
Capítulo I
So no one told your life was gonna be this way
Your job is a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year but...
I'll be there for you
(I’ll be there for you – The Rembrandts)
Acabo de completar 18 anos e meu sonho é participar de uma banda. Nascida e morando em Portmouth, Inglaterra, nunca viajei pra nenhum outro estado ou país, vivi somente aqui. Eu, como sempre, estou apreensiva, mas por uma boa causa, estou procurando a bom tempo meu nome entre os classificados do vestibular. Eu quero fazer faculdade de música, sou apaixonada por isso desde os 14 anos, então sempre pensei em fazer. Toco guitarra, violão e teclado, mas o que mais amo é a guitarra. Procurei, procurei e um susto:
— AHHHHH! Mãe. Passei! - gritei desesperada, chorando, fazendo com que minha maquiagem borrasse toda. Minha mãe já sabendo do que se tratava começou a chorar também.
— Ai filha, eu sabia do seu potencial, querida. - Ela não sabia se ria ou chorava, me abraçou com tanta força, que eu não sabia se chorava de dor ou de alegria por ter passado na faculdade que eu queria. Ainda não tinha falado a ela qual faculdade eu havia passado, porque tentei pra muitas, mas antes de eu falar, ela me perguntou:
— Mas para qual faculdade você passou filha? – Eu, sabendo que ela não ia aguentar, pedi a ela que se sentasse em nosso sofá, perto da televisão.
— Mãe senta aí! - Nós não somos muito ricos, por isso minha mãe não tem condições de pagar uma faculdade pra mim, mas conseguimos sustentar a casa, falo ‘conseguimos' porque eu faço um bico, tocando em barzinhos e nas ruas de Portmouth.
— Fala logo filha - Ela estava muito curiosa, roendo e estragando as unhas que acabara de pintar.
— Passei pra Oxford! - falei gritando e pulando, e ela tentou me enganar fingindo que ia desmaiar, mas eu sabia que ela sempre fazia isso.
— ! Nossa, filha! Eu sabia que uma menina esforçada como você tinha que passar pra uma faculdade a sua altura. - Mamãe sempre me tratou bem e pra ela, assim como para todas as mães, eu sou a melhor filha do mundo. Sou filha única e meio paparicada, não gosto muito disso, mas eu já estou acostumada ao que ela sempre faz.
— Obrigada mãe!
Além da minha mãe, liguei para minha amiga de confidências, de todas as horas, aquela que sempre conto pra tudo. Ela tinha que saber.
— Alô! - Estava desesperada querendo contar logo.
— Alô! - Era minha melhor amiga, ela estava com uma voz super feliz - Amiga, tenho que te contar... Eu passei pra Oxford! AHHHHHHHHH! - Ela gritou tanto que minha mãe ouviu de longe e mandou dar os parabéns pra ela.
— AHHHHHHHHHHHHH! Eu também, amiga, e minha mãe te deu os parabéns! – rimos, e me senti muito feliz porque não iria me sentir tão sozinha na faculdade. Tenho o maior medo de trotes e tal, mas agora se eu tiver que pagar o trote, irá ser junto da minha amiga. Pena que ela não irá cursar música. Ela queria, quer dizer, o pai dela queria que ela cursasse engenharia, ela queria cursar música, como eu. Ela cantava hiper bem, além de tocar piano.
— Amiga, a gente não vai se separar nunca, né? - Ela disse com uma voz toda de criancinha, ri muito e sabia que não iria me separar dela tão cedo.
— Bom, se seu sonho era se ver livre de mim, me perdoe mas eu não vou deixar. - rimos muito, muito mesmo, contamos como reagimos quando vimos a nota e tal.
— ! Quase me esqueci, tem a ! Ela também fez o vestibular, será que ela passou? – perguntou.
— Além da – disse.
— Você liga pra e eu ligo pra outra, ok? – Ela me disse. Eu preferi ligar para , porque somos amigas há mais tempo e é mais amiga da , já que eu só a conheci por causa dela.
— Alô! , eu passei! - Falei toda eufórica, mas diferente de , não ouvi uma voz muito alegre.
— Ai, amiga – Ela respondeu.
— Não vai me dizer que você não passou! – perguntei, preocupada.
— Que nada, é claro que eu passei! Se esqueceu que, das quatro, eu sou a mais inteligente? – rimos.
— Ufa! Que susto hein, amiga!
— E também passou? Você, é lógico, ligou primeiro pra ela, né? - Ela me perguntou, com a voz meio enciumada.
— Lógico! Ela passou também! - Não ouvi uma resposta, parece que ela não gostou muito do que falei.
— Que bom... - Esse 'que bom' foi meio chocho – Mas, pelo menos, eu vou fazer música com você.
— Você passou pra qual universidade? - Perguntei a ela.
— Oxford! Eu queria Cambridge, mas Oxford é boa também.
— É, e você vai estar perto de mim mesmo, eu também passei pra Oxford! - Quando ela gritou que nem a , minha mãe deu parabéns a ela também.
— Minha mãe mandou os parabéns pra você também - rimos.
Nossas mães eram melhores amigas e se conheciam desde crianças, eu conhecia desde quando éramos apenas fetos. Sempre dizia a ela que éramos amigas dos tempos de feto e sempre ríamos com isso, mas eu era mais amiga da , porque teve uma época que eu e a nós ficamos sem nos falar então me aproximei da .
No final do dia soube que passou pra medicina em Oxford, ou seja, as quatro haviam passado pra Oxford. Marcamos então uma saidinha num bar, conversamos, rimos, jogamos conversa fora, porque no dia seguinte teríamos que viajar pra procurar um lugar para morarmos. Cheguei em casa e dormi tão bem que até me esqueci que tinha que ligar pro meu namorado, que também fez vestibular. É bem verdade que nós estamos meio brigados e que se ele me achasse tão importante era ele que tinha que me ligar. Nesse meio tempo dos meus pensamentos, ouvi meu celular tocar, era o Erick.
— Alô! - falei meio com sono.
— Alô amor, tudo bem? - ele falou com uma voz muito carinhosa, até estranhei.
— Oi amor, tudo bem. - falei meio seca e não estava mais com sono.
— Adivinha amor, passei! - ele falou entusiasmado, mas baixo, já que não era mais hora de gritar.
— Sério? Que bom! – estava mesmo feliz por ele. Ele já havia tentado ano passado e não tinha conseguido, mas esse ano conseguiu passar em arquitetura, e eu estava toda boba que poderia ter um namorado arquiteto.
— Sério mô? Eu também passei!
— Cara, não acredito, sério?! - ele gritou e tive que tirar o celular da orelha pois foi bem alto. – Amor, estou muito feliz por você.
— Amor, isso não é hora de gritar. - falei com uma voz de criança mimada.
— Bom, só liguei pra isso e pra dizer que te amo.
— Eu também! - Disse mais feliz e mais calma, sabendo que nosso namoro ainda tinha futuro - Ah é, me esqueci de dizer passei pra Oxford. - ele ficou com uma voz meio desanimada.
— Er... Eu passei pra Cambridge. - também fiquei meio triste por não ficarmos juntos, na mesma faculdade, mas Cambridge era tão boa quanto Oxford, e poderíamos nos ver nos feriados e nas férias. - Ok amor, pelo menos nós passamos, né? - ele sempre tenta ver um lado bom nas coisas.
— É verdade amor.
— Vou desligar, te amo .
— Também, beijos.
Desliguei e dormi, depois de um bom tempo olhando para o teto, revendo meu dia e sorrindo à toa, via cada detalhe do meu quarto, não muito grande, e me lembrava de cada detalhe do que aconteceu. Via a escrivaninha e me lembrava da época de tensão, o computador e a alegria de ver meu nome na lista dos aprovados, via o telefone e me lembrava da ligação da minha melhor amiga, meu celular do lado e a ligação do Erick. Passando esse momento pensativo, fui dormir, com um sorriso de orelha a orelha.
Capítulo II
In my place, in my place,
were lines that I couldn’t change,
I was lost, oh yeah.
(In my Place – Coldplay)
Acordei mais feliz que nunca, sabendo que iria viajar hoje, ia ser um grande passo para meu sonho, principalmente trabalhar com o que eu sempre quis: a música. Prestei atenção em tudo a minha volta, mas com um ar mais feliz, como se tudo fosse diferente, mais bonito. Estava em transe, até que ouvi o meu celular tocar.
— Alô. ? - estava com uma voz animada - Oi amiga! Como você está? - eu estava com uma voz tão feliz, que até a percebeu. Quem não perceberia?
— Estou ótima, mas você consegue superar a minha alegria, né amiga?
— É verdade, o Erick me ligou, e acho que ficou tudo bem entre a gente!
— Sério? Que bom! Pelo menos vai ser uma reclamação a menos no meu ouvido – rimos.
— É. Ele passou pra Cambridge! - falei de um jeito não tão animado, mas feliz.
— Ah, que bom! Mas ele não vai ficar perto de você, então?
— Não, mas estou feliz por ele ter passado!
— Pelo menos, os planos de casamento, para quando você terminar a faculdade, não vão por água abaixo.
Desde quando começamos a namorar, há uns 3 anos, eu sempre achei que ele era a pessoa pra ficar comigo pra sempre. Ele foi meu príncipe aos 15 anos, que viu as coisas mais importantes da minha vida acontecerem, até mesmo passar pra faculdade. Eu não estava noiva, mas já planejávamos o casamento e nós usávamos uma aliança na mão esquerda. Estávamos dando um tempo por causa de uma festa, que nunca deveria ter acontecido, eu estava bêbada e me insinuei para vários garotos. Isso foi no reencontro da turma há um mês atrás, ele foi para me acompanhar, já que ele tem 22 anos. Fiquei alterada e quando ele me puxou pra conversar, eu dei um tapa na cara dele, ele falou que não me reconhecia e nós 'terminamos'. Mas ainda assim, ele é o melhor acontecimento da minha vida, e eu sou super apaixonada por ele.
— Pois é amiga, se ele ainda estiver pensando nisso!
— Claro que está, ele te ama. Mas mudando de assunto, já separou tudo pra nossa viagem, ?
— Não amiga, acordei agora, peraí... – deixei o telefone em cima da cama e corri desesperada à procura de todas as roupas que eu queria.
— Pronto, as roupas estão separadas. - eu disse meio ofegante, porque estava procurando as roupas que nem uma louca.
— Ok, vou ligar para . E você liga pra sua amiga.
— Ta, mas pára de ciumezinhos ok?!
— Ok, te amo, .
— Também, amiga
Quando acabara de desligar o celular ligou pra mim.
— , eu ia ligar pra você.
— Sério?
— Aham, ligou pra mim e me lembrou de ligar pra você – falei rindo e esperando a reação dela.
— Ah é né, senhorita .
— Porque ficou triste, amiga? - eu estava fazendo careta do outro lado da linha, como se ela pudesse ver.
— Lógico, mas pelo menos aquela lá lembrou disso, né?! Já que minha amiga não se lembra de mim - elas se falavam quando estavam frente a frente, mas quando não estavam por perto, faziam questão de trocarem algumas farpas, como se eu falasse pra uma das duas o que elas falam por trás.
— Ah coitada amiga, ela te ama tanto que até mandou um beijinho pra você - eu falei com uma voz carinhosa e prendendo o riso no outro lado da linha.
— Ah vai se ferrar, manda o dedo do meio pra ela e depois um beijo – nossa, se ela pudesse me ver, quase me mijando, ela ia falar a mesma coisa pra mim.
— Tudo bem amiga mas ela pediu pra a gente se arrumar logo que a gente vai viajar hoje, ela já viu a casa.
— Ninguém merece, como é que eu vou insultar essa garota agora, hein? - ela falou séria e depois riu.
— Ai amiga, ninguém merece você - eu ri, mas depois virei os olhos.
— Tudo bem, já ta tudo arrumado, depois eu vou pra sua casa, ta?
— Ok então, te amo amiga - rimos e desligamos.
Após eu desligar o celular, coloquei todas as roupas que separei na mala, junto com o meu violão, que deixei separado. Contei cada coisa e depois separei uma roupa pra eu vestir, fui com uma roupa meio largada, nunca fui uma patricinha, estava com o boné dos Yankees, uma blusa branca de manga por baixo de um casaquinho verde, um shortinho jeans e meu All Star.
Já estava esperando minha amiga quando me lembrei de uma coisa hiper importante pra mim, a minha roupa de ballet, nada de tutu e todo aquele frufru, apenas uma meia calça e short de lycra. Dançava desde criança, na verdade, desde os 3 anos de idade ou menos, acho que aprendi a dançar antes de andar. Brincadeiras à parte, o ballet sempre foi meu hobbie preferido, depois de cantar e compor músicas com meu violão, mas tinha um tempo que não estava inspirada pra escrever músicas. Pela minha mãe, eu ia ser a menina mais patricinha do mundo, tristeza pra ela, gosto de rock, ando meio largada, e pinto minha unha de preto, roxo e algumas cores florescentes, bem diferente de uma patricinha da sociedade de Portmouth ou Londres.
Minha mãe tinha mania de grandeza, queria sua filha na mais alta sociedade, acho que aprendi a ser meio largada com meu pai. Desde pequena ouvindo Red Hot Chili Peppers, U2, entre outras bandas desse tipo de rock e a que eu e meu pai sempre amamos: The Beatles. Meu pai é músico, e minha mãe é professora de etiqueta de um colégio.
Parecia que minha amiga tinha se esquecido da hora, mas depois eu ouvi a campainha atendi pensando que era , mas na verdade era Erick.
— Oi amor - demos um selinho.
— Oi, pensei que não ia ligar ou vir me ver! - fiz um bico e ele riu, ele era super carinhoso comigo e eu era apaixonada por ele.
— Ei, olha a cena! Você acha que eu não ia vir?
— Ah, não sei mô.
— Lógico ia vir. Vamos sair rapidinho!
— Ah não, to esperando... - ele me interrompeu sabendo que eu ia falar 'to esperando as meninas'.
— Ah amor, você vai ter 4 anos pra vê-las todos os dias, vai ficar até enjoada de tanto ver a cara delas - ele falou fazendo um bico e eu beijei o biquinho dele, ele pegou na minha cintura e deu um beijo demorado.
— Ta bom, amor! – por fim, concordei.
Fomos ao Break Coufee, uma cafeteria muito boa perto de casa. Nos beijamos, fizemos carinho um no outro e de uma hora pra outra ele levantou e pegou o microfone da banda que estava tocando no palco e disse:
— Essa música vai para a garota que mudou a minha vida pra sempre, , essa é pra você!
Ele cantou Love me tender do Elvis Presley, eu chorava, e no final, a surpresa:
— , você foi o acontecimento mais perfeito que Deus podia me dar, eu não conseguiria deixar você viajar sem antes perguntar se você quer passar o resto da sua vida comigo. , quer se casar comigo?
Eu desabei na hora, perdi o chão, ouvi alguns aplausos e gritos bem familiares, eram meu pai, minha mãe e todas as minhas amigas e os amigos dele. Ele pegou uma caixinha, que obviamente estaria a aliança, né? Pois não estava, era uma passagem para Nova Zelândia. Ele sabia que eu queria ir pra lá, era meu sonho, e dentro da passagem estavam nossas alianças.
— Sim, eu aceito - agora sim estávamos noivos e felizes, na verdade, nunca me senti tão feliz em toda minha vida. Chorava, mas de alegria. E descobri que todos eles sabiam da surpresa, eu estava com as malas arrumadas porque iríamos, hoje à noite, para Nova Zelândia.
— SUAS VACAS! - eu gritei. mugiu e todas riram. Agora a minha felicidade estava completa.
Pegamos o voo da noite, e no avião ficamos nos beijando e fizemos carinho, estava tudo perfeito. No dia seguinte, às 14hs, chegamos à Nova Zelândia. Eu sabia que a nossa viagem ia ser romântica, mas me deparei com algo meio estranho, quase não acreditei e fiquei com raiva, como puderam fazer isso comigo? Por que logo comigo?
Capítulo III
Maybe I know, somewhere,
Deep in my soul, that love never lasts
And we’ve got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
(The Only Exception – Paramore)
— Vocês estão malucas? – Disse, com raiva.
— Por quê? – eram , e .
— Porque a nossa viagem ia ser romântica. Só nós dois! - virei os olhos.
— Não acredito que vocês fizeram isso - Erick semicerrou os olhos, ainda não acreditando na cena.
— Ah, mas a gente quis fazer uma surpresa – disse .
— Nossa, que surpresa, hein amiga?! - eu as olhei com desdém.
— Cara feia, pra mim, é fome - falou com um ar de deboche, quase rindo.
Eu mostrei a língua pra ela, e ela pra mim, mas ficou tudo bem.
— Já que está tudo bem, amor, vamos pôr nossas coisas na pensão - Erick escolheu uma pensão porque nem eu, nem ele, gostamos muito de hotel. Somos mais chegados a um clima familiar.
Deixamos as coisas no quarto. As meninas haviam até pego um quarto pra elas, mereço.
— , agora vamos aproveitar - veio Erick, me beijando, e colocando a mão por baixo da minha blusa, tentando abrir meu sutiã.
— Amor, não, as meninas... – neguei.
— Ah ta, , como se elas não soubessem o que viemos fazer aqui.
— Mas eu tenho vergonha - disse eu, com uma cara meio tímida e meio sexy.
— , estão cantando Love me Tender – entrou afobada no quarto.
— Quem? - sai desesperada, deixando Erick com cara de ‘E eu?’ no quarto.
Desci, e vi uma banda tocando. Era um garoto chamado , que eu só fiquei sabendo o nome porque ficou tão desesperada que já tinha perguntado. Eu ouvi a música naquela voz suave, linda, que quando terminou o show, tive que falar com ele.
— Oi, tudo bem? Vocês tocam aqui sempre? – Perguntei, cumprimentando.
— Sim, não somos famosos, mas estamos tentando a vida na música e esperamos fazer sucesso ainda - eu olhei no fundo dos seus olhos, e senti algo diferente, que me arrepiou. Fiquei calada por um minuto.
— Tudo bem? Você não disse mais nada - ele perguntou.
— Ah não, não é nada – neguei – Eu passei pra faculdade de música, e amo.
— Sério? Eu também passei! – ele riu.
— Mentira! Sério? Que legal! - eu estava reconhecendo aquele sotaque inglês - Você é da Inglaterra, né?
— Sou sim, e acho que você também, né?
— Aham – concordei.
— Então, eu já vou indo - me despedi dele, com dois beijinhos no rosto, enquanto as meninas ficaram babando nele e em todos da banda. Principalmente , que ficou de olho em . Isso me deixou com uma sensação muito estranha, diferente, uma sensação que eu não estava gostando muito de sentir.
Cheguei ao quarto e vi Erick meio triste, tentei animá-lo com alguns beijos e passamos uma noite mais que romântica.
O resto da viagem foi assim, curtimos todas as noites, vimos todas as maravilhas da Nova Zelândia, surfamos naquelas ondas perfeitas, dançamos muito nas baladas e, por incrível que pareça, nunca mais encontrei , e fiquei até triste por isso.
— Amor, se arruma que o avião ta marcado para as 17hs.
— Ta, amor, pronto - estava com uma calça jeans, uma rasteirinha, uma blusa com decote e estampada, e um óculos bem grande.
— Uau! Isso tudo é pra quem? - rimos
— Hmm... Para um carinha meio chato, mas que eu amo, você não deve conhecer, ele se chama Erick.
— Ele deve ser lindo – ele disse, sorrindo convencido, virei os olhos e ele me puxou, me beijando.
— Bora amiga! - disse – Ih, foi mal atrapalhar o love de vocês.
— Ah boba, que isso - rimos do 'love'.
— Vamos sair daqui direto pra Oxford, achou uma casa pra gente morar.
— Então vamos, amor - disse a Erick.
Pegamos o avião, e quando chegamos à nossa casa, muito linda por sinal, me despedi de Erick, o beijando como nunca, já que nós nos veríamos raramente. Colocamos nossas coisas nos quartos, e quis sair pra balada, as outras concordaram, mas eu preferi ficar e dar uma olhada, sozinha, na vizinhança, quando eu vi algo e tomei um susto.
Capítulo IV
Never gonna be alone,
From this moment on, if you ever feel like letting go,
I won’t let you fall…
Never gonna be alone.
(Never Gonna be Alone – Nickelback)
Eu vi algo que nunca pensei em ver e, muito menos aqui no distrito de Oxford, na verdade não era algo, era alguém. Alguém que estava sentado em um banco, com uma cara pensativa, a rua estava deserta, como se ninguém morasse aqui. Era até meio tenso andar por ela, já que nenhuma alma vivente estava ao alcance da minha visão, eu só avistei esse ser sentado no banco, quem eu custava a acreditar que era quem eu achava que era. Então cheguei mais perto, quando estava tão perto que eu podia chamar sem gritar, eu dei um passo pra trás, ele não devia estar me vendo pois estava com a cabeça nas nuvens, pensando em algo. Dei um passo à frente, e depois outro passo atrás, qualquer pessoa que passasse na rua e me visse assim, iria me chamar de maluca, então eu decidi, dei um passo à frente e falei:
— Oi, tudo bem? Se lembra de mim? - eu estava com medo de ele não se lembrar de quem eu era.
— Ham?! Ah, oi você...? - ele me olhou com uma cara confusa, mas acho que se recordou de mim.
— Sou a garota da pousada, da Nova Zelândia, lembra?
— Claro que me lembro, mas você é a última pessoa que eu esperava encontrar, principalmente perto da minha casa - ele me cumprimentou, dei dois beijinhos na bochecha, e ele retribuiu.
— Então você mora aqui... Ah seu nome é , né? Eu sei porque uma das meninas, que estavam babando em você, estava junto comigo na pousada. Na verdade todas as três meninas que estavam babando em você e seus amigos, são amigas minhas.
— Elas são suas amigas? Bem que eu queria encontrar elas de novo. Mas então, eu to morando aqui tem pouco tempo, e você, como você está? Eu nunca mais te vi, mas também acho que você não iria me ver, porque dois dias depois da apresentação em que nós nos conhecemos eu tive que vir pra cá.
— Sério? Eu também estou morando aqui há pouco tempo. Quer dizer, eu vim hoje pra Oxford – expliquei - Ah, eu to bem, naquele dia nem me apresentei, meu nome é . Nossa, depois daquele dia eu te procurei, mas não te achei. Até pensei que você tinha evaporado, ou então os ETs de Marte tinham te abduzido - meu último comentário foi idiota, mas eu tenho uma mente muito fértil, e às vezes tudo que eu penso eu quero falar, péssima mania.
— Nossa, como você adivinhou? Antes de vir pra cá, eu estava lá em Marte mesmo – ele fez cara de surpreso - Você não viu o noticiário das 20h não? “Jovem inglês é encontrado nu, em Oxford, e moradores locais dizem ter visto uma nave iluminada pousar na região. Muitos dizem que é só o início dos ataques alienígenas” - ele disse isso como se tivesse acontecido mesmo.
Rimos muito daquele comentário, principalmente da voz de locutor de rádio que ele usou para falar da notícia. Ficamos muito tempo conversando, e na verdade eu estava perdendo até as horas, já fazia quase três horas que estávamos lá, sentados.
— Ah , foi ótimo conversar com você, mas tenho que ir, senão as meninas ficam hiper preocupadas – disse – eu vou te dar meu número.
Trocamos os números e fomos embora, já estava muito tarde. Era uma hora da manhã, mas não tinha tanta preocupação em assaltos nem nada, a cidade era bem calma. E isso era ótimo já que era uma cidade universitária, fiquei caminhando e vendo a rua silenciosa, como eu vi quando sai.
— O quê você estava fazendo a essa hora da madrugada? Você está maluca? Um tarado poderia abusar de você, ta pensando o quê? Aqui não tem ladrões, mas têm psicopatas, e outras coisas que fazem dessa cidade parecidas com as outras.
— Ah , ta parecendo a minha mãe, cruzes. Morar sozinha é para ser livre, não é pra ter outra mãe não, aff - eu disse chateada com , que estava com uma cara emburrada, mas parecia realmente preocupada.
— , deixa pra lá. Você não sabe nada da vida da , fala sério. Fica quietinha no seu canto que é a melhor coisa que você faz - falou, com uma raiva que eu nunca tinha visto, e eu até me assustei, mas não deixei falar porque senão iria dar briga.
— , pára de palhaçada você também – disse - Ah é! , adivinha quem eu achei?! , aquele bonitinho lá da Nova Zelândia.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! - ela deu um grito que aposto que toda a vizinhança ouviu, e o vizinho do lado gritou Cala Boca!
— , não grita - disse, tapando a boca dela.
— E ai, ele se lembrou de mim? - ela estava desesperada, dando pulinhos que nem uma louca.
— Claro, não só se lembrou, mas disse que queria ver vocês três de novo - olhei com uma cara safada pra elas.
— Cara, não acredito que aquela delícia quer nos ver? - falou com uma cara de esfomeada, que me deu até medo.
— Ai, aquele é perfeito! - disse se derretendo toda.
— Meu Deus, hein?! Parece que nunca viram homens na vida. Se eu soubesse que vocês estavam tão na seca eu teria apresentado um dos amigos do Erick pra vocês.
— Ah , se esqueceu que a gente já ficou com todos eles?
— Ah é mesmo! Ai, já estou com saudades do Erick – fiz uma cara desanimada quando me lembrei dele.
— Então vamos dormir? O dia vai ser longo, e temos que descansar um pouco – eu sabia que só falou isso pra eu não pensar tanto nele e na falta que ele vai me fazer.
Fomos deitar com relógio marcando 2hs da manhã, mas eu fiquei um tempo acordada, fazendo meu típico ritual de lembrar tudo o que eu fiz durante dia, e acho que a melhor coisa que eu fiz foi encontrar com o . Parecia que a gente se conhecia há anos.
Falamos sobre tudo, desde a banda até qual seria a expectativa dele para a faculdade. Até me esqueci de perguntar qual curso ele iria cursar. E o Erick, nossa, vai me fazer tanta falta, ele era meu alicerce, o que me ajudava em tudo, junto com minhas amigas, não vejo minha vida sem ter ele ao meu lado. Depois desse tempo pensando, virei minha cabeça para o lado, agarrei no travesseiro e dormi.
Acordei, olhei para a janela do meu quarto, não tinha ninguém na rua. Olhei o relógio, estava marcando 5hs da manhã, percebi que não tinha dormido nada, não estava conseguindo, esse tempo todo, eu passei com Erick, ao meu lado, nas férias, e agora estou sozinha sem vê-lo, a quilômetros de distância. Nessa hora, me surpreendi com uma pequena lágrima, que caiu dos meus olhos. Peguei meu álbum de fotos, a maioria das fotos era minha e dele, felizes, nos melhores momentos do nosso namoro, enquanto estava viajando, nessa minha bela recordação, vi que estava me olhando.
— Há quanto tempo você esta aí?
— O suficiente pra ver que você estava chorando - chegou perto de mim e limpou meu rosto, que não estava muito molhado, mas dava pra perceber que eu estava chorando. Ela me olhou com ar confortador e eu a abracei.
— Amiga, não sei se vou aguentar.
— Cara, você tem que ser forte. Cadê seu espírito de guerreira, que sempre lutou pelo seus sonhos? Não fica assim por causa do Erick, ele te ama muito também, e ele está pensando em você, e tenha certeza que ele vai aparecer quando você menos esperar.
Essas palavras confortaram meu coração, parece que a sempre sabe o que eu preciso ouvir .
— Ai, Amiga por isso que eu te amo, você sempre me deixa lá em cima.
— Eu poderia tentar a faculdade de psicologia, eu ficaria rica se você pagasse a cada problema seu que você me conta - eu dei língua pra ela e ela apertou minhas bochechas, fazendo-as ficar vermelhas.
— Amiga desce, ta meio cedo mais dá pra gente fazer o café da manhã.
— É, eu to com um pouco de fome mesmo.
— Novidade - disse rolando os olhos.
Descemos e colocamos as frutas, o bolo de padaria, café, sucos, pão, queijo e manteiga na mesa, fizemos um baita de um café da manhã.
— , chega, não aguento mais - Disse com a mão na barriga e uma cara de satisfeita – Acho que já deu!
— Pra mim também - nessa hora o telefone tocou.
— Ai , eu não vou atender não, ta muito longe.
— Ta, sua preguiçosa, eu vou - saiu correndo.
A sala não era longe da cozinha, ao contrário, só tinha uma meia parede que dividia a sala da cozinha, então dava pra ver perfeitamente o telefone.
— Alô!Quem fala? Ah! Ta, ok então, pode vir sim. Então ta, beijos.
— Quem era, amiga? - falei com um pão na boca, como se não estivesse satisfeita ainda.
— Cruzes, mal-educada. Primeiro come e depois fala, não era ninguém que te interesse, não.
— Ah é, você atendeu aquela ligação do filme de terror, uuuuh - eu dei uma risadinha maléfica
— Ô palhaçona, deixa de ser ridícula, aff, eu mereço você.
— Claro que merece - fui até ela e lhe dei um beijinho na bochecha.
— Ai, sai daqui – ela limpou a bochecha, fingindo nojo – Ih, a gente nem percebeu, já são 7hs, vamos acordar as meninas com água? - me olhou com uma cara maléfica.
— Vamos sim! - Esfreguei as mãos, com cara daquelas bruxas dos filmes e seriados.
Lá fomos nós, enchemos o balde e subimos para o quarto delas, primeiro fomos ao quarto da . Entramos de fininho para ela não acordar, e... Jogamos a água.
— Filhas da puta, que porra é essa?! – ela assustou.
— HAHAHA! Ai amiga, deixa de ser porquinha, você não gosta de água não?
— Pára, ! - eu e Fê rimos muito da cara de brava dela, hilária.
— Vamos acordar a agora! - disse eu baixinho, como se ela pudesse ouvir.
Fomos para o quarto da , era ao lado do da . 1, 2, 3 e... Jogamos a água nela.
— ACORDA! – gritamos.
— Ai gente, vocês me acordaram do meu sono de beleza.
Diferente da , evitava xingar. Ela é hiper patricinha, detestava xingar.
— Amiga, parece que não aconteceu nada com você - olhou meio estranha, sem entender.
— Ai não, amiga, porque se eu ficar com raiva, posso ficar com rugas. Que horas são?
Já eram 8hs, ficamos um tempo conversando lá no quarto de , enquanto ela e se trocavam, descemos e não acreditei no que vi.
— Amor! - desci que nem uma louca quando vi Erick com um buquê, de rosas, lindo.
Dei muitos beijos nele até ele ficar sem ar.
— Amor, vim aqui porque as minhas aulas começam daqui a dois dias e você ainda vai demorar um tempinho pra começar a estudar, né? Então vim fazer uma surpresinha. Eu liguei pra você 7hs.
— Ah então era você - olhei com uma cara de ‘vou te matar' pra .
— Surpresa, amiga - ela me olhou, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
— Ué , você não falou pra ela? Ah, não importa, o que importa é estarmos juntos - ele segurou minha cintura com uma mão, e veio vagarosamente em minha direção, até nossos lábios se tocarem e nos beijarmos calorosamente. As meninas gritaram 'UIIIIII'.
— Ai gente, eu fico com vergonha – Disse, tampando meu rosto.
— Ah, o ligou pra mim, quer ir comigo na praça daqui... e chamou você também, .
— Eu? - olhei meio surpresa.
— O amor está no ar, menos pra nós duas - olhou pra e olhou pra .
— É o menino do bar que as meninas estavam babando?
— Sim, é ele mesmo. Vem comigo, amor? - fiz um biquinho de propósito, porque sempre que eu faço, ele beija meu biquinho, e lógico ele me beijou.
— Lógico, você acha que eu ia deixar você com a desnaturada da e um maluco que nem conheço?
Quando ele disse isso, bateu nele, eu comecei a rir.
— Enquanto vocês estarão no love, eu vou ao shopping com a - pegou sua bolsa, só colocou um pouquinho de blush e também pegou sua bolsa rosa, de caveirinhas, inseparável.
— e juntas – ele riu - Piada do dia!
Eu empurrei Erick, que continuou rindo da cara delas. Elas deram a língua pra ele, e depois eu e fomos nos arrumar.
Eu e Erick fomos para o meu quarto e foi pro quarto dela. Tirei minha roupa.
— Hm, que saudades - Erick olhou, com uma cara de tarado, que eu até ri.
— Ai pára, mô, você me dá medo – eu ri – Fala, qual roupa eu fico melhor, com esse short e essa blusa mais longuinha, ou essa calça e essa blusa com decote nas costas?
— O short curto, e a blusa com o decote nas costas. Juntos.
— Você quer que eu ande que nem uma piriguete?
— Não, então o short e a blusa mais longuinha.
— Então ta - Vesti meu short jeans, minha blusa verde fluorescente e um casaco jeans em cima. Coloquei um boné da Adidas, peguei meu inseparável All Star, esse era um preto, com uns cadarços rosa fluorescente.
— Amor, estou bonita?
— Ta linda! - Erick não gostava de jeito nenhum de garota patricinha, mas ele não era um cara despojado, com roupas joviais e nem andava meio largado que nem eu, ao contrário, usava sempre blusas sociais e calça jeans, totalmente diferente de mim.
— Então vamos - apareceu no quarto, quer dizer, só a cabeça dela.
Erick estava de carro, então chegamos rápido ao local. estava lá esperando.
— Oi ! - eles deram um selinho, e eu e Erick soltamos um 'UIII'.
— Pára ta, bobos - olhou com uma cara de criança.
— Ah é, , esse é Erick, meu namorado.
— Prazer - Erick disse, apertando a mão de .
— Prazer. Ué, a falou que você ia estar em Cambridge. Ele olhou meio que não entendendo.
— Não, é porque fiz uma surpresa pra ela.
— Que bom, ela só sabia falar de você - eu e Érick nos olhamos e demos selinhos.
— Então trouxe meu skate, e o dos caras da banda, vocês sabem andar?
— Lógico que sim! - falou toda eufórica, já pegando o skate.
— Eu esqueci o meu, eu tinha que trazer - Erick olhou pra mim falando baixo e com uma cara de que não devia esquecer.
Já estava dando 12hs e a gente ainda estava andando de skate, apostando quem fazia manobras radicais. Quando e deram a idéia de a gente andar de patins. Ele tinha levado dois patins e também, já que ela sabia que eu ia querer andar. levou dois, mas não sabia que Erick ia, foi muita sorte mesmo.
— Mas eu não sei andar - falei com voz triste e uma cara de desapontamento.
— Eu te ensino - disse olhando pra Erick, como se estivesse esperando a permissão dele, e Erick olhou com cara de que não teria problema.
Então calçamos os patins e me segurou no braço, ele estava andando na minha velocidade, devagarzinho, já que eu não sei.
— Olha, vou te soltar, ok?! - disse calmamente, como se isso fosse simples - eu respirei fundo.
— Ok - ele segurou na minha cintura e, sem eu perceber, ele me soltou, estava andando, livremente e até que, modestamente, bem, até que avistei uma tampa de lixo.
— O que eu faço? O que eu faço? – desesperei.
Ele disparou, que nem um foguete, para me pegar.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Eu estava caindo quando ele me segurou pela cintura, nossos rostos estavam bem próximos, tanto que podia sentir sua respiração, podia sentir seu coração batendo. O abracei tão forte, que ficou uma marca vermelha na nuca dele.
— Não me solta, não me solta.
— Ta, não vou te soltar, vamos?
— Ta, mas não me solta - ele me levou até onde Erick e estavam.
— Amor, você está bem? - Erick estava com uma cara de preocupação, me beijou e me abraçou.
— Estou sim, amor - abracei ele muito forte, e vi e se beijando, ela cuidando dele, passando a mão nos seus cabelos, eu não sei o que estava acontecendo, mas não gostei de ver essa cena.
— , você ta bem? Eu não te machuquei nem nada, né? – perguntei, preocupada.
— Estou bem sim, e você? Não se machucou?
— Não, você é meu herói – o abracei e o beijei no rosto, ele me abraçou pela cintura e ficamos assim por um tempo. Eu estava com uma sensação diferente, me senti bem tão assim perto dele, tanto agora quanto quando ele me segurou pra não cair. Olhei pra Erick e a cara dele não era muito boa, nem dele e nem de . Soltei e voltei a segurar a mão de Erick, e fez o mesmo com .
— Vamos lanchar – Erick falou olhando pra mim, com uma cara não muito satisfeira.
— Vamos! - disse , toda espalhafatosa como ela é.
Fomos no carro de Erick, e 5 minutos depois já estávamos no lugar desejado.
— Então, o que desejam? - o garçom meio calvo, magro e de meia idade perguntou, nos olhando atentamente e anotando tudo o que nós pedíamos.
Alguns minutos depois, chegaram os pedidos.
— Ai que fome de quarenta mendigos - disse com uma cara de esfomeada.
— E eu , nem se fala - eu também estava com muita fome. O engraçado é que Erick não disse nada depois do acontecido. Fiquei meio preocupada, passou as horas e eu e Erick voltamos pra casa. e foram para outro lugar. Quando chegamos em casa.
— Que palhaçada foi aquela de “meu herói”?
— Ai amor, eu falei brincando.
— Ah ta, pra mim não foi brincadeira.
— Mas pra mim foi, e se não gostou só lamento.
— Então lamente, porque eu não vou ficar aplaudindo essa palhaçada de vocês não, eu vi muito bem como vocês dois se abraçaram, parecia que ele era seu namorado. Pra mim já chega – disse isso com raiva, e jogou a aliança de noivado no chão – Acabou, .
Vi uma lágrima em seus olhos e fiquei quieta vendo o homem da minha vida sair pela porta. Nessa hora, e chegaram. Erick saiu que nem um bicho e nem deu 'oi' para as meninas. Eu já estava em prantos quando elas perceberam que eu estava ali.
— Amiga, o que houve?
— Acabou, ele terminou tudo. Três anos jogados no lixo, não pode ser.
— Ai amiga, o que houve? – me abraçou e também, as duas querendo me consolar. Contei toda a história pra elas, e elas ficaram abobadas do por que Erick terminou comigo.
— Não acredito que foi por isso – disse desacreditada.
Nesse momento, chegou reluzente, já era 19hs da noite.
— Desculpe, o que houve? - estava por fora do que estava acontecendo.
— Erick terminou com ela – falou baixinho, para eu não ouvir.
— Mas por quê? – falou, como se não soubesse o que aconteceu.
— Por causa do ocorrido a tarde – explicou.
— Só por isso? Ele ta maluco, ele vai voltar rapidinho pra você – ela disse – Diferente da eu to um pouco mais feliz, eu to namorando.
— Sério? – fiquei feliz pela notícia, mas não tão feliz como eu pensava ficaria.
— Sério?! Parabéns! – disse isso com um sorriso de orelha a orelha. Todas nós abraçamos .
Elas continuaram conversando, super alegres, mas viram que eu ainda estava muito triste, e meio fora de órbita tentando organizar meus pensamentos.
— Amiga, por que você não vai dormir? – falou com um olhar preocupado.
— É vou dormir sim, to meia cansada também – disse – hoje o dia foi feito pra esquecer.
Diferente do que eu faço sempre, deitei e dormi logo, sem pensar no que aconteceu hoje, queria esquecer e viver amanhã, como se hoje não tivesse existido.
Capítulo V
Beauty queen of only eighteen
She had some problem with herself
He was always there to help her
She always belonged to someone else
(She Will be Loved – Maroon 5)
Acordei com uma dor de cabeça enorme, tanto que no primeiro momento fiquei zonza, quase caí, tentei levantar, mas senti que se levantasse eu com certeza cairia novamente. Não entendi o porquê de ter acordado assim, talvez pelo acontecimento de ontem, não sei, quando veio a minha memória o que havia acontecido, chorei até não poder mais, não estava acreditando. Talvez eu tenha tido um pesadelo, mas depois me lembrei era verdade, tantos anos juntos e por uma bobeira ele terminou comigo, e definitivamente. A primeira coisa que pensei foi ligar pra alguém, não sabia pra quem ligar, procurei na agenda telefônica do meu celular, até ver aquele nome, então liguei pra ele.
— Alô! – disse, com medo de ele não querer falar comigo.
— Alô, ! - Ele estava com uma voz de sono.
— E aí, tudo bem? Soube da novidade.
— To bem sim. Ah soube? contou? Eu to amarradão nela. Mas e ai, como você está?
— To péssima - Falei com uma voz meio chorosa. Nessa hora uma pequena lágrima caiu dos meus olhos.
— Por quê? O que houve? Me conta.
— Erick terminou comigo - Minha voz estava trêmula, e eu já estava em soluços, de tanto chorar.
— Por quê? O que você fez com ele?
— Nada! Se lembra da hora em que te abracei e disse que você era meu herói?
— Como eu poderia esquecer? Aquilo me deixou muito feliz, você não sabe o quanto - ele estava com uma voz feliz, parecia que eu tinha falado mais do que apenas 'você é meu herói'.
— Então, ele terminou comigo só por causa dessa frase – disse – e porque te abracei, de uma “forma mais carinhosa do que apenas amigos”, palavras dele.
— Que cara imbecil, talvez ele nem fosse pra você, , ele poderia ser até um atraso na sua vida. Não esquenta com ele não, se ele te ama ele vai voltar, e se ele não te ama, foi até bom pra você. Você é uma menina maneira, merece uma pessoa melhor do que ele. Sabe, que tal a gente ir num pub aqui perto jogar boliche, hein?!
— Desculpe, mas num sei jogar boliche – eu estava meio sem graça por não saber jogar.
— Ah, tudo bem eu te ensino, como sempre, né? – ele deu uma risadinha.
— É verdade, ! - ri também, e me lembrei de ontem.
— Então, vamos?
— Ok, eu vou sim, mas não ri de mim não, ta – falei com uma voz de criança mimada, que o fez rir do outro lado da linha.
— Então ta, beijos e melhoras.
Quando desliguei o celular estava me sentindo mil vezes melhor do que quando acordei, fui ao banheiro, lavei meu rosto, escovei meus dentes, mas não estava à fim de trocar de roupa, fiquei com meu baby-doll, que por sinal era muito pequeno, se tivesse uma visita eu iria ficar com minha cara no chão de vergonha, calcei minhas pantufas de joaninha, prendi meu cabelo e desci.
— Porque não se trocou, maluca?
— Bom dia pra você também, . Como você está? – dei um sorriso meia boca, com um ar de deboche.
— Palhaça – ela me abraçou. - E ai, está melhor?
— Sim, sim. Que horas são?
— Horário suficiente pra você já ter acordado. São 12h45.
— Meu Deus, tudo isso? E cadê a e a ?
— ta limpando o banheiro, a ta lavando os pratos, e eu já varri a sala. Você arruma lá em cima.
— Ah gente podia contratar uma empregada, né? – se meteu na conversa, toda suja – essas unhas não foram feitas pra limpar o banheiro.
— Mas não é sua unha que limpa o banheiro não, é o pano, a vassoura e os produtos de limpeza, linda – riu com um ar de deboche e mostrou a língua.
— Ai gente eu estou péssima, não vai dar pra eu arrumar não, amanhã eu faço em dobro, mas hoje não dá não – me joguei no sofá e fiquei enrolando meu cabelo com os dedos, com um ar meio de cabisbaixa.
— Ai amiga, ainda ta mal por ontem? – sentou do meu lado e mexeu nos meus cabelos tentando me reanimar.
— Estou, mas estou um pouquinho melhor, mas ainda estou meio abalada.
— Sério? Mas o que te deixou um pouquinho melhor? – perguntou curiosa.
— Ahh! É... Talvez ele não era a pessoa certa pra mim, mas se for e ele me amar de verdade, ele vai voltar e me pedir desculpas.
— Que bom que você ta pensando assim, eu estou feliz por você amiga – disse, me abraçando e as outras fizeram o mesmo.
Depois disso fomos almoçar, almoçamos tarde até demais e eu ainda estava com meu baby-doll. Não estava nem um pouco à fim de me arrumar hoje, e estava pensando até em desistir de ir ao pub jogar boliche, mas não iria fazer isso com ele, ele tinha sido tão legal comigo, me ajudou com aquelas palavras que confortaram meu coração, então voltei atrás com a minha opinião e ainda iria ao pub.
Distraída com meus pensamentos, nem me liguei que a campainha da porta estava tocando, atendeu toda feliz da vida e quando abriu a porta, ficou dando pulinhos e pulou em cima da pessoa. Quem seria?
Ouvi uma voz grossa, com certeza, não era mulher. A menos que fosse uma mulher com um alto nível de testosterona.
— Pode entrar – disse toda feliz e eu curiosa tentando ver. Quando a pessoa entrou.
— ? – eu fiquei assustada, me tampei com as mãos nas pernas e na parte dos seios, já que meu baby-doll tinha um grande decote.
— ? – ele me olhou de cima abaixo, com uma cara muito parecida com a de Erick quando olhava me deliciando, como se eu fosse um copo duplo de sorvete napolitano com creme chantilly por cima e cereja no topo.
— Oi – disse envergonhada – Ah, vou me trocar – dei as costas, tampando a parte de trás do meu.
— Quem pediu pra se trocar? – ele disse como se só nós dois estivéssemos lá.
— , o que é isso? – olhou com uma cara de brava, não entendendo a atitude dele.
— Ah, nada não, amor – depois disso ele a beijou apaixonadamente, como eu e Erick nos beijávamos. Vi a cena e me lembrei do nosso namoro. Subi a escada rapidamente, caso houvesse alguma outra visita surpresa. Já que eu não estava nem um pouco a fim de me arrumar, peguei uma blusa dos Beatles, com uns brilhinhos, que a fazia ter um ar mais feminino, e um short preto. Calcei minha sandália e continuei com o cabelo preso. Desci correndo pra cumprimentar , já que nem falei com ele direito.
— Oi , fui mal educada e nem falei com você direito – dei dois beijinhos, e ele fez o mesmo.
— Ah tudo bem, você teve que se trocar, eu entendi. Cara você tem a blusa do Beatles? Eu amo eles – ele falou todo animado, olhando a blusa como se fosse a coisa mais rara de se ver.
— É, eu amo Beatles, é minha banda número um – na hora percebi que tenho mais coisas em comum com do que imaginava.
— Eu também gosto deles – disse – e da Lady Gaga. Ele olhou com uma cara de 'de onde essa garota veio'.
— Lady Gaga? A imitadora da Madonna?
— É. E ela não é imitadora da Madonna, ela é diva – quando disse isso, com cara de paty, ele tampou a cara dele com as mãos, não acreditando no que ele ouvia.
— Ah sim, amor, entendo – ele a abraçou e a beijou na testa. Mesmo eu achando estranho, com ela, eu achava bonito o namoro deles, de um dia.
— Então , vamos ao boliche?
— Cara, nem sabia que você ia vir cedo, pra me buscar – coloquei minha mão na testa.
— Ai , você está bem assim – disse me olhando, pra ver se eu estava indo bem vestida.
— , , venham também. Vou apresentar vocês aos dudes.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Que lindo, eu quero, eu quero – disse toda elétrica, dando pulinhos e deu um sorriso de orelha a orelha.
— Então vamos, que tal irmos de skate? – deu a sugestão e todas aprovaram.
Pegamos nossos skates, e fomos embora, chegamos lá 7 minutos depois, ainda estava claro e os meninos da banda já estavam lá.
— E ai, dude! – um menino chamado disse, apertando a mão de de uma forma meio bizarra, como só eles fazem. Os outros também o cumprimentaram assim.
e estavam babando por eles, estava, como sempre, ao lado de e eu no meu canto calada, meio tímida, coisa que eu não sou, mas sei lá, com o acontecido de ontem, eu ainda não estava pronta pra sair nem nada. Um dos amigos dele veio falar comigo, era o .
— Oi, tudo bem? – ele disse se aproximando de mim.
— Não tanto! – olhei pro chão procurando a sandália floral que estava e brincando com meus pés.
— Porque não é possível que uma garota tão bonita como você, fique assim triste – ele disse levantando meu queixo para olhá-lo. Olhei no fundo dos seus olhos, que me transmitiam alegria.
— Ah, terminei com meu namorado ontem – uma lágrima caiu dos meus olhos.
Enquanto isso, conversava com e com , e como sempre, estava com no agarra-agarra, estavam tão juntos ao ponto de não distinguir quem era quem.
— Sério? – senti que ele estava triste pelo que aconteceu, e mais triste porque eu estava triste também, ficamos conversando por uma hora, eu estava me sentindo bem perto de , olhava nos olhos dele e ele me transmitia segurança. Estava tão feliz e distraída conversando com ele, que nem percebi que todos já estavam jogando.
— Dude, pára de babar em cima da , e deixa ela jogar.
Eu me aproximei de , que já estava com a bola de boliche. Ele segurou meu braço por trás de mim, ficando bem perto, meu rosto estava tão próximo que tocava o rosto dele. Jogamos a bola juntos, meio desengonçados, e continuamos um perto do outro, sensação única que nunca senti, nem nos melhores momentos com Erick, eu me senti assim. Olhei para e pra . Ela estava com uma cara de quem não estava entendendo nada e foi se aproximando da gente, eu não estava ligando mais pra bola, até que:
— Strike! – gritou, levantando as mãos com felicidade, me agarrou me puxando pra perto dele, encostamos nossos lábios, e eu o beijei. Seus lábios quentes e doces me enlouqueceram, ao fundo eu ouvi:
— Aí, dude – se não me engano, era .
— Aí, maninha – quem me chama assim é , só podia ser ela.
Ao fim do beijo demorado, olhei para os olhos de que me transmitiam uma coisa que não consegui descrever. E depois olhei pra , eu estava com um sorriso enorme em meus lábios, mas quando eu olhei , ele me parecia diferente, não sei definir, e nos ombros dele o beijando na nuca.
Ao final da partida, nós voltamos pra casa com o carro de , eles foram primeiro na nossa casa. deu um beijo em , e em . me beijou novamente.
— Adorei essa noite, vamos repetir mais vezes?! – ele falou com uma expressão alegre e eu aceitei.
se despediu de todas, beijou calorosamente e depois me segurou no braço, perto de mim.
— Eu quero ter uma conversa com você – disse baixo, em meu ouvido.
O que ele ia dizer pra mim, eu não sabia bem. Eles viraram as costas e foram embora.
Capítulo VI
Help! I need somebody
Help! Not just anybody
Help! You know I need someone
Help!
(Help – The Beatles)
— O que ele te disse, amiga? – disse, toda curiosa, com os olhos arregalados.
— Ah, que ele quer conversar comigo, só – eu disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo, sabia que não era, ele não ia falar no meu ouvido se fosse uma coisa simples.
— Mas o que ele ia falar com você? Se for pra falar algo de importante, ele vai falar comigo – disse com a mão na cintura, com uma fala enciumada.
Eu olhei pra , sem entender, e não tirei meus olhos dela tentando entender o que ela quis dizer.
— Oh, os ciúmes! Vamos dormir gente, que já está tarde – sabia que eu não tinha gostado do comentário de e tentou amenizar o pequeno mal-estar que pairava sobre aquela sala.
Subimos uma empurrando à outra, já que estava uma mais cansada que a outra. Fui para meu quarto, me troquei, colocando meu baby-dolll do ursinho Pooh, sou fascinada por esse personagem, até que avistei , que entrou no quarto sem bater.
— Ai que abuso – olhei, balançando minha cabeça em negação, como as mães fazem com os filhos.
— Ah, pára de palhaçada, não tem nada pra esconder entre nós duas. Tudo que eu tenho você tem, só que eu melhor que você – disse com ar de superioridade.
— Aaaaaaaaaaaah ta, você ta doente, coitada – olhei com pena para ela, que riu e mostrou a língua.
— Amiga, sabe quem faz um par perfeito? – ela disse, travessa, mexendo no cabelo. Me sentei perto e joguei a almofada nela, que retribuiu.
— Hum, já vai falar merda. Quem, estranha? – olhei desconfiada.
— Você e – ela disse piscando os olhos várias vezes e rindo marota.
— Quê? – pulei da cama – ta maluca, problemática? – olhei surpresa, pegando o travesseiro e batendo várias vezes nela.
— Ai amiga, dá um tempo – ela falava entre risos, tentando se proteger.
— Você acha isso engraçado, ? Tem problemas mentais? Fumou algum coentro estragado? – já havia parado de bater nela. Fiquei olhando fixamente em seus olhos, com uma expressão de raiva.
— É, fumei, e daí? Olha amiga, a não tem nada a ver com o e o não tem nada a ver com você.
— Mas o que o tem a ver com a conversa? Só por causa do boliche?
— É meio óbvio, não é? – ela olhou pra mim e rolou os olhos como se tivesse se esquecido do que tinha acontecido.
— Ah fala sério, , nada a ver – falei virando as costas pra ela, chegando mas perto do espelho para pentear meus cabelos.
— Cara, que nada a ver o quê?! Quem nada e vê são os peixes e os profissionais de natação. Amiga, ele ta caidinho por você.
— Por mim? – olhei como se não tivesse ocorrido o beijo, ou tivesse me esquecido.
— Ta bom, mas tipo, você gosta dele?
— Ah, ele é legal – olhei pra cima com cara de paisagem – e bonitinho, quero dizer, lindo.
— É não é?! Lindo até demais, mas prefiro... Ah, deixa pra lá.
— Amiga – a chacoalhei freneticamente – fala, fala!
— Eu não – ela balançou a cabeça negativamente – no momento certo você vai saber qual é.
olhou pra cima e riu com um sorriso de criança que queria realizar seu maior sonho.
— Quê? Outro? – olhei com uma cara de curiosa.
— Você vai saber depois. Olha, eu vou dormir, não quero saber mais desse papo – ela virou as costas pra mim.
— Amiga – eu chamei e ela voltou a olhar pra mim. Joguei o travesseiro de novo no rosto dela, ela mostrou o dedo do meio e eu fiquei rindo da expressão ímpar que ela faz quando está chateada.
— Vai pra merda, piranha – após dizer isso, mostrou a língua e bateu a porta com força, que até ouviu do quarto dela.
— Que merda, eu quero dormir. Será que posso? – gritou como uma louca.
— Ah ta, desculpa, amiga – disse também gritando.
Após nossa conversa, fui deitar e a primeira coisa que me lembrei foi de falando em meu ouvido, mesmo não sabendo o que era e tendo um pouco de medo do que poderia ser, fiquei com uma sensação boa ouvindo aquela voz máscula e ao mesmo tempo suave dele. Fechei os olhos me lembrando da cena várias vezes, mas então veio a cena do meu beijo e com ela a sensação que senti quando toquei nos lábios de .
— Será que eu estou gostando dele? – disse comigo mesma, enrolando uma mecha do meu cabelo.
Fazendo um balanço geral do meu dia, hoje até que foi bom conheci os amigos de , que viraram meus amigos também, ou mais que isso se eu for só pensar no e eu. Não me lembrei de mais nada, então fechei meu olhos e fui dormir.
— Acorda, , acorda. aaaaaa! – senti alguém me balançando, vagarosamente abri meus olhos, que estavam meio embaçados.
— Oi, oi ! – o abracei e percebi que estava de baby-doll. Tampei todas as partes que estavam de fora, pra ele não me ver só com minha roupa de dormir, de novo.
— Desculpe te acordar assim, mas já são 12h30 – ele estava passando a mão em meus cabelos, o que fez eu me lembrar do meu pai, quando era criança e ele chegava do trabalho e me via dormindo, sempre fazia isso comigo, talvez ele pensasse que eu não percebia o que ele fazia, mas lógico que percebia, e adorava. Meus olhos estavam fechados, fiquei só sentindo as mãos macias de .
— ? Acorda! – disse com uma voz suave e carinhosa.
— Ah sim, já acordei. Mas antes de me levantar, o que você queria falar comigo?
— Ah é, é sobre o você e o .
— Fala.
— Bom, é que tipo, eu gosto muito do , ele é como se fosse meu irmão, sabe? E acho que ele gosta muito de você, deu pra perceber nos olhos dele, e você, mesmo não admitindo pra mim e pra si mesma, ainda ama o Erick.
— Mas... – na hora em que eu ia falar, ele colocou seu dedo em meus lábios, como um sinal de que ele iria falar mais alguma coisa.
— E eu não queria que ele ficasse magoado com nada, se, por exemplo, o Erick aparecer e ele quiser voltar com você. Acho que você não vai pensar duas vezes antes de voltar pra ele, e o vai ficar sozinho na história... Então não brinca com os sentimentos do cara, se você me der certeza que não vai fazer isso com ele, eu vou ficar muito feliz por você, mas se você for deixar o na mão, eu te peço pra se afastar dele.
— – coloquei a mão no rosto dele, acariciando – eu não vou fazer isso com ninguém. O que o Erick fez comigo foi horrível, eu me senti muito mal, e não quero que outra pessoa se sinta mal com minhas atitudes, por isso se tiver alguma coisa entre eu e , pode deixar, eu nunca farei isso – olhei pra ele com ternura – Cada vez mais te admiro. Não é qualquer amigo que faz isso pelo outro.
— Como eu te falei, o não é apenas um amigo, é um irmão.
— Nossa , admiro você ainda mais. Quero que alguém da minha família tenha um namorado assim – rimos do meu comentário.
— É, mais não faça ela agora – rimos novamente.
— Fecha os olhos, vou levantar, meu pijama é curto e sou menina de família.
— Se fosse eu não teria visto você com esse projeto de roupa de dormir ontem – ele falou bagunçando meu cabelo.
— Fecha logo – fiz bico e falei com voz de criança mimada.
— Ta, e adoro seu biquinho – ele tampou os olhos com a mão, deixando brechas entre os dedos.
— , vou falar pra – fiz cara de mandona, apontando o dedo pra ele.
— Ah não, não – ele fechou os olhos e eu fui pro banheiro do meu quarto.
Meia hora depois, voltei pra perto da cama onde ele estava. Eu estava com uma calça jeans, meio apertada, uma blusa, escrito “I Love Rock” igual à blusa “I Love NY”, com uma sandália rasteira e os cabelos soltos.
— E ai gata, eu não sou o Banco Itaú, mas fui feito pra você – ele disse piscando o olho, com cara de safado.
— Cara, essa foi a pior cantada que recebi em toda minha vida. É assim que você fala com as mulheres? Retiro o que disse sobre minha filha ter um namorado igual a você – disse entre risos da cantada ridícula.
— Ah, cala a boca! – ele me deu um tapinha na cabeça e eu fiz o mesmo com ele.
Depois disse descemos com os braços unidos e fazendo aquela brincadeirinha “Nós andamos iguais”. Quando olhei pro sofá, vi o .
— , tudo bem? – o abracei e ele me beijou, nossa, eu gostava daquele beijo dele, era doce e suave.
— Agora esses dois a cada meia palavra que um falar vai ter bilhões de beijos – disse olhando pra cima e rolando os olhos.
— Cala boca, mal amada – mostrei a língua.
— Não, ela não é mal amada não, . O novo casalzinho da área é e – disse olhando pra e a abraçando.
— , língua solta, eu ia falar – ela mostrou a língua e o empurrou.
— Sério? – fiz cara de espanto, mas já sabendo depois do agarra-agarra que os dois estavam ontem.
— Aham – ela deu vários pulinhos – Agora só falta a – ela disse, provocando.
— Ah, vai se ferrar, garota, me erra – estava aborrecida.
— E o e você, amiga? – perguntei confusa, eles estavam tão interessados na vida um do outro ontem.
— Ah, ele não faz meu estilo – disse cabisbaixa.
— Ah, amiga – a abracei e dei um beijo em seu rosto.
— É, ele me disse que prefere a – fez cara de quem tinha falado demais, e estava saindo do banheiro naquele momento.
— Eu o quê? – ela disse, abotoando a calça.
— Que palhaçada é essa, hein? – disse zangado pelo amigo ter dito isso.
— Ah nada, dude, o deve ter entendido errado – disse isso dando um tapa na cabeça de .
— O que tem eu? – disse confusa.
— É que, o disse que o prefere você a mim. Ele também não faz meu tipo – falou de braços cruzados e mexeu os ombros.
— Ah é? – olhou pra baixo e deu um sorriso tímido, como se estivesse feliz pelo comentário dele.
— ? – olhou confuso.
— Ah, oi. Eu estava viajando aqui, pensando numa coisa – estava com cara de paisagem.
— No quê? – perguntou, no seu melhor estilo curiosa.
— Nada não – quis terminar o assunto.
Após isso, cada um foi pro seu canto com seus pares. , como não tinha ninguém, ficou lavando louça.
— Amiga, quer que eu te ajude? – cheguei perto dela.
— Por favor.
E lá fomos nós. ficou me abraçando por trás e me dando beijo na nuca enquanto eu lavava a louça.
— Amiga – disse olhando pra ela, mas ainda lavando a louça.
— Fala – ela estava com os olhos no prato.
— Você ta tão tristonha. E eu percebi seus olhares para o – ela olhou pra mim na hora.
— Pro ? – e perguntaram ao mesmo tempo.
— , sai daqui, vai. É assunto de mulher – ela deu um tapão, que doeu até em mim, em .
— Mão de ferro, hein?! – ele a empurrou e ela mostrou o dedo do meio pra ele.
Quando o ficou numa distância em que não poderia nos ouvir, voltamos ao assunto.
— O ? – ela olhou assustada.
— É amiga, o .
— , não deu pra perceber não, né?
— Não, não. Só percebi porque te conheço.
— Ah, que bom – suspirou, colocando a mão no peito – Amiga, aquele sorriso me encanta, me faz arrepiar até o último fio de cabelo – deu um sorriso pra mim e depois olhou pra e se beijando e mudou sua feição – O que ele viu naquela piranha? Desculpa amiga, ela é sua amiga, mas você sabe que eu não gosto dela.
— É, mas você sabe que assim como eu não gosto dela falando mal de você, eu não gosto que você fale mal dela.
— Ta, mas deixa pra lá, eu sei o que fazer com ela – disse, hiper vingativa, e seu rosto mostrava isso. Ela não ia ficar quieta, e isso me preocupava.
— O que você vai fazer? – fiquei preocupada, da se espera tudo.
— Nada, não esquenta. E você e ? O que estavam fazendo lá em cima, hein? – a cara de safadinha que ela fez me fez rir muito.
— A gente nada, não coloca coisas na sua cabeça. Entre eu e existe uma grande e imensa amizade, somente.
— Aham, sei – fez cara de desconfiada.
— É sério, ele só me passou uma cantada ridícula – ri muito quando lembrei.
— Me fala o que ele disse? – ela estava curiosa, estralando os dedos. Quando ela está assim é porque ela quer saber do assunto mesmo.
— Ele disse: “Eu não sou o Banco Itaú mas fui feito pra você” – vi a feição dela de alegre para uma cara de nojo.
— E a caiu nessa cantada ridícula. Só essa sem noção pra namorar um tonto que fala isso – ela levou a mão à testa e deu um risinho.
— Primeiro, ele falou isso brincando e segundo, não o chame de sem noção.
— Nossa, pra quem é só grande amiga, ta defendendo demais hein? – ela olhou em meus olhos querendo decifrar o que eu estava verdadeiramente sentindo por ele.
— Não, é que eu não gosto que falem mal dos meus amigos – senti alguém fazendo cócegas na minha cintura, olhei, era .
— Ai, você me deu um susto, seu palhaço – bati em seu ombro e ele tentou se afastar, pegou meu braço e segurou na minha cintura, me colocando de cabeça pra baixo.
— Ahhhhhhhhhhh, me solta, seu cachorro – eu tava vendo tudo de cabeça pra baixo, tentando bater minhas pernas na cabeça dele, mas só resvalava. Ele me levou pra fora e me colocou de cabeça pra baixo em uma árvore.
— Me tira daqui, ! – gritei desesperada.
— Agora chama o né, cuti-cuti da mamãe? Quero ver você me chamar de cachorro agora.
— Ta desculpa, mas me desce daqui e para de me chamar de cuti-cuti – vi , de cabeça pra baixo, vindo me pegar e senti alívio, mas antes de me salvar das garras do vilão, ele deu um pé na bunda de . me colocou no chão e eu corri atrás de .
— Vou te matar, ! – gritei.
— Você corre que nem minha avó, que tem reumatismo – ele riu e aumentou a velocidade, eu não consegui aguentar, não tinha um preparo físico igual ao dele. Coloquei as mãos no joelho, abaixei minha cabeça e sentei na grama do quintal. Ele voltou e sentou ao meu lado, eu deitei no colo dele.
— Ah, eu sou um atleta nato – disse convencido.
— Ah coitado! Tem que rir – ri sem fôlego.
Quando vi, todos estavam sentados ao nosso lado. Até que ouvimos um carro buzinando, logicamente, seria de . Ele colocou o carro na garagem não muito grande.
— Seu veado – disse com raiva.
— Oi, tudo bem comigo, cheguei bem sim, obrigado, e você está bem? – debochou.
— Que merda é essa de você falar que prefere minha namorada, hein? – estava chateado mesmo.
— Preferir a quem?
— A .
— Fala sério, dude, você acha que eu vou ficar bizoiando a sua namorada? Fala sério, eu tenho coisas mais importantes pra fazer. Quem disse isso?
— – todo mundo olhou para . Eu estava ao seu lado, ou seja, também estavam olhando em minha direção, e vendo que eu estava morrendo de rir.
— Palhaço, você caiu direitinho no que eu falei – riu – não te disse, ? Me dá minhas cem pratas.
— Filho da mãe, vocês hein?! Eu pensei que era verdade – com cara de quem ia matar alguém. E todos em volta riram dele e da cara que ele estava fazendo.
— Gente, vamos alugar um filme de terror? – disse e logo as meninas rejeitaram a idéia.
— Vocês são frescas, hein? Borá alugar um de ação – falou, mas atrapalhou.
— Não, pornô.
— Aff, – semicerrei os olhos.
— Não, de ação.
— Ah não , tem tiro demais – disse, medrosa.
— É, e com muito sangue.
— , que nojo. Não gente, vamos alugar uma comédia romântica – disse sorrindo, mas logo seu sorriso ficou amarelo com o gesto de cabeça negativo dos meninos.
— Sim – todas nós dissemos em coral.
— Quatro escolheram comédia romântica, dois ação e um pornô, ganhou comédia romântica.
— Ah, mas se for filmezinho meloso, eu não vou ver não – disse e os meninos concordaram.
— Não é, Vestida para casar é legal, gente.
— Ta bom – disse desapontado, mas aceitou. E o resto dos garotos também.
Durante o resto da tarde, lanchamos, jogamos papo pro ar, jogamos partidas de vídeo game, menos que é toda fresca. E chegou a noite.
— Gente, vou fazer pipoca – fui até a cozinha, peguei os ingredientes e a pipoqueira.
Todos estavam conversando, menos , que entre estouros de pipoca, sempre arranjava uma maneira de me beijar.
— , ta queimando!
— Ah, deixa queimar, – me pegou pela cintura e me beijou calorosamente, me distraí com o beijo e nem senti o cheiro da fumaça.
— Desliga isso, ! – disse desesperado, correndo para o fogão e o desligando.
Abanamos a fumaça com o pano de prato, mas já era tarde demais, a pipoca já estava preta e grudada na panela.
— Viu , por sua culpa – bati em seu ombro – Agora você que vai fazer.
— Ta, eu faço, mas me dá mais um beijinho.
— Acabou a palhaçada – nos separou e me empurrou pra sala.
Alguns minutos depois.
— A pipoca está pronta – chegou com oito potes de pipoca.
— Aêe – aplaudiu – Esse é meu garoto.
— Deixe-me ver se está boa – pegou uma mão enorme de pipoca – Hm... Ta bom, está pronto pra casar.
— Claro, ele usou o microondas – dedurou.
— Estava bom de mais pra ser verdade – disse com a mão cheia de pipoca ainda.
— Vamos ver o filme, gente – disse dando pulinhos no sofá.
— Mas vamos apagar as luzes – disse.
O filme estava rolando e quase ninguém vendo, só e , os casais estavam se beijando. Até que em meio a um beijo entre eu e , abri meus olhos e vi beijando a , na mesma hora ele também me olhou. E na verdade não vi mais nada, só o rosto dele me olhando .
— Amiga, vou pegar meu edredom, rapidinho, ta?! – essas foram as palavras que me acordaram do transe.
— Ta, .
Depois disso, me puxou e me beijou de novo.
— , eu quero ver o filme – na verdade, a única pessoa que eu conseguia ver, não sei porquê, era . Mas quis ver como estava as coisas em minha volta, então dei uma simples virada pra olhar em volta, e me deparei com “A” cena. Vi puxando pra tascar-lhe um beijo, não acreditei. Cutuquei com o cotovelo, que estava com a cabeça em meus ombros, meio sonolento. Ele olhou a cena, boquiaberto, na verdade todos na sala estavam assim, vendo aquele beijo quente, e de tirar o fôlego, dos dois.
Eu olhei pra trás para ver se vinha, e o pior estava pra acontecer, ela estava se aproximando da sala, meu Deus, vai ter briga. Até que ela chegou mais perto e mais perto e eu não quero nem ver.
Capítulo VII
All the lives always tempted to trade
Will they hate me for all the choices I’ve made?
Will they stop when they see me again?
I can’t stop now I know who I am
(Eclipse (All Yours) – Twilight Saga)
— Vadia! Meu namorado! – parecia que ia botar os bofes pra fora, soltar fogo pelos olhos, e querendo matar o primeiro que visse. Eu nunca tinha visto desse jeito, todos ficaram em silêncio, mas e continuaram se beijando com uma intensidade tão grande que pode ser comparado a um beijo de cinema – Larga meu namorado, sua mal amada – partiu pra cima de Fernanda e separou os dois com uma delicadeza que só ela, pra não dizer o contrário.
— Amor, o que houve? – perguntou como se ele não tivesse feito nada.
— Amor, é o cacete! Você sabe que essa vadia tem inveja de mim e ainda fica beijando ela – o filme ainda estava rolando, mas ninguém prestava atenção nele, só no escândalo de .
— O que foi chifruda, não gostou? – se levantou e encarou , o que eu temia aconteceu. pegou o cabelo de e o puxou, e fez o mesmo. Uma deu tapa na outra, puxaram a blusa e quando estava em cima de para bater nela, a puxou pelos braços e puxou .
— Olha só, vamos parar com essa palhaçada! Isso aqui ta parecendo um galinheiro, meninas – gritei tão forte que acho que toda a vizinhança escutou.
— Mas , você viu o que a fez comigo – estava chorando com um semblante de raiva.
— Cara, você não percebe? O não gosta de você, ele só está com você porque você é apaixonadinha por ele, está apenas com pena – Quando disse isso, subiu para seu quarto numa velocidade enorme, tanto que em poucos segundos a ouvi batendo a porta do quarto.
Todos ficaram calados e só ficou com a cabeça baixa, com um semblante de envergonhada pelo que fez e o que disse. Os meninos foram embora e não tiveram cabeça nem pra se despedir da gente direito, nós entendemos, já que nós tínhamos que resolver o problema.
— , - gritei.
— O quê? – o som saiu abafado porque ela estava no quarto.
— Desce aqui que eu quero conversar com você – eu estava preocupadíssima com o que poderia acontecer com nós quatro daqui pra frente.
desceu, olhando para as escadas, meio cabisbaixa e com os olhos vermelhos, com certeza de tanto chorar.
— O quê? – ela respondeu com uma voz triste e chorosa.
— Olha cara, o que aconteceu hoje não foi nem um pouco legal de se ver, principalmente pra mim que sou amiga das duas – olhei para elas.
— Ah mas... – as duas falaram ao mesmo tempo.
— Fala primeiro, .
— Não, é que eu gosto do e eu percebo que ele só está com ela porque ela fica se jogando pra cima dele.
— Ai que mentira garota, deixa de ser idiota. Você acredita nisso porque quer ta, sua vadia! – aumentou o tom de voz.
— Ridículo vocês duas fazendo barraco que nem duas sem educação. Vamos parar com isso. Cara, vocês são minhas amigas, eu amo tanto uma quanto a outra, e não quero ver as amigas que mais amo brigando entre si.
— Tanto ela quando você, e todos que nós conhecem, sabem que eu não gosto dela – disse olhando pro vazio.
— Cadê a ? – perguntou.
— Estou aqui – disse ela saindo de debaixo da escada – Acabou o barraco?
— Você está doida, maluca? – olhou pra cara de , querendo rir e sem saber por que ela estava lá.
— Acabou o barraco? Não vai ter nenhum objeto de cristal voando por ai, não? – estava se escondendo atrás do sofá.
— Não, boba – disse tampando a boca pra ninguém ver sorriso dela escapar, todas nós rimos também.
— Gente, vamos nos desculpar – disse piscando meus olhos freneticamente.
— Não , não é porque estou rindo que eu a perdôo a .
— E nem eu perdôo você, . E , nem pense mais em falar sobre isso – as duas olharam pra mim e se deram as costas, depois subiram as escadas e fecharam as portas com força, quase tremeu a casa. Eu e ficamos olhando uma para a outra, sem saber o que fazer e subimos também.
Entrei no meu quarto e coloquei minha camisola da Minnie, a qual meu pai me deu quando foi pra Disney, minha pantufa do Dumbo e amarrei meu cabelo. Deitei e pensei no dia, até que foi bom, fui acordada por , eu e passamos o dia juntos e os meninos também, mas o saldo negativo foi a parada das minhas duas melhores amigas.
“Cara será que elas nunca vão virar amigas? Primeiro brigam pra saber quem é a minha melhor amiga e depois pelo mesmo cara. Ai, não aguento mais” disse em meus pensamentos. Peguei meu travesseiro e o bati forte na cama, deitei e apaguei.
Acordei umas 9hs e olhei o calendário.
— É amanhã, começo minha jornada como universitária, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH! – gritei muito alto.
— Dá pra parar de gritar que eu to querendo dormir – ouvi gritar do outro quarto. Então levantei e fui ao quarto dela. Estava tudo apagado. Subi em cima da cama e fiquei em pé.
— Acorda preguiçosa, acorda! – falei dando vários pulinhos na cama e acertei o pé dela.
— Ai merda, vai dormir.
— NÃÃÃÃÃO! – falei igual uma criança hiperativa.
— Você está doente ou cheirou alguma coisa meio estragada? – ela olhou com uma cara de sono pra mim.
— Não amiga, é que amanhã é a primeira aula na universidade – comemorei, e ela saiu da coberta e pulou na cama comigo, de mãos dadas.
— Amiga, mudando de assunto, você vai falar com o ?
— Não, não quero vê-lo nem pintado a ouro – ela disse – Vou fazer ciúmes nele com o .
— Ai, meu Pai! – olhei com uma expressão negativa, e ela deu de ombros.
— Vamos descer, amiga – olhou com uma cara de down e eu ri.
— Vamos! Vou me trocar, vem me ajudar a escolher roupa.
— Ta bem, filha – ri do comentário dela – mas antes eu vou me arrumar, né?
foi tomar banho e eu fiquei vendo nossas fotos no álbum dela, fotos de milênios que nem me lembrava mais. Ela saiu do banho vestindo uma blusa tomara-que-caia e um bolerinho transparente com estampa de caveirinhas por cima, uma calça jeans escrito Rock em brilhos, com sua sandália de dedo, preta com estrelas, e cabelos soltos, nada mais. E só assim já estava deslumbrante.
— Isso tudo é pro ? – perguntei admirando-a.
— Não, pro – ela mostrou a língua – Eu sei que você queria ser igual a mim, amiga.
— Ah ta – fiz um sinal de positivo com as mãos e uma cara debochada – agora eu que vou me arrumar.
Fomos ao meu quarto e ela me esperou tomar banho. Acabei de tomar banho e saí do banheiro com uma blusa escrito Rock’n the city, um casaco meio transparente por cima, um short jeans preto e minha sandália plataforma preta, deixei meus cabelos soltos.
— Hum... Isso tudo é pro ? – ela me olhou com uma cara de safadinha.
— Não, pro – eu olhei meio de assustada quando eu ouvi – Por que você falou ?
— Porque vocês se amam – ela piscou os olhos freneticamente e fazendo cara de criança feliz.
— Hm? É você, é , todo mundo ta falando isso, é só amizade – olhei ainda assustada pra ela.
— Um: não fale de mim e de na mesma frase, só se for pra dizer que sou melhor que ela ou coisas desse gênero; Dois: amizade colorida né, querida? No filme você só olhava pra ele e ele só olhava pra você.
— Isso foi só por uns minutinhos ta?! E vamos descer que não estou a fim de gastar meu inglês com essa palhaçada.
— Ok – descemos muito rápido, quase correndo, e vimos as meninas que já estavam preparando o almoço. deu de cara com , elas viraram o rosto no mesmo instante.
— Amigas! Adivinha que dia é hoje? – disse toda feliz, dando um sorriso de orelha a orelha.
— Um dia antes de virarmos universitárias! – disse dando seus pulinhos.
— Sim! Que lindo – disse abraçando e veio junto nos abraçar – Amiga, , , vem cá também – disse fazendo biquinho. Ela nos abraçou escolhendo um lugar o mais longe possível de .
— E ai, o que vamos fazer? - disse toda animada.
— Ah, eu não to afim de fazer nada - disse desanimada.
— Também não to animada – disse.
— Nem eu.
— Ai gente, só eu que to animada?! Vamos ao shopping - bateu palminhas, o que me lembrou uma foca.
— Ta bem, mas eu vou com essa roupa mesmo - disse com ajeitando meu cabelo.
— Eu também vou então - disse com uma cara mais feliz.
— É né, não tenho escolha... Eu vou com vocês e também não vou trocar de roupa - levantou em direção à mesa do almoço, colocando os pratos.
Almoçamos e pegamos nossas bolsas. A bolsa mais perfeita era da , perfeita! Preta, com “Whatever” escrito em letras como se fossem recortadas de revista.
— Ah é gente, nem falei. Meu papi disse que vai me dar um carro, AHHHHHHHHH! Lindo, a gente indo pra universidade de carro. Nem sei qual é o modelo, mas nem ligo. Amanhã não vai dar pra ir de carro porque ele vai vir aqui só depois da aula.
— Ai que lindo, espero que seja um Mercedes! - olhou pro nada, sonhadora.
— Você viaja, .
Após todas nós pegarmos nossas bolsas, fomos pro shopping à pé porque era pertinho, mas para era como se fosse da Inglaterra até a Austrália. Chegamos ao shopping, que era até grande, entramos em uma loja de grife, que era mais cara do que o olho da minha cara, e e ficamos só vendo as roupas sem comprá-las, procurando um lugar menos caro pra se comprar. Ficamos umas duas horas comprando roupa até que bateu a fome.
— Gente, vamos almoçar – disse com a mão na barriga e com cara de esfomeada.
— Vamos sim, tem um fast food ali - apontou, por coincidência ou não, estávamos pertinho da praça de alimentação. Chegando lá quem eu encontrei? Harry, lanchando seu hambúrguer de queijo com mais um monte de coisa, ele não tinha nos visto ainda. Pedimos os lanches, cada uma pegou o seu e nos sentamos na mesa do , que estava sozinho, parecendo um autista olhando pro nada e comendo seu lanche.
— BU! – disse eu me sentando ao lado dele.
— Funcionaria se você estivesse com a máscara do Mick Jagger - todas nós rimos.
— É amiga, até eu teria medo - se intrometeu na conversa com a boca cheia de ketchup.
— Ai, nem eu ia querer me ver no espelho. Mas, e você , o que está fazendo aqui sozinho? – disse limpando o cantinho de sua boca com o guardanapo.
— Ah, é que ta meio esquisito o clima lá na casa.
— Ah, por causa de ontem? - perguntou meia preocupada.
— É.
— Ah, mas nem liga. Não quero mais o mesmo - disse olhando pro sanduíche.
— Não? pensou que vocês nunca mais fossem lá em casa por causa do acontecido.
— Nada, agora eu vou investir em algo melhor.
— Sério? Quem? - disse toda curiosa.
— Não te interessa e vai comer seu sanduíche, - disse olhando ela.
— Ah, então ta, vocês vão lá hoje?
— Ah, nem to com vontade. As aulas começam amanhã e não quero faltar - disse olhando pro copo de refrigerante e brincando com o canudo.
— É, as minhas começam amanhã também - disse com uma cara de desapontado e eu passei a mão em seus cabelos macios.
— Gente, vamos comprar mais - disse se levantando.
— Não, vamos à pista de gelo - se levantou também e olhou pro lugar onde tinha a pista.
— Aê – eu e comemoramos ao mesmo tempo.
Fomos em direção a pista de gelo, deixamos a nossas bolsas em um lugar seguro, colocarmos nossos patins e fomos deslizar no gelo. , e estavam brincando nas manobras, mas eu, como sempre, desastrada.
— Deixa que eu te ensino - me pegou pela cintura e deslizamos tão rápido, cada vez mais rápido, meus cabelos voavam e eu sentia o vento no meu rosto. Eu olhava pra e ele estava de olho fechado me guiando, até que ele olhou pra mim, nos meus olhos, nossos narizes meio geladinhos por causa da temperatura da pista de gelo, com nossos sorrisos de orelha a orelha.
— , . Vamos querida, já estão fechando a pista de gelo - estava com as sacolas das roupas que a gente tinha comprado.
— Cara, é mesmo, fiquei viajando aqui - já haviam passado duas horas e estava só olhando para e ele pra mim, a pista de gelo fechava bem antes do shopping e por isso estava fechando não muito tarde, mas independente da hora que fosse, duas horas viajando mentalmente é muita coisa.
— Nem eu tinha me ligado que a gente estava esse tempo todo aqui - disse saindo do gelo, já calçando seus tênis.
— É todo mundo estava olhando vocês e seus passos de dança no gelo - disse fazendo uma cara fofa.
— Sério?! Que vergonha - Tampei minha cara com as mãos e depois virei meu rosto para o peito de , tentando me esconder.
— Ai amiga, estava bonitinho a cara de apaixonados abestalhados que vocês estavam fazendo - disse apertando minhas bochechas.
— Hum, é mesmo - falou debochadamente pra , que deu um tapinha na cabeça dele.
— Ok garoto, me respeita hein?! Eu vou ser sua cunhada - todos nós rimos do comentário de .
— Vamos embora - falou com uma cara de cansada.
— Vamos sim, eu estou com o carro do - estava com as chaves em mãos. Do estacionamento até o carro carregou as sacolas sem reclamar, como um gentleman.
— Merece um beijinho - dei um beijo bem demorado e caloroso.
— Hum - ele disse com cara de satisfeito, rimos. Depois de colocarmos as sacolas no porta-malas, entramos no carro. Durante a viagem ouvimos, basicamente The Beatles, U2, Avril Lavigne e Simple Plan.
— Vocês só têm músicas legais aqui - disse mexendo em seu aparelho de música.
— Me deixa ver - Disse mexendo em tudo, curiosa que nem ela.
— Pronto, estão entregues - disse saindo do carro e abrindo a porta para nós.
— Amiga, homem assim não tem em qualquer lugar não, casa logo com ele - disse saindo do carro.
— ! Não quero falar de casamento por um bom tempo – disse meio nervosa.
— A gente vai entrar, ok?! - disse levando as bolsas pra casa.
— Ok, depois eu vou - estava esperando as meninas saírem, quando elas entraram em casa, me puxou pela cintura e me beijou. Ficamos por um bom tempo nos beijando.
— Quando vocês saem da universidade? - me encarou olhando com aqueles olhos perfeitos, que derretia qualquer uma.
— Não sei - falei meia triste - Mas quando eu sair eu te ligo, ok?! - dei outro beijo menos demorado, mas não menos quente.
— Então ta, tchau – eu já estava subindo as escadas - Te amo.
Quando eu ouvi o 'Te amo', olhei pra trás e mandei um beijo no ar pra ele. Ele sorriu pra mim, com aquele sorriso perfeito. Abri a porta com um sorriso que não cabia na boca, e uma boca só não conseguia sorrir, até fiquei com dor no maxilar.
— Que sorriso é esse? - olhou com uma cara de desconfiada.
— Nada - Falei nervosa - Vamos dormir que hoje o dia me cansou e tenho que me preparar pra amanhã.
— Ah, eu vou ficar aqui vendo filme - Disse já escolhendo o filme.
— Eu também vou ficara aqui - disse.
— Ai, eu também vou dormir gente. Beijo pra quem fica - disse jogando um beijo no ar para as meninas.
— Eu não preciso dormir com o seu beijo, querida. Senão vou ter pesadelo - disse encarando com uma cara nem um pouco amigável. só olhou e mandou o dedo do meio, então subimos e fomos para meu quarto.
— Amiga, me conta o que o disse para você ficar tão feliz.
— Ele disse que me ama – disse com uma cara de surpresa e ela fez a mesma cara.
— Mentira? Ai que lindo, sabe eu mudei o que achava sobre o ... Eu pensava que ele era meio chato, mas até que ele é legal.
— É, eu sei que ele é mais que legal – disse indo em direção ao banheiro e me trocando. Sai usando uma camisola do ursinho Pooh, e a mesma pantufa de Dumbo e prendendo os cabelos em um rabo de cavalo.
— Cada dia é uma camisola, hein?!
— Ah, vai dormir, vai – falei bagunçando o cabelo dela.
— Vou sim, beijos amiga – ela me deu um beijo na testa e foi dormir.
Antes de dormir pensei sobre o dia de hoje e até que foi bom, fomos ao shopping, patinamos no gelo, eu e , mas a frase que marcou o dia foi o 'Te amo'. Será que estou apaixonada por ele como ele está por mim, ou estou com ele por consideração? Não importa, esse dia não vai chegar nem aos pés do dia de amanhã, meu primeiro dia na universidade de Oxford.
— Amiga, acorda! - Acordei com e com volume mais alto do rádio tocando Sk8er Boy, da Avril.
— Desliga isso, merda! - Gritei, mas ela não ouviu, estava pulando que nem uma louca.
— Meu nome não é merda ok?! E já ta na hora de acordar ou quer chegar atrasada no primeiro dia de aula?
— Oh my God, é mesmo - Falei com a mão na testa. Levantei, peguei a primeira roupa que vi e fui tomar banho. Saí do banho com uma blusa escrito em letras com strass "I'm the queen of rock'" um sobretudo jeans por cima, uma calça saroel, um All Star personificado com brilhos e nos cabelos eu coloquei uma faixa - Só falta uma coisa, quase esqueci minha pasta e minha mochila.
— Vamos - já estava arrumada. Descemos que nem umas loucas as escadas, sendo puxada pelas mãos por .
— Já estão arrumadas? - disse já arrumada.
— Sim, sim vamos amiga - Disse puxando pra porta.
— Peraí gente, peguei um lanchinho pra gente - disse trazendo em suas mãos alguns sanduíches que ela fez.
— Morar sozinha está te fazendo bem né, amiga? Já está sabendo até cozinhar - falou puxando a mão de . estava puxando a minha mão, eu a de e a de . Nosso transporte eram os skates, porque ainda não pegou o carro. Chegamos uns vinte minutos depois e estávamos com brilhos nos olhos quando vimos a universidade.
— Uau! Que enorme - Eu disse deslumbrada.
— Amiga, eu vou me perder aqui, em todos os sentidos - olhou pra mim com uma cara de safadinha.
— Pra se perder e ser falada na universidade, você nem precisa fazer muito esforço - disse para .
— Acabou a palhaçada, – disse com uma cara de brava.
— É gente, parem de barraco! Pelo menos tentem ser que nem eu, fina e comportada - disse mexendo em seus cabelos.
— Então, vou estar ferrada - soltou um risinho.
— Beijos amigas, até o horário do intervalo – dei dois beijos na bochecha e fui até meu prédio junto com , sem sabermos andar direito naquele mundo.
— Oi, bom dia. Vocês sabem onde fica a sala do curso de música? - perguntou para uma menina meio esquisita, de óculos e uma roupa que lembrava minha mãe, talvez por que ela se vestia que nem gente antiga, mesmo sendo nova.
— Ah, é no outro prédio – ela disse apontando o prédio, e fomos eu e com os nossos skates e mochilas nas costas.
— Pronto, chegamos. Agora vamos ver onde é a sala do curso de música, né? – andamos quase até o final do corredor e abrimos a porta, quase todo mundo já estava lá.
— Mas, não, não pode ser, será?! Não acredito nisso – disse apontando o que havia visto pra . Ela não disse nada, apenas ficou com uma cara de abobada.
Capítulo VIII
Oh, why is everything so confusing?
Maybe I’m just out of my mind,
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeahh
(I’m With You – Avril Lavigne)
— Ahhhhhhh! Não acredito vocês estão aqui! - Disse abraçando , , e .
— Cara, não acredito que a gente está na mesma sala - disse abraçando e , e se afastando de que sorriu amarelo - Oi ! - Ela disse chegando mais perto de e enrolando seus cabelos olhando fundo nos olhos dele.
— Oi - coçou a cabeça, fazendo uma cara de desentendimento, e e fizeram o mesmo. que já sabia do que se tratava ficou normal.
— Eu não sabia que vocês gostavam tanto de música - disse surpreso.
— É porque vocês não estavam com elas no carro ontem, mexeram em todos os nossos CDs - olhou fulminantemente para mim e .
— Ai, amei os CDs de vocês, vocês tem um ótimo gosto - continuou olhando para , mas agora com um olhar sedutor.
— , você está bem? - Disse olhando para , que estava com um olhar de reprovação para .
— Bom dia, alunos. Meu nome é Albert Simpson – todos os alunos da sala estavam em pé na hora que o professor entrou, sentamos, eu, e , um perto do outro. , e sentaram nas carteiras atrás das nossas.
chamou que estava bem atrás de mim.
— O que deu na ? - falou meio sem entender.
— Eu não sei - também disse meio sem entender. Esse foi o último comentário que, pelo menos eu, ouvi, porque o resto da aula eu prestei muita atenção. A aula foi super divertida e o professor é muito louco, ele tinha piercing, e um cabelo enorme, bem roqueiro mesmo, mas com uma roupa social, mas que deixava a mostra suas tatuagens.
— Galera, por hoje é só isso - Na mesma hora que o professor acabou a aula um garoto que aparentava ter uns vinte e seis anos entrou na sala.
— Licença professor. Os alunos veteranos esta chamando os alunos do primeiro período de música para irem lá fora, para dar um ótimo início de aulas.
— Ai amiga, eu já sei o que é - Olhei pra com uma cara de medo.
— O que? - perguntou olhando pro seu caderno.
— Nada, espero que eu esteja errada.
— , você bateu a cabeça ou nasceu assim mesmo? O cara só disse pra a gente descer - disse virando- se para mim com a cara mais óbvia do mundo.
Descemos as escadas até chegarmos ao térreo, em um pátio enorme que de lá dava pra ver a rua.
— , o que será que eles vão falar? Isso não está me cheirando bem - disse olhando para os alunos veteranos.
— Deve ser porque você soltou pum - disse rindo e mandou o dedo do meio pra ele, eu só fiquei quieta, prestando atenção na movimentação ao meu redor.
— Galera do primeiro período, sejam benvindos a Universidade de Oxford, uma das melhores, ou a melhor, podemos assim dizer, universidade da Inglaterra. E não existe boas vindas de veterano sem TROTE! - O garoto disse gritando a palavra trote e eu fiquei pálida tinha pavor à trotes, e todos ao redor murmuraram na mesma ora que ele disse - Na verdade o trote esse ano tem duas etapas e quem participar de uma vai ter que participar da outra também, então quem não quiser participar pode falar. A primeira etapa vai ser agora.
Eles dividiram em casais. formou casal com uma loirinha baixinha e peituda, o com uma ruivinha de olhos claros de altura mediana, e e ficaram juntos para essa primeira etapa. E não sei se, por destino, ou porque viram eu e muito perto, eles nos colocaram juntos. na minha frente e eu de frente pra ele.
— Vai funcionar assim: os meninos vão comer cebola e alho até não aguentarem mais, e logo em seguida vão beijar a menina que está a sua frente - Assim que o garoto disse todos ficaram pasmos, mas todo mundo quis participar. Todos os meninos, inclusive , comeram umas cinco cebolas, mais ou menos, e alguns dentes de alho.
— Ah é, e quem der o beijo mais longo não precisa participar da segunda etapa do trote – o garoto disse e se aproximou de mim. Eu já estava sentindo o mau hálito dele de longe quando nos beijamos. O pior beijo que eu pude imaginar, estava com um mau hálito que não dava pra aguentar, mas mesmo assim continuamos nos beijando, até que eu olhei para o lado e o larguei. Pronto, nós fomos os que ficaram mais tempo se beijando, então não participaríamos da próxima etapa que deveria ser pior.
— Parabéns, casal - O sujeito, o mesmo que entrou em nossa sala, olhou em nossa direção - Vocês não precisarão participar da próxima etapa. E para vocês que não aguentaram, a próxima é a seguinte... Vamos deixar vocês bem bêbados, vamos pintá-los e vocês pedirão dinheiro no lugar mais movimentado de Oxford: O centro da cidade. Mas para os meninos temos uma surpresa, vocês ficarão peladinhos e apenas com uma toalha florida para tampar aquilo que podemos chamar de 'a visão do inferno'.
— O quê? - olhou com uma cara de indignação.
E lá se foram os meninos no banheiro para se trocar. Enquanto as meninas estavam sendo pintadas, eu só estava olhando para , que estava com uma feição de nervosismo. Os meninos saíram com suas toalhas floridas, e algumas até da Moranguinho, da Penélope Charmosa e de outros personagens femininos. Os veteranos deram todas as bebidas possíveis para os alunos ficarem bêbados. Quando perceberam que não estavam mais em si, os empurraram e levaram até o centro.
— , esse negócio vai ficar legal. Eu vou pegar o carro do e quando eles precisarem de ajuda, vou colocá-los no carro.
— Ta, eu vou levar as mochilas com as roupas dentro, porque alguém pode pegar algo deles.
— Ok, então eu vou lá - me deu um selinho e pegou a chave de . Peguei as roupa dos meninos e as coloquei na mochila e peguei mochila de .
— Ai, pra onde que eu vou agora hein? - Fiquei sem saber aonde ir, coçando minha cabeça – Ah, eu acho que vou em direção ao centro - Falei comigo mesma. Estava com quatro bolsas nas minhas costas, e não estava aguentando mais. Sentei no banco coloquei as quatro mochilas ao meu lado, e fiquei vendo a paisagem linda, com as árvores caindo ao chão, o vento gelado sobre meu rosto, que fazia meu nariz ficar vermelho, às nuvens cinzentas, mostrando que não irá demorar muito para haver um temporal, e isso me preocupava. Até que vi uma pessoa correndo desesperada, meio ofegante, e só com uma toalha da gata Marie, vindo em minha direção. Era .
— , - falava ofegante - eu não aguento mais ficar lá no centro... Vamos pra casa, acho que vai chover.
— Ta, tudo bem, mas porque você está correndo desse jeito? - perguntei sem entender nada.
— É porque eu mijei no carro da patrulha de polícia e eles me viram. Estavam me perseguindo, só que desviei do caminho deles e fui para uma ruazinha que não sabia aonde dava e cheguei aqui - Ele falava com a mão no peito, tentando se acalmar.
— Ai meu Deus, você é louco - Disse entre risos - Ok, vamos.
Na mesma hora, o céu caiu sobre nossas cabeças.
— Vamos, - disse me abraçando e me levando a um galpão abandonado. Chegando ao lugar, dei a mochila com suas roupas para ele. Ele se trocou num lugar bem longe de mim.
— E ai conseguiu quanto do trote? - Perguntei com o queixo em meus joelhos dobrados.
— Ah sei lá, umas 30 libras - Ele disse meio desapontado.
— Ah tudo bem, você conseguiu alguma coisa pelo menos, né?! - Disse mexendo em seus cabelos e sorrindo pra ele.
— Você sempre faz eu me sentir bem - Ele disse olhando pra mim com ternura.
— Ah que isso , você que me deixa mais feliz sempre, só sua presença já me faz sentir melhor. E sua voz me acalenta - Olhei no fundo dos olhos dele que me hipnotizavam.
— Ah, assim eu fico com vergonha - Ele escondeu o rosto e eu comecei a rir - Acho que já da pra sair, ta chovendo menos.
Saímos e olhamos pra cima, vendo a chuva ainda caindo, mas um pouco mais fina. Saímos abraçados, chutando com os pés a água que estava na poça em direção ao outro.
— Bom, estamos aqui né?!
Paramos em frente à casa dos meninos, e chegou mais perto de mim e cantou.
Então ele se aproximou de mim, a tal ponto que podia sentir nossos narizes molhados tocarem um no outro e sua respiração dele.
“O que está acontecendo comigo?” Perguntei a mim mesma em pensamentos.
Capítulo IX
Someone told me long ago
There's a calm before the storm
I know, it's been comin' for some time
When it's over, so they say
It will rain a sunny day
I know, shinin' down like water
I'll be there for you
(Have you ever seen the rain? – Creedence Clearwater Revival)
Então nos abraçamos carinhosamente e, na mesma hora, veio outra tempestade. Um carro parou em nossa frente e abaixou o vidro.
— – era apenas com – Eu te procurei em todos os lugares.
— Ai desculpa , é que eu não sabia pra onde ir. Então me sentei em um banquinho perto do centro da cidade e encontrei correndo que nem um desesperado, ai caiu aquele temporal em nossas cabeças, e só agora chegamos aqui – disse abaixada olhando pela janela, colocando meu cabelo atrás da orelha, já que estava na frente do rosto.
— Cara, cadê e ? – disse coçando a cabeça, com expressão de quem não estava entendendo nada. abriu a porta pra gente entrar no carro, e se sentaram no banco de trás enquanto eu estava no carona com ao meu lado, dirigindo.
— , você já ligou para o celular de algum dos dois?
— Sim, ligamos, mas está desligado – disse virando-se rapidamente para mim e depois continuou olhando para frente.
— O que esta acontecendo com ? - perguntou preocupado.
— Ah nem liga , é crise de identidade.
Todos nós rimos.
— Mas falando sério, o que está acontecendo com ? - perguntou olhando a paisagem pela janela. Eu e olhamos um para o outro.
— É. Ah, sei lá, ela não é normal não – disse olhando pra , para que ele confirmasse a história.
— Pois é isso mesmo. Mas vamos buscar e lá na universidade, elas devem estar preocupadas - disse tentando desconversar.
À caminho da universidade, fomos ouvindo U2 no último volume e cantando que nem uns loucos numa altura que qualquer pessoa na rua que passasse iria nos escutar. Chegamos à universidade, e todos olhavam para o nosso carro, que estava tremendo de tão alto o som, avistamos e Bia sujas de carvão, e parou o carro ao lado delas.
— Querem ajuda? - disse abaixando o vidro do carro e abrindo a porta de trás para elas.
— Ai, gente olha que nojo que eu estou - disse com cara de nojo.
— Ah, mas continua linda do mesmo jeito - disse dando um selinho nela e Bia fez uma cara fofa.
— Ownn ti bunitinho - fez uma cara muito engraçada apertando as bochechas de , que mostrou o dedo do meio pra ele.
— , não vai falar com sua namorada , não? - riu e eu só vi ficar mais vermelha que um camarão.
— Oi – foi um oi meio sem sal.
— Oi – ela deu um risinho meia boca.
— Ah, esse não é o casal daquele beijo de quando estávamos vendo o filme – disse dando ênfase.
— , chega – disse
tentando encerrar o assunto – Ai gente, o nosso trote foi horrível.
Enquanto
e estavam explicando à todos o trote delas, estava zanzando nas ruas de Oxford.
— GENTE! Me esqueci, meu pai vai vir hoje trazer o carro. Presente de formatura –
riu que nem uma criança quando ganha doce.
— É mesmo , você disse. Mas , pra onde você está levando a gente? Eu não tenho a mínima idéia de onde estamos.
— É que eu estou procurando e , eles sumiram - disse procurando vários caminhos e com uma feição de perdido.
— , você sabe pra onde está indo, né? - perguntou preocupado.
— É, ham... Bom... não! - deu um sorrisinho torto, parando o carro.
— Peraí gente, nós estamos no meio do nada - abri a porta, saí do carro e avistei, simplesmente, nada na nossa frente. Era um pasto enorme que não dava para ver o fim, não tinha nada, absolutamente nada, por perto, logo depois todos haviam saído do carro.
— Vou ligar pro meu pai - pegou o celular dela e discou - NÃÃÃÃÃÃÃO! Está dando fora de área. Ta, agora bateu o medo - começou a abraçar o .
— Merda , porque você trouxe a gente pra cá? Nós nos perdemos por causa da vadia da .
— E do também - falou olhando para , que após o comentário ficou quieta.
— Ta gente, vamos entrar no carro e procurar alguma alma vivente existente nesse lugar - disse entrando no carro.
— É, borá - disse olhando o nada que estava a frente dele e depois entrou no carro.
Ficamos uma meia hora quietos, e isso já estava me agoniando. Não tinha nada à nossa vista e isso também me agoniava. Até que o caminho estava com muitas árvores e lembrava uma floresta, uma floresta de filme de terror.
— Gente, eu estou com medo daqui - disse toda encolhidinha nos braços de .
— E se aqui for o último lugar que existe no mundo? - disse com a voz trêmula de medo e a abraçou.
— e
, parem com isso! Não vai acontecer nada, vamos ver no que dá - continuou dirigindo, até que ouvimos um som estranho, que nunca tínhamos escutado antes.
— Que barulho é esse? – perguntei com minha voz trêmula de medo.
Capítulo X
Don’t worry about a thing,
‘Cause every little thing gonna be all right,
Singin: Don’t worry about a thing,
‘Cause every little thing gonna be all right!
(Eveythings Gonna be Alright – Bob Marley)
Eu só ouvia rindo e as meninas com o mesmo medo que eu; e apenas confortando-as, mas na verdade acho que eles também estavam com medo.
- , porque você esta rindo? - perguntou sem entender.
- Hey, dude. Eu que fiz esse som - riu enquanto estava olhando a sua frente e dirigindo.
- Ai que ridículo – olhou querendo matá-lo.
Já estava escurecendo e nada de achar uma saída, ao contrário, parecia que estávamos mais perdidos, a floresta estava ficando cada vez mais escura e parecia que estávamos subindo uma colina.
- Galera, já está escurecendo, é melhor a gente ficar aqui – observou o céu e viu que já havia estrelas.
Descendo do carro, avistamos uma caverna abandonada e entramos já que tínhamos que procurar algum lugar pra dormir, era uma caverna grande e não muito escura – se ficássemos em sua entrada – mas se quiséssemos nos aventurar e ir mais adiante iríamos ter que acender alguma vela ou isqueiro.
- Vamos ficar por aqui mesmo, lá pra dentro deve ter algumas coisas não muito agradáveis - disse olhando toda a caverna pra ver se tinha algo de errado.
- Aham, vamos sim. Dudes, venham comigo procurar lenha e vamos trazer algumas coisas que estão no carro – disse saindo da caverna junto com e .
- Amiga, será que aqui tem serpentes? – perguntou se aproximando de .
- Ah não , não deve ter não. E nem pense nisso porque me dá calafrios – disse com cara de medo.
Eu estava tentando ficar calma, mas estava difícil porque a gente não sabia o que havia nessa caverna. Alguns minutos depois, que foram bem longos para a gente, os meninos voltaram com lenhas, isqueiros, algumas blusas de frio que havia no carro e o violão que eles sempre levavam no porta-malas. Eles acenderam a lenha com o isqueiro e todos nós chegamos mais perto do fogo para nos aquecermos. Colocamos algumas roupas de frio dos meninos, que ficavam umas vinte vezes maiores no nosso corpo.
- Ai, será que aqui não tem um hotel não? – disse sorrindo, provavelmente imaginando como seria diferente se estivéssemos em um hotel cinco estrelas.
- Claro que não, . E se tivesse, com certeza seria horrível, comida ruim, tudo ruim e cheio de mosquitos picando a gente – fez cara de nojo.
- Ah sei lá gente, se fôssemos um pouquinho mais pra cima da colina poderíamos achar – disse olhando o fogo.
- Eu acho que não tem nada mesmo aqui, – disse olhando pra mim e eu fiz uma cara meio triste, que ele logo me abraçou e me beijou o rosto com aqueles lábios frios pelo tempo.
Nessa hora, pegou o violão e, com uma cara de paisagem olhando pra cima, começou a tocar o violão.
Capítulo XI
Nada do que foi será
de novo do jeito que já foi um dia,
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas,
como um mar,
num indo e vindo infinito
Tudo o que se vê não é
igual ao que a gente
viu há um segundo,
Tudo muda o tempo todo
no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
(Como uma onda no mar – Lulu Santos)
Cheguei perto dele.
- Pode falar.
Então ele veio perto de mim, me puxou pela cintura e me beijou calorosamente, senti aqueles lábios quentes e macios junto aos meus e
passei a mão em seu cabelo, estava sentindo uma sensação única, impossível de descrever, a melhor sensação que já senti em toda a minha
vida. Não conseguimos nos controlar, quando vimos já estávamos escorados na mesa do professor dando o beijo mais quente e verdadeiro que
já dei. Então ele se afastou de mim.
- Eu não consigo ficar um segundo sem pensar em você, você está por toda a parte - ele disse olhando profundamente em meus olhos com
nossos rostos ainda colados, o abracei.
- Você faz minha vida valer a pena, - olhei fixo nos olhos dele - Mas vamos embora agora, porque alguém pode perceber - disse
pegando minha bolsa.
- Então tá, a gente se vê depois - ele me deu um selinho.
Então cada um foi para um lado, fiquei o intervalo inteiro com as meninas e fazendo novos amigos na universidade.
- O que você estava fazendo lá na sala, hein ? -
perguntou desconfiada.
- Nada que te interesse - dei a língua pra ela.
O intervalo tinha acabado e voltamos para a sala, e lá eu não sabia fazer outra coisa sem ser olhar para e ele fez o mesmo comigo.
Até o final da aula a gente não prestava atenção na aula e sim um no outro. Acabou a aula e todos haviam saído.
- , eu quero te mostrar um negócio - ele me puxou pelo braço e tampou meus olhos com suas mãos, quando ele as tirou dos meus olhos,
eu vi uma paisagem linda, uma das mais lindas que já vi na minha vida, era um lugar maravilhoso, tinha um lago com vários passáros em
volta, e várias árvores, era perfeito.
- Vou te mostrar a música que eu fiz pra você.
Naquela hora, enquanto eu ouvia cantar, veio uma lágrima em meus olhos e me senti nas nuvens, minha mão tremia e eu só sabia
olhar pra ele e mais nada. A paisagem mais linda não era nada perto dele.
Então nos beijamos mais calorosamente e apaixonadamente do que antes.
- , você é minha vida - ele disse chorando e eu limpei os olhos dele, o abracei e o beijei novamente; e ficamos assim por
um bom tempo.
Algumas horas depois percebemos que estava bem tarde e ele me levou pra casa, apenas nos abraçamos porque alguém poderia ver nós dois se
beijando. Entrei em casa e estava com uma cara de "eu sei o que você fez depois da aula".
- E ai , seu pai trouxe o carro né? - disse tentando não focar no olhar de .
- Sim, sim. Ah é, seu pai ligou e disse que vai ligar de novo.
Na mesma hora que disse, o telefone tocou.
- Alô, mãe? Aham. O quê? Lógico, claro que vou! Beijos, Tchau.
Após desligar o telefone, fiquei pensando comigo mesma.
- Eu não acredito que está acontecendo isso.
- O que houve? - perguntou meio assustada.
- Nada, eu vou dormir.
Subi, mas na verdade eu não estava indo dormir e sim arrumar minhas malas. Isso, malas, eu tinha que ir embora urgente naquela
madrugada.
3hs da manhã, todas estavam dormindo, desci e deixei um recado no criado-mudo dizendo:
Amigas, amo muito vocês, mas eu tenho que ir embora, aconteceu algo muito estranho com meu pai e tenho que vê-lo, eles se mudaram
então não adianta ir para Portsmouth, eu não vou estar lá, ok?!
Amo vocês e manda um beijo pros dudes.
Assinado: .
Saí e fui direto para o aeroporto pegar o primeiro avião para meu destino.
Só meu pai para me tirar em um dos melhores momentos da minha vida, onde estava numa universidade de conceito e tinha achado a pessoa
que me completava. Quando eu ouvi o aviso que meu avião já estava preparado para ir, olhei pra trás e vi o quanto tinha mudado a minha
vida só nesse pouquinho tempo.
- Nossa, eu fico impressionada com a velocidade em que tudo mudou, meu namoro com Érick, depois meu noivado com ele, meu rolo com ,
e agora ... Sem falar na confusão das minhas amigas. Será que eu vou voltar aqui? E as meninas, os meninos e o ?
Após esse meu pensamento, entrei no portão de embarque, sem demora para ir ao meu próximo destino.
N/A: Aperte 1 se quiser me matar, dois se quer me xingar, 3 se quer matar minha mãe, 4 se quer xingar minha mãe e
5 se quiser fazer todas essas coisas acima. Bom é isso ai gente acabou a fic assim, e como sempre com suspense. Quero agradecer
infinitamente a todas que leram minha fic desde o ínicio e outras que começaram a ler a pouco tempo, muito muito muito obrigada, fico
imensamente grata a todas. A minha beta mais que querida
Lomah Rocha que sempre me ajudou, me comunicou quando acontecia algo errado,
muito muito muito obrigada Lomah você é uma fofa (fics dela
Talvez,
Talvez II e
Indietro). Antes de continuar os agradecimentos quero
dizer que estou
fazendo a N/A ao som de
Universo Paralelo de Scracho, que amo muito. Agradeço também as minhas amigas, Carol,
autora de Romance Ideal e
Mudanças, ah é, eu e a Carol estamos fazendo uma fic breve, breve vai
entrar nas att's o nome é Reality Show, amiga te amo muitãozão. A Tay minha amiga que amo muito também estamos escrevendo uma fic, por
enquanto só tem um capítulo KKK' mas vai ser bem engraçada e dramática fics da Tay,
SAD e
The Way You Make Me Feel, que foi inspirada em
mim *--*. Ah é, outra interrupção pra falar estou ouvindo agora
Morena também de Scracho atórooooooooon *--* . Bom tem algumas coisas que
vocês querem descobrir como : Pra onde eu vou viajar na fic E.C ? O que houve com meu pai ? Será que vou ficar com meu Guy? Será que
vou ficar com o Guy da minha amiga? Será que vai ter briga entre eu e minha amiga ? Bom isso vocês só vão descobrir em Everything
Changes II, mas ela não vai entrar agora, vai demorar mui[...]ito antes dela vai ter outras fics minhas que estou escrevendo com minhas
amigas. Bom agradeço muito a todas e espero que vocês continuem lendo na FFADD e quando sair E.C II vocês possam ler também. Ah é gente
passei pra 2ª fase da UERJ quero fazer jornalismo lá *---* torçam por mim nessa fase final. Leiam minhas outras shortfics
Amor mi Mosse
e Sk8ter Girl.
Beijos a todas nessa ultima N/A.
Vou sentir saudades.
Bye.
N/B: Oi gente bonita e cheirosa, rs.
Pra quem não em conhece, sou a Lomah, beta-reader dessa fic, lembra? Não? Não tem problema...
Vou falar que eu apertei 5 umas quinhentas vezes, tomara que a Luuh tenha sofrido muito por nos ter feito sofrer esse tanto com essa
ansiedade pelas próximas atualizações e tal, principalmente com esse último capítulo! Ela quer nos fazer morrer de tensão!
Well, mas hipertensões à parte, fico até emocionada, essa foi minha primeira fic como beta no site *-* a Luuh foi minha primeira autora,
olha que emoçãaao, kkkkkk. Mui[...]iito emocionante, como diz ela.
Eu espero ansiosa junto com vocês por E.C.II, que promete revelar muitas (quando digo muitas, é tipo MUITAS) coisas!
Beijos nos átomos,
mmwah,
Loma.