A Prova de Tudo
Autora: Carolzi
Beta: Bells Westerman
Capítulo 01
11 da noite. Uma garota estava parada em um beco ao lado de um famoso restaurante de Londres. Encostada na parede, ela era fracamente iluminada pela luz que vinha da porta entreaberta da cozinha do restaurante. A lâmpada do poste na rua estava em curto, piscando em intervalos constantes. Nestes intervalos, em meia luz, era possível perceber as vestes da garota. Um sobretudo preto, abotoado de cima a baixo, caía perfeitamente por todo seu corpo, ressaltando suas curvas. Usava botas pretas, de salto fino e os cabelos presos em um coque firme. Estava distraidamente vendo a capa de um jornal onde dizia “McFly arrasa novamente no palco em Wembley”. Passou os olhos pela foto dos quatro garotos que formavam a banda e um pequeno sorriso se formou em seus lábios. Jogou o jornal de qualquer jeito no chão e olhou impacientemente o relógio. Meio minuto depois percebeu movimentos e viu quatro vultos se aproximando de forma silenciosa. Eles também vestiam sobretudos abotoados e usavam chapéus como aqueles de detetive.
- Vocês estão atrasados – sussurrou ela. – Deu tudo certo?
- Conseguimos, o atraso foi culpa do Jones, ele quase ferrou com tudo – disse um dos vultos com um tom de voz acusador.
- Ei, não é culpa minha se vocês me deixaram para trás, Tom – Danny respondeu bravo.
- Não é culpa nossa que você seja tão lerdo – falou outro vulto aparecendo mais atrás.
- Ok, Harry, chega, todo mundo sabe que o Jones é lerdo – disse a garota, com ar de riso. - O importante é que foi missão cumprida – agora, ela falava seriamente, cortando Danny, que abria a boca para protestar. – Agora, vou passar a missão de amanhã.
- O QUÊ? – gritaram os quatro.
- Mais baixo! – falou a garota, entre dentes.
- Desculpa. O quê? Mas nós tínhamos combinado que amanhã não íamos fazer nada e tem o show... – o menor dos vultos se pronunciou.
- Eu sei, Poynter, mas essa missão não foi mandada pela organização, essa vocês farão por mim – a garota abriu seu melhor sorriso colgate. – Por favor.
Os quatro a lançaram certo olhar de reprovação.
- Nosso alvo vai ser essa garota – tirou uma foto do bolso. Uma menina que aparentava ter uns 20 e poucos anos sorria para eles.
- Opa, tô dentro, ela é gata. – Dougie nem olhou duas vezes a foto e já estava arrancando da mão de .
- Ah, não sei, eu estava a fim de descansar... – Danny disse, coçando a cabeça.
- A tá dentro também, vamos precisar da ajuda dela – falou, dando olhares significativos para Danny.
- Opa, tô dentro também – ele respondeu com um sorriso inocente, enquanto disfarçava o seu, satisfeito. Ela se virou para os outros.
- Eu vou precisar dos quatro. E vocês? Tom? – ela perguntou para o loiro.
- Claro. O que você me pede que eu não faço, né, – ele sorriu, mostrando a covinha. ficou corada e sentiu suas pernas amolecerem.
- E você, Harry? – dirigiu-se ela ao garoto, saindo do transe causado pela covinha.
- Tô dentro, eu me divirto sempre com essas missões loucas – ele respondeu.
- Vocês vão se divertir, acreditem, agora, se o Dougie puder parar de babar um pouco na foto, eu explico tudo. Essa aqui é a... – explicou todos os detalhes do seu plano brilhante, enquanto os garotos já estavam todos empolgados. - ...tudo tem que ser exato, ela não pode perceber, fator surpresa é o mais importante, nós vamos ‘sequestrá-la’ assim que o show acabar...
- EU faço isso! – Dougie se manifestou.
- Não-me-interrompa, e, não, Dougie, você não vai fazer isso, porque ela reconheceria a voz de nós todos, principalmente a sua, é nessa parte que a entra. – A garota falava enquanto andava de um lado para o outro. – A propósito, parabéns pelo show – ela falou, mostrando o jornal jogado no chão.
- Eu sempre arraso – Danny disse, fazendo pose.
- Bom, as suas fãs não devem te admirar pela sua modéstia – disse Harry, arqueando a sobrancelha.
- Mas os shows em Wembley sempre são os melhores – Tom falou com orgulho. – Menos a parte que o Danny me agarra – ele fez uma cara estranha.
- Mas você tem que admitir que é engraçado – falou, se lembrando da cena onde Tom está fazendo solo e Danny chega por trás e começa a lambê-lo ou dar beijinhos. A garota riu consigo mesmo enquanto Tom concordava.
- Mas eu adoro te agarrar no placo, Thommy – Danny disse, enquanto pulava em cima do amigo.
- Eca, Danny, vê se lava essa droga de sobretudo, não dá mais para agüentar esse cheiro de cerveja.
- Eu falei que não era para você usá-lo naquela festa à fantasia! – falou, indignada.
- Mas eu fico mais gato do que já sou com essa roupa de detetive – respondeu ele, sorrindo.
- E a modéstia vai além... – Harry falou, rindo.
revirou os olhos e observou Dougie que voltara a admirar a foto.
- Agente , preciso de mais informações sobre a garota – ele falou oficialmente, mas, em seguida, deu um sorriso malicioso. Ela revirou os olhos novamente e respondeu pacientemente as várias perguntas do garoto. Quando olhou no relógio, levou um susto.
- Okay, agora, eu tenho que ir, se não a vai chamar a polícia, tchau, garotos – ela se despediu de cada um com um beijo no rosto e saiu do beco, se dirigindo à esquerda.
já estava no final da rua quando alguém a chamou. Ela virou e deu de cara com Tom.
- Posso acompanhar você até em casa? – ele perguntou sorrindo, sabia que assim ela não negaria.
- Cla-aro – ela sorriu de volta e recomeçou a andar com ele a seu lado.
- Não é legal uma garota ficar andando sozinha por aí a essa hora da noite.
- Eu sei me cuidar, Fletcher, além do mais, minha casa é aqui pertinho, eu bem sei que seu interesse é outro – ela falou, encarando seus pés para ter certeza que não iria tropeçar neles.
- Eu queria conversar com você – disse ele, parando na frente dela.
- Nós já conversamos – ela disse, tentando não encarar seus olhos castanhos, mas sem muito sucesso. - Não dá, nós trabalhamos juntos, você é famoso... – ela suspirou e recomeçou a andar.
- Como se isso fizesse diferença – Tom a alcançou, voltando a andar do seu lado. – E aquele dia você falou que gos...
- Aquele dia foi legal, Tom, mas, por enquanto, não vai dar. Chegamos – a garota deu um rápido selinho nele. – Adeus.
Atordoado, ele ficou olhando entrar no quintal da casa. Ela tinha dito “por enquanto”, não precisava perder as esperanças. Ele a observou soltar os cabelos, tirar o sobretudo, jogando-o pela janela que sabia ser do quarto dela e entrar em casa. Só então ‘acordou’ e foi embora.
Capítulo 2
- Ooooooi, – falou, entrando em casa
- SUA LOUCA, NEM ME AVISOU QUE IA SE ATRASAR, VOCÊ POR AÍ E EU ACHANDO QUE TE TINHAM SEQUESTRADO PARA USAR COMO ELFO DOMÉSTICO – correu para abraçar a amiga.
- CALMA, EU TÔ VIVA, não precisa me esmagar ou me deixar surda também – a voz de saiu abafada pelo abraço da outra. – Desculpa, foi por causa do trabalho, sabe...
- Ah é, vida de jornalista deve ser fogo mesmo – falou, fazendo caras e bocas.
‘Você não imagina o quanto’ pensou .
- Olha, já passou da meia noite. Isso quer dizer... PARABÉNS! – Agora, foi a vez de esmagar a amiga com um abraço de urso. – E, para você me desculpar desse atraso, o seu presente é... Ingressos para o show do McFly de amanhã, na frente do palco – ela falou, tirando 2 papéis com o logotipo da banda estampados.
- AAAAAH, EU NÃO ACREDITO, , MUITO OBRIGADA! – começou a pular que nem uma louca. – Mas, espera um pouco – ela parou bruscamente -, esses ingressos estão esgotados faz tempo, como você conseguiu? E, ainda, bem na frente?
- Há formas de se conseguir, ser jornalista é uma delas – ‘e ser amiga deles é outra’ riu em seu pensamento.
- Que lindo. Vamos vê-los tocarem pertinho de nós, EU VOU VER O POYNTER REBOLANDO NA MINHA FRENTE! – tinha recomeçado a pular e gritar.
- … … , CALMA AÍ! – gritou para se fazer ouvida pela outra. - Guarda toda essa sua energia pra amanhã, antes que os vizinhos acordem.
- Ah, você é sem graça, já foi e cobriu alguns shows deles, e nunca me levou junto lá pra frente – fazia cara de desprezo
- Sim, porque estava a trabalho, só os fotógrafos e jornalistas podiam ir. Mas é muito mais legal ir para me divertir com a minha melhor amiga DougiePoynterManíaca – falou, enquanto fazia joinha.
- Okay, tá perdoada – deu mais um abraço de agradecimento na amiga. – Agora, vou me retirar para o meu quarto, meu dia foi cansativo.
- O meu também, boa noite, aniversariante.
- Boa noite.
Já trocada, com sua devida higienização noturna feita, estava deitada em sua cama, pensando na vida. ultimamente tinha algumas atitudes estranhas, saía cedo e voltava tarde em alguns dias, ela não via mais os trabalhos dela, sabia que a amiga escondia alguma coisa, mas decidiu não forçá-la a contar. nunca mentiria pra ela, se escondia é porque tinha algum bom motivo e aquilo nunca atrapalhara a amizade das duas. Mas que aquilo era estranho... Sorriu ao pensar no presente que ganhou. Esse dia prometia, e ela tinha a sensação que seria mais do que esperava. Logo sentiu suas pálpebras pesando e o sono chegando, se entregando totalmente a ele.
No quarto ao lado, também estava pensativa, relembrando todos os momentos bons que teve em Londres. e eram amigas desde pequenas e tinham duas coisas em comum: a paixão por banda uma banda inglesa: o McFly, e o sonho de morar em Londres. As duas haviam se mudado há poucos anos e tinha mesmo começado a trabalhar como jornalista. Juntas, elas tinham visitado muitos lugares como o London Eye, a Casa de Cera e tinham ido a shows, passavam horas conversando só sobre besteiras e pela paixão incondicional delas pelos guys. Mas uma coisa mudou. Pouco tempo atrás, estava cobrindo um show do McFly, e com o seu pedido negado de entrevistá-los pela terceira vez, ficou com raiva. Driblou a segurança e sorrateiramente entrou no camarim. Logo apareceu um homem de terno parecendo com os seguranças e a garota pensou que estava tudo ferrado, mas, na verdade, ele disse que tinha ficado impressionado com ela e lhe fez a proposta mais louca da sua vida.
Quando se deu conta, ela estava trabalhando para uma organização e sua equipe era nada mais, nada menos que o McFly. No começo foi estranho, o tempo logo passou e se tornaram grandes amigos.
Passara muitos bons momentos com eles, se divertiam juntos. Lembrou-se das varias situações estranhas em que já se encontraram. Mas o que mais doía era não poder falar nada para a . Não podia contar o que fazia de verdade, nem que passava os dias com o McFly e que inclusive já até andara se agarrando com um deles. riu com esse pensamento. Apesar de ela ter conhecido a na organização e ter virado super amiga dela, morava com ela, eram amigas desde pequena e era difícil não poder contar essas coisas, ou, pior, ter que mentir para sua melhor amiga. Mas ela deu um jeito de inverter essa situação. O dia a seguir seria um dia de surpresas.
Capítulo 03
Quando acordou, Transylvania tocava no último volume em seu aparelho som e estava metida no seu guarda-roupa, atirando roupas pra lá e pra cá.
- People marching to the druuuuums, everybody’s having fuuuun... Ah, você acordou – falou, quando percebeu que a amiga já estava de olhos abertos
- Seria impossível eu não acordar com essa barulheira toda! E que bagunça é essa no meu guarda-roupa?
- Estou procurando a roupa perfeita para você ir ao show hoje, pois você tem que estar AR-RA-SAN-DO – a garota fez pose, como se fosse uma super model. - Mas não encontrei nada aqui – apontou para as roupas espalhadas no chão. – Nós vamos pro shopping, levanta logo e se veste!
nem teve tempo de protestar, já tinha saído do quarto. Indignada, se levantou e colocou uma calça jeans, uma blusa baby look e um All Star. Simples, mas perfeito para um passeio no shopping.
- , você vai arrumar aquela bagunça! – gritou para a outra.
- Quando voltarmos eu arrumo, afinal, você não tem senso de organização. mesmo – só revirou os olhos diante do comentário da outra e se dirigiu a cozinha quando a parou. - Onde você está indo?
- Comer alguma coisa, ué. – Aquilo era óbvio, certo?
- Nem pensar, vamos, você toma um café na Starbucks!
- Mas... – já tinha puxado a outra para fora de casa
Chegando lá, elas rodaram o shopping inteiro, até ser convencida pela amiga a comprar um vestido preto, simples, mas bonito e que, segundo , tinha sido feito para a garota.
- , eu não entendo, é só um show e mesmo assim não acho que é indicado ir de vestido em um show.
- Não se preocupe, nossos lugares são Vips e, aliás, hoje é seu aniversário, você TEM que estar linda – os olhinhos de brilhavam.
riu da garota, ainda não entendia, mas concordou. Estavam indo em direção à praça de alimentação quanto um cara esbarrou em quase a carregando junto
- OLHA POR ONDE ANDA, Ô, MANÉ DO DENTE DE OURO – ela se irritou
- Calma, , nem liga para esses idiotas, vamos comer – ela se virou – McDonald’s!!! De sobremesa, eu quero um McFlurry, sabia que se tirar o ‘urr’ fica...
- McFly! Pois é, você me diz isso toda vez! – ela riu de que já fazia big pedido para as duas. – Desse jeito eu não vou caber no vestido!
- Fique quieta e come – mandou e não hesitou em obedecer.
Elas almoçaram e foram pra casa, passaram a tarde assistindo filmes, tendo ataques por causa dos atores lindos, vendo coisas inúteis no computador, conversando. Então, cada uma foi pro seu quarto, se arrumar para o show. Quando estava no banho ouviu alguém batendo na porta
- , seu celular tá tocando, você o tinha deixado na sala – entrou no quarto, segurando o celular da amiga que vibrava em suas mãos
- Atende pra mim, pergunta quem é e diz que eu já retorno a ligação – a outra gritou do banheiro
- Alô?
- Alô? ? – Uma voz grave disse no outro lado da linha, familiar até certo ponto
- Não, é a . Ela tá tomando banho, quem é?
- Oi, , aqui é o Jones, Danny Jones. – Ah, claro, Danny Jones ligando pro celular da . Impossível.
- Ah tá, sei... Ok, ela já retorna a ligação
- Tudo bem, tchau – o homem disse e delisgou. Nisso, apareceu.
- Quem era? – perguntou enquanto recebia o aparelho em suas mãos
- Um idiota dizendo que era Danny Jones. Há. Até parece. Mas a voz até que era parecida, eu devo tá pirando – falou e deu sorriso amarelo, concordando – Vou me arrumar – disse e saiu do quarto, enquanto a outra discou o número de quem tinha ligado pra ela
- EU VOU TE MATAR, DANNY, eu já falei que não é pra ligar pro meu celular normal, ainda bem que a é meio lerda.
- Desculpa, só queria te avisar que está tudo certo, a já arrumou tudo lá no salão e.. .
- Ótimo. Bom show pra vocês, agora tenho que me arrumar, beijos. – Danny nem teve oportunidade de se despedir e o telefone já fora desligado.
estava usando o vestido preto, um scarpin prata, os cabelos soltos com as pontas enroladas, e com uma maquiagem leve.
usava um vestido rosa, também com um scarpin prata, os cabelos meio soltos, meio presos. Parecia mais que iam para uma festa do que para um show, mas garantiu que elas tinham que estar lindas.
Chegaram faltando meia hora para o show, como seus ingressos eram Vips não precisaram enfrentar a gigante fila de garotas que tinha se formado em volta do Wembley Stadium.
Quando as luzes apagaram e os primeiros acordes começaram a ser tocados, a gritaria foi geral. Logo os garotos apareceram pulando, cantando, dançando, passando aquela energia pra platéia, que só eles têm. e não resistiram e se juntaram a multidão de fãs na gritaria e cantando as músicas junto. não conseguia parar de encarar Dougie, ele a hipnotizava. De repente, ele a estava encarando também, ela queria desviar o rosto, mas não conseguia. Dougie deu uma piscadela pra ela e voltou a correr pelo palco. A garota paralisou nesse momento, achou que estava sonhando. Sorriu e recomeçou a cantar e pular.
O show foi perfeito, todas aquelas luzes e fumaça tornavam o ambiente mais mágico. O som ao vivo dos instrumentos e da voz deles tornava as músicas mais perfeitas, um dos melhores momentos na vida de e ela desejava que aquilo nunca acabasse.
No finalzinho do show, disse que iria ao banheiro e falou pra esperá-la, e em hipótese alguma sair dali, assim, elas não se perderiam uma da outra. A última música foi tocada. O show acabou e as fãs começaram a esvaziar o estádio, e nada da aparecer, já estava preocupada. Quando estava praticamente só ela no local, de repente as luzes se apagaram. O silêncio era total e ela sentiu alguém se aproximando.
Tamparam sua boca, reprimindo seu grito, e a voz de uma garota sussurrou em seu ouvido:
- Não tenha medo, só venha comigo.
O vulto atrás de colocou uma venda nela, enquanto acontecia exatamente ao contrário do que a voz falou. O medo tomou conta.
Capítulo 04
foi guiada pra fora do estádio, e logo elas entraram num carro. estava assustada, apesar de sua seqüestradora estar sendo... Delicada, talvez essa seja a palavra certa.
- A-a minha-a amiga? O-onde ela está? – falou pra direção que imaginava estar a tal garota.
- Calma, ela está bem, não se preocupe com ela agora.
- Mas ela tinha falado pra eu esperá-la naquele local, ela vai chegar lá e eu não vou estar...
- Já disse: Não se preocupe com ela agora – A voz da garota era tranqüila e doce, mas mesmo assim estava aterrorizada e idéias de que podiam ter seqüestrado também, vinham em sua cabeça. – Ok, agora fique quietinha, assim facilita as coisas.
Logo o carro parou, elas desceram e sentiu ser guiada por corredores até entrarem no que imaginava ser uma sala. Ouvia algumas baixas vozes em volta. Então tudo ficou em silêncio e um ‘sente-se’ foi sussurrado em seu ouvido enquanto sentiu a mão da garota fazê-la sentar em algo que julgou ser um sofá, depois ela começou a desamarrar a venda.
Quando finalmente a venda foi retirada, estava de olhos fechados. Vagarosamente abriu-os. Diante de si tinha a imagem mais incrível que ela já tinha visto. Eu morri e não to sabendo? pensou ela.
Três pares de olhos azuis e um par castanho estavam parados bem diante dela, com enormes sorrisos estampados nos rostos
- PARABÉNS – gritaram os quatro
A garota ficou estática, não sabia como aquilo podia estar acontecendo, mas era real demais para não ser verdade. Sentiu-se tonta, alguma coisa estava errada. Então sentiu suas pálpebras pesarem. Não, ela queria permanecer acordada, mas foi mais forte do que ela. Sentiu seu corpo escorregar para o sofá antes de perder a consciência. Aos poucos foi voltando à vida e percebeu que alguém a segurava nos braços.
- Não acredito que ela desmaiou – Ela ouviu uma voz um pouco longe que reconheceu ser de Danny. Danny Jones. DANNY JONES? Então não era sonho?
- Coitada, ela estava sobre pressão, já estava morrendo de medo antes, o caminho até aqui foi bem tenso, e ela deve ter levado um susto – A garota que a tinha ‘seqüestrado’ estava falando, e parecia estar logo ao lado de Danny.
– Foi melhor do que eu imaginava, ela podia ter agarrado o Dougie - Essa voz ela reconheceu na hora. Era . O que ela estava fazendo ali?
- O Dougie não ia achar ruim, né? – Agora era Tom Fletcher, com toda certeza.
- Olha Dougie, a garota tá acordando – A última voz que chegou a seus ouvidos só podia ser a de Harry, pois vinha acompanhado com algumas batidas impacientes de uma baqueta.
Só faltava a voz de alguém naquela história e rápido demais (ou não) ela chegou à conclusão de que seria Dougie quem a estava segurando. Pela segunda vez no dia, abriu os olhos vagarosamente e dessa vez encontrou apenas um par de olhos azuis a encarando, de cima.
- Oi, você está bem? – Dougie disse, dando seu melhor sorriso misturado com uma cara de preocupado. Seu tom de voz era de alguém que fala com uma criança. sentiu que poderia desmaiar de novo. Um arrepio percorreu por seu corpo e ela sentiu suas pernas amolecerem. Tentou falar, mas conseguiu apenas concordar com a cabeça. Então se levantou com ajuda do garoto e já sentada pôde ver o ambiente. Uma sala pequena. Ao seu redor a observavam, Tom, , Harry, Danny e do lado dele, uma garota que deveria ser a que tinha trazido ela até ali. Dougie estava sentado ao seu lado, meio abraçado com ela ainda. Um leve sorriso esboçou em seus lábios quando percebeu isso. Ele estava próximo. Próximo demais. Olhou novamente ao seu redor e decidiu se pronunciar.
- Tá, alguém me explica tudo isso! – era muita coisa pra ela absorver e a cada minuto ela se sentia mais confusa.
- Bom – se manifestou – Fui eu quem fez tudo isso.
- Er... Fez? Como assim?
- Eu armei esse ‘seqüestro’ pra que tudo fosse surpresa. O seu presente na verdade não era o show, é o McFly em pessoa – abriu um sorriso para a amiga - Eu sei que você sempre sonhou em conhecer os Guys e eu meio que sou melhor amiga deles...
- Melhor amiga? E eu nunca soube disso? – se indignou
- Desculpa, eu não podia te contar, não até agora, mas depois eu te explico tudo. Agora aproveite seu presente. – disse sorrindo e se dirigindo aos quatro. queria ficar indignada com , mas ela não poderia, não ganhando esse presente dela.
- Ah, e eu sou , amiga de trabalho da – a outra garota se aproximou e estendeu a mão para – desculpa se te assustei
apertou a mão da outra e falou que não foi nada. Então se virou para os garotos e os observou. Harry e suas inseparáveis baquetas, com seu olhar sedutor, pessoalmente era mais bonito ainda. Ao seu lado estava Tom com um meio sorriso, aparecendo sua covinha, que tirava o fôlego de tantas garotas, depois estava Jones em sua típica camiseta xadrez e um sorriso brincalhão. Por ultimo Dougie, com seu sorriso angelical fazendo seus olhos se estreitarem, sempre amou isso nele. E ele nem era tão baixinho assim pessoalmente!
Sempre imaginara tantas vezes o dia que ia conhecê-los, ensaiara tantas vezes o que iria dizer pra eles, e naquele momento estavam os quatro na sua frente, sorrindo para ela, mas todas as palavras fugiram de sua boca.
Tom, percebendo a hesitação da garota, decidiu quebrar o gelo
- A nos falou um pouco de você, por que você não nos conta mais? – ele disse apontando para o sofá, convidando-a a se sentar
- Ela disse? O que ela falou de mim? Tenho medo que ela pode ter dito... – respondeu enquanto os 5 se acomodavam no sofá, e em algumas cadeiras que tinham ali perto.
- Bom ela falou que você era bonita, mas pessoalmente você é realmente hot e... - Dougie achou melhor parar de falar com a cara que os outros três o olhavam. estava super vermelha e sem graça. Harry mudou de assunto
- Então... Desde quando você conhece a banda e como conheceu? – ele perguntou, e assim continuaram conversando. Logo falava com eles como se os conhecesse há anos. Na verdade ela conhecia (não pessoalmente), eram eles que não a conheciam. Ela falou do quanto admirava o trabalho deles, e o quanto gostava deles. Enquanto isso e tinham sumido. Quando voltaram, Dougie pegou na sua mão e começou a puxá-la em direção ao outro lado da sala, para uma porta de onde e tinham saído.
- Então , posso te chamar assim? – Dougie disse fazendo uma carinha fofa
- Claro – ela respondeu. Ela nunca diria não pra aquela carinha
- Venha conosco, nós temos mais uma coisa para você – Danny pegou a outra mão dela e a guiou até o outro lado da sala. Chegando lá, Tom abriu a porta. Ela pensou que era impossível ter mais surpresas naquela noite. Enganara-se. As surpresas estavam só começando.
Capítulo 05
Um salão decorado se abria na sua frente. Alguns amigos mais íntimos a cumprimentavam enquanto ela ia andando em direção ao centro do local. Reparou na decoração, vários balões nas suas cores preferidas, fitas coloridas pendiam do teto e uma mesa com um bolo onde se lia ‘Parabéns ’. Era simples, mas bonito. Do jeito que ela sempre gostou.
- Vocês fizeram uma festa pra mim? – falou emocionada
- Não , a festa é pra mim, não sabia que hoje é o meu aniversário? – falou sarcástica
- Boba – mostrou a língua pra amiga
- A que organizou tudo – Tom disse
- E eu fiz o bolo – declarou
- E eu enchi todos os balões, sozinho – Danny falou enquanto inflava o peito.
- Que mentira, Jones! Eu, o Harry e o Tom que fizemos tudo. Você só ficou brincando com os balões que nem uma criança e ainda estourou metade! – Dougie disse indignado e todos os presentes riram
- Nossa, obrigada meninos, obrigada todos por terem vindo – falou – e obrigada a você,
- Você merece . Você tem sido uma ótima amiga, mais compreensiva e paciente do que eu poderia imaginar – então as duas se abraçaram
- ABRAÇO GRUPAL – Gritou Danny e todos as abraçaram
Cantaram parabéns em volta do bolo e na hora de apagar as velinhas o pedido de foi... Ah, não vou contar, porque se contar estraga... Brincadeira! O pedido dela foi que aquilo tudo não fosse um sonho (e pelo que eu saiba, ela também queria pegar o Poynter, cof, cof)
- Agora tá na hora de animar essa festa – Harry falou assim que terminou de comer seu generoso quarto pedaço de bolo;
foi até o som e o ligou. Starstruckk começou a tocar. Apagaram a luz, empurraram a mesa do bolo e todos foram dançar na pista improvisada com algumas luzes coloridas e um globo arranjado de última hora. Logo depois começou a tocar Don’t Cha e em seguida, Womanizer, as garotas dançavam de forma sensual enquanto os meninos só babavam. Dançaram mais algumas musicas até pararem pra beber alguma coisa.
se divertia como nunca, era divertido dançar com aqueles quatro. Estavam todos sentados quando As Lovers Go, do Dashboard Confessional, começou a tocar
- Ah eu amo essa música – disse enquanto se balançava no ritmo da melodia.
- Eu posso ter essa dança, lady? – Dougie estendeu a mão para numa tentativa de ser cavalheiro
- Claro – respondeu ela ‘aceitando’ a mão dele – só corta essa formalidade ‘lady’ – ela falou rindo. Os dois foram para o meio da pista e começaram a dançar juntinhos. com os braços em volta do pescoço do garoto e ele com as mãos na cintura dela.
- Vamos dançar ? – Danny imitou Dougie
- Ah... – Ela olhou para que formou um ‘vai’ nos lábios, incentivando – tudo bem – logo os dois estavam que nem e Dougie
Tom e estavam sozinhos na mesa quando Harry chegou para pegar mais bebida
- Conheci uma garota muito hot, o nome dela é , nós estamos conversando faz tempo e sinto que nossa ‘conversa’ está progredindo – Harry disse, fazendo aspas com as mãos e uma cara de fodão – vim pegar umas bebidas para nós
- Vai lá garanhão – Tom disse para o amigo, que fez uma cara sexy e foi em direção ao outro lado do salão. Logo ele se viu sozinho novamente com
- Eles ficam tão fofos juntos – ela falou enquanto observava sendo rodopiada por Dougie (ou uma tentativa disso)
- Sou mais nós dois – encarou Tom que estava sorrindo docemente para ela. Abriu a boca para responder, mas não saiu nada, não tinha resposta para isso. A garota já estava hipnotizada pela covinha quando ele levantou e a puxou.
- Vem, vamos dançar – Tom a levou até pista e a puxou para si, começando a dançar também. Enquanto davam voltas pela pista no ritmo da música, ele a encarava e tentava desviar o olhar, mas não conseguia. O perfume do garoto estava deixando tonta. Resistir a ele como estava fazendo nos últimos dias estava ficando mais difícil, e ele não colaborava em nada, será que ele não entendia?
– Você deveria parar de se preocupar com os outros e pensar em si mesma um pouco – Tom disse de repente
- Como assim? – se fez de desentendida. Ele lia pensamentos agora?
- Você sabe do que eu estou falando, eu quero ficar com você, não ligo pro resto, por eu ser famoso, será que você não entende isso?
- Mas eu... – Ela não teve tempo de responder por que Tom a beijou e ela acabou se entregando ao beijo, mas logo interrompeu.
- Desculpa Tom – ela olhou mais uma vez pra ele e se virou andando para fora da pista, confusa, batendo em todo mundo, deixando Tom mais confuso ainda, e decepcionado.
- Espero que esses dois se acertem logo – falou pra Danny enquanto os dois dançavam e observavam abandonando a pista – eles enrolam demais pro meu gosto
- E nós, quando vamos nos acertar linda? – Danny perguntou fazendo olhar pra ele. Este a encarava com um sorriso sapeca nos lábios
- O-o que? – ele a puxou pra mais perto. Ela agora podia contar as sardas do seu rosto ou observar o tão belo azul de seus olhos.
- Você é a agente mais sexy que eu conheço, desde que eu te vi aquele dia, no treinamento, não consigo te tirar da cabeça – Ele sussurrou para a garota que se arrepiou inteira.
- Danny Jones, eu conheço a sua fama por aí, não quero ser mais uma – ela respondeu, se esforçando ao máximo para resistir
- Mas você não vai ser mais uma – ele respondeu indignado. Uma garota recusando ele? A cada hora gostava mais dela.
- Então – ela disse aproximando o seu rosto do dele, seus lábios quase encostavam – prove! – Ela sussurrou e Danny preencheu o espaço que faltava para encostar-se a seus lábios, mas desviou e ele a beijou na bochecha. - Por hoje vamos só dançar – Ela disse encostando o rosto no ombro dele, o impedindo de ver a cara de abobada dela (ou de apaixonada). Aquela garota estava deixando Danny louco.
- Você é muito bonita – Dougie disse, fazendo corar – mais bonita pessoalmente do que na foto
- Que foto? – ela olhou com cara de duvida para o garoto
- nos mostrou uma ontem – ela fez cara de entendimento - e pelo que eu saiba, eu sou seu preferido
- Mas como...? – ela perguntou
- Como eu descobri? me contou também
- Ah, ela me paga! – disse indignada, mas rindo da situação
- Ela teve intenção boa, ela me contou por um bom motivo – quando perguntou ‘qual’ Dougie sussurrou em seu ouvido – porque eu tinha me interessado por você
A garota abriu um grande sorriso e viu Dougie se aproximando cada vez mais do seu rosto. Suas pernas tremiam. Como ela podia acreditar que ele, Dougie Poynter, o garoto dos sonhos dela, estaria na sua frente, prestes a beijá-la. Tirando o fato de que se conheciam a menos de um dia. Mas decidiu não se preocupar com isso agora. Não agora. Quando seus lábios estavam quase se encostando, alguém trombou com eles, e todos caíram no chão, quando conseguiu se levantar percebeu que era , e que ela estava chorando.
- ? O que aconteceu?
só sussurrou um ‘desculpa’ e se levantou, indo correndo em direção ao banheiro.
- Dougie me desculpa, mas ela é minha amiga...
- Não tudo bem, vai lá – Dougie disse e se virou para pegar uma bebida.
foi entrando devagar no banheiro, e viu apoiada na pia de mármore. Pelo espelho viu algumas lágrimas escorrerem pelo rosto da garota. Foi atravessar o banheiro para chegar até a amiga quando alguém saiu de dentro de um box e a puxou. gritou e sua boca foi tampada. ouviu o grito da amiga e virou com tudo, mas não viu nada.
-
Continua…
N/A: Desculpa a demora pra atualizar, mas desde que começaram minhas aulas não tenho muito tempo pra escrever, mas vou tentar atualizar com mais freqüência. Ah, um beijo pra Flaws que sugeriu a música As Lovers Go do Dashboard Confessional.
Beijos
Carolzi(@CarolWoich)