Aventuras e Desventuras de uma Bicho Grilo em Londres
Por: Nanda Sardinha.
Beta-Reader: Vicky Lopes.
Capítulo 1 – Malandro é o gato que já nasceu de bigode.
*No Brasil
- Mãe eu preciso mesmo ir pra Londres?
- Quer parar de frescura ? Vai ser ótimo passar uns dias em Londres e também, a sua avó exigiu que você fosse.
- Você realmente acha que eu vou suportar ficar no mesmo ambiente que aquele projeto de Paris Hilton?
- Você e a tem que se resolver. Já se passou tanto tempo e vocês duas continuam parecendo duas crianças de pirraça. E além disso, sua prima não é um projeto de Paris Hilton.
- Mãe...
- Termina de arrumar suas coisas por que você VAI pra Londres. – Ao dizer isso a mãe de a deixou sozinha no quarto.
- AAAAAAAAAAAAAAA! Eu não acredito que eu vou ter que ver as fuças daquela capitalista filha de uma... – se lembrou que a mãe de era sua tia então conteve o palavrão - boa mãe.
*Em Londres
Nancy, governanta dos , batia insistentemente na porta do quarto de . Até que a porta se abriu revelando uma com o vestido e cara amassados.
- Desculpa pela demora Nancy.
- está aí por acaso?
- Não. Por quê?
- Você está com o vestido todo amassado.
deu uma gargalhada.
- Eu cheguei tarde e me joguei na cama com o vestido da festa mesmo. Demorei a atender por que estava dormindo. Nancy,Nancy... – balançou a cabeça – Já estava pensando coisas erradas né.
- Era isso que parecia. Você demora a atender e sai do quarto com vestido amassado. Não dava pra pensar outra coisa.
- Mas o que te levou a me acordar às... – olhou o relógio – Nove horas da manhã?
- Sua mãe acabou de ligar e pediu pra eu te acordar e mandar você ligar pra ela.
- Vou ligar agora então. Obrigada Nancy. – fechou a porta e foi ligar pra mãe.
*****
- Alô?
- MÃE! Que saudades. Como estão as coisas aí?
- Também estou com saudades filha. E está tudo bem por aqui. E você como você está? E o ? E sua avó e seu avô? E a Nancy?
- Todos estão ótimos mãe. Mas a que devo a honra da sua ligação a essa hora da manhã?
- Liguei pra avisar que a chega aí amanhã de manhã.
- A ? Como assim? Ela vem pra cá?
- Pelo jeito sua avó não te contou. A vai passar um tempinho aí com vocês.
- O que?
- Nem adianta reclamar. Já está resolvido. Vai ser bom pra vocês se resolverem de uma vez.
- Mas mãe...
- Mas nada. Quero que a trate muito bem minha lindinha.
- Pera ae.
- O que foi querida?
- A vovó está viajando com o vovô, o que deve ser a vigésima lua de mel deles. Não acredito que eles fizeram isso. Viajaram e me deixaram aqui pra aturar a .
- Deve ser uma viagem rápida. Logo eles chegam. Beijo querida. Amo você.
- Também te amo mãe. Beijo pra ti e manda beijo pra todos aí.
*****
Assim que desligou o telefone a única coisa que conseguiu fazer foi gritar. Afinal, não podiam ter feito isso com ela.
Capítulo 2 – Pirado é o coelho que já nasceu com o olho vermelho.
*No dia seguinte.
e estavam se beijando no sofá tão concentrados que nem ouviram a campainha. Jane, a empregada da casa, largou seus afazeres e foi correndo atender a porta.
- Bom dia. O que deseja? – Jane falava tentando não reparar nas estranhas roupas da garota a sua frente.
- Bom dia. Eu vim visitar a minha avó. Ela está?
- Senhorita ? – Jane perguntou de olhos arregalados.
- Sim, sou eu – disse sorrindo.
- Nós estávamos te esperando – Jane deu espaço pra entrar.
- Olá priminha – disse sarcasticamente olhando pra no sofá.
Ao ouvir a voz de , imediatamente largou e se virou pra .
- Oi - fez uma cara estranha ao ver as roupas de .
- Não vai me apresentar o bonitinho que está com a boca vermelha de tanto te beijar? – deu um sorrisinho.
- , esse é o , meu namorado e , essa é a , minha prima – disse já com a voz um pouquinho alterada.
Os dois se cumprimentaram e então apareceu Nancy na porta da cozinha.
imediatamente foi em sua direção abraçando-a.
- Que bom te ter aqui com a gente.
- Estou muito feliz em te ver Nancy.
- Bom gente, licença tenho que ir. – disse interrompendo.
- Já? - disse fazendo careta.
- Fica mais, – Nancy disse sorrindo.
- Não posso. É uma sessão de fotos pra uma revista lá. E sem mim, o McFly não é nada – disse fazendo pose fazendo todos rirem – Tchau gente. Foi um prazer – disse pra que sorriu em resposta.
acompanhou até a porta e deram um beijo demorado de despedida. Depois de se despedir de , passou a analisar mais detalhadamente. Uma saia até o pé com uma estampa meio psicodélica (?), uma blusa larga estilo ciganinha com estampa indiana, uma sandália rasteirinha, o cabelo parecia não ver pente há algumas semanas e nem aquela boina de tricô que usava disfarçou isso.
- Fique a vontade . Eu vou ao supermercado comprar algumas coisinhas que sei que você adora e já volto. – Nancy disse já pegando sua bolsa.
- Nancy!
- O que?
- Corta da lista tudo que for de origem animal. – Nancy olhou pra assustada - Mudei alguns hábitos – disse sorrindo.
- E parece que perdeu o hábito de tomar banho – Jane cochichou pra que riu.
- Cuidem direitinho da . – Nancy disse isso e saiu.
- Deseja alguma coisa senhorita ?
- Por favor, me chama de . E não obrigada.
- Vou levar sua bagagem pro quarto então.
Enquanto Jane subia com a bagagem. se sentou no sofá e começou a olhar a sua volta. Por fim, resolveu comentar.
- Não mudou nada. Continua um antro de luxo e ostentação.
- Que ótimo! Uma bicho grilo ambientalista, que não come nada de origem animal e ainda marxista. O que eu fiz pra merecer isso? – se lamentava.
-Vai ver que o motivo de eu estar aqui é te ensinar a ser uma pessoa melhor. Com as pessoas, os animais – suspirou – Enfim, com a natureza.
-Vai te catar . Mas era de se esperar esse discurso “eu sou uma pessoa melhor que você” – disso isso imitando o jeito que havia falado.
- Você não tem que esperar nada de mim. Você não me conhece. – .
- E você me conhece?
- Claro que sim. – deu um sorriso – Jovens peruas são todas iguais. Agora me diz prima, o que estava fazendo com aquele cara com roupas largas, tênis de skatista e alargador? Eu imaginava você com um namorado bem playboy.
- Você definitivamente não me conhece. Com licença, tenho um compromisso. Jane vai te mostrar seu quarto – não tinha compromisso nenhum, na verdade só precisava sair pra não socar a cara de .
pegou a bolsa e saiu pra caminhar um pouco, deixando e Jane que havia acabado de descer as escadas na sala.
- Bom, acho que sobramos só nós duas – disse sorrindo - Será que poderia me levar até meu quarto, estou precisando de um banho.
- Com certeza está – Jane murmurou.
- O que?
- Me acompanhe senhorita – disse Jane subindo as escadas.
- Jane, você não se incomoda com isso? – perguntou enquanto seguia Jane até o quarto.
- Isso o que?
- Meu avô e minha avó com essa mansão, viajando pra todo lado, com roupas de grife, vovó cheia de jóias bancando a também nessa vida de madame e você... Você é apenas mais uma trabalhadora assalariada. Isso não te incomoda?
- Não!
- Não?
- Não! Eu sou feliz com o que tenho. Tudo foi conquistado com meu trabalho e vivo bem pra caramba se quer saber. Fico feliz em poder comprar o que quiser com o dinheiro obtido do meu suor. E tudo que sua avó e seu avô têm também veio através do trabalho deles. - Jane respondeu deixando espantada.
Antes que dissesse mais alguma coisa Jane se apressou em dizer:
- Esse é seu quarto e se precisar de alguma coisa, estou na cozinha.
- Obrigada Jane.
Assim que Jane saiu, começou a desfazer as malas resmungando o quanto as pessoas tinham se acostumado com as injustiças impostas pelo capitalismo.
passou o dia no quarto meditando com incensos espalhados pelo quarto, só saindo a noite para jantar.
passou o dia fora para evitar , só voltando para jantar.
*Na sala de jantar.
- Quanto mato – olhava pra aquela quantidade de verduras e legumes.
- Pelo menos uma pessoa saudável você vai se tornar enquanto eu estiver aqui.
- Jane! – chamou e Jane logo estava ao seu lado – Quero um bife bem mal passado.
- Que nojo . Você vai se intoxicar desse jeito.
- Se morrer, pelo menos morro feliz.
olhava com nojo comendo aquele bife, e só conseguia imaginar as vaquinhas pedindo socorro.
Capítulo 3 – Uma maluca saída de Woodstock, com roupas esquisitas, desastrada e meio lerdinha. O que mais ele poderia querer?
Na manhã seguinte acorda e vai direto pra sala assistir desenho. Ela estava concentrada assistindo ‘As terríveis aventuras de Billy e Mandy’ parecendo uma criança com um pijama de macaquinhos e morrendo de rir das asneiras do Billy. A campainha começa a tocar desesperadamente e mesmo com muita preguiça, resolve atender o bendito que tinha atrapalhado seu momento criança. Ao abrir a porta vê , , e com sorrisos nos rostos.
- Oi – os quatro dizem sorrindo.
- Oi povo. Vocês não cansam de filar café da manhã aqui? – dizia rindo enquanto dava espaço pra eles entrarem.
-É que a gente te ama muito e quer passar mais tempo com você – disse sorrindo com um sorriso de orelha a orelha.
- Tá! Finjo que acredito – disse indo abraçar .
- Dá pra gente ir logo pra cozinha? Eu estou morrendo de fome – foi correndo pra cozinha.
- Ainda bem que você está acostumada com a falta de modos do – disse rindo.
- A gente se acostuma com tudo. Até com o cheiro do eu me acostumei.
- O que tem meu cheiro?
- Vamos logo pra cozinha, antes que o coma tudo – disse indo em direção a cozinha, sendo seguido pelos outros.
- Tá, mas o que tem meu cheiro ?
*No quarto de .
- Mais um dia em Londres – disse se espreguiçando – Caramba, as vibrações desse lugar são ruins. Vou ter que fazer algumas mudanças – se esticou na cama tentando alcançar um incenso na mesinha e acabou se espatifando no chão – Na verdade, as vibrações desse lugar são péssimas.
se levantou e desceu as escadas do jeito que estava, com um camisolão manchado de molho de tomate, com um furo debaixo do braço e completamente descabelada (mais descabelada que o normal) .
começou a ouvir risadas vindas da cozinha e resolveu encostar-se à porta pra ouvir a conversa, só que a porta estava apenas encostada e caiu, o que gerou risadas de todos os presentes.
Depois de pararem de rir que nem hienas, todos ficaram observando e seu estranho gosto pra roupas.
- Bom – diz após parar de rir – Meninos, essa é a e esses são , e . O você já conhece.
- ?
- Esse . Meu namorado, lembra?
- Ah sim. Oi e oi... Caras...
- Depois você grava os nomes. – disse olhando pra cara de brisa de .
- O que você está achando de Londres ? disse tentando puxar conversa.
- Até agora...Odiando , sinto falta do verde – disse lamentando e começou a olhar horrorizada pra enchendo um copo de leite.
- ! Você bebe leite?
- Sim, por quê?
- É um hábito horrível. As vaquinhas sofrem muito. Elas são... – começou um discurso de “razões pra não beber leite”.
- Apoio totalmente. – disse de repente muito empolgado, fazendo com que todos olhassem pra ele, mas logo todos voltaram a atenção pro discurso de .
- ela é demais – sussurrou para enquanto continuava com seu discurso à favor das vacas.
- O que? , você não tem pena das vaquinhas!
- Mas olha a garra com que ela defende essa causa. E ela não ta nem aí pro que as pessoas vão pensar e se veste como quer.
- Se você gosta disso por que namora modelos narcisistas?
- Cala a boca . – disse isso e recebeu um pedala de .
- , ela é uma maluca, saída de Woodstock, com roupas esquisitas, desastrada e meio lerdinha.
- Ela é a mulher da minha vida. – disse com cara de bobo fazendo rir.
Depois de alguns discursos sobre proteção aos animais, o celular de toca e depois de alguns segundo no celular...
- Estamos quinze minutos atrasados e se não chegarmos à gravação em cinco minutos estamos mortos.
- Sou muito jovem pra ficar viúva – disse dramatizando.
- Merda. Esqueci da entrevista. – bateu a mão na testa – Tchau , tchau , foi um prazer.
- Foi um prazer conhecer todos vocês – disse sorrindo.
- Tchau meus músicos favoritos – disse sorrindo.
- Espero que você se acostume com Londres . Tchau meninas – disse sorrindo.
- Obrigada .
- Tchau – disse recebendo um aceno em resposta – Até mais tarde – disse beijando –a.
- Muito bom te conhecer . Tudo que você disse foi muito inspirador – disse fazendo todos olharem pra ele – Tchau .
- Tchau . Espero que o que eu disse te faça refletir – disse sorrindo. Ela tinha realmente se encantado com o único que parecia ter dado ouvidos à causa das pobres vaquinhas.
- Tchau – disse sorrindo mais que o normal.
- Tchau .
Capítulo 4 – O lado verde da Força
e continuaram se evitando e só se encontraram na hora do almoço. À noite estava no quintal tocando violão e no quarto se arrumando pra sair com . Quando ouviu a campainha, desceu as escadas correndo pra encontrar . E ao abrir a porta ficou surpresa ao ver com .
- Vai ficar de castiçal hoje ? – perguntou rindo.
- Castiçal? Ah tá, segurar vela pra vocês, né? Não vou não. - respondeu sorrindo.
- Então...? - perguntou de novo.
- Eu vim fazer companhia pra , já que vocês dois são... – ia respondendo quando foi interrompido.
- Pessoas desnaturadas que vão sair e deixar a brasileira abandonada. – completou – Você já disse isso seis vezes desde que saímos de casa.
- Nem discute . E , a brasileira é toda sua – disse e puxou pra dentro de casa, saindo em seguida e trancando a porta.
Ao entrar, ouviu o som de um violão que vinha do quintal e foi até lá encontrando sentada na grama tocando.
- Oi !
- Oi ! Muito bom te ver.
- Bom te ver também. O falou que ia sair com a e eu resolvi vir te fazer companhia.
- Obrigada . Então estou em ótimas companhias. Você, o violão e esse céu incrível.
- Não sabia que você tocava – sentou na grama ao lado de .
- Não sou muito boa, mas arranho algumas coisas. Eu adorava tocar nos luais com os meus amigos lá no Brasil.
- Nós podemos fazer luais aqui também com mato, lua, violão e muita comida. E aqui você vai ter a oportunidade de fazer novos amigos. - disse sorrindo.
- A vai acabar me acusando de roubar os amigos dela e de levar eles pro lado verde da força – disse dando um sorriso meio sem graça.
- Lado verde da força! – repetiu e começou a rir (na verdade gargalhar), mas ao olhar pra percebeu que não tinha sido uma piada. – O que aconteceu ? Por que ela te acusaria de roubar os amigos dela?
- Nós brigamos antes dela se mudar pra cá e desde então a gente não se viu, até a minha avó ter a idéia brilhante de me obrigar a vir pra cá agora que me formei. O problema é que a gente não se suporta.
- Por que brigaram? Não foi por causa de homem não né?
- Não! Gostamos de tipos diferentes. gosta do tipo “Eu sou gostoso e faço questão de me exibir” e o meu é o tipo “estou preocupado com questões mais importantes que aparência”.
- Sei... – disse e começou a pensar em usar camisas não passadas.
- Eu e crescemos juntas. Primas e melhores amigas desde criança. Nós fazíamos planos de fazer faculdade juntas e viajar o mundo. Aí nós crescemos, fizemos novos amigos e os nossos gostos foram mudando um pouco.
passou a se preocupar com moda e fazer compras, e eu passei a me preocupar com salvar o planeta, participando de campanhas, manifestações e fazendo a minha parte sabe. Nos afastamos um pouco, mas continuamos amigas. Até ela me falar que ia se mudar pra Inglaterra pra morar com os nossos avós e então realizar seus sonhos profissionais. Ela simplesmente jogou no lixo todos os nossos planos. E quando eu fui falar isso pra ela, ela ficou histérica e disse que eu estava tentando atrapalhar os sonhos dela e disse que não queria mais me ver. Eu também fiquei com muita raiva e percebi que realmente não queria um projeto de perua consumista como amiga. E desde então não tínhamos conversado. Até agora.
- Caramba . Que doidera essa história. Mas vocês deviam conversar e tentar resolver isso. Sabe, a é uma pessoa maravilhosa e... – ia falando, mas interrompeu.
- É melhor mudarmos de assunto . É claro que você vai defender a . Vocês são amigos.
- Não é assim .
- Esquece isso tá. Toca alguma coisa pra mim – disse passando o violão pra .
- Ok.
começou a tocar e logo reconheceu a música. Era “All you need is Love” dos Beatles.
“There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy…”
Ao ouvir a voz de , ficou pasma. Ele tinha uma voz realmente linda.
Depois de babar um pouco, ao perceber que sorria pra ela, começou a cantar junto.
“All you need is Love, Love , Love is all you need”
Os dois se empolgaram cantando, se levantaram e começaram a dançar e não estavam mais cantando, mas sim gritando a música.
“There's nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be
It's easy”
“ALL YOU NEED IS LOVE, ALL YOU NEED IS LOVE, ALL YOU NEED IS LOVE , LOVE, LOVE , LOVE IS ALL YOU NEED”
-Yeah – gritou.
- Love is all you need – cantarolou pra terminar a música e então começaram a rir. – As pessoas precisam entender isso.
- Verdade. E você precisa entender que é bem desengonçada dançando – começou a imitar o jeito de dançar.
- Pior é você, senhor-eu-só-aprendi-um-passo-em-toda-a-minha-vida – agora imitava rindo.
- Tá legal. Vamos parar de ferir os sentimentos dos outros, dona .
- Não vou mais ferir seus sentimento Mister . Que horas são?
- 22:00h.
- Ótimo! Está na hora do ritual.
- Ritual? Que tipo de ritual ?
- Ritual de sacrifício de um músico – disse isso e deu uma risada maléfica
- Sabe , acho que já está na hora de eu ir. Tchauzinho. – disse já andando.
- É brincadeira . Não sou tão louca. O ritual é pra chamar a chuva.
- Claro! Eu já sabia – disse voltando.
- É só me seguir, dançando assim – começou a fazer uns passos esquisitos – Uh uh ah ah venha chuva. Nós clamamos por você chuva. Pela sua purificação.
- Tá legal – começou a imitar ela, mesmo achando aquilo muito estranho. – Uh uh ah ah.
- Isso mesmo . Vocalize. Uh uh ah ah.
Depois de muitos uh uh ah ah, muitas danças esquisitas e desengonçadas. Finalmente começou a chover.
- Funciona! Tá chovendo .
- Isso eu já sabia. – começou a rir de que estava que nem uma criança dançando e brincando na chuva.
- Vocês dois vão acabar pegando um resfriado. - Nancy falou ao ver os dois brincando.
- Vem . – puxou pra dentro e entregou uma toalha pra ele se secar.
Depois de secos, os dois ficaram na cozinha conversando.
e nem viram o tempo passar e logo e chegaram.
- Vocês estavam brincando na chuva? – perguntou ao ver com a roupa molhada.
- Na verdade, nos fizemos chover. – respondeu.
- Fizeram chover?
- Através de um ritual e da dança da chuva – falou orgulhoso.
- Até parece que é muito difícil chover em Londres né. – falou e fez língua pra ela.
- Acabou com a diversão da criança – riu da cara de triste de - Vem .
e se despediram das meninas e saíram. Após a saída dos meninos, e continuaram na cozinha e resolveu puxar assunto.
- Fizeram chover é?
- Fizemos um ritual pra chamar a chuva.
- Você o fazendo um ritual? Tá mais pra ritual de acasalamento.
- Engraçadinha. – se levantou e foi tomar um banho deixando rindo na cozinha.
Capítulo 5 – Nem tudo é o que parece ser.
- Ahhhhhhhhhhhhhh!
Oito horas da manhã e um grito ecoou pela casa dos .
- ! Eu vou te matar, projeto de Che Guevara!
Outro gritou ecoou pela casa. Nancy subiu as escadas correndo encontrando vermelha no corredor.
- O que aconteceu ?
- A picotou meus casacos – andou em direção ao quarto apontando os pedaços dos casacos no chão.
- Mas são casacos de pele, . Isso é um crime contra os animais- aparece na porta do quarto falando tranquilamente.
- Pele sintética,inteligência. Só por que eu gosto de grifes não quer dizer que eu goste de casacos de pele. Sou totalmente contra.
- Você é contra essas torturas? – perguntou com uma expressão preocupada.
- Sim.
- E todas as peles são sintéticas? – A expressão de preocupação de já começava a virar desespero.
- São. E por que essa cara ? – perguntou desconfiada.
- Acho melhor você não olhar os seus sapatos. – disse apreensiva.
- Meus sapatos? – arregalou os olhos – O que você fez com os meus sapatos sua exterminadora de casacos? – perguntou quase chorando.
abria e fechava a boca sem saber o que dizer e então simplesmente apontou na direção de seu quarto. correu até lá encontrando pedaços de seus sapatos espalhados no chão e com algo vermelho em cima deles.
- O que é aquilo ? – disse tentando se controlar, apontando a coisa vermelha nos sapatos.
- É ketchup. Pra imitar sangue sabe. Representar o sofrimento dos animais – respondeu meio espantada com a calma de .
- Você destruiu os meus sapatos e depois jogou ketchup neles? – perguntou e apenas concordou balançando a cabeça.
- Me perdoa?
- SUA DESTRUIDORA DE SAPATOS! EU VOU TE MATAR! OS CASACOS EU ATÉ PERDOAVA. MAS MEUS SAPATOS? NUNCA! – gritava e jogava em o que sobrou dos seus sapatos.
- Ok, Nancy acho que eu vou sumir até a se acalmar. – disse já correndo e descendo as escadas.
- Volta aqui Che. Você vai engolir cada pedacinho dos meus casacos – disse e já seguia praticamente marchando, mas Nancy segurou seu braço.
- , tenta se acalmar. Vai pro quarto e tente arrumar algo pra se distrair. Eu vou conversar com a . – Nancy falava pra uma vermelha bufando – E ... Respire mais devagar.
- Ok. Mas farei isso por você – disse e saiu se trancando no quarto.
havia ido direto pro quintal onde ficava a piscina e muitas plantas e flores. Aquele era seu lugar favorito na casa.
sentou na grama e ficou observando o céu e lembrando o dia anterior com . Alguns minutos depois viu Nancy se aproximando.
- A ficou muito brava né? – perguntou.
- Extremamente brava. Você não tinha o direito .
- Mas como eu ia adivinhar que a pele era sintética?
- Mesmo que não fosse. Vocês duas devem se respeitar. Você ama os animais e a ama sapatos. Ok, vocês são pessoas diferentes, mas precisam se respeitar.
ia começar a argumentar quando ouviu a campainha.
- Estou indo. E a senhorita trate de evitar conflitos tá bom.
- Vou tentar Nancy. – disse e se virou pra uma roseira que estava ao seu lado enquanto Nancy ia atender a porta.
- Isso é um absurdo, não acha? Ela ficar estressada por causa de sapatos – conversava com a roseira. – Isso faz dela uma pessoa muito materialista. Vai ser difícil ter que agüentar esses ataques dela por coisas tão banais. – ficou um tempinho olhando a roseira e logo continuou a falar – Tem razão, eu acho que eu exagerei um pouquinho. Eu não devia ter destruído os sapatos, nem os casacos. Mas é que meu senso de dever gritou mais alto. – estava tagarelando e nem percebeu que se aproximava.
- Você tá conversando com flores. – fez uma cara engraçada enquanto falava.
- Na verdade sim. Acha isso muito estranho, né? – sorriu feliz em ver .
- Eu vou achar estranho se você disser que elas respondem - Ele disse e os dois riram. – Mas o que aconteceu pra você estar pedindo conselhos pra roseira?
então contou tudo o que tinha acontecido pra .
- NÃO ACREDITO. – gritou e começou a rir – Você é maluca . A deve estar agora planejando te esfaquear de madrugada ou então procurando algo pior que isso.
- Você está ajudando bastante . – falou com sarcasmo - Acho que vou continuar pedindo conselhos à roseira.
- Olha, a tá surtada agora, mas logo ela fica bem. Ela só precisa de um tempinho pra se acalmar. A tarde ela nem vai lembrar disso. Ela surta exageradamente na hora, mas depois melhora.
- Não acredito nessa hipótese. Acho que ela vai ficar um bom tempo planejando me torturar.
- Você não deveria ter feito isso . Vocês têm que se respeitar... – ia falando, mas o interrompeu.
- Eu sei. Nancy já me falou isso, você falou isso e até a roseira me falou isso – disse e deu uma risada – Mas o que veio fazer aqui?
- Café da manhã – Ele respondeu sorrindo.
- Veio só você?
- O veio também, mas a Nancy falou que a estava no quarto, ai ele subiu e eu vim conversar com você.
- Tadinho do . Vai sofrer com a brava daquele jeito.
- Na verdade, é até bom ele ter vindo. Talvez ele consiga acalmá-la. – disse isso e depois ficaram em silêncio. Mas o silêncio foi quebrado pelo estômago de roncando.
- Vamos logo tomar café porque o seu estômago já está reclamando. – Os dois seguiram pra cozinha. Logo que sentaram a mesa, apareceu na porta.
- Tá descabelado hein garanhão. Pelo jeito a tá mais calma - falou rindo.
- Mais calma? Eu tô descabelado por correr dela. Fui tentar ajudar e ela jogou sapatos em mim. – tentava arrumar o cabelo.
- Minha prima é adorável.
- Ela tá “adorável” assim por sua causa. Como você pôde estragar logo os sapatos dela?
- Nem vem . Já ouvi sermão da Nancy, do e até da roseira – falou e fez uma cara engraçada ao ouvir “roseira”.
- Tudo bem . Mas se a perguntar, eu briguei com você. – disse e saiu subindo as escadas bem devagar pra não ser surpreendido por uma histérica.
- Tadinho do . – disse já rindo da situação.
- Tadinho nada. Ele adora ver a brava assim. Ele acha que ela fica sexy brava. Eu já acho que ela fica assustadora. – disse e gargalhou.
e mesmo depois de tomar café ficaram na cozinha conversando a manhã toda. Conversaram sobre o Mcfly, sobre suas vidas e até fez alguns discursos sobre proteção aos animais. Ela contou das manifestações que já tinha participado e falou pra como ele podia ajudar. Mas estava ocupado reparando cada traço de . O sorriso dela e até o brilho em seus olhos enquanto falava. Ela era linda e meio maluca e adorava as maluquices dela. falava empolgada para um totalmente concentrado. Ela nunca havia encontrado alguém que se interessasse tanto em aprender com ela como cuidar do planeta. Ela adorava conversar com ele, e é claro que o jeito engraçado dele e a beleza complementavam isso. acabou ficando pro almoço e apesar de amar a lasanha que Jane fazia preferiu comer só salada pra acompanhar (tentar impressionar) .
levou pra almoçar fora e acabaram passando resto do dia na rua, pra evitar que encontrasse .
Capítulo 6 – A Lagosta George e a Lagosta Gigante
Dias depois, , e estavam na sala conversando. e riam das piadas de . desceu as escadas prestando atenção na conversa.
- você é engraçado, mas ainda mais engraçado é o de mau humor.
- Também te amo magrela – disse sarcástico e fez careta pra .
- Ô meu amor. Tão sensível – disse rindo e beijou .
- Ei! Sem agarramento na minha frente. Eu sou um menino inocente e não posso ver essas coisas – disse tapando os olhos com uma almofada.
- O chama a de magrela? – perguntou enquanto descia as escadas rindo.
- Sim. Algum problema com isso? – perguntou.
- Nenhum. É que eu lembrei do seu apelido na 8ª serie. Tinha até musiquinha: “Seriema do Mato Grosso...”
- Cala a boca. Se falar mais uma palavra eu quebro os seus dentes. E você já não é muito bonita, sem dentes então. – se levantou apontando o dedo pra .
- Eu não sou muito bonita? – perguntou indignada.
- , isso não vai prestar – olhava assustado para que estava vermelha.
- fica calma – falou baixo pra namorada que parecia que ia atacar a qualquer momento.
- Você está falando que eu não sou muito bonita? Você só sai de casa com roupas de grife e maquiagem pra tentar ficar apresentável e eu não sou muito bonita? Sabe , passar toda essa massa corrida na cara não adianta. Eu ainda posso ver a sua cara feia.
começou a rir e olhou feio pra ele.
- Ora sua... – disse e praticamente voou em cima de . As duas começaram a se estapear.
- Segura a . – gritou puxando .
então abraçou prendendo os braços dela. olhava assustado pra que estava mais descabelada que o normal e bufando.
- Ei, fica calma. Isso não é motivo pra briga. – disse pra que já estava vermelha.
- Pode soltar ela , o máximo que ela consegue fazer é puxar meu cabelo e dar tapinhas de biba – provocou.
- CALA A BOCA ! – disse com raiva.
- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA GRITAR COMIGO? – gritou.
- Calma – disse se aproximando dela que se afastou.
- Hoje essa palhaçada passou dos limites. Não achei que fosse chegar a esse ponto de ver vocês duas se estapeando. Vocês têm que se resolver. Vão ficar brigando por nada?
- Por nada? Ela destruiu as minhas roupas e me insultou.
- Coitadinha da . Eu estou arruinando a vida dela.
- Chega – disse sério.
- essa não é você. A garota que eu amo nunca deixaria a raiva dominá-la desse jeito. É a primeira vez que te vejo brigando. E você não é exatamente a inocente da história porque você também provoca a .
- Já que essa não é a garota que você ama. Acho melhor você ir ... E não precisa voltar. – se afastou de e subiu as escadas.
- ... – disse indo atrás dela que o ignorou e entrou em seu quarto trancando a porta. Enquanto tentava fazer abrir a porta, na sala e apenas se olhavam. desistiu e desceu as escadas indo em direção a porta sem olhar pra .
- Você vem ? – perguntou já em frente à porta antes de sair.
- Vou. – disse e saiu esperando ele no carro. – , você vai ficar bem?
- Eu estou bem . – Ela respondeu e subiu as escadas e se trancou em seu quarto.
No dia seguinte saiu pra procurar um restaurante pra almoçar. Ele foi caminhando, afinal um dos discursos de era sobre a emissão de carbono e resolveu usar menos o carro. Ao passar em frente o restaurante The Lobster, viu uma garota fantasiada de lagosta com uma plaquinha escrita “Salvem a lagosta!”, ao se aproximar viu que a tal lagosta gigante era . Ele atravessou a rua rindo e logo alcançou que andava de um lado pro outro com a plaquinha, gritando.
- Uau, eu não sabia que lagostas podiam crescer tanto. – se aproximou galanteador.
- Engraçadinho! Você está atrapalhando meu protesto. – respondeu e começou a andar ignorando .
- E qual é o motivo do protesto? – a seguiu que parou resolvendo explicar a causa pra ele.
- Eu estou tentando salvar o George.
- George? Quem é George?
- É uma lagosta que está no aquário do restaurante há cinco anos. Ninguém a comprou, e ela continua lá aprisionada. E o dono do restaurante não quis vender o George pra mim.
- E por que não?
- Ele disse que não vende porque eu sou encrenqueira e barraqueira.
- Ah – disse segurando o riso.
- E além dele estar mantendo George naquela prisão de vidro, ele também é um péssimo patrão. Há uns minutos atrás eu conheci a Ginger...
- Outra lagosta?
- Não. A Ginger trabalhava no restaurante. Ela foi demitida e me falou das péssimas condições de trabalho e salário no restaurante. Além de assassino ele é um patrão opressor.
- Cara mau.
- Exatamente. Eu não posso ficar calada diante de uma situação com essa. Quer me ajudar?
- Sabe , eu acho as lagostas meio assustadoras, elas não parecem animais indefesos pra mim. Lagostas têm a carapaça dura e tem... GARRAS.
- , criaturas com o exterior duro na maioria das vezes tem o interior frágil. Assim são as lagostas. O sistema nervoso delas é mais sensível e complexo que o nosso. Elas são muito sensíveis a dor. Quando elas são mergulhadas vivas na água fervendo elas ficam agonizando algum tempo antes de morrer e seu grito supersônico faz cães a 1,5 Km choramingarem.
- Nossa. – então pensou por alguns segundos com a expressão séria - Nós precisamos salvar o George. – disse isso e pegou a placa da mão de e começou gritar junto com ela.
Depois de alguns minutos de protesto o dono do restaurante e um cara grandalhão apareceram.
- Saiam da frente do meu restaurante agora! – O dono do restaurante se aproximou e o grandalhão estava logo atrás dele.
- Você é um assassino. E eu não vou abandonar o George. – disse enfrentando o homem.
- Cara, isso é errado. Você não pode matar de forma tão cruel um ser que tenha mãe! – disse indignado.
- Então eu terei que expulsá-los. – O dono do restaurante falou e o grandalhão se aproximou segurando o braço de .
- Larga ele seu brutamontes! – pegou a placa da mão de e começou a bater no cara grandalhão. O grandalhão largou e segurou os braços de .
- Não toque na lagosta gigante! – disse isso e deu um soco na cara grandalhão e puxou e os dois saíram correndo. Não muito rápido é claro, pois estava fantasiada de lagosta. Os dois pararam em uma praça e se sentaram em um banco.
- Obrigada por me ajudar, .
- Você sempre pode contar comigo, lagosta gigante. E sabe, você até que ficou bonitinha nessa fantasia . – disse sorrindo e deu um soquinho nele. – Como você está?
- Um pouco cansada, não é nada fácil correr com essa fantasia.
- Não sobre isso, sobre a sua briga com a .
- , eu não quero falar sobre isso.
- , essa briga com a , envolve mais pessoas. A Nancy está decepcionada, e brigaram e ela me acha um traidor por me preocupar com você.
- É que não dá pra simplesmente virar amiga dela. Ela é fútil, egoísta, irritante e absurdamente chata.
- Talvez às vezes ela seja irritante e chata, mas não a acho fútil nem egoísta. sempre colocou a família e os amigos em primeiro lugar, ela se preocupa com o planeta também, não tanto quando você, mas ela se preocupa. Ela não é vegetariana, mas é contra casacos de pele e faz visitas a lares de crianças órfãs. Ela está sempre preocupada em ajudar as pessoas a sua volta.
- Eu não sabia disso.
- Acho que vocês precisam conversar. A precisa conhecer a nova e você precisa conhecer a nova . E, além disso, eu tive muito trabalho pra juntar a e o pra de repente eles ficarem brigados.
- Você juntou os dois? – perguntou rindo pra que afirmou com a cabeça.
- Deu muito trabalho. Eu percebi que os dois estavam apaixonados, mas a não queria admitir.
- Sei como é. Ela sempre foi assim. Ela demora pelo menos um mês pra admitir pra si mesma e mais um mês pra admitir pra outra pessoa.
- Ela é exatamente assim. Acho que teria sido mais fácil se você já estivesse em Londres e vocês fossem amigas.
- Talvez. – disse olhando pros pés.
- , você é exatamente como a lagosta. Bom, no momento você é a lagosta gigante né. Fingindo ser forte. Dura por fora e frágil por dentro. Tudo que você quer é se acertar com a , mas faz o possível pra na demonstrar isso. Acho que você meio que se esconde atrás dessa carapaça sendo durona e focando apenas em resolver os problemas do mundo e não os seus próprios – então segurou a mão de que já estava com os olhos marejados. – Que tal se livrar da sua carapaça-armadura e então pedir desculpa pra ?
- Acho que você tem razão, . Vou me livrar dessa carapaça e conversar com ela. – sorriu e então a abraçou.
- Acho melhor se livrar da fantasia de lagosta também – disse ainda abraçando .
- Por falar em lagosta, George ainda está na prisão de vidro. – disse saindo do abraço.
- Não se preocupe. Eu vou dar um jeito de salvar o George. Agora vamos pra casa, lagosta gigante – se levantou e puxou pela mão.
- Obrigada por tudo .
- Sem problemas. Eu meio que simpatizo com lagostas depois daquela história de água fervendo e cães. – disse e sorriu.
Capítulo 7 – Baratas são monstros mutantes pré-históricos
Assim que chegou em casa, tirou a fantasia de lagosta e vestiu um vestido florido. Ela resolveu que já era a hora de se acertar com e foi até o quarto da prima para pedir desculpas. Ela bateu na porta e ouviu a mandando entrar e ao entrar a encontrou concentrada lendo um livro.
- , eu preciso falar com você. – falou encostada a porta.
- Eu estou meio ocupada agora. Pode ser outra hora? – falou ainda com os olhos no livro.
- É importante e eu não vou demorar.
- Ok. - fechou o livro e olhou pra .
- Eu vim pra te pedir desculpas. Eu tenho agido como uma idiota. Destruí suas roupas, te insultei e nós nem temos conseguido ficar em um ambiente sem brigar. – falou e olhou espantada.
- Não esperava por isso. Achei que você tivesse vindo pra brigar ainda mais.
- Eu cansei. E acho que isso não tem sido bom. – que estava na porta se aproximou da cama. - Quando as coisas ficaram desse jeito ? Nós éramos melhores amigas e agora tudo que fazemos é brigar.
- Somos pessoas bem diferentes agora.
- Talvez não precise ser assim. Nós podemos tentar mudar isso. Eu sinto a sua falta. Sinto falta da minha melhor amiga – não respondeu e abriu a gaveta de seu criado mudo e pegou uma foto e entregou pra .
- Se lembra desse dia? – perguntou pra que olhava a foto sorrindo.
- Como poderia esquecer? Foi o melhor aniversário que já tive. A família toda na casa de campo. Nós fizemos uma fogueira e viramos madrugada conversando.
- Nesse dia nós fizemos um juramento de que seriamos amigas para sempre. Iríamos para faculdade juntas, depois viajaríamos o mundo e então quando cada uma encontrasse o cara dos sonhos, uma seria madrinha do casamento da outra. – falou e sorriu.
- Eu me lembro disso também. – falou com os olhos na foto.
- Desculpa por não ter cumprido o juramento. Sabe... Vir para Londres foi ótimo para minha carreira, eu conheci os meninos que são meus melhores amigos e o que é o cara dos meus sonhos. Mas todos esses anos eu senti sua falta, senti falta da minha melhor amiga e desejei que você encontrasse amigos tão maravilhosos quanto os meus e que encontrasse o cara que sempre sonhou. – falou e sorriu. – Me desculpa por tudo, pelos insultos e por tudo que falei.
- Então... Amigas de novo?
- Sim, mas eu definitivamente não vou virar vegetariana. – respondeu rindo e se levantou abraçando .
- Tudo bem. – sorriu. – E , você já fez as pazes com o ? falou que ele está bem chateado.
- Ainda não, mas vou ligar para ele. Quando falou com o ?
- Hoje mais cedo, eu estava fazendo um protesto e ele me ajudou.
- Me conta essa história direito. – falou e se sentou na cama ao lado dela e contou como foi o protesto a favor da lagosta e a conversa que teve com depois. - O é incrível. Sempre preocupado em ajudar. Eu realmente tenho amigos maravilhosos.
- Tem sim. E se você não tivesse vindo para Londres não teríamos a oportunidade de conhecê-los. Então acho que você fez o melhor vindo para cá. – sorriu e se levantou. – Tenho que ir cuidar do jardim. – estendeu a foto para que olhou a foto sorrindo.
- Nós podíamos ir para casa de campo. Passar o fim de semana lá com os meninos. Eles adoram aquele lugar e você também.
- Adorei a idéia. Mas hoje já é sexta.
- Eu vou ligar para eles e viajamos amanhã de manhã.
- Perfeito. Combina tudo com eles. Agora realmente tenho que ir ou as plantinhas vão sentir minha falta. – disse caminhando até a porta.
- Vai lá . – riu e pegou o celular para avisar os meninos.
Eles adoraram a idéia e todos organizaram as coisas para que pudessem sair bem cedo no sábado. De manhã eles foram buscar as meninas e com muita dificuldade conseguiram colocar toda a bagagem de no porta-malas. dirigia e foi no banco do carona enquanto , , e se espremeram no banco de trás.
- coloca esse cd para que possamos meditar durante a viagem – estendeu um cd em que estava escrito “músicas indianas instrumentais para relaxamento”.
- Desculpa , mas não vamos ouvir esse seu cd. – disse tirando o cd da mão dela.
- Ei! Me dê 3 motivos para não ouvirmos essas músicas.
- Ok. Essas músicas são chatas, irritantes e me deixam extremamente estressada.
- Aposto que os meninos querem ouvir. – falou e olhou feio para eles que então ficaram calados.
- , você está viajando com o McFly, não precisa de cd. – falou olhando para ela pelo retrovisor. – Puxa uma música ai .
- You say Yes, I say No… - começou a cantar Hello Goodbye e todos sorriram. Beatles agradava a todos.
- You say Stop but I Say Go, Go, Go… - gritou e então todos começaram a acompanhar.
Foram a viagem toda cantando músicas dos Beatles. Ao chegar a casa de campo e deixaram os meninos pegando a bagagem e entraram na casa, só que uma barata entrou junto. As duas largaram as bolsas e subiram em cima do braço do sofá fazendo escândalo deixando a porta da frente aberta.
- Por que você está aqui fazendo escândalo? Você não é amiga dos pobres animaizinhos indefesos? – disse indignada.
- Mas isso não é um animalzinho indefeso. É uma barata horrível e nojenta.
- Você ta me zuando né?
- Se você acha tão ridículo o meu nojo de barata porque não desce e mata ela.
- Eu não. Não chego perto desse monstro.
- ELA VAI VOAR! – gritou desesperada.
- AHHHHHH! O que a gente vai fazer?
- Podemos tirar par ou ímpar. Quem perder mata a barata. – disse já levantando a mão fechada.
- Sem chance. Eu sempre perco no par ou ímpar.
As duas conversavam sem tirar os olhos da barata quando surge na porta fazendo as duas gritar mais ainda, porque a barata chegou mais perto do sofá.
- DANNY! – gritaram as duas.
- Que bom que veio nos salvar. – disse alegre.
- Salvar de que?
- Dessa barata horrenda. – disse também feliz.
- BARATA? ONDE? - largou as malas que segurava, saiu correndo e subiu no sofá em que as duas estavam.
- Não sabia que você tinha medo de barata. – o olhou confusa.
- É um trauma recente.
- Que ótimo. A gente não sai daqui ho... AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH! – estava falando, mas, começou a gritar junto com e ao ver a aproximação da barata.
-O que está acontecendo aqui? – apareceu na porta.
- AMOR! Nunca fiquei tão feliz em te ver. – disse sorrindo.
- , mata esse monstro! – disse desesperada.
- Essa baratinha é o monstro? – falou colocando as malas no chão.
- Baratinha? É uma barata gigante – falou apontando para a barata.
- Um monstro pré-histórico. Uma barata mutante da época dos dinossauros. Né ?
- Isso aí . É uma barata mutante pré-histórica.
soltou uma gargalhada ao ver aqueles três desesperados.
- Se você der mais uma risadinha. Pode se considerar sem namorada, . – falou brava.
- Uí! A mulher ficou brava. – disse rindo.
- E você pode se considerar banguela se falar mais alguma coisa, Jones.
- Cala a boca . E eu não tava rindo de você, eu tava rindo dessa gazela que é o .
- Você tava rindo da sim, você... – tapou a boca de com a mão.
- Caladinho . E ... Por favor?
- Tá bom. – pegou a baratinha e a colocou pra fora da casa e fechou a porta – Prontinho. Agora desçam daí. Vem – estendeu a mão pra ela.
- Até parece que eu vou encostar nessa mão suja de barata. Você não encosta em mim enquanto não lavar essa mão. E tem que lavar com detergente, sabão, sabonete, cloro, desinfetante e...
- Já chega . Daqui a pouco vai mandar ele jogar ácido na mão.
- Engraçadinha! Vem . Vou pegar os produtos de limpeza pra limpar a sua mão – foi andando em direção a área de serviço seguida por .
e se jogaram no sofá e começaram a rir.
- Engraçado você ter medo de barata. Não imaginava você com medo de insetos – falou rindo.
- Nem eu imagina que você tivesse medo de baratas.
- Mas baratas não são insetos. Baratas são monstros mutantes pré-históricos. – falou fazendo rir mais ainda.
Continua...
N/A: Mil desculpas pela demora. Fiquei um tempão sem escrever nada. Crise criativa me pegou e minha rotina na universidade não ajudou. Podem me xingar, mas por favor não me odeiem =D
O próximo capitulo vai ter cenas fofas com o fave.
Para quem acompanha minhas outras fics: as atualizações delas já estão sendo finalizadas.
Agradecimentos a minha nova beta: a Vicky
Qualquer sugestão, crítica ou qualquer outra coisa pode falar comigo:
nandasm_@hotmail.com
Leiam também minhas outras fics: Can’t take my eyes off of you, She is Love, Time travel (Ambas do McFly em Andamento) e A esposa do tenente inglês (Outros finalizada)
N/B: QUALQUER erro só me mandar um email ou me atormentar no twitter @viiickylopes :*