AMOR MI MOSSE
Autor: Luuh Poynter
Beta-Reader: Lomah R.

- Bom gente, é só isso mesmo. Até a próxima reunião.
Saindo da reunião de sócios da minha agência de viagens, peguei meu carro e fui direto pra casa.
- Oi amor! – vi que ela havia chorado, pois seus olhos e seu rosto estavam vermelhos. Eu e estávamos casados há cinco anos e éramos um casal sem muita briga. Já que eu não parava em casa, pelo fato de ser dono de uma das maiores agências de viagens da Itália.
- Oi , tenho que falar uma coisa muito séria com você.
- Fale , o que você quer?
- Eu quero me separar.
Quando ela disse isso minha vista se apagou, eu não consegui falar nada por alguns minutos. Após voltar ao normal, consegui dizer:
- Mas , por quê? – perguntei confuso e chorando.
- Por que, por que ? Você não quer saber de nada nessa vida a não ser o dinheiro, você se importa mais com aquela agência do que qualquer outra coisa. Amor, eu te amo muito, mas eu tenho uma vida e não quero ficar trancada nessa casa, com minhas únicas companhias sendo cachorros e amigas que tenho. Amor, eu quero conversar com você, sabe?! Ter a vida que a gente tinha quando nós éramos namorados. Você até mesmo parou de tocar, só quer saber da empresa. E o e a banda... Você acabou com tudo.
- Mas amor, pelo menos eu estou conseguindo dinheiro pra você comprar as coisas que você quer – disse chegando perto dela.
- Não, não . Amor não se compra, eu não sou uma mulher fútil, quando me casei com você, a empresa era pequena, e eu estava feliz, mas aí você só quis saber da empresa e tudo mais, e se esqueceu que tem uma esposa.
- Claro que não, amor. Todo meu trabalho, tudo que eu faço, é pra deixar você feliz – já estava desesperado, estava me ajoelhando olhando fixamente pra ela. E foi aí que eu percebi que amava a mais do que a mim mesmo, porque sou muito orgulhoso e nunca que, na minha vida, iria me ajoelhar e implorar algo a alguém.
- Me desculpe então, , mas você não está me fazendo feliz, e por isso vou para a casa da minha mãe.
- Não, pode ficar aqui mesmo, eu é que vou sair – disse indo para o meu quarto ainda olhando fixamente pra ela.
Após ter arrumado minhas malas, com as coisas mais necessárias, fui para perto dela dar um beijo, mas ela virou o rosto e eu dei apenas um beijo em seu rosto. Percebi que ela estava tentando não chorar, então fui em direção ao meu carro, sem rumo, somente colocando as coisas lá e ligando para .
- Hey, – disse com uma voz meio chorosa.
- E ai dude? O que aconteceu você? Dá pra perceber pela sua voz que você não está muito bem.
- Dá pra perceber? É que eu me separei da .
- O quê?
- É isso ai, me separei da , ela quis assim. Olha estou indo pra sua casa.
No caminho fiquei pensando no que eu poderia ter feito para a ficar com tanta raiva de mim, será que eu sou assim mesmo? Eu não ligo pra ela?
Cheguei à casa de com meu rosto molhado de lágrimas.
- Cara, me explica direito o que aconteceu – disse sem entender.
- Não cara, é que cheguei em casa normal, e a veio com um papo de que queria se separar de mim, porque eu não dou atenção a ela. Mas tudo que eu faço é pra ela.
- Mas dude, às vezes ela só quer uma atenção, mas você coloca o dinheiro em primeiro lugar – disse tentando me confortar.
- É, acho que fui um péssimo marido pra ela, e só agora me liguei disso.
- Ah dude, não é só você que está assim não. Eu também estou cheio de problemas. Não tem a ?
- Sim, aquela amiga da que você é perdidamente louco e apaixonado? Você não ia falar hoje dos seus sentimentos por ela? E ai, o que aconteceu?
- Então, eu falei isso sim, mas ela disse que eu cheguei tarde e ela já está namorando – vi uma lágrima cair do rosto de .
- Cara, eu não acredito nisso, mas quem ela está namorando? – perguntei tentando confortá-lo.
- O Albert, aquele que fez de tudo pra tirar meu emprego, falando que eu tinha roubado os projetos dele.
- Dude, não acredito que ela tenha feito isso – disse totalmente assustado com o que estava ouvindo de .
- Ela disse que ele tem uma vida estável e que o amor não enche barriga de ninguém.

- Amiga, eu te chamei aqui porque eu tomei coragem pra pedir o divórcio ao - disse à , em prantos.
- Mas , você não ama ele? – perguntou com a feição meio confusa.
- É, mas ele tem que dar valor pra mim e não ao dinheiro – disse, limpando meu rosto molhado de lágrimas, e sendo abraçada por .
- Ah é amiga, você não sabe quem eu estou namorando – disse feliz com um sorriso de orelha a orelha.
- Quem? Fala amiga – disse toda curiosa e sorrindo.
- O rico, lindo e maravilhoso do Albert.
Quando ela disse isso o meu sorriso foi murchando.
- O safado do Albert, que tirou o emprego do ? – perguntei abismada ouvindo o que tinha falado.
- Como assim? – ela falou sem entender.
- Ele roubou o projeto do , e disse que era dele. E todos concordaram, porque o Albert deu uma de espertinho e apresentou o projeto antes do . Coitado, ele foi falar que o projeto era dele e que estavam fazendo uma injustiça ao promover o Albert, e eles falaram que era tudo inveja; não se contentou e continuou falando, no final o presidente da empresa o demitiu.
- Sério? Eu não estou acreditando nisso. Ele é tão carinhoso comigo – disse surpresa.
- É, mas é porque ele tem inveja do , e com certeza ele sabia que o estava à fim de você e quis chegar antes. E você que nunca quis nada com o mesmo, aproveitou né? – olhei reprovando a decisão dela de ficar com o Albert.
- É amiga, mas ele pode gostar de mim também, né? – Ela disse com uma cara que me deu pena.
- É, pode ser também.
- Ai amiga, e agora o que eu faço? Eu não sei se ele gosta de mim ou se é pra fazer ciúme. Como eu descubro? E ele vai viajar a trabalho amanhã.
- Então vamos atrás dele.
- , não é muito arriscado? – fez uma cara de preocupada, mas acho que ficou bem animada com a idéia.
- Ah vamos amiga, você sabe pra onde ele vai?
- Sei sim - disse balançando a cabeça freneticamente.
Então bolamos um plano, pra ir atrás dele e tentar encontrar alguma prova contra ou a favor.

- Cara, eu estou pensando em dar uma de louco e sair daqui de Roma. Eu não aguento mais, vamos sair daqui – disse a na maior empolgação.
- Vamos sim dude, bora sair daqui, talvez conhecer outros lugares vai ser melhor mesmo – disse indo pro quarto dele arrumar sua mala.
- E ai , pra onde a gente vai? – Disse batendo os dedos no volante e olhando pra ele.
- Vamos para Lazio – Disse apontando Lazio no mapa da Itália que estava em suas mãos.
Então fomos em direção a Lazio, que não era tão longe de Roma. Ficamos a noite inteira conversando e ouvindo música, a noite ele dirigiu o carro e eu dormi.
- , bela adormecida, acorda. Já chegamos em Lazio.
Vi a bela paisagem que estava a minha frente e dei um breve sorriso.
- Cara, aqui é lindo.
- Pois é. Mas vamos procurar algum Café pra lancharmos porque ninguém é de ferro – estava procurando uma vaga pra estacionar o carro, logo após isso, achamos um Café bem em frente ao estacionamento.
- Eu quero um cappuccino – disse ao garçom.
- Eu quero um Latte Machiatto.
Enquanto eu estava esperando meu pedido, tinha uma música ambiente tocando e um trecho da música era assim:

E eu me lembro
De nós dois juntos deitados na sua cama
Minha camisa te servia de pijama
A gente ria sem parar, pensava em se casar
E aquele beijo lá pro fim de julho
Se fez silêncio em meio a tanto barulho
Eu sei que errei e me arrependo, mas te juro
Não vou viver se não te namorar

E me lembrava um pouco de como era minha relação com antes e a que ponto chegou.
- Seu Cappuccino e seu Latte Machiatto – o garçom, muito simpático por sinal, trouxe a nossa bebida relativamente rápido.
- Essa música é linda né, ?!
- É, me lembra um pouco eu e a . Cara, não consigo tirar ela da minha cabeça.
- Ta bom, então vamos sair daqui.
Ficamos andando pelas ruas de Lazio, uma bela cidade antiga e ao mesmo tempo moderna, até que, perto de nós, encontrei alguém que eu achava que conhecia.
- Giuliano? – disse perto dele, meio em dúvida se era ele ou não.
- ? Como você mudou. , é você? Cara, não acredito que vocês estão aqui – Giuliano nos abraçou. Tanto eu quanto o conhecemos na época de faculdade quando estávamos fazendo administração e ele era amigo de infância de e .
- E ai Giuliano, soube da sua empresa, virou multinacional e uma das melhores no seu ramo, né?
- Pois é, mas passei por momentos difíceis, estava me importando demais com a empresa. Não queria mais saber dos meus filhos, da minha mulher, minha casa e ligava apenas para a empresa. A empresa estava em um dos seus melhores momentos, mas eu não, estava me sentindo mal por dentro, sabia que algo estava faltando, e percebi que era a minha família, a qual eu não estava dando importância. Então comecei a ficar mais perto dos meus filhos, acompanhando a vida escolar deles, conversando mais com minha esposa, tendo mais tempo pra vida a dois, e agora estamos marcando a nossa segunda lua-de-mel.
Quando eu ouvi as palavras de Giuliano me lembrei da ultima e trágica “conversa” que tive com .
- Mas e ai, como vão vocês? - Giuliano disse batendo em nosso braço.
- Ah, eu estou péssimo, não consegui nada com a , agora que tomei coragem de falar com ela. Ela disse que já tinha outro, e pra piorar, estou desempregado - Disse cabisbaixo.
- Bom, eu estou bem na empresa, você já deve ter ouvido falar né?! Mas o meu casamento está passando por uma crise – Tentei não chorar quando falei essas palavras.
-Ah cara, vocês vão sair dessa com eu saí - Giuliano disse batendo nas minhas costas e abraçando.
- Mas cara, me fala, por aqui perto tem um hotel legal? - disse coçando a cabeça.
- Tem, dobra a direita e vai por essa rua direto, que você chega ao hotel - Giuliano foi mostrando com as mãos o lugar aonde nós deveríamos ir.
- Então valeu Giuliano, foi ótimo rever você. Nos cumprimentados e seguimos o caminho que Giuliano recomendou.
Fomos por uma rua bem estranha e escura.
- Cara, será que o Giuliano não errou na direção? – disse com uma expressão de medo.
- Ah não, logo logo vamos achar o hotel – Disse com medo, mas não querendo transparecer.
No caminho, encontramos um senhor de idade, triste, e fomos em direção a ele.
- Oi, tudo bem? O senhor está bem? - Disse preocupado.
- Estou muito mal, perdi tudo, até minha família. Virei uma pessoa gananciosa, triste e ignorante – disse o senhor chorando.
- Mas o que podemos fazer pelo senhor? - Disse me sentando ao lado dele.
- Eu não tenho nada a pedir, se por acaso ou algo Divino, vocês encontrarem minha família, digam a eles que estou arrependido de tudo. Minha filha esta aqui em Lazio e se chama Marcella, ah é, meu nome é Bruno Danucci.
- Ok, pode deixar que se a encontrarmos, iremos avisá-la. Até mais senhor, melhoras.
Na hora em que saímos, me senti mal e comecei a chorar, sem conseguir me controlar. veio e me abraçou. - Não fique assim cara, algo melhor está por vir - disse praticamente me carregando, já que nem andar direito eu conseguia.
Então vimos a rua ficar um pouco mais clara, saímos daquela parte da escuridão e encontramos um sapateiro na calçada.
- Bom dia, sabe se por aqui tem um hotel? - Disse se aproximando a ele.
- Sim, tem sim. Mais alguns metros vocês chegam lá - Disse o homem que aparentava ter uns quase 50 anos, com uma feição cansada.
- Está muito cansado ou é impressão minha? - Disse sentando a beira da calçada junto a ele.
- Ah, a vida foi dura demais comigo, mas estou tentando me reerguer, mesmo que talvez tire todas as forças que eu tenha.
- Mas por que diz isso? - Disse se sentando ao nosso lado.
- É porque quando era mais jovem, eu tinha tudo para deslanchar na minha vida profissional, mas um “amigo” meu preparou uma armadilha e por causa dele eu fui despedido do emprego; logo depois soube que ele roubou a mulher que eu amava. Não consegui emprego melhor e fiquei por aqui mesmo, mas ainda tenho esperanças que a vida vai me trazer uma ótima surpresa - Disse ele fitando os sapatos.
- Sério? Nossa essa história me é muito familiar - disse coçando a cabeça.
- Por quê? Você vive isso também? - Disse o sapateiro olhando para .
- Infelizmente sim, mas não sou sapateiro - Disse com um sorriso meio de lado.
- Mas independente do que for acontecer, lute por esse amor, eu ainda não desisti da Bia, a mulher que eu amo – disse ele como se estivesse se recordando de algo do passado
- É, vou tentar tirar essa força de algum lugar. Mas qual o seu nome? - olhava os sapatos bem feitos e concertados que o homem havia feito.
- Meu nome é Dante.
- Como o grande escritor Dante Alighieri? - Disse tentando descontrair a conversa.
- Sim, sim. Eu gosto muito dos livros dele.
- Está meio tarde, nós temos que chegar ao hotel – olhei o relógio que marcava 18h30.
- Ah sim, podem ir e se encontrarem Bia, digam que ainda sou apaixonado por ela.
- Pode deixar, foi um prazer conhecer você - Disse apertando a mão dele e eu fiz o mesmo.

- Amiga, você tem certeza que é esse hotel aqui em Lazio? - Disse olhando para o hotel, com ao meu lado.
- Sim, absoluta. Olha o Albert ali, amiga - Disse apontando para onde ele estava.
Entramos no hotel e ele estava falando com um amigo dele; ficamos atrás de uma outra parede pela qual não podíamos ver, mas podíamos ouvir Albert.
- Então quer dizer que você está namorando a , mas o não era a fim dela?
- E por que você acha que eu estou com ela? Pra mostrar pra aquele fracassado que sempre vou ser melhor que ele – ele disse outras coisas piores sobre – Além do mais, a é uma vagabunda que só pensa em dinheiro.
Nessa mesma hora entrou em desespero e saiu do lugar aonde nós estávamos e parou em frente a ele.
- Seu idiota! E eu pensando que você me amava, sabe de uma coisa? Você nunca, nunca vai chegar aos pés do . Ele não é assim igual a você seu... Imbecil – disse esbaforida e todos do hotel viram o escândalo que ela estava fazendo.
- Então por que não ficou com ele? – perguntou Albert com uma cara de cínico.
- Porque eu não sabia o que estava fazendo, talvez o erro seja meu mesmo. E pensar que troquei o por você – olhava pra ele com cara de nojo.
- Mas ...
- Sem mas, e não fale meu nome, traste.
Após isso, fomos a um pub para refrescar as nossas cabeças.
- Ai , não precisava fazer isso né? – Estávamos sentadas, saboreando o sorvete que havíamos pedido.
- Precisava sim. Ah, tenho que falar com o urgentemente – disse nervosa sem sequer olhar para o sorvete que eu estava devorando.

Ao mesmo tempo...
- Chegamos - Disse olhando para o hotel que era lindo e se chamava Paraíso.
- Aqui é muito lindo - disse deslumbrado com a beleza do hotel.
- , ? – Ouvimos uma voz chamar nossos nomes. Me virei e vi de quem era essa voz, que não me era estranha.
- César! Quanto tempo, por onde você estava? - Disse o abraçando e fez o mesmo.
- Virei produtor musical e acho que vocês caíram do céu pra me ajudar.
- Imagina, a gente veio de Roma mesmo - Disse rindo.
- É porque a banda que ia se apresentar no pub desse hotel, não vai poder mais tocar. E como eu sei que vocês cantam e tocam muito bem, vocês poderiam quebrar esse galho pra mim, né?
- Mas tem um tempo que eu não canto e toco nada - Disse coçando minha cabeça.
- Ah, mas ninguém se esquece de cantar e tocar assim.
Então aceitamos sua proposta e fomos direto para o pub, antes mesmo de fazer nossa reserva.
- Vão vendo aí o som, que eu tenho que falar com um pessoal aqui.
- Pode deixar - disse afinando o violão.

- Ai amiga, vai ter show! – disse batendo palminhas, tentando animar .
- Espero que não seja música melancólica, porque melancolia já tenho de sobra pra dar e vender.
- Senhoras e senhores, hoje teremos duas bandas tocando aqui no pub. Uma é a banda convidada, mas antes vamos ouvir a banda que todos os frequentadores conhecem, a banda Revolution - todos gritaram após o anuncio da banda que tocava um rock/pop.
- Ai que nome brega, Revolution - estava falando como se estivesse entediada.
- Ah, eu gostei - Disse acompanhando eles na música.

- Vamos beber alguma coisa.
Pedimos vinho tinto, para esquentarmos, já que estava bem frio. Enquanto isso, vimos uma moça chorando perto de nós. Chegamos perto dela.
- Oi, aconteceu algo? - Disse já pegando o vinho que o barman trazia.
- Sim, eu descobri que meu marido me traiu - Ela começou a chorar mais ainda.
- Nossa, que horrível, mas não fique assim alguém melhor está a tua espera - disse oferecendo um lenço a ela.
- É, e tinha mesmo, um homem chamado Dante, mas ele deve ter se esquecido de mim.
- Desculpe perguntar, mas qual é seu nome? - Disse me lembrando do sapateiro que encontramos.
- Bia, por quê?
- Não, ele não se esqueceu de você. Ele é um sapateiro que conserta sapatos aqui perto, se você correr vai encontrá-lo.
- Sério? Mas como você sabe que é o mesmo? - Disse Bia desconfiada.
- Porque ele disse toda a história dele pra nós. Corre atrás dele porque ele ainda te ama.
Estávamos tão felizes que tínhamos que estar no palco em vinte segundos.
- Obrigada, vocês parecem que caíram do céu.
- Ah, já disseram isso pra gente - disse rindo e me despedindo.
- E aí, estão prontos? - Disse César ao lado de uma mulher loira de olhos claros.
- Sim, mais ou menos - Estava meio apreensivo porque depois de anos, eu voltaria a cantar e tocar.
- Ah é essa é Marcella, minha noiva, ela é de Fiorentina.
- Marcella Danucci? - perguntou se lembrando do senhor que havíamos encontrado.
- Sim, eu conheço você?
- Não, conhecemos seu pai hoje, Bruno Dannuci. Você não sabe o quanto ele está arrependido por tudo que fez.
- Meu pai? Onde? Eu estou procurando ele há semanas.
- Ele está na parte mais escura dessa rua, ele ainda deve estar lá. E como ele está triste – me lembrei da fisionomia triste daquele senhor que me fez ficar triste também.
- Nossa, muito obrigada por essa informação. Eu vou lá agora - Marcella se despediu da gente e de César, e foi direto procurar seu pai.
- Olha, vou anunciar vocês ok?! - César foi ao centro palco nos anunciar.
- É com muita honra que vou apresentar essa dupla, que conheço há anos, meus amigos de infância, e que sempre me ajudaram em tudo. , , o palco é de vocês.
Após César nos anunciar, pegamos o violão e fomos tocar a música Divina Comédia.

Ahh... Se você descobrisse
O que eu sinto por você
A vida faz sentido
Você me faz querer viver
Tudo que você pedisse
Iria buscar pra você
A lua, o mar e as estrelas
Mudo meus planos pra poder te ver...
Quanto tempo faz não importa mais
Você é meu vício, assumo e digo mais
Nada teria valor, se não tivesse ao meu lado você
Que me dá tudo que eu preciso
Com você eu faço do inferno o paraíso
Com você eu faço do inferno o paraíso

- Eu não acredito, o – disse quase chorando.
- É o mesmo - estava parada olhando pro palco.

Ahh ... Se você me dissesse
Que não quer mais me ver
O meu corpo treme todo
Só de pensar em te perder
Mas eu não desanimaria
Mesmo que fosse me enlouquecer
Loucura maior seria
Aceitar viver sem você..!

Quanto tempo faz não importa mais
Você é meu vício, assumo e digo mais
Nada teria valor, se não tivesse ao meu lado você
Que me dá tudo que eu preciso
Com você eu faço do inferno o paraíso
Com você eu faço do inferno o paraíso

E assim como Dante por Bia por causa do seu sorriso
Eu sigo pro inferno e volto ao paraíso
Só pra poder te ver, só pra te encontrar
A tua estrela é o que me guiará
"O amor me move" só por ele eu falo
Sem ter você o purgatório é o intervalo
Entre o céu e a terra, entre o ter e não te ter
Não há distância que me faça te esquecer

Estava olhando para todos, até que eu vi . Me aproximei dela e comecei a cantar:

Quanto tempo faz não importa mais
Você é meu vício, assumo e digo mais
Meu nada teria valor, se não tivesse ao meu lado você
Que me dá tudo que eu preciso
Com você eu faço do inferno o paraíso
Com você eu faço do inferno o paraíso

- , eu sei que errei e que não prestei a atenção que deveria em você, mas eu te amo mais que tudo nessa vida e não quero ficar sem você, por isso quero perguntar. Você me aceita de volta na sua vida? – perguntei olhando no fundo dos olhos dela.
- Sim, meu amor – disse me agarrando e me beijando. Como é bom sentir os lábios doces e quentes dela de novo, sua pele macia, quente, que faz enlouquecer, seus cabelos que tem o cheiro do campo e me fazem delirar. Percebi que estava beijando e que as atenções estavam só para nós quatro.
- Amor, eu não vivo sem você – ela disse me olhando nos olhos e voltamos a nos beijar, como se fosse o nosso beijo do início do nosso namoro. Só então eu percebi que nada sem amor funciona, posso ter um Império, mas se eu não tiver amor, continuarei sendo infeliz.

Oi gente querida tudo bem ? Espero que sim.Bom essa fic é uma fic baseada no livro :'A Divina Comédia. Um livro lindo considerado o poema mais lindo que existe. Feito pelo Dante Alighieri, um cara que viajou na maionese quando fez esse livro, e faz os leitores viajarem também. Comecei a lê-lo ouvindo a música do Scracho Divina Cómédia quem quiser baixar olha o link : Scracho. Bom, para quem não leu o livro temos algumas questões. 1° No livro A Divina Comédia ele quer resgatar os verdadeiros valores que o homem deve ter. Um deles o amor. 2° Divina Comédia não é comédia, porque na época, tudo que não era tragédia era comédia então ficou a Divina comédia. 3° A rua escura é como se fosse o inferno a 1ª parte do livro, depois uma rua mais clara que é o purgatório a 2ª parte do livro e o terceiro o paraíso a última parte do livro. Minha opinião o inferno é a melhor parte desses três,é mais emoção: Atóron. O Dante nessa saga, ele estava sendo guiado por uma pessoa escolhida por Bia(sua amada). Quem faz esse papel é do McGuy amigo do seu Guy. E sua amiga na verdade é algo que eu coloquei porque no livro a Bia aparece sozinha KKK'. Ah é outra coisinha O Dante foi encarregado de levar as mensagens daqueles que estam no purgatório e no inferno para as famílias e quando ele voltasse a Terra falariam para eles saírem da vida que estão e se importarem mais com o próximo. Bom da fic é só isso. Queria que vocês lessem minha outra fic Everything Changes e da minha amiga Tainá Freitas SAD.
Bom, é só isso, vou parar de tagarelagem e deixar vocês comentarem. Beijocas :**