Capítulo 1; give me one good reason

Sabe aquele cara que você conheceu e sabia que um dia ficariam juntos? Então, eu o conheci há aproximadamente dois anos. Só não sabia que demoraria tanto para ficarmos juntos. A história? Eu contarei para vocês em seguida.

A nossa história, ou enrolação, como quiser chamar começou no natal, há alguns anos, na casa da minha melhor amiga.
Ela é de uma daquelas famílias típicas londrinas, onde a família toda se reúne para uma bela ceia natalina e são muito conservadores; diferente da minha, onde meus pais assistem televisão com os pés na mesa de centro feita por aqueles pobres asiáticos que ganham menos de dois dólares por dia e não ligam para nada do que eu faço, apenas meus malditos estudos. A mãe dela sempre diz que é uma pena meus pais não participarem desta comemoração tão... tão... bom, não lembro o que ela sempre diz, mas ela sempre diz, e por isso me “adotou” nos natais.
Eu cheguei na casa dela por volta das cinco da tarde.

- ? – Chamei quando passei pela porta de madeira. A casa estava toda decorada para o natal, Deus, como amava aquela pequena casa de Chelsea.
- Aqui ! – Ela gritou da cozinha, o cheiro dos biscoitos da mãe de espalhava-se pela casa rapidamente. Deixei minha mala na porta e fui cumprimentá-la. – Minha melhor amiga que me abandona! – Me abraçou fortemente; ela estava com um avental sujo, ajudando sua mãe a acabar os doces.
- Não abandono não. – Sorri e fui cumprimentar a mãe dela. – Só fiquei ocupada com o colégio, você entende, certo? – Ela concordou tirando o avental, nós éramos melhores amigas desde... desde sempre, mas não estudávamos juntas, ela estudava em um colégio público perto da casa dela e eu em um particular, o “melhor do país”, dizia minha mãe.
- Mãe, vou lá com a , ok? – Deu um beijo na bochecha da “tia” e fomos para o quarto dela com minha mala. – Meu primo vem no natal este ano! – sorriu jogando-se na cama.
- Qual deles? – Que eu me lembrasse, ela tinha apenas dois primos da nossa idade, os únicos que ela conversava e faziam diferença na vida dela; o famoso nerd dos óculos fundo de garrafa, que infelizmente vinha todo ano para o natal em família na casa dela e o “rebel rockstar”, eles eram muito próximos quando menores, mas acabaram distanciando-se pelas famílias.
– O . – Sim, o “rebel rockstar” como o pai dela chamava. - Você vai ter que ficar com ele durante a missa. – Não, eu não ia à missa; teria que receber o tão esperado primo de , não que eu realmente fizesse questão de ir assistir um padre rezar, eu fora poucas vezes à uma igreja em minha vida, no ano passado com a nesta mesma data e na primeira comunhão da mesma.
- Como ele está? – Perguntei graciosamente enquanto prendia meus cabelos.
- Ah, ele está ótimo. A banda dele começou a fazer shows e pelo que ouvi ele aumentou a tatuagem.
- Ah sim... – Joguei-me na cama ao lado de . – Ele faz o que na banda?
- Sabia que eu não sei? – Ela gargalhou e eu olhei para ela com uma cara assustada, como assim ela não sabia o que o primo dela tocava na banda? Ficamos ali conversando sobre ele, sobre coisas inúteis que vinham em nossas cabeças, até que ela foi tomar o banho para ir à missa.

- , o vai chegar em uns 20 minutos, receba-o e depois vá tomar um banho para estar pronta para a ceia. – A mãe de minha amiga avisou despendindo-se de mim com um beijo na bochecha.
- Você acha segurou deixar aquele garoto com ela? – Ouvi o pai de indagar à sua esposa, enquanto iam para o carro; ele era conservador demais, gosh.
- Ele é seu sobrinho, e ela não é tão pura quanto parece. – Ela respondeu; fiquei lisonjeada pelo “não tão pura quanto parece”; o que isso queria dizer? – Ela sabe se cuidar. – A mulher disse por fim entrando no carro.
- Se ficar desesperada, manda uma mensagem. – riu da cara que eu fiz ao ouvir o que a mãe dela dissera.
- Não tão pura quanto pareço, ela me chamou de puta? – Perguntei e minha amiga riu negando e entrando no carro. Tranquei a porta e fui ao quarto da minha amiga. “O garoto chega em 20 minutos, dá para tomar um banho neste tempo.” Eu pensava enquanto fechava a porta e tirava minha blusa. Quando tirei toda minha roupa, separei minhas toalhas no banheiro dela e liguei o chuveiro. Enquanto a água esquentava, liguei o rádio e depois entrei embaixo da água. Acho que perdi a noção de tempo quando estava no banho, pois alguém tocava a campainha. – JÁ VAI! – Gritei enxaguando rápido o cabelo e me enrolando na toalha; a campainha tocou de novo. – JÁ VAI, DROGA! – Graças a Deus meu cabelo era liso e não ficava uma bosta após o banho. – Cadê as malditas chaves? – Murmurei. Achei-as e abri a porta, estranhei ao ver um garoto loiro em minha frente. – Você é o ? – Franzi minha testa.
- Sim e você deve ser a . – Dei espaço para ele entrar e concordei. – Bela primeira impressão. – Ele comentou olhando-me de cima a baixo com um sorriso malicioso, eu apenas rolei os olhos, tranquei a porta e voltei ao quarto de . Não sei para onde ele fora, pois fechei a porta e fui me trocar. Ele realmente não era o que eu imaginava, realmente não. Um garoto loiro, de olhos azuis, que mais parecia de uma boyband do que um “rebel rockstar”; é os pais de eram conservadores demais para o meu gosto. Sequei meu cabelo, coloquei uma calça jeans escura justa, uma blusinha branca colada e minhas botas pretas de salto agulha, fazia minha maquiagem quando a porta foi aberta. Olhei e lá estava, o “rebel boybander”. Ri de meus pensamentos.
- Não tem o costume de bater na porta, não? – Passava o lápis em meu olho.
- Nops. – Deu de ombros e se jogou na cama da prima.
- Não respeita a privacidade dos outros? – Ele rolou os olhos e ligou a televisão.
- Não a de garotas com belos atributos. – Agora era galinha também? Uma galinha “rebel boybander”, só de fosse. – Passando maquiagem para que? – “Para que se usa maquiagem?” Pensei, mas respondi apenas porque eu gostava. – Não imaginava você assim. – “E eu te imaginava assim, fofo?” Não respondi, mas ele continuou falando. – Uma patricinha de Kingston, imaginava no mínimo uma loira peituda com mini saia e um top rosa.
- Agradeço pelo “sem peito” indireto que você me disse.
- Imagina, às ordens. – Eu não fui com a cara dele, realmente não.
- Você também não era o que vinha em mente ao pensar em “rebel rockstar”, um boybander loiro não é muito uma imagem de rebel, nem de rockstar. – Passei meu gloss labial e coloquei minhas argolas.
- Nunca me classifiquei como “rebel rockstar”, meu tio deve ter dito isso a você. – Droga, ponto para o boybander.
- Nem eu como patricinha. – Virei-me para ele e reparei em sua roupa, o boybander vestia uma jeans larga o suficiente para mostrar suas boxers, um vans branco, uma camiseta preta e um casaco verde de exército por cima.
- Mas não negou quando eu te chamei de. – Sorriu marotamente ao me ver rolando os olhos, apesar de bonito o garoto era um chato.
- O que você toca, boybander? – Perguntei enquanto ia até minha mala para pegar meu iPod, vi que ele acompanhava-me com os olhos.
- . – Deu de ombros. – Não vou nem perguntar se você toca alguma coisa, patricinha. – Eu particularmente acho que ele presume muito as coisas, e que que tem que eu moro em Kingston, é minha culpa? Sentei em uma poltrona perto da cama.
- Acho que seu tio que disse o quanto patricinha eu sou, certo? – Ele se espantou com a resposta, não era o que ele esperava. Ponto para mim! Pisquei para ele.
- Mas então me diga, não-tão-patricinha-quanto-eu-achei-que-era, você toca algum instrumento? – Disse após algum tempo de silêncio, eu que estava tão entretida em achar uma música em meu mp3 o encarei naqueles penetrantes olhos.
- Yep. – Voltei minha atenção ao meu iPod.
- Qual? – Perguntou; gosh, porque ele não simplesmente parava de falar?
- Bateria.
- Ah, entendi tudo então. – Como ele era chato, mirei-o novamente. – Você é a “rebel rockstar” e eu sou o boybander. – Eu ri, até que fazia sentido; não que eu realmente fosse rebelde ou rockstar, mas se pensar bem, minha mãe pensava que eu era, dizia que eu só comecei a tocar bateria para deixá-la irritada, que meus piercings e tatuagens eram apenas mais uma fase de tentar enlouquecê-la e bem, era mesmo um boybander.
- Posso ver sua tatuagem? – Pedi quando o silêncio apoderou-se de nós; ele me mostrou. Era diferente, eu particularmente nunca faria uma nem parecida, mas fazia o estilo do garoto. – Irada. – Comentei.
- E aí rebel, tem alguma? Não direi mais que você não tem, você me surpreendeu da ultima vez. – Eu gargalhei.
- Tenho sim, algumas na realidade. – Prendi meus cabelos e vi que o garoto não tirava os olhos de mim, surpreendentemente corei. Estranhei essa reação de meu corpo, mas ignorei.
- Olha! E a rebel tem piercings também! – Zoou apontando para minha orelha.
- O que é uma rebel sem piercings e tatuagens? – Entrei na brincadeira do boybander.
- Posso ver? – Eu concordei e cheguei perto do garoto, mostrei minha tatuagem de estrela perto da orelha, minhas duas estrelinhas no pé, uma no pulso. – Nossa, você gosta de estrelas, hein? – Dei língua e ele pôde ver meu piercing favorito, minha mãe estressou no dia em que cheguei com ele, adorei aquela reação dela. Mostrei a meus quatro piercings na orelha direita e meus dois na esquerda, além da minha argolinha no nariz, que ele já havia visto, pelo menos eu espero que ele tivesse visto. De repente levantei, ele estranhou.
- Me ajuda aqui. – Tirei meu cabelo das costas, ele arregalou os olhos. – Ou você não quer ver a outra tatuagem? – Ele pareceu compreender, “Gosh, gente estranha.” Pensei. Ele aproximou-se lentamente e pousou suas mãos em minha cintura. Sentiu um arrepio estranho percorrer meu corpo. – Levanta a blusa que você vê! – Ele fez isso, mas muito lentamente, acariciando minhas costas; achei que teria um piripaque naquele mesmo instante, porque ele fazia isso? E porque eu estava assim?
- Nossa! – Ele exclamou ao ver minha tatuagem. – Linda! Sempre quis fazer um dragão no meu braço! – O garoto aproximava-se cada vez mais, eu queria virar e agarrá-lo na mesma hora, mas me controlei e apenas me distanciei um pouco.
- E então boybander, porque esta é a primeira vez que eu te vejo aqui? – Perguntei tentando quebrar o clima instalado; joguei-me na poltrona em que estava antes.
- Não curto muito o natal. – Deu de ombros e jogou-se na cama novamente. – Acho uma comemoração inútil. – Minha mãe iria adotá-lo no mesmo instante se ouvisse isso. – E o que a patricinha de Beverly Hills faz aqui junto com os plebeus? – Porque aquele garoto era tão irritante? Gostoso, confesso. Mas completamente irritante. Rolei os olhos antes de responder.
- Minha família é que nem você, sabe? Meus pais devem estar agora comendo caviar e tomando champanhe e vendo para qual internato vão me mandar ano que vem. – Dei de ombros, odiava falar de meus pais, não éramos como uma família, ou melhor, eu não fazia parte da família; era somente a patricinha mimada e rebelde que torrava o dinheiro deles. Peguei meu iPod, tirei minhas botas e coloquei meus pés na cama.

Take this pink ribbon off my eyes
I'm Exposed
And it's no big surprise
Don't you think I know
Exactly where I stand
This world is forcing me
To hold your hand


Ele puxou a poltrona onde eu estava sentada, pegou meu fone e ficou ouvindo a música.

'Cause I'm just a girl, little ol' me
Don't let me out of your sight
I'm just a girl, all pretty and petite
So don't let me have any rights
Oh... I've had it up to here!


- Muito presunçosa essa música. – O boybander falou obviamente zoando com a minha cara.

The moment that I step outside
So many reasons
For me to run and hide
I can't do the little things
I hold so dear
'Cause it's all those little things
That I fear

'Cause I'm just a girl,
I'd rather not be
'Cause they won't let me drive
Late at night
I'm just a girl,
Guess I'm some kind of freak
'Cause they all sit and stare
With their eyes
I'm just a girl,
Take a good look at me
Just your typical prototype
Oh... I've had it up to here!
Oh... Am I making myself clear?


Ele ria da letra da música, ou melhor, gargalhava; desde quando No Doubt é para se rir?
- Do que você está rindo, boybander? – O encarei.
- Acho que essa música foi feita pra você. The rebel beverly hills girl.
- Sabe, eu acho que você me irrita. - Não, eu não sou estressada nem estava de TPM, é só que ele me fazia sentir estranha e eu não gosto de mudanças, realmente não.
- Mas pelo menos você curte Gwen Stefani.
- Não apenas “curto”, eu a admiro. – O infeliz rolou os olhos, porque ele pode me encher e quando eu falo alguma coisa ele rola os olhos? – Ela é ousada, mas não é puta; ela tem seu próprio estilo e fabrica suas próprias roupas; a voz dela é maravilhosa e... – O boybander maldito mexia as mãos fingindo que falavam, depois vocês perguntam porque eu tinha raiva dele, não está claro? – Olha aqui ... – Eu comecei a falar, mas a campainha tocou. – Salvo pelo gongo. - Coloquei minhas botas agressivamente e fui até a porta. e seus pais haviam chegado com mais uns 20 parentes; cumprimentei todos e fomos nos sentar.
A ceia foi calma; como todo ano, os “jovens” sentavam em uma mesa e os adultos em outra, ou seja, , eu, e o nerd sentamos juntos. Quando acabou, e eu lavamos a louça e ficamos conversando na rua um certo tempo, como previsível, eu reclamei do “rebel rockstar” e falei de minha teoria de que ele era um boybander; ele veio me encher pouco tempo depois.
- A riquinha teve que lavar louça. – Ele cantava. – Juntou-se aos plebeus definitivamente?
- , pára. – Minha amiga o repreendeu.
- Não , deixa ele. – Dei de ombros. – Ele não me conhece o suficiente para me taxar de riquinha. – Ok, ok... Não precisava me conhecer muito para saber disso, mas o garoto estava me tirando do sério.
- ! – Ouvimos a mãe dela chamá-la.
- Gente, já volto. Não se matem. – Piscou para mim e entrou em casa.
- Não enche o saco, . – Levantei e fui para a parede mais próxima da garagem, encostei-me lá antes mesmo que ele tivesse qualquer reação.
- Você sabe né? – O boybander aproximava-se fitando-me nos olhos.
- Eu sei o que? – Perguntei seca.
- O porque você não me suporta. – Ele estava muito perto, apesar de querer agarrá-lo ali mesmo, não queria mais aproximação.
- Sei, porque você me irrita.
- Não...
- Não? Então me dê um bom motivo. – Prendeu-me com uma mão de cada lado ao meu corpo.
– Você... – Passou o nariz em minha bochecha, fechei minhas mãos, nervosa. –...me...- Colocou sua boca diante da minha. -...quer...- As bocas abriram antes mesmo de se encostarem, mas ouvimos nos chamando. – Porra. – Ele falou fechando os olhos e jogando a cabeça para a frente.
- Já estamos indo, . – Desvencilhei-me dos braços de e fui até minha amiga.

O final da noite foi normal, trocamos presentes, conversamos, ouvimos músicas e fomos dormir. No dia seguinte meu motorista e segurança vieram buscar-me antes mesmo de acordar. Despedi-me de e da mãe dela e fui embora, talvez um pouco decepcionada por não falar com pela última vez, talvez aliviada.

Capítulo 2; was it a dream?

O tempo passou, ele pegou meu MSN com e nós, surpreendentemente, viramos grandes amigos. Mas o mais espantoso veio depois; algo aconteceu e eu comecei a gostar da criatura . era a única que sabia, mas muitas vezes esquecia, assim como quando me ligou naquele dia chuvoso de inverno.

- Nossa ! Babado novo na minha família! – Eu fiquei toda feliz, é sempre bom um pouco de fofoca em que você não está envolvida.
- Diga! – Até sentei na cama de tão entusiasmada que estava.
- O foi pego na cama com a namorada! – Abri minha boca em pânico, não sabia nem o que responder, fiquei chocada. Ele namorava aquela vadia há seis meses; quando o conheci ele já a namorava, sim, ele ia traí-la comigo, ou não, talvez apenas me provocar; maldito .
- Ah... – Deitei-me novamente fechando meus olhos para as inéditas lágrimas não saírem, não, eu nunca chorara antes por nenhum garoto.
- Mas não fala pra ninguém! Minha mãe falou que são poucas pessoas que sabem! – Pra quem eu iria contar ? Hein? HEIN? – Putz, esqueci que você gosta dele! – Ponto para você, querida.
- É... , vou desligar, ok? Eu... Eu... – Nem uma boa desculpa eu conseguia inventar. - Eu estou fazendo uma coisa. – Não queria conversar com ninguém, não agüentava.
- Ok, qualquer coisa liga. – Despediu-se com um pedido de desculpas e uma voz de remorso.

Fiquei ali na minha cama, de olhos fechados, por algumas horas, meu celular tocou cerca de quinze vezes e alguns amigos, preocupados, vieram em casa. Pedi para avisá-los que estava com algo contagioso, os grandes amigos fugiram antes mesmo de uma das criadas se desculpassem por mim.
Resolvi ligar o som e me isolar por mais algumas horas, enfiei minha cabeça embaixo do travesseiro e cobri-me por inteira, queria desaparecer.

If you feel so empty
So used up
So let down
If you feel so angry
So ripped off
So stepped on
You're not the only one
Refusing to back down
You're not the only one
So get up

Let's start a riot, a riot
Let's start a riot
Let's start a riot, a riot
Let's start a riot


Ouvi alguém bater na porta, achei que seria mais uma vez uma criada dizendo que um dos meus grandes amigos estavam querendo falar comigo, portanto não saí de meu “esconderijo”. A porta foi aberta algumas tentativas depois.
- ? – Arregalei os olhos; era ele, senhor -eu-gosto-de-complicar-sua-vida-, o que ele estava fazendo ali? Não respondi, era melhor que ele fosse embora.

If you feel so filthy
So dirty so fucked up
If you feel so walked on
So painful
lSo pissed off
You're not the only one
Refusing to go down
You're not the only one
So get up

Let's start a riot, a riot
Let's start a riot
Let's start a riot, a riot
Let's start a riot


- Amorzinho, o que aconteceu? – Ele perguntou fazendo carinho em mim através das cobertas. Ele me descobriu e viu que eu estava acordada, sentou-se no chão para poder ver-me de um ângulo melhor. – Você só ouve Three Days Grace quando você está triste ou brava, o que aconteceu?
- Nada. – Respondi e mudei de lado, olhando para a porta fechada.
- , pára com isso. Eu te liguei no mínimo umas dez vezes hoje, soube que seus amigos foram todos mandados embora e você nem falar comigo fala. – Foi até o outro lado e deitou-se ao meu lado. – Vou perguntar de outro jeito, aconteceu alguma coisa?
- Sim. – Eu não conseguia e nem queria mentir para ele; ele aconchegou-me em seu peito e beijou o topo de minha cabeça.
- Me conta? Você sabe que eu vou te ajudar até o último momento.
- Eu sei que sim.
- Foi um garoto? Porque se for, eu quebro a cara dele! – A música mudou e eu comecei a rir da minha desgraça: eu lá, desolada nos braços de por causa do mesmo, e ele me ajudando, dizendo que ia bater nele próprio, tá que ele não sabia que era ele mesmo, mas isso não vem ao caso.
- Foi. – Porque eu estava tão triste? Ele não gostava de mim, e amanhã mesmo eu iria a mais um encontro arranjado com os filhos mauricinhos de meus pais.

Every time we lie awake
After every hit we take
Every feeling that I get
But I haven't missed you yet
Every roommate kept awake
By every sigh and scream we make
All the feelings that I get
But I still don't miss you yet
Only when I stop to think about it

I hate everything about you!
Why do I love you?
I hate everything about you!
Why do I love you?


Antes de vocês se perguntarem, eu estava sim ouvindo o CD do Three Days Grace, é ótimo para fossa, pelos menos a minha.
- Quem é, amor? – Tá, e agora? Eu ia e contava para o garoto que eu estava assim por ele ou eu inventava um qualquer? O único problema era que ele conhecia-me mais que qualquer um, até que , não tinha como mentir para ele.
- Você não conhece. – Murmurei; sabe, não custa nada tentar.

Every time we lie awake
After every hit we take
Every feeling that I get
but I haven't miss you yet
Only when I stop to think about it...

I hate everything about you!
Why do I love you...?
I hate everything about you!
Why do I love you?


- , concorda que se eu não conhecesse, você não teria feito esse drama, “Mrs. Dramma Queen”? – Odeio ele, odeio, odeio e odeio! Deixa eu gostar de alguém que você não conhece, boybander. Ah, esqueci de falar que ele obrigou-me a parar de chamá-lo assim, os amigos de banda já estavam tirando uma com a cara dele.
- Tá , tá bom, você o conhece, feliz? – Levantei e fui direto para o banheiro. “Gosh, como eu estou simplesmente horrível.” Pensei ao olhar-me no espelho. Meu rímel havia borrado por inteiro, graças às lágrimas que não pude conter, me esperava na cama, pois sabia que assim era o melhor. Lavei meu rosto e voltei para o quarto.
- , por favor, me conta. Eu só quero te ajudar. – Veio até mim e abraçou-me, porque ele tinha que ser tão fofo? Afastamo-nos e ele limpou meu rosto.
- , eu estou falando... É melhor eu ficar quieta, sabe? – Abaixei meu rosto e deitei embaixo das cobertas novamente. Neste ponto da conversa, eu imaginava que ele já sabia que ele era o tal garoto, sabe, ninguém é tão lerdo assim. Ficamos nessa conversa desconversa por mais uns quinze minutos, até que eu não agüentei mais e soltei: - É VOCÊ! FELIZ AGORA? – Estava sentada na cama o encarando, chorava como uma menina da quinta série quando gosta de um garoto. Ele estava aparentemente assustado, talvez não esperasse esta resposta. Ok, prepare-se para o fim de sua amizade, .
- Amor, você acha mesmo que nós vamos ficar estranhos por isso? – “Como assim? Nós não vamos?”
- Er, não? – Passei a mão nos meus olhos.
- Lógico que não! Se mudarmos é para melhor, entende? Ficaremos mais próximos, no mínimo. – Aproximou-se de mim. – Você é a minha pequena, nem se você quiser você sai da minha vida. – Ai cara, você entende agora porque eu amo este garoto? Ok, ok, no começo ele era um porre, mas meu! Ninguém merece alguém assim, merece?
- , você é o mais fofo. – Sorri chamando-o para a cama.
- Eu sei. – Ele deu de ombros.
- Não seja convencido, . – Dei um pequeno empurrão em seu braço, reclamou, mas logo deitou comigo.
- Não sou, . – Dei língua e ajeitei-me em seu peito. – Antes, meu único defeito era ser convencido... – O encarei, o que ele estava falando? -...agora que sou modesto, sou perfeito.
- Cala a boca, boybander! – Bati em sua barriga.
- Você prometeu não me chamar mais assim, patricinha!
- Você também prometeu, tá? – Mordi o braço dele que estava em meu ombro.
- Mas você que começou! E pára com essa violência, menina! – Eu bati nele novamente, porém eu esqueci da arma secreta do meu querido amigo: as cócegas.
- Pára ! HAHAHA. PÁAARA! – Tentava de todo jeito sair dali, mas ele estava sentado em mim.
- Fala que eu sou lindo!
- Você é lindo, mas agora saaaaaai! – Mexia-me freneticamente.
- Hum... – Parou para pensar. – Fala agora que eu sou o mais gostoso! – Dude, o que era aquilo? Abusar de uma vítima indefesa?
- VOCÊ É O MAIS GOSTOSO! MAS SAI, PORRA! – O infeliz fofo gargalhava. Colocou uma mão de cada lado de meu travesseiro, eu mordi os lábios.
- , sabia que você é linda? – Ah meu santo Deus, pai de todos, ajudai-me neste momento tão difícil. Porque ele fazia isso? Será que ele sabia que quando ele o fazia, meu estômago revirava? Espero que não.
- Não , não sabia. – Virei meu rosto para a porta. – Mas vai, sai de cima porque daqui a pouco alguém chega e vê a gente assim, e você sabe que minha mãe não gosta de você. – É, ela não gostava dele. O motivo? Simples. Ele não era um dos mauricinhos filhos dos amigos de meus pais, aqueles formados em economia e que administrariam a super empresa dos pais quando estes morressem. Ao invés de ternos Armani, era básico, usava uma bermuda cinza, uma blusa listrada branca e azul e seus famosos Vans.
- Eu estou confortável aqui, sabe? – Encarava a minha boca, enquanto eu a dele. – E eu não ligo para a sua mãe. – Sussurrou beijando o meu pescoço.
- Não liga é? – Ouvimos uma voz vinda da porta, saltou para o chão. Minha adrenalina estava tão alta que não ouvi quando ela a abriu, acho que, pela reação de , ele também não. “Isso que dá ser uma galinha rebel boybander.”
- Olá senhora . – Falou formalmente.
- Olá, . Até que horas você vai ficar tentando a minha filha? – Perguntou seca e direta.
- Até a hora que eu quiser, ok mãe? – Respondi do mesmo jeito em que ela atacou .
- Apenas perguntei, vim aqui apenas para avisar que os Rose vêm hoje para o jantar e o Mark os acompanha, gostaria de saber se você faria companhia para ele. – Senhor e senhora Rose eram os principais acionistas da empresa de meus pais, eram donos da principal indústria de enlatados do mundo e seu filho Mark é o tal mauricinho com quem eu iria sair no dia seguinte.
- Não, mãe. Eu estou com visita. – Sorri falsamente para ela.
- Mas , se você quiser... – começou.
- Calado . – O interrompi, não queria ficar conversando sobre quantos cavalos tinha o Porshe novo do mauricinho. – Então, mamãe... – Enfatizei o “mamãe” -...não será hoje que farei companhia para Mark, vocês já me arranjaram um encontro com ele de todo jeito. Feche a porta quando sair. – A boca de abriu inconscientemente, mas a de minha mãe não, ela sabia o quanto eu odiava aquele garoto.
- Ok , só vim lhe perguntar. – Fechou a porta. Rolei os olhos com a falsidade de minha mãe, ela havia aprendido em seus anos na “alta sociedade” e utilizava o método desde então. Encarei e vi que ele aproximava-se de mim com um sorriso maroto.
- Nem pense, boybander! – Adverti nervosa, pois ele estava cada vez mais perto.
- Ou o que? – Deitou em cima de mim; eu apoiava-me em meus cotovelos e quase me desequilibrei com o peso do garoto, não que ele fosse gordo, mas eu também não sou!
- Ou eu conto para a senhora sua namorada que você anda deitando nas menininhas puras e inocentes.
- Pura e inocente? Não estou vendo nenhuma aqui não. – Ele começou a olhar para os lados rapidamente.
- Pára, idiota! – Dei um tapa em seu braço.
- Ok, pode falar, que aí eu explico para ela que eu tenho hormônios. – Sério, o que eu faço com a criatura ? Tenho mesmo que agüentar ele me tentando? Bom, acho que neste ponto minha mãe estava certa. Ponto para a velha rabugenta!
- Ah é, tá certo... Garotos bonitinhos também têm hormônios.
- E garotas bonitinhas mais ainda, mas pera aí! Bonitinhos? – Arregalou os olhos inconformado, ele ficava tão fofo assim e eu tão ridícula.
- É, bonitinho. – Pisquei para ele.
- Mas bonitinho?
- Queria o que ?
- Bom, que você fosse honesta! Sabe, dizer que eu sou lindo, maravilhoso, gostoso... – Gente, depois ele diz que é modesto, eu mereço?
- Tá bom, criança... Tá bom. – Beijei sua bochecha e tentei sair de baixo dele, mas fui “impedida” por seu corpo que estava sendo prensado contra o meu. – , não fa-az isso! , assim dói! – Gemi meio que gritando. Alguém abriu a porta e nós dois olhamos. Quem visse de fora, não pensaria coisas boas com um casal deitado, um sobre o outro e uma garota que geme. Foi exatamente isso o que aconteceu.
- Hem, hem, estou interrompendo alguma coisa? – Sim, você está mauricinho. Era Mark, o filho dos donos da indústria de enlatados, o mauricinho mór; eu já disse que eu não gosto dele? Pois é, eu não gosto; além de ter um encontro arranjado com um cara cinco anos mais velho e mauricinho, ele atrapalha o meu momento “orgástico” com , mereço isso? Tá, isso foi totalmente patricinha falar orgástico, mas bom, eu estava gemendo, com ele fazendo, de certa forma, pressão em mim.
- O que você acha? – Perguntei irônica indo até o banheiro.
- Eu acho que você está muito saidinha para o meu gosto. – Cruzou os braços olhando de mim para .
- Que bom que você acha isso. – Prendi meus cabelos em um coque. – O que você acha de cancelarmos o encontro de amanhã? – Propus esperançosa.
- De jeito nenhum! Vou mudar seu jeito de pensar... – Veio atrás de mim. Pelo espelho pude ver o boybander fechar a cara, sorri com isso. – Tenho uma surpresa pra você, gata.
- Que legal! – Soquei o ar e fui até que assistia televisão, ajeitei-me entre suas pernas.
- Quem é este plebeu por quem você está me trocando? – O mauricinho perguntou; sério, o que eu fiz de errado nesta vida para merecer isto?
- Em primeiro lugar Mark, eu não estou te trocando porque para trocar alguém é preciso primeiro ter a pessoa... – Ele abriu a boca, mas continuei. -...e isto é algo que definitivamente não vai acontecer, darei a você uma bela noite com minhas doces palavras e esta noite não será hoje. – Pisquei para ele e deitei no peito de .

Mark saiu do quarto gentilmente, deixando uma cesta com um buquê de rosas, uma garrafa de champanhe e duas taças; o preço daquele conjunto daria para alimentar pelo menos uns três daqueles orfanatos de um dos bairros pobres. Mas não foi algo desagradável ou inapropriado, a bebida veio em uma hora que não podia ser mais perfeita. e eu brindamos por nossos queridos pais por nos colocarem no mundo, aos dele por dar tanta liberdade e aos meus por não ligarem para mim, homenageamos por nos apresentar e brindamos também, pela noite que teríamos pela frente. Se vocês pensam que algo aconteceu, estão errados. Eu posso ser “rebelde” e ele um garoto bonitinho com hormônios, mas ainda tínhamos alguma dignidade, ele por ser meu amigo e namorar, não que este último motivo contasse muito, e eu por saber que dar para ele naquele momento não seria muito bom, quer dizer, seria, mas eu tinha apenas 15 anos!
Acabamos adormecendo após acabar com a garrafa de champanhe. Acordamos com o celular de tocando; a vadia queria saber onde ele estava.

Capítulo 3; i’s my life

Aconteceu que o incidente dele dormir comigo não agradou muito à vadiazinha que mandou ele parar de falar comigo; podemos saber o que aconteceu, não? No mesmo dia, eu tinha um solteiro só para mim. O problema é que apesar de tê-lo solteiro, fui obrigada a me distanciar por um tempo, as aulas voltaram e fui para o internato.
O St. John’s era um internato feminino, cheio daquelas garotas riquinhas e mimadas, como eu, a única diferença era que eu odiava aquele lugar. Elas não pensavam em nada mais que casar com um daqueles tão odiados mauricinhos filhinhos de papai, que eram em maioria no St. Patrick’s; este era o internato masculino da senhora Beck. A senhora Beck é a líder das patricinhas que eu sou obrigada a conviver, é uma cinqüentona magrela e cumprida, vestida com aquelas roupinhas de secretária, um coque ao qual eu e Meggie, minha única amiga de verdade naquela bolha, achamos que é falso, sabe aqueles “prontos”? Então, esses mesmo. Mas continuando a descrição da carrasca; ela usa óculos Dior bem na ponta do enorme nariz que lhe foi dado por Deus; qualquer dia ela ainda os perde, os óculos, não o nariz. A carrasca até seria bonita, se não tivesse aquela pele enrugada, aquele nariz um tanto quanto grande e não usasse aquele batom vinho berrante.
Meggie e eu talvez sejamos as únicas naquela bolha que já tentaram se expressar e não fomos bem sucedidas; como presente, ganhamos uma suspensão ao usar uma simples camiseta de uma banda que nós gostamos: ‘Bad Religion’, a blusa não tinha nada demais, pelo menos para nós; apenas uma cruz com um “X” em cima. Para nós a suspensão veio em uma ótima hora, pois pudemos fugir para St. Patrick’s e encontrar os únicos garotos não-mauricinhos que conhecemos nos últimos jogos de verão. Obviamente acabamos ficando com eles, como todas as vezes que os encontramos; e nossa fama aumentou. Todas as patricinhas-que-querem-dar-para-os-mauricinhos e as que não querem nos idolatraram ainda mais, pois somos as únicas que tem capacidade, ou mentalidade, o suficiente para não ter medo da carrasca Beck e que conseguem fugir da bolha.
Acontece que o garoto não mauricinho, o que eu ficava, acabou chamando a minha atenção e me ajudando a esquecer ; graças a Deus.
As férias chegaram e eu e Teddy, o tal garoto, continuamos juntos; cada um foi para sua casa, ou melhor, ele foi para sua casa e eu para a de .

Depois de longas quatro horas de viagem, bati na porta da minha amiga. Foi muito agradável esperar o ninguém abrir a porta com aquele uniforme horrível da St. John’s, acho que fiquei lá plantada uns vinte minutos; ok, não é para tanto, mas eu esperei tempo demais para me deparar com o meu boybander favorito.
- PEQUENA! – Ele gritou e me abraçou. – MINHA PATRICINHA FAVORITA VOLTOU! – Dei um pequeno tapa nele.
- Que saudades de você! – Beijei estaladamente a bochecha dele. – A tá aí?
- Nossa, já jogando para escanteio, tá bom então. – Virou-se e começou a andar para dentro de casa.
- Ô MOÇO! PÁRA COM ISSO! – Abracei-o por trás, pela cintura. – Me ajuda a levar minha mala para o quarto da ? – Quando ele concordou, dei um beijinho nas costas dele. Foi fofo senti-lo arrepiar-se com meu toque. Andei até o quarto de minha amiga e encontrei-a ali, vendo televisão.
- AI MEU DEUS! VOCÊ VOLTOU! – Ela levantou-se e correu em minha direção, abraçando minha frágil pessoa.
- Eu estava com saudades! – Apertei-a, achei que ia quebrar ao meio, surpreendentemente não quebrei. – Quase seis meses sem comunicação me mata! – Ok, não eram exatamente seis meses sem nos falar, é que no internato em que eu estudo, não se tem muitos privilégios, você apenas os tem quando os merece; e segunda a senhora Beck, eu não mereço. “Você deve conquistar seus direitos, senhorita .” Talvez as únicas duas ligações que tive direito a fazer, foram “doadas” pelas calouras desesperadas para serem como eu e Meggie, com sede por atenção e perspicácia; não que nós realmente sejamos assim, nós apenas somos quem somos e nem a carrasca irá mudar isso. – Eu tenho tanta coisa para te contar! – Fiz uma voz de criança, a qual gerou risadas de .
- Quer contar agora? Ou esperar para a grande viagem? – Eu ri. Sim, nós íamos viajar. Eu iria com a família de para uma pequena casa nas montanhas, em um vilarejo onde os amigos dos pais dela também tinham casa. Dos rotulados jovens, iriam eu, , e o primo nerd de minha amiga.
- Só vou iniciar agora... – Fiz uma música de suspense. – Eu to namorando! – Ela abriu a boca, berrou e me abraçou.
- Como assim a minha namorando? A minha pequena --eu-não-nunca-gostei-de-nenhum-cara-só-o-primo-gato-e-gostoso-da-minha-melhor-amiga--estou-namorando-e-minha-melhor-amiga--está-completamente-chocada. – Eu gargalhei; como senti falta da minha amiga. – Mas e aí, me conta... Como vocês se conheceram?
- Ah... Lembra que eu te falei dos caras que eu e Meggie conhecemos? Nos jogos de verão? – Ela assentiu com a cabeça. – Então... É o Teddy!
- O do moicano?
- É! – bateu na porta com a minha mala.
- ! – Ele sorriu; nossa! Como eu amo aquele sorriso! - Sabia que nossa pequena está namorando? – contou para ele; talvez assim tenha sido melhor, contando com a nossa “história”.
- Er... Sério? – O sorriso dele desmanchou. – Parabéns! – Aproximou-se de mim, porque ele pareceu de repente tão triste?
- , você está bem? – Sussurrei quando ele apertou-me contra o corpo dele. Ele concordou e eu beijei de leve o pescoço dele. Senti-o arrepiar-se.
- ! Seu celular! – avisou. Corri para ver o que era.

“Saudades da minha princesa!”

Sorri ao ver a mensagem de Teddy; respondi.
- , porque você tá com essa roupa? – apontou para o uniforme da St. John’s.
- É porque ela é a nossa patricinha particular, esqueceu ? – me zoou.
- Exatamente! – Eles riram. – Vou tomar uma ducha, posso?
- Lógico, pega a toalha no banheiro dos meus pais. – Concordei e fui para o banho. está estranho; graças a Deus eu não gosto mais dele; não que tenha sido ruim... Mas é bom gostar de outro alguém.”

Após meu banho, conversas, risadas, mais reações estranhas de , os pais de chegarem e nós jantarmos, fomos para a tal casa nas montanhas.
No banco de trás fomos como sempre vamos para qualquer lugar: encostado em um porta, eu encostada nele e encostada em mim. O nerd já estaria lá quando chegássemos. e eu fomos ouvindo e cantando músicas no iPod gerando risadas de todo o carro. Nós sentamos para podermos cantar a próxima música.

Another Friday night, to get the feeling right
At the bar when he sees her coming over


Fingi um microfone.

What you gonna do, if she walks up to you
Tongue tied better get yourself together
Pound another drink, to give him time to think
What's your sign hey I think you know a friend of
mine
All the stupid lines, that he had ever heard
Wouldn't come to mind he couldn't say a word


Eu cantei animada, dançando.

Tonight tonight, he's gonna get it right
Even losers can get lucky sometimes
All the freaks go on a winning streak
In a perfect world, all the geeks get the girls


Cantamos juntas e quase gritando, todos no carro gargalhavam de nós.

Got her holding steady, forget her name already
Sweatin' hard not a smooth operator
She's got it going on, dancing to her favorite song
He's got the line is it your place or mine
She turns and walks away, where did he go wrong?
But waiting by the car, she says what took you so long


cantou e prolongou muito a última palavra.

Tonight tonight, he's gonna get it right
Even losers can get lucky sometimes
All the freaks go on a winning streak
In a perfect world, all the geeks get the girls


Como sempre, dividimos o famoso refrão.

The very next day, he guessed she ran away
The one and only in his bed so lonely
But she comes walking in, with coffee and a grin
Crazy as it seems, it wasn't just a dream
And all around the world, people shout it out
The geeks got the girls


Cantei e passei o microfone imaginário para finalizar.

Last night he finally got it right
Even losers can get lucky sometimes
All the freaks go on a winning streak
Shout it all around the world cause the geeks get the
Girls


- YEAH! – Eu e gritamos, nos abraçamos e começamos um pequeno escândalo. gargalhava de nós.
- Meninas, silêncio porque agora a estrada fica perigosa. – O pai de minha amiga avisou sério; foi bom vê-lo rindo enquanto cantávamos, talvez uma das únicas vezes que o vi rindo.
- Ok. – Nós duas concordamos e conversávamos baixinho até meu celular tocar novamente.

“Amor, onde você está? Liguei em casa e sua mãe falou que você nem passou por lá.”

Foi extremamente fofa a reação de , ele enrijeceu e coçou a cabeça. sorriu muito ao ver que meu namorado se importava comigo e apertou minhas bochechas, eu ri e respondi: “Estou indo viajar com minha amiga e a família dela! Onde você está?” Não pensem que eu fui má em não mencionar o nome de , mas poxa, além de ele ser da família de , Meggie um dia soltou sobre minha história com para Teddy quando estava bêbada, então digamos que ele não gosta de me ver perto dele.

“Estou em Aspen! Te amo muito, amor. Vou tomar um banho e depois a gente se fala, ok?”

- Awwn! – e eu suspiramos, naquele momento eu esqueci completamente de , estava como uma menina apaixonada.
- Vai dizer que ele não é o mais fofo? – Perguntei para minha amiga.
- Não. – murmurou; foi aí que eu percebi que realmente tinha algo errado no meu boybander favorito.
- SIM! – Minha amiga gritou ao mesmo tempo em que o primo dela, mas tampou a boca rapidamente ao lembrar que o pai dela pedira silêncio.
- Não fica com ciúmes, você ainda é o meu favorito. – Dei um pequeno beijo na testa dele e respondi para meu namorado. Nos posicionamos igual estávamos anteriormente, mas agora em silêncio. Pouco tempo depois, eu acabei caindo no sono, eu juro que não há colo mais confortável que o de , ele aconchegava-me fazendo carinho em meu rosto, sempre durmo quando ele faz isso.

- Meninos, acordem... – Ouvi uma voz longe.
? – Estava mais perto. - ? – Cada vez mais perto. - ? ! – Senti um tapa em minha barriga, acordei em um pulo.
- CARALHO! – Berrei; encarei rindo com a mão na boca. – EU TE MATO! – me segurou; sabe, eu amo ele, mas simplesmente odeio quando ele faz coisas deste gênero.
- , mata depois que meus tios estão lá fora tirando as malas do carro. – Fuzilei com os olhos enquanto ela saía do automóvel, prendi meus cabelos e a segui. Peguei minha mala e senti meu celular vibrando.

, saí do banho! Acho que nós vamos sair para comer, mais tarde te ligo. Posso?”

Vocês podem pensar que ele era um grude, mas quando você está apaixonado, como eu achei que eu estava, você não acha isso. Tá, eu não posso reclamar de Teddy, ele foi o primeiro namorado mais lindo e fofo que alguém poderia ter.
Corei instantaneamente, encostei na porta do carro e respondi: “Liga sim! Vou ajudar os pais da minha amiga a tirar tudo do carro. Boa saída! (:”
- Ô amorzinho... – ironizou ao ver-me “descansando”. -...vem ajudar, ou vou te deixar sozinha com o Rufus! – Este era o primo nerd de minha amiga e o garoto ficou meio que obcecado por mim desde o último natal; ele sempre tentara ficar comigo, mas pelo que soube, ele tinha fotos de mim no quarto dele e isso era um pouco quanto assustador.
- Já estou indo, boybander! – Quando cheguei perto, falei: - E agora, estou indisponível para Rufus. – Sorri orgulhosa de mim mesma. Levei minha mala e bolsa para dentro de casa. Aquele lugar era minúsculo. Empaquei na porta; o meu quarto devia ser maior que aquela chamada casa! Havia teias de aranha na parede, junto com mofo e sujeira, mordi os lábios pensando em minhas opções.
- Pronta para seus dias de plebéia? – Ouvi, inspirei fundo e entrei. A porta era a entrada para a sala, onde tinha um sofá à esquerda e outro à direita, este último com uma televisão na frente. Os sofás eram de um couro barato e escorregadio.
- Vamos jantar que eu estou com fome! – Uma voz fanha veio do escuro; era Rufus. – , milady. – Beijou minha mão e eu fiz cara de nojo. e riram de mim. – Tia! – O nerd mudou de alvo. “Graças à Deus!” Continuei adentrando a casa, se você andasse dez passos caía dentro de um banheiro que parecia nunca ter sido lavado antes; os azulejos eram beges e quase não se via os desenhos inscritos, por causa da sujeira. A preta privada realçava o fato de lá não ser limpo; a única janela ali era minúscula e alta demais.
- Assustada? – segurou minha cintura e eu senti o mesmo arrepio, aquele da primeira vez em que nos vimos.
- Talvez... – Virei e beijei a ponta do nariz dele. Assustei-me ao ver uma lareira ali, ao lado do banheiro. Virei para a esquerda e ali estava a cozinha; tinha apenas uma mesa, com quatro cadeiras; sim, nós estávamos em seis. Uma geladeira azul e um fogão verde, ao lado de uma pia, instalada sobre uma pedra. Uma pequena escada circular metálica se encontrava no meio do ambiente e ia até o andar de cima.
- ! Sobe aqui! – gritava por mim. “Ai meu santo Deus, não deixe-me morrer aqui.” Comecei a subir, rezando para não cair e me espatifar no chão. Fiquei surpresa ao chegar ao topo viva e ver um bar de mármore na ponta da escada, parecia ser o único lugar limpo daquela mísera casa. “Cheguei ao céu?” Ri de meus pensamentos.
- Cadê você? – Procurei e descobri que não estava no céu, e sim naquela mesma casa ao ver um banco verde manchado. Olhei para cima e o teto de madeira estava corroído por cupins, podiam-se ver pequenos buracos.
- No quarto! – Andei atrás do som de minha amiga, vi um quarto de casal também de madeira, com fronhas e lençóis velhos, bichinhos de pelúcia da época em que devia ser um bebê ainda.
- Achou! – Fiz uma voz de criança ao vê-la; nunca que falaria a ela que aquela casa era um lixo. No quarto, havia duas beliches com cobertores repletos de pó e uma enorme bay window estofada, com algumas almofadas.
- Olha este céu! – Apontou para a paisagem do lado de fora; pelo menos alguma coisa ali valia à pena. O céu era coberto por estrelas e uma grande lua cheia, nenhuma nuvem atrapalhava nossa visão.
- Meu deus! – exclamou; juro para vocês que eu não o ouvi chegar e muito menos aproximar-se assim de mim, nós estávamos abraçados como um casal.
- É lindo! – Encostei minha cabeça no peito dele.
- Aqui é o lugar que eu mais gosto nesta casa! Ou o único, talvez. – falou, ponto para ela meus caros! A vista era completamente perfeita e sim, era o único lugar bom dali. Pensei em Teddy naquela mesma hora. Queria estar com ele ali, mas o infeliz estava em Aspen. “Maldita Aspen!”
- FILHA! MENINOS! DESÇAM AQUI! VAMOS JANTAR! – A mãe de minha amiga gritou. Eu ainda estava sendo abraçada por , hipnotizada pela vista.
- Vamos ! – me puxou.
- Já vou, . Rapidinho! – Ela concordou e foi juntar-se com sua mãe. Afastei-me de para pegar meu celular.
- O que você vai fazer? – Indagou me abraçando novamente.
- Mandar mensagem para o Teddy. – Respondi com um sorriso bobo no rosto; ele imediatamente me soltou e foi pelo caminho que a prima havia seguido segundo antes. “Ok, ele está com problemas.” Arqueei uma sobrancelha e escrevi: “Pensei em você agorinha, deu saudades.” Eu e Teddy estávamos juntos há quatro meses, mas parecia que estávamos a vida toda. Em época de aulas, nos víamos todas as noites, ao sairmos escondidos. Éramos o casal perfeito, segundo o St. John’s.

“Ah é? E o que te fez lembrar de mim?”

Achei que ele demoraria um pouco mais para responder, por estar jantando com os pais e se dar extremamente bem com a família dele; fiquei feliz com a rapidez.

“Acabei de ver o céu mais lindo de todos, deu vontade de te abraçar e ficar juntinho contigo!”

- ! – O nerd me chamou da porta, quase o mandei à puta que o pariu, porém mais uma mensagem chegou.

“Antes que a gente perceba, nós vamos estar juntos de novo. E não esquece que nós estamos vendo o mesmo céu, então eu vou estar sempre com você! E ainda pro cima, vamos nos falar todo dia, toda hora, não quero minha princesa com saudades!”

Vai dizer que ele não era perfeito? Eu merecia um namorado decente; a única vez que eu gostava de alguém, ele era uma galinha rebel boybander e eu ia ser a outra? Não, não e não! Merecia alguém como Teddy.

“Não me esquece! Vou jantar porque o nerd está me chamando! Te amo!”

Comecei a seguir Rufus; pensando em meu relacionamento com Teddy. Talvez eu não o amasse, mas me sentia bem ouvindo e dizendo aquelas palavras dele e para ele. Quando cheguei ao final da escada um “Te amo mais!” piscou na tela de meu celular, sorri e guardei no bolso; sentei na mesma cadeira que .
Jantamos um macarrão que estava ótimo, talvez por minha felicidade de ter , e Teddy ao mesmo tempo, talvez por ele estar bom mesmo. Minha amiga e eu íamos lavar a louça, mas o nerd deu uma de cavalheiro e lavou sozinho. Os pais de foram dormir; estava sentado no chão, encostado no sofá, eu me encontrava entre as pernas dele. arrumava nossas camas, no sofá-cama à esquerda da porta.
- , quer que eu ajude? – Ofereci ajuda pela quarta vez.
- Já falei que não, ! Você ficou seis meses naquela escolinha de merda agora aproveita e descansa aí! – Eu já falei alguma vez que meus melhores amigos são os melhores?
Uma música começou a tocar de meu celular e eu quase gritei de felicidade.

“Como vai tudo aí? Já falou com o Teddy? E o ? O nerd alucinado já te encheu muito? Manda um beijo para a ! Xx Meg”

- ! – Chamei.
- Eu! – Ela respondeu.
- Meg mandou beijo! – Ela mandou outro e eu comecei a digitar a resposta.
- Coitado do Rufus... – comentou beijando o meu pescoço, arrepiei-me inteira. – E como ela me conhece? – Ligou a televisão.
- Bom, você é meu melhor amigo, bobão. – Dei língua e enviei.

“Aqui tá tudo ótimo! Com o Teddy já falei sim, você sabe que não vivo sem meu bebezinho! :B O está ótimo, me enchendo como sempre; você sabe, né? Meu boybander favorito! Bom, o nerd está lavando a louça agora, pelo menos para isso ele serve! manda outro! Já no Brasil?! Xx

Meggie era do Brasil, estudava aqui em Londres desde pequena, com a tia, mas todas as férias voltava ao Brasil para visitar sua família. Seus pais tinham três grandes concessionárias ao redor do globo e hoje era uma das famílias mais ricas do planeta.

“É, eu sei que você não vive sem ele, mas digamos que ele também não vive sem você! Imagino como o seu boybander está bem, sua safada! Quero saber de t-o-d-o-s os detalhes depois! Ainda não, acredita que cheguei no aeroporto agora? Xx Meg”

- Certeza que ela só me conhece porque sou seu melhor amigo? – Voltou a beijar meu pescoço.
- Bom, quando eu gostava de você, ela também sabia. – Dei de ombros. Porque diabos eu tinha que ter uma amiga tão... tão... tão indiscreta? Ok que ela não sabia que o estava lá, mas bom... Era bem provável.
- Será mesmo? – Deu uma leve mordida em minha orelha e colocou suas mãos em volta de minha cintura. acabara de arrumar nossa cama e deitou atrás de nós, no sofá.

“Que bom que ele não vive sem mim, concorda? Lol. Ô pata, depois a gente precisa conversar direito sobre isso. :@ Boa viagem, porque eu sei que você está atrasada! Te amo! Muitos caras para você no Brasil! Xx

Ela não respondeu, provavelmente já estava no avião.
Nós ficamos ali, assistindo àquela televisão que não tinha nem meio canal útil, assistíamos ao jornal, aparentemente havia ocorrido um desabamento de gelo em algum lugar do mundo, mas estava preocupada demais pensando em como seria quando voltasse a encontrar Teddy. O nerd já tinha ido dormir e deu um beijo babado em minha bochecha, mas como sou completamente tolerante, agüentei quieta, apenas apertando a mão de .
- Gente... – falou aparentemente cansada um tempo depois. - ...eu vou dormir... Estou acabada! – Deu um pequeno beijo em nossa bochecha e deitou na “cama” de casal/sofá.
- E aí , o que você me conta? – Coloquei minhas mãos sobre as dele.
- Hum... Que eu estava com saudades de você serve? – Sussurrou em meu ouvido e eu sorri.
- Serve sim! – Dei uma risadinha e quando ia dar um beijo em sua bochecha, meu celular tocou.

“Amor? Já jantou?”

bufou.
- Vou subir. – Me empurrou e subiu. Tá, pareceu que ele deu um super empurrão e eu morri, mas não foi, ele pediu licença todo bonitinho, deu um pequeno beijo em meu ombro e foi ao encontro do nerd. Agora seria minha hora com meu namorado! Era a melhor parte do dia.

“Já sim, estava conversando com meus amigos e vou dormir daqui a pouco!”

Me arrependi na mesma hora ao enviar a mensagem, eu com certeza não devia ter dito “amigos”.

“Amigos? Quem está aí? Não me diz que é aquele .”

Não disse que eu não devia ter dito o “amigos”?

“Tá a , ele e o nerd. Mas não fica bravo comigo amor, por favor.”

Fiquei uns quinze minutos encarando meu celular esperando ele me responder, resolvi beber um copo de água naquela cozinha minúscula para acalmar; minhas mãos tremiam. Lavei um copo e me servi daquele líquido que eu rezava não estar contaminado. Sentei em uma das quatro cadeiras e me encostei na parede com os olhos fechados.

“Relaxa princesa, fiquei com ciúmes, mas sei que nada vai acontecer! Te amo demais, não esquece?”

Sorri aliviada ao ver a mensagem de Teddy, nós graças à Deus nunca tivemos nenhuma briga que pudesse ser classificada como uma, apenas discussõezinhas de ciúmes, a maioria causada por ele em relação a quase todos os garotos que falavam comigo.

“Fiquei preocupada que você estivesse bravo comigo. ): Nunca vou esquecer e espero que você também não! Vou dormir amorzinho, beijos e boa noite! :*”

Andei até minha mala, peguei meu pijama e fui até o banheiro imundo me trocar. Soltei meus cabelos e tirei minha roupa. “Prazer banha , você precisa desaparecer.” Pensei olhando para minha barriga com desprezo. Ok, eu não estava com banha, até porque eu gostava de meu corpo, mas eu estava engordando e precisava manter a “fama” de namorada mais gostosa.

“Boa noite amor! Nunca que eu vou ficar bravo com você! Espero você me acordar amanhã!”

Coloquei meu pijama, que era basicamente uma blusinha colada preta e um shorts minúsculo da mesma cor, escovei os dentes, prendi o cabelo e fui deitar ao lado de minha amiga. Fiquei ali, deitada, pensando em tudo o que vinha ocorrendo desde o natal passado, em como tudo aconteceu tão rápido entre mim e Teddy e como nós formávamos um casal tão perfeito. Adormeci sonhando acordada.

Capítulo 4; the sky could fall tonight

O dia seguinte passou rápido, falei com meu namorado ao acordar e por mensagem ao passar o tempo, conversei um pouco com Meg que já estava no Brasil e ajudei e sua mãe a limpar a casa. , o nerd e o pai de minha amiga haviam saído para cortar lenha e nos deixaram ali. Brincadeira, eu não sei onde eles foram, mas não duvido nada que tenham ido cortar lenha naquele cocozinho chamado de algum lugar no mundo.
Quando eu e estávamos esgotadas e completamente sujas, nos jogamos no chão da sala e ficamos conversando deitadas. Os homens do lugar chegaram pouco depois carregando enormes sacolas que diziam conter comida; eu gargalhei quando me contou isso. Como assim três caras foram fazer compras? Nós com certeza iríamos engordar, e a banha iria apenas crescer. “Fuck.”
Algum tempo depois, resolvemos todos tomar banho. Primeiro foi , porque como sempre ele trapaceou, nos segurou e quando uma de nós estava chegando, ele pegou no colo e entrou no banheiro deixando a menina para fora; tão típico dele. foi a próxima, seguida pelo nerd, o pais dela, não juntos, apenas para vocês não pensarem indecências e por último, a pobre estudante da St. John’s, eu; cara, eu estava fedendo! Eu precisava tomar um banho e fiquei por último, mereço? Ao sair do banho, eu estava apenas de toalha. Fui procurar uma roupa em minha mala e quando olho para o lado, lá estava o boybander, me encarando discaradamente; ele mordia o lábio inferior.
- , pára de me olhar! – Eu exclamei envergonhada, enquanto mexia em minhas coisas, talvez ele fosse o único que conseguia fazer isso.
- Porque? – Ele perguntou passando as mãos nos cabelos.
- Porque eu fico sem graça! – Sorri para ele e fui até o banheiro, com a roupa que eu acabara de escolher. Pude ver com um sorriso maroto olhar minhas pernas quando eu levantei. Ao ficar pronta, saí e pulei no colo dele que emitiu um efeito sonoro indecifrável. – Cadê a ? – Perguntei sentada em suas pernas.
- Foi com meus tios e meu primo para a casa de um amigo deles. – Mordi meu lábio e sentei ao lado dele; como assim me deixara sozinha com a criatura ? Talvez ele tenha sentido meu nervosismo, pois aproximara-se demais de mim.
- Ah tá... Que horas eles voltam? – Levantei e sentei no chão.
- Porque você sentou aí patricinha? Aí é lugar de plebeus! – Mandei ele se ferrar. – Ah, sei lá... Acho que eles jantariam lá. – Deu de ombros. “Que delícia, só eu e o por várias horas. Troféu joinha para quem teve uma idéia de girico destas.”
- Hum... – Murmurei; resolvi mudar de roupa, pois digamos que um shorts um tanto quanto curto e o primo de minha amiga combinam demais. Fui até minha mala, escolhi uma roupa de ficar em casa e me troquei no banheiro. Percebi que estranhou minha vontade instantânea de mudar de roupa ao me ver com uma calça de moletom, xadrez, vermelha, preta e cinza e uma camisetinha básica, justinha preta.
- Porque diabos você trocou de roupa? – Perguntou indo ao meu encontro, caminhei lentamente para trás.
- Exatamente por isso. – Ele gargalhou.
- Isso o que? – Pegou minha cintura e levou-me até uma “junção” de duas paredes.
- Essa sua safadisse . – Tentei empurrá-lo, mas não consegui.
- Você desperta este lado em mim. – Começou a dar pequenos beijos em meu pescoço, fazendo-me arrepiar como nunca.
- Não faz isso... – Suspirei alto. – ... Pára. – Não queria que ele parasse! Mas eu tinha Teddy! Eu nunca faria isso! – , eu namoro! Eu não posso fazer isso! – Ele aparentemente não gostou do que eu disse, pois se virou e se jogou no sofá emburrado. – ... – Fui até onde ele estava, porém ele nem me olhava. – , não faz isso comigo... – Ajoelhei-me no chão e acariciei o rosto dele.
- Sabe , eu não te entendo! – Ele exclamou sentando, repentinamente.
- Como assim ?
- Um dia você gosta de mim e quer que minha namorada se foda, aí no outro dia você me pára quando eu vou te beijar e depois vem fazer carinho, como assim?
- Bom ... Eu queria que sua namorada se fodesse há alguns meses atrás, não quis que você me beijasse porque eu namoro e vim aqui porque você é meu melhor amigo!
- Seu melhor amigo que você paga um pau!
- Cala a sua boca! - Levantei irritada e fui até a cozinha.
- Cala a boca porque? Me diz se não é verdade? – Desligou a televisão e me seguiu.
- ERA verdade , ERA! Eu QUERIA que sua namorada de fodesse!
- E agora eu quero que o seu namorado se foda!
- Que simpático... – Ironizei.
- Só estou complementando a sua simpatia... – Rolei os olhos. - , me ouve! – Eu o encarei. – Olha, desde a primeira vez que eu te vi eu quero te beijar! É tão difícil entender?
- Não , não é. Mas agora eu namoro e eu gosto dele, entende? Você é galinha, nunca daria certo! – Abri a geladeira, mas ele a fechou.
- Eu não sou galinha... – Sussurrou ao meu ouvido, comigo de costas.
- Não? Então porque que quando você namorava você quase me beijou? Se eu te beijar, o Teddy não irá mais olhar na minha cara e eu perderei o namorado perfeito por um beijo.
- O namorado perfeito que você não gosta?
- Eu gosto dele, ! – Exclamei irritada. - E , se um dia a gente tiver alguma coisa, eu não quero só UM beijo com você, mas vai ser impossível! – O boybander me virou e grudou-me na geladeira, prendendo a minha pessoa com seu corpo.
- Eu vou te dar mais que um beijo então. – E colou seus lábios nos meus, juro que eu relutei no começo, me debati, tentei o empurrar, mas ele apenas me apertou mais fazendo eu gemer e a língua dele entrar e minha boca, acabamos por nos beijar. Minhas mãos estavam presas pelas dele, encostadas na geladeira. Foi o melhor beijo que eu já tive, a cada toque, a cada mordida eu tremia, um calor gostoso surgiu em mim, mas eu não podia fazer aquilo! Eu tinha o Teddy! Quando ele finalmente soltou minhas mãos, eu o empurrei.
- NÃO FAÇA MAIS ISSO! VOCÊ É IMPOSSÍVEL! – Saí de perto dele e fui para fora da casa. O quintal daquele lugar era grande e escuro, ventava muito e minha pele arrepiou-se; comecei a tremer, talvez pelo vento cortante, talvez para acompanhar as lágrimas que corriam livremente o meu rosto. Andei até o final daquele sombrio lugar e sentei encostada ao muro. Pousei minha cabeça em meu joelho e deixei as lágrimas saírem em maior quantidade do que saíam antes.
- ! – O ouvi me chamando, mas continuei quieta, apenas com alguns soluços. – , me desculpa! Cadê você? – Nesta mesma hora meu celular tocou.

“É apenas nosso segundo dia de férias e estou morrendo sem você. Te amo mais que tudo.”

Ao ler a mensagem de Teddy, arremessei com todas, apesar de poucas, as minhas forças o celular para algum lugar daquele quintal, aparentemente ouviu, pois ele apareceu do meu lado.
- , me desculpa... – Sentou junto comigo. – Eu não quis passar dos limites.
- Mas acho que você passou, não? – Perguntei irônica, ele abaixou a cabeça.
- Desculpa, mas é que eu não agüentava mais você falando daquele mauricinho do seu namorado.
- Sabe , a gente já teve a nossa chance e pode ser que a gente ainda tenha, mas agora eu tenho o meu namorado! Vê se você se acostuma com essa idéia! – Exclamei tremendo de frio e nervosismo; ele ao perceber tirou o casaco em que estava e colocou em mim, me abraçou e deu um beijo no topo de minha cabeça.
- Desculpa , é que nos últimos meses eu tenho pensado muito em você... Pensado de um modo diferente, além de todas as provocações. Eu realmente comecei a gostar de você. – Nesta hora eu realmente achava que iria morrer seca de tanto que eu chorava.
- Você demorou muito. – Solucei alto.
- Eu sei. – Encostei minha cabeça em seu peito.

Resolvemos ir dormir, após acharmos meu celular que estava em uma montanha de folhas. Respondi a mensagem de Teddy com um peso tremendo em minha consciência e deitei, ficou na sala até eu pegar no sono e subiu. Não vi a hora que , o nerd e os pais dela chegaram, pois quando acordei, minha amiga estava dormindo ao meu lado. Já contei que foi o que me acordou? Pois é... Ele me acordou dizendo que ficara a noite inteira acordado fazendo uma música para mim. Vai dizer que não é fofo? De todo jeito, eu levantei sonolenta e ele me levou para o quintal de mãos dadas, na outra ele levava um violão.
- Senta aqui... – Ele apontou para uma almofada; ele havia preparado todo um ambiente bonitinho para me mostrar a música.
- ... – Mordi os lábios e sentei no lugar que ele falou.
- Só ouve a música.

I never meant the things I said
To make you cry
Can I say I'm sorry?


Ele começou a tocar olhando em meus olhos, corei, sorrindo um pouco e abaixei a cabeça, queria prestar atenção no que ele cantava para mim.

It's hard to forget
And yes I regret
All these mistakes


Fechei os olhos e respirei fundo, isso era extremamente fofo. Ele cantando uma música que ele fez para mim.

I don't know why you're leaving me
But I know you must have your reasons
There's tears in your eyes
I watch as you cry
But it's getting late


Olhei para ele.

Was I invading in on your secrets?
Was I too close for comfort?
You're pushing me out
When I'm wanting in
What was I just about to discover?
When I got too close for comfort
Driving you home
Guess I'll never know


Não me agüentei e comecei a chorar; pensei na letra daquela música, em como aquela melodia era perfeita, em como a voz dele era sedutora. Será que tudo o que ele estava falando era verdade? Mordi os lábios e continuei a prestar atenção nele.

Remember when we scratched our names into the sand
And told me you loved me
But now that I find
That you've changed your mind
I'm lost the words
And everything I feel for you
I wrote down on one piece of paper
The one in your hand
You won't understand
How much it hurts to let you go


Eu soluçava, porque ele estava me dizendo aquilo? Eu era tão má assim?

Was I invading in on your secrets?
Was I too close for comfort?
You're pushing me out
When I'm wanting in
What was I just about to discover?
I got too close for comfort
Driving you home
Guess I'll never know

All this time you've been telling me lies
Hidden in bags that are under your eyes
And I when I asked you I knew I was right

But if you took it back on me now
When I need you most
But you choose to let me down, down, down

Would you think about what you're about to do to me
And back down...


Naquele momento eu nem sabia como respirar, apenas soluçar e pensar em como não agarrar aquele garoto, ok que nem toda a música era boa para mim, mas ele ficava perfeito cantando; a voz, tudo. ! Você namora e o está fazendo você se sentir uma pessoa má, então PÁRA!

Was I invading in on your secrets?
Was I too close for comfort?
You're pushing me out
When I'm wanting in
What was I just about to discover?
I got too close for comfort
You're pushing me out
When I'm wanting in
(Yeh yeh yeh)

What was I just about to discover?
When I got too close for comfort
Driving you home
Guess I'll never know


- Porque você fez isso? – Perguntei limpando meus olhos quando ele pousou o violão ao lado de seu corpo.
- Não sei, eu simplesmente achei um jeito fácil de te falar tudo; não queria que você chorasse. – Sentou com as pernas em volta de mim.
- Porque você falou que eu iria deixar você na mão? – Ele abaixou a cabeça.
- Eu estava com medo que depois de ontem você resolvesse me esquecer.
- Nunca que eu faria isso! Você é meu melhor amigo, esqueceu? MEU e somente meu boybander! – Ele começou a rir; nos abraçamos e ficamos ali por um tempinho. – Ei... – Me afastei. -...na música você falou que nós escrevemos nossos nomes na areia! Mas a gente nunca fez isso. – Ele gargalhou. – O que foi?
- Ah, é que um dia eu sonhei isso, sabe?

A viagem acabou mais rápido do que eu imaginei quando cheguei lá, nós nos divertimos muito e acho que o nerd parou um pouco com a obsessão à minha pessoa, talvez eu seja chata demais para ele. Nada mais aconteceu entre mim e , apenas ficamos mais amigos; creio que a cada nova experiência vivida, nossa amizade se aprofundará cada vez mais; ok, ok, isso foi totalmente profundo e não sei de onde esta idéia veio, mas é verdade. Quanto a mim e Teddy, bom, eu ainda me sentia culpada.

Capítulo 5; the rescue

As aulas voltaram e eu quase não conseguia encarar meu namorado, ele logo sentiu que havia algo de errado comigo e me chamou para conversar. Acabei assumindo que eu beijei , ou melhor, que ele me beijou. No começo ele ficou bravo e gritou, com razão, mas acabou aceitando por gostar muito de mim; porém, apesar de aceitar na teoria, na prática, nem me visitar ele ia mais. Poucas semanas depois terminei com ele, pois Aaron, seu melhor amigo, dissera que ele estava sofrendo estando comigo.
Um, dois meses passaram e eu ainda não havia esquecido Teddy, porém, a única que sabia era Meggie, já que eu não tinha direito de conversar com ; e ela todo dia falava para eu conhecer um cara novo, já que dizia que eu estava emagrecendo a cada semana, mas estava sendo impossível. O único outro garoto que eu queria, era ; mas como melhor amigo. deu um jeito de vim me visitar três meses após o término de meu namoro, mas chegou atrasada, neste tempo, Clara, uma das calouras chegou correndo com “A” notícia.
- O... O... O TEDDY BEIJOU UMA MENINA! – Gritou arfando em nossa porta. Queria fechar a porta em sua cara, mas apenas respondi: - Já era mais que na hora, não? – Fazendo-me de indiferente, já que todos achavam que eu tinha o esquecido.
- Er... Como assim? Vo-você não ficou triste? – Perguntou indignada.
- Não. – Fui até o banheiro conter as lágrimas que estavam prestes a sair. – Ele já estava precisando sair com alguém mesmo.
- Mas... Mas... – A menina ia ficar prolongando o assunto enquanto eu tentava não chorar? Meggie aparentemente percebeu isso também e logo a mandou para fora.
- ... – Ela chegou no banheiro, após fechar a porta. -...não fica assim.
- Porque Meg? Eu sou tão ruim assim que ele tem que ficar com a primeira piriguete que ele vê? – Tá, eu sabia que não era a primeira, já que fazia três meses que nós terminamos e todos os dias garotas se jogavam para cima dele.
- , é natural ele ficar com outras, um dia ele ia mesmo ficar com alguém e você sabe disso. – Eu a abracei chorando.
- E... E... E a nem veio! – Solucei.
- Fica calma , vai dar tudo certo. Assim talvez fique até mais fácil de você o esquecer. - “EU NÃO QUERO O ESQUECER! Eu só quero ele para MIM!”
- Ai meu, que ódio! – Alguém bateu na porta, soltei de minha amiga e sentei no chão, encostada no azulejo. Meggie foi atender.
- Aqui é o dormitório da ? – Ouvi uma voz conhecida.
- É sim. Como você chama? – Meg perguntou simpática.
- . – Eu imagino que nesta hora Meg deve ter arregalado os olhos e a mirado dos pés à cabeça; apesar de sermos as “rebeldes” do lugar, não deixamos de ser patricinhas e usar roupas de grifes; não as usava. – Você deve ser a Meggie! – Exclamou animada, quando Meg concordou, a cumprimentou com um abraço. – A está?
- Está sim, só não muito bem. – Nesta hora me levantei, ainda chorando, e lavei o rosto.
- O que aconteceu? – Ela ficou preocupada; apareci perto das duas. – , amor... O que aconteceu?
- Fecha a porta antes. – Meggie fez isso, normalmente ela teria saído para me deixar conversar com sozinha, porém aquele dia ela ficou no dormitório; talvez ela tivesse sentido algo. Hoje fico feliz que ela não saiu.
- , me conta... – pediu.
- Sabe o Teddy? – Ela concordou visivelmente corada. – Desde que eu terminei com ele, eu não consigo esquecê-lo... E... – Solucei. - E hoje ele beijou umazinha aí. – enrijeceu e mordeu o lábio inferior.
- ... A gente precisa conversar... – Foi aí que eu me toquei o porque de ela atrasar.
- Foi... Foi você! – Dei um passo para trás, apontando para ela; minha mão tremia. – Por isso que você chegou atrasada!
- Eu não sabia que ele era o seu Teddy! Nem que você ainda gostava dele! – Se defendeu inutilmente; eu precisava sair dali e sabia exatamente para onde ir. Calcei a primeira coisa que eu vi, peguei um dinheiro, que hoje eu acho que era de minha amiga, e saí do dormitório. Quando estava saindo, ouvi Meg falar para me deixar e que depois ela mesma me ligaria. Todas as meninas já haviam ouvido a grande notícia; o “babado do ano”, segundo algumas. Estranharam ao me ver sair de pijama, uma sandália de dedo e com o rosto todo inchado passando por ali àquela hora. Passei ao lado da sala da diretora e esta me viu andando.
- Senhorita ! Volte aqui agora! – Ouvi a carrasca Beck me chamando, porém a ignorei e comecei a correr; agora eu chorava novamente. Peguei minha cópia da chave principal e saí do St. John’s; eu e Meggie éramos as únicas que tinham. Chamei o primeiro táxi que passou e este me levou até a estação de metrô mais próxima, que ficava a 10 quilômetros dali; no meio do caminho começou a chover, até eu sair do carro uma tempestade havia se formado. Preciso dizer que fiquei ensopada? Corri para dentro da estação e todos me olhavam estranhamente, porque bom, aquilo não são roupas que se usam em locais públicos; comprei uma passagem e entrei no vagão. Ali não estava cheio, sentei e coloquei meus cotovelos sobre meus joelhos e minha mão em meu rosto; chorava muito, talvez não fosse para tanto; talvez fosse.

We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Another year has come and gone


Um daqueles caras que tocam música na rua começou a tocar. Mas como assim ele conhecia Allister?

When everybody is running in the big race
And having a good time
We might've cast a shadow
Who am I?
I looked, how thin the face last night
I saw him in a mirror and he simply smiled
He told me not to worry
He told me just to take my time


Respirei fundo e tentei raciocinar o que estava acontecendo comigo. “Bom, eu gosto do meu ex e ele e minha melhor amiga ficaram. Estou em um trem de pijama e chinelo, ensopada; indo para um lugar que eu não tenho nem certeza se é o endereço certo. Parabéns , seu dia foi classificado como ótimo! Ponto para nós!”

We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Another year has come and gone
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream


Resolvi parar e ouvir a música que o cantor portátil cantava. “Ambulante, sua anta. Não portátil!”

And if you come to me
And if you touch my hand
I might just slip away
I might just disappear
Who am I?
And if you think I'm worth it
And if you think it's not too late
We might start falling
If we don’t try too hard
We might start falling in love

We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream
Another year has come and gone
We close our eyes and the world has turned around again
We close our eyes and dream

We're on the healing path
We're on a roller coaster ride that could never turn back
And if you love me
And if you really try to make the seconds count
Then we could close our eyes
Close our eyes
And the world has turned around again
Close our eyes
Another year has come and gone


- Esta foi para a jovem ali ensopada. – Nossa, obrigada; agradeço a consideração. Tá, eu amo aquela música, mas ser “homenageada” por ser a garota ensopada não é muito um elogio. Algumas pessoas bateram palmas. – Adeus bela jovem e outra pessoas! – O cara falou saindo do vagão com uma saudação.
“Ok, agora a próxima estação é a que eu devo descer. Gosh, eu não sei andar em Londres!” Não pensem que é porque eu sou “riquinha”, mas poxa! Eu moro em Kingston e estudo em Londres, sendo que você não é permitido sair do internato, como vocês querem que eu saiba andar por aqui?

O trem parou mais uma vez e eu desci; segui o endereço que eu tinha em minha mente e parei em frente a uma casa branca, simples, mas que não parecia ser muito pequena. A grama estava um pouco descuidada e era tudo o que tinha no jardim, além de algumas luminárias. Respirei fundo, não tanto porque se não eu morria afogada, já que chovia muito e bati na porta.
- HAHAHA! QUE FOLGA DUDE! – Um garoto aparentemente animado me atendeu. – Olá!
- Oi... – Passei a mão em meu rosto, tirando um pouco da maquiagem borrada. – Er... É aqui que o mora? – Eu tremia muito.
- É sim, espera um pouco. – Fechou a porta e entrou em casa. “Nossa, obrigada. Eu aqui, chorando, morrendo de frio e toda molhada e o Zé fulano aí me deixa para fora.” Pouco tempo depois, meu boybander favorito apareceu na porta.
- ? – Eu joguei meus braços em seu pescoço e o abracei, ele me abraçou pela cintura; não falamos nada, apenas ficamos ali por um tempo. Eu soluçava muito e chorava mais ainda.
- Desculpa. – Me soltei e olhei para baixo.
- Desculpa por que? O que aconteceu? – Segurou meu queixo.
- Desculpa por aparecer aqui sem avisar e ainda por cima te molhar! Ai, eu não acredito que eu te molhei todo! – Limpei meu rosto.
- Santo Deus! – Ele deu um tapa em sua própria testa. – Você aí, toda encharcada e eu não te chamo para entrar, vem! – Me puxou, passamos por três garotos que nos olharam estranhamente; o mal educado estava entre eles; e subimos as escadas. – , toma um banho que eu vou te arranjar roupas limpas e secas, aí a gente conversa. Não quero você doente. – Eu concordei; ele me trouxe toalhas e me indicou seu banheiro.
- Brigada boybander! – Dei um beijinho em sua bochecha e entrei lá.

Após um banho quente e posta a camiseta e as boxers de , nós sentamos para conversar e eu contei tudo para ele.
- Mas como assim a ficou com ele?
- Bom, ela chegou e beijou; pelo menos deve ter sido.
- Você não sabe?
- Não. Fiquei muito brava e vim te ver. – Ele sorriu e beijou minha testa.
- Vem , vou ver com os meninos o que podemos fazer para te animar. – Me pegou no colo e desceu as escadas correndo.
- ! Eu vou morreeeeeeeer! – As chances eram grandes, tá? Quando um doido te carrega CORRENDO pelas escadas, você tem grandes chances de cair e morrer com um traumatismo craniano!
- Vai nada... – Bem nessa hora ele escorregou no tapete, mas o mal educado me pegou antes que eu caísse e realmente morresse. –...o te pega antes!
- Obrigada! – Ele me colocou no chão, gargalhando. – Você tá bem ? – Me ajoelhei perto dele; ele ria que nem uma hiena. – O que tem de engraçado?
- DUDES! A CRIATURA ESCORREGOU BONITO! – O garoto chamado gritou; os outros dois correram e riram quando o garoto contou como foi a queda.
- Ok gente, ok. – começou quando conseguiu respirar. – A minha princesa tá triste e a gente precisa fazer ela feliz!
- Como ela chama? – Um deles perguntou.
- , é a ! – segurou em minhas mãos.
- A ? A ? ? ? A que te deu um fora? – perguntou apontado para mim.
- Er... É, ela mesma. – Respondeu envergonhado; e meu! Eu não dei um fora nele! Eu namorava, sabe?
- ! – Os três gritaram e me abraçaram em conjunto; comecei a rir ao vê-los dançando em volta de mim. Após um tempo eles pararam e se apresentaram. pegou um violão e começaram a cantar uma música que ele também fez para mim. Me senti A musa inspiradora!

Tell me that you want me baby
Tell me that it’s true
Say the magic words and I’d
Destroy the world for you


Danny começou a cantar, sua voz era linda; ele também tinha um violão em mãos.

An Army for the broken hearted
Marching through the streets
And every city’s burning to the
Ground under your feet


Agora Dougie fazia o backing vocal; eles tocavam animados; Harry cantava também e batucava.

I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like a heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad


“Ai, que lindo!” Aquela música me deu uma saudades absurdas de Teddy; tudo veio à tona: eu não estava mais com ele, ele estava com a , tá, eles só tinham ficado uma vez, mas eu os conhecia muito bem; Teddy a namoraria, pois a conhecia por fotos e sabia que era ela a garota de quem eu tanto falava e , bom, porque ele era simplesmente o cara mais perfeito do universo; tirando , talvez, mas ele era seu primo. Comecei a chorar novamente. “Droga, eu nunca fui de chorar!”
Eles pararam de cantar e ficaram me olhando.

- Não parem! Por favor... – Pedi.
- Mas ... – começou.
- Por favor.

I’d melt the polar icecaps baby
And watch them flood the earth
I’d do anything to show you
What your love is worth


Tom cantava; meu Deus, que voz era aquela? Ok, apesar da voz, a letra era impressionante! Seria aquilo uma declaração?

So wont you show me you devotion
To heal my aching heart
It’s like a neutron bomb explosion
Tearing me apart

I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like a heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad


Sorri com a cara que fez enquanto cantava.

Attention please,
We interrupt this program
With some disturbing news
A worldwide evacuation
We’re going to lose
And they’ve pulverized the nation
I guess it shows us just what love can do

I wanna hold you
My skies are turning black
Feels like a heart attack
And I’d do anything you ask
I wanna hold you bad


- Ai meninos, que linda! – Eles riram e bateram palmas para eles mesmos. – Quero um abraço de todos agora! – Abri os braços; os quatro vieram e me apertaram, eu ri muito; depois abracei um por vez, quando chegou a vez de , ele sussurrou: - Foi para você, e só para você. – Corei. Eles cantaram mais uma música; chamada: “All About You”. me disse que queria colocar “All About ”, mas que eles não deixaram porque não me conheciam, mas agora estavam mudando de idéia em relação ao nome. Eu gargalhei quando ele me disse isso.
- Vamos agora de I wanna touch you? – Dougie perguntou.
- Yep! – Danny e Harry falaram juntos.
- Ok... Dudes, are you ready? One, two, three, four. – Tom fez a contagem.

I want to touch you
(And sleep with you)
I want to touch you baby
(It’s about)
I want to touch you
(Yes that’s you)
I want to touch you


Danny cantou e os meninos faziam o backing vocal. Eu gargalhava com a letra. Ele mandou um beijo antes de Tom começar a parte dele.

Yesterday i told you something i thought you knew
Yes i told you with a smile
I want to touch you
Then you whispered in my ear and you told me too
Get lost you make me sick
I wouldn't touch you


- Vocês são doentes! – Exclamei rindo deles.
- Mas bem que você gosta! – Responderam juntos e começaram a rir; voltaram a tocar.

But I will touch you in all the right places
If you want me too
But if you denied me one of your kisses
Sarah Cox will do
So hold me close and say three words like you used to do
Groping on the studio floor
I want to touch you


Finalizaram a música com muitas gargalhadas minhas, agora estava certo; aqueles garotos sabiam animar as pessoas! Eu tinha esquecido de tudo.

- E agora, antes de irmos dormir... – Harry disse. -...uma performance especial do senhor Douglas Poynter e Thomas Fletcher cantando Backstreet Boys! – Eles iam começar quando ele interrompeu. – Esqueci do senhor Daniel Jones que irá participar também!
- Shut up dude! Deixe a gente cantar! – Tom empurrou Harry.

Tell me why,
Ain't nothin' but a heartache,
Tell me why,
Ain't nothin' but a mistake,
Tell me why,
I never wanna hear you say,
I want it that way


Todos cantaram juntos a última frase, eu ria demais.

- Poxa! Vocês só cantaram um pedaço! – Brinquei quando consegui parar de rir.
- , não vai me dizer que você realmente queria que a gente cantasse toda? – perguntou indignado.
- Lógico! HAHAHA. – Todos me olharam indignados, se entre olharam e em um reflexo saí correndo. Como esperado eles vieram atrás de mim e infelizmente eles eram mais rápidos; em poucos segundos eu estava sendo esmagada pelos quatro garotos. – Ai, eu to... sem... ar! – Eu senti que estava ficando roxa pela falta de ar, bom, vocês também ficariam se tivessem quatro garotos sobre o seu frágil corpo. Eles saíram de cima de mim e eu fique ali, acabada.

Um tempo depois eles pediram pizza e nós fomos jantar; ficamos ali por umas duas horas, conversando. Até que perguntou o motivo de eu estar ali.
- Cala a boca, dude! – deu um tapa em seu braço.
- Deixa ... – Cocei a cabeça. – Bom... – E expliquei para ele, o garoto me deu um abraço e pediu desculpas por tocar no assunto; resolvi ir deitar, o dia fora muito cansativo. ficou com os meninos, a pedido meu.

Fique ali deitada uns 45 minutos, mais ou menos, até que meu boybander apareceu ali.
- ? – Ele sussurrou entrando no quarto. Eu sentei na cama e olhei para ele; abracei minhas pernas. – Não chora amor... – Sentou ao meu lado e limpou o meu rosto.
- Brigada por tudo, . – O abracei.
- , dorme que hoje o dia foi longo. – Beijou minha testa. Deitei minha cabeça em seu peito.
– Canta para mim dormir? – O olhei em seus olhos.
- Lógico... – Deitamos abraçados. - Qual música?
- A nossa. – Fechei os olhos.

Hey there Delilah
What’s it like in New York city
I’m a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes you do
Time square can’t shine as bright as you
I swear its true


Um dia, enquanto conversávamos por telefone, nós decidimos que esta seria a nossa música. Eu estava ouvindo ela e foi algo inesperado, porque era tão perfeito. Ele morava em Londres e eu em Kingston; na maior parte do tempo em Londres, mas parecia um lugar muito, mas muito distante.

Hey there Delilah
Don’t you worry about the distance
I’m right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it’s my disguise
I’m by your side


Apesar de não estarmos juntos a maior parte do tempo, sempre soubemos que podíamos contar um com o outro; apesar da distancia, dos obstáculos. Ele sempre estaria lá para mim e eu para ele.

Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
What you do to me


Aquela voz era tão boa de se ouvir, em qualquer ocasião. Apertei-o mais forte contra o meu corpo e suspirei. A cada vez que passava, que eu o via, a falta que ele fazia era maior. Não queria nunca deixar ele; meu melhor amigo; meu boybander; MEU .

Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I’ll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good


Ele me passava confiança, segurança e proteção. Não sei como eu conseguiria voltar para a St. John’s ao amanhecer. Só queria ele, ali e para sempre.

Hey there Delilah
I’ve got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I’d write it all
Even more in love with me would fall
We'd have it all

Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me


Foi ali, naquele instante que eu percebi que eu estava tendo uma recaída, e das grandes. Ficar ali, abraçada com ele, era tudo o que eu precisava. Foda-se a , foda-se o Teddy! Eu queria o ! MEU !

A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I’d walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
And we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time that we get through
The world will never ever be the same
And you’re to blame


Ah, como eu queria agarrar ele ali! Mas não fiz nada; fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Fiquei feliz, pois tudo o que aquela música dizia era verdade; eu sei muito bem que se eu precisasse dele, ele iria a pé até a Austrália, um pouco a nado talvez; mas ele iria; e ele sabia muito bem que eu também. Era uma amizade que só Deus sabe como era boa. E triste, porque talvez nunca passaria daquilo. De uma amizade.

Hey there Delilah
You be good and don’t you miss me
Two more years and you’ll be done with school
And I’ll be making history like I do
You know its all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here’s to you
This one’s for you

Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
Oh it’s what you do to me
What you do to me


- Boa noite princesa. – Sussurrou em meu ouvido; ficamos ali abraçados um tempo até que eu caí no sono; acho que ele também, não sei.

Acordei com uma música irritante tocando em um volume muito alto. Abri os olhos devagar, para me acostumar com a claridade. O braço de estava em cima de mim, de minha barriga, especificamente; tirei-o com cuidado e resolvi seguir a música. Era o celular de . Até eu o achar, ele parara de tocar.

Uma ligação perdida de: Blair <3

O celular começou a tocar de novo e não acordava. Resolvi atender.

- Alô? – Minha voz de sono era inconfundível.
- Quem é? – E a voz dela era irritante.
- É a , quem é? – Falei simpática; algo realmente difícil ao acordar, muito mais quando tem uma vadia chamada Blair ligando para o .
- Quem é você e porque você está com o celular do meu namorado? – Falou curto e grosso. Ok, agora ele namorava? Fiquei pasma que não consegui responder. – Você é a garota do ?
- Er... Sou. Isso mesmo. – Eu não queria que ele perdesse outra namorada por minha causa.
- Ah, oi querida. Tudo bom? – Ela estava sendo super simpática e eu fiquei realmente impressionada com a mudança de humor da garota.
- Hum... Tudo e você?
- Estou ótima! Ah, porque você está com o celular do meu tchutchuquinho? – Gosh, tchutchuquinho é foda.
- Er... É que... – Estava pensando em uma desculpa plausível.
- Ele esqueceu o celular na sala de novo, não é? – Acho que eu não precisei, a menina não parava de falar.
- É, isso mesmo. – Comecei a andar pelo quarto procurando uma roupa usável.
- O toque dele é péssimo, eu já falei para ele mudar! Talvez colocar uma música do McFLY.
- McFLY? – Perguntei. Meu Deus, quem seriam esses? O único McFLY que eu conheço é o Marty McFLY do “De Volta Para o Futuro”.
- A banda deles! Que bobinha! Você é engraçada. – HAHAHA, tão engraçada. Rolei os olhos.
- Ah sim... Hum... Blair, o está dormindo e eu quero dormir também, ele pode te ligar mais tarde?
- Lógico fofa. Até um dia desses!
- Até, fofa. – Falei o: “fofa” ironicamente e desliguei. No fundo de tela tinha uma foto dos dois de beijando. Joguei o celular na cama. Abri o armário dele e achei umas roupas femininas, peguei uma calça da Diesel, uma blusinha Gucci e um par de botas cano alto, de couro, Jimmy Choo; provavelmente eram de Blair, pelo menos eu espero que fossem. Fui até o banheiro e me troquei. “Ok, agora eu estou fantasiada de prostituta ou algo assim?” A calça era justa demais, a blusa era curta demais e as botas eram bonitas; escolhi um casaco de gola rulê. Peguei um bloco de papel que estava na cabeceira de e comecei a escrever um bilhete para ele.

Bom dia, boybander! A sua namorada ligou e pediu para você ligar para ela, mas fica tranqüilo, eu falei que eu era a “garota” de . Peguei umas roupas dela emprestadas, não que eu ache que ela sinta falta de algo além das maravilhosas botas, porque meu Deus, quem deixa roupas assim no namorado? De todo jeito... Eu nem te acordei para me despedir porque acho que eu não conseguiria ir embora, até acho que sim agora que a Blair ligou, mas achei melhor não. Eu vou tentar arranjar um celular que funcione naquela bolha, se eu não conseguir, até daqui três meses! Te amo demais, não esqueça da sua patricinha nunca, ouviu?


You be good and don’t you miss me
Two more years and I’ll be done with school
And you’ll be making history like you do


Xx


Coloquei a letra na nossa música modificada, para que ficasse mais a ver, sendo que eu que escrevia. Desci as escadas e encontrei os três garotos, me despedi e falei que tinha sido um prazer conhecê-los, apesar da péssima situação. A caminho da estação me toquei que meu pijama ficara na casa deles, mas continuei o meu caminho. Meg me ligou no celular que eu usava escondido e eu disse que já estava indo para a St. John’s. Ao chegar lá, levei uma suspensão por “sair dos limites da escola”, como se eu nunca tivesse saído antes.
Duas semanas depois; como previsto, Teddy e começaram a namorar e eu passei a não ligar. Todas as vezes que eu passava perto de Teddy, ele tentava fazer ciúmes para mim, mas infelizmente ele não conseguia mais. Huá! Ponto para mim! Eu e estávamos estranhas, por motivos um pouco óbvios; mas eu não estava brava com ela, já que eu sabia que Teddy ainda não tinha me esquecido.

Capítulo 6; surprise, surprise

Eu não consegui um celular que pegasse na bolha, a carrasca cortou o sinal dos dois internatos, se é que isso é possível! Juro que tentei um que pegasse até no dos meninos, mas não consegui. Meg e eu chegamos a uma conclusão de que a carrasca Beck deve ser uma carrasca bem sozinha, porque bom... Viver sem celular não rola.
Duas semanas se passaram desde que fugi para ver meu boybander favorito e eu estava realmente bem em relação a tudo. Teddy e namoravam? Bom para eles. namorava uma putinha chamada Blair? Bom para ele. Eu estava solteira? Melhor para mim. Meg e Aaron (o amigo do Teddy), começaram a sair freqüentemente e eu fiquei extremamente feliz, os dois estavam de rolo há anos! Muito bom para eles e talvez para mim também... E foi isso o que aconteceu aquela noite.
Era uma noite normal de sexta-feira, as calouras e as patricinhas estavam reunidas na sala de vídeo, provavelmente assistindo à ‘Meninas Malvadas’ pela qüinquagésima vez, ou talvez resolvessem inovar e ver algo como ‘As Patricinhas de Beverly Hills’; não que eu não goste deste filme, eu até gosto, mas apenas porque me lembra a minha infância, já que eu era como elas, talvez um pouco menos fútil; Meg e Aaron haviam combinado de sair e eu a ajudava a escolher uma roupa.
- Mas , eu usei esta calça da última vez! – Ela ficava tão fofa nervosa procurando uma roupa pra ele ficar impressionado.
- Meg, ele vai gostar de qualquer roupa que você usar! Principalmente se você estiver sem.
- ! – Ri da cara que ela fez. – Eu não vou dar para ele, ouviu? E olha, além de ele já ter visto esta calça, eu fico sem bunda! – Ela se virou se costas para mim, para eu ver como ela realmente estava sem bunda.
- Então você quer uma calça que realce a bunda? – Perguntei rindo, ela corou, mas concordou. – Safadinha... – Gargalhei. - Pega a da idiotinha da Blair, fica maravilhosa. Eu odeio a garota, mas a calça fica linda.
- Pode?
- Lógico. – Dei de ombros.
- Ok, aí eu vou com a sua blusa vermelha e as botas da vadia. – Eu concordei. Ah, como eu amava aquele par de botas Jimmy Choo! Bom, eu e todas as garotas do universo. Ela ficou em dúvida da bolsa que ia usar e eu comentei que ela estava parecendo uma das patricinhas da bolha e que na próxima sexta-feira estaria na sala de vídeo, ela provavelmente assustada escolheu a bolsa na mesma hora, eu gargalhei. Ela arrumou os cabelos, a maquiagem e criticou minha roupa, falando que era de fossa. Hunf. Não era tá? Eu estava com uma calça de moletom azul marinho com um faixa cinza na bunda escrito ‘Yummy’ e uma blusinha branca colada, o que tinha de fossa nisso? Talvez o crocosapo, minha pantufa verde, que parece um crocodilo, mas a Meg insiste que é um sapo. Ok, porque eu estou falando isso? Continuando... Ela me deu um beijo na bochecha e saiu pela janela.
Joguei-me em minha cama assim que fechei a saída de minha amiga e coloquei o dvd do McFLY (que peguei emprestado de uma caloura que é obcecada pela banda). Apaguei as luzes e comecei a assistir, no início tinha um vídeo dos meninos como mafiosos, deu saudades àquela hora. Não apenas do meu boybander, mas de todos. Peguei uma almofada e continuei assistindo. Quase caí da cama quando ouvi um ‘Toc toc’ na janela, dei um pause em falando alguma coisa e fui até lá.
- Ai sua puta, já voltou? – Falei quando abri, mas não era Meg que estava lá.
- De boybander virei puta? – Arregalei os olhos. Ele ia me zoar se visse o que eu estava vendo. – Que foi? Não gostou da surpresa?
- Er... Lógico que gostei, entra aí... – Dei espaço para ele e fechei a maldita janela, tá, coitada da janela.
- Me dá um abraço, pequena. – Puxou-me pela cintura e eu passei meus braços em volta de seu pescoço, um calor gostoso subiu em meu corpo e senti o coração dele disparar quando colei nossos corpos. – Ah como eu senti sua falta. – Deu um pequeno beijo em minha orelha. Eu ri, dei um beijo em sua testa e me afastei um pouco.
- , faz apenas duas semanas que a gente se viu.
- Eu sei, mas você... – Parou de falar quando olhou para a televisão. – Olha eu! – Apontou.
- Pois é... Você. – Corei um pouco, mas ele não percebeu.
– Eu sei que você me ama! Agora não pode negar! HÁ-HÁ-HÁ!
- Nunca neguei isso.
- Eu sei que eu sou foda, mas porque você tá vendo o DVD do McFLY? – Perguntou nos aproximando.
- Como eu sou a “garota” do – ele mordeu o lábio – precisava saber como é a banda dele, né?
- Não fala isso, . – Fez cara de triste e passou a mão na cabeça. – Você sabe que...
- Pena que ele vai ter concorrência, sabe? – O interrompi. Joguei-me na cama e prendi meus cabelos.
- Ah é? Quem?
- Um tal de , não sei se você conhece... Ele é meio tapado, sabe? Mas meu santo Deus, o que é aquilo? – O sorriso dele aumentava cada vez mais. – Você já viu a bunda daquele garoto? É pequena, mas é tão... Ah, não vou te falar isso. - Ele deitou-se ao meu lado.
- Pode me falar... – Fez uma cara maliciosa.
- Acho melhor não... Mas que ele é gostoso ele é! – gargalhou.
- Posso me aproveitar deste fato então?
- Se aproveitar de que fato? – Fiz-me de desentendida.
- Do fato de ele ser gostoso. – Lambeu os lábios. Dude, juro que eu morro cada vez que ele faz isso.
- Lógico que não... Aquele – apontei para a televisão quando me recompus – pode. Você não. – Ele abriu a boca, indignado.
- Ele falou que eu posso ficar com os créditos. – Me encarou, ou melhor, encarou minha boca.
- Não estou sabendo disso não...
- Quer ligar pra ele? – Colocou a mão em minha barriga.
- O celular aqui não funciona... – Dei de ombros.
- Então eu vou ter que provar como ele deixou. – Porque toda vez que nos víamos ele fazia isso? Sabe... Ele namorava! E eu duvido que ele tenha vindo até o St. John’s pra me provocar.
- Será que vai mesmo? – Lambi meus lábios. Sabe... Eu não podia deixar barato o fato de ele me provocar. Quando ele estava se aproximando de mim, bateram na porta. Meu coração estava quase saindo pela boca, ele suspirou alto e deitou (leiam-se se jogou) em meu travesseiro. Abri a porta e a caloura que me emprestou o DVD estava ali. – Oi... – Não lembrava o nome dela.
- Felicity...
- Isso... Oi Felicity – maldita Felicity – tudo bem? – Apoiei na porta e sorri.
- Tudo ótimo e você?
- Também... Em que posso ajudar?
- É... Er... Eu... Eu... – Porque tinham tanto medo de mim e de Meggie? Era algo inexplicável. - Eu queria saber se você já assistiu o DVD... É que sabe... Eu não consigo dormir ser ver o . – Emburrei na mesma hora por ter certeza que o infeliz ia ficar se achando o gostosão depois.
- Ah sim, não acabei não... Mas outro dia você me empresta de novo. – Ela concordou e sorriu por eu estar sendo tão simpática com ela. Rolei os olhos e pedi para ela esperar um pouco, quando abri um pouco mais a porta ela viu .
- AI MEU DEUS! O... O... O QUE ELE ESTÁ FAZENDO AQUI? – Colocou a mão na boca quando viu que estava gritando.
- Entra e fecha a porta para ninguém ouvir. – Resmunguei enquanto tirava o dvd do aparelho. – Ele é meu... bom... meu amigo.
- ... – Ela gaguejou, que idiota isso. Tá, eu só falo isso porque eu o tenho como amigo. Tá que eu acho que eu não gaguejaria se eu conhecesse o Adam do Three Days Grace, bom, talvez sim. – Me... me... medáumautógrafo? – Ele fez uma cara engraçada, como se tentasse entender o que ela dizia. – Autógrafo. – Ela soltou e ele riu concordando.
- , amor... Você tem um papel? – Eu fuzilei-o com os olhos. Vá se ferrar !
- Tenho. Na mesa. – Respondi grossa, cruzando os braços.
- Ai, que emocionante! – A menina falava batendo palmas, saiu quase pulando pra pegar o papel e uma caneta. Por acaso eu tinha dado autorização de uma criança serelepe pegar minhas coisas?
- Mas não fala para ninguém que você viu o , se não ele não vem mais aqui e nem eu, nem você vemos ele. – Ela assentiu freneticamente. Quando ele assinou num papel um bilhetinho e deu um beijo na bochecha dela, ela corou e eu fiquei ainda mais irritada. Ele como percebeu veio logo e me abraçou por trás, a menina sem graça agradeceu, ele fez um sorriso lindo e mandou um beijo e ela foi embora.
- Não fala pra ninguém porque quer que eu venha te visitar, não é? – Fez uma voz manhosa e me cutucou.
- Não, é porque eu não quero levar outra suspensão e ter todas as calouras querendo ser minhas amigas.
- Eu sei que você tá mentindo, é por minha causa! – Começou a fazer cócegas.
- Pouco prepotente você. – Desviava-me das cócegas.
- Você me ama! Você quer que eu visite sempre você-ê! – Começou a cantar.
- Pára . – Dei um tapa na mão dele, ele estranhou.
- O que aconteceu? – Eu o ignorei. - Foi por causa da Felicity? – Rolei os olhos. Não, não era por causa da maldita menina.
- Não. – Respirei fundo e sentei na cama.
- O que foi então? – Sentou em minha frente, com as pernas envoltas em meu corpo.
- Sinceramente, o que você veio fazer aqui? – Balancei minha cabeça para tentar focalizar as idéias. Ele pareceu pensar no que responder.
- Vim te falar que eu não namoro mais a Blair. – Bufei e olhei para baixo.
- Namora quem agora? A Vanessa? Ou será a Claire?
- , pára com isso. – Levantou meu queixo, mas logo o abaixei.
- O que foi então? – Ele fechou os olhos, talvez tentando não gritar comigo nem me mandar à merda. – Olha , eu realmente não te entendo, sempre quando estamos juntos você parece O cara apaixonado, faz músicas românticas e me conquista cada vez mais, só que quando eu pisco os olhos eu me toco... – Ele me olhou. –...que é sempre mais uma brincadeira. Apenas mais um jogo. Apenas mais uma rodada de ‘vamos conquistar a idiota da ’. Apenas mais uma vez que você namora e trairia a garota por minha causa.
- Mas você não entende que não é assim com as outras! Com nenhuma outra garota é assim! Você é a única que me faz pensar em trair! – Exclamou passando a mão em meu rosto, eu a tirei de lá. – Para mim, trair é o ato mais grotesco que existe... Mas você me faz querer. – Fez uma cara meio desesperada, totalmente fofa. Apenas para constar.
- Não existe isso. Isso é apenas mais uma daquelas desculpas esfarrapadas. – Balancei a cabeça negativamente.
- Você não entende que é só você que me faz assim? O melhor, mas cafajeste? – Soltei uma risada.
- Não sou eu que te faço o melhor. – Funguei porque estava quase chorando. – Você é o melhor naturalmente, ninguém te faz assim, talvez o senhor e a senhora fizeram. – Soltamos umas risadas abafadas. Acariciei o rosto dele, ele fechou os olhos. – E é por isso que eu te amo. – Não consegui conter as lágrimas que agora escorriam. – É por isso que você é só meu. É por isso que você é o meu boybander que eu tanto amo. E é por isso que se um dia a gente ficar, vai ser pra sempre.
- É aí que você erra. – Fitou-me. – Sem você, nada disso existiria. Essas músicas? Essas letras? Não existiriam. Essa vontade de vir para o outro lado de Londres à noite? Não existiria. Essa vontade de mandar o mundo ao inferno e fugir com a garota mais perfeita? Não existiria. Meu mundo não existiria. – Nós dois chorávamos, não existia um momento mais perfeito que aquele: dois idiotas apaixonados que se declaravam chorando. Puxei-o para um abraço; encostei minha cabeça em seu ombro e ele sussurrou: - Um dia a gente vai dar certo e vai ser só eu e você.

Ficamos mais um tempo juntos, abraçados, sem falar nada. Um dos meninos ligou e ele teve que ir embora. “Como assim o celular dele pega aqui e o meu não?” Falou que em pouco tempo arranjaria um jeito de falar comigo, porque eu passaria o natal com ele. Só com ele. Sem , sem primo nerd e sem nenhum outro familiar. Pulou pela janela e eu fiquei ali, pensando em como aquele garoto me fazia ficar idiota e me declarar, eu ri pensando nisso; nenhum outro me fizera sentir daquele jeito. Ele era diferente, mas um diferente bom; um diferente perfeito.
Meggie voltou e perguntou o que tinha acontecido, já que eu estava com uma cara de idiota. Eu contei para ela todos os detalhes e nos abraçamos, conversamos e ela soltou que estava namorando! Foi a melhor noite naquele internato de merda! Resolvemos sair para comemorar, mas como não tinha nada útil aberto àquela hora, ficamos conversando perto da piscina.

Capítulo 7; come together

O namoro de Meggie e Aaron estava cada dia mais perfeito, ela não parava de sorrir e soltar comentários apaixonados, acabei sabendo que o de Teddy e piorava a cada dia, não posso dizer que eu não sabia, porque bom... eu sabia.
Os dias passavam e eu estava realmente feliz, talvez porque eu falara tudo o que sentia para , talvez porque eu ouvira tudo dele; independente do motivo, eu era uma feliz e bem humorada, até Meg estranhava algumas coisas, ou melhor, ria de muitas.
Uma semana antes de as “férias” de Natal e Ano Novo chegassem recebi um papel por uma das garotas do ginásio.

“Memories of Christmas time with you, will just kill me if I'm on my own.

Te espero na porta dia 23.”


Já imaginam a minha cara quando eu li, certo? Eu sorri feito uma idiota! Isso foi em um domingo; eu e Meg ficamos a semana toda planejando as roupas que eu e ela usaríamos (ela iria ser apresentada para a família de Aaron), as mensagens que trocaríamos... Ficamos imaginando como seria a nossa tão esperada semana, fomos totalmente fúteis, mas fúteis felizes e apaixonadas, digamos; bom, ela estava. Consegui ligar para minha mãe, que acabei descobrindo que estava no Hawai, só não sei fazendo o que; falei que passaria o feriado na casa de Meggie, ela concordou e desligou rapidamente, já que a máscara dela já estava passando do ponto; sabe como é né? Vida de madame.
Dia 23 de dezembro chegou, minha mala estava pronta e eu quase.
- ! – Meg exclamou.
- Meg! – Respondi com uma voz um tanto quanto idiota.
- É HOJE!
- EU SEI! – Nos abraçamos pulando, feito duas criancinhas de sete anos. – Mas e aí, ele vai passar aqui? – Perguntei calçando as botas da vadia.
- Vai sim, vai me esperar na porta. – Mordeu os lábios, sonhando, imagino. – E o famoso Mr. que eu nunca vi?
- Também!
- , você já parou para pensar que você vai ficar duas SEMANAS, QUINZE dias com um garoto? Sozinhos?
- Também não é para tanto Meg, são só 14. – Ela rolou os olhos.
- Mas e aí, vai rolar alguma coisa?
- Pára com isso Meggie! – Empurrei-a. – Eu ainda nem tenho 16!
- , pára de ser idiota. Você vai fazer 16 em alguns dias e bom, não é por idade que as coisas rolam. – Eu sei disso, e muito bem... Mas eu realmente não sabia se ia ou não rolar algo a mais.
- Se rolar, eu te conto. – Ela abriu a boca. – E se não rolar também. – Gargalhamos, pois era o que ela ia falar. Conversamos mais um pouco, acabamos de nos arrumar e revolvemos descer para encontrar o “meu” e o Aaron dela. Quando passamos pelo portão, com nossas básicas malas, nos perdemos com a grande quantidade de carros que estava ali, esquecemos que naquela época todos os pais, ou melhor, motoristas iam buscar os estudantes da bolha. Deixamos nossas malas no canto e Meg foi procurar Aaron, que já devia a estar esperando; também já devia estar lá, mas alguém precisava cuidar das malas e a escolhida fui eu. Após um tempo de tirar o esmalte preto de minhas unhas, ouvi alguém chamar por meu nome:
- . – A voz era grossa e parecia ofegante, olhei para frente, à procura de quem me chamava. – ! – Achei. Adivinha quem era? Não, não era o meu boybander favorito e sim meu ex-namorado: Teddy. O ignorei e voltei a atenção para minhas unhas. – ! – Ele pegou em meu braço.
- Me deixa Teddy. – Soltei-me dele.
- Você precisa me ouvir, ok? – Rolei os olhos. – Eu não estou mais agüentando sem você! Não consigo mais, realmente não.
- Teddy... Fofo... – Falei ironicamente. – Eu realmente não acho que sua namorada vá gostar de você falando isso para mim.
- Eu não estou mais com a . – Disse um tanto quanto desesperado.
- Pois é... E eu não estou mais a fim de você. – Sorri seca.
- Você precisa me entender , eu preciso de você. – Apertou meu braço.
- Teddy, me solta. – Fechei meus olhos e respirei fundo. – Você que resolveu namorar minha “melhor amiga”... – Fiz as aspas agressivamente. -...então encara que é com ela que você vai ficar.
- Eu não quero! – Me colocou contra a parede. – Eu quero você e quero agora! – Foi chegando mais perto, soltei-me dele e pedi para se afastar, quando ele tentou um beijo dei um tapa no rosto dele.
- Olha aqui Teddy; eu sofri muito por sua causa. Fui até o outro lado de Londres para ser consolada, na chuva, de pijama! Até foto nossa eu rasguei! ENTÃO ME DEIXA EM PAZ! – Saí brava dali, percebi então que , Meg e Aaron me encaravam assustados, junto com todos ao redor. Ouvi o meu nome ser chamado em vão, mas continuei andando até meus amigos. Teddy chegou perto de nós e Aaron mandou-o embora, já que ele ia estragar o dia de todos. Por final pegamos nossas malas, coloquei as minhas no carro de e Meg no de Aaron. Apresentei ao casal e quando fui me despedir de Meg, ela comentou sobre a gostosura “saliente” da criatura , pois é... amiga safada dá nisso.

Quando colocou as malas no carro, pulei no banco da frente do carro conversível dele e cruzei as pernas, esperando por ele.
- Você não acha que essa saia é muito curta não? – Perguntou enquanto fechava a porta.
- Honestamente? – Olhei para ele. – Não. – Ele fez uma careta.
- Eu acho. , isso é uniforme! Não se usam uniformes curtos assim! – Exclamava indignado.
- querido, você queria que eu parecesse uma menina-homem? Com aquelas saias largas e cumpridas?
- Perto dos outros garotos? – Eu concordei. - Sim! – Soltei uma risada.
- Pára de ser bobo, . – Rolei os olhos.
- Não estou sendo, apenas cuidando do que é meu.
- Tá bom, tá bom. – Ele deu a partida no carro. - Posso ligar o rádio? Posso? Posso? – Sorri exageradamente.
- Elaiá, eu vou ter passar o natal com uma criança?
- Não. – Mudava as rádios freneticamente, à procura de uma música boa. – Uma criança muito sexy.
- Ui. – Nós dois rimos. – , pega o cd que está no porta luvas! – Concordei, abri o porta luvas e arregalei os olhos.
- Boybander, você realmente acha que eu vou saber qual é o cd? – Havia pelo menos uns 20 cds naquele espaço minúsculo.
- Ah, droga. Os meninos colocaram os cds deles aí. – Fez uma careta fofa. – Pega qualquer um. – Parou no farol.
- Ok, vai na sorte. – Peguei um que estava jogado, voltou a dirigir.

Small, simple, safe price.
Rise the wake and carry me with all of my regrets.
This is not a small cut that scabs, and dries, and flakes, and heals.
And I am not afraid to die.
I'm not afraid to bleed, and fuck, and fight.
I want the pain of payment.
What's left, but a section of pigmy size cuts.
Much like a slew of a thousand unwanted fucks.
Would you be my little cut?
Would you be my thousand fucks?
And make mark leaving space for the guilt to be
liquid.
To fill, and spill over, and under my thoughts.
My sad, sorry, selfish cry out to the cutter.
I'm cutting trying to picture your black broken
heart.
Love is not like anything.
Especially a fucking knife.


Nós sabíamos a música inteira, adorávamos “recitar” aquela parte; pelo menos eu.
- C