
Everytime You Go.
Por: Aninha Dionisio
Beta-Reader: Carol Silver
Capítulo um.
- ! Vem ver quem tá aqui! - eu ouvi a voz de baixa e abafada pela música alta que rolava na sala da casa. Ela não parecia estar muito longe, mas sua voz estava distante. Não sei se era por causa da música, ou por causa de toda aquela bebida que eu tinha ingerido até agora. Quem se importa?
Era meu aniversário de 17 anos, e daqui dois dias era o aniversário da . Resolvemos comemorar juntas, em uma típica sexta feira. Todos aqueles que chamávamos de amigos, ou fingiam ser nossos amigos estavam lá, enchendo a cara, se agarrando pelos cantos e gorfando no tapete da sala da casa da minha amiga. Quero ver amanhã, como nós vamos fazer pra limpar tudo isso sozinhas, antes de os pais dela chegarem. Culpa da que me inventa de fazer uma festa, na sua casa, sabendo que seus pais não gostam nada de festas adolescentes, principalmente quando são em sua própria casa, porque eles sabem muito bem das consequências. Casa suja, principalmente de bebida e vômito, coisas quebradas, garrafas de cerveja espalhadas pela casa.
Já que ela inventou de fazer festa, mesmo sendo a nossa festa, coitada, vai dar uma de empregada amanhã. E pra piorar tudo, eu também.
- ! - ela voltou a falar, e eu percebi que sua voz já estava mais perto, ou não. - To te chamando!
- O que é hein ? - disse meio brava e me virei, e vi que ela estava parada na minha frente, com as mãos na cintura, uma cara nada amigável, com uma garrafa de cerveja na mão.
- Pelo amor né , que humor é esse, no seu próprio aniversário? - ela começou a rir e me abraçou de lado. Sim, ela estava bêbada. - Eu vim aqui te chamar porque tem alguém muito importante te chamando na porta de caaaaaa-sa. - ela disse pausadamente como quem fala com uma criança. Eu rolei os olhos.
- Só vou até lá se for o Nicholas Hoult – olhei pra ela e segurei seus ombros, e balancei de leve – É ELE NÃO É ? - eu disse em um tom mais alto, e nós duas gargalhamos relativamente alto, para duas pessoas normais. Pois bem, nós não eramos normais. E estávamos bêbadas. Dá um desconto.
- Sinto te desapontar amiga, mais não é ele não. - eu desmanchei meu sorriso, e ela riu. - Mais ele tá tão gato quanto o Nick! Vai lá.
Eu ri, indo em direção a entrada da casa, que não ficava assim tão longe da sala. Quando eu passei por , ela me deu um tapa na bunda, e rimos juntas de novo. Dei mais um gole na minha cerveja antes de continuar andando e ver a última pessoa que eu imaginava ver na minha vida, parado, encostado na porta da casa de , com uma cerveja na mão, olhando para qualquer lugar da sala. Assim que eu entrei em seu campo de visão, ele abriu um sorriso que eu sentia tanta falta, e desencostou da porta, abrindo os braços para que eu me aconchegasse neles para um abraço. Mais não foi isso que eu fiz. Eu fiquei parada. Entrei em um transe. Depois de três anos, sem ao menos dar notícias, sem ao menos dizer o que ele tinha feito, e o porque de ter ido embora, o que ele estava fazendo ali? Na porta da minha casa de braços abertos pra mim?
- Feliz aniversário pequena! - ele disse depois de alguns minutos, já que ele não viu nenhuma reação minha, ele veio em minha direção, ainda de braços abertos. Eu dei um passo pra trás, automático. - Qual é, tá com medo de mim? - ele e seu tom brincalhão de sempre.
Eu não me sentia mais bêbada. Eu não sentia mais nada naquele momento. Até a garrafa que eu segurava caiu no chão e se espatifou eu não me importei. Eu apenas fiquei o observando. Ele estava tão diferente. Depois de três anos sem dar notícias, ele resolve voltar. Surpresa. Era assim que eu estava me sentindo naquele momento. Ele estava mais alto, parecia mais magro, não consegui definir direito por causa do moletom branco e grosso que ele usava. Ele sorria pra mim, mais eu não conseguia desviar meu olhar daquelas duas pedras brilhantes e que seus olhos eram. Quando eu dei mais um passo pra trás, ainda sem dizer nada, seu sorriso desmanchou.
Eu estava aflita naquele momento. Tudo o que eu queria era sair dali, e ficar sozinha. Tomei coragem, e desviei meu olhar do dele, dei as costas, e fui em direção ao jardim que tinha nos fundos da casa. Sentei em uma das redes que tinham no meio daquelas árvores peguei meu celular e vi que já passavam das três e meia da manhã. Percebi que meu rosto estava um pouco molhado, e não era por causa da bebida. Passei a mão por minhas bochechas, e percebi que era algo inesperado, uma lágrima, uma lágrima que deu passagem a mais lágrimas, e lágrimas, que foram ficando incontroláveis a cada segundo que lembrei das promessas não cumpridas, de momentos inesquecíveis, de sentimentos infinitos. Ele tinha me prometido ficar. Para sempre. Por que ele foi embora mesmo?
# Flashback – 4 years ago.
Nós dois estavamos sentados nos balanços de um parquinho que tinha perto da casa da tia . Fazia uns minutos que nenhum de nós falava alguma coisa. O dia estava um pouco frio , coisa comum em um dezembro londrino, e já era perto do natal. Eu estava balançando bem alto quando se levantou e eu quase o chutei. Ele começou a rir e eu continuei quieta. Parei de balançar segundos depois e me levantei, indo sentar em um dos banquinhos que tinham embaixo de uma das muitas árvores de lá. veio junto, e se sentou do meu lado, passando um de seus braços por meus ombros.
- , o que você tem hoje hein?
Nada , apesar do fato que eu estou com muito medo de você ter que ir embora daqui porque seus pais estão quase se separando.
- Não tenho nada – menti. Ele me olhou por uns segundos, como quem desconfiava. Quem tinha que estar triste pelos pais era ele, e não eu. Eu gostava muito dos pais dele, principalmente da tia , que eu considerava uma segunda mãe pra mim. Mais eu não estava triste porque eles estavam se separando. Eu estava triste porque se eles se separassem, eu não iria mais ver o , meu melhor amigo, que teria que ir embora com a mãe.
- Você tem certeza? - desconfiado, como sempre.
- Tenho sim. – silêncio – ?
- Hm?
- Me promete uma coisa?
- Qualquer coisa.
- Me promete que mesmo que… , me promete que você nunca vai me deixar? - ele hesitou uns segundos, e depois me olhou, confuso. Mais respondeu.
- Claro que não , nunca vou te deixar. Vou ficar com você, pra sempre. - ele deixou um beijo no topo de minha cabeça, e eu deitei minha cabeça em seu pescoço, acreditando no que ele tinha acabado de me dizer.
# Off
Senti a rede afundar mais um pouco, mas não me importei. Eu sabia muito bem quem tinha acabado de sentar do meu lado, e continuei a chorar e soluçar. Assim que eu senti seus braços me abraçando, eu chorei ainda mais, me aninhando em seu peito. Passaram minutos, que eu não contei, eu sentia suas mãos fazendo carinho em minhas costas, até que eu comecei a me acalmar. Quando parei de chorar, me soltei de , limpei meu rosto, e olhei para frente, desviando meu olhar do dele a qualquer custo.
- , o que aconteceu pra você me repelir daquele jeito? Eu vim aqui te ver, e quando eu chego você... - eu começei a rir. Ironicamente. E ele parou de falar, me olhando, estranhando a minha reação.
- Cala a boca . Você ainda pergunta porque eu sai de perto de você? - eu ri de novo. - Você não deveria nem ter vindo. Péssima escolha. Vai embora. - eu me levantei da rede, sem olhar pra trás, mas logo senti duas mãos agarrarem meu pulso direito.
- ... - ele tentou de novo.
- O que você tá fazendo aqui ainda? Eu não te mandei ir embora não? - eu ri ironicamente, mais uma vez. - Some daqui garoto.
- Você está bêbada. Você não falaria essas coisas se estivesse sóbria.
- Vou falar mais uma vez – pausa – VAI EMBORA ! - tentei soltar das mãos dele, e ele apertou com mais força. - VOCÊ TÁ ME MACHUCANDO, ME SOLTA PORRA!
- Para de fazer escândalo! Vamos conversar!
- Não quero. VAI. EMBORA!
- Não. - ele ainda não soltava meu pulso, e estava começando a doer de verdade. - Você está bêbada.
- E daí? Vamos fazer um trato, você deixa sua melhor amiga bêbada aqui, e vai atrás de qualquer outra, que tal? - ele soltou meus pulsos. Agradeci mentalmente.
- Não tenho motivos pra te deixar . - eu ri, escandalosamente.
- Não precisa, você já fez isso uma vez antes mesmo. - me virei, e comecei a andar para dentro da casa sem olhar para trás.
Eu sabia que agora, ele não iria vir atrás de mim. Ele não seria louco o suficiente pra fazer isso. Ele já tinha me deixado uma vez, agora era minha vez de deixá-lo. Entrar naquela casa depois do que tinha acabado de acontecer, não foi uma coisa muito legal. E ter que repelir , mesmo depois de tudo aquilo que ele fez, foi uma das coisas mais difíceis que eu tive que fazer, mesmo que isso saiu com super naturalidade. Sentia mais lágrimas pesadas rolando por meu rosto, incontáveis e incontroláveis lágrimas. Quando estava no meio da sala, esbarrando na maioria daquelas pessoas, comecei a sentir o gosto da bile subindo pelo meu esôfago. Coloquei a mão na boca, tampando-a, e corri em direção do banheiro, temendo que não desse tempo, e que eu acabasse soltando tudo o que eu tinha ingerido na frente de todas aquelas pessoas.
Felizmente, assim que eu fechei a porta do banheiro e subi a tampa do vaso sanitário, deu tempo, e eu botei tudo pra fora, no lugar certo. Me levantei, me sentindo um pouco tonta, mas já estava bem mais sóbria, fui para frente do espelho, encarando uma pessoa pálida com os olhos vermelhos. Consequência dos meus últimos atos. Prendi meus cabelos em um coque frouxo, abri a torneira e deixei que a água se acumulasse em minhas mãos que estavam em forma de concha em baixo da torneira. Joguei toda aquela água em meu rosto, depois em minha nuca, me sentindo levemente melhor. Fiz um bochecho com um pouco de água e pasta que tinha em cima da pia. Quando me senti bem o suficiente para sair daquele banheiro, e ir para casa que não ficava longe da casa de já que eramos vizinhas desde quando eu me conhecia por gente, abri a porta e sai, sem olhar pra trás, indo para minha casa aonde minha grande e macia cama me aguardava.
Capítulo dois.
Eu já sabia que estava acordada fazia muitos minutos, mesmo continuando de olhos fechados. Eu sabia também que eu tava com uma puta dor de cabeça, e ela com certeza pioraria com a claridade que deveria estar o meu quarto. Mais eu já estava me sentindo bem o suficiente pra abrir os olhos e levantar da cama, mesmo com a dor de cabeça que eu estava sentindo agora, consequências de todas aquelas bebidas ingeridas na noite passada. Noite passada. Meu aniversário. . Assim que eu me lembrei de seu nome, flashes da nossa pequena primeira, mais significativa, briga passaram por minha cabeça. Saí de baixo de meus lençóis e sentei na cama com as pernas dobradas para fora, meus pés no chão, apoiei meus cotovelos em minha coxa, abaixei minha cabeça e embrenhei meus dedos em meus cabelos. Só ai então que a ficha caiu. tinha voltado. , meu melhor amigo. Depois de três anos sem notícias, NE-NHU-MA notícia!
Abri a gaveta que tinha no criado mudo que ficava ao lado da cama do meu quarto, e tirei de lá um porta retrato, com o vidro rachado. Mais mesmo assim ainda dava para ver muito bem que foto tinha. Era uma foto minha, com o . Eu estava nas costas dele de cavalinho e ele fazia uma cara de quem estava tentando se segurar pra não cair. Nós dois estávamos rindo. Sorri junto com a foto. É meio estranho falar disso agora, depois de tanto tempo. Eu nunca fui daquelas que guardam mágoas, mais com ele parecia ser diferente. Acho que ontem eu deveria ter parado, e ouvido. Mais quem é que disse que eu parei e ouvi? Não fiz isso. À três anos, quando ele foi embora, eu senti como se metade de mim tivesse sido arrancada, como se eu não tivesse completa, e eu realmente não estava. Nos primeiros meses foi muito difícil pra eu poder superar, eu era uma criança ainda, não tinha mais vontade de brincar, não tinha mais vontade de sair. Até que um dia eu tomei consciência que não adiantava nada chorar por quem se foi, levantei minha cabeça e continuei a seguir em frente. Nós eramos tão unidos, tão grudados. Quando nós tínhamos uns 11 ou 12 anos as pessoas diziam que nós dois parecíamos namoradinhos. Até minha mãe chegou um dia e me disse isso. Eu considerava o como um irmão pra mim, mesmo que eu fosse apaixonada por ele. Não disse isso certo? Pois é, eu era apaixonada por ele. Sem querer ser clichê, mais eu acho que foi amor a primeira vista. Eu era realmente MUITO pequena quando eu conheci ele, mais mesmo assim eu ainda me lembro muito bem da primeira vez que eu o vi. A tem um irmão mais novo, e ele se chama Paul. Era a festa de aniversário de 4 anos dele, e a minha mãe estava conversando com a mãe de junto com a mãe da . Acho que era a primeira vez que elas duas se falavam. Eu tinha acabado de me sujar toda com um brigadeiro, e fui falar com mamãe porque eu sentia meus dedos muito melados, e não podia brincar assim.
#Flashback - 12 years ago.
- Mãaaaae! - gritava, com as mãos todas sujas e meladas de brigadeiro. Seu vestidinho verde claro estava meio sujo no peito, por causa dos brigadeiros também. De tanto pular, sua faixa de cabelo branca já estava um pouco mais pra trás, jogando seus cabelos castanhos escuros, lisos e com pequenos cachinhos nas pontas, todos nas costas. Quando achou sua mãe, foi correndo ao seu encontro, já começando a falar – Mãe, eu comi muito brigadeiro, agora eu me sujei toda, e não dá pra brincar! - As mulheres que estavam juntas com a mãe de segundos atrás riram com a menina.
- Vem , vamos lá lavar.
- Sua filha, Martha?
- Ela sim . - Martha, a mãe de disse. Sorriu e voltou a falar – , essa é a , ela é tia da e do Paul. - a menina deu um beijinho na bochecha da mulher, sujando-a com brigadeiro - ! Sujou a !
- Desculpa tia !
- Magina querida – ela pegou um guardanapo e limpou a bochecha.
- Vou lá, lavar as mãozinhas dela e já volto! - Martha ia se virando com a menina no colo quando ouviram uma voz fininha dizendo:
- Mamãaaaaae! - um menininho com cabelo e , olhinhos e brilhantes apareceu correndo vindo da mesa aonde tinham os refrigerantes. - Mãe, mãe, eu to sujo. Mãe eu to sujo! O Paul derrubou fanta em mim mãe! - ele veio e abraçou as pernas de .
- Ah Martha, esse é o , meu filho que eu te falei!
e ficaram apenas se encarando.
- , essa é a Martha e essa é a , a filha dela.
- Oi Martha – ele disse. - Oi – Disse envergonhado.
- Oi .
#Off
Os pais de não eram muito presentes em sua vida. Eles eram donos de uma das empresas de marketing mais bem sucedidas de Londres, por isso, quase nunca estavam presentes, porque sempre ficavam trabalhando. E o nunca gostou de ficar preso em casa, muito menos com as babás que a mãe dele costumava chamar para tomar conta dele. Desde pequeno ele gostava de brincar, gostava de farra. E como em casa ele nunca pode muito disso, ele acabava vindo pra casa de seus primos, ainda mais que Paul era seu melhor amigo. Paul era um ano mais novo que nós três. Eu era a mais velha, depois vinha a , e por último o Paul. Eu e a eramos de maio, e o de setembro. Por ele sempre ser mais alto que nós duas, acabavam achando que ele era o mais velho, e eu por ser pequenininha, parecia a mais nova. Como eu sempre fui grudada na desde quando eu me conheço por gente, acabava passando muito tempo com ele também. Não que isso fosse ruim, pelo contrário, eu adorava estar com ele. E como agente passava bastante tempo juntos, nossa amizade foi crescendo, crescendo, e eu acabei me apaixonando.
Naquela foto nós dois devíamos ter uns 14 anos. Eu me lembro que quem bateu aquela foto foi a , nós estávamos no Hyde Park. Dava pra ver na foto que estava perto do pôr do sol. Aquela foto foi batida alguns dias antes dele ir embora, sem dar explicações. Olhei o post-it amarelo que estava colado na foto, por dentro do vidro. “BFF (L) eu te amo pequena. xx ”. Senti um vazio dentro de mim, um misto de emoções que se transformaram em uma única lágrima que escorreu pela minha bochecha e ela pingou e caiu no porta retrato. tinha me dado aquela foto no dia anterior de se ir embora. Ele tinha ido em casa falar comigo e me entregar a foto, e eu, ingênua, não percebi, que aquilo era uma meia-despedida.
#Flashback – 3 years ago.
- Ah , que linda essa foto! - eu disse, assim que abri o pacote que o tinha me dado. Ele me deu um porta retrato listrado branco e preto, e a foto era uma foto nossa, que nós tínhamos tirados uns dias atrás, no Hyde Park. Eu estava de cavalinho com ele.
- Eu sei que é linda, eu to ai – pretensioso! - é pra você não se esquecer de mim pequena.
- É claro que não , não vou me esquecer de você, nunca. Afinal, você não vai embora, certo?
Ele somente me abraçou, me deu um beijo no topo da cabeça.
- Eu te amo .
#Off
Meu melhor amigo, meu confidente, meu porto seguro, meu... namorado. Posso dizer que uma época da minha infância ele foi. Foi com ele que eu dei meu primeiro beijo. Nosso namorico infantil não durou nem duas semanas direito. Ri ao me lembrar do jeito fofo e infantil que o me pediu em namoro. Nós deveriamos ter uns 8 ou 9 anos, estávamos brincando com Paul e no quintal da casa deles. Paul chegou correndo, dizendo que o tinha pedido pra ele me entregar aquela metade de uma folha que estava dobrada no meio. Me lembro até hoje o que estava escrito – , eu gosto de você, quer namorar comigo? - e tinham dois quadradinhos embaixo, um com um 'sim' do lado, e outro com um 'não'. Eu assinei o sim, e falei para o Paul mandar de volta para ele. Uns minutos depois, me volta com uma florzinha amarela amassada na mão, e me entrega. [n/a: AAWN *-* essa parte foi um sonho que eu tive t1, parei q] Desde quando eu conheci o , eu sempre gostei dele. Não só como amigo, eu sempre senti uma coisa a mais por ele. As vezes eu achava que era confusão de sentimentos, mais depois de um tempo percebi que não era, que eu realmente o amava. Sempre soube como ele tratava as meninas que ele ficava e/ou namorava, não era um jeito muito delicado, eu tinha medo de que ele fosse o mesmo comigo. Para o meu próprio bem eu sempre tentei me convencer que ele era só meu melhor amigo, e mais nada a mais. Me fazia mal, e mesmo quando eu era criança eu sabia muito bem disso.
Guardei o porta retrato de novo dentro da gaveta do criado mudo, nota mental: trocar a foto de porta retrato. Olhei para o relógio em cima da mesma, e vi que já se passavam das 11 e meia da manhã, estava na hora de levantar. Eu ainda sentia minha cabeça bem pesada, mais não me importava mais com a claridade que atravessava a fina cortina creme que cobria minha janela. Eu costumava não me importar com nada quando o assunto era Jones. Mesmo depois de três anos sem notícias, três anos sem saber aonde ele estava, três anos sem vê-lo, eu ainda o amava. E saber que ele podia estar bem perto agora, me fez estremecer, e eu comecei a sentir algo quente fluindo dentro de mim.
Pensei ter ouvido batidas na porta, mais ignorei, levantando da cama e indo em direção do banheiro do meu quarto, prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo alto com algum elástico que estava em cima da pia. Precisava de um banho. Fiz minha higiene matinal vagarosamente, tirei meu pijama e joguei em um cesto que tinha dentro do armário embaixo da pia, ligando o chuveiro logo em seguida. Eu sequer esperei a água esquentar, já entrei em baixo do chuveiro assim que o liguei, e me arrependi no segundo seguinte por ter feito isso, já que um jato de água trincando de gelada bateu na minha pele quente. Estremeci do dedinho do pé a cabeça pela mudança de temperatura rápida, mais por minha sorte, a água esquentou rápido. Tomei meu banho, calmamente, e saí do banheiro em meu roupão branco felpudo e me assustei a ver uma figura sentada em minha cama, folheando uma revista. Reconheci a pessoa de imediato, aquele cabelo cobrindo seu rosto nunca me confunde.
- Oi ! - [n/a: pensou que era seu guy? aahaha eu também q] ela, que estava super concentrada na revista de fofocas que estava lendo, me olhou com os olhos arregalados, colocou a revista ao seu lado na cama, e pulou em mim.
- ! - disse enquanto me abraçava. Não deu nem tempo de tentar abraçar ela de volta, já que no segundo seguinte ela se soltou, e colocou as duas mãos em meus ombros – O que deu em você hein? - já sabia o que estava por vir: como você vai embora da minha e nem me avisa sua doida? - Você me deixou preocupada sabia? Como você vai embora da minha casa e nem me avisa, sua doida? - não disse? Ela me olhou com todo aquele olhar maternal dela, tirou as mãos de meus ombros e começou a andar por meu quarto, gesticulando com as mãos enquanto falava. Eu estava parada, me segurando pra não rir, só olhando. - Tudo bem, com o quanto que eu tinha bebido ontem, eu com certeza não ia lembrar de nada que alguém tivesse me dito, mais custava me avisar que você não ia dormir lá dona ? Nós não tínhamos combinado que você ia passar a noite lá e ficar até hoje de manhã? Era teu aniversário também! - não consegui me segurar, e ri. Ela me olhou incrédula. Ri mais ainda e fui em direção ao meu armário, praticamente do outro lado do quarto em busca de um roupa enquanto se jogava em minha cama e voltava a falar – Você fica ai, rindo da minha cara, e eu aqui me preocupando à toa, pensando que algum maníaco tarado tinha se aproveitado de você, sua bitch! - continuei rindo, enquanto terminava de colocar minha calcinha e meu sutiã, ambos pretos, e ouvia bufando.
- amor, eu to bem não tô? Para com essa neurose toda! - fui para perto dela e me joguei em cima dela na cama, apertando suas bochechas, enquanto ela fazia carinha de dor. Continuei rindo, e ela deu um gemido de dor, tirando minhas mãos de suas bochechas, e colocando suas próprias em cima da onde eu tinha apertado, tentando fazer com que suas mãos fizessem a dor passar.
- Ai sua gorda, doeu! - ela resmungou. - Sai de cima de mim! - eu ri e sai, enquanto ela se sentava.
- Desculpa fofa! - levantei da cama, me virei pra ela - Obrigada por se preocupar. - ela bufou, e se deitou de novo. Fui para o meu armário novamente, pegando uma calça jeans escura, e uma blusa branca de mangas compridas, já que imaginei que a fosse querer me tirar de casa, e lá fora estava um pouco frio. Peguei uma meia e calcei minhas pantufas de garrinha, enquanto a voltava a falar, sobre alguma coisa que tinha acontecido na noite passada.
- Sabe a Marie Johson? Safada! Pegou seu Jason! - meu Jason, hunf. Tenho nojo desse cara. Sabe quando você fica com alguém, você pensa que está sendo as mil maravilhas, e quando você descobre que não era nem meia, e que ele é um puta de um galinha? É, Jason Kurts é assim.
- Meu Jason, hunf. Ninguém merece, e essa Marie já é bem corrimão na mão de todos né? - Continuamos conversando, até que eu senti fome, e decidi descer pra comer alguma coisa.
- E então, o que vamos fazer hoje? Eu sei que você não veio aqui só pra saber se eu tava bem né? - perguntei, assim que eu entrei na cozinha, indo direto para a geladeira, enquanto se sentava em um dos banquinhos do balcão.
Minha casa tava vazia, como sempre. Nem meu irmão Matt (por quem a tinha uma queda gigante) tava em casa hoje. Nos fins de semana, era mais fácil eu encontrar ou a casa vazia ou então uma garota desconhecida com o Matt em casa do que meus pais. Eles nunca paravam em casa, fosse porque estavam viajando a trabalho ou não. Depois dos meus 14 anos, passei a não ligar tanto pra isso. Mais dizer que eu não sentia falta de acordar e ouvir um 'Bom Dia, filha' vindo de mamãe ou de papai era mentira. Não que morar com seu irmão mais velho seja ruim, pelo contrário, é ótimo! Tem seus lados ruins, como você pode chegar de madrugada e ver seu irmão e uma garota semi-nua na sala da sua casa quase se comendo, ou então quando ele trás aqueles amigos que só bebem e fazem baderna na sua casa, mais tem seus lados bons também! Você não tem hora pra chegar, não tem que dar satisfação, e pode trazer quem quiser também! Matt confiava o suficiente em mim pra saber que eu não iria fazer nenhuma besteira. Mais também estranho chegar em casa as cinco horas da manhã e não encontrar mamãe na sala com os olhos vermelhos e cara de sono te esperando chegar em casa e querendo uma explicação. Ok, finge que eu não disse isso.
Abri a geladeira pegando o leite, enquanto a voltava a falar.
- Você não viu a mensagem?
- Que mensagem?
- Você não atende o celular, é claro que não viu minha mensagem. Minhas mensagens na verdade. Que grande amiga você. - ela continuou falando, e eu não prestei mais atenção. Estava tentando voltar na minha memória pra tentar me lembrar aonde eu tinha deixado meu celular. Não conseguia me lembrar aonde ele estava.
- Não consigo lembrar aonde está meu celular – dei voz aos meus pensamentos – Foi mal. - ela deu de ombros, e pegou uma maçã que estava na fruteira, começando a comer.
A verdade era essa, eu realmente não me lembrava aonde eu tinha deixado meu celular. não disse nada por enquanto, estava muito concentrada comendo sua maçã, e eu fazendo meu leite com achocolatado tentando me lembrar em que raios de lugar meu celular estava. Quando estava no meu terceiro gole, eu engasguei com o leite, ao me lembrar aonde estava meu celular. Mais é claro! Tossi algumas vezes, e logo voei para o telefone que tinha na parede da cozinha de casa, tentando discar os números de meu celular, que por nervoso pareciam sumir de minha mente. Segundos que pareceram décadas se passaram, mais o número veio em minha cabeça e eu logo disquei. Já fazia uma leve idéia de aonde estava meu celular, mais precisava que alguém atendesse, pra eu poder estar certa. Um, dois, cinco, oito toques depois, eu já estava pensando em desistir e desligar, alguém atendeu.
- Alô? - uma voz rouca disse do outro lado da linha.
Continua...
N/a: *Se esconde atrás do poste* EEE AI MENIIINES O/ o que acharam do capítulo? Hein hein? Hahaha quem vocês acham que atendeu o celular? FAÇAM SUAS APOSTAS!
MIIIIIIIL DESCULPAS PELA DEMORA FOFAS! As aulas começaram, eu tenho que virar super nerd pra poder viajar no fim do ano, e ainda mais eu to numa correria do caramba por causa da minha festa! Meu Deus, é muita coisa! Quem fez festa de quinze anos sabe do que eu to falando. Haha Prometo mesmo que não vou demorar pra atualizar agora, porque depois do dia 2O vai ficar tudo mais fácil \o/ Desculpa também pela att ser de um capítulo só, E EU TO MUITO HIPER MEGA FELIZ, COM UM CAPÍTULO JÁ EU TINHA 35 COMENTÁRIOS \O/ VOCÊS SÃO TODAS LINDAS, MUITO MUITO MUITO OBRIGADA! Queria responder todos os comentários, mais infelizmente não dá, e ai tá a att! Não esqueçam de comentar amores! Esqueci de avisar, mudei meu twitter, agora é @aninhad_ me sigam hein? Critiquem, opinem, façam sugestões! E eu preciso de uma sugestão pra ser o motivo do seu guy ter ido embora, quem ajuda? Eu tenho a minha, mais quem sabe eu não acho uma melhor? o/ Eu tava pensando em cada att indicar uma outra fic pra vocês lerem, o que acham? Bom, hoje eu vou indicar a da Vicky babe, Soldier leiam, que ela é linda! Eu sou super viciada em fics, e se vocês tiverem fic também, podem deixar o nome dela no comentário que eu leio com o maior prazer! Mai godi, essa n/a tá gigante já! Quem quiser me adicionar no msn/mandar emails pra dar suas sugestões, tá ai: aniinha_dionisio@hotmail.com ou então deixem no comentário mesmo. Como eu falo hein? hahaha beeijos gatas, até a próxima att! Xx
N/b: Uuuuuh, quem será que ta ligando hein?
Eu ia dar meu palpite, maaas prefiro não opinar!
Então vou dizer que acho que é o Jensen Ackles, -q.
Beta com senso de humor é soda! X.x
Comentem meninas, e qualquer erro, por favor: cah.teague@gmail.com