
Brighton Beach
Por: Cacá Mazzoni e Yuh Satomi
Beta-Reader: Carol Silver
CAP. 1 - The kids are all fucked up.
- , vem comigo. - Dylan chamou em meu ouvido enquanto estávamos dançando agarrados na boate.
Seguimos juntos até um pequeno canto privado, eu mal pude dar uma olhada melhor que já estava sendo atacada. Dylan colocou uma mão em minhas coxas descobertas (vestidos curtos tem lá suas vantagens e desvantagens) e a outra em minha nuca.
- Dylan, calma lá. - tentei falar enquanto sua boca beijava a minha.
- Que tal se a gente ir pra república e tornar isso mais íntimo? – Dylan propôs e eu sorri maliciosa.
- Por que demorou tanto, meu bem?
Não demoramos nem mais cinco minutos na boate e já estávamos pegando um táxi.
A vida em Brighton era baseada nisso: garotos bonitos, sexo, pegação, bebidas e drogas. Se você é contra, pode ficar em casa jogando The Sims. Aqui a coisa é diferente, aqui todo mundo é de todo mundo a menos que use uma aliança no dedo.
Dylan é um daqueles caras que a gente não pode deixar de pegar, sabe?
O cabelo loiro e os olhos verdes são inegavelmente a marca principal de sua identidade. Todos o conhecem como Dylan, O Loiro.
É claro que ele não é o garoto mais bonito que eu conheço, não, claro que não. Tem muito mais de onde ele veio, pode apostar.
Chegamos no bairro mais cogitado de Brighton, com casas a beira-mar e essas coisas.
Somos todos ricos, fazemos faculdade no mesmo campus, só que em áreas diferentes.
Eu e as garotas cursamos moda, os garotos fazem medicina. A melhor coisa em se fazer medicina é o acesso às drogas que eles têm e trazem pra gente. Talvez seja o motivo principal que eles tiveram pra estudar tanto pra serem médicos.
Entrei na casa seguida do garoto alto e loiro, deparando com uma festa cheia de gente. Pelo visto e (minhas melhores amigas) não tinham deixado pra menos, havia homens lá que eu iria facilmente pra um quarto privado. Mas eu estava acompanhada no momento.
- Vamos pro seu quarto.
A casa no nosso bairro tem três andares. É como a famosa Alpha Nu da faculdade. A diferença é: nós que tínhamos comprado-a e decorado tudo.
Vi com algum cara dando um amasso forte no sofá. Não pensei em perturbar, ela ficaria nervosa. Subi rápido com Dylan e senti suas mãos em minha bunda enquanto eu subia as escadas.
- Não se precipite muito antes de chegarmos. – falei pegando sua mão e apertando-a com mais força ainda contra mim.
Foi no segundo andar que me deparei com uma coisa mais desconfortável que deitar no chão da favela.
, em seu melhor casaco de couro, bem na minha frente, encostado na porta do quarto de .
- E aí, cara. – Dylan disse num aceno com a cabeça. Eu apenas dei um sorriso rápido e fraco.
- Vai indo pro meu quarto, eu chego lá num instante. – eu disse para o loiro, chegando bem próxima de sua boca e dando uma piscadela com o olho direito.
Vi ele pegar um saquinho no bolso da calça e balançar sedutoramente. Não demorou muito pra perceber que eram drogas. Eu teria uma noite e tanto. Após o garoto subir para o terceiro andar, rumo ao meu quarto, virei para olhar o real mais bonito e gostoso homem que eu conhecia.
- Pelo jeito alguém vai se dar bem hoje. – disse com a cara fechada.
- Pelo jeito alguém não consegue uma transa a muito tempo.
- Vai dar, . E me deixa em paz. – ele disse por fim e saiu do meu caminho, esbarrando em meu ombro com força.
- Vai se ferrar, . – lancei um dedo do meio quando ele olhou de volta e sorri, me virando antes que visse algo não agradável em troca.
Lá em cima, Dylan já estava usando as drogas do saquinho transparente. Quase não deixando muita coisa pra mim.
Tranquei a porta, garantindo que ninguém fosse interromper, e fiquei de frente para ele, me apoiando na parede.
- Vem aqui, gostosa. – suas mãos pegaram meu vestido tomara-que-caia e o puxaram pra baixo, deixando a mostra meus seios.
- Não antes de eu cheirar um pouco. – falei arqueando uma sobrancelha e cheirando o pó que ficava por cima da minha mesa de vidro.
Tapei a outra narina e puxei o pó pra dentro, sentindo fazer efeito imediatamente.
Dylan estava atrás de mim, segurando em minha cintura, quase impaciente. Quando me virei pra ele, já tinha começado a beijar meu pescoço e a descer mais meu vestido. A música lá em baixo estava começando a aumentar, dando um clima mais sexy ao quarto. Empurrei Dylan na cama sem muita força para não machucar, tirei o resto do vestido, ficando somente de calcinha. Deitei por cima dele, sentindo seu braço musculoso envolver minhas costas, puxando-me contra seu corpo.
Tirei sua blusa após algum tempo nos amassando na cama.
- Andou malhando, loiro? – falei quando vi seu abdômen definido. Eu poderia ficar olhando aquilo a noite toda, mas era melhor agir do que olhar, certo? Certo.
- Não só malhando. – ele disse tirando as calças e jogando-as longe. Num ato rápido, ele me atirou de volta deitada na cama e ficando por cima de mim, dessa vez eu pude sentir seu membro ereto. Coloquei minhas mãos em sua coxa e ele colocou seus dedos compridos por cima de um dos meus seios.
Tirei sua cueca logo em seguida, e ele, fazendo o mesmo, tirou minha calcinha com apenas uma mão. Dylan sentou-se na cama de costas para a cabeceira e me puxou para sentar nele, se é que você me entende. Não usamos camisinha, porque podemos tomar remédios pra não engravidar, outro privilégio da faculdade de medicina.
Felizmente, Dylan e eu demoramos muito tempo na cama. O que significa que o prazer durou mais também, claro, você sabe disso. Coloquei meu vestido de volta e calcei meus ankle boots de camurça pra poder aproveitar o resto da festa.
estava no sofá ainda. Amadora, pensei. Pra quê usar o sofá quando tem um quarto só seu? E o melhor, sem pais pra entrar do nada? Quer dizer, não que eu não goste dos meus pais. Mas ter uma mãe que mora em outro país e um pai desnaturado vivendo sozinho com várias biscates no mesmo apartamento não é exatamente o tipo de lar que uma garota de 20 anos iria querer ter pra morar.
Voltando ao que interessa, devo dizer que a festa estava boa. Sim, boa. Seria ótima se não estivesse quase engolindo uma ruiva alta na sala de jantar.
A nossa casa parecia um bordel, era exatamente essa cara que ela tinha agora. Pra todo lado que eu olhava, um casal prestes a ter um orgasmo sem ao menos estar sem as roupas.
Andei até aonde se encontrava, eu iria sim acabar com a felicidade desse energúmeno.
Cheguei bem perto, a ponto de poder sentir o cheiro suave de seu cabelo, e ‘tropecei’ na ruiva, fazendo com que ela tombasse pro lado e batesse o nariz e a boca na parede à sua frente. Não me pergunte como consegui fazer isso, apenas entenda que eu sou expert em acabar com um clima quando quero. Assim que a ruiva desconhecida levantou novamente (com muita dificuldade, ouso dizer), me lançou um daqueles olhares que te fazem querer dar um replay na cena.
- Sua vaca, qual é o seu problema? – ela disse ao perceber que eu fazia aquilo tudo só por diversão.
- Meu problema é que você está atrapalhando minha noite de sexo livre com o aqui. – falei pegando na cintura do garoto enquanto ele me olhava confuso. Antes que ele pudesse falar algo que estragasse o plano, continuei:
- E eu sinceramente não gosto da tinta número 84 da lista de tinturas ruivas ‘naturais’ que você usou em especial pra vir pra festa hoje. Então se me der licença, tenho muito a fazer aqui. – apontei para as calças de e ela entendeu o recado, murmurando um ‘vá se foder’ e saindo de perto.
- Você realmente sabe como me tirar do sério. O que você quer? – ele disse me empurrando pro lado como se eu fosse algo nojento e contagioso. E sabe de uma coisa? Isso me deixou furiosa.
- Quero falar com você, seu idiota. A ruiva atrapalhou a passagem, o que é notável já que ela ocupa mais espaço do que a bunda da sua mãe. Agora vem comigo. – não esperei nenhuma resposta e puxei o menino pra cozinha, um lugar onde com certeza não teria quase ninguém. Lá não é tão confortável quanto os sofás ao longo da casa.
- Cala essa boca, . Ou eu...
- Eu não terminei, . E é bom você ouvir. – interrompi, sentindo que se deixasse o garoto falar, me arrependeria depois de fazer o que eu queria.
- O que é? – se apoiou na pia da cozinha e cruzou os braços na jaqueta de couro desarrumada pela ruiva nojenta e espaçosa. Seu cabelo estava tão atrapalhado que me dava vontade de passar a mão até ficar do jeito que eu gosto.
Ok, você deve estar confusa e querendo saber porque diabos eu estou falando assim de .
Eu e ele namorávamos a um tempo atrás. E, infelizmente, gravaram um vídeo meu com um dos caras mais gostosos do campus, e mostraram pra ele. Até hoje não descobri quem foi, mas esse vídeo foi visto pela população terráquea inteira, e a minha fama não melhorou depois disso. E o que também não melhorou foi o relacionamento com . Porque ele nunca me perdoou. Quer dizer, o cara é louco comigo e eu sou louca com ele, apesar da gente travar uma guerra aqui, pelo que você notou. E mesmo se eu estivesse com Tom Cruise agora mesmo e ele me chamasse com o dedinho, eu ia fácil.
Nós dois simplesmente gostamos um do outro, e gostamos de magoar um ao outro, se você percebeu, eu adoro provocar transando com seus melhores amigos. Dylan é um exemplo. Mas foi com o melhor amigo dele, Ethan, que eu acabei traindo durante o namoro. Pode me chamar de vadia se quiser, mas não fui eu quem começou a traição. Foi só um beijo, eu juro. E não fui eu que dei, foi Ethan. Aquele filho da puta ainda me paga por ter acabado com meu melhor parceiro sexual. E com o relacionamento mais verdadeiro que eu já tive até hoje.
- Acho melhor a gente ir pro meu quarto e transar logo, chega de brigas por hoje. – eu sabia que estava drogada, e eu realmente não deveria estar falando aquelas coisas. Mas a parte do meu cérebro que agia não era a que pensava antes de falar.
- , não vou transar com você nesse estado. – ele disse como se fosse óbvio. Mas eu sabia que no fundo ele queria isso mais do que qualquer outra coisa.
- Anda logo, . Vem. – o puxei pelo casaco de couro e subi uma perna para sua cintura, prendendo-a bem forte para que ele sentisse meu corpo no dele.
- Chega. – sua voz soou fraca.
- Pare de resistir, eu sei que você quer isso. – sorri maliciosa e fechei os olhos, aproximando meu rosto no dele.
- Droga de menina. – ele disse por fim e me empurrou com toda sua força contra a parede, me fazendo soltar um gemido forte. Homens são tão fáceis de se controlar. Basta dar uma reboladinha na frente deles e pronto, são seus.
Tirei meu vestido pela segunda vez naquela noite. Mas agora eu estava no sofá do meu quarto (sim, eu tenho um bem grande). estava apenas com suas boxers e eu apenas com minha calcinha.
Antes que eu pudesse tirá-la, me pegou no colo, fazendo minhas pernas enroscarem na sua cintura e me deitando na cama com sutileza, ficando por cima de mim e colocando força contra meu corpo. Soltei um gemido muito mais forte ao sentir aquela pressão vinda dele, aquele abdômen esculpido perfeitamente pelos deuses e céus, que físico incrível. Que homem!
Olhei-o de cima enquanto sua boca tirava minha calcinha e a jogava pro lado. Eu via as coisas de um jeito diferente, as drogas não me permitiam aproveitar de um jeito ‘normal’ aquele momento. Mas se não fossem por elas, eu não estaria numa cama com entre minhas pernas e provavelmente não estaria sentindo mil vezes mais prazer do que se sente quando se está ‘limpo’.
Assim que ele voltou a beijar meu peito, peguei seus ombros e o virei de costas pra cama, ficando por cima dele e sentando na área de seu umbigo.
- Sou eu quem manda aqui, . – dei uma arqueada de sobrancelha e levantei meu quadril de seu corpo, podendo tirar suas boxers listradas devagar, vendo que ele já estava muito excitado.
- É o que veremos, . Eu posso te imobilizar qualquer hora. – ele ameaçou.
- Não, você não pode. – deslizei como uma cobra até seu peitoral, dando leves mordidas em seu pescoço; colocando cada perna de um lado do seu corpo e sentindo seu membro ereto roçar em mim.
Segurei em seus ombros com força, fazendo-o gemer baixinho.
- Como eu disse, eu posso te imobilizar a qualquer hora. – murmurou em meu ouvido e antes que eu pudesse reagir a isso, ele ficou por cima de mim em questão de poucos segundos, segurando meus punhos no alto da cama e prendendo minhas pernas abertas com a ajuda de seus pés.
- Oh no, estou presa. – falei num tom de donzela em perigo.
Tentei me mover, mas eu mal conseguia balançar o corpo. Droga.
- Quem manda, ? – perguntou, saboreando a vitória.
- Sou eu quem manda, . – falei novamente conseguindo me livrar de suas pernas me prendendo e colocando as minhas numa posição melhor: entrelaçadas por cima dele, facilitando muito mais pra nós dois, se é que você entende.
- Estamos empatados então. – ele disse por fim, selando seus lábios nos meus e penetrando seu membro dentro de mim com força. Cada pedaço do meu corpo reagiu a isso, de uma forma incrivelmente prazerosa. Minha boca encostada na dele, meus olhos fechados, e as sensações todas se misturando.
começou a penetrar com mais força, dessa vez largando meus pulsos e apenas segurando minhas mãos separadas no alto, isso deu apoio a ele, e muito mais prazer a mim, de alguma forma.
- Você é minha, . – falou numa voz rouca com seu sotaque britânico, ajudando a aumentar cada vez mais o prazer dentro de mim.
E quando finalmente achei que não poderia existir mais nada além dessa enorme sensação, cheguei ao orgasmo. Logo depois, teve o dele e repousou sua cabeça em meu pescoço.
Pude sentir sua respiração ofegante na minha pele, o coração bater tão alto que poderia ouvir dali. Minhas pernas caíram fracas na cama, tendo as pernas de por cima das minhas e nossos pés se tocarem gentilmente.
Não me importei de ter um homem pesado por cima de mim, aquilo estava me deixando louca, no melhor sentido possível.
Respirei fundo uma ultima vez e olhei para seu rosto suado e malicioso.
- Sim, sou sua, . – falei numa voz falha e beijei seus lábios com o máximo de força que pude, o que não pareceu ser muito, já que ele devolveu o beijo com mais intensidade que eu.
E era assim que eu gostava de viver. Brigar me excitava, e o romance ficava pra depois. Bem, todos sabem que após sair da cama a história é outra.
Eu e ainda estávamos juntos (e nus) na minha cama. Minha perna estava por cima da dele e seu braço puxava meu tronco pra perto de seu corpo enquanto conversávamos deitados de lado, dando para ver um ao outro perfeitamente.
- Você não deveria ter se drogado. – ele disse e eu mal dava atenção. Fiquei mais interessada em sua boca (que é muito sexy por sinal) e em seus olhos hipnotizantes.
- Você deveria ter usado comigo, assim as coisas ficariam mais interessantes. – falei maliciosa chegando minha boca perto da dele, sabendo que ficaria bravo depois com isso. Aliás, isso seria complicado de lidar depois. Com ele tão bravo por eu ter ‘traído’ sua confiança e acabado de vez com nosso amor. Bem, até lá eu poderia tirar mais umas casquinhas.
- Isso não muda muita coisa entre a gente, .
- Você disse que eu era sua, e eu disse que sou sua. Isso muda as coisas sim. – relembrei dele falando quando chegamos ao orgasmo juntos.
- Olha, eu não deveria ter feito isso... Eu...
- Shh. – interrompi tudo com um beijo antes que ele me magoasse de novo. Antes que isso acabasse mal.
- Ainda temos muito que conversar. E quando você não estiver drogada. – ele disse beijando minha testa e se levantou, colocando as roupas.
- Você sabe mesmo acabar com a minha graça. – falei deitando de barriga pra baixo e enfiando a cabeça no travesseiro. Pelo menos eu conversaria com ele depois e poderia resolver algumas coisas. Já era um começo.
Como a minha teoria diz: sexo sempre resolve, sempre mesmo. Fato.
Senti deitar sobre meu corpo nu, mas ele já estava vestido. Cara, que sensação maravilhosa ter esse garoto em cima de mim desse jeito... é quase insano.
- Vem comigo, tem uma festa lá em baixo. – ele sussurrou no meu ouvido e me puxou pelos pés até eu sentar direito na cama. O fato de estar nua na frente dele dessa forma nunca iria me deixar envergonhada. Eu me sentia tão natural perto dele que nem notava essas coisas.
- Cadê minha calcinha? – levantei com certa dificuldade. Eu realmente não deveria ter usado as drogas. Estava começando a ter dores de cabeça e tontura.
- Aqui. – ele disse entregando pra mim. – Você parece meio tonta, se sente bem? – pegou meu ombro, levantou meu corpo e deu uma olhada geral que me fez corar um pouco.
- Sim, são as drogas, você sabe. – ri gesticulando e vesti a calcinha. Peguei meu vestido e coloquei com ajuda dele.
- Se você usar esse salto vai cair em cinco segundos. – analisou o tamanho do sapato, seus 12 cm de salto agulha eram um exagero, eu sei.
- Vou sem sapatos. – resolvi de ultima hora e abri a porta, saindo primeiro, já que estava me segurando por trás pela cintura o tempo todo caso eu ameaçar cair no chão.
Descemos com cuidado, quer dizer, desceu com muito cuidado, já que me levou nas costas para não ter perigo de eu cair.
Seria mais fácil tratar de uma drogada deitada na cama (de preferência nua) mas se ele queria me levar pra agitação e me ver piorar, eu não me importava de qualquer forma.
Minhas melhores amigas, e , estavam conversando algo sério. Quando me viram, correram até mim e deram uma analisada na minha cara.
- Drogas de novo, ? – disse lamentavelmente.
- Não enche. – implorei. Desci das costas de e percebi o olhar de reprovação delas de nós dois. Pela caveira que eu fiz dele pra elas (na minha fase de ódio, entenda) provavelmente estariam muito bravas comigo ao ver aquela cena.
- , Ethan está aqui. Ele quer falar com vo...
Antes que pudesse terminar, o aparelho de som desligou, fazendo com que todo mundo xingasse bem alto.
Ela não precisava terminar a frase, eu estava vendo o que tinha acontecido ali:
Ethan com dois brutamontes bombados ao seu lado me encarando sorridentes. Sem sombra de dúvida ele deveria ter desligado o som só pra chamar a atenção.
E como se não pudesse piorar mais, todos ficaram quietos para ouvir o que o idiota tinha a dizer:
- Ei gostosa, eu vim aqui pra satisfazer você a noite toda!
Não sei dizer exatamente o que houve depois. A única coisa que me lembro foi de ver uma multidão lançar olhares espantados boquiabertos para mim e ao topo da escada, além de sentir as mãos que me seguravam com força saírem do lugar para poder correr como um leão até Ethan, socando-lhe o rosto brutalmente até deixá-lo inconsciente.
E aí, tudo ficou escuro. Porque finalmente as drogas tinham feito o serviço delas, fazendo com que meu corpo caísse no chão desmaiado.
CAP. 2 - Dazed and confused.
’s POV
Ethan estava com a cabeça em meus pés e não se movia. Pensei por um segundo ter socado ele com mais força do que o necessário. Ethan foi levado por seus capangas até o carro, e de lá foram pra qualquer canto da cidade. Algum canto bem longe da festa, eu esperava. Afinal, não queria lidar com aquele idiota novamente. A festa inteira olhava pra mim e algumas pessoas apontavam para o topo da escada. Virei o rosto e senti o coração apertar: no chão com e tentando acordá-la. Com certeza as drogas tinham detonado a cabeça dela. Dei uma última olhada para os capangas (se dirigindo para a porta) e fui em direção às meninas. Cheguei até e falei claramente:
- Vou levá-la até o quarto dela, pode deixar que eu cuido da sua amiga pelo resto da noite. – Dei um sorriso fraco para as duas e carreguei no colo, levando-a para o terceiro andar. Abri a porta de seu quarto e fechei logo em seguida, carregando seu corpo inconsciente até a cama, deitei-a na mesma, observando a garota capotada. Tirei meu casaco de couro para não sentir tanto frio (apesar de que estando drogada, não faria muito diferença de qualquer forma) mas o vesti nela mesmo assim. Sentei encostado na cabeceira da cama e coloquei sua cabeça em meu colo, divagando em pensamentos.
Já mencionei em como era linda e como eu sou doido por ela? Do tipo que todo homem babava por ela, saca. E agora, essa deusa grega estava em meu colo, podia me declarar um cara muito sortudo (e bota sortudo nisso). era morena dos olhos verde-mar, de todas as mulheres que eu fiquei, nunca tinha visto uma cor de olhos tão bonitos como os dela. Seu corpo parecia que tinha sido esculpido por deuses, sem brincadeira. Ela tinha um corpo estilo violão, bem malhado, com cada curva perfeita que você realmente se perdia. Seu rosto fino, com traços gregos, provavelmente tinha herdado de sua mãe – que eu só conhecia por fotos, pois a Sra. morava em outro país – que era muito bonita por sinal. Tal mãe, tal filha, não é mesmo?
Agora, sobre a nossa história... Eu nunca consegui perdoá-la por completo. Sabe, ver a mulher que você ama se agarrando com um dos seus melhores amigos – agora não mais – não é nada legal. não era mulher de um homem só, se é que você me entende. Ela fazia sexo com mais de dois em uma noite e não estava nem aí pro que os outros iriam pensar. Ousada, era um dos motivos principais que eu gostava dela e disso ela sabia muito bem (e se aproveitava). Mas o que acontece é que eu amava-a, e muito. Não somente por ela ser linda, gostosa, estilosa e tudo o que um homem deseja em uma mulher. Mas também porque eu tive um dos relacionamentos mais longos com ela, 11 meses cara. Não são dois, três, nem quatro meses. Onze meses e eu nunca tinha namorado tanto tempo com uma garota como namorei a . Tudo estava muito bem, obrigado, tudo nos seus conformes. Ela foi lá e estragou tudo o que a gente tinha. Me traiu com o meu ex melhor amigo (vulgo, Ethan) e vai saber quem mais, né? Ela o beijou na praia, tudo filmado no celular do . Depois que terminamos, ela teve uma crise e saiu transando com a população inteira de Brighton, (só pra me deixar nos nervos, aposto). Porém, não adiantou, quanto mais ela me provocava, quanto mais a gente conversava, meu sentimento por ela não diminuía e isso era o pior de tudo.
Cinco meses haviam se passado e nada era igual. Tudo bem que eu tinha ficado com seis meninas depois de ter feito aquela merda. Todas eram lindas, gostosas, mas... Todas tinham o mesmo problema: elas não eram a . O sexo era ótimo (porém nada que me saciasse completamente), por outro lado nenhuma das quatro que eu consegui transar não chegava à altura dela, nenhuma delas tinha aquele corpão violão como de . Fiquei tão imerso em pensamentos que nem havia me dado conta de que ela tinha acordado e me olhava, confusa.
- Você tá aqui... - eu juro que vi seus olhos (vermelhos, por causa das drogas) brilharem e não foi o álcool da noite passada.
- Sim, eu estou. - sorri fraco pra ela - Como você está se sentindo?
- Er... Dor de cabeça, muita dor de cabeça. - ela franziu o cenho, colocando uma das mãos em sua cabeça.
- Acho que isso chama ressaca, .
- Eu realmente preciso de um banho. - disse com os olhos marejados e vermelhos.
A garota foi se levantando devagar, indo em direção ao banheiro com muita dificuldade. Resolvi levantar e ajudá-la já que com aquela lentidão ela não iria conseguir entrar no banheiro nunca.
- Você quer ajuda, ?
- Erm... Acho que eu vou precisar de ajuda pra tirar a roupa, estou sem força alguma nos braços e muito menos força para pensar em fazer algo.
- Então, eu acho que eu vou ter que te ajudar a tomar banho, né? - dei um sorriso aberto, vendo-a com meu casaco de couro e lembrando da noite passada.
- Sim sim... - ela perdeu o chão e tropeçou, porém eu fui mais rápido e consegui segurá-la a tempo.
- Venha, eu vou tomar conta de você. Fique aqui, ok? Vou pegar uma toalha limpa e uma roupa pra você usar.
sentou na beirada da banheira e ficou me esperando. Fui até seu guarda-roupa para trocá-la depois e escolhi algo básico, jeans e uma camiseta branca. É claro, ela não poderia usar a mesma calcinha de ontem, certo? Sorri malicioso com isso e abri uma gaveta em baixo do cabideiro, onde havia várias calcinhas de diversas cores. Escolhi uma branca normal, dei de ombros e fechei a gaveta. Fui até o banheiro e peguei uma toalha branca no armário de frente para a banheira, ainda estava sentada de olhos fechados com o cabelo todo bagunçado.
- ?
- Oi ... - Ela abriu os olhos e sorriu abertamente, por um segundo me perguntei se ela fez isso consciente ou inconscientemente.
- Vamos deixar a senhorita de banho tomado e limpa, ok? - Coloquei a roupa de no balcão do banheiro e a toalha também. Me virei para abrir a torneira da banheira, deixando a água escorrer e ficar morna. Me deparei com apenas de vestido, olhei meu casaco de couro deixado em cima da privada, ela devia ter tirado sozinha. Comecei a tirar seu vestido lentamente, sem tirar meus olhos daquela imensidão verde-mar.
Fui abaixando seu vestido à medida que passava meus olhos por seu corpo esculpido, tirei-o por completo, deixando seminua. Nessas horas, a água já devia estar morna (mais do que morna), na altura certa. Desliguei a torneira, vendo a banheira quase transbordando de tanta água. Me virei novamente para tirar a última peça de seu corpo e finalmente dar banho na garota. Olhei em seus olhos, ela olhava para mim também, com um olhar confuso ao mesmo tempo malicioso.
Coloquei minhas duas mãos de cada lado de seu corpo, abaixando sua calcinha, podendo ver sua parte íntima a mostra. Aquilo estava me deixando louco, era muita tortura para uma carne fraca como a minha.
Coloquei na banheira, observando-a deitar e fechar os olhos. Sim, aquilo estava me matando e se ela não tivesse se drogado ontem, eu diria que estava fazendo aquilo de propósito, somente pra me atormentar. Enfim, peguei um dos xampus que estava numa espécie de ‘porta-xampu’ ao lado da banheira e coloquei um pouco dele em minhas mãos para lavar seu cabelo. Sentei ao seu lado e comecei a esfregá-los suavemente, vendo ainda de olhos fechados.
- Que sensação gostosa... - ela disse, sorrindo de lado.
Eu só continuei a esfregar seus cabelos, para não me distrair e acabar fazendo coisas que poderia me arrepender depois (ou não). Após um tempo, enxaguei seu cabelo com a água, , no entanto me ajudou com isso, jogando água morna em sua cabeça também. Ela parecia estar melhor, já que na segunda vez de lavar a cabeça, ela mesma o fez.
Dessa vez, eu fiquei observando-a tomando banho. A vontade era muita, e o volume na minha calça só aumentava.
Autocontrole , autocontrole. Senti meus olhos pesados por não ter dormido à noite, mas eu não poderia bobear e dormir naquela hora. Não quando eu tinha uma da vida tomando banho na minha frente. Me distraí por um segundo e voltei meus olhos nela, a menina havia dormido novamente ou era só impressão minha? Cheguei mais perto dela e chamei:
- ? Tá acordada? - balancei seus ombros e... Nada. WTF?
A primeira coisa que aconteceu foi um barulho de água jorrando, em seguida, seus olhos se abriram rapidamente e uma expressão maliciosa surgiu em seu rosto inteiro. Mal consegui entender tudo aquilo e já estava dentro da água com .
- Não acredito que você realmente achou que eu estava tão fraca assim. - Ela ria da minha desgraça. Porra eu fiquei preocupado! Quem não ficaria? Senti minha roupa inteira ficar molhada e... Ops.
- Caralho ! Olha que tu fez comigo! - Senti minha roupa pesar em meu corpo inteiro e tirei minha camisa.
sorriu maliciosa olhando meu abdômen definido. Não querendo me achar, mas tenho que dar graças a santa academia que deixou meu corpo tinindo desse jeito.
Ela sorriu maliciosa e eu - idiota - conseqüentemente também. Não consegui resistir e avancei até , apertando todo seu corpo contra mim. Beijei-a com vontade, já depositando beijos intercalados com mordidas e chupões em seu pescoço.
Aquilo deixaria marca, mas tenho certeza que ela não se importaria com isso. gemia abafado, mordiscando seu lábio e inclinando sua cabeça para trás. Comecei a tirar minha calça com pressa, o que não adiantou muito, a calça estava ensopada e mais pesada. Precisava tirar aquele volume da minha calça e a hora era agora. Com uma força que não sei da onde veio, consegui tirá-la junto com minhas boxers e jogá-la em algum canto do banheiro. riu com isso e trocou as posições, ficando por cima de mim. Cara, aquilo estava me deixando maluco! Sabe, dizem que sexo na água é muito mais prazeroso e eu nunca tinha tentado isso. Bom, existe primeira vez pra tudo. Eu estava cansado e com sono, mas quem liga?
A vontade de tê-la naquele momento era muito maior do que qualquer coisa. começou a massagear meu membro com uma mão, me puxou pela nuca com a outra e juntou nossos lábios com muita força. Ela começou a aumentar os movimentos lá embaixo e eu não sabia se agüentaria por muito tempo. De um segundo para o outro, e não me perguntem como, foi para baixo da água e começou a me masturbar com a boca mesmo, dude aquela menina tinha prática e como. Fazia movimentos de vai e vem com a boca na glande e a massagem da mão na base de meu membro não parava, oscilava entre rápido e fraco. Aquilo já era demais para mim.
Puxei seu corpo com tudo e penetrei-a naquele mesmo segundo, sem avisá-la. gemeu com aquilo e eu também, um acompanhava o movimento do outro, voltei a beijar seu pescoço. Era seu ponto fraco e é claro que eu sabia disso. A menor gemia meu nome e aquilo me entorpecia como se fosse algo tóxico e que me fazia muito bem. Voltei a beijar seus lábios, puxando sua cintura para mais perto de mim (se isso era visivelmente possível), soltava orgasmos múltiplos e aquilo me deixava mais louco ainda. Comecei a aumentar meus movimentos e ela me acompanhou, àquela hora o chão do banheiro estava lotado de água, mas nenhum de nós se importava com aquilo naquele momento. A única coisa que nossa atenção estava voltada naquele segundo era o prazer e a satisfação que cada um tinha pelo outro. Senti que estava prestes a gozar e sentiu meu pré-gozo, falando baixinho em meu ouvido:
- Espera só mais um pouco, .
Caralho, ela queria que eu esperasse mais um pouco? Eu estava quase pra gozar quando a vi sem roupa e ela ainda me pede pra fazer sacrifícios como aquele? O que eu não faço por essa mulher hein, puta merda. Agüentei mais alguns minutos e senti o gozo de em mim também. Isso me deixava extasiado. Não são todas as mulheres que conseguem gozar durante uma transa e saber que ela consegue, é muito para o meu ego.
Fui pra minha casa, feliz e satisfeito por tudo o que tinha acontecido naquela noite/madrugada/manhã. e as meninas da república tinham programado um luau com a galera na praia de Brighton. Ah, você deve estar me perguntando se a gente não ia para a faculdade, sim nós íamos. Mas nesse mês nós estávamos de férias, a chamada 'Summer break', ou apenas, férias de julho. Era assim, sempre quando havia festas na república ou até mesmo nos famosos 'clubs', a diversão não parava por aí, luais, fogueira e muita bebida nos esperava pela próxima noite. Brighton Beach nunca parava, muito menos a gente.
's POV
Depois que foi embora, desci até o primeiro andar pra procurar e . A república estava uma zona, havia um mar de corpos, garrafas e cigarros espalhados pelo chão. É, as empregadas iriam ter muito trabalho hoje a tarde. Avistei deitada no balcão da cozinha com um indivíduo irreconhecível e apagado ao lado dela, ri ao ver a cena e fui até lá para acordá-la.
- , acorda garota. - Balancei seus ombros e ela acordou num instante, levantando seu tronco.
- Ah, oi amiga! - Ela sorriu e pulou do balcão, toda disposta. - Certo, temos um luau para comandar, não é mesmo ?
- Certíssimo, gata. Venha, vamos procurar .
Fomos andando pelo primeiro andar inteiro, afinal a república era grande, e nós mesmas que tínhamos comprado. Por fim, chegamos ao jardim do fundo, aonde havia umas cadeiras e mais pessoas espalhadas na grama. era uma delas, deitada ao lado de uma cadeira de piscina. foi até ela e a acordou. Nós três fomos até o meu quarto, pra programarmos o luau.
- Okay, a galera a gente já avisou, só falta comprarmos mais bebida. - anunciou, checando uma lista que ela tinha feito para hoje à noite.
- Caralho, de tudo aquilo de bebida que compramos ontem, não sobrou absolutamente NADA? - Eu disse, indignada com a situação.
- Não, nadica de nada. Nem uma garrafa de cerveja. Precisamos comprar mais bebida, urgente. - finalmente disse alguma coisa.
- Certo. Eu posso ir comprar mais então, só me dêem a parte do dinheiro de cada uma que eu já desço ali no The Lanes.
e tiraram de seus bolsos 50 libras e me entregaram as notas. As duas iriam se arrumar pra ir à praia e preparar o que restava para o luau.
Fui a pé até o The Lanes (era apenas cinco minutos da república), a rua estava movimentada, era um sábado. Já disse que Brighton nunca parava? Pois é. O The Lanes era uma espécie de rua comercial onde tinha vários cafés, lojinhas e mercados para você ir. Entrei no mercadinho mais conhecido (e o mais barato também) de lá e fui direto nas bebidas, abri a geladeira e peguei três fardos de Heineken. Estávamos em oito, certo? No máximo, Kennedy iria trazer alguma peguetezinha da noite para o luau e seríamos em nove. Cada fardo tinha doze garrafas, acho que era o suficiente. Mas como eu sei que eu não confio na minha galera que por sinal era muito cachaceira, peguei mais uma garrafa de Whisky Red Label e uma coca-cola. Bom, copos descartáveis a gente tinha lá na república, então não precisaria comprar.
Fui andando pela praia, até a república que era beira-mar e se você fosse até o terceiro andar, a vista da praia era muito linda. Por termos esse grande privilégio de ter uma casa na beira da praia, não era necessário levar todas as bebidas para o local da festa, eu deixaria uma parte na geladeira de casa que estaria tudo bem. Claro que depois alguém teria que ir buscar mais e como eu sempre fazia o serviço sujo, quem iria buscar mais bebida seria eu. Enfim, cheguei em casa e é incrível o dom de ser rica e poder contratar empregadas para limpar a bagunça que eu fiz e meus lindos amigos fizeram. A casa estava impecável, sem sujeira, sem garrafas e cigarros ao chão, tudo em seus devidos lugares.
Coloquei uma parte das bebidas no freezer e o que seria levado até a praia, na geladeira. Subi até meu quarto e não encontrei nenhuma das meninas em seus dormitórios, provavelmente já teriam descido e preparado o luau. Eu só teria que tomar uma ducha rápida, colocar um biquíni e um vestidinho por cima. Entrei no banheiro lembrando da noite passada, mordendo meu lábio inferior. Que homem aquele , oh my god! Senti a água gelada caindo e aquilo me tranquilizava de uma forma incrível, enxaguei meu corpo e deixei a água correr mais um pouco. Peguei a toalha em cima do balcão da pia e me enxuguei.
Coloquei o biquíni vermelho e o vestido branco que já tinha separado. Lembrei que não tinha arrumado a bolsa, mas pra quê bolsa não é verdade? Só tinha que levar as bebidas, não havia motivo nenhum para levar celular e afins. Desci, peguei as bebidas na geladeira e fui até o tão esperado destino: à praia.
Chegando ao luau, a galera toda já se encontrava lá: , , Ethan, Dylan e... . Fiquei nervosa (lê-se: com o coração palpitando) só de pensar que teria de encará-lo novamente, depois daquela noite que tivemos. As meninas haviam levado as cadeiras lá de casa pra cá que estavam dispostas em um círculo na areia e provavelmente os meninos trouxeram o violão que estava na mão de Ethan, arranhando uns acordes bem desafinados, por sinal. Cheguei, cumprimentando todo mundo e distribuindo beijinhos na bochecha. Qual é, eu era simpática poxa.
- Galere, eu trouxe as bebidas. - Falei, levantando a sacola contendo as Heineken's.
- AEEEEE ! Grande ! - Ouvi umas saudações engraçadas com meu nome e fui distribuindo as cervejas. Peguei uma para mim e sentei em uma das cadeiras reclináveis, que estava do outro lado em pé, me encarou. Senti minhas bochechas ficarem rosa e eu dei graças a Deus que estava de noite, ninguém notaria eu corando.
Kennedy chegou de mãos dadas com uma menina que eu não reconhecia, devia ser a peguetezinha dele da vez.
- Eaí galera! - ele chegou cumprimentando todo mundo também e aproveitou para apresentar a menina até então desconhecida por nós.
- Gente, essa daqui é a Summer, minha ficante. - a garota deu um oi geral, sem se expressar muito. Tímida, pensei comigo mesma.
Agora, a trupe toda estava reunida. Todo mundo sorrindo, bebendo e feliz. Porém, senti falta de alguém em especial...
, mas é claro. Onde estava aquele infeliz?
Após um tempo - um longo tempo - quando já estavam todos bêbados e felizes. se pegava nervosamente com Ethan em um canto, a tal de Summer e Kennedy se agarravam em uma das cadeiras. Dylan conversava com na areia, e estava sentada ao meu lado. Me deparei com duas garrafas somente na sacola que tinha trazido, eu não disse que eu teria que fazer o trabalho sujo? Avisei , Dylan e que a cerveja tinha acabado e que eu iria até a república para pegar mais bebida.
Caminhei até em casa acompanhada de uma garrafa de Heineken, de todas as cervejas que já experimentei eu achava a Heineken, a melhor. Era uma das preferidas de também, mas não precisava lembrar dele, não agora. Já era tarde da noite e me deparei com a porta da república entreaberta, não podia ser uma das empregadas, seu expediente já tinha terminado faz tempo. Entrei e avistei sentado no sofá, de costas para a porta. Caminhei até ele e falei:
- O que você está fazendo aqui, garoto? Era para você estar na festa. - Arqueei uma sobrancelha e fiquei de braços cruzados.
veio em direção a mim, muito perigosamente perto. Perto até demais.
- Eu vim te procurar, gostosa. - Ele pegou meu braço com força e me agarrou, tentando me beijar. - Se você não ficar comigo essa noite, eu conto pra que você deu em cima de mim. É claro que ele vai acreditar no melhor amigo aqui, quem trai uma vez, trai a segunda, não é ? E bye bye de vez o relacionamento de vocês dois.
- , você tá me machucando.
Ele parou de me segurar com força, mas não se distanciou de mim. Foi me conduzindo até a parede, com seus braços em volta de minha cintura. Levantei meu joelho e chutei seu saco, aquilo devia ter doído.
- Caralho, sua vadia! Isso dói, sabia? - disse, se contorcendo inteiro.
- Era pra ter doído mesmo, seu imbecil. Vê se aprende a respeitar as mulheres.
- Ok, você tem razão. Me desculpa por ter te machucado, mas fica comigo essa noite, fica? Eu sei que você não resiste a mim, . - ele disse, mais uma vez perto demais do meu rosto, aquele perfume me deixava louca.
passava suas mãos por todo meu corpo, me encostando no balcão da cozinha. Minhas mãos se encontravam espalmadas em seu peitoral definido e ele sussurrava em meu ouvido, me deixando atormentada:
- Vai , eu sei que você quer. - Mordiscou minha orelha, soltando um gemido abafado em seguida, isso me deixou mais louca ainda. mais uma vez tentou me beijar, juro que eu tentei resistir àquele filho da puta, mas não deu.
Retribuí seu beijo, trocando as posições, dessa vez eu prendendo-o no balcão. Levantei sua camisa e tirei-a com rapidez, fez o mesmo com meu vestido (e como eu já disse, vestidos tem lá suas vantagens e desvantagens) e me beijava com muita vontade. Comecei a beijar seu pescoço, lambia-o e mordia sem dó. Fui trilhando um caminho de beijos pelo seu peitoral e barriga enquanto brincava com o cós de sua bermuda, desci a mesma junto com as boxers com pressa.
Voltei a beijar sua boca ao mesmo tempo que massageava seu membro já excitado. por outro lado, gemia e dizia coisas desconexas. Empurrei-o um pouco pra cima e ele entendeu o recado, subiu em cima do balcão e ficou deitado para aproveitar mais o prazer. Masturbava-o com a mão na base, fazendo movimentos de vai e vem, minha outra mão se encontrava em uma de suas coxas, arranhando-a com as unhas. Abocanhei sua glande pra dar a o que ele queria, mas resolvi brincar um pouco. Ameacei colocar o membro inteiro em minha boca, mas não o fiz. Passava minha língua pela cabeçinha, apenas provocando. Lambia, mordiscava, sem colocá-lo na boca.
- porra... Vai logo, tá me deixando louco aqui... - ele gemia meu nome e aquilo me deixava mais excitada ainda. Eu ri com isso e respondi baixinho:
- Essa é a intenção, .
Continuei com o que estava fazendo e abocanhei de vez sua glande, dando prazer tanto para a base como para cabeça.
Masturbava-o com a mão e com a boca, deixando à loucura. Senti seu pré-gozo e comecei a aumentar os movimentos, fazia movimentos circulares com a língua e de vai e vem com a base. gemeu pela última vez e finalmente gozou. Lambi toda a extensão de seu membro, do começo até a cabeçinha.
Subi em cima do mais velho e beijei , para ele sentir seu gosto junto ao meu. Ele mordiscou meu lábio inferior e sussurrou entre:
- Agora é a minha vez , se prepare.
- Vamos ver o que você consegue.
trocou nossas posições, ficando por cima de mim. Como eu estava só de biquíni, ele não teve nenhum trabalho praticamente, só tirar o laço de minha parte de baixo que o resto ele fazia e fazia muito bem. beijava um de meus seios enquanto sua mão brincava com o outro, massageando o mesmo. Beijava meus seios com vontade, mordia de leve o bico, deixando-o enrijecido. Deixando-me totalmente excitada, obviamente. Desceu seus beijos pra minha barriga, chegando em minha parte íntima, tirou com agilidade a parte de baixo do biquíni e jogou-o em algum canto da cozinha. Eu estava deitada, podendo aproveitar muito bem aquele toque de , coloquei minhas mãos em sua cabeça, bagunçando seus cabelos. Ele entendeu novamente meu recado e começou a me penetrar com um dedo, reclamei. Dessa vez, foram dois dedos. Estes penetravam em meu clitóris e ele sabia muito bem o que estava fazendo. Eu gemia seu nome e mordia meu lábio inferior, soltando orgasmos abafados.
- Vai ... Mais rápido... - sussurrei, quase sem voz.
Senti a língua de em meu clitóris e ele trocou seus dedos com a boca, seus dedos agora se encontravam em minha vagina, fazia movimentos circulares e repetitivos. Improvisando a masturbação, chupava, lambia e brincava com meu clitóris sem dó alguma.
Foi então que o filho da puta resolveu diminuir os movimentos, me deixando com a expressão totalmente confusa. Eu olhei para baixo e vi começando tudo de novo, sem me penetrar com os dedos, somente com aquela boca poderosa.
Lambia meu clitóris e descia em minha vagina, me penetrando cada vez mais com a língua. Senti que ia gozar, pedi por mais pressionando sua cabeça contra meu corpo. Ele aumentou seus movimentos, descendo em minha vagina e subindo em meu clitóris, senti meu gozo. Ele lambeu minha vagina por inteiro e não deixou nenhuma gota lá embaixo, subindo em cima de mim e me beijando.
- Caralho. - eu disse, finalmente ouvindo minha voz.
- Wow. Dessa vez a gente se superou, hein ? - ele deu uma risada e me puxou para mais um beijo.
- Sim, a gente se superou, . Mas agora, precisamos ir pra praia se não a galera vai começar a ficar desconfiada, beleza?
Ele assentiu e descemos do balcão. Fiz um laço na parte de baixo do biquíni e avistei meu vestido no chão, vestindo-o por fim. Abri o freezer para pegar o resto das bebidas, peguei o que restava das cervejas, o Whisky e a Coca. Coloquei tudo numa sacola de plástico e fui em direção à porta, já esperava por mim na mini escada que tinha antes de chegar na porta da república.
No momento que vi a imagem de se aproximar na praia, comecei a ficar com a consciência pesada. Maldito álcool, maldito , viu. Mas até onde eu saiba, e eu não tínhamos nada sério, então eu podia ficar com quem eu quisesse, certo? Certo. Despejei mais bebida na sacola que já se encontrava praticamente enterrada na areia, e avisei o pessoal que a cerveja e o Whisky tinham chegado. A galera avançou no meio do círculo, desesperados por mais álcool. Esse povo cachaceiro viu, vai entender. Eu era do tipo que bebia e não tinha o estômago fraco, sabe? Sempre bebi muito e nunca passei mal de vomitar. Só quando eu misturava com drogas, às vezes, daí não tem quem agüente, também não sou de ferro. Vi se aproximar de mim, contente demais pro meu gosto. Desviei a atenção pro mar, me sentando.
- E aí linda, tá melhor?
- Er... Estou sim , obrigada. - Dei um de meus melhores sorrisos e sorriu de volta. Não, eu não podia agüentar ficar ali, não mesmo. Me levantei e fui até o mar, deixando falando sozinho. Ele provavelmente deve ter achado estranho de minha parte, mas não me seguiu. Fiquei observando um tempo a maré, sentindo a água gelada bater até minha canela. Eu adorava o som do mar à noite, me transmitia uma calma muito boa. Não sei quanto tempo eu fiquei observando o mar, quando vi e conversando algo que pelo visto, era particular já que estavam um pouco distantes do círculo. estava com uma aparência confusa, com o cenho franzido, ouvindo atentamente qualquer coisa que estava contando à ele. Dei de ombros e fui pegar um pouco de Whisky com Coca.
Misturei o álcool com o refrigerante e o cheiro estava forte. Enchi até a boca do copo e tomei um gole, observando meus amigos à minha volta. Ethan ainda estava ao pega-nervoso (e bota nervoso nisso) com na areia. Kennedy comia (no sentido literal da palavra) Summer sem parecer se importar com nós, assistindo-os. Afinal, a gente não se importava muito, uma vez que isso acontecia diariamente nas nossas festas. Um Dylan muito bêbado se divertia com o violão, cantando alguma coisa que não consegui reconhecer naquele momento. E beijava o ... WTF? Aquela vadia estava com o meu , como assim? Procurei por e ele não estava nem no círculo e muito menos nos arredores. Aquele puto tinha feito alguma coisa, disso eu tinha certeza. Mas continuava a beijar com a maior vontade, o que estava acontecendo?
CAP. 3 - Let's have some fun, this beat is sick.
Está tudo sobre controle, . só fez aquilo, pois não estava sóbrio e não queria beijar a , tenha isso em mente. E lembre-se: vocês não tem nada. Ele não tem que te dar satisfações sobre o que faz ou deixa de fazer e muito menos você. Precisava tirar da minha cabeça e rápido, vê-lo se esfregando com outras garotas que não sejam eu, me deixava com os nervos à flor da pele. Tudo o que eu precisava naquele momento era de uma boa cachaça, uma festa e homens bonitos, porém era domingo. Onde eu ia achar tudo isso num lugar só e em pleno domingo? Claro, para minha grande felicidade e resposta para o meu problema (vulgo, ), nós temos sempre a Kulture. O 'club' mais famoso da cidade litorânea de Brighton. Eles funcionam 24 horas por dia e jamais param. Se você quiser encher a cara às seis da manhã de um domingo, pode ir lá à vontade que eles vão te atender com o maior prazer.
Eu e a galera tínhamos combinado que iríamos fazer uma saideira na república primeiro, pra depois ir à Kulture. Deus, como a bebida lá era cara. Não podia reclamar de nada sobre o club, o ambiente era ótimo, as pessoas eram lindas e receptivas, mas a cachaça... Jesus, como era caro! Então, sempre optamos por beber em algum lugar antes pra depois a gente se divertir e dançar muito por lá. Eu estava procurando por uma roupa bem estilosa para vestir esta noite quando ouvi vozes e gritos no andar de baixo. Os meninos já deviam ter chegado e resolvi me apressar, escolhi uma saia xadrez vermelha e preta que combinava com minha blusinha branca do The Beatles agarrada ao corpo. Escolhi a última peça que faltava para completar meu visual, minha bota preta favorita de camurça. Tomei um banho rápido e coloquei a lista de baladas tocando no meu MacBook enquanto me trocava, pra dar uma animada. Me troquei e fui até o banheiro mais uma vez, dessa vez para me maquiar.
Corretivo, pó, lápis, sombra, blush, batom.
Ajeitei meu cabelo em um rabo-de-cavalo e fiz escova na minha franja, pro lado esquerdo.
Eu tinha que estar impecável hoje, cabelo impecável, roupa impecável, maquiagem impecável. impecável. Eu precisava pegar alguém, disso eu estava decidida. Me drogar e beber muito também. Me chame de fútil, me chame do que quiser mas era assim que eu e meus amigos nos divertíamos.
Desci os dois lances de escadas até o primeiro andar e a sensação foi como se eu estivesse numa passarela. Onde a atenção era voltada apenas à mim, onde as pessoas só olhavam meu rosto, meu corpo e minhas roupas. Todos estavam sentados no sofá em forma de círculo e pararam um instante para olhar pra minha pessoa com cara de 'euestoubabandomuitoemvocê', inclusive as meninas. - com um copo de cerveja na mão - me encarava (babava, literalmente) dos pés à cabeça, de queixo caído enquanto eu descia o último degrau. Dylan, Ethan e Kennedy - que estavam fumando maconha - também olhavam indiscretamente minhas pernas descobertas, sem se importar se eu estava vendo-os ou não. Pra tirar aquele clima desconfortável, principalmente pra mim, cheguei perto deles e me pronunciei:
- Oi galera! Começaram a festa sem mim, foi? - Cumprimentei cada um com um beijinho na bochecha.
- E aí ! - Todo mundo disse, em coro.
Na sala de estar, a turma tinha trazido maconha, coca (não é o refrigerante, ficadica.) e mais bebida pra república. Como já havia dito, Dylan, Ethan e Kennedy fumavam maconha enquanto , e iam devagar ainda no álcool, optou pelo cigarro tradicional e a cerveja. Olhei uma quantidade de coca - suficiente para uma cheirada - na mesa do centro e peguei o cartão que usávamos especialmente para isso. Endireitei-a em uma fileira, tampei uma narina e inalei todo o pó que se encontrava ali. Senti a adrenalina dar efeito naquele mesmo segundo e tudo se tornar mais bonito e mais alegre pra mim. Olhei pra minha frente e reparei em um deus grego - que não era -, o Kennedy. Já contei como ele é lindo e todo delicioso? Pois é. Kennedy em relação a ser pegador e etc., era bem parecido com os outros meninos da nossa turma. O bom de nós, é que éramos todos meio parecidos, sabe? Todos ricos, muito lindos e esbanjando de drogas, sexo e muita festa. Acho que a unica coisa que nos diferenciava era o fato de fazermos cursos diferentes. Voltando ao Kenny, nossa como ele era lindo. Moreno de origem londrina mesmo, de olhos claros, alto e de costas largas. Qualquer uma queria se perder naquelas costas e ficar o tempo todo abraçada com aquele homem. Sem contar que aquele sorriso de dentes perfeitos acabava com qualquer uma. Ele curtia muito futebol, assim como e os outros. Era fã de carteirinha do Manchester, não perdia um jogo ao vivo do seu time favorito. Acho que já sei quem iria ser meu próximo alvo esta noite, ele que se cuidasse. Eu estava arrasante, disso eu sabia muito bem. Tirei um baseado da mão de Kenny e dei uma tragada legal, ele riu com isso e sorriu abertamente para mim.
Após um longo tempo, depois de todos terem bebido, fumado e feito várias outras coisas. Resolvemos finalmente ir ao Kulture, a pé. Tudo ali em Brighton era muito perto, no máximo 10 minutos de carro você chegava ao seu destino. A vantagem da nossa cidade era isso, os clubs eram perto, a praia era perto, a faculdade era perto. Cidade pequena e badalada era bom demais. (provavelmente falando asneiras com os dois) andava com e lá na frente. Kennedy, Ethan e Dylan conversavam entre si ao meio e eu e andávamos atrás. começou:
- E aí amiga, como andam as coisas?
- Acho que andam bem. E contigo? Como estão os bofes?
- Ah, andam bem, eu acho. - risos - Conheci um carinha muito lindo na Kulture outro dia, a gente tá meio que saindo, sei lá.
- Jura? E o Ethan?
- Ah , o Ethan é seu, pára com isso. - ela sorriu de lado pra mim.
- Claro que não, Ethan é de todas, ficadica. Capaz, tu pegou ele noite passada! Como foi? - dei uma gargalhada um pouco alta.
- Foi... muito bom. Ele tem pegada, sabe como é né. - ela mordiscou o lábio inferior, pensativa.
- Sei sim, e o cara da Kulture? Qual o nome dele? É legal?
- Chama Anthony. É, ele é todo atencioso e tal. Me liga quase todos os dias desde que a gente se conheceu. Difícil achar um cara assim hoje em dia, né?
- Hum... Também acho. - Olhei distante, pensando em tudo o que tínhamos passado juntos. Uma coisa que ele não bobeava quando a gente namorava, era dar atenção pra mim. Isso jamais faltou nele. Divaguei em pensamentos e me despertou do transe:
- Amiga?
- Ah, oi . Desculpa. Você estava falando...?
- Você ainda não superou o né, ? Pode falar, você não me engana.
- Na mosca. Poxa, passaram-se cinco meses sabe, eu achei que já estaria em outra. Mas não, ele me prende como sempre.
Viramos a esquina da rua da Kulture, estávamos quase lá. A loira dos olhos ao meu lado continuou:
- Eu tenho quase certeza que ele também não te superou, depois da babada básica que ele deu em você hoje, lá na república. - ela riu, e piscou pra mim. - Vai arrasar hoje, amiga! Você tá linda, de verdade. - ela sorriu fraco pra mim e entramos na fila enorme da boate.
- Obrigada, . Você também está linda, vai pegar todos hoje!
Nós rimos e um Kennedy sorridente nos chamou a atenção:
- Galera, tenho uma surpresa pra vocês: consegui camarote VIP pra gente! Com bebida de graça e tudo mais. Não precisamos enfrentar essa fila toda, certo?
- Graaande Kenny! - Dylan e Ethan gritaram e nós rimos novamente. Grande Kenny mesmo, se não fosse por ele teríamos que ficar no mínimo umas duas horas na fila só pra entrar, a boate era muito frequentada.
Entramos no club, aquilo estava realmente lotado. No interior, temos dois ambientes: o bar no primeiro andar e a discoteca no piso rebaixado, onde você descia uma escadinha para chegar até lá. Lá fora, eles haviam feito uma reforma que durou três meses praticamente para fazer um jardim aconchegante, com pequenos arbustos e simpáticos bancos. Na verdade, aquilo foi feito para quem queria fugir da música, literalmente. Ou apenas para pessoas que queriam se pegar num lugar menos barulhento. Enfim, se você está desfrutando de uma noite em Brighton, Kulture é o lugar pra você, localizado no centro da cidade. Voltando ao ambiente interior, o bar oferece uma excelente seleção de cervejas, vinhos e coquetéis todos apresentados num ambiente descontraído, onde os mais altos níveis de serviço ao cliente são padrão.
Como o nosso querido e amado Kennedy havia nos conseguido camarote VIP, eu e meus amigos estávamos em um lugar privilegiado. Eu podia sair do camarote pra ir à pista, sem ser barrada pelo segurança e vice-versa. Só quem tinha uma pulseira amarelo vibrante podia fazer isso. Fui até o bar e pedi uma dose de tequila, eu já estava totalmente elétrica devido à coca que havia cheirado lá em casa, peguei o copo e fui até o piso de baixo, eu precisava mexer o esqueleto! E era isso que eu faria nesse momento. Eu curtia muito dançar sozinha, isso me dava mais liberdade, portanto nem avisei os meninos no camarote, desci sozinha e fui até a discoteca. Comecei a dançar no meio da pista, ao som do DJ tocando Work, God como eu amava aquela música. Remexia meu corpo inteiro, tomando o maior cuidado para não despejar bebida em minha roupa, sempre fazia isso.
Dancei até o chão, quando me deparei com um loiro muito lindo olhando pra mim. Ele parecia ser mais novo que eu, uns dezoito anos, chutando alto. Cá entre nós, eu tinha quedas por meninos mais novos. O loiro mordia o lábio, olhando para minhas pernas e parecia estar em uma rodinha de amigos. Resolvi provocá-lo um pouco, qual é, provocar não tira carne de ninguém. Balançava meu quadril, descendo até o chão enquanto passava as mãos por minhas pernas descobertas. Consegui o que queria, ele se aproximou, chegando muito perto de meu corpo. Dançava ao ritmo da música e acompanhava os movimentos junto a mim. Num movimento rápido ele encaixou seu corpo no meu, enquanto dançávamos agora ao som de Love Game da Lady Gaga,
eu bebi mais um pouco da tequila que se encontrava no meu copo e senti tudo girar. Cara, aquela sensação era boa. O loiro na minha frente, sussurrou em meu ouvido:
- Meu nome é Adam, prazer em te conhecer linda.
- Meu nome é , e o prazer é todo meu. – Pisquei com o olho direito e tomei mais um gole da tequila, olhando diretamente em seus olhos. Tomei mais um gole e virei o copo inteiro, terminando com a bebida que continha dentro.
Eu e o tal de Adam dançamos mais um pouco, ele tentava chegar em mim quase todo segundo, mas eu desviava. Homens gostam de meninas difíceis, fato. Não que eu seja a menina mais difícil da face da terra, até porque eu pego três por noite e não estou nem aí pro que você vá pensar. Mas deixá-los com vontade era a minha especialidade. Após umas duas músicas desde que Adam se aproximou de mim ele tentava me beijar, e então... Eu cedi. Ele me beijou, e me beijou com muita vontade, suas mãos passeavam por todo o meu corpo e quando chegou em minha bunda, Adam apertou-a, aproximou-se de meu ouvido e sussurrou:
- Você é muito gostosa, . Já te disseram isso?
- Bom, eu recebo muitos elogios, mas nunca um tão direto assim. - Dessa vez, eu o beijei com vontade, passei uma mão por baixo de sua camisa e arranhava de leve suas costas, ouvindo-o gemer baixinho em meu ouvido. Desci meus beijos pro seu pescoço e o loiro ainda passeava as mãos por meu corpo. Beijei, mordi e deixei marcas naquele pescoço delicioso, Adam no entanto pareceu não se importar com isso. Ficamos um bom tempo nos amassos quando me dei conta que ainda tinha um assunto a tratar naquela noite. Me despedi do mais novo com um beijo demorado e ele piscou pra mim em seguida, deixando eu ir.
Me dei conta que precisava ir ao banheiro, e urgente. Cara, destilados descem tão rápido que você nem percebe, aliás, percebe somente quando você, na real, está apertada. Me direcionei ao banheiro feminino e quem eu encontro se amassando na entrada dos sanitários? e . O álcool era muito em meu sangue ou aquela cena realmente estava acontecendo? Esfreguei meus olhos com as mãos e os dois ainda estavam lá, quase se comendo. WTF? Essa vadia da , quem ela pensa que é pra fazer isso comigo? E , ah seu filhadaputa! Ele ia se ver comigo, ah se ia e muito em breve. Saí de lá tão puta da vida com a cena que acabara de ver que havia esquecido da vontade de urinar. Sorte que havia um toalete lá em cima, não seria obrigada a ver aqueles dois naquela situação pela segunda vez. Fui até o banheiro feminino e fiz o que tinha que fazer, lavei as mãos e saí. Avistei Kennedy no camarote, lindo e maravilhoso com aquela pólo azul que eu tanto gostava, caía tão bem nele. Pedi
uma marguerita para o garçom que servia exclusivamente as pessoas VIPs e ele anotou o pedido. Fui dançando ao ritmo da música - sensualmente - até o Kennedy e este sentiu a minha presença logo de cara. O moreno se levantou, dançando também e se aproximou de mim.
Não deu outra e me puxou rapidamente pela cintura, com uma mão na mesma e a outra, em minha nuca. Senti um arrepio percorrer por meu corpo inteiro e Kenny chegou, (literalmente) chegando. Beijou-me como se estivesse beijando-me pela última vez em sua vida, com uma vontade que perguntei a mim mesma da onde tinha surgido. Selou nossos lábios com força e eu retribuí, obviamente. Passeava as mãos por aquele corpo escultural de Kennedy e não deixava barato, uma vez que ele aproveitou para explorar meus seios, bunda e coxas. Será que eu era tão gostosa assim e não sabia? Bom, deixei isso pra lá e continuei beijando o garoto do corpo incrível à minha frente. Kenny beijava meus lábios avidamente, mordiscando meu lábio inferior para procurar por oxigênio. Desceu seus beijos até meu pescoço e eu finalmente consegui respirar direito, porque colega, aquele sabia deixar uma garota à loucura, e sem ar. Ele se concentrou em meu humilde pescoço, distribuindo beijos, lambidas e mordidas. Aquilo deixaria uma marca bonita no dia seguinte, mas quem estava se importando? Eu, por outro lado, gemia baixinho seu nome enquanto segurava e bagunçava seus cabelos. Kennedy foi conduzindo-me (pelas paredes) até o sanitário masculino, que pelo visto, estava vazio.
Fomos até a cabine reservada para cadeirantes e ele não parava de abocanhar meus seios, à esta hora minha blusa do Beatles encontrava-se no chão do banheiro. Num movimento rápido e ágil, ele me colocou em cima da privada e eu troquei as posições, era a minha vez de comandar aquele negócio. Sentei em seu colo e tirei sua camisa com pressa. Chupava seu pescoço com a maior vontade do mundo, desci meus beijos até seu peitoral definido, distribuí meus beijos por ali mesmo e fui descendo mais... Cheguei ao meu local esperado, fui descendo suas calças juntamente com sua boxer vermelha muito sensual e tirei tudo, deixando-o totalmente nu. Agora vinha a parte legal. Comecei a masturbá-lo com a mão direita enquanto a esquerda brincava com sua coxa, arranhando-a com as unhas. Kennedy já urrava de tanto desespero e prazer. Eu fazia movimentos de vai e vem com a mão direita, levando-o à loucura. Ameacei a por a boca em seu membro, porém só passava a língua de leve na cabeça do mesmo, fazendo movimentos circulares com ela.
- Assim mesmo gostosa, ai delícia... - ele gemia de tanto prazer, mas eu ainda não estava contente com o meu trabalho. Acelerei meus movimentos na base de seu membro, e a mão que estava em sua coxa passou pro seu pênis, completando o movimento da masturbação. Minha boca, no entanto, encaixava-se na sua cabeçinha, sentindo já seu pré-gozo.
Levantei já prevendo o que estava por vir. Tirei minha calcinha, sabendo que se tirasse minha saia não iria dar tempo de aproveitar o ato. Montei em Kennedy e ele segurou forte em minha cintura, penetrando em mim profundamente. Deu mais algumas investidas e eu acompanhei seus movimentos, o moreno gozou logo em seguida.
- Caralho, . – Kenny manifestou-se uns segundos após a gente ter conseguido recuperar o fôlego. Eu ri e olhei pra ele, sentado ainda no vaso sanitário, com um sorriso satisfatório na face, seus olhos encontrando-se com os meus.
- Que foi, po?
- Os meninos sempre comentavam que você era toda gostosa e boa de cama e tal, mas jamais imaginaria algo assim.
- Foi bom pra você, então? – pisquei pra ele.
- Claro que foi! – Kennedy sorriu abertamente pra mim e me deu um beijo demorado.
Uma semana de férias havia passado e eu relembrava em minha mente todas as coisas que tinham acontecido nesses últimos sete dias. Tudo com os meus amigos ficava perfeito, a sintonia era perfeita, o grupo se encaixava e disso nós sabíamos muito bem. Tirando o fato de a vadia ter traído a nossa amizade e a confiança que eu tinha por ela, tudo estava em seus conformes. Deitada em minha cama rosa ‘king size’ olho para o lado, e abro a primeira gaveta de meu criado-mudo, de lá tiro um porta-retrato. Neste tinha uma foto minha e de , se beijando. É. É difícil confessar isso, mas eu ainda não havia superado aquele grande filho da puta. Algo pouco evidente, certo? Vê-lo com a era impossível para meus olhos e meu pobre coração. Eu era uma pessoa muito orgulhosa, de gênio forte e jamais cederia a ele.
CAP. 4 – Still not over, still not enough.
Leeds Festival. O festival mais esperado do ano por todos os jovens e adolescentes que curtem encher a cara, usar drogas e estar com a companhia dos amigos ao som de uma música boa e relaxante. Nós íamos para a casa de campo do Ethan, que coincidentemente era próximo ao local do festival. Porém, como a cidade ficava a quatro horas e meia de Brighton, era muito mais prático e rápido que fôssemos de trem. Infelizmente, as férias já estavam no fim e nós estávamos aproveitando ao máximo os últimos dias. Ouvi berrar meu nome e provavelmente era pra alertar-me de que os meninos já haviam chegado. Terminei de colocar o resto de minhas coisas dentro da bolsa e desci pro primeiro andar. Como era verão em Brighton, resolvi colocar um shorts de cintura alta com uma camiseta do The Kooks por cima. Eu era viciada neles e já que ia vê-los hoje mesmo no festival, ela veio a calhar. Para completar meu visual, um all star branco de couro; e eu estava pronta.
- Nossa , vai arrasar lá hoje hein gata? – disse e deu uma piscadela pra mim. Todos já estavam esperando-me na sala para irmos ao nosso tão almejado destino.
- Claro né, . Sempre arrasando. Se não, como os nossos alvos irão nos notar? Você também não está nada mal, amiga. Uau! – Observei-a a minha frente e minha melhor amiga estava arrasante. Calça skinny preta, - que realçava suas pernas grossas - uma blusa amarela estampada meio agarrada ao corpo, com um colete preto por cima e uma bota bege de salto pequeno, era o visual de . É, muita gente critica quem faz moda, por outro lado, isso nos dá muitas vantagens que as pessoas nem imaginam.
Foi então que eu o vi. estava mais gostoso impossível. Aquele casaco de couro preto me deixava louca e ele sabia muito bem disso. Fazia aquilo pra me provocar e sabia fazê-lo muito bem. Aliás, o que ele não sabia fazer bem e fazia de melhor? Ficar com a minha ex melhor amiga traidora, óbvio. Estávamos indo em direção à porta quando...
Eu notei que ele também reparou em mim, assim como o resto da turma, só que ao contrário dos meninos que disfarçaram os olhares, meu ex namorado na maior cara de pau, aproximou-se perigosamente de mim e sussurrou em meu ouvido ao passarmos pela porta:
- Você consegue se superar a cada dia hein, gata? – E deixando-me totalmente sem chão, foi em direção à rua. que estava ao meu lado viu a situação e disse só pra mim:
- Acho que alguém vai se dar bem hoje, amiga. – Eu sabia muito bem de quem ela estava falando. Minha consciência limpa dizia não, mas a vontade era muito maior, o desejo falava mais alto. Eu queria hoje e o teria comigo. Sem aquela idiota para me atrapalhar. E falando em criaturas indesejadas, enquanto eu pensava com meus botões, batia um papo amistoso com os meninos e Dylan perguntou:
- , cadê a ?
- Dude, acho que ela nem vai hoje não. – respondeu com as mãos no bolso. Ele fazia isso quando estava nervoso ou quando queria esconder alguma coisa.
- E por que não? Vocês não estão mais juntos?
- Não. Eu terminei com ela ontem. – Simples assim. Como se ele tivesse dito algo totalmente normal. mordeu o lábio e seus olhos azuis e hipnotizantes voltaram-se para mim, um arrepio passou por minha espinha. Malditas borboletas no estômago. Vi bufar com isso, no entanto, não me preocupei com esse detalhe. Como éramos em sete pessoas, resolvi contratar uma pequena van para levar-nos até a estação de trem que era um pouco longe da república, inclusive era quase na fronteira de Brighton com uma outra cidade que no momento não consigo me lembrar. A van demorou uns dez minutos para chegar à república e o Sr. Kensington desceu do automóvel para ir me cumprimentar. Sr. Kensington era um senhor muito conhecido e respeitado pela nossa família, minha mãe o conhecia desde quando era jovem e sempre quando ela precisava, ele vinha com a sua van bastante conservada para levá-la a algum lugar.
- Bom dia, Srta. , como está? – Ele cumprimentou-me com um beijo na bochecha e eu dei um meio sorriso.
- Bom dia, Sr. Kensington, estou ótima e o senhor?
- Tudo nos conformes. Vamos indo, então? Para a estação de trem, certo?
- Certíssimo! Quanto vai ficar mesmo?
- Que isso, esta é por minha conta. Conheço sua mãe há muitos anos, é um prazer levar sua filha e seus amigos.
- Ah, obrigada senhor, é muito gentil de sua parte. – Dei meu melhor sorriso a ele e entrei na van, chamando os meninos e para dentro.
A pequena ‘viagem’ que fizemos até a estação fora tranqüila. Tirando o fato que não parava um segundo sequer de olhar para mim de canto de olho, foi tudo ótimo. Ethan dormiu no ombro de Kennedy que obviamente, foi motivo pra tirar foto e a gente zuar com eles. Por incrível que pareça, eu fiquei sossegada em meu canto, ouvindo The Kooks em meu Ipod. Já disse que os olhos de não paravam de se encontrar com os meus? Pois é. Aquilo estava me deixando atordoada. Ele estava me deixando doida. Para a minha felicidade, a estação de trem de Brighton era virando a próxima rua e assim, podia ‘sair’ da vista de . Claro que aquilo era bom pra mim, em certo ponto, pois notava-se que ele também me queria da mesma forma que eu o quero. Porém, eu tinha medo de me apaixonar novamente por aquele canalha e, apaixonar-se não é legal.
Chegamos à estação de trem, o suntuoso relógio de ponteiro marcava 10 horas em ponto. Despedimos do Sr. Kensington e entramos na enorme estação. O trem para Leeds saía em vinte minutos, fomos até a bilheteria e por sorte, conseguimos as sete últimas passagens. Cada um comprou sua própria passagem e nos dirigimos aos banquinhos da sala de espera que havia logo em frente à bilheteria. Os meninos e começaram a papear, porém eu notei algo totalmente incomum. estava muito distante de nós. Não distante literalmente, estava avoado, em outro mundo. Olhava para o chão, como se estivesse muito concentrado em alguma coisa.
Aproveitei essa deixa para me levantar e ir a qualquer lugar que não fosse perto de . Aquele joguinho de olhares já estava me incomodando, e muito. Procurei pela placa de sanitários e direcionei-me até o banheiro feminino. Acompanhada de minha bolsa pouco escandalosa, entrei no local e fiquei de frente ao espelho a fim de retocar minha maquiagem. Falando em banheiros, já reparei que os banheiros de Brighton são pouco conservados e limpos. De qualquer lugar; lanchonetes, pubs, clubs, rodoviárias, qualquer lugar que você fosse, tirando os banheiros dos shoppings, o sanitário era mal conservado e pouco limpo. Eu fico pensando, cadê a vigilância sanitária nessas horas? Enfim, ignorando minhas divagações à parte, retoquei minha maquiagem e passei um blush nas bochechas para dar aquele up em meu rosto. Dei uma última checada em mim mesma e saí do banheiro. Quem eu encontro na porta do mesmo? .
Num movimento rápido ao passo que não havia como me mexer, ele me prendeu na parede, colocando cada braço seu em volta de mim. Eu não sentia mais minhas pernas, minhas mãos tremiam e sua boca me parecia extremamente convidativa àquele segundo.
passou suas mãos por minha cintura e me puxou contra ele, selando nossos lábios. Algo naquele beijo era diferente. A sensação, a intensidade, o modo como ele me beijava era totalmente desigual aos beijos de nosso passado. Não havia como explicar, como descrevê-lo. Se alguém me pedisse para descrever tal sensação daquele instante, seria impossível. Era um beijo apaixonado. Oi? passou uma de suas mãos para meu rosto enquanto a outra permanecia em minha cintura, apertando-a fortemente. O garoto dos olhos azuis hipnotizantes parecia não querer me soltar e muito menos eu queria ser solta por ele. pediu passagem com sua língua quente e eu – obviamente – permiti-a sem algum esforço, o simples toque de nossas bocas se juntando fez com que as borboletas em meu estômago dessem milhões de voltas na minha barriga. Aquele friozinho... Parecia que nossos lábios fora projetados um para o outro e o engraçado é que eu nunca havia notado isso desde a primeira vez que nos beijamos. Fui prensada na parede pelo mais velho, desta vez com um pouco mais de força, e o beijo se intensificou. Foi quando eu me lembrei, meu Deus! Tínhamos um trem para pegar. Interrompi o beijo, mordiscando o lábio de :
- , temos de pegar um trem, se esqueceu? – Eu ri baixo e olhei fundo em seus olhos, minhas mãos pendiam em sua nuca e mais lindo do que ele estava, impossível.
- Ai carai... Verdade. A gente pode se encontrar no banheiro do trem, que tal? – Ele mordiscou seu lábio e olhou indecentemente para mim. Eu ri novamente e sussurrei em seu ouvido:
- Depois que entrarmos no trem, te encontro lá em 10 minutos, ok?
- Demorou. Já disse que a cada dia você se supera? – me respondeu olhando (lê-se: secando) meu corpo inteiro. Deu um selinho rápido em mim e nós fomos em direção à plataforma.
Eu apenas balancei a minha cabeça afirmativamente e fomos andando pelo saguão, como se nada tivesse acontecido. Mas WHATTHEFUCK? Que diabos aconteceu ali? Não podia ter sido somente impressão de minha parte. Olhei o relógio em meu pulso: 10h20min em ponto. Não pensei duas vezes. Peguei a mão de e gritei:
- JONES! CORRE!
simplesmente riu da minha cara e me acompanhou, correndo junto a mim. Corremos até a plataforma 5 que indicava em nossas passagens e o trem ainda não havia partido. Ufa. Que alívio! Avistamos nossos “queridos” amigos, que haviam se esquecido de pelo menos, nos ligar para avisar que o trem já estava lá.
- Onde vocês estavam, hein? A gente estava procurando vocês pela estação inteira. – Foi em coro. , Ethan, Kennedy, Dylan e falaram ao mesmo tempo. Rimos e eu me manifestei:
- Eu estava no banheiro. Já o eu não sei. Onde você estava, ?
- Se você não sabe onde o estava, então por que diabos vocês estão de mãos dadas? – disse ríspido, arqueando sua sobrancelha.
- Porque a gente se encontrou no caminho e saímos correndo pra pegar o trem. – disse por fim. – Aliás, nem pra vocês se darem ao trabalho de nos ligar, né? – Ele fez uma cara emburrada e nós rimos.
Logo que chegamos ao trem, a galera se acomodou em seus devidos lugares e eu fui direto ao banheiro, obviamente. Aliás, quem seria louco de não ir? Deixei minha bolsa em cima do banco vermelho, ajeitei minha camiseta do The Kooks e me dirigi ao sanitário feminino. Abri a porta, estava destrancada e abri-a. Dentro do recinto, aquele deus inglês mais que maravilhoso estava me esperando.
já chegou, chegando, literalmente. Não havia tempo para conversações. Seus braços quentes e seguros encontraram-se em minha cintura, apertando-me forte, fazendo com que eu soltasse um gemido de leve. selou nossos lábios tão rápida e intensamente que nem tive tempo de raciocinar, ele queria me ter, e ia conseguir. Brincava com meus lábios, queixo e pescoço, até que chegou a meus seios e num movimento ligeiro, minha tão amada camiseta do The Kooks encontrou-se no chão do banheiro. Porém, eu não estava preocupada com camiseta alguma e sim, com o deus inglês à minha frente. Junto com a camiseta, meu sutiã também se foi. Agora era a minha vez.
Prensei-o com força na parede do cubículo e comecei a tirar sua calça junto com as boxers. As boxers vermelhas que eu tanto amava, mas eu também não estava preocupada com sua roupa íntima. Aquilo só me atrapalhava, e muito. Abaixei tudo e minhas mãos começaram a masturbá-lo com uma facilidade que até eu me surpreendi. Nisso, já gemia baixo, colocando suas mãos sobre as minhas, dando a entender que pedia por mais. Pelo contrário do que eu costumava a fazer com ele, eu atendi seu desejo. Suas mãos acompanharam o movimento das minhas, intensificando o toque íntimo, senti seu pré-gozo e desci. Abocanhei o membro do mais velho e continuei com a masturbação, as mãos dele permaneceram na base e minha boca se concentrou na cabeça de seu pênis. Intercalava entre movimentos circulares e de vai e vem, foi quando gozou. Lambi seu prazer em volta de seu membro com toda a minha vontade, satisfazê-lo era meu objetivo àquele instante. Engoli seu gozo e voltei à minha posição original, beijando seus lábios. sorriu malicioso com isso, ele sempre sorria dessa forma quando queria demonstrar que curtia o fato de eu engolir seu prazer. Eu não gostava muito, entretanto, eu gostava de vê-lo sorrir por minha causa.
Não demorou muito para recuperar seu fôlego, dois minutos após uns amassos de leve, ele me encoxou. E puta que pariu! Que pegada que esse homem tem, meu Deus. Prensou-me na pia do sanitário – que continha um espelho sobre esta - e começou a beijar meu pescoço, arrancando mordidas intercaladas de beijos. Como já estava sem camiseta e sem sutiã, meu shorts deu um trabalho danado para , havia muitos botões na lateral, então eu ajudei-o com isso. O mais velho se posicionou atrás de mim, colocando ambas as mãos em minha cintura. Não obstante em ter sido chupado por minha pessoa, o mesmo começou a penetrar em minha região anal. Cara, aquilo doeu pra cacete. Acredite ou não, eu nunca havia experimentado. A dor era insuportável. A fim de distrair-me, vendo que eu não estava em uma posição confortável, voltou a me beijar. Inclinei um pouco a cabeça para o lado e encontrei sua boca, beijei seus lábios suave e intensamente, enquanto encaixava-me dentro dele. começou com movimentos leves, pois sabia que eu nunca tinha feito sexo de quatro. Olhei nossas expressões no espelho do banheiro e observei sua face. A dor – pelo fato de eu senti-la - e o prazer misturados em uma só expressão.
Ele continuou com os impulsos e eu tentei acompanhá-lo, mais uma vez, a fim de tirar minha dor e saná-la, passou sua mão esquerda pela lateral de meu corpo e procurou por minha vagina.
Fazia movimentos circulares em meu clitóris e eu já estava tendo um surto epilético (no melhor sentido da coisa) ali mesmo. E não sabia se gritava de dor ou de prazer, porém eu não poderia gritar. O trem inteiro poderia me ouvir. Mordisquei meu lábio com tanta força, que senti uma gota de sangue percorrer por meu queixo. num movimento rápido, beijou meu queixo e meus lábios, intensificando ainda mais a penetração. Ficamos assim por mais alguns minutos, ele penetrando cada vez mais forte em mim ao passo que aumentava a intensidade de sua mão esquerda. Eu já soltava orgasmos múltiplos com ambas as penetrações de . Oh man, he drives me crazy. Pensei comigo mesma, no mesmo segundo que sussurrava em meu ouvido:
- Just say I want you, just exactly like I used to... - Ele diminuiu os movimentos, enquanto uma corrente elétrica passava por meu corpo inteiro, até o último fio de meus cabelos. O mais velho gozou novamente e ambos chegamos ao clímax, ofegantes e sem ar. Virei meu corpo e seus lábios tocaram os meus.
Foi um beijo sem pressa, como se nenhum de nós queria se soltar um do outro naquele instante. sorriu entre o beijo e tocou sua mão em meu rosto, fazendo carinho com o polegar na minha bochecha. Senti-a queimar, dando a entender que eu estava vermelha. Mas é óbvio, ele me deixava assim. Mordisquei seu lábio inferior, sem cessar o beijo, continuei a beijá-lo lentamente. Permanecemos certo tempo assim, até que ele separou nossas bocas e seu olhar foi de encontro ao meu. Senti novamente aquelas malditas borboletas brincarem no meu estômago, argh. Aquela sensação esquisita na barriga, os olhos azuis de que me deixavam hipnotizadas. Aquilo não estava me cheirando nada bem. Mas era tudo tão... Novo. As coisas com ele faziam mais sentido. Seus olhos não se desviaram dos meus por uns bons cinco minutos. Não havia conversa, somente o silêncio. Não era um silêncio constrangedor, havia uma sensação boa em olhar aqueles olhos.
’s POV
- Just say I want you, just exactly like I used to... – Sussurrei no ouvido de e diminui meus movimentos, enquanto senti-a inteira se arrepiar. Senti meu gozo por vir e chegou ao clímax comigo, os dois totalmente sem ar e sem fôlego algum. Ela se virou e eu finalmente a beijei.
O beijo foi lento e sem pressa. Eu não queria soltar dela e muito menos queria se soltar de mim. Passeei meu polegar por sua bochecha, fazendo carinho na mesma. Seu rosto ficou inteiro vermelho, não que eu tenha visto, sabia que ela ficava vermelha quando eu fazia certas coisas. Mordiscou meu lábio inferior e eu sorri com isso, beijando-a devagar. Ficamos um dois minutos dessa forma, quando separei nossos lábios e meu olhar foi de encontro ao dela. É engraçado o modo como conseguia mexer comigo. Em todos esses meses que nós ficamos separados, não havia como não pensar naquele sorriso, naquele corpo escultural, naquela companhia. A companhia que eu não dispensava por nada. Somente quando meu orgulho falava mais alto, mas isso não vem ao caso. Meu amor por ela parecia querer somente crescer, tê-la somente como única. Eu senti que havia concordado apenas com seus olhares. E quando dizem ‘um olhar vale mais do que mil palavras’, realmente têm razão. Ainda não havia chegado ao fim, não era o suficiente para acabar. Haveria um fim?
CAP. 5 – I’m so scared to lose you now.
Eu confesso. Posso ter exagerado um pouco nos meus pensamentos quanto ao . Mas o que posso fazer se não consigo esquecê-lo por nada? Infelizmente, os nossos corpos se atraem de um modo que é quase humanamente impossível de ser explicado. E bem, o amor (credo, palavra horrenda) eu não preciso fazer comentários. Tanto como eu sabíamos que era muito fácil falar para nós mesmos “não sei esquecê-lo (a)”, o difícil era dizer em voz alta. Por outro lado, esquecendo um pouco meu lado orgulhoso, a companhia de era algo muito bom pra mim, ele era meu porto seguro em todos os aspectos. Com ele, a vida fazia mais sentido.
me deu um último beijo demorado antes de sairmos do banheiro feminino. Como eu havia dito anteriormente, não houve conversa alguma, só o silêncio e os olhares falaram por si só. Não precisávamos de palavras aquele instante.
Direcionei-me até meu assento ao lado de , e avistei minha amiga ouvindo seu Ipod rosa ao observar a paisagem lá de fora. Sentei ao seu lado sem nenhum aviso prévio, olhou para sua esquerda e levou um susto:
- Ai amiga, deixa de ser assombração! Que susto você me deu! – a risada dela invadiu o espaço silencioso e eu acabei gargalhando:
- Me desculpe, gata. Não queria atrapalhar seu momento de transe aí. – minha melhor amiga me deu um pedala e nós rimos.
Houve um minuto de silêncio e indagou:
- , onde você estava todo esse tempo, hein?
- Como assim todo esse tempo? Só sumi por meia hora, doida.
- Acho que teu relógio biológico não está funcionando muito bem, né? – ela fez uma careta engraçada e eu ri novamente. – Menina, tu sumiu por uma hora e meia, contando agora. – consultou seu relógio, olhando para mim.
- Caraca... – Coloquei a mão na cabeça, pensativa.
- Vamos! Desembucha! Que você tá esperando pra me contar?
- Er... Eu tava com o , .
- QUÊ? COMO ASSIM VOCÊ ESTAVA COM O , ? – minha melhor amiga fez o favor de dar esse humilde escândalo. Sorte que ninguém ouviu.
- Shiiiiiu, sua idiota! Vê se fala baixo, garota. – Tapei sua boca num movimento rápido e olhei brava para ela:
- Por que você tem que fazer escândalo, me diz? Não é pro trem inteiro ficar sabendo, porra. Que saco, . – emburrei e esta percebeu a merda que havia feito.
- Me desculpa amiga, eu sou tão descontrolada que às vezes, nem percebo as coisas que faço. Você sabe né, não penso duas vezes antes de fazer, sempre faço sem pensar. – murmurou, se desculpando.
- Sem problemas. Mas então, é. A gente transou lá no banheiro. – fiz uma careta e abriu um sorriso de orelha a orelha.
- Own jura, amiga? Que legal! E vocês estão juntos?
- Porra , não faz pergunta difícil. Sei lá, não quero falar sobre isso agora.
- Tá bom então, desculpa. Não está mais aqui quem perguntou.
Eu não queria conversar sobre . Ainda não, era muito cedo e tudo ainda estava muito embolado em minha mente. Precisava de um tempo para esfriar a cabeça. Peguei meu Ipod que se encontrava em um dos milhões de compartimentos que minha bolsa vermelha da Gucci continha e liguei-o no volume máximo. Naive do The Kooks começou a tocar. Música perfeita para o momento perfeito.
Meia hora havia passado num instante e já estávamos desembarcando na Estação de Leeds. Esta era uma estação simples e rústica, sem muito luxo ou exageros. Os meninos pegaram as malas para nós e fomos direto para o carro que nos esperava no estacionamento. O motorista particular de Ethan lá da cidade estava a postos, como eu não entendia muito bem de carros, julguei o automóvel parado como sendo uma mini-limusine.
Leeds era uma cidade relativamente pequena em relação à Brighton, muito parada por sinal. A não ser na época dos festivais, aí sim aquilo era um transtorno.
Finalmente havíamos chegado à casa de campo de Ethan. Era enorme, típica daquelas que se passa em cenário de filmes britânicos antigos. Uma casa tradicional da família dele; o jardim bem extenso com um chafariz suntuoso ao centro, árvores de porte grande espalhavam-se pela grama verde. A casa em si, toda branca com as janelas azuis, não podia deixar de citar os enormes pilares que constituíam a bela entrada do casarão. Deveria ter uns quinze quartos, no mínimo.
O quarto 12, que indicava na porta, dos meninos era logo ao lado do nosso, meu e de , no segundo andar. O terceiro era para salão de jogos, área de lazer e etc. Senti-me em um hotel, literalmente. Aquela mansão era tão vasta que ali se perdia fácil. Nem pensei em segundas intenções.
Resolvi tomar uma chuveirada morninha para relaxar, havia me deixado atordoada, pra variar. Fiz a minha higiene completa; depilei pernas e axilas, passei a minha loção corporal da Victoria’s Secret com aroma de violetas e saí do banheiro para poder usar.
Chame-me de exagerada. Pra quê fazer tudo isso se logo menos, estarei em um show com um monte de pessoas molhadas e seminuas? Não me pergunte o motivo. É óbvio que eu queria estar bonita para o mais tarde. Troquei-me e olhei sobre a cama king size de nosso dormitório, lá estava minha bolsa da Gucci com as coisas necessárias para a longa tarde que nos esperava. Peguei-a e desci às escadas para o andar de baixo.
No hall de entrada, havia sofás e cadeiras para você se acomodar. Sentei em um confortável sofá marrom e comecei a ler a Vogue que estava em cima da mesa de centro. Dez minutos haviam se passado e a galera começou a descer. Primeiro Kennedy, depois Dylan e juntos e finalmente, , Ethan e chegaram.
Já disse que Leeds era muito pequena? Pois é, fomos até o festival a pé mesmo. No caminho, Ethan deu a idéia de comprar bebida num bar próximo ao local. Compramos 1 litro de Jack ’s. Oh dear Jack, good company. 1 litro de Johnny Walker e um fardo de cerveja. Se por um acaso, e este acaso tinha uma probabilidade grande de acontecer, acabassem as bebidas. A solução era comprar lá nos caixas do Festival, porém, era o dobro do preço que havíamos comprado no bar.
Chegamos ao grande gramado verde – que agora estava ocupado por não sei quantas mil pessoas – e aquilo já estava lotado. Não havia começado, ufa. Pelo menos havíamos chegado a tempo. Pelo que eu tinha pesquisado, a minha banda preferida iria tocar depois de Fratellis, ou seja, em segundo lugar. Kennedy achou um lugar para todos e fomos atrás dele, que estava carregando as sacolas do bar, depositou-as cuidadosamente no gramado e sentou-se. Nós fizemos o mesmo e uma conversa espalhou-se pelo círculo.
Meia hora depois quando todos já estavam um pouco alegres, The Fratellis subiu ao palco e começara a tocar sua música mais famosa “ Dagger”. E eu a adorava, acompanhava e dançava à letra junto com John Fratelli:
- I believe that when your dancing, slowly sucking your sleeve that all the boys get lonely after you leave, and it's one for the Dagger and another for the one you believe... – balançava a cabeça ao som da música e quando me toquei, certo alguém agarrava minha cintura com mãos fortes.
Olhei para o lado e dei de cara com . Este apalpava minha barriga como se fosse dele, como se eu não me importasse com isso. Beijava meu pescoço, provocando-me arrepios inexplicáveis.
Quando Fratellis despediu-se da platéia, Luke Pritchard vocal do The Kooks, chegou animando a galera e minha banda preferida iniciou os primeiros acordes de “She Moves In Her Own Way”.
, ainda com as mãos agarradas em minha cintura, sussurrava a letra ao pé de meu ouvido. “I love her because, she moves in her own way”. Senti meu corpo inteiro arrepiar do dedinho do pé até o último fio de cabelo. Ele sabia como me deixar tonta. Não sabia se era o álcool fazendo efeito ou se era cantando baixo perto de minha orelha, mas eu tinha quase certeza de que era a soma dos dois fatos acontecendo simultaneamente. Se não fosse por ele me segurando, eu teria desmaiado ali mesmo.
Estava tão concentrada no The Kooks e em que mal percebi que os meninos e haviam desaparecido do nosso lado. Provavelmente estavam “caçando’’ gente, se é que me entende.
Porém, eu não estava pensando em meus amigos manguaçeiros e sim na pessoa mais cheirosa que eu conheço na vida, atrás de mim. Virei meu corpo pra trás e estalei um beijo bem dado em . Este, que estava esperando eu agir há muito tempo, intensificou o beijo e eu o acompanhei.
Nossas bocas realmente haviam sido projetadas uma para outra. Como o encaixe perfeito. Após longos e intensos amassos, ouvi Luke Pitchard anunciar a próxima música ‘Be Mine’ e eu, com muito esforço, parei de beijá-lo e me virei novamente para o palco. Aquela era minha preferida, não podia perdê-la por um segundo.
, por sua vez, se irritou com isso, mas não se deu ao trabalho de sair dali. Continuou ali comigo, envolvendo seus braços fortes em volta de mim.
No refrão, comecei a dançar lentamente já que a banda decidiu por tocar a canção na versão acústica, segurando as mãos de e entrelaçando-as nas minhas. Comecei a cantar juntamente com a música quando observei as pessoas ao nosso redor e como se todo mundo houvesse combinado, onde eu olhava, um casal apaixonado se abraçava, trocava carinhos ou apenas se beijavam. A noite já havia caído sobre nós e o gramado.
Foi no mesmo instante que eu o ouvi cantar mais uma vez em meus ouvidos, a minha letra preferida:
- I never thought we'd come this far, but then how we come that far? And I won't let them in, cause you’re my lover and not my friend. (N/A: dei uma modificada na música pra encaixar no trecho, ok?) – aquela voz extremamente sexy e apaixonante penetrou em meu ouvido e eu estremeci inteira. Oh God, I need help. Por que ele faz isso comigo? Para me torturar? Só podia ser, não haveria outro motivo. Havia? E ele continuou:
- Nunca houve ninguém a não ser você, . As outras nunca me fizeram o bem que você me faz. As outras não tinham seus olhos verde-mar, – colocou seu dedo indicador carinhosamente em meus olhos – não tinham seu nariz bonitinho, – desceu-o até a linha de meu nariz e deu um riso fraco – não tinham sua boca irresistível. – e terminou de passeá-lo por meus lábios, fez uma pausa.
- E é mais do que óbvio. Não me satisfaziam como você me satisfaz. – Desceu sua mão, tocando meus seios, (o que me despertou um desejo enorme por seu corpo) minha barriga. Finalizou seu “passeio” em minha bunda, apertando a mesma.
Virei meu corpo voltando a ele, entrelacei meus braços em volta de seu pescoço e sussurrei perto de sua boca:
- Nunca houve ninguém?
- Nunca. Só você. Sempre.
- Que bom, pois eu estava prestes a te dizer a mesma coisa. – beijei seus lábios lentamente, sentindo as malditas borboletas no estômago.
- Jura? – ele deu uma pausa no beijo, sem se distanciar, e olhou fundo em meus olhos.
- Juro. Não consigo te esquecer, . E nem posso.
Permanecemos abraçados por um tempo, até que as bandas boas terminaram de se apresentar e as relativamente ruins começaram a entrar no palco. Não é que elas eram ruins, ainda tinham um certo público e tal, mas agüentar vocalista com uma voz podre gritando até a morte, não é pra mim. Sinto muito. também não estava suportando as músicas, então resolvemos voltar mais cedo.
Como era a única que estava com o celular da nossa turma e provavelmente checaria o mesmo se não encontrasse nem eu nem pelo festival, enviei uma mensagem a ela dizendo que nós havíamos saído um pouco mais cedo e iríamos para casa. Na verdade, queria ficar a sós comigo e a recíproca era a mesma comigo. Caminhando até a mansão de Ethan, ele entrelaçou suas mãos nas minhas e aquilo me incomodou um pouco. Não estava acostumada com aquele tipo de gesto, principalmente vindo do meu ex namorado, porém após alguns minutos me acostumei. Estava ainda um pouco sem palavras devido ao acontecimento da noite, havia percebido isso e finalmente falou quebrando o silêncio:
- E aí , curtiu o festival? – olhou-me de lado, coçando a cabeça e eu achei fofo.
- Curti sim. – dei o meu melhor sorriso – E você?
- Também, foi um dos melhores festivais que já fui. Com a melhor companhia do mundo.
- Desde quando você se tornou fofo desse jeito?
- Desde agora. – ele se voltou para mim e me beijou novamente. Mais uma vez aquelas borboletas chatas. me levantou de modo que eu consegui entrelaçar minhas pernas em sua cintura, apoiando-me em sua nuca. Intensifiquei o beijo e ele tentou me acompanhar.
Estávamos sozinhos na rua, era tarde da noite e parecia que a população inteira de Leeds resolvera passar o dia no festival.
Não tínhamos a preocupação de se beijar no meio da rua, afinal não havia ninguém ali. No entanto, uma frente fria percorreu por meus braços e eu arrepiei.
- , estou com frio. – fiz voz manhosa e o olhei com cara de cachorrinho abandonado na porta de igreja. Desci de seu colo e voltamos a andar abraçados.
- Vamos para casa, minha linda. – como de imediato, ele atendeu meu pedido e fomos até a casa de Ethan. Foi uma sensação gostosa e ao mesmo tempo estranha, ouvi-lo dizer “minha linda”, porém se ele mesmo estava dizendo, quem sou eu para julgá-lo?
Chegando ao casarão de nosso amigo, observamos aquele jardim enorme e adentramos no mesmo. comentou sobre os arbustos em forma de desenho, sobre o chafariz e eu achei engraçado o modo como ele reparava nas coisas. Tocamos a campainha e a governanta da casa nos atendeu de forma simpática, deixando-nos entrar.
A vasta escadaria da mansão nos conduziu até o terceiro andar e nós paramos em frente ao quarto dos meninos e sussurrou ao pé do meu ouvido:
- E agora, o que você quer fazer?
- Você que sabe, não estou com muito sono, sabe como é, o efeito da bebida já passou. Não quero ir dormir agora. – dei um sorriso amarelo e o mais velho depositou um selinho nos meus lábios.
- Então eu tenho uma proposta para você.
- Diga, qual seria sua proposta?
- Bom, eu vou tomar uma chuveirada agora, se você quiser descansar um pouco enquanto eu tomo banho, fique à vontade. Depois, se troque, coloque um pijama e me encontre lá embaixo na sala de tevê, pode ser? A gente pode ver um filme, que você acha?
- Claro! Eu estava pensando nisso mesmo. – sorri abertamente e retribuiu da mesma forma, me fazendo derreter inteira por dentro.
Ele enlaçou seus braços na minha cintura e prendeu-me na parede com um pouco de força. Fiquei surpresa com sua atitude e sem tempo de pensar, juntou nossos lábios com uma vontade quase incontrolável de me beijar. Nossas línguas competiam entre si quem se movimentava mais rapidamente, enquanto nossas mãos exploravam cada pedacinho de nossos corpos já tão conhecidos um pelo outro. Mordisquei seu lábio inferior, cessando o beijo e sussurrando em sua orelha:
- Hey, guarda um pouco pra depois, Mr. . – provoquei-o, dando mordidas no lóbulo dele.
- Assim você me mata, . Não consigo resistir. – proferiu suas palavras quase que num sussurro e eu despedi dele com um selinho.
- Até daqui a pouco, lindo. Nos encontramos lá embaixo. – dei uma piscadela e joguei beijo no ar, indo em direção ao meu quarto.
CAP. 6 – Uncovered lies
Era evidente que eu não queria deixá-lo ali daquela forma, pobre . Porém, eu também não poderia deixar meus sentimentos transparecerem, poderia? Não podia simplesmente esquecer meu orgulho.
Fiz o que me pediu, aproveitei para tomar um banho quente, já que em Leeds, esfriava um pouco à noite. Separei minha lingerie preferida e uma camisola da Victoria’s Secret, tomei-as em mãos e primeiramente, vesti a lingerie, me observei no espelho ao lado da cama. Estava mais do que satisfeita com meu corpo.
Segundo meu Deus inglês dos olhos , eu tinha um corpão violão. Meus seios eram fartos, a cintura fina combinada com a barriga definida, e as coxas grossas. Graças às minhas aulas de pilates, minhas pernas eram bonitas. De invejar qualquer menina por aí. E de provocar desejo em qualquer homem que me visse. Sorri feliz vendo a reflexão de meu corpo e passei um perfume da Gaultier, terminando de me arrumar.
Desci ansiosa até o primeiro andar, pensando no que estava tramando para mim ou, para nós naquela madrugada. estava parado em frente à televisão de plasma gigante, com a cabeça inclinada e provavelmente, escolhendo algum DVD para nós assistirmos. Cantarolava uma música qualquer e eu fui aproximando-me lentamente até sua direção sem que ele me percebesse ali. Abracei-o carinhosamente por trás, espalmando minhas mãos em seu peitoral definido e depositei beijos no seu pescoço. Os pelos de sua nuca arrepiaram-se instantaneamente e eu aproveitei para subir e beijar a orelha de . Sabia o quanto aquilo o deixava louco, enquanto distribuía mordidinhas de leve em seu lóbulo, mordiscou o lábio inferior e sussurrou:
- Você sabe que não pode me fazer essas coisas, não sabe, ?
- Hum, não sei. – me fiz de desentendida – Por que não?
- Porque você pode causar certas conseqüências.
- Ah é? E quais seriam elas? – Era legal brincar com ele e entrar nesse joguinho.
- Essas. – Em um movimento muito rápido, o mesmo agarrou minha cintura com força e me jogou no sofá que havia atrás de nós. Encaixou suas pernas entre meu corpo e avançou no meu pescoço, distribuindo fortes chupões que eu tinha certeza que aquilo deixaria marcas no dia seguinte, porém, eu não me importava. Aquilo com certeza estava me deixando maluca. Agarrava minha cintura, distribuía chupões por meu pescoço e colo, quando fez menção de tirar minha blusa. Eu o interrompi:
- A gente não ia ver filme, não, ?
- Porra, . Justo na hora que eu tava me divertindo?
- Sim. Você sabe que eu gosto de te provocar. – dei um sorriso malicioso e dei um último beijo nele, antes de começarmos a ver realmente o filme.
pegou uma coberta para não sentirmos frio, colocou “De Volta para o Futuro” no DVD e sentamos no sofá. Sentamos uma ova, pois eu deitei no seu colo e este ficou passando os dedos em meu cabelo, o que eu achei um gesto fofo já que a gente quase nunca tinha momentos românticos, a maioria deles era só sexo, provocação e amassos. É claro que quando a gente namorava, havia aquelas situações mais românticas e tal, mas nada como aquilo que eu sentia agora.
Eu acabei adormecendo antes da metade do filme e me acordou com beijinhos na orelha. Eu não tinha a plena consciência do que estávamos fazendo ali. Afinal, ele me amava? Talvez, eu não era a única ali totalmente confusa e perdida em relação aos meus sentimentos. Não sabia se havia um limite entre nós. Se havia, qual seria ele? Até então, havia me dito que nunca houve ninguém a não ser eu mesma, porém ele podia estar mentindo sobre aquilo somente para me conquistar novamente, certo? No entanto, aquelas suas palavras me pareceram tão verdadeiras e convincentes...
Refleti um pouco mais enquanto trilhava um caminho de beijos de meu queixo até minha testa. Foi então resolvi, para quê ficar com o benefício da dúvida?
- ... – o chamei, olhando para cima a fim de encontrar seus olhos penetrantes.
- Sim? – este prestava atenção em algo à sua frente que não era o filme.
- O que você disse para mim lá no festival... Erm... Foi sério?
- Sobre não ter existido nenhuma mulher a não ser você? – ele corou e eu sorri fraco, me ajeitando no sofá para poder ficar à altura de seus olhos.
- Sim, sobre isso. Era tudo verdade?
- Por que não seria? Aliás, por que eu mentiria pra você sobre um assunto tão sério como esse, ? – me transmitiu segurança e conforto e eu não consegui conter o sorriso de orelha a orelha.
- Já que você tocou neste assunto... Eu precisava te contar algo. – fez uma cara séria, pensativo, como se estava prestes a medir as palavras que iriam sair de sua boca.
- Conte-me, o que é?
- Aquele dia no luau da praia, eu só peguei a porque me contou o que tinha acontecido entre vocês dois lá na república. Eu fiquei puto demais e como já estava bêbado, beijei a na sua frente, para dar o “troco” e obviamente, eu queria te deixar com ciúmes, né? A raiva falou mais alto que a razão, mas isso não justifica ter feito isso. Me perdoa. – ele terminou cabisbaixo, com a respiração descompassada, brincou com seus próprios dedos e esperou por uma resposta.
- lindo, olhe para mim. – desviou seu par de olhos de seus dedos para mim e eu tive de me segurar para não desmaiar ali mesmo.
- Você não me deve satisfações alguma. O que você fez ou deixou de fazer com a aquele dia, não é problema meu. Tudo bem que ela foi uma completa vadia filha da puta por ter ficado contigo, sabendo que a melhor amiga dela ainda tinha certos sentimentos em relação a você. – senti minhas bochechas queimarem e continuei – Mas acho que já está mais do que na hora de eu te contar o que realmente houve entre eu e Ethan, no dia da praia. – franziu o cenho, confuso.
- Hum, o que realmente aconteceu?
- Acontece que... Aquele dia que nós brigamos eu simplesmente odiei o fato de saber que você estava com a razão e eu, muito orgulhosa, não conseguia admitir para mim mesma de que você estava certo, era muito difícil pra mim. – assentiu com a cabeça, sorrindo fraco pra eu continuar – Então, eu fiquei puta da vida e saí muito rápido de sua casa, peguei meu carro e dirigi feito louca até a praia. Dentro do carro, eu tinha uma garrafa fechada de vodka, não pensei duas vezes pois a insanidade estava em alta na minha mente, e levei-a para a praia. Bebi-a inteira pois queria esquecer dos meus problemas. Foi então que Ethan apareceu lá e me encontrou daquela forma. Só que tem uma coisa.
- Hum. Que coisa?
- Ethan roubou um beijo de mim, porém eu não retribuí e ele quis me beijar à força, machucando um de meus braços. Foi no instante que nos pegou e gravou aquela maldita cena. Só que se você reparar... o vídeo que gravou tem no máximo três segundos de nós “se beijando” – fiz aspas para dar ênfase onde eu queria chegar – , você precisa acreditar em mim, só fez aquilo pra fuder com a nossa relação! E fez muito bem ainda, aquele filho da puta. Resumo da história: Ethan me beijou e eu não o retribuí! Na verdade, eu nunca te traí. que fez a sua cabeça, para nós nos separarmos.
ficou atônito e estático. Parecia que eu estava a frente de uma daquelas estátuas antigas de mármore ou algo assim. Ele tinha todas as características possíveis para ser uma estátua, ele é lindo, seu rosto é perfeito e seu corpo... Nem se fala. Porém, ele ainda permanecia daquela forma, sem se mexer. Oh meu Deus, eu havia paralisado o menino!
- ? Você está bem? – abanei a mão no seu rosto e ele piscou duas vezes. Ufa, eu não tinha matado o garoto.
- S-sim. – ele gaguejou, provavelmente não estava acreditando na verdade anteriormente dita por mim. – Quer dizer então que você nunca me traiu? – somente sua boca se movimentava agora, o resto de seu corpo ainda paralisado pelo choque psicológico.
- Sim, é isso mesmo que você ouviu, .
- Quer dizer então que durante estes sete meses, eu vivi toda uma completa e redonda mentira e ainda fiquei estes sete meses sem você? – parecia uma bichinha falando, mas era tão bom saber que eu fazia falta a ele.
- Erm... Infelizmente, sim.
- AQUELE FILHO DA PUTA. COMO ELE PÔDE FAZER ISSO COMIGO? EU MATO O HARRY. Deixa ele aparecer aqui pra ver o que lhe acontece. – se alterou e eu arregalei meus olhos, me lembrando que havia pessoas dormindo àquela hora da madrugada.
- Calma, meu lindo, vamos se acalmar, ok? Amanhã a gente resolve esse assunto sobre o , tá bem? Não quero que você fique alterado justo agora.
- Tá certo, . Não vou ficar me desgastando à toa, justo agora que estou com você, me perdoe.
- Sem problemas. Então, você acredita em mim?
- Mas é claro. Acredito sim, minha linda. Fico feliz que esclarecemos isso. – ele voltou a sua original expressão e sorriu abertamente para mim, mostrando seus dentes perfeitos.
- Sim, eu também. Estou mais aliviada. – dei meu melhor sorriso a ele e puxei-o pela nuca, selando nossos lábios em um beijo ardente e cheio de desejo. O mais velho retribuiu da mesma maneira, puxando meu corpo contra o dele e intensificando o beijo.
O mais engraçado de tudo era que, em sete meses após o término de nosso namoro, sem ter uma conversa decente com , aquela tinha sido a mais longa e proveitosa. Eu estava feliz como as coisas estavam fluindo entre nós, algo finalmente estava dando certo e isso era um ótimo sinal. After all, apaixonar-se nem era tão ruim assim. Ele definitivamente, era meu porto seguro. Onde tudo era melhor e fazia mais sentido.
Após alguns minutos de intensos amassos no sofá da sala de tevê, meu ex (e agora, futuro) namorado cessou o beijo, mordiscando meu lábio inferior e sussurrou em meu ouvido:
- , eu conheço um lugar daqui que podíamos ir onde ninguém possa nos encontrar. – ele disse sensualmente em tom de voz baixo, tentando me seduzir, é claro que ele sempre conseguia.
- Ah é? Mas ninguém mesmo? – dei um risinho baixo, mordiscando meu próprio lábio.
- Sim, ninguém. Vem comigo. – pegou na minha mão e me levou até o último andar do casarão, do qual se tinha a área de lazer, salão de jogos, fliperama e todas essas coisas de jogar e se divertir. Neste andar, havia mesa de sinuca, de ping-pong, futebol de botão e mesa para jogar cartas. Tive um pensamento extremamente malicioso àquele momento.
- Posso saber qual foi o motivo de o senhor ter me trazido aqui? – olhei-o séria e ao mesmo tempo brincalhona.
- Pode e deve. – ele riu fraco e me deu um selinho rápido – Me lembro de uma vez que estávamos brincando de verdade ou desafio na república, quando ainda namorávamos, e te perguntou qual era sua maior fantasia sexual, e o que você respondeu?
- Mesa de bilhar.
- Bingo.
Ele me conduziu até a mesa de bilhar e um sorriso malicioso foi surgindo em minha face. Ele não havia esquecido, quer dizer, até eu não lembrava desse dia e nem o que havia respondido. Mas o que eu disse era fato, minha maior fantasia com certeza era fazer na mesa de sinuca. E como vocês bem sabem, não era sinuca que nós íamos jogar. E sim, algo bem mais divertido e prazeroso.
Eu não fazia idéia de como não estava cansado, afinal o nosso dia fora muito agitado, acordamos cedo, viajamos para cá e ainda fomos para o festival. Ele não se cansava nunca? Aquela energia era inacreditável, sempre estava disposto para tudo, especialmente sexo, e como se fosse gripe, ele passara essa energia para mim.
passou seu olhar a meus olhos e eu sorri maliciosa. Este me conduziu vagarosamente até a mesa e colocou-me sobre ela, começando a dar beijos em meu pescoço. Ele sabia que aquele era meu ponto fraco. Ele sabia que a mesa podia ser meu ponto fraco, devido à fantasia. Ele sabia: ele era meu ponto fraco. O mesmo tinha a plena consciência de todos estes fatos e aproveitava-se disso a fim de me levar à loucura.
O desejo surgia, o fogo subia e a paixão apenas aumentava em nossos corpos cheios de energia. sugava e deixava marcas em meu colo e pescoço, permanecia em pé por entre minhas pernas. Peguei em sua nuca e aproximei-o de mim, acabando com a distância entre nós, beijei seus lábios finalmente. O mais velho intensificou o beijo, mordiscou meu lábio inferior e enquanto isso tirava minha camisola às pressas. Jogou-a em qualquer lugar do chão e voltou sua boca, agora, aos meus seios.
Brincava com eles como se fossem bolas de qualquer outra coisa que você possa imaginar. Deu atenção ao esquerdo, chupava-o com uma vontade incontrolável e intercalava as chupadas com lambidas e mordidas de leve. Inclinei minha cabeça a fim de aproveitar àquele momento e tomei seus cabelos em minhas mãos, bagunçando-os.
me olhou com carinho, pedindo permissão e foi descendo seus beijos à minha barriga. Chegou à minha calcinha da Victoria’s Secret, a qual ele amava e jogou seu olhar mais malicioso impossível sobre mim. Dei-lhe permissão e foi tirando minha roupa de baixo vagarosamente, achei um toque fofo, pois com ele era tudo às pressas e desta vez, era diferente. Distribuiu beijos ali em baixo quando já havia finalizado de despir-me.
Senti-me em desvantagem, eu era a única nua naquele salão. Não tive tempo para pensar e agir com , uma vez que o mesmo já introduzira um dedo em minha vagina, massageando-a. Inclinei minha cabeça mais ainda na mesa e acabei deitando sobre ela. subiu em cima do meu corpo, indo ao meu ponto faço. Penetrou dois dedos. Três. Eu já gritava seu nome alto e soltava gemidos abafados por sua mão. Sua boca encontrava-se no meu pescoço, seu dedo indicador, médio e anelar em meu clitóris e vagina. Intercalando os movimentos pra cima e pra baixo, deixando-me extasiada.
Ele começou a despir-se e uma música baixa invadira o espaço que antes era ocupado pelo silêncio. Somente após a quebra do mesmo que pude notar a presença de um rádio no canto esquerdo do salão. Sensual Seduction de Snoop Dogg começou a tocar e desviou-me a atenção.
Seus olhos encontravam-se nos meus e ele fazia uma dança extremamente sensual ao passo que tirava sua camisa branca. Jogou-a no chão e virou o corpo para eu poder vislumbrar aquela figura monumental à minha frente. era magro, porém tinha uma bundinha... De se invejar qualquer garoto e despertar desejo em qualquer mulher que o visse. Mexia e remexia o quadril, levando-me ao delírio, aquilo definitivamente não acabaria bem.
Resolvi deixá-lo terminar o strip, uma vez que estava nos divertindo. Um sorriso malicioso brotou em nossos lábios e ele terminou de tirar sua roupa, revelando o grande volume que estava por trás de suas boxers. Aquilo me deixou excitada, obviamente, com uma vontade enorme de tê-lo àquele segundo. Como se pudesse ler meus pensamentos, avançou em cima de mim e nossos corpos entraram em uma espécie de fusão.
Senti seus dedos procurarem por minha entrada e ele achou-a facilmente, massageando meu clitóris. Sentia minha vagina já molhada, ansiando por sua penetração. Levantou-me num impulso e sem aviso prévio, penetrou-me. Pressenti que aquilo estava incomodando-o, doendo para e ele precisava se livrar daquela dor urgentemente. E meu trabalho era justamente libertá-lo deste sofrimento, afinal, eu também o queria.
Nunca imaginei que transar em cima de uma mesa de bilhar fosse tão satisfatório. Ou melhor, jamais imaginaria que aquilo poderia realmente acontecer. O resto da noite com vocês já podem imaginar como terminou. Creio que tenha sido uma das minhas melhores noites ao lado dele. E não por causa do sexo, também não é assim, nesta altura do campeonato isto era o menos importante. estava diferente e provou para mim que havia mudado. Não era mais o de antes. Mas... Seria isso possível?
Continua…
N/b: Meu, essas meninas querem matar a beta do coração! Não é possível!
Eu super gamo nas cenas mais ‘hots’ quue elas escrevem, estou quase tendo surtos aqui! auehaeuhaeuhua!
Então galera, comentem, afinal elas merecem certo?
Qualquer erro emailme:cah.teague@gmail.com ou ‘tuitem-me’: @CarolinaDonahue.