Capítulo 1; give me one good reason
Sabe aquele cara que você conheceu e sabia que um dia ficariam juntos? Então, eu o conheci há aproximadamente dois anos. Só não sabia que demoraria tanto para ficarmos juntos. A história? Eu contarei para vocês em seguida.
A nossa história, ou enrolação, como quiser chamar começou no natal, há alguns anos, na casa da minha melhor amiga.
Ela é de uma daquelas famílias típicas londrinas, onde a família toda se reúne para uma bela ceia natalina e são muito conservadores; diferente da minha, onde meus pais assistem televisão com os pés na mesa de centro feita por aqueles pobres asiáticos que ganham menos de dois dólares por dia e não ligam para nada do que eu faço, apenas meus malditos estudos. A mãe dela sempre diz que é uma pena meus pais não participarem desta comemoração tão... tão... bom, não lembro o que ela sempre diz, mas ela sempre diz, e por isso me “adotou” nos natais.
Eu cheguei na casa dela por volta das cinco da tarde.
- ? – Chamei quando passei pela porta de madeira. A casa estava toda decorada para o natal, Deus, como amava aquela pequena casa de Chelsea.
- Aqui ! – Ela gritou da cozinha, o cheiro dos biscoitos da mãe de espalhava-se pela casa rapidamente. Deixei minha mala na porta e fui cumprimentá-la. – Minha melhor amiga que me abandona! – Me abraçou fortemente; ela estava com um avental sujo, ajudando sua mãe a acabar os doces.
- Não abandono não. – Sorri e fui cumprimentar a mãe dela. – Só fiquei ocupada com o colégio, você entende, certo? – Ela concordou tirando o avental, nós éramos melhores amigas desde... desde sempre, mas não estudávamos juntas, ela estudava em um colégio público perto da casa dela e eu em um particular, o “melhor do país”, dizia minha mãe.
- Mãe, vou lá com a , ok? – Deu um beijo na bochecha da “tia” e fomos para o quarto dela com minha mala. – Meu primo vem no natal este ano! – sorriu jogando-se na cama.
- Qual deles? – Que eu me lembrasse, ela tinha apenas dois primos da nossa idade, os únicos que ela conversava e faziam diferença na vida dela; o famoso nerd dos óculos fundo de garrafa, que infelizmente vinha todo ano para o natal em família na casa dela e o “rebel rockstar”, eles eram muito próximos quando menores, mas acabaram distanciando-se pelas famílias.
– O . – Sim, o “rebel rockstar” como o pai dela chamava. - Você vai ter que ficar com ele durante a missa. – Não, eu não ia à missa; teria que receber o tão esperado primo de , não que eu realmente fizesse questão de ir assistir um padre rezar, eu fora poucas vezes à uma igreja em minha vida, no ano passado com a nesta mesma data e na primeira comunhão da mesma.
- Como ele está? – Perguntei graciosamente enquanto prendia meus cabelos.
- Ah, ele está ótimo. A banda dele começou a fazer shows e pelo que ouvi ele aumentou a tatuagem.
- Ah sim... – Joguei-me na cama ao lado de . – Ele faz o que na banda?
- Sabia que eu não sei? – Ela gargalhou e eu olhei para ela com uma cara assustada, como assim ela não sabia o que o primo dela tocava na banda? Ficamos ali conversando sobre ele, sobre coisas inúteis que vinham em nossas cabeças, até que ela foi tomar o banho para ir à missa.
- , o vai chegar em uns 20 minutos, receba-o e depois vá tomar um banho para estar pronta para a ceia. – A mãe de minha amiga avisou despendindo-se de mim com um beijo na bochecha.
- Você acha segurou deixar aquele garoto com ela? – Ouvi o pai de indagar à sua esposa, enquanto iam para o carro; ele era conservador demais, gosh.
- Ele é seu sobrinho, e ela não é tão pura quanto parece. – Ela respondeu; fiquei lisonjeada pelo “não tão pura quanto parece”; o que isso queria dizer? – Ela sabe se cuidar. – A mulher disse por fim entrando no carro.
- Se ficar desesperada, manda uma mensagem. – riu da cara que eu fiz ao ouvir o que a mãe dela dissera.
- Não tão pura quanto pareço, ela me chamou de puta? – Perguntei e minha amiga riu negando e entrando no carro. Tranquei a porta e fui ao quarto da minha amiga. “O garoto chega em 20 minutos, dá para tomar um banho neste tempo.” Eu pensava enquanto fechava a porta e tirava minha blusa. Quando tirei toda minha roupa, separei minhas toalhas no banheiro dela e liguei o chuveiro. Enquanto a água esquentava, liguei o rádio e depois entrei embaixo da água. Acho que perdi a noção de tempo quando estava no banho, pois alguém tocava a campainha. – JÁ VAI! – Gritei enxaguando rápido o cabelo e me enrolando na toalha; a campainha tocou de novo. – JÁ VAI, DROGA! – Graças a Deus meu cabelo era liso e não ficava uma bosta após o banho. – Cadê as malditas chaves? – Murmurei. Achei-as e abri a porta, estranhei ao ver um garoto loiro em minha frente. – Você é o ? – Franzi minha testa.
- Sim e você deve ser a . – Dei espaço para ele entrar e concordei. – Bela primeira impressão. – Ele comentou olhando-me de cima a baixo com um sorriso malicioso, eu apenas rolei os olhos, tranquei a porta e voltei ao quarto de . Não sei para onde ele fora, pois fechei a porta e fui me trocar. Ele realmente não era o que eu imaginava, realmente não. Um garoto loiro, de olhos azuis, que mais parecia de uma boyband do que um “rebel rockstar”; é os pais de eram conservadores demais para o meu gosto. Sequei meu cabelo, coloquei uma calça jeans escura justa, uma blusinha branca colada e minhas botas pretas de salto agulha, fazia minha maquiagem quando a porta foi aberta. Olhei e lá estava, o “rebel boybander”. Ri de meus pensamentos.
- Não tem o costume de bater na porta, não? – Passava o lápis em meu olho.
- Nops. – Deu de ombros e se jogou na cama da prima.
- Não respeita a privacidade dos outros? – Ele rolou os olhos e ligou a televisão.
- Não a de garotas com belos atributos. – Agora era galinha também? Uma galinha “rebel boybander”, só de fosse. – Passando maquiagem para que? – “Para que se usa maquiagem?” Pensei, mas respondi apenas porque eu gostava. – Não imaginava você assim. – “E eu te imaginava assim, fofo?” Não respondi, mas ele continuou falando. – Uma patricinha de Kingston, imaginava no mínimo uma loira peituda com mini saia e um top rosa.
- Agradeço pelo “sem peito” indireto que você me disse.
- Imagina, às ordens. – Eu não fui com a cara dele, realmente não.
- Você também não era o que vinha em mente ao pensar em “rebel rockstar”, um boybander loiro não é muito uma imagem de rebel, nem de rockstar. – Passei meu gloss labial e coloquei minhas argolas.
- Nunca me classifiquei como “rebel rockstar”, meu tio deve ter dito isso a você. – Droga, ponto para o boybander.
- Nem eu como patricinha. – Virei-me para ele e reparei em sua roupa, o boybander vestia uma jeans larga o suficiente para mostrar suas boxers, um vans branco, uma camiseta preta e um casaco verde de exército por cima.
- Mas não negou quando eu te chamei de. – Sorriu marotamente ao me ver rolando os olhos, apesar de bonito o garoto era um chato.
- O que você toca, boybander? – Perguntei enquanto ia até minha mala para pegar meu iPod, vi que ele acompanhava-me com os olhos.
- . – Deu de ombros. – Não vou nem perguntar se você toca alguma coisa, patricinha. – Eu particularmente acho que ele presume muito as coisas, e que que tem que eu moro em Kingston, é minha culpa? Sentei em uma poltrona perto da cama.
- Acho que seu tio que disse o quanto patricinha eu sou, certo? – Ele se espantou com a resposta, não era o que ele esperava. Ponto para mim! Pisquei para ele.
- Mas então me diga, não-tão-patricinha-quanto-eu-achei-que-era, você toca algum instrumento? – Disse após algum tempo de silêncio, eu que estava tão entretida em achar uma música em meu mp3 o encarei naqueles penetrantes olhos.
- Yep. – Voltei minha atenção ao meu iPod.
- Qual? – Perguntou; gosh, porque ele não simplesmente parava de falar?
- Bateria.
- Ah, entendi tudo então. – Como ele era chato, mirei-o novamente. – Você é a “rebel rockstar” e eu sou o boybander. – Eu ri, até que fazia sentido; não que eu realmente fosse rebelde ou rockstar, mas se pensar bem, minha mãe pensava que eu era, dizia que eu só comecei a tocar bateria para deixá-la irritada, que meus piercings e tatuagens eram apenas mais uma fase de tentar enlouquecê-la e bem, era mesmo um boybander.
- Posso ver sua tatuagem? – Pedi quando o silêncio apoderou-se de nós; ele me mostrou. Era diferente, eu particularmente nunca faria uma nem parecida, mas fazia o estilo do garoto. – Irada. – Comentei.
- E aí rebel, tem alguma? Não direi mais que você não tem, você me surpreendeu da ultima vez. – Eu gargalhei.
- Tenho sim, algumas na realidade. – Prendi meus cabelos e vi que o garoto não tirava os olhos de mim, surpreendentemente corei. Estranhei essa reação de meu corpo, mas ignorei.
- Olha! E a rebel tem piercings também! – Zoou apontando para minha orelha.
- O que é uma rebel sem piercings e tatuagens? – Entrei na brincadeira do boybander.
- Posso ver? – Eu concordei e cheguei perto do garoto, mostrei minha tatuagem de estrela perto da orelha, minhas duas estrelinhas no pé, uma no pulso. – Nossa, você gosta de estrelas, hein? – Dei língua e ele pôde ver meu piercing favorito, minha mãe estressou no dia em que cheguei com ele, adorei aquela reação dela. Mostrei a meus quatro piercings na orelha direita e meus dois na esquerda, além da minha argolinha no nariz, que ele já havia visto, pelo menos eu espero que ele tivesse visto. De repente levantei, ele estranhou.
- Me ajuda aqui. – Tirei meu cabelo das costas, ele arregalou os olhos. – Ou você não quer ver a outra tatuagem? – Ele pareceu compreender, “Gosh, gente estranha.” Pensei. Ele aproximou-se lentamente e pousou suas mãos em minha cintura. Sentiu um arrepio estranho percorrer meu corpo. – Levanta a blusa que você vê! – Ele fez isso, mas muito lentamente, acariciando minhas costas; achei que teria um piripaque naquele mesmo instante, porque ele fazia isso? E porque eu estava assim?
- Nossa! – Ele exclamou ao ver minha tatuagem. – Linda! Sempre quis fazer um dragão no meu braço! – O garoto aproximava-se cada vez mais, eu queria virar e agarrá-lo na mesma hora, mas me controlei e apenas me distanciei um pouco.
- E então boybander, porque esta é a primeira vez que eu te vejo aqui? – Perguntei tentando quebrar o clima instalado; joguei-me na poltrona em que estava antes.
- Não curto muito o natal. – Deu de ombros e jogou-se na cama novamente. – Acho uma comemoração inútil. – Minha mãe iria adotá-lo no mesmo instante se ouvisse isso. – E o que a patricinha de Beverly Hills faz aqui junto com os plebeus? – Porque aquele garoto era tão irritante? Gostoso, confesso. Mas completamente irritante. Rolei os olhos antes de responder.
- Minha família é que nem você, sabe? Meus pais devem estar agora comendo caviar e tomando champanhe e vendo para qual internato vão me mandar ano que vem. – Dei de ombros, odiava falar de meus pais, não éramos como uma família, ou melhor, eu não fazia parte da família; era somente a patricinha mimada e rebelde que torrava o dinheiro deles. Peguei meu iPod, tirei minhas botas e coloquei meus pés na cama.
Take this pink ribbon off my eyes
I'm Exposed
And it's no big surprise
Don't you think I know
Exactly where I stand
This world is forcing me
To hold your hand
Ele puxou a poltrona onde eu estava sentada, pegou meu fone e ficou ouvindo a música.
'Cause I'm just a girl, little ol' me
Don't let me out of your sight
I'm just a girl, all pretty and petite
So don't let me have any rights
Oh... I've had it up to here!
- Muito presunçosa essa música. – O boybander falou obviamente zoando com a minha cara.
The moment that I step outside
So many reasons
For me to run and hide
I can't do the little things
I hold so dear
'Cause it's all those little things
That I fear
'Cause I'm just a girl,
I'd rather not be
'Cause they won't let me drive
Late at night
I'm just a girl,
Guess I'm some kind of freak
'Cause they all sit and stare
With their eyes
I'm just a girl,
Take a good look at me
Just your typical prototype
Oh... I've had it up to here!
Oh... Am I making myself clear?
Ele ria da letra da música, ou melhor, gargalhava; desde quando No Doubt é para se rir?
- Do que você está rindo, boybander? – O encarei.
- Acho que essa música foi feita pra você. The rebel beverly hills girl.
- Sabe, eu acho que você me irrita. - Não, eu não sou estressada nem estava de TPM, é só que ele me fazia sentir estranha e eu não gosto de mudanças, realmente não.
- Mas pelo menos você curte Gwen Stefani.
- Não apenas “curto”, eu a admiro. – O infeliz rolou os olhos, porque ele pode me encher e quando eu falo alguma coisa ele rola os olhos? – Ela é ousada, mas não é puta; ela tem seu próprio estilo e fabrica suas próprias roupas; a voz dela é maravilhosa e... – O boybander maldito mexia as mãos fingindo que falavam, depois vocês perguntam porque eu tinha raiva dele, não está claro? – Olha aqui ... – Eu comecei a falar, mas a campainha tocou. – Salvo pelo gongo. - Coloquei minhas botas agressivamente e fui até a porta. e seus pais haviam chegado com mais uns 20 parentes; cumprimentei todos e fomos nos sentar.
A ceia foi calma; como todo ano, os “jovens” sentavam em uma mesa e os adultos em outra, ou seja, , eu, e o nerd sentamos juntos. Quando acabou, e eu lavamos a louça e ficamos conversando na rua um certo tempo, como previsível, eu reclamei do “rebel rockstar” e falei de minha teoria de que ele era um boybander; ele veio me encher pouco tempo depois.
- A riquinha teve que lavar louça. – Ele cantava. – Juntou-se aos plebeus definitivamente?
- , pára. – Minha amiga o repreendeu.
- Não , deixa ele. – Dei de ombros. – Ele não me conhece o suficiente para me taxar de riquinha. – Ok, ok... Não precisava me conhecer muito para saber disso, mas o garoto estava me tirando do sério.
- ! – Ouvimos a mãe dela chamá-la.
- Gente, já volto. Não se matem. – Piscou para mim e entrou em casa.
- Não enche o saco, . – Levantei e fui para a parede mais próxima da garagem, encostei-me lá antes mesmo que ele tivesse qualquer reação.
- Você sabe né? – O boybander aproximava-se fitando-me nos olhos.
- Eu sei o que? – Perguntei seca.
- O porque você não me suporta. – Ele estava muito perto, apesar de querer agarrá-lo ali mesmo, não queria mais aproximação.
- Sei, porque você me irrita.
- Não...
- Não? Então me dê um bom motivo. – Prendeu-me com uma mão de cada lado ao meu corpo.
– Você... – Passou o nariz em minha bochecha, fechei minhas mãos, nervosa. –...me...- Colocou sua boca diante da minha. -...quer...- As bocas abriram antes mesmo de se encostarem, mas ouvimos nos chamando. – Porra. – Ele falou fechando os olhos e jogando a cabeça para a frente.
- Já estamos indo, . – Desvencilhei-me dos braços de e fui até minha amiga.
O final da noite foi normal, trocamos presentes, conversamos, ouvimos músicas e fomos dormir. No dia seguinte meu motorista e segurança vieram buscar-me antes mesmo de acordar. Despedi-me de e da mãe dela e fui embora, talvez um pouco decepcionada por não falar com pela última vez, talvez aliviada.
Capítulo 2; was it a dream?
O tempo passou, ele pegou meu MSN com e nós, surpreendentemente, viramos grandes amigos. Mas o mais espantoso veio depois; algo aconteceu e eu comecei a gostar da criatura . era a única que sabia, mas muitas vezes esquecia, assim como quando me ligou naquele dia chuvoso de inverno.
- Nossa ! Babado novo na minha família! – Eu fiquei toda feliz, é sempre bom um pouco de fofoca em que você não está envolvida.
- Diga! – Até sentei na cama de tão entusiasmada que estava.
- O foi pego na cama com a namorada! – Abri minha boca em pânico, não sabia nem o que responder, fiquei chocada. Ele namorava aquela vadia há seis meses; quando o conheci ele já a namorava, sim, ele ia traí-la comigo, ou não, talvez apenas me provocar; maldito .
- Ah... – Deitei-me novamente fechando meus olhos para as inéditas lágrimas não saírem, não, eu nunca chorara antes por nenhum garoto.
- Mas não fala pra ninguém! Minha mãe falou que são poucas pessoas que sabem! – Pra quem eu iria contar ? Hein? HEIN? – Putz, esqueci que você gosta dele! – Ponto para você, querida.
- É... , vou desligar, ok? Eu... Eu... – Nem uma boa desculpa eu conseguia inventar. - Eu estou fazendo uma coisa. – Não queria conversar com ninguém, não agüentava.
- Ok, qualquer coisa liga. – Despediu-se com um pedido de desculpas e uma voz de remorso.
Fiquei ali na minha cama, de olhos fechados, por algumas horas, meu celular tocou cerca de quinze vezes e alguns amigos, preocupados, vieram em casa. Pedi para avisá-los que estava com algo contagioso, os grandes amigos fugiram antes mesmo de uma das criadas se desculpassem por mim.
Resolvi ligar o som e me isolar por mais algumas horas, enfiei minha cabeça embaixo do travesseiro e cobri-me por inteira, queria desaparecer.
If you feel so empty
So used up
So let down
If you feel so angry
So ripped off
So stepped on
You're not the only one
Refusing to back down
You're not the only one
So get up
Let's start a riot, a riot
Let's start a riot
Let's start a riot, a riot
Let's start a riot
Ouvi alguém bater na porta, achei que seria mais uma vez uma criada dizendo que um dos meus grandes amigos estavam querendo falar comigo, portanto não saí de meu “esconderijo”. A porta foi aberta algumas tentativas depois.
- ? – Arregalei os olhos; era ele, senhor -eu-gosto-de-complicar-sua-vida-, o que ele estava fazendo ali? Não respondi, era melhor que ele fosse embora.
If you feel so filthy
So dirty so fucked up
If you feel so walked on
So painful
lSo pissed off
You're not the only one
Refusing to go down
You're not the only one
So get up
Let's start a riot, a riot
Let's start a riot
Let's start a riot, a riot
Let's start a riot
- Amorzinho, o que aconteceu? – Ele perguntou fazendo carinho em mim através das cobertas. Ele me descobriu e viu que eu estava acordada, sentou-se no chão para poder ver-me de um ângulo melhor. – Você só ouve Three Days Grace quando você está triste ou brava, o que aconteceu?
- Nada. – Respondi e mudei de lado, olhando para a porta fechada.
- , pára com isso. Eu te liguei no mínimo umas dez vezes hoje, soube que seus amigos foram todos mandados embora e você nem falar comigo fala. – Foi até o outro lado e deitou-se ao meu lado. – Vou perguntar de outro jeito, aconteceu alguma coisa?
- Sim. – Eu não conseguia e nem queria mentir para ele; ele aconchegou-me em seu peito e beijou o topo de minha cabeça.
- Me conta? Você sabe que eu vou te ajudar até o último momento.
- Eu sei que sim.
- Foi um garoto? Porque se for, eu quebro a cara dele! – A música mudou e eu comecei a rir da minha desgraça: eu lá, desolada nos braços de por causa do mesmo, e ele me ajudando, dizendo que ia bater nele próprio, tá que ele não sabia que era ele mesmo, mas isso não vem ao caso.
- Foi. – Porque eu estava tão triste? Ele não gostava de mim, e amanhã mesmo eu iria a mais um encontro arranjado com os filhos mauricinhos de meus pais.
Every time we lie awake
After every hit we take
Every feeling that I get
But I haven't missed you yet
Every roommate kept awake
By every sigh and scream we make
All the feelings that I get
But I still don't miss you yet
Only when I stop to think about it
I hate everything about you!
Why do I love you?
I hate everything about you!
Why do I love you?
Antes de vocês se perguntarem, eu estava sim ouvindo o CD do Three Days Grace, é ótimo para fossa, pelos menos a minha.
- Quem é, amor? – Tá, e agora? Eu ia e contava para o garoto que eu estava assim por ele ou eu inventava um qualquer? O único problema era que ele conhecia-me mais que qualquer um, até que , não tinha como mentir para ele.
- Você não conhece. – Murmurei; sabe, não custa nada tentar.
Every time we lie awake
After every hit we take
Every feeling that I get
but I haven't miss you yet
Only when I stop to think about it...
I hate everything about you!
Why do I love you...?
I hate everything about you!
Why do I love you?
- , concorda que se eu não conhecesse, você não teria feito esse drama, “Mrs. Dramma Queen”? – Odeio ele, odeio, odeio e odeio! Deixa eu gostar de alguém que você não conhece, boybander. Ah, esqueci de falar que ele obrigou-me a parar de chamá-lo assim, os amigos de banda já estavam tirando uma com a cara dele.
- Tá , tá bom, você o conhece, feliz? – Levantei e fui direto para o banheiro. “Gosh, como eu estou simplesmente horrível.” Pensei ao olhar-me no espelho. Meu rímel havia borrado por inteiro, graças às lágrimas que não pude conter, me esperava na cama, pois sabia que assim era o melhor. Lavei meu rosto e voltei para o quarto.
- , por favor, me conta. Eu só quero te ajudar. – Veio até mim e abraçou-me, porque ele tinha que ser tão fofo? Afastamo-nos e ele limpou meu rosto.
- , eu estou falando... É melhor eu ficar quieta, sabe? – Abaixei meu rosto e deitei embaixo das cobertas novamente. Neste ponto da conversa, eu imaginava que ele já sabia que ele era o tal garoto, sabe, ninguém é tão lerdo assim. Ficamos nessa conversa desconversa por mais uns quinze minutos, até que eu não agüentei mais e soltei: - É VOCÊ! FELIZ AGORA? – Estava sentada na cama o encarando, chorava como uma menina da quinta série quando gosta de um garoto. Ele estava aparentemente assustado, talvez não esperasse esta resposta. Ok, prepare-se para o fim de sua amizade, .
- Amor, você acha mesmo que nós vamos ficar estranhos por isso? – “Como assim? Nós não vamos?”
- Er, não? – Passei a mão nos meus olhos.
- Lógico que não! Se mudarmos é para melhor, entende? Ficaremos mais próximos, no mínimo. – Aproximou-se de mim. – Você é a minha pequena, nem se você quiser você sai da minha vida. – Ai cara, você entende agora porque eu amo este garoto? Ok, ok, no começo ele era um porre, mas meu! Ninguém merece alguém assim, merece?
- , você é o mais fofo. – Sorri chamando-o para a cama.
- Eu sei. – Ele deu de ombros.
- Não seja convencido, . – Dei um pequeno empurrão em seu braço, reclamou, mas logo deitou comigo.
- Não sou, . – Dei língua e ajeitei-me em seu peito. – Antes, meu único defeito era ser convencido... – O encarei, o que ele estava falando? -...agora que sou modesto, sou perfeito.
- Cala a boca, boybander! – Bati em sua barriga.
- Você prometeu não me chamar mais assim, patricinha!
- Você também prometeu, tá? – Mordi o braço dele que estava em meu ombro.
- Mas você que começou! E pára com essa violência, menina! – Eu bati nele novamente, porém eu esqueci da arma secreta do meu querido amigo: as cócegas.
- Pára ! HAHAHA. PÁAARA! – Tentava de todo jeito sair dali, mas ele estava sentado em mim.
- Fala que eu sou lindo!
- Você é lindo, mas agora saaaaaai! – Mexia-me freneticamente.
- Hum... – Parou para pensar. – Fala agora que eu sou o mais gostoso! – Dude, o que era aquilo? Abusar de uma vítima indefesa?
- VOCÊ É O MAIS GOSTOSO! MAS SAI, PORRA! – O infeliz fofo gargalhava. Colocou uma mão de cada lado de meu travesseiro, eu mordi os lábios.
- , sabia que você é linda? – Ah meu santo Deus, pai de todos, ajudai-me neste momento tão difícil. Porque ele fazia isso? Será que ele sabia que quando ele o fazia, meu estômago revirava? Espero que não.
- Não , não sabia. – Virei meu rosto para a porta. – Mas vai, sai de cima porque daqui a pouco alguém chega e vê a gente assim, e você sabe que minha mãe não gosta de você. – É, ela não gostava dele. O motivo? Simples. Ele não era um dos mauricinhos filhos dos amigos de meus pais, aqueles formados em economia e que administrariam a super empresa dos pais quando estes morressem. Ao invés de ternos Armani, era básico, usava uma bermuda cinza, uma blusa listrada branca e azul e seus famosos Vans.
- Eu estou confortável aqui, sabe? – Encarava a minha boca, enquanto eu a dele. – E eu não ligo para a sua mãe. – Sussurrou beijando o meu pescoço.
- Não liga é? – Ouvimos uma voz vinda da porta, saltou para o chão. Minha adrenalina estava tão alta que não ouvi quando ela a abriu, acho que, pela reação de , ele também não. “Isso que dá ser uma galinha rebel boybander.”
- Olá senhora . – Falou formalmente.
- Olá, . Até que horas você vai ficar tentando a minha filha? – Perguntou seca e direta.
- Até a hora que eu quiser, ok mãe? – Respondi do mesmo jeito em que ela atacou .
- Apenas perguntei, vim aqui apenas para avisar que os Rose vêm hoje para o jantar e o Mark os acompanha, gostaria de saber se você faria companhia para ele. – Senhor e senhora Rose eram os principais acionistas da empresa de meus pais, eram donos da principal indústria de enlatados do mundo e seu filho Mark é o tal mauricinho com quem eu iria sair no dia seguinte.
- Não, mãe. Eu estou com visita. – Sorri falsamente para ela.
- Mas , se você quiser... – começou.
- Calado . – O interrompi, não queria ficar conversando sobre quantos cavalos tinha o Porshe novo do mauricinho. – Então, mamãe... – Enfatizei o “mamãe” -...não será hoje que farei companhia para Mark, vocês já me arranjaram um encontro com ele de todo jeito. Feche a porta quando sair. – A boca de abriu inconscientemente, mas a de minha mãe não, ela sabia o quanto eu odiava aquele garoto.
- Ok , só vim lhe perguntar. – Fechou a porta. Rolei os olhos com a falsidade de minha mãe, ela havia aprendido em seus anos na “alta sociedade” e utilizava o método desde então. Encarei e vi que ele aproximava-se de mim com um sorriso maroto.
- Nem pense, boybander! – Adverti nervosa, pois ele estava cada vez mais perto.
- Ou o que? – Deitou em cima de mim; eu apoiava-me em meus cotovelos e quase me desequilibrei com o peso do garoto, não que ele fosse gordo, mas eu também não sou!
- Ou eu conto para a senhora sua namorada que você anda deitando nas menininhas puras e inocentes.
- Pura e inocente? Não estou vendo nenhuma aqui não. – Ele começou a olhar para os lados rapidamente.
- Pára, idiota! – Dei um tapa em seu braço.
- Ok, pode falar, que aí eu explico para ela que eu tenho hormônios. – Sério, o que eu faço com a criatura ? Tenho mesmo que agüentar ele me tentando? Bom, acho que neste ponto minha mãe estava certa. Ponto para a velha rabugenta!
- Ah é, tá certo... Garotos bonitinhos também têm hormônios.
- E garotas bonitinhas mais ainda, mas pera aí! Bonitinhos? – Arregalou os olhos inconformado, ele ficava tão fofo assim e eu tão ridícula.
- É, bonitinho. – Pisquei para ele.
- Mas só bonitinho?
- Queria o que ?
- Bom, que você fosse honesta! Sabe, dizer que eu sou lindo, maravilhoso, gostoso... – Gente, depois ele diz que é modesto, eu mereço?
- Tá bom, criança... Tá bom. – Beijei sua bochecha e tentei sair de baixo dele, mas fui “impedida” por seu corpo que estava sendo prensado contra o meu. – , não fa-az isso! , assim dói! – Gemi meio que gritando. Alguém abriu a porta e nós dois olhamos. Quem visse de fora, não pensaria coisas boas com um casal deitado, um sobre o outro e uma garota que geme. Foi exatamente isso o que aconteceu.
- Hem, hem, estou interrompendo alguma coisa? – Sim, você está mauricinho. Era Mark, o filho dos donos da indústria de enlatados, o mauricinho mór; eu já disse que eu não gosto dele? Pois é, eu não gosto; além de ter um encontro arranjado com um cara cinco anos mais velho e mauricinho, ele atrapalha o meu momento “orgástico” com , mereço isso? Tá, isso foi totalmente patricinha falar orgástico, mas bom, eu estava gemendo, com ele fazendo, de certa forma, pressão em mim.
- O que você acha? – Perguntei irônica indo até o banheiro.
- Eu acho que você está muito saidinha para o meu gosto. – Cruzou os braços olhando de mim para .
- Que bom que você acha isso. – Prendi meus cabelos em um coque. – O que você acha de cancelarmos o encontro de amanhã? – Propus esperançosa.
- De jeito nenhum! Vou mudar seu jeito de pensar... – Veio atrás de mim. Pelo espelho pude ver o boybander fechar a cara, sorri com isso. – Tenho uma surpresa pra você, gata.
- Que legal! – Soquei o ar e fui até que assistia televisão, ajeitei-me entre suas pernas.
- Quem é este plebeu por quem você está me trocando? – O mauricinho perguntou; sério, o que eu fiz de errado nesta vida para merecer isto?
- Em primeiro lugar Mark, eu não estou te trocando porque para trocar alguém é preciso primeiro ter a pessoa... – Ele abriu a boca, mas continuei. -...e isto é algo que definitivamente não vai acontecer, darei a você uma bela noite com minhas doces palavras e esta noite não será hoje. – Pisquei para ele e deitei no peito de .
Mark saiu do quarto gentilmente, deixando uma cesta com um buquê de rosas, uma garrafa de champanhe e duas taças; o preço daquele conjunto daria para alimentar pelo menos uns três daqueles orfanatos de um dos bairros pobres. Mas não foi algo desagradável ou inapropriado, a bebida veio em uma hora que não podia ser mais perfeita. e eu brindamos por nossos queridos pais por nos colocarem no mundo, aos dele por dar tanta liberdade e aos meus por não ligarem para mim, homenageamos por nos apresentar e brindamos também, pela noite que teríamos pela frente. Se vocês pensam que algo aconteceu, estão errados. Eu posso ser “rebelde” e ele um garoto bonitinho com hormônios, mas ainda tínhamos alguma dignidade, ele por ser meu amigo e namorar, não que este último motivo contasse muito, e eu por saber que dar para ele naquele momento não seria muito bom, quer dizer, seria, mas eu tinha apenas 15 anos!
Acabamos adormecendo após acabar com a garrafa de champanhe. Acordamos com o celular de tocando; a vadia queria saber onde ele estava.
Capítulo 3; i’s my life
Aconteceu que o incidente dele dormir comigo não agradou muito à vadiazinha que mandou ele parar de falar comigo; podemos saber o que aconteceu, não? No mesmo dia, eu tinha um solteiro só para mim. O problema é que apesar de tê-lo solteiro, fui obrigada a me distanciar por um tempo, as aulas voltaram e fui para o internato.
O St. John’s era um internato feminino, cheio daquelas garotas riquinhas e mimadas, como eu, a única diferença era que eu odiava aquele lugar. Elas não pensavam em nada mais que casar com um daqueles tão odiados mauricinhos filhinhos de papai, que eram em maioria no St. Patrick’s; este era o internato masculino da senhora Beck. A senhora Beck é a líder das patricinhas que eu sou obrigada a conviver, é uma cinqüentona magrela e cumprida, vestida com aquelas roupinhas de secretária, um coque ao qual eu e Meggie, minha única amiga de verdade naquela bolha, achamos que é falso, sabe aqueles “prontos”? Então, esses mesmo. Mas continuando a descrição da carrasca; ela usa óculos Dior bem na ponta do enorme nariz que lhe foi dado por Deus; qualquer dia ela ainda os perde, os óculos, não o nariz. A carrasca até seria bonita, se não tivesse aquela pele enrugada, aquele nariz um tanto quanto grande e não usasse aquele batom vinho berrante.
Meggie e eu talvez sejamos as únicas naquela bolha que já tentaram se expressar e não fomos bem sucedidas; como presente, ganhamos uma suspensão ao usar uma simples camiseta de uma banda que nós gostamos: ‘Bad Religion’, a blusa não tinha nada demais, pelo menos para nós; apenas uma cruz com um “X” em cima. Para nós a suspensão veio em uma ótima hora, pois pudemos fugir para St. Patrick’s e encontrar os únicos garotos não-mauricinhos que conhecemos nos últimos jogos de verão. Obviamente acabamos ficando com eles, como todas as vezes que os encontramos; e nossa fama aumentou. Todas as patricinhas-que-querem-dar-para-os-mauricinhos e as que não querem nos idolatraram ainda mais, pois somos as únicas que tem capacidade, ou mentalidade, o suficiente para não ter medo da carrasca Beck e que conseguem fugir da bolha.
Acontece que o garoto não mauricinho, o que eu ficava, acabou chamando a minha atenção e me ajudando a esquecer ; graças a Deus.
As férias chegaram e eu e Teddy, o tal garoto, continuamos juntos; cada um foi para sua casa, ou melhor, ele foi para sua casa e eu para a de .
Depois de longas quatro horas de viagem, bati na porta da minha amiga. Foi muito agradável esperar o ninguém abrir a porta com aquele uniforme horrível da St. John’s, acho que fiquei lá plantada uns vinte minutos; ok, não é para tanto, mas eu esperei tempo demais para me deparar com o meu boybander favorito.
- PEQUENA! – Ele gritou e me abraçou. – MINHA PATRICINHA FAVORITA VOLTOU! – Dei um pequeno tapa nele.
- Que saudades de você! – Beijei estaladamente a bochecha dele. – A tá aí?
- Nossa, já jogando para escanteio, tá bom então. – Virou-se e começou a andar para dentro de casa.
- Ô MOÇO! PÁRA COM ISSO! – Abracei-o por trás, pela cintura. – Me ajuda a levar minha mala para o quarto da ? – Quando ele concordou, dei um beijinho nas costas dele. Foi fofo senti-lo arrepiar-se com meu toque. Andei até o quarto de minha amiga e encontrei-a ali, vendo televisão.
- AI MEU DEUS! VOCÊ VOLTOU! – Ela levantou-se e correu em minha direção, abraçando minha frágil pessoa.
- Eu estava com saudades! – Apertei-a, achei que ia quebrar ao meio, surpreendentemente não quebrei. – Quase seis meses sem comunicação me mata! – Ok, não eram exatamente seis meses sem nos falar, é que no internato em que eu estudo, não se tem muitos privilégios, você apenas os tem quando os merece; e segunda a senhora Beck, eu não mereço. “Você deve conquistar seus direitos, senhorita .” Talvez as únicas duas ligações que tive direito a fazer, foram “doadas” pelas calouras desesperadas para serem como eu e Meggie, com sede por atenção e perspicácia; não que nós realmente sejamos assim, nós apenas somos quem somos e nem a carrasca irá mudar isso. – Eu tenho tanta coisa para te contar! – Fiz uma voz de criança, a qual gerou risadas de .
- Quer contar agora? Ou esperar para a grande viagem? – Eu ri. Sim, nós íamos viajar. Eu iria com a família de para uma pequena casa nas montanhas, em um vilarejo onde os amigos dos pais dela também tinham casa. Dos rotulados jovens, iriam eu, , e o primo nerd de minha amiga.
- Só vou iniciar agora... – Fiz uma música de suspense. – Eu to namorando! – Ela abriu a boca, berrou e me abraçou.
- Como assim a minha namorando? A minha pequena --eu-não-nunca-gostei-de-nenhum-cara-só-o-primo-gato-e-gostoso-da-minha-melhor-amiga--estou-namorando-e-minha-melhor-amiga--está-completamente-chocada. – Eu gargalhei; como senti falta da minha amiga. – Mas e aí, me conta... Como vocês se conheceram?
- Ah... Lembra que eu te falei dos caras que eu e Meggie conhecemos? Nos jogos de verão? – Ela assentiu com a cabeça. – Então... É o Teddy!
- O do moicano?
- É! – bateu na porta com a minha mala.
- ! – Ele sorriu; nossa! Como eu amo aquele sorriso! - Sabia que nossa pequena está namorando? – contou para ele; talvez assim tenha sido melhor, contando com a nossa “história”.
- Er... Sério? – O sorriso dele desmanchou. – Parabéns! – Aproximou-se de mim, porque ele pareceu de repente tão triste?
- , você está bem? – Sussurrei quando ele apertou-me contra o corpo dele. Ele concordou e eu beijei de leve o pescoço dele. Senti-o arrepiar-se.
- ! Seu celular! – avisou. Corri para ver o que era.
“Saudades da minha princesa!”
Sorri ao ver a mensagem de Teddy; respondi.
- , porque você tá com essa roupa? – apontou para o uniforme da St. John’s.
- É porque ela é a nossa patricinha particular, esqueceu ? – me zoou.
- Exatamente! – Eles riram. – Vou tomar uma ducha, posso?
- Lógico, pega a toalha no banheiro dos meus pais. – Concordei e fui para o banho. “ está estranho; graças a Deus eu não gosto mais dele; não que tenha sido ruim... Mas é bom gostar de outro alguém.”
Após meu banho, conversas, risadas, mais reações estranhas de , os pais de chegarem e nós jantarmos, fomos para a tal casa nas montanhas.
No banco de trás fomos como sempre vamos para qualquer lugar: encostado em um porta, eu encostada nele e encostada em mim. O nerd já estaria lá quando chegássemos. e eu fomos ouvindo e cantando músicas no iPod gerando risadas de todo o carro. Nós sentamos para podermos cantar a próxima música.
Another Friday night, to get the feeling right
At the bar when he sees her coming over
Fingi um microfone.
What you gonna do, if she walks up to you
Tongue tied better get yourself together
Pound another drink, to give him time to think
What's your sign hey I think you know a friend of
mine
All the stupid lines, that he had ever heard
Wouldn't come to mind he couldn't say a word
Eu cantei animada, dançando.
Tonight tonight, he's gonna get it right
Even losers can get lucky sometimes
All the freaks go on a winning streak
In a perfect world, all the geeks get the girls
Cantamos juntas e quase gritando, todos no carro gargalhavam de nós.
Got her holding steady, forget her name already
Sweatin' hard not a smooth operator
She's got it going on, dancing to her favorite song
He's got the line is it your place or mine
She turns and walks away, where did he go wrong?
But waiting by the car, she says what took you so long
cantou e prolongou muito a última palavra.
Tonight tonight, he's gonna get it right
Even losers can get lucky sometimes
All the freaks go on a winning streak
In a perfect world, all the geeks get the girls
Como sempre, dividimos o famoso refrão.
The very next day, he guessed she ran away
The one and only in his bed so lonely
But she comes walking in, with coffee and a grin
Crazy as it seems, it wasn't just a dream
And all around the world, people shout it out
The geeks got the girls
Cantei e passei o microfone imaginário para finalizar.
Last night he finally got it right
Even losers can get lucky sometimes
All the freaks go on a winning streak
Shout it all around the world cause the geeks get the
Girls
- YEAH! – Eu e gritamos, nos abraçamos e começamos um pequeno escândalo. gargalhava de nós.
- Meninas, silêncio porque agora a estrada fica perigosa. – O pai de minha amiga avisou sério; foi bom vê-lo rindo enquanto cantávamos, talvez uma das únicas vezes que o vi rindo.
- Ok. – Nós duas concordamos e conversávamos baixinho até meu celular tocar novamente.
“Amor, onde você está? Liguei em casa e sua mãe falou que você nem passou por lá.”
Foi extremamente fofa a reação de , ele enrijeceu e coçou a cabeça. sorriu muito ao ver que meu namorado se importava comigo e apertou minhas bochechas, eu ri e respondi: “Estou indo viajar com minha amiga e a família dela! Onde você está?” Não pensem que eu fui má em não mencionar o nome de , mas poxa, além de ele ser da família de , Meggie um dia soltou sobre minha história com para Teddy quando estava bêbada, então digamos que ele não gosta de me ver perto dele.
“Estou em Aspen! Te amo muito, amor. Vou tomar um banho e depois a gente se fala, ok?”
- Awwn! – e eu suspiramos, naquele momento eu esqueci completamente de , estava como uma menina apaixonada.
- Vai dizer que ele não é o mais fofo? – Perguntei para minha amiga.
- Não. – murmurou; foi aí que eu percebi que realmente tinha algo errado no meu boybander favorito.
- SIM! – Minha amiga gritou ao mesmo tempo em que o primo dela, mas tampou a boca rapidamente ao lembrar que o pai dela pedira silêncio.
- Não fica com ciúmes, você ainda é o meu favorito. – Dei um pequeno beijo na testa dele e respondi para meu namorado. Nos posicionamos igual estávamos anteriormente, mas agora em silêncio. Pouco tempo depois, eu acabei caindo no sono, eu juro que não há colo mais confortável que o de , ele aconchegava-me fazendo carinho em meu rosto, sempre durmo quando ele faz isso.
- Meninos, acordem... – Ouvi uma voz longe.
– ? – Estava mais perto. - ? – Cada vez mais perto. - ? ! – Senti um tapa em minha barriga, acordei em um pulo.
- CARALHO! – Berrei; encarei rindo com a mão na boca. – EU TE MATO! – me segurou; sabe, eu amo ele, mas simplesmente odeio quando ele faz coisas deste gênero.
- , mata depois que meus tios estão lá fora tirando as malas do carro. – Fuzilei com os olhos enquanto ela saía do automóvel, prendi meus cabelos e a segui. Peguei minha mala e senti meu celular vibrando.
“, saí do banho! Acho que nós vamos sair para comer, mais tarde te ligo. Posso?”
Vocês podem pensar que ele era um grude, mas quando você está apaixonado, como eu achei que eu estava, você não acha isso. Tá, eu não posso reclamar de Teddy, ele foi o primeiro namorado mais lindo e fofo que alguém poderia ter.
Corei instantaneamente, encostei na porta do carro e respondi: “Liga sim! Vou ajudar os pais da minha amiga a tirar tudo do carro. Boa saída! (:”
- Ô amorzinho... – ironizou ao ver-me “descansando”. -...vem ajudar, ou vou te deixar sozinha com o Rufus! – Este era o primo nerd de minha amiga e o garoto ficou meio que obcecado por mim desde o último natal; ele sempre tentara ficar comigo, mas pelo que soube, ele tinha fotos de mim no quarto dele e isso era um pouco quanto assustador.
- Já estou indo, boybander! – Quando cheguei perto, falei: - E agora, estou indisponível para Rufus. – Sorri orgulhosa de mim mesma. Levei minha mala e bolsa para dentro de casa. Aquele lugar era minúsculo. Empaquei na porta; o meu quarto devia ser maior que aquela chamada casa! Havia teias de aranha na parede, junto com mofo e sujeira, mordi os lábios pensando em minhas opções.
- Pronta para seus dias de plebéia? – Ouvi, inspirei fundo e entrei. A porta era a entrada para a sala, onde tinha um sofá à esquerda e outro à direita, este último com uma televisão na frente. Os sofás eram de um couro barato e escorregadio.
- Vamos jantar que eu estou com fome! – Uma voz fanha veio do escuro; era Rufus. – , milady. – Beijou minha mão e eu fiz cara de nojo. e riram de mim. – Tia! – O nerd mudou de alvo. “Graças à Deus!” Continuei adentrando a casa, se você andasse dez passos caía dentro de um banheiro que parecia nunca ter sido lavado antes; os azulejos eram beges e quase não se via os desenhos inscritos, por causa da sujeira. A preta privada realçava o fato de lá não ser limpo; a única janela ali era minúscula e alta demais.
- Assustada? – segurou minha cintura e eu senti o mesmo arrepio, aquele da primeira vez em que nos vimos.
- Talvez... – Virei e beijei a ponta do nariz dele. Assustei-me ao ver uma lareira ali, ao lado do banheiro. Virei para a esquerda e ali estava a cozinha; tinha apenas uma mesa, com quatro cadeiras; sim, nós estávamos em seis. Uma geladeira azul e um fogão verde, ao lado de uma pia, instalada sobre uma pedra. Uma pequena escada circular metálica se encontrava no meio do ambiente e ia até o andar de cima.
- ! Sobe aqui! – gritava por mim. “Ai meu santo Deus, não deixe-me morrer aqui.” Comecei a subir, rezando para não cair e me espatifar no chão. Fiquei surpresa ao chegar ao topo viva e ver um bar de mármore na ponta da escada, parecia ser o único lugar limpo daquela mísera casa. “Cheguei ao céu?” Ri de meus pensamentos.
- Cadê você? – Procurei e descobri que não estava no céu, e sim naquela mesma casa ao ver um banco verde manchado. Olhei para cima e o teto de madeira estava corroído por cupins, podiam-se ver pequenos buracos.
- No quarto! – Andei atrás do som de minha amiga, vi um quarto de casal também de madeira, com fronhas e lençóis velhos, bichinhos de pelúcia da época em que devia ser um bebê ainda.
- Achou! – Fiz uma voz de criança ao vê-la; nunca que falaria a ela que aquela casa era um lixo. No quarto, havia duas beliches com cobertores repletos de pó e uma enorme bay window estofada, com algumas almofadas.
- Olha este céu! – Apontou para a paisagem do lado de fora; pelo menos alguma coisa ali valia à pena. O céu era coberto por estrelas e uma grande lua cheia, nenhuma nuvem atrapalhava nossa visão.
- Meu deus! – exclamou; juro para vocês que eu não o ouvi chegar e muito menos aproximar-se assim de mim, nós estávamos abraçados como um casal.
- É lindo! – Encostei minha cabeça no peito dele.
- Aqui é o lugar que eu mais gosto nesta casa! Ou o único, talvez. – falou, ponto para ela meus caros! A vista era completamente perfeita e sim, era o único lugar bom dali. Pensei em Teddy naquela mesma hora. Queria estar com ele ali, mas o infeliz estava em Aspen. “Maldita Aspen!”
- FILHA! MENINOS! DESÇAM AQUI! VAMOS JANTAR! – A mãe de minha amiga gritou. Eu ainda estava sendo abraçada por , hipnotizada pela vista.
- Vamos ! – me puxou.
- Já vou, . Rapidinho! – Ela concordou e foi juntar-se com sua mãe. Afastei-me de para pegar meu celular.
- O que você vai fazer? – Indagou me abraçando novamente.
- Mandar mensagem para o Teddy. – Respondi com um sorriso bobo no rosto; ele imediatamente me soltou e foi pelo caminho que a prima havia seguido segundo antes. “Ok, ele está com problemas.” Arqueei uma sobrancelha e escrevi: “Pensei em você agorinha, deu saudades.” Eu e Teddy estávamos juntos há quatro meses, mas parecia que estávamos a vida toda. Em época de aulas, nos víamos todas as noites, ao sairmos escondidos. Éramos o casal perfeito, segundo o St. John’s.
“Ah é? E o que te fez lembrar de mim?”
Achei que ele demoraria um pouco mais para responder, por estar jantando com os pais e se dar extremamente bem com a família dele; fiquei feliz com a rapidez.
“Acabei de ver o céu mais lindo de todos, deu vontade de te abraçar e ficar juntinho contigo!”
- ! – O nerd me chamou da porta, quase o mandei à puta que o pariu, porém mais uma mensagem chegou.
“Antes que a gente perceba, nós vamos estar juntos de novo. E não esquece que nós estamos vendo o mesmo céu, então eu vou estar sempre com você! E ainda pro cima, vamos nos falar todo dia, toda hora, não quero minha princesa com saudades!”
Vai dizer que ele não era perfeito? Eu merecia um namorado decente; a única vez que eu gostava de alguém, ele era uma galinha rebel boybander e eu ia ser a outra? Não, não e não! Merecia alguém como Teddy.
“Não me esquece! Vou jantar porque o nerd está me chamando! Te amo!”
Comecei a seguir Rufus; pensando em meu relacionamento com Teddy. Talvez eu não o amasse, mas me sentia bem ouvindo e dizendo aquelas palavras dele e para ele. Quando cheguei ao final da escada um “Te amo mais!” piscou na tela de meu celular, sorri e guardei no bolso; sentei na mesma cadeira que .
Jantamos um macarrão que estava ótimo, talvez por minha felicidade de ter , e Teddy ao mesmo tempo, talvez por ele estar bom mesmo. Minha amiga e eu íamos lavar a louça, mas o nerd deu uma de cavalheiro e lavou sozinho. Os pais de foram dormir; estava sentado no chão, encostado no sofá, eu me encontrava entre as pernas dele. arrumava nossas camas, no sofá-cama à esquerda da porta.
- , quer que eu ajude? – Ofereci ajuda pela quarta vez.
- Já falei que não, ! Você ficou seis meses naquela escolinha de merda agora aproveita e descansa aí! – Eu já falei alguma vez que meus melhores amigos são os melhores?
Uma música começou a tocar de meu celular e eu quase gritei de felicidade.
“Como vai tudo aí? Já falou com o Teddy? E o ? O nerd alucinado já te encheu muito? Manda um beijo para a ! Xx Meg”
- ! – Chamei.
- Eu! – Ela respondeu.
- Meg mandou beijo! – Ela mandou outro e eu comecei a digitar a resposta.
- Coitado do Rufus... – comentou beijando o meu pescoço, arrepiei-me inteira. – E como ela me conhece? – Ligou a televisão.
- Bom, você é meu melhor amigo, bobão. – Dei língua e enviei.
“Aqui tá tudo ótimo! Com o Teddy já falei sim, você sabe que não vivo sem meu bebezinho! :B O está ótimo, me enchendo como sempre; você sabe, né? Meu boybander favorito! Bom, o nerd está lavando a louça agora, pelo menos para isso ele serve! manda outro! Já no Brasil?! Xx ”
Meggie era do Brasil, estudava aqui em Londres desde pequena, com a tia, mas todas as férias voltava ao Brasil para visitar sua família. Seus pais tinham três grandes concessionárias ao redor do globo e hoje era uma das famílias mais ricas do planeta.
“É, eu sei que você não vive sem ele, mas digamos que ele também não vive sem você! Imagino como o seu boybander está bem, sua safada! Quero saber de t-o-d-o-s os detalhes depois! Ainda não, acredita que cheguei no aeroporto agora? Xx Meg”
- Certeza que ela só me conhece porque sou seu melhor amigo? – Voltou a beijar meu pescoço.
- Bom, quando eu gostava de você, ela também sabia. – Dei de ombros. Porque diabos eu tinha que ter uma amiga tão... tão... tão indiscreta? Ok que ela não sabia que o estava lá, mas bom... Era bem provável.
- Será mesmo? – Deu uma leve mordida em minha orelha e colocou suas mãos em volta de minha cintura. acabara de arrumar nossa cama e deitou atrás de nós, no sofá.
“Que bom que ele não vive sem mim, concorda? Lol. Ô pata, depois a gente precisa conversar direito sobre isso. :@ Boa viagem, porque eu sei que você está atrasada! Te amo! Muitos caras para você no Brasil! Xx ”
Ela não respondeu, provavelmente já estava no avião.
Nós ficamos ali, assistindo àquela televisão que não tinha nem meio canal útil, assistíamos ao jornal, aparentemente havia ocorrido um desabamento de gelo em algum lugar do mundo, mas estava preocupada demais pensando em como seria quando voltasse a encontrar Teddy. O nerd já tinha ido dormir e deu um beijo babado em minha bochecha, mas como sou completamente tolerante, agüentei quieta, apenas apertando a mão de .
- Gente... – falou aparentemente cansada um tempo depois. - ...eu vou dormir... Estou acabada! – Deu um pequeno beijo em nossa bochecha e deitou na “cama” de casal/sofá.
- E aí , o que você me conta? – Coloquei minhas mãos sobre as dele.
- Hum... Que eu estava com saudades de você serve? – Sussurrou em meu ouvido e eu sorri.
- Serve sim! – Dei uma risadinha e quando ia dar um beijo em sua bochecha, meu celular tocou.
“Amor? Já jantou?”
bufou.
- Vou subir. – Me empurrou e subiu. Tá, pareceu que ele deu um super empurrão e eu morri, mas não foi, ele pediu licença todo bonitinho, deu um pequeno beijo em meu ombro e foi ao encontro do nerd. Agora seria minha hora com meu namorado! Era a melhor parte do dia.
“Já sim, estava conversando com meus amigos e vou dormir daqui a pouco!”
Me arrependi na mesma hora ao enviar a mensagem, eu com certeza não devia ter dito “amigos”.
“Amigos? Quem está aí? Não me diz que é aquele .”
Não disse que eu não devia ter dito o “amigos”?
“Tá a , ele e o nerd. Mas não fica bravo comigo amor, por favor.”
Fiquei uns quinze minutos encarando meu celular esperando ele me responder, resolvi beber um copo de água naquela cozinha minúscula para acalmar; minhas mãos tremiam. Lavei um copo e me servi daquele líquido que eu rezava não estar contaminado. Sentei em uma das quatro cadeiras e me encostei na parede com os olhos fechados.
“Relaxa princesa, fiquei com ciúmes, mas sei que nada vai acontecer! Te amo demais, não esquece?”
Sorri aliviada ao ver a mensagem de Teddy, nós graças à Deus nunca tivemos nenhuma briga que pudesse ser classificada como uma, apenas discussõezinhas de ciúmes, a maioria causada por ele em relação a quase todos os garotos que falavam comigo.
“Fiquei preocupada que você estivesse bravo comigo. ): Nunca vou esquecer e espero que você também não! Vou dormir amorzinho, beijos e boa noite! :*”
Andei até minha mala, peguei meu pijama e fui até o banheiro imundo me trocar. Soltei meus cabelos e tirei minha roupa. “Prazer banha , você precisa desaparecer.” Pensei olhando para minha barriga com desprezo. Ok, eu não estava com banha, até porque eu gostava de meu corpo, mas eu estava engordando e precisava manter a “fama” de namorada mais gostosa.
“Boa noite amor! Nunca que eu vou ficar bravo com você! Espero você me acordar amanhã!”
Coloquei meu pijama, que era basicamente uma blusinha colada preta e um shorts minúsculo da mesma cor, escovei os dentes, prendi o cabelo e fui deitar ao lado de minha amiga. Fiquei ali, deitada, pensando em tudo o que vinha ocorrendo desde o natal passado, em como tudo aconteceu tão rápido entre mim e Teddy e como nós formávamos um casal tão perfeito. Adormeci sonhando acordada.
Capítulo 4; the sky could fall tonight
O dia seguinte passou rápido, falei com meu namorado ao acordar e por mensagem ao passar o tempo, conversei um pouco com Meg que já estava no Brasil e ajudei e sua mãe a limpar a casa. , o nerd e o pai de minha amiga haviam saído para cortar lenha e nos deixaram ali. Brincadeira, eu não sei onde eles foram, mas não duvido nada que tenham ido cortar lenha naquele cocozinho chamado de algum lugar no mundo.
Quando eu e estávamos esgotadas e completamente sujas, nos jogamos no chão da sala e ficamos conversando deitadas. Os homens do lugar chegaram pouco depois carregando enormes sacolas que diziam conter comida; eu gargalhei quando me contou isso. Como assim três caras foram fazer compras? Nós com certeza iríamos engordar, e a banha iria apenas crescer. “Fuck.”
Algum tempo depois, resolvemos todos tomar banho. Primeiro foi , porque como sempre ele trapaceou, nos segurou e quando uma de nós estava chegando, ele pegou no colo e entrou no banheiro deixando a menina para fora; tão típico dele. foi a próxima, seguida pelo nerd, o pais dela, não juntos, apenas para vocês não pensarem indecências e por último, a pobre estudante da St. John’s, eu; cara, eu estava fedendo! Eu precisava tomar um banho e fiquei por último, mereço? Ao sair do banho, eu estava apenas de toalha. Fui procurar uma roupa em minha mala e quando olho para o lado, lá estava o boybander, me encarando discaradamente; ele mordia o lábio inferior.
- , pára de me olhar! – Eu exclamei envergonhada, enquanto mexia em minhas coisas, talvez ele fosse o único que conseguia fazer isso.
- Porque? – Ele perguntou passando as mãos nos cabelos.
- Porque eu fico sem graça! – Sorri para ele e fui até o banheiro, com a roupa que eu acabara de escolher. Pude ver com um sorriso maroto olhar minhas pernas quando eu levantei. Ao ficar pronta, saí e pulei no colo dele que emitiu um efeito sonoro indecifrável. – Cadê a ? – Perguntei sentada em suas pernas.
- Foi com meus tios e meu primo para a casa de um amigo deles. – Mordi meu lábio e sentei ao lado dele; como assim me deixara sozinha com a criatura ? Talvez ele tenha sentido meu nervosismo, pois aproximara-se demais de mim.
- Ah tá... Que horas eles voltam? – Levantei e sentei no chão.
- Porque você sentou aí patricinha? Aí é lugar de plebeus! – Mandei ele se ferrar. – Ah, sei lá... Acho que eles jantariam lá. – Deu de ombros. “Que delícia, só eu e o por várias horas. Troféu joinha para quem teve uma idéia de girico destas.”
- Hum... – Murmurei; resolvi mudar de roupa, pois digamos que um shorts um tanto quanto curto e o primo de minha amiga combinam demais. Fui até minha mala, escolhi uma roupa de ficar em casa e me troquei no banheiro. Percebi que estranhou minha vontade instantânea de mudar de roupa ao me ver com uma calça de moletom, xadrez, vermelha, preta e cinza e uma camisetinha básica, justinha preta.
- Porque diabos você trocou de roupa? – Perguntou indo ao meu encontro, caminhei lentamente para trás.
- Exatamente por isso. – Ele gargalhou.
- Isso o que? – Pegou minha cintura e levou-me até uma “junção” de duas paredes.
- Essa sua safadisse . – Tentei empurrá-lo, mas não consegui.
- Você desperta este lado em mim. – Começou a dar pequenos beijos em meu pescoço, fazendo-me arrepiar como nunca.
- Não faz isso... – Suspirei alto. – ... Pára. – Não queria que ele parasse! Mas eu tinha Teddy! Eu nunca faria isso! – , eu namoro! Eu não posso fazer isso! – Ele aparentemente não gostou do que eu disse, pois se virou e se jogou no sofá emburrado. – ... – Fui até onde ele estava, porém ele nem me olhava. – , não faz isso comigo... – Ajoelhei-me no chão e acariciei o rosto dele.
- Sabe , eu não te entendo! – Ele exclamou sentando, repentinamente.
- Como assim ?
- Um dia você gosta de mim e quer que minha namorada se foda, aí no outro dia você me pára quando eu vou te beijar e depois vem fazer carinho, como assim?
- Bom ... Eu queria que sua namorada se fodesse há alguns meses atrás, não quis que você me beijasse porque eu namoro e vim aqui porque você é meu melhor amigo!
- Seu melhor amigo que você paga um pau!
- Cala a sua boca! - Levantei irritada e fui até a cozinha.
- Cala a boca porque? Me diz se não é verdade? – Desligou a televisão e me seguiu.
- ERA verdade , ERA! Eu QUERIA que sua namorada de fodesse!
- E agora eu quero que o seu namorado se foda!
- Que simpático... – Ironizei.
- Só estou complementando a sua simpatia... – Rolei os olhos. - , me ouve! – Eu o encarei. – Olha, desde a primeira vez que eu te vi eu quero te beijar! É tão difícil entender?
- Não , não é. Mas agora eu namoro e eu gosto dele, entende? Você é galinha, nunca daria certo! – Abri a geladeira, mas ele a fechou.
- Eu não sou galinha... – Sussurrou ao meu ouvido, comigo de costas.
- Não? Então porque que quando você namorava você quase me beijou? Se eu te beijar, o Teddy não irá mais olhar na minha cara e eu perderei o namorado perfeito por um beijo.
- O namorado perfeito que você não gosta?
- Eu gosto dele, ! – Exclamei irritada. - E , se um dia a gente tiver alguma coisa, eu não quero só UM beijo com você, mas vai ser impossível! – O boybander me virou e grudou-me na geladeira, prendendo a minha pessoa com seu corpo.
- Eu vou te dar mais que um beijo então. – E colou seus lábios nos meus, juro que eu relutei no começo, me debati, tentei o empurrar, mas ele apenas me apertou mais fazendo eu gemer e a língua dele entrar e minha boca, acabamos por nos beijar. Minhas mãos estavam presas pelas dele, encostadas na geladeira. Foi o melhor beijo que eu já tive, a cada toque, a cada mordida eu tremia, um calor gostoso surgiu em mim, mas eu não podia fazer aquilo! Eu tinha o Teddy! Quando ele finalmente soltou minhas mãos, eu o empurrei.
- NÃO FAÇA MAIS ISSO! VOCÊ É IMPOSSÍVEL! – Saí de perto dele e fui para fora da casa. O quintal daquele lugar era grande e escuro, ventava muito e minha pele arrepiou-se; comecei a tremer, talvez pelo vento cortante, talvez para acompanhar as lágrimas que corriam livremente o meu rosto. Andei até o final daquele sombrio lugar e sentei encostada ao muro. Pousei minha cabeça em meu joelho e deixei as lágrimas saírem em maior quantidade do que saíam antes.
- ! – O ouvi me chamando, mas continuei quieta, apenas com alguns soluços. – , me desculpa! Cadê você? – Nesta mesma hora meu celular tocou.
“É apenas nosso segundo dia de férias e estou morrendo sem você. Te amo mais que tudo.”
Ao ler a mensagem de Teddy, arremessei com todas, apesar de poucas, as minhas forças o celular para algum lugar daquele quintal, aparentemente ouviu, pois ele apareceu do meu lado.
- , me desculpa... – Sentou junto comigo. – Eu não quis passar dos limites.
- Mas acho que você passou, não? – Perguntei irônica, ele abaixou a cabeça.
- Desculpa, mas é que eu não agüentava mais você falando daquele mauricinho do seu namorado.
- Sabe , a gente já teve a nossa chance e pode ser que a gente ainda tenha, mas agora eu tenho o meu namorado! Vê se você se acostuma com essa idéia! – Exclamei tremendo de frio e nervosismo; ele ao perceber tirou o casaco em que estava e colocou em mim, me abraçou e deu um beijo no topo de minha cabeça.
- Desculpa , é que nos últimos meses eu tenho pensado muito em você... Pensado de um modo diferente, além de todas as provocações. Eu realmente comecei a gostar de você. – Nesta hora eu realmente achava que iria morrer seca de tanto que eu chorava.
- Você demorou muito. – Solucei alto.
- Eu sei. – Encostei minha cabeça em seu peito.
Resolvemos ir dormir, após acharmos meu celular que estava em uma montanha de folhas. Respondi a mensagem de Teddy com um peso tremendo em minha consciência e deitei, ficou na sala até eu pegar no sono e subiu. Não vi a hora que , o nerd e os pais dela chegaram, pois quando acordei, minha amiga estava dormindo ao meu lado. Já contei que foi o que me acordou? Pois é... Ele me acordou dizendo que ficara a noite inteira acordado fazendo uma música para mim. Vai dizer que não é fofo? De todo jeito, eu levantei sonolenta e ele me levou para o quintal de mãos dadas, na outra ele levava um violão.
- Senta aqui... – Ele apontou para uma almofada; ele havia preparado todo um ambiente bonitinho para me mostrar a música.
- ... – Mordi os lábios e sentei no lugar que ele falou.
- Só ouve a música.
I never meant the things I said
To make you cry
Can I say I'm sorry?
Ele começou a tocar olhando em meus olhos, corei, sorrindo um pouco e abaixei a cabeça, queria prestar atenção no que ele cantava para mim.
It's hard to forget
And yes I regret
All these mistakes
Fechei os olhos e respirei fundo, isso era extremamente fofo. Ele cantando uma música que ele fez para mim.
I don't know why you're leaving me
But I know you must have your reasons
There's tears in your eyes
I watch as you cry
But it's getting late
Olhei para ele.
Was I invading in on your secrets?
Was I too close for comfort?
You're pushing me out
When I'm wanting in
What was I just about to discover?
When I got too close for comfort
Driving you home
Guess I'll never know
Não me agüentei e comecei a chorar; pensei na letra daquela música, em como aquela melodia era perfeita, em como a voz dele era sedutora. Será que tudo o que ele estava falando era verdade? Mordi os lábios e continuei a prestar atenção nele.
Remember when we scratched our names into the sand
And told me you loved me
But now that I find
That you've changed your mind
I'm lost the words
And everything I feel for you
I wrote down on one piece of paper
The one in your hand
You won't understand
How much it hurts to let you go
Eu soluçava, porque ele estava me dizendo aquilo? Eu era tão má assim?
Was I invading in on your secrets?
Was I too close for comfort?
You're pushing me out
When I'm wanting in
What was I just about to discover?
I got too close for comfort
Driving you home
Guess I'll never know
All this time you've been telling me lies
Hidden in bags that are under your eyes
And I when I asked you I knew I was right
But if you took it back on me now
When I need you most
But you choose to let me down, down, down
Would you think about what you're about to do to me
And back down...
Naquele momento eu nem sabia como respirar, apenas soluçar e pensar em como não agarrar aquele garoto, ok que nem toda a música era boa para mim, mas ele ficava perfeito cantando; a voz, tudo. ! Você namora e o está fazendo você se sentir uma pessoa má, então PÁRA!
Was I invading in on your secrets?
Was I too close for comfort?
You're pushing me out
When I'm wanting in
What was I just about to discover?
I got too close for comfort
You're pushing me out
When I'm wanting in
(Yeh yeh yeh)
What was I just about to discover?
When I got too close for comfort
Driving you home
Guess I'll never know
- Porque você fez isso? – Perguntei limpando meus olhos quando ele pousou o violão ao lado de seu corpo.
- Não sei, eu simplesmente achei um jeito fácil de te falar tudo; não queria que você chorasse. – Sentou com as pernas em volta de mim.
- Porque você falou que eu iria deixar você na mão? – Ele abaixou a cabeça.
- Eu estava com medo que depois de ontem você resolvesse me esquecer.
- Nunca que eu faria isso! Você é meu melhor amigo, esqueceu? MEU e somente meu boybander! – Ele começou a rir; nos abraçamos e ficamos ali por um tempinho. – Ei... – Me afastei. -...na música você falou que nós escrevemos nossos nomes na areia! Mas a gente nunca fez isso. – Ele gargalhou. – O que foi?
- Ah, é que um dia eu sonhei isso, sabe?
A viagem acabou mais rápido do que eu imaginei quando cheguei lá, nós nos divertimos muito e acho que o nerd parou um pouco com a obsessão à minha pessoa, talvez eu seja chata demais para ele. Nada mais aconteceu entre mim e , apenas ficamos mais amigos; creio que a cada nova experiência vivida, nossa amizade se aprofundará cada vez mais; ok, ok, isso foi totalmente profundo e não sei de onde esta idéia veio, mas é verdade. Quanto a mim e Teddy, bom, eu ainda me sentia culpada.
Capítulo 5; the rescue
As aulas voltaram e eu quase não conseguia encarar meu namorado, ele logo sentiu que havia algo de errado comigo e me chamou para conversar. Acabei assumindo que eu beijei , ou melhor, que ele me beijou. No começo ele ficou bravo e gritou, com razão, mas acabou aceitando por gostar muito de mim; porém, apesar de aceitar na teoria, na prática, nem me visitar ele ia mais. Poucas semanas depois terminei com ele, pois Aaron, seu melhor amigo, dissera que ele estava sofrendo estando comigo.
Um, dois meses passaram e eu ainda não havia esquecido Teddy, porém, a única que sabia era Meggie, já que eu não tinha direito de conversar com ; e ela todo dia falava para eu conhecer um cara novo, já que dizia que eu estava emagrecendo a cada semana, mas estava sendo impossível. O único outro garoto que eu queria, era ; mas como melhor amigo. deu um jeito de vim me visitar três meses após o término de meu namoro, mas chegou atrasada, neste tempo, Clara, uma das calouras chegou correndo com “A” notícia.
- O... O... O TEDDY BEIJOU UMA MENINA! – Gritou arfando em nossa porta. Queria fechar a porta em sua cara, mas apenas respondi: - Já era mais que na hora, não? – Fazendo-me de indiferente, já que todos achavam que eu tinha o esquecido.
- Er... Como assim? Vo-você não ficou triste? – Perguntou indignada.
- Não. – Fui até o banheiro conter as lágrimas que estavam prestes a sair. – Ele já estava precisando sair com alguém mesmo.
- Mas... Mas... – A menina ia ficar prolongando o assunto enquanto eu tentava não chorar? Meggie aparentemente percebeu isso também e logo a mandou para fora.
- ... – Ela chegou no banheiro, após fechar a porta. -...não fica assim.
- Porque Meg? Eu sou tão ruim assim que ele tem que ficar com a primeira piriguete que ele vê? – Tá, eu sabia que não era a primeira, já que fazia três meses que nós terminamos e todos os dias garotas se jogavam para cima dele.
- , é natural ele ficar com outras, um dia ele ia mesmo ficar com alguém e você sabe disso. – Eu a abracei chorando.
- E... E... E a nem veio! – Solucei.
- Fica calma , vai dar tudo certo. Assim talvez fique até mais fácil de você o esquecer. - “EU NÃO QUERO O ESQUECER! Eu só quero ele para MIM!”
- Ai meu, que ódio! – Alguém bateu na porta, soltei de minha amiga e sentei no chão, encostada no azulejo. Meggie foi atender.
- Aqui é o dormitório da ? – Ouvi uma voz conhecida.
- É sim. Como você chama? – Meg perguntou simpática.
- . – Eu imagino que nesta hora Meg deve ter arregalado os olhos e a mirado dos pés à cabeça; apesar de sermos as “rebeldes” do lugar, não deixamos de ser patricinhas e usar roupas de grifes; não as usava. – Você deve ser a Meggie! – Exclamou animada, quando Meg concordou, a cumprimentou com um abraço. – A está?
- Está sim, só não muito bem. – Nesta hora me levantei, ainda chorando, e lavei o rosto.
- O que aconteceu? – Ela ficou preocupada; apareci perto das duas. – , amor... O que aconteceu?
- Fecha a porta antes. – Meggie fez isso, normalmente ela teria saído para me deixar conversar com sozinha, porém aquele dia ela ficou no dormitório; talvez ela tivesse sentido algo. Hoje fico feliz que ela não saiu.
- , me conta... – pediu.
- Sabe o Teddy? – Ela concordou visivelmente corada. – Desde que eu terminei com ele, eu não consigo esquecê-lo... E... – Solucei. - E hoje ele beijou umazinha aí. – enrijeceu e mordeu o lábio inferior.
- ... A gente precisa conversar... – Foi aí que eu me toquei o porque de ela atrasar.
- Foi... Foi você! – Dei um passo para trás, apontando para ela; minha mão tremia. – Por isso que você chegou atrasada!
- Eu não sabia que ele era o seu Teddy! Nem que você ainda gostava dele! – Se defendeu inutilmente; eu precisava sair dali e sabia exatamente para onde ir. Calcei a primeira coisa que eu vi, peguei um dinheiro, que hoje eu acho que era de minha amiga, e saí do dormitório. Quando estava saindo, ouvi Meg falar para me deixar e que depois ela mesma me ligaria. Todas as meninas já haviam ouvido a grande notícia; o “babado do ano”, segundo algumas. Estranharam ao me ver sair de pijama, uma sandália de dedo e com o rosto todo inchado passando por ali àquela hora. Passei ao lado da sala da diretora e esta me viu andando.
- Senhorita ! Volte aqui agora! – Ouvi a carrasca Beck me chamando, porém a ignorei e comecei a correr; agora eu chorava novamente. Peguei minha cópia da chave principal e saí do St. John’s; eu e Meggie éramos as únicas que tinham. Chamei o primeiro táxi que passou e este me levou até a estação de metrô mais próxima, que ficava a 10 quilômetros dali; no meio do caminho começou a chover, até eu sair do carro uma tempestade havia se formado. Preciso dizer que fiquei ensopada? Corri para dentro da estação e todos me olhavam estranhamente, porque bom, aquilo não são roupas que se usam em locais públicos; comprei uma passagem e entrei no vagão. Ali não estava cheio, sentei e coloquei meus cotovelos sobre meus joelhos e minha mão em meu rosto; chorava muito, talvez não fosse para tanto; talvez fosse.
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Another year has come and gone
Um daqueles caras que tocam música na rua começou a tocar. Mas como assim ele conhecia Allister?
When everybody is running in the big race
And having a good time
We might've cast a shadow
Who am I?
I looked, how thin the face last night
I saw him in a mirror and he simply smiled
He told me not to worry
He told me just to take my time
Respirei fundo e tentei raciocinar o que estava acontecendo comigo. “Bom, eu gosto do meu ex e ele e minha melhor amiga ficaram. Estou em um trem de pijama e chinelo, ensopada; indo para um lugar que eu não tenho nem certeza se é o endereço certo. Parabéns , seu dia foi classificado como ótimo! Ponto para nós!”
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Another year has come and gone
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Resolvi parar e ouvir a música que o cantor portátil cantava. “Ambulante, sua anta. Não portátil!”
And if you come to me
And if you touch my hand
I might just slip away
I might just disappear
Who am I?
And if you think I'm worth it
And if you think it's not too late
We might start falling
If we don’t try too hard
We might start falling in love
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Another year has come and gone
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
We're on the healing path
We're on a roller coaster ride that could never turn back
And if you love me
And if you really try to make the seconds count
Then we could close our eyes
Close our eyes
And the world has turned around again
Close our eyes
Another year has come and gone
- Esta foi para a jovem ali ensopada. – Nossa, obrigada; agradeço a consideração. Tá, eu amo aquela música, mas ser “homenageada” por ser a garota ensopada não é muito um elogio. Algumas pessoas bateram palmas. – Adeus bela jovem e outra pessoas! – O cara falou saindo do vagão com uma saudação.
“Ok, agora a próxima estação é a que eu devo descer. Gosh, eu não sei andar em Londres!” Não pensem que é porque eu sou “riquinha”, mas poxa! Eu moro em Kingston e estudo em Londres, sendo que você não é permitido sair do internato, como vocês querem que eu saiba andar por aqui?
O trem parou mais uma vez e eu desci; segui o endereço que eu tinha em minha mente e parei em frente a uma casa branca, simples, mas que não parecia ser muito pequena. A grama estava um pouco descuidada e era tudo o que tinha no jardim, além de algumas luminárias. Respirei fundo, não tanto porque se não eu morria afogada, já que chovia muito e bati na porta.
- HAHAHA! QUE FOLGA DUDE! – Um garoto aparentemente animado me atendeu. – Olá!
- Oi... – Passei a mão em meu rosto, tirando um pouco da maquiagem borrada. – Er... É aqui que o mora? – Eu tremia muito.
- É sim, espera um pouco. – Fechou a porta e entrou em casa. “Nossa, obrigada. Eu aqui, chorando, morrendo de frio e toda molhada e o Zé fulano aí me deixa para fora.” Pouco tempo depois, meu boybander favorito apareceu na porta.
- ? – Eu joguei meus braços em seu pescoço e o abracei, ele me abraçou pela cintura; não falamos nada, apenas ficamos ali por um tempo. Eu soluçava muito e chorava mais ainda.
- Desculpa. – Me soltei e olhei para baixo.
- Desculpa por que? O que aconteceu? – Segurou meu queixo.
- Desculpa por aparecer aqui sem avisar e ainda por cima te molhar! Ai, eu não acredito que eu te molhei todo! – Limpei meu rosto.
- Santo Deus! – Ele deu um tapa em sua própria testa. – Você aí, toda encharcada e eu não te chamo para entrar, vem! – Me puxou, passamos por três garotos que nos olharam estranhamente; o mal educado estava entre eles; e subimos as escadas. – , toma um banho que eu vou te arranjar roupas limpas e secas, aí a gente conversa. Não quero você doente. – Eu concordei; ele me trouxe toalhas e me indicou seu banheiro.
- Brigada boybander! – Dei um beijinho em sua bochecha e entrei lá.
Após um banho quente e posta a camiseta e as boxers de , nós sentamos para conversar e eu contei tudo para ele.
- Mas como assim a ficou com ele?
- Bom, ela chegou e beijou; pelo menos deve ter sido.
- Você não sabe?
- Não. Fiquei muito brava e vim te ver. – Ele sorriu e beijou minha testa.
- Vem , vou ver com os meninos o que podemos fazer para te animar. – Me pegou no colo e desceu as escadas correndo.
- ! Eu vou morreeeeeeeer! – As chances eram grandes, tá? Quando um doido te carrega CORRENDO pelas escadas, você tem grandes chances de cair e morrer com um traumatismo craniano!
- Vai nada... – Bem nessa hora ele escorregou no tapete, mas o mal educado me pegou antes que eu caísse e realmente morresse. –...o te pega antes!
- Obrigada! – Ele me colocou no chão, gargalhando. – Você tá bem ? – Me ajoelhei perto dele; ele ria que nem uma hiena. – O que tem de engraçado?
- DUDES! A CRIATURA ESCORREGOU BONITO! – O garoto chamado gritou; os outros dois correram e riram quando o garoto contou como foi a queda.
- Ok gente, ok. – começou quando conseguiu respirar. – A minha princesa tá triste e a gente precisa fazer ela feliz!
- Como ela chama? – Um deles perguntou.
- , é a ! – segurou em minhas mãos.
- A ? A ? ? ? A que te deu um fora? – perguntou apontado para mim.
- Er... É, ela mesma. – Respondeu envergonhado; e meu! Eu não dei um fora nele! Eu namorava, sabe?
- ! – Os três gritaram e me abraçaram em conjunto; comecei a rir ao vê-los dançando em volta de mim. Após um tempo eles pararam e se apresentaram. pegou um violão e começaram a cantar uma música que ele também fez para mim. Me senti A musa inspiradora!
Tell me that you want me baby
Tell me that it’s true
Say the magic words and I’d
Destroy the world for you
Danny começou a cantar, sua voz era linda; ele também tinha um violão em mãos.
An Army for the broken hearted
Marching through the streets
And every city’s burning to the
Ground under your feet
Agora Dougie fazia o backing vocal; eles tocavam animados; Harry cantava também e batucava.
I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like a heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad
“Ai, que lindo!” Aquela música me deu uma saudades absurdas de Teddy; tudo veio à tona: eu não estava mais com ele, ele estava com a , tá, eles só tinham ficado uma vez, mas eu os conhecia muito bem; Teddy a namoraria, pois a conhecia por fotos e sabia que era ela a garota de quem eu tanto falava e , bom, porque ele era simplesmente o cara mais perfeito do universo; tirando , talvez, mas ele era seu primo. Comecei a chorar novamente. “Droga, eu nunca fui de chorar!”
Eles pararam de cantar e ficaram me olhando.
- Não parem! Por favor... – Pedi.
- Mas ... – começou.
- Por favor.
I’d melt the polar icecaps baby
And watch them flood the earth
I’d do anything to show you
What your love is worth
Tom cantava; meu Deus, que voz era aquela? Ok, apesar da voz, a letra era impressionante! Seria aquilo uma declaração?
So wont you show me you devotion
To heal my aching heart
It’s like a neutron bomb explosion
Tearing me apart
I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like a heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad
Sorri com a cara que fez enquanto cantava.
Attention please,
We interrupt this program
With some disturbing news
A worldwide evacuation
We’re going to lose
And they’ve pulverized the nation
I guess it shows us just what love can do
I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like a heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad
- Ai meninos, que linda! – Eles riram e bateram palmas para eles mesmos. – Quero um abraço de todos agora! – Abri os braços; os quatro vieram e me apertaram, eu ri muito; depois abracei um por vez, quando chegou a vez de , ele sussurrou: - Foi para você, e só para você. – Corei. Eles cantaram mais uma música; chamada: “All About You”. me disse que queria colocar “All About ”, mas que eles não deixaram porque não me conheciam, mas agora estavam mudando de idéia em relação ao nome. Eu gargalhei quando ele me disse isso.
- Vamos agora de I wanna touch you? – Dougie perguntou.
- Yep! – Danny e Harry falaram juntos.
- Ok... Dudes, are you ready? One, two, three, four. – Tom fez a contagem.
I want to touch you
(And sleep with you)
I want to touch you baby
(It’s about)
I want to touch you
(Yes that’s you)
I want to touch you
Danny cantou e os meninos faziam o backing vocal. Eu gargalhava com a letra. Ele mandou um beijo antes de Tom começar a parte dele.
Yesterday i told you something i thought you knew
Yes i told you with a smile
I want to touch you
Then you whispered in my ear and you told me too
Get lost you make me sick
I wouldn't touch you
- Vocês são doentes! – Exclamei rindo deles.
- Mas bem que você gosta! – Responderam juntos e começaram a rir; voltaram a tocar.
But I will touch you in all the right places
If you want me too
But if you denied me one of your kisses
Sarah Cox will do
So hold me close and say three words like you used to do
Groping on the studio floor
I want to touch you
Finalizaram a música com muitas gargalhadas minhas, agora estava certo; aqueles garotos sabiam animar as pessoas! Eu tinha esquecido de tudo.
- E agora, antes de irmos dormir... – Harry disse. -...uma performance especial do senhor Douglas Poynter e Thomas Fletcher cantando Backstreet Boys! – Eles iam começar quando ele interrompeu. – Esqueci do senhor Daniel Jones que irá participar também!
- Shut up dude! Deixe a gente cantar! – Tom empurrou Harry.
Tell me why,
Ain't nothin' but a heartache,
Tell me why,
Ain't nothin' but a mistake,
Tell me why,
I never wanna hear you say,
I want it that way
Todos cantaram juntos a última frase, eu ria demais.
- Poxa! Vocês só cantaram um pedaço! – Brinquei quando consegui parar de rir.
- , não vai me dizer que você realmente queria que a gente cantasse toda? – perguntou indignado.
- Lógico! HAHAHA. – Todos me olharam indignados, se entre olharam e em um reflexo saí correndo. Como esperado eles vieram atrás de mim e infelizmente eles eram mais rápidos; em poucos segundos eu estava sendo esmagada pelos quatro garotos. – Ai, eu to... sem... ar! – Eu senti que estava ficando roxa pela falta de ar, bom, vocês também ficariam se tivessem quatro garotos sobre o seu frágil corpo. Eles saíram de cima de mim e eu fique ali, acabada.
Um tempo depois eles pediram pizza e nós fomos jantar; ficamos ali por umas duas horas, conversando. Até que perguntou o motivo de eu estar ali.
- Cala a boca, dude! – deu um tapa em seu braço.
- Deixa ... – Cocei a cabeça. – Bom... – E expliquei para ele, o garoto me deu um abraço e pediu desculpas por tocar no assunto; resolvi ir deitar, o dia fora muito cansativo. ficou com os meninos, a pedido meu.
Fique ali deitada uns 45 minutos, mais ou menos, até que meu boybander apareceu ali.
- ? – Ele sussurrou entrando no quarto. Eu sentei na cama e olhei para ele; abracei minhas pernas. – Não chora amor... – Sentou ao meu lado e limpou o meu rosto.
- Brigada por tudo, . – O abracei.
- , dorme que hoje o dia foi longo. – Beijou minha testa. Deitei minha cabeça em seu peito.
– Canta para mim dormir? – O olhei em seus olhos.
- Lógico... – Deitamos abraçados. - Qual música?
- A nossa. – Fechei os olhos.
Hey there Delilah
What’s it like in New York city
I’m a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes you do
Time square can’t shine as bright as you
I swear its true
Um dia, enquanto conversávamos por telefone, nós decidimos que esta seria a nossa música. Eu estava ouvindo ela e foi algo inesperado, porque era tão perfeito. Ele morava em Londres e eu em Kingston; na maior parte do tempo em Londres, mas parecia um lugar muito, mas muito distante.
Hey there Delilah
Don’t you worry about the distance
I’m right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it’s my disguise
I’m by your side
Apesar de não estarmos juntos a maior parte do tempo, sempre soubemos que podíamos contar um com o outro; apesar da distancia, dos obstáculos. Ele sempre estaria lá para mim e eu para ele.
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
What you do to me
Aquela voz era tão boa de se ouvir, em qualquer ocasião. Apertei-o mais forte contra o meu corpo e suspirei. A cada vez que passava, que eu o via, a falta que ele fazia era maior. Não queria nunca deixar ele; meu melhor amigo; meu boybander; MEU .
Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I’ll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good
Ele me passava confiança, segurança e proteção. Não sei como eu conseguiria voltar para a St. John’s ao amanhecer. Só queria ele, ali e para sempre.
Hey there Delilah
I’ve got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I’d write it all
Even more in love with me would fall
We'd have it all
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Foi ali, naquele instante que eu percebi que eu estava tendo uma recaída, e das grandes. Ficar ali, abraçada com ele, era tudo o que eu precisava. Foda-se a , foda-se o Teddy! Eu queria o ! MEU !
A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I’d walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
And we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time that we get through
The world will never ever be the same
And you’re to blame
Ah, como eu queria agarrar ele ali! Mas não fiz nada; fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Fiquei feliz, pois tudo o que aquela música dizia era verdade; eu sei muito bem que se eu precisasse dele, ele iria a pé até a Austrália, um pouco a nado talvez; mas ele iria; e ele sabia muito bem que eu também. Era uma amizade que só Deus sabe como era boa. E triste, porque talvez nunca passaria daquilo. De uma amizade.
Hey there Delilah
You be good and don’t you miss me
Two more years and you’ll be done with school
And I’ll be making history like I do
You know its all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here’s to you
This one’s for you
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
What you do to me
- Boa noite princesa. – Sussurrou em meu ouvido; ficamos ali abraçados um tempo até que eu caí no sono; acho que ele também, não sei.
Acordei com uma música irritante tocando em um volume muito alto. Abri os olhos devagar, para me acostumar com a claridade. O braço de estava em cima de mim, de minha barriga, especificamente; tirei-o com cuidado e resolvi seguir a música. Era o celular de . Até eu o achar, ele parara de tocar.
Uma ligação perdida de: Blair <3
O celular começou a tocar de novo e não acordava. Resolvi atender.
- Alô? – Minha voz de sono era inconfundível.
- Quem é? – E a voz dela era irritante.
- É a , quem é? – Falei simpática; algo realmente difícil ao acordar, muito mais quando tem uma vadia chamada Blair ligando para o .
- Quem é você e porque você está com o celular do meu namorado? – Falou curto e grosso. Ok, agora ele namorava? Fiquei pasma que não consegui responder. – Você é a garota do ?
- Er... Sou. Isso mesmo. – Eu não queria que ele perdesse outra namorada por minha causa.
- Ah, oi querida. Tudo bom? – Ela estava sendo super simpática e eu fiquei realmente impressionada com a mudança de humor da garota.
- Hum... Tudo e você?
- Estou ótima! Ah, porque você está com o celular do meu tchutchuquinho? – Gosh, tchutchuquinho é foda.
- Er... É que... – Estava pensando em uma desculpa plausível.
- Ele esqueceu o celular na sala de novo, não é? – Acho que eu não precisei, a menina não parava de falar.
- É, isso mesmo. – Comecei a andar pelo quarto procurando uma roupa usável.
- O toque dele é péssimo, eu já falei para ele mudar! Talvez colocar uma música do McFLY.
- McFLY? – Perguntei. Meu Deus, quem seriam esses? O único McFLY que eu conheço é o Marty McFLY do “De Volta Para o Futuro”.
- A banda deles! Que bobinha! Você é engraçada. – HAHAHA, tão engraçada. Rolei os olhos.
- Ah sim... Hum... Blair, o está dormindo e eu quero dormir também, ele pode te ligar mais tarde?
- Lógico fofa. Até um dia desses!
- Até, fofa. – Falei o: “fofa” ironicamente e desliguei. No fundo de tela tinha uma foto dos dois de beijando. Joguei o celular na cama. Abri o armário dele e achei umas roupas femininas, peguei uma calça da Diesel, uma blusinha Gucci e um par de botas cano alto, de couro, Jimmy Choo; provavelmente eram de Blair, pelo menos eu espero que fossem. Fui até o banheiro e me troquei. “Ok, agora eu estou fantasiada de prostituta ou algo assim?” A calça era justa demais, a blusa era curta demais e as botas eram bonitas; escolhi um casaco de gola rulê. Peguei um bloco de papel que estava na cabeceira de e comecei a escrever um bilhete para ele.
Bom dia, boybander! A sua namorada ligou e pediu para você ligar para ela, mas fica tranqüilo, eu falei que eu era a “garota” de . Peguei umas roupas dela emprestadas, não que eu ache que ela sinta falta de algo além das maravilhosas botas, porque meu Deus, quem deixa roupas assim no namorado? De todo jeito... Eu nem te acordei para me despedir porque acho que eu não conseguiria ir embora, até acho que sim agora que a Blair ligou, mas achei melhor não. Eu vou tentar arranjar um celular que funcione naquela bolha, se eu não conseguir, até daqui três meses! Te amo demais, não esqueça da sua patricinha nunca, ouviu?
You be good and don’t you miss me
Two more years and I’ll be done with school
And you’ll be making history like you do
Xx
Coloquei a letra na nossa música modificada, para que ficasse mais a ver, sendo que eu que escrevia. Desci as escadas e encontrei os três garotos, me despedi e falei que tinha sido um prazer conhecê-los, apesar da péssima situação. A caminho da estação me toquei que meu pijama ficara na casa deles, mas continuei o meu caminho. Meg me ligou no celular que eu usava escondido e eu disse que já estava indo para a St. John’s. Ao chegar lá, levei uma suspensão por “sair dos limites da escola”, como se eu nunca tivesse saído antes.
Duas semanas depois; como previsto, Teddy e começaram a namorar e eu passei a não ligar. Todas as vezes que eu passava perto de Teddy, ele tentava fazer ciúmes para mim, mas infelizmente ele não conseguia mais. Huá! Ponto para mim! Eu e estávamos estranhas, por motivos um pouco óbvios; mas eu não estava brava com ela, já que eu sabia que Teddy ainda não tinha me esquecido.
Capítulo 6; surprise, surprise
Eu não consegui um celular que pegasse na bolha, a carrasca cortou o sinal dos dois internatos, se é que isso é possível! Juro que tentei um que pegasse até no dos meninos, mas não consegui. Meg e eu chegamos a uma conclusão de que a carrasca Beck deve ser uma carrasca bem sozinha, porque bom... Viver sem celular não rola.
Duas semanas se passaram desde que fugi para ver meu boybander favorito e eu estava realmente bem em relação a tudo. Teddy e namoravam? Bom para eles. namorava uma putinha chamada Blair? Bom para ele. Eu estava solteira? Melhor para mim. Meg e Aaron (o amigo do Teddy), começaram a sair freqüentemente e eu fiquei extremamente feliz, os dois estavam de rolo há anos! Muito bom para eles e talvez para mim também... E foi isso o que aconteceu aquela noite.
Era uma noite normal de sexta-feira, as calouras e as patricinhas estavam reunidas na sala de vídeo, provavelmente assistindo à ‘Meninas Malvadas’ pela qüinquagésima vez, ou talvez resolvessem inovar e ver algo como ‘As Patricinhas de Beverly Hills’; não que eu não goste deste filme, eu até gosto, mas apenas porque me lembra a minha infância, já que eu era como elas, talvez um pouco menos fútil; Meg e Aaron haviam combinado de sair e eu a ajudava a escolher uma roupa.
- Mas , eu usei esta calça da última vez! – Ela ficava tão fofa nervosa procurando uma roupa pra ele ficar impressionado.
- Meg, ele vai gostar de qualquer roupa que você usar! Principalmente se você estiver sem.
- ! – Ri da cara que ela fez. – Eu não vou dar para ele, ouviu? E olha, além de ele já ter visto esta calça, eu fico sem bunda! – Ela se virou se costas para mim, para eu ver como ela realmente estava sem bunda.
- Então você quer uma calça que realce a bunda? – Perguntei rindo, ela corou, mas concordou. – Safadinha... – Gargalhei. - Pega a da idiotinha da Blair, fica maravilhosa. Eu odeio a garota, mas a calça fica linda.
- Pode?
- Lógico. – Dei de ombros.
- Ok, aí eu vou com a sua blusa vermelha e as botas da vadia. – Eu concordei. Ah, como eu amava aquele par de botas Jimmy Choo! Bom, eu e todas as garotas do universo. Ela ficou em dúvida da bolsa que ia usar e eu comentei que ela estava parecendo uma das patricinhas da bolha e que na próxima sexta-feira estaria na sala de vídeo, ela provavelmente assustada escolheu a bolsa na mesma hora, eu gargalhei. Ela arrumou os cabelos, a maquiagem e criticou minha roupa, falando que era de fossa. Hunf. Não era tá? Eu estava com uma calça de moletom azul marinho com um faixa cinza na bunda escrito ‘Yummy’ e uma blusinha branca colada, o que tinha de fossa nisso? Talvez o crocosapo, minha pantufa verde, que parece um crocodilo, mas a Meg insiste que é um sapo. Ok, porque eu estou falando isso? Continuando... Ela me deu um beijo na bochecha e saiu pela janela.
Joguei-me em minha cama assim que fechei a saída de minha amiga e coloquei o dvd do McFLY (que peguei emprestado de uma caloura que é obcecada pela banda). Apaguei as luzes e comecei a assistir, no início tinha um vídeo dos meninos como mafiosos, deu saudades àquela hora. Não apenas do meu boybander, mas de todos. Peguei uma almofada e continuei assistindo. Quase caí da cama quando ouvi um ‘Toc toc’ na janela, dei um pause em falando alguma coisa e fui até lá.
- Ai sua puta, já voltou? – Falei quando abri, mas não era Meg que estava lá.
- De boybander virei puta? – Arregalei os olhos. Ele ia me zoar se visse o que eu estava vendo. – Que foi? Não gostou da surpresa?
- Er... Lógico que gostei, entra aí... – Dei espaço para ele e fechei a maldita janela, tá, coitada da janela.
- Me dá um abraço, pequena. – Puxou-me pela cintura e eu passei meus braços em volta de seu pescoço, um calor gostoso subiu em meu corpo e senti o coração dele disparar quando colei nossos corpos. – Ah como eu senti sua falta. – Deu um pequeno beijo em minha orelha. Eu ri, dei um beijo em sua testa e me afastei um pouco.
- , faz apenas duas semanas que a gente se viu.
- Eu sei, mas você... – Parou de falar quando olhou para a televisão. – Olha eu! – Apontou.
- Pois é... Você. – Corei um pouco, mas ele não percebeu.
– Eu sei que você me ama! Agora não pode negar! HÁ-HÁ-HÁ!
- Nunca neguei isso.
- Eu sei que eu sou foda, mas porque você tá vendo o DVD do McFLY? – Perguntou nos aproximando.
- Como eu sou a “garota” do – ele mordeu o lábio – precisava saber como é a banda dele, né?
- Não fala isso, . – Fez cara de triste e passou a mão na cabeça. – Você sabe que...
- Pena que ele vai ter concorrência, sabe? – O interrompi. Joguei-me na cama e prendi meus cabelos.
- Ah é? Quem?
- Um tal de , não sei se você conhece... Ele é meio tapado, sabe? Mas meu santo Deus, o que é aquilo? – O sorriso dele aumentava cada vez mais. – Você já viu a bunda daquele garoto? É pequena, mas é tão... Ah, não vou te falar isso. - Ele deitou-se ao meu lado.
- Pode me falar... – Fez uma cara maliciosa.
- Acho melhor não... Mas que ele é gostoso ele é! – gargalhou.
- Posso me aproveitar deste fato então?
- Se aproveitar de que fato? – Fiz-me de desentendida.
- Do fato de ele ser gostoso. – Lambeu os lábios. Dude, juro que eu morro cada vez que ele faz isso.
- Lógico que não... Aquele – apontei para a televisão quando me recompus – pode. Você não. – Ele abriu a boca, indignado.
- Ele falou que eu posso ficar com os créditos. – Me encarou, ou melhor, encarou minha boca.
- Não estou sabendo disso não...
- Quer ligar pra ele? – Colocou a mão em minha barriga.
- O celular aqui não funciona... – Dei de ombros.
- Então eu vou ter que provar como ele deixou. – Porque toda vez que nos víamos ele fazia isso? Sabe... Ele namorava! E eu duvido que ele tenha vindo até o St. John’s pra me provocar.
- Será que vai mesmo? – Lambi meus lábios. Sabe... Eu não podia deixar barato o fato de ele me provocar. Quando ele estava se aproximando de mim, bateram na porta. Meu coração estava quase saindo pela boca, ele suspirou alto e deitou (leiam-se se jogou) em meu travesseiro. Abri a porta e a caloura que me emprestou o DVD estava ali. – Oi... – Não lembrava o nome dela.
- Felicity...
- Isso... Oi Felicity – maldita Felicity – tudo bem? – Apoiei na porta e sorri.
- Tudo ótimo e você?
- Também... Em que posso ajudar?
- É... Er... Eu... Eu... – Porque tinham tanto medo de mim e de Meggie? Era algo inexplicável. - Eu queria saber se você já assistiu o DVD... É que sabe... Eu não consigo dormir ser ver o . – Emburrei na mesma hora por ter certeza que o infeliz ia ficar se achando o gostosão depois.
- Ah sim, não acabei não... Mas outro dia você me empresta de novo. – Ela concordou e sorriu por eu estar sendo tão simpática com ela. Rolei os olhos e pedi para ela esperar um pouco, quando abri um pouco mais a porta ela viu .
- AI MEU DEUS! O... O... O QUE ELE ESTÁ FAZENDO AQUI? – Colocou a mão na boca quando viu que estava gritando.
- Entra e fecha a porta para ninguém ouvir. – Resmunguei enquanto tirava o dvd do aparelho. – Ele é meu... bom... meu amigo.
- ... – Ela gaguejou, que idiota isso. Tá, eu só falo isso porque eu o tenho como amigo. Tá que eu acho que eu não gaguejaria se eu conhecesse o Adam do Three Days Grace, bom, talvez sim. – Me... me... medáumautógrafo? – Ele fez uma cara engraçada, como se tentasse entender o que ela dizia. – Autógrafo. – Ela soltou e ele riu concordando.
- , amor... Você tem um papel? – Eu fuzilei-o com os olhos. Vá se ferrar !
- Tenho. Na mesa. – Respondi grossa, cruzando os braços.
- Ai, que emocionante! – A menina falava batendo palmas, saiu quase pulando pra pegar o papel e uma caneta. Por acaso eu tinha dado autorização de uma criança serelepe pegar minhas coisas?
- Mas não fala para ninguém que você viu o , se não ele não vem mais aqui e nem eu, nem você vemos ele. – Ela assentiu freneticamente. Quando ele assinou num papel um bilhetinho e deu um beijo na bochecha dela, ela corou e eu fiquei ainda mais irritada. Ele como percebeu veio logo e me abraçou por trás, a menina sem graça agradeceu, ele fez um sorriso lindo e mandou um beijo e ela foi embora.
- Não fala pra ninguém porque quer que eu venha te visitar, não é? – Fez uma voz manhosa e me cutucou.
- Não, é porque eu não quero levar outra suspensão e ter todas as calouras querendo ser minhas amigas.
- Eu sei que você tá mentindo, é por minha causa! – Começou a fazer cócegas.
- Pouco prepotente você. – Desviava-me das cócegas.
- Você me ama! Você quer que eu visite sempre você-ê! – Começou a cantar.
- Pára . – Dei um tapa na mão dele, ele estranhou.
- O que aconteceu? – Eu o ignorei. - Foi por causa da Felicity? – Rolei os olhos. Não, não era por causa da maldita menina.
- Não. – Respirei fundo e sentei na cama.
- O que foi então? – Sentou em minha frente, com as pernas envoltas em meu corpo.
- Sinceramente, o que você veio fazer aqui? – Balancei minha cabeça para tentar focalizar as idéias. Ele pareceu pensar no que responder.
- Vim te falar que eu não namoro mais a Blair. – Bufei e olhei para baixo.
- Namora quem agora? A Vanessa? Ou será a Claire?
- , pára com isso. – Levantou meu queixo, mas logo o abaixei.
- O que foi então? – Ele fechou os olhos, talvez tentando não gritar comigo nem me mandar à merda. – Olha , eu realmente não te entendo, sempre quando estamos juntos você parece O cara apaixonado, faz músicas românticas e me conquista cada vez mais, só que quando eu pisco os olhos eu me toco... – Ele me olhou. –...que é sempre mais uma brincadeira. Apenas mais um jogo. Apenas mais uma rodada de ‘vamos conquistar a idiota da ’. Apenas mais uma vez que você namora e trairia a garota por minha causa.
- Mas você não entende que não é assim com as outras! Com nenhuma outra garota é assim! Você é a única que me faz pensar em trair! – Exclamou passando a mão em meu rosto, eu a tirei de lá. – Para mim, trair é o ato mais grotesco que existe... Mas você me faz querer. – Fez uma cara meio desesperada, totalmente fofa. Apenas para constar.
- Não existe isso. Isso é apenas mais uma daquelas desculpas esfarrapadas. – Balancei a cabeça negativamente.
- Você não entende que é só você que me faz assim? O melhor, mas cafajeste? – Soltei uma risada.
- Não sou eu que te faço o melhor. – Funguei porque estava quase chorando. – Você é o melhor naturalmente, ninguém te faz assim, talvez o senhor e a senhora fizeram. – Soltamos umas risadas abafadas. Acariciei o rosto dele, ele fechou os olhos. – E é por isso que eu te amo. – Não consegui conter as lágrimas que agora escorriam. – É por isso que você é só meu. É por isso que você é o meu boybander que eu tanto amo. E é por isso que se um dia a gente ficar, vai ser pra sempre.
- É aí que você erra. – Fitou-me. – Sem você, nada disso existiria. Essas músicas? Essas letras? Não existiriam. Essa vontade de vir para o outro lado de Londres à noite? Não existiria. Essa vontade de mandar o mundo ao inferno e fugir com a garota mais perfeita? Não existiria. Meu mundo não existiria. – Nós dois chorávamos, não existia um momento mais perfeito que aquele: dois idiotas apaixonados que se declaravam chorando. Puxei-o para um abraço; encostei minha cabeça em seu ombro e ele sussurrou: - Um dia a gente vai dar certo e vai ser só eu e você.
Ficamos mais um tempo juntos, abraçados, sem falar nada. Um dos meninos ligou e ele teve que ir embora. “Como assim o celular dele pega aqui e o meu não?” Falou que em pouco tempo arranjaria um jeito de falar comigo, porque eu passaria o natal com ele. Só com ele. Sem , sem primo nerd e sem nenhum outro familiar. Pulou pela janela e eu fiquei ali, pensando em como aquele garoto me fazia ficar idiota e me declarar, eu ri pensando nisso; nenhum outro me fizera sentir daquele jeito. Ele era diferente, mas um diferente bom; um diferente perfeito.
Meggie voltou e perguntou o que tinha acontecido, já que eu estava com uma cara de idiota. Eu contei para ela todos os detalhes e nos abraçamos, conversamos e ela soltou que estava namorando! Foi a melhor noite naquele internato de merda! Resolvemos sair para comemorar, mas como não tinha nada útil aberto àquela hora, ficamos conversando perto da piscina.
Capítulo 7; come together
O namoro de Meggie e Aaron estava cada dia mais perfeito, ela não parava de sorrir e soltar comentários apaixonados, acabei sabendo que o de Teddy e piorava a cada dia, não posso dizer que eu não sabia, porque bom... eu sabia.
Os dias passavam e eu estava realmente feliz, talvez porque eu falara tudo o que sentia para , talvez porque eu ouvira tudo dele; independente do motivo, eu era uma feliz e bem humorada, até Meg estranhava algumas coisas, ou melhor, ria de muitas.
Uma semana antes de as “férias” de Natal e Ano Novo chegassem recebi um papel por uma das garotas do ginásio.
“Memories of Christmas time with you, will just kill me if I'm on my own.
Te espero na porta dia 23.”
Já imaginam a minha cara quando eu li, certo? Eu sorri feito uma idiota! Isso foi em um domingo; eu e Meg ficamos a semana toda planejando as roupas que eu e ela usaríamos (ela iria ser apresentada para a família de Aaron), as mensagens que trocaríamos... Ficamos imaginando como seria a nossa tão esperada semana, fomos totalmente fúteis, mas fúteis felizes e apaixonadas, digamos; bom, ela estava. Consegui ligar para minha mãe, que acabei descobrindo que estava no Hawai, só não sei fazendo o que; falei que passaria o feriado na casa de Meggie, ela concordou e desligou rapidamente, já que a máscara dela já estava passando do ponto; sabe como é né? Vida de madame.
Dia 23 de dezembro chegou, minha mala estava pronta e eu quase.
- ! – Meg exclamou.
- Meg! – Respondi com uma voz um tanto quanto idiota.
- É HOJE!
- EU SEI! – Nos abraçamos pulando, feito duas criancinhas de sete anos. – Mas e aí, ele vai passar aqui? – Perguntei calçando as botas da vadia.
- Vai sim, vai me esperar na porta. – Mordeu os lábios, sonhando, imagino. – E o famoso Mr. que eu nunca vi?
- Também!
- , você já parou para pensar que você vai ficar duas SEMANAS, QUINZE dias com um garoto? Sozinhos?
- Também não é para tanto Meg, são só 14. – Ela rolou os olhos.
- Mas e aí, vai rolar alguma coisa?
- Pára com isso Meggie! – Empurrei-a. – Eu ainda nem tenho 16!
- , pára de ser idiota. Você vai fazer 16 em alguns dias e bom, não é por idade que as coisas rolam. – Eu sei disso, e muito bem... Mas eu realmente não sabia se ia ou não rolar algo a mais.
- Se rolar, eu te conto. – Ela abriu a boca. – E se não rolar também. – Gargalhamos, pois era o que ela ia falar. Conversamos mais um pouco, acabamos de nos arrumar e revolvemos descer para encontrar o “meu” e o Aaron dela. Quando passamos pelo portão, com nossas básicas malas, nos perdemos com a grande quantidade de carros que estava ali, esquecemos que naquela época todos os pais, ou melhor, motoristas iam buscar os estudantes da bolha. Deixamos nossas malas no canto e Meg foi procurar Aaron, que já devia a estar esperando; também já devia estar lá, mas alguém precisava cuidar das malas e a escolhida fui eu. Após um tempo de tirar o esmalte preto de minhas unhas, ouvi alguém chamar por meu nome:
- . – A voz era grossa e parecia ofegante, olhei para frente, à procura de quem me chamava. – ! – Achei. Adivinha quem era? Não, não era o meu boybander favorito e sim meu ex-namorado: Teddy. O ignorei e voltei a atenção para minhas unhas. – ! – Ele pegou em meu braço.
- Me deixa Teddy. – Soltei-me dele.
- Você precisa me ouvir, ok? – Rolei os olhos. – Eu não estou mais agüentando sem você! Não consigo mais, realmente não.
- Teddy... Fofo... – Falei ironicamente. – Eu realmente não acho que sua namorada vá gostar de você falando isso para mim.
- Eu não estou mais com a . – Disse um tanto quanto desesperado.
- Pois é... E eu não estou mais a fim de você. – Sorri seca.
- Você precisa me entender , eu preciso de você. – Apertou meu braço.
- Teddy, me solta. – Fechei meus olhos e respirei fundo. – Você que resolveu namorar minha “melhor amiga”... – Fiz as aspas agressivamente. -...então encara que é com ela que você vai ficar.
- Eu não quero! – Me colocou contra a parede. – Eu quero você e quero agora! – Foi chegando mais perto, soltei-me dele e pedi para se afastar, quando ele tentou um beijo dei um tapa no rosto dele.
- Olha aqui Teddy; eu sofri muito por sua causa. Fui até o outro lado de Londres para ser consolada, na chuva, de pijama! Até foto nossa eu rasguei! ENTÃO ME DEIXA EM PAZ! – Saí brava dali, percebi então que , Meg e Aaron me encaravam assustados, junto com todos ao redor. Ouvi o meu nome ser chamado em vão, mas continuei andando até meus amigos. Teddy chegou perto de nós e Aaron mandou-o embora, já que ele ia estragar o dia de todos. Por final pegamos nossas malas, coloquei as minhas no carro de e Meg no de Aaron. Apresentei ao casal e quando fui me despedir de Meg, ela comentou sobre a gostosura “saliente” da criatura , pois é... amiga safada dá nisso.
Quando colocou as malas no carro, pulei no banco da frente do carro conversível dele e cruzei as pernas, esperando por ele.
- Você não acha que essa saia é muito curta não? – Perguntou enquanto fechava a porta.
- Honestamente? – Olhei para ele. – Não. – Ele fez uma careta.
- Eu acho. , isso é uniforme! Não se usam uniformes curtos assim! – Exclamava indignado.
- querido, você queria que eu parecesse uma menina-homem? Com aquelas saias largas e cumpridas?
- Perto dos outros garotos? – Eu concordei. - Sim! – Soltei uma risada.
- Pára de ser bobo, . – Rolei os olhos.
- Não estou sendo, apenas cuidando do que é meu.
- Tá bom, tá bom. – Ele deu a partida no carro. - Posso ligar o rádio? Posso? Posso? – Sorri exageradamente.
- Elaiá, eu vou ter passar o natal com uma criança?
- Não. – Mudava as rádios freneticamente, à procura de uma música boa. – Uma criança muito sexy.
- Ui. – Nós dois rimos. – , pega o cd que está no porta luvas! – Concordei, abri o porta luvas e arregalei os olhos.
- Boybander, você realmente acha que eu vou saber qual é o cd? – Havia pelo menos uns 20 cds naquele espaço minúsculo.
- Ah, droga. Os meninos colocaram os cds deles aí. – Fez uma careta fofa. – Pega qualquer um. – Parou no farol.
- Ok, vai na sorte. – Peguei um que estava jogado, voltou a dirigir.
Small, simple, safe price.
Rise the wake and carry me with all of my regrets.
This is not a small cut that scabs, and dries, and flakes, and heals.
And I am not afraid to die.
I'm not afraid to bleed, and fuck, and fight.
I want the pain of payment.
What's left, but a section of pigmy size cuts.
Much like a slew of a thousand unwanted fucks.
Would you be my little cut?
Would you be my thousand fucks?
And make mark leaving space for the guilt to be
liquid.
To fill, and spill over, and under my thoughts.
My sad, sorry, selfish cry out to the cutter.
I'm cutting trying to picture your black broken
heart.
Love is not like anything.
Especially a fucking knife.
Nós sabíamos a música inteira, adorávamos “recitar” aquela parte; pelo menos eu.
- Começou bem! – fez uma cara sexy, meio careta, meio bico.
- The Used babe! – Gargalhamos.
Look at me, you can’t tell
By the way I move and do my hair
Do you think that it's me?
Or it's not me I don't even care.
I'm alive
I don't smell
I'm the cleanest I have ever been
I feel big, I feel tall, I feel dry... DRY!
Nossa, como eu amava aquela música. Como eu amava aquele vento que vinha em meu rosto, talvez nem tanto, porque bagunçava meu cabelo, mas eu estava feliz. A música acabou e começou a tocar uma do From First to Last. Enquanto nós conversávamos, eu me toquei que eu ainda não sabia para onde nós estávamos indo.
- Babe?
- Oi fofa...
- Hum... tipo... para onde nós estamos indo?
- Ah, HAHAHA, verdade! – Deu um soco no volante. – Que engraçado! Você não tem a mínima idéia do que nós vamos fazer nesse big & happy holiday!
- , você tem problemas. – Rolei os olhos.
- Você também , fica tranqüila. – Fiz cara de brava e ele mandou um beijo, como eu odiava aquilo.
- Ok, para onde nós estamos indo? – Virei-me para ele.
- AND IT FEELS LIKE HOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOME! – Ele cantou animado.
- Fazer o que na sua casa?
- Ui! Um sexo selvagem e animal.
- ! – Dei um tapa em seu braço.
- , sua louca! – Soltou uma risada. - Eu estou dirigindo!
- E isso é desculpa agora?
- Se você quer chegar viva em casa, sim. – Dei de ombros. – Os meninos estão em casa, a gente vai passar o natal juntos. – Meu coração disparou, então nós não íamos ficar a sós? Talvez isso fosse bom; talvez não.
- Você não falou que nós íamos passar sozinhos? – Perguntei, fazendo-me de indiferente.
- Fica tranqüila, minha safadinha, nós vamos. – Abri minha boca, espantada, mas ele continuou. – Eles vão visitar as famílias depois, aí a casa será só nossa! – Lambeu os lábios e deu uma pequena piscada para mim.
Chegamos em casa gargalhando. Como eu podia passar tanto tempo longe da criatura ? Como?
- BOYBANDER? – Ouvimos uma voz gritando.
- Viu o que você fez ? – Sussurrou em meu ouvido e berrou um ‘SIM!’ em resposta. Passos desciam as escadas rapidamente e em cerca de instantes estava no chão, escondido embaixo dos meninos.
- ! – gritou feliz ao me ver, olhando para cima, após um tempo.
- ! – Sorri. Ele levantou-se facilmente, por estar em cima, me abraçou e pegou em minha mão.
- Tem tanta coisa nova aqui em casa para te mostrar! – Começou a me puxar pela casa. – Olha a nossa televisão! É de plasma ! – Apontou animado e soltei uma risada. – E olha, eu, ouviu? EU, comprei comida para você! Não só porcaria, comida! – Ele era extremamente fofo. pegava todos os itens da geladeira e me mostrava, falando o quanto ELE tinha pensado em tudo.
- Cara, sério. Deixa a em paz! – gritou da sala.
- EI, VOCÊ VEIO COM ELA O CAMINHO TODO, DEIXA A GENTE OW!
- CARA, EU CONHECI ELA ANTES!
- E DAÍ? O QUE IMPORTA É A INTENSIDADE DA COISA, NÃO O TEMPO! – Que fofos! Os dois estavam brigando por mim!
- VELHO, PÁRA DE FALAR MERDA! DEIXA ELA VIR AQUI!
- NÃO!
- EU VOU QUEBRAR VOCÊ!
- , relaxa. Vou lá só para o não encher, mas eu já volto, ok?
- Tá... – Ele fez bico. Segurei o rosto dele e dei um pequeno beijo em sua bochecha e fui ao encontro de .
O primeiro dia foi ótimo, nós rimos muito, nós cinco. já havia preparado tudo, o quarto dele estava todo arrumado, já que eu que iria dormir ali. O banheiro estava estranhamente limpo, pelo menos para um garoto; eu não lembro como era o banheiro dele antes para poder fazer uma boa comparação.
Os meninos pediram pizza e muita, realmente muita cerveja. Bebemos, comemos, bebemos mais, um pouco mais e fomos ver um filme, bebendo também. Preciso dizer que no fim do filme estávamos um tanto quanto, hum... como posso dizer... alegres? Talvez...
Fomos dormir assim que estavam todos largados no chão, reclamando de dor de cabeça. levou-me até o quarto, pois disse não ser seguro eu ir sozinha; sim, ele era estranho, mas fazer o que? Eu deitei e ele sentou-se na ponta da cama.
- ? – Chamei um tempo depois.
- ...
- Me ajuda a levantar? – Bocejei. Ele concordou e ajudou-me. – Já venho, vou me trocar. – Peguei um pijama e fui para o banheiro. – Ai! – Gritei.
- Você está bem?! – Perguntou preocupado.
- To sim, só bati o joelho na parede, não me pergunte como.
- HAHAHA, não vou. – Ouvi reclamar da dor de cabeça e falar que não podia rir. Saí com meu pijama, um dos meus favoritos, era basicamente uma calça cinza, preta e vermelha, listrada e uma camiseta preta, justinha. Deitei na cama. – Pequena, acho que já vou deitar... – Comentou coçando os olhos.
- Ah não, fica mais um pouco... – Pedi com uma voz carinhosa; ele assentiu com a cabeça. – Vem aqui. – deitou ao meu lado, coloquei minha cabeça em seu peito e uma mão em sua barriga, ele me abraçou.
- Eu estava com saudades. – Beijou o topo de minha cabeça.
- Eu também... – Dei um sorrisinho. Graças a Deus eu não era dessas pessoas que falam merda quando bebem. Deitei com a cabeça em meu travesseiro, virada para ele; o boybander virou-se para mim também. Acariciei seu rosto lentamente, eu realmente não saberia viver sem ele. deu um beijo em minha mão; deu outro, mais outro... Meu coração começou a bater mais forte, o incrível era que apenas ele conseguia fazer isso. Espalmei minhas duas mãos em seu peito, ele começou a aproximar-se; a tensão definitivamente estava aumentando. Quando ele estava prestes a me beijar, recuou.
- Eu não posso fazer isso. – Levantou-se rapidamente.
- Porque não? – Ok, ele era mais confuso do que eu! Se isso for possível.
- A gente bebeu, . Eu não quero que o nosso primeiro beijo seja assim. – Awn! Não era uma gracinha?
- , você sabe que a gente já beijou uma vez, certo?
- Ah , você me entendeu! Eu só não acho que deva ser assim.
- Ok então. – Me cobri. – Você ainda vai ficar aqui? – Perguntei um pouco seca; talvez eu realmente não tivesse motivo, talvez tivesse.
- Acho melhor não; posso fazer coisa errada.
- Boa noite então. – Sorri; confesso que não foi um sorriso verdadeiro.
- Boa noite, fofa. – Deu-me um selinho e saiu do quarto.
Fiquei ali, deitada naquela cama pensando por um certo tempo, até que o sono me venceu e eu adormeci.
Capítulo 8: a moment like this
Uma luz incomodava meus olhos quando eu finalmente despertei, não sabia que horas eram e nem tinha menor noção de tempo ou espaço. Bocejei e cocei meus olhos. Ok, eu pareço um cara quando eu acordo. Preciso mudar isso. Pensei enquanto me dirigia ao banheiro para escovar os dentes. Com uma certa demora, consegui alcançar meu objetivo, prendi meus cabelos e fui até a cozinha.
- Ok, eles não têm relógio por aqui não? – Olhava para os lados inquieta para saber que horas eram. A casa estava completamente silenciosa. Entrei na cozinha e vi um corpo encostado no balcão, de costas para mim. – ? – Perguntei.
- ? – Mirou-me com uma caneca enorme de café. – Bom dia! – Veio até mim e me deu um pequeno beijo na testa.
- Bom dia. – Falei baixinho.
- Quer café? – Assenti com a cabeça. – Nós vamos ficar algumas horas sozinhos, já que os meninos acordam tarde... – Mostrou-me duas canecas; uma grande e outra pequena; apontei para a grande. -...é todo dia assim. Pode encher?
- Aham...
- Uma das minhas! Gosta de cafeína!
- Sou movida à cafeína! – Sorri.
- Boa menina! – Entregou-me a caneca. Nós ficamos ali na cozinha por um bom tempo; conversamos bastante e soltamos boas risadas para àquela hora da manhã (após um tempo descobri que ainda eram nove e meia). Os meninos acordaram à uma hora e comeram porcarias, como era previsto; eu comi uma comida boa que havia comprado para mim.
O final da tarde chegou e nós cinco fomos tentar fazer a janta, a grande ceia natalina.
- Mas aqui fala pra tirar o lacre do peru! – exclamava indignado apontando para a ave congelada.
- Cara! Não é para tirar! O negócinho sobe quando estiver pronto! – lia as instruções.
- O que você acha, ? – olhou para mim.
- Erm... Gente, eu não sei! Eu não cozinho em casa!
- Sua inútil! HAHAHA. – Ele riu de mim.
- Ow! Eu não sou inútil! Apenas não sou uma boa dona de casa.
- ... – olhou em meus olhos. -...você seria uma péssima dona de casa! Nem do seu filho você cuidaria direito!
- ! Não fala isso!
- É mesmo! – Interrompeu . – Imagina se eu for o pai? Não fala isso da minha futura mulher!
- , cala a boca! – Meu boybander repreendeu-o com ciúmes. – Ela nunca será a SUA mulher.
- Meninos, já deu, né? – Aquela discussão era algo completamente fútil; eu provavelmente não casaria com nenhum dos dois! Eu era extremamente nova para pensar nisso, até porque eu nem sei se eu pretendo um dia me casar; não que eu seja contra o casamento, ah! Dane-se.
- É caras, vamos fazer isso aqui e pronto. – finalizou a briga.
- E aí, como os inúteis vão fazer o peru? – arqueou a sobrancelha com um ar de superioridade, sentado ao meu lado, em cima da bancada.
- , você não acha melhor ligar para a sua tia? – Sugeri meigamente.
- BOA! POR ISSO QUE EU TE AMO! – Deu um beijo em minha bochecha e saiu correndo atrás do telefone. Todos rimos dele. – QUAL O TELEFONE DELA? – Eu gritei o número, já que a fora minha melhor amiga por muitos anos, nada mais óbvio que eu soubesse o telefone dela de cor.
- E aí meninos, o que vocês têm planejado para este natal? – Puxei assunto.
- Nós vamos ver nossas famílias... – Respondeu ; acabamos conversando sobre as nossas famílias e sobre quando eles iriam, que seria ou no dia seguinte, ou no após. Quando voltou, ele não falou com ninguém até conseguir colocar o peru dentro do forno e conseguisse o ligar. Ao recomeçar a falar, passou “tarefas” para cada um de nós.
- , você vai lavar a salada e fazer algum molho bom. – Soltei uma pequena risada pelo jeito que ele falou. – ... Bom... Você é desengonçado. Então... Abre a lata com o molho para o peru e deixa separado. faz o macarrão e o molho e ... Hum... Faz a sobremesa! – Após isso todos começaram a falar ao mesmo tempo.
- DESENGONÇADO?! EU?!
- Onde tem massa? Que molho? Tem receita? E se eu me queimar, dude?
- Pode ser sorvete?
- Se virem! HAHAHA. Eu vou ver a lavar salada! – Deu de ombros e abraçou a minha pessoa por trás, colocando sua cabeça ao lado da minha.
- , eu preciso pegar a salada na geladeira, você sabe, né?
- Sim. – Senti ele sorrir.
- Então me dá licença... – Tentei desvencilhar-me dele, mas não consegui.
- Vou contigo então. – Beijou de leve minha orelha e fez eu começar a andar.
Minutos depois a cozinha estava uma bagunça, cada um parecia mais doido que o outro enquanto tentava fazer a sua parte da “tarefa” e apenas continuava abraçado em mim, não fazia nada, apenas observava, soltava comentários e me tentava.
- TERMINEI! – gritou meia hora mais tarde.
- Dude, você é um inútil. – comentou.
- Boybander, não fala isso do zinho! – Dei um tapa nele.
- Oh o zinho, tadinho! – Os meninos brincaram.
- Ê , você consegue fazer todos me zoarem mais né? – Ele fez uma cara de decepção.
- Pow , não sou eu que demoro trinta minutos para abrir uma lata!
- TOMA! – Todos gritaram ao mesmo tempo, eu apenas ri.
- Nossa ... – fingiu-se de bravo -...depois dessa não quero mais nem saber de você. – Gesticulou de um jeito extremamente gay e saiu da cozinha.
- GAY! – zoou.
Quando todos acabamos o que devíamos fazer, estava babando no sofá da sala. Deixamos-no ali e os meninos foram jogar videogame. Fui para o quarto de encarar o teto, pensar no que estava acontecendo, em tudo o que havia mudado após eu conhecer ele. Devo dizer que antes eu era uma mal comida, sério, eu era muito mal humorada e arrogante! Vai dizer que vocês não acham? Pelo menos eu acho.
Resolvi dar uma volta no quarto dele quando o tédio chegou; achei uma gaveta apenas de cartas de fãs, juro que não sabia que eles faziam tanto sucesso assim.
“, uma amiga minha me falou que você tem um caso com uma amiga de uma amiga da prima dela. É verdade? Eu não sei. Mas eu queria que não, sabe? Porque eu gosto muito de você, de verdade... Eu queria poder ter uma chance com você, não ser apenas mais uma em sua vida.
Beijinhos da sua fã número um, Rebecca.”
Fãs são tão ridículas assim? Continuei a ler as cartas, achei umas que desabafavam, falavam da família; umas que contavam seus problemas, outras que falavam de shows que haviam ido, umas com fotos delas mesmas, deixando seu MSN ou algo do tipo. Será que elas realmente achavam que ele as adicionaria? Eu estava lendo uma carta quando minha boca abriu de espanto:
“Oi ! Eu não sei se você lembra de mim, mas não deve lembrar... Eu sou a Felicity, uma menina que você viu quando estava com a , do segundo ano... Do internato St. John’s... Você me deu um autógrafo quando eu fui buscar meu dvd de volta com ela...
Bom, de todo jeito... Eu nem sei realmente porque eu estou te escrevendo... Mas eu queria te deixar avisado que não é bom você se relacionar com aquela garota...”
Minha boca realmente abriu. Como assim uma idiotinha qualquer falava isso pra ele?
“...de verdade, ela é não é uma boa pessoa. Ela é uma vadia! Ela e a amiguinha dela Meggie são arrogantes, estúpidas e usam todas para conseguir o que quiserem. Eu odeio ela, profundamente. Mas é apenas um conselho de amiga (:
Seja feliz, mas não com a ! :D
Beijo!”
Quando acabei a carta eu estava rindo. São por coisas assim que Meg e eu somos famosas naquela bolha; sinceramente, quem a menina pensava que era para sar um “conselho de amiga” para ? Que tipo de amiga ela é sendo que ela quase caiu no chão de tanto tremer ao vê-lo? Ai, isso é tão engraçado.
Guardei as cartas de no lugar e continuei a fuçar o quarto dele, quando estava sentada em sua mesa, lendo os papeis que ele guardava, achei uma letra de música, acho, que devia estar em criação ainda; mas não consegui acabar de ler, pois ele entrou no quarto.
- Senhorita , o que você faz em cima da minha mesa lendo as minhas coisas? – Perguntou na porta do quarto, batendo o pé, de braços cruzados.
- Ah, matando o tédio! – Fiz uma cara de bebê.
- Matando o tédio e...?
- E o que ? – Dobrei a letra da música e guardei onde estava.
- E ficando cada vez mais apaixonada por mim! – Sorriu como uma criança que ganha doce.
- Não, apenas achando que você é prepotente demais para o meu gosto! – Dei de ombros.
- Nossa ! Lógico que não! Você me ama! Eu não sou prepotente por isso! – Falava como se fosse óbvio, se defendendo.
- Lógico , lógico.
- Que bom que você sabe, amorzinho! – Estendeu-me a mão para eu sair de cima da mesa.
- , a idiotinha do St. John’s te mandou uma carta me xingando! – Exclamei enquanto pulava ao chão.
- , que coisa feia! Ficar lendo minhas cartas! – Balançava a cabeça negativamente fazendo um som com a boca.
- ! Isso é o de menos! A menina estava me xingando! – Dava tapas nele indignada.
- Ela estava te xingando e eu que apanho? – Soltou uma risada.
- Você não fez nada em relação a isso?
- Fiz! – Fechou os olhos e sorriu.
- O que?
- Isso! – Me abraçou e começou a dar vários beijos em meu rosto.
- ! Pára! – Eu ria. – Pára!
- Você não quer que eu pare que eu sei! – Iniciou uma sessão cócegas.
- , pára com isso! – Sai correndo por cima da cama, ele foi atrás. Corremos pela casa, pelo quintal, pela casa e pelo quintal de novo, por fim nos jogamos na grama cansados por toda aquela “atividade física”, segundo .
Ficamos ali, ofegando, por muito tempo.
- Sonhei com isso tantas vezes. – Ele soltou.
- Que? – Perguntei confusa.
- Esse momento. Eu e você olhando o céu. Já sonhei tantas vezes com isso.
- , você está bem? Não conseguiu falar em uma frase. – Perguntei virando meu rosto para ele.
- Não podia estar melhor, . Meu melhor sonho se realizando. – Sorriu meigamente. – Vem pra cá... – Puxou-me delicadamente pela cintura. Deitei-me em seu peito.
- Para ser bem honesta, eu também já sonhei com isso. – Mordi meu lábio inferior.
- Ótimo, dois sonhos realizados de uma só vez. – Sorrimos e voltamos a olhar o céu. – ... – Ele falou um tempo depois, eu o olhei. – Te amo.
- Te amo muito mais, boybander. - Um vento passou e eu tremi, ele me abraçou mais forte então, talvez por saber que estava com frio, talvez por achar que fosse pela nossa troca de carinho; não que não fosse nem um pouco. Nossos corações palpitavam fortemente, nossas mãos tremiam e suavam, apesar do frio. Nossos corpos de arrepiavam a cada carinho. Era o momento perfeito.
Capítulo 9; clouds can’t be good
- ! – bateu na porta do quarto, acordando-me de meus pensamentos.
- Eu! – Respondi, ainda sentada no chão, apoiada em sua cama.
- Posso entrar? – Perguntou ainda do lado de fora do quarto.
- Pode sim... – Respondi calmamente e passei a mão em meu rosto, como sinal de cansaço ou algo do tipo. veio calmamente, empurrou-me um pouco para e frente e sentou-se atrás de mim, comigo apoiada em seu peito.
- , você está bem? – Acariciou meus braços, como se me esquentasse.
- Aham... Só estava pensando um pouquinho. – Suspirei. O quarto estava com a luz apagada, iluminado apenas pela luz da lua; e nós sentados defronte à janela aberta.
- Fiquei preocupado contigo... Logo depois de a gente estar junto no quintal... hum... você desapareceu... – Pareceu um tanto quanto apreensivo ao falar.
- Eu sei querido, desculpa... É que... sei lá... eu precisava pensar um pouco. – Dei um beijo em sua bochecha como que se eu mostrasse que ele não tinha feito nada errado.
- Eu posso saber em que você estava pensando? – Perguntou inocentemente.
- Você já deve imaginar... – Fechei os olhos quando ele me abraçou.
- Pior que sim. e sua nuvem de confusão em relação à vida e ao seu amor, .- Dei uma risada e apoiei minha cabeça em seu ombro.
- Ai , eu não sei o que eu faria sem você. – Inspirei fundo e recebi um beijo demorado em minha bochecha.
- E você não vai precisar saber, . Você sabe que eu estarei sempre aqui, independente de quando.
- Eu sei amor, eu sei. – Apertei a perna dele que estava ao meu redor. – Eu só tenho medo de que algo ocorra com essa sua fama e você... Sei lá... Esqueça do seu sentimento por mim. – Mordi meu lábio e me arrepiei com um vento gelado que entrou pela janela.
- , olha pra mim. – Virei-me de costas para a janela, a fim de ficar cara a cara com meu boybander favorito. - Você precisa primeiramente entender que eu me conheço e principalmente os meus sentimentos. Eu não sou como muitos dos caras que só brincam com as meninas. Quer dizer, talvez eu seja assim, mas não com você. Você, mais do que todos deveria saber disso.
- Ah ... É complicado pensar que qualquer cara largaria todas as groupies histéricas para ficar com uma garota só, sabe?
- Eu entendo , eu entendo. Mas sabe, você tem que ver a vida de outro jeito. Sabe, nada na vida é fácil nem perfeito, mas também não existem apenas coisas ruins. Em tudo existe pontos altos e baixos. – Se não existe nada perfeito, o que nós tivéramos antes havia sido um ponto muito, muito, muito alto mesmo. – Histórias que você sonhou realizar só serão possíveis se você tentar. – Deus, uma luz viera na criatura. - Sinta o sabor do vento ao olhar o mar...
- Que? – Ok, ele estava alucinando.
- Shiu , estou inspirado. – Fechou os olhos, pegou em minha mão e recomeçou. – Essa nuvem de confusão já vai passar, mas enquanto isso, nunca vire as costas pro mundo. Siga sempre sem chorar, é a única solução de continuar com a cabeça erguida. – Apesar de eu ter a leve impressão que ele havia ensaiado o que estava dizendo, ele estava certo, era a única solução.
- Você tá cer... – Ele fez um sinal com a mão para eu parar de falar; ele fez uma cara de concentrado e continuou:
- Então , porque você não pára de sofrer se há alguém que pode te fazer feliz? E não só pode, como quer? – Sorri, o que ele estava dizendo era realmente bonito. – Agarre a vida sem ter medo de errar, porque se você sempre estiver com medo, você não viverá uma vida, e sim algo incompleto. – Com certeza uma luz descera nele, certeza absoluta. – Não baseie os fatos em comparações prévias ou feitas pela mídia, pois vivemos em um mundo ilusório.
- Agora eu posso falar? – Ele riu.
- Pode sim.
- Eu concordo com tudo o que você falou, apesar de parecer um pouco ensaiado. – O boybander soltou uma gargalhada. – Tentarei agarrar a vida sem ter medo de errar, embaçarei os meus olhos com a luz do sol, gritarei para todos que...
- Ôw amorzinho...
- Eu.
- Você sabe que eu não falei nada de luz do Sol que embaça os olhos nem de gritos, certo? – Olhava-me confuso.
- Sei sim, mas eu também tenho direito de dizer coisas aleatórias.
- Verdade, verdade. – Ok, ele era simplesmente uma graça, não era? - Ok, vou deixar você e seus pensamentos aí... – Deu um pequeno beijo em meu pescoço e levantou. – E ah, se arruma que em uma hora a gente vai sair. – Ok, uma breve pergunta: quem sai na véspera de natal? E quem sai, para onde vai? Sendo que tudo deve estar fechado.
- Posso perguntar para onde? – Ri.
- Nops. Surpresa amorzinho! – Mandou um beijo e sai do quarto. “Gosh, como eu odeio isso.” Levantei e fui ao banheiro para tomar um banho, já que iríamos sair em pouco tempo.
Vinte minutos depois e um cabelo muito cheiroso (não, eu não sou convencida e o meu cabelo não fede normalmente, mas é só que ele estava muito cheiroso. HAHAHA. Sério mesmo.) eu não tinha a mínima noção de que roupa eu iria colocar, uma vez que eu não sabia para onde íamos. Enrolei-me na toalha e fui até a porta do quarto:
- Doug? – Chamei baixinho. – Danny...? – Sem resposta. – Tom? – Também não. – Ôw Harry das baquetas? – Ok, eu concluí que se eu continuasse a quase sussurrar, nenhum iria ouvir. – ALGUÉM? – Gritei.
- OI! – Ouvi quatro vozes diferentes.
- Será que alguém poderia vir aqui? – Indaguei em um tom relativamente alto.
- O tá indo! – Um deles respondeu e passos começaram a se aproximar.
- Sim madame, em que posso ajudá-la? – Fez uma reverência, nós dois rimos.
- Que tipo de roupa eu uso? – Ele gargalhou com a pergunta.
- Como assim? , você sabe que eu sou um garoto, certo? – Falou sério.
- ! Pára de bancar o bobo. – Dei um tapinha em seu braço. – Eu to falando a verdade, porque você não me diz em que lugar nós vamos, então eu não tenho a mínima noção se eu vou com roupa chique, roupa de ficar em casa, pijama...
- Com a roupa que você está definitivamente não. – Eu olhei para baixo e vi que além de eu estar de toalha, ela era um tanto quanto curta.
- . – Chamei. – . – Nada. – ! – Ele me olhou. – Bom menino. – Sorri. – É sempre bom olharmos para o ROSTO das pessoas, certo? – Ele corou.
- Ah , vai com qualquer roupa. – Deu de ombros.
- Ok, vou de mini saia então.
- ... – Olhou-me bravo. – Nós vamos estar em um ambiente aberto. – Fez cara de intelectual ao dizer.
- Ah, agora sim estamos progredindo. E vai ser um ambiente aberto com poucas ou muitas pessoas? – Imitei-o no jeito de falar.
- Acho que uma quantidade suficientemente grande para a véspera de natal. – Olhei-o um pouco desconfiada, beijei sua bochecha e entrei novamente no quarto. O que diabos aquela criatura estaria aprontando? Fui até minha mala e separei uma roupa.
- ! – Ouvi gritarem do andar inferior.
“Garoto tem cada coisa, viu?” Pensei enquanto colocava minhas argolas, calcei minhas botas e desci.
- Tinha que ser a . – zoou enquanto ouviam apenas o barulho de meus passos.
- , você me falou uma hora. Passaram-se exatamente... – Olhei no relógio. -...53 minutos.
- Mas eu nunca achei que você realmente precisasse de todos os 60 minutos contidos na hora. – Quando eu ia começar a fala ele me empurrou para começarmos a andar. Todos se levantaram também e então saímos de casa. Uma van cinza com os vidros muito negros nos esperava logo em frente à casa branca.
- Eles tiraram o adesivo? – Um dos meninos perguntou.
- Acho que sim, sendo que nós não o estamos vendo, concorda? – Outro respondeu ironicamente.
- Adesivo? – Indaguei confusa a , porém já imaginando o que viria a seguir.
- Nada, nada. – Ele tentou engajar um outro assunto qualquer, para eu não perceber a conversa sobre o adesivo, ou para tentar esquecê-la.
Entramos na van e dois dos meninos foram para a última fileira de bancos, onde havia um homem que para mim, até aquele instante, era um total desconhecido. O outro que sobrou, se não contarmos , sentou-se em uma fileira paralela à ultima, onde também havia dois homens desconhecidos. No final, o boybander e eu sentamos na única fileira que era virada ao contrário; como estávamos sozinhos ali, encostei na janela e pousei minha perna sobre as dele.
- Vai , me conta aonde nós vamos. – Comecei uma conversa paralela às outras com o boybander.
- , larga a mão de ser mulherzinha? – Olhou-me sério.
- Você quer que eu vire homem agora? – Arqueei uma sobrancelha.
- Não, idiota. Só quero que você pare de ser tão curiosa.
- Que educado o senhor, não? – Ele mostrou a língua. Desisti então de tentar convencê-lo a me falar aonde iríamos, até porque eu já tinha uma remota idéia. – Quem são? - Perguntei apontando aos estranhos.
- Não aponta, ! – Abaixou minha mão, porém com delicadeza. Um xuxu este garoto, devo confessar. – O careca é o Neil. – Apontou para o que estava na última fileira. – Agora aquele – indicou com a cabeça um homem de camisa social – é o Fletch, nosso empresário. E o que está ao lado dele, acho que é primo do ou coisa assim. – Deu de ombros.
- Ah sim. – Concordei e encostei minha cabeça no vidro gelado, a fim de ver o lado de fora. Ah, como aquela cidade era linda. Não sei se eu cheguei a algum dia realmente parar para pensar em como eu tinha sorte em morar em um lugar como aquele. Talvez eu tenha ficado muito tempo admirando aquela paisagem, talvez o lugar fosse perto demais, mas em um piscar de olhos a van estava parada e os meninos estavam descendo. delicadamente entrelaçou nossas mãos e seguimos os outros.
Estávamos em um local parecido com um estacionamento, mas aqueles de show, sabe? Havia diversos carros parados, e uma barreira de madeira em volta, pelo menos quase em volta de tudo. Onde a barreira não era de madeira, era de metal, onde milhares de garotas estavam paradas e gritavam absurdamente alto coisas como “DANNY, EU TE AMO!”, “FLETCHER, CASA COMIGO!” ou qualquer coisa assim. Agora sim eu sabia onde nós estávamos.
- – o careca chamado Neil falou – vocês entram no ar em pouco tempo, pega um crachá pra sua amiga e vão para o camarim. – Após ele falar isto, foi ao encontro dos outros garotos, que estavam dando autógrafos.
- Seu bobo – falei – porque você não me contou que vocês iam fazer um show?
- Ah, era surpresa. Mas ninguém colaborou comigo! – Fez um biquinho.
- Ai, que dó do meu boybander favorito! – Virei-o de lado e dei um beijo em sua bochecha. – Ninguém colaborou com a surpresa do neném! – Ele concordou, fazendo-se de vítima.
- Mas eu sei que a minha garota ainda vai se surpreender muito essa semana, apesar dos obstáculos querendo o contrário. – Gargalhei.
- Sua garota? Onde? – Virei meu rosto procurando.
- Bem aqui. – Puxou-me pela cintura e deu um beijo estalado bem próximo a minha boca, realmente bem próximo.
- ! Vamos! A gente entra no ar em pouco tempo! – gritou puxando-o pela mochila enorme que ele levava.
- Ai, credo. – Ele falou. – Vem amor, vamos arranjar um passe pra você.
E assim fomos até uma mulher que tinha um fone de ouvido e andava hiperativamente de um lado para o outro, pegamos um passe para mim (que por sinal era um cracházinho muito feio) e fomos de mãos dadas até o camarim. Era boa aquela sensação de parecermos um casal.
Capítulo 10; the concert
A falta de luz estava fazendo eu ficar inquieta, os gritos dos fãs estavam aumentando minha expectativa e o pequeno beijo de fizera meu coração disparar. Aquele seria o momento ao qual eu me orgulharia de meu boybander pessoalmente, o momento ao qual eu presenciaria seu talento.
Ouvi o bumbo da bateria ser tocado uma vez. Agora os pratos. O bumbo novamente com um lance de luz. O baixo fora tocado. Meu coração palpitava extremamente forte. Era , meu e eu estava ali. Eu estava logo ao seu lado, dando forças para seu show. O show.
Uma introdução começara junto com uma forte iluminação. Um foco de luz branca passava pelas milhares de pessoas que estavam ali, de pé, na véspera de natal vendo os meninos tocarem. Aquilo tudo era muito lindo, meu orgulho por eles eram imenso.
Após uma seqüência de músicas e inúmeras brincadeiras dos garotos, foi até o microfone conversar com o público, aparentemente.
- Então galera desocupada que vem aqui em véspera de natal! Como vão vocês? – Só ouvimos gritos em resposta. – Eu estou bem também, obrigado por perguntarem. – Coçou a cabeça, aparentemente pensando em algo para falar. – Mas então, o que vocês vão fazer hoje e amanhã? É, eu sei que eu não vou ouvir, posso contar então o que eu vou fazer? Então, hoje a gente preparou um jantar e uma amiga minha veio em casa e... – o interrompeu.
- Amiga, ?
- Ok, eu assumo, ela é a minha esposa! Vamos fazer quanto tempo de casados, amor? – Olhou para onde eu estava.
- Nossa, olhem como ele é um marido super atencioso! – brincou.
- Mal sabe a data do casamento! – se manifestou.
- Eu sei a data! – revidou. – Só não sei o ano! – Ele foi se aproximando de mim. – Vocês querem conhecer a minha esposa? – Correu novamente até o meio do palco. Conseguíamos apenas ouvir gritos e mais gritos. – Esperem um pouco então! – Deixou o microfone e veio até mim.
- , volta para o show! – Andei para trás, à medida que ele e a câmera se aproximavam.
- Não , pára de besteira, vem!
- , pára com isso. Sério! – Tentei afastar-me dele.
- Ixi, eu acho que há problemas no paraíso, você não acha ? – perguntou.
- Eu acho. – Ele respondeu.
- Lógico que não, meninos. – se meteu. – Ela só é muito tímida, vocês sabem disso. – Eles gargalharam. – Mas se ela não quiser, quem ia querer ficar com a criatura ? – Perguntou para os fãs.
- , vem logo!
- , sério. Vai lá, curte o seu show. Depois a gente curte em casa.
- Ui, curtir em casa. Gostei disso. Ok, você não vai lá então. – Deu-me um pequeno beijo na testa. – Mas eu vou cobrar. – Deu uma piscadela e voltou ao palco.
- Como assim você voltou sem ela? – Um dos meninos indagou.
- Ela não me quer. – O boybander fez bico.
- Eu te quero amor, sempre te quis! – se declarou fazendo uma cara nada masculina. – Ele não me quer gente! – Fez cara de choro ao ver o olhar de .
- Esperem! – A criatura falou e sem eu ao menos perceber, eu estava sendo carregada no colo para o meio do palco, eu corei instantaneamente; senti meu rosto queimar. Ele me colocou no chão e me abraçou. – Ela não é linda? – Eu apenas sorri. – Gente, conheçam minha esposa! ! – As menininhas histéricas gritavam e eu pude ver uma grande quantidade delas chorando.
- Olha que meiga, ela corou! – Um dos meninos apontou e depois começou a rir.
- Ah, brigada fofo. – Falei tentando sair do palco, mas ainda presa.
- Então amor, voltando ao nosso tempo de casamento, faz quantos anos que estamos casados?
- Você realmente não sabe, seu ingrato? – Ele fez que sim com a cabeça. – Então fala. – Ele ficou parado. – Dois anos. – Ele sorriu e deu-me um selinho, eu sorri e saí do palco graciosamente.
- E esta foi a nossa cunhada! – berrou.
- Dois anos minha gente! HOJE FAZ DOIS ANOS! – pulou no palco. – Ok, agora uma música para finalizar e de presente à minha esposa: “Met This Girl”!
- Ai , você devia ter visto a sua cara. Foi a coisa simplesmente mais engraçada do mundo! – O boybander falou quando me encontrou no backstage.
- , não teve graça.
- Ah , teve sim. – aproximou-se de nós.
- Verdade! – deu um beijo em minha testa e entrou em uma porta onde havia um papel escrito “McFLY”.
- Vem amor. – entrelaçou nossas mãos e seguiu o amigo. Entramos no camarim; lá não havia nada mais que um pequeno sofá preto, uma pequena televisão e muita comida e bebida. Era óbvio que não seria muito chique o ambiente, já que ali fora improvisado, pois o show fora em um ambiente aberto. – , joga uma cerveja pra mim? – Quando a recebeu virou-se para mim e ofereceu um gole, eu aceitei.
- Nós vamos tomar banho onde? Aqui ou em casa mesmo? – perguntou.
- Eu vou em casa, meus cabelos necessitam um cuidado especial. – Retrucou dando um longo gole na garrafa que tinha nas mãos. – Que foi? Eles são sensíveis! Meus produtos são caros, ta?
Ficamos ali, esparramados pela sala por um bom tempo, rindo, brincando até ouvirmos uma batida na porta.
- Pode entrar! – Um deles gritou. A pessoa aparentemente ouviu, pois abriu a porta lentamente e colocou a cabeça para dentro da sala.
- Erm, com licença... – Era uma garota de uns 14, 15 anos aproximadamente; muito loira, de olhos muito claros que brilhavam ao passar de garoto em garoto.
- Oi querida – o que estava mais perto da porta a cumprimentou – qual o seu nome?
- Eu me chamo Roberta. Desculpem por entrar aqui, mas o Neil deixou-me entrar e...
- Magina, pode entrar! – O que a cumprimentou levantou e foi a abraçar; logo fechou a porta atrás dela. Todos se apresentaram (mesmo ela os conhecendo) e deram pequenos abraços nela, quando chegou a minha vez, eu não sabia o que fazer, já que ela talvez pudesse ignorar minha presença.
- Você é a , não é? – Abraçou-me também, o que eu achei extremamente fofo de sua parte.
- Sou sim. – Sorri meigamente. Ouvi um dos meninos dizendo que ia tomar uma ducha ali mesmo e que já voltava, para Roberta não ir embora, outro chingando alguém que eu não entendi quem; , porém, continuava ao meu lado, mesmo sem prestar atenção em mim e na garota.
- Você e o formam um belo casal. – Elogiou um pouco sem graça. – Sempre vejo fotos de vocês por aí. - Erm, pera aí. Fotos? Como assim?
- Desculpa – tentei não ser indelicada – mas que fotos? Onde?
- Na Internet! – Falou rapidamente e como se fosse algo óbvio; quando viu que eu aparentava confusão indagou: - Você nunca chegou a ver? – Parecia chocada por eu não saber da existência destas fotos. – Estão todas espalhadas pela Internet! Vocês de abraçando na porta da casa deles, vocês na porta de um colégio, no carro...
- Meu deus. – Arregalei os olhos. – Eu nunca soube disso. – Ela falou que já até tinha saído em uma destas revistas adolescentes uma matéria onde o título era “ e garota desconhecida. Será que o nosso menino de ouro não é mais solteiro?” Conversamos um tempo, enquanto os meninos corriam pelo camarim. Quando o recém-banhado saiu do banho, todos sentaram-se ali e ficamos mais uns quarenta minutos conversando com a garota. Eles tiraram fotos, deram autógrafos e até receberam presentes.
Na hora da despedida, ela abraçou-me forte e disse para eu cuidar muito bem do menino de ouro da Inglaterra; abraçou os outros meninos e tirou mais umas fotos e foi embora.
Mesmo enrolando um pouco, conseguimos voltar à van, onde eles começaram uma conversa sobre essas fãs que sempre entravam no camarim no final dos shows. Eu, todavia, estava com a cabeça em outro lugar. Então para todas as fãs nós somos um casal? Mas como? Se nem nós nos consideramos realmente assim? Parei de pensar nisso quando abraçou-me e disse que agora teríamos nosso jantar natalino ao estilo McFLY, segundo ele e com o apoio dos meninos. Aquela noite prometia.
Capítulo 11; a present for everyone
- Passa o macarrão! – Danny gritou.
- Eu quero o peru!
- Então corta, mula. – Harry retrucou a Tom.
- Eu não quero cortar, eu não tenho coordenação motora! Você que é o baterista, então você que tem que cortar.
- Cala a boca, gordinho, nada a ver o que você está falando! – Poynter defendeu Harry.
- Não me chama de gordinho, seu hippie!
- GENTE, PÁRA COM ISSO! – Berrei e todos ficaram quietos. – Que briguinha mais inútil de vocês. Sério, parem. Eu sirvo comida para todo mundo, pode ser? – Todos aceitaram a proposta.
- Como você é lerda, . – reclamou enquanto eu cortava a carne.
- Fica quieto. Para quem se diz casado comigo, você é um marido bem inútil! – Ele começou a rir.
Após conseguir servir a todos aqueles trogloditas e ainda por cima ser capaz de alimentar a minha própria pessoa, já passava da meia noite e os meninos queriam os presentes. Enquanto as três crianças foram procurar os seus embaixo da árvore de Natal, veio perto de mim:
- Eu não sei se você vai gostar do meu presente. – Sussurrou ao me abraçar.
- Porque não? – Respondi no mesmo tom de voz.
- Porque eu nunca sei o que você sente por mim.
- Como assim amor? O que isso tem a ver?
- Você vai ver... Quer agora? – Mordeu o lábio.
- Se você quiser me dar agora, sim. – Sorri.
- Eu quero! Faz muito tempo que eu estou guardando este presente para você. – Segurou minha mão. – Garotos, nós já voltamos. – E levou-me para o lado de fora da casa quando todos falaram ‘ok’.
- Ai , tá frio aqui. – Disse tremendo.
- Vem aqui. – Puxou-me pela cintura em um abraço. Não qualquer abraço; AQUELE abraço. O abraço de , de MEU . Ficamos ali por um certo tempo, até que ele resolveu me dar o presente. Ao se afastar, ele colocou a mão no bolso e tirou uma caixinha; sabe aquelas caixinhas que nós vemos em filme que o cara tirar do bolso, se ajoelha e pede a mulher em casamento? Então, era uma dessas. – Sabe , nós nos conhecemos há exatamente dois anos e nesse tempo eu pude ver que é você quem eu amo. Talvez eu tenha demorado para estar certo disso e de correr atrás como eu tenho corrido há algum tempo, mas eu não sei pensar em outra coisa além de você.
- Ai meu deus. – Mordi o lábio.
- Não posso dizer que foi amor à primeira vista, pois quando eu te conheci, eu te achei muito metida, realmente muito metida. Hoje eu vejo que a história mudou, você não é metida. Você é engraçada, tímida, extrovertida, linda, meiga, tudo junto e muito mais coisa. É com você que eu me sinto bem; me sinto bem com o seu cheiro, olhando para você e com certeza me sinto melhor a seu lado.
- Eu não sei nem o que dizer. – Apertei suas mãos.
- Não acabei ainda. – Beijou minha mão. – Você é a melhor coisa que me apareceu nesse tempo todo de vida, foi como um sonho e hoje eu sei que foi você quem fez o meu mundo girar. Seu sorriso me deixa louco, assim como seu olhar, sua risada, o jeito que você morde o lábio quando está envergonhada. , você é a garota que tira meu sono à noite, a garota que virou minha vida de cabeça para baixo e a garota que eu quero poder chamar de minha. Então, hoje o seu presente é apenas uma pergunta: quer namorar comigo?
- Ai ... – Abracei-o. – Lógico que quero. – Ele abriu a caixinha e colocou uma aliança em minha mão direita, como ali tinham duas, coloquei uma nele também. Nos beijamos com o melhor beijo de todos; sem muita pressa, aquele beijo calmo, longo, romântico, perfeito. Ficamos um tempo somente abraçados e eu então falei: “?” Quando ele me olhou, soltei: “Eu te amo.”
Aquela cena havia sido melhor que de filme, melhor que qualquer sonho adolescente; melhor que... Não sei explicar. Não há palavras suficientemente expressivas para tentar passar o que senti naquele momento.
Alguns minutos depois de nós ficarmos ali, abraçados, nos olhando, voltamos para o calor de dentro de casa. havia comprado uma bateria miniatura para mim, de enfeite, com um bilhete escrito “Para a baterista mais importante que eu conheço, que muitos anos com você entre a gente existam.”, dera a mim o filme “O estranho mundo de Jack” já que ele o adorava e uma blusa escrito “Only drummers”. Fora realmente um momento muito especial, todos lembrando de mim. Dei a eles seus respectivos presentes, que eles haviam pedido. As três crianças foram então dormindo, restando somente e eu.
- E o meu presente, amor, esqueceu? – Disse apoiado no sofá, olhando para mim, que estava lavando a louça.
- Não ... – Mordi meu lábio. – Eu só... não sei. Tenho vergonha de entregar a você.
- Vergonha, ? Comigo? Desde quando sente vergonha?
- Desde que eu me apaixonei por você. – Ele ficou sem palavras. Enxagüei minhas mãos e as sequei. Fui até onde ele estava e dei-lhe um selinho.
- ... – Olhei naqueles maravilhosos olhos que me encaravam. -...eu amo você. Se você me desse um cd do... sei lá, do Justin Timberlake eu iria ficar feliz, porque seria você que teria me dado. Se você me desse um beijo, eu me sentiria o melhor cara do mundo. Se você não me desse nada, eu continuaria sendo o mais sortudo de todos os garotos, pois quem a namora sou eu.
- Ai , ok... – Peguei uma sacola e entreguei a ele. – Mas não é nada demais. – Ele colocou na mesa a sacola e quando viu o que era, abriu um sorriso de orelha a orelha.
- Eu amei , mesmo. – O presente era um porta-retratos com uma foto nossa, de uma das vezes em que nos vimos. Eu estava com as pernas em cima dele e nós dois ríamos de algo que havia feito. Bons tempos aqueles.
- Tem uma carta dentro, atrás da foto. Mas não quero que você leia comigo perto.
- Ok amor. – Deixou o presente junto com a embalagem. – Agora vem aqui que eu quero aproveitar minha namorada um pouco! – Puxou-me pelo cós da calça com uma mão e com a outra pelo pescoço e ficamos ali, beijando por... não sei exatamente quanto tempo, mas pouco não foi. Quando finalmente paramos, estávamos deitados no sofá, ambos sem os casacos.
- Boybander, o que vamos fazer amanhã? – Perguntei.
- Deixe-me lembrar do nosso itinerário. – Fez cara de intelectual. – Amanhã é dia 25, então vamos levar os meninos para o estúdio, onde os carros estão e vamos para minha cidade visitar família para almoço!
- Como assim, ? Eu vou conhecer sua família bem no natal?
- É! Não existe data melhor para isso! Mesmo! Mamãe está super feliz porque casou de novo, e minha irmã tá com namorado novo, um ótimo momento para apresentar você, amor.
- Certeza, ? Não quero atrapalhar. – Ele me beijou.
- Você só atrapalha quando não quer nada comigo.
- Agora que eu quero está tudo bem entre nós?
- Lógico, agora que você é minha e somente minha. – Sorriu.
- Meu e somente meu namorado, eu vou dormir. Já é tarde e amanhã vamos sair cedo.
- Ok, . Vou levar minha namorada até o quarto dela, aí eu também vou dormir. – Segurou minha mão e começamos a subir as escadas. Quando chegamos à porta do quarto, pegou-me no colo e entrou como nos filmes, quando um casal chega ao hotel para sua lua de mel. Deitou-me na cama e beijou delicadamente meus lábios.
- , fica aí. Quero dar boa noite para você, mas antes vou me trocar. – Fui ao banheiro e coloquei um pijama bem quente, de acordo com a temperatura. Ao voltar, estava lendo a carta que eu escrevera a ele de Natal.
- Parei de ler amor, parei, parei. Vou ler lá no quarto de . – Cobriu-me quando eu deitei e deu um pequeno beijo em meus lábios. Estava saindo do quarto quando eu chamei por seu nome. – Sim, pequena.
- Eu amo você. – Ele sorriu, mandou um beijo e fechou a porta. Nada poderia ser mais romântico do que aquela noite, nada, nada, nada.
Eu era uma garota comprometida. namorando novamente, quem diria? Mandei uma mensagem para Meg e fechei os olhos para dormir, mas sabia que nenhum sonho chegaria aos pés da realidade que eu estava vivendo.
Capítulo 12; the way you make me feel
Eu não dormira bem aquela noite, não parava de pensar no que havia acontecido, de sonhar acordada. Com certeza aquele estava sendo o melhor natal que alguém poderia ter. e , um casal. Adorei pensar nisso.
Quando eu havia conseguido finalmente fechar os olhos e adormecer, senti algo tocar meus lábios, e ao acordar, meu namorado (sim, MEU namorado) estava ali, deitado ao meu lado, me olhando.
- ? – Perguntei com a voz arrastada de sono.
- Eu, meu amor.
- Bom dia. – Sorri.
- Como vai a minha namorada? – Puxou-me para cima dele.
- Ela quer escovar os dentes! – Ele gargalhou, beijei-o na bochecha e fui até o banheiro.
- Sabe... – ele começou a falar sozinho no quarto -...minha namorada é muito demorada! Estou pensando em arranjar outra, o que você acha disso, ?
- Eu acho que se você falar isso mais uma vez, você é um homem morto. – Sorri cheia de pasta de dente no rosto.
- OLHA! EU SOU UM HOMEM! – Comecei a gargalhar, enxagüei a boca e deitei perto de onde ele estava.
- Você não é UM homem, boybander. Você é o MEU homem! – Ele puxou meu rosto e me beijou. Ficamos ali por um tempo, sem nenhuma malícia; um beijo carinhoso, romântico e respeitoso.
Descemos e fomos tomar café-da-manhã, pois teríamos que deixar os meninos na gravadora e ir para a casa de sua família.
- Bom dia pessoas. – falou com uma cara de sono muito forte.
- Bom dia! – Eu, e respondemos.
- Cadê o ? – Perguntou preparando o seu café.
- Ainda deve estar dormindo, acho. – deu de ombros.
- Eu vou chamá-lo meninos, aí eu aproveito e já me arrumo. – Dei um selinho em .
- Isso , é melhor mesmo! Você demora muito. – Olhei feio para , que havia feito esse comentário. - Você sabe que é verdade! Não me olha assim! – Mostrei a língua e fui em direção ao quarto de .
Após acordar a criatura dormente, fui até o quarto de e comecei a me arrumar. Coloquei uma calça jeans escura, uma blusinha branca de manga comprida, um casaco marrom de lã, um cachecol e meu par de all stars branco, já que do lado de fora da casa fazia muito frio. Estava passando o lápis quando abriu a porta.
-Ô , não tenho mais privacidade não?
- Desde o momento em que você aceitou namorar comigo, não! – Sorriu beijando minha bochecha.
- Besta. – Falei balançando a cabeça negativamente.
- Agora vai logo, . Até o já está pronto!
- Ei! Como assim? Ele não tomou café da manhã não? – Peguei minha bolsa e o boybander entrelaçou nossas mãos.
- Na realidade não. – Beijou meu rosto. – Agora vamos.
- Se cuida , e cuida do boybander, ouviu? – dizia enquanto nos abraçávamos. Os outros dois já estavam entrando no prédio.
- Pode deixar , e você também! Mandei beijo para a sua mãe! – Beijei a bochecha dele. – Agora vai logo, os meninos já estão fugindo!
- EI, ME ESPERA! – Saiu correndo atrás de e . – E PODE DEIXAR QUE EU MANDO BEIJO! – Entrou no prédio. Eu não conhecia a mãe de pessoalmente, mas já havia falado com ela no telefone quando estava na casa dos meninos, e eu sabia que ela gostava bastante de mim por coisas que ele contava. Ela era um amor. Ele também.
Entrei no carro e deu a partida.
- Sabia que eu tenho ciúmes de você e do ? – Ele me disse quando eu brincava com o cabelo dele.
- Ai , que bobo. O é só meu amigo, você sabe disso!
- Eu sei que ele é só SEU amigo, mas sei que por ele, ele tinha algo a mais com você.
- Eu não posso fazer nada, . – Ele bufou. – Olha pra mim. – Ele olhou. – Eu amo você, mais do que qualquer pessoa, ouviu?
- Uhum. – Voltou a olhar a estrada.
- Mesmo , e você devia acreditar.
- Eu acredito, . – Ele suspirou. – Eu só tenho ciúmes, é inevitável. E eu só tenho ciúmes porque eu amo absurdamente você.
- Eu não culpo você por ter ciúmes, eu também tenho, é natural. – Ele sorriu.
Meu celular tocou e pude ver que Meg havia respondido minha mensagem.
“Ai, sua putinha! Que linda MINHA menina namorando! Estou super feliz, ! Mesmo! Como estão as coisas por aí?
Por enquanto tudo está dando certo com os pais do Aaron, ganhei um colar deles. E uma aliança do Aaron, acredita? Xx Meg”
- Ai, que fofa! – Falei.
- Quem? A Meg? – Perguntou. Por isso que eu o amo, sabe? Ele sabia que era a Meg! Tá, não era difícil de saber, mas de todo jeito.
- É! Ela tá super feliz que a gente tá namorando!
- Eu também! – Ele me deu um pequeno beijo quando diminuiu a velocidade por causa da grande quantidade de carros. – Droga, odeio trânsito de final de ano. – Socou o volante.
- Você acha que a gente demora quando tempo, amor? – Perguntei delicada.
- Se continuar assim, umas três horas. – Passou a mão nos cabelos. – Amor, pega o meu celular na sua bolsa, por favor? Vou ligar pra minha mãe e avisar. – Peguei minha bolsa e entreguei seu celular. – Oi mãe... – falou quando ela atendeu -...tudo, e com você? É, tirando esse trânsito. Tá tudo parado mãe, você não tem uma noção! Eu não sei como tá o resto do caminho, mas acho que... Sei lá. Umas três horas? É, odeio isso. – Ele ficou um tempo em silêncio ouvindo sua mãe falar. – Ok mãe, ok. Uhum. Ela tá indo sim! Magina mãe, deixa que eu... Tá bom então. Beijo, amo você. – E desligou. – Amor, você liga se nós dormimos no mesmo quarto? – Então a mãe dele sugerira isso? No mínimo estranho.
- Erm... Não.
- Relaxa amor. É porque o namorado da minha irmã vai, aí uns primos também, umas amigas dela e tal.
- Tudo bem, . Mesmo. – Ele passou a mão nas minhas. Ok, não tinha porque ficar apreensiva, certo? Nós estaríamos na casa da MÃE dele. Certo, nada iria acontecer.
Estávamos há uma hora e meia no carro e não tínhamos mais nada para fazer, já tínhamos ouvido músicas e mais músicas. Conversado, beijado, brincado, e agora nada nos deixava bem humorados.
- Eu já falei que odeio trânsito? – Ele perguntou com a cabeça encostada no banco e os olhos fechados.
- Já amor, já. – Estava sem o cinto, virada com as costas na porta e os pés na perna dele, já que estávamos no mesmo lugar há vinte minutos. – ?
- Oi. – Ele respondeu.
- Canta pra mim? – No mesmo instante ele parou de brincar com o meu pé, que é o que ele estava fazendo há um tempo.
- Oi?
- Canta pra mim! Eu sei que vocês têm várias músicas, por favor! – Fiz cara de bebê ao ver ele olhando para mim.
- , eu tenho vergonha!
- Tem nada, !
- Tenho sim! A grande parte das músicas quem escreve sou eu, e elas são 99,9% para você!
- Melhor ainda, faz tipo serenata! – Ele começou a rir. – Por favor, bebezinho da namorada!
- Ok, chantagista. Ok. – E então ele começou - I think yesterday
And all the times I spent being lonely
I watched the young be young
While all the singers sung
About the way I felt
Era tão lindo vê-lo ali, de olhos fechados, concentrado, cantando para mim. Pois é, era para mim que ele estava cantando.
- The days are here again
When all the lights go down,
What do they show me?
The rules are all the same
It's just a different game
To tell you how I feel
A voz dele era linda, contagiante. Vocês deviam ouvir; na realidade não, pois era uma serenata para a namorada dele e EU sou ela. Brincadeira, mas... É verdade.
- Although it seems so rare
I was always there
A letra da música era verdadeira, quer dizer, era ótima. E fazia eu sentir algo bom subir em mim, uma energia, arrepios, não sei descrever. Ele abriu os olhos.
- Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh
I can't stop digging the way
Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
Como eu amo o meu namorado. Sim, ele cantou a música um tanto quanto obrigado, mas só vez eu gostar mais dele. Ele era perfeito. Um ótimo amigo, um ótimo namorado e um ótimo compositor; é, perfeito. Com certeza.
- I took a little time
Scripting all the things that I tell you
I'll send them through the mail
And if all goes well
It'd be a day or two
Ele pegou minha mão.
- I spent some extra nights
Trying to forget the things that I've shown you
By now the smoke is cleared
And all along I feared
It would turn out this way
Though it might be wrong
The light is always on
Arrumou o meu cabelo que caía no rosto, mas sem parar de cantar.
- Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh
I can't stop digging the way
Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
Amor, agora é a hora de uns “bababa”’s, então eu vou pular.
Eu concordei.
- Look at us now
Ask me, how did this get so
I'll show you how
Got my shoes on the ground
But I'm taking em' all (taking em' all)
And I'm ready to walk, yeah
Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel
Oooh, oooh
I can't stop digging the way
Oooh, oooh
I can't stop digging the way you make me feel, yeah
I can't stop digging the way you make me feel
- Ai amor, que música linda! – Eu sorria muito. – Viu como foi bom você cantar?
- Ah , mó vergonha.
- Vergonha besta, por sinal. – Puxei meu boybander e ficamos beijando até ouvirmos uma buzina.
- Agora que está bom aqui o trânsito começa a andar, ô beleza! – Nós rimos e eu me ajeitei no banco. Coloquei uma mão na perna dele e com a outra mandei uma mensagem para Meg:
“Ai Meg, foi lindo! Nós estávamos no trânsito agora e ele cantou uma música que ele fez pra mim! O refrão é: ‘I can’t stop digging the way you make me feel’! Não é lindo? Eu amo o meu namorado! Hahaha!
Estamos indo para a casa da mãe dele e adivinha só? Vamos dormir no mesmo quarto, xuxu.”
- Quer parar de mandar mensagem pra Meg sobre nós, ? – Fingiu estar bravo.
- Ei, como você sabe que era sobre nós?
- , eu posso ser bobo, mas eu não sou burro! – Gargalhei. – É sério, pára de rir, ow!
- Amo você, meu bobinho, mas não burrinho! – Beijei seu ombro e fomos falando besteira até a porta da casa dos s.
Aquela viagem ia ser romântica, pois é. Mordi o lábio, beijei e saímos do carro.
Capítulo 13; photographs
Nós mal havíamos posto o pé para fora do carro e a porta principal da casa fora aberta. Duas mulheres muito loiras e bonitas vieram correndo em nossa direção, ou melhor, na de . Ambas pularam em cima de meu boybander e brigavam para ver quem o abraçava antes.
- Jazzie, larga a mão de ser chata! Deixa-me abraçar meu filho direito! – A mais velha dizia, afastando a mais nova.
- Mãe! Ele é meu irmão! – Retrucou indignada.
- Pera, gente. Tem para todo mundo! – Dei uma pequena risada com o comentário. – Deixe-me falar com a mamãe primeiro.
- Ingrato .– A outra respondeu virando os olhos.
Enquanto a mãe da criatura o abraçava e dizia o quando sentira sua falta, Jazzie viera falar comigo:
- Então você é a famosa ? – Indagou simpática.
- Sim – sorri – e você é a famosa bebê de . – Ela riu.
- É, eu mesma. Não sei porque ele vive espalhando isso. – Fez como se tivesse vergonha. – É um prazer conhecer você, . – Ela me abraçou.
- Você também! tem muito orgulho de você, sabia?
- Não! – Gargalhou. – Esse ser nunca demonstra nada pra IRMÃ dele, sabe? – Disse perto da orelha dele.
- Jazzie, minha flor! – soltou a mãe. – Vem aqui, xuxu! – A garota deu um sorrisinho para mim e pulou no colo do irmão.
- Eu senti tanto a sua falta! – Abraçou-o intensamente.
- Você deve ser a Sam. – Sorri simpática para a mulher que estava em minha frente.
- A própria. – Abraçou-me muito forte. – E você deve ser a tão famosa que fisgou o meu pequeno .
- Eu tento. – Mordi o lábio ainda a abraçando.
- Não precisa mais tentar, querida. Você já conseguiu, faz tempo! – Soltou uma pequena risada. – Agora já deu, crianças. Jazzie, deixe os dois arrumarem as coisas no quarto de e daqui a pouco eles vão lá com você e Jake.
- Certo. – Ela mostrou a língua e deu uma piscadela para mim.
- Vocês precisam de alguma ajuda? – Sam perguntou.
- Não, mãe. Obrigado. – Beijou-a na bochecha.
- Ok, vou continuar a ceia então. Qualquer coisa, estou na cozinha. – Nós concordamos, vendo ela entrar em casa.
- Ai amor, sua família é uma graça! – Comentei chegando perto de meu namorado.
- Que bom que você gostou delas, . Porque eu sei que as duas adoraram você! – Beijou-me levemente nos lábios e abriu o porta-malas.
- Como você pode saber disso, xuxu? Você nem falou com elas!
- Lógico que falei! – Colocou uma mochila no ombro. – Pelo menos com a Jazzie, e bom... eu conheço minha mãe. – Peguei a outra mochila. – Você acha que eu levo o pra dentro, amor?
- Ah... Acho que não. Não tem perigo deixar aí, e dentro de casa só vai ocupar espaço. Ou não?
- É... I guess. – Deu de ombros, fechou o porta-malas e pegou em minha mão. – Agora, ... Bem vinda à casa dos .
Do lado de fora, a casa não parecia uma daquelas pequenas casas londrinas, até porque estávamos fora de Londres. A casa era grande, por fora parecia do tamanho de... bem... parecia ser maior que aquelas “metades” que diziam ser casas, em nossa cidade. Apesar de também ser vitoriana, acho que ela era inteira. As janelas saltadas para fora, o jardim tão bem cuidado, mesmo sendo inverno, e as decorações natalinas traziam um “oh” de conforto para qualquer um que passasse por fora, ou pelo menos para qualquer um que morasse em minha casa, onde era certo que não foram os moradores que enfeitaram com carinho a casa, com algum significado para eles, não só... bom... não só os seres seguidores do senso comum.
Quando o boybander abriu a porta, fiquei deslumbrada. O lado de fora parecia tão simples, mas o lado de dentro não estava tão distante de lembrar a minha própria casa. Aquilo realmente não era igual à maioria das casas londrinas, não que a minha fosse. Logo que entramos uma escada que se dividia ao meio aparecera em nossa frente; à esquerda uma porta de madeira detalhada e uma estátua, à direita uma sala de jantar e uma outra porta e... bem... um elevador. Não sabia de eu tinha visto direito, mas confirmou minha ilusão tecnológica como não sendo apenas ilusão. Bem, talvez os não fossem tão simples quanto eu achei que fossem.
Fui guiada por pela divisão à esquerda da escada e ao chegarmos no topo da casa viramos à esquerda novamente, chegando a uma porta, e foi aí que ouvi:
- Bem vinda a meu outro mundo, meu amor.
O quarto era muito grande, com muitos pôsteres e instrumentos. Ao primeiro passo, dávamos de cara a uma escrivaninha, com um computador, um caderno, um abajur, uma caneta e algumas fotos. Sobre o computador, na parede, havia um mural de fotos. À direita, havia sua cama de casal, coberta por uma grande manta verde, quatro travesseiros e algumas almofadas; uma grande bay window cheia de revistas e no lado oposto da janela, uma outra porta, que imagino eu dava no banheiro.
- Amor, sua casa é enorme! – Disse, ao mesmo tempo em que ele abria a porta até então incerta sobre o que guardava.
- Não é não, pequena. A sua é maior. – Eu já não tinha tanta certa disso, muito menos quando vi o que tinha dentro. Lá, havia um closet maior até que o próprio quarto, com uma porta que essa sim dava ao banheiro, uma porta que ia para um estúdio revestido de pôsteres do McFLY, o closet em si, no meio, e uma escada.
- Aonde essa escada vai, amor? – Perguntei deixando minha mala ao lado da sua, em uma parte do armário.
- Eu te mostro mais tarde, . – Porque meu namorado adora me deixar curiosa?
- Mas...
- Mas nada, ! – Tirou o casaco. – Aqui dentro é muito quente! – Ele disse rindo. – Odeio essa calefação!
- Fica quieto, . Se não tivesse aquecedor, você não conseguiria tirar nunca esse seu casaco.
- Lógico que podia. Existem outros meios de calor, . – Piscou maroto e puxou-me em sua direção.
- Amor, espera. Eu ainda estou de cachecol! – Isso obviamente não foi um problema; em questão de segundos estávamos deitados na cama, ambos apenas nas blusas mais finas de baixo, beijando como não fazíamos há muito tempo. Beijávamos intensamente, de modo que me senti estranha, sendo que estávamos na casa da mãe de . Parei o beijo. – Aconteceu alguma coisa?
- A gente ta na casa da sua mãe. – Mordi o lábio.
- E daí? – Deu de ombros, puxando-me novamente para cima dele.
- E daí que não é certo! A gente pode se agarrar assim na sua casa, não aqui!
- Para de ser besta, .
- Paro nada! – Respirei fundo ao perceber que ele realmente não estava muito feliz. – Boybander, sério... A gente tem mais o que? 12 dias juntos? Não precisamos nos agarrar aqui, pelo menos... não agora. – Ele sorriu.
- Gostei do “não agora”. – Levantou da cama. – Quer tomar banho?
- Uhum... – Ele me mostrou como o chuveiro funcionava, mostrou quais eram as minhas toalhas, já que sua mãe já havia preparado tudo, peguei minha mochila e entrei no banheiro.
- AMOR, VEM LOGO! – Ele gritava na porta do banheiro, enquanto eu secava o cabelo.
- Espera! Você quer uma namorada feia?
- Não! – Respondeu rapidamente. Comecei a rir com isso.
- Então pronto, espera.
- Mas ...
- Mas nada! Espera! – Ouvi-o suspirar e voltar ao quarto. Acabei de arrumar meu cabelo, coloquei uma calça jeans e uma blusinha básica de frio. Deixei minhas coisas arrumadas no canto do banheiro e fui até o quarto. – Pronto, resmungão. – Ele deu língua, enquanto assistia à televisão.
- Agora quem vai tomar banho sou eu, xuxu. – Deu-me um beijo e foi ao banheiro. Aproveitei o tempo sozinha para mandar uma mensagem à Meg, que por sinal já havia respondido à minha anterior.
“Ai , sua besta. Imagino como você não deve estar nem um pouco nervosa, né? Hahaha. Quero detalhes quando a gente voltar, ouviu?”
Sabe... Eu não sei o que eu seria sem a Meg na minha vida, sem ela nos mesmos internatos que eu, sem ela me aconselhando, rindo e sendo idiota comigo.
“Minha xuxu, desculpa a demora. O boybander não estava deixando as novidades fluírem até você... Como estão as coisas? E o Aaron? E os pais dele? Eu te amo, rebelde.”
Após mandar a mensagem desisti de olhar para o teto e fui ver as fotos no mural de . As fotos não eram todas atuais. Tinham fotos dele e da família de , quando pequenos; dele e com os meninos há, o que parecem, anos atrás... Fotos dele com alguns lagartos, sejam de quem fosse, fotos de escola, com algumas meninas e meninos que eu não conhecia; mas a que mais me chamou atenção foi a que ele e uma garota estavam sorrindo um para o outro, de mãos dadas; parecia que eles não sabiam que a foto estava sendo tirava, e mesmo se soubessem, não pareciam se importar. Peguei a foto, encostei-me à mesa e comecei a analisá-la. Será que eu tinha algo para me preocupar? A garota, apesar de estar de perfil, parecia ser muito bonita; muito mais do que eu estava me sentindo àquele momento. Resolvi parar de paranóia; ela provavelmente era passado, ou melhor, era passado, pois quem o namorava era eu, e resolvi guardar a foto no lugar de origem, mas fui pega no flagra.
- ? O que você está fazendo? – Ouvi a voz que eu tanto amava atrás de mim.
- Nada... – Fechei os olhos em desespero. Não queria dizer que estava com ciúmes, insegura... Eu nunca fora assim antes; talvez com o Teddy, mas aquilo era diferente.
- Amor... Você ta bem? – Indagou virando-me para ele. encontrava-se apenas de calça e com aquele cabelo molhando, pingando em mim, com a nossa proximidade.
- Estou... É só que...
- É só que o que?
- Nada, fica tranqüilo. – Sorri fracamente e me desvencilhei de seus braços.
- , pára com isso. Eu conheço você há dois anos, eu sei que você não está bem. – Encarou minhas mãos e viu o que eu estava segurando. – É por causa dessa foto? – Continuei calada. – A Claire é passado, . Nós estudávamos no ginásio juntos, mas nada demais. Ela é amiga da Jazzie, e filha de uns amigos da família; mas o que nós tivemos faz muito tempo e não foi nada sério... – Parou e olhou em meus olhos. – Pelo menos não tão sério quanto nós dois. Nada oficial. – Eu olhava para a foto. – , acredita em mim. Essas fotos são quase todas antigas. Olha como que estava o meu cabelo! Isso foi bem antes de nós dois nos conhecermos, xuxu. – Segurou meu rosto. – Eu amo você, então pára de ciúmes bobo que não adianta para nada. – Beijou-me.
Ficamos ali abraçados, não sei exatamente por quanto tempo. Mas sei que não foi pouco; quando estávamos descendo para ficar um pouco com Jazzie e Jake, ouvimos uma terceira voz, uma outra voz feminina, e que com certeza não era de Sam.
Capítulo 14; i’ll atack
Olhei-o de canto, tentando não mostrar meu nervosismo, mas tentando ver se ele demonstrava alguma reação para com o som vindo do local a qual nos dirigíamos. Ele não demonstrou. Aaah! Eu simplesmente não era assim, sabe? não é garota de sentir-se insegura em relação a alguém, muito menos em relação a uma voz. Ao abrirmos a porta, não encontramos apenas o casal ‘J’: ambos estavam ali, abraçados; mas duas cabeças loiras extras também marcavam presença na sala.
- Ah, até que enfim! Achei que a gente ia ter que trazer vocês arrastando até aqui! – Jazzie riu.
- Não, não. – a acompanhou na risada, ainda segurando a minha mão. – E aí cara, beleza? – Apertou a mão de Jack.
- Tranqüilo, e aí? – O boybander fez que sim com a cabeça.
- Essa é a , minha namorada. – Fui até o estripador (HAHA, brincadeira) e o cumprimentei. Enquanto ambos nos inclinávamos, ouvi atrás de mim:
- Ai amor, que saudades!
- Oi Claire. Tudo bom?
- Tudo ótimo! E com você?
- Também... – Levantei-me e fui para perto de . – Quem é a sua amiga?
- Eu sou a Becca. – Ela sorriu. – Eu já ouvi tanto de você!
- Que legal. Essa é a . – Beijou minha bochecha e segurou na minha cintura. Aparentemente a putinha não percebeu, pois continuou a tratá-lo como... bom... de um jeito que não deveria.
- Espero que ela não atrapalhe para que as nossas novidades continuem fluindo! – Pegou em seu braço.
- Ela é a minha novidade. – Virou meu rosto para dar-me um selinho enquanto eu encarava Jazzie que falava para eu não ligar.
- Mas eu tenho tanta coisa pra falar!
- Hum... Bacana. – Coçou a cabeça. – Jaz, onde a mamãe está?
- Na cozinha.
- Brigado, xuxu. – Abriu a porta da sala, e fomos até o local indicado.
- Mãe, o que aquela menina está fazendo aqui? – Perguntou encostado no balcão. Eu, porém, bebia água de cabeça baixa.
- Ela sempre foi tão querida pra você, filho. Nem foi a Jazzie que a chamou! Como você nunca passa o Natal em casa, quis fazer uma surpresa.
- Porque você acha que eu nunca mais falei dela, ou até mesmo, COM ela? A gente não se dá bem há anos!
- Desculpa, filho. Eu só... eu achei que você fosse gostar.
- Tudo bem mãe... Desculpa. – Abraçou-a.
- Mas o que aconteceu de tão grave para você ficar tão revoltado? – Perguntou após se distanciarem.
- Ai mãe... Ela foi muito mal educada com a . Tratou como se ela nem estivesse ali, sabe? – Ela concordou.
- É por isso que você está de cabeça baixa, querida? – Veio para perto de mim.
- Ah... É... – Sorri, tirando o cabelo do rosto.
- Não fique assim. – Abraçou-me lateralmente. – Agora... que horas são?
- Uma hora.
- Vocês estão com fome?
- Muita! – respondeu colocando as mãos na barriga.
- Ok, chamem os adolescentes rebeldes e vamos comer! – Riu ao ver seu filho ir pulando até a sala.
Após o imenso almoço feito pela Sra. , estávamos estufados.
- Nossa mãe, eu senti tanto a falta da sua comida!
- Quem manda virar famoso? – Ele deu língua.
- Falando nisso, como estão os meninos? – Jazzie indagou.
- Eles estão bem. Cada um está passando o Natal com a própria família e tal... Dar uma relaxada, uma separada.
- E o ? – Mordeu o lábio. – Continua o idiota de sempre?
- JAZZIE! Não chinga o menino! – Repreendeu a mãe, a garota rolou os olhos.
- Ah Jaz, ele continua igual. Não vai mudar tão cedo. – deu de ombros. – E... ah, ele tá bem também.
- Namorando alguém? Quer dizer... Algum está? – Senti uma certa tensão no ar.
- Não, não. Nenhum. – Ela pareceu feliz.
- E a agenda? Muito corrida? – A Sra. quis saber.
- A gente teve um show ontem... Amanhã a gente fica aqui, voltamos à noite e depois de amanhã temos festa.
- Temos? – Perguntei. Eu não sabia disso.
- Não te contei? – Neguei. – É uma festa da gravadora. Várias bandas são convidadas e tal...
- Uiuiui. Quais bandas? – Becca intrometeu-se.
- Ah... Son of Dork, o Matt Willis e o Charlie vão também... Girls Aloud... Acho que os caras do Boys Like Girls, do Plain White T’s... Não sei muito bem. A banda que tá abrindo o show deles também. Cartel, sabe? – Meus olhos brilhavam. – Amor, acho que Paramore vai também. – Aquilo seria um sonho.
- Sério?
- Sério.
- Ai bebê! – Sorria feito besta. – Meu deus! Eu te amo! – Todos começaram a rir, e eu dei um selinho nele.
- Interesseira. – Mandou um beijo. – Mas não é para dar uma de groupie, ouviu?
- Mas... mas... O Martin vai estar lá! E... a Hayley! O Josh! O...
- O seu namorado também, sabia? – Jazzie e Jake gargalhavam.
- Eu sei, mas ele eu vejo sempre. – Dei de ombros, vendo ele fazer uma cara de indignado. – Eu to brincando, amor. – Beijei a mão dele.
- Namorada ingrata. Que bom que eu te dei a aliança então. – Fiz uma careta ao vê-lo parecer arrogante.
- Ai filho, que lindo! Eu não sabia que você tinha dado aliança para a .
- Dei sim! De Natal. – Todos sorriam muito, menos Claire, que parecia um tanto quanto assustada.
- , porque você nunca me levou para festas legais assim? – Sua irmã fazia cara de brava.
- Porque você com certeza ia dar uma de groupie, e se não tivesse namorando eu ia ter que tomar conta pros caras não ficarem dando em cima de você!
- Besta. – Ela fez uma cara engraçada.
- E a , eu posso controlar pelo menos.
- Ei! – Entrei no meio.
- Que foi? É verdade!
- Só não nego, porque eu amo você, ok?
- Fico feliz de saber isso. – Gargalhei. Sam nos olhava sorrindo. – Mãe, você está bem? – Disse ao notar isso.
- Ah, oi?
- Você está bem?
- Estou sim... Eu só estava pensando um negócio.
- Compartilhe conosco. – Riu. Jazzie e Jake estavam tirando os pratos.
- Ah, você sabe que você é o meu filhinho querido, não sabe?
- EI! – Jazzie gritou.
- Você é minha filhinha! – A mãe acrescentou aparentemente se divertindo.
- Continua mãe...
- Bom... Então... É que você já teve namoradas e tal... Mas você nunca trouxe nenhuma em casa, nunca me contou de nenhuma. Nem de suas ficantes... Você nunca deu bola para nenhuma! – Percebi que a cara de Claire não mostrava muita felicidade. – E as meninas se jogavam em você, mandavam cartas, declarações... E agora... A única menina que te rejeitou, não agora obviamente, você está de aliança com ela, e está apresentando para sua família também.
- Não só pra sua família, pelo o que eu fiquei sabendo. – Claire disse.
- Como assim? – Sam perguntou e todos presentes encararam a menina.
- É... Eu vi na televisão ontem o show de vocês, que você a apresentou para toda a Inglaterra, se não para o mundo. – Respondeu grossa, não tirando os olhos de MEU boybander.
- Nós não estamos tão famosos para o mundo todo saber. – Ele acariciava minha mão.
- Isso é verdade, ? – Sua mãe sorria.
- É sim...
- Mas isso não é perigoso pra ela? – Becca era quem falava agora.
- Não creio que seja, não é a primeira vez que sabem dela. Já tem fotos rodando a Internet. As fãs não são malucas, o máximo que pode acontecer, é a ser um pouco odiada.
- O que eu acho que eu já sou. – Ele riu. – Mas é um bom motivo para ser odiada. – Ele me beijou levemente.
- Ai crianças... Quero que meu marido chegue logo! – Sam soltou. – Esse romance todo me deixa aflita. – Ela era a melhor sogra que eu alguém poderia ter! - Agora... Ajudem a tirar a mesa, e depois façam o que quiserem, porque eu tenho que acabar a janta!
- Você quer ajuda? – Jazzie perguntou.
- Não filhinha, muito obrigada. – Beijou a testa da menina.
Acabamos de tirar a mesa, colocar a louça na pia e saímos da cozinha, fechando a porta.
- O que vocês querem fazer? – Jake perguntou.
- Eu quero ver um dvd. – Jazzie respondeu abraçando-o.
- Mas outro? – Perguntou o namorado, que aparentemente não queria o mesmo.
- SIM! O que vocês acham?
- Ah, pode ser! – B e C responderam concordando felizes.
- Eu estou acabado. – disse. – Dirigir cansa muito. Vamos dormir, amor?
- Hum... pode ser. – Ele abraçou-me por trás.
- Ou você quer ver dvd?
- Eu também estou cansada, ontem a gente dormiu tarde.
- Então nós vamos lá. Quando as pessoas começarem a chegar, você me avisa, Jaz?
- Aviso sim, xuxu.
Ainda estávamos subindo as escadas, mas não longe o suficiente para não ouvir: “Claire, pára com isso. Deixa os dois, e eu não estou brincando. Ele merece ser feliz, se você gosta dele, você sabe disso”. E foi aí que eu parei de ouvir.
Entramos no quarto e quando ele foi até o closet tirar a roupa e colocar uma bermuda, mandei uma mensagem para Meg:
“Xuxu, estou com medo. Uma ex de está aqui e... bom... ouvi ela dizer que gosta dele. Eu não quero perder ele, Meg. Eu nunca amei alguém como ele... Algum conselho?”
Será que eu ia ter que lutar por meu namorado, ou ele me amava o suficiente para ser somente meu?
Capítulo 15; what i got
- Amor, eu falei que Arctic Monkeys também vai? – Perguntou enquanto entrava no quarto, colocando a camiseta.
- Não falou não... – Sorriu fracamente. – A que adora os gelados.
- O que?
- Ah, era uma brincadeira nossa. Ou melhor... minha. – Dei de ombros. – Você sabe como ela está?
- Não sei não... – Deitou na cama. – Faz tempo que eu não falo com ela... Mas vai se trocar, .
- Agora não... – Neguei.
- Eu ouvi falar que ela vem hoje aqui em casa, mas eu não tenho certeza. Você acha que ficaria bem com ela aqui? – Sentei na cama.
- Não sei... Faz muito tempo que eu não falo com ela. E o motivo... bem. É passado.
- É... Quem sabe vocês não voltam a se falar? Já faz muito tempo.
- Quem sabe? Seis meses já...
- Então, linda.
- É... Não sei. – Deitei na cama, mas com o pé no travesseiro e a cabeça ao lado do pé de .
- Você está bem, amor?
- Eu não sei...
- Como você não sabe?
- Medo. – Suspirei. Ele sentou.
- De mim?
- É lógico, . Você é tão assustador que me impressiona.
- Sério .
- De te perder.
- Ei, pára de neurose. – Fechei os olhos. – Senta aqui. – Continuei deitada. – Por favor?
- Não é neurose... – Sentei-me em sua frente. – Eu só... Sei lá. Eu nunca gostei de ninguém assim, é um sentimento bom demais, sabe? Quando estou com você é impressionante. Eu não penso em mais nada. Você... você é diferente, . Diferente de qualquer outro. – Senti que ele ia me interromper. – Deixa eu falar, amor... – Continuei com uma voz fraca. – Você me faz sentir de um jeito, que só de pensar que estou com você, meu coração bate diferente. Eu juro! Não é que ele bate acelerado, é lógico que isso acontece muitas vezes... Mas... Ele bate diferente, minha respiração fica diferente, eu sou diferente. E isso é ótimo. É como... Como eu posso explicar? Hum... Sabe aquela música do Sugarcult? Champagne?
- Uhum...
- Quando ele fala “Love is like novacaine” (Amor é como anestesia)? – O vi concordar. – É mais ou menos assim... Eu me sinto anestesiada, posso até parecer drogada. – Ele deu uma pequena risada. - Pode parecer drama, mas não é... Tudo fica diferente, ... Mais fácil, mais leve, mais calmo... Eu... Eu gosto tanto de você e de estar com você, que eu não sei o que eu faria se eu te perdesse.
- Quando você vai me ouvir e entender que você não vai me perder, hein? , pára de pensar besteira. Eu te amo... Eu não sei o que fazer pra você entender! – Levantou-se e abriu a janela. – EU TE AMO, PORRA! – Fechou. – Quando você vai entender?
- Eu sei que você ama... Mas... Ah... – Coloquei a cabeça em meus joelhos. – Eu morro de medo.
- Não é só você, fofa. Mas a gente tem que confiar um pouco... Eu sei que esse negócio da Claire foi um ponto ruim, mas faz MUITOS anos e meu... você mesma viu o que minha mãe disse, como ela estava. Você é a única, . A única.
- Desculpa, amor. – Respirei fundo.
- Não precisa se desculpar, só confiar na gente.
- Eu te amo.
- Eu sei, linda. Eu também. – Puxou minha cabeça para perto da dele e me beijou. – Dorme comigo? No sentido literal da palavra, porque eu sei que no figurado não acontece. – Comecei a rir.
- Eu ficaria encantada de dormir com você no sentido literal. – Deitamos abraçados e apagou a luz.
- I will write you a song, that’s how you’ll know that my love is still strong. I will write you a song and you'll know from this song that I just can't go on without you. - Sussurrou em meu ouvido esta parte da música do Plain White T’s, beijou minha orelha lentamente e apoiou a cabeça sobre a minha. Adormecemos assim.
- Mas eles estão tão bonitinhos… - Abri os olhos lentamente. A visão que eu tinha era da janela de , que continuava abraçado a mim.
- A gente precisa acordá-los, sua mãe já pediu várias vezes.
- Mas Jake... – Os dois sussurravam.
- Pára de ser boba, xuxu... Depois eles dormem de novo.
- Gente, eu já acordei. – Sentei lentamente. – Vou acordar o . – Sorri.
- Viu, amor? Você acordou ela! Essa voz grossa, que coisa.
- Não tem nada a ver com voz grossa, você nunca ouviu falar que voz fina acorda as pessoas? – Eu não acreditava que eles estavam discutindo isso. Comecei a rir.
- As pessoas já começaram a chegar? – O boybander falou com uma voz de sono muito grande.
- Já sim. – Jazzie respondeu.
- Que horas são, pequena?
- Seis e meia. – Ela respondeu.
- Nossa! A gente dormiu muito!
- Pois é. Agora que vocês estão acordados, se troquem e vamos lá!
- Estamos indo, vai descendo. – Os ‘J’ concordaram, acenderam a luz a nosso pedido e desceram.
- Amoooooooor... – Falou bocejando. – Me levanta?
- Você é pesado, senhor folgado.
- Sou nada. Sou o mais leve da banda! O que é gordo! Mentira, é nada. Mas era pra ser gordo sim, não sei como é magro.
- Ai, reclamão. Vem. – Tentei puxá-lo, mas fui puxada. – Entendi... Com segundas intenções. Que feio. – Comecei a rir quando ele começou a dar pequenos beijos rápidos em meu pescoço. – ! , séeeerio! Pára!
- Porque? – Deu um beijo. – Porque... eu... devo... parar... se minha... namorada... é... a... melhor... de... todas? - Dava um beijo a cada intervalo.
- Porque se não ela vai morrer de rir. – Eu mal conseguia falar. Ele me atacou mais um pouco, mas depois me soltou.
- Vai se trocar, . Se não eu não vou parar.
- Ei, não é a primeira vez que você manda eu me trocar! Pensa que tem muita autoridade, é?
- Não... Só que você me ama.
- Besta.
Fui até o closet e comecei a olhar minhas roupas. Nada parecia bom o suficiente para mostrar a Claire de quem o era. Não que realmente houvesse uma roupa que pudesse ter esta imposição, mas eu precisava achar uma que deixasse com cara de quem está certa do que faz.
- Amor, que roupa eu coloco? – Fui até o quarto perguntar.
- E eu lá vou saber?
- Deveria... – Fiz bico.
- , você fica linda de qualquer jeito.
- Isso não selecionou nenhuma roupa, você sabe, né?
- Coloca qualquer coisa, pequena. – Mostrei a língua e entrei de novo no closet. Foi aí que eu tive a mais brilhante idéia. Entrei no quarto novamente, peguei meu celular e vi a mensagem:
“, seja você mesma. Ele correu atrás de você por muito tempo, ele te ama, garota. Qualquer coisa liga!”
- Eu não sei o que eu uso. – Falei quando ela atendeu.
- AAAH! VOCÊ ME LIGOU!
- AAAH! EU TE LIGUEI! – As duas estavam histéricas. – Mas me ajuda!
- Que tipo de ajuda você quer, ?
- Eu preciso mostrar pra menina que ele é meu. – Meg começou a rir. – Pára de ser idiota e me ajuda!
- Ai ... Sei lá. Uma saia?
- Muito puta.
- Um vestido?
- Muito frio.
- Uma jeans?
- Com o que?
- Uma blusa.
- Qual?
- Aquela cinza-meio-roxa larga.
- Com o que por baixo?
- Pretende algo a mais esta noite?
- Nops.
- Um sutiã preto.
- Que calça?
- A sua escura justinha.
- Sapato?
- Scarpin preto.
- Eu te amo?
- Muito! – Gargalhei.
- Mas a aí, xuxu, como você tá?
- Eu to ótima! Acabei de me arrumar e vou passar maquiagem. O Aaron tá me esperando aqui fora e aí a gente vai jantar com os pais dele.
- Quem diria, hein?
- Das duas, fofa.
- Eu sei. – Ri. – Ai Meg, eu to com saudades suas!
- Ixi, credo. Faz nem uma semana, desgruda ow! – Gargalhamos. – Coitado do seu namorado, viu? E por sinal... Te vi na televisão ontem.
- AH! Meu deus, que vergonha.
- Aposto que as menininhas do colégio vão estar surtando.
- Muito mais quando me verem de aliança, huh?
- Uiuiui, que chique! Mas e ai, como vai ser quando as aulas voltarem?
- Eu... Eu não sei... Não pensei nisso.
- Ele vai entrar em turnê logo? Você sabe?
- Eu... Eu também não pensei nisso. – Franzi minha testa. – Na realidade, não pensei em nada disso. A gente estava mais curtindo o momento.
- Sai um pouco do mundo da lua e pensa nisso, . Não quero ver você sofrendo de saudades dele, porque a megera pegou seu celular.
- Verdade... Vou conversar com ele.
- Agora só um comentário antes de eu desligar.
- Faça.
- Puta que pariu, hein? Seu namorado é muito gato. Não só ele, aquela banda inteira. Você é sortuda menina, isso é um fato. Gruda nele que nem você faz comigo.
- Idiota. Vai lá se maquiar.
- Vou. Beijo, besta. Manda beijo pro gostoso.
- Manda beijo pro punk. – E desligamos.
Ao sair pronta para onde estava, ele abriu a boca ao me ver e me elogiou diversas vezes, agradeci mentalmente a Meg. Não que normalmente ele não fizesse isso, é só que ele também fez desta vez.
Fiquei sentada na cama dele, contemplando a vista da janela. Vários carros já estavam estacionados na porta da casa, e algumas crianças corriam pela rua. Era agora. Agora que eu seria apresentada para toda a família de . Sorri automaticamente. Era oficial. Senti meu namorado me abraçar e beijar minha bochecha.
- Pronta?
- Sim, senhor. – Levantei e ao vê-lo concordei com Meggie rapidamente: puta que pariu, meu namorado era muito gato. Estava vestido com uma bermuda preta, xadrez, uma camiseta preta justa com parte de sua tatuagem à mostra, um boné cobrindo seu cabelo, que estava comprido, suas pulseiras de fãs habituais e seus vans enormes.
- Você está bem? – Perguntou já na porta.
- Estou sim. – Sorri e fui até ele. – Só estava lembrando de algo que a Meggie me disse. – Dei um pequeno beijo em sua boca e sai de seu quarto.
- O que ela disse?
- Que você é gostoso. – Ele gargalhou.
- Como assim?
- “Nossa , seu namorado é muito gato e gostoso!”, não nessas palavras, mas basicamente.
- Já sei com quem eu posso fazer ciúmes, então.
- Nem brinca, xuxu. Já têm muitas. – Ele riu, pegou minha mão e descemos.
A casa estava completamente mudada. O que cinco horas de sono não faziam, hein? A mesa de jantar principal estava posta, com três garfos, três facas, mais o talher de sobremesa... Era um jantar formal, isso era uma certeza. Além daquela mesa, haviam outras três espalhadas pelo “salão”, e agora, não estávamos somente nós, os ‘J’, B, C e Sam em casa. Esta estava abraçada com quem eu creio que seja o marido, algumas crianças corriam pela casa, alguns adolescentes falavam com as siglas e além de alguns adultos que estavam sentados conversando, outros entravam pela porta principal.
- Olha se não é o casal! – Jazzie gritou ao nos ver. – Dormiram bem?
- Muito. – Sorri e me abraçou.
- Esta é a Sarah, David, Peter e Oscar. – Apresentou-nos. – Este é o meu irmão , e a namorada dele, .
- Prazer. – Cumprimentamos.
- A vem? Você sabe?
- Sei sim... Ela, os pais dela e o Rufus vêm. – Rolei os olhos.
- Ixi, já vi que hoje vai ter concorrência, amor. – Deu um pequeno beijo em meu rosto.
- Porque? – Jake quis saber.
- Ah, Rufus era meio alucinado pela , sabe? – Sua namorada explicou.
- É... Meio. – Comecei a rir.
- Meio? Meu deus. Se aquilo é meio, eu não dou bola pra você, amor. Ele tinha uma almofada com a cara dela estampada! Sério! – Era tão fofo ver com ciúmes do... éca. Do primo dele.
- Tá, ele era um tanto quanto problemático. – Todos começamos a rir. Conversamos mais um pouco, até que ouvimos um gritinho:
- Tiiiiio! Tio ! Tio !
- Mark, garotão! – Virou-se para uma criança loira, que corria em sua direção.
- Tio? – Olhei assustada para Jazzie.
- É filho de uma prima nossa, mas ele chama a gente de tio e tia. – Assenti com a cabeça.
- Eu tava com saudades, tio! Você me trouxe presentinho?
- Eu trouxe um, que vai ser mais legal que o do Papai Noel!
- Não vai ser não! – Respondeu rapidamente. – O Papai Noel é rico! Ele pode me dar qualquer coisa!
- Você tá me chamando de pobre, coiso? – Começou a fazer cócegas no menino.
- Eu to!
- Calúnia! Fala que o seu tio é rico!
- Não! – Ele ria muito. – Pára, tio!
- Só quando você falar que eu sou rico!
- Você é rico!
- Agora fala que eu sou mais rico que o Papai Noel!
- Você é mais rico que o Papai Noel!
Ao ver aquela cena, eu juro que fiquei indignada. realmente tinha jeito com crianças, diferente de mim. E foi naquele momento que eu percebi, aquele realmente era o homem dos meus sonhos.
- Tá bom, tio. Você é o homem mais rico, mais poderoso, mais legal e mais bonito que o Papai Noel!
- Assim que é bom. – Beijou o topo da cabeça de Mark. – Posso te apresentar uma pessoa, pequeno?
- Não!
- Mas porque não? – Franziu a testa.
- Porque... porque... não sei.
- Então eu vou apresentar, porque o titio ama muito esta pessoa.
- Tá bom! – Ele sorriu.
- Mark, essa é a . A namorado do titio. , esse é o Mark. Meu priminho favorito.
- Oi ! – Pulou em meu colo. Fiquei assustada, mas peguei-o.
- Oi Mark! Como você é lindo, parece até um homenzinho!
- O titio que me deu essa roupa, sabia? – Ele estava vestido com uma calça jeans, uma blusa branca de frio, e por cima, uma camisetinha dos Beatles.
- Eu não sabia não. Mas que gracinha! Fala pro seu tio tomar cuidado, se não as meninas vão querer trocar os namorados pra ficar com você.
- O tio, toma cuidado! Se não as meninas vão querer trocar os namorados pra ficar comigo!
- Ei, nem pensa nisso, garotão. – Pegou-o no colo. – Agora vamos devolver você pra sua mãe.
- TCHAU! – Ele gritou sendo levado por e acenando para nós.
- Ele não é uma graça? – Becca perguntou.
- É um amor. – Todas as garotas responderam e os garotos riram de nossas reações.
- Eita menininho difícil de lutar... – respondeu arfante. – O que vocês querem fazer?
- TRUCO, PORRA! – Oscar gritou quando a porta da sala de jogos fora aberta.
- Nossa, que violência. – Eram e Rufus.
Capítulo 16; up against the wall
- AH! VOCÊS VIERAM! – Jazzie levantou-se correndo em direção aos primos.
- Não, não. É ilusão de óptica, Jaz. – comentou rindo da irmã.
- Cala a boca, boybander. – Mostrou o dedo do meio para ele.
- , você viu o que ela fez? VOCÊ VIU? – Assenti rindo dele. – E você vai deixar que ela machuque os sentimentos de seu namorado?
- Não , Jaz e eu vamos sair na porrada, não é? – Ela gargalhou e ele respondeu: “Bom mesmo!” e deu um pequeno beijo em minha bochecha, antes de levantar e cumprimentar a prima.
- Estava com saudades, sua emo. – Abraçou-a.
- Quem manda ficar famoso? – Ele deu de ombros e foi falar com Rufus. Estava ali o momento, o “reencontro” com a melhor amiga que há seis meses vinha ignorando. – Oi, . – Ela falou comigo, um tanto quanto receosa.
- Oi. – Dei um fraco sorriso, e um beijo em sua bochecha.
- Como você está?
- Estou bem... E você? – Era estranho aquilo.
- Também... Como está a escola?
- Ah, tudo normal... Mesmas coisas, mesma neurose de estudos e tal...
- Ah sim...
- Olá, senhorita. – Era Rufus. Rolei os olhos.
- Hum... Oi Rufus. – O momento se dissipara.
- Bom, ... Então eu vou lá... – Concordei e foi falar com o resto das pessoas. Como era de se esperar, veio perto de mim assim que viu seu primo irritante me incomodando.
- Você viu, Rufus? e eu estamos na-mo-ran-do. – Contou bem devagar.
- Nada que o tempo não acabe. – Deu de ombros e foi perto das outras pessoas.
- Meu Deus, esse garoto é irritante. – Gargalhei de meu boybander e puxei-o para perto.
- Pena que você tem alguns dos genes dele também. – Ele negou fervorosamente e eu o beijei.
- Ô tio – Mark apareceu – a titia Sam falou pra vocês irem jantar!
- Só a gente? Você já comeu, criatura? – Perguntou ainda sentado na cadeira, em volta da mesa onde jogávamos cartas.
- Só um pouquinho... Mas a mamãe não quer me dar mais comida e quer que eu vá dormir. – Ele era simplesmente uma graça, dava vontade de apertar.
- Você tá com fome, hominho? – Ele pulou dizendo que sim. – ENTÃO CORRE SE NÃO A COMIDA TODA É MINHA! – E os dois saíram em disparada à sala de jantar, enquanto nós calmamente os seguimos.
- , já falei para você não correr dentro de casa! – A mãe do boybander repreendeu ao vê-lo frear diante dos convidados, ele, porém, deu de ombros e disse para o pequeno não fazer isso.
O jantar foi sensacional. O melhor jantar de Natal que já tive em minha vida inteira. Não, eu não estou menosprezando os que já tive na casa de , com certeza não! Mas a família de fez com que eu me sentisse tão bem, e não com toda aquela tensão de “estou sendo apresentada para a família de meu namorado”; demos risada, falamos besteira, contei sobre a minha vida, assim como ouvi os podres de . Mark, contudo, foi obrigado a deitar mais cedo, apesar de toda a argumentação dele e do “tio” mais legal que ele poderia ter. Enquanto o boybander foi levar o pequeno ao quarto, exigência deste, sua família ficou dizendo o quanto era bom me receber, e o quanto ele deveria gostar de mim para isso, o que aparentemente deixou Claire puta.
- Parem de mimá-la, meu Deus! – ria ao voltar do quarto de Mark.
- Você quem a trouxe aqui, não tem moral para isso. – Seu padrasto brincou.
- Exatamente, eu a trouxe aqui para que eu pudesse mimá-la, não vocês! – Fiz uma careta
- Ixi, larga a mão de ser ciumento, ow. – Dei um soquinho em seu braço ao sentar-se ao meu lado.
- Creio que um relacionamento onde há tanto ciúmes, não dura, já avisei que é tudo questão de tempo. – Este foi mais um dos belos e úteis comentários de Rufus, onde recebeu como resposta um “Cala a boca” da maioria e algumas palavras feias demais de .
Ao acabarmos o jantar, comemos a sobremesa, e eu ajudamos a tirar a louça e a colocar na pia e fomos para a sala conversar com as outras pessoas. Jaz queria ver “O diário de uma paixão”, mas com a negação dos garotos por ser um filme de menina e nós por não querermos chorar, não assistimos. Contamos histórias engraçadas de cada um, momentos vividos por todos e coisas que geraram risadas a noite inteira. Após horas e horas de conversa, estávamos apenas , eu, , Claire e Jazzie acordados, esta, por sinal havia abandonado o namorado que estava dormindo há pelo menos meia hora.
- Gente... acho que eu vou acompanhar o Jake e ir dormir. – A garota bocejou, dando-se por vencida.
- Acho melhor todos irmos, já que teremos que acordar cedo amanhã, já que é manhã de Natal. – ressaltou.
- Verdade. – Meu namorado fez uma careta.
- Estou indo. – Jazzie mandou um beijo para nós e saiu da sala.
- Ok, então aqui é o ponto em que nós a acompanhamos. – Comentou Claire com voz de sono.
- Creio que sim... – levantou e pegou em minha mão. – Vamos, pequena? – Concordei, levantando-me junto, porém, disse que queria falar comigo. – Espero você no quarto então. – E beijou meus lábios, saindo do ambiente junto com Claire, o que obviamente fez com que eu me mordesse de ciúmes.
O clima entre e eu estava estranho, ela começou a dizer:
- Sabe , eu... é muito difícil para mim falar tudo, pedir perdão pelo o que fiz... Mas... Eu quero que você saiba que eu não fiquei com o Teddy pela primeira vez, sabendo que era o Teddy. O seu Teddy. E... e que eu não teria continuado com ele se eu não sentisse algo muito forte por ele. – Senti que era minha hora de interromper, uma vez que eu não concordava com o que ela estava falando.
- , você sabe muito bem que o motivo pelo o qual fiquei brava com você, não foi só esse. Você sabe disso. – Ela abaixou a cabeça. – Eu fiquei brava com você, porque no dia em que eu estava mal, liguei para você desesperada, precisava da minha MELHOR amiga comigo, ela me largou para ficar com um cara, que ela não conhecia. E que, por sinal, era o motivo de minha tristeza. – Ouvi-a fungar. – Você sabe também, que o outro motivo foi que, depois disso tudo, você resolveu continuar com ele, pensando em Teddy em primeiro lugar, na minha frente, na frente daquela que estava com você há anos. – Agora já soluçava, e meu nariz estava entupindo. – E o pior, quando descobriu que ele estava com você pelos motivos errados, e que nunca sentiu o que você sentia por ele, para quem você voltou correndo? Este é o problema.
- Eu sei, ... Eu sei. – Os olhos vermelhos dela encontraram-se com os meus. – Desculpa. É só o que eu tenho a dizer. – Respirou fundo. – São desculpas sinceras de uma melhor amiga arrependida e que sente tremendamente a sua falta. – Olhava para mim, como que se esperasse uma resposta.
- Tudo bem. – Sorri sinceramente. fez com que eu crescesse e percebesse que nada aquilo era relevante. – Mesmo. – Ela então me abraçou e disse que sentia muito a minha falta; apesar de eu não sentir muito a falta dela, disse o mesmo, porque apesar de não serem grandes as minhas saudades, elas não eram inexistentes.
- Agora vamos dormir... Já está tarde. – Concordei e quando estávamos quase saindo da sala, não deixei sair e fiz sinal para que ela ficasse em silêncio.
- Mas não tem como você gostar tanto assim dela, . – Era Claire. Lógico que era Claire. Afinal, quem mais se aproveitaria de um momento-reencontro entre duas amigas para roubar o namorado de uma desconhecida?
- Que pena, porque eu gosto. – Ele disse calmamente, e ela bufou. – Afinal, porque você está fazendo tanto drama? Depois do mês em que ficamos juntos e você terminou comigo, você se distanciou e quando eu tentei reaproximação, você só me deu patada. Porque você quer voltar a algo irreal agora?
- Porque eu percebi que nós fomos feitos um para o outro.
- Claire, larga a mão de ser dramática e ridícula? Você sabe muito bem, assim como eu e todos também sabem, que nós não temos na-da a ver. Que você é uma interesseira e que só quer falar comigo novamente porque eu estou fazendo sucesso e porque eu, finalmente, achei alguém com quem eu tenho vontade de passar o resto da minha vida junto, isso todo mundo sabe. – Juro que eu sorri nessa hora, também.
- O que você está falando? Você quer casar com essa menina? – Indagou com voz de nojo.
- Com essa menina, uma vírgula, com . E sim, eu quero casar com ela um dia. E você poderia perceber que como você não é ela, eu não quero nem chegar perto de você. Então, por favor, junte o pouco de semancol que deve existir em algum lugar no seu cérebro, se você procurar bem, e pare de tentar alguma coisa. – Sorriu e continuou – agora, se terminamos o assunto, vou para meu quarto esperar a minha namorada que a qualquer momento está para voltar.
- Então é isso? – Perguntou ao ver que ele havia encerrado a conversa e estava subindo as escadas; ele assentiu. – Você quer subir logo porque não quer que ela saiba dessa conversa, é? – Fiz uma careta ao ouvir isso, meu deus. Como existem pessoas desagradáveis neste mundo!
- Não faz diferença ela saber, até porque eu faço declarações a ela toda vez que posso, esta seria só mais uma, das menos importantes, pois não estou dizendo a ela o que eu sinto, e sim para você. – Ouvi-a proferir um som estranho a meus ouvidos. – Agora, se você me der licença, vou deitar e esperar minha namorada chegar, para poder aproveitar com ela algumas horas de hoje. Boa noite.
É lógico que ao final de ouvir esta conversa estava mais do que convencida que meu me amava, e isto fez com que eu o amasse ainda mais. Dei boa noite a minha mais nova-antiga amiga e subi as escadas com um sorriso no rosto.
- O que aconteceu, minha linda? – perguntou quando me viu com um sorriso no rosto.
- Eu e a voltamos a nos falar. – Sentei na cama vendo ele tirar seus tênis.
- Ai pequena, fico feliz por vocês. – Sorriu enquanto tirava o cinto.
- Eu sei que você fica. – Aproximei-me dele. – E... eu ouvi o que você falou para a Claire. – Ele deu uma pequena risada. – O que foi?
- Mereço uma namorada assim? – Roubou-me um pequeno beijo.
- Assim como, boybander? – Fiz cara de brava.
- Ciumenta! Meu Deus. – Gargalhei. – Mas eu te amo mesmo assim, ok?
- Ok, dude. – Agora foi a vez dele gargalhar. – Mas falando sério agora. Eu... eu amo você, . E não é só porque você uma declaração linda, mas por tudo. Você é o melhor namorado que eu podia ter.
- E você é a melhor namorada e melhor amiga que eu podia ter, . – Ambos sorriram e nos abraçamos. deu um pequeno beijo em meus ombros, que resultou em um beijo no pescoço e trouxe sua boca à minha. Com as mãos no cós de minha calça, a criatura levou-me discretamente, porém não despercebidamente, a uma parede e intensificou o beijo. Eu apertava seus cabelos e ele começou a subir uma mão para dentro de minha blusa, o que sempre gerava arrepios. Era tão bom estar ali, em seus braços, tendo sua boca para mim. – Deixa eu te mostrar a surpresa, pequena. – Interrompeu o beijo, arfante.
- Surpresa? – Estava confusa. É isso o que acontece quando o seu namorado interrompe um momento intenso entre vocês e diz algo sem nexo.
- É, onde a escada leva. – Sorri ao lembrar que ele dissera que a escada em seu closet seria revelada mais tarde. Ele gargalhou quando soltei um “Eba!”, subiu a escada e abriu uma portinha no teto; falou para que eu o acompanhasse e quando cheguei no topo, percebi que estávamos no telhado, porém com uma pequena diferença: ao chegar lá, onde deveria haver telhas, tinha um piso. Era como se estivéssemos em um “buraco” no telhado. Havia um colchão todo arrumado, um rádio com um iPod, uma garrafa térmica e dois cobertores. – Vem aqui. – Deitou-se e puxou-me para perto dele.
- O que é aqui, bebê? – Encostei minha cabeça em seu peito, tremendo de frio.
- É aqui que eu penso... Que eu escrevo minhas músicas, componho. Sofria quando uma tal de não queria nada comigo, por um bosta de Teddy. Afinal, quem tem nome de urso?
- Ai, não fala isso. Tadinho dele. Não foi ele que escolheu se chamar assim. – deu de ombros.
- Mas então... É aqui que eu venho quando estou com problemas. Mesmo quando estou em Londres. Sempre que eu posso vir aqui, eu venho. – Fechei os olhos para sentir a paz que ele sentia. – Olhe esse céu, . – Ele disse após algum tempo. Fiquei impressionada como eu não tinha olhado para cima antes. Era o céu mais bonito que eu já vira em minha vida. Estrelas e mais estrelas cobriam-no por inteiro, como sardas preenchem o corpo de Danny Jones; como pontinhos vermelhos pintam o corpo inteiro de crianças com catapora.
- Não tem nem palavras para descrever. – Admirava aquela vista.
- É maravilhoso, não é? – Concordei.
- ...
- Eu...
- Me promete uma coisa? – Mordi o lábio inferior.
- Lógico, pequena. O que? – Beijou o topo de minha cabeça.
- Que quando a gente casar, a gente vai ter um desse na nossa casa? – Um enorme sorriso surgiu em seu rosto.
- Com toda a certeza, amor. – Olhei-o nos olhos. Era ele. Meu . Meu. Não tinha reclamação nenhuma dele, apenas toneladas de elogios, assim como toda boa garota apaixonada. E eu estava, pelo melhor garoto de todos. Ele pegou meu rosto e beijou-me. Começou um beijo calmo por baixo do cobertor, já que estava muito frio. Com o passar dos minutos, a calmaria foi embora sendo substituída pela vontade de calor humano, calor um do outro, um ao outro. Esquecemos tudo por um tempo, pelo menos eu sei que esqueci. Esqueci que estávamos na casa da mãe dele, com toda a família e crianças pequenas e que lá estávamos nós, nos agarrando como se não houvesse ninguém mais além de nós em uma área de trocentos quilômetros quadrados.
Foi então, que já que nós não parávamos de demonstrarmos amor físico pelo outro, algo fez com que parássemos. Meu celular começou a gritar desesperadamente do meu bolso traseiro da calça. Com deitado por baixo de mim, ficou mais fácil que ele pegasse, já que eu tinha que me apoiar no chão para poder atender ao telefone, quando ele o pegasse. Senti que algo estava errado quando meu namorado, ao ler quem era na bina, fechou a cara e fez com que eu saísse de cima dele, colocando o celular violentamente (porém sem me machucar) em minha mão e indo olhar a rua.
Teddy. Este era o motivo de mau humor. Este era quem estava me ligando às duas da manhã da madrugada de Natal.
Capítulo 17; hero
- Alô? – Disse ao atender, confusa.
- Oi. – Respondeu. Eu olhava de longe, imaginando o que ele estaria pensando naquele momento.
- Oi Teddy.
- Feliz Natal, ... – Sua voz estava fraca.
- Feliz Natal... – Um silêncio se instalou entre nós. - Foi para isso que você me ligou? – Eu não tinha que ser simpática com ele, fato; portanto, não joguem pedras em mim.
- Hum... Foi. – Pude ouvi-lo respirar fundo. – Eu sinto sua falta, .
- Teddy, eu já falei para você esquecer isso, ok? – Passei a mão nos olhos, não acreditando naquilo. – Olha Teddy, vai dormir, está bem?
- Não vou, . Eu preciso dizer pra você.
- Eu não quero ouvir, é isso o que você precisa entender.
- Você não sabe o que é ter que esquecer... cada minuto, cada instante passado com você.
- Eu sei sim, mas eu também não quero mais conversar. São duas horas da manhã de Natal, eu estava com o meu namorado e não quero discutir isso.
- É por isso que você não quer conversar? Porque ele está do seu lado? – Sua voz estava estranha e estava com uma cara de poucos amigos.
- Não. Eu não quero conversar porque não tem mais nada pra conversar. – Fechei os olhos, cansada. – Olha Teddy, vai dormir e entende que a gente não tem mais nada e não vai mais ter. Se você não entende, liga pro Aaron e pede para ele, como um bom amigo, consolá-lo. Boa noite. – E desliguei. - Amor? – Levantei e aproximei-me de . Ele não respondeu. – Não fica assim. – Abracei-o por trás. – Não tem porque você ficar assim. – Beijei suas costas.
- Não tem, é? – Neguei. – Como não, ? O menino te liga às duas da manhã! É lógico que ele quer você de volta.
- E desde quando isso atrapalha o nosso relacionamento? – Fiz com que ele virasse e me olhasse nos olhos. – Se ele quer, não quer dizer que eu quero. Agora pára de ter crises de e saiba que se não você, eu não quero mais ninguém. – Ele sorriu com isso e beijou meus lábios; passei meus braços por seu pescoço e ficamos com apenas com as bocas encostadas, sentido a respiração do outro. Infelizmente, o momento foi cortado de novo por meu celular. tirou os lábios dos meus e ficou me encarando. – Eu não vou atender, relaxa.
- , pode ser importante. – Fitou-me.
- Não deve, amor... Deve ser o Teddy de novo.
- , atende o celular. – Dizia sério.
- Não...
- Atende. – Contra a minha vontade, peguei o celular e o encarei. Mãe.
- É a minha mãe. – Fiz uma cara estranha e atendi. – Alô?
- Filha... – Ela estava rouca. – Não se desespere, está bem? – É lógico que eu me desesperei. Quem diz isso, quer que você se desespere! – O Faraó sofreu acidente e ele está bem machucado, mas estou com ele aqui no hospital. – Faraó é o meu gato de 16 anos, ele está conosco desde sempre. É o sagrado da Birmânia mais lindo que podia existir.
- O que aconteceu com ele? – Vi a cara de aparentar preocupação quando as lágrimas começaram a correr por meu rosto.
- Ele estava na porta da casa da vizinha, e você conhece o cachorro dela, né? Bom, ela estava com dois... E eles correram e morderam o Faraó. E como ele está velhinho, não conseguiu fugir. A dona saiu correndo para socorrer o gato, ela também está toda arranhada.
- Mas... Como ele está? – Eu não estava bem, isso era um fato.
- Não está muito bem, filhota. – Era óbvio que não estava. Minha mãe me ligando? Chamando-me de “filhota”? Ele deveria estar morrendo. – Não está respirando muito bem... Está na UTI.
- Onde é o hospital? – Neste ponto, estava desesperando, assim como eu, porém, sem saber o que estava acontecendo. Quando minha mãe me explicou, me despedi e falei que depois ligava para ela.
- O que aconteceu, amor? – perguntou com nossas mãos entrelaçadas. Contei a ele, e ele, ao invés de me consolar, pegou a garrafa térmica e desceu a escada, falou para eu descer também.
- O que você está fazendo? – Perguntei entre soluços.
- A gente vai ver o Faraó. – Olhou para mim. – Ou você não quer? Se você não quiser, tudo bem. Só achei que você queria...
- Eu quero... eu quero. – Sorri para ele. – Obrigada, amor. – Beijei seus lábios.
- Pega um casaco, enquanto isso vou falar para a minha mãe que a gente está indo, mas que voltamos para o almoço, só para ela não ficar preocupada. – E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele já havia ido.
Fiz o que ele me orientou: peguei um casaco e um cachecol para mim, o moletom que ele estava usando e desci para esperá-lo na porta. Passado alguns minutos, ele chegou, segurou minha mão e fomos para o carro. Meu nervosismo estava tão grande que eu não conseguia parar de tremer.
- ... – Falei tão baixo que parecia que estava sussurrando.
- Oi linda. – Respondeu segurando minha mão e com a outra, dirigindo.
- Brigada. – Ele apenas acariciou minha mão mais e continuou dirigindo. Minha cabeça rodava, meu gato não podia morrer... Quando eu estava em casa, ele sempre dormia comigo. Quando eu ia comer, ele sempre pulava no meu colo e ficava ronronando. Comecei a lembrar de todos os momentos que passei com ele, já que ele estava conosco desde sempre e isso gerou lágrimas, soluços e nariz entupido. Meu gato. Não tinha dia pior pra isso acontecer, não?
Ao chegarmos no hospital, estacionou o carro e veio em minha direção. “Tudo vai ficar bem” foi o que ele disse, mas eu não tinha tanta fé nisso. Aquele era o melhor hospital veterinário da Inglaterra, e um dos maiores também. A sala de espera era muito fria; havia uma recepcionista, um aquário enorme e... bom... e meus pais. Entramos de mãos dadas e fomos em direção aos dois.
- Mãe? Pai? – Perguntei com uma voz fanha, já que eu estava com o nariz entupido.
- Ai filha... – Minha mãe me abraçou. – Estávamos esperando você chegar.
- Como você está, filhota? – Foi a vez de meu pai me abraçar. Apesar de eu nunca ter sido próxima de minha família, aquilo era muito bom. Saber que apesar de não ligarem muito para nada além de meus estudos, eles se importavam comigo. Eu precisava daquele apoio, apesar de ser em raros momentos que os conseguisse.
- Ah... Não muito bem, né? – Dei um sorriso amarelo. – Vocês já conhecem , certo?
- Eu não conheço não. – Eu não lembrava de tê-lo apresentado para meu pai, mas eu poderia estar com problemas de memória. Descobri que não.
- Bom, então vou apresentar. Pai, este é o meu namorado, .
- Olá Sr. . – cumprimentou meu pai, que pareceu gostar dele. – Olá, Sra. . – Cumprimentou a minha mãe, que eu sabia que não gostava dele, porém surpreendentemente foi muito simpática.
- Onde está o Faraó? – Perguntei insegura de como estaria meu gato.
- Venham, conosco. – Minha mãe nos chamou e a seguimos por uma porta. Andamos aqueles corredores claros e com cheiro de desinfetante até chegarmos a um lugar onde os animais estavam “empoleirados”, já que tinham várias pequenas jaulas, com um animal em cada uma. Meu gato tinha um olhar triste, solitário; estava enfaixado e com a boca aberta.
- O que ele tem? – As lágrimas encheram meus olhos novamente.
- Sr. e Sra. , esta deve ser a filha de vocês. – Um homem com uma voz rouca e um cheiro muito forte de cigarro adentrou a sala. – Prazer, eu sou o Dr. Ângelo. – Estendi minha mão para ele e apresentei tanto eu, quanto . Apesar de ele cheirar cigarro, o que eu particularmente odeio, ele era um homem muito bem apresentável; com seus olhos azuis e seus cabelos grisalhos, passava muita calma e confiança para quem falasse com ele.
- O que o Faraó tem? – Indaguei vendo-o abrir a pequena jaula de meu gato. Assim que ele o fez, comecei a acariciar os pêlos de meu animal.
- O caso de seu gato é um caso muito grave. – Respirei fundo para conseguir continuar ouvir o que ele tinha a dizer. – O pulmão dele foi perfurado e, portanto o ar está se dispersando por todo o corpo, como você pode sentir aqui. – Fez com que eu apertasse uma parte inchada, onde estava macia. – Então nós estamos drenando-o. Nós precisaríamos fazer uma cirurgia nele, porém como ele está muito velhinho, não sabemos se ele irá agüentar. Como o coração dele está batendo muito fracamente, vamos esperar para ver se estabiliza, se ele consegue se alimentar melhor e se isso acontecer, vamos operá-lo, se vocês autorizarem.
- Nós autorizamos. – Respondi. – Mas você acha que ele tem chances de sobreviver?
- Agora é difícil de saber, mas daqui a alguns dias, tudo ficará mais claro. – Uma informação de muita utilidade esta. – Vou deixá-los à vontade, qualquer coisa podem me chamar. – E saiu da sala.
- Ai pequeno... – Falava com o meu gato. – Você vai melhorar, não vai? – Fungava para não ter que limpar meu rosto, já que estava fazendo carinho em meu gato. – Você tem que melhorar... Porque se não, quem vai ficar comigo em casa? Eu... eu só tenho você lá. – Dizia bem baixinho, para apenas ele escutar. Esqueci que meus pais estavam logo adiante e que isso podia afetá-los, mas... Eu precisava dizer isso a ele, mesmo que ele não entendesse. – Por favor, pequeno... melhora. – Dei um pequeno beijo em sua cabeça e fiquei apenas ali, o olhando e soluçando.
Acho que o tempo passou e eu não percebi, porque minha mãe chegou e falou que era melhor que todos nós fôssemos embora. Despedi-me novamente do Faraó, dizendo-lhe que voltava em breve, e acompanhei meus pais e namorado para o lado de fora do hospital.
- Mãe, brigada por me chamar e trazê-lo aqui. – Dei um sorriso sincero.
- Magina, filha... É o mínimo que eu podia fazer.
- Então... É isso. Acho melhor a gente voltar pra casa, porque é bem longe daqui. – Falei.
- Filha... – Meu pai começou. – Vocês não querem passar a noite em casa? Não é tão longe daqui. Aí amanhã cedo vocês vão, o que acham? – Olhei para , para ver o que ele achava; ele pareceu concordar.
- E onde o fica?
- Ele pode ficar no quarto de visitas. – Minha mãe disse.
- Pode ser, então. – Sorri e os abracei. – Mas eu não sei ir daqui pra nossa casa.
- Vocês seguem a gente, então. – Meu pai falou; concordamos e fomos para o carro.
Ao chegarmos na casa de meus pais, ambos foram dormir, deixando-me para alojar . O quarto de visitas era muito grande, assim como todos os de minha casa. Tinha uma vista para a rua e estava quentinho, graças ao aquecedor geral. Tirei a colcha da cama, e guardei-a no baú que ficava na frente da janela. As diversas almofadas de enfeite foram fazer companhia para a colcha.
- Amor, você não quer mesmo que eu a ajude? – perguntou pela terceira vez. Eu, assim como nas outras vezes, neguei. Quando tudo estava pronto, o abracei. – Tudo vai ficar bem, pequena. Você vai ficar bem. – Acariciava meu cabelo enquanto eu estava presa a seu tronco.
- Eu... Ai. – Fechei os olhos. – Ele não pode morrer. – Tentei respirar fundo, mas minha respiração estava falhando.
- Não pensa nisso agora, linda. Pensa que ele vai melhorar. – Ficamos abraçados por muito tempo. O abraço dele era quente e, como sempre, reconfortante. Ele definitivamente tinha o melhor abraço, e, com certeza, era ele quem me acalmava. – Agora, pequena... Vai dormir, é melhor você descansar. Aí amanhã, antes de irmos para casa, a gente vai ao veterinário, pode ser? – Concordei.
- ... – Ele me olhou, encostando nossas testas. - Fica comigo até eu dormir?
- Lógico. – Ele sorriu e me deu um pequeno beijo. Fomos até o meu quarto e o deixei esperando em minha cama enquanto fui ao banheiro colocar o pijama e tirar a maquiagem. Ao voltar, minha cama já estava arrumada e ele estava colocando o iPod para tocar. Quando encostei a cabeça no travesseiro, chamei-o para baixo das cobertas. Ele deitou e eu o fiz de travesseiro, então. Fechei os olhos enquanto ele acariciava o meu cabelo, o impressionante é que o sono começou a chegar. Respirei fundo. Aquela madrugada estava sendo muito difícil, mas ele estava lá. Assim como sempre esteve. Ele. O meu ele.
Em meio a cochilos, ouvi a música que tocava:
“Well, I don't care… You're here tonight.
I can be your hero baby.
I can kiss away the pain.
I will stand by you forever.
You can take my breath away.”
- … - Chamei-o, de olhos fechados.
- Oi, amor.
- You’re my hero, baby. – Senti que ele deu uma pequena risada e beijou o topo de minha cabeça.
Capitulo 18; smile
Quando acordei, não estava mais ao meu lado. Eu devia saber que ele não iria passar a noite toda comigo, não na casa de meus pais. Apesar de eu ter acordado sem a melhor parte do meu dia e do fato de meu gato estar internado, eu tinha tido uma noite boa. Era sempre bom dormir na minha cama, na minha casa, com minhas coisas e meu banheiro. Ir ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes foi a primeira parte do meu dia, porém ao me ver no espelho, me senti mal; meus olhos estavam inchados de tanto chorar e eu estava com olheiras enormes. Não queria ia para a casa de meu namorado assim, mas também não me preocupei muito com isso naquele momento; tínhamos que tomar café e, então, nos arrumar, passar no veterinário e voltar para a cidade dos , para o almoço em família.
Com meu pijama e minhas pantufas, fui para o quarto de . Ele estava apenas de boxers, largado na cama, sem cobertor ou lençol. Devagar, deitei com a cabeça em seu peito e dei um pequeno beijo em seu maxilar.
- Bom dia, amor. – Falei, olhando para o seu perfil.
- Bom dia... – Ele respondeu, beijando minha testa. – Como você esta? Você está melhor? – Ele virou seu corpo em direção a mim, para que pudesse olhar em meus olhos.
- Hum... – Fechei os olhos sem responder.
- Oh, baby, baby. – Ele beijou meu olho direito. – Vamos tomar café que aí nós vamos vê-lo. – Eu agradeci mentalmente por ele ler meus pensamentos, por eu não ter que falar tudo, pois ele já sabe o que fazer. – Vou colocar roupa e aí nos podemos ir. – Concordei ainda deitada na cama dele.
Fomos, então, tomar café da manha; eu andava muito devagar. A noite havia sido boa, mas não quer dizer que a minha tristeza havia melhorado, porque eu estava tão triste quanto antes. Meus pais não estavam mais em casa, que surpresa. Eu sinceramente nem sei o porquê eu esperava tê-los comigo naquela manhã, sinceramente não sei. Minha mãe estava planejando algum evento qualquer e meu pai... Well, no idea. Fiz comer alguma coisa, e coloquei o meu café em uma garrafa térmica. Depois que me troquei, peguei a mão de meu namorado, meu café e fomos para o carro.
Apos visitarmos o meu gato, que não estava nada bem, fomos para a casa da senhora . O transito não estava tão ruim quanto no dia anterior, mas também não estava completamente livre. Ao chegarmos lá, todos vieram me consolar, até o pequeno Mark. Ele foi o mais fofo, dizendo que eu não precisava ficar triste e que ele sabia como era difícil, porque ele havia passado a mesma coisa com o batman dele de brinquedo, mas que mesmo assim ele ainda pode brincar, porque consertaram o batman dele, ou seja, podiam consertar o meu gato ainda. Achei isso uma graça.
O almoço foi melhor do que eu esperava; a comida da senhora era ótima, e eu até comecei a me sentir menos triste. Aquela família era a melhor, não tinha nem como negar. Como nós chegamos apenas para a hora do almoço, resolvemos abrir os presentes após a sobremesa. Markey estava tão excitado para abrir os presentes que nem estava dando bola para o bolo que estava em cima da mesa; quando sua mãe o autorizou a abrir os presentes, ele saiu correndo para onde eles estavam.
- Abre o meu primeeeiro! – gritou, correndo atrás de seu primo.
- Ai, meu Deus, às vezes, eu esqueço como este garoto pode ser barulhento. – Sam comentou rindo.
- AMOOOOR! – Ele me chamou de algum lugar da casa. – VEM AQUI!
- Ok, ok. Acho melhor todos irmos para a árvore antes que meu filho exploda as suas cordas vocais e estrague a sua carreira.
Todos gargalhamos e, conversando com minha velha amiga, fomos até a outra sala. Ao chegarmos ali, Mark veio correndo em nossa direção:
- Mamãe! Mamãe! Mamãe! – Ele abraçou a perna de sua mãe. – Olha o que o tio comprou pra mim! Vem aqui! – E tentando arrastar sua mãe, foi até onde uma guitarra novinha, pequena, estava.
- ! – Sua tia falou. – Eu não acredito.
- E... E... E... O tio também vai pagar aulas para eu tocar! – Mark estava tão feliz que a cara de surpresa de sua mãe virou apenas um sorriso.
- Você agradeceu o seu tio? – Ela perguntou.
- ‘Brigado, tio! – O pequeno saiu correndo em direção a e pulou em seu colo.
- De nada. – Ele bagunçou o cabelo de seu primo.
Todos trocaram presentes, abraçaram todo mundo, sorriram e deram muitas risadas com os presentes de meu namorado. , apesar de estarmos brigadas antes, me deu um porta-retrato com uma foto de nos duas pequenas, brincando com massinha, ou alguma gosma qualquer; colado no verso do porta retrato tinha uma carta que ela falou para eu ler apenas depois. Dei o meu presente para a irmã e mãe de ; o da Jaz foi uma camiseta com os dizeres “I’m ’s sister, bitch” e ela quase morreu de rir. O de Sam foi um colar que me dissera que sua mãe iria amar, o que realmente aconteceu.
- Muito obrigada, . Muito mesmo. – Minha sogra me abraçava. – Agora deixa eu te dar o meu presente... – Ela pegou um embrulho retangular que estava no chão. – Como eu não sabia o que você iria gostar ou não, eu resolvi algo que... Ah, você vai ver. Espero que você goste. – Eu estava ansiosa para ver o que era. Abri a embalagem e lá dentro havia um porta-retrato com uma foto de um bebê muito, muito fofo; muito, muito loiro. – É o meu bebe; ou melhor, é o nosso bebe. – Eu sorri, um dos sorrisos mais sinceros que eu já tive.
- Sam! Muito obrigada! Muito obrigada mesmo!
Abracei-a forte. Eu não conseguia tirar os olhos do meu mini-. Eu estava tão feliz, acho que eu nunca havia recebido presentes de Natal melhores do que os que eu recebi. A família era perfeita. Estava tão feliz por poder fazer parte dela, pelo menos, por enquanto.
Após toda a troca de presentes, sorrisos e risadas, chegou a hora de nos irmos para casa. Nós estávamos sendo os primeiros, porque éramos os únicos que moravam longe; as outras pessoas moravam relativamente perto. Colocamos as malas no carro e fomos nos despedir. Abracei todos os parentes de , os amigos de Jazzie e ; decidimos que iríamos nos ver algum dia, e que toda a nossa briga ia ficar para trás.
Jazzie e Sam foram até o carro conosco, e como toda boa mãe, Sam começou a chorar quando viu que nos estávamos realmente indo embora.
- Promete que vocês vem nos visitar mais vezes? – Ela perguntou, abraçando-nos ao mesmo tempo.
- Mãe, para de fazer tanto drama. Nós não vamos morrer. – riu de sua mãe.
- Mas... voces vão para Londres. Longe de meu amor, carinho, atenção...
- A gente não vai mais voltar se você continuar assim, mãe. Pára.
- Como você agüenta este garoto? – Ela perguntou, olhando para mim. – Mas ok, vou parar. Por favor, liga quando chegar lá, esta bem? – Ela pediu, segurando o rosto de seu filho; quando ele concordou, ela deu um beijo em sua bochecha e o abraçou. – Tomem cuidado na estrada, coloquem cinto de segurança e não nos esqueçam.
Concordamos e, após mais três abraços de Sam e um de Jazzie, entramos no carro.
A viagem não foi ruim, ainda estava preocupada com o Faraó, mas estava melhor. Conversamos sobre a família dele; sobre como eu os amei e sobre como eles me amaram. Foi uma conversa de amor no carro. me dissera que os meninos não chegariam em casa até o dia seguinte, ou seja, eu e meu namorado uma noite inteira sozinhos; eu teria que me acostumar com isso, porque eu sabia que essa não seria a única.
Capítulo 19; my heart
- Ah, nada é como estar em casa! – falou ao abrir a porta.
- Você estava em casa lá, seu ingrato. – Brinquei, abraçando-o por trás.
- Não é a mesma coisa... Lá é a casa da minha mãe, da minha irmã. Essa é a minha casa. – Ele suspirou e virou de frente para mim; encostou a testa na minha e olhou em meus olhos. – Vou ligar e avisar minha mãe que nós chegamos. – Concordei e sentei no sofá, após ele dar um pequeno beijo em minha testa. – Mãe? Oi... Então, só queria avisar que nos já chegamos em casa. Uhum... É, pegamos um pouco de trânsito, mas nada fora do comum.
Eu o ouvi concordando mais algumas vezes e fechei os olhos. Será que realmente íamos passar aquela noite só os dois? Senti o sofá se mexer e vi que havia sentado ali.
- O que você quer fazer, amor? – Ele perguntou, olhando para mim.
- Eu não sei. – Fiz bico.
- Eu também não. – Ele fechou os olhos. – Vou ligar para o e ver que horas que eles vão chegar amanhã.
Eu concordei. Fiquei na dúvida se ele estava ligando para saber que horas eles iam chegar ou para ter certeza que eles não iriam chegar hoje. Sacudi minha cabeça; não queria pensar assim, afinal, faria alguma diferença se ele estivesse ligando por um motivo ou por outro?
- Eles vão chegar lá pelo meio dia amanhã. – Ele falou, quando terminou de conversar com seu melhor amigo; eu apenas assenti, vendo-o andar até o rádio e colocar um CD para tocar. – Amor, você está com fome?
- Hum... Não muita, e você?
Minha respiração começou a ficar mais rápida; estava começando a imaginar o que iria acontecer quando ele dissesse que também não estava com fome.
- Mais ou menos. – Deu de ombros. – Eu não preparei nada romântico para hoje, desculpa. – Ele fez uma cara fofa quando disse isso e sentou ao meu lado de novo.
- Ah, então eu vou lá com o meu outro namorado. Quando você tiver uma coisa preparada, você me liga que eu volto, está bem? – Ele fez bico. – Amor, fica tranqüilo... Eu não espero ter nada mais do que você. – Beijei seus lábios.
- You’re the best, sabia? – Assenti com a cabeça. – Metida. – Gargalhamos.
Quando a risada cessou, nos encaramos por um certo tempo antes de começarmos a nos beijar. O beijo era rápido e um tanto quanto I-need-you-now; afinal de contas, quem sabia quando iríamos ficar sozinhos de novo ou quando nos veríamos após essas duas semanas? Ele fez com que eu deitasse por cima dele, e eu conseguia sentir meu corpo esquentando e arrepiando a cada beijo, a cada mordida ou até mesmo a cada suspirada, e eu simplesmente não conseguia entender por que nos havíamos demorado tanto tempo para ficar juntos; tínhamos a química perfeita.
, até então, estava sendo o namorado perfeito. Suas mãos estavam no cós de minha calçaa e o máximo que ele fazia era apertar a minha cintura ou segurar minhas costas com suas mãos geladas; então o primeiro passo para liberdade fui eu que dei. Apos beijar o seu pescoço, morder seu lábio e deixá-lo ofegante, resolvi dar um pequeno passo a mais. Tirei o seu casaco e entre pequenos beijos, posicionei minhas mãos geladas dentro de sua camiseta, que, em poucos segundos, estava no chão. Sentindo meu namorado se arrepiar, mordi meu lábio; eu tinha o receio que esse passo o faria tentar mais, muito mais, porem não foi isso que aconteceu. Eu não conseguia acreditar nisso: eu tinha o melhor namorado da face da terra. Eu sabia que ele já havia dormido com outras garotas, eu sabia disso, mas ele sabia que eu era virgem e, por isso, ele me respeitava muito mais do que todas as outras. Era impressionante.
Depois de um tempo de estarmos deitados, sentou e eu fiquei em seu colo, ofegante, beijando-o; melhor beijo que eu já tive em minha vida em um dos melhores momentos que eu já havia passado com alguém. Após um tempo, quando nossas bocas já estavam latejando de tanta força que havíamos posto no beijo, eu as separei. Eu sentia o peito de subir e descer rapidamente, e eu mordi meu lábio e fechei os olhos, encostando nossas testas. Com a respiração dele em meu ombro, eu queria mais. Queria beijá-lo mais, abraçá-lo mais, tê-lo mais, porém eu estava com medo de que eu me arrependesse depois; me arrependesse de ter feito por impulso.
Mas... seria mesmo por impulso? Fazia mais de um ano que eu estava apaixonada por ele e eu nunca havia me sentido tão segura com alguém como eu me sentia com ele. Será mesmo que eu iria me arrepender? Resolvi, então, tentar empurrá-lo ao limite; eu estava pronta, eu sabia que eu estava.
Antes mesmo de ele perceber minha intenção, comecei a beijá-lo novamente. Ele estava despreparado, ainda estava tentando fazer sua respiração ficar sincronizada e calma, porem eu não me importava mais com aquilo... E, aparentemente, ele também não. Segurando seus cabelos, mordi seu lábio; eu podia sentir que ele estava ficando nervoso, eu gostava de ter um certo poder sobre ele. A hora de ficar assustada foi minha, então. Em um movimento que eu não percebi, eu estava sendo carregada, com as pernas em volta dele, para a parte de cima da casa, ainda nos beijando.
Chegamos ao quarto dele, os dois ofegantes, mal podendo esperar o que ia acontecer. Eu estava pronta, eu sabia disso, ele sabia disso. Ele fechou a porta e delicadamente me deitou na cama, deitando por cima de mim logo depois. Não nos beijamos, não nos falamos por alguns segundos. Apenas nos olhamos; nos olhamos e vimos as respostas para nossas perguntas e vontades nos olhos do outro. A química perfeita.
Delicadamente, e com pequenos beijos, ele tirou minha blusa de frio, minha blusa de baixo, deixando-me apenas de sutiã e calça. Mordi o lábio ao senti-lo beijando o meu pescoço, meu ombro, descendo e subindo meu braço com pequenos beijos. Era ele. Era por ele que eu havia esperado todo esse tempo. Eu sabia que eu teria que abrir a calça dele, mas eu estava nervosa. Ficando com medo? Não. Mas eu estava nervosa. Resolvi parar de me sentir como uma criança e dei o segundo passo. Enquanto ele tirava a minha, consegui ouvir uma parte da música que estava tocando e senti que aquele estava sendo o momento perfeito.
This heart, it beats, beats for only you
My heart is yours
This heart, it beats, beats for only you
My heart is yours
(My heart, it beats for you)
This heart, it beats, beats for only you
My heart, my heart is yours
(It beats, beats for only you. My heart is yours)
This heart, it beats, beats for only you
My heart, my heart is yours
(Please don't go now, please don't fade away)
My heart is yours
(Please don't go now, please don't fade away)
My heart is yours
My heart is yours
(Please don't go now, please don't fade away)
My heart is yours
My heart is...
Entre beijos, mordidas, olhares e nervosismo, a melhor noite da minha vida aconteceu.
Capítulo 20; natural disaster
Se é possível ou não, eu não sei, mas eu tenho quase certeza de que eu acordei sorrindo. Sorrindo pelas lembranças da noite anterior, sorrindo por ainda estar nos braços do namorado mais perfeito do mundo, sorrindo por saber que ele era o meu namorado. Virei para olhá-lo e o vi acordado.
- Good morning, beautiful. – Ele sorriu.
- Bom dia, amor. – Sorri também.
- How was your night? – Ele estava cantando. – Mine was wonderful, with you by my side. And when I open my eyes, and see your sweet face… It's a good morning beautiful day. – Ele deu um pequeno beijo em meus lábios.
- Que musica é essa? – Perguntei com a cabeça no travesseiro, olhando-o.
- Chama “Good Morning Beautiful”, do Steve Holy. – Quando eu falei que não conhecia, ele falou que o pai dele costumava ouvir quando ele era pequeno. – ? – Ele me chamou, quando viu que eu estava fechando os olhos.
- Eu... – Respondi o olhando.
- Eu te amo. – Ele falou, e eu sorri.
- Não mais do que eu. – Beijei seu queixo.
- Wanna bet? – E me abraçou.
Eu não ligava que estávamos cobertos apenas por um lençol e mais nada; eu sentia como se fosse natural, não via problema com isso. Ele deu um pequeno beijo em meu ombro, enquanto eu acariciava seu cabelo. Eu respirei fundo, porque aquele abraço, aquele sentimento, era a coisa mais certa que eu já havia sentido na minha vida. Eu ouvi a barriga dele roncando e falei:
- Amor, vai tomar café... Eu vou tomar banho e já te encontro lá em baixo.
Ele concordou e foi colocar suas boxers. Eu me enrolei no lençol, entrei no banheiro e então no banho. Ainda não tinha caído a ficha do que tinha acontecido. Ou tinha... mais ou menos. Nao sei, quero dizer... Tinha caído, sim, só que diferente de como eu achei que eu me sentiria, eu simplesmente não conseguia parar de sorrir, não conseguia parar de pensar na noite anterior. E eu me sentia bem pensando sobre o assunto, em como tinha sido perfeito, em como ele havia tido cuidado e em quanto ele prestou atenção em cada detalhe para fazer da minha primeira experiência a melhor primeira vez.
Quando saí do banho, não sequei o cabelo, como eu normalmente faço. Peguei minha calça do pijama cinza escura, com bolinhas brancas na parte de cima, e minha blusinha pink, de manga comprida e decote “V”. Apesar de eu não ter me arrependido de nada, eu não sabia o que ia falar para os meninos, não sabia nem se eles já haviam chegado, porque eu não sabia onde o meu celular estava. Resolvi descer porque, apesar de tudo, eu estava com fome.
Diminui a velocidade dos passos quando ouvi vozes na cozinha; os meninos já estavam em casa.
- Como assim, dude? Começa de novo, eu não estava aqui. – Ouvi falar.
- Ela vai sair do banho daqui a pouco... – disse com uma voz um pouco aflita.
- Então começa a falar logo! – Ouvi reclamar e então ele começou:
- Well... A gente dormiu juntos ontem, cara.
- Dormiram dormiram ou...? – Pude ouvir a excitação do amigo.
- Segunda opção...
- É isso aí, meu garoto! – Ele gritou, batendo no que eu acho que era as costas de meu namorado. – E aí? – Ok, esta era a parte que eu queria saber.
- Dude... – Ele pausou e respirou fundo. – Foi a melhor noite da minha vida. – Dei uma pequena risada ao ouvir os “awe” dos meninos.
- Foi melhor que a... – ia perguntar.
- Foi melhor que todas. Juro, eu não sei nem descrever.
O jeito que ele falava, contava como foi, fez com que eu sorrisse, sorrisse muito. Assim como eu havia feito a manhã inteira.
- Dude, deixa eu perguntar... Ela era virgem? – concordou. – Wow, dude. I’m proud of you.
- Por quê? – Meu namorado perguntou.
- Cara, para uma primeira vez ser tão boa assim... Não é normal. – falou rindo.
- Ela vai ficar até quando mesmo? – perguntou.
- Até dia dez, por quê?
- Porque a gente vai sair da casa para vocês poderem aproveitar, cara. Depois ela vai voltar para aquele convento maldito que ela estuda. – Todos riram.
- Obrigado, dude. Mas eu tenho que ver com ela... Ela estava feliz hoje de manhã, mas vai que... Sei la. – Todos concordaram e começaram a falar sobre outra coisa. Quando o assunto morreu, resolvi entrar na cozinha. – Bom dia de novo, amor. – falou sorrindo e deu um pequeno beijo em meus lábios.
- Bom dia. – Parei atrás de onde ele estava sentado e apoiei meus braços em seus ombros. – Bom dia, meninos!
- Bom dia! – Todos disseram juntos.
Neste momento, eu percebi que estava ali; ele parecia triste.
- O que você quer comer? – perguntou.
- Hum... Eu não sei. Ah, obrigada, . – Agradeci quando ele me passou uma caneca com café.
- Eu já aprendi. – Ele sorriu para mim e continuou a conversar com , já que , apesar de estar ali, estava quieto.
- Ok.. Vamos ver... – pegou em minha mão e fomos até a geladeira. – Sucrilhos? Panquecas? French Toast? PB&J?
- PB&J! – Sorri feito criança.
- Ok, vai sentar que eu já levo pra você. – Deu um beijo em minha cabeça.
- Não, amor, eu posso preparar... – Falei.
- Nao, . Não é problema nenhum, vai lá. – Respondeu, e eu sentei ao lado de .
- O que você tem? – Perguntei ao melhor amigo de meu namorado. – Aconteceu alguma coisa na casa de seus pais? – Ele negou. – Como foi lá?
- Normal. – Ele deu de ombros e desviou o olhar. Eu me senti mal, será que ele estava chateado comigo? Será que o que havia dito era verdade? Olhei para ele, procurando apoio.
- Não se preocupa, amor. – Ele deu um beijo em minha cabeça e me deu o prato com o meu sanduíche.
- Eu fiz alguma coisa? – Sussurrei no ouvido de meu namorado.
- Você nasceu como essa garota maravilhosa que você é. – Acariciou minha mão. – Agora come, amor. Fica tranqüila, ele vai melhorar; ele tem essas fases.
Eu ignorei, mas era difícil. Eu gostava de , ele era um bom garoto, mas eu estava perdidamente apaixonada por , não tinha o que fazer. E além disso, eu sinceramente nem sei como havia tido tempo de gostar de mim a ponto de ficar magoado que eu dormi com o meu namorado.
Tentei tirar o fato de ele estar magoado de minha cabeça e comecei a comer o meu sanduíche e conversar com os meninos. Eu havia esquecido como eles eram engraçados.
Após o café da manhã, ficamos ali, conversando mais um pouco, até que o telefone começou a tocar. foi atender.
- Uhum, uhum. Ok. Entendo... Eu preferia que você tivesse nos avisado antes, mas ok. Quantas? Esta bem... E só para confirmar, traje? Foi o que eu pensei. Certo, certo; eu achava que era isso mesmo. Obrigado, Fletch. Ate mais tarde. – E desligou o telefone; todos nos estávamos esperando uma explicação. – Ok, do começo... Acabaram de ligar para o Fletch avisando que nos temos que tocar uma música. – Todos os meninos reclamaram. – Eu sei, eu sei. – Ele rolou os olhos. – Anyway, traje é social e ninguém vem nos buscar.
- Traje social? – Eu arregalei os olhos. – , eu...
- Relaxa, . A gente tem que ir buscar o meu terno, aí a gente passa e compra um vestido; fica tranqüila. – Ele riu ao ouvir a minha respiração aliviada. – Desde quando fica nervosa?
- Desde quando eu sou oficialmente sua namorada.
- Awee! – e brincaram.
- Ok, então vamos separar as funções de cada um... – começou. – e vão comprar um vestido; eu e o vamos pegar os quatro ternos e vai afinar os instrumentos, já que os roadies não sabiam que nos tínhamos show. Combinado?
Quando todos concordamos, e eu fomos nos arrumar para irmos comprar um vestido.
- O que o tem? – Perguntei quando entramos no carro.
- Eu já te falei, . Ele gosta de você e... Bom... Eu contei pros meninos sobre ontem à noite e como foi a melhor noite da minha vida e, aparentemente, ele ficou chateado com isso. – Deu de ombros nesta última parte.
- Entendi... – Falei, colocando minha mão em sua nuca, para acariciar o seu cabelo enquanto ele dirigia. – Eu só fico chateada que ele não pode ficar feliz por você.
- Eu tambem, . Eu também. Ele é o meu melhor amigo, eu queria que ele pudesse ficar feliz por mim. – Ele estava chateado com . – Mas ok, vamos mudar de assunto. – Eu concordei com ele. – Onde você quer ir?
Depois de eu lhe dar as direções e irmos em três lojas, eu o achei. Os vestidos deviam ser formais, mas não precisavam ser longos, então eu escolhi um preto, meio “bolha” em baixo, tomara que caia, com decote “V” e um laço, que ia até logo acima de meus joelhos. Era simplesmente perfeito. Na mesma loja, eu achei um par de scrapin preto maravilhoso. Eu apenas fiquei brava quando não me deixou pagar, mas ele não mudou de idéia e pagou mesmo assim.
Resolvemos voltar para casa, pois como toda boa garota, eu precisava de tempo para fazer cabelo, maquiagem, tudo. Ao chegarmos lá, estava tocando uma música no violão.
‘Cause obviously she's out of my league
I'm wasting my time
‘Cause she'll never be mine
And I know I never will be good enough for her
No no
I never will be good enough for her
- Não o mate. – Falei para antes de dar um beijo em sua bochecha e ir para o seu quarto me arrumar.
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