A Prova de Tudo
Autora: Carolzi
Beta: Louise



Capítulo 01

11 da noite. Uma garota estava parada em um beco ao lado de um famoso restaurante de Londres. Encostada na parede, ela era fracamente iluminada pela luz que vinha da porta entreaberta da cozinha do restaurante. A lâmpada do poste na rua estava em curto, piscando em intervalos constantes. Nestes intervalos, em meia luz, era possível perceber as vestes da garota. Um sobretudo preto, abotoado de cima a baixo, caía perfeitamente por todo seu corpo, ressaltando suas curvas. Usava botas pretas, de salto fino e os cabelos presos em um coque firme. Estava distraidamente vendo a capa de um jornal onde dizia “McFly arrasa novamente no palco em Wembley”. Passou os olhos pela foto dos quatro garotos que formavam a banda e um pequeno sorriso se formou em seus lábios. Jogou o jornal de qualquer jeito no chão e olhou impacientemente o relógio. Meio minuto depois percebeu movimentos e viu quatro vultos se aproximando de forma silenciosa. Eles também vestiam sobretudos abotoados e usavam chapéus como aqueles de detetive.
- Vocês estão atrasados – sussurrou ela. – Deu tudo certo?
- Conseguimos, o atraso foi culpa do Jones, ele quase ferrou com tudo – disse um dos vultos com um tom de voz acusador.
- Ei, não é culpa minha se vocês me deixaram para trás, Tom – Danny respondeu bravo.
- Não é culpa nossa que você seja tão lerdo – falou outro vulto aparecendo mais atrás.
- Ok, Harry, chega, todo mundo sabe que o Jones é lerdo – disse a garota, com ar de riso. - O importante é que foi missão cumprida – agora, ela falava seriamente, cortando Danny, que abria a boca para protestar. – Agora, vou passar a missão de amanhã.
- O QUÊ? – gritaram os quatro.
- Mais baixo! – falou a garota, entre dentes.
- Desculpa. O quê? Mas nós tínhamos combinado que amanhã não íamos fazer nada e tem o show... – o menor dos vultos se pronunciou.
- Eu sei, Poynter, mas essa missão não foi mandada pela organização, essa vocês farão por mim – a garota abriu seu melhor sorriso colgate. – Por favor.
Os quatro a lançaram certo olhar de reprovação.
- Nosso alvo vai ser essa garota – tirou uma foto do bolso. Uma menina que aparentava ter uns 20 e poucos anos sorria para eles.
- Opa, tô dentro, ela é gata. – Dougie nem olhou duas vezes a foto e já estava arrancando da mão de .
- Ah, não sei, eu estava a fim de descansar... – Danny disse, coçando a cabeça.
- A tá dentro também, vamos precisar da ajuda dela – falou, dando olhares significativos para Danny.
- Opa, tô dentro também – ele respondeu com um sorriso inocente, enquanto disfarçava o seu, satisfeito. Ela se virou para os outros.
- Eu vou precisar dos quatro. E vocês? Tom? – ela perguntou para o loiro.
- Claro. O que você me pede que eu não faço, né, – ele sorriu, mostrando a covinha. ficou corada e sentiu suas pernas amolecerem.
- E você, Harry? – dirigiu-se ela ao garoto, saindo do transe causado pela covinha.
- Tô dentro, eu me divirto sempre com essas missões loucas – ele respondeu.
- Vocês vão se divertir, acreditem, agora, se o Dougie puder parar de babar um pouco na foto, eu explico tudo. Essa aqui é a... – explicou todos os detalhes do seu plano brilhante, enquanto os garotos já estavam todos empolgados. - ...tudo tem que ser exato, ela não pode perceber, fator surpresa é o mais importante, nós vamos ‘sequestrá-la’ assim que o show acabar...
- EU faço isso! – Dougie se manifestou.
- Não-me-interrompa, e, não, Dougie, você não vai fazer isso, porque ela reconheceria a voz de nós todos, principalmente a sua, é nessa parte que a entra. – A garota falava enquanto andava de um lado para o outro. – A propósito, parabéns pelo show – ela falou, mostrando o jornal jogado no chão.
- Eu sempre arraso – Danny disse, fazendo pose.
- Bom, as suas fãs não devem te admirar pela sua modéstia – disse Harry, arqueando a sobrancelha.
- Mas os shows em Wembley sempre são os melhores – Tom falou com orgulho. – Menos a parte que o Danny me agarra – ele fez uma cara estranha.
- Mas você tem que admitir que é engraçado – falou, se lembrando da cena onde Tom está fazendo solo e Danny chega por trás e começa a lambê-lo ou dar beijinhos. A garota riu consigo mesmo enquanto Tom concordava.
- Mas eu adoro te agarrar no placo, Thommy – Danny disse, enquanto pulava em cima do amigo.
- Eca, Danny, vê se lava essa droga de sobretudo, não dá mais para agüentar esse cheiro de cerveja.
- Eu falei que não era para você usá-lo naquela festa à fantasia! – falou, indignada.
- Mas eu fico mais gato do que já sou com essa roupa de detetive – respondeu ele, sorrindo.
- E a modéstia vai além... – Harry falou, rindo.
revirou os olhos e observou Dougie que voltara a admirar a foto.
- Agente , preciso de mais informações sobre a garota – ele falou oficialmente, mas, em seguida, deu um sorriso malicioso. Ela revirou os olhos novamente e respondeu pacientemente as várias perguntas do garoto. Quando olhou no relógio, levou um susto.
- Okay, agora, eu tenho que ir, se não a vai chamar a polícia, tchau, garotos – ela se despediu de cada um com um beijo no rosto e saiu do beco, se dirigindo à esquerda.
já estava no final da rua quando alguém a chamou. Ela virou e deu de cara com Tom.
- Posso acompanhar você até em casa? – ele perguntou sorrindo, sabia que assim ela não negaria.
- Cla-aro – ela sorriu de volta e recomeçou a andar com ele a seu lado.
- Não é legal uma garota ficar andando sozinha por aí a essa hora da noite.
- Eu sei me cuidar, Fletcher, além do mais, minha casa é aqui pertinho, eu bem sei que seu interesse é outro – ela falou, encarando seus pés para ter certeza que não iria tropeçar neles.
- Eu queria conversar com você – disse ele, parando na frente dela.
- Nós já conversamos – ela disse, tentando não encarar seus olhos castanhos, mas sem muito sucesso. - Não dá, nós trabalhamos juntos, você é famoso... – ela suspirou e recomeçou a andar.
- Como se isso fizesse diferença – Tom a alcançou, voltando a andar do seu lado. – E aquele dia você falou que gos...
- Aquele dia foi legal, Tom, mas, por enquanto, não vai dar. Chegamos – a garota deu um rápido selinho nele. – Adeus.
Atordoado, ele ficou olhando entrar no quintal da casa. Ela tinha dito “por enquanto”, não precisava perder as esperanças. Ele a observou soltar os cabelos, tirar o sobretudo, jogando-o pela janela que sabia ser do quarto dela e entrar em casa. Só então ‘acordou’ e foi embora.

Capítulo 2

- Ooooooi, falou, entrando em casa
- SUA LOUCA, NEM ME AVISOU QUE IA SE ATRASAR, VOCÊ POR AÍ E EU ACHANDO QUE TE TINHAM SEQUESTRADO PARA USAR COMO ELFO DOMÉSTICO – correu para abraçar a amiga.
- CALMA, EU TÔ VIVA, não precisa me esmagar ou me deixar surda também – a voz de saiu abafada pelo abraço da outra. – Desculpa, foi por causa do trabalho, sabe...
- Ah é, vida de jornalista deve ser fogo mesmo – falou, fazendo caras e bocas.
‘Você não imagina o quanto’ pensou .
- Olha, já passou da meia noite. Isso quer dizer... PARABÉNS! – Agora, foi a vez de esmagar a amiga com um abraço de urso. – E, para você me desculpar desse atraso, o seu presente é... Ingressos para o show do McFly de amanhã, na frente do palco – ela falou, tirando 2 papéis com o logotipo da banda estampados.
- AAAAAH, EU NÃO ACREDITO, , MUITO OBRIGADA! – começou a pular que nem uma louca. – Mas, espera um pouco – ela parou bruscamente -, esses ingressos estão esgotados faz tempo, como você conseguiu? E, ainda, bem na frente?
- Há formas de se conseguir, ser jornalista é uma delas – ‘e ser amiga deles é outra’ riu em seu pensamento.
- Que lindo. Vamos vê-los tocarem pertinho de nós, EU VOU VER O POYNTER REBOLANDO NA MINHA FRENTE! – tinha recomeçado a pular e gritar.
- , CALMA AÍ! – gritou para se fazer ouvida pela outra. - Guarda toda essa sua energia pra amanhã, antes que os vizinhos acordem.
- Ah, você é sem graça, já foi e cobriu alguns shows deles, e nunca me levou junto lá pra frente – fazia cara de desprezo
- Sim, porque estava a trabalho, só os fotógrafos e jornalistas podiam ir. Mas é muito mais legal ir para me divertir com a minha melhor amiga DougiePoynterManíaca – falou, enquanto fazia joinha.
- Okay, tá perdoada – deu mais um abraço de agradecimento na amiga. – Agora, vou me retirar para o meu quarto, meu dia foi cansativo.
- O meu também, boa noite, aniversariante.
- Boa noite.

Já trocada, com sua devida higienização noturna feita, estava deitada em sua cama, pensando na vida. ultimamente tinha algumas atitudes estranhas, saía cedo e voltava tarde em alguns dias, ela não via mais os trabalhos dela, sabia que a amiga escondia alguma coisa, mas decidiu não forçá-la a contar. nunca mentiria pra ela, se escondia é porque tinha algum bom motivo e aquilo nunca atrapalhara a amizade das duas. Mas que aquilo era estranho... Sorriu ao pensar no presente que ganhou. Esse dia prometia, e ela tinha a sensação que seria mais do que esperava. Logo sentiu suas pálpebras pesando e o sono chegando, se entregando totalmente a ele.

No quarto ao lado, também estava pensativa, relembrando todos os momentos bons que teve em Londres. e eram amigas desde pequenas e tinham duas coisas em comum: a paixão por banda uma banda inglesa: o McFly, e o sonho de morar em Londres. As duas haviam se mudado há poucos anos e tinha mesmo começado a trabalhar como jornalista. Juntas, elas tinham visitado muitos lugares como o London Eye, a Casa de Cera e tinham ido a shows, passavam horas conversando só sobre besteiras e pela paixão incondicional delas pelos guys. Mas uma coisa mudou. Pouco tempo atrás, estava cobrindo um show do McFly, e com o seu pedido negado de entrevistá-los pela terceira vez, ficou com raiva. Driblou a segurança e sorrateiramente entrou no camarim. Logo apareceu um homem de terno parecendo com os seguranças e a garota pensou que estava tudo ferrado, mas, na verdade, ele disse que tinha ficado impressionado com ela e lhe fez a proposta mais louca da sua vida.
Quando se deu conta, ela estava trabalhando para uma organização e sua equipe era nada mais, nada menos que o McFly. No começo foi estranho, o tempo logo passou e se tornaram grandes amigos.
Passara muitos bons momentos com eles, se divertiam juntos. Lembrou-se das varias situações estranhas em que já se encontraram. Mas o que mais doía era não poder falar nada para a . Não podia contar o que fazia de verdade, nem que passava os dias com o McFly e que inclusive já até andara se agarrando com um deles. riu com esse pensamento. Apesar de ela ter conhecido a na organização e ter virado super amiga dela, morava com ela, eram amigas desde pequena e era difícil não poder contar essas coisas, ou, pior, ter que mentir para sua melhor amiga. Mas ela deu um jeito de inverter essa situação. O dia a seguir seria um dia de surpresas.

Capítulo 03

Quando acordou, Transylvania tocava no último volume em seu aparelho som e estava metida no seu guarda-roupa, atirando roupas pra lá e pra cá.
- People marching to the druuuuums, everybody’s having fuuuun... Ah, você acordou – falou, quando percebeu que a amiga já estava de olhos abertos
- Seria impossível eu não acordar com essa barulheira toda! E que bagunça é essa no meu guarda-roupa?
- Estou procurando a roupa perfeita para você ir ao show hoje, pois você tem que estar AR-RA-SAN-DO – a garota fez pose, como se fosse uma super model. - Mas não encontrei nada aqui – apontou para as roupas espalhadas no chão. – Nós vamos pro shopping, levanta logo e se veste!
nem teve tempo de protestar, já tinha saído do quarto. Indignada, se levantou e colocou uma calça jeans, uma blusa baby look e um All Star. Simples, mas perfeito para um passeio no shopping.
- , você vai arrumar aquela bagunça! – gritou para a outra.
- Quando voltarmos eu arrumo, afinal, você não tem senso de organização. mesmo – só revirou os olhos diante do comentário da outra e se dirigiu a cozinha quando a parou. - Onde você está indo?
- Comer alguma coisa, ué. – Aquilo era óbvio, certo?
- Nem pensar, vamos, você toma um café na Starbucks!
- Mas... – já tinha puxado a outra para fora de casa
Chegando lá, elas rodaram o shopping inteiro, até ser convencida pela amiga a comprar um vestido preto, simples, mas bonito e que, segundo , tinha sido feito para a garota.
- , eu não entendo, é só um show e mesmo assim não acho que é indicado ir de vestido em um show.
- Não se preocupe, nossos lugares são Vips e, aliás, hoje é seu aniversário, você TEM que estar linda – os olhinhos de brilhavam. riu da garota, ainda não entendia, mas concordou. Estavam indo em direção à praça de alimentação quanto um cara esbarrou em quase a carregando junto
- OLHA POR ONDE ANDA, Ô, MANÉ DO DENTE DE OURO – ela se irritou
- Calma, , nem liga para esses idiotas, vamos comer – ela se virou – McDonald’s!!! De sobremesa, eu quero um McFlurry, sabia que se tirar o ‘urr’ fica...
- McFly! Pois é, você me diz isso toda vez! – ela riu de que já fazia big pedido para as duas. – Desse jeito eu não vou caber no vestido!
- Fique quieta e come – mandou e não hesitou em obedecer.

Elas almoçaram e foram pra casa, passaram a tarde assistindo filmes, tendo ataques por causa dos atores lindos, vendo coisas inúteis no computador, conversando. Então, cada uma foi pro seu quarto, se arrumar para o show. Quando estava no banho ouviu alguém batendo na porta
- , seu celular tá tocando, você o tinha deixado na sala – entrou no quarto, segurando o celular da amiga que vibrava em suas mãos
- Atende pra mim, pergunta quem é e diz que eu já retorno a ligação – a outra gritou do banheiro
- Alô?
- Alô? ? – Uma voz grave disse no outro lado da linha, familiar até certo ponto
- Não, é a . Ela tá tomando banho, quem é?
- Oi, , aqui é o Jones, Danny Jones. – Ah, claro, Danny Jones ligando pro celular da . Impossível.
- Ah tá, sei... Ok, ela já retorna a ligação
- Tudo bem, tchau – o homem disse e delisgou. Nisso, apareceu.
- Quem era? – perguntou enquanto recebia o aparelho em suas mãos
- Um idiota dizendo que era Danny Jones. Há. Até parece. Mas a voz até que era parecida, eu devo tá pirando – falou e deu sorriso amarelo, concordando – Vou me arrumar – disse e saiu do quarto, enquanto a outra discou o número de quem tinha ligado pra ela
- EU VOU TE MATAR, DANNY, eu já falei que não é pra ligar pro meu celular normal, ainda bem que a é meio lerda.
- Desculpa, só queria te avisar que está tudo certo, a já arrumou tudo lá no salão e.. .
- Ótimo. Bom show pra vocês, agora tenho que me arrumar, beijos. – Danny nem teve oportunidade de se despedir e o telefone já fora desligado.

estava usando o vestido preto, um scarpin prata, os cabelos soltos com as pontas enroladas, e com uma maquiagem leve.
usava um vestido rosa, também com um scarpin prata, os cabelos meio soltos, meio presos. Parecia mais que iam para uma festa do que para um show, mas garantiu que elas tinham que estar lindas.
Chegaram faltando meia hora para o show, como seus ingressos eram Vips não precisaram enfrentar a gigante fila de garotas que tinha se formado em volta do Wembley Stadium.
Quando as luzes apagaram e os primeiros acordes começaram a ser tocados, a gritaria foi geral. Logo os garotos apareceram pulando, cantando, dançando, passando aquela energia pra platéia, que só eles têm. e não resistiram e se juntaram a multidão de fãs na gritaria e cantando as músicas junto. não conseguia parar de encarar Dougie, ele a hipnotizava. De repente, ele a estava encarando também, ela queria desviar o rosto, mas não conseguia. Dougie deu uma piscadela pra ela e voltou a correr pelo palco. A garota paralisou nesse momento, achou que estava sonhando. Sorriu e recomeçou a cantar e pular.
O show foi perfeito, todas aquelas luzes e fumaça tornavam o ambiente mais mágico. O som ao vivo dos instrumentos e da voz deles tornava as músicas mais perfeitas, um dos melhores momentos na vida de e ela desejava que aquilo nunca acabasse.
No finalzinho do show, disse que iria ao banheiro e falou pra esperá-la, e em hipótese alguma sair dali, assim, elas não se perderiam uma da outra. A última música foi tocada. O show acabou e as fãs começaram a esvaziar o estádio, e nada da aparecer, já estava preocupada. Quando estava praticamente só ela no local, de repente as luzes se apagaram. O silêncio era total e ela sentiu alguém se aproximando.
Tamparam sua boca, reprimindo seu grito, e a voz de uma garota sussurrou em seu ouvido:
- Não tenha medo, só venha comigo.
O vulto atrás de colocou uma venda nela, enquanto acontecia exatamente ao contrário do que a voz falou. O medo tomou conta.

N/A: A idéia dessa história surgiu quando eu queria escrever uma fic de presente de aniversario para a minha Poynter querida, a Flávia. Mas, a história na minha cabeça ficou maior que eu esperava e totalmente diferente, então decidi mandar pra cá, e ver se vocês gostam da dela. Judds, não se preocupem, logo vocês aparecem na história ;). Bom, dedico a fic pra Flávia, a Poynter mente Jones, pra Luara e pra Helena, minhas Jones.
Não se esqueçam de comentar, a opinião de vocês, leitoras, é muito importante para eu continuar escrevendo

Beijos

Carolzi (@CarolWoich)