7.
Nós sempre saíamos juntos e agora eu já não me sentia tão desconfortável ao lado
da como antes, quero dizer, agora eu sabia que ela estava solteira e eu
podia realmente deixar de ser um viado e ir falar para ela o que eu sentia. Mas
quem disse que minha consciência quer me ajudar a deixar de ser um boiola? Que
nada, ela tá ali, falando "se você falar, ela vai rir da sua cara, te dar um
não e nunca mais falar com você". Sem brincadeiras, eu tenho mais medo disso do
que... Sei lá, morrer.
Eu não deixava de ir em nenhuma festa, às vezes a estava comigo, outras não,
mas eu sempre estava nas que ela ia. Eu dava um jeito, vamos dizer. Alguém tem
de cuidar dela, não? Que pessoa seria melhor para isso do que... Eu?
Aspen estava planejando uma festa chamada 'Inverno Quente', todo ano é assim.
Chega agosto, setembro, ela e as três melhores amigas dela (diz-se Chloe, Jenny
& Mia) começam a organizar a festa. É CLARO que apenas os maiores de 17 anos,
populares e artistas são convidados para essa festa. É CLARO que todos querem
entrar nela e tentam de todas as maneiras possíveis E impossíveis.
E é CLARO que eu, , e fomos convidados para ela. Aspen meio
que sempre teve uma queda por , se querem saber, Chloe gamou em mim quando
nos beijamos (apenas uma vez, que fiquei claro) num jogo de verdade ou
consequência que tivemos quando estávamos na 6ª série e Mia já namorou
por... Dois meses. Elas continuam amarradonas na nossa e sempre nos colocam em
primeiro lugar em tudo. Brad Pitt pode aparecer aqui que elas nem sequer ligarão
para o cara.
Nós quatro estávamos com a e a banda dela na sorveteria, conversando e
rindo, fizemos muito isso nas últimas duas semanas. O lugar estava lotado e lá
fora também, mas de fotógrafos. O que mais acontecia era de fotógrafo seguir a
quando ela vem passar algum dia especial em casa. Eles gostam é do 'habitat
natural' dos artistas. Conversávamos animadamente, até Aspen chegar com as três
meninas de tira-colo atrás dela. Claro que o lugar inteiro parou, quero dizer,
Aspen era a organizadora principal do Inverno Quente e era... .
Ninguém não estaria interessado em ouvir o que as duas falariam.
- Oi, . - a garota chegou sorrindo, ela murmurou um 'oi' com um
sorriso e continuou bebendo seu milk-shake de morango com chocolate. - Eu queria
te fazer um convite-proposta.
A a olhou surpresa e ficou calada, esperando a proposta da Aspen. Eu fiquei
apenas olhando de uma para outra e tentando descobrir o que elas fariam dessa
vez.
- Você sabe sobre o Inverno Quente, não é? - a garota começou e
confirmou com a cabeça ainda bebendo o milk-shake. - Então, eu queria perguntar
se sua banda não gostaria de tocar algumas músicas na festa, assim, como atração
principal. Vocês receberiam e teriam camarim, como sempre. - ela acrescentou
rapidamente a última frase.
Os caras da banda olharam para a animados, vai entender porquê, mas acho que
quando se acostuma a tocar, ficar muito tempo parado enxe o saco. Ela os olhou e
olhou para mim.
- Quantas músicas?
Aspen levantou os ombros e disse meio que incerta:
- Cinco? - ela não tinha nem ideia do tanto de músicas que a cantava por
show, ela queria apenas que a banda mais famosa da Europa estivesse na festa
dela.
- Tudo bem. Cinco músicas. - abriu um pequeno sorriso. Droga, eu
pretendia não ir nessa festa, agora serei obrigado. Não pense que eu vou apenas
porque a vai lá. Tá. Eu vou por esse motivo. Mas vocês não entendem. As
festas de final de ano da Aspen pode ser mais chamado de Bordel do que qualquer
outra coisa. Eu não posso dar ao luxo de deixar a sozinha lá. - Mas com
algumas condições. - Eu parei de pensar no que pensava quando ela falou isso.
Aspen diminuiu o sorriso e continuou olhando para a , que olha para a garota
e diz - Sem fotógrafos e nem repórteres, estamos de férias e se vamos fazer um
show normal, que seja como antes de ficarmos famosos.
Quando falou isso eu sorri por dentro. A Aspen estava principalmente
convidando o Crossworld para ela ser popular no mundo. O Crossworld nunca fez um
show quando esteve de férias. Eu, , e ficamos olhando para a
Aspen, só para gravar a cara dela de desesperada.
- E eu tenho de ir embora logo que o show terminar. - terminou de falar
e os caras da banda dela olharam confusos. - me convidou para ir passar
uma semana com ele, os meninos e a família dele em Barbados no verão. - já
comentei que ela é boa atriz? Bom, ela é uma boa atriz.
Foi aí que todos me olharam, esperando que eu confirmasse o que a garota havia
acabado de falar, eu engoli seco e levantei os ombros:
- Minha mãe disse que seria bom para ela.
A Aspen parecia não querer me perdoar por ter 'feito' isso com ela. Eu apenas
fiquei calado e coloquei o canudo em minha boca, tomando meu milk-shake para não
precisar falar mais nada. Ela sorriu sem graça para e suspirou:
- Tudo bem, mas câmeras pessoais pode?
A levantou os ombros:
- Tudo bem.
Ela pareceu se conformar um pouco mais.
- Podemos nos encontrar amanhã, para eu apresentar o lugar e por onde deverão
entrar? - ela perguntou, mais timidamente, achou que fosse daquelas
garotas loucas que aceitavam tudo o que ofereciam para ela? Se ferrou, sinto
muito Aspenzinha.
- Uhum. CJ, passa seu celular pra ela. - a sempre pede pra ele passar o
celular para as pessoas que tentam pegar o telefone dela só para dizer: ''hey,
se liga, eu tenho o celular da do crowsswold, beije meu pé agora''. E como
esse CJ é o único cara paciente o suficiente para ter dois celulares, a banda
acabou comprando um celular para ser usado nessas ocasiões. Eu achei uma boa
saída. Demorei seis meses para conseguir o celular dela.
- Okay. - Aspen disse mais desanimada ainda - Bom, amanhã nos falamos então. - e
ela se vira, tenho certeza que fez uma cara feia para as amigas. Haha, elas são
tão previsíveis. Vi Mia observando mais um pouco, antes de se virar e
seguir as três, que já estava voltando a se sentar no lugar onde estavam junto
com o jogadores de futebol. Os caras da banda da ficaram mais um pouco e
então pagaram nossos milk-shakes antes de ir embora. Eles iriam para a casa da
arrumar suas malas, porque depois do show eles decidiram ir embora cada um
para sua cidade, já que no meio de nossa conversa a mãe do Andrew ligou para
ele, quase chorando de saudades do garoto e ele decidiu voltar no dia seguinte,
os outros caras ficaram com medo de terem de ouvir a mesma coisa e decidiram ir
também. Então ficamos eu, a e os três.
- Tá certo. - falou terminando seu milk-shake de chocolate - Que história
é essa de nossas famílias irem viajar juntas para Barbados?
- Err... Eu não queria tocar nessa festa - disse sem graça. - Foi mal
gente, mas eu tinha de inventar alguma coisa e como eu vou para Barbados esse
natal... Eu só incluí vocês no pacote. - e deu a famosa risada sem graça dela.
bate a mão na testa e balança a cabeça.
- E como é que nossas famílias vão passar o natal juntas e ainda mais em
Barbados? - o pergunta tacando uma bolinha de papel na testa da , que
bufa.
- Não sei, a gente inventa uma história. - ela pára e ficamos calados - Não
seria divertido nós passarmos o natal juntos por lá?
Nós nos entreolhamos e sorrimos.
- Seria perfeito! - quase grita, fazendo com que uma galera olhasse
rapidamente para nós e em seguida fazendo aquela expressão que eu tô cansado de
ver de '"me diga o que vocês conversam porque eu daria a minha vida para
saber".
- Tá. Não precisa dividir sua alegria com o mundo inteiro - deu um daqueles
tapas 'gostosos' de se levar na cabeça, tentou revidar, mas viu que tinha
feito burrada mesmo.
- É. Acho que alguém no Japão não sentiu a emoção, grita só um pouquinho mais
alto - fez o pouquinho com os dedos. Que dó do , sempre judiam mais
dele só porque ele é... O .
- Tá gente, deixa quieto, vamos ver o que faremos com nossas famílias -
se arrumou na cadeira, nós quatro a olhamos assustados, sempre que ela faz isso,
ela vem com histórias e ideias mirabolantes. Da última vez nós forramos o jardim
da casa do de bolhas de sabão e tivemos de limpar tudo, fora quando
pintamos o cachorro do de rosa pink e azul celeste, e quando cobrimos uma
parede da minha sala de chocolate derretido. O problema não é nem ela dar as
ideias, o problema real é que nós quatro sempre acabamos concordando por fogo no
rabo. Sabe como é, a gente fica imaginando a cena e ficamos com vontade de
fazer. Ninguém é perfeito né.
- Não fale nada muito absurdo - já começou bem, ele tava com uma voz de 'peloamordedeus,
não faça isso!'
A o olhou séria como se mandasse ele calar a boca, e ele ficou quietinho.
Como mulheres conseguem fazer isso tão facilmente? Eu tento, tento, tento e
nada. Meu olhar só funciona com meu cachorro.
- A família do é de boa, é só eu falar com a tia Sam e pronto. -
colocou a mão no queixo, o que ela quase sempre faz quando vai pensar.
- A tia também é de boa. - fala fazendo um joinha. - O filhão aqui
tem uma lábia legal com a mamãe dele. - e piscou. Foi a coisa mais tosca que eu
havia visto do nos últimos dez minutos.
- Legal. - sorriu para ele e olhou para o e o - E vocês? Não tem
boa lábia com suas mães?
- Com a minha mãe é de boa - o mexeu no guardanapo então o amassou e tacou
para trás, caindo no sorvete de uma garota, que só não reclamou porque foi ele
quem jogou. - O problema é meu pai. Ele sempre tá trabalhando e tudo mais, daí é
foda pra gente sair no natal. - ele bufou e bateu a cabeça na mesa - Eu nem
lembro a última vez que a gente passou o natal na casa da minha avó, em Hertshire.
- ele sempre ficava desse jeito quando chegava o natal, quero dizer, é sempre a
mesma história. - E a minha mãe sempre o fica protegendo, eu nem mais falo com
eles sobre o natal.
- Eu sempre tenho de passar o natal na casa dos meus avós - o levantou os
ombros como se quisesse se desculpar - Mas sei lá, minha mãe brigou com ela
ontem, então talvez se eu falar com ela hoje, é capaz dela concordar de tão
nervosa. Quanto falta para o natal?
- Duas semanas e meia. - a falou tão animada e rápida, que nós quatro
olhamos para ela assustados. - O que? Eu amo o natal!
- Sorte sua. - o murmurou batendo de novo o cabeção dele na mesa.
- Você pode tentar falar com seus pais, ou fazer uma revolução - a minha ideia
foi demais, cara. Imagina o dando um ataque porque quer passar o natal em
Barbados? Ele nem ao menos gosta do natal!
- Eu acho que podíamos convencer primeiro os pais de vocês três, e depois pedir
para eles falarem com os pais do . - a sempre tem umas ideias
mirabolantemente do fundo do poço. A gente sempre tem de acabar apelando para os
pais, eu não vou ser assim com meus filhos não, quer? Te vira, muleque! Veio no
mundo, é pra sofrer! Mentira.
- Boa ideia! - sorriu e olhou para o relógio - Eu acho que vou indo então,
minha mãe provavelmente já está em casa, e eu tenho de falar com ela antes que
minha irmã chegue, porque senão a menina vai dar um ataque só de pensar que não
vai ver o vizinho feioso da minha avó. - ele se levantou - Alguém quer carona?
- Opa! - a se levantou e começou a beijar a bochecha da gente - Nos vemos
depois então. Não esquece, ! Se não amanhã você será um homem morto!
Acreditam que o menino encolheu? Uma garota miúda falou isso para ele e o garoto
ENCOLHEU? Eu vou socar ele, peraí, já volto.
- ! - os quatro gritaram e então eu pude ver que eles falavam alguma coisa
para mim.
- Hum?
- Mais tarde ligo pra sua mãe, ok? Te prepara. - ela piscou e beijou a bochecha
do , que deu um sorriso.
Ficamos calados, até que vimos que ela saiu da lanchonete com o mundo atrás dela
e do .
- Caralho, . ESSA É SUA DEIXA! - o bateu as mãos na mesa. Eu olhei
para ele assustado e fiquei com mais medo ainda quando eu olhei para o e
vi que ele não estava dando um tapa no ou qualquer coisa do gênero e sim
olhando para mim em uma mistura de seriedade e alegria.
- Que foi? - eu perguntei com medo. Se ele não reagiu com a ação do é
porquê vem bomba.
- Ouviu o que eu disse? - o estalou os dedos na minha cara.
- Não, não. - eu bufei - Até surdo ouviu o que você falou, seu jumento.
- Ai, jumento não poxa. - ele se endireitou na cadeira.
- , seu energúmeno - o fez uma careta logo que falou essa
palavra - O disse que é a sua chance de se declarar para a !
Não acredito que eles entraram nesse assunto?! Quem deu permissão?
- Ah, eu sei o que ele quis dizer, só não sabia que era esse assunto, falou?
- Tá, tá, que seja. Não tem lugar melhor. - o puxou a cadeira e se
aproximou para poder falar mais baixo, porque depois que o deu o ataque de
estrelismo dele, as meninas da mesa ao lado se aproximaram para tentar ouvir a
conversa. - Barbados, você, , natal... Já era!
Eu fiquei branco. Natal. Agora que eu me toquei.
- Presente. - eu murmurei. Os dois se entreolham e olharam para mim estranhando.
- O que tem? - o tentava entender o que eu falava.
- Eu preciso comprar um presente pra .
Os dois ficaram brancos.
- Puta merda. - nós três falamos juntos.
- E a menina não parava de falar UM minuto! NEM UM!
Nós estávamos na casa da porque tínhamos combinado de nos encontrar lá logo
que ela voltasse do 'encontro' com a Aspen e as amiguinhas dela. Neste momento
estamos ouvindo o desabafo de , parte dois, capítulo cinquenta e sete -
A tagarela da Aspen me irrita ao extremo.
- Cara, eu não sei como elas conseguem falar tanto. Eu nem sabia se era a hora
de eu falar ou não, porque ela me cortava, daí o Andrew mandou ela calar a boca
e eu pude viver um momento de paz. - ela falava sentada no enorme e confortável
sofá vermelho ferrari dela. Estava com as pernas cruzadas e conseguindo pular
dessa maneira, já disse que a garota é ninja?
- E o que ficou decidido? - o coçou a nuca sem graça. Ele sabia exatamente o
que era tudo aquilo. Ele sempre arranjava garotas que não paravam de falar.
- O nosso show começa às 22 horas, em ponto, porque eu odeio atrasos. - ela
falou olhando para os cinco garotos, que fingiram disfarçar que não ouviram -
Tocaremos cinco músicas, depois receberemos cinco fãs no camarim e mais vinte
minutos de autógrafos. Aí estamos liberados para ir embora. Vocês vão né?
Nós quatro fizemos uma careta.
- Por favoooor - ela ajoelhou no sofá e juntou as mãos - Vocês vão ficar no
camarim comigo, vaaaaai, não me deixem sozinha lá.
- Obrigado pela consideração - o Oliver mandou um joinha para a , que bufou.
- A Gabrielle vai tá lá, Oliver.
- Ah, então me perdoe. - ele levanta as mãos e re-encosta no sofá.
Ela bufou e olhou para os outros quatro que assobiaram e olharam para o lado.
- Potrancudos. - ela murmurou. Nós ficamos conversando mais um pouco até que os
garotos da banda dela foram saindo um por um, cada um com um motivo, mas quem se
importa? Nós esperávamos que eles saíssem logo para falar dos nossos planos. -
Tá legal. - ela falou logo que o Lou fechou a porta da frente. - E aí, ?
Ele mandou um joinha e ela pulou batendo as palmas.
- Tudo certo, minha mãe concordou e disse que vai ser legal passar o natal com
os amigos. Meu pai concordou também e minha irmã, bom. Ela pintou meu rosto a
noite, mas tá de boa, ela soube que você vai com a gente e agora ficou o dia
inteiro até a hora que eu saí, ligando para as amigas e falando isso.
Nós rimos, a irmã pirralha do é uma pentelha, mas muito gente fina. Menos
quando nós dormimos e ela não.
- E a sua, ?
- Foi só eu falar em Barbados e ela já concordou. - ele riu sozinho. - De
qualquer maneira, o meu irmão ficou me atormentando perguntando se ele podia
levar um amigo que é fã do Crossworld. Daí eu tive de falar que sim.
- De boa. - eu falei e olhei para a pequena. - E o que você falou com a minha
mãe?
- O que eu falei pra vocês.
- E o que você nos falou? - eu não acredito que o esqueceu o que ela falou
ontem.
- Que eu não queria tocar na festa e acabei inventando isso, mas que vocês
concordaram e foram falar com seus pais. - ela levantou os ombros.
- E...? - nós quatro falamos juntos. Não acredito que ela contou MESMO o que
aconteceu pra minha mãe. Não que eu não esteja acostumado delas serem super
amigas, mas a esse extremo?
- E ela riu e disse que tudo bem, já que você e a sua irmã iam passar aqui, ela
disse que é bom sair do país às vezes com as amigas. Então a mãe do ligou
para ela e eu desliguei.
- É. - o bufou. - Eu falei pra minha mãe que elas tinham de fazer um clã e
ir falar com os pais do , aí a minha mãe animou e ligou pra mãe do ,
que ligou pra mãe do , que então ligou para a mãe do e ficaram--
- Até meia-noite no telefone - nós quatro falamos juntos. A tomou um susto e
começou a rir.
- Jura? Que legal! - ela não parava de rir nem um minuto. - Minha mãe está na
casa da minha avó e só volta só daqui uma semana. Então não dá para eu
combinar nada com ela, mas ela disse que eu posso ver tudo.
- E você viu? - eu perguntei já sabendo da resposta.
- Não. - para variar. Ela sempre deixa as coisas para o fim. - Na verdade, eu já
vi. Só tenho de ligar e confirmar a reserva.
Tenho certeza que o hotel reservou o tanto de quartos que ela achou que queria.
Por que ser famoso abre tantas portas? O saiu correndo para pegar o
telefone e quando estava voltando, trombou com a minha mãe. Mané.
- Desculpa aí, tia. - ele ajudou ela a pegar as sacolas que ela carregava e
depois correu até a .
Minha mãe só riu e balançou a cabeça.
- Vai , liga aí e confirma logo. - ele falou pulando no sofá. A ria
loucamente bela, como sempre riu. Ela pegou o telefone e ficou uma meia hora lá.
Então desligou e disse que já tava tudo reservado. Só tínhamos de comprar a
passagem do avião. AEAE! Barbados! Here we go! E eu ainda não esqueci que tenho
de comprar o presente de natal dela. Mas isso eu resolvo depois que ela sair de
casa e parar de planejar vestir o de mulher para os homens de lá.
8.
Perfume? Não, não. Ela tem o natural dela. Roupas? Nunca dê roupa a mulher, , não aprendeu isso com sua ex? Tá legal. Alguma jóia? Está louco?! Quer que ela ache que você quer pedi-la em casamento? NÃO! Geez, como é difícil dar presente de natal para uma garota que gostamos. Que tal um pingente? Não, dei ano passado. Uma pulseira então? Pulseira é legal. Pulseira do quê? Caramba... O que ela me deu ano passado? Ah é... O quadro autografado do . Caralho, desculpe o palavrão, mas me respondam: O que vocês dariam para uma garota que goste? Já sei. Maluuuco, como não pensei nisso antes? Já é. Isso mesmo que darei. Preparações, here we go!
- MÃE!!! - eu gritava para ela pega trilhonésima vez. - CADÊ MINHAS MEIAS?
- Na sua gaveta, ora, onde mais poderia estar? - eu ouvia ela gritar do quarto
dela.
- Em qualquer lugar, menos a gaveta, pode crer. - eu resmungo e vou olhar
novamente para o tal lugar.
Estávamos terminando de arrumar nossas malas, já que de noite pegaríamos um
avião com destino a Barbados. A teve que deixar as malas prontas ontem,
porque neste momento deve estar aturando a Aspen e suas amigas no lugar onde
será o Inverno Quente. Ela tinha de fazer a passagem de som e tals.
Ficamos arrumando tudo até umas 8:30, aí os caras passaram aqui em casa e eu me
despedi da minha mãe, já que nós nos encontraríamos em três horas e meia no
aeroporto. Pegaríamos o avião das 2:00 da manhã, que era mais barato para todos.
Não que pensássemos em economizar, mas como minha mãe diz: 'mais dinheiro para
gastar conosco'. Então tá.
Chegando lá, eu vi vários fotógrafos de tudo quanto é lugar, loucos para pelo
menos uma foto da .
- Dude, ouviu o que o segurança lá falou? - falou entrando no lugar do meu
lado - a disse que não ia vir falar com a imprensa, porque era uma festa
caseira, sem estrelismo.
- Ela está certa né? - o sorria para algumas câmeras. - Quero dizer, a
menina vem pra cá pra relaxar e não consegue? Falou!
Ele tinha razão. Não passou dois dias e todos já sabíam que nós iríamos para
Barbados passar o natal, mas o lugar onde nós vamos ficar tem a permissão do
governo de proibir a entrada de qualquer pessoa relacionada à imprensa, só
paparazzis dos bons conseguiam fotos de lá. Mas papparazzis? Eles sempre
conseguem. De qualquer maneira, fomos direto para o camarim da , o que fez
várias pessoas que tentavam entrar, reclamar, não olhei para os lados, para não
ter de encarar alguma fã dela vir dar em cima de mim para entrar no lugar
comigo.
Entramos e demos de cara com Oliver e a amiguinha dele, Gabrielle, se é que me
entendem. Ele acenou com a cabeça e disse: 'beleza?' nós sorrimos e fomos nos
sentar no sofá. Olhamos no relógio. 9:00. Eles iriam entrar em uma hora. A
sempre chegava no camarim meia hora antes de entrar no palco, para fazer o
ritual dela. Até esse momento, ninguém nunca sabia onde ela ficava, mas ela
ficava afinando a voz que eu sei. Eu, , e ficamos conversando
sobre o que faríamos no natal lá em Barbados, já que nós já fomos para lá nas
férias de janeiro. Nesse meio tempo, o resto da banda da já estava no lugar.
Era meio que tradição ela ser a última a chegar para fazer a oração com os
companheiros, comer uma pêra, beber um chá verde, rezar um pai nosso e uma Ave
Maria e fazer o sinal da cruz, beijando logo em seguida o colar que o avô dera a
ela quando ela tinha seis anos.
Não deu outra. Um dos caras que tem esses fones de ouvido e pranchetas nas mãos
abriu a porta avisando que ela estava chegando. Olhei para o relógio. 9:30. Em
ponto. Uma coisa que eu gostava nela era a pontualidade. Nada de nhénhénhé de
mulher que se arruma melhor para arrasar. Do jeito que ela estava, era do jeito
que ela ia. Bonita ou não, ela sempre entrava no palco no horário combinado.
Olhei para os outros três e eles confirmaram que também estavam surpresos com a
pontualidade da garota. Olhamos para porta e logo em seguida uma
aparece. E que ! Skinny, baby look escrito 'God Save the Queen' e um all
star converse preto. Ela tinha uma faixa vermelha no cabelo com a franja de
boneca de porcelana dela a frente. A maquiagem leve, com os olhos carregados,
para variar e uma sobra vermelha para combinar com a fita. Perfeita. E simples.
Só ela.
- Vamos gente. - ela falou pegando na mão do C.J. e do Andrew e os puxou,
levando-os longe das garotas que ficavam, que apenas olharam para a rodinha que
se formava da banda. Elas não pareciam ter ciúmes ou inveja da ,
geralmente quem conhecia ela de verdade nunca sentia isso. Eles deram as mãos e
Joe começou a falar:
- Deus, obrigado por mais um show, na qual iremos arrasar. Obrigado por mais um
dia. Obrigado por nossos talentos. Obrigado pela oportunidade.
- Obrigada pelo melhor baterista que já pode existir depois de Travis B. -
começou a falar. Bem falado. Amém. - Obrigada pelos melhores
guitarristas que o mundo já conheceu. Obrigado pelo melhor baixista oficialmente
considerado pela E!Music - detalhe: E!Music é a melhor revista de música do
mundo por 60 anos consecutivos. Foi ela quem fez com que o Beatles e
entrasse para a história. Amém - e obrigado pelo melhor dj-percursor e único que
ninguém jamais irá ver melhor.
- Obrigado por colocar a melhor vocalista de todos os tempos em nosso caminho. -
os cinco falaram juntos.
- AMÉM. - a banda gritou. - FUCK THE WORLD WE WANNA MAKE GOOD MUSIC!
Palmas. Durante a oração, ninguém falou um pio. Todos, staff, convidados,
empresário, todos ficaram calados, isso foi legal. Eu acho que o chorou, mas
é melhor deixarmos isso de lado.
A veio em nossa direção e sorriu.
- Cadê minha pêra? - ela falou para nós. automaticamente sorriu e mostrou
a mão que a poucos se escondia atrás dele. Uma pêra amarelinha e gelada, do
jeito que a gostava - Aê, Judd, mandou bem agora. - ela deu um beijo na
bochecha dele.
- Valeu, boa sorte lá em cima. - ele sorriu.
chegou com o chá dela, que começara a ser produzido em garrafinha pela
Pepsi (N.A.: okay. momento merchandise. minha prima trabalha na Pepsi e eu acho
que tô ficando louca de tanto que ela me proibe tomar coca, kuat, água cristal e
beber chá verde. --'), e entregou, geladinha também, mas nem tanto para a voz
dela não falhar.
- Thanks, - ela deu um beijo na bochecha dele, que retribuiu e disse:
- Boa Sorte, .
ficou apenas observando sorrindo.
- Eu vi você durante a oração, bobinho. - ela sorriu para ele, que tomou um leve
susto. - Acha que eu não vi? - e deu um beijo na bochecha dele, o abraçando.
Este riu sem graça e a abraçou.
- Boa sorte, .
E então foi minha vez. Ela parou e olhou para mim, então meio que pulou em cima
de mim, me abraçando. Eu a abracei forte e fechei os olhos para sentir o perfume
de morango com champanhe, como vocês já sabem e sussurrei no ouvido dela:
- Não preciso te desejar sorte, uma vez que sei que vai arrasar. - eu senti ela
sorrindo e enfiou o rosto em meu pescoço.
- Obrigada - ela falou abafado. Depois de um tempo nós ouvimos falar: '10
minutos!' então nos largamos rapidamente, porque ela tinha de rezar.
Se isolou num canto e ficou lá, rezando de olhos fechados e segurando o pingente
que o avô deu.
Olhei para os três, que sorriam para mim, até que deu tapinhas nas minhas
costas.
- Tá no papo, . - que falou e sorriu. Eu apenas sorri de volta e
olhei novamente para as costas da garota. Fomos chamados para ir na frente, para
ficarmos no lugar onde deveríamos ficar e não atrapalhar a entrada da banda.
Quando vimos a galera, LOTADO. Acho que Aspen 'sem querer' deixou entrar mais
que pessoas de 17 anos ou mais. Só sei que eu vi um pirralho do meu colégio que
estava na 7ª série. Ela deve ter cobrado BEM caro. Nem as barraquinhas de comida
estavam com pessoas. O palco não era pequeno, mas não era grande, e todas as
pessoas estavam com máquinas fotográficas em mãos. Mas nenhuma com filmadoras,
uma vez que a pediu para não gravarem nada. Ela combinou com a Aspen, de que
se saísse algum vídeo na internet, o empresário iria processar a Aspen por venda
de produto ilegal. Afinal, o nome da que estava no meio. Então Aspen deve
ter feito algo quanto a isso.
9:55, as luzes se apagaram. Gritos, gritos e gritos e, ah! Gritos.
O palco estava totalmente escuro, sendo iluminado apenas pelos flash's das
pessoas que tentavam tirar foto, achando que a banda já estava no palco. 9:58.
Eu olhei no relógio. Caraca, não é que eles entram em ponto mesmo? Aspen entrava
no palco com uma luz em cima dela. Pára no meio e o pessoal pára de gritar, como
se esperando que a garota falasse que a banda iria demorar para entrar mais um
pouco.
- Não achem que minha festa é de dar bolo. - a garota começou, fazendo com que
o povo voltasse à animação. - Eu prometi e aqui está! A melhor banda da Europa!
Crossworld!!
Gritos. Berros. Assovios. Os caras entram e o começa a pular feito uma
bicha. balançava os braços e dançava feito uma gazela. E então ela
entra. Cara, eu acho que aquele povo parecia um bando de cachorros no cio. Sem
zuera. Foi ela colocar o pé dela vestido com o all star converse, que a galera
delirou.
- Heeeeey, !! - ela grita e então começa a chover flash's em cima dela. As
luzes coloridas se ascendem, a iluminando e foi uma loucura.
Entre a quarta e a última música, ela parou para conversar com a galera. Eu
aproveitei para sentar, no chão mesmo, porque eu tava um caco de tão suado:
- Esse é um show, apesar de inesperado, muito importante para mim. É a primeira
vez que eu venho à e faço um show que não seja profissional. Eu estou aqui
como muitas bandas que já tocaram nesse palco, não sendo nem um pouco mais
importante do que elas. - gritaria. Tenho certeza que apenas um terço daquele
pessoal prestava atenção no que ela falava. Vira e mexe haviam seres energúmenos
que gritavam 'casa comigo, ' ou 'quero que você seja as mães dos meus filhos'
'me coma' ' pegaêll' essas coisas banais. CLARO que ela ignorava. - Eu queria
agradecer a Aspen Hoolts, por ter nos convidado e nos cedido 40 minutos da
programação dela aqui do Inverno Quente. Valeu, girl. - ela fez um joinha para
Aspen que se localizava na torre de luzes. Ela sorriu e acenou como faz uma miss
mundo. Eu mereço, não, não mereço não. - E agradecer a galera inteira que está
aqui, porque porra, vocês são meu mundo! - ela grita e a galera surta novamente.
E lá vem a última música. - E aqui a nossa última música, minha favorita do
nosso último cd!
Ela cantou, cantou, pulou, rebolou, dançou, descabelou e então finalmente falou:
- VALEU! Feliz Natal pra vocês, galera, nos vemos ano que vem! E ah! Vou pedir
para vocês checarem seus convites que as cinco pessoas que virão ao camarim
terão escrito atrás que ganhou. É só vir até a porta e mostrar para o segurança,
beleza? FUI! - e saiu correndo do palco, eu, , e já estávamos
indo em direção ao camarim, eu em último lugar, até que sinto um peso em cima de
mim. - COOOOORREEE, !! - a grita no meu ouvido, eu rindo corro com
ela nas minhas costas e entro no camarim a jogando no sofá.
- Folgada, da próxima vez te taco no chão. - eu falei rindo e me sentando numa
poltrona no lado do sofá. Foi questão de 15 segundos e os caras da banda entram
com as 'ficantes' e , e .
- Se eu te avisasse, ia ser chato. - ela fala bebendo rapidamente a garrafinha
de água e logo pedindo outra. Estava totalmente desarrumada. A cabelereira que a
Aspen contratou entra correndo e coloca um ventilador na frente de ,
retocando tudo dela. Eu apenas bebia minha água e a observava. Olhei no relógio:
10:49. Pelas minhas contas. As cinco fãs poderão entrar apenas em 11 minutos,
okay, agora dez, e ficarão uns 40 minutos juntos. E então a terá de passar
os próximos vinte minutos dando autógrafos para fãs desesperados e então
estaremos livres para ir à Barbados Beach. Aeae!
Ela não parava de beber água. Não sei como conseguia beber tanto em apenas 10
minutos. Três garrafinhas até agora, e.... Indo para o quarto.
- Quero chá mate. - ela falou - Bem geladinho e docinho, mas não tão doce.
O assistente saiu voando do camarim para conseguir o bendito chá. Ela riu e deu
uma piscada para o empresário que a olhara feio. Mas era assim. Ela saía do show
e se entalava de água, quando achava que estava cheia, pedia o famoso chá mate,
para acordá-la.
10 minutos se passaram e as fãs iriam entrar a qualquer momento. fora
ao banheiro. Não vou falar o que ela foi fazer, mas imagino que vocês já saibam
pelo tanto de líquido que ela bebeu. E quando ela saiu do banheiro, os cinco
fãs já estavam lá, babando pelos cinco integrantes que já estavam os esperando.
- Fala aê. - ela sorri para os cinco maníacos por ela. Um deles era um garoto de
uns 15 anos, acho. Ele começou a chorar quando viu . Nós todos nos
assustamos e uma menina ao lado dele o olhou como se fosse uma aberração.
deu uma risada simpática e gostosa (como sempre) e abraçou o menino.
Nós quatro ficamos caladinhos no canto da sala. Apostamos que o chorão iria
chorar novamente. No qual todos perdemos, porque o garoto se segurou legal.
Bebemos o chá que o assistente acabou trazendo para todos, antes que fosse
mandado buscar outro. E não é que o troço é bom? Acho que eu bebi umas três
garrafinhas. Pelo menos não fui eu quem brigou com a pela última garrafinha,
e sim . Que no final acabou cedendo pra menina, depois que ela deu um beijo
na bochecha dele.
Passaram-se quarenta minutos e os cinco fãs tiveram de ir embora. A banda saiu
para dar os autógrafos. Eu não fui. Tava cansadão, no meio da conversa deles, eu
e saímos para zoar com o pessoal da festa. Nós acabamos sendo perseguido
por cachorros, então, pernas pra que te quero! Nunca corri tanto em minha vida,
mas valeu a pena. Depois de vinte minutos certos, a banda entrou no camarim,
pronto para ir embora. Os integrantes iriam ficar mais um pouco, em , não
na festa. Não eram loucos. Cada um estava com seu carro e sua garota.
iria conosco, para irmos direto ao aeroporto. Ela foi novamente para o banheiro
e saiu 10 minutos depois. Tirou a maquiagem e passou um lápis fino para não
parecer um 'zumbi' como ela mesma falava. Eu achava ela perfeita, mas quem sou
eu para opinar a beleza dela?
Sei que o coitado do assistente da banda, teve de pegar a chave do carro do
e correr até o tal para tirar do lugar e levar até a lanchonete mais
próxima, para nós nos encontramos lá. Como nós cinco saímos? Acreditem se
quiser, de ambulância. Para despistar todos os fãs e imprensa que se amuntuavam
na porta do lugar. Ficamos rondando com a ambulância uns quinze minutos até
pararmos e descermos correndo e entrando no carro. Era apenas tempo de
acelerarmos feito loucos até o aeroporto e fazer o check in. Todos pensavam que
iríamos sair à meia noite. Por isso fomos até a casa da e encontramos com
nossos pais lá, conversando e terminando o jantar.
- Mãe! O avião sai às duas! - ela falou quando viu as mulheres comendo morango com
chocolate e bebericando champanhe branco. Os pais conversavam na sala sobre
política e esportes, para variar.
- Oi, filha! - a mãe dela. Tia Rê, para ser mais exata. Falou sorrindo. - Chegou
cedo, pensei que ia chegar lá pela uma.
- Mãe. Eu avisei a senhora que chegaria no máximo 11:30. - ela falou bufando.
- Que estresse, meu amor. Vai tomar um banho que eu só vou tirar essas coisas da
mesa. - ela começou a tirar sorrindo. Eu nunca vi a mãe da brava, sem
brincadeira. Ela sempre era um amor de pessoa.
- Ah, Regina. - lá vem. Mamãe começando frases com 'Ah' é porque tem eu no meio.
- O não pode tomar um banho também? Ele está um horror de suado.
Traduzindo: 'ele está fedendo feito um javali'. Conheço minha mãe.
- Claro! - ela sorriu para mim. - Os meninos podem tomar banho nos quartos de
hóspedes. Acho que o Sean não saiu do quarto ainda. - Sean é o irmão maior da
. Ele é gente boa. Quero dizer, eu nunca conversei muito com ele, nem
nada. Mas eu sei que ele e a se dão super bem e ele não gosta dela
estar nesse mundo de fama, porque acha que a qualquer momento o tarado da
machadinha pode vir atacar a irmã. Ele tem 21 anos e vive passando o natal com a
família. Namora, mas não troca a família por nada no mundo.
Nós quatro sorrimos e pegamos uma troca de roupa na nossa mala, que nossas mães
fizeram questão de tirar do carro.
- Vocês tem 12 minutos cada um. - tia falou. A Kim (sim. eu re-inventei a
família dos meninos, só deixando as mães), irmã mais nova do , já fora atrás
de para xeretar o mundo dela. O irmão do e o amigo estavam na
sala de jogos com o irmão do .
Depois de uma hora nós todos estávamos nos nossos carros. Sean, irmão da
, ia dirigindo para os pais, como ele sempre fazia desde que fizera 20
anos. O ia dirigindo para o pai dele e o também.
- Manhê, deixa eu levar uma pizza hut para o avião? - a adora ser mimada
pela família dela, como se ela fosse uma criança de 6 anos. Depois que ela saiu
de , ela sempre teve de fazer tudo por conta dela, já que os pais e o irmão
trabalhavam. Eles apenas se viam quando ela tirava férias ou no aniversário
dela.
- Isso não é comigo, filha. - a mãe falou calmamente. Então partiu para o
plano B.
- Paiêê... - ela enlaçou o braço do homem, que apenas olhou para ela com cara
de: 'não inventa moda a três minutos de subirmos no avião'.
Então ela bufa.
- Tá bom. Eu peço pro Sean OKAY? - e foi andando em direção ao irmão, que riu da
cara da garota e só falou.
- Vamos lá, pirralha. - e enlaçou o ombro da menina.
Sabe o que eu acho pior de viajar com a família da ? Ela SEMPRE passa o tempo
com o irmão dela. Não que eu não goste, fora de mim, mas é que complica pro meu
lado, sacoé?
Depois de três horas dentro do bendito avião - já disse que não consigo ficar
parado por mais de uma hora e quarenta? - eu não aguentava mais e fui o primeiro
a sair dentre todas as pessoas. Eram seis horas da manhã, já que o avião demorou
uma hora a mais para tudo, decolar, manter o curso, pousar... E como eu não
consigo dormir em avião, tive de ficar indo ao banheiro toda hora ou eu pedi
para a aeromoça me deixar pegar eu mesmo a minha bebida, já que minha mãe falou
do meu pequeno problema. Comi sete pacotinhos de M&M's e contei quantas sardas o
velhinho a duas poltronas do meu tem. 57 em apenas um lado. 63 no outro.
Quando eu desci do avião, tive de correr em círculos e ficar pulando, para
acabar com o fogo que estava dentro de mim. Meu pai, como sempre, ria do que eu
fazia, minha mãe nem ligava mais e a irmã do me olhava como se eu fosse uma
criança retardada. Não que eu não parecesse, mas não precisava exagerar, vai.
Um ônibus do hotel veio nos pegar e nós demoramos mais 47 minutos para chegar ao
hotel. É claro que eu tive de parar o free shop, para enrolar mais tipo, uma
hora, para então eu me acalmar e aguentar mais um tempão parado. No ônibus, meus
pais me mandaram para o fundão, para que eu não perturbasse ninguém, já que
todos queriam continuar o sono interrompido que tinham dentro do avião. Eu me
tranquei no banheiro e comecei a batucar em minhas pernas ao som do Michael
Jackson.
Quando chegamos no hotel, nossos pais foram fazer o check in na recepção e as
mães foram logo se sentar, para esperar, já que tinha um grupo de turistas lá
também, para fazer o check out.
Depois de uma hora que nós conseguimos entrar nos nossos quartos. Ficamos todos
separados, para infelicidade da . O irmão dela ficara no segundo andar,
a namorada iria chegar no dia seguinte para passar o natal e ano novo conosco. O
irmão do com o amiguinho também ficaram no segundo e o irmão do , que
esqueci de dizer, tinha 23 anos e estava para casar, mas falara que só iria
passar esse natal juntos por causa de e porque a família nunca comemorou o
natal descentemente. Eu, , e , ficamos no terceiro andar do hotel.
Os pais da , do com a irmã menor dele e do ficaram no quarto andar
e meus pais e a ficaram no último andar. Ela queria ficar com alguém no
quarto, mas deixou quieto depois que viu a divisão e tudo mais. Ficou puta da
vida quando soube que estava praticamente sozinha no quarto andar.
- Que quarto louco. - sim. Eu iria dividir o quarto com , nós geralmente
sempre dividimos, apesar de que não faz diferença, porque nós quatro só nos
separamos para dormir mesmo. Não era um quarto grande, na verdade, era
minúsculo, mas moderninho. Duas camas de solteiro, uma escrivaninha, tv, ar
condicionado, um banheiro pequeno e bonitinho e vista para a piscina.
O e o conseguiram ficar no quarto ao lado, nós chegamos e capotamos.
Foi questão de tirar o tênis e deitar naquela cama dos deuses.
9.
- , DUDE, ACORDA!! - ouvi gritarem no meu ouvido. Puta merda. Já não
citei que ODEIO ser acordado? Então eu cito agora. ODEIO ser acordado.
- Ahhh! Que é?! - eu falei abrindo os olhos lentamente, droga de luz solar.
- Tá todo mundo lá em baixo! - falou do banheiro.
- Fazendo? - eu falei só para não ser mal educado, mas já estava voltando a
dormir.
- O e o foram acordados pela irmã do , que ligou para eles,
avisando que todos já haviam descido, daí ele ligou pra cá e me acordou. Falou
que os pais foram fazer a caminhada diurna pelo hotel, a Kim tá na recreação.
Meu irmão tá no kaiaque com o amigo, o do e da foram pegar a noiva e a
namorada no aeroporto e a -- finalmente chegou na ! Não podia falar ela
primeiro, para então eu dormir? Quem se importa com o resto? - está
fazendo o body combat e jump e blábláblá.
fazendo exercícios? Desde quando?! Eu levantei correndo e fui me trocar. Não
podia perder essa por nada. Ela malhado. Pfff...
Não é que ela é boa?
Eu, , e ficamos boquiabertos olhando a incrível com aquele
short, com um tênis e a parte de cima de um biquini e os cabelos presos. Claro
que tinham várias garotas, mas ela, cara. Nossa, tava perfeita. Tá que ela
tentava parecer forte com aqueles socos no ar, mas não conseguia. Então nós
ficamos sentados numa mesa perto da piscina, eu quase dormindo por trás dos meus
óculos de sol e os outros três dando notas para as garotas que passavam por nós.
- Dou 2. - falou de uma ruiva que acabara de passar para nós, com mais
duas amigas. Sabia que era a ruiva, porque ele sempre dá nota assim se a menina
é sardenta, gorda, com celulite, estria ou ruiva.
- Dou 7, amigo! - bate as mãos - Eita ruiva das boas.
- Dou 5 - falou ainda observando. - A bunda dela parece uma gelatina de
pêssego.
Eu raxei na risada. Gelatina de pêssego. De onde esse mané tirou isso? HAHAHA.
Tá. Parei.
- Pára que a tá chegando. - fala pegando o cardápio e colocando na
frente. finge estar dormindo e olha para o céu cantando algo que eu
não reconheci.
- E aí? - ela chega sorrindo. Oh shit. Como ela é gostosa. Puta merda. Okay,
okay. Tenho de ter meus momentos masculinos, falou? Estou seco faz décadas. Não
que eu não tivesse escolha ou opção, mas eu prometi que a próxima seria ela. -
Parem de fingir que não estavam dando nota pra ruiva, que eu vi.
Os três bufaram.
- Isso que dá sair com quem conhece a gente bem. - fala emburrado.
Eu e a começamos a rir.
- Dou 3 para ela. - ela fala se sentando do meu lado.
- Por quê?! - Danny se endireita indignado.
- Não gosto de ruivas. - ela fala. - Posso ver o cardápio, ?
- Como não gosta de ruivas?! - retruca alto enquanto passava o
cardápio para ela.
- Não gosto ué. Elas tem cara de safadas. - ) levanta os ombros olhando
para o cardápio. - Acho que vou comer um hamburguer.
- As safadas são as melhores. - reencosta sorrindo na cadeira. Eu já disse
que ele é um desgraçado tamanho XLGGG?
- Poupe-me de seus momentos eróticos, . - jogou o cardápio
nele e olhou pra mim. - Tá quietinho.
- Tô com sono... - eu falei olhando pra
ela.
- Tá fazendo o quê aqui? - ela coloca os pés no colo do que empurrou, mas
ela colocou novamente, ficando nessa guerrinha. - Pára, ! - ela falou e ele
levanta uma sobrancelha.
- Tô... - vendo como você faz pra ter esse corpo de deusa. Ahh cara, não é
possível, eu não assisti filme pornô nem nada, eu acho que esse clima de Barbados
não tá me fazendo bem. - Aproveitando Barbados, oras.
Ela sorriu e bufou tirando os pés do colo de , que sorriu vitorioso, então
ela se levantou e sentou no colo dele, colocando os pés na cadeira do , que
a olhou com uma cara te: 'te conheço?'.
- Estão gostando daqui? - o pai de pergunta no jantar. Já estavam todos
lá, todos mesmo. Menos ela. Ela sempre se atrasa para o jantar. Tá não
se atrasa, mas hoje atrasou. Se eu tô curioso? Nanão, coió. Tô aqui quase
levantando e correndo em direção ao quarto dela de bobo. Droga. Sempre que ela
atrasa é porque algo aconteceu.
Depois de meia hora ela me aparece. E sabem? Prefiria que ela não tivesse
aparecido. É. Leram bem. Prefiro pensar que ela está com diarréia do que saber
que ela deveria estar se agarrando por aí com um cara alto, bronzeado, loiro,
gay, filho de uma égua, tá. Parei.
O que vou dizer? Meu mundo desabou quando eu vi ela entrando sorrindo de mãos
dadas com... Ele. Os três olharam para mim com uma cara que nossa, não vou nem
descrever pra vocês acharem que só ter dó de mim é o suficiente. Me senti
traído. É. Traído. Ela é minha afinal, não quero saber se ela sabe disso ou não,
ela é minha e pronto. Sabem o que é o pior de estar na minha situação? É fingir
que estou feliz por ela, não estando feliz. Caralho (falei mesmo, não gostou,
para de ler), quer dizer que não serei eu o cara que vai tirar tudo dela? Não,
porque sabem, ela era bv, se é bv, é virgem - não coloquem bosta em minha
cabeça, deixa uma criança ser feliz neste momento funerário - se é virgem... Bom.
É virgem. E agora que ela tá com ele, quer dizer que ela vai perder, tipo, TUDO
com ele? Por que, cara? Para de ser egoísta e vai pegar alguém que tenha pelo
menos mais peito que você. Não que a não tenha peitos, tem sim, o suficiente
pra um decote legal, mas o cara pôw, o cara tinha peitos, certeza.
Ficamos calados observando ela apresendar o Jordan para todo mundo. Jordan, nome
mais gay. Humpf. E então ela teve a cara de pau de vir sentar na nossa mesa! Já
tem homem demais na nossa mesa, pra ela ficar trazendo mais um que nem convidado
foi. A mãe dela estava toda orgulhosa de ver a filha com um cara assim. O irmão
dela fez bem em apenas acenar com a cabeça, fiz o mesmo oras! Se ele pode,
também posso. O problema é que eu acho que ela percebeu que tinha algo de errado
comigo, porque diminuiu o sorriso e colocou um falso no lugar dele.
- E aí, Jordan? - já sabia que tinha de esforçar bastante para ser
simpático por mim com... Ele. - O que tu faz da vida?
- Jogo futebol americano nos Estados Unidos. - ele abriu um sorriso idiota para
o , que sorriu simpático e confirmou com a cabeça, mas eu sabia que ele
tava pensando: "quem se importa de verdade, orangotango?".
A ficou calada fingindo que prestava atenção na conversa, só que eu sabia
que ela tava curiosa pra saber o que eu tinha. Vira e mexe, ela olhava para mim,
eu sentia isso, mas eu não olhei para ela em nenhum momento. Quando o jantar
terminou, eu levantei, chamando a atenção de todos:
- Vou dar uma volta.
- Não vai comer sobremesa? - minha mãe perguntou como se eu fosse viciado em
doce e não vivesse sem uma sobremesa.
- Não tô afim, valeu mãe. - e saí andando. Coloquei as mãos no bolso e fui
sentar numa cadeira, perto de um dos milhares bares do hotel. Senti alguém
chegando, mas não desviei a atenção do mar. Tava muito puto pra isso.
- Sozinho? - eu conhecia aquela voz de algum lugar. Olhei pro lado e demorei uns
minutos para lembrar quem era.
- O que faz aqui? - eu perguntei mesmo não querendo saber a resposta. Voltei a
olhar a praia, agora vazia.
- Hum... Meu pai é um dos sócios do hotel, nós sempre passamos o natal por aqui.
- ela respondeu olhando para a praia também.
- Hum... - eu murmurei. Não estava nem um pouco interessado em conversar com
Brookelle Prike. Ela é gostosa. Pra caramba. É um ano mais velha que eu e está
fazendo faculdade de moda. Nos conhecemos num dos shows que o McFly fez num dos
trilhares bares de Londres. Ela sabe que eu sou mais novo, mas sempre deixou
claro que queria algo comigo. Não, nunca teve. Loira, alta, com um rosto
delicado, mas um nariz meio redondo, tinha bochechas salientes e os olhos mel
pareciam verdes, se você não os reparasse bem. Podem falar o que quiser, mas eu
gosto de observar a beleza das mulheres. Se me chamassem para ser jurado de um
concurso de Miss Mundo, sem gayzisse, aquelas garotas todas sairiam de lá
acabadas. Menos Miss Holanda. Eita mulher de tirar o fôlego. Brooke, como ela
fala para eu chamá-la, tem peitos grandes, arredondados e naturais, acredite,
sei que aquilo é natural. É apenas uns 5 cm mais baixa que eu, mas sempre fica
da mesma altura quando estava de salto.
- E você? O que faz? - ela pergunta ainda olhando a paisagem.
- Natal com família e amigos. - eu me limitei a dizer isso, o que mais deveria?
- E o que faz aqui então?
Levanto os ombros.
- Pulei a sobremesa.
Ficamos calados. Uma coisa que diferenciava Brooke, das garotas um ano mais nova
que eu, é que ela não demonstrava querer me pegar logo, isso sempre me chamou
atenção numa mulher. Elas demonstrarem segurança e jogo de cintura, sabem? Elas
querem dar para nós, mas não demonstram. Vocês devem estar se perguntando, "como
é que você sabe tanto dessa garota?", oras, eu também sou filho de Deus então já
dei uns pegas nela durante o ano, sabem como é?
- Afim de conhecer um lugar legal e proibido? - ela se levantou arrumando a saia
branca que usava. Não me repreendi por olhar para as pernas dela. Sou homem,
oras. Olho tudo mesmo.
Proibido. Já disse que sou controlado e programado a fazer coisas proibidas?
Isso me chama a atenção. Eu gosto disso. Suspirei e me levantei. Ela sorriu
inocentemente e levantou a mão, como se fosse para eu dar a mão para ela, foi o
que eu fiz. Me deixei levar.
10.
No dia seguinte eu não acordei mais cedo para ver a fazer ginástica. Acordei de tarde e fui direto pra praia, com os pais. Não estava nem um pouco afim de ver ela com o brutamontes se pegando. Fiquei a tarde inteira aguentando minha mãe conversando com as mães da , , e . Por que mulheres nunca perdem o assunto? Em nenhum momento elas ficaram caladas. Sempre tinha uma falando. Quando chegou perto do jantar, nós subimos para tomar banho, quando estávamos quase entrando no hotel, minha mãe me deu um cutucão.
- Filho, olha a lá sozinha. - eu me virei na direção que ela havia falado e vi realmente a sozinha, observando a praia. - Vai lá falar com ela, ela parece tão tristinha.
Odeio quando a minha mãe dá uma de mãe dos outros. Ela é minha mãe e nunca se preocupou comigo, quero dizer, nunca demonstrou.
- O amigo dela deve estar chegando. - eu levantei os ombros.
- ! - minha mãe me repreendeu. - Olha só a carinha dela! Está na cara que eles não estão mais juntos. Vai lá ver o que ela tem.
Eu bufei e fui. Se não fosse ela iria ficar falando que eu sou o 'legume mais insensível que ela já viu' e blábláblá. Ela começa com umas chantagens emocionais que me matam.
Me sentei ao lado dela, e ela nem sem movimentou.
- Que você tem? - eu perguntei olhando o horizonte.
- Nada. - epa! Esse tom seco... Ferrou. Tá brava comigo.
- O que eu fiz? - fui direto ao ponto. Odeio nhénhénhé e sei que ela também.
- Nada. - retiro o que disse. Hoje ela tá que tá.
- Okay. - falei e me levantei. Comecei a andar em direção à porta do hotel. 3, 2, 1...
- Pera! - ela falou e eu me virei voltando a me sentar no lado dela. Fiquei calado. - Por que você ficou com cara de puto ontem na janta?
- Por que sou um idiota. - apenas falei. Ela não disse nada.
- Eu não estou mais com ele. - ela falou depois de um tempo. - Ele não é o que eu quero.
Não falei nada. Não tinha o que falar. Se eu abrisse a boca, era para falar algo grosseiro. E acho que não quero ser grosseiro num momento desses.
- Onde foi ontem? - ela olhou para mim.
- Dar uma volta. - eu disse olhando o mar. Estava totalmente hipnotizado.
- Sozinho?
- Encontrei uma garota no meio do caminho.
- Hum... - ela voltou a olhar a paisagem.
- Não. - eu falei ao ver ela juntando as pernas em cima da cadeira e abraçando-as.
- Não o que? - a voz dela saiu meio abafada.
- Não peguei ela.
Ela ficou calada. Sabia que ela queria me perguntar isso. Nós dois sempre sabemos o que o outro quer perguntar, mas só respondemos, se acharmos que devemos.
Ela encostou a cabeça no meu braço e suspirou.
- Por que é tão difícil achar a alma gêmea na nossa idade? - ela pergunta. Eu balanço a cabeça negando. Ela já achou a alma gêmea dela, o problema é que ela não enxerga isso.
Ficamos calados apenas observando o sol se pôr, então ela levantou:
- Vamos? - e estendeu a mão para mim, que aceitei. Mas antes de começarmos a andar ela me abraçou. Abraçou forte. - Amo você, . Não esquece disso não, tá?
Eu olhei para ela normalmente, mas por dentro eu estava explodindo. Fogos de artifícios estavam sendo soltos em meu estômago. "fala pra ela, fala pra ela" minha mente berrava, eu abri a boca, mas fechei rapidamente, travei. Drogaaaaaa. Alguém me mata?
Ela viu que eu queria dizer algo, mas não consegui. Sorriu e beijou minha bochecha e então seguimos pra dentro do hotel.
O que poderia estar acontecendo? Imaginem a cena. Eu entrando puto no quarto, fazendo e pularem porque assistiam um filme de tubarões. Um deles desligou a tv e os dois ficaram me observando chutar o criado-mudo.
- Que aconteceu, dude? - perguntou preocupado.
- Aconteceu que eu sou um idiota! - eu falei alterado. - Sou um idiota mor, cara. Quando vocês acham que eu sou idiota, é porque não me conheceram direito. A idiotice aqui é tão grande que nem na APAE eu seria aceito se tentassem me colocar lá.
- Isso nós já sabemos. Qual foi a idiotice que fez?
Ouvimos batidas na porta e foi ver quem era. Passa três segundos e um de cabelos molhados aparece no quarto.
- Que tá rolando? - ele me olha de perfil.
- Ele vai nos contar a idiotice que fez que o deixou assim. - falou voltando a se sentar na cama.
se sentou na poltrona e ficou olhando para mim. Ficamos calados e eu pensava se contava ou não. O negócio é que eu precisava desabafar:
- Ela falou que me ama, sabem? Eu abri a boca para falar o que eu sinto, mas eu travei! - chutei de novo o criado-mudo, que por sorte tem esse nome porque deve aguentar vários acessos de hóspedes como o meu. Os três abriram a boca.
- Ela falou que te ama? - falou com um meio sorriso.
- Falou. - eu murmurei. - Eu não sei bem se é da mesma maneira que eu amo ela, mas ela disse que me ama e então eu fiquei travado lá, como um poste por uns 3 minutos e não saiu nada!
- Caralho. - falou batendo a mão na testa.
- Tá. Nada de pânico. - falou ao ver socar o travesseiro. - Vai ter outra oportunidade. Pelo menos
você tá mais encorajado a falar o que sente. Mas te prepara, ! Não pode ficar vacilando assim!
Eu bati a cabeça umas quatro vezes na porta do armário e depois fiquei pensando. Ideia.
- Nos encontramos na janta! - eu falei abrindo a porta e saindo correndo do quarto.
- Filho! Onde você estava?! - minha mãe nem disfarça para mim chegar de fininho. Não. Tinha de fazer o escândalo e fazer com que todos me olhassem.
- Fui na cidade, mãe. - menti. Menti mesmo. Ninguém pode saber o que eu fui fazer, ninguém, ninguém, ninguém. Okay, parei momento criança de 5 anos.
- Fazer o que? - ela me olhou desconfiada. Suspirei.
- Comprar o presente de natal que faltava, oras.
Ela sorriu e confirmou com a cabeça. Devia estar pensando: "como meu filho é responsável.". Coitada, se ela me conhecesse...
Sentei e os quatro me olharam com uma cara de: "não me convenceu, mané.". Levantei os ombros.
- Fui na cidade comprar o presente da minha mãe, tá legal? - eu falei olhando para cada um, a única que pareceu se conformar foi a , o que pra mim já tava ótimo, uma vez que eu iria contar de qualquer maneira para os três.
- Fui ver o lugar que eu vou entregar o meu presente de natal pra . - falei finalmente para os três dentro do quarto do e do . Eles abriram um sorriso. - Amanhã eu conto pra ela. Vão ver, tô treinando isso a tarde inteira.
- E onde você vai levá-la? - perguntou com um sorriso safado.
- Tem uma praia privada, que ninguém pode entrar, só se pagar uma taxa. Eu pedi pro dono fechar ela na madrugada do dia 24 para o dia 25.
Os três sorriram e começaram a comentar que era uma boa ideia, que gostaram, que não tinha como ela não gostar e nheconheconheco.
- E como é que você vai levá-la para lá? - olhou sério para mim.
- Vamos de táxi até um ponto, daí então vamos a pé. Tá tudo programado, meus caros. - eu pisquei sorrindo e os três riram tacando travesseiros em mim.
Amanhã o dia promete.
Véspera de natal. Os pais e irmãos mais velhos saíram para comprar as últimas coisas que faltavam para a madrugada. Os mais pirralhos foram pra recreação. foi num massagista enquanto as mulheres não se reuniam para irem ao salão de beleza, fazer o que tinham direito.
Eu, , e fomos andar de jet sky e ficar na praia observando as mulheres de todas as idades nos secarem. Temos 18, mas com corpo de 24, ahá.
Passamos o dia inteiro na praia aproveitando o que há de melhor e quando deu 5
horas nós subimos para o hotel, porque o jantar era às 20:00 e o demora anos para se arrumar. Encontramos com nossos pais jogando bilhar, ficamos lá por uns 40 minutos e então subimos de verdade.
- Vê se não demora, princesa. - eu zoei o , que me mandou o dedo do meio rindo. A festa era a rigor. Vi se atrapalhar todo com o botão da calça dele. Sequei meu cabelo, e me arrumei o meu melhor. Hoje seria marcado para a eternidade. Era 8:15 quando nós quatro descemos, arrancando suspiros pelo caminho e quebrando os pescoços de várias mulheres. Quando nós chegamos, todos os homens já estavam lá, nossas mães, menos a da e a irmã menor de .
- Mulheres demoram uma década. - Sean falava olhando para a namorada, que dá um tapinha no braço dele.
Ficamos comendo os petiscos e observando as mulheres ao redor, maluco, não sei se elas são de Barbados, mas lá tinha muita mulher bonita. Mas eu só queria uma, para o azar de todas. E ela não estava alí. Até agora.
- Como a está linda. - ouvi a mãe do falando e me virei para porta.
Quando eu a vi entrando com a mãe dela, foi como se meu mundo parasse. Ela estava perfeitamente perfeita. Os cabelos estavam bem presos num coque diferente e tinha algumas mechas caindo ao rosto. Usava um vestido longo, amarelo, que mostrava as costas dela por inteiro, até a cintura. Segurava uma carteira branca e sorria para as pessoas que a reconheciam. Olho para o lado e vi que muitos homens babavam por ela.
- . - ouvi me chamarem. Olho para o lado e vejo o pai da em pé sorrindo. - Vamos lá salvá-las dos olhares comestíveis. - ele piscou e foi em direção às duas. Olhei surpreso para os três, que riram e me empurraram na direção que o pai da foi. Ela conversava com algumas
fãs, que a pararam para tirar foto. Fiquei esperando ela terminar de autografar o lenço das meninas, nesse meio tempo o pai dela sorriu e piscou pra mim, dando dois tapinhas no meu ombro. - Cuida dela, .
"É o que eu faço de melhor" pensei e sorri para ele.
- Está lindo, . - a mãe dela falou beijando meu rosto.
- A Sra. também. - eu falei beijando a mão dela. Hoje eu estou me sentindo o próprio Leonardo DiCaprio em Titanic. A diferença é que minha Rose é infinitamente mais linda e gostosa. Eles vão em direção à nossa mesa e eu me viro para , que terminava de tirar uma foto e então olha para mim sorrindo. Dá tchau para uma
fã e segue até mim.
- Nem te reconheci, . - ela falou divertida.
- Olha só quem fala. - eu a olhei de corpo "uau" pensei. Ela corou e deu um sorriso sem graça. - Está maravilhosa.
- A-ah...brigada. Você também está lindo. - ela falou totalmente sem graça. Sorri e ofereci o braço à ela, que aceita sorrindo.
"Morram de inveja, palermas" foi o que eu pensei ao ver vários caras olhando para mim com uma cara de serial killer.
- Vocês sabiam que ficam lindos assim, juntos? - a mãe do falou sorrindo, sem brincadeira? Eu acho que nunca havia dado o sorriso que eu dei aquele momento. Nossa, quem visse achou que eu tinha ganhado na loteria sozinho, não sei. Na boa, tia Debby, fez meu dia.
Olhei de relance para , que deu um pequeno sorriso e corou. Deixa eu repetir, deu um pequeno sorriso e corou. Não não, de novo vai, deu um pequeno sorriso e corou. AE! Agora vou traduzir: esta é a melhor maneira de saber que ela tá afim de você. Ela tá afim de mim, capotem por mim, porque isso é coisa de gay e de gay, huh, acreditem, de gay não tenho nada.
A tia Regina quis que quis tirar uma foto de nós dois. Eu sorri e concordei com a cabeça, assim que disse: "tudo bem".
Eu sentia que o mundo inteiro agora gostaria de estar em meu lugar. O quadril da parecia ter aumentado com aquele vestido, sem brincadeira. Aquilo me deixava louco. Ela tava perfeita, ela é perfeita, eu sei, mongos, mas naquela hora...
Vou saber como explicar?! Imagina ela com aquele vestido com as costas expostas e o cabelo ainda preso, é de enlouquecer qualquer um. Vi aquele Jason, é Jason? Ah, dane-se. O vi com uma cara perturbada. SE FUDEU! HAHA.
Nós tivemos uma janta bastante agradável e divertida. Eu estava ficando cada vez mais nervoso com o presente da . Tinha de estar tudo perfeito, ia estar tudo perfeito.
Meia-noite. Trocamos os presentes.
- Obrigado pela cueca de oncinha, . - eu falei irônico, enquanto todos raxavam com a minha cara. -
Era tudo o que eu queria, pode crer.
- Eu sei, por isso mesmo que comprei. - ele falou rindo.
- Espero que faça tão bom proveito do meu presente quanto eu farei do seu. - eu falei com um olhar sapeca.
e começaram a rir mais ainda e parou, indo abrir meu presente. Muitas risadas. Tipo, risadas demais, sacam?
Adivinhem o que dei à ele? É bem útil e prestativo, principalmente quando se está carente.
- Lindo seu vibrador rosa, . - falou rindo enquanto vinha em minha direção. Parou na frente dele e pegou o objeto. - E feminino, muito legal. Tenho certeza de que vai usufruir bastante dele. - ela piscou, o fazendo mostrar a língua e nós rirmos.
- Se está com tanta inveja, dou ele à você. - ele falou sarcástico. Ela riu e negou com a cabeça:
- Não vou tirar seu novo hobby, , não se preocupe, me dá um da coleção dele. - ela olhou divertida e nós rimos mais alto ainda. Ele parou de rir e mandou o dedo para ela, que fingiu pegar e colocar entre os peitos. Sentou do meu lado e me entregou um embrulho pequeno. - Feliz Natal, . - ela sorriu. - Pode abrir sozinho? Tipo, mais tarde?
Eu olhei o embrulho confuso e confirmei com a cabeça. O que seria aquilo? Parecia uma moldura de foto, não sei. Não era grande. Mas não era minúsculo.
Me levantei. Era agora. Me desejem sorte, por favor. Boa sorte, . Obrigado. Ela olhou para mim confusa e os três me olharam calados:
- Você pode ir comigo num lugar? - eu perguntei inseguro. Ela fez uma careta mostrando que não estava entendendo nada. - É meio que importante. Eu queria te mostrar um lugar.
Eu a fiquei olhando e ela levantou os ombros, se levantando em seguida e olhando para os três, que levantaram os ombros demonstrando que não sabiam de nada...
O caramba, eles sabiam de tudinho.
Eu sorri e levantei a mão, pedindo para que ela me desse a mão, ela o fez e nós saímos sem dar satisfação à ninguém. Olhei para e este piscou, sabia que ele ia dar um gato na galera.
Levei a em direção à saída do hotel, ela me lançava olhares confusos no caminho, mas não perguntava nada.
O táxi já estava lá, como marcado. Eu já havia o pago e combinado tudo com ela, a moça, sim, uma mulher, confio mais nelas, apesar de tudo, me pareceu bem profissional e legal. Ela tinha 52 anos, e trabalhava com o táxi por hobby, mas quem quer saber dela? Eu falei pra ela o meu plano e ela simplesmente sorriu, dizendo que iria nos buscar lá no lugar onde eu iria levar a , ela me passou o celular dela, e falou que eu nem precisava esperar ela atender, quatro toques e ela vinha. Foi muito gentil da parte dela, e nem me cobrou tão caro.
Abri a porta para a , que sorriu agradecendo e entramos no carro.
- Boa noite - a mulher falou, observando a pelo retrovisor e então para mim com um sorriso fraternal.
- Boa noite - nós dois respondemos.
- Indo aproveitar o começo do natal? - ela perguntou sorrindo. olhou para mim esperando que eu respondesse, mas eu nada fiz, sabia que era para ela responder.
- Bom... - ela falou insegura. - Acho que sim. - e deu uma risada sem graça.
- Quando eu tinha a idade de vocês, costumava passar a madrugada inteira com meu namorado. - ela falou sorrindo para pelo retrovisor. Ela sorriu.
- Err...nós não-- ela parou pra pensar. - Nós não somos namorados.
Não sei porque, mas ela não me encarou depois disso.
- Ah, mas que pena, vocês dois formam um dos casais mais lindo que eu já vi em minha vida, e acredite, não sou nada jovem. - e então deu uma risada. abriu um sorriso sem graça e olhou para a paisagem. Ficamos calados, até a mulher parar onde havíamos combinado. olhou confusa para o lugar, deserto, sem poste de luz nem nada. Olhou para mim, querendo saber se estava realmente no lugar certo. Eu sorri e abri a porta, indicando que sim, era aquele lugar.
- Err..Boa noite e feliz natal. - falou sorrindo para a motorista.
- Feliz Natal, criança. - ela falou sorrindo. - Não deixa um desses escapar não. - eu ouvi e sorri, estava observando a paisagem. Mulher gente fina, eu disse.
se pôs ao meu lado e a mulher saiu com o táxi, sumindo de vista na estrada já totalmente escura.
- É aqui? - ela me perguntou olhando apenas o mar.
- Não. Temos de andar um pouco. - eu falei. Ri com a careta dela, tenho certeza que ela se martirizava por ter usado aquela sandália. - Tire a sandália. - eu falei sorrindo. - Não vamos pisar em nada perigoso, acredite.
Ela parou e olhou para mim, então levantou um pé, tirando a sandália, segurei a mão dela, para ela me usar como apoio enquanto tirava o sapato. Respirei fundo. Estava chegando o momento. O momento que eu tenho me preparado a cinco anos. Ela me deu a mão, indicando já estar descalça e nós fomos andando por uma escadaria, coberta por uma fina cama de areia macia e gelada. Passamos por debaixo de uma pedra preta enorme e do outro lado dela estava a praia.
Vi os olhos dela brilharem com a paisagem, olhou para mim sorrindo:
- É maravilhoso, . - ela levantava a barra do vestido para andar e foi à frente, enquanto eu apenas a seguia sorrindo.
Mais à frente, ela parou abobalhada. Ali, ali começava tudo.
- Feliz Natal, . - eu falei logo atrás dela, que me olhou abobalhada.
11.
Vou te descrever exatamente o lugar. Uma praia minúscula, na qual você consegue andar de uma ponta à outra em 15 minutos. Um grande penhasco atrás de nós, e do outro lado, a imensidão do mar. Do lado oposto onde chegamos, uma pequena casa estava levantada. Era azul e totalmente exposta, quero dizer, parecia que 70% da casa era composta por vidro. Por isso aquilo era uma praia particular. Ninguém quer realmente ver o que os donos da casa fazem dentro dela. Pedi que montassem meio que uma passarela, com velas dos lados, do meio da praia, até a entrada da casa, que estava iluminada levemente e cobrissem a passarela com pétalas de rosa branca e vermelha.
me olhou maravilhada, não conseguia sorrir mais do que já estava, mas sei que estava tentando. Abria e fechava a boca não sabendo o que falar. Fiz uma reverência - eu estava inspirado, falou? - e ergui minha mão, fazendo com que ela colocasse a dela por cima da minha e a guiasse até a entrada da casa. De fora dava para sentir o cheiro de lavanda misturada com o perfume das flores que estava espalhadas pelo chão.
Abri a porta da casa, e deixei-a entrar primeiro, entrando logo atrás e fechando a porta atrás de mim e trancando-a. Ela olhou maravilhada para o lugar, que estava cheio de flores e velas.
- Não acredito que fez tudo isso. - ela falou sorrindo e olhando ao redor.
- Tudinho. - disse observando as costas dela e ficando louco com isso. Ela se virou para mim.
- Por que isso?
Silêncio. Era agora. Desembucha, , ANDA! Tem de ser agora, vai ser agora, se você não falar, eu vou te dar um soco.
Eu suspirei e me aproximei dela, ficando pouco mais de meio metro de distância.
- Eu-- eu comecei a falar e ela ficara quieta, me olhando. Suspirei novamente, fechei os olhos e pensei. Então abri-os e olhei nos olhos dela. - Porque eu te amo.
Pronto. Falei. Gritos de aleluia, fogos de artifício, até a imagem de Deus com uma cara de "até que enfim, seu covarde".
Ela sorriu para mim.
- Eu também te amo. Sabe disso.
Droga. Não não. Putaqueopariu. Entendeu errado. NÃO NAT! Entenda certo, por favor, vai.
- Não é bem dessa maneira que eu te amo, . - eu falei desconcertado. Ela começou a desfazer o sorriso e isso estava realmente me desencorajando, pensa em algo bom e manda bala, , anda! Suspiro e fecho os olhos. - Eu te amo, como jamais amei ninguém. Não é amor de infância, amor adolescêntico, amor de amigo, amor de mãe, amor de família. - abri os olhos. a encarei - É amor de verdade.
Eu não sei dizer o que ela tava sentindo, porque o rosto dela demonstrava muita coisa ao mesmo tempo.
- Eu te amo desde o momento em que trombei com você no shopping à dois anos atrás. Te amo tanto que nem ao menos conseguia viver minha vida, sem ver você em algum lugar. Te amo tanto que na época que fiquei doente depois que você foi embora, agora em julho, foi porque eu não tinha te contado sobre meus sentimentos. Te amo tanto que nem sei exatamente o tanto que te amo. - eu parei. Ela colocara as mãos na boca e arregalara os olhos. - Fala alguma coisa, por favor. - eu disse baixo. Não estava conseguindo suportar aquele silêncio. Estava me atormentando.
Ela não falou nada, ficou olhando para mim, como se fosse uma estátua. Então ela tirou as mãos da boca e tentou falar:
- E-eu-- n-não. V-você. - ela gaguejava e não falava nada com nexo. Eu olhei para ela confusa, me aproximei e ela deu um passo pra trás, com uma cara de quem tá com medo.
Medo estou eu de passar esse carão e ainda levar um toco.
- Só fala que sente o mesmo, por favor. - eu falei para ela, que olhava para o chão agora.
- E-eu-- -, v-você, ahh, seu idiota. - aquilo me matou. Ela me chamou de idiota? - Por que você se declarou? Não, não, está errado! - ela se virou de costas. Então seria assim? Nós terminaríamos dessa maneira? - Isso acabará com a nossa amizade e-- você é um idiota, !! - ela gritou me empurrando e saindo correndo, destrancando a porta, que eu havia deixado com a chave. Meu mundo caiu naquele instante. Não queria mais viver. Não mesmo. Ela me deu um toco legal. E tinha razão, como eu havia sido um idiota, acabei com a nossa amizade por causa disso. Eu acho que agora percebo que ela só me quer como amigo. Todas aquelas trocas de afetos, era porque ela me considera um irmão.
Não saí do lugar, depois que ela saiu, fiquei parado, olhando para o chão. Eu estava sozinho mesmo, não tive medo de esconder as lágrimas, que começaram a sair assim que ela fechou aquela porta.
- , seu idiota. - eu falei pra mim mesmo, limpando as lágrimas na manga da camisa. - Você é um idiota dos grandes.
Fiquei ali por mais um tempo, até que quando me viro para sair, me surpreendo.
- -nat? - eu falei não acreditando. Ela estava arfando, como se tivesse corrido a maratona, com o rosto inchado e os olhos vermelhos, não devia estar muito diferente. Ela levantou a barra do vestido e veio correndo até mim.
- Você é um idiota. - ela falou e em seguida me beijou.
.............................
Ela me beijou.
Foi o melhor beijo que já dei em minha vida. Ela colocou uma mão em meu rosto e a outra em minha nuca e estava nas pontas dos pés e eu enlacei a cintura dela, a puxando mais contra mim. Paramos o beijo arfando e eu olho para ela confuso.
- Você é um idiota. - ela fala encostando a testa dela na minha. Eu fechei
olhos. - Um idiota muito grande. Mas eu sou mais idiota ainda por corresponder
você.
Abri os olhos na hora. NA HORA.
Olhei-a surpresa e senti que ela corou, apesar de não conseguir distinguir
porque o rosto dela já estava vermelho. Sorri. Sorri demais e a beijei
novamente, fazendo com que ela se surpreendesse e então me retribuisse.
Eu estava tendo o melhor momento de minha vida. Ela estava em meus braços. A mulher de minha vida. O amor que eu tanto sonhei. A peguei no colo e a levei em direção ao quarto, fechando a porta com o pé.
O quarto não estava iluminado. Mas estava arrumado. Eu honestamente, não planejei nada de virmos para o quarto. Eu apenas pensava que iríamos ficar juntos sentados no sofa, aproveitando o momento um do outro. Mas agora estávamos aqui, no quarto. Eu deitei ela lentamente na cama, não parando o beijo. A luz do luar iluminava o quarto não tão grande. Ela tirou meu terno, enquanto nos beijávamos e eu desabotoei minha camisa, enquanto ela acariciava meu rosto.
Em poucos minutos eu estava só de boxer e beijando o pescoço dela, pronto para tirar a alça do vestido que tanto me perturbava. Parei o beijo e olhei para ela, que apenas retribuiu o olhar.
- Você, quer mesmo isso? - eu perguntei inseguro. Aquilo era tudo o que eu queria, mas e ela? Ela ainda era virgem, talvez não quis--
- Se eu não quisesse, não teria voltado. - ela falou sorrindo. Okay. Calei a boca. Chupa essa manga, . Pára de pensar bosta e faz o que sabe fazer de melhor, sem putaria.
Eu sorri e voltei a beijá-la. Desci para o pescoço dela e desci a alça do vestido. Beijei o ombro inteiro dela, e ela enlaçava-me com as pernas. A puxei, fazendo com que se sentasse e tirei o vestido dela. Não possuía zíper, nem botão para atrapalhar meu caminho. Parecia ter sido feito para essa ocasião. Olhei-a de corpo e ela corou, dando um sorriso tímido. Ah, como eu queria aquilo. A beijei com amor. Sinceramente, aquela era a primeira vez que eu fazia sexo sentindo amor. Eu nunca tive medo de nada na hora do vamos ver, mas naquela hora, eu era o cara mais inseguro do mundo. Era como se ela fosse uma boneca de porcelana de luxo e que só existe uma no mundo inteiro.
Vira e mexe, ela suspirava. Eu desci para o colo dela, e em seguida fui descendo o caminho da felicidade. Ela gemia baixo, o que, não vou mentir, me deixava louco da pedra. Cheguei à calcinha e tirei-a lentamente. Ela olhava para o teto, sabia que estava com vergonha de me encarar. Abri delicadamente as pernas dela, o que a fez se mexer desconfortável, mas não parei. Passei um dedo de leve na vagina dela, a fazendo gemer e se contorcer de leve. Em seguida abaixei e passei minha língua mais profundamente, o que a fez gemer mais alto e formar um arco com o corpo. Sorri. Ela estava totalmente dopada. Fiz um pouco do meu trabalho e em seguida subi beijando o corpo dela, parando em seus lábios.
Ficamos trocando carícias por um tempo, até que eu decidi pegar a camisinha. A minha vontade era de fingir que esqueci, mas não ia fazer isso justamente com ela. Ela pegou o pacote da minha mão e se sentou, me fazendo deitar e ficando por cima de mim. Ela mesma abriu o pacote e colocou o preservativo lentamente, como se quisesse me dar prazer, o que estava conseguindo. Na verdade, era eu olhar para ela e o prazer vinha à tona.
Nos beijamos por mais um cinco minutos, sentindo a mão boba um do outro, até que a deitei na cama lentamente e me apoiei num braço e com o outro, acariciei o rosto dela, iluminado pela luz do luar, ela fez o mesmo comigo, sorrimos um para o outro e trocamos um selinho. Com apenas uma troca de olhares nós dois perguntamos e respondemos se estávamos prontos. Penetrei-a lentamente, ouvindo um gemido de dor vindo dela. Parei nervoso, ela arfou por uns segundos e então pousou uma mão em meu braço e outra em meu ombro.
- Continua... - ela falou com os olhos fechados. Eu lentamente voltei a me movimentar, ela soltou mais alguns gemidos de dor, mas logo parou. Agora nós dois gemíamos de prazer e nos movimentávamos juntos naquilo que chamam de dança do amor. Agora sim eu entendi isso. Dança do amor, isso só é considerado uma dança, quando amamos mesmo a pessoa. E eu amo a . Mais do que tudo nessa vida. Aquilo era como um sonho realizado. Pornográfico, sim, mas um sonho. Ela em meus braços, eu a sentido, ela retribuindo. O melhor de amar, é ser amado. Isso eu posso garantir.
Eu agora me movimentava mais rapidamente e ela mesma pedia por mais velocidade. Arranhava minhas costas e eu beijava o pescoço dela. Os gemidos dela estavam me deixando loucamente extasiado. Cada vez que ela soltava um, eu penetrava mais e mais, a fazendo quase gritar de prazer.
- Ahhhh .. - ela falava de vez em quando. Eu sorria cada vez que ouvia a voz extasiada dela falar meu nome. Ela avisou que estava por vir e eu aumentei a velociade, gemíamos de prazer, eu abri os olhos e vi a expressão no rosto dela. Satisfação. Era isso o que eu estava sentindo. Apenas naquele momento eu vi o quanto aquilo não era um sonho e sim ele sendo realizado na realidade. Gozamos e eu estoquei por mais algumas vezes, então parei, me retirando de dentro dela e deitando no colo da garota, com a boca levemente aberta, procurando por ar.
Ouvi o coração dela bater forte e rapidamente. Aquilo me fez feliz. Deitei ao lado dela e ela virou para mim, nos cobri com um lençol, pois, como vocês já devem ter imaginado, o calor estava bravo. Nos beijamos lentamente, como nunca e então encostamos nossas testas uma na outra. A puxei mais para perto e ela apoiou o braço em meu peito, e encostando a cabeça em meu ombro. Fiquei acariciando as costas dela e ela meu peito. Ficamos olhando para o teto, tentando normalizar a respiração.
- Eu te amo. - ouvi a voz dela. Nunca me senti tão bem e feliz em toda minha vida. Nem quando o McFly assinou o primeiro contrato com uma gravadora me fez tão feliz quanto ouvir essas três palavras que ela mencionou.
Eu a olhei sorrindo e então beijei a testa dela.
- Eu amo você. - falei sorrindo. Ela fechou os olhos e subiu um pouco para fazer com que os lábios dela encontrassem os meus. Nos beijamos e então ficamos calados e quando a olhei novamente, ela estava num sono tranquilo e bonito. Tinha um sorriso nos lábios, que dava uma beleza a mais. Beijei o topo da cabeça dela e fechei os olhos, indo apostar com o sonho que ele não seria nada melhor do que o que acabei de passar.
Logo que acordei, olhei para o lado com medo de tudo aquilo que passei na noite anterior tenha sido um mero sonho. Mas adivinhem. Não fora. Ela estava alí, deitadas de bruços no outro lado da cama, com as lindas costas lisa virada para cima, os braços encolhidos, ela deitara em cima deles e tinha o rosto virado para o lado oposto de mim. O lençol cobria apenas até um pouco acima da cintura dela, expondo por inteiro aquelas costas que eu tanto amo. Sem brincadeira, qualquer pessoa enlouqueceria só de ver as costas da . Sérião. É de matar. Ver ela de biquíni é totalmente diferente de ver ela assim, nua. Tem um charme a mais, com certeza.
Me aproximei e beijei os ombros desnudos dela. Ela se mexeu, mas não saiu da posição que estava. Sorri e dei mais beijos. Coloquei meu tronco por cima dela, apoiei um braço no lado dela e outro no outro lado e beijei a bochecha e pescoço dela. Ela soltou um suspiro de leve e sorriu.
- Você não vai me deixar em paz enquanto eu não acordar, não é? - ela disse com uma voz de quem acabou de acordar. Uma voz sexy, acreditem. Estava meio rouca, não sei. Eu sorri:
- Não. - e me inclinei mais para perto e continuei beijando o pescoço dela. - Por quê? Quer que eu te deixe em paz?
Ela soltou uma risada. Abriu os olhos e me olhou.
- E se eu disser que quero? - deu um sorriso maroto. Oras, dei o meu sorriso maroto também e falei:
- Eu vou fingir que não escutei e continuarei a fazer o que estou fazendo. - dei um selinho nela. Ela riu e se virou para mim, colocando os braços dela em volta de mim e me puxando para mais perto dela.
- Então já sabe a resposta. - ela falou com os lábios grudados no meu. Eu sorri e continuei a beijando.
Nos paramos de nos beijar e eu ainda estava um pouco em cima dela, mas ela nem ao menos ligou para isso, eu não estava pesando de qualquer maneira. Ela acariciou meu rosto sorrindo e disse:
- Bom dia, .
Eu sorri.
- Bom dia, meu amor.
Ela soltou uma risada gostosa e me puxou abraçando-me.
- Meu amor... - ela falou como se admirasse o que ela própria falava. Voltou a olhar em meus olhos sorrindo. - Meu amor. - ela repetiu só que agora certa.
Eu sorri e deitei ao lado dela.
Depois de algumas horas aproveitando um ao outro, nós decidimos finalmente voltar para o hotel e aproveitar o natal com a família. Até que eu me lembrei do presente dela:
- Espera, ! - eu falei correndo atrás dela, que já estava no meio da praia. Ela se vira sorrindo. Parecia cena de cinema. Ela, com os cabelos soltos e bagunçados, o vendo os bagunçando ainda mais, o vestido longo e os sapatos à mão. E o melhor, o sorriso dela. Já comentei que é o sorriso mais meigo e sincero que já existiu na face da Terra? Pois então, é por aí. Fui até ela depois de ter trancado a casa inteira e parei de frente à ela. - Eu meio que fiz dois presentes para você.
Ela sorriu mais e me olhou curiosa.
- E o que seria o segundo presente? O de ontem foi perfeito, obrigada. - ela falou arrumando os cabelos que cismavam em ser levados com o vento.
- Ontem não foi um presente. Foi apenas algo que eu fiquei com vontade de fazer. - eu levantei os ombros. Ela me olhou com uma cara divertida de "tá bom. acredito." eu ri: - Tá legal, foi para me declarar, mas o que vale é o presente de hoje. Eu fiz dois. Um no caso de você me dar um pé. - entreguei para ela, que recebeu rindo pelo meu breve comentário.
Ela abre e vê um álbum. Um álbum que minha mãe chama de ScrapBook. É um álbum de fotos, com detalhes nelas e as páginas são totalmente diferentes, sei lá. Eu mesmo fiz, é meio gay, mas o meu ficou bem macho, acreditem. Ela abriu o álbum com a boca aberta e a expressão surpresa no rosto e me olhou sorrindo:
- Que lindo, . Obrigada. - ela sorriu mais ainda, se é que dava, me dando um selinho.
- Por nada. Esse é o meu presente no caso de você não me dar um pé. - eu entreguei à ela um pacote totalmente menor agora. Ela me olhou sorrindo e pegou o pacote, o abrindo. Quando viu o real presente quase capotou, tenho certeza, eu a conheço. Me olhou boquiaberta e com os olhos vidrados.
- Ai, meu Deus... - ela falou. Eu sorri.
- Namora comigo? - falei sorrindo. Ela segurava uma caixinha de veludo preta, que continha duas alianças de platinum. Nada prata, prata é coisa de casal normal e de normal nós dois não temos nada. Ela deu um gritinho e pulou em cima de mim rindo. Eu nem sei explicar o que eu senti naquele momento, mas o melhor mesmo é aqui ó:
- Sim! Sim, sim, sim! - esse foi o melhor dos melhores momentos. O que ganhou o Oscar como melhor momento da minha vida. Eu a levantei e a girei em meu colo. Ela pegou em meu rosto e distribuiu beijos por todo meu rosto. Eu ri e a beijei.
- Vamos, namorada, fique parada por um segundo para eu colocar tua coleira. - eu falei brincando. Ela soltou uma risada gostosa e levantou a mão direita.
- E cadê sua coleira, namorado? Só eu tenho de usar? - ela olhou para mim com um sorriso maroto, eu devolvi.
- Claro, a famosa e idolatrada aqui não sou eu, meu amor. - eu dei um selinho nela e ela riu:
- Ah é, tudo bem, essa desculpa foi boa. Cadê a coleira? - ela enlaçou os braços em meu pescoço. Eu ri e dei um selinho nela, antes de tirar minha aliança do bolso do meu terno e colocando em meu dedo. - Muito chique sua caixinha.
- Eu gastei todo meu dinheiro com a sua. - eu brinquei e ela riu alto.
- Seu pobre, vamos logo. - me deu a mão e eu ri, pegando os sapatos dela e levando para ela, enquanto ela carregava o álbum. Eu já havia ligado para a taxista vir nos pegar e ela já estava a caminho, fomos de mãos dadas até o local onde nós havíamos descido no dia anterior e esperamos 10 minutos até o táxi aparecer.
12.
- SEU FILHO DE UMA MÃE! - gritou rindo logo que eu cheguei no quarto. Eram, tipo, 11 horas e eu tinha de me arrumar para o almoço. Eu cheguei as 11 no quarto né, porque fiquei enrolando no quarto da um pouco, um pouco eu digo, é uma hora e meia, mas quem realmente se importa? Nossos pais. A mãe dela ligou no quarto dela e quando viu que eu estava lá, mandou eu ir correndo para meu quarto me arrumar para o almoço que seria meio-dia em ponto. E eu tive de ir né. Ficamos nos beijando por cerca de mais cinco minutos até a mãe dela ligar novamente e me ameaçar ir me buscar. - FILHO DE UMA MÃE MESMO! - ele pulava em mim rindo e eu com ele. - Temos que ligar para os dois! - ele falou pegando o telefone no lado da nossas camas. Porque homens são tão fofoqueiros? Principalmente os da espécie , e . Esperou um tempo depois de ter discado o número e gritou: - VEM PRO QUARTO QUE O CHEGOU! - e desligou. Eu ria com a
espontaneidade dele e não deu três minutos então ouvimos várias batidas fortes na porta. O abriu e um e um já prontos apareceram correndo e me olhando com emoção.
- E aí? - falou se sentando na poltrona que tinha no quarto. Eu sorri e mostrei minha mão direita aos três.
- FILHO DE UMA MÃE! - os três gritaram e vieram fazer montinho em mim, que na real, nem liguei. HAHA, eu estava oficialmente namorando, nada iria estragar minha vida, porque todos os meus dias seriam felizes com a do meu lado. Estou parecendo um cara retardado por causa do amor. Bem, estou meio pinel por causa disso mesmo.
- Como é que foi? Vocês dormiram juntos, ou DORMIRAM juntos? - falou ansioso e meteu um tapão na orelha dele. - Aught, , qual é a tua? Eu quero saber, falou?
riu e começou a discutir com .
- Eu fiz tudo o que podia e não podia com ela. - eu falei maroto e os três pararam
instantaneamente.
- FILHO DA PUTA! - agora a surpresa foi feia. Eu comecei a rir demais e eles fizeram outro montinho em mim.
- Quer contar como foi? - falou mais que ansioso. meteu um tapão na orelha dele de vingança.
- Eu não vou falar o que fiz com ela. Falou! - eu falei me levantando, pegando minha roupa e indo para o banheiro.
- COMO NÃO? - falou alto. Eu olhei para ele. - Você sempre nos falou o que fez com as garotas que ficou.
- Acontece que a não é como essas garotas, meu caro. - eu falei com um sorriso. Parei. Okay, fiz aquilo só para deixá-los putos. - Eu me declarei para ela, ela disse que eu era um idiota e que eu estraguei toda a nossa amizade e tudo mais. Foi horrível, cara. Eu fiquei desesperado e triste, e...
Desesperado e triste, sei lá, foi terrível e de repente ela aparece novamente dizendo que também era idiota por me retribuir e então me beijou. - eu falava e cada vez mais os três abriam a boca. - É, foi bizarro, eu sei, mas depois disso nós fomos direto para o quarto e bom. Esqueçam a próxima cena. - eu falei logo que vi a cara de surpresos dos três.
- Caramba. - falou boquiaberto. - Então vocês estão oficialmente juntos?
- Oficialmente. - eu falei sorrindo. Os três vieram me dar um abraço, mas desistiram quando viram que eu não havia tomado banho ainda. Eu só bufei rindo e entrei no banheiro.
Eu terminei de me arrumar e os três me esperavam no quarto, assistiam um programa idiota na tv e logo descemos. Foi engraçado chegar lá e dar de cara com a mãe da vindo me abraçar feito uma desesperada:
- Eu estou sabendo! Meu novo genro! - ela apertou minhas bochechas sorrindo. , e ficaram rindo da minha cara, junto com o resto do pessoal, , para variar ainda não havia chego e eu tive de aguentar tudo. - ela me contou pelo telefone, belo presente de natal. - ela sorriu para mim. Vi o pai dela se levantando com um sorriso:
- Estou feliz por ela ter te escolhido. Pensei realmente que ela fosse escolher um qualquer apenas para me irritar. - ele sorriu dando tapinhas nas minhas costas, eu abri um sorriso nervoso. -
Bem-vindo à família, .
- Obrigado, Sr. . - sérião. Que pai gosta do genro logo de cara? Meu sogro, lógico. Haha, sogro, caralho, eu tenho um sogro. Me respondam, quem é que consegue fazer o pai da namorada dizer que está feliz por ele ser o namorado dela logo de cara? Eu consigo. Você é demais, , caramba. Se superou dessa vez. Obrigado, , generosidade sua.
Sorri e logo vi minha mãe vindo me abraçar:
- Pensei que você não ia pegar o jeito, meu filho! - ela falou me abraçando forte, o problema é que todo mundo ouviu o comentário básico dela. - Ainda bem que escolheu a para ser minha nora, não poderia ter escolhido melhor. - ela segurou em meu rosto e beijou minha bochecha. Eca, ela só faz isso na frente dos outros quando está muito feliz.
Eu tentei parecer o mais animado possível, cumprimentei todo mundo e quando eu ia me sentar, a minha mãe, com as outras mães me fizeram levantar para verem a minha aliança. Mães, parece que nunca namoraram um filho. Elas ficaram me segurando até a chegar, então pareceu que eu simplesmente não existia mais, sacomé? Ela estava absolutamente
esplêndida, se é que minha opinião vale. Com um vestido tomara que caia - tomara mesmo - que a Carrie disse uma palavra francesa que me lembra balão, não me façam falar, vai ser vergonhoso. Era vermelho com uma faixa branca e um sapato branco. Ela tinha uma faixa na cabeça, branca, o que a deixou, sei lá, com cara de inocente. E isso é
incrivelmente sexy.
Ela chegou olhando para os pés, até nossas mães darem um gritinho de felicidade - que se fosse homem ia dar na cara que não jogavam no meu time - e se levantaram animadas e tirando máquinas fotográficas da bolsa. Eu já comentei que elas me dão medo por serem tão ninjas? De onde elas tiraram máquinas? Quando foi que a minha mãe comprou uma máquina? Ela nem sabe mandar mensagem pelo celular! Quem foi que ensinou?
Eu observei a olhar para o nosso lado assustada e depois dar um sorriso sem graça, olhou para mim, que estava sentando ao lado dos três, que, por acaso estavam raxando com a minha cara. Ela veio toda tímida até nós e foi literalmente puxada pelas mulheres da outra mesa, pedindo para ver aliança e felicitar. Parecia até que eu havia a pedido em casamento, o que eu faria, se fosse tão retardado. O irmão dela meio que não ligou que era eu o bastardo que ia tirar a irmãzinha xodó dele. Ele me cumprimentou normalmente, mas não foi
espontâneo como o resto do pessoal. A Kim, irmã do , estava brigando com ele, porque ela queria que ele namorasse a , ele só ria e tirava com a cara dela, quero dizer, ele nunca ficaria com a , e ele também não era nem louco de pensar nessa possibilidade. Eu fiquei olhando o movimento das mulheres, para ver se a dona falava algum podre meu, antes mesmo de eu fazer um dia decente de namoro. Ah, fala sério, que mãe não deixa escapar que o filho só toma leite em determinada xícara, ou que não pode comer tal coisa, senão dá alergia ou algum podre que ele passou quando era menor? Minha mãe é daquelas que gosta de falar das garotas que eu levava para casa e esquecia que ela estava lá, então eu meio que era obrigado a apresentar - o que sinceramente, me ferrava, porque as meninas sempre achavam que eu já as estava pedindo em casamento. - e aí minha mãe sempre ficava comparando as antigas, com as atuais. Não vou falar ex, porque elas nunca foram algo meu, apenas, ah, sei lá, uma distração? Okay, pareci um filho da puta agora.
- ! - ouvi a voz da minha mãe me chamar, eu olhei para ela e de relance vi com um olhar de: "me ajude, pelo amor do que é mais sagrado." eu ri internamente, até minha mãe continuar falando: -
Vem aqui, filho, quero uma foto de vocês dois.
Ai não. Fodeu.
Eu sei, eu sei, não há mal nenhum tirar foto com a nova namorada que ambos os pais amam e blábláblá. Mas isso é para quem não tem mães como as nossas e pais que deixam as nossas mães serem como são. Com certeza minha mãe vai colocar no myspace dela e a tia Regina também. Sim, elas possuem myspace. Aliás, elas amam tudo quanto é tipo de tecnologia, parecem duas adolescentes anormais. Demorei para levantar, até que deu um beliscão na minha bunda e eu pulei da cadeira.
- Traidor. - murmurei fazendo com que ele e ouvissem e rissem da minha cara, olhei para a mulherada no outro lado da mesa delas e fui até lá lentamente. Era óbvio que metade do salão olhava para nós. Tá, vou ser modesto, o salão inteiro olhava para nós. Não é todo dia que você vê um bando de mulheres mais velhas fazendo uma festa, como se fossem adolescentes que acabaram de descobrir que podem colocar silicone. E outra que era bem na mesa onde a cantora famosa na Europa e parte da América estava, e olha que legal, o assunto era ela! Então quem ligava realmente para o almoço?
Quando cheguei elas me colocaram no lado da , que me olhou sem graça. Nós trocamos um olhar de: "desculpa os modos da minha mãe.". Sorte que nós nos conhecemos bem, senão estávamos literalmente ferrados. Sorrimos para as milhares de fotos e as queixas das mães do , e , que não arranjavam namoradas decentes como eu, ou pelo menos apresentava alguma das 'amiguinhas' deles. Eles só ignoravam, não eram bobos. Estava tudo ótimo até a tia Rê vir com aquela famosa frase:
- E agora uma do beijo!
Eu e a gelamos. 'Tá que eram nossos pais, família e amigos, quero dizer, nós somos tão unidos que somos mais uma grande família. Mas aí também querer que nós nos beijemos na frente de todo mundo já é abuso. Eu senti a olhando para mim, é claro que ela não queria me beijar na frente dos nossos pais, principalmente que nós estávamos sentindo mais que duas câmeras em nossa direção.
- Ah, mãe. Agora não. - ela falou manhosa.
- Que agora não, filha! Afinal, vocês são namorados ou não? - a tia Rê é bem animada, não? Uhu, quanta emoção.
- Mas mãe, eu tenho vergonha. - ela fala mais baixo. Minha mãe sorriu para ela.
- Tudo bem, tudo bem, deixa a foto do beijo pra depois. - o pai dela se levantou. - Vamos almoçar, porque a
Sra já atrasou muito o almoço de natal, sra . - ele puxou a cadeira para
ela e minha mãe se sentarou e piscou para nós dois, que sorrimos em agradecimento. Eu peguei a mão dela e fomos até nossa mesa, mas sentimos um barulho de máquina fotográfica atrás de nós e quando nos viramos, minha mãe estava com ela nas mãos, mirando para nós dois.
- Mãe! - eu falei sem graça. Ela colocou a máquina na mesa sorrindo.
- Eu tive de tirar, meu filho. Juro que agora paro. - e colocou as mãos no colo. Eu balancei a cabeça enquanto cumprimentava os quatro.
- Oi, srta . - veio tirar ela. - Foi boa a noite?
riu dando um tapa na cabeça dele:
- Não te devo satisfações. Mas e sua noite? O presente do funcionou bem? - ela perguntou se sentando entre eu e Kim. riu:
- Pergunta pro , ele quem usou. - ele falou apontando para o tal, que cuspiu toda cerveja que bebia:
- Tá me tirando, ? - ele falou sério, nós ríamos pra caramba.
Ficamos o almoço inteiro rindo e fazendo brincadeiras um com o outro, nós fomos até meio que expulsos do lugar, porque já era 4:30, e nós ainda conversávamos sentados.
Saímos do restaurante e decidimos ir passear na cidade. Todo mundo estava animado para sair um pouco do hotel, fazer mais compras e se divertir. Nós fomos em um ônibus que o pai do contratou e tals. Chegando lá foi algo inédito, saímos na frente de um trailer onde vendiam meio que um gelo raspado sacoé? O deu um grito daqueles, tipo, TOTALMENTE e COMPLETAMENTE gay. HAHA. Eu rio só de pensar, foi a coisa mais engraçada que ele já fez na vida, deu para ver os olhos brilhando e estrelinhas ao redor da cabeça, mais música românticas de fundo, dá para saber que era uma coisa especial? Não. Sabem por quê? Por que não era uma coisa especial. Quem acha especial um gelo raspado colorido? acha. Ele saiu correndo para comprar o negócio, mas esqueceu a carteira no ônibus, então ele simplesmente parou a enorme fila para poder correr até o ônibus - que já havia ido para o estacionamento que era a 10 minutos de onde nós estávamos - para pegar a carteira e voltar para pagar. Nós todos começamos a rir com o desespero do cara, quer dizer, ele estava bizarro. A ficou com dó do mané e foi até o trailer pagar o gelo raspado dele. Então nós só vimos um ponto azul no final da rua se aproximando rapidamente e ele passou por nós feito um furacão. Até que deu de cara com o atendente e o cara demorou uns 5 minutos para fazer o parar de gritar com ele por ter feito o negócio sumir e explicar que a havia pago tudo. Ele olhou para nós e viu ela com o copo dele. Então a cor voltou à vida dele. Ridículo. Como eu posso ter amigos assim? Ah, é. Eu já vi o acordando, essa passa.
As nossas mães foram olhar uma loja daquelas que foram feitas especialmente para mães com grana, se é que me entendem. Elas falaram que iam lá ver uma panela que não tinha na Inglaterra, mas não nos enganou. Elas queriam o conjunto inteiro das panelas mais extras como o guardanapo que iriam usar junto. Eu sei, nossas mães tem um péssimo hábito de não saberem inventar mentira. Quem gastaria mais de 500 libras num guardanapeiro? Ahá.
Os nossos pais evaporaram e os irmãos mais velhos e mais novos - incluindo a Kim, que eu desconfiava estar dando em cima do amigo do irmão do - foram abduzidos, não deixando nem vestígio de onde foram. É por isso que existem os celulares, , aprenda. Ah é. Certo. Quando percebemos que havíamos sobrado nós quatro, o me perguntou:
- Cadê sua namorada, ? - oooookay, cadê minha namorada, ora, como é que eu vou saber? Eu tenho de saber, eu sei, e foi por isso que eu pareci um retardado olhando para todos os lados procurando uma garota não muito alta, gostosa pra caralho - desculpem o palavrão - morena, e não vou ficar falando mais, senão você se apaixona. Tô nem aí se tu é mulher, já ouviram falar de lésbicas? Elas amam a , é impressionante. Até que eu a vi na frente de uma loja, vendo a vitrine, como se fosse alguém normal. Não que ela não fosse, eu quis dizer no sentido de que ela é famosa, entendem? Não é porque ela está em Barbados de férias que ela vai estar livre dos
fãs com desejos sexuais e paparazzis loucos por ela.
- Você é um idiota, . - o balançou a cabeça indo ver uma loja feminina. Loja feminina, eu sabia que ele era gay. Sabia. Foi só ver as amizades que os gays tem - caso vocês não se lembram do meu vexame com a e o jogador de lacrosse a uns meses atrás. - e deve estar querendo entrar no mesmo ramo. Dá certo, só falta falar como um gay, porque jeito ele já tem.
- Não precisa me lembrar, - eu falei amargurado. - Sabem quantas vezes eu ouvi isso ontem?
Os três riram.
- Começa a acreditar que a gente pára de falar. - ele respondeu me dando as costas e indo até a tal loja. e o seguiram sem me dar tchau, não que eles fossem obrigados, mas e se eu morresse? Eles ficariam com um peso na
consciência de a última coisa deles terem me falado foi que eu sou idiota. Certo, parei. Olhei mais dentro da loja que os três estavam indo e vi o porque deles estavam indo para lá. Acho que as amigas da Brooke, mais ela estavam fazendo compras. Resolvi ir logo para o lado da antes que elas me vissem ou algum tarado visse a . Coloquei as mãos no bolso e segui caminhando até ela, já que ela parava de dois em dois minutos para ver as vitrines e ficava horas na frente delas.
Parei ao lado dela olhando o que ela olhava. Quem pagaria 300 dólares por um biquíni?
- Eu gostei dele. - ela pagaria.
- Ah é? - eu falei e olhei mais para a peça. Não era algo chamativo, mas era definitivamente pequeno.
- Uhum. - ela olhou para mim. - O que você achou? - porque ela deu ênfase no 'você'? Parece mais que ela fez isso para eu ser obrigado a responder:
- É legal. - eu levantei os ombros. Ela riu e colocou as mãos na cintura.
- Legal?
- Uhum. - eu repeti, o que deveria falar? ', não usa porque todo mundo vai ver algo que só eu posso ver?', não sou louco, obrigado.
- Quem acha um biquíni legal? - okay, isso foi irônico? Ela tá tirando com a minha cara?
- Eu acho. - voltei a olhar para a peça. 'Odiei' pensei comigo. Odiei mesmo. Quem disse que eu quero ela usando um biquíni amarelo?
Ela ficou me olhando por uns três minutos, o que me deixou constrangido. Então quando eu fui olhar para ela, ela balançou a cabeça e voltou a olhar a vitrine. Ficamos calados e ela passou para a próxima loja.
- Não vai comprar o biquíni? - eu perguntei. Já disse que não consigo ficar muito tempo achando que a pessoa está nervosa comigo? Vai ver é porque eu acabei de descobrir. Ou vai ver isso só acontece com ela.
- Não. - ela apenas me respondeu ainda olhando para a vitrine. Ótimo. Ela tá puta comigo.
- Por quê? - eu seguia ela.
- Não quero um biquíni legal.
Ai não. Ela vai brigar por causa do biquíni. Ótimo. O que eu deveria falar agora?
- Ele não é legal, okay? - qualquer coisa. Eu poderia ter falado qualquer coisa, menos isso. Ela olhou para minha cara indignada e então virou as costas e saiu andando. Beleza, você é um idiota, . Eu sei, , não precisa me lembrar. - Eu não quis dizer nesse sentido! - falei indo atrás dela.
- Não precisa tentar arrumar as coisas, . - ela falou de costas para mim, quem nos visse não saberia que estávamos tendo nossa primeira discussão, nem que ouvisse nossas vozes, porque não estávamos num tom de discussão, ela nunca conseguia fazer um tom de brava.
- Eu não estou arrumando. Só acho que se você gostou daquele biquíni, você deveria comprar, não ficar ligando para o que eu falo. - eu falei desconcertado. Ela parou de andar, mas continuou de costas para mim. Eu estava domando a fera! Aê!
- Mas eu não quero comprar nada que você não goste. - ela falou baixo. Posso dar um ataque gay? Não, tudo bem.
- E eu não quero que você compre nada que você ache que eu não gosto. Você comprou tudo até agora sem eu dando chilique.
Ela olhou para mim. Mentira. Ela ia chorar. Desde quando ela ficou sensível desse jeito? Eu a puxei para um abraço.
- Vamos lá, eu quero ver aquele biquíni no seu corpo. - começamos a andar de volta para aquela loja.
Putaqueopariu. Me belisca, porque eu preciso sair do transe.
- E aí? - ela me perguntou insegura. Eu estava de boca aberta.
- Ahn... - tentei falar, mas não saiu. E olha que ela era minha namorada. Ela mordeu os lábios, caramba, não faz isso , para o seu bem, sério.
- Não gostou? - ela tentou tirar algo de mim. Eu olhei para trás. O transe saiu. Eu levantei e fui até o gerente da loja, porque ele se apresentou para nós dois quando entramos, afinal, a ainda era a .
- O senhor pode pedir para os fotógrafos saírem da frente da loja? - eu perguntei para ele e então ele concordou com a cabeça rapidamente, pegando o telefone e correndo para a porta. Nenhum paparazzi tarado ia colocar a foto da minha namorada na internet para o mundo inteiro pegar ela.
Voltei para o lugar dos provadores e a me olhava de boca aberta. Olhei mais uma vez para o biquíni. - okay, não só o biquíni - e falei:
- Ficou... Bonito. - tentei não falar legal, será que eu trocar o legal pelo bonito sempre as frases ficam melhores?
Ela sorriu.
- Então... - ela queria que eu falasse mais o quê afinal? Eu falei que estava bonito!
- Ahn... Pode... Levar? - respondi perguntando. Eu tava com uma insegurança da porra, não queria arranjar briga com ela no meio de uma loja na qual estava cheia de garotas. Se eu não estivesse namorando de aliança nem cego de amor pela , eu com certeza me aproveitaria da situação, mas relembrando, eu estou namorando de aliança e cego de amor. Boa, .
Ela sorriu mais e voltou para o provador, eu fui até o caixa da loja pagar o biquíni dela, senão ela ia achar que eu não tinha gostado e talvez começasse até a chorar.
Terminando a compra, fizemos mais compras e fugimos de um grupo de meninas de Bali - onde é Bali? - e então o me ligou falando para nós nos encontrarmos porque a mãe dele tinha uma surpresa para eu e a . Não, eu não fiquei ansioso. Presente da tia nunca é algo que possamos considerar agradável.
Foi mais que agradável.
- Obrigada. - falou pela 32424902840 vez sorrindo e abraçando a mãe do Jonão.
Estávamos num restaurante na cidade, numa mesa mais ao fundo para ninguém ficar nos perturbando. Nós chegamos e só faltavam os irmãos mais velhos do e da , mas quem disse que a tia gosta de esperar? Ela só não deu o presente antes, porque não havia encontrado conosco. Foi nós chegarmos que ela já se levantou toda alegrinha, eu podia apostar que ela havia bebido tipo, umas duas tequilas. O não estava lá também. Não consegui perguntar pro e até chegar no hotel.
Ah, o presente da tia foi bem original, se querem saber. Uma viagem de um final de semana para um hotel cinco estrelas numa das ilhas do Caribe era exatamente o que eu e a precisávamos. Quero dizer, de começo foi estranho eles quererem mandar só nos dois para a ilha, mããããs, presente dado a gente não reclama né? E como eu recebi educação da minha mãe, não vou fazer desfeita com a tia , seria injusto com ela.
- Final de semana com a ? Sozinhos? - riu para mim quando ela conversava com a mãe dele. Eu dei um sorriso safado para ele. - Não vai prestar.
riu bebendo um gole da cerveja dele.
- Não mesmo. - eu confirmei fazendo-os rir mais ainda. Ah, não ia mentir, o final de semana vai ser bem fogoso.
Chegando no hotel, fomos tomar um banho e ir para o jantar.
- Cadê o ? - perguntei para o quando saí do banho. Tinha acabado de lembrar do coitado. Ele secava o cabelo só com uma toalha na cintura - eu dispenso os comentários femininos sobre a cena - e então me olhou:
- Foi ter uma noite dos deuses com a Rachel e a Jeena.
- O quê? - eu perguntei rindo. Noite dos deuses? Com a Rachel e a Jeena? Fala sério.
- Pois é. Encontramos com elas, a Brooke e a Mircha na loja logo que chegamos, então fomos num bar aqui perto do hotel para conversar e tudo mais. As duas beberam além da conta e quando o levantou para ir ao banheiro, elas foram atrás. Eu e o ficamos calados e esperamos por ele voltar, mas quem disse que ele voltou? Se bobear ele tá lá até agora. - ele colocava a calça. Acha que vou falar dele colocando boxer? Vai nessa.
- Ahh cara, as duas são idiotas. - eu falei tirando a camiseta. riu.
- Quem liga pra idiotice delas, ? - ele me olhou divertido. Eu levantei os ombros:
- Se ele está no Caribe, pelo menos poderia pegar algumas garotas daqui para variar, elas são mais gostosas do que as da Europa. Menos as espanholas e italianas. Aquelas são gostosas, mas perdem feio para as venezuelanas.
O riu mais ainda e tacou a toalha dele em mim.
- Tá sabendo das coisas heim? E além do mais, quem é você para falar algo assim, mané? A única pessoa que você pegou é da mesma cidade que você! Mundo pequeno, não?
Eu ri.
- Pelo menos eu a amo. - tentei ser profundo. Acho que consegui, ser romântico estraga, acreditem.
- Cala a boca, dude. Vai logo tomar seu banho. - ele falou rindo.
Eu mostrei o dedo para ele e entrei antes que ele tacasse em mim o tênis que ele estava colocando.
Tomei o banho em meia hora - a água tava numa temperatura perfeita. - e quando eu saí do quarto o e o olhavam para um notebook.
- O que estão vendo? - eu perguntei secando o cabelo.
- Você. - eles falaram juntos. Pára tudo. Eu ouvi direito? Corri para o computador.
- O quê? - eu perguntei olhando a tela. Abri a boca. Merda de paparazzis. Ou não.
É QUENTE!
' Parece que a nossa vocalista favorita está namorando! E agora mais do que comprovado. (17) no momento está em Barbados - Caribe aproveitando as férias de natal com a família, amigos e namorado. Nós conseguimos fotos exclusivas do casal aproveitando a tarde de ontem fazendo compras na cidade e andando de mãos dadas como um casal feliz. De acordo com nossa fonte de informações, o nome do garoto é (18), ele é um dos integrantes da banda que irá abrir os shows da próxima turnê do Crossword, a banda McFly, juntamente com , e . O casal não faz questão de esconder o namoro, trocavam carinhos e mostravam para quem quisesse ver a aliança de namoro. Desejamos aos dois felicidades, afinal, a garota sempre falara que fisgá-la seria a coisa mais difícil que alguém iria fazer na vida. '
Eu sorria. Sorria demais. Agora era mais do que oficial, eu e ela estávamos juntos, poderia ser melhor? Não.
e olharam para mim sorrindo e eu não conseguia parar de ler aquela notícia. Eu e , e eu. Só consegui parar de ler quando o fechou a tampa do notebook, impedindo eu de ler alguma coisa. Mas mesmo assim eu fiquei olhando para o lugar até o idiota do me dar um tapa na cabeça. A sorte grande dele foi que assim, eu
estava de bom humor. Eu olhei para eles:
- Todo mundo sabe, cara. - eu falei animado para os dois que confirmaram com a cabeça e jogou minha camiseta.
- 'Tá, , nós entendemos. - falou se olhando no espelho e-- pára tudo. Que cena foi essa? checando as espinhas do rosto? HAHAHA' Ah não, cara. Eu falei que ele era gay. Desculpe as que amam o , mas ele mudou de lado. Sinto dizer, mas ele acabou de assumir-
- PUTAMERDA! Eu ando com duas frutas. Duas jacas podres e fedorentas. ao lado de checando as marquinhas no rosto. Geeezuz, ilumine as cabeças desses dois seres incompreendidos! Amém.
- Quer um espelho de aumento? - eu falei querendo rir, os dois me olham pelo espelho como se quisessem me matar e eu acabei raxando. Sorte que eu já estava pronto, porque senão os hóspedes do hotel veriam um garoto semi-nu correndo de dois gays pelo corredor.
13.
Nós encontramos com o subindo no elevador sozinho.
- Opaaa, olha só quem apareceu! Don Juan! - eu ri e ele deu um sorriso.
- Estou exausto.
- Por que será? - ri da cara do amigo, que batem as mãos. - Melhor se trocar e descer, sua mãe meio que ficou perguntando de você e até ligou para o nosso quarto.
- Ahh... - ele faz uma careta. O negócio tava precário, acreditem.
- Ela marcou uma massagem pra você. - fala entrando no elevador onde eu e já estávamos. - Mas eu não sei o horário não.
- Beleza, vou me arrumar. - como é que uma palavra - no caso 'massagem' - pode fazer tanto efeito numa pessoa?
- Porque só a mãe do que marca massagem pro filho? - emburrou cruzando os braços.
- Porque ela ama ele. - eu levantei meus ombros.
- Minha mãe me ama, falou? - me olhou bravo, eu olhei para ele e cheguei mais perto.
- Quem disse?
Ele abriu a boca para responder, mas fechou. HAHA' Tinham de ver a cara dele, parecia uma criança que acabou de descobrir que algodão doce não é nuvem.
O elevador pára e nós vamos direto para onde todos estavam, estava lá, o que era um milagre. Conversava com a Kim - irmãzinha capeta do - e, sem brincadeira, mas cada vez que eu pego uma visão assim, dela fazendo as coisas naturalmente, canário, eu tenho mais orgulho de ser o por quê dela estar usando aquela coisinha prata no dedo da mão esquerda dela. Sorri para mim mesmo indo diretamente para ela, até que eu ouço:
- É só começar a namorar, que esquece da mãe, Sr. ?
Eu dei um sorriso sem graça e fui dar um beijo na minha mãe:
- Sabe que é a mulher da minha vida né, mãe? - quê? Paparicar mães às vezes faz bem pra humanidade e para nós filhos também.
Como o esperado ela me deu um abraço e um beijo na bochecha.
- Vai lá com sua namorada. - eu senti um tom de orgulho na voz, sabe, vou falar uma coisa pra vocês, melhor que namorar a pessoa que você sempre quis na sua vida é assim, seu sogro (a) te amar e sua mãe amar ela.
Sorri e fui até .
- ....daí a gente resolveu ir no verde mesmo, porque era assim, o menos feio. - ouvi a Kim falar para a . De verdade? Não quis nem saber o que elas estavam falando. - Oi, !
- E aí? - eu sentei no lado da . - Que tão falando? - okay, isso foi para não perder o diálogo entenderam?
- Coisas de garota. - Kim fala se levantando. - Vou lá com minhas amigas. - e sai correndo até um grupo de menininhas que cochichavam e olhavam para .
Me virei para ela e sorri, ela fez o mesmo:
- E aí? - falei rindo. Ela deu uma risada gostosa. - Preparada para o nosso final de semana?
- Do jeito que é, vai parecer mais uma noite de núpcias.
Dei uma risada:
- Se você quer assim...
Ela riu e colocou os braços em meus ombros e encostou a testa dela na minha:
- Você quer assim.
- Se eu negar, você acredita?
Ela balança a cabeça negando.
- Então eu quero mesmo. - ela abriu a boca rindo e me deu um tapinha. - Você não ia acreditar de qualquer maneira!
- Mas podia fingir que era verdade.
- Mas não é verdade.
Ela riu e me deu um selinho.
- Bobinho. Mal posso esperar. - ela sorriu e eu puxei ela pro meu colo.
- Eu sei que causo esse efeito em você, mas aguenta um pouquinho, só até nossos pais saírem. - eu pisquei e ela riu me dando um tapa. - Mas você está violenta, hoje, não?
- Acontece às vezes.
- Isso é falta de algo? - eu sorri maliciosamente.
- Você está muito pornográfico hoje. - ela encosta a cabeça dela em meu peito e eu faço carinho nos cabelos macios e cheirosos dela.
- Eu sempre fui assim, só que com você era diferente.
Ela desencosta a cabeça e olha para mim:
- Quer dizer que agora você é igual comigo?
Eu sorrio:
- Eu nunca vou ser igual com você. Porque eu simplesmente não sou eu quando estou com você, sou alguém bem melhor, acredite.
Ela sorriu e me deu um selinho demorado e voltou a apoiar a cabeça em mim:
- Te amo. - ela falou e eu sorri repetindo o que ela falou:
- Te amo.
- Olha só que bonitinho o casal de pombinhos. - chega sorrindo com .
- Dá até vontade de deixá-los a sós. - complementa.
- Vamos ter de passar vontade, . - malditos. Eles sempre fazem isso, tenho certeza que é pra fugir das mães deles.
nem ligara, continuava mexendo na minha camiseta e olhando para não sei onde, porque não tava olhando para onde ela estava olhando.
- Alôou, , acorda. - dá um tapa na perna dela e ela o olha:
- Que foi?
- Eeita, tá pensando em quê? - ele ri e ela parecia mesmo estar meio avoada, eu olho para ela curioso e ela balança a cabeça:
- Nada não.
- Então, assim. Você vai contar pro depois, mas ele vai contar pra gente, então não vai adiantar de nada o doce agora. - é um cara de pau dos grandes, eu acho que já comentei sobre isso, mas agora tá mais do que comprovado, com selinho do Imetro. - Poupe o seu namorado.
Ela levanta a cabeça e olha para mim. Ah, que ótimo, eu ainda me ferro! Abri um pequeno sorriso sem graça e ela volta a olhar para os dois:
- Eu não sei direito. Às vezes me dá dessas e eu fico quietinha.
- Hum... - ficou quieto. Ele sabia que ela tinha esses ataques mesmo. Ficamos calados até o pular da cadeira feito um grilo e olhar para mim:
- A propósito, , não fale o que não sabe.
Ele 'tá se achando o esperto por que? Sempre que ele vem com uma dessas vem uma besteira em seguida e acreditem, não seria dessa vez que iria ser diferente. Saquem só:
- Por que dude?
- Minha mãe me ama sim. - canário. Falei? Ele é um idiota mor mor mor mais que mor. Como pode uma pessoa ser tão lerda? Como consegue? Acho que essa incógnita é maior e mais válida do que a do "o que vem primeiro: o ovo ou a galinha?". consegue ser mais idiota do que uma criança de 5 anos com Síndrome de Down. Sem ofensas. Só na parte do . Eu não falo mal das pessoas, só com as que eu me preocupo e os viados que correm atrás da .
riu e também, mas com um ponto de interrogação na cabeça. Me olhou rindo confusa e eu balancei a cabeça e ela achou melhor nem querer saber o que 'tava rolando, pra não mudar de opinião sobre :
- Como você sabe? - eu zoei com a cara dele, mas ele se levantou e piscou:
- Ô MÃE! - aught, ele não vai fazer isso..
A tia olha para nós e balança a cabeça como se fosse para ele falar:
- VOCÊ ME AMA? - caralho. Não pessoas, eu tive que falar, olha só o que o jegue me faz na frente de todo o hotel.
- Claro que amo, filho, já disse que o amo demais. - ela sorri com aquele ar de mãe com seu filho de 5 anos. Não tem muita diferença, apenas que é o triplo do tamanho e com Síndrome de Retardado.
Ele olhou para mim sorrindo e sentou:
- Viu, ? Ela me ama DEMAIS.
estava roxo de tanto rir e não sabia se ria demais ou ria mais ainda, porque eu tenho a mera impressão de que ela entendera o que 'tava rolando.
- Okay, . - eu falei rindo. Jeeesus, ele é jegue demais.
E passou-se rápido o dia e então eu e a já estávamos meio que nos despedindo para ir para a ilha.
- Se cuidem, juízo, qualquer coisa me liga... - como minha mãe tem coragem de me falar essas coisas na frente dos outros? Vi o e o encenando eu e minha mãe. Vou te dizer, vontade de socar a cara feia dos dois que não faltou, o que faltou mesmo foi um pouco de coragem para ir até os dois deixá-los quebrado na frente dos nossos pais.
- Mãe, estaremos a duas ilhas de distância, relaxa. - eu falei querendo me largar dela. O irmão da falava algumas coisas no ouvido dela e ela apenas balançava a cabeça confirmando. Olhou para mim e nós dois entendemos que estávamos na mesma situação. Ouvimos, mas não escutamos. Sabem, quando a gente tem algo para se distrair não precisamos pedir para a pessoa que não pára de tagarelar parar de falar. Eu e a ficamos nos olhando até minha mãe parar de falar e o irmão dela também.
- Entendeu, filho? - só ouvi ela falando e a olhei:
- Claro mãe, pode deixar, eu... Nós vamos ficar legal. Qualquer coisa briga com a tia , ela quem nos deu a viagem.
- Como seu filho é um amor. - ouvi a voz da tia atrás de mim, eu ri e me virei a abraçando. - Nem vem tentar amenizar sua situação, mini-.
- Mini- não, tia. - eu falei rindo. É, eu chamo as mães do , e de tia, nós já somos uma grande família mesmo, desde que montamos a banda a mais de 8 anos atrás. A tia deu uma gargalhada e então um tapa na minha bunda:
- Vai antes que eu pegue esses passaportes para mim.
Eu ri e peguei na mão de , me despedindo dos pais dela, prometendo mil e uma coisas para eles e depois aguentando as gracinhas das três mulas ambulantes.
E então vinte minutos depois...
- Paz. - eu falei encostando na poltrona do mini-jatinho que estávamos indo. Não, o jatinho não era meu. Não sou podre de rico, sinto dizer. Por enquanto, claro porque McFly vai bombar, meus caros. E bom, o jatinho não era da também. A ilha que nós vamos só tem um aeroporto para um único jatinho - sim, é o fim do mundo. O melhor fim do mundo que poderão imaginar - e eles fazem uma viagem de ida e volta nos finais de semana. Então vamos ter dois dias de...
Hum... Preciso ser mesmo todo delicadinho? Não né? Então vamos ser realistas. Sexo. Caaara, sabem aqueles filmes que os caras sempre acabam transando nos lugares mais absurdos por que não tem nada para fazer? Pois é. Vai ser mais ou menos assim. Só que teremos coisas para fazer, a diferença é que não iremos fazê-las por opção. Ahá.
Olho para o lado e vejo com os olhos fechados encostada na poltrona dela, dou uma olhada de relance no resto do avião, abro um sorriso. Querem que eu descreva o que eu vi? Há, eu vi apenas quatro casais que aparentam ter nossa idade com os hormônios a flor da pele, esperando apenas o bendito jatinho pousar para irem correndo a seus quartos transarem pelo resto do dia. Está na cara de maníacos daqueles caras, acreditem.
Ficamos uma hora dentro do jatinho até ele pousar na água, parando na frente de um lugar onde os empregados do hotel nos esperavam para nos receber e pegar nossas bagagens. Eu acordei a , que deu um sorriso. Os casais passaram por nós e abriram um sorriso de cumprimento, nós dois devolvemos e esperamos todos saírem.
- Pronto para um final de semana a dois? - eu ouço falar arrumando algo dentro da bolsa.
- Pronta para ter o final de semana mais emocionante de sua vida? - eu murmurei no ouvido dela.
- Vai ser emocionante é? - ela olhou para mim sorrindo. Eu dei uma risada:
- Esqueceu que sou ? Posso não ser famoso internacionalmente, mas em não tem pra ninguém.
- Uhh, desculpe senhor .
- Vou te perdoar depois. - eu sorri malicioso e ela piscou. Ela piscou, entenderam? Ela quem começou provocando, vocês viram.
Nós descemos e recebemos as boas-vindas dos empregados, e seguimos para a recepção do hotel. A ilha não era grande, mas era do tamanho bom o suficiente para passar uma semana conhecendo o local calmamente. Mas quem disse que eu quero conhecer a ilha? Quero conhecer nosso quarto, nossa cama, nosso banheiro, nossa sala-- uh, nossa jacuzzi. Tia caprichou. Esse apartamento que ela pegou é maior que minha casa. Uhum, é mentira sim.
- E então? - eu ouvi a voz da ecoar em algum lugar enquanto eu ia até a sacada, hum...
Sacada, olhar a vista. - O que achou daqui?
- Inspirante. - eu respondo não vendo algo muito agradável. Nem ouvindo, se é que me entendem.
- Inspirante? - ela pára ao meu lado me olhando. - Para quê?
Eu olho para ela com um sorriso maroto:
- Ahh... Saquei. - ela riu e balança a cabeça. - Homens, só pensam nisso.
Eu viro para ela, colocando minhas mãos em sua cintura. Empurro os cabelos dela para trás, chegando mais perto e encostando meus lábios na pele macia dela:
- Vai dizer que não está pensando nisso também. - eu murmurei, a fazendo arrepiar.
- Claro que estou, com essa tua cara a primeira coisa que qualquer pessoa pensaria é que está com ereção. - ela ri ainda olhando a paisagem.
- Viu o que você faz comigo? - eu distribuo mini-beijos ao redor do pescoço dela.
- Hun... Sou poderosa, pode falar. - ela ri e eu a paro de beijar, olhando para a cara dela. - Que foi?
Eu sorrio acariciando o rosto dela:
- Eu quero isso a tanto tempo que nem parece realidade quando eu paro pra pensar. - momento gay do
, ligado. Deixem-me ser emotivo ao menos uma vez.
- Então não pare. - ela sorri se aproximando e encostando os lábios dela nos meus. Hm...
Lábios carnudos e saborosos. Abri um sorriso e a puxei para mim, acabando com todo o pouco espaço que tinha entre nós. Ela passou seus braços por meu pescoço, acariciando minha nuca, o que me fez arrepiar. Levantei um pouco a blusinha dela com uma mão, para que pudesse tocar na pele macia e morna dela. Ela acariciava meu rosto e então eu a peguei no colo e a levei para dentro, a sentando na nossa super mega blaster cama de casal. Vocês não acham realmente que eu ia transar com ela na sacada, não é? Para nos expor assim? Tudo bem, eu sei que já fiz isso, mas é diferente quando você ama a pessoa e quando você transa com ela por transar. Fora que eu nunca transei com uma garota seguido de paparazzis por tudo quanto é canto. Se não tiver algum escondido dentro do quarto seria sorte demais. Tirei minha camiseta enquanto ela tirava a dela e então fui para cima dela, a deitando.
Não conseguíamos parar de nos beijar e ia tudo ficando mais e mais feroz. Quando vi, nossas roupas estavam em algum lugar do quarto e arfávamos forte. Parei de beijá-la quando ela murmurou algo como "camisinha". Então quando havia colocado o preservativo, voltei a me apoiar em cima dela. Parei para olhar o rosto dela, que já estava suado. A essa hora já estava escuro e eu apenas podia enxergá-la pela luz do luar. Ela respirava forte e sorria carinhosamente. Eu tirei um pouco de cabelo que estava no rosto dela e coloquei para o lado, sinto ela suspirar e acaricio
seu rosto. Ela pega minha mão e dá um beijo, fechando os olhos. Eu me aproximo mais dela e beijo os lábios vermelhos e inchados que formavam um sorriso levemente. Continuamos nos beijando lentamente e com muito amor, quando eu finalmente volto a mim e penetro lentamente, a fazendo desviar os lábios dela dos meus, interrompendo o beijo e arqueando um pouco o corpo.
- Não para... - ela murmura ao sentir que eu receei no movimento, então continuei gradativamente, aumentando a velocidade aos poucos.
Ela já gemia mais alto e arranhava minhas costas com força, me fazendo arrepiar e então investir mais rápido. Nossa respiração era mais e mais rápida e ela então cruzou a pernas em volta de mim, indicando que queria mais. Atendi a seu pedido e fui indo cada vez mais e mais forte. Ela agora gritava de prazer e virava o rosto de um lado para o outro. Preciso dizer o quão louco me deixava ouvir a voz rouca dela gemer meu nome? Nunca senti e nem sentirei nada igual, podem crer, isso dopa qualquer um. Com a vontade de ouvir mais dos gemidos, fui indo mais rápido. Ela beijava meu pescoço e mordiscava minha orelha, passava a mão pelo meu peitoral e agarrava o lençol, enquanto isso eu beijava o pescoço dela e investia mais e mais.
- ... - eu solto um gemido indicando a ela que estava chegando ao ponto máximo.
- Mais um pouco... - ela murmura de volta. Mal conseguia falar. E era assim que eu gostava de deixá-las. Quase sem ar. Sou de tirar o fôlego.
Aguentei por mais alguns minutos, até que tive de investir mais rápido. O clímax estava aí e ela agora gritava de prazer pedindo para entrar mais nela. Fiz meu gran finalle e deitei em cima dela, não me retirando de dentro. O peito dela se movimentava rapidamente para cima e para baixo e o coração dela parecia o créu na fase máxima, sacoé? Okay, esse não foi um exemplo muito legal. Hm... talvez o coração dela batia mais velozmente do que carro de fórmula 1 que está em primeiro lugar ao ver a linha de chegada. Me movimentei um pouco e ela soltou um leve gemido, por eu ainda estar dentro dela. Me retirei dela e deitei ao lado. Ficamos os dois olhando para o teto, onde continha um ventilador, não sei porque, afinal, o ar condicionado estava ali de enfeite? Ela pegou em minha mão e enlaçou ao dela.
- Eu te amo, . - ouvi ela murmurar e então meu coração disparou como nunca. A felicidade subiu à cabeça e meu sorriso foi o maior que alguém já tentou abrir até agora. Apertei a mão dela:
- Eu te amo, . Demais. - sinto ela se virar e encostar a cabeça em meu peito, dando um beijo nele antes de suspirar e passar o braço por mim.
Eu dou um beijo no topo da cabeça dela e passo a mão por sua costas.
Quando acordei ela ainda estava dormindo. Estava encolhida e descoberta, então puxei o edredom que estava aos nossos pés e coloquei-o em cima dela. Dei um beijo em sua bochecha e me levantei, vendo a bagunça que havíamos deixado no quarto. Como minha boxer foi parar em cima da tv, eu ainda não sei, a não tem noção de pontaria na hora do "estamos-para-transar". A vesti e peguei uma nova, indo para o banheiro e tomando um banho morno. Saindo, vou pegando as peças que estavam jogadas pelo quarto e juntando, arrumo as minhas roupas, até ver um embrulho dentro da minha mala. É mesmo. O presente dela. Olho para ela adormecida na cama e vejo que não iria acordar tão cedo. Pego o embrulho e vou para a sacada me sentar numa cadeira que tinha lá. O dia estava claro e bonito, assim como minha alma. O dia descrevia exatamente o meu humor. Fiquei observando o embrulho em minhas mãos e o analisei por fora. Ele não era algo mole e parecia haver peças soltas. Decidi abrir de vez e rasguei tentando ser o mais silenciosamente possível. Ao terminar olhei para dentro para ver se a havia acordado e nada. Ela tem um sono mais pesado que o meu, era impressionante. Voltei meu olhar para o presente e arregalei os olhos. Era realmente um porta retrato. Meio engraçado. Havia uma flor dentro dele, amarela e já ressecada. Bem ressecada. Ao lado havia meio que um compartimento de vidro cheio de tampinhas de latinha de bebida e em baixo uma foto nossa. Olhei a foto direito e então abri um sorriso. Eu lembrava daquele dia. Lembrava como se tivesse sido ontem...
Flashback.
- Mas o Jack precisa de ar. - eu falava indo atrás de na casa dela. Jack era o cachorro dela. Um Yorkshire enorme. Ela estava do mal naquele dia e não queria sair de casa. , e já estavam no parque. Eu disse que arrastaria a para lá nem que fosse a última coisa que eu faria na vida, e pelo jeito, iria mesmo ser a última coisa, da maneira que a menina me olhava, era bem capaz de eu ser morto a qualquer momento.
- O Jack tem ar o suficiente aqui e no jardim de casa. - ela falava subindo as escadas da casa, indo para o quarto. - Ele não precisa ir até o parque e de brinde aguentar o , e o tratando como um cachorro.
- Mas ele é um cachorro. - eu murmurei e ela me lançou o pior dos olhares mortais. Ela odiava que chamassem o Jack de cachorro. Para ela, ele era o melhor amigo de todos. Aquele que ela fala tudo e ele apenas abana o rabo fingindo entender e ficar animado e ainda adiciona dizendo que com ele não corre o risco do mundo inteiro saber sobre os sentimentos dela. - Certo. - eu falei. - Então vamos nós dois ao parque. Anda, . Vamos nos divertir.
- Não quero me divertir.
- Mas eu quero me divertir. - eu falei entrando na frente dela quando ela ia entrar no quarto e tapando a passagem dela.
- Então vá você se divertir com os garotos. - ela me empurra da frente e entra no quarto, deitando na cama.
- Ah, . Pára de chatice, vamos logo. - eu pulo no lado dela na cama. Ela me olha feio. - Tá legal. Que tá acontecendo pra você estar tão estressadinha?
- Não estou estressadinha. - ela me imita com uma adorável careta. Adorável digo nela. - Eu só não estou afim de sair hoje.
- Tudo bem, então vou chamar os caras pra vir aqui. - eu peguei o meu celular e ela levantou os ombros, deitando de bruços na cama. - Alô? ?
- MEU HOMI! Cadê você, meu amor? Se não chegar logo, o vai me estuprar em público.
- Como se ele não tivesse feito isso antes! - eu ouço o gritar de fundo e então o em seguida:
- Vem aqui sua bicha louca!
Dei uma risada com o e falei:
- Temos uma estressadinha aqui que não quer sair de casa. - eu falei olhando para , que me manda aquele adorável dedo do meio.
- Ihhh, é TPM?
- Cê tá de TPM, ? - eu pergunto rindo para ela, que me dá um soco. - Acho que sim.
- Hum, então a gente passa. Prefiro ser estuprado pelo .
- Beleza então, fala pra ele não abusar muito porque ele tem de ter forças para a nossa noite selvagem. - já disse que as noites selvagens com o são as melhores? Sim, são sim. Ele imita o Tarzan direitinho.
- Não garanto nada, sabe como eu não resisto ao charme dele.
- Bah, você consegue.
- Nos deixe em paz e aproveite com sua musa aí, beleza?
- Estou correndo mais perigo de vida do que aproveitando. - eu olho para ela de esguelha, que levanta uma sobrancelha e faz beicinho. - Vou desligar dude, tentar acalmar a fera. - ouço uma bufada e dou uma risada. - Nos falamos depois.
- Boa sorte. - e então ele desliga. Olho para a menina do meu lado e passo uma mão pelas costas dela a abraçando desconfortavelmente e tampando meu rosto entre o pescoço dela e o ombro.
- ...
Ela nada fala nem nada faz.
- ... - eu repito com o som saindo abafado. Ouço ela suspirar.
- Que é...
- Por que você tá brava?
- Por que sim.
Eu levanto o rosto e olho para o dela, que cora:
- Então está realmente brava?
Ela fica sem fala. Me olha feio novamente e fica de costas para mim.
- ... Não me dá as costas... - eu falei indo até ela ainda de bruços. Vejo a
máquina fotográfica dela no criado-mudo e pego, ligando e vendo as fotos que estavam lá. A maioria era dela. Ela não tinha mania de tirar foto e sim os amigos dela de tirar dela. Por isso ela estava na maioria das fotos tiradas.
- Ai , me deixa... - ela faz manha me olhando.
- Ahh... Nah. - eu sorrio chegando mais perto dela e passando um braço nas costas dela, a puxando mais perto e beijando a bochecha dela e tirando uma foto. Eu só não sabia que ela havia sorrido nela.
Fim do Flashback.
Eu sorria ao relembrar de como nem quando ela estava estressada, ela conseguia me estressar. Eu era e ainda sou apaixonado demais por ela, para poder sentir algum tipo de rancor com comportamentos maus dela. Vejo uma carta colada na parte de trás do porta retrato e retiro ela de lá, a abrindo:
"Hey ,
Bom... feliz natal! Haha, eu sei, eu sei. O presente desse ano não se compara nem um pouco ao que eu te dei ano passado, mas eu realmente não sabia o que te dar e você não pareceu louco com nenhuma coisa comprável para eu poder te dar como foi no quadro autografado do . Eu pensei em trazer eles para tocar pelo menos uma música e tals, mas como o está impossibilitado... bom, não deu. Então eu tive de pensar em algo original e não idiota.Como poderia me esquecer? Eu me martirizei por 1 mês me perguntando se deveria convidá-la ou não para o bendito baile, até que resolveu fazer isso por mim perguntando à ela se ela não estava afim de fazer uma caridade e me poupar a vergonha de ir até ela pedir para ela ser minha acompanhante. Na hora eu quis matar o cabeção do , mas assim que ela disse que tudo bem, eu quase gozei de prazer.
Flashback.
- Mas ! Eles estão distribuindo rosas vermelhas! - ela falava para mim alarmada que fazia careta ao ver todos aqueles casais com a mesma flor.
- Acontece que eu não gosto de rosas vermelhas. - eu murmuro desgostoso. - Quero...
Amarelas. - e dou um sorriso maroto num dos arranjos que haviam feito para a decoração da festa. Ela olha em direção ao vaso e depois para minha cara.
- Nem pense nisso.
- Tarde demais. - eu não desvio o olhar do vaso, indo até ele e pegando uma rosa amarela do vaso e voltando até . Vários amigos nossos me olhavam boquiabertos e várias amigas olhavam invejosas para , que corava ao receber a minha rosa. - Uma rosa para outra rosa.
- Isso não foi legal, . - ela deu uma risada gostosa e então eu dei um sorriso desconcertado.
- Então finge pelo menos.
Ela me abraça e me dá um beijo na bochecha.
- Obrigada, .
Fim do Flashback
Foi uma das cenas mais bizarras que havia visto em minha vida. Quero dizer, eu sabia que você era tapado, mas não louco. haha, foi clinicamente comprovado naquele dia. De qualquer maneira, eu me senti única sendo a única a dançar com uma rosa amarela na mão. E bom, preciso dizer que seu jeito de dançar já chamou atenção o suficiente para o salão inteiro rir da nossa cara. Foi a melhor valsa de minha vida, não porque foi a única que dancei até hoje, mas porque foi com você.
Deve estar estranhando o tanto de tampinha de latinha de bebida que tem nesse compartimento aí. Mas bem, eu sei que é bizarro e coisa de namorados e tudo mais, mas assim, eu achei criativamente legal. Aí só tem as tampinhas que deram a letra . Não me caçoe, você sempre me chamou de louca quando eu fazia isso na sua frente, mas acho que é mais que justo deixar você saber que a maioria delas dava a letra , não leve a mal, tudo bem?
Flashback.
- O que você está fazendo? - perguntei rindo para , que pegava todas as latinhas da mesa e colocava na frente dela, tirando as tampinhas e murmurando o abcdário todo.
- Estou vendo o nome do meu próximo namorado. - ela murmura entretida no que fazia, rio e olho para os meninos, que giram o dedo indicador ao lado da cabeça, indicando que ela estava doida. Concordo com a cabeça.
- E como seria isso?
- É assim. - ela encosta na cadeira, não tirando a atenção da latinha. - Você vai tirando a tampinha da latinha, e pra fazer isso tem de ir pra frente e pra trás, a cada movimento pra frente e para trás é uma letra. A letra que parar quando a tampinha se soltar, é a letra do seu próximo namorado. Namorada, quero dizer. - ela se concerta e me olha divertida. - Quer tentar?
- Qual a probabilidade de dar a mesma letra?
Ela levanta os ombros:
- Minha amiga disse que quando a ligação com o cara é forte, ele dá a mesma letra várias vezes.
Eu rio e começo a retirar a tampinha, com ela murmurando as letras a cada movimento que eu fazia com a tampinha.
- ? - ela murmura surpresa e me olha. - , ?
- É o que parece. - eu falo rindo, claro que eu não acreditava naquilo, mas ela parecia levar a sério, então procurei não exceder o limite.
- de quê?
- E eu vou saber? - eu ri e ela levantou uma sobrancelha.
- É de , . - ele fala se levantando e se sentando no meu colo. - Não precisa ficar com ciúmes, só porque sou eu o escolhido para ser o amor da vida dele. - e manda um beijinho para ela, que ri. - E não se preocupe , eu ainda te amo. - e pisca para ele, que concorda com a cabeça, mandando o dedo para ele.
- E a sua? O que deu? - perguntei um tanto curioso. Ela abre a boca e exita em falar:
- .
Hm... Ela leva a sério aquilo, eu procuro olhar para o rosto dela e enxergar algo como "Hey , é você", mas ela escondia o rosto pelo cabelo enquanto pegava a latinha do e continuava a brincar sozinha. , e me mandam olhares indiscretos, rindo e eu apenas dou um pequeno sorriso e mando o dedo pra eles.
Fim do Flashback.
Bom. Acho que é isso. Mais um natal juntos. Com certeza será o melhor. Assim espero. Você sempre foi o melhor amigo que eu sempre quis ter em toda minha vida. Obrigada por isso. Amo você. xx
Eu sorria ao terminar de ler a carta. Re-li novamente só para ver a letra dela ficar gravada na minha memória com aquelas palavras. Se eu tivesse lido antes de começarmos a namorar, eu definitivamente estaria perdendo a cabeça agora. Guardo o presente de volta na minha mala silenciosamente e olho para ela dormindo serenamente, me sento numa poltrona que tinha por
ali e passo a olhar para ela dormindo. Por incrível que pareça eu não me cansava de olhar para ela. A respiração era neutra e ela abraçava o travesseiro levemente. Depois de mais ou menos quarenta minutos, ela se mexe, indicando que havia acordado. Abro um sorriso ao vê-la coçar os olhos e procurar pelo que devia ser eu. Ao me achar sentado à frente dela, abre um sorriso:
- Bom-dia.
- Bom-dia. - respondo me levantando e indo até ela. - Dormiu bem, dorminhoca?
- Uhum. - ela se espreguiça enquanto eu a puxava para mim, me deitando na cama. Suspira. - Tá acordado à quanto tempo?
- Hm... Uma hora e meia mais ou menos.
- Wow. Por que não me acordou?
- Não consegui. - falo rindo da cara dela.
- Bobo. - e então se senta na cama, mostrando as costas nua. Levanta se enrolando no lençol e pega uma roupa na mala. - Vou tomar um banho. Tá com fome?
- Uhum. - respondo apenas a observando sorrindo. Ela pára e olha rindo para mim.
- Para de me olhar feito um bobo.
- Você me faz parecer um bobo. Não tenho culpa.
Ela dá mais uma risada e então entra para o banho, me deixando olhando para a porta e sorrindo para a mesma. Demorou cerca de meia hora até ela sair com os cabelos semi-úmidos. Uma coisa que ela não gostava, era de sentir o cabelo pingando nas costas, então ela passava um secador rápido para não escorrer. Vestia um vestido leve e bonito, com uma sandália rasteira. Já havia me trocado e usava uma camisa semi-aberta e um short com meu chinelo, me levanto e sorrindo e coloco as mãos na cintura.
- Vamos ficar. - murmuro maliciosamente me aproximando mais dela. Ouço uma risada.
- Nem pensar, eu tô com fome. - ela se afasta, me dando a mão e me puxando para a porta.
- Hmmnão. Vamos ficar. - seguro na cintura dela novamente e a paro.
- ! Quero comer! - ela fala brava e dou uma risada.
- Odeio seu mau-humor alimentício.
Ela dá uma risada alta.
- Não existe mau-humor alimentício.
- Claro que existe, você está sofrendo dele agora. - sorrio dando um selinho nela e abrindo a porta para ela.
- Palhaço. - ela retribui o beijo, saindo.
Almoçamos num dos quatro restaurantes que tinha na ilha, conhecemos um casal que estava lá porque também ganharam a viagem, mas que estavam sendo sempre confundidos com semi-casados em lua-de-mel. Isso ao contrário de mim e , que definitivamente estávamos sendo reconhecidos dos jornais, revistas e televisão. Não era muito melhor. Nós éramos sempre parados por casais
fãs da ou então algum papparazzi. Eu tive de pedir ao hotel para darem um jeito, porque estava demais. E então pediram para a cantar num luau que teria à noite.
- Não sei.. - ela falava receosa. Ela não queria. Nossos planos seriam outros e não
incluía o luau ou mais pessoas à não ser nós dois. Nossos planos incluíam nosso quarto, nossa cama ou qualquer outro lugar do recinto. O problema foi o homem implorar tanto e nos dar um passeio à dois até a Ilha dos Golfinhos de graça no dia seguinte, que nós acabamos concordando.
Não preciso dizer de que logo que a terminou de cantar a última música, nós, sorrindo, demos um jeito de sair pela direita e correr para nosso quarto, para começarmos a nossa diversão.
- Nunca mais trabalha nas férias. - eu murmuro entre beijos.
- Uhum. - ela murmura veemente, tirando a minha camisa. Nós estávamos meio que fogosos naquela hora,
tanto que o sexo foi rápido.
Ficamos de barriga para cima, os dois, encarando o teto.
- ? - ouço a voz dela ecoar no quarto.
- Hm?
Então sinto ela se mexer e quando olho para o lado, ela está encolhida, olhando para mim, cobrindo com o lençol até acima do nariz.
- Como acha que vai ser quando nós começarmos a turnê?
Paro. Eu não havia pensado nisso. Quero dizer, havia, mas não pensava na turnê comigo e ela namorando e sim comigo sofrendo e ela não sabendo do meu amor por ela. Agora que nós estamos juntos, tudo o que eu pensei foi o quão sortudo eu sou ou pensei nela. A vontade de participar da turnê nem estava tão grande quanto estava quando nós estávamos separados.
Me viro para ela e suspiro, abaixando o lençol dela até o pescoço e acariciando seu rosto.
- Não faço a mínima ideia. Não pensei nisso, para ser sincero.
Ela concorda com a cabeça.
- Isso acabou de passar pela minha cabeça também. Assim, acha que vai rolar alguma coisa lá?
- Que tipo de coisa?
- Hm.. não sei, alguma coisa que possa nos fazer brigar ou nos separar.
Dou uma risada.
- Você acha mesmo que depois de todos esses anos sofrendo por causa de você, uma turnê vai conseguir me fazer te largar? Nunquinha, pode apostar.
Ouço a risada dela:
- É sério, poxa. A ex-namorada do CJ foi numa tour com a gente ano passado e...
Bom. Ela acabou virando ex-namorada do CJ. E quando o casinho do Lou foi com a gente, ela saiu falando que nunca mais queria ver a cara dele. Até os pais do Oliver se separaram depois que foram na nossa tour. Acho que casal na mesma turnê dá problema.
Fiquei impressionado com a preocupação dela em se separar de mim e tudo mais. Abro um sorriso confortante e a puxo mais para perto, a fazendo se apoiar em meu peito.
- , quando a gente ama de verdade, nada vai fazer com que a gente se separe. E eu te amo de verdade.
A vejo olhar para mim com um lindo olhar apaixonado e então ela encosta os lábios delas nos meus.
- Te amo, .
Já mencionei o quanto essas três palavras fazem um efeito retardado em mim?
- Amo demais. Mesmo. - ela continua. Sério. Eu enlouqueço.
Sorrio, ficando por cima dela, a beijando.
- Amo também. - murmuro antes de outra noitada.
14.
E então nós estávamos de volta à Londres. Mas que beleza! Faltavam apenas dois dias para o início da tour que o McFly iria fazer com o Crossword e eu não sei quem estava mais animado com a ideia. A nossa banda, por estar finalmente saindo na nossa primeira turnê ou a por estar finalmente saindo na nossa primeira turnê.
- , seu macaco babuíno, presta atenção! - ouço a voz de ecoar na sala da casa dela, enquanto não parava de falar em músicas, turnê, dinheiro, garotas.
então para e fica quieto encolhido numa das poltronas da casa da .
- Como eu estava dizendo antes de ser interrompido bruscamente por esse tarado, nós teremos uma entrevista com as duas bandas amanhã no Lori Show. Não falem da vida pessoal de vocês logo de cara.
- Mas minha vida pessoal é você. - eu falo provocando ela, ouço um "uhhh" dos caras e ela me dá uma travesseirada.
- Cala a boca.
Mando minha melhor cara indignada e bufo:
- Se eu falo que ela não é nada, ela me atropela.
- Definitivamente, agora deixa eu terminar de falar. - ela volta a olhar para os outros. - Então nós teremos de acordar às 5 da manhã--
- Tá de brincadeira? Eu não acordo às 5 da manhã nem que o mundo esteja acabando! - reclama nervoso e eu reviro os olhos.
- Certo, então o McFly não vai na entrevista. - ela fala com as mãos na cintura e então dá uma travesseirada no .
- Tu vai acordar até as 4:30 se for preciso! Eu te acordo nem que eu tenha que te dar um tiro pra isso!
Então ficamos todos calados olhando boquiabertos para , que ofegava de tanta raiva.
- Dude, se você atirar no , ele morre. - fala abobado. E aí foi o cúmulo.
- Sério, ? Revolucionou o mundo com essa conclusão! - falo irônico e dou um tapa na cabeça dele, que resmunga alguma coisa irreconhecível, nada de estranho vindo dele.
- Querem calar a boca? Vocês falam mais do que nossas mães juntas! - e aí tocou fundo.
- Aught. - falo com uma careta.
- Poxa, . Pegou pesado agora. - diz fingindo estar magoado.
- Então calem a boca e me ouçam! - bate as mãos nas pernas e bufa.
Ficamos calados, até ela se sentar:
- E é isso.
Fim da linha. Era o fim da linha para . Tchau Crossword, foi bom enquanto vocês duraram.
Nós apenas vimos um , um , um e um correndo atrás de uma com
um cachorro chamado Jack atrás latindo.
- Jack, eles são malvados, não são? Morde eles! - ela aponta para nós quatro, que sorríamos depois de termos jogado na piscina da casa dela e pulado atrás. - Olha o que eles fizeram comigo, Jack. Você não vai deixar isso barato, não é? Não vai não. - ela abraçava o coitado do cachorro que não sabia se mordia ela ou se implorava pra gente fazer alguma coisa a respeito.
- , se você não largar o cachorro, essa vai ser a última coisa que ele vai ouvir você falar. - fala assustado e lhe manda um olhar mortal.
- Não abre a boca, , você está em território inimigo.
Ele levanta os ombros e ouvimos a porta da frente se abrindo.
- Choveu dentro de casa e eu não estava? - ouvimos a voz do irmão de e então nos viramos para o tal, que estava parado na bancada da cozinha onde estávamos com algumas compras.
- Ha-ha, muito engraçado você, Sean. Cala a boca e pega uma toalha.
- Negativo. Lidia está vindo para casa e eu vou preparar o jantar.
- Coitada. É hoje que eu perco minha cunhada. - comenta saindo da cozinha com Jack em seu colo quieto, eu acho que ele já morreu e não soube disso.
- Pois fique sabendo que depois dessa você não come da minha comida! - ouvimos Sean gritar da cozinha enquanto seguíamos para o andar de cima.
- Amém! - ela grita de volta e fecha a porta atrás da gente, que ria. - Da última vez, o arroz dele ficou verde de tanta salsinha que ele colocou.
Fazemos todos uma careta e então damos uma risada.
- Como eu sou menina e a dona da casa, eu tomo banho primeiro com a porta trancada e vocês aqui fora. - vai até seu armário e pega uma roupa qualquer enquanto eu e os caras andávamos pelo quarto dela observando tudo.
- Como eu sou seu namorado, eu posso tomar banho com você. - pego minha mochila e vou andando com ela para o banheiro até pegar na minha gola e me impedir de entrar, fazendo rir e fechar a porta do banheiro. Olho feio para ele, que me olhava feio com e .
- Não queremos morrer antes de ficarmos famosos e sermos agarrados por mulheres. - ele fala. - O irmão dela tá no andar de baixo com facas e fogo em mãos, você tá querendo provar que é macho bem agora? Pode esquecer.
Faço uma careta ao lembrar de Sean e me sento no chão, já que estava molhado e cabeças rolariam caso a dona da cama visse seu precioso colchão molhado.
- Só porque ele está super equipado com utensílios que eu não posso revidar. Espera só minha espada gedai chegar.
- Certo Darth Vader. - murmura irônico. - O que será que vão nos perguntar amanhã?
- Tudo sobre a tour. - responde se sentando em cima da minha barriga. - E vão atormentar , claro.
Reviro os olhos. Essa seria a nossa primeira entrevista e ainda por cima a primeira da depois que começamos a namorar. Não que eu não gostasse, mas agora que todo mundo já sabe que eu namoro ela, não tenho vontade de provar mais nada.
- Saco. - apenas murmuro.
- Saco digo eu, ao invés deles gastarem a saliva deles perguntando de onde eu me inspirei nas músicas, eles vão ficar perguntando se sexo com a é bom. Quem realmente quer saber disso? - falava da boca pra fora e recebeu um olhar bem feio meu. começou a rir e balançou a cabeça.
- Isso vai ser constrangedor.
- Para sua informação, é muito boa na cama. - me defendo, recebendo mais risadas de . - Só não falo pra vocês provarem porque essa é propriedade privada.
- E desde quando a é propriedade privada de alguém? - pergunta irônico e eu sorrio para ele.
- Desde que ela usa uma aliança com o meu nome gravado nela, seu molusco ambulante.
então senta ereto e sério:
- Você deu uma aliança pra ela?
E foi nesse momento que a indignação tomou conta do lugar. Como pode uma criatura dessa viver dessa maneira? Será que ele não se toca do quão patético ele é?
- Se mata, .
- Nem bêbado consegue ser mais idiota que você.
- Parem de me zuar. - fala choroso. Tudo bem, ele não estava para chorar, mas sua cara estava de matar. sai do banho e nos vê olhando todos para .
- Que aconteceu?
- Eles tiraram o dia para me atazanar. Falem para eles pararem.
- Por que deveria? Você é o único que cai nas brincadeiras toscas deles. - ela levanta os ombros e nos faz olhar indignados para ela.
- Você está terrível, . - fala sério. Ela sorri e se deita na cama.
- O próximo pode ir.
- Eles realmente vão tomar banho no seu quarto? - ouvimos a voz do irmão dela da porta, nos viramos e ele estava encostado no batente com um avental totalmente gay.
- Você vai ceder o banheiro do seu?
- Não.
- Então sim, eles irão tomar banho no meu quarto. - ela sorri pegando um coelho de pelúcia e o olhando.
- Existem banheiros nos quartos de hóspedes.
- Para sua informação, eu já tomei meu banho e nenhum deles veio me assediar.
- Talvez porque os três estivessem ocupados demais me zoando. - murmura nervoso. dá risadinhas.
- Não é porque você está namorando um que os três--
- Sean! Quer parar? - o olha em reprovação, ele suspira:
- Que seja. Pai e mãe foram para casa do tio Gibs e Lidia vai dormir aqui hoje.
- E o que eu tenho a ver com a Lidia? - ela o olha cansada. Nós quatro apenas olhávamos de um para o outro.
- Bom, nada. Mas se quiser dormir tranquila, ou peça teto para um de seus amigos ou de seu namorado, ou compre um tapa ouvidos. - ele lhe manda um sorriso malicioso a fazendo abrir a boca com uma cara de nojo.
- Ahh, sai daqui Sean. Você não presta!
Ele apenas dá uma risada e se vira, saindo do batente e voltando para o primeiro andar. Ela nos olha suplicante.
- Se você for pra casa, Carrie te mata de tanto de encher. Quero fazer uma turnê, sabe? Sem você não tem Crossworld e sem Crossworld não tem turnê e McFly abrindo. - diz sério.
- Minha mãe é capaz de não te largar por um minuto. - murmuro. Não que eu não quisesse que ela fosse para casa, mas desde que começamos a namorar, não sei quem estava pior, minha mãe por adorar ela, a mãe dela, por me adorar ou as mães do , e por eu ser o primeiro a, como elas disseram, tomar um jeito na vida.
- Meu irmão vai chamar a sala poser inteira dele pra te estuprar de noite. - fala sério, a fazendo arregalar os olhos.
- Como se eu fosse deixar ela dormir no meio de todos aqueles pirralhos. - falo sério. Ele sim estava brincando com o fogo.
- Você é do tamanho deles, cala a boca. - ri da minha cara e eu mando o dedo para ele, que ri mais ainda junto com os outros. - Pode dormir em casa se quiser, . Meus pais foram viajar e meu irmão já voltou para Herthshire.
Os olhos de brilharam e ela pulou da cama dando um beijo na bochecha dele:
- Salvou minha vida e minha imaginação. - e corre para arrumar uma pequena mala.
- Dude, que você tá fazendo aqui? - me pergunta três horas depois quando eu apareci de surpresa na casa dele com uma mochila nas costas.
- Acha mesmo que eu deixaria ela dormir aqui sozinha? - entro na casa e olho ao redor a procura dela.
- Você não confia em mim, cara? Acha que eu vou atacar ela ou algo do tipo? - ele me olha nervoso e eu balanço a cabeça, sorrindo para ele:
- Acha mesmo que eu ia perder uma oportunidade de dormir com ela numa casa onde estamos sozinhos?
- Obrigado. Eu sei que sou uma ameba, mas não precisa jogar na minha cara que não sou humano. - ele bufa impaciente.
- Legal, então tchau dude. - empurro ele para a porta.
- Epa, epa! Como é?
- Obrigado por me ceder a casa hoje com a , avisei o que você tava indo pra lá. Você esqueceu umas roupas lá em casa, pode levar pra casa dele. - eu joguei minha bochila nas mãos de - Te devo uma. - e fecho a porta na cara dele. Obviamente ele deve ter achado que eu não transava com a faz séculos, o que é uma grande mentira, acontece que bom. Sexo + . Vocês me entendem não é? Não dá para perder uma oportunidade dessas.
Subo correndo as escadas e vou para o quarto de hóspedes, batendo e colocando a cabeça dentro.
- Harr-- ? - ela me olha surpresa e sorri se levantando da cama. - Que você tá fazendo aqui? O disse que ia me fazer um chocolate quente pra eu dormir gostoso, poxa.
- Hm, ele passou para mim a tarefa de te fazer dormir gostoso. - eu sorrio me aproximando com um sorriso malicioso e ela então deu conta do recado.
- Espero que pelo menos seja algo mais gostoso que ele.
- Esperar? Pra quê esperar se estamos começando, hm, agora? - encosto meus lábios nos dela, que sorri e enlaça meu pescoço.
- Onde ele está?
- Provavelmente chegando na casa do , ou , não lembro, qualquer lugar menos aqui.
Ela dá uma risada abafada por causa dos beijos.
- Terá de ser rápido. - ela murmura e eu paro os amassos a olhando sério. - Que foi?
- Você quer sexo rápido?
- Oras, esqueceu que temos que acordar dentro de algumas horinhas?
Putamerda, é verdade. Saco ao quadrado.
- , sexo rápido não dá. - reclamo e ela me olha em reprovação. - Não consigo.
- Então deixa pra outro dia. - ela volta a se sentar na cama e abre um livro que estava na cabeceira. Fico olhando para ela boquiaberto.
- Você me atiça, me deixa louco e depois não quer continuar?
- , eu não quero acordar cansada! - tava difícil pra ela entender que se eu não estivesse do estado que eu estava, dava pra encarar o lado dela numa boa.
- Se você não estivesse de blábláblá, nós já estaríamos quase terminando.
- Você acabou de dizer que não consegue com sexo rápido. - ela bufa impaciente. Eu abro a boca para responder. Merda, só a linha de raciocínio dela funciona depois de uns amassos.
- Esquece o que eu falei, anda, . Vai ser rapidinho, eu só não posso ficar amanhã o dia inteiro pensando que eu poderia ter transado com você!
Ela começa a rir.
- Você é muito idiota, . Tem mais coisas para pensar do que sexo comigo.
- Acredite, não tem. Eu vou olhar pro Romeu, meu querido amigo aqui em baixo e ele vai ficar me lembrando.
Ela pára me olhando boquiaberta com uma expressão de riso:
- Você é impossível. - apenas diz balançando a cabeça. - Pois diga ao seu amigo Romeu, que ele cansa minha Julieta e ela não quer que eu esteja cansada na primeira entrevista. Anda, , é só amanhã, então ficaremos de férias por causa do ano novo e voillá, ano novo e sexo!
- Você acha que eu sou milionário pra ficar fazendo surpresas que nem a do natal? - coloco as mãos na cintura.
- E você acha que eu sou feita de ferro pra aguentar ficar inteira pra amanhã com você me atormentando com seu amigo Romeu?
Entrefecho os olhos e encrispo os lábios.
- Tudo bem, sem sexo. Vai me deixar assim, né? Você é má, . E vai ter retorno.
Ela mostra a língua e deita, me fazendo sair do quarto e ir até o do .
- Merda. - soco um travesseiro e resolvo ir tomar um banho para ver se melhora minha situação. Terminado ligo a tv por não estar com sono e sem perceber, adormeço com ela ligada.
- ACORDAAAAAAAA! - sinto um peso em cima de mim. - A noite selvagem miou é, dude? Que cê tá fazendo aqui?
Abro os olhos lentamente e vejo três figuras embaçadas na minha frente. Ótimo. Era só o que me faltava.
- Ela disse que iria ficar cansada. - murmuro irritado e eles fazem um coro de "ihh.." - Estou puto com ela.
- Bom, . Ela estava com a razão. - fala tentando ser compreensível.
- Então por que ela me atiçou? - me sento nervoso.
- Correção, , ele estava com a razão. - aponta para mim olhando para o , que levanta os ombros.
- Porra, eu tava quase tendo um surto psicológico!
- Ótimo. - fala nervoso. - Eu saio de casa, vou dormir na casa dessa jamanta com a irmã dele me atazanando - ele aponta para que o olha ofendido - com roupas que nem cabiam mais em mim, passei um frio desgraçado com aquele lençol dormindo naquele chão, durmo apenas 4 horas e você ainda me diz que não aconteceu merda de coisa nenhuma? É pra chorar.
Ficamos os três olhando assustados para , que passa a mão pelo cabelo impaciente.
- Vamos logo pra essa merda de entrevista, eu quero dormir quando voltar. - ele se vira e sai do quarto. Me levanto rapidamente e me troco, indo até o banheiro e escovando meus dentes.
Quando chego lá em baixo, estava tomando café com o resto da banda dela. Sorrindo. E isso fez com que meu grau de putisse aumentasse. Porra, ela tava fingindo que nada aconteceu! Ela me olha e diminui o sorriso para um mais tímido.
- Bom dia. - murmura simpática, balanço a cabeça e vou me sentar do outro lado da mesa. Eu podia culpar o sono, não podia?
Vejo o olhar sério dela em minha direção, mas resolvo ignorar.
Passado mais ou menos uns vinte minutos, estávamos entrando na van para ir até o local onde seria gravado a entrevista. Saco, minha primeira entrevista, vão me perguntar do meu relacionamento com a e eu estou puto com ela. Vai dar merda. Eu tô pressentindo isso.
Vimos que tinha duas salas para as bandas, uma para a nossa e uma para a dela. Nem eu, nem ela nos despedimos um do outro. Avisam que entraríamos em uma hora. Tempo o suficiente pro achar que podia dormir deitado ali no sofá e o começar a arrumar o cabelo com um spray que havia trazido. sumiu e eu não estava com paciência nenhuma de ficar perambulando o local atrás dele. Batem na porta e como eu era o único vagabundo que não havia mexido a bunda do lugar pra fazer alguma coisa, fui até lá e dei de cara com a .
- Por que tá bravo comigo? - ela diz na lata.
- Por que acha? - respondo no mesmo tom. Ela se remexe impaciente.
- , eu já disse que eu iria ficar cansada, caramba. Quer parar de agir feito uma criança? - ela fala um pouco mais alto, chamando a atenção de algumas pessoas no corredor. Olho para os lados e a puxo para dentro da sala e a levo para dentro do banheiro.
- Eu não estou agindo feito uma criança, . Faz um implante de um pênis e injeta hormônios masculinos em você. Então vai até uma mulher que você ama e tenta algo com ela. Você vai entender o porque de eu não estar sendo infantil.
Ela fica calada.
- Olha, um dia que eu recuso transar com você, você me dá um ataque desses? - ela fala tentando arranjar um argumento para ter razão. - Poxa, a gente pode transar todo santo dia, em qualquer lugar, mas entenda, . Eu não sou tão forte quanto você, eu tenho que dormir um determinado tempo, senão eu não raciocino, tá ligado?
- Me avisasse antes de começar a se amassar comigo.
- Eu não acredito que a gente tá discutindo por causa disso!
- Eu não acredito que você ainda está querendo discutir.
- E eu ia fazer o quê? Heim? Aguentar você me olhando com cara feia o dia inteiro? Fingir pra câmera que tá tudo bem, sendo que não está? Porra, ! - ela se vira de costas para mim. - A gente não tá se entendendo.
- É, tá difícil. - murmuro. Saco, saco, saco. Por que eu tinha que ser uma merda de um orgulhoso?
- Olha-- - ela pára de falar e então suspira. - Não vamos brigar por isso, tá legal? É tão superficial. A gente pode fazer isso qualquer hora, menos quando eu tenho entrevista. Até antes de show se você quiser, mas tenta entender.
Fico olhando pra cara dela. Porque eu sou um frouxo?
- Tá bem, desculpa. - murmuro olhando para o lado e então sinto ela enlaçar os braços em mim e encostar sua cabeça em meu peito.
- Eu te amo tanto, poxa. Não queria brigar com você.
Por que eu tenho de ser um frouxo apaixonado?
A abraço e beijo o topo da cabeça dela. Batem na porta dizendo que tínhamos mais 15 minutos.
- Tenho de ir pra minha sala, fazer o ritual de antes da entrevista. - ela se solta de mim e me dá um selinho. - Essa noite você não escapa.
- Correção. Essa noite, você não escapa. - sorrio entre os beijos e ela me manda uma piscadela, sorrindo e abre a porta do banheiro, dando de cara com um tentando fazer uma bananeira.
- , você é o macaco, não a bananeira. - ela murmura rindo antes de sair da sala, o fazendo fazer uma careta.
- Você é idiota ou o quê? - falo rindo e saindo do banheiro, me sentando no sofá. Ele levanta os ombros.
- Pelo menos ela não percebeu que eu tava espiando vocês.
- Como é? - me levanto nervoso e se levanta automaticamente me segurando. - Já ouviu falar de privacidade?
- Dude, você e podem ter tudo, menos privacidade. - fala normal indo arrumar o cabelo.
Fazia sentido o que ele falou. me solta e vai acordar .
- Cinco minutos. Vamos indo para o palco. - um cara de preto fala, fazendo com que a gente desse uma última olhada no espelho e o seguisse até um lugar onde e os caras da banda já estavam.
- , você sempre prepara uma surpresa pras fãs nos seus shows, conta pelo menos uma para nós, vai. - a apresentadora loira, gostosa e simpática pergunta animada, olhando para a , que levanta os ombros:
- Se eu contar, não vai ser mais surpresa.
Ouvimos então um "Ahhh" da platéia.
- Poxa, , estávamos tão certos de que você ia dar uma brexinha.
Ela dá uma risada.
- Bom, Oliver vai realmente começar a passar desodorante antes de entrar no palco. - ela dá uma risada olhando para o amigo, que manda um joinha.
- Ele estava para lançar uma colônia "Eau Oliviê - sinta seu natural", provavelmente apenas as
fãs obsessas por ele iriam comprar e aguentar o odor. - CJ comenta recebendo um dedo de Oliver, e risos de todos.
- Mas poxa, , fala alguma coisa dos shows! - certo, essa apresentadora devia ter recebido uma promoção do tipo, "faça a contar uma surpresa dos shows da próxima turnê e receba o dobro do salário". não gosta de ser pressionada, então provavelmente falaria alguma coisa ou inventaria algo só pra se livrar dessa.
- Hm, estava pensando em gravar o nosso segundo DVD, mas com o nosso dia-a-dia aparecendo, não shows e entrevistas.
Gritos da platéia.
- Olha só, mal a ideia foi aceita e a galera já está pedindo pelo DVD! - a menina é paga para ser irritante, fato. - É uma ideia genial, ainda mais agora que você está namorando.
E pronto. entra em ação. A menina olha para mim e dou um pequeno sorriso.
- Conta pra gente como é que foi tudo isso? Muito inesperado! - ela se remexe na cadeira, estava louca para entrar nesse assunto. Tão louca quanto as
fãs por ouvir. Nunca fiquei num breu tão enorme quanto esse, era capaz da gente ouvir a respiração do mosquito.
olha para mim sorrindo e levanta os ombros.
- Não tem muito o que falar, eu e já tínhamos uma relação legal antes do namoro. - para variar, ela sempre quer esconder tudo.
- Então vocês meio que já ficavam antes de começarem a namorar?
- Isso é um segredo que eu não irei contar. - ela pisca para a garota, e nós rimos.
- , aparece! Vamos, nos conte como é que foi?
- Foi exatamente do jeito que ela falou. - eu sorri para a menina, sinto sorrir aliviada.
- Vocês não vão contar nadinha do relacionamento de vocês pra nós?
- Bom. - começa. - Isso faz parte da minha vida pessoal, e eu tento manter ela assim, pessoal. - concordo com a cabeça.
- Então eu boto a boca no butija. - Lou fala rindo. - A tem estado muito lerdinha depois que começou a namorar, tudo para ela está ótimo. Vocês vão ver que até as letras dela andam meio melosas.
- Ahh, então o namoro causou, sim, algum efeito na nossa vocalista favorita! O cd que você prometeu lançar só com letras compostas por você, vai vir quando?
- Hm, não sei ainda, provavelmente ano que vem só. Eu vou terminar a turnê e então vamos direto para a gravadora produzir o cd.
- E você já escreveu alguma música?
- Estão todas sem melodias, ainda.
- Qual é o maior tema que você fala no seu cd? Você está passando por uma fase romântica, e as adolescentes do mundo inteiro sempre se identificaram com suas músicas.
- Não sei direito se elas vão vir tão melosas quanto o Lou falou, todo mundo hoje em dia fala sobre o amor. É difícil ouvir uma música que fale sobre outro assunto. Eu gosto de falar mais sobre o cotidiano dos jovens, acho que é por isso que a galera se identifica. Na nossa idade pode ser que muitos
adolescentes não tenham vivido um amor amooor, então eu prefiro continuar da minha maneira.
- Você fala então da fase adolescêntica com suas palavras, ou com as palavras dos seus
fãs?
- Todas as minhas músicas são feitas com os meus sentimentos, situações que eu passei e tudo mais, se os
fãs se identificam, é porque eles passaram pela mesma coisa que eu.
- Certo. E vocês, McFly? Vocês falam sobre o quê nas músicas?
- Somos parte do todo mundo da . - diz simpático. - Falamos sobre amor.
Risos são ouvidos na platéia.
- Nossas músicas são mais para situações embaraçosas e tudo mais, não é o amor meloso nem nada. - comenta.
- E vocês tem um cd?
- Temos o Room On The 3rd Floor. - responde. - Ele saiu faz pouco tempo e a gente tá bem feliz com ele.
- E tem músicas novas para a turnê?
- Ah, sempre tem. - responde sorrindo.
- , você está tão calado.
- É normal. - eu respondo. - É difícil de eu falar quando se tem três tagarelas comigo. - e aponto para os três, que fingem me olharem ofendidos.
- Certo, então nos conte. Você escreveu já alguma música para a ?
Dou uma risada.
- Talvez.
Ouvimos um "Uhh" da platéia, dá a risada dela.
- E como acha que vai ser uma turnê com a sua namorada?
- Acho que foi como pegar doce de criança. Não tinha oportunidade melhor dessa turnê aparecer.
- Vai ficar de olho nela?
- Ela sabe se cuidar, vou ficar de olho nos que rodeiam ela, na verdade.
Então damos risada. Não fui tão mal quanto achei que iria ser. A loira peituda fez mais algumas perguntas para nós, mais algumas para eles, mais algumas para eu e e então anunciou o fim do programa. Dez minutos e estávamos quase na nossa sala, pegando nossas coisas.
- Foi legal. - sorri olhando para nós. - Achei que fôssemos ficar excluídos e tudo mais, mas foi legal.
- É. Deu até pra fazer um merchan do cd. - fala empolgado.
Sorrio e volto a colocar as coisas na minha mochila. Nos avisam que poderíamos ir embora e então alguns minutos depois, aparece sorrindo:
- Tenho boas notícias!
E foi motivo o suficiente de ficarmos todos vidrados na garota:
- Sem querer ofender, mas não sequem muito não porque o prejuízo vem pra mim depois. - eu murmuro, fazendo meus amigos rirem.
Ela revira os olhos e então se senta no sofá:
- Nossa turnê começa dia 9 de janeiro!
E a galera vibra! Pô, estamos praticamente no dia 9 de janeiro, falta o quê? Uma semana para isso? Que dia é hoje mesmo?
- Temos de falar com o Fletch. - diz se levantando do sofá.
- Ele quem pediu para eu avisar vocês. - diz vindo até mim e me dando a mão.
- Ah.. - e ele volta a se sentar. Reviro os olhos e me levanto.
- Vamos então? - olho para , que sorri e concorda com a cabeça.
- Praia.
- Cruzeiro.
- Praia.
- Cruzeiro.
- , eu quero praia.
- E eu quero cruzeiro.
- Caramba, deixa de ser chato, na praia vai ser muito mais divertido.
- , a gente já passou o natal na praia.
- E daí? Foi lindo. Quero praia.
- Podemos fazer do cruzeiro um lugar exótico. Quero cruzeiro.
- Amor... - ai. Fudeu.
- Não começa, . - viro a cara e ela se senta no meu colo.
- Praia, areia, mar, eu, você...
Começo a balançar a perna nervoso.
- Que tal montanha? - se intromete e nós dois olhamos feio para ele. - Desculpe. - ele encolhe os ombros, fazendo com que e o consolassem.
Estávamos tentando decidir para onde iríamos passar o ano novo. Nossos pais iriam para a casa de amigos e nós iríamos passar juntos. Acontece que quando o assunto "onde" entrou na conversa, a coisa pegou fogo e eu e começamos a discutir o lugar que queríamos ir.
- .. Vamos para a praia? - sorri carinhosa e eu bufo.
- Para de atiçar.
- Aê. Tem gente fora vocês dois no pedaço, tão ligados? - se intromete. - Respeito com os solteiros.
Nós dois reviramos os olhos. Quando a coisa começava a ficar boa, eles tinham de estar lá pra estragar tudo. Amigos são realmente para todos os momentos. Oportunos e inoportunos.
- E se fôssemos até Paris? - pergunta com uma última esperança nos olhos. pareceu considerar. Mas eu sou cabeça dura.
- Não. Cruzeiro.
- , que saco cara! - vejo o ficar vermelho por causa de sua pele clara. Clara? O cara era quase considerado um anêmico por causa de sua cor! - Não vamos num cruzeiro, falou?
- Então vamos para a praia! - pula no meu colo e tenta sair dele agora que ficara claro que não iríamos acatar à minha ideia. Bobagem, segurei ela que riu de mim. A cada dia que passa eu acho cada vez mais que os estão conquistando o mundo com sua lerdisse.
- Não. Vamos para Paris e ponto final. - se levanta nervoso. Quando bate o sentimento de "pai" nele, o cara fica mais chato que todos os nossos pais juntos. E olha que eles nem são tããão bonzinhos assim. Todos nós ficamos calados. - Vou fazer a reserva para nós, depois ligo pra vocês. - ele pega, levanta e sai da casa de , que olha para mim, e confusa.
- Esquenta não, ele fica assim depois de uma entrevista. - levanta os ombros.
- , foi nossa primeira entrevista. - fala sério. Eu bato a mão na testa e ri.
- Bom, sabemos com o que vamos lidar daqui pra frente. - ele levanta os ombros e se levanta. - Anda, , temos um encontro hoje, lembra?
- Que encontro? - ele o olha assustado.
olha para mim e sorri, me fazendo devolver um sorriso malicioso, ela balança a cabeça.
- Dude! Você quem marcou com as meninas ontem e fica aí de lero? Bora que hoje a noite vai ser boa! - puxa pela mão que acena e sai de casa.
- Graças a Deus. - murmuro aliviado fazendo rir.
- Você não deveria falar assim dos seus amigos. - ela enlaça meu pescoço.
- Eles não deveriam ficar em casa quando eu estou prestes a fazer minha própria festa com minha namorada. - coloco as mãos em sua cintura e a puxo mais para perto.
- Hm... Não vou discutir.
- Porque sabe que quer mais que eu.
- Mais que você? Não sei não...
- Você está se subestimando. - sorrio encostando meus lábios nos dela. Ela nada mais diz além de colocar uma perna em cada lado meu e ficar de frente para mim. A puxo o máximo que consegui para mim e passo os lábios para seu colo.
- ..
- Cala a boca.
- Como é? - ela fala nervosa. Bufo. Mas que diabos ela tem de ficar me interrompendo quando eu estou concentrado!
- Fala. - digo cansado e ela me olha séria.
- Só ia dizer para nós irmos para o meu quarto, já que eu me preocupo com você, criatura.
Suspiro e me levanto a pegando em meu colo facilmente. Vou lentamente para o quarto dela, ela provocou, agora ela que aguente.
- ...
Olho para ela, que para falar a verdade não tinha uma expressão muito amigável no rosto.
- O quê?
- Se você não chegar no quarto em 5 segundos, vamos transar aqui!
Começo a rir com o desespero dela.
- Ser vingativo não vai te levar a lugar nenhum, amor. - ela fala irônica.
- Realmente, eu ainda não cheguei aonde deveria.
Ela fica me olhando séria. Lhe dou um selinho.
- Vamos logo. - murmuro andando rapidamente até o quarto dela, a fazendo dar uma risada.
- ? - ouço a voz dela enquanto quase caía no sono.
- Hm? - murmuro tentando dar algum indício de que eu realmente estava com sono e que não era miragem dela, mas ela pareceu estar tão preocupada com outra coisa que sequer se tocou de que eu queria dormir.
- Como acha que vai ser a turnê?
Olho para ela. Não era possível. Ela estava preocupada com a turnê?
- Perfeito, oras. Como mais? Estaremos eu e você, shows, quarto de hotel, eu e você... - vou falando e a ouço rir, mas em seguida me cortar.
- Não, não. Não quero dizer nós dois. - epa. Eu já passei a ser segundo plano? - Vai ter toda uma pressão e gente atrás de
nós... Sei lá.
- Você tá preocupada com os outros? - me inclino levemente para ela, para então ter uma visão melhor de seu rosto. A sorte dela era que estava escuro.
- -não! - gaguejou, é verdade sim. - É-é só que-- não sei, talvez seja uma merda a gente ter de namorar e ter gente olhando e tudo mais.
- . - falo sério desviando toda sua atenção para o que eu iria falar. - Foda-se eles. Nós somos humanos, nós temos sentimentos e nós também transamos. - ela faz uma careta. - É sério. Se eles acham que vão ganhar alguma coisa expondo nossa vida, o problema é deles, depois a gente processa eles e ganhamos dinheiro em cima. - ela dá uma risada. - Mas pára de ficar se preocupando com isso. A gente vai se divertir e é isso o que importa. E vai ser a melhor turnê de nossas vidas e sabe por quê? Por que eu e você estaremos juntos.
E aí ela abriu o melhor sorriso dela e concordou com a cabeça, me dando um selinho demorado e se aconchegando em meus braços. E então dormir nunca foi tão fácil para mim.
- , PORRA. ACORDA! - caralho, porque voz de mulher fica fina quando acorda? Ou é só a que tem esse dom? - ANDA LOGO, MERDA A GENTE TÁ ATRASADO! TIRA A SUA BUNDA GRANDE E GORDA DESSA CAMA E LEVANTA!
E caralho novamente, ela acha que o ouvido de todo mundo é pinico? Abro os olhos lentamente e dou de cara com ela se trocando o mais rápido que ela podia.
- Que aconteceu? - pergunto não entendendo. E recebo um olhar mortal por isso.
- Aconteceu que estamos atrasados pra chegar no ônibus! - ela joga minha roupa em minha cara. - Se troca logo, o Oliver acabou de me ligar e disse que a Jeena está um cão porque estamos atrasados!
- Merda. - murmuro levantando e me trocando o mais rápido que eu podia. Se a empresária da banda
da tava um cão o Fletch devia estar... sei lá. Um urso. Um tigre, qualquer coisa pior que cão. E ainda ter de aturar as brincadeirinhas do vai ser o porre.
- A noite foi boa. - merda, não disse? Esse não perde uma oportunidade para me tirar. O que eu fiz pra merecer essa draga?
- Cala a boca. - murmuro mal humorado.
- Ihh, tem alguém de mau-humor. - ele fala brincando. - não está te satisfazendo mais, é isso?
Mando meu pior olhar para ele, que calou a boca.
- Pegou no ponto fraco, . - murmura rindo e eu reviro os olhos. Cacete.
- Fui acordado no berro, não comi nada, caí no meio da rua, ouço um monte do Fletch, minha mãe me liga me dando uma bronca por não ter ido até em casa me despedir dela e ainda tenho que aguentar as gracinhas do . - falo nervoso.
- Carai, o dia tá foda mesmo. - diz rindo. Porra, isso foi um consolo ou uma tiração de sarro? - Dude, relaxa. - foi um consolo. Só o pra me ajud-- - O dia só tá começando. - e ri da minha cara com e .
Era bom demais pra ser verdade. Cadê aqueles amigos que falam "se você chorar, eu choro com você."? porque eu estou precisando deles urgente, já que meus supostos amigos riem da minha cara por causa das desgraças que eu passo em meu cotidiano. Fico mais sério ainda e vou para o fundo do ônibus colocar minha mochila em minha cama.
E o dia foi ruim só para mim. E sabem por quê? Porque só eu levei bronca, já que a só levou um "da próxima vez te deixo aqui" em riso da Jeena e então em seguida recebeu um "tá afim de um café?". Só eu levei bronca da minha mãe, só eu perdi a merda do meu ipod e só eu tive que aguentar as gracinhas do até a gente chegar na merda da próxima cidade.
O dia só começou a melhorar quando a gente chegou no hotel e já haviam algumas meninas que conheciam o McFly. E adivinhem quem foi o mais
cobiçado? Sim, eu, claro. Eu disse que seria o mais gostoso. Toma essa , seu gordo.
me olhava de esgoela enquanto eu conversava com algumas fãs que sorriam e me abraçavam, me beijavam, me pediam autógrafos e para tirar fotos com elas. Eu, sendo um bom ídolo, aceitei e fiz tudo sorrindo, claro. Ao olhar para minha namorada, ela desviava seu olhar de mim. Ótimo. Ela estava com ciúmes. Agora eu descobri o porquê de toda aquela insegurança a algumas semanas atrás. Minha namorada é ciumenta, grande. Estou ferrado.
Terminei a sessão com fãs e entrei no hotel. Fomos para nossos quartos e bom, me deixaram separado da . Não sei porquê, afinal, eu vou migrar pro quarto dela de qualquer maneira. Terminei de me instalar e fui para o quarto dela, que era praticamente a uns 5 passos do meu. Bati na porta e ouvi um "entra". Me surpreendo ao entrar e ver ela deitada na cama na frente da tv comendo os doces do bar. Ela olha para mim rapidamente e desvia o olhar de volta para a tv. Nervosa comigo. Foda.
Vou até ela e me deito em seu lado, a fazendo não desviar o olhar da tv. A abraço e encosto meu rosto em seu pescoço.
- O que aconteceu? - pergunto baixo.
- Hm. - ela murmura. Tradução: estou puta com você, não fale comigo.
- Está nervosa.
Ela fica calada. Uma coisa pior do que uma garota fazer charme dizendo que não está nervosa quando está, é ela confirmar que está sendo que ela realmente está nervosa.
- Posso saber o por quê?
Sem resposta. Suspiro e me afasto dela.
- , se você não me falar, eu não vou saber o que é e não vai dar para eu evitar que aconteça de novo.
- Não dá pra evitar. - ela diz. Viu? Era o que eu imaginava. Fãs. Ciúmes. - Deixa pra lá, tá bem? Isso passa.
- Sei que passa. - falo irônico e a vejo desviar o olhar para mim. - Se está com ciúmes, deve falar.
- Quem disse que é ciúmes? - ela me olha indignada.
- Está escrito na sua testa "estou com ciúmes do meu namorado".
Ela dá uma risada forçada.
- Acho que aquelas meninas puxaram muito seu saco, deixando seu ego crescer demais. - ela balança a cabeça voltando a atenção pra tv.
- Aí! Viu? Tá com ciúmes! - aponto para ela, que me olha nervosa.
- E se eu estiver? Por acaso agora é proibido sentir ciúmes do namorado? Mas que coisa, , me deixa!
- Não é proibido. Só acho que se você está perturbada, tem de fala--
- Eu estou perturbada! Pronto? Agora some daqui.
Fico calado. Era a segunda vez que a gente brigava em menos de um mês de namoro. Isso é normal? Porque não parece.
- Tá bem. Quando você estiver mais calma, vem falar comigo.
- Vai nessa. - ela murmura e eu bufo saindo do quarto dela e batendo a porta, dando de cara com .
- Eita, dude! Que aconteceu?
- Essa garota tá com falta de sexo e acredite, a culpa não é minha! - falo nervoso o fazendo arregalar os olhos.
- Tá, calma cara! Vamos lá pra piscina, tá todo mundo lá.
Respiro fundo.
- Não, vai lá. Não tô com humor, ela acabou com meu dia. E olha que ele já nem estava bom.
concorda com a cabeça.
- Qualquer coisa liga no quiosque 6, é o da piscina, daí eu subo pra gente fazer algo.
- Beleza, valeu .
Ele manda um joinha e corre para o elevador, ando na direção oposta e em menos de 3 segundos, estou dentro do meu quarto, parado de frente para minha cama, sem saber o que fazer. Ótimo. Meu plano de chegar no hotel, transar com minha namorada e estrear a turnê que eu achava que seria perfeita, foi pro beleléu. Agora eu to sozinho numa merda de quarto e tudo o que eu penso é em esganar a vocalista do Crossword. Se ela pensa que eu vou ficar aqui me torturando porque ela sente ciúmes, ela que tire o Jack da chuva.
Peguei minha carteira e meu celular, colocando no meu bolso. Saio do quarto e sigo para fora do hotel, aviso Fletch que ia dar um rolê por ali só por andar mesmo. Se for pra ela me odiar, que seja com razão.
15.
Chuva. O tempo estava sendo o espelho do meu humor. Eu andava na rua, não estava tão famoso assim para ser reconhecido em todos os lugares. Mas algumas pessoas me paravam e perguntavam se eu era o tal namorado da do Crossworld. Preciso dizer que eu usei meu poder máximo de paciência para conseguir responder parecendo bem-humorado e ainda elogiar a pessoa que eu estava com mais raiva até agora?
Senti aquela leve sensação de estar sendo observado. Eu sabia que estava, era claro, eu estava começando a ficar famoso, as pessoas iriam me reconhecer e as mais tímidas iriam apenas ficar observando. Fui até uma galeria e fiquei andando apenas olhando as baias sem interesse nenhum em comprar algo.
Meu celular toca. .
- Fala. - apenas digo sério.
- Opa! Quando o disse que estava puto com a , não pensei que fosse durar tanto assim.
Bufo.
- Tá bem. A gente ta saindo pra jantar num lugar qualquer que não tenha comida de hotel. O cardápio de hoje não está muito convidativo com essa comida indiana.
- Não to com fome, vão vocês. - eu sabia que a estaria lá e eu não estava com nem um pouco de humor de ter de aturar a cara dela. Sim, eu estava muito puto com ela. Tenho meus motivos, oras.
- Certeza cara? Olha, não dá pra vocês dois ficarem num ar ruim com a turnê começando.
- Não vamos, , relaxa. É só uma crise. - isso era o que eu queria acreditar.
- Ta bem... Qualquer coisa me liga.
- Falou. - e desliguei, voltando a olhar as baias.
Mais ou menos três horas depois eu estava numa lanchonete comendo alguma coisa só para forrar o estômago e não levar culpa de que não o alimento bem. Olho para meu celular apenas na esperança de ver uma ligação perdida ou uma mensagem não lida de , mas eu estava subestimando o orgulho dela. Era óbvio que ela não iria vir atrás de mim. Eu quem teria de ceder no final das contas.
Paguei o que havia comido e voltei a andar, agora indo de volta para o hotel, já deviam passar da meia noite. Grande. No dia seguinte teríamos de acordar cedo para a passagem de som do nosso primeiro show. Suspiro.
Ao chegar no local, não encontrei com ninguém, e agradeci mentalmente a todos os santos por isso. Meu humor já não estava bom sem precisar ouvir sermões, se eu ouvisse, iria sair do sério.
- ?
Olho para trás e vejo se aproximando. Merda.
- Tá tudo bem, cara?
Faço uma careta.
- A estava com uma cara péssima e ficou trancada dentro do quarto, nem quis sair pra jantar com a gente.
Porque me senti bem sabendo disso?
- Hm...
- Vocês brigaram?
- É, brigamos.
- Por que, cara?
Olho para os lados. O quarto dela era de frente para o meu. Abri a porta e entendeu que eu não queria conversar sobre aquele assunto no meio do corredor como duas velhinhas fofoqueiras.
Ao fechar a porta, vejo ele me olhando curioso.
- Ela deu ataque de ciúmes hoje. E não quer admitir. Então nós brigamos.
Ele estava boquiaberto.
- Vocês brigaram por causa do ciúme dela?
- Eu não fiz nada de errado, cara! A única coisa que eu fiz foi fazer o mesmo que ela fazia com as
fãs dela, que eram o dobro das minhas. E então ela ficou de cara amarrada e quando fui falar com ela, ela foi grossa.
ficara parado me olhando boquiaberto, parecendo absorver tudo o que havia ouvido. É um jumento mesmo. E nem fora tanta coisa assim.
- Quem tem razão? - eu pergunto esperando a resposta óbvia.
- Você.
- Claro que sou eu! - bufo impaciente. - E eu ainda fui trouxa o suficiente para correr atrás dela para tentar resolver as coisas e tudo o que eu levo é mais patada.
apenas ficava calado.
- A gente não fez nem um mês de namoro e ela já está me dando todo esse problema... - passo a mão no cabelo nervoso. - Ela quer o quê? Que eu lambe o chão que ela pise e fique grudado nela enquanto ela conversa com as
fãs dela?
movimenta os lábios para no mínimo tentar dizer algo para melhorar a situação de , mas eu não estava nem um pouco afim de ouvir alguém proteger ela.
- Se ela não vir falar comigo, eu que não vou correr atrás dela. Eu amo ela e tudo mais, mas ela já está me fazendo de trouxa.
Ele assente com a cabeça. Suspira.
- Olha , eu não vou ficar me intrometendo na sua relação com a , mas você sabe que ela sempre foi complicada e que sempre gostou da atenção inteira para ela.
- , eu sempre fui agarrado e popular em . Ela sempre me viu com outras garotas, nas festas e tudo mais. Por que diabos ela começou a dar ataques justo agora que estava dando tudo tão certo?
- Porque antes vocês não namoravam.
Boa. Eu não havia me tocado nesse ponto. Eu simplesmente não tinha o que responder e fiquei calado, com uma cara pensativa. Era claro, ela sabia diferenciar as pessoas que estão com ela e as que não estão. Ótimo. Dosar o ciúme que é bom, nada.
- Olha , às vezes você esteja fazendo tempestade em copo d'água, assim como ela. - começa a falar calmo. - Sabe como ela é orgulhosa e não queira que ela mude tão drasticamente por sua causa.
Não é que o filho da mãe estava certo? certo, ótimo. Eu mal fiquei famoso e o mundo já vai acabar.
Suspiro e sento numa poltrona, apoiando meus cotovelos no joelho e a cabeça nas mãos.
- Merda.
- Relaxa, dude. Pensa assim: as coisas estão ruins, mas pode piorar.
Por que é que ele não sabe a hora que tem de ficar quieto? Não podia me deixar com uma imagem de que milagres realmente aconteciam e ele estava começando a pensar? Não, ele parece gostar da fama de jegue.
- Fala com ela amanhã.
- Vou pensar. - murmuro. - Eu to puto demais com ela pra ir até lá falar.
O vejo balançar a cabeça concordando.
- Ta bem. Bom, vou dormir e tal. Vamos nos fuder legal amanhã. Nossa primeira passagem de som e vamos levar altas broncas do e .
Concordo com a cabeça. Os dois na hora de falar sério eram piores do que eu e juntos.
- Vou dormir também, nos falamos amanhã.
- Falou. - ele diz antes de fechar a porta. Tranco e vou para o banheiro tomar um banho rápido.
Apesar de toda a raiva que eu estava sentindo de , não conseguia parar de pensar no quanto eu a amava e no quanto eu queria estar deitado na cama com ela a observando dormir. No final das contas amor sempre será amor.
E quando eu achava que o dia anterior havia sido um inferno, é porque eu não sabia o que viria no dia seguinte.
Eu acordo com os berros de e travesseiradas de , não consigo tomar meu café-da-manhã, não converso com minha namorada, ela me vira a cara e me ignora o dia inteiro, as fãs não paravam de berrar no meu ouvido coisas que eu sequer entendia direito, meu almoço foi uma merda de um sanduíche ruim porque não podíamos sair para comer comida de verdade e agora já são 7 da noite, eu não dormi e tenho de me aquecer para abrir nosso primeiro show.
O azar estava no lado de quem? Meu, da minha banda ou no das fãs que estão lá fora esperando me ver com um sorriso animado no rosto? Mas. Que. Merda.
- Não falou com ela?
- Não. - respondo seco para , que suspira cansado.
- , não pode ser assim pra sempre, cara. A gente acabou de começar uma turnê de três meses.
- Eu aguento três meses longe dela se ela não vier até mim pedir desculpas.
- Cara, o que é que deu em você, heim? - fala nervoso. Deixa eu repetir. fala nervoso. E o dia estava para chegar ao seu fim. Aqui jaz um . Quando fica bravo, acudam. - Há um mês atrás você era um cara apaixonado que sequer ligava se a era ou não ciumenta, o que você queria era que ela estivesse com você! Agora que ela está aqui você fica fazendo tudo isso?
- Por que é que eu estou ouvindo esse sermão sendo que a pessoa causadora do NOSSO sofrimento é ela? - eu aponto para a porta, já que ela não estava no local para eu poder indicá-la.
Os três ficam calados.
- De que lado vocês estão? Vocês são amigos de quem, afinal? - eu falo com uma voz mais fina. - EU sou a vítima da situação, não ela! Quem brigou comigo foi ela! Eu fui um bom namorado e fui tentar arrumar as coisas!
E não tinham o que me retrucar, todos nós sabíamos disso. Eu estava puto pra caramba com eles.
- Que tá acontecendo aqui? - Fletch entra na sala olhando para nós quatro. - Hein?
- Nada não, Fletch. - diz sério. - Apenas o nervosismo tomando conta da gente.
- Então é melhor pararem de se matar, antes que eu mate vocês! Todo mundo com cara bonita porque vocês entram em 10 minutos, anda! - ele bate as palmas e nós saímos da sala, indo em direção ao local do show. A cada passo que dávamos o grito das fãs ficavam mais e mais alto. Meu estômago já não estava aquelas coisas, agora então, piorara.
Pegamos nossos instrumentos. olha para mim:
- Olha , eu sei que você não tá bem, cara--
- Relaxa. Não vou estragar nosso momento. - falo firme e ele concorda com a cabeça e me abraça.
- Somos seus amigos, dude. A gente só achou que você merecia ter ela do lado ao invés de passar o que passa.
- Valeu, cara. - sorrio tentando demonstrar segurança. Ele me dá dois tapas no ombro e então vejo e mandarem um joinha, devolvo e respiramos fundo antes de subirmos no palco.
- VALEU BRIGHTON! - gritava enquanto jogava sua baqueta para o povo. Descíamos correndo do palco, para os técnicos substituírem os instrumentos do McFly para os do Crossword. Fora um belo show. Mentira. Foi um puta showzasso. Quem não foi, perdeu.
Ao descer o último degrau, vejo o Crossword já lá, conversando com o pessoal.
- Show bem louco, . - CJ fala sorrindo.
- Valeu. - agradeço com um sorriso. Olho para os lados a procura dela, mas para variar, ela não estava lá.
- Aí. - CJ me faz voltar a atenção para ele. - A queria ter uma palavra com você lá no camarim.
Concordo com a cabeça.
- Avisa ela que entramos em uma hora! - ele grita enquanto me via correr para o corredor onde levava ao nosso camarim. Minha barriga estava louca. Parte de mim aliviado pelo show, mas a outra parte. Ah, a outra parte estava precária.
Bato na porta e abro lentamente, vendo uma andando de um lado para o outro e parar assustada ao me ver.
- A-ah... Entra. - ela fala nervosa. Não falo nada e entro, fechando a porta atrás de mim. Vou até o sofá e me sento, observando ela mexer as mãos mais nervosa ainda. - Hm...
Foi um show legal.
Um show legal? É isso o que ela tem para falar? Parece que ela entendeu o que eu quis pensar e abriu a boca nervosa para consertar, mas viu que já era tarde. Suspira e se senta do meu lado.
- Desculpa.
Olho para ela. Claro que eu não iria falar nada, era a hora dela passar por cima do orgulho dela e me pedir desculpas. Ela continuava mexendo as mãos e olhando para o chão.
- É só que-- - respira fundo. Se vira para mim. Levanta o rosto e olha em meus olhos. Oi, sedução. - Eu sabia que eu era ciumenta. Eu só não queria admitir, entende? Eu achei de verdade que eu conseguiria deixar passar e tudo mais, só que quando eu vi todas aquelas meninas dando em cima de você e-- - suspira. - Eu sei que fui uma idiota, eu estou tão envergonhada que você nem sabe-- - e então suspira novamente parando de falar. É. Não estava sendo fácil.
Não falo nada, apenas pensando no quanto eu estava feliz por vê-la ignorando o orgulho dela e vindo até mim.
- Desculpa, . Eu não queria ser assim. - ela fala chorosa. Abro um pequeno sorriso. Ajoelho na frente dela, tentando olhar seu rosto.
- Hey. - coloco a mão no queixo dela, a fazendo olhar para mim. - Eu não queria que não fosse assim. - sussurro, a fazendo abrir a boca. - Tudo bem, não queria que fosse tão ciumenta. - damos risada. - Mas fora isso eu não queria que fosse diferente em nada.
Ela parecia então querer chorar mais ainda, mas não o fez. Me abraçou tão forte que parecia mais uma despedida ou algo assim. O que me fez ficar tranquilo era que eu sabia que aquilo não era uma despedida e sim uma reconciliação. Beijo a bochecha dela.
- Eu te amo, . Te amo tanto. - ela fala com a voz abafa. Meu estômago agora já não importava mais, não agora que meu coração batia tão forte e tão rápido. Sorrio e seguro o rosto dela, fazendo-a com que fizesse o mesmo comigo.
- Eu te amo, pequena. Mais do que qualquer coisa. E eu nunca, ta me ouvindo, nunca trocaria você por qualquer outra garota no mundo. - falo olhando nos olhos dela.
Enxugo suas lágrimas com meus polegares e a vejo vindo para cima de mim, me beijando forte. Eu senti falta daquilo. Senti mesmo. E só agora eu percebi.
- Esqueceu que eu sou o louco tarado por você desde que te vi no shopping pela primeira vez? - falo divertido a fazendo rir.
- Seu bobo. - ela volta a me beijar sorrindo.
Mais um tempo trocando carinho e batem na porta.
- , 15 minutos para entrar. - ouvimos e então nos entreolhamos. Ela se levanta não soltando minha mão e me puxando para ir com ela.
Os olhos de pareciam brilhar ao me ver com . Eu não sei quem estava pior, Oliver por murmurar coisas como "agora ela faz um show" ou por "não devia ter feito isso antes do nosso?". Eles são malvados.
- Sobe lá e mostra pras minhas fãs que tipo de mulher gosta. - eu sorrio encostando minha testa na dela. Ela solta uma risada.
- Ta louco? Pra elas virarem eu e então correrem atrás de você querendo dar o golpe da barriga? Não senhor!
Damos risada e eu roubo um beijo dela.
- Então só faz um show, vai.
- Te amo. - ela sorri enlaçando os dois braços em meu pescoço, me fazendo enlaçar sua cintura com as minhas.
- Eu que te amo. - devolvo o sorriso.
- 3 minutos! - ouvimos alguém gritar.
- ! - os caras da banda dela gritam e ela ri:
- Melhor eu ir.
- Também acho, quero minha after party.
- Hm, mal posso esperar. - ela me manda um sorriso malicioso. - Até depois, . - ela me solta e segue até os companheiros de banda.
- Até daqui a pouco, . - sorrio a vendo pegar o microfone colorido dela e pular um pouco antes de subir as escadas que davam para o palco.
- Eu disse que não dava mais que um dia. - diz atrás de mim.
- Cala a boca, eu falei que ele ia conseguir se segurar dessa vez e não correr atrás dela. Não que ia dar mais que um dia. Isso tava na cara que não ia ser. - fala emburrado para . Que tipo de amigos são esses que fazem apostas sobre seu relacionamento enquanto você está num mar de sofrimento?
- Parem de falar isso na frente do , respeito com o cara. - diz enquanto voltávamos para o camarim. Pelo menos um tem a sanidade mental normalizada aqui. - A gente conversa sobre isso depois, eu venci, só para deixar vocês a par.
- Como é que é? - os dois idiotas falam protestando e eu apenas reviro os olhos. Quem é que merece uns amigos desses? Lembre-se , tudo por dinheiro. Não existem outros trouxas para entrar no lugar deles na banda.
Mais uma hora e cinquenta de espera e então nos avisam que podíamos ir direto para o ônibus. Não encontrei a até ela entrar no ônibus correndo, se desviando das fãs malucas que estavam no lado de fora.
- Aí! Ganhei uma boxer nova! - Lou celebra fazendo revirar os olhos.
- Cala a boca. Ta vendo o que tá escrito atrás? - Joe chega dando um tapa na cabeça de Lou e pegando a boxer das mãos do amigo. - Joe, me liga. Você por acaso se chama Joe? Alguém aqui fora eu se chama Joe? Eu acho que não.
- Que merda. Só por que eu fico na batera? - o cara pareceu ficar bem abalado com o fato.
- Relaxa, Lou. - vemos Andrew dar alguns tapinhas no ombro de Lou. - Olha só. Você ganhou sutiãs! - ele mostra vários de diversas cores e diversos modelos. - Pode fazer bom proveito dele!
- Ha-ha. Tirem com a cara do Lou, quem se importa com ele de verdade? - o cara estava mal mesmo. Alguém chame uma groupie para ele, por favor?
- Aw, tadinho do meu baterista. Parem de zuar ele. - senta no colo do amigo. AMIGO. A sorte dele é que eu não estava bêbado, senão eu não me responsabilizava por mim.
BLAM!
Esse foi o único barulho que ouviram depois de um tempo que eu e enrolamos na nossa primeira after party. Claro que não ficamos mais que meia-hora. Tínhamos assuntos pendentes a resolver e o tempo era precioso.
Enquanto ela segurava meu rosto com as duas mãos, eu me preocupava em ir tirando a blusinha dela. Arfávamos forte e nos soltamos para nos despirmos. Sim, nós estávamos desesperados. Quando você se acostuma a ter sexo por um determinado tempo, quando ultrapassa desse tempo a situação fica precária. Para ambos, claro. Ela não me desejava menos do que eu a desejava.
- Merda de cinto. - ouço-a murmurar enquanto tentava soltar o cinto de minha calça.
- Merda de cinto? Cadê o fecho do seu sutiã? - eu falava nervoso procurando pelo tal nas costas dela. Ela pára e me olha assim que eu senti minhas calças caírem. Ela faz uma careta e com uma única mão, a leva até a parte da frente e solta um fecho absurdamente fácil de ser aberto.
- Impossível você nunca ter deparado com um sutiã assim. - ela fala divertida. Bufo e a puxo para mim:
- E eu vou lembrar de fechos de sutiã na frente? - volto a beijar seu colo. - Mas que dia para decidir colocar um com o fecho na frente.
- Cala a boca. - ela fala voltando a selar nossos lábios juntos.
A vou empurrando lentamente até a cama dela e ela se deita confortável, enquanto eu subia engatinhando até ela e voltando a nos beijar. O efeito da sensação de estar deitados em uma cama pareceu nos fazer acalmar um pouco o faxo. Digo em termos de ação. Nós
diminuímos a velocidade de nossos beijos e minha mão pareceu querer passar lentamente por toda a extensão do corpo de .
Desço minha boca para seu colo, beijando-a lentamente. Seus seios fartos estavam
incrivelmente mais saciáveis do que da última vez que transamos. Demorei um pouco mais de tempo neles e os gemidos dela agora eram constantes. Desci para sua barriga e então retirei a última parte que restava de sua roupa. Passei a observá-la e a vi corar.
- Ainda sente vergonha? - sorrio encostando nossos narizes.
- Não tem como eu não ter... - ela fala com um sorriso e olhando para meus lábios. - Você me olha de um jeito intimador.
Dou uma risada rouca:
- É porque eu te desejo. - termino a conversa grudando meus lábios nos dela. Sinto suas mãos percorrerem meus braços, nuca e costas até que então eu, sem ao menos avisá-la, penetro-a por inteiro, a fazendo desgrudar seus lábios dos meus e soltando um forte gemido de surpresa, excitação e dor. Saio de dentro dela e lentamente a penetro novamente, a vejo com os olhos fechados e se segurando para não fazer tanto barulho, sorrio enquanto nos movimentávamos. A cada investida uma expressão e cada vez mais ela relaxava, fazendo o sexo mais gostoso.
- Eu te amo.. - sussurro no ouvido dela, enquanto subíamos e descíamos. Ela estava com a boca entreaberta e com uma mão, agarrava o lençol e a outra, puxava meu cabelo e apertava minha nuca.
- Eu... te amo. - ela diz forçadamente, eu realmente estava de matar hoje. Variava entre o rápido e o devagar. Chegamos num ponto onde nós não conseguíamos mais segurar os gemidos.
- ... - eu falo avisando que estava para vir e ela então me puxa para mais perto ainda, dizendo que estava preparada. Aumento e forço mais as investidas a fazendo respirar mais forte ainda e me arranhar mais e mais. Mais algumas e eu saía por inteiro de dentro dela, deitando ao seu lado. Com uma força que eu tirara não sei da onde, puxo o cobertor e nos cubro. Olho para o teto e então para ela. Sorrio. olhava para mim sorrindo. O peito dela ainda subindo e descendo rapidamente e a boca entreaberta a procura de mais ar. Ela trás sua mão até meu rosto e acaricia lentamente, me fazendo fechar meus olhos e aproveitar o carinho. Ouço um movimento e ao re-abrir meus olhos, ela estava virada para mim olhando cara centímetro de meu rosto.
- Eu estou num momento muito carente, então não ligue para tudo o que eu falar agora. - ela da uma risada e eu sorrio esperando. - Me promete nunca me deixar?
Dou uma risada e me viro para ela, colocando a mão em sua cintura, por cima da coberta.
- Prometo.
- E promete me amar para sempre? - ela sorri mais ainda.
- Prometo, , prometo.
- Então fala.
- Falar o quê? - rio a vendo sorrir.
- Oras, fala que nunca vai me deixar e que vai me amar pra sempre.
Como se eu nunca tivesse prometido isso para mim mesmo desde que a conheci. Não era difícil.
- Eu prometo com minha alma e meu coração que eu nunca irei te deixar e que você é a mulher que eu irei amar para sempre. - olho bem em seus olhos, tentando não só falar com a boca, mas também com o olhar, o que dera certo e a fizera sorrir e encostar sua testa na minha.
- Eu te amo, . - ela sussurra como se não quisesse que mais ninguém além de nós dois ouvisse.
- Te amo, . - sorrio sussurrando da mesma maneira.
Os três meses seguintes foram simplesmente os melhores da minha vida. Vida boa, a que eu tinha. Eu tocava numa banda que eu amo, ganhava dinheiro fazendo o que eu amava, tinha a mulher da minha vida dizendo que me amava todo santo dia e ainda conhecia a Europa inteira. Quer coisa melhor?
Então, como toda regra tem sua exceção e toda história tem o porém. A minha veio dois dias antes de terminar a nossa turnê.
Estávamos no nosso querido país e da rainha também, mais dois dias e olá ! Os shows já haviam acabado e estávamos saindo para almoçar em Liverpool num restaurante que amava e estava tudo ótimo até nossos pratos chegarem. olhou para o prato dela e depois de alguns segundos encarando o tal, se levantou bruscamente e correu até o banheiro feminino. Nos entreolhamos todos preocupados e eu corri até a porta do local. Sinto uma mão no meu ombro e vejo Jeena me olhar:
- Deixa que eu vejo.
Concordo com a cabeça. Não entraria num banheiro feminino de um restaurante assim do nada. Fiquei na porta andando de um lado pro outro até ver Jeena sair sério.
- , acho melhor você vir dar uma volta comigo.
Por que eu tenho a leve impressão que o "dar uma volta" vai gerar mais do que o que fora dito? Olho para o banheiro.
- Ela vai ficar bem. Vamos.
A sigo sem falar um piu, ela estava séria e Jeena brava não era um mar de rosas. Ela explica que iríamos sair e que estava no banheiro e para a levarem para o hotel que ela iria voltar com um remédio. Todos me olham confusos e eu só levanto os ombros demonstrando que eu não estava melhor que eles.
Seguimos até uma farmácia próxima, de acordo com o que Jeena disse e então fui abordado pelas perguntas constrangedoras.
- , com que frequência você e tem relações sexuais?
Aí ela forçou a amizade. O tanto de vezes que eu e transamos é uma coisa pessoal nossa.
- Como? - pergunto.
- Você me ouviu. Não quer ouvir a pergunta novamente, não é? Anda , não vou espalhar para ninguém. Só estou perguntando porque tem a ver com o que ela está sentindo agora.
- Não vejo onde nossa relação pode interferir no passar de mal dela. - tento relutar e vejo a empresária do Crossworld bufar e parar antes de entrarmos na farmácia.
- Não mesmo? Então me explique como é o processo de engravidar uma garota. - ela fala séria e eu paro. - Sim, . Ela pode estar grávida. Então para o bem de vocês, me responda, com que frequência vocês fazem sexo?
- abro a boca ainda bobo. grávida?
- Eu não sei... - falo nervoso. - Estamos sempre... bom. Você sabe. - mexo as mãos e a mulher respira e olha para o lado. - Mas é impossível, estamos sempre nos protegendo e eu sempre carrego comigo camisinha.
- Deve ter alguma vez que o preservativo estourou ou que você tenha se esquecido de colocar e ela
de te lembrar.
- Nunca estourou. - eu falo tentando me relembrar, eu verificava sempre se havia estourado e não estou com peso na
consciência por ter visto isso e não contado a . - Não me lembro de quando nós fizemos sem proteção.
- Bom, esses sintomas aparecem apenas depois de uns três meses depois da relação. Tente se lembrar, enquanto compro os testes. - ela diz entrando na farmácia e me deixando do lado de fora assustado com a notícia e pensando feito um retardado num dia em que eu e tenhamos transado sem camisinha.
Um dia. Infelizmente um mísero dia veio em minha cabeça. Depois de nossa primeira briga na turnê. Eu me esqueci completamente da camisinha e só me lembrei quando fui tomar um banho no dia seguinte. Com certeza um dia não faria diferença em nossas vidas. Mas agora eu vi que provavelmente fez. podia estar grávida.
- ! - recebo um tapa no braço e olho para Jeena, que estava com uma sacola na mão. - Vamos.
- Teve um dia. - eu digo sério enquanto íamos para o estacionamento do restaurante. A vejo me olhar sério. - Foi um dia. Eu me esqueci, ela se esqueceu. Eu só me toquei no dia seguinte.
Ela balança a cabeça pesarosa.
- Eu não acredito que um dia e deu nisso. - murmuro e ela nada diz. Eu estava inconformado.
- Positivo. - ouço a voz de Jeena soar no quarto enquanto os caras da banda dela fechavam os olhos e murmuravam coisas sem nexo, eu apoiava minha cabeça em minhas mãos, murmurava um "puta merda" e e passavam as mãos em minhas costas, tentando me reconfortar. - Acho melhor deixarmos e ela sozinhos. Têm algumas coisas para conversarem.
Aos poucos eles foram deixando o quarto. Eu sabia que me olhavam com uma cara de dó. Mas eu não estava nem um pouco afim de me sentir pior do que já estava.
- . Ela está bem frágil. Cuidado com o que fala. - Jeena diz antes de sair. - Qualquer coisa estou no meu quarto, sabe o número do ramal.
Concordo com a cabeça antes dela fechar a porta. Olho para a do banheiro de . Mas que inferno. Eu estava receoso. Não que eu estivesse bravo com ela, mas estava nervoso com a conversa que viria a seguir. Junto minha coragem e sigo para a porta, abrindo-a lentamente e a vendo sentada no chão, a cabeça e os braços apoiados no vaso sanitário.
- ...
- Fica longe. - ela diz chorosa. Eu paro espantado. Eu achava que ela fosse chorar em meus braços, não ser fria. - Eu não quero falar com você.
- , nós precisamos--
- Nós não precisamos de nada. - ela olha para mim com seus olhos molhados e vermelhos. - Me deixa em paz, . Olha só o que você fez!
- Eu fiz? Desculpe, mas a culpa não é só minha!
- É claro que é! Você deveria ter lembrado da camisinha! - ela diz fora de si.
- Como é? - eu falo mais alto. - Escuta, tudo bem, eu também estou apavorado, também não sei o que fazer mas olha só, eu to aqui! Não caí fora como qualquer um aí no mundo. Eu quero enfrentar isso com você, ta bem? Então pare de colocar a culpa só em mim! Eu sei que eu me esqueci da camisinha aquela vez, mas você também esqueceu!
Isso pareceu afetar ela mais do que o normal e o choro voltou à tona. Merda.
- Não, não, -- olha, desculpa ter gritado com você-- - me aproximo dela rapidamente e
agacho em seu lado.
- O que eu vou fazer, ? - ela pergunta chorosa. - Eu estou grávida, sabe o que é isso?
Fico calado pensando no que dizer, mas não havia nada. Suspiro e me sento.
- Olha. Eu não sei o que vamos fazer, só que você não pode abortar, e eu não quero que você mate essa criança que nem formada ainda está então-- - paro. Tinha de ser assim. - O que você decidir, eu estou com você.
Ela me olha surpresa. Me abraça.
- Eu to com medo. Não me deixa.
- Não vou. Vou ficar com você. - falo depositando um beijo no topo de sua cabeça e olhando para cima. No que é que fomos nos meter?
Apesar dos apesares, eu achava que estaria morto assim que contássemos para a família de sobre o acontecido. E por algum milagre do Senhor, os 's não pareceram tão nervosos quanto deveriam.
- Foi uma irresponsabilidade. - o senhor dizia para nós dois depois de meia hora de sermão. Nós já havíamos ouvido essas três palavras incontáveis vezes. Ele então suspira e olha para nós dois. - A única coisa que me deixa aliviado nessa situação é que é você o homem que a engravidou, , não qualquer um.
Se meu ego não era para subir, alguém por favor, avise-o porque ele está subindo sem parar agora.
- Não se pode abortar um bebê, então vocês sabem que terão de tê-lo, certo? - nós concordamos com a cabeça. - Então já sabe o que fará, ?
- Estou com , senhor , não vou deixa--
- O mínimo é pedi-la em casamento, . - ele fala e nós dois arregalamos os olhos assustados. Tia Rê parecia já saber do resultado e apenas ficara atrás séria, observando nossas reações.
- Pai-- - tenta falar, mas o senhor a interrompe.
- Não quero ver minha filha sendo uma mãe sem um marido, .
Concordo com a cabeça.
- Sim senhor.
Ouvimos mais um suspiro.
- Estão dispensados.
Nos levantamos e seguimos para fora da casa, indo direto para a minha. Obviamente minha mãe estava histérica. Histérica, mas feliz. Assim que nós dissemos que iríamos nos casar, o caso "gravidez" pareceu sumir da mente da senhora e ser substituído por "casamento".
- Vou ligar para sua mãe essa semana para combinarmos de vermos tudo juntas.
- Hm.. mãe. já deixou claro que não quer casar antes do bebê nascer. - eu falo desconcertado e então minha mãe para de falar e nos olha séria.
- Mas por quê?
- Não quero casar gorda. - ainda a tratava como se fosse uma amiga de sua idade e minha mãe sequer se importava.
- Mas querida, casar grávida é a coisa mais linda do mundo!
- Mãe. - eu falo rápido antes que tivesse um treco do coração. - Nós vamos casar quando ela achar que está bem, ta? Se ela quer casar magra, ela irá casar magra.
Minha mãe levanta as mãos.
- Tudo bem. Vocês quem sabem, o casamento é de vocês. - ela se levanta devolvendo o telefone na base.
sorri agradecida. Passa-se um tempo e ela rapidamente volta até nós dois.
- Mas eu vou começar a ver o chá de bebê. Podemos fazer aqui em casa, não tem problema, não acho que você queira convidar muita gente, não é querida?
E se quiser, não tem problema, nosso jardim é enorme e caberá facilmente até 200 pessoas--
- Mãe! - eu a corto a fazendo bufar.
- Vocês e suas manias de deixarem tudo para última hora.
- Vamos para meu quarto. - falo pegando a mão de e subindo as escadas. - Desculpe por isso. - falo assim que fechava a porta. Ela balança a cabeça sorrindo e se senta em minha cama.
- Eu gosto da animação dela. Só não estou acostumada a saber que eu estou grávida.
Paramos e ficamos olhando um para a cara do outro. Sorrio.
- Sabe, eu não estou me sentindo tão mal quanto me sentiria se fosse outra pessoa a não ser você.
Ela sorri junto.
- Sabe, eu me sinto da mesma maneira.
Damos risada e eu a abraço, deitando na cama.
- E vamos nos casar. - ela diz.
- Vamos nos casar. - repito. Até que não estava sendo tão mal assim.
recebera uma "folga" de um ano e meio. Um ano e meio sem show. Sem tocar. Sem nada. É claro que os amigos de banda ficaram decepcionados, mas foi o tempo que eles pediram para fazer suas coisas pessoais. Um ano e meio era tempo o suficiente para a produção de um novo cd. Um cd com letras escritas pela , de acordo com que ela prometera a seus
fãs. O McFly continuava na mesma. Quero dizer, com shows e tudo mais. Estamos superlotados de show, o que faz ter pequenos surtos psicológicos típicos da gravidez.
- Se você for, não precisa voltar. - ela falava olhando para a tv ligada.
- , daqui a três horas eu estou de volta. - eu falo colocando minha camiseta. Quatro meses e ela já estava assim? Não me lembro das mulheres sofrerem com isso desde o início da gestação. E eu nem sou um expert no assunto!
- Ah é? Ah é? - ela olha para mim nervosa e se senta olhando para mim. - Em três horas eu posso ficar com fome, ver se tem algo para comer, decidir ver se tem algo para comer, tropeçar na escada, sair rolando feito uma porpeta ambulante e bater a cabeça. Aí olha que legal! Morrem sua noiva e sua filha.
- Nós não sabemos se é homem ou mulher, .
- É mulher! - ela grita nervosa. A olho nervoso.
- . É um show. Eu não posso faltar. Três horas e eu estou de volta. Não vai demorar!
- Você sempre fala que não vai demorar e demora uma eternidade. - ela diz magoada. Suspiro. Mulher grávida é pior que mulher de TPM, acabei de descobrir.
- Não vou. Prometo pra você. Fica assistindo TV, chama a Gertrude se ficar com fome e se distraia, vai ver que logo logo eu estarei aqui. - sorrio lhe beijando na boca.
- Promessa é dívida. - ela fala ainda magoada. Sorrio e a beijo mais uma vez antes de pegar minha mochila e sair do meu quarto.
Decidimos que iríamos morar em casa, já que ela não queria ver o irmão querendo me matar a cada vez que me visse. Sean era o único que ficara totalmente perturbado com a notícia e mesmo depois de um mês sabendo, ele ainda não havia me perdoado. Então minha mãe, carinhosa e animada, disse que nós dois poderíamos morar em casa até nós casarmos. Enquanto isso ela e tia Rê com a mãe de , e - sim, é incrível como elas não se desgrudam mais - resolveram nos dar de presente uma casa. Uma casa já decorada. E isso está sendo um perigo na minha opinião. Cinco mulheres exageradas, ótimo.
Não estava sendo nada fácil lidar com uma grávida. Não que fosse um sacrifício, pois tudo o que eu faço por ela é de boa vontade, mas ela estava realmente sensível e eu sempre tinha de pensar 5 vezes antes de falar alguma coisa. Ela chorava por tudo, gritava por tudo e depois chorava...
Estava de matar.
- Menina. É uma menina. - a mulher falava no ultra-som.
- Eu disse que era uma menina, eu disse! - puxava a manga de minha camisa e eu sorrio.
- Disse, , disse.
Ela passou praticamente o dia inteiro ligando para todo mundo contando que era uma menina e depois, no resto dia que sobrara ela ficara me
enchendo o saco dizendo "eu não disse que era menina? Uma mãe sabe tudo sobre seu filho." Ela está se achando a tia Rê.
- Melissa. - eu falo animado enquanto ouvíamos a uma música qualquer na rádio. Estávamos decidindo o nome da nossa filha. O problema entre eu e era que nós nunca
tínhamos a mesma opinião para nada. Isso era um grande problema.
- Melissa, ? Eu gosto de Nicole. - ela fala mexendo em minha mão.
- Nicole?
- É. Imagina nós chamando ela por Nicky? - os olhos de brilhavam tanto ao falar o apelido do nome que ela queria, que não teve como eu dizer "não, . Quero Melissa para chamarmos ela de Mel."
Ficamos calados. Ela pensando no apelido que dera para Nicole e eu pensando em como nossa vida seria depois que nossa filha nascesse. Eu estava prestes a fazer 21 anos e já seria pai. Não era uma coisa normal.
- Está pensando no quê Sr. Pensativo? - ela pergunta me olhando curiosa, desvio meu olhar pra ela saindo de meu transe e abro um sorriso.
- Nada demais. Só em alguns detalhes do show. - era melhor que ela não soubesse que eu estava inseguro quanto ao que estava acontecendo.
Ela sorri e me dá um selinho.
- Nicole . - ela murmura acariciando o ventre. Sorrio e apenas encosto o queixo em seu ombro. Eu pensava muita besteira.
- Cinco horas! Ela está lá dentro já faz CINCO HORAS! E NINGUÉM SE DÁ AO TRABALHO DE INFORMAR AO PAI DO BEBÊ QUE VAI NASCER COMO ESTÃO AS DUAS! - eu gritava na sala de espera enquanto os idiotas que eu chamava de amigos e a minha sogra tentavam me acalmar. Inutilmente, claro. Me respondam, que pai num momento como o que eu estou passando, fica calmo quando pedem para ficar? é uma pessoa má e não quis que eu entrasse com ela na sala de parto o que me fez ter pequenos surtos psicológicos no local. Estava claro de que ela não estava nem aí porque ela apenas sorriu antes de dar mais um berro por causa da contração.
Eu não estava aguentando todo aquele nervoso. Era demais para um pré-pai. A cada choro de bebê que era ouvido, eu corria feito um manco em direção à porta por onde saía o médico informar ao pai - não piores que eu, isso eu tenho a absoluta certeza - o nascimento de seu/sua filho(a). Minha pele já estava toda vermelha e meu rosto com marcas de arranhões, eu estava numa guerra contra mim mesmo. Minhas mãos estavam geladas de nervoso e eu não conseguia parar de suar.
- Toma essa água com açúcar, filho, vai melhorar. - Minha mãe adora tentar me envenenar quando eu estou desligado do mundo. Quando eu era criança, levei uma picada de abelha e fiquei gritando e correndo pela casa até ela dizer para eu tomar um suco que era milagroso com picadas de abelhas e eu desmaiei. Minha própria mãe me envenena. Ela disse que fora a melhor maneira de fazer com que eu ficasse parado para ela tirar o ferrão e cuidar de mim, mas eu sabia que era porque ela não queria ouvir reclamações dos vizinhos. Minha mãe é uma má pessoa.
- Sabe quanto disso eu tomei em uma hora? Adivinha só, mãe, NÃO FUNCIONOU! To aqui nervoso ainda! - falo alto fazendo a mulher dar um pequeno pulo e respirar forte.
- ! Calma, meu filho! Partos são mesmo demorados, quer manter a sanidade? - ele pensa que ta falando com o irmão do pai do bebê?
- Mãe, a senhora é mulher, não passou isso o que eu estou passando. A senhora estava lá dentro tendo a mim enquanto meu pai se matava aqui no lado de fora. Quer ver onde o pai ta agora? - e aponto para o santo do meu pai, que estava sentado lendo uma revista que o hospital disponibilizava para os clientes. - Ta vendo? Aprende com o véio e me deixa sofrer em paz!
- Mas que menino complicado! - dona se vira e vai até meu pai, que desvia o olhar para ela e abre um sorriso. - Você é um inútil, Sr ! Seu filho sofrendo dos nervos em sua frente e você nem para tentar ajudar!
- Para quê, mulher, me diga. Você já faz isso muito bem por mim. E veja só, não funcionou. Deixa o garoto passar um pouco de nervoso.
Meus amigos apenas riam e se enervavam junto comigo quando viam um enfermeiro sair de alguma sala de partos.
Mais duas horas se passavam e nada de notícia. Vou te dizer, não era preciso conhecer para saber que o ele estava prestes a ele mesmo ter um filho no meio da sala de espera. Meus amigos reservaram uma poltrona apenas para mim, mas desistiram depois que eu levantei pela quadragésima vez.
- Sr. ? - e eu quase tive um filho ao ver que eu era o chamado e não era a voz de alguém familiar. Olho ansioso para o enfermeiro que sorria orgulhoso como se ele fosse o pai da minha filha.
- Parabéns, é uma linda menina.
E aí eu empaquei.
- Ótimo , seu tapado, você me faz passar sete horas num mesmo lugar com você passando nervoso e na hora do vamos ver você me empaca? - fala nervoso dando um tapa na cabeça minha cabeça.
- Deixa ele, . - fala sorrindo. Lá vem tiração de sarro. - Ele ta absorvendo a informação. - é extremamente previsível.
- Coitada da bebê. Mal nasceu e o pai já a rejeita. - não tem amor a vida, alguém me segure senão Nicky terá um pai assassino. - Calma! Calma, dude! Só assim pra você voltar à vida e se tocar que tem uma mãe e uma filha te esperando no quarto!
E foi o suficiente para o espertinho evitar de apanhar de um pai oficializado. Saquem só, pai oficializado. Eu sou pai, invejem. Minha mulher é famosa e não tão gostosa no momento, mas ela é rica, dinheiro dá um jeito nisso.
Corri para o quarto, ou pelo menos tentei, porque os energúmenos trocaram ela de quarto e eu tive de esperar alguém ir até a recepção confirmar o número. Obviamente enquanto isso fiquei andando pelo corredor e xeretando de porta em porta para ver se era o quarto da . Adivinhem só? Eu achei o quarto antes que Sean tivesse chegado.
Entrei no quarto e as vi. As duas mulheres mais lindas, junto com mamãe, do meu mundo. Sorrio e me aproximo lentamente olhando o pequeno ser embrulhado numa manta rosa. estava mais suada do que eu, respirando forte, com fios ligados do corpo à máquina e parecia um pouco sonolenta.
- Oi, papai. - ela diz olhando para mim e Nicky. Sento na cama ao lado dela.
Um comentário próprio para o momento. Bebês machos deste hospital onde enfermeiros se acham por fazer parte do parto de mulheres já compromissadas. Nicole é a menina mais linda que vocês verão em suas vidas. Não haverá menina mais linda no berçário e em nenhum outro lugar.
Ela era a cópia exata de mim. Bem que as mães disseram que quando é menina, acaba puxando ao pai. Sorte minha, porque meu pai não é o galã de novelas. Ainda desconfio que minha mãe casou com ele por dinheiro e está atuando muito bem até agora.
passou Nicky para meu colo e por incrível que pareça, ela não chorou. Ficou se mexendo e mexendo a mini-boca junto. Senti ela apertar com o máximo de força dela meu dedo indicador. Sorrio
inconsciente de que o fazia até ver um flash. Olho para a direção da luz e não sei quem chorava mais, minha mãe, dona Rê ou .
- Ela é linda. - minha mãe olhava Nicky. Eu não conseguia nem comentar nada sobre o comentário dela, Nicky tirava as palavras de minha boca. Olho para sorrindo e ela estava fazendo o mesmo olhando para nós dois. Eu nunca pensei que a sensação pudesse ser tão boa. Neste momento o fato da jovem mais famosa da Europa estar tendo uma filha não era nada demais.
Extra.
- E se nós colocássemos alguns detalhes coloridos no buquê? - tia Rê falava enquanto eu estava quase dormindo ao lado de , que decidia pelo buquê que ela iria entrar. As mulheres estavam se reunindo em casa para fazerem algumas decisões do nosso casamento e me obrigaram a ter de ficar na sala junto com elas para ajudar a opinar. Acontece que eu não estava opinando em nada. Estava apenas ouvindo e ouvindo e ouvindo um monte de baboseiras que para mim não faria diferença nenhuma.
Casamentos são celebrações complicadas. Não sei pra quê tanta embromação na escolha de um buquê.
E ainda faltavam três meses para preparar tudo. Que difícil havia nisso? Mulheres complicavam as próprias vidas.
- Que tal contratar alguém para organizar tudo? - e foi literalmente a última coisa que eu disse sobre o nosso casamento no meio de todas aquelas mulheres. Eu as estava subestimando.
Esse iria ser um grande casamento.
N/a: Acabou! Eu sei que parece que irá ter uma segunda parte, mas não terá (pelo menos por enquanto).
Muito obrigada à todas que leram e comentaram! Foi extremamente incentivador ler todas as opiniões de vocês na fic!
Espero que nos vejamos em outras fics minhas (ou de vocês!) e não deixem de comentar nelas como fizeram nessa! Muito obrigada mesmo!
E um obrigada especial à Any, minha beta-reader. Por me aguentar e sempre me cobrar notinhas para vocês. Ela é demais, super indico, ok?
Haha! Beijo, Bear <3
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