Por: Bells M.
Beta-reader: Carol Silver


O1


entrou pela porta da pequena casa silenciosamente. Olhou tudo ao seu redor, era o mesmo cenário à muito tempo... mas tudo a sua volta eram detalhes relevantes. Olhou ao fundo e viu apenas os pés de sua mãe deitada na cama, seus olhos aguaram ao lembrar a terrível cena que a atormentava todas as noites durante seu sono.

- É você querida? – perguntou do quarto.
- Sou eu sim mamãe. – respondeu caminhando em direção ao quarto e limpando os olhos ao mesmo tempo.
Adentrou-se e seu coração se espremeu como sempre. Desde que o trágico acidente ocorrerá, tirando a vida de seu pai e de sua irmã, sua mãe havia ficado entrevada em uma cadeira de rodas.
- Como você está mamãe? – perguntou sorrindo.
- Entrevada nessa cama, mas estou bem...
- Não fale assim... eu não gosto. – disse em um tom amargurado.
- Arranjou emprego filha?
confirmou com a cabeça, sorriu.
- E onde é?
- Não muito longe daqui mãe... vou poder vir até em casa fazer o seu almoço... – disse a garota com simplicidade.
- Não esquente com isso... estou me virando muito bem ! Já me acostumei com a cadeira de rodas alem de tudo...
- Prometo que daremos um jeito nisso... – disse abraçando a mãe.
- Não há o que ser feito ... já me conformei com o meu estado querida.

acariciou os cabelos da filha com delicadeza e ternura, fechou os olhos tentando lembrar-se de como aquela casa era feliz, mas tudo era passado e apenas via tristeza e dor no olhar de sua mãe. Que nunca mais seria o mesmo.

O2


jogou-se em sua cadeira, pegou o telefone.

- Não quero mais ser incomodado. – disse à secretária.
Olhou o suntuoso escritório ao seu redor, isso não significava mais nada à ele. Seus 26 anos pesavam como se fosse 50 e tinha visto a vida passar sem fazer absolutamente nada. Olhará ao seu redor e a única coisa que viu foi uma vida totalmente vazia. Sem família, sem muitos amigos de verdade e com mulheres que se interessavam apenas em seu dinheiro. Olhou o seu relógio mais uma vez, já estava na hora de ir para casa... pegou o terno, a pasta, arrumou alguns papéis e saiu.

- Não volto mais hoje! – disse à secretaria.
- Sim senhor, me pediram para avisar que já contrataram a nova designer. – falou a secretaria.
- Ah sim... ok... obrigado por avisar!
- De nada Sr. .

não se importava muito com quem era ou deixava de ser contratado, pois a única coisa que queria era o lucro e seu prestigio continuo no mercado de jóias e moda. Sua vida lhe cansava e causava um tédio inimaginável. Entrou em seu apartamento.

- Que bom que chegou, !
Germana era a mãe que ele nunca havia conhecido, sorriu ao ver a senhora o esperando.
- Cheguei mais cedo hoje...
- Sorte a sua criança! – respondeu a senhora com um sorriso amável no rosto.
- E por que? Posso saber?
- Com toda a certeza! Preparei o bolo de chocolate que você gosta... e ainda está dentro do forno!
- Com sorvete? – perguntou sorrindo como uma criança.
- Claro que sim... quer que eu prepare para você?
- Não... eu vou comer na cozinha mesmo Germana!

O3


acordará disposta a dar o melhor de si nesse emprego que lhe custará tanto para conseguir. Tinha a faculdade de designer há algum tempo, mas sempre trabalhara como Profissional Livre, mas com a mãe naquelas condições não podia se dar ao luxo de não ter um dinheiro certo todo o final de mês. Chegou cedo em frente ao grande prédio de fachada espelhada com os dizeres “Wayland”. Pouca coisa sabia sobre seu trabalho em si, apenas que trabalharia do 12º andar e que seria uma das três designer de jóias da empresa e mais nada. entrou na sala e viu que uma das mesas já encontrava-se ocupada. Uma bela moça de cabelos pretos de olhos azuis agora a mirava.
- Que bom que você conseguiu o emprego ! – disse a moça indo em direção a .
- Nem me fale ! É como um sonho... como você ta? E o ? E a minha afilhada?
- Uma pergunta de cada vez né?! Estamos todos bem... e a sua afilhada anda falando muito de você! – disse sorrindo.
- Não sei nem como te agradecer ! – disse um pouco sem jeito.
- Pelo que?
- Por ter me ajudado com esse emprego!
- Não tem nada o que agradecer... sei que você faria a mesma coisa por mim e pelo ! – disse sorrindo
- Pode ter certeza que sim... qual é a minha mesa ?
- A de frente para a minha!
se ajeitou na grande mesa à frente da de . Tinha tudo o que precisava ali, pequenos alicates e uma boa lupa, além dos papéis para poder desenhar as jóias.
- Mas como andam as coisas com a sua mãe ?
- A ... não sei... ela está cada dia mais triste... – disse enfadonha.
A conversa foi cortada com a entrada de uma moça de cabelos extremamente escuros e dona de um rosto angelical, mas ao mesmo tempo determinado.

- Olá ! – disse sorrindo para a moça – Está é , comentei com você lembra!?
- Claro que sim ! – respondeu sorrindo – Oi , tudo bem? Sou !
- Oi ... creio que a já nos apresentou... – disse com um sorriso gentil no rosto.
- ... – começou – eu fiquei encarregada de te mostrar todo o serviço, por isso é bom começarmos logo...
- Claro... – disse .
- Se precisarem de mim é só pedir um help*! – disse se dirigindo a sua mesa.
- Ainda trabalhando naquele projeto ? – perguntou .
- É... o me deu um bom desafio dessa vez! – respondeu ela sorrindo.
indagou com o olhar, e fez um gesto de “depois eu te explico”.
*Help = Ajudar/Auxiliar/Socorrer/Assistenciar.

O4


chegou no mesmo horário de sempre na empresa, colocou sua maleta em cima da espaçosa mesa, mal se sentará quando a secretária entrou em seu gabinete.

- Bom dia Sr. – disse a moça com delicadeza.
- Bom dia Odete, como estão as coisas por aqui?
- Tudo ocorrendo como o planejado. A nova designer já chegou.
- Pode me passar a ficha completa dela? – perguntou ele indiferente.
- Claro que sim Sr. . – disse Odete saindo.
- Mais uma coisa...

Odete virou-se para encarar o patrão.
- Quero ver essa moça depois do almoço aqui no meu escritório.
- Como queira. – disse a secretária saindo.
Minutos depois recebeu um fax.

Nome:
Idade: 22 anos
Estado Civil: Solteira

Aqueles dados eram mininos, tinha que saber quem exatamente trabalhava com ele. Principalmente no cargo que estava sendo ocupado. pegou o telefone.
- É só isso que você sabe sobre ela Odete? – perguntou em tom seco.
- Sim senhor..
- Como assim só isso? Não tem mais nenhuma informação?
- Trabalhou a vida inteira como profissional liberal na parte de disigner, nunca teve um emprego fixo, e mora por perto.
- Isso já é alguma coisa... mas quero todas as informações possiveis sobre ela. Sabe o que fazer não!?
- Sei sim senhor . – disse Odete rapidamente.

desligou, encostou em sua cadeira e pela primeira vez pensou como seria ter uma família de verdade. Com esposa e muitos filhos. As vezes achava que isso nunca aconteceria, era cercado de mulheres que presavam seu corpo acima de tudo tendo todas elas os valores retorcidos. Respirou fundo, gostaria de ter um filho logo, mas não queria adotar. Será que alguma mulher estaria disposta a ceder seu corpo para gerar um filho para ele?

O5


Os dias foram se passando e seguia com o seu trabalho tranquilamente, totalmente absorta no que estava fazendo quando notou a entrada de uma moça pequena, de aparencia macilenta que parecia estar a par de todas as coisas que aconteciam na empresa entrou na sala onde estava trabalhando. Ela dirigiu-se diretamente a , parando em frente a mesa.
- Olá , sou Odete. Secretaria do Sr. . – disse a moça com um sorriso no rosto.
já esperava pela visita dela. Tinha sido avisada por . Respirou fundo antes de responder, apesar de saber do que se tratava o fato dela estar ali na sua frente à examinando de cima a baixo.

- Em que posso ajuda-la? – perguntou educadamente.
- O Sr. quer vê-la...
- Quando? – perguntou educadamente.
- Ainda hoje de preferência...
acenou com a cabeça indicando indiferença. Tinha acabado de começar a trabalhar, apenas duas semanas de trabalho, por isso não tinha ainda nenhuma encomenda especial que precisa-se de um afinco cuidadoso.
-Ele quer vê-la depois do almoço... pode ser? – perguntou Odete.
- Claro que sim... por mim tanto faz.
A secretária sorriu para e que a olharam sem fazer nenhum tipo de comentario.
respirou fundo, olhou pedindo ajuda para as amigas.
- ! O que eu faço? – perguntou com um tom de desespero em sua voz.
- Primeiro se acalma! – disse no lugar de .
- A tem razão ... o não é nenhum bicho de 7 cabeças... – disse com graça
- Até pode não ser... mas ele é o chefe caramba! – falou .
- E o que tem isso haver ? – perguntou .
- Como assim o que tem haver ?
- ... não da para te entender... tá com medo do que?
- Ah sei lá ... e se ele não for com a minha cara?
- Não fala uma besteira desse – falou .
- Me conta como ele é! – pediu .

e sorriram e as encarou. ostentava um olhar sonhador e se abanava com as mãos e apenas ria olhando a amiga.
- O que se passa? Uma de vocês pode me contar? – perguntou impaciente.
- Voce nunca viu o ? – perguntou indignada.
- Não...
- Ah meu Deus! – falou exasperada – como não, nossa! Não sabe o que está perdendo!
- Do jeito que voce fala é como se ele fosse um deus grego... – disse sorrindo.
- Mas é ! – disse se abanando – Você não tem ideia do quanto, ele é um dos homens mais bonitos que eu já vi na vida...
- Prefiro o . – disse sentando-se em sua mesa.
- Mas é claro né !? – disse rindo – Você está casada e muito bem casada... não pode ficar olhando para os lados.
- Pera ai, casada sim MAIS cega jamais! – disse rindo.
- Concordo com voce ... – disse – mas me diz, ele é assim gostoso?
- Bota gostoso nisso , ele é perfeito! – disse se abanando rapidamente.
- Mas como ele é? – perguntou séria.
- Fisicamente? – perguntou zombando.

riu, ficou séria novamente.

- Eu falo... – disse – a já está de graça... é só falar no que ela fica assim, toda animadinha...
- Idiota! Vai chegar um primo dele... tá sabendo? – perguntou sentando-se em sua mesa.
- To sabendo sim... – respondeu – mas isso não interessa...
- Se for tão lindo e gostoso como ele me interessa sim! – respondeu a moça soltando uma risada delicada.

O6


saiu do carro e entregou as chaves ao manobrista. Estava sendo esperado, não gostava de se atrasar, mas tinha sido um pequena emergencia. Entrou no luxuoso restaurante e avistou a moça loira que o esperava.

- Me desculpe Maryse... – disse se sentando.
- Nenhum problema querido... como andam as coisas? – perguntou ela displicente.
- Está tudo sobre controle... quando voce vai me contar realmente o que aconteceu com os meus pais? – perguntou ele impaciente.
- No dia em que você me encontrar e não me perguntar nada a respeito. – disse ela de maneira suave e imponente.
- Eu detesto essas respostas vagas – disse ele pouco a vontade.
- Eu sei disso, mas ainda nao é o momento...
- Nunca é o momento.

A discussão foi interrompida com a chegada do garçom trazendo o cardápio. olhou para a mulher que estava a sua frente. Aparentava ter seus 50 anos, mas ao certo ninguém sabia... ela era a unica provavelmente que sabia como sua familia simplesmente desaparecera por completo sobrando apenas ele e mais ninguém.

- Eu vou partir . – disse Maryse.
- Para onde? – perguntou à encarando.
- Para algum lugar da Europa.
- Isso não resolve muita coisa.
- Não ficarei muito tempo longe.
- Esse “não ficarei muito tempo longe...” é quanto?
- Isso eu já não posso dizer, nem eu mesma sei ao certo. Apenas é o que posso lhe informar querido.

odiava ser tratado como criança, mas perto daquela mulher qualquer homem se sentiria um nada. Devia ter sido realmente bonita quando mais jovem, lembrava dela apenas daquele jeito. Com algumas pequenas rugas que tinham aumentado de forma acentuada nos ultimos meses.

- Andas muito estranha Maryse – disse tomando um gole de vinho.
- Impressão sua querido.
- Se achas então não lhe contrariarei, tia... – disse ele de modo seco. – Não posso me demorar hoje.
- Por que? – perguntou ela com interesse.
- Tenho que conhecer a nova disigner que contratamos... – disse ele displicente.
- não é?
- Como sabe?
- Palpite. – disse ela sorrindo.
- Eu detesto isso Maryse!
- Você detesta muitas coisas querido. Sei disso, mas tem certas coisas que não devem ser faladas se é que me entende...
- Não, realmente eu não entendo. As coisas sempre foram estranhas na minha vida.
- Pode até ser, quando estiver preparado saberá... agora não tenho muito tempo.
Terminemos de almoçar logo...
- Por que a pressa? – perguntou desconfiado.
- Embarco ainda hoje.

O7



- Pronta ? – perguntou .
- To, vocês me ajudaram um pouco... – disse ela sorrindo.
- Sei que não foi muito – falou – principalmente eu que fiquei o tempo todo me abanando...

riu da amiga, mas nada disse. Deu um sorriso e respirou bem fundo, olhou mais uma vez para o relógio que estava em seu pulso.
- Tá na hora é melhor eu não me atrasar. – disse . – estou bem vestida?
- Já respondemos que sim! – disse rindo.
- Tá bom! Escutei, mas é sempre bom conferir!
- Uma coisa ... – falou .
- O que ?
- Cuidado... ele é charmoso demais!– disse ela tentando não soltar uma gargalhada.
- Pode deixar! Seguirei os seus conselhos amiga! – disse ela levantando-se e saindo da sala.

pegou o elevador e subiu até o ultimo andar, o que não eram muitos acima do seu. Lhe pareceu uma eternidade, não gostava muito de elevadores, lhe davam uma certa fobia, mas nada que não fosse besteira de um pequeno trauma de infância. Saiu em um hall luxuoso, nada se parecia com os andares a baixo, tudo muito tranquilo e bem decorado. Se aproximou da mesa do que parecia ser a recepção e lá estava a secretaria dele.

- Ele já chegou? – perguntou .
Odete levantou o rosto e encarou por alguns segundos.
- Já, – respondeu. – vou avisar que a senhorita já chegou.
sorriu e manteve-se em pé. Viu a secretária pegar o telefone e trocar um pouco mais do que meia dúzia de palavras com o interlocutor. Ela colocou o telefone novamente no gancho e olhou para .
- Pode entrar Srta , ele já está a sua espera.

A Secretária a acompanhou até a porta do escritório do Sr. . Até o nome lhe parecia tão imponente quanto todo o poder que ele tinha de fato. respirou mais uma vez profundamente e entrou na sala. Muito bem mobilhada em tons de mogno apenas. estava de costas, parecia olhar entretido pela janela.
o examinou rapidamente, podia notar que era bem mais alto do que imaginará e tão forte quanto lhe contará. Agora queria ver o rosto dele. Ah sim... era o que mais esperava depois de tanta propaganda por parte de . se virou rapidamente e os olhares se encontraram pela primeira vez. Não sabiam ao certo por quanto tempo ficaram se medindo até que ele resolveu quebrar o silencio agonizante que pairava sobre a sala.

- Boa tarde Srta. sou . – disse ele estendendo a mão formalmente.
- Boa tarde. – disse ela tentando não reparar em mais do que devia.
- Bom gostei muito dessas suas duas semanas de experiência... – disse ele sentando-se em sua cadeira. – sente-se, por favor.

sentou-se de frente para ele. Sem duvida tinha um magnetismo enorme que simplesmente a estava prendendo. Não sabia ao certo que estava acontecendo, apenas que tinha vontade de ficar admirando-o o tempo inteiro, mas não era para aquilo que estava ali e sim para saber se iria continuar empregada ou não.
- Bom... – pigarreou ele.
apenas o encarou, mas nada disse.

- Quero que você continue trabalhando para nós , você será de grande utilidade para a nossa empresa...
- Que bom que o senhor pensa assim.– disse ela com um sorriso lhe brotando no rosto. se encantou com o sorriso da moça que estava na sua frente, nunca nenhuma mulher lhe sorrirá com tal sinceridade. Mas todas eram iguais, ela não seria diferente. - Bem, o seu salário você pode acertar com o RH, – disse ele mexendo em uns papéis. – e uma vez por mês eu peço um relatório...
- Já me informaram sobre isso. – disse ela humildemente.
- Então está bem, qualquer coisa lhe chamarei.

levantou-se e o mirou mais uma vez. Imaginou-se beijando-o, chacoalhou a cabeça antes que transparecesse o que estava pensando.

- Tudo bem com a senhorita? – perguntou à olhando.
- Aham – respondeu corando.
- Mesmo? – perguntou ele a mirando.
- Sim senhor, com licença... – disse o mirando uma ultima vez antes de sair.

passou a mão no rosto em forma de reprovação perante seu chefe. O que ele teria pensando dela. Acenou para a secretaria, apertou o botão do elevador e lhe pareceu ter esperado milhares de segundos. Entrou afobada, deu apenas uma ultima olhada de relance em direção a sala de antes de finalmente a porta se fechar.

O8



permitiu-se ficar por longos segundos repassando a cena que acabará de acontecer. parecia ser uma moça dócil, frágil e sincera, mas ao mesmo tempo podia ter identificado em seu olhar algo como determinação. pegou o telefone.

- Peça para Anne vir o mais rápido que puder – disse ele a Odete.
Tinha que descobrir absolutamente tudo sobre , talvez ela se encaixasse em seus planos. Mas como persuadi-la a entrar neles era a questão. Tinha que achar alguma coisa obscura em , algo que a forçasse fazer o que ele quisesse.
Se alguém perguntasse a ele o por quê de ser , certamente não teria o que responder, algo dizia a ele que tinha de ser ela. Era ridículo fazer o que estava fazendo apenas em nome de ter uma família. Para uns seria loucura, um tanto banal, mas não para ele. Sua necessidade de ser amado por alguém realmente era grande, nunca tivera ninguém que fosse completamente dele, mas um filho sim. Seria dele, ele o teria gerado.

O telefone de sua mesa tocou avisando que Anne estava prestes a entrar. Ele levantou-se quando a porta abriu, mostrando uma moça muito bonita. Com traços firmes e delicados.
- Como vai Anne? – disse ele beijando a mão da mulher.
- Muito bem... por que me trouxe aqui ? – perguntou ela direta.
- Quero que você faça uma coisa para mim.
- Claro... – disse a moça cruzando as pernas de modo sensual. – O que tenho que descobrir dessa vez ?
- É simples dessa vez Anne, – disse ele entregando um papel – quero que descubra tudo sobre essa pessoa...

A moça leu atentamente todas as informações contidas no papel.

- O que você quer com ela afinal ? – perguntou a moça examinando as informações.
- Mais tarde saberá Anne. Por enquanto é tudo...
- O que você quer exatamente saber?
- Já lhe disse, absolutamente tudo o que puder me informar...
- ... – falou a moça em tom baixo.
- Isso mesmo, seu nome é .– falou ele cuidadosamente.

XXXX

saiu do escritório apressada, tinha ficado fazendo o balanço do mês. Todas as suas criações tinham que ter relatórios específicos para serem entregues para o Sr. . Pegou o primeiro taxi que viu passando na rua. Olhou na porta de sua casa e assustou-se.

- Meu Deus... – disse ela se aproximando da moça estirada em sua porta abaixou-se, a moça ainda respirava, mas com certa dificuldade. Colocou sua bolsa no chão e com muita força conseguiu colocar a moça dentro de casa.
- Mãe! Me ajude aqui por favor! – disse desesperada.
apareceu esbaforida na sala em sua cadeira de rodas.
- O que aconteceu aqui filha?
- Eu não sei mãe, a encontrei-a na nossa porta.- disse colocando a moça no sofá.
saiu correndo e trouxe um pedaço de pano embebido em álcool e aproximou-se do nariz da moça. Aos poucos notaram que ela estava tomando consciência novamente. e respiraram aliviadas. Acompanharam com apreensão a moça aos poucos acordando.

aproximou-se como pode da moça que as olhava assustada.
- Oi querida. Eu sou e essa é minha filha ...
A moça nada disse.
- te encontrou na porta de casa e te trouxe aqui para dentro.
A moça ensaiou um ‘obrigado’ com os lábios. notou um hematoma perto da boca e algumas escoriações nos braços.
- Mãe... vou pegar alguma coisa para passar nos machucados dela. – disse .
voltou rapidamente com a caixa de primeiros socorros.
- Qual o seu nome? – perguntou .
A moça pensou um momento, parecia estar totalmente perdida.
- Eu lembro que me chamam de Mary Ann...
- Você mora aonde Mary Ann? – perguntou .
- Eu não sei. – disse a moça confusa.
- Você não lembra de nada? – perguntou .
- Não... a única coisa que me lembro é que levaram a minha bolsa. – disse ela passando as mãos suavemente sobre o roxo do canto esquerdo da boca.
- Tudo bem querida.– disse fraternamente – não fique nervosa...
fez um gesto quase que imperceptível a e saiu da sala, dirigiu-se ao quarto e encostou a porta.
- O que vamos fazer mamãe? – perguntou largando-se em cima da cama.
- Como assim o que vamos fazer ?! Não podemos simplesmente jogar ela na rua... Vamos ficar com ela pelo menos até que melhores desses ferimentos.
- Mas mal conhecemos ela mamãe...
- Eu entendo sua desconfiança, mas essa moça precisa de ajuda.
- Eu sei que precisa, podemos levar ela até a delegacia...
- Podemos fazer isso amanhã, mas hoje não. Deixe a moça dormir e alem do mais amanhã é sábado.
- Tudo bem mamãe, como quiser.

Voltaram a sala e a moça encontrava-se de pé olhando os porta-retratos na estante um pouco acima da TV. Olhava tudo como se quisesse absorver tudo o que era possível.
- Mary Ann... você quer ficar com a gente essa noite? – perguntou amavelmente.
- Eu não quero incomodar... – disse ela quase sussurrando.
- Não ria nos incomodar. – disse . – Ficará conosco quanto tempo for necessário e se você quiser amanhã te levaremos na delegacia para fazer um B.O.
- Preciso lembrar quem eu sou. – disse a moça vagamente.
- Não se preocupe com isso!– disse sorrindo – você vai ver que logo vai se lembrar, se importa de dormir no meu quarto?
- Claro que não ... – disse a moça cabisbaixa.
- Vem que eu te mostro o quarto. – disse .

deu a Mary Ann tudo que ela precisava para se sentir confortável.
- Você dormirá aqui, pode ser? – perguntou mostrando a cama ao seu lado.
- Muito obrigado. Será que eu... eu posso tomar um banho? – perguntou timidamente.
- Claro que sim. – disse lhe entregando uma toalha.

CONTINUA ...

N/A: Oi pessoinhas *-* ain, eu estava vendo o comments de voces e que bom que alguns estao gostando da fic aqui :DD por enquanto irei continuar postando mais vamos ver no futuro né?! Ve se isso vai pra frente IJOASIJAOS anyways, mais uma att pra voces xuxu’s q 3BJS :*

N/b: Ahh nem preciso dizer que estou adorando essa fic né? *-*
Então, comenteeeeem pessoas! ;D
E qualquer erro por favor: cah.teague@hotmail.com