Changing the Way of Live
Autor: Bibiz
Beta-Reader: Bárbara
Prólogo
-A fama subiu a cabeça de vocês! - Fletch repetia pela terceira vez em menos de 10 minutos, enquanto os quatro sentados na grande mesa a sua frente não davam a mínima.
-O Fletch tem razão! O que aconteceu com a educação que todas nós demos para vocês? - Sam, mãe de Dougie, apontou para as três mães, além dela, ali presente e encarou os meninos.
-Mas eu não fiz nada. – Dougie se defendeu, O que era verdade, entre os quatro ele era o que menos aprontava ou desfazia de alguém.
-Você não fez nada agora Dougie, mas seus amigos fizeram e você não é nenhum santinho. – Sam encarou o filho, desapontada.
-Essa situação já passou dos limites! Vocês vão colocar o pé no chão querendo ou não. - Debbie, mãe de Tom, olhou para cada um deles, irritada.
-O que vocês vão fazer? - Harry encarou Debbie, curioso e confuso, ela apenas deu um sorrisinho e olhou para Emma.
-Simples. McFLY vai parar por tempo indeterminado. - Emma, mãe de Harry, respondeu dando um sorriso alegre, os garotos arregalaram os olhos e começaram a falar no mesmo tempo.
-PAREM. - Kathy gritou, os quatro se calaram e a encararam. - Vocês procuraram por isso, agora arquem com as conseqüências.
-Vocês querem acabar com o McFLY? Fletch, você não pode permitir isso. - Danny desesperou-se gesticulando com as mãos.
-Ninguém vai acabar com o McFLY, vocês apenas vão tirarem umas férias. - Fletch respirou fundo. - Vocês vão para uma cidade no interior do Texas, com Debbie, Bob e Carrie, e só voltam quando estiverem com a cabeça no lugar. - Fletch finalizou passando a mão direita pelo rosto e dando um suspiro cansado.
-Vocês não podem mandar agente para o fim do mundo, eu sou maior de idade, tenho 21 anos! - Tom se exaltou, levantando da cadeira e falando alto.
-Você poderia ter até 40! Eu sou sua mãe e sei o que é melhor para você. E eu sei que isso é certo para você. - Debbie falou devagar e pausadamente, os garotos começaram a falar ao mesmo tempo. Coisas como "Eu tenho idade suficiente para saber o que é bom para mim", ou "Eu não vou a lugar nenhum", até mesmo "Não me importo com o que vocês pensam, sou maior de idade e daqui não saiu" e muitas outras coisas, ao mesmo tempo.
-CHEGA! - Emma tomou atitude e bateu na mesa, fazendo um barulho alto e todos se calaram.
-Já está decidido. Vocês embarcam depois de amanhã. - Kathy disse por fim, dando um sorriso satisfeito.
#1. Mato, mato, bichos e verde.
-Não gostei daqui. - Tom disse saindo do carro e olhando tudo em volta.
-Concordo com o Tom, muito mato e... Mato. - Dougie disse apontando pro chão e depois pros lados. Pra onde olhavam havia árvores e grama.
-Parem de reclamar, vocês mal acabaram de chegar! Não conhecem nada aqui, como podem não gostar? - Bob, pai de Tom, disse para o filho e Dougie.
-Bob, - Harry colocou a mão no ombro do mais velho - estamos no meio do nada, onde só tem mosquito, mato e bichos nojentos não identificados, como poderíamos gostar daqui?
-Ok. Vocês gostando ou não, é aqui que vamos morar por um tempo. - Debbie, mãe de Tom, falou dando fim naquele assunto.
Bob deu a mão pra Debbie e abraçou Carrie, a Fletcher mais nova, pelos ombros. Os três entraram primeiro na casa, não tão grande e nem muito pequena, pintada de azul clarinho.
-Eu quero voltar para minha casa. - Danny que até então estava calado, falou em um tom de imploração.
-Não é só você Danny, não é só você... - Tom soltou um suspiro cansado, pegando a mala no chão. - Vamos entrar logo, antes que esses mosquitos nos comam vivo.
Os quatro pegaram suas malas e entraram na casa.
Estavam irritados e não gostando nada da situação que se encontravam, não queriam estar ali, largar a banda e a cidade onde moravam. Mas talvez aquilo servisse de lição para eles aprenderem que nem tudo gira ao torno deles.
-Bom dia. - Danny entrou na cozinha, sonolento. Debbie e Harry, que já estavam acordados, viraram na direção do garoto.
-Bom dia querido, dormiu bem? - Debbie sorriu para o garoto, levando o bule de café para a mesa de madeira no meio da cozinha.
-Tirando os mosquitos, os barulhos de grilos, sapos e derivados, sim. - Danny fez uma cara engraçada e sentou na cadeira, ao lado de Harry que olhava para as árvores se movimentando com o vendo, pela janela.
-Com o tempo você se acostuma. - ela sorriu carinhosamente para o garoto e foi pegar o resto do café da manhã.
-Que horas são? - Harry saiu de seu transe e encarou Danny, que fazia carinho em Christmas, o cachorro dos Fletcher.
-Oito e meia. - Bob respondeu entrando na cozinha, animado. Foi até Debbie dando um selinho na esposa e sorriu para os garotos.
-Ainda? E eu pensando que já era quase meio dia. - Harry falou passando a mão no cabelo, desarrumando-os mais do que estavam.
Todos ficaram em silêncio, Debbie estava acabado de arrumar a mesa quando Tom e Dougie chegaram à cozinha, com cara de cansados.
-Eu jurava que isso era um pesadelo e eu ia acordar na minha casinha e no meu quartinho. - Dougie fez uma careta coçando a nuca, Debbie olhou para o garoto e prendeu a vontade de rir da careta do mesmo. Tom sentou na cadeira um pouco emburrado, pegando uma caneca e colocando café.
-Bom dia para vocês também. - Bob ironizou, bebendo um gole de seu café, Tom deu de ombros bebendo um gole também.
-Se o dia for bom para você, bom dia. - Dougie sentou na cadeira com um péssimo humor. Debbie colocou a manteiga na mesa e se sentou ao lado do esposo, começando a tomar café.
Todos ficaram em silêncio. Debbie e Bob acharam melhor não puxar assunto, os meninos pareciam bem irritados de estarem ali, então dariam tempo ao tempo, uma hora eles iam se acostumar e aceitar.
-Vai aonde? - Tom estava tocando violão na varanda da casa, quando Danny passou por ele.
-Conhecer o lugar. Quer ir junto? - Danny encarou o garoto que fez um careta e negou com a cabeça.
-Só não vai se perder, do jeito que você é... - Tom riu e Danny deu o dedo do meio, voltando a andar.
Danny não queria estar ali, ele era apegado demais com as coisas na cidade grande, com a fama, com seus privilégios e é claro, com muitas mulheres. Não estava acostumado com a vida no campo, embora tenha vivido a infância toda na cidade do interior, mas depois que se mudou para Londres e ficou famoso, tudo tinha mudado, desde suas atitudes até seus gostos. Ele sabia que a fama tinha subido a cabeça dele, mas não ligava, era feliz assim, gostava de ser mulherengo e usar a fama para isso. Sabia que não era certo se desfazer de algumas fãs, que não davam para o "uso" ou de pessoas que trabalhavam para ele, mas quando via, já estava agindo como estúpido, e a maioria das vezes, ou sempre, não se importava.
O céu estava bem azul, com poucas nuvens e estava bem calor, principalmente para Danny que estava acostumado com o clima frio e úmido de Londres. Ele olhava para todo lado, já estava um pouco longe da casa.
Andou mais um pouco, olhava para tudo a sua volta, até que viu um cavalo bonito, cor de caramelo já selado, andando sozinho a alguns metros de distancia. Olhou para os lados e não viu ninguém que parecesse ser dono do cavalo, na verdade não tinha ninguém em volta. Andou em direção ao cavalo, que comia a grama sem parecer se importar ou perceber a presença de Danny ali.
-Tom, mamãe esta te chamando. - Carrie sentou ao lado do irmão, que tocava alguma coisa no violão.
-Fala para ela que já vou. - ele não desviou os olhos do violão, Carrie deu de ombros voltando para dentro de casa.
Tom olhou para o céu azul e lembrou-se de gio, o que será que ela estaria fazendo àquela hora? Estava sentindo falta dela, por mais que tenha sido um idiota nos últimos meses, ele gostava dela, demais.
-TOM. - escutou o berro de sua mãe e tomou um susto, saindo de seu transe, levantou devagar, com o violão no braço e entrou na casa.
-O que foi? - ele chegou à cozinha, de onde tinha vindo o berro, Debbie limpava o fogão animadamente.
-Ajuda a arrumar a casa. Harry e Dougie estão arrumando os quartos, Carrie a sala, o banheiro é seu. Cadê o Danny? - Debbie falava rápido, pegando a vassoura e um balde com água.
-Logo o banheiro mãe? - Tom reclamou observando ela tacar a água no chão.
-Sim, o banheiro. Tem outra vassoura ali. - ela apontou para uma porta aberta dentro da cozinha. - Pegue um balde também e vá limpar. Rápido! - Debbie jogou sabão no chão e começou a esfregar com a vassoura.
-Porque não contratamos uma pessoa que faça isso? É bem mais fácil... - Tom se apoiou no batente da porta - Não sou faxineiro, tenho dinheiro para pagar quem faça isso para mim.
-Ninguém esta falando que você é faxineiro. O mundo não gira em torno de você Thomas, aqui você não vai ter as coisas na sua mão, então trate de trabalhar. - Debbie parou de esfregar o chão e encarou o menino que fazia cara de indiferente. – AGORA!
-Ai, calma, não precisa gritar, já estou indo. - ele foi reclamando, entrou no quartinho e pegou a vassoura. O balde estava em uma prateleira no alto. Tom ficou nas pontas dos pés e puxou o balde pela cordinha, fazendo o mesmo virar e uma água preta, suja e fedorenta cair encima dele.
-PUTA QUE PARIL! - ele gritou com todas as forças - EU ODEIO ESSE LUGAR.
#2. Garota estranha.
-Eu queria fazer uma ligação. - Harry sentou na cama que tinha acabado de forrar, encarando Dougie que acabava de arrumar a outra cama.
-Você não tem celular não? - o menor sentou na outra cama, soltando um suspiro cansado.
-Ter, eu tenho, mas aqui não tem sinal. Eu queria ligar para Izzy. - Harry explicou coçando a nuca olhando os pés.
-Na cidade deve ter sinal. O Bob estava falando que ia fazer compras hoje, vai com ele. - Dougie deu a idéia deitando na cama, deixando as pernas para fora da mesma. Os dois ficaram em silêncio, ninguém tinha o que falar ou algum assunto para puxar.
Há um ano atrás seria estranho ou até mesmo impossível os dois não terem assunto, mas depois de um tempo, cada um ficava mais no seu canto, só conversavam mesmo quando era necessário, não viviam mais como amigos, irmãos, pareciam apenas colegas. Muitas vezes eles ficavam incomodados com essa situação, como era o caso de Dougie e Harry agora, ninguém sabia o que falar já não se conhecia mais como no começo. Eles sentiam falta do apoio um do outro, das piadas idiotas, dos momentos engraçados, mas haviam deixado serem levados pela fama.
-Hm, então, eu vou lá ver quando o Bob vai para a cidade. - Harry levantou da cama, saindo do quarto logo em seguida, Dougie não se moveu, apenas ficou pensando em como a amizade dos quatro podia ter mudado tão rápido.
-Esta tudo bem ai? - Debbie chegou perto de Tom que estava sentado no chão, com uma mão na testa e o balde na outra mão, molhado, sujo e fedendo. Ela prendeu o riso.
-NÃO. - ele olhou para o balde, fazendo uma cara de nojo - Eu quero ir para casa!
-Você esta em casa Thomas. - Debbie suspirou, iria começar outra discussão, com o mesmo assunto, outra vez. - Aqui é sua casa agora.
Quando Tom ia abrir a boca para falar algo bem malcriado, Carrie entrou na cozinha.
-O QUE HOUVE? - gritou preocupada, mais quando viu seu irmão todo sujo e com o balde na mão, percebeu o que tinha acontecido, começando a rir.
-Não estou achando graça nenhuma pirralha. - Tom que já estava bem irritado, ficou mais ainda com as risadas da irmã.
-Pare de rir Carrie. Vá tomar um banho Tom. - Debbie pegou o balde da mão do garoto e repreendeu a Carrie com o olhar. - Você esta fedendo e pode pegar alguma doença com essa água podre, deixa que eu limpo tudo aqui.
-Espera ai Tom. Esta saindo sangue. - Carrie parou de rir, quando viu o pequeno corte do lado direito da testa do irmão. Ele colocou uma mão no machucado e fez uma cara de dor. – Toma banho e lava direitinho, eu vou pegar o kit de primeiro socorro do papai.
Tom deu de ombros e foi para o banheiro.
-Bob. - Harry chegou perto do mais velho que escrevia algo em uma folha. – Você vai para a cidade hoje?
-Sim, vou comprar algumas coisas que precisamos. – Bob parou de escrever fitando Harry. – Por quê?
-É que eu queria fazer uma ligação e aqui não tem sinal...
-Ah sim. O vizinho tem antena parabólica, você pode chegar perto para ligar, mas se você quiser ir conhecer a cidade e me ajudar com as coisas. – Bob voltou a escrever no papel quando Debbie passou pela sala, escutando um pouco da conversa.
-Ele vai sim Bob, não é Harry? – Debbie sorriu para Harry, que revirou os olhos concordando. Ele queria ir à cidade apenas para fazer uma ligação, mas como ali perto tinha uma antena não precisava mais, mas pelo visto ia ter que ir à cidade de qualquer jeito.
-Alguém viu o Danny? – Debbie voltou na sala, perguntando para os dois.
-Ele disse algo sobre conhecer o lugar... – Harry tentava lembrar o que o amigo tinha dito, mas como nunca prestava atenção no que os garotos falavam, não conseguia lembrar direito.
-Ah sim, espero que ele não demore. – ela voltou a andar em direção a cozinha, deixando os dois sozinhos novamente.
Dougie estava quase dormindo quando ouviu um barulho de batidas na porta.
-Licença. – Carrie entrou no quarto indo em direção ao guarda roupa.
-O pessoal esta aonde? – Dougie perguntou coçando os olhos e sentando na cama, Carrie se virou para ele com um kit de primeiro socorro na mão.
-Tom tomando banho, mamãe arrumando a cozinha, eu acho que papai e o Harry estavam conversando e o Danny não sei. – ela deu de ombros já saindo do quarto, mas Dougie a chamou antes que ela saísse.
-Você acha que agente tem se comportado como idiotas? – Isso estava martelando na cabeça dele, dês da conversa com Fletch e as mães.
-Sinceramente? Eu não reconheço mais vocês, nem mesmo o meu irmão. Vocês mudaram muito, nem parecem que já foram aqueles garotos engraçados, prestativos e bondosos que eram. Vocês estão mimados, egoístas e sem graças. – Carrie falou tudo de uma vez, aquilo estava preso na garganta dela há muito tempo.
-Será que ainda podemos mudar? – Dougie mordeu o lábio inferior em duvida.
-Claro que podem, só depende da vontade de vocês. – Carrie sorriu para ele saindo do quarto.
Dougie sabia que estava agindo errado, sabia que não era certo tratar as pessoas como lixo. Mas as atitudes eram automáticas, muitas vezes quando ele percebia já tinha saído. Era hora de mudar, de voltar a ser como eram antes, ele só não sabia como conseguiriam fazer isso.
Danny chegou perto do cavalo, que quando percebeu a presença do mesmo deu um relincho baixo. O garoto passou a mão pela cara do cavalo, que deu outro relincho, voltando a comer o capim.
-TROVÃO! – uma garota com os cabelos presos em um rabo de cavalo, blusa xadrez verde, branca e preta, calça jeans e bota sem salto bege por fora da calça, vinha correndo em direção ao cavalo. Ela correu até chegar perto do cavalo e de Danny, colocou as mãos nos joelhos respirando fundo.
-Ahn... Oi. – Danny falou meio confuso, mas não pode deixar de reparar em como a garota era bonita.
-Oi. – A garota foi um pouco seca, se recompondo e indo para o lado do cavalo. – Trovão, você quer me matar? Onde já se viu sair correndo assim?
Danny riu do jeito que a garota falava com o animal, como se ele fosse uma criança que tinha desobedecido à mãe. A garota depois de chamar a atenção do cavalo, se virou novamente para Danny.
-Você é o novo vizinho? – a garota fez uma cara confusa, o olhando de cima em baixo.
-É. Eu me mudei essa semana, com minha banda e a família Fletcher. – Danny explicou, a garota fez uma cara de compreensão, subindo no cavalo sem dificuldade. – Quem é você?
-Sou Turner. – a garota pegou a rédea do cavalo. – Seja bem vindo Jones.
-Espera. Você me conhece? Eu não te disse o meu nome. – Danny fez uma cara confusa para , que apenas arqueou a sobrancelha.
-Você é Danny Jones, o vocalista mal educado e metidinho a besta, que pensa que o mundo gira ao seu redor e nunca pensa no próximo, apenas no que te favorece. - ela praticamente cuspiu as palavras, deixando Danny perplexo e com cara de idiota.
-Eu não sou assim. – Danny tentou argumentar, mas riu achando graça do que o garoto tinha dito.
-Sim Jones, você é assim. – deu mais uma olhada por inteiro no garoto e depois saiu a galope.
Danny ficou olhando a garota se afastar rapidamente do cavalo. “Que garota estranha” pensou por fim, voltando para a casa.
Roupa da Jones
#3. A cidade.
-CHEGUEI! – chegou gritando na loja onde trabalhava. Se apoiando no balcão.
trabalhava na única loja de iscas e equipamentos para pesca da cidade, cujo seu pai era dono. Toda sexta feira ia fazer companhia para a amiga no final da tarde.
-Não precisa me matar de susto. – riu do entusiasmo da amiga. – E ai, qual é a boa?
-Nenhuma que eu saiba, e você, alguma novidade? – perguntou sorrindo para a amiga, que negou com a cabeça.
- falou que tem uma coisa para nos contar, para irmos para a casa dela hoje. – apoiou os braços no balcão, olhando para o nada.
-Hm, eu já ia para lá mesmo. – falou rindo e concordou. ia falar mais alguma coisa, quando o barulho do sino dependurado encima da porta tocou, mostrando que a mesma foi aberta, a interrompeu.
Um garoto branquelo, de olhos azuis e cabelo preto entrou na loja, mexendo no celular. olhou para com os olhos arregalados, não acreditando que ele poderia estar ali.
-Eu estou dormindo? Isso é um tipo de sonho, não é? – sussurrou no ouvido de , que ainda estava em choque. – Não morre criatura.
-Eu não... Eu... Wow. – tentava formular uma frase, mas a surpresa era demais.
-Endoidou de vez... – balançou a cabeça, fazendo cara de coitada. – filha, acorda!
-Han? Ah sim! Eu estou indo ver uns peixes. – sorriu saindo de perto. “Que amiga, me deixou na mão! Vamos lá ! Não é tão difícil assim, respira fundo e haja normalmente pensou ”.
-Ern... Precisa de algo? – ela olhou diretamente para o garoto, que até então estava concentrado no celular.
-Ah é. Eu acho que tenho que comprar iscas. – Harry falou meio indeciso, tentando lembrar direito o que Bob tinha falado minutos atrás.
olhou para o garoto, confusa, como alguém acha que tem que comprar algo? Definitivamente, esse pessoal era esquisito. que observava a cena prendeu o riso ao ver a cara da amiga.
- ! – gritou a irmã que cavalgava rápido, ela olhou para a garota que estava correndo em direção a ela e o cavalo e então diminuiu a velocidade.
Os pais de morreram quando ela tinha sete anos e então ela foi adotada pelo pai de , que na época tinha perdido a esposa recentemente e para não ficar sozinha, adotou a garota. No começo não gostava da menina, tinha ciúmes, mas com o tempo as duas garotas foram ficando bem amigas e pareciam ser irmãs de sangue.
-Oi. – falou desanimada, parando o cavalo de vez.
-Eu estava te procurando a um tempão! O que aconteceu? – viu que a irmã estava bem séria e isso era normal, já que dês da infância era meio fria, mas ela estava com a cara de poucos amigos e de irritada também.
-Se eu te contar você não vai acreditar. – desceu do cavalo lentamente, parando enfrente . – Sabe quem são os nossos novos vizinhos?
-Papai falou algo sobre eles hoje, mas eu estava no meu momento “dormindo acordada” e não escutei direito. Mas quem é? – foi em direção a trovão, fazendo carinho no animal.
-Família Fletcher. – olhou para .
-Sabe, Fletcher não me é estranho. Quem sabe não é o Tom Fletcher que se mudou para ai, não? – riu de sua piada sem graça, mas quando viu a cara séria da imã, arregalou os olhos. – Não vai me dizer que...
-Sim, Família Fletcher junto com a banda. Bom, pelo menos foi o que o Jones me disse. – deu de ombros, pegando a rédea do cavalo e começando a andar.
-ESPERA. Você falou com Danny Jones? – a mais nova começou a andar também. – Ah entendi o porquê da cara “Quero matar alguém”.
-Sabe, não sei o que eles estão fazendo aqui. – suspirou. – Só espero que tudo continue normal. Sabe, agora que meu cérebro estava aceitando que nada é como agente pensa...
-Ah , não fique assim, você sabe que eu vou estar sempre do seu lado sempre e você também tem aquelas loucas que chamamos de amigas. – riu, lembrando de e .
-Acho que eu não seria nada sem vocês. – coçou a cabeça, dando um sorrisinho mínimo para .
-Isso eu sei, você é inútil sem mim. – fez uma pose convencida, levando um tapa de .
-Pare de se achar, porque o meu plano de te jogar no poço sem água de quando eu tinha oito anos, ainda esta de pé. – fez uma cara maléfica, fazendo se encolher, fingindo medo.
As duas acabaram rindo e continuaram o caminho para casa.
-Senta aqui. – Carrie apontou para o sofá, agora sem poeira, da sala. – Rápido Tom.
-Ai, calma. – Tom fez o que à irmã pediu, sentando no sofá. Carrie abriu a caixinha que tinha alguns remédios e gazes. – Vai arder?
-Deixa de ser fresco. Esta parecendo uma mulherzinha. – Carrie passou álcool em uma gaze e colocou no pequeno machucado do mais velho.
-Ai, isso arde! – Tom fez uma cara de dor, fechando os olhos com força. Carrie pegou uma pomada, colocando encima do machucado do garoto.
-Você era mais forte Tom. Parece um gay. Se bem que você é suspeito sabe... – Carrie riu com o próprio comentário. Tom fechou a cara segurando a mão da garota e a jogando no sofá.
-Esta me chamando de gay? – Ele começou a fazer cosquinha na mais nova, que ria.
-Você é gay Tom. – ela ria e Tom fez mais cosquinha nela. – PARA!
-Então retire o que disse. – Ele ria, ainda fazendo cosquinha na garota, que gritava para ele parar e gargalhava. –Retire o que disse!
-OK, OK, VOCÊ NÃO É GAY. – ela gritou. – AGORA PARA!
-Fale também, que eu sou seu mestre. – Ele mandou rindo.
-Você é meu mestre. – Carrie falou contrariada. – PARA, EU ESTOU FICANDO SEM AR!
-Parei, parei. – Tom parou de fazer cosquinha na menina, ainda rindo, sentando direito no sofá.
-Idiota! – Carrie sentou ao lado do irmão, dando um tapa no ombro do mesmo, que ainda ria. Carrie acabou rindo também. – É bom te ver rindo assim.
Tom olhou para Carrie que olhava para as unhas, ele sorriu abraçando a irmã.
-Desculpa eu estar sendo um idiota, prometo que vou tentar melhorar. – Ele abraçou mais apertado a mais nova, que sorriu abraçando ele também.
-Você sempre foi idiota Tom, só que ficou mais. – Ela riu da careta que ele fez. – Mas acho bom melhorar mesmo!
-Eu vou tentar. – ele deu um beijo na testa da menina, que sorriu dando um beijo na covinha do irmão.
Debbie que estava vendo tudo da cozinha sorriu, há muito tempo não via os filhos brincando e rindo um com outro.
Danny entrou na casa, pensando na garota estranha que tinha encontrado.
“Quem ela pensa que é para falar assim comigo?” ele pensava, passou por Tom que escrevia algo em um caderno junto com Carrie e subiu, entrando no quarto que Dougie tentava dormir.
“Garota irritante, ela nem me conhece para me julgar assim!” Ele se jogou na cama. “Porque ainda estou pensando nela? Aposto que tudo que ela falou de mim é o que ela é! Caipira, isso que ela é uma caipira!”
-Hey dude, esta tudo bem? – Dougie tirou Danny de seus pensamentos, falando alto.
-Porque não estaria? – Danny falou seco, virando o rosto para olhar o garoto deitado na outra cama.
-Eu estava te chamando e você parecia perdido ai em pensamento. – Dougie voltou a encarar o teto. – Mas tudo bem, não pergunto mais nada.
Danny sabia que tinha sido grosso com Dougie à toa, ele não tinha culpa de nada.
-Desculpa Dougie. – Danny engoliu o orgulho e falou, Dougie virou surpreso pela tal atitude do moreno.
-Tudo bem. – Dougie fez uma cara estranha, voltando a olhar para o teto.
-Eu não agüento mais esse lugar! – Danny falou baixo, apenas para ele, mas Dougie escutou.
-Eu ainda não estou no limite, mais o tédio esta me matando. – Dougie suspirou, fechando os olhos.
-Eu fui andar por ai, conhecer o lugar. Encontrei um cavalo, fui até ele e então uma garota gritou indo até o cavalo e brigando com ele como se ele fosse gente. – Danny começou a contar o que aconteceu. – Ela sabia meu sobrenome, eu falei “Você me conhece?” e sabe o que ela respondeu? Ein?
-Não Danny, o que ela respondeu? – Dougie segurou a vontade de rir da irritação do moreno.
-Ela falou “Você é Danny Jones, o vocalista mal educado e metidinho a besta, que pensa que o mundo gira ao seu redor e nunca pensa no próximo, apenas no que te favorece”. – Danny fez uma voz fina na frase, tentando imitar a voz de . Dougie riu da imitação do garoto. No fundo ele sabia que a garota estava certa e não era só Danny que era assim.
-Sério, eu não agüento mais. – Danny suspirou. – Eu vou ficar louco!
Roupa da Fletcher
Roupa da Judd
Roupa da Poynter
#4. Cavalos?
-É só isso? – sorriu dando a mercadoria para Harry. Harry pegou o saco plástico sem tirar os olhos do celular, virou as costas para sair da loja, mas lembrou de algo, virando para a garota novamente. – Vocês têm alguma coisa de interessante nessa cidadezinha?
-Hm... Temos um cinema e o shopping, mas eles estão sendo reformado... – respondeu dando um sorriso amarelo para o garoto.
-Eu perguntei alguma coisa interessante... Mas pelo visto não tem. – E então ele saiu da loja rapidamente.
encarou boquiaberta, como um garoto podia ser tão mal educado, grosso e idiota?
-Sério, se eu estivesse no seu lugar eu avançaria nesse idiota. – se encostou ao balcão, olhando para que olhava para o lado de fora da loja.
-Como ele é idiota, metido e grosso. – quase gritou, encarando . – Como eu pude gastar meu tempo sendo fã da banda desse cara? Se ele é assim imagina os outros?
- sempre teve razão... – suspirou. – Nada é como agente pensa, esses garotos não passam de famosos pensando que são o centro do mundo.
-Argh que raiva! – bateu a mão no balcão. – O que mais me irrita é que eu gastei dinheiro com esse cara, eu gastei meu tempo o admirando e é assim que ele trata as pessoas?
-Não fique assim amiga, eu também estou desapontada... – suspirou mais uma vez. E logo depois ficou com uma cara curiosa. – Será o que ele faz aqui? Do outro lado do oceano de onde ele mora e no interior?
-Eu não sei, mas espero muito que seja de passagem e que não tenha que ver a cara desse idiota novamente. – disse revoltada, deu uma risadinha da revolta da amiga, ela ficava engraçada irritada.
-Ok. Vamos mudar de assunto... – ficou em silencio, pensando em um novo assunto. – AH! Estão falando que o parque de diversões não sei o que esta vindo para cidade.
-Falaram isso mês retrasado. – sentou no balcão. – E estamos esperando até hoje.
-Foi seu irmão que falou. – riu da careta que fez ao falar do Summer mais velho.
-Você ainda acredita no Jey? – revirou os olhos. – Quando o Jey falar algo que tenha noção, você me avisa para eu fazer uma festa.
-Tadinho. – riu da garota. – Seu irmão é gato .
-Aonde? – deu uma risada. – Nem parece meu irmão! Eu sou linda e ele parece um patinho feio.
-Alguém esqueceu a humildade em casa hoje. – cutucou a cintura da garota. – Mas fale a verdade , aquele cabelo castanho cacheadinho, olhinhos apertadinhos castanhos combinando com a cor dos cabelos, aquela pele branquinha e aquele corpo. Ai Deus...
-Fala sério . – riu da amiga suspirando pelo seu irmão. – Enfim, você me leva para a casa das Turner hoje? Meu inferno particular se negou em me levar na casa da e da .
-Queria um inferno particular desses. – fez uma cara pervertida levando um tapinha no ombro. – Mas eu te levo sim.
-Papai esta em casa? – perguntou entrando na casa pela porta da frente com .
-Não, como sempre esta no laboratório na cidade. – suspirou junto com . Depois da morte da esposa, o homem havia posto o trabalho como um modo de manter a cabeça ocupada, para não pensar tanto na mulher.
-Vou tomar um banho e já venho arrumar nosso almoço ok? – encarou a mais nova, que concordou com a cabeça.
se sentou no sofá, fechando os olhos. A vida dela era boa, tinha uma irmã maravilhosa e um pai que, mesmo sendo um pouco ausente dava tudo de bom e de melhor para ela. Sabia que tinha sorte em ter sido adota por Jonh Turner, mas sentia falta de seus pais, de sua mãe cantando antes dela dormir...
-Não vai me ajudar não? – tirou de seus pensamentos, sentando ao lado da irmã.
-, como era sua mãe? – encarou a mais nova surpresa, ela nunca tinha tocado nesse assunto, desde quando se mudou para aquela casa.
-Como assim? – olhou para fazendo uma cara estranha, nunca tinha falado da mãe para ninguém, nem mesmo para a irmã.
-Você sabe. Como ela era, como ela te tratava. – foi mexendo com as mãos. – Ela se parecia com você?
-Hm, eu já não me lembro muito bem, eu tinha seis anos quando ela se foi. – suspirou, lembrando da ultima noite com a mãe. – Pelo o que eu me lembro ela era muito bonita, papai fala que eu sou muito parecida com ela, não só na aparência como nas atitudes.
-Você sente falta dela não é? – deitou, colocando a cabeça nas pernas de . – Eu sinto falta da minha mãe. Eu lembro que todo dia à noite ela ia ao meu quarto para me dar um beijo na testa de boa noite, eu nunca conseguia dormir antes disso...
-Eu sinto muita falta da minha mãe. – fechou os olhos, lembrando do passado.
-Obrigada. – falou do nada, olhou para irmã confusa, a mais nova vendo a confusão da irmã explicou. – Obrigada por ter ficado ao meu lado, por ter me consolado nas noites que eu ia dormir sentindo falta dos beijos de minha mãe ou de sua cantoria, dos abraços do meu pai. Obrigada por sempre esta do meu lado e me defender.
tentava não chorar, sempre pensava que chorar era para fracos. Mas ouvindo tais palavras da irmã, lembrando de como perdeu a mãe e de como teve que enfrentar a mudança brusca de vida foi inevitável.
-É minha obrigação como irmã mais velha certo? – sorriu, limpando as lágrimas da maçã do rosto. – Eu também tenho que te agradecer, acho que se não tivesse você do meu lado eu não agüentaria ter que passar por tudo aquilo que você sabe com o papai...
abraçou a irmã forte. Nenhuma das duas gostava de lembrar daquela época, as dificuldades que passaram com o pai delas.
-Esta tudo bem , minha obrigação como irmã mais nova certo? – deu um risinho saindo do abraço da irmã. – Eu estou com fome, vai deixar sua queria irmã morrer de fome?
-Vamos lá esfomeada, vou preparar algo bem gostoso. – levantou do sofá puxando pela mão. – Chega de choradeira por hoje.
E assim as duas foram para a cozinha.
-Meninos, almoço. – Carrie bateu na porta onde Danny e Dougie estava.
-Harry e Bob já voltaram? – Dougie levantou da cama lentamente, olhando para Carrie que estava na porta.
-Não. – Carrie deu as costas voltando para a cozinha.
-Chamou eles querida? – Debbie acabava de colocar omeletes em um prato.
-Sim, o Tom esta lavando as mãos e os garotos estão se levantando. – Carrie ficou olhando a mãe pensando se devia dizer ou não, acabou optando por dizer. – Mãe, você acha que isso vai adiantar alguma coisa? Tipo, essa mudando radical de vida.
-Tenho certeza. – Debbie encarou a filha dando um sorriso sem mostrar os dentes. – Aqui eles vão ter tempo para pensar e não vão ter as coisas na mão, vão perceber que o mundo não é só deles.
-Bom, vamos ver né. – Carrie suspirou aquilo tudo não estava sendo fácil para ela. Por mais que demonstrasse que estava gostando para agradar a mãe, não estava feliz em ter que mudar de país, deixar os amigos, a escola, os privilégios da cidade grande, por uma coisa que ela não tinha culpa. Tudo bem que o assédio e as amizades interesseiras por causa do irmão tinham ficado insuportável e ali ela não tinha isso, mas já estava acostumada a ter que tomar cuidado com as pessoas. Também não tinha gostado de não terem avisado a ela, ou pedido sua opinião, tudo bem que ela era menor de idade, mas também tinha opinião.
-Cheguei. Que cheiro bom. – Tom entrou na cozinha respirando fundo e depois passando a mão na barriga. – Estou morrendo de fome.
-Sente que eu já vou colocar a comida. – Debbie foi pegar os pratos, Danny e Dougie entraram na cozinha sonolentos logo depois.
-Alô? – Harry escutou uma voz já bem conhecida pelo mesmo sair pelo fone do telefone.
-Izzy?
-Sim. Harry? – A voz da garota ficou mais animada ao reconhecer quem estava ligando.
-Eu mesmo. Tudo bem?
-Tudo sim, e com você? Estou com saudades... – Izzy falou com a voz doce.
-Eu estou bem na medida do possível. Esse lugar me dá arrepios. – Harry olhou as ruas da pequena cidade, dava pra perceber que lá cavalos eram mais usados que carros.
-Mas é para o seu bem... – Harry escutou a namorada suspirar do outro lado da linha. – Amor eu tenho que ir, estão me chamando.
-Já? – Harry fez uma cara desanimada.
-Sim... Acho bom não me trocar por uma fazendeira bonitona ai ein. – Izzy falou em um tão de brincadeira.
-Não vou, as garotas aqui não chegam aos seus pés. – Harry trocou o celular de orelha, olhando para o céu azul sem nuvens.
-Tenho que ir mesmo. – Izzy falou apressada. – Te amo, tchau.
-Ta. Tchau. – Harry encerrou a ligação. Ele sabia que ela ficava chateada por ele não devolver o “Te amo”, mas ele não sabia se sentia mesmo isso. Então era melhor guarda para ele, na hora certa ele falaria.
-Vai fazer mais alguma coisa na cidade? – Bob colocou o ultimo saco de arroz na caminhonete e se virou para Harry.
-Não, já podemos ir. – Harry colocou o celular no bolso, entrando na caminhonete. Bob deu a volta, entrando no lado do motorista.
Os dois ficaram em silêncio toda a metade do caminho.
-Eu estava pensando em comprar uns bois e uma vaca leiteira. – Bob quebrou o silêncio, Harry encarou o mais velho confuso.
-Para que? – Harry perguntou, já tendo em mente que ia ter que tirar leite de vaca. Fez uma careta pensando isso.
-Para ter uma criação de gado. – Bob fez cara de óbvio. – E para não ter que ficar comprando leite também.
Harry suspirou. É ele ia ter que tirar leite da vaca. Ia nada, ninguém podia obrigar ele a fazer isso... Ou podia?
-Eu comprei dois cavalos. – Bob quebrou o silêncio novamente. – Vocês podem aprender a andar de cavalo, eles chegam amanhã.
-Cavalos?
-Estou dando uma saída. - Tom avisou para Carrie e sua mãe, que estavam na cozinha.
Pegou o violão e o colou nas costas, começando a andar pela fazenda.
Ele queria achar um lugar bonito e relaxante, para que ele pudesse sentar e pensar, fazer alguma música ou apenas se desligar dos problemas.
Tom já estava andando a mais de 10 minutos, até que achou um lugar tranqüilo. Tinha um trecho da nascente de um rio passando e árvores, Tom sentou embaixo de uma árvore, na grama. Aquele lugar era calmo e distante. Ali seria seu lugar para compor músicas ou apenas sentar e ficar pensando na vida.
Sorriu satisfeito, finalmente tinha achado um bom lugar naquele lugar.
#5. Noite na fogueira.
O dia passou rápido, sem muitas emoções. Os garotos querendo que aquilo passasse o mais rápido possível.
-, . – e gritaram juntas, após saírem do carro e andarem até a entrada da casa, avistaram as duas irmãs sorrindo esperando elas.
-MALUCAS! – gritou indo abraçar as amigas junto com a irmã. – Estávamos com saudades!
-Ela estava. Eu não estava não, não tem nem uma semana que não nos vemos. – fez uma cara de indiferente, olhando para as unhas.
-Nós sabemos que você nos ama . – riu da amiga. – E que não agüenta ficar um dia sem agente.
-É né. – suspirou. – Não escolhemos as amizades e não mandamos no coração.
-Nós também amamos vocês . – abraçou a amiga sorrindo. – Mas então, o que você tinha para contar para gente?
-Vamos entrar. – mandou, começando a entrar na casa. – Eu tinha uma novidade, mas agora tenho duas.
-Espera, vamos fazer logo a fogueira da fofoca? Não quero ficar em casa hoje não. – parou no meio do caminho, fazendo as outras pararem também.
Fogueira da fofoca era quando elas se juntavam em uma sexta-feira e acendiam uma fogueira do lado de fora da casa, contavam as novidades, brincavam, comiam, conversavam e cantavam.
-Isso! – concordou. – Vamos logo.
-Ok, vocês vão acendendo a fogueira. – apontou para as três meninas atrás dela. – Eu vou pegar o violão, os chocolates e as bebidas.
As três concordaram indo para fora da varandinha da casa. entrou na casa indo pegar as coisas animada, era bom ter as três amigas juntas.
-Precisamos de uma antena parabólica. – Dougie falou tentando achar uma posição para a antena encima da TV prata de 29 polegadas.
-De uma TV que preste também. Essa TV esta um lixo! – Harry fez cara de nojo para a TV. – Se é que isso pode se chamada de TV.
-Desisto. – Dougie largou a antena encima da TV. – Não tem como ter uma imagem que de der para ver algo aqui.
-O que se tem para fazer aqui ás... – Danny deitou no tapete, olhando o relógio. – oito da noite?
-Ver as estrelas, pensar, dormir, cantar, conversar. – Debbie falou dando de ombros. – Eu vou me deitar, trabalhei muito por hoje e a única coisa que quero ver é uma cama.
-Eu vou com você. – Bob sorriu levantando com Debbie do sofá. – Boa noite crianças.
-Boa noite queridos. – Debbie riu vendo os quatros garotos revirando os olhos com as “crianças”.
-Boa noite. – Disseram no mesmo tempo, fazendo um coro. Os mais velhos se retiram da sala, subindo as escadas para o segundo andar.
Todo mundo ficou em silêncio. Carrie olhando para a TV desligada, Tom olhando para o all star azul encardido, Danny olhando para o teto, Harry com os olhos fechados e Dougie olhando para cada um.
-Cheguei! – sentou ao lado de na grama, olhando acabar de acender a fogueira. – Trouxe chocolates, machimelo, toddynho, vodka, violão e... Rum!
-TODDYNHO! RUM! – e gritaram ao ver as bebidas no meio das coisas que tinha trago, fazendo ri.
-Nunca vi ninguém mais viciada que em toddynho e alguém mais bêbada que . – comentou, levando um tapa de .
-Então , quais são as novidades? - acabou de acender a fogueira e se sentou na roda. – Eu tenho uma também!
-Bom, eu tenho uma boa e uma ruim. – pegou um palito e colocou o machimelo na ponta, colocando no fogo logo depois, como fazia também. – Qual querem ouvir primeiro? Ou você quer contar primeiro ?
-Conta primeiro você. – falou colocando o canudinho no toddynho. – E a boa primeiro, pelo amor de Deus!
-Fala logo , quero ver a reação delas. – cutucou a irmã, que fez joinha bebendo um pouco de toddynho.
-Ok, vou contar logo... – fez cara de suspense, levando um tapa de que estava curiosa. – Ai! Calma, lembram que a Benta, a vaca, estava grávida? A bezerrinha nasceu ontem.
-OWN QUE LINDO. – suspirou alegre. – Amanhã você me mostra ele? Já escolheram o nome?
-Não escolhemos o nome ainda. – se meteu na conversa. – Mas amanhã escolhemos juntas.
-Conte a ruim agora. – mordeu um pedaço de machimelo, olhando para .
-Hm... – mordeu o lábio inferior olhando para as amigas. – Sabe quem são os meus novos vizinhos?
-Não. – e falaram juntas. – Quem são?
-Umas pessoas ai sabe... – olhou para seu machimelo distraída.
-FALA LOGO . – gritou curiosa.
-Ok, ok. – concordou com a cabeça e olhou para e depois para . – É a família Fletcher com a banda.
abriu a boca e colocou o dedo na cabeça, tentando lembrar-se de onde conhecia esse sobrenome. Quando percebeu de quem se tratava arregalou os olhos.
-AH NÃO! – exclamou fazendo uma cara de dor. – Esse garoto não estava só de passagem? Ele vai mesmo ficar alguns dias aqui?
-Que garoto? – perguntou fazendo uma cara confusa. – E pelo o que eu lembro, meu pai falou hoje eles estão morando ai. Tipo fixo.
-O que eu fiz para merecer isso? – olhou para o céu levantando as duas mãos e depois olhou para as amigas. – E o garoto é o Harold Judd.
-Você já conheceu um dele? Então é só eu que ainda não vi nenhum deles? – fez uma cara chocada. – Que injustiça!
-Não tanta injustiça assim. – pegou um tablete de chocolate. – Eles são idiotas, pelo menos o Judd é muito, mais muito idiota.
Elas ficaram contando como foi que os encontraram, como eles se comportaram e outras coisas.
-Que ótimo, nem bebida aqui tem. – Danny voltou da cozinha com uma cara azeda.
-Você acha que minha mãe ia deixar comprar bebida? – Carrie fez cara de óbvio revirando os olhos.
-Vou lá fora. - Tom levantou do sofá. – Talvez um bicho com uma alma caridosa me seqüestre e me mande de volta para a minha cidade.
-Deixa de ser dramático cara. – Dougie riu deitando no sofá, agora, vazio.
Todos ficaram em silêncio novamente.
-Carrie, você não tem aqueles joguinho que nós jogávamos antigamente não? – Harry perguntou lembrando-se de quando jogava “war” “uno” e outros jogos com os amigos.
-Eu tenho. – Ela sorriu também, se lembrando de quando eles ficavam quase a noite toda jogando “war” escondidos de Debbie. – Eu acho que eu trouxe.
-Pega lá. – Dougie sorriu feliz. – Uma coisa para nos tirar o tédio.
-Finalmente alguma coisa legal. Nossa salvação! – Danny levantou as mãos para o teto indo até a garota e a abraçando. – Eu te amo Carrie, sério.
-Esta bem, vou lá buscar. – Quando Carrie ia saindo da sala Tom entrou na mesma, apressado.
-Gente eu estou vendo fumaça. – Tom estava com os olhos arregalados. – Tem alguma coisa pegando fogo e esta vindo da fazenda daqui do lado.
-Fogo? – Dougie fez uma cara estranha. – Como você sabe?
-Eu fui lá fora. Olhei para o lado e vi fumaça subindo. – Tom gesticulava com as mãos.
-Vamos lá ver. – Carrie foi saindo da sala com os quatro meninos a seguindo.
Quando chegaram ao lado de fora, olharam para o lado que Tom apontou. De longe eles viram a fumaça que ia subindo no ar até sumir no céu escuro.
-Não deve ser nada Tom. – Harry deu de ombros cruzando os braços. – As vezes é fogão de lenha.
-E se for algo? E se a casa estiver pegando fogo? E se é o mato que esta pegando fogo e vai se alastrar por tudo e acabar pegando fogo aqui também? – Dougie olhou assustado para os amigos.
-Alguém pode estar precisando de ajuda. – Carrie colocou o braço no ombro de Dougie. – Deveríamos ir ver.
-Deveríamos nada. Se estiver pegando fogo, a pessoa apaga. – Harry virou para voltar para casa.
-Concordo com o Harry. – Tom já ia dar meia volta quando viu o olhar preocupado de Carrie. Revirou os olhos, bufando. – Pessoal, Acho melhor agente ir ver mesmo.
-Ué, você não tinha concordado com o Harry? – Dougie tirou o braço de Carrie do seu ombro. – Não sou cabide, engraçadinha.
-Tem cara de um. – Carrie riu da cara de ofendido que Dougie fez. – Enfim, concordo com o Tom. Vamos lá.
-Vamos uma ova, vocês vão. – Danny enrugou as sobrancelhas apontando para o pessoal. – Não vou a lugar nenhum. Quem estiver lá pode se virar. Se não estivéssemos aqui iam ter que se virar sozinhos mesmo.
Harry concordou com o garoto. Carrie e Tom se olharam.
-Olha só. – Carrie começou chamando a atenção deles. – Pode ter pessoas correndo risco lá e vocês podendo ajudar, vão virar as costas? Vocês não gostariam que fizessem isso com vocês! Deixem de ser egoístas e emprestáveis. Vocês podem ajudar e se negam? O mundo não gira em torno de vocês. Esta na hora de vocês crescerem, porque parece que a mente de vocês em vez de amadurecer, esta fazendo o contrario. Esta na hora de vocês acordarem para vida. Vocês têm dinheiro, fama, garotas aos seus pés? Legal. Mas isso não vai durar para sempre. Ai quando vocês precisarem de ajuda, quero ver se vão gostar dos não que vão levar. Vocês colhem o que plantão e vocês não estão plantando coisas legais.
Carrie acabou o discurso respirando fundo. Os quatro garotos estavam olhando a mais nova chocados, ela era bem mais nova que eles e tinha a mente bem mais madura que a dos quatro juntos.
-Eu... hm... – Harry tentava formar uma frase, mais estava sem palavras.
-Eu concordo com a Carrie. – Dougie resolveu falar. – Nós estamos agindo como egoístas e não é de hoje.
-Ern, vamos lá ajudar? – Danny fugiu do assunto, mudando o mesmo rapidamente. Não gostava de admitir que estava errado. – Alguém pode estar precisando de ajuda certo?
-Vamos. – Os cinco começaram a andar em direção a fumaça.
-Será que tem fogo mesmo? – Tom olhou para a fumaça.
-Fogo nós sabemos que tem. – Harry respondeu. – Onde há fumaça há fogo, não é?
Roupa da Fletcher
Roupa da Jones
Roupa da Judd
Roupa da Poynter
#6. Conhecendo os vizinhos.
-Sério que Jey fez isso? – gargalhou junto com as outras três. – E o gato?
-O gato tem medo dele até hoje. – riu com e . A menina contava de quando o irmão tinha afogado um dos gatos da vizinha. - Acho que foi ontem de ontem, que a vizinha estava com o gato no colo, o Jey passou por eles o gato arranhou a mulher e saiu correndo.
-O Jey mostra de quem é irmão. – fez todo rir e ficou quieta, encarando a menina.
-Não, não teve graça. – deu língua fazendo rir alto com . as encarava negando com a cabeça, as amigas definitivamente, não eram normais. – Até porque eu não afogaria um gato. Eu acho.
-Mas afogaria um hamster. – quase gritou para chamar a atenção, fazendo todo mundo rir novamente. – Junto com a .
-Eu não só afogaria. – fez joinha comendo um pedaço de chocolate. –Enforcaria também.
-Deixando o papo de matar, afogar e enforcar pobres bichinhos indefesos. – cortou o assunto batendo palma. – Vamos cantar alguma coisa?
A garota mostrou o violão que estava em seu colo.
-OLHA. – falou chocada e todo mundo olhou para ela. – Ela pensa, estou passada.
-Vai catar macaco. – deu o dedo do meio rindo, pegou o violão da mão da irmã pegou posicionando o mesmo na perna.
-Que musica? – Encarou as garotas que ficaram em silêncio pensando.
-MICHAEL JACKSON. – e gritaram juntas, fazendo rir.
-Qual musica? Michael Jackson tem milhares de músicas. – perguntou acabando de beber o toddynho que tinha em mãos.
-Billie Jean. – falou, fez joinha começando a tocar.
-Vai demorar muito? – Danny perguntou pela décima vez em menos de um minuto.
-Não Danny, cala a boca. – Harry respondeu já estressado. – Eu estou escutando risadas.
Eles chegaram mais perto e então Tom parou, colocando estendendo o braço para o lado, parando todo mundo.
-Não tem ninguém em perigo. – Dougie falou concentrado nas vozes. – Quem em perigo cantaria Michael Jackson?
-As vezes a pessoa é fã e quer morrer cantando música dele. – Carrie fez cara de óbvio fazendo Tom e Harry encararem ela com cara estranha.
-Vamos ver logo o que é. – Danny começou a andar, empurrando Tom. – Eu estou com frio.
-Espera. – Dougie segurou a blusa do garoto. – E se tiver algum bicho lá?
-Claro Dougie. – Danny fez uma cara irônica. – Ele esta ajudando a pessoa a cantar Michael Jackson, não esta ouvindo?
Carrie prendeu o riso. Eles voltaram a andar, pularam uma cerca e quando chegaram bem perto viram quatro meninas rindo e cantando Billie Jean.
-Ai o seu incêndio Carrie. – Harry apontou para a fogueira.
-Me fez andar isso tudo para nada? – Danny ficou um pouco irritado, olhando para as garotas na fogueira. Andara atoa. – Puta que paril ein.
-Para de reclamar Danny, a velha reclamona aqui é o Tom. – Carrie recebeu o dedo do meio do irmão. – Só falei a verdade.
-Agora que já sabemos que não é nenhum incêndio, podemos voltar? – Dougie pediu alto justo na hora que as garotas pararam de tocar, fazendo elas perceberem a presença deles. ficou em choque, fechou a cara, continuou comendo seu machimelo e ficou mais séria do que era.
-O que estão fazendo aqui? – levantou pegando a mão que estendia para levantar também.
-Oi. – Carrie hesitou em falar, olhando para as garotas que encaram os cinco. – Nós somos os novos vizinhos.
-Legal. – falou sem emoção. – Mas o que vocês estão fazendo aqui?
-Nós vimos fumaça e pensamos que tivesse algum incêndio aqui, pensamos que podia ter alguém precisando de ajuda e viemos ver. – Carrie explicou. – Ah eu sou Carrie Fletcher.
-Eu sou Summer. – olhou para a mão da garota estendida, hesitou, mas por fim apertou a mão da mais nova.
-Você não é a garota da loja? – Harry olhou a garota de cima em baixo.
-Oh sim. Você é o idiota de mais cedo. – deu um sorriso zombador. As pessoas presentes prenderam o riso e Harry olhou para a garota irritado.
-Quem você pensa que é para falar assim comigo? – ele chegou perto dela, a fuzilando com o olhar.
-Uma pessoa. – ela fez cara de óbvio. – E eu só falei a verdade, você não foi nem um pouco simpático e educado. Se é que você conhece essas duas qualidades.
-Olha só garota... – Ele apontou para o dedo para ela que fez cara de indiferente.
-Ok, chega disso. Até porque eu não duvido nem um pouco que você tenha sido um idiota. – Carrie chegou perto dos dois tirando o dedo de Harry da frente do rosto da garota.
-Eu não queria me meter nisso não. – levantou chegando perto do grupo junto com . – Mas você foi um idiota mesmo. Você fez uma pergunta, ela te respondeu educadamente e você foi todo grosso e nem agradeceu. Isso é falta de educação.
-Vocês não podem falar de educação aqui. – Danny resolveu falar olhando para . – Hoje mais cedo falei com ela educadamente e ela veio com 10 pedras na mão, ainda por cima me julgando sem me conhecer.
-Eu errei mesmo, me desculpe. – fez uma cara de falsa arrependida. – Eu realmente errei em dizer que só você é assim. Vocês todos são uns famosinhos metidos a besta.
-Como assim? – Tom se meteu na conversa também. – Vocês uma ova! Você nem me conhece para falar alguma coisa.
-É só olhar paras revista que vemos o quanto vocês são idiotas. – deu de ombros. – E seu amiguinho ai não provou o contrario.
-E você é uma caipira metida. – Tom se estressou, ficando vermelho.
Os seis começaram a discutir, Carrie deu alguns passou para trás assim como Dougie e .
-Não deveríamos tentar parar? – Dougie olhou para as duas garotas ao seu lado.
-O máximo que pode acontecer é a se estressar e empurrar um deles na fogueira. – deu de ombros, mas ao olhar a cara de pavor de Carrie e do menino, riu. – É brincadeira gente.
-Eu pensei que ela fosse mesmo capaz. Olhando ela daqui parece assustadora. – Dougie observou a garota apontar o dedo na cara de Danny. – Ah meu nome é Dougie.
-. – sorriu para o garoto, apertando a mão do mesmo, ele não parecia idiota como os outros garotos da banda.
-Acho melhor parar com isso logo, antes que alguém voe para a fogueira mesmo. – Carrie fez uma cara de medo quando viu quase avançar em Harry e entrar na frente dela.
-Espera ai. – se distanciou um pouco e respirou fundo. – UM LADRÃO.
Todo mundo olhou para ela assustados, até mesmo Carrie e Dougie, que não sabia do plano da garota.
-Aonde? – perguntou assustada.
-Em lugar nenhum, era para vocês prestarem a atenção. – sorriu chegando perto novamente do grupo. – Primeiro, vamos parar com a discussão! Meninas, vocês não conhecem eles para ter certeza que eles são mesmo idiotas. Não é só porque leram em uma revista que podem julgar, nem tudo que esta escrito lá é verdade.
-Viu? Até a amiga de vocês sabem. – Tom fez uma cara fofa.
-Ok. Podemos estar erradas em alguns pontos. – olhou para outro lugar para não olhar a cara fofa do menino. – Eu posso até pedir desculpa para você, Danny e Dougie. Mas o Harry eu vi, estava lá e ele foi bem imbecil.
-Foi mesmo. – fez que acenou com a cabeça.
-Bom... – se meteu na conversa novamente. – Para começar, vocês deveriam parar com a briga.
-Concordo. – Dougie foi para o lado de junto com Carrie. – Ninguém aqui se conhece para julgar um ao outro.
-Vocês estão parecendo criancinhas do pré. – Carrie ficou séria. – Acho que todos aqui merecem desculpa e devem pedir desculpa.
-Ah ta. – fez uma cara irônica fazendo joinha. – Não vou pedir desculpa pelo o que eu disse, sendo que é verdade.
- Turner. – fez uma voz autoritária e um olhar que daria medo em qualquer um, até em . – Agora.
-Ok, ok... Me desculpem. – falou em um sussurro, fazendo ninguém ouvir direito.
-Não entendi. Fale para fora. – mandou. Parecia agora, ser a irmã mais velha. – Quando estava discutindo não estava falando alto?
-Me desculpe. – quase gritou, fazendo dar um sorriso vitorioso.
-Não é só ela que tem que pedir desculpa. – Carrie encarou os garotos. – Estão esperando o que? Ein?
-Desculpa. – os três meninos falaram juntos.
-Desculpe por mais cedo também. – Harry deu um sorriso amarelo para .
-Tudo bem, me desculpem também. – olhou para os outros meninos.
-Me desculpem também. – olhou para o chão, mordendo o lábio inferior.
-Acho que não começamos muito bem. – Tom olhou as garotas. – Eu sou Tom. Eles são Danny, Dougie e o Harry.
-Nós sabemos. – levou um olhar mortal de , mas ignorou continuando a falar. – Eu sou , ela é , e .
apontou para cada menina em seu respectivo nome, assim como Tom fez com os meninos.
-Acho melhor nós irmos, não é? – Carrie colocou a mão no bolso de trás da calça, olhando para os meninos.
-Nós estamos fazendo uma reuniãozinha, bebendo, comendo e conversando. Se quiserem ficar... – recebeu um olhar matador de assim como o que ela lançou para a mais cedo para a mais velha.
-Não, não. – Danny viu o olhar de e preferiu não cutucar a fera. – Estou com sono, já esta tarde.
-São oito e pouca da noite. – olhou em seu relógio de pulso colorido.
-Mas ele esta com sono . – mandou um olhar sério para .
-É melhor nós irmos mesmo. – Harry viu que não estava sendo aceito ali. – Não avisamos a Debbie que íamos sair.
-Então ta. – deu um sorrisinho sem mostrar os dentes. – Até mais.
-Até. – Os meninos e Carrie falaram juntos, voltando pelo mesmo caminho.
As meninas ficaram observando os cinco por alguns segundos e depois voltaram a sentar envolta da fogueira.
-Eles não me parecem idiotas ou más pessoas. – quebrou o silêncio.
- faz um favor? – pediu dando um sorriso sínico. A irmã fez que sim com a cabeça. – Fecha a boca.
#7. Cavalos novos.
-ACORDEM. – pulou encima de e que dormiam em um dos colchões no chão. Na noite passada, tinham pegado dois colchões de casal e colocado na sala para todas dormirem juntas.
-Eu juro que eu pego a cabeça da pessoa que pulou encima de mim e amasso com minhas próprias mãos e depois dou para os urubus comerem. – ainda sonolenta falou fazendo cara de irritação.
-Que violência logo de manhã . – riu ainda encima das duas amigas. – Respire fundo, esta um lindo dia lá fora com um céu limpinho e um sol brilhando perfeitamente.
-Eu quero dormir. – resmungou virando com dificuldade para o lado. – Cacetada! Sai de cima .
-, quer ver elas levantarem? – riu indo até o radio e colocando um CD de mp3. – Agora espera uns segundos.
Tudo ficou em silêncio e depois de uns cinco segundos Ya Mamma do Fatboy Slim começou tocar em todas as alturas.
-CACETADA. – sentou no colchão rapidamente com o susto. – VOCÊS QUEREM ME MATAR?
-ABAIXEM ISSO. – gritou sentando no colchão também. – EU VOU FICAR SURDA!
deu um largo sorriso abaixando o som, e lançavam olhares matadores na garota que ria com .
-Você é louca? – falou entre os dentes, denunciando sua irritação. – Eu e a estávamos dormindo, não podiam esperar mais um pouco?
-É caramba! – fez uma cara indignada. – Esperavam eu acordar pelo menos, para ajudar acordar a .
olhou para a garota indignada, fazendo e rirem mais ainda.
-QUE INGRATA. – apontou o dedo na cara da garota que ria e logo depois deu um tapa no ombro da mesma. – Que horas são?
-Onze e meia da manhã. – respondeu olhando para o relógio digital em forma de uma boca que ficava na estante. – Já passou da hora de acordar.
-Hoje é sábado poxa. – fez biquinho e cruzou os braços, tentando protestar. – Que horas vocês acordaram?
-Eu acordei tem uns 10 minutos. – deu de ombros se jogando no colchão novamente. – acordou as dez, diz ela.
-Eu acordei as dez. – fez uma cara animada. – E fiz o café da manhã.
-OMG! MINHA COZINHA. – gritou colocando a mão nas bochechas e fazendo cara de horror. – Você só não é pior que a cozinhando.
-Verdade. – concordou recebendo uma cara indignada de e o dedo do meio de que era para também. – Mas ela não acabou com sua cozinha , até que fez direitinho.
-É. Não sou tão ruim na cozinha assim. – sentou no colchão protestando e fazendo um biquinho.
-Sabe o que me deu vontade de fazer? – deu um sorriso maléfico olhando para deitada no colchão e depois olhando para e que logo entenderam o que a menina pretendia.
-O que? – Perguntou distraidamente, mostrou os dedos contando até o três.
-MONTINHO. – Ela pulou encima de , encima dela e encima das três, que riam dos berros de socorro e xingamentos de .
-O Bob comprou cavalos. – Harry e Dougie andavam pela fazenda.
-Han? – Dougie que olhava distraído para os lados levou um susto com a informação do moreno. – Cavalos? Como assim cavalos?
-Sim, cavalos. Aqueles animais que tem quatro patas, você monta e eles te levam para o lugar que você quiser e...
-Eu sei o que são cavalos. – Dougie fez cara de óbvio revirando os olhos. – Para que ele comprou cavalos?
-Para enfeitar a casa que não foi. – Harry respondeu grosseiramente. – Eu que não vou montar naqueles bichos.
-Cavalos são legais. – Dougie colocou a mão no queixo como se pensasse em uma coisa muito importante. – Eu os acho inteligentes.
-Mas inteligente que você eles são. – Harry deu um pedala na nuca do garoto, rindo. O garoto deu o dedo do meio.
-Ai, doeu. – Dougie reclamou passando a mão pela nuca.
-Não foi um carinho Dougie. – Harry respondeu rindo da cara de mal do amigo, que quando olhou para frente novamente, Dougie deu um super tapa na nuca dele e saiu correndo.
-EU VOU TE MATAR SEU ANÃO. – Harry colocou a mão na nuca e saiu correndo atrás do menor, que corria rapidamente.
-NÃO VAI NADA. – Dougie corria rapidamente, mas como Harry sempre foi bom em correr, estava quase alcançando o mais novo.
-SEU GAY! VAMOS VER SE NÃO. – o moreno conseguiu colocar a mão na blusa azul da Hurley do garoto, que fez cara de piedade.
-Não Harry, não. – Ele fechou os olhos esperando os tapas que ganharia de Harry.
-Pede desculpa seu bosta. – Harry ria da cara de piedade do loiro.
-Desculpa, desculpa. – Dougie continua de olhos fechados, até que Harry deu um soco leve no ombro dele.
-Idiota. – Harry largou Dougie que abriu os olhos aliviados. – Tinha que ver sua cara de cagão. Parecia uma menininha com medo.
-Vai se ferrar. – Dougie fechou a cara se sentando na grama. Harry sentou ao lado do garoto, começando a mexer na grama.
-Quanto tempo agente não “brincava” assim... – Harry olhou para o céu azul sem nuvens.
-É, muito tempo. – Dougie fechou os olhos quando uma rajada de vento passou pelos dois.
-Eu não queria que tivéssemos nos afastado. – Harry olhou para Dougie que continuava de olhos fechados.
-Nem eu. – Dougie abriu os olhos. – Nem temos mais assuntos. Antigamente o Fletch tinha que chamar nossa atenção, de tanto que falávamos.
-É. Expulsamos um da vida do outro sem perceber. – Harry olhou para o chão passando a mão pelo cabelo. – O que fazemos?
-Acho que devemos entrar um na vida do outro novamente. – Dougie colocou a mão no queixo. – Isso foi estranho...
-Sim. – Harry riu e voltou a encarar o amigo. – Amigos?
-Não sei, você magoou meus sentimentos. – Dougie recebeu um olhar esquisito de Harry e riu. – Ok, amigos.
Os dois se abraçaram.
-Ok, isso foi bem gay. – Harry comentou rindo.
-Foi. – Dougie concordou e os dois começaram a conversar sobre coisas aleatórias.
-ME DEVOLVE. – Tom corria atrás de Carrie que tinha pegado a pulseira dele. – EU ESTOU FALANDO SÉRIO.
-Estava encima do mármore da pia do banheiro. – Carrie se justificava ainda correndo. – Achado não é roubado.
-Se eu te pegar, você vai ver só pirralha. – Tom fez uma cara de dar medo, mas Carrie nem se abalou. – Sério Carrie, me devolve a pulseira!
-Eu devolveria. – Carrie parou de correr quando o irmão também parou. – Se você pedisse educadamente e não “ESSA PULSEIRA É MINHA, ME DEVOLVE AGORA SUA PIRRALHA!”.
-Me devolve a minha pulseira Carrie? – Tom fez uma cara fofa estendendo a mão para a garota. – Sério, foi a vovó que me deu.
-Falta mais uma palavra ai Thomas. – Carrie deu um sorriso e balançou a pulseira.
-Por favor? – Ele fez uma cara de duvida. A menina sorriu vitoriosa e jogou a pulseira para ele, saindo rapidamente do local antes que ele a pegasse. – EU TE PEGO DEPOIS.
-Tom. – Debbie entrou na sala sorridente como sempre, o garoto que colocava a pulseira olhou para ela. – Seu pai esta te chamando lá fora.
-Já vou. Abotoa aqui para mim. – Tom foi para perto da mãe segurando a pulseira aberta no pulso. – O que ele quer?
-Surpresa, os meninos já estão lá fora. – Debbie abotoou a pulseira do filho e o olhou com um sorriso. – Prontinho, agora vai logo.
Tom andou rápido para fora da casa, quando chegou ao quintal arregalou os olhos.
-Até que esse café esta bom. – olhou para caneca verde limão com café dentro.
-Eu não sou uma você da vida ok? Sei fazer um café e fritar um ovo. – pegou um biscoito rindo da cara de .
-Eu me queimo quando vou fritar ovo. Espirra tudo nos meus braços. – fez cara de dor roubando o biscoito de .
-EI. Tem vários biscoitos no prato. – apontou para o prato no meio da mesa cheio de biscoito recheado. – Porque pegou o meu?
-Sei lá, estava mais perto. – deu de ombros rindo.
estava olhando para janela, pensando em várias coisas. “Argh , deixa de ser idiota, para de pensar nele! Ele é um famoso idiota e metido a besta. Então porque não paro de pensar nele? Ele já foi seu ídolo, já foi, não é mais, então esquece! Mesmo ele sendo mais bonito pessoalmente e... AH QUE MERDA!”
-, , . – passou a mão enfrente aos olhos da garota que voltou a realidade olhando confusa para . – Estamos te chamando a um tempão.
-Ela esta com os pensamentos aqui perto, na fazenda ao lado sabe. – zoou levando um pedala de que não achou graça. – Ai, era brincadeira sua violenta!
-Mas então , quais os planos para hoje? – apoiou os ombros na mesa olhando para menina. “Hm... Será que eu vou ver o Dougie hoje? Ele é tão fofo! Que pensamentos são esses ? Deixa de ser besta!”
-QUE HORAS SÃO? – levantou da cadeira arregalando os olhos, fazendo as meninas a olharem assustadas.
-Meio dia. – fez cara de medo, colocou a mão na cabeça.
-Estou atrasada. – E saiu correndo para o andar de cima.
-O que deu nela? – olhou para , que olhava para porta da cozinha onde a irmã tinha passado segundos atrás.
-Não sei, deve ter algum compromisso e esqueceu. – deu de ombros bebendo o ultimo gole de café. – Mas nós podíamos dar uma volta pela fazenda que tal?
-Eu quero ver a bezerra. Ela deve ser tão fofa. – sorriu com os olhinhos brilhando. – Já sei até um nome para ela.
-Pode ser . – riu levando um tapa de Turner mais nova.
-Não. – pegou mais um biscoito. – Coitada da bezerra!
-Vão se ferrar vocês duas. – jogou um pedaço de biscoito em cada uma. – Qual o nome ?
-Lía. Não é fofo? – apertou as próprias bochechas, e riram da garota.
-Prefiro Pedrita. – sorriu tirando o farelo da blusa. – Sempre achei a Pedrita dos flinstones muito fofa.
-Prefiro Lisa, a dos Simpsons. – entrou na conversa. – Ela é tão paz e amor.
-Vamos esperar a . – levantou da cadeira para tirar as coisas da mesa. – Ela escolhe algum nome melhor.
-Agora quero conhecer a Bezerra. – fez biquinho ajudando a tirar a mesa.
-Vamos esperar a descer. – levantou também ajudando as amigas. – Ai resolvemos.
Bob sorria e afagava a testa de uma égua branca e apontava para outro cavalo preto. Tom andou na direção de Danny que encarava a égua fixamente, Dougie ria de alguma coisa junto com Carrie, enquanto Harry estava sério.
-De quem são esses dois cavalos? – Tom cutucou Danny no ombro que tirou o olhar da égua branca para olhar o loiro.
-É uma égua e um cavalo. – Danny explicou apontando para a égua e depois para o cavalo. – E é do seu pai.
-Tom, você chegou! – Bob não deu oportunidade de Tom falar mais alguma coisa e foi ao encontro do filho. – O que achou deles?
-Pai, você enlouqueceu? – Tom perguntou olhando seriamente para o pai que não entendeu. – Para que comprar cavalos? Nem temos um seleiro e ninguém aqui sabe cuidar disso.
-Não precisa se preocupar com isso. – Paul sorriu fazendo uma cara de animado. – A garota da fazenda ao lado vai cuidar deles nos primeiros meses e vai ensinar vocês, ela deixou colocarmos eles no seleiro dela, até termos o nosso.
-Qual o nome deles? – Danny voltou a encarar a égua fixamente, parecia até que conversavam pelo olhar.
-O dela é Jen e o dele é o Zeus. – Paul apontou para os animais respectivamente. - Meninos fazem um favor para mim?
-Fala. – Dougie olhou para o mais velho, tirando o braço de Carrie que o fazia de cabide. – Já disse que não sou cabide.
–Levem eles para o seleiro? É aqui pertinho e a garota vai esta esperando. Eu preciso olhar o probleminha da torneira da cozinha. - Paul pegou as rédeas dos dois animais e encarou os garotos.
Dougie parou de rir na hora, Harry olhou para ele e Tom e os três olharam para Danny que ainda olhava fixamente para égua.
-O Danny leva. – Harry rapidamente falou tocando no ombro do garoto que olhou para ele na hora.
-É. Ele gostou da égua. – Dougie riu chegando perto de Danny. – Estava até se comunicando.
-Então ok. – Paul entregou as rédeas para o garoto que deu de ombros pegando as rédeas da mão do mais velho.
-Quer que eu vá com você? – Carrie se ofereceu, Danny negou com a cabeça.
-Aonde é a seleiro? – Ele olhou para Paul que apontou para o lado direito, onde de longe podia ver o seleiro. – Vou indo.
Danny começou a andar observando as árvores que se mexiam com o vento. “Será que ela esta lá? Porque estou pensando nela e querendo vê-la? Ela é uma caipira metida Danny, não esqueça! Mas é gostosa... Mas não muda o fato dela ser metida a saber de tudo. Porque estou conversando comigo mesmo? Argh. Eu estou pirando!”
#8. O seleiro.
Danny chegou ao seleiro vazio tirando pelos 3 cavalos que tinham ali, largou os Jen e Zeus na porta e andou pelo seleiro procurando por alguém, mas estava vazio.
-Não tem ninguém aqui, euein. – Danny virou novamente e viu que Jen tinha ido até o cavalo cor de caramelo, que ele já conhecia. – Hey garoto.
Danny passou a mão pela testa até focinho do cavalo, que mexeu com a cabeça. Jen relinchou e Danny a olhou, ele tinha gostado da égua, ela tinha um olhar intenso, verdadeiro e inocente. Ele sorriu e passou a mão pela testa dela também.
-Eu gostei de você Jen. – Ele comentou e a égua passou o focinho gelado no rosto do garoto que riu sentindo cosquinha. – Podemos ser amigos não é?
A égua relinchou como se concordasse e passou mais uma vem o focinho na bochecha do garoto que ria.
-Juro que se fosse cavalo te pegava Jen, você é sexy e carinhosa. – Danny riu do que falou, fazendo carinho na égua. – Mas como não sou, vamos ser apenas amigos ok?
que tinha chegado há alguns minutos atrás riu com a cena, Danny não parecia ser uma pessoa tão idiota, pelo menos não com os animais.
-Ela gostou de você. – Danny pulou de susto quando escutou a voz da garota. Colocando a mão no coração. – Desculpa pelo susto.
-Tudo bem, eu estava distraído. – Danny passou a mão pelos cabelos sem graça.
-Mas então, ela gosta de você. – foi até a égua passando a mão pelo pêlo dela. – Qual o nome?
-Jen e o dele é Zeus. – Danny apontou para o cavalo comendo grama na porta.
-Nomes legais. – virou para Trovão, dando um beijinho no focinho dele. – Tudo bem amorzinho?
Danny riu do jeito que a garota falava com o animal.
-Então... – virou para Danny. – Posso guardar eles ou você vai querer dar uma cavalgada?
-Não, deixa isso para outro dia. Ainda não sei andar direito, posso machucar ela. – Danny passou as mãos pela égua e deu um sorriso aberto para a garota.
-Então ta. – ficou um pouco hipnotizada com o sorriso do garoto, mas logo foi até a égua, levando ela para uma baia.
-Podíamos ir à cachoeira, que tal? – deu a idéia, ela, e estavam sentadas no chão do quintal da casa decidindo o que iam fazer.
-Mas antes vamos ver a bezerra. – fez cara de pidona entrelaçando as duas mãos. – Por favor, por favor.
-Não estou afim de cachoeira hoje. – fez uma cara desanimada e olhou para . – Por mim tudo bem , podemos ver a bezerra.
-AE. – comemorou dando pulinhos, fazendo as amigas rirem. – Não estou animada para cachoeira também não.
-Está calor demais. – se abanou olhando para cima onde o sol brilhava fortemente no meio do céu sem nuvens. – Chatas.
-Estou com preguiça de ir à cachoeira. Mas esta um calor infernal mesmo. – fez uma careta.
-Se eu animar eu vou com você mais tarde . – sorriu para amiga que continuava emburrada com os braços cruzados.
-Não fique assim . – apertou as bochechas da garota que fez cara de mal para a amiga, que riu. – Se você quiser pode ir na frente, se nós nos animarmos, vamos.
-É. – se levantou do chão segurando a mão estendida de . – Você pode ir até com um dos cavalos e aproveita e chama a .
pensou por uns minutos olhando para o chão.
-Morre não . – riu estalando os dedos enfrente ao rosto da garota, que voltou a realidade olhando para as amigas.
-Quer saber? Eu vou mesmo. – sorriu levantando do chão também. – Eu estou querendo andar de cavalo, aproveito a viagem.
Elas concordaram e subiram para o quarto de hospedes, onde ficava algumas coisas das amigas.
-Não sei para que comprar cavalos. – Tom reclamava com Carrie e Harry, sentados na grama enfrente ao quintal da casa.
-Para andarmos? – Carrie fez cara de óbvio fazendo Tom revirar os olhos.
-Deve ser para ir há cidade, lá usam cavalos ao invés de carros. – Harry se lembrou da pequena cidade onde tinha mais cavalos do que carros.
-Só falta minha mãe nos colocar para trabalhar. – Tom comentou arrancando capim da terra.
Carrie olhou para o lado disfarçando. Paul e Debbie tinham conversado sobre isso ontem à noite e ela tinha ouvido sem querer.
-Você disfarça muito mal Carrie. – Tom riu da tentativa fracassada da irmã de esconder algo. – Desembucha.
-Desembucha o que criatura? – Carrie fez cara de confusa, ela era uma boa atriz, menos com Tom que a conhecia muito bem. – Não tenho nada para falar.
-Eu te conheço Carrie. – Tom apontou o dedo na cara da garota. – Fala logo.
-Gente. – Dougie chegou com um copo de laranja na mão. – Debbie esta chamando vocês para almoçar.
-Então vamos. – Carrie levantou apressada sorrindo, “Salva pelo gongo” ela pensou.
Os quatro entraram na casa e depois de lavarem a mão foram para cozinha onde Debbie e Paul já estavam sentados na mesa, esperando.
-Cadê o Danny? – Debbie percebeu a ausência do moreno e perguntou para Dougie.
-Foi levar os cavalos para o seleiro. – Dougie respondeu simplesmente olhando para a travessa de frango frito.
-Nós temos que conversar. – Debbie informou. – Thomas vai chamar o Danny.
-Porque eu? – Tom fez cara de zangado. – Manda o Harry.
-Porque eu quero que seja você e não o Harry. Agora vai logo. – Debbie mandou.
Tom levantou reclamando e foi andando para fora da casa.
-Estou indo para a cachoeira. – apareceu na sala colocando a blusa de alcinha fina, por cima da parte de cima de seu biquíni. – Vou lá pegar o Elvis.
-Não sei como você pode gostar tanto desse cavalo. – riu vendo os olhos da amiga brilharem. – Até o trovão é mais inteligente que ele.
-Mas o Elvis me seduz. Não o chame de burro. – fez uma falsa cara de ofendida. – Eu gosto dele, sei lá. Parece que ele consegue me entender.
-Você esta parecendo a falando de cavalos. – comentou tirando os olhos do clipe que passava na TV. – Quero ir para cachoeira, me deu vontade. Me espera?
-Aham, vou te esperar, claro. – fez uma cara irônica. – Você demora mais que uma noiva para se arrumar.
-Que calunia! – fez uma cara ofendida. – Você demora mais que eu!
-Olha só, também quero ir para a cachoeira. – falou rapidamente antes que começasse uma discussão. – vai na frente que eu e vamos logo depois.
-Ok. Então vou lá. – deu um aceno e saiu pela porta.
andou em direção ao seleiro, que não ficava tão perto da casa.
-Não sei por que um seleiro tão longe de casa. – Reclamou depois de andar uns três minutos, quando estava dando a volta para entrar no seleiro viu uma cabeça loira correndo em direção do mesmo. Sorriu internamente quando viu quem era o dono da cabeça loira, se repreendeu por isso segundos depois.
Acelerou o passo tentando entrar no seleiro sem que o loiro a visse, não sabia o que falar e sempre ficava corada em situações como essa. Virou as costas indo em direção a entrada do seleiro.
-Hey. – fechou os olhos fortemente parando de andar quando escutou a voz do garoto logo atrás de si.
-Hm... Oi. – Ela se virou lentamente na direção do garoto. Se xingando mentalmente por fazer isso, ao dar de cara com o animado sorriso do garoto. Corou no mesmo segundo.
-Tudo bem? – Ele chegou mais perto, passando a mão em sua testa, tirando o suor por correr tanto.
-Tudo e com você?
-Tudo bem. – Tom olhou para a garota que tentava não o encarar.
-O que esta fazendo aqui? – ela lembrou que aquela era a propriedade da amiga, tudo bem que o seleiro ficava na divisa das duas fazendas, mas aquela parte ali era da amiga.
-Vim chamar o Danny. – Tom viu a confusão no olhar da garota e começou a explicar. – Meu pai comprou cavalos e eles vão ficar aqui e o Danny veio trazê-los.
-Ah sim. – segurou uma risada ao imaginar o garoto andando de cavalo. – Eu vim pegar um cavalo.
-Você anda de cavalo? – Ele perguntou um pouco surpreso, a garota parecia ser bem delicada para montar em um cavalo.
-Claro. Sou caipira esqueceu? – ela deu um sorriso sarcástico, lembrando do ocorrido na noite passada.
-Ern... – Tom coçou a nuca corando e a olhando sinceramente. – Desculpa por aquilo.
Ele pedir desculpa, era um grande avanço, até o garoto se assustou com o que falou. Há muito tempo não pedia desculpa sem ser obrigado ou ser sincero.
-Tudo bem. Vamos esquecer aquilo. – ela riu sem humor, se virando e começando a andar. Quando percebeu que o garoto ainda estava parado se virou. – Você não vem?
-, viu meu chinelo? – chegou ao quarto de , onde estava olhando uma caixa.
-Não vi não. – não tirou os olhos da caixa.
como sempre curiosa demais, entrou no quarto e sentou ao lado da amiga, olhando para dentro da caixa e depois para que tinha os olhos marejados.
-Não fica assim. – abraçou a garota de lado. acordou do transe, colocando rapidamente a caixa embaixo da cama.
-Eu estou bem. – deu um sorriso amarelo, levantando da cama e saindo do quarto. suspirou, era sempre assim. Toda vez que dormia na casa da amiga e saia, a Turner mais nova sempre ia no quarto de e pegava a caixa que a mais velha achava que a irmã não sabia a existência.
-, seu chinelo esta na sala. – voltou no quarto sorrindo para a amiga.
-SÉRIO? – deu um grito não acreditando, tinha passado na sala umas quatro vezes a procura o chinelo e não tinha visto nem sinal dele. – Eu procurei lá e não achei.
-Você procura de olhos fechados. – riu e fez uma cara de ofendida. Mas era verdade, nunca foi boa em procurar coisas, nunca achava nada.
-Vamos logo então. – empurrou a amiga, fechando a porta do quarto de logo depois de sair. – Daqui a pouco volta e ainda estamos aqui.
-Aposto que ainda esta no seleiro. – deu de ombros, descendo as escadas de madeira brilhante rapidamente. – Se bobear, chegamos lá antes dela e olha que vamos andando.
-Não duvido nada. – riu, calçando o chinelo. – Do jeito que a é lerda.
-Você não pode falar nada. É mais lerda que ela. – riu da cara de , que deu língua. – Vamos?
-Vamos. – saiu na frente indo para o quintal.
saiu logo depois da amiga, fechando a porta e as duas começaram a andar em direção a cachoeira ali perto.
-Sabe o que eu lembrei? – olhava para a grama verde que pisava.
-Não, o que você lembrou? – olhou para amiga que fez uma cara super inocente.
-A última a chegar na arvore marcada é quem entra na água primeiro. – saiu correndo em direção a uma grande árvore que tinha um pouco antes da cachoeira. Quando eram mais nova, as 4 apostavam isso e era quem sempre perdia. escutando as palavras saiu correndo atrás da amiga.
-Trapaceira!
#9. A cachoeira.
-? - entrou no seleiro procurando pela amiga. Encontrou Danny olhando para dentro de uma baia, onde estava tirando a sela de um cavalo preto.
-Estou aqui. - acabou de tirar a sela do animal e saiu para fora da baia. - O que você esta fazendo aqui?
-Vim pegar o Elvis, vou para a cachoeira. - foi até uma baia onde tinha um cavalo branco com umas manchas castanhas. Fez carinho no focinho dele que chegou para frente.
-Vai para cachoeira sozinha? - foi andando até uma porta de um quartinho onde guardava as coisas dos, agora, 5 animais que tinha ali. Colocou a sela de Zeus ali e pegou outra sela. Saiu do quartinho, fechando a porta.
-Não, as garotas estavam indo se arrumar quando sai. - se distraia com o cavalo, que balançava a cabeça, parecendo gostar do carinho que a garota fazia. entregou a sela para que entrou na baia indo arrumar o cavalo.
-O que você esta fazendo aqui Tom? - Danny percebeu o loiro ali e fez uma cara confusa, então percebeu também a presença dele ali.
-Vim te chamar para almoçar. - Tom revirou os olhos. - Fui obrigado pela minha mãe.
-Então vamos logo. - Danny passou a mão pelo cabelos e olhou para que ajudava . -Ern, então , eu já vou.
-Ah ok. - desviou sua atenção do cavalo para Danny. - Até qualquer dia.
-Tchau. - Danny ia saindo do seleiro quando lembrou de . - Tchau para você também .
-Tchau meninas. - Tom ia acompanhando Danny para fora do local.
-TCHAU. - gritou de dentro da baia.
Logo que os dois saíram encarou a garota com uma expressão curiosa.
-Você estava com o Fletcher?
-Não, eu encontrei ele quando estava chegando. - começou a contar o que tinha acontecido.
-Cancei de andar. - colocou a mão no joelho, respirando fundo.
-Estamos quase chegando na cachoeira , deixa de ser molenga! - parou ao lado da amiga rindo.
-Eu quero água. - reclamou, levantando o rosto para encarar a amiga.
Elas já estavam bem perto da cachoeira, dava até para escutar o barulho das quedas d’água.
-Você bebe quando chegarmos lá. Trouxe garrafinha para encher. - balançou a garrafinha azul que tinha na mão. - Agora vamos logo.
começou a andar, suspirou cansada e voltou a seguir a amiga.
-Me responde uma coisa. - parou de andar, olhando para trás, esperando chegar ao seu lado.
-Fale. - chegou perto da amiga e as duas começaram novamente a caminhada.
-É verdade mesmo que seu irmão esta ficando com a professora? - perguntou curiosa. Era amiga de Jey e não duvidava nada que ele estivesse mesmo saindo com uma pessoa bem mais velha que ele.
revirou os olhos. Falar sobre as coisas que seu irmão aprontava ou fazia era uma das coisas que ela mais odiava, ainda mais quando eram boatos. As fofocas naquela cidade se alastravam mais rápido que fogo em palha, em um dia a cidade toda já sabia do que se acontecia em uma das famílias dali. Por isso não suportava aquela pequena cidade, para ela só tinha gente fofoqueira e desocupadas, só estava ainda ali por causa de seus país que a obrigavam a cuidar da loja e também por ser menor de idade.
-Não. Ele apenas saiu com a professora da escola e só porque estavam conversando já inventaram isso. - revirou os olhos mais uma vez. - Esse povo que não tem mais o que fazer e ficam inventando essas coisas.
-Ah sim...
As duas chegaram na cachoeira. O lugar era bonito, cercado por árvores e tinha várias quedas d'água. O sol batia diretamente ali, refletindo na água e fazendo o lugar ficar mais bonito ainda.
-Que saudades eu estava desse lugar. - falou colocando a bolsa que levava na grama e começando a tirar a blusa de alcinha que vestia.
-Eu vim aqui ontem de ontem. - comentou, tirando a roupa também. – E a água estava congelando.
-Tem umas 2 semanas que não venho aqui. – olhou para o céu azul, com poucas nuvens, pensando se era realmente 2 semanas ou mais. Deu de ombro por fim e tirou o short, ficando apenas com o biquíni rosa e branco e foi até que tirava o shortinho que vestia. - Cadê a garrafinha?
apontou para a garrafa que estava perto de sua bolsa, foi até lá e pegou a garrafinha.
-Estou indo para água. - foi andando pela enorme pedra que tinha no meio da cachoeira, colocando o pé nas água que subia pela pedra. Estava bem fria, mas com o calor que fazia, logo estaria acostumada.
-Me espera. - jogou o short perto da bolsa e ficou apenas com o biquíni colorido e saiu correndo, empurrando a amiga da pedra logo depois.
-Estou morrendo de fome. - Reclamou Dougie, passando a mão na barriga que fez um barulho estranho.
-Não é só você. - Carrie fez uma cara de dar dó, colocando os cotovelos na mesa e apoiando o rosto entre as mãos.
-Se eles não chegarem eu vou...
-Vai o que Harry? - perguntou Danny entrando na cozinha com Tom, interrompendo a fala de Harry.
-Eu ia aonde vocês estavam só para dar um soco em cada um. - Harry fez cara de mal, fazendo todo mundo na cozinha rir.
-Vão lavar as mãos. - Debbie mandou.
Os dois meninos foram correndo no banheiro e logo estavam de volta, sentando cada um em seu lugar.
-Posso me servir? - Dougie perguntou já com a colher na mão para pegar o arroz.
-Pode. - Debbie riu do jeito apressado do garoto.
Todo mundo se serviu e começaram a comer, Debbie e Bob se olhavam e trocavam olhares cúmplices a maior parte do almoço, até Bob começar a falar.
-Meninos. - ele chamou a atenção e todos na mesa olharam para ele. - Eu queria conversar com vocês.
-Pode falar pai. - Tom tomou um gole de suco de uva, olhando para o mais velho.
Bob olhou para Debbie que acenou com a cabeça.
-Vocês sabem que aqui nós não temos todo o luxo que tínhamos em Londres e nem todo aquele dinheiro. Certo? - Bob começou, os meninos concordaram com a cabeça, mesmo contrariados.
-Você quer voltar? - Harry perguntou com esperança na voz e os olhos brilhando.
-Não. - Debbie respondeu revirando os olhos. - Nós não vamos voltar tão cedo Harry. Coloquem isso na cabeça de vocês.
-Continuando... - Bob voltou a falar. - Vou direto ao ponto. O que eu quero informar é que vocês vão começar a trabalhar.
Os 4 garotos ficaram em choque, olhando para Bob com os olhos arregalados.
-Nós trabalhamos! - Dougie começou, fazendo uma cara feia. - Vocês que nos tiraram do nosso trabalho.
-É, se não fosse vocês nós estaríamos com a banda. - Danny também falou, com a cara fechada.
-Não estou perguntando se vocês estavam trabalhando ou não. Aqui, neste lugar, vocês não estão trabalhando, então vão começar a trabalhar. - Bob falou mais alto que eles, que ficaram quietos, com bicos enormes e braços cruzados.
-Aonde vamos trabalhar? - Tom perguntou, começando a mexer no guardanapo encima da mesa.
-Hoje mais cedo eu falei com o nosso vizinho, ele esta precisando de alguém para ajudar as filhas deles com algumas tarefas da fazenda. - Bob respondeu o garoto, olhando para os demais sentados na mesa. - Também estão procurando uma pessoa em uma loja da cidade, quando eu fui lá eu vi a placa. Um de vocês pode ajudar aqui na fazenda.
Bob acabou de falar e bebeu um pouco de seu suco.
-Carrie começa a escola sexta. - Debbie avisou, Carrie deu um sorriso forçado para mãe. - Vocês podem começar a trabalhar sexta também.
-Mesmo se não concordamos, vamos trabalhar mesmo assim não é? - Harry perguntou, dando de ombros.
-Sim. - Bob respondeu simplesmente.
-Então ta né. - Danny que tinha acabado de comer, levantou. - Que venha a tortura.
#10. Avisos.
Os dias passaram rápidos e já era quinta feita. estava deitada na grama, um pouco distante da casa, olhando para o céu e vendo as estrelas. Sempre fazia isso quando sentia falta de sua mãe, parecia que quando olhava para as estrelas, sua mãe estava mais perto, seu pai vivia falando que sua mãe adorava estrelas. automaticamente levou a mão no cordão em seu pescoço e apertou o pequeno pingente de uma estrela de cristal, sua mãe tinha lhe dado uns dias antes de partir.
Fechou os olhos e sorriu, lembrando do sorriso doce e protetor de sua mãe e de seu abraço colhedor.
-Eu também sinto falta dela. - levou um susto ao ouvir uma voz masculina ao seu lado, abriu os olhos e se levantou rapidamente, colocando uma mão no peito pelo susto. - Desculpe.
-Tudo bem. - sorriu, se acalmando. - O que faz a essa hora em casa senhor Turner? Não deveria estar enfurnado naquele laboratório?
-Deveria... Mas hoje eu vim jantar com as minhas filhas. - ele sorriu e a abraçou, dando um beijo na testa da mesma. - Tem pizzas no forno.
-Pizza! - comemorou e o pai riu do jeito que a menina comemorou, batendo palminhas.
-As garotas já foram embora? - John perguntou, se referindo a e .
-Já. Há algumas horas atrás.
-Pensei que elas iam dormir aqui novamente. - Jonh passou a mão pelo cabelo da filha. olhou para o pai, eram raros os momentos que ficavam tão perto e podiam conversar sem pressa.
-Eu sinto faltar de você também pai. - saiu do abraço, encarando os olhos do pai, os quais pareciam tanto com os dela.
-Eu sei que não estou sendo um pai muito presente, mas eu quero dar o melhor para vocês. - sabia que aquela desculpa não era totalmente verdadeira, podia ser em partes, mas não totalmente.
-Eu também sinto saudade dela, mas não é por isso que parei de viver pai. - suspirou. Estava cansada de ver seu pai sempre triste pelos cantos ou sempre trabalhando. - Esta na hora de seguir em frente, ela não gostaria de te ver assim. Eu perdi minha mãe, não quero perder meu pai também. A só tem nós 2 como família, acha justo ficar sempre ausente?
Jonh ficou calado, ele sabia que sua filha estava certa. Não estava sendo um bom pai há muito tempo, dinheiro não substituía um pai presente. Não queria deixar nada faltar a suas filhas, mas o que elas mais queriam, sempre estava ocupado.
-Eu vou tentar ser mais presente ok? - Jonh abraçou a sua filha. aceitou o abraço, suspirando, já tinha ouvido as mesmas palavras várias vezes. Essa conversa se repetia sempre, ele sempre falava que ia tentar, mas nunca conseguia.
-Quem esta olhando as pizzas no forno? - perguntou olhando para o mais velho.
-Sua irmã...
-Acho melhor nós entrarmos agora antes que a casa pegue fogo. - riu levantando e ajudando o pai a levantar.
-O último a chegar lava a louça. - Jonh saiu correndo e foi atrás dele rindo, ele parecia uma criança quando estava com as filhas.
-, onde esta meu iPhone? - Jey entrou no quarto da irmã com a cara amassada, cabelo desarrumado e só de boxer.
-Eu que sei? O iPhone é seu. - revirou os olhos, parando de escrever em seu caderno. - Se bate antes de entrar no quarto das pessoas, sabia?
-Tanto faz. - Jey deu de ombros, sentando na cama da irmã.
-Sai do meu quarto Jey. - bufou, porque tinha que ter um irmão tão chato?
-Não quero não. - Ele sorriu e deitou na cama dela.
-Jekey eu estou falando sério, sai do meu quarto. - já estava ficando irritada. - Eu vou chamar a mamãe.
-Calma maninha, só quero te pedir um favor. - Jey continuava com o mesmo sorriso que tanto irritava , nos lábios.
-Não, seja lá o que você vai pedir. - levantou da cadeira indo até a porta. - Agora sai.
-, é sério. - Jey fez uma cara de santo. - Eu preciso da sua ajuda.
-Já disse que não Jey, sai. - abriu a porta de seu quarto até a parede e apontou para o corredor.
-, eu preciso sair hoje e a mamãe não quer deixar. - Jey sentou na cama, fazendo uma cara triste.
-E quem disse que isso é problema meu?
-Mas a Wendy esta me esperando. - Jey arregalou os olhos depois que percebeu o que tinha falado, abriu a boca e fechou a porta rapidamente.
-Você esta mesmo saindo com a professora? - falou surpresa, então não era mentira.
-Fala mais alto, nossos pais ainda não escutaram. - Jey fechou a cara, sua irmã era escandalosa demais.
-Me conta isso direito Jey. - sentou ao lado do irmão. - Posso até pensar em te ajudar.
Jey riu, por mais que brigassem, eles se amavam, eram irmãos e um sempre estava encobrindo o outro.
-Mãe, não quero mais comer. - empurrou seu prato com metade de comida ainda dentro, para frente.
-Porque? Você tem que comer, esta muito magrinha. - Elizabetty olhou a filha, que bufou.
-Mãe, a senhora esta exagerando, eu estou engordando até demais. - falou bebendo um pouco de suco, ela estava em um ótimo peso, mas sua mãe sempre estava pegando em seu pé por ser filha única, a atenção era somente para ela.
-Você não comeu quase nada. - A mulher olhou para o prato da filha. - Come mais um pouco.
-Mas eu não estou com fome mãe. - reclamou, não diria para sua mãe que a comida estava horrível. Definitivamente sua mãe não sabia cozinhar, Jenn a cozinheira, fazia muita falta em suas folgas.
-Mas vai comer, não discuta comigo. - Elizabetty deu o papo por encerrado, bufou pegando um pouco de comida no garfo e tentou engolir.
Senhor Paul olhou para filha com compreensão, também não estava mais conseguindo comer aquela gororoba.
-Amanhã você vai na igreja comigo. - Elizabetty informou a , que fez cara de desanimada.
-Eu fui semana passada. - Ela suspirou. Em plena sexta feira de férias ia ter que acordar cedo para ir a igreja.
-E dai? Se vai na igreja toda semana e amanhã você vai comigo. - a mais velha encerrou o assunto. - E é para resolvermos as ultimas coisas da quermesse, que vai ser amanhã.
não agüentava mais sua mãe, ela era mais chata que o normal e pegava demais em seu pé, sempre estava reclamando de algo que a garota tinha feito e queria escolher tudo para a garota que ela achava ser o melhor. não via a hora de pode sair daquela cidade e ir morar bem longe dela, só não fazia isso por seu pai, que iria sentir muita saudade e que sempre estava ao lado dela.
-Eu quero o último pedaço. - pediu, estendendo o prato para seu pai, que riu e colocou o ultimo pedaço da pizza no prato de mais nova.
-Esfomeada. - riu, bebendo um gole de suco de caju.
-Eu estou com fome ok? Pizza é muito bom. - falou com a boca cheia, fez uma cara de nojo e Jonh gargalhou.
-Querida, come primeiro e depois fala. - Ele mandou ainda rindo. virou para o pai mostrando a língua cheia de pizza mastigada.
-Aé? - Jonh pegou um pedaço de pizza e colocou na boca, dando língua para logo depois.
-CHEGA VOCÊS DOIS. - gritou quase vomitando com a cena, e Jonh riram da garota.
-Pai, a precisa de alguns más modos. - colocou a mão no ombro do mais velho, que riu.
-Preciso nada, vocês que precisam de bons modos na hora de comer. - ainda tinha uma careta de nojo.
Eles riram e voltaram a comer mais um pouco.
-, acho que esqueci de te avisar. - Jonh limpou a boca com um guardanapo. - O nosso vizinho, é um amigo meu e ele pediu para eu conseguir emprego para os garotos dele. Como eu sei que cuidar das partes que vocês gostam na fazenda é bem puxado, contratei dois deles para ajudá-las.
-Que vizinho? - perguntou pedindo mentalmente que não fosse quem ela estava pensando.
-O Bob Fletcher e eu não sei o nome dos meninos. - Jonh bebeu mais um pouco de suco.
-Você é amigo do Bob Fletcher? - perguntou surpresa.
-De muitos anos, só que não via Bob a um bom tempo. - Jonh sorriu para a filha. - Então, tudo bem para vocês?
-Tudo né. - deu de ombros.
-Eles começam quando? - perguntou encarando o pai.
-Amanhã. Eles não estão muito acostumados com esse tipo de trabalho, então vocês vão ter que ensinar tudo para eles. - Jonh avisou e revirou os olhos, era só o que faltava. Ter que ensinar 2 marmanjos a trabalhar de verdade.
-Cadê minha pizza? - perguntou, olhando para seu prato vazio, onde tinha um pedaço de pizza minutos atrás.
olhou para o pai que comia tranquilamente, tentando disfarçar, uma coisa que ele não sabia fazer.
-PAI!
Roupa da Jones
Roupa da Fletcher
Roupa da Poynter
Roupa da Judd
Continua...