Breakdown day: Escape
Autor: Ulrich
Beta-Reader: Mah

Prólogo: Eu não me arrependo de nada na minha vida, mas só queria que fosse mais tranqüila.
Quando o caos começou, eu tinha objetivos e pretendia cumpri-los.

Capítulo 1: Adolescência

Olá, meu nome é Ulrich Sofner Cervatti e a partir de agora eu conto minha futura vida.
Tenho 24 anos, estudo na faculdade do Japão, com meu melhor amigo com uma vida quase tranqüila.
Eu e Junior (melhor amigo) estudamos juntos, nos alistamos juntos, fomos para guerra juntos, quase morremos juntos. Nós devemos a vida para o outro desde a infância.
Nossa amizade ficou mais forte no alistamento quando fomos para o mesmo lugar, sinceramente, nunca um viu o outro em “ação”, mas nós éramos diferentes. Junior era como fogo: rápido, agressivo, agia por instinto; eu, como tinha problemas de respiração, era como uma lápide de gelo: forte e calmo, uma verdadeira barricada.
Éramos uma dupla perfeita: ataque e defesa, fogo e gelo.
Nos levaram para o Vietnã, a guerra não acabou. Os dois lados queriam acabar com isso. Numa última batalha, nos designaram para proteger uma base, era suicídio; ela era o centro de todos os ataques.
No primeiro ataque Junior corria e atirava em todos que via, eu, que estava com uma Barret cal. 50, do meu tamanho, dava cobertura para ele. Nós achamos que seria fácil. Duas semanas depois, eu corria junto à ele, reconhecendo a área, mas não aguetnava o ritmo. Era perigoso demais, estava escuro, quieto demais.
Do nada vi uma granada voando em direção ao Junior, não pensei duas vezes, corri o mais rápido que pude; e com toda a minha força, joguei Junior em um lugar seguro. Perdi meu braço, e a única coisa que vi, foi Junior ficando louco, atirando em tudo, mas tudo estava escuro... Morte honrosa.

Acordei num hospital três dias depois, a guerra tinha chegado ao fim; os americanos venceram, mas eu não estava feliz. Quando voltei para casa, minha mãe chorou muito, e me contou que se não fosse pelos primeiros socorros de Junior, eu não sobreviveria. Fui visitá-lo, ele ficou muito feliz ao me ver bem ( sem um braço, claro ). Fale que não era nada, que compraria uma prótese militar. Meus Deus, tinha 19 anos.

Agora tenho 20, me recuperei completamente. Minha prótese agüenta um recuo de uma arma, agüenta 100 quilos, mas não estou mais na guerra. Uso luva na rua, ninguém percebe que sou um veterano de guerra de 20 anos. Não ligo, tenho meu melhor amigo.

Tenho uns armários de armas, só por precaução. Sou meio anti-social.
Junior e eu entramos na faculdade, em mecânica. Alugamos uma casa perto do campus. Nunca ninguém foi nos visitar, não queríamos pessoas lá. Nossa casa tinha armas demais. Queríamos uma vida tranqüila.
Essa tranqüilidade não durou muito.

Capítulo 2: O Começo do Fim

Sentava ao lado da janela, na frente do Junior. Vimos uma agitação na frente da faculdade; parecia que alguns professores queriam espantar uma pessoa estranha. Um professor se feriu, alguns minutos depois, o mesmo tentou atacar os outros professores.
Olhamos aquilo, e nos levantamos. O professor implicou, mas o ignoramos. Peguei uma amiga pelo braço, pedindo para ela me seguir, ela me perguntou o porquê. Fui ao salão de depósitos dos clubes; Junior foi ao clube de kendo. Voltei ao mesmo lugar com uma espada de madeira, Junior voltou com uma faca. Um garoto o seguiu, não ligamos. Andamos arrastando a garota, que não entendia o motivo.
Chegamos em frente à faculdade, e parecia que tínhamos voltado no tempo da guerra. Tinha pessoas sendo atacadas por outros alunos, tinha sangue em todo o lugar. Pessoas normais não agüentam, a garota vomitou, assim que ela se recuperou, saímos correndo para o telhado. Junior tinha ido pegar mais armas, depois de ver a situação.
Cheguei ao telhado muito cansado (maldito problema de respiração), no mesmo instante, Junior chegou com facas de cozinha. Não eram facas militares, mas davam pro gasto.
No telhado tinha o clube de astrologia, que tinha uma escada. Fechamo-la com coisas, enquanto pensávamos.
A garota, que se chama Yuu e era namorada do Junior, perguntou o que estava acontecendo. Respondi que não sabia.
Junior, que olhava a batalha lá embaixo, foi à minha frente e me pediu para analisar a situação (era o jeito de Junior me pedir para dar um jeito de sairmos dali).
Olhei o lugar com olhos de estrategista. Quando olhamos a escada, ela estava cheia desses “zumbis”. Contei meu plano para o Junior, enquanto a garota se escondia. Peguei a mangueira de incêndio, Junior abriu a barricata; derrubei todos os zumbis. Saímos correndo. Quando chegamos ao corredor, nos escondemos.
Vimos um garoto fugindo “deles”. Ele parecia feriado, mas não era grave. Do nada o garoto morreu, e virou um deles. “Então só precisa de um ferimento para morrer” – pensei.
Voltei para onde Junior me esperava, e contei o que eu vi. Junior repetiu o que eu falei para a garota, que estava em pânico.
Corremos para a estrada da faculdade sem que ninguém nos visse. Olhei para a entrada e falei:
- Não dá para passar sem que eles nos vejam. – Então olhei para o estacionamento e vi um carro que servia. Virei para a garota. – Vamos abrir caminho para o estacionamento.
Corremos sem que ela respondesse. Peguei uma faca em minha mão, e em outra peguei a espada de madeira. Corremos. Eles eram em muitos. Lutei, lutei e lutei.
Um zumbi mordeu meu braço.
- Ele vai se transformar num deles. – A garota gritou, e Junior começou a rir sem parar.
Chegamos ao carro, fiz ligação direta e corremos.

Capítulo 3: Ruas de sangue

Enquanto corríamos no carro roubado, a garota perguntou muito alto:
-Por que ele não se transformou num deles?
Junior riu e falou para mim:
- Nunca pensei que isso te salvaria. – Ele rasgou a manga da minha blusa, e mostrou minha prótese.
A garota ficou pasma, e perguntou gaguejando:
- O-o-o que aconteceu com você?
- Eu e Junior lutamos na guerra do Vietnã. – Respondi.
- Mas como? Vocês só têm 24 anos.
- A guerra é cruel. – Respondi.
Chegamos a nossa casa, entramos, pegamos armas, facas e suprimentos.
- Por que vocês têm tantas armas? – Yuu me perguntou.
- Somos militares.
Colocamos tudas as coisas no meu Hammer H2, com suporte para metralhadora. O comprei com o dinheiro da venda das medalhas de ouro, prata e honra ao mérito que conquistamos.
Colocamos a metralhadora no suporte, e corremos em direção ao aeroporto.
Já eram quase dez horas, as ruas lotadas de sangue, corpos e zumbis. Passamos por cima de tudo. Olhei para a ponte que precisávamos passar, ela estava bloqueada por policiais japoneses.
- Esses policiais são muito moles. – Falei.
- Tem uma parte rasa do rio por onde podemos passar. – Junior apontou a direção.
- Ok. – Respondi.
- Tenho um amigo militar que mora por aqui. Podemos passar essa noite lá. – Junior sugeriu.
Seguimos até esse tal amigo, paramos em um prédio de pessoas civis, até que vi um laser de Scope no meu peito.
- Sou eu, Junior. – Ele falou.
Vi uma luz em um apartamento do quarto andar, mas não vi ninguém. Fomos até aquele apartamento, e batemos na porta.
- Jack. Jack. Abre a porta. – Junior falou.
A porta abriu sozinha, era um apartamento comum, até que vi uma garota só de calcinha e uma blusa curta na cozinha.
- Jack! Mais sexy que o normal. – Falou Junior.
- Quem é ela?! – Yuu perguntou.
- Minha ex-namorada. – Respondi.
Chamei Junior para conversamos.
- Que porra é essa? Você me traz logo para a casa dela!
- Pensei que ela podia ajudar. – Ele respondeu.
- Esquece. – Falei, entrando de novo no apartamento.
Ele não sabia que ela havia tentado me matar depois que terminamos.

Capítulo 4: O pior de tudo é...

Lá estava eu no chão da sala tentando dormir, quando sinto uma coisa pesada em cima de mim. Mikari (Jack é apelido, o nome dela é Mikari) estava sentada em cima de minhas pernas.
- Por que terminamos mesmo Ulrich? – Ela perguntou.
- Você me deu um tiro. – Respondi.
- Você está tão sexy... Quero transar. – Ela falou.
- Você está bêbada. – Retruquei.
- Ninguém vai ouvir uma rapidinha.
- Não. – Falei calmamente.
De repente eu comecei a tremer. Estava passando mal.
- Você tem algum doce? – Perguntei tremendo.
Ela foi à cozinha, e trouxe um potinho de algum doce que eu não conhecia, o comi e voltei ao normal.
- O que você tem? – Ela perguntou.
- Tenho abstinência de açúcar. – Respondi.
- Você estragou o clima. – Ela falou enquanto abria a porta do seu quarto.
Ela voltou para seu quarto, e eu consegui dormir.
No dia seguinte, eu estava arrumando os suprimentos quando percebi que tinha uma Barret cal.50 na sacada, a mesma arma que ela usou para mirar o laser. Peguei-a e coloquei junto com os suprimentos.
Fui ao quarto da Mikari, ela ainda dormia. Devia ter bebido ontem. Não a incomodei.
Quando voltei para a sala, Junior estava com um uniforme militar com colete.
- Aonde tem esses uniformes? – Perguntei.
- Naquele armário. – Ele respondeu.
Vesti o uniforme, coloquei a pistola na vestimenta, coloquei a alça da metralhadora nas costas e voltei à sala.
- Você transou com ela? – Junior me perguntou, depois de um tempo.
- Tive ataque de abstinência. – Respondi.
- Caramba, essa doença é foda. – Ele exclamou.
Yuu saiu de um dos quartos e perguntou:
- Aonde vamos?
- Aeroporto. – Falei.
Peguei a Barret, e com a scope olhei a rua.

Capítulo 5: Irrigação de sangue

Estava pior que ontem, havia muitos deles, abarrotavam as ruas. Pela scope vi um homem com uma garotinha batendo desesperadamente na porta de uma casa, estava pedindo ajuda. A porta abriu, um cara com uma faca em uma vara apunhalou o homem que caiu.
A garotinha gritou, atraindo os zumbis. Corri para a sala e gritei para o Junior:
- Pega a barret e me cobre! – Corri para o Hammer, e fui até o local.
No lugar havia muitos deles. Peguei minha metralhadora das costas, e mirei na faixa das cabeças. Atirei até os números abaixarem. Corri até a garotinha que chorava, e a coloquei entre meus braços. Tinha zumbis nas minhas costas, com o peso eu não conseguia reagir. Até que percebi que balas vinham e acertavam os zumbis. “Junior” – pensei.
Fechei o portão e subi no muro, estava muito cansado (maldito problema de respiração). O lugar estava cercado.
Peguei duas granadas, e joguei.
- Tampe os ouvidos! – Gritei para a garotinha, me jogando do outro lado do muro.
Fiquei surdo com a explosão, olhei para a menina, ela chorava, mas eu só escutava aquele maldito zumbido.
Corri para o Hammer, pisando nos restos dos corpos que explodiram. Uma verdadeira irrigação de sangue.
Dirigi até o apartamento, atropelando os zumbis que via pelo caminho.
Estava um pouco tonto por causa da explosão. Cheguei ao prédio, levei a garotinha ao apartamento e me joguei no chão. Me joguei no chão, não ouvia nada. Aos poucos minha audição voltou ao normal. Ouvi parte da conversa com a garotinha.

Capítulo 6: Como está sua família?

Ela se chama Alice, aquele que morreu esfaqueado era seu pai. Ela chorava muito.
- E aí? Tá ouvindo? – Perguntou Junior.
- To, mas meus ouvidos estão doendo. – Reclamei.
- Vai passar. – Ele me tranqüilizou.
Depois de uns cinco minutos, eu levantei, e pela primeira vez eu reparei na menina. Ela era loira, e devia ter uns sete ou oito anos.
Segui para o banheiro com o objetivo de lavar o rosto, mas aquele zumbido maldito ainda não havia desaparecido por completo.
Mikari foi até a porta, que estava aberta, com o rosto preocupado.
- Você está bem? – Ela perguntou.
- Nunca estive melhor. – Menti para mim mesmo. Sentei-me no vaso sanitário.
- Mas sua orelha está sangrando. – Ela falou.
Em um gesto de me levantar, peguei um pano e limpei o sangramento.

Já totalmente recuperado, eu colocava as armas e suprimentos dentro do Hammer.
Avisei que íamos partir logo.
Junior desceu, seguido da garotinha, Yuu e Mikari, que tinha trocado de roupa; agora ela usava uma regata branca, calça jeans com acessórios para colocar duas pistolas e uma metralhadora nas costas. Minha cowgirl.
Já com todos dentro do carro, segui novamente em direção ao aeroporto.
Depois de uns 15 minutos de atropelamentos, cheguei em uma rua estreita; ela tinha um carro capotado bloqueando a passagem. Olhei pelo retrovisor e vi o caminho livre, baixei meu olhar para a marcha, que não queria engatar a ré; quando olhei novamente pelo retrovisor, eles haviam bloqueado a nossa traseira. Estávamos cercados.
Rapidamente, eu e Junior subimos no buraco no teto do carro, feito especialmente para isso.
Costas as costas, nós atirávamos em tudo o que podíamos, mas eles eram muitos, estavam subindo no carro.
Pela minha contagem mental, minha munição já estava acabando.
- Alguém me dá um pente (munição) ! – Gritei.
Não deu tempo, já estava sem balas. Tive que dar coronhada até a garotinha tímida me entregar um pente; recarreguei a arma e voltei a atirar.
Tive um pressentimento de soldado.
- Saima do carro! – Gritei com toda a minha força.
Em dez segundo, já estávamos correndo entre as casas. De repente, um carro com o capô pegando fogo bateu no Hammer, que explodiu.
Com a explosão, fomos jogados no chão, não deu tempo; estávamos cercados de novo.
Apertei o gatilho, mas a arma não disparava. Ela tinha emperrado. Estávamos cercados.


Capítulo 7 - O preço da vida

Vi Mikari no chão com a alça da sub-metralhadora na parte da frente. Me joguei ao seu lado, agarrei a arma e puxei o gatilho.
Cada disparo da arma dava um recuo na área dos seios de Mikari.
Com certeza machucaria, mas ou era um machucado, ou nossas vidas.
Abaixei os números e levantei gritando:
-Lavantem seus moles.
Corremos até um shopping que eu e Junior conheciamos.
Ao chegarmos lá, encontramos sobreviventes. Algo raro.
Umas 12 pessoas ao todo; uns velhos, uma policial, 2 do que pareciam Yakuza , e uns bandidos. Ninguém ligou para nós, afinal, eu escondi as armas. Sem elas, pareciamos pessoas normais. Um erro comum.
Nos dividimos e fomos procurar o que poderia ser útil.
Eu e Mikari fomos para o andar superior quando a policial chegou até nós. Ela parecia novata, estava super nervosa.
-Olá, sou a oficial Mitsuyo e eu vou tentar proteger todos vocês. Não cause problemas, ok? - Ela se afastatou para fazer algo.
Quando eu e Mikari passamos por uma loja de colchões, ela me perguntou:
- Posso descançar um pouco?
- Tá, mas não faça barulho, ok?
Ela foi até o colchão mais próximo e deitou. Segui até uma loja de esportes para ver se conseguia um mapa.
Peguei o necessário e retornei à loja de colchões.
Um daqueles bandidos estava ameaçando Mikari com uma faca.
- Nesse fim de mundo não se acha muitas gostosas por ai. Eu quero sexo.
Enquanto ele falava, eu montava a corda para enforcá-lo.
Até que chegou a policial notava.
- Larga a arma e solta ela. - Ela falou.
- E se eu não o fizer? - Responder o cara.
Ela tirou do bolso uma pistola. Ela era muito novata na minha opinião.
- Vamos policial corajosa, atira! - Falou o cara.
- Larga a arma. - Repetiu a policial, suando devido à pressão.
Cheguei por trás do cara, e com a corda cruzada, o enforquei.
Ele tentava puxar a corda.
- É inútil, já afundou no seu pescoço. - Falei, puxando mais a corda.
Quando ele soltou a faca, eu afrouxei a corda; para ele respirar.
O cara tossia, agarrando o pescoço.
- Se você fizer de novo, não haverá misericordia. - Ameacei-o.
Ele saiu correndo, a policial chegou até mim.
- Muito obrigada, não sei o que aconteceria comigo. - Falou aliviada.
Fiz um "de nada" mudo, ela entendeu e saiu.
- Você está bem? - Perguntei a Mikari.
- Agora sim, obrigada. - Respondeu ela.
Pedi para ela me seguir até a enfermaria do shopping.
Ao chegar lá, pedi para que ela tirasse as roupas.
- Agora quer transar? - Perguntou ela, sorrindo.
- Não, só quero tratar dos seus machucados. - Respondi o mais carinhosos possível.
Ela não tirava as roupas, fazia striptease. Tive que me esforçar muito para levar a sério.


Capítulo 8 - Intervenção
Quando terminou o show, peguei uma faixa que se colocava sobre o machucado.
- Vire-se. - Pedi.
Quando vi suas costas, ela estava cheia de machucados. Passei os medicamentos e fiz o curativo.
Passei a mão em seus seios, na área dos machucados. Passei os medicamentos e coloquei uma gaze.
- Estique sua perna. - Pedi como um bom doutor.
Me sentei na cadeira, esperando para examiná-la.
Foi quando ela sentou-se em meu colo e começou a me beijar.
Desta vez eu retribui, abraçando-a. Nos deitamos na maca e começamos nossos jogos de prazer.
Mikari estava deitada ao meu lado.
- Acho que está na hora de voltarmos.
Levantei e coloquei minhas roupas.
Descemos e encontramos com Yuu e a garotinha.
- Ei! O que estavam fazendo? Vamos logo! - Ela falou.
- Achamos vários bugs em uma loja, vamos.
Já estávamos armados e prontos para ir.
- Espera, eu vou ligar para minha casa, ver se tem alguém lá. - Yuu falou de repente.
Ela começou a discar o número, quando eu vi pela janela.
- Jammer! - Gritei para Junior.
Já entendendo, Junior pegou o celular de Yuu e jogou-o longe.
- O que aconteceu? O que é Jammer? - Ela perguntou confusa.
- Olhe pela janela. - Respondi.
Ela foi até lá.
- Não estou vendo na... - Do nada, algo explode no céu.
Todas as luzes das casas apagam.
Yuu olha para o celular dando curto circuito.
- Isso ia fritar sua orelha, cuidado.
- Mas o que é Jammer? - Ela perguntou ainda mais confusa.
- Míssil antimíssil. - Respondeu Junior.
- Frita tudo que é elétrico. - Complementei.
- Vamos esperar até de manhã.
- Mas por quê? Ainda nem anoiteceu. - Perguntou Yuu.
- Você vai entender quando anoitecer.
Quando a noite caiu, Yuu entendeu o recado. Ela olhava a janela sem ver absolutamente nada.
Já que os zumbis são atraídos pelo som, a cidade estava completamente silenciosa. Se fizesse algum barulho ou usássemos armas, todos iriam até nós.
Quando amanheceu, Junior foi a uma loja de peças de carros.
Saiu de lá com várias peças que eu não reconhecia.
Abriu o capô de um carro, e começou a mexer. Quando eu conheci Junior, eu tinha 12 anos, ele era mecânico.
- Provavelmente eu sou o único mecânico da cidade, só nós vamos fazer barulho, então temos que ter cuidado. - Avisou Junior.
Novamente prontos e armados, nós partimos na silenciosa cidade.
Depois de uns 20 minutos, chegamos ao aeroporto, não havia nenhum avião, muito menos piloto.
- Temos que sair da cidade. Vamos até aonde o Jammer explodiu.
Pegamos o carro e dirigimos até sair da cidade.

Continua...

N/B: Qualquer erro, me mandem um e-mail: mah_ffadd@hotmail.com