ANOTHER PLACE TO FALL (Tradução)


Capítulo 129

"Você não deveria estar voltando ainda!" disse a devagar, seguindo sua irmã até o banheiro dela.
", eu estou bem" respondeu firmemente. "Eu não posso ficar mais nessa casa. Vai fazer um mês, eu estou entediada de ficar aqui por tanto tempo. Sério, eu preciso sair".
"Então vá caminhar!" bradou frustrada ", você não deve voltar a trabalhar".
"Eu quero, e eu vou" disse a ela, passando por ela e descendo os degraus depressa.
a seguiu, continuando a falar mesmo quando estava colocando sua jaqueta e apoiando a bolsa sobre seu ombro.
"Vejo você depois" anunciou, batendo a porta com muita força e fazendo parar de falar abruptamente.
rolou os olhos, caminhando para dentro da sala de estar, onde assistia televisão com , desenhos barulhentos brincando através da tela.
"Deus, ela me faz subir pelas paredes às vezes" resmungou, sentando ao lado de .
ouviu sua voz, a olhou e inclinou sua cabeça até ele "Sim, isso mesmo, ... Sua mãe me deixa louquinha"
Ambos e riram quando sorriu simplesmente, voltando sua atenção para a televisão. puxou pra perto dele, correndo sua mão pelas costas dela calmamente.
"Eu sei que você está preocupada, mas ela ficará bem" ele disse a ela "Ela teria que voltar ao trabalho algum dia"
"É, eu imaginei" respondeu. Ela inclinou sua cabeça até e ele beijou seus lábios suavemente, sua mão tocava em suas bochechas enquanto sua língua deslizava pela dela. suspirou durante o beijo, entrelaçando seus dedos nos cabelos dele. Ela mordiscou os lábios dele rapidamente antes de se afastar e encostar sua cabeça no ombro dele. Ela olhou pela janela enquanto a tarde começava a ser esboçada, ainda preocupada com .
Enquanto isso, empurrou a porta do pub para que abrisse, respirando profundamente enquanto caminhava pelo bar. Havia nós em seu estômago. Um sentimento de nervosismo estava se instalando nela. Ela queria voltar ao trabalho, ver alguém além de e . Mas não quis falar a sobre o quão apreensiva ela estava se sentindo, sabendo que isso poderia dar a outra razão para que ela ficasse em casa. sabia que precisava fazer algo para tirar sua mente do que havia acontecido, e trabalhar pareceu ser a melhor opção. Largando sua bolsa e o sobretudo na saleta de funcionários, fez seu caminho pelo o bar rapidamente. Havia um homem que ela não reconheceu por ali, falando com dois clientes. Ele lhes deu o troco, fechando a caixa antes de se voltar para .
"Hey!" ele a cumprimentou, apertando sua mão "Eu sou Jake"
"" ela respondeu, apertando a mão dele de volta.
"Prazer em conhecê-la, " Jake sorriu "Eu comecei ontem. Você trabalha aqui há algumas semanas, certo?"
balançou a cabeça em resposta e ele sorriu novamente antes de voltar a servir outros clientes. o observou, estudando seus traços. Ele era um pouco mais velho que ela... supôs que ele estivesse por volta dos vinte-e-cinco. Seu cabelo loiro era curto e meio espetado, e seus olhos azuis eram vastos e brilhantes. A luz dançava pela sua pele, fazendo-a parecer cada vez mais prominente. Quando ele riu de algo que o cliente dissera, seus olhos estreitaram, todo o seu rosto brilhava. se encontrou sorrindo, mordendo o lábio quando ele a olhou.
"Então, como é aqui?" Jake perguntou, se instalando ao lado dela e passando os olhos pelo bar lotado.
"Aqui é normal" sacudiu os ombros "Isso depende. Algumas noite podem ser entediantes, outras noites podem ser animadas"
"E como essa noite está sendo?" Jake perguntou a ela, seus olhos brilhavam quando ele olhou pra ela. Um sorriso brincava em seus lábios e sorriu timidamente. Antes que ela tivesse tempo de responder, ele saiu para atender um cliente. e se pegou o observando novamente.


Capítulo 130

"Eu não acredito nisso!" sorriu, colocando alguns copos no balcão enquanto Jake continuava a falar.
"É sério!" Jake disse a ela "Eu não sei como eu estou admitindo isso"
Ambos riram quando Jake terminou de contar outra história sobre a sua vida. Uma semana havia se passado e eles estavam trabalhando juntos todas as noites. se sentia completamente aliviada com ele, os dois conversavam como se já se conhecessem há anos.
"Eu acho que isso é tudo" concluiu, correndo os olhos pelo bar. Ela apanhou sua bolsa e a jaqueta sobre a mesa perto da porta. Olhando ao seu redor mais uma vez, ela apagou todas as luzes, deixando o bar vazio na escuridão. Jake segurou a porta aberta pra ela enquanto eles saíam do bar, naquela tarde de verão. trancou a porta rapidamente, voltando a achar Jack atrás dela. Ela sorriu pra ele suavemente, comandando os passos pela calçada.
"Eu te dou uma carona, você quer?" Jake ofereceu, se inclinando para seu carro.
"Não, está tudo bem" balançou a cabeça "Eu moro a poucos minutos daqui"
"Certo, você está com pressa?" Jake perguntou "Nós podemos comer alguma coisa?"
"Eu não sei..." vacilou, olhando o seu relógio.
"Eu te pago um sanduíche" Jake disse, rindo "Talvez algumas batatas-fritas... Mas não posso prometer"
sorriu, balançando a cabeça "Ok, por que não?"
Quinze minutos depois, eles estavam andando perto do Rio Tâmisa, com sanduíches gordurosos nas mãos. sentou em um banco, seus olhos percorrendo a água escura, luzes refletindo na superfície.
"Eu amo vir aqui à noite" ela disse suavemente "É lindo"
"É, eu sei o que você quer dizer" Jake concordou, sentando ao lado dela.
tentou ignorar o fato de que ele estava sentado muito perto dela, sua perna roçando na dela. Eles ficaram em silêncio por poucos minutos, comendo quietos. A noite estava quente, uma brisa suave soprava o ar. O céu estava escuro e limpo, pontilhado com estrelas. jogou o saquinho do sanduíche na lixeira ao seu lado, se encostou no banco e apoiou os braços sobre a cabeça, como se estivesse curtindo a atmosfera de paz.
"Não acha que aqui é realmente romântico?" Jake murmurou, olhando à sua volta.
"Sim, é" assentiu, sorrindo levemente. Ela contraiu os lábios, sentindo que estava corando quando Jake a olhou. Ele pôs uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha carinhosamente, deixando a mão descansar em sua bochecha suavemente. não conseguiu respirar quando percebeu o quão próxima dele estava. Seus olhos fixaram-se no rosto dela, indo para seus lábios e depois voltando para os olhos da garota. Ela ainda não havia se mexido. Não reagira até os lábios dele encostarem nos dela, a beijando gentilmente. estava bastante aturdida, mas o beijou de volta suavemente. Ela hesitou quando Jake se aproximou mais. Seu coração batia depressa, todo o seu corpo correspondia ao beijo dele. sentiu arrepios enquanto o beijava, seu estômago dava saltos. Mas havia outra sensação lá no fundo de sua mente, a qual fizera querer se afastar. Desde que conhecera , ela nunca havia olhado pra outro homem. não pensava em ninguém que pudesse comparar. Ela era completamente apaixonada, sua mente e coração dependiam de . Jake fora o primeiro cara em muito tempo que a fizera sentir-se nervosa quando falava com ele. Ele a tinha feito corar quando a elogiara.
Perceber que estava atraída por ele era assustador.
Quando Jake segurou na cintura dela e intensificou o beijo, ela o partiu. Seus nervos estavam à flor da pele e ela saiu de perto dele sutilmente, fitando o rio.
"Acho que é melhor eu ir" disse depois de alguns minutos, levantando.
"Ah, tudo bem" Jake concordou com a cabeça, sem tentar esconder seu desapontamento. Ele também levantou, ficando ao lado dela.
"Eu posso ir andando daqui" disse, sorrindo levemente pra ele. Jake assentiu com a cabeça novamente, puxando-a pela mão. fechou os olhos firmemente quando ele a beijou novamente, seus lábios encostando-se por alguns segundos. Se afastando dele novamente, corou e sorriu timidamente. "Então, a gente se vê no trabalho" ela disse a ele, acenando enquanto fazia seu caminho pra casa.


Capítulo 131

"Isso está virando algo rotineiro" Jake sorriu, enchendo a boca de batatas fritas. riu, esticando o braço e roubando algumas. Ela olhou para cima quando um casal bêbado tropeçou perto deles, apoiando na mesa deles. Eles estavam sentados fora de um bar, aproveitando a noite morna de verão. tomou um gole de vinho, sorrindo para Jake quando seus olhares se encontraram acima do topo do copo dela. Eles estavam se vendo bastante, saindo para uma bebida ou algo para comer toda noite depois do trabalho. gostava dele, ela não podia negar. Ele era lindo e caloroso e charmoso. havia aprendido que ele tinha vinte e seis anos e trabalhava no pub enquanto decidia o que fazer da vida. Ele a entretia com suas histórias de quando estava viajando, descrevendo lugares no mundo que nunca havia ouvido falar. Ele era diferente de . Jake era sério, maduro, sensato. era divertido, insolente, hilário. amava passar tempo com Jake, podendo conhecê-lo melhor. Mas ela ainda iria se encontrar pensando em em momentos aleatórios... de repente sentindo falta de seu humor e como ele conseguia fazê-la rir tão facilmente. Sentindo falta do jeito que ele sorria para ela quando entrava em um lugar. Sentindo falta de sua risada... apenas sentindo falta dele.
"Algo mais para beber?" Jake perguntou a , atraindo sua atenção de volta para ele.
"Sim, por favor. Eu terei o mesmo de novo" sorriu.
Jake a beijou suavemente nos lábios antes de ir até o bar. Ele voltou alguns minutos deles, colocando o copo gelado de vinho na frente de . Ela notou como ele puxou discretamente sua cadeira para mais perto dela antes de se sentar.
"Então, o que vai fazer amanhã?" Jake perguntou, tomando um gole de sua bebida.
"Não sei ainda" encolheu os ombros "E você?"
"Sem planos" Jake disse. Sua mão passou a descansar sobre a perna dela, o polegar arrastando suavemente em seu joelho. "Você gostaria de fazer alguma coisa?" ele perguntou, olhando para ela.
"Não posso" disse rapidamente, sabendo que passaria seu dia com . Ela ainda não havia dito a Jake sobre seu filho, nunca sabendo quando seria o momento certo para puxar o assunto. E, por algum motivo, ela não queria que conhecesse Jake. era o centro de seu mundo. Ele era a pessoa mais importante e preciosa em sua vida. Ela sabia que, ao deixar Jake ver , isso mudaria sua relação. Jake iria se afastar completamente ou tiraria um tempo para conhecer , significando que seu relacionamento com iria ficar mais sério e significante. não sabia qual resultado ela preferia. Ela não estava pronta para ter um relaciomento sério com ninguém ainda. Por mais que ela gostasse de Jake, ela não queria que ele conhecesse enquanto sua relação podia não ir a lugar nenhum. A mente de estava bagunçada com todos esses pensamentos e ela fechou os olhos por um momento, tentando esclarecer a cabeça. Jake ainda estava olhando para ela na expectativa. tossiu, dizendo "Eu tenho... erm, planos. Estarei ocupada durante o dia todo, desculpa"
"Sem problemas" Jake sorriu abertamente "Talvez algum outro dia"
"É" sorriu de volta, aliviada. Jake se aproximou dela, pegando seus lábios com os dele e a beijando suavemente. relaxou durante o beijo, suspirando levemente quando Jake tocou seu rosto. Ele aprofundou o beijo, suas línguas se encontrando. foi a primeira a se afastar, sorrindo timidamente quando Jake abriu um sorriso para ela.
"É melhor eu voltar para casa" disse a ele, olhando para o relógio.
"Eu te acompanho até lá" Jake respondeu. Os dois tomaram alguns goles de suas bebidas antes de se levantarem. Jake colocou a jaqueta e ajudou a fazer o mesmo. Ela sorriu agradecidamente a ele, corando quando ele segurou em sua mão. pegou sua bolsa com a mão livre, jogando-a sobre seu ombro enquanto eles iam de volta para casa, com as mãos juntas.


Capítulo 132

deu uma risadinha nervosa, enquanto procurava pela chave em sua bolsa. Ela sorriu timidamente para Jake quando o rapaz chegou perto dela, inclinando-se contra a parede ao lado da porta.
"Aha!" exclamou, puxando as chaves da bolsa e as agarrando firmemente "Te disse que eu iria encontrá-las"
Os dois riram quando trombaram de leve na entrada da casa, o ar fresco da rua os estava fazendo sentir os efeitos do álcool consumido. estava saindo da cozinha com uma caneca de café nas mãos, vestida com seus pijamas. sorriu pra ela, acenando.
"Hey" disse calmamente, olhando zangada para Jake.
", esse é o Jake. Trabalhamos juntos" explicou, apontando pra ele "E Jake, essa é minha irmã "
"Oi, prazer em conhecê-la" Jake disse erguendo a mão para cumprimentar .
"Prazer" respondeu displicente, sem apertar a mão dele. Ela voltou-se para . "Ok, e estão na cama. Levei horas para fazer dormir, então tente não acordá-lo, certo?"
"Certo" concordou imaginando por quê aparentava estar de mau humor.
"Estou indo dormir" disse a eles "E se você vir os rapazes, diga a eles para não fazerem barulho"
"Onde estão?" perguntou.
"Eles saíram hoje à noite... Uma noite dos garotos" rolou os olhos "Eles estarão altos quando voltarem. Então tenha certeza de que não serão barulhentos, ok?"
"Certo" falou a ela, vendo subir as escadas, ignorando Jake completamente ao passar por ele. balançou a cabeça, sentindo-se envergonhada pelo jeito que o tratou. "Não ligue pra , acho que ela está apenas cansada" disse a Jake, sorrindo levemente.
"Não se preocupe" Jake respondeu, seguindo até a cozinha "Quem é ?" ele perguntou, sentando-se à mesa.
Ele viu ficar tensa enquanto pegava alguns copos no escorredor. Mas ela estava sorrindo quando foi até ele novamente.
"Quer uma bebida?" perguntou, segurando dois copos.
Jake aceitou e pegou uma garrafa de vinho da geladeira. Ela estava torcendo para Jake não mencionar novamente. Ainda não queria lidar com aquilo. Enxendo os dois copos com vinho, sentou à frente de Jake. Um silêncio confortável se instalou por um momento.
"Eu acho que uma pizza vai bem" falou por alto, levantando-se para pegar a pizza no freezer. Jake a assistiu pôr a pizza no forno. Quando virou-se, ele estava bem atrás dela, seus olhos focados nos dela. corou com o olhar dele. Ela o deixou puxá-la, acariciando suas costas, pressionando seu corpo ao dela. gemeu suavemente quando ele encostou seus lábios aos dela. Beijaram-se furiosamente, aproximando-se cada vez mais. As ações controladas pelo álcool mais o calor do corpo de Jake contra o dela faziam ficar louca, concentrando-se em nada além de Jake. O som da porta batendo fez com os sentidos de voltassem. Ela recuou rapidamente, ouvindo vozes altas chegando perto da cozinha. Ouviu a risada familiar de e empurrou Jake para longe dela apressadamente, ignorando os olhares confusos que ele lhe lançava.

e entraram na cozinha, rindo devagar. sorriu radiante ao ver . Mas seu sorriso desmanchou ao notar Jake, a confusão passando claramente por seu rosto. e Jake ainda estavam parados um ao lado do outro, quietos, sua respiração levemente pesada. sabia que era óbvio o que estava acontecendo. olhou de volta para , como se perguntasse o que estava havendo. Mas ela olhou para o chão, sem querer ver a mágoa no olhar dele.


Capítulo 133

"Estamos interrompendo alguma coisa?" perguntou, sorrindo maliciosamente. Ele tentou piscar para e Jake, mas, em seu estado bêbado, acabou cambaleando para a mesa. Ele esticou a mão para impedir que caísse, rindo alto. olhou para ele, rolando os olhos, antes de voltar a encarar onde e Jake estavam parados. Jake olhava entre e ... vendo o olhar magoado de enquanto estava de cabeça baixa.
, tentando, sem sucesso, parar de rir, quebrou o silêncio do cômodo. "Certo!" ele anunciou, ainda soltando risadinhas por nenhum motivo "Eu vou para a ... Digo, cama. Eu vou para cama"
pausou, franzindo levemente a testa enquanto balançava. Finalmente, ele levantou a mão, um sorriso triunfante no rosto. "Quero dizer, eu vou para cama com a " balançou a cabeça, saindo cambaleando do cômodo. Ele cumprimentou ao passar, ainda murmurando "Cama, , cama, ..." ao subir as escadas.
, e Jake ficaram em silêncio por um momento, até que eles ouviram o barulho de porta batendo no andar de cima e toda a casa ficou quieta. podia sentir suas bochechas queimando quando Jake e olharam para ela. Ela tossiu, seus olhos se arrastando pelo rosto de antes de encontrar o de Jake.
"Desculpe-me por isso" disse silenciosamente para Jake "Aquele idiota bêbado era , o namorado de "
"Ah, certo" Jake sorriu suavemente.
"E esse é meu..." balançou a cabeça em direção a , pausando por um segundo "Esse é "
olhou para ao apresentá-lo, mordendo o lábio ao perceber que os olhos dele ainda estavam focalizados nela.
"Certo, cara" Jake balançou a cabeça para ele. olhou brevemente para ele, quase sem mostrar interesse. Tossindo desconfortavelmente, se afastou de Jake. Ela colocou os cabelos atrás da orelha, desejando estar em qualquer lugar menos naquele cômodo. estava ao lado dela, consideravelmente mais sóbrio do que ele já estivera quando entrou lá. E Jake estava do outro lado dela, completamente inconsciente do motivo para aquela atmosfera pesada que havia tomado conta completamente do local. Ele se movia desconfortável, coçando a parte de trás do pescoço. "Eu deveria ir embora" Jake disse eventualmente para .
"Eu chamo um táxi para você" ofereceu.
"Está tudo bem, eu vou a pé" Jake disse a ela, sentindo-se levemente magoado por ela não ter pedido para ele ficar.
concordou com a cabeça e congelou quando Jake se aproximou dela, beijando-a suavemente. Ela pôde ver pelo canto do olho, assistindo-os. A cabeça de estava girando e ela ficou realmente aliviada quando Jake se afastou, sorrindo docemente para ela antes de ira té a porta. deu um passo para o lado para deixá-lo passar, mas não tirou os olhos de . Ela se virou de costas para ele rapidamente ao ouvir a porta fechar atrás de Jake. pegou as taças e a garrafa de vinho de cima da mesa, colocando-os no armário. Ela moveu pratos sujos que estavam pela cozinha, dentro da pia. Ela checou a pizza. Ela fez tudo que podia fazer, se isso significava não ter que encarar . E ele a assistia silenciosamente. Depois de um tempo, ele se moveu para se sentar à mesa. queria que ele dissesse algo, apenas para quebrar a tensão do cômodo.
"Então, você vai continuar me ignorando?" perguntou eventualmente, um tom amargo em sua voz.
fechou os olhos, respirando fundo. Seu coração batia freneticamente. Ela não estava pronta para ter essa conversa. "O que você quer que eu diga, ?" ela perguntou baixo. Ela se virou para ele, e ele balançou os ombros, suspirando algo.
"Eu só não sabia que você estava saindo com alguém"
"Eu não estou. Bem, estou... Ele..." foi parando de falar, mordendo o lábio "Nós trabalhamos juntos. Eu o conheci quando voltei a trabalhar"
se sentou à mesa, olhando para a janela. O jardim estava escuro, a luz da lua jogava sombras pelo chão. Ela podia ouvir respirando profundamente, sua respiração parando algumas vezes quando ele fungava. Mas ela não olhou para ele. Ela não queria vê-lo chorar, sabendo que aquelas lágrimas eram por causa dela. odiava que estava estranho entre eles novamente. Eles haviam chegado a um ponto em que estavam se sentindo confortáveis um com o outro, realmente gostando do tempo que passavam juntos. E agora parecia que estavam de volta à estaca um.
"Ele te faz feliz?" perguntou suavemente, quase não querendo ouvir a resposta.
Agora era a vez de suspirar ao se apoiar para frente, descansando os cotovelos em cima da mesa. "Não é tão sério" ela respondeu "Eu gosto dele, mas eu acabei de conhecê-lo. Eu não estou pensando no futuro"
"Mas você acha que poderia ter um futuro com ele?" questionou, levantando os olhos para encontrar com os dela.
"Eu não sei" deu de ombros "Quero dizer, acho que sim... talvez..."
viu o desapontamento tomar conta do rosto de , seus ombros caindo, assim como seu olhar. Ela estava a ponto de falar para ele que não estava realmente falando sério, que Jake não significava muito para ela. As palavras estavam na ponta de sua língua. Ela ia dizer a que Jake era apenas um amigo. Mas ela se impediu... porque, de repente, ela não tinha tanta certeza se isso realmente era verdade.


Capítulo 134

estava sentada vendo televisão na manhã seguinte quando passou pela sala, uma mão segurava uma mamadeira e a outra segurava firmemente. sorriu para ele enquanto ele andava ao lado de , ainda um pouco desequilibrado. o levantou e o sentou no sofá, entregando a ele a mamadeira. Suas mãos gordinhas seguravam firmemente o recipiente enquanto ele bebia, seus olhos fixos na televisão. sentou ao lado dele com um suspiro, cruzando as pernas no sofá.
"Jake não está com você?" perguntou sem interesse, lançando olhares para a porta.
"Por que ele estaria?" perguntou.
levantou os ombros "Pensei que ele pudesse ter ficado lá fora"
"Bem, ele não ficou" disse firmemente, obviamente não estava de bom humor. Mas não se importou. Ela queria saber o que estava acontecendo e por que não havia mencionado Jake após a última noite.
"Você não me disse que havia conhecido alguém" falou.
suspirou alto. "Eu não tenho que te contar tudo, ... E quem disse que eu estava saindo com ele, de qualquer modo?"
" estava murmurando sobre seu 'novo namorado' quando ele foi para cama na noite passada" respondeu "E aparentemente também o conheceu assim. De acordou com , está indo 'socar seu novo namorado na próxima semana'"
" estava fora de sí. Ele não sabia o que estava falando" devolveu.
"O que há com você nessa manhã?"
"Eu só estou cansada de ter que me explicar pra todo mundo" disse irritada "Então, e daí se eu conheci alguém?"
ficou quieta por um minuto, pensando nisso. Então ela perguntou suavemente "Isso é sobre ?"
"E não é sempre?" murmurou amargamente.
", o que você está fazendo? Você não pode simplesmente começar a ver qualquer pessoa na tentativa de esquecer tudo o que houve com o . Você sabe que não é tão simples. ainda é apaixonado por você, e muito" apontou "E antes que você diga alguma coisa, eu sei que você ainda sente algo por ele"
"Então?" perguntou "De que isso importa?"
"É claro que importa!" disse alto "Você não deveria lidar com isso antes de começar outro relacionamento?"
", eu conheci Jake há algumas semanas. Não é como se estivéssemos nos casando ou algo assim. Nós saímos algumas vezes, nos divertimos juntos. Isso é tudo. Não é uma grande coisa"
"Eu aposto que é uma grande coisa pro " disse calmamente.
"Ele deveria ter pensado nisso antes de afundar nosso relacionamento" levantou os ombros "Eu não estou me sentindo culpada por isso. De qualquer maneira, por que você está tão interessada em ?"
"Eu não estou, mas ele é o pai do " disse a ela "Isso não é apenas entre você e o , você sabe. Talvez não fosse uma boa idéia para Jake conhecer "
"Ele não conheceu e não irá" sacudiu a cabeça "Não até eu ter certeza de até onde isso vai. Nós estamos apenas vendo se dá certo"
"Então, entre você e Jake não é sério?"
"Não!" quase berrou "Pare com todas essas perguntas! Eu gosto dele e estamos saindo... Fim da história. Por Deus, nós não dormimos juntos ainda!"
Quando falou, caminhou para dentro da sala. corou, cobrindo seu rosto com as mãos. Ele não deveria ter escutado isso ela pensou consigo mesma. hesitou por um momento, incerto de como reagir. Então, murmurando algo sobre sua respiração, ele deu a volta e saiu da sala. desabou do seu lado, colocando seu rosto nas almofadas do sofá e gemendo em frustração. sorriu simpaticamente pra ela, olhando quando outra pessoa entrou na sala. sentou ao lado dela, olhando curiosamente para por um momento, antes de voltar-se para .
"Você está bem, cabeção?" passou as mãos pelas costas dele e depois pelos cabelos.
"Eu nunca mais vou beber" disse, sentindo muito por ele mesmo. Sua cabeça descansou no ombro de e ela sorriu suavemente. A porta da frente fechou com um barulho e olhou pela janela, vendo com aos braços enquanto andava rapidamente para o outro lado da rua. levantou e assistiu por um momento. a viu morder o lábio, um pouco desapontada. E ela soube que aquela situação estava longe de ser resolvida.


Capítulo 135

fechou a porta da frente, pegando a mão de e levando-o pela entrada da garagem. Eles andaram devagar, o sol quente batendo neles. O dia estava preguiçoso e pacífico. sorriu para as pessoas sentadas em seus jardins, aproveitando o sol. Ela se sentiu relaxada e feliz, com seus problemas fugindo da mente por um tempo. não havia visto desde que ele fora embora naquele manhã. Ela havia ficado sentada na casa por algumas horas, eventualmente percebendo que ela estava apenas esperando que ele voltasse. Então ela decidiu sair de casa. pegou no colo quando chegaram ao parte cheio, o lugar preenchido por uma multidão de pessoas aproveitando o dia quente. entrou na fila do carrinho de sorvete, conversando com enquanto esperavam. Seus olhos passeavam pelas pessoas em volta, subconscientemente procurando pelos cabelos de . Ela sempre achava que o encontrara, seguindo-o com os olhos até perceber que era um estranho total.
Quinze minutos depois, sorvete na mão, encontrou um banco livre e se sentou agradecida. Ela sentou ao seu lado, dando-o a casquinha de sorvete com cuidado. Ele começou imediatamente a derreter debaixo do calor, mas não parecia se importar, balançando suas pernas enquanto comia rapidamente. Eles estavam sentados embaixo de uma sombra, uma brisa fresca refrescando levemente. Ela olhou para , rolando os olhos para o sorvete, que agora cobria toda a camiseta do garoto. Uma sombra os cobriu quando alguém parou na frente deles. olhou para cima, apertando os olhos ligeiramente. Seu coração começou a bater mais forte ao ver o rosto sorridente de Jake.
"Oh, Jake, hey" o cumprimentou em surpresa.
"Oi" Jake respondeu, sorrindo ao se inclinar e beijá-la suavemente. corou ao ir para trás, sentindo-se nervosa. "Como você está?" Jake perguntou "Não tive chance de me despedir apropriadamente ontem à noite"
"É, me desculpe por aquilo" mordeu o lábio.
"Sem preocupações" Jake sorriu brilhantemente. Ele se abaixou em sua frente, ficando no mesmo nível que ela. sentiu a respiração ficar mais forte ao estudar as feições dele, seus olhos brilhando ao olhar os dela. Ele foi o primeiro a virar o rosto, olhando para enquanto o garotinho o assistia curioso. "E quem é esse rapazinho?" Jake perguntou, sorrindo para .
"Esse é o " disse a ele, não querendo dizer mais nada. Ela não queria ser forçada para essa situação. Ela queria contar a Jake sobre quando estivesse pronta. E ela ainda não estava pronta.
"Olá, " Jake disse, acenando para ele. Ele sorriu novamente quando abrui um grande sorriso, aproximando-se de timidamente. envolveu seu braço em volta do ombro de quando ele se apoiou contra ela. Ela olhou para Jake novamente, vendo a pergunta não falada em seus olhos.
"Ele é meu filho" disse silenciosamente, assistindo o choque registrado no rosto de Jake. Ele se levantou, dando um passo para trás, seus olhos movendo de para . Ele franziu a testa, tentando compreender essa nova informação. Isso mudou tudo, em uma forma gigantesca.
"Por que não me disse?" Jake perguntou com uma voz suave.
"Não sei" respondeu, olhando para "Nunca foi a hora certa, eu acho"
Jake pôde ver o orgulho no rosto dela enquanto ela olhava para e ele não pôde deixar de sorrir. "Ele parece com você" ele disse suavemente ao se sentar ao lado dela.
olhou rapidamente para Jake, parecendo surpresa por ele ainda estar lá. "Você acha?" ela perguntou "Eu sempre o achei mais parecido com o pai..."
foi abaixando o tom da voz, perguntando-se por que tinha que trazer para a conversa. Jake devia ter sentido que ela não queria falar sobre isso, porque ele não a questionou sobre o assunto. Ele pegou sua mão, entrelançando os dedos, e mudando de assunto. sorriu agradecida, ouvindo-o falar sem parar.. Ela olhou pelo parque com a mente em outro lugar enquanto Jake falava, seus olhos escaneando todas as pessoas.
Ela congelou quando viu . Ele estava a encarando intensamente, mágoa e choque sombreando suas feições. Ele estava franzindo a testa ligeiramente, como se não pudesse acreditar o que estava vendo. O barulho da multidão em volta deles continuou. parecia perdido, como se ele estivesse completamente sozinho, apesar do parque estar lotado. Seus olhos brilharam com lágrimas e o primeiro instinto de foi ir atrás dele. Quando ela se levantou, andou rapidamente na direção oposta. o assistiu, seguindo as costas dele. Ela sentiu o coração quebrar enquanto os ombros dele balançavam e suas mãos subiam para limpar as lágrimas de suas bochechas.


Capítulo 136

e estavam conversando calmamente na cozinha quando entrou. Os dois olharam quando ela adentrou o cômodo, empurrando o carrinho de . Ele estava adormecido. percebeu o olhar de e ele olhou rapidamente para longe.
"Vou deixar vocês sozinhos" disse, pegando dos braços de e empurrando o carrinho de pra fora da cozinha. Ele fechou a porta suavemente e imediatamente, a tensão no cômodo era quase insuportável. sentou-se à mesa de frente para , percebendo que não podia fugir da conversa e deveria acabar logo com aquilo.
"Você não deveria ter visto aquilo" ela disse calmamente.
bufou, encostando-se em sua cadeira e fixando seu olhar magoado em . "Eu não acredito que você apresentou nosso filho a ele. Essa deveria ter sido uma decisão nossa, . Eu não quero que conheça todos os caras com quem você sai".
"Todos os caras?!" perguntou incrédula "Só há um cara. E simplesmente aconteceu de ele estar lá hoje, eu não planejei isso".
"Tanto faz" girou os olhos "A questão é, eu não quero ele passando tempo com o "
"Com licença? Eu não vou cumprir ordens de você, . é meu filho também. Talvez se você tivesse sido mais presente na vida dele, você poderia falar um pouco mais sobre isso.
pôde sentir a raiva brotando dentro dele. "Como eu poderia vê-lo?" Você terminou comigo..."
"Você dormia com qualquer uma" devolveu.
"Por motivos estúpidos! Quanto tempo mais eu vou ter que pagar por isso?" perguntou, balançando a cabeça.
mordeu o lábio, ficando em silêncio por alguns minutos. Ela sabia que suas próximas palavras iriam magoar e também sabia que ele teria que ouví-las. ", eu gosto do Jake. Eu realmente gosto dele. E eu quero estar com ele".
olhou pra ela, seus olhos marejados e tristes. "E quanto a nós?" ele perguntou calmamente.
"Me desculpe..." murmurou devagar.
levou suas mãos até o outro lado da mesa e as entrelaçou nas de . ", por favor. Você sabe que nós podemos tentar"
"Não" disse firme, afastando suas mãos.
"Então quando você me beijou na outra semana, o que foi aquilo? Você apenas me levou, me deixou pensar que nós teríamos uma chance?" perguntou amargamente.
", você teve sua chance!" gritou, levantando-se "Você teve várias chances! E você ferrou tudo, todas as vezes!"
"Eu estou tentando, !" exclamou de volta, levantando-se também.
"É tarde demais" disse, sacudiu a cabeça vagarosamente.
"Não, não é" disse firmemente.
"Sim, é!" disse em voz alta. Ela pôde sentir todas as emoções dos meses passados erguendo-se dentro dela, ameaçando sair em gritos e choro. Ela respirou profundamente, tentando acalmar a bolha de raiva dentro dela. Ela não esta com raiva de . Estava com raiva de si mesma. Com raiva das ações dele, que ainda a machucavam. Com raiva por que não poderia simplesmente deixar ele ir. pressionou suas palmas contra os olhos, sentindo as lágrimas caírem. Devagar, mas firmemente, ela murmurou "Vá embora, ".
olhou cabisbaixo, seus olhos cobertos de mágoa. Mas ele não olhou chocado, olhou arruinado. Tudo o que ele havia temido, havia de fato acontecido. Seus ombros estavam caídos, sua cabeça estava baixa.
"Vá embora, " repetiu devagar, em voz alta.
arrastou os pés para fora da cozinha, sem olhar para e sem discutir. o viu ir embora, a raiva dentro dela sendo substituída por outra emoção. Ela sentia-se terrível, um sentimento pesado se acomodando em seu estômago. E ela percebeu o que era... Culpa. Ela não queria magoá-lo, mas ela tinha magoado. Ela não estava com ele, não estava lhe dando outra chance.
E percebeu que estivera magoando por todo esse tempo.


Capítulo 137

Jake sorriu para ao abrir a porta, beijando-a suavemente ao entrar na casa. o seguiu até a sala, olhando em volta enquanto andava. Era a primeira vez que ela estava na casa dele e notou várias características únicas, como diferentes itens que ele deve ter colecionado enquanto viajava. As luzes estavam tênues na sala de estar, velas formando sombras em movimento nas paredes de onde elas estavam no consolo da lareira. Jake colocou vinho na taça de quando ela se sentou.
"Obrigada" sorriu agradecida ao pegar a taça da mão dele.
"A janta vai sair daqui mais ou menos meia hora" Jake disse a ela "Eu só vou lá checar. Já volto"
respirou fundo quando ele saiu do cômodo, se perguntando por que ela estava nervosa. Ela já havia passado bastante tempo sozinha com ele. Ela não sabia por que naquela noite era diferente. Ela achou qe talvez fosse porque todo mundo sabia dos dois agora. Fazia tudo aquilo mais 'oficial'... todo mundo os via como um casal, mesmo não tendo certeza sobre isso ainda. Ela olhou para Jake quando ele entrou de volta no cômodo, forçando um sorriso quando ele se sentou ao seu lado.
"O que vamos comer?" perguntou, tomando um gole de seu vinho.
"Bem, eu tentei fazer uma lasanha" Jake riu "Mas eu sou um péssimo cozinheiro, então quem sabe como vai ficar?"
deu um risinho, inclinando para frente para colocar a taça na mesa de centro. Ela ficou tensa ao sentir os dedos de Jake passarem por dentro de sua blusa, descansando levemente em suas costas. Um arrepio correu por sua espinha quando ele passou o polegar contra sua pele. Voltando para trás, sorriu para ele suavemente e ele se inclinou para beijá-la. Sua língua passou por dentro da boca dela, o beijo ficando mais quente rapidamente. envolveu seus braços em volta do pescoço dele e ele se aproximou mais dela. A outra mão dele foi descansar em sua perta, a mão fria contra sua pele morna.
E, de repente, não era Jake quem estava beijando. Imagens de vieram em sua mente e ela gemeu no beijo, acreditando por um segundo que era quem a segurava perto. A mão de Jake atravessou sua coxa e foi rapidamente para trás, sendo trazida de volta para a realidade pelo toque desconhecido.
"O que houve?"Jake sussurrou, seus lábios ainda próximos aos dela.
"Nada, eu..." balançou a cabeça "Eu só preciso de uma bebida"
se afastou dele, alcançando sua taça e tomando um grande gole de vinho. A mão de Jake ainda estava em suas costas, seus dedos agora massageando gentilmente sua pele. instintivamente segurou sua taça quando Jake tentou tirar de suas mãos. Ele sorriu desconfortável para ela, pegando a taça de seu agarro e colocando de volta à mesa. Ele se inclinou novamente para beijá-la, com forçando e exigindo os lábios. o beijou de volta, movendo-se para mais perto dele. E era novamente... gemendo suavemente enquanto seus lábios massageavam os dela, o corpo quente de perto do dela. sentiu uma mão em sua coxa novamente, dedos levemente correndo por sua pele. Seus olhos estava fechados enquanto ela imaginava que era o toque de . Mas era exigente e insistente, nada como o toque suave de . A mão de Jake chegou na barra de sua saia, seus dedos escorregando para dentro. se moveu desconfortavelmente enquanto eles continuavam a se beijar, sentindo a mão dele viajar mais para cima. O corpo dele estava pressionado contra o dela, a mão em suas costas a puxando para perto dele. A mente de estava por todos os lugares. Era bom estar o beijando, sabendo que ele gostava dela e a queria. Mas ela não havia ido tão longe com ninguém desde . Ela havia apenas beijado Jake até agora, beijos inocentes que não levavam a nada. Mas estava bem óbvio como Jake queria que aquela noite terminasse, e não tinha certeza se ela estava pronta. Quando ele levou a mão até o zíper de sua saia, havia feito sua decisão.
Ela se afastou rapidamente, movendo-se para longe de Jake. "Desculpe, eu apenas... eu não posso..." ela resmungou.
"Por que não?" Jake murmurou, aproximando-se dela. Ele segurou seu rosto com as mãos, pressionando os lábios contra os dela.
se encolheu quando ele a beijou, empurrando-o com força. "Eu disse não" ela falou a ele firmemente.
"Ah, vamos, ... não seja assim" Jake disse suavemente ao correr sua mão pela perna dela novamente.
se afastou novamente dele, levantando-se rapidamente. Jake copiou suas ações, ficando perto dela e segurando sua mão. Antes que pudesse protestar, ele havia a puxado forte para perto dele e a beijado novamente. Ele forçou sua língua para dentro da boca dela, seus lábios pressionand forte contra os dela. Suas mãos estavam em todos os lugares, uma segurando-a forte para perto dele e a outra correndo por todo seu corpo.
"Me solte!" disse alto, empurrando-o pelo peito ao virar o rosto contra ele. O braço de Jake estava firme em volta de sua cintura, puxando ainda mais para perto dele. Ele a beijou na bochecha e depois no pescoço. estava começando a se sentir nervosa, percebendo que estava completamente sozinha com ele. Ela nunca havia visto esse lado dele... esse lado dominate, quase agressivo. Um pensamento correu por sua mente ansiosa, repetindo sem parar... Eu preciso do . Juntando todas as suas forças, empurrou Jake, fazendo-o tropeçar levemente. Ela correu para fora do cômodo, ignorando-o ao chamá-la quando ela abriu a porta da frente e praticamente correu para a rua, piscando para não derramar as quentes lágrimas em seus olhos.


Capítulo 138

Fechando a porta atrás de si, voltou-se lentamente para as escadas, sem querer ser ouvida. Ela estava quase lá em cima quando ouviu chamá-la da sala de estar. parou, suspirando alto.
"Sim?" ela gritou de volta.
"Você não deveria estar no Jake a esta noite?" perguntou.
"Erm... Mudança de planos" respondeu, desejando que terminasse ali.
"Ah, certo... Você está com fome? Nós estamos comendo uma pizza, você quer?"
À menção de comida, percebeu o quão faminta estava. Girando os calcanhares, ela desceu as escadas e entrou na sala de estar. e estavam sentados bem abraçados no sofá, ambos sorrindo para quando ela entrou. Ela lhes deu um sorriso fraco em resposta, ainda pensando no que havia acontecido com Jake. Ela sentou-se no outro sofá, sentindo a assistindo curiosamente.
"Por quê você voltou? Eu pensei que Jake iria cozinhar pra você" lhe disse.
"É, nós não esperávamos que você voltasse até de manhã" piscou pra ela, sorrindo.
"?" perguntou após alguns minutos, quando não os respondeu. Ela estava olhando para o chão, seus olhos perdidos. Ao som de seu nome, ela olhou para cima.
"Me desculpe..." murmurou "O que você disse?"
franziu as sobrancelhas, sentando-se ao lado de sua irmã. ", o que está acontecendo? Aconteceu alguma coisa?" ela perguntou interessada, sabendo que estava agindo estranhamente.
"Não. Eu quero dizer, ele só... Não foi nada... Ele só começou..." despejou.
"A comida chegou!" A voz de soou no hall de entrada. Ele entrou no cômodo, com atrás. Eles imediatamente sentiram a atmosfera do local. "O que está havendo?" perguntou, seus olhos em quando ele pôs duas caixas de pizza na mesa de café.
"Nada" respondeu calmamente "Honestamente, não foi nada. Nós estávamos... Ele só..."
"O que ele fez?" perguntou suavemente.
"Isso não importa" olhou para rapidamente "Isso não é uma grande coisa, sério. Ele só foi um pouco longe... e eu não queria. Eu não achei certo. Mas ele continuou me beijando. E eu só me senti inconfortável. Eu não pude pará-lo..."
Os outros quatro estavam a observando intensamente e corou, sacudindo sua cabeça. "Eu provavelmente estou exagerando" ela murmurou "Esqueçam o que eu disse"
", você não está exagerando" lhe disse, segurando o braço da irmã "Ele deveria ter parado quando você pediu"
sacudiu os ombros lentamente, seu olhar mais uma vez fixado no chão.
"Que filho da mãe" murmurou e os outros concordaram com a cabeça.
"Eu vou matá-lo" disse, raiva transparecendo em seus olhos.
"Não, você não vai" disse "Eu só quero esquecer sobre isso. Então, apenas deixe pra lá, certo?"
olhou para ela por um momento antes de concordar, um suspiro saindo de seus lábios. levantou-se, andando para perto dele.
"Muito obrigada , de verdade" ela disse suavemente "Mas só fique longe dele. Ele não vale isso"
a olhou, um vestígio de raiva ainda presente em seus olhos. "Está bem, se é isso que você quer. Mas se ele sequer tentar alguma coisa... Eu juro que eu vou..."
"Eu sei" ela suspirou, sorrindo suavemente e segurando as mãos dele sem pensar. Isso significou o quão preocupado ele estava, desprezando tudo o que havia acontecido entre eles recentemente. não sabia o que poderia acontecer a partir daquele momento. Ela não sabia o que seu futuro escondia, ou se estaria nele. Ela havia admitido que eles haviam terminado, que ela não queria vê-lo novamente. Aquele era um sentimento familiar e além disso, ele sempre encontrava o caminho de volta para a vida dela. E estava começando a pensar que ele sempre conseguiria.


Capítulo 139

enfiou o último papel de embrulho descartável dentro de um saco plástico, jogando-o no lixo. Pegando um sanduíche de cima da bancada da cozinha, ele fez seu caminho de volta à sala de estar barulhenta. Novos brinquedos cobriam toda a superfície. Bexigas estavam presas em volta da sala e havia uma faixa escrito 'Feliz Aniversário' pendurada em uma parede. e estavam sentados em um sofá com e em cada um dos lados deles, que pareciam estar mais interessados em todos os brinquedos do que as próprias crianças. estava ocupado com seu presente para , um teclado que tocava músicas diferentes dependendo de qual tecla você apertava. E já havia pedido para montar o novo carro de controle de , ficando emburrado quando disse que, na verdade, era ele que queria brincar com o carro.
Apoiando-se contra o batente da porta, olhou para enquanto ela conversava com Natalie. Ele sorriu ao vê-la rir, seu rosto todo iluminando-se. Quando Natalie passou por e saiu do cômodo, ele pisou por todos os brinquedos amontoados no chão e se jogou no sofá ao lado de .
"Tudo deu certo" sorriu, olhando em volta da sala.
"É, deu" concordou. "Fizemos um bom trabalho"
Ele levantou a mão para o ar e bateu na de , os dois sorrindo. terminou a bebida que estava em sua mão, colocando o copo no chão ao lado de seus pés. Bocejando abertamente, ela deitou sua cabeça no ombro de sem pensar. ficou tenso antes de suavemente encostar sua cabeça na dela. Os dois assistiram cambalear até eles, ainda um pouco instável em seus pés. se afastou de para sentar em seu joelho.
"Não acredito em quanto novos brinquedos ele tem" disse depois de alguns minutos "Nós não temos nem espaço suficiente do jeito que está agora"
"Eu levo alguns para o nosso... meu apartamento, se você quiser" ofereceu.
"É, talvez" encolheu os ombros "Veremos"
"Apenas me avise" disse a ela. Os dois entraram em um silêncio confortável, até que voltou a falar novamente. " estava me dizendo que você saiu do seu emprego..." ele disse silenciosamente.
olhou surpresa. "Ahm, é..." ela respondeu "Apenas não era para mim"
"Por quê?"
"Apenas não era" disse, desviando o olhar dele.
"Por causa de Jake?" perguntou, evitando os olhos de quando ela olhou de volta.
"Acho que sim" encolheu os ombros "Essa foi uma das razões. Eu não queria ficar trabalhando com ele o tempo todo"
pensou na resposta dela por um momento. "Então vocês não são mais amigos?" ele disse silenciosamente, ainda não querendo mencionar a palavra 'namorado'.
"Eu não iria exatamente chamá-lo de amigo" resmungou. Algumas semanas haviam se passado desde o incidente com Jake, e estava finalmente começando a esquecer. Ela ainda não havia o visto, exceto por alguns momentos quando ela havia ido para o trabalho para dizer que estava se demitindo. Ele havia a assistido o tempo todo que ela passou no bar, fazendo-a se sentir exposta e desconfortável. Ela saiu de lá o mais rápido possível. E agora ela estava pronta para deixar toda aquela experiência para trás.
"Desculpe, não é da minha conta" disse silenciosamente.
", Jake era apenas alguém com quem eu trabalhava. Só isso. Não somos amigos, não há nada entre a gente. Ele era apenas um cara do trabalho" disse firmemente.
encolheu os ombros novamente, fingindo que não se importava. Mas percebeu o alívio em seu rosto. Ela sorriu calorosamente a ele quando engatinhou até o colo de . sorriu abertamente, correndo seus dedos pelos cabelos do filho. se aproximou de , corando quando ele pegou seu olhar e sorriu.
olhou em volta da sala, um sentimento contente tomando conta dela. Ela não estava pensando no passado e ficando brava. Ela não estava pensando no futuro e ficando preocupada. Ela estava vivendo o agora, aquele momento... rodeada por todas as pessoas que significavam muito para ela. E pela primeira vez depois de muito tempo, se sentiu despreocupada e relaxada... ela simplesmente se sentiu feliz.


Capítulo 140

olhou ao redor assim que ouviu passos atrás de si, no pátio. Ela sorriu para quando ele sentou-se ao lado dela, entregando-lhe uma jaqueta. pegou, olhando-o confusa enquanto vestia.
"Eu imaginei que pudesse esfriar" lhe disse, sacudindo os ombros.
sorriu em agradecimento, subindo o zíper da jaqueta quando sentiu um vento frio passar.
"Pessoal?" a voz de chamou da porta de trás. "Nós estamos indo a um bar. Algum de vocês quer vir?"
"Você vai" disse a "Eu vou ficar e olhar as crianças".
"Não estou no clima" lhe disse, antes de responder "Não, obrigada !". balançou a cabeça e voltou para dentro de casa, o som da porta da frente batendo ecoou apenas alguns segundos depois.
" e estão deitados..." sorriu "Eles dormiram tão depressa, eu não pude acreditar!"
"Foi um grande dia para eles, tendo sua primeira festa de aniversário" sorriu de volta e deitou-se no chão, com a cabeça apoiada nos braços. Ela sorriu novamente e lembrou de algo em particular. ", você lembra daquela vez que ficamos sentados aqui no pátio a noite inteira?"
"Sim" acenou com a cabeça, sorrindo amigavelmente "E eu escrevi aquela música pra você..."
Ambos desabaram rindo da recordação. Eles estavam saindo havia alguns meses naquela época, ainda nos primeiros vestígios do amor. Passavam cada momento que podiam juntos, fazendo nada em particular, exceto curtindo a compainha um do outro. Numa noite quente de verão, quando estava muito calor pra ficar dentro de casa, eles decidiram sentar do lado de fora por uns instantes. Levaram cobertores e os puseram no pátio, deitando sobre eles. Deitados juntos e bem próximos, eles conversaram por horas, confessando como realmente sentiam-se um sobre o outro. Foi a primeira vez que disseram 'eu te amo' um ao outro. Antes de a madrugada acabar, de repente anunciou que queria tocar algo para . Sentando com seu violão, ele fez uma canção na hora. Ambos riram enquanto ele cantava a bizarra canção, seus dedos tocando notas completamente diferentes no violão.
"Ah, claro, aquela música foi linda!" disse com um pouco de sarcasmo, gargalhando "A letra era tão sem significado"
"Cale a boca" retrucou, rindo junto com ela.
"Estou brincando" abriu um grande sorriso "Aquilo foi, na verdade, muito meigo. Ninguém nunca havia escrito uma canção pra mim antes".
"E eu nunca tinha escrito uma música pra alguém antes" lhe disse, sorrindo suavemente.
"Bem, você não a escreveu tecnicamente..." lembrou "Você só cantou qualquer coisa que apareceu na sua cabeça"
"Isso ainda conta!" respondeu, dando risadas mais uma vez. Ele deitou-se ao lado de , observando o jeito que ela estava deitada para encaixar seu corpo ao dela. Ele virou seu rosto ao mesmo tempo que , e eles sorriram um para o outro. O sorriso de crescia cada vez mais enquanto ela cantava a letra daquela música. riu enquanto ela cantava alto, antes de cair em gargalhadas. Ele pousou o olhar em , os olhos dela brilhavam e a pele dela estava quente enquanto ela ria.
"O quê?" perguntou quando percebeu que ele a olhava.
sacudiu a cabeça devagar, sorrindo. Ele continuou a olhá-la e disse suavemente "Eu te amo"
O sorriso de desapareceu ao ouvir as palavras dele. Ela moveu-se lentamente e esperou que ela levantasse e o largasse ali sozinho. Ao invés disso, ela se aproximou ainda mais, inclinando-se sobre ele e pressionando os lábios contra os dele. Com sua mão na nuca dele, ela lentamente o fez deitar-se novamente no chão do pátio. Ela o beijou suavemente por alguns minutos antes de se afastar. a olhava, procurando em seus olhos algum sinal do que aquilo poderia significar.
"Eu também te amo" murmurou, passando o polegar nos lábios dele gentilmente.
levou um segundo para registrar o que ela havia dito. sorriu quando a ficha finalmente caiu para ele. colou os lábios nos dela novamente, cuidadosamente girando os corpos e colocando as costas de no chão. Ela o puxou para si enquanto beijavam, escorregando as mãos por debaixo da jaqueta dele e pelas costas. gemeu suavemente, sua língua explorando a boca dela devagar e encostando-se com a de ; nenhum deles queria parar. O beijo foi carinhoso e amoroso, os lábios encostavam-se cuidadosamente. levou uma das mãos até o rosto de , alisando sua bochecha suavemente. Ele segurou a mão da garota, entrelaçando-a com a dele fortemente. O ar da noite ainda calmo e silencioso enquanto eles deitavam abraçados, trocando beijos e ficando juntos.
Eles tiveram um ao outro de volta. E não precisavam de mais nada.


Capítulo 141

"Uau, você está ótima" exclamou quando entrou na cozinha "Para onde está indo?"
sorriu de leve, corando. Ela estava usando um vestido azul de tiras finas, que caíam logo abaixo de seus joelhos. Seu cabelo estava preso, com mechas encaracoladas caindo sobre seu rosto. Sua maquiagem estava natural, mas ela estava radiante, seus olhos claros e sua pele brilhando. sorriu. Ela não via feliz e contente assim fazia um bom tempo.
"Vou sair" disse apenas, pegando no colo e beijando delicadamente sua testa "Você não se importa em ficar cuidando do , né?"
"Não, claro que não" respondeu "Então... para onde você está realmente indo?" E com quem?"
" vai me levar para jantar" disse a ela, sem conseguir impedir o sorriso que se espalhava por seu rosto.
"Mesmo?" sorriu maliciosamente, pegando dos braços de "Esse vestido não é novo? Você fez muito esforço para alguém com quem não está mais"
corou novamente quando a deu uma piscadela. havia levado de volta para seu apartamento e ficado lá na noite passada. Ele e haviam decidido não apressar nada. Mas enquanto ela estava deitada na cama sozinha, sem conseguir dormir, se encontrou desejando que ele tivesse ficado. Depois de debater por um momento, ela havia finalmente ligado para ele de manhã cedo. havia atendido rapidamente, dizendo que também não havia dormido. Eles conversaram por horas, fazendo piadas e indo... revelando o conforto que haviam encontrado só de conversarem um com o outro.
"Nós voltamos" disse a , com um sorriso alegre no rosto "Ontem à noite, nós ficamos nos falando e simplesmente parecia certo. Como se tudo que aconteceu não importasse, porque eu o amo. Eu precisava de tempo para espairecer a cabeça, mas eu sempre o amei"
"Eu sei" sorriu, balançando a cabeça.
"Quero dizer, ele é um idiota e diz as coisas erradas e erra sempre. Ele me enlouquece às vezes" mordeu o lábio "Mas eu não me importo. Porque ele é lindo, amoroso, carinho... ele é meu , sabe? E ele é o pai de . o adora. Eu sei que é a hora certa"
sorriu, puxando para um abraço bem quando a campainha tocou.
"Eu atendo" disse a ela, indo até a porta. Ela voltou para a cozinha um segundo depois, a seguindo. Ele sorriu abertamente para , dando-lhe um leve beijo nos lábios. Os dois coraram ao perceberem que ainda estava no recinto, ainda em seus braços. pegou seu filho, falando baixo com ele.
"Onde está ?" perguntou.
" e Nat estão cuidando dela" respondeu, beijando a bochecha de e o dando de volta a . "Está pronta?" ele perguntou a , estendendo o braço a ela.
deu uma risadinha, envolvendo seu braço no dele. Ela estava entusiasmada e zonza, como se fosse o primeiro encontro deles mais uma vez. sorriu para ela e ela sentiu seu estômago girar, seu coração batendo forte quando um arrepio correu por sua coluna.
"Agora, é bom não haver nenhuma gracinha" disse a eles, sorrindo maliciosamente ", eu a quero de volta à meia-noite. Não haverá beijos ou nada desse tipo. Não teremos nada disso no seu primeiro encontro"
riu da habilidade de quase ler sua mente. Puxando-a para um abraço rápido com seu braço livre, murmurou "Cale a boca, "
e riram quando puxou para fora do cômodo.
"Não façam nada que eu não faria!" gritou quando eles chegaram na porta de entrada.
"De acordo com , isso significa que podemos fazer tudo!" gritou de volta, ele e dando gargalhadas quando ficou em silêncio. puxou da casa para uma noite morna de verão, colocando seu braço em volta dos ombros dela enquanto andavam pelo caminho de entrada. envolveu seu braço na cintura dele, sorrindo a ele ao caminharem para o restaurante.


Capítulo 142

empurrou seu prato vazio para longe, tomando um rápido gole de vinho antes de encostar-se em sua cadeira.
"Isto estava ótimo" ela constatou, lançando um sorriso satisfeito à .
"Mmm, me conte o quão bom estava" murmurou,
"Estou farta" gargalhou, pousando as mãos no estômago.
"Então você não quer a sobremesa?" perguntou, dando um grande sorriso "Muito bem, mais pra mim..."
desencostou da cadeira rapidamente, pegando o menu. "Eu [i]acho[/i] que posso comer algum bolo de chocolate..." ela lhe disse, sorrindo.
gargalhou, pedindo as sobremesas quando a garçonete veio recolher os pratos deles. Quando ela os deixou sozinhos novamente, atravessou a mesa com os braços e segurou as mãos de . Ele sorria para ela enquanto acariciava as costas de sua mão com seu polegar. tremeu ao sentir o toque de , seus olhos vidrados nos dele.
"Isso é... esquisito" disse calmamente "Eu quero dizer, é um estranho [i]bom[/i], mas ainda é estranho. Eu me sinto nervosa, como se eu tivesse que impressionar você"
sorriu ao ver corar. Ele levou uma das mãos dela até seus lábios, beijando seus dedos suavemente. "Vamos seguir com isso devagar, como você quer" ele lhe disse "Vamos no seu ritmo, você manda".
sorriu amável. Estando com ele agora, ela não podia acreditar que estiveram separados pela maior parte do ano. Era tão natural e tão [i]certo[/i] estar com ele. estava percebendo como havia sentido sua falta. Ele esteve sempre por perto e ela o estava vendo sempre, mas ela sentira falta de estar com ele e de falar com ele sobre qualquer coisa que quisesse. sentira falta de como eles costumavam ser. E agora estava muito feliz por estarem tendo uma nova chance. Contraia os lábios enquanto o estudava... seus olhos cobertos pela sombra, os lábios curvados em um sorriso suave, a luz fraca deixava seus olhos azuis ainda mais brilhantes. foi pega por uma sensação de calor e segurança. E repentinamente ela quis esquecer os acontecimentos do ano que passara. Ela quis esquecer toda a dor que lhe causara. sabia que estava pronta para seguir em frente, mas ela ainda desejava que aquilo sumisse de sua mente.
"Tem algo errado, amor?" perguntou gentilmente, notando que o sorriso sumira do rosto de .
"Nada..." sacudiu a cabeça "Não importa. Não precisamos falar sobre isso hoje"
"Falar sobre o quê?"
"Não será tão simples como pensávamos que seria, não é?" perguntou "Com tudo o que aconteceu no passado. eu quero dizer, existe o para pensar. E existe a . Não é apenas eu e você"
"Tudo vai dar certo" lhe assegurou, alisando suas mãos gentilmente "Não vamos nos apressar, não iremos fazer decisões apressadas. Está tudo a nosso favor. E nós queremos fazer isso funcionar, então, irá funcionar".
sabia que ele estava certo. Não importava o que dissessem, isso era entre ela e . Se eles quisessem entrar de vez em um relacionamento, eles poderiam. Se eles quisessem esperar antes de ficar sério novamente, eles poderiam. sabia que ambos queriam ficar juntos. E ela sabia que isso era algo que definitivamente eles poderiam fazer.


Capítulo 143

soltou a mão de ao atravessar a entrada da garagem, procurando por suas chaves dentro da bolsa.
"Eu devo ter as esquecido" ela resmungou, franzindo a testa ao encarar a bolsa. Encolhendo-se, ela bateu forte da porta da frente. " vai me matar" ela disse a , tentando segurar um sorriso.
Uma luz acendeu no hall de entrada antes de abrir a porta, vestindo apenas um samba-canção. Ele tremeu ao sentir a brisa noturna invadir a casa, dando um passo para trás para deixar e entrarem. Seu cabelo estava espetado para todos os lados, seus olhos insistindo em fechar quando ele tentava acordar apropriadamente.
"Desculpe" disse docemente, sorrindo.
balançou a cabeça, bocejando ao se voltar para as escadas. Ele se despediu com a mão por cima do ombro para os dois ao subir, deixando e sozinhos. Os dois sorriram um para o outro timidamente, incertos do que fazer depois. tomou uma atitude e se aproximou de , descansando sua mão na cintura dela. Ele levou a outra mão até o rosto da garota, as costas de seus dedos passeando pela bochecha dela enquanto ele a observava.
"Você é linda" sussurrou suavemente.
sorriu abertamente a ele. Ela deu um leve beijo nos lábios dele, envolvendo seus braços em volta do pescoço do rapaz. Indo ligeiramente para trás, os olhos de se encontraram com os de por apenas um segundo antes dos lábios dele encostarem nos dela novamente. Ela o puxou para mais perto quando os braços dele deslizaram pela parte inferior de suas costas, segurando-o contra ela. se sentiu tonta, um calor correndo por ela enquanto eles se beijavam. O silêncio foi interrompido pelo som da porta abrindo no andar de cima. deu um passo para trás, mordendo o próprio lábio enquanto sorria amavelmente para ela. Em um impulso, ela o beijou de novo rapidamente, amando a sensação dos lábios dele contra os dela.
apareceu no topo da escada, bocejando abertamente e coçando cansado os olhos. correu pelos degraus até ele, recolhendo-o em seus braços. "O que você está fazendo acordado?" ela perguntou silenciosamente ao andar até o quarto dele, seguindo-a. Ela deitou , tirando o cabelo de sua testa e puxando uma coberta por cima dele. murmurou algo, seus olhos fechando devagar enquanto ia se aconchegando. sorriu quando se abaixou, roçando seus lábios na testa de . Ele olhou com orgulho para seu filho, antes de envolver um braço em volta de e a puxando para mais perto. Ela apoiou a cabeça no ombro dele e sentiu um beijo suave em seus cabelos.
"É melhor irmos dormir" sussurrou, sem querer perturbar o silêncio do quarto. concordou com a cabeça e eles saíram do quarto, deixando a porta ligeiramente aberta.
Eles pararam na porta do quarto de . mexia os pés nervosamente, sem saber se entrava ou não. respondeu a pergunta para ele ao segurar em sua mão e o puxar para dentro. Eles deixaram as luzes apagadas ao se despirem, ambos tentando lançar olhares um para o outro. entrou por debaixo das cobertas, chamando com a cabeça para se juntar a ele quando ele permanecera em pé ao lado da cama. Dentro de segundos, ele estava deitado ao lado dela, com seu rosto apenas a alguns centímetros do dela. Os olhos de foram dos olhos dele para os lábios, e ela levantou a mão, traçando a linha dos lábios dele com seu dedo. ficou parado, contente apenas por estar próxima a ela. Envolvendo sua mão em volta do pescoço dele, o puxou devagar para perto dela e o beijou ternamente. respondeu o beijo, seus lábios deslizando pelos dela ao se mover para mais perto.
"Te amo" sussurrou quando o beijo terminou.
"Eu também te amo" respondeu, seus olhos a observando pela escuridão. se mexeu para deitar a cabeça no peito dele, suas pernas entrelaçadas embaixo das cobertas. E eles caíram no sono, com a pálida luz do luar refletindo no quarto com um doce brilho.


Capítulo 144

"Bom dia, " murmurou, sorrindo enquanto aproximava-se dele. sorriu em resposta, envolvendo seus braços fortemente ao redor de sua garota. moveu-se para encará-lo, beijando-lhe os lábios ternamente.
'Bom dia pra você t ambém" respondeu, seus lábios ainda juntos. "Você não me chama desse jeito há algum tempo"
"O quê? ?" deu de ombros. "Eu nem me dei conta de que havia dito"
"Eu gosto. Faz minha barriga ficar engraçada quando você diz" riu, beijando a ponta do nariz de .
Ela sorriu, seus dedos brincando com os cabelos bagunçados dele. "Maluco..." Ela murmurou.
"Ei!" protestou enquanto suas mãos escorregavam pelo corpo de , por baixo do top dela. soltou risadinhas tentando pará-lo. estava rindo alto quando retrucou embaixo dele.
"! Pare!" ordenou aos risos "Eu falo sério, !"
Após alguns minutos, fez o que ela pedira, mas suas mãos permaneceram por debaixo da blusa dela, suas palmas descansando no estômago de . Seus olhares se encontraram e foi repentinamente consumido por luxúria. Ele abaixou, cerrando os lábios de com os seus. gemeu ao sentir a língua dele em sua boca, envolvendo seus braços nele para aproximá-los. Uma de suas mãos correram pelas costas de , descendo até as cuecas dele. gemeu alto interrompendo o contato, mas ainda querendo mais. Enquanto as mãos de tentavam mover-se, um grito vindo de baixo interrompeu o momento.
"! Você vai levantar ainda hoje?" gritou " precisa comer e eu tenho que ir trabalhar!"
soltou um suspiro e saiu de cima dela relutantemente, caindo pesadamente na cama ao lado dela.
"Desculpe, amor" lhe disse, beijando-o devagar. sorriu para ela suavemente enquanto ela saía da cama e apressava-se a sair do quarto. Desceu as escadas e foi à cozinha, onde estava sentado à mesa vendo passar maquiagem.
" é um tremendo preguiçoso e ainda está na cama... E eu não tenho tempo para fazer o café-da-manhã do " disse, passando máscara.
"Sem problemas" respondeu radiante, beijando o topo da cabeça de antes de pegar uma frigideira. parou o que estava fazendo e olhou para a irmã suspeitando de algo. sorriu para ela.
"O que foi?" perguntou, voltando a fazer o café.
"Você está muito feliz esta manhã" ressaltou "Imagino que tenha corrido tudo bem noite passada"
"Realmente ocorreu" concordou rindo.
"Ele está lá em cima, não está? Você dormiu com ele?" perguntou.
"Sim, está lá em cima. Mas não fizemos nada. Viemos pra cá porque ele bebeu um pouco e não pôde dirigir para casa"
"Se você diz, então..." piscou sorrindo.
"É sério!" insistiu "Nós apenas dormimos um ao lado do outro!"
"Claro que sim!" respondeu sarcasticamente. Ela pigarreou enquanto caminhava para dentro do cômodo, vestindo apenas jeans, suas camiseta e jaqueta nas mãos. Os olhos de correram pelo peito dele e logo, ela voltou para seu rosto ao ouvir rir. "Certo, estou indo trabalhar" anunciou e saiu, batendo a porta atrás de si. pôs a camiseta, sorrindo quando se aproximou dele para atacar os botões.
"Bom dia... Novamente" sorriu, beijando-a rapidamente.
"Oi" sorriu "Quer comer algo?"
"Não, estou bem, obrigado" respondeu "Eu deveria ir para casa. acabou de telefonar. Eu pensei que ele ficaria furioso ao ver que eu ficara a noite inteira fora e não o chamei... Mas ele disse que não estava esperando que eu voltasse".
corou enquanto sorriu suavemente. Ele segurou o rosto dela carinhosamente e beijou seus lábios.
"Vou te ligar mais tarde" prometeu e assentiu, rindo. Ele pegou beijando sua testa gentilmente. Pondo-o de volta em seu lugar na cadeira, andou até a porta. Ele sorriu lindamente para antes de sair e ela caminhou para vê-lo sair, um sorriso brincando em seus lábios enquanto assistia a porta da rua fechar atrás dele.


Capítulo 145

chutou a bola para , sorrindo quando ele levantou a perninha para chutar de volta. perdeu o equilíbrio, parecendo instável por um segundo antes de cair de bunda. Ele soltou uma risadinha enquanto o colocava de pé novamente. chutou a bola o mais forte que pôde de volta para o pai. sorriu a eles ao ir para fora, com ao seu lado. passou a bola para , deixando ela e jogando ao ir em direção a . Ele sentou ao lado dela na grama, deitando e fechando os olhos.
"Já terminou de jogar futebol? Não acha que está precisando do exercício?" provocou, cutucando-o na barriga com o dedo.
"Fique quieta" respondeu, rindo.
riu, mantendo um olho em e . Já era algumas semanas depois e eles estavam passando um bom tempo juntos. sentia como se ela e nunca tivessem se separado, a facilidade deles voltarem a serem uma família novamente havia a surpreendido. Ela estava hesitante em relação a no começo, as memórias ruins ainda a rodeando. Mas até mesmo aquilo estava se tornando mais fácil, com estando confortável com rapidamente.
"Você é muito boa com ela, sabe" disse, apontando com a cabeça para .
"Você acha?" se encolheu "Ela é adorável. Ainda é um pouco estranho de vez em quando, mas eu tenho que lidar com isso, não é mesmo? Mesmo que ela seja filha da Lauren..."
"Ela também é minha filha" falou silenciosamente.
"Eu sei" respondeu rapidamente "Eu estou tentando, , e eu sei que ela é parte dessa família. Mas eu não posso ser um exemplo de mãe para ela tão rapidamente. Vai levar tempo"
"Não tem importância" concordou, pegando em sua mão "Eu não sabia como seria... sabe, com tudo que já aconteceu. Eu sei que deve te lembrar de..."
"Não, " o interrompeu "Não traga tudo isso à tona de novo. Vamos lidar com o que está aconteecndo agora, ok?"
se sentou, ainda segurando a mão de . "Ok" ele murmurou baixo, beijando-a. deitou a cabeça em seu ombro, e ele a ouviu fungar. Afastando-se ligeiramente, a olhou preocupado. "Você tá bem, amor?" ele perguntou, correndo seu polegar pela bochecha dela.
balançou a cabeça, tossindo fraco. "Eu acho que estou ficando gripada..." ela sussurrou, fazendo careta.
"Oooun..." falou amorosamente, beijando a testa dela e a puxando para mais perto "Por que não vai se deitar? Eu fico aqui cuidando desses dois por um tempo"
"Não, não precisa. Eu vou ficar bem" respondeu "Eu vou fazer um chá daqui a pouco. Quer que eu faça um espaguete?"
", se você não se sente bem, então a gente pode pedir alguma comida" falou a ela.
"Eu estou bem, é sério" disse "É só um resfriado. Venha, está começando a escurecer. Vamos colocar as crianças para dentro"
se levantou, puxando com ela. Os quatro entraram na casa, onde se ocupou fazendo chá, enquanto sentava e à mesa, com livros de colorir e canetas jogadas na superfície.
"Posso fazer alguma coisa para ajudar?" perguntou, ficando atrás de e descansando o quiexo no ombro dela.
"Você pode picar as cebolas" disse, virando a cabeça para beijá-lo na bochecha. Ela jogou alguns cogumelos dentro da panela, mexendo-os com a colher, enquanto ficava ao seu lado. captou o olhar dele e sorriu. Os dois ficaram lado a lado, lançando olhares tímidos um para o outro de vez em quando e sorrindo abertamente. bateu seu quadril contra o de e ela soltou uma leve risada, socando o braço dele de brincadeira. Ela se sentiu quente e relaxada, aproveitando o fato de que eles estavam se tornando uma família novamente.


Capítulo 146

"Eu disse que você deveria pegar leve" disse a quando entrou na sala de estar. e estavam sentados em um sofá, concentrados no desenho que passava na TV. sentou no outro sofá, um lençol jogado sobre ela.
olhou ameaçadoramente para ele, pondo o pesado cobertor sobre seus ombros. Ela tossiu, fazendo uma careta quando isso fez sua garganta queimar doloridamente.
"Seja legal comigo. Estou doente" respondeu, sua voz fraca.
"Eu estou sendo legal! Veja o que eu trouxe pra você de quando eu estava fora!" disse, segurando um copo da Starbucks "Um Caffé Mocha... Seu favorito".
"Yum..." sorriu, apanhando o copo.
"E não é tudo! Para pô no café... Eu trouxe... MARSHMALLOWS!" gritou a última palavra mostrando todos os dentes em um sorriso. se esticou, pegando a sacolinha de marshmallows do bolso de trás dos jeans dele.
"Eu espero que você não tenha sentado e esmagado os coitadinhos com o seu bundão" disse a ele, sorrindo satisfeita ao olhar a sacolinha.
" sentou ao lado dela, parecendo estar ofendido. "Fique você sabendo que meu lindo traseiro fofo não esmagou nada".
riu, desencostando do sofá para beijar sua bochecha. "Obrigada, amor" ela disse devagar, sorrindo. sorriu de volta quando ela abrira a sacolinha de marshmallows, jogando alguns dentro do copo. Ela deu um pequeno gole, fechando os olhos quando o líquido quente passou por sua garganta momentaneamente.
a abraçou quando ela retornou para ele, limpando gentilmente um resto de creme que estava em sua bochecha. A mão dele congelou no rosto dela quando ele lhe olhou, consumido por uma sensação incrível de amor. sorriu pra ele, suas mãos atadas no copo enquanto ela bebericava o café. Ela cobriu sua boca com a mão e tossiu alto.
"Eu me sinto horrível" disse desajeitada, descansando a cabeça nas costa do sofá.
deitou sua cabeça ao lado da dela, esticando seu lábio inferior ao olhá-la. "Acha que vai estar melhor amanhã?" ele perguntou gentilmente, passando a mão pelos cabelos dela.
"Espero que sim" respondeu "Por quê?"
" quer todos nós nos encontremos com ele. Ele tem algumas novidades..."
franziu a testa quando a voz de cessou. "Que novidades?" perguntou curiosamente.
"Não sei" deu de ombros. "Bem, eu sei... Mas não estou autorizado a contar".
"Nem mesmo uma dica?" insistiu, elevando as sobrancelhas.
"Nem" balançou a cabeça firmemente.
"Nem mesmo uma dicazinha zinha zinha bem pequenininha?" abriu um sorriso.
"Eu não posso" riu " me mataria".
"Então por que ele contaria a você e a mais ninguém?"
"Porque eu dei a ele uma carona pra casa" respondeu, pondo no seu joelho quando ela andou até ele "E é fiel quanto a guardar segredos. Então, você irá amanhã?"
"Eu acho que sim" concordou "Mas eu posso fazer a Nat me dizer tudo antes"
"Você pode tentar, mas ela não irá dizer" balançou a cabeça, sorrindo.
"!!!!!!!!!!!" bradou "Só me conte! Eu prometo que ainda ficarei chocada quando eles me contarem!"
gargalhou ao ver a expressão de súplica no rosto de . Ele balançou a cabeça negativamente, beijando a testa dela. fez uma careta, deitando a cabeça no ombro dele quando gemeu tristemente. pôs um braço ao redor dela, ficando em silêncio enquanto ouvia a respiração dela ficar baixa, sua cabeça mexeu abaixo do queixo dele até que ela dormisse. suspirou contentemente, trazendo-a mais pra perto. Eles disseram que iriam devagar, dexariam o relacionamento se desenvolver com o tempo. Mas os dois estavam chocados com o quão rápido eles voltaram à rotina juntos, passando todo o tempo juntos sem nem perceber. Mas queria mais. Ele queria que e se mudassem para a casa dele novamente. Ele estava prontos para serem uma boa família. Ele só precisava de coragem para descobrir se também queria isso.


Capítulo 147

Todos os olhos estavam virados para Natalie e , que estavam parados em pé, de mãos dadas, com enormes sorrisos em seus rostos. Todos estavam na sala de estar, espremidos em um sofá. Natalie sorriu para seus rostos em expectativa, todos curiosos para saber qual era a novidade.
Sorrindo abertamente para a esposa ao segurar a mão dela, começou a falar “Certo, eu sei que vocês estão imaginando o motivo de estarem aqui. Nós temos algumas novidades e queríamos contar a todos vocês juntos. E...”
“Nat está grávida” gritou, levando um tapa de na parte de trás da cabeça. “Ai! Por que você fez isso?!”
“Deixe-os terminar” disse a ele, rolando os olhos.
“Na verdade, está certo” sorriu, com a felicidade evidente em seus olhos. “Nós vamos ter um bebê”
foi a primeira a reagir, pulando feliz e puxando e Natalie para um abraço. “Isso é demais!” ela exclamou. “Já está de quanto tempo?”
“Três meses” Natalie respondeu, sorrindo para quando ele se aproximou para abraçá-la.
“Parabéns” disse a eles, abraçando com um braço por estar segurando com o outro.
Eles estavam todos no meio da sala, abraçando o casal e conversando alegremente.
“Mais um bebê McFly” sorriu, balançando em seus braços. “Vai ser demais, não posso esperar”
concordou com a cabeça, sorrindo brilhantemente ao cruzar o olhar com Natalie. O amor entre os dois era evidente, a felicidade deles era óbvia para todo mundo.
sorriu ao assisti-los, envolvendo seus braços em por trás e descansando sua cabeça no ombro dela. O cômodo entrou em silêncio até o toque de se espalhar pela sala. Ele pegou o celular do bolso, sorrindo abertamente ao notar quem estava ligando e saindo da sala em silêncio. e Natalie olharam para os meninos curiosas.
“Ele está ficando com uma menina” disse a elas “Ele a conheceu faz poucas semanas, mas ele parece um tanto apaixonado”
“Aah, que fofo” deu uma risadinha.
“É, ele estava dizendo que...” pausou ao olhar em volta do grupo, franzindo a testa. “Cadê a ?”
apontou com a cabeça para a porta dos fundos que levada ao jardim. pôde ver sentada no banco, virada de costas para a casa. Sua cabeça estava abaixada, com o vento assoprando em seus cabelos. Ele soube instintivamente que algo estava errado. pegou de seus braços cuidadosamente, com um sorriso suave em seus lábios.
“Vá falar com ela” disse baixo.
foi até a porta, deslizando-a para fechá-la ao chegar ao jardim. Ele viu enxugar os olhos rapidamente com as mãos trêmulas enquanto ele foi se aproximando. Sem dizer uma palavra, sentou ao lado dela e a puxou para seu peito. Os braços dele estavam em volta dos ombros dela, com a cabeça dela enterrada no peito dele enquanto ela chorava em silêncio. dava beijos suaves em sua cabeça, murmurando palavras de consolo. se afastou um pouco, fungando alto e secando seus olhos úmidos.
“O que foi, ?” perguntou suavemente, preocupado.
“Não é nada...” balançou a cabeça. “Eu só estou me sentindo uma merda e tudo veio a mim”
“Eu sei que não é só isso” disse baixo, correndo as pontas de seus dedos pela parte de trás da cabeça dela.
mirava o jardim, com um olhar distante em seu rosto. Ela não falou por um tempo. Sua voz estava baixa e triste quando ela finalmente quebrou o silêncio. “Você pensa no aborto de vez em quando?” ela perguntou a , olhando para ele. “Ou no que teria acontecido se as coisas tivessem sido diferentes?”
“Sim, claro que penso” balançou a cabeça, suspirando pesadamente.
“Eu penso muito sobre isso” admitiu, com seus olhos brilhantes por causa das lágrimas. “ e Nat anunciando aquilo fez tudo voltar a mim. Eu teria uma pequena saliência agora...”
, você não pode pensar assim” disse a ela, assistindo-a cuidadosamente.
“Eu sei, eu sei” fechou os olhos por um momento. “E eu sei que era o momento errado para eu engravidar. Nós nem estávamos juntos naquela época. Mas agora estamos e está tudo dando certo... e eu meio que queria que estivéssemos esperando mais um bebê”
puxou para perto dele, dando um beijo firme em seus lábios. “Amor, nós temos todo o tempo do mundo...” sussurrou, segurando suavemente o rosto de . “Nós teremos mais filhos, quando o momento for certo. Não temos que apressar”
concordou com a cabeça, consolada pelas palavras dele. Ela sabia que se era para eles terem mais filhos, eles teriam. O que importava naquele momento era que eles estavam juntos... e eles eram uma família para e .
...” disse suavemente, descansando a cabeça no ombro dele. “Eu quero que moremos juntos novamente”
se afastou ligeiramente, com um sorriso iluminando sua feição. “Sério? Você tem certeza?” ele perguntou, com o olhos cheios de esperança.
“Tenho certeza” disse a ele, concordando com a cabeça. Ela deu uma risadinha quando a abraçou apertado, seus braços fazendo um casulo em volta dela ao segurá-la forte.


Capítulo 148

dobrou uma blusa, colocando-a sobre a pilha de roupas que estava em cima da cama. Cuidadosamente, ela pegou as roupas e as colocou dentro de uma gaveta. Ela olhou para o quarto, acenando a cabeça quando percebeu que estava terminado. Entrou no hall, onde estava arrastando mais uma mala pela porta de entrada.
“Sério, ... Por que você precisa de tanta coisa?” perguntou, suspirando fundo quando largou a mala na sala de estar e largou-se no sofá.
“Porque sim” respondeu simplesmente, afagando os cabelos de ao sentar a seu lado e se inclinando para beijar a bochecha dele. “Na verdade eu deixei muita coisa no apartamento da . Não acho que tenhamos espaço para tudo aqui”.
“Certo, eu não vou mais carregar malas por aquelas escadas” lhe disse, chutando a mala que havia largado para dar ênfase à suas palavras.
“Por aquelas escadas?” repetiu, girando os olhos “, você usou o elevador todas as vezes que subiu com malas. Você não usou a escada uma vez só”
“Tanto faz” disse; um pequeno sorriso em seu rosto. Ele prendeu seus braços ao redor de e a trouxe para perto dele.
se moveu e pousou as pernas sobre os joelhos dele, sua cabeça no ombro de . Eles ficaram ali, sentados calmamente por alguns minutos, apenas sentindo a paz e a quietude que os cercava. poderia sentir-se cochilando no abraço confortável dos braços de .
“Estou tão feliz que você tenha voltado” disse suavemente, quebrando o silêncio e acordando de seu cochilo.
“Eu também” sorriu, sentindo abraçá-la ainda mais forte.
Quando olhou para uns minutos mais tarde, ele estava dormindo. Sua respiração estava calma, ele emanava paz enquanto dormia. afastou sua franja de sua testa, admirando-o por um segundo. Os olhos dela percorreram cada centímetro de seu rosto, seu coração batendo enquanto ela percebia novamente o quanto o amava. Ele era o pai de seu filho, a única pessoa com a qual ela queria construir uma família. foi a primeira e única pessoa que ela havia amado. não poderia imaginar sentir o mesmo que sentia por por qualquer outra pessoa, e ela não queria.
Beijando os lábios dele gentilmente, tirou os braços de dela e se levantou. Ela bocejou enquanto pegava a alça da mala e a arrastava para fora da sala. Ela abriu a porta do quarto de , largando a mala ao entrar. O quarto ainda parecia exatamente o mesmo. As únicas diferenças eram as bonecas, ursinhos de pelúcia e roupas que obviamente pertenciam a .
puxou a mala para o meio da sala. Ela abriu, começando a colocar os brinquedos de pelo quarto.
Ela congelou quando notou as duas fotos que ainda se encontravam sobre um dos criados mudos. Em uma delas encontravam-se e sorrindo felizes, a outra era quando estava no fim da gravidez. passou o dedo pelo rosto de na primeira foto, incapaz de parar de sorrir para o sorriso brilhante em seu rosto. Seu sorriso sumiu ligeiramente quando olhou para a segunda foto, seu dedo agora deslizou para a sua barriga. desviou o olhar da foto, mantendo-os longe dela. Ela decidiu focar sua atenção em retirar as roupas de da mala, tentando encontrar espaço no guarda-roupa entre as roupas de .
O som do telefone tocando viajou através do apartamento e ouviu os passos de quando ele foi atender. Sua voz era abafada quando ele falou antes de silenciar e o ouviu aproximar-se do quarto. se voltou para a porta quando ele entrou, o telefone em suas mãos.
“É a , pra você” ele disse em voz baixa, mordendo o lábio quando entregou o telefone a .
Ela olhou para ele curiosamente antes de levar o telefone à orelha. “Oi...” disse ao aparelho. viu a cor desaparecer de seu rosto enquanto ela ouvia falar. Ele se posicionou ao seu lado, segurando sua mão livre fortemente.
“Mas eu não... quando...” gaguejou, franzindo o cenho. “Ela não pode ter ido. Eu não acredito”.
As lágrimas preencheram os olhos de quando ela falava com por mais uns minutos, antes de desligar. Seu olhar estava fixo no telefone por um momento enquanto ela o girava por suas mãos.
“Amor...” sussurrou cuidadosamente, chamando a atenção de .
olhou para ele, descrença e choque evidentes em seus olhos. “Ela se foi, murmurou, balançando a cabeça “Ela morreu, minha mãe morreu”


Capítulo 149

As árvores e as casas passavam a toda velocidade em um borrão ao olhar pela janela do carro; as gotas da chuva correndo pelo vidro, fazendo a paisagem ainda mais distorcida. Ela sentiu apertar levemente sua mão, e ela apertou os dedos dele com os dela, mostrando a ele que ela estava bem e que agradecia por ele estar lá. Eles já estavam no carro fazia uma hora e não havia dito uma palavra. Ela não queria falar, ela não queria conversar sobre como estava se sentindo. Mas a presença de ao seu lado era a única coisa que não a deixava desmoronar completamente. Depois que ligou para para contar o que havia acontecido, houve uma correria para fazer os preparativos. e queriam chegar em casa o mais rápido que conseguissem. e insistiram em ir com elas. Depois de muitas ligações, ficou decidido que e Natalie tomariam conta de e naquela noite. A mãe de chegaria em Londres no dia seguinte para ajudar. Então eles finalmente haviam saído no final da tarde, a noite já ameaçando chegar. estava dirigindo; seus olhos ficavam indo da estrada para para checar se ela estava bem. e se sentaram no banco de trás, bem próximos.
“É essa daqui” falou baixo, apontando para a casa à esquerda. estacionou fora e os quatro olharam silenciosamente para a casa. Todas as cortinas estavam fechadas e a casa inteira estava escura, sem sinal de vida. foi a primeira a se mover, tirando o cinto de segurança e saindo do carro. Ela não esperou pelos três antes de seguir até a casa. Ela ficou parada na frente da porta por um minuto, descansando a mão na mesma. apoiou uma mão confortante em seu ombro, mas ela a retirou com um balanço. “Deixe-me, estou bem” ela disse a ele, com a voz tensa. Ela levou a chave até a fechadura e abriu a porta da frente, entrando com um passo.
viu o rosto de entristecer quando se afastou dele. “Ela não quis dizer isso, ela só está chateada” disse a ele, dando leves tapas tranqüilizantes em seu braço. Ela seguiu pela casa, mantendo um apego forte na mão de .
Quando a porta de entrada se fechou atrás deles, a casa inteira entrou em uma escuridão completa. apertou o interruptor, preenchendo o corredor com uma luz forte. olhou em volta; seu olhar passando pelas fotos penduradas nas paredes. A maioria delas mostrava duas garotas em fases de crescimento... bebês sentadas juntas no sofá, crianças sorrindo felizes para a câmera, duas garotas um pouco mais velhas vestidas de damas de honra. sorriu para o arranjo de fotos de e . Ele nunca soube muito sobre a infância de . Era um tópico que ela não fala muito sobre, sempre mudando de assunto quando chegava nele. nunca perguntara por quê. Ele nunca achou que fosse de seu direito. Mas agora ele estava fascinado e queria saber mais. Ele pôde ver olhar para as fotos com a mesma curiosidade e ele percebeu que talvez também não falasse muito sobre sua infância.
“Eu não consigo fazer isso” sussurrou quando abriu a porta que saía do corredor. “É muito cedo para olhar em volta da casa dela e ver todas essas coisas”
“Talvez devêssemos dormir um pouco” sugeriu. “Hoje foi um longo dia”
concordou com a cabeça, mordendo o lábio ao puxar até as escadas. Ela mantinha seu olhar no carpete ao andar, sem querer ver nada que pudesse fazer isso tudo real. Ela não conseguia encarar a realidade ainda. Será melhor de manhã, ela ficava se dizendo. De manhã, tudo será mais fácil.
observava em volta enquanto o guiava até um pequeno quarto no andar de cima, fechando a porta atrás deles. Pôsteres cobriam as paredes, mostrando bandas e estrelas de filmes que eram populares anos atrás. Um edredom rosa pálido cobria a cama e as paredes eram pintadas de um roxo claro. se sentou na ponta da cama, absorvendo tudo sobre o quarto. Havia apenas uma fotografia no quarto, uma foto em um porta-retrato roxo em cima da prateleira.
“Essa é a sua mãe?” perguntou, com os olhos fixos na foto ao pegá-la.
“É... sou eu, mamãe e respondeu. “Foi tirada alguns anos atrás”
colocou a fotografia de volta à prateleira, virando-se para quando ela tirou seus jeans e foi para de baixo do edredom. Ele se despiu até ficar de samba-canção antes de ir para a cama, puxando para próximo dele imediatamente enquanto ela descansava sua cabeça no peito dele.
“Então esse é o seu quarto antigo?” perguntou baixo, sentindo concordar com a cabeça contra seu peito.
“Eu o decorei dessa forma quando tinha uns doze anos” falou suavemente. “E então não tive a chance de mudá-lo, com tudo que estava acontecendo...”
se moveu para olhar para quando a voz dela foi sumindo. “Tipo o quê?” ele sussurrou, correndo a ponta seus dedos suavemente pelo braço dela.
inspirou profundamente, afastando-se ligeiramente de para que eles ficassem deitados se encarando. “Quando papai foi embora, mamãe começou a beber... bastante” começou, falando baixo. “Eu e tentamos continuar normalmente. Ainda íamos a escola, ainda fazíamos as coisas de sempre. E eu acho que nós não notamos que a bebedeira dela estava piorando. Ou então apenas ignoramos. Mas ela estava sempre bêbada ou dormindo. Às vezes, conseguíamos ter uma conversa com ela e era ótimo. Mas então ela ficava bêbada novamente antes que percebêssemos e não conseguíamos nos conectar com ela. Ela não era a mesma pessoa. Então, eu e praticamente tomamos conta uma da outra”
“Quantos anos você tinha?” perguntou, sentindo a dor ao ouvir o que teve que agüentar.
“Eu tinha catorze. tinha quase dezesseis” respondeu. “Nós não sabíamos para quem pedir ajuda, então simplesmente seguimos com as coisas. Ela começou a ficar melhor depois de alguns anos, falando sobre ir atrás de ajuda. Mas disse que não agüentava mais. Assim que ela fez dezoito anos, saímos de casa. E eu não vi minha mãe desde então”
“Eu não fazia idéia” murmurou.
“Eu nunca contei isso a ninguém” mordeu forte seu lábio. “Não é algo que me dê muito orgulho”
se aproximou de , enterrando seu rosto no peito dele. Ela só precisava ficar próxima a ele, precisando que ele estivesse lá para ela. envolveu forte seus braços em volta dela, querendo fazer qualquer coisa para consolá-la. Ele sabia que tinha sido difícil para ela dizer aquilo tudo a ele. Ela havia guardado dentro por tanto tempo, querendo deixar no passado. E agora estava tudo sendo arrastado para a superfície novamente. Agora que elas estavam de volta naquela casa que guardava tantas memórias, sabia que os próximos dias seriam difíceis.


Capítulo 150

"Você precisa dormir um pouco, querida" disse a , sua mão pousada na bochecha dela enquanto ele enxugava suas lágrimas.
"Eu não posso" respondeu, balançando a cabeça "Eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso"
"É por isso que você precisa dormir. Você precisa descançar ou irá se sentir ainda pior amanhã" se aproximou, seus braços ao redor do corpo dela enquanto pendia sua cabeça ao ombro dele. Meia hora depois, estava dormindo pesadamente e ainda estava acordado. Ele suspirou, olhando ao redor do quarto nada familiar. Cuidadosamente levantando da cama para não perturbar , desceu as escadas. Vestiu uma camiseta enquanto descia, tremendo ao sentir o ar frio circulando pela casa. A porta para a sala de estar estava fechada. franziu a testa, abrindo a porta. Estava escuro, mas ele pôde ver sentada no sofá, vestida com um dos suéteres de e um short.
Ela olhou quando entrou na sala e lhe deu um sorriso suave.
"Você quer ficar sozinha?" perguntou, hesitando.
"Não, tudo bem" balançou a mão. "Sente aí"
sentou ao lado de e ela acendeu uma lâmpada, o brilho suave iluminando o quarto. pôde ver que seus olhos ainda estavam vermelhos, suas bochechas ainda brilhavam com as lágrimas.
" dormiu?" perguntou, olhando para .
Ele assentiu. "Sim, ela finalmente adormeceu. Ainda levou um tempo, mas acho que é compreensível, com tudo o que aconteceu hoje. Você não conseguiu dormir?"
"Não" respondeu "Eu cochilei um pouco, mas depois acordei e não pude dormir novamente".
"Eu sei como se sente" suspirou.
abaixou os olhos, os dedos brincando com o suéter que vestia. Ela começou a fungar calmamente, ocasionalmente levando sua mão aos olhos para enxugá-los. permaneceu em silêncio sem ter a certeza do que fazer.
"Desculpe" gaguejou, sentindo a atmosfera da sala tornar-se desagradável.
"Você não tem que se desculpar" lhe disse. "Você está autorizada a ficar chateada... Eu só... Existe algo que eu possa fazer? Eu sou horrível nessas situações"
balançou a cabeça, um sorriso suave em seus lábios. "Não se preocupe com isso, ninguém sabe o que dizer nessas situações. A sua presença já é suficiente, por . Eu sei que significa muito pra ela".
"Também estou aqui pra você" interrompeu "Eu e só queremos ajudar vocês duas a superar isso".
"Obrigada" disse suavemente. Ela olhou ao redor do quarto, memória voltando com toda a força em sua cabeça. Ela lembrava de estar sentada ali com e seus pais, assistindo televisão e conversando. Foi muito doloroso, mas acolheu as memórias, os tempos em que eram uma família. "Minha mãe amava essa sala" disse, voltando-se para "Ela passou séculos decorando, fazendo-a ficar exatamente como ela queria. Meu pai ficava irritado e dizia que ela estava gastando muito dinheiro. Mas ele não se importava de verdade. Ele teria feito qualquer coisa por ela... Em uma época".
"O que aconteceu?" perguntou, vendo o rosto de desabar quando as lágrimas brotaram em seus olhos.
"Eles começaram a brigar muito. Eu nunca soube porquê brigavam, mas um dia meu pai simplesmente não estava aqui. Acordei uma manhã e ele tinha partido" fungou ligeiramente "Eu nunca mais o vi, ele não entrou em contato"
"Eu sinto muito, " disse sinceramente, uma de suas mãos descansando em cima das dela.
"Faz muito tempo" fungou novamente, enxugando seus olhos "É só que... Com a morte da mamãe, tudo está voltando à minha mente. Eu não pensei nisso por anos. Mas agora que eu estou pensando nela, eu sinto falta. E ela não está aqui. Eu posso contar o número de vezes que eu a vi nesses últimos seis anos nos dedos de uma mão. Eu não achei que precisava dela, eu simplesmente segui em frente... Mas eu sinto falta dela".
voltou-se para , as lágrimas em seus olhos ameaçavam cair a qualquer segundo. Ela respirou fundo, ainda olhando para ele. "Como eu posso sentir falta de alguém que eu nunca via?" questionou, sua voz trêmula quando as lágrimas desceram por suas bochechas.
"Ei, ei, vem aqui..." disse atenciosamente, envolvendo seus braços ao redor de e a abraçando.
Isso foi um pouco antes de voltar para seu lugar rapidamente, ela ergueu um pouco a cabeça e enxugou os olhos antes de olhá-lo novamente.
Seus olhares se encontraram e congelou. abriu a boca pra dizer qualquer coisa, mas as palavras não vieram. Ela estava o olhando intensamente e sua respiração acelerou quando olhou para seus lábios antes dos olhares se encontrarem novamente.
Mas que infernos...? pensou, a confusão se instalando em sua mente.
Antes que qualquer um deles soubesse o que estava acontecendo, antes que qualquer um deles pudesse pensar racionalmente... Eles estavam se beijando.
Seus lábios se encontraram suavemente, acariciando-se gentilmente. Alguns segundo se passaram antes que ambos se afastassem rapidamente. pensou em algo pra dizer, suas bochechas queimavam enquanto eles continuavam olhando um para o outro. Mas ele não teve a chance de dizer uma palavra antes que levantasse e passasse rápido demais por ele, balbuciando alguma palavra inaudível enquanto batia a porta atrás de sí.
sentou pesadamente no sofá, sua cabeça em suas mãos. "Porra, porra, porra!" ele exclamou. O que diabos vai acontecer agora?




Capítulo 151

“Como está você amor?”
O som da voz de viajou pela cozinha, assustou , e ela virou-se rapidamente, derramando café em sua camiseta.
Suspirou pegando uma toalha para limpar o liquido.
parou perto dela pegando o copo de café e colocando-o na superfície atrás de .
“Do que você gostaria, uh?” disse suavemente, correndo sua mão pelo cabelo dela afetuosamente e beijando sua testa da mesma maneira.
apertou seus olhos fortemente, a culpa passando por ela.
puxou-a para ele quando ela abafou um soluço, lágrimas corriam por sua face.
Ela apertou sua testa contra o quente peito dele, apertando um pedaço do suéter em sua mão.
O outro braço de trancou-se em volta da cintura dele e ela o sentiu beijando o topo de sua cabeça, descansando seus lábios lá gentilmente.
"Me desculpe, me desculpe" sussurrou, abraçando-o fortemente.
"Shhh..." sussurrou de volta "Está tudo bem amor, eu estou aqui"
pôde sentir as lágrimas caindo pesadamente.
Ela chorou pela mãe... A pessoa que significou tanto pra ela,
a pessoa que perdeu em algum lugar ao longo do caminho.
Ela chorou por ela mesma e por quanto culpada e envergonhada ela se sentiu.
E ela chorou por , sabendo que isso poderia rasgar seu mundo inteiro.
não sabia quando tempo eles estiveram lá, a abraçando enquanto ela soluçava.
A chuva açoitou contra a janela, a tediosa manhã enrugava a cozinha numa névoa cinza. Um barulho na porta da cozinha fez ela virar a cabeça e seus olhos alargaram quando ela viu .
"Desculpa, eu não queria interromper" gaguejou, seus olhos azuis olhando para "Eu só vou..."
"Está tudo bem cara" disse para ele, olhando de volta para . Ele sorriu levemente pra ela, beijando a ponta do seu nariz. acenou com a cabeça para avisa-lo que estava tudo bem, respondendo à uma pergunta não feita em seus olhos.
"Acho que nós todos podemos fazer alguma coisa pro café da manhã" disse, olhando entre e "Acho que eu deveria ir à loja e comprar algumas coisas? Bacon, linguiças, ovos...?"
"Yeah, parece bom " respondeu, seus olhos deixando e focando em seu colega de banda.
"Certo, 'vou ás lojas'" beijou suavemente antes de se voltar para "Posso pegar seu carro emprestado?"
"Sim, claro. As chaves estão no bolso da minha jaqueta" responde, olhando de relance para .
"Tô indo" acenou com a cabeça, virando-se para aporta. Ele foi andando quando de repente agarrou sua mão, fazendo-o se virar para ela.
"Eu vou com você" Ela disse à ele, desespero aparecendo de leve em sua voz ao pensamento de ficar a sós com . Eles só tinham estado no mesmo lugar por apenas alguns minutos e ela não conseguia mais suporta-lo. queria esquecer que a noite passada tinha até acontecido. Ela sabia que era praticamente impossível. Mas ela também sabia que poderia evitar falar sobre isso... enquanto ela evitar .
", você não está nem mesmo vestida. E o tempo está uma porcaria." disse, um estrondo de trovão correu pelo ar como se
fosse para provar seu ponto "Você fica aqui, mantenha-se aquecida. Eu não vou demorar."
trouxe sua mão até o rosto dela ternamente, passando seus lábios pelos dela. deu passagem para sair da sala, um estranho sorriso passando sobre seus lábios. Eles ouviram partindo, o som do forte vento correndo pela casa antes da porta da frente bater e bloqueando-o fora novamente.
ficou onde estada, parada a poucos pés de . O estômago dela agitava-se, a garganta ficava seca quando olhava para ele. A tensão na sala suspendeu desnamente, ficando quase insuportável. ficou tensa quando deu um passo em direção à ela, mas não se moveu pra longe dele. E então ele ficou parado em frente à ela, mordendo seu lábio nervosamente enquanto ele estudava ela.
respirou fundo, fechando os olhos rápidamente quando resmungou "Nós precisamos conversar"


Capítulo 152

O silêncio caiu sobre a cozinha enquanto olhava para o chão, encarando seus pés. As palavras corriam pela cabeça dela, embaralhando-se enquanto ela pensava sobre o que diria a seguir. Ela viu se mover, os pés dele se aproximando dos dela até ela sentir sua respiração sobre seus cabelos. olhou para ele, dando um passo pra trás surpresa quando percebeu o quão próximos eles estavam.
“Nós precisamos conversar” repetiu, seus olhos fixos no rosto de .
“Não há nada para conversar” respondeu, sua voz um pouco hesitante “Foi um erro idiota, um beijo idiota. Não há nada para superar.”
“Então nós vamos fingir que isso nunca aconteceu?” perguntou serenamente, ciente de que ainda dormia lá em cima.
“Nós precisamos” disse encolhendo os ombros ligeiramente.
“Mas você quer isso?”
“Nós precisamos” repetiu firmemente. Ela se afastou de sentando-se na mesa da cozinha. virou-se para a janela descansando suas mãos no limite da bancada da pia enquanto observava a chuva forte cair. olhou para ele, socando-se mentalmente enquanto seus olhos percorriam o corpo dele. Ela afastou seu olhar rapidamente quando ele virou-se para encará-la novamente, não olhando para ele quando ele sentou-se ao lado dela na mesa.
“Eu acho que eu deveria me desculpar pela noite passada” resmungou, suas mão se encaixaram na sua frente, sobre a mesa.
sacudiu sua cabeça finalmente olhando para ele. “Não precisa. Nós dois estávamos errados, isso nunca deveria ter acontecido. Mas eu estava chateada e não estava pensando direito. Foi um longo dia, nós dois estávamos abalados. Quero dizer, foi só um beijo. E isso não quer dizer nada, certo?”
hesitou por um momento, seus olhos encontraram os de por um segundo antes dela olhar para o outro lado. Ele suspirou, acenando com a cabeça. “Certo” ele disse, sua voz era calma. “Você está certa, é claro que isso não significa nada.”
“Exatamente” acenou com a cabeça “Então a gente não precisa contar pro e pra . Não tem sentido fazermos um grande caso por causa disso quando isso não é nada.”
“É, eu entendo o que você quer dizer” respondeu suavemente.
deu um pequeno sorriso para ele antes de se levantar. Ela começou a tirar panelas e pratos dos armários, preparando tudo para o café-da-manhã.
“É realmente estranho que eu ainda saiba onde tudo fica” disse baixinho “Faz anos e tudo ainda está no mesmo lugar. Ela não mudou nada.”
viu parar por um momento com a menção da mãe dela, sua mão congelou no meio do ar quando ela ia pôr um prato na bancada. Mas isso só durou um momento e então ela continuou com o que fazia, colocando os talheres ao lado dos pratos.
“Como você está, Kay? Sabe, com a sua mãe e tudo mais?” perguntou gentilmente.
“Eu não acho que tenha caído a ficha ainda. Eu não via ela há tanto tempo... mas é difícil de acreditar que eu não vá ver ela de novo. Ela nunca estava aqui se eu quisesse telefonar ou visitar. nunca vai conhecer sua avó...” parou, respirando fundo “Pra ser sincera, eu só quero acabar com o funeral e voltar para casa. Daí eu posso começar a lidar com isso. É tão ruim dizer isso?”
“Não, é claro que não” respondeu balançando sua cabeça “Se é assim que...”
pulou quando acidentalmente derrubou um prato pra fora da bancada. O prato se partiu no chão, fazendo dar pra trás enaquanto os pedaços voavam por todo o azulejo.
“Droga...” sussurou. Ela se curvou para pegar alguns dos pedaços maiores. se abaixou também para ajudá-la, ajoelhando-se ao seu lado. Suas mãos roçaram umas nas outras enquanto eles limpavam e puxou sua mão apressadamente. olhou para ela de relance deixando os pedaços em sua mão caírem no chão fazendo barulho.
No momento que seus olhares se cruzaram entrou. Ela quebrou o silêncio com um “Bom dia” enquanto ela se sentava à mesa.
tropeçou ligeiramente enquanto ele se apressava para se levantar, andando até rapidamente. se virou quando ela viu ele inclinar-se para cumprimentar com um beijo. Seu coração estava batendo rapidamente, um rubor fomigava-lhe a bochecha. Ela sentiu-se nervosa, como se pudesse saber de algum jeito o que tinha acontecido sem que ninguém tivesse dito nada. Sua mão tremeu levemente enquanto ela juntava o prato quebrado. Ela começou a perceber que aquele único beijo pudesse não ser tão fácil de esquecer como ela pensava que fosse.
respirou fundo, fechando os olhos rápidamente quando resmungou "Nós precisamos conversar"




Capítulo 151

“Como está você amor?”
O som da voz de viajou pela cozinha, assustou , e ela virou-se rapidamente, derramando café em sua camiseta.
Suspirou pegando uma toalha para limpar o liquido.
parou perto dela pegando o copo de café e colocando-o na superfície atrás de .
“Do que você gostaria, uh?” disse suavemente, correndo sua mão pelo cabelo dela afetuosamente e beijando sua testa da mesma maneira.
apertou seus olhos fortemente, a culpa passando por ela.
puxou-a para ele quando ela abafou um soluço, lágrimas corriam por sua face.
Ela apertou sua testa contra o quente peito dele, apertando um pedaço do suéter em sua mão.
O outro braço de trancou-se em volta da cintura dele e ela o sentiu beijando o topo de sua cabeça, descansando seus lábios lá gentilmente.
"Me desculpe, me desculpe" sussurrou, abraçando-o fortemente.
"Shhh..." sussurrou de volta "Está tudo bem amor, eu estou aqui"
pôde sentir as lágrimas caindo pesadamente.
Ela chorou pela mãe... A pessoa que significou tanto pra ela,
a pessoa que perdeu em algum lugar ao longo do caminho.
Ela chorou por ela mesma e por quanto culpada e envergonhada ela se sentiu.
E ela chorou por , sabendo que isso poderia rasgar seu mundo inteiro.
não sabia quando tempo eles estiveram lá, a abraçando enquanto ela soluçava.
A chuva açoitou contra a janela, a tediosa manhã enrugava a cozinha numa névoa cinza. Um barulho na porta da cozinha fez ela virar a cabeça e seus olhos alargaram quando ela viu .
"Desculpa, eu não queria interromper" gaguejou, seus olhos azuis olhando para "Eu só vou..."
"Está tudo bem cara" disse para ele, olhando de volta para . Ele sorriu levemente pra ela, beijando a ponta do seu nariz. acenou com a cabeça para avisa-lo que estava tudo bem, respondendo à uma pergunta não feita em seus olhos.
"Acho que nós todos podemos fazer alguma coisa pro café da manhã" disse, olhando entre e "Acho que eu deveria ir à loja e comprar algumas coisas? Bacon, linguiças, ovos...?"
"Yeah, parece bom " respondeu, seus olhos deixando e focando em seu colega de banda.
"Certo, 'vou ás lojas'" beijou suavemente antes de se voltar para "Posso pegar seu carro emprestado?"
"Sim, claro. As chaves estão no bolso da minha jaqueta" responde, olhando de relance para .
"Tô indo" acenou com a cabeça, virando-se para aporta. Ele foi andando quando de repente agarrou sua mão, fazendo-o se virar para ela.
"Eu vou com você" Ela disse à ele, desespero aparecendo de leve em sua voz ao pensamento de ficar a sós com . Eles só tinham estado no mesmo lugar por apenas alguns minutos e ela não conseguia mais suporta-lo. queria esquecer que a noite passada tinha até acontecido. Ela sabia que era praticamente impossível. Mas ela também sabia que poderia evitar falar sobre isso... enquanto ela evitar .
", você não está nem mesmo vestida. E o tempo está uma porcaria." disse, um estrondo de trovão correu pelo ar como se
fosse para provar seu ponto "Você fica aqui, mantenha-se aquecida. Eu não vou demorar."
trouxe sua mão até o rosto dela ternamente, passando seus lábios pelos dela. deu passagem para sair da sala, um estranho sorriso passando sobre seus lábios. Eles ouviram partindo, o som do forte vento correndo pela casa antes da porta da frente bater e bloqueando-o fora novamente.
ficou onde estada, parada a poucos pés de . O estômago dela agitava-se, a garganta ficava seca quando olhava para ele. A tensão na sala suspendeu desnamente, ficando quase insuportável. ficou tensa quando deu um passo em direção à ela, mas não se moveu pra longe dele. E então ele ficou parado em frente à ela, mordendo seu lábio nervosamente enquanto ele estudava ela.
respirou fundo, fechando os olhos rápidamente quando resmungou "Nós precisamos conversar"


Capítulo 152

O silêncio caiu sobre a cozinha enquanto olhava para o chão, encarando seus pés. As palavras corriam pela cabeça dela, embaralhando-se enquanto ela pensava sobre o que diria a seguir. Ela viu se mover, os pés dele se aproximando dos dela até ela sentir sua respiração sobre seus cabelos. olhou para ele, dando um passo pra trás surpresa quando percebeu o quão próximos eles estavam.
“Nós precisamos conversar” repetiu, seus olhos fixos no rosto de .
“Não há nada para conversar” respondeu, sua voz um pouco hesitante “Foi um erro idiota, um beijo idiota. Não há nada para superar.”
“Então nós vamos fingir que isso nunca aconteceu?” perguntou serenamente, ciente de que ainda dormia lá em cima.
“Nós precisamos” disse encolhendo os ombros ligeiramente.
“Mas você quer isso?”
“Nós precisamos” repetiu firmemente. Ela se afastou de sentando-se na mesa da cozinha. virou-se para a janela descansando suas mãos no limite da bancada da pia enquanto observava a chuva forte cair. olhou para ele, socando-se mentalmente enquanto seus olhos percorriam o corpo dele. Ela afastou seu olhar rapidamente quando ele virou-se para encará-la novamente, não olhando para ele quando ele sentou-se ao lado dela na mesa.
“Eu acho que eu deveria me desculpar pela noite passada” resmungou, suas mão se encaixaram na sua frente, sobre a mesa.
sacudiu sua cabeça finalmente olhando para ele. “Não precisa. Nós dois estávamos errados, isso nunca deveria ter acontecido. Mas eu estava chateada e não estava pensando direito. Foi um longo dia, nós dois estávamos abalados. Quero dizer, foi só um beijo. E isso não quer dizer nada, certo?”
hesitou por um momento, seus olhos encontraram os de por um segundo antes dela olhar para o outro lado. Ele suspirou, acenando com a cabeça. “Certo” ele disse, sua voz era calma. “Você está certa, é claro que isso não significa nada.”
“Exatamente” acenou com a cabeça “Então a gente não precisa contar pro e pra . Não tem sentido fazermos um grande caso por causa disso quando isso não é nada.”
“É, eu entendo o que você quer dizer” respondeu suavemente.
deu um pequeno sorriso para ele antes de se levantar. Ela começou a tirar panelas e pratos dos armários, preparando tudo para o café-da-manhã.
“É realmente estranho que eu ainda saiba onde tudo fica” disse baixinho “Faz anos e tudo ainda está no mesmo lugar. Ela não mudou nada.”
viu parar por um momento com a menção da mãe dela, sua mão congelou no meio do ar quando ela ia pôr um prato na bancada. Mas isso só durou um momento e então ela continuou com o que fazia, colocando os talheres ao lado dos pratos.
“Como você está, Kay? Sabe, com a sua mãe e tudo mais?” perguntou gentilmente.
“Eu não acho que tenha caído a ficha ainda. Eu não via ela há tanto tempo... mas é difícil de acreditar que eu não vá ver ela de novo. Ela nunca estava aqui se eu quisesse telefonar ou visitar. nunca vai conhecer sua avó...” parou, respirando fundo “Pra ser sincera, eu só quero acabar com o funeral e voltar para casa. Daí eu posso começar a lidar com isso. É tão ruim dizer isso?”
“Não, é claro que não” respondeu balançando sua cabeça “Se é assim que...”
pulou quando acidentalmente derrubou um prato pra fora da bancada. O prato se partiu no chão, fazendo dar pra trás enaquanto os pedaços voavam por todo o azulejo.
“Droga...” sussurou. Ela se curvou para pegar alguns dos pedaços maiores. se abaixou também para ajudá-la, ajoelhando-se ao seu lado. Suas mãos roçaram umas nas outras enquanto eles limpavam e puxou sua mão apressadamente. olhou para ela de relance deixando os pedaços em sua mão caírem no chão fazendo barulho.
No momento que seus olhares se cruzaram entrou. Ela quebrou o silêncio com um “Bom dia” enquanto ela se sentava à mesa.
tropeçou ligeiramente enquanto ele se apressava para se levantar, andando até rapidamente. se virou quando ela viu ele inclinar-se para cumprimentar com um beijo. Seu coração estava batendo rapidamente, um rubor fomigava-lhe a bochecha. Ela sentiu-se nervosa, como se pudesse saber de algum jeito o que tinha acontecido sem que ninguém tivesse dito nada. Sua mão tremeu levemente enquanto ela juntava o prato quebrado. Ela começou a perceber que aquele único beijo pudesse não ser tão fácil de esquecer como ela pensava que fosse.


Capítulo 153

encostou-se em enquanto esperavam do lado de fora do carro, abraçando-o e tentando manter-se aquecida. sorriu amorosamente, envolvendo seus braços fortemente ao redor de seu corpo trêmulo.
“Podemos entrar?” perguntou.
“Claro, só mais dois segundos, amor” respondeu, beijando seu nariz. “Deixe-me apenas pegar a mala”.
abriu o porta-malas, retirando as bagagens e entregando-as para . enterrou o rosto no tecido suave do casaco de sem retribuir o olhar de . Durante os últimos dias, haviam tentado agir normalmente um com o outro. estava fazendo de tudo para não ficar sozinha com ; sabia que o beijo não havia significado nada, mas a atmosfera que se instalava entre eles ainda era tensa e embaraçosa. Algumas vezes quis contar tudo a e ... Dizer-lhes que não fora nada, que não havia com o que se preocupar e então todos poderiam seguir em frente sem que suportasse o peso da culpa em suas costas, mas entrava em pânico só de pensar em contar. Uma vez que soubessem, jamais poderia voltar atrás. e saberiam que as pessoas que amavam haviam tido esse momento de fraqueza e não ensaram em mais nada além do que estava acontecendo. não queria ver a mágoa em seus rostos e saber que ela era a causadora de tudo aquilo.
A voz de a distraiu de seus pensamentos confusos e o olhou enquanto ele falava com .
“Quer entrar um pouco?” perguntou. consentiu e voltou-se para o carro, indo buscar . aproximou-se de , chamando sua atenção e fazendo com que a olhasse.
... Eu estou acabada” informou discretamente. “Só queria tomar um banho e ir pra cama”.
“Nós vamos apenas comer alguma coisa e ver TV. Você ainda poderá descansar”. disse, trazendo-a para mais perto. “Vamos fazer o seguinte... Enquanto você toma banho eu vou fazer o jantar, ok?”.
“Você quer dizer... Enquanto eu tomo banho, você liga para o delivery e pede o jantar, certo?”.
“Exatamente” abriu um belo sorriso, fazendo rir. Ela o beijou rapidamente e logo em seguida, e entraram. Os quatro adentraram o apartamento em silêncio, largando as bolsas no hall e pendurando os casacos antes de desabarem no sofá.
Os últimos dias haviam sido bem exaustivos, o corpo inteiro de sentia-se fraco e cansado. Tudo o que ela queria fazer era dormir, fechar os olhos pesados e hibernar. Nas únicas oportunidades que tivera para dormir sua mente estava repleta de culpa, dor, tristeza.
estivera ao seu lado o tempo inteiro. Enquanto ela se despedaçava em lágrimas na manhã do funeral, abraçou-a forte e segurou sua mão até que as lágrimas desaparecessem. Sussurrara para ela, deixando que soubesse que ele estava lá e que não precisava lidar com aquilo sozinha. E quando tivera a primeira visão do caixão de sua mãe sendo carregado pela igreja, agarrou suas mãos firmemente. Seu corpo quente próximo ao dela deu a o conforto que ela estava desesperadamente precisando naquele momento.
estava profundamente agradecida por ter , mas seu apoio inabalável a fazia sentir-se ainda mais culpada. Quando ele a abraçou, afagou-a enquanto chorava, beijou suas lágrimas para que sumissem... sentiu a culpa fugir para longe dela. Ele desconhecia completamente o beijo que ela partilhara com , o beijo que não conseguia tirar da cabeça. Sabia que não sentia nada por ... Apenas não podia. Não podia arrasar o coração de daquele jeito. era seu mundo e não podia arruinar tudo.
Movendo-se para ainda mais perto de e apoiando sua cabeça no ombro dele, permitiu-se uma visão de e .
repousava no colo de , sua cabeça encostada ao peito dele enquanto dormia. acariciou seus cabelos, beijando sua testa carinhosamente. Como se sentisse que estava sendo vigiado, olhou para cima. Seu olhar encontrou o de e ele corou intensamente antes de lhe esboçar um sorriso suave. sorriu de volta, seus olhos encheram-se de lágrimas e envolvendo os braços no pescoço de , encostando seu rosto no peito dele. Mais uma vez estava dizendo para si mesma que a culpa passaria, que o beijo fora nada mais que um deslize insignificante. não precisava saber do ocorrido. Se dissesse a ele, poderia perdê-lo, e ficar sem era algo que não poderia nem pensar em acontecer.


Capítulo 154

“Posso fazer alguma coisa para ajudar?” perguntou pondo-se de pé.
“Não, está tudo bem” insistiu, agitando a cabeça. Ela limpou a mesa, apanhando a pilha de pratos cuidadosamente.
“É, nós podemos ajudar” disse automaticamente, como se não estivesse ouvindo a conversa de verdade. olhou para ele e sorriu, sentado do outro lado da mesa com e . A mesa estava literalmente coberta de blocos coloridos e ali se encontrava um bastante engajado com o que quer que estivesse construindo para eles. inclinou a cabeça, tentando descobrir o que era... Poderia ser um barco, poderia ser uma casa. O que quer que fosse, estava bastante concentrado em construir.
“Ele é pior do que as crianças” disse a , rolando os olhos. De repente, moveu-se descuidado e todos os blocos que havia montado desabaram.
“Ah... Mas que inferno!” resmungou, olhando para que apenas lhe sorriu inocente. Ainda rindo silenciosamente, abriu a porta da cozinha, vendo que ainda estava lá, debruçado sobre a pia e com os braços cobertos de espuma, já que ele havia lavado as panelas. Pousou os pratos no balcão ao lado da pia.
“Eu termino a louça” disse, dando a um sorriso agradecido.
“Certo, eu seco” ofereceu, sorrindo.
“Obrigada” sorriu novamente e entregou a uma toalha. Eles caíram em silêncio total, o único som era o barulho dos pratos. Um mês havia passado desde a morte da mãe de e , um mês que e havia se beijado.
estava lentamente começando a sentir-se bem novamente e o beijo tornava-se uma memória distante. Um vago momento o qual não ousava pensar. A culpa a penetrara algumas vezes e ela preocupava-se se descobriria, mas quanto mais o tempo passava, mais acreditava que fora o incidente estava completamente no passado.
!” disse em voz alta, rindo quando finalmente teve sua atenção. “Onde você estava? Você viajou”.
“Só pensando” respondeu timidamente “Por quê?”
“Eu estava olhando para aquela foto...” apontou a fotografia pousada na prateleira acima da pia com a cabeça. “É a sua mãe?”
mordiscou o lábio, seus olhos percorrendo a foto tão familiar. Era a mesma foto que havia comentado, a única foto que tinha da mãe.
“Sou eu, e mamãe” confirmou, ainda olhando a fotografia.
“É uma foto muito bonita” disse gentilmente, sorrindo quando voltou-se para ele.
“É” concordou, retribuindo o sorriso.
A porta da cozinha abriu, quebrando a atmosfera de paz que reinava no cômodo. adentrou o recinto, em seus braços e andando, vacilante, ao seu lado.
“O que tem para a sobremesa?” perguntou, sentando na mesa. “Podemos abrir os chocolates?”.
“Não, são para o Natal” respondeu.
“Mas não é nem Dezembro ainda!” argumentou “Eu compro mais depois”
!” avisou, fazendo parar antes de abrir o armário.
“Ok, ok, OK!” ele concordou, suspirando quando sentou-se à mesa. subiu em seu joelho com dificuldade, pousando suas pequenas mãozinhas nas bochechas de , fazendo com que ele abrisse um sorriso.
“O que vocês irão fazer no Natal?” perguntou, pegando um prato que lhe entregara para secar.
deu de ombros ao mesmo tempo em que dissera “Nós vamos viajar”.
“Vamos?” perguntou ela surpresa.
“Sim...” respondeu, colocando novamente de pé no chão. “Não exatamente para o Natal, mas uns dias depois. Você sabe que vamos a Bolton no Ano Novo para ver minha mãe e minha irmã? Bem, eu pensei que poderíamos todos ir a um lugar próximo de lá”. “Sério?” perguntou empolgada. “Onde? Algum lugar quente? Alguma praia?”
“Ainda não sei” gargalhou. “Vou falar com a minha mãe e vamos arrumar alguma coisa”.
sorriu, correndo até ele e beijando seus lábios. Ele murmurou ao sentir as mãos molhadas e ensaboadas de tocando seus cabelos, gotas de água escorrendo por seu rosto. se afastou, estudando a expressão perturbada que ele fizera. Ela o beijou de novo rapidamente antes de esfregar as mãos no rosto dele, o ensaboando completamente. Sem avisar, a agarrou e fez com que sentasse em seu colo. Ela escorregou e gargalhou alto, enquanto passava toda a espuma de seu rosto no pescoço dela. O sabão estava ensopando a camiseta de e escorrendo por seu corpo. Ela viu que estava parado, olhando e rindo dos dois. E mesmo que a culpa familiar penetrasse nela, tinha certeza de uma coisa naquele momento... Era apenas quem ela queria. Sempre fora .



CONTINUA...


É IMPORTANTE LER ISTO!:
Olá, gente. Aqui é a Line de novo. Só esclarecendo algumas coisinhas. Então, eu traduzi estes dois capítulos meio que para compensá-los pela demora. É óbvio que alguns de vocês não vão ficar satisfeitos, como nunca ficam. Tenho que dizer novamente que, quanto ao tamanho dos capítulos, não é nossa culpa, porque não somos as autoras. Desde que eu traduzia com a Mah nós recebíamos reclamações sobre os tamanhos dos capítulos. Bem, Another Place To Fall é uma fic bem antiga. Muito antiga mesmo e talvez as fics recentes tenham capítulos maiores, pois na época que Another Place To Fall foi lançada aqui no FF-ADD a média de capítulos era essa. Um a dois capítulos por atualização e os capítulos não diminuiram de tamanho não.
Eu e a Mah, quando fomos recrutadas pra continuar a tradução que antes era feita pela Carolzete, combinamos de traduzir um capítulo por atualização, até porque todos sabem que traduzir uma fanfic é mais difícil do que escrever uma, porque você está mexendo com o material alheio, emoções que outra pessoa pôs no papel e que você precisa passar para a sua língua sem perder o sentimento que a autora quis propor.
É óbvio que é difícil, por isso eu peço que vocês tenham paciência e respeito com as garotas novas da tradução. Elas estão realmente dando o melhor para essa fic. Principalmente porque é uma das fanfics mais adoradas e antigas do site.
Vou tentar aumentar o número de capítulos por atualização, mas não posso traduzir a fanfic inteira de uma vez só, até porque APTF é gigantesca. Já comecei a traduzir mais capítulos e garanto a vocês que a próxima vem em breve. Dessa vez vem mesmo.
Muito obrigada por ler, para quem o fez. E realmente espero que entendam, nós adoramos traduzir essa fanfic e tentamos fazê-la da melhor maneira possível.

WARNING!!!!: Alguns capítulos bem calientes e, de certa forma, bem constrangedores estão por vir, ok? Apenas um aviso prévio, para que vocês não sejam pegas de surpresa. HUAHUAHAUAUHAUHA. Cheers!




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