Can’t Take My Eyes Off Of You
Por: Nanda Sardinha e Fer Sulpici.
Beta-Reader: Dani P.
Capítulo 1 – First Time.
Danny e Dougie se conheciam desde crianças e assim que saíram da casa dos pais resolveram dividir um apartamento no sul de Londres.
Depois de muitas decepções, Danny não dava valor às mulheres. Tinha um ponto de vista machista e fechado, uma noite e nada mais.
Outro dia ele e Dougie estavam conversando sobre isso:
- Dude – chamou Dougie – Você precisa arranjar uma namorada, você está sempre sozinho, nunca se anima pra nada. Desde aquela menina a, Jenny , você ficou assim, acho que ela te traumatizou.
- É, eu aprendi a não confiar em nenhuma garota, a não ser que ela faça por merecer – disse Danny. - Mas e você hein, tá pegando todas. - Danny brincou com o amigo.
- Bom, quem sabe um dia eu acho minha “alma gêmea”- disse Dougie fazendo aspas com as mãos.
- Quem sabe amigo... - Danny riu.
Certo dia, quando Danny estava voltando de um café perto de seu prédio, tinha uma garota esperando pelo elevador. Ela devia estar se mudando agora, pois era a primeira vez que ele a via.
Quando a garota virou-se para pegar a caixa que estava atrás dela, viu Danny olhando pra ela.
- Oi?- disse a garota “indecisa”.
- Hã?Ah, Oi - falou Danny se enrolando com as palavras.
- Você mora aqui, certo? - disse ela.
- Sim, você está se mudando agora não é?
- Certo, acabo de me mudar. - disse ela sorrindo, hipnotizada pelos olhos azuis de Danny.
- Hum - murmurou Danny quando a porta do elevador abriu.
- Tenho que ir, a gente se fala então. - disse ela entrando no elevador.
- Espera, você mora em qual apartamento? - perguntou ele.
- 306. - disse ela quando a porta se fechou.
Danny apenas ficou olhando para porta com cara de tacho, ela era linda. Tinha cabelos vermelhos ondulados e olhos castanhos profundos. Danny subiu pensando nela.
Quando chegou em casa, foi a procura de Dougie pra contar o que aconteceu.
- Dude , ela era linda , talvez a garota mais bonita que já conheci. - Disse Danny sonhando.
- Sabe pelo menos o nome dela? - quis saber Dougie.
- Não - Danny falou desapontado - esqueci de perguntar, mas sei onde ela mora, é no andar de baixo. E sabe de uma coisa? Eu acho que rolou um clima entre a gente, quando ela se virou ficou me olhando com um cara tipo ‘nossa que homem perfeito’. - riu.
- Danny, não vai se achando não viu, você já tem dono amor - disse Dougie fazendo voz de gay e indo abraçar Danny.
- Sai seu viado! - disse se afastando - falando sério, tenho certeza que rolou um clima. Eu vou lá dar um oi para ela e tirar isso a limpo.
Danny saiu e foi para o elevador e estava nervoso pensando em como falaria com ela.
- 303, 304, 305. 306 achei! – hesitou, mas logo percebeu que estava de frente para a porta da garota.
Bateu.
Capítulo 2 – Who’s Danny ?
- Oi...hãn? - disse ela. - Não fomos apresentados.
- Danny,meu nome é Danny. Danny Jones - disse ele nervoso.
- Wilson , mas me chame de . Entre - disse dando espaço para Danny entrar.
- O que te traz aqui Danny?
- Vim dar as boas vindas para a nova moradora – Danny sorriu já entrando e se sentando no sofá.
- Ah, sim.- disse se sentando ao lado de Danny.
- O que te fez mudar pra Londres? – perguntou simpático.
- Bom ,quis tentar vida nova. - disse ela admirando os traços de Danny. - você é daqui mesmo não é? O seu sotaque é bem diferente... - riu.
- É , sou sim , na verdade nasci em Bolton mas resolvi mudar pra cá por causa da banda... – Danny disse observando o sorriso de .
- Ah, você tem uma banda? Que legal, já tive uma banda quando era adolescente, mas não deu certo.
- Sim, eu e mais três amigos, mas estamos começando ainda.
- E o que te fez vir até o meu apartamento agora? – disse nervosa.
- Na verdade eu achei muito simpática e... – Danny começou a coçar a nuca pensando em como falar do clima entre eles.
- Ah, desculpa Danny , você quer alguma coisa pra beber? – disse rápido, ela estava reparando demais em Danny pra uma mulher casada - Talvez, gim com tônica?Ai, eu amo isso. - Disse ela preparando um drink e dando um para Danny.
- Obrigado, nunca tomei isso . – disse ele dando um gole. - É bom...
- É a melhor bebida do planeta. – disse levando o copo a boca terminando num só gole.
- E além da banda você faz o que? Coça o dia todo? – ela gargalhou.
- Não teve graça. – Danny ficou sério. – Uma parte do dia eu coço, a outra eu fico escrevendo músicas, preparando algumas coisas pro CD, enfim, tudo tem a ver com a banda, é minha vida. - disse se gabando e arrancando uma risada dela. - e você?
- Eu cuido da filial da empresa do meu marido aqui em Londres. - sorriu e abaixou a cabeça se lembrando do quanto era bom poder sair com pessoas de sua idade eu invés de ter casado com aquele velhote, pelo qual foi praticamente obrigada pelo seu pai só porque era rico.
- Ah, empresa, peraí... Marido? Como assim? Você é casada? – Danny ficou surpreso e desapontado ao mesmo tempo.
Quando ia abrir a boca pra responder a porta se abre mostrando um Richard sorridente por estar em casa.
- Oi, querida! – Richard sorriu pra ela e deu um selinho. - Quem é esse garoto meu amor?
- Ah, é um garoto que eu conheci lá no saguão. Chama-se Danny, Danny Jones.
- Prazer Danny. - estendeu a mão – Sou Richard Wilson.
- O prazer é meu Sr.Wilson. – Danny sorriu e olhou pro relógio – Bom, tenho que ir. Compromissos com a banda, sabe.
- Tá ok, Danny até mais então.
- Até. Foi um prazer.
Segundos depois...
- Querida , eu vou tomar banho e descansar um pouco, a viagem foi longa.Prepare alguma coisa pra comer pra quando eu acordar, está bem amor? - disse Richard dando um selinho na esposa e saindo da sala.
continuou onde estava e ficou pensando na sua vida. Com 25 anos e casada com Richard Wilson, um empresário muito bem sucedido e bonito apesar de já ser quarentão que satisfazia todos os seus pedidos. Mas ela não era feliz. Ela não o amava, e muitas vezes tinha e dizer as palavras EU TE AMO pra ele, mesmo sem sentir. Estava muito infeliz com Richard, mas já era tarde demais, pois se o deixasse ela teria que voltar para o Brasil e viver com seu pai, que também era um infeliz.
resolve ir para o quarto e trocar de roupa.Quando entrou tentou não fazer barulho porquê seu marido estava tomando banho e ele a chamaria para ir junto com ele , mas ele não estava nem um pouco afim de beijar Richard , mas ele escutou o barulho do armário.
- Amor, é você?
“Ai , droga!”- pensou ela. - Sim, sou eu querido. - disse olhando para a porta , onde estava ele de toalha todo molhado.
- Bom e o que você está achando de Londres? – perguntou ele se sentando na cama.
Ela que estava de costas virou-se.
- Está tudo muito bom.Mas ainda não conheço ninguém, só o Danny.
- Hm, aquele garoto parece ser simpático, o que ele faz?
- Ele é guitarrista, tem uma banda com os amigos, aliás ele me chamou para ir assistir um ensaio deles qualquer dia desses. - na verdade Danny não tinha chamado, mas ela queria testar o marido.
- Ah, que bom querida, pelo menos você não fica em casa sem fazer nada.
- E você não se importa? - disse ela meio indecisa.
- Por que eu me importaria? Afinal ele é seu amigo não? - disse Richard confuso.
- Por nada não. É, ele é meu amigo. - disse ela com um sorrisinho falso. - Vou preparar sua comida.
- Tá bom querida. - deu um selinho na esposa que saiu do quarto com raiva.
Ela foi caminhando até a cozinha pensando por que seu marido não ficou com ciúmes ou não deu um ataque.
- Que tipo de marido é esse que nem liga pra mim? - pensou ela. - Não entendo por que ele não ficou com ciúmes. - Ok, ela não o amava, mas ficou triste mesmo assim, ele não dá o valor que ela merece.
Depois de um certo tempo pensando, chegou a conclusão de que em todas as situações parecidas com essa, Richard nunca se mostrou com ciúmes ou medo de perdê-la.
Ficou pensando nisso horas e horas, deitou no sofá e adormeceu, pensando nessa situação.
Capítulo 3 – I’m invisible?
Quando eram 8 horas da noite, Richard acordou e viu dormindo no sofá.
- QUERIDA! – gritou ele saindo do quarto e indo para a sala. - Poxa , ela está dormindo , espero que tenha feito o jantar antes. - Foi até a cozinha e não viu nada pronto. - Eu não acredito! -disse ele furioso.
- ACORDE! - gritou ele e ela pulou do sofá se assustando.
- O que aconteceu querido? Se machucou com alguma coisa? - perguntou esfregando os olhos. - Que horas são?
- Já são 8 horas da noite , e você não fez meu jantar!Você sabia que eu iria acordar com fome , mas ao invés de colocar os pés na cozinha, foi dormir.Que falta de consideração!
- Desculpa amor! Não vai mais acontecer, eu também estava cansada e...
- Eu desculpo – interrompeu-a – mas essa não foi a única vez que você faz isso!Você só pensa em você mesma! - disse Richard bravo e bufando.
- É isso que você acha?Que eu só penso em mim Richard?Eu faço tudo pra você, eu arrumo a casa, coisa que eu sempre achei que a gente deveria ter uma empregada pra fazer isso, porque eu nunca vi mulher de cara rico fazer as coisas da casa.
- Pra que gastar dinheiro pra por uma estranha dentro de casa, se tem você? E, aliás, você não fez um bom trabalho hoje, dá uma olhada nessa sala.
- Você pensa que eu sou o que? Essa minha casa também tenho direito de fazer o que eu quiser!
- Só que depois você pode arrumar, porque quem paga sou eu. Eu vivo aqui também e não direito de entrar em casa e ver esse muquifo aqui! Então trate de arrumar isso.
- Olha, eu acho que você deveria ter um pouco de consideração com as pessoas. Você não percebe que eu estou aqui sempre fazendo tudo e você me trata como se eu fosse apenas um troféu pra você, que você conquistou, e que facilmente pode fazer o que quer. Está muito enganado Richard. Agora me dá licença que eu vou pro muquifo do nosso quarto, SOZINHA!
- Eu disse que você só pensa em você!
- Você tem razão Richard! Se é assim que você quer, fique aí sozinho e já que você quer ver essa sala tão arrumada, faça você mesmo. Eu vou pensar EM MIM! - saiu correndo para o quarto e trancou a porta para que Richard não entrasse.
- ABRE ESSA PORTA!
- NÃO VOU ABRIR! ME DEIXA RICHARD!
- POIS , FIQUE AÍ SOZINHA ENTÃO!
- É O QUE VOU FAZER SEU INGRATO!
- Eu... Não... Acredito que ele pensa isso de mim! Sempre faço tudo por ele! - disse ela já soluçando - Mas isso não vai ficar assim, não vou chorar por uma coisa que eu tenho TOTAL razão. - ela disse enxugando as lágrimas. -Vou ligar pra !
‘Alô?’ disse a pessoa do outro lado da linha.
‘?Sou eu a , você não sabe o que o Richie fez comigo’
‘O que aconteceu menina? Está com raiva?
‘Ai , eu sou uma idiota mesmo! Eu faço tudo por ele mais ele nunca percebe... Foi só porque ele chegou em casa cansado e pediu pra eu fazer a janta , mas eu acabei dormindo no sofá e quando ele acordou teve um ataque!’
‘E por que você se importa tanto com o que ele pensa? Você nem gosta dele...’
‘Eu sei , eu sei, mas eu sempre faço tudo , e ele nunca reconhece , apesar de eu não gostar , eu tento ser uma boa esposa pelo menos, e outra ele me trata como empregada, até brigou porque a sala estava um pouco bagunçada! Eu disse poucas e boas pra ele, espero que ele aprenda!’
‘Ai coisinha, eu fico tão triste quando essas coisas com você, fico triste por não poder estar com você!’
‘ Eu também bebê, e sabe mais o que ele disse? Ele mandou eu arrumar a sala naquele momento, sabe. Mandou mesmo, isso é ridículo! RIDICULO! Tenho razão não acha?
‘Você tem razão amiga , mas olha não fica assim não que não vale a pena!’
‘ Eu não deveria ter me casado com ele..me arrependo disso...’
‘ Mas agora é tarde demais amiga...tudo vai dar certo!’
‘É verdade, vou pensar positivo, mas e você tem alguma coisa pra me contar de bom?’
‘Sabe o que eu estava pensando?’
‘O que?’
‘IR TE VISITAR!’
‘Sério? Iria ser perfeito, vem sim!’
‘ E eu acho bom o Richard não saber de nada , porque você sabe que ele não gosta da minha presença , então quando eu chegar você também tem que achar que é uma surpresa ok?’
‘Aham , concordo!Olha amiga, eu vou tomar um banho , preciso relaxar !’
‘Ok! Depois a gente se fala então, e pode deixar que eu te aviso quando eu estiver pra chegar!’
‘ Ok!Então até mais amiga! Amo você meu xuxú!Beijo!’
‘Também te amo coisinha da minha vida! Beijão!’
“Que bom que a existe!” - pensou .
- Agora vou tomar meu banho!Preciso pensar!
abriu o chuveiro e colocou na água bem gelada pois isso acalmava sempre.Entrou e ficou lá por mais ou menos 1 hora.Quando saiu viu que o apartamento estava silencioso.Colocou seu pijama e foi pra sala pra ver se Richie já tinha se acalmado.Mas quando saiu não viu ninguém lá.
- RICHARD! - chamou ela pelo marido. - Caramba, onde será que ele foi?!Ah de qualquer modo pouco me importa , é melhor assim.Sentou no sofá e foi assistir TV.Em plena sexta-feira à noite não tinha nada pra fazer , nem assistir ,nem nada. não conseguia tirar as coisas que Richard disse sobre ela, ok , ela não tinha sentimentos por ele, mas tinha respeito e honestidade.
Estava tão entediada e não havia barulho nenhum no apartamento e nem lá fora. Apenas ela ouviu o barulho de sua barriga roncando e lembrou-se de que não tinha nem almoçado direito, então foi até a cozinha e pensou em uma coisa : CHOCOLATE!Procurou pelos seus adorados confetis de chocolate , colocou-os numa vasilha e foi pra frente da televisão.Se enfiou debaixo do cobertor e começou a passar os canais pela terceira vez.
Quando ela estava passando em um canal chamado CD:UK viu um cara bonitinho , chamado Mark e resolveu parar pra ver sobre o que ele estava falando, até que ele anunciou uma banda chamada McFly.
- Oi,meninos,tudo bem com vocês? - disse Mark.
- Tudo, tudo - disseram eles.
-O QUÊ?Será que estou cega? É o Danny ali? - disse surpresa. - Nunca imaginei que ele fosse conhecido a ponto de aparecer na TV.
- O que vocês vão tocar hoje? - Mark perguntou a eles.
- Star Girl! - disse Danny.
- Então vamos.1,2,1,2,3,4...hey - começou Tom o outro vocalista da banda além de Danny.
- Cara, o Danny toca e canta muito... - ela disse para si mesma sem tirar os olhos da televisão.
continuou assistindo até o final, e ficou encantada pelo talento de Danny.Ela estava se sentindo um pouco culpada por estar pensando em outro homem que não seja seu marido, mas quem ligava pra isso?Com certeza Richard não ligava.
- Nossa, cadê esse homem que não aparece hein?Quer saber, eu vou é dormir! - foi para o quarto.Já estava cansada dessas saídas do marido sem dar satisfações.
- Ai, nada melhor do que ser rico! – Richard entrou em casa um pouco bêbado. – Festas, bebida... - ele sentou-se no sofá. – Eu saí e a ainda não fez minha comida? Poxa... e ainda deixa todas essas gororobas que ela come tudo espalhado.É uma criança mesmo. - se levantou e foi em direção ao quarto.
- Uma criança linda dormindo... - Richie olhou para a esposa e viu que ela dormia com uma cara de feliz. Não que seja possível uma pessoa dormir sorrindo, mas ele percebeu isso. - E eu não conheço nada dela, não sei do que ela gosta, não sei quem são os amigos dela, não sei que tipo de música ela gosta, não sei os gestos que ela faz quando estava falando ou rindo, não sei nada.Que tipo de marido sou eu?Já sei, o tipo de marido que dá tudo que a esposa pede e a deixa feliz. É isso que importa numa relação não é? - Richard já estava deitado ao lado de , pensando sobre sua vida, e mal sabia ele o quanto ela sentia falta de um carinho e atenção de alguém. Mas com esses pensamentos Richard se satisfaz, e não faz nada pra mudar. Mal sabe ele...
Capítulo 4 – Help me
No dia seguinte...
- Será que o Richard passou a noite fora? - virou para o lado e viu que o marido não estava ali, então levantou-se, lavou o rosto e foi para sala a procura de Richie.
- Não acredito que ele fez isso. – logo ela avistou um papel em cima da mesa da cozinha e foi ler.
“Bom dia meu amor! Eu tive que sair cedo pra trabalhar, não fique assustada por que eu passei a noite em casa sim, e desculpa pelo o que eu fiz ontem, estava estressado, eu volto tarde hoje, ok? Não me espere acordada. Amo você! Beijos. Richie.”
- Sem comentários! - simplesmente amassou o papel e jogou-o no lixo.Sabia o que realmente Richard fazia até tarde no trabalho mas resolveu ignorar. - Nada vai estragar meu dia!
Nesse momento o celular de tocou, ela olhou e viu que era .
- Oi, luz do dia! - disse .
- ‘Nossa que animação dona !’ o que aconteceu?
- Não posso estar feliz pela minha amiga me ligar?
- ‘Pode, pode... Bom eu liguei pra te avisar que eu vou chegar hoje à noite ok?’
- Já? Nossa que bom amiga, eu preciso de você!
- ‘Uau , que declaração de amor!’
- Ok, não falo mais! - riram elas.
- ‘’Você já está melhor?’
- Estou sim amiga, apesar de que ele já saiu bem cedo hoje e deixou um bilhete dizendo que volta tarde...
- ‘É típico dele e você sabe! Tenta esquecer e aproveita pra pensar por que hoje você vai ter o dia inteiro sozinha, ai a noite a gente conversa então.’
- Tá, se cuida viu! Amo você. Beijos.
- ‘Também te amo. Beijo!’
- Eba, meu bebê vai chegar hoje! - ela disse pulando -Estou parecendo uma idiota. -caiu na gargalhada sozinha.
Naquele dia resolveu sair e comprar algumas coisas para ela e fazerem uma noite de amigas, fofocas, como não faziam há muito tempo.
- Não posso esquecer dos meus queridos confetis! - disse pegando uns 5 saquinhos grandes de confeti e colocando dentro da cestinha. - Batatinha, barra de chocolate, leite condensado, bolacha... Está tudo aqui. Seu celular tocou outra vez.- Alô? Oi Richie, tudo bem sim querido... Eu estou no supermercado... Eu vi seu recado sim... tá,tá... Eu também, tchau! Aleluia! - moça do caixa a olhou com uma cara de tipo “por que você despreza seu marido, sua louca?”.
- Obrigada senhora!
- Obrigada, tchau.
- Quer ajuda senhora Wilson? - perguntou o senhor da recepção do prédio.
- Não, obrigada John, não está pesado. - foi em direção ao elevador.Colocou as sacolas no chão quando ouviu alguém chamando.
- Segura o elevador! - era Danny.
- Oi, Danny! - disse ela quando ele entrou.
- Oi, , que bom te ver.
- Você também. Por que você foi embora correndo ontem?
- Ah, achei que seu marido ficaria bravo.
- Desencana.
‘PLOFTBUMTCHA!’
- O que foi isso? - Danny disse um pouco assustado.
- Acho que o elevador parou. Não acredito! - ela encostou na parede e escorregou até o chão.
- Será que paramos no meio de um andar e outro?
- O que importa Danny? Ninguém aqui tem super poderes de Super-Homem pra conseguir abrir essa porta e descobrir.
- Quem disse?
- Ah, quero ver, tenta abrir aí então!
- Não quero gastar minhas energias. - ele se sentou de frente pra ela.
- Sei, e meu tio é filho único!
- Sério?
- Aham... – os dois ficaram em silêncio e Danny continuou pensando no que tinha dito tentando entender o que ela quis dizer.
- Danny, o que você está pensando?
- Nada não. O que você tem aí?
- Tira o olho! Minha amiga vem me visitar e eu comprei umas coisas.
- Você vai deixar uma pobre criança ficar passando vontade?
- Não que eu seja má com criancinhas, mas com você eu serei. Sorry. -ela sorriu abraçando as sacolas.
- Não queria mesmo! - ele encostou a cabeça da parede e ainda pensava naquilo.- Já entendi!
- Entendeu o que criatura?
- O que você disse sobre seu tio ser filho único. Isso é impossível, por que se alguém é filho único ele não tem irmãos e se não tem irmãos não tem como ser tio. - ele disse com um ar de inteligência superior.
- Jura? Descobriu a América, Jones. Você ainda estava pensando nisso? - ela sorriu da cara que ele fazia.
- Só estava querendo entender. - não agüentou e caiu na gargalhada.
- Depois dizem que eu dou risada de qualquer coisa.
- Ai Danny , só você mesmo.- parou de rir e ficou observando o modo que ele ficava frustrado ela ter dado risada dele.De novo os dois ficaram em silêncio.
De repente teve a brilhante idéia de cantar pra ver se Danny acordava e dizia alguma coisa.
- Help! – disse forjando uma cara de insatisfação pra dar emoção
- I need somebody – Danny cantarolou.
- Help! – repetiu com um sorriso.
- Not just anybody – Danny continou percebendo que ela havia gostado.
- Help! – repetiu com um sorriso maior ainda.
- You know I need someone – Danny cantou com carinha de sofrido.
- Heeeeelp! – Os dois cantaram juntos e se empolgaram:
When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind I've opened up the doors.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being around.
Help me get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But ev'ry now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being around.
Help me get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind I've opened up the doors.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me, help me
- HELP ME! – Danny berrou com uma voz um tanto fina.
- A gente quase não se empolgou né? – disse sorrindo pra Danny que também sorriu – Você canta muito bem... E toca muito bem também.
- Ah obrigado...- O sorriso de Danny virou confusão – Onde você me viu tocando?
- Num programa ontem à noite.
- Ah tá – Ele sorriu
- Curti o som de vocês.
- Ah valeu! Nós...
- Mcfly de Marty Mcfly? – cortou o lento raciocínio de Danny.
- Isso aí!
- Amo esse filme.
- É um clássico – disse sorrindo – Pelo jeito você tem um ótimo gosto, tanto pra música quanto pra filme.
- Ah é? – sorriu de lado
- É! Você gosta de Back to the future, Beatles e é claro,curtiu Mcfly.
- Convencido você quase não é né! – disse rindo.
- Só um pouquinho. - ele riu também. Ainda ficaram alguns segundo em silêncio apenas se olhando.
- Foi muito legal te conhecer Danny. - a garota sorriu olhando diretamente em seus olhos.
- Foi legal te conhecer também . - Danny fez o mesmo.
- Eu queria tanto uma pessoa pra poder curtir as maravilhas dessa cidade, só que o Richard nunca está em casa e só trabalha, assim fica impossível.Minha vontade desde que cheguei aqui é ir no London Eye.Eu sempre apreciei aquele lugar desde os meus quinze anos.
- Sério? Ah, se você quiser eu posso te levar um dia pra gente conhecer os pontos daqui, eu tenho certeza que você adoraria conhecer a Oxford Street também. Isso se seu marido não se importasse claro.
- Claro que não Danny. E se também não fosse te incomodar.
- Imagina. É só dizer quando.
- Fabuloso! - sorriu e Danny fez uma cara muito engraçada.
- Fabuloso? Que coisa brega!
- Chato! - ela mostrou a língua pra Danny. Ele por sua vez apenas deu um sorriso tipo “sou demais” e ficou olhando para ela.
Os dois ficaram se encarando por um tempo sem dizer nada, quando a porta do elevador se abriu.
- A porta abriu. - ela disse um pouco triste por não ter mais tempo de conversar com Danny e ele também estava do mesmo jeito.
- Bom, é meu andar.Tenho que ir, depois a gente se fala Danny.
- Claro. Até mais!
- Tchau! - acenou para ele.
- ! - Danny segurou a porta e ela se virou - Olha, se algum dia desses você quiser ir lá em casa pra assistir um ensaio da banda, está convidada ok?
- Claro, Danny. Vou sim, e aliás posso levar minha amiga né?
- Sem problemas. - ele sorriu fazendo com que fizesse o mesmo.
- Então até!
- Até!
Capítulo 5 – Friendship Never Ends.
passou a tarde ansiosa pela chegada da amiga e estava louca pra contar tudo pra ela. A garota estava se sentindo estranha por estar sentindo essas coisas por Danny sem mesmo o conhecer direito. Mas ele já tinha encantando a garota com aquele jeito lerdo e engraçado de ser. sentia muita falta de ter pessoas da mesma idade ao seu lado pra fazer o que ela realmente gostaria de fazer, pois Richard só saia sozinho e quando ela ia junto eram apenas esses jantares da empresa que são muito chatos da opinião dela.
se perdeu nos pensamentos quando viu já eram 7 horas e nada de . Nesse momento alguém bate na porta. -‘será que é o Danny?’- ela pensou.
- Nanda! - pulou na amiga e a abraçou a qual na mesma hora soltou as malas e abraçou-a o mais forte que podia.- Que saudade de você coisa!
- Eu também to morrendo de saudades. - elas se soltaram e ficaram se olhando por um tempo.
- Ui, como você está linda.- disse.
- Ah amiga, nada que dinheiro e o que o melhor cabeleireiro da Inglaterra não faça né.
- Nem se achou né. - mostrou a língua para amiga e deu espaço para que ela entrasse.
- Deixa eu te ajudar com isso, me da uma mala aí.
- Obrigada flor! O Richard não está aqui não né?
- Não, ainda não chegou e também não sei quando chega. Por isso a gente tem a noite toda pra falar besteiras. Eu tenho que te contar sobre um cara aqui do prédio que eu conheci.
- Conta, conta!- sentaram no sofá.
- Eu estava lá em baixo no saguão e ai... – contou detalhe por detalhe sobre Danny e também sobre o que havia acontecido naquele dia, que ficaram presos no elevador.
- Que coisa mágica amiga!
- Ah, e ele também chamou pra ir assistir um ensaio da banda dele, eu disse que eu levaria uma amiga também.
- Ele tem amigos?
- Claro né, se é uma banda toda.
- Verdade.- sorriu sem graça.
- Voltando ao assunto, eu adorei ter conhecido o Danny, tem alguma coisa a mais nele que me chama a atenção. Mas eu me sinto culpada de estar sentindo isso.
- Você não tem que sentir mal não, . É normal ter atração por outros caras, e ainda da sua idade. E você sabe muito bem como o Richard é.
- Eu sei.
- E o que ele disse sobre o Danny?
- Bom, quando ele chegou em casa ontem o Danny estava aqui. Ele nem ao menos se importou que tinha um cara lindo aqui com a mulherzinha dele sabe. Isso me irrita caramba! Estar com um cara que não está nem aí pra você – já tinha os olhos marejados .
- Olha amiga não fica assim ta. A agora está aqui pra cuidar de você – abraçou e começou a fazer carinho na cabeça da garota.
As duas não eram amigas de infância, na verdade fizeram amizade já com 15 anos, mas desde então não se desgrudaram mais. Eram como irmãs e cuidavam uma da outra. Sorriam, choravam, sofriam juntas. não se conformava de ver a amiga casada com Richard, pois sabia que ela não era feliz. O pai de que arrumou esse casamento para salvar seus negócios que estavam à beira da falência. Richard além de podre de rico era louco por o que facilitou as coisas. Mas agora que estava ali não ia deixar Richie afundar a vida da amiga.
- Amiga, já sei uma coisa que vai te animar... Imagina o Danny com Nescau na boca falando farofa. – disse rindo.
caiu na gargalhada – Sabe , o Danny é até meio lerdo – ia dizendo mas ao olhar pra cara de corrigiu – Tá bom, muito lerdo! Mas com sérios problemas mentais a ponto de encher a boca de Nescau e falar farofa... Só a gente amiga! – gargalhava.
- Realmente – disse rindo - Mas então... Vou pegar Rei Leão na mala e você vai pra cozinha fazer brigadeiro, Pumba - disse rindo.
- Por que eu tenho que ser o Pumba? – perguntou com uma cara engraçada.
- Porque... Porque... Porque o Timão é baixinho e eu também – dá um sorriso furador e tímpanos.
As duas passaram a noite assim, rindo, brincando, falando abobrinha, comendo brigadeiro e é claro assistindo Rei Leão como não faziam há um bom tempo. Há dois anos desde o casamento de elas quase não se viam, se falavam mais por telefone ou internet e agora estavam aproveitando pra matar a saudade. A diversão só foi atrapalhada uma hora porque uma senhora bateu pra reclamar do volume da TV que estava absurdamente alta, mas como a dizia ‘Não tem a mesma emoção ouvir a risada do Eddy se o volume da TV não estiver no máximo’.
Já era tarde quando resolveu tomar um banho enquanto ficou na sala limpando a bagunça e cantando as musiquinhas do filme, afinal estava muito feliz de estar ali com a amiga se divertindo. A cara de felicidade de virou susto quando a porta se abriu revelando um Richard surpreso e nada feliz com a sua presença ali.
- O que... O que você está fazendo aqui? – Richard disse bufando e se aproximando de .
nem conseguiu responder de tão assustada com a agressividade dele. Tudo bem que ele a odiava, mas ele pelo menos tentava disfarçar isso por causa de .
- Menina, o que você quer com a minha esposa? Você veio tirar ela de mim, você sabe que você não é bem vinda na minha casa... – Richie segurou o braço de e começou a apertá-lo. Ele a odiava por que ela foi contra o casamento, foi a única a tentar convencer a não se casar e chegou a até tentar sabotar o casamento cancelando o buffet e dispensando os serviços da decoradora da igreja de última hora ,mas por Richie ser muito rico nada adiantou.
estava com os olhos arregalados e quando ia mandar Richie soltá-la apareceu de pijama fazendo com que ele soltasse imediatamente.
não tinha percebido que ele apertava o braço de dela porque chegou de cabeça baixa esfregando os olhos, mas percebeu que o clima não estava nada bom.
Richie foi até dando um selinho nela e se virou pra abraçado a – E então ... Veio do Brasil só pra matar as saudades da ?
- Na verdade eu estava na França! – respondia com educação.
- França? O que fazia na França? – perguntou com falso interesse.
- Eu tenho passado esse ano viajando, fui pro Egito, Rússia, Itália, Grécia, França e agora Inglaterra!
A viagem que eu e sonhávamos em fazer juntas! E que teríamos feito, mas você deu um jeito de fazê-la casar com você,não é? – sorriu sarcasticamente pra Richard e
percebendo que as coisas acabariam piorando resolveu se manifestar.
- Então , vamos levar suas coisas pro quarto de hóspedes, afinal você precisa descansar!
- Ok! Boa noite Richie – disse e pegou suas malas seguindo para o quarto de hóspedes.
Richie entrou no quarto bufando.
- , o Richie falou alguma coisa pra você? Digo, sobre você estar aqui?
- Não, amiga. Você chegou na hora que ele entrou.
- Hum, eu estou preocupada com isso agora. Se ele fizer algo com você me avise tá?
- Pode deixar, olha não se preocupa eu sei me cuidar viu xuxú.
- Eu sei, mas eu só quero te ver bem viu bebê?!
- Eu sei coisinha, eu sei. Olha vai dormir, já está tarde e com certeza o Richard está bravo. Boa noite viu. Dorme com Deus. - beijou a testa da amiga e deitou-se.
- Boa noite , dorme com Deus você também.- disse olhando para amiga,saiu do quarto e foi direto falar com Richard.
Alguns minutos depois entra em seu quarto encontrando um Richard com uma cara nada boa.
- Por que não disse que ela viria? Você sabe que ela não é bem vinda na minha casa!
- Nossa casa! E ela é bem-vinda sim! A é mais que uma amiga, nós somos como irmãs. E isso bem antes de eu te conhecer... E eu não admito que você a trate mal apesar das diferenças entre vocês e além disso, você não tem o direito de fazer isso. - estava tremendo e muito nervosa por causa da reação do marido, ela já esperava isso, mas nunca o tinha visto tão irritado assim.- Olha Richard, onde você estava afinal? - disse ela colocando os braços na cintura.
- Negócios . Apenas negócios. Não tem como explicar e você sabe disso. – ele disse revirando os olhos.
- Não precisa me explicar mais nada ok? Não quero mais saber. Virou de costas para ele. Estava chorando baixinho, mas logo enxugou as lágrimas.
- Tudo bem - Richie assentiu – Olha... Eu não quero discutir ta bem. Vou tratar ela bem enquanto estiver aqui.
- Obrigada! Pelo menos faça isso por mim.
- Tá. Agora vem – Richard puxou pela mão fazendo com que ela se aproximasse dele – Estou... Com... Saudades – Richard disse enquanto distribuía beijos pelo pescoço de e depois selando seus lábios e empurrando-a em direção a cama.
Capítulo 6 - He doesn’t care. Right?
acordou com o barulho de Richie se espatifando no chão por tropeçar num sapato. Ele se despediu e foi pro trabalho e ela resolveu ir acordar .
tentou acordá-la, mas não conseguiu por ela ter sono pesado. Então pegou uma vassoura e começou a cutucar-lhe as costelas.
- ! – diz sentando na cama – Esqueceu que eu sou magrela? Não tem gordura pra amortecer não!
- Own, desculpa minha magrelinha – senta na cama e a abraça – A garota mais fofa... Mas magrela!
- Tá bom! Também te amo! – diz retribuindo o abraço.
- Como você ta se sentindo amiga?- olhou para .
- Como eu esperava, angustiada e triste. Ontem o Richard concordou em te tratar bem sabe, mas eu acho que só foi da boca pra fora, por que logo depois ele já me puxou pra cama tentando me deixar mole sabe...
- E conseguiu?
- Sabe como é né amiga, ao charme dele ninguém resiste, mais ainda assim eu não estou bem com ele.
- Relaxa, tudo vai ficar bem, não se esqueça que eu estou aqui pra te ajudar. E não vou sair daqui enquanto as coisas ficarem no lugar. Vamos tomar café?- deu um beijo no rosto de .
- Vamos!- puxou a amiga da cama e jogou uma roupa qualquer em cima dela e foi até a cozinha pra preparar o café.
*Na cozinha
- Obrigada por me deixar soterrada em baixo das roupas tá? - apareceu na cozinha sentando-se na bancada.
- De nada meu amor! Olha, fiz pão frito! – colocou duas fatias de pão na frente de .
- O que seria isso? Ele foi fazer uma visitinha no carvão da churrasqueira é?- olhou para o prato onde estava o pão, queimado.
- Só foi uma queimadinha, , não reclama e come vai.
- Ah, isso eu não vou comer não. – levantou-se da cadeira e foi em direção ao armário onde estavam todos os chocolates que sobraram da noite anterior.
- Mas chocolate de manhã ?
- Melhor do que isso que você fez aí. - sentou-se no sofá da sala.
- Ok, tanto faz. – largou as coisas que estavam em sua mão e foi em direção a sala e sentou ao lado de .
- O Richard saiu cedo?
- Naquela hora que eu fui te acordar ele tinha acabado de sair.
- Ah!
Elas ficaram ali conversando e comendo os chocolates que segundo , eram saudáveis de manhã.
*No apartamento de Danny e Dougie.
- Cara, você está assim por quê?- Dougie sentou-se ao lado do amigo.
- Por tudo aquilo que eu já te disse Dougie. Eu gostei muito da . Só que o fato dela ser casada me impede de fazer algo.
- Ih, ta apaixonado é Jones?
- Não posso dizer apaixonado, mas eu gostei muito de conhecer ela.
- Sem querer atrapalhar, mas ela tem amigas? – Dougie fez uma cara de safado.
- Quando eu convidei-a pra ver um ensaio nosso ela disse que ia trazer uma amiga.
- Hum, que bom. Será que é bonita, cara?
- Se for tão bonita quanto ela Dougie, fique feliz.
- Olha, disseram lá na gravadora que hoje chegam aqueles papéis pra gente assinar, vamos lá buscar?- Dougie levantou-se e foi em direção a porta.
-Vamos, Poynter. - Danny se levantou meio mole e foi praticamente se arrastando até lá.
- , eu preciso ir lá em baixo pra buscar uma correspondência da empresa, eu já volto, ok?
- Ta bom.
calçou os sapatos a foi em direção ao elevador.
*Na portaria.
- Danny!- chamou o garoto que estava escorado no balcão.
- Oi, . O que faz aqui?
- Eu vim só buscar uma encomenda da empresa.
- Ah, sim.- Danny olhou para o amigo.- esse é o Dougie. Dougie essa é a .
- Prazer, Dougie Poynter.- ele estendeu a mão.
- Prazer, Wilson. Me chame de .- ela sorriu.- Eu vi você naquele programa junto com o Danny, suponho que você seja da banda né?
- Sim, baixista.
- Aqui está senhora Wilson.- o moço entregou uma caixa a ela.
- Obrigada. Tenho que ir deixei minha amiga lá em cima sozinha.
- Espera, amanhã a tarde eu e os caras vamos ensaiar lá em casa, estão convidadas tá? Apartamento 308.Aí você já conhece o resto da banda.
- Ta, nós iremos, a gente se vê. Prazer em te conhecer, Dougie.Tchau gente.
- Tchau.- eles disseram juntos.
- !- disse entrando em seu apartamento e sorrindo - Adivinha quem eu acabei de encontrar lá em baixo?
- Danny!- exclamou como se fosse óbvio, pois estava estampado na cara de .
- É, e também um amigo dele da banda tava lá, se chama Dougie, e é LINDO!
- Sério?
- É, e amanhã à tarde eles vão ensaiar e chamou a gente pra assistir.
- Nós duas?
- Claro, parece que aquele Dougie também está a fim de conhecer alguém....- fez uma cara de safada sorrindo para .
- Uh, me aguarde!- caiu na gargalhada.
As garotas passaram a tarde fazendo compras no shopping, ou seja, torrando o dinheiro de Richard e conversando sobre coisas as quais não conversavam há anos e pareciam duas crianças tomando sorvete.
- Ai , isso ta gelado! – limpava o nariz onde tinha jogado um pouco de sorvete.
- Isso é muito divertido!- ela sujou a testa de .
- Você vai ver agora! – sujou o nariz da amiga também.
- Ok, chega com isso, as pessoas vão pensar que a gente nunca viu sorvete.- disse se limpando.
- Você começa com a brincadeira depois não agüenta né?
- Ah, .- mostrou a língua para ela.- toma o seu sorvete e fica quieta!
- Ta bom mamãe. - fez carinha de criancinha triste e abaixou a cabeça.
- Que bom estar em casa!- disse jogando as sacolas no sofá e sentando-se nele.
- Eu estou cansada! – fez o mesmo.- Que horas são, ?
- 8 Horas!
- Nossa ainda? Nunca pensei que diria isso ás 8 horas, mas, vou dormir! - ela levantou-se.
- Eu também vou.- levantou-se.
- Boa noite coisinha da minha vida. – deu um beijo na bochecha da amiga e entrou em seu quarto.
- Boa noite bebê! – entrou em seu quarto também e no momento em que se deitou-se lembrou de Richard.- Espero que daqui a pouco ele chegue. Não vou esperar. – no mesmo momento ela se virou e dormiu sem nem mesmo trocar de roupa, estava exausta.
Capítulo 7 - Canta, dança, sem parar... Não se reprima!
acordou primeiro e foi pra sala, orando para que não desse de cara com Richard, e por sorte, nem sinal dele. Ela ficou assistindo um pouco de TV, mas nada muito produtivo por que aquela hora da manhã não tinha nada além de programas de ginástica matinais. Eram dez horas da manhã e percebeu que nem nem Richard saíram do quarto, então concluiu que ele já tinha saído, se sentiu aliviada e foi acordar a amiga.
entrou no quarto toda animada, abrindo as janelas e puxando a coberta de .
- , acorda! É hoje! É hoje!- pulava em cima dela.
- Ai, , o quê que tem hoje, criatura?- puxava a coberta de volta se encolhendo.
- Como assim, ? Dã, hoje é o ensaio do seu Gostojones, digo, Danny.- sentou-se na cama, e novamente puxando a coberta e da cama.
- Para de falar assim, ele não é meu!- levantou-se do chão, no qual tinha caído quando puxou-a.
- Pode não ser seu, mas você acha ele gostoso!
- Tá bom, ok! Agora sai, hoje é dia de você fazer o café da manhã.
- Tá, coisinha.- saiu do quarto.
- Essa menina viu, não respeita o sono dos outros. Ela vai ver...
- , eu ainda to aqui na porta, eu ouvi o que você disse, e outra, isso foi a minha vingança por aquele dia que você cutucou minhas costelas tá, tchau.
- Tchau.- pra fora do quarto pra ver se tinha saído mesmo. – Louca!- riu.
Depois que arrumou o quarto, foi pra cozinha ver se tinha conseguido fazer alguma coisa, definitivamente, cozinhar não é o forte de nenhuma das duas.
- ! Onde ela foi?- nesse momento ouve o telefone tocar, olhou na bina, era Richard.
- Oi, Richie!
- Oi, querida! Eu tive que sair cedo hoje de manhã, me ligaram.
- Ah, que novidade!
- Escuta, eu não liguei pra brigar não ta? Eu liguei pra te avisar que eu vou ter que viajar o final de semana todo.
- E, por quê? Você nem vai vir pra casa? Já vai direto de onde você está?
- São negócios na Itália, e eu vou passar aí, tenho que pegar minhas coisas.
- Hum, e que horas você vem?
- Não sei querida. Mas eu quero me despedir de você.
- Nossa, parece até que você vai embora pra sempre.
- , não fale besteiras! Até mais tarde, amo você.
- Ok então, até. Beijos.
- , onde você foi? – disse indo até a amiga que entrava pela porta.
- Nossa amiga, ate parece que eu fiquei desaparecida por uma semana. Eu fui ali na padaria comprar o nosso café da manhã.
- Não brinca com essas coisas!- sentou-se no sofá. – e o que você trouxe aí?
- Se adivinhar eu te dou o Danny de natal. O natal já passou mais não importa. – riu ela abanando as mãos.
- Chocolate?! – disse ela com os olhos brilhando.
- Cara, o Jones é seu!- disse tirando as embalagens da sacola.
- Eba!- sorriu. – Esse “eba” foi pelos chocolates, viu?
- Sei...
- Ah, o Richard acabou de ligar e disse vai viajar o final de semana todo, só vem aqui mais tarde pra pegar as coisas, e adivinha pra onde ele vai?
- Onde?
- ITÁLIA!
- O QUE?
- É, acho que deve ser a 3ª vez que ele vai lá, ele NUNCA me chamou pra ir.
- Mas pensa pelo lado bom, a casa vai ficar toda pra nós.
- AÊ!- puxou do sofá e começou a pular – Deu vontade de dançar!
- Eu acabei de lembrar eu tenho uma surpresa pra você! – Nanda levantou-se do sofá e foi para o quarto buscar.- Fica aí!
- Ai, to curiosa!
- Pronto! Olha aqui! – Nanda mostrou o CD que antes escondia atrás das costas. – MENUDOS!
- Aaaaaaaaaaaaaaaah, não acredito que você trouxe isso! Poe agora pra gente dançar.- apontou o radio atrás dela pulando.
- É pra já amiga! – ela se dirigiu até o radio e colocou na música preferida delas.
“Canta, dança, sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonhar, viver, como eu
Pula, grita, oh oh
Não segure muito teus instintos
Porque isto não é natural
Saluceie para acordar um grito forte
Quando queira gritar
É saudável, relaxante, recupera
E faz bem a cabeça
Por isso canta, dança, grita
oh oh oh
Vá em frente entre numa boa
Porque a vida é uma festa
Não controle, não domine, não modele
Tudo isso faz muito mal
Deixe que a mente se relaxa
Faça o que mandar o coração
Por isso canta, dança, grita
oh oh oh”
As garotas dançavam e cantavam junto com a música, estava em pé no sofá fazendo um microfone com a mão e cantando, rebolando. estava fazendo uma coreografia inventada por elas no meio da sala e cantando também.
se empolgou mais ainda e desceu do sofá e começou a fazer a mesma coreografia que fazia.
- Nossa, eu não dançava assim há tempos. Tinha me esquecido de que era tão legal!
- Dança e canta sem parar amiga! – pulava.
Não se reprima, não se reprima
Pode gritar
Não se reprima
Dança, canta, sobe, desce, vive, corre e pula como eu!
Canta, dança, sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonha, vive, como eu
Pula, grita, oh oh
Chega de fugir de se esconder
E de deixar a vida pra depois
Como se tivesse o tempo inteiro
O tempo corre nada vai te esperar
Entra de cabeça nos seus sonhos
Só assim você vai ser feliz
Por isso canta, dança, grita, oh oh
- a música não tá muito alta não? – parou um pouco.
- Que isso, uma vez na vida não vai matar ninguém. – continuou dançando sem se importar com a altura, e continuou rebolando e cantando.
- Tá bom, então, não diga que eu não avisei.- voltou a dançar de um jeito mais escandaloso que antes.-
- Relaxa!- pegou na mão de e as duas começaram a rodar e cantar muito alto.
Não se reprima, não se reprima
Não se reprima, não se reprima
Pode gritar
Não se reprima, não se reprima
Não se reprima, não se reprima
Pode gritar
*No elevador.
- Danny, você tá ouvindo essa música? – disse Dougie enquanto os dois saiam do elevador.
- Sim, mas eu acho que eu nunca ouvi isso, parece alguma coisa meio brega.- continuaram andando e quanto mais perto chegavam do apartamento de , a música ficava mais alta.- Cara, isso vem do apartamento da , escuta!- os meninos ficaram parados na frente da porta, com uma cara estranha.
*No apartamento.
- Cansei! – se jogou no sofá.
- Isso foi tão bom! – a amiga fez o mesmo.- Olha porque você não vai buscar o almoço pra gente?
- Por que eu? Sou a convidada aqui!
- Porque eu estou mais cansada do que você.- fechou os olhos, deixando falando sozinha.
- ! ! Dormiu é? – estalava os dedos na frente do rosto da amiga.
- Só tava pensando .- ela abriu os olhos. Vai logo buscar o almoço.
- Tá bom estou indo - ela levantou-se e ficou parada na frente da porta com a mão na maçaneta. – Você estava pensando nele né?
- Nele quem?
- Não se faça de tonta- abriu a porta. – no Danny-gostoso-Jones! - disse olhando pra que fazia uma cara um tanto assustada.
se virou lentamente dando de cara com um Danny e um Dougie olhando confusos pra ela. Confusão essa que se tornou motivo de riso pra Dougie e pra Danny... Bom e pra Danny continuou sendo confusão. E estava com vergonha pela mancada de .
-Erm... Oi Gostojones. – disse sem perceber a gafe.
-Hã?
-Quer dizer... Danny Jones – deu aquele sorriso colgate e estava rindo desde que ouviu a palavra gostojones. - Sabia que é comprovado por pesquisas que, caras gostosos geralmente são burrinhos e falam muito a expressão “Hã”?
-Hã?
-Mais que comprovado! – Agora e Dougie explodiam em risadas por estar zoando tão abertamente da cara de Danny.
-Bom... – tentava dizer se controlando – Meninos essa é a e esses são Danny -mais risos- e Dougie.
- Prazer, - eles disseram juntos. – Ham, essa música brega era daqui? – Danny riu.
- Era sim, mas não é brega tá? É a musica que a gente sempre ouve pra ficar feliz. – falou séria, olhando para Danny.
- Ela tem razão, e se vocês quiserem um dia a gente ensina a coreografia pra vocês. – colocou a mão no ombro de Danny.- Afinal, o que vocês vieram fazer aqui?
- Nossa, que educação! – disse Dougie recebendo um olhar de .- Digo, a gente veio chamar vocês pra almoçar, pra depois a gente ir pro ensaio.
- Ah, claro ótima idéia, né ? – olhou para a amiga que estava com o olhar estacionado em Dougie.- !
- Ah, é sim, ótima idéia. – ela desviou o olhar de Dougie para rapidamente. – ham, a gente só tem que trocar de roupa. - olhou para suas calças xadrez verde limão, que segundo ela, era a calça mais confortável que já tinha vestido, e não se desfazia dela por nada.
- É, - concordou olhando para seu camisolão com um furo em baixo do braço e com uma mancha de molho de tomate - podem se sentar, fiquem a vontade.
- Ok, mas pra que trocar de roupa? – disse Danny olhando pra Dougie que concordou mexendo a cabeça.- Você estão lindas assim.- ele se sentou.
- É, não precisa.- Dougie fez o mesmo. – mas já que vocês insistem.
- Ai, vocês são muito sem graça. – disse puxando - a gente já volta.
entrou em seu quarto e foi atrás e fechou a porta.
- , vai se trocar!
- Ai, coisinha, o Dougie é tão lindo, bem que você disse.
- É eu disse, - ela estava procurando alguma roupa no guarda-roupa. - eu não acredito que eles viram a gente nesse estado, cara olha só pra mim. Pareço uma mendiga.
- Você acha que o Danny vai ligar mesmo pra isso? Eu aposto que ele dorme muito pior do que você.
- Ah, vai saber, e outra, ele não liga mesmo pra mim, porque eu sou casada, não esqueça desse pequeno detalhe.- colocava a calça. – mas eu acho que o Dougie é bem capaz de ter olhado pra você, e ainda mais com essa calça super fashion!
- Amiga, você reparou nos olhos dele? E no sorriso?- deitou na cama suspirando.
- É tem um sorriso lindo mesmo. Mas amiga, vai se trocar antes que eles comecem a mexer no radio e vejam as nossas músicas.- riu.
- Tá, mas essa conversa Dougie-Danny não acabou. – foi saindo do quarto, rindo.
*Na sala.
- Danny, você viu como a é linda?- Dougie dizia olhando para o nada.
- É cara, as duas são lindas né?- Danny olhava para um porta retrato que estava uma foto de e Richard sorrindo. – será que ela é feliz?- ele se virou para Dougie.
- Hã? Quem?
- A , Dougie! Olha essa foto, ela parece tão feliz junto com o marido.
- Ah sim , bom sei lá, deve ser. Eu acho que se não fosse ela não teria casado com ele.
- É. Deve ser.
Capítulo 8 - The Guy Who Turned Her Down
- Vamos? – apareceu com atrás dela. – as duas estavam de calça jeans e tênis all star.
- Nossa, eu não usava meu all star há séculos, tinha me esquecido de que ele era tão macio. – riu olhando para os pés.
- Uau, estão lindas. – Danny disse olhando pra e sorrindo.
- É, estão mesmo. - Dougie estava olhando o sorriso de . - então vamos - ele se dirigiu até porta, abriu e deixou-as sair primeiro.
- Então, vocês são amigas há quanto tempo? – Danny perguntou enquanto esperavam o elevador.
- Desde o 15 anos, depois daí não nos separamos mais, quer dizer, depois que eu me casei, eu me mudei, então, eu fiquei um tempo sem ver ela.
- E você vai ficar morando aqui ? – Dougie perguntou enquanto entrava no elevador.
- Pra falar a verdade eu não sei, por enquanto eu vou ficar na casa da , depois eu vejo o que vou fazer, só sei que pretendo ficar um bom tempo aqui né, ? – ela olhou para amiga que estava numa conversa super animada com Danny.
- Que? Ah, é sim. O tempo que precisar. - ela sorriu.
- Garotos? – chamou-os - Pra onde nós vamos? – ela olhou para Dougie.
- Nós vamos levar vocês a um lugar que nós adoramos por aqui pertinho, vamos lá sempre. – eles estavam saindo do prédio e caminhando lado a lado os quatro.
- Espero que seja bom hein – sorriu para Danny que fez o mesmo.
- Pode acreditar, você está duvidando do gosto de Danny Jones e Dougie Poynter é? - ele disse estufando o peito.
- Não disse isso senhor Danny Jones! Mas é que vocês garotos ás vezes tem uns gostos meio estranhos pra comida, não é verdade, ? – olhou para a amiga ao seu lado.
- É, tem um garoto que eu conheço que ele come nachos com queijo e calda de chocolate! Não sei de onde ele tirou isso... aff. – disse fazendo uma cara de nojo.
- Isso deve ser bom! – Dougie falou passando a mão na barriga. – Qualquer dia desses vou experimentar!
- Isso aí Dougie! – Danny deu um tapinha no ombro do amigo.
- Eu disse que vocês sempre têm gostos estranhos – sorriu.
- Gente, onde é esse lugar? A gente já andou umas quatro quadras. Tô cansada.- disse.
- É logo ali – Dougie apontou – E a gente só andou duas, não seja exagerada.
- Essa aí, exagerada que só ela. Nunca vi igual – riu fazendo com que mostrasse a língua pra ela.
Logo chegaram ao restaurante. Era um lugar simples, mas bonito, e o cheiro estava muito bom lá dentro.
Sentaram-se e logo o garçom foi anotar os pedidos deles. Enquanto esperavam, ficaram apenas jogando conversa fora e se conhecendo melhor. sentou de frente pra que estava ao lado de Dougie, de frente pra Danny, ao lado de . Tá,deu pra entender.
- Então você me acha gostoso, ?
- Hã?
- É que você me chamou de Danny-gostoso-Jones e de Gostojones.
- Sim Danny. Você é muito gostoso e tem olhos lindos! - piscou os olhos fazendo cara de apaixonada, provocando risos em e Dougie.
- , - Danny chamou-a – Ham... Seu marido não se incomoda com você fora de casa assim, e na hora do almoço?
- Ah, ele vai viajar hoje, só vai pra casa pegar as coisas mais tarde. Aliás, ele nem sabe que eu estou aqui.
- Hum, e posso fazer uma pergunta? É meio indiscreta, se você não se importar.
- Talvez eu responda, talvez não, mas pergunte.
- A sua relação com ele é boa?
- Costumava ser melhor. Mas vamos mudar de assunto. – ela abaixou a cabeça.
- Ok, desculpa, não queria constranger você, aliás, eu nem deveria ter perguntado isso.
- Que isso, tá tudo bem, Danny, mas é melhor não continuarmos falando disso, né - deu um gole em seu suco.- Cara, eles estão numa conversa e tanto, não? – ela olhou para e Dougie que conversavam super sorridentes.
- Gente? – chamou-os mais nem sequer ouviram, ela continuou. – Sabe, Danny, eu acho que eu não vou deixar a ficar lá em casa não, ela fica bagunçando tudo, sabe. – Danny apenas ria, e na mesma hora parou de conversar com Dougie e olhou para com um olhar tipo, “te pego na saída!“.
- Não fale mal dos outros pelas costas, - disse fazendo os garotos rirem.
- Você não escuta nem se a casa cair, só falando mal que você escuta!
- Como você é... – parou de falar olhou com os olhos arregalados pra porta do restaurante ao ver quem estava entrando.
- ? O que aconteceu? Quem ta lá?- ela foi se virando pra ver, mais não deixou.
- Não olha agora, espera um pouco. Danny, Dougie! Parem de olhar!
- Então fala quem é!
- Pode olhar agora, - os garotos foram virando também. – gente, só a !
- NÃO ACREDITO! – ela virou-se – , ele viu a gente, ele tá vindo aqui!
- Meninas, vocês vão falar ou não? – Dougie disse.
- Quietos! – disse, a pessoa vinha se aproximando sorrindo olhando para ela.
- ? ? Nossa que coincidência, o que fazem aqui? – cumprimentou as duas com beijinhos no rosto e nem sequer olhou para os garotos que estavam com uns dez pontos de interrogação na testa, por eles estarem falando em português e pelo jeito de cumprimentar.
- Ah, oi ! A gente mora aqui! – disse.
- Moram é? Eu estou viajando apenas.
- Bom, na verdade... – foi interrompida por .
- É sim! Bom, quem sabe a gente não se encontra por aí não é? Tchauzinho!- disse meio irritada com a falsidade dele.
- Tá então, tchau! – ele sorriu pra e saiu indo se sentar numa mesa no fundo do restaurante.
- Agora vocês podem dizer o que aconteceu? – Danny disse – e que língua é essa que vocês estavam falando?
- É português, Danny! – disse olhando de Danny para , que estava extasiada.
- Vou ao banheiro gente. – ela levantou-se.
- Vou junto! – disse.
- Não precisa, fica com eles.
- Ok, então. – ela sentou-se de novo.
- E agora? – Dougie perguntou.
- Credo! Como vocês são curiosos! – disse.
- Mas você vai falar ou não? – Danny quis saber.
- Tá, tá. – ela respirou e continuou – esse cara é um ex-namorado da , do Brasil. E ele foi um babaca com ela e fica se fazendo de santinho, por isso eu mandei ele ir embora, entendeu? E já fazia tempo que a gente não via ele, foi muito estranho ele encontrar a gente aqui! Ah, e quando ela voltar, não toquem no assunto, por favor.
- Tá bom, - Dougie disse e Danny apenas afirmou com a cabeça.
- Olha ela aí – Danny falou quando a viu saindo do banheiro.
- Então, sobre o que vocês estavam falando? – ela disse sentando-se.
- Nada! – disse – Você está bem?
- Claro, por que não estaria? – a garota dizia nervosa.
- Depois a gente conversa sobre isso, tá? Eu sei que você não está bem! – cochichou em português.
- Ele é um idiota! – disse.
- Não pensa mais nisso agora!
- A comida chegou! – Dougie sorriu – tô morrendo de fome!
- Eu também! – e Danny disseram juntos.
passou o resto do almoço, quieta, e só falava quando perguntavam algo pra ela.
- Vamos, então? – disse Danny depois de pagar a conta.
- Vamos. – disseram levantando-se.
No caminho de volta, os garotos foram na frente, e elas atrás conversando.
- Eu ainda não tô acreditando nisso !
- Muito menos eu, amiga. Foi muita coincidência, ELE, estar aqui em Londres!
- E foi ridículo ele ter agido como se nada tivesse acontecido.
- Muito! E outra, não foi ele mesmo que disse uma vez que aqui era frio, ele odiaria esse clima, se viesse pra cá?
- Pois é, mas não há nada que a gente possa fazer. - abaixou a cabeça.
- É mesmo! Mas não pensa nele, ele é um babaca. Fica tranquila.
O resto do caminho os meninos foram conversando e elas apenas ficaram pensando sobre o acontecimento.
Capítulo 9 – We've got No Worries in the world
Chegando ao prédio, e foram direto pro apartamento deles, assistir o ensaio tão esperado.
- Garotas, esses são Tom e Harry. Tom é guitarrista e Harry toca bateria. - Danny apresentou-as enquanto Dougie arrumava o seu baixo.
- Essas são e .
- Tom Fletcher, prazer!
- Harry Judd!
- Wilson, mas me chame de .
- Mortensen.
Depois de todos se cumprimentarem, elas sentaram no sofá para assistir o ensaio.
- Começamos com “No worries”? – Dougie perguntou.
- Yeah! – afirmou Tom – 1, 2, 3, 4...- a música começou e Danny cantou – “We ran past strawberry fields and smelt the summer time...”
“Times like these we'll never forget, staying out to watch the sunset, I'm glad I shared this with you, You set me free, showed me how good my life could be, how did you happen to me”
- Música linda né, ? – sussurrou.
- A música ou a pessoa que toca ela também?
- Os dois! – ela sorriu e olhou para Dougie.
O ensaio terminou e elas adoraram as letras das músicas.
- Então, - Dougie sentou do lado de - o que acharam?
- Eu adorei – disse ela – e você, ? – a amiga estava olhando para Danny que conversava com Tom sobre alguma coisa da guitarra, e o jeito que tirava o cabelo do rosto. - ! Acorda! – tirou-a de seu transe.
- Que foi? Que?
- As músicas! O Dougie tá perguntando se você gostou.
- Ah sim, claro. A letra da primeira musica é maravilhosa. Vocês têm muito talento, parabéns!
- É, parabéns mesmo! – concordou.
- Obrigado, meninas! Ah, vou pegar bebidas, querem?
- Eu aceito! – disse .
- Eu também. - disse .
- Eu ajudo Dougie! – Tom seguiu Dougie até a cozinha.
Na cozinha
- Cara, quem são elas? – perguntou Tom.
- Pensei que tivesse escutado o nome delas Tom, e !
- Isso eu sei né. Mais eu digo, de onde são? Quem são? Entende?
- Bom, são brasileiras!
- Brasileiras, é?
- Sim! - respondeu Dougie sem dar muita bola para o entusiasmo de Tom - Então, a se mudou aqui no prédio com o marido e é melhor amiga dela, que está ficando ai na casa dela.
- E vocês estão saindo com elas? – Perguntou Tom e neste mesmo momento Danny entrou na cozinha.
- Não, Tom! A gente não está! A é casada! - disse Danny.
- Então quer dizer que você gosta dela? Conta aí, gente!
- Tom, longa história! – disse Dougie – o problema é que o Danny gosta dela, e acho que ela também gosta dele! Mas não agora, é impossível deles ficarem juntos, concorda?
Na sala
- Hm, então, Harry, quanto tempo vocês são amigos? – quis saber.
- O Danny e Dougie desde crianças, eu e o Tom, foi há quase cinco anos, quando a banda começou. Somos praticamente família agora.
- Que legal! – disse .
- Vocês moram aqui no prédio?
- É, a tá passando uns tempos comigo.
- Vocês não são daqui né? Falam com um sotaque diferente.
- Somos brasileiras! – completou.
- Nossa, nunca conheci brasileiras antes! – Harry sorriu.
- O prazer é todo seu! – riu.
- Que isso, o prazer de vocês de conhecer um inglesão como eu! – os três cairam na gargalhada.
Na cozinha
- Ela gosta de mim, Dougie? Alguma delas disse alguma coisa? Hein, Dougie, fala logo! – Danny começou a suar nas mãos.
- Calma! – disse Dougie dando tapinhas nas costas de Danny. - Eu não sei, mas é o que parece.
- Vixi, é bom a gente voltar senão o Danny vai encharcar o chão de suor. – Tom saiu levando sua latinha.
- Toma! Vamos! – Dougie entregou duas latas de refrigerante para Danny.
- Gente, qual é o motivo de risada, aqui? – Tom disse abrindo sua latinha e rindo. - Estão rindo de como o Danny é lerdo?
Danny sarcasticamente.
- Foi tão engraçado que até esqueci de rir, Tom! – Danny disse sentando-se ao lado de .- então, , gostou do ensaio? Das músicas?
- Adorei, Danny! – eles sorriram. abaixou a cabeça um pouco envergonhada e Danny a olhava. Enquanto isso e Dougie conversavam perto da janela.
- Dougie, a contou daquele cara, não é?
- Na verdade sim, ela disse que ele era seu ex, e que é um babaca.
- Bom, é isso mesmo. - ela disse olhando para fora.
- Sinto muito!
- Ah, tá tudo bem! - olhou para o lado e viu uma coisa que deixou seus olhos brilhando e sorriu. - DEIXA EU TOCAR NO SEU BAIXO? - ela se aproximou do instrumento.
- Você sabe tocar, ?
- Sei uns acordes, mas eu sei violão, isso ajuda?
- É, acho que sim! Vem aqui! – ele puxou-a.
- Olha aquilo! – disse para Danny – a tocando baixo? Essa eu quero ver!
- Coitada ! – disse ele rindo um pouco também.
- Não estou mentindo, olha lá. - estava desafinando o baixo de Dougie e ele apenas tapava os ouvidos.
- Tem razão. – eles riram. – hm, uma vez você me disse que teve uma banda, você ainda toca? Como um hobby, ou algo assim?
- Faz anos que eu vendi meu violão e minha guitarra, por que... Bom, você já deve imaginar por que, não é?
- Mas de qualquer modo, quer tentar? – Danny deu um violão a ela.
- Claro! Há tanto tempo eu não encostava em um violão.
- Pois agora é a hora! – disse ele sorrindo.
- Vou tocar uma musica que se chama “Can’t take my eyes off of you.” - A cada palavra que dizia Danny notava o movimento de seus lábios e analisando a letra da música.
“You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you
Pardon the way that I stare
There's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak
There are no words left to speak
So if you feel like I feel
Please let me know that it's real
You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you
I love you baby and if it's quite all right
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby, trust in me when I say
Oh pretty baby, don't bring me down I pray
Oh pretty baby, now that I've found you stay
And let me love you baby, let me love you
You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you”
Depois que ela terminou de tocar, Danny ficou simplesmente paralisado. Extasiado.
Certo tempo depois, conversa vem e conversa vai, Harry e Tom resolveram ir embora, pois achavam que estavam ‘atrapalhando’ algo ali, por mais que os outros insistissem que eles ficassem, foram embora.
O celular de tocou:
- Alô?
‘, onde você está?’ – era Richard.
- É... Eu já estou chegando Richie, depois explico. Você está em casa?
‘Sim, vim aqui buscar as coisas pra viajar, e você também deveria estar aqui. Aposto que foi sua amiga que te convenceu a sair.’
- Não, Richard! Pelo contrário, nós saímos porque eu quis!
‘ Sei!’
- Acredite no que quiser. Depois a gente conversa, tchau! – jogou o celular dentro da bolsa e puxou . – Meninos, temos que ir, a gente se fala.
- Mas já? – perguntou Dougie.
- É, bom o Richard chegou em casa... – elas já estavam na porta, e gostaria que não tivesse dito isso.
- Que pena! – disse Danny desapontado chegando perto de .
- Danny, eu adorei passar o dia com você, viu? Foi a coisa mais divertida que eu fiz desde que cheguei aqui. – ela sorriu.
- A gente pode repetir qualquer dia! – Danny sorriu de volta.
- Claro!
- Vamos, ! Senão o Richard nos mata. – Tchau Danny, Tchau Dougie, - sorriu. – foi legal hoje, quero mais aulas de baixo, hein?!
- Quando quiser! – ela assentiu. – Até mais.
- Até! – elas disseram juntas.
Capítulo 10 – I feel sufocated
*No elevador
- Eu acho que ele vai querer me matar, eu só espero que o porteiro não tenha dito a ele que nós saímos com dois garotos. – disse nervosa.
- Relaxa , vai dar tudo certo. – disse confortando a amiga.
*No apartamento
- , onde esteve? – Richard olhou para extremamente irritado. – Eu disse que queria você aqui pra fazer minhas malas. Foi você que a obrigou a sair, não foi, garota? – ele apontou para .
- Não, Richard, como eu já disse, eu quis sair, , se você não se importar, vá lá pro quarto.
- Mas... – já ia inventar uma desculpa mirabolante para Richard.
- Vai, por favor!
- É, sai daqui – Richard disse. A garota saiu, pois percebeu que estava prestes a explodir.
- Então, o que tem a me dizer sobre isso? – ele cruzou os braços.
- Olha aqui, tenho três coisas pra te dizer - ela respirou antes que gritasse – Primeiro, eu saí, eu tinha que sair daqui! Segundo, só porque sou sua esposa não significa que sou sua propriedade! E terceiro, me deixa em paz!
- , quer parar? Não quero viajar nervoso!
- Não, não quero parar.
- Mas me escute!
- Tá, o que VOCÊ tem pra me dizer? – ela sentou no sofá.
- Quero dizer umas coisas, sobre o tempo que eu estiver fora. Vou ficar uma semana na Itália.
- Nossa, que novidade. – disse , sarcástica.
- E, eu não quero você saindo de casa desse jeito, quero que pelo menos me ligue pra eu não ficar que nem idiota procurando você.
- Eu tenho um celular, é pra isso que eles servem. Achar pessoas quando estão fora de casa. É uma nova tecnologia, sabia? - ela sorriu sarcástica novamente.
- Prosseguindo, mantenha a casa limpa pra quando eu chegar. Vou querer descansar quando chegar, e por último, não quero ver você com aqueles garotos daquela banda. Garotos de banda são aproveitadores.
- Richard – levantou-se do sofá encarando o marido – vou te fazer uma pergunta: eu tenho cara de empregada? A época da escravidão já acabou, tá? E outra, eu sei muito bem me cuidar de caras aproveitadores, coisa que eles não são, mas se fossem eu saberia me cuidar. Não se preocupe – ela disse a ultima frase calmamente para que Richard pensasse que ela não ligava pra eles. – Mas alguma coisa, senhor? Quer que eu arrume as suas malas e depois pego o chicote pro senhor me bater?
- Pare com isso! E além disso eu já arrumei, se eu fosse te esperar eu ia atrasar. – ele olhou pro relógio e logo em seguida foi pra janela – o carro já chegou. Estou indo querida, se cuide! – Richie se inclinou para dar um selinho na esposa mais ela abaixou a cabeça ele acabou beijando sua testa. – Ok, então. Se esquive de mim, você vai sentir falta. Tchau – ele pegou suas malas e abriu a porta.
- Tchau, boa viagem. – disse ela sem muita animação, logo depois desabou a chorar e foi para o quarto em que se encontrava.
- Coisinha, para de chorar, o que ele disse? – disse abraçando a amiga.
- Me deu “ordens”, me proibiu de ver os meninos e de sair de casa! – ela chorava mais. – Quem ele pensa que ele é pra me dizer essas coisas estúpidas?
- Você não está pensando em cumprir essas ordens né?
- Claro que não, só porque ele é meu marido, não quer dizer que ele manda na minha vida.
- Amiga, a gente tem que dar um jeito nisso, você não está feliz com ele.
- Eu sei, - ela disse enxugando as lágrimas – mas por enquanto eu simplesmente vou tentar ignorá-lo um pouco.
- E mais uma vez, eu vou estar SEMPRE aqui, sempre, sempre e você sabe. Agora enxuga essas lágrimas, lava esse rosto e vamos pra cozinha que eu tô com fome. – ela se levantou e puxou a amiga pra fora do quarto e praticamente a empurrou pra dentro do banheiro.
- Eu sou uma inútil, idiota, retardada! – dizia pra si mesma olhando pro espelho – Sua loser! – fez um L na testa.
- , para se de rebaixar, vem pra cá. – a puxou, e ela sentou no balcão da cozinha.
colocou um sanduíche na frente de . – Presunto e queijo. Come.
- Não quero. Não tô com fome.
- Vai comer sim, coisinha.
- Tá bom, só metade. – ela pegou o sanduíche e deu uma mordida. – então, você nunca me disse que queria aprender a tocar baixo. – disse um pouco mais alegre. estava feliz, gostava de ver a amiga feliz.
- Mas agora eu quero, uai. – ela sentou-se de frente para .
- É, eu percebi!
- , o Dougie ensina muito bem! Ele é um fofo!
- Hum... – disse sem dar muita importância, ela conhecia a amiga e sabia que ela não pararia de falar no Dougie nos próximos dez minutos pelo menos.
- Esse foi lado bom de você ter vindo morar aqui, eu conheci o garoto mais maravilhoso que eu poderia imaginar, e graças a você.
- Que bom.
- Dougie Poynter, vê se isso não é nome de galã, coisinha?! Fala sério, ele é um galã da música né? Eles vão fazer tanto sucesso com o Dougie na banda, todas as meninas vão se apaixonar por ele, e com razão, é claro, ele é lindo, têm aqueles olhos encantadores, um talento nato pra ser artista, e ainda por cima é britânico, pra que pedir mais, não é?
- Claro, . – disse , olhando pra cara de boba de .
- Eu não quero mais nada além de Dougie Poynter, eu tô dizendo esse nome soa muito bem, não acha? Poynter! Olha como combina bem, nunca vi um sobrenome combinar tanto com um nome como o dele...
- !
- E o nome combina tanto com a beleza rara que ele tem...
- ! – jogou um chaveiro que estava ao seu lado na cabeça de .
- Ai, ! Você é doida, é? Isso dói!
- Você tava falando demais!
- Eu?
- É, você sim, tudo que você diz é: Dougie, Dougie e Dougie! – ela imitou com cara de apaixonada.
- Tá bom, vou comer. – ela pegou seu sanduíche e começou a comê-lo, e só ria.
Elas ficaram ali conversando por um tempo, falando de Danny e Dougie principalmente e fazendo planos sobre o que elas fariam nesse tempo em que Richard estava viajando e acabaram adormecendo no sofá mesmo.
Capítulo 11 – Girls Just Wanna Have Fun.
As garotas acordaram e foram tomar café, e ficaram só rindo e assistindo televisão a manhã toda.
Depois do almoço, elas resolveram sair.
- , o que você acha de nós irmos hoje à tarde ao shopping?
- Claro! Afinal, a gente precisa espairecer um pouco né? Ah, eu vou te comprar roupas novas que eu vi outro dia no shopping, mas eram de tamanho único e não serviu em mim.
- Sério? Ai, amiga, obrigada!
- Agradeça ao cartão do senhor Richard Wilson, querida! – riam elas.
*No shopping
- ! – Fer gritou do provador.
- Fala Fer! – respondeu ela.
- Você já saiu do provador?
- Já!
- Vem aqui me ajudar então!
Quando abriu a cortininha do provador teve um ataque de riso.
- Para de rir! – disse brava.
- Desculpa! – respirou – o que você fez? – entrou no provador.
- Coloquei a cabeça no lugar do braço e fiquei assim! – estava tentando vestir uma blusinha trançada atrás e por acidente colocou a cabeça e o braço no lugar errado e ficou toda torta.
- Nossa, , eu sou desastrada, mas você me superou nessa!
- Quieta e me ajuda!
- Vira. – tentava puxar o braço da amiga, mas não obteve sucesso algum.
- Vai ! Estica! Puxa!
As pessoas do lado de fora da loja apenas ouviam e riam delas, mesmo não fazendo idéia do que elas diziam, elas apenas achavam estranho duas garotas estarem gritando dentro de um provador.
- As pessoas tão ouvindo, !
- Deixa, elas não entendem português mesmo. – disse sem se importar, mas ainda tentando puxar a blusa de .
- É, né...
- É... - quase conseguiu puxar a blusa de .- SIM! – nesse momento ela puxou a blusa com tanta força que ela acabou rasgando-a e caiu pra trás levando a cortina e caiu sentada no chão, apenas de sutiã e calça.
- Vão ter que pagar por isso, moças! – A mulher que estava atendendo-as disse, com cara de quem viu um pé com seis dedos.
- Tudo bem, né. E me desculpe! – disse correndo para o outro provador para se vestir de novo, enquanto todos da loja riam e olhavam do lado de fora, que estava vermelha, azul, roxa, todas as cores imagináveis.
Quando saiu, a esperava no balcão junto com a mulher que a encarava.
- Então, moça, de quanto foi o prejuízo?- perguntou .
- Isso! – a mulher lhe mostrou um papel.
- A blusa também está incluída aí, não está? – a loja era de roupas caras, conseqüentemente, o prejuízo seria enorme.
- Não.
- Mas eu preciso levá-la?
- Sinto muito, precisa sim senhora. Não podemos ficar com ela aqui.
- Tá, pode passar no cartão. – ela virou para – Você tá bem, bebê?
- Ai, tô emocionada! – disse ela com os olhos brilhando.
- Por quê? – perguntou fazendo uma cara engraçada, elas tinham acabado de passar por uma situação bem constrangedora.
- Nosso primeiro grande mico em Londres, coisinha!
- Yeah! – abraçou-a rindo. retribuiu o abraço.
- Aqui está, boa tarde! – disse a moça.
- Boa tarde, e desculpas outra vez.
- , só você pra pensar numa coisa dessas, numa hora dessas! Mas é por isso que eu te amo!
- Também amo você. Mas escuta, o Richard não te pergunta aonde você gasta tanto assim?
- Eu sempre digo que foi no shopping. – ela sorriu. - agora vamos sair daqui antes que a gente pague nosso segundo mico em Londres!
- É, só um está bom!... Por enquanto... – riram elas.
*De volta ao apartamento
Elas entraram e deixaram as sacolas em cima da mesa, e se dirigiu ao quarto para trocar de roupa.
- , eu não acredito que a gente tá em Londres! - começou a pular e de repente pisou de mau jeito com o pé direito quando:
- Ah!
- O que aconteceu, ? - veio correndo do quarto e encontrou a amiga sentada no chão.
- Ai, ai, ai ,ai ,ai ,ai ,ai! - já tinha olhos cheios de lágrimas e apontava o pé direito - Destronquei.
- Ai meu Deus! Você destroncou o pé! – olhava apavorada para o pé de .
- Não! Destronquei o dedinho... - falava choramingando enquanto analisava o pé.
- Qual deles?
- O depois do mindinho. Tá doendo.
- Espera que eu vou pegar um gel bom pra isso. – ela foi até o banheiro correndo buscar o tal gel.
- Tá! Eu não vou sair daqui!
- Aqui - chegou com um pote com um gel verde - Dá o pé! – estendeu a mão para que apoiasse o pé.
- Nem pensar! Você não vai mexer no meu dedinho!
- Por que não?
- Porque não! Tá doendo muito!
- Eu vou ter cuidado !
- Nananinanão. Eu posso até suportar a dor pra tirar uma enorme farpa que atravessou a unha do meu dedo - disse olhando pro dedo indicador - Mas não posso suportar a dor de você mexer no meu dedinho destroncado - põe a mão na testa e faz cara de mocinha sofredora de novela mexicana.
- Toma então - jogou o pote pra que começou a passar o tal gel choramingando.
- Mas , se tá doendo tanto assim vamos pro hospital, vai que isso piora e depois você tem que amputar o pé?
- Ai, que coisa mais idiota de se dizer. Vai ficar tudo bem com meu dedinho, pelo menos por enquanto...
- Viu como você é exagerada? Se tivesse realmente morrendo de dor você iria ao hospital. – se levantou e sentou no sofá.
- Não preciso ir ao hospital, - cambaleou pulando em um pé só e sentou-se ao lado da amiga – é só eu ficar em repouso.
- Tá, depois não diga que eu não quis te ajudar, viu?
Naquele dia, apenas fez umas ligações e revisou alguns documentos da empresa de seu marido que estavam um pouco atrasados, e passou o resto do dia explorando a amiga, fazendo que pegasse tudo que ela queria, alegando que não podia andar. Mas elas se divertiram também.
Danny e Dougie passaram o dia na casa de Tom ensaiando para um show que talvez poderia acontecer em algumas semanas, e Danny só pensava em , e em como uma garota tão especial como essa estava casada tão jovem, com um cara bem mais velho que ela. Talvez ele pudesse fazê-la mais feliz.
Continua...
N/A: Agradecimentos a Dani a minha beta The Flash lol. E também agradeço a Amanda que fez essa capa linda.
Qualquer coisa podem entrar em contato comigo: nandasm_@hotmail.com.
Leiam também minhas outras fics “Aventuras e desventuras de uma Bicho Grilo em Londres” e “She is Love” ambas do McFly em andamento.
N/B: KKKKKKKKKKKK ADOREI A CENA DO PROVADOR! Muito boa.
Desculpem a demora,culpa minha MESMO.
E você,leitora linda de ‘Can’t take my eyes off of you'. Percebeu algum erro? Avise: ilove.dani@hotmail.com ou @danypeixoto.