turbulência, é normal! E eu também tenho família e eles também precisam de mim. Não vou fazer besteira.
- Por favor Steve, volte esse negócio ao normal, por favor! Turbulências não duram tanto quando não são nada...
- ? Perdi o controle do jatinho. Estamos caindo. Se você sobreviver, diga para a minha mãe que ela é tudo pra mim e que eu amo muito ela, ok?
- Steve! Você está de brincadeira comigo? Isso não tem graça porra! Aperta esses botões, vamos! Faça alguma coisa Steve!
- Não dá , já tentei de tudo. Agora é só manter a calma e pensar em bons momentos, para morrermos felizes. Adeus, até a próxima vez que a gente se ver, . E me perdoe por isto. – nesse momento Steve fechou os olhos e encostou sua cabeça no banco, com um sorriso largo no rosto.
- Se eu morrer, diga o mesmo a minha mãe. – fiz o mesmo que Steve e comecei a pensar em minha mãe sorrindo, dizendo para mim que eu sou a pessoa mais linda e que ela me amava mais do que qualquer pessoa desse mundo. Que para ela eu sempre seria o bebezinho gostosinho e que acreditava em Papai Noel. Pensei em meu pai, que apesar daquele jeito durão, sempre estendeu a mão para mim e sempre me disse: “a vida é dura meu filho, e temos que encará-la de frente, com a cabeça erguida e o peito estufado”, mas quando ele brigava com a minha mãe, ele vinha chorar comigo. Pensei em , que tinha sido um amigão para mim, me animando com as suas idiotices e então me veio à resposta à pergunta que eu tinha feito a Deus. Eu tenho amigos idiotas, por que eu preciso de amigos idiotas? Idiotas o suficiente para ver felicidade aonde só há tristeza. Idiotas o suficiente para conseguir tirar, nem que só por um momento, o fardo no peito de alguém que perdeu seu grande amor. E, finalmente, pensei em . Meu anjo, minha flor, minha bonequinha. Apelidos clichês que realmente caracterizavam ela. No meio de tantos pensamentos, eu senti uma pancada e uma dor insuportável. Não iria abrir os olhos. Eu sabia que aquela era a minha hora.
- Adeus, Steve. E você não tinha que se desculpar por isso. Finalmente vou reencontrar a razão do meu viver. Apenas diga para todos os meus familiares de amigos que eles não têm que chorar por mim, pois eu estou morrendo feliz e que eu amo eles.
Fechei meus olhos e então uma mão, com um toque suave muito conhecido pegou a minha.
- Vem meu querido, precisamos de você lá em cima para fazer uma tal de feliz, sabe?
- ? – abri os olhos e vi toda a beleza que só ela possuía de um jeito celestial.
- Ela mesma, queridinho. – e ela me beijou matando toda aquela vontade de estarmos juntos que nos consumia há dois anos.
- Que bom que é ela mesma. Não queria ter que ir sozinho até o céu. Parece tão longe...
- Bobinho, vem cá. – ela me puxou e me beijou de novo. É, ia demorar para matar toda aquela vontade de estarmos juntos. Talvez meses, anos, décadas, séculos, milênios. A essa altura nada mais me importava. Apenas ela. Aquela garota tão perfeita ali comigo, imune a qualquer doença, qualquer bala perdida. Aquela garota que nunca mais se separaria de mim. Por nada nesse mundo. A minha garota.

FIM!



N/A: Meu, nunca pensei que fosse escrever a terceira parte! Não sou boa com finais felizes e esse está feliz. Não está? ASDJOAIJSDOIAJSDI. É, até que está. Essa shortfic não ficou boa, eu sei. E EU NÃO COLOQUEI TODO O SENTIMENTO QUE EU QUERIA NELA! Sim, eu estou gritando em caps lock porque isso é muito deprimente. Você não chorou, chorou? Claro que não, isso aqui tá parecendo história do Lobo Mau ? hm, agora são 07:10 da manhã e eu passei a noite escrevendo isso. Sim, eu demoro para escrever as histórias ._. e eu tenho agradecimentos especiais para fazer o/ primeiro eu queria agradecer as minhas amigas que me forçaram a escrever isso. Obrigada EMILY e AYUMI, de verdade! Vocês são suuuuuuper importantes para mim! Minhas melhores sempre (Y) Ta, e obrigada meninas fofas que comentaram! Puts, é muito, muito, muito gostoso entrar nas minhas fics e ver que tem comentários novos! Eu vou confessar que entro todo dia pra ver, mas ainda são poucos os comentários. Mas leio again and again and again! Haha. E isso me motiva a escrever mais fics né? *-* obrigada também à minha beta, que é essencial nisso tudo, certo? rs. Bom, acho que é isso. Bjbj coisas fofas da minha vida e comentem MUUUUUUUUUUITO! JSDOIJASOIDJO <3

N/B: AWWW QUE BOM que eles ficaram juntos no final *-* Adoro finais felizes! E obrigado por fazer a parte III,era o que eu mais queria ):
Qualquer erro podem me avisar: ilove.dani@hotmail.com ou @danypeixoto .