Escrito por:Carla
Marques
Beta-reader: Cá / Cáh;;
• Capítulo 1 – A viagem.
Xx Versão xX
Oi, meu nome é e agora estou em um avião indo em direção à Las Vegas sozinha. Então você se pergunta (e eu também): “O que se faz em Las Vegas sozinha?”. Minhas amigas dizem o seguinte: “Ir sozinha à Las Vegas é ir paquerar homens!”, mas calma! Eu não vou fazer isso. Vou tentar relaxar, porque meu trabalho é MUITO estressante. Sou crítica gastronômica de uma revista famosa em Londres. Não é exatamente estressante o meu trabalho, porque quem não iria querer comer de graça em restaurantes para fazer crítica a comida e receber salário por isso? Muitas pessoas (gulosas, tipo a minha amiga !) iriam querer fazer isso, mas às vezes esse tipo de trabalho se torna estressante. Mesmo sendo o ‘trabalho dos sonhos’. Rotinas me irritam, quando eu tinha lá meus 13 anos, fazia curso de espanhol. No começo tudo era perfeito, mas começou a se tornar chato por causa da rotina e isso me irritava e continua me irritando. Voltando ao assunto ‘viajar sozinha à Las Vegas’, por sinal não tem NINGUÉM sentado ao meu lado. Isso é irritante (sim, eu reclamo de tudo). EU ESTOU SOZINHA NO AVIÃO! ISSO É IMPOSSÍVEL, É O DESTINO CONTRA MIM? A VIDA? Ops, eu disse sozinha? Retiro o que disse, porque acaba de chegar o protótipo da perfeição pedindo para se sentar ao meu lado. Agora imagina você sentada sozinha, meio que reclamando da vida daí chega um alto, de olhos e bem HOT pedindo para se sentar. O melhor de tudo é que isso não é um sonho.
Xx Versão xX
Cara, eu mato o , diz que vai viajar comigo e na última hora desmarca porque ‘esqueceu’ de comprar a passagem. Como eu não vou desperdiçar dinheiro (eu não sou mesquinho, só preservo o meu patrimônio), vou sozinho mesmo pra Las Vegas. Isso mesmo que você ouviu, sozinho. E sabe o que o teve coragem de falar quando eu comentei com ele isso de ‘ir sozinho’? “Aproveita que eu não vou estar lá e pega MUITA mulher!”. Ninguém merece, ele acha que sou ele... ‘O Pegador’, ainda mais que eu acabei de sair de uma relação difícil. Ela era incrível, mas não deu certo e ela quase me matou quando eu disse que queria terminar. Espero que essa viagem seja boa, que ninguém me reconheça ou peça autógrafo. Calma! Eu não cansei de fazer isso, mas vai ser 1 mês de férias ‘longe’ dos fotógrafos (falar esse nome até me dá calafrios) pelo menos eu acho. O que me irrita nesse avião é que não tem lugar pra sentar na frente (eu gosto de sentar na frente) e não peguei a 1ª classe nem sei exatamente o porquê, mas está difícil passar por esse corredor. ALELUIA! Achei uma cadeira! O melhor é que nessa viagem vou estar bem acompanhado. Uma garota morena, de olhos castanhos e bem simples (gosto de garotas assim). Vou me sentar ali!
- Licença, posso me sentar ao seu lado? – o rapaz perguntou tirando do transe.
- Claro! – deu um sorriso forçado. “Se você pode sentar? Isso e muito mais...” pensou e balançou a cabeça para afastar os pensamentos.
Os dois ficaram em silêncio por um bom tempo até que (finalmente) se pronunciou:
- Vou ao banheiro – falou se levantando.
- À vontade! – o rapaz respondeu.
Quando tentava passar pelo rapaz (ela estava na janela e ele no corredor), se desequilibrou com a sacolejada que o avião deu e caiu no colo dele. Ela se levantou rapidamente e se direcionou ao banheiro para não demonstrar o quanto ficou envergonhada. Quando ia se dirigindo ouviu a aeromoça falar:
- Me desculpem por esse incidente da sacolejada do avião. Espero que todos estejam bem. Obrigada! – falou sorridente.
“Claro, depois que eu passo vergonha a aeromoça vem pedir desculpas. Eu devo estar como um pimentão!” pensou.
Xx Versão xX
Eu já não agüentava mais aquele silêncio insuportável, precisava falar alguma coisa, fazer... Mas eu não tinha coragem, então minha única saída foi levantar e ir ao banheiro. Isso! Ótima idéia não? Realmente ótima até o momento em que eu caí no colo dele (não foi de propósito, EU JURO!). Maldita sacolejada que o avião deu... Que vergonha... Eu não tinha onde enfiar minha cara. Pena que em avião não dá para se cavar buracos, porque se desse eu tinha cavado um e enfiado a minha cara nele. Me levantei e quando ia ao banheiro a aeromoça se desculpou, antes não ter falado nada. Corri e me escondi no banheiro, eu realmente estava um pimentão.
Xx Versão xX
Nós estávamos em silêncio, eu queria falar, mas o quê? Ah claro, eu poderia me apresentar, perguntar o nome dela. Quando eu ia falar, ela se levantou falando que iria ao banheiro. Até aí tudo bem, mas o avião deu uma sacolejada fazendo com que ela caísse no meu colo. “Ai!” isso realmente doeu (ela não é muito pesada, mas caiu bem naquele lugar). Não acho que tenha sido de propósito. Se fosse, ela não teria ficado vermelha. Não resisti e dei um pequeno sorriso (tomara que ela não tenha visto).
Depois de alguns minutos, voltou a sua poltrona, mas não tinha coragem de olhar na cara do rapaz. “Pra que essa vergonha? Provavelmente não o verei mais, que triste...” pensou. Quando ela ia começar a falar o rapaz finalmente tomou coragem e começou:
- Oi! Meu nome é ! – estendeu a mão.
- Oi! Meu nome é , prazer. – “ ... Já ouvi esse nome em algum lugar... Esse rosto é conhecido... Eu acho.” pensou e estendeu a mão para o rapaz.
- Desculpa perguntar, mas o que uma garota tão linda como você vai fazer sozinha em Las Vegas? – “ ... Já ouvi esse nome! Eu acho...” pensou.
- Tentar me divertir, esquecer os problemas... E você? Vai encontrar alguém? – já estava mais a vontade.
- Não. Na verdade, eu ia com um amigo, mas ele se esqueceu de comprar a passagem.
- Esqueceu?
- Bom, é o que ele diz, mas não acredito nisso totalmente...
- Ah claro. Por isso não chamo ninguém para viajar comigo. Estava planejando chamar uma amiga, mas acabei desistindo.
- O que você faz?
- Sou crítica gastronômica de uma revista londrina. – falou sorrindo.
- Que legal, mas o que exatamente uma ‘crítica gastronômica’ faz?
- Nós vamos aos restaurantes para comer e ver no que eles precisam melhorar como atendimento, qualidade das comidas, organização do ambiente, cozinha, entre várias outras coisas. Então nós divulgamos na revista o melhor lugar para ir, um lugar que as pessoas gostem.
- Comer de graça? Que legal! – fez uma cara de menininho brincalhão.
- Sim. Mas é meio estressante às vezes. Teve um restaurante que eu fui e eles atendiam muito mal, a cozinha era totalmente desorganizada daí eu dei nota baixa e falei na revista que se a pessoa estivesse à procura de um lugar com boa qualidade não apenas no alimento, mas também no atendimento, esse restaurante não era um bom lugar para ir, apesar de a comida ser muito boa. – ficou encantada com a cara de curiosidade que ele fazia enquanto ela ia falando sobre o seu trabalho.
- O que aconteceu? – fez uma cara de curioso.
- Bem, o dono do restaurante começou a me perseguir, fazer ameaças, alguns jornalistas me criticavam em suas colunas, todos me odiavam. Até o dia que eu fui me ‘acertar’ com o dono do restaurante dizendo pra ele onde ele deveria melhorar, que aquela não era a minha intenção e bá. – gesticulava
- Cara, eles te odiavam? Que loucos... – falou e sorriu “Agora sei de onde a conheço.” pensou – Quando foi isso?
- Bom... – começou a calcular – Isso foi a algumas semanas... No máximo 3. Acho que as pessoas ainda devem se lembrar. Ou não... Mas e você? O que faz?
- Eu sou... – ia falar o que realmente fazia, mas decidiu não falar para evitar ‘confusões’ – Eu trabalho com música! – “Bom, eu não menti totalmente...”
Eles conversaram o resto da viagem inteira e quando chegaram à Las Vegas, sentiram um aperto no peito, pois não iriam se ver mais e sentiam que estavam gostando um do outro apesar de terem se conhecido há tão pouco tempo.
- Tchau. Agora tenho que ir. Foi ótimo conhecer você! – falou dando um abraço em .
- Tchau... Também gostei muito de te conhecer. – retribuiu o abraço.
deu as costas e começou a andar em direção a porta do aeroporto. Ela esperava que a chamasse ou corresse atrás dela. Mal sabia ela que ele estava tendo essa vontade, mas não fez o que queria por estar inseguro dos seus sentimentos. Mal sabiam eles que o destino estava ao seu favor. Mal sabiam eles o que estava por vir.
Xx Versão xX
Cara, sair daquele aeroporto me deu um imenso aperto no peito. Sei lá, acho que estou gostando do . Aliás, eu ainda o acho conhecido de algum lugar. Será ele o guitarrista da banda que está fazendo o maior sucesso em Londres? Como é mesmo o nome? Parece o nome de um sanduíche do McDonalds. É... Ah lembrei! McFly o nome da banda. Será? Não!! Impossível... Se fosse ele estaria na primeira classe não acha? Pois é, também acho. Mas assim, eu até tinha uma pontinha de esperança na hora em que estava caminhando até a entrada do aeroporto, achava que ele iria me gritar ou algo do tipo, mas acho que ele não faria isso...
Xx Versão xX
Cara, que garota incrível! Acho que estou gostando dela. Porque tipo, quando ela estava saindo do aeroporto eu fiquei com um aperto no peito, uma vontade de beijá-la... Mas e se ela me batesse? Tenho experiência ruim com mulheres violentas (eu tenho medo delas) e além disso nós só se conhecíamos há algumas horas. Tínhamos conversado pouco (ou não), então deixei pra lá. Mas eu não irei esquecer essa garota. Ela é INCRÍVEL!
• Capítulo 2 – Depois da despedida.
Quando saiu do aeroporto, ainda ficou parado pensando se deveria ou não correr atrás dela. Já do lado de fora, decidiu esquecer o que tinha acontecido ou o que quase tinha acontecido.
- Nossa, que céu lindo! – estava impressionada com o azul do céu, mas quando terminou de falar, começou a chover e por sinal, no momento não estava em um lugar coberto. – SHIT!
começou a chamar [lê-se: berrar] os táxis que ali passavam, mas ou nenhum a ouvia, ou estavam ocupados, ou não queriam atendê-la. Depois de um tempo gritando por algum táxi, um parou [bem longe dela por sinal] e quando ela começou a correr em direção a ele, um executivo entrou nele. Houve outro táxi, mas esse não parou, e sim passou por uma enorme poça de água [lê-se: lama] molhando da cabeça aos pés. [N/A: unlucky?]
- Great... TAXI! – gritou e [finalmente] o táxi parou – Hotel Luxor, por favor.
- Sim senhora – o taxista a encarou pelo retrovisor e acelerou o carro – Desculpa perguntar, mas a senhora não é a crítica gastronômica que estava nos jornais?
- Sou sim, mas como você me conhece? – “Será que falaram de mim nos jornais daqui? Oh gosh” pensou
- Bom, é que eu leio sempre os jornais londrinos pela internet – o taxista falou sorrindo.
- Legal! – “Que alívio. Tomara que mais ninguém daqui leia os jornais de Londres.” – pensou.
- Pronto senhora. Já chegamos no hotel – o taxista exclamou depois de alguns minutos dirigindo.
- Quanto custa?
- 100 dólares.
- Aqui está. Obrigada e até mais.
- Tome o meu cartão caso queira conhecer Las Vegas ou ir para algum lugar.
- Obrigada... Carl. Pode ter certeza que qualquer coisa eu vou te ligar!
entrou no hotel e todos ficaram a observando por ela estar totalmente molhada. Ela se dirigiu ao balcão e a atendente ficou parada encarando-a [não, ela não é lésbica. Lembra? está molhada]
- Honey, dá pra parar de me olhar e me atender ou está difícil?! – perguntou batendo o pé.
- Sim... Bom dia senhora, o que gostaria?
- A chave do meu quarto, por favor.
- Tem reserva?
- Sim! Pode andar rápido porque eu estou meio que totalmente molhada? – falou ironicamente.
- Seu nome, por favor?
- Oh gosh! – respirou fundo – .
- Aqui está. O andar do quarto está escrito no chaveiro.
- Obrigada!
saiu correndo entrando rapidamente no elevador e nesse momento e James entraram no hotel.
No Aeroporto...
finalmente se tocou que estava parado feito um bobo no meio do aeroporto e se dirigiu ao balcão de informações:
- Bom dia, onde posso alugar um carro?
- Só um minutinho senhor, já vou te atender.
A funcionária estava atendendo a um rapaz moreno, ou era o que ela deveria estar fazendo porque o que mais parecia era que eles estavam flertando, ou algo do tipo.
- Ô querida! Dá pra agilizar? – falou apertando [lê-se: batendo] o sininho que havia no balcão.
- Só um minuto senhor – a funcionária falou e virou para voltar a conversar com o rapaz.
- É... Só um mi... – o rapaz começou a falar – ?!
- James?!
- Ei dude! Dá um abraço! – James já não estava falando com a funcionária que ficou com cara de ‘tacho’.
- Senhor, agora estou disponível – a funcionária falou cutucando e dando um sorriso.
- É... – olhou o crachá da moça – Lindsay querida, eu não preciso mais da sua atenção e também... Eu ODEIO que me cutuquem!
Depois que falou isso, e James seguiram para a porta do aeroporto e pegaram um táxi juntos. Já havia parado de chover.
- O que você está fazendo aqui ? – James perguntou.
- Indo pro hotel... – falou rindo.
- Não... – James bateu na própria testa – O que você veio fazer aqui?
- Ah sim! Eu vim para relaxar mesmo. E você?
- O mesmo que você, mas com mulheres inclusas – James falou dando um sorriso tarado.
- Claro. Eu vi você dando em cima da balconista...
- Eu?
- Ahan!
- Eu só estava conversando. E ela só estava esfregando o seu silicone em mim.
- Só esfregando o silicone?
- Ahan!
- Whatever...
- Onde você vai ficar?
- Hotel Luxor e você?
- Também no Hotel Luxor. Legal não?
- Pronto senhores. A corrida custou 100 dólares – o taxista falou depois de um tempo.
- Obrigado – os dois responderam em coro.
Os dois saíram do táxi e quando iam para o balcão pegar as chaves dos seus respectivos quartos, viram uma moça totalmente molhada correndo em direção ao elevador:
- Dude, quem é a maluca? – apontou para a moça.
- Sei lá... Mas ela é HOT! – James esfregou as mãos.
Xx Versão xX
Dude, vocês não têm idéia do que é tomar um banho tão bom. Pela primeira vez na vida eu tive prazer de tomar banho [calma! Eu não sou porca. Mas é porque eu nunca tomei banho de banheira em minha vida e é ótimo!]. Também depois de me molhar duas vezes: uma na chuva e outra na lama. Eu merecia algo de bom, não acha? Pois é, eu também. Mas dude, esse quarto é maior que meu apartamento. Eu nem sei como tive coragem de pagar uma diária tão cara como essa, mas se é pra relaxar. Vale a pena gastar a lot of money han? Eu também acho, mas voltando ao assunto ‘ ’, será que ele é realmente o guitarrista da banda McFly? Nããão... Que nada. Eu estou louca, imagina só o , aqui em Las Vegas? Só se fosse ele mesmo pra sair de Londres e vir pra cá. Impossible!
Xx Versão xX
Olha só que legal... O James aqui em Las Vegas e no mesmo hotel que eu. Impressionante como é a vida não acha? Acho que mais tarde vou descer e ver se encontro ele no bar. Oh man! Olha só o tamanho do quarto!!! É muito grande dude. Imagina se meu quarto fosse desse tamanho? Quantas festas não iriam rolar? Porque assim, esse quarto do hotel dá mais ou menos uns dez do meu. A casa que moro é grande, mas o quarto... É muito pequeno para mim. [pelo menos tem suíte]
• Capítulo 3 – O quase encontro!
terminou de tomar banho e desceu para comer alguma coisa no restaurante do hotel. Quando desceu, sentou em uma mesa, e no bar havia um rapaz moreno que a encarava. Quando viu, ela olhava para os lados para ver se realmente era a pessoa que estava sendo ‘observada’ [lê-se: comida com os olhos], depois disso o rapaz se aproximou e por sinal era muito atraente.
- Oi linda. O que faz no restaurante sozinha? – o rapaz falou se aproximando da garota.
- É... Estou esperando o garçom – falou dando um sorriso envergonhado.
- Posso me sentar?
- Claro, fique a vontade. Estava sozinha mesmo.
- Qual o seu nome?
- e o seu?
- James Bourne, pode me chamar apenas de James.
- Ah, e pode me chamar de .
- Então , posso te oferecer uma bebida?
- Não obrigada, não bebo. Aliás, beber eu bebo, mas só vinho e em trabalho.
- Como assim em trabalho?
- Sou crítica gastronômica.
- Ahh sim! Você é aquela dos jornais, não é?
- Pelo visto, você me conhece.
- Por incrível que pareça, eu li o jornal no dia.
- Legal...
Eles passaram alguns minutos conversando e decidiu pedir a comida no quarto mesmo. Ela estava cansada da viagem e aquele rapaz lembrava . De alguma maneira, mas lembrava.
- Vou indo, tá ok? – se despediu de James dando um beijo na sua bochecha o fazendo ficar corado.
“Vergonha James? Never! Eu nunca fiquei envergonhado na frente de uma mulher... O que aconteceu comigo? Oh My God!” James pensou.
se dirigiu ao elevador e quando entrou, o elevador do lado abriu e adivinha quem saiu? Isso mesmo, o . Por pouco eles se encontram [o que não teria muita graça se acontecesse].
- Hey dude! – se aproximou de James que ainda estava paralizado – James? – deu um pedala em James fazendo com que ele berrasse.
- AI SEU FEDELHO!
- Calma biba! – falou rindo – O que aconteceu pra você estar daquele jeito quando cheguei?
- Dude, eu conheci uma garota INCRÍVEL! – James fazia uma cara de bobo apaixonado.
- Sério? Você só pode estar brincando comigo, não é? – não acreditou.
- Eu estou te falando! Nós nem conversamos muito, mas ela é totalmente incrível!
- Você já falou isso!
- Eu sei, mas é a verdade...
- Dude...
- Fala...
- Eu não ia te contar isso porque eu acho até que não é coisa pra homem estar conversando, mas já que você tocou no assunto ‘garotas’ eu vou falar.
- Fala logo, mongol! – James fez uma cara de doente mental.
- É que assim, no avião, eu conheci também uma garota incrível, houve até um incidente... – foi interrompido por James.
- Que incidente?
- Posso falar?
- Pode...
- Ela caiu em meu colo, mas isso não vem ao caso. Daí depois disso nós conversamos, ficamos bem à vontade, mas no aeroporto deu um aperto no peito quando eu me despedi dela. Até pensei em correr atrás dela, mas achei melhor não...
- Pô dude, estamos apaixonados...
- É o que? Tu está louco?!
- É sério, você que é você não está admitindo, mas eu, o cara que mais pega mulher em Londres...
- Tirando o ! – interrompeu James.
- Tá, obrigado... Continuando: eu, um dos caras que mais pega mulher em Londres estou admitindo... Foi amor à primeira vista. – os olhos de James brilharam.
Eles ficaram conversando e bebendo um bom tempo, mas mal eles sabiam que a garota da qual estavam falando era a mesma o tempo inteiro. Imagina a confusão que isso não vai dar?
Xx Versão xX
Ain, que rapaz fofinho. Qual o nome mesmo? O James... Tudo bem que ele praticamente estava me comendo com os olhos antes de vir conversar comigo, mas deve ter sido apenas impressão minha [ou não ¬¬’]. Foi até legal eu ter ido comer lá embaixo apesar de não ter pedido nada depois de conversar um bom tempo com o James... Vou pedir minha comida. Será que tem macarrão? Já disse que eu amo macarrão? Não? Então tá: “Eu AMO macarrão” e com bastante molho. Vou comer, dormir, e amanhã vou tomar banho de piscina. E acho que vou ligar para o Carl também... Assim ele me apresenta Las Vegas: “A cidade do Pecado”. Boa noite!
Xx Versão xX
Dude, conversar com o James foi tudo de bom! Ele com aquela cara de bobo apaixonado, mas peraí. Será que eu também estou apaixonado? Segundo o James, nós estamos apaixonados por alguém que nem conhecemos direito. Isso é legal? Não sei, mas não vou me arriscar muito... Como já disse, o meu último relacionamento não foi muito agradável. Nem sei como agüentei por tanto tempo... Ah sim! Acho que foi o medo de apanhar. Já comentei que tenho medo de mulheres violentas? Já, não é? Então deixa quieto. Boa noite! Amanhã tenho que aproveitar o meu 1º dia [oficial] em Las Vegas.
• Capítulo 4 – Las Vegas, a cidade do pecado
acordou 10 horas da manhã e se aproximou da janela. “Que sol lindo! Tomara que não chova porque eu vou pra piscina. Está ouvindo São Pedro?”. Foi se arrumar, colocou um biquíni, shorts jeans, um óculos raiban e fez um rabo de cavalo que prendia também a sua franja. Ela estava totalmente diferente de como é geralmente.
- PISCINA AÍ VOU EU! – exclamou saindo do quarto.
acordou com o telefone do quarto tocando:
- SHIT! – atendeu ao telefone – Alô?
- Ô dorminhoco, vamos pra piscina? – James falou do outro lado da linha.
- Não...
- Por quê não?
- Porque não James!
- Então tá! Qualquer coisa me procure...
- Tá tá, tchau! – desligou o telefone violentamente.
desceu para a área da piscina e tinha muita gente. Muita gente mesmo. “Esse pessoal necessita de sol?”. Se sentou em uma mesa para comer algo, ela estava faminta. O garçom chegou e ela fez seu pedido. Enquanto comia, James apareceu e deu uma olhada nela “Olha o James!”, mas ele passou direto por ela. “Eu sou tão feia assim à luz do dia?”. Depois que terminou de comer, foi para a piscina de óculos mesmo e James ficava encarando as suas curvas, quer dizer, não só James, mas muitos carinhas estavam apanhando de suas namoradas ou ficantes por estarem olhando . “Como ela é HOT!” eles estavam hipnotizados.
saiu da piscina e deitou em uma daquelas cadeiras reclináveis enquanto todos ainda a encaravam. “Cara, minha auto-estima está lá em cima e isso prova que eu não estou gorda. Cool!” ia torrando com o sol quando o inesperado aconteceu: foi para a piscina! Mas também estava totalmente diferente do que é normalmente. Ele estava com uma bermuda e óculos escuros.
- Ei James!
- Ei , você disse que não ia vir...
- Eu sei, mas alguém muito idiota, chamado James Bourne, fez o favor de me ligar quando eu estava dormindo, fazendo com que eu perdesse o sono! Conhece esse? – falou irônico.
- Ah sim... Mas dude olha aquela morena! – James falou apontando e deixando com cara de *han?*
“Eu acho que estava brigando com ele e de repente ele me vem com essa conversa de mulher?”
- NÃO APONTA, SEU DOENTE!
- Desculpa, mas não se irrite...
- Ela é realmente HOT, dude! – agora quem ficou sem entender nada foi o James.
Eles ficaram encarando [sem saber que ela é ela] e ela sentia cada olhar. “Outch! Sol queima muito, vou pra piscina de novo.” foi novamente para a piscina e ficou olhando ao seu redor, aquele lugar realmente era lindo. ficava encarando-a até que seus olhares se ‘encontraram’ [não dava pra perceber, mas é sério!]
- Ai, cansei! – estava meio queimada pelo sol e decidiu subir para tomar banho e ligar para Carl. Pegou suas coisas e seguiu para o elevador.
- Vou subir, dude! – falou se dirigindo ao mesmo lugar que , mas não conseguiu pegar o mesmo elevador que a garota, tendo que esperar outro – SHIT!
Xx Versão xX
Cara, que sol quente! Eu estou queimada, MUITO queimada [tá, nem tanto, mas é legal exagerar]. Eu não estou tão queimada, mas não acostumei com esse sol infernal [tá, eu cheguei ontem aqui]. Na maioria dos dias em Londres o céu é azul acinzentado [isso existe?] e também é frio. Aqui? O calor é infernal! Na piscina estava tudo bem, mas quando eu saí, comecei a sentir a água evaporar no meu corpo. Do jeito que eu estava quente [não no mal sentido, please!], dava pra fritar um ovo em mim. Ah! E os carinhas me olhando? Legal! Não estou me gabando... CALMA! É porque isso é normal. Eu tenho meio que ‘curvas exageradas’ sabe? Você está se perguntando: ‘Londrina com curva exagerada?’ Sim! Minha família é brasileira, sabe?! Então meu gene fez com que eu nascesse assim. Gente... Porque o James não falou comigo? Que boiola [haha!]. Mas... Será que ele me viu? Será que não? Oh God que dúvida terrível! [N/A: eu sou louca como a personagem :D]
Xx Versão xX
Óbvio, o filho da mãe do James me acordou e eu não consegui mais dormir. Palmas pra ele! [*clap clap clap*] Mas uma coisa eu tenho que agradecê-lo [depois da viagem é claro], porque se eu não tivesse descido, não encontraria aquela deusa que estava na piscina [aquilo foi sonho? Porque se foi eu ainda estou dormindo. Espera aí que vou me beliscar] ‘OUTCH!’ OK, não foi um sonho. ‘Mas você não estava apaixonado?’ Minha consciência fala às vezes, sabe? Sim! Eu acho que estou apaixonado, mas isso não significa ‘Não olhar as outras mulheres’ E se eu não vê-la nunca mais? Aí fica bonito pra mim, não é? Podem me achar imaturo, mas eu nunca lidei muito bem com esse negócio de sentimentos e nunca havia sentido isso antes...
tomou banho e ligou para Carl:
- Alô, táxi do Carl quem gostaria?
- Oi Carl! Lembra de mim? É a , a crítica gastronômica dos jornais...
- Sim! Sim! A londrina, certo?
- Legal! Você lembra-se de mim!
- Claro! Como esqueceria? Você é a única que eu atendi no dia, ou pode ser até em anos, mas deixa pra lá. A que devo a honra da sua ligação?
- Ainda está de pé o convite para conhecer Las Vegas?
- Claro! Que horas devo ir te buscar?
- Eu já estou me arrumando então... Daqui há uns 20 minutos você passa aqui no hotel?
- Sim, claro!
“Como ele é simpático... Arranjei um amigo aqui em Las Vegas! Bem, na verdade conheci alguém que não quer me agarrar além de , ou pelo menos é o que eu acho. E o James? Ele chegou me dando cantada, então ele quer algo comigo... Ahh... Vou me arrumar!”
colocou uma calça jeans, seu fiel All Star [ela não gosta muito de saltos], uma blusa simples, fez um coque deixando sua franja solta e colocou também seus óculos raiban, de maquiagem usou apenas gloss. Depois de ter se arrumado, desceu para o saguão do hotel e esperou Carl por 5 minutos. Quando ia saindo, passou por ela. Ele não a reconheceu e ela nem o olhou porque estava MUITO empolgada com a saída para conhecer Las Vegas.
Carl ia apresentando cada lugar, de cassinos a clubes de strip teases e estava admirada à luz do dia, mas imagina quando ela visse a cidade à noite?! Vegas à noite fica totalmente iluminada. “Bruuurp!” o estômago de roncou muito³ alto arrancando risinhos de Carl. [N/A: eu NÃO sei imitar sons de estômago ou algo do tipo]
- Está com fome, ?
- Estou, eu estou precisando de um Big Mac urgentemente! Aqui tem McDonalds?
- Claro que sim! Vou parar no Drive-Thru, ok?
- Ok, contanto que eu consiga comprar e que mate minha fome, está ok!
No hotel, James e conversavam sobre muitas coisas tipo: bandas, mulheres, música etc. Até que foram interrompidos por uma mulher que viu e começou a gritar:
- McFLY McFLY McFLY! [N/A: imagina essa cena!!]
- Oh my God, vamos correr James!
- Pra quê? Ela já te viu mesmo!
- Me dá um autógrafo? – a mulher sorria amarelo e apontava para o peito. assinou o peito dela e depois foi lavar a mão. [N/A: haha, ela devia ser nojenta.]
Quando voltou, James começou:
- Ô dude, tu está sabendo da festa que vai ter em um cassino aqui em Las Vegas?
- Não. Por quê?
- Eu consegui três convites porque a festa é VIP!
- Como assim? Você mesmo disse que a festa é VIP... – interrompeu.
- Posso continuar?
- Fala!
- Então, a atendente muito simpática desse hotel me conseguiu os convites...
- Sei...
- Está a fim de ir? Os convites estão no bolso e eu tenho três!
- Três convites?
- É sim... Mas você vai ou não?
- Vou sim, valeu! Estou precisando me divertir um pouco, porque até agora eu não fiz NADA de legal.
- Toma!
- Valeu! Vou subir e dormir um pouco.
- É isso aí! – James fez sinal de joinha para o amigo e se levantou indo até o balcão.
- Oi! Lembra de mim, certo? – James deu um sorriso.
- Lembro sim. Mas tenho que avisar uma coisa...
- Pode falar!
- Eu não posso te conseguir mais nenhum convite porque como a festa é VIP vão acabar dando falta...
- Mas eu não vim pedir isso! – James a interrompeu.
- Ai, graças a Deus! Mas o que o senhor deseja?
- Eu gostaria de saber o número do quarto de uma hóspede.
- Eu não sei...
- Por favooor! – James juntou as mãos e fez uma cara de cachorro pidão [N/A: Pára tudo! Quem resistiria, eim?]
- Está certo... – a atendente bufou – Qual o nome da hóspede?
- , eu acho...
- Ahh, a que apareceu toda molhada...
- Quê?
- É que ontem ela apareceu toda molhada! – a atendente falou sorrindo.
- Então era ela... – James se lembrava.
- Quê?
- Nada. Qual o quarto dela?
- 105!
- Obrigado! – James saiu correndo antes que a atendente pudesse dizer o andar. Parecia uma barata tonta procurando o bendito quarto. Quando achou, ficou 10 minutos parado ensaiando o que iria falar. Bateu na porta e ninguém atendeu. Tirou um lápis do bolso, escreveu algo no convite e colocou o mesmo embaixo da porta da garota.
voltou do passeio e quando entrou no quarto viu um envelope com o seu nome escrito. Abriu o mesmo e leu. Era um convite para uma festa em um cassino. “Uhh, legal!”, quando virou o convite havia algo escrito:
“Achei legal que você viesse para essa festa. Queria também te apresentar a um amigo. Estarei te esperando no lugar das máquinas do Jogo do Azar. xoxo James.”
- Que cutie! Eu vou pra essa festa! – falou fazendo uma dancinha.
A festa era 9 da noite, mas 7:30 já estava tomando banho.
- Por sorte eu trouxe roupa adequada para esse tipo de ocasião. – falou sozinha.
• Capítulo 5 – A festa.
- OH MY GOD, CADÊ O VESTIDO!? – gritava com a mão na cabeça.
Ela já tinha revirado a mala inteira, ou pelo menos ela achava, só se viam roupas voando pelo quarto. Depois de se descabelar toda praticamente, se lembrou de que havia colocado o vestido no ‘compartimento secreto’ da mala. Acho que nem ela sabe o 'por quê'.
Quando finalmente achou, foi terminar de se arrumar. estava usando um vestido preto com um decote em ‘V’, aqueles paninhos de seda que se usa em volta do pescoço [N/A: eu não sei o nome... se alguém souber me diz por favor? Hahaha], de maquiagem: uma sombra esfumaçada preta, rímel preto e gloss e um sapato com salto de 10 cm.
Pegou um táxi e se dirigiu ao cassino.
- Dude, cadê a sua amiguinha que até agora não chegou? – perguntou impaciente – Acho que ela não vem! – passou as mãos nas costas de James.
- Será que ela não vem? Aaaaai! – James começou a rodar feito um maluco
- Cuidado pra não abrir um círculo no chão, ok? – falou rindo – Vou pegar uma bebida. Se sua amiga chegar e eu não estiver aqui, diz que é um prazer conhecê-la.
- Ok. – James concordou.
chegou no cassino e foi até o lugar onde ficavam as máquinas do Jogo do Azar e avistou James. Chegou perto dele e deu um toque de leve nas costas dele o fazendo virar assustado.
- ? – James falou gaguejando
- Sim, sou eu! – fez uma voz hilária fazendo com que James acordasse do transe.
- Você está muito elegante hoje! – James piscou [N/A: olha eu! Agora imagine os olhos MUITO lindos do James piscando pra você. E o melhor, te elogiando. Não é melhor que um McGuy fazendo isso, mas vale a pena han?]
- Você também está muito elegante James. – falou beijando a bochecha dele o deixando envergonhado.
“Não na frente dela, James!” ele pensou.
- Obrigado!
- Onde está o seu amigo?
- Ele saiu, mas falou que é um prazer conhecê-la.
- Claro! – deu um sorriso amarelo “É um prazer? Não entendi, mas quem deve ser ele?” pensou.
e James se sentaram em uma das mesas do cassino e ficaram assistindo algumas apresentações bebendo. ; champanhe e James; uísque [ele já tinha bebido uns 5 copos :x]
- Vou ao banheiro, ok? – falou levantando-se.
- Ok. – James concordou e ficou sentado um tempo até o momento que a bebida agiu no seu organismo e ele decidiu levantar para ir atrás da garota.
Quando ia saindo do banheiro, James a empurrou para dentro.
- AI! – gritou e James a empurrou na parede. tentava se soltar, mas não conseguia e James cada vez mais apertava os seus braços. Começou a beijar o pescoço da garota.
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO JAMES? ME SOLTA! – gritou e James a beijava cada vez mais forte. Ela tentava se soltar, mas não conseguia e então deu um chute bem naquele lugar fazendo com que James a soltasse e caísse no chão se contorcendo de dor. saiu correndo e chorando se esbarrando em que se assustou e correu atrás dela [N/A: será que esse homem existe? Te ver chorando e ir correndo atrás? OH GOD QUE SONHO! *-*]
- Ei! O que aconteceu? – ia gritando e correndo atrás de enquanto ela se distanciava fazendo com que ele parasse cansado – “Ui, como ela corre” pensou.
voltou para o cassino e viu James descabelado tentando andar.
- Qual foi dude?
- Nada, eu vou pro hotel – James falou com dificuldade.
- Está certo. Quer ajuda? – falou colocando a mão em James levando uma tapa.
– OUTCH! Quanta gente louca...
Xx Versão xX
O dia tinha sido perfeito. A piscina, os caras me olhando, Las Vegas, o Big Mac, o convite para a festa... Por quê ele fez aquilo? Tudo bem que eu já havia percebido que ele queria algo a mais comigo, mas eu NÃO queria e ainda NÃO quero. Achava que ele tinha percebido. Tá, ele não vai entender que eu gosto de outro cara porque eu não comentei absolutamente nada com ele. Nós nem conversamos direito [!]. Ok, o que eu sei é que ele me machucou, meus braços estão roxos. Mas mesmo assim não acho que devo ter raiva, ele deve ter explicações... Ou não, acho melhor esperar...
Xx Versão xX
Em primeiro lugar, marca aê: os tapas de James Bourne doem, mesmo ele estando bêbado. Hoje a noite eu achei que seria legal porque eu conheceria a garota que fisgou o James, mas pelo visto deu tudo errado. Quando estava indo encontrar o James, uma garota se esbarrou em mim e depois ele apareceu... PERAÍ! Será que ela é a garota do James? Será que ela bateu nele? Agora faz sentido... Amanhã vou tentar descobrir o que foi.
depois que voltou para o hotel ainda chorou muito. Ela não acreditava que aquilo havia acontecido. Quando ia tomar banho, o telefone do quarto tocou. Era :
- Alô? – falou um pouco mais calma.
- Amor, tudo bem?
- Tudo...
- Não!
- Não o quê, ?
- Você não está bem. O que aconteceu? Eu te mandei para Las Vegas para se divertir e sorrir. Não chorar! Isso é saudade de mim?
- Nada não...
- Oh God! Ela não está sentindo saudades de mim! – fingiu choramingar arrancando sorrisos da amiga.
- Só você mesmo... E eu estou com saudades SIM!
- Eu sei, só estava brincando, mas me diz o que aconteceu... Eu sinto que você não está bem, sua voz não está normal, parece que você estava chorando a pouco tempo...
- Tá certo, vou falar, mas é apenas para desabafar e você tem que me prometer que não vai me dar sermão. Pode ser?
- Pode confiar em mim. Mas me diz, quem foi o canalha que te perturbou pra eu bater nele?
- Posso?
- Sorry mom. – falou rindo.
- Assim, eu fui convidada pra uma festa em um cassino por um cara que eu conheci aqui no hotel. Eu fui, estava tudo ok, até o momento que fui ao banheiro e quando voltei ele me empurrou de volta... – começou a chorar – e me jogou na parede... – já não conseguia falar mais nada.
- Oh God... Você quer que eu vá até aí?
- Como? – choramingava.
- Eu já estou arrumando minhas malas, ok?
- Não precisa não, linda...
- Tudo bem, mas qual é o nome do desgraçado?
- James... James Bourne.
- Quê? – estava boquiaberta.
- Qual o problema?
- Você não sabe quem ele é?
- Não! – falou em tom óbvio
- Dude, ele é o guitarrista e vocal do Son Of Dork!
- Really? Oh God...
- Você anda meio desinformada, viu?
- É mesmo...
- Eu vou matar esse cara, vou capar e vão ter que procurar outra pessoa para a banda.
- Coitado... Ele deve ter tido algum motivo para isso!
- Motivo? Você fumou orégano molhado, amor? Esse desgraçado não merece viver. Quando ele voltar pra Londres vou tentar dar um jeito dele sumir, ok?
- Certo. Não sei o que seria de mim sem você, mas... Cadê as meninas?
- Estão jogando Guitar Hero, quer dizer... Tentando. Viciaram minha filha. Ah, acabaram de mandar um beijo.
- Manda um pra elas também e diz que não é pra elas arranharem meu jogo não, ok?
- Ok. Agora eu vou indo porque é minha vez!
- Beijo amor!
- Beijinho e fica melhor!
“Eu já estou melhor. Só de ter recebido essa ligação, ter ouvido a gritaria das meninas tentando cantar ‘Welcome to the jungle’... Elas são demais. Só de pensar que nos conhecemos de repente e acabamos virando 4 amigas inseparáveis já é um consolo.” Pensou.
foi dormir para tentar esquecer tudo o que tinha acontecido aquela noite.
• Capítulo 6 – O encontro
acordou 2 da tarde, foi tomar banho para descer e comer algo. Quando abriu a porta, encontrou um bilhetinho com seu nome e nele havia escrito:
“Me desculpa? Encontre-me lá embaixo no restaurante. Estarei te esperando.
xoxo, James.”
Quando terminou de ler, resmungou algo inaudível. Desceu e quando ia sentar-se na mesa, ouviu alguém a chamar:
- ! ! ! – James berrava enquanto todos o olhavam repreendendo-o
- Cala a boca, James! – abaixou a cabeça envergonhado.
se dirigiu a James e ao “desconhecido”. Queria saber o que havia acontecido no dia anterior para que ele tivesse agido daquela maneira.
- Fala logo, James! – falou rispidamente
- Eu queria me desculpar por ontem à noite – encostou-se à mesa
- Mesmo? Porque você acha que eu vou te desculpar?
- Eu estava bêbado poxa! – James alterou a voz fazendo com que todos o olhassem e desencostasse da mesa
- Tão bêbado que lembra exatamente o que fez, não é?
- É James, você não pode falar nada – finalmente levantou a cabeça e opinou.
- CALA A BOCA! – James olhou o amigo com raiva
- É! Cala a boca que ning... – se virou e deu de cara com ele – ?
- ? – James estava boquiaberto. “Eles se conhecem!” pensou.
- Vocês se conhecem?
- Sim! Ela é a garota que eu te falei James! – no momento corou. Como assim ele estava falando dela?!
- Ah... – James se lembrou da conversa que eles tiveram
ficou sem reação. Apenas observava que também a olhava. De repente James se levantou, abraçou que estava sorrindo abobalhada com a surpresa e falou:
- Vou considerar o sorriso como um sim para o meu pedido de desculpas – apenas afirmou com a cabeça. Não conseguia ficar sem falar com uma pessoa, principalmente quando a considerava sua amiga. James saiu de perto deles.
- Senta aqui! – exclamou apontando para a cadeira vazia
sentou-se e ficou calada. começou a puxar assunto:
- Hey, você tá hospedada no mesmo hotel que eu! – sorriu
- É mesmo...
- Como você passou esses dias?
- Tirando o que me aconteceu ontem, está sendo tudo muito legal.
- Sim, ontem... Eu te vi no cassino, tentei correr atrás de você, mas cara! Você é muito rápida – falou sorrindo e fez sorrir
- É, eu estava atordoada... Nem gosto de me lembrar.
- Então vamos falar de outra coisa – piscou e as teimosas borboletas tomaram conta do estômago de .
James foi para o seu quarto revoltado [N/A: ui chaaaaaaine, ficou estressadinho porque perdeu a “sua” mulé (no caso eu obrigada) para o ? HÁ, HÁ - ironicamente], mesmo não parecendo. Precisava fazer alguma coisa para impedir que eles ficassem juntos. [N/A: espírito do mal James Bourne? Cara, isso é lindo, pelo menos eu acho. E vocês? O que me dizem? Hahaha].
- Se eu não posso ficar com ela, ele também não pode! – exclamava todo o tempo, até o momento que ouviu alguém bater na porta. Quando abriu, deu de cara com que foi entrando sem pedir licença [N/A: como sempre, invadindo nos momentos importunos ¬¬].
- Ei, o que você tava gritando?
- Nada não! – James deu um falso sorriso.
- Cara, precisamos conversar.
- Diga aí.
- É da que tu gosta também, não é?
- É... – James abaixou a cabeça.
- Pô, eu gosto muito mesmo dela e gostaria de ter algo a mais...
- Tudo bem, eu entendo. Ela me considera apenas como amigo
- Valeu cara! Você é 10! Não, você é 100! Melhor, você é 1000! – foi abraçar o amigo.
- Parou, parou! Nada de macho me agarrando.
- É, isso não foi legal, mas eu to feliz.
- ...
- Fala!
- Ela sabe que você é famoso?
- Não sei, creio que não.
- O que você disse a ela?
- Que trabalho com música. O que não é mentira. Por quê?
- Nada, ela podia ser uma fã que quer ficar com você pra depois mostrar para as amiguinhas e tal – James falou ‘inocentemente’ [N/A: ele tá me dando medo. Porque fazes isso Bournezito?].
- Ah sim, vou indo ok? – saiu com uma pulga atrás da orelha [N/A: não, ele não tem pulga, ele não é cachorro! Pelo menos eu acho. Haha, sem graça].
James, sem querer querendo [N/A: momento chaves. Ok, parei com as n/a’s], começou o seu ‘plano’ de separá-los, ou seja, já deixou o amigo desconfiado. Ela realmente poderia ser uma fã que queria apenas se aproveitar da ‘inocência’ de . O próximo passo era usa o fato de não ter contado a verdade para ela.
Xx Versão xX
UAU, como assim o no mesmo hotel que eu? Que perfeito, maravilhoso, tudo de bom! Ta, sem exageros por que eu nem o conheço direito. Mas, muito bom, e na hora que ele me chamou pra sentar? Malditas borboletas estomacais! Porque elas existem? Eu sinto geralmente quando estou “pressentindo” algo, mas é mais como um frio na barriga. Bom, esquece isso. E o James? Perdoei, né? Cara, eu não consigo ficar sem falar com uma pessoa. E eu o considero como amigo. Não aquele amigo para todas as horas ou de infância, mas um amigo. Uhn, vou tomar um banho. Calor infernal aqui em Las Vegas, eu prefiro um milhão de vezes, como sempre sem exageros, a minha terrinha querida. Londres.
Xx Versão xX
Cara, o destino está sendo maravilhoso comigo! Eu encontrei a garota que tomou conta de mim depois de eu ter visto ela apenas uma vez! Que lindo. O melhor de tudo é que o James falou que não se importa de eu ficar com ela sabe? Ah, e do mesmo jeito, eu conheci primeiro! Hahaha, brincadeira. Mas, eu fiquei com uma ‘pulguinha’ atrás da orelha. Será que o que James falou é verdade? Que ela é um fã que está ‘disfarçando’ e que quer ficar comigo pra depois mostrar as amiguinhas? Bom, não vou tomar decisões precipitadas, mas que é estranho uma pessoa ser de Londres e não me conhecer é sim. Esquecendo um pouco esse assunto, vou tomar uma atitude básica.
• Capítulo 7 – Declarando-se!
foi tomar banho. Colocou uma calça jeans, uma camisa quadriculada vermelha e tentou pentear o cabelo como um de mauricinho. Não conseguiu. E para quê? A roupa não era formal! Acabou optando pelo cabelo bagunçado. Colocou o perfume 212 sexy man e se dirigiu ao criado mudo para pegar as flores que a camareira colocou pela manhã quando foi arrumar o quarto dele.
- Perfeito! – exclamou saindo do quarto.
foi tomar um banho. Depois de um tempo, saiu, colocou sua lingerie e foi pentear o cabelo. Ouviu alguém bater na porta:
- Quem é? – perguntou.
- Serviço de quarto! – a pessoa do lado de fora falou
“Ué, eu não pedi serviço de quarto! Deve ter sido engano” pensou vestindo seu roupão e se dirigindo à porta. Quando abriu, deu de cara com um sorridente e com algumas rosas na mão.
- Oi?
- Ooooi , posso entrar?
- É, claro – falou, dando espaço para passar,
entregou as flores à e se sentou na cama. Estabilizou-se um silêncio e puxou assunto:
- É, a sua cama é mais macia que a minha! Que preconceito! Só porque tenho o cabelo ruim? – falou se balançando e arrancou risadas de
- Imagina, é por que eu adivinhei que você ficaria aqui e mandei colocar um colchão de liquidação no seu quarto! – entrou na brincadeira
- Só assim pra você falar alguma coisa, não é? – levantou-se
- É... Nada disso! Você também fica calado! – ficou nervosa com a aproximação
- É? – sussurrava no ouvido de
- É sim – voltou a sentir as borboletas no estômago.
- Posso? – perguntou com a boca encostada no queixo de
- É, pode... – falou num sussurro e começou a beijá-la calmamente, mas esse beijo ganhava velocidade e perdia a todo o momento. beijava o pescoço de e quando o momento começou a esquentar se soltou dele o deixando com cara de tacho.
- O que foi? – perguntou.
- Ah, a gente tá indo rápido demais. Nem nos conhecemos direito!
- Então, que tal “começarmos do começo” e irmos jantar? – deu um sorriso
- Uhn... Eu posso pensar no seu caso!
- Por favooooor! – ajoelhou-se.
- Está certo! Agora levanta!
- Êba! – começou a pular feito criança pelo quarto.
- Onde vai ser?
- Ah, no restaurante Playas de Sinaloa! – falou.
- Conhece de onde?
- Internet! Então... Mais tarde passo aqui. Mais exatamente às 20:30!
- Certinho. Beijos. – abriu a porta.
- Ok, não precisa me expulsar! – foi saindo do quarto.
- Depois que saiu, começou a pular de felicidade. Antes de deitar, ligou para a recepção e pediu para que a acordassem às 18:30.
Antes de voltar para o quarto, foi à recepção do hotel pedir o número do restaurante.
- Boa tarde senhor, o que deseja? – a atendente perguntou sorridente após desligar o telefone.
“Odeio esses sorrisos, são tão falsos!” pensou.
- Ah, eu gostaria de pegar o número do restaurante Playas de Sinaloa.
- Sim senhor. Qual o seu nome, por favor?
- Estou registrado como Paul McGregor.
- Ok senhor McGregor, daqui a meia hora irei ligar para o seu quarto e transferirei a ligação para o restaurante.
- Obrigada – se dirigiu ao elevador
Chegou em seu quarto e deitou-se na cama.
- Bom, dá pra tirar uma soneca de 25 minutos...
Passaram-se 5 minutos e o telefone do quarto começou a tocar.
- Odeio telefones! – falou e atendeu a ligação.
Às 18:30 o telefone do quarto de tocou e ela acordou xingando. Atendeu e ouviu uma voz fina e irritante falar do outro lado da linha:
- Senhora , Já são 18:30!
- Ahn?!
- A senhora pediu para que alguém da recepção a acordasse às 18:30.
- Ah sim, obrigada.
- Precisa de algo mais?
- Não, obrigada – desligou e sorriu. Sim, ela teria um encontro com o primeiro cara que fez com que borboletas passeassem livremente pelo seu estômago.
Tomou seu banho e por volta das 19:40 já estava pronta. vestia um vestido preto tomara-que-caia com uma faixa abaixo dos seios com uma sandália de salto também preta e uma bolsa/carteira discreta. O cabelo estava com um coque bagunçado que deixava alguns fios soltos e como sempre sua franja cobrindo uma parte do olho.
andava desassossegado pelo quarto. Estava ansioso. Às 19:00 já estava pronto. Ele vestia um traje formal. Quer dizer, não totalmente formal porque ele calçava um all star gasto e preto.
“Tenho que comprar sapatos formais!” pensou.
Depois de pronta, a todo o momento olhava no relógio o horário. Estava ansiosa. Às 20:30, como um bom londrino, bateu na porta. deu uma última olhada no visual e abriu a porta.
- Oi! – falou sorridente e se encontrava de boca aberta.
- Oi – disfarçou – você está muito elegante, senhorita.
- O senhor também! – o olhou de cima a baixo – tirando o all star. Mas eu gostei! – piscou
- Ah, falta de sapato formal! E eu nunca imaginei que acompanharia uma moça tão elegante a um restaurante. – fez reverência
- É... Isso foi uma cantada? – perguntou.
- Não, imagina! – fez uma cara de nojo – Podemos ir?
- Claro, senhor.
- Por favor, milady – deu espaço para que passasse e estendeu o seu braço.
Desceram e todos o olhavam maravilhados. Parecia um casal muito bonito. Eles mesmos sentiam-se assim. torcia para que ninguém o reconhecesse. Seguiram até o táxi que estava por sorte em frente ao hotel. Um táxi já conhecido por .
- CARL! – deu um beijo na bochecha gorda do taxista e a olhou assustado – o que foi? Meu amigão, tá? – deu língua
- Então, pra onde vamos? – Carl perguntou.
- Restaurante Playas de Sinaloa... – respondeu.
- Ok.
Passaram todo o caminho conversando e rindo. Chegaram ao destino e como um bom gentleman pagou o táxi. Quando iam saindo do carro, Carl piscou pra que fez joinha para o taxista.
- Ihh... Já ta amiguinho dele é? – perguntou fazendo bico.
- O quê foi? Ciúmes?
- Um pouco, mas eu o divido com você. Só não rouba ele de mim!
- Ok, não se preocupa, mas... Eu posso te roubar outra coisa?
- Depende... O que é?
- Isso! – e roubou um beijo da garota.
- Claaaaro que pode! – piscou e riu junto com .
Os dois entraram no restaurante e a atendente mostrou a mesa reservada. A mesa estava em um canto do restaurante e em cima havia 2 velas acesas e uma rosa dentro de um pequeno vaso deixando um clima bem romântico, o que deixou surpresa e encantada.
- Por favor... – puxou a cadeira para que se sentasse
- Obrigada!
- Eles fizeram o pedido e ficaram conversando. Toda a noite foi agradável e quando eles saíram do restaurante, pensou que já havia acabado que seria apenas um jantar. Pegaram um táxi de volta para o hotel e quando chegaram à porta, tirou sua gravata para cobrir os olhos de .
- Pra que isso? – perguntou.
- Surpresa... – foi guiando a garota.
- Ok, mas toma cuidado comigo!
- Ok.
levou até a área da piscina do hotel, tirou sua sandália, a levou até a beira da piscina e tirou a gravata que tapava os olhos da garota. Quando abriu os olhos, viu um sorridente em frente a ela. Eles estavam na...
- Piscina? – perguntou.
- Uhun, eu sei que não é tão romântico quanto o restaurante, mas é melhor que um cassino não acha?
- Tem razão, mas pra que você me trouxe aqui?
- ... – olhava nos olhos dela – eu preciso te falar uma coisa
- É... Diga? – não sabia lidar com a situação.
- Eu te amo desde a primeira vez que te vi, quer dizer, desde quando você saiu por aquela porta do aeroporto.
- Não sei o que dizer...
- Não diga nada, apenas beije-me – eles encostaram os seus lábios e começaram um beijo calmo. – Namora comigo? – perguntou
- Como assim? – assustou-se.
- Isso mesmo, namora comigo?
- Sim! Sim! – eles voltaram a se beijar.
Ficaram um tempo observando o céu e quando começou a cochilar a levou para o quarto e seguiu até o seu quarto. Quando ele saiu, deu um sorriso. Ela estava namorando com o cara que conheceu no avião, coisa que ela nunca pensou que faria.
Xx Versão xX
Caaaaara, que noite p-e-r-f-e-i-t-a! Primeiro, o cara que eu conheci no avião e pensei que nunca mais viria me chamou pra jantar, me levou na piscina, ok, não foi romântico, mas ele me pediu em namoro! Essa noite foi meio cansativa. Bom, eu vou tomar um banho, tirar esse vestido e ir dormir. Deu um sooono. Boa noite!
Xx Versão xX
Cara, eu estou virando homem, não é possível! Consegui convidar a garota pra jantar, a pedi em namoro, roubei beijo, e nada disso resultou numa tapa na cara! Ok, isso não tem nada a ver, mas dá um desconto, eu to morrendo de sono. Foi tudo perfeito. Acho que amanhã vou lá no quarto dela. Acho não, eu vou. Anyway, boa noite.
•Capítulo 8 - Hora de atrapalhar;
acordou com os raios de sol batendo em seu rosto, depois de uma noite maravilhosa ao lado de seu namorado, sim, namorado. Agora ela poderia chama-lo assim, o cara que de primeira, foi apenas uma pequena atração, mas que depois que o conheceu melhor, percebeu o cara que ele era. Para ela, era tão bom estar em um relacionamento que de certa forma a deixava bem.
Seu último relacionamento não foi um dos melhores, houve traição da parte do rapaz e ele não gostava dela, deve ter sido apenas coisa do momento, ou melhor, ele estava bêbado no momento [N/A: isso me veio na cabeça agora, imagina um cara bêbado te pedir em namoro?]. Mas, apesar de tudo, acreditava que dessa vez seria diferente. Apenas acreditava, pois não podemos traçar o futuro e são poucas coisas das quais acreditamos que são reais. Certo? Para , não existia mais nada. Aquela sensação era a melhor de todas; era incrível a maneira que ela se sentia. Tão feliz, tão esperançosa.
Pensando nessas coisas, foi fazer sua higiene matinal diária e então ligou para o serviço de quarto, pediu seu café da manhã e deitou-se na cama. Estava extremamente feliz. Toda vez que pensava nele, seu coração palpitava em um ritmo acelerado. Sentiu uma vontade imensa de ligar pra alguém para poder então contar essa novidade – ela estava namorando! Pra quem poderia ser? ? Não, pois nunca se deu bem com fuso-horário então não sabia exatamente o que a amiga poderia estar fazendo naquele momento. Se não , quem mais? Foi então que ela se lembrou do seu amigo James. Ou pensava que era seu amigo. Decidiu não ligar, não queria incomodar.
Fechou seus olhos e sorriu mais uma vez. Ficou assim por um bom tempo e então ouviu alguém bater na porta. Levantou-se esquecendo que estava apenas de pijama. Abriu e pegou seu café da manhã. Colocou a bandeja na mesa que ficava ao lado da cama e ouviu baterem na porta de novo. “Será que esqueceram de algo?”, pensou indo abrir a porta. Quando abriu, encontrou um sorridente com uma caixa de chocolate em mãos.
- Bom dia senhorita – falou sorrindo
- Bom dia! – retribuiu o sorriso
- Amei seu pijama de carrinhos
- AH MEU DEUS, não percebi que estava só de pijama – corou – entra antes que mais alguém veja – falou e ele entrou no quarto.
e se sentaram na cama, ficaram conversando e ele aproveitou para tomar café também [N/A: nem é queixudo '~' Tá parecendo meu irmão, que invade festa de 15 anos ¬¬ vergonhoso]. Depois de muitas risadas, fez uma cara um pouco séria que assustou um pouco.
- O que eu fiz? - ela falou automaticamente
- Nada... - fez cara de interrogação - é pra você! - estendeu a caixa de chocolates
- Chocolate a essa hora da manhã?
- Ah, come on, são quase 10 da matina! - sorriu
- Obrigada - piscou
- vai fazer o que hoje?
- Nada que eu saiba, até o momento.
- Vamos sair? - os olhos dele brilhavam [N/A: assim, até eu saia com você meu filho]
- Uhn... Ok! - falou sorridente
- Ótimo
- Deixa eu tomar banho e me trocar. Você se importa de esperar?
- Não, fica à vontade!
foi tomar seu banho, e conseqüentemente esqueceu que estava a esperando no quarto. É provável que tenha sido a água que caiu sobre sua cabeça. E antes de esquecer que estava no quarto, esqueceu a roupa no armário. Quando acabou o banho, saiu do banheiro enrolada numa toalha, o que despertou rapidamente, que deu um sorriso malicioso e levantou-se da cama. Foi aproximando-se de sua garota. Começou a distribuir selinhos no rosto dela e então foi até sua boca. Pediu permissão para beijá-la com a língua e então ela abriu a boca dando passagem. O beijo foi esquentando e o empurrou [N/A: broshante '~' , você é tão máa (6)].
- Ufa! - respirava rapidamente - esqueci minha roupa aqui - corou levemente
- Não precisa se envergonhar !
- Ok, ok... - falou indo até o armário
- Afinal de contas, isso vai acontecer mais vezes! - foi se aproximando da garota que esquivou
- É, eu sei. Quer dizer, sei? Mas, nunca se sabe... - foi andando pra longe de - Ah, sei lá! - é, ela se embolou toda - Já volto! - correu para o banheiro
Quando saiu, estava vestida com sua calça skinny, bata branca e o cabelo preso em um rabo de cavalo, deixando sua franja solta. Simples, porém bonita.
E gostou.
- Tá linda - ficou olhando para as curvas da garota
- Pára de olhar pra minha perna! - deu um tapa no garoto e sentou-se ao seu lado na cama
- Olho sim. Se eu não posso, então ninguém pode!
- Então...? - perguntou abrindo a caixa de chocolate
- Eu vou te deixar presa pra sempre nesse quarto e só eu vou poder te ver - fez bico
- Eu fujo, oras! - comeu um pedaço de uma trufa que tinha na caixa
- Foge mesmo? E vai me deixar assim? Sozinho? - fez cara de desesperado - e pior, sem suas pernas para observar? - fingiu choramingar
- HAHA - riu e colocou um pedaço da trufa na boca de - podemos ir agora?
- Sim, - falou ainda com a trufa na boca - podemos
Eles saíram do quarto de e foram até a recepção pedir um táxi. Sentaram-se em um sofá e ali ficaram de mãos dadas esperando o sinal da recepcionista. Nesse meio tempo, trocaram beijos e carinhos, mas não perceberam que estavam sendo observados. Por quem? James Bourne.
Como estava praticamente encarando os dois 'pombinhos', decidiu atrapalhar um pouco o namoro deles. Fez sua melhor cara patética de amiguinho que deseja tudo de bom aos outros [N/A: mas é uma cara patética linda!], e levantou-se indo em direção a eles.
Pigarreou e eles pararam de se beijar. olhou para James sorrindo e fez uma cara de 'vou te matar cretino'.
- Oi Jimmy! - falou
- Oi casal! - deu o seu melhor sorriso falso - atrapalhei alguma coisa?
- Não, imagina! - falou por entre dentes - você não atrapalhou simplesmente NADA - fez soar ironico
- Ah, que bom. Deixe-me sentar aqui - afastou o casal e e o olharam com caras de interrogação - e então casal, o que vocês estão fazendo aqui?
- Esperando o táxi! - respondeu inocentemente
- Vão pra onde? - perguntou 'animado'
- Não sei ainda, pra onde vamos ? - perguntou
estava olhando para fora e planejando uma fuga rápida dali. Esperando o sinal da recepcionista, foi interrompido de seus pensamentos por .
- Onde vamos ? Tá me ouvindo pelo amor?
- Ah, não importa, o que eu quero saber é... - fez suspense - Posso ir com vocês? - James fingiu estar feliz
- Cla... - ia começar a falar, mas foi interrompida por
- Não cara, o táxi já chegou, não dá pra falar mais.
Salvos pelo gongo! Ou melhor, salvo pelo gongo. Por , James também iria no passeio dos dois. Mas por , aquele momento era somente deles. Já não bastava ter sido atrapalhando quando estava beijando sua namorada. Mas espera, será que não enxerga o que James quer? Bom, isso eu posso responder por você (s), não, ela não enxerga o que James quer fazer com o relacionamento dela.
•Capítulo 9 - Tour in Las Vegas
foi puxada por e eles saíram correndo, indo em direção ao táxi que já os esperava na porta. Entraram e adivinha só quem dirigia? Ele mesmo, o grande amigo de todos. Carl. Ele cumprimentou o casal e perguntou onde eles iam.
- Tem como você nos mostrar Las Vegas? - perguntou e ele afirmou
- Me diz... - falou olhando para a janela
- O que? - , que também observava o caminho que eles faziam, se virou para poder encarar .
- Porque você saiu correndo e me puxou quando James perguntou se podia vir conosco fazer esse tour que nós nem sabíamos que faríamos até agora?
- Porque simplesmente eu queria que esse programa fosse só nosso
- Mas, não precisava sair correndo. Precisava?
- Não, eu sei, mas babe, primeiro ele atrapalhou o nosso momento e depois se oferece pra sair com a gente?
- É, aquilo de sentar entre a gente foi meio que totalmente estranho...
- E, além do mais, não sei se em Londres nós vamos poder nos ver sempre por causa dos...
- Dos...?
- Quê? - "merda, quase falei", pensou - ei Carl, pode começar a nos falar da cidade, nos mostrar os lugares?
- Claro! - Carl falou
estranhou a mudança repentina de assunto, mas se esqueceu disso quando eles passaram por uma... Piscina? Tá, normal de . Carl mostrava os lugares de Las Vegas e se lembrava de CSI, uma das suas paixões no mundo da televisão.
- Sabe, - começou - eu queria muito ser detetive...
- Sério?
- É, na verdade sempre quis desde pequena, ser cantora - falou sem entender até
- E porque você é crítica gastronômica e não detetive ou cantora?
- Bom, mina admiração por gastronomia surgiu por meu avô ter sido chef de cozinha, mas eu também fiz jornalismo junto com o curso de gastronomia que eu achei. Sem fundos para abrir meu restaurante e sem vagas para ser ajudante, consegui esse emprego há um ano.
- UAU...
- No começo, meu nome só aparecia no fim da revista, ou melhor, nos créditos. Mas, agora eu tenho geralmente 3 páginas só pra mim, dependendo do número de restaurantes que visito.
- Você deve fazer um ótimo trabalho
- É o que dizem - corou levemente
Carl continuava a mostrar tudo, e mais ou menos umas 8 da noite eles pararam em um McDonald's para comer alguma coisa. pagou também para Carl. Voltaram ao hotel e quando foram pagar o valor do táxi, Carl disse que aquela corrida seria grátis para o casal que quis conhecer Las Vegas.
Agradeceram e se dirigiram ao hotel.
- Posso te levar no quarto? - falou e pensamentos impuros passaram por sua cabeça
- Tuudo bem! - sorriu
Foram até o elevador, que estava vazio. Eles ficavam se encarando, talvez pensando no que eles poderiam fazer enquanto não chegavam no andar de .
Se agarrar? Talvez; mas podiam ser pegos. Ótimo, essa seria uma incrível aventura! Imagina a sensação de alguém poder entrar no elevador no meio de um agarra-agarra? Antes de terminarem de decidir se faziam um acasalamento ali mesmo, o elevador abriu. Adivinha quem entrou? Se adivinhar, ganha um doce (Me cobra depois!). Pois é, James entrou, deu um sorriso e por algum milagre não falou nada. Provavelmente estava pensando em uma maneira de separá-los. Ok, relevemos e voltemos à história. Chegaram ao andar de , ela e saíram e James ficou com uma cara de bunda no elevador. "O que eles vão fazer?", pensava enquanto apertava o botão do elevador.
e foram andando pelo corredor de mãos dadas, quando os dois ao mesmo tempo pararam e se olharam confusos. Bom, confusos por exatos 5 segundos. Por quê? Bom, depois desses exatos 5 segundos e alguns centésimos, eles começaram a se beijar. Tipo, ardentemente, aquela coisa bem, como posso dizer? Quente? Não, essa não é a palavra. Acho que a palavra é excitante. Isso mesmo, excitante! Ficavam se batendo pelas paredes até conseguirem identificar a porta do quarto de . Pararam o beijo por um instante para que ela pudesse pegar o cartão para abrir a porta. O que estava meio que totalmente impossível porque beijava o pescoço da garota.
- Espera um pouco - finalmente conseguiu abrir a porta do quarto
Eles entraram e depois de fechar a porta, voltaram a se beijar. tirou a camisa de , ele tirou a blusa dela e começou a descer os beijos para o colo da garota. Ele então alternava por tentar tirar o sutiã da garota e a beijar. Quando ele estava conseguindo abrir o sutiã dela... TRIIIM! [N/A: isso foi um telefone tocando]
- MERDA, MERDA, MERDA, MERDA! - falou indo atender o telefone
- Cara, quando eu consigo quase chegar lá, alguma coisa tem que atrapalhar. - sentou-se na cama - é meu amiguinho, teremos que esperar mais. Só espero que não seja o James.
- Alô?
- Boa noite, senhora
- Senhorita porque eu não sou casada, e de qualquer maneira, se minha noite for boa eu aviso depois
- Temos uma ligação de para a senhorita - deu ênfase ao senhorita
- Tá, tá - falou e a ligação foi transferida
- VAAAAAAAAACA DA MINHA VIDA! - afastou o fone do ouvido
- Diga
- Que foi, tá de mau humor é? Bem que a recepcionista me avisou
- O que aquela vaca falou?
- Nada, to pertubando, mas então eu quero te contar uma coisa
- Dá pra andar rápido? - quase implorou
- Eu tô saindo com o Ronald, o vizinho que ficava batendo com a vassoura no teto quando nós fazíamos festa
- O vizinho de baixo?
- Sim, sim!
- Eu achei que você odiasse ele...
- Eu odiava, passado. Uma festinha na casa dele, fui convidada pessoalmente e já sabe né?
- Ui, pegadora - falou no intuito de terminar logo a conversa
- E então... Tava fazendo o que pra estar assim, de mau humor por ter sido atrapalhada?
- Quer mesmo saber?
- Você tava...?
- É, e bom, meus meus hormônios estão meio que totalmente à flor da pele
- Isso foi broxante né?
- Quer saber mesmo ?
- Tá, tá... Vou desligar. As meninas tão mandando um beijo. Depois me fala como foi
- Que nojo ! Você acha que vou falar disso é?
- Tá, tá... Desliga logo essa joça e vai satisfazer seu peguete. Beijo na bunda
- Beijo no olho - e desligou
estava olhando para o sutiã quase desabotoado da namorada e pensando: "Cara, eu quase bati meu recorde desabotoando sutiã, porque ô coisa maldita de se desabotoar". se aproximou dele, sentou em seu colo e falou:
- E então, vamos terminar o que começamos?
- Ah, perdi a vontade.... - fazendo doce em ?
- É? - começou a beijar o pescoço dele, descendo para o peito e já sabe o que aconteceu né?
•Capítulo 10 – será que foi certo?
No outro dia, acordou com os raios de sol em seu rosto. Olhou por debaixo da coberta, estava nua. ‘GOD!’, pensou. Olhou para o lado e viu , sem coberta, totalmente nu e babando no travesseiro de sua cama. Ou melhor, da cama de hotel. Levantou-se devagar, foi até o banheiro, colocou a banheira para encher e colocou um roupão. Voltou para o quarto e foi pegar uma roupa.
, que tinha acordado e secado sua baba, ficou encarando a garota. Seu corpo naquele roupão... Perfeito. E ela era dele! Isso era o melhor de tudo. Ela era dele, de mais ninguém.
virou-se e encarou . Ele a encarava.
- Bom dia flor do dia! – deu um sorriso e retribuiu
- Bom dia – encarava o corpo do garoto.
Era tudo tão lindo, perfeito. Parece que ele tinha sido desenhado perfeitamente para deixar garotas como ela, louca. Afastou os pensamentos e apontou para o corpo do garoto. O mesmo se olhou e deu um sorrisinho safado. Ela cruzou os braços e o encarou.
- O que?
- Vai colocar uma roupa!
- Ahn... – fez uma cara triste – posso tomar banho com você?
- Ah, não !
- Por favor, por favor, por favor!
- Não
- Mas tudo isso aí eu já vi. E não adianta reclamar, vou tomar banho sim – fez uma cara emburrada
não tinha escolha, ele já tinha levantado e estava indo em direção ao banheiro. Por pouco, a banheira não estava transbordando. havia desligado a tempo. Colocou uns sais de banho que tinha na pia, esperou um tempo e entrou. ainda estava encarando a cama com uma cara pensativa. Será que tinha sido certo ter feito aquilo ontem?
então a tirou de seu pensamento, a gritando para entrar logo na banheira. Ela foi para o banheiro, tirou o roupão enquanto a encarava mordendo os lábios. Entrou na banheira e os dois se encaravam. , não conseguia falar nada. Ainda estava pensando no que havia acontecido. Mas, de certa forma, tinha sido culpa sua de ele ter feito aquilo.
- Amor?
- Oi! – olhou para o garoto e deu um sorriso
- O que você tem? – perguntou se aproximando dela na banheira e tocando o queixo da garota
E então, ela falava ou não falava? Bom, pensou, se a gente tá namorando, eu tenho que contar a verdade. Respirou fundo, olhou para e falou:
- É que... Eu não sei se foi certo o que aconteceu ontem, sabe? – olhou receosa
- Ahn, entendo... Mas, se aconteceu, é porque era pra acontecer – deu um sorriso
- Hm...
- Então, não fica assim não tá? – deu um sorriso maior ainda e selou seus lábios com o da garota.
Ajeitaram-se na banheira e juntos ficaram ali, por um bom tempo.
Meio-dia, os dois desceram para almoçar no restaurante. O mesmo, não estava tão cheio como normalmente – detalhe que fazia as pessoas pedirem suas comidas no quarto e aumentar a conta do hotel.
Sentaram-se na mesa, pediram seus pratos quando viram de longe uma pessoa já conhecida como ‘o carrapato’, ou melhor, James, vindo com um sorriso enorme no rosto. abaixou a cabeça resmungando enquanto dava um sorriso desconcertado à medida que James se aproximava dos dois.
- Olá casal! – James falou pegando uma cadeira de outra mesa e se sentando junto deles
- Oi Jimmy – sorriu falsamente
- Bom, James, eu não se você percebeu, mas se a mesa do restaurante é para apenas duas pessoas é porque outra não pode se sentar aqui – o olhou feio
- Não, que nada. Não vão se importar
bufou e bateu duas vezes com a testa na mesa.
Ficaram em silêncio alguns minutos. James encarando e planejando mais alguma coisa maquiavélica em sua cabeça; olhando que levantou um pouco a cabeça e a olhou também.
A comida chegou, o casal começou a comer e James começou a falar. Começando até a causar indigestão em .
- Então, fala logo James, o que você está fazendo aqui – resmungou
- Eu ouvi isso . – encarou o amigo
- E daí?
- E daí que isso é falta de educação!
Sim, os dois começaram a discutir no meio do restaurante. , ainda estava comendo sua macarronada quieta. Sem esquecer o detalhe: estava contando até 100 enquanto os dois ainda discutiam e metade das pessoas ali, os olhavam.
- ...98, 99, 100 – parou e os olhou – DÁ PRA VOCÊS PARAREM COM ESSA VIADAGEM AQUI?
Todos passaram a encarar . Com medo.
- Ér, desculpa – James deu um sorrisinho
- Foi mal mô – falou
- Então James... Desembucha e dá um fora daqui porque eu to a fim de comer em paz com meu namorado. Morou? – olhou séria para James e ele engoliu em seco – Obrigada. Agora pode começar. – voltou a comer
- Bom – falou receoso – hoje a noite vai ter uma festa numa boate aqui que eu não faço a mínima idéia do nome, mas tão dizendo que vai ser muito boa.
- E...? – perguntou
- Vocês querem ir? – falou com os olhos brilhando
encarou que a encarava.
- ...?
- É, pode ser – falou dando de ombros
- ÓTIMO! – James falou feliz demais chamando novamente a atenção do restaurante para ele.
- Então tá, agora você já pode ir – sorriu e James levantou-se. O garoto saiu andando – lê-se: pulando – feito uma gazela e se dirigiu ao seu quarto. O que ele estava tramando?
•Capítulo 11 – dance, dance!
James havia batido na porta de para avisar que a festa começava às nove da noite e que já o estaria esperando. Espera, que já o estaria esperando? era idiota o bastante para não perceber que isso não estava certo.
James também havia batido na porta de avisando que a festa começaria as dez e que ele a levaria. Estranho, não? Isso nem se passou pela cabeça de , pois, afinal, ela não pensava em nada naquele momento, a não ser de que daqui a alguns dias suas férias acabariam, ela teria que voltar para Londres, para a mesma rotina, para a mesma casa, para as mesmas amigas e que não a procuraria lá. [N/A: dramática]
então seguiu para a boate. De última hora James havia dado o nome do lugar para ele. Chegando lá, procurava com os olhos. Não a achou. Foi para o bar e pediu uma cerveja. De repente sentiu uma respiração forte em seu pescoço. Virou-se na esperança de ser . Mas não, era apenas...
- Lindsay?
- Ah, você se lembra de mim – sorriu e ajeitou a saia
Sim, Lindsay, a atendente que James estava dando em cima no primeiro dia de viagem de , logo que o mesmo chegou aqui, em Las Vegas.
- Como não lembraria? Você estava atrasando minha vida naquele dia – fez cara de tédio
- Ah, mas o outro lá – foi se aproximando do garoto – tava tomando minha atenção
- E...? – a olhou com uma cara confusa
- E que se ele não estivesse me enchendo o saco, eu estaria te atendendo – tocou o queixo do garoto e ele esquivou
- É, eu não sei o que você tá tentando por aqui, mas é o seguinte, eu tenho namorada e... É, eu tenho namorada – sorriu
- Então tá, acho que começamos com o pé esquerdo – sorriu e se sentou ao lado dele – Oi, quer dançar comigo?
pensou duas vezes antes de responder. Aliás, não faria tanto mal dançar com uma coitada que tem silicone nos seios. Ou faria? Não, não faria. Sorriu e se levantou, acompanhando a garota até a pista de dança, deixando a sua cerveja no balcão.
Enquanto isso, esperava James impacientemente sentada na cama e batendo seus pés no chão. Depois de alguns minutos, ouviu alguém bater na porta do quarto. Levantou-se e atendeu. Lá estava James com um sorriso como o de uma criança que acabou de ganhar um presente.
- Boa noite senhorita – sorriu
- Boa noite, e aí, vamos? – perguntou já saindo do quarto
- Vamos.
Os dois seguiram em silêncio todo o caminho, não tinham o que conversar. apenas respondia com palavras monossilábicas e já sem paciência, fazendo James calar a boca depois de perceber que se fizesse mais alguma pergunta levaria uma patada.
Chegaram à boate, James entregou a chave de seu carro para o manobrista após ter saído do mesmo com , e quando a garota ia entrando, ele pediu para que ela esperasse um momento. Virou-se então, e disfarçadamente ligou para o número que era tão conhecido por ele. Lindsay.
e Lindsay seguiram para a pista de dança e começaram a se divertir. O garoto então se lembrou dos tempos de solteiro, em que ia para uma dessas festas e pegava mais de cinco. Um dia chegou a ficar com treze meninas. Sendo que uma delas quase o matou por tê-lo visto ficando com outra em sua frente. Fatos, apenas fatos.
Porém, ele agora estava comprometido, tinha que esquecer essa história de várias mulheres em uma noite apenas, e focar-se na sua . De repente, Lindsay sorriu para ele e foi para um canto da boate, atender o celular. Falou para que era sua irmã. Que devia querer saber onde ela estava. Mentira pura. Não para , que acreditou em cada palavra que saiu de sua boca.
Lindsay atendeu ao telefone e ouviu James falar bem claramente: Beija o que eu tô entrando na boate com a namorada dele. Respondeu como um soldado responde a seu superior e voltou para dançar com . Por um momento, pensou em desistir do que iria fazer, mas, depois pensou: O que isso traria de diferença em minha vida? Olha só a chance de beijar um cara gostoso como ele! E eu vou beijar. Sorriu, e olhando bem para , foi aproximando seus rostos. O garoto, que já estava sentindo o efeito do álcool em seu corpo, sorriu de volta e esqueceu-se nesse momento que tinha uma namorada.
A garota então colocou suas mãos na nuca do garoto e começou a beijá-lo num ritmo acelerado.
apressava James e depois de alguns minutos virado de costas para a garota, tirou os convites do bolso, sorriu e seguiu com a garota para a porta da boate. Entraram e , com um misto de insegurança, achando que algo estava acontecendo, procurava com os olhos. Viu então James olhar em uma direção e fazer uma cara assustada. Uma falsa cara assustada, que não percebeu, tamanha a agonia que sentia em seu estômago. Virou na direção em que James olhava e então viu. Seu até o momento namorado aos beijos com outra. Uma loira com peitos de silicone.
Seu estômago deu voltas e mais voltas, não agüentava ver aquilo. Sentiu lágrimas percorrerem seu rosto. Limpou as mesmas e teve como primeira ação sair correndo. James disfarçou, dando um sorriso, treinou seu rosto de amigo que quer ajudar a amiga e correu atrás de , que estava sentada no chão da parede da boate, onde todos a olhavam abismados e pensando no que poderia ter acontecido. Dirigiu-se à garota e se abaixou, podendo ficar numa altura considerável onde poderia encarar o rosto de sem problema algum. Gritou um manobrista pedindo seu carro. Ajudou a levantar e quando o carro chegou a levou até lá.
separou-se da garota depois que recuperou a consciência. Quando olhou para o lado, pôde ver correndo para fora da boate. Olhou para James e o viu dar um sorriso maléfico. Xingou-se mentalmente por ter bebido e nem tentou ir atrás da namorada. Sabia que não poderia resolver nada naquele momento, mas sim no outro dia. Quando ela estaria calma... Ou não.
James e entraram no carro e ficaram parados. James representando muito bem o mocinho de toda a história enquanto sentia raiva e tristeza ao mesmo tempo. Não entendia o motivo daquilo. Será que tinha sido por causa da insegurança dela no mesmo dia, mais cedo? Abaixou a cabeça podendo encostá-la nos joelhos e voltou a chorar. Um choro de tristeza e desespero por não entender o motivo de tudo aquilo.
- Não se preocupa , vai tudo ficar bem – James falou olhando para a garota. Sentiu por um momento uma ponta de arrependimento por ter deixado a amiga daquele jeito. Não achava que ela ficaria nesse estado, mas que iria afastar os dois e dar um bom chute no amiguinho do . Mas, o que realmente importava naquele momento, era o pensamento de separar os dois. Tudo o que ele mais queria. Quem pensava que era roubando a garota dele? Muito enganado James, ela nunca foi sua. Mas, isso ele não queria perceber. E faria de tudo para poder tê-la para ele. Somente para ele.
- Como ele pôde ter feito...? – começou a falar e ao se lembrar, voltou a chorar, soluçando alto.
- Vou te levar para o hotel, fica aí quietinha. Vai tudo ficar bem – James falou e ligou o carro, seguindo para o hotel.
•Capítulo 12 – vai ter perdão?
Os dois chegaram ao hotel e subiu diretamente para seu quarto. James a seguiu para continuar com seu papel de bom amigo que só quer ajudar. E ? Continuou na boate. O que ele poderia fazer naquele momento? Na verdade nada. Corria o risco de complicar ainda mais as coisas. Ele só queria planejar uma maneira de fazer com que o entendesse no momento em que fosse se explicar. O problema é, como ele faria isso?
Na verdade, nem eu sei.
Um fato bem estranho para , normalmente ele não se importava ao ficar com outra garota enquanto estava se relacionando com alguém. Se houvesse de terminar, tudo bem, ele teria muitas garotas à sua disposição.
Mas dessa vez era diferente.
Dessa vez ele amava aquela garota, e tinha a necessidade de tentar se explicar para ela.
entrou em seu quarto, foi direto ao banheiro e colocou a banheira para encher. Voltou ao quarto, sorriu para James e falou: - agora você já pode ir... eu tô bem melhor - James a olhou
- Mesmo? – ele a perguntou sincero. Apesar de ser um mau-caráter escondido em seu rosto inocente, estava sendo sincero todas as vezes que se preocupava com . James levantou-se da cama e abraçou a garota, beijando sua bochecha logo em seguida.
Mas ele não queria apenas beijar a bochecha dela.
Ele queria muito mais.
E ele iria conseguir esse muito mais que ele desejava.
saiu da boate e foi para o hotel. Chegando lá, foi direto para o seu quarto. Tinha que tentar colocar suas idéias no lugar e pensar num jeito de se explicar. Coisa que ele nunca fez ou tentou fazer em toda sua juventude. Mas ele não era tão jovem assim, agir como tal não adiantaria coisa alguma e seria pura imaturidade. Precisava parar de pensar como um jovenzinho que pode sair pegando todas por aí e agir como um adulto que quer a sua garota de volta.
E então você pensa que ele ainda não foi falar com ela e não poderia tirar conclusões precipitadas com relação a isso.
O problema é que, ele sentia que ela não o perdoaria. E talvez ele estivesse certo.
Xx Versão xX
Tudo bem, eu até entendo que ele tenha beijado outra garota, mas pense bem, se ele não me queria mais, que me falasse! Até porque eu não aceito nenhum tipo de relacionamento aberto, acho ridículo. Mas... Ele poderia ter me traído por trás, iria doer bem menos do que vê-lo beijando aquela garota. O que eu posso fazer agora? Apenas me lamentar. Eu sentia que algo poderia acontecer, uma coisa que não entendo, para quê diabos vim para Las Vegas se poderia aproveitar minhas férias em Londres? Agora me arrependo muito por ter vindo pra cá. Muito mesmo. Mas eu espero que ao menos ele tente se explicar, não pode tudo acabar assim, com apenas alguns dias. Não pode. É que... Eu acho... Tenho certeza de que o amo.
Xx Versão xX
Certo, vamos recapitular. Eu estava esperando na boate, a Lindsay chegou, eu aceitei dançar com ela depois de surtar pensando em minha antiga liberdade, fomos para a pista de dança, ela foi atender o celular, voltou e me beijou. Eu não recusei. Claro, o instinto masculino falou mais alto. Na verdade, muito mais alto. De repente, quando o beijo acabou, virei para o lado e vi James dando um sorriso. Olho um pouco mais para o lado e reconheço aquele cabelo voando enquanto a dona dele corria. . O que eu podia fazer? Ela tinha me visto com aquela garota, nada do que eu tentasse adiantaria naquele momento. Mas eu já não tinha motivos para ficar ali. Só de pensar que pelo fato de não ter resistido perdi a mulher de minha vida, me deixa bastante desanimado para falar com ela. Mesmo um lado de minha pessoa me fazendo acreditar que tudo vai dar certo, outro lado me mostra de que não vai adiantar falar com ela, pois não haverá perdão. E eu acredito no segundo lado. Mesmo que ele possa estar errado.
•Capítulo 13 – tempo de reflexão
Raios de sol, ardência nos olhos, estar inquieta.
Naquele momento, não queria acordar. Por ter passado praticamente toda a noite chorando, os raios de sol incomodavam seus olhos, que ardiam. A tentativa de não se levantar daquela cama a fez sentir-se inquieta. Mexia-se de todas as maneiras, mas não encontrava a posição perfeita para que pudesse voltar a dormir.
Dormir? Já não adiantava tentar, isso não aconteceria.
já havia acordado. O instante que dormiu, serviu para que ele ficasse mais preocupado com o que pudesse acontecer, no momento em que fosse falar com .
Era incrível como o fato de tê-la deixado triste o incomodava. Ele nunca havia sentido isso antes. Nunca imaginou se apaixonar por alguém que conhece há tão pouco tempo.
Levantou-se e foi até o banheiro. Colocou a banheira para encher e foi se olhar no espelho. Seus olhos inchados de tanto chorar, suas olheiras estavam mais nítidas do que nunca. Passou as mãos pelo rosto, não poderia ter ficado assim por causa de alguém que conhecia há pouco tempo e namorava há menos tempo ainda. Tinha que ficar melhor. Iria ficar melhor. Colocou sais de banho e preparou-se para entrar na banheira. Preparou-se para relaxar.
Ao levantar-se, foi até o espelho. Ficou encarando aquela imagem. Aquele realmente é ele? Sim, é. O adolescente ainda estava ali, ainda está. Isso é fato. Porém, já era hora de crescer e a hora certa era essa.
Reparou nos detalhes do seu rosto. O sorriso é o mesmo, as expressões as mesmas, mas sua idade não mentia que já era hora de ter certas responsabilidades e certas atitudes. Preparou seu banho, preparou sua mente, preparou-se para reconquistar sua namorada.
Ao terminar seu banho, colocou um moletom e deitou-se em sua cama. Percebeu que em seu quarto havia TV a cabo. Ligou o aparelho e procurou por algo interessante ou bobo, que pudesse fazê-la rir. Depois de não muito procurar, achou. As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy. Ria a cada besteira que Billy falava e a cada maldade que Mandy fazia com Puro Osso. Sem perceber, cochilou.
Aquilo deveria estar sendo bom para ela.
Aquilo estava sendo bom para ela.
ficava andando de um lado para outro em seu quarto de hotel. Segundo ele, era a única maneira que tinha para conseguir refletir. E ele estava refletindo sobre o que tinha acontecido. Porque aquela saída de repente de Lindsay para atender ao celular? Porque aquele beijo? Porque ele não o havia recusado? Porque o sorriso de James? Apenas porquês, indagações que tomavam a mente de .
•Capítulo 14 – uma grande tarefa
Nem ao menos se alimentou.
Continuava andando de um lado para o outro do quarto, e isso já estava sendo entediante para ele.
Com certeza, se houvesse outra pessoa ali, falaria que não agüentava mais ver aquela cena e que era para que ele fosse logo falar com .
E foi o que ele fez.
Parou decidido, arrumou seus cabelos que não viam um pente ou uma escova já há algumas horas. Ajeitou sua roupa e se dirigiu ao quarto da namorada. A hora era agora.
Parou em frente à porta e bateu. Ela teria que atendê-lo.
continuou dormindo até que ouviu alguém bater à sua porta.
Xingou essa pessoa mentalmente, levantou-se, falou um já vai quase inaudível, foi até o banheiro lavar o rosto e ajeitar o cabelo e foi até a porta. A abriu e o viu, ali, com o suas olheiras mais visíveis do que nunca, seu rosto arrependido, e de corpo e alma para a namorada.
- O que é? – falou olhando para ele
- Eu... só quero me desculpar. – ele falou – você pode até não me perdoar ou sei lá, mas eu quero ter ao menos a minha consciência limpa de que tentei te pedir desculpas, tentei me explicar.
Ela o encarava. Ele continuou:
- Nem eu entendo o porquê de ter feito aquilo. Mesmo que não acredite, existem muitas questões a serem resolvidas em minha cabeça, disso que anda acontecendo, disso que aconteceu. Espero que você me entenda, mas não adianta que você me perdoe apenas para que eu me sinta bem, me perdoe, se acaso for, mas o faça do fundo do teu coração.
Ela continuou encarando-o.
- Do que adianta que eu fale e que você apenas ouça? Quero ouvir uma palavra sair de tua boca, quero ouvir que você me entendeu, quero ouvir que você poderá me perdoar, ou pensar em meu caso.
Ela não falava nada, parecia que algo tinha feito com que sua garganta se fechasse, a impedindo de falar.
- Você vai ficar apenas me olhando? Apenas ouvindo o que tenho a falar pra você? É isso então? – ele já estava sem paciência, quando as primeiras lágrimas brotaram dos olhos de . – Não fica assim... desculpa ter falado assim com você – secou as lágrimas que já estavam escorrendo na bochecha da garota.
Por impulso, o abraçou.
- Calma, pode colocar tudo pra fora, certo? – falou alisando os cabelos da garota.
- , é o seguinte, eu cheguei lá, vi aquilo e simplesmente desabei... – falou já controlando o choro – não ache que só porque veio aqui me pedir desculpas que vai tudo voltar ao que era antes. Não é assim, nunca será. Você terá que me mostrar que posso ter tua confiança, que posso te ter como companheiro e que não vou ter de sofrer vendo novamente uma cena daquelas que vi naquela boate. Sabe, eu já sofri por causa de amor antigamente. Meu antigo namorado me traiu, isso pra mim é simplesmente uma volta ao passado e tudo que eu menos quero é reviver aquilo que me deixou tão mal durante muito tempo...
Momento de silêncio.
- Você me promete? – falou olhando nos olhos do garoto.
- Sim, eu prometo. – falou e logo em seguida beijou a testa da garota.
Os dois ficaram daquele jeito por um bom tempo. De tempos em tempos, lágrimas brotavam dos olhos de e continuava na mesma posição, tentando acalmá-la.
O resto do dia passou do mesmo jeito. Os dois não saíram do quarto, queriam esclarecer as coisas. não deixou claro se o perdoaria ou não, o que deixou nervoso e mais confuso. Quer dizer então que era assim, ele praticamente abria seu coração para a garota e ela nem dizia se o perdoava?
Virou-se em direção à e a olhou nos olhos.
Ela o encarava sem reação.
Ele começou:
- , me deixe claro, pois isso só está me confundindo. Você me perdoou?
- Sim , o fiz. Mas você sabe que nada voltará a ser como antes. Não fui eu a traidora, não tenho que mostrar nada a você, ao contrário, você tem que me mostrar que posso voltar a confiar em você, você tem que me mostrar que não devo me preocupar em presenciar uma cena como aquela – ele a encarava – e eu estou sendo séria, não serei enganada novamente.
- Tudo bem, você irá se orgulhar de mim, tenha certeza – sorriu e aproximou-se para beijar a garota que desviou e o deixou apenas com um beijo na bochecha, esteja satisfeito ou não.
À noite ele saiu do quarto da garota aliviado. Ela o havia perdoado! Sim, ela havia.
Mas... ele agora teria que orgulhá-la. Uma grande tarefa, grande tarefa.
•Capítulo 15 – nenhum dos dois estão sendo sinceros.
James acordou sorridente, não sabia por que, mas da mesma maneira que estava sorridente, se sentia inseguro.
Tomou um banho, fez sua higiene matinal e seguiu para o quarto de . Segundo ele, tiraria a amiga da fossa.
Bateu na porta e a garota o atendeu com a cara totalmente amassada. O convidou para entrar e foi escovar os dentes já que James a havia acordado. Ao voltar para o quarto, sentou-se na cama em frente a James e o encarava.
- Te acordei gatinha? – ele falou sorrindo
- Não, imagina – falou irônica
- Olha você com sua ironia matinal, o que eu te fiz? – fez cara de atingido
- Nada, imagina, só me acordou, sabe? Mas nem me importo – deu de ombros e pegou o telefone do quarto
- Então... – sinalizou para ele fazer silêncio, o que o deixou puto. Ela pediu seu café-da-manhã e virou-se para ele
- Sim?
- Vamos fazer alguma coisa? – olhou para a janela
- Não sei... piscina? – ela encarava o sol que estava lá fora. Lembrou-se que daqui a alguns dias voltaria a Londres e bye para o sol quase constante de Las Vegas.
- Já que você diz... eu vou no quarto colocar uma bermuda então! – ele falou e saiu do quarto da garota sorridente.
Depois de algum tempo, sua comida chegou. tomou seu café-da-manhã calmamente e ao terminar, pegou novamente o telefone, ligando para a recepção. Pediu para que transferissem para o quarto de . A atendente falou que não existia ninguém ali com esse nome, o que fez estranhar.
Ela decidiu desligar, poderia ter sido um engano da atendente. Ligou novamente. A mesma resposta.
Se James soubesse disso talvez se sentisse feliz.
E falando em James, após alguns minutos, ele bateu na porta do quarto de , a fazendo levantar e atender. Ele estava com um chapéu enorme, o rosto entupido de protetor solar – assim como seu corpo -, uma bermuda florida e um óculos enorme.
- Você planeja descer assim? Já não basta o protetor? – perguntou rindo e indo procurar algum biquíni em sua mala
- Eu não tenho muita melanina – entrou no quarto – então eu tenho que me proteger. Não gosto de torrar no sol.
- Sim, sei. Mas se quiser se bronzear sem se expor aos raios solares, vai na Sunset Tan e BANG! – falou entrando no banheiro
- Vou fazer o quê lá?
- Se bronzear! – falou do banheiro
- Claro... Não quero não, valeuzão – ele falou, ou melhor, gritou
saiu do banheiro com um short jeans e seu biquíni lilás. Com seu cabelo preso em um rabo de cavalo frouxo, colocou um óculos para proteger seus olhos.
James estava babando, fato.
- Para de babar, vai alagar o quarto – falou e James corou
- Eu babando? Eu sou macho, eu não babo! – ele fez uma pose de macho e os dois começaram a rir
- Já que você diz... então, vamos?
- Yeap!
Os dois seguiram para a piscina e sentaram em uma mesa qualquer dali. Um garçom chegou e perguntou o que queriam. pediu um suco e James uma cerveja.
- Bebida essa hora da manhã? – perguntou
- Sim, uma cervejinha não faz mal. – sorriu
A manhã passou tranqüila, quando de repente apareceu na área da piscina, procurando por . A avistou de longe sentada e gargalhando com James em uma mesa. Correu e sentou-se ao entre os dois.
- Amor! – sorriu e beijou a bochecha de
Amor? – James pensou e arqueou a sobrancelha
- Bom dia – sorriu – me diz, o que veio fazer aqui?
- Tava te procurando – James pigarreou – Bom dia James – revirou os olhos
- Pra quê me procurando?
- Ia te chamar pra fazer alguma coisa – sorriu
- Ah sim, sim – James encarava os dois conversando – me diz uma coisa ... porque eu liguei pra recepção pedindo o número do teu quarto e falaram que você não tava hospedado aqui? – arqueou a sobrancelha e engoliu em seco
- É que... na verdade eu nã-ão sei – gaguejou um pouco – eu vou reclamar com os atendentes...
- Poxa , não reservou o quarto com seu nome? – James falou com uma cara sacana
- Na verdade... – olhou para James assustado – eu tenho que ir agora – levantou, deu um beijo na testa de e saiu correndo
achou isso muito estranho.
James adorou.
- Então vocês voltaram? – James perguntou a ela tomando mais um gole da cerveja
- Aham, por quê?
- Nada, só espero que ele não faça mais nada com você – sorriu parecendo sincero. PARECENDO sincero.
arqueou a sobrancelha e olhou em direção à piscina.
•Capítulo 16 – VS. Bourne
Quem diabos James pensava ser ao querer falar alguma coisa de ?
Ele ao menos não tentou fazer algo com que não fosse da vontade dela, ao contrário de James, que tentou agarrá-la no banheiro do cassino à força. E aí, quem é melhor que quem?
Relacionado à gravidade da situação, James – que perdoou mesmo assim, porque não gosta de ficar sem falar com alguém – e relacionado à traição, – que ela também perdoou, mas isso foi algo recente e eles não eram apenas amigos. E sim namorados.
É, nenhum dos dois escaparia do fato de que fizeram algo errado. E nenhum dos dois realmente estava sendo sincero, então... não há o que se possa dizer.
e James subiram cada um para o seu quarto e foram tomar banho. Apesar do protetor solar, estavam com o corpo ardendo.
Depois do banho, deitou-se na cama e foi dormir.
Depois do banho, James ficou andando de um lado para o outro do quarto, quando foi interrompido com batidas violentas na porta.
Foi até a porta e a abriu, dando de cara com um furioso que invadiu o quarto.
- Ei, que merda é essa? – James falou e levou um empurrão de – Wow, o que eu te fiz, seu bosta?
- O que você fez? Você quer foder com minha vida é?
- O que você quer dizer com isso? – James tentou dar uma de inocente, mal sabendo ele que com não funcionaria.
E não funcionou.
- O que eu quero dizer com isso? – ele se aproximou de James – VOCÊ QUER QUE MINHA VIDA ACABE É?
- O que? – aquilo já estava irritando que era um pouco mais forte que o James e o pegou pelo colarinho, levantando-o do chão
- Olha aqui seu merdinha, se você não conseguiu ficar com a , o problema é seu e não meu. – James o olhava um pouco assustado – se ela quis me escolher, e não a você, se foda, o negócio é o seguinte... você não vai conseguir, não vai! – ele largou James no chão que mesmo assim não deixou de fazer as provocações ridículas dele
- , não sou eu que estou mentindo para a minha namorada
- Claro, ela não é sua namorada, E NUNCA SERÁ!
- É o que você diz – James sorriu
- Eu já entendi o seu jogo, o que você quer... você tá armando não é? – James bateu palmas
- Finalmente você entendeu, cérebro de peixe – sorriu novamente – você realmente achou que a Lindsay havia ido naquela boate assim, do nada? Pois está enganado, caro ... eu a mandei até lá, mas... eu que consolei a depois de tudo. Eu não saí como o traidor... porque eu não faria isso com ela!
- É o que você acha, seu bosta – o olhou com raiva – você diz que não faria, mas isso que está armando já é uma traição. Você sabia? – sorriu vitorioso
- Sim, eu sabia... mas ela não precisa saber. Você tem dois caminhos para seguir. O caminho da minha vitória ou... o caminho da minha vitória de uma maneira pior.
- E você tem apenas um caminho, o do seu cu, seu verme – se aproximou e deu um murro na cara de James, fazendo seu nariz sangrar rapidamente.
Ele abriu a porta do quarto e saiu, batendo forte e com mais raiva ainda. James limpou o nariz e apenas falou: - se fodeu, patético.
Pode ser meio idiota o comentário, mas... parece que a guerra começou.
•Capítulo 17 – Ou eu, ou ele!
Logo depois de ter saído do quarto de James, seguiu para o de , parando em frente à porta e respirando fundo antes de bater para que ela atendesse.
Ele realmente não queria que ela o visse naquele estado. Seria um pouco assustador, já que naquele momento o seu branco rosto estava totalmente avermelhado e a veia de sua testa estava saltada.
Já não se viam aqueles encantadores olhos de sempre, mas sim um olhar de raiva.
Depois de algum tempo encostado na parede em frente ao quarto de , olhou seu reflexo em um quadro que havia ao seu lado e constou de que agora poderia falar com sua namorada.
Você tem dois caminhos para seguir. O caminho da minha vitória, ou o caminho da minha vitória de uma maneira pior.
Aquilo martelava em sua cabeça, a voz de James falando isso se repetia como um disco arranhado, que muitas vezes insiste em voltar para a parte da música que não gostamos.
E ele não havia gostado daquela frase.
E então, pela primeira vez, sentiu medo. Sentiu medo do que poderia acontecer com ele e com , um alguém que... ele se importava. Mesmo que às vezes não parecesse, principalmente quando há relação com a sinceridade que ele não demonstra da maneira que deveria.
E essa era uma arma para James.
Passou as mãos nos cabelos desajeitados, aproximou-se da porta e bateu, sendo minutos depois, atendido por uma sorridente.
Beijou-a e sentou-se em sua cama. A observava. Como ela era linda!
Ela não tinha um corpo de miss, ela não era uma das mulheres mais bonitas do mundo, mas... o seu jeito, o seu andar, o seu sorriso.
Era isso que importava para ele. E ele não queria perdê-la.
- , - sentou-se ao seu lado – o que houve que você está assim?
Ele a encarou.
- Precisamos conversar, – apoiou-se na cama
- O que aconteceu?
- É sobre o James...
- O que tem ele?
- Você não o conhece como eu conheço, ele não é uma boa pessoa como pensa
- Como assim? – ela ajeitou-se na cama de forma que pudesse encará-lo
- Eu... eu não gosto da amizade de vocês.
Ele não poderia simplesmente entregá-lo assim, porque de certa forma ele o faria com ele mesmo.
- Porque não?
- Porque ele gosta de você e pode não ter superado o fato de que...
- E você acha que vou parar de falar com ele por causa disso?
- Acho que sim, porque eu estou falando que você vai! – o tom de voz dele começou a se alterar
- E quem disse que homem algum manda em mim?
- , eu só quero que você pare de falar com ele!
- Pois eu não vou só porque VOCÊ não gosta dele – ele abriu a boca para falar, mas foi interrompido – e nem venha com isso de que eu não o conheço o suficiente, já que eu não o conhecia e comecei a namorar você. E OLHA SÓ NO QUE DEU, SABE? ALGUNS DIAS DEPOIS DO COMEÇO DO NAMORO VOCÊ BEIJA OUTRA NA BOATE SABENDO QUE EU IRIA APARECER.
- SABE DE UMA? FODA-SE! EU FALARIA PARA VOCÊ ESCOLHER ENTRE MIM E ELE, MAS VEJO QUE VOCÊ O ESCOLHERIA.
- E daí?
- Olha só, a partir de agora o problema não é mais meu. Você o prefere, mas não fui eu quem tentou te violentar no cassino sem nem ao menos te conhecer. Você o perdoou, vai pra piscina com ele, fica de risadinha e não joga na cara dele. E VOCÊ NEM SABE O PORQUÊ DE EU TER BEIJADO AQUELA GAROTA!
- Porque é um idiota, safado E CAFAJESTE QUE NÃO CONSEGUE FICAR COM UMA SÓ.
, que já havia levantado dirigiu-se até a porta do quarto, virou-se para e falou:
- Eu queria poder contar o motivo de aquilo ter acontecido – levantou-se e foi em sua direção
- ENTÃO FALA!
- Eu queria poder. Isso não significa que eu posso. – abriu a porta – sinto muito.
Ele saiu e fechou a porta. Quando o fez, foi até a cama e deitou-se podendo encarar o teto. Ela não entendia.
Eu queria poder contar o motivo de aquilo ter acontecido.
Porque ele não podia contar?
Nesse momento, era o que ela queria saber. O motivo de toda essa briga foi James, e isso deve ser algo sério.
•Capítulo 18 – i’ll fight for him
- E então você já pode providenciar o que eu havia te pedido – James sorriu depois de falar – muito obrigada.
Desligou e sorriu novamente. Aquela garota seria sua.
Ajeitou-se na cadeira que estava sentado e pegou o telefone que havia colocado há pouco tempo no gancho. Ligou para a recepção e pediu para transferir para o quarto de .
Ouviu a voz da garota sonolenta atender ao telefone.
- ! – falou
- Olá James. Como está?
- Bem, e você?
- Não tão bem... mas isso não vem ao caso.
- Não, pode contar!
- Não precisa! – a garota forçou uma risada – obrigada. Mas, a que devo a honra de sua ligação?
- Eu quero te chamar para fazer alguma coisa... aceita?
Você o prefere, mas não fui eu quem tentou te violentar no cassino sem nem ao menos te conhecer. Você o perdoou, vai pra piscina com ele, fica de risadinha e não joga na cara dele.
Essa frase de voltou a sua cabeça e pareceu alertá-la de algo.
- Na verdade, James... eu vou descansar um pouco. Estou pensando em fazer uma limpeza de pele ou algo por aqui, com alguns cosméticos que tenho.
- Oh – como assim ela não aceitou?
- Eu já havia me planejado, me desculpe! Tudo bem? – ela falou tentando parecer sincera e ele acreditou.
- Tudo bem, procuro algo para fazer por aqui mesmo. Beijos e qualquer coisa, estou aqui!
- Sim, eu sei que posso contar com você. Beijos.
Se afastar de James seria o primeiro passo. Por mais doloroso que isso fosse, afinal, havia razão ao falar o que falou. E ela não tinha razão de ter simplesmente defendido James se realmente mal o conhece.
Segundo passo... encontrar o e falar com ele, pedir desculpas. Afinal dessa vez, ele merecia ouvir um pedido de desculpas vindo dela. Porque dessa vez, ela errou.
estava em seu quarto, deitado na cama e olhando para o teto. Ele sabia que algo poderia dar errado. Tudo porque James não está satisfeito em ver a sua felicidade. Tudo por causa dele, que... nem é tão importante assim para a vida de em sua opinião e obviamente à vista de quase todos.
Mas ele tinha que passar à frente.
A inveja tinha que tomar conta dele. Como sempre foi.
Decidiu dormir, não sabia mais o que fazer naquele dia. Achava que descansar seria melhor.
levantou-se decidida, procuraria . Mas, como ela o faria se não sabia nem ao menos o número do quarto do namorado?
Sentou-se novamente em sua cama e suspirou.
Burra, burra – pensou e deitou, encarando o teto.
Decidiu que quando falasse com perguntaria o número do quarto dele, sem falta. Seu telefone tocou, dessa vez era a recepcionista falando que havia uma ligação para ela.
Seu coração bateu mais forte, pensou que poderia ser , mas quando ouviu a voz esganiçada de sua amiga, sentiu um aperto no peito.
- gostosa!
- !
- O que aconteceu, amiga? Porque está assim?
- Assim como? Eu não tenho nada – falou em tom óbvio. Mas para isso não era óbvio. Ela a conhecia o bastante para saber que ela não estava bem
- , eu te conheço. Vamos lá, eu tenho pipoca, refrigerante, estou sentada e tenho tempo o bastante para falar com você – riu. Tinha saudade do humor das amigas.
- Bom... – suspirou e então contou tudo para – e aí, o que você me diz?
- Menina, corre por esse homem! Mas me esclarece algo... você voltou a falar com James?
- Voltei sim... mas creio que errei nessa escolha.
- Concordo, amiga. Uma coisa. Dá um pé na bunda desse James e fica com o . Pelo o que ouvi de você, ele parece gostar de ti... não acha?
- Eu... eu já não sei – falou e sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto – porque eu fiz merda, sabe? Então...
- Amiga, vou ter que desligar, tão querendo usar e eu tô esperando o Ronald. Mas então, você vai saber o que fazer. Te amo
- Te amo também, amiga.
Desligou o telefone e respirou fundo. Estava decidida, lutaria por .
Porque algo dizia que ele valia à pena. Que ele vale à pena.
•Capítulo 19 – it’s time to apologize
acordou no outro dia com dor nas costas, já que havia dormido de mau jeito na noite anterior. Levantou-se, fez sua higiene, tomou seu banho e colocou uma roupa simples para descer e poder tomar seu café. Por dentro, torcia para que estivesse no restaurante, ou que ao menos aparecesse por lá.
Desceu e sentou-se em uma mesa do restaurante após se servir com uma salada de frutas e um suco de laranja. Observava o lugar, mas nada de aparecer.
Comeu sua salada, tomou seu suco e esperou mais um pouco.
Quando ia desistir, viu a imagem que esperou durante tanto tempo.
Na verdade, não era a exata imagem que ela esperava, mas era ele.
havia entrado no restaurante do mesmo jeito, seus cabelos bagunçados, aquela calça totalmente baixa, mas naquele dia havia algo diferente nele.
Seus olhos estavam levemente escuros de uma noite que ele não conseguiu dormir.
Ele sentou-se em uma mesa distante após pegar algo para comer e respirou fundo, tinha que falar com ele naquele momento. Levantou-se, foi em direção a ele, que estava com os olhos baixos encarando o pão que havia pegado.
Chegou ao lado dele, e ele parecia não perceber sua presença ali. Puxou uma das cadeiras da mesa e começou a falar:
- , será que... podemos conversar?
Ele levantou a cabeça e a encarou. Ela pôde ver a expressão no rosto dele. Aquilo não parecia ser uma coisa boa.
- Fale – respondeu rispidamente
- Eu... quero me desculpar por ontem. Eu simplesmente não sei por que agi daquele jeito, estava fora de mim
Ele murmurou algo inaudível e ela continuou:
- Depois que você falou todas aquelas coisas, parei para pensar e decidi que você tem razão.
- E agora você concorda com o que eu falei?
- Eu... eu não sei, mas decidi me afastar de James. Porque aquilo que ele fez comigo no cassino não foi algo normal. E você não chegou assim, e...
- Eu me apaixonei por você no avião, e eu não seria capaz de fazer algo assim com você.
Mas seria capaz de mentir.
- Você me perdoa? – ela perguntou
- Sim. Você me perdoa? – por estar te enganando e achando que você é uma fã que vai ficar espalhando por aí que ficou comigo
- Pelo quê? Eu já te perdoei!
- Só me fala se você me perdoa
- Sim, perdôo. – ela não havia entendido
James saiu do elevador, indo em direção ao restaurante para poder comer alguma coisa. Ele nunca fazia isso, mas nesse dia decidiu que seria melhor fazer um exercício.
Entrando naquele salão com mesas espalhadas, avistou de longe e , que estavam com um meio sorriso um para o outro e mudou sua expressão de imediato.
Em poucos dias ele voltaria a Londres e provavelmente o casal faria o mesmo, então ele deveria agir naquele momento.
Ou um pouco depois, já que seu estômago roncava mais do que o normal.
•Capítulo 20 – Success, Lind
- Então, vamos, por favor? Eu quero conversar com vocês! – James falava ao telefone com
- Eu não sei – ela encarou que murmurou um no way para ela
- Vamos, por favor, ! Eu, você e ! – ele insistia – eu realmente preciso falar com vocês dois, me desculpar... – ele sorriu disfarçadamente – vocês não me darão essa oportunidade?
- Só um minuto, James – tirou o telefone do ouvido e o afastou para falar com
- O que ele quer dessa vez? – cruzou os braços e encarou
- Ele quer se encontrar conosco para nos pedir desculpas por tudo que fez – revirou os olhos
- E você acha realmente que isso é verdade?
- Não sei, mas não custa nada a gente dar essa chance a ele, não? – o olhou com dúvida
- Pode custar muito. Mas qualquer coisa eu quebro o nariz dele, dessa vez eu quebro.
- Quebrar?
- Longa história, talvez um dia eu te conte
- James? – perguntou receosa
- Sim ?
- Bom, nós vamos.
- Certinho. Hoje à noite, no restaurante do hotel. Um jantar não fará mal, han? – perguntou
- Tudo bem.
Desligou o telefone e sorriu. Pegou-o novamente e fez uma nova ligação.
- Lind, querida?
- Sim, querido Jimmy
- Hoje à noite.
- Yes sir – desligou e ajeitou-se na cadeira. Estava ansioso com o que poderia acontecer naquela noite.
estava em seu quarto já pronta, esperando para que eles pudessem descer para o restaurante.
Sentiu seu estômago embrulhar, toda vez que sentia isso significava que algo poderia acontecer. Fosse bom ou ruim, aconteceria.
Respirou fundo e decidiu esquecer isso, nada iria acontecer.
Ouviu baterem na porta e deu uma última olhada no visual.
Abriu a porta e lá estava , com aparência melhor do que na manhã anterior, no restaurante.
- Vamos? – ele perguntou sorrindo, o primeiro sorriso do dia, já que ele fez questão de estar de mau-humor e revirar os olhos a cada cinco minutos após a ligação do James
- Vamos sim – saiu de seu quarto e o trancou, indo em direção ao elevador junto com .
Desceram e ao chegarem ao restaurante, avistaram James de longe, que acenava para eles dois.
Reviraram os olhos e ao forçarem um sorriso, aproximavam-se da mesa em que iriam sentar junto com James.
- Enfim vocês vieram! – ele fingiu felicidade
- Sim, viemos – falou fingindo empolgação
- Mas não planejamos ficar muito tempo, se é que me entende – falou e olhou para James e para o curativo em seu nariz
- Entendi.
- Por isso queremos que você fale logo o que queres – falou
- Ok. Eu quero que vocês me desculpem por tudo que eu fiz. – James encarava os dois – por tudo que eu fiz a você, , principalmente naquele dia do cassino
- Tudo bem
- , desculpa ter cobiçado sua garota, vocês formam um lindo casal – sorriu
- Ok, só isso? Já estou me levantando. – falou
- Não cara, fiquem para jantar! Um jantar de desculpas! – sorriu abertamente
- ? – o encarou esperando ele responder
- Ok, tudo bem.
Eles fizeram o pedido, e após ter chegado, começaram a comer e trocavam poucas palavras. James balançava os pés de ansiedade, e o embrulho no estômago de havia voltado com mais intensidade do que antes.
Ela pediu licença e levantou-se para ir ao banheiro.
James olhou para e sorriu maleficamente: - você realmente achou que o jogo havia acabado, ?
- Claro que não. É melhor você não aprontar nada, ou seu rostinho que vai ser quebrado dessa vez e não seu nariz
- Vem me avisar agora? Sinto muito. Mas é que, eu já havia planejado algo. Que está prestes a acontecer
- Eu vou te pegar seu... – ele ia levantar para bater em James quando apareceu e arqueou a sobrancelha para ele, que voltou ao seu lugar e sorriu forçado para a namorada.
Continuaram o jantar, quando uma garotinha morena e de olhos azuis apareceu ao lado de e o cutucou, falando: - licença moço, você é o ?
- Sim, sou – ele respondeu estranhando
- Ah, obrigada – ela sorriu docemente e ele arqueou a sobrancelha olhando para que estranhou
De repente, uma loira apareceu ao lado de e o cutucou, fazendo-o virar já sem paciência e ela deu um beijo nele.
Ele a empurrou e perguntou: - EI CARA, QUAL É A TUA?
- , eu sou sua maior fã, me dá um autógrafo?
Autógrafo? – pensou – então ele realmente é... e não me contou?
- Eu, eu... – ele gaguejou e pegou o papel que estava na mão da garota, enquanto assistia àquela cena perplexa
Ele assinou o papel e mais pessoas se aproximaram dele, o fazendo dar um grito deixando todas ali assustadas e de repente flashes dispararem em sua direção.
virou em direção a e a viu o encarando assustada, percebendo em seu olhar decepção. As pessoas voltaram a se aproximar, e ele tentava sair daquela multidão que se formava em sua volta. pegou a bolsa que estava na cadeira e saiu dali, não agüentava ver aquela cena.
James sorriu e não foi atrás de , decidiu que não o faria naquele momento.
Ao ver sua garota indo embora, gritou seu nome não obtendo resposta, o fazendo tentar sair daquela multidão, tendo sucesso. Foi em direção a e ao vê-la entrando no elevador, decidiu segui-la, o que não deu certo, já que o elevador havia fechado antes que ele pudesse chegar em frente a ele.
- Sucesso, Lind – James falou sorrindo e vendo todas aquelas pessoas correrem atrás de depois da loira chegar sorrindo perto dele
- Orgulhoso James?
- Muito orgulhoso. Orgulhoso até demais – sorriu mais ainda
Lindsay encarou James e foi se aproximando aos poucos. James sabendo o que ela queria, decidiu retribuir e fez o mesmo. Quando seus lábios estavam prestes a encostarem um ao outro, sentiu um puxão.
Era . E dessa vez ele estava possesso.
Abaixou-se podendo se apoiar no joelho e sentiu uma lágrima cair. Olhou para o lado e viu todas aquelas pessoas se aproximando cada vez mais. Sentiu um ódio extremo subir por todo o seu corpo, como nunca havia acontecido antes. Ergueu-se e driblando todos aqueles fãs que não apareceram nos dias que ele passou por lá e que decidiram aparecer, ou que tenham sido influenciados por alguém para que fizessem isso, foi em direção a James, que estava conversando com a mesma loira do aeroporto e da boate.
Correu em direção aos dois e quando eles estavam prestes a se beijar, puxou James e o virou em sua direção. Ele, que não esperava, encarava assustado, que estava possesso e assustador.
Levantou James e sentiu aqueles flashes novamente em sua direção. James sorriu e o olhou irônico.
- Pronto para acabar com sua carreira ? – falou
- Pronto para ter seu rostinho acabado, James Bourne? – falou cerrando os dentes
- Prontíssimo, mas você não respondeu minha pergunta, falso
- Estou prontíssimo também, contanto que eu consiga o que eu quero, que envolvem acabar com você e reconquistar minha garota.
- Reconquistar quem? Aquela que você enganou por tanto tempo?
- Três dias ou sei lá? Me poupe James, você, um imundo falando de um mal lavado – falou deixando James cair no chão
- Ai seu filho da...
- Respeito é bom e eu AMO – falou e deu um murro na cara de James, fazendo o curativo que estava no nariz dele ficar totalmente vermelho.
Mais flashes.
Deu uma ultima olhada em James e o chutou fortemente nas costelas, dando as costas e indo até o elevador para poder tentar falar com .
Aquele merda não conseguiria acabar com o que ele e têm.
Não mesmo.
• Capítulo 21 – você mentiu esse tempo todo?
Entrou no elevador e foi até o andar de , respirando antes de bater na porta do quarto da mesma.
Ela, que já estava arrumando suas malas, pois partiria depois de dois dias, controlava-se para não derramar as lágrimas que estavam querendo ser libertas já há algum tempo.
Ouviu baterem na porta, e foi até ela, respirando fundo antes de abri-la e dar de cara com um olhando-a arrependido.
- ... – ele falou e ela o interrompeu
- Não, , já cansei disso tudo, tá ouvindo? Todas as coisas que aconteceram... eu até suportei porque pode ter sido por causa do James, MAS VOCÊ MENTIR PRA MIM? – olhou-o indignada
- Mas eu o fiz por causa de James! ELE DISSE QUE VOCÊ PODERIA SER UMA FÃ QUE FICARIA ESPALHANDO QUE FICOU COMIGO! E EU... EU SENTI MEDO DE TE CONTAR A VERDADE!
- Não importa. Só me responde... você mentiu esse tempo todo? – ele olhou para baixo
- Sim, menti. E estou tentando ser sincero nesse momento. Me perdoa, por favor...
- Sinto muito , mas não. – fechou a porta na cara dele.
Ele encostou-se na parede e escorregou, deixando escapar algumas lágrimas teimosas.
Ficou ali por vários minutos, deixou-se levar pelo que estava sentindo naquele momento. Coisa que ele não sabia descrever, não sabia dizer o que era.
Abriu seus olhos e os fechou rapidamente, já que o sol batia freneticamente em seu rosto, causando-lhe incomodo na vista.
Apalpou o lugar em que estava deitado e se deu conta de que ainda estava no corredor.
Como ele havia dormido ali? Ah claro, fechou os olhos e pronto, dormiu.
Levantou-se e sentiu uma pontada na coluna. Olhou para o lado e encarou uma camareira que o olhava assustado. Revirou os olhos e seguiu para o seu quarto. Sua cabeça doía, a claridade estava simplesmente acabando com a única possibilidade de manter o olho sem arder por algum tempo.
Parecia que ele havia bebido. Mas foi pior, foi o fato de ter sido rejeitado.
Entrou no quarto e deitou-se na cama, ainda com a roupa do dia anterior, retirando apenas os sapatos e começou a pensar. Ou tentou fazê-lo, já que sua cabeça doía só pelo ato de colocar os neurônios que ali tinham para funcionar.
Pensou em todas as garotas que ele simplesmente iludiu e rejeitou, e queria contar o número exato, mas depois que passou da vigésima, desistiu. Pensou no quanto elas deviam ter ficado chateadas e chorando por um bom tempo, já que a maioria confessava amá-lo. Isso tudo um pouco antes de ele se tornar conhecido, o que fez com que o assédio aumentasse e o número de meninas com o coração partido – principalmente aquelas fãs que diziam ser apaixonadas por ele sem ao menos nunca tê-lo visto ao vivo exceto naquela única vez – e a última namorada, que bateu nele depois do rompimento.
Gargalhou baixo e parou logo que sentiu mais uma pontada em sua cabeça.
Essa foi a que pareceu reagir melhor depois do rompimento, porque quem saiu apanhado foi ele, afinal. A última vez que ele ouviu falar dela, ela estava fazendo alguma coisa na França, que ele não quis saber o que era já que a pessoa que comentou era um dos amigos da garota e poderia distorcer totalmente a conversa que eles tiveram.
Isso se ele já não o tinha feito.
Deixou de pensar nisso e voltou para as garotas que ele havia dispensado sem motivo concreto. Kate, a tal namorada que bateu nele não contava, porque como já foi dito, reagiu perfeitamente após o rompimento. Quem chorou de dor foi ele, e não ela, já que quem estava com o meio de suas pernas doendo era ele.
Após repassar toda essa informação na cabeça pensou no que poderia estar causando isso, como se fosse uma vingança. Porque James era um amigo fura-olho, mas não chegava a trapacear como fez dessa vez. Não dessa maneira como toda a história desenrolou. E está desenrolando, já que não pretendia desistir assim. Não por causa de um alguém que simplesmente não era correspondido e em vez de levantar a bandeira branca e seguir em frente, simplesmente lutou por ela.
Lutar.
Então James foi corajoso o bastante em lutar pela pessoa que ele amava, por mais que essa luta tenha sido feita com trapaças e maneiras de magoá-la ainda mais. Por mais que ele estivesse ao lado, como sempre fazia, já que um dos objetivos era rondar e se aproximar cada vez mais. E ela o tinha como amigo, aquilo já era o bastante para ele ter essa liberdade de mexer na ferida e o poder de curá-la, ou feri-la novamente fazendo com que ela inflamasse. Mas, ela não saberia que o culpado da inflamação seria ele, e ele que estaria ao lado dela.
então começou a entender o porquê de James ter essa atitude. Ele realmente gostava dela, só não sabia como conquistá-la, por ser inseguro, como sempre foi – apesar de em festas sempre estar rodeado de garotas, já que era uma máscara que usava, apesar de o James inseguro sempre estar ali, assim como o James rancoroso e vingativo, que nessa viagem se aflorou mais do que nunca.
Mas, - pensou – não pode ser possível que alguém e somente esse alguém tenha feito essa confusão.
E então todas aquelas garotas que ele pensou no começo dessa longa reflexão voltaram à sua mente. Então era isso! O karma. Ele estava colhendo o que plantou no passado.
Mas logo dessa vez! Logo dessa vez que ele finalmente estava tentando agir certo?
Talvez eu nunca devesse ter começado com essa idéia de agir certo – pensou por um momento e se arrependeu logo depois.
Então ele faria como James. Ele lutaria. Como ele poderia querer reconquistá-la naquele estado? Ele teria que agir! Mas não naquele momento.
Sua cabeça doía mais do que antes. Ter pensado em tudo exigiu um grande esforço para o seu cérebro o que praticamente triplicou a dor que parecia ser uma agulhada de quando ele havia acordado no corredor. Naquele momento a dor era mais como se sua cabeça estivesse sendo esmagada por duas superfícies de ferro.
Decidiu que não tomaria uma atitude precipitada, precisaria pensar mais tarde, quando sua cabeça doesse menos. De repente, seus olhos se estreitaram até formarem uma linha fina e se fecharem.
• Capítulo 22 – have you lost your fucking mind?
Não havia passado muito tempo desde que ele fechou os olhos para poder então descansar quando o telefone do quarto tocou, fazendo-o acordar contra sua vontade e sentir sua cabeça incomodar com mais uma daquelas pontadas que estava sentindo, porém com menos intensidade do que antes.
O telefone insistia e ele lutava para que o sono não o pegasse novamente.
Pensou em deixar que a pessoa ligasse depois – ela ligaria se fosse importante – mas o telefone continuou. Dando-se por vencido, levantou-se da cama e finalmente atendeu ao telefone, ouvindo a linha muda por algum tempo e ao fechar os olhos, imaginando que poderia voltar a dormir, ouviu a voz impaciente de – seu amigo – começar a falar com ele.
engoliu em seco. Podia imaginar do que se tratava aquela única ligação recebida por um dos seus amigos nesse tempo em que ficou em Las Vegas. Sentiu receio antes de emitir algum som como resposta ao Bom dia totalmente fora do tom de normalmente. Porque primeiro, não era um daqueles caras que se irritava facilmente; Segundo, ele não agia normalmente dessa maneira com os amigos e terceiro, pelo fato de juntar essas duas observações, ele podia estar extremamente furioso.
E com .
Respirou fundo e respondeu um Bom dia dude! – fingindo entusiasmo.
Ouviu suspirar impaciente. Provavelmente pensava em uma forma de não pegar um avião para dar um jeito em .
Ele estava ferrado.
- – falou seriamente – o que você pensa que estava fazendo? – terminou pausadamente tentando controlar a vontade que ele tinha de esganar o amigo, porém ainda demonstrando a raiva que tinha.
- Não to entendendo – fez-se de desentendido mesmo sabendo que depois se arrependeria por ter feito isso.
Dito e feito. começou a gritar com ele no telefone e a cabeça dele dava mais do que aquelas pontadas, parecia que alguém estava metralhando-a, já que as pontadas eram seguidas e doíam mais do que as de antes.
Eu não joguei pedra na cruz – pensou olhando para cima como se pedisse piedade e como se isso fosse acabar com a gritaria de .
A saída naquele momento era ouvir tudo o que ele tinha a dizer, que era algo como irresponsabilidade, problemas para a banda, morte entre outras coisas. Era só não interrompê-lo que daria tudo certo, teria uma chance de se explicar.
Depois de praticamente vinte minutos ouvindo apenas o que falava – que mudava de reclamações ao e aos outros caras da banda, que o mandavam calar a boca ou pediam para falar com , o que ele não pretendia deixar – percebeu que havia silêncio do outro lado da linha.
- Posso falar?
- Se você me explicar que merda foi aquela, sim
Ele então começou a falar, explicou toda a história e o interrompeu com indignação na voz:
- Então tudo isso foi por causa de uma GAROTA? Uma pessoa que você conheceu no AVIÃO?
- Mas... – ele foi interrompido novamente
- VOCÊ ESTÁ NOS JORNAIS LONDRINOS, NA TELEVISÃO, COM CERTEZA NOS JORNAIS DAÍ QUE EU NÃO SEI QUAIS SÃO E NEM QUERO SABER E VOCÊ AINDA TEM A CORAGEM DE FALAR PARA MIM QUE TUDO ISSO FOI POR CAUSA DE UMA GAROTA?
- É necessário responder? – perguntou
- Cale a sua boca e me responda, VOCÊ PERDEU A PORRA DO SEU CÉREBRO?
- Primeiro, não grita comigo porque eu estou com a porra da minha cabeça doendo – revirou os olhos – e segundo, que eu saiba meu cérebro continua aqui
bufou e com certeza estava revirando os olhos naquele momento.
- , leia o jornal daí – respirou fundo e alguém bateu na porta
- Só um segundo. – ele levantou-se e foi até a porta, encontrando um funcionário que foi entregar um jornal para ele. Agradeceu e procurou alguma nota para dar a ele. Pegou a primeira que achou – 100 dólares – e o entregou, que sorriu abertamente e o agradeceu imensamente.
Voltou ao telefone e falou: - Consegui um jornal aqui que eu não pedi
- Eu o fiz por você. Sabia que você não leria mesmo – falou e bufou – por favor, o que tem na primeira página?
Colocou o jornal na cama, e leu: O que aconteceu com da banda McFLY? – seguido pelas fotos dele batendo em James e dele saindo de junto dos fãs indo em direção ao elevador. Engoliu em seco. Ele não estava ferrado. Estava fodido.
- ... eu... eu não sei o que aconteceu comigo!
- Quando você voltar quem resolverá com os jornalistas vai ser você mesmo. Eu e os garotos não responderemos às perguntas.
- Tudo bem – assentiu
- E da próxima vez você não viaja sozinho
- Viajei sozinho por sua causa, então parte da culpa é sua.
- quer falar com você – bufou. Sabia que tinha razão.
- Tudo bem – respondeu e ouviu falando:
- , - praticamente sussurrou – concordo com o em certas coisas, mas não se sinta mal por isso. Você fez o que tinha de fazer e... parece que o James merecia
deu um sorriso extremamente gay como ele mesmo diria se estivesse vendo seu reflexo em um espelho e falou: - você está dando aquele sorriso gay que eu sei, querida – gargalhou e ouviu acompanhá-lo, seguindo de um reclamando de algo e o xingando.
- De qualquer maneira, finja que eu te entendo mesmo estando puto por você estar praticamente fodendo com a reputação da banda, mas eu supero. Assim como o , mesmo que leve algum tempo.
- Valeu . Se não fosse você eu estaria mais fodido ouvindo ainda a ladainha de . Parece até que ele nunca fez uma merda dessas. Eu me lembro do dia que ele saiu bêbado de uma festa. Ninguém podia ter reclamado dele - bufou
- Pior que é mesmo! - gargalhou - mas , me deixe ser sério agora.
Fudeu, ele vai começar a gritar - pensou
- , só não grita se for reclamar, ok? - ele começou a rir
- Calma, não vou reclamar - respirou aliviado - quero apenas falar uma coisa
- Fale
- Se você fez isso com o James que é o seu amigo, deve ter tido um motivo. Espero que essa garota valha à pena
- Ela vale,
- Espero que sim. Tenho que desligar. está me fuzilando com os olhos e eu pretendo sobreviver até o dia que você chegar aqui para poder assistir a sua morte - riu enquanto bufou - calma . Te cuida e pega ela - riu e desligou o telefone
Então era hora de lutar, por mais desonesta que fosse a luta dele.
Tinha um dia para reconquistá-la.
Ligou para a recepção e pediu para que fosse feito um pedido de um buquê de rosas para ser entregue no quarto de com um cartão. Aquilo com certeza não adiantaria, porém amoleceria - ou não - o coração dela.
Confirmou e foi até a carteira. Procurou o número de Carl e sorriu. Aquilo sim teria que dar certo. As flores não tinham tanta importância.
• Capítulo 23 – every smile you fake, I’ll be watching you
ouviu alguém bater na porta. Bufou fechando a mala, a qual estava terminando de arrumar e foi atender. Recebeu a entrega - um buquê de rosas - e deu uma gorjeta para o entregador que sorriu abertamente. Foi até a cama, sentou e olhou o cartão que tinha. Estava escrito: 'Provavelmente isso não dará certo, você pode ficar com mais raiva de mim do que o normal. Mas me perdoa? Eu quero poder mostrar o quanto posso ser fiel como sempre pretendi ser, mas que alguém impediu que isso acontecesse'.
Revirou os olhos e amassou o papelzinho. Havia cansado de perdoá-lo e ele fazer merda. Dessa vez ele havia MENTIDO para ela e por mais que James tivesse feito com que ela soubesse disso, a mentira veio dele e não do outro.
Foi até o banheiro para poder tomar um banho e relaxar no último dia que ficaria em Las Vegas. Aproveitaria para pensar no que fazer, mas não sabia onde poderia ir.
Colocou a banheira para encher e ouviu o telefone tocar. Foi até ele e esperou que a ligação completasse. Ouviu a voz alegre de Carl começar a falar com entusiasmo:
- Querida !
- Querido Carl! – gargalhou e ele a acompanhou – a que devo a honra de tua ligação?
- Na verdade, como sei que hoje é o seu último dia aqui em Las Vegas e que irás viajar amanhã à noite de volta à Londres, quero te convidar para irmos a um Karaokê bem legal que tem aqui. Vai ser legal! – disfarçou uma risada e esperou a resposta
- Bom... não sabia o que faria hoje mesmo, então ok! – falou entusiasmada
- Até a noite. Passo aí umas oito para te buscar no hotel
- Valeu Carl
- Disponha, é um prazer – desligou.
voltou até o banheiro e foi tomar um demorado banho, como merecia.
Xx Versão xX
Ahm... tanto tempo não comento nada sobre isso, sabe? Acho que estava tentando criar um tipo de bloqueio para suportar tudo o que passei e estou passando por causa do James. Eu acho até estranho tudo o que ele fez comigo nesses dias aqui em Vegas apesar de já ser acostumado com as crises meio emo que o James insistia em ter quando saía comigo e os garotos.
É meio que incrível o quanto dessa vez ele conseguiu estragar a minha vida que eu tenho esperança que recuperarei. Não estou dizendo que é a minha vida, apesar de ter certeza de que ela é a pessoa que quero passar ao menos, boa parte de minha sanidade, até o dia em que eu morrer ou até o dia em que eu estragar minha vida totalmente com algum vício ridículo.
Ela tem sido importante pra mim, apesar de todas essas coisas do James. Penso eu que ela será a diferença maior em minha vida, além da minha família que já me ajuda bastante e os garotos que me deixam loucos ou me impedem de ficar louco.
Mas ela... ela é um alguém que eu vou lutar, vou correr atrás, por mais desonesta seja a minha segunda opção de plano, o Plano B que sempre existe – ou não.
acordou do sono repentino que havia sentido e se deu conta de que tinha que tomar banho para poder encontrar o Carl e passar sua última noite em Las Vegas. Levantou-se, tomou banho e colocou um vestido simples e um par de sandálias rasteira, deixando o cabelo solto. Sorriu, pegou sua bolsa, o cartão do quarto e foi para o hall do hotel esperar por Carl.
Ele chegou, cumprimentou-a e eles puderam então seguir para o tal lugar que ele a havia convidado, um Karaokê.
Sentaram-se em uma das mesas que estavam mais perto do palco. Conversaram e ouviam as pessoas que tomavam coragem para cantar na frente de gente que nunca haviam visto antes na vida, mas que ao menos iam até lá – coisa que ela não faria. Ouviu o apresentador chamar a atenção de todos e virou-se em direção a ele, como a maioria das pessoas ali fizeram.
- E então mais um totalmente corajoso para cantar Every Breath You Take, do The Police. – começou a bater palmas e sentiu um arrepio quando o suposto corajoso passou por ela indo até o palco.
A roupa dele era estranha, vestido totalmente de preto e com um chapéu preto também. Olhou o rapaz passando por ela, ou melhor, olhou as costas dele e sentiu mais outro arrepio ao encarar a nuca descoberta pelo chapéu. Ela conhecia aquele cabelo!
Aliás, não, não existe apenas essa pessoa com esse cabelo em toda Las Vegas. Sorriu quando Carl perguntou se ela estava bem, afirmando com a cabeça logo em seguida e encarando o palco.
- Você é bem assustador garoto, não gostaria de tirar esse chapéu? – o apresentador falou e ele fez que não com a cabeça
Pegou o microfone na mão do mais velho e falou disfarçando a voz: - Na verdade não... no momento certo a pessoa saberá que é para ela – respirou fundo – vamos lá.
A banda que ficava no fundo do palco começou os primeiros acordes de Every Breath You Take e o tal cara começou a cantar.
Xx Versão xX
Every breath you take
(A cada suspiro seu)
Every move you make
(A cada movimento que você fizer)
Every bond you break
(A cada ligação que você quebrar)
Every step you take
(A cada passo que você der)
I'll be watching you
(Eu estarei te observando)
Every single day
(A cada simples dia)
Every word you say
(A cada palavra que você falar)
Every game you play
(A cada jogo que você brincar)
Every night you stay
(A cada noite que você ficar)
I'll be watching you
(Eu estarei te observando)
De alguma maneira, eu percebi que ele estava cantando aquela música 1) para mim; 2) para alguma mulher que estivesse atrás de mim ou 3) para ninguém, era apenas a maneira dele cantar. Encarando alguém.
Oh can't you see
(Oh, você não vê)
You belong to me
(Que pertence a mim?)
My poor heart aches
(Meu pobre coração dói)
With every step you take
(A cada passo seu)
Every move you make
(A cada movimento que você fizer)
Every vow you break
(A cada promessa que você não cumprir)
Every smile you fake
(A cada sorriso que você fingir)
Every claim you stake
(A cada direito que você fizer valer)
I'll be watching you
(Eu estarei te observando)
Foi então que nessa parte da música eu percebi que era realmente pra mim que ele estava cantando, já que ele desceu do palco que tinha ali montado e apontou em minha direção. E quando eu digo em minha direção, é minha direção literalmente, quase em minha cara. Já que ele estava praticamente encostado em minha mesa.
Olhei para o lado e vi Carl sorridente me encarando e encarando o cara de preto com o cabelo na nuca que eu provavelmente conheço.
Ele interrompeu a música e ajoelhou-se em frente a mim.
Sim, era para mim aquela música e provavelmente aquele ser assustador era o .
Pousando o microfone na mesa, ele abaixou a cabeça e retirou o chapéu e eu pude ter a certeza absoluta de que eu não estava louca e/ou fascinada pelo cabelo da nuca de alguém que era meu namorado há algumas horas, quase um dia.
O apresentador pegou o microfone na mesa e falou: - parece que há um casal apaixonado aqui hoje! – sorriu e o encarou com uma cara que podia ser identificada como uma assassina, o fazendo baixar a cabeça e voltar ao seu posto.
levantou a cabeça podendo encarar nos olhos. Na verdade, ela tentava desviar o olhar, porém aqueles olhos simplesmente penetravam nela, a impedindo de olhar para outro lugar.
- ... – ele começou a falar e ela o interrompeu
- O que foi dessa vez ? Que segredo obscuro você vai me contar agora? Ou melhor, que você vai deixar que alguém me mostre de uma maneira vergonhosa?
Ele retirou uma caixinha do bolso e a abriu, mostrando logo em seguida para , que mudou sua expressão facial rapidamente. Que foi de raiva para um misto de susto, felicidade e uma pontinha de emoção.
tinha a impressão de ter visto os olhos dela brilharem.
- ... eu, - ele parou por um segundo – você provavelmente ainda está com raiva de mim, mas eu quero que você saiba que tudo o que eu falei para você é verdade, apesar de algumas omissões que foram feitas por total medo meu, como eu tentei te explicar – ele a encarou – você... quer casar comigo?
Ela fez uma cara desesperada e ele sorriu para ela.
- ...
• Capítulo 24 – start all over!
sentiu uma claridade vir diretamente no seu rosto e pensou: mas que droga, esqueci de novo de fechar a cortina? – devagar, abriu seus olhos e virou para o lado, dando de cara com um somente com uma coberta e babando no travesseiro.
Ok, eu estou sonhando – fechou os olhos e os abriu novamente, virando para o lado e ainda dando de cara com .
Apoiou o rosto nas mãos e sentiu algo frio encostar em sua pele.
Mas que merda...? – pensou indo olhar a mão e arregalou os olhos ao ver reluzir na luz o amarelo do ouro daquele... ANEL?
Olhou para baixo e viu que também estava apenas coberta com o lençol branco da cama do quarto de . Levantou-se e foi catando as roupas que estavam espalhadas no chão e se vestindo logo em seguida. Foi até o banheiro e se olhou no espelho, estava com os cabelos embolados e as roupas estavam amassadas. Mas o que eu fiz...? – pensou tentando tirar o nó do cabelo.
Tá, era óbvio o que ela tinha feito, mas não vinha em sua memória como ela havia parado ali, com aquele anel na mão e ao lado da pessoa que ela tinha dispensado um dia antes. Voltou para o quarto, empurrando com toda força para fora da cama que acordou colocando a mão na cabeça e resmungando algo
- Isso é maneira de acordar uma pessoa? – perguntou com cara de dor – bom dia, – revirou os olhos
- Tanto faz – falou e cruzou os braços
- O que eu fiz?
- Me explica o que é isso? – mostrou o anel para ele
- AAAH, a gente casou – falou e ela arregalou os olhos
- Ok, a gente O QUÊ?
- Casou? – colocou a mão na cabeça – é bem óbvio, não acha? – levantou colocando o lençol na cintura
- E VOCÊ FALA ASSIM, NA MAIOR NATURALIDADE?
- Aham! – sorriu
- EU VOU TE MATAR SEU IDIOTA – foi pra cima dele e ele colocou as duas mãos na cabeça dela, o que a fez ficar dando murros no ar e o lençol cair no chão – SE COBRE E ME DEIXA TE BATER! – gritou e ele riu
- Não. Você vai me deixar ir colocar uma roupa? – ele perguntou e ela desistiu sentando na cama – obrigado
Xx Versão xX
Ok, deve ser algum tipo de pegadinha e o Paul O’ Grady vai aparecer falando que tudo isso foi um teste para ver se eu resistiria à beleza de ou até para ver até onde eu iria em relação a um homem que mentisse para mim, e o James entraria pela porta junto com ele, sorrindo e falando comigo como se nada tivesse acontecido. Além de que se tornaria arrogante – o que eu acho que pode não ser possível – e iria revirar os olhos quando viesse falar comigo. E então eu sorriria e mandaria um recado para minhas amigas e para minha família.
Mas não, era tudo real. Infelizmente de certa forma, porque eu não esperava casar dessa maneira e não esperava casar... agora.
- Então... o que você quer saber? – perguntou saindo do banheiro de roupão e com o cabelo molhado.
- Como, onde e porque eu não me lembro que nós casamos – falou e ele abafou uma risada – eu não virei o bozo, virei?
- Não, desculpa. – respirou fundo e sentou ao lado dela – então... isso que eu fiz foi desonesto, mas eu prometo que você não irá se arrepender – ela arqueou a sobrancelha – ok, você não havia aceito o meu pedido de casamento... e eu fiquei frustrado pela segunda vez no dia, sabe? Fui rejeitado por você duas vezes em dois dias. E então eu tomei uma atitude drástica, pedi pro Carl ficar te dando bebida e você para a minha sorte é um pouco fraca pra isso... E então parecia que você tinha esquecido tudo o que havia acontecido nesses dias que passamos juntos e tal, e você estava praticamente se jogando pra mim – ela arregalou os olhos – eu não estou mentindo, pode perguntar pro Carl – levantou as mãos – enfim, eu tive a brilhante idéia de levar você numa capela e nós casamos – sorriu abertamente e retribuiu o sorriso dando uma tapa na boca logo depois, o fazendo arregalar os olhos – o que foi?
- EU SORRI DA BARBARIDADE QUE VOCÊ FEZ! – ela falou
- Por favor... me dá essa chance? – sorriu e ela olhou para o lado
- Finge que a gente não tá casado. – falou e ele suspirou
- Ok... me dá então a aliança, a gente age como se nada tivesse acontecido. – olhou para baixo tirando a aliança do dedo, pegando a de e sorriu logo depois
- O que é? Tá rindo a toa hoje? – revirou os olhos
- Vamos começar de novo – sorriu mais ainda
- Como assim?
- , guitarrista da banda modinha da Inglaterra, McFLY – estendeu a mão – prazer em conhecê-la – ela não deixou de sorrir
- , crítica gastronômica e jornalista – estendeu a mão – prazer em conhecê-lo .
- Vai voltar para Londres hoje?
- Sim, vou, e você? – arqueou a sobrancelha
- Aham. – pegou o bilhete da passagem e a mostrou
- Mesmo horário e mesmo vôo – sorriu
- Sério? – sorriu abertamente e ouviu seu celular tocar indicando a chegada de uma mensagem – só um minuto
Eu trouxe meu celular? – pensou indo em direção à mala aberta e quase pronta para a viagem e pegou seu celular.
havia mandado uma mensagem. Abriu e engoliu em seco quando leu: Você está literalmente ferrado. tá armando uma maneira de te matar. E eu vou ver isso de CAMAROTE! Coisa mais linda.
- Ops... – falou e olhou para ele
- O que aconteceu?
- Bom, verei quando chegar a Londres. – ela arregalou os olhos e ele pegou as coisas para terminar de arrumar a mala, com uma leve vontade de não voltar para lá e ir para qualquer lugar que não fosse a capital inglesa, de onde ele havia saído. – estou com uma leve vontade de continuar aqui em Las Vegas... – falou
- Quê?
- Nada – sorriu
- Agora tenho que ir terminar de arrumar as coisas e separar outras – falou levantando-se e pegou sua bolsa antes de chegar à porta e falar – até a próxima, em Londres – sorriu – ... eu acho – falou baixo e saiu, deixando um desesperado e estranhamente feliz.
Xx Versão xX
Ok, eu deveria estar absurdamente feliz por isso. Mas, é totalmente impossível ficar somente feliz sabendo que quando eu chegar a Londres, existe uma grande possibilidade de que eu simplesmente seja morto pelo . Só isso mesmo.
• Capítulo 25 – hello, hello, London!
Depois do check-out, entrou no táxi de Carl, que sorriu para ela mais que normalmente.
- Eu sei o que aconteceu e estou no momento ainda com vontade de te matar – sorriu e ele gargalhou – isso é uma ameaça! Não ria de mim – encostou-se ao banco e cruzou os braços
- Calminha querida! Se eu fiz isso, é porque sei que vai ser o melhor para você. Quero convites para o casamento oficial – olhou pelo retrovisor
- Esquece que eu e ele casamos – bufou e revirou os olhos – porque nós vamos esquecer. Sou MUITO nova pra casar, Carl. Mas, se um dia eu casar, mando os convites. – riu – É só você me mandar o seu endereço.
- Com certeza – sorriu – não vou mudar meu celular tão cedo, e se eu mudar, você vai saber
olhou para o relógio, reparando que ainda Carl estava tranqüilo até demais e ainda não havia nem ligado o motor.
- Carl... – ele virou para ela – porque você ainda não ligou o carro e seguiu para o aeroporto mesmo? – arqueou a sobrancelha
- Ah, outro passageiro. – sorriu e ela bufou – ali ele – ela virou e viu com a mala indo em direção ao carro.
Carl abriu o porta-malas e colocou a bagagem lá dentro, entrando no carro e sentando ao lado de logo em seguida.
- Boa tarde – sorriu – e aí, irmão? – bateu na mão de Carl e riu – boa tarde senhorita – sorriu e ela cumprimentou-o com a cabeça ainda de mau-humor
- Ou senhora , não? – Carl falou rindo e abriu a boca encarando ele – ok, boca fechada o resto da viagem.
Passaram a viagem até o aeroporto conversando e trocando telefones, já que Carl não tinha o telefone de e o de .
Depois de algum tempo, parou em frente ao aeroporto e e saíram do táxi, enquanto Carl os acompanhava. Retiraram as suas bagagens do porta-malas e as colocaram no chão, puxando o bracinho para utilizar as rodinhas.
Carl aproximou-se de e a abraçou fortemente, a fazendo arregalar os olhos. Ele se separou e abraçou , que teve praticamente a mesma reação da garota. Separou também dele e os olhou secando uma lágrima.
- Vou sentir tanto a falta de vocês! – ele falou e eles sorriram, fazendo um abraço duplo que o fez sorrir abertamente
- Eu vou sentir muito a sua falta, Carl – falou e ele sorriu
- Eu também, brother – falou o encarando
- Bom, vão lá, daqui a pouco o avião de vocês vai sair e vocês nem vão – riu como se quisesse que isso acontecesse
- Bate na madeira, Carl! – falou rindo e o abraçou novamente – tchau, mando mensagem no celular
- Tchau, mano – falou virando em direção ao portão de entrada do aeroporto e entrou junto com , que vinha um pouco atrás.
Após o Check-in, sentaram nas poltronas, em uma extremidade ouvindo seu iPod que não usou em momento algum da viagem, e na outra extremidade olhando para a caixinha que continha as alianças usadas no dia em que preferiu esquecer, como se nada tivesse acontecido.
Ainda distraídos ouviram a chamada para o avião deles e se apressaram em irem logo para o avião. Quer dizer, apenas estava realmente apressada enquanto queria que tudo voltasse pra que ele não corresse o risco de ser morto quando chegasse a Londres. Fechou os olhos, respirou fundo e foi para o portão de embarque, depois de ter ido ao mesmo.
Sentaram-se cada um em suas poltronas e ficaram fazendo praticamente a mesma coisa que estavam fazendo ao esperarem a chamada do avião, só que com mais ansiedade do quê nunca, porque quando acabasse aquela viagem, eles estariam de volta ao seu país de origem.
Aquilo era emocionante, de certa forma, poder voltar para casa.
Ao fim da viagem, fizeram o check-in e cada um seguiu para o seu lado, sem ao menos se despedirem.
foi ao estacionamento do aeroporto, onde ele deixou seu carro para que os garotos não o pegassem e fizessem alguma coisa irresponsável – não mais do que ele fez nos dias que passou em Las Vegas – e seguiu para frente do aeroporto, esperando um táxi para que pudesse voltar ao seu apartamento que dividia com as amigas.
Por sorte, encontrou um táxi que havia desembarcado uma pessoa há algum tempo, colocou sua bagagem no porta-malas e entrou, indicando o lugar que iria e deixando todo o seu peso cair pelo banco, como se aquilo a aliviasse.
Depois de colocar a bagagem nos bancos do fundo de sua Mercedes, sentou-se no banco do motorista e suspirou antes de colocar a chave na ignição e seguir para a sua casa.
sentiu uma lágrima escorrer e sussurrou: - agora é hora de voltar pra casa...
Como se ouvisse o que a garota havia falado, completou fechando os olhos por um instante mínimo: - esquecer de tudo e seguir em frente.
O fim em Las Vegas
nota final da autora: AHM, alguém aqui me explica como se começa uma n/a final?
Sim, nunca fiz isso antes, sabe? E é com muito orgulho que finalizo a minha primeira fic aqui no FFADD, a primeira fic que me dá um certo orgulho, já que mostra como minha mente de garota de 13 anos evoluiu - passando por problemas e pensando em abandonar tudo, incluindo as fictions, entre outros - para uma garota agora de 15, maníaca por escrita - mesmo que não faça isso muito bem, na opinião dela - e melhor do que antes, ainda com as recaídas.
Eu queria muito agradecer a vocês que acompanham CELV desde o começo e pedir desculpas se o fim não foi aquilo que vocês esperavam, mas não foi também o que eu esperava, pra falar a verdade. Assim como o casamento, digamos.
Meu maior desejo aqui foi, sair do clichê - o que creio eu, consegui fazer pelo menos aqui - mesmo não agradando a todas. Eu espero sinceramente que vocês gostem e espero ansiosamente aos comentários de vocês.
Agradecimentos, eu poderia passar um ano inteiro aqui falando, mas vou citar o nome daquelas que me inspiraram a fazer mais, além de vocês leitoras. Iara, por me encher o saco por causa dessa e de outras fics; Jennifer, que não sei se lerá isso, mas enfim, que acompanha desde o começo e fica sempre me falando 'ah boba, deixa disso, todos gostam de suas fics!'; Cá, que betou essa fic logo no comecinho, e se tornou uma grande amiga, além de sempre me cobrar atualizações e me lembrar que sou 'maquininha de fics'; May - sim, Espadaro, é você! - por ter lido alguns trechos dos últimos capítulos e por estar me ajudando na fofoquinha que não precisa ser divulgada; Leitoras, por estarem me fazendo feliz com cada comentário e cada pedido de atualização. (Ana, você é uma das leitoras mais legais em todas as minhas fics. Pode me matar se quiser, ok? -N)
Não quis colocar toda a lista de quem agradeço, porque levaria muito tempo e com certeza eu esqueceria de alguém, mas coloquei aquelas pessoas que estiveram desde o começo ou que me ajudaram nesse tempinho aí
Eu só queria dizer que, agradeço imensamente - chego a não ter mais palavras para isso.
E não tenho o que dizer mais aqui, porque, realmente eu nunca fiz uma última n/a e isso é meio estranho, sabe? E também, é como se eu estivesse tirando um peso de minhas costas, estou realmente me sentindo mais leve - creiam ou não.
Assim, até a próxima e... espero que tenham gostado.
Vou deixar o contato ali embaixo e vocês fazem a festa q - se quiserem, claro
Contato: e-mail/msn, blog, orkut e myspace
p.s: só tiops, avisa que tu leu, se for adicionar, claro, porque tão insistindo em me adicionar ultimamente e eu neem conheço /bandodegenteestranha