And everything I feel for you
Autora: Isa Jocas
Beta-Reader: Mah

Eu nunca imaginei que estas coisas poderiam acontecer comigo um dia. Tudo nunca passou de um sonho que, pelas circunstâncias e ocasiões, nunca iria se realizar. Todos os dias antes de dormir, eu olhava todos aqueles pôsteres espalhados no meu quarto - se tratavam dos caras mais incríveis que eu poderia conhecer, da banda mais irada que poderia existir; eles eram minha vida, tudo girava em torno deles. Não passava um dia em que eu não entrasse na minha página pessoal na internet, e visitasse a comunidade deles para saber das novidades. Até que um dia, recebi uma noticia não muito agradável para mim. O meu 'bebê', - era assim que eu chamava meu integrante predileto – sim, o MEU bebê estava namorando. Eu observava os comentários de outras meninas que diziam: 'Se ele está feliz é o que importa' ou então 'Nossa ela é linda, ela é diva!' NÃO! Ela não é diva, ela não é bonita, ele não pode estar namorando, ele é meu bebê, só meu. Eram as únicas coisas que passavam pela minha cabeça àquela hora, minha mãe achava que eu era louca por dedicar tanto tempo da minha vida para quatro caras que nem imaginavam a minha existência. Mas o amor que eu sentia por eles era maior que qualquer comentário, digamos, idiota. Admito, eu era extremamente obcecada por eles e isso poderia fazer mal pra mim um dia. Venhamos e convenhamos, jamais eu iria conhecê-los, ou até mesmo ser, digamos, uma amiga mais intima da família ou sei lá. No outro dia começava as minhas aulas, era o último ano da escola e eu precisava estar preparada emocionalmente para isso. Vestibular, provas, atividades, novas amizades, brigas, ciúmes, entre tantas coisas que iriam rolar naquele ano. Nossa! Realmente eu precisava estar preparada emocionalmente para isso, e não tinha tempo para me perturbar com o namoro do meu ídolo, que eu não aprovo.
Primeira segunda feira de fevereiro eu acordei meio zonza, ainda não queria me acostumar com aquilo. Levantei da cama, tomei um banho quente e rápido e tomei meu café da manhã. Peguei meu guarda-chuva - sim, estava chovendo em plena segunda - e comecei a caminhar. A escola não era tão longe dali, e por sorte eu não chegaria muito molhada. Mas aparentemente aquele não era meu dia, meu guarda chuva fez o favor de virar e minha reação foi correr e me esconder embaixo do toldo de uma loja. Enquanto eu esperava a chuva fazer o favor de passar, um garoto se aproximou. No momento eu me assustei, ele estava seco, com guarda-chuva - vale ressaltar isso - e era bonito, por que estava se aproximando?
- Oi, tudo bom? - Ele perguntou sem olhar pra mim, dirigindo seus olhos para a chuva.
- Aaah, tudo ótimo, tirando o fato do meu guarda chuva quebrar e eu ter me molhado toda, está tudo ótimo. - Respondi
- Hummm... Boa maneira de começar uma semana, aliás, de começar as aulas também. - Ele sorriu e virou-se para mim, esticando uma das mãos - Prazer, me chamo e você?
- Aaah, - estiquei minha mão para cumprimentá-lo - me chamo , mas pode chamar de . - Sorri.
- Então... ! - Oh sim, ele me chamou pelo apelido HAHA, mas calma eu pedi tecnicamente para me chamar assim. – Você quer uma carona para escola?
Naquele momento a chuva tinha estiado, estava apenas uma garoa fraca e uma carona seria uma boa agora, balancei a cabeça num sinal de sim e o acompanhei. Ao chegar ao portão da escola, eu agradeci pela gentileza, ele sorriu e sumiu na multidão. Cara, que menino lindo! Que segunda feira quase perfeita. Estava torcendo por poder esbarrar nele novamente. Mas esse pensamento só durou alguns minutos em minha mente, logo encontrei minhas amigas que vieram correndo histéricas me abraçar e contar as novidades. Adorava ficar com minhas amigas, tínhamos muita coisa em comum, conversávamos sobre tudo, aliás, quase tudo... 60% da nossa conversa rodava sobre nossa banda predileta: McFLY. Éramos quatro amigas, cada uma tinha, digamos, seu predileto e o era meu, só meu.
Passaram-se alguns meses e eu nunca mais vi o . Aliás, às vezes tinha o prazer de sua presença durante os intervalos de aulas, mas bem de longe. Sempre pensei em me aproximar dele, já que andava sozinho, porém eu era muito tímida para isso. Um dia desses, eu estava indo para a escola, e voualá! Encontrei com o novamente, ou melhor, ele me encontrou.
- ! - Ele gritou. - Virei para trás e sorri respondendo. - Hey !
- E ai? Tudo bom?
- Tudo certinho e você?
- De boa. - Ele respondeu e se calou.
- Você sumiu. - Falei algo, para quebrar o gelo.
- Eu? Na verdade você sumiu. Nunca mais te vi, ou quando te vejo sempre está com suas amigas.
- Ah, eu não sumi, mas em relação em estar com minhas amigas sempre, é verdade.
Aquele dia o percurso para a escola aparentemente tinha ficado mais longo, e nos deu a oportunidade de falar sobre várias coisas, até mesmo namoro. E só para ressaltar, descobri umas coisinhas importantes, do tipo: que o era solteiro, seus pais eram separados, ele era filho único e morava com a mãe. Eu já disse que o era assim super gato?
Depois daquele dia, eu e o passamos a nos encontrar mais na ida para a escola, todos os dias conversávamos sobre algo diferente. Já estávamos quase na metade do ano e o resolveu me perguntar algo, ele não era muito de fazer perguntas, piadas eram o forte dele.
- , já pensou em fazer uma loucura?
- Ah claro, já planejei fugir de casa várias vezes para encontrar com e me casar com ele. - Cala a boca, o que você está falando? Isso era segredo. Sorri pra descontrair.
- Ah, claro! Fugir de casa para casar-se com seu ídolo. - Ele riu. - Mas quando eu falo loucura, digo loucura mesmo.
- Loucura, loucura? Do tipo, sair pelado na rua gritando Eureka? – Brinquei.
- É, esse tipo de loucura. - parou, olhou para mim e me beijou. Ah sim! Ele me beijou.
Na hora eu fiquei em êxtase, mas depois eu fixei os olhos nele fiquei sem reação.
- Eu não deveria ter feito isso, me desculpa. - Ele tentava se explicar.
- Não, não é isso. É que... - Eu não sabia o que dizer.
- Olha , eu não sou o tipo de cara que sai pegando várias meninas e vou ser sincero, eu gosto muito de você. Há muito tempo eu queria fazer isso, mas só hoje tive coragem e... - Eu o interrompi.
- Tudo bem . - No fundo, eu também queria fazer aquilo, talvez. Olhei para ele e o beijei na bochecha, e dali fomos até a escola de mãos dadas.
Tudo estava muito perfeito, eu e o oficializamos nosso namoro depois de uma semana. Estávamos em julho e as férias estavam chegando. Ao chegar em casa, fui até a cozinha e preparei um miojo, não estava com muita fome.
- Quer a notícia boa ou a ruim? Aliás, peça logo a boa, porque não tem ruim. - Minha mãe falava.
Eu dei a risada e completei. - Já que não tenho opção, diz logo a boa. – Sorri.
- Adivinha onde vamos passar essas férias?
- No interior sombrio? Na casa da vovó novamente, naquele lugar saturado, sem internet e televisão mais uma vez. – Desanimei.
- Não. Vamos para a Inglaterra!
- Ah, legal. Vamos para a Inglaterra. - Desanimada ainda, respondi.
PARA TUDO! Como assim desanimada ainda? Onde estou com a cabeça? , minha filha, acorda. Inglaterra!
- Não, para. Você não está mentindo? Inglaterra, tipo Londres? Vamos conhecer o Big Bang, o Eyes of London e tudo mais? - Levantei da cadeira, pulando e gritando.
- Sim, sim. Inglaterra! - Respondia minha mãe, pulando comigo.
Naquele momento fui à loucura, acho que nunca gritei tanto na minha vida de felicidade. No outro dia na escola, espalhei a notícia para as minhas amigas que começaram a gritar junto comigo e, claro, começaram a pedir para trazer camisetas e lembrançinhas e tudo o mais. Naquele momento o se aproximou, e eu pude contar tudo à ele.
Por algum motivo ele não pulava e gritava de felicidade comigo, talvez porque ele era menino e o sonho dele não fosse ir um dia à Inglaterra. Algumas semanas se passaram, eu me despedi do e as últimas palavras que ele me disse foram:
- Lembre-se , eu amo muito você e faria qualquer coisa por você. Mas por favor, independente do que aconteça lá, saiba que eu te amo muito. - e me beijou.
Ok, eu não havia entendido bulhufas de nada. Acho que estava tão estagnada com a idéia de ir à Inglaterra, que não havia tempo para raciocinar as palavras filosóficas do .
- Tá bom, também te amo. - Foi a única coisa que me veio a cabeça.
Dali fomos direto para o aeroporto, e após algumas horas já tínhamos embarcado e estávamos com os pés em Londres. Naquele momento me dei conta de uma coisa. Algo muito importante. O tempo parou e me fez lembrar que... Estou em Londres, McFLY, banda britânica, e os outros guys. Para tudo! Minhas férias seriam o máximo, ia explorar aquelas ruas britânicas até o último momento, procurando um esbarrão neles.
No primeiro dia em que chegamos, ficamos apenas no hotel descansando, a viagem havia sido longa demais. Depois aproveitamos a primeira semana para conhecer alguns pontos turísticos. Na segunda semana, meu pai e minha mãe haviam saído 'escondidos' para fazer não sei o que. Aproveitei a oportunidade para começar a minha excursão da caça ao tesouro, ou melhor, caça ao McFLY. Ao chegar ao saguão do hotel, me esbarrei com uma menina mais ou menos da minha idade.
- Ah, me desculpa. - Ela disse.
- Não, tá tudo bem. Esquece! - Minha pressa não me dava oportunidades para ficar me desculpando.
- , prazer!
A educação dos ingleses estava mesmo me surpreendendo.
- . – Sorri.
- Então, quer tomar um chá?
Um chá??! Não acredito que fui convidada para tomar um chá.
- Me desculpa , mas eu preciso achar o McFLY antes. – Brinquei.
- McFLY? Jura?
- Sim, McFLY. Conhece? - Claro, que ela conhece , dã.
- E como pretende encontrá-los aqui? - Ela não respondeu minha pergunta.
- Talvez eu esbarre com eles na rua, quem sabe. – Sorri.
- Eu tenho uma idéia melhor. Quer me acompanhar?
- Idéia melhor? Se isso não for me fazer perder tempo, tudo bem.
- Te garanto que não.
Naquele momento e eu pegamos um ônibus para um bairro, que não lembro o nome, e descemos em frente á um condomínio mega lindo.
- Pronto McFLY.
Olhei para ela. - McFLY? Cadê que eu não estou vendo?
- É só conseguir passar pela portaria. - Ela respondeu.
- Ah claro, isso é fácil. - Respondi me dirigindo a portaria - Bom dia senhor! Meu nome é e vim visitar um amigo.
- Bom dia! Qual o nome do seu amigo, por favor?
- Nome do meu amigo? É bem... .
- ? Claro. Um momento.
Passaram-se alguns minutos e o porteiro se dirigiu para mim mais uma vez.
- Lamento senhorita, mas o senhor não permitiu sua entrada por não te conhecer.
Como assim não me conhece? Uma parte do meu dinheiro vai para o bolso dele, para ele gastar com festas e namoradas blá. Ele podia ao menos aparecer para me agradecer. Naquele momento, estava sentada na calçada dando risada. Fui em direção à ela e perguntei qual era o problema.
- Não pretendia entrar no condomínio pela porta da frente, né? - Ela perguntou.
Uau! Acho que pretendia sim, isso seria o mais justo e sensato a fazer, talvez. Ela levantou-se e me puxou pelo braço, fomos até o outro lado da rua, na verdade no fundo do condomínio.
- Vamos pular!
- Vamos o que? - Perguntei quase gritando.
- Vamos pular o muro! Eu sempre quis fazer isso, mas nunca encontrei alguma menina antes, que gostasse tanto de McFLY quanto eu, para fazer essa loucura antes.
Loucura? Isso me fez lembrar do . - Você nunca pensou em fazer uma loucura antes? - A loucura do fez com que nós namorássemos hoje, minha loucura hoje poderia me levar ao .
- Então vai pular ou não?
- Claro! , aí vou eu. – Respondi.
O muro era alto, mas demos um jeito. Nossa maior preocupação agora era não sermos encontradas por algum segurança, isso faria nosso plano ir por água abaixo. Começamos a correr desesperadamente á procura da casa deles.
Tudo corria muito bem até que, até que...
- Ai, que dor! - Surtei na hora.
- Dor? Que dor? Tá louca? Agora não é hora de dor.
- Dor no pé da barriga. – Respondi.
Naquele momento nos olhamos e já desconfiávamos do que se tratava.
- Ah, não! - Sentei no chão, quase chorando.
- Cólica, né? - perguntou.
- É. - Respondi desanimada.
Olhamo-nos desanimadas, até que...
- Bom dia! - Um homem passou por nós e continuou seu caminho.
- Bom dia! - Respondemos. Calma, eu conhecia aqueles cabelos de algum lugar. Ah sim! Era Levi. Levi? Aaaaah, Levi! Como eu te amo. No momento esqueci a dor por um momento e resolvemos dar uma de Sherlock Holmes.
- Ele vai para onde eu estou pensando ?
- Haha, é elementar minha cara .
Seguimos Levi por toda sua trajetória, sempre tomando cuidado com os seguranças. Até que ele parou em uma casa e apertou a campainha. Lá estava ele, meu bebê. Meu bebê estava na porta e sem camisa. Um pouco antes de surtar, o meu celular tocou e adivinha quem era? O .
- Oi amor! - Eu estava cochichando.
- Por que está cochichando? - Ele perguntou.
- Eu cochichando? - Cada vez falava mais baixo, na intenção de ninguém me ouvir. - Jamais, então o que foi?
- Nada, só liguei para te lembrar que eu te amo muito. - Na hora me deu vontade de desligar o celular e mandar o catar coquinhos. estava alguns metros de distância de mim, sem camisa, sorrindo na porta da sua casa e ele me liga para dizer que me ama? Mas eu não podia fazer isso, era meu namorado.
- Awwwn amor, também te amo muito, tá? Mais tarde eu te ligo, ok? Beijos.
Não dei tempo do me responder, e logo desliguei o celular. Agora sim, eu podia surtar à vontade. Mas espera um pouco cadê a ? Quando olhei para frente, lá estava ela gritando igual louca pelas ruas do condomínio. – “ . , meu amor!”
Comecei a correr atrás dela, isso era loucura. Os seguranças iriam nos...
- Com licença moçinhas, querem nos acompanhar? – Disse um dos seguranças.
Aaaah não, obrigada . – Pensei.
Os seguranças nos pegaram pelo braço e enquanto nos levava para algum lugar, a única coisa que eu fiz foi gritar:
- , , eu te amo! - Mas naquele momento não estava mais na porta, provavelmente se escondeu com medo de nós. E provavelmente nem me ouviu gritando. Fomos simplesmente levadas até a guarita e avisadas:
- Se forem pegas aqui novamente, serão presas. - Nisso o porteiro fechou o portão social com toda a força.
Eu só podia lamentar e espumar de raiva. Estive tão perto do meu bebê e PUF! Duas histéricas levaram tudo a perder. Nisso meu celular tocou novamente, era minha mãe que exigia que eu voltasse imediatamente para o hotel. Chegando lá, minha mãe pediu que eu me sentasse, imaginei que ela já soubesse da invasão ao condomínio e fosse me mandar para um centro de reabilitação.
- Tenho algo importante para te dizer. - Ela disse.
- Olha mãe, foi sem querer, um momento imaturo e... - Comecei a falar.
- Eu e seu pai iríamos te dizer antes, mas você não iria aceitar. - Ela me interrompeu.
- O que houve?
- Filha, nós não viemos para a Inglaterra passear. Viemos para morar. - Ela completou.
- Como assim morar? - Eu amava muito a Inglaterra, mas morar? E minhas amigas, e o ?
- Lamento não ter avisado antes. - Ela disse. - E por sinal, hoje de manhã sai com seu pai para comprar nossa casa, que tenho certeza que você vai gostar muito, garanto. - Ela sorriu com um ar de: ah você vai gostar mesmo. Não tive tempo nem de me rebelar. Era tanta coisa passando pela minha cabeça. Invasão ao condomínio dos guys com uma menina que tinha acabado de conhecer, assustado com minha histeria, morar na Inglaterra, perder minhas amigas, perder meu namorado que insistia em dizer que me amava e que não era pra eu esquecê-lo por algum motivo, minha mãe que sorria com certo ar de 'sim, você vai gostar muito' para mim, ao dizer que já comprou nossa casa.
Tudo estava muito confuso para mim. Resolvi descer ao saguão, e estava lá ao telefone. Ia chegar por trás dela para assustá-la, mas desisti ao ouvi-la falar com alguém:
- Não se preocupe, a está em boas mãos. Não acontecerá nada com ela, estará segura.
Alguém respondia do outro lado da linha, óbvio, mas era impossível saber quem e o que falava.
- E ah! Ela não se esquecerá de você, eu garanto. Vou mantê-la longe disso. - Completava.
Afastei-me aos poucos, sem que percebesse. Fui em direção ao restaurante e sentei em uma mesa. Comecei a me recordar das palavras de , até que meu celular vibrou. Era uma mensagem do , novamente que dizia: “Te amo, não se esqueça de mim".
Eu realmente estava confusa agora.

FIM.

N/B: Eu EXIJO continuação. O que aconteceu com ela? tava falando com quem? Ela conheceu o ? Como ficou o com a mudança?
Ahh, tantas perguntas sem respostas...
Enfim, qualquer erro: mah_ffadd@hotmail.com
Beijos